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És a nossa Fé!

15 dias sem Líder

A Assembleia da República vota hoje a possibilidade de instauração de novo estado de emergência em Portugal, que a ser aprovado poderá começar na próxima segunda-feira, dia 9.

Com este novo estado de emergência voltamos a ter um presidente ausente, porque voltará a perder o estatuto de eleito numa qualquer assembleia de freguesia para poder não cumprir as suas funções de oficial de baixa patente. 

Como tal já começámos a ter o infelizmente habitual spin do gabinete de comunicação do nosso clube, transformando uma obrigação num suposto voluntarismo, querendo transformar um situação, pelo menos de duvidosa ética, num processo de uma heroicidade que não corresponde de todo à verdade.

Vamos ter durante pelo menos 15 dias, um presidente ausente e seremos liderados por alguém que não sabemos quem seja e sem sabermos se realmente tem legitimidade para tal.

 

A culpa é do Varandas, o macaco

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(fotos, alegadamente, retiradas da "net")

 

Esta será, porventura, uma das questões mais pertinentes desta época pelo reflexo que pode vir a ter em toda a nova geração de sportinguistas.

Na imagem temos um modelo com cinco meses que está a vestir um fato de macaco para bebé ("babygrow" em estrangeiro) que, supostamente, daria dos seis aos nove meses, o problema é que o dito fato de macaco nem um mês de utilizações teve e está apertado,  o material é bom, o modelo adora o equipamento mas lá está, com um fato apertado ninguém pode ter um bom desempenho.

Resumindo, dinheiro aventado à rua, como comentava há pouco com o Luís Lisboa (noutro contexto) sinto-me como se tivesse comprado o Alan Ruiz dos fatos de macaco para bebé.

Claro que já foi substituído por outro (dos 12 aos 18 meses) mas convenhamos que o modelo da imagem fica a jogar vários escalões acima, recordo que tem cinco meses.

Para quem tenciona fazer compras na Loja Verde, na época natalícia que se aproxima, recomendo que vejam bem os tamanhos antes de tirarem as etiquetas, tenham sempre presente uma possível troca (é como os jogadores, afinal).

Para terminar, o presidente do Sporting foi pai há poucos meses, supostamente, deveria ser um "expert" em "babygrows" se consegue falhar nisto, como conseguirá acertar no resto?

Fica à consideração do Dr. Varandas se depois disto se sente com condições para continuar no cargo.

D. Bufas, o rei dos chocolatinhos

Pinto da Costa deu uma entrevista ao Record em que desanca nos eternos rivais.

Tudo o que diga contra o Benfica parece-me bem, afinal eles jogam o mesmo jogo sujo, ele e o seu eterno compagnon de route, Filipe Vieira.

Já quando ataca o presidente do Sporting, na minha modesta opinião carregado de razão, aí, alto e pára o baile! Eu quero lá saber de Frederico Varandas e dos ataques de Pinto da Costa, se o que ele acaba por fazer é ajudar Frederico Varandas?

Complicado? Eu explico: Ao atacar o presidente do Sporting, D. Bufas só pretende fomentar ainda mais a divisão interna no Sporting, entre os que apoiam o presidente ainda em exercício e os que pretendem, entre os quais me encontro, destroná-lo do cadeirão presidencial.

E a gente só lá vai, ao objectivo de devolver o Sporting ao seu lugar natural, se nos conseguirmos unir, concordando em discordar muitas vezes, mas sem perder nunca o foco.

Gostemos ou não dele, um ataque ao presidente do Sporting é um ataque ao nosso clube e vindo do maior mafioso, vigarista e pantomineiro do futebol português, ainda me causa mais confusão que ande muita gente "com o pito aos saltos", com esta entrevista.

Daqui do Ribatejo profundo

Varandas, Alves, o que se lê nos jornais não é nada animador. Essa coisa do i-voting, parece que dá a sensação de ser uma espécie de churrasquinho, mas ao contrário (se na remuneração há sócios considerados com dois anos de quotas em atraso, quem nos garante que estarão vivos e não haverá alguém a votar por eles?), vejam lá, aproveitem o bom tempo e saiam de fininho, que a vossa xico-espertice já começa a encher a paciência até aos accionistas da SAD. Diz-se por aqui... finjam que vão fazer o serviço e vão embora! O Sporting encarecidamente agradece.

Pedro Azevedo: um excelente candidato à presidência do Sporting

Começo pela declaração de interesses (ou, como é moda agora dizer, o "disclaimer"): estive uma única vez com o Pedro Azevedo, num jantar do És a Nossa Fé há poucos meses. Já conhecia, naturalmente, as suas ideias para o Sporting, que ele partilha no seu blog: https://castigomaximo.blogs.sapo.pt/

Antecipando aqueles comentários dos indigentes das redes sociais, do estilo "tu queres é tacho, pá" (que, tal como outras aleivosias, não admito sequer publicar no post), deixo também a ressalva de que nunca ganhei um tostão à conta do Sporting, directa ou indirectamente. Pelo contrário, tenho gasto pequenas fortunas em quotas do Clube, quotas do Núcleo (Matosinhos, orgulhosamente), Gamebox, camisolas e afins. Não pretendo, alguma vez, ganhar um tostão que seja à conta do Sporting, a minha mais insensata paixão. Enfim, não pertenço nem pretendo pertencer aos que se enchem de dinheiro à conta do Clube - mas sim ao grupo dos sofredores e "parvos"... 

Voltando à parte interessante da questão, o Pedro Azevedo. Como já aqui defendi, o Sporting deveria ir já para eleições. Isto para evitar: 

- Que a próxima época seja preparada pelas mesmas pessoas (Varandas, Viana e os agentes do costume), e da mesma forma, que a (vergonhosa) anterior;

- Que em vez de lutar pelo 3º lugar, de acesso à Champions na nova época, daqui a um ano estejamos a lamentar-nos por não ter conseguido lugar na Liga Europa;

- Para por termo à incessante perda de ambição, que leva a que a luta pelo título seja hoje uma coisa inalcançável (quando, há apenas 3 anos, era o normal).

Também não me assusta minimamente a questão da estabilidade. As equipas (técnicas e afins) precisam de estabilidade. Ter gente incompetente a mandar no clube não é garante de estabilidade, mas de instabilidade, como seu viu na época passada, na "dança" de treinadores e jogadores, ao sabor dos acontecimentos. 

Uma direcção sem estratégia e sem mão no clube (administração) e sem capacidade de cativar adeptos (núcleos, claques) não proporciona estabilidade alguma, como é evidente. Nem sequer é respeitada, como se vê todos os dias. 

Se há clube que não tem falta de boas alternativas para formar uma nova direcção, com quadros altamente competentes, esse clube é o Sporting. Tenho a certeza que, estivessemos nós agora a poucas semanas das eleições, já teríamos 2 ou 3 candidaturas fortes e competentes. 

Infelizmente, temos uma direcção barricada num presidente da Mesa da AG, que não quer dar a palavra aos sócios. 

Uma das boas candidaturas que temos é, seguramente, a de Pedro Azevedo, já anunciada. 

Como qualquer pessoa de mente aberta facilmente concluirá da leitura do seu blogue, o Pedro Azevedo reúne 5 condições essenciais para ser um grande presidente do Sporting: 

- É uma pessoa altamente inteligente e um quadro competente, com experiência em gestão de topo; 

- É uma enciclopédia de Sporting e de desporto em geral; 

- É uma pessoa apaixonada pelo Clube, mas ponderada;

- É independente de interesses instalados e/ou passados; 

- Tem um projecto (consolidado) para o Clube.

Gostaria que quem lesse este postal desse uma séria atenção ao Pedro Azevedo. Sei que não é um daqueles nomes "tcham" (tipo Ricciardi). E sei que, infelizmente, os presidentes muitas vezes são "cozinhados" entre jornais/ media, agências de comunicação e outras empresas (os "nada parvos", que fazem dinheiro a rios com o Clube). Mas todos sabemos que esses interesses não são os do Clube.

Precisamos de gente com currículo e experiência, independente e que proporcione estabilidade às nossas equipas, devolvendo a qualidade ao futebol (ao contrário da actual direcção). Aproveitem estes meses até às eleições (eu prevejo para a Primavera-Verão do próximo ano) para ler o muito que o Pedro Azevedo tem escrito sobre o Clube. Podem até chegar à conclusão que não é o vosso candidato, mas darão o tempo por bem empregue, seguramente.

Saudações Leoninas

As lapas e os barões alapados

Não fosse a silly season do Sporting all over the damn year e a gente até dava de barato as notícias das dívidas, como refere o Pedro Correia mais abaixo, que serão carvão mais ou menos intenso quanto maiores são as verbas supostamente em dívida e de quanto menos importantes no panorama futebolístico são os reclamantes e a que já vamos estando habituados. Nisto da bola quer-me parecer que todos devem a todos, o que define muito bem o quão inflacionado e irrealista é o panorama a nível global. Nada contra os empresários, os poucos que são sérios, mas eles são os enormes culpados por um mais que anunciado declíneo do futebol, pelo menos fora dos big five, como o conhecemos. O fosso que vai sendo cavado está na iminência de tornar todos os outros em pouco mais que meros fornecedores de matéria-prima para o circo dos ricos.

E a propósito de empresários e pagamentos ou falta deles, ressuscito o pagamento a Jorge Mendes de uma verba considerável num negócio que envolveu Rui Patrício e a renovação do contrato, bem como a compra da totalidade do passe. Entendeu e bem o Sporting liderado por Bruno de Carvalho na altura, que não seria devido a JM qualquer verba. O Sporting liderado por Frederico Varandas entendeu reverter esta situação e pagou cerca de 4M€ se a memória não me falha, por uma percentagem dos direitos económicos do jogador. Teve outro entendimento, com o qual estou em desacordo, mas adiante, responderá pelos seus erros de gestão cedo ou tarde. O que me espanta é que pouco tempo depois e na minha opinião com a mesma razão que assistiu à decisão do seu antecessor, decidiu não pagar à Sampdória uma mais-valia pela transferência do jogador Bruno Fernandes para Manchester. A questão aqui é, se me permitem a interpretação, que há uma clara dualidade de critérios (se paga a um terá que pagar ao outro, ou não paga a ambos, os motivos são semelhantes), que só se pode interpretar como uma dependência gritante dos bons(?) ofícios do super-agente, que pelo que temos visto tem retribuido a contento, com a colocação de verdadeiros craques nas nossas tropas, vulgo os Jesés coxos, marrecos e pernetas que por cá têm arribado e vão sorvendo os muitos milhões que Frederico Varandas se gaba de ter conseguido em vendas (e conseguiu, de forma tosca, mas já lá vamos), depauperando os cofres da SAD e do clube, como accionista maioritário da sociedade.

Já dizia um ex-primeiro-ministro que dívida não é para ser paga ( estranho conceito, este ), mas entre o deve e o haver a coisa deve andar equilibrada. Haverá eventualmente, num exercício de especulação apenas, uma falta de acerto de compromissos em que me parece que esta rapaziada que dirige(?) o clube parece ser barra. Jovem turco não é quem quer, é quem pode e sabe...

E vamos lá ao título do post então, com a notícia da venda (carvão? preparação dos sócios para o inevitável?) de Palhinha, com o Braga (grrrrrrrr!!!) a levar neste caso mais alguns milhões, num negócio surreal (algo a ver com o negócio Amorim?). Desculpem o meu péssimo francês, mas isto é mesmo sem vaselina... O título, dizia eu: Perante uma época desastrosa, com a quebra de todos os recordes negativos, menos o do sétimo lugar na classificação (grande desiderato!), uma conta de gerência aterradora (dizem eles, não eu que não entendo nada de finanças), depois da venda dos melhores activos desportivos e da preparação da venda dos poucos anéis que restam (ande umas linhas para trás), depois da contratação de nulidades e um fantasma onde gastaram grosso modo 150M€, entre custos de passes e vencimentos, com a contratação de um treinador sem a qualificação necessária, o segundo depois de Silas, que não ganhou a nenhum dos adversários directos e cujo passe custou a verba estratorférica de, custos totais, mais de 20M€ (indemnização ao... Braga! Vencimentos, equipa técnica), etc. etc. esta gente, liderada por um suposto representante dos associados, mas que em primeira instância representará outros interesses (onde raio já se viu um dirigente de um clube ser representante de um grupo interessado na compra da sua SAD?), que não cumpre descaradamente os estatutos, numa posição ditatorial (onde é que eu já ouvi falar em coreano em relação a dirigentes do Sporting?) que insiste em não dar a palavra aos sócios, utilizando um estratagema rasca de adiamento da AG para aprovação do orçamento, que será chumbado e onde haverá um expressivo voto de repúdio à gestão Varandas/Alves, para as calendas, denota um comportamento digno de...lapa! Para quem não conhece, a lapa é um molusco gastrópode marinho que vive nas zonas intermareais, tipo nem é do molhado, nem é do seco, aproveita o melhor de ambos. Caracterizam-se por se fixarem (alaparem) de forma resistente à rocha onde crescem, vivem e morrem, alimentando-se do que outros produzem, sem qualquer esforço próprio. Mamam à pála, em bom português.

Eu, nas minhas passeatas durante as marés baixas, desalapo algumas que preparo na chapa, com um sumo de lima, alho, picante e manteiga. Estas eu, com alguma argúcia e sentido de antecipação, consigo desalapar.

As que se alaparam ao poder no Sporting eu sozinho não consigo, mas terá que haver uma grande maré que convença muita gente a molhar o cu para desalapar estes incompetentes que, saindo do Sporting, dificilmente terão rocha que os acolha. Sob pena de não haver mais Sporting.

O prémio pela extraordinária época

Em Outubro de 2019 levantou grande celeuma uma proposta de um significativo aumento da remuneração dos administradores da SAD do Sporting. 

Na altura foram os próprios accionistas da SAD que escreveram ao presidente da mesa da assembleia da SAD a questionar a oportunidade daquele aumento. A proposta não foi retirada e foi mesmo aprovada pela maioria dos accionistas da SAD. Salgado Zenha na altura, vendo toda a controvérsia que existiu, veio logo informar que embora aprovado este grande aumento das remunerações da administração, tinham decidido suspender por uma época estes aumentos.

Pois bem, a época terminou e não havendo qualquer outra novidade, a partir deste mês de Julho a administração da SAD foi recompensada, e bem recompensada, por esta extraordinária época.

Assim, no meio de todas as notícias sobre incumprimentos com terceiros, que arrastam o bom nome do nosso clube para a lama, a administração da SAD vai a partir deste mês ter as suas contas mais compostas, premiando deste modo a excelente gestão que foi feita ao longo desta extraordinária época. 

É este o Sporting que hoje temos. É esta direcção que está na frente dos destinos do nosso clube. Que aceita este aumento salarial depois de uma das piores épocas de que há memória.

 

 

Das alternativas

Embora o Sporting no passado recente tivesse sido palco onde se degladiaram duas organizações que de secreto já têm muito pouco e que o conduziram ao estado letárgico onde se encontra, não sem que antes e durante e depois algumas algibeiras, melhor, alforges, se fossem enchendo à custa da depauperização do clube e da sua SAD, não é avisado, é certo, compará-lo ao país político. Aqui, indivíduos das mais variadas orientações estão irmanados do mesmo sentimento sportinguista e convivem de forma descomplexada e saudável com essa situação. Este blogue é exemplo disso mesmo.

Vem isto a propósito das alternativas ou falta delas, que na política sempre existem porque os partidos têm as suas bases programáticas, sendo por isso mesmo sempre alternativa ao que no momento esteja no poder. No Sporting alguns afirmam que não existem, de modo que não se justificariam eleições nesta altura, que seria mais uma eleição para queimar uma alternativa fraca ou inexistente e que seria "pior a emenda que o soneto".

Não sou dessa opinião. Entendo que a máxima "para pior basta assim", não se aplica aqui. Deixar prolongar no tempo o mandato deste conselho directivo, isso sim, é um conivente acto de desresponsabilização por parte dos sócios e do seu representante máximo, o presidente da Assembleia Geral. É mais fácil deixar "correr o marfim", eu sei, é mais fácil deixar acabar o mandato, mas a questão que agora se coloca, a da falta da alternativas credíveis, não correrá o risco de acontecer também no final do mandato? E se não aparecerem alternativas ditas credíveis, deixam os sócios continuar este grupo de incompetentes, se eles se recandidatarem, mais quatro anos à frente dos destinos do clube?

O que vivemos hoje é uma questão de tempo. E eu não sei se teremos já o tempo necessário para salvar o clube. Urge destituir esta gente que vem conduzindo o Sporting para uma belenização que creio a grande maioria dos sócios e adeptos não deseja, com a agravante de esta adivinhada belenização ser a actual e não a de há meia dúzia de anos. Vejam onde anda o Clube de Futebol "Os Belenenses", é isto que se pretende? Não sou catastrofista, sou realista. Não sou adivinho, mas sei ler os sinais que de tão evidentes nem preciso de bola de cristal, que o ataque é tão cristalino como a água da fonte.

Não será isto que querem os que acham que não é tempo de eleições, não tenho a menor dúvida, mas a sua aversão a esta ideia absolutamente necessária para a continuação da existência do clube como um dos grandes permitirá a delapidação de um património não só físico, mas imensamente sentimental e que pode ser mensurável em cerca de três milhões de portugueses, que cada vez mais se afastam do seu clube.

Os mandatos são para ser cumpridos, dizem. Uma ideia que perfilho sem qualquer rebuço, mas que terá que ter por detrás um verdadeiro substrato. Um CD que tenha um mandato em que as equipas lutem por títulos, que apresentem bom desempenho desportivo, que consolide as contas no positivo, que granjeie prestígio para o clube e o engrandeça, pode não ganhar qualquer título, que terá o meu apoio incondicional. Ao que assistimos de há dois anos para cá, é precisamente ao contrário e as evidências, passe a redundância, estão à vista.

Quanto à falta de alternativas, não passa de uma falsa questão. Posso até contar uma pequena estória que ilustra bem, de forma pitoresca, esta questão da falta de soluções para alguma coisa: Conta-se que tendo sido construída uma ponte em Sacavém sobre o rio Trancão, numa cerimónia oficial realizada na freguesia e localidade de Apelação (ambas no concelho de Loures, para quem não saiba), terão os seus moradores exigido ao poder político também uma ponte para a sua localidade. "Mas vocês não têm aqui rio!", ter-lhes-á respondido o representante do Estado, ao que o regedor terá respondido de imediato "trate lá V. Ex.ª da ponte que nós tratamos do rio!"

Pedro Azevedo, p. e., já se colocou à disposição dos sócios para construir as pontes tão necessárias à junção dos cacos em que se encontra o clube, com um projecto de programa muito bem estruturado e com ideias-base inovadoras que têm tudo para recolocar o Sporting no bom caminho. Outros aparecerão, certamente com a mesma intenção. E aparecerão os pára-quedistas, oportunistas e outros istas e até chupistas, faz parte, mas tenho para mim que se saberá distinguir, por uma vez, o trigo do joio.

É que, meus amigos, não tenhamos dúvidas, é a existência do Sporting Clube de Portugal que está em causa!

Deixemo-nos de rodriguinhos.

Dr Varandas: Seja um homem e convoque eleições já

Caro Dr. Varandas,

Como saberá reconhecer, reina o desnorte no Sporting desde que v. assumiu a presidência em 2018, depois de uma vitória por ínfima margem. Em 2018-19, com o plantel que herdou das gestões anteriores, até conseguiu 2 troféus. Mas o título, que sempre nos habituamos a discutir, foi uma miragem.

Na viragem para esta época, deu-se o maior desastre desportivo que presenciei como sportinguista - a derrota no Algarve com o SLB. A si, já sei, não preocupou o sucedido. E vai daí desatou a vender os melhores jogadores que tínhamos. E a trocar de treinadores. A dizer-se e desdizer-se. O Pedro Correia já fez aqui no blogue o relato das trapalhadas sucessivas que protagonizou. 

Esta época que agora termina, a primeira que v. planeou, foi uma queda do princípio ao fim. Uma queda que ontem teve mais uma etapa, com nova derrota no Estádio do SLB, e descida para a pior classificação em 7 anos (4º lugar). O desnorte sempre a aumentar e a queda a acentuar-se.

Sobre as razões para esta queda já aqui escrevi nos últimos meses. E já escreveram alguns colegas de blogue, melhor do que eu. O que é facto é que o Clube termina a época com um treinador que há um ano estava no Casa Pia (e pelo qual vai pagar 12 milhões de euros, que certamente serviriam para contratar um treinador europeu de topo) e com o plantel mais fraco dos últimos anos, em que os melhores jogadores são jovens ainda em formação. 

Dr Varandas, este 4º lugar foi "alcançado" contando em meia época com um dos melhores jogadores da Europa na sua posição, Bruno Fernandes (que terminou como melhor marcador da equipa, apesar de ter deixado o Clube em Janeiro). Na próxima época, sem ele e sem (aparentemente) Acuña - outro dos raros jogadores feitos e de selecção que ainda temos - em que lugar terminaremos?

Apesar do fracasso, apesar das demissões na sua equipa, apesar de não haver orçamento aprovado, de não se conhecer estratégia ou perspectivas de vir a ganhar seja o que for, o Dr Varandas arrasta-se no cargo. Faz uns "posts" no Instagram com fotos com momentos de descontração no treino legendadas "o Sporting é isto". Tira fotos para a capa de A Bola com um jogador acabado de sair da prisão e a declarar que ele pode ter lugar na formação do SCP. Faz umas declarações a dizer que o treinador ex-Casa Pia e Braga vai valorizar o plantel enormemente. E prometer vender jogadores por 100 milhões. Como se o Sporting fosse uma caixa registadora.

Não Dr Varandas. O Sporting não é isto! O Sporting não tem nada a ver com isto! O Sporting é um estádio cheio a cantar, festejando vitórias. O Sporting é a excelência no desporto. É esforço, dedicação, devoção e GLÓRIA. Não é bem-estar, descontração, declaração e salários. E se perdermos, olha, fica para a próxima! Nunca, Dr. Varandas, nunca.

Há vários meses que ouço amigos dizer que a intenção das pessoas que tem à sua volta é vender a SAD. É deixar cair o Clube até ao ponto em que o desastre seja tal que apareça um "salvador" (um superagente, talvez?) pronto a injectar uns milhões no Clube, assumindo o controlo. Não quero acreditar, mas a sucessão e repetição de erros é tal que cada vez isso faz mais sentido.

Ainda há tempo de evitar que o Sporting caia mais, Dr Varandas. Não tenho qualquer razão para acreditar que v. seja uma pessoa sem carácter, que se vai esconder neste momento aflitivo para todos os sportinguistas. Pelo contrário, até acredito que seja uma pessoa bem-intencionada (ainda que provavelmente muito mal aconselhada). Este é um momento que exige clarificação no Clube. E urgente.

Dr Varandas: se é um homem, se tem coluna vertebral, não se esconda. Dê a cara. Convoque eleições. Faça-o rapidamente, para Agosto. Volte a apresentar-se, mostre o que fez nestes dois anos. Debata, dê entrevistas. Prove que tem uma estratégia, um rumo. 

Dê a palavra aos sportinguistas e deixe que sejam apresentadas alternativas. Que ganhe o melhor. Se ganhar o Dr Varandas, sai legitimado. Se ganhar outro, ao menos o Dr Varandas bateu-se pelo que acreditava e sai de cabeça erguida. 

Dr Varandas: não se esconda, ninguém gosta de medrosos. Na escuridão vivem os ratos. E no Sporting não há lugar para ratos.

Acabou o pesadelo? Talvez não.

Bom, por esta época, sim.

O que eu temo é que se nós todos, sócios e adeptos, não metermos pés ao caminho e não arranjarmos um qualquer bombeiro que se preste à missão, para o ano haverá certamente mais disto.

Nunca sentirei vergonha de ser sportinguista, mas sinto uma enorme vergonha por ver o clube do meu coração dirigido por gente tão incompetente que até dói!

Com um presidente desaparecido em combate desde o início da pandemia, temo que o camião de reforços que aí virá seja composto por malta do Daesh recrutada no Afeganistão pelo capitão/doutor/presidente/golpista (de que cada vez menos se tem dúvidas).

É hora agora, já, urgentemente, não no final do mandato, de destituir Frederico Varandas e o seu esteio, Rogério Alves, o inenarrável PMG que acumula as funções de representante dos sócios com a de representante de um concorrente directo à compra da SAD do clube.

A incompetência, como antes, não pode hoje continuar a ser premiada. O clube é maior que as pessoas que o dirigem e se no passado recente isso foi claro, não pode deixar de o ser agora.

Ou querem que sejam estes mesmos incompetentes, que tiveram dois anos para preparar uma época que deu esta vergonha, a preparar a próxima?

Está nas nossas mãos.

E uma tragédia semelhante se adivinha para as modalidades, de que se tem falado pouco, mas que estão a sofrer uma sangria aterradora.

O que mais gostaria era estar aqui a dar vivas a Varandas, por ter alcançado os êxitos que nos prometeu. Na "catrefada" de recordes que bateu, todos negativos, só não conseguiu ficar abaixo do sétimo lugar e por isso não posso deixar, sob pena de um dia ser acusado de conivência, de exigir, aqui e agora, alto e em bom som: Varandas, RUA!

Os "anormais"

Mais do que a delapidação grave e contínua de activos - sobretudo do bom plantel que o Sporting tinha em 2018, com Bruno Fernandes, Bas Dost, Nani, Raphinha e outros - e a sua substituição por jogadores medíocres (Rosier, Ilori e Doumbia, entre outros já recambiados ou a recambiar), aquilo que mais me indigna na actual direcção do Sporting é a política do insulto. Quando não é o insulto explícito, é o insulto à inteligência. 

Todos nos recordamos da "escumalha". Mas não nos esqueçamos dos "anormais":

https://sporting.blogs.sapo.pt/ca-na-rulote-dos-esqueletos-aos-5451797

E o meu preferido, aplicado a todo o clube antes da chegada dos iluminados - a "roulote": 

https://sporting.blogs.sapo.pt/a-rulote-de-zenha-5387551

Pelo meio, houve os "esqueletos" e tanta outra forma de desqualificar adversários internos que é indigna de um dono de tasca, quanto mais de um presidente ou membro da direcção do Sporting Clube de Portugal. 

A isto se chama regar o fogo com gasolina. E o fogo nunca parou de alastrar. 

Os insultos à inteligência vêm na mesma linha. Os iluminados que gerem o Sporting - que venderam Bas Dost e acreditaram em quem lhes disse que Jesé seria uma óptima alternativa - acreditam genuinamente que os sócios e os adeptos são uma cambada de bovinos. Tanto os que estão a favor do actual estado de coisas, como os indecisos. 

Para mim, é isso que explica o "spin" que está a ser dado a mais uma contratação que começa a assumir contornos de "flop", a de Sporar: 

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Portanto este jogador pelo qual pagamos mais ou menos o mesmo do que recebemos por Bas Dost (que rendia mais de 30 golos por época) não é fraco. Está é... cansado! Sporar esteve parado entre Março e Junho e está cansado?? Sim, cansado ao fim de 8 jogos desde o retomar da Liga! 

Pensarão os iluminados que, apesar dos QUASE TRÊS MESES de paragem da Liga serem bem recentes, os sócios e adeptos do Sporting vão aceitar isto como verdade, pois são todos "anormais", "escumalha" e/ou "esqueletos".  

Dada a passividade geral, pergunto-me se terão razão. Se grande parte do clube estará já tão de braços caídos que engula estas histórias da carochinha (que nem sequer entendo como um jornal se digna a publicar na capa).

Entretanto, prepara-se a chegada de mais um "naipe" de ases: um desconhecido central marroquino do Betis, um lateral emprestado pelo Man City e o terceiro guarda-redes do Atletico de Madrid. Também se fala numa proposta milionária ao Braga (mais uma...) por Esgaio. 

Curiosamente, o nosso melhor jogador contra o FCP na 4ª feira foi um miúdo de 18 anos. Diz muito de bom do talento do miúdo Nuno Mendes, mas muito de mau sobre a total incapacidade desta direcção para fazer um bom negócio que seja. Bom negócio, digo, para o Clube. Pois muita gente está seguramente a fazer bons negócios à conta do Clube.

O Sporting precisa de estabilidade, sim. Mas não de mediocridade. Esta direcção já provou vezes sem conta a sua total impreparação e incompetência. Dois anos depois, não temos equipa para ganhar ao clube do empreiteiro de Braga, quanto mais para ganhar um título. E isso é indigno do Sporting. Seria melhor que esta direcção saísse pelo seu pé, convocando eleições. Se acha que tem argumentos, que volte a apresentar-se.

Quem insulta perde a razão. Não dou razão a quem se limita ao insulto a esta direcção. Mas menos razão dou a uma direcção de gente com responsabilidades, nas mãos de quem está o futuro do Clube, e que todos os dias insulta a inteligência dos sportinguistas.

 

PS - 2 horas depois de publicado este post, já fui 3 vezes...insultado. É habitual, sempre que o teor do post vai contra a narrativa da direcção iluminada. "Bruneco" foi o que gostei mais (parabéns a um tal de "Manuel"). Os outros não foram tão criativos. Não sei se será gente paga para isto (talvez agências de comunicação com dinheiro do SCP?) ou apenas fiéis varandistas. Não tornarei públicos comentários insultuosos anónimos ou simples baboseiras. Alguém tem que tentar manter a discussão civilizada. 

Ainda não acabou

Vamos ser realistas. A derrota de ontem no Porto, apesar de amarga como todas as derrotas, pode considerar-se normal. Jogámos com uma equipa de um outro campeonato, aspirante ao título e até resistimos mais que outras equipas que connosco rivalizam por um lugar na Liga Europa. Também é verdade que outras que lutam para não descer, deram muito mais trabalho ao FCPorto, mas isso é normalmente atípico, os jogadores terem brio e vontade de ganhar. Os nossos ontem tiveram essa enorme vontade de ganhar durante... um minuto, curiosamente o primeiro.

Temos a triste sina de jogar sempre com menos um (às vezes contra 14 o que agrava mais as coisas). Ontem o que costuma desiquilibrar esteve ao nível do jogo anterior e terá ficado nos Carvalhos, não fosse algum andrade louco nas festividades da conquista do título sarapintar-lhe o cabelo de louro. Ah, já tem? Desculpa, Jovane...

E damos por nós, todos, a desejar que o Braga perca seja lá com quem porque é, hoje por hoje, o nosso maior "inimigo".

Claro que isto não é apenas culpa de Frederico Varandas, as coisas já têm anos, o espírito conformista tão característico do sportinguista que se traveste no "perder ou ganhar é desporto", demonstrando depois uma superioridade moral que sendo real e que nos deve orgulhar, não chega para ganhar campeonatos, que é o que nos faz a todos entusiasmar. 

Não começa em Frederico Varandas, mas terá que acabar com Frederico Varandas! Não fisicamente, que aqui não se fazem linchamentos populares, mas acabar com a presidência de Frederico Varandas é imperioso! Deixemo-nos de paninhos quentes, quem não conseguiu fazer nada de jeito, antes pelo contrário e conduziu o clube para um ponto de onde muito dificilmente retornará a breve prazo (temos que ir-nos preparando para esta dura realidade), vendendo todas as jóias da coroa e contratando nulidades, paus de sebo e até, coisa nunca vista, um fantasma, dificilmente arrepiará caminho e fará melhor. E até pode ter vontade, mas já demonstrou que é incompetente para o exercício do cargo! Urge, enquanto não descemos a linha que já é ténue entre nós e Braga e Rio Ave e... Famalicão e Guimarães, que refletamos bem no que queremos para o clube: A continuação de Frederico Varandas e do valete (ou ás de trunfo!) Rogério Alves (os outros pouco contam, apesar de Zenha perceber de excel), ou que venha alguém preparado para o desafio, com conhecimento na área de gestão empresarial, que tenha noções do que é básico no jogo e nos seus meandros e que se saiba rodear de gente capaz, honesta e empenhada, de modo a manter o clube e a SAD financeiramente viáveis e em consequência disso que construa uma equipe que nos orgulhe? E que ganhe!

Temos hoje um grupo de miúdos muito promissores, alguns emprestados que deverão obrigatoriamente regressar, mas iremos confiar em Frederico Varandas e Hugo Viana para irem ao mercado à procura da qualidade e experiência que terá que complementar esta juventude? Não, por mim, definitivamente não! Lá diz o povo e com toda a razão, que quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Batemos esta época vários recordes negativos e ontem lá apareceu mais um: O maior número de derrotas numa só época. E ainda nos falta ir à Luz. Ainda não acabou o pesadelo.

 

É a puta da loucura!

Quando depois de um mandato onde na parte final a insanidade imperou, com consequências desastrosas e quando se pensava que não seria possível descer mais baixo, eis que o nível anterior foi atingido e está perigosamente a resvalar para uma situação bem pior. Bom, se olharmos para o grupo de jogadores que temos, o trambolhão já foi!

Um tipo normal aprende com os erros dos outros e procura não reproduzi-los, para não cair em situação semelhante e demonstrar que é uma pessoa cautelosa. Um tipo anormal não só reproduz os erros dos outros, como ainda lhe junta os seus, metendo-se numa caldeirada que do prato delicioso apenas retém a cebola e o pimento, já que das batatinhas novas e do peixe de qualidade, nem o gosto.

A espiral de loucura (agora também já criam orgãos não previstos nos estatutos - um tal de conselho estratégico de comunicação) retoma a vertigem de tempos recentes e o Sporting continua a ser um clube de (dirigentes) doidos, porque incompetentes sempre suspeitei que fossem.

Isto parece o Poço da Morte da Feira de Santa Iria!

E o "Joselito" nunca mais cai da puta da mota...

Ser Sporting. A cultura de clube

A aparente ultrapassagem pelo Porto em número de adeptos (digo aparente porque sou um céptico das sondagens), relegando-nos para terceiro grande, será fruto de um sem número de razões, mas é sobretudo fruto da perda de uma cultura de clube que paulatinamente se tem vindo ao longo de anos verificando.

Os dezoito anos entre João Rocha e José Roquette, não me parece terem sido muito significativos em termos de perda de massa adepta, os números foram sempre empíricos atribuindo uma preferência clubística a cada um dos portugueses, quando sabemos que os há que ou não têm clube, ou torcem pelo clube da terra, mas fomos sempre o segundo grande, apesar das vitórias "douradas" do FCPorto. A perda de cultura de clube tornou-se mais evidente após Dias da Cunha (porque entre Roquette e Cunha se ganharam dois campeonatos quase seguidos) e com a chegada, por cooptação (sem a audição dos sócios nas urnas - se calhar não havia ninguém, se calhar foi uma golpada...) de Soares Franco ao poder. Se desportivamente o consulado de Soares Franco não se pode considerar trágico antes pelo contrário, não sendo grandioso cumpriu os mínimos, já em termos de gestão foi uma tragédia. Não tanto pelos números, mas pelo início da venda de património. Aquilo que os sócios e adeptos consideravam como adquirido, a grandeza também patrimonial do clube, começou a ser delapidada. E foi aqui que os sócios começaram a ser oficialmente (lembro-me claramente de o ter ouvido da boca de FSF) tratados como clientes. Sobrepôs-se o interesse dos novos clientes ao interesse dos sócios que não quiseram ser clientes e as pessoas começaram a afastar-se. Lembro da miséria de assistências, apesar das boas prestações das equipas de Paulo Bento, que não fora uma mão atrevida de Rony e teria sido campeão.

E seguiu-se a tragicomédia Bettencourt, que sem pulso deixou sair um treinador (amado/odiado, faz parte) forever e contratou mais três em pouco mais de ano e meio, acelerando a dança de cadeiras no banco (passe o absurdo) que é hoje a imagem de marca do Sporting. É verdade que Bettencourt levou a efeito uma campanha de angariação de sócios que nos fez atingir os 100 mil, mas rapidamente esse capital foi desbaratado por ele próprio e também pelo seu sucessor no cargo, Godinho Lopes, outra tragédia enquanto presidente, que conseguiu levar o clube quase à extinção. Em boa hora apareceu Bruno de Carvalho, com uma nova ideia de clube e de relação com os sócios e adeptos, colocando-os no centro da vida do clube, em suma devolvendo-lhes o que era deles. E as hostes, apesar dos resultados serem os mesmos de sempre naquilo que a quase todos nós importa, o caneco no futebol, andaram entusiasmadas durante cinco anos, encheram estádios, o nosso e outros um pouco por todo o país, o número de sócios quase que chegou aos 200 mil. Parecia que finalmente se via uma ideia de clube, um caminho a traçar para as tão desejadas vitórias, concordasse-se ou não com ele e mais de 90% dos votantes concordaram, numa segunda eleição. Depois... Depois o resto é história, eu tenho a minha opinião muito bem formada sobre o que aconteceu, não tenho que maçar os leitores com ela.

E chegámos, após um mandato de gestão de Torres Pereira que para o assunto pouco conta, a Frederico Varandas, que se apresentou a eleições com um programa que conseguiu cativar a maioria dos votos em renhida corrida com João Benedito, convencendo sócios que haviam estado incondicionalmente com Bruno de Carvalho e que, desapontados com o seu desnorte (para ser simpático) viram no programa e na pessoa de Varandas, um meio de equilibrar o clube e a SAD no campo financeiro, mas também para juntar os cacos que em nove meses se partiu o clube.

São esses sócios que hoje reclamam e bem, pela saída de Frederico Varandas. Porque estão desiludidos, porque se sentem traídos e sobretudo porque a cultura de clube que estava a enraizar-se na gestão anterior, se perdeu por completo. Hoje o estádio é uma enorme e vazia tristeza, a militância clubística anda pelas ruas da amargura, as notícias que vão aparecendo apenas desqualificam o clube, as entrevistas que vão sendo dadas por dirigentes cavam ainda mais o fosso entre sócios e adeptos e o clube, a tragédia é uma inevitabilidade, querem-nos fazer crer (já escrevi no post anterior sobre o afã de vender a maioria da SAD).

De bode expiatório em bode expiatório, primeiro BdC, depois as claques, o consulado de Varandas tem conseguido afastar do clube aqueles sócios que o seu antecessor conquistou. O número de sócios que deixaram de pagar quotas é disso "O" exemplo! O simples facto de se apelidarem, estratificando, aqueles que não se revendo neste desgoverno, de brunistas, brunecos, etc. revela uma enorme falta de sentido de cultura de clube, o da agregação de todos em torno do mesmo objectivo. Foi isso que Varandas prometeu, "Unir" o Sporting. Tem-se visto...

Sabem o que me lixa?

O que me lixa mesmo é este vírus que parece que veio para ficar e para o mal ou para o bem nos virá trazer outro tipo de sociedade, mas o que me lixa mesmo é o vírus, quanto ao resto estou habituado desde pequeno a lutar, umas vezes contra moinhos de vento, outras atingindo objectivos, faz parte. Farei se tudo correr bem 60 anos em Junho, mas como sou um optimista acredito que terei mais 60 para tentar mudar o Mundo.

Há no entanto outra coisa que me lixa e que tem a ver com o Sporting. A gente destituiu e expulsou de sócio um homem que se estava a tornar um perigo para ele próprio, mas principalmente para o clube. Com alguma ajuda interna e externa, é certo, mas quem cavou a sua própria "sepultura" foi ele. E julgava eu que depois disso viriam tempos de bonança. Qual quê! Agora temos lá um que consegue ser pior que o anterior. Agora até passámos a barreira da calotice. Só não abrimos telejornais porque enfim, o sacana do vírus nos toma o tempo e as preocupações todas. Mas aparecemos logo a seguir, o que é obra. E isto lixa-me o juízo, podem crer. O Sporting fazer parte dos que não pagam, dá-me cá umas comichões na dobra dos joelhos que nem imaginam. Mais, invocar, dizem, que oficialmente não se sabe nada, a pandemia para não cumprir acordos de pagamento, ou é suicídio ou incompetência. Eu como sou do tempo do Raul Solnado, diria que ele acumula! Isto já não há volta a dar, terminado o seu serviço (meritório, sem reserva de dúvida) na luta contra a pandemia e regressado ao recesso do lar sportinguista, deve o presidente do clube, mais os incompetentes que o acompanham, apresentar a sua demissão e o PMAG deve deixar-se de interpretações pessoais (e intransmissíveis) dos estatutos e dar a palavra aos sócios. É que não pagar à Doyen permitiu que se fizesse um pavilhão que é o orgulho de todos nós e foi desde o início bem explicadinho aos sócios; não pagar o Rúben Amorim (uma notazinha de rodapé no site do clube a explicar a coisa aos sócios já não seria "chita") pode ser um cabo dos trabalhos e até o impedimento da ida às provas da UEFA. Bom, só se já não estiverem a contar com isso, afinal estamos a bater recordes negativos consecutivos para terminar na pior época de sempre do Sporting Clube de Portugal.

Futebol? Fáciu, Teresa.

Dia 8 lá estarei!

Leio n' A Bola que houve quatrocentos malucos, nos precisos termos utilizados por Frederico Varandas que ainda preside ao CD do Sporting, que se deslocaram à Turquia para apoiar o Sporting. Gabo-lhes o espírito, diria de missão, de terem feito uma deslocação a país tão longínquo para proporcionar algum conforto aos nossos jogadores.

Extraordinário é que, a determinada altura, a polícia lá do sítio irrompeu pela bancada e desatou a retirar toda a parafernália de material de apoio aos nossos rapazes.

Não me parecendo que sejam os turcos avessos ao verde, concluiu quem lá estava que terá sido após uma assobiadela à UEFA de quem dirige o Sporting que a "bófia" confiscou tudo o que era bandeira, tarja, etc. Eu penso que como não seria possível meter a música em altos berros, como usa fazer em Alvalade para calar as manifestações contra, o sôtor achou que pelo menos as televisões e os jornais não mostrariam as manifestações de apoio... à equipa!

Triste! É um momento de enorme tristeza e revolta quando alguém e esse alguém só pode ser o presidente, manda retirar bandeiras de apoio ao clube num jogo, internacional, fora de casa.

É por tudo o que de mau até agora tem feito, com uma cadência regularíssima a bater records negativos, mas também por (mais) esta manifestação de enorme prepotência e irresponsabilidade e desrespeito para quem se deslocou tão longe, que lá estarei dia 8 de Março, conjuntamente com muitos milhares de outros sócios, a exigir a demissão imediata de Frederico Varandas.

 

"E o Varandas é o nosso grande amor"!

Exmo. senhor presidente do Sporting Clube de Portugal, faça um favor a todos nós, mas principalmente ao clube: Demita-se! Hoje ainda, se o Exmo. senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral achar, na sua pessoalíssima interpretação dos estatutos, que o senhor se pode demitir.

É que pode não saber, ou não achar, mas é muito mais fácil pedir a demissão que coordenar o futebol.

Despeço-me com a convicção de que se houver mais algum record negativo para bater até final da época, se não se demitir, porfiará até que o bata!

Como se diz lá na terra, finja que vai ali (o verbo é outro) e não volte.

Sócios descalços e humilhados no seu estádio. Isto é unir o Sporting?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Como nota prévia: não sou, nem nunca fui, membro de qualquer claque do Sporting, nem sequer tenho qualquer relação com as mesmas e com quem as dirige. Nunca comprei um bilhete aos GOA e nunca entrei na sede de qualquer um deles.

Tenho Gamebox há 15 anos, 13 dos quais na chamada “curva sul”. Naquela bancada, onde inicialmente apenas estava a Juventude Leonina, conheci várias pessoas que, tal como eu, são sócias do clube e estão completamente fora do mundo ultra. Fiz ali amizades que já ultrapassaram a esfera futebolística. Vivi, com todas elas, momentos de alegria e de profunda tristeza – muitos mais do que merecíamos. Aquela bancada, pelo menos no meu sector, sempre teve um ambiente saudável, de respeito de uns pelos outros e, principalmente, de grande Sportinguismo.
Fui para a Curva Sul ainda no meu tempo de estudante. Escolhi-a, tal como quase todos ali, por ser a mais barata na altura. Mesmo depois de começar a trabalhar e, com isso, ter melhorado as minhas condições económicas, nunca me passou pela cabeça deixá-la. Ali sentia-me em casa.

No entanto, nesta época tudo mudou. Anteriormente, fazia a entrada pela porta 4, junto à Avenida Padre Cruz. Uma porta com poucos problemas de acesso e que funcionava relativamente bem. Com a criação da porta 5, junto à antiga porta 3, a entrada no Estádio tornou-se um suplicio. As longas filas e o desrespeitoso tratamento “obrigaram-me”, nas primeiras jornadas, a mudar de lugar e escolher uma bancada diferente, onde o respeito pelo sócio imperasse. Deixei de estar junto dos meus companheiros de mais de uma década, mas não aguentava mais o “tratamento de gado” a que estava sujeito.

Quando pensei que era impossível o clube tratar o sócio pior do que eu vivera no início de época, espanto-me, mais uma vez, com a capacidade de Frederico Varandas fazer borrada.

Percebo que o comportamento das claques seja preocupante e que nos tenha custado bastante dinheiro em multas, mas não aceito, de maneira nenhuma, que sócios do Sporting Clube de Portugal, principalmente os que nem pertencem aos GOA, sejam humilhados com uma revista, na sua própria casa, que é tão exagerada como estúpida.

Sinto vergonha de uma direção que trata idosos, crianças e mulheres como delinquentes. Sinto vergonha de uma direção que distingue sócios pelo lugar no Estádio. Sinto vergonha dos Sportinguistas que acham esta humilhação normal e aprovam este tipo de desrespeito. 

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