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És a nossa Fé!

É a puta da loucura!

Quando depois de um mandato onde na parte final a insanidade imperou, com consequências desastrosas e quando se pensava que não seria possível descer mais baixo, eis que o nível anterior foi atingido e está perigosamente a resvalar para uma situação bem pior. Bom, se olharmos para o grupo de jogadores que temos, o trambolhão já foi!

Um tipo normal aprende com os erros dos outros e procura não reproduzi-los, para não cair em situação semelhante e demonstrar que é uma pessoa cautelosa. Um tipo anormal não só reproduz os erros dos outros, como ainda lhe junta os seus, metendo-se numa caldeirada que do prato delicioso apenas retém a cebola e o pimento, já que das batatinhas novas e do peixe de qualidade, nem o gosto.

A espiral de loucura (agora também já criam orgãos não previstos nos estatutos - um tal de conselho estratégico de comunicação) retoma a vertigem de tempos recentes e o Sporting continua a ser um clube de (dirigentes) doidos, porque incompetentes sempre suspeitei que fossem.

Isto parece o Poço da Morte da Feira de Santa Iria!

E o "Joselito" nunca mais cai da puta da mota...

Ser Sporting. A cultura de clube

A aparente ultrapassagem pelo Porto em número de adeptos (digo aparente porque sou um céptico das sondagens), relegando-nos para terceiro grande, será fruto de um sem número de razões, mas é sobretudo fruto da perda de uma cultura de clube que paulatinamente se tem vindo ao longo de anos verificando.

Os dezoito anos entre João Rocha e José Roquette, não me parece terem sido muito significativos em termos de perda de massa adepta, os números foram sempre empíricos atribuindo uma preferência clubística a cada um dos portugueses, quando sabemos que os há que ou não têm clube, ou torcem pelo clube da terra, mas fomos sempre o segundo grande, apesar das vitórias "douradas" do FCPorto. A perda de cultura de clube tornou-se mais evidente após Dias da Cunha (porque entre Roquette e Cunha se ganharam dois campeonatos quase seguidos) e com a chegada, por cooptação (sem a audição dos sócios nas urnas - se calhar não havia ninguém, se calhar foi uma golpada...) de Soares Franco ao poder. Se desportivamente o consulado de Soares Franco não se pode considerar trágico antes pelo contrário, não sendo grandioso cumpriu os mínimos, já em termos de gestão foi uma tragédia. Não tanto pelos números, mas pelo início da venda de património. Aquilo que os sócios e adeptos consideravam como adquirido, a grandeza também patrimonial do clube, começou a ser delapidada. E foi aqui que os sócios começaram a ser oficialmente (lembro-me claramente de o ter ouvido da boca de FSF) tratados como clientes. Sobrepôs-se o interesse dos novos clientes ao interesse dos sócios que não quiseram ser clientes e as pessoas começaram a afastar-se. Lembro da miséria de assistências, apesar das boas prestações das equipas de Paulo Bento, que não fora uma mão atrevida de Rony e teria sido campeão.

E seguiu-se a tragicomédia Bettencourt, que sem pulso deixou sair um treinador (amado/odiado, faz parte) forever e contratou mais três em pouco mais de ano e meio, acelerando a dança de cadeiras no banco (passe o absurdo) que é hoje a imagem de marca do Sporting. É verdade que Bettencourt levou a efeito uma campanha de angariação de sócios que nos fez atingir os 100 mil, mas rapidamente esse capital foi desbaratado por ele próprio e também pelo seu sucessor no cargo, Godinho Lopes, outra tragédia enquanto presidente, que conseguiu levar o clube quase à extinção. Em boa hora apareceu Bruno de Carvalho, com uma nova ideia de clube e de relação com os sócios e adeptos, colocando-os no centro da vida do clube, em suma devolvendo-lhes o que era deles. E as hostes, apesar dos resultados serem os mesmos de sempre naquilo que a quase todos nós importa, o caneco no futebol, andaram entusiasmadas durante cinco anos, encheram estádios, o nosso e outros um pouco por todo o país, o número de sócios quase que chegou aos 200 mil. Parecia que finalmente se via uma ideia de clube, um caminho a traçar para as tão desejadas vitórias, concordasse-se ou não com ele e mais de 90% dos votantes concordaram, numa segunda eleição. Depois... Depois o resto é história, eu tenho a minha opinião muito bem formada sobre o que aconteceu, não tenho que maçar os leitores com ela.

E chegámos, após um mandato de gestão de Torres Pereira que para o assunto pouco conta, a Frederico Varandas, que se apresentou a eleições com um programa que conseguiu cativar a maioria dos votos em renhida corrida com João Benedito, convencendo sócios que haviam estado incondicionalmente com Bruno de Carvalho e que, desapontados com o seu desnorte (para ser simpático) viram no programa e na pessoa de Varandas, um meio de equilibrar o clube e a SAD no campo financeiro, mas também para juntar os cacos que em nove meses se partiu o clube.

São esses sócios que hoje reclamam e bem, pela saída de Frederico Varandas. Porque estão desiludidos, porque se sentem traídos e sobretudo porque a cultura de clube que estava a enraizar-se na gestão anterior, se perdeu por completo. Hoje o estádio é uma enorme e vazia tristeza, a militância clubística anda pelas ruas da amargura, as notícias que vão aparecendo apenas desqualificam o clube, as entrevistas que vão sendo dadas por dirigentes cavam ainda mais o fosso entre sócios e adeptos e o clube, a tragédia é uma inevitabilidade, querem-nos fazer crer (já escrevi no post anterior sobre o afã de vender a maioria da SAD).

De bode expiatório em bode expiatório, primeiro BdC, depois as claques, o consulado de Varandas tem conseguido afastar do clube aqueles sócios que o seu antecessor conquistou. O número de sócios que deixaram de pagar quotas é disso "O" exemplo! O simples facto de se apelidarem, estratificando, aqueles que não se revendo neste desgoverno, de brunistas, brunecos, etc. revela uma enorme falta de sentido de cultura de clube, o da agregação de todos em torno do mesmo objectivo. Foi isso que Varandas prometeu, "Unir" o Sporting. Tem-se visto...

Sabem o que me lixa?

O que me lixa mesmo é este vírus que parece que veio para ficar e para o mal ou para o bem nos virá trazer outro tipo de sociedade, mas o que me lixa mesmo é o vírus, quanto ao resto estou habituado desde pequeno a lutar, umas vezes contra moinhos de vento, outras atingindo objectivos, faz parte. Farei se tudo correr bem 60 anos em Junho, mas como sou um optimista acredito que terei mais 60 para tentar mudar o Mundo.

Há no entanto outra coisa que me lixa e que tem a ver com o Sporting. A gente destituiu e expulsou de sócio um homem que se estava a tornar um perigo para ele próprio, mas principalmente para o clube. Com alguma ajuda interna e externa, é certo, mas quem cavou a sua própria "sepultura" foi ele. E julgava eu que depois disso viriam tempos de bonança. Qual quê! Agora temos lá um que consegue ser pior que o anterior. Agora até passámos a barreira da calotice. Só não abrimos telejornais porque enfim, o sacana do vírus nos toma o tempo e as preocupações todas. Mas aparecemos logo a seguir, o que é obra. E isto lixa-me o juízo, podem crer. O Sporting fazer parte dos que não pagam, dá-me cá umas comichões na dobra dos joelhos que nem imaginam. Mais, invocar, dizem, que oficialmente não se sabe nada, a pandemia para não cumprir acordos de pagamento, ou é suicídio ou incompetência. Eu como sou do tempo do Raul Solnado, diria que ele acumula! Isto já não há volta a dar, terminado o seu serviço (meritório, sem reserva de dúvida) na luta contra a pandemia e regressado ao recesso do lar sportinguista, deve o presidente do clube, mais os incompetentes que o acompanham, apresentar a sua demissão e o PMAG deve deixar-se de interpretações pessoais (e intransmissíveis) dos estatutos e dar a palavra aos sócios. É que não pagar à Doyen permitiu que se fizesse um pavilhão que é o orgulho de todos nós e foi desde o início bem explicadinho aos sócios; não pagar o Rúben Amorim (uma notazinha de rodapé no site do clube a explicar a coisa aos sócios já não seria "chita") pode ser um cabo dos trabalhos e até o impedimento da ida às provas da UEFA. Bom, só se já não estiverem a contar com isso, afinal estamos a bater recordes negativos consecutivos para terminar na pior época de sempre do Sporting Clube de Portugal.

Futebol? Fáciu, Teresa.

Dia 8 lá estarei!

Leio n' A Bola que houve quatrocentos malucos, nos precisos termos utilizados por Frederico Varandas que ainda preside ao CD do Sporting, que se deslocaram à Turquia para apoiar o Sporting. Gabo-lhes o espírito, diria de missão, de terem feito uma deslocação a país tão longínquo para proporcionar algum conforto aos nossos jogadores.

Extraordinário é que, a determinada altura, a polícia lá do sítio irrompeu pela bancada e desatou a retirar toda a parafernália de material de apoio aos nossos rapazes.

Não me parecendo que sejam os turcos avessos ao verde, concluiu quem lá estava que terá sido após uma assobiadela à UEFA de quem dirige o Sporting que a "bófia" confiscou tudo o que era bandeira, tarja, etc. Eu penso que como não seria possível meter a música em altos berros, como usa fazer em Alvalade para calar as manifestações contra, o sôtor achou que pelo menos as televisões e os jornais não mostrariam as manifestações de apoio... à equipa!

Triste! É um momento de enorme tristeza e revolta quando alguém e esse alguém só pode ser o presidente, manda retirar bandeiras de apoio ao clube num jogo, internacional, fora de casa.

É por tudo o que de mau até agora tem feito, com uma cadência regularíssima a bater records negativos, mas também por (mais) esta manifestação de enorme prepotência e irresponsabilidade e desrespeito para quem se deslocou tão longe, que lá estarei dia 8 de Março, conjuntamente com muitos milhares de outros sócios, a exigir a demissão imediata de Frederico Varandas.

 

"E o Varandas é o nosso grande amor"!

Exmo. senhor presidente do Sporting Clube de Portugal, faça um favor a todos nós, mas principalmente ao clube: Demita-se! Hoje ainda, se o Exmo. senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral achar, na sua pessoalíssima interpretação dos estatutos, que o senhor se pode demitir.

É que pode não saber, ou não achar, mas é muito mais fácil pedir a demissão que coordenar o futebol.

Despeço-me com a convicção de que se houver mais algum record negativo para bater até final da época, se não se demitir, porfiará até que o bata!

Como se diz lá na terra, finja que vai ali (o verbo é outro) e não volte.

Sócios descalços e humilhados no seu estádio. Isto é unir o Sporting?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Como nota prévia: não sou, nem nunca fui, membro de qualquer claque do Sporting, nem sequer tenho qualquer relação com as mesmas e com quem as dirige. Nunca comprei um bilhete aos GOA e nunca entrei na sede de qualquer um deles.

Tenho Gamebox há 15 anos, 13 dos quais na chamada “curva sul”. Naquela bancada, onde inicialmente apenas estava a Juventude Leonina, conheci várias pessoas que, tal como eu, são sócias do clube e estão completamente fora do mundo ultra. Fiz ali amizades que já ultrapassaram a esfera futebolística. Vivi, com todas elas, momentos de alegria e de profunda tristeza – muitos mais do que merecíamos. Aquela bancada, pelo menos no meu sector, sempre teve um ambiente saudável, de respeito de uns pelos outros e, principalmente, de grande Sportinguismo.
Fui para a Curva Sul ainda no meu tempo de estudante. Escolhi-a, tal como quase todos ali, por ser a mais barata na altura. Mesmo depois de começar a trabalhar e, com isso, ter melhorado as minhas condições económicas, nunca me passou pela cabeça deixá-la. Ali sentia-me em casa.

No entanto, nesta época tudo mudou. Anteriormente, fazia a entrada pela porta 4, junto à Avenida Padre Cruz. Uma porta com poucos problemas de acesso e que funcionava relativamente bem. Com a criação da porta 5, junto à antiga porta 3, a entrada no Estádio tornou-se um suplicio. As longas filas e o desrespeitoso tratamento “obrigaram-me”, nas primeiras jornadas, a mudar de lugar e escolher uma bancada diferente, onde o respeito pelo sócio imperasse. Deixei de estar junto dos meus companheiros de mais de uma década, mas não aguentava mais o “tratamento de gado” a que estava sujeito.

Quando pensei que era impossível o clube tratar o sócio pior do que eu vivera no início de época, espanto-me, mais uma vez, com a capacidade de Frederico Varandas fazer borrada.

Percebo que o comportamento das claques seja preocupante e que nos tenha custado bastante dinheiro em multas, mas não aceito, de maneira nenhuma, que sócios do Sporting Clube de Portugal, principalmente os que nem pertencem aos GOA, sejam humilhados com uma revista, na sua própria casa, que é tão exagerada como estúpida.

Sinto vergonha de uma direção que trata idosos, crianças e mulheres como delinquentes. Sinto vergonha de uma direção que distingue sócios pelo lugar no Estádio. Sinto vergonha dos Sportinguistas que acham esta humilhação normal e aprovam este tipo de desrespeito. 

Dirigismo para totós

" O ano passado fizémos uma época brilhante, a melhor dos últimos (quinze, vinte?) anos ".

"Esta época está a correr mal. Erros nossos? Sim! Condicionados pelo passado".

Alguém me explica, como se eu tivesse alguma dificuldade cognitiva, como é que esta época corre mal condicionada pelo passado e a anterior, logo a seguir ao trauma Alcochete, foi a melhor dos últimos quinze ou vinte anos?

O Zé Carlos perdoar-me-ia, certamente

Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

Ali andou mãozinha de reaça.

Deixaram fugir mais oitenta e nove…

Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

Ali andou mãozinha de reaça.

Deixaram fugir mais oitenta e nove…

 

Os pides desceram pela corda alegremente.

Os guardas andavam passeando em Alcoentre.

E a esquerda levou com mais um corno pela frente.

Esta maldade não se faz à gente.

Que merda!

 

As grades foram todas serradas a preceito.

A fuga aproveitou-se do que era imperfeito.

E a esquerda, por causa da vergonha deste feito,

pode apanhar uma bala no peito…

Que merda!

 

Quem foram os que de fora das grades ajudaram?

Quem foram os que dentro das grades os armaram?

A esquerda não esquece tubarões que a torturaram.

Não pode perdoar se a enganaram.

Que merda!

 

Agora, a vigilância é tudo o que nos resta.

Pr’ós pides, a vida na prisão… era uma festa.

E a esquerda tem mais do que razão quando protesta,

pois pode apanhar um tiro na testa…

 

Que merda!

 

Adaptem como quiserem, substituam os protagonistas por quem quiserem. No fim a "esquerda" (o Sporting) perde sempre.

 

Nota: "Fado de Alcoentre" letra de José Carlos Ary dos Santos musicada por Fernando Tordo.

Meio Felix

 

 

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Já vários colegas disseram o melhor sobre Bruno Fernandes em posts atrás e a minha opinião não é divergente, portanto, adiante!

Bruno Fernandes tem a difícil tarefa de fazer jogar o "Naitede", que se eclipsou depois de Mourinho (já não estaria bem, pois venceu "apenas" a Liga Europa) e tem encostados uns rapazes que juntos valem quase a dívida do Sporting. Não será fácil, mas as características que o para sempre nosso Bruno Fernandes demonstrou dentro e fora de campo no Sporting, provavelmente terão tido uma enorme quota-parte na decisão dos de Manchester em vir buscá-lo no Inverno, sabendo que provavelmente depois do Europeu a carteira ficaria bem mais leve se o quisessem levar.

Vejo, leio, sinto um conformismo preocupante com esta saída quanto a mim apressada do melhor jogador do plantel e do campeonato português. Uns com a justificação estapafúrdia de que se poderia lesionar e estar a transferência comprometida (não está um jogador de futebol sujeito, a cada dia da sua actividade desportiva, a lesionar-se?), outros porque não se poderia perder uma "batelada" que virá servir para forrar os cofres da SAD, pelo que dizem tão depauperados.

Nada garante que Bruno Fernandes faça um Europeu de sonho, até se pode lesionar (lá está, cruzes canhoto, vade retro), mas a perspectiva é a de que seja peça nuclear do onze de Fernando Santos e como tal deverá valorizar-se (a propósito, não vi nos "objectivos" nada referente à selecção).

Vem isto a propósito da badalada e verídica façanha de Frederico Varandas ter batido o record da venda de um jogador (veremos, no próximo R&C, se o valor líquido será muito próximo ou muito afastado desta verba, lembro que há uma parte que irá para os italianos da Sampdoria, mais as "comichões" da praxe...), mas não posso esquecer que nos foi dito no final de Agosto que ficaríamos sem Bas Dost, um rapaz holandês tosco que era apenas o melhor marcador da equipa e numa das épocas que por cá andou até mordeu os calcanhares a Messi para o título de melhor marcador da Europa e Raphinha, uma enorme promessa mais que confirmada, para garantir que esta época teríamos o prazer de desfrutar do futebol de um dos melhores executantes de que me lembro ter passado pelo clube, talvez superior a Balakov e a António Oliveira (que por ser portista às vezes fica esquecido), pelas características de líder dentro, mas também fora do campo.

Portanto esta venda foi na minha opinião extemporânea e sobretudo uma pulhice, uma sacanice, uma versão bem de chico-espertice. Este é mais um, dos muitos, actos de gestão danosa deste CD e não me venham com "ah! mas se se lesionasse? Ah! mas se fizesse um Europeu mau? Mais vale um pássaro na mão que dois a voar". Isso que interessa? Qual foi a promessa em Agosto? Ao DAR Bas Dost e vender Raphinha, com a desculpa esfarrapada de que seria para segurar o capitão, Varandas hipotecou a época antes mesmo de ela ter começado, já que para o lugar destes dois veio um camião de gajos com os pés trocados, alguns deles com uma relação muito distante com o objecto/objectivo (a bola e marcar golos com ela) do jogo e um "disco joker" para animar aquele forrobodó todo.

É ainda Janeiro e já há duas semanas que todos os objectivos, antes de terminada a primeira volta, estão furados. Estamos mais perto dos últimos que dos primeiros onde não chegaremos nem que eles percam uma carrada de jogos, as assistências começarão a ser o que se viu no último jogo e o que poderia ainda levar gente ao estádio, a magia de Bruno Fernandes, teve aqui o seu fim (in)esperado.

Há quem diga que saindo Bruno os outros se sentirão mais soltos e poderão finalmente mostrar as suas qualidades. Estamos a falar de quem? Para os mais distraídos e menos entendidos em flora, lembro que um cepo, no limite, só pode dar umas belas cavacas para a lareira, nunca, por impossibilidade física e celular, dar uma árvore bela e frondosa.

Para terminar, ontem vi o empresário junto do jogador numas imagens de televisão e não era Jorge Mendes. Sempre quero ver se para a Gestifute segue alguma parte deste negócio e se for será mais um acto de gestão danosa a imputar a este Conselho Directivo! Com a (se se confirmar) intermediação de Mendes, vender Bruno Fernandes por meio João Felix, é ser no mínimo incompetente!

 

Reflexões I: Porque não fala Benedito?

Adjectivar a situação actual do Sporting é um acto doloroso mas pelo que todos sabemos ou adivinhamos, desnecessário por tão evidente.

Esperava-se que o homem que teve mais votantes expressos, perante o enorme descalabro desta gestão de Frederico Varandas, já tivesse dito pelo menos "estou vivo", mas não, não se sabe o paradeiro de João Benedito. Não se lhe pedia que viesse a terreiro fazer muito "espalhafato", pedia-se que pelo menos desse sinal de vida, que desse um sinal de que para uma eventualidade de vacatura do cargo, se encontra disponível para levar o ciclo do mandato até ao fim.

Mas à situação calamitosa do clube, Benedito disse até agora nada.

A minha reflexão, podendo estar eivada de uma enorme injustiça e se assim for desde já as minhas humildes desculpas, a minha reflexão dizia, é a de que João Benedito era o plano B dos interesses cada vez menos obscuros (vide entrevista de José Roquette) que querem alienar a maioria do capital da SAD. Tendo percebido que será mais do mesmo e a opção/alternativa nula, Benedito está em silêncio. E ele há silêncios que são ensurdecedores...

A minha alternativa

Não se assustem, não sou eu. Tenho noção do ridículo e das minhas (in)capadidades...

Tiago Cabral pergunta aqui se conhecemos alguém disposto a ser presidente do Sporting.

Eu calculo que haja, apesar da situação que vive o Sporting, gente suficiente para uma corrida eleitoral, mas confesso que não conheço ninguém que me tenha dito "eu estou disponível para ser presidente", mas conheço alguém que tem um conteúdo programático sério já apresentado, com pernas para andar, que esteve em fase de arranque nas últimas eleições e que só não avançou porque financiar uma candidatura não é como ir às roulottes comer uma bifana. Essas bases programáticas foram aqui apresentadas no blogue por alguém que diz  que (é preciso) "uma boa equipa, competente em todos os pelouros, disposta a estar no clube sem preocupação de se preservar a si, mas sim em colar as peças, a apostar na sustentabilidade do futebol e criar um conjunto de boas práticas de gestão que façam escola para o futuro do clube, incluindo a limitação de mandatos e que isto como está não se qguenta" e que na minha opinião tem o estofo profissional adequado ao cargo não apenas de presidente do clube, mas principalmente da SAD.

Consubstancio a minha opinião nisto que escreveu, e em complemento isto, isto, isto e isto.

A proposta para um novo Sporting está portanto aqui. Tudo o que se transcreveu ("linkou") é um programa eleitoral, um programa de acção, uma ideia clara de e para o Sporting.

Seria inédito, mas não deixaria de ter piada, a saída de Pedro Azevedo do És a Nossa Fé para a presidência do nosso clube do coração. Por mim podes e deves avançar Pedro e estou certo que não estarei isolado nesta convicção.

Não me venham com as claques!

Não são as claques que escolhem os jogadores.

Não são as claques que os compram.

Não são as claques que contraram os treinadores.

Não são as claques que escalam quem vai a jogo.

Não são as claques quem determina a táctica.

Não são as claques que encomendam arbitragens "inteligentes".

Não são as claques que têm falta de qualidade, empenho e raça.

Apesar de as claques serem uma bela e valente merda!

E hoje mais uma vez fizeram merda (não terão gostado do testemunho do Max, digo eu...).

Mas foram as claques que perderam o jogo?

Foram as claques?

Não, não foram!

Quem perdeu o jogo foi a falta de qualidade de quase todos os que estavam lá dentro, desde Ilori  ao "ponta de lança" que tem um cu que pesa uma tonelada. E o Wendel, que é exímio no "para trás e para o lado", tão característico do nosso futebol, há anos... e do Ristovsky, que não sabe parar uma bola em condições e do Doumbia que parece que tem molas quando tem a bola nos pés e invariavelmente a perde e do Bolasie que em quarenta oportunidades de golo não marca uma. E quando assim é, não colhe o "número" das claques. Ainda que as claques sejam efectivamente uma valente merda. E que eu me envergonhe de ter umas claques de merda no meu clube e de se ter que entregar os cabecilhas daquilo às autoridades e impedi-los de entrar em recintos desportivos, sob pena de nunca mais termos paz em Alvalade.

O assunto claques é um caso de polícia (que aliás não entendo como não actuou naquela bancada como actuou nas outras), sendo um problema que tem que ser resolvido, mas não é, longe disso, o maior problema do Sporting.

Temos ainda que ir ao Dragão, à Luz, a Braga e a... Famalicão.

Ou se resolve o grave problema que afecta o Sporting, ou nem à Liga Europa vamos.

O nome da doença? Tem nome de médico: Frederico Varandas!

E só há um remédio para ela. Tenhamos coragem para aplicar o tratamento!

 

O vendedor de automóveis

Imaginem que eu tenho um chaço velho e que quero desfazer-me dele, vendê-lo.

Faço umas fotos jeitosas, coloco num site da especialidade e digo que é velhinho mas ainda está ali para as curvas.

Como aquilo é velho, se alguém me pedir para o ir mostrar na perspectiva de o comprar, se não for muito longe, eu vou, claro!

Agora imaginem que eu tenho uma bomba para vender que tem bué da clientes interessados. Eu ponho o carro no stand e espero calmamente pelos putativos clientes e interessados.

Claro que se eu tiver um interessado numa frota automóvel e a tiver para vender, desloco-me a casa do cliente e até lhe faço uma atençãozinha, se for caso disso.

Mas o que eu tenho é um topo de gama, 8 cilindros em V e uma cavalagem que arrasta tudo à sua volta, até alguns chaços velhos como aquele que eu pedi que imaginassem que tenho, lá em cima.

Faz algum sentido eu e a minha mulher, que cá em casa é tudo a meias, irmos a casa dum ricaço que me quer comprar a porra do carro?

Eu acho que não, mas isso sou eu, que não preciso de vender o meu chaço...

Estamos nisto sozinhos?

Hoje o Sporting perdeu. Jogou o suficiente para não perder mas perdeu. É a dura realidade. Acabamos esta jornada de volta ao quarto lugar, a dezasseis pontos do primeiro lugar e a doze do segundo. Não faz sentido atirar a toalha ao chão mas também não faz sentido andar a fazer sugar coating.

Para mim, a grande derrota da noite não foi em campo. Foi no momento imediatamente a seguir. Alex Telles devia ter sido expulso ainda na primeira parte. Nem falta Jorge Sousa assinalou. E nós nem um piu. Silêncio, calados, resignados, vergados.

 

Eu, como outros Sportinguistas, não preciso que a direção critique a arbitragem para saber se foi boa ou má. Mas, depois de um fim-de-semana onde há um penalty não assinalado de Rúben Dias e uma expulsão perdoada a Alex Telles, é deprimente ver Sportinguistas a dar o peito, olhar para trás e não ver ninguém. É deprimente perceber que não exigimos que nos respeitem.

Eu acredito que esta direção ainda pode dar muitas alegrias ao Sporting. Mas não é aceitável que não exija o respeito dos restantes stakeholders do futebol português. Termos Sportinguistas lixados (com F) com isto e ver a direção calada é pior que um murro no estômago. É uma chapada da dura realidade. Estamos nisto sozinhos?

Que bela merda!

Hesitei alguns segundos antes de escrever o título deste post, mas não há volta a dar. As coisas são o que são!

E poderia estar aqui a dissertar sobre o sexo das baleias até, que o cerne da questão seria (será) sempre o mesmo: Que bela merda! De jogadores, de equipa técnica(?), de director desportivo, de presidente.

E não há "Renova" que limpe isto. Só mesmo uma lavagem geral!

Um atroz ensurdecedor silêncio

A puta* da aparelhagem pifou?

Não há um recadinho a dar aos sócios e adeptos?

Está tudo bem em Alvalade?

Não se passa nada no Sporting?

Já estão a escolher o sucessor de Silas?

Já informaram da ementa para o camarote para Quinta-feira?

Não têm vergonha na cara?

Algum decoro, também não?

Precisam de um empurrãozinho?

 

* Não confundir com a gala, p.f.

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