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És a nossa Fé!

Xutos e Pontapés

Terminaram ontem as Festas de Loures. Desculpem puxar a brasa à minha sardinha, mas é um dos maiores acontecimentos culturais da área metropolitana de Lisboa, talvez do país. Terminaram com chave de ouro, com um enorme concerto dos Xutos, agora sem Zé Pedro fisicamente, mas lá de cima a controlar os ânimos e as emoções, bem patenteadas em Tim quando o evocou com três temas emblemáticos e se mostrou bastante comovido. Um alinhamento como é habitual, interventivo e engajado, que entusiasmou os milhares que, gratuitamente, tiveram acesso a mais uma intensa performance da banda que até tem estúdios no concelho, onde ensaia. Estavam portanto a jogar em casa e não desmereceram do apoio inequívoco e incondicional de quem ali se deslocou para os apreciar e às suas músicas, novas e menos novas. Tive o imenso privilégio de lá estar e vibrar também.

Três horas antes, praticamente com a mesma linha e precisamente no mesmo registo de (quase) sempre, assisti a outro espectáculo onde a qualidade esteve arredia e onde, salvo as raras excepções do costume e o também apoio incondicional e inequívoco, não passou mesmo de um espectáculo de chutos e pontapés, a maior parte deles para a bancada. Safou-se mesmo o homem do leme, que nunca verga e nunca desiste e se ele cai, a vida pode ser malvada e o tempo pode ser um mar de Outono e o mundo pode virar-se ao contrário. Que ele não seja o único, é o que desejo, mas parece-me que a coisa será mesmo à sua maneira. No circo de feras que é hoje o futebol, convém saber quem é quem e remar, remar e também voar. E dar Xutos a sério para chegar na frente ao dia de são receber. Como ontem, dificilmente sairemos da nossa casinha.

Vamos ver dia 4, se eles respondem ao nosso se me amas e nos presenteiam finalmente com um concerto digno desse nome! E não serão precisos contentores de golos. Basta um a mais que o adversário e, falo por mim, ficaremos felizes para sempre.

 

Sporting - Valência, bom resumo

Uma derrota por uma bola selou o fim da pré-época. Foi também um bom resumo daquilo que aconteceu no último mês. Boas entradas em campo, momentos de desconcentração e um ou outro corpo estranho no onze. Ainda assim, chego ao fim de Julho com mais confiança que na época passada.

Ao contrário da grande parte dos analistas, gostei de ver Bruno Fernandes desviado para a esquerda. Acabou por ser menos massacrado pelos defesas contrários e teve oportunidade para fazer grandes aberturas (como no golo de Dost) e grandes golos (como contra o Liverpool). Também foi bom ver Vietto no meio, a ganhar confiança e rotinas com os colegas.

As grandes derrotas da pré-época são a incapacidade de Ilori em ser uma alternativa viável para central e/ou lateral direito. Bem como mais uma birra de Matheus Pereira que lesa o Sporting e lhe prejudica a carreira. Quantas oportunidades já teve? Quantas queimou?

As grandes vitórias da pré-época são Thierry acabar a titular na lateral direita bem como Neto se assumir como opção mais que viável para terceiro central e, quem sabe, titular. Também foi muito bom ver o reencontro de Dost com os golos.

Uma nota para as vozes que acham que a comunicação social está a proteger o Sporting: é sinal que alguém está a fazer bem o seu trabalho. É sempre melhor ter a imprensa do nosso lado do que contra nós. Conseguem perceber isto, certo?

Os destaques: Bruno, Idrissa, Thierry

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Terminamos a pré-temporada sem uma vitória. Nem ao menos o Troféu Cinco Violinos conseguimos ganhar no nosso estádio. Ontem defrontámos o Valência - detentor da Taça de Espanha e quarto classificado no mais recente campeonato do país vizinho - e até começámos a vencer, logo aos 4', mas acabámos derrotados por 1-2. E ainda vimos Renan defender um penálti, algo em que já se especializou.

Destaque para a entrada de Thierry como titular na lateral direita: o ex-campeão europeu sub-17 e sub-19 deu boa conta do recado. Bruno Fernandes foi remetido para a ala esquerda, o que funciona nele como um espartilho, para ceder protagonismo a Vietto no corredor central. Foi uma experiência para esquecer: nem o capitão rende aquilo de que a equipa necessita encostado à linha nem o argentino conseguiu demonstrar até agora que é um verdadeiro reforço neste Sporting 2019/2020.

Aspecto mais positivo: o grande golo de Bas Dost, culminando um eficaz lance colectivo em que avultou um soberbo passe de ruptura de Bruno Fernandes, variando o flanco, seguido de boa recepção de Raphinha, que tocou para o holandês potenciar o pé canhão - sem defesa possível para o guardião Domenech. Exibições muito positivas de Idrissa, que parece ter agarrado a posição de médio mais recuado, e do regressado Acuña, que só jogou no segundo tempo. O melhor em campo, embora longe do brilhantismo a que já nos habituou, voltou a ser o capitão da equipa.

Destaque, pela negativa, para Borja - com responsabilidade evidente no primeiro golo espanhol - e para a incapacidade finalizadora de Vietto. Nas substituições, Diaby (outro regresso) e Luiz Phellype nada acrescentaram. E é inaceitável a tremideira que se apodera do onze leonino nas bolas paradas defensivas, uma das quais resultou em golo nesta partida presenciada ao vivo por mais de 32 mil adeptos. Também inaceitável é continuamos a sofrer, em média, dois golos por jogo: uma equipa que aspira a títulos não pode ser tão permeável no sector mais recuado. Eis o aspecto a rectificar com mais urgência.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: defendeu uma grande penalidade aos 55'. Excelente defesa aos 27, negando o golo ao Valência.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Thierry (20 anos).

Mais: titular na lateral direita, neutralizou Gonçalo Guedes. Muito concentrado e veloz, fez um grande corte aos 36'. Integrou-se bem no ataque.

Menos: aos 66' deixou escapar Rodrigo, que centrou para o segundo golo do Valência.

Nota: 7

 

Coates (28 anos).

Mais: grande corte logo aos 5'.

Menos: ainda preso de movimentos, por ter estado ausente durante quase toda a pré-temporada. O primeiro golo sofrido nasce de um canto totalmente desnecessário provocado pelo uruguaio.

Nota: 5

 

Mathieu (35 anos).

Mais: aos 33, marcou um livre que rasou a barra da baliza adversária. 

Menos: duas "roscas" com o seu pé menos bom, o direito.

Nota: 6

 

Borja (26 anos).

Mais: esforçou-se para centrar lá à frente, sempre sem êxito.

Menos: deixou Kondogbia elevar-se à vontade para marcar o golo inaugural do Valência, aos 9'.

Nota: 4

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: sempre interventivo na primeira fase de construção, soube também recuperar muitas bolas.

Menos: o impulso ofensivo leva-o por vezes a abandonar a posição, desequilibrando o seu sector.

Nota: 7

 

Wendel (21 anos).

Mais: alguns lances vistosos, denotando técnica individual.

Menos: pouco influente nas movimentações colectivas durante os 68' em que esteve em campo.

Nota: 5

 

Raphinha (22 anos).

Mais: assistiu Dost no golo leonino.

Menos: muito preso à bola, denotando individualismo em excesso: aspecto a corrigir.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: o passe longo para Raphinha, aos 4', foi quase meio golo. Rematou com selo de golo, aos 85': o seu disparo só foi travado por uma defesa "impossível" de Cillessen.

Menos: o segundo golo espanhol nasce de um passe errado dele, aos 66'.

Nota: 7

 

Vietto (25 anos).

Mais: um bom passe de ruptura, aos 48': Raphinha desperdiçou.

Menos: continua a pecar por deficiente finalização: atirou ao lado aos 30' e aos 43'.

Nota: 5

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: regressou aos golos e fez levantar o estádio, com os adeptos a gritarem o seu nome.

Menos: muito discreto durante o resto do jogo: pouco e mal servido pelos companheiros.

Nota: 6

 

Neto (31 anos).

Mais: desde os 61' em campo, rendendo Mathieu: estreia de verde e branco em Alvalade. Bom corte aos 81'.

Menos: falhou a intercepção a Kevin Gameiro, marcador do segundo do Valência.

Nota: 5

 

Acuña (27 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Borja, com óbvia vantagem para a equipa. Aos 70', soberbo passe longo a que Bruno Fernandes não soube dar boa sequência.

Menos: nesta estreia na pré-temporada leonina, a sua actuação soube a pouco: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: substituiu Dost aos 61', procurando movimentar-se mais na área do que o holandês, sem o conseguir.

Menos: continua muito distante dos golos.

Nota: 4

 

Diaby (28 anos).

Mais: estreia na pré-temporada, recém-vindo de férias. Substituiu Vietto aos 61', permitindo libertar Bruno Fernandes para o centro do terreno.

Menos: tendência insólita para escorregar em momentos decisivos. O ex-Leão Piccini ganhou-lhe todos os duelos. Bem servido por Bruno, falhou o golo aos 84', quando lhe bastava encostar o pé.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: em campo desde os 67', rendendo Coates. Bom corte aos 78'.

Menos: só pode ter ficado desmotivado ao ouvir vários assobios no estádio, até por terem sido imerecidos desta vez.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 67' nesta sua estreia em Alvalade de Leão ao peito. Participou na construção de um lance muito perigoso, aos 76'.

Menos: falta-lhe ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: só entrou aos 88', substituindo Idrissa. Tentou - sem conseguir - dar dinâmica ao nosso meio-campo.

Menos: um passe errado, aos 90'+1, podia ter resultado no terceiro golo espanhol.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: substituiu Thierry aos 88', sem comprometer.

Menos: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 88': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 88', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: merecia mais tempo.

Nota: 6

Indignado e espantado

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 Geraldes a ler um livro muito apropriado: Ensaio Sobre a Cegueira (foto Record)

 

 

Fazer entrar o Francisco Geraldes aos 57 minutos e mandá-lo sair aos 82' foi algo que me indignou.

Não custa explicar porquê. É uma forma inaceitável de tratar um dos melhores jovens talentos da nossa formação.

No Sporting-Valência de ontem houve, por outro lado, uma "experiência" que me fez abrir a boca de espanto: termos jogado mais de meia hora sem ponta-de-lança. Até quando já perdíamos por 0-3 e não havia vantagem nenhuma a defender, antes pelo contrário.

Dirão alguns que foi apenas um jogo de pré-época. A esses direi duas coisas. Primeira: a temporada leonina 2016/17 começou a ser perdida na desastrosa pré-época. Segunda: o prestígio internacional do Sporting, quando defronta uma equipa espanhola na Suíça, nunca pode ser jogado a feijões. Porque é algo muito sério.

Aprendizes de leão incapazes de rugir

Ao terceiro jogo da pré-temporada, o descalabro. O Valência deu hoje um banho de futebol ao Sporting, derrotando a nossa equipa por 3-0. E ainda com uma bola a embater no ferro: estivemos a centímetros de sofrer uma goleada perante a turma espanhola, claramente superior do princípio ao fim.

Ritmo lento, atitude passiva, dinâmica frouxa, intenções previsíveis - uma sensaboria total, mesmo com alguns milhares de portugueses, incluindo muitos emigrantes lusos na Suíça, a puxarem pela equipa do princípio ao fim. Jorge Jesus foi fazendo rodar os jogadores sem produzir qualquer efeito positivo na qualidade do futebol leonino: chegou a mandar avançar 23 - incluindo Bruno César e Francisco Geraldes, que entraram aos 57' e saíram aos 82'. Apenas o guarda-redes esloveno, Azbe Jug, se manteve em campo durante os 90 minutos.

Antes da meia-hora inicial, já perdíamos 0-2. Nem assim houve um sobressalto naqueles profissionais que pouco honraram a camisola verde e branca e se passeavam em campo com uma gritante falta de exigência, em nada contrariada pelos berros do treinador junto à linha. Ao intervalo, havia apenas o registo de dois remates nossos à baliza do Valência.

Hoje, ao contrário do que sempre acontece, não destaco qualquer jogador. Em boa verdade, nenhum deles merece, tão medíocre foi a prestação colectiva destes aprendizes de leão, de juba aparada e incapazes de rugir.

Petrovic e Paulo Oliveira, que alinharam ontem contra o Fenerbahçe, hoje não chegaram a calçar.

A próxima partida é depois de amanhã, às 18 horas, contra o Basileia.

 

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Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Sem culpa nos golos sofridos, todos muito bem marcados. Teve uma saída em falso, aos 67', que quase nos fez sofrer mais um.

Piccini (24 anos).

Sem velocidade, lento a progredir no terreno. Deixou-se ultrapassar no lance do segundo golo: Rodrigo, do Valência, fez dele o que quis. Saiu aos 57'.

Coates (26 anos).

Um erro grave: ao aliviar muito mal a bola na grande área, no minuto 23, ofereceu-a de bandeja para Orellana marcar. Saiu ao intervalo.

Mathieu (33 anos).

O menos mau do nosso reduto ofensivo. Saiu algumas vezes com a bola controlada, procurando puxar a equipa. Sem sucesso. Saiu ao intervalo.

Coentrão (29 anos).

Muito retraído, sem dinâmica ofensiva. Aos 28' desguarneceu o flanco, vazio que o extremo do Valência logo aproveitou para um cruzamento fatal: assim nasceu o segundo golo. Saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Apático, limitou-se a assistir ao arranque de Orellana na marcação do primeiro golo sem procurar travar-lhe o passo. Foi o jogador de campo que mais tempo jogou - na segunda parte, na posição 8, pareceu render um pouco mais.

Iuri Medeiros (23 anos).

Nada a ver com a exibição da véspera, uma das mais conseguidas da turma leonina. Andou quase todo o primeiro tempo escondido, com escassa interferência na dinâmica colectiva. Saiu ao intervalo.

Bruno Fernandes (22 anos).

Também o médio de ligação não confirmou a boa exibição do dia anterior. Começou por perder a bola em zona proibida, logo aos 10', o que só por um triz não nos custou o primeiro golo. Terá ficado afectado por este lance. Saiu ao intervalo.

Podence (21 anos).

Único jogador leonino que procurou sempre dar velocidade ao jogo, jogando alternadamente nos dois flancos. Alguns passes bem medidos, mas insuficientes para o nível a que nos habituou. Saiu aos 57'.

Doumbia (29 anos).

Andou escondido, mal se deu por ele. Na única intervenção digna de registo mereceu nota negativa, ao interferir em posição irregular num lance que teria dado um golo legal a Bas Dost que o árbitro anulou. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Estreia azarada como capitão leonino. Marcou aos 38', mas o golo não valeu pois Doumbia tocara na bola em fora de jogo. Grande passe para Podence aos 46' e pouco mais. Saiu aos 57'.

Matheus Oliveira (23 anos).

Jogou a segunda parte. Três livres muito bem marcados (51', 54' e 56') pelo médio-ala esquerdino, filho de Bebeto. Pouco mais fez. 

Alan Ruiz (23 anos).

Jogou a segunda parte, quase sempre de costas para a baliza. Lento, previsível, fazendo sempre muita cerimónia antes de tentar o remate. Aos 90' recebeu um cartão amarelo por simular um penálti.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Jogou a segunda parte, recebendo de Bas Dost a braçadeira de capitão. Pecou com frequência por excesso de lentidão. E não conseguiu elevar-se com eficácia nas bolas paradas ofensivas. O melhor que fez foi um corte acrobático aos 61'.

André Pinto (27 anos).

O ex-central do Braga jogou a segunda parte. Muito discreto, evidenciou-se apenas por um bom corte aos 84'.

Jonathan Silva (23 anos).

Jogou a segunda parte, mostrando-se mais audaz do que Coentrão. Algumas incursões acutilantes no flanco esquerdo. Grande cruzamento aos 71' que Bruno César desperdiçou. Foi um dos mais inconformados.

Palhinha (22 anos).

Jogou a segunda parte, revelando-se melhor médio de contenção do que Battaglia. Tentou fazer avançar a equipa com passes verticais, mas sem sucesso. De uma falta sua a meio-campo nasceu o rápido lance de contra-ataque que gerou o terceiro golo espanhol.

André Geraldes (26 anos).

Entrou aos 57'. Revelou algum sentido posicional, mas foi clamorosamente batido aos 68' por Nacho Gil, que lhe fez um túnel (a ele e a Bruno César) e chutou para golo na jogada mais brilhante do desafio.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 57'. Nada lhe saiu bem - nem à frente, onde falhou duas ocasiões de golo, nem atrás, onde foi fintado sem remissão no terceiro do Valência. O treinador deu-lhe ordem de saída aos 82'.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 57' e mexeu com o jogo, protagonizando alguns momentos de inegável qualidade técnica. Mas nessa altura a equipa já naufragava sem remissão. Jesus deixou claro que não conta com ele, ao fazê-lo sair aos 82'.

Matheus Pereira (21 anos).

Jogou os últimos 25 minutos, dando a ideia de ter entrado demasiado tarde. Agitou a ala esquerda ofensiva numa sucessão de raides que mereciam ter melhor desfecho. Mas andou sempre muito desacompanhado.

Gelson Dala (21 anos).

Entrou aos 82', com vontade de mostrar serviço. Esforçou-se, mas não teve tempo.

Jovane (21 anos).

Entrou aos 82', procurando refrescar um ataque quase inexistente. Um cruzamento sem nexo aos 85' e pouco mais.

O derby do Mendes

No sorteio do play-of de acesso à fase de grupos da liga dos campeões, deu-se o curioso facto de duas equipas pertencentes suportadas apoiadas por Jorge Mendes defrontarem-se entre si. Mónaco e Valência, titulares de cheques pré-datados de 15 milhões de euros, têm que decidir quem pode este ano aceder aos milhões da Liga dos Campeões. O prémio será poderem entregar mais um cheque a quem Mendes ordenar, porque dívidas são sempre para ser pagas.

 

PS: Chega-me agora a informação que Jorge Mendes, interrompendo, contrariado, a sua lua-de-mel, ordenou à Uefa, e cito, "que por sua decisão soberana, de rei, Mónaco e Valência sejam ambos, os dois, apurados para a fase seguinte."

Cumpra-se.

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