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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Retomámos as vitórias em casa para o campeonato, mais de dois anos depois. E em boa hora isso aconteceu, contra uma equipa que se encontrava à nossa frente na tabela classificativa e foi ultrapassada pelo Sporting.

A pontaria esteve também acertada aqui no blogue, onde não faltou quem previsse o 3-1 final. Aconteceu com três comentadores: Horst Neumann, Leão de Queluz e Leão do Fundão.

Aplicado o critério de desempate, a vitória final nesta ronda cabe a um duo: Horst Neumann e Leão do Fundão. Ambos mencionaram Acuña como marcador de um dos golos. E assim foi.

Match Point (parte 2)

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E o Mr. Murphy tirou folga. Mesmo com grande dificuldade e baixa nota artística, a bola... passou a rede.

Posto isto e esquecendo o "casual outsider", o Famalicão, estamos na posição da época passada, atrás dos rivais e à frente dos candidatos ao 3.º posto. Na Liga Europa também, em 2.º lugar no grupo, com grandes hipóteses de passar à fase seguinte, mas a Taça de Portugal já foi e a Taça da Liga está no ir também.

Fazendo um balanço aos reforços da era Varandas/H.Viana, o único que se tem revelado de classe superior chama-se Vietto. Depois vêm uns utilitários a roçar a mediania: Rosier, Doumbia, Quaresma, Borja, Bolasie, Neto, Luiz Phellype, uma jovem promessa que precisa de enquadramento táctico, Plata,  um ex-craque em recuperação (Jesé) e alguns casos enigmáticos: Ilori, Camacho e Fernando, que convinha alguém explicar. Com as saídas de Gudelj, Bas Dost e Raphinha e com tão pouca quantidade de qualidade, torna-se complicado competir com Benfica e Porto. Estamos bem mais perto de Guimarães e Braga no que ao plantel diz respeito.

Silas está a fazer pela vida, a equipa está lentamente a melhorar a sua produção, mas parece-me que é a equipa técnica (incluindo o "team manager") mais fraca que o Sporting tem desde há muito tempo (não contando com os treinadores transitórios, considerando apenas Keizer, Peseiro, Jesus, Marco Silva, Leonardo Jardim, Jesualdo Ferreira) e que ainda se deu ao luxo de dispensar os serviços do treinador de guarda-redes mais qualificado da Liga, Nelson Pereira, com resultados (negativos) já visíveis em Renan. Foi sem dúvida uma jogada de alto risco do presidente.

Agora vamos ter três jogos consecutivos fora de casa com equipas menores que poderão consolidar a melhoria da qualidade de jogo desta equipa, e possibilitar-lhe outra capacidade e ambição.

Sobre o mercado de inverno, se calhar começar por manter Acuña e Wendel e exportar Hugo Viana para um mercado a seu gosto não era mal pensado.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da importante vitória conseguida em Alvalade frente ao V. Guimarães. A equipa minhota, que dias atrás fizera tremer o Arsenal em Londres, mostrou-se bem organizada no relvado leonino e chegou a dominar a partida durante parte do primeiro tempo, mas o Sporting impôs-se com uma vitória por 3-1 que não merece contestação. Com golos de Jesé (que foi titular e se estreou a marcar aos 29'), Acuña (aos 32', também em estreia como goleador nesta Liga) e Coates (aos 74'). Pormenor a assinalar: não ganhávamos desde 18 de Agosto no nosso estádio para competições de âmbito nacional.

 

Da exibição. Este foi, quanto a mim, o jogo em que o Sporting se mostrou mais organizado, seguro, compacto e confiante de todos quantos já disputámos na temporada 2019/2020. O primeiro jogo em que se nota claramente a influência de Silas, que venceu quatro das cinco partidas cumpridas sob o seu comando desde que chegou para substituir Leonel Pontes. Desta vez deixou de fora Wendel, apostando em Eduardo, e optou por Jesé como titular em vez de Luiz Phellype, que só entrou aos 73'. A organização defensiva funcionou e a transição ofensiva, com contra-ataques acutilantes, também produziu frutos. Pormenor a destacar: foi também o primeiro jogo em Alvalade, nesta época, em que conseguimos marcar três golos.

 

Da subida na classificação. Mercê da derrota do Famalicão, que liderava o campeonato desde a quarta jornada, reduzimos a distância para o duo da frente - Benfica e FC Porto, que levam mais sete pontos. E subimos ao quarto posto, ultrapassando precisamente o V. Guimarães e também o Tondela. Todos os triunfos são bem-vindos - e, nestes tempos turbulentos, ainda mais importantes se tornam.

 

De Mathieu. Foi, para mim, o melhor em campo. Um esteio na organização defensiva do Sporting, que conferiu equilíbrio e confiança ao conjunto. Teve uma exibição irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar, impondo-se designadamente nos lances aéreos. Contabilizei acções defensivas que travaram os atacantes adversários aos 14' (dois), 35', 40', 56', 63' (dois), 76', 84' e 90'+4. Fez um soberbo passe em profundidade para Bruno Fernandes aos 16'. E é dos pés dele que começa a jogada que culmina no nosso primeiro golo.

 

De Coates. Funcionou como complemento perfeito do internacional francês: juntos, voltaram a formar uma barreira de centrais quase intransponível (excepto no lance do golo vitoriano, aos 67'). Protagonizou cortes aos 8', 70', 85', 87' e 90'+5. E ainda foi à frente, marcar o nosso terceiro - que tranquilizou enfim os sportinguistas.

 

De Vietto. Estará encontrado o futuro substituto de Bruno Fernandes no onze titular leonino? É a impressão que o criativo argentino tem dado, de jogo para jogo. Desta vez voltou a destacar-se com uma exibição digna de todos os elogios. Basta dizer que os dois golos iniciais do Sporting são construídos por ele - no primeiro a servir Jesé com um soberbo passe de ruptura, o segundo ao introduzir-se na área com a bola dominada e colocando-a em Acuña, que não se fez rogado.

 

De Acuña. O internacional argentino começou a lateral e subiu no terreno com a entrada de Borja, a partir do minuto 68. Em qualquer das posições revelou-se incansável. Marcou o nosso segundo golo, com um primoroso recorte técnico, metendo-a ao primeiro poste. E foi ele a apontar o livre de que resultou o nosso terceiro. Muito combativo, nunca dá uma bola como perdida e jamais desiste dum confronto individual. A intensidade que coloca em cada lance constitui um excelente exemplo para todos os colegas. Se todos fossem como ele, estaríamos bem mais colocados na tabela classificativa.

 

Da aposta de Silas em Rodrigo Fernandes. Aos 88', já com o resultado em 3-1, o treinador mandou sair Eduardo Henrique e fez entrar o jovem internacional júnior, que deu os primeiros passos no futebol em Alcochete. Aos 18 anos, Rodrigo estreou-se assim na equipa principal, sob os aplausos e o forte incentivo de colegas e adeptos. Este é, sem dúvida, o bom caminho.

 

Do jogo. Partida bem disputada, com velocidade e técnica, doses elevadas de emoção e incerteza quase até ao apito final. Estes são os melhores ingredientes do futebol. E é melhor ainda quando o Sporting ganha, como agora sucedeu.

 

 

Não gostei

 
 

Uma vez mais, do horário. Num domingo em que jogaram as três maiores equipas portuguesas, facto cada vez mais raro, coube-nos novamente a fava: o Tondela-Benfica disputou-se às 15 horas, o FC Porto-Famalicão começou às 17.30 e este Sporting-V. Guimarães só teve início às 20 horas. Isto contribuiu para haver só 28.135 espectadores em Alvalade. Hoje é dia de trabalho e sobretudo para quem mora longe de Lisboa estas deslocações tardias tornam-se inviáveis para milhares de adeptos.

 

De Idrissa Doumbia. O jovem marfinense revelou-se o elemento mais fraco do meio-campo, com claras dificuldades posicionais e uma confrangedora incapacidade de construir jogo. Pior ainda: destacou-se pela negativa, com vários passes errados em zonas comprometedoras, por exemplo aos 26', 34' e 43'. Melhorou um pouco no segundo tempo mas continua a fazer muito pouco por merecer a titularidade.

 

Dos assobios a Renan. Mesmo a ganharmos 2-0, resultado que se registava ao intervalo, houve no estádio quem xingasse o guarda-redes por alegada demora em colocar a bola em jogo. Acontece que na maior parte dos casos estes protestos são injustos: o problema não está em Renan, mas nos colegas que tardam em posicionar-se no centro do terreno, dificultando a construção do processo ofensivo com a bola controlada a partir de trás.

 

Dos imbecis no topo sul. Apesar de se ter registado mais uma vitória do Sporting, os deserdados da Juventude Leonina, saudosos de tempos que já não voltam, mandaram pelo menos uma tocha incendiária para o relvado, além de insistirem em exibir lencinhos brancos e gritar impropérios ao presidente Frederico Varandas ainda antes do fim do jogo. Receberam o troco que mereciam: uma vaia imensa de quase todo o estádio. Há um divórcio cada vez maior entre os adeptos e as claques. Não custa vaticinar quem sairá a perder.

 

Da música ensurdecedora. Algo quase tão estúpido como os gritinhos injuriosos das claques é a decisão da Direcção leonina de aumentar os decibéis do hino do Sporting até níveis ensurdecedores - e passíveis de sanções legais - na tentativa de "amortecer" os protestos. Isto não é prova de força, mas de fraqueza. E totalmente desnecessária. Porque para calar os energúmenos do topo sul, como voltou a ficar evidente, bastam os sonoros assobios dos sócios que se concentram no resto do estádio.

Match Point

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São por demais conhecidas as dificuldades por que passa o nosso grande Sporting Clube de Portugal, com uma Direcção legitimamente eleita acossada por uma "formação espontânea" de brunistas, ricciardistas e claquistas, todos a aproveitarem um momento negro do futebol profissional (causado por uma incompetente e autista preparação da temporada e improvisão absoluta no que se seguiu) e a congeminar uma geringonça que faria o albergue espanhol de Godinho Lopes corar de vergonha. 

Estão então criadas todas as condições para que a visita do Vitória de Guimarães amanhã a Alvalade nos faça recordar o famoso filme de Woody Allen. 

E a primeira pessoa que sabe isso mesmo é Silas. As grandes ideias e ilusões cederam lugar à triste realidade das exibições deprimentes e da eliminação na competição que há pouco tínhamos ganho, o "risco na construção", a "posse da bola para controlar o jogo", o é "o futebol em que acredito e o que gostava de jogar", ao mais pragmático "não tenho tempo para treinar" e o "este jogo vai ser muito complicado".  

Sendo assim, o resultado de amanhã vai ser tremendamente importante para o resto da temporada. Irei lá estar, como mais 30 e tal mil, a torcer pela vitória do Sporting seja com o pé seja com o rabo.

A minha fé no Bruno (no Fernandes) e o prevísivel cansaço do opositor depois dum grande jogo no Emirates levam-me a acreditar que vamos passar o difícil obstáculo e que vamos (todos) poder ganhar alguma tranquilidade e confiança para o que se segue.

Vamos ver e depois falamos...

 

PS: E espero que o Mr. Murphy meta férias:

"THE TOP OF A TENNIS NET WILL ATTRACT THE BALL TOWARDS ITSELF.

This is the only explanation for a ball that meets the net that would otherwise sail over it. All the laws of motion indicate that the ball should reach the other court but the law of attraction between the net and the ball has the final word!"

SL

O Vitória Sport Porno

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Eu não sou moralista. Nem fui. Vive e deixa viver, o primado do livre-arbítrio, sob a tutela da lei, ainda que esta matizada pelo bom senso. E nisso ainda mais no que toca ao domínio do pessoal, das questões íntimas. E a pornografia, e a relacionada mas diferenciada prostituição, são áreas preferenciais nesse matizar. Eu não pago para foder, nunca o fiz, nestes meus 55 anos. Andei por cabarets, quantas vezes bordéis, muitos, nas noites austrais. Fiz amigas, paguei copos. Até financiei a reforma de uma amiga, proporcionando-lhe o sonho de se estabelecer como patroa de "barraca", vender copos e galinha na noite. E outras coisas, "que fazes tu aqui, princesa?" resmungo já com a sensibilidade etilizada diante da Fatinha, vinda do Norte. Está ali perdida, dou-lhe o dinheiro para regressar à origem, onde a conhecera, então resplandecente, mas agora ali ao engano. Encontro-a depois, afinal ficou, nada comigo, eu apenas dera o dinheiro, o critério foi o dela. Mas é uma pena, pois a pobreza extrema, material e/ou de expectativas, não é o forno do livre-arbítrio, como querem, aldrabões, os hipócritas. Eu gosto de pessoas - eu não gosto de comentadores anónimos, mas gosto de pessoas -, e quando mulheres muito mais ainda. Fui boémio. E na noite, fora dos sítios finos da burguesia lisboeta, a vida vai como vai.

E o porno? Em Portugal? Não, apenas uma vez que me lembre, um tal de D. Fradique, espelunca ali à Sé de Lisboa visitada numa despedida de solteiro. Quinze tipos impulsionados por uma patética tradição, ainda quase vigente nos inícios dos 1990s. Quando começou o show erótico, sexo lésbico ao vivo, aquilo tornou-se demais, escorropichámos os uísques e "vamos onde?". E Plateau connosco, ainda que keke, pois era dia de semana, tarde, e íamos dançar, e a onda não era o nosso Tokyo (ou Jamaica) e o Kremlin era tantantantan em demasia. Porno? Sim, desde novo, ali aos 14 anos no Olympia, eu e o Raul fomos lá com o Fanã, mais velho, esse nos seus já 17, belo pé esquerdo, bom jogador da bola aqui no Maracangalha da rua, sempre o primeiro a ser escolhido, conhecido pelo "Fuça, fuça e não se cansa", glosando o anúncio do Optilon, fecho-éclair, que o rapaz levava tudo à frente no seu driblar e depois era só dar ao gajo que estava à mama, para este marcar. Lá nos levou, aos putos, ao tal Olympia, para vermos um porno, afinal só "lite", como vim a saber depois, umas mamas à vista e pouco mais. No ano seguinte lá voltámos, o mesmo plantel, mas já para ver um "hard", cricas e pilas, estas gigantescas - porra, como é possível?, instrumentos daqueles? Um tempo depois, ainda adolescente, entristecido a olhar para a pobre oferta que Deus  ou o azar genético me concedera, li a biografia de Hemingway, de Carlos Baker: o Fitzgerald com o mesmo problema que eu - e não vira filmes porno, presumo - a perguntar ao biografado sobre o palmo que lhe faltava, preocupado, e o arquétipo do escritor-rústico a dizer-lhe "vai ao Louvre ver os gregos e deixa-te de coisas". Eu fui, não ao Louvre mas aos livros. E era verdade, os sacanas dos gregos, que se enrabavam uns aos outros - pelo menos os filósofos e escritores - não apareciam lá muito dotados. Sosseguei. E segui a vida. Talvez desiludindo algumas senhoras mas quem faz o que pode a mais não é obrigado. Depois, nos meus 40s, apareceu aquilo da internet, que eu passara incólume a cena dos videoclubes - que quereis, o porno desinspirava-me a juventude - e fui ver a pornografia de agora. É como antes, as tipas mamalhudas (francamente, a velha página 3 não é o meu anseio), proto-varizes à mostra, os gajos de pilas monstruosas, uma canseira. Vi isso, as garotas umas com as outras, línguas linguarudas, os gajos uns com os outros - não me digam fóbico mas esteticamente aquilo é terrível, deus nosso senhor os tenha na sua santa guarda ... Não me lixem, chamem-me o que quiserem, mas neste meu estertor cinquentão (e até antes) dá-me mais alento uma foto a preto-e-branco da Katharine Hepburn, um laivo de memória da Lange, um sorriso da Bassett, ou, e muito mais, um mero meneio da vizinha cinquentona, do que meia hora de truca-truca (meia hora?, era o que faltava) num qualquer ecrã. Esta verborreia é só para resmungar, eu não consumo dessa tralha mas se gostais será convosco, desde que não seja eu obrigado a assistir. E não sou. Cada um como cada qual, e se há quem se anime, porque não? Desde que, claro, e já agora, se perceba que há coisas que não são para ser vistas. Não pelo que mostram mas pela forma como os participantes são induzidos ou forçados.

Mas agora esta célebre Mia Khalifa é algo diferente. De repente soube da sua existência, figura pública, a cicciolina d'hoje em dia. Googlei. Nada de especial na rapariga. Muito afã nos filmes, é certo. Mas nada de peculiar no físico. Eu não me vou pôr a fazer um ensaio semiológico mas o que a tornou uma estrela não foi a sua gulodice vaginal ou a capacidade gargarejadora. É ser Mia ... Khalifa. Funcionou como catarse no mercado americano. Os espectadores a ver foder, enrabar, a árabe Khalifa, a fazê-la chupar. "Éh tu, árabe, taliban, fodemos a tua filha!", foi esse o segredo para catapultar a curta carreira fílmica da actriz. Sim, ela não é árabe, nem sequer islâmica. Mas funcionou no (sub)consciente espectador como tal ...  A rapariga retirou-se, e é bom, haverá melhor forma de ganhar a vida do que se fazer filmar a fazer sexo. E mais do que tudo o retirar-se mostra autonomia, ela podia sair daquilo - o que não é a regra universal no mundo porno e ainda menos no da prostituição, já agora, e sempre convém lembrar isto para matizar a suspensão dos juízos críticos. A rapariga quis sair, saiu. E ganha dinheiro, como sei lá, mas vai aparecendo por aí afora. Maravilhoso mercado global, magnífico "marketing"! Tudo bem, vive e deixa viver, repito.

Mas, caramba, por razões lá do seu "métier", ofício actual, seja lá qual for, veio resmungar contra o Arsenal de Londres. E lá em Guimarães entusiasmam-se, tornam-na uma do plantel, dão-lhe visibilidade, imprimem-lhe camisola e tudo ... O que é isto? Que javardice é esta? O mundo da bola acabou nisto? Os vimaranenses são só isto, um miserável filme porno, um paupérrimo bordel? É isso a cidade? E, mais do que tudo, é isso uma "instituição de utilidade pública"?

 

Os melhores prognósticos

Não me lembro de haver tantos prognósticos certos numa jornada só. Ainda bem: é um excelente sinal. Desde logo de confiança no mérito da nossa equipa.

Aqui fica a menção a todos quantos acertaram no resultado do Sporting-V. Guimarães: Fernando Albuquerque, Fernando Luís, Frederico, João Santos, Pedro Batista, Ricardo Roque e Verde Protector

Quase todos acertaram também no nome de pelo menos um marcador, ficando apenas excluídos Fernando Albuquerque, Frederico e Ricardo Roque. Mas todos estão de parabéns.

Todos ao Jamor

Mais uma vitória do Sporting, que foi apenas por 2-0 porque entre bolas nos ferros, bolas a rondar os ferros e boas defesas do GR se perderam mais meia dúzia de golos. Para aí uns 6-1 estariam bem para o que foi o jogo.

Mais uma boa exibição colectiva, futebol simples, prático e eficaz, a defender e a atacar, com vários jogadores a fazer coisas nunca vistas em Alvalade, Renan a colocar bola com precisão à distância, Doumbia a fazer de grande trinco, LP9 a desviar magistralmente de cabeça, Raphinha a dar cabo daquilo tudo. Mesmo o "pé-frio" Diaby teve o mérito de estar no sítio certo para falhar da melhor forma.

Mais 3 pontos de vantagem para o Braga, consolidando o 3º lugar.

Esta equipa do Sporting começa a demonstrar o tal ADN de campeão que o Futsal, o Andebol e outras modalidades já conseguiram atingir, grandíssima vitória a do Futsal só possível pela aposta continuada na modalidade, reforço criterioso do plantel e estabilidade da estrutura técnica, será isso que Frederico Varandas terá de fazer também no futebol, mantendo a estrutura técnica, os principais jogadores e ir buscar mais alguns que façam também a diferença, obviamente não esquecendo o estado problemático das finanças da SAD e as naturais ambições dum ou doutro craque.

Segue-se o Belenenses no Jamor, vamos lá todos apoiar a equipa na sua caminhada para a entrada directa na Liga Europa e para o regresso vitorioso àquele palco na final da Taça.

Para fazer esquecer de vez a vergonha que foi aquele dia em que uma equipa assaltada e fragilizada teve que levar não apenas com o adversário, mas também com a sombra negra dum alucinado a intrigalhar de véspera desde o sofá e com o comportamento miserável das claques, acabando insultada por alguma escumalha oriunda dessa área nas escadarias do estádio.

Sendo assim,

Todos ao Jamor. Em dose dupla.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

De ver concretizada a vingança. Na primeira volta, perdemos por 0-1 em Guimarães e fomos totalmente dominados pela equipa minhota. Nada disso se repetiu no jogo de ontem, em Alvalade: indiscutível superioridade leonina, materializada em dois golos sem resposta. E os nossos jogadores ficaram a dever-nos mais meia dúzia de golos, em parte devido às boas defesas do guardião Miguel Silva, em parte pelo facto de as bolas terem embatido quatro vezes nos ferros da baliza.

 

De termos somado a nona vitória consecutiva. Oito jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somado ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer acaba de igualar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Raphinha. Claramente o melhor em campo na partida de ontem. Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.

 

De Luiz Phellype. Começa a ser difícil adjectivar o desempenho do brasileiro, que marcou o sexto golo em cinco jogos consecutivos no campeonato. Igualando assim as marcas de Jardel, Slimani e Bas Dost. Ontem foi dele o nosso segundo, correspondendo da melhor maneira a um centro de Raphinha, com um desvio subtil na grande área vimaranense, à ponta-de-lança clássico. Aos 32', de cabeça, ia marcando também: a bola embateu no poste.

 

De Idrissa Doumbia. Desta vez foi titular, no lugar de Gudelj, ausente por acumulação de cartões. E revelou-se bem superior ao sérvio: competente como médio defensivo, não se confinou ao jogo posicional, arriscando várias incursões ofensivas, confiante e com bom domínio da bola. Vai caminhando a passos largos para se assumir como titular da posição 6 no Sporting.

 

De Renan. É dos pés dele, num passe longo muito bem medido para Raphinha, na ala direita, que começa a ser construído o nosso segundo golo. Esta reposição de bola, que se revelou decisiva, é certamente resultado de muitas horas de treino. Mérito da equipa técnica, naturalmente. E também do guarda-redes brasileiro, cada vez mais firme como titular da baliza do Sporting.

 

De terminar mais um jogo sem qualquer golo sofrido. Desde 3 de Março, dia em que disputámos a 24.ª jornada, frente ao Portimonense, mantemos a nossa baliza inviolada nos jogos realizados no estádio José Alvalade.

 

De ter visto escapar aos cartões os nossos jogadores que se encontram em risco. Ristovski, Coates, Acuña e Bruno Fernandes vão poder disputar o próximo jogo. Nenhum deles foi alvo de sanção disciplinar. 

 

De ver as bancadas quase repletas. Ontem registou-se a terceira maior afluência de espectadores ao nosso estádio nesta temporada, com 44.107 pessoas nas bancadas. Mais uma péssima notícia para o que resta da tribo carvalhista, que desde Setembro adoptava como lema a frase "quanto pior, melhor."

 

De retomar a esperança, embora ténue, de subirmos ao segundo posto. Beneficiando do empate do FC Porto em Vila do Conde, recuperámos dois pontos à equipa portista. Se vencermos no Dragão e o onze treinado por Sérgio Conceição sofrer nova derrota, ascendemos a um lugar que nos dá acesso à Liga dos Campeões. É difícil, mas não impossível. Quem diria, no início da época?

 

 

 

Não gostei

 
 

Do primeiro quarto de hora. Claro predomínio vimaranense neste período da partida, com a equipa visitante a instalar-se sem cerimónia no meio-campo leonino. Não foi fácil sacudir esta pressão.

 

Dos golos desperdiçadosSó na primeira parte, levámos quatro vezes a bola a bater nos ferros: Raphinha aos 18', Bruno Fernandes aos 20', Luiz Phellype aos 32' e aos 45'+1. Raphinha podia ter marcado aos 58', Bruno Fernandes ameaçou fazê-lo aos 45'+3, aos 50' e aos 60'. Mathieu marcou superiormente um livre aos 30' que levava selo de golo e foi defendido in extremis, em voo, por Miguel Silva. Soube a pouco.

 

De DiabyMarcel Keizer continua a apostar nele como titular, mas o maliano teima em não corresponder à confiança do treinador, mantendo uma relação problemática com a baliza. Desta vez desperdiçou dois golos apesar de ter sido muito bem servido por Bruno Fernandes aos 16' e aos 35'. Foi claramente o elemento mais fraco da nossa equipa.

 

Do árbitro Rui Costa. Aos 38', fez vista grossa a uma evidente falta de Acuña, quase em cima da linha da nossa grande área e da qual devia ter resultado um livre directo contra o Sporting. Confirma-se a sua falta de competência para arbitrar jogos do primeiro escalão no futebol português.

Não havia necessidade

 Rui Costa é um péssimo árbitro, creio que ninguém que lê estas linhas terá dúvidas disso, portanto a culpa de Rui Costa continuar a apitar jogos de futebol não é dele, é de quem o deixa continuar de apito em riste.

Posto este considerando, a 90 metros eu vi que houve falta de Acuña sobre um vimaranense. Confesso que àquela distância não posso afiançar que foi fora da área (não sendo agarrão, a falta deve ser marcada onde começa), mas pareceu-me e parece que o meu olho de lince não me enganou. Acresce dizer que o VAR não pode actuar aqui e uma vez que depois deste lance a bola foi recuperada pelo Guimarães e depois perdida para o Sporting, o golo, do ponto de vista do VAR é, como diria o outro, limpinho, limpinho.

Do que eu acho que não havia necessidade, era da reacção dos elementos do banco do Guimarães e até dos jogadores, tão mansinhos uns e outros com outros emblemas. Em bom francês, a diferença entre refilar por lhe meterem um dedo no sim senhor e se deliciar com o braço todo no dito cujo, if you know what I mean...

Também não havia necessidade de nos fazer sofrer quinze minutos no início do jogo, para depois fazer durante quarenta e cinco minutos uma exibição muito consistente, talvez a melhor da época, podendo até ter acontecido uma goleada das antigas, se têm entrado as três ou quatro para golo que o GR do Vitória negou aos nossos rapazes e se a baliza sul tivesse só mais um bocadinho assim de largura e altura e já lá não batiam com estrondo quatro bolas (antigamente a bola teria lá batido quatro vezes, mas agora há mais bolas que jogadores, de modo que é mais correcto dizer que foram quatro bolas... adiante!) que seriam outros tantos golos. Marcaram dois, o primeiro de Raphinha muito bom e o segundo, de P...Filipe, pleno de oportunidade, numa jogada que começou em Renan, passou por Raphinha e este serviu com "açucar" para o compatriota fazer um belo golo, também.

Depois alguém se lembrou que o Porto ontem deixou perder dois pontos "sem jeito nenhum" e o jogo mudou, para pior do ponto de vista exibicional, mas para melhor do ponto de vista da consistência defensiva. Não me lembro de qualquer defesa digna desse nome por parte de Renan e de a defesa perder qualquer lance no "um-para-um". A equipa está hoje melhor do que a que perdeu o jogo em Guimarães e até melhor, apesar de menos entusiasmante, que a equipa dos primeiros jogos de Keiser no banco, porque está mais consistente em todos os sectores, apesar de alguns erros de casting que o holandês teima em convocar, em detrimento dos jovens da formação. Controlou pois o jogo e o resultado de forma superior.

Estivemos lá hoje mais de 40 mil, numa festa bonita que trouxe os núcleos a Alvalade. Por acaso à minha volta os meus vizinhos de bancada foram todos para a praia mas, hoje como ontem, os lugares de época foram e bem contabilizados.

Para terminar, quem diria que ainda podemos, num golpe de sorte é certo, chegar ao segundo lugar?

Os prognósticos passaram ao lado

Pela segunda jornada consecutiva, os prognósticos voltaram a passar ao lado - agora sem ninguém acertar no desfecho do V. Guimarães-Sporting. Detectou-se desta vez um notório excesso de optimismo. Espero sinceramente que a pontaria se revele mais afinada na próxima ronda, em que iremos receber aquela equipa da SAD do Restelo que usurpou o nome do velho Belenenses.

A diferença

Há um ano, demos cinco secos ao Guimarães no estádio que tem o nome do nosso primeiro Rei. Desta vez saímos de lá com uma derrota tangencial.

Qual foi a diferença?

Para mim, explica-se com cinco nomes: Adrien, Battaglia, Coates, Coentrão e Gelson Martins. Foram titulares na época passada e agora não contámos com nenhum deles - um por castigo, outro por lesão, os restantes por já não integrarem o plantel leonino.

Como dizia o saudoso Otto Glória, que chegou a ser campeão pelo Sporting, «sem ovos não se fazem omeletes». É bem verdade.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Guimarães. A primeira da era Marcel Keizer - e também o primeiro jogo em que o Sporting ficou sem marcar sob o comando do técnico holandês após sete partidas em que fizemos 30 golos. Perdemos 0-1, frente à equipa da casa, que foi muito superior e dominou quase todo o tempo. Um resultado lisonjeiro para as nossas cores: o Vitória merecia ter vencido por uma diferença mais dilatada. Só o nosso guarda-redes - a figura do jogo - impediu isso. E ainda vimos a turma vimaranense rematar com estrondo à nossa trave (71').

 

De ver o Sporting totalmente condicionado pela táctica do onze anfitrião. Luís Castro estudou muito bem a nossa equipa e neutralizou o jogo ofensivo leonino. Fomos incapazes de penetrar pelas alas, que estiveram aferrolhadas, e perdemos duelos sucessivos no meio-campo, onde Bruno Fernandes e Miguel Luís permitiram que André André comandasse as operações.

 

De tanta inoperância e tanta lentidão. O nosso primeiro remate enquadrado ocorreu só aos 48', com um disparo do recém-entrado Raphinha, travado por uma boa defesa do guardião Douglas. Foi sol de pouca dura, no único período do encontro em que o Sporting conseguiu equilibrar as forças. Um frágil equilíbrio que durou apenas dez minutos. A construção de cada lance ofensivo demorava minutos, os passes saíam falhados, as lateralizações eram constantes, perdíamos sucessivas bolas divididas, a movimentação colectiva nada teve a ver com as dos jogos anteriores. Nada fizemos sequer para conseguir o empate - muito menos a vitória. E assim somamos a terceira derrota na Liga 2018/2019, após termos perdido frente ao Braga e ao Portimonense.

 

Do sub-rendimento de jogadores chave. Três elementos fundamentais no onze titular leonino foram hoje uma sombra do que costumam ser: Acuña viu anuladas quase todas as manobras no seu corredor e quase não dispôs de oportunidades de cruzar à frente; Bas Dost foi esquecido pelos companheiros, tendo cabeceado para defesa fácil de Douglas na única vez em que a bola lhe chegou bem dirigida; Bruno Fernandes, hoje capitão na ausência de Nani, revelou-se incapaz de assumir o comando do meio-campo e estabelecer a ligação com o ataque: acabando por ver o cartão amarelo já no tempo extra, o que o põe de fora na partida em Alvalade contra o Belenenses, a 3 de Janeiro.

 

Da falta de soluções no banco. Esta noite ficou bem evidente como o plantel do Sporting é curto: Keizer recorreu a Raphinha, que veio de lesão e entrou aos 46' por troca com Jovane, a Carlos Mané, que substituiu Miguel Luís aos 74' sem acrescentar nada, e a Petrovic, a partir do 85', quando saiu Gudelj, com aparentes queixas musculares. Entre os suplentes, não havia alternativas no capítulo ofensivo.

 

De estar a perder desde os 26'. Passámos mais de uma hora a correr atrás do prejuízo. E a rezar para não sofrer mais golos, enquanto o Vitória nos dava um banho de bola perante o delírio dos seus adeptos: hoje o estádio D. Afonso Henriques recebeu cerca de 27.500 espectadores, a maior enchente da temporada.

 

De ver o Sporting descer ao terceiro lugar. Fomos ultrapassados pelo Benfica na classificação da Liga e deixámos de depender só de nós.

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Após várias semanas de ausência, o extremo que veio de Guimarães voltou a equipar de verde e branco, entrando logo no recomeço da partida após o intervalo. Só ele foi capaz de mexer um pouco no apático e cinzento jogo leonino: disparou com perigo aos 48', para defesa muito apertada de Douglas, e enviou uma bola a rasar o poste aos 54'. Bem mais dinâmico do que Jovane, que hoje foi titular mas parece render melhor quando salta do banco a meio do segundo tempo.

 

De Renan. De longe o melhor Leão e a grande figura da partida. Evitou por cinco vezes o golo vimaranense, com grandes defesas, numa demonstração clara de que a baliza leonina está bem entregue. Sem estas intervenções dele (15', 48', 62', 65', 90') teríamos sido goleados. No mesmo estádio onde há um ano goleámos o Vitória por 5-0. A vida tem destas coisas. E o futebol também.

O melhor prognóstico

Houve muitos palpites, mas apenas um acertou: o nosso leitor Ângelo, mais comedido do que os restantes, prognosticou o triunfo tangencial, por 1-0, do Sporting em casa frente ao Vitória de Guimarães.

Felicito-o por isso, inscrevendo-o desde já na nossa galeria de vencedores que será divulgada na íntegra quando o campeonato terminar.

Delay

Ontem, em Madrid, bem que busquei um Galamba para ver o líder. Ou um Inácio. Um Galinácio, para ser abrangente. Estavam difíceis, os de Guimarães e o stream. Finalmente, quase no fim, saiu prémio. Saltitão, pixelizado e empastelado, mas melhor que nada. Nesse momento apita o Livescore e diz-me que o Sporting marcou e o Twitter enche-se de verde. Grande sorte a minha. Mesmo a tempo de ver o líder tornar-se líder. Olho com atenção para o computador, vejo Acuña de costas para a felicidade rematar uma obra-de-arte e... pumbas. Freeze. É pá! Mas que ganda golo. No Twitter saúdam Mathieu. Que estranho. Era capaz de jurar que tinha sido o Acuña. Que porcaria de stream o meu. Até pinta os louros de escuro.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Jogo de duplos

Era uma vez um gaulês recém-chegado a Alvalade. Alguma imprensa apresentava-o como cansado de duras batalhas travadas no país vizinho. Diziam que era alto, tosco, lento e atreito a lesões. A realidade mostrou-se diferente da percepção que a leveza ou preguiça criou no imaginário dos comentadores desportivos deste país à beira-mar plantado. É verdade que acertaram na sua compleição física - tem cerca de 1,90m -, mas Mathieu (é dele que estamos a falar) revelou-se como um homem ainda ambicioso e comprometido com o projecto do Sporting e um jogador extremamente rápido e de excelente técnica. Hoje, na ausência de Bas Dost e perante a inoperância de Doumbia e de Montero, o francês liderou o assalto ao castelo de Guimarães como se fosse o duplo perfeito do holandês. Posicionou-se no centro da área e com grande frieza "dostou", aplicando uma raquetada com o seu pé canhoto que colocou a bola no fundo das redes de Douglas, respondendo na perfeição a um cruzamento proveniente da esquerda, de Acuña.

Mathieu não foi o único duplo em campo. William, jogando numa nova posição (com Battaglia nas suas costas), imitou Adrien (embora ainda lhe falte remate) e Coentrão personificou o Coentrão de tempos idos, quando jogava no rival. Coincidência ou não, os três foram os melhores jogadores do Sporting esta noite, embora Acuña - excelente vólei a fazer lembrar o Zidane da final da Champions, aos 73 minutos - e Bruno Fernandes - o nosso jogador mais influente correu kilómetros e jogou fora da sua posição natural em claro sacrifício pela equipa - também tenham estado acima da média. Nos substitutos, Bruno César foi o que teve mais impacto no jogo.

O jogador que mais me desapontou foi Ristovski. Não porque eu não prefira Piccini, mas porque o macedónio falhou naquele único item em que o achava superior ao italiano: dar profundidade ao jogo. Também Ruben Ribeiro não esteve bem, empastelando bastante o jogo colectivo.

A noite de Alvalade ficou ainda marcada por uma ausência, um fantasma que pairou permanentemente sobre o relvado. Refiro-me ao nosso ala, Gelson Martins (e não Fernandes), cuja velocidade teria ajudado a desbloquear mais cedo a resistência vimaranense. Presente, e bem presente fisicamente, esteve o Daniel, mais o seu fervoroso e indomável espírito de leão, a quem dedico esta crónica, com o desejo de que possa ainda assistir a muitas e muitas jornadas gloriosas do seu/meu/nosso clube.

A equipa pareceu cansada, no seu 37º jogo da época. JJ diz que jogamos à italiana. Ainda tive esperança que tal envolvesse a Monica Bellucci, mas infelizmente não, é só mesmo aborrecido. Valeu a costela de Dost (a que não saiu lesionada) que há em Mathieu. E assim assumimos, à condição, o primeiro lugar do campeonato, numa noite em que Jesus mostrou sentido de Lumor ao confirmar a contratação do ex-portimonense. Nesse transe, só faltou ao treinador leonino, depois de ter referido a incapacidade do clube em contratar um jogador "assim-assim", dizer que o ganês foi comprado na Loja dos 300. Menos mal, pelo menos Lumor não terá pressão.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jeremy Mathieu

mathieu.jpg

 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória em Alvalade frente ao V. Guimarães. Triunfo caseiro pela margem mínima (1-0), mas que presta justiça àquela que foi sempre a melhor equipa em campo e a única que fez por vencer o jogo. Mais três pontos amealhados numa jornada em que conquistámos outros quatro: os nossos rivais directos empataram, o que nos coloca na liderança do campeonato.

 

De Mathieu. Voltou a ser irrepreensível nas tarefas defensivas e foi um dos jogadores mais inconformados, procurando sempre lançar os colegas para a frente. Deu ele próprio o exemplo no lance capital do desafio, aos 84', quando fez de ponta-de-lança recebendo na área um bom cruzamento de Acuña ao qual deu a melhor sequência num remate de primeira. Um disparo que valeu três pontos. Foi ele o melhor em campo.

 

De Acuña. Merece destaque pela combatividade, pela garra e pela acção de constante desgaste que exerceu no bloco defensivo adversário. Após uma primeira parte menos conseguida, foi protagonista das duas melhores jogadas do desafio: um remate acrobático, à meia-volta, aos 83' que proporcionou a defesa da noite ao guardião Douglas e a assistência para o golo, no minuto imediato.

 

De Fábio Coentrão. Enquanto alguns colegas metem o pé no travão e abusam de rodriguinhos inconsequentes com a bola, parecendo jogar só para merecer elogios de comentadores como Luís Freitas Lobo, ele nunca perde o objectivo: a baliza contrária. E sabe muito bem que a linha recta é o caminho mais curto entre dois pontos. Mesmo no período de maior desacerto colectivo, sobretudo na primeira parte, soube impulsionar a equipa e dar-lhe velocidade e acutilância.

 

De ter sido mais um jogo em que não sofremos golos. A nossa defesa voltou a demonstrar solidez e segurança - duas características indispensáveis numa equipa que sonha com títulos e troféus.

 

Da arbitragem de Luís Godinho. Mal se deu pelo juiz da partida, o que é sempre um bom sinal. Se todas as actuações dos árbitros fossem assim, o futebol português andaria muito melhor.

 

Da expressiva e emocionante homenagem a um adepto que sofre de um cancro terminal. Devidamente autorizado pela Liga, Daniel Raimundo, um taxista de 43 anos, deu o pontapé de saída simbólico neste jogo, escutando uma estrondosa ovação no estádio. Um gesto tocante, que só enobrece a generosa família leonina.

 

De voltarmos a depender só de nós. Estamos no comando da Liga, à condição, com mais um ponto do que o FC Porto - que ainda tem de disputar meio jogo - e mais três do que o Benfica. Boas perspectivas para conquistar o título. Nem pensamos já noutra coisa.

 

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. O empate a zero mantinha-se, o que provocou clara irritação nas bancadas de Alvalade. Antevinha-se uma segunda parte em sofrimento. E assim foi.

 

Da ausência de Gelson Martins. Cada vez mais me convenço que o jovem internacional é o melhor jogador deste Sporting 2017/18. Com ele afastado, devido a lesão que promete prolongar-se, a equipa perde velocidade, intensidade e profundidade. Ninguém acelera nem estica tanto o nosso jogo como ele. Hoje sentiu-se bem a sua falta.

 

Da lesão de Bas Dost. O ponta-de-lança holandês viu-se forçado a sair logo no início da segunda parte, dando lugar a Doumbia. Teme-se que possa estar parado durante algum tempo, o que seria uma péssima notícia para o Sporting.

 

Das oportunidades desperdiçadas. Bruno César, que substituiu Battaglia aos 63', disparou ao poste onze minutos depois na sequência de um bom cruzamento de Coentrão. Antes, aos 58', já Doumbia - muito bem lançado por William - permitira a intervenção de Douglas quando se encontrava isolado frente ao guarda-redes.

 

Da má condição física de alguns jogadores, que parecem jogar no limite da exaustão. Jorge Jesus vai ter de rodar ainda mais a equipa se quiser preservar alguns daqueles que considera titulares indiscutíveis. O Sporting ainda está em todas as provas e a intensidade dos desafios vai forçá-lo a isso.

 

De Rúben Ribeiro. Adorna demasiado os lances, congela-os, não progride com a bola, abusa das fintas redundantes e de inócuos passes curtos. Não por acaso, foi substituído ao intervalo pelo segundo jogo consecutivo. Jesus deve repensar seriamente se o mantém como titular.

 

De Montero. Substituiu Rúben Ribeiro mas também ele passou praticamente ao lado do desafio. Percebe-se que lhe faltam rotinas neste Sporting, muito diferente da equipa que conhecia há dois anos.

 

Dos assobios nas bancadas. Estavam decorridos apenas 38 minutos e já soavam sonoras vaias a Bruno Fernandes, Rúben Ribeiro e William Carvalho, entre outros, acusados pelo "tribunal de Alvalade" de enrolarem o jogo, adornarem os lances e preocuparem-se "mais com o tricot" do que com o ritmo ofensivo da equipa. Entende-se a insatisfação numa partida em que demorámos demasiado a desfazer o nó inicial e tínhamos um número excessivo de jogadores a actuar de costas para a baliza, sem romper as linhas adversárias. Mas não consigo aceitar estas manifestações de desagrado do público.

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