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És a nossa Fé!

A jornada 13 não nos trouxe sorte alguma

V. Guimarães, 3 - Sporting, 2

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Rúben Amorim debaixo de chuva e com ar preocupado em Guimarães: tinha razões para isso

Foto Lusa

 

Segunda derrota do Sporting no campeonato nacional em curso. Tal como a anterior - quando deixámos perder os três pontos em três fatídicos minutos do tempo extra, de modo quase inacreditável - também nesta foram cometidos demasiados erros para fazermos de conta que não existiram.

O primeiro foi do treinador. Vem insistindo em Esgaio como titular quando é cada vez mais óbvio que este não é um jogador que mereça tal distinção. Rúben Amorim faz excessivas mudanças na defesa - neste caso só uma que se impunha pela ausência de Coates por castigo, mas as alterações voltaram a ser mais extensas. E - erro maior - potenciou um buraco enorme no nosso meio-campo quando mandou sair Morten, talvez com receio de o ver amarelado no próximo clássico com o FC Porto em Alvalade, trocando-o por Paulinho, sem capacidade de retenção da bola nem de conter o caudal ofensivo vitoriano.

Houve jogadores que erraram. Gonçalo Inácio perdeu duas vezes a bola em zona proibida. Matheus Reis é parco em cruzamentos e quando arrisca geralmente sai-se mal. Edwards perdeu todos os confrontos individuais. Trincão mal existiu. Adán - intranquilo, lento a reagir - teve fortes responsabilidades no terceiro golo sofrido. Aquele que nos custou a derrota no Estádio D. Afonso Henriques.

Em noite muito chuvosa, sábado passado. Mais para lembrar do que para esquecer.

 

Foi um desafio intenso, quase sem pausas, sem tempos mortos, sem antijogo, sem autocarros estacionados. As duas equipas queriam vencer.

No caso do Sporting, a vontade era tanta que o treinador fez tudo para sair de lá com um triunfo quando podia ter trabalhado para o empate que se registava ao minuto 77. Confirma-se que querer não é sinónimo de poder. Razão tem o povo naquele ditado: mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

Deixámos voar o pássaro. À beira do fim, aos 81', no tal lance em que Adán tremeu. Frente a um Vitória que soube dar sempre luta rija em campo, agora sob a liderança do técnico Álvaro Pacheco, com a sua inconfundível boina.

 

Péssimo na fotografia ficou João Pinheiro, absurdamente considerado "melhor árbitro português". Só se for na playstation: no futebol não é nem nunca o foi.

Voltou a lesar o Sporting no último lance do primeiro tempo ao assinalar um penálti contra nós que só ele viu, por hipotético derrube de Adán a Mangas. Nenhuma imagem o confirma, pelo contrário: o nosso guarda-redes fez tudo para evitar o contacto após uma saída algo atabalhoada. E o vimaranense já ia em queda no momento em que Pinheiro, certamente vítima de alucinação, terá visto a tal grande penalidade que não existiu.

Com esse golo os do Minho ganharam ânimo: ao intervalo havia empate a uma bola. No segundo tempo lutámos, mas sem dar a réplica devida à turma anfitriã. Que teve a sabedoria de secar o nosso maior trunfo: Gyökeres bem tentou, mas quase nada conseguiu fazer no encharcado relvado de Guimarães.

Bem melhor esteve Nuno Santos, lutador incansável enquanto esteve em campo, durante todo o segundo tempo. O nosso melhor Leão à chuva.

 

Em suma: estivemos a ganhar, concedemos o empate, acabámos por perder. Numa partida cheia de emoções fortes. Talvez demasiado fortes para nós.

Para já, continuamos no comando da Liga 2023/2024. Mas valha a verdade: esta jornada 13 não nos trouxe sorte alguma. Melhores dias virão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Sofreu três golos, mas só teve culpa evidente num - precisamente aquele que nos fez sair sem qualquer ponto de Guimarães. Grandes defesas aos 73' e aos 88': aqui esteve muito bem.

Esgaio - Surpreendente central pela direita, permitindo adiantar Geny. Esteve longe de render assim. Aos 12' escapou por um triz ao amarelo. Aos 17' foi mesmo amarelado. Saiu ao intervalo.

Diomande - O melhor do reduto defensivo. Também o mais jovem, confirmando ser mesmo reforço. Fez de Coates, no centro da defesa. Protagonizando bons cortes e desarmes impecáveis.

Gonçalo Inácio - Quebrou jejum: marcou o primeiro golo da época, de pé direito (41'). Culminando bom lance colectivo de ataque. Pior lá atrás: perdeu a bola em dois golos sofridos.

Geny - Ala titular pela direita, não conseguiu articular-se com um Edwards quase eclipsado. Evidenciou-se em alguns lances individuais. É ele a iniciar a jogada do nosso segundo golo.

Morten - Boa exibição como médio posicional, formando duplo pivô com Morita. Eficaz para tolher movimentos dos adversários no corredor central. Inexplicável, a sua saída aos 61'.

Morita - Esteve no melhor e no pior. É ele quem disputa a bola que sobra para Gonçalo no golo 1. É ele também quem a desvia, de modo infeliz, no segundo golo do Vitória (73').

Matheus Reis - Muito contido nas manobras de ruptura no corredor esquerdo, que lhe foi confiado. Desgastou-se no confronto com Jota Silva nessa ala. Perdendo alguns duelos decisivos.

Edwards - Tão depressa se mostra em grande nível, cotando-se como melhor em campo, como desaparece por completo, incapaz de vencer um duelo. Foi este segundo Edwards a ir ao Minho.

Pedro Gonçalves - Um dos melhores em jogo ingrato: voltou a fazer mais de uma posição, o que o desfavorece. Lá na frente, quase marcou aos 8', inicia o primeiro golo e assiste no segundo.

Gyökeres - Tentou, mas desta vez sem conseguir. Neutralizado pelo croata Borevkovic (atenção, Hugo Viana!). Falhou duas finalizações: aos 57' (servido por Geny) e aos 61' (por Nuno Santos).

Nuno Santos - Melhor leão em campo. Substituiu Esgaio: fez todo o segundo tempo. Marcou o segundo num grande remate (77'). Construiu golos falhados por Gyökeres (61') e Trincão (71').

Paulinho - Amorim tomou decisão difícil de entender aos 61', quando retirou Morten e mandou entrar o avançado. Criou uma cratera no meio-campo sem compensar na qualidade ofensiva.

Trincão - Em campo desde o minuto 61', por troca com Edwards. Se um nada fez, o outro também praticamente não existiu. Desperdiçou soberana ocasião de golo (71'), depois sumiu-se.

Rescaldo do jogo de hoje

 

Não gostei

 

De perder. Há cinco anos que o V. Guimarães não vencia uma equipa grande no campeonato português. Interrompeu hoje o jejum derrotando o Sporting por 3-2 no seu estádio, perante mais de 20 mil espectadores. Com 1-1 ao intervalo, num desafio desenrolado sempre debaixo de chuva. Custou ainda mais porque estivemos a vencer, com um golo aos 41'. Mas a vantagem durou escassos minutos, só até aos 45'+7. No segundo tempo a turma minhota marcou aos 73' e aos 80'. Nós ainda reduzimos aos 77', mas fomos incapazes de segurar ao menos o empate. Segunda derrota leonina nesta Liga 2023/2024. São jogos destes que podem custar a perda de campeonatos.

 

De Gonçalo Inácio. É certo que foi do central esquerdino o nosso golo inaugural, em lance corrido: estreou-se como artilheiro nesta temporada marcando não de cabeça mas com o pé, ainda por cima o direito. Mas a jogada que culmina no penálti (e consequente golo do Vitória) começa com uma perda de bola dele, o mesmo sucedendo no lance do segundo que sofremos. E no terceiro peca por notória falha de marcação em zona que lhe competia vigiar. Anda há várias jornadas muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

De Esgaio. Rúben Amorim apostou nele como central à direita, num sistema híbrido em que se desdobrava como lateral desenhando-se uma linha de quatro defensores. Pouco rotinado nesta manobra, e sem um ala pronto a ir-lhe às dobras, claudicou logo nos primeiros embates. Foi poupado ao cartão numa falta que lhe podia ter valido o amarelo aos 12', mas a sua falta de pedalada era óbvia. Cinco minutos depois, volta a travar o adversário com imprudência: amarelado, jogou condicionado a partir daí. Já não regressou do intervalo, sem deixar saudades.

 

De Adán. Em estrito rigor, só parece ter responsabilidade num dos golos. No primeiro, é castigado por penálti que não cometeu. No segundo, foi traído por um involuntário desvio da bola em Morita. Mas no terceiro - o que nos custou a derrota - foi mal batido por Dani Silva, que remata com pouco espaço: o guardião espanhol, hoje capitão da equipa, nem o ângulo cobriu. Valha a verdade que protagonizou duas grandes defesas (73' e 88'), mas voltou a aparentar intranquilidade, contagiando os colegas. E continua incapaz de defender um penálti. 

 

De Trincão. Perdeu o estatuto de titular, mas ao que parece nem para suplente vai servindo. Entrou aos 61', com o jogo ainda empatado 1-1: Amorim apostou nele como criativo para romper a muralha vitoriana, algo que Edwards tinha sido incapaz de fazer enquanto Gyökeres permanecia manietado pelos centrais. O ex-Braga foi incapaz de corresponder: presa fácil da turma adversária, sem conseguir ligação com os colegas, voltando a abusar do individualismo. Muito bem servido por Nuno Santos, aos 71', permitiu a defesa de Bruno Varela - o melhor do Vitória - tal como já tinha acontecido com Pedro Gonçalves aos 8'. Falhada esta finalização, voltou a desaparecer: mal se deu por ele. 

 

De Paulinho. É mais fácil marcar três ao Dumiense, último classificado do quarto escalão do futebol português, do que criar um só lance de perigo frente à equipa que segue em quinto na Liga 1. Em campo desde o minuto 61', substituindo Morten, mal rondou a baliza e nem chegou a estar perto do golo. Mais de meia hora de inútil presença em campo, o que não constitui novidade. Amorim abdicou do melhor médio de contenção sem ganhar eficácia na linha avançada. O Sporting ficou mais exposto ao contra-ataque, facilitando a tarefa à equipa orientada por Álvaro Pacheco.

 

Da ausência de Coates. Afastado deste embate em Guimarães por cumprir castigo, devido à acumulação de amarelos, o internacional uruguaio fez falta. Mesmo lento, algo pesado e um pouco preso de movimentos, continua a ser o patrão indiscutível da defesa leonina. Não restam dúvidas: a equipa fica mais frágil sem ele. 

 

Do penálti inexistente. O árbitro João Pinheiro, sem surpresa, teve influência no resultado. Ao assinalar uma grande penalidade que só ele parece ter visto. Adán, saindo algo inseguro dos postes aos 45'+3, fez uma travagem brusca, ajoelhando para evitar o choque com o portador da bola, Mangas, aliás já em queda não provocada. Nenhuma imagem confirma que tenha havido contacto físico entre os jogadores. Momentos antes haviam sido lançadas tochas para o relvado e permanecia ali muito fumo, dificultando a visão de todos. O VAR Hugo Miguel devia ter sugerido a Pinheiro, pelo menos, que observasse as imagens no monitor. Mas nem isso aconteceu. Assim nasceu a grande penalidade que permitiu ao Vitória empatar no último lance da primeira parte. Sem ter criado verdadeiramente uma situação de golo iminente até esse momento.

 

Daquele desespero final. Últimos dez minutos de pressão contínua mas desordenada e muito caótica da nossa equipa contra a baliza vimaranense, mais com o coração do que com a cabeça, parecendo obedecer ao "sistema táctico" tudo ao molho e fé em Deus. Com estrelinha, talvez resultasse. Mas - talvez por causa da chuva intensa - desta vez ela andou ausente. E, valha a verdade, o Vitória foi sempre uma equipa bem arrumada, bem organizada, tenaz e batalhadora. Com elementos em grande nível, como Varela, Händel, André Silva e Tomás Silva. Num jogo que não merecíamos ganhar.

 

De termos perdido a vantagem. Deixámos de estar isolados no topo do campeonato e fomos incapazes de ampliar a distância face ao Benfica, que empatou em casa com o Farense. Os encarnados estão agora um ponto atrás de nós, o Braga com menos dois e o FCP igualou-nos na pontuação ao vencer o Casa Pia no Dragão por 3-1, resultado insuficiente para nos destronar do comando. Um triunfo em Guimarães deixar-nos-ia com mais quatro do que o SLB e três acima dos portistas imediatamente antes do clássico. Parecemos optar sempre pela via mais difícil.

 

 

Gostei

 

De Diomande. Com Coates ausente, fez ele de patrão da nossa defesa. E cumpriu no essencial, embora não isento de reparos. Perante um Esgaio longe de cumprir os mínimos e um Gonçalo que tem fases de inexplicável desconcentração, foi ele - sendo o mais novo dos centrais - a fazer de adulto naquela zona do terreno. Desarmes perfeitos aos 23' e aos 34'. Grandes cortes aos 63' e aos 70'. Ganhou praticamente todos os duelos neste duro e difícil confronto em Guimarães.

 

De Nuno Santos. Voto nele como o nosso melhor em campo. Não apenas pelo golo que marcou, com assistência de Pedro Gonçalves, mas sobretudo por ter dado sempre mostras de ser o mais inconformado do onze leonino. Fez tudo para empurrar a equipa para a frente, com fibra de lutador. Se há jogador que não merecia esta derrota, é ele.

 

De podermos defrontar o FC Porto sem jogadores castigados. Coates "limpou" os cartões neste V. Guimarães-Sporting. E os três colegas que estavam à bica, quase tapados com amarelos, não foram admoestados por João Pinheiro. Edwards, Morten e Gonçalo Inácio poderão assim integrar o onze titular que defrontará a turma portista em Alvalade no próximo dia 18.

O dia seguinte

Custa perder assim na antevéspera do clássico, custa ter de assistir ao cadastrado Pinheiro transformar uma expulsão dum adversário que se "atirou para a piscina" num penálti, custa assistir a muitos erros próprios intervalados com coisas muito bem feitas, mas é preciso cabeça fria, não entrar em depressões de bipolaridade, analisar os erros cometidos e preparar o futuro.

Antes do mais, em Guimarães, à chuva, com o terreno pesado, sem o melhor onze em campo, com Inácio e Hjulmand condicionados pelos amarelos, contra um adversário numa das suas melhores noites, já com o trauma do penálti, com o jogo empatado a meio da 2.ª parte é melhor controlar o jogo e aceitar o empate, ou arriscar e tentar a vitória? Eu seria pela primeira opção. Rúben Amorim, já o Nuno Dias do futsal tinha feito o mesmo na Supertaça, foi pela segunda. E perdemos. 

Podem dizer que a vitória dá 3 pontos, o empate 1 e o Sporting tinha de tentar a vitória. Pois. Mas a verdade é que perdemos, e perder custa muito mais a todos, treinador, jogador, sócios, adeptos, do que o empate. E o ponto perdido pode fazer muita falta.

 

Na 1.ª parte já se tinha percebido que a linha defensiva sem Coates não garantia confiança, quer pela organização global pensada por Amorim para um 3-4-3 bem diferente do normal, quer pelo desempenho individual de Esgaio e de Inácio.

Inácio está no primeiro golo, batido no jogo aéreo, no segundo é batido no contra-ataque, e no terceiro é batido no tackle. Se já se percebeu que não atravessa a melhor fase, porque não foi Diomande o escolhido para o meio e Inácio à direita? Não percebi.

Foi tudo em função de encaixar Catamo na ala direita e aproveitar a sinergia com Edwards? Com Edwards em noite de "peixe fora de água" a boa ideia não resultou de todo. 

 

Na 2.ª parte, a saída de Hjulmand destruiu a equipa. Com Pedro Gonçalves, até então o melhor avançado a ter de recuar no terreno, perdemos completamente o controlo do jogo. Trincão mais uma vez entrou em modo zombie, jogou pouco e desperdiçou uma oportunidade que lhe caiu do céu para marcar.

Resumindo, patrão Coates fora dia santo na loja, um grande jogo para ver na TV, uma exibição de altos e baixos do Sporting, uma derrota que podia ter sido evitada, como a da Luz a podia e devia ter sido, e a noção reforçada de que esta equipa precisa de reforços no mercado de inverno, especialmente para o meio-campo. Pedro Gonçalves não pode recuar no terreno, nem Coates ir para ponta de lança a meio da 2.ª parte. Ponto.

 

Melhor em campo? Diomande.

Piores em campo? Esgaio, Inácio, Edwards, Trincão, o Gyökeres também está no lote. Enfim, gente demais, Pinheiro à parte, para termos merecido conquistar os 3 pontos em Guimarães.

E agora? Seguimos no topo da 1.ª Liga, seguimos na Liga Europa, na Taça da Liga e na Taça de Portugal. Agora é despachar o jogo-treino europeu de quinta-feira e ganharmos o clássico na segunda-feira seguinte em Alvalade.

E eu e muitos Sportinguistas como eu lá iremos estar. Em Alvalade, com muita confiança no futuro, a apoiar Amorim e equipa. Porque eles merecem mesmo.

SL

Amanhã à noite em Guimarães

Deslocação bem difícil, a de amanhã a Guimarães para defrontar o Vitória local. Pelo adversário, pelos riscos de exclusão de alguns para o clássico e pelo apitador de serviço, que tem sido levado ao colo pela APAF/CA como um valor da arbitragem europeia, mas cujo cadastro nacional no que respeita ao Sporting é por demais conhecido. Um árbitro ou incapaz de distinguir as palhaçadas dos Taremis e Otávios desta vida, ou encontrando nelas o alibi para ganhar o dele e beneficiar outros.

Num dos últimos editoriais de A Bola se dizia que o "melhor futebol desta Liga foi até agora o futebol do Sporting". Pouco vejo os jogos dos rivais para ter opinião sobre o assunto, o que posso dizer é que o melhor futebol das equipas do Sporting de Rúben Amorim foi o melhor futebol desta equipa. Muito por "culpa" dum "extraterrestre" Gyökeres, incluido com Diomande e Hjulmand num trio de reforços altos e fortes de que o Sporting muito precisava.

 

São já 20 jogos apenas com duas derrotas e três empates. Nestes cinco casos (Braga, Atalanta, Rakow, Benfica, Atalanta) existiram sempre situações fortuitas e já dissecadas que impediram melhor sorte, morremos na praia ingloriamente. E sofrer menos do que temos sofrido, com equipas que conseguem o golo na primeira vez que chegam próximo da nossa baliza. Podíamos estar melhores do que estamos, mas é o que temos.

Pedro Gonçalves foi e continua a ser o melhor jogador - ou pelo menos o jogador mais importante - desta equipa. No apoio aos médios a defender e a construir, no passe curto e longo, nos centros com precisão e nos golos, que nesta altura por falta de confiança ou de sorte têm escasseado. Neste último jogo já se viu melhor articulação com o sueco, com uma assistência para golo. 

 

Com Coates, Bragança e St. Juste de fora, o onze inicial deverá ser muito próximo daquele contra o Gil Vicente, deixando Catamo no banco como "joker" para entrar com tudo mais tarde. Isto é:

Adán; Diomande, Inácio e Matheus Reis; Esgaio, Hjulmand, Morita e Nuno Santos; Edwards, Gyökeres e Pedro Gonçalves.

E é para ganhar. Obviamente.

 

PS: Quanto mais oiço o Conceição mais gosto de Amorim. Decididamente. 

SL

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, às 18 horas, outro jogo importante: vamos a Guimarães defrontar o Vitória local. Esperando que o clube anfitrião não faça jus ao nome.

Na época passada, em Abril, fomos lá ganhar 2-0. Com golos só na segunda parte, marcados por Pedro Gonçalves (47') e Arthur (90'+3). Morita foi um dos melhores em campo.

O desafio da primeira volta dessa Liga 2022/2023, em Novembro, terminara com triunfo ainda mais categórico da nossa equipa: 3-0.

St. Juste, Daniel Bragança e Fresneda, lesionados, estão agora ausentes da convocatória. Contamos com os restantes, naturalmente. Daí a pergunta que aqui deixo: quais são os vossos prognósticos para este V. Guimarães-Sporting?

Jokeres, kuringa e o Vitória

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(benfiquista) - Se não fosse o Jokeres estavas debaicho da linha dágua

(sportinguista Calimero/Realista) - Se não fossem as arbitragens estavas em último [para alguns é tabu falar das arbitragens que jogo sim, jogo sim vão levando o FC Porto e o SL Benfica ao colo].

(sportinguista de origem brasileira) - Qu' é isso, cara. Joker em português do Brasil, é curinga, sabes o que significa curinga? É, sabe não, vou explicar, curinga vem de uma língua africana, kuringa, pode  sé fingir, pode  sé matar. Kuringa é a ginga que finge ir por cá mas vai por lá, kuringa é o drible e o golo; o fingimento e a morte da jogada.

(benfiquista) - Blá, blá, blá, na se esqueçam que vão jogar com o Guimarães às seis da tarde, quantos jogos é que venceram antes das oito danoite?

Nisto o benfiquista tem razão, vamos jogar muito cedo, é imprescindível estarmos muito concentrados no Vitória Sport Clube.

Esqueçam as homenagens ao português mais estrangeiro (que nem estará em jogo).

Não se foquem no Viktor, atentem ao Vitória.

Há muitos resultados possíveis em Guimarães, escolham e lutem por aquilo que preferem.

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Os melhores prognósticos

A bola rematada pelos nossos jogadores entrou um par de vezes na baliza adversária. Foi no V. Guimarães-Sporting, com triunfo leonino sem margem para discussão. Também houve dois vencedores na habitual ronda de prognósticos, aqui organizada há longos anos, jornada após jornada.

Cumprimento os vencedores: Leão Cabril e Paulo Batista. Ambos acertaram no resultado (0-2) e no nome de um dos artilheiros (Pedro Gonçalves). Faltou o outro (Arthur), mas não faz mal. 

Saúdo também o leitor David de Carvalho, que antecipou igualmente o desfecho desta partida, embora sem acertar nos marcadores. 

É pena não jogarmos sempre assim

V. Guimarães, 0 - Sporting, 2

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Morita: grande exibição em casa do Guimarães. Mais uma assistência para golo

Foto: José Coelho / EPA

 

Se conseguíssemos jogar sempre assim, sobretudo pelo que demonstrámos na segunda parte, as coisas teriam sido muito mais fáceis neste campeonato, agora a cinco jornadas do fim. O Sporting anulou por completo o V. Guimarães num jogo que foi de sentido único nos 45' finais. De tal modo que a equipa da casa não dispôs de uma verdadeira oportunidade de golo. Adán foi pouco mais do que um espectador no Estádio D. Afonso Henriques.

Vencemos 2-0. E podíamos ter ampliado a vantagem. Bastaria o árbitro Luís Godinho e o vídeo-árbitro Hugo Miguel terem assinalado um penálti de Bamba cometido sobre Morita aos 86'.

Na meia hora inicial, o nosso domínio não se traduziu em grandes ganhos territoriais - e ainda menos hipóteses reais de inaugurar o marcador. Mas, aos poucos, fomos encostando a turma vimaranense ao seu reduto. E acabámos por lhe fazer uma espécie de nó cego: após o empate nulo que permanecia ao intervalo, era só questão de acelerar um pouco e intensificar a pressão ofensiva para a resistência quebrar. 

E quebrou mesmo, logo aos 47'.

Entrada imparável da nossa equipa após o descanso, com Pedro Gonçalves a comandar as operações. Passe soberbo de Morita, no corredor central ofensivo: foi quanto bastou para o artilheiro fazer o resto, bem ao seu jeito. Primeiro golo leonino, o vigésimo do nosso criativo nesta temporada. Faltam-lhe só três para igualar a melhor época da sua carreira - a de 2020/2021, em que foi decisivo para trazer para Alvalade o título de campeão.

 

Melhor em campo, Pedro Gonçalves não foi o único a ter um desempenho digno de elogio. Diomande confirmou ser o reforço que nos faltava na linha defensiva. Seguro, sóbrio, sereno - tem precisão de passe e grande disciplina posicional. Dotado de bom físico e boa técnica. Já conquistou a titularidade.

Também Ugarte deu nas vistas. Fazendo pressão alta sobre a equipa adversária, condicionando-lhe a saída com bola controlada, e notável sentido posicional. Por ele é sempre difícil passar: o internacional uruguaio tem o condão de ser um dos mais eficazes médios ofensivos do futebol português. E vai compondo uma parceria quase perfeita com Morita, que neste jogo disputado há três dias somou mais uma assistência ao seu currículo. Verdadeiro reforço, ele também.

 

Menções honrosas igualmente para Nuno Santos, muito activo no seu corredor, vencendo sucessivos duelos individuais - o mais acutilante dos nossos a centrar.

Coates voltou a estar acima da média, atento aos cortes atrás e nunca deixando de marcar presença nas bolas paradas ofensivas. O capitão uruguaio chegou a metê-la lá dentro, de cabeça, mas o golo acabou anulado por fora-de-jogo.

Destaque ainda para Trincão e Arthur: entraram ambos muito bem, quando a dinâmica colectiva do Sporting já exigia mudanças de protagonistas. Pressionaram alto, perturbaram a construção vimaranense e não tiraram os olhos da baliza. Mais feliz o brasileiro: logo ao primeiro remate, marcou - com assistência de Adán num magnífico passe de 70 metros. Mas também Trincão poderia ter enviado a bola para o fundo das redes. Faltou-lhe pouco, aos 86'.

 

Com esta preciosa vitória no Minho segurámos de vez o quarto lugar. Queremos mais, muito mais, mas não há grande probabilidade de galgar a tabela classificativa para reduzir a diferença que ainda nos separa do Braga (sete pontos e FC Porto (nove pontos). Coisa complicada, quando já só faltam disputar 15 pontos. Estamos longe de depender só de nós para garantirmos uma posição na tabela com acesso - directo ou indirecto - à Liga dos Campeões. 

Se fosse possível corrigir alguma coisa, Rúben Amorim não voltaria a retirar Pedro Gonçalves da linha avançada, como foi fazendo em demasiados jogos. Mas agora é tarde para fazermos estes exercícios de especulação. O futebol vive de certezas, não vive de suposições. A palavra se é uma das mais inúteis no reino da bola. 

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Pouco trabalho. Espectacular assistência para o segundo golo, aos 90'+3.

Diomande - Dois meses depois, já é titular indiscutível. Exibição de grande classe.

Coates - Cortes preciosos aos 67' e aos 90'. Chegou a marcar de cabeça, aos 87', mas estava adiantado.

Matheus Reis - Cumpriu no essencial, combinando bem com Nuno Santos. Pendular a defender.

Esgaio - Descolou da linha, fez muitos movimentos interiores. Podia ter marcado aos 23': a bola foi desviada in extremis.

Ugarte - Insuperável a suster o ataque adversário e a recuperar bolas. Digno sucessor de Palhinha.

Morita - Fez parceria muito dinâmica com Ugarte. Assistiu no primeiro golo. Espectacular túnel aos 86': carregado em falta dentro da área. 

Nuno Santos - Incansável no vaivém junto à linha esquerda. Centrou com critério. 

Edwards - Abusou das fintas, no tradicional movimento de fora para dentro à direita. Acabou por se tornar inofensivo.

Pedro Gonçalves - Marcou pela terceira jornada consecutiva. Abriu a contagem, aos 47' - já leva 20 golos nesta época.

Chermiti - Movimentou-se muito dentro da área, mas nem sempre com critério. Tentou dois golos com nota artística: falhou em ambas as ocasiões.

Trincão - Entrou muito bem, aos 72', rendendo Chermiti. Atirou forte, aos 86': só uma grande defesa do guarda-redes o impediu de marcar.

Gonçalo Inácio - Substituiu Matheus Reis aos 79'. Cumpriu no essencial.

Arthur - Rendeu Pedro Gonçalves aos 79'. Chegou muito a tempo de marcar o segundo golo, aos 90'+3. Anda de pé quente.

Rochinha - Substituiu Edwards aos 90'+2. Só para o aplauso do público vimaranense, que conserva boa memória dele.

Rescaldo do jogo de ontem

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Pedro Gonçalves muito cumprimentado após marcar o nosso primeiro golo em Guimarães

Foto: José Coelho /EPA

 

 

Gostei

 

Da vitória de ontem num estádio difícil. Fomos a Guimarães bater a equipa local por 2-0, perante 21.893 pessos que assistiram a esta partida ao vivo - recorde de bilheteira no estádio vimaranense até ao momento na época em curso. Boa exibição leonina, sobretudo na segunda parte, com domínio indiscutível da nossa parte traduzido em dois golos - um a abrir, por Pedro Gonçalves, aos 47'; outro a fechar, por Arthur, aos 90'+3. Missão cumprida, sem grande brilho mas com zelo. E uma vontade enorme de conquistar os três pontos.

 

De Pedro Gonçalves. Marca pelo terceiro jogo consecutivo. Voltou a fazer o gosto ao pé, bem lançado por Morita, naquele seu estilo muito peculiar de rematar mais em jeito do que em força, mas com colocação perfeita. Desfez o empate e valeu-nos mais uma vitória. Segue com 15 golos na Liga, 20 no total da época. Está apenas a três de igualar a sua melhor marca de sempre - a de 2020/2021, quando fomos os campeões e ele se distinguiu como artilheiro do campeonato. Melhor em campo. 

 

De Ugarte e Morita. Grande desempenho dos médios leonino, em clara supremacia, vulgarizando os rivais do Vitória que actuam nesta zona do terreno. Ugarte distinguiu-se sobretudo no capítulo da contenção e da recuperação, enquanto o internacional nipónico brilhou na construção e no transporte da bola. Vital na assistência para o primeiro golo com um passe vertical extremamente bem medido. Está encontrado - um pouco tarde de mais - o duo ideal para substituir a antiga parceria Palhinha-Matheus Nunes. Oxalá não se desfaça já no próximo Verão.

 

De Nuno Santos. Continua imbatível no capítulo da entrega ao jogo. Nunca dá por perdido um confronto individual, sobretudo junto à linha, onde se sente como peixe na água. Trabalha para a equipa como poucos, sem desfalecimentos. Aos 4', já estava a sacar um amarelo ao rival directo que lhe fazia marcação. Cruzou quase como assistência para golo de Pedro Gonçalves (55'), em lance infelizmente desperdiçado. Sem nunca descurar missões defensivas.

 

De Diomande. Vai mostrando os seus dotes de jogo para jogo. Chegou há pouco tempo, mas parece actuar há anos no Sporting. Voltou a marcar presença como titular na linha dos centrais, à direita, e cumpriu com distinção o papel que lhe foi atribuído. Sem se inibir de subir no terreno também para tentar o golo - foi dele o primeiro remate enquadrado do Sporting, aos 5'. Belo passe vertical aos 60', queimando linhas. Já ninguém duvida: é mesmo reforço.

 

Da assistência de Adán. Mesmo ao cair do pano, o nosso guarda-redes repôs a bola com um espectacular pontapé de 70 metros que apanhou toda a equipa do Vitória adiantada e permitiu a Arthur marcar o segundo golo, fechando o resultado. Momento de excelente futebol no Estádio D. Afonso Henriques. Seria óptimo vermos lances destes mais vezes.

 

De termos cumprido o nono jogo consecutivo sem perder neste campeonato. Nem todos terão reparado nisto, mas não sofremos qualquer derrota desde a recepção ao FC Porto, há mais de três meses. Vencemos Chaves, Estoril, Portimonense, Boavista, Santa Clara e Casa Pia, empatámos com Gil Vicente e Arouca, e agora fomos vencer a Guimarães. Somos, aliás, a equipa que está há mais tempo sem perder na Liga 2022/2023. Vamos fazer tudo para manter este registo até ao fim do campeonato. Só faltam cinco partidas.

 

 

Não gostei

 

De ver o nosso treinador ausente. Rúben Amorim, castigado, assistiu ao jogo no piso superior do estádio, sem poder dar instruções directas para dentro do relvado, como ele tanto gosta. Mas os jogadores nem por isso se empenharam menos. Atitude positiva, demonstrando que estão com o técnico.

 

De Chermiti. Apareceu mais solto e atrevido depois do intervalo, mas durante toda a primeira parte foi presa demasiado fácil para o reduto defensivo do Vitória. Incapaz de se libertar das marcações, o jovem avançado fez o primeiro remate só aos 54', quando atirou à figura. Depois tentou dois golos com "nota artística", mas sem o menor sucesso: aos 60', quis marcar de calcanhar e aos 66' ensaiou um pontapé de bicicleta de costas para a baliza. Faria melhor em deixar-se de acrobacias e não complicar. Vai sendo tempo de quebrar o já prolongado jejum de golos.

 

Do Vitória. Na comparação com o Braga, seu emblema rival, vai-se menorizando cada vez mais. Neste embate com o Sporting foi incapaz de construir uma verdadeira oportunidade de golo. Chegou a metê-la lá dentro, aos 45'+1, por André Silva, mas não valeu por estar fora-de-jogo. Milimétrico, é certo: apenas 7 centímetros de deslocação. Medir desta maneira pretensos foras-de-jogo, para mim, é delito lesa-futebol. Escreverei isto quer o Sporting seja beneficiado quer o Sporting seja prejudicado, tanto faz. Anular golos por tão pouco é uma aberração.

 

De ver o Sporting ancorado no quarto lugar. Sem sintomas de recuperação na tabela classificativa. O Benfica mantém-se com mais 13 pontos, o FC Porto com mais nove e o Braga com mais sete. Há ainda 15 pontos em disputa, mas a lógica - contrariando os cenários ainda possíveis em termos aritméticos - indica-nos que nada de relevante já irá mudar.

O dia seguinte

Depois duma primeira parte com muita cacetada da equipa da casa e pouco futebol, e que ia terminando muito mal com um golo anulado a essa equipa por poucos centímetros, a segunda foi toda nossa.

Contra estas equipas muito fechadas e a aguardar a sorte do jogo, é crucial marcar primeiro. O Sporting marcou a abrir a 2.ª parte e logo o jogo se tornou de sentido único: a equipa atacava e ia desperdiçando ocasiões de golo, o V. Guimarães tentava sair depressa e logo perdia a bola para novo ataque do Sporting. Ainda deu para Coates ter um golo anulado e Arthur marcar num meio frango do guarda-redes adversário.

Melhor em campo? Ugarte, mas também Diomande, Nuno Santos e Morita estiveram muito bem.

Este jogo foi mais uma prova de que o modelo de jogo em 3-4-3 de Rúben Amorim continua a ser mais-valia, propicia muito jogo de ataque e poucas ocasiões de golo ao adversário, o Adán hoje não sujou os calções. Mas indica também que está dependente da qualidade dos jogadores à disposição. Existem claramente posições deficitárias que importa preencher.

Por último, o campeonato não está terminado. Faltam cinco jornadas para cumprir com cinco jogos todos dificeis para ganhar. Para isso o onze tem de ser sempre o melhor disponivel. Não é o momento para fazer experiências.

SL

Prognósticos antes do jogo

Faltam-nos seis jogos para chegar ao fim desta triste temporada 2022/2023. O primeiro vai disputar-se logo à noite. E promete não ser nada fácil. É o V. Guimarães-Sporting, com início previsto para as 20.15.

Nas anteriores jornadas a pontaria dos nossos leitores andou tão desafinada como a pontaria doas jogadores leoninos no momento do remate.

Como será desta vez?

Aguardo os vossos prognósticos.

Os melhores prognósticos

Vencemos o V. Guimarães em casa, sem espinhas, por 3-0. Aqui, no campeonato dos prognósticos, quem venceu? Os nossos leitores Fernando e Paulo Batista, já repetentes nestes triunfos. Ambos acertaram não apenas no desfecho da partida mas também no nome de um dos marcadores (Fernando mencionou Edwards, Paulo mencionou Morita).

Além deles, dois outros leitores acertaram no resultado: David Carvalho e João Grácio. Só lhes faltou vaticinar quem meteria a bola na baliza vitoriana.

Estamos agora a três pontos do pódio

Sporting, 3 - V. Guimarães, 0

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Imagem que reflecte bem esta partida: pressão alta leonina do princípio ao fim

Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

Mais vale tarde que nunca. Regressámos às vitórias, após três derrotas consecutivas para duas competições diferentes. Perante o nosso público, com fraca afluência nas bancadas (pouco mais de 27 mil espectadores), o Sporting teve um triunfo concludente, sem a menor contestação, num desafio de sentido único. Sempre com pressão alta leonina, de olhos fitos na baliza vitoriana. Procurando dois objectivos: marcar cedo e ultrapassar a turma minhota na classificação. Ambos foram concretizados.

Logo nos primeiros 20 minutos, três oportunidades desperdiçadas: Pedro Gonçalves, em excelente posição, atirou ao lado, Morita rematou forte mas permitiu a defesa de Bruno Varela e Porro cabeceou a rasar o poste.

Seria mais do mesmo? Não. Desta vez houve uma inegável diferença de atitude: nada a ver com o estilo pastoso e molengão da jornada anterior, em Arouca, onde deixámos três pontos. A equipa mostrou-se veloz e acutilante, com Matheus Reis a desenhar sucessivos passes de ruptura e Arthur muito dinâmico nas transições, confirmando que tem valor para ser titular. Porro desequilibrava à direita, Morita apoiava o ataque avançando vários metros para além de Ugarte. Pequenas alterações no sistema do treinador que deram fruto. 

O Vitória ajudou quando Afonso Freitas, já amarelado, fez segunda falta para cartão em lance que até poderia merecer vermelho. Manuel Mota, anteontem com boa actuação em Alvalade, não hesitou, expulsando o jogador faltoso. Era o minuto 27': a partir daí jogámos sempre em superioridade numérica, o que muito nos ajudou neste triunfo robusto.

 

Vendo este Sporting tenaz e confiante faz-nos concluir que o potencial está lá, apesar dos desaires já registados. Nem podia ser de outra forma: no sábado à noite havia seis campeões nacionais 2021 entre os nossos onze que entraram de início. Toda a diferença esteve na energia posta em campo por quase todos.

Rúben Amorim foi arguto na leitura do jogo. Nomeadamente ao trocar Nazinho por Edwards aos 33': o inglês foi a figura da partida, com dois golos marcados e assistência para um terceiro. É agora o nosso principal artilheiro, destronando Pedro Gonçalves.

O V. Guimarães, sempre pressionado, mal conseguiu sair do seu reduto. E nem um remate enquadrado conseguiu fazer: Adán teve uma noite tranquila. O Sporting esteve sempre mais perto do 4-0 do que os minhotos do 3-1.

Menos positivo foi o trabalho de alguns dos suplentes. Rochinha, Sotiris e Trincão, cada qual a seu modo, tardam a vingar como verdadeiros reforços leoninos.

 

De qualquer modo, o principal foi feito: nossa segunda vitória mais expressiva no campeonato - dois meses após a goleada ao Portimonense, por 4-0, em Alvalade - e regresso que já tardava a um desfecho sem golos sofridos. Prenúncio de mudança de ciclo, no melhor sentido do termo? É cedo para dizer.

O facto é que subimos na classificação, ultrapassando o Vitória: estamos agora em quinto lugar. E só não ascendemos ao quarto posto porque o Casa Pia - equipa sensação desta Liga 2022/2023, venceu ontem o Braga como visitante. Estamos, à 12.ª jornada, a três escassos pontos do terceiro posto, ocupado pela turma braguista. Que, não esqueçamos, ainda terá de se deslocar ao nosso estádio.

Só dependemos de nós para atingir o pódio

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Noite de pouco trabalho: não fez uma defesa digna desse nome. Tranquilo entre os postes, recebeu de Coates a braçadeira de capitão aos 64'. Distinção merecida.

Gonçalo Inácio - Voltou a fazer duas posições, primeiro como central à direita, depois no eixo. Vital no lance em que foi carregado em falta, deixando o Vitória só com dez.

Coates - Atento, com rigor posicional, o internacional uruguaio liderou a manobra defensiva até aos 64', quando saiu - já com 3-0 - para ser poupado a sobrecarga muscular.

Matheus Reis - Talvez a sua melhor partida desta época. Como central mais incursor. Deu a Porro hipótese de marcar (20'). Isolou Pedro Gonçalves (31'). Assistiu no primeiro golo (34'). 

Porro - Deu suplemento de vitalidade à equipa. Destacou-se sobretudo nos cruzamentos (18', 51', 55'). É dele o remate que, com emenda de Edwards, originou o primeiro golo.

Ugarte - Chegou e sobrou para travar as raras incursões ofensivas minhotas, instalando um tampão na linha do meio-campo. Missão cumprida: aos 64' deu lugar a Sotiris.

Morita - Veio de lesão em boa forma. Tentou o golo com remate forte (20') e meteu-a lá dentro, à ponta-de-lança (40'). Só fez a primeira parte, por precaução: estava amarelado.

Nazinho - Voltou a ser aposta como titular, na lateral esquerda. Vai ganhando experiência de jogo para jogo. Substituído cedo, logo aos 33', quando já jogávamos com um a mais.

Pedro Gonçalves - Regressou ao tridente ofensivo, alternando de ala com Arthur. Apático, continua sem se reencontrar com os golos. Teve a baliza à mercê (18'), mas atirou ao lado.

Arthur - Parece tão dinâmico à esquerda como à direita, como interior móvel. Manteve o reduto defensivo vitoriano em sobressalto, sobretudo no primeiro tempo.

Paulinho - Arrasta marcações, abre espaços lá na frente, mas continua a faltar-lhe o essencial: o golo. Desta vez até marcou, com um remate rasteiro, mas estava deslocado.

Edwards - Foi ele quem mais fez a diferença. Entrou aos 33' - no minuto seguinte abriu o marcador. Assistiu no segundo golo e marcou o terceiro. De longe o melhor em campo.

Rochinha - Substituiu Morita na segunda parte. Perdeu-se em acções inconsequentes. Protagonizou uma cena caricata ao colidir com Paulinho (85') à entrada da grande área.

Sofiris - Rendeu Ugarte aos 64'. Muito impulsivo, nota-se que anda cheio de vontade de mostrar serviço. Mas precisa de maior disciplina táctica e maior ponderação em campo.

St. Juste - O melhor dos suplentes. Bom no passe, na recuperação, no controlo posicional. Substituiu Coates aos 64', ajudando a fechar o caminho para a nossa baliza.

Trincão - Entrou aos 64', rendendo Porro. Mantém exibições muito abaixo das expectativas que gerou. Bom lance individual aos 69', mas insuficiente para merecer nota positiva.

O dia seguinte

Ainda não foi desta que Rúben Amorim engrossou a lista dos treinadores despedidos no Sporting, e por mim nunca o será. A forma como soube encarar esta crise de resultados da qual ele é o primeiro responsável apenas fez reforçar esta minha convicção. Mas para isso acontecer é preciso que os jogadores continuem a acreditar no treinador e no modelo de jogo proposto, e ontem eles demonstraram mais uma vez isso mesmo, correndo e lutando os 90 minutos com enorme garra.

Como podem comprovar aqueles que vão lendo o que escrevo, nunca concordei com aqueles que dizem que Amorim é teimoso e não tem plano B. Seguindo a ideia do Sporting ser cada vez mais uma equipa grande no terreno de jogo, o treinador tem ido atrás de variantes do 3-4-3 bem diferentes umas das outras, do malfadado ataque móvel de Arouca com Pedro Gonçalves no meio-campo para este de Alvalade com Morita a encostar-se à linha ofensiva, a forma de atacar foi bem diferente.

Grande jogo ontem em Alvalade. Muita pena de não ter podido lá estar, ver na TV não é a mesma coisa. Equipa  muito bem distribuída no terreno, intensidade, velocidade de execução, desmarcações constantes na linha ofensiva, centros em diagonal bem feitos, perigo constante na pequena área adversária.

Claro que a expulsão mais que justa do jogador do V.Guimarães aos 22 minutos, ainda com 0-0, a que Amorim reagiu trocando Nazinho, que até estava em bom plano, e a passagem de Arthur para ala, tornou tudo mais fácil, mas só mesmo um grande falhanço de Pedro Gonçalves e muito azar de Morita não tinham já dado golo. 

E logo depois veio um grande golo, com Matheus Reis a entrar nas costas de Arthur, a sentar o defesa contrário e a centrar excelentemente ao segundo poste para Porro concluir de cabeça.

 

A partir daí o jogo não teve história. O V.Guimarães defendia com nove junto ao seu guarda-redes, o Sporting atacava sem cessar, os cantos sucediam-se, dum deles a bola sobrou para Edwards que progrediu muito bem naquele seu jeito que ninguém entende o que dali vai sair e assistiu excelentemente o Morita ao segundo poste para novo golo.

Com o jogo resolvido ao intervalo, Amorim aproveitou a 2.ª parte para moralizar algumas das aquisições mais criticadas esta época. Assim Rochinha, Trincão, Sotiris e St.Juste tiveram oportunidade para se destacar. Não que o tenham conseguido. Trincão ofereceu um golo desperdiçado a Pedro Gonçalves, mas apenas isso.

O jogo não terminou sem um remate feliz de Edwards que deu o terceiro golo, e mais um golo invalidado a Paulinho por 43 cms, que seria o tal "golo à ponta de lança" que teimam que ele é incapaz de fazer. 

Belo jogo, bom resultado, sem lesões a assinalar, tudo bem menos a falta de golo de Pedro Gonçalves, da qual se calhar o maior culpado é Amorim pelas razões conhecidas. A polivalência é um conceito muito interessante, mas a especialização também, e trocar o "pote de ouro" da equipa por mais um "pote de cobre" não faz sentido nenhum.

Melhor em campo? Edwards, obviamente.

 

E agora? Foi a quarta vitória nos últimos cinco jogos para a Liga, temos de ir à procura da quinta, em casa do sempre difícil Famalicão, para chegarmos à pausa a 4 ou menos pontos do Porto.

Depois se verá. Jogo a jogo iremos lá chegar.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

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Matheus Reis e Porro festejam o primeiro golo

(Foto: José Sena Goulão / Lusa)

 

Gostei

 

Do triunfo em casa frente ao V. Guimarães. Vitória concludente contra a equipa minhota, que vinha de sete jogos sem perder (seis para a Liga, um para a Taça) e estava à nossa frente no campeonato. Resultado: 3-0, com 2-0 ao intervalo. Domínio total do onze leonino, sem que Adán necessitasse de fazer uma só defesa. Teremos mesmo dado um pontapé na crise após três jogos seguidos sem vencer?

 

De Morita. Regressou à equipa após breve afastamento por lesão. E veio em boa forma. Foi um dos mais acutilantes no primeiro tempo. Marcou o segundo golo, rematando com o pé esquerdo. Já aos 20' propiciara a defesa da noite a Bruno Varela com um tiro fortíssimo que levava selo de golo. Amarelado aos 15', saiu ao intervalo por precaução. Exibição muito positiva do internacional japonês, já convocado para o Mundial - onde defrontará Alemanha, Espanha e Costa Rica.

 

De Porro. Sempre um dos mais inconformados. Joga no limite, procurando acelerar o jogo. Foi dono e senhor no flanco direito. Bom desempenho, coroado com o pontapé que levou à marcação do primeiro golo, aos 34', que Edwards desviou para a baliza. Grandes cruzamentos aos 18', 51' e 55'. Um dos obreiros desta vitória.

 

De Edwards. Melhor em campo. Entrou aos 33, substituindo um inócuo Nazinho, e logo no minuto seguinte o Sporting abriu o marcador, com a bola cabeceada por Porro a tabelar nele e a entrar. Aos 40', assistiu Morita no segundo. E aos 55' voltou a marcar, coroando uma jogada individual de insistência contra a muralha vitoriana. Assim fixou o resultado, com um potente remate em arco que ainda embateu num defesa, traindo Bruno Varela. O inglês, ex-jogador do Vitória, não festejou. Mas nota-se que é cada vez mais influente de Leão ao peito. Oxalá permaneça na equipa após o mercado de Inverno.

 

De Matheus Reis. Desempenho irrepreensível do brasileiro, que entrou como central à esquerda mas actuou principalmente como lateral ou até médio-ala, ajudando a esticar e alargar o jogo leonino. Foi ele, de longe, o defesa mais incursor no meio-campo adversário com diversos passes de ruptura (20', 29', 31') e assistência no primeiro golo.

 

De St. Juste. Continua sem fazer um jogo completo de verde e branco. Mas voltou a demonstrar talento ao substituir Coates, iam decorridos 64'. Atento nas coberturas, veloz na recuperação do espaço, capaz de romper linhas com passes bem medidos. Merece mais tempo de jogo. A equipa beneficiará com isso.

 

De Rúben Amorim. No dia em que cumpriu 100 jogos como treinador na Liga - e 125 jogos ao serviço do Sporting - viu a estrelinha voltar a brilhar quando o árbitro Manuel Mota decidiu expulsar o vitoriano Afonso Freitas, com segundo amarelo, logo aos 27'. Jogar contra dez a partir daí foi decisivo para dar inspiração e confiança à nossa equipa. O treinador recebeu mensagens de incentivo no estádio, por escrito e verbalmente, e desta vez as suas apostas foram bem-sucedidas. Quando urgia rectificar, não hesitou em fazê-lo (troca de Nazinho por Edwards, saída de Morita para evitar um segundo amarelo, substituição de Coates já com o jogo em 3-0 para poupar o capitão ao acréscimo de fadiga muscular). Esta noite terá bons motivos para dormir tranquilo.

 

De não termos sofrido golos. Há quase dois meses que não sucedia. Desde a goleada (4-0) ao Portimonense em casa, em 10 de Setembro. Vínhamos de dez jogos para todas as provas sempre com as nossas redes devassadas.

 

De subirmos na classificação. Éramos sextos no início desta partida, ultrapássamos o V. Guimarães, que estava à nossa frente. E para já também o Casa Pia, que amanhã enfrenta o Braga. Tendência ascendente, agora com 22 pontos: é disto que precisamos.

 

 

Não gostei

 

De ver o estádio com pouco mais de metade da lotação. Desta vez só compareceram 27.324 espectadores nas bancadas de Alvalade. Consequência directa do mau momento que tem atravessado a nossa equipa, já afastada da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, e com fraquíssimo desempenho neste primeiro terço do campeonato 2022/2023.

 

De Sotiris. O treinador voltou a mostrar-lhe confiança, fazendo-o entrar aos 64', para poupar Ugarte a maior desgaste. Mas o médio grego ainda está longe de justificar a presença na equipa principal. Falta-lhe concentração, discernimento e disciplina táctica. Aos 85' precipitou-se e entregou a bola ao adversário. Noutro contexto, de maior responsabilidade e frente a uma equipa mais perigosa, poderia ter causado dano. 

 

De Rochinha. Fez toda a segunda parte, substituindo Morita, mas foi muito inferior ao japonês. Inofensivo nas incursões atacantes, improdutivo na manobra colectiva, incapaz de se revelar um verdadeiro reforço. 

 

De não termos marcado mais um golo. Foi só quanto faltou para que esta expressiva vitória se transformasse em goleada.

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez fora de Alvalade acompanhando o jogo pela TV no meio de Sportinguistas como eu.

Não vale a pena falar agora da Champions ou da Liga Europa, o foco tem de estar mesmo em Alvalade e no jogo com o V. Guimarães.

Em Arouca perdemos o jogo por erros grosseiros na defesa e no ataque. Se Esgaio comprometeu resultados anteriores a defender, em Arouca Nuno Santos e outros comprometeram o resultado a atacar, e esta temporada tem tido muito disso, erros atrás de erros que comprometem resultados, mais os árbitros a enterrar e a sorte a não ajudar. Mas a última coisa que podemos fazer é andar no "tiro ao boneco" a quem falha no terreno de jogo.

Perdemos também por não entrarmos com os melhores no início. Porque estando a perder já na segunda parte, os melhores entraram numa pressão enorme que nada favorece. Rendiam muito mais no início do jogo. Hoje importa entrar com tudo e marcar depressa. Porque depois tudo se torna mais fácil.

Neste carrocel de lesões já nem sei bem quem estará em condições para o onze inicial, Nuno Santos talvez não, Ugarte e Morita talvez sim, St. Juste e Paulinho parece que também, se calhar é tempo para um ponto final do exílio do melhor goleador do Sporting no meio-campo.

E de entrarmos em campo com aquele que entendo o melhor onze do Sporting:

Adán; St.Juste, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Morita e Matheus Reis; Edwards ou Trincão, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Não há bem que sempre dure, nem mal que não acabe. Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

Prognósticos antes do jogo

Mais um jogo da Liga 2022/2023. Que não promete ser nada fácil. Recebemos amanhã, pelas 20.30, o V. Guimarães. 

A equipa minhota está dois lugares acima da nossa, no quarto lugar. Tem 20 pontos - mais um que o Sporting. Segue com menos uma derrota, menos oito golos marcados e menos quatro sofridos.

Em Março, para o campeonato anterior, fomos a Guimarães ganhar 3-1. Com golos de Sarabia (penálti), Paulinho e Edwards - este a estrear-se como artilheiro verde e branco, contra a sua ex-equipa.

Como será neste sábado? Aguardo os vossos prognósticos.

Rochinha

Até há pouco, andávamos a contratar em Braga. Agora continuamos virados para o mercado minhoto, mas em Guimarães. Depois de Edwards, Rochinha está quase a chegar. Tem 27 anos, era capitão do Vitória e na época passada fez sete golos e quatro assistências.

O que pensam deste extremo formado no FCP e no SLB que deverá desembarcar em Alvalade por 2 milhões de euros (por 90% do.passe)?

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