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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Vencemos o V. Guimarães em casa, sem espinhas, por 3-0. Aqui, no campeonato dos prognósticos, quem venceu? Os nossos leitores Fernando e Paulo Batista, já repetentes nestes triunfos. Ambos acertaram não apenas no desfecho da partida mas também no nome de um dos marcadores (Fernando mencionou Edwards, Paulo mencionou Morita).

Além deles, dois outros leitores acertaram no resultado: David Carvalho e João Grácio. Só lhes faltou vaticinar quem meteria a bola na baliza vitoriana.

Estamos agora a três pontos do pódio

Sporting, 3 - V. Guimarães, 0

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Imagem que reflecte bem esta partida: pressão alta leonina do princípio ao fim

Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

Mais vale tarde que nunca. Regressámos às vitórias, após três derrotas consecutivas para duas competições diferentes. Perante o nosso público, com fraca afluência nas bancadas (pouco mais de 27 mil espectadores), o Sporting teve um triunfo concludente, sem a menor contestação, num desafio de sentido único. Sempre com pressão alta leonina, de olhos fitos na baliza vitoriana. Procurando dois objectivos: marcar cedo e ultrapassar a turma minhota na classificação. Ambos foram concretizados.

Logo nos primeiros 20 minutos, três oportunidades desperdiçadas: Pedro Gonçalves, em excelente posição, atirou ao lado, Morita rematou forte mas permitiu a defesa de Bruno Varela e Porro cabeceou a rasar o poste.

Seria mais do mesmo? Não. Desta vez houve uma inegável diferença de atitude: nada a ver com o estilo pastoso e molengão da jornada anterior, em Arouca, onde deixámos três pontos. A equipa mostrou-se veloz e acutilante, com Matheus Reis a desenhar sucessivos passes de ruptura e Arthur muito dinâmico nas transições, confirmando que tem valor para ser titular. Porro desequilibrava à direita, Morita apoiava o ataque avançando vários metros para além de Ugarte. Pequenas alterações no sistema do treinador que deram fruto. 

O Vitória ajudou quando Afonso Freitas, já amarelado, fez segunda falta para cartão em lance que até poderia merecer vermelho. Manuel Mota, anteontem com boa actuação em Alvalade, não hesitou, expulsando o jogador faltoso. Era o minuto 27': a partir daí jogámos sempre em superioridade numérica, o que muito nos ajudou neste triunfo robusto.

 

Vendo este Sporting tenaz e confiante faz-nos concluir que o potencial está lá, apesar dos desaires já registados. Nem podia ser de outra forma: no sábado à noite havia seis campeões nacionais 2021 entre os nossos onze que entraram de início. Toda a diferença esteve na energia posta em campo por quase todos.

Rúben Amorim foi arguto na leitura do jogo. Nomeadamente ao trocar Nazinho por Edwards aos 33': o inglês foi a figura da partida, com dois golos marcados e assistência para um terceiro. É agora o nosso principal artilheiro, destronando Pedro Gonçalves.

O V. Guimarães, sempre pressionado, mal conseguiu sair do seu reduto. E nem um remate enquadrado conseguiu fazer: Adán teve uma noite tranquila. O Sporting esteve sempre mais perto do 4-0 do que os minhotos do 3-1.

Menos positivo foi o trabalho de alguns dos suplentes. Rochinha, Sotiris e Trincão, cada qual a seu modo, tardam a vingar como verdadeiros reforços leoninos.

 

De qualquer modo, o principal foi feito: nossa segunda vitória mais expressiva no campeonato - dois meses após a goleada ao Portimonense, por 4-0, em Alvalade - e regresso que já tardava a um desfecho sem golos sofridos. Prenúncio de mudança de ciclo, no melhor sentido do termo? É cedo para dizer.

O facto é que subimos na classificação, ultrapassando o Vitória: estamos agora em quinto lugar. E só não ascendemos ao quarto posto porque o Casa Pia - equipa sensação desta Liga 2022/2023, venceu ontem o Braga como visitante. Estamos, à 12.ª jornada, a três escassos pontos do terceiro posto, ocupado pela turma braguista. Que, não esqueçamos, ainda terá de se deslocar ao nosso estádio.

Só dependemos de nós para atingir o pódio

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Noite de pouco trabalho: não fez uma defesa digna desse nome. Tranquilo entre os postes, recebeu de Coates a braçadeira de capitão aos 64'. Distinção merecida.

Gonçalo Inácio - Voltou a fazer duas posições, primeiro como central à direita, depois no eixo. Vital no lance em que foi carregado em falta, deixando o Vitória só com dez.

Coates - Atento, com rigor posicional, o internacional uruguaio liderou a manobra defensiva até aos 64', quando saiu - já com 3-0 - para ser poupado a sobrecarga muscular.

Matheus Reis - Talvez a sua melhor partida desta época. Como central mais incursor. Deu a Porro hipótese de marcar (20'). Isolou Pedro Gonçalves (31'). Assistiu no primeiro golo (34'). 

Porro - Deu suplemento de vitalidade à equipa. Destacou-se sobretudo nos cruzamentos (18', 51', 55'). É dele o remate que, com emenda de Edwards, originou o primeiro golo.

Ugarte - Chegou e sobrou para travar as raras incursões ofensivas minhotas, instalando um tampão na linha do meio-campo. Missão cumprida: aos 64' deu lugar a Sotiris.

Morita - Veio de lesão em boa forma. Tentou o golo com remate forte (20') e meteu-a lá dentro, à ponta-de-lança (40'). Só fez a primeira parte, por precaução: estava amarelado.

Nazinho - Voltou a ser aposta como titular, na lateral esquerda. Vai ganhando experiência de jogo para jogo. Substituído cedo, logo aos 33', quando já jogávamos com um a mais.

Pedro Gonçalves - Regressou ao tridente ofensivo, alternando de ala com Arthur. Apático, continua sem se reencontrar com os golos. Teve a baliza à mercê (18'), mas atirou ao lado.

Arthur - Parece tão dinâmico à esquerda como à direita, como interior móvel. Manteve o reduto defensivo vitoriano em sobressalto, sobretudo no primeiro tempo.

Paulinho - Arrasta marcações, abre espaços lá na frente, mas continua a faltar-lhe o essencial: o golo. Desta vez até marcou, com um remate rasteiro, mas estava deslocado.

Edwards - Foi ele quem mais fez a diferença. Entrou aos 33' - no minuto seguinte abriu o marcador. Assistiu no segundo golo e marcou o terceiro. De longe o melhor em campo.

Rochinha - Substituiu Morita na segunda parte. Perdeu-se em acções inconsequentes. Protagonizou uma cena caricata ao colidir com Paulinho (85') à entrada da grande área.

Sofiris - Rendeu Ugarte aos 64'. Muito impulsivo, nota-se que anda cheio de vontade de mostrar serviço. Mas precisa de maior disciplina táctica e maior ponderação em campo.

St. Juste - O melhor dos suplentes. Bom no passe, na recuperação, no controlo posicional. Substituiu Coates aos 64', ajudando a fechar o caminho para a nossa baliza.

Trincão - Entrou aos 64', rendendo Porro. Mantém exibições muito abaixo das expectativas que gerou. Bom lance individual aos 69', mas insuficiente para merecer nota positiva.

O dia seguinte

Ainda não foi desta que Rúben Amorim engrossou a lista dos treinadores despedidos no Sporting, e por mim nunca o será. A forma como soube encarar esta crise de resultados da qual ele é o primeiro responsável apenas fez reforçar esta minha convicção. Mas para isso acontecer é preciso que os jogadores continuem a acreditar no treinador e no modelo de jogo proposto, e ontem eles demonstraram mais uma vez isso mesmo, correndo e lutando os 90 minutos com enorme garra.

Como podem comprovar aqueles que vão lendo o que escrevo, nunca concordei com aqueles que dizem que Amorim é teimoso e não tem plano B. Seguindo a ideia do Sporting ser cada vez mais uma equipa grande no terreno de jogo, o treinador tem ido atrás de variantes do 3-4-3 bem diferentes umas das outras, do malfadado ataque móvel de Arouca com Pedro Gonçalves no meio-campo para este de Alvalade com Morita a encostar-se à linha ofensiva, a forma de atacar foi bem diferente.

Grande jogo ontem em Alvalade. Muita pena de não ter podido lá estar, ver na TV não é a mesma coisa. Equipa  muito bem distribuída no terreno, intensidade, velocidade de execução, desmarcações constantes na linha ofensiva, centros em diagonal bem feitos, perigo constante na pequena área adversária.

Claro que a expulsão mais que justa do jogador do V.Guimarães aos 22 minutos, ainda com 0-0, a que Amorim reagiu trocando Nazinho, que até estava em bom plano, e a passagem de Arthur para ala, tornou tudo mais fácil, mas só mesmo um grande falhanço de Pedro Gonçalves e muito azar de Morita não tinham já dado golo. 

E logo depois veio um grande golo, com Matheus Reis a entrar nas costas de Arthur, a sentar o defesa contrário e a centrar excelentemente ao segundo poste para Porro concluir de cabeça.

 

A partir daí o jogo não teve história. O V.Guimarães defendia com nove junto ao seu guarda-redes, o Sporting atacava sem cessar, os cantos sucediam-se, dum deles a bola sobrou para Edwards que progrediu muito bem naquele seu jeito que ninguém entende o que dali vai sair e assistiu excelentemente o Morita ao segundo poste para novo golo.

Com o jogo resolvido ao intervalo, Amorim aproveitou a 2.ª parte para moralizar algumas das aquisições mais criticadas esta época. Assim Rochinha, Trincão, Sotiris e St.Juste tiveram oportunidade para se destacar. Não que o tenham conseguido. Trincão ofereceu um golo desperdiçado a Pedro Gonçalves, mas apenas isso.

O jogo não terminou sem um remate feliz de Edwards que deu o terceiro golo, e mais um golo invalidado a Paulinho por 43 cms, que seria o tal "golo à ponta de lança" que teimam que ele é incapaz de fazer. 

Belo jogo, bom resultado, sem lesões a assinalar, tudo bem menos a falta de golo de Pedro Gonçalves, da qual se calhar o maior culpado é Amorim pelas razões conhecidas. A polivalência é um conceito muito interessante, mas a especialização também, e trocar o "pote de ouro" da equipa por mais um "pote de cobre" não faz sentido nenhum.

Melhor em campo? Edwards, obviamente.

 

E agora? Foi a quarta vitória nos últimos cinco jogos para a Liga, temos de ir à procura da quinta, em casa do sempre difícil Famalicão, para chegarmos à pausa a 4 ou menos pontos do Porto.

Depois se verá. Jogo a jogo iremos lá chegar.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

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Matheus Reis e Porro festejam o primeiro golo

(Foto: José Sena Goulão / Lusa)

 

Gostei

 

Do triunfo em casa frente ao V. Guimarães. Vitória concludente contra a equipa minhota, que vinha de sete jogos sem perder (seis para a Liga, um para a Taça) e estava à nossa frente no campeonato. Resultado: 3-0, com 2-0 ao intervalo. Domínio total do onze leonino, sem que Adán necessitasse de fazer uma só defesa. Teremos mesmo dado um pontapé na crise após três jogos seguidos sem vencer?

 

De Morita. Regressou à equipa após breve afastamento por lesão. E veio em boa forma. Foi um dos mais acutilantes no primeiro tempo. Marcou o segundo golo, rematando com o pé esquerdo. Já aos 20' propiciara a defesa da noite a Bruno Varela com um tiro fortíssimo que levava selo de golo. Amarelado aos 15', saiu ao intervalo por precaução. Exibição muito positiva do internacional japonês, já convocado para o Mundial - onde defrontará Alemanha, Espanha e Costa Rica.

 

De Porro. Sempre um dos mais inconformados. Joga no limite, procurando acelerar o jogo. Foi dono e senhor no flanco direito. Bom desempenho, coroado com o pontapé que levou à marcação do primeiro golo, aos 34', que Edwards desviou para a baliza. Grandes cruzamentos aos 18', 51' e 55'. Um dos obreiros desta vitória.

 

De Edwards. Melhor em campo. Entrou aos 33, substituindo um inócuo Nazinho, e logo no minuto seguinte o Sporting abriu o marcador, com a bola cabeceada por Porro a tabelar nele e a entrar. Aos 40', assistiu Morita no segundo. E aos 55' voltou a marcar, coroando uma jogada individual de insistência contra a muralha vitoriana. Assim fixou o resultado, com um potente remate em arco que ainda embateu num defesa, traindo Bruno Varela. O inglês, ex-jogador do Vitória, não festejou. Mas nota-se que é cada vez mais influente de Leão ao peito. Oxalá permaneça na equipa após o mercado de Inverno.

 

De Matheus Reis. Desempenho irrepreensível do brasileiro, que entrou como central à esquerda mas actuou principalmente como lateral ou até médio-ala, ajudando a esticar e alargar o jogo leonino. Foi ele, de longe, o defesa mais incursor no meio-campo adversário com diversos passes de ruptura (20', 29', 31') e assistência no primeiro golo.

 

De St. Juste. Continua sem fazer um jogo completo de verde e branco. Mas voltou a demonstrar talento ao substituir Coates, iam decorridos 64'. Atento nas coberturas, veloz na recuperação do espaço, capaz de romper linhas com passes bem medidos. Merece mais tempo de jogo. A equipa beneficiará com isso.

 

De Rúben Amorim. No dia em que cumpriu 100 jogos como treinador na Liga - e 125 jogos ao serviço do Sporting - viu a estrelinha voltar a brilhar quando o árbitro Manuel Mota decidiu expulsar o vitoriano Afonso Freitas, com segundo amarelo, logo aos 27'. Jogar contra dez a partir daí foi decisivo para dar inspiração e confiança à nossa equipa. O treinador recebeu mensagens de incentivo no estádio, por escrito e verbalmente, e desta vez as suas apostas foram bem-sucedidas. Quando urgia rectificar, não hesitou em fazê-lo (troca de Nazinho por Edwards, saída de Morita para evitar um segundo amarelo, substituição de Coates já com o jogo em 3-0 para poupar o capitão ao acréscimo de fadiga muscular). Esta noite terá bons motivos para dormir tranquilo.

 

De não termos sofrido golos. Há quase dois meses que não sucedia. Desde a goleada (4-0) ao Portimonense em casa, em 10 de Setembro. Vínhamos de dez jogos para todas as provas sempre com as nossas redes devassadas.

 

De subirmos na classificação. Éramos sextos no início desta partida, ultrapássamos o V. Guimarães, que estava à nossa frente. E para já também o Casa Pia, que amanhã enfrenta o Braga. Tendência ascendente, agora com 22 pontos: é disto que precisamos.

 

 

Não gostei

 

De ver o estádio com pouco mais de metade da lotação. Desta vez só compareceram 27.324 espectadores nas bancadas de Alvalade. Consequência directa do mau momento que tem atravessado a nossa equipa, já afastada da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, e com fraquíssimo desempenho neste primeiro terço do campeonato 2022/2023.

 

De Sotiris. O treinador voltou a mostrar-lhe confiança, fazendo-o entrar aos 64', para poupar Ugarte a maior desgaste. Mas o médio grego ainda está longe de justificar a presença na equipa principal. Falta-lhe concentração, discernimento e disciplina táctica. Aos 85' precipitou-se e entregou a bola ao adversário. Noutro contexto, de maior responsabilidade e frente a uma equipa mais perigosa, poderia ter causado dano. 

 

De Rochinha. Fez toda a segunda parte, substituindo Morita, mas foi muito inferior ao japonês. Inofensivo nas incursões atacantes, improdutivo na manobra colectiva, incapaz de se revelar um verdadeiro reforço. 

 

De não termos marcado mais um golo. Foi só quanto faltou para que esta expressiva vitória se transformasse em goleada.

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez fora de Alvalade acompanhando o jogo pela TV no meio de Sportinguistas como eu.

Não vale a pena falar agora da Champions ou da Liga Europa, o foco tem de estar mesmo em Alvalade e no jogo com o V. Guimarães.

Em Arouca perdemos o jogo por erros grosseiros na defesa e no ataque. Se Esgaio comprometeu resultados anteriores a defender, em Arouca Nuno Santos e outros comprometeram o resultado a atacar, e esta temporada tem tido muito disso, erros atrás de erros que comprometem resultados, mais os árbitros a enterrar e a sorte a não ajudar. Mas a última coisa que podemos fazer é andar no "tiro ao boneco" a quem falha no terreno de jogo.

Perdemos também por não entrarmos com os melhores no início. Porque estando a perder já na segunda parte, os melhores entraram numa pressão enorme que nada favorece. Rendiam muito mais no início do jogo. Hoje importa entrar com tudo e marcar depressa. Porque depois tudo se torna mais fácil.

Neste carrocel de lesões já nem sei bem quem estará em condições para o onze inicial, Nuno Santos talvez não, Ugarte e Morita talvez sim, St. Juste e Paulinho parece que também, se calhar é tempo para um ponto final do exílio do melhor goleador do Sporting no meio-campo.

E de entrarmos em campo com aquele que entendo o melhor onze do Sporting:

Adán; St.Juste, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Morita e Matheus Reis; Edwards ou Trincão, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Não há bem que sempre dure, nem mal que não acabe. Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

Prognósticos antes do jogo

Mais um jogo da Liga 2022/2023. Que não promete ser nada fácil. Recebemos amanhã, pelas 20.30, o V. Guimarães. 

A equipa minhota está dois lugares acima da nossa, no quarto lugar. Tem 20 pontos - mais um que o Sporting. Segue com menos uma derrota, menos oito golos marcados e menos quatro sofridos.

Em Março, para o campeonato anterior, fomos a Guimarães ganhar 3-1. Com golos de Sarabia (penálti), Paulinho e Edwards - este a estrear-se como artilheiro verde e branco, contra a sua ex-equipa.

Como será neste sábado? Aguardo os vossos prognósticos.

Rochinha

Até há pouco, andávamos a contratar em Braga. Agora continuamos virados para o mercado minhoto, mas em Guimarães. Depois de Edwards, Rochinha está quase a chegar. Tem 27 anos, era capitão do Vitória e na época passada fez sete golos e quatro assistências.

O que pensam deste extremo formado no FCP e no SLB que deverá desembarcar em Alvalade por 2 milhões de euros (por 90% do.passe)?

O melhor prognóstico

Dois veteranos destas rondas de palpites sagraram-se vencedores na jornada que passou - a 27.ª do campeonato. O Sporting foi vencer 3-1 a Guimarães, resultado aqui antecipado pelos nossos caros leitores Leão de Queluz e Leão do Fundão, tendo ambos apostado em Paulinho como um dos marcadores.

Aplicado o critério do desempate, em cima da linha da meta, atribuo a vitória a Leão de Queluz, que mencionou também Sarabia como marcador de outro golo. Só lhe faltou prever o golo inaugural de Edwards pelo Sporting para o palpite ter sido perfeito.

O dia seguinte

Muita coisa para dizer sobre o jogo de ontem na bela cidade de Guimarães, num calmo dia de Março que podia ter servido para muito mais não fosse a estupidez duns quantos, uns desgraçados da vida e outros que até chegaram a governantes ou a detentores de cargos importantes.

A última vez que tinha estado no estádio do Vitória de Guimarães foi em 25 de Maio de 1980. A Wiki Sporting não me deixa mentir: foi naquele jogo em que o Sporting, ganhando por 1-0 por um autogolo de Manaca completamente casual (daquilo de que me recordo mesmo por detrás daquela baliza), que nos conduziria ao título há muito esperado sob a mão do ex-capitão Fernando Mendes, seis anos depois daquele do tempo de Yazalde e Mário Lino. No fundo foram dois títulos pela mão de dois grandes jogadores e perfeitamente conhecedores do clube e do balneário.

Jornada épica no comboio Verde, com animação a cargo dos Vapores do Rego, mudança de comboio em Trofa para um de linha estreita. Recordo-me de passar a velha ponte D. Maria pernas de fora na volta, sentado na porta de entrada do vagão, a ponte a tremer de todos os lados. Muita Super Bock completamente choca a acompanhar a viagem.

 

Desta vez cheguei ao estádio para comprar bilhete e depressa percebi que bilhetes não havia para vender. O Sporting tinha ficado com uns poucos milhares para a "gaiola", o resto era para os sócios do Vitória.

Depois parece que havia uma campanha em que, gastando 15€ na Loja, se tinha direito a um bilhete de acompanhante. Com algum jeitinho lá arranjei as coordenadas do cartão de sócio da funcionária, e em troca da compra de seis garrafas dum vinho verde branco, que ainda não provei mas deve ser bom, lá tive um bilhete grátis para a Central dos Sócios, mesmo por detrás do banco do Rúben Amorim. O que foi óptimo: o carro ficou estacionado mesmo em frente da porta, o bilhete não passou no torniquete, mas depois duma conferência complicada do responsável da segurança com a central lá me deixaram entrar.

Um minuto antes do fim, perdendo eu a hipótese de ver ao vivo o golão do Edwards, lá fui andando para Lisboa, com um fogo de artifício pelo caminho nos arredores de Guimarães, chegando a casa cerca das 3h30. Depois já pude, mais tranquilamente, rever o que tinha acontecido no estádio.

 

Ou seja, num jogo com todas as condições para ter o estádio cheio de adeptos das duas cores, bilhetes não havia para vender. Os adeptos do Sporting tinham de ir para a gaiola conviver com a malta das drogas, das tochas e dos petardos, bem próximo de onde estava a jagunçada (delinquintes e marginais nas palavras dum radical do Vitória da minha zona) e cujas provocações mútuas deram origem ao bombardeio de cadeiras e depois à carga policial sobre os tais delinquintes.

Leio n´A Bola que a nova administração do Vitória se pôs ao lado dos tais delinquentes, se calhar foram eles que os elegeram. Pena ver um clube com tanta juventude e entusiasmo estar entregue a tal gente. E um editorial do lampião José Manuel Delgado, muito incomodado com a vitória do Sporting, acompanhado duma fotografia que desmente tudo aquilo que diz. Não havia mulheres, crianças e idosos naquele sector, havia apenas um bando radical para onde deve ter ido um jovem que bem perto de mim no café, fato de treino e boné do Vitória ao lado, se gabava de com dois autocarros cheios de malta deles não terem medo de ninguém.

Jovem que bebia café com um casal com criança ao lado. Não sei o que aconteceu depois do jogo, não fiquei lá para ver.

 

Muito disto deriva dum Secretário de Estado incapaz e dum presidente da Liga de Clubes que apenas quer saber de inaugurações e croquetes, tudo o resto passa-se ao lado, porque ele quer é o dele. Em vez de expurgar o lixo humano que contamina os estádios, o triste Cartão do Adepto apenas conseguiu fazer dispersar o mesmo pelas diferentes bancadas, com cada bando a procurar o melhor sítio para as suas actividades mais ou menos marginais. 

Depois isto transmite-se para o campo. O Pepa quis ser o Sérgio Conceição, mas isso é como ir ao Calor da Noite sem ter mesa marcada, é só para alguns.

Assim a sua equipa cheia de atitude foi somando amarelos por faltas que os mereceram e vendo as suas palhaçadas não surtirem o efeito devido, ainda com o agravante de serem expulsos por fazerem o que o Sérgio faz sem problema nenhum.

 

Sobre o jogo em si, foi preciso uma defesa do Sporting extraordinariamente competente para termos saído de Guimarães com os três pontos. O Sporting entrou a dominar mas inconsequente no ataque, duma bola perdida nasce um contra-ataque que o ponta de lança do Vitória aproveitou com mestria para marcar. O Sporting não se desorientou, desperdiçou oportunidades mas conseguiu ir para o intervalo empatado num penálti escusado do jogador do Vitória.

Na segunda parte o Vitória entra bem, o comando do jogo fica repartido até Amorim substituir um cansado Slimani por um fresco Pedro Gonçalves, e a partir daí só deu Sporting. O golão do Edwards apenas fez justiça ao diferencial enorme de oportunidades de ambos os lados, incluindo um penálti que ficou por marcar sobre Sarabia.

 

De qualquer forma, grande arbitragem dum árbitro que seria incapaz de fazer o mesmo se do outro lado, em vez do Vitória, estivesse o Porto.

Assim cumprimos a nossa obrigação de vencer num estádio difícil, contra uma equipa bem orientada e que contou com uns adeptos entusiastas que a poderiam ter conduzir a outro resultado.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da reviravolta operada em Guimarães. Estivemos a perder desde o minuto 23, na única falha colectiva da nossa equipa no plano defensivo, mas fomos capazes de dar a volta. Chegando ao empate mesmo à beira do intervalo e fazendo dois excelentes golos no segundo tempo. Há 13 anos que não conseguíamos virar o resultado neste estádio, sempre difícil para as equipas forasteiras. Após este triunfo por 1-3, levamos agora 67 pontos na classificação do campeonato, aumentando a pressão sobre o FC Porto.

 

De Paulinho. Destacou-se como melhor Leão em campo. Vai no segundo jogo consecutivo a marcar - e desta vez merece nota artística sem qualquer discussão, com um golo de letra aos 70'. Batalhou muito, abriu espaços, baralhou marcações - sobretudo desde que Rúben Amorim trocou Slimani por Pedro Gonçalves, devolvendo-o ao centro do ataque. O golo fez esquecer uma perdida aos 56', quando falhou o chapéu ao guarda-redes ao encaminhar-se isolado para a baliza.

 

De Pedro Gonçalves. Era a arma secreta do treinador. E funcionou nesse papel. Em campo desde o minuto 56, abriu linhas de passe e teve o condão de confundir a defesa vitoriana, já desgastada e condicionada por três amarelos. É de uma jogada de insistência dele, junto à linha final, que nasce a assistência para o nosso segundo golo. 

 

De Sarabia. Outra partida em excelente nível neste seu regresso ao onze titular. Chamado a converter o penálti, não vacilou na linha dos 11 metros, inaugurando o marcador. Tem intervenção directa no segundo golo, viu o guarda-redes negar-lhe outro e ainda sofreu falta para grande penalidade que ficou por assinalar aos 58' - aqui o erro é sobretudo do vídeo-árbitro. Como se já não fosse pouco, ainda esteve na origem de dois amarelos exibidos a jogadores adversários que o travaram à margem das regras.

 

Da estreia de Edwards a marcar de Leão ao peito. O ex-vitoriano desta vez ficou de início no banco. E só entrou aos 86' - aliás brindado com generosos aplausos de muitos adeptos da equipa da casa, lembrando as duas épocas e meia que passou em Guimarães. Mas apareceu a tempo de marcar o primeiro golo ao serviço do Sporting. Um golaço, em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza, sem hipótese de defesa. Aconteceu aos 90'+8: a partida terminava da melhor maneira para nós.

 

De termos agora três jogadores entre os melhores artilheiros da equipa. Acontece pela primeira vez nesta temporada: Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho estão igualados no topo dos goleadores leoninos - todos com 14 já marcados em diversas competições. Uma "luta" que vale a pena ir acompanhando com atenção.

 

De Bruno Varela. Não costumo destacar jogadores da equipa adversária, mas abro uma excepção para elogiar o guardião vitoriano, um dos melhores portugueses na sua posição. Sem ele, a nossa vantagem teria sido mais dilatada. Com grandes intervenções, negou golos a Sarabia (21'), Slimani (27') e Paulinho (62'). Merece elogio.

 

De consolidarmos o nosso estatuto de equipa menos batida. Em 27 jornadas da Liga 2021/2022, apenas 17 golos sofridos. Menos dois que o FC Porto, líder da prova, e menos sete que o Benfica quando estes nossos dois rivais ainda não jogaram.

 

 

Não gostei

 

Dos 23 minutos em que estivemos a perder. Entre o golo marcado por Estupiñán aos 23' e o empate estabelecido por Sarabia já no tempo extra da primeira parte, concedemos demasiada iniciativa de jogo ao Vitória, sempre muito incentivado pelo seu público. No segundo tempo voltou a haver períodos ocasionais de predomínio vimaranense, embora inconsequente: a nossa equipa fechou-se bem atrás, apostando sem complexos no contra-ataque que produziu bons frutos. 

 

De Matheus Nunes. Volta a fazer uma partida muito apagada, em que foi incapaz de revelar todos os seus dotes técnicos que chegaram a merecer um elogio público do treinador do Manchester City. Demasiado remetido à linha esquerda, foram raros os desequilíbrios que conseguiu criar no meio-campo, exceptuando um bom cruzamento aos 57'. Dele espera-se muito mais.

 

De Nuno Santos. Outro jogador em défice exibicional. Tirando um centro bem medido para Slimani, que só Varela impediu que se transformasse em golo, esteve muito discreto na sua missão de municiar o ataque a partir do corredor esquerdo. Ao falhar o domínio de uma bola, permitiu o rápido contra-ataque de que resultou o solitário golo vimaranense. Parece longe da melhor forma física.

 

Da ausência de Porro. O internacional espanhol voltou a ficar fora do onze titular por debilidade física, desta vez queixando-se de uma tendinopatia na anca direita. Uma ausência que forçou Amorim a trocá-lo por Esgaio, jogador claramente mais limitado no plano ofensivo, o que afectou o nosso rendimento colectivo.

 

Dos desacatos nas bancadas. Já na metade final do segundo tempo, o jogo esteve interrompido mais de seis minutos devido a uma intervenção musculada da polícia de intervenção que distribuiu bastonadas a eito, forçando a evacuação de parte da bancada central do estádio. Os adeptos vitorianos responderam arremessando largas dezenas de cadeiras. Já antes tinham brindado alguns jogadores com uma chuva de isqueiros. Cenas lamentáveis num estádio que começa a ficar tristemente célebre pela falta de civismo de muitos espectadores, havendo também a suspeita de que a polícia terá revelado excesso de zelo naquela actuação.

Amanhã à noite em Guimarães

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Desta vez um pouco atrasado, mas por boa causa, um dia ocupado em terras do Minho que incluiu a ida a Viana de Castelo ver a nossa equipa de voleibol feminino disputar (e perder) o acesso à final da Taça da modalidade, fica aqui a rubrica sobre a visita de amanhã a casa do Vitória de Guimarães, onde também conto ter a sorte de estar presente. Já lá não ia desde aquele célebre jogo que nos deu o título há muitos anos, uma viagem épica no comboio Verde bem regada a Super Bock.

Com Pepa ao comando do adversário vamos encontrar dificuldades e ter um árbitro de encomenda que apita de ouvido e que nos castigará ao mínimo pretexto. Vamos ter que dar 110€ para terminarmos com a vitória.

O 3-4-3 post-Slimani já deu provas de ser o sistema de futuro do Sporting. Um primeiro ponta de lança possante e experiente na ocupação dos espaços, um segundo a jogar como interior dum dos lados mas a entrar na área confundindo marcações e fazendo dupla com o primeiro, e o outro interior mais dedicado à assistência e ao remate de meia distância. Agora com Sarabia, amanhã com Pedro Gonçalves, sendo que este é de origem um médio atacante e pode sempre jogar como tal. E ainda temos Edwards, que tem sido uma bela surpresa.

 

Sendo assim, prevejo que o Sporting apresente de início o seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Nuno Santos; Sarabia, Slimani e Paulinho.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em Guimarães para conquistar mais 3 pontos perante o Vitória daquela cidade.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

É já amanhã, a partir das 20.30: vamos defrontar o V. Guimarães, em casa do adversário -- um dos estádios mais difíceis da Liga portuguesa. Só o triunfo nos interessa neste embate com o aguerrido Vitória se quisermos manter acesa a esperança de conquistar o bicampeonato que nos foge há  70 anos. 

Em Alvalade, na primeira mão, vencemos por margem mínima (1-0). Devemos a Coates estes três pontos, alcançados a 30 de Outubro. 

Na época anterior, quando seguíamos embalados para o título, a vitória em Guimarães foi muito mais expressiva: 0-4. Com golos de Pedro Gonçalves (2), Nuno Santos e Jovane. Fazendo esquecer a triste derrota, por três golos sem resposta, que lá sofremos na temporada 2014/2015. 

E desta vez, como vai ser? Aguardo os vossos prognósticos para este V. Guimarães-Sporting.

Os melhores prognósticos

Seis dos nossos leitores acertaram no resultado do recente Sporting-V. Guimarães (1-0). Refiro-me a António Pedro, David RodriguesLeoa 6000, Leão do Algarve, Luís Barros e Pedro Batista

Parabéns a todos. E em especial aos dois que se sagraram vencedores desta ronda de prognósticos: Leão do Algarve e Luís Barros, que não previram só o desfecho desta partida mas também o nome do marcador. Esse mesmo, o grande capitão leonino Sebastián Coates. Que está de parabéns também.

O dia seguinte

Complicado mesmo classificar o jogo de ontem em Alvalade. Ainda agora estou a tentar perceber se o Sporting passou ao lado duma goleada ou safou-se dum empate, num excelente jogo de futebol em que as duas equipas estiveram francamente bem.

Por um lado podia ter sido uma goleada. Dois golos anulados por fora de jogo de poucos centímetros, Pedro Gonçalves falhou um golo cantado, Coates, Matheus Nunes e Paulinho também.

Por outro, conseguindo aguentar o 0-1, o Vitória de Guimarães esteve sempre a ameaçar qualquer coisa, sempre organizado e a tentar entrar na área do Sporting em tabelinhas difíceis de travar.

Desta vez o 3-4-3 do Sporting deu cartas enquanto os 3 da frente tiveram penas para fazer pressing à saída de bola adversária. Quando quebraram, todo o resto da equipa começou a viver em trabalhos forçados. Mas faltou a esse trio capacidade de concretização, falhava-se no remate quando se podia passar, falhava-se do passe quando se podia rematar, centrava-se para as pernas dos adversários em vez do espaço vazio a solicitar a entrada dum colega. Tudo isso, menos nos dois golos anulados, esses sim em que tudo foi bem feito.

Toda a equipa esteve muito bem, mas Seba "El patrón" Coates esteve mais uma vez a um nível superlativo. 

Resumindo, o Sporting ganha com um golo de Coates assistido por Paulinho. E foram mais 3 pontos na Liga, já na liderança repartida com o Porto, dado que o Jesus anda a dar minutos a uns Schelottos quaisquer que foi desencantar algures.

 

#OndeVaiUmtodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting somar mais três pontos. Outra vitória, desta vez em Alvalade contra o V. Guimarães, Triunfo tangencial, por 1-0, conseguido aos 31' e que podia e devia ter sido ampliado. Mas o objectivo principal foi alcançado. Contra uma equipa que dias antes tinha imposto um empate ao Benfica para a Taça da Liga.

 

De Coates. Valeu-nos três pontos, pelo segundo jogo consecutivo do campeonato. Novamente da forma que já o celebrizou: elevando-se acima da barreira defensiva adversária, na sequência de um canto, e cabeceando com êxito, sem hipótese para o guarda-redes Bruno Varela. Na retaguarda, manteve-se firme no comando da excelente organização defensiva do Sporting. Com cortes preciosos, como o que fez aos 69, já no chão, na melhor oportunidade do Vitória. Melhor em campo, a figura do jogo.

 

De Sarabia. Vem melhorando de jogo para jogo. Cada vez mais influente na nossa organização ofensiva, já lidera nas assistências para golo deste Sporting 2021/2022. Ontem foi dele o canto de que viria a resultar o impecável cabeceamento de Coates. Bom entendimento com Matheus Reis na ala esquerda. De um desses lances, aos 27', resultou um golo de Pedro Gonçalves, anulado por fora-de-jogo milimétrico. Ele próprio viria a marcar outro, aos 44', igualmente invalidado por deslocação.

 

De Matheus Reis. No jogo anterior, foi central do lado esquerdo. Desta vez actuou como ala. E mostrou-se em boa forma. Competente a defender (na segunda parte travou duelos com Ricardo Quaresma) e sobretudo acutilante a atacar. Tentou também o golo com um remate forte aos 56'. Aos poucos vai agarrando a titularidade.

 

De Adán. Nos momentos cruciais, podemos contar com ele. Voltou a acontecer nesta partida: duas magníficas defesas na fase inicial do encontro, aos 11' e aos 12' - primeiro a soco, aliviando a pressão, depois impedindo com brilhantismo um remate de Händel que levava selo de golo. Voltou a distinguir-se aos 77', agarrando a bola num momento de grande perigo para as nossas redes.

 

De Palhinha. Por vezes dá pouco nas vistas, mas a eficácia está sempre lá. Voltou a ser o principal recuperador de bolas no nosso meio-campo defensivo, com notável capacidade de entrega ao jogo. Nunca dá um lance por perdido. Venceu o duelo com André André, quase sempre incapaz de passar por ele.

 

De Matheus Nunes. Cada vez mais solto, cada vez mais confiante, cada vez com mais personalidade. Boa parte dos nossos lances ofensivos teve início nos pés dele. De arrancadas suas travadas em falta resultaram dois cartões amarelos para jogadores do Vitória - Tiago Silva e Borevkrovic. Brilhou em jogada individual desenrolada no meio-campo, aos 35', superando quatro adversários na condução da bola. 

 

De Porro. Está a voltar à sua melhor forma após um períogo de menor fulgor. Os centros mais perigosos partiram dele, aos 14', 18', 40', 48' e 70'. Em dinâmica incessante. Parece ter uma energia inesgotável.

 

De termos subido na classificação. À décima jornada, estamos já no topo da Liga. Com 26 pontos - em igualdade pontual com o FC Porto. Ultrapassámos o Benfica, que ontem empatou no Estoril. Repete-se a dinâmica da época passada, mantendo-se incólume o sonho máximo de todos os adeptos: a conquista do bicampeonato que nos foge há 67 anos.

 

De continuar a ver o Sporting invicto. Em casa, já somamos 33 jogos seguidos sem derrotas para o campeonato. E ganhamos há cinco partidas consecutivas. Não é só estrelinha, ao contrário do que alguns dizem. É muita competência, muito mérito. E muito trabalho bem orientado.

 

 

Não gostei

 

Das três oportunidades de golo desperdiçadas. A primeira logo aos 5', por Pedro Gonçalves, que permitiu a intervenção de Bruno Varela. A segunda logo no recomeço da partida, com Matheus Nunes a colocar mal o pé, atirando a rasar o poste. A terceira aos 71', por Paulinho, incapaz de dar a melhor sequência a um passe teleguiado de Nuno Santos. 

 

De ter visto Paulinho outra vez em branco. Décimo jogo da Liga 2021/2022, apenas um marcado - na jornada inaugural, frente ao Vizela. Há nove partidas que permanece em jejum de golos. 

 

Do relvado de Alvalade. Continua em mau estado, agravado com a chuva forte que caiu durante grande parte deste jogo. As condições atmosféricas terão contribuído para a menor afluência às bancadas registada desta vez: só compareceram 21.472 espectadores.

 

Dos assobios a Quaresma. Não gostei de ouvir, num estádio onde o actual extremo vimaranense se sagrou campeão nacional de verde e branco. Tendo feito carreira posterior ao serviço de outros emblemas, nunca emitiu uma palavra de menosprezo para o clube onde se formou e venceu os primeiros títulos. Não merece receber um tratamento hostil em Alvalade.

 

De que só um dos três golos que marcámos tivesse valido. Mas o essencial ficou feito. Seguimos em frente, com as aspirações intactas.

Prognósticos antes do jogo

Agora é assim: andamos a jogar de três em três dias. Logo à noite, a partir das 21.15, recebemos o V. Guimarães. Jogo complicado em perspectiva: a equipa minhota acaba de impor um empate (3-3) ao Benfica na Taça da Liga e entrará certamente moralizada em Alvalade.

Recordo que na época anterior, a 20 de Março, vencemos o Vitória por 1-0 em casa. O golo solitário deveu-se a Gonçalo Inácio. Num desafio que ficou marcado pela estreia de Dário na nossa equipa principal. 

Aguardo então os vossos prognósticos para o Sporting-V. Guimarães de hoje. É mesmo para vencer? E por quantos? E quem marca?

Amanhã à noite em Alvalade

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Voltamos amanhã a Alvalade para mais um encontro da 1.ª Liga, onde seguimos a um ponto do lider. 

Desde que começou a época vamos com 11V, 2E e 2D para todas as competições onde estamos envolvidos, as únicas derrotas ocorreram contra duas grandes equipas da Champions. Enquanto isso, Benfica e Porto já perderam contra adversários internos. Em golos vamos com 27 GM e 13 GS.

Este último jogo da Taça da Liga mostrou bem a qualidade do trabalho efectuado, mudaram algumas peças de posição, outras estiveram ausentes, mas tudo aquilo foi como de costume. E o costume é o adversário correr muito atrás da bola, ficar em desvantagem do marcador sem saber bem como, correr ainda mais atrás da bola e depois estar sempre mais perto de sofrer do que de marcar. Claro que há quem não goste, prefira futebol de ataque arrasador, cavalgadas épicas, e perder o jogo no contra-ataque adversário, mas eu tive disso tantas vezes que enjoei. Prefiro assim.

 

Amanhã, o jogo é contra um Vitória de Guimarães que vem cansado mas moralizado pelo empate caseiro contra o Benfica, muito bem orientado pelo Pepa com o qual o Sporting não se tem dado muito bem. Mas o Vitória de Guimarães é sempre uma equipa que joga e deixa jogar. E o Sporting tem-se dado bem com o Vitória de Guimarães.

Temos todo o plantel disponível fisica e mentalmente, excepto o TT. Não existem jogadores chateados, nem paizinhos irritados, nem empresários a reclamar nas redes sociais, nem treinador a descompor uns e a desculpar outros. Muito menos jogadores prestes a sair a custo zero amuados por terem de aturar isto por mais uns meses. Só se ouve falar de renovações e aumentos para compensar o rendimento já obtido e pedir ainda mais resultados. Tudo orientado, tudo focado. Jogo a jogo para ganhar. A nota artística fica para quando a lua estiver de feição.

Além disso todo o plantel começa a ter minutos de utilização significativos, todos os jogadores começam a estar em plenas condições de render o máximo. Neto e Matheus Reis na defesa, Bragança e Ugarte no meio-campo, Sarabia e Jovane no ataque são bons exemplos.

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Virgínia.

Defesas: Neto, Coates, Inácio, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre, Porro e Gonçalo Esteves.

Médios: Palhinha, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Avançados: Sarabia, Jovane, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Paulinho.

 

O meu onze é aquele que penso ser o mais forte para jogos em casa. A única dúvida é na ala esquerda, acho que Nuno Santos ainda não rende o mesmo mais recuado, tem tido dificuldade em assumir as tarefas defensivas do ala e a distância maior à pequena área adversária. Mas Vinagre ainda anda traumatizado pelo que aconteceu com o Ajax, e Matheus Reis nunca conseguiu mostrar alguns dos argumentos para jogar a ala, importantes contra adversários mais fracos, capacidade de centro tenso a partir de zonas laterais e remate ao golo. Melhor dizendo, nunca conseguiu mostrar ser um... Nuno Mendes.

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Santos; Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar pôr-se a jeito para a liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: No último desafio deste tipo, contra o Moreirense, quem é que acertou ? Ninguém...

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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