Leio hoje em "A Bola" um comentário que tenho de subscrever, do seu director (lampião) Vitor Serpa a dizer que "se (Varandas) continuar a fechar os ouvidos e os olhos a quem dele honestamente discorda, afinal, o que o separa de Bruno de Carvalho?".
Pese toda a recuperação da SAD realizada, os títulos alcançados e o trabalho bem feito em diferentes áreas, a dificuldade crescente de comunicação e envolvimento com os sócios, e o fecho em si mesmo do núcleo duro que gere o futebol, não conseguiu ultrapassar bloqueios e antecipar problemas, e a prova é que no caso dos despedimentos de Peseiro e de Keizer não havia alternativa pensada, preparada e adequada ao momento do clube e ao plantel que ia encontrar.
Também hoje o "Record" anuncia que Silas tem tudo acertado para ser o novo treinador do Sporting, um treinador cujo curriculum se limita a um par de anos no Belenenses, onde conseguiu a maior derrota de (se calhar) todos os tempos desse clube com o Sporting, e que nem sequer tem habilitação que lhe permita levantar-se do banco e dar instruções aos jogadores.
Pelos vistos o que dizemos aqui da necessidade de ter um treinador credenciado, experiente e agregador a tomar conta da equipa (coisa que teria de ser tratada com tempo e dinheiro), chame-se ele Jesualdo Ferreira, Scolari, Ranieri, Alegri ou outra coisa qualquer, não lhe diz muito, e prefere alguém à sua imagem, de Hugo Viana e de Beto, ou seja, mais uma boa pessoa, mais um jovem e inexperiente profissional.
Não está em causa a pessoa e o sportinguista Silas, as suas qualidades enquanto treinador, o beneplácito de que poderá gozar no imediato nos sócios e adeptos, mas a confirmar-se a notícia e na fornalha de Alvalade é quase uma certeza que Silas vai sair "bem passado". E se calhar não vai ser o único.
Obviamente não vai ser por minha culpa, estarei com ele como estava com Peseiro, Tiago, Keizer e estou ainda hoje com o Leonel. Até ao limite do possível.
Alguém devia recomendar ao director do jornal A Bola que, antes de escrever, se informasse bem sobre a grafia do nome dos jogadores do Sporting. Pelo menos nisto não devia meter tantos golos na própria baliza.
Ontem, no editorial do diário da Queimada, Vítor Serpa marcou quatro autogolos. Tantos quanto o número de vezes que escreveu "Rafinha" para designar o nosso Raphinha. Admito que não tenha sido por mal. Deve é dar-lhe bastante mais jeito escrever outros nomes, muito mais simples, graciosos e fáceis de decorar, como Seferovic ou Vlachodimos.
Ontem, Vítor Serpa, o ainda director do jornal A Bola, assumia, em editorial, o seguinte (p.48):
"Ou Portugal ganha o jogo com a Hungria e fica apurado, ou não o ganha e, independentemente do que suceder, a verdade é que não merece seguir em frente.
"Ou Portugal ganha e merece estar nos oitavos de final, ou não ganha e (...) o que merece é vir para casa (...)."
"Portugal, se não ganhar à Hungria, não merece continuar no Europeu".
Parabéns, Vítor.
Gosto de pessoas que não têm medo de opinar.
Gosto de pessoas que assumem o que dizem.
Vamos ver as consequências; imagino o título d' A Bola amanhã:
"TENHAM VERGONHA, VOLTEM P' RA CASA!"
Assim, com ponto de exclamação e tudo, se optarem por algo diferente, cá estaremos para comentar.
«O Sporting, que vai atrás, jogará tudo para levar o seu rival a desconcentrar-se e a perder pontos. Octávio entrará mais vezes a titular no jogo das palavras e das pressões. Se for necessário, Bruno de Carvalho também fará uma perninha, nem que seja, pelo Facebook. As respostas virão de João Gabriel, que está destinado a ir a todas, uma vez que Vitória não entra nesse jogo, Vieira, tal como disse, defende a indústria e não cai na asneira de sujar a camisola e Rui Costa mantém-se, como sempre, fora destas guerras.»
Vítor Serpa, no editorial de ontem do jornal A Bola
«Gostava de ver amanhã (segunda-feira), nas manchetes dos jornais desportivos, o título roubo em letras bem grandes. Vocês, jornalistas, viram bem o que se passou hoje na Luz. E o mais estranho é que o líder dos árbitros é o mesmo da última época. Escrevam a verdade, não tenham receio.»
Luís Filipe Vieira, "defendendo a indústria e caindo na asneira de sujar a camisola", em declarações aos jornalistas após o Benfica-Rio Ave (20 de Dezembro de 2015)
«Houve momentos de equilíbrio territorial, mas a diferença esteve sempre presente, a não ser quando Carrillo tinha a bola, conseguindo, de forma prodigiosa, desequilibrar o adversário. Carrillo - esse sim - já pertence a uma elite europeia. Mostrou-o, ontem, numa das mais afamadas montras. O Sporting tem uma jóia que não poderá desperdiçar.»
Vítor Serpa, no jornal cuja capa aqui se reproduz
(Crónica do jogo Chelsea-Sporting - A Bola, 11 de Dezembro de 2014)
«Parece que a equipa [do Sporting] e os seus jogadores vivem um tempo de inquietação e de ausência de autoconfiança. Por vezes, sente-se que a bola queima os pés dos jogadores. Alguns deles, tecnicamente muito dotados, como é o caso mais flagrante de Carrillo, parecem trôpegos, longe das virtudes que já tantas vezes se lhes reconheceu.»
Vítor Serpa, aparentemente já esquecido do que escrevera uma semana antes
(Editorial d'A Bola, 18 de Dezembro de 2014)
{ Blog fundado em 2012. }
Siga o blog por e-mail
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.