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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo no Sporting nesta noita gélida em Alvalade frente à União da Madeira, para a Taça da Liga. Do resultado - 6-0, a maior goleada da época até agora. Da atitude em campo - mesmo a ganhar já por larga margem, os nossos jogadores nunca tiraram o pé do acelerador. Da saúde anímica e da capacidade física da equipa. Do carácter, da dinâmica, da intensidade, da movimentação colectiva. E de continuarmos invictos neste quinto mês consecutivo de competição futebolística.

 

Gostei da boa exibição de Doumbia, que hoje foi titular na frente do ataque e correspondeu marcando dois golos: o primeiro, aos 20', e o terceiro, aos 61' - leva já sete nesta temporada, destacando-se como o melhor marcador do plantel por minuto jogado e também como figura deste desafio. Jorge Jesus fez muito bem em apostar nele e em experimentar na segunda parte Acuña na posição de lateral esquerdo: o argentino deu melhor resposta neste lugar do que Bruno César, que saiu aos 53'. Também gostei de ver Bas Dost (em campo desde os 53') assistir Gelson Martins para o quarto golo, aos 67'. E que os nossos dois centrais marcassem: Mathieu, autor do segundo golo, de cabeça, aos 51'; e Coates a rematar vitoriosamente com o pé direito aos 79', fazendo o quinto golo. Gostei ainda do sexto golo, o melhor do encontro, aos 81'. Autor: Iuri Medeiros, dez minutos após entrar em campo, num fortíssimo pontapé cruzado, da direita para a esquerda, coroando um excelente lance individual. Gostei enfim da nossa veia atacante: 27 remates ao longo do jogo.

 

Gostei pouco de ver três bolas desperdiçadas nos ferros da baliza da equipa madeirense. Primeiro por Podence ao poste, no minuto 31. Depois por Coates num petardo que o guarda-redes fez embater na barra, aos 43'. Finalmente por Bas Dost, também à trave, quando estavam decorridos 59'. Três lances que prometiam mas souberam a pouco. Tal como o resultado ao intervalo: um escasso 1-0, o que levou Jesus a mandar sair Bruno César e Bryan Ruiz logo após o recomeço, fazendo entrar (com larga vantagem para a equipa) Bas Dost e Bruno Fernandes. Ainda foi possível ver durante 17 minutos Dost e Doumbia juntos na frente de ataque, algo nada frequente.

 

Não gostei de ver Bruno César como lateral titular, com Fábio Coentrão (tal como Battaglia) em merecido repouso, fora da lista dos convocados. O polivalente brasileiro tem andado pouco inspirado e rende pouco nesta posição. Pior ainda esteve Bryan Ruiz, colocado de início como médio de construção mas sem revelar inspiração nem dinâmica, falhando passes sucessivos. Foi substituído aos 53', já demasiado tarde: não está em forma para integrar o onze inicial leonino, mesmo na Taça da Liga, que o Sporting costuma desvalorizar.

 

Não gostei nada da hora tardia do encontro, iniciado às 21.15, numa noite de semana. Horário absurdo, que afugentou muita gente de Alvalade: as bancadas, compreensivelmente, estavam muito despidas e bastante mais frias do que é habitual, retirando atmosfera e emoção ao desafio que se desenrolava no relvado.

Os nossos jogadores, um a um

Perante quase 45 mil espectadores, o Sporting atingiu hoje um dos principais objectivos da época: garantir o acesso directo à Liga dos Campeões. Aconteceu na vitória em Alvalade frente ao União da Madeira, equipa que nos tinha derrotado na primeira volta.

Começámos cedo a vencer. Aos 19' já estava construído o resultado final: 2-0. Um resultado tranquilo, reflexo de uma exibição pausada, a pensar no desafio do próximo sábado, no Estádio do Dragão. Teo Gutiérrez e João Mário foram os marcadores dos golos neste triunfo que também garantiu já ao Sporting pelo menos o posto de vice-campeão na Liga 2015/16.

O meio-campo revelou a qualidade de sempre, desta vez com Bruno César como titular no lugar habitualmente ocupado por Bryan Ruiz, ocupando Marvin Zeegelar o posto de lateral esquerdo. O holandês desempenhou bem esta missão com dois cruzamentos que funcionaram como assistências para os golos. Na lateral oposta, também Schelotto esteve em bom nível, embora os seus centros acabassem por não ter tão boa sequência como mereciam.

O melhor em campo foi William Carvalho.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Teve uma intervenção decisiva muito cedo, logo aos 9', impedindo um golo de Danilo Dias. Aos 42' segurou muito bem a bola num livre directo. Falhou uma intercepção em zona perigosa, aos 76'.

SCHELOTTO (7). Incansável a percorrer a sua ala durante todo o jogo. Cruzou muito bem aos 50' (para Slimani), aos 61' (para Bryan Ruiz) e ao 73' (novamente para Slimani). Passes desperdiçados: todos mereciam melhor desfecho.

COATES (7). Imperial a fazer cortes, com uma calma olímpica. Desfez lances perigosos aos 22', 35', 79' e 90'. Grande jogada individual aos 44', galgando metros de terreno e cruzando para a área: Teo só não marcou por pouco.

RÚBEN SEMEDO (6). Atento, foi bem às dobras sempre que Marvin avançava no terreno. Salvou um possível golo aos 76' após falhanço de Rui Patrício, limpando a área. Podia ter marcado autogolo num corte em esforço aos 48'.

MARVIN (7). Recuperou a titularidade naquela que foi até agora a sua melhor exibição pelo Sporting. Esteve muito em foco na primeira parte, destacando-se com dois cruzamentos que funcionaram como assistências para os golos.

WILLIAM CARVALHO (8). Médio de contenção, vital para assegurar a organização no nosso meio-campo e o maior distribuidor de jogo da equipa. Hoje saiu-lhe praticamente tudo bem. Combina na perfeição com Adrien.

ADRIEN (8). O desequilibrador do costume, com um pulmão enorme. Isolou Teo com um excelente passe aos 52' que merecia melhor destino. E esteve quase a marcar um fabuloso golo aos 68', quando disparou a bola ao poste.

JOÃO MÁRIO (6). Abaixo do nível médio que tem revelado neste campeonato, falhou alguns passes. Mas marcou o segundo golo e baralhou as marcações com alterações constante de posição com Bruno César. Saiu aos 57'.

BRUNO CÉSAR (6). Muito esforçado, polivalente, hoje voltou a jogar mais adiantado em campo, mostrando-se o todo-o-terreno que Jesus tanto aprecia. Tentou utilizar o seu pé-canhão, o esquerdo, sem sucesso. Substituído aos 70'.

TEO (7). Atravessa a melhor fase de sempre no Sporting e faz gala disso com golos muito festejados. Hoje, mais um. Logo aos 7', de cabeça, com boa execução técnica. Quase voltou a marcar aos 44'. Podia ter repetido a dose aos 52'.

SLIMANI (5). Em risco de receber o quinto cartão amarelo, que o punha fora do desafio do Dragão, retraiu-se mais do que é costume. Não foi feliz no remate, desperdiçando grandes passes aos 52' e 73'. Rendido por Barcos aos 80'.

BRYAN RUIZ (5). Entrou aos 57', rendendo João Mário. Atravessa uma fase de quebra física após meses de grande desgaste. Fez um remate acrobático, de costas para a baliza (61'). Serviu muito bem Barcos no último lance do jogo.

GELSON MARTINS (5). Substituiu Bruno César aos 70', quando a equipa já praticava um jogo de passe e contenção, segurando o resultado. Sem grandes oportunidades de exibir os seus habituais raides, agarrou-se em excesso à bola.

BARCOS (3). Entrou aos 80' e só esteve em evidência - pela negativa - num lance, mesmo no fim, desperdiçando por deficiente recepção um óptimo passe de Bryan Ruiz que poderia ter ampliado a vitória leonina.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória. Sexto triunfo consecutivo, desta  vez em casa contra o União da Madeira. Triunfo que só pecou por ser curto: 2-0. Mas que nunca esteve em dúvida. Ficou assim vingada a nossa derrota da primeira volta, frente à mesma equipa. Temos 24 vitórias registadas num total de 31 desafios disputados nesta Liga 2015/16.

 

De termos carimbado o nosso passaporte para a Liga dos Campeões. Esta vitória garante-nos o acesso directo à Champions em 2016/17. Concretizando desde já um dos principais objectivos - desportivos e financeiros - do Sporting para esta época.

 

Dos dois golos marcados muito cedo. Aos 20' estava feito o resultado. Com golos de Teo Gutiérrez (aos 7') e João Mário (aos 19'). Depois bastou gerir a vantagem. Com tranqulidade, já a pensar no desafio do próximo sábado frente ao FC Porto.

 

Que não tivéssemos sofrido nenhum. É importante terminarmos jogos com a nossa baliza invicta, como hoje voltou a acontecer.

 

De Teo Gutiérrez. E vão seis golos nos últimos cinco jogos. Aproveitou muito bem um excelente cruzamento de Marvin para começar a construir a vitória leonina. Novamente um bom desempenho que o reconciliou definitivamente com a exigente tribuna de Alvalade. Leva já nove golos marcados na Liga (e 12 no total da época).

 

De William Carvalho. Melhora de partida para partida. Hoje voltou a ser um dos nossos pilares, com um rendimento elevado durante todo o desafio, organizando muito bem o nosso meio-campo. Uma exibição sem falhas, merecendo ser mencionado como o melhor jogador desta partida.

 

De Adrien. Outra exibição de grande nível, combinando muito bem com William e João Mário. Incansável na construção da nossa manobra ofensiva. Aos 68' esteve a milímetros de marcar o nosso terceiro golo com um fabuloso petardo que embateu num poste da baliza madeirense.

 

De Schelotto. Enérgico e dinâmico, agarrou a titularidade e vem aumentando a influência na equipa de jogo para jogo. Participou na bela jogada colectiva que culminou no nosso segundo golo. Excelentes cruzamentos aos 50', 61' e 73'. Todos desperdiçados. Mas todos poderiam ter culminado em golos.

 

Do apoio entusiástico nas bancadas de Alvalade. O "12º jogador" compareceu em força: 44.719 espectadores no nosso estádio. Sempre a puxar pela equipa, do primeiro ao último minuto.

 

De ver muitas adeptas a assistir ao jogo. Parabéns à Direcção leonina por mais uma vez ter incentivado a presença feminina no estádio.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Rui Costa teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

De termos regressado ao topo da tabela. Estamos provisoriamente no comando, com mais um ponto do que o Benfica, que só joga amanhã.

 

 

Não gostei

 

Que Slimani desta vez não tivesse marcado. Partida apagada do nosso artilheiro argelino, que falhou o golo aos 50' e aos 73', correspondendo mal a excelentes cruzamentos de Schelotto.

 

Do resultado escasso. Vencer por 2-0 sabe a pouco num jogo em que o domínio do Sporting foi incontestável do primeiro ao último apito.

 

Da segunda parte. Tendo construído cedo a vitória, a equipa entrou em compreensível gestão de esforço na etapa complementar, com natural prejuízo para o espectáculo. Mas o fundamental foi termos garantido mais três pontos. E vão 77.

 

De Barcos. Esteve pouco mais de dez minutos em campo: continua sem tempo para mostrar o que vale. Mas desperdiçou um bom cruzamento de Bryan Ruiz por dominar mal a bola.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da derrota. Perdemos o primeiro jogo da Liga 2015/16. Na Choupana, frente ao União da Madeira. Após sete vitórias consecutivas.

 

Do descalabro da nossa defesa no lance do golo sofrido. Começou com Bryan Ruiz a entregar a bola a um adversário. Jefferson ficou nas covas, desguarnecendo a ala. Naldo viu-se incapaz de acompanhar a rápida incursão de Paulinho. E Danilo Dias, solto de marcação de frente para a baliza, rematou como quis.

 

Do nosso índice de aproveitamento. Perdulários como há muito não se via, protagonizámos hoje na Madeira um festival de golos falhados. Slimani, Montero, Bryan - todos revelaram uma impressionante falta de pontaria em 24 remates à baliza. Nem no poste acertaram. Enquanto a equipa adversária marcou na única oportunidade de que dispôs.

 

Do excesso de lentidão na primeira meia hora. Apesar de Jorge Jesus ter feito quatro alterações no onze titular, a equipa pareceu ter acusado o enorme desgaste físico e psicológico da eliminatória da Taça perdida em Braga após mais de duas horas de jogo.

 

Da nossa falta de aproveitamento nos lances de bola parada. Dispusemos de 13 cantos mas nem assim conseguimos marcar.

 

Da ausência de William Carvalho. Não adianta iludir a questão: ele fez falta.

 

 

Gostei

 

Da pressão leonina em momentos largos do jogo. Ninguém pode acusar os nossos jogadores de não terem tentado marcar. No último quarto de hora da primeira parte, por exemplo. Atacámos o tempo todo, pelo centro do terreno e pelas alas.

 

De Adrien. Foi talvez o mais inconformado dos nossos jogadores. Lutou, correu, criou espaços, passou a bola, rematou - do primeiro ao último minuto. Elejo-o como o melhor em campo vestido de verde e branco.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser titular. E voltou a ter uma exibição positiva. Vê-se que trabalha nas sessões de treino e vai demonstrando essa evolução em campo. Cruzou várias vezes com perigo para a grande área e teve ele próprio oportunidade de marcar aos 42' e 73'.

 

De Tanaka. Jogou apenas o quarto de hora final mas merece nota positiva. Bons cruzamentos para Slimani (81' e 90'+1'). Esteve quase a marcar de cabeça aos 90', parecendo ter sido carregado em falta dentro da grande área.

 

Do guarda-redes do União, André Moreira. Jesus tem razão: ele "tirou-nos três golos feitos". Foi o melhor em campo.

 

Da visibilidade na Choupana. Desta vez não houve nevoeiro.

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