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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Era um jogo para ganhar contra uma equipa do 4.º escalão nacional e o Sporting ganhou tranquilamente por 4-0, o Leça não teve qualquer oportunidade de golo durante a partida.

Era um jogo para voltar ao modelo de futebol característico deste Sporting de Amorim, controlado, rigoroso e agressivo no ataque ao golo. O terceiro golo é o melhor exemplo disso: uma bola recuperada na esquerda, um passe a toda a largura de Matheus Nunes, Esgaio ameaça ir à linha arrastando a linha defensiva contrária e centra atrasado para Tabata, livre de marcação, encostar. Tudo bem feito, tudo marca Sporting. 

Era também um jogo para testar o momento de forma de alguns dos menos utilizados esta época, e se Ugarte e Tabata responderam afirmativamente - Ugarte foi o posto de controlo da equipa e Tabata o desequilibrador - Virgínia, Vinagre e TT estiveram muito aquém das necessidades do Sporting, o que é difícil de entender. Ia a dizer que Vinagre podia centrar 100 vezes que seriam todos para ninguém, quando ele lá conseguiu acertar num defesa de forma à bola ir parar à cabeça de Nuno Santos. Fantástico.

Se Feddal voltou bem da lesão, Porro ressentiu-se e assim perdemos a oportunidade de recuperarmos o melhor quinteto titular da defesa: Porro, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis. E muito precisamos para o que aí vem deste quinteto a funcionar em pleno.

E que mais? Apenas dizer que Esgaio mereceu bem o aplauso que recebeu aquando da substituição, já o vi jogar melhor e pior mas sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.

 

#JogoAJogo

SL

O que baralhou Jesus

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Há males que vêm por bem. Jorge Jesus só "lê" as equipas adversárias até certo ponto. O facto de o Sporting se ter apresentado na Luz sem Palhinha nem Coates, titulares indiscutíveis, funcionou mais contra o Benfica do que contra nós no clássico de sexta-feira. A presença de Ugarte como médio posicional tornou o nosso onze titular bastante imprevisível para o técnico, habituado a desvalorizar jogadores jovens.

Tenho a certeza de que muitos adeptos benfiquistas perceberam esta lacuna. E também por causa disto ficaram ainda mais irritados com o treinador da equipa principal do clube que desde o Verão de 2020 gastou 130 milhões de euros em reforços incapazes de conquistar seja o que for.

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Começo pelo óbvio. O futebol no estádio é completamente diferente do futebol na TV,  e quem apenas pode apreciar o jogo pela TV a única coisa que posso dizer é que muita coisa lhe passou ao lado. Como a mim nos últimos jogos do Sporting.

Estando lá, o que posso dizer é que o Sporting com muitas segundas linhas fez uma exibição extremamente competente perante um adversário muito bem orientado e  que colocou em campo muito talento. O adversário onde fomos buscar Pedro Gonçalves, Vinagre e o melhor em campo ontem, Manuel Ugarte. Fiquei rmesmo rendido ao protegido do "El patrón" Coates.

Sobre o jogo, Rúben Amorim montou um esquema táctico que pretendia por um lado eliminar o perigo que o Famalicão constituiu no último jogo, por outro dar descanso a alguns e palco a jogadores menos utilizados. Tudo isso mantendo o 3-4-3 do costume. E assim Inácio fazia de Coates, Sarabia de Paulinho, Jovane de Pedro Gonçalves, fomos cansando o adversário a rodar a bola a todo o campo, e assim chegámos ao intervalo a ganhar por 1-0 e com o acesso à "Final four" completamente à mercê.

Na segunda parte  o adversário substituiu os mais rebentados por aquele desgaste constante, os que vieram começaram a desgastar-se também e Amorim pretendeu dar a machadada final, colocando os titulares. A coisa começou bem com o segundo golo, podia ter marcado mais um par de golos, mas quem não marca acaba por sofrer e mesmo no final da partida, de dois lances que tiveram tanto de atrevimento do adversário como de carambolas fortuitas, deram um e podiam ter dado dois golos. E o empate que poderia qualificar o Famalicão.

No final, Amorim esteve mais uma vez exceptional, sem palavras mesmo, na conferência de imprensa, para falar de Paulinho e Jovane. Para o primeiro focar-se no processo, treinar, treinar, o golo obviamente, para o segundo, confiar, confiar, no rasgo decisivo obviamente. Nenhum tem nada que lhe provar, ele já percebeu muito bem com o que conta. Simplesmente brilhante. Não se pode apagar aquela frase infeliz da estátua e pôr alguma do Amorim? Ou assinar com ele um contrato perpétuo? Ou fazer dele accionista da SAD em vez daqueles tristes que vão lá exibir a sua completa ignorância sobre a natureza da mesma?

Eu aplaudia. Porque o Amorim cria valor para a SAD, cria valor para o Sporting, cria valor para todos nós.

E assim estamos quase na "Final Four" e o Porto parece que não... É chato para alguns, para os do Porto não é de estranhar mas para alguns que se dizem do Sporting... só pode ser algum tipo de urticária. Coçem que isso passa. Ou não.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito da vitória do Sporting em Alvalade, esta noite, frente ao Famalicão. Estamos praticamente qualificados para a meia-final da Taça da Liga - ao contrário do FC Porto, agora eliminado desta competição pelo Santa Clara. Falta-nos apenas empatar no estádio do Penafiel, a 15 de Dezembro, para seguirmos em frente. Domínio claro da nossa equipa, que venceu por 2-1. Contrariando uma tendência recente: nos cinco desafios anteriores, desde 2017, nunca tínhamos conseguido derrotar o Famalicão. Já lá tínhamos perdido dois pontos em Agosto, na quarta jornada do campeonato.

 

Gostei da excelente jogada colectiva que culminou no nosso segundo golo, aos 61'. Tabelinha entre Esgaio e Matheus Nunes, que conduz a bola pela ala ofensiva direita, cruzando para Sarabia, que remata forte com o seu pé menos bom (o direito) para defesa incompleta do guarda-redes e excelente recarga de Nuno Santos, metendo-a lá dentro. Foi o melhor lance da partida, culminando uma superioridade indiscutível da nossa equipa até ao quarto de hora final, com boas exibições de Ugarte (melhor em campo e estreante como artilheiro de verde e branco, logo aos 8'), Gonçalo Inácio, Sarabia e Nuno Santos - estes últimos precisamente os três que repetiram presença no onze titular após o embate de sábado com o Moreirense, também em casa. Amorim decidiu rodar os outros oito, fazendo descansar jogadores como Adán, Coates, Porro e Palhinha - embora este acabasse por entrar, rendendo Ugarte aos 68'.

 

Gostei pouco das exibições de dois dos nossos titulares: Vinagre, que se perdeu em fintas inconsequentes sem soltar a bola, e Jovane, que foi acumulando passes errados e decisões precipitadas lá na frente. Têm ambos de fazer muito melhor se ambicionam mais protagonismo neste Sporting 2021/2022.

 

Não gostei de voltar a ver Paulinho embrulhar-se com a bola em zona de decisão, acabando por matar um lance promissor sem sequer tentar metê-la lá dentro. Aconteceu aos 77', nove minutos depois de entrar em campo para substituir Sarabia: isolado, perdeu tempo e ângulo de remate, desperdiçando nova oportunidade para demonstrar dotes de artilheiro vestido de verde e branco. Hoje com o belo equipamento Stromp, agora de marca Nike, em estreia absoluta nesta temporada.

 

Não gostei nada da arbitragem de Manuel Mota, célebre entre os apitadores portugueses pelas piores razões. Aos 8', perdoou um penálti evidente ao Famalicão, quando um defesa da equipa visitante desviou com o braço um remate cruzado de Sarabia. No quarto de hora final, fez vista grossa a uma bola jogada com a mão a curta distância da grande área famalicense, perdoando-lhes um livre directo certamente muito perigoso. Finalmente, aos 90' validou o golo da equipa minhota marcado por um jogador que parece em fora-de-jogo. É inaceitável não haver vídeo-árbitro nesta fase da Taça da Liga: parece que o futebol retrocedeu muitos anos, a uma época que não deixou saudades.

O dia seguinte

Para falar do jogo de ontem no mítico estádio do Restelo, onde pude voltar para desfrutar dum ambiente incrível, sinceramente fiquei siderado pela pujança dum clube cuja equipa de futebol anda pela 4.ª divisão nacional, tenho obrigatoriamente que começar pelo comentário que acho brilhante dum dia destes do nosso leitor Francisco Gonçalves. Disse ele e eu cito:

"Para Rúben Amorim, o sistema 3-4-3 é a base de todo o seu entendimento sobre como uma equipa deve abordar um adversário, em qualquer momento, em qualquer Estádio. Não quer dizer que seja o único que conheça, ou que seja capaz de trabalhar, mas é aquele em que, atualmente, aposta todas as fichas.

Naturalmente, enquanto correr bem – e está a correr muito bem! -, Rúben Amorim não encontra motivos para alterar a sua linha de pensamento e de atuação. A inteligência e a perspicácia do jovem treinador hão de ajudá-lo a perceber que, se a eficácia do seu 3-4-3 estiver esgotada, é tempo de mudar. É como naquelas relações em que pensamos que serão para o resto da vida e, às vezes, afinal, não foram.

Num exercício de pura especulação, eu acho que a base que sustenta o trabalho de Rúben Amorim é o manual de 11 capítulos que ele transporta sempre consigo: o capítulo 1 revela o que o treinador espera do seu guarda-redes; o capítulo 2 revela o que o treinador espera do seu lateral-direito, até ao capítulo 11 que revela o que o treinador espera do seu extremo-esquerdo.

O sistema tático 3-4-3, como todos os outros, permite criar dinâmicas que se ajustem ao espaço temporal do próprio jogo e às circunstâncias que ele vai revelando.

Um jogo de futebol contém, reconhecidamente, vários momentos, que passam, inevitavelmente, pela organização ofensiva e defensiva, pelas transições (ofensivas e defensivas), pelos lances de bola parada e pelo talento individual que, não raras vezes, de uma forma supra a qualquer momento do jogo, resolve um desafio.

No manual de Rúben Amorim, em cada um dos capítulos, está tudo muito bem escalpelizado e cada um dos jogadores só tem que estudar o seu capítulo. Imagino que Rúben Amorim recomende a cada jogador do seu plantel o estudo apurado do respetivo capítulo e de mais um ou dois que serão os correspondentes à necessidade de atribuir uma polivalência, planeada ou inopinada, a este ou àquele jogador.

Rúben Amorim não ajusta a equipa às característica de um jogador, seja ele qual for. Ao invés, os jogadores estudam o capítulo que lhes compete e sabem, com um rigor infalível, o que o treinador espera de cada um deles. Esse é o seu inestimável contributo para o sucesso da equipa.

O sistema tático é aquele. Através da aquisição dos conhecimentos que derivam da leitura do manual, acrescida da disponibilidade física e mental para interpretar, com eficácia, aquela leitura, o jogador sabe o que fazer, quando a equipa tem bola, quando não tem, quando defende quando ataca, de forma organizada, ou em transições rápidas e, também, conhecem o seu papel, nos lances de bola parada.

Esse imaginário manual é aplicado em todos os treinos. Os jogadores que parecem saber colocar em prática o seu respetivo capítulo, são aqueles que, por norma, integram o onze inicial.

Este forma de Rúben Amorim trabalhar representa 90% do contributo para que o Sporting Clube de Portugal possa vencer os seus jogos.

Os restantes 10% têm origem no talento individual que, consoante a inspiração do momento, podem ser decisivos para resolver aquilo que o manual de Rúben Amorim não foi capaz de resolver.

Como exemplo, os “passes” à baliza de Pedro Gonçalves. Até parece fácil, mas aquilo é, de facto, talento e inspiração, em doses ajustadas ao momento."

 

Simplesmente brilhante. Parabéns, caro Francisco.

Pois ontem o que vimos no Restelo foi isso mesmo. Virgínia fazia de Adán, Esgaio de Inácio, Inácio de Coates, Feddal dele mesmo, Vinagre também, e Pedro Gonçalves idem idem. Ugarte fazia de Palhinha, Bragança daquele Bragança quando entra para o lugar do Matheus Nunes, Gonçalo fazia de Porro até lhe tentando imitar as incursões e remates, TT fazia de Sarabia e Jovane de Paulinho. E o futebol era o mesmo, apenas mudavam os intérpretes, que conheciam a pauta de cor e salteado.

Começa o jogo. Vinagre faz aquilo que devia sempre fazer, entrar em velocidade e centrar na passada, o Paulinho (Jovane) falha, e o Sarabia (TT) põe lá dentro. Depois começou a fazer outras coisas menos positivas, mas levou um refreshment à moda de Amorim na pausa técnica provocada pelo dói-dói dum adversário. Depois disso melhorou em muito na definição dos lances.

Naquela primeira parte foram mais quatro ou cinco oportunidades assim. Dum Coates (Inácio) ou dum Inácio (Esgaio) lançar em profundidade, o Palhinha (Ugarte) distribuir, o Bragança colocar, e alguém falhar frente à baliza, com grande mérito do guarda-redes adversário pelo meio.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima, mas a poder estar a ganhar por 4 ou 5.

 

Obviamente sofremos um pouco na segunda parte. O adversário sentiu que tinha uma oportunidade, veio com o peso da história do grande Belenenses e o apoio tremendo dos adeptos a dar-lhe asas, e a coisa podia-se ter complicado. Felizmente veio um canto e um segundo golo dum TT que parece ter ganho entretanto uns bons quilos de músculo. Isso matou o jogo.

Depois entrou-se na gestão física. Porro entrou para rodar para a Turquia, mas logo fez uma entrada um pouco estúpida e sofreu logo a seguir uma retaliação para matar, felizmente parece que não foi nada demais, o árbitro ficou tão baralhado da cabeça por não ter mostrado o obrigatório vermelho que logo compensou com um penálti e logo a seguir teve a oportunidade que não desperdiçou para expulsar aquele filho... que parece que é osteopata.

 

O que fica deste jogo? A passagem à eliminatória seguinte, um resultado mais que positivo no teste à profundidade do plantel, uma demonstração duma lição bem estudada que resiste à troca de Manuéis por Joaquins. Está de parabéns mais uma vez este grande treinador que temos e que se chama Rúben Amorim.

Gostei imenso de voltar ao Restelo, penso que 48 anos depois de lá ter ido pela primeira vez pela mão dum vizinho sócio dos Belenenses, ver o Sporting perder por 1-0, uma das poucas derrotas no ano glorioso da dobradinha de 73/74. Obrigado, Rúben Amorim.

De quem mais gostei? De Ugarte. Aquilo é como o algodão, não engana. Classe pura.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A voz do leitor

«Ugarte é um médio defensivo que também desempenha bem as funções de médio-centro, o que, por si só, representa o condimento necessário para suprir as inevitáveis lesões, castigos e outras indisponibilidades dos habituais titulares. Espero que, depois de ultrapassada a indispensável adaptação ao clube, o jogador possa discutir um lugar no onze inicial.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

Ugarte ou ... Uquero e Utenho

Andámos durante muitos anos a fazer de otários, a tentar alcançar no mercado nacional quem no último minuto escapava para os rivais. Danilo e Marega estiveram quase no Sporting. Pepe, esse esteve mesmo e até jogou. Os motivos por que não vieram saberá quem esteve envolvido no assunto, de presidentes da altura a treinadores.

A verdade é que com Varandas, Viana e Amorim, cada tiro cada melro.

E assim Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tabata, Paulinho, Esgaio, Rúben Vinagre e Ugarte estão em Alvalade. O Sporting foi atrás deles e conseguiu trazê-los. E se dos primeiros seis já não haverá dúvidas sobre a excelência das contratações, se alguém duvidar sobre o mérito de Ugarte que reveja os três golos deste último. Pelo que vi nos jogos do Famalicão contra o Sporting, comprámos um "pit bull" uruguaio, alternativa a Palhinha quando necessário ou a jogar com ele nos desafios mais difíceis. Além disso vai contar com Coates para ajudar a exponenciar as suas qualidades.

Comprar no mercado nacional nada tem de simples. Porto e Benfica dominam em quase todos os clubes da 1.ª Liga e nenhum presidente se atreve a ficar mal com os seus "protectores". Ainda não consigo entender como fomos campeões neste ambiente. Por isso, quando os brunistas falam num campeonato "gamado" com o "bazófias" Jesus em 2015/2016 com roda livre do "babado" Bruno de Carvalho (e obviamente que foi, espero que os tribunais nos façam justiça), só pergunto: E este? Não era para ser mais que gamado? Com Godinho, Soares Dias e Veríssimo a fazer o que fizeram? Com Petits e Jorges Costas  que contra nós jogaram de faca na liga mas abriram as pernas aos seus clubes do coração? Com Unilabs ou lá como se chama aquela coisa dos filhos dos Porto a jogar com a Covid? Com os ex-jogadores e emprestados a fazer penáltis e abrir as portas das vitórias aos clubes do coração deles? Querem um campeonato que poderia ser mais "gamado"? Não houve. Por isso mesmo, Pinto da Costa ainda está em estado de transe, não consegue perceber como perdeu este.

Õbviamente que os preços e as condições a que o Sporting compra no mercado nacional estão bem inflacionados relativamente ao que Porto e Benfica podiam conseguir. Mas alguém com dois dedos de testa poderia supor o contrário? Que algum clube ia vender ao Sporting mais barato do que venderia ao Porto ao Benfica? A começar pelo "trolha" do Minho? Se acharem que sim, é melhor ver bem o que andam a tomar, porque não faz bem ao cérebro. Há quem tenha ido parar ao hospital por causa disso.

Comparo Ugarte com Battaglia. Por serem sul-americanos de países confinantes, por ocuparem os mesmos terrenos de 6/8. Este último teve a história no Sporting que sabemos, e apesar de tudo, quando estava a bater à porta da selecção argentina, lesionou-se gravemente num lance aparentemente inofensivo. Está ainda à espera de colocação. Só desejo a Ugarte melhor sorte do que o Battaglia, porque qualidade tem. Conta apenas 20 anos, o tempo joga a favor dele.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Eis que chega Ugarte

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Capa do jornal Record de 2 de Junho de 2021

 

Acaba de chegar o quarto reforço da época ao Sporting: era talvez o mais aguardado até agora. O uruguaio Manuel Ugarte - oriundo do Famalicão - assinou contrato até 2026 com cláusula de 60 milhões de euros, já treina em Alcochete e declara-se pronto para jogar de verde e branco. Hoje será apresentado aos sócios e adeptos. 

Qual a vossa expectativa perante esta contratação? Consideram que é uma verdadeira mais-valia para o plantel leonino?

 

ADENDA: Escolheu o número 15.

Condicionar o custo ao rendimento

Texto de Sol Carvalho

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Parece haver muitas dúvidas pela actual política repetida da “compra de parte do passe”. Sempre gostava de ouvir opiniões sérias ou, pelo menos, reflectidas. Vamos?

 

Hoje parece claro a toda a gente que teria sido muito melhor comprar a totalidade do passe de Pedro Gonçalves. Quando o comprámos era uma promessa, hoje o clube velorizou-o bastante. Mas, na altura, se comprássemos a totalidade do passe, o que não se diria?

O outro lado da moeda: O facto de só ter metade do passe faz com que Sporting não tenha especial interesse na sua venda, a não ser pela cláusula (área que já acautelou, bem como o salário). Logo, vejo a situação de Pedro Gonçalves como positiva do ponto de vista desportivo pois só será vendido pela cláusula ou lá perto.

Mas pareceu-me que o Sporting aprendeu com o caso e no processo Ugarte está a fazer uma política ainda mais inteligente: Se ele for um sucesso no clube (o que sera provado pelo facto de realizar 40 jogos) compra-se mais percentagem do passe até ao limite possível, que é de 80%, pois o resto pertence ao clube de origem. Confesso que parece-me a forma ideal de lidar com jogadores promissores que conheçam a liga portuguesa. Ou seja, condiciona-se o custo ao rendimento, o que me parece bastante mais racional.

Já Vinagre é um empréstimo e o que vi anteontem deixou-me bastante satisfeito. Aliás, o clube tem neste momento os quatro melhores laterais a jogar em Portugal. É obra.

 

A minha sugestão, que mais não vale do que um palpite, era que, se se encontrasse um defesa central direito e um avançado possante que pudessem ajudar, poder-se-ia tentar um negócio neste formato. Com um detalhe: Se Rúben Amorim diz que Coates pode ser uma opção de avançado, então, na verdade, só precisaríamos (dentro do realismo do possivel) de mais um central direito que poderia entrar para a posição de Coates, fazendo avançar este se necessário. Um modelo que Rúben Amorim já usou no Sporting com bons resultados.

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