Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Pódio: Ugarte, Arthur, St. Juste

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Eintracht Frankfurt, da Liga dos Campeões, pelos três diários desportivos:

 

Ugarte: 16

Arthur: 16

St. Juste: 15

Pedro Gonçalves: 15

Adán: 14

Porro: 14

Nuno Santos: 13

Paulinho: 13

Coates: 13

Gonçalo Inácio: 12

Jovane: 11

Edwards: 11

Dário: 10

Matheus Reis: 10

Trincão: 9

 

A Bola elegeu Arthur como melhor Leão em campo. O Jogo optou por Ugarte. O Record escolheu Paulinho.

Quente & frio

descarregar.webp

Ugarte, aqui enfrentando o ex-campeão mundial Mario Götze, não merecia esta derrota

 

Gostei muito da exibição de Ugarte no jogo de ontem, em que recebemos o Eintracht no mais decisivo embate da Liga dos Campeões. Jogou à campeão: ele e Porro foram dos nossos raros jogadores que mereciam seguir em frente na prova milionária. Mesmo com notórios problemas físicos, aguentou-se durante mais de uma hora. Saiu aos 63', claramente diminuído mas como exemplo de robustez psicológica para alguns colegas. O melhor Leão neste jogo já de má memória, com mais de 41 mil espectadores nas bancadas. O jovem uruguaio ganhou confrontos, fez recuperações, bloqueou o acesso da equipa adversária ao nosso reduto defensivo. E ainda foi dele a assistência para o nosso golo solitário, marcado por Arthur aos 39' - havia 1-0 favorável ao Sporting quando soou o apito para o intervalo. Estivemos a vencer durante 23 minutos graças a esse golo - o segundo do brasileiro ex-Estoril na Champions, também ele com actuação positiva. Se o nosso médio defensivo pudesse continuar até ao fim, mas em boa forma física, talvez a sorte desta partida tivesse sido outra.

 

Gostei do jeito que nos deu o Tottenham ao apontar o golo da vitória (1-2) em Marselha, no último lance do desafio, já com sete minutos extra de jogo. Golo que ocorreu escassos minutos após o fim do Sporting-Eintracht, com a nossa equipa fora das competições europeias quando havia entrado para a segunda parte em primeiro lugar no grupo D. Mas derrapámos ao permitirmos o empate (62', de penálti) e o triunfo da turma germânica (72', com Gonçalo Inácio batido em corrida numa fracassada tentativa de travar cavalgada de Muani). Dez minutos que nos levaram do céu estrelado ao fundo do poço, tombando do primeiro para o último posto. O golo salvador da equipa londrina colocou-nos no terceiro lugar, que dá acesso ao playoff da Liga Europa. Do mal, o menos.

 

Gostei pouco de confirmar que a nossa equipa só dura 45 minutos. Depois rebenta, no plano físico e anímico. Voltou a acontecer, mesmo tendo desta vez o treinador apostado num inédito onze titular (Adán; St. Juste, Coates, Gonçalo Inácio; Porro, Ugarte, Pedro Gonçalves, Nuno Santos; Edwards, Arthur e Paulinho). Daí a desorganização táctica em que mergulhou o Sporting após sofrer o segundo golo, nuns penosos 20 minutos finais em que o lema parecia ser «tudo ao molho e fé em Deus». Coates lá foi picar o ponto à frente, em desespero, como ponta-de-lança improvisado, e até Adán lhe imitou o exemplo no minuto que antecedeu o fim do jogo. Uma caricatura de futebol.

 

Não gostei do árbitro, que assinalou penálti a Coates aos 60' num lance em que o nosso capitão sofreu falta de Kamada - que viria a converter o castigo máximo. E permitiu que Jakic continuasse em campo mesmo tendo cometido segunda falta para cartão amarelo - que lhe valeria a consequente expulsão. Mas há que reconhecer: o Eintracht foi superior, sobretudo na segunda parte, que dominou por completo. Após o intervalo, o Sporting concedeu toda a iniciativa de jogo aos alemães, recuando 30 metros e remetendo-se como equipa pequenina ao reduto defensivo, procurando aliviar a bola de qualquer maneira. Uma vez mais, pecámos no capítulo ofensivo: só três remates, dois enquadrados, em toda a partida - nenhum na segunda parte. Incapazes de aproveitar um canto ou um livre. Sempre a perder no jogo aéreo. Alguns jogadores passaram ao lado da partida, com destaque novamente para Trincão: entrou aos 63' (rendendo um Edwards bastante apagado) e voltou a ser uma nulidade. Amorim insistiu em remeter Pedro Gonçalves ao meio-campo, retirando dele todo o potencial como goleador. Paulinho esteve quase a marcar... na própria baliza, logo aos 12', mas felizmente Adán impediu a bola de entrar com a melhor defesa da noite. Destaque ainda, pela negativa, para Nuno Santos. Mas só porque saiu lesionado, aos 32'. Outro jogador leonino no estaleiro.

 

Não gostei nada de vermos fugir mais um objectivo da época com esta derrota (1-2) em Alvalade frente à equipa de Frankfurt. Ao contrário do que sucedeu na temporada anterior, caímos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Aqueles adeptos que adoram assobiar o hino da Champions devem estar felizes: não o ouviremos no nosso estádio durante o resto da temporada e provavelmente na próxima também não. Este tombo sucede após termos sido eliminados pelo Varzim da Taça de Portugal e quando a conquista do campeonato não passa de miragem, com o Benfica 12 pontos acima de nós e quatro outras equipas agora à nossa frente. Pior ainda: registámos esta noite o oitavo desaire da temporada em 18 jogos. Balanço: oito vitórias, dois empates, oito derrotas. Com 29 golos marcados e 24 (!) sofridos. É mau? Não: é péssimo.

O dia seguinte

Grande primeira parte do Sporting em Londres perante uma das maiores equipas inglesas da actualidade, sabendo gerir muito bem os tempos do jogo. Raramente o Tottenham criou perigo, o Sporting conseguiu sempre sair com qualidade, e um grande passe de Ugarte iniciou a jogada que Edwards, assistido por Paulinho, concluiu com brilhantismo .

Não existe uma grande equipa sem uma grande "coluna vertebral" e nessa primeira parte, Adán-Coates-Ugarte-Paulinho estiveram magníficos.

No intervalo Conte puxou pela cabeça e descobriu aquilo que todos sabemos: que com um futebol mais inglês e menos italiano, com muito jogo aéreo e bolas bombeadas para o segundo poste, o Sporting passaria por grandes dificuldades.

 

A segunda parte foi mesmo uma cavalgada do Tottenham, com substituições que aumentaram o ritmo, enquanto no Sporting muitos começavam a cair por cansaço. Primeiro entraram Mateus Fernandes e Nazinho e nem por sombras fizeram esquecer Morita e Nuno Santos. O flanco esquerdo transformou-se num passador, Rúben sentiu o perigo e substituiu os três atacantes, entrando (e agora bem) St.Juste, Fatawu e Arthur Gomes. 

A equipa ganhou novo alento e novo equilíbrio. Em duas sortidas Nazinho teve tudo para matar o jogo. Mas quem não marca sofre, o Tottenham carregou ainda mais no acelerador, marcou o golo do empate e podia muito bem ter ganho. Safámo-nos por poucos cms, num daqueles lances em que Harry Kane é exímio, mas que teve início numa perda de bola completamente idiota de Porro.

 

Sobre o golo do Tottenham acho que mais do que má intervenção de Adán foi uma má leitura do lance, como aconteceu com Israel em Marselha. Com a defesa em linha o guarda-redes sabe que tem de chegar com as mãos mais alto do que a cabeça dum jogador a saltar desde trás, qualquer pequeno atraso é a morte do artista. 

Entre o azar de Nazinho e o azar de Dier e dos seus colegas, fica um empate que antes do jogo qualquer Sportinguista aceitaria e que se calhar serve os interesses dos dois clubes. Com um empate em Alvalade seguimos na Champions, com um empate em Marselha segue o Tottenham também.

E foi um Amorim também exausto que apareceu na conferência de imprensa. As lesões sucessivas têm posto a nu de forma impiedosa as carências dum plantel curto e desequilibrado, na cabeça dele já vinham o jogo de Arouca (com a encomenda Rui Costa a apitar) e depois o jogo decisivo de terça-feira, talvez sem poder contar com Morita, que rebentou hoje em campo.

Foi mais uma grande jornada europeia do Sporting. Pena mesmo os dois jogos com o Marselha que foram entregues da forma que sabemos. Amorim ficou ainda mais do que já estava nos radares dos clubes da Premier League, mas nós queremo-lo é cá pelo menos até ao filho entrar na faculdade.

 

Melhor em campo? Ugarte, mais um menino estupendo que vale ouro, na linha dum Nuno Mendes e dum Matheus Nunes.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

De volta ao Sporting

Ontem a selecção de Fernando Santos teve um triste fim, mas foi adequado ao cada vez mais irresponsável seleccionador. Que não se esqueça do Pepe e do Otávio para o Catar, é disso mesmo que a selecção precisa, nessa altura o William e o Moutinho estarão de certeza no topo da carreira, o Cristiano terá terminado a pré-época, aquilo vai ser mesmo para ganhar, o melhor está para vir.

Já no Sporting o problema está claramente na exiguidade e desequilíbrio do plantel, fustigado por uma sucessão de lesões, quase todas traumáticas, que têm ocorrido neste início da temporada, o que impede a continuidade dum onze e mina a organização da equipa.

Neste momento temos Porro, St. Juste, Neto, Coates, Jovane e Bragança na enfermaria, já por lá passaram Adán, Ugarte e Paulinho, é mesmo gente a mais para um plantel reduzido ao mínimo. Se calhar é mais fácil dizer quem é ainda que não passou por lá.

 

Se Amorim tinha preparados um plano A com Paulinho e um plano B em ataque móvel, podendo escolher o mais indicado aos diferentes jogos ou momentos dos mesmos, sem Paulinho teve de apostar as fichas todas no plano B, e se as coisas correram optimamente na Champions, correram muito mal na Liga, vamos já com três derrotas, duas delas perante equipas "pequenas".

E correram mal porquê?

Basicamente porque ter um ataque móvel de três "levezinhos" que não defendem obriga a ter depois um resto da equipa possante e comprometida no processo defensivo, e isso o Sporting claramente não tem. Para defender mesmo estão lá Ugarte e os três centrais. Isso claramente não chega.

Então ou o Sporting marca primeiro, recua linhas e ganha espaço para matar o jogo (na Champions é assim que joga o Sporting), ou sofre primeiro, é forçado a avançar e põe-se a jeito para sofrer uma derrota mais ou menos pesada. Foi assim contra o Porto, o Chaves e o Boavista. 

Obviamente que este problema não se resolve substituindo uns levezinhos por outros. Resolve-se introduzindo envergadura física no onze. Jogadores como Sotiris, Essugo e Fatawu podem ser muito úteis nesse "robustecer" da equipa, mas Paulinho é essencial.

Não é por acaso que sairam por muitos milhões Nuno Mendes, Palhinha e Matheus Nunes (alguns reclamavam que era o Bragança que devia jogar no lugar dele... nem vale a pena dizer mais nada). 

Não é por acaso que o jogador mais valioso neste momento do plantel dá pelo nome de Manuel Ugarte. 

SL

O dia seguinte

Foi um excelente jogo de futebol entre um dos "big3" portugueses e um dos "big5" ingleses, um jogo digno duma Champions onde temos mesmo de estar ano após ano, duas equipas que têm muitas coisas em comum mesmo com orçamentos e valores de plantel completamente distintos. Uma equipa portuguesa que vinha cansada por três jogos numa semana, uma equipa inglesa que vinha descansada pela anulação da jornada da Premier League pelos motivos conhecidos.

Desde logo o mesmo sistema táctico 3-4-3, o mesmo tipo de guarda-redes experiente, tremendamente concentrado e extraordinariamente eficaz, o mesmo tipo de patrão defensivo imponente, o mesmo tipo de ponta de lança associativo que funciona como pivot de toda a manobra ofensiva da equipa. Mas também todo um modelo de jogo que previlegia as transições e os avanços em profundidade dos dois interiores.

Se Lloris conseguiu duas defesas do outro mundo a remates de Edwards e Porro, Adán esteve seguríssimo. Se Eric Dier mostrou bem porque é titular da selecção inglesa, quase 10 anos depois de ter sido lançado por Jesualdo Ferreira como trinco na equipa principal do Sporting, com uma capacidade de passe à distância notável, Coates esteve ao seu nível e foi uma parede intransponível para o ataque adversário. Se tudo passava por Harry Kane no ataque do Tottenham embora desperdiçando ele um dos melhores centros do encontro (acontece aos melhores), Paulinho entrou e logo se antecipou ao mesmo Kane para desviar para a baliza contrária uma bola que entrou como um missil na baliza de Lloris.

Mas um Edwards ou um Arthur Gomes como estes é que não havia no Tottenham. Foram dois lances que os melhores do mundo não desdenhariam assinar, no primeiro ainda Lloris deve estar a tentar perceber como conseguiu defender, no segundo não teve hipóteses.

 

O Sporting entrou em campo com a lição bem estudada: construir desde trás para atrair, conseguir colocar a bola atrás da linha de pressão para partir em velocidade em direcção à baliza contrária. O Tottenham saía fácil, Kane recuava para atrair a defesa e facilitar a colocação de bolas nos dois interiores atrás da nossa linha defensiva. Ao intervalo tinham sido três oportunidades claras do Sporting, contra apenas outras três situações de fora de jogo por parte do adversário.

Na 2.ª parte as coisas complicaram-se para o Sporting, a fadiga acumulada começou a pesar especialmente em Morita e Trincão, o Tottenham começou a ter uma facilidade muito maior em ganhar os duelos e circular a bola e as situações de verdadeiro perigo começaram a acontecer na baliza de Adán. Valeu que o Tottenham nunca forçou verdadeiramente o jogo aéreo, porque aí é que estava o grande problema do Sporting, como naquele lance em que Nuno Santos é facilmente batido, a cabeçada vai ao solo e Adán salva.

Com as entradas de Sotiris e Paulinho, Rúben Amorim equilibra o jogo, as duas equipas parecem conformadas com o empate e eu também, quando Porro tem um daqueles lances "à Porro" que Lloris defende milagrosamente, no canto Paulinho marca da forma atrás descrita, e ainda andava eu meio louco aos pulos na bancada quando olho para o relvado vejo o Arthur, que nem sequer tinha reparado que tinha entrado, ir por ali fora tipo futebol de praia e marcar o segundo.

Inacreditável, tive de me beliscar para ver se não estava mesmo a sonhar, mas também tudo à minha volta me dizia que não. E foi verdade mesmo, uma grande vitória do Sporting, a quarta consecutiva sem sofrer qualquer golo, 6 pontos na Champions e quase 6M€ de encaixe, bem mais próximos de repetir o feito do ano passado e passar aos oitavos de final da competição.

 

Um dia de glória para Rúben Amorim. A ele, mais que a ninguém, devemos este feito, duma resiliência e duma competência a toda à prova. Glória a este punhado de jogadores com uma alma de leão incrível, um dia de glória para uma equipa com vários estreantes na Champions, e especialmente um dia de glória para um brioso jogador que não merecia a campanha idiota e vergonhosa (que não se confunde com a crítica legítima e fundamentada) que alguns dentro e fora do clube não se cansaram de fazer talvez apenas para chegar a outros objectivos: desestabilizar este treinador, desestabilizar este presidente, desestabilizar este clube, o Sporting Clube de Portugal.

Agora aguentem e vão chatear o Taremi.

 

Melhor em campo?

Foram tantos que é difícil escolher, se for pelos que entraram de início e duraram o tempo todo talvez Ugarte. Se for para quem decidiu o jogo, claro que terá de ser o Paulinho.

 

SL

O dia seguinte

Foi tudo menos um amigável o jogo de hoje no Estádio do Algarve do Sporting de Amorim contra a Roma de Mourinho.

Dum lado uma equipa séria, a jogar futebol e a testar quase o seu melhor onze para os jogos importantes que se avizinham, do outro um bando de jogadores a fazer pela vida e a bater forte e feio, com algumas noções do jogo colectivo mas condicionados pela rotação decidida do banco.

Tudo isso com uma arbitragem com altos e baixos, que não se conseguiu impor aos excessos dos romanos mas que tambem não estragou o espectáculo. No final, se calhar o Sporting ainda recebeu mais cartões do que o Roma para calar a boca a Mourinho com o penálti bem assinalado. Nem faço ideia como é que metade da nossa equipa, a começar por Matheus Nunes, tem as pernas, espero que nada fracturado nem rasgado. Agora banhos e massagens para estarem bons para domingo.

 

Passando ao.jogo propriamente dito. Amorim testou mais uma vez a táctica "dos 3 baixinhos", que jogam muito, rematam pouco e marcam menos ainda. Foi preciso um penálti para marcar e chegar ao intervalo com um empate e mesmo assim dando um banho de bola à Roma.

Depois entrou Trincão e ainda mais se notou a falta duma referência ofensiva, porque ele é muito mais do que um jogador de pequenos espaços como Edwards ou o Rochinha.

Entrou Tabata e finalmente tivemos alguém que recebe, roda e remata, um ponta de lança. Que nos deu a vitória.

 

Gostei muito, como todo o estádio gostou, da exibição do Sporting. Todos os reforços estiveram muito bem, a equipa fez um belíssimo teste para o que aí vem no arranque do campeonato, o Pote voltou a ser de ouro mas o melhor de todos foi... aquele uruguaio meia-leca... como se chama.. Manuel? Ugarte?

Alguns perguntarão (como o fizeram nalgumas tascas da net) como é possível o Sporting ter conseguido contratar um jogador assim. Dizem que é da Gestifute e de Jorge Mendes. Só pode ser mesmo gestão danosa de negociadores incompetentes. Pelo menos para alguns que ainda fazem contas sobre quanto custou Paulinho. Saberão eles quanto custou o Abraham ao Roma? 40M€. Marcou algum golo? Não, deu a marcar. Também não presta???

 

PS: Uma vergonha os insultos ao Rui Patrício patrocinados por quem, ou pelos amigos de quem, toldados de raciocínio e ao abrigo do desvario dum presidente que acabou destituído e expulso, o andou a bombardear com tochas em Alvalade e assaltou Alcochete para lhe bater a ele e a outros como ele.

SL

Balanço (13)

naom_61c8f48eaaf2a.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre UGARTE:

 

- Paulo Guilherme Figueiredo: «O nosso próximo jogo é contra a equipa da Europa que melhor scouting faz (comprou Halland por 20ME, mais ou menos o mesmo que gastamos em Paulinho e Ugarte, e valorizou-o 5 ou 6 vezes).» (16 de Setembro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Está em adaptação.» (4 de Outubro)

Eu: «Melhor em campo e estreante como artilheiro de verde e branco, logo aos 8'.» (27 de Outubro)

- JPT: «Ir à Luz jogar sem Palhinha, dito por todos "insubstituível", e sem Coates, afectado pelo tal Covid da "narrativa" de Rui Costa & Jorge Jesus, e ver jogar Matheus Nunes e Ugarte e toda a defesa, esta sem dois centrais titulares (ainda para mais depois daquele descalabro do Ajax sem Coates), mostra bem a justeza do rumo na constituição do plantel.» (4 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Foi o posto de controlo da equipa.» (11 de Janeiro)

- José Navarro de Andrade: «O Sporting já confirmou a maturidade de Matheus Nunes e Gonçalo Inácio que há um ano eram apenas debutantes, está a fazer de Porro um craque de craveira internacional (Guardiola a meter conversa com ele no final do jogo...) e de Ugarte uma certeza.» (11 de Março)

Pódio: Ugarte, Sarabia, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Ugarte: 18

Sarabia: 18

Nuno Santos: 17

Coates: 16

Edwards: 15

Matheus Nunes: 15

Paulinho: 14

Adán 14

Gonçalo Inácio: 14

Palhinha: 13

Porro: 13

Matheus Reis: 13

Pedro Gonçalves: 12

Esgaio: 7

Slimani: 7

Daniel Bragança: 6

 

A Bola elegeu Sarabia como melhor em campo. O Record optou por Nuno SantosO Jogo escolheu Ugarte.

Há males que vêm por bem

Ugarte e Coates convocados para a selecção do Uruguai, que ainda alimenta a esperança de se qualificar para o Campeonato do Mundo. Felizmente nenhum deles «contraiu covid», ao contrário do azarado Pepe, dispensado de disputar o jogo de hoje contra a Turquia e uma segunda partida na próxima terça-feira, contra uma selecção ainda a definir, o que o salvaguarda de eventuais lesões ao serviço da equipa das quinas.

Há males que vêm por bem.

Desempatado

Viu-se no sábado o City a pôr o United fora de órbita. Fernandes, Pogba, Telles e companhia terão visto a bola sempre a passar lá longe, sobretudo na segunda parte. O resultado foi mentiroso, pois mais realista teriam sido aí uns 8-0 dos que os 4-1 finais.

Augurava-se, portanto, um massacre para quarta-feira, mas ambas as equipas, com a eliminatória fechada, resolveram tacitamente converter o desafio num jogo de treino. Viu-se assim um City a gasóleo que ainda assim, dada a diferença orçamental do plantel, não deixaria de apoquentar com severidade um Sporting turbo. E viu-se um Sporting que soube no empate ganhar três coisas. 

A primeira foi a resiliência de uma defesa enquanto rochedo vergastado por sucessivas ondas de ataque. A segunda foi um Edwards bem mais interessante e descontraído do que o Edwards de dias antes contra o Porto, deixando no ar a expectativa de que quem foi capaz de se afirmar tanto em tão pouco tempo ainda terá mais para oferecer. A terceira foi a estreia de mais um chaval da academia, um imberbe Rodrigo Ribeiro que disse olá ao mundo e do pouco tempo que teve mostrou, pelo menos, que sabia o que fazer. 

A brincar a brincar nesta época o Sporting já confirmou a maturidade de Matheus Nunes e Gonçalo Inácio que há um ano eram apenas debutantes, está a fazer de Porro um craque de craveira internacional (Guardiola a meter conversa com ele no final do jogo...) e de Ugarte uma certeza, lançou o "monstro Essugo" que promete mundos e fundos do alto dos seus 16 anitos e agora este RR.

Não está nada mal, não senhor.

O dia seguinte

Era um jogo em que nada havia a perder mas que não era evidente o que valia mais a pena ganhar.

Rúben Amorim escolheu ganhar o respeito por si mesmo e pelos seus jogadores, mostrar que o resultado da primeira volta aconteceu mas não reflecte de forma nenhuma a diferença entre as duas equipas, deixar a melhor imagem do Sporting na Europa e no exigente mercado inglês.

E conseguiu isso com um onze desfalcado de quatro titulares, com uma dupla de médios inédita e numa fase de evidente desgaste de vários jogadores importantes do plantel.

Obviamente que o Man.City vinha dum dérbi desgastante, tinha a eliminatória resolvida e não tinha necessidade de dar o máximo, mas ainda assim teve aqueles movimentos característicos duma das melhores equipas do mundo: parece que jogam de olhos fechados, todos sabem o que os outros vão fazer, o perigo para o adversário é constante.

Depois duma primeira parte em que o Sporting defendeu bem mas teve imensa dificuldade a sair a jogar, e dum início da segunda marcada pelo golo anulado ao adversário, a troca dum ausente Sarabia por um motivado Edwards transformou a equipa, tornou-a muito mais incisiva e as oportunidades para marcar aconteceram, a mais flagrante das quais desperdiçada por Paulinho frente ao guarda-redes.

E o jogo terminou com o Man.City a desperdiçar também ocasiões para sentenciar o resultado.

Grande jogo de Inácio e Ugarte no tempo todo e de Edwards enquanto jogou. Todos os pesos-pesados - Adán, Coates, Neto, Paulinho e Slimani - estiveram muito bem, Matheus Reis também. Tabata demonstrou que o lugar dele é no meio e não nos lados, Porro está ainda a recuperar o tempo perdido pelas lesões. E mais um miúdo de 16 anos se estreou, agora o Rodrigo Ribeiro. Esgaio devia recordar-se dos tempos em que foi o melhor marcador da equipa B e sentir-se mesmo mal com aquele pontapé de ressaca para o 4.º anel do estádio.

Assim o Sporting encerrou com final mais ou menos feliz a sua campanha na Champions deste ano, terminando com 3V 1E 4D e encaixando uns 40M€ que muita falta fazem. Agora só tem é de lá estar na próxima. E se possível fazer ainda melhor, aproveitando tudo o que conseguiram aprender nos confrontos com as grandes equipas que defrontámos este ano.

E agora mudar o chip, pois temos de ir a Moreira de Cónegos na segunda-feira. E só a vitória vai servir.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Uma autêntica vergonha o que se passou no Dragão, um Sporting que se preocupou em jogar futebol, marcou dois golos e foi superior ao Porto em 11 contra 11, um Porto que misturou futebol com cenas canalhas, jogadores e banco, sempre a tentar cavar faltas e amarelos, e um árbitro comprometido que teve uma actuação incompetente e cobarde e que inclinou o campo a favor da equipa da casa.

Tudo começou no amarelo mal mostrado a Matheus Reis apenas pela berraria do banco do Porto ali ao lado, continuou pelo amarelo a Coates num lance em que o Taremi se atira para cima dele, como se atirou para cima de Feddal no segundo golo.

Ao intervalo o Sporting estava justamente a ganhar por 2-1 (duas grandes jogadas do lado do Sporting, um grande pontapé do lado do Porto) mas adivinhava-se o que aconteceu logo a seguir. Num lance duvidoso em que o avançado do Porto desiste da jogada e deixa-se cair, o árbitro mostra o segundo amarelo e expulsa Coates. Completamente cobarde a actuação de João Pinheiro, que pelos vistos andou a pedir desculpa ao intervalo pelo primeiro amarelo (lance em que o VAR não pode intervir) e expulsa Coates por segundo amarelo (em que o VAR também não pode intervir).

Em 11 contra 10, enfim, o Porto foi superior ao Sporting, empurrando a nossa equipa para trás e criando confusões sucessivas junto à nossa área. Dum grande centro do melhor jogador do Porto nasceu o segundo golo do Porto (já anularam um golo a Coates por muito menos do que fez o Taremi), no pressing final foi preciso um grande Sporting e um grande Adán para manter o empate.

Depois foi a canalhice final. Escumalha credenciada pelo Porto dentro do campo a tentar e mesmo a agredir jogadores do Sporting. Com um árbitro completamente perdido, um alheamento completo das forças policiais, e jogadores do Porto como Otávio, Pepe e Marchesin completamente descontrolados.

 

O nosso presidente Frederico Varandas fez muitíssimo bem em dizer o que disse, e só pecou por defeito. Parece que depois disso, de acordo com a CMTV, foi emboscado por Vítor Baía e Rui Cerqueira, viu o telemóvel a voar das mãos e teve de sair escoltado do Dragão. 

Não sei que onze vamos poder fazer alinhar no próximo jogo da Liga, mas sei que Porto e árbitro fizeram de tudo e não conseguiram derrotar-nos. Seguimos com 6 pontos a menos, mas seguimos bem mais fortes. 

Grande jogo de todos mas muito em particular de Adán e Ugarte.  

 

#JogoAJogo

SL

 

... E dizem que é o melhor árbitro português...

O dia seguinte

Era um jogo para ganhar contra uma equipa do 4.º escalão nacional e o Sporting ganhou tranquilamente por 4-0, o Leça não teve qualquer oportunidade de golo durante a partida.

Era um jogo para voltar ao modelo de futebol característico deste Sporting de Amorim, controlado, rigoroso e agressivo no ataque ao golo. O terceiro golo é o melhor exemplo disso: uma bola recuperada na esquerda, um passe a toda a largura de Matheus Nunes, Esgaio ameaça ir à linha arrastando a linha defensiva contrária e centra atrasado para Tabata, livre de marcação, encostar. Tudo bem feito, tudo marca Sporting. 

Era também um jogo para testar o momento de forma de alguns dos menos utilizados esta época, e se Ugarte e Tabata responderam afirmativamente - Ugarte foi o posto de controlo da equipa e Tabata o desequilibrador - Virgínia, Vinagre e TT estiveram muito aquém das necessidades do Sporting, o que é difícil de entender. Ia a dizer que Vinagre podia centrar 100 vezes que seriam todos para ninguém, quando ele lá conseguiu acertar num defesa de forma à bola ir parar à cabeça de Nuno Santos. Fantástico.

Se Feddal voltou bem da lesão, Porro ressentiu-se e assim perdemos a oportunidade de recuperarmos o melhor quinteto titular da defesa: Porro, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis. E muito precisamos para o que aí vem deste quinteto a funcionar em pleno.

E que mais? Apenas dizer que Esgaio mereceu bem o aplauso que recebeu aquando da substituição, já o vi jogar melhor e pior mas sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.

 

#JogoAJogo

SL

O que baralhou Jesus

img_476x268$2021_12_06_01_03_17_1935731.jpg

 

Há males que vêm por bem. Jorge Jesus só "lê" as equipas adversárias até certo ponto. O facto de o Sporting se ter apresentado na Luz sem Palhinha nem Coates, titulares indiscutíveis, funcionou mais contra o Benfica do que contra nós no clássico de sexta-feira. A presença de Ugarte como médio posicional tornou o nosso onze titular bastante imprevisível para o técnico, habituado a desvalorizar jogadores jovens.

Tenho a certeza de que muitos adeptos benfiquistas perceberam esta lacuna. E também por causa disto ficaram ainda mais irritados com o treinador da equipa principal do clube que desde o Verão de 2020 gastou 130 milhões de euros em reforços incapazes de conquistar seja o que for.

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Começo pelo óbvio. O futebol no estádio é completamente diferente do futebol na TV,  e quem apenas pode apreciar o jogo pela TV a única coisa que posso dizer é que muita coisa lhe passou ao lado. Como a mim nos últimos jogos do Sporting.

Estando lá, o que posso dizer é que o Sporting com muitas segundas linhas fez uma exibição extremamente competente perante um adversário muito bem orientado e  que colocou em campo muito talento. O adversário onde fomos buscar Pedro Gonçalves, Vinagre e o melhor em campo ontem, Manuel Ugarte. Fiquei rmesmo rendido ao protegido do "El patrón" Coates.

Sobre o jogo, Rúben Amorim montou um esquema táctico que pretendia por um lado eliminar o perigo que o Famalicão constituiu no último jogo, por outro dar descanso a alguns e palco a jogadores menos utilizados. Tudo isso mantendo o 3-4-3 do costume. E assim Inácio fazia de Coates, Sarabia de Paulinho, Jovane de Pedro Gonçalves, fomos cansando o adversário a rodar a bola a todo o campo, e assim chegámos ao intervalo a ganhar por 1-0 e com o acesso à "Final four" completamente à mercê.

Na segunda parte  o adversário substituiu os mais rebentados por aquele desgaste constante, os que vieram começaram a desgastar-se também e Amorim pretendeu dar a machadada final, colocando os titulares. A coisa começou bem com o segundo golo, podia ter marcado mais um par de golos, mas quem não marca acaba por sofrer e mesmo no final da partida, de dois lances que tiveram tanto de atrevimento do adversário como de carambolas fortuitas, deram um e podiam ter dado dois golos. E o empate que poderia qualificar o Famalicão.

No final, Amorim esteve mais uma vez exceptional, sem palavras mesmo, na conferência de imprensa, para falar de Paulinho e Jovane. Para o primeiro focar-se no processo, treinar, treinar, o golo obviamente, para o segundo, confiar, confiar, no rasgo decisivo obviamente. Nenhum tem nada que lhe provar, ele já percebeu muito bem com o que conta. Simplesmente brilhante. Não se pode apagar aquela frase infeliz da estátua e pôr alguma do Amorim? Ou assinar com ele um contrato perpétuo? Ou fazer dele accionista da SAD em vez daqueles tristes que vão lá exibir a sua completa ignorância sobre a natureza da mesma?

Eu aplaudia. Porque o Amorim cria valor para a SAD, cria valor para o Sporting, cria valor para todos nós.

E assim estamos quase na "Final Four" e o Porto parece que não... É chato para alguns, para os do Porto não é de estranhar mas para alguns que se dizem do Sporting... só pode ser algum tipo de urticária. Coçem que isso passa. Ou não.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito da vitória do Sporting em Alvalade, esta noite, frente ao Famalicão. Estamos praticamente qualificados para a meia-final da Taça da Liga - ao contrário do FC Porto, agora eliminado desta competição pelo Santa Clara. Falta-nos apenas empatar no estádio do Penafiel, a 15 de Dezembro, para seguirmos em frente. Domínio claro da nossa equipa, que venceu por 2-1. Contrariando uma tendência recente: nos cinco desafios anteriores, desde 2017, nunca tínhamos conseguido derrotar o Famalicão. Já lá tínhamos perdido dois pontos em Agosto, na quarta jornada do campeonato.

 

Gostei da excelente jogada colectiva que culminou no nosso segundo golo, aos 61'. Tabelinha entre Esgaio e Matheus Nunes, que conduz a bola pela ala ofensiva direita, cruzando para Sarabia, que remata forte com o seu pé menos bom (o direito) para defesa incompleta do guarda-redes e excelente recarga de Nuno Santos, metendo-a lá dentro. Foi o melhor lance da partida, culminando uma superioridade indiscutível da nossa equipa até ao quarto de hora final, com boas exibições de Ugarte (melhor em campo e estreante como artilheiro de verde e branco, logo aos 8'), Gonçalo Inácio, Sarabia e Nuno Santos - estes últimos precisamente os três que repetiram presença no onze titular após o embate de sábado com o Moreirense, também em casa. Amorim decidiu rodar os outros oito, fazendo descansar jogadores como Adán, Coates, Porro e Palhinha - embora este acabasse por entrar, rendendo Ugarte aos 68'.

 

Gostei pouco das exibições de dois dos nossos titulares: Vinagre, que se perdeu em fintas inconsequentes sem soltar a bola, e Jovane, que foi acumulando passes errados e decisões precipitadas lá na frente. Têm ambos de fazer muito melhor se ambicionam mais protagonismo neste Sporting 2021/2022.

 

Não gostei de voltar a ver Paulinho embrulhar-se com a bola em zona de decisão, acabando por matar um lance promissor sem sequer tentar metê-la lá dentro. Aconteceu aos 77', nove minutos depois de entrar em campo para substituir Sarabia: isolado, perdeu tempo e ângulo de remate, desperdiçando nova oportunidade para demonstrar dotes de artilheiro vestido de verde e branco. Hoje com o belo equipamento Stromp, agora de marca Nike, em estreia absoluta nesta temporada.

 

Não gostei nada da arbitragem de Manuel Mota, célebre entre os apitadores portugueses pelas piores razões. Aos 8', perdoou um penálti evidente ao Famalicão, quando um defesa da equipa visitante desviou com o braço um remate cruzado de Sarabia. No quarto de hora final, fez vista grossa a uma bola jogada com a mão a curta distância da grande área famalicense, perdoando-lhes um livre directo certamente muito perigoso. Finalmente, aos 90' validou o golo da equipa minhota marcado por um jogador que parece em fora-de-jogo. É inaceitável não haver vídeo-árbitro nesta fase da Taça da Liga: parece que o futebol retrocedeu muitos anos, a uma época que não deixou saudades.

O dia seguinte

Para falar do jogo de ontem no mítico estádio do Restelo, onde pude voltar para desfrutar dum ambiente incrível, sinceramente fiquei siderado pela pujança dum clube cuja equipa de futebol anda pela 4.ª divisão nacional, tenho obrigatoriamente que começar pelo comentário que acho brilhante dum dia destes do nosso leitor Francisco Gonçalves. Disse ele e eu cito:

"Para Rúben Amorim, o sistema 3-4-3 é a base de todo o seu entendimento sobre como uma equipa deve abordar um adversário, em qualquer momento, em qualquer Estádio. Não quer dizer que seja o único que conheça, ou que seja capaz de trabalhar, mas é aquele em que, atualmente, aposta todas as fichas.

Naturalmente, enquanto correr bem – e está a correr muito bem! -, Rúben Amorim não encontra motivos para alterar a sua linha de pensamento e de atuação. A inteligência e a perspicácia do jovem treinador hão de ajudá-lo a perceber que, se a eficácia do seu 3-4-3 estiver esgotada, é tempo de mudar. É como naquelas relações em que pensamos que serão para o resto da vida e, às vezes, afinal, não foram.

Num exercício de pura especulação, eu acho que a base que sustenta o trabalho de Rúben Amorim é o manual de 11 capítulos que ele transporta sempre consigo: o capítulo 1 revela o que o treinador espera do seu guarda-redes; o capítulo 2 revela o que o treinador espera do seu lateral-direito, até ao capítulo 11 que revela o que o treinador espera do seu extremo-esquerdo.

O sistema tático 3-4-3, como todos os outros, permite criar dinâmicas que se ajustem ao espaço temporal do próprio jogo e às circunstâncias que ele vai revelando.

Um jogo de futebol contém, reconhecidamente, vários momentos, que passam, inevitavelmente, pela organização ofensiva e defensiva, pelas transições (ofensivas e defensivas), pelos lances de bola parada e pelo talento individual que, não raras vezes, de uma forma supra a qualquer momento do jogo, resolve um desafio.

No manual de Rúben Amorim, em cada um dos capítulos, está tudo muito bem escalpelizado e cada um dos jogadores só tem que estudar o seu capítulo. Imagino que Rúben Amorim recomende a cada jogador do seu plantel o estudo apurado do respetivo capítulo e de mais um ou dois que serão os correspondentes à necessidade de atribuir uma polivalência, planeada ou inopinada, a este ou àquele jogador.

Rúben Amorim não ajusta a equipa às característica de um jogador, seja ele qual for. Ao invés, os jogadores estudam o capítulo que lhes compete e sabem, com um rigor infalível, o que o treinador espera de cada um deles. Esse é o seu inestimável contributo para o sucesso da equipa.

O sistema tático é aquele. Através da aquisição dos conhecimentos que derivam da leitura do manual, acrescida da disponibilidade física e mental para interpretar, com eficácia, aquela leitura, o jogador sabe o que fazer, quando a equipa tem bola, quando não tem, quando defende quando ataca, de forma organizada, ou em transições rápidas e, também, conhecem o seu papel, nos lances de bola parada.

Esse imaginário manual é aplicado em todos os treinos. Os jogadores que parecem saber colocar em prática o seu respetivo capítulo, são aqueles que, por norma, integram o onze inicial.

Este forma de Rúben Amorim trabalhar representa 90% do contributo para que o Sporting Clube de Portugal possa vencer os seus jogos.

Os restantes 10% têm origem no talento individual que, consoante a inspiração do momento, podem ser decisivos para resolver aquilo que o manual de Rúben Amorim não foi capaz de resolver.

Como exemplo, os “passes” à baliza de Pedro Gonçalves. Até parece fácil, mas aquilo é, de facto, talento e inspiração, em doses ajustadas ao momento."

 

Simplesmente brilhante. Parabéns, caro Francisco.

Pois ontem o que vimos no Restelo foi isso mesmo. Virgínia fazia de Adán, Esgaio de Inácio, Inácio de Coates, Feddal dele mesmo, Vinagre também, e Pedro Gonçalves idem idem. Ugarte fazia de Palhinha, Bragança daquele Bragança quando entra para o lugar do Matheus Nunes, Gonçalo fazia de Porro até lhe tentando imitar as incursões e remates, TT fazia de Sarabia e Jovane de Paulinho. E o futebol era o mesmo, apenas mudavam os intérpretes, que conheciam a pauta de cor e salteado.

Começa o jogo. Vinagre faz aquilo que devia sempre fazer, entrar em velocidade e centrar na passada, o Paulinho (Jovane) falha, e o Sarabia (TT) põe lá dentro. Depois começou a fazer outras coisas menos positivas, mas levou um refreshment à moda de Amorim na pausa técnica provocada pelo dói-dói dum adversário. Depois disso melhorou em muito na definição dos lances.

Naquela primeira parte foram mais quatro ou cinco oportunidades assim. Dum Coates (Inácio) ou dum Inácio (Esgaio) lançar em profundidade, o Palhinha (Ugarte) distribuir, o Bragança colocar, e alguém falhar frente à baliza, com grande mérito do guarda-redes adversário pelo meio.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima, mas a poder estar a ganhar por 4 ou 5.

 

Obviamente sofremos um pouco na segunda parte. O adversário sentiu que tinha uma oportunidade, veio com o peso da história do grande Belenenses e o apoio tremendo dos adeptos a dar-lhe asas, e a coisa podia-se ter complicado. Felizmente veio um canto e um segundo golo dum TT que parece ter ganho entretanto uns bons quilos de músculo. Isso matou o jogo.

Depois entrou-se na gestão física. Porro entrou para rodar para a Turquia, mas logo fez uma entrada um pouco estúpida e sofreu logo a seguir uma retaliação para matar, felizmente parece que não foi nada demais, o árbitro ficou tão baralhado da cabeça por não ter mostrado o obrigatório vermelho que logo compensou com um penálti e logo a seguir teve a oportunidade que não desperdiçou para expulsar aquele filho... que parece que é osteopata.

 

O que fica deste jogo? A passagem à eliminatória seguinte, um resultado mais que positivo no teste à profundidade do plantel, uma demonstração duma lição bem estudada que resiste à troca de Manuéis por Joaquins. Está de parabéns mais uma vez este grande treinador que temos e que se chama Rúben Amorim.

Gostei imenso de voltar ao Restelo, penso que 48 anos depois de lá ter ido pela primeira vez pela mão dum vizinho sócio dos Belenenses, ver o Sporting perder por 1-0, uma das poucas derrotas no ano glorioso da dobradinha de 73/74. Obrigado, Rúben Amorim.

De quem mais gostei? De Ugarte. Aquilo é como o algodão, não engana. Classe pura.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A voz do leitor

«Ugarte é um médio defensivo que também desempenha bem as funções de médio-centro, o que, por si só, representa o condimento necessário para suprir as inevitáveis lesões, castigos e outras indisponibilidades dos habituais titulares. Espero que, depois de ultrapassada a indispensável adaptação ao clube, o jogador possa discutir um lugar no onze inicial.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

Ugarte ou ... Uquero e Utenho

Andámos durante muitos anos a fazer de otários, a tentar alcançar no mercado nacional quem no último minuto escapava para os rivais. Danilo e Marega estiveram quase no Sporting. Pepe, esse esteve mesmo e até jogou. Os motivos por que não vieram saberá quem esteve envolvido no assunto, de presidentes da altura a treinadores.

A verdade é que com Varandas, Viana e Amorim, cada tiro cada melro.

E assim Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tabata, Paulinho, Esgaio, Rúben Vinagre e Ugarte estão em Alvalade. O Sporting foi atrás deles e conseguiu trazê-los. E se dos primeiros seis já não haverá dúvidas sobre a excelência das contratações, se alguém duvidar sobre o mérito de Ugarte que reveja os três golos deste último. Pelo que vi nos jogos do Famalicão contra o Sporting, comprámos um "pit bull" uruguaio, alternativa a Palhinha quando necessário ou a jogar com ele nos desafios mais difíceis. Além disso vai contar com Coates para ajudar a exponenciar as suas qualidades.

Comprar no mercado nacional nada tem de simples. Porto e Benfica dominam em quase todos os clubes da 1.ª Liga e nenhum presidente se atreve a ficar mal com os seus "protectores". Ainda não consigo entender como fomos campeões neste ambiente. Por isso, quando os brunistas falam num campeonato "gamado" com o "bazófias" Jesus em 2015/2016 com roda livre do "babado" Bruno de Carvalho (e obviamente que foi, espero que os tribunais nos façam justiça), só pergunto: E este? Não era para ser mais que gamado? Com Godinho, Soares Dias e Veríssimo a fazer o que fizeram? Com Petits e Jorges Costas  que contra nós jogaram de faca na liga mas abriram as pernas aos seus clubes do coração? Com Unilabs ou lá como se chama aquela coisa dos filhos dos Porto a jogar com a Covid? Com os ex-jogadores e emprestados a fazer penáltis e abrir as portas das vitórias aos clubes do coração deles? Querem um campeonato que poderia ser mais "gamado"? Não houve. Por isso mesmo, Pinto da Costa ainda está em estado de transe, não consegue perceber como perdeu este.

Õbviamente que os preços e as condições a que o Sporting compra no mercado nacional estão bem inflacionados relativamente ao que Porto e Benfica podiam conseguir. Mas alguém com dois dedos de testa poderia supor o contrário? Que algum clube ia vender ao Sporting mais barato do que venderia ao Porto ao Benfica? A começar pelo "trolha" do Minho? Se acharem que sim, é melhor ver bem o que andam a tomar, porque não faz bem ao cérebro. Há quem tenha ido parar ao hospital por causa disso.

Comparo Ugarte com Battaglia. Por serem sul-americanos de países confinantes, por ocuparem os mesmos terrenos de 6/8. Este último teve a história no Sporting que sabemos, e apesar de tudo, quando estava a bater à porta da selecção argentina, lesionou-se gravemente num lance aparentemente inofensivo. Está ainda à espera de colocação. Só desejo a Ugarte melhor sorte do que o Battaglia, porque qualidade tem. Conta apenas 20 anos, o tempo joga a favor dele.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

{ Blogue fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D