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És a nossa Fé!

Euro-2020 começa hoje, um ano depois

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Começa hoje o Campeonato da Europa de Futebol. Conhecido na gíria da UEFA por Euro-2020, o que é uma óbvia aldrabice: mantiveram a data do ano passado quando este certame - adiado devido à pandemia - se disputa só agora. Deixo este pormenor à consideração dos tais especialistas em "verificação de factos" que pululam por aí, de lupa em riste. Parece-me um manifesto caso de desinformação, com a agravante de vir com a chancela do organismo de cúpula do desporto-rei.

 

Encerrado este intróito, deixo duas perguntas, na expectativa das vossas respostas:

- Quais serão as três melhores selecções deste torneio?

- Qual será o primeiro onze oficial da selecção portuguesa, com estreia marcada contra a Hungria na próxima terça-feira?

 

Saudações desportivas antecipadas a todos quantos passarem por cá.

Liga Europeia de Clubes

liga europeia.jpg

Diante do há anos esperado anúncio da Liga Europeia de Clubes: está no momento de regressar a Marx, àquilo da concorrência e concentração do capital.
 
Quanto ao resto, e à aparente surpresa de tantos com tudo isto: 1) não é nada mais do que a réplica da NBA, que tantos acompanham; 2) nos últimos anos a mariolagem da bola nacional, apoiada por adeptos portistas e benfiquistas - tantos dos quais querem ganhar a todo custo, mesmo que "lhimpinho" - tudo tem feito para ascender a este comboio, na angústia de só haver um lugar para o futebol português. Entre outras coisas chama-se a isso falsificação de apostas desportivas. É crime. E há milhões de compatriotas ("bons pais de família") que defendem isso, ululando semanas após semanas, ao longo de anos! E até votam em gente dessa: para presidentes da câmara (ver o que se passa na Invicta, por exemplo), para o parlamento, etc.

Dar ao povo o que o povo quer - A farsa

12 clubes de três ligas europeias resolverm juntar se e criar uma nova competição a que chamaram superliga europeia. 6 clubes ingleses, 3 espanhóis e mais 3 italianos acharam que era este o momento para enfrentarem o poder da Uefa e Fifa e de certa forma rebelarem-se.

Não deixa de ser curioso que uma revolução deste tipo surja dos clubes mais poderosos e com mais capacidade financeira. São na sua maioria clubes que transcendem o seu país de origem em termos de adeptos, talvez aqui a excepção sejam o Tottenham, o Arsenal e o Atlético Madrid, com 4 clubes a destacarem se claramente neste aspecto, o Real, Barcelona, Manchester United e Juventus. Num negócio normal, esta revolução seria vinda dos mais fracos, dos que se sentissem explorados. No mercado do futebol é o contrário que acontecesse. Os clubes mais poderosos, os que mais ganham anualmente, revoltam-se contra a “casa-mãe” por acharem que dão mais ao futebol, financeiramente, do que aquilo que recebem. Sentem se espoliados de verbas, que são distribuídas por todos os outros clubes europeus, e que esses clubes consideram, sendo eles os principais responsáveis pelas receitas que permitem essa distribuição, que lhe são devidas. Assim, estes clubes resolveram avançar para uma superliga europeia em que pelas regras criadas por eles mesmos, têm lugar sempre garantido anualmente e permitem, é este o melhor termo, que outros, poucos, clubes ali possam competir, recompensando-os financeiramente. Há aqui alguns pontos interessantes, temos uma desvirtuação total da competição, em que os clubes fundadores para lá do que possa ser o desenrolar da competição não sofrem qualquer punição de uma eventual saída da competição. Temos também o caso de alguns destes clubes fundadores não terem, nem de perto, um papel desportivo relevante na europa. Se não têm uma presença europeia de registo só sobra a parte financeira para terem lugar nesta suposta elite das elites. E então aqui entramos no que verdadeiramente causa esta fractura nas competições europeias de futebol. É tudo uma questão financeira, nada mais. Estes clubes querem mais dinheiro. Muito mais dinheiro. O interesse no desenvolvimento do futebol, não é aqui tido nem achado. Não há qualquer preocupação em dinamizar uma competição justa e competitiva. Para lá destes 12 clubes fundadores, diz-se que mais três se juntarão ao grupo inicial, todos os outros serão peças secundárias, devidamente recompensadas para participar nesta espécie de competição, com os dados claramente viciados desde o início. Esta farsa assumida sem pudor pelos seus organizadores vai, de acordo com os estudos que fizeram, permitir encaixes financeiros nunca antes vistos, aos clubes fundadores. Acreditam que a sua massa de adeptos exterior ao seu país de origem, vai-lhes permitir obter receitas colossais e querem essas receitas, nem que para isso tenham que desvirtuar totalmente uma competição.

Os adeptos “locais”, aqueles que são a base, a “nascença” de qualquer clube, não foram sequer considerados, nem ouvidos. Os actuais presidentes destes clubes acreditam que os adeptos serão sempre adeptos, desde que lhes seja dado jogos para ver, não interessando a competição e as suas regras, ao bom estilo do Wrestling, todos sabemos que é uma farsa, todos sabemos que nada daquilo é real e que tudo está previamente combinado, quem ganha e quem perde. Não deixa mesmo assim de ser um espetáculo que gera receitas. É nisto que estes clubes pensam quando criam uma superliga europeia. Uma farsa, todos sabemos que é uma farsa, não há sequer a intenção de esconde-lo e haverá sempre audiências para gerar milhões de receitas. Se será o fim do futebol? Não me parece. Será o fim sim de muitos clubes tal como os conhecemos hoje, incluindo os clubes portugueses. Mas não nos podemos esquecer que foi a própria Uefa que dinamizou esta política remuneratória aos maiores clubes europeus, abrindo um fosso destes em relação a todos os outros.

O único trunfo, se o for mesmo, que a Uefa e Fifa têm, será a proibição de jogadores destes clubes, poderem competir pelas respectivas seleções nacionais. É fraco argumento, pois serão as próprias federações a pressionar a Uefa e Fifa, para tal não acontecer. Alguém imagina a nossa seleção sem os seus principais jogadores, CR7 à cabeça?

Portanto resta um caminho à Uefa: Dar mais e mais dinheiro a estes clubes. É o que lhe resta e é o que estes clubes querem.

Ceferin

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O esloveno Ceferin sucedeu na presidência da UEFA ao inaceitável Platini. Por razões que nada terão a ver com a organização desportiva, a UEFA amputou a maior e mais importante competição desportiva em que participa da rotina tecnológica que já perfaz os seus torneios séniores masculinos. O que aconteceu no sábado tem laivos de uma "tramóia jugoslava", não tanto de um afecto entre povos muito desavindos mas de um acordo de geoeconomia futebolística. Mas talvez não seja algo assim tão linear, uma perseguição à selecção portuguesa em defesa da Europa central austral. Mas mostra bem uma deriva da UEFA para tentar influenciar, em termos gerais, o acesso ao milionário Mundial árabe.

Não é imaginação delirante do adepto, sempre disponível para teorias conspiratórias: há apenas duas décadas Portugal foi afastado de um  Mundial por manigâncias de um árbitro já anteriormente acusado de corrupção em competições internacionais. Favorecendo a enorme economia alemã. Quando o chefe da organização desse Mundial era Platini, que veio a ser banido do associativismo. Quando o chefe da FIFA era Blatter, também acusado de graves desmandos. E agora quando a opção Qatar também tanto tem que se lhe diga, quanto à lisura de procedimentos que conduziram a essa escolha. Ou seja, tudo aponta para que esta opção anti-tecnológica da UEFA tenha a ver com vontade de manter poderes discricionários que sustentem interesses económicos em detrimento da mera competição desportiva. 

A cara do polvo é esta, a do esloveno Ceferin. 

 

Coronavírus pára o futebol

A federação espanhola tomou a iniciativa que se impunha: suspendeu a principal competição de futebol devido à pandemia do coronavírus. La Liga vai parar.

A UEFA acaba de decidir também a suspensão imediata dos jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Este é o caminho correcto, não o da via seguida pelos responsáveis federativos portugueses - organizar jogos à porta fechada

Caso para perguntar, portanto, quando iremos acertar o passo pela Europa do futebol.

Pontuação para a Europa

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Com a terceira vitória consecutiva na Liga Europa, frente ao Rosenberg na Noruega, o Sporting deu ontem um forte contributo para reforçar a pontuação de Portugal na classificação da UEFA por países.

Além da nossa equipa, só o Braga (vencendo também, no confronto em casa com o Besiktas) e o V. Guimarães (empatando com o Arsenal) proporcionaram pontos para o futebol português nesta ronda europeia.

Ao contrário do que aconteceu com Benfica e FC Porto, inapelavelmente derrotados. Por equipas que os catedráticos da bola, à partida, consideravam muito inferiores: o Lyon e o Glasgow Rangers.

Se são, não pareceram nada.

Liga dos Campeões? Ricos clubes!

Li que a UEFA se prepara, a partir de 2024, para alterar o modelo das competições europeias, deixando de fora os campeões de países como a Holanda, Bélgica e Portugal, de acesso directo à LC.

Assim de repente descubro que os interesses financeiros da UEFA estão muito acima dos interesses desportivos.

Cabe então aos nossos dirigentes desportivos, nomeadamente os da FPF com assento naquele organismo, tentar dissuadir a UEFA deste erro crasso, que prejudicaria o futebol de forma evidente.

Se esta ideia (e vontade!) já tivesse sido implementada este ano, por exemplo, jamais o Ajax teria eliminado a Juventus.

Criar em compensação uma espécie de terceira divisão nas competições europeias parece algo sem sentido, tanto mais que as equipas já têm muitos jogos intramuros (Campeonatos, taças dos países e taças da Liga), alguns a duas mãos.

Já não gosto que os campeões de países menos cotados não entrem directamente, quanto mais colocar os campeões a jogar somente a Liga Europa…

Sinceramente no futebol, tal como na vida, o dinheiro nem sempre é o mais importante.

Melhor… nunca é!

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

A ditadura financeira

Foi ontem sorteada a composição dos grupos na liga dos campeões. Este ano com prémios de entrada verdadeiramente apetecíveis. A Uefa mostrou finalmente a sua vontade. E esta resume-se a fazer tudo para criar uma pequena elite de 30-40 clubes europeus e garantir que sejam sempre estes a estar presentes na fase de grupos da liga milionária. Esta opção apenas se baseia no factor financeiro. Com milhares de milhões para distribuir, a Uefa preferiu centrar nestes poucos clubes essa distribuição. É, do ponto de vista empresarial a melhor opção e hoje a Uefa é apenas e só uma empresa que gera milhões de euros através da utilização de um produto que não lhe pertence. Vê se assim obrigada a aumentar os prémios aos clubes que disputam as suas competições. Mas poderia fazê-lo de outra forma, promovendo o desenvolvimento do futebol de formação, algo ligado desde sempre a clubes de média dimensão. Preferiu o caminho financeiro mais fácil. Esta décalage da liga dos campeões em relação à liga europa; apenas por comparação, se o Sporting este ano ganhar a liga europa, arrecada um total de prémios perto dos 20 milhões de euros; vai matar as escolas de formação dos mais diversos clubes. Para quê investir em escolas de futebol, se temos garantido todos os anos, apenas da Uefa, cerca de 100 milhões de euros para juntar a orçamentos já de si estratosféricos? Este aumento exponencial dos prémios de participação na Liga dos campeões foi desenhada na perfeição para os clubes das 5 principais ligas europeias, que já há anos dominam por completo esta competição. Espanhóis, Franceses, Italianos, alemães e ingleses conseguiram o que queriam, a quase exclusividade do acesso às finais desta Liga milionária. Em Portugal, como sempre, cada um olha para o seu umbigo e nada se pensa em conjunto. Este ano Porto e Benfica beneficiaram destes milhões, mas é esperado que o fosso entre a nossa liga e as outras cinco dominantes, venha de facto a aumentar.

Em Portugal, a esta verdadeira tragédia para os clubes, juntámos mais uma grande acendalha, ao não centralizar os direitos televisivos. O Benfica, na sua estratégia de dominar e condicionar os pequenos clubes, pensou que a melhor opção seria estes continuarem como até agora, sem receitas próprias que permitam adquirir os passes de jogadores acima da média e dependentes de clubes como o Benfica. Com a divulgação dos famosos e-mails, pudemos ver que há clubes que fazem pedidos como se estivessem numa loja: precisamos de 2 defesas, 3 médios, dois extremos e um avançado. Embora o contrato efectuado pelo Benfica seja péssimo financeiramente, como muitos benfiquistas o reconhecem, o seu presidente optou por manter reféns os pequenos e médios clubes por troca com um desastre financeiro com um prazo de dez anos. Porto e Sporting viram-se desde logo obrigados também a negociar sozinhos os seus direitos e a meu ver também fizeram um péssimo acordo a longo prazo.

Infelizmente não há uma declaração, uma posição oficial da federação portuguesa de futebol ou da liga. O futebol em Portugal desmorona-se por completo, afundado num caos de suspeições, enfim já são mais que meras suspeições, e dos órgãos oficiais recebemos um silêncio a todos os níveis comprometido.

Numa altura de campanha para a eleição dos órgãos sociais do Sporting, também não se ouviu, a nenhum candidato, uma declaração sobre estes temas tão importantes para o futuro do nosso clube e isso é também sintomático sobre a plena rendição de todos a esta ditadura da Uefa e às práticas abomináveis do Benfica que estão a matar o futebol português.

Acho que vou aprender a assobiar

A UEFA abriu um processo disciplinar ao Sporting por conduta imprópria.

Pensarão os caros leitores que por aquela vaia monumental dispensada ao árbitro pela assombrosa exibição do romeno no Vulcão de Alvalade. Nada mais longe da verdade. O processo foi instaurado por, imagine-se, a equipa ter visto seis cartões amarelos. E ainda há quem espere que da UEFA venha bom vento...

CR7 versus Messi

Estou cada vez mais convicto que a UEFA quer “à força toda” uma Final da Liga dos Campeões com clubes espanhóis de maior relevo. Isto é, um duelo europeu entre Cristiano e Messi. E esta intenção tem muuuuuuuuitos anos.

Os (poucos) interesses desportivos e os (muitos, demasiados) interesses financeiros estão obviamente na origem desta férrea vontade do órgão máximo do futebol europeu. Não calculo sequer os valores assombrosos que andariam à volta de um jogo destes. Mas não só...

Acredito que a UEFA deseja afincadamente esta final para finalmente colocar Messi num pedestal mais elevado que Cristiano.

Mas para tal aquele órgão necessita que ambos os clubes consigam chegar à dita final. Ora em anos anteriores tanto o Real como Barcelona têm chegado às semifinais e às finais mas curiosamente nunca ambos no mesmo ano.

Tudo isto para explicar o quê?

Ontem estive em Alvalade com mais 48.274 adeptos e vi um Sporting a ser massacrado por um árbitro que, enquanto a equipa blaugrana não marcou, não deixou de atemorizar os nossos jogadores. Mal tocava num jogador da cidade condal, qualquer atleta leonino era logo admoestado com a cartolina amarela. Um manual de como não se deve arbitrar.

Fiquei ainda com maior impressão quando após o golo do Barcelona o árbitro deixou de apitar tanto. Geralmente nunca perco a cabeça no estádio, todavia ontem perdi as estribeiras, pois jamais vi um juiz preceder desta forma. Comentei que, a ser daquela maneira, o Sporting não acabaria com os onze jogadores. Mas Coates teve aquele azar e a partir daí tudo acalmou.

Nem imagino sequer o que faria novamente o árbitro se Bas Dost ou Bruno Fernandes tivessem marcado o golo do empate.

Tudo isto para explicar que se ontem estivesse no campo um juiz competente, provavelmente não estaria a escrever este texto.

E o Barça poderia não estar em primeiro!

 

Também aqui

 

Hoje giro eu - Quando se fala de Rankings

Depois de ler várias opiniões de benfiquistas, semanas a fio, suscitando o tema de o Benfica ser o 10º do ranking da UEFA e o Sporting ocupar apenas o 44º lugar, cheguei à seguinte conclusão:

 

1) o Benfica perdeu, em casa, com o 36º classificado do dito ranking;

2) o Sporting ganhou, fora, ao 27º colocado do mesmo ranking.

 

Assim sendo, a derrota do Benfica deve ser assumida como um escândalo (ó Rui Vitória!), a vitória do Sporting deve ser valorizada como um feito extraordinário. Ou então, os rankings não servem para nada, a não ser para mandar uns bitaites.

 

Estamos conversados?

 

Já agora, o AC Milan, 7 vezes vencedor da Champions League (com mais títulos, só o Real Madrid), é o 57º do ranking...

A propósito de sorteios e datas

Temos que admitir que o Sporting tem tido alguma sorte recentemente, não só com o sorteio mas também com as circunstâncias (nomeadamente o modo como chegou a cabeça de série par ao sorteio do play-off). Isso aumenta a responsabilidade da equipa: esperemos que saiba estar à altura. Há que comparar, porém, estas circunstâncias com outras alturas em que a sorte nos foi madrasta.

Vejamos, por exemplo, as datas dos jogos. Desta vez o Sporting joga a primeira mão a uma terça feira e a segunda mão a uma quarta (uma semana e um dia depois). Para isto acontecer, outros clubes jogarão primeiro à quarta feira, e depois à terça. Ou seja, com menos dois dias de descanso que os outros. Pode existir igualdade de circunstâncias entre os clubes que disputam estes jogos, mas esta igualdade não existe se pelo meio houver uma jornada dos respetivos campeonatos nacionais.

Eu compreendo que, durante a fase de grupos, metade dos jogos de cada clube/grupo se disputem à terça e a outra metade à quarta. Mas aí há mais tempo a passar. Com tão pouco tempo envolvido, por que não hão de estar todos os clubes a jogar os play-offs em igualdade de circunstâncias? Se a primeira mão è a terça, a segunda à terça; se é à quarta, a outra também. Ambos com uma semana de intervalo. Custa assim tanto à UEFA perceber isso?

Há dois anos o Sporting também disputou o play-off, contra um adversário mais difícil, com seis dias de intervalo entre os dois jogos.

Mas esta desigualdade de circunstâncias não ocorre só nas competições europeias – longe disso! Na época passada, por exemplo, numa semana decisiva em que viria a ficar irremediavelmente afastado do título e eliminado da taça de Portugal, o Sporting teve três jogos fora. Três deslocações: duas a Chaves e uma à Madeira. Provavelmente as duas piores deslocações possíveis para um clube de Lisboa, uma delas repetida, num intervalo de uma semana. Só para comparar, no mesmo período o Benfica, que viria a ganhar o campeonato e a taça, teve três jogos em casa.

Quem planeia os calendários da época futebolística deveria considerar todos estes aspetos, e não limitar-se a enfiar os jogos das outras competições nos “buracos” disponíveis. E isto diz respeito a todos os clubes.

Isto do Barça foi giro mas...

...o Sporting perdeu 4-1 em Old Trafford e em Alvalade goleou o fabuloso United por 5-0. Como muitas vezes a minha avó contava, Artur Agostinho gritava, via rádio, "é o fim do mundo em Alvalade". Pelo Sporting jogaram: Carvalho, Gomes, José Carlos, Baptista e Hilário; Osvaldo (3 golos), Mendes, Morais (1 golo), Géo (1 golo), Mascarenhas e Figueiredo. Do outro lado moravam "monstros" como Best, Law ou Bobby Charlton. 

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