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És a nossa Fé!

Cinco Violinos

Nos poisos do costume, o habitual coro de órfãos e viúvas apressou-se a celebrar com júbilo a derrota do Sporting, por 1-2, frente ao Valência, vangloriando-se de ver na televisão o «estádio vazio» por alegada ausência de adeptos em Alvalade nesta mais recente edição do Troféu Cinco Violinos.

Um desses órfãos até veio aqui lembrar, por alegado contraste, as putativas «casas cheias» de outros tempos. 

A este e outros desmemoriados, lembro os números de espectadores presentes no nosso estádio nas últimas seis edições deste troféu.

2014: 31 mil espectadores
2015: 38 mil espectadores
2016: 30 mil espectadores
2017: 37 mil espectadores
2018: 18 mil espectadores
2019: 32 mil espectadores

Breves conclusões:

  • Este ano estiveram (estivemos) mais 14 mil do que no ano passado. Quase o dobro.
  • No tempo anterior, nunca se registou «casa cheia» no Cinco Violinos.
  • Desta vez houve mais espectadores nas bancadas do que em 2014 e 2016, anos ainda sem órfãos nem viúvas.
  • Mesmo em tempo de "pós-verdade", convém não formular opiniões com base em aldrabices nas redes que são facilmente desmentidas pelos factos.

Xutos e Pontapés

Terminaram ontem as Festas de Loures. Desculpem puxar a brasa à minha sardinha, mas é um dos maiores acontecimentos culturais da área metropolitana de Lisboa, talvez do país. Terminaram com chave de ouro, com um enorme concerto dos Xutos, agora sem Zé Pedro fisicamente, mas lá de cima a controlar os ânimos e as emoções, bem patenteadas em Tim quando o evocou com três temas emblemáticos e se mostrou bastante comovido. Um alinhamento como é habitual, interventivo e engajado, que entusiasmou os milhares que, gratuitamente, tiveram acesso a mais uma intensa performance da banda que até tem estúdios no concelho, onde ensaia. Estavam portanto a jogar em casa e não desmereceram do apoio inequívoco e incondicional de quem ali se deslocou para os apreciar e às suas músicas, novas e menos novas. Tive o imenso privilégio de lá estar e vibrar também.

Três horas antes, praticamente com a mesma linha e precisamente no mesmo registo de (quase) sempre, assisti a outro espectáculo onde a qualidade esteve arredia e onde, salvo as raras excepções do costume e o também apoio incondicional e inequívoco, não passou mesmo de um espectáculo de chutos e pontapés, a maior parte deles para a bancada. Safou-se mesmo o homem do leme, que nunca verga e nunca desiste e se ele cai, a vida pode ser malvada e o tempo pode ser um mar de Outono e o mundo pode virar-se ao contrário. Que ele não seja o único, é o que desejo, mas parece-me que a coisa será mesmo à sua maneira. No circo de feras que é hoje o futebol, convém saber quem é quem e remar, remar e também voar. E dar Xutos a sério para chegar na frente ao dia de são receber. Como ontem, dificilmente sairemos da nossa casinha.

Vamos ver dia 4, se eles respondem ao nosso se me amas e nos presenteiam finalmente com um concerto digno desse nome! E não serão precisos contentores de golos. Basta um a mais que o adversário e, falo por mim, ficaremos felizes para sempre.

 

Os destaques: Bruno, Idrissa, Thierry

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Terminamos a pré-temporada sem uma vitória. Nem ao menos o Troféu Cinco Violinos conseguimos ganhar no nosso estádio. Ontem defrontámos o Valência - detentor da Taça de Espanha e quarto classificado no mais recente campeonato do país vizinho - e até começámos a vencer, logo aos 4', mas acabámos derrotados por 1-2. E ainda vimos Renan defender um penálti, algo em que já se especializou.

Destaque para a entrada de Thierry como titular na lateral direita: o ex-campeão europeu sub-17 e sub-19 deu boa conta do recado. Bruno Fernandes foi remetido para a ala esquerda, o que funciona nele como um espartilho, para ceder protagonismo a Vietto no corredor central. Foi uma experiência para esquecer: nem o capitão rende aquilo de que a equipa necessita encostado à linha nem o argentino conseguiu demonstrar até agora que é um verdadeiro reforço neste Sporting 2019/2020.

Aspecto mais positivo: o grande golo de Bas Dost, culminando um eficaz lance colectivo em que avultou um soberbo passe de ruptura de Bruno Fernandes, variando o flanco, seguido de boa recepção de Raphinha, que tocou para o holandês potenciar o pé canhão - sem defesa possível para o guardião Domenech. Exibições muito positivas de Idrissa, que parece ter agarrado a posição de médio mais recuado, e do regressado Acuña, que só jogou no segundo tempo. O melhor em campo, embora longe do brilhantismo a que já nos habituou, voltou a ser o capitão da equipa.

Destaque, pela negativa, para Borja - com responsabilidade evidente no primeiro golo espanhol - e para a incapacidade finalizadora de Vietto. Nas substituições, Diaby (outro regresso) e Luiz Phellype nada acrescentaram. E é inaceitável a tremideira que se apodera do onze leonino nas bolas paradas defensivas, uma das quais resultou em golo nesta partida presenciada ao vivo por mais de 32 mil adeptos. Também inaceitável é continuamos a sofrer, em média, dois golos por jogo: uma equipa que aspira a títulos não pode ser tão permeável no sector mais recuado. Eis o aspecto a rectificar com mais urgência.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: defendeu uma grande penalidade aos 55'. Excelente defesa aos 27, negando o golo ao Valência.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Thierry (20 anos).

Mais: titular na lateral direita, neutralizou Gonçalo Guedes. Muito concentrado e veloz, fez um grande corte aos 36'. Integrou-se bem no ataque.

Menos: aos 66' deixou escapar Rodrigo, que centrou para o segundo golo do Valência.

Nota: 7

 

Coates (28 anos).

Mais: grande corte logo aos 5'.

Menos: ainda preso de movimentos, por ter estado ausente durante quase toda a pré-temporada. O primeiro golo sofrido nasce de um canto totalmente desnecessário provocado pelo uruguaio.

Nota: 5

 

Mathieu (35 anos).

Mais: aos 33, marcou um livre que rasou a barra da baliza adversária. 

Menos: duas "roscas" com o seu pé menos bom, o direito.

Nota: 6

 

Borja (26 anos).

Mais: esforçou-se para centrar lá à frente, sempre sem êxito.

Menos: deixou Kondogbia elevar-se à vontade para marcar o golo inaugural do Valência, aos 9'.

Nota: 4

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: sempre interventivo na primeira fase de construção, soube também recuperar muitas bolas.

Menos: o impulso ofensivo leva-o por vezes a abandonar a posição, desequilibrando o seu sector.

Nota: 7

 

Wendel (21 anos).

Mais: alguns lances vistosos, denotando técnica individual.

Menos: pouco influente nas movimentações colectivas durante os 68' em que esteve em campo.

Nota: 5

 

Raphinha (22 anos).

Mais: assistiu Dost no golo leonino.

Menos: muito preso à bola, denotando individualismo em excesso: aspecto a corrigir.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: o passe longo para Raphinha, aos 4', foi quase meio golo. Rematou com selo de golo, aos 85': o seu disparo só foi travado por uma defesa "impossível" de Cillessen.

Menos: o segundo golo espanhol nasce de um passe errado dele, aos 66'.

Nota: 7

 

Vietto (25 anos).

Mais: um bom passe de ruptura, aos 48': Raphinha desperdiçou.

Menos: continua a pecar por deficiente finalização: atirou ao lado aos 30' e aos 43'.

Nota: 5

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: regressou aos golos e fez levantar o estádio, com os adeptos a gritarem o seu nome.

Menos: muito discreto durante o resto do jogo: pouco e mal servido pelos companheiros.

Nota: 6

 

Neto (31 anos).

Mais: desde os 61' em campo, rendendo Mathieu: estreia de verde e branco em Alvalade. Bom corte aos 81'.

Menos: falhou a intercepção a Kevin Gameiro, marcador do segundo do Valência.

Nota: 5

 

Acuña (27 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Borja, com óbvia vantagem para a equipa. Aos 70', soberbo passe longo a que Bruno Fernandes não soube dar boa sequência.

Menos: nesta estreia na pré-temporada leonina, a sua actuação soube a pouco: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: substituiu Dost aos 61', procurando movimentar-se mais na área do que o holandês, sem o conseguir.

Menos: continua muito distante dos golos.

Nota: 4

 

Diaby (28 anos).

Mais: estreia na pré-temporada, recém-vindo de férias. Substituiu Vietto aos 61', permitindo libertar Bruno Fernandes para o centro do terreno.

Menos: tendência insólita para escorregar em momentos decisivos. O ex-Leão Piccini ganhou-lhe todos os duelos. Bem servido por Bruno, falhou o golo aos 84', quando lhe bastava encostar o pé.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: em campo desde os 67', rendendo Coates. Bom corte aos 78'.

Menos: só pode ter ficado desmotivado ao ouvir vários assobios no estádio, até por terem sido imerecidos desta vez.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 67' nesta sua estreia em Alvalade de Leão ao peito. Participou na construção de um lance muito perigoso, aos 76'.

Menos: falta-lhe ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: só entrou aos 88', substituindo Idrissa. Tentou - sem conseguir - dar dinâmica ao nosso meio-campo.

Menos: um passe errado, aos 90'+1, podia ter resultado no terceiro golo espanhol.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: substituiu Thierry aos 88', sem comprometer.

Menos: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 88': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 88', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: merecia mais tempo.

Nota: 6

Impressões a quente

Uma equipa que pretende ser campeã não pode desviar o melhor jogador da Liga Portuguesa da posição onde rende mais para arranjar espaço para um projecto de valorização do passe de um avançado que chega a Alvalade como presente envenenado (se falhar o problema é do Sporting, mas se resultar a venda é a dividir com a filial madrilena do carrossel), por muito que esteja longe de ser um Wang.

Borja não tem qualidade para ser titular de uma equipa que ambicione ser campeã nem margem de progressão para vir a sê-lo. Podia ser um daqueles negócios de 3M€ em que a presente gerência se especializou, com Nuno Mendes a suplente de Acuña e Thierry Correia como nono defesa do plantel principal.

Diaby voltou a ser tal Diaby quanto era no ano passado. Ter o velocista num plantel sem lugar para Matheus Pereira e Gelson Dala só pode ser justificado com o não querer perder a face com os milhões surrealistas que custou. Mas sai mais caro mantê-lo.

Bas Dost fez um grande golo algo atípico e boas movimentações antes de perder gás. Esperemos que fique e que melhore de forma.

Dos que entraram no final destaque para Ilori, muito razoável a central, e para a capacidade de progressão com bola de Eduardo Henrique.

47 graus à sombra

Não vou pronunciar-me sobre o jogo de hoje, não deu para ver, não cheguei a tempo. Acabei por ver os últimos 15 minutos no portátil, mas não é tempo suficiente para botar opinião. Teria sido interessante  termos ganho mais esta edição do troféu Cinco Violinos, ainda p'ra mais com um adversário recém-promodivisionário, mas...

De resto este fim de semana, passado em Tomar e debaixo, ontem, Sábado, de uns inclementes 47 graus Celsius, teve a vantagem de, para além de me impedir de dormir alguma coisa de jeito, me ter "afastado" do Sporting.

Assim também não me vou pronunciar sobre candidaturas e muito menos a, soube já hoje, de um tal de Erik Kurgy, que confesso não conhecer, nem ter qualquer referência.

Também não comento a demissão de um senhor membro da comissão de gestão, para integrar a lista do primo, contrariando o que houvera dito Torres Pereira, há pouco mais de um mês. Este senhor dos flick-flacks conheço, por ter tido a enorme atitude sportinguista de ter acabado com o patrocínio que a sua empresa dava ao judo do clube, aqui há uns meses.

Consta que mais um outro elemento da CG irá integrar a lista do primo. Sem comentários, também.

Parece que há mais um candidato, Rui Rego, que sei apenas ter feito parte das listas de Godinho Lopes, o que convenhamos não será credencial que muito abone, mas...

Acreditem, apesar do calor imenso, as águas do Agroal e do Castelo do Bode estavam no ponto, de modo que não deixei que as temperaturas elevadas me torrassem os miolos e por cá vou estando, atento a algumas contradições e a algumas aves de arribação. Podem contar comigo.

Os destaques: Misic, Battaglia, Mathieu

Neste fim de tarde ficou bem evidente, mais do que em qualquer outro jogo da pré-temporada, a falta que nos fazem três jogadores nucleares que se desvincularam do Sporting após o "chato" assalto a Alcochete: Rui Patrício, capaz de fazer a diferença como guardião da baliza, William Carvalho a construir lances de ataque e Gelson Martins a conferir velocidade, criatividade e profundidade aos nossos lances de ataque, sobretudo na ala direita.

Haverá substitutos à altura, admito com optimismo talvez excessivo. Mas por enquanto não valem isso. E acima de tudo são incapazes de o demonstrar, como hoje ficou claro no confronto com um modesto clube italiano, o Empoli, vencedor da série B do seu país e só este ano promovido, por via disso, ao escalão principal.

Perante um estádio quase despido (para o qual a elevada temperatura atmosférica muito contribuiu, após os inéditos 44 graus que ontem às 17 horas foram registados em Lisboa), o Sporting fez uma primeira parte agradável. Com boas tabelinhas entre Nani e Bruno Fernandes, que serão certamente os motores do onze titular, e algumas movimentações dignas de registo dos laterais, Jefferson e Ristovski, com maior liberdade de penetração nos flancos pela aposta do treinador num duplo pivô na linha média - funções asseguradas por Misic e pelo regressado Battaglia.

Misic foi aliás o protagonista do melhor momento da turma leonina, com um belo golo disparado de fora da área, aos 51'. Suprindo assim os sucessivos falhanços dos seus colegas, que tentaram muito mas nada conseguiram - ou por falta de pontaria ou pela intervenção do guarda-redes adversário. A partir desse lance, no entanto, deixámos os italianos assumir o controlo do jogo e sofremos o golo do empate aos 68'.

As sete substituições operadas por Peseiro, aos 66' e aos 84', não corrigiram nada de essencial. O Troféu Cinco Violinos, nesta sétima edição, acabou por ser decidido na marcação de penáltis - com Matheus Pereira e Jefferson a falharem. Ficámos sem esta taça, pela primeira vez. O que vale como sintoma: há ainda muito a fazer para tornar este Sporting que ficou amputado em Junho numa equipa que possa ter mesmo aspirações a títulos e troféus.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: defesas aos 63' e 76'.

Menos: batido aos 68', viu Mathieu salvar um golo na linha de baliza quatro minutos depois. Incapaz de defender um só dos penáltis que ditaram a conquista do troféu pelo Empoli.

Nota: 4

 

Ristovski (26 anos).

Mais: cruzamentos bem tirados aos 39' e 45'+1.

Menos: perdeu fulgor na segunda parte, quando foi várias vezes ultrapassado no seu sector.

Nota: 5

 

Coates (27 anos).

Mais: grande acção individual aos 11', como se fosse um lateral direito.

Menos: faltou articulação com Mathieu no golo sofrido.

Nota: 6

 

Mathieu (34 anos).

Mais: salvou um golo certo aos 72', fez pelo menos quatro grandes cortes (71', 74', 89', 90'). Chamado a converter o primeiro dos penáltis finais, meteu-a lá dentro.

Menos: mal auxiliado, falhou a cobertura no golo italiano.

Nota: 7

 

Jefferson (30 anos).

Mais: bateu bem os cantos e cruzou várias vezes com perigo.

Menos: permitiu a defesa do guarda-redes no penálti que lhe coube marcar após os 90'.

Nota: 5

 

Battaglia (27 anos).

Mais: neste regresso a Alvalade, foi um batalhador incansável a recuperar bolas e forçou o guarda-redes da turma visitante à defesa da noite quando cabeceou com intenção, quase conseguindo o golo (80'). Marcou o penálti que lhe foi confiado após os 90'.

Menos: faltou-lhe alguma eficácia na construção de jogo.

Nota: 7

 

Misic (24 anos).

Mais: muitos tentaram, só ele conseguiu: o solitário golo leonino foi apontado por ele.

Menos: simplifica processos, às vezes em demasia.

Nota: 7

 

Bruno Fernandes (23 anos).

Mais: solto de movimentos, comandou o meio-campo na primeira parte e teve intervenção no lance do golo.

Menos: tentou várias vezes a meia-distância, sempre sem sucesso.

Nota: 6

 

Nani (31 anos).

Mais: o capitão leonino protagonizou os lances mais vistosos, sublinhados com aplausos, em tabelinhas com Bruno Fernandes aos 24' e 42'.

Menos: acusa ainda falta de ritmo e falta de pontaria no remate.

Nota: 5

 

Acuña (26 anos).

Mais: um dos jogadores mais influentes na meia hora inicial, livre muito bem marcado aos 3'.

Menos: perdeu fulgor no segundo tempo.

Nota: 5

 

Bas Dost (29 anos).

Mais: cabeceou com perigo aos 3' e aos 39'.

Menos: falhou esses cabeceamentos, ficando em branco.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: entrou aos 66', rendendo Misic, e movimentou-se bastante.

Menos: inconsequente nas movimentações.

Nota: 4

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: substituiu Nani aos 66', marcando bem os cantos.

Menos: agarra-se demasiado à bola e falhou penálti na ronda final.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: em campo desde o minuto 66', colocado no lugar de Ristovski fez um grande cruzamento aos 71' que Wendel desperdiçou.

Menos: é veloz, mas parece revelar menos aptidões a defender do que a atacar.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: substituiu Acuña aos 66', rematou forte e com intenção no terceiro minuto do tempo extra. No fim, não falhou o penálti.

Menos: ainda sem automatismos.

Nota: 5

 

Montero (31 anos).

Mais: rendeu Dost aos 84', marcou o penálti que lhe foi solicitado na fase do desempate.

Menos: excesso de apatia.

Nota: -

 

André Pinto (28 anos).

Mais: substituiu Coates aos 84', sem comprometer.

Menos: desta vez não teve tempo nem oportunidade de marcar um golo.

Nota: -

 

Carlos Mané (25 anos).

Mais: regressado a Alvalade dois anos depois, após empréstimo ao Estugarda, conduziu um excelente lance de ataque aos 90'+3.

Menos: vimos pouco dele: devia ter entrado mais cedo.

Nota: -

Tudo ao molho e FÉ em Deus - When the Misic's over

Tenho dito aqui abundantemente que precisamos de reforçar a nossa cultura. Hoje, ao olhar para o estado do relvado, acredito que a nossa agricultura, também. O Sporting dominou o Empoli a toda a linha, enquanto Misic esteve em campo. Mal o croata saiu, a capacidade de pressão a meio campo diminuiu bastante. Só não desapareceu por inteiro graças a Battaglia. O Batman regressou e, com ele, voltámos a ter vigilante em Alvalade City. Impressionante, para quem só tem meia-dúzia de treinos desde que regressou, a sua arrancada aos 54 minutos. 

 

A equipa inicial pareceu demasiado conservadora, com Ristovski, Jefferson e Acuña, em vez de Bruno Gaspar, Lumor e Raphinha. Impressionante como não resolvemos o problema dos desequilíbrios pela esquerda. Nem Acuña recua para lateral, nem chegou nenhum jogador forte no um para um (Raphinha é mais jogador de exploração de espaços vazios). No lado direito, auspiciosas combinações entre Nani e Bruno Fernandes, a deixarem um sabor doce na boca dos adeptos. 

 

Em dia de Troféu 5 Violinos, faltaram-nos pelo menos 3. Tivémos rabecão, bombo, mas violinistas do nível do ex-laziale ou do maiato escasseiam. De destacar a belíssima exibição de Mathieu, na defesa, e o magnífico golo de Misic - com a parte de dentro do pé esquerdo, em banana -  que foi a cereja (muita fruta!) em cima do bolo de uma actuação muito positiva. 

 

O Sporting acabou por perder - pela primeira vez desde a sua criação - o troféu em disputa, e perante a equipa mais fraca que jamais defrontámos neste certame, numa decisão por pénaltis que acentuou a nostalgia pela perda do nosso antigo guardião. Viviano vai ter de trabalhar muito para cumprir com os cânones que materializaram o epíteto de São Patrício ao Rui.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Misic

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Gostei

Gostei do desportivismo, da recepção aos jogadores do Fiorentina, de escutar o belo hino deles, dos cinco violinistas a tocar O Mundo Sabe Que, do aplaudido regresso do Matías Fernández a Alvalade agora com camisola violeta, do sol, do calor, das famílias, de ver cada vez mais mulheres nas bancadas (e cada vez mais bonitas), da alegria colectiva, do vídeo-árbitro a repor a verdade desportiva no nosso estádio pelo segundo jogo consecutivo, do golo do Bas Dost.
Gostei até das 13 ou 14 pombas pousadas na nossa lateral direita durante a segunda parte, petiscando sem receio nem temor as sementes da relva fresca.
Tudo isto faz parte da festa do futebol.

Nota positiva no último teste

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Aos 28', tivemos uma sensação estranha no estádio. Bas Dost acabara de marcar um golo, levantámo-nos para festejar, mas logo o árbitro travou a nossa euforia. Ia recorrer ao vídeo-árbitro. A coisa demorou cerca de um minuto: só então pudemos dar largas à nossa alegria, gritando o nome do avançado holandês.

Dost voltou a ser determinante. Este golo solitário bastou para a vitória desta tarde do Sporting frente à Fiorentina, conquistando assim mais um Troféu Cinco Violinos. Num estádio muito composto, onde éramos mais de 37 mil a puxar ruidosamente pela nossa equipa.

 

Gostei do que vi. Uma equipa mais consistente e confiante, com maior solidez defensiva e uma apreciável qualidade de passe, desenhando boas jogadas no relvado de Alvalade e revelando capacidade de pressão sobre os adversários. Para tanto contribuiu desde logo a surpresa reservada por Jorge Jesus, que estreou William Carvalho como central, fazendo-o recuperar para o eixo esquerdo da defesa. O campeão europeu, com uma actuação irrepreensível, deu boa conta do recado. De tal maneira que, na minha opinião, foi ele o melhor em campo.

Em muito bom plano estiveram também Battaglia (ocupando a posição habitualmente reservada a William), Podence, Gelson Martins e um voluntarioso Acuña, um dos mais aplaudidos pelos adeptos. Muitos aplausos também para Fábio Coentrão, na sua melhor exibição de verde e branco até à data. Piccini fez igualmente o seu melhor jogo até ao momento e protagonizou aos 56' um dos mais vistosos individuais do desafio, cruzando todo o flanco direito em fintas a sucessivos adversários até à grande área italiana.

 

Aos 61', como é costume nestes jogos não pertencentes ao calendário oficial, Jesus mudou mais de meia equipa, fazendo entrar Adrien para o lugar de Bruno Fernandes (hoje mais apagado do que esperaríamos), Alan Ruiz para o lugar de Gelson Martins, Doumbia para o lugar de Bas Dost, Bruno César para o lugar de Acuña, Jonathan Silva para o lugar de Coentrão e Iuri Medeiros para o lugar de Podence.

Vinte minutos depois, uma última alteração: saiu Battaglia, entrou Palhinha. Sem que o colectivo se ressentisse destas mudanças.

As exibições mais apagadas - destoando do conjunto  - couberam a Tobias Figueiredo (visivelmente nervoso, cometendo preocupantes lapsos defensivos e errando muitos passes) e Alan Ruiz (que ainda não se reencontrou desde que voltou de férias, lento e preso de movimentos).

Foi, em suma, um teste positivo antes dos desafios a sério que estão quase a chegar: o Aves-Sporting, da jornada inaugural da Liga 2017/18, joga-se já a 6 de Agosto.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Tranquilo, sereno, seguro. Melhor momento: bons reflexos a defender, corrigindo um lapso de Tobias Figueiredo aos 41'.

Piccini (24 anos).

Mais desenvolto, mais atrevido, arrancou aplausos ao acelerar junto à linha e galgar terreno aos 56', com a bola dominada. Em plano menos positivo na manobra defensiva.

Tobias Figueiredo (23 anos).

A jogar sobre brasas, denotando fragilidade, despejou demasiadas bolas sem critério para a frente. Quase comprometeu com um lapso defensivo aos 41' emendado por Rui Patrício. Atravessa momento menos bom.

William Carvalho (25 anos).

Jorge Jesus colocou-o a central. Aposta ganha. William defendeu bem, passou melhor, pôs ordem no sector defensivo que tem andado muito intranquilo. Nota máxima.

Coentrão (29 anos).

Ajudou a trancar os caminhos para a baliza leonina e ainda fez duas incursões à frente muito sublinhadas com aplausos em Alvalade. Denota alegria a jogar, o que ajuda muito.

Battaglia (26 anos).

Descomplexado e voluntarioso, abordou todos os lances com determinação e vontade de puxar a equipa para a frente. Muito bom no desarme. Foi um elemento fundamental na prestação positiva do onze leonino.

Bruno Fernandes (22 anos).

Desta vez não deu muito nas vistas pois a equipa preferiu canalizar jogo pelos flancos, procurando menos o eixo do meio-campo. Mas teve apontamentos de inegável qualidade técnica.

Gelson Martins (22 anos).

Grande parte das transições rápidas foram asseguradas pelo extremo leonino, que nunca deixou de se integrar nas manobras defensivas. Outra exibição em bom nível.

Acuña (25 anos).

Criou desequilíbrios no corredor esquerdo e revelou acutilância. Fundamental nas bolas paradas: hoje, tal como contra o Mónaco, foi ele a marcar o canto de que resultou o golo.

Podence (21 anos).

Conquistou por mérito próprio um posto no onze-base deste Sporting. Imprime velocidade ao jogo sem nunca descurar a qualidade técnica. Aos 28' deu um nó cego à defesa italiana que arrancou aplausos no estádio.

Bas Dost (28 anos).

Por vezes transmite a ideia de que se encontra algo desligado do jogo. Mas nos momentos cruciais não falha. Voltou a acontecer: aproveitando um ressalto, não perdoou. Mais um golo para o seu currículo.

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou aos 61'. Vê-se que procura mostrar serviço, agradando ao público e ao treinador, mas não basta revelar vontade: é preciso mostrar mais acerto. O jovem argentino ainda tem muito que corrigir no plano defensivo.

Adrien (28 anos).

Entrou aos 61', na sua habitual posição de médio criativo. Rápido a reagir à perda da bola, ajudou a dinamizar a equipa e a ligar os sectores. Com a qualidade de sempre.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 61'. Percebe-se que procura recuperar a boa forma revelada nas últimas duas épocas, mas está ainda longe de a encontrar. A sua excessiva polivalência em campo, sem uma posição fixa, também não ajuda.

Iuri Medeiros (23 anos).

Entrou aos 61'. Destaca-se pela qualidade de passe, pela visão de jogo e pela eficácia nas bolas paradas. Hoje não teve grande oportunidade de mostrar estes atributos. Mas parece ter agarrado um lugar no plantel.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 61'. Lento, apático, desgarrado da equipa, revelando algum ar de enfado, nada lhe saiu bem. Tentou o passe, sem conseguir. Tentou desmarcações, sem sucesso. Gastou quase todo o tempo a jogar a passo.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 61'. Menos acutilante e muito menos influente do que Podence, o titular da posição de segundo avançado, nota-se no entanto que anda à procura de acertar. Precisa de procurar mais linhas de passe.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 80'. Ainda a tempo de se evidenciar na recuperação de bolas e no reforço do quarteto defensivo. Contribuiu para consolidar um colectivo forte.

As primeiras impressões (6)

O melhor jogo da pré-temporada leonina terminou há pouco em Alvalade, perante mais de 30 mil adeptos. Com uma vitória do Sporting frente ao Wolfsburgo que nos permitiu conquistar mais um Troféu Cinco Violinos.

A primeira parte - em que jogámos com o onze-base que terminou a temporada anterior, já com os nossos quatro campeões europeus reintegrados na equipa - foi muito mais positiva, com claro domínio verde e branco sobre a turma alemã. A nossa vitória (2-1) foi construída nesse período: os jogadores trocaram bem a bola, revelaram muita mobilidade e fizeram uma exibição convincente. Mostrando uma inegável vivacidade e alegria por regressarem aos desafios no relvado, aspecto que merece ser assinalado.

Após o intervalo, Jorge Jesus foi fazendo sucessivas alterações, deixando apenas Rui Patrício em campo, o que afectou a qualidade global da equipa. Foi nesse período que os alemães marcaram o seu golo solitário, insuficiente para travarem a derrota. Mas podiam ter empatado se Rui Patrício não fizesse uma excelente defesa aos 69' - o guarda-redes titular da selecção que conquistou o Euro 2016 merece aliás ser mencionado como o melhor jogador desta partida.

Alguns dos suplentes deram boas provas, outros nem por isso. Mas todos precisam de mais minutos de jogo para ganharem automatismos, desenvolverem destreza muscular e mostrarem o que valem no plano táctico.

Um dos poucos que permaneceram no banco foi Barcos. Sinal evidente de que o treinador não contará com ele. Ninguém tem dúvidas: precisamos de um reforço urgente na frente atacante. Ou talvez mesmo dois.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Qualidade indesmentível. Duas defesas monumentais: uma aos 42', a remate de Ricardo Rodríguez, outra aos 69', travando Kruse, isolado à sua frente. Merece ser distinguido como o melhor em campo.

 

Schelotto - Bastante mais contido do que nos tem habituado, sobretudo nas incursões ofensivas. A defender, voltou a exibir segurança e solidez. A lateral direita parece bem entregue. Saiu aos 65'.

 

Coates - Outra exibição muito positiva, sobretudo na articulação com Rúben Semedo no eixo da defesa. Magistral corte aos 41'. Substituído aos 76'.

 

Rúben Semedo - Voltou à titularidade, evidenciando classe: é um dos jogadores que mais tem evoluído sob o comando de Jesus. Tudo lhe sai bem. Aos 44', pôs fim a um contra-ataque perigoso. Saiu aos 77'.

 

Marvin - A sua melhor exibição da pré-temporada. Foi combativo e arriscou mais incursões pelo seu flanco, sem descurar a vigilância defensiva. Substituído aos 65'.

 

William Carvalho - Regresso em boa forma, com a qualidade de passe que bem conhecemos. Foi o maior distribuidor de jogo da equipa, complementando bem a acção de Adrien na fase de construção ofensiva. Saiu aos 76'.

 

Adrien - O dínamo da equipa, que pauta naturalmente o ritmo de jogo colectivo do Sporting. Marcou muito bem o nosso segundo golo, de penálti (34'). Saiu aos 55', visivelmente cansado, sob uma chuva de merecidos aplausos.

 

Bruno César - Outra boa exibição. Muito dinâmico na ala esquerda, fez um cruzamento perfeito para o primeiro golo e cavou o penálti de que resultaria o segundo. Ainda um grande remate a rasar o poste (31'). Substituído aos 77'.

 

João Mário - Menos explosivo do que nos habituou, demonstrou alguns pormenores de grande classe, sobretudo na forma como domina e transporta a bola. Mas soube a pouco. Saiu ao intervalo.

 

Bryan Ruiz - Com Adrien de regresso, voltou a adiantar-se no terreno. E jogou desta vez no eixo do ataque, tendo Slimani à sua frente, posição em que parece render melhor. Muito marcado pela defesa alemã. Saiu aos 76'.

 

Slimani - O estádio quase veio abaixo quando o argelino regressou aos golos, aos 26'. Com excelente gesto técnico: recebeu a bola de costas, fez uma rotação com ela dominada, driblou Dante e fuzilou. Saiu aos 55', muito aplaudido.

 

Iuri Medeiros - Jogou toda a segunda parte, no lugar de João Mário. Acusa algum excesso de ansiedade, mas vai melhorando de desafio para desafio. Precisa de entrosar melhor com os companheiros de ataque.

 

Palhinha - Outra exibição positiva. Entrou aos 55', com a responsabilidade de substituir Adrien. Mais retraído do que o campeão europeu na fase de construção, foi sobretudo útil no apoio ao nosso eixo defensivo. Cumpriu.

 

Alan Ruiz - Esteve em campo desde o minuto 55, mas não propiciou à equipa as soluções que Slimani fornece no ataque. Hoje pareceu um pouco mais lento e preso de movimentos do que nos jogos anteriores.

 

Jefferson - Substituiu Marvin aos 65'. Tem os defeitos e os atributos simétricos aos do seu companheiro: mais lesto e ousado no ataque, mais inconstante a defender. Podia ter feito melhor no golo alemão, sofrido aos 78'.

 

João Pereira - Rendeu Schelotto ao minuto 65. Os centros não lhe saíram bem e revelou alguma dificuldade em acompanhar o extremo do Wolfsburgo. Mas nunca vira a cara à luta nem desiste do combate, o que justifica elogio.

 

Podence - Entrou aos 76'. Precisa de ganhar traquejo após uma boa época na equipa B. Jesus poderá contar com ele na Liga 2016/17. Destaque para uma grande simulação que possibilitou um golo a Aquilani, infelizmente falhado.

 

Aquilani - Pena ter falhado o golo que Podence ajudou a construir para ele, quase no fim do jogo. Entrou aos 76', para o lugar de William Carvalho. Sabe jogar, mas parece faltar-lhe sempre um suplemento de ânimo.

 

Ewerton - Substituiu Coates aos 76'. Podia ter feito muito melhor no lance do golo alemão, ocorrido em parte devido a uma falha de marcação sua. Está muito longe da forma ideal.

 

Naldo - Rendeu Rúben Semedo aos 77'. Tem disciplina táctica e sentido posicional, embora lhe falte a qualidade de passe do colega. Cumpriu no essencial.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 77', cheio de vontade de mostrar serviço, o que lhe aumenta os níveis de ansiedade. Fez dois bons centros para Podence, já no tempo extra. Qualquer deles podia ter dado golo.

The day after

«Um sonoro rugido de leão ecoava em Alvalade. Era o Sporting, versão 2015/16, em apresentação oficial, antes do jogo com a Roma, para a quarta edição do Troféu Cinco Violinos. O mote estava dado: o acordar do leão - era o que se lia no relvado (...). E este acordar tem um maestro: Jorge Jesus. O novo treinador sportinguista, de resto, foi dos mais aplaudidos da tarde/noite. O efeito Jesus a fazer sentir-se em Alvalade. E ainda por cima o Sporting ganhou o troféu.»

Rui Baioneta, A Bola

 

«O Sporting está a sair de forma promissora na pré-época. Depois de vencer um torneio na África do Sul, apresentou-se aos sócios derrubando o Roma, opositor com assento directo na Liga dos Campeões e que já tinha defrontado Real Madrid e Manchester City sem perder (empatou com ambos e ganhou aos madrilenos nos penáltis). O leão mostra força, organização e princípios de jogo.»

Carlos Machado, O Jogo

 

«Ninguém pode negar à equipa de Jorge Jesus a arte de ganhar bem e mostrar uma superioridade indiscutível.»

Rui Dias, Record

 

«Cinco jogos, outras tantas vitórias e dois troféus conquistados. Sobressaíram [ontem] os nomes de Slimani, incansável e a caminhar a olhos vistos para um estatuto de intocável, e Jefferson, enquanto batedor de bolas paradas capaz de acentuar o factor de desequilíbrio quando o aperto dos jogos for grande.»

Rui Miguel Gomes, O Jogo

 

«Um triunfo frente à Roma, mesmo num jogo com ritmo baixo e sem grandes preocupações competitivas, é um bom tónico para o que se segue. A equipa confirmou que está a crescer e, sobretudo, a conseguir encontrar pontos de definição. Precisamente o que ainda não se viu no Benfica até ao momento.»

Nuno Farinha, Record

 

«A equipa já defende com bastante eficácia, já pressiona com alguma intensidade e é aquela que, na hora de rematar, mais afinada está. Há optimismo no ar para as bandas de Alvalade. (...) E que interessante será, daqui por oito dias, o reencontro de Jesus com o Benfica.»

Rogério Azevedo, A Bola

Começar a ganhar

Dois golos em seis minutos: foi assim que Jorge Jesus se estreou a ganhar como treinador em Alvalade. Slimani (aos 63') e Carlos Mané (aos 69') selaram o triunfo leonino sobre a equipa da Roma, vice-campeã de Itália.

Foi um excelente ensaio geral para a disputa da Supertaça no próximo dia 9. Encerrámos da melhor maneira a nossa pré-temporada, onde não registámos qualquer derrota.

Perante 38 mil espectadores, num relvado em óptimas condições, o Sporting comandou sempre a partida. De tal maneira que os nossos guarda-redes (primeiro Rui Patrício, depois Marcelo Boeck) não fizeram uma só defesa.

No onze inicial, alinhámos com quatro reforços (João Pereira, Naldo, Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez). Mas a vitória construiu-se com a prata da casa, oriunda das temporadas anteriores. A diferença está no comando técnico de Jesus, capaz de potenciar ainda mais as qualidades dos jogadores. Daí este segundo galardão da pré-temporada: depois da Taça Cidade do Cabo, conquistámos hoje com brio o troféu Cinco Violinos.

A nova época promete. Albano, Jesus Correia, Peyroteo, Travassos e Vasques haveriam de gostar.

É uma boa notícia para todos nós.

A noite passada... fui lá!

Regressei a Alvalade para ver um jogo de início de época. Se não fosse a família (filhos e demais parentes) juro que não ia.

 

Mas fui! E gostei do ambiente e da partida. Mais de 31000 pessoas em véspera de fim de semana e de princípio de férias, até que não foi mau.

 

Este era um jogo propício a levar a família mais miúda. E assim foi!

 

Entre os sete e os cinquenta e cinco anos houve oportunidade para tudo: conviver, brincar, tirar umas fotos, gritar por golos, fazer a festa.

 

É isto a alegria do futebol.

 

Foto do Estádio Alvalade XXI, ao intervalo.

Troféu conquistado no regresso a Alvalade

O Sporting venceu esta noite, com inegável mérito, a terceira edição do Troféu Cinco Violinos frente à Lazio de Roma (onde alinhou o ex-Leão Bruno Pereirinha). Neste jogo de apresentação dos nossos jogadores em Alvalade contra a equipa classificada em nono lugar da Liga italiana 2013/14, fomos superiores - sobretudo na primeira parte, de excelente nível. Do ponto de vista táctico, técnico, físico e anímico.

Este desafio - sétima vitória em oito jogos disputados na pré-temporada - permitiu já vislumbrar qual será o onze-base de Marco Silva na época 2014/15. Um conjunto muito semelhante ao de Leonardo Jardim na época passada. Mais maduro, mais rotinado, com mais automatismos de jogo. Num futebol apoiado e de transições rápidas com bola, em sistema 4-3-3. Que potencia as características dos jogadores e promete dar ainda melhores resultados do que os obtidos anteriormente.

 

Notas do jogo:

1. Nenhuma novidade no conjunto titular, excepto os regressos de Rui Patrício e Rojo (para os lugares que nos jogos precedentes da pré-época haviam sido ocupados por Marcelo Boeck e pelo já transferido Eric Dier). Marco Silva opta pelo seguro, que tão boas provas deu. E faz bem.

2. O onze-base permaneceu intacto durante uma hora. E demonstrou que a confiança nele depositada pelo treinador tinha plena razão de ser. O Sporting comandou sempre as operações, foi a equipa mais acutilante e esteve 80 minutos a vencer (com golos aos 5' e 52', enquanto os italianos empataram no final do primeiro tempo e já no período de descontos, quando faltava pouco para o apito final).

3. Nota muito alta novamente para André Martins, o melhor em campo. Marcou o primeiro golo e foi ele que proporcionou a falta dentro da grande área, convertida no segundo golo por Adrien, de grande penalidade. Integrou-se também muito bem nas missões defensivas. Percebe-se que joga mais adiantado com Marco Silva do que sob o comando de Leonardo Jardim, tendo mais liberdade de movimentos. Isto potencia as suas melhores características, como já estamos a observar.

4. O golo inaugural, de bola corrida, culminou uma jogada colectiva do Sporting muito bem executada. Começando por uma recuperação no meio-campo, por Capel, que fez um excelente passe para a desmarcação de Montero, na ala esquerda. O colombiano centrou. André, em corrida, recebeu a bola e rematou em jeito, sem hipóteses para o guardião da Lazio.

5. Rojo actuou muito bem, como patrão da defesa, sem tiques de vedetismo neste regresso a Alvalade após se ter sagrado vice-campeão do mundo em futebol.

6. Aqueles que vão vertendo lágrimas pelo alegado desaproveitamento da nossa formação e pela suposta marginalização dos jogadores portugueses voltaram a falar cedo de mais. Neste jogo Marco Silva fez jogar oito portugueses, sete dos quais oriundos da Academia de Alcochete (Rui Patrício, Cédric, William Carvalho, Adrien, André Martins, João Mário, Carlos Mané e Paulo Oliveira). Os dois golos (de André e Adrien) tiveram igualmente o selo da nossa formação.

7. Montero fez uma assistência para golo, mas continua sem marcar. O que é muito preocupante.

8. A partir dos 60', o treinador ordenou diversas alterações, mandando entrar quase todos os reforços. João Mário para o lugar de André Martins (ovacionado em Alvalade). Paulo Oliveira para o lugar de Rojo. Rosell para o lugar de William Carvalho. Carlos Mané para o lugar de Capel. Depois (74') Tanaka e Slavchev para os lugares de Montero e Adrien. E ainda (84') Geraldes e Shikabala para os lugares de Cédric e Carrillo. 

9. O desenho táctico manteve-se quase inalterado, mas a organização ressentiu-se porque os novos jogadores ainda estão em fase de integração neste modelo de jogo. Mas vários deles continuam a dar boas provas. Com destaque para João Mário, que pode jogar tanto no meio-campo como no eixo do ataque ou nas alas. Tem boa visão de jogo e qualidade de passe, é rápido e sabe escapar com êxito às marcações.

10. Quase todos os reforços melhoraram em relação a jogos anteriores. Paulo Oliveira muito concentrado. Slavchev mais acutilante. Tanaka bom nas desmarcações e também no passe: fez uma assistência perfeita para Carlos Mané aos 86' que poderia ter culminado em golo. Rosell confirmou a boa impressão que causou desde o desafio inicial: tem grande maturidade táctica, uma habilidade rara para recuperar bolas e precisão de passe. É um médio defensivo com aptidões claramente acima da média.

11. Shikabala jogou pouco mais de dez minutos mas foi o suficiente para protagonizar duas jogadas que suscitaram aplausos entusiásticos das bancadas. Parece confiante. Merece mais tempo de jogo.

12. A Lazio empatou num lance rápido de contra-ataque, remetendo a decisão sobre a conquista do troféu para as grandes penalidades. Ocasião que Rui Patrício aproveitou para brilhar ao defender dois penáltis.

13. Nenhum jogador do Sporting chamado a converter as grandes penalidades claudicou perante a baliza italiana. Vale a pena registar-lhes os nomes: Rosell, Tanaka, Jefferson e João Mário.

14. Uma palavra de apreço à RTP por ter transmitido em directo este jogo, acompanhado por 31 mil adeptos no estádio e certamente centenas de milhares pela televisão. Cumpriu, sem dúvida, a sua missão de serviço público.

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