Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Pedras e progesterona verde e branca

884ad753d97c21c635a7481254215fbe.jpg

Sou natural do concelho de Monchique, pelo que, creio, virá daí a precoce paixão assolapada por vulcões. Cresci rodeada por sienito, razão pela qual sei, desde tenra idade, que uma pedra granítica, brilha... Mas se estiver no meio de diamantes, fica a nú o que é verdadeiro brilho. Se afastar os diamantes, a pedra granítica consegue brilhar. Não deixa é de ter as qualidades de uma pedra granítica. Nunca será um diamante. 

Cresci e refinei gostos, como se percebe. 

Que as jóias da Coroa Leonina estejam rodeadas por diamantes, passou a ser o meu desejo leonino para 2021.

«Academia não trata só dos pés, trata também da cabeça» - Aurélio Pereira

0_IMG-20200906-WA0001~3.jpg

Fonte: Sporting Clube de Portugal, por ocasião da remodelação efectuada nas instalações da Academia Sporting, em Alcochete, nas paredes da qual Aurélio Pereira foi retratado. Na imagem, Aurélio Pereira e Paulo Gomes

 

O nome dispensa apresentações. A obra, fala por si e excede há muito as paredes de Alcochete. Dele se diz ser o grande responsável pela captação de talento para os do Leão Rampante e da listada verde e branca. Dele se diz, ainda, ser o enorme responsável pela forma de trabalhar, no seu todo, com crianças e jovens que vestem as nossas cores.

Mais do que a imagem colada na parede, cada tijolo em que assenta o às de trunfo do Sporting, a AS*, foi por si e por aqueles que escolheu, cimentado. Um dos pilares desta complexa estrutura, Nuno Mota, deixou-nos. Certamente não por sua vontade, mas no âmbito das exigências trazidas pela pandemia - e que pandemia...! -, que conduziram ao despedimento colectivo anunciado recentemente.

Na hora de render homenagem ao Homem, mais do que plasmar um rosto na parede, manter vivos os pilares que o mesmo escolheu e aprimorou, parece tarefa muito exigente. Impossível, até. Medonha pandemia...

Difícil de digerir, este Janeiro de 2021, já que ainda a 19 de Novembro de 2020 foi anunciado Carlos Tavares, vindo do Futebol Clube do Porto, como reforço para a estrutura de recrutamento da Academia de Alcochete.

Entristecida, ainda que não surpreendida, com o rumo dos acontecimentos, escolhi relembrar Aurélio Pereira e trazer os desenvolvimentos trazidos pela actual Direcção da Academia Sporting, por mais do que deferência, reverência para com Homem, Obra e obreiros.  

A frase que titula este texto é, naturalmente, de Aurélio Pereira e serviu de título para a entrevista concedida a António Pedro Pereira e Isaura Almeida (Diário de Notícias) a 25 de Outubro de 2008

Nessa altura, há 12 anos, dizia-nos Aurélio Pereira:

«[...] E que tipo de jogador formamos na Academia? Com cabeça, tronco e membros. O número de ingredientes que contribuem para o sucesso é menor dos que levam ao insucesso. Hoje temos todas as condições, com uma equipa extraordinária de pessoas e onde se respira um ambiente de sã camaradagem, e isso passa para os jogadores. [...]»

 

“No Sporting o mau aluno não tem lugar.” Este é o lema?

«Não, não é esse o lema. Criámos uma Academia essencialmente para formar jogadores, não vamos ignorar isso. A filosofia da Academia é essa. Quando escolhemos o nome de Academia Sporting em vez de centro de estágio não foi por acaso, porque a Academia não trata só dos pés, trata também da cabeça. Maus alunos, felizmente temos poucos.»

 

«É por isso que é importante ter um Gabinete Psicopedagógico?

Os clubes têm de ter capacidade para poder dialogar com os pais e eu sou normalmente a primeira cara que a família vê. Por vezes querem entrar mais na esfera desportiva do que na sua, de educadores. Isto não é uma crítica aos pais, mas é assim que funciona. Quando um jovem não joga o tempo que o paizinho quer e eles mostram descontentamento, eu digo sempre que ele devia ir a pé a Fátima agradecer ter filhos numa instituição chamada Sporting, onde estudam, são acompanhados e sabem que estão em segurança

 

Antes ainda, a 3 de Junho de 2007, em entrevista concedida ao jornal Público: 

«Não é só de futebol que estamos a falar. O acompanhamento dos jovens jogadores tem de se estender às mais diversas áreas, dos estudos à formação cívica, do ensino das regras do desporto até aos conselhos sobre nutrição, higiéne, vícios. Entre o sucesso desportivo e o insucesso às vezes vai apenas um pormenor", avisa Aurélio Pereira. E ele sabe do que fala. Ele viu crescer alguns dos melhores futebolistas mundiais das últimas décadas.»

«Hoje, com a Academia de Alcochete, o Sporting é apresentado como um exemplo de excelência na área da formação de futebolistas. "A nossa missão é produzir jogadores que possam jogar na primeira equipa. E a missão está a ser cumprida", diz o responsável pelo recrutamento (...)» [negrito meu]

 

A 9 de Julho de 2016, Tiago Palma desafiou Aurélio Pereira a falar para O Observador, sobre cada um dos jogadores do Sporting que, no dia seguinte, bom, no dia seguinte Portugal conquistaria o Campeonato da Europa com, apenas, 10 jogadores formados no Sporting Clube de Portugal. Retalhos preciosos cuja leitura recomendo, também, por permitir ver no plano concreto aquilo que acima, de forma teórica, Aurélio Pereira foi, ao longo dos anos, dizendo. E mais do que dizer, fez. E fê-lo tão bem, que chamar aos 10 jogadores da nossa formação "Os Aurélios" é da mais elementar justiça. 

 

Já a 12 de Setembro de 2019, neste blogue, Pedro Correia partilhou alguns trechos de uma entrevista que Aurélio Pereira concedeu nesse mesmo dia ao jornal A Bola, de entre os quais destacaria, para já, apenas um:

«O foco é no jogador e nos seus comportamentos; o acompanhamento, quer social, quer escolar, somos nós que fazemos. Isso é um trabalho altamente complexo. Tomar conta dos filhos dos outros é muito pior do que os nossos. Temos de estar preparados para isso.» [verdito meu]

 

Mais recentemente, nas páginas 16 a 19 da edição 3780 do Jornal Sporting (9 de Julho de 2020) encontramos uma entrevista a Tomás Morais, director de futebol de formação e liderança, a partir da qual é possível obter os seguintes esclarecimentos quanto ao inovador trabalho que está a ser feito na Academia Sporting:

 

«O que é o modelo centralizado no jogador que tem sido trabalhado e implementado no Sporting CP?

Consideramos que o modelo centralizado no jogador é a capacidade que toda uma equipa multidisciplinar formativa tem para colocar o foco no jogador e não apenas num sentido colectivo. Nesta perspectiva, o atleta é o principal interveniente no processo. Tencionamos, acima de tudo, formar jogadores completos, que se tornem autónomos, resilientes e que sejam física e cognitivamente superiores. Desta forma, acreditamos estar a valorizar e a maximizar o talento individual de cada um sem retirar a capacidade criativa que mais tarde irão fazer toda a diferença.
Acreditamos que com esta visão estratégica podemos dar cumprimento aos princípios gerais e específicos de um modelo formativo que vise essencialmente o desenvolvimento e potencialização do jovem jogador enquanto pessoa e atleta, estamos em simultâneo a formar equipas no expoente máximo das suas plenitudes. Para que tal aconteça e para que estejamos mais perto do sucesso, é fundamental a existência de um ambiente positivo entre todas as áreas suportado por bom senso, comunicação permanente, capacidade crítica construtiva e a vivência diária de valores comuns.

 

Quais são as suas características mais importantes?
Numa fase inicial procurámos definir um propósito sustentado na nossa visão, missão e valores. Numa segunda fase definimos uma estratégia para estarmos efectivamente capacitados para potenciar não só o talento existente, mas igualmente preparados para o que nos vai chegando através da nossa área de recrutamento e identificação de talento. Numa terceira fase apostámos na nossa estrutura de forma a maximizar a competência interna e criar padrões de coerência. Por último, contruímos um processo multidisciplinar para a essência: o futebol. Só com um ambiente positivo de aprendizagem conseguimos que todos os jovens evoluam diariamente com o processo de treino e retirem o maior número de ferramentas que lhes garanta a revelação de todas as suas capacidades, em qualquer que seja o contexto competititvo onde joguem. Este modelo acaba por valorizar, envolver, motivar e mobilizar a excelência profissional existente em todos os colaboradores da Academia nas suas diferentes áreas. [negritos e sublinhados meus]

 

O longo e reconhecido passado no râguebi infuenciou, de alguma forma, o modelo centralizado no jogador que implementou no Sporting CP?

Não especificamente porque a norma deste modelo holístico é a sua implementação pelas direcções técnicas, por todo o quadro de treinadores e técnicos desportivos que, desde a base até ao longo da pirâmide da formação desportiva, diariamente trabalham com os jogadores. Compete-me, enquanto director, proporcionar reflexões, discussões, a revisão do pensamento e caminho estratégico, bem como a criação de um ambiente propício a que tudo se desenvolva. Como acreditamos que este é o modelo certo, gostaríamos que ficasse e fosse implementado independentemente de quem estiver na liderança directiva ou técnica do futebol de formação. Temos a responsabilidade de melhorar o legado que nos foi deixado! O maior exemplo passa por dar expressão a tudo o que o senhor "formação" Aurélio Pereira continuamente nos ensina e transmite. Na formação estamos sempre a aprender... [verdito e sublinhados meus]

 

Qual é o objectivo primordial do modelo centralizado no jogador?

É potenciar todas as qualidades futebolísticas que o jogador tem individual e colectivamente. Suportado por um trabalho orientado nas áreas mental, física e estrutural. Sabemos que todas a funcionar numa dinâmica perfeita resultam naquilo que se pretende: um atleta integral, dentro e fora do campo. O foco no jogador permite a conciliação perfeita entre a sua vida futebolística e as vertentes familiar, social e escolar, dado que neste processo participam diferentes agentes desportivos para que em sintonia ponham em prática todos os detalhes tanto educativos como formativos. Deste modo, podemos atingir aquele que é o grande propósito da Academia Sporting: formar jogadores capazes de chegar e afirmarem-se na equipa principal do Sporting Clube de Portugal. Para que isso aconteça, as nossas acções diárias têm de ser boas e detalhadas, mas também de grande consistência entre toda uma vasta equipa que tem por único objectivo pensar que a razão da sua existência é a construção do jogador e do homem na vida e no campo.

 

O que foi necessário alterar para implementar este modelo?

Acima de tudo, a construção de um plano estratégico que envolveu na sua liderança e administração, o director técnico, o director da formação, o director  da Academia e os coordenadores de cada área multidisciplinar. Conscientemente no nosso modelo operacional motivámos todos os colaboradores da Academia a revelarem as suas competências num único propósito. Encontramos em todos aqueles que estão de corpo e alma no Clube uma vontade férrea de continuar a colocar a Academia Sporting como uma referência mundial em termos formativos. Os que entraram, depressa se enquadraram neste estímulo e nesta enorme vontade organizacional de fazer mais e melhor pelo Sporting Clube de Portugal. [negrito e sublinhados meus]

 

Fora de campo, a nível cívico, social e educacional, o que tem sido feito?

Devemos sempre associar a vertente desportiva à vertente humana. Um atleta é tão ou mais capaz de revelar as suas competências e qualidades quanto melhor pessoa for. Tentamos a todos os níveis incutir uma liderança ética e construtiva baseada no exemplo, com responsabilidades partilhadas, princípios de proximidade e acompanhamento. Queremos, na Academia, criar um conjunto de estímulos com origens muito diferenciadas para os sensibilizar que a vida passa por momentos contínuos de sucesso e frustração e a forma como sabemos estar e reagir perante os obstáculos vai fazer toda a diferença. O valor do jogador não está apenas na paixão que coloca no treino e no jogo, mas também na sua capacidade de se sacrificar para aquilo que é a missão do Clube. Só assim poderá dar corpo aos seus sonhos. [verdito, meu]

 

Qual era a urgência de mudar o paradigma quando chegou ao Sporting CP?

Um paradigma nunca é nem pode ser mudado por uma pessoa apenas. Venho de uma essência colectiva e acredito que o somatório de um conjunto de valências de vários especialistas é sempre superior a um pensamento egocêntrico. Como tal, havendo uma nova visão suportada por um propósito muito claro que a administração nos passou desde o príncipio, sentimos que era preciso aprender com o passado e reter todo o triunfalismo histórico que o Sporting CP tem na formação, mas também incutir novas reformas organizacionais e funcionais. Daí que a transparência entre todos e a capacidade de dar voz a todos os envolvidos, desde as escolas Academia, Academias Formação Sporting, Pólo EUL até à Academia, teriam de ser o lema de suporte para todas as transformações a efectuar. [sublinhados e negritos, meus]

 

O que falta fazer em relação ao modelo centralizado no jogador?

Continuarmos a aplicar o nosso esforço e conhecimento naquilo que é realmente importante: o jogador. Não perdermos energias e tempo com os factores que não levam o Sporting CP a caminho algum e focarmo-nos naquilo que importa e interessa. Temos, cada vez mais, de ser credíveis, coerentes e justos. Temos de deixar a cultura de depressão nas pequenas derrotas e a euforia nas vitórias, porque o objectivo é a criação de uma estabilidade que permita tornar estes momentos efectivamente naturais, como parte fundamental do processo de crescimento desportivo. [negrito e verdito meus]

 

Quais são os objectivos a curto e a longo prazo?

O grande objectivo, seja a curto ou a longo prazo, é formar e preparar jogadores para a equipa principal. A formação nunca está completa, é altamente dinâmica e aberta, sendo um somatório de todas as mais-valias daqueles que em dado momento contribuíram para as aprendizagens dos jogadores. Um projecto formativo deve ser silencioso e virado essencialmente para dentro. Só assim geramos a tão necessária confiança e a mobilização do contributo de todos os envolvidos.» [verdito, meu]

A entrevista de Tomás Morais prolonga-se para além dos trechos aqui partilhados, mas no essencial, esta foi a mensagem que quis transmitir aos leitores do Jornal Sporting.

 

Aurélio Pereira é unanimemente considerado "O Senhor Formação" (confira, por favor, a fotografia acima), foi o responsável pela criação do Departamento de Recrutamento do Sporting Clube de Portugal em 1987/1988** e disse-nos ainda em 2019:

«Há duas coisas que têm de caminhar lado a lado: o recrutamento e a área técnica. São dois pilares de uma academia, sem esses pilares conscientes não há trabalho de nível tão elevado. Temos nesta altura essa simbiose, está a crescer dia a dia. Falamos a mesma linguagem. O novo director técnico, o Miguel Quaresma, tem sido um homem certo no lugar certo.»

Infelizmente, também Miguel Quaresma e Raul José já nos deixaram (em Maio de 2020). 

 

Ao Mestre Aurélio Pereira e ao Nuno Mota, a este último pelos 16 anos de Esforço, Dedicação e Devoção à formação leonina, a minha vénia. A Glória, está em muito mais do que é visível aos nossos olhos, é verdade. Está na acção da verdadeira estrutura invisível que sempre foram. A Glória, estará sempre no pioneirismo e carácter que revelaram continuamente e na magia que os vossos diamantes espalham no relvado, cá e pelo mundo.

Obrigada, é pouco. É muito pouco. 

*Academia Sporting, actualmente conhecida por Academia Cristiano Ronaldo.

**Em entrevista ao jornal Público é dito 1987, na entrevista ao jornal Diário de Notícias, 1988. 

Triste, muito triste...

Ontem foi feio, muito feio.

Resta-me pensar que se foi assim o início de época, pior não pode acontecer… logo só poderá melhorar!

Em cada início de época há sempre, entre os nós, sportinguistas, um profundo amargo, pois sendo o Sporting um dos melhores alfobres de jogadores vimo-los ser ultrapassados na ascensão à equipa principal por outros ‘importados’ de qualidade duvidosa. O Pedro Correia fez aqui uma lista de jogadores contratados deste calibre, durante a vigência das presidências de Bruno de Carvalho, outras poderiam ser feitas para outras presidências e o resultado seria idêntico. Depois poderiam ser comparadas essas listas com a dos jogadores aqui formados e que, por qualquer razão, não ascenderam à equipa principal. Um dos méritos deste benfica (sim, cuspi para o chão) é saber aproveitar a sua insípida escola e conseguir fazer com que um burro pareça um puro-sangue. Nós, que temos os puros-sangue, não os queremos, preferimos sempre ‘comprar’ burros que efectivamente se parecem com burros (peço desculpa pela linguagem).

É assim…

Em choque!

  • Ontem enquanto o telemóvel me ia indicando a marcha do marcador (assim que a equipa adversária marcou desliguei a televisão!).
  • Esta noite por causa de um pesadelo que tive.
  • De manhã porque constatei que não fora pesadelo, mas triste realidade!
  • Pelas lágrimas vertidas por Thierry Correia! O puto não merecia.
  • Com Frederico Varandas pelas lágrimas que não chorou.
  • Pelo lugar no Estádio que adquiri e que, provavelmente, jamais será ocupado esta época.
  • Com os meus quarenta anos de sócio.
  • Com a falta de qualidade do nosso treinador (as taças da época anterior foram mais demérito do adversário que mérito da equipa leonina).

Por fim este não é, definitivamente, o meu Sporting.

Desilusão das grandes

Num ano muito delicado, a viver a pior fase da época, o Sporting deixa Nani e Montero irem embora???

Logo dois dos mais virtuosos e dedicados jogadores do plantel?!

Desculpem, mas esta notícia fere mais a nossa alma de leão do que a derrota de ontem. 

E tenho especialmente pena pelo Nani, que ainda em Dezembro disse que voltou pelo prazer de representar novamente o Sporting, ao invés de seguir carreira na China ou Arábia de onde surgiam propostas financeiramente bastante mais apelativas.

Não merecemos este golpe. Que desilusão das grandes.

Tristeza

Fico muito triste pela gestão sem nenhum rumo do futebol do Sporting, já aqui bem criticada no blogue por muitos colegas. Fiquei obviamente muitíssimo triste pela copiosa derrota, no nosso estádio, no passado fim de semana, consequência em grande parte dessa gestão. Mas nada me deprime tanto como verificar mais uma vez que alguns dos nossos adeptos são uns calimeros. Não a maioria (isso tem sido demonstrado nas provações que temos sofrido), mas uma minoria bem ruidosa.
Ao ler um conhecido blogue sportinguista, na antevisão do dérbi um adepto afirma que vai trabalhar enquanto tenta "contrariar a vontade de começar a distribuir cabeçadas por todos os lampiões filhos da puta" que há no seu trabalho. Acho inconcebível como um adulto escreve e admite uma coisa destas em público. E nem estou a falar no "distribuir cabeçadas", que com um pouco de boa vontade admito que não passe de um exagero de linguagem (de muito mau gosto). Mesmo admitindo que a violência fosse somente verbal: de que adiantaria? Para mim, o que sempre distinguiu os adeptos sportinguistas foi a capacidade de serem superiores a este tipo de provocações, fosse no trabalho ou na escola (situações deste género são infantis ou adolescentes). Enfim, poderíamos admitir que o tal adepto sportinguista estava só a desabafar no blogue. Mas o pior vem logo a seguir, quando conclui: "tivessem os filhos da puta do nossos jogadores que aturar estas merdas todas as semanas e corriam bem mais do que correm hoje." Os jogadores agora teriam todos que ter a vidinha de merda deste adepto. Daqui a invadir a Academia vai só um passo. Talvez este calimero não o faça pessoalmente, mas não me admiraria que apoie quem o fez.

Somos diferentes...

Confesso que não vi o jogo, ontem era impossível eu ver jogo algum. Tinha a expectativa de, à posteriori, o rever, porém não o fiz. Sei o resultado e chega para não querer saber mais nada sobre ele. Não sei as ocorrências nem tão pouco quem marcou os golos. Não sei nada, nem quero saber, aliás, sei que perdemos!

 

Sim, perdemos! Mas ganhámos, pois dentro da nossa tristeza, sinto um enorme orgulho em ler os vários textos que aqui foram escritos.

 

Somos diferentes!

Casa onde não há pão...

É só para dizer que espero sinceramente que a gente ganhe ao Benfica no Domingo, apesar de isso não contribuir em nada para a reiterada convicção do nosso treinador de que ainda estamos na luta pelo título. O homem tem uma veia humorística que não lhe conhecíamos...

Bom, mas não foi para isso que aqui vim. Vim cá hoje para registar com agrado alguns posts dos meus colegas autores sobre esta "apagada e vil tristeza" por que vamos passando nestes dias. Não é caso para dizer "eu avisei", que eu não avisei ninguém, mas se lá atrás tivéssemos posto de lado o coração e tivéssemos feito apelo à razão, não seria difícil adivinhar que o resultado seria o que está à vista.

Não venho aqui cobrar nada a ninguém. Mas venho lembrar promessas. Eleitorais algumas delas.

Que uma vitória no Domingo nos dê pelo menos algum ânimo.

O fim do vandalismo

Acabou a Taça de Portugal mas infelizmente ainda não acabou a nossa tristeza. Alguns dos nossos melhores jogadores de futebol poderão esta semana invocar justa causa para rescindir contrato com o clube, provocando uma hecatombe sem precedentes em termos financeiros, desportivos e reputacionais. Se isso acontecer, o culpado é mais uma vez o ainda presidente do Sporting. Foi o seu populismo vazio que provocou mais uma época sem títulos em Alvalade e foi o seu fanatismo que, no limite, deu origem à tragédia de Alcochete. 

 

O ainda presidente nem consegue perceber o mal que está a fazer ao Sporting, nós Sportinguistas temos que acabar com isto. Sem medos, sem apelos de grupos de pressão e sem repetir outros erros do passado. O Sporting está a passar uma fase negra e é preciso termos coragem para afastar o vandalismo do clube. Esteja ele instalado nos camarotes ou nas claques. O Sporting tem que ter futuro, não pode ficar refém desta turba.

Do pecado da vaidade

Vejo amigos relembrarem outras agressões de adeptos de outros clubes em várias épocas. Lamento, mas isso não me serve de consolação.

Antes de explicar porquê, devo um pedido de desculpas a muitos adeptos de outros clubes pela minha insolência e arrogância, mas a verdade é que muitas vezes me considerei, como adepta e apenas como adepta, dona de uma certa superioridade moral.

Ser do Sporting sempre foi um motivo de imenso orgulho para mim. Ver os meus filhos crescerem como Sportinguistas ferrenhos era também motivo de orgulho e até vaidade. Diziam-nos muitas vezes "mas não ganhas nada!" e eu ria-me por dentro e repetia "Vocês sabem lá! ". Sabem porquê? Porque tudo o que haviamos ganho era honesto, limpo e muitas vezes, era ganho apesar dos esquemas de outros, das negociatas, dos roubos descarados. Eternos derrotados mas de cara limpa, erguida, com brio.

Por isso, desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.

Quem semeia ventos...

Tudo na vida tem um contexto e uma conjuntura. 

Quando há elementos de uma claque que acham normal (e pelos vistos até consideraram que era uma boa ideia) o que hoje aconteceu, isso só pode ser explicado por um contexto de guerrilha permanente que foi introduzido no Sporting - e que chegou ao cúmulo de colocar os adeptos contra os jogadores - e por uma conjuntura de falta total de valores que não se coaduna com o Sporting Clube de Portugal. 

 

Parabéns!

O senhor Presidente, em poucas semanas, estragou mais a imagem do Sporting que qualquer derrota que uma das nossas equipas possa eventualmente ter tido.

Só pode estar de parabéns! Provavelmente orgulhoso do seu papel.

Limpe-se bem a este guardanapo!

E espero que tenha o bom-senso de no próximo domingo não aparecer no Jamor.

Tristeza que não acaba, meu querido Sporting, temos de lhe pôr um fim

Lamento e choro. O que nos chega de Alcochete causa-me um sofrimento inaudito. As imagens das agressões ao plantel, da invasão da Academia metem medo. São medonhas. Aterradoras.

A cabeça do Dost é a nossa. Fomos todos agredidos hoje. O Sporting foi violentamente agredido. O desporto em geral vilipendiado. As regras da sociedade escabrosamente violadas.

Tem de haver responsáveis! Fora mas também dentro do clube! Sobretudo dentro do clube. A forma como o Sporting tem sido presidido acabou neste lamentável episódio. Uma presidência de confrontação. De dividir para reinar. De virar até os adeptos contra os atletas, os nossos ídolos.

Tudo isto, infelizmente, a que temos assistido nas últimas semanas é o corolário de uma presidência altamente nefasta para o nosso clube.

Isto não se pode repetir. Nunca nada será igual.

Abaixo convidei a oposição a avançar. Redobro o convite. Relanço ainda mais fervorosamente o repto para que um verdadeiro líder resgate para nós o nosso querido Sporting.

Avança!!!!

Vivó Sporting!

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D