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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Depois do Vilarreal, Roma e Sevilha, foi a vez do Wolverhampton, a equipa mais portuguesa da Premier League, servir de adversário exigente e bem adequado para nos preparar uma entrada na época oficial da melhor forma. Tendo o resultado um valor secundário nestes encontros, o Sporting acabou a ganhar um e a empatar três jogos.

Se calhar pelas cargas físicas da semana, a verdade é que muitos jogadores entraram muito "presos" em campo, lentos a pensar, a executar e a intervir, e assim os passes perdem-se, os desarmes são faltosos, os remates saem sem convicção, e o 3-4-3 "plano A" deixou muito a desejar. Ainda assim, quase todos os do onze inicial ficaram até ao fim do jogo para ganhar endurance para o que aí vem.

O melhor do jogo foi mesmo o desempenho de Morita à frente da defesa: combativo enquanto "teve pilhas" e com excelente passe a curta e longa distância. E também a desenvoltura de Israel a mostrar competência em tudo o que teve de fazer, incluindo uma excelente saída aos pés de um adversário isolado que evitou o golo iminente.

Além disso, é claro que Trincão vale dez vezes mais do que hoje mostrou, que Matheus Reis e Edwards são os jogadores que estão a um ritmo superior aos outros, e que com mais uma semana de trabalho teremos equipa para Braga, que é o mais importante.

É verdade, o Paulinho - também ele muito abaixo do que pode e sabe - assistiu para Trincão falhar, e sacou um penálti. 

SL

O dia seguinte

Foi tudo menos um amigável o jogo de hoje no Estádio do Algarve do Sporting de Amorim contra a Roma de Mourinho.

Dum lado uma equipa séria, a jogar futebol e a testar quase o seu melhor onze para os jogos importantes que se avizinham, do outro um bando de jogadores a fazer pela vida e a bater forte e feio, com algumas noções do jogo colectivo mas condicionados pela rotação decidida do banco.

Tudo isso com uma arbitragem com altos e baixos, que não se conseguiu impor aos excessos dos romanos mas que tambem não estragou o espectáculo. No final, se calhar o Sporting ainda recebeu mais cartões do que o Roma para calar a boca a Mourinho com o penálti bem assinalado. Nem faço ideia como é que metade da nossa equipa, a começar por Matheus Nunes, tem as pernas, espero que nada fracturado nem rasgado. Agora banhos e massagens para estarem bons para domingo.

 

Passando ao.jogo propriamente dito. Amorim testou mais uma vez a táctica "dos 3 baixinhos", que jogam muito, rematam pouco e marcam menos ainda. Foi preciso um penálti para marcar e chegar ao intervalo com um empate e mesmo assim dando um banho de bola à Roma.

Depois entrou Trincão e ainda mais se notou a falta duma referência ofensiva, porque ele é muito mais do que um jogador de pequenos espaços como Edwards ou o Rochinha.

Entrou Tabata e finalmente tivemos alguém que recebe, roda e remata, um ponta de lança. Que nos deu a vitória.

 

Gostei muito, como todo o estádio gostou, da exibição do Sporting. Todos os reforços estiveram muito bem, a equipa fez um belíssimo teste para o que aí vem no arranque do campeonato, o Pote voltou a ser de ouro mas o melhor de todos foi... aquele uruguaio meia-leca... como se chama.. Manuel? Ugarte?

Alguns perguntarão (como o fizeram nalgumas tascas da net) como é possível o Sporting ter conseguido contratar um jogador assim. Dizem que é da Gestifute e de Jorge Mendes. Só pode ser mesmo gestão danosa de negociadores incompetentes. Pelo menos para alguns que ainda fazem contas sobre quanto custou Paulinho. Saberão eles quanto custou o Abraham ao Roma? 40M€. Marcou algum golo? Não, deu a marcar. Também não presta???

 

PS: Uma vergonha os insultos ao Rui Patrício patrocinados por quem, ou pelos amigos de quem, toldados de raciocínio e ao abrigo do desvario dum presidente que acabou destituído e expulso, o andou a bombardear com tochas em Alvalade e assaltou Alcochete para lhe bater a ele e a outros como ele.

SL

O problema do costume

Sporting, 1 - Villarreal, 1 (jogo-treino)

 

O tempo vai passando, outra época já se prepara, alguns nomes novos marcam presença no plantel, mas uma questão de fundo subsiste: continuamos com escassas oportunidades de golo e são raros os desafios em que a metemos mais de duas vezes no fundo das redes.

Ontem, no primeiro-jogo treino da pré-temporada com público, no estádio do Algarve, só conseguimos fazer uma vez o gosto ao pé. Foi aos 40', num vistoso disparo de Pedro Gonçalves - o mais inconformado e mais eficaz dos nossos jogadores. Aproveitando assim a primeira (e talvez única) oportunidade que tivemos nesta partida contra o Villarreal, muito bem orientado por Unay Emery, um dos melhores treinadores espanhóis da actualidade.

Não esqueçamos que esta equipa valenciana foi recente semifinalista da Liga dos Campeões.

 

Houve preocupantes perdas de bolas motivadas por desconcentração (Marsà, logo a começar, Matheus Nunes e Matheus Reis, por exemplo). Num desses lances, que o jovem Hevertton protagonizou pela negativa, o Villarreal aproveitou para empatar. Adán, na baliza, nada podia fazer.

Assinale-se a estreia do recém-chegado Francisco Trincão - que fica com o n.º 17, de tão boa memória pois nos faz recordar a proveitosa passagem de Pablo Sarabia por Alvalade. Entrou só aos 65', sem grande protagonismo. 

De resto, velhos problemas ainda sem solução à vista. O maior de todos é a fraca produção ofensiva traduzida em remates enquadrados.

Alguns cruzamentos na zona mais adiantada que não encontravam ninguém na zona de tiro e Paulinho a «arrastar os defesas» (como repetia o entusiástico comentador da TVI) mas demasiado parcimonioso na hora de ser ele a tentar o golo.

Talvez se sinta mais inspirado a partir de agora, que passa a jogar com o n.º 20 nas costas (repetindo o número que usava em Braga).

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Fez toda a partida, ontem como capitão. Seguro entre os postes. Sem culpa no golo de Baena, sofrido aos 76'.

Gonçalo Inácio - Central do lado direito, pareceu o mais tranquilo do bloco defensivo. Duas boas bolas lançadas em profundidade.

Marsà - Estreia como titular entre os "grandes", no lugar de Coates. Começou muito mal, mas foi ganhando confiança.

Matheus Reis - Bom entendimento com Nuno Santos na ala esquerda, mas sem os rasgos a que nos habituou.

Esgaio - Titular como ala direito, jogou pelo seguro sem exuberância nem nenhum lapso digno de registo.

Ugarte - Início algo atabalhoado, acusando nervosismo. Falta-lhe apurar a condição física neste recomeço dos trabalhos.

Matheus Nunes - Gosta de pautar o jogo, mas agarra-se por vezes em excesso à bola. Perdeu alguns duelos.

Nuno Santos - Muito voluntarioso, tanto a atacar como a defender, comportou-se como dono do corredor. Só lhe faltou afinar a pontaria.

Tabata - Protagonizou alguns dos melhores lances da primeira parte, actuando como interior direito. Tentou três vezes o golo.

Pedro Gonçalves - Serviu duas vezes os colegas, em vão. À terceira, deixou-se de cerimónias e marcou um grande golo, num tiro indefensável. Mostrando como se faz.

Paulinho - Boas movimentações lá na frente, abrindo espaço para os colegas. Mas faltou-lhe o mais importante: golo.

Hevertton - Rendeu Gonçalo aos 65'. Pouco depois abriu uma avenida que possibilitou o golo espanhol.

Dário - Entrou aos 65', para o lugar de Ugarte. Muito combativo, aguentando faltas e sem desistir dos lances.

Trincão - Estreia absoluta de verde e branco. Ainda sem entrosamento com os colegas, valeu pelos aplausos que ouviu ao entrar (65'), substituindo Matheus Nunes.

Rodrigo - Substituiu Paulinho aos 78' quando a equipa já acusava algum cansaço. Mal se deu por ele.

Renato Veiga - Rendeu Pedro Gonçalves aos 87'. Percebe-se que tem vontade e que não lhe falta boa técnica.

O Sporting e Jorge Mendes

Num negócio intermediado por Jorge Mendes, o Sporting contratou um jovem internacional A ao Barcelona em condições bastante favoráveis.

Contando já com Francisco Trincão, são três os jogadores do plantel agenciados pela Gestifute. Manuel Ugarte e Daniel Bragança são os outros dois. Entretanto foram saindo jogadores que ainda são ou passaram depois a ser agenciados por aquela empresa: Rui Patrício, Rafael Leão, Daniel Podence, Thierry Correia, Rodrigo Fernandes, André Geraldes e mais um ou outro.

Ao contrário do que dizem alguns, Rúben Vinagre é agenciado por Jorge Pires, tal como Pedro Gonçalves e Nuno Santos. Claro que a proximidade de Jorge Pires a Jorge Mendes deve ser grande, mas se formos por aí qual é o grande empresário português que não está ou quererá estar próximo de Mendes?

É óbvio que, além da Gestifute, o empresário construiu toda uma rede de negócios e de influências que o colocou próximo dos grandes clubes europeus e com um pé bem dentro doutros não tão grandes e no centro das maiores transferências.

E as grandes transferências ocorrem em carrossel, com jogadores a entrarem para colmatarem a saída doutros, num sentido ascendente ou descendente. Ainda agora entra o Raphinha e sai o Trincão no Barcelona, para o Sporting veio Ugarte para que Palhinha pudesse sair. 

 

O que conheço de Jorge Mendes é pela comunicação social. Parece que vive bem e a mulher também, noto que se trata de alguém muito reservado e avesso a entrevistas, e de quem muito poucos se queixam de faltas de palavra ou vigarices nos negócios que mantêm com ele.

Como toda a regra tem excepção, o Sporting teve um presidente que entrou em conflito com ele penso que devido ao processo de renovação de Adrien Silva, como já tinha entrado em conflitos com outros. Exactamente o mesmo que deixou a situação descambar ao ponto de termos a academia de Alcochete assaltada, jogadores agredidos, rescisões de contratos, e a figura de Mendes a emergir como pivot de muitas movimentações em benefício ou prejuízo do Sporting.

Com a entrada em cena de Frederico Varandas e Hugo Viana, a relação com o empresário tem sido cordial e proveitosa. Começou logo pela negociação com alguns dos fugitivos que ainda está para concluir, faltando apenas resolver o caso de Rafael Leão. Na saída de Thierry Correia, com a colaboração de Mendes o Sporting passou a conseguir vender aos grandes como o ManUnited e o PSG, e vender/comprar jogadores a clubes a ele ligados. 

 

Parece-me que o volume de negócios de Jorge Mendes com o Sporting é bem menor do que acontece com Benfica e Porto.

Podia o Sporting dar-se ao luxo de passar ao lado do poder e influência de Jorge Mendes? Obviamente que não, porque tem objectivos desportivos e financeiros exigentes para cumprir.

Muito menos pode estar refém do caldo de cultura que ainda reina nalguns sectores, que recusa "o futebol moderno" e pensa que "o presidente do Sporting está lá para defender os interesses do clube, os empresários e os jogadores que defendam os deles".

Não é assim que as coisas funcionam, nem num clube como o Sporting, nem numa empresa, nem na vida privada de todos nós. Funcionam muito mais por relações de "win-win" equilibradas e diversificadas.

Como aconteceu com a saída de Luis Maximiano, por exemplo. Encontrou-se de facto a melhor solução para todos os envolvidos.

"Trincão? É bom para o Sporting e para o jogador", diz agora o adjunto de Paulo Bento, João Aroso. Pois é.

SL

Trincão: sim ou não?

francisco-trincao-en-un-partido-con-el-wolverhampt

 

É voz corrente que Rúben Amorim gostaria de contar com Francisco Trincão no Sporting. O técnico leonino conhece o jovem extremo, agora com 22 anos, desde que o treinou no Braga e já lhe fez elogios públicos. Também não é segredo que Trincão desejaria trabalhar novamente sob a orientação de Amorim, agora em Alvalade.

Será possível? Será viável?

Seria um verdadeiro trunfo para a nossa campanha da próxima época? 

Fica o debate aberto a quem queira intervir.

Recordo que Trincão está sob contrato do Barcelona, que em Janeiro de 2020 adquiriu o seu passe ao Braga por uma fortuna: 31 milhões de euros. Mas o emblema catalão parece não contar com ele. Nesta época esteve como emprestado no Wolverhampton, onde participou em 29 partidas e fez três golos e uma assistência, embora tendo jogado menos de 1400 minutos. São dados a ter em consideração.

{ Blog fundado em 2012. }

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