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És a nossa Fé!

Treta e tetra

Os activistas anti-Varandas, que confundem o Sporting com um partido político cheio de facções e permanente oposição interna, acusam-nos de andarmos "iludidos".

Apenas respondo por mim. Sim, estou iludido. Com um título de campeão, uma Taça de Portugal, duas taças da Liga, uma Supertaça. Só no futebol.

Ao menos agora iludimo-nos com conquistas e troféus. Valha-nos isso.

Noutro tempo andámos iludimos com declarações da treta como «agora há três candidatos em Portugal». Enquanto oferecíamos o tetra ao Benfica.

Os "verdadeiros adeptos" (3)

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Gonzalo Plata, internacional equatoriano com apenas 19 anos de idade, é claramente uma das melhores contratações feitas por Frederico Varandas para o futebol leonino, como aqui assinalei há mais de três meses.

A imprensa desportiva da passada quinta-feira, analisando o confronto da véspera entre o Sporting e o Gil Vicente, não teve a menor dúvida: elegeu-o como melhor em campo. Confirmando a minha observação, publicada hora antes.

Não custa perceber porquê: ele marcou um dos golos e fez assistência para o outro: foi decisivo para os três pontos conquistados pela nossa equipa. 

 

Valeu-lhe - e valeu-nos - que este jogo fosse disputado à porta fechada em Alvalade, sem a presença de público. Se não fosse assim, este talentoso jovem que vem completando a sua formação desportiva no Sporting teria sido assobiado do princípio ao fim. Confirmando uma das piores tradições praticadas por um ruidoso núcleo da massa adepta: apupar quem veste de verde e branco, dando moral às equipas adversárias.

Plata teve sorte: assim os assobios só foram virtuais. Mas não deixaram de ser estridentes, como se comprova num dos espaços onde costumam albergar-se alguns "verdadeiros adeptos", que olham mais para o teclado do que para o relvado durante os jogos.

 

Visitei esse espaço depois do Sporting-Gil Vicente e deparei com imensos "piropos" dirigidos ao internacional equatoriano - e ao próprio treinador Rúben Amorim.

Transcrevo alguns desses dislates, já com erros ortográficos devidamente corrigidos e os substantivos próprios devolvidos à letra maiúscula imposta pelas boas regras gramaticais:

 

«O Plata e o Camacho podem ser zero jogo após jogo que têm sempre um lugar na equipa do lampião.» [antes do jogo]

«Camacho e Plata são zero. Outra vez…» [momentos antes da marcação do primeiro golo]

«Teve um pouco de sorte no drible o Plata.» [logo após a assistência de Plata para esse golo]

«O Plata toma (mais) uma decisão absurda, tem a sorte de ganhar o ressalto.»

«O Plata… ludibriou o defesa com um tropeção.»

«Tenho a impressão que só vi dois jogos completos dele mas já se tornou o meu odiozito de estimação. Muito bem estamos quando podemos dar a titularidade a quem decide tão mal.»

«Plata dá o quê?»

«Até agora deu um engano que resultou em golo…»

«Ó Plata… Manda-te ao mar e diz que eu te empurrei. F***-*e!»

«Plata coitado .. completamente perdido…»

«O Rúben Amorim está vestido de palhaço?»

«Que tem na cabeça este Plata?»

«Plata mentalmente está de rastos... Zero confiança.»

«F***-*e, e eu perdi a segunda parte do WH-Chelsea para ver isto…»

«P***a, não fizeram nada nos últimos 20 minutos. Tirando aquela cagada do Plata.»

«Não vejo como [Joelson] pode fazer pior que Plata.»

«Plata e Camacho são embaraçosamente maus.»

«Max e Wendel os melhores, Plata um desastre.»

«Plata pouco mais que isso [nulidade], com muitas decisões incorrectas.» [ao intervalo]

«O Plata toma decisões péssimas o jogo todo, mas nesta jogada só com o redes na frente teve a frieza de levantar a cabeça e colocar para golo.» [momentos após Plata ter marcado o segundo]

«Este Camacho também parece que está a aprender com o Plata. Cruzes credo!»

«Agora é que reparei. Estamos com o Peyroteo a central. Este treinador bate mal.»

«Este Plata é mesmo estúpido f***-*e.»

«Vá-se lá saber como, acaba por ser o homem do jogo. Aos tropeções e às cambalhotas mas dois golos são dois golos.» [quase no fim]

«Alguém ofereça um pé direito ao Plata…» [no fim]

«Plata com um golinho, um engano que deu outro golo e mais dois remates que podiam ter dado golo.»

«O Plata marcou um golo, mas fez tan-ta porcaria.»

«Max o melhor em campo diz muita coisa.»

«Jogo ao nível do Varandas.»

«Pós-covid a liga tuga está a bater todos os recordes de mediocridade.»

 

Os "verdadeiros adeptos" (2)

Balanço muito positivo, nos mais recentes jogos, para os estreantes Nuno Mendes, Matheus Nunes e Eduardo Quaresma. Os mesmos que alguns "verdadeiros adeptos" reclamavam ver lançados no Sporting e sobre os quais já começam a tecer críticas. Tenho-as lido por aí: dizem agora que "falta experiência no plantel" e que a equipa peca "por excesso de imaturidade", entre outros mimos.

É a história de sempre.

 

Anteontem, Rúben Amorim lançou na equipa principal Tiago Tomás (18 anos recém-cumpridos) e Joelson (17 anos). Prova de que temos um treinador que não diz uma coisa e faz outra quando garante apostar na formação.

Mas os "verdadeiros adeptos", indiferentes aos factos, não se contentam com estas novidades: já exigem outras estreias.

Reclamam pelo Bragança e pelo Inácio.

Reivindicam o regresso do Paz e exigem aos gritos que o Pedro Mendes jogue.

 

Se estes quatro integrassem o onze titular leonino, logo os tais viriam com outro "caderno reivindicativo".

Eles recorrem ao chavão da formação porque lhes dá jeito na construção de uma narrativa, mas estão-se nas tintas para os jovens jogadores.

 

Para esta gente, "ser adepto" é passar o tempo a embirrar com as opções do treinador, chame-se ele como se chamar.

Para esta gente, a palavra de ordem permanente é disparar. Sempre para dentro de portas, nunca para fora.

 

Quando questionamos por que motivo o Sporting só venceu dois títulos de campeão nacional no último quarto de século, este é um dos motivos: ter parte da massa adepta sempre contra seja quem for.

Isto ajuda a explicar por que motivo treinadores que vingaram noutras paragens não obtiveram sucesso no Sporting. Entre outros, Bobby Robson, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira, Leonardo Jardim e Jorge Jesus.

Isto explica por que motivo José Mourinho só foi treinador do Sporting durante duas horas: saiu na mesma tarde em que entrou. Todos sabemos o que aconteceu depois.

Ironia do destino...

No mínimo é irónico que quando vêm à tona as relações promiscuas e tráficos de influências entre agentes do futebol e o clube de Carnide este se preocupe com a regulamentação de cigarros electrónicos. Demonstra uma estranha hierarquia de valores. Ou será apenas a necessidade de atirar fumo para os olhos? E já agora, à luz destes acontecimentos, o que vale moralmente um campeonato ganho pela diferença de dois pontos, ganho ao sprint ao Sporting na época 2015/2016? Por essas contas o "treta" está definitivamente comprometido, Pedro.

O TRETAAAAAAAAA campeonato, segundo David Luiz

Jornal A Bola de 2017.05.16 pág. 5; canto superior direito, uma imagem de Jonas e Salvio e escrito em branco por David Luiz: TRETAAAAAAAAA (treta+oito AAs maiúsculos) rodeado com marcador azul.

Por baixo dessa imagem escreveram os "jornalistas" d' A Bola:

"Olha o David. David Luiz entrou em direto [sic] num vídeo publicado por Salvio no Instagram «Tetra, Glorioso e Benficaaa», escreveu o brasileiro ex-Benfica"

Palavras para quê.

Manipulação jornalística descarada ou amadorismo?

(convido os leitores que possuam o jornal em versão papel a constatarem o que acabo de escrever, com uma lupa de preferência pois o contraste das letras brancas com o fundo não é o melhor)

{ Blogue fundado em 2012. }

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