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És a nossa Fé!

Olha a bola, Manel

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No dia 29 de Abril de 2020 nasceu o Manuel, filho de Maria e de Bruno (na imagem), precisamente, no dia em que o bebé completava dois meses, o pai foi despedido da maneira que todos pudemos ver.

Não me vou alongar, Pedro Correia já falou numa posta anterior da forma ignóbil como Bruno foi despedido, não está em causa se é bom ou mau treinador mas como ser humano merecia ter sido tratado com respeito, na hora da despedida.

Luís Filipe Vieira fez aquilo que se fazia, nos tempos pré-PAN, a um cão vadio, enxotou Bruno Lage.

Um abraço solidário para Bruno Lage e felicidades para a carreira.

Uma sucessão de trapalhadas

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Há nove meses, chegou a ser aposta de Frederico Varandas para orientar a equipa principal. Agora nem serve para treinar a equipa B, cujo regresso continua a ser dado como garantido. E acaba de receber guia de marcha do presidente, que deixará de contar com ele, apesar de ter contrato até Junho de 2021. Sai lançando nas redes uma mensagem enigmática: «Uma pessoa terá mais probabilidades de aceitar uma ideia e de lutar por ela, se o contexto onde está inserida estiver a fazer o mesmo.»

Uma mensagem que talvez não devesse ter divulgado. Nestas coisas ou se fala com clareza ou mais vale manter o silêncio. As entrelinhas não esclarecem quem lê nem valorizam quem escreve.

 

Leonel Pontes contaria com tudo menos isto quando há quase um ano veio treinar os sub-23 do Sporting, a convite de Varandas, após alguns anos de experiência no futebol estrangeiro. Deu indicações iniciais positivas naquelas funções, mas cometeu o erro de aceitar um desafio suplementar numa péssima ocasião: o presidente leonino apostou nele quando decidiu despedir Marcel Keizer, o holandês que designara como sucessor de José Peseiro - e que, convém lembrar, em Alvalade conquistou duas taças em apenas sete meses.

Tudo isto assentou numa escalada de equívocos que consolidou a má fama do Sporting como cemitério de treinadores: a precipitada saída de Peseiro quando não havia sequer alternativa para o dia seguinte, a contratação de um estrangeiro desconhecido, o afastamento de Keizer já com a época em curso e a proposta lançada a Pontes para pegar na equipa principal numa «missão sem prazo», como na altura declarou o presidente. 

 

O técnico recém-promovido dos sub-23 não era o homem certo para o lugar, como rapidamente se viu. Esteve ao leme do onze principal em quatro jogos oficiais, com registo negativo: um empate e três derrotas -- uma delas, aliás tangencial, contra o PSV para a Liga Europa em partida disputada na Holanda. 

A expressão «sem prazo», no caso dele, significava um mês. Até chegar Silas, que também não aqueceu o lugar. Pontes regressou então aos sub-23, com percurso interrompido pela pandemia. Somou 31 jogos oficiais, com balanço pouco memorável: 14 vitórias, cinco empates e 12 derrotas. A equipa seguia em terceiro na Liga Revelação, a cinco pontos do líder Rio Ave, quando a prova foi interrompida. Agora virá outro treinador, aguardando-se igualmente alguém de novo para orientar a equipa B.

 

Vale a pena meditar nesta sucessão de trapalhadas para se concluir que no futebol profissional é pouco avisado embarcar em experimentalismos. Neste aspecto, a época 2019/2020 tem fornecido ao Sporting abundante matéria de reflexão. Como exemplo do que não deve ser feito, em consecutivas acumulações de erros. 

Leio agora no Record que a saída de Pontes se deve à «degradação da relação entre o técnico e a direcção desportiva» do Sporting. Não é grande novidade. Seria bom, aliás, que esta direcção desportiva não se tornasse - ela também - num foco de instabilidade. Que pode garantir emoção em sessões contínuas a quem vê de fora, mas não é nada gratificante para todos nós, os que estamos dentro.

O contraste não podia ser maior

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AUGUSTO INÁCIO:

«O Sporting tem um plantel muito fraco e só pode lutar pelo quarto, quinto lugar. O Braga vai ficar à frente do Sporting.»

Ex-treinador do Sporting em entrevista ao programa de Youtube O Espartano

«A pergunta que se coloca agora é: "vai para lá o treinador e não é milagreiro." Ok, mas tem que lhe dar jogadores para fazer uma equipa a sério. Será que o Sporting terá dinheiro? Houve gente que não gostou quando eu disse que o Braga tem melhor plantel que o Sporting. Não disse mal do Sporting. E é verdade.»

«O Sporting tem de lutar pelo terceiro lugar. No campo das hipóteses, e se o Sporting não conseguir apanhar o Braga? Que força, que imagem, que impacto terá o treinador que custou 10 milhões?»

«É uma loucura pagar esse valor por um treinador, mas é uma decisão de quem gere o clube e certamente tem mais informação do que eu para poder falar sobre a parte financeira.»

Ex-treinador do Sporting, em entrevista à rádio Observador

 

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PAULO BENTO:

«É público aquilo que o Sporting significou, significa e significará para mim, em termos pessoais e profissionais. Foi um clube onde acabei uma carreira de 15 anos de jogador e iniciei outra de treinador. Primeiro na formação, depois na equipa principal.»

«Espero e desejo, por ser um clube que me diz muito, que o Rúben Amorim tenha essa estabilidade e essa pontinha de sorte que é preciso ter e que as pessoas de uma vez por todas tenham paciência para poder suportar um projecto a longo prazo. Por isso estarei eternamente grato a pessoas que trabalharam comigo e me deram essa estabilidade. Nada disso teria acontecido se o Carlos Freitas não se tivesse lembrado de mim para treinar a equipa do Sporting e não tivesse pessoas como Soares Franco e Ribeiro Telles. Pessoas que nos momentos em que as coisas não correram bem tiveram a capacidade de acreditar em mim. Sem isso não teria estado tanto tempo no Sporting.»

«Não será o facto de [Amorim] ter custado 10 milhões de euros que o vai segurar no Sporting. O que verdadeiramente o vai suportar será o trabalho que vai desenvolver e a capacidade e crença de quem manda. O que será decisivo é a coragem do presidente - que já demonstrou ter para lidar com outras coisas - para segurar um treinador de uma vez por todas.»

Ex-treinador do Sporting, em entrevista ao jornal Record

Merci et bon voyage, Anti

Em tempo de "desconfinamento" acelerado no Sporting, foi agora a vez de Thierry Anti anunciar que vai embora. Alegando "questões familiares"

O francês, que chegara há menos de um ano, oriundo do Nantes, foi um dos treinadores com melhor currículo que passaram em tempos recentes pelas modalidades leoninas. Vai fazer muita falta ao nosso andebol, que deixou em lugar de disputa pelo título quando o campeonato foi suspenso em definitivo, à 26.ª jornada.

Lamento muito que parta. E lamento ainda mais este clima de desagregação que parece estar a ocorrer em Alvalade - com demissões, abandonos e saídas em fluxo contínuo.

Já vi este filme noutras ocasiões. Posso avisar, portanto, que o desfecho não será feliz.

O Sporting faz milionários

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Contratar um treinador sérvio desempregado - sem um título de campeão no currículo, fluente apenas em italiano e servo-croata, desconhecedor em absoluto do futebol português - a cinco dias de uma assembleia geral do clube convocada para a sua própria destituição (que não tardaria a consumar-se), foi um dos actos mais danosos que tenho guardados na minha longa memória de sportinguista. "Como se o Edifício Visconde Alvalade fosse o cofre-forte do Tio Patinhas", escrevi aqui nesse mesmo dia.

Com esta tresloucada decisão, a última do seu mandato, Bruno de Carvalho lesou os cofres leoninos, transferindo para quem lhe sucedia o ónus de ficar com um técnico que não escolhera, pagando-lhe quatro milhões de euros por temporada, ou denunciar um generosíssimo contrato com validade de três anos, até 2021, sujeitando-se a desembolsar uma choruda indemnização por quebra unilateral do vínculo laboral entretanto assumido.

Sousa Cintra, sucessor de Carvalho, optou pela segunda via. Frederico Varandas, sucessor do sucessor de Carvalho, viu-se agora forçado a pagar - num momento em que o clube deixou de ter receitas devido aos brutais efeitos da pandemia que nos fustiga há dois meses. Cerca de três milhões de euros acabam de sair de Alvalade para a conta bancária do senhor Mihajlovic, que já nem deve lembrar-se da localização do nosso estádio. 

Espero que o novíssimo milionário ofereça ao presidente destituído um opíparo jantar regado a champanhe: nada é tão bonito como um gesto de gratidão.

Leonardo Jardim

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Para mim, neste momento, não poderia haver melhor solução do que Leonardo Jardim à frente da equipa técnica do Sporting.

Gostava muito que parte da receita conseguida na transferência de Bruno Fernandes fosse aplicada na contratação de Jardim. Por três anos, com plenos poderes da SAD para construir um projecto ambicioso e vencedor.

Claro que isso implicaria mudanças drásticas na estrutura do futebol leonino. Mudanças que só poderão ser bem-vindas.

O exemplo do Barcelona

Tudo bem que o Barcelona tem argumentos que o Sporting não tem - dificilmente algum treinador recusaria um convite do Barcelona (consta que só o Pochettino recusou). É mais fácil arranjar um treinador para o Barcelona que para o Sporting. Mesmo assim, a substituição de Ernesto Valverde foi exemplar de como deve ser feita uma substiuição de treinador a meio da época (vulgo uma "chicotada"). Foi anunciada a sua saída, e imediatamente a seguir foi anunciado o treinador substituto. Um treinador que é uma primeira e efetiva aposta, e não uma solução experimental interna "a ver se funciona". O Barcelona é um clube com ambições e que não tem tempo (e dinheiro, e pontos) a perder com Oceanos, Leonéis Pontes e Tiagos Fernandes (a propósito: alguém sabe o que é feito deste rapaz que, nas suas próprias palavras, percebia tanto de futebol?).

As substituições de treinador a meio da época são sempre de evitar. Se a situação está mesmo insustentável, mais vale mesmo assim ir aguentando o treinador enquanto se procura uma alternativa a sério do que estar a mandá-lo embora, devido a um estado de alma, para entregar a equipa a alguém sem capacidade.

2019 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: PAULO FREITAS

As modalidades leoninas vivem um dos melhores momentos de sempre, dando incontáveis alegrias aos adeptos. Incluindo aquelas que durante anos permaneceram adormecidas em Alvalade, como sucedeu com o hóquei em patins, uma das mais populares entre os portugueses. Há cinco anos, em boa hora, Bruno de Carvalho decidiu recuperá-la. Na presidência de Frederico Varandas, o nível tem-se mantido e até acentuado. Graças a um timoneiro exímio na orientação da equipa: Paulo Freitas, oriundo do Óquei de Barcelos - onde venceu duas Taças CERS - e nosso treinador pela terceira época completa consecutiva.

Com ele ao leme, logo em 2017/2018, o Sporting sagrou-se campeão nacional. Mas as maiores proezas ocorreram já este ano. Primeiro, a 12 de Maio, com a conquista da Liga Europeia, máximo troféu da modalidade ao nível de clubes, reeditando a façanha de 1977, quando fomos campeões europeus com um elenco titular de luxo: Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento. Depois a 29 de Setembro, com o inédito triunfo na Taça Continental, ao derrotarmos o FC Porto num vibrante Pavilhão João Rocha com casa cheia.

Mais duas páginas inesquecíveis no vasto historial de êxitos de um clube fundado em 1906 para ser tão grande como os maiores da Europa. Páginas a que este treinador de 51 anos ficará para sempre ligado ao comandar uma equipa onde brilham Ângelo Girão, Pedro Gil, Caio, Ferran Font e Gonzalo Romero. Paulo Freitas confirma-se assim como o homem certo no lugar certo. Levando o Sporting não apenas a vencer mas também a convencer pela qualidade do hóquei que pratica, tanto na construção ofensiva como na segurança defensiva.

Honrando da melhor maneira o lema do nosso fundador.

 

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

O elo mais fraco

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Depois de José Peseiro, Tiago Fernandes, Marcel Keizer, Leonel Pontes e Silas, não me admirava nada que estivesse a ser equacionada a vinda do sexto técnico do futebol profissional leonino nesta era Varandas.

Um sinal de que o processo de substituição poderá já estar em marcha foi a notícia publicada na edição de ontem do Record, com chamada de capa, dando nota de que os jogadores «fizeram saber que não se sentiam cómodos com constantes alterações» introduzidas pela actual equipa técnica.

Na mesma página, outra janela aberta sobre o Sporting, sob este título: «Técnico e capitão dissonantes». E em complemento, outra estocada em Silas: «Seis sistemas em 11 encontros.» Pormenoriza o jornal que o ex-treinador do Belenenses SAD já experimentou no Sporting o 4x4x2 clássico, o 4x4x2 losango, o 4x2x3x1, o 3x5x2 e o 3x4x3, além do 4x3x3 mais tradicional. «Balneário pressiona para que a equipa estabilize em 4x3x3.»

 

Qualquer mediano decifrador de circuitos noticiosos perceberá de onde foi soprada a notícia para o jornal desportivo mais conotado com o Sporting: da administração da SAD. O jornalista não inventou, os jogadores concentrados desde o fim de semana no norte do País não andaram certamente a telefonar para o diário e Silas seria o último interessado em ver coisas destas impressas.

Irá a corda partir novamente pelo aparente elo mais fraco, transformado em bode expiatório de todos os desaires? Não me admirava nada. Num clube que teve 21 treinadores nos últimos 19 anos, se existe tradição solidamente enraizada em Alvalade é a da chicotada psicológica. Na dúvida, enxota-se o treinador e depois logo se vê.

Neste século XXI, entre nós, isto nunca produziu efeitos positivos. Mas funciona como momentânea cortina de fumo, desviando as atenções e distraindo os incautos. Ganhar tempo, seja como for, parece ser a palavra de ordem no edifício Visconde de Alvalade. Resta saber para quê.

Convém ter memória

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Demasiados erros nas contratações, gestão caótica do mercado de Verão, saída de jogadores essenciais que descapitalizaram o plantel leonino. Começando por Nani, prosseguindo com Bas Dost, culminando em Raphinha. Tudo foi criticado aqui, sem reticências nem meias palavras, em cima da hora.

Somando a isto, que já seria muito, a política igualmente errática de gestão das equipas técnicas. Desde a chegada da actual administração da SAD, Alvalade parece uma porta giratória: sai treinador, entra treinador.
Para tudo permanecer na mesma. Ou pior.

 

Em boa verdade, estamos hoje francamente pior do que estávamos há 13 meses, quando Frederico Varandas decidiu correr com José Peseiro - o técnico em quem  manifestara confiança durante a campanha eleitoral desenrolada pouco antes. «Peseiro será o meu treinador», garantiu aos sportinguistas.
Imitando o pior da política, mal foi eleito apressou-se a dar o dito por não dito com inaceitável deselegância. Esquecendo que aquele havia sido o único treinador a prestar-se a vir para Alvalade no Verão negro de 2018.


Peseiro saiu com o Sporting em todas as frentes desportivas (duas das quais viriam a ser conquistadas) e apenas a dois pontos do líder do campeonato já depois de termos jogado em Braga e na Luz.

Num cenário muito mais favorável do que o actual, quando estamos 13 pontos abaixo do Benfica e 11 atrás do FC Porto no campeonato, fomos eliminados da Taça de Portugal por uma equipa do terceiro escalão e aguardamos um milagre para prosseguir na Taça da Liga. Isto a mais de três semanas do Natal.

Infelizmente, recordo bem, na altura 90% dos adeptos aplaudiram o presidente do Sporting. Insultando Peseiro de "pé-zero" para baixo. Em muitos casos, são os mesmos que agora insultam o presidente. Como previ aqui.

Convém ter memória.

 

 

Leitura complementar: Não é possível (texto que aqui publiquei a 4 de Novembro)

Da pesada herança (2)

O Sporting está obrigado a pagar três milhões de euros a Sinisa Mihajlovic por quebra de contrato. Em causa, segundo noticia o jornal Record, está o despedimento do técnico sérvio decidido pela Comissão de Gestão que dirigiu o Sporting entre a destituição de Bruno de Carvalho e a eleição de Frederico Varandas.

A multa ao Sporting foi decretada pelo Tribunal Arbitral do Desporto e não é passível de recurso. O Clube sofreria consequências graves se não indemnizasse o sérvio, por causa das regras do fair play financeiro.

Segundo noticia o Record, tudo isto poderia ter sido evitado caso a Comissão de Gestão, presidida por Sousa Cintra, tivesse esperado quatro dias para despedir Mihajlovic. A decisão foi anunciada a 27 de Junho de 2018 quando, para evitar indemnizações, deveria ter ocorrido a 1 de Julho, data em que começava o contrato e respectivo período experimental. Mihajlovic estava a treinar apenas oficiosamente ao serviço do Sporting quando Cintra tomou aquela decisão.

Sporting a lavar o chão com a ANTF

O Sporting CP exige que Liga de Futebol avalie a legalidade da certificação da Associação de Treinadores

A propósito da contratação da nova equipa técnica do Futebol Profissional do nosso Clube, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol proferiu declarações ridículas e inaceitáveis que suscitam a seguinte tomada de posição institucional do Sporting Clube de Portugal.

À margem da Constituição da República e das Leis, existe no futebol português o entendimento de que os clubes apenas podem inscrever treinadores na Liga Portuguesa de Futebol Profissional depois de ter sido emitido um certificado de habilitação pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

Ora, esta associação de tipo sindical não é uma Ordem Profissional pelo que o Estado não lhe atribuiu essa competência especial de regular as normas técnicas e os princípios e regras deontológicas dos respectivos profissionais.

O próprio presidente dessa associação, ao justificar as suas declarações dando como exemplo a actividade médica e procurando assim equiparar as competências da mera associação de treinadores à Ordem dos Médicos, está assim a demonstrar o estado de confusão em que ele próprio vive.

Diz a Constituição que “todos têm o direito de escolher livremente a profissão ou o género de trabalho” e só a Lei pode restringir o direito de escolha da profissão.

Por isso, é ilegal e inconstitucional o princípio em que assentam as declarações do presidente da Associação de Treinadores segundo o qual tem de haver um registo prévio de cariz associativo e uma certificação técnica. Este tipo de certificação, sublinha-se, apenas está conferido pela Lei portuguesa a instituições como as Ordens Profissionais o que Associação Nacional de Treinadores não é.

Acresce que a Constituição estabelece ainda o princípio da Liberdade Sindical, nas suas vertentes positiva e negativa, pelo que está interdito às associações sindicais e equiparadas os poderes exclusivos de acesso a uma determinada profissão.

O Sporting Clube de Portugal orgulha-se de manter uma postura positiva e de equilíbrio relativamente às partes interessadas do nosso sistema do Futebol Profissional, apesar dos sinais de enviesamento clubístico que muitas das vezes algumas dessas entidades vêm tomando.

Desta feita, face ao comportamento absolutamente descabido e de anti-sportinguismo primário relevados pelo presidente da Associação de Treinadores de Futebol, o nosso Clube anuncia que vai encetar diligências para que sejam restringidas as atribuições daquela associação, começando por exigir à Liga Portuguesa de Futebol Profissional que avalie se é Legal o princípio da certificação dos treinadores.

O Futebol Português não pode ser uma terra sem Lei, como não pode continuar a ser uma excepção ao Estado de Direito nem terreno fértil para o exibicionismo vaidoso de oportunistas sem princípios.

 

Aqui

Preferem Abel ou Pedro Martins?

Já foi desvendada a intenção do presidente: trazer Abel Ferreira ou Pedro Martins. O primeiro treina o PAOK, o segundo treina o Olympiacos - equipas que lideram em simultâneo o campeonato grego. Ambos jogaram no Sporting. Abel, de 40 anos, como lateral direito durante cinco épocas (a primeira por empréstimo do Braga), entre 2006 e 2011. Martins, de 49 anos, como médio defensivo durante três épocas, entre 1995 e 1998. Abel foi ainda, durante três temporadas, treinador da nossa equipa sub-19 e da equipa B leonina, entretanto extinta.

Qual destes dois treinadores preferem?

Já chega

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Frederico Varandas tem andado a improvisar em decisões de carácter estratégico como são as escolhas dos treinadores.


Improvisou ao garantir, na campanha eleitoral do ano passado, que José Peseiro era o "seu treinador".
Improvisou ao despedir Peseiro menos de dois meses depois, quando viu uns lenços brancos a esvoaçar nas bancadas.
Improvisou ao accionar a mudança sem nome alternativo garantido no momento em que mandou sair Peseiro, forçando assim a passagem pelo banco de um treinador interino, Tiago Fernandes.
Improvisou ao trazer para o Sporting um treinador sem títulos nem currículo, fiado na convicção (errada) de que Marcel Keizer apostaria na formação.
Improvisou ao manter o holandês no clube após o fim da época, deixando-o comandar a equipa na calamitosa pré-temporada.
Improvisou ao despedir o técnico à quarta jornada do campeonato, uma vez mais sem ter solução alternativa na manga.
Improvisou ao colocar Leonel Pontes, pedido emprestado à equipa sub-23, a aquecer o banco com carácter interino.

 

Está prestes a chegar ao Sporting o sexto treinador em ano e meio. Terminou a tolerância dos sócios perante tanto improviso. Já chega.

Sessões contínuas de alucinação

Não há conquistas duradouras sem estabilidade nem equilíbrio. Tudo quanto não existe no Sporting.

Mais de vinte treinadores desde o início do século. Dezasseis nos últimos dez anos. Vamos no quarto só na era Varandas. E vamos no terceiro presidente em 14 meses.

Já se ouvem por aí gritos para surgir um quarto presidente, vindo sabe-se lá de onde - talvez de uma recente derrota eleitoral. E também para aparecer outro treinador já depois deste, que seria o sétimo desde Maio do ano passado (Jesus, Mihajlovic, Peseiro, Fernandes, Keizer, Pontes e esse tal).

Desculpem-me o desabafo: às vezes parece haver sessões contínuas de alucinação no nosso clube. Só o que gastámos nestes quase 20 anos em indemnizações a treinadores despedidos dava para contratar o Messi.

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