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És a nossa Fé!

Keizer ou não, eis a questão

Com Bruno de Carvalho tivemos de facto 3 bons treinadores portugueses à frente do Sporting, e a carreira de cada um deles está aí para o comprovar, ainda agora Marco Silva à frente duma equipa inglesa que luta pela Europa conseguiu uma vitória histórica contra o ManUnited.

Depois duma fase transitória assegurada por um mal-amado (Peseiro) e por um treinador novinho oriundo das camadas jovens, Varandas escolheu um treinador holandês sem grande curriculum e ou dotes de comunicação, e que, como Peseiro, não entusiasma.

Depois duma fase inicial prometedora, vieram más exibições e maus resultados, que foram sendo lentamente ultrapassados, enquanto se procedia à substituição duma parte substancial do plantel, incluindo um dos capitães, Nani.

Há muita coisa a dizer (e temos dito por aqui) sobre o futebol que temos visto praticar o Sporting com Keizer, sobre a sua forma de gerir o plantel e um ou outro jogador, mas, e olhando para os resultados, pegando numa equipa a meio da época, com um plantel com grande deficit de quantidade de qualidade, é completamente descabido dizer que é um péssimo treinador, o pior desde sempre, e que o Sporting estaria melhor com treinadores portugueses de 2ª linha e futebol de luta e marcação como Abel Ferreira ou Luís Castro.

Até agora os números de Keizer são os seguintes:

V - 23 (2 via desempate p/ penaltis)

E - 4  

D - 5

e com as outras 4 melhores equipas da Liga (Porto, Benfica, Braga e Guimarães):

V - 4

E - 1

D - 3

Lugar na Liga: 3º

Conquistas: Taça da Liga, finalista da Taça de Portugal

Fracassos: Eliminatória da Liga Europa

Ponto mais alto do treinador: 3-0 ao Braga

Ponto mais baixo do treinador: 2-4 com o Benfica

Vem aí o Guimarães, com o tal Luís Castro na corda bamba, vamos ver se esta sequência de vitórias tem continuidade e se quase asseguramos o 3º lugar da Liga ao tal Abel Ferreira.

SL

 

Esgotou-se a paciência

Os leitores deste blogue conhecem a minha opinião sobre José Peseiro. Achei um erro a sua contratação desde o primeiro minuto, no tempo de Dias da Cunha, e achei uma insanidade o seu regresso. Já o afirmei e justifiquei várias vezes, em vários textos. Nunca acreditei nele para treinador, e sempre fui favorável à sua saída. Continuo a ser: isto não é uma manifestação de saudades - não tenho nenhumas do anterior treinador. Agora, depois do que vimos hoje, definitivamente me convenci de que, se era para isto, seria melhor o Peseiro não ter saído. Afirmei e mantenho que o Peseiro para mim era uma espécie de Tiririca - pior do que ele não ficaria. Mas hoje convenci-me de que se ele tivesse ficado o futebol do Sporting de certeza não estaria pior do que está. Perder em casa com o penúltimo classificado da Liga Espanhola, nesta que é uma competição importante (o treinador parece não saber) é pior do que perder em casa com o Estoril para a Taça da Liga. Marcel Keizer perdeu hoje todo o pouco crédito que tinha junto dos adeptos sportinguistas. É bom que o presidente se convença disto, e que cometeu um enormíssimo erro ao contratá-lo.

Ponto(s) da situação

Quando José Peseiro foi despedido, entre manifestações de intensa euforia de muitos sportinguistas, incluindo aqui no blogue, seguíamos dois pontos atrás do FC Porto no campeonato e estávamos só um abaixo do Benfica (cumprido já o difícil desafio na Luz). Apesar de termos acabado de perder jogadores nucleares e atravessado um dos Verões mais conturbados de que há memória.

Hoje, após nove jornadas sob o comando de Marcel Keizer, vemos os portistas a dez pontos de distância e temos o Benfica cima pontos acima. Apesar dos reforços entretanto chegados a Alvalade.

As coisas são o que são.

Viva o treinador adjunto do Porto

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Diamantino Figueiredo, treinador adjunto de Sérgio Conceição (é o Nelson deles) tentou agredir adepto(s) com a medalha recebida no final do jogo (filme aqui).

Toda a cena me lembrou a final da Taça de 2018. Sabe-se o ambiente tétrico em que o Sporting foi jogar, não o descrevo. No final do jogo a equipa subiu à tribuna para receber as medalhas de finalistas vencidos. As imagens televisivas chocaram-me imenso: hordas de adeptos sportinguistas juntos à escadaria do Jamor insultavam os jogadores (e técnicos). Não foi só o vociferar insano que me espantou, foi o fel, o desespero daquela gente por uma mera derrota de futebol, ainda para mais tida naquele surreal contexto pós-Alcochete. Um desespero ululante de uma merda de gente que leva uma vida de merda e que na merda de intelecto que tem ainda sim pressente, de modo difuso, a merda que é e a merda que vive. E que uiva essa verdadeira desgraça - desgraçados desengraçados que são - nos campos da bola.

Da sucessão de acontecimentos daquela época terá sido este o que mais me chocou - não a da invasão de Alcochete por um grupo de profissionais da economia paralela, apaniguados (avençados?, por via de bilhetes de futebol ...) da economia do crime em que se tornou o "futebol". Mas sim aquelas dezenas ou centenas de amadores, gritando impropérios aos jogadores junto à tribuna.  

O que esse período mostrou é que a turba infecta, irracional, não é um oligopólio do Porto e do Benfica, com franchisings em Guimarães e Braga. Mas que o Sporting, o tal "clube diferente" que julgávamos ser, ufanos, está preenchido com esta ralé insultuosa.

Ontem mais um episódio. Sob a tribuna - onde os bilhetes até costumam ser mais caros - descem os jogadores e treinadores do Porto. Na zona na escadaria estão concentrados adeptos do "nosso" Sporting. Destinam aos profissionais portistas um incessante coro de "cabrões", "vão para o caralho" e afins. O decano portista, mais velho do que eu, aparenta-o, no calor do pós-jogo irrita-se e estanca. Um dos "nossos" manda-o para a "cona da tua mãe". O homem, como qualquer homem digno, sente-se. E tenta, porque dele algo distante, atingir o "nosso" energúmeno com a porcaria da medalha. Infelizmente desconsegue, até porque logo afastado por um segurança.

O ambiente do futebol é este. Muito acicatado pelo "comunicação social", esse meio profissional (os co-bloguistas do métier que me aturem) que é um lumpen dos letrados. Mas a "comunicação social" tem o nível que tem porque é isso que o seu público "desportivo" quer. É. Um lixo de gente. Um lixo de gente que são estes energúmenos vociferadores, e os holigões mais físicos. Mas também todos os que com eles se sentam, vestindo as mesmas cores e imaginando e proclamando uma qualquer comunhão clubística - "somos todos Sporting", farto-me de ouvir e de ler. Isto apesar do clube ter nos estatutos, explicitamente, que é vedado aos seus associados ofender a moral pública. Qual será a noção de moral pública que os sportinguistas têm, aceitando décadas de comunhão com tanta e tamanha escumalha? Perdão, quero dizer, assim aceitando décadas de ser tanta e tamanha escumalha. Pois se se proclama uma qualquer comunhão com isto de gente, é-se também isto de gente.

Não é curial mas também não é legítimo, no sentido que não é legal, insultar trabalhadores. Não podemos ir à Caixa Geral de Depósitos (apesar do que fizeram com o crédito sem garantias) em grupo mandar para a cona da mãe e para o caralho os seus trabalhadores. Chamarão a polícia. Nem ao Pingo Doce. Nem ao restaurante do bairro. Nem mesmo à loja do desgraçado indocumentado bangladesche. Nem às obras de um prédio (aí levaríamos uma sova de porrada, bem merecida). Ou seja, não é legítimo (legal) ir a um local de trabalho insultar os trabalhadores. Como um campo de futebol. E é tão javardo, imundo, abjecto - "filhodaputa" para usar a linguagem de estádio - o tipo que vocifera, face-a-face com o trabalhador futebolista escudado na mole humana (a "moldura humana" na poética da ralé futeboleira), como aquele que só ombreia, partilha as cores, vai ao estádio. E comemora junto, uno à escumalha vociferadora.

A Federação e a Liga devem tomar consciência. O público que têm é constituído por esta mole de javardos. Os que mandam os trabalhadores para a cona da mãe deles, imensos. E os que se sentam ao lado destes e se calam, ombreando, se as conas aludidas forem as das mães da rapaziada de outros clubes. Dos "outros". E podiam, pelo menos, a tal federação e a liga, acabar com estas "subidas à tribuna". E passarem a entregar os troféus e medalhas no campo de jogo. Onde eles são ganhos. E onde se está longe desta escumalha. Benfiquista. Portista. Sportinguista. Portuguesa.

Após Vitória

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Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

 

Adenda: que chatice, afinal só vou a Lisboa depois do Natal ...

Tiago Fernandes no rumo certo

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Tiago Fernandes, ao contrário do que já se ia ouvindo por aí, vai manter-se ligado ao Sporting Clube de Portugal. E logo numa função em que o seu talento mais pode ser aproveitado: como novo treinador dos sub-23 leoninos. 

É um acto de gestão desportiva que justifica aplauso, como reconhecimento do mérito do jovem treinador que, enquanto interino, mostrou bom serviço em várias frentes: alcançou duas vitórias para o campeonato nacional (com Santa Clara e Chaves), manteve a equipa principal ao melhor nível na frente europeia (conseguindo um empate em Londres, no jogo mais difícil da nossa série, contra o Arsenal), estreou Miguel Luís como titular, interrompeu uma longa série de partidas a sofrer golos fora de casa e praticamente garantiu o acesso do Sporting à fase seguinte da Liga Europa.

Tudo isto em cerca de três semanas. Merece o nosso apreço e a aposta que a estrutura directiva leonina nele manifesta: o tempo joga a favor dele, como o futuro próximo confirmará. Aqui estou, grato também, a desejar-lhe a melhor das sortes nas funções que hoje inicia. Pronto a aplaudi-lo nas vitórias que vão seguir-se.

E Rui Vitória?

Rui Vitória não é o melhor treinador do mundo, mas aposta na formação e seria provavelmente a melhor opção para o Sporting nesta altura. Melhor do que qualquer uma das que são faladas. Eu, que nunca pude ver o Peseiro à minha frente, quer da primeira quer da segunda passagem pelo Sporting, verifico que se calhar teria sido melhor deixá-lo ficar mais uns dias, a ver o que Luís Filipe Vieira fazia.

Trituradora faz 19ª vítima em Alvalade

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José Peseiro caiu à quarta derrota da época, mas a verdade é que nestes quatro meses sempre esteve no fio da navalha. Os sportinguistas nunca perdoaram o insucesso da sua primeira passagem por Alvalade e as suas recentes estadias em Guimarães, Braga e Porto já faziam antever este desfecho. Portimonense e Estoril foram apenas as justificações para a saída de um treinador que não foi escolhido pelo actual presidente. A culpa, no entanto, não é toda sua. 

 

Peseiro teve a coragem que mais ninguém teve, agarrou o touro pelos cornos e no meio da instabilidade conseguiu acalmar as águas de um clube com uma estrutura débil, um planeamento feito em cima do joelho, uma cultura em diluição (saíram grandes jogadores da formação nos últimos anos) e sobretudo em asfixia financeira gritante que teima em não ter fim. 

 

Peseiro é assim a 19ª vítima da trituradora chamada Sporting Clube de Portugal. Sim, desde 2001/2002, a última vez que o Sporting se sagrou campeão nacional foi há 16 anos, já passaram por Alvalade 19 treinadores.   

 

É preciso estabilidade, uma estratégia para a década, um planeamento rigoroso, meios humanos e financeiros para criar a estrutura de betão que nos devolva a glória. É preciso romper com o ciclo de insucesso. Estas são todas verdades de La Palice, mas será que os sportinguistas, cansados de nada vencerem, estão dispostos a dar tempo a Frederico Varandas para fazer a mudança?

 

A oportunidade é de ouro, não para contratar Paulo Sousa, Leonardo Jardim... ou fazer regressar Jorge Jesus, mas para que Frederico Varandas pare de vez a Trituradora. É urgente reestruturar, cria novas dinâmicas e mentalidades para que o Sporting não fique mais 16 anos sem ser campeão.

Tratar mal quem ganha

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 Malcolm Allison em 1982: um treinador campeão

 

Em 2015, mal conquistou a Taça de Portugal, Marco Silva foi despedido do Sporting por decisão do presidente Bruno de Carvalho.

Sempre me fez confusão esta má relação entre os líderes leoninos e os técnicos vencedores. Algo que terá sido patente, mais que nunca, durante o longo mandato de João Rocha (1973-1986). Dirigente de méritos firmados e um historial de sucessos ao leme do clube, este empresário teve, no entanto, uma característica que ainda hoje me surpreende: foi incapaz de conviver com os treinadores que se sagraram campeões pelo Sporting durante o seu mandato.

Lembrei-me disto ao ler a entrevista que o jornalista Gonçalo Pereira Rosa - autor do livro Big Mal e Companhia, sobre os bastidores da nossa épica "dobradinha" há 36 anos - deu à edição de ontem do diário A Bola. «Em 13 anos do consulado de Rocha, as três equipas campeãs são destruídas três meses depois. Despede Mário Lino em 1974, Fernando Mendes em 1980 e Allison em 1982. O que constrói, ele destrói logo a seguir. Havia alguma inveja dele», afirma o autor da obra, que vivamente recomendo.

É um mal que não se circunscreve àquela época. Por vezes parece-me que tratamos melhor quem não ganha do que aqueles que são capazes de conquistar títulos e troféus.

Este está disponível

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Não sei onde andam os defensores da decapitação de José Peseiro que nas últimas duas semanas visitaram este blogue com pendular assiduidade, exigindo ver escorraçado o treinador do Sporting: parecem ter-se esfumado desde as dez da noite de ontem.

Ainda assim, venho aqui propor-lhes um nome alternativo para o nosso banco: é alguém que conhece por dentro o futebol português, fala bem nas conferências de imprensa, já treinou o clube detentor das últimas três Ligas dos Campeões e encontra-se disponível devido a momentânea situação de desemprego.

Estarão os fogosos militantes da Liga Anti-Peseiro dispostos a exigir a sua vinda para Alvalade? Eis a pergunta que me apetece fazer na ressaca da oitava jornada do campeonato, em que o Sporting foi a única equipa a marcar três golos.

Já vi este filme

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Alguns dos mais apressadinhos, cheios de vontade de cheirar mais sangue, chegaram a propor - até aqui no blogue - a contratação de Folha como novo técnico do Sporting, no rescaldo imediato da nossa derrota em Portimão para o campeonato.

Estes apelos entusiásticos tiveram um brevíssimo prazo de validade: duas semanas. Neste sábado, o Portimonente sucumbiu na Taça de Portugal perante o Cova da Piedade, armado em tomba-gigantes: derrotada por 2-1 frente à modesta turma da segunda divisão, a equipa orientada pelo ex-médio ofensivo do FC Porto ficou desde já arredada da conquista do segundo maior troféu do futebol português. Após a partida, o treinador atirou-se aos jogadores, disparando-lhes críticas como esta: «Não podemos ser homens só de vez em quando.» Linda frase, que deve motivar e empolgar o balneário lá em Portimão.

Por coincidência, não voltei a ler elogios a Folha no És a Nossa Fé. Se por hipótese absurda ele tivesse vindo treinar o Sporting, não tardaríamos a ver lencinhos brancos a esvoaçar em Alvalade. Já vi este filme, uma vez e outra e outra.

Treze treinadores em seis épocas

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Falta ao Sporting equilíbrio emocional, como sabemos.

 

Este péssimo hábito de clamar por "chicotadas" face aos primeiros desaires já conduziu às piores injustiças.

Otto Glória, futuro técnico da selecção nacional que brilhou no Mundial de 1966, corrido em 1961/1962. Fernando Mendes com ordem de saída no início de 1980/1981, de nada lhe valendo ter conduzido a equipa ao título. Bobby Robson - futuro campeão pelo FC Porto - posto a andar em 1994, quando a equipa seguia em primeiro. Inácio despachado no começo da temporada de 2000, logo após ter levado o Sporting a vencer o campeonato 18 anos depois. Paulo Bento com patins depois de ter atingido a segunda posição (e a Champions) em quatro anos consecutivos, sempre à frente do Benfica, duas Taças de Portugal e duas supertaças.

E tantos, tantos outros casos.

 

Em seis épocas, entre 2009/2010 e 2014/2015, tivemos 13 treinadores:
- Paulo Bento
- Leonel Pontes
- Carlos Carvalhal
- Paulo Sérgio
- Alberto Cabral
- José Couceiro
- Domingos Paciência
- Sá Pinto
- Oceano
- Vercauteren
- Jesualdo Ferreira
- Leonardo Jardim
- Marco Silva

 

Há quem queira, a todo o momento, reeditar estes péssimos hábitos no Sporting, transformando o clube em cemitério de treinadores.

São pessoas que não aprendem rigorosamente nada com os erros cometidos no passado. 

Uma pergunta de fácil resposta

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Há dois problemas a exigir resolução premente no Sporting: os casos dos jogadores que rescindiram e o empréstimo obrigacionista. A resolução de ambos será crucial para superar os sérios problemas financeiros actuais na SAD leonina.

 

Mas alguns adeptos consideram que a questão fundamental, decorridas sete jornadas do campeonato, é despedir o treinador. À boa maneira do "tribunal de Alvalade", porém, esquecem-se de dizer quem poriam no lugar de José Peseiro e se esses anseios têm hipótese mínima de serem exequíveis.

Lanço, portanto, um repto a tais adeptos: quem gostariam de ver no comando técnico do Sporting?

 

Há outras perguntas, eventualmente mais difíceis, associadas a esta:

- Com que plantel contaria o novo treinador?

- Quanto ganharia a nova equipa técnica?

- Quanto ficaríamos a pagar ao treinador despedido?

- De onde viriam tais recursos financeiros adicionais?

- E se o treinador seguinte perdesse dois jogos seguidos daria o lugar a quem?

 

Mas retiro as perguntas difíceis. Fico-me pela mais fácil: a primeira. Esperando resposta de todos aqueles que já agitam os lenços brancos.

Seis perguntas

1. Melhor argumento a favor da dispensa dos nossos “made in Academia” são Ruben Dias e Gedson (e talvez João Félix). Alguém acredita que qualquer um dos que não ficaram no plantel do Sporting pegasse de estaca em Alvalade?
Já viram quantos jogos fez o Gedson em agosto? E como o Ruben Dias parece que joga ali há seis anos seguidos?

2. Há muito a fazer no nosso clube, mas repensar o valor verdadeiro e comprovado da formação deve ser uma das prioridades.
Por acaso Cédric, Patrício, Ilori, Bruma, Adrien, William, Rafael Leão e – se quisermos – José Fonte, Beto, Geraldes, Matheus Pereira, Palhinha jogam em equipas que disputam títulos?

3. Será Jardim doido? Está no Mónaco há 150 anos e não veio buscar nenhum da Academia. E Marco? E agora JJ?


4. Talvez o amor que temos à formação (e incluo-me nessa legião de adeptos e sócios que se orgulha disso) nos tenha impedido de ver com clareza. Será assim?

5. Por outro lado, será que Renato, Gedson, Alfa, Félix ou Ruben subiriam à primeira equipa se LF Vieira fosse lesto a contratar os seus Petrovics, Misics, Slavchevs e afins?

6. Serão os clubes portugueses mais compatíveis com Vitórias e Peseiros – e Conceiçãos, que foi campeão sem aquisições – ou com Mourinhos, Guardiolas ou JJ, que exigem camiões de reforços?

{ Blog fundado em 2012. }

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