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És a nossa Fé!

A todos os níveis parece uma decisão má

Texto de Sol Carvalho

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A contratação de Rúben Amorim é "gestão danosa", independentemente de poder vir a dar certo ou não.

Explico-me. Dizem as regras do investimento que qualquer acto desse tipo deve obedecer a uma due diligence que avalia os seus diversos ângulos. Neste caso, contexto, organização, financeiro, desportivo, legal, ético, impacto na organização, etc. Faz também a avaliação do que se deve fazer para que o tal investimento dê certo.

Por tudo o que tem vindo a lume, para sustentar esta decisão de investir, a tal due diligence foi... zero! Derivou do rápido e fugaz sucesso em uma dezena de jogos e nada mais. Foi baseada num feeling de que pode resultar a partir de pressupostos psicológicos de quem tomou a decisão (porque até esses aspectos psicológicos deveriam constar da due diligence).

Dê certo ou errado (é obvio que espero que dê certo mas é apenas uma esperança), não é legítimo avaliar a decisão em função dum futuro resultado. A todos os níveis me parece uma decisão má. Logo, um acto de gestão danosa. Claro que, se der certo, todo o mundo vai dizer que foi um acto fantástico mas não se pode deixar que se tomem decisões assim numa sociedade por quotas que deve dar lucros.

 

O segundo aspecto é ético: Se não nos diferenciamos dos outros e usamos também as "margens legais" para desenvolver as nossas acções, que direito temos a atirar pedras quando o outro se esquece de assinalar um penálti? Pois é, foi tudo legal e o que interessa é o resultado.

 

Finalmente: num governo, um primeiro-ministro, quando toma uma decisão de fundo, tem pelo menos de se confrontar com o parlamento até para melhorar a proposta. Que mecanismos existem no Sporting (e no futebol em geral) para evitar que as decisões de um só homem (os presidentes) sejam tomadas com tamanha leviandade e sem escrutínio, como este exemplo demonstra? Como é que uma sociedade por quotas deixa que um só homem, sem qualquer due diligence séria, tome uma decisão que pode chegar a um investimento de 20 milhões? Ah sim, já me esquecia: é que o dinheiro não é dele...

Pois a anunciada mudança de paradigma deveria começar pelo estabelecimento de regras internas de gestão a que todos deveriam ser obrigados.

Primeiras impressões

A vinda de Rúben Amorim foi sem dúvida uma grande pedrada no charco que tem sido a triste realidade desta época do Sporting. Toda a gente tem opinião sobre o assunto, nos comentadeiros afectos ao clube domina a hipocrisia habitual de quem prefere ter palco com o clube a aprodrecer, do que remetido à sua insignificância com o clube a ter sucesso.

Esta aquisição pelo Sporting dum treinador ao tal clube que publicamente o desconsidera, concorrente directo pelo 3.º lugar da Liga, foi muito mal preparada e explicada por Frederico Varandas, e continua a ser muito mal explorada na Comunicação Social com mais ou menos responsabilidade do clube, falando-se em compras e vendas e alterações de estrutura que mais não fazem que complicar o trabalho do treinador ainda agora contratado.

Decisão tomada e concretizada a vinda, o que para mim me importa não é se o Rúben é do Benfica desde pequenino, se custou 5 ou 10, ou se vai custar 20 ou 30. Não se poder levantar no banco e comandar a equipa já me incomoda, mas o que me importa mais é perceber se é o treinador que o Sporting precisa para rentabilizar económica e desportivamente este plantel, que vale muito mais do que até agora tem demonstrado. Se o Rúben é o líder capaz de pôr ponto final naquilo que Bruno Fernandes, Plata e Neto denunciaram, um plantel de grupinhos com alguns que andam por ali, recusando saídas negociadas do clube e não metendo o pé nas divididas. Se o Rúben é capaz de construir uma equipa que nos volte as dar as alegrias que Keizer deu em Braga e no Jamor, e que, não falando noutros, antes dele nos deram num registo ainda bem maior: Malcom Allison, Inácio e Boloni.

Pois pelo que vi ao vivo na bancada de Alvalade e depois ouvi na conferência de imprensa, Rúben demonstrou um conjunto de atributos que significam liderança, pragmatismo e consistência. Para o Rúben quem manda é ele, o responsável é ele, quem dá a cara perante sócios e presidente é ele, os jogadores não tem de estar preocupados com classificações: só têm que pensar em treinar bem e jogar melhor.

O Francisco Geraldes jogou; vai voltar a jogar? Se demonstrar ser melhor que os outros nos treinos, sim. Para Rúben, no sistema táctico e modelo de jogo não se mexe, jogadores diferentes nas mesmas posições dão as variantes necessárias de acordo com o adversário: há que treinar, rotinar, repetir e voltar a repetir, e tudo acontecerá de bom a partir daí. Primeiro ganha-se e torna-se a ganhar e depois joga-se bem, porque só com a confiança das vitórias vêm os bons jogos.

Isto chega para o Rúben Amorim ter sucesso?  Quando o plantel, já de si desequilibrado e com um claro deficit de quantidade de qualidade, está fragilizado por uma época de derrotas e insucessos, pela saída do seu capitão e pela adaptação a quatro lideranças com orientações completamente distintas? Quando a estrutura criada por Varandas falha em toda a linha, e Beto assiste indiferente a Ristovski fugir para o balneário? Quando uma fatia do estádio enerva e insulta os jogadores do próprio clube dentro e fora de casa? Não faço ideia, vai ser mesmo complicado. 

Em Guimarães esta nova liderança vai ser posta à prova. Depois é comparar com o que aconteceu em Vila do Conde e em Famalicão e tirar conclusões.

Que Rúben tenha a sorte que teve no Braga, porque a sorte dele é a sorte de todos nós, ou pelo menos daqueles que põem o Sporting à frente de tudo.

Sporting sempre!

SL

O que eles dizem (actualizado)

 

Alexandre Pais:

«O líder leonino foi à concorrência buscar um técnico - com potencial, é certo, mas por enquanto um epifenómeno - com o objectivo de dar um salto para a frente quando em frente está o abismo. Repete, aliás, a estratégia que levara à contratação de Silas: salvar a face, se tudo corresse bem. Como não correu, o dr. Varandas tirou da cartola um novo coelho que confessou, nas suas barbas, nunca ter pensado que alguém desse 10 milhões por ele... Por vezes, a frontalidade mata. Existe agora uma diferença: se Amorim falhar, não depois mas já neste horrível final de temporada, não haverá mais rede que suporte a loucura à solta que varre Alvalade. E aos dois mil que ontem reclamaram a demissão da gestão do manicómio, muitos outros se juntarão.»

 

Dias Ferreira:

«A rulote do Dr. Zenha tem uma especialidade que a torna inédita, face às congéneres: não tem janelas, mas… varandas! (...) Não tinham dinheiro, mas mandaram às malvas José Peseiro, com todas as consequências financeiras e não só. Depois a prata da casa, Tiago Fernandes, e adquiriram um treinador de marca branca, Marcel Kaizer. E depois Leonel Pontes, Silas e Rúben Amorim, este por dez milhões, mais juros e encargos.»

 

Jesualdo Ferreira:

«É impressionante a facilidade com que o Sporting muda de treinador. Rúben Amorim é o quarto na época. Foi Silas quem acabou por anunciar que se ia embora e também o nome do substituto, o que também não é uma situação normal ou pelo menos não é habitual. De todo o modo, Silas foi de uma grande dignidade na hora da saída e tenho a certeza que a sua seriedade e o seu profissionalismo não foram afectados. Falhou nos objectivos, mas é muito fácil falhar no Sporting.» 

 

Luís Figo:

«Na minha opinião, é uma loucura pagar esse valor por um treinador, mas é uma decisão de quem gere o clube e, certamente, tem mais informação do que eu para poder falar sobre a parte financeira. (...) A troca de treinadores é sempre uma decisão de gestão das pessoas competentes para tomarem esse tipo de decisões. Significa que os resultados desportivos não são os melhores ou aqueles que o clube pretende. Em relação ao Sporting, ter quatro treinadores numa época não é normal, ainda mais pela situação financeira do Sporting. E, para Portugal, ter de gastar uma quantia como aquela que foi gasta no novo treinador é uma aposta importante.»

 

Manuel José:

«Ele [Frederico Varandas] é médico mas deve ser Dr. Jekyll and Mr. Hyde de vez em quando. (...) Vão sair os dois de mão dada [de Alvalade], quase de certeza. Espero enganar-me. Tenho o maior respeito pelo Sporting, pelo Rúben Amorim. (...) É evidente que um treinador que tem um passado ligado ao Benfica como jogador de oito ou nove anos... ali não há perdão. Só se ganhar e este ano não vai ganhar. A mim chamavam-me o melancia quando cheguei. Mas depois calaram-se. Era verde por fora e vermelho por dentro. Ali não há perdão.»

  

Manuel Queiroz:

«É óbvio que Frederico Varandas fez de Rúben Amorim a sua bala de prata - ou o novo treinador resolve tudo, ou cai o presidente daqui a uns meses. E de outro ponto de vista não foi bonito - pegar em tantos milhões (que não tinha) e ir buscar o treinador da equipa que está imediatamente à frente não é o máximo da ética de que Varandas tem falado. (...) Não conheço ninguém que não diga maravilhas de Rúben e fez algo extraordinário no Braga, um grande (quase) início de carreira. Mas ainda lhe falta muito para ser treinador, se me permitem. Pelo menos, o nível e o tempo...»

 

Paulo Andrade:

«Recuso acreditar que o Sporting tenha dado dez milhões de euros por um treinador que há seis meses era estagiário num clube de terceiro nível. Esta situação que se viveu, neste ano, de termos mais-valias no primeiro semestre de 37 milhões mais a venda de Bruno Fernandes deu uma capacidade de tesouraria muito forte ao Sporting, mas não é para ser desbaratada e é evidente que o Sporting gasta com o Rúben Amorim uma parte da mais-valia que conseguiu com o Bruno Fernandes. Um acto de gestão destes, para mim, é inqualificável.»

 

Rogério Casanova:

«Pagar dez milhões por um treinador com 13 jogos, e que há um mês e meio teria custado zero milhões, não é, evidentemente, uma "decisão" de quem se acha competente para executar um "projecto", mas o gesto de quem já percebeu que não vai convencer o mundo da sua competência e a quem só resta convencer o mundo do seu génio. Vasculhando o repositório de instintos que repousam em câmara-ardente no interior da sua cabeça, encontrou aquilo que achou mais semelhante a um golpe de asa: pagar dez milhões de euros ao Braga por Rúben Amorim.»

 

Rui Calafate:

«Em 16 meses não são seis treinadores, é falta de rumo, estratégia de ziguezagues sem sentido, perda de coerência, desconhecimento da história do clube, desunião com adeptos. Gerir um clube com a grandeza do Sporting não é uma brincadeira de meninos mimados nem de licenciados em Football Manager. (...) Todos perceberam que esta contratação não é audaz, é apenas a demonstração cabal da insanidade e desespero de um presidente autista que deu mais um passo para o abismo.»

 

Samuel Almeida:

«O que distingue a contratação de Rúben Amorim de Keizer ou Silas? Nada, excepto o pequeno pormenor que o primeiro implica um investimento de cerca de 20 milhões de euros pela SAD leonina (10 milhões mais IVA e cerca de 7 milhões de salários até 2023). São todos jovens, sem currículo,  sem habilitações e todos apostariam na formação e são os homens certos para levar adiante o projecto para o futebol sportinguista. O problema é que já toda a gente percebeu que não existe qualquer projecto desportivo. (...) Esta administração já desbaratou, até ao momento, cerca de 67 milhões de euros em aquisições, dos quais 52 milhões em aquisições mais os 12 milhões de Rúben e cerca de 3 milhões em indemnizações a treinadores.»

 

Sérgio Abrantes Mendes:

«Este silêncio ensurdecedor dos responsáveis leoninos, motivado ou não por estratégias de gosto duvidoso, poucos ou nenhuns resultados tem produzido. Daí que o anúncio do novo treinador Rúben Amorim pela boca de Silas - trata-se, estou certo, de uma nova política comunicacional que a CMVM não entendeu capazmente - a par dos valores envolvidos na contratação de um treinador que ainda não é detentor do nível IV exigido. (...) É também uma realidade o facto de ser cada vez maior o número de sócios que não vê capacidade de liderança e gestão nos actuais responsáveis leoninos.»

 

Tiago Fernandes:

«Silas tinha condições para ficar até ao final da época. Já era uma época perdida. A 11 jornadas do final poderiam programar a próxima com mais tranquilidade e não de uma forma tão precipitada. (..) Se o Sporting não conseguiu ser campeão com Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus, o problema não é o treinador. O Sporting tem de contratar mais jogadores com nível para vestir aquela camisola.»

Mudança de paradigma

Antes.

Clube de malucos”,

foram as palavras, que o actual presidente do Sporting não se inibiu de repetir, quando um treinador português definiu o actual estado do Sporting, abordado para subsituir o treinador Marcel Keiser.

A presidência de Frederico Varandas não desmente estas palavras.

 

Depois... 10M€, dez milhões de euros, depois.

Mudança de paradigma”,

diz o mesmo presidente.

Para que sentido?

Vamos aguardar.

 

Ruben Amorim.

O sensato:

“€10 milhões era o valor que tinha na cláusula, quando o pusemos comecei-me a rir: quem iria pagar isto por mim?”, disse, com razão.

O corajoso:

Assumir este desafio, para um treinador com o seu histórico, num clube “de malucos” é um acto de coragem… ou será antes de loucura?

Quero acreditar na coragem.

 

Quero acreditar que tudo lhe irá correr bem e desejo-lhe, obviamente: boa sorte. Toda a boa sorte do treinador do Sporting, seja ele quem for, é a boa sorte do clube.

Só vendo é que acreditei

Pagar uma boa maquia por um treinador consagrado, como Bruno de Carvalho fez com Jorge Jesus, seria uma opção discutível e polémica num clube que dispensa jogadores de indiscutível categoria,  alguns dos quais seus símbolos, por motivos financeiros. Mas seria uma opção válida.

Pagar uma fortuna - uma das maiores da história em todo o mundo - por alguém que treinou doze ou treze jogos como sénior na vida está para além da incompetência.

A diferença entre não pagar nada - como com o Silas - e pagar uma fortuna - como com o Rúben Amorim - é que, no primeiro caso, pensa-se "pode ser que corra bem". No segundo, é inevitável questionar "e se correr mal?" Se foi assim com o Jesus, muito mais com o Rúben. Convencer os sportinguistas a pensarem só que "pode correr bem", como se fosse a mesma coisa não pagar nada ou pagar dez milhões, como se fosse a mesma coisa o Rúben ou um consagrado, é gozar com a nossa inteligência.

De estagiário a milionário

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Nunca um clube português tinha pago um valor tão exorbitante por um treinador. Este recorde acaba de ser batido pelo Sporting ainda gerido por Frederico Varandas, ao contratar um dos melhores amigos do ainda director desportivo Hugo Viana pela módica quantia de 10 milhões de euros (acrescidos de 2 milhões em IVA mais 155 mil euros no pagamento de juros já acordado com o Braga mais os salários dos dois novos componentes da equipa técnica e mais cerca de três milhões de euros em vencimento anual ao sucessor de Silas até 2023).

Rúben Amorim é, desde agora, o técnico adquirido pelo terceiro preço mais elevado no futebol mundial. Apenas superado por André Villas-Boas, que o Chelsea contratou em 2011 ao FC Porto por 15 milhões, e pelo irlandês Brendan Rodgers, contratado há um ano pelo Leicester ao Celtic por 10,5 milhões. Com uma assinalável diferença: os outros dois já eram nomes consagrados, enquanto treinadores, quando essas transferências aconteceram - e o português acabara de conquistar uma Liga Europa ao serviço da equipa portista.

É também a segunda mais cara aquisição de sempre do nosso clube. Ficando só abaixo dos 11,8 milhões pagos no início da época 2016/2017 para trazer Bas Dost, com o ponta-de-lança holandês a corresponder por inteiro às expectativas: marcou 93 golos em 127 jogos oficiais pelo Sporting. Como sabemos, Dost acabou por ser despachado por apenas sete milhões, em Agosto passado, alegadamente por não haver liquidez suficiente na SAD para lhe pagar o salário.

Com a agravante, em tudo isto, de acabarmos por financiar um rival directo. Que a cada época vem concorrendo connosco para um lugar no acesso às competições europeias.

Ontem, ao confirmar a troca de um treinador sportinguista de nível 3 por um técnico «benfiquista fanático» de nível 2, que assim passa de estagiário a milionário, o médico Frederico Varandas assinou a sua certidão de óbito como presidente do Sporting.

 

P. S. - Não contente com a chuva de milhões que Varandas acaba de lhe injectar, o presidente do Braga não perde uma oportunidade para atacar o Sporting.

Rumo ao fundo do poço

Texto do leitor JG

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Não ponho de parte manifestar-me ruidosamente, embora de forma ordeira, no exterior do estádio, antes de assistir ao jogo. Mas, independentemente daquilo que acontecer, o mal está feito. Vamos pagar uma fortuna por um treinador que não cumpre com o perfil mínimo para liderar o futebol do clube.

Necessitamos de um treinador sólido, com provas dadas, um homem com o perfil de um Jesualdo, de um Leonardo ou de um Luís Castro. Treinadores que seriam acessíveis a um projecto desportivo que dispusesse de um envelope financeiro com esta dimensão para pagar a um treinador. Mas estamos a contratar a última maravilha do paraíso e quem o faz não merece a confiança de nenhum deles, antes um desejo de afastamento desta bagunçada em que transformaram a gestão do Sporting.

Pagamos agora cinco milhões e pagamos mais cinco em Setembro. Toda a gente percebe que não serão dez milhões que irão encher o bolso de Salvador, já que o Dr. Zenha está a trabalhar numa criteriosa operação de revalorização dos activos do Sporting que permitirá a Palhinha, Gelson e Ivanildo caírem no regaço do presidente do Braga - mantendo uma patética percentagem dos seus passes, apenas para efeitos da propaganda interna, para dar um trunfo aos varandistas, os que já começaram a proclamar que Amorim é o treinador deles - que tem uma dotação de neurónios que, infelizmente, não beneficiou nem o Dr. Varandas nem o Dr. Zenha.

O Sporting está a pique e Varandas é o timoneiro que o levará ao fundo do poço.

 

Texto do nosso leitor JG, publicado originalmente aqui.

Força equipa (domingo lá estarei)

Tenho sido muito crítico desta presidência. Noto-lhe incompetência e errância na gestão do futebol. Amadorismo exasperante em tantas decisões. Insegurança, noutras. E arrogância em muitas das tomadas de posição, umas públicas, outras silenciosas, num ruidoso cala consente feito de  soberba. Mas não será com isso em mente que vou estar na bancada no próximo domingo. Rumarei ao nosso estádio apostado (como sempre) em apoiar a nossa equipa e (como sempre, sempre!) com a esperança de que vamos ganhar. A vitória vou festejá-la intensamente. Ai vou, vou.

A par das críticas e ataques que posso e devo fazer à liderança do nosso clube, posso e deve dar o benefício da dúvida ao novo treinador e equipa técnica.

Gostei da postura de Rúben Amorim na apresentação do mesmo como novo timoneiro do nosso principal grupo de atletas: Directo. Sem floreados. Franco. Seguro. Sensato. Moderado. Consciente do trabalho hercúleo que tem pela frente porque acompanhado da enorme grandeza do clube que, a partir de hoje, passará a defender com o único objectivo, disse-o ele, de ganhar a todos os nossos adversários. Categoria, aliás, à qual Rúben Amorim pertenceu. Pertenceu. Passado. A tantos treinadores aconteceu isto mesmo, já. Leonardo Jardim,  Marco Silva e Jorge Jesus são os exemplos mais recentes (nomes escolhidos pela bitola de bom futebol que jogámos com eles líderes).

"Toda a gente diz: 'E se correr mal? A isto digo: E se correr bem?" Perguntou-nos Rúben Amorim esta tarde sobre as reservas que muitos de nós têm sobre a sua contratação.

Talvez imbuído da fezada que há sempre nisto de se ser sportinguista ou de outra cor qualquer; talvez por ser um optimista sem fim;  não sei, - embora desconfie que por causa das duas -, mas assisti à apresentação de RA e acreditei que podemos melhorar o nosso futebol e que esta pode ser uma solução de futuro.

Sei que Varandas deixa cair treinadores, fazendo deles escudos humanos que o protegem dos estilhaços provocados pela destruição levada a cabo por ele próprio, no entanto, espero sinceramente ter-me enganado sobre a crítica que a seu tempo fiz sobre a noticiada contratação do antigo treinador do Braga.

Haverá eleições, poderemos de novo escolher uma liderança, e por isso, para já, darei o benefício da dúvida. "E se correr bem?", perguntou-nos o novo técnico. Espero que sim, que corra bem. Muito bem, mesmo. Quero muito mais isso do que confirmar as críticas faço. Quero muito ter-me enganado. Quero acreditar que desta vez Varandas emendou a mão e aposta finalmente num projecto para o futuro, que ele tenha sido 100% verdadeiro quando nos anunciou que a preparação da época 2020/2021 começa agora. 

Não me acenem, por isso, com outras presidências que nada ganharam de relevante, a começar pela anterior, que gastou milhões e milhões e foi incapaz de nos devolver o título de campeão. Mais. Apesar de tudo, Varandas terá de fazer muito pior para chegar sequer perto da lastimosa e deplorável presidência de Bruno de Carvalho.

Uma série de vitórias e de bom futebol mudam tudo. É isso que espero que comece no próximo domingo. Viva o Sporting.

  

Desastre comunicacional

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Foto: André Kosters / Lusa

 

1

Apetece perguntar se ainda resta alguém a orientar a comunicação do Sporting. Frederico Varandas falou esta tarde aos adeptos, apresentando o seu sexto treinador em 18 meses, no preciso momento em que o procurador Rosário Teixeira falava ao País, anunciando as conclusões do Ministério Público no debate instrutório da Operação Marquês. Não podia haver pior coincidência. Ninguém em Alvalade estava ao corrente desta última comunicação? Não teria sido possível antecipar ou retardar o anúncio de Varandas?

A coincidência é ainda mais desastrada por ocorrer no dia seguinte às buscas da Autoridade Tributária nas instalações leoninas e de sete outros clubes desportivos, no âmbito da operação Fora de Jogo, que constituiu 47 arguidos - entre eles o actual presidente do Sporting e o seu antecessor Bruno de Carvalho.

 

Há muitas formas de comunicar, além da expressão verbal. Com a expressão corporal, facial e gestual também se comunica - para o bem e para o mal. Durante os seis minutos e 52 segundos em que se dignou falar, Varandas esteve o tempo todo com cara de poucos amigos e semblante de "tirem-me daqui": tenso, rígido, procurando aparentar impassibilidade em vez de conseguir transmitir empatia - instrumento fundamental de qualquer liderança.

A empatia, quando não nasce connosco, é algo que pode adquirir-se por treino. Mas no caso dele já foi possível perceber que treinou muito pouco ou treinou mal. Em perfeito contraste com a expressão sorridente e descontraída do novo técnico, que neste aspecto deu uma lição ao presidente. 

 

Quanto ao que disse, como de costume, foi confrangedor. «Não tenho problema nenhum em investir no treinador certo», declarou, com óbvia deselegância, visando os técnicos que antes contratara, designadamente Marcel Keizer e Silas, que nesta óptica seriam os treinadores errados - embora escolhidos também por ele. «Por vezes o que é barato sai caro», insistiu, em nova demonstração desprimorosa para o técnico "barato" que acaba de despedir seis meses após o ter contratado.

«O treinador certo, num ano, faz valorizar o plantel em 30 ou 40 milhões de euros», disse também. Permitindo que se conclua, obviamente, que Keizer e Silas foram treinadores errados. Sendo assim, o que devemos então concluir do presidente que se descarta de técnicos como quem muda de camisa, confirmando Alvalade como funesto cemitério de treinadores?

 

4

O ex-director clínico do Sporting, ao concorrer à presidência, jurou aos adeptos que Peseiro seria o seu treinador. Quebrou a jura. Disse apostar em Tiago Fernandes e logo o pôs a andar. Trouxe Keizer, mas o holandês só aguentou dez meses. Lançou um repto a Pontes, mas sem o menor sucesso. Contratou e despediu Silas em meio ano. 

Era a ocasião certa para um mea culpa do presidente. Que, obviamente, não aconteceu. Até nisto Frederico Varandas é um desastre comunicacional.

Entrada de leão?

 

«Fui adversário do Sporting toda a minha vida.»

 

«Temos de ganhar tempo, precisamos de tempo para preparar a próxima época. Sabendo que, não ganhando jogos, pode não haver próxima época.»

 

«Era o valor que eu tinha na cláusula [10 milhões de euros]. Quando a pusemos [no Braga], eu comecei a rir... [porque] podiam pôr 20 ou 30, ninguém ia gastar dinheiro comigo... Aconteceu isto.»

 

Rúben Amorim, às 15.16 de hoje, ao dirigir-se pela primeira vez aos adeptos na qualidade de recém-contratado treinador do Sporting

Cinco treinadores em dezoito meses

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«José Peseiro é um homem competente. É o treinador do Sporting Clube de Portugal e será o meu treinador caso eu seja eleito.»

Frederico Varandas, 4 de Julho de 2018

 

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«Quero deixar aqui um agradecimento a todas as equipas técnicas que desde a pré-época serviram o Sporting, com especial agradecimento para José Peseiro e Tiago Fernandes, por tudo o que fizeram.»

Frederico Varandas, 12 de Novembro de 2018

 

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«A competência de um treinador deve ser avaliada segundo a capacidade técnica e táctica, a capacidade de gestão do grupo e a capacidade de comunicação. Acredito que Keizer tem o perfil para agarrar este projecto.»

Frederico Varandas, 12 de Novembro de 2018

 

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«Alguém iria despedir um treinador que venceu duas taças?» 

«O Leonel Pontes não tem um prazo, tem uma tarefa. Depois cá estaremos, juntamente com ele, para observar e tomar decisões. Não há um timing para encontrar um novo treinador.»

Frederico Varandas, 4 de Setembro de 2019

 

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«Estou a apresentar a nova equipa técnica do Sporting. Uma equipa jovem, com competência, com coragem e com muita vontade de aqui estar. (...) A primeira vez que vi o mister Silas, na altura jogador do U. Leiria, foi em 2002 na praça do Rossio a festejar o título do Sporting.»

Frederico Varandas, 27 de Setembro de 2019

A História dirá a verdade...

Muito se escreveu nas últimas horas sobre a entrada de outro pseudo treinador, desta vez com o nome de Amorim, no Sporting. O futebol está cheio de manhas, de favores, de aproveitamentos e projetos pessoais com maior ou menor influência nos bastidores. Há nisto algo de estranho, e obscuro, onde se movimentam atores, uns ligados a clubes de top na Europa, com contornos a clubes portugueses, que fazem esta poderosa máquina do futebol, ter nuances muito díficeis de explicar. Fico por aqui... acreditando que um dia a HISTÓRIA nos dirá a verdade toda sobre aquilo que se passou e que é hoje tão difícil  de entender.

Varandómetro

Quando José Peseiro foi despedido, na véspera do Dia de Finados de 2018, por pressão das claques e dos lenços brancos, o Sporting ia a dois pontos do líder - já depois de ter jogado na Luz e em Braga. Agora, o sucessor do sucessor do sucessor do sucessor de Peseiro deixa a equipa a 20 pontos do primeiro. Quando ainda faltam disputar onze jornadas.

Nunca visto

Confirma-se: o Sporting é um clube inovador.

Esta noite aconteceu algo absolutamente inédito: quem apresenta aos jornalistas o novo treinador é o treinador que vai embora. Perante o silêncio sepulcral do presidente (que quis assumir o futebol), do director desportivo e do gestor do balneário.

Varandas, Viana e Beto deviam, a essa hora, estar a jogar à lerpa com o doutor Zenha. Com uma deselegância sem par perante o técnico cessante, o plantel e a própria massa adepta leonina. Como se esta lhes fosse olimpicamente indiferente.

A cabeça no cepo

Com a contratação de Rúben Amorim, sejam quais forem as motivações, Frederico Varandas coloca mesmo a cabeça no cepo como presidente do Sporting Clube de Portugal.

Tem tudo para correr mal.

Desde logo está a financiar e a potenciar o clube que nos anda a morder nos calcanhares, o clube que nos tem um ódio de morte.

Depois estamos a pagar uma fortuna (e mesmo assim prefiro os 10M€ que os 6M€ mais jogadores que nos podem render bem mais que isso) por um estagiário, mais um treinador sem habilitações, sem experiência e que não atingiu uma grande craveira enquanto jogador.

Depois porque esse treinador está a ter um grande sucesso no momento com um modelo de jogo estranho ao Sporting, o 5-2-3, e que obrigará a reformatar muita coisa nos sub-23 e na formação. 

Depois porque não há garantias de que esse treinador seja um formador, que consiga desenvolver e integrar jovens da formação.

Depois porque não há garantias do seu comportamento aquando das derrotas e dos fracassos, da sua resiliência e capacidade de encaixe.

Sendo assim, e porque não corresponde ao tipo de treinador que pretendo para o Sporting, à luz da sua história e nos melhores que por aqui passaram, estou completamente contra.

 

Mas... e há sempre um mas... também pode correr bem. Até pode correr... muito bem.

Na história do Sporting existe um caso que de alguma forma legitima esta aposta. Luís Duque conseguiu conquistar José Mourinho, vinha do Benfica para assumir o Sporting quando... uma revolta interna liderada pela JuveLeo o impediu. E José Mourinho lá seguiu a sua vida, com o sucesso que conhecemos. Dizem que se Rúben Amorim não viesse para o Sporting seguiria para o Porto no final da época.

Será que Rúben Amorim vai ser o novo José Mourinho? Não faço ideia.

Mas com isto vou pedir já e agora a demissão do presidente? Agora mesmo e sem conhecer os resultados? E se o Sporting desatar a ganhar jornadas a fio e alguns coxos do plantel ganharem pernas? Faz algum sentido?

Obviamente, Não.

Os treinadores são como os melões. Abrem-se primeiro, provam-se depois, despede-se o fornecedor depois, se for caso disso.

SL

Varandas para o precipício

Atiro-me?!?! Perguntou-se desnorteado. E atigou-se mesmo. Atigou-se e lixou os cognos todos, os deles e os nossos. É que mesmo que a cabeça, as pernas, as mãos e os braços sejam do ainda presidente do Sporting Clube de Portugal se o homem se atira para o precipício leva-me com ele, não por solidariedade ou por consultadoria técnica (não fiz o serviço militar obrigatório e menos ainda estive no Afeganistão como homem de armas), mas vou com ele porque ele é o presidente do clube que me faz sofrer e que apoio como poucas coisas na vida. 

Esta contratação do Rúben Amorim para timoneiro da equipa de futebol sénior está para lá do disparate e da prova da incompetência que hoje mina a administração da SAD leonina. Estamos isso sim perante um acto desesperado tomado por alguém que age para safar a pele dele e não olha aos superiores interesses do Sporting.

Varandas põe o odioso na actual equipa chefiada por Silas, sacode a água do capote. Enfim, em bom rigor para descrever a actuação do presidente prefiro usar outra expressão, aquela que nos diz que Varandas com esta manobra limpa as mãos à parede, passada a merda que tem feito.

A culpa da clamorosa época desportiva no que ao futebol sénior diz respeito é da total responsabilidade de Varandas, o autoproclamado presidente-treinador.

Rúben Amorim não passa de uma jogada revestida de fezada como já o foram as de Keizer, Leonel Pontes e Jorge Silas. Além disso, desconfio que parte do sucesso de Amorim (deixem-me só dar um golo na água que o sapo que engulo é maior que o centro comercial Colombo), dizia eu, parte do dito sucesso é certamente explicada pela organização, estrutura e liderança do Braga.

A somar aos inaceitáveis milhões e milhões dispendidos na contratação de Amorim, a cereja no cimo do bolo incomível seria a ainda inacreditável cedência dos passes de três promissores jogadores, frutos da nossa formação. A acontecer seria uma vergonhosa capitulação à arrogância e soberba bracarenses e mais do que isso uma traição não só aos sócios que em Varandas votaram (eu não fui!) com a promessa da aposta nas pérolas da academia, mas todos nós que acreditamos mesmo que o nosso futuro está assegurado pelos talentos da nossa profícua formação.  

Aqui chegados, não tenho dúvida, sou levado a concluir que termos Varandas presidente, conservando ele os poderes e a influência que tem no futebol, nem Jurgen Klopp brilharia em Alvalade.

O futebol tantas vezes faz gato sapato da razão e eu que até já aqui defendi a importância de permitirmos que o presidente cumprisse o mandato até ao fim tenho hoje sérias reservas a que essa seja o melhor a fazer a bem da sustentabilidade e futuro do nosso Sporting.

Hara-kiri

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Caso se confirme esta notícia (Rúben Amorim a caminho do Sporting, difundida há meia hora na TSF), a dupla Varandas-Viana acaba de cometer hara-kiri em directo ao trazer, agora do Braga, o sexto técnico em 18 meses - desta vez um benfiquista assumido, com apenas 13 jogos de experiência na Primeira Liga e sem habilitações para ostentar um título profissional.

Este será o primeiro dia do fim de ambos na estrutura directiva ainda em funções.

A pior equipa técnica de sempre? (Parte 3)

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Espero sinceramente que seja a última vez que faça um post com este título e com estas caras. Tudo tem limites e se há quem queira ser "kamikaze", como o expulso ex-presidente, que o faça às suas custas e não às do Sporting.

Dizia a 29 de Setembro, no post "Silas no espeto", que:

"Leio hoje em "A Bola" um comentário que tenho de subscrever, do seu director (lampião) Vítor Serpa a dizer que "se (Varandas) continuar a fechar os ouvidos e os olhos a quem dele honestamente discorda, afinal, o que o separa de Bruno de Carvalho?"

Pese toda a recuperação da SAD realizada, os títulos alcançados e o trabalho bem feito em diferentes áreas, a dificuldade crescente de comunicação e envolvimento com os sócios, e o fecho em si mesmo do núcleo duro que gere o futebol, não conseguiu ultrapassar bloqueios e antecipar problemas, e a prova é que no caso dos despedimentos de Peseiro e de Keizer não havia alternativa pensada, preparada e adequada ao momento do clube e ao plantel que ia encontrar. 

Também hoje o "Record" anuncia que Silas tem tudo acertado para ser o novo treinador do Sporting, um treinador cujo curriculum se limita a um par de anos no Belenenses, onde conseguiu a maior derrota de (se calhar) todos os tempos desse clube com o Sporting,  e que nem sequer tem habilitação que lhe permita levantar-se do banco e dar instruções aos jogadores.

Pelos vistos o que dizemos aqui da necessidade de ter um treinador credenciado, experiente e agregador a tomar conta da equipa (coisa que teria de ser tratada com tempo e dinheiro), chame-se ele Jesualdo Ferreira, Scolari, Ranieri, Alegri ou outra coisa qualquer, não lhe diz muito, e prefere alguém à sua imagem, de Hugo Viana e de Beto, ou seja, mais uma boa pessoa, mais um jovem e inexperiente profissional.

Não está em causa a pessoa e o sportinguista Silas, as suas qualidades enquanto treinador, o beneplácito de que poderá gozar no imediato nos sócios e adeptos, mas a confirmar-se a notícia e na fornalha de Alvalade é quase uma certeza que Silas vai sair "bem passado". E se calhar não vai ser o único.

Obviamente não vai ser por minha culpa, estarei com ele como estava com Peseiro, Tiago, Keizer e estou ainda hoje com o Leonel. Até ao limite do possível."

 

Passaram-se cinco meses desde essa data e tudo o que escrevi nessa altura peca por defeito.

 

1. Desempenho

Com Silas, em 27 jogos, tivemos 17 V, 1 E e 9 D. Se olharmos apenas para os confrontos com as quatro melhores equipas (Porto, Benfica, Braga e Guimarães) tivemos 1 V e 4 D. Quanto a média de golos: marcados, 1,6; sofridos, 1,1. 

2. Conquistas

Eliminado da Taça de Portugal, da Taça da Liga, da Liga Europa (tudo contra equipas inferiores), 4.º lugar na Liga atrás do Braga e a ter de ir a Guimarães, Porto e Benfica.

3. Qualidade perceptível do trabalho

Uma lástima. Não existe fio de jogo que identifique a equipa, que não sabe defender e sofre golos sucessivos de bola parada, que ataca de forma individualista e muito pelo centro, sucedem-se jogo após jogo passes para ninguém, centros para nenhum lado, adormece-se o jogo quando temos que impor respeito, atacamos à maluca quando estamos a ganhar. A mudança improvisada é uma constante, sucedem-se sistemas tácticos, formas de sair a jogar bem distintas, diferentes onze de jogo para jogo, qualquer mecanização ou conhecimento mútuo é impossível nestas condições. Preparação física mais que deficiente (ver como acabaram alguns jogadores depois dos 120 minutos). Um festival de incompetência e de falta de capacidade de comando desde o banco (sem Silas sequer ter habilitações para se levantar e ordenar).

4. Evolução do plantel e preparação da próxima época

A verdade é que com Silas quase todos os jogadores deixaram muito a desejar, as mudanças constantes de posicionamento destroem a sua evolução, médios de transição passam a duplos e triplos trincos, os extremos são transformados em avançados móveis, pontas de lança jogam a médios. Mesmo Max tem lapsos de posicionamento que revelam muita incompetência de quem o treina. Quase todos valem bem menos do que valiam.

Isto realmente é mau de mais. Peseiro foi despedido sem se perceber porquê, o vencedor das Taças (ultrapassando Braga, Benfica e Porto) Keizer foi despedido por dois penáltis manhosos quando ganhava a 10 minutos do fim para tapar a incompetência de Hugo Viana (que apesar de tudo não fez mais asneiras em Janeiro para somar àquelas do início de época).

 

Silas não é despedido, PORQUÊ ??? Alguém me explica? 

Não há alternativas? Agora que o Sporting até encaixou uma boa maquia com a venda de Bruno Fernandes e temos o terceiro melhor plantel português? Tretas.

Ao pé de Silas até o Paulinho é alternativa. Só tinha de pôr o plantel em auto-gestão, os capitães tomavam conta da coisa, pior não ficava. 

Porque está de facto muito mau. 

SL

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