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És a nossa Fé!

2022 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Tirem o som deste vídeo, se quiserem, e concentrem-se nas imagens. Sobretudo entre os 35 e os 44 segundos. O tempo que demora a construir o excelente lance de golo convertido por Marcus Edwards. Em Londres, contra o Tottenham, para a Liga dos Campeões.

O nosso avançado marcava assim à equipa que o formou: foi a 26 de Outubro, aos 22', culminando uma jogada que começou a ser elaborada por ele e envolveu uma sucessão de tabelinhas até ser concretizada da melhor forma em remate cruzado e rasteiro, com o seu potente pé esquerdo, sem hipótese para Lloris.

 

Viemos de Londres com um precioso ponto que acabaria por nos dar esperanças de seguir em frente na Champions e - do mal o menos - nos conduziu aos oitavos da Liga Europa. E Edwards veio de lá com uma reputação ainda mais consolidada como um dos três elementos mais valiosos do nosso plantel actual (juntamente com Pedro Porro e Pedro Gonçalves). 

Com apenas 24 anos, é craque. Dificilmente permanecerá em Alvalade após o desfecho da presente temporada, em que já leva nove disparos vitoriosos à sua conta.

 

Outro dos melhores golos leoninos no ano civil que há dias terminou foi também dele: a 19 de Março, contra o Vitória (seu anterior clube), em Guimarães. O primeiro que marcou de Leão ao peito.

Esperemos que ainda marque muitos mais.

 

Vale a pena destacar três menções honrosas de 2022, todas para lembrar também:

- O golo de Tabata no Leça-Sporting a 11 de Janeiro (vencemos 0-4);

- O golo de Matheus Nunes no Sporting-Rio Ave, a 13 de Agosto (ganhámos 3-0);

- O golo de Nuno Santos no Sporting-Casa Pia, a 22 de Outubro (ganhámos 3-1).

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

Golo do ano em 2020: Nuno Mendes, contra o Portimonense

Golo do ano em 2021: Paulinho, contra o Boavista

Nazinho & C.ia, Lda

Nazinho falhou dois golos. Um deles "cantado", seja lá o que isso for.

O outro miúdo, o Mateus Fernandes, não esteve muito bem, terá entrado nervoso, faz parte.

Apostas falhadas de Amorim, virão aqui alguns dizer, desassombrados, como se com a idade daqueles miúdos, jogar na Liga dos Campeões fosse fácil.

E como eu gosto muito de ter cromos para a troca, não precisando de recuar muito no tempo, basta ir à última jornada da liga portuguesa e lembrar-me de um golo "cantado à capela" falhado pelo rapaz que ontem marcou um golaço, esse mesmo, Edwards. Quem sabe Nazinho não marca já em Arouca?

O afundanço do Coates, que seria o segundo, merecia os três pontos, mas bem vistas as coisas a gente não ficava automaticamente qualificados, a coisa só foi má no capítulo financeiro.

Não gostei da atitude de Amorim, virando a cara a certos lances, como se tivesse medo que algo de mau nos aconteça. Está a precisar também ele de umas sessões de mental coaching, assim mesmo em inglatónico, como diria Diniz Machado (ou Dennis McChade, para os amigos) em "O que diz Molero".

 

E na Terça, lá estaremos outra vez!

Quente & frio

Gostei muito do nosso empate (1-1) ontem, em Londres, contra o Tottenham - terceiro classificado da Premier League. Resultado que nos coloca em segundo no grupo D da Liga dos Campeões, com 7 pontos. Como o Marselha perdeu em Frankfurt, basta-nos um empate no desafio da próxima terça-feira, quando recebermos o Eintracht, para seguirmos rumo aos oitavos-de-final da prova. Com vantagem sobre a equipa londrina em caso de igualdade pontual. Estivemos a vencer entre os 22' e os 80'. Sofremos um segundo golo no último lance do desafio, por Harry Kane, mas acabou anulado após intervenção do VAR. 

 

Gostei dos 45 minutos iniciais, com atitude desassombrada do onze leonino que teve a primeira oportunidade por Paulinho, aos 20', e marcou à segunda. Mérito de Edwards, autor do golo: comprovou no estádio da equipa onde foi formado que merecia ter lugar naquele plantel e talvez até ser chamado à selecção inglesa. Exibições muito positivas também do regressado Coates, comandante da defesa, Porro com o seu habitual dinamismo no corredor direito, Ugarte a trancar o meio-campo. E sobretudo de Adán, com quatro grandes defesas - aos 51', 52', 56' e 69'. Ficou mal no golo dos spurs, marcado por Betancourt, mas mesmo assim merece ser eleito o homem do jogo. Sem ele, sairíamos derrotados. 

 

Gostei pouco de Trincão, o pior dos nossos no onze titular. Voltou a ser uma figura apagada, sem influência no colectivo. Rúben Amorim manteve-o demasiado tempo em campo, mandando-o sair só aos 71': outra oportunidade desperdiçada. Também gostei pouco das actuações de dois miúdos lançados pelo treinador - Mateus Fernandes (18 anos) e Nazinho (19 anos). O primeiro em estreia absoluta no palco da liga milionária acusando o peso da responsabilidade; o segundo desperdiçando dois golos cantados, aos 76' e aos 77', além de comprometer num lance defensivo crucial. Mas esta é a única forma de Amorim provar que aposta mesmo nos potenciais astros leoninos: lançando-os nos grandes jogos. Não há outro modo de ganharem calo e crescerem. Acabamos este jogo, aliás, com uma equipa extremamente jovem onde se incluía Gonçalo Inácio (21 anos), Porro (23), Ugarte (21), Arthur (24) e Fatawu (18), além dos já mencionados. O brasileiro e o ganês entraram muito bem, o primeiro como agitador lá na frente e o segundo forçando Lloris a uma das defesas da noite, aos 90', em remate fortíssimo que levava selo de golo. 

 

Não gostei do golo sofrido a dez minutos do fim do tempo regulamentar nem da nossa segunda parte, em que estivemos quase todo o tempo remetidos à defesa, embora revelando capacidade de resistência e sacrifício. Mas convém não esquecer que o Tottenham é uma equipa cheia de craques: Kane (segundo melhor marcador da Premier League), Son, Perisic, Romero, Lucas Moura, Ben Davies e o "nosso" Eric Dier, que aliás falhou mais golos no Hotspur Stadium do que Nazinho.

 

Não gostei nada que Morita tivesse saído aos 62', com queixas físicas: oxalá não tenhamos outro jogador lesionado. Nem da ausência de Pedro Gonçalves, ausente por ter visto cartão vermelho, sem qualquer necessidade, no recente Sporting-Marselha. Nem do calafrio que passámos nos últimos segundos da partida ao ver a bola entrar na nossa baliza. Felizmente, após longa espera, foi assinalada deslocação e prevaleceu o empate. Agora está tudo em aberto: só dependemos de nós para nos mantermos na liga milionária. A acontecer, será inédito.

O dia seguinte

Grande primeira parte do Sporting em Londres perante uma das maiores equipas inglesas da actualidade, sabendo gerir muito bem os tempos do jogo. Raramente o Tottenham criou perigo, o Sporting conseguiu sempre sair com qualidade, e um grande passe de Ugarte iniciou a jogada que Edwards, assistido por Paulinho, concluiu com brilhantismo .

Não existe uma grande equipa sem uma grande "coluna vertebral" e nessa primeira parte, Adán-Coates-Ugarte-Paulinho estiveram magníficos.

No intervalo Conte puxou pela cabeça e descobriu aquilo que todos sabemos: que com um futebol mais inglês e menos italiano, com muito jogo aéreo e bolas bombeadas para o segundo poste, o Sporting passaria por grandes dificuldades.

 

A segunda parte foi mesmo uma cavalgada do Tottenham, com substituições que aumentaram o ritmo, enquanto no Sporting muitos começavam a cair por cansaço. Primeiro entraram Mateus Fernandes e Nazinho e nem por sombras fizeram esquecer Morita e Nuno Santos. O flanco esquerdo transformou-se num passador, Rúben sentiu o perigo e substituiu os três atacantes, entrando (e agora bem) St.Juste, Fatawu e Arthur Gomes. 

A equipa ganhou novo alento e novo equilíbrio. Em duas sortidas Nazinho teve tudo para matar o jogo. Mas quem não marca sofre, o Tottenham carregou ainda mais no acelerador, marcou o golo do empate e podia muito bem ter ganho. Safámo-nos por poucos cms, num daqueles lances em que Harry Kane é exímio, mas que teve início numa perda de bola completamente idiota de Porro.

 

Sobre o golo do Tottenham acho que mais do que má intervenção de Adán foi uma má leitura do lance, como aconteceu com Israel em Marselha. Com a defesa em linha o guarda-redes sabe que tem de chegar com as mãos mais alto do que a cabeça dum jogador a saltar desde trás, qualquer pequeno atraso é a morte do artista. 

Entre o azar de Nazinho e o azar de Dier e dos seus colegas, fica um empate que antes do jogo qualquer Sportinguista aceitaria e que se calhar serve os interesses dos dois clubes. Com um empate em Alvalade seguimos na Champions, com um empate em Marselha segue o Tottenham também.

E foi um Amorim também exausto que apareceu na conferência de imprensa. As lesões sucessivas têm posto a nu de forma impiedosa as carências dum plantel curto e desequilibrado, na cabeça dele já vinham o jogo de Arouca (com a encomenda Rui Costa a apitar) e depois o jogo decisivo de terça-feira, talvez sem poder contar com Morita, que rebentou hoje em campo.

Foi mais uma grande jornada europeia do Sporting. Pena mesmo os dois jogos com o Marselha que foram entregues da forma que sabemos. Amorim ficou ainda mais do que já estava nos radares dos clubes da Premier League, mas nós queremo-lo é cá pelo menos até ao filho entrar na faculdade.

 

Melhor em campo? Ugarte, mais um menino estupendo que vale ouro, na linha dum Nuno Mendes e dum Matheus Nunes.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amorim de génio

1) Então o Adán, coiso e tal, queriam a cabeça dele, estava velho, desatinado. Pois...

2) Mas, depois do golo, o mais extraordinário deste Sporting londrino foi a insanidade de Rúben Amorim, que decide pôr a creche em campo num jogo destes, com o resultado como estava. Pois eu acho que a loucura de Rúben foi o melhor que aconteceu ao Sporting este ano. Coragem, risco e confiança são qualidades de um treinador de gabarito. E a verdade é que os putos fizeram-se hoje homens. Ganhámos uma equipa renovada.

3) Nazinho, dorme sossegado, falhaste dois golos prováveis, escorregou-te a bola para os pés de Kane no que podia ter sido o 2-0 por milímetros, mas aceita isso como o princípio de uma longa história.

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez, e ao contrário do que aconteceu há quatro anos com o Arsenal, apenas no sofá.

Se no início desta fase de grupos da Champions já achava que o Tottenham era a equipa inglesa mais parecida com o Sporting, com o mesmo sistema táctico e um Harry Kane similar ao Paulinho fisicamente e nos espaços que percorre em campo, neste momento ainda mais é, as duas equipas muito castigadas por lesões, os experientes guarda-redes a falhar clamorosamente e a entregar resultados, defesas a oferecer golos aos adversários, enfim o momento para as duas não é de facto o melhor.

No jogo de Alvalade Rúben Amorim entendeu melhor o adversário do que António Conte. A opção pelo ataque à profundidade pelo chão facilitou a vida ao Sporting, e as grandes oportunidades do Tottenham foram bolas altas ao segundo poste na área de intervenção de Nuno Santos.

Por isso penso que com o regresso de Coates Amorim deveria fazer avançar Nuno Santos para substituir Pedro Gonçalves, fazer derivar Matheus Reis para ala esquerdo e colocar Marsà, que está a justificar a continuidade. O sacrificado, continuando a apostar no ataque móvel, seria Paulinho: entraria mais tarde a substituir Trincão ou Edwards. Defender baixo e atacar veloz.

 

Voltando ao jogo com o Arsenal, os Sportinguistas de todo o Reino Unido compareceram em peso, muitos tornaram-se adeptos ferrenhos de clubes ingleses da sua zona de residência e criaram um ambiente incrível de apoio à equipa comandada pelo Tiago Fernandes (um claro caso de desaproveitamento, não entendo porquê) com as claques completamente secundarizadas. Nessa viagem aconteceu também um episódio que cavou ainda mais o afastamento entre a JuveLeo e Frederico Varandas. Se calhar outros acontecerão também nesta nova viagem a Londres. Mas isso não impedirá um novo ambiente de festa e fervor Sportinguista mais logo em Londres.

Conquistando pontos mais logo ficaremos bem próximos do objectivo: passar a fase de grupos.

Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa.

Onde vai um vão todos. É o slogan que tem de ser retomado a todos os níveis do Sporting.

SL

Memória de uma terça feliz

No estádio, no jogo com o Tottenham, o ambiente foi dos bons, como aquela primeira bebida que começa logo a escorrer bem. Bastante gente, havia um ânimo bom no ar. Há noites assim. 

No fim da primeira parte, depois de bons 45 minutos, Edwards fez crer que a vitória era mesmo possível. As bancadas entraram no intervalo esperançosas.

Nos últimos minutos da segunda parte, o que se sabe. As duas substituições, em dois minutos, fizeram dois golos. Não há como um jogo com emoção assim. 1-0 já foi tão bom, o estádio enlouqueceu, saltou-se, cantou-se sobre a dentição de Paulinho e quedas alheias, aplaudiu-se muito. No golo de Arthur... entre os "segura agora!" e os "não... ai vamos ao segundo?!", todos acreditámos e, com a magnífica jogada individual (depois de bom trabalho de Esgaio e Paulinho), a euforia foi total. Inaugurei assim, também eu, mais uma temporada de abraços a estranhos na bancada. 

Agradeço ainda a Rúben Amorim - havemos de falar no cântico para o míster, deve ser divulgado e cantado por quem quiser -, porque acredito que também a ele se deve, a minha atenção a Dier e Antonio Conte, ficar para depois do jogo, ao contrário do que aconteceria há uns anos em situação idêntica. São cá coisas minhas. 

A época passada, gostei muito do ambiente no jogo com o Dortmund, era necessário ganhar, cumpriu-se e ainda pusemos a equipa alemã fora da Liga dos Campeões. Foi bonito, foi electrizante. Por mais noites assim em Alvalade.

Orgulho leonino à flor da pele

Chegado ao trabalho, de sorriso rasgado, logo procurei os leões. Somos muitos! Apesar disso quis o destino que a primeira reacção à gloriosa vitória leonina de ontem contra o Tottenham me chegasse vinda de um benfiquista.  A coisa foi proferida num misto de bazófia, ressabiamento, inveja:

- Todos pavões! Rotulou-nos.

- Orgulhosos, pá. Orgulhosos e muito.

De rajada fiz-lhe o desenho: pavões seria sinal de que nos consideramos por direito os maiores, os melhores, os naturais vencedores de qualquer desafio; já sentirmos orgulho no clube que é o nosso é fruto do júbilo com a vitória que contrariou a esmagadora maioria das casas de apostas e que foi inteira, absoluta, indiscutivelmente justa, também porque assente numa verdadeira equipa guiada por um líder humilde, consciente das fraquezas e das forças do conjunto de jogadores que orienta e que neles incute o espírito ganhador que a todos contagia. Do rectângulo de jogo a todos os cantos do mundo onde há sportinguistas. Cada vez mais orgulhosos de o sermos.  

Sim, foi brutal

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Obrigado, Rúben Amorim! Pelo magnífico e inesquecível jogo de ontem, mas também pela performance de alto nível frente ao Eintracht Frankfurt e ao Portimonense. Estamos de volta e é disto que nós, Sportinguistas, gostamos. O resto não interessa nada quando o futebol fala mais alto.

O técnico leonino conseguiu corrigir os erros de comunicação e a falta de sintonia com a SAD, a equipa está a jogar melhor (mesmo com jogadores de outro nível, aparentemente) e o Sporting concluiu uma parte da reestruturação da dívida da banca. É isto, deixem o SCP ir em frente, não olhemos para trás.

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória (2-0) contra o Tottenham desta noite em Alvalade. Segundo triunfo consecutivo na Liga dos Campeões após a recente goleada frente ao Eintracht na Alemanha. Já lideramos o nosso grupo da Champions, com seis pontos, cinco golos marcados e nenhum sofrido. Ganhamos balanço para fazermos a nossa melhor prestação de sempre na prova máxima do futebol, embolsámos mais 2,8 milhões de euros graças a esta vitória e voltamos a apresentar uma equipa que faz lembrar a da conquista do campeonato há 16 meses. Mudam as peças, mas o colectivo mantém-se sólido. Agora com organização defensiva reforçada (apesar de termos dois centrais lesionados), a procura do golo acentua-se e o conjunto leonino demonstra não recear nenhum adversário, seja em que prova for: enfrentamos qualquer um de olhos nos olhos. Para alegria dos adeptos.

 

Gostei de quase todos os jogadores, embora alguns mereçam menção especial. Começando por Nuno Santos, que fez talvez a sua melhor exibição de Leão ao peito. Combativo, batalhador, recuperou bolas, ganhou duelos, sem dar um lance por perdido, partiu os rins a Emerson em vários confrontos individuais, fazendo-lhe marcação cerrada. E criando constantes desequilíbrios no seu corredor, que patrulhou com eficácia. Destaque também para Edwards, protagonista do mais belo lance do jogo, aos 45'+2, parecendo imitar Maradona ou Messi ao entrar como faca por manteiga pela defensiva do Tottenham - clube onde se formou. Lance que só não deu golo (tal como outro, aos 67') devido a magníficas defesas de Lloris. Adán, Ugarte, Pedro Gonçalves e Matheus Reis também estiveram muito bem. Mas o Sporting ganha o jogo devido à visão de Rúben Amorim, que lançou do banco os marcadores dos dois golos: Paulinho entrou aos 76' e meteu-a lá dentro de cabeça, na sequência de um canto, aos 90'; e o estreante Arthur Gomes, que entrou aos 90'+2. Em estreia absoluta de verde e branco, marcou o seu golo inaugural no primeiro (e único) minuto em que esteve em campo e na primeira vez que tocou na bola, partindo meia defesa do Tottenham. Estreia de sonho: o céu é o limite.

 

Gostei pouco que o número de espectadores ontem em Alvalade estivesse abaixo de 40 mil. Em rigor, havia 39.899 nas bancadas - número inferior às expectativas, atendendo ao facto de recebermos uma das cinco melhores equipas da Premier League. Também é verdade que o horário do jogo, nesta terça-feira, não ajudou: a partida tinha início marcado às 17.45 - creio que foi a primeira vez que o Sporting jogou em casa a esta hora para a Liga dos Campeões. Mas o mais importante é que quem lá esteve não regateou incentivos em forma de cânticos e de aplausos aos jogadores.

 

Não gostei do desempenho dos craques do Tottenham, uma das melhores equipas inglesas da última década: o Sporting conseguiu anular Son, Richarlison e Harry Kane. Que até estavam bem mais folgados que os nosso craques, pois a turma londrina não disputou a jornada do passado fim-de-semana, com o Manchester City como adversário. Também não gostei de ver Eric Dier, que esteve nove anos em Alvalade, jogar desta vez contra nós: mantenho a esperança de voltar a vê-lo de verde e branco.

 

Não gostei nada, uma vez mais, de ouvir o Hino da Champions ser assobiado por centenas ou até milhares de adeptos no nosso estádio. Insisto: é uma enorme estupidez. Esta gente parece que preferia ver o Sporting excluído da liga milionária. Questiono-me se também exigirão à administração da SAD que devolva de imediato os 5,6 milhões de euros que receberemos só pelos primeiros dois jogos nesta prova 2022/2023. Tão elevado encaixe financeiro também lhes dará vontade de assobiar?

O dia seguinte

Foi um excelente jogo de futebol entre um dos "big3" portugueses e um dos "big5" ingleses, um jogo digno duma Champions onde temos mesmo de estar ano após ano, duas equipas que têm muitas coisas em comum mesmo com orçamentos e valores de plantel completamente distintos. Uma equipa portuguesa que vinha cansada por três jogos numa semana, uma equipa inglesa que vinha descansada pela anulação da jornada da Premier League pelos motivos conhecidos.

Desde logo o mesmo sistema táctico 3-4-3, o mesmo tipo de guarda-redes experiente, tremendamente concentrado e extraordinariamente eficaz, o mesmo tipo de patrão defensivo imponente, o mesmo tipo de ponta de lança associativo que funciona como pivot de toda a manobra ofensiva da equipa. Mas também todo um modelo de jogo que previlegia as transições e os avanços em profundidade dos dois interiores.

Se Lloris conseguiu duas defesas do outro mundo a remates de Edwards e Porro, Adán esteve seguríssimo. Se Eric Dier mostrou bem porque é titular da selecção inglesa, quase 10 anos depois de ter sido lançado por Jesualdo Ferreira como trinco na equipa principal do Sporting, com uma capacidade de passe à distância notável, Coates esteve ao seu nível e foi uma parede intransponível para o ataque adversário. Se tudo passava por Harry Kane no ataque do Tottenham embora desperdiçando ele um dos melhores centros do encontro (acontece aos melhores), Paulinho entrou e logo se antecipou ao mesmo Kane para desviar para a baliza contrária uma bola que entrou como um missil na baliza de Lloris.

Mas um Edwards ou um Arthur Gomes como estes é que não havia no Tottenham. Foram dois lances que os melhores do mundo não desdenhariam assinar, no primeiro ainda Lloris deve estar a tentar perceber como conseguiu defender, no segundo não teve hipóteses.

 

O Sporting entrou em campo com a lição bem estudada: construir desde trás para atrair, conseguir colocar a bola atrás da linha de pressão para partir em velocidade em direcção à baliza contrária. O Tottenham saía fácil, Kane recuava para atrair a defesa e facilitar a colocação de bolas nos dois interiores atrás da nossa linha defensiva. Ao intervalo tinham sido três oportunidades claras do Sporting, contra apenas outras três situações de fora de jogo por parte do adversário.

Na 2.ª parte as coisas complicaram-se para o Sporting, a fadiga acumulada começou a pesar especialmente em Morita e Trincão, o Tottenham começou a ter uma facilidade muito maior em ganhar os duelos e circular a bola e as situações de verdadeiro perigo começaram a acontecer na baliza de Adán. Valeu que o Tottenham nunca forçou verdadeiramente o jogo aéreo, porque aí é que estava o grande problema do Sporting, como naquele lance em que Nuno Santos é facilmente batido, a cabeçada vai ao solo e Adán salva.

Com as entradas de Sotiris e Paulinho, Rúben Amorim equilibra o jogo, as duas equipas parecem conformadas com o empate e eu também, quando Porro tem um daqueles lances "à Porro" que Lloris defende milagrosamente, no canto Paulinho marca da forma atrás descrita, e ainda andava eu meio louco aos pulos na bancada quando olho para o relvado vejo o Arthur, que nem sequer tinha reparado que tinha entrado, ir por ali fora tipo futebol de praia e marcar o segundo.

Inacreditável, tive de me beliscar para ver se não estava mesmo a sonhar, mas também tudo à minha volta me dizia que não. E foi verdade mesmo, uma grande vitória do Sporting, a quarta consecutiva sem sofrer qualquer golo, 6 pontos na Champions e quase 6M€ de encaixe, bem mais próximos de repetir o feito do ano passado e passar aos oitavos de final da competição.

 

Um dia de glória para Rúben Amorim. A ele, mais que a ninguém, devemos este feito, duma resiliência e duma competência a toda à prova. Glória a este punhado de jogadores com uma alma de leão incrível, um dia de glória para uma equipa com vários estreantes na Champions, e especialmente um dia de glória para um brioso jogador que não merecia a campanha idiota e vergonhosa (que não se confunde com a crítica legítima e fundamentada) que alguns dentro e fora do clube não se cansaram de fazer talvez apenas para chegar a outros objectivos: desestabilizar este treinador, desestabilizar este presidente, desestabilizar este clube, o Sporting Clube de Portugal.

Agora aguentem e vão chatear o Taremi.

 

Melhor em campo?

Foram tantos que é difícil escolher, se for pelos que entraram de início e duraram o tempo todo talvez Ugarte. Se for para quem decidiu o jogo, claro que terá de ser o Paulinho.

 

SL

4 notas numa noite épica

1.
Gostava de saber quem na equipa técnica do Sporting tem a tarefa de analisar as equipas adversárias. Já se tinha visto contra os Francofortenses e agora ficou evidente contra os Spurs: chegou a dar a impressão que sabíamos mais sobre eles do que eles próprios. Em cima desta informação até parece fácil montar as dinâmicas adequadas e depois executa-las em campo. Parece, parece...

2.
Se Lloris não fosse um dos melhores guarda-redes do mundo não teria defendido aquela jogada cósmica de Edwards no final da primeira parte. Até a Rainha resssucitava caso tivesse sido golo.

3.
Houve momentos em que a disposição das equipas em campo era quase simétrica. Que terá passado pela cabeça de Conte ao ser vencido por um declarado émulo do seu futebol? É um caso em que o aprendiz de feiticeiro supera o mestre.

4.
Chego a ter pena de Arthur Gomes. Na primeira vez que enverga a camisola do Sporting, na primeira vez que se apresenta na Champions, na primeira vez que pega na bola, vai por ali fora prega uma cueca num defesa e outra no guarda-redes, e logo o Lloris, e marca um golo - quantas vezes isto pode acontecer numa vida? 

Fazer história na Champions

O Sporting acaba de registar a segunda vitória consecutiva na Liga dos Campeões. Depois do triunfo por três sem resposta ao Eintracht de Frankfurt, na Alemanha, hoje derrotámos o poderoso Tottenham em Alvalade por 2-0

Vamos embalados no nosso grupo: seis pontos, cinco golos marcados, nenhum sofrido. Ou muito me engano ou podemos fazer a nossa melhor época de sempre na Champions. Superando a anterior, que também já tinha sido a melhor.

Estrelinha? Não: muito talento, muito trabalho e um jovem sábio no posto de comando. És o maior, Rúben Amorim.

É dia de jogo

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E eu vou lá estar, doido da cabeça...

Vai ser um grande jogo entre duas equipas com muitas ideias de jogo em comum, com um jogador de cada lado da formação do outro, e com aquele detalhe de podermos ver as acções do soberbo Harry Kane a cores e ao vivo e a partir daí percebermos as idiotices que os ressabiados do costume dizem sobre o Paulinho.

Vão ser duas equipas muito encaixadas, os detalhes vão fazer a diferença, e eu espero que não seja o jogo aéreo dos ingleses a decidir, mas sim o futebol rápido e rasteiro do Sporting.

Mas enquanto esperamos pelo início do encontro, gostaria de chamar a vossa atenção pelo banho de bola que demos aos ingleses na Youth League. Foram 2-0 com muitos golos desperdiçados, pelos ferros, pelo guarda-redes adversário ou por excesso de confiança. Um reencontro feliz entre a velha e a nova Academia de Alcochete, representadas pelo presidente Frederico Varandas e pelo mestre Aurélio Pereira.

Vale a pena rever o jogo na TV, e estar atento aos próximos jogos da nossa equipa B.

Há por ali mesmo muito talento.

SL

Que mudanças para amanhã?

O nosso segundo desafio para a Liga dos Campeões disputa-se amanhã à tarde, no nosso estádio: vamos receber o Tottenham. Com problemas na defesa: temos dois centrais dextros lesionados.

Pergunto aos leitores quem deve integrar o nosso bloco defensivo, atendendo às circunstâncias, e que outras alterações sugerem no onze titular que este sábado defrontou - e goleou - o Portimonense em Alvalade.

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