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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Pela segunda jornada consecutiva, dois adeptos de apelido Correia vencem esta habitual ronda de prognósticos. 

Garanto aos habituais cultores de teorias da conspiração que não se trata de qualquer caso de nepotismo. Posso, portanto, dar os parabéns inteiramente à-vontade aos leitores Albertina Correia de Carvalho e Carlos Correia, que acertaram no 4-0 do Sporting-Tondela.

Aplicado o critério do desempate, referente aos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada é atribuída a Albertina Correia de Carvalho. Que não apenas antecipou o resultado como acertou nos marcadores de dois dos golos - Pedro Gonçalves e Sporar. Merece louvor.

O que mais gostei

O que mais gostei no jogo com o Tondela, foi o que mais gostei do jogo com o Gil e até com o Portimonense: as mexidas no banco melhoram efetivamente a equipa.

Ler um jogo e saber mexer as peças parece-me uma skill bastante rara e que o nosso treinador e a sua equipa técnica parecem ter.

Ontem também vi o jogo do Bessa e – por comparação  - isso ficou ainda mais claro.

Outra coisa que a nossa equipa técnica parece dominar é aquilo que no meu tempo se chamava de preparação física. Pedro Gonçalves andava por ali aos 90 minutos como se tivesse começado a jogar há dez minutos. Ainda me lembro no ano passado como era.

A época começa melhor do que muitos julgaríamos, mas tenhamos atenção ao nosso valor médio na órbita desse grande mistério do universo que são as arbitragens e os Vars.

No momento, é um valor inferior ao do Braga, como se viu ontem pelos esforços hercúleos do VAR para expulsar (com sucesso) um famalicense e validar (com sucesso) um golo.

Para nós, são de esperar cartões, expulsões e outras decisões.  

Nota-se alegria nos jogadores

Texto de David Craveiro

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Temos matéria-prima para fazer um brilharete no campeonato.

A equipa tem algo que já nao via há muito tempo: vontade de jogar à bola, diferente de vontade de jogar futebol. Nota-se alegria nos jogadores. Nota-se que gostam de fazer o que fazem. Lutam e "vão a todas" com a irreverência da juventude.

Temos bastantes opções do meio-campo para a frente. Penso que Rúben Amorim tem de começar a treinar um sistema sem Palhinha pois mais jornada menos jornada teremos de ir a jogo sem ele. Aliás, nota-se a marcação cerrada que os árbitros lhe começam a mover.

 

Relativamente ao jogo [Sporting-Tondela] e aos jogadores:

Adán: fraco no jogo de pés, a sair da baliza e a fazer a mancha

Feddal: tem sido o melhor da defesa. Fraco passe curto mas bom passe longo. Pode dar-nos muitas oportunidades de golo em jogos em que estejamos a ganhar e em que o lançamento do contra-ataque seja feito em passe longo (como no terceiro golo)

Neto: ontem [anteontem] muito seguro, quer defensivamente quer com bola nos pés, a que não será talvez alheio o facto de estar João Mário no meio-campo a vir atrás buscar jogo. Também lhe vi fazer dois ou três bons passes longos.

Coates: mais uma vez o pior da defesa. Passes comprometedores e mau posicionamento defensivo nomeadamente na linha de fora de jogo. Esse posicionamento tinha-nos valido sofrer um golo não fossem os 11 centímetros (com que aliás não concordo, devia haver tolerância correspondente à margem de erro).

Sporar: muito bem nas movimentações, na recepção de bola e sua entrega, a abrir espaços para a entrada dos companheiros de equipa. Menos bem na finalização mas todos sabemos que um ponta-de-lança quando tem confiança faz a baliza ficar maior. Há-de lá chegar.

 

Quanto ao resto não vou particularizar pois todos estiveram muito bem. Uma nota para o acréscimo de classe que João Mário traz.

 

Texto do leitor David Craveiro, publicado originalmente aqui.

Um passeio em Alvalade

Foi uma noite tranquila que tivemos ontem em Alvalade, contra um adversário que se espalhou pelo terreno todo libertando o talento dos nossos jovens, os lances de golo foram-se sucedendo, a falta de pontaria dos nossos e o engenho ou a sorte do guarda-redes deles ditaram o resultado final. A Bola conta 21 remates enquadrados do Sporting contra um do adversário. Tratou-se dum Tondela tenrinho, bem diferente para pior daqueles de Petit, Pepa ou do espanhol do ano passado que nos roubaram pontos preciosos, desde logo com aquele golo a cair do pano em Alvalade no primeiro ano de Jorge Jesus que deu o empate.

Teríamos sido campeões com esses dois pontos.

 

Mas também fizemos por isso. Rúben Amorim acudiu às nossas preces e voltámos a ter ponta de lança.

Numa simulação Sporar começou por dar o golo a marcar a Pedro Gonçalves que falhou na cara do guarda-redes, esteve no seu sítio no 1.º golo, se calhar teria sido penálti se o Pedro não tivesse marcado, assistiu para o 2.º, marcou o 4.º. Ainda falhou um golo que não devia falhar, mas lutou muito e foi a referência atacante que faltava. João Mário voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate), Tiago Tomás foi um operário muito útil na faixa direita, e Pedro Gonçalves (a melhor aquisição do Sporting depois de Bruno Fernandes?) mais uma vez fez a diferença.

 

Todos os outros estiveram mais ou menos bem, Porro e Palhinha mesmo muito bem, e os três defesas cumpriram a sua missão,  Coates conseguiu mesmo provocar o fora de jogo que evitou o golo contra.

Até nas bolas paradas estivemos bem, criando perigo nessas situações com Coates a falhar o alvo por muito pouco numa delas. Onde continuamos a não estar bem é nos remates de longe, ou por falta de sorte, ou de treino, ou de jeito ou doutra coisa qualquer.

Uma palavra para a arbitragem, sóbria e competente, nos antípodas dos artistas de apito na boca que sempre nos enviam. Nada a dizer sobre os amarelos. Completamente escusados nos casos de Matheus Nunes e Nuno Santos.

 

Enfim, há dias assim, têm sido é muito poucos. Aproveitemos o momento, mas não nos esqueçamos que o caminho é longo e difícil, a começar pelo Guimarães. E o Braga continua próximo.

2.ª feira, 2 de Novembro de 2020: o Sporting a liderar  a 1.ª Liga. Quem diria?

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Desta goleada em casa. Derrotámos por 4-0 o Tondela, equipa que nas cinco épocas anteriores viera empatar três vezes em Alvalade. Triunfo claro e sem a menor margem de discussão do onze leonino, que só peca pela escassez dos números: face às oportunidades criadas, com domínio total da nossa equipa, poderíamos ter vencido por sete ou oito. Não marcávamos quatro golos na Liga há 11 meses, desde a vitória frente ao Santa Clara, nos Açores, na primeira volta do campeonato anterior.

 

Da exibição. O Sporting não empolgou apenas pelo resultado, mas também pela exibição, a melhor desde que o actual técnico foi contratado. Conjunto organizado, com boas movimentações colectivas, simplicidade de processos e sem perder de vista a baliza adversária. Também a evoluir na condição física, após os percalços iniciais desta temporada. É uma equipa jovem, coesa, confiante, ambiciosa - e que promete ir longe, sob a condução de Rúben Amorim. Que hoje apostou num onze titular com nove jogadores que há um ano não integravam o plantel principal leonino: só Coates e Neto já cá estavam. Mas todos parecem jogar juntos há muito tempo. E mostram uma alegria em campo que vem contagiando os adeptos.

 

Das mudanças na equipa. Amorim deixou no banco Jovane, Matheus Nunes e Nuno Santos, por opção técnica, fazendo alinhar Sporar, João Mário e Tiago Tomás. Acerto do treinador, em termos globais: a equipa funcionou com mais acutilância do meio-campo para a frente, como os números bem demonstram.

 

De Pedro Gonçalves. Alguém tinha dúvidas de que era mesmo reforço? Se tinha, já as dissipou. O jovem ex-Famalicão marcou mais dois golos - os nossos primeiros nesta partida, aos 45' e aos 49', ambos à ponta-de-lança. Terceiro jogo consecutivo a facturar. Destaca-se já como o nosso artilheiro desta época, ainda no início: cinco golos só à sua conta. E continua em excelente nível nos duelos individuais. Volta a ser o melhor em campo.

 

De Sporar. Falhou algumas oportunidades claras nesta sua primeira actuação como titular em 2020/2021, mas foi sempre um elemento de grande utilidade no ataque leonino. Fez a assistência para o segundo golo com um cruzamento perfeito e marcou enfim, acreditando sempre, aos 90'+3. Era a referência no ataque posicional que estava a faltar ao jogo do Sporting. Útil também no trabalho sem bola, arrastando marcações e abrindo opções de passe. 

 

De Porro. Outro reforço que já ninguém se atreve a discutir. O jovem internacional sub-21 espanhol traz um evidente acréscimo de qualidade em relação às anteriores opções leoninas naquela posição - basta lembrar Bruno Gaspar, Ristovski e Rosier para se fazer a comparação. Hoje esteve em três dos quatro golos. No primeiro, centra com precisão milimétrica. No segundo, inicia o lance com um passe vertical de 40 metros junto à linha que Sporar recolheu lá à frente, livre de marcação. E o terceiro é dele, na sua estreia como goleador de verde-e-branco, com um remate de primeira aos 79', após centro de Nuno Santos. Excelente exibição - mais uma. 

 

De João Mário. Pura classe em campo. Faz toda a diferença termos de novo um campeão europeu na nossa equipa. Alinhando pela primeira vez a titular, desde o seu regresso ao Sporting, o médio criativo traz um futebol artístico mas também eficaz, imprimindo fluidez ao jogo leonino e funcionando como referência para os mais jovens, incutindo-lhes confiança e espírito de grupo. Tentou, sem conseguir, o golo de meia-distância. Mas foi dele a assistência para o quarto, no último minuto da partida, com um passe longo a isolar Sporar. É um prazer vê-lo de volta a uma casa onde foi muito feliz.

 

Da contínua aposta na formação. Outros prometeram sem cumprir, mas Amorim continua firme nas suas convicções nesta matéria. Entre titulares e suplentes, havia 11 elementos oriundos da Academia de Alcochete convocados para este Sporting-Tondela.

 

Da veia goleadora da equipa. Levamos 15 golos marcados à sexta jornada - tantos, até agora, como o Benfica e o FC Porto. Continuamos a marcar pelo menos dois em cada ronda do campeonato. E permanecemos invictos, com cinco vitórias e um empate.

 

De ver o Sporting em primeiro. Pelo menos por 24 horas, à condição, lideramos isolados a Liga 2020/2021. Algo que já não acontecia desde o início do campeonato 2016/2017. E levamos seis pontos de avanço ao FC Porto. Uma diferença inédita, à sexta ronda, desde que as vitórias passaram a valer três pontos, na já longínqua temporada 1995/1996.

 

 

Não gostei
 

 

Do tardio golo inicial. O marcador só foi inaugurado nos instantes finais da primeira parte, quando já tínhamos criado 12 oportunidades e pensávamos ir para o intervalo com o resultado ainda em branco. Muito desperdício, sobretudo nessa fase da partida. O remate vitorioso de Pedro Gonçalves acabou por funcionar como uma espécie de saca-rolhas, pondo fim à débil oposição do Tondela, que desta vez não nos causou qualquer verdadeiro problema em Alvalade. Se não marcámos mais cedo, foi só por alguma falta de pontaria - e graças à excelente exibição do guarda-redes Pedro Trigueira.

 

Dos cartões amarelos. É incompreensível que o Sporting, sendo apenas a 13.ª equipa mais faltosa da Liga portuguesa, seja a primeira em número de cartões. Desta vez o árbitro exibiu mais três - um a Palhinha, outro a Matheus Nunes (que rendeu o primeiro aos 66'), outro a Nuno Santos (em campo também desde os 66', tendo substituído Tiago Tomás). Balanço: 21 amarelos à sexta jornada. Parece uma turma de vândalos, mas nada pode estar mais distante da realidade. É apenas consequência do duvidoso critério dos senhores do apito, que teimam em inclinar o campo, sempre em benefício dos mesmos.

 

Do público mantido à distância. Continuamos escorraçados do nosso estádio. O mesmo estádio que, apesar da pandemia, chegou a ter cinco mil espectadores num recente Portugal-Suécia, disputado a 14 de Outubro, com organização da Federação Portuguesa de Futebol. Mas para o campeonato, prova organizada pela Liga, nem cinco são admitidos nas bancadas de Alvalade. Alguém consegue descortinar o menor sentido nesta absurda discriminação imposta pelas mesmas autoridades sanitárias que há poucos dias autorizaram 27 mil pessoas no autódromo de Portimão? Eu não. 

Soube a pouco

Desculpem lá mas este resultado contra o Tondela foi escandaloso. Podia e devia ter sido 8 ou 9 a zero, pelo menos. 

Sporar, que foi maravilhoso nas 3 assistências que fez a Pedro Gonçalves, a primeira bastando abrir as pernas deixando-lhe a bola limpa e a baliza escancarada para Pote falhar, não pode desperdiçar tantas oportunidades e até o golo que acabou por marcar foi às 3 pancadas. João Mário, formidável de lucidez e visão como maestro, não pode atirar tantos remates para a cadeira 17 da fila 21 do topo norte.

O Tondela, fosse por uma táctica aparvalhada fosse por desmembramento provocado pelo carrossel sportinguista, ficou tão escachado como um peru de Natal - fizemos o que nos apeteceu dele. Aquilo por volta do minuto 60' já não era futebol, era matrecos, com tiro atrás de tiro ao boneco. Lembrava o BrasilxAlemanha do mundial de 2014.

Este é o melhor Sporting dos últimos 5 anos, mesmo com jogadores que aparentemente chegaram ao limite das suas capacidades como Jovane ou Matheus (comparável à homeopatia: gosta-se dele por crença não por prova) e um TT que ainda está aquém da média do colectivo (mas a este tudo se perdoa, pois se não jogar não evoluirá como promete.)

A diferença que um Palhinha faz: por ali não passa nada, ali tudo começa. E a surpresa que Nuno Santos é: parecia ter vindo para ser suplente e conquistou o lugar de maneira indiscutível, mesmo que só jogue 20'.

Por fim comprova-se que ser sportinguista é mesmo maldição: agora que daria tanto gozo ir aos jogos é quando não podemos.

Prognósticos antes do jogo

Sexta jornada do campeonato: vamos já de passo acertado com as restantes equipas após a vitória de quarta-feira perante o Gil Vicente. Mais logo, a partir das 20 horas, o estádio José Alvalade - novamente sem público, por não se tratar de jogo da selecção nacional - será palco de novo desafio: desta vez recebemos o Tondela.

Na época anterior, a turma beirã foi derrotada. Por 2-0, com golos de Jovane (remate indefensável, de livre directo) e Sporar. Poderá repetir-se o triunfo leonino, por esta ou outra marca?

Aguardo com expectativa os vossos prognósticos.

Amanhã à noite em Alvalade

Ultrapassados com algumas ou muitas dificuldades Santa Clara e Gil Vicente, vai agora o Sporting receber o Tondela, terceiro desafio da tal sequência de quatro jogos acessíveis que o Sporting tem que aproveitar para integrar os lugares da frente. Para já, e ganhando, ficamos isolados na segunda posição. Mas não vai ser fácil.

O Tondela tem sido nos últimos anos uma pera dura de roer para o Sporting, os empates e derrotas têm acontecido. Nesta altura, e por aquilo que sei, é uma SAD detida por espanhóis, com treinador igualmente espanhol, mais uma daquelas situações que levantam muitas dúvidas e que só o tempo virá dizer se foi uma boa solução para o clube daquela terra, que por acaso também acaba por ser a minha, através dos meus pais. E onde sempre vou ver o Sporting jogar com a equipa da casa.

Nos últimos três jogos Rúben Amorim repetiu o onze inicial, e se no penúltimo tinha previsto que tal seria, neste último falhei e foram Salgas e David Rodrigues que acertaram. Parabéns. A grande dúvida para este jogo é se Amorim vai voltar a repetir o onze inicial.

Como de costume nestes posts, não faço ideia quem vão ser os convocados, mas lesionados - tirando o LP29 - não deve haver: o 15.º jogador, o Covid, se calhar passou-se para o Dragão (vamos ver). Castigados, os árbitros têm feito o seu melhor para que isso aconteça, mas ainda não há afastamentos por acumulação de cartões. Imagino então que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: Palhinha, Bragança, Matheus Nunes e Pedro Gonçalves.

Interiores: Tiago Tomás, Jovane e Nuno Santos.

Ponta de lança: Sporar.

 

O último jogo tornou óbvia a falta de Sporar no onze. Por outro lado, Neto esteve abaixo do exigível, Matheus Nunes não pode jogar sempre a alta rotação, alguma rotatividade deverá existir, e João Mário também precisa de minutos para recuperar o tempo perdido.

Por isso a minha aposta seria:

Adán; Quaresma, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Sporar e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar alcançar a quinta vitória na Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

SL

Os melhores prognósticos

Não há fome que não dê em fartura: depois de duas rondas consecutivas em que não houve um único palpite certo na nossa habitual ronda de vaticínios, desta vez registámos vários vencedores. Ei-los, por ordem alfabética: Áurea, CAL, Carlos Estanislau Alves, Edmundo Gonçalves, José Vieira, Leonardo Ralha, Manuel Parreira, Pedro Batista e Ricardo Roque

Aplicado o critério de desempate, relacionado com os marcadores dos golos, esta lista encolheu para quatro finalistas. Cá estão eles: Áurea, Edmundo Gonçalves, Manuel Parreira e Ricardo Roque.

Parabéns a todos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite. Vitória incontestável do Sporting no Estádio José Alvalade frente ao Tondela, que há duas semanas tinha encostado o Benfica às cordas na Luz. Ganhámos por 2-0, resultado construído ainda nos 45 minutos iniciais, totalmente dominados pela nossa equipa, sempre com boa circulação de bola. Primeira parte de grande intensidade, com pressão alta e posse em progressão; segunda parte de gestão competente do esforço. Confirmando que o Leão é, entre os três grandes do futebol português, o emblema que surge em melhor forma nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano, que ontem colocou o Sporting a vencer logo aos 13' - algo que não acontecia há oito meses. Primoroso pormenor técnico, servindo Nuno Mendes de calcanhar dentro da área (29'). Derrubado várias vezes em falta, fez amarelar dois jogadores do Tondela.

 

De Sporar. Voltou a fazer o gosto ao pé, apontando mais um golo. Desta vez de grande penalidade, com irrepreensível frieza, aos 31'. Já leva três marcados nos últimos três jogos. E agora esteve quase a carimbar mais um na sequência de um slalom com a bola dominada, partindo os rins à muralha defensiva adversária, aos 60': só lhe faltou melhor pontaria no momento do remate.

 

De Max. Outra exibição muito positiva, conferindo tranquilidade à equipa. Não falhou uma saída de bola com os pés, demonstrando que continua a aproveitar da melhor maneira as sessões de treino. Muito concentrado, saiu bem aos 51', neutralizando um ataque do Tondela. Defesa segura entre os postes, aos 63'. Aos 84', desviou um tiro disparado de fora da área com um pormenor técnico que comprova a sua classe. 

 

De Eduardo Quaresma. Terceira partida completa deste central, ainda júnior mas que não se atemoriza por integrar um trio defensivo com um colega que tem o dobro da idade dele (Mathieu, com 36). Impecável no passe, na dobra, no desarme - sem nunca recorrer à falta. Impressiona a maturidade do jovem que há poucos meses dava nas vistas só na Liga Revelação. Em boa hora foi promovido à equipa principal, contribuindo para a nossa boa organização no bloco mais recuado.

 

Da estreia de Nuno Mendes a titular. O lateral esquerdo, que hoje festeja 18 anos e se prepara para ver reforçado o seu vínculo contratual ao Sporting, actuou desta vez desde o início e cumpriu a missão, cabendo-lhe a pesada responsabilidade de substituir o lesionado Acuña. Não se resguardou em terrenos recuados: foi acutilante na pressão ofensiva no seu corredor. E chegou até a levar perigo à grande área do Tondela, numa excelente tabelinha com Jovane da qual nasceu o penálti que originou o nosso segundo golo. Exibição muito positiva.

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar oito jogadores sub-23 no onze titular (só Mathieu, Coates e Sporar destoaram). Confirmando assim que, enquanto alguns dos seus antecessores em Alvalade prometiam sem cumprir nesta matéria, ele vai cumprindo sem necessidade de grandes promessas. É preferível assim: o caminho faz-se caminhando, não se faz com proclamações retóricas. 

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo de livre, outro de penálti. Ainda nos lembramos do tempo, aliás muito recente, em que éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Que o Sporting tivesse somado a sexta vitória consecutiva em casa. E este foi também o quarto jogo seguido sem sofrermos um golo para o campeonato no nosso estádio. Fica o registo: triunfos sobre o Marítimo (1-0), Portimonense (2-1), Boavista (2-0), Aves (2-0), Paços de Ferreira (1-0) e agora Tondela (2-0). Os três primeiros ainda sob o comando de Silas, os mais recentes já com Amorim na liderança técnica. Dez golos marcados e apenas um sofrido. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora treze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses treze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista três vitórias (Aves, Paços de Ferreira e Tondela) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Da ausência de espectadores. Num estádio como o nosso, com capacidade para cerca de 50 mil espectadores, não pode haver qualquer motivo de estrita ordem sanitária que impeça a ocupação de um quinto destes lugares, todos ao ar livre. Os adeptos do futebol continuam a receber um tratamento discriminatório em relação aos cidadãos que usufruem outros espectáculos no mesmo país e na mesma capital que se preparam para receber, já no próximo mês, a "final a oito" da Liga dos Campeões. É inaceitável.

 

Do "caso Mathieu", que afinal não era caso algum. Alguns jornais e certos canais de televisão passaram toda a semana a intoxicar leitores e espectadores com "notícias" sobre um alegado conflito entre o internacional francês e o treinador, não faltando até quem especulasse que o defesa central não voltaria a calçar no Sporting. Afinal não só regressou, na condição de titular, como fez uma partida ao seu nível e até demonstrou boa forma física durante mais de uma hora (deu lugar a Borja aos 75').

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Tem nome de cineasta, mas não faz filmes. Só fitas. E fífias. Prejudicando com frequência o Sporting. Hoje deixou por apitar dois penáltis claros: o primeiro sobre Jovane, tocado no pé de apoio em zona proibida logo aos 2' quando fazia uma incursão perigosa no reduto adversário; o segundo sobre Coates, agarrado e derrubado em falta, aos 49', na grande área do Tondela.

O segredo

É melhor escrever isto agora antes que tenha razão para me arrepender.

Vi nesta primeira parte contra o Tondela coisas que já não via a equipa do Sporting fazer talvez há mais de um ano. 

O princípio é simples: cada jogador que recebe a bola tem sempre duas ou mais opções de passe diante dele. "Diante" precisamente, e não atrás ou ao lado. Isto permite que tenha havido mais passes certos do que talvez toda a primeira volta e que cada jogador saiba sempre o que fazer.

Os peritos de sofá gostam muito de rabiscar linhas no papel como se futebol fosse matrecos e gaguejar uns números como se o futebol fosse um indicativo telefónico. Ora a táctica é uma batata, o que conta é a dinâmica. E a dinâmica resulta de 3 coisas - treino, treino e treino. Quer dizer que era isto que faltava, talvez porque não havia quem o soubesse fazer.

Amanhã à noite em Alvalade

Mais de cinco meses depois, o Sporting volta a defrontar o Tondela, agora em Alvalade.

Na primeira volta, o Sporting andou a "engonhar" o tempo todo ao jeito de Silas, num jogo que tinha tudo para ser fácil, e levou com um golo improvável ao cair do pano dum nosso ex-jogador, Bruno Wilson, em mais uma fífia ou incapacidade do Ristovski. Lá ficaram três pontos em Tondela, e lá fiquei eu com uma viagem de volta a Lisboa completamente aziada.

O último jogo deixou ainda mais claro as ideias de Rúben Amorim e da Direcção do Sporting para o resto da época: dar oportunidades a um conjunto de jovens referenciados e fazer últimos testes a alguns que estão na calha para sair. 

O que torna estas nossas previsões complicadas. A prova é que na passada semana não tivemos um único prognóstico certo. Os que mais se aproximaram foram Luís Ferreira e Manuel Parreira, com apenas uma falha no onze titular.

Vamos então a nova ronda. Não são ainda conhecidos os convocados para amanhã, mas com as ausências confirmadas de LP29, Vietto e Mathieu, devem ser mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Maximiano e Renan.

Defesas Centrais: Coates, Neto, Quaresma e Ilori (?) 

Alas: Camacho, Rosier, Ristovski, Acuña e Borja

Médios Centro: Battaglia, Wendel, Doumbia, Matheus Nunes e Mattheus Oliveira ou Eduardo.

Avançados: Jovane, Francisco Geraldes, Plata, Pedro Mendes e Sporar.

 

Sendo assim, a questão maior é saber quem vai jogar a interior esquerdo, substituindo Vietto. Vou apostar em Francisco Geraldes para o efeito (penso que todos estamos à espera que o Francisco nos demonstre que aos 25 anos tem capacidade técnica e mental, o tal "estofo", para ficar, e não para sair pela porta pequena do Sporting) e assim fica então aqui o meu muito conservador onze:

Max; Quaresma, Coates e Borja; Camacho, Matheus, Wendel e Acuña; Jovane, Sporar e Geraldes.

 

Mas isto sou eu aqui a pensar.

 

Concluindo,

Amanhã à noite em Alvalade, o Sporting vai entrar em campo para vencer e se calhar ultrapassar o Braga na corrida pelo 3.º lugar. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze? 

SL

Prognósticos antes do jogo

Já vem aí novo jogo. O Sporting recebe o Tondela amanhã, às 21.15, num estádio que continua vazio por ordem das mesmas autoridades sanitárias que já deram luz verde para que se encham aviões e centros comerciais. Uma discrepância entre tantas outras que ninguém entende - como se o futebol fosse filho de um deus menor.

Mas vamos ao que mais interessa: o resultado. Lembrando que na partida da primeira volta, a 3 de Novembro, o Tondela nos venceu 1-0 - marcando pelo central Bruno Wilson, formado na Academia leonina. Bruno Fernandes atirou duas vezes para a bancada, Miguel Luís desperdiçou um golo cantado e o treinador Silas, sem que ninguém percebesse porquê, lembrou-se de trocar Luiz Phellype por um tal Jesé quando precisávamos pelo menos de empatar.

Quais são os vossos prognósticos para o desafio de amanhã?

Triste

No Tondela-Sporting, os nossos centrais - Ilori e Coates - fizeram 66 passes um ao outro. Deviam estar a trabalhar para o campeonato das estatísticas e da "posse de bola" a que Silas fez referência no final do jogo.

Basta este número para se perceber a mentalidade de equipa pequena que o Sporting apresentou no frustrante embate de Tondela. E as notórias dificuldades de construção ofensiva frente ao onze beirão. Não podendo ou não querendo verticalizar o jogo, horizontaliza-se. A tão curta distância, há fortes probabilidades de o passe ser bem dirigido e melhorar assim os dados estatísticos.

Tudo isto até daria vontade de rir se não fosse tão triste.

De Tondela, com azia

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Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

A moda da posse de bola...

Começa a ser confrangedor o futebol jogado pelo Sporting. Não queria trazer aqui ao blog mais achas para a fogueira, mas cada fim  de semana que passa, mais tristeza envolve-nos a todos, principalmente aqueles que vivem o clube. O futebol que praticamos é uma lástima completa. Agora a moda com este pseudo-treinador (desculpem, mas para mim não é treinador) está na  posse de bola, nem que para isso façamos trinta passes ou mais para trás ou para o lado... e devagar, antes de iniciar uma jogada de ataque. Parece que o staff de treinadores fica maravilhado a olhar para a estatística e a dizer que tivemos 64% de posse de bola. Mas essa posse de bola talvez seja o escape para transmitir a ineficácia e a falta de objetivos que  norteia a nossa equipa. Os passes para o lado e para trás, no jogo de hoje, foram então por demais. Ilori e Coates parece que brincavam com essa situação, Eduardo quando entrou ainda somou mais passes para trás e para o lado... enfim é esta a moda do nosso jogo, esperando que o tempo passe sem sofrer golos e que surja um lance esporádico para marcar um golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota. Acabou-se um mito: o de que Silas, o quinto treinador da era Varandas, não perdia para jogos do campeonato devido à estrelinha da sorte. O Sporting foi hoje levado ao tapete pelo Tondela, oitavo da tabela classificativa: perdemos 0-1, com o golo da equipa beirã a ser marcado aos 88', em lance de bola parada. Na nossa primeira derrota fora de casa nesta Liga 2019/2020.

 

Da exibição. Uma vez mais, os nossos jogadores arrastaram-se em campo - designadamente durante toda a primeira parte - sem intensidade, com extrema lentidão e movimentos mais que previsíveis. Perdi a conta à quantidade de vezes em que os centrais - hoje Ilori e Coates - trocaram a bola entre si, sem arriscarem um centímetro de organização ofensiva. A primeira defesa de Cláudio Ramos aconteceu só aos 57', de bola parada.

 

Do desperdício na linha de golo. Imperdoável, o falhanço de Miguel Luís aos 33': sem marcação, a dez metros da baliza, foi muito bem servido por Ristovski mas desperdiçou este lance atirando por cima da trave.

 

Das bolas atiradas para a bancada. Bruno Fernandes por duas vezes (84' e 86'), Vietto (74') e Miguel Luís (76') pareciam participantes num concurso para ver quem conseguia metê-la tão longe quanto possível da baliza, talvez até fazendo-a sair do estádio.

 

Da incompreensível troca de Luiz Phellype por Jesé. A precisar de vencer o jogo, Silas mandou sair o nosso único ponta-de-lança aos 63', trocando-o pelo inócuo "avançado-centro" espanhol. Passámos a jogar com menos presença na área quando se impunha precisamente o contrário.

 

Da nulidade ofensiva. Ao fim de 19 jogos seguidos a marcar, desta vez ficámos em branco.

 

Que o golo do Tondela tenha sido marcado por um jogador formado em Alcochete. O central Bruno Wilson - neto de Mário Wilson - apontou de cabeça, na sequência de um livre, sobrepondo-se a Ristovski e Rafael Camacho neste lance. Parece sina nossa, sofrermos golos marcados por profissionais que formámos.

 

Do balanço provisório desta temporada futebolística. Acumulamos sete derrotas e sete vitórias em jogos oficiais, com 12 golos sofridos em dez partidas do campeonato.

 

 

Gostei

 

Da hora do jogo. Enfim, iniciámos uma partida ainda antes do pôr do sol.

 

Do estado da relva. Apesar da chuva incessante que foi caindo, o tapete verde manteve-se globalmente em bom estado.

 

Do guarda-redes do Tondela, Cláudio Ramos. Aos 57' e 67', defendeu dois livre que levavam selo de golo. Marcados por Bruno Fernandes, o nosso jogador menos mau.

 

Da estatística de posse de bola. Esteve 64% em nosso poder. Mas sem produção ofensiva, como sucedeu, esta percentagem não serve para nada.

 

Do apoio dos adeptos. Grande parte dos mais de quatro mil espectadores estava de cachecol verde e branco. Não faltou incentivo à nossa equipa do princípio ao fim.

Foi pena

O futebol é cruel. Foi o jogo mais organizado e ligado do Sporting desde há muito tempo. Agora só falta ter alguns jogadores que não tropecem na bola e que os habilidosos da equipa não falhem tantos passes e não se ponham às biqueiradas estratosféricas mesmo com tanta gente em melhor posição. Já há caminho para andar, percorrê-lo é que será mais difícil.

Prognósticos antes do jogo

Singularidades do campeonato português: após quase um mês com a competição parada, agora registam-se jogos de três em três dias, em ritmo alucinante, numa desesperada tentativa de recuperar o tempo perdido. Um perfeito absurdo.

Mas o que eu quero agora é pedir-vos, uma vez mais, os prognósticos. Agora para o Tondela-Sporting, que se disputa mais logo, a partir das 17.30.

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