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És a nossa Fé!

Triste

No Tondela-Sporting, os nossos centrais - Ilori e Coates - fizeram 66 passes um ao outro. Deviam estar a trabalhar para o campeonato das estatísticas e da "posse de bola" a que Silas fez referência no final do jogo.

Basta este número para se perceber a mentalidade de equipa pequena que o Sporting apresentou no frustrante embate de Tondela. E as notórias dificuldades de construção ofensiva frente ao onze beirão. Não podendo ou não querendo verticalizar o jogo, horizontaliza-se. A tão curta distância, há fortes probabilidades de o passe ser bem dirigido e melhorar assim os dados estatísticos.

Tudo isto até daria vontade de rir se não fosse tão triste.

De Tondela, com azia

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Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

A moda da posse de bola...

Começa a ser confrangedor o futebol jogado pelo Sporting. Não queria trazer aqui ao blog mais achas para a fogueira, mas cada fim  de semana que passa, mais tristeza envolve-nos a todos, principalmente aqueles que vivem o clube. O futebol que praticamos é uma lástima completa. Agora a moda com este pseudo-treinador (desculpem, mas para mim não é treinador) está na  posse de bola, nem que para isso façamos trinta passes ou mais para trás ou para o lado... e devagar, antes de iniciar uma jogada de ataque. Parece que o staff de treinadores fica maravilhado a olhar para a estatística e a dizer que tivemos 64% de posse de bola. Mas essa posse de bola talvez seja o escape para transmitir a ineficácia e a falta de objetivos que  norteia a nossa equipa. Os passes para o lado e para trás, no jogo de hoje, foram então por demais. Ilori e Coates parece que brincavam com essa situação, Eduardo quando entrou ainda somou mais passes para trás e para o lado... enfim é esta a moda do nosso jogo, esperando que o tempo passe sem sofrer golos e que surja um lance esporádico para marcar um golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota. Acabou-se um mito: o de que Silas, o quinto treinador da era Varandas, não perdia para jogos do campeonato devido à estrelinha da sorte. O Sporting foi hoje levado ao tapete pelo Tondela, oitavo da tabela classificativa: perdemos 0-1, com o golo da equipa beirã a ser marcado aos 88', em lance de bola parada. Na nossa primeira derrota fora de casa nesta Liga 2019/2020.

 

Da exibição. Uma vez mais, os nossos jogadores arrastaram-se em campo - designadamente durante toda a primeira parte - sem intensidade, com extrema lentidão e movimentos mais que previsíveis. Perdi a conta à quantidade de vezes em que os centrais - hoje Ilori e Coates - trocaram a bola entre si, sem arriscarem um centímetro de organização ofensiva. A primeira defesa de Cláudio Ramos aconteceu só aos 57', de bola parada.

 

Do desperdício na linha de golo. Imperdoável, o falhanço de Miguel Luís aos 33': sem marcação, a dez metros da baliza, foi muito bem servido por Ristovski mas desperdiçou este lance atirando por cima da trave.

 

Das bolas atiradas para a bancada. Bruno Fernandes por duas vezes (84' e 86'), Vietto (74') e Miguel Luís (76') pareciam participantes num concurso para ver quem conseguia metê-la tão longe quanto possível da baliza, talvez até fazendo-a sair do estádio.

 

Da incompreensível troca de Luiz Phellype por Jesé. A precisar de vencer o jogo, Silas mandou sair o nosso único ponta-de-lança aos 63', trocando-o pelo inócuo "avançado-centro" espanhol. Passámos a jogar com menos presença na área quando se impunha precisamente o contrário.

 

Da nulidade ofensiva. Ao fim de 19 jogos seguidos a marcar, desta vez ficámos em branco.

 

Que o golo do Tondela tenha sido marcado por um jogador formado em Alcochete. O central Bruno Wilson - neto de Mário Wilson - apontou de cabeça, na sequência de um livre, sobrepondo-se a Ristovski e Rafael Camacho neste lance. Parece sina nossa, sofrermos golos marcados por profissionais que formámos.

 

Do balanço provisório desta temporada futebolística. Acumulamos sete derrotas e sete vitórias em jogos oficiais, com 12 golos sofridos em dez partidas do campeonato.

 

 

Gostei

 

Da hora do jogo. Enfim, iniciámos uma partida ainda antes do pôr do sol.

 

Do estado da relva. Apesar da chuva incessante que foi caindo, o tapete verde manteve-se globalmente em bom estado.

 

Do guarda-redes do Tondela, Cláudio Ramos. Aos 57' e 67', defendeu dois livre que levavam selo de golo. Marcados por Bruno Fernandes, o nosso jogador menos mau.

 

Da estatística de posse de bola. Esteve 64% em nosso poder. Mas sem produção ofensiva, como sucedeu, esta percentagem não serve para nada.

 

Do apoio dos adeptos. Grande parte dos mais de quatro mil espectadores estava de cachecol verde e branco. Não faltou incentivo à nossa equipa do princípio ao fim.

Foi pena

O futebol é cruel. Foi o jogo mais organizado e ligado do Sporting desde há muito tempo. Agora só falta ter alguns jogadores que não tropecem na bola e que os habilidosos da equipa não falhem tantos passes e não se ponham às biqueiradas estratosféricas mesmo com tanta gente em melhor posição. Já há caminho para andar, percorrê-lo é que será mais difícil.

Prognósticos antes do jogo

Singularidades do campeonato português: após quase um mês com a competição parada, agora registam-se jogos de três em três dias, em ritmo alucinante, numa desesperada tentativa de recuperar o tempo perdido. Um perfeito absurdo.

Mas o que eu quero agora é pedir-vos, uma vez mais, os prognósticos. Agora para o Tondela-Sporting, que se disputa mais logo, a partir das 17.30.

De Tondela a Alvalade

Num dia de glória do hóquei do nosso Sporting no Pavilhão João Rocha, não deixo de colocar aqui algumas reflexões sobre o que se passou ontem no nosso Estádio.

Em primeiro lugar, é reconfortante saber que enquanto aguardavam pelo início do encontro com o Tondela, muitos jogadores iam passando os olhos sobre o que se passava no pavilhão, já vi Acuña a beber um chá de mate num encontro de andebol, não sei quantos atletas das amadoras estiveram no estádio, mas é isto que deve ser acarinhado e incentivado, o encontro entre quem veste e defende a camisola do Sporting, seja qual for a modalidade.

Em segundo o óptimo ambiente que se viveu ontem num Alvalade muito bem composto, com gente de todas as idades, muitas senhoras e crianças, sem cânticos ordinários das claques, e terminando o encontro a aplaudir a equipa e a reconhecer o seu desempenho em campo. É este ambiente que queremos ver em Alvalade. Não é o das tochas, dos potes de fumo nauseabundo, dos petardos e da ordinarice.

Mas tendo estado em Tondela a ver o Sporting perder contra um adversário cedo reduzido a 10 elementos, e agora empatar tendo também o Sporting cedo ficado reduzido a 10 elementos, que conclusões posso eu tirar?

1. O Sporting de ontem está a jogar MUITOOOOO melhor do que jogava na altura da visita a Tondela, com fio de jogo, sabendo ter posse, temporizar e acelerar, meio campo muito rotinado e solidário, mesmo com 10 esteve muito próximo de ganhar vantagem confortável e matar o jogo. Desperdiçou 3-4 oportunidades claras e veio o castigo. Depois, o jogo partiu-se, porque o Sporting queria ganhar e arriscou com Bas Dost, o Tondela também, e qualquer um podia ter ganho.

2. O Sporting continua a ser penalizado por lapsos incompreensíveis deste ou daquele seu jogador, lapsos esses que deitam a perder todo o esforço do colectivo. Em Tondela foi Bruno Gaspar que se deixou ultrapassar infantilmente por Xavier, ontem foi Ristkovski que se fez expulsar (este pela 3.ª vez!). Contra o Villarreal, e com a eliminatória em aberto, foi Jefferson. Contra o Estoril foi André Pinto a oferecer dois golos, e lá se foi Peseiro. Isto no que respeita a defender. No que respeita à incompetência na hora de marcar, foi Diaby em Tondela (e quase sempre), e foi o LP9 ontem. E podia continuar... Assim não há táctica nem treinador que resistam. 

3. O Sporting continua a sofrer golos de pontapé de canto, e a não conseguir criar perigo nenhum com os que consegue. Também assim não há táctica que resista.

Na minha opinião, a equipa está na melhor fase desta época, e se não fosse a expulsão teríamos uma vitória confortável e uma preparação efectiva para o Jamor (Como se viu, o Porto passeou na Choupana). Mas agora sem Coates (nas Antas) e Ristovski (nas Antas e no Jamor) como vai ser? Com Ilori a entrar ontem mal no jogo e com Bruno Gaspar no estaleiro? Vamos ver.  

Com muita confiança neste treinador, neste capitão e nesta equipa.

 

PS1: Que chatice ver o clube da (dos meus pais) Terra de Besteiros não deixar de ser uma grande "besta negra" do Sporting na Liga. Este ano foram 5 pontos. Ao nível do Benfica.

PS2: Ouvir o inefável ressabiado Dr. Mascarenhas na TV3 criticar com a maior das ligeirezas as opções de Keizer contra o Tondela só me lembrou as do seu ex-chefe aos jogadores depois do Atl. Madrid. 

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da moldura em Alvalade. Éramos ontem 41.665 no nosso estádio: muitas famílias, várias gerações, o entusiasmo de sempre. Numa demonstração viva de orgulho leonino e confiança nesta equipa que termina a época muito melhor do que começou.

 

Do nosso golo, marcado bem cedo. Estavam decorridos apenas seis minutos: já vencíamos por 1-0. Fazia antever nova goleada, após os históricos 8-1 da jornada anterior, frente ao Belenenses SAD, no Jamor. Infelizmente não marcámos mais nenhum.

 

De Bruno Fernandes. Havia a noção de que este jogo assinalava a despedida do grande médio criativo, melhor jogador do campeonato português pela segunda época consecutiva. E o capitão leonino fez tudo para estar ao nível das expectativas: foi ele a marcar o golo, de penálti. O 32.º que apontou nesta temporada - e o 20.º na Liga 2018/2019. E podia ter marcado um segundo, a passe de Raphinha, aos 57'. Números assombrosos, só ao alcance de um extraordinário jogador.

 

De Raphinha. Outra notável exibição do extremo brasileiro que demonstrou estar em grande nível nesta recta final do campeonato. Dotado de inegáveis dotes técnicos na recepção e na condução da bola, destacou-se por vários lances ofensivos, aos 22', 54', 57' e 66'. Nas duas últimas ocasiões, ofereceu golos a Bruno Fernandes e a Mathieu. Teria sido mais que suficiente para sairmos com três pontos de Alvalade.

 

De Mathieu. Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos. Tendo já apontado três golos nesta temporada, teria merecido mais que ninguém o quarto: infelizmente não conseguiu, embora tenha tentado até ao fim. E ainda se viu forçado a corrigir as deficiências posicionais de Borja, que ontem parecia apostado em dificultar-lhe a tarefa em campo.

 

De Acuña. Terá sido também a última exibição dele de verde e branco em nossa casa? Uma coisa é certa: o argentino demonstrou, uma vez mais, que tem talento, técnica, raça e brio para vestir de verde e branco. A cruzar bolas nesta equipa não há ninguém melhor que ele, como confirmou num extraordinário passe longo, a mudar o flanco ofensivo, aos 28'. Também ele teria merecido a vitória.

 

Da prestação global no nosso estádio. Terminamos a época em Alvalade, no momento em que escrevo, com a melhor pontuação de todas as equipas nos jogos disputados em casa. Um feito que merece registo, sabendo-se o que foi a atribulada história deste campeonato leonino, desde a pré-época.

 

De continuar a ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Temos 71 golos marcados, enquanto na temporada anterior estávamos atrás do FC Porto e do Braga.

 

Da homenagem aos nossos futsalistas no intervalo. Merecida ovação aos vencedores da Liga dos Campeões em futsal.

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver o Tondela a tirar-nos pontos outra vez. Na primeira mão, já sob o comando de Marcel Keizer, fomos derrotados por 1-2. Desta vez deixámo-nos empatar (1-1). E nem o facto de termos jogado apenas com dez durante grande parte do tempo, por expulsão de Ristovski aos 35', pode servir de atenuante: sem os quatro pontos perdidos frente à equipa de Pepa talvez chegássemos ao segundo lugar - e consequente acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

De Ristovski. Pisadela desnecessária, fora de tempo e fora de acção ofensiva directa, do lateral macedónio a um adversário que lhe valeu o cartão vermelho. Conduta que aliás mereceu censura do técnico após o desafio: na conferência de imprensa final, Keizer lembrou que Ristovski é reincidente nestes procedimentos, prejudicando a equipa. Como se já não bastasse continuar com evidentes dificuldades em centrar bem uma bola nas linhas ofensivas.

 

De Borja. Exibição para esquecer do lateral colombiano. Desde o primeiro minuto, quando atrasou de forma disparatada uma bola que estava em boas condições de fazer seguir em frente, apanhando Mathieu desposicionado e forçando Renan a uma boa intervenção que impediu o iminente golo de Tomané. Na segunda parte, actuando do lado direito após a expulsão de Ristovski, foi várias vezes ultrapassado pelo extremo adversário. Numa dessas ocasiões, em que se deixou ficar perto da linha do meio-campo, nasceu o canto de que resultaria o golo do Tondela. É caso para perguntarmos se merece continuar no Sporting. Pelo jogo da noite passada dir-se-ia que não.

 

Que Luiz Phellype não tivesse marcado. Ele bem tentou, mas desta vez não conseguiu - ou por falta de pontaria ou por boas defesas de Cláudio Ramos - aos 57', 62', 80' e 86'. Saiu frustradíssimo, dando lugar ao inútil Diaby, aos 87', já com Bas Dost também em campo. Interrompeu um ciclo de seis jogos seguidos sempre a marcar.

 

Do cartão a Coates. O central uruguaio, por acumulação de amarelos, vê-se impedido de actuar na última jornada, no estádio do Dragão. Com Ristvoski também ausente, Keizer terá de mudar metade da defesa titular.

 

De termos interrompido um ciclo de dez vitórias. Nove no campeonato e uma na Taça de Portugal. Até este empate que quase soube a derrota.

 

De termos dito adeus definitivo ao segundo lugar. Era uma hipótese quase apenas aritmética, mas ainda viável caso tivéssemos vencido o Tondela, o FCP hoje tropeçasse frente ao Nacional e nós vencêssemos para a semana no Dragão. 

 

De só haver um português no nosso onze titular. Por vezes convém lembrar que o clube de que somos sócios e adeptos se chama-se Sporting Clube de Portugal.

Em Tondela foi amargo…

Faz por esta altura 25 / 26  anos, andava eu no 2º ou 3º ano da faculdade, fui almoçar a casa de uma pessoa amiga a Tondela. Tinha sido imposto a essa amiga a ideia de que eu gostava particularmente de coisas doces. Fomos muito bem recebidos, por ela, pelos pais, o almoço foi agradável até à altura da sobremesa: mousse de chocolate.

Esta amiga gabava particularmente a mousse de chocolate que a sua mãe fazia e, tendo-lhe sido imposta essa ideia sobre mim, disse para a senhora sua mãe ser generosa da dose. E foi!

Confesso que nunca uma mousse de chocolate me foi tão intragável como aquela e, sentindo-me na obrigação de não fazer desfeita alguma aos anfitriões, lá fui comendo a contra-gosto e mentindo… dizendo que sim a mousse de chocolate era saborosa!!!

Atitude e competência

Sempre que o Sporting perde ou tem algum resultado menos bom lá vem a ladainha da falta de atitude, que varia desde a versão soft, "não correm, não se empenham", até à versão hard/ultra, "palhaços joguem à bola, que a camisola é para suar". Ainda no último jogo em casa, tive que gramar com alguém nas costas que invectivava tudo e todos pela falta de atitude,  especialmente o Bas Dost, aquele que pelos vistos estava a jogar com um traumatismo craniano.

Ora, se atitude só por si ganhasse jogos, não valia a pena formar jogadores, ou contratá-los a peso de ouro, bastava jogar com a equipa dos Comandos da Amadora, ou então com a do Canelas, essa até com atitude dentro e fora do campo. E com tanta conversa de atitude, queixam-se depois que alguns alucinados assumam a questão e invadam a academia para ensinar os jogadores a ter atitude à cacetada. 

O que efectivamente ganha jogos é a competência, desde logo a do treinador em montar, treinar e liderar a equipa e depois a dos jogadores em campo.

E contra o Tondela o que não houve mesmo foi essa competência. Desde logo em Marcel Keizer e na sua equipa técnica porque mandou para o terreno uma equipa às cegas das características do adversário, e dos jogadores, todos eles, uns mais que outros, a acumular erros dificeis de aceitar. Competência a concluir jogadas de golo, competência a rematar de longe, competência a marcar cantos, competência nos duelos individuais. Foi por falta de atitude que Diaby falhou dois ou três golos feitos ? Que B. Fernandes não acertou na baliza de livre quando o do Tondela obrigou o Renan a uma grande defesa ? Ou que B. Gaspar abriu a porta ao avançado do Tondela no primeiro golo ?  Aliás esse golo, que foi mesmo à minha frente, estava na terceira fila da bancada a uns 5 metros do B. Gaspar, devia ser passado 50 vezes por Marcel Keizer para mostrar tudo aquilo que não se deve fazer, desde a perda de bola a meio campo, à passagem tranquila pelo Gaspar, ao posicionamento da defesa e à cobertura ao avançado que marcou o golo.

Mas voltando a Marcel Keizer, a verdade é que como já tinha dito anteriormente o seu estado de graça acabou, foi o tempo em que pode trabalhar tranquilamente e colocar a equipa a jogar num modelo de jogo diferente, obter rendimentos inesperados dos jogadores, enfim, ser inovador para a realidade da nossa liga. Passados dois meses, os outros treinadores já estudaram, analisaram e perceberam os pontos fortes e fracos, e cada um deles vai montar um esquema para combater os fortes e explorar os fracos. 

E onde estão os principais pontos fracos do Sporting para este modelo 4-3-3 ofensivo que Keizer veio implantar ?

Estão aos olhos de qualquer um:

1. Não temos um trinco digno desse nome, ninguém com envergadura física que possa constituir um tampão efectivo da defesa e que tenha capacidade de passe a curta e longa distância, para lançar a equipa desde trás e obstar aos bloqueios do meio campo contrário. Tínhamos William, os rivais têm Fejsa ou Danilo, nós temos um 8 adaptado que deixa muito a desejar. Aliás os adversários já nem se incomodam em marcá-lo, poupam recursos para usar noutro lado. 

2. Não temos defesas laterais em condições. Temos um extremo adaptado que enche o corredor mas que tem falhas de posicionamento, o resto são jogadores medianos, que atacam mal e defendem pior. 

3. Não temos substituto para o Bas Dost. Como também não temos substituto à altura dos dois centrais titulares. Mas com Bas Dost é bem pior. Não há Bas Dost, os centros são invariavelmente condenados ao insucesso, não há penaltis causados pelo nervosismo dos defesas contrários, não há Sporting a lutar pelos primeiros lugares.

Concluindo, "quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita", o Sporting não conseguiu organizar a temporada em condições, o plantel é muito curto em quantidade e qualidade e com os pontos fracos atrás referidos. Precisam-se reforços que sejam reforços, ao nível dos melhores do plantel actual e para as posições carenciadas. E de alguém que explique a Keizer o futebol português também. 

Dito isto, vem aí o líder, vem aí o Porto, se calhar o melhor que poderia acontecer para os nossos pontos fortes, que também os temos, terem ocasião de vir ao de cima e embalarmos para um resto de temporada compensador.

SL

Pós-Tondela

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Tocou o despertador e caí da cama, coisas de Tondela. Sei que passo do 80 para o 8 (vá lá, do 40 para o 8, que também não estava assim tão entusiasmado). Há tempos aqui mesmo anunciei que ia comer (e comi) o meu gorro para me penitenciar da desconfiança que tivera quanto a este projecto-Varandas. Pois gostei da abordagem de Keizer, futebol de ataque, golos, descompressão dos jogadores - e tão necessária era, depois do stress provocado pela tacticose de Jesus e do tétrico 2018 - e, talvez acima de tudo, da confiança nos miúdos, nos ex-júniores como gosto de continuar a dizer.

Agora acordei do sonho. Algumas fragilidades, como o jogo do Nacional, onde me foi óbvio que "o meio-campo do Sporting parece os júniores do Alfeizerão, saboroso será mas é puro pão-de-ló.", e a derrota em Guimarães, mas ali sabe-se que é sempre difícil passar, tinham-me despertado, mas em registo de sonâmbula visita à casa-de-banho, quais pressões da próstata envelhecida de que (por enquanto) ouço falar. Mas agora não, caí mesmo da cama. Fim do sono, fim do sonho. Duche, e "bom dia", um café. E um bagacito, ali na tasca da esquina, pretexto para trocar umas palavritas em português.

Para dizer o quê, aos patrícios ali ao balcão? O que repeti antes: que neste campeonato os velhos "lobos do campo", sabidos e rijos, como Vidigal ou Castro por exemplo, trituram o futebol "romântico" de Keizer. Portugal tem, porventura, a melhor escola de treinadores do mundo. Ou, pelo menos, ombreia com a italiana. E se nunca fomos terra de futebol aberto muito menos o somos agora, no predomínio da táctica, no seguir dos grandes mestres desta geração, como Mourinho, Fernando Santos, Jorge Jesus, bem seguidos pelos actuais expoentes, Fonseca, Jardim, Pereira, e mais alguns, todos já muito galardoados. 

Aqui no blog muitos percebem bem mais de futebol do que eu, e bem melhor escrevem. E vão aos jogos, o que lhes dá uma muito melhor percepção do que a mera tele-visão permite. Por isso pouco posso adiantar que outros não digam, e bem mais ajuizadamente: o guarda-redes é elástico mas não é um grande guarda-redes (e não é grande); os laterais-direitos são fracos (um vindo no mercado de Inverno, do qual é sempre de desconfiar, o outro das contratações de última hora de BdC, para mostrar trabalho). Coates é um Polga, minha tese lacrimejante, ainda que haja (até aqui) quem muito dele goste. Jefferson é melhor do que o que o pintam mas desgosta-se no Sporting. Acuña é deficiente intelectual - já agora, e sem alijar a perfídia da ralé claqueira e as responsabilidades advindas da degenerência catastrófica de Bdc, conviria lembrar que a desgraça de Alcochete foi provocada por este jogador. Veja-se que Ribéry insultou na sua página pessoal os que o criticaram por comer um bife pelo preço de mil euros e o Bayern foi implacável. Acuña mandou os gajos das claques para as putas que os pariram e o clube aceitou. Isto mostra a dimensão do profissionalismo de um clube. Enfim, e por aí adiante, poderia continuar a resmungar sobre os jogadores, uns melhores, outros piores. Mas a questão não é essa, o plantel é o que é, constituído da difícil forma como o foi. Mas dá para ver uma coisa: a defesa é fraca. E talvez por isso um tal de Peseiro tenha trancado o dizimado meio-campo, para desespero dos intelectuais da bola. Deixando a equipa relativamente perto da liderança do campeonato, ainda assim.

O problema é o treinador. Se dúvidas houvesse sobre isso (e eu tinha-as, em formato de esperança) ontem dissiparam-se. Maus jogos sempre acontecem, derrotas inesperadas em campos de equipas menos sonantes também. Por exemplo, o tal de Peseiro perdeu em Portimão, uma coisa inadmissível (como o sabe Rui Vitória). Por causa da táctica, ineficaz, disseram (até aqui). Ora o Sporting ontem jogou meio jogo contra 10. Ainda assim a perder o meio-campo. Nos últimos vinte minutos a jogar em "chuveirinho", coisa que eu não via há anos. Onde é que ainda há "chuveirinho"? Em Inglaterra nem na II Divisão. Talvez na Escócia, talvez na Escócia, nas Irlandas. E em Tondela, onde se joga em chuveirinho para o jogo de cabeça e o porte físico de Diaby e Montero. Pungente. Não o mau jogo, que acontece (já vos disse que Peseiro perdeu em Portimonense? Uma coisa inadmissível ...). Mas a inexistência de programas de jogo ("planos"). 

Para a semana muito provavelmente o Porto ganhará em Alvalade. Não é uma equipa excepcional. Mas está consistente e eficaz. Se isso acontecer e o Moreirense ganhar o Sporting acabará a primeira volta a 3 pontos do quinto lugar. E com o Guimarães de Luís Castro, um muito bom treinador, logo a seguir. Depois?, com os jogadores menos crentes neste novo modelo, com os adeptos mais nervosos e menos presentes, com a imprensa mais caústica? Moreirense (o tal neo-rival) em casa, Vitória de Setúbal (de Lito Vidigal, um dos "velhos lobos dos campos") fora, Benfica (com Lage já em cruzeiro ou com o tal grande treinador que o vieirismo estrebuchante promete) em casa, Feirense fora (outro daqueles jogos rasgadinhos, quais Tondelas), Braga em casa, um Braga em que o Abel Ferreira não virá com sorrisos, por amarelos que sejam. 

E nisso julgo saber que actualmente o quinto lugar não dará acesso automático às competições europeias - depende da final da Taça. E este descalabro bem possível, que não está no horizonte porque está muito mais perto, levanta essa questão. Pois de derrota destas em derrota destas é bem possível que isso venha a acontecer. E no estado financeiro e moral em que o clube está não se apurar a equipa para as competições europeias, ainda por cima no âmbito de um projecto excêntrico, por mais bonito e esperançoso que seja, do presidente, isso terá efeitos. Pesadíssimos. Por outras palavras? Eleições.

Em suma: Keizer canta bem, declama bem, é galã, dança bem. Mas isto é um filme de acção, porra. Mudem já, pois daqui a uns breves meses será já tarde demais.

Mudanças

Aos 58 anos deu-me para mudar de poiso. Decidi vender a casa que construí, também com as minhas mãos, e trocar de terra, indo mais para junto do mar. De modo que desde há uma semana tenho a casa num reboliço. 450m2 cheios de tralha acumulada ao longo de 20 anos.

Mas o que é que este gajo quer dizer com isto e o que é que isto tem a ver com o Sporting, perguntarão alguns dos leitores e com razão. Efectivamente nada tem a ver, apenas se prendeu com a necessidade de desmontar o móvel onde estava a televisão e de a fazer andar, ligada enquanto dava a "bola", de um lado para o outro da sala, tentando não perder pitado do jogo.

Conclusão? Bom, demorei hora e meia a desmontar o móvel.

Raios, ainda se tivesse valido a pena.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Nem do resultado nem da exibição. Perdemos com o Tondela por 2-1, com o nosso golo solitário resultando de uma jogada às três pancadas já no minuto 76', quando jogávamos contra dez desde os 51', por expulsão de um defesa da equipa beirã. A superioridade numérica de pouco ou nada nos valeu: grande parte do segundo tempo decorreu com a equipa desorganizada nos últimos 35 metros, sem finalizadores de classe, com várias ocasiões desperdiçadas e perante o receio permanente de que o Tondela ampliasse a vantagem numa jogada rápida de contra-ataque, semelhante à que originou o golo da vitória. Terminámos a partida com dois centrais como pontas-de-lança (Coates e Mathieu, marcador do nosso golo), mas o caudal ofensivo nunca se traduziu em qualidade de passe ou decisões correctas no momento de rematar à baliza.

 

Da ausência de Bas Dost. O holandês ficou de fora, aparentemente, por algum excesso de precaução física já a pensar no desafio do próximo sábado, em Alvalade, quando recebermos o FC Porto. Raras vezes, porém, ele fez tanta falta como nesta noite em Tondela: Diaby, o seu substituto, é fraco cabeceador, define mal junto à baliza e não tem cultura táctica que lhe permita arrastar defesas, possibilitando a intromissão de companheiros dentro da área. Após vermos fugir estes três pontos, o clássico de sábado torna-se muito menos decisivo: o título ficou praticamente a uma distância intransponível. Dost teria feito mais falta agora.

 

Da ausência de Jovane. Nem entrou no lote dos convocados. Súbita doença? Alguma medida disciplinar? Faltando informação, resta o lamento por não termos visto sequer rasto do irrequieto caboverdiano que várias vezes já serviu de talismã à nossa equipa.

 

Da ausência de Miguel Luís. Foi o melhor em campo na jornada anterior, contra o falso Belenenses, e até marcou um golo nesse jogo. Desta vez permaneceu no banco e de lá não saiu. Custa-me entender porquê.

 

Do amarelo exibido a Acuña. O argentino estava à queima, com quatro cartões acumulados, e faltou-lhe o discernimento para evitar nova punição. Foi alvo dela já no tempo extra, quando estávamos só a dois minutos do apito final, e numa zona do terreno que não justificava qualquer falta. Conclusão: Marcel Keizer não poderá contar com ele no clássico de sábado. Uma baixa de relevo.

 

De Bruno Gaspar. É cada vez mais evidente que não tem categoria para ser titular da equipa do Sporting. Aos 5', o tondelense Xavier fez dele o que quis, driblando-o à vontade e cruzando para o golo inicial da equipa da casa. Desastrado a defender, inofensivo a atacar: na ala dele, os centros perigos partiram dos pés de Raphinha e Bruno Fernandes. Só.

 

De Gudelj. Uma nulidade no primeiro tempo, em que foi incapaz de dar dinâmicas de transição à equipa nem soube controlar a parcela defensiva do nosso meio-campo, desdobrando-se em passes lateralizados ou à retaguarda. Já não regressou do intervalo, o que não surpreendeu ninguém.

 

De Montero. A perder por 0-1 no final do primeiro tempo, Keizer procurou mexer na equipa. Deixou de fora Gudelj e apostou numa espécie de 4-2-4, com um meio-campo ocupado apenas por Wendel e Bruno Fernandes. Para substituir o sérvio, entrou o colombiano, que alguns gostariam de ter visto jogar logo de início. Percebe-se agora por que motivo isso não aconteceu: Montero passou praticamente ao lado do desafio. Sem ritmo competitivo, muito apático, deixando-se condicionar pelas marcações, nunca foi o avançado irreverente de que o Sporting necessitava. Interveio na confusa jogada do golo leonino, é certo, mas até nesse momento pareceu com falta de convicção.

 

Do enorme número de jogos fora de casa em que sofremos golos. Há vinte jornadas, correspondentes a um ano e três meses, que o Sporting deixa a bola entrar pelo menos uma vez nas suas redes em partidas disputadas longe de Alvalade. Há muito a corrigir nos processos defensivos - incluindo já nesta era Keizer: sofremos golos em dez dos onze desafios disputados com o técnico holandês no comando da equipa.

 

Da nossa incapacidade de superarmos obstáculos aparentemente menos difíceis. Reitero o que já escrevi várias vezes: os campeonatos perdem-se no confronto com equipa consideradas menores. Há três anos, uma derrota contra o modestíssimo União da Madeira contribuiu para nos pôr fora de combate. Na época passada, ainda com Jorge Jesus no comando técnico, saímos derrotados no campo do Estoril, que acabaria por baixar de divisão. A derrota de hoje é bem capaz de deixar um traço negativo semelhante a qualquer destes que mencionei.

 

Da queda do Sporting na classificação. Em 24 horas, descemos do segundo posto ao quarto lugar, na sequência desta derrota e das vitórias de Benfica e Braga. É um filme que já vimos muitas vezes, demasiadas vezes, ao longo destes quase 17 anos de penoso jejum.

 

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Foi o melhor do Sporting. Excelente cruzamento, logo aos 8', servindo Bruno Fernandes, que falhou o golo. Aos 37', inverteram-se os papéis: Bruno serviu-o da ala direita e o brasileiro cabeceou com muita colocação para o ângulo superior da baliza, com o guarda-redes Cláudio Ramos a impedir-lhe in extremis o golo fazendo a defesa da noite.

 

De Renan. Sem culpa nos golos sofridos, evitou que a vantagem do Tondela se avolumasse ao protagonizar grandes defesas aos 35', 49' e 59'. Em síntese, merece elogio por ter evitado três golos. No final, já na fase do desespero, só lhe faltou abandonar a baliza e ir ele também pontapear lá para a frente.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Televisão e outras cenas

O futebol português é um negócio sui-generis, onde os estádios estão às moscas e os cafés, pastelarias, bares e tascas enchem à hora dos jogos. Neste ramo de actividade, e sem que a Liga ligue o suficiente ao que se passa, os consumidores de futebol não dão dinheiro aos clubes, mas sim ao sector de restauração e bebidas. (Às televisões também, embora mesmo assistindo do sofá contribuam indirectamente para os proveitos dos clubes via valor da venda dos direitos de transmissão televisiva.)

 

O público que aí se concentra funciona como caixa de ressonância do que se passa num campo por vezes distante em muitas centenas de quilómetros. De facto, há todo um mimetismo a acompanhar este fenómeno: uma grande penalidade a favor da nossa equipa é usualmente comemorada com um “penalty” numa taça de vinho branco - a sua concretização merece logo um golo num cálice de Brandymel (o Santo Graal do “merchandising da bola” no seu estado líquido) - e o seu grau de conformidade, que no estádio envolve a figura do VAR, pode ser atestado por uma visita de um perito da ASAE. E todo o adepto impersonifica o treinador sentado no banco e emite comentários mais ou menos doutos e elaborados sobre o que vê e o que é preciso fazer, como se o simples acto de escovar os dentes e neles passar fio dentário numa base diária lhe desse automaticamente qualificação como estomatologista. Isto não acontece por acaso: é que, de todas as ciências, o futebol é a mais intuitiva, aquela em que o conhecimento se democratizou e se estendeu ao homem comum. Por exemplo, no que concerne aos sportinguistas, toda a gente sabe que em cada um de nós há um treina-(a)-dor. Também “olheiro”, ou membro do Scouting como agora pomposamente se diz, aparentemente qualquer um pode ser. Proponho até que se passe a designar de “zarolho”, principalmente a partir do momento em que um clube do sul de Itália (Nápoles) ultrapassou os nossos e foi o primeiro a ver valor num tal de Carlos Vinícius que jogava no Real (Massamá) e agora anda por aí, emprestado ao Rio Ave, a levantar as redes adversárias, perante alguns defesas que mais valia se dedicarem à pesca, de tal maneira são infernizados em terra por esse dianteiro brasileiro.

 

Tal como nos filmes, é da ilusão de se estar lá dentro que se faz o sortilégio do futebol. Disso e de se fazer parte de algo grandioso, maior do que nós e do que as nossas vidas, razão pela qual em Portugal (Guimarães talvez seja a excepção) quase todos escolhem um “grande” como clube da sua paixão (razão?), mesmo que o estádio do clube da nossa cidade esteja ali ao virar da esquina.

Passada esta introdução, esta noite o Sporting desloca-se a Tondela, uma cidade do distrito de Viseu com cerca de 29000 habitantes e um clube na Primeira Liga. Ao contrário da época de 2016/17, em que após uma viagem acidentada de carro, que envolveu o rebentamento de um pneu a cerca de 200 km/h (os senhores da Brigada de Trânsito queiram fazer o favor de saltar esta parte) e a concomitante impossibilidade de degustação prévia de um leitãozinho, ainda assim observei os leões a vencerem ao vivo os tondelenses, em Aveiro, com um golo marcado nos últimos minutos por Adrien e, no fim, celebrei…a vida - e de uma noite longa (golo de Coates aos 98 minutos) na temporada passada em que acabei com um nó no estômago e quase agarrado ao desfibrilador - , desta vez o jogo disputar-se-á no estádio João Cardoso, em Tondela, e eu, com essas emoções fortes ainda bem presentes (e de novo sem leitão), irei optar pelo conforto do sofá cá de casa para acompanhar a partida através das imagens, que não os sons, que me chegarão por via da SportTV. Que venha a décima (vitória de Keizer)!

Prognósticos antes do jogo

E agora? Seguimos em segundo no campeonato, a cinco pontos do Porto, mas continuando a depender só de nós pois ainda teremos de enfrentar duas vezes a equipa muito bem orientada por Sérgio Conceição.

O caminho faz-se caminhando: pensemos numa etapa de cada vez. Para já há que superar o desafio desta noite: é o Tondela-Sporting, que começa às 19 horas.

Quais são os vossos prognósticos?

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