Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Não há fome que não dê em fartura: depois de duas rondas consecutivas em que não houve um único palpite certo na nossa habitual ronda de vaticínios, desta vez registámos vários vencedores. Ei-los, por ordem alfabética: Áurea, CAL, Carlos Estanislau Alves, Edmundo Gonçalves, José Vieira, Leonardo Ralha, Manuel Parreira, Pedro Batista e Ricardo Roque

Aplicado o critério de desempate, relacionado com os marcadores dos golos, esta lista encolheu para quatro finalistas. Cá estão eles: Áurea, Edmundo Gonçalves, Manuel Parreira e Ricardo Roque.

Parabéns a todos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite. Vitória incontestável do Sporting no Estádio José Alvalade frente ao Tondela, que há duas semanas tinha encostado o Benfica às cordas na Luz. Ganhámos por 2-0, resultado construído ainda nos 45 minutos iniciais, totalmente dominados pela nossa equipa, sempre com boa circulação de bola. Primeira parte de grande intensidade, com pressão alta e posse em progressão; segunda parte de gestão competente do esforço. Confirmando que o Leão é, entre os três grandes do futebol português, o emblema que surge em melhor forma nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano, que ontem colocou o Sporting a vencer logo aos 13' - algo que não acontecia há oito meses. Primoroso pormenor técnico, servindo Nuno Mendes de calcanhar dentro da área (29'). Derrubado várias vezes em falta, fez amarelar dois jogadores do Tondela.

 

De Sporar. Voltou a fazer o gosto ao pé, apontando mais um golo. Desta vez de grande penalidade, com irrepreensível frieza, aos 31'. Já leva três marcados nos últimos três jogos. E agora esteve quase a carimbar mais um na sequência de um slalom com a bola dominada, partindo os rins à muralha defensiva adversária, aos 60': só lhe faltou melhor pontaria no momento do remate.

 

De Max. Outra exibição muito positiva, conferindo tranquilidade à equipa. Não falhou uma saída de bola com os pés, demonstrando que continua a aproveitar da melhor maneira as sessões de treino. Muito concentrado, saiu bem aos 51', neutralizando um ataque do Tondela. Defesa segura entre os postes, aos 63'. Aos 84', desviou um tiro disparado de fora da área com um pormenor técnico que comprova a sua classe. 

 

De Eduardo Quaresma. Terceira partida completa deste central, ainda júnior mas que não se atemoriza por integrar um trio defensivo com um colega que tem o dobro da idade dele (Mathieu, com 36). Impecável no passe, na dobra, no desarme - sem nunca recorrer à falta. Impressiona a maturidade do jovem que há poucos meses dava nas vistas só na Liga Revelação. Em boa hora foi promovido à equipa principal, contribuindo para a nossa boa organização no bloco mais recuado.

 

Da estreia de Nuno Mendes a titular. O lateral esquerdo, que hoje festeja 18 anos e se prepara para ver reforçado o seu vínculo contratual ao Sporting, actuou desta vez desde o início e cumpriu a missão, cabendo-lhe a pesada responsabilidade de substituir o lesionado Acuña. Não se resguardou em terrenos recuados: foi acutilante na pressão ofensiva no seu corredor. E chegou até a levar perigo à grande área do Tondela, numa excelente tabelinha com Jovane da qual nasceu o penálti que originou o nosso segundo golo. Exibição muito positiva.

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar oito jogadores sub-23 no onze titular (só Mathieu, Coates e Sporar destoaram). Confirmando assim que, enquanto alguns dos seus antecessores em Alvalade prometiam sem cumprir nesta matéria, ele vai cumprindo sem necessidade de grandes promessas. É preferível assim: o caminho faz-se caminhando, não se faz com proclamações retóricas. 

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo de livre, outro de penálti. Ainda nos lembramos do tempo, aliás muito recente, em que éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Que o Sporting tivesse somado a sexta vitória consecutiva em casa. E este foi também o quarto jogo seguido sem sofrermos um golo para o campeonato no nosso estádio. Fica o registo: triunfos sobre o Marítimo (1-0), Portimonense (2-1), Boavista (2-0), Aves (2-0), Paços de Ferreira (1-0) e agora Tondela (2-0). Os três primeiros ainda sob o comando de Silas, os mais recentes já com Amorim na liderança técnica. Dez golos marcados e apenas um sofrido. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora treze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses treze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista três vitórias (Aves, Paços de Ferreira e Tondela) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Da ausência de espectadores. Num estádio como o nosso, com capacidade para cerca de 50 mil espectadores, não pode haver qualquer motivo de estrita ordem sanitária que impeça a ocupação de um quinto destes lugares, todos ao ar livre. Os adeptos do futebol continuam a receber um tratamento discriminatório em relação aos cidadãos que usufruem outros espectáculos no mesmo país e na mesma capital que se preparam para receber, já no próximo mês, a "final a oito" da Liga dos Campeões. É inaceitável.

 

Do "caso Mathieu", que afinal não era caso algum. Alguns jornais e certos canais de televisão passaram toda a semana a intoxicar leitores e espectadores com "notícias" sobre um alegado conflito entre o internacional francês e o treinador, não faltando até quem especulasse que o defesa central não voltaria a calçar no Sporting. Afinal não só regressou, na condição de titular, como fez uma partida ao seu nível e até demonstrou boa forma física durante mais de uma hora (deu lugar a Borja aos 75').

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Tem nome de cineasta, mas não faz filmes. Só fitas. E fífias. Prejudicando com frequência o Sporting. Hoje deixou por apitar dois penáltis claros: o primeiro sobre Jovane, tocado no pé de apoio em zona proibida logo aos 2' quando fazia uma incursão perigosa no reduto adversário; o segundo sobre Coates, agarrado e derrubado em falta, aos 49', na grande área do Tondela.

Amanhã à noite em Alvalade

Mais de cinco meses depois, o Sporting volta a defrontar o Tondela, agora em Alvalade.

Na primeira volta, o Sporting andou a "engonhar" o tempo todo ao jeito de Silas, num jogo que tinha tudo para ser fácil, e levou com um golo improvável ao cair do pano dum nosso ex-jogador, Bruno Wilson, em mais uma fífia ou incapacidade do Ristovski. Lá ficaram três pontos em Tondela, e lá fiquei eu com uma viagem de volta a Lisboa completamente aziada.

O último jogo deixou ainda mais claro as ideias de Rúben Amorim e da Direcção do Sporting para o resto da época: dar oportunidades a um conjunto de jovens referenciados e fazer últimos testes a alguns que estão na calha para sair. 

O que torna estas nossas previsões complicadas. A prova é que na passada semana não tivemos um único prognóstico certo. Os que mais se aproximaram foram Luís Ferreira e Manuel Parreira, com apenas uma falha no onze titular.

Vamos então a nova ronda. Não são ainda conhecidos os convocados para amanhã, mas com as ausências confirmadas de LP29, Vietto e Mathieu, devem ser mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Maximiano e Renan.

Defesas Centrais: Coates, Neto, Quaresma e Ilori (?) 

Alas: Camacho, Rosier, Ristovski, Acuña e Borja

Médios Centro: Battaglia, Wendel, Doumbia, Matheus Nunes e Mattheus Oliveira ou Eduardo.

Avançados: Jovane, Francisco Geraldes, Plata, Pedro Mendes e Sporar.

 

Sendo assim, a questão maior é saber quem vai jogar a interior esquerdo, substituindo Vietto. Vou apostar em Francisco Geraldes para o efeito (penso que todos estamos à espera que o Francisco nos demonstre que aos 25 anos tem capacidade técnica e mental, o tal "estofo", para ficar, e não para sair pela porta pequena do Sporting) e assim fica então aqui o meu muito conservador onze:

Max; Quaresma, Coates e Borja; Camacho, Matheus, Wendel e Acuña; Jovane, Sporar e Geraldes.

 

Mas isto sou eu aqui a pensar.

 

Concluindo,

Amanhã à noite em Alvalade, o Sporting vai entrar em campo para vencer e se calhar ultrapassar o Braga na corrida pelo 3.º lugar. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze? 

SL

Prognósticos antes do jogo

Já vem aí novo jogo. O Sporting recebe o Tondela amanhã, às 21.15, num estádio que continua vazio por ordem das mesmas autoridades sanitárias que já deram luz verde para que se encham aviões e centros comerciais. Uma discrepância entre tantas outras que ninguém entende - como se o futebol fosse filho de um deus menor.

Mas vamos ao que mais interessa: o resultado. Lembrando que na partida da primeira volta, a 3 de Novembro, o Tondela nos venceu 1-0 - marcando pelo central Bruno Wilson, formado na Academia leonina. Bruno Fernandes atirou duas vezes para a bancada, Miguel Luís desperdiçou um golo cantado e o treinador Silas, sem que ninguém percebesse porquê, lembrou-se de trocar Luiz Phellype por um tal Jesé quando precisávamos pelo menos de empatar.

Quais são os vossos prognósticos para o desafio de amanhã?

Triste

No Tondela-Sporting, os nossos centrais - Ilori e Coates - fizeram 66 passes um ao outro. Deviam estar a trabalhar para o campeonato das estatísticas e da "posse de bola" a que Silas fez referência no final do jogo.

Basta este número para se perceber a mentalidade de equipa pequena que o Sporting apresentou no frustrante embate de Tondela. E as notórias dificuldades de construção ofensiva frente ao onze beirão. Não podendo ou não querendo verticalizar o jogo, horizontaliza-se. A tão curta distância, há fortes probabilidades de o passe ser bem dirigido e melhorar assim os dados estatísticos.

Tudo isto até daria vontade de rir se não fosse tão triste.

De Tondela, com azia

21601230_tz5r0[1].jpg

 

Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

A moda da posse de bola...

Começa a ser confrangedor o futebol jogado pelo Sporting. Não queria trazer aqui ao blog mais achas para a fogueira, mas cada fim  de semana que passa, mais tristeza envolve-nos a todos, principalmente aqueles que vivem o clube. O futebol que praticamos é uma lástima completa. Agora a moda com este pseudo-treinador (desculpem, mas para mim não é treinador) está na  posse de bola, nem que para isso façamos trinta passes ou mais para trás ou para o lado... e devagar, antes de iniciar uma jogada de ataque. Parece que o staff de treinadores fica maravilhado a olhar para a estatística e a dizer que tivemos 64% de posse de bola. Mas essa posse de bola talvez seja o escape para transmitir a ineficácia e a falta de objetivos que  norteia a nossa equipa. Os passes para o lado e para trás, no jogo de hoje, foram então por demais. Ilori e Coates parece que brincavam com essa situação, Eduardo quando entrou ainda somou mais passes para trás e para o lado... enfim é esta a moda do nosso jogo, esperando que o tempo passe sem sofrer golos e que surja um lance esporádico para marcar um golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota. Acabou-se um mito: o de que Silas, o quinto treinador da era Varandas, não perdia para jogos do campeonato devido à estrelinha da sorte. O Sporting foi hoje levado ao tapete pelo Tondela, oitavo da tabela classificativa: perdemos 0-1, com o golo da equipa beirã a ser marcado aos 88', em lance de bola parada. Na nossa primeira derrota fora de casa nesta Liga 2019/2020.

 

Da exibição. Uma vez mais, os nossos jogadores arrastaram-se em campo - designadamente durante toda a primeira parte - sem intensidade, com extrema lentidão e movimentos mais que previsíveis. Perdi a conta à quantidade de vezes em que os centrais - hoje Ilori e Coates - trocaram a bola entre si, sem arriscarem um centímetro de organização ofensiva. A primeira defesa de Cláudio Ramos aconteceu só aos 57', de bola parada.

 

Do desperdício na linha de golo. Imperdoável, o falhanço de Miguel Luís aos 33': sem marcação, a dez metros da baliza, foi muito bem servido por Ristovski mas desperdiçou este lance atirando por cima da trave.

 

Das bolas atiradas para a bancada. Bruno Fernandes por duas vezes (84' e 86'), Vietto (74') e Miguel Luís (76') pareciam participantes num concurso para ver quem conseguia metê-la tão longe quanto possível da baliza, talvez até fazendo-a sair do estádio.

 

Da incompreensível troca de Luiz Phellype por Jesé. A precisar de vencer o jogo, Silas mandou sair o nosso único ponta-de-lança aos 63', trocando-o pelo inócuo "avançado-centro" espanhol. Passámos a jogar com menos presença na área quando se impunha precisamente o contrário.

 

Da nulidade ofensiva. Ao fim de 19 jogos seguidos a marcar, desta vez ficámos em branco.

 

Que o golo do Tondela tenha sido marcado por um jogador formado em Alcochete. O central Bruno Wilson - neto de Mário Wilson - apontou de cabeça, na sequência de um livre, sobrepondo-se a Ristovski e Rafael Camacho neste lance. Parece sina nossa, sofrermos golos marcados por profissionais que formámos.

 

Do balanço provisório desta temporada futebolística. Acumulamos sete derrotas e sete vitórias em jogos oficiais, com 12 golos sofridos em dez partidas do campeonato.

 

 

Gostei

 

Da hora do jogo. Enfim, iniciámos uma partida ainda antes do pôr do sol.

 

Do estado da relva. Apesar da chuva incessante que foi caindo, o tapete verde manteve-se globalmente em bom estado.

 

Do guarda-redes do Tondela, Cláudio Ramos. Aos 57' e 67', defendeu dois livre que levavam selo de golo. Marcados por Bruno Fernandes, o nosso jogador menos mau.

 

Da estatística de posse de bola. Esteve 64% em nosso poder. Mas sem produção ofensiva, como sucedeu, esta percentagem não serve para nada.

 

Do apoio dos adeptos. Grande parte dos mais de quatro mil espectadores estava de cachecol verde e branco. Não faltou incentivo à nossa equipa do princípio ao fim.

Foi pena

O futebol é cruel. Foi o jogo mais organizado e ligado do Sporting desde há muito tempo. Agora só falta ter alguns jogadores que não tropecem na bola e que os habilidosos da equipa não falhem tantos passes e não se ponham às biqueiradas estratosféricas mesmo com tanta gente em melhor posição. Já há caminho para andar, percorrê-lo é que será mais difícil.

Prognósticos antes do jogo

Singularidades do campeonato português: após quase um mês com a competição parada, agora registam-se jogos de três em três dias, em ritmo alucinante, numa desesperada tentativa de recuperar o tempo perdido. Um perfeito absurdo.

Mas o que eu quero agora é pedir-vos, uma vez mais, os prognósticos. Agora para o Tondela-Sporting, que se disputa mais logo, a partir das 17.30.

De Tondela a Alvalade

Num dia de glória do hóquei do nosso Sporting no Pavilhão João Rocha, não deixo de colocar aqui algumas reflexões sobre o que se passou ontem no nosso Estádio.

Em primeiro lugar, é reconfortante saber que enquanto aguardavam pelo início do encontro com o Tondela, muitos jogadores iam passando os olhos sobre o que se passava no pavilhão, já vi Acuña a beber um chá de mate num encontro de andebol, não sei quantos atletas das amadoras estiveram no estádio, mas é isto que deve ser acarinhado e incentivado, o encontro entre quem veste e defende a camisola do Sporting, seja qual for a modalidade.

Em segundo o óptimo ambiente que se viveu ontem num Alvalade muito bem composto, com gente de todas as idades, muitas senhoras e crianças, sem cânticos ordinários das claques, e terminando o encontro a aplaudir a equipa e a reconhecer o seu desempenho em campo. É este ambiente que queremos ver em Alvalade. Não é o das tochas, dos potes de fumo nauseabundo, dos petardos e da ordinarice.

Mas tendo estado em Tondela a ver o Sporting perder contra um adversário cedo reduzido a 10 elementos, e agora empatar tendo também o Sporting cedo ficado reduzido a 10 elementos, que conclusões posso eu tirar?

1. O Sporting de ontem está a jogar MUITOOOOO melhor do que jogava na altura da visita a Tondela, com fio de jogo, sabendo ter posse, temporizar e acelerar, meio campo muito rotinado e solidário, mesmo com 10 esteve muito próximo de ganhar vantagem confortável e matar o jogo. Desperdiçou 3-4 oportunidades claras e veio o castigo. Depois, o jogo partiu-se, porque o Sporting queria ganhar e arriscou com Bas Dost, o Tondela também, e qualquer um podia ter ganho.

2. O Sporting continua a ser penalizado por lapsos incompreensíveis deste ou daquele seu jogador, lapsos esses que deitam a perder todo o esforço do colectivo. Em Tondela foi Bruno Gaspar que se deixou ultrapassar infantilmente por Xavier, ontem foi Ristkovski que se fez expulsar (este pela 3.ª vez!). Contra o Villarreal, e com a eliminatória em aberto, foi Jefferson. Contra o Estoril foi André Pinto a oferecer dois golos, e lá se foi Peseiro. Isto no que respeita a defender. No que respeita à incompetência na hora de marcar, foi Diaby em Tondela (e quase sempre), e foi o LP9 ontem. E podia continuar... Assim não há táctica nem treinador que resistam. 

3. O Sporting continua a sofrer golos de pontapé de canto, e a não conseguir criar perigo nenhum com os que consegue. Também assim não há táctica que resista.

Na minha opinião, a equipa está na melhor fase desta época, e se não fosse a expulsão teríamos uma vitória confortável e uma preparação efectiva para o Jamor (Como se viu, o Porto passeou na Choupana). Mas agora sem Coates (nas Antas) e Ristovski (nas Antas e no Jamor) como vai ser? Com Ilori a entrar ontem mal no jogo e com Bruno Gaspar no estaleiro? Vamos ver.  

Com muita confiança neste treinador, neste capitão e nesta equipa.

 

PS1: Que chatice ver o clube da (dos meus pais) Terra de Besteiros não deixar de ser uma grande "besta negra" do Sporting na Liga. Este ano foram 5 pontos. Ao nível do Benfica.

PS2: Ouvir o inefável ressabiado Dr. Mascarenhas na TV3 criticar com a maior das ligeirezas as opções de Keizer contra o Tondela só me lembrou as do seu ex-chefe aos jogadores depois do Atl. Madrid. 

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da moldura em Alvalade. Éramos ontem 41.665 no nosso estádio: muitas famílias, várias gerações, o entusiasmo de sempre. Numa demonstração viva de orgulho leonino e confiança nesta equipa que termina a época muito melhor do que começou.

 

Do nosso golo, marcado bem cedo. Estavam decorridos apenas seis minutos: já vencíamos por 1-0. Fazia antever nova goleada, após os históricos 8-1 da jornada anterior, frente ao Belenenses SAD, no Jamor. Infelizmente não marcámos mais nenhum.

 

De Bruno Fernandes. Havia a noção de que este jogo assinalava a despedida do grande médio criativo, melhor jogador do campeonato português pela segunda época consecutiva. E o capitão leonino fez tudo para estar ao nível das expectativas: foi ele a marcar o golo, de penálti. O 32.º que apontou nesta temporada - e o 20.º na Liga 2018/2019. E podia ter marcado um segundo, a passe de Raphinha, aos 57'. Números assombrosos, só ao alcance de um extraordinário jogador.

 

De Raphinha. Outra notável exibição do extremo brasileiro que demonstrou estar em grande nível nesta recta final do campeonato. Dotado de inegáveis dotes técnicos na recepção e na condução da bola, destacou-se por vários lances ofensivos, aos 22', 54', 57' e 66'. Nas duas últimas ocasiões, ofereceu golos a Bruno Fernandes e a Mathieu. Teria sido mais que suficiente para sairmos com três pontos de Alvalade.

 

De Mathieu. Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos. Tendo já apontado três golos nesta temporada, teria merecido mais que ninguém o quarto: infelizmente não conseguiu, embora tenha tentado até ao fim. E ainda se viu forçado a corrigir as deficiências posicionais de Borja, que ontem parecia apostado em dificultar-lhe a tarefa em campo.

 

De Acuña. Terá sido também a última exibição dele de verde e branco em nossa casa? Uma coisa é certa: o argentino demonstrou, uma vez mais, que tem talento, técnica, raça e brio para vestir de verde e branco. A cruzar bolas nesta equipa não há ninguém melhor que ele, como confirmou num extraordinário passe longo, a mudar o flanco ofensivo, aos 28'. Também ele teria merecido a vitória.

 

Da prestação global no nosso estádio. Terminamos a época em Alvalade, no momento em que escrevo, com a melhor pontuação de todas as equipas nos jogos disputados em casa. Um feito que merece registo, sabendo-se o que foi a atribulada história deste campeonato leonino, desde a pré-época.

 

De continuar a ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Temos 71 golos marcados, enquanto na temporada anterior estávamos atrás do FC Porto e do Braga.

 

Da homenagem aos nossos futsalistas no intervalo. Merecida ovação aos vencedores da Liga dos Campeões em futsal.

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver o Tondela a tirar-nos pontos outra vez. Na primeira mão, já sob o comando de Marcel Keizer, fomos derrotados por 1-2. Desta vez deixámo-nos empatar (1-1). E nem o facto de termos jogado apenas com dez durante grande parte do tempo, por expulsão de Ristovski aos 35', pode servir de atenuante: sem os quatro pontos perdidos frente à equipa de Pepa talvez chegássemos ao segundo lugar - e consequente acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

De Ristovski. Pisadela desnecessária, fora de tempo e fora de acção ofensiva directa, do lateral macedónio a um adversário que lhe valeu o cartão vermelho. Conduta que aliás mereceu censura do técnico após o desafio: na conferência de imprensa final, Keizer lembrou que Ristovski é reincidente nestes procedimentos, prejudicando a equipa. Como se já não bastasse continuar com evidentes dificuldades em centrar bem uma bola nas linhas ofensivas.

 

De Borja. Exibição para esquecer do lateral colombiano. Desde o primeiro minuto, quando atrasou de forma disparatada uma bola que estava em boas condições de fazer seguir em frente, apanhando Mathieu desposicionado e forçando Renan a uma boa intervenção que impediu o iminente golo de Tomané. Na segunda parte, actuando do lado direito após a expulsão de Ristovski, foi várias vezes ultrapassado pelo extremo adversário. Numa dessas ocasiões, em que se deixou ficar perto da linha do meio-campo, nasceu o canto de que resultaria o golo do Tondela. É caso para perguntarmos se merece continuar no Sporting. Pelo jogo da noite passada dir-se-ia que não.

 

Que Luiz Phellype não tivesse marcado. Ele bem tentou, mas desta vez não conseguiu - ou por falta de pontaria ou por boas defesas de Cláudio Ramos - aos 57', 62', 80' e 86'. Saiu frustradíssimo, dando lugar ao inútil Diaby, aos 87', já com Bas Dost também em campo. Interrompeu um ciclo de seis jogos seguidos sempre a marcar.

 

Do cartão a Coates. O central uruguaio, por acumulação de amarelos, vê-se impedido de actuar na última jornada, no estádio do Dragão. Com Ristvoski também ausente, Keizer terá de mudar metade da defesa titular.

 

De termos interrompido um ciclo de dez vitórias. Nove no campeonato e uma na Taça de Portugal. Até este empate que quase soube a derrota.

 

De termos dito adeus definitivo ao segundo lugar. Era uma hipótese quase apenas aritmética, mas ainda viável caso tivéssemos vencido o Tondela, o FCP hoje tropeçasse frente ao Nacional e nós vencêssemos para a semana no Dragão. 

 

De só haver um português no nosso onze titular. Por vezes convém lembrar que o clube de que somos sócios e adeptos se chama-se Sporting Clube de Portugal.

Em Tondela foi amargo…

Faz por esta altura 25 / 26  anos, andava eu no 2º ou 3º ano da faculdade, fui almoçar a casa de uma pessoa amiga a Tondela. Tinha sido imposto a essa amiga a ideia de que eu gostava particularmente de coisas doces. Fomos muito bem recebidos, por ela, pelos pais, o almoço foi agradável até à altura da sobremesa: mousse de chocolate.

Esta amiga gabava particularmente a mousse de chocolate que a sua mãe fazia e, tendo-lhe sido imposta essa ideia sobre mim, disse para a senhora sua mãe ser generosa da dose. E foi!

Confesso que nunca uma mousse de chocolate me foi tão intragável como aquela e, sentindo-me na obrigação de não fazer desfeita alguma aos anfitriões, lá fui comendo a contra-gosto e mentindo… dizendo que sim a mousse de chocolate era saborosa!!!

Atitude e competência

Sempre que o Sporting perde ou tem algum resultado menos bom lá vem a ladainha da falta de atitude, que varia desde a versão soft, "não correm, não se empenham", até à versão hard/ultra, "palhaços joguem à bola, que a camisola é para suar". Ainda no último jogo em casa, tive que gramar com alguém nas costas que invectivava tudo e todos pela falta de atitude,  especialmente o Bas Dost, aquele que pelos vistos estava a jogar com um traumatismo craniano.

Ora, se atitude só por si ganhasse jogos, não valia a pena formar jogadores, ou contratá-los a peso de ouro, bastava jogar com a equipa dos Comandos da Amadora, ou então com a do Canelas, essa até com atitude dentro e fora do campo. E com tanta conversa de atitude, queixam-se depois que alguns alucinados assumam a questão e invadam a academia para ensinar os jogadores a ter atitude à cacetada. 

O que efectivamente ganha jogos é a competência, desde logo a do treinador em montar, treinar e liderar a equipa e depois a dos jogadores em campo.

E contra o Tondela o que não houve mesmo foi essa competência. Desde logo em Marcel Keizer e na sua equipa técnica porque mandou para o terreno uma equipa às cegas das características do adversário, e dos jogadores, todos eles, uns mais que outros, a acumular erros dificeis de aceitar. Competência a concluir jogadas de golo, competência a rematar de longe, competência a marcar cantos, competência nos duelos individuais. Foi por falta de atitude que Diaby falhou dois ou três golos feitos ? Que B. Fernandes não acertou na baliza de livre quando o do Tondela obrigou o Renan a uma grande defesa ? Ou que B. Gaspar abriu a porta ao avançado do Tondela no primeiro golo ?  Aliás esse golo, que foi mesmo à minha frente, estava na terceira fila da bancada a uns 5 metros do B. Gaspar, devia ser passado 50 vezes por Marcel Keizer para mostrar tudo aquilo que não se deve fazer, desde a perda de bola a meio campo, à passagem tranquila pelo Gaspar, ao posicionamento da defesa e à cobertura ao avançado que marcou o golo.

Mas voltando a Marcel Keizer, a verdade é que como já tinha dito anteriormente o seu estado de graça acabou, foi o tempo em que pode trabalhar tranquilamente e colocar a equipa a jogar num modelo de jogo diferente, obter rendimentos inesperados dos jogadores, enfim, ser inovador para a realidade da nossa liga. Passados dois meses, os outros treinadores já estudaram, analisaram e perceberam os pontos fortes e fracos, e cada um deles vai montar um esquema para combater os fortes e explorar os fracos. 

E onde estão os principais pontos fracos do Sporting para este modelo 4-3-3 ofensivo que Keizer veio implantar ?

Estão aos olhos de qualquer um:

1. Não temos um trinco digno desse nome, ninguém com envergadura física que possa constituir um tampão efectivo da defesa e que tenha capacidade de passe a curta e longa distância, para lançar a equipa desde trás e obstar aos bloqueios do meio campo contrário. Tínhamos William, os rivais têm Fejsa ou Danilo, nós temos um 8 adaptado que deixa muito a desejar. Aliás os adversários já nem se incomodam em marcá-lo, poupam recursos para usar noutro lado. 

2. Não temos defesas laterais em condições. Temos um extremo adaptado que enche o corredor mas que tem falhas de posicionamento, o resto são jogadores medianos, que atacam mal e defendem pior. 

3. Não temos substituto para o Bas Dost. Como também não temos substituto à altura dos dois centrais titulares. Mas com Bas Dost é bem pior. Não há Bas Dost, os centros são invariavelmente condenados ao insucesso, não há penaltis causados pelo nervosismo dos defesas contrários, não há Sporting a lutar pelos primeiros lugares.

Concluindo, "quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita", o Sporting não conseguiu organizar a temporada em condições, o plantel é muito curto em quantidade e qualidade e com os pontos fracos atrás referidos. Precisam-se reforços que sejam reforços, ao nível dos melhores do plantel actual e para as posições carenciadas. E de alguém que explique a Keizer o futebol português também. 

Dito isto, vem aí o líder, vem aí o Porto, se calhar o melhor que poderia acontecer para os nossos pontos fortes, que também os temos, terem ocasião de vir ao de cima e embalarmos para um resto de temporada compensador.

SL

Pós-Tondela

Little Nemo.jpg

 

Tocou o despertador e caí da cama, coisas de Tondela. Sei que passo do 80 para o 8 (vá lá, do 40 para o 8, que também não estava assim tão entusiasmado). Há tempos aqui mesmo anunciei que ia comer (e comi) o meu gorro para me penitenciar da desconfiança que tivera quanto a este projecto-Varandas. Pois gostei da abordagem de Keizer, futebol de ataque, golos, descompressão dos jogadores - e tão necessária era, depois do stress provocado pela tacticose de Jesus e do tétrico 2018 - e, talvez acima de tudo, da confiança nos miúdos, nos ex-júniores como gosto de continuar a dizer.

Agora acordei do sonho. Algumas fragilidades, como o jogo do Nacional, onde me foi óbvio que "o meio-campo do Sporting parece os júniores do Alfeizerão, saboroso será mas é puro pão-de-ló.", e a derrota em Guimarães, mas ali sabe-se que é sempre difícil passar, tinham-me despertado, mas em registo de sonâmbula visita à casa-de-banho, quais pressões da próstata envelhecida de que (por enquanto) ouço falar. Mas agora não, caí mesmo da cama. Fim do sono, fim do sonho. Duche, e "bom dia", um café. E um bagacito, ali na tasca da esquina, pretexto para trocar umas palavritas em português.

Para dizer o quê, aos patrícios ali ao balcão? O que repeti antes: que neste campeonato os velhos "lobos do campo", sabidos e rijos, como Vidigal ou Castro por exemplo, trituram o futebol "romântico" de Keizer. Portugal tem, porventura, a melhor escola de treinadores do mundo. Ou, pelo menos, ombreia com a italiana. E se nunca fomos terra de futebol aberto muito menos o somos agora, no predomínio da táctica, no seguir dos grandes mestres desta geração, como Mourinho, Fernando Santos, Jorge Jesus, bem seguidos pelos actuais expoentes, Fonseca, Jardim, Pereira, e mais alguns, todos já muito galardoados. 

Aqui no blog muitos percebem bem mais de futebol do que eu, e bem melhor escrevem. E vão aos jogos, o que lhes dá uma muito melhor percepção do que a mera tele-visão permite. Por isso pouco posso adiantar que outros não digam, e bem mais ajuizadamente: o guarda-redes é elástico mas não é um grande guarda-redes (e não é grande); os laterais-direitos são fracos (um vindo no mercado de Inverno, do qual é sempre de desconfiar, o outro das contratações de última hora de BdC, para mostrar trabalho). Coates é um Polga, minha tese lacrimejante, ainda que haja (até aqui) quem muito dele goste. Jefferson é melhor do que o que o pintam mas desgosta-se no Sporting. Acuña é deficiente intelectual - já agora, e sem alijar a perfídia da ralé claqueira e as responsabilidades advindas da degenerência catastrófica de Bdc, conviria lembrar que a desgraça de Alcochete foi provocada por este jogador. Veja-se que Ribéry insultou na sua página pessoal os que o criticaram por comer um bife pelo preço de mil euros e o Bayern foi implacável. Acuña mandou os gajos das claques para as putas que os pariram e o clube aceitou. Isto mostra a dimensão do profissionalismo de um clube. Enfim, e por aí adiante, poderia continuar a resmungar sobre os jogadores, uns melhores, outros piores. Mas a questão não é essa, o plantel é o que é, constituído da difícil forma como o foi. Mas dá para ver uma coisa: a defesa é fraca. E talvez por isso um tal de Peseiro tenha trancado o dizimado meio-campo, para desespero dos intelectuais da bola. Deixando a equipa relativamente perto da liderança do campeonato, ainda assim.

O problema é o treinador. Se dúvidas houvesse sobre isso (e eu tinha-as, em formato de esperança) ontem dissiparam-se. Maus jogos sempre acontecem, derrotas inesperadas em campos de equipas menos sonantes também. Por exemplo, o tal de Peseiro perdeu em Portimão, uma coisa inadmissível (como o sabe Rui Vitória). Por causa da táctica, ineficaz, disseram (até aqui). Ora o Sporting ontem jogou meio jogo contra 10. Ainda assim a perder o meio-campo. Nos últimos vinte minutos a jogar em "chuveirinho", coisa que eu não via há anos. Onde é que ainda há "chuveirinho"? Em Inglaterra nem na II Divisão. Talvez na Escócia, talvez na Escócia, nas Irlandas. E em Tondela, onde se joga em chuveirinho para o jogo de cabeça e o porte físico de Diaby e Montero. Pungente. Não o mau jogo, que acontece (já vos disse que Peseiro perdeu em Portimonense? Uma coisa inadmissível ...). Mas a inexistência de programas de jogo ("planos"). 

Para a semana muito provavelmente o Porto ganhará em Alvalade. Não é uma equipa excepcional. Mas está consistente e eficaz. Se isso acontecer e o Moreirense ganhar o Sporting acabará a primeira volta a 3 pontos do quinto lugar. E com o Guimarães de Luís Castro, um muito bom treinador, logo a seguir. Depois?, com os jogadores menos crentes neste novo modelo, com os adeptos mais nervosos e menos presentes, com a imprensa mais caústica? Moreirense (o tal neo-rival) em casa, Vitória de Setúbal (de Lito Vidigal, um dos "velhos lobos dos campos") fora, Benfica (com Lage já em cruzeiro ou com o tal grande treinador que o vieirismo estrebuchante promete) em casa, Feirense fora (outro daqueles jogos rasgadinhos, quais Tondelas), Braga em casa, um Braga em que o Abel Ferreira não virá com sorrisos, por amarelos que sejam. 

E nisso julgo saber que actualmente o quinto lugar não dará acesso automático às competições europeias - depende da final da Taça. E este descalabro bem possível, que não está no horizonte porque está muito mais perto, levanta essa questão. Pois de derrota destas em derrota destas é bem possível que isso venha a acontecer. E no estado financeiro e moral em que o clube está não se apurar a equipa para as competições europeias, ainda por cima no âmbito de um projecto excêntrico, por mais bonito e esperançoso que seja, do presidente, isso terá efeitos. Pesadíssimos. Por outras palavras? Eleições.

Em suma: Keizer canta bem, declama bem, é galã, dança bem. Mas isto é um filme de acção, porra. Mudem já, pois daqui a uns breves meses será já tarde demais.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D