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És a nossa Fé!

Balanço (21)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre TIAGO TOMÁS:

 

Luís Lisboa: «Fiquei preocupado com a forma como se apresentaram Tiago Tomás e Jovane, e a desilusão completa que foi Vinagre. Se isto é assim, o plantel ainda é mais curto do que eu pensava.» (24 de Setembro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Deve estar a sentir em demasia que é e será segunda escolha (e a continuar assim, até pode ser terceira ou quarta).» (4 de Outubro)

Eu: «Desta vez titular, esteve 90' em campo sem fazer um só remate enquadrado: outra oportunidade desperdiçada para mostrar o que vale, parecendo ter regredido face à época anterior.» (12 de Janeiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «De cerveja em punho e óculos verdes, TT foi umas figuras da festa do título, que muito ajudou a conquistar, sobretudo no arranque da época passada. Este ano, estava uns furos abaixo e acaba emprestado do Estugarda por 18 meses. Teria preferido que o empréstimo fosse mais curto, para mais perto e sem opção de compra, mas pela primeira vez, confio quase cegamente nas opções da “estrutura”.» (31 de Janeiro)

Edmundo Gonçalves: «Todos temíamos a saída de Palhinha ou Pedro Gonçalves, ou até o menos exuberante Tabata, mas saíram do núcleo duro "apenas" Tiago Tomás e Jovane Cabral, duas pérolas que por ora apresentavam um brilho mais baço, se me é permitido dizer isto assim.» (1 de Fevereiro)

- Filipe Moura: «Espero que evoluas muito como jogador no Estugarda, Tiago Tomás. Mas espero que voltes para mais imagens como esta. Felicidades!» (2 de Fevereiro)

- AHR: «Tenho dito que o achava verde, algo trapalhão, e pouco lúcido na hora da decisão. Curiosamente, foi emprestado e anda a fazer pela vida lá fora. Anda a ganhar experiência e parece que tem evoluido.» (30 de Abril)

Tiago Tomás

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Valerá a pena o Sporting fazer regressar Tiago Tomás da Alemanha mais cedo do que estava previsto? Recordo que o jovem avançado formado na nossa Academia já marcou três golos ao serviço do Estugarda, onde tem merecido rasgados elogios.

O empréstimo, concretizado no final de Janeiro, é válido por ano e meio, concedendo-se opção de compra ao emblema alemão a partir de Junho de 2023. Mas a SAD leonina já deixou claro que pode ser revertido no próximo Verão.

Gostariam de voltar a ver TT de verde e branco?

Obrigado, TT!

De cerveja em punho e óculos verdes, TT foi umas figuras da festa do título, que muito ajudou a conquistar, sobretudo no arranque da época passada. Este ano, estava uns furos abaixo e acaba emprestado do Estugarda por 18 meses. Teria preferido que o empréstimo fosse mais curto, para mais perto e sem opção de compra, mas pela primeira vez, confio quase cegamente nas opções da “estrutura”. Obrigado por tudo e muito boa sorte, Tiago. Antes de fazer 20 anos, leva 66 jogos, 9 golos e 4 títulos pela equipa principal. É obra!

Pódio: Tiago Tomás, Ugarte, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Penafiel-Sporting, para a Taça da Liga, pelos três diários desportivos:

 

Tiago Tomás: 17

Ugarte: 16

Coates: 16

Neto: 15

João Virgínia: 15

Matheus Reis: 15

Daniel Bragança: 14

Gonçalo Esteves: 14

Nuno Santos: 14

Sarabia: 12

Pedro Gonçalves: 12

Tabata: 12

Matheus Nunes: 10

Gonçalo Inácio: 7

 

A Bola e o Record elegeram Tiago Tomás como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Ugarte.

Quente & frio

Gostei muito que o Sporting confirmasse esta noite, em Penafiel, o acesso à final-a-quatro da Taça da Liga, que confere o título de campeão de Inverno no futebol português. Nas duas últimas épocas, este troféu foi nosso: queremos revalidá-lo, estamos no bom caminho. Continuamos invictos, nesta temporada 2021/2022, nas várias competições nacionais.

 

Gostei que Tiago Tomás tivesse regressado aos golos: foi dele o único desta partida, marcado aos 16'. Esteve quase a marcar um segundo aos 60', num remate em arco muito bem colocado que o guarda-redes adversário impediu. O nosso jovem avançado entregou-se ao jogo, revelou óptima condição física: elejo-o como melhor em campo. Nota muito positiva também para Gonçalo Esteves neste seu terceiro jogo de verde e branco em apenas nove dias: actuou como titular na ala direita aproveitando as ausências de Porro (por lesão) e Esgaio (infectado com covid-19), ganhando sucessivos duelos individuais tanto à frente como atrás. Destaque ainda para Ugarte, que recuperou sucessivas bolas, impondo-se no corredor central. 

 

Gostei pouco da falta de intensidade de alguns jogadores leoninos, em notório sub-rendimento, sobretudo na segunda parte. Admito que estivessem a poupar-se para o próximo desafio do campeonato, a decorrer este sábado em Barcelos. Mas os cerca de dois mil adeptos que compareceram nas bancadas do estádio 25 de Abril, incentivando sempre a nossa equipa, mereciam maior entrega ao jogo, menos lentidão na condução da bola e um espectáculo de maior qualidade no bom relvado de Penafiel.

 

Não gostei do resultado: este 0-1 é poucochinho. Além do golo, fruto de um bom trabalho de Tabata que Tiago Tomás soube aproveitar, tivemos só duas outras oportunidades flagrantes. A primeira aos 8', quando Coates cabeceou ao poste: esteve a centímetros de marcar o seu quinto desta época. A segunda no já mencionado lance que Tiago protagonizou. Soube a pouco.

 

Não gostei nada da actuação do árbitro Cláudio Pereira, recém-promovido à primeira categoria - sem revelar qualidade para o efeito. Começou por amarelar Tabata aos 20', por "simulação" inexistente: o brasileiro é derrubado dentro da área. Depois amarelou Neto, aos 35', num lance em que o central leonino só toca na bola. Aos 74', expulsa Tabata por acumulação de amarelos, forçando o Sporting a jogar com menos um nos 20 minutos finais, numa partida sem vídeo-arbitragem - como é possível isto existir no futebol português quase em 2022? Destes três cartões, apenas o último se justificava - mas nunca para excluir o jogador da partida. Assim, defrontaremos o Gil Vicente com oito baixas. Além de Vinagre e Jovane, lesionados de longa duração, iremos sem Palhinha, Porro, Esgaio, Feddal e provavelmente também sem Paulinho, ainda a recuperar do coronavírus. E de certeza sem Tabata, cumprindo castigo injusto por culpa deste apitador incompetente. Apesar disso - ou por causa disso - não me admirava que lhe impusessem a curto prazo as insígnias FIFA. Há razões que a razão desportiva desconhece.

Pódio: Tiago Tomás, Vinagre, Feddal

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Belenenses-Sporting, para a Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Tiago Tomás: 18

Vinagre: 17

Feddal: 16

Daniel Bragança: 16

Nuno Santos: 15

Ugarte: 15

Gonçalo Inácio: 15

Esgaio: 15

Gonçalo Esteves: 14

Pedro Gonçalves: 14

João Virgínia: 14

Jovane: 14

Matheus Nunes: 13

Matheus Reis: 7

João Goulart: 2

Porro: 2

 

Os três jornais elegeram Tiago Tomás como melhor jogador em campo.

Balanço (22)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre TIAGO TOMÁS:

 

Luís Lisboa: «Mau jogo de cabeça à parte, continua a surpreender. Não se dá muito por ele, mas naquela posição de interior direito luta, assiste e marca.» (25 de Setembro)

- José Cruz: «Vencemos também com um golo de Tiago Tomás numa bela jogada de Vietto.» (25 de Setembro)

- José Navarro de Andrade: «Aos 18 anos de Tiago Tomás não se lhes pode pedir mais do que dá, que ainda é pouco para este nível de competição.» (1 de Outubro)

- Leonardo Ralha: «Celebrei o empate naquele lance oportuno finalizado por Tiago Tomás.» (2 de Outubro)

- Orlando Marinho: «Felizmente apareceu Tiago Tomás para fazer a diferença. É um jogador que sabe fazer de tudo e está sempre pronto a chutar.» (29 de Dezembro)

Eu: «Se há valor seguro, entre os jovens que despontaram para o primeiro plano do futebol profissional neste ano em que as autoridades sanitárias mantiveram os espectadores à distância, é precisamente o jovem Tiago. Promessa já tornada realidade. Irá muito longe? Tudo depende dele, mas não custa vaticinar que sim.» (31 de Dezembro)

Pensar nisto

Pelo menos três jogadores que irão sagrar-se campeões nacionais na temporada 2020/2021 não eram sequer nascidos na última época desportiva em que o Sporting venceu o campeonato. Refiro-me a Nuno Mendes, Tiago Tomás e Dário.

Não é preciso mais para percebermos a dimensão desta conquista. Mérito absoluto de um trio composto por Frederico Varandas, Hugo Viana e Rúben Amorim.

É presente, sim, mas já com um toque de futuro. Porque pertence ao património histórico do Sporting. E ninguém vai conseguir apagá-lo.

Há que pensar nisto. Para que tudo quanto foi alcançado com tanto esforço não tenha sido em vão.

O dia seguinte

Com quatro levezinhos de Palhinha para a frente, a táctica do Sporting só podia ser o "tikitaka", e foi isso que houve na primeira parte do jogo de ontem: grande mobilidade do quarteto no meio-campo adversário, altenando a circulação com o ataque interior à base de tabelinhas, com Porro e Nuno Mendes a dar a necessária largura e Palhinha imperial na recuperação.

O Guimarães, também uma equipa levezinha que joga e deixa jogar, foi vendo os minutos passar sempre à beira de sofrer golo, até que quase do nada teve duas bolas na trave. O Sporting continuou como se nada fosse e finalmente conseguiu marcar num lance de bola parada de "laboratório".

Chegámos ao intervalo em vantagem no marcador, com 70% de posse, uma bola na trave, um golo bem anulado a culminar uma grande jogada colectiva e mais duas ou três oportunidades. Grande primeira parte de Pedro Gonçalves e Tiago Tomás.

Na segunda parte o Sporting controlou o jogo, baixou de velocidade, tentou não cometer erros e não incorrer em riscos desnecessários, esteve sempre mais perto de marcar do que de sofrer até porque não consentiu qualquer oportundidade ao Guimarães, deixou os minutos passar, refrescando a equipa no final e anda dando uns minutos ao rapazinho de 16 anos que tinha acabado de assinar contrato de profissional. 

Claro que muitos sócios e adeptos torceram mais uma vez o nariz: é como começar com champagne da viúva e depois passar para um espumante Aliança, mas... podia ser diferente? Se calhar podia, mas se é esta a formula que comprovadamente dá resultados, com estes jogadores que não são os do Bayern ou os do Barcelona, para quê alterar?

E lá vieram mais três pontos. Ainda faltam uns quantos... vamos com calma.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Pódio: Tiago Tomás, Coates, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Tondela-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Tiago Tomás: 18

Coates: 16

Palhinha: 16

Daniel Bragança: 15

Porro: 15

Pedro Gonçalves: 15

Adán: 15

Tabata: 14

Gonçalo Inácio: 14

Nuno Mendes: 14

Matheus Reis: 13

Feddal: 13

João Mário: 13

Nuno Santos: 12

Jovane: 11

Matheus Nunes: 6

 

Os três jornais elegeram Tiago Tomás como melhor jogador em campo.

Não é só dentro de campo

Não é só dentro do campo que os miúdos (há aqui no blog gente da estatística que num instantinho fazia a média de idades dos que estiveram ontem em campo em Tondela) dão cartas.

A começar pelo treinador, ele próprio um miúdo, que dá lições na arte de bem comunicar (e de mexer na equipa) e a acabar noutro miúdo, o Neto, que celebra no banco como se fosse ele a marcar o golo que dá a vitória, obtido por um miúdo junior a quem pedem que faça de Paulinho, de Luis Phelipe ou de Ronaldo... e o prazer que é escutá-lo na entrevista rápida, sem caganças, humilde mas assertivo, com a lição bem estudada. Quase tão adulto como o Neto, o miúdo que é o "avô" daquela maltinha.

A passos de formiguinha, nem sempre pelo caminho certo mas nunca perdendo o rumo, os putos lá vão demonstrando que merecem fazer parte do grupo dos grandes. E quando a coisa está preta, o timoneiro faz os cálculos e traça o melhor rumo. Tratando todos como obreiras, cada um com a sua tarefa em prol de um objectivo comum, servir a equipa, o colectivo, o clube; Sem vedetismos, pés bem assentes na relva e uns cortes pelo ar quando é preciso.

Às vezes não jogando bem, como ontem, como no jogo anterior, mas meus amigos, no final do dia o que conta são os três pontos no bornal. No início da próxima época, em Julho praí, ninguém se lembra se jogávamos bem ou mal, se ganhámos por um ou por mil (bom, se ganhássemos por mil nunca o esqueceríamos), o que fica para a história são os pontos alcançados e o lugar obtido.

Quantas vezes não dissemos que os campeonatos se ganham não perdendo pontos com as equipas tidas por mais fracas? E com maior ou menor nota artística, o que importa é que o objectivo tem sido atingido. Com pontos é que se ganham campeonatos, não com vitórias morais.

Como diria a tia-avó da minha mulher, referindo-se ao filho, um Leão dos quatro costados e meu grande amigo, que evoluia majestoso no empedrado lá da terra pela Associação Desportiva da Madalena, há quase cinquenta anos, "o mê Chico é ca cabeça e tudo!"

O espírito tem que ser esse. 

Ladeira acima

Ó rapazes, então não vos vos disse que isto agora ia ser sempre a subir? Doravante os fracos vão deitar às malvas qualquer veleidade futebolística para não se atolarem na tabela e os fortes vão-nos enfrentar de orgulho ferido por um bando de rapazolas mais um par de jarretas lhes terem feito tamanha desfeita de se porem à frente deles. Ambos recorrerão, por um lado, ao método paleolítico do homem-a-homem com cotoveladas, pisadelas e sarrafadas e, por outro, ao de se espojarem agarrados à cara mal percam a bola ou falhem a marcação. Os jogos do Sporting estão a ficar aborrecidos, enervantes e arrítmicos e lá está o patego do apito para garantir que isto seja assim. Também terão visto logo ao início aquele Khacef a fazer-se ao pé de Porro, este a sorrir-lhe e com um gesto de mão a dizer "vem cá, vem" e o longo assédio que se seguiu - como é diferente o futebol em Portugal...

Eu também sou exímio em "sofástica", neologismo inventado agora mesmo para designar os peritos que se aliviam de sofismas desde o sofá, e também sei sempre o que fazer desde que não me obriguem a responsabilizar-me pelo que digo. Por isso acho que Rúben Amorim aceitou telepaticamente o meu conselho de trocar o Nuno Santos pelo Bragança o que, tal como previ, mudou logo a fluência do jogo. Depois, foi esperar que TT amadurecesse meia-época no hiato de um jogo para começar como junior em remates à baliza e acabar como avançado veterano. A continuar assim o rapaz retira-as aos 37 anos no final da temporada.

Calma rapazes, é respirar fundo, contar até 3 e seguir em frente.

O dia seguinte

Sabia que não ia ser fácil e não foi nada fácil. Este Tondela "ibérico" foi crescendo durante a temporada e ontem foi muito competente. Mais uma vez Rúben Amorim precisou de recorrer ao plano C (de Caos, de C... vamos a eles) para conseguirmos sair com os 3 preciosos pontos.

Foi um jogo de sentido único, com o Sporting a querer construir com critério, circulando bem a bola e falhando muito poucos passes, e o Tondela num pressing intenso a todo o campo que originava situações de contra-ataque perigosas. Neste tipo de jogos muita falta faz o tal ponta de lança alto e forte: Tiago Tomás muito lutava mas quando a bola lhe chegou pelo ar redondinha e pronta a facturar, mostrou mais uma vez que não é ele o tal.

Os minutos foram passando, o Tondela foi cedendo fisicamente, e Rúben mexeu muito bem na equipa, dando-lhe uma energia nova que ajudou a que novos espaços fossem encontrados. Dum aproveitamento de Pedro Gonçalves veio então o golo do Tiago, que se redimiu assim do falhanço anterior.

 

Melhores do lado do Sporting? Claro que o TT pelo que lutou e pelo golo que marcou, Palhinha e Nuno Mendes. 

Mais uma vez, duma forma competente e eficaz, o Sporting atingiu o seu objectivo, sem penáltis oferecidos por seus ex-jogadores, sem favores arbitrais, antes pelo contrário, com uma equipa assente na prata da casa e que custa metade das dos dois rivais.

Este treinador e esta equipa merecem todo o nosso apoio. Não vale a pena colocarmos exigências descabidas senão parecemos aquele pobre habituado a sardinha de lata a quem saiu a lotaria e que depois, no melhor restaurante, protesta sobre a frescura do "robalo ao sal". Mas se calhar é apenas este nervoso miudinho que se está a apoderar de nós, o desgaste de toda a temporada a fazer-se sentir, o estamos perto mas nunca mais lá chegamos. A "última milha".

Temos que pensar como o Carlos Lopes: demos o esticão, ganhámos vantagem, vamos em primeiro, mantemos a passada, tranquilos e serenos. Os outros que corram atrás se quiserem e puderem.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

2020 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: TIAGO TOMÁS

Tem apenas 18 anos mas joga como gente grande. E é hoje o segundo melhor artilheiro da nossa equipa principal. Já marcou em desafios de três competições diferentes: Liga Europa (Aberdeen e Lask Linz), campeonato nacional (Gil Vicente e B SAD) e Taça de Portugal (Paços de Ferreira). Cumprindo sempre a principal missão que lhe é confiada pelo técnico: visar sem temor a baliza adversária.

É algo que Tiago Barreiros de Melo Tomás - nascido em Cascais sob o signo Gémeos em Junho de 2002 - assegura sem angústias existenciais. Vendo as redes mais como aliadas do que adversárias. Já era assim nos escalões juniores, quando começou a distinguir-se entre os talentos forjados na Academia de Alcochete. Marcou sete golos pelos sub-15, 28 pelos sub-17 e 13 pelos sub-19. Agitou a chamada Liga Revelação, no melhor dos sentidos. Havia forçosamente de dar nas vistas.

Também teve sorte ao encontrar Rúben Amorim, treinador sem medo de trabalhar com jogadores jovens e dar-lhes a projecção que merecem. Daí à estreia de Tiago Tomás na equipa principal foi um curto passo: aconteceu em dia de aniversário do Sporting, a 1 de Julho. Uma data de bom augúrio.

Entrou com o pé direito, na vitória leonina contra o Gil Vicente, num estádio José Alvalade então já sem público devido à pandemia. A estreia a marcar ocorreu também em casa, na qualificação para a Liga Europa, a 24 de Setembro. E foi de tal maneira bem-sucedida que lhe valeu menção quase unânime na imprensa desportiva, como melhor em campo. Poucos podem gabar-se do mesmo.

Se há valor seguro, entre os jovens que despontaram para o primeiro plano do futebol profissional neste ano em que as autoridades sanitárias mantiveram os espectadores à distância, é precisamente o jovem Tiago. Promessa já tornada realidade. Irá muito longe? Tudo depende dele, mas não custa vaticinar que sim.

 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane

Promessa do ano em 2019: Rafael Camacho

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