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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Falhas de sistema defensivo e faltas de sistema atacante

Marítimo 1 - Sporting 1

Liga NOS - 1.ª Jornada

11 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Corria o jogo para um desfecho de 1X2, mas com maior tendência para 1X do que para X2, quando executou a primeira e única defesa digna desse nome, desviando para canto um remate forte e colocado vindo da direita. À parte isso, e alguns raros disparos de muito longe que encaixou sem dificuldade, nada pôde fazer no lance que deu golo ao Marítimo e nos lances que poderiam muito bem ter garantido mais uma derrota em vez de mais um empate caso os adversários estivessem num dia melhor.

 

Thierry Correia (1,5)

Elevado a símbolo da aposta de Marcel Keizer na Academia de Alcochete devido às lesões de Rosier e de Ristovski (e a tudo aquilo que as quatro sílabas do nome de Bruno Gaspar contêm), o jovem lateral-direito teve uma triste tarde na ilha da Madeira. Começou por deixar um adversário escapar em velocidade, sendo incapaz de o impedir de fazer a assistência para o golo madrugador do Marítimo, e embalou para uma exibição pautada por maus momentos no ataque (na segunda parte fez um cruzamento que parecia ser para programa de apanhados) e na defesa. Como quando se deixou antecipar e testemunhou placidamente o cabeceamento de Correa ao poste da baliza do Sporting.

 

Coates (3,0)

Merece nota positiva pelo golo de cabeça que permitiu o mísero ponto que tanto jeito poderá vir a dar – ainda que talvez só para o apuramento para as competições europeias –, pela quantidade de duelos aéreos ganhos e ainda por um facto capaz de estarrecer os adeptos: naquele seu jeito pesado-desengonçado ainda foi o jogador leonino mais capaz de driblar adversários. Pena é que nos últimos minutos se tenha juntado aos colegas na repetição sistemática de disparates que estiveram quase a dar a vitória ao Marítimo, vendo-se livre desse infortúnio quando Marcel Keizer lhe deu indicação para subir no terreno e brincar aos pontas de lança. Nada a que não se tenha habituado nos períodos finais do jorgejesuísmo e do peseirismo...

 

Mathieu (2,0)

Tal como Thierry repetiu o erro que já tinha custado a desvantagem inicial do Sporting, também o francês resolveu perder uma bola na grande área, valendo-lhe a sorte de o Marítimo não contar com Pizzi e Rafa no quadro. No resto do jogo deixou claro que é um defesa em que a classe e a forma parecem andar inversamente proporcionais.

 

Borja (1,5)

Uma boa combinação com Acuña não camufla a inépcia do colombiano, ao ponto de a mera ideia de o ter como titular indiscutível caso o argentino rume a outras paragens aconselhar a inscrição preventiva de Jefferson. Ficou gravada na retina a paragem cognitiva que o levou a não reparar na presença da bola no seu limitado raio de acção, permitindo o cruzamento que esteve a centímetros de resultar no 2-1.

 

Eduardo (2,5)

Amarelado muito cedo, segundos após uma jogada em que o inevitável Tiago Martins escolheu não ver a falta que travou a sua progressão com bola no meio-campo adversário, o brasileiro tentou servir de pêndulo a uma equipa que teve alguns minutos de bom futebol por entre mais um jogo mal orquestrado. Faltou-lhe a confiança para rematar quando estava em boa posição, mas há que dizer que a equipa esteve longe de melhorar aquando da sua saída.

 

Wendel (2,5)

Rendilhou boas jogadas com Bruno Fernandes no miolo e teve algumas ocasiões para marcar em remates de longa distância que lhe saíram sempre mais dignos de jogo de râguebi. As mexidas que o treinador fez no final vieram lembrar que nenhuma seguradora aceitará uma apólice que tenha como pressuposto a sua presença como médio mais recuado.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Talvez tenha pensado, num ou noutro momento de mais um triste jogo, que até o Championship poderia aparentar uma hipótese de progressão na carreira. Certo é que fez a assistência com conta, peso e medida para o golo de Coates, após uma pontapé de canto nascido de um daqueles seus míticos remates de muito longe e com muita força. Rendeu menos ao ser desviado para as faixas e a coabitação com Vietto nos minutos finais pareceu muito pouco trabalhada, para não dizer pior.

 

Raphinha (2,0)

Teve nos pés a hipótese de oferecer uma vitória contra a corrente do jogo em três ocasiões. Logo na primeira parte ficou na posse da bola desviada por um defesa após um cruzamento rasteiro que foi o melhor contributo de Thierry Correia, mas com tempo e espaço para fazer melhor rematou ao lado do poste. Na segunda parte foi isolado por Acuña e voltou a falhar a baliza, o que talvez o tenha levado a calibrar a chuteira bem ao ponto de fazer cair os ombros a milhões de sportinguistas com o jeito com que fez a bola embater duas vezes consecutivas no mesmo poste. Não é com esta taxa de aproveitamento que o extremo brasileiro dará algum dia o salto para o estrelato que aparenta estar-lhe destinado.

 

Acuña (2,5)

Continua em baixo de forma e sem ritmo, ainda que isso represente mais do que alguns dos seus colegas de balneário podem algum dia almejar. Infeliz nos remates, tanto nos rasteiros como nos mais elevados, fez um excelente cruzamento a que Luiz Phellype não conseguiu chegar a tempo na primeira parte e serviu Raphinha para um enorme desperdício na segunda. O que nunca lhe falta é a vontade de fazer melhor que, num mundo perfeito, continuaria a demonstrar de verde e branco vestido durante muitos e bons anos.

 

Luiz Phellype (2,0)

Escolhido para titular por razões tristemente óbvias, o quinto brasileiro da equipa titular (sem que por isso o Sporting possa ser acusado de ter sido uma escola de samba) demonstrou ser um homem da luta. Pena é que lhe tenha faltado o “killer instinct” que se traduz em golos, chegando invariavelmente atrasado às solicitações dos colegas. Pior ainda foi o seu controlo de bola na jogada em que, na sequência de um canto, a bola ficou à sua mercê em posição frontal. Abandonou o campo tarde, mas sem que disso adviesse qualquer melhora.

 

Bas Dost (1,0)

Outro galo cantaria se tivesse metade da destreza no lance de contra-ataque que matou ao atrapalhar-se com a bola do que demonstrou ao pedir pénalti após a bola embater no peito de um defesa do Marítimo. O ponta de lança holandês teve cerca de 20 minutos em campo que foram mais do que suficientes para recordar aos sportinguistas a sua má condição física e, sobretudo, anímica.

 

Vietto (1,5)

Entrou e tentou fazer alguma coisa. Não foi bem-sucedido nesse intento. Talvez mereça mais minutos e, perante o mau momento das duas opções para ponta de lança fixo, fica uma dica para Marcel Keizer: que tal resolver o problema da compatibilidade do argentino com Bruno Fernandes apostando no abatedor de valor a pagar por Gelson Martins para o papel de falso camisola 9? Como no caso do deputado brasileiro Tiririca, pior dificilmente fica...

 

Diaby (1,0)

Deixou crescer a barba, o que talvez lhe poupe chatices quando se cruza com adeptos no dia-a-dia. Na condição de bola continua, no entanto, igual a si próprio, tornando risível a ideia de que pudesse ser o salvador da pátria leonina. Mas há que referir que não foi por culpa dele que Gonzalo Plata ficou em Lisboa.

 

Marcel Keizer (1,5)

O momento em que o Sporting voltará a vencer um jogo começa a parecer uma lenda comparável ao momento em que alguém voltará a empunhar a espada Excalibur. Apesar da calma demonstrada pelo holandês, desta vez em claro contraste com o triste espectáculo das caretas feitas pelo presidente do clube, a equipa joga pouco, tem processos defensivos suicidas e as soluções fora da caixa tendem a ficar fora da convocatória quando não estão fora de Alvalade. Particularmente penoso foi assistir à forma como mexeu na equipa quando deixou de acreditar que a vitória chegaria de mansinho e as instruções a Coates para servir de ponta de lança tresandam a desespero. Estando os sportinguistas preparados para mais uma época ainda menos feliz do que três tigres, ao ponto de começarem a apontar para o tricampeonato de Inverno mais conhecido por Taça da Liga, Keizer precisará de tirar vários coelhos da cartola (ou de uma sorte sobrenatural) para obter a vitória no próximo domingo, em Alvalade, frente ao Sporting de Braga, que lhe permita permanecer despreocupado e com vínculo laboral.

Armas e viscondes assinalados: Descalabro para mais tarde recordar

Benfica 5 - Sporting 0

Supertaça

4 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,0)

Consolidou o seu lugar na história do Sporting, já garantido com as duas taças conquistadas no desempate por grandes penalidades, mas desta vez pelos piores motivos: tornou-se o primeiro guarda-redes leonino a sofrer um 5-0 (Lemajic chegaria mais tarde à meia-dúzia, naquele funesto 3-6) frente ao Benfica desde... Vítor Damas, num pesadelo a contar para a Taça de Portugal na época que antecedeu o memorável 7-1. Dos cinco golos que sofreu tem sobretudo responsabilidades no terceiro, pois a magnífica execução de Grimaldo não bastaria caso não tivesse decidido posicionar-se tão distante do poste para onde tentou estirar-se, enquanto nos restantes limitou-se a não fazer milagres. Ainda assim, perante o erro de sistema que assolou tantos dos seus colegas, evitou um resultado ainda mais catastrófico com um punhado de  boas defesas, especializando-se em tirar o pão da boca de Seferovic.

 

Thierry Correia (3,0)

Teve uma primeira parte agridoce, pois múltiplas intervenções positivas, tanto a defender, nomeadamente o corte “in extremis” ao remate do isolado Seferovic, como a criar jogo (apesar da difícil coabitação com Raphinha na direita), não apagam a gravosa consequência do seu calcanhar de Aquiles: a tendência para deixar que apareçam adversários nas suas costas à hora e no local mais inconveniente, como voltou a acontecer no golo inaugural de Rafa. Na segunda parte manteve a chama o mais que pôde, ainda que pudesse fazer melhor no lance que resultou no 4-0. Único representante da Academia de Alcochete nas escolhas do treinador que supostamente iria retirar proveito da formação leonina – e apenas porque a presente gerência contratou um lateral-direito lesionado, tem outro lateral-direito lesionado e um terceiro lateral-direito ainda a recuperar da CAN (aquele que, ao contrário de Gelson Dala, teve direito a número de camisola na apresentação da equipa) –, chorou copiosamente no final do jogo. As lágrimas de quem sentiu a humilhação, enquanto o treinador optava pela táctica do escapismo mental como se fosse o Houdini neerlandês e o presidente do clube fazia as declarações mais desprovidas de noção desde a reacção de Bruno de Carvalho ao “ataque terrorista” à Academia de Alcochete, são para mais tarde recordar, de preferência após serem aprendidas todas as lições daquilo que aconteceu no Estádio do Algarve.

 

Neto (1,5)

Surpresa no onze titular, com o regresso ainda mais surpreendente de Keizer à experiência dos três centrais, distinguiu-se no início do jogo pelo poder de choque e pela facilidade com que lançou jogadas de ataque, tendo sempre a mira no espaço de progressão de Raphinha. Espelho perfeito da sua equipa, iniciou a descida aos infernos perto do intervalo, naquele lance em que deixou Thierry a cobrir dois adversários, o que facilitou a tarefa de Rafa. Dono e senhor do eixo da defesa, ao ponto de o provável futuro capitão de equipa ser encaminhado para o banco de suplentes quando o treinador do Sporting desfez o triunvirato de centrais, foi mais um a ver passar papoilas saltitantes a caminho da baliza defendida por Renan.

 

Coates (1,5)

Descarregou no banco de suplentes a compreensível frustração por sair do relvado em troca com Diaby, mas a triste verdade é que o provável futuro capitão de equipa nunca se encontrou no esquema dos três centrais e a forma como tendeu a ficar ligeiramente mais recuado do que Neto e Mathieu auxiliou diversas vezes o ataque benfiquista. Da primeira parte deixou como cartão de visitas um excelente passe longo para Bas Dost, que logo serviu Bruno Fernandes para um grande remate, mas depois do intervalo ficou marcado pelo disparate a meias com Mathieu que deu origem ao 2-0.

 

Mathieu (1,5)

Um excelente passe a desmarcar Bruno Fernandes na ala esquerda poderia ter servido de arranque para uma terceira taça consecutiva, mas logo no início do jogo ficou claro que não era noite para tão coisa. Raras vezes bem coordenado com Acuña e com os outros dois centrais, o francês manteve a classe até ao lance aziago em que, desentendendo-se com Coates e com as leis da lógica, perdeu a bola no interior da grande área e ofereceu o 2-0 ao Benfica. Incapaz de trazer tranquilidade a uma equipa cada vez mais fragmentada terá decerto questionado a decisão de adiar a reforma por mais um ano.

 

Acuña (2,0)

Nem a ele saíram assim tão bem os cruzamentos, à excepção de uma magnífica desmarcação que teria mitigado a goleada se Raphinha não tivesse decidido acumular um número de más decisões só comparável ao saudoso passatempo “quantas pessoas cabem num Mini”, embora tenha servido Bruno Fernandes para o que, noutra noite qualquer, poderia ser um bom golo ou uma excelente assistência para Bas Dost empurrar para as redes. Ausente durante a maior parte da desastrosa pré-temporada do Sporting, provavelmente ainda muito aquém da melhor forma física, nunca deixou esgotar a vontade de vencer que o manteve a empurrar a equipa para a frente quando o marcador já estava mesmo muito pesado, mas Diaby encarregou-se de dar maus seguimentos com aquela coerência que caracteriza o maliano.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Viu-se muitas vezes rodeado de adversários no início das jogadas leoninas e saiu-se quase sempre bem, servindo-se da velocidade e capacidade de choque para fazer avançar a bola. E sendo verdade que muito ainda tem a aprimorar no passe e na posse, dir-se-ia que é um dos talentos com maior margem de progressão no plantel. Resta saber se poderá melhorar assim tanto com Keizer e se conseguirá aprender a dosear o ímpeto que o levou a ser o único contemplado com um duplo amarelo entre a legião de advertidos pelo árbitro Nuno Almeida.

 

Wendel (1,0)

Prisioneiro do meio-campo do adversário, raras vezes encontrou sentido para a sua presença naquele relvado. Numa época que terá de ser forçosamente de afirmação, sobretudo se ocorrer a tão adiada quanto aparentemente inevitável transferência de Bruno Fernandes, o jovem e talentoso brasileiro será um dos sportinguistas que mais beneficiará da penosa experiência de ver (e rever) os vídeos deste descalabro.

 

Bruno Fernandes (2,0)

Também chorou no final do jogo, ainda que as suas lágrimas se possam distinguir das vertidas por Thierry sem recurso a análises laboratoriais. O ainda capitão do Sporting poderá ter feito o último jogo de verde e branco, deixando como última memória, aos adeptos e a si próprio, um resultado histórico no pior sentido da palavra. E esteve nas suas mãos, melhor dizendo nos seus pés, a hipótese de fazer uma noite muito diferente. Logo no início, com Bas Dost completamente isolado à entrada da área, fez um cruzamento terrível (que, mesmo assim, Ferro ainda fez questão de encaminhar para a baliza, valendo os reflexos de Vlachodimos), repetindo a asneira bem mais tarde, ao preferir ganhar o duelo com o guarda-redes grego em vez de servir o holandês, tão bem posicionado que só teria de empurrar para o fundo das redes. Terá sentido saudades de Svilar noutro lance, quando um “daqueles” remates de longa distância foi desviado para canto com uma excelente defesa, mas a propensão para rematar à primeira oportunidade, chegando a tentar fazê-lo da linha de meio-campo, num lance em que o árbitro até já tinha assinalado falta contra o Sporting, foi sintoma de duas maleitas assaz preocupantes: a absoluta falta de soluções da equipa e a vontade de tirar um coelho da cartola que desbloqueasse a transferência que parecia certa antes do 5-0 e provavelmente continuará certa, para mal de uma equipa que se tornou demasiado dependente de um enorme futebolista que, também ele, teve uma noite de profunda desvalorização.

 

Raphinha (1,5)

Vítima do seu próprio talento, apaixonado pelos seus dribles, esteve muito em jogo mas decidiu quase sempre muito mal. O exemplo acabado disso ocorreu no final do jogo, ao receber a bola cruzada por Acuña no coração da grande área benfiquista. Em vez de arriscar o remate em esforço procurou controlar a bola, perdendo ângulo, e acabou por encaminhá-la para as mãos de Vlachodimos quando tinha dois colegas na grande área. Também se distinguiu pela falta de ligação com Thierry, optando por ignorar o jovem lateral nos lances de ataque, e pelos remates descabelados. Precisa de, em bom português, acordar para a vida.

 

Bas Dost (2,0)

Pois que é lento, pois que aparenta ser um corpo estranho quando a equipa não se dedica a jogar para a sua cabeça, mas a verdade é que esteve em posição de marcar em dois lances em que Bruno Fernandes errou no cruzamento ou preferiu desfeitear a grande baleia branca greco-germânica que tinha pela frente. Também combinou bem com o capitão e outros colegas, servindo Bruno Fernandes para o remate que permitiu a defesa da tarde a Vlachodimos. Na segunda parte começou realmente a desaparecer do relvado até à inevitável substituição.

 

Luiz Phellype (1,0)

Entrou em campo em vez daquele cavalheiro argentino avaliado em 7,5 milhões de euros por metade do organismo que Jorge Mendes e o Atlético de Madrid incluíram na negociata de Gelson Martins. Nada fez e ainda teve umas boas dezenas de minutos.

 

Diaby (1,0)

O velocista maliano que Sousa Cintra legou ao Sporting em troca do dobro do dinheiro obtido com a venda de Demiral recebeu vários passes de Acuña, chegou primeiro do que o adversário e... nada conseguiu. A culpa é, sobretudo, de quem o mantém num plantel sem espaço para Gelson Dala e Matheus Pereira. E que vai travando a progressão de Gonzalo Plata.

 

Borja (1,5)

Acostumado a ser um dos piores em campo, teve a felicidade de entrar tarde, só para evitar que Acuña recebesse um segundo amarelo.

 

Marcel Keizer (0,5)

Tentou surpreender Bruno Lage com a táctica dos três centrais, e talvez até o conseguisse caso o capitão prestes a zarpar tivesse as chuteiras mais calibradas. Resultou, mais ou menos, até perto do intervalo, mas o golo de Rafa foi o prenúncio de uma segunda parte de profundo pesadelo a que nunca soube reagir, tal como foi ainda mais incapaz de evitar. Nada conseguiu melhorar com as substituições, às quais não poderia faltar o seu “fétiche” Diaby, e ainda pior sucedeu depois do apito final. Passou a imagem, seguindo o exemplo do homem responsável pela sua contratação, de que perder por 5-0 com o Benfica é “business as usual”, perdendo todo o capital decorrente da conquista de dois troféus na temporada passada. Depois de uma pré-temporada muitíssimo negativa, com uma nova falsa aposta na formação, fica com tolerância abaixo de zero para um início de temporada com visitas ao Marítimo e ao Portimonense, a meio da recepção ao Braga, aquele Sporting que aposta a sério na formação leonina, com Sá Pinto no banco e Ricardo Esgaio, Diogo Viana, João Palhinha e Wilson Eduardo no relvado.

Sinais da convocatória para os Açores

Acaba de ser divulgada a convocatória para o Santa Clara-Sporting deste domingo. Tiago Fernandes escolheu levar os seguintes jogadores:

 

Renan Ribeiro, Salin, Luís Maximiano

 

Bruno Gaspar, Thierry Correia, Coates, Mathieu, André Pinto, Acuña, Lumor

 

Gudelj, Battaglia, Bruno Fernandes, Miguel Luís

 

Bas Dost, Montero, Castaignos, Nani, Diaby, Jovane Cabral

 

Começo por assinalar o número reduzido de 6/8, que permite acreditar que o duplo pivot defensivo também assinou a rescisão, embora Acuña possa ser desviado para o meio-campo. A exclusão de Petrovic acaba por ter uma pontinha de injustiça, pois o sérvio foi um dos menos maus (melhores só o também ausente Wendel, suponho que por lesão, e Bas Dost), mas será por um bem maior.

 

Também saliento a inclusão de Lumor, e o afastamento de Jefferson, punido por um jogo abismal. E, sobretudo, a estreia de Thierry Correia, um lateral com imenso potencial, que o treinador interino do Sporting conhece bem, e que me parece uma opção a ter em conta numa das posições (lateral-direito, embora também possa jogar à esquerda) em que o plantel não tem indiscutíveis.

 

A maior curiosidade é, apesar disso, a oportunidade dada a Castaignos. Veremos se apenas para acumular milhas...

O que fazer com estes três?

Nos últimos anos, a política desportiva do Sporting em matéria de formação andou aos tropeções. De tal maneira que perdemos influência e peso nas selecções jovens. Não por acaso, o Sporting B foi desvalorizado - ao ponto de descer de divisão. E os miúdos formados na Academia foram perdendo as expectativas de singrarem em escalões superiores, esbarrando com mil obstáculos levantados por gente mais propícia a acolher de braços abertos o primeiro sérvio que desembarcasse em Lisboa.

Mesmo assim, tivemos três jogadores na selecção que acaba de vencer o Campeonato Europeu de sub-19: Thierry CorreiaMiguel Luís e Elves Baldé.

É o momento de perguntar aos responsáveis desportivos do Sporting - e a todos os candidatos à eleição de 8 de Setembro - o que pretendem fazer com a formação em geral e estes jovens jogadores em particular. Para que não se percam, como tantos outros, de empréstimo em empréstimo e de tropeção em tropeção.

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