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És a nossa Fé!

Os melhores comentadores

Escuto a todo o momento vozes críticas de adeptos do Sporting contestando tudo e todos. No jornalismo desportivo e na tribo dos comentadores, designadamente.

Hoje apetece-me virar isto ao contrário e por uma vez abrir aqui um espaço de elogio a quem faz comentários - nos jornais, na rádio e na televisão - reflectindo sobre o futebol em geral e o Sporting em particular.

É um repto que lanço aos leitores e também aos meus silenciosos colegas de blogue: que comentadores mais gostam de ler ou de escutar no espaço mediático português?

Eu tenho as minhas preferências mas não vou dizê-las já para não condicionar o debate. Inaugurado a partir de agora.

Pobre Sporting

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Num destes últimos serões televisivos, que se estendem durante horas a falar de tricas ligadas à bola, acamparam no estúdio três sócios do Sporting em jeito de conversa de café. Unia-os a vontade indómita de desancar no presidente, ainda Frederico Varandas não completara um ano de exercício das actuais funções.

Estes sportinguistas que começam cada frase com o pronome "eu" acabam por levar a água ao moinho dos nossos rivais. Enquanto eles gastam horas a disparar para dentro do clube, nem benfiquistas nem portistas precisam de desperdiçar munições: há sempre no Sporting quem se encarregue disso.

 

Mas afinal o que disseram tais sumidades?

«O Sporting tem dirigentes fracos, mal preparados. O Sporting precisa urgentemente de pessoas que conheçam o clube», esganiçava-se um.

«O Varandas falhou rotundamente», bradava o segundo.

«Ele não tem capacidade para liderar o Sporting», jurava o terceiro.

«Falta competência. Comigo isto não acontecia, garanto», insistia o primeiro, ainda mais empolgado do que os comparsas.

 

Entusiasmados com a própria oratória, iam engrossando o tom das críticas.

«Não me acredito que o presidente conheça os jogadores», escandalizava-se um destes cromos, enquanto clamava: «O que fizeram ao Thierry Henry? Era das escolas e venderam-no!» E foi insistindo: «Vendemos um jogador, o Thierry Henry...» Revelando ser ele próprio, afinal, quem parece conhecer pouco ou nada os profissionais do Sporting.

Um dos outros, para zurzir em Varandas, disparava: «Este mandato já teve quatro presidentes em menos dum ano!»

Enquanto o restante membro deste Trio Maravilha, confundido e baralhado, se saiu com esta: «O jogador que foi para o Olympiacos, o Bruno Pereira...»

 

Enfim, dá para avaliar o nível da coisa.

Mas o mais confrangedor foi verificar como assassinavam a língua portuguesa. Em particular a conjugação do malogrado verbo haver.

Retive estas pérolas:

«Nas assembleias gerais não houveram respeito pelos sócios...»

«Houveram pessoas que estavam noutras candidaturas que chamaram a atenção para os problemas que se estão a passar agora.»

«Para o ano, não vão haver activos no Sporting.»

 

Mudei de canal e pus-me a reflectir: esta gente não se enxerga.

Fazem figuras tristíssimas nas televisões, dando uma péssima imagem do nosso clube, e ainda alimentam a sôfrega ambição de sucederem a Varandas. Sem perceberem que, por contraste, o transformam quase num estadista.

Pobre Sporting: andas mesmo mal quando adeptos como estes se atrevem a falar por ti.

Mais uns tiros de pólvora seca

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Bruno de Carvalho disparou de novo em todas as direcções. Exigiu aos sportinguistas que deixassem de comprar todos os jornais desportivos (excepto o do Sporting) e deixassem de ver todos os canais de TV (excepto a Sporting TV).
É uma tontice.

Por vários motivos.


Em primeiro lugar, porque isso não irá acontecer. Trata-se portanto de um combate inútil, destinado apenas a consumir energias tão necessárias noutras frentes.
Em segundo lugar, porque o presidente do Sporting comporta-se como se fosse dono das consciências e do livre arbítrio dos sócios de um clube que sempre foi livre.
Em terceiro lugar, porque congrega todos os profissionais da comunicação social contra ele. Quando precisar de dar uma entrevista, ele que tanto gosta de aparecer, vai dá-la a quem? Já se esqueceu do modo como passou de figura anónima a celebridade num par de anos graças precisamente aos jornalistas que ele agora tanto abomina?
Finalmente, porque ao dizer o que disse hostiliza a NOS, que é parceira estratégica do Sporting. Como é que este nosso generoso patrocinador reagirá aos apelos para deixarmos de ver os canais de televisão desta operadora?


Apetece perguntar: será que Bruno de Carvalho vai rasgar o contrato que valeu 515 milhões de euros ao clube e retirar o logótipo da NOS das camisolas dos jogadores ou afinal limitou-se a disparar mais uns tiros de pólvora seca?

Uma noite com muita azia

 

Jorge Baptista, SIC Notícias: «Não há grandes motivos para grandes celebrações do Sporting.»

 

Diamantino Miranda, TVI 24: «O Sporting foi feliz durante os 90 minutos.»

 

Manuel Queiroz, Antena 1: «O Sporting não foi a melhor equipa em campo. (...) Ainda se vai discutir muito o golo do empate.»

 

Ribeiro Cristóvão, SIC Notícias: «A haver um vencedor, o Vitória de Setúbal era o mais justo vencedor.»

 

Os zaragateiros

Já vai sendo tempo de alguém o dizer. Seja com Rui Vitória, Conceição ou JJ, começa a ser demasiado grave o que repórteres, pivots e comentadores fazem pelas audiências. Ignorando jogo, as opções estratégicas ou táticas, a escolha de jogadores, fazem uma pergunta geral inicial sobre o jogo, para logo depressa passarem a escarafunchar a ferida que estiver mais aberta – a substituição do Soares, a ida para os balneários, o diabo a 7 – fingindo-se de sonsos e anjinhos, jornalistas impolutos que procuram a verdade, quando o que querem é molho.
A verdade é que procuram picar e espicaçar os intervenientes no jogo, para logo de seguida moralizarem. Provocam, provocam, provocam, perguntando o que o outro perguntou há dois minutos, insistem, teimam em temas que sabem ser polémicos e de resposta tensa, à espera que Vitória, JJ ou Conceição se passem dos carretos, para depois dizerem “Ontem Vitória, JJ ou Conceição, reagiu assim quando lhe perguntaram não sei o quê”.
O que a abundância de televisões em diretos manhosos de pré-match, pós-match e comentário de bola estão a fazer é indigno da profissão de jornalista.
Ainda por cima muito criticam, em textos de opinião e outras intervenções, o “Guerra”, ou o “Serrão” (e demais comentadores que só lá estão uma vez por semana), quando são eles quem rega com gasolina todo o ambiente de modo intensivo e sistemático à espera da primeira faísca.  

 

Nada melhor do que cuspir-lhe na cara

Cinco noites consecutivas com o País suspenso: Bruno de Carvalho cuspiu ou não cuspiu? Eis a melhor prova de que não existem verdadeiros problemas neste torrão à beira-mar plantado: no ano em que a douta Academia de Oxford elegeu pós-verdade como palavra do ano, três canais televisivos quiseram transformar o presidente do Sporting em bombo da festa a propósito de um não-facto - numa manobra concertada que teve como maestro o principal impulsionador da campanha de reeleição de Luís Filipe Vieira no SLB.

Um gato mal escondido com um enorme rabo de fora.

Como diria o Sherlock Holmes para o doutor Watson, não há coincidências.

 

Um desses canais, procurando bater a concorrência, simulou uma "experiência" em estúdio com o Paulo Futre a fumar um cigarro electrónico em imitação de Bruno de Carvalho numa aparente tentativa de demonstrar que da boca do presidente saiu água destilada, propileno glicol e glicerina vegetal - substâncias contidas na fugaz onda de vapor que se forma em vez do presumível fumo.

A experiência, obviamente, foi inconclusiva. Nem poderia ser de outra maneira para manter a panela de pressão bem acesa em lume vivo.

 

Por mim, acho tudo isto insuficiente. Da próxima vez sugiro ao Futre que escarre na cara de alguém. Em directo, ao vivo e a cores. Pode ser na mimosa face do tal director da campanha de reeleição de Vieira, que costuma ser seu companheiro de painel. Tudo filmado com várias câmaras, de diversos ângulos e repetido as vezes que forem necessárias. Nada melhor do que uma experiência destas para se dissiparem as derradeiras dúvidas.

Se o tipo aguentar estóico, não lhe rachar a cana do nariz à cabeçada nem se queixar do facto em conferência de imprensa versão pós-verdade, fica cabalmente demonstrado que Bruno de Carvalho fez o que não devia se quer continuar saudável: inalou e exalou.

 

Cuspidela, apenas na imaginação delirante dos peões de brega de Vieira, emprestados à corte de bandarilheiros da famiglia Pinho.

Pensem só qual seria a vossa reacção se alguém vos escarrasse na cara.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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