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És a nossa Fé!

O dia seguinte

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Não sendo eu propriamente um entendido em futebol feminino, e pensando que não fará muito sentido ver ou avaliar da mesma forma futebol masculino e feminino, não podia deixar de fazer aqui um apontamento sobre o que aconteceu ontem no Jamor. 

Até porque foram elas este ano que conseguiram lá estar, que conseguiram que muitos Sportinguistas vindos um pouco de todo o lado lá rumassem para uma bela tarde de futebol, que conseguiram ganhar o jogo categoricamente, que conseguiram trazer para o museu do clube mais uma Taça. Antes disso já tinham conquistado a Supertaça frente ao Benfica, e na Liga lutaram quase até ao fim pelo título.

Mais que merecem este meu pequeno esforço.

 

Foi um jogo em que uma equipa "fórmula Sporting", com mais de metade proveniente da formação, algumas mais experientes e com muitos anos de casa, e algumas estrangeiras diferenciadas, defrontou uma equipa do Famalicão mais velha e mais poderosa fisicamente. Foi preciso competência técnica e táctica, mas também muita crença e muita raça para dominar o jogo e conquistar a vitória.

O Sporting entrou em campo em modo Amorim, uma disposição em campo que parecia 3-4-3 com Diana Silva mais fixa à frente, Brenda a deambular pelo centro e Chandra pelas alas. E como o Famalicão tentava antes do mais ganhar a luta de meio-campo e defender o centro, era Chandra que procurava o melhor espaço para acelerar, tabelar e posicionar-se para concretizar.

Estivesse o remate de entrada da área afinado e não teria sido preciso uma mão na bola do adversário para chegar ao 1-0. Depois o jogo continuou na mesma toada, Diana Silva cabeceia ao poste e minutos mais tarde Chandra marca um golo improvável, daqueles que só marca quem acredita.

Com 2-0 aos 60 minutos, a equipa foi perdendo gás, se calhar a defesa sentiu a falta da central bósnia Melisa Hasanbegović para impor respeito ali atrás. O Famalicão foi atrás do prejuízo, ainda conseguiu um penálti muito bem defendido por Bacic e um golo de oportunidade duma bela assistência da nossa ex-jogadora Raquel Fernandes. Ana Capeta, outra nossa ex-jogadora, foi das mais lutadoras do adversário.

 

Quem assistiu à reportagem da Sporting TV pode perceber por um lado o magnífico ambiente daquela equipa muito "made in Sporting". Confirmando-se a qualidade do projecto de formação que está por detrás desta equipa, com Thomaz Morais e Mariana Cabral como peças-chave, em que uma ou outra das jogadoras seniores e uma adjunta de Mariana Cabral são também treinadoras ou preparadoras físicas de escalões jovens, e a capacidade de integração de atletas estrangeiras de qualidade, como Doris Bacic, Chandra Davidson e Brenda Perez e a tal Melisa Hasanbegović. 

Temos de recordar-nos que no final da época passada sairam várias jogadoras importantes que tinham estado noutras conquistas de títulos e taças, talvez rumo a melhores contratos, e foi preciso construir uma nova equipa e novos lideres de balneário.

 

Esta equipa merece também uma aposta mais forte da Sporting SAD no que respeita ao futebol feminino. Aposta essa que passa por aproximar a equipa dos sócios, trazendo para Alvalade os jogos mais importantes e incentivando a ida gratuita de jovens e famílias, procurar reter os melhores valores e reforçar o plantel com jogadoras diferenciadas relativamente às que conseguimos formar, muito em especial no aspecto físico, capacidade de remate e jogo aéreo.

Porque, tal como acontece no futebol masculino, já temos o mais importante, uma treinadora educada, humilde e competente, Mariana Cabral de seu nome, e uma estrutura sólida por detrás que efectivamente funciona.

Muitos parabéns a todas e a todos os envolvidos nesta grande vitória do Sporting Clube de Portugal.

  

SL

37 e uma taça

O mister Amorim, revolucionário do nosso futebol e intensificador da nossa fé, faz hoje 37 anos (os mesmos que eu fiz em abril passado, sem ter nunca vencido nada pelo meu Sporting). Muitos parabéns. Que tenha vida longa e de preferência, emprestando mais uns anos ao Sporting antes de se mudar para uma inevitável carreira internacional, à la Mourinho, casta de 2004 a 2017. Como presente, que se ofereça a Taça da Liga, no sábado. Não enche a barriga do leão, mas é uma entradita. E Rúben, sabe o caminho. A jogar de vermelho, entre Carnide e Bom Jesus, foram seis. Já como mister, foram duas, em duas tentativas. Venha a terceira. E muitos anos de vida.

As Taças deste século

2001/2002:

Taça de Portugal, Sporting 1 - Leixões 0,  com Lazlo Boloni

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2006/2007:

Taça de Portugal, Sporting 1 - Belenenses 0, com Paulo Bento

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2007/2008: Sporting 2 - Porto 0 com Paulo Bento

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2015/2016:

Taça de Portugal, Sporting 2 - Braga 2, vitória 3-1 nas penalidades com Marco Silva

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2017/2018:

Taça da Liga, Sporting 1 - Setubal 1 (5-4 nas penalidades) com Jorge Jesus

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2018/2019:

Taça da Liga, Sporting 1 - Porto 1 (3-1 nas penalidades)

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Taça de Portugal, Sporting 2 - Porto 2 (5-4 nas penalidades), com Marcel Keizer

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2020/2021:

Taça da Liga, Sporting 1 - Braga 0, com Rúben Amorim

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Muitos treinadores e jogadores passaram pelo Sporting nestes anos, alguns chegaram e sairam sem deixar grandes recordações, mas alguns ficaram nos nossos corações através das vitórias que conseguiram no campo, dos títulos e dos troféus que ajudaram a ganhar, entre eles as Taças.

As Taças são aquelas competições onde depois de várias eliminatórias tudo se decide num confronto final, onde apenas um dos competidores terá a honra e a felicidade de levantar a taça.

Foram estas as 8 taças ganhas pelo Sporting nestes quase 21 anos. Outras podiam ter sido ganhas, algumas muito mal perdidas, por Inácio (Taça de Portugal, 2000), Peseiro (Taça UEFA, 2005), Paulo Bento (Taça da Liga, edição Lucílio Baptista, 2009), Sá Pinto (Taça de Portugal, 2012) e Jorge Jesus (Taça de Portugal, edição Fernando Mendes/Juveleo, 2018).

Muito obrigado, Lazlo Boloni, Paulo Bento (duplamente), Marco Silva, Jorge Jesus, Marcel Keizer (duplamente) e Rúben Amorim.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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