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És a nossa Fé!

Eu até pensava que fosse do vinho

A gente era todos sportinguistas.

Combinámos que cada um levava da sua "pinga" nova e cada um levava do que tivesse para "fazer bóia". Ele era nozes, ele era amêndoas, ela era passas de figo, ele era passas de uva, ele era bolos dos santos, ele era castanhas, ele era presunto, ele era queijo. Houve alguém que teve o bom senso até de levar umas romãs e uns diospiros. E pão!

Lá se montou a pantalha e aquilo foi uma continuação do almoço e estava tudo tão entusiasmado nas provas dos brancos e dos tintos, que as três chegaram e quase que nem demos pelo início da partida. O ambiente era bastante húmido, tanto em Viseu, como lá fora na rua, que chovia que Deus a dava e também lá dentro, que a gente bem ia molhando a palavra a bom ritmo.

"É pá, não jogamos nada", lá dizia um mais insatisfeito, ind'aquilo tinha acabado de começar (salvo seja!); "Ó pá, deixa q'eles cansam-se e a gente apanha-os à mão", lá respondia outro mais optimista (e caçador de prato). E o jogo foi decorrendo e o tinto e o branco correndo e a "bóia" fazendo a sua função. "O careca não percebe nada disto, atão o Jefferson, um cepo?" e o rapaz, só pra chatear, vai de centrar com conta, peso e medida, para o... coiso, a mandar lá p'ra dentro. Claro que o desgraçado que teve a infelicidade de proferir aquela frase lapidar teve que dar a volta à mesa e servir os restantes de mais uma rodada, p'ra castigo, que não se "invoca" assim o nome de Jefferson em vão! Mas logo a seguir, Bruno Fernandes, que nos pareceu naquele momento ter bebido mais que os dez todos juntos que ali estávamos, estrambelhou e deixou fugir uma bola que por culpa de Bruno Gaspar (faziam-lhe falta umas pingas, para arribar) e também de Renan, que ficou nas covas (provando que o que é de encosta é muito melhor), deu o golo do empate para a segunda equipa de Carlos Lopes. Belo golo, por sinal! "Ó pá, tenham calma, que eles cansam-se, já disse"... "Mas agora vem o intervalo e eles descansam", replicou outro que não deixou de lembrar que as brasas estavam prontas para os rins e o fígado de porco. "Mas eu não vou lá, que eu a grelhar é mais ou menos como o Petrovic a defender."  E lá veio a segunda parte, com o rim e o fígado temperados com azeite, alho e vinagre e uma pitada de coentros que alguém disse que não se podiam gastar muito porque "são verdes". Mai'nada! 

Com mais ou menos atenção "é pá, de quem é este? ganda vinho!", e as nozes e as amêndoas a desaparecerem e as castanhas a estalarem nas brasas, Jefferson lá fez um dos 527 cruzamentos que costuma fazer mal, mas só que desta vez outra vez bem e o... coiso, aquele rapaz holandês que o Jesus ensinou a andar (ele é que disse, não me venham cá com coisas), catrapimbas lá p'ra dentro outra vez. O gajo que disse mal do Jefferson... pois, outra volta à mesa, p'a não se armar em parvo!

E ainda o gajo não tinha servido todos (alguns mexem-se, para o arbitro repetir, que é que pensam?) já o Bruno Fernandes tinha curado a bubadêra e fez ali uma tramóia com o... coiso, aquele rapaz, pois aquele que o Jesus, sim! e marcou o terceiro assim meio de trivela, só para me chatear a mim e a mais dois ou três que insistíamos em afirmar que o gajo não estava em campo, estava era escondido atrás do tonel (não confundir com Tonel, p.f.).

Estava o Zé a pedir "um branquinho agora, para limpar o palato" (fino, o menino...), quando o Nani, que só para chatear não quis ser o melhor mas quis rimar, ofereceu um golo cantado a Diaby e assim, entre uma passa de figo e uma castanha, já estávamos a vencer 4-1. "Eu não disse que eles se cansavam?" Esse não se cansou, não levantou o cu do banco nem no intervalo, mas só pela tirada filosófica, foi condenado a lavar a loiça (eram os copos e pouco mais) no final, que não acabou com o jogo em Viseu, tenham calma, que a seguir jogava a "nossa" Juve, ou melhor o "Ronaldo FC". 

Tenho a dizer em defesa de todos, que apesar das divergências de opinião, todos os vinhos passaram na prova com distinção e todos somos sportinguistas, "à mesma".

E como disse um, "nem c'agente purdesse, conte mais ganhando!" É assim, tudo acaba bem quando se ganha 5-1!*

 

*Contem lá com o golo do Ronaldo, s.f.f.

 

 

Pódio: Bas Dost, B. Fernandes, Jefferson

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Lusitano Vildemoinhos-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 20

Bruno Fernandes: 18

Jefferson: 18

Wendel: 17

Diaby: 15

Nani: 15

Gudelj: 13

Bruno Gaspar: 13

Coates: 13

Mathieu: 13

Renan: 13

Jovane: 12

Bruno César: 6

Petrovic: 1

 

O Jogo e A Bola elegeram  Bas Dost  como melhor em campo. O Record optou por  Bruno Fernandes.

Notas aos jogadores

Nota 7

Jefferson - Tarde muito positiva do brasileiro, que regressou em boa forma à posição de lateral-esquerdo de que tinha sido arredado por José Peseiro e Tiago Fernandes em benefício de Acuña e até de Lumor. Fez talvez a melhor exibição da corrente época, muito dinâmico no seu corredor, de onde nasceram três dos quatro golos leoninos. Cruzou 19 vezes para a área - dois desses centros resultaram em golos.

Wendel - O novo técnico do Sporting apostou nele como titular, parecendo acreditar nos atributos do jovem médio contratado há dez meses ao Fluminense. Foi o elemento mais avançado do nosso meio-campo e teve influência decisiva no golo inaugural, com uma excelente movimentação no corredor central. Sempre muito activo, recebeu merecidos aplausos ao dar lugar a Bruno César, iam decorridos 79'.

Bas Dost - Sim, há um Sporting sem Bas Dost e um Sporting com Bas Dost. A equipa rende muito mais com ele em campo. O holandês - homem do jogo - voltou a mostrar-se decisivo nesta partida, marcando dois golos: o primeiro, aos 42', respondendo da melhor maneira a uma assistência de Jefferson, e o segundo, de irrepreensível execução técnica, aos 71', também com assistência do lateral brasileiro. Não contente com isto, fez ainda uma tabelinha decisiva com Bruno Fernandes de que viria a resultar o segundo do Sporting, aos 64'. Escutou uma calorosa e justíssima ovação ao sair de campo, substituído por Jovane aos 75'.

 

Nota 6

Renan - Sem responsabilidade no golo sofrido aos 44', foi decisivo em duas ocasiões, impedindo o golo da equipa anfitriã. Mostra-se seguro entre os postes e parece ter conquistado a titularidade na baliza leonina - pesada responsabilidade, pois procura-se ainda um digno herdeiro do inesquecível Rui Patrício.

Bruno Fernandes - Uma actuação com duas faces: desconcentrado e com défice competitivo nos primeiros 45 minutos, em que pecou por uma comprometedora perda de bola, originando o golo da turma adversária; e próximo da sua melhor forma no tempo complementar, cabendo-lhe a autoria do nosso segundo, com primoroso pormenor técnico coroado no remate vitorioso para as redes do Lusitano, aos 64'.

Nani - Não foi uma das melhores partidas do capitão leonino, que falhou mais passes do que nos tem habituado. Mas foi um exemplo de tenacidade, espírito competitivo e bom recorte técnico. Participou na construção do segundo golo, lançando Bruno Fernandes à entrada da área, e foi dele a assistência para o quarto, servindo Diaby de bandeja com um cruzamento que só pediu um ligeiro empurrão à bola.

Jovane - Marcel Keizer deixou-o no banco, optando por Diaby como titular na posição de extremo direito em que o maliano evidenciou lacunas. Jovane deu mais acutilância, velocidade e profundidade a esse sector da nossa equipa, confirmando-se como um suplente de luxo. Seria certamente ainda mais útil se não tivesse entrado em campo numa fase (aos 75') em que a vitória leonina já estava construída e quase só havia que defender o resultado.

 

Nota 5

Coates - Limitou-se a cumprir a tarefa posicional no eixo defensivo, sem fazer a diferença na fase de construção nem tentar vistosas incursões ofensivas, ao contrário daquilo a que nos tem habituado. Comportamento mediano, sem especial brilho. O golo adversário surgiu na sua zona de jurisdição, embora a maior responsabilidade, na sofrível cobertura, fosse de Bruno Gaspar.

Matthieu - Uma escorregadela sua, logo aos 8', abriu uma avenida ao extremo do Lusitano que poderia ter aberto o marcador nessa fase embrionária da partida. Alternou entre o bom, com lançamentos longos para o sector mais avançado, e o sofrível, falhando muitos passes. Pareceu longe do fulgor físico exibido noutros jogos.

Gudelj - Foi o nosso médio mais recuado, cabendo-lhe desta vez a missão que costumava ser confiada a Battaglia. Assegurou operações de patrulhamento do nosso corredor central, mas faltou-lhe ousadia para participar no processo ofensivo e continua a revelar défice de velocidade. Deu lugar a Petrovic, aos 85'.

Diaby - Keizer apostou nele, em detrimento de Jovane, como condutor do ataque leonino na ala direita. Mas o maliano parece preferir movimentar-se no eixo do terreno, onde pode ser alternativa enquanto segundo avançado. Foi nesta posição, entretanto improvisada, que deu a melhor sequência a um centro de Nani, oriundo do corredor esquerdo. Estávamos no minuto 73: após 13 jogos vestido de verde e branco, Diaby estreava-se a marcar. Mais vale tarde que nunca.

Petrovic - Entrou aos 85', numa fase de óbvia contenção, com o resultado já construído e quando havia necessidade de poupar forças com vista aos próximos desafios. Missão cumprida.

 

Nota 4

Bruno Gaspar - Continua a beneficiar de oportunidades, face à lesão de Ristovski. E continua a decepcionar os adeptos. Nova exibição frouxa, sem acutilância atacante, muito contrastada com a exuberância revelada por Jefferson na ala oposta. Centrou pouco e quase sempre sem perigo. Teve responsabilidades no golo sofrido ao ser batido em velocidade por Diogo Braz.

Bruno César - Constará da lista de jogadores a dispensar em Janeiro. Hoje fez pouco ou quase nada para contrariar este destino que parece traçado. Em campo desde o minuto 79, destacou-se por uma perda de bola em zona perigosa e comprometedora. Só não causou maior calafrio devido à confortável vantagem que o Sporting já tinha nessa fase do encontro.

Quente & frio

Gostei muito da estreia do técnico holandês Marcel Keizer, conduzindo o Sporting à primeira goleada da época: 4-1, contra o Lusitano Vildemoinhos, para a Taça de Portugal, em jogo disputado no estádio do Fontelo, em Viseu. Uma vitória mais que merecida perante uma plateia constituída em grande parte por adeptos leoninos, entoando o cântico "Eu quero o Sporting campeão". Começar com o pé direito é imprescindível: Keizer passou no teste.

 

Gostei  daqueles nove alucinantes minutos em que marcámos três golos, desbloqueando um jogo que permaneceu empatado até aos 71'. Havia que acelerar em busca da vitória e conseguimos concretizar esse objectivo. Sobretudo graças ao suspeito do costume: Bas Dost. O holandês saiu do Fontelo com folha exemplar: mais dois golos somados ao seu pecúlio (leva já sete nesta temporada) e ainda uma assistência para o segundo, marcado por Bruno Fernandes. Diaby, que se encarregou de fechar a contagem, estreou-se enfim a marcar. O melhor em campo foi Dost, único membro deste plantel que estabelece uma diferença digna de registo: há um Sporting com ele e outro sem ele. Destaco ainda Jefferson, que se exibiu em muito bom nível, na luta pela titularidade como lateral esquerdo: três dos nossos quatro golos surgem do flanco dele, com assistências directas do brasileiro para o primeiro e o terceiro.

 

Gostei pouco das exibições de alguns dos nossos jogadores. Bruno Gaspar voltou a demonstrar défice de penetração ofensiva e não sai isento de responsabilidade no golo consentido. Gudelj parece-me deslocado como médio defensivo, faltando-lhe acutilância e velocidade na primeira fase de construção de lances ofensivos. Diaby, apesar do golo marcado, continua a revelar défice posicional como extremo, onde Raphinha ou Jovane se destacam mais que ele.

 

Não gostei da ausência, por castigo ou lesão, de jogadores que são nucleares no onze titular leonino. Desde logo Acuña, que tem sido um dos elementos mais influentes neste surpreendente Sporting 2018/2019, a que nenhum dos especialistas do comentário futebolístico vaticinava futuro brilhante e afinal se vai destacando em todas as frentes internas e na Liga Europa. Também Raphinha faz falta ao núcleo central de jogadores leoninos. Isto sem esquecer Battaglia, afectado por uma lesão muito prolongada que o deverá deixar de fora durante o resto da temporada.

 

Não gostei nada da primeira parte do Sporting neste embate com o Lusitano Vildemoinhos, clube da terra natal do campeoníssimo Carlos Lopes - um dos heróis de sempre em Alvalade. A turma viseense, que alinha na série B do Campeonato de Portugal e é constituída por amadores, deu boa réplica à nossa equipa, que nos 45 minutos iniciais demorou imenso tempo a construir lances ofensivos, fazendo circular a bola com exasperante lentidão. Ao intervalo, registava-se um empate: 1-1. Nada digno dos pergaminhos do Sporting, como o novo técnico holandês certamente não deixou de lembrar aos jogadores no balneário. De alguma coisa terá servido esta pausa: a história do jogo foi bem diferente no segundo tempo.

Armas e viscondes assinalados: Nove minutos para as ambições do Keizer

Lusitano de Vildemoinhos 1 - Sporting 4

Taça de Portugal - 4.ª Eliminatória

24 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

O Boavista e o Arsenal mantiveram-se isolados no que toca à capacidade de não marcarem golos ao guarda-redes brasileiro, último a ficar mal na fotografia (após Bruno Fernandes, Gudelj, Coates e Bruno Gaspar) na jogada em que o Lusitano de Vildemoinhos empatou. Antes disso fizera uma boa defesa e tornara-se observador pouco participante do desafio disputado no sempre deslumbrante estádio do Fontelo. Pior balanço da tarde só poderia ter ocorrido se a equipa dos arredores de Viseu tivesse feito o segundo golo, mesmo ao cair do pano (certamente molhado de levar com tanta chuva) num lance de insistência em que o remate saiu muito por alto e Renan aparentava estar batido.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Muito em jogo na primeira parte, ao ponto de ter sofrido um toque dentro da grande área adversária que poderia ter levado à marcação de um pénalti, ganhou várias vezes a linha e cruzou para zonas lamentavelmente desprovidas de camisolas verdes e brancas. Do ponto de vista defensivo sobressaiu uma dobra em que afastou a bola na hora H, mas no instante I observou o cabeceamento de Diogo Braz para a baliza do Sporting. Para piorar, muitas foram as ocasiões durante a segunda parte em que se tornou evidente que não fazia a menor ideia do que deveria fazer à bola.

 

Mathieu (3,0)

Começou com uma perda de bola que teria sido assaz comprometedora não fosse o caso de o próprio ter recuperado terreno e impedido o golo que inauguraria o marcador. Foi esse o mote de uma actuação segura, mesmo quando recorria à classe para solucionar os seus próprios erros, ainda que no lance do golo do Vildemoinhos seja o menos culpado.

 

Coates (3,0)

Três vezes reincidiu nas incursões pelo meio-campo contrário, sem quaisquer consequências práticas, o que talvez deva levar a repensar essa prática perante adversários mais complicados. Mas no resto, tirando o posicionamento no lance do empate, foi de uma competência tão absoluta que quase se pode esquecer por um instante que os adversários eram de um escalão muito inferior.

 

Jefferson (3,5)

Na ausência de Acuña coube-lhe ser o cruzador-mor do Sporting, e o balanço final de duas assistências para golo mostra que não desaproveitou a oportunidade. Na primeira parte fez um cruzamento rasteiro e muito rápido para o encosto de Bas Dost e na segunda parte fez um cruzamento aéreo e em que a bola demorou a fazer o arco para o pontapé de Bas Dost. Ambos deram resultado e fizeram com que o brasileiro não ficasse à espera de uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão ao novo treinador.

 

Gudelj (3,0)

Entre as suas culpas no cartório estão o cartão amarelo algo escusado que o condicionou desde cedo e a displicência com que permitiu o cruzamento para o golo dos adversários. Mas voltou a provar que é um poço de força que utiliza para varrer o meio-campo de ameaças à integridade territorial da sua equipa.

 

Wendel (3,0)

Foi o melhor do Sporting na primeira parte, e não apenas por ter dado início à jogada que inaugurou o marcador. Muita luta, qualidade de passe e capacidade de ler o jogo só não surtiram melhores efeitos porque não afinou a pontaria na hora de rematar. Na segunda parte começou a decair, com a falta de ritmo e o cansaço nas pernas a virem ao de cima, pelo que foi substituído por um compatriota que entrou no relvado já mais cansado do que ele.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Estava a ser mais uma tarde mal-aventurada para o melhor jogador da Liga em 2017/2018, capaz de rematar para as bancadas, em posição frontal, após uma defesa incompleta do guarda-redes, para de seguida perder a bola que permitiu o golo que anulou a vantagem obtida por Bas Dost. Mais recuado do que Wendel, e com instruções para iniciar a construção das jogadas, andava perdido no jogo. Tudo mudou na segunda parte, mais concretamente no momento de pura magia em que recebeu a bola de costas para a baliza, fez um passe de calcanhar para Bas Dost, recebeu a tabelinha do holandês e num toque seco de primeira dirigiu a bola para o fundo das redes, dando início aos nove minutos que levaram o Sporting do sufoco do 1-1 à tranquilidade do 1-4. Mais influente ao longo dos últimos 45 minutos, deixou a esperança de que os bons tempos estejam para voltar.

 

Diaby (3,0)

Começou por fazer várias boas arrancadas pela direita, não raras vezes coroadas com cruzamentos bastante decentes, e desta vez não executou os inconseguimentos futebolísticos que borram habitualmente as suas pinturas. Tão especial era o dia que até marcou um golo à ponta de lança, servido por Nani, recebendo um voto de confiança de Marcel Keizer ao ser desviado para a posição de avançado centro quando Bas Dost teve direito a merecido repouso.

 

Nani (3,0)

Outro que andou à espera do comboio na paragem do autocarro numa primeira parte em que deixou como principal marca o desperdício de um dos melhores cruzamentos de Jefferson. Voltou do intervalo com mais garra, ainda que a velocidade que vai faltando dificulte boa parte daquilo que se espera de um extremo. Mas isso não o impediu de servir Diaby para o golo que selou o resultado final.

 

Bas Dost (3,5)

Agarrado pela camisola num lance em que o árbitro decidiu não marcar grande penalidade, o avançado holandês mostrou-se sempre muito dinâmico a trocar a bola com os colegas e não desperdiçou a ocasião que teve para fazer o primeiro golo num toque precioso junto ao relvado. Só precisou de metade da segunda parte para bisar, novamente com o pé, e para fazer um assistência primorosa. Se a cabeça tivesse mais juízo, o Vildemoinhos é que pagaria.

 

Jovane Cabral (2,0)

O elemento do plantel do Sporting que mais tem a agradecer a José Peseiro não aproveitou a quinzena de minutos no relvado para recuperar a aura de talismã. Mas ainda assim fez duas boas incursões pela direita, numa lógica de depressa e (mais ou menos) bem até existe quem.

 

Bruno César (1,5)

Entrou e logo começou a perder bolas e fazer passes errados. Se a ideia era provar que tem lugar no plantel, dir-se-ia que a resposta não foi a melhor.

 

Petrovic (1,5)

Deu descanso a Gudelj nos últimos minutos e dedicou-se a fazer um número de faltas desproporcional ao tempo passado no relvado. 

 

Marcel Keizer (3,0)

Tinha a estreia mais desejável, enfrentando um adversário de escalão inferior, mas não arriscou descansar titulares além de Acuña. Também mostrou o seu dedo ao apostar em Wendel para um 4-3-3 sem flúor de duplo pivot defensivo, mas a verdade é que também passou por um belo sufoco quando o Vildemoinhos empatou logo a seguir ao 1-1. Aos 60 minutos não tinha nenhum suplente a aquecer, pelo que os nove minutos de bom futebol que permitiram a maior goleada leonina dos tempos mais recentes caíram do céu e da qualidade individual de alguns jogadores daquele plantel que não escolheu. O sinal mais interessante foi a aposta em Diaby para terminar o jogo na posição para a qual terá sido contratado, em troca de meia-dúzia de milhões de euros. Mas os próximos embates, com Qarabag e Rio Ave, darão sinais mais claros quanto à evolução do futebol do Sporting do que a passagem em frente na Taça de Portugal.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arte traiu Viriatos

Em terras de Viriato, os irredutíveis lusitanos lutaram para defender o seu território frente a um adversário mais poderoso e que estreava o Professor Marcel ao comando. De um lado, os lusitanos, ostentando a Cruz de Cristo ao peito, do outro, os leões na era depois de Jesus mas com um Diaby capaz de dar cabo da paciência a um santo adepto. Para infelicidade dos viriatos, habituados históricamente a bater o pé à influência da Roma antiga (agora deslocada para o Oriente), as tácticas italianas do seu opositor haviam sido abandonadas. Agora imperava a escola holandesa, (re)conhecida pelo fomento das suas artes - onde o mecenato a terceiros não vai além da oferta da sua parte da receita do jogo -, mas também dada a alguns excessos burgueses como se viu durante a primeira parte. Assim, depois de uma Primavera/Verão marcada literal e metaforicamente pelo triângulo das bermudas – dentro e fora do campo –, após o Black Friday o estilista Keizer estreava a tendência de moda guerreira para a estação Outono/Inverno: os losangos (os neerlandeses são vizinhos dos exóticos "diables rouges" e sua extravagante indumentária), um futebol jogado a 1/2 toques, preferencialmente pelo centro e de apoio frontal e lateral ao portador da bola. 

 

O Sporting iniciou o jogo com Renan na baliza e Coates e Mathieu como centrais. Nas laterais, Gaspar e Jefferson (um dos melhores em campo), este último o primeiro a beneficiar do período de Renascimento que se vive entre os leões. Meio-campo a 3 linhas, com Gudelj mais recuado e a novidade de Bruno Fernandes jogar nas costas de Wendel. Diaby e Nani dividiam as alas e Bas Dost era o ponta-de-lança. A primeira imagem deste novo Sporting surgiu quando Wendel, Bruno Fernandes e Jefferson combinaram e Dost empurrou para as redes desertas. A segunda imagem mostrou a má reacção à perda de bola característica das equipas de Keizer: Bruno Fernandes perdeu a bola e Nani e Jefferson ficaram a ver jogar até a bola chegar a Diogo Brás, que não perdoou. A segunda parte começou no tom lento da primeira. Estávamos nisto até que Bruno Fernandes deu duas pinceladas de Rembrandt e marcou o segundo para o Sporting. Logo de seguida, Jefferson, a passe de Bruno Fernandes, traçou o azimute para Dost e o holandês dostou como de costume. A catarse prosseguiu quando Bruno Fernandes primeiro tabelou com Dost, depois com Nani, e o ala serviu no centro, onde Diaby assinou o quarto. Entraram ainda Bruno César, Jovane e Petrovic, este último (mal entrou) capaz de protagonizar uma entrada a pés juntos enquanto o Diaby esfregava um olho. Pobre rapaz, que pode ter levado a mal(i)...

 

Parece um paradoxo, mas logo agora que se deslocaram à terra do campeoníssimo atleta Carlos Lopes, os jogadores leoninos não se limitaram a correr os 10 km do costume, também jogaram à bola. Afinal, parece que não é tão difícil, pois não?

 

Nada mal para estreia, Varandas e companhia (os Keizer Chiefs) devem ter ficado contentes.

 

Tenor "Tudo ao molho": Bruno Fernandes

 

P.S. Ao vencer o Besiktas por 34-28, o Sporting protagonizou um feito histórico do andebol português, por ser a primeira equipa lusa a apurar-se para a fase final da Liga dos Campeões (desde que esta tem este formato), quando ainda falta uma jornada para terminar a fase de grupos, facto só possível devido à expressiva derrota da equipa eslovaca (louca?) do Presov na Rússia, frente ao Chekhovskiye  (é mesmo verdade) Medvedi.

P.S.2: A Formação do Sporting aplicou um "correctivo" de 4-0 à Formação do Benfica, em jogo a contar para a segunda fase do campeonato nacional de iniciados. Lá se vai a teoria do caos. Pedro Pontes (infantis, Torneio da Pontinha), Pedro Coelho (campeão em título de iniciados), João Couto (multi-campeão nacional pelo Sporting) e José Lima (campeão de juniores pelo Sporting e pelo...Alverca) estão de parabéns pelo trabalho que diariamente realizam em prol do Sporting Clube de Portugal. Que se criem condições para que todo o talento gerado não se perca num fúnil demasiadamente apertado aquando da passagem para os seniores. As nossas finanças agradecerão.

lusitanosporting.jpg

 

Até com o Loures, senhores?

Fiz uma cura de Sporting durante uma semana, por culpa de uma viagem maravilhosa de autocaravana pela Galiza, as Astúrias e os Picos da Europa e o Gerês.

Fiz a mim próprio a promessa de não ouvir nem ler nada sobre o Sporting e, com alguma dificuldade, consegui.

E só ontem à noite me liguei à realidade.

E podem acreditar que o que eu queria, talvez inconscientemente, era que esta minha semana sabática fizesse com que alguma coisa tivesse mudado no futebol (ao menos nisso) do Sporting.

Não mudou.

Infelizmente.

Quinta-feira lá estarei, mas temo que a coisa não corra bem, sejam lá quem forem os intérpretes do duplo, infinito e inútil pivot.

Pódio: Jovane, Nani, Bruno Fernandes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Loures-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 17

Nani: 16

Bruno Fernandes: 15

Gudelj: 15

Renan: 14

André Pinto: 13

Jefferson: 13

Carlos Mané: 12

Marcelo: 12

Petrovic: 10

Bruno Gaspar: 10

Castaignos: 9

Miguel Luís: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Jovane como melhor em campo. A Bola optou por Bruno Fernandes.

De tudo um pouco!

Desde a estúpida derrota em Portimão que autoflagelei-me com a ausência de escrita neste espaço.

A promessa, feita na altura a mim mesmo, terminaria numa futura vitória leonina.

E pronto, lá aconteceu ontem em Alverca (para mim de boa memória quando vi Jardel e "sus muchachos" vencer a equipa local) o Sporting ganhar mais uma partida.

Num jogo onde houve de tudo um pouco:

- bom futebol;

- mau futebol;

- bons golos;

- boa arbitragem;

- uma grande penalidade bem defendida;

- bons apontamentos de alguns leoninos;

- muita displicência;

- alguma tremideira;

- pouca coragem do treinador leonino.

Enfim, o Sporting desta época resumido em meros noventa minutos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Coroa de Loures

Numa realidade alternativa, uma figura  da mitologia cintrense como o Rei Peseiro terá duas qualidades: o toque de Midas e a sua magnanimidade. A primeira deriva da sua capacidade como alquimista, expressa na forma como vai fazendo progredir os comuns mortais jogadores que tem a seu cargo. Por exemplo, Bruno Fernandes é hoje uma mistura de Zidane (vejam lá, até falha penáltis) com Platini - quando não deriva para a ala esquerda (moda Outono/Inverno do "estilista", a da Primavera/Verão incluía um pivô com umas calças boca de sino) e veste o fato de um Bruno...Conti - , Ristovski e Bruno Gaspar estão entre um Cancelo e dois Gentile ("ma non troppo") e o Batman do Sporting é muito melhor que o Battaglia da Argentina. Só é pena lhe faltar o Careca, que finalmente daria razão ao seu mentor, afirmando-se nas suas mãos conhecedoras como uma mistura do Eusébio com o Pelé. A segunda tem a ver com a grandeza do seu discurso e a coerência das opções que toma. Desse modo, o internacional italiano Viviano não joga porque não está em condições ("só" está há mais de 3 meses em Alvalade), mas Gudelj é titular desde que chegou, ele que estava parado (e parecendo um bidon no campo, assim continua) desde Abril, após passagem pelo intensíssimo campeonato chinês. Na mesma lógica, com pesar não deu minutos a Miguel Luís, em Poltava, porque o jogo não estava a correr bem e ontem, contra o poderoso Loures, colocou-o em campo em cima do fecho da partida, depois de se ter apanhado a ganhar por 2-0 desde os 56 minutos. Também não lhe ficou mal dar a nonagésima terceira oportunidade de carreira ao goleador Castaignos (Dala foi estender as redes para Vila do Conde, que até é um sítio ideal para tal actividade) ou conceder a primeira possibilidade a Lumor de se sentar no banco de suplentes. Estou certo de que este último ficou com g(h)anas de lhe agradecer, enquanto observava o matraquilho Jefferson a não falhar uma oportunidade de acertar com a bola no defesa contrário mais à mão. Adicionalmente, tirou dois alas e colocou um "6" (a juntar a outro que já por lá andava) e um "8" em campo, a fim de obedecer a uma lógica filantrópica, destinada a engrandecer o valor do seu adversário, ainda que humildemente, no fim do jogo, tenha afirmado não ter percebido porque a sua equipa recuara no relvado. Para finalizar, deu azo a que o filho (Juninho) do ex-leão Mário herdasse a tendência paterna para herói da Taça e marcasse, a fim de todas as partes saírem contentes. Bravo!

 

Tudo isto é lindo e o único inconveniente é haver um conjunto de irredutíveis adeptos, de todas as idades e classes sociais e unidos pelo amor ao Sporting, que se recusam a aceitar esta realidade e que prefeririam que o clube vivesse sob o lema do seu fundador, aliás um dos grandes culpados de só agora estarmos a trilhar o caminho correcto. Confusos? Não. Para quê esforço, dedicação e devoção, quando a glória está ali ao alcance de um toque que tudo transforma em prosperidade? Ontem uma coroa de Loures, amanhã uma palma de ouro...

 

(Segue-se o Arsenal. O do Alfeite daria jeito. Sempre se repararia qualquer coisita, não é?)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (tudo somado, o algodão engana menos que o ouro). Notas positivas para Nani e Jovane.

 

(Nota: é assustador ver que Marcelo e André Pinto não podem jogar com a defesa adiantada, sob pena de virmos a sofrer grandes dissabores. Ontem, mesmo em bloco médio, com uma recuperação defensiva digna de um cágado, por duas vezes permitiram que avançados do Loures surgissem isolados na cara de Renan, guarda-redes que não se destacou pela segurança nos cruzamentos por alto.) 

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Armas e viscondes assinalados: Suspeitos do costume superam terceiro escalão

Loures 1-Sporting 2

Taça de Portugal - 3.ª Eliminatória

20 de Outubro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Foi titular pela primeira vez, apesar de Salin estar recomposto do susto de Portimão, e num jogo inteiro sofreu apenas metade dos golos que havia sofrido em pouco mais de metade do anterior. Para tal contribuiu uma boa defesa com os pés perto do final, quando um avançado do Loures, equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, lhe apareceu isolado à frente. Não conseguiu repetir o feito minutos mais tarde, em circunstâncias parecidas. Resta-lhe a esperança, se o francês não voltar ao pré-Algarve ou se Viviano não puder estrear-se frente a uma das suas antigas equipas, de que os avançados do Arsenal sejam menos velozes e eficazes na tarde de quinta-feira.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Logo no início da segunda parte protagonizou um lance que, com a equipa de edição de imagem certa, poderia justificar a sua contratação. Pegou na bola e ganhou a linha em velocidade, executando um cruzamento rasteiro para o coração da área que só não deu bingo porque Bruno Fernandes chegou um pouco atrasado. Pena é que no resto do jogo tenha primado pela inconsequência é permitido a mesma liberdade ao ex-Alcochete Luís Eloi que Ristovski outorgou ao ex-Alcochete Wilson Manafá. 

 

André Pinto (2,5)

Promovido a improvável patrão da defesa na ausência de Coates, quase sempre chegou e sobejou para os adversários - de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional -, tendo ainda a sorte de Renan resolver o problema na jogada em que deixou escapar um avançado do Loures. Mas não foi desta vez que chegou ao fim do jogo sem ver uma bola alojada nas suas redes.

 

Marcelo (2,0)

Estreou-se antes de Viviano ter oportunidade de o fazer, aproveitando o descanso concedido a Coates. E sentiu de tal forma a responsabilidade que imitou o uruguaio numa incursão descabelada pelo meio-campo contrário - ainda que com menos suspense, decidindo-se por um lançamento longo para a linha de fundo, o que tem o mérito de impedir contra-ataques perigosos - e num cabeceamento executado de costas ao acorrer a um pontapé de canto - ainda que a bola tenha saído acima da barra e não ao lado do poste. Encaminhava-se para uma noite sossegada, daquelas em que ninguém se recorda do paradeiro de Demiral ou de Domingos Duarte, quando deixou em jogo o marcador do golo tardio do Loures.

 

Jefferson (3,0)

Tão perturbador quanto o dilema “que barulho faz uma árvore a cair na floresta se ninguém lá estiver para ouvir?” só o “para que serve encaminhar a bola em condições para a grande área se lá estiver Castaignos em vez de Bas Dost?”. O brasileiro passou o jogo a fazer belíssimos cruzamentos, os quais chegariam para uma goleada que evitasse assobios e cânticos depreciativos dirigidos à equipa após o apito final. Assim não aconteceu, não por culpa dele.

 

Gudelj (2,5)

Foi um dos poucos mártires de Portimão a repetir a titularidade e, perante uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, saiu-se relativamente bem. Para o mesmo bem seria necessária pontaria nos recorrentes remates de média e longa distância, certamente poupada para o encontro com o Arsenal.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Permitiu que o guarda-redes defendesse o pénalti que teria sossegado os adeptos logo aos 50 minutos de jogo, mas no final da primeira parte conseguiu finalmente acertar nas redes com um dos seus mísseis teleguiados. Recuado no terreno para ajudar a construir jogadas na zona central do meio-campo, acabou o jogo no habitual papel de apoio ao ponta de lança, sendo que neste caso isso tinha o seu quê de missão impossível. Mesmo assim foi um dos suspeitos do costume que impediram Peseiro de explicar aos sportinguistas as vantagens de ficar com o calendário de jogos menos sobrecarregado ainda antes do Natal.

 

Nani (3,0)

Desviado das alas para o centro do terreno, lutou muito, fez o passe que Bruno Fernandes aproveitou para inaugurar o marcador e, já na segunda parte, aproveitou a defesa incompleta a um remate de Jovane Cabral para, numa recarga com elevada nota artística, marcar o 2-0. O capitão ainda esteve perto, numa jogada tão confusa quanto tudo aquilo que tenha toque de Castaignos, de marcar um segundo golo, certamente poupado para o encontro com o Arsenal.

 

Carlos Mané (1,5)

Numa semana em que muito se falou do regresso do Sporting ao basquetebol é impossível não reparar que o extremo fez a sua terceira falta ofensiva antes da meia hora, o que no desporto das tabelas e dos cestos o deixaria bem perto da exclusão. Muita falta de ritmo e de confiança impediram Mané de ter uma boa noite em tudo o que não envolveu passar a bola a Jovane Cabral para este ser derrubado na grande área do Loures. Foi o primeiro sair, cedendo o lugar a Petrovic.

 

Jovane Cabral (3,0)

Demorou a engrenar, como tende a suceder quando lhe fazem a maldade de pôr a jogar de início, mas no habitat natural a que chamam segunda parte conquistou o pénalti falhado por Bruno Fernandes e fez o remate que permitiu a Nani subir a parada para 2-0. É o acelerador por excelência do futebol leonino na ausência de Raphinha, o que permite perdoar os habituais disparates: desta vez foi um corte disfarçado de assistência para um avançado do Loures.

 

Castaignos (0,5)

Caberá aos arqueólogos do século XXV encontrar o registo do famoso jogo de treino realizado há poucos dias em que o avançado holandês que não se chama Dost marcou quatro golos. Lançado como titular para poupar Montero para o encontro com o Arsenal, Castaignos passou mais de 90 minutos, decerto tão penosos para ele quanto para os sportinguistas, como a personificação do gato de Schrödinger, pois tal como o felino podia estar vivo ou morto, também o avançado podia estar ausente ou presente no relvado. Bem vistas as coisas, melhor foi quando deixou a equipa a jogar com dez, fruto de movimentações indecifráveis, pois todos os momentos de contacto com a bola foram bastante mais aterradores. Menos do que péssima só uma desmarcação oportuna culminada com remate ao lado.

 

Petrovic (1,5)

Entrou para segurar o resultado favorável contra o poderoso Loures. E o certo é que esses minutos coincidiram com algum domínio por parte de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional. Eis um caso extremo de culpa por associação.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a estrear-se pela equipa principal do Sporting ao minuto 90. Logo a seguir o Loures reduziu. Melhores dias virão, decerto, até porque mesmo o terror dos jovens da formação utilizou Jovane, Rafael Leão e Demiral contra o Oleiros.

 

José Peseiro (2,0)

Poupou Coates, Acuña, Battaglia e Montero, recuou Bruno Fernandes e ficou à espera de que algo de bom acontecesse. Demorou a ver luz ao fundo do túnel, mas logo conseguiu vislumbrá-la e, talvez encadeado pela claridade, voltou a investir no duplo pivot defensivo que começa a revelar-se o primo maléfico do losango de Paulo Bento. Sem os suspeitos do costume - Bruno Fernandes e Nani, mas também Jovane Cabral e também Jefferson -  e com mais alguns minutos de tempo de compensação era bem capaz de ser tão histórico em Alverca quanto foi em Portimão.

 

Quente & frio

Gostei muito da excelente réplica que o Grupo Desportivo de Loures deu esta noite ao Sporting em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal, disputado por empréstimo no estádio do Alverca. Ninguém diria que esta equipa disputa o terceiro escalão do futebol português, encontrando-se no 13.º lugar da série C do agora chamado Campeonato de Portugal. Boa exibição deste onze (orientado por André David, um jovem treinador de 33 anos), coroada no golo marcado já em tempo extra, e que fechou o resultado numa vitória tangencial leonina, por 2-1. Resultado pífio, que nos permitiu passar à eliminatória seguinte, é certo, mas sem brilho nem correspondência com os nossos pergaminhos nesta competição.

 

Gostei, apesar de tudo, da exibição de alguns jogadores do Sporting. Destaco Nani, autor de um golo (o da vitória) aos 56', precedido de um precioso gesto técnico, desposicionando o defesa que lhe fazia a marcação, e de uma assistência - aos 42', para o remate de meia-distância de Bruno Fernandes de que resultou o golo inaugural. Gostei também da intensidade e da dinâmica de Jovane Cabral, protagonista de frequentes desequilíbrios - foi ele a ser carregado em falta dentro da grande área do Loures, de que resultou um penálti a nosso favor, e também ele a rematar com força para a defesa incompleta do guardião adversário que permitiu a recarga com êxito de Nani.

 

Gostei pouco das apostas de José Peseiro para fazer descansar vários jogadores (Montero, Coates, Acuña, Battaglia, Ristovski), já a pensar na recepção ao Arsenal para a Liga Europa, na quinta-feira. Bruno Gaspar continua em subrendimento na ala direita, sem demonstrar ser um verdadeiro reforço neste Sporting 2018/2019. Carlos Mané, que alternou com Jovane nas alas ofensivas, acusa em excesso a paragem de 15 meses por lesão grave. Renan, sem culpa no golo sofrido nesta primeira exibição como titular da baliza leonina, causou dois grandes calafrios aos adeptos - com uma saída em falso aos 36' e uma defesa incompleta aos 63'. Marcelo, em estreia absoluta em jogos oficiais pelo Sporting, foi lento, falhou passes e teve responsabilidade objectiva no golo que sofremos. Demonstração cabal de que temos um plantel curto e desequilibrado. Alguém duvida disto?

 

Não gostei do penálti que Bruno Fernandes foi incapaz de converter, aos 50', permitindo a defesa do guarda-redes Miguel Soares, que certamente recordará por muitos anos esta proeza. Também não gostei que o nosso jovem médio ofensivo Miguel Luís - campeão europeu de sub-17 e de sub-19 - tivesse sido lançado por Peseiro só aos 90', numa fase do jogo que já não lhe permitiu sequer tocar na bola. Pedia-se um pouco mais de confiança no talento deste jovem da nossa formação. Repito: jogávamos contra uma equipa que disputa o terceiro escalão do futebol português.

 

Não gostei nada do desempenho em campo de Castaignos. Com ele, está mais que demonstrado, actuamos apenas com dez. Foi o que sucedeu esta noite, em que vestiu a camisola verde e branca pela 17.ª vez. O holandês multi-tatuado - um dos jogadores do Sporting com salário mais elevado - parece ser especialista apenas em falhar golos. Hoje distinguiu-se, sempre pela negativa, aos 65' (duas vezes), aos 73' e aos 90'+1: bem servido pelos colegas, foi incapaz de dar a melhor sequência às jogadas. Mesmo à boca da baliza, como chegou a acontecer. Juninho, marcador do golo do Loures, foi muito superior a ele.

Nervosismo.....

Quem teve oportunidade de reparar no discurso de Peseiro logo depois do jogo ter terminado, reparou que algo não vai bem... nem poderá ir. Nervoso na articulação nas palavras, inquieto, sorriso forçado, novamente com o chavão do número de jogadores que no ano passado jogavam na equipa principal, sem qualquer coerência na análise do jogo que tinha acabado, enfim... mais do mesmo. Mas hoje com um Peseiro demasiado nervoso. Será que este jogo decidia mais alguma coisa do que a passagem à próxima eliminatória da taça?

Após a Taça

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É bonito ver um clube "pequeno" a ganhar uma Taça. E é ainda mais bonito ver um guarda-redes quarentão, que fora dado como acabado, a levantar o caneco - houvesse comunicação social desportiva em Portugal e Quim encheria jornais e tvs nos próximos dias. É cruel o Sporting, nestas circunstâncias, perder o troféu, particularmente para os jogadores. Comovi-me a ver as lágrimas do Rui Patrício, o Damas dos nossos dias.

 

Mas lixado mesmo (falando sem violência verbal) é ver o Bruno de Carvalho já a bombar de novo no FB. E com uma enorme desfaçatez. Raios partam o maluco. E mais os 6 matrecos que o aguentam no poleiro. Seis!

A final

Começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. 

A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos». Foram as suas palavras textuais.

Enquanto sucedia este psicodrama - o enésimo do consulado Carvalho - o Aves cumpria o seu plano de trabalho: estagiou, treinou-se, robusteceu-se do ponto de vista físico e mental. Apoiado sem reservas pelo seu presidente e pela sua massa adepta.

Quando soou o apito inicial no Jamor, os dados estavam lançados.

Merece parabéns a equipa que hoje conquistou a Taça de Portugal.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Final?? Havia outra...

Gosto muito da final da Taça. Mais ainda, gosto muito de ganhar a Taça, aquela competição verdadeiramente democrática, de feitos épicos e de “tomba gigantes”. E depois, disputa-se em “mata-mata”, ou seja, tem tudo a ver com o nosso clube, vivemos assim há anos…

 

Os últimos dias tinham sido de pouco sono, de dormir mal e de ter pesadelos, mas mal o jogo se iniciou, comecei a sonhar acordado: Jesus tinha esboçado um plano maquiavélico para enganar José Mota. Nesse sentido, um bando de caracterizadores invadiu Alcochete e atirou-se aos nossos principais jogadores. Bas Dost era o mais bem maquilhado, com umas assustadoras cicatrizes pintadas na sua testa. As televisões ajudaram a criar um clima dramático, passando a ideia de um intolerável ataque terrorista. De seguida, o treinador leonino suspendeu os treinos e sócios e adeptos desataram a desvalorizar a final da Taça. Mota, ao ver as notícias, convenceu-se de que seriam “favas contadas”. Mandou a equipa deliberadamente para o ataque, impondo um ritmo forte, convencido de que com isso desgastaria uma equipa muito cansada, física e psicologicamente. No meu sonho, com o que o treinador avense não contaria era que o descanso forçado, a que o plano de Jesus obrigou, limparia e libertaria a mente dos jogadores. Uma táctica dinamarquesa…

 

A primeira parte parecia dar razão ao técnico avense. Após um bom início, com 2 cantos logo no primeiro minuto e duas oportunidades perdidas por Gelson na cara de Quim (boas defesas), o Aves marcou, por Alexandre Guedes. Estavam decorridos 16 minutos. Até ao intervalo, o jogo entrou numa toada de equilíbrio, com uma maior agressividade sobre a bola dos nortenhos e maior classe por parte do Sporting, sob a batuta de um Bruno Fernandes cansado mas a fazer belos passes à distância, embora tivesse ficado claro para todos a já tristemente habitual indefinição de posições entre William e Battaglia.

 

O Sporting voltou para a segunda parte com Montero no lugar de William. Bas Dost substituiu o penso pela touca e tentou o golo de pé esquerdo, a passe de Montero. Mathieu, de livre, testou Quim e, de seguida, Vitor Gomes e Bruno Fernandes quase metiam a bola na gaveta. Jesus alterou para uma espécie de 3-5-2, entrando Misic para o lugar de Coentrão, mas Alexandre Guedes, um produto da Formação que nos últimos anos temos vindo a desprezar, marcou o segundo para o Aves.  O jogo parecia sentenciado, mais ainda quando Dost perdeu um golo cantado, acertando na barra sem ninguém à frente. Até que Montero ganhou espaço na área e marcou com uma pontapé volley. Até ao fim, o Sporting tentou, tentou, mas não conseguiu obter o golo que levasse o jogo para prolongamento.

 

O jogo acabou e deixei de sonhar. Acordei para a dura e hedionda realidade. Perdemos. Mas, afinal, o amor à camisola ainda existe, a fazer lembrar outros tempos, época em que não havia claques, nem ameaças de faxes e/ou emails, mas sim o amor genuíno dos adeptos comuns que os jogadores retribuíam de igual forma. Hoje, eles reagiram à “carta” entregue no Jamor por todos os sócios que têm as suas quotas em dia, pagam a sua gamebox anual e mostram uma determinação notável em, de uma forma anónima, nos estádios, no trabalho, em família ou entre amigos, colocar o Sporting sempre acima de vaidades pessoais. Um amor em forma de “nós” e não de pouco mais do que duas dúzias de “eu(s)” (como se já não bastasse o múltiplo “eu” presidencial). Tentaram os nossos jogadores, mas a disposição em campo foi caótica, feita de mais querer do que de organização. E não chegou. Adicionalmente, a equipa ressente-se de, do meio-campo para a frente, só ter um jogador veloz, pelo que os processos são desesperantemente lentos e não existe contra-ataque (desculpem os "técnicos da bola" não falar em transições, mas estou a transitar um mau bocado).

 

Só não quero adormecer agora. Receio o dia de amanhã. Gostava que o sonho pudesse continuar, mas o presente que eu aqui não vou maquilhar é feito de uma intolerável falta de bom senso. Desde logo de quem ainda está à frente do clube e continua a não ver o essencial, preferindo viver uma realidade paralela, mas também de todos aqueles que publicamente produzem declarações que quase incitam a que os jogadores rescindam, mostrando inequivocamente que motivações e ódios pessoais se sobrepõem uma vez mais ao interesse do Sporting Clube de Portugal. Merecemos mais do que isto! Para todos eles, e parafraseando os The National (um forte abraço, Romão), o sistema só sonha na escuridão total. Estamos assim perante um dilema: não podemos ser um clube de “mortos-vivos”, mas não queremos servir para chancelar prova de vida de ninguém que só tem estado distante do clube neste ciclo. “Another day, another dollar”, esta é a história dos últimos 32 anos do clube, qual a surpresa, afinal? Enfim, hoje perdemos e quem gosta do Sporting tem de estar triste. Amanhã renasceremos, uma vez mais. SPORTING !!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero. Uma palavra a Acuña e Battaglia que lutaram até à exaustão.

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Viva o Sporting Clube de Portugal

Tendo a certeza que o sentimento é partilhado com todos os leões, dos que tomarão o Jamor aos que vibrarão pelas nossas cores frente à televisão; muito gostaria que todos nós e os nossos jogadores, o nosso plantel, o principal destinatário da mensagem, víssemos nas bancadas do Estádio Nacional escrita com letras garrafais a palavra: Perdão! Vergiffenis! Pardon! Perdón! 

Tenho uma fé enorme na sabedoria, na maturidade e na sensibilidade de Jorge Jesus. Um homem que se tem revelado verdadeiro líder. Um "Pater familias". Um pai cheio de autoridade.

Muitos dos relatos que nos chegaram daquela tarde negra em Alcochete apontam para um Jorge Jesus protector, dando o corpo aos bastões, soqueiras, barras de ferro, facas e cintos. Sofreu na pele por ter tentado barrar o acesso dos bárbaros aos jogadores. Um homem valente, corajoso e altruísta. 

Os alvos do acto hediondo eram e são miúdos. Muitos acabados de chegar à idade adulta. A protecção que lhes deu o líder do balneário continuou até à final da Taça de Portugal. Tenho a certeza.

O meu desejo é que todos joguem bem, seguros, cheios de força, unidos! E quero muito que o Dost marque e de cabeça os golos que darão a vitória, a ele, claro, à equipa dele, claro, e a todos nós, que sem eles não ganhamos nada no futebol. 

O meu desejo é ver no Jamor uma demonstração inequívoca de paixão e união sportinguistas. Que nos leve a acreditar que este será mesmo o primeiro dia da vida regenerada do clube. Um virar de página. Um retomar da nossa gloriosa história. 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

Boas Notícias

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(1974) 

Até que enfim, um dia que começa com boas notícias leoninas: os grandes rivais anunciam que não investirão sobre os jogadores do Sporting (um pouco mostrando o pacto estrutural que sustém esta economia especulativa em que se tornou o futebol); o adiamento do reembolso do empréstimo obrigacionista foi aprovado

 

Não há bela (notícia) sem senão. E Bruno de Carvalho regressou ao facebook. Um postal familiar, muito legítimo sob o actual padrão de exposição pública de sentimentos (e seguido de "comunicado" da sua ex-mulher), uma forma muito peculiar das pessoas gerirem as suas vidas íntimas. Mas, evidentemente, anunciando o que aí vem. Pois o homem tem aquela característica de incontinente verbal.

 

Enfim, é dia de Taça. Que aconteça Taça, sem que "aconteça Taça".

Quando olho para uma árvore e penso na Floresta

"Um fraco rei faz fraca a forte gente." Desde Abril que esta frase surge no meu pensamento.

 

Esta época foi a que mais me desiludiu enquanto adepto de futebol. O futebol tornou-se um lodaçal, onde chafurdam gentes aproveitadoras e sem escrúpulos, que viveram, vivem e sempre viverão à margem da lei e do Estado de Direito - porém - perfeitamente enquadrados na sociedade, como se fossem os mais distintos humanos a quem lhes foi dada a benção da vida; e que só cegamente se poderão apontar como exemplos do que quer que seja.

 

Faz falta o Futebol. Aquele que se joga dentro de campo e que as rivalidades são sãs. Faz falta o Futebol verdadeiro, transparente, digno do título "desporto-rei". Hoje temos um futebol, coisa pequena, mesquinha, corrupta, estéril de valores e princípios, mercenário, desapaixonado, triste. Bateu no fundo a modalidade, e como para tudo aquilo que não pode descer mais, só resta olhar para cima e subir.

 

Voltemos ao ínicio. Desde Abril que aquela frase inicial surge no meu pensamento.

Alguém que comanda uma instituição, seja ela centenária ou não, que tem por base uma legitimidade reforçada - como foi o caso do Presidente Bruno de Carvalho - não pode exercer o poder contra aqueles que dignificam pela via do seu trabalho e esforço, aquilo que o Sporting representa para todos os seus sócios e adeptos. Muito menos, confundir a sua pessoa com a sobrevivência, permanência ou existência da instituição centenária Sporting Clube de Portugal.

Arrisco a dizer, a criança que nasce hoje com um leão nos braços, o miúdo que no pátio da escola diz ser o Gelson Martins, o adolescente que procura notícias dos acontecimentos recentes, são os mais Sportinguistas de todos, pois são aqueles que vão assegurar o futuro, assim como os mais velhos que asseguraram o presente. Com isto, o Sporting são os sócios, os adeptos, e todos aqueles que lutam nos mais variados campos desportivos pela Glória do nosso clube e pela felicidade das gentes que o suportam.

 

Se houver um trindade a ser respeitada neste clube, será sempre: adeptos, sócios, jogadores/treinadores (staff desportivo). Para mim esta é a regra que qualquer futuro Presidente, dirigente terá de respeitar. Porque só assim dignificará o Sporting Clube de Portugal.

 

Após Abril as coisas descambaram de uma forma alucinada. Não se admite a alguém que comanda os destinos do Sporting ter tanta falta de noção na forma como gere a comunicação, a forma de estar/representar, sentido-se sempre endeusado pela legitimidade que os sócios lhe deram.

Ontem foi o culminar de algo que vinha a escalar. Uma coisa é combater os podres do futebol, outra é incendiar a nossa casa, qual Nero, tornando-se uma via aberta para permitir comportamentos criminosos que comprometem a conquista de uma Taça importantíssima para o clube.

 

Mais uma vez o Presidente esteve mal. Quer pelo clima que potenciou, quer pela resposta que teve. Não foi digna do Sporting, não foi digna dos milhares de pessoas que representa. Mas não terá sido o único, o Presidente da AG esteve igualmente mal, ao deixar para segunda aquilo que devia ser tratado de imediato. Estiveram mal todos aqueles que aproveitaram para saltar do barco, aqueles que se aproveitaram dentro e fora do clube. Resumindo: é preciso eleições já! Não precisamos de Croquetes, nem de Brunos, precisamos de uma vez por todas de alguém que dignifique o emblema e os valores do Sporting. Se assim for os resultados desportivos virão, sempre com transparência. Se há algo que nenhum Sportinguista abdica é de ganhar pela superiorização competitiva, no campo, na raça!

 

Ao Esforço, à Dedicação e à Devoção, hoje acrescentamos a Honra, como forma de chegar à Glória. Tão bem espelhado pela atitude dos jogadores, do treinador e do staff. Isto é o Sporting e a verdadeira União de Aço.

 

P.S: Espero que se usem os estatutos, porque desde Abril temos claro que o Sporting precisa de uma limpeza e de impedimentos vitalícios de entrada nas suas instalações desportivas, de cima a baixo.

P.S (2) - Parem sff com aquelas imagens a preto e branco como se o Sporting tivesse fechado portas, Leão rampante Verde e Branco! Vivo e a cores!

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