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És a nossa Fé!

Não é respigar, é respirar, Lucas Pires

2019-04-05 (3)

Muito mais importante que respigar, é respirar.

Como diz Jacinto Lucas Pires, o Benfica respiga.

Passo a citar: « "Respigar". É uma palavra bonita não concordam? Ensina o dicionário Houaiss que tanto quer dizer "apanhar no campo" [...]como "recolher". Mas se calhar estou a filosofar demasiado.» [fim de citação]

O que me ri.

Um benfiquista a escrever para benfiquistas e que n' um Jogo de palavras (o título da crónica) consegue encaixar duas  com mais de três sílabas (desconsiderando o público-alvo); mais que a forma, o conteúdo.

Respigar, apanhar no campo, confere, o Benfica apanhou no campo com um golaço e recolheu, recolheu-se da Taça de Portugal. 

O Benfica respigou e o Sporting respirou, respirou fundo e afundou ou melhor entoupeirou as águias (ou serão toupeiras?)

Armas e viscondes assinalados: O nome dele é lenda

Sporting 1 - Benfica 0

Taça de Portugal - 2.ª Mão da Meia-Final

3 de Abril de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Raras são as tardes e noites em que não recolhe uma bola do fundo da baliza. Mas assim sucedeu ao encontrar o poderoso ataque de um Benfica incapaz de fazer um remate em condições ao longo de todo o jogo. E ainda teve a bondade de afastar para canto, logo na primeira parte, o mais próximo de uma ocasião de perigo que a equipa visitante conseguiu arranjar.

 

Bruno Gaspar (3,0)

É provável que na hora dos festejos tenha conseguido que Rafa perdesse a cabeça ao ponto de ser expulso por dizer “para dar conta de vocês basto eu”. Elevado à categoria de “disco pedido”, por entre a sucessão de oligofrenias que resultou na expulsão e castigo a Ristovski, o lateral-direito de recurso até começou o jogo a assustar o facilmente assustável Svilar com um remate de longe que saiu ao lado. Com o passar dos minutos perdeu fulgor, enfrentou adversários mais versados na arte de chutar bolas do que ele, mas cumpriu até ao momento em que Marcel Keizer abdicou do seu contributo para apostar ainda mais no único resultado que interessava.

 

Coates (3,0)

Cumpriu sem deslumbrar, mas também sem dar os sinais de erro sistémico observados no jogo anterior. E convém admitir que os artistas vestidos de encarnado ajudaram ao final feliz.

 

Mathieu (3,5)

Limpou o que tinha a limpar, subiu no terreno quando foi preciso, e terminou um jogo com a satisfação que os adeptos teriam caso resolvesse anunciar que adia a reforma por mais uma temporada.

 

Borja (3,0)

Ficou muito bem na capa dos jornais desportivos agarrado às costas de Bruno Fernandes. Também nada fez de mal enquanto esteve em campo.

 

Gudelj (3,5)

Não só começa a orientar os remates para a baliza adversária, dando por terminada a guerra contra os apanha-bolas, como controlou de forma bastante eficaz as veleidades contrárias. 

 

Wendel (3,0)

Mais uma exibição plena de esforço, dedicação e devoção, desta vez coroada com glória, que pôde ser testemunhado “in loco” por Jorge Jesus, o treinador que o viu chegar a Alvalade, em troca de um punhado de milhões de euros, e preferia pôr Misic a jogar.

 

Raphinha (3,0)

A recuperação de bola no lance do golo do Sporting foi uma demonstração de capacidade de luta de quem se arrisca a assumir a responsabilidade de fazer o Sporting grande outra vez na próxima temporada. Mas para que tal suceda é bom que vá melhorando a pontaria nos remates.

 

Acuña (3,5)

Ainda não é muito clara a sua motivação no final do jogo, quando teve de ser agarrado pelos colegas para não cometer algo de que decerto nem se arrependeria. Sendo debatível que tenha os maiores tomates do Mundo, como divulgou a sua legítima esposa, ninguém duvida que se trata do jogador mais combativo do plantel leonino. E um dos dois ou três mais capazes de ficarem a dormir com a bola quando vão jantar a casa dos seus pais.

 

Bruno Fernandes (4,0)

O nome dele é lenda, preparando-se para bater recordes que tornam menos agridoce a perspectiva de que só vá fazer, na ausência de lesões ou castigos, mais oito jogos com o leão ao peito. Depois de ter deixado o Sporting com a porta do Jamor entreaberta, mercê de um livre directo memorável na primeira mão, carimbou o acesso à final da Taça de Portugal com um remate forte e colocado que nem um guarda-redes de elevada qualidade defenderia. Antes disso já fustigara a barra da mesma baliza com um livre directo a punir uma falta em que Pizzi o rasteirou por trás e sem amarelo quando se preparava para rematar. 

 

Luiz Phellype (3,0)

Desta vez não marcou, ainda que o tivesse tentado com intenção e técnica. Mas esteve particularmente bem de costas para a baliza, complicando a vida aos centrais encarnados.

 

Tiago Ilori (3,0)

Não ganhava ao Benfica desde a adolescência. Espera-se que retome esse bom hábito.

 

Diaby (3,0)

É tecnicamente correcto dizer que fez a assistência para o golo de Bruno Fernandes, e esse passe rápido e eficiente para quem sabe fazer melhor do que ele compensa todas as diabyices cometidas no relvado.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Entrou para segurar o resultado e descansar Wendel sem que fosse preciso utilizar algum produto da Academia de Alcochete.

 

Marcel Keizer (3,5)

Escolheu a noite certa para acertar nas substituições, nas adaptações tácticas no decorrer do jogo e sabe-se lá no que mais. Só Bruno “Lenda” Fernandes tem mais responsabilidade do que ele na hora e meia feliz que permite ao Sporting pós-invasão a Alcochete ter a possibilidade de fazer melhor nesta temporada do que naquela em que Rui Patrício, William Carvalho e Gelson Martins ainda estavam no plantel, Battaglia não era um lesionado de longa duração e Bas Dost mantinha o estatuto de máquina de fazer golos.

Quente & frio

Gostei muito daquele golo que ontem à noite levantou o nosso estádio. Um golo já inesquecível de Bruno Fernandes, fazendo uma vez mais uso do seu pontapé de meia distância. Desta vez o esquerdo, mas com a eficácia de sempre. Um tiro muito bem colocado, disparado ao ângulo superior da baliza adversária, junto ao primeiro poste, sem hipóteses para Svilar. Um golo que proporcionou a nossa primeira vitória frente ao Benfica em futebol profissional desde 15 de Novembro de 2015 e nos transporta à final da Taça de Portugal, a decorrer no Jamor a 25 de Maio - quarta presença leonina consecutiva em finais de torneios, somando a Taça da Liga a esta competição. Foi, enfim, um golo que resultou de uma eficaz jogada colectiva, ao primeiro toque, iniciada precisamente com uma recuperação de bola protagonizada por Bruno Fernandes - sempre ele. Vencemos por 1-0 e foi quanto bastou para anularmos a desvantagem que trouxemos do estádio da Luz. Bruno, pelo seu lado, soma 26 golos e 14 assistências nesta temporada. Ontem podia ter marcado mais um: bastaria que aquele seu míssil teleguiado na conversão de um livre, aos 49', tivesse entrado em vez de embater na trave. É obra, não apenas a nível de Portugal mas do conjunto do futebol europeu.

 

Gostei que neste desafio houvesse enfim superioridade táctica do Sporting frente ao Benfica, organização colectiva e mobilidade no terreno, com os nossos alas a travarem a progressão dos extremos do SLB enquanto o corredor central impedia os passes em profundidade para as costas da defesa. Só uma vez Pizzi conseguiu pôr isso em prática, numa das duas situações de perigo que o Benfica foi capaz de criar em 90 minutos. Sem que Renan tivesse necessidade de fazer uma defesa digna desse nome ao longo de todo o jogo, o que diz muito sobre a disponibilidade física e mental da equipa que Marcel Keizer dispôs no relvado, anulando o dispositivo montado por Bruno Lage nesta meia-final onde até os "suspeitos do costume" (Gudelj, Bruno Gaspar e o próprio Diaby) se mostraram em bom nível.

 

Gostei pouco que só no quarto confronto com o Benfica realizado na presente temporada tivéssemos revelado a superioridade reconhecida nos parágrafos anteriores. Após um empate (1-1) na Luz, para o campeonato, uma derrota em Alvalade (2-4), também no âmbito da Liga 2018/2019, e outra derrota (1-2) na primeira mão desta meia-final. E por falar em meia-final: não faz o menor sentido que o desafio da primeira mão tenha ocorrido a 16 de Fevereiro, com esta segunda mão a disputar-se quase dois meses depois. A Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da prova, tem de rever isto.

 

Não gostei da condescendência do árbitro Hugo Miguel no campo disciplinar, procurando dirigir o jogo "à inglesa" durante a primeira parte enquanto na segunda, adoptando critério oposto, desatou a exibir cartões a torto e a direito. Enquanto poupava Pizzi a um vermelho directo por entrada grosseira por trás, rasteirando Bruno Fernandes numa clara jogada de perigo aos 47', e deixava um miúdo cheio de borbulhas apontar-lhe o dedo e quase encostar-lhe a testa à cara após ter visto um amarelo. Com apitadores "internacionais" como este, não admira que Portugal continue sem ver representantes da arbitragem nas fases finais dos grandes torneios de futebol. 

 

Não gostei nada que energúmenos da falange de apoio do clube ainda presidido por Luís Filipe Vieira imitem sons de very light assassinos e continuem a frequentar impunemente estádios de futebol. 

Suplemento de alma

Éramos 34.122 (ou 221?) e pela primeira vez em muito tempo pareceu-me que todos remaram na mesma cadência e para o mesmo lado.

 

Comentei com o vizinho "hoje ganhamos" quando "O Mundo Sabe Que" foi cantado de forma quase, quase perfeita, respeitando os tempos da música brilhante popularizada pelo Xico Alberto.

 

A equipa entrou bem no jogo, mandando nele, demonstrando ao adversário e a quem estava na bancada, que estava ali para ganhar a eliminatória.

 

Esta opinião será muito subjectiva, mas acho que assistimos talvez à melhor exibição do Sporting, esta época, independentemente de uma ou outra exibição menos conseguida, que acho não dever ser apontada, uma vez que o objectivo foi alcançado e todos, com mais ou menos engenho, concorreram para ele. A começar pelo treinador, que pela primeira vez me parece ter sabido ler o jogo de um adversário e a acabar no Gudelj, que ontem até esteve certinho (o que será um enorme elogio, acho).

 

Escrevi aqui, no Verão quente, que a vontade que tinha era de mandar o Bruno Fernandes para o cesto da gávea, mas que vibraria a cada golo que marcasse e que esperava vibrar muitas vezes. Ontem lembrei-me algumas vezes do José Navarro, que tem uma embirração de estimação com o BF, quando o capitão fazia algumas jogadas disparatadas e fê-las, fruto do facto de estar sempre "em jogo", de querer para si a bola, de querer fazer jogar, de querer contagiar os colegas com a seu entusiasmo. Um desportivo reproduz hoje uma frase de BF que diz muito do seu carácter e que é mais ou menos "diziam que estávamos a morrer, mas afinal estamos bem vivos". BF não só jogou e fez jogar, como puxou também pelas claques por várias vezes, pedindo ainda mais apoio, que ontem foi inexcedível.  E depois é capaz de marcar golos como o de ontem, bola na gaveta, sem hipótese de defesa. Será justo referir nesta apreciação Acuña, Raphinha, Coates e Mathieu que estiveram um pouco acima da média, mas o Sporting é neste momento BF e mais dez. Se isso é mau? Pode ser, mas para esta meia-final foi a chave e quando assim acontece, o que nos daria gosto era que ele por cá ficasse e que viessem outros com a sua fibra, para que a brunodependência diminuisse um pouco e o jogador pudesse ser ainda mais eficaz. BF é hoje (foi ontem claramente) um enorme suplemento de alma não só para a equipa, mas para os adeptos. Só alguém muito ressabiado poderá ainda manifestar algum azedume contra o jogador, que tem demonstrado em campo merecer ser acarinhado pelos sportinguistas.

 

Como sportinguista que se preze, hoje o meu ânimo está mais ou menos ao nível dos Himalaias, vindo em velocidade estonteante da Fossa das Marianas onde me encontrava após exibições deploráveis da equipa e para onde espero não voltar até à final do Jamor, que tenho a certeza que venceremos por um concludente 5-3. Nas penalidades, obviamente.

 

Em post anterior já falei da arbitragem. Miserável é talvez o melhor adjectivo para a qualificar. Hugo Miguel permitiu que os jogadores adversários praticassem kick-boxing com Bruno Fernandes durante quase todo o jogo e no final fez-me lembrar José Pratas a fugir dos jogadores do Porto, sendo que ontem as camisolas eram vermelhas. Repito, miserável! Condescendeu no anti-jogo do Benfica (por muito que o seu treinador queira desculpar-se - as derrotas são fodidas, não são, Lage? - foi isso que aconteceu até ao golo do Sporting), permitiu que o jogo quase descambasse para uma batalha campal, não actuou disciplinarmente quando devia, interrompeu o jogo para assinalar faltas, sem a respectiva sanção disciplinar, uma tragédia completa. E como disse, neste campo da permissão de dureza excessiva, esteve mal para ambos os lados.

 

Depois deste "parlapié" todo, em resumo, houve apenas uma equipa a querer ganhar o jogo e talvez por isso, coisa simples, ganhou!

Coisas que me incomodam

Já lá iremos ao jogo.

O que me traz aqui são duas ou três coisas que verdadeiramente me incomodam no futebol actual, não sei se apenas em Portugal, mas para o caso é o que interessa e passo a enumerar:

1- Incomoda-me ir assistir àquilo a que usou chamar-se a festa do futebol e à volta do estádio haver mais polícias, armados até aos dentes, que gente a dirigir-se para as portas. Que fique claro que a culpa não é da polícia;

2- Incomoda-me que um adepto do clube visitante não possa entrar livremente para assistir ao jogo com os adereços que muito bem entenda. Hoje à minha frente um adepto do Benfica, não tendo sido impedido de entrar (mal fora...), foi contudo impedido de usar cachecol e aconselhado/proibido de o usar, por "questões de segurança", segundo o supervisor dos porteiros. Isto não é uma guerra, sequer uma batalha, isto retira qualquer vontade de ir à bola. Que fique claro que a culpa não é dos porteiros;

3- Incomoda-me que os árbitros, regra geral, sejam uma valente merda e o de hoje, Hugo Miguel, não fugiu à regra; Com demasiada condescendência, pessimamente no capítulo técnico e quase ao mesmo nível no capítulo disciplinar. Esperou 44 minutos para mostrar o primeiro amarelo e em meia parte ainda teve tempo para mostrar mais oito e ainda um vermelho. Manda o bom senso travar os ímpetos de início e ele não o fez e a coisa descambou. Resta-me dizer que o fez para ambos os lados, nisso foi exemplar. Que fique claro que a culpa provavelmente até nem é dos árbitros;

4- Assim sendo, incomoda-me que quem dirige o futebol em Portugal, Federação e Liga, não se questione sobre o clima bélico que paira hoje sobre uma partida de futebol, uma coisa que deveria ser tão simples como onze de cada lado e uma bola e duas balizas.

Pós dérbi!

Sem voz mas muito contente tenho algumas considerações a fazer após o final do dérbi:

1 - Gostaria que a nossa equipa jogasse sempre assim;

2 - ao invés do que alguns sportinguistas me disseram nesta tarde o jogo não estava "feito" (seja lá o que isto quer dizer...);

3 - há muuuuuuuuuitos anos que um jogador do Sporting não era tão importante na equipa;

4 - achei curiosas as declarações do treinador adversário ao afirmar que foi um jogo muito parado, olvidando as vezes que a sua equipa tinha direito a lançamentos de linha lateral e demorava um tempo enorme;

5 - pela primeira vez o público leonino uniu-se à volta da equipa (terão lido o postal da Marta?);

6 - finalmente... estamos no Jamor.

 

Dérbi!

A poucas horas de mais um derbi lisboeta e sendo eu um amante de futebol daqueles incuráveis, gostaria de pedir algumas coisas para este jogo:

1 - que as claques se portem e comportem à altura do desafio;

2 - que os adeptos puxem pelas suas equipas de forma ruidosa como é normal, mas sem usarem do palavreado baixo e vil que só ofende quem o profere;

3 - que os intervenientes mais directos joguem bem pois o futebol é, para além de um desporto, um espectáculo que se quer, de preferência, muito bom;

4 - que os árbitros apitem somente as faltas existentes e não aquelas que pensam ou imaginam que existiram;

5 - que os treinadores ousem!

6 - finalmente, e sem quaisquer pruridos, que ganhe o Sporting.

União. Sejamos um só por 90 minutos

Os meus últimos posts pautam-se pelo saudosismo, bem sei. Faz parte, mas admito também que seja fruto dos tempos que vivemos. Aqui fica mais um.

É dia de derby. Não quero falar de fé ou falta dela, de bilhetes ou lugares cedidos. Sabemos que é possível passar à final, e isso está nas mãos (ou nos pés) da equipa, não tenho dúvidas que o saibam.
No último derby em Alvalade, de má memória, percebi uma grande diferença do antes para hoje. Lembro-me que em dia de jogo, sobretudo frente aos principais adversários, éramos um só. O público estava todo para o mesmo lado, ou sentia-se como tal. Uma queda em campo era uma ofensa geral, uma boa jogada celebrada em euforia. Era como uma batalha e só nos mostrávamos de um lado. Se tinhamos questões a resolver, ficavam para outra hora, longe da bancada. Ali, estávamos todos pelas mesmas cores. E estamos, mas hoje quer-se repreender a equipa, reprovar a direcção, desaprovar quem reprova. De que adianta isso enquanto decorre um jogo dos nossos? 
Sempre tivemos divergências, sempre houve no Sporting opiniões e facções diferentes, mas naqueles 90 minutos éramos todos o mesmo. Ver um estádio dividido num jogo tão importante é uma dor, as divisões deviam ficar à porta. Isto não se vê no pavilhão, quantas vezes temos lido, ouvido, testemunhado até, que "o jogo foi ganho pelo público"? Bem sei que no futebol não vivemos os melhores dias, mas gostava que voltassemos a ser um só nas bancadas. São 90 minutos, não pode ser assim tão difícil.
 
Enfim, que vença o Sporting, com ou sem o público todo. 

Sportinguistas ou javardos ?

Vendo o que vi em diversos estádios deste país e lendo o que disse Miguel Albuquerque depois da vitória na final da Taça de Futsal, importa saber quem é que vai estar em Alvalade amanhã como Sportinguista a sofrer pelo clube, a apoiar o clube, a cantar "O mundo sabe que", a suportar os profissionais, a ajudar a transportar a equipa à vitória e ao acesso ao Jamor, e quem vai lá estar para descarregar as suas frustações, fazer o seu número de circo foleiro e, se as condições se proporcionarem, ajarvardar o ambiente, ofender os profissionais e revoltar-se contra quem não embarca na javardice. 

Para javardos (ver dicionário) já bastam os lampiões, não precisamos dessa gente no nosso Sporting Clube de Portugal. 

SL

Prognósticos antes da Taça

Não é meu costume expandir estas rondas de prognósticos para fora dos jogos do campeonato. Mas abro aqui uma excepção. Gostava muito de saber quais são os vossos palpites para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, a disputar quarta-feira em Alvalade, contra o mais velho rival do Sporting.

Além do resultado, peço que me indiquem também os marcadores dos golos - se os houver, claro.

Mais um!

O Pedro já o referiu na contabilização dos títulos arrecadados pelo Sporting, mas nunca é demais salientar que vencemos a Taça de Portugal de futsal, mais uma, em jogo contra o nosso eterno rival, no desempate por grandes penalidades, naquilo que Nuno Dias designou como um hino ao futsal.

Falta-nos um título europeu nesta modalidade, que nos tem fugido, mas é próprio do Sportinguista ter fé em quem nos representa em campo, seja em que modalidade for, portanto não há-de tardar muito.

Risco desnecessário

Chaves.jpg_large

Arriscar jogar com jogadores que apresentem problemas físicos, será inaceitável, imperdoável, altamente lesivo dos superiores interesses do clube, que deverá preparar-se para se apresentar na próxima quarta-feira diante do eterno rival, na máxima força possível. Caso Marcel Keizer não o perceba, alguém que lhe faça um desenho. Na hipótese de eliminação da taça de Portugal, principalmente se vier a existir displicência do treinador na preparação do jogo mais importante que temos agendado até final da época, poderemos vir a agendar outro mais importante, mas dependerá do resultado deste, não será uma vitória em Chaves, mesmo que viesse acompanhada de goleada e nota artística, que me impediriam de pedir a cabeça do treinador a partir de quinta-feira. 

Estou a pensar que em Chaves deveríamos evitar utilizar Bruno Fernandes, Mathieu e Acuña, eventualmente qualquer outro que possa não estar em pleno. Convém ter presente que o derby pode vir a ter prolongamento e até ser decidido nas grandes penalidades, sendo necessária uma gestão do esforço dos jogadores.

O dilema

Recebi há uns dias no meu telemóvel, mais precisamente no dia 19 de Março, dia do pai, a indicação para a renovação do lugar de forma a poder ver o jogo da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal contra o rival da 2ª circular.

E é aqui que começa o meu dilema…

Assumo que não me revejo neste Sporting com uma Direcção amorfa e sem capacidade de liderança. Passámos do 8888 para o 8… Não há então quem consiga o meio termo?

Depois há um treinador da equipa principal que exibe de um discurso monocórdico e muuuuuuuuuito pouco cativante das hostes leoninas. Que depois se plasma nas exibições, no mínimo, sofríveis que a equipa vai exibindo em campo.

Pior… ganhar em casa a uma equipa que no ano passado militava na segunda divisão com um esforço quase hercúleo, quando simplesmente se deveria ter goleado, é somente mais um bom exemplo de como não se deve gerir um plantel. Ou pelo menos uma equipa que se pretende de topo.

Acredito que o Doutor Varandas seja boa pessoa e que não queira usar dos mesmos métodos do seu antecessor. Faz todo o sentido. Todavia ser Presidente não é automaticamente sinónimo de liderança. E o Dr. Varandas não me parece ter estofo de líder.

Portanto e face ao que precede mantenho em aberto este meu dilema: vou ao jogo porque devo apoiar o Sporting seja em que condições for (ainda por cima contra um rival) ou devo demonstrar o meu desagrado não renovando o meu lugar para este jogo?

 

PS – Por alguma razão que ainda não consegui descortinar há cada vez menos adeptos a ver os jogos em Alvalade… Senhor Presidente, tem a palavra!

PS2 -  Aos senhores comentadores de outras agremiações desportivas comunico que não gastem latim aqui. O lixo é o destino.

Professor Marcel

1200px-Marcel_Keizer.jpg

 

O treinador do Sporting conseguiu surpreender tudo e todos com o onze inicial que escolheu para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, no estádio da Luz. De tal maneira que, apesar das muitas sugestões aqui registadas após ter sido divulgada a convocatória, nem um só leitor do És a Nossa Fé foi capaz de antecipar qual seria o elenco leonino que acabou por entrar em campo. 

Eis um ponto favorável a Marcel Keizer: tendo sido capaz de iludir quem aqui comenta, provavelmente surpreendeu também os responsáveis técnicos do SLB. Seria quase tudo perfeito se não tivéssemos perdido esse jogo.

Pódio: Bruno, Borja, Acuña, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 17

Borja: 16

Acuña: 15

Coates: 15

Diaby: 14

Wendel: 12

Luis Phellype: 12

Bruno Gaspar: 12

Renan: 12

Bas Dost: 11

Gudelj: 11

Ilori: 11

Jovane: 10

Raphinha 1

 

A Bola  elegeu  Borja como melhor jogador em campo. O Record  optou por  Acuña O Jogo escolheu Bruno Fernandes.

Quinta-feira em Albufeira e em todo o lado

  1. Lage prossegue na sua fase holandês voador como Keizer quando chegou. No ar condicionado do Golfo, Rui Vitória deve andar a dizer “deixa-os poisar” ao seu intérprete, depois de ter visto o resumo e ter confirmado que o golo de Gabriel é 75% de Renan e o de Ilori é 100% de Ilori, que foi queimado um golo limpo ao Sporting e que enfim, coiso.

  2. Na única vez que perdeu, Lage atirou-se à jugular de um pobre mil eurista do CM TV que lhe perguntou se Jonas ia jogar ou algo parecido. Como acontece sempre que há benfiquismos radicais,  assobiou-se para o ar.

  3. Ganhar é fixe e ontem qualquer das equipas podia ter ganho, incluindo o Benfica.

  4. Nos resumos de hoje, nenhuma menção ao “lance” em que Svilar faz asneira e Bas Dost mete golo. Nem o fleumático Lage reparou, entretido que estava a dizer platitudes. Keizer e a estrutura do Sporting também não repararam. Num futebol como deve ser, assim estaria bem. Num futebol que consegue colocar ALEGADAMENTE, TALVEZ, CONSTA, DIZEM, toupeiras num dos alicerces do Estado de Direito, todas as oportunidades de clamar justiça são poucas.

    5. O Benfica chega a empolgar (não estou a ser irónico), tem alma até Almeida, mas abre vias, alas e espaços que uma equipa com bons jogadores e bem organizada saberá aproveitar. Sei lá... tipo um Braga….

    6. Tanta coisa para falar não ter de falar do nosso Sporting, que anda demasiado amador. Por exemplo, até a minha vizinha do 2A, uma senhora nigeriana que nem sabe falar português e só vê críquete, se lembraria de avisar o Ilori para não entrar à Liga Inglesa, que aqui é Liga controlada e se ganha aos cartões (nota: o amarelo aos 10 segundos de jogo foi justo).

    7. Ou a dona Francisca, quase 70 anos e ainda limpa o prédio, também acha que já devia ter sido contratado alguém para controlar a raiva e frustração de Bruno Fernandes, que está feito um autêntico refilador por tudo e por nada.

    8. E este filme de fim de tarde de ninguém ter avisado o Keizer que o Ristovski estava free to go. Ou algo parecido. Quéstamerda, como vi numa t-shirt na Zambujeira. Se não foi nabice interna, atirem-se à Liga ou à FPF ou até à ASAE ou à Fundação Champalimaud, que são tantas organizações que já me perdi.

    9. Ou alguém arranjar narrativas para explicar porque o pendular Miguel Luís não joga. Inventem o que quiserem, atirem-nos areia para os olhos, se bem que a verdade também está bem.

    10. Esta coisa das Xtruturas são importantes, mas fundamental são mesmo os sócios e os adeptos.

Irritações

Tivessemos nós ido à Luz, ontem, com um sector defensivo e talvez tivéssemos ganho o jogo.

Mas também podíamos ter levado o sector ofensivo e talvez conseguíssemos trazer de lá uma vitória.

Bom, podíamos também ter levado o meio-campo, mas como só levámos meio, ele marcou um golo(aço!), mas não chegou.

Nada a dizer quanto à rotação efectuada por Keizer, era o que se vinha a impor e o que vínhamos aqui defendendo, "escribas" e comentadores, mas o sector onde mais dificuldades e deficiências temos, apesar de 50% alterado, continuou a enterrar a equipa. Claro que a culpa não é exclusivamente da defesa, aqueles que estão imediatamente antes, concretamente Gudelj, voltaram a fazer um jogo miserável e por conseguinte a roubar energias a Bruno Fernandes, que é o abono de família desta equipa, para a missão que lhe estará destinada, que é municiar os colegas da frente. E mesmo tendo que ter um olho no "burro", BF não deixa de dar a melhor atenção ao "cigano" e lá à frente foram aparecendo bolas suficientes para que os colegas fizessem o gosto ao pé, mas, incompetentes, falharam pelo menos dois golos cantados (Wendel) e teve que ser ele, com um pontapé canhão, a fazer a redondinha beijar o véu da noiva..

Em conclusão, Gaspar é uma nódoa, Coates está à beira da exaustão física, Ilori não me parece ser aquilo que precisávamos e Borja deixou bons apontamentos; Apesar de o segundo golo do adversário ter sido pelo seu lado, o portão foi escancarado por Gaspar e nenhum dos centrais, concretamente Ilori, que teve uma eternidade para pensar, afastou a bola.

Já falei de Gudelj, referir o seu nome de novo é dar-lhe a importância que ele não tem na equipa. 

Neste jogo em que apesar de o adversário ter falhado, também ele, pelo menos dois golos feitos, teria bastado um mínimo de competência para trazermos um resultado positivo da Luz e lavado a alma da humilhação caseira, três dias antes. Como diz Bruno Fernandes, "cada um tem que pensar muito bem no que anda ali a fazer". Isto vale para toda a estrutura, de cima abaixo, que ou há empenhamento, ou comem todos.

Salvaram-se BF, obviamente, o único cronicamente inconformado (falha muitos passes, desposiciona-se bastas vezes, mas se um dia estiver em campo unicamente para a sua missão será um caso sério de competência) e Acuña e apesar de tudo Coates, que infelizmente tem andado muito mal acompanhado.

A segunda mão será no início de Abril. A esperança é que a equipa encarilhe até lá e consiga ir à final. Com ou sem Keizer... 

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