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És a nossa Fé!

Pódio: Tabata, Esgaio, Feddal, Ugarte

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Leça-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Tabata: 19

Esgaio: 17

Feddal: 17

Ugarte: 17

Matheus Nunes: 16

Vinagre: 16

Gonçalo Inácio: 15

Nuno Santos: 15

Neto: 14

João Virgínia: 11

Tiago Tomás: 11

Gonçalo Esteves: 6

Paulinho: 6

 

Os três jornais elegeram Tabata como melhor jogador em campo.

Quente & frio

Gostei muito da goleada (0-4) do Sporting frente ao Leça, em Paços de Ferreira. Uma goleada que aqui exigi horas antes, enquanto adepto leonino, para ajudar a superar a derrota anterior, perante o Santa Clara. A equipa correspondeu ontem àquilo que eu esperava dela: quatro golos, dois em cada parte, domínio total do jogo. Era mesmo esta a nossa obrigação, atendendo ao facto de o adversário militar no quarto escalão do futebol luso, agora denominado Campeonato de Portugal. Para a vitória tão robusta contribuiu - tenho a certeza - o facto de Rúben Amorim ter voltado ao banco, já recuperado do coronavírus. Seguimos para as meias-finais da Taça de Portugal, único troféu que o actual treinador ainda não conquistou em Alvalade. Esta foi a nossa primeira vitória no ano civil agora iniciado. A primeira de muitas, todos esperamos.

 

Gostei da exibição de Tabata, de longe o melhor em campo. O brasileiro, ex-internacional olímpico, marcou dois grandes golos - o primeiro, aos 12', culminando uma excelente jogada individual, e o terceiro, aos 80', após cruzamento impecável de Esgaio - que já soma sete assistências de verde e branco. Quase marcou outro, aos 43', num belíssimo remate que proporcionou ao guardião do Leça a defesa da noite. E ainda fez uma assistência para o segundo, marcado por Matheus Nunes aos 31'. Merece, sem dúvida, mais oportunidades neste Sporting 2021/2022: estou certo que Amorim tomou boa nota do seu desempenho esta noite. Tal como terá gostado das actuações de Ugarte (magnífica, aquela recuperação de bola ultrapassando três adversários no início do segundo golo), Matheus Nunes (inegável qualidade na ligação entre o meio-campo e o ataque) e Nuno Santos (actuando desta vez como avançado e marcando o quarto golo aos 90'+2). Também merecem registo positivo Feddal e Gonçalo Inácio, ambos regressados. O primeiro de lesão prolongada, o segundo após ter testado positivo à covid-19.

 

Gostei pouco de algumas exibições. Tiago Tomás, desta vez titular, esteve 90' em campo sem fazer um só remate enquadrado: outra oportunidade desperdiçada para mostrar o que vale, parecendo ter regredido face à época anterior. Vinagre, regressado ao onze inicial após longa ausência, continua a parecer carta fora do baralho: é uma espécie de corpo estranho nesta equipa. Ala esquerdo, actuou sem rasgo, sempre muito colado à linha, e desperdiçou vários cruzamentos - excepto o último, que funcionou como assistência para o golo de Nuno Santos, embora ainda tenha sofrido desvio num defesa do Leça. Também a exibição de João Virgínia - desta vez no lugar de Adán - deixou a desejar: não sofreu golos, mas teve duas saídas em falso e entregou uma bola em zona proibida por deficiente jogo de pés.

 

Não gostei da hora do jogo. Em noite fria de semana, com início às 20.45. Mesmo assim as bancadas estiveram animadas, com cerca de cinco mil espectadores, boa parte dos quais adeptos leoninos. Também não gostei da súbita lesão de Porro, quando já aquecia para entrar: Esgaio acabou por ser titular na ala direita, ao contrário do que fora anunciado uma hora antes do início da partida. Amorim aproveitou para descansar sete jogadores: Adán, Coates, Matheus Reis, Palhinha, Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho (tendo este entrado aos 83', substituindo um Matheus Nunes já muito fatigado).

 

Não gostei nada que até esta fase da Taça de Portugal, segunda mais importante competição do futebol nacional, a vídeo-arbitragem estivesse ausente. Algo totalmente incompreensível, quando todos dizem pugnar pela verdade desportiva e é inquestionável que este instrumento se tornou decisivo para trazer transparência e equidade às decisões assumidas pelos árbitros de campo. Felizmente o desafio de ontem já contou com o VAR. Espero que na próxima edição da Taça os novos meios tecnológicos apareçam mais cedo nesta competição. 

O dia seguinte

Era um jogo para ganhar contra uma equipa do 4.º escalão nacional e o Sporting ganhou tranquilamente por 4-0, o Leça não teve qualquer oportunidade de golo durante a partida.

Era um jogo para voltar ao modelo de futebol característico deste Sporting de Amorim, controlado, rigoroso e agressivo no ataque ao golo. O terceiro golo é o melhor exemplo disso: uma bola recuperada na esquerda, um passe a toda a largura de Matheus Nunes, Esgaio ameaça ir à linha arrastando a linha defensiva contrária e centra atrasado para Tabata, livre de marcação, encostar. Tudo bem feito, tudo marca Sporting. 

Era também um jogo para testar o momento de forma de alguns dos menos utilizados esta época, e se Ugarte e Tabata responderam afirmativamente - Ugarte foi o posto de controlo da equipa e Tabata o desequilibrador - Virgínia, Vinagre e TT estiveram muito aquém das necessidades do Sporting, o que é difícil de entender. Ia a dizer que Vinagre podia centrar 100 vezes que seriam todos para ninguém, quando ele lá conseguiu acertar num defesa de forma à bola ir parar à cabeça de Nuno Santos. Fantástico.

Se Feddal voltou bem da lesão, Porro ressentiu-se e assim perdemos a oportunidade de recuperarmos o melhor quinteto titular da defesa: Porro, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis. E muito precisamos para o que aí vem deste quinteto a funcionar em pleno.

E que mais? Apenas dizer que Esgaio mereceu bem o aplauso que recebeu aquando da substituição, já o vi jogar melhor e pior mas sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.

 

#JogoAJogo

SL

Mentalidade ganhadora/perdedora

Nestes tempos esquisitos de pandemia e teletrabalho associado, durante a tarde a televisão faz-me companhia, depois de a "acender" à hora do almoço para ver o "telejornal". Em regra, depois das notícias mudo para o canal 11, que é muito interessante e vou dando uma olhadela, para limpar a vista dos ecrãs dos portáteis. Há por lá uma rubrica/programa de nome "Sagrado Balneário", apresentada por Toni (um senhor!) e António Carraça. Dedicada a antigos jogadores, com o objectivo de contarem de forma descontraída as suas carreiras e principalmente peripécias acontecidas durante a dita cuja. Já por lá passaram muitos, uns craques outros nem tanto. Há relato de situações hilariantes e caricatas, no fundo é um espaço despretensioso, leve, alegre, que tem por objectivo criar durante o seu tempo de emissão, empatia entre o "entrevistado" e os espectadores.

Alguns dos que por lá já passaram jogaram em grandes clubes em Portugal (nos três) e no estrangeiro e onde quero chegar com toda a ladainha que atrás rascunhei é que todos, sem excepção, os que passaram pelo FCPorto referiram a pressão que é ter que ganhar; Dentro e fora do balneário. Um exemplo de quem jogou nos três grandes: "Um simples pedido de autógrafos. No Sporting ou Benfica pedem(iam) um autógrafo, dá cá o papel e a caneta, como é que te chamas, assinar e toma. Obrigado, resposta do adepto. No Porto? No Porto era igual, mas no final o adepto não agradecia, dizia: Temos que ganhar no Domingo, cara...!"

Vem isto a propósito da derrota, eu diria desleixada, do Sporting nos Açores, na última jornada.

Concordando inteiramente com o Pedro Correia no post abaixo e tendo toda a confiança no técnico e nos jogadores, não perdemos nada em ser exigentes, antes pelo contrário. Já é tempo de esquecer o "levantar a cabeça e pensar no próximo jogo" tão usado e abusado durante anos a fio no nosso clube.

Cultura de exigência precisa-se, o apoio passa muito por aí e quem a confundir com desapoio andará completamente desajustado daquilo que deve ser o Sporting.

Quero eu com isto afirmar que a mentalidade ganhadora deve ser pressionante, a vontade de vencer devendo estar no balneário, deverá ser alimentada por uma exigência de excelência em todos os jogos e nunca por uma atitude fatalista após um desaire.

Outro jogador dos referidos lá em cima, relatando duas viagens de avião de regresso de jogos das competições europeias, após derrota: "Num avião conversava-se, ria-se, mostravam-se as compras. No voo do FCPorto o silêncio era sepulcral."

Há coisas que, apesar da relatividade da importância de um jogo de futebol tão bem descrita por Bill Shankly, quando afirma que "algumas pessoas acreditam que o futebol é uma questão de vida ou morte. Fico muito decepcionado com essa atitude. Posso assegurar que futebol é muito, muito mais importante[", se achamos que devemos abraçar, deveremos copiar. Esta cultura de vitória, esta mentalidade ganhadora, esta cultura de exigência poderá ajudar a que deixemos de dizer que "temos que jogar três vezes mais que eles para ganhar" e a largarmos a nossa tão querida fatalidade. Talvez assim só duas vezes passem a ser suficientes...

Para golear

Desta vez, tenham lá paciência, mas não faço a coisa por menos.

Vamos defrontar logo à noite o Leça, do quarto escalão do futebol nacional, ainda por cima em campo neutro (o jogo será em Paços de Ferreira).

Desejo que o Sporting vença, naturalmente. Mas ambiciono mais: desta vez exijo à nossa equipa uma vitória por números muito expressivos, nada de triunfos tangenciais.

Quero uma goleada, caramba. Será pedir muito?

Vamos a Leça

O sorteio dos quartos-de-final da Taça de Portugal foi-nos benéfico: vamos defrontar o Leça, que milita no quarto escalão do futebol nacional. Enquanto o Vizela recebe o FC Porto. Portimonense-Mafra e Rio Ave-Tondela são os outros jogos. 

Reforça-se a perspectiva de que Rúben Amorim possa ganhar, ao comando da nossa equipa, o único título ou troféu que ainda não conquistou de verde e branco. 

Não espero outra coisa dele. E vocês?

Pódio: Sarabia, Daniel Bragança, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Casa Pia-Sporting, para a Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Sarabia: 19

Daniel Bragança: 18

Palhinha: 16

Pedro Gonçalves: 16

Paulinho: 15

Coates: 15

Matheus Reis: 15

Esgaio: 14

Gonçalo Inácio: 14

Matheus Nunes: 13

João Virgínia: 13

Nuno Santos: 12

Ugarte: 12

Nazinho: 11

Tabata: 10

 

A Bola e O Jogo elegeram Sarabia como melhor em campo. O Record optou por Daniel Bragança.

O dia seguinte

O Sporting conseguiu ontem os seus objectivos debaixo de chuva forte em Pina Manique. Ultrapassou o Casa Pia rumo ao Jamor sem lesões ou castigos no seu melhor onze.

 

Não foi fácil a primeira parte. O Casa Pia entrou bem, pressionante e objectivo, e foi recompensado por um bom golo. O Sporting foi atrás do prejuízo, com Palhinha e Bragança em bom plano, mas o trio dianteiro, muito igual, perdia-se na tentativa de combinações na zona central, com muitos adversários à volta. Só nos cantos o Sporting criava real perigo. Num Matheus Reis ameaçou, logo a seguir Coates a meias com Palhinha marcou. Entretanto Matheus Reis (que evolução, senhores) tinha safo mais uma oportunidade de golo do Casa Pia.

E chegámos ao intervalo empatados.

O "Al Morim" viu o óbvio: entrou Paulinho e colocou Tabata a ala esquerdo. E o Sporting logo encostou o Casa Pia às cordas. Pedro Rodrigues e Sarabia pareciam outros, as oportunidades de golo sucediam-se: uma bola no poste do Pedro que foi uma obra-prima de execução, quando finalmente Sarabia marcou um belo golo num remate indefensável à entrada da àrea.

 

Estava tudo a correr bem quando o árbitro "irmão do outro que é dirigente", que até estava a fazer boa arbitragem, com um critério largo e uniforme que manteve até ao fim do jogo, aceitando-se desse ponto de vista que não tenha marcado dois penáltis a favor do Sporting, por mão na bola e carga lateral a Bragança, até porque não marcou depois numa carga posterior de Matheus Reis, tem uma decisão completamente desprovida de sentido e expulsa um jogador que apenas se protege duma entrada imprudente num "tackle" deslizante, ainda por cima dum jogador deficientemente protegido.

Admitindo que o gesto de auto-protecção deTabata, do seu ângulo de visão, possa ter parecido duvidoso, devia ter mostrado amarelo e esperar pela análise do VAR. Vendo o lance, nada indica que seja de expulsão. Depois temos a questão da uniformidade de critérios. O Tiago Martins e o Rui Costa são árbitros do mesmo país? Como é que um, no tackle do japonês em Barcelos, mostra amarelo a quem entra assim e este mostra vermelho a quem sofre a entrada?

Não sei se algo se passa lá na arbitragem, se a coligação "do leitão" está em cima deles a exigir o retorno do investimento, assustados com o sucesso do Sporting e assediados pela Justiça e pela FIFA, mas estes três últimos jogos da equipa A e os últimos da B (neste então há uma expulsão do Chico Lamba completamente ridícula) foram de grande prejuízo para o Sporting.

Vamos ver o próximo.

 

Mas voltando ao Casa Pia-Sporting: a jogar com 10, Rúben trancou o jogo, entraram três jogadores frescos, reorganizou-se a defesa e foi só esperar pelo fim dos 90 e picos minutos. Foi o tal "sentar-se em cima do resultado" que define as grandes equipas.

Foi bom no final ouvir Sarabia, um titular da selecção de Espanha que não levantou qualquer problema por ter sido substituido em Barcelos e ontem correu e lutou o tempo todo, marcando um grande golo. Nas suas declarações demonstrou entender perfeitamente o jogo, se calhar está ali um futuro treinador. 

E assim cá vamos... rumo ao Jamor. Para repetir a grande vitória de há três anos, com Marcel Keizer.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito de confirmar que o Sporting chega ao Natal mantendo-se em todas as frentes desportivas, algo que não aconteceu no ano passado. Seguimos no topo do campeonato, permanecemos na Liga dos Campeões, transitámos para as meias-finais da Taça da Liga e esta noite chegámos aos quartos--de-final da Taça de Portugal derrotando o Casa Pia por 2-1 no estádio Pina Manique. Com boa réplica da equipa visitada, que ocupa o quarto lugar na Liga 2. Além disso continuamos invictos nas competições nacionais desta temporada: nem uma derrota sofrida.

 

Gostei de três desempenhos em particular. Coates, um dos centrais mais goleadores da história do Sporting, voltou a ser decisivo ao desbloquear o 1-0 que se mantinha desde os 8'. Desta vez o nosso capitão não marcou de cabeça, na sequência de um canto: o seu golo, aos 33', foi com o pé direito. Sarabia marcou hoje pela quarta vez nos últimos cinco jogos - um golão que fez a bola embater com estrondo na barra, ultrapassar por centímetros a linha de baliza e voltar a subir à trave, tal foi a potência do remate: estavam decorridos 58', selava-se o resultado do encontro. Destaco ainda o desempenho de Daniel Bragança, para mim o melhor em campo: respira classe tanto na recepção como no passe no corredor central, desta vez com mais liberdade para avançar no terreno. Serviu sempre bem os colegas e tentou ele próprio o golo em dois disparos bem colocados, aos 23' e aos 42'.

 

Gostei pouco da lentidão da nossa equipa na primeira parte, com vários jogadores presos de movimentos. Nazinho, como ala esquerdo titular, não resultou. Pedro Gonçalves andava meio perdido. Sarabia mal se viu neste período inicial. Após o intervalo, Rúben Amorim trocou Nazinho por Paulinho: rima e bateu certo. O n.º 21 fez a diferença assim que entrou, arrastando marcações e abrindo diagonais em movimentações constantes. Não tardou muito para que o empate a uma bola registado ao intervalo se desfizesse: foi, de longe, o melhor período do Sporting. Durou até ao minuto 71, quando Tabata viu o cartão vermelho. Depois, imperou a preocupação de segurar a vantagem tangencial e até de recorrer a expedientes típicos do futebol português para queimar tempo à espera que soasse o apito final. Terá sido eficaz, mas não foi bonito.

 

Não gostei de verificar que o Sporting continua a marcar poucos golos. Estivemos a perder durante um quarto de hora, a partir dos 8', empatámos e após o intervalo carimbámos a vitória contra o Casa Pia. Sem ambição de ampliar a vantagem. É verdade que tivemos um a menos nos 20 minutos finais, mas defrontávamos uma equipa do segundo escalão do futebol português. Também não gostei que se cumprisse o sétimo jogo seguido sem Pedro Gonçalves a marcar. É certo que mandou uma bola ao poste, aos 53', e foi ele a pontapear o canto de que resultou o primeiro golo, mas habituou-nos a ser mais acutilante e concretizador do que mostrou nesta difícil vitória frente ao Casa Pia.

 

Não gostei nada da actuação de Rui Costa, um dos piores árbitros ainda em actividade quando já podia e devia ter arrumado as botas. Perdoou dois penáltis à turma da casa, esteve prestes a anular o golaço limpo de Sarabia (valeu-nos a intervenção da vídeo-arbitragem, já existente nesta fase da Taça de Portugal) e tomou uma decisão desproporcionada ao expulsar Tabata num lance em que apenas se impunha o amarelo. De qualquer modo, o brasileiro deve rectificar o comportamento em campo: esta é a segunda vez em que é expulso num intervalo curto. Só é útil para a equipa quando está em jogo, não quando recebe ordem de expulsão.

Do disparo da pistola à Frida

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Foi a reportagem possível do "És a Nossa Fé", junto ao estádio do Casa Pia Atlético Clube, com um bebé, no banco traseiro, a reclamar pelo almoço.

"Quem és, de onde vens e para onde vais?"

A frase mais célebre proferida por Pina Manique, o mesmo que dá nome ao estádio, onde, mais logo, o Sporting poderá ficar fora da Taça de Portugal.

Nas paredes desse estádio há um mural pintado e borrifado (com aquelas latas de borrifar tinta) da 'herdeira" de Frida, Sofia Castellanos.

Os sportinguistas (e os outros) que forem assistir ao jogo deverão levar, para além do telemóvel, uma máquina fotográfica que lhes permita apreender a pintura (são 45 metros de parede) desta excelente artista mexicana.

A vida não é só pontapé na bola, se temos estas manifestações de arte à nossa frente, aproveitemos.

"Chamo-me Bocage e venho do Nicola, vou para o outro mundo se disparas a pistola".

Não espero menos, logo.

Um futebol à Bocage, sem medo de Pina Manique, um futebol arte (há uma bola de futebol no mural que referi) à Castellanos, compatriota do inesquecível Negrete.

Amanhã à noite em Pina Manique

Muitos conhecem o estádio do Casa Pia de passar perto, no vai e vem diário para Lisboa, mas poucos já lá foram ver o jogar o Sporting. Eu recordo-me vagamente de lá ter ido uma vez ver o Sporting B ganhar com um bem alimentado ex-promessa do Benfica, Bruno Caires, por isso terá sido consultando a Wiki se calhar em 04/11/2001, digo isto porque alinhou um então anafado ex-promessa do Benfica, Bruno Caires.

Os dois últimos jogos, com Penafiel e Gil Vicente, com arbitragens medíocres que muito prejudicaram o Sporting, conseguiram pôr em evidência a resiliência desta equipa brilhantemente liderada por Rúben Amorim. As coisas podem estar a correr mal e com tendência para piorarem, sofrem-se expulsões estúpidas e falham-se penaltis, mas a equipa reage, cerra os dentes e une-se rumo à vitória.

Este plantel escolhido de acordo com as ideias de Amorim e com as dificuldades financeiras, com Covid, castigos e lesões, já perdeu toda a gordura que pudesse ter, está mesmo "no osso". Regressados de impedimentos são titulares, jovens com muito pouco trabalho com Amorim, já não falando em idade e experiência, estão no banco. 

O trio defensivo do 3-4-3 é com os defesas centrais ou laterais que estiverem disponíveis, para os alas então qualquer um serve, e assim sucessivamente. Um destes dias ainda vamos ver em onzes iniciais o Paulinho a trinco, o Palhinha a defesa, e o Coates a ponta de lança. Já faltou mais. Só os guarda-redes são mesmo... guarda-redes.

Mas a contrapartida disto é que a equipa se torna camaléonica, cada jogador faz coisas muito fora do esperado para o adversário, e assim torna-se muito difícil para seja quem for levá-la de vencida. Vejam e revejam os três golos marcados ao Gil Vicente. O primeiro um salto à pressão dum extremo convertido em ala que avança e remata ao golo, o segundo foi fruto duma disputa de bola ganha por um ponta de lança a fazer de extremo direito e a assistir um médio centro para o golo...

Amanhã espera-se mais do mesmo, uma equipa do Sporting sem Neto, Porro, Feddal, Vinagre, Jovane, Tiago Tomás, mas já com Esgaio, para prosseguir rumo ao Jamor. Um cromo que ainda falta na caderneta de Amorim.

Um dos outros dois rivais estará em breve fora da corrida, e por isso ainda mais importante se torna o confronto de amanhã.

Se calhar com Virgínia em vez de Adán, penso que Amorim não vai andar em poupanças e vai pôr toda a carne no assador de acordo com o estado físico de cada um.

O tempo vai ajudar? Haverá ainda bilhetes? 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Pódio: Pedro Gonçalves, Porro, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Varzim pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 19

Porro: 16

Sarabia: 15

Gonçalo Esteves: 15

Nuno Santos: 15

Daniel Bragança: 15

João Virgínia: 15

Jovane: 14

Tabata: 14

Matheus Nunes: 14

Matheus Reis: 14

Esgaio: 13

Feddal: 13

Neto: 11

Paulinho: 11

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

Taça é taça. Os jogos da Taça são sempre complicados, em Portugal e em muito lado, seja qual a for a divisão do adversário, ainda mais quando se coloca em campo uma equipa de habituais suplentes.

Ontem contra o Varzim, pela muita garra e alguma competência do adversário, e pela inépcia do trio atacante, as coisas não foram fáceis, e menos seriam se aquela falta escusada para penálti não tivesse ocorrido ao cair do pano.

O jogo começou com o Sporting em grande estilo, a bola circulava rápido para os alas e os cruzamentos sucediam-se com algum perigo aparente. Nessa altura a questão era de quantos seria a goleada. Aos poucos o Varzim foi tentando sair rápido para o contra-ataque e por volta dos 20 minutos conseguiu uma grande oportunidade numa desmarcação cerca do meio-campo que iludiu a linha de fora de jogo e então foi preciso um grande sprint de Gonçalo Esteves e a falta de decisão do poveiro frente a Virgínia para resolver o problema. Até ao fim do primeiro tempo as coisas estiveram mais equilibradas, com perigo dos dois lados. Mais para o Sporting, com várias oportunidades, incluindo um grande remate de Bragança, a esbarrar na inspiração do guarda-redes contrário, e um livre muito bem marcado por Jovane à trave.

Na segunda parte o esforço começou a pesar nas pernas, o jogo a ficar mais confuso e o Varzim a tentar encolher o tempo de jogo útil das mais variadas formas. Dum lance de mudança de direcção veio a lesão dum Jovane que continuava a lutar pelo regresso aos tempos da vinda de Amorim, e foi o pretexto para colocar a artilharia pesada, primeiro Pedro Gonçalves, depois Sarabia e Porro. E o golo aconteceu naturalmente, mais podiam ter acontecido, mas logo veio um par de penáltis escusados, um para cada lado, ditar o resultado final.

 

No final do jogo, Amorim (já tinha dito que é de longe o melhor treinador que passou por aqui desde Boloni?) veio dizer o que todos vimos, que a vaga de cruzamentos foi inconsequente porque a bola ia quase sempre para onde não havia ninguém. Culpa de todos, a começar por ele mesmo, que ainda não conseguiu que o ataque consiga a mesma articulação da defesa, dos dois alas e de Matheus Reis, que centram de olhos fechados, de Paulinho, que se mete sempre na molhada, e dos dois interiores do onze inicial, que não têm o faro de Pedro Gonçalves para adivinhar onde a bola vai cair. Importa definir os espaços que cada jogador vai ocupar quando um ala tem condições para centrar, de forma a ele apenas ter de se preocupar em pôr lá a bola.

E assim, cumpriu-se o principal objectivo, passar para a eliminatória seguinte.

Quanto ao objectivo secundário, lançar jogadores menos utilizados, a noite foi de Gonçalo Esteves  (foram 0M€ por 100% do passe?), sempre esforçado e objectivo a atacar e com grande atitude a defender. Foi ele, mais que ninguém, que safou aquele golo aos 20 minutos pela perseguição e pressão feitas ao jogador poveiro.

 

Virgínia esteve ao nível de Max, o que quer dizer que esteve muito bem. Esgaio não esteve no seu melhor e acumulou pequenos erros. Matheus Reis sempre a pensar bem e a fazer mal. Tabata cada vez mais me convence que poderia ser um médio bem mais adequado que Bragança para um meio-campo a dois. E Jovane... é Jovane. Quem o definiu muito bem foi o Bruno Fernandes. Uma montanha-russa de emoções.

Porro, Feddal, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves e Sarabia em pleno para o Dortmund. O Paulinho do costume não esteve lá, se calhar nem era para jogar, há dias assim. Contamos com ele para o Dortmund também.

 

#OndeVãoUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito de Pedro Gonçalves. Não foi titular, só entrou aos 58' (substituindo o lesionado Jovane), mas não tardou a desembrulhar o jogo. Por duas vezes. Na primeira, emendando da melhor maneira um cruzamento atrasado de Sarabia (após falhanço de Paulinho): parece fácil, mas só ele consegue. Foi aos 67': esperámos mais de uma hora para abrir o marcador. Após o inesperado empate do Varzim, foi ainda o nosso n.º 28 a solucionar, carimbando a vitória. De penálti, impecavelmente marcado aos 88', fixando o resultado em Alvalade: 2-1. Terceiro bis da temporada para o jovem transmontano. Melhor em campo. Foi ele de novo a fazer a diferença.

 

Gostei dos nossos alas, à esquerda e à direita. Nuno Santos incansável a percorrer o corredor esquerdo e a centrar quase sempre com precisão, Gonçalo Esteves (com apenas 17 anos) confirmando que é um jovem muito promissor: arrisca no confronto individual, não vira a cara à luta, é tecnicamente muito evoluído. Gostei da boa réplica do Varzim, sem esquecer que é penúltimo classificado da Segunda Liga. Gostei também que o Sporting transitasse para a quinta eliminatória da Taça de Portugal. Somamos já 36 jogos sem perder em Alvalade para as competições internas (desde o Sporting-Benfica de 17 de Janeiro de 2020), cumprimos 31 jogos seguidos sempre a marcar em casa e alcançámos o nono triunfo consecutivo. Aguarda-nos o decisivo confronto de quarta-feira contra o Borussia, com a possibilidade de ascendermos ao segundo lugar do nosso grupo da Liga dos Campeões. Só dependemos de nós.

 

Gostei pouco de ver quatro oportunidades flagrantes de golo ficarem por concretizar para o nosso lado. Três travadas pelo guarda-redes Isma, com exibição superlativa em Alvalade: só ele impediu Daniel Bragança (aos 29'), Matheus Nunes (aos 41') e Matheus Reis (56') de a meterem lá dentro - sem esquecer um tiro de Jovane à barra, na conversão de um livre directo (36'). Ficou também evidente que a rotação de jogadores ensaiada por Rúben Amorim para poupar parte dos titulares já a pensar no desafio de quarta-feira ficou aquém do pretendido. Seis que não costumam integrar o onze inicial alinharam desta vez de início: João Virgínia, Esgaio, Gonçalo Esteves, Daniel Bragança, Tabata e Jovane. Mas perante o empate a zero registado ao intervalo que ameaçava prolongar-se pelo segundo tempo o treinador mexeu na equipa. Entraram Pedro Gonçalves, Sarabia e Porro (estes dois aos 66') e logo o Sporting se revelou mais dinâmico. Sarabia assistiu para o golo um minuto depois de entrar, Pedro marcou e Porro ganhou o penálti que nos permitiu a vitória. Os três fizeram a diferença.

 

Não gostei de Paulinho. Exibição medíocre do nosso avançado-centro, que voltou a ficar em branco apesar de se ter mantido em campo até ao apito final. Pior: não fez sequer um remate à baliza. Mal posicionado, sem presença na área, foi incapaz de aproveitar um só dos numerosos cruzamentos feitos por Nuno Santos e Matheus Reis pela esquerda e Gonçalo Esteves pela direita. Falta-nos claramente um homem de área, que não é o ex-avançado do Braga. Reforço urgente e eficaz, precisa-se.

 

Não gostei nada do sofrimento desnecessário na noite fria de Alvalade, onde só compareceram 9786 adeptos - incluindo uma ruidosa falange de varzinistas. Esperar mais de uma hora para ver o Sporting marcar frente a uma equipa de um escalão inferior torna-se penoso. Pior só a deplorável condição do relvado, sobretudo na segunda parte - mesmo sem ter chovido. Jovane sofreu uma lesão no joelho esquerdo que parece ser grave devido aos buracos que se abriam na terra castanha, outrora verde. Podia ter acontecido o mesmo, pouco depois, a Matheus Nunes e Matheus Reis. Inaceitável que o tapete do nosso estádio se apresente assim, quase despromovido a pelado.

Marsà e Marsà ir e voltá

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Quinta-feira vamos ter um novo protagonista.

Como dizia O' Neill: "há mar e mar, há ir e voltar", tudo indica que o catalão vai desempenhar esse papel, de ir e voltar pelo corredor esquerdo, no jogo com os homens do mar, do mar da Póvoa de Varzim.

Estou ansioso por voltar a ver futebol a sério e por assistir à estreia de Marsà na equipa principal do Sporting Clube de Portugal.

Primeiros, os três últimos jogos

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Benfica, 21 pontos

0-1 com o Portimonense; 0

1-1 com o Trofense; 1

0-4 com o Bayern; 0

Seis golos sofridos, um marcado, um ponto.

2° Porto, 20 pontos

2-1 com o Paços de Ferreira; 3

0-5 com o Sintrense; 3

1-0 com o Milão; 3

Um golo sofrido, oito marcados, nove pontos.

3° Sporting, 20 pontos

1-2 com o Arouca; 3 pontos

0-4 com Os Belenenses; 3 pontos

0-4 com o Besiktas; 3 pontos

Um golo sofrido, dez marcados, nove pontos.

Onde está a dinâmica dos triunfos?

Onde está a dinâmica de vencer, sem contar com o factor casa?

O Sporting vem de três jogos fora de portas com resultados esmagadores.

O Benfica vem de dois jogos em casa e um fora de portas, com um mija na escada, com resultados, como direi, envergonhantes?

Pódio: Tiago Tomás, Vinagre, Feddal

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Belenenses-Sporting, para a Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Tiago Tomás: 18

Vinagre: 17

Feddal: 16

Daniel Bragança: 16

Nuno Santos: 15

Ugarte: 15

Gonçalo Inácio: 15

Esgaio: 15

Gonçalo Esteves: 14

Pedro Gonçalves: 14

João Virgínia: 14

Jovane: 14

Matheus Nunes: 13

Matheus Reis: 7

João Goulart: 2

Porro: 2

 

Os três jornais elegeram Tiago Tomás como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

Para falar do jogo de ontem no mítico estádio do Restelo, onde pude voltar para desfrutar dum ambiente incrível, sinceramente fiquei siderado pela pujança dum clube cuja equipa de futebol anda pela 4.ª divisão nacional, tenho obrigatoriamente que começar pelo comentário que acho brilhante dum dia destes do nosso leitor Francisco Gonçalves. Disse ele e eu cito:

"Para Rúben Amorim, o sistema 3-4-3 é a base de todo o seu entendimento sobre como uma equipa deve abordar um adversário, em qualquer momento, em qualquer Estádio. Não quer dizer que seja o único que conheça, ou que seja capaz de trabalhar, mas é aquele em que, atualmente, aposta todas as fichas.

Naturalmente, enquanto correr bem – e está a correr muito bem! -, Rúben Amorim não encontra motivos para alterar a sua linha de pensamento e de atuação. A inteligência e a perspicácia do jovem treinador hão de ajudá-lo a perceber que, se a eficácia do seu 3-4-3 estiver esgotada, é tempo de mudar. É como naquelas relações em que pensamos que serão para o resto da vida e, às vezes, afinal, não foram.

Num exercício de pura especulação, eu acho que a base que sustenta o trabalho de Rúben Amorim é o manual de 11 capítulos que ele transporta sempre consigo: o capítulo 1 revela o que o treinador espera do seu guarda-redes; o capítulo 2 revela o que o treinador espera do seu lateral-direito, até ao capítulo 11 que revela o que o treinador espera do seu extremo-esquerdo.

O sistema tático 3-4-3, como todos os outros, permite criar dinâmicas que se ajustem ao espaço temporal do próprio jogo e às circunstâncias que ele vai revelando.

Um jogo de futebol contém, reconhecidamente, vários momentos, que passam, inevitavelmente, pela organização ofensiva e defensiva, pelas transições (ofensivas e defensivas), pelos lances de bola parada e pelo talento individual que, não raras vezes, de uma forma supra a qualquer momento do jogo, resolve um desafio.

No manual de Rúben Amorim, em cada um dos capítulos, está tudo muito bem escalpelizado e cada um dos jogadores só tem que estudar o seu capítulo. Imagino que Rúben Amorim recomende a cada jogador do seu plantel o estudo apurado do respetivo capítulo e de mais um ou dois que serão os correspondentes à necessidade de atribuir uma polivalência, planeada ou inopinada, a este ou àquele jogador.

Rúben Amorim não ajusta a equipa às característica de um jogador, seja ele qual for. Ao invés, os jogadores estudam o capítulo que lhes compete e sabem, com um rigor infalível, o que o treinador espera de cada um deles. Esse é o seu inestimável contributo para o sucesso da equipa.

O sistema tático é aquele. Através da aquisição dos conhecimentos que derivam da leitura do manual, acrescida da disponibilidade física e mental para interpretar, com eficácia, aquela leitura, o jogador sabe o que fazer, quando a equipa tem bola, quando não tem, quando defende quando ataca, de forma organizada, ou em transições rápidas e, também, conhecem o seu papel, nos lances de bola parada.

Esse imaginário manual é aplicado em todos os treinos. Os jogadores que parecem saber colocar em prática o seu respetivo capítulo, são aqueles que, por norma, integram o onze inicial.

Este forma de Rúben Amorim trabalhar representa 90% do contributo para que o Sporting Clube de Portugal possa vencer os seus jogos.

Os restantes 10% têm origem no talento individual que, consoante a inspiração do momento, podem ser decisivos para resolver aquilo que o manual de Rúben Amorim não foi capaz de resolver.

Como exemplo, os “passes” à baliza de Pedro Gonçalves. Até parece fácil, mas aquilo é, de facto, talento e inspiração, em doses ajustadas ao momento."

 

Simplesmente brilhante. Parabéns, caro Francisco.

Pois ontem o que vimos no Restelo foi isso mesmo. Virgínia fazia de Adán, Esgaio de Inácio, Inácio de Coates, Feddal dele mesmo, Vinagre também, e Pedro Gonçalves idem idem. Ugarte fazia de Palhinha, Bragança daquele Bragança quando entra para o lugar do Matheus Nunes, Gonçalo fazia de Porro até lhe tentando imitar as incursões e remates, TT fazia de Sarabia e Jovane de Paulinho. E o futebol era o mesmo, apenas mudavam os intérpretes, que conheciam a pauta de cor e salteado.

Começa o jogo. Vinagre faz aquilo que devia sempre fazer, entrar em velocidade e centrar na passada, o Paulinho (Jovane) falha, e o Sarabia (TT) põe lá dentro. Depois começou a fazer outras coisas menos positivas, mas levou um refreshment à moda de Amorim na pausa técnica provocada pelo dói-dói dum adversário. Depois disso melhorou em muito na definição dos lances.

Naquela primeira parte foram mais quatro ou cinco oportunidades assim. Dum Coates (Inácio) ou dum Inácio (Esgaio) lançar em profundidade, o Palhinha (Ugarte) distribuir, o Bragança colocar, e alguém falhar frente à baliza, com grande mérito do guarda-redes adversário pelo meio.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima, mas a poder estar a ganhar por 4 ou 5.

 

Obviamente sofremos um pouco na segunda parte. O adversário sentiu que tinha uma oportunidade, veio com o peso da história do grande Belenenses e o apoio tremendo dos adeptos a dar-lhe asas, e a coisa podia-se ter complicado. Felizmente veio um canto e um segundo golo dum TT que parece ter ganho entretanto uns bons quilos de músculo. Isso matou o jogo.

Depois entrou-se na gestão física. Porro entrou para rodar para a Turquia, mas logo fez uma entrada um pouco estúpida e sofreu logo a seguir uma retaliação para matar, felizmente parece que não foi nada demais, o árbitro ficou tão baralhado da cabeça por não ter mostrado o obrigatório vermelho que logo compensou com um penálti e logo a seguir teve a oportunidade que não desperdiçou para expulsar aquele filho... que parece que é osteopata.

 

O que fica deste jogo? A passagem à eliminatória seguinte, um resultado mais que positivo no teste à profundidade do plantel, uma demonstração duma lição bem estudada que resiste à troca de Manuéis por Joaquins. Está de parabéns mais uma vez este grande treinador que temos e que se chama Rúben Amorim.

Gostei imenso de voltar ao Restelo, penso que 48 anos depois de lá ter ido pela primeira vez pela mão dum vizinho sócio dos Belenenses, ver o Sporting perder por 1-0, uma das poucas derrotas no ano glorioso da dobradinha de 73/74. Obrigado, Rúben Amorim.

De quem mais gostei? De Ugarte. Aquilo é como o algodão, não engana. Classe pura.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito da nossa primeira goleada da época. Num dos mais belos estádios da Europa - o do Restelo, infelizmente há muito arredado de grandes confrontos futebolísticos. Casa do Belenenses verdadeiro, não dessa contrafacção que anda aí a tentar usurpar-lhe o nome. Bom relvado, bancadas com mais de 12 mil adeptos dos dois clubes, atmosfera entusiástica, verdadeira festa do futebol. Com um onze composto por seis suplentes, o Sporting impôs hoje a sua superioridade desde o minuto 2, quando Tiago Tomás inaugurou o marcador, e controlou sempre a partida. Resultado: triunfo por quatro golos sem resposta. As nossas redes voltaram a ficar invictas. Os três outros golos foram marcados por TT, bisando aos 68', Jovane (77') e Nuno Santos (80'), os dois últimos na conversão de grandes penalidades.

 

Gostei de algumas exibições. Começando pela de Rúben Vinagre, que regressou ao onze titular após a malograda actuação frente ao Ajax em Alvalade. Esta é uma das melhores notícias da noite: temos o jogador recuperado. Foi, para mim, o melhor Leão em campo. Assistiu TT no golo inicial e serviu-lhe a bola de bandeja aos 79' no lance que originou o segundo penálti a nosso favor - e o quarto golo do Sporting. Excelentes cruzamentos de Vinagre também aos 14', 53' e 62' - infelizmente desperdiçados pelos colegas. Tiago Tomás também merece destaque, naturalmente, pelos dois golos que marcou: concorre cada vez mais com Paulinho para ponta-de-lança titular. Também gostei dos regressos de Pedro Gonçalves (substituído aos 63' por Nuno Santos) e Gonçalo Inácio (que fez de Coates e esteve em campo até aos 83'), ambos recuperados de lesões. Destaque ainda para as boas estreias de Gonçalo Esteves (como ala direito titular: aos 17 anos, promete ser craque), João Virgínia (substituindo Adán na baliza, sem muito trabalho) e João Goulart (central, capitão da nossa equipa B, entrando aos 83' para render Gonçalo Inácio).

 

Gostei pouco de termos chegado ao intervalo a vencer só por 1-0 no Restelo. E do festival de golos desperdiçados (quase todos devido à excelente intervenção do guarda-redes azul Marcelo Valverde, o melhor em campo). Anotei estes: Jovane aos 14', Feddal aos 24', Pedro Gonçalves aos 36', Gonçalo Inácio aos 44', Nuno Santos aos 89', Tiago Tomás aos 43', 86' e 90'+3. Apesar da goleada, frente a uma equipa do quarto escalão do futebol português, continuamos a pecar no capítulo da finalização.

 

Não gostei de continuar a ver um defeito que venho notando neste Sporting 2021/2022: escassa presença na área em momentos decisivos. Excepto em lances de bola parada, muitas vezes mantínhamos apenas Tiago Tomás naquela zona. Não faltaram centros bem medidos que acabaram por não ter desfecho positivo devido à ausência de um elemento que pressionasse  junto ao segundo poste. Demasiada contenção ofensiva, que o resultado de algum modo disfarça por termos beneficiado de dois penáltis - o primeiro, quanto a mim, algo forçado. Se há coisa de que não podemos queixar-nos, em tempos recentes, é de falta de grandes penalidades a nosso favor.

 

Não gostei nada da entrada assassina de um jogador do Belenenses chamado Frias. Aplicou uma tesoura na tibiotársica de Pedro Porro, que entrara minutos antes em campo e saiu de maca, contorcendo-se com dores, ao minuto 75. Provável lesão grave do internacional espanhol que poderá afastá-lo dos relvados durante algumas semanas. Começando já no desafio de terça-feira, frente ao Besiktas, para a Liga dos Campeões. O tal sujeito, espantosamente, nem levou vermelho directo nesse lance - como se impunha. Viu-o pouco depois, ao fazer falta sobre Tiago Tomás, na jogada que nos rendeu o segundo penálti. Mancha vergonhosa numa noite que devia ser apenas de celebração e festa.

Volta mesmo hoje?

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Tudo indica que sim. Pedro Gonçalves não alinha pelo Sporting desde 28 de Agosto. Já temos saudades dele. Será excelente vê-lo logo à noite na partida do estádio do Restelo para a Taça de Portugal, contra o Belenenses verdadeiro.

Aguardo também com expectativa a provável estreia de Gonçalo Esteves na equipa principal, como ala direito. O miúdo que veio do Porto merece. Ou muito me engano ou irá longe vestido de verde e branco.

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