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És a nossa Fé!

Foi mesmo o Sporting ou foi o Celtic?

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E o adversário das duas finais equipava de azul, foi o Belenenses?  Não, foi o Porto.

E os das meias-finais, um equipava de vermelho, o outro de vermelho também... Terão sido Benfica e Braga?

E foi há muito tempo ou logo depois da debandada de jogadores de topo como Rui Patrício, William, Gelson, Podence e Rafael Leão, provocada pelo destituído?

É que, ouvindo o Vítor Oliveira, o Silas e mais uns quantos, fica-se um pouco baralhado da cabeça... 

 

PS: Algum jogador de topo nas fotos?

SL

 

O que é isto???

Foi o que eu e Manuel José (ver Record) pensámos quando vimos o onze que Silas fez alinhar em Alverca, com três craques no banco, três tristes trincos que nada trincavam, e coxo do lado esquerdo.

Depois viemos a saber que Silas não quer heróis, quer uma equipa, e que considerou que a primeira parte foi bem melhor do que a segunda. Parece que depois do intervalo só queriam ganhar o jogo e não tentar repetir os elaborados esquemas tácticos que tinha andado a treinar.

Como se não tivesse sido um dos tais heróis o principal responsável pelas duas vitórias anteriores e não as desconchavadas tácticas que Silas se lembrou de apresentar.

Manuel José fala em imprudência, em desaproveitamento duma oportunidade de carreira que lhe caiu do céu. Eu falo de impreparação e deslumbramento

Agora leio que Silas, Viana e Beto foram para cima dos jogadores, já mais que à beira dum ataque de nervos (vide o Neto), e confundidos com tanta táctica e modelo de jogo novo para aprender.

Isto está a ir de mal a pior...

E se os três, todos juntos, desamparassem a loja e deixassem o Bruno Fernandes tratar da coisa?

SL

Pódio: Vietto, Bolasie, Luís Maximiano

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Alverca-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Vietto: 15

Bolasie: 13

Maximiano: 13

Bruno Fernandes: 12

Jesé: 12

Miguel Luís: 11

Acuña: 10

Eduardo: 9

Borja: 9

Luiz Phellype: 9

Ilori: 8

Rosier: 8

Idrissa Doumbia: 7

Neto: 7

 

Os três jornais elegeram Vietto como melhor sportinguista em campo.

Armas e viscondes assinalados: Um filme hardcore do terceiro escalão

Alverca 2 - Sporting 0

Taça de Portugal

17 de Outubro de 2019

ERRATA: Tal como foi apontado por vários leitores, foi Luiz Phellype e não Tiago Ilori o autor moral do 2-0. Assim sendo, mantendo-se a má avaliação do central, é de elementar justiça irmaná-lo com o avançado, que desce para 2,0 para 1,5.

 

Luís Maximiano (2,5)

Uma das medidas do nível de tragédia em que o futebol leonino se encontra atolado reside no facto de o guarda-redes mais promissor da Academia de Alcochete desde o titular do Wolverhampton ainda não ter conseguido ganhar ou empatar um jogo pela equipa principal. Desta vez viu-se traído por centrais hesitantes e por um trinco fora de posição no primeiro golo e por um corte de cabeça com aspecto de assistência para golo no segundo. O Sporting foi eliminado da Taça de Portugal pelo Alverca, equipa do Campeonato Nacional de Seniores, mais conhecido por terceira divisão, mas o resultado poderia ser ainda mais humilhante não fossem as belas defesas do jovem a quem tratam por Max – não necessariamente por estar rodeado de mulas da cooperativa... –, a começar pelo desvio por instinto de um pontapé de bicicleta.

 

Rosier (2,0)

A escassa utilização de Rafael Camacho, outra das compras milionárias feitas pela mesma gerência que dispensou Nani e Montero antes de vender Bas Dost a preço de saldo, tem permitido que os sportinguistas se inquietem-se menos com o lateral-direito francês, não obstante tarde a confirmar o estatuto de última Coca-Cola de Kandahar. Assim voltou a suceder na despedida do Sporting ao troféu de que era detentor, após ter saído derrotado da traumática final disputada na época anterior a essa no Estádio Nacional: presença física quanto baste e cruzamentos mais para menos do que para mais em nada contribuíram para a felicidade da equipa e sossego dos adeptos.

 

Neto (2,0)

A sucessão de faltas duras e desnecessárias cometidas após ver o cartão amarelo fizeram temer que estivesse a conduzir uma experiência científica com o árbitro Luís Godinho. Conseguiu escapar à expulsão que o libertaria do compromisso seguinte do Sporting, mas revelou menos talento para impedir que Apolinário se acercasse da grande área até desferir o remate que inaugurou o marcador.

 

Tiago Ilori (1,5)

O alívio disparatado que permitiu ao Alverca selar o resultado final foi o enorme disparate específico que serviu de cereja no topo do bolo à quantidade habitual de pequenos e médios disparates genéricos, embora o passe errado que permitiu a primeira ocasião de golo da equipa da casa se destaque dos demais.

 

Borja (2,5)

O internacional colombiano continua a viver na linha defensiva do Sporting aquilo que uma pessoa livre e em busca de diversão,,,,, ou de algo mais, vive numa noite de sexta-feira: a sua avaliação depende do valor relativo dos amigos que tem ao lado. Sucedendo que Rosier, Neto e Ilori o acompanharam no relvado, Borja destacou-se e aproveitou a ocasião para demonstrar razoável critério a defender e mesmo a atacar, beneficiando da presença de Vietto nas imediações. Deve-se-lhe uma das primeiras das muitas ocasiões de golo do Sporting que ficaram por marcar, num fortíssimo remate de muito longa distância, mas na segunda parte foi perdendo fulgor até chegar a hora de ser trocado por Acuña.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

Tão esforçado quanto dessincronizado, naquele seu jeito diligente-trapalhão, o jovem médio defensivo remou contra a corrente mas pouco ou nada conseguiu, mantendo-se ainda assim até ao final de um jogo ainda mais desolador do que os anteriores. E espera-se que imensamente mais do que os jogos vindouros.

 

Eduardo (1,5)

Esteve no relvado com o equipamento Stromp vestido, mantendo-se 45 minutos num registo equivalente ao da figuração especial. Velho  conhecido do novo treinador dos leões, o brasileiro tarda em justificar a sua presença mesmo que o resto do meio-campo leonino também não seja flor que se cheire.

 

Miguel Luís (2,0)

Envergou a braçadeira de capitão, o que terá parecido estranho a todos quantos não se deram ao trabalho de reparar que era mesmo ele o mais veterano de entre os titulares. Seguiu-se uma exibição marcada pela dificuldade em fazer cruzamentos, ou contribuir de forma decisiva para um desfecho diferente daquele que mostrou aos sportinguistas que continua a haver mais túnel no fundo do túnel.

 

Vietto (3,0)

Fossem os deuses do futebol clementes e um ou mais dos seus potentes e colocados remates teriam encontrado as redes, pois o argentino não só foi o jogador leonino que mais se empenhou na tentativa de marcar um número de golos superior à soma daqueles que inevitavelmente acabariam por entrar na baliza de Luís Maximiano como garantiu um toque de classe na circulação de bola e construção de jogadas que vai rareando no Sporting. Na segunda parte sentiu maiores dificuldades em manter o ritmo e em não ceder à tentação de deixar cair os braços, cedendo protagonismo para o recém-entrado Acuña.

 

Jesé Rodríguez (2,5)

Momentos houve em que o encharcado relvado de Alverca pareceu um DeLorean carburado a plutónio e capaz de devolver a eterna esperança adiada do futebol espanhol à glória que lhe esteve reservada. Tal como a persistente propaganda varandista fez saber nos últimos dias, Jesé está mais magro e consegue acrescentar alguma velocidade à qualidade inata dos pés, pelo que a defesa adversária tremeu com as suas arrancadas em drible pela direita, infelizmente desaproveitadas pelos colegas.

 

Luiz Phellype (2,0)

Na hora em que a equipa precisava de um matador resolveu assinar o perdão das redes da baliza contrária, desviando a bola para o lado errado dos postes nas duas maiores ocasiões que teve, muitíssimo bem servido pelo livre de Vietto e pelo cruzamento do recém-entrado Bolasie. Longe de ser o maior erro de entre as muitas contratações das épocas pós-Alcochete, nem sempre consegue superar as suas circunstâncias.

 

Bruno Fernandes (2,5)

O golo madrugador do Alverca retirou-lhe qualquer esperança de ficar descansado no banco de suplentes, tendo a realização da RTP mostrado um plano em que a sua expressão apreensiva era o prenúncio daquilo que estava para vir. Substituiu ao intervalo o pouco presente Eduardo, esforçando-se por construir jogadas dignas de uma equipa que não há muito tempo lutava de igual para igual com o Real Madrid ou a Juventus. Ainda enviou a bola à trave num dos seus magníficos livres directos, e tentou servir os colegas, mas não era a sua noite. Pior seria caso Luís Godinho tivesse mostrado o cartão vermelho num lance em que a frustração o levou, com ou sem intenção, a pontapear um adversário que tentava queimar mais uns segundos do tempo de compensação.

 

Acuña (2,5)

De capitão da Argentina contra a Alemanha a impedido de regressar ao Jamor por uma equipa do terceiro escalão do futebol português. Eis um resumo dos últimos dias de Acuña, colocado em campo com dois golos de desvantagem no placard e poucos minutos no cronómetro. Procurou fazer da ala esquerda uma alameda para a reviravolta, servindo-se da capacidade de drible e da atitude que falta a muitos colegas, mas os seus cruzamentos (cada vez mais disfarçados de remates) não surtiram efeito prático.

 

Bolasie (3,0)

Faltou-lhe um pouco de pontaria na melhor ocasião que o Sporting teve para marcar, mas a forma como se desenvencilhou de adversários dentro da grande área prova que poderá ser útil se algum dia a equipa estabilizar. Também na ala direita demonstrou capacidade de progressão no um contra um e muito razoável eficácia na hora de cruzar.

 

Silas (1,5)

Pouca ou nenhuma culpa tem na qualidade do plantel que aceitou treinar, mas tal como existe um motivo para Bruce Wayne e Batman não serem vistos no mesmo sítio, também há razões ponderosas que desaconselham a titularidade em simultâneo de Ilori e Miguel Luís, aliada ao fraco desempenho de Eduardo e Luiz Phellype. Chegada a hora de recorrer aos habituais titulares já pouco ou nada havia a fazer, até porque o segundo golo do Alverca serviu de coro grego, logo secundado pelo “joguem à bola” que veio substituir o “só eu sei porque não fico em casa”. Mas pior do que o resultado, e do que a eliminação precoce que deixa o Sporting praticamente sem objectivos concretizáveis nesta temporada,   foi o discurso após o jogo, abrindo caminho às piores interpretações acerca do estado do balneário leonino.

Reciclar, reutilizar, (reduzir) reformar

Eu cá por mim aproveitava as faixas, sempre se poupa algum...

Não sei se os mesmos se prontificarão para a tarefa (legítima na altura como o será agora), mas se não, deixem lá o material que alguém rapidamente lhe pegará.

Manifestantes pedem novas eleições no Sporting

Nota: Foto retirada do Expresso, publicada no dia 04.06.2018 às 23.09 horas, pública portanto.

A confrangedora mediocridade

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Ainda em Outubro, já o Sporting está fora de todos os objectivos relevantes na temporada futebolística: goleados na Supertaça, excluídos sem remissão da liderança do campeonato, agora fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, que actua no terceiro escalão do futebol luso. É uma noite de pesadelo para o desvanecido emblema leonino: a queda acaba de ocorrer no nosso jogo de estreia nesta competição.

Se analisarmos com rigor, devemos concluir: entrámos em campo derrotados. Para ser mais preciso: esta época começou logo sob o signo da derrota - fruto da improvisação, do amadorismo e da incompetência da SAD leonina. Que planeou mal, contratou pior, despediu quem não devia, apostou em quem jamais devia ter apostado.

 

O resultado está à vista: é uma confrangedora mediocridade. Do pior que tenho visto desde sempre neste meu clube do coração. Com jogadores sem intensidade, sem classe, sem categoria mínima para integrar os nossos quadros. Aqui ficam os nomes dos que agora se arrastaram sem préstimo em campo: Rosier, Neto, Ilori, Borja, Doumbia, Miguel Luís, Eduardo, Jesé e Luiz Phellype. Todos juntos, formaram uma absoluta nulidade. Perante a apatia silenciosa e resignada de um técnico recém-contratado, sentado no banco por não ter habilitações para actuar como treinador principal.

Sobraram Vietto - único elemento do onze titular capaz de pensar o jogo e que nunca desistiu de procurar o golo - e o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que se destacou numa defesa do outro mundo aos 45'. Dos suplentes utilizados, Bruno Fernandes e Bolasie - que deviam ter entrado de início - cumpriram os mínimos. Pouco mais havia a fazer: Bas Dost, Nani e Raphinha - importantes na conquista do troféu em 2018/2019 - já não integram o plantel.

Enfim, uma exibição calamitosa em noite de imensa chuva. Sofremos dois golos de uma equipa com um orçamento incomparavelmente inferior mas muito mais bem organizada do que a nossa. E não marcámos sequer um golito para compensar a imensa desolação dos adeptos que se deslocaram a Alverca.

 

Na bancada do estádio, de olhar errante e vago, estava um homem mais isolado que nunca: o presidente Frederico Varandas, que já teve cinco treinadores desde que iniciou funções, há apenas 13 meses. Despediu - e foi incapaz de contratar melhor. Quis assumir a tutela do futebol - e falhou em toda a linha. Prometeu recolocar o Sporting no trilho das vitórias e das alegrias - e tem acumulado derrotas que só nos proporcionam tristezas.

Lamento escrever estas linhas, mas é tempo de concluir: a confrangedora mediocridade tem um nome. O dele.

Balanço (31)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - III

 

Bruno Fernandes, no Sporting-Benfica

(3 de Abril de 2019)

 

Um golaço. Que ajudou a desfazer o nó frente aos nossos mais velhos rivais na meia-final da Taça de Portugal. Bruno Fernandes recebe a bola na ponta direita, liberta-se de marcação pregando um defesa adversário no chão e serve-se do pé esquerdo para um potente remate, sem defesa possível para o guardião encarnado, Svilar. Foi a nossa primeira vitória frente ao Benfica em futebol profissional desde 15 de Novembro de 2015. Seguimos em frente na competição, que viríamos a vencer. Graças a este grande golo do nosso capitão, iniciado com uma recuperação de bola que ele próprio protagonizou.

Os melhores prognósticos

Parabéns ao nosso leitor Leão do Fundão: acertou em cheio no resultado da Taça de Portugal ao fim do tempo regulamentar e do prolongamento:

«Aos 90 minutos 1 -1 (Coates); aos 120 minutos 2-2 (Bruno Fernandes).»

Parabéns igualmente ao meu colega de blogue António de Almeida, que também previu o resultado que se registava quando soou o apito final. O que até me levou a comentar: «Se for assim vamos sofrer até ao fim.» 

Devo felicitar ainda a boa pontaria do leitor Fernando Luís: também ele acertou.

Friamente

O Pedro Correia vai aqui trazendo diariamente algumas recordações de um passado mais ou menos recente do nosso clube. Porque convém não esquecer. Para nunca mais repetir.

Mas recuando mais ou menos um ano e com tanta convulsão interna que houve alguém, naquela altura, imaginaria que acabaríamos esta época com dois troféus ganhos? E contra o mesmo clube? Sendo que num deles eliminámos também o nosso rival de Lisboa, em nossa casa.

Já para não falar da conquista da Liga dos Campeões em Futsal e em Hóquei em Patins, curiosamente esta última também contra o Porto.

Ah e tal perdeste em vólei, andebol, ficaste em 3º lugar do hóquei observarão alguns…

Talvez tenham alguma razão.

Mas friamente qual o verdadeiro Sportinguista que não vibrou com a última vitória na Taça? Mesmo que no recato do seu lar...

Pódio: Mathieu, Renan, Acuña

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores na final da Taça de Portugal (Sporting-FCP) pelos três diários desportivos:

 

Mathieu: 21

Renan: 20

Acuña: 18

Coates: 18

Bas Dost: 17

Gudelj: 17

Bruno Fernandes: 17

Luiz Phellype: 16

Raphinha: 15

Diaby: 14

Wendel: 14

Ilori: 14

Jefferson: 13

Idrissa Doumbia: 13

Bruno Gaspar: 11

 

Os três jornais elegeram Mathieu como melhor em campo.

A decência como desafio vital

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A vitória do Sporting na final da Taça no passado sábado, outros já o terão dito, representa além de tudo o mais o enterro definitivo da peste brunista que num passado recente se apoderou e ia liquidando de vez o nosso amado Clube. De caminho também representou a afirmação de valores como o Fair play e da boa educação no futebol – até por contraste com a atitude do treinador adversário - um distintivo que sempre esteve no ADN do Sporting. Agora podemos envergar as nossas cores com a cabeça erguida.

Mas não será fácil fazê-lo sozinhos no ambiente doentio que grassa à volta do futebol. Tenho para mim que a sobrevivência desta indústria depende de uma inversão radical na forma como os clubes têm gerido a sua comunicação (e a sua conduta), transformando esta salutar paixão numa guerra sem quartel, com uma batalha verbal em que vale tudo, no total desprezo pela ética e civilidade, no demente propósito de amesquinhar os adversários. Basta escutar cinco minutos os protagonistas de alguns programas televisivos a dizerem disparates impróprios para crianças e pessoas decentes que gostariam de continuar a frequentar os estádios com as suas mulheres e os seus filhos em vez de os entregar às hordas alienados. Por isso não me surpreenderam os comentários hostis dos sequazes portistas a um tweet do escritor e comentador Francisco José Viegas, quando no rescaldo do campeonato apelava a que os adeptos dessem os parabéns ao Benfica, deixassem de comentar os árbitros e se concentrassem no jogo do Jamor.  Eu também acredito que o desporto, mesmo sendo espectáculo, tem de permanecer uma actividade nobre e pedagógica, caso contrário, não vale a pena.

Repito o que atrás afirmei: é urgente que se coloque um travão à grosseria que vem sendo transposta das antigas tabernas insalubres para os painéis das televisões e para as salas de imprensa dos clubes, criando um ruído insuportável que tanto mau nome dá à modalidade. Pela minha parte ficarei muito orgulhoso que o Sporting se torne exemplo de integridade e fair-play, remetendo para dentro do campo toda a virilidade e arrebatamento, e que eu jamais venha a envergonhar-me de frequentar um estádio de futebol.

 

Fotografia daqui

Esta Taça também é tua, Nani

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Melhor em campo contra o Loures, em Outubro. Uma assistência para golo e participação em outro contra o Lusitano Vildemoinhos, em Novembro. Intervenção activa na vitória contra o Feirense, em Janeiro. 

A Taça de Portugal 2019 também é tua, Nani. Como já foram as de 2007 e de 2015. 

Daqui te mando um grande abraço de parabéns. Para mim nunca deixarás de ser Leão.

Quente & frio

Gostei muito da conquista da Taça de Portugal no termo de uma partida épica, que jamais esqueceremos. Uma das finais mais esforçadas, uma das mais sofridas, uma das mais saborosas. Uma final em que soubemos fazer das fraquezas força, tendo alinhado de início sem nenhum lateral titular e com um banco de suplentes onde era notória a debilidade do plantel leonino. Marcel Keizer merece os nossos parabéns: soube interpretar muito bem estes pontos fracos e adaptá-los ao desígnio estratégico da equipa neste embate contra o FC Porto, fazendo diversas modificações tácticas no decurso da partida. Assim, tivemos uma defesa a quatro e depois uma defesa a três. Chegámos a jogar com dois pontas-de-lança. Jefferson entrou para ponta esquerda. Raphinha andou num vaivém, protegendo a manobra defensiva no seu corredor. Bruno Fernandes foi muito mais formiga do que cigarra, sacrificando o brilho individual em favor do esforço colectivo. Este é o Sporting de que eu mais gosto: o Sporting obreiro, o Sporting que sua, que sofre, que aguenta os embates. O Sporting que vence.

 

Gostei da condição anímica dos nossos jogadores, que foram capazes de superar o profundo trauma ocorrido um ano antes no Estádio Nacional, numa derrota frente ao Aves escassos dias após o assalto da jagunçada a Alcochete. Esta força mental bastou para compensar algumas insuficiências no plano físico, possibilitando que no mesmo palco do Jamor desta vez saíssemos vencedores. E logo frente ao fortíssimo onze portista, cheio de craques (vários deles preparam-se para rumar a Madrid, onde jogarão no Real e no Atlético). Destaco aqueles que para mim foram os maiores heróis desta conquista: desde logo esse gigante que se chama Mathieu, o melhor em campo: intransponível frente às vagas ofensivas da equipa adversária, lideradas por Marega. Mas realço também Renan, que por quatro vezes impediu o golo e ainda defendeu uma grande penalidade no fim. E Coates, que fez uma parceria irrepreensível com Mathieu. E ainda Bas Dost, inicialmente relegado para o banco de suplentes mas que entrou com ganas redobradas, marcando um golo que se revelaria decisivo. E Luiz Phellype, sem vacilar na hora de marcar o penálti que ditou o vencedor da Taça. E o nosso capitão Bruno Fernandes, que em boa hora Sousa Cintra recuperou para o plantel. Eles e os colegas estão todos de parabéns. 

 

Gostei pouco do estado do relvado. Há anos que se fala na má qualidade do tapete verde do Jamor. Tive esperança de que a Federação Portuguesa de Futebol corrigisse o erro a tempo de proporcionar condições aos jogadores para um bom espectáculo. Infelizmente, não foi assim: aquele "ervado" parecia ter sido invadido por toupeiras. Algo que considero inadmissível.

 

Não gostei da actuação do árbitro Jorge Sousa. Mas pior esteve o vídeo-árbitro Rui Costa, que devia ter analisado com atenção as imagens ao seu dispor na Cidade do Futebol, vendo Herrera ajeitar a bola com o braço direito no lance da marcação do primeiro golo portista. Um erro de palmatória, aliás denunciado por diversos especialistas de arbitragem (Duarte Gomes, Jorge Faustino, Jorge Coroado). 

 

Não gostei nada da reacção grosseira de Sérgio Conceição: o treinador do FCP voltou a revelar-se incapaz de aceitar a derrota com dignidade e galhardia. A recusa de cumprimentar o presidente do Sporting, na tribuna de honra do Estádio Nacional, foi o pior exemplo que podia dar a milhares de jovens que acompanhavam as imagens no estádio e pela televisão. O desporto nada tem a ver com isto. Pelo contrário: Sérgio Conceição, com estas atitudes reprováveis, acaba de cometer mais um acto de lesa-desporto. Não pode ter atenuantes pois está longe de ser o primeiro do género que protagoniza. Muito longe.

As regras e o jogo

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Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

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