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És a nossa Fé!

Até com o Loures, senhores?

Fiz uma cura de Sporting durante uma semana, por culpa de uma viagem maravilhosa de autocaravana pela Galiza, as Astúrias e os Picos da Europa e o Gerês.

Fiz a mim próprio a promessa de não ouvir nem ler nada sobre o Sporting e, com alguma dificuldade, consegui.

E só ontem à noite me liguei à realidade.

E podem acreditar que o que eu queria, talvez inconscientemente, era que esta minha semana sabática fizesse com que alguma coisa tivesse mudado no futebol (ao menos nisso) do Sporting.

Não mudou.

Infelizmente.

Quinta-feira lá estarei, mas temo que a coisa não corra bem, sejam lá quem forem os intérpretes do duplo, infinito e inútil pivot.

Pódio: Jovane, Nani, Bruno Fernandes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Loures-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 17

Nani: 16

Bruno Fernandes: 15

Gudelj: 15

Renan: 14

André Pinto: 13

Jefferson: 13

Carlos Mané: 12

Marcelo: 12

Petrovic: 10

Bruno Gaspar: 10

Castaignos: 9

Miguel Luís: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Jovane como melhor em campo. A Bola optou por Bruno Fernandes.

De tudo um pouco!

Desde a estúpida derrota em Portimão que autoflagelei-me com a ausência de escrita neste espaço.

A promessa, feita na altura a mim mesmo, terminaria numa futura vitória leonina.

E pronto, lá aconteceu ontem em Alverca (para mim de boa memória quando vi Jardel e "sus muchachos" vencer a equipa local) o Sporting ganhar mais uma partida.

Num jogo onde houve de tudo um pouco:

- bom futebol;

- mau futebol;

- bons golos;

- boa arbitragem;

- uma grande penalidade bem defendida;

- bons apontamentos de alguns leoninos;

- muita displicência;

- alguma tremideira;

- pouca coragem do treinador leonino.

Enfim, o Sporting desta época resumido em meros noventa minutos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Coroa de Loures

Numa realidade alternativa, uma figura  da mitologia cintrense como o Rei Peseiro terá duas qualidades: o toque de Midas e a sua magnanimidade. A primeira deriva da sua capacidade como alquimista, expressa na forma como vai fazendo progredir os comuns mortais jogadores que tem a seu cargo. Por exemplo, Bruno Fernandes é hoje uma mistura de Zidane (vejam lá, até falha penáltis) com Platini - quando não deriva para a ala esquerda (moda Outono/Inverno do "estilista", a da Primavera/Verão incluía um pivô com umas calças boca de sino) e veste o fato de um Bruno...Conti - , Ristovski e Bruno Gaspar estão entre um Cancelo e dois Gentile ("ma non troppo") e o Batman do Sporting é muito melhor que o Battaglia da Argentina. Só é pena lhe faltar o Careca, que finalmente daria razão ao seu mentor, afirmando-se nas suas mãos conhecedoras como uma mistura do Eusébio com o Pelé. A segunda tem a ver com a grandeza do seu discurso e a coerência das opções que toma. Desse modo, o internacional italiano Viviano não joga porque não está em condições ("só" está há mais de 3 meses em Alvalade), mas Gudelj é titular desde que chegou, ele que estava parado (e parecendo um bidon no campo, assim continua) desde Abril, após passagem pelo intensíssimo campeonato chinês. Na mesma lógica, com pesar não deu minutos a Miguel Luís, em Poltava, porque o jogo não estava a correr bem e ontem, contra o poderoso Loures, colocou-o em campo em cima do fecho da partida, depois de se ter apanhado a ganhar por 2-0 desde os 56 minutos. Também não lhe ficou mal dar a nonagésima terceira oportunidade de carreira ao goleador Castaignos (Dala foi estender as redes para Vila do Conde, que até é um sítio ideal para tal actividade) ou conceder a primeira possibilidade a Lumor de se sentar no banco de suplentes. Estou certo de que este último ficou com g(h)anas de lhe agradecer, enquanto observava o matraquilho Jefferson a não falhar uma oportunidade de acertar com a bola no defesa contrário mais à mão. Adicionalmente, tirou dois alas e colocou um "6" (a juntar a outro que já por lá andava) e um "8" em campo, a fim de obedecer a uma lógica filantrópica, destinada a engrandecer o valor do seu adversário, ainda que humildemente, no fim do jogo, tenha afirmado não ter percebido porque a sua equipa recuara no relvado. Para finalizar, deu azo a que o filho (Juninho) do ex-leão Mário herdasse a tendência paterna para herói da Taça e marcasse, a fim de todas as partes saírem contentes. Bravo!

 

Tudo isto é lindo e o único inconveniente é haver um conjunto de irredutíveis adeptos, de todas as idades e classes sociais e unidos pelo amor ao Sporting, que se recusam a aceitar esta realidade e que prefeririam que o clube vivesse sob o lema do seu fundador, aliás um dos grandes culpados de só agora estarmos a trilhar o caminho correcto. Confusos? Não. Para quê esforço, dedicação e devoção, quando a glória está ali ao alcance de um toque que tudo transforma em prosperidade? Ontem uma coroa de Loures, amanhã uma palma de ouro...

 

(Segue-se o Arsenal. O do Alfeite daria jeito. Sempre se repararia qualquer coisita, não é?)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (tudo somado, o algodão engana menos que o ouro). Notas positivas para Nani e Jovane.

 

(Nota: é assustador ver que Marcelo e André Pinto não podem jogar com a defesa adiantada, sob pena de virmos a sofrer grandes dissabores. Ontem, mesmo em bloco médio, com uma recuperação defensiva digna de um cágado, por duas vezes permitiram que avançados do Loures surgissem isolados na cara de Renan, guarda-redes que não se destacou pela segurança nos cruzamentos por alto.) 

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Armas e viscondes assinalados: Suspeitos do costume superam terceiro escalão

Loures 1-Sporting 2

Taça de Portugal - 3.ª Eliminatória

20 de Outubro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Foi titular pela primeira vez, apesar de Salin estar recomposto do susto de Portimão, e num jogo inteiro sofreu apenas metade dos golos que havia sofrido em pouco mais de metade do anterior. Para tal contribuiu uma boa defesa com os pés perto do final, quando um avançado do Loures, equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, lhe apareceu isolado à frente. Não conseguiu repetir o feito minutos mais tarde, em circunstâncias parecidas. Resta-lhe a esperança, se o francês não voltar ao pré-Algarve ou se Viviano não puder estrear-se frente a uma das suas antigas equipas, de que os avançados do Arsenal sejam menos velozes e eficazes na tarde de quinta-feira.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Logo no início da segunda parte protagonizou um lance que, com a equipa de edição de imagem certa, poderia justificar a sua contratação. Pegou na bola e ganhou a linha em velocidade, executando um cruzamento rasteiro para o coração da área que só não deu bingo porque Bruno Fernandes chegou um pouco atrasado. Pena é que no resto do jogo tenha primado pela inconsequência é permitido a mesma liberdade ao ex-Alcochete Luís Eloi que Ristovski outorgou ao ex-Alcochete Wilson Manafá. 

 

André Pinto (2,5)

Promovido a improvável patrão da defesa na ausência de Coates, quase sempre chegou e sobejou para os adversários - de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional -, tendo ainda a sorte de Renan resolver o problema na jogada em que deixou escapar um avançado do Loures. Mas não foi desta vez que chegou ao fim do jogo sem ver uma bola alojada nas suas redes.

 

Marcelo (2,0)

Estreou-se antes de Viviano ter oportunidade de o fazer, aproveitando o descanso concedido a Coates. E sentiu de tal forma a responsabilidade que imitou o uruguaio numa incursão descabelada pelo meio-campo contrário - ainda que com menos suspense, decidindo-se por um lançamento longo para a linha de fundo, o que tem o mérito de impedir contra-ataques perigosos - e num cabeceamento executado de costas ao acorrer a um pontapé de canto - ainda que a bola tenha saído acima da barra e não ao lado do poste. Encaminhava-se para uma noite sossegada, daquelas em que ninguém se recorda do paradeiro de Demiral ou de Domingos Duarte, quando deixou em jogo o marcador do golo tardio do Loures.

 

Jefferson (3,0)

Tão perturbador quanto o dilema “que barulho faz uma árvore a cair na floresta se ninguém lá estiver para ouvir?” só o “para que serve encaminhar a bola em condições para a grande área se lá estiver Castaignos em vez de Bas Dost?”. O brasileiro passou o jogo a fazer belíssimos cruzamentos, os quais chegariam para uma goleada que evitasse assobios e cânticos depreciativos dirigidos à equipa após o apito final. Assim não aconteceu, não por culpa dele.

 

Gudelj (2,5)

Foi um dos poucos mártires de Portimão a repetir a titularidade e, perante uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, saiu-se relativamente bem. Para o mesmo bem seria necessária pontaria nos recorrentes remates de média e longa distância, certamente poupada para o encontro com o Arsenal.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Permitiu que o guarda-redes defendesse o pénalti que teria sossegado os adeptos logo aos 50 minutos de jogo, mas no final da primeira parte conseguiu finalmente acertar nas redes com um dos seus mísseis teleguiados. Recuado no terreno para ajudar a construir jogadas na zona central do meio-campo, acabou o jogo no habitual papel de apoio ao ponta de lança, sendo que neste caso isso tinha o seu quê de missão impossível. Mesmo assim foi um dos suspeitos do costume que impediram Peseiro de explicar aos sportinguistas as vantagens de ficar com o calendário de jogos menos sobrecarregado ainda antes do Natal.

 

Nani (3,0)

Desviado das alas para o centro do terreno, lutou muito, fez o passe que Bruno Fernandes aproveitou para inaugurar o marcador e, já na segunda parte, aproveitou a defesa incompleta a um remate de Jovane Cabral para, numa recarga com elevada nota artística, marcar o 2-0. O capitão ainda esteve perto, numa jogada tão confusa quanto tudo aquilo que tenha toque de Castaignos, de marcar um segundo golo, certamente poupado para o encontro com o Arsenal.

 

Carlos Mané (1,5)

Numa semana em que muito se falou do regresso do Sporting ao basquetebol é impossível não reparar que o extremo fez a sua terceira falta ofensiva antes da meia hora, o que no desporto das tabelas e dos cestos o deixaria bem perto da exclusão. Muita falta de ritmo e de confiança impediram Mané de ter uma boa noite em tudo o que não envolveu passar a bola a Jovane Cabral para este ser derrubado na grande área do Loures. Foi o primeiro sair, cedendo o lugar a Petrovic.

 

Jovane Cabral (3,0)

Demorou a engrenar, como tende a suceder quando lhe fazem a maldade de pôr a jogar de início, mas no habitat natural a que chamam segunda parte conquistou o pénalti falhado por Bruno Fernandes e fez o remate que permitiu a Nani subir a parada para 2-0. É o acelerador por excelência do futebol leonino na ausência de Raphinha, o que permite perdoar os habituais disparates: desta vez foi um corte disfarçado de assistência para um avançado do Loures.

 

Castaignos (0,5)

Caberá aos arqueólogos do século XXV encontrar o registo do famoso jogo de treino realizado há poucos dias em que o avançado holandês que não se chama Dost marcou quatro golos. Lançado como titular para poupar Montero para o encontro com o Arsenal, Castaignos passou mais de 90 minutos, decerto tão penosos para ele quanto para os sportinguistas, como a personificação do gato de Schrödinger, pois tal como o felino podia estar vivo ou morto, também o avançado podia estar ausente ou presente no relvado. Bem vistas as coisas, melhor foi quando deixou a equipa a jogar com dez, fruto de movimentações indecifráveis, pois todos os momentos de contacto com a bola foram bastante mais aterradores. Menos do que péssima só uma desmarcação oportuna culminada com remate ao lado.

 

Petrovic (1,5)

Entrou para segurar o resultado favorável contra o poderoso Loures. E o certo é que esses minutos coincidiram com algum domínio por parte de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional. Eis um caso extremo de culpa por associação.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a estrear-se pela equipa principal do Sporting ao minuto 90. Logo a seguir o Loures reduziu. Melhores dias virão, decerto, até porque mesmo o terror dos jovens da formação utilizou Jovane, Rafael Leão e Demiral contra o Oleiros.

 

José Peseiro (2,0)

Poupou Coates, Acuña, Battaglia e Montero, recuou Bruno Fernandes e ficou à espera de que algo de bom acontecesse. Demorou a ver luz ao fundo do túnel, mas logo conseguiu vislumbrá-la e, talvez encadeado pela claridade, voltou a investir no duplo pivot defensivo que começa a revelar-se o primo maléfico do losango de Paulo Bento. Sem os suspeitos do costume - Bruno Fernandes e Nani, mas também Jovane Cabral e também Jefferson -  e com mais alguns minutos de tempo de compensação era bem capaz de ser tão histórico em Alverca quanto foi em Portimão.

 

Quente & frio

Gostei muito da excelente réplica que o Grupo Desportivo de Loures deu esta noite ao Sporting em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal, disputado por empréstimo no estádio do Alverca. Ninguém diria que esta equipa disputa o terceiro escalão do futebol português, encontrando-se no 13.º lugar da série C do agora chamado Campeonato de Portugal. Boa exibição deste onze (orientado por André David, um jovem treinador de 33 anos), coroada no golo marcado já em tempo extra, e que fechou o resultado numa vitória tangencial leonina, por 2-1. Resultado pífio, que nos permitiu passar à eliminatória seguinte, é certo, mas sem brilho nem correspondência com os nossos pergaminhos nesta competição.

 

Gostei, apesar de tudo, da exibição de alguns jogadores do Sporting. Destaco Nani, autor de um golo (o da vitória) aos 56', precedido de um precioso gesto técnico, desposicionando o defesa que lhe fazia a marcação, e de uma assistência - aos 42', para o remate de meia-distância de Bruno Fernandes de que resultou o golo inaugural. Gostei também da intensidade e da dinâmica de Jovane Cabral, protagonista de frequentes desequilíbrios - foi ele a ser carregado em falta dentro da grande área do Loures, de que resultou um penálti a nosso favor, e também ele a rematar com força para a defesa incompleta do guardião adversário que permitiu a recarga com êxito de Nani.

 

Gostei pouco das apostas de José Peseiro para fazer descansar vários jogadores (Montero, Coates, Acuña, Battaglia, Ristovski), já a pensar na recepção ao Arsenal para a Liga Europa, na quinta-feira. Bruno Gaspar continua em subrendimento na ala direita, sem demonstrar ser um verdadeiro reforço neste Sporting 2018/2019. Carlos Mané, que alternou com Jovane nas alas ofensivas, acusa em excesso a paragem de 15 meses por lesão grave. Renan, sem culpa no golo sofrido nesta primeira exibição como titular da baliza leonina, causou dois grandes calafrios aos adeptos - com uma saída em falso aos 36' e uma defesa incompleta aos 63'. Marcelo, em estreia absoluta em jogos oficiais pelo Sporting, foi lento, falhou passes e teve responsabilidade objectiva no golo que sofremos. Demonstração cabal de que temos um plantel curto e desequilibrado. Alguém duvida disto?

 

Não gostei do penálti que Bruno Fernandes foi incapaz de converter, aos 50', permitindo a defesa do guarda-redes Miguel Soares, que certamente recordará por muitos anos esta proeza. Também não gostei que o nosso jovem médio ofensivo Miguel Luís - campeão europeu de sub-17 e de sub-19 - tivesse sido lançado por Peseiro só aos 90', numa fase do jogo que já não lhe permitiu sequer tocar na bola. Pedia-se um pouco mais de confiança no talento deste jovem da nossa formação. Repito: jogávamos contra uma equipa que disputa o terceiro escalão do futebol português.

 

Não gostei nada do desempenho em campo de Castaignos. Com ele, está mais que demonstrado, actuamos apenas com dez. Foi o que sucedeu esta noite, em que vestiu a camisola verde e branca pela 17.ª vez. O holandês multi-tatuado - um dos jogadores do Sporting com salário mais elevado - parece ser especialista apenas em falhar golos. Hoje distinguiu-se, sempre pela negativa, aos 65' (duas vezes), aos 73' e aos 90'+1: bem servido pelos colegas, foi incapaz de dar a melhor sequência às jogadas. Mesmo à boca da baliza, como chegou a acontecer. Juninho, marcador do golo do Loures, foi muito superior a ele.

Nervosismo.....

Quem teve oportunidade de reparar no discurso de Peseiro logo depois do jogo ter terminado, reparou que algo não vai bem... nem poderá ir. Nervoso na articulação nas palavras, inquieto, sorriso forçado, novamente com o chavão do número de jogadores que no ano passado jogavam na equipa principal, sem qualquer coerência na análise do jogo que tinha acabado, enfim... mais do mesmo. Mas hoje com um Peseiro demasiado nervoso. Será que este jogo decidia mais alguma coisa do que a passagem à próxima eliminatória da taça?

Após a Taça

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É bonito ver um clube "pequeno" a ganhar uma Taça. E é ainda mais bonito ver um guarda-redes quarentão, que fora dado como acabado, a levantar o caneco - houvesse comunicação social desportiva em Portugal e Quim encheria jornais e tvs nos próximos dias. É cruel o Sporting, nestas circunstâncias, perder o troféu, particularmente para os jogadores. Comovi-me a ver as lágrimas do Rui Patrício, o Damas dos nossos dias.

 

Mas lixado mesmo (falando sem violência verbal) é ver o Bruno de Carvalho já a bombar de novo no FB. E com uma enorme desfaçatez. Raios partam o maluco. E mais os 6 matrecos que o aguentam no poleiro. Seis!

A final

Começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. 

A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos». Foram as suas palavras textuais.

Enquanto sucedia este psicodrama - o enésimo do consulado Carvalho - o Aves cumpria o seu plano de trabalho: estagiou, treinou-se, robusteceu-se do ponto de vista físico e mental. Apoiado sem reservas pelo seu presidente e pela sua massa adepta.

Quando soou o apito inicial no Jamor, os dados estavam lançados.

Merece parabéns a equipa que hoje conquistou a Taça de Portugal.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Final?? Havia outra...

Gosto muito da final da Taça. Mais ainda, gosto muito de ganhar a Taça, aquela competição verdadeiramente democrática, de feitos épicos e de “tomba gigantes”. E depois, disputa-se em “mata-mata”, ou seja, tem tudo a ver com o nosso clube, vivemos assim há anos…

 

Os últimos dias tinham sido de pouco sono, de dormir mal e de ter pesadelos, mas mal o jogo se iniciou, comecei a sonhar acordado: Jesus tinha esboçado um plano maquiavélico para enganar José Mota. Nesse sentido, um bando de caracterizadores invadiu Alcochete e atirou-se aos nossos principais jogadores. Bas Dost era o mais bem maquilhado, com umas assustadoras cicatrizes pintadas na sua testa. As televisões ajudaram a criar um clima dramático, passando a ideia de um intolerável ataque terrorista. De seguida, o treinador leonino suspendeu os treinos e sócios e adeptos desataram a desvalorizar a final da Taça. Mota, ao ver as notícias, convenceu-se de que seriam “favas contadas”. Mandou a equipa deliberadamente para o ataque, impondo um ritmo forte, convencido de que com isso desgastaria uma equipa muito cansada, física e psicologicamente. No meu sonho, com o que o treinador avense não contaria era que o descanso forçado, a que o plano de Jesus obrigou, limparia e libertaria a mente dos jogadores. Uma táctica dinamarquesa…

 

A primeira parte parecia dar razão ao técnico avense. Após um bom início, com 2 cantos logo no primeiro minuto e duas oportunidades perdidas por Gelson na cara de Quim (boas defesas), o Aves marcou, por Alexandre Guedes. Estavam decorridos 16 minutos. Até ao intervalo, o jogo entrou numa toada de equilíbrio, com uma maior agressividade sobre a bola dos nortenhos e maior classe por parte do Sporting, sob a batuta de um Bruno Fernandes cansado mas a fazer belos passes à distância, embora tivesse ficado claro para todos a já tristemente habitual indefinição de posições entre William e Battaglia.

 

O Sporting voltou para a segunda parte com Montero no lugar de William. Bas Dost substituiu o penso pela touca e tentou o golo de pé esquerdo, a passe de Montero. Mathieu, de livre, testou Quim e, de seguida, Vitor Gomes e Bruno Fernandes quase metiam a bola na gaveta. Jesus alterou para uma espécie de 3-5-2, entrando Misic para o lugar de Coentrão, mas Alexandre Guedes, um produto da Formação que nos últimos anos temos vindo a desprezar, marcou o segundo para o Aves.  O jogo parecia sentenciado, mais ainda quando Dost perdeu um golo cantado, acertando na barra sem ninguém à frente. Até que Montero ganhou espaço na área e marcou com uma pontapé volley. Até ao fim, o Sporting tentou, tentou, mas não conseguiu obter o golo que levasse o jogo para prolongamento.

 

O jogo acabou e deixei de sonhar. Acordei para a dura e hedionda realidade. Perdemos. Mas, afinal, o amor à camisola ainda existe, a fazer lembrar outros tempos, época em que não havia claques, nem ameaças de faxes e/ou emails, mas sim o amor genuíno dos adeptos comuns que os jogadores retribuíam de igual forma. Hoje, eles reagiram à “carta” entregue no Jamor por todos os sócios que têm as suas quotas em dia, pagam a sua gamebox anual e mostram uma determinação notável em, de uma forma anónima, nos estádios, no trabalho, em família ou entre amigos, colocar o Sporting sempre acima de vaidades pessoais. Um amor em forma de “nós” e não de pouco mais do que duas dúzias de “eu(s)” (como se já não bastasse o múltiplo “eu” presidencial). Tentaram os nossos jogadores, mas a disposição em campo foi caótica, feita de mais querer do que de organização. E não chegou. Adicionalmente, a equipa ressente-se de, do meio-campo para a frente, só ter um jogador veloz, pelo que os processos são desesperantemente lentos e não existe contra-ataque (desculpem os "técnicos da bola" não falar em transições, mas estou a transitar um mau bocado).

 

Só não quero adormecer agora. Receio o dia de amanhã. Gostava que o sonho pudesse continuar, mas o presente que eu aqui não vou maquilhar é feito de uma intolerável falta de bom senso. Desde logo de quem ainda está à frente do clube e continua a não ver o essencial, preferindo viver uma realidade paralela, mas também de todos aqueles que publicamente produzem declarações que quase incitam a que os jogadores rescindam, mostrando inequivocamente que motivações e ódios pessoais se sobrepõem uma vez mais ao interesse do Sporting Clube de Portugal. Merecemos mais do que isto! Para todos eles, e parafraseando os The National (um forte abraço, Romão), o sistema só sonha na escuridão total. Estamos assim perante um dilema: não podemos ser um clube de “mortos-vivos”, mas não queremos servir para chancelar prova de vida de ninguém que só tem estado distante do clube neste ciclo. “Another day, another dollar”, esta é a história dos últimos 32 anos do clube, qual a surpresa, afinal? Enfim, hoje perdemos e quem gosta do Sporting tem de estar triste. Amanhã renasceremos, uma vez mais. SPORTING !!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero. Uma palavra a Acuña e Battaglia que lutaram até à exaustão.

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Viva o Sporting Clube de Portugal

Tendo a certeza que o sentimento é partilhado com todos os leões, dos que tomarão o Jamor aos que vibrarão pelas nossas cores frente à televisão; muito gostaria que todos nós e os nossos jogadores, o nosso plantel, o principal destinatário da mensagem, víssemos nas bancadas do Estádio Nacional escrita com letras garrafais a palavra: Perdão! Vergiffenis! Pardon! Perdón! 

Tenho uma fé enorme na sabedoria, na maturidade e na sensibilidade de Jorge Jesus. Um homem que se tem revelado verdadeiro líder. Um "Pater familias". Um pai cheio de autoridade.

Muitos dos relatos que nos chegaram daquela tarde negra em Alcochete apontam para um Jorge Jesus protector, dando o corpo aos bastões, soqueiras, barras de ferro, facas e cintos. Sofreu na pele por ter tentado barrar o acesso dos bárbaros aos jogadores. Um homem valente, corajoso e altruísta. 

Os alvos do acto hediondo eram e são miúdos. Muitos acabados de chegar à idade adulta. A protecção que lhes deu o líder do balneário continuou até à final da Taça de Portugal. Tenho a certeza.

O meu desejo é que todos joguem bem, seguros, cheios de força, unidos! E quero muito que o Dost marque e de cabeça os golos que darão a vitória, a ele, claro, à equipa dele, claro, e a todos nós, que sem eles não ganhamos nada no futebol. 

O meu desejo é ver no Jamor uma demonstração inequívoca de paixão e união sportinguistas. Que nos leve a acreditar que este será mesmo o primeiro dia da vida regenerada do clube. Um virar de página. Um retomar da nossa gloriosa história. 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

Boas Notícias

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(1974) 

Até que enfim, um dia que começa com boas notícias leoninas: os grandes rivais anunciam que não investirão sobre os jogadores do Sporting (um pouco mostrando o pacto estrutural que sustém esta economia especulativa em que se tornou o futebol); o adiamento do reembolso do empréstimo obrigacionista foi aprovado

 

Não há bela (notícia) sem senão. E Bruno de Carvalho regressou ao facebook. Um postal familiar, muito legítimo sob o actual padrão de exposição pública de sentimentos (e seguido de "comunicado" da sua ex-mulher), uma forma muito peculiar das pessoas gerirem as suas vidas íntimas. Mas, evidentemente, anunciando o que aí vem. Pois o homem tem aquela característica de incontinente verbal.

 

Enfim, é dia de Taça. Que aconteça Taça, sem que "aconteça Taça".

Quando olho para uma árvore e penso na Floresta

"Um fraco rei faz fraca a forte gente." Desde Abril que esta frase surge no meu pensamento.

 

Esta época foi a que mais me desiludiu enquanto adepto de futebol. O futebol tornou-se um lodaçal, onde chafurdam gentes aproveitadoras e sem escrúpulos, que viveram, vivem e sempre viverão à margem da lei e do Estado de Direito - porém - perfeitamente enquadrados na sociedade, como se fossem os mais distintos humanos a quem lhes foi dada a benção da vida; e que só cegamente se poderão apontar como exemplos do que quer que seja.

 

Faz falta o Futebol. Aquele que se joga dentro de campo e que as rivalidades são sãs. Faz falta o Futebol verdadeiro, transparente, digno do título "desporto-rei". Hoje temos um futebol, coisa pequena, mesquinha, corrupta, estéril de valores e princípios, mercenário, desapaixonado, triste. Bateu no fundo a modalidade, e como para tudo aquilo que não pode descer mais, só resta olhar para cima e subir.

 

Voltemos ao ínicio. Desde Abril que aquela frase inicial surge no meu pensamento.

Alguém que comanda uma instituição, seja ela centenária ou não, que tem por base uma legitimidade reforçada - como foi o caso do Presidente Bruno de Carvalho - não pode exercer o poder contra aqueles que dignificam pela via do seu trabalho e esforço, aquilo que o Sporting representa para todos os seus sócios e adeptos. Muito menos, confundir a sua pessoa com a sobrevivência, permanência ou existência da instituição centenária Sporting Clube de Portugal.

Arrisco a dizer, a criança que nasce hoje com um leão nos braços, o miúdo que no pátio da escola diz ser o Gelson Martins, o adolescente que procura notícias dos acontecimentos recentes, são os mais Sportinguistas de todos, pois são aqueles que vão assegurar o futuro, assim como os mais velhos que asseguraram o presente. Com isto, o Sporting são os sócios, os adeptos, e todos aqueles que lutam nos mais variados campos desportivos pela Glória do nosso clube e pela felicidade das gentes que o suportam.

 

Se houver um trindade a ser respeitada neste clube, será sempre: adeptos, sócios, jogadores/treinadores (staff desportivo). Para mim esta é a regra que qualquer futuro Presidente, dirigente terá de respeitar. Porque só assim dignificará o Sporting Clube de Portugal.

 

Após Abril as coisas descambaram de uma forma alucinada. Não se admite a alguém que comanda os destinos do Sporting ter tanta falta de noção na forma como gere a comunicação, a forma de estar/representar, sentido-se sempre endeusado pela legitimidade que os sócios lhe deram.

Ontem foi o culminar de algo que vinha a escalar. Uma coisa é combater os podres do futebol, outra é incendiar a nossa casa, qual Nero, tornando-se uma via aberta para permitir comportamentos criminosos que comprometem a conquista de uma Taça importantíssima para o clube.

 

Mais uma vez o Presidente esteve mal. Quer pelo clima que potenciou, quer pela resposta que teve. Não foi digna do Sporting, não foi digna dos milhares de pessoas que representa. Mas não terá sido o único, o Presidente da AG esteve igualmente mal, ao deixar para segunda aquilo que devia ser tratado de imediato. Estiveram mal todos aqueles que aproveitaram para saltar do barco, aqueles que se aproveitaram dentro e fora do clube. Resumindo: é preciso eleições já! Não precisamos de Croquetes, nem de Brunos, precisamos de uma vez por todas de alguém que dignifique o emblema e os valores do Sporting. Se assim for os resultados desportivos virão, sempre com transparência. Se há algo que nenhum Sportinguista abdica é de ganhar pela superiorização competitiva, no campo, na raça!

 

Ao Esforço, à Dedicação e à Devoção, hoje acrescentamos a Honra, como forma de chegar à Glória. Tão bem espelhado pela atitude dos jogadores, do treinador e do staff. Isto é o Sporting e a verdadeira União de Aço.

 

P.S: Espero que se usem os estatutos, porque desde Abril temos claro que o Sporting precisa de uma limpeza e de impedimentos vitalícios de entrada nas suas instalações desportivas, de cima a baixo.

P.S (2) - Parem sff com aquelas imagens a preto e branco como se o Sporting tivesse fechado portas, Leão rampante Verde e Branco! Vivo e a cores!

Stress pré-final da Taça

O meu stress no que respeita a aquisição de bilhetes para a Final da Taça de Portugal continua. No sítio da FPF apareceu entretanto a notícia que a partir do dia 2 (hoje) os bilhetes ficariam à venda.

Registei-me antecipadamente e esta noite pelas 0 horas acedi.

No local da bilheteira virtual estavam à venda unicamente bilhetes para dois jogos da seleção. Aguardei até à uma da madrugada à espera que aparecesse alguma referência à Final. Nada, zero, nem um pio.

Fui-me deitar. Perto das seis da manhã levantei-me e fui ao portátil, que ficara toda a noite ligado, poupando assim tempo para aceder. Também não apareceu nada.

Só às seis e 52 surgiu a referência à Final da taça já com a indicação de estava no lugar 2507. Por baixo havia um aviso para não fazermos actualizações à página pois ela fá-lo-ia automaticamente.

Fiquei sempre atento à informação e perto das sete já estava abaixo do número 2000. Continuei ligado até chegar ao lugar 1663.

Às sete e um quarto aparece um quadrado verde a dizer que a minha sessão fecharia daí a 8 minutos.

Já no carro deixei de ter acesso. Página em branco para meia hora depois aparecer a indicação que já não havia eventos com bilhetes disponíveis. Nem da selecção.

Imagino que a procura ultrapasse, e muito, a oferta, mas a FPF deveria ter uma forma mais amiga de explicar as coisas aos interessados.

Digo eu… que não percebo nada disto.

O melhor prognóstico

Se os nossos jogadores tivessem tanta pontaria no momento do disparo à baliza como os nossos leitores e comentadores, além dos meus caros colegas de blogue, o Sporting seria de longe a equipa com mais golos marcados - em vez de ser apenas a quarta, como acontece nesta Liga 2017/2018.

A título excepcional, lancei-lhes aqui um repto para anteciparem o resultado da meia-final da Taça verdadeira que disputámos contra o FC Porto. Eis quem acertou no prognóstico:

Ângelo

Black Lion

Ricardo Roque

Aplicado o critério do desempate, regista-se um claro triunfo do leitor Ângelo, que não apenas antecipou o desfecho no momento em que se concluíam os 90 minutos da partida como a existência de um prolongamento sem golos e a vitória do Sporting no desempate por grandes penalidades.

Ele, acima de todos, merece os parabéns.

Lembrar Marinho

A Taça não está ganha. Pode ser mais fácil defrontar o Aves do que o Braga, Benfica ou Porto mas é preciso jogar com toda a seriedade, para fazer a festa. Não é preciso lembrar o que aconteceu há seis anos quando Cédric, Adrien e Marinho, mesmo tendo sido "criados" em Alvalade, festejaram a Taça pela Académica, pois não?

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