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És a nossa Fé!

O péssimo hábito de despedir treinadores

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Marco Silva venceu Taça e foi afastado quatro dias depois

 

Há dois dias o Francisco Melo trouxe-nos aqui uma bela recordação. Lembrando um dos mais épicos jogos que recordo desde sempre enquanto adepto (e sócio) do Sporting: a final da Taça de Portugal que vencemos em 2015, derrotando o Braga, que tinha estado a jogar com mais um em campo desde a fase inicial da partida.

Infelizmente o técnico vencedor, Marco Silva, viria a ser despedido quatro dias depois dessa proeza - era o primeiro título da era Bruno de Carvalho e o Sporting não vencia uma Taça verdadeira desde 2008, ainda com Paulo Bento ao leme da equipa.

Parece sina no Sporting. Aconteceu o mesmo com vários outros treinadores que ganharam campeonatos e Taças: Joseph Szabo (1954), Juca (1963), Anselmo Fernandez (1964), Otto Glória (1966), Mário Lino (1974), Rodrigues Dias (1978), Fernando Mendes (1980), Malcolm Allison (1982), Augusto Inácio (2000) e Marcel Keizer (2019).

Felizmente esta péssima tradição parece esgotada. Sabemos que Rúben Amorim continuará a orientar a nossa equipa, com vista aos próximos objectivos nas competições internas - Supertaça, bicampeonato e dobradinha - e a uma participação digna na Liga dos Campeões.

Sem paciência, persistência e resistência aos obstáculos nada se consegue.

Taça de Campeões

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Cumprem-se hoje seis anos da conquista épica da Taça de Portugal, a minha primeira, e à data única, final no Jamor.

A estória conta-se em poucas palavras: a jogar com menos um desde os 15min e a perder por 2-0 à meia hora de jogo, o Sporting bem que se esforçava mas não conseguia reentrar na discussão do troféu. Para milhares de adeptos, soava a desfecho visto um par de anos antes, frente à Académica. 

À entrada para os últimos 10 minutos, um mar de gente abandonava, pesarosa, o seu lugar ao sol, abrindo uma vistosa clareira. A derrota iriaa consumar-se dentro em pouco. Eis senão quando, ao minuto 83, Slimani, num excelente movimento de pés a afastar dois adversários, atira para o fundo das redes, devolvendo a fé à torcida leonina. Vamos lá Sporting, ainda temos cerca de 10 minutos (considerando os descontos) para empatar isto!

Atingido o tempo regulamentar, entrávamos nos descontos. Passa um minuto e nada. Passa o segundo minuto e o tempo para fazer o golo do empate a encurtar cada vez mais. Mas está escrito nos livros que as conquistas épicas se fazem de momentos improváveis e eis que o central Paulo Oliveira, num longo passe ainda antes da linha do meio campo, consegue colocar a bola em Fredy Montero, que, de forma caprichosa, coloca a redondinha novamente no fundo das redes adversárias. Estava feito o empate e com ele a explosão no vulcão do Jamor!

O que se seguiu também entra para as imagens incríveis desta jornada: milhares de adeptos a regressarem ao estádio e aos seus lugares, e as claques a vaiarem-nos com uma enorme assobiadela.

No prolongamento o resultado permaneceu inalterado e tudo se viria a decidir na marcação por pontapés de grande penalidade, arte em que o Sporting era especialista e onde não desiludiu. Eficácia leonina, aliada à intercessão de São Patrício e ao desacerto bracarense, ditaram a conquista de mais uma taça de Portugal para o pecúlio leonino. Foi uma autêntica Taça de Campeões, pelo modo glorioso como foi conquista. Os jogadores, ao contrário de milhares de adeptos, nunca deixaram de acreditar na reviravolta.

Recordo hoje, com emoção, o abraço caloroso e emocionado que um sportinguista, que não conhecia de lado nenhum, me deu, assim que o Montero fez o 2-2. São muitas e gratificantes as memórias que enchem o coração de cada vez que recordo esta final. 

Aproveito para desafiar o leitor a partilhar algum momento igualmente especial que viveu nessa ou noutra final, envolvendo o nosso Sporting.

Precisamos de um Liedson

Texto de Orlando Marinho

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O que menos gostei [no jogo Marítimo, 2 - Sporting, 0] foi do resultado, que infelizmente não dá margem para poder ser remediado. Quem perde vai para casa triste e para o ano há mais.

Parabéns ao Maritimo.

 

- Não gostei, por termos três jogos em uma semana e, considerando o estado dos relvados e a meteorologia, que a equipa técnica, e quanto a mim bem, tenha substituído quem estava mais limitado fisicamente. O jogo de sexta [Sporting-Rio Ave, que terminou 1-1], digam o que quiserem, é mais importante. Não gosto de dizer isso, mas a realidade é esta. Tanto é que muitos dos que comentam aqui, e noutras meios de comunicação, afirmam que o Sporting não ganha nada desde 2001. O que para mim não é verdade.

- Não gostei, ainda, de ver o Sporar falhar aquela bola em frente à baliza. Podíamos perder o jogo, mas era importante para ele e [para a] sua confiança. Precisamos de um Liedson? Sim. Sem dramas, mas sem dúvida.

 

- Gostei de [se] ter poupado vários jogadores para sexta-feira. A teoria que diz termos um plantel curto, não me parece correcta. Temos alternativas para as posições todas, quem diz que não temos alternativa à altura do Porro pode ter alguma razão, mas eu pergunto: alguém tem? O que aconteceu é que o entrosamento, quando se mexe em 50% da equipa, não é o mesmo e quem não joga não tem pernas para 90 minutos porque só se adquire esse ritmo jogando. Não tem nada ver com falta de qualidade.

- Gostei do modo como entrámos no jogo, de forma autoritária e prontos a criar e a marcar. Não aconteceu por alguma infelicidade e por uma baixa natural de ritmo: o Marítimo consegue marcar e depois fechar portas. Parabéns ao Maritimo. Já os tinha visto no jogo contra o Braga e gostei, não foram inferiores. Muito bem organizados e com alguns bons executantes. O 9 [Rodrigo Pinho] podia ser uma boa ideia para o Sporting. Ao que se diz, vai para os vizinhos. Pena: se calhar faz-nos mais falta um jogador assim.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Foi-se a Taça, venha o campeonato

Depois do épico da Choupana, valha a verdade, nos Barreiros a coisa foi má mas não chegou a ser o bailinho da Madeira. Por outras palavras, não levámos baile, faltou-nos a eficácia, essa arma que esta época não nos tem faltado jornada atrás de jornada.

Também não há como dourar a pílula: perdemos. O que sempre custa. Mais ainda porque Rúben Amorim (e tantas vezes aqui o tenho elogiado) esteve mal.

Leal e fiel à sua ideia de jogo e à forma como o preparou, Amorim foi vítima (e nós também) da crença férrea de que a equipa venceria, mesmo que as evidências em campo mostrassem que os "rapazes" pouco jogavam para ganhar. Ditou a nossa eliminação da Taça o facto de RA mexer na equipa pela primeira vez tinham já sido jogados mais de 70 minutos, já Max fora buscar a bola ao fundo da baliza e nós a zeros. As bolas na trave e os petardos ao boneco não passam disso. 

O embate com o Marítimo, no entanto, oferece-nos pistas para as conquistas que estão por fazer até ao fim da época. A mais importante: compremos um bom ponta de lança, dos que marcam golos e muitos. Se o tivéssemos ontem, hoje continuávamos na prova rainha. Contra o Marítimo jogámos o suficiente para ganhar mas falhámos golos cantados. 

Arrisco mesmo dizer que só seremos campeões com outras soluções na frente da frente, porque nas costas da ponta da lança criam-se golos uns atrás dos outros. A entrada no nosso onze de um verdadeiro artilheiro fará toda a diferença para o resto da época. Poderá dar-nos o tão ambicionado e desejado título de campeão nacional de futebol.

Pódio: Palhinha, Plata, Matheus Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Marítimo-Sporting (Taça de Portugal) pelos três diários desportivos:

 

Palhinha: 16

Plata: 15

Matheus Nunes: 14

Tabata: 13

Tiago Tomás: 13

Luís Maximiano: 13

Borja: 12

Feddal: 12

Nuno Mendes: 12

Nuno Santos: 12

Pedro Gonçalves: 11

João Mário: 10

Porro: 10

Neto: 10

Coates: 9

Sporar: 9

 

A Bola e o Record elegeram  Palhinha  como melhor sportinguista em campo. O Jogo optou por  Plata.

Aberta a época das compras

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A vergonha não foi tão grande, porque o Marítimo não é o Alverca.

O esquema de jogo que o treinador tão bem soube mandar às malvas na Choupana, ontem, contra uma equipa muito competente a defender e letal no ataque ( três remates, dois golos! ) foi completamente ineficaz, porque começa a não ter soluções. Lembrando Keiser, os adversários começam a treinar formas de nos "cortarem as vazas". Até agora, no campeonato, com maior ou menor sorte e engenho, ainda nenhum conseguiu, mas cedo ou tarde lá virá o dia...

O jogo de ontem trouxe uma certeza: A de que não temos equipa para mais que uma competição e mesmo assim jogamos sempre coxos, por falta de uma referência na frente.

Os suplentes claramente não deram conta do recado, acho que todos eles sub-23, contra adversários com mais traquejo e "malandrice" e alguns estão nitidamente a mais nesta equipa, não é necessário nomeá-los, é olhar para dentro do campo, onde alguns nitidamente andaram a dormir.

Assim sendo, senhor presidente, a gente sabe que o dinheiro não abunda é um facto, mas antecipe lá mais uns cobres do contrato da NOS (se ainda houver) e incumba Ruben Amorin, e mais ninguém, que a gente já viu os resultados, de encontrar um matador que não falhe a um metro da baliza deserta.

A coisa está muito melhor que a encomenda, ninguém, nem os mais optimistas, sonhavam estar neste momento onde estamos, mas para que lá continuemos, não podemos estar à espera do último dia do mercado para ir às compras.

Ah! E que se lixe a Taça.

O dia seguinte

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O Sporting falhou ontem nos Barreiros um dos objectivos da temporada, a Taça de Portugal, e desta vez não tem de queixar-se da arbitragem nem de jogo sujo do adversário. Foi a 4.ª derrota de Rúben Amorim (Porto, Benfica, Lask, Marítimo) ao serviço do Sporting ao fim de muitos jogos, oxalá a média assim continue.

Entre o desgaste tremendo da Choupana e o embate com o Rio Ave na sexta-feira, o Sporting entrou em campo sem os melhores elementos mas a interpretar o mesmo modelo de jogo. Face a um Marítimo que tentou pressionar alto, teve uma primeira parte à altura, sempre agressivo na procura da profundidade e com duas oportunidades claras de golo, uma delas logo a abrir, na trave. 

A 2.ª parte foi bem diferente. O Marítimo baixou as linhas e apostou no contra-ataque, os espaços desapareceram, e na falta dum ponta de lança de referência a circulação de bola tornou-se estéril, ao mesmo tempo que o Marítimo começava a ter espaço para articular jogadas e ameaçar.

Depois vieram os erros. Permitiu-se um desvio ao primeiro poste que ia dando golo, Neto fez mais um daqueles passes a queimar que levou à escorregadela de Palhinha, ataque perigoso pelo centro, Neto a deixar o avançado do Marítimo livre para acorrer ao meio (para quê ???) e golo, mais um desvio ao primeiro poste e outro golo.

As substituições pouco ajudaram. O problema não esteve tanto no desempenho individual dos que entraram (o erro principal até foi de Neto e Palhinha), de Max (sem hipóteses nos golos), de Plata (umas baldas menores a defender, mas deu dois golos a marcar), de Matheus Nunes (lutou muito a meio campo), de Borja (cumpriu) ou Tabata (quanto baste). Esteve na incapacidade colectiva de defrontar uma boa equipa que ganhou justamente. Primeiro porque os nossos pontos fracos são bem conhecidos e os adversários sabem aproveitá-los, depois porque muitos dos melhores e que têm resolvido os jogos ficaram de fora, e por último porque não há ponta de lança. E sem ponta de lança tipo Bas Dost ou Slimani (ou Taremi, que podia ter vindo e está a resolver no Porto) não há centros de primeira, não há aproveitamento de cantos, não há cavadelas de penáltis, o Nuno Santos não tem em quem pôr a bola quando vai à linha, e não há mais um a ajudar nos lances de bola parada adversária e impedir aqueles desvios ao primeiro poste. Nem sequer quem ponha a bola lá dentro a um metro da linha de golo, como não fez Sporar a passe de morte de Plata. E lá tem que ir o Coates fazer de ponta de lança. E se calhar é mesmo o jogador do plantel que melhor faz essa posição...

Falhado este objectivo importante, temos então de focar-nos no principal, o acesso à Champions. Temos um grande treinador e uma bela equipa, uma equipa em construção. Ontem alinharam Max, Plata, Tabata, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Nuno Mendes, tudo sub-23: a equipa precisa de alguns retoques (tema que abordei noutro post) para estar em condições de lá chegar.

Está visto que não temos "cu para várias cadeiras". Vem aí a Taça da Liga, que devemos aproveitar para fazer crescer estes e outros jovens do plantel. O foco tem de ser a Liga: sexta-feira cá estaremos para apoiar ainda mais, mesmo que de longe, esta bela equipa e este grande treinador e ajudá-los a vencer.

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Quente & frio

Gostei muito que a má exibição e o péssimo resultado do Sporting ontem, na Madeira, perante o Marítimo não tivessem contado para o campeonato. Na Liga 2020/2021 continuamos invictos, lideramos a classificação com mais quatro pontos do que o segundo, temos a defesa menos batida e o melhor marcador da prova. Perdemos pela primeira vez na actual temporada contra uma equipa portuguesa e esta derrota no Funchal por 0-2 afasta-nos da Taça de Portugal ainda nos oitavos-de-final da competição, é certo. Mas antes assim do que sairmos derrotados na final do Jamor contra Académica ou Aves, como nos aconteceu em 2012 e 2018. Ao menos poupamos energias para as 21 jornadas que faltam da prova que mais interessa.

 

Gostei da actuação de Palhinha, que voltou a ser o melhor Leão em campo. Batalhador incansável, foi o pêndulo do nosso meio-campo e o principal responsável pelo facto de o Marítimo não ter causado uma só jogada de perigo em toda a primeira parte. Grandes recuperações de bola aos 27', 38', 59' e 63'. Se o Sporting comanda a Liga, prova de regularidade por definição, a ele muito se deve. Até por isso lamentei aquela sua escorregadela no relvado em zona frontal que facilitou o golo inicial da equipa madeirense aos 68', marcado contra a corrente do jogo.

 

Gostei pouco que a prova de confiança do técnico nos jogadores menos utilizados, ao mudar seis dos onze que entraram em campo sexta-feira contra o Nacional, não tivesse sido correspondida. É verdade que tínhamos seis sub-23 entre esses titulares (Max, Plata, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Tabata e Tiago Tomás), mas isso pouco atenua a frustração desta derrota, que poderia ter conhecido um desfecho bem diferente. Bastaria que aquela bola à barra de Tiago Tomás, a passe de Matheus, fosse uns centímetros mais abaixo para estarmos a ganhar logo ao minuto 7' em vez de termos ido para intervalo empatados a zero.

 

Não gostei da tardia decisão do treinador em mexer na equipa, o que só aconteceu quando já perdíamos, aos 70', com a troca de Tabata por Pedro Gonçalves. As entradas de João Mário (76'), Sporar (76'), Porro (76') e Coates (80') também já nada remendaram. Aliás a última, ocorrida após sofrermos o segundo, desorganizou por completo o nosso fio de jogo, que passou a desenrolar-se num inédito 3-3-4, com o experiente central uruguaio actuando em desespero como segundo ponta-de-lança. Infelizmente sem qualquer consequência prática.

 

Não gostei nada desta segunda eliminação frente ao Marítimo para a Taça de Portugal - algo que antes apenas sucedera na distante temporada 1989/1990. Mas este nosso afastamento prematuro da segunda prova mais relevante do calendário futebolístico nacional até pode facilitar o nosso desempenho no campeonato. Muito pior é termos como referência no ataque um ponta-de-lança como Sporar, que mantém péssima relação com o golo. Ontem falhou um a metro e meio da baliza, aos 90'+1, num lance em que Plata lhe serviu pela direita uma bola que só precisava de ser empurrada mas acabou a sobrevoar a barra por inépcia do esloveno. Parecia que o Bryan Ruiz de 2016 regressara ao Sporting. Precisamos com urgência de um avançado que não necessite de doze oportunidades para converter uma, como acontece neste caso. Dava-nos jeito alguém como Rodrigo Pinho, que marcou logo à primeira pelo Marítimo, é o segundo goleador do campeonato e está prestes a rumar ao Benfica.

Amanhã à noite no Funchal

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Depois da jornada épica de anteontem, em que conquistámos os 3 pontos em disputa com o Nacional, vamos amanhã visitar o maior clube da Madeira, o Marítimo, no estádio dos Barreiros, na baixa do Funchal, agora para garantir o acesso à meia-final da Taça de Portugal.

Embora os dois estádios envolvidos estejam a poucos quilómetros um do outro em linha recta, são duas realidades geográficas e infraestruturais completamente distintas, como distintas são as realidades sociológicas de cada clube. As condições atmosféricas que vamos encontrar também serão bem diferentes do último desafio, mas o terreno estará com certeza a um nível semelhante do Jamor, e mais uma vez vai ser preciso saber jogar bem assim.

 

O Sporting chega a este jogo na máxima força, mas há que gerir a condição física do plantel e dar oportunidades a quem merece. Mas antes do mais importa prosseguir na corrida para o Jamor.

Sendo assim, e atendendo à chamada de Quaresma e Bragança, alguém terá de sair, imagino que o treinador convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Plata, Jovane, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

E apostava no onze habitual:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Antunes;  Pedro Gonçalves, Sporar e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Funchal para prosseguir na corrida para o Jamor.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Pódio: Tiago Tomás, Tabata, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira (Taça de Portugal) pelos três diários desportivos:

 

Tiago Tomás: 18

Tabata: 18

Coates: 18

Palhinha: 17

Nuno Santos: 16

Nuno Mendes: 15

João Mário: 15

Adán: 15

Feddal: 15

Porro: 14

Neto: 14

Matheus Nunes: 12

Antunes: 12

Sporar: 11

Plata: 9

Gonçalo Inácio: 1

 

O Jogo e A Bola elegeram  Tiago Tomás como melhor em campo. O Record optou por  Tabata.

Eu devo estar maluco

Ontem, ganhamos ao Paços. Ora o que vi, li e ouvi um pouco por todo o lado é que o Paços de Pepa jogou mal, esteve mal, que no fundo batemos em mortos. 

Eu vi um jogo em que o Paço jogou de igual para igual e que mesmo nos minutos finais, a perder por três, atacava, combinava, tentava chegar ao golo. O Paços não deu sarrafada, não se fez ao penalty, os seus jogadores não fizeram teatro. Tiveram cabedal, força física, têm ideia de jogo, alguns jogadores ótimos, outros galhardos, outros ainda com excelente técnica. Mantiveram-se sempre no jogo, não houve tempos mortos, nem o Sporting pôde nunca baixar a pressão. Por exemplo, o nosso Matheus Nunes, que entrou à hora de jogo, nunca conseguiu impor-se no meio-campo. Sporar foi presa fácil, Antunes nunca subiu. Porquê? Por causa do Paços. 

Achar que o Sporting limpou porque o Paços não deu uma para a caixa parece-me errado e típico da precipitação comentarista. E desvaloriza os nossos jogadores, a nossa equipa e a nossa equipa técnica.

Uma grande equipa em formação

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Por acaso tive a oportunidade de ver ao lado de dois colegas do blogue o primeiro jogo e a primeira vitória de Rúben Amorim à frente do Sporting. Foi um jogo estranho a vários níveis: uma manifestação fora do estádio patrocinada pelas claques ressabiadas a anteceder a partida, duas expulsões que colocaram o adversário encostado à sua baliza desde muito cedo, uma modificada equipa do Sporting pouco confiante e muito preocupada em reproduzir o que tinha treinado, um desconforto notório nas bancadas e discussões acesas entre sócios no átrio central ao intervalo, indignação de alguns pelos milhões que tinha custado o treinador, um grande ponto de interrogação relativamente ao futuro. E o futuro imediato foi mesmo a paragem da competição, o confinamento, treinos em casa, tudo aquilo que sabemos.

Mas, logo ali na bancada, dizia um deles com o seu olho clínico bem verde e branco, qualquer coisa como "pelo menos, os jogadores estão bem mais juntos ali no meio-  campo".

 

Passados nove meses, o que podemos efectivamente dizer é isso mesmo. Realmente estão bem mais juntos. E isso faz toda a diferença. O Sporting domina os jogos, e os golos acontecem muito através de combinações no meio-campo que projectam alguém para a decisão final. Foi assim ontem nos dois primeiros golos. Foi assim também no golo de Pedro Gonçalves em Famalicão e tem sido normalmente assim noutros encontros.

Mas para que isso aconteça, tem de existir espaço e tempo no miolo, e isso é conseguido construindo a partir dos defesas, chamando os atacantes contrários à pressão, rodando o jogo para o ala contrário, ou colocando a bola em profundidade atrás das costas da defesa contrária. Também isso é conseguido com um João Mário que baila por ali, acelera, trava, temporiza, ao mesmo tempo que os colegas se aproximam ou desmarcam, criando linhas de passe e movimentos de ruptura.

E tudo isso é suportado por um sistema táctico 3-4-3 estranho ao futebol português, que sempre pensei indigno de equipa grande ao colocar em campo mais um defesa central e menos um médio, num campeonato em que os grandes atacam muito mais do que defendem.

 

Além da crescente segurança defensiva, através do maior acerto nos passes e na pronta reacção à perda de bola, lentamente estão a aparecer outras coisas indispensáveis a uma grande equipa: golos de livres directos (Porro em Famalicão) e indirectos (Palhinha ontem, Inácio no Jamor), golos de cantos (Coates no Jamor), e penáltis conquistados (um no Jamor, dois em Famalicão, um subtraído pelo "senhor" Soares Dias).

Faltam "apenas" aqueles lances em que Porro ou Nuno Mendes centram largo e um Bas Dost ou um Slimani encosta a testa ou o pé sem hipóteses para o guarda-redes adversário, como aquele do Bas Dost na taça ganha no Jamor. Ontem, já no final do jogo, houve uma ocasião assim com Antunes a centrar muito bem em linha recta paralela à linha de defesas adversários e Sporar a esconder-se nessa mesma linha.

 

Temos de facto uma grande equipa em formação, que não está dependente de nenhum jogador em particular. Ontem o melhor foi Tiago Tomás, noutros jogos foi Pedro Gonçalves, que ali não esteve, com muito ainda para crescer e para demonstrar.

Um grande e jovem treinador, um conjunto de jovens focalizado e de imenso potencial, contratações muito bem conseguidas para o pouco dinheiro existente e duas delas fundamentais: Pedro Gonçalves e Nuno Santos, para grande azia e manobras de vingança de Pinto da Costa.

É importante agora também que os sócios e adeptos prossigam ao lado do treinador, mesmo na hora duma derrota pesada como contra o Lask, que sempre poderá vir a acontecer (Porto, Benfica e Braga já as sofreram também), inspirados pelo amor ao Sporting e pelo lema que em boa hora Amorim ou alguém por ele se lembrou de lançar,

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito da exibição do Sporting, ao triunfar ontem frente ao Paços de Ferreira em Alvalade, por 3-0, cumprindo a quarta eliminatória da Taça de Portugal e transitando para os oitavos da competição que conquistámos em 2015 (com Marco Silva) e em 2019 (com Marcel Keizer). Mandámos no jogo do princípio ao fim: ao intervalo já vencíamos por 2-0 e estivemos sempre mais perto de marcar o quarto do que o Paços de marcar o primeiro. Notável desempenho da nossa equipa, acolhida com entusiásticos aplausos no exterior do estádio, quando o autocarro chegou a Alvalade: organização colectiva, velocidade de execução, constante abertura de linhas de passe, bola ao primeiro toque, boa condição física de quase todos os titulares. Levamos dez jogos consecutivos sem perder e marcámos 35 golos nos 12 desafios disputados esta temporada: em nenhum deles ficámos em branco.

 

Gostei de ver mais um jogo em que não sofremos golos. E da promissora estreia de Tabata como titular, rendendo Pedro Gonçalves, ausente por castigo: o ex-Portimonense cumpriu, com uma exibição de grande nível coroada com um soberbo golo marcado aos 44' - disparo fortíssimo, com o pé canhoto, confirmando que existem diversas soluções neste Sporting 2020/2021 em matéria de rematadores. Gostei também de ver Palhinha estrear-se esta época como goleador ao metê-la de cabeça lá dentro, aos 64', dando a melhor sequência a um livre cobrado por João Mário. Mas o melhor em campo foi Tiago Tomás, em boa hora escolhido como titular na frente do ataque. Foi ele a marcar o nosso primeiro, batendo em velocidade a defesa adversária e rematando sem hipóteses ao ângulo superior direito da baliza, após preciosa assistência de Nuno Santos. O jovem avançado da formação leonina tem participação nos restantes golos: no segundo, é ele quem assiste Tabata; no terceiro, conquista o livre directo que sentenciará a partida - e a nossa continuação na Taça de Portugal.

 

Gostei pouco, uma vez mais, do desempenho de Sporar. Em boa hora ficou fora do onze titular, cedendo lugar a Tiago Tomás - que deu conta do recado muito melhor do que ele daria. Entrando enfim aos 72', como substituto de Tabata, o esloveno conseguiu dar nas vistas pela negativa em dois lances que noutros pés produziriam golos. Bem servido por Feddal em posição frontal, aos 77', desperdiçou a oportunidade atirando para a bancada. Novamente isolado, aos 82', não soube o que fazer com a bola, atrapalhando-se e permitindo a intercepção. Outro jogo para esquecer.

 

Não gostei do árbitro, sobretudo no critério disciplinar. Numa partida sem qualquer problema digno de registo, João Pinheiro conseguiu exibir quatro cartões amarelos, três dos quais a elementos leoninos (Porro, Palhinha, Nuno Santos). Foi fazendo soar o apito durante todo o jogo, insistindo em roubar protagonismo aos jogadores, vislumbrando faltas em qualquer bola disputada, esquecendo-se de aplicar a lei da vantagem em diversos lances prometedores do Sporting. Arbitragem "à portuguesa", sem noção de que o futebol é um desporto de contacto físico, cada vez mais afastada dos exigentes padrões europeus.

 

Não gostei nada de novo jogo à porta fechada no estádio José Alvalade, há nove meses interditado ao público. Quando noutros países, como em Inglaterra, já se permite o regresso de espectadores às bancadas, naturalmente em número escasso e em rigoroso cumprimento das normas sanitárias. Também não gostei nada de ver o nosso treinador, Rúben Amorim, remetido para um lugar discretíssimo na bancada, sem possibilidade de aceder ao banco, cumprindo assim o primeiro dos três jogos de castigo a que o condenou o incompetente árbitro Luís Godinho. O direito ao trabalho, consagrado na Constituição da República, no futebol é posto em causa a todo o momento por qualquer senhor com apito na boca.

 

Amanhã à noite em Alvalade

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Depois do empate em Famalicão para a Liga, ou melhor dizendo depois da emboscada de Famalicão que agora mais a frio me faz lembrar a também emboscada ao Acuña em pleno estádio das Antas mesmo antes da jornada gloriosa do Jamor acima ilustrada, que poderia ter originado uma confusão que poria não apenas ele mas mais alguns fora do Jamor e que ele com o maior sangue-frio conseguiu desarmar, vamos amanhã tentar ultrapassar um Paços de Ferreira a atravessar um bom momento na corrida para o Jamor.

Depois do jogo com o Moreirense fiz um post com o título "Cada vez mais difícil" que foi interpretado por alguns, embalados pelas goleadas, como falta de confiança na equipa ou tentativa de passar por inteligente quando viesse a derrota. Pois falharam rotundamente: cada vez mais tenho confiança nesta equipa, cada vez tenho mais confiança em Rúben Amorim, mas o jogo de Famalicão demonstrou à saciedade que isto está cada vez mais difícil.

E o jogo de amanhã não vai ser excepção. Embora tenha perdido connosco ao abrir o campeonato, o Paços vem de ganhar ao Porto e quase ganhar ao Benfica, e o seu treinador Pepa já nos trouxe grandes dissabores. Além disso vamos entrar em campo sem aquele que tem sido o nosso melhor jogador. 

 

Jovane e LP29 continuam a lidar com as suas lesões, Pedro Marques vem de marcar mais um golo decisivo pela equipa B, não faço mesmo ideia quem é que Rúben Amorim vai convocar, mas imagino que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata e Joelson.

Ponta de lança: Sporar e Pedro Marques.

 

Max deve mesmo jogar, Adán não esteve bem em Famalicão e importa ter uma alternativa rodada e que possa assumir a titularidade se tal for tido por conveniente.

Assim, mexia muito pouco no resto, pelo que o meu onze seria o seguinte:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Antunes;  Tabata,  Sporar e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar prosseguir na corrida para o Jamor e nós, sócios e adeptos, na impossibilidade de lá estarmos, vamos com certeza dar o maior apoio à equipa pelo caminho. 

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Já agora, deixo aqui uma palavra de apoio para a nossa equipa B, da qual o Pedro Marques é o melhor marcador, que regressa duma dupla jornada nos Açores, com uma vitória e um empate, e segue na série G do Campeonato de Portugal a 2 pontos do líder, o (novo) Estrela da Amadora, sendo que apenas o vencedor da série subirá à 2ª Liga. Não percam a 20/12 o jogo em Alcochete entre a duas equipas.

SL

Pódio: Nuno Santos, Pedro Marques, Tabata

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sacavenense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 20

Pedro Marques: 19

Tabata: 18

Coates: 18

Jovane: 17

Gonçalo Inácio: 17

Daniel Bragança: 15

João Mário: 15

Max: 15

Sporar: 14

Borja: 14

Matheus Nunes: 14

Neto: 14

Antunes: 12

Palhinha: 11

 

Os três jornais elegeram Nuno Santos como melhor em campo.

Ai Sacavém, Sacavém...

Wilson Brasil, um grande do jornalismo desportivo que exerceu a sua profissão no extinto Gazeta dos Desportos e criador de um dos mais prestigiados prémios do futebol, o Troféu Gandula, em homenagem aos apanha-bolas (gandula no Brasil), que premiava os melhores do desporto (por curiosidade a Juventude Leonina foi agraciada num dos anos), viveu muito intensamente o Sacavenense. Esta frase que titula o post ficou célebre na sua boca, nas crónicas que fazia na rádio. Era sentida a ligação que tinha com o Sacavenense e os sacavenenses. Tal como eu tenho uma enorme ligação afectiva ao Sacavenense, não porque seja de Sacavém, mas porque desde jovem tive relações de grande amizade com muitos dos dirigentes daquela colectividade, desde o meu grande José Simões, o Zezetas, director de campo imensos anos e de quem fui "filho" imensas vezes à entrada dos estádios da AF de Lisboa, porque a sua condição de dirigente lhe permitia a entrada grátis, até ao Elias Pereira, presidente e alma do Sacavenense tantos anos; Ao Ernesto Dinis, também presidente numa altura muito difícil por que passou o clube, ao meu afilhado Hélio Lampreia, que tratou dos jovens da formação alguns anos com toda a dedicação e brio. E muitos mais, não com ligações tão estreitas.

Quis o destino que calhasse em sorte ao Sporting o Sacavenense, ontem. Estavam os de Sacavém imensamente felizes por defrontar um grande e eu, porque sei que o Sacavenense almeja a chegar mais alto e merece chegar mais longe. Mas ontem o sacavenense que estava mais satisfeito era o tesoureiro do clube! O Sporting, muito bem, decidiu prescindir da receita da transmissão e os cofres da colectividade ficaram 50 mil Euros mais ricos. Uma verba que dará para continuar o milagre da multiplicaçao dos pães que esta e outras agremiações vão fazendo e mais agora sem os parcos, mas mesmo assim importantes, dinheiros da venda de bilhetes.

O resultado foi expressivo mas parece-me o menos importante para os sacavenenses. Portaram-se como leões e não desmereceram da tradição longa de equipa de garra e luta.

Por mim, como sacavenense por afinidade, fico feliz que este resultado lembre ao sportinguista de coração um outro de igual valor, "espetado" à lampionagem, que fará esquecer o score, lembrando apenas o que foi importante: A festa do futebol!

Saca...

Quente & frio

Gostei muito da exibição do Sporting, com o belo equipamento Stromp, nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal - a nossa estreia na edição deste ano. Goleada por 7-1 frente ao modesto Sacavenense, do terceiro escalão do futebol nacional, que nos vingou da humilhante derrota sofrida há um ano perante o Alverca, também do Campeonato de Portugal. Aos 3' já vencíamos, ao intervalo já ganhávamos por 3-0. Exibição ao nível do resultado: equipa dinâmica, ágil, bem ligada, praticando um futebol fluido e veloz, sem nunca tirar o pé do acelerador mesmo quando a goleada já se desenhava. A prova ficou à vista: fizemos três golos nos seis minutos finais. Desde Maio de 2019 que não marcávamos pelo menos sete num só jogo.

 

Gostei das exibições de vários jogadores. Desde logo Pedro Marques, em estreia absoluta na equipa principal desta época: Rúben Amorim mandou-o entrar aos 72', substituindo Sporar, e o jovem de 22 anos que tem alinhado na equipa B mostrou a diferença como ponta-de-lança: marcou o quinto (de cabeça) e o sexto, aos 87 e aos 90'. Nota muito elevada também para outro estreante, este como titular a defesa central do lado esquerdo: Gonçalo Inácio, que foi lá à frente marcar o sétimo, no último lance da partida. Também Tabata agarrou bem a oportunidade, jogando no flanco direito a partir do minuto 59: foram dele as assistências para o sexto e o sétimo golos. Outras exibições muito positivas: Coates, que fuzilou de cabeça as redes adversárias por duas vezes, aos 24' e aos 48'; Jovane, jogando como interior na ala direita, com assistência para o golo inaugural e marcando ele próprio o terceiro, de penálti, aos 32'; e Daniel Bragança, em campo durante toda a segunda parte: é exímio tecnicista, trata a bola da melhor maneira, como se viu em soberbos passes para Nuno Santos (69') e Tabata (71'). Mas o melhor em campo foi Nuno Santos, autêntico dínamo da equipa: foi ele a abrir o marcador, com um tiro disparado aos 3', fez a assistência para o quarto, quase marcou aos 14' e aos 69'. Imprimiu sempre grande velocidade ao jogo leonino. Já vai em quatro golos e seis assistências. Alguém ainda duvida de que foi reforço?

 

Gostei pouco dos desempenhos de Sporar (que mesmo a defrontar uma equipa amadora foi incapaz de marcar), de Antunes (que teve a seu cargo o corredor esquerdo durante a primeira parte sem intervenções dignas de registo) e de Borja (em estreia esta época, na ala direita durante o primeiro tempo e devolvido ao corredor esquerdo no segundo tempo), incapaz de um rasgo individual que ultrapasse o patamar da mediania. Num jogo em que pelo menos seis titulares habituais estiveram ausentes, em evidente gestão de esforço já a pensar nos próximos desafios: Adán, Feddal, Porro, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás. 

 

Não gostei das duas bolas à barra, disparadas por Nuno Santos (aos 14') e Gonçalo Inácio (aos 67'). Por centímetros, teríamos contabilizado nove golos em vez de sete. Também não gostei do golo sofrido, aos 53', com culpas repartidas por Matheus Nunes e Max, embora tivesse sido um justo prémio para o Sacavenense e para o principal artilheiro da equipa, chamado Iaquinta.

 

Não gostei nada da ausência total de público no Estádio Nacional, onde decorreu a partida, por falta de condições do recinto do Sacavenense: estas draconianas normas sanitárias que interditam em absoluto a presença de espectadores no futebol contrastam com regras muito mais flexíveis para diversos outros espectáculos. Também não gostei do horário do jogo, iniciado às 21.15 de ontem. Mas compreendo que se tenha adequado aos interesses do exibidor televisivo, o que acabou por render 50 mil euros ao Sacavenense - cortesia do Sporting, que abdicou da metade da receita que lhe correspondia.

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