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És a nossa Fé!

Pódio: Israel, Nuno Santos, P. Gonçalves

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Varzim-Sporting, da Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Israel: 15

Nuno Santos: 14

Pedro Gonçalves: 12

Porro: 12

Marsà: 12

Fatawu: 11

Edwards: 11

Morita: 11

Gonçalo Inácio: 11

Matheus Reis: 11

Trincão: 11

Ugarte: 10

Sotiris: 9

Paulinho: 9

Jovane: 6

Rochinha: 5

 

A Bola elegeu Israel como melhor Leão em campo. O Jogo optou por Marsà. O Record escolheu Gonçalo Inácio.

O pesadelo

Dez notas sobre o Varzim-Sporting (1-0)

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O Sporting disse ontem adeus à Taça de Portugal no próprio jogo em que se estreava nesta competição. Caiu com justiça perante o Varzim - que actuava supostamente "em casa", mas em estádio emprestado, na cidade de Barcelos. Adversário da Liga 3, uma competição dois escalões abaixo da nossa.

Foi o "momento Silas" de Rúben Amorim neste início de época que se transformou num doloroso pesadelo. Vamos em quinto no campeonato à nona jornada, disputamos o quarto posto com o Casa Pia, acabámos de ser humilhados pelo Marselha na Liga dos Campeões, sofremos seis derrotas em 14 desafios já disputados em três competições.

Agora, somos despejados da Taça. Num jogo em que nada fizemos sequer para empatar, quanto mais para vencer.

Equipa apática, desinteressada, sem chama nem alma. Treinador assistindo fora das quatro linhas, com atitude de insólita resignação. Como se uns e outros já desconfiassem desde o início que o pior poderia acontecer.

E aconteceu mesmo.

 

Algumas notas que este jogo me suscitou:

1. Os nossos futebolistas passaram o tempo a atirar bolas para a bancada. Pareciam disputar um concurso a ver quem seria o primeiro a pontapear uma para fora do estádio. Neste lamentável "campeonato" distinguiu-se Trincão (8', 12', 32', 60', 65'). Uma inutilidade.

2. Beneficiámos de 19 pontapés de canto. Nenhum foi aproveitado - nem andou perto disso. Desperdício quase chocante. Enquanto junto à baliza leonina os escassos lances de bola parada favoráveis ao Varzim faziam o nosso "bloco defensivo" tremer. O golo da equipa da casa, aos 70', surgiu na sequência de um livre em zona lateral.

3. Houve desempenhos individuais catastróficos. Mas a falha principal deste Sporting 2022/2023 é a nível colectivo. Como se o lema "para onde vai um, vão todos" funcionasse agora ao contrário. No pior sentido do termo.

4. O conjunto leonino parece entrar em campo à beira da exaustão física, actuando em câmara lenta, quase a passo. Vários jogadores continuam lesionados, outros vieram de lesões mal curadas, alguns andam presos por arames. Para cúmulo, surgiu agora um surto de "virose" que deixou outros fora de combate. Mas a principal quebra é no plano anímico. Amorim nada ajudou com a polémica declaração sobre jogadores "preferidos". Algo capaz de fracturar um balneário.

5. Paulinho, um dos jogadores preferidos do treinador, continua sem marcar. Na nossa baliza. Mas foi dele a "assistência", de cabeça, para o golo poveiro. Momento infeliz? Sem dúvida. Mais um, a somar a outros. 

6. Amorim inovou do ponto de vista táctico quando chegou a Alvalade. Mas o que era novo tornou-se velho: qualquer equipa, do Marselha ao Varzim, conhece de cor e salteado os automatismos do onze leonino e as suas notórias fragilidades, neutralizando o Sporting. Nomeadamente no capítulo defensivo, onde se sucedem arrepiantes falhas de marcação porque os três centrais estão sempre mais preocupados em definir linhas de fora-de-jogo. E acabam, várias vezes, a defender com os olhos.

7. Faz pouco ou nenhum sentido manter o modelo táctico seja qual for o adversário, seja qual for o estádio, seja qual for a competição, seja qual for o objectivo em vista. Amorim gaba-se de ser teimoso. Quando a teimosia se torna casmurrice passa a ser defeito.

8. O treinador voltou a errar ao mexer na equipa. Já em desespero, aos 85', mandou sair Nuno Santos, único dos nossos que teimava em remar contra a maré, acutilante do princípio ao fim. Quando mais precisávamos de a meter lá dentro.

9. Tombámos ao cumprirem-se os 90 minutos regulares. Mas pairou a sensação de que se tivéssemos ido a prolongamento e aos penáltis para efeito de desempate, ficaríamos também pelo caminho - de tal modo esta equipa está arrasada no plano anímico e motivacional.

10. Se há frase que detesto é «temos de levantar a cabeça». Uma espécie de lema dos derrotados. O nosso treinador pronunciou-a no final do jogo. Péssimo sinal. Como se a "síndrome Silas" voltasse a pairar no horizonte.

 

Leitura complementar:

Abalo sísmico (28 de Agosto)

A hecatombe (13 de Outubro)

O dia seguinte

Ainda hoje tive a oportunidade de partilhar convosco o meu entendimento sobre o estado actual do futebol do clube, pelo que me vou limitar a comentar o jogo propriamente dito.

Contra um Varzim que compete no mesmo escalão da nossa equipa B, embora numa série diferente, e que vai mais ou menos com os mesmos pontos, o Sporting afundou-se completamente, no pior momento de longe do mesmo sob o comando de Rúben Amorim. Se calhar a equipa B não faria pior do que fez hoje a A.

Apresentando praticamente a melhor equipa do momento tendo em conta as lesões, as doenças, e os esgotamentos, o Sporting foi incompetente na defesa, na linha média, no ataque e no banco. Salvou-se o guarda-redes. Defender livres laterais do lado esquerdo com um ala desatento na missão específica, primeiro Porro e depois Fatawu, na ponta da defesa do outro lado, tem de ser considerado incompetência da equipa técnica. Foram três assim, um quase deu golo, um deu mesmo o golo fatal. Estavam três jogadores livres atrás de Fatawu, depois do "alívio" de Paulinho. No ataque, ver centros longos de Nuno Santos a solicitar duas ou três vezes a cabeça de Trincão foi deprimente. Quantas defesas complicadas fez o guarda-redes adversário? Zero.

Depois disso tudo, as substituições só serviram para baralhar ainda mais uma equipa à deriva, sem qualquer voz de comando, tudo feito à medida da inspiração de cada um, que era pouca ou nenhuma. Depois do golo sofrido, pior um pouco. E o jogo terminou logo depois duma... reposição de bola pela linha lateral mal feita.

Estes jogos de Taça fora de casa contra equipas pequenas sempre foram assim, perigosos, especiais, não chega levar as camisolas, não chega levar uns jogadores talentosos, é preciso levar tudo o resto que faltou hoje. 

Por outro lado esta triste derrota de hoje trouxe à lembrança muitas outras assim que conheci ao longo dos anos, derrotas que doeram bastante na altura e que estes duas épocas completas de Amorim tinham dalguma forma feito esquecer. Parece que essas más memórias regressaram todas do esquecimento.

E agora? Agora vem aí o Casa Pia, e temos de ganhar. Tem a palavra Amorim, têm a palavra os pilares do balneário, os Adáns, os Coates, os Netos, já que mais não há, têm a palavra os Sportinguistas também. Mas as declarações do treinador na conferência de imprensa não auguram nada de bom. Infelizmente.

SL

Noites de pesadelo

Quando  se começa a escrever, às vezes temos muitas coisas para dizer, outras vezes nem sabemos por onde começar. Estou mais virado para a segunda hipótese. Sei  que estou   KO. Foi como se tivesse acabado de fazer uma corrida e nem me consigo aguentar nas pernas. Acho que corri mais hoje, durante os 95 minutos, tempo que durou o Varzim / Sporting, do que todos os jogadores juntos do Sporting. Que vergonha, uma lástima completa o que se passou em Barcelos. Equipa sem garra, a jogar lentamente, previsível em todas as ações, com um treinador completamente baralhado sem acertar quando mexe na equipa. Não temos táctica, nem fio de jogo. Quaquer defesa do campeonato distrital, já nem digo da Liga 3, sabe o que os nossos avançados fazem. O que fazem??? Lateralizam a bola, jogam para trás, novamente para o lado e outra vez para trás... e asssim sucessivemante até nos chatearmos, porque aquilo não dá resultado nenhum, como hoje mais uma vez se provou.

O nosso Sporting não é isto

É apenas a terceira vez na sua História que o Sporting Clube de Portugal cai na Taça de Portugal perante um adversário da terceira divisão. É o que temos quando há falta de ambição e uma preparação inadequada da época.


Estamos fora da Taça, com o campeonato comprometido e com a Champions em risco. E agora? Há quem vá pedir a cabeça de Amorim, outros irão pedir a de Varandas, eu acho que é tempo de reflexão porque há muitas outras coisas que precisam de ser mudadas também. Por um Sporting Clube de Portugal muito melhor, diferente disto e muito mais ambicioso.

Nuno Januário

Ontem o Caldas pôs o Benfica em sentido. Sem temor reverencial de qualquer espécie, deu luta à equipa que segue no comando do campeonato: o jogo na cidade termal terminou 1-1 aos 90', seguindo-se meia hora de prolongamento que deixou tudo na mesma.

Só nos penáltis os encarnados conseguiram enfim superar a briosa turma da Liga 3. Que tem futebolistas de muito mérito - do guarda-redes Wilson ao avançado João Rodrigues, mais conhecido por Tarzan, passando pelo médio João Silva.

Outro jogador com desempenho que fixei: o ala direito Nuno Januário. Informei-me mais sobre ele: tem 26 anos, mede 1,76m e fez parte da formação no Sporting.

Não engana: traz selo de qualidade. O selo de Alcochete.

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez no meu sofá e em frente à TV.

No último post deste tipo, antes do jogo com o Santa Clara, dizia eu: "Esgaio precisa mesmo de parar e na falta de Porro, um dos extremos dextros do plantel deveria assumir o lugar, ou então um Marsà de pé contrário. Vou pelo Arthur Gomes, que penso já ter actuado a lateral." 

Mas a verdade é que não parou, com as consequências que se conhecem nesse jogo e no seguinte.

As explicações de Amorim sobre o facto e sobre o momento não são convincentes, anda ali às voltas concentrando a questão em si mesmo. E a questão não é o treinador campeão e ganhador Amorim, que qualquer dia está no PSG ou noutro grande clube europeu.

Há mesmo qualquer coisa que não está a funcionar no futebol do Sporting e que convinha ultrapassar o mais depressa possível.

 

O Sporting partiu para a quarta época de Amorim em Alvalade com um plantel curto e desequilibrado, em termos físicos, etários e de liderança/atitude, ou pela necessidade premente de saneamento financeiro do clube ou por opções assumidas do treinador, ou por uma aposta clara numa formação recuperada e de volta aos tempos de glória, ou por tudo isso junto.

As lesões sucessivas nos elementos mais capazes e experientes do plantel puseram a nu as insuficiências do mesmo, com consequências para todos os outros jogadores, retirados da zona de conforto ou pelas mudanças de posicionamento que foram necessárias ou pelos parceiros de momento no enquadramento da equipa. Quase nunca Amorim pode repetir o onze inicial e o alinhamento da defesa (os 3+2) tem mudado constantemente.

Então, se é verdade que o treinador não está a proteger Esgaio ao insistir nele quando ele não está em condições para render, parece que a Direcção (Varandas/Viana) também não está a proteger Amorim ao insistir em deixá-lo entregue a si mesmo e a este plantel, carente de reforços efectivos. 

 

Temos então hoje o jogo da Taça com o Varzim.

Lesionados ou "presos por arames" estão Jovane, Porro, Neto, St. Juste, Coates e Bragança. Com viroses (gripe, Covid, o quê exactamente?) parece que estão Arthur Gomes, Callai e Nazinho. Esgotados fisica ou mentalmente estão Ugarte e Esgaio, Pedro Gonçalves anda lá próximo.

Quem é que sobra em boas condições físicas e mentais para fazer um onze que dê garantias num jogo da Taça? Se calhar estes:

Israel; Inácio, Marsà e Matheus Reis; Fatawu, Sotiris, Morita, Nuno Santos; Rochinha, Paulinho, Edwards.

Amorim veio dizer que capitão vai ser... Inácio. Precisa de crescer, diz ele. Eu digo que precisa mais de se focar na linha de fora de jogo e não se distrair com outras coisas.

 

O Varzim segue na Liga 3 na zona A com 3V e 2E, o Sporting B na Zona B da mesma Liga com 3V e 2D, a qualidade do nosso onze é mais que suficiente para passar, nem penso noutra coisa. Mas o Benfica passou ontem apenas nos penáltis contra um Caldas da mesma série do Sporting B, com 2V e 3E.

Parece que andamos de VW a fazer de Porsche nas "24 horas de Le Mans" com um grande piloto ao volante. E às vezes uma ou outra peça não aguenta e estampamo-nos.

Se alguém neste contexto vier dizer que o que falta é Amorim apostar na formação, pôr a jogar o Mateus Fernandes ou perguntar pelo Gonçalo Esteves ou outro puto qualquer só pode estar a gozar com o pagode.

 

Depois da aprovação dum R&C da SAD que registava um lucro assinalável, foi aprovado ontem o do clube também com lucro, demonstrando que o tal saneamento financeiro está a resultar. Foi mais uma vitória deste presidente e mais uma derrota duma oposição centrada em Nuno Sousa e nas redes sociais a ele afectas apostada na guerrilha cega e sistemática, sempre à espreita dum pretexto para meter a faca, órfã dum passado a que os Sportinguistas não querem voltar.  Está aí ainda o Rafael Leão para o lembrar. 

Mas por muito bem que estejam as contas, por muito bem que esteja a formação, por muito bem que estejam as modalidades, por muito certo que esteja o rumo seguido, se a equipa de Amorim não ganha hoje e continuadamente, hoje temos o "caldo entornado". Já no jogo de quarta-feira se ouviu trautear na curva Sul uma musica de má memória.

Sem sucesso desportivo não existe sucesso financeiro, ainda ontem repetiu o presidente.

Então... qual é a dúvida do que há que fazer ? Não entendo.

SL

Abrantes, nada como dantes

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Na primeira imagem vemos um muro com cem rostos, cem pessoas importantes, cem pessoas de Abrantes.

Na segunda vemos Joana Marchão.

Uma menina entre bigodudos e fardados.

Uma menina cuja farda são uns calções e uma camisola com o leão rampante no peito ou então as cinco quinas de Portugal.

Uma menina que ontem, com umas discretas chuteiras pretas, contribuiu para a conquista de mais uma Taça de Portugal.

Obrigado, Joana, obrigado Mariana, agradecido a todas por conseguirem mais um troféu, a jogar um futebol vistoso, bonito, sempre com os olhos postos na baliza adversária.

É assim o futebol, suar mais, correr mais, rematar mais, marcar mais golos que a equipa adversária.

Pódio: Adán, Matheus Reis, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting, da meia-final da Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Adán: 17

Matheus Reis: 16

Coates: 16

Neto: 14

Ugarte: 14

Matheus Nunes: 12

Gonçalo Inácio: 12

Esgaio: 11

Sarabia: 11

Pedro Gonçalves: 11

Porro: 11

Paulinho: 10

Edwards: 8

Palhinha: 1

Nuno Santos: 1

 

A Bola e o Record elegeram Matheus Reis como melhor Leão em campo. O Jogo optou por Adán.

Quente & frio

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Coates começou a central e terminou a ponta-de-lança: mudança inútil

 

Gostei muito de Adán. O nosso melhor em campo, ontem no Dragão. Sem culpa no golo sofrido, protagonizou duas grandes defesas (negando o golo a Fábio Vieira aos 57' e a Vitinha aos 72') e fez muito bem a mancha, fechando o ângulo a Zaidu, que esteve a centímetros de marcar aos 38'. Se algum dos nossos pode orgulhar-se do desempenho nesta segunda mão com o FCP que nos afasta da final da Taça de Portugal (derrota por 0-1 após perdermos em Alvalade por 1-2 no desafio da primeira mão) é o guarda-redes espanhol. Valor seguro da baliza leonina. 

 

Gostei de Matheus Reis. Exibição quase irrepreensível do lateral esquerdo, recuperando a titularidade no Porto após um jogo de castigo que o afastou da derrota anterior, para o campeonato, frente ao Benfica. Batalhador, seguro a defender e acutilante a atacar numa partida que decorreu sob chuva forte do princípio ao fim. Talvez o futebolista do Sporting que mais se valorizou nesta época.

 

Gostei pouco da primeira parte, única em que demos luta à equipa da casa. Criámos desequilíbrios e bons lances ofensivos, mas falhámos sempre no momento decisivo, lá na zona em que se resolvem os jogos. Apenas um remate enquadrado nesses 45' iniciais, sem qualquer oportunidade de golo. Mas pelo menos conseguimos manter a turma portista quase sempre afastada da nossa baliza. Uma coisa e outra explicam o empate a zero que se registava ao intervalo.

 

Não gostei dos desempenhos de vários futebolistas, que pareciam alheados do jogo ou nem sequer estar em campo. Paulinho mal tocou na bola, chegou ao fim desta partida sem fazer um só remate. Pedro Gonçalves voltou a ser um corpo estranho na equipa: não está em forma, tanto do ponto de vista físico como psicológico, e não merece tanta insistência do treinador em integrá-lo no onze inicial. Gonçalo Inácio é comido no solitário golo portista, marcado aos 82' por Toni Martínez, que tinha entrado no minuto anterior. Também não gostei da lentidão do treinador em reagir ao mau desempenho colectivo à medida que se mantinha o empate a zero e o tempo se escoava. A primeira alteração que Rúben Amorim fez, num jogo em que precisávamos de marcar pelo menos dois golos, foi uma troca de defesas ao minuto 56: saiu Neto, entrou Esgaio. Incompreensível.

 

Não gostei nada da falta de golos: pelo segundo jogo consecutivo, ficamos em branco. Nem de ver novamente o técnico mandar Coates avançar para ponta-de-lança, em desespero final, por ausência de soluções alternativas: Tiago Tomás foi emprestado, Slimani parece ter sido excluído do plantel. Nem daquela falta injustificada de Porro, que o levou a ser expulso aos 89', quando a nossa equipa já aliava o desequilíbrio defensivo à inoperância atacante. Nem de termos cedido cerca de 60 metros de terreno ao adversário durante quase toda a segunda parte: até parecia que estávamos a defender o resultado. Mas aquele resultado só interessava ao FCP, não tínhamos nada para defender assim acantonados no nosso reduto lá atrás. 

O dia seguinte

No futebol como na vida é preciso não ter a memória curta. O resultado desta eliminatória ficou ditado em Alvalade quando aquele batoteiro que ontem tentou repetir a façanha e levou amarelo deu hipótese ao Soares Dias justificar o Dragão de Ouro e ao Porto de inverter o resultado.

Ontem no Dragao com o resultado a favor o Porto esteve sempre confortável no jogo e só um lance como aquele do Sarabia mudaria o decurso dos acontecimentos. De qualquer forma tivemos uma primeira parte em que o Sporting esteve por cima dentro do seu esquema de jogo, mas foi mais uma vez ineficaz nas bolas paradas e nos cruzamentos para a área, com o trio ofensivo muito longe do desejável. Isto com os batoteiros a cair e a rebolar a qualquer contacto, enervando e distraído quem precisava de jogar e ganhar.

A segunda já foi bem diferente, como aliás já tinha acontecido na primeira mão. Depois de Matheus Nunes ter falhado aquilo que não falhou na selecção, o Porto acelerou, bem descansadinho do jogo-treino com a filial do Algarve, e o Sporting não teve argumentos para acompanhar, com Ugarte e Matheus Nunes em inferioridade numérica frente ao trio do Porto na luta pelo meio-campo.

Com o jogo empatado e sem perspectivas de virar a eliminatória, Amorim mexeu na equipa e ela ficou pior, e pior ainda ficou quando Coates avançou, uma fórmula gasta que já muito nos penalizou está época.

 

Depois Porro perdeu a cabeça, Amorim enervado ficou e nós todos também. Ficaram várias coisas por esclarecer:

1. Sarabia está em gestão física, programado para 1h de jogo? Se for o caso, aceito.

2. Slimani veio por causa de Amorim ou apesar de Amorim? Adoro Slimani, mas a pior coisa que se poderia fazer era estragar o bom balneário que nos deu os títulos. Não se pode voltar atrás neste ponto, recordamo-nos da conversa de Bruno Fernandes ao telemóvel, se o Slimani não aceita as coisas como estão só tem de ir à sua vida e nós ficamos eternamente gratos.

3. Que se passa com Pedro Gonçalves? Questão física, psicológica? Assim não tem lugar no onze, é até uma ofensa para alguém como o Tabata, que definha por falta de oportunidades. Porque não entrou este, adiantando-se um desgastado Matheus Nunes?

4. Que se passa com Paulinho, que passou dum pivot que fazia jogar a equipa para um inútil "pinheiro" lá na frente plantado que não cheira a bola nos 90 metros de jogo? Questão física também? Psicológica? Confusão naquela cabeca com a chegada de Slimani?

 

Concluindo, fomos ao Porto disputar o acesso ao Jamor quase a jogar com nove. Assim não há táctica que resista. 

Coisas boas? Ugarte e Matheus Reis em grande forma, trio defensivo Neto-Coates-Inácio em bom nível, Sarabia a tirar um ou outro coelho da cartola. Tem de ser por aí o caminho.

Jogo a jogo, faltam apenas 6 pontos para alcançar um dos grandes objectivos da temporada.

Para depois reflectir sobre muita coisa, o que foi a constituição do plantel nesta temporada e a gestão do mesmo, aqui incluindo a equipa B, e preparar a nova época da melhor forma.

Com Amorim, evidentemente. 

 

PS: Talvez agora alguns entendam a dimensão do feito de Marcel Keizer há três anos... Ou a de Marco Silva quatro anos antes... Se não entendem, então escusam de se preocupar com o resultado de ontem.

 

#Jogoajogo

SL

Em duas frases

Sérgio Conceição, com bloco defensivo adiantado, impedindo as saídas de bola do Sporting e acertando quando mexeu na equipa, deu um banho táctico a Rúben Amorim, muito passivo no banco. Vitória (1-0) merecida do FCP na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, que nos elimina da competição após a derrota (1-2) que já havia imposto em Alvalade.

O ranking europeu e os direitos televisivos

No dia em que se joga a segunda mão da primeira meia-final da Taça de Portugal, que opõe o Tondela ao Mafra, será interessante analisar as implicações que esta conjugação de jogos (o outro é o Porto-Sporting) poderá trazer para a pontuação de Portugal no ranking UEFA para acesso às suas competições.

Sem qualquer tipo de menosprezo pelo Tondela ou pelo Mafra, que chegaram a esta fase com todo o mérito, a manter-se a classificação da primeira liga, o mais provável, um destes clubes terá, mesmo perdendo a final da Taça com Porto ou Sporting, acesso a uma competição europeia (sem tempo para procurar se a LE ou a Conference League).

Qualquer deles, com todo o respeito, não têm estofo para ombrear com os clubes que irão enfrentar e corre o futebol português o risco de perder a entrada directa do segundo classificado na liga dos campeões (e perder o terceiro), ou até do vencedor do campeonato.

O porquê dos direitos televisivos aparecer aqui, tem a ver com a necessidade absoluta de haver uma distribuição mais justa e equitativa, permitindo que o fosso entre os três grandes e os outros seja diminuido, com todas as vantagens não só para os clubes, mas também para os espectadores. Se dúvidas houver, olhe-se para o campeonato inglês, onde os direitos são negociados e têm uma distribuição justa. Aliás, o clube que mais recebe de direitos, curiosamente, é o que vence a segunda liga, precisamente com o objectivo de se poder apetrechar para o embate com outros que têm maior poder económico.

Por cá, apesar de alguns dizerem que só há dinheiro para dois, os três grandes secam a teta e aos pequenos restam as migalhas, com a consequente situação de todos os meses e todas as épocas andarem com a corda na garganta.

Parece que já se decidiu que haverá negociação em "bolo". Terá sido um parto difícil, mas importa conhecer os termos da distribuição de verbas e garantir que os pequenos tenham opção de crescer. Crescendo os pequenos, cresce o futebol português no seu todo e o seu peso nas competições da UEFA.

É quase ridículo (se não fosse até excelente) que Portugal tenha, ao nível de selecção, um conjunto de resultados extraordinário nos últimos anos e os clubes se estejam a afundar de forma trágica na tabela da UEFA.

 

Já agora, como habitante no concelho, que passe o Mafra!

Amanhã à noite no Dragão

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Depois duma derrota em casa marca Soares Dias - qualquer dia tem um Dragão de Ouro à sua espera - voltamos amanhã ao Dragão para tentar chegar à final do Jamor, se calhar agora com os superdragões a fazer de apanha-bolas ao jeito que foi descrito pelo Diogo Dalot e que representa bem a forma batoteira de estar no desporto do clube na era do Pinto da Costa.

O último dérbi, não tanto pelo resultado mas muito mais pela exibição, pôs à evidência a bipolaridade de muitos Sportinguistas, aqueles que já saltavam nas bancadas aos 8 minutos de jogo eram os mesmos que assobiavam e diziam do pior no final, e pelo que fui lendo e ouvindo, enquanto os benfiquistas ficaram com uma sensação agridoce, dizem que ganharam mas não a jogar à Benfica, alguns sportinguistas já acham que o Sporting só sabe jogar para trás e para os lados, Amorim tem muito que aprender e levou um banho táctico do Veríssimo. Como se para baixar linhas para proteger a óbvia falta de pernas dos dois excelentes veteranos defesas centrais, defender com 10 e contar com um super-Darwin lá na frente fosse preciso um Guardiola ou um Klopp.

O futebol do Sporting de Amorim é o mesmo desde que chegou. Foi com ele que ganhámos muita coisa em muito pouco tempo, e é com ele que ganharemos ainda mais. Construção deste trás, controlo do jogo, circulação da bola a toda a largura do campo, variações de flanco, ataque à profundidade. A questão é o momento de forma dos jogadores, e alguns parecem de facto esgotados pela exigência da campanha e pelas pancadas que vão sofrendo, com árbitros que inclinam o campo a nosso desfavor e com clubes que contra nós fazem o jogo da vida deles e contra os rivais baixam as calças.

Pedro Gonçalves é o caso mais flagrante desse esgotamento. Nada lhe sai bem, desde os dribles até aos remates, simplesmente não parece o mesmo jogador que ainda há poucos meses deu cabo do Dortmund.

Paulinho, a mesma coisa. Aquele jogador que não parava em campo e se constituia como um pivot ofensivo de qualidade agora parece um pinheiro plantado na área, incapaz de fugir às marcações e a falhar as poucas bolas a que consegue chegar.

Dum trio que parecia há tempos que ia dar cartas, sobra apenas Sarabia, jogador muito mais de momentos do que de rendimento contínuo. E por aqui passa muito do problema do Sporting neste momento, com Slimani em baixo pelo Ramadão e pela eliminação da Argélia do mundial, e Edwards um jogador de engate, depende da lua.

Que onze então apresentar no Dragão?

Bom, guarda-redes não há questão, é o Adán.

Na defesa/alas, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos ou Porro-Neto-Coates-Inácio-Matheus Reis?  Aqui a grande questão é a cobertura / articulação do defesa com o ala do mesmo lado. Porro-Inácio combinam muito bem, Matheus Reis-Nuno Santos também no momento ofensivo, Porro-Neto mal, quer a defender quer a atacar, Inácio-Matheus Reis assim assim. 

No meio campo, Ugarte tem que jogar, ponto. Quem fica ao lado, Palhinha ou Matheus Nunes? Porque não Palhinha com Matheus Nunes mais avançado do lado esquerdo?

No ataque, Paulinho volta a ser o pivot ofensivo ou joga Sarabia como fez em Tondela e como faz na sua selecção? E quem o acompanha?

No jogo de Alvalade o Sporting alinhou com um onze com Nuno Santos no seu melhor lugar:

Adán; Neto, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Matheus Reis;  Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

Se calhar amanhã vamos ter a repetição desse onze.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Dragão para conquistar o acesso à final da Taça no Jamor.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Que alterações para quinta-feira?

Muito já se falou no clássico de domingo em Alvalade, em que fomos derrotados.

Há que olhar em frente. O próximo desaifio não tarda: é já depois de amanhã. Iremos ao Dragão disputar a segunda mão da meia-final da Taça. Após derrota (1-2) em Alvalade.

É o momento para apelar aos leitores. Perguntando-lhes que alterações devem ser feitas no onze titular e até eventualmente no desenho táctico da nossa equipa para este jogo, que não será nada fácil. Recordo que nos últimos 15 anos o Sporting só venceu uma vez o FCP no Dragão em partidas do campeonato.

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