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És a nossa Fé!

Resmungam de barriga cheia

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No futebol, já se disputaram dois títulos e troféus esta época. O Sporting venceu ambos: Supertaça e Taça da Liga.

O Sporting chegou apenas pela segunda vez aos oitavos da Champions, com o maior encaixe financeiro de sempre.

Nada disto era imaginável quando Varandas assumiu a presidência, há três anos e meio, com o clube feito em estilhaços - ou «em cacos», para usar uma expressão proferida à época por Augusto Inácio, que foi director do futebol com Bruno de Carvalho.

Apesar do caminho trilhado de então para cá, ainda há adeptos sempre a resmungar. Conquistámos o primeiro título de campeões nacionais em 19 anos, e lá continuam eles a resmungar. De barriga cheia.

São do Sporting, com certeza.

O dia seguinte

Alguém disse, e com razão, que as finais não são para se jogar, são para se ganhar.

O Sporting ganhou mais esta final porque foi muito mais tudo que o Benfica. Mais equipa, mais mentalidade ganhadora, mais controlo do jogo, mais ocasiões de golo, mais individualidades a destacar-se.

O Benfica só disfarçou a coisa porque marcou na única vez em que ameaçou a baliza de Adán, um belo golo dum Cebolinha que anda a perder tempo naquela confusão de sítio quando poderia explodir no 3-4-3 de Amorim.

Tudo isto não quer dizer que o Sporting tenha feito uma grande exibição. As duas derrotas fizeram mossa, a articulação do tridente ofensivo deixou muito a desejar, voltaram a esconder-se atrás dos defesas contrários e Paulinho... mais uma na trave. Pode não ganhar a Bota de Prata, mas o Poste de Prata ninguém lho tira.

Gonçalo Inácio e Ricardo Esgaio estiveram muito bem, demonstraram mais uma vez a raça de que são feitos, e a injustiça de como foram tratados por alguma escumalha das redes sociais depois das noites infelizes que tiveram. Se calhar ao jeito que ainda ontem em plena primeira parte num sítio conhecido se desancava sem piedade nos jogadores do Sporting e se sugeria que o lampião Amorim conspirava para fugir para o outro lado da 2.ª circular.

Mais um título ganho nestes últimos três anos: 1 CN, 1 TP,  1 ST, 3 TL. E continuamos na luta para mais dois. Sabendo reconhecer quer as forças visíveis e invisíveis, algumas mafiosas, dos rivais, quer as falhas proprias, sem bazófia, concentrados, jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Superioridade

Bem sei que não há justifiça num resultado de futebol. A lei da bola é em muito subjectiva e a sentença final de qualquer jogo são os golos e o resultado final que a ditam. Mas, caramba, teria sido uma injustiça do tamanho do estádio de Leiria se o nosso Sporting não tivesse sido campeão de Inverno contra um adversário que joga tão pouco. Durante os 90 minutos só o Sporting fez por ganhar e só o Sporting se mostrou equipa e ao serviço de um plano de jogo claro de campeão.

Que a enorme superioridade que manifestámos ontem se repita nos restantes desafios que temos pela frente. 
No ano passado o título de campeão de Inverno foi um belíssimo presságio da conquista mais desejada. Que este ano se repita.

Temos equipa, jogadores, treinador, sócios e adeptos para isso. Vamos! Jogo a jogo! Essa fórmula que tanta alegria já nos deu, continua a dar e, acredito, continuará a dar.

Binde pá feeesta! - I

 

PG_Festa.jpeg

P.G. Foi daqui que pediram mais um troféu?

EaNF: Arrisco dizer que, nós por cá, estamos muito receptivos a troféus, títulos, vitórias em geral, Pedro. Sinta-se à vontade!
De caminho, já sabe, acuda Paulinho que parece mais receptivo a... água. Normal, para quem está... no gelo. E, já agora, peça a alguém para ver do DJ.

 

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PG: DJ? É para já!

 

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G.I.: Chamaram?

Todos nós queremos à felicidade, à felicidade,

todos nós queremos... à felicidade

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A Sportinguização do Benfica

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"Para mais tarde recordar" deixo alguns excertos do durante (mais) esta vitória, coisas de amigos íntimos que são adeptos dos clubes rivais, e que entre nós, nos sofás, maples e cadeiras, falamos como no velho peão de Alvalade, sem pruridos de Bancada Central ou Camarotes.

Antes do jogo, ainda naqueles acepipes, parcos que era dia de dieta ou reflexão ou lá como se chama, um adversário proclamou a sua descrença, para esta final e para o que aí vem para o seu clube, com uma tirada que se quis aforismo, mas em cuja acidez detectei ainda uma réstia de estrebucho: "isto tudo é a sportinguização do Benfica!". Ri-me, cruel, e conclui "estás bem fodido, tu!" ao que recebi rosnar concordante.

Já depois, eu nervoso com a avessa e imerecida vantagem tangencial, e porque a nossa equipa ainda assim seguindo nitidamente superior, um outro adepto adversário proclama, em abrupta ruptura ideológica, "foda-se, se perdemos isto voto no CHEGA como protesto!".

E ainda mais para a frente, Paulinho conclui uma belíssima jogada de futebol com um monumental estoiro à trave, daqueles "à antiga", e eu derramo o uísque no cachecol, no brado de "este gajo é um g'anda jogador, caralho!, e andam para aí esses palhaços a protestar", e continuo a resmungar com os nossos adeptos enquanto a bola já regressou ao relvado...

Entretanto havia acontecido a substituição fundamental, ainda com a vigência do empate. O Vice-Almirante Amorim trocara o central amarelado Neto por Porro e colocara Esgaio não a lateral-esquerdo - nisso desviando Reis, como eu esperava - mas a central. Eu, com a pertinência táctica que algo ultrapassa a dos circundantes, clamo "este gajo tem uns g'andas tomates... tem muito crédito entre nós mas, mesmo assim, se depois desta perdemos com um buraco da defesa trucidam-no, ainda por cima depois das duas derrotas". E enquanto reencho o copo, esvaziado ao perceber o conteúdo desta troca, e o comentador Vitória avaliza a manobra ("o Benfica não tem altura entre os avançados", algo nos sossegou), diz um dos de Carnide "nã, descansa, já lá não vamos!...". E outro ecoa(-se) "é mesmo a sportinguização".

Pódio: Sarabia, Gonçalo Inácio, M. Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica, final da Taça da Liga, pelos três diários desportivos:

 

Sarabia: 20

Gonçalo Inácio: 19

Matheus Nunes: 17

Matheus Reis: 17

Palhinha: 17

Esgaio: 16

Feddal: 16

Porro: 15

Paulinho: 15

Adán: 15

Pedro Gonçalves: 14

Neto: 13

Nuno Santos: 7

Ugarte: 7

Tiago Tomás: 6

 

Os três jornais elegeram Sarabia como melhor em campo.

Ser benfiquista.

Como se passara na Supertaça, também ontem o Sporting foi um vencedor claro, inequívoco e justo.
Sem clubites, pode dizer-se que o adversário não foi o mais complicado que encontramos este ano e que provavelmente uma enorme maioria dos que viram o jogo não ficaram surpresos de ter sido o Sporting a vencer.

Dentro de campo, o SLB mostrou que não tem plano de jogo, ideia de futebol e que está desfocado do que é o futebol contemporâneo, onde o individual se dilui no coletivo para só aparecer naqueles momentos em que é mesmo de aparecer (Porro e Sarabia no segundo golo).

Ainda assim, os jogadores do SLB não têm culpa disso, alguns mostraram muito valor (Cebolinha, Odysseias, Weigl) e todos se bateram bem no sentido de deixarem tudo em campo. O jogo pareceu-me rijo e limpo, mal arbitrado é verdade, mas porque os nossos árbitros são o elo mais fraco da nossa competitividade.

Onde o Benfica  falhou em toda a linha foi na postura fora de campo. Os adeptos estiveram bem, Cebolinha foi muito correto e decente nas declarações, mas o treinador – cuja qualidade me parece clara – esteve péssimo, incapaz de admitir a superioridade do adversário e partilhou connosco um sonho que terá tido em que as duas equipas foram equilibradas.

Pior ainda esteve o presidente do SLB, um homem que foi aplaudido em Alvalade pelos sportinguistas quando se retirou e que demonstrou de novo o nervosismo de adepto e falta de noção das implicações de se ser figura número um da instituição SLB. Não só não esteve ali, honrado, a cumprimentar o SCP, como não esteve lá, ao lado dos seus, que deram tudo em campo.

Não vale a pena clamar por uma indústria competitiva e não sei quê, quando é este o exemplo que se dá aos adeptos.  

Quente & frio

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Gostei muito da conquista da Taça da Liga, que nos consagra como campeões de Inverno, pelo segundo ano consecutivo. É, portanto, uma reconquista. Numa competição que em 2009 nos foi sonegada contra o mesmo adversário de ontem, o Benfica, por uma equipa de arbitragem liderada por um dos mais vergonhosos apitadores que passou por relvados nacionais. Mas valeu a pena a espera. A vingança serve-se fria: nas últimas cinco edições desta prova, saímos campeões por quatro vezes. Agora a bisar, com Rúben Amorim, já com quatro títulos e troféus no seu currículo ao comando do Sporting em menos de dois anos. Esta Taça da Liga, que vencemos na final de Leiria por 2-1, é a segunda proeza leonina na temporada, após a Supertaça ganha a 31 de Julho.

 

Gostei do domínio claríssimo da nossa equipa. Esta superioridade foi manifesta mesmo após sofrermos um golo, aos 22', contra a corrente do jogo. Soubemos manter-nos coesos e acutilantes, nunca perdendo de vista o objectivo: havia que levar a taça para casa. As estatísticas confirmam esta superioridade: 61% de posse de bola leonina, 13-2 em remates, com óbvia vantagem para o nosso lado. Estivemos sempre mais perto do 3-1 (Paulinho mandou uma bola à barra, aos 73') do que o Benfica de empatar. Foi a quinta reviravolta da temporada, o que indicia robustez psicológica. E também uma evidente injecção de moral na equipa, demonstrando que a derrota em casa contra o Braga não passou de acidente de percurso. Vale a pena assinalar o onze titular verde-e-branco neste clássico em Leiria: Adán; Neto, Gonçalo Inácio, Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes, Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho. Entraram ainda Porro (66') para substituir o amarelado Neto, passando Esgaio para central, Ugarte (85') para render Matheus Nunes, e Tiago Tomás e Nuno Santos (88'), para os lugares de Paulinho e Sarabia. Este último foi, para mim, o herói do jogo: faz de canto a assistência para o primeiro golo, num cabeceamento de Gonçalo (49'), e marca o segundo, o decisivo, fuzilando Vlachodimos de pé esquerdo após uma espectacular recepção de bola em que demonstrou toda a sua classe (78'). Destaques também para Palhinha, sempre superior ao adversário como médio de contenção, e o reaparecido Pedro Porro, autor da assistência para o golo da vitória com um passe de 30 metros muito bem medido. Gonçalo e Matheus Reis também merecem realce, tal como Matheus Nunes, que auxiliou Palhinha no domínio do meio-campo, onde o adversário actuava com três elementos.

 

Gostei pouco que só no segundo tempo tivéssemos traduzido em números a nossa manifesta superioridade no terreno. Mas até nisto se comprovou a maturidade da equipa, funcionando como verdadeiro colectivo: nunca nos desorganizámos nem perdemos o fluxo ofensivo apesar de termos menos um dia de descanso do que o adversário, que disputou a meia-final 24 horas antes. Embalados pelo entusiástico apoio que vinha das bancadas, onde os aplausos eram quase todos para o Sporting. Os benfiquistas passaram grande parte da segunda parte a assobiar a própria equipa. No fim, brindaram-na com uma monumental vaia, enquanto Rui Costa fumava nervosamente na tribuna do estádio, gesto que lhe fica muito mal. Mas percebe-se o nervosismo: em dois confrontos com o Sporting nesta temporada, registam-se já duas derrotas encarnadas. Com 5-2 em golos, primeiro no campeonato e agora nesta final.

 

Não gostei da ausência de Coates, o nosso inabalável capitão, que se encontra ao serviço da selecção do Uruguai. Mas foi bem substituído no centro da defesa por Gonçalo Inácio (que até marcou um golo à Coates) e certamente se associou em espírito à bonita festa da vitória no relvado, com justos vencedores e dignos vencidos - desta vez ninguém atirou medalhas para as bancadas, imitando o imperdoável gesto de Sérgio Conceição numa final perdida contra o Sporting. 

 

Não gostei nada de ver num camarote VIP do estádio o arguido Luís Filipe Vieira, que ali esteve certamente a convite da Liga. É preciso muito descaramento e perda total de noção das conveniências para ter a lata de se exibir entre os assistentes desta final. Se pensava reabilitar-se, estava muito enganado: os adeptos encarnados rodearam-no no final com insultos e ameaças. Foi necessária a protecção de mais de uma dezena de elementos da unidade especial da PSP presente no local para regressar à viatura que o transportou.

Crime sem castigo

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Tal como Pedro Correia escreveu abaixo, hoje é dia de vingança.

Não acho que o único patife, nesse dia, tenha sido Lucílio Baptista.

Junto-lhe mais meia dúzia:

2 - Pais António, o bandeirinha do lado oposto que a mais de 40 metros de distância jurou ter visto Pedro Silva a desviar a bola com o braço.

3  - José Cardinal, o bandeirinha que estava ali ao lado, quase em cima da jogada mas que não assumiu o óbvio, não fora penalty.

4 - Artur Soares Dias, o quarto árbitro, teve acesso às imagens, sabia que não era penalty mas deixou que a farsa continuasse.

5 - Angel Di Maria, apesar do nome foi um diabo. Viu que não era penalty mas não se importou de mentir e que um colega de profissão fosse expulso.

6 - Quique Flores, o treinador que já tinha sido eliminado da Taça de Portugal pelo Leixões, que ficaria sete pontos atrás do Sporting, que sofreria mais uma dúzia de golos que a equipa de Paulo Bento. Já tinha visto as imagens, sabia que não era penalty mas pediu a Reyes para a converter.

7 - Reyes, o menos culpado de tudo. Apesar disso poderia ter sido solidário com os companheiros de trabalho que estavam do outro lado e rematar a bola para as nuvens.

Todos, cada um deles, foram culpados.

Hoje era bonito entrarmos em campo com onze Pedros Silva, o nome escrito nas costas dos nossos, seria uma forma de recordar que o crime não prescreveu.

Pódio: Matheus Reis, Sarabia, Tabata

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Santa Clara, na meia-final da Taça da Liga, pelos três diários desportivos:

 

Matheus Reis: 18

Sarabia: 17

Tabata: 17

Ugarte: 16

Esgaio: 15

Nuno Santos: 15

Adán 15

Gonçalo Inácio: 15

Neto: 15

Matheus Nunes: 14

Palhinha: 14

Gonçalo Esteves: 12

Vinagre: 10

Pedro Gonçalves: 10

Paulinho: 9

Tiago Tomás: 1

 

A Bola  elegeu  Sarabia  como melhor em campo. O Record  optou por TabataO Jogo escolheu Matheus Reis.

O dia seguinte

Crónica breve, mesmo por telemóvel, numa semana em que tudo avaria à minha volta.

E esta equipa do Sporting está também meio avariada, algumas peças acusam desgaste, o mecânico puxa pela imaginação, melhora aqui o que estraga acolá, e tudo funciona muito no esforço. O piloto  automático deixou de funcionar.

Perante o adversário bem chato que nos derrotou em São Miguel, Amorim apresentou uma equipa que para mim tinha dois jogadores fora de posição, Ugarte e Tabata. Ugarte pisava terrenos próximos de Palhinha, os três avançados também eles próximos uns dos outros no meio do autocarro adversário, e só Matheus Reis e Nuno Santos davam mostras de quererem desequilibrar. Não faria mais sentido Tabata no lugar de Ugarte ou Palhinha e Sarabia a falso ponta de lança atrás de Nuno Santos e Pote?

Antes disso, aconteceu o que sempre acontece nestas fases, o (grande) golo do adversário. E foi preciso o adversário falhar para irmos para o intervalo empatados.

Depois foi atacar até o segundo golo acontecer, a expulsão também e o jogo terminou aí. Amorim foi refrescando a equipa e o Sporting não deu hipóteses.

No entanto o que seria nos penáltis se o Santa Clara empatasse num chouriço qualquer no final do jogo? Estavam fora Sarabia, Pote, Esgaio, Palhinha.. 

Enfim, o Sporting passou e estamos na final. É o que interessa.

 

#JogoAJogo

SL

Quente & frio

Gostei muito de ver o Sporting qualificar-se ontem, em Leiria, para a final da Taça da Liga, a disputar no próximo sábado contra o Benfica - com menos 24 horas de descanso para o nosso lado. Somos favoritos à conquista do troféu: nas últimas quatro épocas levámos três destas taças para o museu leonino. A maior responsabilidade, portanto, é nossa. Queremos sagrar-nos novamente campeões de Inverno.

 

Gostei dos primeiros 20 minutos da actuação do Sporting nesta partida contra o Santa Clara, que vencemos 2-1. Pressão alta, velocidade, passes de ruptura, bom desempenho de Matheus Reis e Nuno Santos na ala esquerda. Infelizmente, neste melhor período não construímos qualquer lance de verdadeiro perigo. E foi até a equipa açoriana a marcar primeiro, aos 32', de livre directo, aproveitando a deficiente formação da nossa barreira. 

 

Gostei pouco que só tivéssemos chegado à vitória graças à "estrelinha" do nosso treinador, que ontem voltou a brilhar. Fixámos o resultado sem criar uma só oportunidade de golo. O primeiro, aos 40', entrou na baliza do Santa Clara devido a um caricato lapso do central Villanueva, que apareceu na área como se fosse ponta-de-lança leonino, metendo-a lá dentro na sequência de um cruzamento de Nuno Santos, sem nenhum jogador nosso a pressionar a bola. O segundo resultou de um penálti assinalado por António Nobre, após advertência do VAR, Nuno Almeida: lance que com outros árbitros talvez passasse em claro. Somado a isto, foi expulso Rui Costa, o jogador que fez a falta. Chamado a converter, Sarabia não falhou: a nossa passagem à final deve-se ao internacional espanhol, para mim o melhor em campo também pelos desequilíbrios que criou à frente em jogadas de bom recorte técnico. Além de ter sido ele a pressionar o adversário no lance de que resultou a grande penalidade.

 

Não gostei da falta de energia anímica dos nossos jogadores, que mesmo em superioridade numérica desde o minuto 65 (e houve oito minutos de tempo extra) quase se limitaram só a trocar a bola no meio-campo ofensivo, sem aproximação à baliza, proporcionando um espectáculo deplorável aos 7332 adeptos presentes no estádio leiriense. E fiquei perplexo por termos entrado em campo com dois médios defensivos, Palhinha e Ugarte. Nada digno de um plantel que é campeão nacional. Atitude de equipa pequena, resultadismo no seu pior.

 

Não gostei nada de um falhanço inacreditável de Paulinho em recarga à boca da baliza, a um metro da linha de golo e sem opositor pela frente: fez quase o impossível, atirando ao lado com o seu melhor pé. Parecia uma rábula humorística, para os "apanhados". Mas sem graça alguma. Desta vez fora do onze titular, o ex-avançado do Braga entrou aos 67' para substituir Pedro Gonçalves, que andou perdido no campo, sem nada ter feito digno de nota. Paulinho desperdiçou três oportunidades para o 3-1: aos 83' optou por um passe ao guarda-redes; aos 89' rematou sem eficácia, permitindo a defesa; no minuto seguinte, teve aquela perdida incrível. Não nos iludamos: temos um sério problema lá na frente. E a nossa consistência defensiva deixou de ser o que já foi, como comprova o golo sofrido de bola parada. Sem a tal "estrelinha" que costuma acompanhar o nosso técnico, não teríamos vingado ontem a derrota sofrida frente ao Santa Clara para o campeonato a 7 de Janeiro. Foi aí que a maré baixa começou.

Vamos acreditar sempre

Não façamos  do jogo com o Santa Clara algo de complicado. Só complicamos se não tivermos confiança na equipa. Somos melhores, muito melhores, e a única coisa que devemos fazer é disputar os lances primeiro que o adversário, sem estar à espera do próximo, meter o pé antes de os outros o fazerem, e rematar fazendo o golo o mais cedo possível. Haja humildade, vontade de vencer e sobretudo muita garra e querer... e rumo à final.

Pódio: Tiago Tomás, Ugarte, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Penafiel-Sporting, para a Taça da Liga, pelos três diários desportivos:

 

Tiago Tomás: 17

Ugarte: 16

Coates: 16

Neto: 15

João Virgínia: 15

Matheus Reis: 15

Daniel Bragança: 14

Gonçalo Esteves: 14

Nuno Santos: 14

Sarabia: 12

Pedro Gonçalves: 12

Tabata: 12

Matheus Nunes: 10

Gonçalo Inácio: 7

 

A Bola e o Record elegeram Tiago Tomás como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Ugarte.

Os filhos da puta - Cap. CMXCIX

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O Pedro Correia e o Luís Lisboa já abordaram abaixo esta saga, mas eu não posso deixar de vir mais uma vez falar destes galarós, da geração INATEL paga pelo Benfica, que sistemáticamente e em vias de poderem a ascender rapidamente na carreira, prejudicam, roubo é a palavra correcta para definir esta actuação, com toda a satisfatez do Mundo, o Sporting. Como diz o Luís e bem, a nossa equipa B tem sido o bombo da festa destes assalariados formados em tempo de orelhas grandes e que pelos vistos continuam a sentir o vento que elas ainda provocam nas suas estapafúrdias decisões. Ainda no último jogo o SportingB teve duas expulsões que se não fosse para chorar de vergonha alheia, seria uma enorme comédia.

E ontem foi mais do mesmo. Sem VAR que lhe tolhesse as arremetidas à descarada, lá transformou um penalti a favor do Sporting num cartão amarelo ao jogador derrubado claramente à margem das leis do jogo, amarelou Neto numa jogada em que o defesa apenas toca na bola, o objecto do jogo, aquilo em que é permitido dar chutos, o que me leva a pensar se não se terá passado alguma coisa no terceiro balneário, a propósito de chutos, perdão, Xutos, não vá a alimária perceber...

Amarelou Coates que, como capitão de equipa tem o direito de abordar o árbitro, de forma correcta, cordata, para pedir explicações. Se a aventesma fosse árbitro, claro está, mas aquilo é um apitadeiro ambicioso, que sabe que para ganhar as insígnias FIFA sem fazer qualquer jogo na Liga, só fazendo a vontade ao dono. Afinal, quem é que lhe pagou o curso, não é? Temos que ser uns para os outros.

Em linguagem da bola, desculpem os termos a seguir impressos, esta merda de árbitro se fosse no meu tempo ia ao banho ao Nabão, cumprimentar os barbos e as bogas, depois de dois sopapos no focinho. Eu sou mais cordato, saberia onde mora ou trabalha e enviava-lhe um Kit Eusébio porque, malta, o gajo mereceu!

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