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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: “Fast-forward” para o minuto 88

Gil Vicente 0 - Sporting 2

Taça da Liga - 2.ª Jornada da Fase de Grupos

4 de Dezembro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Acabou por ter uma noite de relativo sossego, apesar do lamentável e já expectável ascendente que os suplentes da equipa da casa chegaram a ter na primeira parte, e até foi o guarda-redes brasileiro a encarregar-se de arranjar calafrios, cabeceando à entrada da área uma bola directamente para os pés de um avançado do Gil Vicente que teve a infelicidade de sair do Seixal antes do complexo futebolístico-mediático encarregue de produzir “golden boys” estar devidamente oleado. Certo é que chegou ao apito final sem ir buscar a bola ao fundo das redes, o que por estes dias passa por ser um homem que mordeu o cão.

Ristovski (3,0)

É combativo, aparenta sentir o peso da camisola bem mais do que a média do plantel e não tem culpa de não haver um lateral-direito melhor do que ele, transformando-o naquilo que é: um profissional digno, com talento quanto baste, que dá o melhor que tem - e até aparenta ter abandonado a maré de azar e descontrolo que lhe valeu tantas expulsões na época passada.

Coates (3,5)

O xerife uruguaio voltou à equipa e impôs a sua lei aos galos de Barcelos, anulando sucessivas tentativas de ataque pelo ar e ainda mais pela relva, demonstrando um “timing” perfeito nos muitos cortes que se encarregou de fazer. Ter um dos poucos jogadores de elevado nível que restam no plantel em campo é sempre uma garantia.

Neto (3,5)

Espera-se que tenha retirado de vez qualquer dúvida quanto à ordem hierárquica dos centrais leoninos. Em vez da calamidade protagonizada por Tiago Ilori no domingo, Neto distinguiu-se pela voz de comando, por alguns cortes incisivos e bem arriscados e até pela forma como suplicou em vão a Rui Costa que não expulsasse Acuña.

Acuña (2,0)

Ultrapassado em velocidade por Romário Baldé, e provocado de modo sistemático pelos jogadores do Gil Vicente ao longo do jogo, o argentino depressa se viu à cunha do segundo amarelo. Descontrolado como há muito não se via, conseguiu manter-se no relvado bem mais do que seria expectável, sendo já em tempo de descontos que selou o destino – que o excluirá da recepção ao Moreirense no domingo – ao berrar com o quarto árbitro após ser esbofeteado por um adversário. No outro prato da balança está a garra de um dos raros elementos do plantel que nenhum Vítor Oliveira consegue rebaixar.

Idrissa Doumbia (2,5)

Aguentou melhor os suplentes do Gil Vicente do que tinha controlado os titulares no jogo anterior, o que também não quer dizer muito. Mas o certo é que desta vez não houve golos contrários a registar.

Miguel Luís (2,5)

Talvez tenha regressado à equipa titular por motivos estritamente regulamentares, pois não abundam formados na Academia de Alcochete que não tenham rescindido contrato ou entrado no carrossel dos empréstimos com cláusula de compra manhosa, mas não demorou a fazer-se notar. Pena é que tenha sido por um lance a que só um laureado com o Nobel da Paz pode chamar remate e por levar uma reprimenda do capitão de equipa. Melhorou ao longo do jogo, destacando-se um bom cruzamento para a cabeça de Luiz Phellype, o que não impediu que fosse o candidato óbvio à saída logo que Silas percebeu o impasse que por ali ocorria.

Wendel (3,0)

Tem mais talento do que tende a demonstrar, ainda que provavelmente menos do que considera ter, o que voltou a ser demonstrado neste segundo jogo da fase de grupos da Taça da Liga. Ganha pontos pela dinâmica que procurou dar ao anémico fio de jogo da equipa e por uma desmarcação genial que Bruno Fernandes encontrou forma de desperdiçar à boca da baliza.

Bruno Fernandes (4,0)

Falhou dois grandes golos, um dos quais numa tentativa de surpreender o guarda-redes do Gil Vicente ainda aquém da linha de meio-campo e o outro num excesso de confiança que o levou a tentar um toque acrobático quando bastava empurrar a bola para a linha de golo mesmo em frente. Pelo meio ainda fez a bola balançar as redes, só que em posição irregular, e serviu Luiz Phellype para um daqueles “expected goals” de que o inferno sportinguista está cheio. Pouco importa: façamos “fast forward” para o minuto 88, quando foi carregado por um adversário junto à grande área, encarregando-se de desfazer com um livre directo impecável o empate que retirava ao Sporting qualquer hipótese (ainda que remota) de defender os dois títulos consecutivos de “campeão de Inverno” na fase final da Taça da Liga. Não satisfeito, numa altura em que a equipa tinha menos um em campo, serviu Vietto para o argentino fazer o resultado final. Não tem o número 31 na camisola, mas tal como no célebre fado como ele não há nenhum.

Bolasie (3,0)

Chegou a ser o melhor da equipa na primeira parte, devendo-se-lhe um excelente remate que poderia ter desbloqueado o marcador, e lutou com todas as forças que tinha contra a desgraça que mais uma vez se anunciava. Ninguém lhe pode questionar o empenho, mesmo sem se traduzir necessariamente em resultados práticos.

Luiz Phellype (2,0)

Atravessa uma má fase e mesmo quando cabeceou como mandam as regras a bola cruzada por Miguel Luís não impediu a boa defesa do guardião do Gil Vicente. Pior foi a sua tentativa de inaugurar o marcador com um toque de calcanhar que lhe saiu truncado, num símbolo cruel das limitações técnicas que já deu provas de conseguir ultrapassar com força de vontade e capacidade de trabalho.

Rafael Camacho (2,5)

Continua a ser o talismã de Silas, sendo apenas triste que raras vezes traga sorte. Desta vez teve mais minutos, aproveitando-os melhor do que é hábito, tanto nas alas como no miolo.

Jesé Rodríguez (3,0)

Entrou para o lugar do infeliz Luiz Phellype, numa lógica “és avançado-centro e não sabias” que lembra um cartaz do Iniciativa Liberal, e não se lhe pode negar impacto no resultado final. No lance de contra-ataque que culminou no livre directo cobrado por Bruno Fernandes foi ceifado por um adversário (que recebeu um amarelo do daltónico Rui Costa) quando se encaminhava para a baliza, e a jogada do 0-2 começa com uma recuperação de bola quando a equipa lidava com a expulsão de Acuña.

Vietto (3,0)

Entrou, viu e venceu. Muito bem servido por Bruno Fernandes, não hesitou perante a tentativa de mancha do guarda-redes e sossegou os corações leoninos.

Silas (3,0)

Os trejeitos que fez quando Bruno Fernandes tentou marcar de antes da linha de meio-campo ficaram-lhe mal, mas há que reconhecer que montou a equipa melhor do que no embate anterior com o Gil Vicente, assumindo o objectivo de manter a esperança na qualificação para a “final four” da Taça da Liga. Dito isto, não há motivos para optimismo quando falta um mês para os embates com o FC Porto e o Benfica, restando-lhe sobreviver aos próximos jogos, pois como tantas vezes se diz em Portugal, “depois mete-se o Natal”...

Pódio: Bruno Fernandes, Coates, Bolasie

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 18

Coates: 16

Bolasie: 15

Neto: 15

Renan: 15

Vietto: 14

Ristovski: 13

Jesé: 12

Miguel Luís: 12

Luiz Phellype: 12

Idrissa Doumbia: 12

Wendel: 11

Camacho: 10

Acuña: 8

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor sportinguista em campo.

Desconsolo

Com tudo o que se passou três dias antes no mesmo estádio, o mínimo que se pedia a este Sporting de Silas a defrontar as segundas linhas do Gil Vicente era que entrasse a todo o gás e chegasse à goleada.

Mas entrou como entrou no domingo. Lentidão de processos, ausência de ideias, passes para ninguém, uma posse de bola estéril, apenas Bolasie destoava na pasmaceira. E à meia hora de jogo já podia estar a perder, porque mais uma vez Vítor Oliveira fez o trabalho de casa, colocou um jogador rápido do lado dum Acuña cansado e obrigado a fazer todo o corredor, e esse jogador foi criando situações perigosas para o Sporting, felizmente mal concluídas.

Miguel Luís, o pé-frio do costume, desmarcado na área, remata fraco e à figura, outra vez na área fica estático e deixa passar o centro para golo, mais uma vez perto da área dá as costas ao centro do Bruno Fernandes. Com uma boa leitura de jogo e chegada à area, quantos golos já falhou esta época? Pode vir a ser um novo Adrien, mas tem muito que melhorar em termos de concentração e intensidade.

A coisa melhorou no segundo tempo, o Sporting foi pressionando até que Silas, a ter de ganhar, tira o único ponta de lança disponível (um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer) para ficar a atacar com uma dupla de vagabundos desorientados, Jesé e Camacho, que davam cabo de todo o jogo que lhes chegava.

Quando o empate parecia certo, lá veio o Bruno mais uma vez dizer porque é o melhor jogador da Liga e um dos melhores médios do Sporting de todos os tempos. Um golo de livre e uma assistência para golo.

Acuña é o barómetro do estado anímico da equipa. Enquanto no Dragão fugiu as provocações orquestradas pelo Serginho e seguiu para o Jamor, ontem foi aquilo que se viu: o árbitro safou-se duma cabeçada por pouco.

Coisa boa foi ver os meninos bonitos de Silas, Ilori e Eduardo, a aquecerem o banco. 

Depois veio a conferência de imprensa e Silas, confrontado com as opiniões discutíveis e despropositadas de Vítor Oliveira sobre os seus jogadores  ("...o fundamental é ter-se bons jogadores. As boas equipas fazem-se com bons jogadores e nenhum treinador faz uma boa equipa sem bons jogadores"), meteu a viola no saco e passou ao lado da defesa dos mesmos e do clube que lhe paga o ordenado.

SL

Quente & frio

Gostei muito  dos seis minutos finais do jogo Gil Vicente-Sporting (0-2). Foi quanto bastou para construir o triunfo de ontem, em contraste com a humilhante derrota sofrida três dias antes no mesmo estádio, perante o mesmo adversário. O facto de a equipa de Barcelos ter jogado desfalcada de vários titulares terá ajudado o onze leonino a vencer esta partida que nos mantém com expectativas de passar às meias-finais da Taça da Liga, troféu que conquistámos nas duas épocas anteriores. Domínio claro do Sporting durante toda a segunda parte, em que não me recordo de qualquer intervenção de Renan - um dos cinco jogadores que o técnico leonino fez alinhar nesta partida e estiveram ausentes da anterior (as outras novidades foram Ristovski, Coates, Neto e Miguel Luís). Mas o nosso primeiro golo aconteceu só aos 89', na perfeita conversão de um livre à entrada da grande área, pelo suspeito do costume: Bruno Fernandes. Foi também o capitão a fazer a assistência para o segundo, marcado por Vietto aos 90'+5, num exemplar lance de contra-ataque finalizado de forma irrepreensível pelo argentino, último suplente utilizado por Silas, tendo substituído Bolasie aos 83'. Não será correcto falarmos em vingança, mas teve um certo sabor a desforra. Pena o jogo mais importante ter sido o de domingo, pois contava para o campeonato.

 

Gostei  que a baliza à guarda de Renan se tivesse mantido invicta. À semelhança do que sucedeu em três dos quatro jogos anteriores. A excepção foi precisamente o Gil Vicente-Sporting de domingo, em que encaixámos três e só marcámos um.

 

Gostei pouco  que tivéssemos começado este desafio apenas com um jogador oriundo da nossa formação - Miguel Luís, que voltou a desperdiçar uma oportunidade de ganhar protagonismo na equipa principal do Sporting como médio ofensivo, acabando por ser substituído aos 55'. E que tivéssemos só um outro ex-membro da nossa Academia em campo quando soou o apito final: Rafael Camacho, precisamente o substituto de Miguel Luís. Que tarda em demonstrar os atributos que terão levado a SAD leonina a contratá-lo no mercado de Verão por cerca de cinco milhões de euros.

 

Não gostei  do festival de passes falhados pelos nossos jogadores nesta partida, traindo desconforto, nervosismo e até algum bloqueio psicológico. Quase todos pecaram neste capítulo: Coates (3', 40', 79'); Ristovski (16', 25', 74', 83'); Bruno Fernandes (19', 37', 39', 45', 45'+1, 65', 84'); Wendel (26', 72'); Bolasie (36'); Acuña (39', 75', 76'); Idrissa Doumbia (59', 61', 73') e Camacho (68'). Nem gostei que Acuña se tivesse feito expulsar, uma vez mais, por protestos absolutamente descabidos: primeiro aos 27', conseguindo transformar uma falta favorável ao Sporting num cartão amarelo; depois aos 90'+1, quando encosta a cabeça à testa do quarto árbitro, o que lhe valeu novo cartão, indo para o duche mais cedo. Atitude irresponsável dum jogador já com idade e estatuto para ter juízo, até porque é titular da selecção argentina.

 

Não gostei nada  dos javardos que se deslocaram ao estádio do Gil Vicente para exibirem faixas onde se lia «Varandas out». Mesmo sabendo que o presidente do Sporting nem se encontrava lá por ter sido pai precisamente no dia de ontem. Estes imbecis, que não hesitam em transformar cada estádio deste país em palco do seu ódio a Frederico Varandas, para gáudio de todos os nossos adversários, foram distribuindo as mesmas tarjas em diversos viadutos de autoestradas que conduziam a Barcelos. Um péssimo cartão de visita dos pupilos de Mustafá, que só serve como balão de oxigénio para o presidente leonino. Quanto mais gritam contra ele, mais lhe prolongam o mandato.

Foi mesmo o Sporting ou foi o Celtic?

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E o adversário das duas finais equipava de azul, foi o Belenenses?  Não, foi o Porto.

E os das meias-finais, um equipava de vermelho, o outro de vermelho também... Terão sido Benfica e Braga?

E foi há muito tempo ou logo depois da debandada de jogadores de topo como Rui Patrício, William, Gelson, Podence e Rafael Leão, provocada pelo destituído?

É que, ouvindo o Vítor Oliveira, o Silas e mais uns quantos, fica-se um pouco baralhado da cabeça... 

 

PS: Algum jogador de topo nas fotos?

SL

 

Não é possível

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Vamos no quinto treinador da era Varandas, provavelmente a caminho do sexto, e o futebol leonino continua mergulhado na apagada e vil tristeza que sabemos.

Goleados na Supertaça pelo velho rival, eliminados da Taça de Portugal por um clube do terceiro escalão, praticamente excluídos da Taça da Liga, sem a menor hipótese de sonharmos sequer com a conquista do campeonato.

Os técnicos sucedem-se, mas nada melhora. Apesar disso, o director do futebol profissional do Sporting mantém-se no cargo como se nada fosse. Mas ninguém se ilude: ele tem pesadas responsabilidades na péssima organização da pré-temporada, na porta giratória em que se transformou o clube na recta final do período de inscrição de jogadores e na saída de grandes valores futebolísticos (Nani, Domingos Duarte, Matheus, Bas Dost, Raphinha) entretanto substituídos por gente sem categoria para representanter o nosso emblema.

Chegou a hora de Hugo Viana se sacrificar pelo Sporting, apresentando a demissão com carácter irrevogável. As árvores julgam-se pelos frutos: não é possível continuarmos com este director desportivo que se mostra incapaz de levar a bom porto a missão de que foi encarregado.

 

ADENDA: Alguns leitores/comentadores apareceram aqui a defender Hugo Viana. Defendem o indefensável. Bastaria o clamoroso erro da não-inscrição de Pedro Mendes - melhor marcador da Liga Revelação - nas competições internas da equipa principal para ditar a porta de saída ao ainda director do futebol profissional do Sporting.

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

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Bruno Fernandes 7 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz)

Luiz Phellype 3 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Coates 1 (Marítimo)

Wendel 1 (Braga)

Vietto 1 (Famalicão)

Pedro Mendes 1 (PSV)

 

Nem de propósito: há, finalmente, acordo entre a administração da SAD e Bruno Fernandes para a renovação do contrato do nosso capitão.

À sétima jornada, o Sporting segue em sexto lugar (atrás do Tondela, que já disputou a oitava ronda).

Incompetência e negligência

O que sucedeu no jogo desta noite, com a foto da equipa a ser feita sem incluir Luís Maximiano (que se estreava pela equipa principal em desafios oficiais) e Jovane forçado a esperar 11 minutos, junto à linha, sem possibilidade de entrar no relvado - como se impunha - porque tinha vestida a camisola do colega Plata, são mais dois exemplos, muito concretos, de inaceitável incompetência e negligência no futebol leonino. E que explica, em larga medida, os desaires sofridos em campo, jogo após jogo. Perante o silêncio de toda a estrutura dirigente.

São mais dois exemplos, enfim, de falta de comando. Como se o barco não tivesse timoneiro.

 

P. S. - Mais um: o jogador escolhido para representar o Sporting nas entrevistas rápidas do pós-jogo, Luís Neto, estava afónico: foi literalmente incapaz de chegar ao fim. Ninguém repara nestas coisas em tempo útil? 

À deriva

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Mais um jogo, mais um desaire. Desta vez num estádio quase deserto, triste símbolo do crescente desencontro entre os adeptos e este medíocre agrupamento que se arrasta em campo, de derrota em derrota.

Esta noite voltámos a perder com o Rio Ave - que já nos tinha vencido em Alvalade para o campeonato - na partida de estreia da Taça da Liga 2019/2020. Resultado: 1-2. Reflectindo a paupérrima exibição deste grupo de jogadores a que não consigo chamar equipa.

Foi o nono jogo oficial do Sporting nesta temporada. Quinto seguido sem vencer, terceira derrota consecutiva, quinta vez em que escutamos o apito final sob o signo do fracasso. Só uma vitória até agora em Alvalade. Só 13 golos marcados, enquanto já levamos 19 sofridos - 2,1 golos por jogo, em média. O pior registo defensivo desde a década de 1950. 

Desolação total: o futebol leonino está à deriva. Até quando?

Reguardando os chiffres, 6

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Sabe, se continuar a jogar, perderá aquilo que quiser...

- Eu sei.

- E mesmo assim joga?

Uma jornada sem grandes surpresas.

Os quatro primeiros venceram com maior ou menor dificuldade.

O primeiro classificado obteve uma vitória justa.

Benfica e Porto venceram como de costume, ajudados.

Sporting, Tondela e Santa Clara empatados no sétimo lugar, curiosamente, dos três, os leões são os únicos com saldo positivo; dez golos marcados, apenas, nove sofridos.

Tondela; nove/nove.

Santa Clara tem uma média de meio golo marcado por jogo mas já tem quatro sofridos.

Destaques pela positiva, mais um vez, o Famalicão, uma equipa bem orientada que sabe posicionar-se em campo, com e sem bola. O Vitória Sport Clube (Guimarães), venceu fora o Tondela (1-3), está em sexto lugar.

Destaques pela negativa, as arbitragens. Começa a dar muito nas vistas a forma como Porto e Benfica estão a ser levados no andor (três+um; os de campo e o VAR, para o andor ir equilibrado) num andor ou ao colo; o Benfica podia utilizar o elaborado pensamento dum ex-presidente do Sporting, mais ou menos, isto: "aqui dão-nos mimo, beijinhos e cafunés, levam-nos ao colo na Europa (e na Taça da Liga) dão-nos pontapés na incubadora".

O Desportivo das Aves, o que se passa Inácio? Seis jogos, cinco derrotas, dezoito golos sofridos [mas o triplo dos golos marcados que um dos sétimos classificados (nem tudo é mau)].

Desorientação geral

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Nesta desorientação geral que reina no Sporting, a começar por quem foi eleito para nos orientar, proponho fazermos o que faz quem se perde numa floresta qualquer e tentar regressar ao último ponto conhecido e a partir daí determinar o rumo correcto.

E o último ponto conhecido de sucesso no futebol do Sporting foi a final da Taça em Maio no Jamor, onde derrotámos um adversário mais poderoso do que nós, e levantámos a Taça para grande azia dos adversários, em particular do seu (grande atitude, grandes tomates, grande malcriado) treinador.

Pois, com Varandas a presidente, Hugo Viana a director do futebol, Beto a secretário técnico, Keizer a treinador, Bruno Fernandes a capitão, Mathieu, Coates e Raphinha a concorrer nos melhores em campo, Bas Dost a marcar o golo que nos podia ter evitado os penáltis, Renan a defender os penáltis e Luiz Phellyppe a marcar o decisivo, ganhámos mais uma Taça de Portugal, numa época em que também conquistámos a Taça da Liga e o 3.º lugar na Liga, ganhando o acesso directo à Liga Europa.

O facto é que, quatro meses depois, Keizer, Bas Dost e Raphinha já cá não estão, como outros que estiveram nos festejos no relvado do Jamor, como Salin, Gudelj, Petrovic, Bruno Gaspar, Geraldes e outros de que não me recordo.  Ou seja, duma forma ou de outra, a equipa que ganhou há quatro meses já não existe, no relvado e no balneário, e a primeira pessoa a denunciar a destruição dessa equipa foi... Bruno Fernandes. 

Não estou a dizer que tudo estava bem no futebol do Sporting no dia da vitória do Jamor. O que digo é que em vez de aproveitar o momento para dar um salto em frente rumo aos rivais, o que aconteceu em seguida, qualquer que seja a justificação que se queira arranjar, foi uma ziguezagueante destruição do que se tinha alcançado. 

Chegados aqui, temos Varandas, Hugo Viana, Beto, um treinador interino que não é melhor que Keizer (Leonel Pontes reconstruiu eficazmente os sub-23 e faz o melhor que pode e sabe), um plantel que não tem muitos daqueles que ganharam no Jamor e não entraram iguais ou melhores que eles, um plantel sem preparador físico credenciado e que mais parece uma manta de retalhos (faltam pontas de lança e trincos e sobram extremos) com ex-lesionados de longa duração e/ou ex-encostados e/ou emprestados, e um capitão que falhou a transferência dos seus sonhos e que mais que à beira dum ataque de nervos está mesmo com um ataque (que o digam as portas do Bessa). 

Vamos então voltar a Maio e ao Jamor e pensar no que falta para voltarmos a uma vitória daquele calibre:

  • Encontre-se uma solução para a situação financeira da SAD que lhe permita ter um orçamento aproximado com os rivais, emagrecendo na gordura e não no musculo.
  • Encontre-se um director desportivo credenciado que preste contas aos Sócios pelas decisões que toma em termos de contratações e dispensas e que promova um balneário de cabeça limpa, focalizado e solidário.
    • Encontre-se uma nova equipa técnica, com um preparador físico de excelência e um treinador experiente e qualificado que consiga estabelecer uma relação de confiança com os pesos pesados do plantel, com a garantia de que o clube irá segurá-los. E que aproveite da melhor forma os jovens dos sub-23 e do plantel principal.
    • Encontre-se uma forma de defender o clube em todas as instâncias de poder, a começar pela arbitragem. 
    • Encontre-se uma forma de manter os Sportinguistas unidos e vibrantes no apoio à equipa. Falo dos Sportinguistas, falo dos Sócios, falo daqueles que colocam o Sporting em primeiro lugar, e não das seitas corruptas que parasitam o clube e que só o prejudicam.

     

    Enquanto isso não acontece, lá estarei amanhã em Alvalade a apoiar Leonel Pontes e a nossa equipa e convido todos os Sócios que puderem a fazer o mesmo, porque só com vitórias em campo vamos sair deste buraco.

    SL

Estranha maneira de "apoiar" a equipa

Os adeptos, diz-se, são "o 12.º jogador". Às vezes penso: é melhor não irmos por aí. Porque, em muitos casos - demasiados - os adeptos estão na primeira linha não do apoio mas do apedrejamento aos jogadores da própria equipa. 

Até, por vezes, enquanto duram os jogos. Mesmo os jogos que podem decidir títulos.

 

Exemplos? Aqui vai um, muito recente, recolhido de um dos principais blogues sportinguistas. Foram publicados sábado passado, enquanto decorria a final da Taça da Liga, que viria a ser ganha pelo Sporting. 

Mantenho a linguagem original, pedindo desde já desculpa às almas mais sensíveis.

 

«Jefferson é uma nódoa!»

«Raphinha a dormir…»

«Ristovski a fazer merda. Passe curto e amarelo.»

«Isto são profissionais??? Todos rotos!!!»

«Já estamos todos perdidos em campo.»

«Risto é muito precipitado e burro. Entre ele e Gaspar venha o diabo e escolha.»

«Não temos jogo nenhum. Foi um azar tirar Acuña.»

«O Jefferson é mesmo mau.»

«O Brahimi pega na bola e parece que está a jogar contra uns putos dos iniciados.»

«Este jeff puta que pariu.»

«O Ristovski não joga um caracol.»

«Peruada... Ganda Renan. Das Bosta também…»

«Filho da puta de frangueiro de merda. Filho da puta meu! Frangueiro de merda.»

«Frangueiro de merda! Nem no Feirense jogava. 4 guarda-redes e meia época a jogar com este sem braços de merda. Obrigado Cintra, obrigado Fivelas!»

«Bas Dost uma nulidade neste jogo…»

«Bas Dost serve como pino.»

«Estamos completamente rotos. Este mês vai ser o descalabro anunciado.»

«Jogadores que tenho na play station como Verghuis Keseru Mansilla Balbuena o gr Ochoa dariam jeito amigos ai se dariam.»

«Ó Keizer… faz as malas.»

«Não valemos uma merda! Zerinho!!!! Banho de bola do Braga, banho do Porto… enfim. Rumo ao 4/5 lugar.»

 

Tudo isto, repito, durante a final.

Merda de apoiantes estes. Piores que lampiões.

Taça da Liga

O troféu que conquistámos no sábado chama-se Taça da Liga. Seja qual for a empresa que a patrocine. Tal como a Taça de Portugal é e será denominada sempre assim: Taça de Portugal. E a primeira Liga - a competição profissional que designa o campeão - será sempre o campeonato. Seja a NOS ou outra marca qualquer a patrociná-lo.
Faço por isso um apelo aos adeptos do Sporting para deixarem de chamar "taça da carica" ou "taça Lucílio" ou outra designação depreciativa a esta competição que acabamos de vencer. De forma inequívoca e sem batota, como é nosso timbre.

A "Lucílio" foi a da mentira, a da batota, a da era pré-VAR.

A do Benfica.

Diz que é a taça da carica

São estas vitórias contra a narrativa dominante que sabem melhor. Já se sabe qual é a narrativa dominante: Sérgio Conceição é a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde os tempos do Mantorras e o Porto é uma equipa do outro mundo. Conceição e o Porto acreditaram tanto nisto que, quando se viram a chuchar no dedo, nem perceberam o que lhes aconteceu. Vai daí, falharam todos os testes de decência: Conceição (e não só) passou ao lado dos jogadores do Sporting e largou a medalha na bancada, o outro atirou a medalha à cabeça de um desgraçado qualquer e, todos juntos, saíram do relvado antes de os jogadores do Sporting receberem a taça. Dois dias depois ainda andam a inventar desculpas ranhosas para justificarem isto.

E estamos só a falar da famosa "taça da carica". Eu até me estava a preparar para não celebrar ou chorar muito o resultado da final, dependendo do resultado. Afinal, é só a taça da carica. Mas, com o chinfrim que fizeram e ainda fazem, a coisa começou a saber melhor. Vendo bem, depois deste chavasco todo, não podem dizer que o Sporting não ganhou nada de especial, que só ganhou a "taça da carica". É que se fosse só a "taça da carica", precisamente, não faziam chavasco. Fazendo, acabam por valorizar aquilo que à partida não parecia nada de especial. Obrigadinho.

9 coisas sobre a Taça da Liga

BOAS E MÁS IMPRENSAS

1. Com pior plantel que no ano transato e contra um clube com melhor plantel que no ano transato, ganhamos a Taça da Liga, sem que eu visse qualquer remoque a JJ na media.
Além de mestre da tática, o homem também tem uma cauda longa que inibe comentadeiros e jornaleiros de se referirem a ele em certos momentos. 

2. A agressividade infantil e possuída da pessoa que treina o Braga e nunca se cansa de perder largo com o Benfica continua a ser tolerada a 100% por comentadeiros e jornaleiros. Até quando?

3. O mau perder do Porto é ridículo e muito elucidativo de como é o futebol português. Mensagens positivas quando se está na mó de cima, comportamentos patéticos e mesquinhos quando se perde.

4. A tolerância da opinião publicada para com este comportamento de Conceição e das suas tropas envergonha-me

5. Mesmo jogando com o nariz partido e não cometendo nenhum erro, Petrovic teve nota negativa. Um pensamento dedicado a quem tem a mania que luta contra o preconceito.

6. A outra pessoa que preside ao Braga e que também nunca se cansa de perder com o Benfica é outro cuja margem de crédito junto da opinião publicada me envergonha.

7. Varandas esteve muito bem nas suas declarações.

8. Bruno Fernandes revelou huevos a criticar o Porto abertamente (por não terem assistido ao SCP a receber o caneco).  

9. Admito a seguinte fraqueza: quase quero que o Sporting perca logo todos os jogos e mais alguns, para não ter de aturar os personagens do futebol indígena, do mau perder dos supostos profissionais e protagonistas à tibieza de 90% dos comentadeiros. 

Pódio: Bruno Fernandes, Coates, Raphinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FC Porto pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 17

Coates: 17

Raphinha 17

Bas Dost: 16

Renan: 16

André Pinto: 15

Nani: 15

Wendel: 15

Diaby: 14

Gudelj: 14

Ristovski: 14

Petrovic: 13

Jefferson: 13

Acuña: 11

 

A Bola  elegeu  Bruno Fernandes  como melhor jogador em campo. O Record  optou por  Nani.  O Jogo escolheu Coates.

Viva o treinador adjunto do Porto

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Diamantino Figueiredo, treinador adjunto de Sérgio Conceição (é o Nelson deles) tentou agredir adepto(s) com a medalha recebida no final do jogo (filme aqui).

Toda a cena me lembrou a final da Taça de 2018. Sabe-se o ambiente tétrico em que o Sporting foi jogar, não o descrevo. No final do jogo a equipa subiu à tribuna para receber as medalhas de finalistas vencidos. As imagens televisivas chocaram-me imenso: hordas de adeptos sportinguistas juntos à escadaria do Jamor insultavam os jogadores (e técnicos). Não foi só o vociferar insano que me espantou, foi o fel, o desespero daquela gente por uma mera derrota de futebol, ainda para mais tida naquele surreal contexto pós-Alcochete. Um desespero ululante de uma merda de gente que leva uma vida de merda e que na merda de intelecto que tem ainda sim pressente, de modo difuso, a merda que é e a merda que vive. E que uiva essa verdadeira desgraça - desgraçados desengraçados que são - nos campos da bola.

Da sucessão de acontecimentos daquela época terá sido este o que mais me chocou - não a da invasão de Alcochete por um grupo de profissionais da economia paralela, apaniguados (avençados?, por via de bilhetes de futebol ...) da economia do crime em que se tornou o "futebol". Mas sim aquelas dezenas ou centenas de amadores, gritando impropérios aos jogadores junto à tribuna.  

O que esse período mostrou é que a turba infecta, irracional, não é um oligopólio do Porto e do Benfica, com franchisings em Guimarães e Braga. Mas que o Sporting, o tal "clube diferente" que julgávamos ser, ufanos, está preenchido com esta ralé insultuosa.

Ontem mais um episódio. Sob a tribuna - onde os bilhetes até costumam ser mais caros - descem os jogadores e treinadores do Porto. Na zona na escadaria estão concentrados adeptos do "nosso" Sporting. Destinam aos profissionais portistas um incessante coro de "cabrões", "vão para o caralho" e afins. O decano portista, mais velho do que eu, aparenta-o, no calor do pós-jogo irrita-se e estanca. Um dos "nossos" manda-o para a "cona da tua mãe". O homem, como qualquer homem digno, sente-se. E tenta, porque dele algo distante, atingir o "nosso" energúmeno com a porcaria da medalha. Infelizmente desconsegue, até porque logo afastado por um segurança.

O ambiente do futebol é este. Muito acicatado pelo "comunicação social", esse meio profissional (os co-bloguistas do métier que me aturem) que é um lumpen dos letrados. Mas a "comunicação social" tem o nível que tem porque é isso que o seu público "desportivo" quer. É. Um lixo de gente. Um lixo de gente que são estes energúmenos vociferadores, e os holigões mais físicos. Mas também todos os que com eles se sentam, vestindo as mesmas cores e imaginando e proclamando uma qualquer comunhão clubística - "somos todos Sporting", farto-me de ouvir e de ler. Isto apesar do clube ter nos estatutos, explicitamente, que é vedado aos seus associados ofender a moral pública. Qual será a noção de moral pública que os sportinguistas têm, aceitando décadas de comunhão com tanta e tamanha escumalha? Perdão, quero dizer, assim aceitando décadas de ser tanta e tamanha escumalha. Pois se se proclama uma qualquer comunhão com isto de gente, é-se também isto de gente.

Não é curial mas também não é legítimo, no sentido que não é legal, insultar trabalhadores. Não podemos ir à Caixa Geral de Depósitos (apesar do que fizeram com o crédito sem garantias) em grupo mandar para a cona da mãe e para o caralho os seus trabalhadores. Chamarão a polícia. Nem ao Pingo Doce. Nem ao restaurante do bairro. Nem mesmo à loja do desgraçado indocumentado bangladesche. Nem às obras de um prédio (aí levaríamos uma sova de porrada, bem merecida). Ou seja, não é legítimo (legal) ir a um local de trabalho insultar os trabalhadores. Como um campo de futebol. E é tão javardo, imundo, abjecto - "filhodaputa" para usar a linguagem de estádio - o tipo que vocifera, face-a-face com o trabalhador futebolista escudado na mole humana (a "moldura humana" na poética da ralé futeboleira), como aquele que só ombreia, partilha as cores, vai ao estádio. E comemora junto, uno à escumalha vociferadora.

A Federação e a Liga devem tomar consciência. O público que têm é constituído por esta mole de javardos. Os que mandam os trabalhadores para a cona da mãe deles, imensos. E os que se sentam ao lado destes e se calam, ombreando, se as conas aludidas forem as das mães da rapaziada de outros clubes. Dos "outros". E podiam, pelo menos, a tal federação e a liga, acabar com estas "subidas à tribuna". E passarem a entregar os troféus e medalhas no campo de jogo. Onde eles são ganhos. E onde se está longe desta escumalha. Benfiquista. Portista. Sportinguista. Portuguesa.

Seguimos adiante

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Ao pensar na história ainda breve de Marcel Keizer no Sporting (ou de Frederico Varandas com Marcel Keizer, dá igual) lembrei-me desta curva. Primeiro veio a desconfiança e ansiedade dos sócios com um treinador sem curriculum e dum futebol bem diferente do nosso, depois a felicidade com as "cabazadas" iniciais que terminou em Guimarães, depois um período sempre a descer até Tondela, onde entrámos em depressão profunda.

Veio uma semana depois o jogo contra o Porto em casa onde tivemos que aceitar exibição e resultado, os possíveis nas circunstâncias de então. Keizer não mudou as peças mas mudou a montagem das mesmas em campo, mais controlo do jogo, menos risco.

Tivemos agora uma dupla jornada vitoriosa com as duas melhores equipas da Liga, ao que dizem, e com esse novo modelo de jogo mais realista e eficaz tornou-se possível uma primeira parte superior ao Porto e uma ponta final que garantiu os penaltis e a conquista da taça.

Os problemas estruturais estão lá e não desapareceram. Uma condição física deficiente, um plantel limitado, uma enorme falta de dinheiro para o reforçar, uma ingenuidade nos lances divididos que se traduzem em montes de cartões e castigos. Mas temos agora uma estrutura de futebol profissional substancialmente reforçada, com presidente, treinadores e jogadores empenhados e solidários, todos a puxar para o mesmo lado, sem vedetismos nem primas-donas malcriadas.

Cabe aos sócios estarem à altura do que se passou em campo, mostrarem eles a tal "atitude" que dalgum modo tem faltado em Alvalade e fora dele esta época, a atitude de Sportinguistas de "O mundo sabe que" e não de exigentes ressabiados, apoiando incondicionalmente a equipa nos bons e maus momentos, porque eles de facto merecem e precisam desse apoio.

Seguimos adiante.

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

A sorte protege os audazes

Ganhámos com sorte, sim. Mas haverá campeões sem estrelinha? Creio que não. Por vezes esquecemo-nos de que futebol também é jogo. E o jogo, seja qual for, envolve sempre um componente aleatória.

Uma palavra nos define, acima de outra, nesta final arrancada a ferros ontem à noite, em Braga, frente ao FC Porto: a palavra competência. Com um plantel inferior, em quantidade e qualidade, e um dia a menos de descanso do que a equipa adversária, soubemos fazer das fraquezas força e demonstrar a milhões de portugueses que o Leão, mesmo ferido e desgastado, continua a ser temível.

Repetiu-se o sucedido há um ano, nesta competição que também ganhámos, na altura sob o comando de Jorge Jesus: empate desfeito por penáltis tanto na meia-final como na final. A partida decisiva foi então com o V. Setúbal: os portistas haviam sido eliminados na etapa anterior. Desta vez enfrentámos o próprio campeão nacional, que só conseguiu fazer o primeiro remate à nossa baliza aos 42'. A segunda parte foi de claro domínio azul e branco, culminado no golo aos 79'. A partir daí, o Sporting caiu em cima do antagonista e criou várias oportunidades para empatar. No mais improvável desses lances, aos 89', Óliver derrubou Diaby dentro da grande área. Chamado a converter o penálti, Bas Dost não vacilou.

Na roleta que se seguiu, o holandês voltou a facturar. O mesmo fizeram Bruno Fernandes e Nani. Renan, sucessor de Rui Patrício, defendeu a grande penalidade apontada por Hernâni. E fazia-se a festa de verde e branco na rubra Cidade dos Arcebispos. Pelo segundo ano consecutivo, somos campeões de Inverno.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Não há volta a dar: esta Taça da Liga é muito dele. Sem os três penáltis que defendeu na meia-final contra o aziado Braga, jamais teríamos reconquistado este troféu, ex-taça Lucílio. Ontem voltou a defender outro, revelando-se novamente decisivo. É certo que teve grande responsabilidade no golo que sofremos, aos 79'. Mas o balanço é largamente positivo.

RISTOVSKI. O macedónio não é um primor de técnica, está mais que visto. Ontem confirmou-se lá à frente, quando optou por atirar para a bancada quando tinha Dost e Nani isolados à sua esquerda. Mas bateu-se como um Leão contra Brahimi, um dos mais categorizados adversários. Fez um corte providencial aos 54'. Exibiu boa forma física do princípio ao fim.

COATES. Exibição irrepreensível do internacional uruguaio - e em circunstâncias muito difíceis pois viu-se privado do seu habitual parceiro no eixo da defesa, coabitando com três centrais em dois jogos decisivos. Foi o patrão do sector recuado, autor de cortes providenciais aos 17', 70', 76' e 77'. Só lhe faltou converter o penálti no fim: desperdiçou a oportunidade, como sucedera na meia-final.

ANDRÉ PINTO. Uma das melhores exibições de sempre do central ex-Braga vestido de verde e branco. Na primeira parte, vulgarizou e neutralizou Marega, sem nunca se atemorizar perante o avançado portista. O azar bateu-lhe à porta logo a abrir o segundo tempo, precisamente num choque com Marega: fracturou o nariz e ainda quis jogar em esforço, mas saiu aos 53'.

GUDELJ. Talvez a melhor actuação do sérvio desde que chegou a Alvalade. Competia-lhe aplicar um tampão às ofensivas portistas pelo corredor central. E assim fez, revelando também competência nas dobras aos laterais e na recuperação de bolas. Não está isento de culpas no golo adversário, mas merece nota positiva. Sacrificado aos 83' por motivos tácticos.

WENDEL. Chegou há um ano ao Sporting, mas permaneceu proscrito durante vários meses. Afinal é um jogador talentoso, que está a ganhar lugar cativo no onze titular do Sporting - uma das maiores conquistas de Keizer como técnico. Jogando como médio-ala, no corredor esquerdo, foi essencial na ligação dos sectores e na posse de bola, revelando disciplina táctica e bom domínio técnico.

BRUNO FERNANDES. Muito vigiado, com um raio de acção bastante mais limitado do que é habitual, levou a melhor em sucessivos duelos com Herrera. Quase marcou, de livre directo, no último lance da primeira parte. Passe prodigioso a isolar Raphinha à beira do apito final. Chamado a converter uma grande penalidade, na hora da verdade, cumpriu com brilhantismo. E sem surpresa para ninguém.

NANI. A "casa das máquinas" esteve a cargo do capitão leonino, que fez valer a sua experiência em campo quando era necessário estancar as torrentes de energia portista. Hábil leitor do jogo, sem se atemorizar perante Militão, ajudou a fechar o nosso corredor esquerdo, reforçando o bloco defensivo. Fez um centro fabuloso para Bas (81') e foi competente também a marcar o penálti final.

BAS DOST. Em dois momentos decisivos, cumpriu - tornando-se no improvável homem do jogo. Chamado a converter o penálti após os 90', foi frio e eficaz, metendo-a lá dentro. E redobrou a dose, atirando-a para as malhas da baliza a abrir a ronda final de grandes penalidades. Pressionou muito à frente, ganhou lances aéreos. Podia ter marcado aos 81', mas assim a final teria sido menos emocionante.

PETROVIC. Com Mathieu ausente e André Pinto lesionado logo a abrir a segunda parte, revelou-se uma das mais graves lacunas do nosso plantel: falta-nos um quarto central. Aos 53' o médio defensivo sérvio avançou do banco e fez parceria com Coates. Missão bem sucedida: foi intransponível, mesmo após ter fracturado o nariz num choque (também ele, tal como André). 

 

 

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SINAL AMARELO

 

ACUÑA. Desta vez não brilhou, tendo pela frente as investidas de Corona, embora fosse o mesmo argentino combativo a que já habituou os adeptos. Por vezes é mesmo combativo em excesso: amarelado aos 35', e com a sua natural propensão para discutir com os árbitros, acabou por não regressar ao relvado após o intervalo. Keizer fez bem: o seguro morreu de velho.

RAPHINHA. Ainda não retomou o melhor nível desde que veio de lesão, revelando algum défice de eficácia nos metros finais do terreno: bem servido por Bruno, que o isolou aos 90'+5, desperdiçou essa soberana oportunidade de sentenciar a final antes do apito. Mas completou com eficácia a missão de Ristovski nas manobras defensivas do nosso corredor direito.

JEFFERSON. Esteve em campo durante toda a segunda parte - o período mais complicado para o Sporting, após o nosso notável desempenho colectivo nos 45 minutos iniciais. Foi comedido nas acções ofensivas, certamente por ordem do treinador, e ajudou a fechar o flanco. Ia estragando tudo com um recuo de bola disparatado aos 88', salvo in extremis por um companheiro.

DIABY. Com o Sporting a perder, a cerca de um quarto de hora do fim, Keizer arriscou - e fez muito bem. Saiu Gudelj, entrou Diaby para refrescar o nosso ataque, já muito desgastado. O maliano pouco mais fez do que correr sem bola, ampliando as linhas de passe. Mas teve sorte: numa dessas incursões, já dentro da área portista, foi derrubado à margem das regras. Tudo mudaria a partir daí.

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