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És a nossa Fé!

Quatro títulos em nove possíveis

Nos últimos nove títulos de futebol profissional disputados em Portugal, o Sporting venceu quatro. O Benfica, só um.

Fica a lista, indesmentível:

Sporting, 4 - Campeonato 2021, Taça de Portugal 2019, Taça da Liga 2019, Taça da Liga 2021

FC Porto, 2 - Campeonato 2020, Taça de Portugal 2020

Braga, 2 - Taça de Portugal 2021, Taça da Liga 2020

Benfica, 1 - Campeonato 2019

Talvez a nossa melhor época de sempre

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Liga dos Campeões Europeus de futsal.

Liga Europeia de hóquei em patins.

Campeonato nacional de futebol.

Taça da Liga de futebol.

Campeonato nacional de futsal.

Taça de Portugal de futsal.

Taça da Liga de futsal.

Campeonato nacional de hóquei em patins.

Campeonato nacional de basquetebol.

Taça de Portugal de basquetebol.

Taça de Portugal de voleibol.

Taça Federação de voleibol feminino.

Campeonato nacional de futebol de praia.

Campeonato nacional de râguebi feminino.

Supertaça de râguebi feminino.

Campeonato nacional de ténis de mesa.

Supertaça de ténis de mesa.

Campeonato nacional de corta-mato.

Campeonato nacional de corta-mato feminino.

Campeonato nacional masculino de pista coberta.

Campeonato nacional feminino de pista coberta.

Campeonato nacional de golbol

 

ADENDA: Sempre acreditei em novos títulos - até ao último, ontem: o de campeão nacional de hóquei. Como se comprova aqui e aqui.

A maior época desportiva desde...

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Com a vitória de hoje do hóquei no Dragão Arena, e com o troféu entregue desta vez em bom estado, o Sporting conquistou o campeonato nacional da modalidade.

Se nos reportarmos ao futebol profissional, ao futebol feminino e às cinco modalidades masculinas mais representativas, no fundo aquelas modalidades que levam multidões aos estádios e aos pavilhões e que permitem julgar da força do clube como um todo, as conquistas da época foram as seguintes (se calhar ainda falta aqui qualquer coisa):

  1. Campeonato Nacional Futebol
  2. Taça da Liga de Futebol
  3. Campeonato Nacional de Futsal
  4. Taça da Liga de Futsal
  5. Campeonato Europeu de Futsal
  6. Campeonato Nacional de Basquetebol
  7. Taça de Portugal de Basquetebol
  8. Campeonato Nacional de Hóquei
  9. Campeonato Europeu de Hóquei
  10. Taça de Portugal de Voleibol

Vamos agora comparar o desempenho dos quatro principais clubes portugueses nestas setemodalidades com base nas posições relativas das respectivas ligas:

1. Futebol:

1. Sporting, 2. Porto, 3. Benfica, 4. Braga

2. Futebol Feminino:

1. Benfica, 2. Sporting, 3. Braga

3. Futsal:

1. Sporting, 2. Benfica, 3. Braga

4. Basquetebol:

1. Sporting, 2. Porto, 3. Benfica

5. Andebol:

1. Porto, 2. Sporting, 3. Benfica

6. Hóquei:

1. Sporting, 2. Porto, 3. Benfica

7. Voleibol:

1. Benfica, 2. Sporting

Vamos ignorar a força do futebol profissional no conjunto, vamos ignorar os orçamentos de cada um. Se atribuirmos 5 pontos ao 1º lugar, 3 ao 2º, 2 ao 3º, 1 ao 4º, 0 à falta de comparência, chegamos ao resultado seguinte:

 

1. Sporting : 29 pontos

2. Benfica : 21 pontos

3. Porto : 14 pontos

3. Braga :  5 pontos

Estes números traduzem bem a supremacia do Sporting esta época no panorama desportivo nacional. E demonstram que dois clubes nacionais têm o ecletismo que os seus sócios reclamam e espaços próprios para a formação. Demonstram haver dois clubes mais regionais com sucesso relativo.

Importa também dizer que o Sporting vive num combate desigual com dois clubes que dispõem de orçamentos bem superiores nas SADs e nas modalidades. E também, custa dizer, com um orçamento votado negativamente por culpa de quem, independentemente das dificuldades ditadas pela pandemia, ficou em casa e não foi defender o clube e as suas modalidades no lugar certo.

Fechada a época desportiva, ficou o Sporting com a enormissima responsabilidade de dar continuidade a estes números, assegurar os projectos ganhadores e transformar os restantes, tomar as decisões certas quanto a aquisições e dispensas, tentar aplicar em todas estas modalidades a fórmula Sporting: grande treinador, grande capitão, grande peso da formação, craques fidelizados.

Para já estamos todos de parabéns, sócios e direcção. Sabe bem ouvir dum amigo benfiquista "Vocês este ano ganham tudo, pá... Como é possível??". Custa-lhes muito perceber, é um facto. Habituem-se.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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(... e não termina aqui)

Qual dos jejuns custou menos?

É uma pergunta com que eu me debatia com frequência, à medida que o jejum de campeonatos que agora acabou ia avançando, e ano após ano parecia inevitável que acabássemos a igualar o jejum anterior ou mesmo a aumentá-lo em um ano, como acabou por suceder: qual destes dois jejuns custou mais? Qual foi mais difícil de ultrapassar?

Se olharmos para os dados (como está na moda), parece fácil concluir que o primeiro jejum foi mais difícil do que este. Agora foram 19 anos, é verdade, quando anteriormente tinham sido 18. Mas nesses 18 anos tudo o que o Sporting ganhou foi uma taça e duas supertaças. Nestes 19 anos mais recentes o Sporting ganhou quatro taças, três supertaças e três taças da liga (que no jejum anterior não existiam). Tirando aquela supertaça de 1988 (um troféu que conta muito pouco, e a que o Sporting chegou como finalista derrotado da taça de Portugal), foram 13 anos sem ganhar nada: entre 1982 e 1995. A taça de 1995 foi o primeiro troféu importante de que eu me lembro o Sporting ganhar. No jejum de campeonatos mais recente, os jejuns efetivos de títulos mais longos foram, primeiro, de cinco anos (até à taça de 2007) e depois de sete (entre 2008 e 2015). Mesmo assim, creio que o Sporting nunca verdadeiramente se desabituou de ganhar alguma coisa ao longo deste jejum. No primeiro jejum, ganhar um troféu era uma miragem.

Acresce que durante o jejum mais recente o Sporting foi seis vezes segundo classificado, enquanto no jejum anterior havia sido somente três vezes segundo.

Visto assim, parece óbvio que o primeiro jejum custou mais do que o segundo, e talvez tenha custado. Mas de outro ponto de vista este jejum mais recente custou mais: durante estes 19 anos, o Sporting bateu no fundo. Muito mais fundo do que havia batido no jejum anterior. No jejum anterior o Sporting foi por diversas vezes quarto classificado (seis), mas classificou-se sempre para as competições europeias (mesmo por vezes só por um ponto: em 1988 e 1998). Neste jejum, o Sporting foi por três vezes quarto, mas a isso acresceu aquele miserável sétimo lugar, pior classificação de sempre, um recorde (nunca ter ficado abaixo de 5º) perdido, e não qualificação para as competições europeias.

O outro ponto em que o Sporting bateu no fundo neste jejum, bastante debatido e evocado, foi evidentemente a invasão da Academia de Alcochete e tudo o que se lhe seguiu.

Postas assim as coisas, eu já não sei dizer qual dos jejuns terá sido pior. No primeiro a sensação de fracasso era mais permanente. No segundo houve mais momentos de felicidade, mas os momentos de infelicidade foram bem mais dolorosos que no primeiro.

Há uma razão para o segundo custar mais, e provavelmente decisiva. O primeiro grande jejum era o primeiro. O segundo já não era o primeiro. Quando o primeiro jejum acabou esperávamos nunca mais passar por outro igual. Infelizmente passámos logo a seguir por outro, em certos aspetos pior. O que o segundo jejum nos trouxe de pior é que faz-nos temer que talvez este jejum de campeonatos seja o nosso destino habitual, e que os campeonatos ganhos talvez sejam exceções. Não podemos deixar que esta sensação se instale. Para isso não podemos cometer os mesmos erros.

Sorte e merecimento

A capa de "A Bola" que o Pedro Oliveira nos trouxe aqui, anunciando o fim do primeiro grande jejum de títulos do futebol do Sporting, em 2000, tem como título "Merecem". Creio que era esse o sentimento generalizado na altura relativamente ao título do Sporting, como era em 2002 e é em 2021. Na maior parte dos casos que eu conheço, e na generalidade da opinião pública, é reconhecida a justiça do título leonino. Com os nossos rivais nem sempre é assim. Não são raras as vezes em que ganham com sorte, sem convencerem, e em que a crítica se divide sobre o seu mérito. Não é sempre, atenção: obviamente, muitas vezes são campeões com reconhecimento geral. Mas nos anos mais recentes, pode dizer-se que pelo menos o Benfica em 2005 e o FC Porto em 2007 foram campeões sem convencerem, e outros poderiam perfeitamente ter sido os campeões. Mesmo o FC Porto em 2013 e o Benfica em 2016 terão tido mérito, mas não me parece que fossem as melhores equipas daqueles campeonatos. É uma sensação que é estranha para um sportinguista. São muito mais as vezes que o Sporting tem azar do que as que tem sorte. Mesmo assim, às vezes o Sporting tem sorte, mas é raro essa sorte dar troféus. O único troféu que eu me lembro de o Sporting ter ganho com sorte foi a taça da Liga de 2019, com Keizer (e mesmo assim teve o azar de ter uma equipa bem desfalcada nessa final). Nunca ganhou assim um campeonato.

Pode ter-se sorte numa eliminatória ou mesmo numa final, mas para se ter sorte numa prova de regularidade como um campeonato é preciso dominar o "sistema". E isso sabemos que não é com o Sporting. Provavelmente vamos continuar, portanto, sem saber o que é ganhar um campeonato "com sorte". O que é preciso é que os vamos ganhando com frequência.

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Particularidades do título do Sporting

Como já foi referido, este título do Sporting teve a particularidade de ter sido obtido num ano ímpar. Desde 1953 que o Sporting não era campeão num ano ímpar. O que tem como consequència que desde 1954 (ano em que conquistou o tetra) que o Sporting não é campeão por dois anos seguidos. O bicampeonato tem que ser o principal objetivo para a próxima época, que tem que ser planeada a pensar nisso.

Analisando a história das classificações do Sporting, conclui-se que desde esse ano de 1954, a seguir a um título de campeão segue-se quase sempre um mau campeonato, com classificações abaixo do 2º lugar. A única exceção foi na época de 1971 - 2º lugar após o título de 1970. Desde esse tetracampeonato de 1954, só por três ocasiões o Sporting ficou dois anos seguidos (ou mais) acima do terceiro lugar: em 59/60 e 60/61 (dois segundos lugares), os referidos 69/70 e 70/71 e o bem mais recente "tetravicecampeonato" de Paulo Bento (e Soares Franco), entre 2006 e 2009, que eu sempre elogiei e sempre elogiarei. O título recém conquistado foi importantíssimo, mas mais importante (e mais histórico) será ser bicampeão em 2022. Toda a equipa terá que ser motivada para isso. E tem que haver estabilidade na equipa técnica e no plantel.

A propósito da equipa técnica: desde 1974, foi a primeira vez que o Sporting foi campeão tendo mantido um treinador da época anterior (pelo que foi dito, sem ter sido campeão). Desde então o Sporting só tinha sido campeão com treinadores estreantes, por vezes entrando mesmo com a época em andamento. E a maior parte das vezes os treinadores campeões não terminavam a época seguinte - por vezes, como Allison em 1982, nem a começavam. Foi esta tradição que Rúben Amorim veio quebrar. Esperemos que continue a contrariar a tradição e nos dê o bicampeonato.

E agora, Sporting?

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Hoje é dia 23, para alguns, o Sporting conquistou o 23° título de campeão nacional. Penso que a forma mais correcta de contabilizar títulos é com a designação que tinham na altura, a Taça das Taças deve ser contabilizada como Taça das Taças e não como Liga Europa, outros contabilizam ligas experimentais como campeonatos nacionais mas até nisso o Sporting tem de ser diferente.

Esta reflexão não é sobre o passado é sobre o futuro, no livro: E agora, José?, José Cardoso Pires, refere-se aos portugueses que formigavam à margem da Europa, o nosso futuro, a próxima época futebolística é formigarmos na elite do futebol europeu.

Não podemos estar na Liga dos Campeões só para participar, já mostramos no futsal e no hóquei que podemos ser maiores (e melhores) que os mais ricos da Europa, sem colocar pressão desnecessária, temos de ter equipa para passar a fase de grupos.

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Lideranças

O Sporting foi campeão com todo o mérito e, para isso, muito contribuiu a estabilidade emocional transmitida pela direção. Direção, essa, que se foi abstendo de aparecer e só veio a terreiro em dois momentos onde já não era possível ficar em silêncio: após o roubo épico em Famalicão e após a rábula dos falsos positivos na Taça da Liga.

Não pretendo reescrever a História, tenho plena noção de que o Sporting podia já não existir sem o trabalho realizado por Bruno de Carvalho no seu primeiro mandato. A negociação com os bancos e a capacidade de voltar a mobilizar os adeptos foram aspectos fundamentais para o Sporting poder voltar a respirar confiança.

Comparo esse período da vida do Clube a uma revolução e, raramente, os líderes durante a revolução são bons líderes para tempos que se querem de paz. O seu constante modo guerrilha não ajuda à estabilização emocional.

Isso notou-se logo no primeiro ano desta direção, com a vitória na Liga dos Campeões de Futsal. Ninguém tem dúvidas do contributo de Bruno de Carvalho na construção do plantel mas também ninguém tem dúvidas da pressão desmedida que introduziu e que causou uma espécie de performance anxiety nos atletas. Na primeira final, após a sua saída, campeões europeus. Dois anos passados, campeões europeus novamente.

O mesmo aconteceu no futebol. Depois de um ano terrível, o pior de sempre no que toca a derrotas, o Sporting manteve a compustura e sagrou-se campeão. Sem dramas. Foram quatro títulos em três épocas (Um Campeonato, uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga).

Não há nenhum segredo escondido neste tipo de padrões. É muito normal em qualquer empresa, país, etc. Existem pessoas capazes de agarrar num projecto e levá-lo de A a B mas, nem sempre a melhor pessoa para levar algo de A a B é a melhor para levar de B a C. Foi o que aconteceu ao Sporting.

Dito isto, foi muito útil ao Sporting ter havido um primeiro mandato de Bruno de Carvalho e está a ser muito útil ao Sporting haver um Frederico Varandas. É importante que quem dirige o Sporting perceba que não está no cargo para ficar na História mas sim para enriquecer a História do Clube.

Se todos o fizerem, o nosso palmarés agradecerá enquanto nós celebramos títulos.

Uma alegria imensa

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Vencemos o campeonato nacional de futebol a duas jornadas do fim, com a maior pontuação conseguida desde sempre à 32.ª jornada (82 pontos) e após 25 rondas consecutivas no comando da prova, em que nos mantemos invictos.

Há 19 anos que não festejávamos um título destes. Que nos vale, desde logo, cerca de 23 milhões de euros - pelo ingresso automático na Liga dos Campeões. E tendo ao leme da equipa o segundo treinador campeão mais jovem da história do nosso clube: Rúben Amorim, com 36 anos. Só antecedido por Juca, que conduziu o Sporting ao título na época 1961/1962. 

Proezas atrás de proezas. Eis outra: há 68 anos que não conquistávamos a prova máxima do futebol português num ano ímpar. O anterior foi o da época 1952/1953, ainda com alguns dos Cinco Violinos no plantel.

A melhor notícia da noite foi a da glória no relvado, alcançada ao minuto 36 do jogo Sporting-Boavista, quando Paulinho marcou o golo da nossa vitória contra a equipa portuense. O golo que nos deu acesso imediato ao título. 

A segunda melhor notícia veio da boca de Rúben Amorim. Ao garantir, na conferência de imprensa pós-jogo, que vai permanecer no Sporting na próxima temporada. Nem pensar em desviá-lo de Alvalade.

Sinto uma alegria imensa, por todos os motivos. E também por isto.

Carta ao meu Pai

Pai

Ganhámos.

O Sporting é campeão. Entre tantas coisas que nos separavam, o Sporting era mais uma delas. Porquê, para quê, que necessidade tinha eu de ser diferente?

Em casa nunca se falava de futebol. A mãe é que é a Benfiquista, tu... querias paz. E eu, que via aqueles rufias a massacrarem a malta à segunda-feira, na escola, nem pensei duas vezes. Escolhi ser Sporting. Mas, como em tantos outros assuntos, nunca falámos. Tu não me compreendias e eu achava-me incompreendida.

Não foi a conversão das minhas irmãs que te convenceu. Foram eles, os fabulosos cinco netos a quem tu deste tudo. E depois, o Zé Maria, que te ocupava os momentos de lucidez dos teus últimos dias, para me fazeres prometer que o levava a Alvalade a ver o Sporting. Levei, fomos.

Ficavas tão feliz por nós. Fazias aquele sorriso envergonhado e passavas o indicador ao lado do nariz, prometendo sempre: "Quando o teu clube ganhar o campeonato, mudo-me para o Sporting!"

Nunca conheci ninguém que honrasse tanto a sua palavra como tu, Pai. Por isso, estejas onde estiveres, Bem-vindo ao Sporting Clube de Portugal! Somos Campeões!

Mais, quero mais

 

Talvez ainda não tenha interiorizado tudo o que aconteceu, como se o que aconteceu fosse corriqueiro. Mas neste momento penso sobretudo em ganhar os dois jogos que faltam da temporada (é no que devem pensar jogadores e equipa técnica) e repetir uma época assim já para o ano (é no que deve pensar a estrutura dirigente). Sabem quantas vezes o Sporting terminou uma época sem derrotas no campeonato? Mais importante: sabem há quantos anos o Sporting não vence dois campeonatos seguidos? Pois. Pensem nisso. E agora, depois de dizer isto, quero dar os meus parabéns a esta fantástica equipa. Muito obrigado.

Ponto da situação

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1

Com 79 pontos, estamos a um passo de reconquistar o campeonato nacional de futebol. Após um longo e penoso jejum de 19 anos. 

Faltam-nos dois pontos para atingir essa meta. Uma vitória, portanto. Ou dois empates. O título já não nos foge.

 

2

Há quem reclame exibições de excelência aos pupilos de Rúben Amorim. Não é o meu caso.

Eu quero títulos, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, quero títulos.

Em terceiro, idem aspas.

Só depois exijo boas exibições.

Entretanto, recordo que este vitorioso Sporting 2020/2021 não foi reforçado com jogadores que custaram mais de cem milhões de euros, como o Benfica, nem recebeu milhões da Champions, como o FC Porto.

Também não me esqueço que nunca entrou em campo sem portugueses nem jogadores da formação no onze titular. Ao contrário de Benfica e FC Porto.

Vencer o campeonato com uma equipa jovem, onde há vários jogadores formados na nossa Academia, é motivo redobrado de orgulho.

E motivo de inveja para os nossos rivais. Que também apregoam a formação mas não a praticam.

 

3

Neste momento, a três jornadas do fim, seguimos com mais oito pontos que o FC Porto, mais doze do que o Benfica e mais vinte que o Braga. Sem derrotas.

A enorme distância pontual que mantemos face à equipa minhota - que sonha ser clube "grande", tarefa impossível com um presidente tão pequeno - só me faz rir. Porque bem recordo o que diziam os pseudo-catedráticos do esférico no início da época, apontando o Braga como "equipa sensação" do campeonato. Enquanto outros, já a meio da temporada, proclamavam que os encarnados do Minho praticavam "o melhor futebol" da Liga.

Esta gente nem se apercebe dos disparates que vai bolçando...

Parabéns, Sporting. Obrigado, Sporting

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Obrigado, leões. Que conquista admirável. Que caminhada gloriosa. Aos vossos pés caíram os campeões da Rússia, Espanha e da Europa. Estou como o Edmundo Gonçalves que tão bem fez em publicitar o vídeo que pode ser visto mais a baixo nos És a nossa fé. Momento arrepiante e inspirador para todos nós, e que deve ser visto e revisto e visto mais uma vez. Por nós adeptos e por todos os atletas à beira de conquistas maravilhosas de leão ao peito. Importantes são também as palavras do timoneiro Nuno Dias e do grande Capitão João Matos. Do João destaco o que ele disse sobre a identidade que dá a força a esta equipa. Cito de memória, certo que não vou atraiçoar o espírito: “Esta camisola é uma segunda pele. Sentimos o Sporting e esse sentimento faz a diferença na hora da superação, de dar o que falta para vencer. O Sporting é hoje o maior da Europa.” Parabéns, leões! E que a vossa gloriosa conquista europeia seja presságio de outras e admiráveis conquistas do Sporting Clube de Portugal.

As Taças deste século

2001/2002:

Taça de Portugal, Sporting 1 - Leixões 0,  com Lazlo Boloni

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2006/2007:

Taça de Portugal, Sporting 1 - Belenenses 0, com Paulo Bento

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2007/2008: Sporting 2 - Porto 0 com Paulo Bento

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2015/2016:

Taça de Portugal, Sporting 2 - Braga 2, vitória 3-1 nas penalidades com Marco Silva

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2017/2018:

Taça da Liga, Sporting 1 - Setubal 1 (5-4 nas penalidades) com Jorge Jesus

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2018/2019:

Taça da Liga, Sporting 1 - Porto 1 (3-1 nas penalidades)

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Taça de Portugal, Sporting 2 - Porto 2 (5-4 nas penalidades), com Marcel Keizer

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2020/2021:

Taça da Liga, Sporting 1 - Braga 0, com Rúben Amorim

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Muitos treinadores e jogadores passaram pelo Sporting nestes anos, alguns chegaram e sairam sem deixar grandes recordações, mas alguns ficaram nos nossos corações através das vitórias que conseguiram no campo, dos títulos e dos troféus que ajudaram a ganhar, entre eles as Taças.

As Taças são aquelas competições onde depois de várias eliminatórias tudo se decide num confronto final, onde apenas um dos competidores terá a honra e a felicidade de levantar a taça.

Foram estas as 8 taças ganhas pelo Sporting nestes quase 21 anos. Outras podiam ter sido ganhas, algumas muito mal perdidas, por Inácio (Taça de Portugal, 2000), Peseiro (Taça UEFA, 2005), Paulo Bento (Taça da Liga, edição Lucílio Baptista, 2009), Sá Pinto (Taça de Portugal, 2012) e Jorge Jesus (Taça de Portugal, edição Fernando Mendes/Juveleo, 2018).

Muito obrigado, Lazlo Boloni, Paulo Bento (duplamente), Marco Silva, Jorge Jesus, Marcel Keizer (duplamente) e Rúben Amorim.

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