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És a nossa Fé!

A diferença foi a eficácia

"Os leões saíram derrotados por 3-2 do jogo da Supertaça de futsal, que se realizou em Loulé

Acaba por ser relativamente fácil explicar a derrota do Sporting CP no encontro a contar para a 20.ª Supertaça de futsal, que se realizou no Pavilhão Municipal Desportivo de Loulé. Criar oportunidades de golo não chega para vencer, caso o adversário corresponda com golos aos erros cometidos. 

No dérbi desta tarde, os leões assumiram a partida, mas as ideias evaporavam-se no último terço da quadra e os encarnados aproveitaram de forma exímia quase todos os momentos de desconcentração leonina. O Sporting CP gastava créditos junto à baliza de Bebé, que fez uma exibição muito segura, e as águias deixavam marcas sempre que se aproximavam de Marcão. Quem ler "marcas", pode dizer "golos".
 
Ora vejamos: logo aos três minutos, após uma perda de bola de Leo em zona proibida, Elisandro viu as suas intenções travadas pelas mãos do guarda-redes brasileiro. No entanto, os comandados de Nuno Dias não se meteram em sentido, pois foi o mesmo jogador dos encarnados quem, no minuto seguinte, conseguiu receber de costas, rodar perante a pressão de Caio Japa e executar uma 'picadinha'. A maior posse de bola dos verdes e brancos era invisível no marcador, ainda que a falange de apoio da Onda Verde continuasse a engolir qualquer outra que estivesse no complexo desportivo. 
 
Em desvantagem, Djo segurou as tropas. Na cara do guardião da Luz, permitiu a defesa. Instantes mais tarde, recuperou a bola no meio-campo ofensivo e fez a assistência para Diogo, capaz de aproveitar a saída precipitada de Bebé. "Só teve de encostar", como se costuma dizer na gíria, para empatar. 
 
Os leões empolgaram-se com o 1-1 e atravessaram o melhor período do encontro, onde tiveram uma oportunidade soberana para chegar à vantagem. O poste, velho "amigo" dos leões, evitou que o míssil de Marcão fuzilasse as redes opostas. No entanto, e aqui é que esteve a diferença do desafio, o Benfica não precisou de muito para voltar a marcar. A meio da primeira parte, Fernando rematou no lado esquerdo do ataque e nenhum defensor leonino teve capacidade de reacção para não deixar que a bola fugisse sorrateiramente para os pés do imparável Elisandro. Nova desconcentração, novamente o marcador a mexer para o lado das águias. 
 
Até ao intervalo, Merlim voltou a encontrar o poste na cobrança de um canto e Fortino, com a baliza escancarada, mostrou-se incapaz de fazer o 2-2. Ouviu-se o apito do árbitro e o Sporting CP sabia que ia para os balneários a perder por culpa própria. 
 
Diogo, Dieguinho, Léo, Djo e até Marcão regressaram à quadra com vontade de restabelecer a igualdade. Uns milímetros a menos e Bebé a mais conseguiram ir evitando o golo do Sporting CP. Já com os leões a jogarem com guarda-redes avançado, assumido por Merlim, voltou a aparecer... o poste! Logo a seguir? Golo do Benfica, procedido de falta sobre Diogo, é certo. À primeira oportunidade flagrante criada na etapa complementar, os encarnados chegaram ao 3-1 por intermédio do estreante Elisandro. 
 
Faltavam dois minutos para o final e embora Caio Japa ainda tenha pintado alguma esperança no olhar dos adeptos Sportinguistas, aproveitando uma circulação fantástica em situação de vantagem numérica para encostar de baliza deserta, a vitória já não fugiu ao Benfica.
 
Na segunda-feira, o Sporting CP viaja para a Itália, onde irá disputar a ronda inicial da UEFA Futsal Cup."
 
in sporting.pt
 
 
Já escrevi por aqui que o futsal é modalidade que não vejo muito, porque me dá cabo do coração. Aquilo é tudo muito rápido e...
Há no entanto uma dúvida que me assalta, nestes jogos com o Benfica: Sendo consensual que o Sporting tem mais equipa e melhores jogadores, porque raio perde (tem perdido) tantos jogos com o Benfica, e quase sempre por culpa própria? Será que falta ali alguma coisa nesses jogos? Não quero trazer aqui comportamentos menos desportivos verificados nalguns jogos, que podem ajudar a justificar alguma coisa, mas não justificam a normal ineficácia dos nossos nestes jogos. O facto de o Benfica ter um grande GR, não justifica tudo, porque afinal os grandes falhanços têm sido de golos feitos, balizas abertas, postes e barras, etc.
Não beliscando em nada o sucesso desta equipa, este parece-me ser um assunto a ser bem analisado. Eu diria que há que aprender a ser cínico e quem vê os jogos, percebe-me perfeitamente.
Em nota final, os parabéns aos vencedores.

Viva o TRI

O Tri começou no dia 9 de Agosto de 2015.

Continuou com a primeira mão disputada em 25 de Outubro de 2015, a segunda mão disputar-se-ia em 5 de Março de 2016; no conjunto das duas mãos, 3-1 para o Sporting.

Terminou no dia 21 de Novembro de 2015.

Três confrontos, Supertaça Cândido de Oliveira, Liga Nos (disputada a duas mãos) e Taça de Portugal, Sporting venceu todos, seis golos marcados, dois sofridos.

Nós somos TRI vitoriosos, os outros são TRI derrotados... e gostam.

Troféus de gente crescida

Uns festejam o "título" da Liga B como se não houvesse amanhã. Outros gritam aos quatro ventos que arrebataram uma proeza qualquer em iniciados.
Estão bem uns para os outros.
Os primeiros, ao menos, ainda festejam um troféu disputado por quem já atingiu a maioridade. Os segundos deviam ter vergonha de explorar o suor infantil para efeitos de propaganda clubística.
Nós, com muito menos alarido, já temos a Supertaça em futebol e a Taça de Portugal em futsal. Troféus de gente crescida.

2015 em balanço (5)

Andre+Carrillo+NK+Maribor+v+Sporting+Clube+-6bIkSG

 

DECEPÇÃO DO ANO: CARRILLO

Teve o seu ponto culminante no Sporting a 9 de Agosto, quando marcou o golo da nossa vitória na Supertaça frente ao Benfica - golo que aliás viria a ser oficialmente atribuído a Teo Gutiérrez, quanto a mim sem justificação. Os adeptos nessa altura perdoaram-lhe tudo: a displicência que tantas vezes exibiu em campo, a indisciplina táctica, a irregularidade exibicional.

Lamentavelmente, Carrillo ficou indiferente a essa onda de euforia. Esse momento culminante representou também o princípio do fim do peruano em Alvalade. A partir daí assumiu atitudes de prima donna, claramente apostado em abandonar o clube sem dar nada mais em troca. Numa altura em que todos estávamos dispostos a esquecer as três decepcionantes épocas que tinham ficado para trás - cheias de promessas não cumpridas por André Carrillo, jogador que raras vezes revelou raça leonina em campo. Uma espécie de anti-Slimani.

À beira do fim da relação contratual que o liga ao nosso clube, fez questão de não prolongar o vínculo,  rejeitando um dos melhores salários do plantel. Recusou igualmente uma transferência para o futebol inglês que teria sido proveitosa para os cofres leoninos.

Pensou nele e só nele.

Preferiu deixar de jogar, quebrando em definitivo o elo afectivo que ainda o ligava a alguns sócios mais benevolentes. Foi alvo de um  processo disciplinar e manteve-se  fora dos confrontos europeus. O que teve o condão de abrir caminho a alguns jovens da formação leonina, como Gelson Martins e Matheus Pereira. Há sempre males que vêm por bem.

Carrillo tornou-se por vontade própria uma carta fora do baralho. Prossegue na contagem decrescente para sair do Sporting, um clube que sempre o tratou bem. E com isso acabou até por prejudicar-se ao nível da selecção peruana.

Só algumas melancias - verdes por fora, encarnadas por dentro - ainda o invocam. Em vão. Para o adepto comum ele já deixou de ser dos nossos. É pena mas convém assumir tal facto.

Não há que esconder: este jogador de 24 anos foi a grande decepção do ano. Sendo ainda presente, já se tornou um nome do passado.

Fica o golo na Supertaça como recordação.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier 

Não há duas sem três

O dérbi do próximo sábado, para a Taça de Portugal, será o terceiro confronto da temporada entre o Sporting e o nosso mais antigo rival.

O balanço, até agora, é-nos totalmente favorável.

Vitória indiscutível, embora por números escassos (1-0, golo creditado a Teo Gutiérrez numa partida em que se registaram 38 ataques do Sporting contra apenas 19 do Benfica) a 9 de Agosto, no estádio do Algarve, com a consequente conquista da Supertaça - troféu que nos fugia desde 2008.

Vitória esmagadora alcançada com máxima naturalidade no estádio da Luz por números inéditos (3-0, golos de Teo, Slimani e Bryan Ruiz), que nos permitiu ampliar a distância face aos encarnados no campeonato: oito pontos, embora eles tenham disputado menos um jogo.

O confronto de sábado - o primeiro clássico em Alvalade na época em curso - permitirá confirmar a tendência para este Sporting treinado por Jorge Jesus se superiorizar a este Benfica treinado por Rui Vitória. Uma espécie de campeonato dentro do campeonato, uma espécie de taça muito particular dentro da outra Taça - a verdadeira.

Do nosso lado, à partida, não se admite outro cenário: queremos a terceira vitória sobre o SLB em menos de quatro meses com os nossos cinco inegociáveis em campo. Até para confirmar o adágio: não há duas sem três.

Se este é o melhor...

Jorge Sousa - dizem os pregoeiros do costume - é "o melhor árbitro português". Analisando a actuação deste cavalheiro no jogo da Supertaça, ninguém diria. Além do  golo limpo invalidado ao Sporting pelo seu auxiliar, que necessita de consulta urgente na Multiópticas, o senhor Sousa poupou o sarrafeiro Sílvio à expulsão no lance em que este digno sucessor do Robocop Pereira tentou (e quase conseguiu) partir uma perna ao Carrillo.

Se Sousa é o melhor, nem imagino como os piores apitarão no campeonato que está quase a começar.

O melhor prognóstico

Um leitor que assina Blackjack foi o vencedor da primeira série de prognósticos lançados pelo És a Nossa Fé nesta temporada. Só ele acertou no resultado oficial da Supertaça. Claro que se o super-árbitro Jorge Sousa tivesse validado o golo limpo que anulou a Teo Gutiérrez, sem sacrificar a verdade desportiva, a lista dos vencedores seria maior: subiriam então ao pódio a Cristina Torrão, a Helena Ferro de Gouveia e o Grande Artista Goleador. Qualquer deles previu a vitória leonina por 2-0.

Esperemos agora pelo nosso primeiro jogo do campeonato, a disputar em Tondela. Com novos e bons vaticínios, a justificar prémio no fim da temporada.

Narizes

Já foi aqui mais que dissecada a categórica vitória do Sporting frente ao Benfica por pessoas nisso bem mais competentes do que eu. Este era um daqueles jogos em que os danos duma derrota seriam incomensuravelmente superiores ao benefício da vitória - que confesso me encheu as medidas. De resto, uma vitória que, para sermos justos, tem de ser atribuída também a Bruno Carvalho que ontem não resistiu a proclamar que não se importava de “falar pouco” sendo campeão. Uma política sábia no meio dos tão proeminentes narizes protagonistas deste prometedor Sporting 2015 – 2017. Passada a euforia é só isso que me preocupa. 

Sem William nem Nani

Faz hoje um ano, os nossos melhores jogadores eram Nani e William Carvalho.

O primeiro, que regressara na época passada por empréstimo do Manchester United, joga agora no campeonato turco.

O segundo lesionou-se na final do Europeu sub-21 e ainda se encontra em fase de recuperação.

Mas ontem ninguém deu pela falta deles no estádio do Algarve, o que diz muito sobre a qualidade deste Sporting agora treinado por Jorge Jesus.

{ Blog fundado em 2012. }

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