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És a nossa Fé!

Sporting B e C (sub-23)

Continuo aqui a minha rubrica sobre as nossas equipas secundárias. Desta vez consegui ver o jogo da equipa B, convido quem tenha acompanhado os jogos a comentar.

Assim tivemos neste fim de semana:

Sporting B - Real Massamá, 2-1

Gonçalo; Loide Augusto, João Silva, João Ricciulli e Mees de Wit; Rodrigo Fernandes, Tomás Silva e Bruno Paz; Rafael Camacho, Pedro Marques (1G) e Geny Catamo (1G).
 
Entraram depois João Oliveira, Edu Pinheiro, Nuno Moreira, Elves Baldé
 
Treinador : Filipe Çelikkaya
 
Com esta vitória, e aproveitando o empate nos Açores do Estrela da Amadora, o Sporting B alcançou aquela equipa na liderança da série G do Campeonato de Portugal.
 
 
Em sub-23, Cova da Piedade - Sporting, 0-1
 

Diego Callai; Hevertton Santos, Rodrigo Rego, Chico Lamba e Gonçalo Costa; Duarte Carvalho, Bernardo Sousa e Tiago Ferreira; Joelson Fernandes, Nicolai Skoglund e Bruno Tavares.

 
Falhado o apuramento para o grupo que decide o campeão, o Sporting segue na fase de apuramento para a Taça Revelação.
 
Que posso dizer sobre estas equipas?
 
Em primeiro lugar, os planteis não são estanques, alguns jogadores vão passando pelas duas equipas para evoluir em registos diferentes, o que permite gerir da melhor forma um plantel alargado e conjunto.
 
Os sub23 continuam sem grande destaque, a ganhar aqui e a perder acolá. No fundo tem-se procurado dar competição a um conjunto alargado de juniores e juvenis que doutra forma estariam parados, mas há por ali muito talento que poderá integrar a B no próximo ano, como Hevertton Santos, Gonçalo Costa, Joelson Fernandes e Bruno Tavares.
 
Já na equipa B vejo muito menos valor para integrar no próximo ano o plantel principal. Pedro Marques e Geny Catamo não enganam, mas depois pouco existe. Bruno Paz joga a gasóleo. Rodrigo Fernandes padece do mesmo mal de Ilori: lento e displicente, ontem com uma falta para penálti completamente escusada. Rafael Camacho perdeu a embalagem que trazia do Liverpool e anda um pouco perdido. Todos os outros ainda sem demonstrar qualquer coisa de especial.
 
É mesmo neste escalão e não nos sub23, com equipas adultas e competitivas, que melhor se notam defeitos e virtudes, permitindo dar o salto para outros patamares. Recordo-me bem do que eram o José Fontes e o Custódio quando por aqui andavam a defrontar Seixais e Amoras e o que fizeram depois. Se calhar no final da temporada vamos ver alguns destes jogadores com outro rendimento.
 
Alguns dizem que esta equipa é inútil neste escalão, que seria melhor emprestá-los a clubes de divisões superiores. Num caso ou outro será verdade: foi no passado, com João Mário por exemplo, mas esquecem-se que não há garantia nenhuma que tenham protagonismo nos clubes de empréstimo, que têm os seus objectivos para atingir e muitas vezes preferem os da casa, que lá ficarão para o ano. Como nós muitas vezes fazemos com os emprestados que por aqui têm passado. Que o diga Pedro Mendes.
 
#OndeVaiUmVãoTodos
 
SL

Sporting B e C (sub-23)

SportingB.jpeg

Inauguro aqui uma rubrica sobre as nossas equipas secundárias. Algumas vezes conseguirei ver os jogos e comentar o que vi; noutras, como nesta, fico-me pelos resultados e fichas do jogo. Convido todos a ver os jogos e contribuir com informação útil para esta rubrica, que se quer de partilha e envolvimento de todos nestes escalões de formação por onde passaram e passarão muitos futuros titulares da 1.ª equipa e alguns mesmo chegarão à Selecção Nacional.

 

Assim tivemos neste fim de semana:

Sporting B - Fabril do Barreiro, 3-0

André Paulo; João Oliveira, João Silva, João Ricciulli, Flávio Nazinho; Rodrigo Fernandes, Tomás Silva e Bruno Paz (Cap, 1G); Rafael Camacho, Pedro Marques (2G) e Elves Baldé.
 
Entraram depois João Goulart, Mees de Wit, Geny Catamo, Nuno Moreira e Marco Túlio.
 
Treinador : Filipe Çelikkaya
 
Com esta vitória o Sporting B continua na segunda posição na série G do Campeonato de Portugal, a 2 pontos do Estrela de Amadora. Quem ficar em primeiro sobe à 2.ª Liga. Defrontam-se no próximo dia 20 em Alcochete.
 
 
Em sub-23, Sporting - Portimonense, 1-1
 
Diogo Almeida; Herverthon (Cap), Rafael Fernandes, Chico Lamba e Gonçalo Costa; Renato Veiga, Bernardo Sousa e Bruno Tavares; Tiago Fernandes (1G), Paulo Agostinho e Joelson Fernandes.
Entraram depois Duarte Carvalho, Lucas Dias Tiago Santos, Edson Silva e Nicolai Skoglung.
 
Treinador : Filipe Pedro
 
Com mais este empate, o Sporting fica em 5.º lugar na série Sul, sem hipóteses de passar à fase seguinte.
 
 
São duas equipas a jogar da mesma forma, dispostas no 4-3-3 standard da formação do Sporting mas com alguns princípios de jogo comuns à equipa A, na construção desde trás, na circulação de bola e no ataque à profundidade.
 
Com a criação da equipa B, e porque praticamente não houve como no passado contratações específicas para esta equipa, a equipa sub-23 ficou com uma mistura entre as sobras dessa equipa em cada momento e alguns juniores e juvenis. Por outro lado, tem-se procurado dar oportunidades e minutos a muitos, e os onzes iniciais tem variado muito. Assim não admira que o seu desempenho não seja famoso.  Nesta equipa têm-se destacado Heverthon, Tiago Ferreira, Joelson Fernandes e Genny Catamo.
 
Já na equipa B, temos alguns já testados na 1.ª equipa como Pedro Marques, Rodrigo Fernandes e mais recentemente Rafael Camacho, André Paulo é um guarda-redes sóbrio, tipo Adán, que pode lá chegar. Fala-se que João Silva (conheço mal) vai seguir as pisadas do Gonçalo Inácio. Os excedentes mais velhos da 1.ª equipa (Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Bruno Paulista) não têm sido convocados, o que se entende: o Sporting está a procurar a saída de todo eles.
 
 
Que conclusões a tirar disto tudo?
 
O Sporting tem neste momento um conjunto extenso de jogadores sub-23 de muita qualidade, uns com mais passado em Alcochete e no Sporting do que outros, alguns na equipa A, outros na B, outros nos sub-23. Na prática, uma equipa C. Se o Sporting alinhasse na 1.ª Liga apenas com sub-23 não ficaria com certeza assim tão mal colocado.
 
A equipa B está no rumo certo, com quase todos os jogadores formados em Alcochete, alguns deles a bater à porta da equipa principal. De vez em quando um ou outro da equipa A, como Quaresma, desce para ter minutos e ajudar também a equipa.
 
A equipa sub-23 está a cumprir o seu papel. A classificação é pouco relevante: interessa é manter a jogar e fazer evoluir alguns jovens como aqueles que mencionei.

 

SL

Sub-23 e voleibol: impõe-se a mudança

Texto de Luís Barros

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Como o Sporting não é só futebol sénior, vamos lá falar de outras coisas.

Torna-se urgente rever a política da equipa sub-23. Se a função da equipa é preparar jogadores para estarem disponíveis para a equipa B ou até mesmo para a equipa principal, na minha opinião e tendo em conta o que tenho visto em todos os jogos na TV, tem sido um autêntico falhanço.

Em primeiro lugar, custa-me entender por que razão a equipa técnica não usa o mesmo sistema utilizado pela equipa principal. Se estamos a trabalhar jogadores para que no futuro possam entrar na equipa A, esta não é de certeza a melhor opção.

Além disso, em termos práticos, vejo uma equipa desalinhada, sem fio de jogo e com inúmeras deficiências atacantes e defensivas. Temo que venhamos a perder alguns destes jogadores por falta de qualidade da equipa técnica.

 

Em relação ao voleibol, tenho assistido com regularidade aos jogos e custa-me realmente ver o que se passa com a equipa. Em comparação com as épocas anteriores, é notória uma grande falta de qualidade, tanto a nível dos jogadores como da equipa técnica.

Erros, mais erros e mais erros ainda têm sido uma constante, transformando jogos quase ganhos em derrotas estrondosas. A manter este nível de certeza que não vamos ganhar nenhuma competição.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

Divagações em tempo de quarentena (2)

Se há tema consensual no que respeita ao futebol do Sporting é a necessidade da aposta na formação. O problema é que pouca gente está preparada para aguentar essa aposta, e aos primeiros falhanços de um ou outro não existem contemplações. Exemplos há mais que muitos, o último dos quais o nosso Max, Luís Maximiano, que tem tudo para ser o sucessor de Rui Patrício mas... muito tem de jogar para isso. Muitas épocas, mais precisamente.

De qualquer modo, a aposta na formação é essencial para equilibrar financeiramente o clube sem perda de capacidade competitiva, eliminando o recurso a contratações caras que pouco ou nada acrescentam, e garantindo o encaixe máximo aquando das vendas.

Sendo assim, lançava aqui o desafio de comporem a vossa melhor equipa de sub23, do Sporting, mais precisamente com jogadores de 17 a 22 anos, podendo incluir jogadores do plantel A, emprestados, dos sub-23 ou das camadas jovens.

Para complicar mais a escolha, o onze deve ser escolhido de acordo com o modelo táctico de Rúben Amorim, o 3-4-3.

Avanço a minha escolha,

Luís Maximiano (21); João Silva (21), Eduardo Quaresma (18) e Gonçalo Inácio (18); Rafael Camacho(18), Idrissa Doumbia(21), Matheus Nunes(21) e Nuno Mendes(17); Gonzalo Plata (19), Pedro Mendes (20) e Jovane Cabral (21)

Fico a aguardar as vossas melhores equipas bem como os comentários sobre as escolhas. 

SL

Fixem o nome deste miúdo

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Nuno Gonçalo Rocha Moreira tem 20 anos, é médio ofensivo. Brilhou ontem na vitória da equipa sub-23 do Sporting contra o Benfica, no início da segunda fase da Liga Revelação 2019/2020. Com dois golos (o primeiro é uma obra-prima) e assistência para o terceiro, sendo fundamental neste triunfo por 3-2.

Um nome a fixar, o de Nuno Moreira. Se jogar sempre assim, chegará longe.

Invencíveis

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Belém Sad 1 X SCP 2

Notas:

- Nona vitória em nove jogos

- Mais um golo de Pedro Mendes (oito em nove jogos)

- Grande jogo do guarda-redes Diogo Sousa (um penálti defendido)

- Grande assistência de Mitrovski para o segundo golo

- Que grande jogador é Rodrigo.

Pedro Mendes: estão à espera de quê?

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Vi ontem o Sporting-Portimonense, para a Liga Revelação. Triunfo concludente da nossa equipa, por 4-3: é a sexta vitória em seis jogos.

Excelente movimentação verde e branca, com um futebol muito compacto e veloz. Vê-se aqui fio de jogo, trabalho colectivo, treino competente.

Destaco as exibições de Nuno Mendes (lateral esquerdo, 17 anos), dono absoluto do seu corredor. De Bruno Tavares (ala direito, 17 anos), autor de duas assistências para golo. De João Oliveira (lateral direito, 20 anos), que assistiu no terceiro e marcou o quarto, com um belíssimo remate de meia distância. De Joelson Fernandes (extremo, 16 anos), um criativo por excelência e dono de uma técnica muito evoluída para a sua idade.

Mas realço, acima de todos, Pedro Mendes. O nosso avançado com maior rendimento no campeonato sub-23. Ontem marcou os três primeiros golos do Sporting nesta partida disputada no estádio Aurélio Pereira, em Alcochete: o primeiro, num cabeceamento indefensável, em mergulho, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Tomás Silva, é daqueles que merecem ser vistos e revistos

Mal acabei de assistir ao jogo, questionei-me: por que motivo não é Pedro Mendes convocado de imediato para o escalão principal, tão carente de goleadores e agora sem ponta-de-lança alternativo? Como é possível que tenha sido ignorado por Marcel Keizer este jovem que já leva sete golos marcados em seis jogos da Liga Revelação? Irá Leonel Pontes contar com ele?

 

P. S. - A coisa promete: Luiz Phellype com lesão traumática, Vietto com queixas musculares.

13 Reasons why este mercado foi bom e há todos os motivos para se estar otimista

  1. Ontem, no canal 11, o presidente do Marítimo disse com ar simpático que acertara tudo com Vieira para que João Félix e Ferro fossem para a Madeira no mercado deste janeiro que passou. Só a troca de treinador na Luz fez abortar o negócio. Para dizer o quê? Que há muito, mas mesmo muito, de oportunidade, sorte e azar no mundo da bola.

  2. O Sporting foi objetivamente prejudicado no último jogo. Há um penalty sobre Raphinha não assinalado (árbitro e VARs coniventes) e pelo menos um dos que foram marcados a Coates é de gargalhada. O Porto foi beneficiado objetivamente por uma das expulsões mais abstrusas de que me lembro. O Benfica foi a Braga receber vários presentes de Natal, não tendo a equipa sido sequer testada, depois do baile que levou do Porto. Para dizer o quê? Que Deus e o demónio estão nos detalhes e que na bola é igual.  

  3. O mercado do Sporting foi dos melhores que me lembro. Falo desta fase, do fecho. Só no fim da época saberemos, mas eu sou do tempo de César Prates, Mpenza e André Cruz, que não excitaram ninguém quando apareceram. Sobre Acosta é melhor nem falar. Não houve videirinho do comentário da altura que não se risse da ciática.

  4. Porque é que foi dos melhores? Porque se faturou e imagino que seja necessário para fazer face aos encargos. Eu, para poder comprar a minha casa atual, também vendi a que tinha. E era uma casa do caraças.

  5. E foi dos melhores porque muita “tralha” se foi embora. Jogadores decentes, boa gente, mas cuja qualidade futebolística foi mais do que posta à prova, ficando claro que com eles jamais o SCP seria campeão. Acontece em todos os clubes ter “tralha” e o nosso não é exceção.

  6. Também foi dos melhores, porque os wild cards (sobretudo o playboy Jese) vieram emprestados, o que permite ao clube ganhar mais um ano para que haja produto da formação à altura e/ou scouting eficiente. Ou seja, não se gastou uma pipa de massa em Jese (como se gastou em Diaby, por exemplo) e vieram alguns jogadores “maduros” que podem ajudar. Podem ser flops? Podem. Mas também podem não ser.

  7. Foi dos melhores, porque se chegou a acordo sobre mais um jogador do caso Alcochete. É provável que Podence valha mais do que 7 milhões, mas é sempre melhor encaixar agora do que talvez mais daqui a uns anos valentes, mais as custas judiciais e o diabo a sete. Além disso, houve o bónus de Bruno Gaspar ter sido emprestado à boleia deste deal.

  8. Sobre “estratégias de comunicação” é difícil falar. Muitas vezes, na vida, as pessoas não estão dispostas para ouvir a chamada verdade. Nós, portugueses, somos especialistas nisso, basta ver o que dizem as sondagens eleitorais. Somos adeptos de quimeras, cenários idílicos, achamos que se acreditarmos muito no Pai Natal este passa a existir. Mas chega sempre um tempo em que a mensagem e quem a quer ouvir estão compatíveis. 

  9. A equipa de Varandas foi às compras com um saco de caramelos. O lateral francês talvez seja bom, Rafael Camacho talvez dê num negócio Raphinha, Eduardo talvez permita que se possa vender Wendel mais cedo. Mas fazer compras com saco de caramelos implica isto mesmo: apostar que talvez aquele restaurante com aspeto assim assim nos vá servir uma bela refeição. 

  10. Entretanto, a ideia que dá é que os sub-23 representam os “good old days” da formação a voltar devagarinho. Cada mês, cada seis meses, cada ano que passam, os garotos estarão mais próximos da equipa. 

  11. Há razões para otimismo? Fifty, fifty. Por exemplo, a jornada passada foi uma azia de todo o tamanho, mas Guimarães e Braga também perderam. Não ir à Champions é mau, mas não ir à Liga Europa seria uma tragédia. Thierry, que parecia verde como um abacate, acabou por render uns milhões. Vietto às tantas é craque. Bruno Fernandes ficou. 

  12. O que estou para aqui a dizer? Que o Sporting ainda está a ressacar a gestão Bruno de Carvalho. Essa gestão esticou a corda, foi ao limite, contratou dezenas de jogadores, pagando-lhes bem, teve um dos treinadores mais caros do mundo, com a obsessão do título que, é preciso dizer, quase vencemos. Eu, se vou de férias e gasto mais dinheiro, nos meses seguintes tenho de andar mais regrado.

  13. É uma perda de tempo acreditar na “união”. Os meus amigos do Benfica, mal empatam dois jogos seguidos, começam a dizer que o Vieira tem de dar lugar a outro. Mas também é inútil estar pessimista. A vida é feita de fases. O Sporting é o Sporting. Milhares de miúdos e miúdas são do Sporting e choram pelo clube, independentemente do número de campeonatos. Os seus filhos farão a mesma coisa.

Os “Sub-23”

Parece que nossos Sub23 ganharam ao Famalicão por 5-1 e conquistaram a quinta vitória em cinco jogos - com algumas goleadas pelo meio - na chamada Liga Revelação. Isto não faz ninguém pensar? Alguns destes jogadores não terão categoria suficiente para voos mais altos?

Uma boa notícia no meio dos segredos de Estado

Lê-se hoje em “A Bola”, no seguimento de uma notícia de “O Jogo”, que o Sporting renovou contrato até 2022 com o lateral-esquerdo Gonçalo Costa, cujos dois anos no escalão de júnior foram perdidos para uma terrível lesão.

O Gonçalo era um dos maiores talentos da sua geração e fez muita falta ao longo dos últimos dois anos, esperando-se que esteja recuperado e pronto a reclamar o lugar que é seu por direito entre as grandes esperanças da formação leonina. 

Sabe-se que evoluirá nos sub-23, juntando-se a outros grandes valores que agora chegaram à maioridade futebolística.

Pena é que a comunicação do Sporting seja particularmente opaca, ainda pior do que noutras áreas, em tudo o que diz respeito aos sub-23 e restantes escalões de formação, levando a que ainda hoje não tenha sido anunciada a renovação do extremamente promissor Bernardo Sousa, que a certo momento parecia perdido para o Sporting.

Continuo à espera de ver um plantel dos sub-23 antes do arranque desse campeonato. E duvido que seja o único.

 

Desafio

Volto a possíveis caras novas para o plantel leonino, no dia que se fala no jovem francês Rosier. Pergunto:

1. Que jovens da Academia devem subir ao plantel principal? (Considero que Diogo Sousa ou Max devem integrar o plantel para começarem a subir na hierarquia e que Thierry Correia, Abdu Conté, Pedro Marques e Pedro Mendes devem ser observados ainda mais de perto).

2. Que emprestados devem integrar o grupo? (A meu ver Domingos Duarte e Mama Baldé são opções obrigatórias e Ivanildo Fernandes, Daniel Bragança, Elves Baldé, Gelson Dala e Matheus Pereira devem pelo menos seguir para estágio).

Tiago Fernandes no rumo certo

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Tiago Fernandes, ao contrário do que já se ia ouvindo por aí, vai manter-se ligado ao Sporting Clube de Portugal. E logo numa função em que o seu talento mais pode ser aproveitado: como novo treinador dos sub-23 leoninos. 

É um acto de gestão desportiva que justifica aplauso, como reconhecimento do mérito do jovem treinador que, enquanto interino, mostrou bom serviço em várias frentes: alcançou duas vitórias para o campeonato nacional (com Santa Clara e Chaves), manteve a equipa principal ao melhor nível na frente europeia (conseguindo um empate em Londres, no jogo mais difícil da nossa série, contra o Arsenal), estreou Miguel Luís como titular, interrompeu uma longa série de partidas a sofrer golos fora de casa e praticamente garantiu o acesso do Sporting à fase seguinte da Liga Europa.

Tudo isto em cerca de três semanas. Merece o nosso apreço e a aposta que a estrutura directiva leonina nele manifesta: o tempo joga a favor dele, como o futuro próximo confirmará. Aqui estou, grato também, a desejar-lhe a melhor das sortes nas funções que hoje inicia. Pronto a aplaudi-lo nas vitórias que vão seguir-se.

Revelação mostra imagens desfocadas

Devem os sportinguistas estar gratos à equipa de sub-23 da Académica, sem a qual o Sporting teria a pior defesa da Liga Revelação. Seria um paradoxo assaz curioso, pois também tem o ataque mais concretizador, em igualdade com os jovens do Rio Ave. Justamente aqueles que golearam os leões por 5-2 nesta segunda-feira.

 

Em defesa dos sub-23 leoninos, nove dos 16 golos sofridos até agora ocorreram em circunstâncias muito particulares. Ambos os centrais titulares foram expulsos ontem, a equipa da casa fez o 3-2 no lance livre a punir a falta que valeu o segundo amarelo a Kiki Kouyaté e assinou o 5-2 final no pénalti que levou Tiago Djaló a sair instantes antes do apito final. Algo parecido sucedera em Alcochete, na goleada aplicada pelo Vitória de Guimarães (0-4), também marcada por um balanceamento kamikaze para o ataque em busca de melhor resultado.

 

Que estes resultados se repitam é responsabilidade dos jogadores, alguns dos quais com grande potencial, mas também de José Lima e da equipa técnica por si comandada. E se o ataque vai sobrevivendo à falta de aposta num avançado de raiz (depois do empréstimo de Leonardo Ruiz os suplentes Pedro Marques e Pedro Mendes têm sido preteridos, em favor da adaptação de Mitrovski), devido à magia de Elves Baldé (ausente ontem por estar a cumprir castigo), aos coelhos tirados da cartola pelos intermitentes brasileiros Paulinho e Marco Túlio, e ao futebol que Daniel Bragança, Miguel Luís e Mitrovski têm nos pés, mais atrás percebe-se uma falta de coordenação que torna qualquer resultado possível e os jogos dos sub-23 impróprios para apostadores cardíacos.

 

O próximo jogo é já no sábado, às 11h00, recebendo em Alcochete um Estoril-Praia que tem um ponto a mais e chega na quarta posição. Sem desprimor para nenhum dos cinco titulares da linha defensiva na deslocação a Vila do Conde (Vladimir Stojkovic, Thierry Correia, Kiki Kouyaté, Tiago Djaló e Abdu Conté, que foi o melhor de todos eles), seria boa ideia aproveitar a obrigatória alteração nos centrais expulsos e fazer um ‘reboot’ completo e dar oportunidades aos menos utilizados. Numa competição que, sendo para vencer, deve servir para testar a capacidade dos talentos da formação, há que fazer o possível por não deixar ninguém para trás. 

 

Lições de um desaire

Uma sova tão copiosa quanto aquela que os sub-23 apanharam hoje em Alcochete, sofrendo quatro golos sem resposta do Vitória de Guimarães, deixa um gosto amargo que facilmente leva a esquecer que a derrota faz parte do caminho. Cabe a José Lima, o treinador da rapaziada, ajudá-los a ultrapassar o embate e a retirar lições preciosas de uma manhã aziaga.

 

Aprender com os desaires é tão útil quanto saborear as maiores conquistas. Há jogos assim, em que a bola teima em nunca entrar, por mérito alheio e ineficácia própria, mau grado o luxo de ver evoluir Elves Baldé, Miguel Luís, Daniel Bragança, Paulinho, Marco Túlio, Pedro Marques, Thierry Correia, Tiago Djaló, Kiki Kouyaté, Abdu Conté e Vladimir Stojkovic. Em desvantagem quase desde o início, na sequência de um pénalti, o Sporting tentou tudo para dar a volta ao resultado, mas nos últimos minutos deu-se o descalabro, relativo (perder por um ou por quatro vale os mesmos zero pontos...) e absoluto (perder por quatro em Alcochete...) em simultâneo.

 

Agora é hora de lamber as feridas e fazer por aproveitar melhor as oportunidades construídas no próximo jogo. No futebol, tal como em tudo na vida, nunca sabemos quantas mais teremos, pelo que urge tirar o melhor partido delas.

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