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És a nossa Fé!

Os destaques: Max, Conté, Nuno Mendes

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Segundo jogo enquadrado neste estágio de pré-preparação da nova temporada na Suíça, segunda vitória adiada. O Sporting cedeu hoje um empate (2-2) frente ao St. Gallen - equipa que ficou na sexta posição do campeonato helvético na época passada - numa partida em que aos 25' já vencíamos por 2-0.

A incapacidade de gerir o resultado, devido a um claro retraímento da nossa equipa a partir da meia hora de jogo, conjugada com erros defensivos inaceitáveis, explica este empate, ainda assim melhor do que o desfecho de há três dias, também na Suíça, quando perdemos frente ao modestíssimo Rapperswil, da terceira divisão. 

A figura do jogo, para não variar, voltou a ser Bruno Fernandes. É ele quem começa a construir o primeiro golo, logo aos 2', com um soberbo passe para Raphinha, e é também ele quem a mete lá dentro, de recarga, mostrando aos companheiros que um verdadeiro craque nunca desiste de um lance. Também dos pés do nosso capitão partiu a assistência para o segundo, apontado por Wendel aos 25'. Um golaço  indefensável, disparado de fora da área.

 

Os mais optimistas - entre os quais me incluo - chegaram a antever uma goleada. Nada disso ocorreu. Por quebra física e algum excesso de confiança, sempre mau conselheiro, o Sporting afrouxou a pressão sobre os suíços, que assumiram o controlo do jogo a partir do final da primeira parte, marcando aos 43' e aos 52'. Tornando mais evidentes as debilidades da nossa equipa, desfalcada de alguns dos seus titulares habituais, como Coates e Acuña, ausentes deste estágio por se encontrarem ainda de férias na sequência da participação na Copa América ao serviço das selecções uruguaia e argentina.

No segundo tempo, marcado por sucessivas rotações de jogadores o St. Gallen foi claramente a melhor equipa em campo. Aí destacou-se, pelo nosso lado, o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que rendeu Renan aos 62'. Evitando dois golos - o primeiro aos 79', com uma excelente defesa, e o segundo mesmo ao cair do pano, ao sair muito bem da baliza quando um jogador helvético já se isolava, pronto a disparar. 

 

É justo ressalvar que nesta segunda parte o Sporting alinhou com dois miúdos de 17 anos que há semanas ainda actuavam nas competições juvenis: o central Eduardo Quaresma e o lateral Nuno Mendes. De resto, terminámos a partida com sete elementos da nossa formação -- incluindo todo o quinteto defensivo. Precisamente num período em que não sofremos golos.

O pior em campo, claramente, foi o único que jogou os 90 minutos: Tiago Ilori. Desastrado na posição em que actuou inicialmente, como lateral direito improvisado (Bruno Gaspar está de férias e Ristovski magoou-se já na Suíça), e a partir dos 62' como central, ocupando o espaço que estivera confiado a Luís Neto. Quase nada lhe saiu bem em qualquer destas missões.

 

Entre os reforços, Neto e Plata voltaram a mostrar qualidades. Vietto, fora da posição em que mais rende, esteve longe de deslumbrar, tal como Matheus Pereira - pelo mesmo motivo. Camacho, como ala esquerdo, mostra-se voluntarioso mas ainda com necessidade de acertar o rumo, sobretudo no capítulo táctico. Eduardo começou acima da média mas teve um deslize imperdoável que nos custou um golo.

O próximo teste, que promete ter um grau de dificuldade maior, será frente ao Brugge. Sexta-feira, dia 19.

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: atento, saiu dos postes com rapidez aos 42', resolvendo a pontapé.

Menos: encaixou dois golos, embora um deles claramente indefensável.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: subiu algumas vezes à baliza adversária no primeiro tempo, procurando marcar. - sem sucesso algum.

Menos: deixou-se ultrapassar várias vezes, enquanto lateral direito, pelo extremo adversário, que fez dele o que quis, e revelou erros de posicionamento como central, a partir do minuto 62.

Nota: 3

 

Neto (31 anos).

Mais: corte impecável aos 55'.

Menos: falta-lhe a capacidade de construção de Coates no primeiro momento ofensivo.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: corte perfeito aos 59', excelente passe longo aos 61'.

Menos: sentiu-se a falta dele na meia hora final: saiu aos 62'.

Nota: 6

 

Conté (21 anos).

Mais: lateral esquerdo titular, por ausência de Acuña e Borja, foi veloz e voluntarioso no seu corredor, apoiando o ataque com processos simples.

Menos: revelou excesso de ansiedade em alguns lances.

Nota: 6

 

Eduardo (24 anos).

Mais: jogou na posição 6, servindo os companheiros em missão ofensiva.

Menos: erro grave aos 43': dominou mal a bola em zona proibida, oferecendo-a para o segundo golo dos suíços.

Nota: 4

 

Wendel (21 anos).

Mais: apontou o nosso segundo golo - com um pontapé fortíssimo, de fazer levantar o estádio.

Menos: protesta demasiado e devia agarrar-se menos à bola.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: constrói e finaliza o golo inaugural, estavam decorridos dois minutos, e assiste Wendel no segundo. 

Menos: decidiu mal, a 20 metros da baliza, quando desperdiçou um lance tendo um colega mais bem colocado, com apenas um defesa pela frente.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: muito activo, levou perigo à baliza suíça logo nos momentos iniciais do jogo. É ele quem remata, para defesa incompleta do guardião adversário, permitindo que Bruno marcasse.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 7

 

Camacho (19 anos).

Mais: ala esquerdo durante o primeiro tempo, fez algumas tabelinhas de qualidade com Luiz Phellype e Conté.

Menos: exibição demasiado discreta, também por ter sido pouco procurado pelos companheiros.

Nota: 5

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: melhorou em relação ao jogo anterior, mostrando-se mais acutilante ao movimentar-se na grande área.

Menos: continua sem marcar.

Nota: 5

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: jogou toda a segunda parte, bom corte aos 73'.

Menos: perdeu a bola em zona proibida aos 51'. Passou o resto do tempo de costas para a baliza, na posição 6, passando só para o lado e para trás.

Nota: 4

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: em campo na segunda parte, entregou bem a bola a Vietto, aos 86'.

Menos: mal servido, procurou a bola em zonas mais recuadas, designadamente junto à linha esquerda, desposicionando-se sem proveito para a equipa.

Nota: 4

 

Vietto (26 anos).

Mais: actuou no segundo tempo, evidenciando bons dotes técnicos. Lançou um contra-ataque perigoso aos 55'.

Menos: não tem vocação para actuar na ala, onde o técnico o colocou pela segunda vez, nem parece muito apto para tarefas defensivas. Por excesso de fintas, desperdiçou um bom lance de ataque.

Nota: 5

 

Maximiano (20 anos).

Mais: em campo desde os 62', evitou dois golos suíços com enormes defesas, demonstrando ter valor para o principal escalão do futebol leonino.

Menos: deficiências na reposição de bola: enviou-a por três vezes directamente para fora.

Nota: 7

 

Thierry (20 anos).

Mais: o campeão europeu sub-19 entrou aos 62', cobrindo a lateral direita: cortes providenciais, aos 69' e 70'.

Menos: demorou a recuperar posição após lances ofensivos.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: não cometeu nenhum erro grave.

Menos: ocupando a posição 8, a partir dos 62', foi demasiado discreto: mal se deu por ele.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: actuou desta vez no lugar em que está mais habituado, como central.

Menos: em campo desde o minuto 62, revelou algum nervosismo - natural por ser tão jovem.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: dinâmico, voltou a dar nas vistas como lateral esquerdo a partir dos 62': grande corte aos 78'.

Menos: falta-lhe alguma disciplina táctica, o que não surpreende.

Nota: 6

 

Plata (18 anos).

Mais: desta vez não deu nas vistas em confrontos individuais. Mas entrega-se ao jogo, sem se esconder da bola.

Menos: compromisso defensivo: apoiou várias vezes as linhas mais recuadas.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (23 anos).

Mais: inegável capacidade técnica, bem evidenciada em passes curtos na zona central, que está longe de ser o espaço em que se movimenta melhor.

Menos: coube-lhe missão ingrata: substituir Bruno Fernandes a partir dos 62'. Qualquer um ficaria a perder na comparação.

Nota: 5

Não gostei

Detesto perder, nem que seja a feijões. Por isso não gostei que o Sporting - mesmo num jogo-treino, de preparação da próxima época - tenha perdido com um modesto clube não-profissional, despromovido à terceira divisão do futebol suíço.

Há mínimos a manter. Até em defesa da marca Sporting além-fronteiras. Estou certo de que Marcel Keizer terá dito algo como isto aos jogadores no balneário. 

Os destaques: Plata, Eduardo, Camacho

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Uma sensaboria, o primeiro jogo de preparação do Sporting com vista à época 2019/2020. Decorreu na Suíça, junto ao Lago Zurique, frente à modesta equipa do Rapperswil-Jona, despromovida à terceira divisão do campeonato helvético.

Apesar de ter defrontado um grupo amador, o conjunto leonino revelou várias debilidades - naturais, desde logo, pelo facto de os suíços estarem já mais adiantados na preparação da temporada. Debilidades que levaram a nossa equipa a sair derrotada, por 1-2. O resultado, nestes casos, é quase irrelevante, mas não deixa de ser significativo que tenhamos sido incapazes de marcar em lance corrido. O nosso golo solitário foi apontado de penálti, aos 13', por Bruno Fernandes. Vencíamos por 1-0 quando chegou o intervalo.

 

No fundo, foram dois jogos diferentes. Porque ao intervalo Marcel Keizer substituiu toda a equipa, fazendo alinhar hoje 22 jogadores no relvado suíço. Registou-se uma quebra inevitável da qualidade exibicional na segunda parte, em que alinharam oito elementos da nossa formação - alguns ainda juniores.

Não pode ser negado: os dois golos suíços nasceram de inaceitáveis lapsos defensivos leoninos, designadamente do nosso defesa mais experimentado, Ilori, que pareceu desconcentrado em ambos os lances, colocando os suíços em jogo. 

Destaque para as oportunidades dadas aos jovens da formação leonina. Hoje Keizer fez alinhar vários deles (Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, Abdu Conté, Ivanildo Fernandes, Rafael Camacho) em estreia na equipa principal do Sporting.

 

Esta partida, que contou com a assistência de algumas dezenas de emigrantes portugueses, serviu sobretudo para analisar os reforços do Sporting. Nota positiva, acima de todos, para o equatoriano Plata - de longe o melhor em campo na segunda parte. Também gostei das prestações de Eduardo e Camacho. Mas é muito cedo para tirar conclusões que possam parecer definitivas.

Excepto uma: o Sporting não carece de soluções nos extremos ofensivos. Temos Raphinha, Camacho, Jovane, Matheus Pereira e Plata. Acuña e Diaby também podem fazer estas posições. Mais reforços para quê?

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: manteve as nossas redes intactas enquanto esteve em campo, na primeira parte.

Menos: alguma intranquilidade num lance em que se viu forçado a sair dos postes.

Nota: 5

 

Thierry (20 anos).

Mais: em bom plano nos confrontos individuais.

Menos: podia ter subido um pouco mais na sua ala.

Nota: 5

 

Neto (31 anos).

Mais: reforço no eixo da defesa, rendeu sem problemas o ausente Coates.

Menos: faltou alguma articulação com Mathieu, o que não admira.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: corte impecável - bem ao seu jeito - aos 40', num lance difícil.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 6

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: fez circular bem a bola, compensando as ausências de Acuña, Borja e Jefferson na lateral esquerda.

Menos: nervosismo pontual, mais que justificável nesta estreia absoluta pela equipa principal

Nota: 6

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: o marfinense soube ligar as linhas enquanto médio mais recuado, parecendo o principal candidato a titular na posição 6.

Menos: falta-lhe alguma cultura posicional para render frente a equipas com mais jogo ofensivo.

Nota: 5

 

Wendel (21 anos).

Mais: protagonizou as tabelinhas mais vistosas no corredor central, municiando o ataque leonino.

Menos: continua por vezes demasiado agarrado à bola.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: capitão nos 45' iniciais, não se limitou a usar a braçadeira: foi um verdadeiro líder em campo. Marcou muito bem o penálti de que resultaria o nosso único golo.

Menos: só jogou a primeira parte e fez falta no segunto tempo. Soube a pouco.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: muito dinâmico, arrancou a grande penalidade que nos daria vantagem temporária no marcador.

Menos: ainda com falta de automatismos, o que se justifica.

Nota: 6

 

Vietto (26 anos).

Mais: o reforço argentino, jogando inicialmente como ala esquerdo, rematou muito bem colocado, fazendo a bola subir um pouco acima da barra, aos 28'.

Menos: vê-se que rende mais na zona central do ataque.

Nota: 6

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: o melhor que fez foi mandar uma bola a rasar o poste, aos 9'.

Menos: ainda muito preso de movimentos.

Nota: 4

 

Maximiano (20 anos).

Mais: estreou-se como segundo guarda-redes da equipa principal do Sporting, como prova de confiança do técnico nas suas capacidades.

Menos: sofrer dois golos em 45 minutos frente a uma equipa não-profissional marcou esta estreia de forma negativa.

Nota: 3

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: estreia absoluta na equipa principal, ainda júnior, como lateral direito durante toda a segunda parte: vai recordar sempre este jogo.

Menos: muito voluntarismo por vezes prejudicado pelo excesso de nervosismo.

Nota: 5

 

Ivanildo (23 anos).

Mais: coube-lhe um repto muito importante: ocupar no segundo tempo a posição que o veterano Mathieu havia preenchido nos 45' iniciais.

Menos: podia ter feito melhor em qualquer dos golos sofridos.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: algum atrevimento no início da construção ofensiva, fazendo impor a sua condição física.

Menos: colocou em jogo os adversários em ambos os golos, facilmente evitáveis.

Nota: 3

 

Conté (21 anos).

Mais: arriscou várias missões ofensivas a partir da lateral esquerda.

Menos: exibição no período complementar inferior à de Thierry no primeiro tempo.

Nota: 4

 

Eduardo (24 anos).

Mais: exibição personalizada do reforço vindo do Belenenses, como médio de contenção encarregado de participar na primeira fase dos lances ofensivos.

Menos: parece sentir-se mais à vontade num sector mais avançado do meio-campo do que na posição 6.

Nota: 6

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: foi capitão durante todo o segundo tempo, numa prova de confiança no seu discernimento.

Menos: fez afunilar o jogo em excesso pelo corredor central, desaproveitando as alas.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (23 anos).

Mais: liderou as operações na frente de ataque leonina durante todo o período complementar.

Menos: abriu linhas de passe nem sempre aproveitadas pelos companheiros.

Nota: 6

 

Plata (18 anos).

Mais: internacional sub-20 do Equador, protagonizou os melhores momentos do Sporting no segundo tempo. Dominou o corredor direito e levou a bola a embater na barra aos 51'. É mesmo reforço.

Menos: neste jogo foi pouco testado nas manobras defensivas.

Nota: 7

 

Camacho (19 anos).

Mais: ex-Liverpool, também formado no Sporting, revelou muito boa técnica como ala esquerdo, parecendo ser também um reforço de qualidade.

Menos: faltou-lhe entrosamento com os colegas, o que se compreende.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: nada egoísta, apoiou os colegas nos lances de bola parada defensiva.

Menos: mal se deu por ele no ataque.

Nota: 4

a sombra da bananeira

Um pouco assustadora a falta de qualidade de Nelson Semedo e de Raphael, o lateral do Borussia (que pouco jogou ao longo do ano). Ruben Dias também pareceu assustado com a poderosa armada suíça e até Patrício titubeou contra o melhor ataque do futebol mundial. Ruben dos Wolves também apanhou bonés contra o espantoso meio campo suíço durante uma hora e Bernardo Silva, candidato a sucessor de CR7 e paixão da vida de Guardiola, andou perdido no campo contra uma Suíça - que tem uma das melhores equipas de todos os tempos, até à assistência do segundo golo.
O nosso Bruno Fernandes começou péssimo, mas subiu, embora não tenha imposto um jogo de 20 milhões, quanto mais de 100. William, é preciso gostar dele e conhecê-lo, mas apostaria que ficará para sempre em clubes que não ganham títulos.
Portugal é o melhor país vendedor de craques.
No fundo, temos uma bananeira chamada Questiano, à sombra da qual todos dormem há muito.

Máxi-Ronaldo entre os pigmeus

Uma vez mais, aqueles patuscos que nas pantalhas e nas colunas de alguns jornais defendem a importação de árbitros para o futebol português terão de meter a viola no saco. 

O desempenho daquele senhor alemão de apito nos beiços - e do vídeo-árbitro que tão má assistência lhe deu - foi inenarrável. Ao inventar ontem um penálti contra nós: só isso permitiu à selecção visitante marcar no Portugal-Suíça, que permaneceu empatado até aos 88'. Se não contássemos com Cristiano Ronaldo - que aos 34 anos teima em ser o melhor jogador do mundo e em dois minutos cruciais, ao cair do pano, fixou o resultado em 3-1 - talvez não chegássemos à final desta pioneira Liga das Nações, a disputar domingo que vem contra a Inglaterra ou a Holanda. Mais um desempenho superlativo do nosso melhor de sempre traduzido em três golos. Já soma 88 só na selecção.

Deixem lá os estrangeiros do apito: se há matéria-prima que não necessitamos de importar é a incompetência, que por cá abunda. Mal por mal, antes os de Portugal. Que, pelo menos, entendem os nossos insultos.

E, já agora, poupem-nos a outro disparate: não desatem a inventar putos-maravilha prontos a destronar CR7. Nenhum míni tem pedalada para se equiparar ao máxi. O trono é de Ronaldo - conquistado à custa de muito suor, talento e mérito, e não de manchetes fofinhas do jornal A Bola.

A ver o Mundial (5)

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O MELHOR DA RUA DELE

 

Neymar reclamou para si, há dias, o título de melhor futebolista do mundo - alegando, com alguma graça, que Cristiano Ronaldo e Messi «são de outro planeta». Está cheio de razão: não devemos comparar algo incomparável, como ontem o Brasil-Suíça bem evidenciou. Exibição fraquinha do "escrete canarinho", que se deixou empatar após um golaço de Philippe Coutinho logo aos 20'. O craque do Barcelona rematou cruzado, de fora da área, assinando um dos melhores golos do Mundial até ao momento.

Quanto ao avançado do PSG, parecia um gatinho inofensivo. O melhor que conseguiu foi um cabeceamento à figura do guarda-redes Sommer, iam decorridos 88'. Sempre muito vigiado, actuou com pouca intensidade e perdeu inúmeras bolas, sem nunca fazer a diferença. Esteve muito longe de provar que é o melhor do mundo ou até o melhor do Brasil. Mas é, seguramente, o melhor da rua dele.

Valha a verdade: os pentacampeões brasileiros podem queixar-se do árbitro. Não apenas no golo sofrido aos 50' - precedido de falta evidente do marcador, Zuber, sobre o central Miranda, impedido de saltar à bola com ele - mas também num penálti cometido sobre Gabriel Jesus a que o árbitro fez vista grossa, sempre com o consentimento do vídeo-árbitro, que neste Mundial tem mantido intervenção mínima. Numa prova evidente de que as críticas que costumamos fazer por cá aos senhores do apito, quando os consideramos os piores da Europa são manifestamente exageradas.

 

Brasil, 1 - Suíça, 1

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