Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

transferir.webp

Eduardo Quaresma no momento em que marcava o golo da nossa alegria: valeu três pontos

Foto: Lusa

 

Gostei

 

Da reviravolta no marcador. Teve um sabor épico, o nosso triunfo da noite passada em Alvalade. Perante um Gil Vicente que parecia apostado em fazer o melhor jogo da temporada, virámos o resultado desfavorável, cerrámos fileiras, fomos para cima deles, agimos com inegável dinâmica colectiva, acentuada após Rui Borges ter refrescado a equipa e corrigido erros de posicionamento. Conseguimos os três pontos. Nem por terem sido arrancados a ferros foram menos saborosos, muito pelo contrário. E demos uma lição ao treinador da equipa adversária, que havia confessado sem rodeios desejar ver o seu Benfica campeão. 

 

De Eduardo Quaresma. Herói da noite leonina. Foi ele a apontar o golo da vitória - seu primeiro golo da temporada - num magnífico pontapé de ressaca, aproveitando da melhor maneira uma bola que sobrara da marcação de um canto. De fora da área, municiou o pé-canhão para um remate indefensável que fez levantar o estádio ao minuto 90'+3. Depois correu para os festejos e chorou lágrimas de genuína alegria. Melhor em campo: bem merece aplauso em uníssono da massa adepta. É com futebolistas como ele que se conquistam campeonatos.

 

De Maxi Araújo. Não teve actuação perfeita, longe disso. Mas foi ele a quebrar o enguiço quando o nervosismo e a ansiedade já se instalavam nas bancadas. Ao marcar o nosso primeiro golo, num remate por instinto, sem preparação, de posição quase acrobática com o seu acutilante pé esquerdo. Virou a corrente do jogo, que não voltou a ser a mesma. A partir daí tomámos de assalto a grande área da turma de Barcelos: queríamos conseguir. E conseguimos.

 

De Debast. Marcou o canto que originou o golo. Mas fez muito mais. Recuperou bolas. Fez um passe primoroso para Harder aos 88'. Tentou o golo de meia-distância com um remate cheio de intenção (90'+2) já prenunciando o que se seguiria um minuto depois. Cumpriu com distinção em duas posições: primeiro como meiocampista e a partir dos 64' como central ao meio. Ganhou lugar cativo no onze titular.

 

De Morten. Rui Borges poupou-o de início, procurando gerir o internacional dinamarquês, que está tapado com cartões amarelos, por recear vê-lo de fora no desafio seguinte, frente ao Benfica. Mas, passada uma hora, deu-lhe ordem para entrar. E fez muito bem. Porque o Sporting melhorou muito com o capitão em campo - em organização, em intensidade, em robustez psicológica. Interveio no primeiro golo e escapou incólume, sem advertência disciplinar: contaremos com ele na Luz.

 

De Harder. Saltou do banco para ajudar a construir a vitória. Dinâmico, foi um dos obreiros destes três pontos. Esteve no primeiro golo, ao fazer o remate inicial que daria a bem-sucedida recarga. Tentou o golo com um remate em arco aos 75' com a bola a passar ligeiramente ao lado. Cabeceou com perigo aos 88'.

 

Do treinador. Rui Borges completou uma volta inteira ao serviço do Sporting e pode gabar-se desta proeza: com ele no comando, nunca sofremos uma derrota em competições nacionais. Ontem, quando o resultado se mantinha desfavorável, soube detectar os problemas e encontrar soluções adequadas. Com três trocas simultâneas aos 64': Morita por Morten, St. Juste por Quenda e Pedro Gonçalves por Harder. A equipa melhorou de imediato. O resultado viu-se.

 

Da estrelinha. Não era exclusiva de Ruben Amorim. Ontem voltou para iluminar-nos.

 

Da homenagem inicial a José Carlos. Saudoso capitão leonino, há dias falecido com 83 anos. Como defesa central, conquistou a Taça das Taças em 1964, dois campeonatos nacionais e duas Taças de Portugal pelo Sporting. Foi também exemplar ao serviço da selecção nacional, que representou por 36 vezes, tendo-se destacado como titular da equipa das quinas que subiu ao pódio no Mundial de 1966. Mereceu por inteiro este reconhecimento póstumo.

 

De mantermos a liderança. Temos agora 78 pontos quando faltam só duas rondas para o fecho do campeonato - correspondentes a 24 vitórias em 32 desafios. Faltam jogar 180 minutos, cruciais para a conquista do bicampeonato que nos foge há mais de 70 anos. Duas finais em perspectiva: a primeira no sábado, perante o Benfica; a outra em nossa casa, na recepção ao V. Guimarães. 

 

 

Não gostei

 

Da nossa primeira parte. Nem um remate enquadrado à baliza adversária. Daí o resultado desfavorável (0-1) registado ao intervalo. 

 

Do golo sofrido. De penálti, aos 26'. Marcado por um antigo jogador nosso, Félix Correia, que eu bem gostaria de voltar a ver de leão ao peito.

 

De St. Juste. Muito nervoso, deixou-se dominar pela ansiedade. Aos 22' provocou um penálti totalmente desnecessário que o árbitro Tiago Martins só assinalou após alerta do vídeo-árbitro. 

 

De Gonçalo Inácio. Capitão, por ausência de Morten, o central canhoto esteve em noite não. Protagonizando um festival de passes falhados - aos 20', 35', 37', 43', 45+3', 48' e 70'. Pelo menos estes. Dele exige-se bem mais. E melhor.

 

De Morita e Pedro Gonçalves. Ambos ainda longe da melhor forma, após lesões prolongadas - mês e meio no caso do internacional nipónico, cinco meses no caso do craque transmontano.

 

Da ausência de Diomande. Excluído desta partida por acumulação de cartões, notou-se bem a falta dele no eixo da nossa defesa. Substituído por St. Juste, ficou evidente que a equipa nada ganhou com a troca.

 

Da inoperância de Gyökeres. Raras vezes o melhor artilheiro da Liga 2024/2025 vem mencionado na secção "Não gostei". Desta vez justifica-se por ter sido incapaz de se libertar das marcações: teve sempre dois adversários a condicionar-lhe a manobra, policiando-o com rigor. A chuva copiosa que caiu durante grande parte da partida também nada ajudou as suas habituais arrancadas. Desta vez nem os passes lhe saíram bem. 

Ainda na frente, mas com menor distância

Sporting, 2 - Arouca, 2

transferir.webp

Rui Borges preocupado: mais dois lesionados, outro jogador expulso e um autogolo absurdo

Foto: Rodrigo Antunes / Lusa

 

Há jogos candidatos a ficarem-nos na memória pelos piores motivos, mesmo quando não perdemos. Foi o caso desta recepção ao Arouca, há quatro dias. Prometia ser um desafio de baixo grau de dificuldade frente à equipa classificada em 12.º lugar na Liga 2024/2025. E podia, na verdade, ter sido assim.

Lamentavelmente, complicámos o que é simples. E proporcionámos dois golos de bandeja à turma forasteira, ainda na primeira parte. O primeiro - em lance digno dos "apanhados" - após atraso totalmente disparatado de St. Juste para Rui Silva, que se encontrava fora da baliza. O holandês, sem olhar, despachou um balão que o guarda-redes tentou dominar com os pés mas com tanta inabilidade que acabou por cometer autogolo. Digno de riso, excepto para nós.

Aos 45'+1, novo brinde. Desta vez de Morten, que parecia um jogador inexperiente, cometendo penálti claro em lance de bola parada. Chamado a converter, quatro minutos depois, Henrique Araújo não vacilou.

Assim fomos para o intervalo. A perder 1-2 em Alvalade. E com dois jogadores a menos, ambos lesionados: St. Juste aos 11', Daniel Bragança aos 13'. Ninguém lhes tocou: magoaram-se sozinhos. Infelizmente, a lesão de Daniel é grave: rotura de ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Já não volta esta época.

 

E no entanto até nem estivemos mal a espaços. Com Quenda muito dinâmico do lado esquerdo, criando movimentos de ruptura, e Harder a pressionar muito a saída de bola do Arouca, funcionando como primeiro defesa da equipa. Maxi também acutilante como lateral esquerdo com vocação ofensiva - bem mais do que Fresneda no lado oposto.

A melhor notícia, à partida, era o regresso de Gyökeres. Aparentemente recuperado da fadiga muscular que o afastara da titularidade três jornadas antes. Ainda longe da melhor forma, manteve-se em campo até ao fim. E foi dele a assistência para o nosso golo inicial, aos 17'. Marcador: Harder, num eficaz remate cruzado, sem hipótese para o guarda-redes.

O jovem avançado dinamarquês combinou bem com o sueco lá na frente. Demonstrando a Rui Borges que podem ambos coexistir como titulares. Nenhuma dúvida quanto a isso. 

Mas Harder, neste jogo, foi superior. Ao ponto de podermos elegê-lo sem hesitar como melhor em campo. Marcou e deu a marcar - neste caso aos 74', num passe para o golo de Trincão, que fixou o empate.

 

Soube a pouco? Claro que sim. Resta-nos a consolação de termos visto a equipa muito combativa na meia hora final, quando já estava reduzida a dez por expulsão de Morten aos 62'. Rui Silva redimiu-se do autogolo com três grandes defesas. Maxi, Quenda e João Simões vão melhorando de jogo para jogo. E até houve oportunidade para surgir novo estreante: o médio Alexandre Brito, substituindo precisamente Simões.

Foi também óptimo ver que os adeptos estão com a equipa, o que se tornou visível (e audível) na prolongada ovação que dispensaram aos nossos futebolistas mal soou o apito final.

Prenúncio de novos tempos, cada vez mais favoráveis. É bom saber.

 

Breve análise dos jogadores:

Rui Silva (6) - Merecia nota zero pelo autogolo logo aos 8'. Mas redimiu-se durante o jogo com três grandes defesas aos 40', 58' e 90'+4.

Fresneda (5) - Certinho mas sem brilho nem rasgo, demasiado posicional, arriscando o mínimo em lances de desequilíbrio.

St. Juste (1) - Traiu o guarda-redes atrasando sem olhar em vez de mandar a bola fora. Saiu logo a seguir. É um eterno lesionado.

Gonçalo Inácio (4) - Muito passe transviado, muita falta de confiança. Marcou com os olhos aos 40': a bola foi à trave. Uma sombra do que já foi.

Maxi Araújo (6) - Articulou-se bem com Quenda à esquerda. Grande centro para Harder (90'+4). Ainda se agarra em excesso à bola.

Trincão (7) - Quando tudo parece quase perdido, ele salva a equipa. Voltou a acontecer marcando o segundo aos 74'. Leva 20 jogos seguidos sem parar.

Morten (3) - Irreconhecível. Comete o penálti que daria o segundo golo do Arouca (45'+5). Viu o segundo amarelo aos 62' por falta desnecessária.

João Simões (5) - Vai-se tornando mais influente, sem receio de arriscar no um-para-um. Falta-lhe melhorar a ligação com o ataque.

Quenda (7) - Muito irrequieto à esquerda: grandes centros aos 4', 19' e 36'. Quase marcou aos 42'. Pré-assistência no golo do empate.

Daniel Bragança (2). Tocou dez vezes na bola e sentou-se. Aos 12'. No minuto seguinte teve de sair, com lesão grave. Mais um.

Gyökeres (6) - Enfim, recuperado. Assistiu Harder no primeiro golo, esteve próximo de marcar ele também aos 35', 74' e 90'+2.

Debast (4) - Substituiu St. Juste (11'). Intranquilo, sem confiança, articulando mal com Gonçalo. Sem arriscar na construção com passes à distância.

Harder (8) - Substituiu Daniel (13'). O mais inconformado, em pressão constante. Marcou (17') e deu a marcar (74'). Merece ser titular.

Biel (4) - Entrou aos 85, substituindo Fresneda. Gyökeres ofereceu-lhe golo, mas ele mandou a bola para a bancada (90'+6).

Alexandre Brito (-) - Substituiu João Simões aos 85'. Em estreia na equipa A. Sem tempo para mostrar qualidades nem eventuais defeitos.

Rescaldo do jogo de anteontem

 

 

Não gostei

 

De perder dois pontos em casa. Contra o modesto Arouca, que segue em 12.º no campeonato nacional de futebol. E da forma como perdemos, com aspectos caricatos. 

 

De St. Juste. Exibição calamitosa do central holandês, que parece ter ludibriado a equipa técnica garantido estar apto para a recepção ao Arouca. Não estava, como se viu mal tocou na bola. Sem capacidade física, em vez de se sentar na relva ou atirar para fora, fez um arriscadíssimo passe à retaguarda, em balão, traindo o guarda-redes, que estava adiantado. Rui Borges mandou-o sair de imediato. Dificilmente voltaremos a ver este defesa de 29 anos, com mais ano e meio de contrato, alinhar pelo Sporting. Está novamente lesionado: é quase inacreditável.

 

Do frango de Rui Silva. Cometeu autogolo aos 8', quando St. Juste fez aquele atraso disparatado: estava afastado dos postes, quis deter a bola com o pé mas acabou por tocar-lhe de calcanhar e ela entrou onde não devia. Um lance para os "apanhados", segundo muita gente. Mas sem ponta de graça para nós.

 

Da lesão de Daniel Bragança. Magoou-se sozinho, logo aos 12'. Forçado a sair, amparado. Coisa grave, garante-lhe paragem por vários meses: rotura de ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Que mais nos irá acontecer?

 

De Morten. Noite infeliz do capitão. Nada lhe saiu bem. Cometeu um penálti aos 45'+1, permitindo o segundo golo arouquense - outro oferecido de bandeja no mesmo jogo: Henrique Araújo, emprestado pelo Benfica, converteu o castigo quatro minutos depois. Amarelado nesse lance, o médio dinamarquês fez falta absolutamente desnecessária que lhe valeu o segundo cartão e consequente expulsão, aos 62'. Passámos a jogar só com dez e não contaremos com ele na próxima partida. 

 

Da ausência de Diomande, castigado. Fez falta. Sem ele ao comando, a nossa linha defensiva ressente-se. St. Juste foi um desastre. Debast, que o substituiu, esteve muito nervoso e sem confiança. Gonçalo Inácio, central à esquerda, acumulou passes falhados (5', 15', 24') e limitou-se a marcar com os olhos numa jogada em que a turma forasteira fez a bola embater na trave.

 

De ver Chico Lamba jogar contra nós. Excelente exibição do lateral direito do Arouca, produto da formação leonina. Esteve onze épocas no Sporting, foi internacional júnior e capitão da equipa B, mas acabou transferido por falta de utilização na equipa A, onde apenas calçou uma vez. Saiu cedo de mais. Tem apenas 21 anos e qualidade para integrar o plantel leonino.

 

Do nosso segundo empate seguido. Na ronda anterior tínhamos empatado no Dragão com o FC Porto (1-1), agora aconteceu o mesmo na recepção ao Arouca (2-2). Aproveitou o Benfica para encurtar distâncias: está só a dois pontos.

 

 

Gostei

 

De Harder. Melhor em campo. Ao contrário de vários outros, aparenta excelente forma física. Lutador incansável, fez tudo para conseguirmos os três pontos. Marcou o nosso primeiro golo, num bom remate cruzado aos 17', assistiu no segundo e esteve quase a oferecer o terceiro a Gyökeres aos 90'+2. Deixou bem claro este recado em campo ao treinador: merece ser titular.

 

De Trincão. É o nosso jogador mais utilizado: Rui Borges continua a contar com ele. E é recompensado: depois de ter marcado golos cruciais ao Nacional e ao V. Guimarães, o avançado minhoto voltou a ser muito útil, numa fase do jogo em que muitos adeptos já não acreditavam que fosse possível conseguirmos o empate. Fixou o resultado aos 74', num pontapé forte e cheio de pontaria. Mais um ponto que fica a seu crédito.

 

De Quenda. Muito boa exibição do jovem extremo, o elemento mais desequilibrador do nosso plantel, capaz de criar movimentos de ruptura junto à linha, sobretudo do lado esquerdo. Inicia o segundo golo num desses movimentos e esteve ele próprio quase a marcar, aos 42', num disparo que o guardião do Arouca defendeu com dificuldade.

 

De Gyökeres. Enfim, recuperado. Sem o fulgor que já lhe vimos, mas sem virar cara à luta nem perder de vista a baliza adversária. Foi dele o passe para o golo de Harder. Viu o guarda-redes negar-lhe dois golos com boas defesas aos 35' e aos 74'. Pena ter falhado a emenda à boca da baliza, já no tempo extra: teria sido o 3-2.

 

Da estreia de Alexandre Brito. Médio defensivo, com apenas 19 anos, teve agora oportunidade de se mostrar na equipa principal: entrou aos 85', substituindo João Simões - ainda mais jovem do que ele. Esperemos que não fique por aqui.

 

Das palmas no fim do jogo. Impressionante manifestação de confiança dos adeptos na equipa, apesar de dois pontos terem ficado pelo caminho. Apoio é isto.

 

De continuarmos no comando. Temos o Benfica dois pontos atrás de nós e o FC Porto com menos oito. Faltam 12 jornadas para o fim.

Sinner Juste

sj.jpeg

Tenho estima por St. Juste.

Nota-se que é jogador de grande qualidade, sempre que esteve em forma dentro de campo foi uma mais-valia e, não menos importante, é atleta que sente a camisola e vibra com a equipa.

Uma coisa é certa: no que toca a holandeses, o Sporting sabe contratá-los bem.

Não fosse o rol de lesões e St. Juste poderia muito bem, aos dias de hoje, ser um patrão da nossa defesa, para não falar de convocado habitual da "laranja mecânica", pela qual, aliás, nunca jogou. Infelizmente, a caminho dos 29 anos, tudo indica que a sua carreira ficará aquém do que o seu potencial prometia.

No passado sábado, parece que St. Juste pecou pela falta de sinceridade para com o treinador e colegas. O defesa leonino não estava em condições para alinhar de início na partida e omitiu esse estado, acabando por se prejudicar a si mesmo e, sobretudo, à equipa. 

Uma tontaria de St. Juste, inaceitável para um jogador com a sua maturidade, e que provavelmente terá marcado uma data para o fim da sua história no Sporting.

Irá St. Juste ainda a tempo da redenção?

Quente & frio

 

Gostei muito de Gyökeres, para não variar. Melhor dos nossos na partida de anteontem em Leipzig, frente à equipa local, na sétima ronda da Liga dos Campeões. O craque sueco só entrou aos 55', para prevenir excesso de fadiga muscular. Estávamos a perder 0-1 desde os 19'. Lançado por um colega que também saltou do banco (Daniel Bragança, segundo passe para golo em dois jogos seguidos), o mais extraordinário ponta-de-lança que vi jogar no Sporting em mais de 20 anos recebeu, conduziu, driblou - e marcou. Mostrando a Harder, titular da posição neste desafio, como se faz. É bom que o jovem dinamarquês aprenda com ele.

 

Gostei de alguns desempenhos. Morten parece infatigável: continua como pêndulo do meio-campo e merecia melhor parceria do que a de Debast, que rendeu contra o Rio Ave mas se escondeu contra o Leipzig como médio-centro desacaído para a esquerda, sem capacidade de municiar o nosso ataque nem de perturbar o portador da bola quando a equipa alemã subia. Também apreciei Maxi Araújo, muito combativo e determinado: parece ter agarrado a titularidade como lateral esquerdo, falta-lhe um pouco mais de sangue-frio nos duelos para evitar ser amarelado com excessiva facilidade. Morita, lançado aos 55', trouxe consistência e qualidade de passe ao meio-campo: falta saber se já tem físico para render um jogo inteiro. 

 

Gostei pouco da estreia de Rui Borges na Liga dos Campeões. O anterior técnico do Vitória, invicto em dez partidas da Liga da Conferência ao comando do emblema minhoto, teve agora o primeiro embate na prova milionária: perdeu 1-2. Entre lesionados (agora mais um em Leipzig) e jogadores quase presos por arames, por excesso de utilização, o nosso novo treinador registou a primeira derrota ao serviço do Sporting. Seguramente extraiu lições úteis deste desaire tangencial: em competições europeias o meio-campo interior tem de ser reforçado, os extremos devem ajudar a fechar os corredores em processo defensivo e "segurar o resultado" não equivale a baixar linhas para conceder toda a iniciativa atacante ao adversário. Há sobretudo processos colectivos a rever, designadamente no campo defensivo: o golo que sofremos aos 78', marcado por Poulsen após várias carambolas na nossa defesa sem ninguém conseguir aliviar a bola, é um exemplo do que não pode voltar a acontecer. Estes erros pagam-se caros.

 

Não gostei de vários jogadores nossos. Israel, cada vez mais se confirma, não demonstra categoria para defender a baliza leonina no patamar da Liga dos Campeões: tem responsabilidade no segundo golo sofrido e foi incapaz de transmitir segurança à equipa. Fresneda voltou a revelar lacunas tácticas a defender: falhou a abordagem ao lance no primeiro golo e virou a cara à bola num segundo do Leipzig, que viria a ser anulado por fora-de-jogo milimétrico aos 31'. Geny, em processo defensivo, só marca com os olhos: divide culpas com o espanhol no golo inicial e foi inofensivo a atacar, insistindo na posse estéril da bola e atirando-se para o chão com irritante frequência. Harder tenta muito, mas com pouca habilidade: alguém deve recomendar-lhe que não basta tratar a bola com força se não houver jeito. Trincão perdeu acutilância e atracção pelo golo: não funciona como segundo avançado. Esgaio, lamento dizê-lo, tornou-se uma caricatura de si próprio: bastaria avaliar o seu desempenho no golo que nos custou a derrota, com duas intervenções sucessivas falhadas apenas um minuto após substituir Fresneda, para concluir que não merece integrar o plantel leonino. Finalmente St. Juste voltou a ser St. Juste: após quatro jogos como central ao lado de Diomande, volta a rumar ao estaleiro. Lesionou-se sozinho, aos 27': é pelo menos a oitava lesão do género desde que chegou ao Sporting. Não passa disto.

 

Não gostei nada da escumalha anti-Sporting que se intitula "grupo organizado de adeptos" e serve apenas para lançar lama sobre o clube e acarretar-lhe prejuízos financeiros e reputacionais. Escumalha que se agrega sob as siglas "Juventude Leonina" e "Brigadas Ultra Sporting". Sempre letais ao Sporting, estes energúmenos ficaram confinados numa secção do estádio bem visível e claramente delimitada: não era possível confundi-los com mais ninguém. Mas nem quiseram saber: aos 56' desataram a lançar tochas e petardos e exibiram uma enorme tarja injuriosa para a UEFA, organizadora da Liga dos Campeões. Todos encapuzados, para evitarem ser identificados. Graças a eles, acabamos de sofrer nova sanção disciplinar decretada pela entidade organizadora da Champions: na próxima semana, o sector A14 ficará encerrado na recepção ao Bolonha.  Estas claques já custaram mais de 300 mil euros em multas à SAD leonina: irão tentar o que for possível para que todo o Estádio José Alvalade fique interditado ao público. Merecem as mais implacáveis medidas punitivas: não pode haver qualquer tolerância perante estes actos terroristas, de lesa-desporto. 

Rescaldo do jogo de anteontem

 

Gostei

 

Da vitória contra o Boavista, mesmo tangencial (3-2). Após quatro derrotas consecutivas, duas das quais para o campeonato, João Pereira conseguiu enfim os seus primeiros pontos na Liga 2024/2025. Triunfo arrancado a ferros, em casa, contra o antepenúltimo. Que, afogado em dívidas, está há dois anos proibido de fazer novas contratações. Equipa débil, que mesmo assim conseguiu marcar-nos dois golos nos dois únicos remates enquadrados de que dispôs.

 

De Trincão. De longe o melhor em campo. Grande obreiro destes três pontos tão penosamente alcançados. Bisou a passe de Maxi Araújo (minuto 49) e de Gyökeres (minuto 66). Rematando de primeira para fora do alcance do guarda-redes, no primeiro; protagonizando brilhante rotação que deixou a baliza à mercê do seu pé esquerdo, no segundo. Soma agora seis golos e dez assistências na temporada. Mereceu todos os aplausos que escutou.

 

De Gyökeres. Está ainda longe da excelente forma a que nos habituou, mas um mês depois voltou a marcar um golo em lance corrido (aproveitando brinde do defesa boavisteiro Pedro Gomes, que fez a formação em Alcochete) e fez precioso passe para o remate de Trincão que nos valeu os três pontos. Num jogo em que desperdiçou três oportunidades flagrantes de a meter lá dentro - aos 9', 15' e 31'.

 

De João Simões. Nesta sua segunda partida como titular, consolida-se a impressão de que é mesmo reforço para o depauperado meio-campo leonino. Com apenas 17 anos, revela maturidade precoce, bom sentido posicional e inegável cultura táctica. Melhor do que o emprestado Dário Essugo na mesma posição.

 

De ver Coates assistir ao jogo no camarote da equipa. Deu para sentir saudades. A falta que ele faz na actual defesa caótica do Sporting, em que cada um anda para seu lado, sem voz de comando...

 

Da arbitragem. Bom desempenho de Fábio Veríssimo, bem auxiliado pelo vídeo-árbitro Bruno Esteves.

 

De continuar a ver o Sporting no comando. Estamos com 36 pontos à 14.ª jornada. Agora com mais quatro pontos do que o Benfica e mais cinco do que o FC Porto.

 

 

Não gostei

 

Do nosso descalabro defensivo. Bastou ao Boavista subir duas vezes à nossa área para a meter lá dentro, aos 43' e aos 58'. Com responsabilidades individuais (que começam em Matheus Reis no primeiro golo e Geny no segundo) em ambos os casos, mas também devido à inoperância do nosso sector mais recuado, incapaz de se manter alinhado e de segurar as situações de vantagem até Trincão fixar o 3-2 final. O facto de actuarmos com um inédito trio de centrais (Quaresma, Debast, Matheus) terá contribuído para isto. Por que motivo Diomande ficou no banco e só entrou aos 72'? Mistério. Talvez nem o próprio João Pereira saiba.

 

Dos dois golos sofridos em casa. Há mais de nove meses que não nos acontecia em desafios da Liga. Desde o campeonato anterior, a 3 de Março, contra o Farense. E desde 2006 não víamos o Boavista bisar contra nós num jogo.

 

De Israel. Dilema grave: nenhum dos nossos dois guarda-redes principais é recomendável. Vladan foi incapaz até hoje de fazer uma exibição digna de elogio. O jovem internacional uruguaio tem sérios problemas técnicos e anímicos. Inacreditável, como deixa escapar a bola entre os braços a um remate que Bruno, do Boavista, lhe fez à figura. Será o momento de chamar Callai para finalmente mostrar o que vale no primeiro escalão?

 

De St. Juste. Voltámos a não contar com ele. Uma "síndrome gripal" levou à sua remoção do onze titular: nem no banco se sentou. Está mais que visto: é jogador que passa muito mais tempo fora do que dentro. Candidato inevitável a transferência, talvez já no mercado de Inverno. Não deixará saudades.

 

Do quarto de hora final. Pressão constante do Boavista, com o Sporting encostado às cordas e os nossos jogadores a aliviarem a bola de qualquer maneira, como podiam, à maneira das equipas do fundo da tabela. Neste período até parecia que a turma axadrezada era a grande e o Sporting era a pequenina. 

 

Da equipa técnica. A mesma inoperância, a mesma incapacidade de reacção, a mesma deficiente leitura de jogo, a mesma ausência de ousadia, a mesma incompreensível gestão do esforço dos futebolistas. João Pereira queixa-se de jogar a cada três dias, mas voltou a não esgotar as substituições pelo segundo desafio consecutivo.

 

Do progressivo desinteresse dos adeptos. À 14.ª jornada, registámos o mais baixo número de assistentes no José Alvalade em jogos da Liga da presente temporada: cerca de 34 mil. Quem pode admirar-se?

A taça que o ex-treinador deu a Vítor Bruno, o problema lá atrás (e por que não Eric Dier?)

 

Muito se falou nas últimas semanas da saída do ex-treinador - com aquela mistura de mágoa e saudosismo tão pátria como os pastéis de nata. E, ao nível das televisões e colunas de jornais desportivos, com aquela tão mal fingida compaixão dos lampiões quando sentem o cheiro do "sangue" adversário. 

Eu tenho, confesso, sentido saudades, mas não da dentuça sorridente do ex-treinador. Aquela que nos fazia até perdoar quando se metia num avião à sorrelfa para ir negociar com o West Ham (!!) em vez de se concentrar no campeonato nacional que tinha para ganhar. Tenho sentido saudades sim daqueles que são para mim os dois melhores centrais que passaram pelo Sporting na última década: Mathieu e, sobretudo, Coates.

Comecei, aliás, a sentir saudades logo em agosto, na Supertaça, que o saudoso ex-treinador perdeu de maneira espectacular para o pior Porto de que me lembro, com uma defesa atarantada a consentir 4 (quatro) golos, cada um mais ridículo do que o outro, depois de estar a ganhar por três. Para o treinador do Porto, Vítor Bruno, é bem capaz de vir a ser o único troféu que ganha na carreira. Mas o ex-treinador era bom rapaz, sorria muito, e portanto estava tudo bem.  

Só que não estava. Curiosamente, no último jogo de Amorim para a Liga tivemos novo descalabro na defesa, com a equipa a consentir dois golos a um Braga fraquíssimo (desta vez antes de dar a volta para 2-4). Verdade que a média de golos sofridos entre o Porto e o Braga foi baixa, e a de golos marcados bastante alta.

Com a instabilidade após a saída abrupta do ex-treinador, e evidente efeito anímico nos jogadores, ficou mais ainda à vista o problema que temos lá atrás, sem a inteligência, serenidade e voz de comando de Coates. Os golos sofridos com o Boavista creio que nem os centrais da equipa B sofriam. Moreirense e Brugges idem. Com uma defesa eficaz, a nova equipa técnica teria ganho todos os jogos.

Debast é muito bom a lançar jogo, mas acumula erros posicionais. Quaresma idem. Diomande é excelente no corpo a corpo, mas falta-lhe alguma frieza. Inácio quando em boa forma acrescenta muito, mas tem sido muito inconstante. St. Juste parece receoso do contacto físico, talvez pela questão das lesões. Ou seja, não temos nenhum central completo como era Coates. Nem de perto, nem de longe.

Além disso, acho que nos falta um jogador de meio campo fisicamente muito forte, capaz de destruir jogo adversário (sobretudo quando é preciso segurar um resultado, como foi em Brugge). Alguém com as características do João Palhinha (ou, já agora, de um jogador que acho um erro enorme ter sido emprestado - Dário Essugo). 

Os guarda-redes também não dão qualquer tranquilidade à equipa. Chego a (quase) sentir saudades de Adán. Mais valia apostar no Diego Callai, de quem vi grandes jogos nos sub-23. Esse ao menos poderia tornar-se um GR de topo. Tenho pena, mas parece-me que Israel e Kovacevic nunca passarão de GR medianos. 

Há em Portugal uma tendência para fulanizar as questões. A culpa é de sicrano ou beltrano. Acho que tem a ver com o peso da culpa. Como o sentimos, descarregamos noutro. No futebol, isso é extremado pelas emoções que rodeiam o jogo. O ex-treinador deixa troféus ganhos - o que sempre foi e sempre será normal no Sporting. Mas deixa também os perdidos. E muitos problemas para resolver no plantel.

Talvez fosse melhor concentrarmo-nos também na resolução destes. Eric Dier, que encaixaria como uma luva na nossa defesa, está encostadíssimo em Munique e poderia bem vir terminar a carreira em Alvalade. 

O dia seguinte

Já dizia Napoleão que escolhia os seus generais pela sorte que tinham. E o facto é que a sorte dá imenso trabalho, ou dito de outra forma, quem trabalha muito bem estará sempre próximo de ter sorte.

Rúben Amorim é um treinador com muita sorte. Ninguém diria que ao intervalo, a perder por 2-0 e completamente subjugado pela “ratice “ de Carvalhal, substituía um defesa por outro, e acabaria a ganhar o jogo por 4-2.

Quem não tem sorte nenhuma é a recente coligação entre letais e lampiões, e a tal tasca do candidato dos 7% é disso  testemunho: até reproduziram o artigo do putativo candidato à sucessão do "princepezinho", Diogo Luís, que nos foram enchendo os ouvidos sob a saída imediata de Amorim assim que foi conhecida a sua saída. Depois dos muitos insultos na primeira parte lá tiveram de engolir mais uma vez a pastilha verde e branca.

Nestes quatro jogos que Frederico Varandas impôs ao Man.United estiveram alguns dos maiores feitos com que Amorim vai ser lembrado por muitos e muitos anos no Sporting: o 4-1 ao Man.City e este 4-2 ao Sp.Braga. O que teria acontecido se em vez dele estivesse alguém como o líder espiritual lá dessa tasca? Mais um assalto a Alcochete?

Eu estou-lhe muito agradecido por isso. O coração aguentou, os meus berros hoje chegaram aos vizinhos aqui próximos, o Laphroig tratou do resto.

 

Sobre o jogo, o Sporting entrou em campo a passear superioridade técnica e o adversário agradeceu. Depressa anularam o trio que jogava atrás do sueco: Bragança, Trincão e Pedro Gonçalves, e com isso… não houve sueco. Nem sueco nem remates enquadrados. O que houve foram três contra-ataques que deram dois golos, onde o azar se misturou com erros próprios e com aquele sentido APAF de meter o punhal para agradar aos seus “stakeholders”.

Ao intervalo saiu o tenrinho/azarado Debast e entrou o lesionado crónico St. Juste, o tal que foi passar férias ao seu país nos últimos meses, se calhar até andou na “má-vida” ou nas “coffee-shops”, e foi ele que deu a volta ao texto, fazendo do lado direito com Quenda uma fonte de perigo para o adversário, e cabeceando ao poste no primeiro golo. Só depois vieram os “vikings” dar cabo do adversário.

Foi assim, e muita pena tive de lá não estar.

 

Melhor em campo? St.Juste mudou o jogo. Depois o trio “viking”, o grande capitão Hjulmand, Gyökeres e Harder.

Arbitragem? Marca APAF, quem manda é o árbitro mesmo que sejam asneiras atrás de asneiras, marcando diferente faltas iguais, castigando com cartões quem protesta e marcando golo num lance em que o guarda-redes está no chão depois de ser abalroado por um atacante contrário. Posso admitir que pudesse ser marcado penálti, por falta de Quenda, agora validar o golo com o guarda-redes caído só dá para perceber porque é que estas “estrelas” APAF não valem nada em termos da UEFA/FIFA.

E agora? Obrigado, Amorim, passa bem que nós também. Amanhã vai ser outro dia…

SL

É de mais

sj.jpg

 

Jeremiah St. Juste voltou a lesionar-se ainda antes de começar a época. Pela oitava vez desde que chegou ao Sporting, em Maio de 2022.

Desta vez lesionou-se sozinho, o que também não é caso virgem. Culpa dum pico mal medido e totalmente desnecessário, como se ignorasse as fragilidades do seu corpo, no amigável contra o Sevilha, na terça-feira.

Vale a pena recapitular aqui o historial de lesões deste central holandês de 27 anos que tem vínculo contratual com o Sporting até 2026 e está salvaguardado por uma cláusula de 45 milhões de euros.

Infelizmente, convenço-me de que St. Juste é, no fundo, um lesionado crónico. Quando está apto, revela-se até um defesa acima da média no futebol português. Problema: isso acontece poucas vezes. 

Contas feitas, terá estado até hoje 358 dias sem dar contributo à equipa . 

Com franqueza, perdoem-me o desabafo: tanta lesão já é de mais.

Balanço (6)

st j.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ST. JUSTE:

 

- Vítor Hugo Vieira: «Para mim o melhor trio de centrais neste momento já é St. Juste, Diomande e Inácio.» (12 de Novembro)

- José Navarro de Andrade: «Diomande, Coates, Morita, Hjulmand, Geny, Bragança, St. Juste, Edwards, são um gosto de ver jogar.» (5 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Na defesa temos dois dos jogadores mais valiosos da Liga: Diomande e Inácio. St. Juste estaria no mesmo plano se não fossem as lesões.» (16 de Janeiro)

Eu: «Cumpriu no essencial, faltando-lhe alguns automatismos, como seria de esperar. Mas saiu dos pés dele uma grande abertura que iniciou o nosso golo inaugural. Podia ter feito melhor na cobertura do lance do segundo golo algarvio, mas vê-lo outra vez operacional já é boa notícia.» (4 de Março)

- Pedro Boucherie Mendes: «Os outros, como Matheus Reis, Israel, Esgaio, Geny, St. Juste. Em muitas fases da época, o Sporting foi uma equipa com 15 ou 16 titulares.» (6 de Maio)

A voz do leitor

«Percebo que Amorim e estrutura não queiram deixar cair o jogador [St. Juste]. Investimento avultado e quando joga, o que é um acontecimento raro, demonstra qualidade superlativa. Já tive mais fé que conseguiremos a recuperação a 100% deste jogador, contudo, ainda mantenho alguma. Já recuperámos Coentrão ou Mathieu, que se dizia que vinham com bicho, pelo que poderão repetir a graça. Ao dia de hoje, é um elemento muito pouco fiável. Tenho dúvidas que algum clube oferecesse uma maquia que justificasse ao Sporting desfazer-se do jogador. Valerá mais a pena tentar recuperá-lo e ganhar um defesa central de muita qualidade e torcer para que, se um dia estiver totalmente recuperado e a ter o rendimento elevado que se espera, demonstre gratidão e permaneça no clube face ao assédio dos clubes das melhores ligas europeias.»

 

Salgas, neste meu texto

O dia seguinte

Se os objectivos de ontem eram conquistar os 3 pontos pondo a jogar os prováveis suplentes do próximo dérbi, então foram atingidos na plenitude. Vitória contra o campeão polaco e St.Juste, Bragança, Nuno Santos e Paulinho a terem minutos e os dois primeiros muito bem.

Sobre o jogo, penso que teve três partes. Primeiros 15 minutos onde o Sporting jogou bem, marcou e expulsou um defesa adversário. Uma segunda de mais ou menos uma hora onde o Sporting controlou o adversário circulando a bola a toda a largura do campo, ensaiando movimentos de ruptura, quase sempre mal sucedidos ou proporcionando remates que o guarda-redes adversário soube defender, mas mesmo assim conquistando um penálti que deu o 2-0. Uma terceira que começa de forma caricata: dupla substituição num momento de marcação de livre do adversário, coisa que nunca se deve fazer pela desconcentração e alteração de posicionamentos que acarreta. O livre deu golo do adversário com Bragança a marcar com os olhos o movimento do jogador contrário. Os 20 minutos finais foram penosos: o jovem Tiago não acertou uma, imitando o que Fresneda já estava a fazer, o lado direito ficou uma lástima e os tais suplentes que tinham ficado já estavam sem pilhas.

Felizmente aquilo acabou porque para melhor não ia.

Tarefa concluida, desafio superado, no domingo vê-se o resto.

SL

Balanço (6)

st j.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ST. JUSTE:

 

Eu: «O prometido contributo do holandês mal superou o plano das promessas. O nosso central titular a jogar pela direita tem sido um canhoto, Gonçalo Inácio. E já se fala na necessidade urgente de contratarmos outro destro no mercado de Inverno. Havia uma lacuna antes, mantém-se a lacuna agora.» (3 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Nota positiva para St. Juste, que terá feito o seu melhor jogo pelo Sporting.» (9 de Março)

- CAL: «Seja bem-vindo. Demos pela sua falta e estamos felizes por tê-lo, finalmente, connosco.» (11 de Março)

Luís Lisboa: «O holandês é um defesa assombroso, extremamente veloz e muito efectivo quando sobe no terreno.» (16 de Março)

- Paulo Guilherme Figueiredo: «As contratações de Diomande e St. Juste prometem.» (10 de Abril)

- Vítor Hugo Vieira: «Numa linha de jogadores para não vender já, porque têm margem para valer muito mais, coloco Diomande, Trincão, Arthur Gomes, St. Juste e Fatawu.» (11 de Maio)

Nem parece que sonham com a Champions

Gil Vicente, 0 - Sporting, 0

descarregar.webp

Chermiti: imagem da desolação no estádio de Barcelos onde em Outubro o Varzim nos derrotou

Foto: Estela Silva / EPA

 

O estádio do Gil Vicente tem sido funesto para nós esta época. Em Outubro fomos lá afastados da Taça de Portugal pelo modestíssimo Varzim, do terceiro escalão do futebol nacional e que nem sequer tinha casa condigna para nos receber. Agora, no mesmo local, voltamos a tropeçar - desta vez com um empate a zero que acaba por ter um certo sabor a derrota. Isto porque nos impediu de encurtar distâncias face ao FC Porto (sete pontos acima de nós) e ao Braga (que tem mais cinco).

Atacámos bastante, mas quase sempre mal. A tal ponto que os nossos jogadores caíram oito vezes em situações de fora-de-jogo, estabelecendo um novo recorde na Liga 2022/2023. Dá que pensar...

A defesa apresentou-se sólida, o meio-campo foi aguentando ao ver reposta a parceria Ugarte-Morita. Faltou fazer a diferença na capacidade de decisão lá na frente. Edwards e Pedro Gonçalves, talvez os nossos jogadores com maior talento, foram perdulários. Chermiti, anteontem titular face à ausência de Paulinho por lesão, revelou a imaturidade própria dos seus 18 anos. Mesmo assim, foi dele o lance mais vistoso da partida: podia ter marcado golo de calcanhar, logo aos 10', tendo sido impedido pelo guardião Andrews, melhor jogador em campo.

 

Foi nas alas que o nosso jogo se revelou mais deficiente. O sistema de Rúben Amorim exige laterais projectados no corredor que funcionem como principais municiadores do ataque. Nem Esgaio (à direita) nem Matheus Reis (à esquerda) cumpriram tal função. Tímidos, não arriscaram lances de ruptura. Pecaram por défice ofensivo. Quando avançavam, eram lentos e previsíveis. Ou mediam mal a posição de fora-de-jogo: Edwards (54') e Pedro Gonçalves (60') até meteram a bola lá dentro, mas viram os golos anulados por deslocação.

Rúben Amorim terá pecado na preparação deste embate contra a equipa que há mês e meio derrotou o FC Porto no Dragão. Tinha melhores elementos para o vaivém dos corredores externos: Nuno Santos e Arthur, com bons desempenhos no desafio anterior, em Alvalade, frente ao Santa Clara. Por motivos difíceis de entender, ficaram ambos no banco. E o brasileiro só entrou ao minuto 76, rendendo um Esgaio totalmente desinspirado. Também a quebra (física ou anímica?) de Ugarte se tornou evidente a partir da hora de jogo.

 

Como o zero-a-zero inicial persistisse à entrada do quarto de hora final, o treinador apostou no tudo ou nada: fez três mudanças já muito tardias, quando o tempo útil para desfazer o empate começava a esgotar-se. O coração parecia impor-se à cabeça: só isto explica que Coates tenha transitado de central a ponta-de-lança, ansiando por um chuveirinho milagroso que lhe desse oportunidade para cabecear com êxito.

Azar: os centros passaram a ser rasteiros, o que dificultou ainda mais a missão do capitão uruguaio, policiado com eficácia pela sólida defesa gilista. A desinspiração de Edwards e a falta de nervo de Trincão, incapaz de imprimir o suplemento de ânimo de que a equipa tanto necessitava, contribuíram para que o jogo terminasse como começou. Facto raro: há cerca de dois anos que não registávamos um empate sem golos. 

Também merece registo, pelo insólito, o nosso primeiro canto ter ocorrido só aos 63'. O que serve para confirmar a inoperância ofensiva do Sporting. 

 

Quem sonha com a Liga dos Campeões tem de se bater por ela. Foram poucos os nossos jogadores que demonstraram ter muita vontade para encurtar a distância face às duas equipas situadas imediatamente acima de nós na tabela classificativa. Entre os que remaram contra a maré, destaco St. Juste: exibição irrepreensível. 

Agora aparentemente já livre das lesões que durante meses o apoquentaram, o defesa holandês - que chegou ao Sporting, no Verão passado, com fama de ser o central mais veloz da Europa - foi, nas fileiras leoninas, um dos raros que revelaram inconformismo. Lutando sem nunca baixar os braços até ao minuto final. 

Se todos fossem como ele, o nosso percurso ficava mais fácil.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Muito pouco trabalho. Na única vez em que foi realmente chamado a intervir (52'), revelou reflexos rápidos, como se impunha, neutralizando o ataque gilista.

St. Juste - Muito eficaz a ler o jogo, sem receio dos confrontos individuais, pegou na bola várias vezes e construiu com ela dominada, levando a equipa para a frente.

Coates - Regressado ao onze, o nosso capitão foi decisivo na missão de neutralizar Navarro, o artilheiro da turma de Barcelos. Acabou o jogo com ponta-de-lança improvisado.

Gonçalo Inácio - Está longe da sua melhor forma física. Pelo segundo jogo consecutivo, é substituído ao intervalo. Atento às dobras, faltou-lhe a habitual perícia no passe longo.

Esgaio - O treinador dá-lhe sucessivas oportunidades, mas ele teima em desperdiçá-las. Centrou pouco e mal. Aos 11', atirou à figura: com outro, seria golo. Substituído aos 76'.

Ugarte - Um pouco abaixo do elevado nível médio a que nos tem habituado, o internacional uruguaio protagonizou boas recuperações (26', 44'), mas foi esmorecendo. Saiu aos 76'.

Morita - Foi dele o melhor lance individual do desafio, ao percorrer meio campo com a bola dominada (37'). Passe exímio para Nuno Santos aos 73'. Fatigado, foi rendido aos 85'.

Matheus Reis - Duas missões em campo. No primeiro tempo, demasiado tímido nas incursões como ala esquerdo. Melhorou ao recuar para central, na etapa complementar.

Edwards - Dele espera-se sempre um rasgo de génio para desembrulhar jogos difíceis, como já sucedeu nas competições europeias. Mas desiludiu. Até marcou, mas não valeu.

Pedro Gonçalves - Andou a transitar entre o ataque e o meio-campo, algo errante, sem fazer a diferença. Nem na cobrança de livres, uma das suas especialidades.

Chermiti - Fez de Paulinho, como avançado-centro. Raras vezes a bola lhe chegou em condições. Quando isso acontecia, ele estava deslocado. Ainda tem muito para aprender.

Nuno Santos - Dinamizou o flanco esquerdo ao substituir Gonçalo, no segundo tempo. Destacou-se com um remate forte e bem colocado, aos 73', para defesa difícil de Andrew.

Arthur - Pareceu ter entrado demasiado tarde, quando substituiu Esgaio aos 76'. Mais dinâmico e criativo, procurou soluções no corredor direito. Bons cruzamentos (78' e 83').

Trincão - Entrou por troca com Ugarte. Lançado na ala esquerda do ataque, enquanto Pedro Gonçalves recuava, mostrou-se inofensivo. Um remate à figura e pouco mais.

Tanlongo - Substituiu Morita aos 85'. Troca algo estranha, esta de pôr um médio defensivo quando mais precisávamos de atacar. Amarelado aos 90'+4: precisa de refrear a força.

Pódio: St. Juste, Coates, Adán

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting pelos três diários desportivos:

 

St. Juste: 16

Coates: 15

Adán: 15

Pedro Gonçalves: 14

Nuno Santos: 14

Morita: 14

Edwards: 14

Arthur: 13

Gonçalo Inácio: 13

Esgaio: 13

Ugarte: 12

Chermiti: 12

Matheus Reis: 12

Trincão: 10

Tanlongo: 1

 

A Bola elegeu Pedro Gonçalves como melhor Leão em campo. O Jogo optou por St. Juste. O Record escolheu Coates.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

Do empate do Sporting em Barcelos. Parece sina: derrapámos frente ao Gil Vicente, cumprindo um jogo em atraso, no mesmo estádio onde tínhamos naufragado, em Outubro, frente ao Varzim - do terceiro escalão do futebol português - para a Taça de Portugal. Desta vez, empate a zero. Sem hipótese de recurso a teorias da conspiração: só podemos queixar-nos de nós próprios.

 

Dos golos anulados. A bola entrou duas vezes na baliza gilista. Edwards, aos 54', e Pedro Gonçalves, aos 60', meteram-na lá dentro, mas sem valer. No primeiro caso, detectado pelo vídeo-árbitro Hugo Miguel, Chermiti iniciou o lance em fora-de-jogo. No segundo, a deslocação era tão evidente que nem necessitou de linhas virtuais - o próprio Pedro percebeu que estava adiantado face ao penúltimo defensor.

 

Da atitude. Num desafio de quase tudo-ou-nada, que podia ditar (ou não) o acesso do Sporting às receitas da liga milionária, foi inaceitável aquele ritmo pausado, aquela falta de fibra, aqueles passes atrasados, aquela incapacidade de ganhar segundas bolas - e até de conquistar cantos, pois o primeiro só aconteceu aos 63'. Perante um Gil Vicente que cumpriu o seu plano de jogo com eficácia mas também com fragilidades que fomos incapazes de aproveitar. 

 

Da desconcentração. Como é possível os nossos jogadores serem oito vezes apanhados em posição irregular? Isto só se explica por lapsos de concentração competitiva, ainda mais imperdoáveis por se tratar de um desafio que nos poderia deixar apenas a três pontos do Braga - e em vantagem competitiva com a turma minhota. Nem pareciam estar em campo os mesmos que esta época já derrotaram o Tottenham na Liga dos Campeões e eliminaram o Arsenal da Liga Europa. Só sentirão verdadeira motivação quando enfrentam adversários de renome no futebol europeu? Nem quero acreditar.

 

Do treinador. Rúben Amorim pecou a dois tempos. Desde logo, ao escolher o onze titular: para quê promover o regresso de Esgaio e apostar em Matheus Reis como alas se Arthur e Nuno Santos tinham estado tão bem na partida anterior, frente ao Santa Clara? Esgaio, como sabemos, é incapaz de driblar, cruza de modo inofensivo e tem péssima relação com a baliza. Matheus, sempre de nervos à flor da pele, cumpriu no plano defensivo mas é claramente inferior no capítulo ofensivo. Rúben também demorou demasiado a mexer na equipa, exceptuando a troca de Gonçalo Inácio por Nuno Santos ao intervalo. Só aos 76' decidiu que era preciso alterar alguma coisa, quando era evidente para todos que o cenário de vitória ia ficando cada vez mais longe.

 

De Chermiti. Esteve quase a marcar um golo com "nota artística", de calcanhar, agora que andam na moda as candidaturas ao Prémio Puskás. Foi aos 10': se entrasse, toda a história deste Gil Vicente-Sporting seria bem diferente. Faria bem o jovem dianteiro em deixar-se de malabarismos e a dedicar-se a praticar um futebol objectivo e sempre de olhos nas redes adversárias, pensando menos nos memes das redes sociais e nas manchetes da imprensa do dia seguinte. E também a estar mais atento à linha do fora-de-jogo, como compete a qualquer avançado.

 

De Edwards. É um dos nossos melhores jogadores, mas por vezes desliga o interruptor e torna-se mero espectador. Ontem foi facilmente anulado pela defesa minhota, o que pareceu desmoralizá-lo. Ia tentando, de modo intermitente, mas faltava-lhe sempre o ângulo certo para o remate de pé esquerdo ou a floresta de pernas à sua frente inviabilizava a trajectória da bola rumo à baliza. Esteve em dia não.

 

De Trincão. Desperdiçou outra oportunidade. O facto de ter ficado fora do onze inicial já significa que vem perdendo a confiança do treinador. Ter entrado só no quarto-de-hora final foi outro indício. A verdade é que acabou por ser uma substituição inútil: pareceu ter entrado já cansado e não tardou a ser engolido pela muralha gilista. O melhor que fez foi um remate frouxo, à figura do guarda-redes Andrew.

 

De voltar a ver Coates como ponta-de-lança improvisado. Sinal de desespero evidente nos minutos finais: funcionou há duas épocas, quando a estrelinha brilhava e nos sagrámos campeões, mas o nosso capitão deixou de ser "arma secreta": todas as defesas adversárias conseguem anulá-lo com facilidade. O melhor é pensarmos num reforço a sério para esta posição e não continuarmos a recorrer ao improviso.

 

Da classificação. Seguimos em quarto lugar, vendo o Braga com mais cinco pontos, o FC Porto com mais sete e o Benfica à distância estratosférica de 17 pontos. Há cada vez menos tempo e menos espaço de recuperação, quando só faltam oito jornadas. O melhor a que ainda podemos aspirar, realisticamente, é ao último posto do pódio. 

 

 

Gostei

 

De não termos sofrido golos. Sexto jogo seguido com a nossa baliza invicta e dez jogos consecutivos sem derrotas - um recorde na era Amorim. Sinal de que os lapsos defensivos, apontados como o nosso principal problema no início desta época, já terão sido superados. 

 

De St. Juste. Em nítido contraste com a apatia que se apoderou de alguns dos seus colegas, o central holandês fez sempre a diferença pela positiva, empurrando a equipa para a frente e protagonizando ele próprio o início de prometedores lances de ataque. No último minuto, viu o cartão amarelo por estar inconformado com aquela pasmaceira, com o empate nulo e a perda de mais dois pontos. Melhor Leão em campo. 

 

Do Gil Vicente. Boa réplica da equipa minhota, que há mês e meio venceu o FC Porto no Dragão. Merece elogio.

 

Do árbitro. Nuno Almeida dirigiu a partida com critério largo, à inglesa, sem interromper a todo o momento nem tentar roubar protagonismo aos jogadores. Nenhum erro relevante a apontar-lhe.

 

Do apoio incessante dos adeptos. Mesmo a jogarmos fora, e sem um futebol entusiasmante, nunca faltou aos nossos jogadores o incentivo das bancadas. Do princípio ao fim. 

O dia seguinte

Foi mesmo uma grande noite do Sporting em Londres, que deixou pelo caminho mais do que justamente o lider da Premier League. E se havia alguém que merecia isso, chama-se Rúben Amorim. O melhor treinador do Sporting desde há muitos, muitos, muitos anos.

Com Diomande a fazer excelentemente o papel de Coates, com um 3-4-3 muito bem equilibrado defensiva e ofensivamente, o Sporting foi superior ao Arsenal durante os 90 minutos. Recuperámos a desvantagem criada por um lance infeliz de Esgaio num lance genial de Pote (um daqueles que marcam a carreira dum jogador, quando for velhinho ainda vai ter toda a gente a lembrá-lo daquele golo que marcou em Londres contra o Arsenal), e apenas a noite muito infeliz de Edwards fez com que a eliminatória não ficasse resolvida. Depois veio o prolongamento, o cansaço começou a imperar, os que entraram não fizeram esquecer os titulares, e foi mesmo preciso um grande Adán para nos levar aos penáltis.

E nos penáltis foi o mesmo Adán que defendeu um enquanto St. Juste, Esgaio, Inácio, Arthur e Nuno Santos não falharam.

 

Hoje estiveram em campo St. Juste, Diomande, Trincão, Chermiti, Arthur e Tanlongo, todos novidades de Amorim para esta época. Foram eles, com os outros "mais antigos" na A, que construíram esta grande vitória. E se alguns foram muitas vezes menosprezados internamente, hoje todos temos de perceber que existe um scouting que selecciona, um Amorim que escolhe, e um presidente que "banca" as escolhas e não se arma em iluminado. Só assim existem decisões difíceis que se revelam fantásticas. Como fantástica foi a contratação do próprio Amorim.

Quando falo em aquisições fantásticas falo em St. Juste e Diomande. O holandês é um defesa assombroso, extremamente veloz e muito efectivo quando sobe no terreno, pena só ter podido chutar com o pé que tinha mais à mão. Diomande é um colosso no centro da defesa. De repente com esses dois, Inácio, Coates e Matheus Reis, ficámos com uma super-defesa. Quem diria pelo que foi o a primeira metade da temporada...

 

Dos outros destaco Esgaio, que depois dum lance infeliz que custou o golo contrário, soube reencontrar-se e fazer um resto de jogo em grande, penálti incluido; Ugarte, que mais uma vez foi um leão indomável em campo; e o genial Pote, mais uma vez fora da sua posição, numa missão de grande sacrifício e que mesmo assim marcou o golo da sua vida. Também Adán, que merecia uma noite assim.

Grande vitória de Rúben Amorim, que continua a pôr os olhos no chão e a não olhar para os penáltis. Onde estão hoje aqueles exigentes da treta que andaram a acenar os lenços em Alvalade? 

E agora? Há festejar, depois treinar, pois há que ganhar ao Santa Clara e ao Gil Vicente, quando o campeonato recomeçar. E logo se vê o resto.

Sporting, Sporting, Sporting !!!!

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória !!!

Isto é o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

{ Blogue fundado em 2012. }

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2024
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2023
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2022
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2021
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2020
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2019
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2018
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2017
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2016
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2015
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2014
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2013
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2012
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D