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És a nossa Fé!

O pai, o pesa-almas e o Sporting

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Assisti a tanta conferência de imprensa, a tantas falas, de malta do futebol, escritas pelo mesmo guionista, que só me ocorre; "hoje chorou muito, amanhã pode ser melhor".

Chorar faz parte de ser sportinguista, ser resistente (odeio os neologismos; resiliente, proactivo e outras importações manhosas para a nossa Língua), ser esforçado, ser dedicado e acima de tudo ter esperança, é a essência do sportinguismo.

Texto completo: neste encruzilhamento

Textos relacionados: este do Francisco, este do José, este meu (principalmente os comentários) e este, delituoso.

Correu tudo bem, felizmente.

Comovente…

… ler este comentário do leitor Manuel Parreira, num texto da CAL, a quem peço desculpa por o republicar.

 

«Olhe CAL, sou Sportinguista desde que me conheço, meu pai foi Sportinguista, meu irmão e irmã também são sportinguistas, minhas filhas, (Anna e Nancy) nasceram aqui na Califórnia e gostem quando lhes digo que o Sporting ganhou e o mesmo acontece com meus netos (Kayla, 18, Kelsey, 16 Addisyn 11 e Linkin 9. Quando Nancy visitou Portugal lá foi com seu marido ver o estádio de seu pai e sogro e a loja verde aonde me comprou muitas e muitas coisas enfim....

A minha história do nosso amor, é curta e não é lá muito agradável; sou dos Açores aonde vivi até vir para a Califórnia em 1970, mas em 1966 fui para o serviço militar e tive a sorte de ir para Coimbra tirar a especialidade de enfermeiro (sim sorte porque alguns colegas meus foram para o ultramar e lá ficaram) indo estagiar no hospital da estrela.

Mas afinal o que tem isto a ver com o Sporting? É que estando eu no hospital da estrela, o dinheiro não abundava mas, quando jogava o Sporting, no velhinho Estádio de Alvalade e se não estivesse de serviço, lá ia eu a caminho de Alvalade, vi vários jogos, vi Benfica 3 Porto 1, Belenenses 1 Sporting 1 e em Alvalade vi vários jogos, nunca vi o Sporting perder, mas também nunca vi o Sporting ganhar, fui de volta para os Açores com este nó na garganta.

Depois voltei numa excursão em junho de 2008, no dia 10 de junho foi o dia da minha chegada a Lisboa e depois de comer um bacalhau de cebolada, escusado será dizer que com vários amigos lá fomos visitar o novo Alvalade, falo/escrevo isto sempre com muita emoção, tive pena de não haver jogos e nunca mais houve outra oportunidade.

Esta é a história da minha relação com o Sporting, obrigado por me “obrigar” a lembrar-me um tempo maravilhoso que passei em Lisboa.

Um beijinho muito carinhoso e viva o Sporting.»

Amar o Sporting

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Amar o Sporting é cultivar alguns dos valores que mais prezo. Ser fiel às origens, às tradições, à devoção clubística – antónimo de clubite. Praticar a lealdade em campo e fora dele, rejeitando golpes baixos. Gostar muito de vencer, sim – mas sem batota. Recusar ódios tribais a pretexto da glória desportiva. Nunca confundir um adversário com um inimigo, sabendo de antemão que o futebol (só para invocar o desporto que entre nós mobiliza mais paixões) é a coisa mais importante das coisas menos importantes, como Jorge Valdano nos ensinou.

 

Amo o Sporting pela marca inconfundível do seu ecletismo.

Os meus primeiros heróis leoninos, ainda em criança, eram Leões de corpo inteiro sem jogarem futebol. Foi o Joaquim Agostinho a brilhar nos Alpes e a vencer etapas na Volta à França depois de ter sido o maior campeão de ciclismo de todos os tempos em Portugal. Foi o António Livramento, artista exímio com um stick nas mãos, campeão europeu de verde e branco, além de campeão mundial a nível de selecções. Foi o Carlos Lopes, recordista absoluto do corta-mato europeu, brioso herói da estrada, medalha de prata nos 10 mil metros em Montreal, primeiro português a subir ao pódio olímpico, de ouro ao peito, naquela inesquecível maratona de 1984 em Los Angeles.

Amar o Sporting é abraçar o universalismo que fez este nosso centenário clube transbordar os limites físicos do País e galgar fronteiras. Conheci fervorosos sportinguistas nas mais diversas paragens do planeta. Nos confins de Timor, no bulício de Macau, na placidez de Goa – lá estão, com a nossa marca inconfundível, sedes leoninas que funcionam como agregador social naqueles países e territórios, assumindo em simultâneo uma ligação perene a este recanto mais ocidental da Europa.

 

Amar o Sporting é cultivar a tenacidade de quem nos soube ensinar, de legado em legado, que nunca se vira a cara à luta.

João Azevedo a jogar lesionado entre os postes, só com um braço disponível, enfrentando o Benfica num dos clássicos cuja memória perdurou através das gerações. Fernando Mendes, um dos esteios do onze que conquistou a Taça das Taças em 1964, alvo de uma lesão no ano seguinte que o afastou para a prática do futebol, mas capaz de conduzir a equipa, já como treinador, ao título de 1980. Francis Obikwelu, nigeriano naturalizado português e brioso atleta leonino que saltou da construção civil onde modestamente ganhava a vida para o ouro nas pistas europeias em 2002, 2006 e 2011.

Campeões com talento, campeões com garra, campeões inquebrantáveis – mas também campeões humildes, conscientes de que nenhum homem é uma ilha e um desportista, por mais aplausos momentâneos que suscite, é apenas uma parcela de um vasto arquipélago já existente quando surgiu e destinado a perdurar muito para além dele. Na Academia de Alcochete, no Estádio José Alvalade, no Pavilhão João Rocha, somos conscientes disto: ninguém ganha sozinho. Antes de Cristiano Ronaldo havia um Aurélio Pereira, antes de Livramento havia um Torcato Ferreira, antes de Carlos Lopes havia um Mário Moniz Pereira.

 

O desporto com a genuína marca leonina não cava trincheiras: estende pontes, transmitindo a pedagogia da tolerância e cultivando a convivência entre mulheres e homens de diferentes culturas, ideologias, crenças e gerações.

É também por isto que amo o Sporting: fez-me sempre descobrir mais pontes que trincheiras. O que assume relevância não apenas no desporto: é igualmente uma singular lição de vida.

 

Publicado originalmente no blogue Castigo Máximo, por amável convite do Pedro Azevedo.

Fazer a diferença

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Há muito que a expressão "Ser Sportinguista é ser diferente" não nos enche com o orgulho que era hábito. Mas não é por isso que não se deve fazer a diferença.

Todos sabemos que a época não está a ser excepcional mas há talento no plantel e sapiência na cabeça de Silas para dar a volta e acabar por cima. Tudo isso pode ser capitalizado com o apoio dos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal. Com o José de Alvalade cheio E A APOIAR será sempre mais fácil lutar pela vitória.

Na próxima quinta-feira, o Sporting faz o decisivo jogo contra o PSV em Alvalade. Ganhando, apura-se imediatamente para a fase seguinte da Liga Europa. Preferem ser dos que estão a torcer para que as coisas corram mal ou estar lá, de pulmões cheios, a fazer a diferença pela positiva? É fácil ajudar, basta comprar o bilhete e apoiar o Clube que dizemos ser "O Nosso Grande Amor".

Espectáculos

A enorme massa adepta do Sporting está sedenta de bons espectáculos de futebol, dentro e fora das quatro linhas. O que se assiste neste início de época é triste e inenarrável.

Não queremos folhetins, não queremos novelas, não queremos justificações. Queremos bons espectáculos, queremos alegrias!

Queremos, tal como na música, «uma equipa fantástica» de jogadores, técnicos e dirigentes, porque este clube «é(s) a nossa fé». A “fé” que alimenta uma enorme massa adepta.

Queremos competência para que possamos todos em uníssono gritar:

 

«Força Sporting allez!!»

A camisola

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Não vamos facilitar nem baixar a guarda.
Somos totalmente insuspeitos, pois da nossa parte nunca faltou a esta Direcção o apoio nos momentos mais difíceis.
E - permitam-me sublinhar isto, sem falsas modéstias - não é um apoio qualquer: este é um dos blogues com mais seguidores no universo leonino. Sem sombra de dúvida.

Não nos peçam é aplausos quando somos derrotados por um conjunto do terceiro escalão suíço, não-profissional. 
Há limites que não devem ser transpostos, mesmo num jogo de preparação inserido na pré-temporada. Quem enverga a camisola do Sporting deve ter consciência plena de que está a defender o bom nome do clube a nível internacional, até muito para além das fronteiras do futebol.

Palavra à direção

Consumada a expulsão, é imperativo que se faça uma leitura dos números. Entre os quarenta porcento de sócios (esqueçamos os votos por agora) que votaram o perdão de Bruno de Carvalho temos várias motivações. Neste exercício irei aplicar "etiquetas" aos grupos mas, por favor, não entendam como uma categorização. É apenas para tentar resumir as características.

Os Leais - Aqueles que foram aparecendo à volta de Bruno de Carvalho após a destituição. Saíram alguns e entraram outros mas é um grupo relativamente sólido e estável. Vêem em Bruno de Carvalho ainda potencial para voltar a ser presidente e tendem a recusar qualquer outra figura "alpha".

Os Anti-Poder - Pessoas que não estão confortáveis com quem quer que esteja na direção do Sporting a não ser que sejam os seus pares. O seu voto é maioritariamente de protesto.

Os Gratos - Pessoas que reconhecem o que de bom foi feito pela direção liderada por Bruno de Carvalho e que, apesar de não o quererem de novo como presidente, acham injusto que seja expulso de sócio. São votantes das mais variadas listas.

A existência de várias linhas de pensamento é salutar, principalmente num clube com mais de centro e treze anos de vida. Mas é também importante que, após aquilo que queira-se ou não foi um marco na História do Sporting, a direção comece a olhar para os mais variados tipos de sportinguistas e seja capaz de passar uma mensagem que cative. Não é preciso agregar de forma demagógica e/ou totalitária. É preciso é que a nação leonina olhe para o clube e pense "mesmo que não concorde a 100%, é aqui que eu pertenço".

Tem a palavra a direção.

Sporting omnipresente!

Numa aldeia remota numa das mais belas ilhas do arquipélago dos Açores, onde se chega com alguma dificuldade encontrei a prova de que o Sporting está em todo o lado.

Falo da Fajã das Almas na Ilha de S. Jorge, onde, curiosamente, encontrei o maior número de lagartos vivos nas paredes que ladeavam a estrada muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito íngreme.

E no café local achei esta prova.

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Sempre

Às vezes perguntam-me qual é o segredo para o sucesso duradouro deste blogue, que desde Janeiro de 2012 se tornou uma realidade incontornável, não apenas entre os adeptos do Sporting mas para quem gosta de futebol de maneira geral. Sucesso que os números confirmam: no último ano registámos mais de dois milhões de visualizações.

 

Respondo: é escrever sempre. Não aparecer apenas quando a situação é festiva ou quando há uma crise muito grave no clube. O segredo é estar presente - nas rotinas, no ritmo quotidiano, nos dias aparentemente sem notícias, nas horas boas como nas horas más.

 

Amar o Sporting é isto também.

Um Só Clube

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Enquanto as horas não passam e a bola não começa a rolar no Jamor, chamo-vos a atenção para o evento "Um só Clube" que reuniu técnicos, jogadores e estrutura das diferentes modalidades do Sporting, no qual participei dado que sou praticante e sócio fundador duma delas. Com a bancada central quase cheia, com muita juventude, vi por lá os craques do andebol e do hóquei (o futsal ia jogar a seguir), foi tocante ouvir as histórias de vida de Francis Obikwelu e Neide Gomes, e receber por alguns minutos e dar uma grande manifestação de confiança e de apoio incondicional àqueles que daqui a pouco irão estar no Jamor a tentar vingar a vergonha do ano passado. Com a equipa de futebol também nas bancadas, foi passado um vídeo emocionante com o lema "Até ao fim" e que está na página principal do site do Sporting.

A mensagem principal que retive é que este é o Sporting eclético, do futebol e das modalidades, um só Clube no estádio e no pavilhão, com muitas histórias para contar e muitos heróis de bastidores para relembrar. O palco é para quem defende no terreno e no banco as camisolas do clube, os ídolos disputam competições e ganham títulos, estrutura e direcção está lá para servir o Sporting e dar as melhores condições para que os triunfos aconteçam.

Não percam o vídeo, vale a pena.

Até ao fim !!! Mais logo, se Deus quiser, vamos sair do Jamor com a Taça !!!

SL

Paz à sua alma!

A familia sportinguista fica mais pobre.

Faleceu hoje, aos 98 anos, João Salvador Marques, ex-atleta e dirigente do nosso clube e sócio numero 1 do Sporting Clube de Portugal.

Acho que posso falar por todos os meus colegas de blog neste post e deixar uma sentida mensagem de condolências à familia e amigos deste nosso grande associado. Que descanse em paz!

Orgulho de todos nós

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Ser do Sporting é, desde logo, um estado de espírito. Próprio de quem é incapaz de ganhar a todo o preço, de quem gosta de jogar limpo, de quem jamais confunde um adversário com um inimigo.

 

Alguns apontam-nos, com um desdém que mal oculta a inveja, como um clube ligado à nobreza. Não se equivocam: há, de facto, uma atitude nobre que caracteriza o adepto sportinguista, a quem repugnam a batota, o golpe baixo, o desrespeito das regras, a desconsideração pelos mais fracos.

 

O sportinguista de gema não apoia só quando a equipa está na mó de cima: está sempre com ela. Mesmo quando resmunga, mesmo quando barafusta, mesmo quando sente que se aproxima do fim outra época que será desprovida dos troféus mais cobiçados. Porque a nossa convicção clubística não depende da alternância ciclotímica das exibições nos relvados: é muito mais sólida do que a de outros, useiros e vezeiros em ausentar-se quando os triunfos escasseiam.

 

Se a nobreza norteia a nossa maneira de estar no desporto, isto não invalida que o Sporting Clube de Portugal seja um clube genuinamente popular, com milhões de adeptos espalhados pelo território nacional – no continente e nas ilhas – e nos mais diversos países estrangeiros, em todos os continentes. Falo do que vi, ao longo dos anos, ao visitar ou frequentar as sedes do Sporting Clube de Goa, do Sporting Clube de Macau e do Sporting Clube de Timor. Gente simples, pessoas de poucas posses, os chamados cidadãos comuns.

 

Do povo autêntico vieram quase todos os ídolos leoninos. Esse magnífico Carlos Lopes das grandes passadas, que assombrou o mundo ao tornar-se o primeiro herói olímpico português, arrebatando o ouro da maratona em Los Angeles – um príncipe das pistas que iniciou a carreira profissional, ainda muito jovem, como simples serralheiro em Vildemoinhos (Viseu). Tal como esse outro desportista de vontade indómita a quem chamávamos rei do pedal – o saudoso Joaquim Agostinho, único compatriota nosso que até hoje subiu, por duas vezes, ao pódio da Volta à França. Não podia ser um sportinguista mais convicto. Não podia ter origens mais humildes – oriundo da aldeia de Brejenjas, em Torres Vedras.

 

Ser do Sporting é ser um pouco de tudo isto. Local e universal. Aristocrata e popular. Intrinsecamente português, mas com a largueza de vistas própria de um cidadão do mundo. Fiel ao emblema nas horas felizes e nos momentos amargos. Ter ânimo de vitória com a noção clara de que nunca deve valer tudo para vencer. Motivo de orgulho para mim e para ti, que me lês. Motivo de orgulho para todos nós.

 

Texto meu, publicado no blogue Tribuna Leonina

Coração de Leão!

Quem por aqui vai passando deve ter-se apercebido de que o meu pai está doente, originando que fosse sujeito a uma cirurgia ao coração.

A coisa era para ter acontecido na semana passada, mas a descoberta de algumas complicações, nomeadamente uma anemia crónica, levou a adiar a intervenção.

Mas a situação compôs-se durante a semana e ontem ao fim do dia o Leão mais idoso da família deu entrada na mesa de operações.

Já passavam das dez e meia da noite quando o cirurgião responsável surgiu na sala de espera e comunicou que tudo havida corrido muito bem e que o doente estava agora na Unidade dos Cuidados Intensivos (UCI).

Ainda o vi ontem, todavia estava ainda inconsciente e todo entubado. Tal como hoje de manhã.

Aquilo era uma parafernália de equipamentos, monitores e tubos. Sinceramente, meteu-me alguma impressão. O médico cardiologista, primeiro responsável pela decisão da necessidade da cirurgia, dizia-me a certa altura:

- Isto faz impressão para vós, mas para nós o doente está óptimo e estabilizado.

Da parte da tarde regressei ao hospital e encontrei o meu pai ainda na UCI, mas já sentado num cadeirão. Todavia a panóplia de equipamentos e tubos mantinha-se.

A determinada altura olhei fixamente para um dos monitores e vi algo parecido com um coração de tamanho muito pequeno, a piscar. Ao lado uns números e umas linhas que subiam e desciam. Percebi que correspondia à frequência do coração.

Fiquei claramente descansado! Conforme podem reparar na foto infra, mesmo depois da cirurgia o coração do meu pai continua a ser verde!

coracao_verde.jpg

Nota final:

Quero agradecer de forma emocionada e sincera a todos quantos desejaram as melhoras do meu pai. Bem-hajam!

{ Blog fundado em 2012. }

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