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És a nossa Fé!

Paz à sua alma!

A familia sportinguista fica mais pobre.

Faleceu hoje, aos 98 anos, João Salvador Marques, ex-atleta e dirigente do nosso clube e sócio numero 1 do Sporting Clube de Portugal.

Acho que posso falar por todos os meus colegas de blog neste post e deixar uma sentida mensagem de condolências à familia e amigos deste nosso grande associado. Que descanse em paz!

Orgulho de todos nós

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Ser do Sporting é, desde logo, um estado de espírito. Próprio de quem é incapaz de ganhar a todo o preço, de quem gosta de jogar limpo, de quem jamais confunde um adversário com um inimigo.

 

Alguns apontam-nos, com um desdém que mal oculta a inveja, como um clube ligado à nobreza. Não se equivocam: há, de facto, uma atitude nobre que caracteriza o adepto sportinguista, a quem repugnam a batota, o golpe baixo, o desrespeito das regras, a desconsideração pelos mais fracos.

 

O sportinguista de gema não apoia só quando a equipa está na mó de cima: está sempre com ela. Mesmo quando resmunga, mesmo quando barafusta, mesmo quando sente que se aproxima do fim outra época que será desprovida dos troféus mais cobiçados. Porque a nossa convicção clubística não depende da alternância ciclotímica das exibições nos relvados: é muito mais sólida do que a de outros, useiros e vezeiros em ausentar-se quando os triunfos escasseiam.

 

Se a nobreza norteia a nossa maneira de estar no desporto, isto não invalida que o Sporting Clube de Portugal seja um clube genuinamente popular, com milhões de adeptos espalhados pelo território nacional – no continente e nas ilhas – e nos mais diversos países estrangeiros, em todos os continentes. Falo do que vi, ao longo dos anos, ao visitar ou frequentar as sedes do Sporting Clube de Goa, do Sporting Clube de Macau e do Sporting Clube de Timor. Gente simples, pessoas de poucas posses, os chamados cidadãos comuns.

 

Do povo autêntico vieram quase todos os ídolos leoninos. Esse magnífico Carlos Lopes das grandes passadas, que assombrou o mundo ao tornar-se o primeiro herói olímpico português, arrebatando o ouro da maratona em Los Angeles – um príncipe das pistas que iniciou a carreira profissional, ainda muito jovem, como simples serralheiro em Vildemoinhos (Viseu). Tal como esse outro desportista de vontade indómita a quem chamávamos rei do pedal – o saudoso Joaquim Agostinho, único compatriota nosso que até hoje subiu, por duas vezes, ao pódio da Volta à França. Não podia ser um sportinguista mais convicto. Não podia ter origens mais humildes – oriundo da aldeia de Brejenjas, em Torres Vedras.

 

Ser do Sporting é ser um pouco de tudo isto. Local e universal. Aristocrata e popular. Intrinsecamente português, mas com a largueza de vistas própria de um cidadão do mundo. Fiel ao emblema nas horas felizes e nos momentos amargos. Ter ânimo de vitória com a noção clara de que nunca deve valer tudo para vencer. Motivo de orgulho para mim e para ti, que me lês. Motivo de orgulho para todos nós.

 

Texto meu, publicado no blogue Tribuna Leonina

Coração de Leão!

Quem por aqui vai passando deve ter-se apercebido de que o meu pai está doente, originando que fosse sujeito a uma cirurgia ao coração.

A coisa era para ter acontecido na semana passada, mas a descoberta de algumas complicações, nomeadamente uma anemia crónica, levou a adiar a intervenção.

Mas a situação compôs-se durante a semana e ontem ao fim do dia o Leão mais idoso da família deu entrada na mesa de operações.

Já passavam das dez e meia da noite quando o cirurgião responsável surgiu na sala de espera e comunicou que tudo havida corrido muito bem e que o doente estava agora na Unidade dos Cuidados Intensivos (UCI).

Ainda o vi ontem, todavia estava ainda inconsciente e todo entubado. Tal como hoje de manhã.

Aquilo era uma parafernália de equipamentos, monitores e tubos. Sinceramente, meteu-me alguma impressão. O médico cardiologista, primeiro responsável pela decisão da necessidade da cirurgia, dizia-me a certa altura:

- Isto faz impressão para vós, mas para nós o doente está óptimo e estabilizado.

Da parte da tarde regressei ao hospital e encontrei o meu pai ainda na UCI, mas já sentado num cadeirão. Todavia a panóplia de equipamentos e tubos mantinha-se.

A determinada altura olhei fixamente para um dos monitores e vi algo parecido com um coração de tamanho muito pequeno, a piscar. Ao lado uns números e umas linhas que subiam e desciam. Percebi que correspondia à frequência do coração.

Fiquei claramente descansado! Conforme podem reparar na foto infra, mesmo depois da cirurgia o coração do meu pai continua a ser verde!

coracao_verde.jpg

Nota final:

Quero agradecer de forma emocionada e sincera a todos quantos desejaram as melhoras do meu pai. Bem-hajam!

O (simples) dia de ontem!

Saí de casa apressado para chegar a tempo ao pavilhão João Rocha. A tarde estava cálida, mas nas ruas ao redor de Alvalade havia já muito movimento de sportinguistas. Os pontos de encontro quantas vezes personalizados nas roulotes das bifanas e imperiais, ainda assim apresentavam pouca clientela.

Todavia à volta do pavilhão havia já fila para entrar. O jogo da Liga dos Campeões de Andebol estava previsto para as 18 e 30. Quando entrei já o recinto estava bem composto, plasmado nos quase 2500 adeptos.

Não obstante a equipa de andebol ter jogado muuuuuuuito abaixo do que seria esperado e desejável, o público presente não regateou apoio. Foi a minha primeira vez no pavilhão, não obstante ter também contribuído para a sua construção, e senti-me completamente arrebatado por aquele público entusiasta. Faltou a vitória para ser perfeito!

Um espaço que pode levar 3000 pessoas na sua lotação completa, levou-me a imaginar como será, ao vivo, o ambiente num qualquer pavilhão nos Estados Unidos, que levam muito acima das 10 mil assistentes.

Após o andebol foi a vez do futebol. Uma “sandocha” e a inevitável imperial, para tapar a fome, e nova correria para o estádio. Desta vez para assistir a uma bela vitória contra o Marítimo.

E das duas uma: ou eu não percebo nada de futebol (o que deve estar mais próximo da verdade!!!) ou este terá sido o melhor jogo que vi esta época em Alvalade? Pelo menos a mim pareceu-me…

Enfim ontem recarreguei as minhas baterias do espírito sportinguista. Confesso que estava mesmo a precisar!

A gente lê-se por aí!

PS - Fica o filme da grande penalidade visto do meu lugar.

 

 

Como vivi o jogo de hoje

Tenho uma doença incurável. Sou Sportinguista até à bactéria mais pequena do meu corpo.

Deste modo os jogos do Sporting são quase sempre muito sentidos, muito vividos, demasiado sofridos.

Não tenho qualquer contrato com operadoras de desporto e também não gosto de usar a pirataria. Portanto quando não estou em Alvalade prefiro escutar os relatos na rádio (tradição que já vem de longa data).

Aproveitei para fazer algumas tarefas domésticas enquanto escutava na RR o relato do jogo. E foi aí que escutei o golo do Moreirense.

Os repórteres de campo só encontraram coisas más na equipa do Sporting. Era o Ristovski ou o Petrovic. Depois o Jeferson e até o Nani.

Mudei de posto e passei a escutar Antena 1. De boa memória, pois o Sporting marcou a seguir. Nesta estação os repórteres e o comentador de serviço (conhecido Portista) variavam entre algumas críticas e alguns elogios.

Chegou o intervalo e tive de me dedicar a outras actividades, que não me permitiam escutar o relato da segunda parte.

Só que o telemóvel tem uma aplicação que me vai dando a evolução do resultado. E à meia hora ouvi o sinal de golo. Fui ver de quem era e Bas Dost havia feito o que mais sabe.

Cerrei o punho e fiquei com os olhos no equipamento. Faltou-me a coragem para escutar o resto do relato.

Noventa minutos e a indicação de um amarelo para um jogador do Moreirense. Logo de seguida novo alarme. Temi o pior. Mas Bas Dost não me deixou ficar mal e meteu um chapéu no saco minhoto.

- Boa – disse eu para os meus botões enquanto voltava a cerrar os punhos.

Logo a seguir nova sinalética. O jogo havia terminado, no preciso instante que Nelson Évora se sagrava campeão europeu de Triplo Salto.

Hoje giro eu - Ser Sporting

Estive para não escrever. Entendo que é um dia de reflexão e, como tal, devemos respeitar esse momento de cada sportinguista. No entanto, e já a findar o dia 22, o meu colega Luís Aguiar Fernandes alinhavou um Post que me inspirou a escrever este texto.

 

Quem me acompanha diariamente aqui conhece a minha posição, mas hoje gostaria de dedicar este espaço essencialmente a falar de sportinguismo. Ao contrário do que por vezes se tenta fazer transparecer, o Sporting não tem à sua volta apenas pessoas que representam interesses. Nada mais enganoso, o Sporting é dos sócios e estes, na sua esmagadora maioria, apenas querem o bem do clube, a sua prosperidade. O Sporting também não é o Pedro Proença e o seu estilo truculento, nem a histriónica Elsa Judas mais a sua Comissão Transitória. Como também não é as tergiversações de Marta Soares, a incontinência verbal de Ricciardi ou a opacidade da Comissão de Gestão. Não, o Sporting é muito mais do que isso. Hoje, ao ver Rui Calafate, José Pina ou António Moita num debate na TVI24, pude atestar que há razões para não perder o optimismo pois todos eles souberam representar muito bem aquilo que deve ser o sportinguismo, mostrando à saciedade ainda haver uma reminiscência dos nossos valores e pessoas a quem as televisões podem recorrer se quiserem informar correctamente os seus espectadores. Também Samuel Fernandes soube estar à altura, nomeadamente quando se bateu pela defesa intransigente dos superiores interesses do Sporting na matéria das rescisões dos jogadores e mostrou conhecimento profundo dos temas jurídicos abordados. 

 

Conheço mais sportinguistas que vão votar no "Sim", mas também conheço alguns que vão votar no "Não". Uns e outros são letrados, com provas dadas profissionalmente e, livremente, exercem a sua opção. Não que por serem letrados sejam mais sabedores. Vejam o caso de António Aleixo. É que uma coisa é saber que o tomate é um fruto - e isso é conhecimento -, outra é não misturá-lo numa salada de frutas - a sabedoria. Digo isto porque, por vezes, as elites tendem a menosprezar esta sabedoria popular que nos trouxe provérbios intemporais que todos repetimos quase inconscientemente no nosso dia-a-dia. Outra coisa de que também nos temos esquecido ultimamente é de cultivar o valor da tolerância. No meu grupo de amigos não existe delito de opinião. Esgrimimos argumentos, de uma forma mais ou menos acalorada, mas sempre sem ultrapassarmos os limites da urbanidade. Também não existe o politicamente correcto, era o que faltava. Então iríamos estar a inibir alguém, só porque conjunturalmente em minoria, de exprimir uma opinião? 

 

Amanhã será dia de decisões no Sporting Clube de Portugal. Seja qual for o resultado, é importante aceitá-lo democraticamente. Faço a minha declaração de interesses: tenho pensado muito no momento que vivemos, gostaria que surgisse uma terceira via em Alvalade - para a qual ainda não vi candidatos - e, como tal, agradar-me-ia haver eleições. Mas, se a vontade dos sócios for oposta à minha, cá estarei, com quotas pagas e cachecol ao pescoço, a dar o meu apoio a qualquer equipa que ostente o leão rampante no peito e a lutar da forma que conheço, dando ideias que possam ser ouvidas e assim contribuir para um melhor Sporting e para uma saudável cidadania sportinguista. 

 

O Sporting precisa de paz. Espero que estes 3 meses atribulados tenham servido de lição a todos. Não se constrói nada contra alguém durante todo o tempo. Pelo contrário, isso só cria divisionismo e afasta-nos de uma cultura de clube idealizada pelos nossos fundadores. O Sporting tem de ter uma identidade própria, um posicionamento face à concorrência e uma participação massiva dos sócios na vida do clube. Sim, porque uma coisa é ter muitos sócios, outra é estimular a sua participação. Assim como, uma cultura de exigência só faz sentido se for bem aplicada na prática. Quem vier a dirigir (ou voltar a dirigir) o clube tem de promover o seu Renascimento (sim, assim com "R" grande). E isso passa por mobilizar e não excluir sócios, por promover o surgimento de ideias, por ouvir também opiniões divergentes das nossas - aceitando-as e vendo-as como algo de positivo, sintoma de vitalidade - e pela excelência das nossas acções e sua repercussão no clube e no meio envolvente do futebol português. 

 

Termino fazendo um apelo a todos: votem em consciência, da forma que entenderem, mas tenham sempre presente que o Sporting não pode continuar adiado. Ganhe quem ganhar, Domingo será outro dia e o Sporting precisará de todos nós, do nosso amor pelo clube, para começar a sua reconstrução.

 

P.S.1: Atento aos pormenores ("pormaiores"), não pude deixar de observar que, quase em desconto de tempo, Jaime Marta Soares foi finalmente claro quanto à data das eleições e desaparecimento da Comissão de Gestão em caso de hipotética vitória do "Não" (o que pressupõe que termine automaticamente a suspensão do CD). Vamos ver se ainda vai a tempo ou se este detalhe da tardia resposta a algumas das questões (nem todas) que aqui tinha deixado (e que estariam também na mente de muitos sportinguistas) não lhe vai sair caro.

 

P.S. 2: Texto iniciado ainda a 22/6.

 

Ser do Sporting...

Não mataram o rei, não perdemos a guerra, o Sporting não acaba, é só o jogo da bola. Quem não perceber isto, faz parte do problema que é o nosso país. 

O meu saudoso Tio Manel que me meteu nestas andanças de sportinguista, na sua simplicidade dizia-me muitas vezes, com os seus olhos brilhantes de esperança: "é assim, João, umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se". Foi nesta condição que cresceu o meu coração de Leão. Ele, nunca desistiu. Eu ainda vou a meio.

Elevar-se para olhar mais longe - uma reflexão sobre a política de comunicação do Sporting

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Que a presidência de Bruno Carvalho tem reforçado a militância dos adeptos do Sporting parece-me um dado confirmado pelas assistências aos jogos nos últimos anos. Assim como o ruído das claques que durante a última década acedeu às redes de “media social”, que tomou como um prolongamento dos rituais de apoio ao clube nas bancadas – os sportinguistas “fanáticos” andam mais motivados por estes dias, e isso é positivo, digo-o sem qualquer desdém: são eles (nós) que preenchem os lugares no estádio, pagam as quotas, contribuem para a Missão Pavilhão ou outra, compram merchandising para oferecer aos sobrinhos ou afilhados, e alguns ainda compram o Jornal do Sporting no quiosque e, imaginem, participam na vida associativa do clube.

O problema quanto a mim é que o Sporting não é sustentável só com este núcleo duro, chamemos-lhe assim, tem de se elevar para olhar mais longe e reconquistar as margens e periferias, para ser uma marca atractiva num universo mais lato. Acontece que, tão importante quanto os militantes, é o universo de simpatizantes mais ou menos desprendido que não assina canais pagos de desporto e só vai ao futebol muito ocasionalmente, mas que socialmente funciona como que um “farol leonino”: na família ou no trabalho assume a simpatia pelo seu clube mas sem grande compromisso, seja porque o desporto tem um lugar secundário na sua hierarquia de interesses, ou porque não está para se chatear com mais polémicas, intrigas e aborrecimento… e porque não tem grandes expectativas que o clube lhe devolva um pouco do entusiasmo que despendeu algures no passado sendo campeão. É com este último grupo que me preocupo mais: além dos meus filhos eu “eduquei” os meus muitos sobrinhos para serem resilientes sportinguistas. Levei-os ocasionalmente ao futebol, ofereci-lhes o Cachecol que hoje ainda guardam, mas com os anos e anos seguidos de frustrações foram-se desligando. Aqui chegados, queixam-se que o Sporting, não se sagrando campeão, praticamente só dá nas vistas com as polémicas estúpidas que saem nas parangonas dos jornais e que são peroradas nas TVs.
É por tudo isto que estou convicto que o Sporting para sobreviver a longo prazo tem de aumentar a atracção dos simpatizantes mais ou menos desprendidos. É evidente que a conquista do título é a fórmula mais eficaz para tal desiderato. Mas há outras, como por exemplo uma comunicação amigável que os seja capaz de cativar, que não esteja fixada nos escândalos e guerrilhas mais ou menos artificiais que os polemistas, numa violência inaudita, berram insanamente na televisão. O futebol não pode expulsar da sua órbitra as pessoas razoáveis, que não o vivem como se essa actividade fora uma guerra sem quartel em que os grunhos são preponderantes.

Desconfio que por estes dias a forte militância sportinguista esteja a mascarar este divórcio que se adivinha crescente e exponencial das pessoas normais com o futebol. Na minha modesta opinião, o Sporting tem de, urgentemente, elevar-se da lama comunicacional em que é tentado chafurdar e acautelar uma política que não afaste definitivamente da sua órbita os simples simpatizantes. Ou começar a pensar nisso, pelo menos.

Karma?

Nos dias de hoje, ser sportinguista é o que mais se aproxima de uma experiência mística. Ser sportinguista leva a considerar se não estarão certas as religiões que crêem na reincarnação, pois só alguém que muitas malfeitorias terá praticado em vida anterior merece voltar à terra nesta condição sumamente punitiva e sofredora.

Bryan Ruiz também ajuda a tal crise de fé. Juro-vos, pelos santinhos que lá no céu se riem de mim, que ao vê-lo falhar um golo de baliza aberta e a dois palmos dela, revi, como se a vida me fosse acabar, o filme daquele 5 de Março de 2016 e prognostiquei que isto estava perdido.

Ao treinador-Jesus-que-se-senta-no-banco ("Senta" é força de expressão porque ele desespera tão histrionicamente como eu o faria se tivesse a desdita de orientar aqueles zombies) é impossível responsabilizar por tantos e tão clamorosos falhanços individuais como os de ontem. Até o sr. árbitro, benza-o Deus, nos fez o favor de oferecer um penalti e Dost que uma vez só falhou 1 em 3, deu uma biqueirada amorfa para não se realçar dos camaradas.

Mas ao treinador-Jesus-que-treina-todos-os-dias haveria muitas perguntas a fazer. Como se chegou a esta paralisia mental em campo? Porque erram tantos os jogadores em momentos decisivos? Por que razão cada um que entra de novo é como se nunca tivesse visto os outros na vida? Porque sobe a equipa ao campo claramente sem saber muito bem ao que vai? Por que diabo me parece que se jogarmos contra o Caldas na final da Taça, jogaremos ao nível do Caldas e no fim lá ganharemos por 1-0?

Curiosidades....

Sport Benfica e Castelo Branco

 

Um clube fundado em 1924, com um historial muito interessante e que ao longo da sua vida desportiva teve e tem imensos sportinguistas nas suas direções, homens que deram o que de melhor sabiam no dirigismo desportivo pelo clube da sua terra, mas que foram sempre grandes sportinguistas. Uma curiosidade histórica que rodeia  este clube, Sport Benfica e Castelo Branco, apesar de ser a 7ª filial do Sport Lisboa e Benfica nunca recebeu qualquer apoio do clube de Lisboa. Na inauguração da relva, no estádio Municipal de Castelo Branco, esteve presente o Futebol Clube do Porto, depois do clube da segunda circular ter declinado o convite.  Outra das curiosidades deste clube é o facto de Jorge Jesus, ter feito uma temporada como jogador - 1988/1989, tendo como seu treinador, Miguel Quaresma, um dos seus adjuntos no Sporting e que acompanha Jorge Jesus desde o Estrela da Amadora.

Jorge Jesus como médio e Miguel Quaresma como treinador/jogador fizeram parte do elenco do Sport Benfica e Castelo Branco em 1988/1989, uma amizade que começava em Castelo Branco e que se prolongaria até aos dias de hoje. O conhecimento que Miguel Quaresma demonstrará durante a sua temporada em Castelo Branco convencerá Jorge Jesus a confiar nele para seu adjunto desde bem cedo.

Miguel Quaresma tinha iniciado a sua primeira experiência como treinador principal à frente do Sport Benfica e Castelo Branco, em 1987/1988, mantendo-se até 1989/1990, quando viria a ser substítuido por Mourinho Félix, pai de José Mourinho, na mesma altura que Jorge Jesus iniciava a sua primeira aventura como treinador principal no Amora FC.

 

Fonte: Blog Museu do Futebol

Comunicado Oficial da minha parte

Exmo. Senhor Pesidente do Sporting Clube de Portugal,

1) Apresento-me: sou sócio desde 1969 e tenho lugar cativo na bancada central desde 1971. Ininterruptamente. Além disso, ainda devem estar em exposição na Sala dos Troféus algumas da taças que ajudei o SCP a ganhar.

2) De modo que não aceito lições de sportiguismo de NINGUÉM, nem aceito reparos de quem tenha um CV mais pobre do que o meu.

3) Nos últimos anos tenho participado no blogue "És a nossa fé".

4) Apesar do blogue ser um dos mais prolixos e actualizados entre os que por aí existem, sem regularidade, mas com alguma frequência, as pessoas deste blogue juntam-se em jantares que têm calhado ser no Café Império para se verem cara-a-cara e conviverem sportinguisticamente.

5) Chegou-me ao conhecimento que o Senhor Presidente fez uma referência pouco elogiosa a estes jantares.

6) Não sei o que lhe terá relatado aquele seu assessor de imprensa presente, a nosso convite, no último jantar. Disponho-me por isso, sem pedir licença aos demais subscritores deste blogue, a revelar-lhe, em primeira e fidedigna mão, o que costuma acontecer neste convívios.

7) Em torno do medíocre bife do Café Império pode, de vez em quando, ser visto um grupo de cerca de uma vintena pessoas com opiniões políticas às vezes diametralmente opostas, com um leque de idades muito amplo, com profissões e rendimentos bastante díspares. Há homens e mulheres. Nada une este grupo improvável a não ser o facto de serem adeptos e sócios do Sporting. Não sei se somos amigos porque me inibo de chamar "amigo" a quem vejo tão poucas vezes. Mas comportamo-nos como amigos. Ou seja, desfiamos memórias, discutimos acaloradamente o Sporting, debatemos opiniões muito contraditórias sobre o Clube. Coisas que só entre amigos acontecem porque há um subentendido nestas bravatas: todos queremos muito, muitíssimo, o Sporting. No fim pagamos cerca de €20 pelo bife e pelas cervejas que nos alegraram, abraçamo-nos e vai cada um à sua vida.

8) Mal informado andará quem imaginar que deste par de horas muito bem passadas sairá mais do que boa disposição e fervor sportinguista. Atrevo-me, assim, Senhor Presidente, a dar-lhe gratuitamente uma explicação, daquelas que o Senhor pagaria a consultores para ter. 

9) Sabe o que vale um blogue em termos de influência? Pouquíssimo. Sabe o que valem os nossos jantares em termos de poder? Nada.

10) Não creia, Senhor Presidente, nalgumas lérias muito em voga acerca de poderes informais e mediáticos que parecem volumosos mas não passam de sapos inchados.

11) Porque quem manda no Sporting são apenas e só os seus sócios. Não são blogues, jornais, opinadores avulsos nos mídia, "personalidades" emproadas de nula importância, opositores que nunca foram a eleições ou que foram e nelas tiveram votação residual.

12) Continue Senhor Presidente a sua batalha brutal e sem quartel contra os pérfidos poderes instituídos no desporto em Portugal. Nesse desiderato conte com o meu aplauso na bancada, com o meu esforço financeiro em cotas e gamebox e com o meu voto nas urnas, porque mais não me cabe nem me tem sido pedido.

13) Mas não desdoure o alto cargo de Presidente do Sporting Clube de Portugal, que neste momento ocupa, insultando e difamando uma tertúlia de indefectíveis sportinguistas que pagam para sê-lo e do Clube nada recebem, às vezes nem alegrias.

14) A grandeza de um Presidente mede-se pelos inimigos que tem. 

15) Saudações leoninas.

{ Blog fundado em 2012. }

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