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És a nossa Fé!

Acompanhando a formação

A nossa equipa B derrotou ontem o Moncarapachense em Olhão por 3-2, vingando a derrota por iguais números registada na 1.ª volta em Alcochete.

Mais uma vez entrou em campo sem metade dos titulares, requisitados por Rúben Amorim para a equipa A. Foi um jogo de muita luta a meio campo e em que o estado do relvado em nada ajudou. Destacaram-se o defesa central canhoto Alcantar e o trinco Renato Veiga, além de Rodrigo Ribeiro, que resolveu o jogo aos 90 minutos com um golo de cabeça "à Fernando Gomes". Mateus Fernandes, em visita à sua terra, não esteve feliz no jogo, inclusivamente falhando um penalti.

Com esta vitória o Sporting B ocupa o 4.º lugar na série B.

 

Cada vez estou mais convencido que este é o escalão certo para a nossa equipa B, onde pode competir com alguns dos melhores juniores e juvenis e dar-lhes um traquejo impossível de atingir nas competições do seu escalão etário.

Claro que as "burrices" vão acontecendo: expulsões de jogadores acabados de entrar por faltas evitáveis, ofertas de golos aos adversários, lances de golo desperdiçados pelo egoismo, desconcentrações, escaramuças com jogadores "batidos" no assunto, reclamações estéreis com os árbitros, etc. 

Já agora é preciso dizer que a qualidade dos árbitros que têm surgido nos nossos jogos é incomparavelmente superior às das temporadas passadas em escalões idênticos. Muito menos invenções de faltas e penaltis e protecção do anti-jogo, acompanhamento da TV através do canal 11 de várias partidas em simultâneo, enfim, uma Liga que arrancou muito bem.

Competir na Liga 2 já obrigaria a contratar jogadores para o efeito que nunca chegarão aos plantéis principais, como aconteceu no Sporting no passado e como o fazem Benfica e Porto actualmente, e uma despesa incomparavelmente superior com a equipa.

Importaria agora ter uma equipa próxima da 2.ª Liga a quem emprestar um ou outro mais evoluído mas com o lugar tapado na equipa A, como Renato Veiga ou Mateus Fernandes, para serem titulares e crescerem a jogar e não aquecerem o banco, como infelizmente tem acontecido com os nossos mais recentes empréstimos.

SL

Aposta na formação

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Há dias tinha aqui dado nota da renovação do Sporting com quatro dos jovens da equipa B mais "made in Alcochete", da transformação completa que sofreu a nossa equipa B duma época para a outra, e de que, na minha opinião, esta equipa supera a de 2012/13 que contava com João Mário, Esgaio, Bruma e Dier, entre outros.

Poderão dizer que a Liga 3 deixa muito a desejar, mas se calhar é mais complicado competir ali do que na Liga 2, recheada que está de equipas experientes e matreiras, sempre a jogar muito fechadas e a tentar explorar o erro do adversário, como o Varzim e o Caldas bem demonstraram nos jogos da Taça de Portugal frente a Sporting e Benfica.

Ontem, apesar de desfalcada de habituais titulares como Marsà, Essugo, Mateus Fernandes e Fatawu, conquistou uma vitória no campo do mesmo Caldas e está, conjuntamente com mais duas equipas, no 4.º lugar da série B da 3.ª Liga.

 

A equipa B jogou com:

Diego Callai (18); Diogo Travassos (18), Gilberto Batista (18), Alcantar (19) e Nazinho (19); Renato Veiga (19), Diogo Abreu (19)/Marco Cruz (18) e Samuel Justo (18)/Miguel Menino(19); Joelson Fernandes (19)/Vando Felix (19), Rodrigo Ribeiro (17) e Diogo Cabral(20) /Afonso Moreira (17)

O melhor em campo foi Diego Callai com uma exibição fenomena. Rodrigo Ribeiro demonstrou ser um ponta de lança com sentido de baliza, marcando dois golos de oportunidade. Piores estiveram os dois extremos titulares, que se perderam em iniciativas individuais condenadas ao insucesso.

Gosto muito do Diogo Abreu. Falso lento, patrão do meio-campo, com físico para a função, percorre o campo, faz passes a rasgar a defesa, marca bem livres e cantos, precisa apenas de conseguir aguentar os 90 minutos no mesmo ritmo para chegar a outros patamares de rendimento. 

O próximo jogo serve de fecho da 1.ª volta. É com o lider da série, o Amora, em Alcochete no sábado que vem. Vale a pena ver.

SL

Um balanço de meia temporada (2) - Retaguarda de jovens

Para que seja viável um plantel curto na equipa principal é indispensável dispor duma retaguarda de jovens de grande potencial, capazes de substituir com sucesso os mais velhos em momentos de aperto e explodir de rendimento durante a temporada.

Ora, se na época passada essa retaguarda deixava muito a desejar. Bastava olhar para a falta de qualidade da equipa B. Esta época, com a dispensa de muitos, a promoção dos melhores juvenis e juniores e a contratação de alguns estrangeiros de grande qualidade, tudo é diferente. 

Mas a verdade é que nesta meia temporada nenhum dos jovens que entrou em campo na equipa principal, e estamos a falar de jogadores que se treinam regularmente nessa equipa embora jogando muitas vezes pela B, se fixou na mesma, antes foram aparições esporádicas e muitas vezes mal conseguidas.

 

Então como explicar isso?

Em primeiro lugar gostava de saber se os lançamentos na equipa A têm alguma coisa a ver com recompensas pela assinatura do contrato "de adulto", resistindo a promover quem ainda não o assinou por não ter a idade necessária ou resistir à assinatura. Porque é que o Chico Lamba, que nem é opção na B, foi lançado contra o Casa Pia ou o Mateus Fernandes contra o Tottenham?

Em segundo, não consigo entender porque é que a B joga num sistema táctico diferente da A. Só conseguiria entender se Amorim estivesse de saída do Sporting ou estiver nos seus planos voltar aos quatro defesas. 

 

O onze habitual da equipa B, que tem feito boa campanha na complicada 3.ª Liga e é a base da equipa que ficou em primeiro lugar no seu grupo na Youth League e também da selecção portuguesa de sub20, é o seguinte:

Callai; Travassos, Marsà (Gilberto), Alcantar (Veiga) e Nazinho (Marsà); Essugo (Veiga), Diogo Abreu e Mateus Fernandes; Fatawu, Rodrigo Ribeiro e A. Moreira (D. Cabral).

Então é fácil ver que nenhum dos jovens da B foi lançado na A na posição em que joga habitualmente. Então os casos de Marsà e Mateus Fernandes são flagrantes.

 

Falando de Mateus Fernandes, para mim é outro que, tal como Daniel Bragança, nunca será titular neste sistema táctico de Amorim. Se a equipa B jogasse nesse sistema, o onze titular teria provavelmente Essugo e Diogo Abreu no meio-campo, os mais parecidos que existem com Ugarte e Morita. E ainda lá está o Marco Cruz nos sub23. Claro que em 4-3-3 ou 3-5-2 já existe espaço para um médio ofensivo "levezinho" como os dois que referi.

Ainda sobre esta questão do 4-3-3 vs 3-4-3, as duas últimas contratações, Tanlongo e Sotiris, parecem "clones" do Palhinha e do Matheus Nunes, ajustam-se ao 3-4-3 que Amorim tem utilizado.

 

O caso de Fatawu também é curioso. Na pré-temporada foi testado a ala esquerdo e para mim estava ali de caras o titular. Mas não, voltou a jogar como extremo direito de pé trocado. Aí concorre com Trincão e Edwards pela titularidade, ou seja, não tem grandes hipóteses. Isso deveu-se a Amorim não lhe querer quebrar as rotinas da selecção para ele poder render o máximo no Catar?

Concluindo, por uma razão ou por outra a verdade é que a tal retaguarda de jovens não tem funcionado nada bem nesta meia-temporada, fico a aguardar a próxima Taça da Liga para rever este meu pensamento.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... no lugar certo, na bancada, chova ou troveje.

No rescaldo da derrota com o Varzim, referi que se tivéssemos entrado com a nossa equipa B talvez o resultado fosse diferente. Ou talvez não. Ontem no Restelo, mesmo desfalcados de três titulares, demos um banho de bola ao Belenenses na primeira parte: Fatawu destruia a esquerda adversária, Afonso Moreira a direita, as oportunidades de golo claro sucediam-se umas atrás das outras, a bola não entrava por milagre ou falhanço clamoroso. Depois foi preciso um penálti e só mesmo na recarga a bola acabou por entrar. 1-0 foi o resultado que coloca o Sporting B no topo da série B da 3.ª Liga. Foi uma primeira parte de futebol de luxo, claro que à escala da 3.ª Liga, mas a verdade é que a falta de eficácia na concretização foi confrangedora.

 

A equipa A está com o mesmo problema, que tem muito a ver com a opção do Rúben pelo ataque móvel, muito à medida da Champions, que desmanchou rotinas instaladas, tornou os alas inoperantes e colocou o peso todo na inspiração dos três avançados para desequilibrar em espaços curtos. Mesmo o regresso de Paulinho não resolveu o problema, porque as movimentações dele em jeito de pivot ofensivo no tempo de Pedro Gonçalves e de Sarabia já não existem, ele mete-se na molhada à espera da bola que obviamente não chega. Enquanto Porro ainda consegue centrar sem perder tempo na diagonal entre a linha dos defensores e o guarda-redes, Nuno Santos demora uma eternidade para mandar a bola para parte nenhuma.

 

A equipa, com os jogadores que tem e não com aqueles que devia ter, precisa de reinventar-se de acordo com a primeira metade da época passada, deixar Edwards ou Trincão no banco, e dar espaço a Paulinho para recuar no terreno para próximo de Morita e organizar o ataque. E depois jogar bem mais depressa, do centro meter na ala e o centro surgir de imediato para Pedro Gonçalves facturar. Se o Casa Pia recuperar a bola e atacar tanto melhor, para haver espaço para o contra-golpe. Se o resultado estiver de feição será uma boa oportunidade para lançar Mateus Fernandes.

Na defesa, com tantas lesões, pouco há a fazer. O trio central Inácio-Marsà-Matheus Reis tem de aguentar com a falta dum trinco e com dois alas que defendem mal. Sobra Ugarte, mas sobre esse não merece a pena dizer nada, temos uma jogadora de voleibol também assim, "alma até Almeida", correr e jogar nos limites até cair para o lado. 

 

Dito isto, toda a confiança em Rúben Amorim. Nota-se que está verdadeiramente incomodado com o que se está a passar e também ele a dar tudo o que tem para reverter a situação. 

Se calhar hoje vamos ter o princípio disso. Jogo a jogo lá iremos.

 

PS: O Porto, desfalcado daquele João Pinheiro sempre decisivo nos jogos com o Sporting, lá perdeu o clássico. Conceição fez a sua rábula de malcriado acompanhado do presumivel ladrão de carteira e telemóvel e foi naturalmente expulso, agora é o Catão ou o Macaco tratarem do assunto com o Pinheiro. Com isso, ganhando ao Casa Pia, ficamos a 3 pontos do segundo lugar. 

SL

O dia seguinte

"O bom do jogo foi o resultado, e foi o Adán" disse Amorim, mas eu acrescento mais alguma coisa de bom, ninguém se lesionou. St. Juste e Coates fizeram recuperação activa, Trincão e Edwards equilibraram minutos, Sotiris teve mais uns minutos e ocasião para entender o futebol português, Soares Dias roubou o que pôde mas não impediu o resultado final, e a equipa B desfalcada de três que estiveram a aquecer o banco conquistou mais uma vitória. O golo foi de Diogo Abreu, que tem tudo para daqui a uns meses ser o patrão deste meio-campo do Sporting.

 

E não vale a pena dizer mais nada sobre um jogo horrível, o pior da temporada, duma equipa "entalada" entre dois confrontos com o Marselha, contra um adversário que "estacionou o autocarro" na primeira parte, para na segunda "lançar os cavalos", uma estratégia que qualquer burro promovido a treinador se teria de lembrar, e que só por muita incompetência do Sporting não foi liquidada na primeira parte.

Tudo extremamente lento atrás, para depois tentar impossíveis contra um adversário expectante. Depois, na segunda, foi sofrer, o desgaste de Marselha a fazer-se sentir por um lado, a gestão do esforço para quarta-feira em Alvalade por outro, disparates a defender, idiotices a atacar, só mesmo com um grande Adán, contando também com uma grande contribuição do "charuto" do Nuno Santos que entre dez disparates (como por exemplo aquela situação em que surge desmarcado e com tudo para centrar, adianta a bola para depois centrar com todas as linhas de passe fechadas, ou a outra onde entende passar displicentemente para o meio do terreno, abrindo terreno a um contra-ataque perigoso) faz uma coisa daquelas, conseguimos sair de São Miguel com 3 pontos.

 

Melhor em jogo? Adán.

Piores em jogo? Todos os outros menos Morita, desgraçado dele que não sabia para onde se virar e mesmo assim ainda conseguiu marcar um golo.

SL

Aposta na formação - Equipa B

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Ontem em Alcochete o Sporting B derrotou o Alverca por 1-0 na 3ª jornada da Liga 3, Série B, depois de duas derrotas pelo mesmo resultado (2-3) nas jornadas anteriores.

Foi o primeiro jogo que pude ver de princípio ao fim, e comparar com aquele de 14 de Agosto do ano passado em Massamá, que terminou com empate 1-1, onde estive e que aqui comentei.

Nesse jogo, o Sporting B alinhou com (estão riscados os que entretanto foram dispensados):

André Paulo (24); Hevertton Santos (20), Chico Lamba(18), João Goulart (21), Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (23)[C], Dário Essugo (16), Geny Catamo (20); Bernardo Sousa (21), Joelson Fernandes (18) e Paulo Agostinho (18).

Entraram depois Rafael Fernandes (19), João Daniel(19), Lucas Dias (18), e Tiago Rodrigues (20).

Neste jogo, o Sporting B alinhou com (Dário Essugo e Rodrigo Ribeiro estiveram com a A no Estoril):

Diogo Pinto(18); Diogo Travassos(18), José Marsà(20)[C], Jesus Alcantar(19) e Flávio Nazinho(19); Renato Veiga(19), Diogo Abreu(19) e Mateus Fernandes(18); Vando Félix(19), Francisco Canário(19) e Afonso Moreira(17).

Entraram depois Gilberto Batista(18), Samuel Justo(18), André Gonçalves(19) e Diogo Cabral(19)

Se o treinador é o mesmo da época passada, Filipe Çelikkaya, a renovação da equipa foi substancial. Nenhum dos que "pisaram" no estádio do Real Massamá "pisou" ontem em Alcochete.

 

Se no encontro da época passada o futebol apresentado foi bastante pobre, unicamente Dário Essugo dava indicações de poder vir a ser alguém no Sporting, ontem foi tudo radicalmente diferente.

Um guarda-redes seguro e com presença entre os postes, Diogo Pinto, dois excelentes defesas centrais, muito em especial o mexicano Alcantar, mas Marsà sempre impecável, dois defesas laterais confiantes e assertivos, Nazinho e Travassos, um Renato Veiga com maior rotação do que no ano passado à frente da defesa, um Diogo Abreu patrão que enviou um tiraço à barra num livre directo (pena que não tenha ainda pernas para os 90  minutos), um Mateus Fernandes esgravulha e desequilibrador, um Vando Félix intuitivo e trabalhador, um Canário com alguma falta de físico para a função mas sempre à procura da sorte e um extremo Afonso Moreira que deixou água na boca: pensa depressa, executa melhor.

Todos formaram um 4-3-3 homogéneo, que praticou bom futebol e dominou completamente o encontro, remetendo um Alverca com média de idades muito superior a uma defesa porfiada e a procurar a sorte em cavalgadas individuais.

Ficou na retina um livre muito bem trabalhado que culminou num remate de cabeça de Renato Veiga à trave.

Penso que é este treinador e uma boa parte desta equipa (sem 2 ou 3 dos mais velhos) que irão disputar a Youth League da Champions, a começar pela visita ao E. Frankfurt. E a jogar assim irão longe.

Fica aqui o convite para não perderem a transmissão do encontro, com certeza vai valer a pena.

 

PS: Entretanto iniciados, juvenis e juniores vão bem e recomendam-se, os (ditos) sub23 continuam a ser o parente pobre da formação em termos de resultados, é mais um espaço de treino de juvenis e juniores para permitir equilíbrio de utilização e diversificação de experiências competitivas que outra coisa. A seguir vem o tal gap há muito evidente. Entre estes que ainda não chegaram aos 20 anos (com excepção do Marsà) e os que não chegaram aos 23 quase ninguém formado em Alcochete conseguiu afirmar-se no plantel sénior do Sporting. 

SL

Aposta na formação

A cerimónia de comemoração dos 20 anos da Academia de Alcochete deixou claro nas intervenções realizadas e nos projectos de desenvolvimento apresentados que, depois dum período de estagnação e de completa ultrapassagem pelo Seixal marcado pelo desleixo e falta de visão estratégica, o Sporting regressou ao projecto inicial centrado no jogador imaginado pelo mestre Aurélio Pereira.

E se a Academia de Alcochete, bem como o Pólo da EUL, são fundamentais na aposta firme e sustentada do Sporting na formação, o treinador principal não deixa de ser uma peça fundamental nessa aposta também.

Curiosamente a relação entre Aurélio Pereira e Rúben Amorim vem de longe. Já em 1998 o teria convidado a vir treinar ao Sporting, depois a coisa não se concretizou, se calhar por isso deve ser com grande orgulho que disse agora: "Há uma estratégia da administração e o treinador é funcionário do clube, tem de responder a essa chamada. Rúben Amorim é um rapaz que se interessa pela formação, muito acessível. Sai do treino dos seniores e vem logo direito aqui aos campos para ver o que se passa. Está sempre atento."

Outra peça essencial na aposta é o recrutamento. Na Academia não podem existir lugares cativos, a sua porta tem de estar permanente aberta ao talento nacional e internacional, dentro dum quadro de integração e respeito pelos valores do clube. Foi assim e terá de ser assim que jogadores como Nani, Palhinha, Jovane ou Matheus Nunes se formaram no Sporting, cada um chegando na idade que chegou e integrando-se da melhor forma com quem lá estava desde tenra idade.

Neste momento existem por lá, além de africanos das ex-colónias, dois ou três noruegueses, mas se calhar faria sentido haver mais talento estrangeiro do tipo Plata, Duscher ou Ugarte, dentro dos condicionalismos FIFA existentes. Para isso é necessário um scouting eficaz. Para descobrir Catena ou Marsà não é preciso grande scouting.

Por último, não podia deixar de falar da equipa B, que mais uma vez vai ser completamente remodelada e ainda mais jovem que a anterior. Ao contrário do que eu gostaria, a B vai continuar a não ter nem plantel nem estatuto próprio de acordo com a responsabilidade de defender o clube nas ligas profissionais. Prevejo que vá mais uma vez ter dificuldades para se manter na Liga 3.

Era um debate que gostava de ver feito, se faz sentido continuarmos assim ou apostarmos (e gastarmos) para ter a equipa a bater-se com os rivais na Liga 2.

SL

Aposta na formação

No passado dia 13 de Abril, defrontaram-se em Alcochete as equipas sub19 de Sporting e Benfica na luta pela conquista da Youth League. O resultado foi 0-4 favorável aos rivais, que haveriam de conquistar a final por goleada frente ao Red Bull Strasburgo.

Há três ou quatro anos o Porto ganhou também essa competição. Neste momento Diogo Costa, Fábio Vieira, João Mário e Vitinha são titulares da equipa A do Porto.

Além dessa equipa, o Benfica conta com uma equipa B na metade superior da 2.ª Liga, e já conseguiu colocar dois jovens, Paulo Bernardo e Gonçalo Ramos, como titulares da equipa principal. 

Então só mesmo por ganância, incompetência ou desleixo (com Rui Costa nunca se sabe) é que o Benfica daqui a um par de anos não vai ter uma óptima equipa alicerçada na formação. Mas isso é problema deles.

O nosso problema é que... não conseguimos competir com eles nos 18-21 anos.  A nossa equipa B acabou em penúltimo lutar na luta pela manutenção na 3.ª Liga. Em 2013, com Oceano e Manuel Fernandes, tínhamos a melhor equipa B de sempre, a lutar pelas posições cimeiras, com jogadores como Eric Dier, Santiago Arias, Bruma, João Mário, Esgaio, Ilori, Mica Pinto e alguns outros que não faço ideia onde param.

Mas se olharmos para os escalões anteriores em termos etários, nos últimos dérbis ganhamos ao Benfica por 4-1 em sub15, 2-1 em sub16 e 3-1 em sub17. E neste fim de semana ganhámos 4-0 no Porto em sub17 também. E em sub19 também conseguimos 2-2 no Seixal contra uma equipa que contou com metade daqueles que ganharam a Youth League.

Então onde está o problema? Os treinadores deles dos sub19 e acima são bestiais e os nossos umas bestas, mas dos sub17 para baixo é o contrário? O modelo de formação deles é bom e o nosso não presta?

No meu entender existe um fosso ou um cratera de qualidade, o que queiram chamar-lhe, no escalão etário 18-21 na formação de Alcochete relativamente ao Seixal que apenas o tempo irá resolver. Muito Amorim tem andado à pesca em Alcochete, mas as trutas contam-se pelos dedos duma mão.

E existe porque há uns anos o Seixal ultrapassou completamente Alcochete, no recrutamento, nas infraestruturas, nos recursos técnicos. E fez isso com alguns que aprenderam e se projectaram em Alcochete, como Pedro Mil Homens. Houve até quem se baldasse aos investimentos e quisesse deslocalizar a academia.

Felizmente alguma coisa mudou no bom sentido, como os resultados dos mais novos demonstram. E com certeza não foram só os colchões. 

Felismente também o Sporting está a conseguir trazer para Alvalade talentos como Gonçalo Esteves, Tomás Cruz, Diogo Abreu, Marsá, Fatawu ou Ugarte, para obviar a esse fosso.

Mas falta uma coisa que julgo muito importante. Devolver a equipa B à 2.ª Liga, tornando-a um espaço exigente de desenvolvimento de jogadores para entrada directa na primeira equipa.

SL

 

Gestão de activos

Estamos quase a chegar ao fim da temporada, as coisas estão mais ou menos definidas. O Sporting conquista o segundo lugar da Liga com acesso directo à Champions, a Supertaça, a Taça da Liga, ultrapassa a fase de grupos da Champions, e projectou dois ou três jogadores que podem render muitos milhões de euros. 

Foi uma temporada com Covid a rondar, muitas lesões e castigos. Vários jogadores não conseguiram reproduzir a grande época do ano passado, como aconteceu com Porro e Pedro Gonçalves. Mas que permitiu a explosão de outros, como Matheus Nunes e Matheus Reis.

Foi uma temporada em que os dois reforços de Inverno deviam ter chegado no Verão, com tempo para se ajustarem às ideias e à liderança de Amorim.

Foi uma temporada com várias derrotas e duas bem pesadas para a Champions. Nunca vi Rúben Amorim levar um banho táctico de ninguém, o que vi foi um Sporting dentro do seu sistema táctico a ser impotente para travar a superioridade individual ou a eficácia ou a intensidade física ou a concentração defensiva do adversário. E a arriscar demasiado no final de alguns jogos para conseguir a vitória mas acabando por transformar empates em derrotas.

 

Aqui podemos questionar porque não recorre mais Rúben Amorim ao 3-5-2, colocando uma unidade adicional no meio-campo e deixando dois elementos soltos no ataque. Até porque existem elementos no plantel adequados ao papel de médio ofensivo, o tal 10. Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Tabata, até Paulinho. A verdade é que na época passada Amorim experimentou isso algumas vezes e as coisas não correram bem, parece que ficou vacinado e desistiu da ideia.

A verdade é que insistindo nos dois médios, Matheus Nunes vai com 3623 minutos de jogo, Palhinha com 2575, Ugarte com 1755, Daniel Bragança com 1136, Tabata com 929, Essugo com 55. Ou seja, enquanto Palhinha e Ugarte dividiram o tempo na posição 6, e hoje não sei qual rende mais, Bragança e Tabata não demonstraram argumentos a Amorim para rodar com Matheus Nunes na posição 8. E se para mim Bragança não tem físico nem intensidade defensiva para a posição, Tabata poderia fazer de Matheus Nunes mais vezes.

Outra coisa que me faz confusão é porque deixou transformar Paulinho dum interessante pivot ofensivo num inútil ponta de lança plantado lá na frente. Deixou de ser influente na construção e não passou a marcar mais golos.

 

Além do palco, convém dar atenção aos bastidores. Uma equipa B com um desempenho que deixou muito a desejar e não conseguiu a promoção à 2ª Liga. E um conjunto de jogadores emprestados / encostados que dariam para formar outro plantel e que na maior parte dos casos pouco rendimento tiveram nos clubes de empréstimo:

GR: Anthony Walker, Renan Ribeiro.

D: Eduardo Quaresma, Tiago Ilori, Rodrigo Rêgo.

M: Carlos Jatobá, Marco Túlio, Eduardo Henrique, Filipe Chaby, Bruno Paz, Rodrigo Battaglia, Idrissa Doumbia.

A: Pedro Mendes, Pedro Marques, Andraž Šporar, Rafael Camacho, Luiz Phellyppe, Joelson Fernandes, Gonzalo Plata, Bruno Tavares, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Geny Catamo.

Qual destes todos é titular indiscutível no clube de empréstimo? Eduardo Henrique... 

Quantos não calçam? Muitos...

Aqui há realmente muito trabalho a fazer.

 

Desde logo importa reajustar o plantel principal de acordo com as saídas previstas, e disso deu conta o Pedro Correia no post de ontem. Sempre numa óptica de ter dois jogadores de valor aproximado por posição, de forma a promover a competitividade interna e equilibrar a utilização.

Depois, fazer diminuir drasticamente esta lista de emprestados, da qual muito poucos terão futuro em Alvalade, vendendo ou libertando, assegurando algum ganho no futuro. 

Depois ainda, parece-me que a equipa B tem de ser repensada. Mais que um espaço de crescimento de jovens em rodízio com outras equipas da formação (que a equipa sub23 pode muito bem continuar a fazer), importaria fazer da mesma a reserva da equipa principal, jogar no mesmo sistema táctico, partilhar jogadores, conseguir ser competitiva na 2.ª Liga. E com isso ser um espaço de evolução muito mais atractivo para os jogadores/empresários do que na actual 3.ª Liga.

Não vou dizer nomes, mas não faz sentido ter na equipa B jogadores medianos sem qualquer hipótese de algum dia entrarem em campo pela equipa A. 

 

Temos o mais importante. Um grande treinador, um grande capitão, uma cadeia de comando sólida, uma estrutura consolidada.

Falta afinar os detalhes para que a próxima temporada seja ainda melhor que a deste ano e a do ano passado. Que de facto foram as melhores desde há muito, graças a Rúben Amorim.

 

PS: A gestão de activos tem como principal objectivo acompanhar o ciclo de vida dos activos na organização, desde o momento da sua entrada até ao do seu abandono, procurando extrair o maior valor dos mesmos de acordo com a missão e os objectivos da organização. No caso da SAD do Sporting estamos basicamente a falar dos jogadores profissionais sob contrato, provenientes da formação ou contratados externamente.

 

#JogoAJogo

SL

Equipa B

Ficou concluída no fim de semana a primeira fase da 3.ª Liga. A nossa equipa B conseguiu segurar um empate por 2-2 na visita ao U.Santarém apesar de ter jogado em inferioridade numérica desde os 25 minutos do primeiro tempo, tendo terminado com 9 jogadores.

Assim, terminámos a série B em oitavo, a 26 pontos do primeiro, e vamos agora disputar uma série onde o último irá descer de divisão, cada um partindo com bonificação, a SÉRIE 6: Real SC (7 pontos); Sporting CP B (5 pontos); FC Oliveira Hospital (3 pontos) e Oriental Dragon FC (1 ponto). Vamos conseguir a manutenção, tenho a certeza.

Mas se ficámos em oitavo na classificação ficámos em primeiro nos cartões vermelhos e amarelos, isto com uma equipa de miúdos que jogam de pantufas. Arbitragens medíocres e preconceituosas, adversários manhosos que simulam e aldrabam, tudo aquilo que vemos na 1.ª Liga mas ampliado pela falta de escrutínio. E são estes árbitros que amanhã lá estarão em vez dos Soares Dias e dos João Pinheiros de hoje. É de temer mesmo o pior.

O Sporting B alinhou com: Diego Calai; Gonçalo Esteves (Diogo Brás, 74′), José Marsà, Rafael Fernandes e Nazinho; Eduardo Pinheiro – Cap., Mateus Fernandes (Hevertton Santos, 74′) e Renato Veiga; Rodrigo Ribeiro (Tiago Rodrigues, 85′), Vando Félix e Gonçalo Costa (Chico Lamba, 45′), .

Não vi o jogo para poder comentar, mas parece que finalmente Filipe Çelikkaya conseguiu estabilizar um onze e um plantel, com reflexo directo na melhoria dos resultados. E o melhor de todos do plantel de Filipe Çelikkaya jogou no sábado, mas pela A. Dário Essugo.

Só não entendo porque Hevertton Santos continua a jogar tão pouco mesmo com o seu lugar tapado por Gonçalo Esteves. É um desperdício de talento. Do que vi, muitos furos acima de Diogo Brás, Gonçalo Costa ou Nazinho. Alguma razão deve existir.

 

Para esta fase a equipa B já vai contar com o reforço ganês Issahaku, melhor jogador da CAN Sub20 do ano passado. Cá estaremos para ver e comentar.

SL

Equipa B

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Sábado em Alcochete a equipa B do Sporting derrotou o Oriental Dragons para a 3.ª Liga e segue em oitavo na Série B (Zona Sul) de 12 equipas, a 9 pontos já do V. Setúbal que ocupa a 4.ª posição, sendo que os quatro primeiros seguem para uma conferência de subida e os restantes para uma conferência de manutenção.

Mais uma vez convém ter noção das equipas que o Sporting está a pôr em campo para defrontar equipas experientes e "batidas" no futebol dos escalões secundários, que colocam em campo toda a espécie de truques para complicar a vida aos nossos jovens e contam para isso com árbitros medíocres que castigam forte e feio o Sporting. Neste último jogo ainda ele tinha há pouco começado e dois médios nossos já tinham sido presenteados com amarelos.

 

O Sporting alinhou com:

Diego Callai (17); Gonçalo Esteves (17), Rafael Fernandes (19), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18);  Miguel Menino (19), Renato Veiga (18), Mateus Fernandes (17) e Gonçalo Costa (21); Rodrigo Ribeiro (16) e Vando Félix (19)

Entraram depois Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), Tiago Rodrigues (21), Hevertton Santos (21) e Edu Pinheiro (24).

Nota-se aqui uma clara aposta nos melhores juniores e juvenis da actualidade, em detrimento do pouco que se aproveitou da equipa de juvenis campeã em 2018, Diogo Brás, Gonçalo Costa e Tiago Rodrigues.  

 

Enquanto isso, e porque a manta não estica, os resultados das outras equipas neste fim de semana não foram os melhores:

Em sub 23:  Académica 2 - Sporting 1

Em Juniores: Sporting 0 - Benfica 1

Em Juvenis: Sporting 1 - Benfica 2

Em Iniciados: Benfica 1 - Sporting 1

Destes apenas vi um bom pedaço dos juvenis. Um penálti estúpido e duas bolas nos ferros ditaram o resultado, mas estivemos sempre por cima e pareceu-me haver por ali muita qualidade na nossa equipa.

 

Voltando à equipa B, de todos os jogadores apresentados apenas Gonçalo Esteves (Porto), José Marsà (Barcelona) e Vando Félix (Leixões) foram contratados especificamente para esta equipa. Todos os outros são da formação de Alcochete.

 

SL

O dia seguinte

Quem se tenha limitado a conhecer o resultado e a ver o resumo do jogo, um confortável 3-0 com Sarabia a marcar um e assistir (com uma defesa incompleta do guarda-redes adversário no meio) noutro, Pedro Gonçalves a marcar nessa assistência e Paulinho a assistir noutro, depressa ficava com a ideia da "Grande resposta à goleada com o City" que vinha na primeira página de "A Bola".

Mas para quem como eu esteve num Alvalade com muito boa assistência, repleto de famílias e juventude para grande desgosto dos autoproclamados "candidatos da bancada" e dos ressabiados do sofá, a coisa foi bem diferente.

A primeira parte mostrou o que temia, um Sporting falho de ideias e intensidade, com pouca articulação nas duas alas, um Paulinho que em vez do influente pivot era um inútil ponta de lança e um Matheus Nunes a agarrar-se demasiado à bola em prejuízo da fluidez do jogo atacante. Com dois remates pífios de Pedro Gonçalves a falhar o alvo, o único remate enquadrado da primeira parte à baliza do Estoril foi mesmo o de Sarabia que esteve na origem do golo.

Veio a segunda parte, o Estoril tentou discutir o resultado e o jogo alterou-se. Os espaços foram aparecendo, a troca de Matheus Nunes por Daniel Bragança melhorou muito o futebol do Sporting, pouco depois o "Pepe" ex-Braga fez-se expulsar estupidamente, Amorim foi pondo carvão na caldeira e as oportunidades foram surgindo, com um Slimani em franca recuperação de forma e um Edwards a querer demonstrar a sua utilidade.

Mais que a grande resposta, foi a resposta possível, e ainda assim penalizada pelos três cartões amarelos de mais um apitador medíocre e corporativista, com ordem para entalar o Sporting. Quem vê estes heróis a apitar jogos do Sporting e os mesmos nos jogos do Porto (recuso-me a falar do jogo de ontem em Moreira de Cónegos) não acredita que sejam os mesmos. Mas as coisas são assim, e isto não muda com as medidas "para boi dormir" do tal "candidato de bancada". Mudará apenas quando o Sporting tiver influência efectiva nos órgãos de decisão do futebol português.

Assim vamos ao Funchal defrontar uma equipa em crescendo sem Matheus Reis, Sarabia, Palhinha e Tabata, e teremos muito que sofrer para regressarmos com os 3 pontos, mas confio que uma semana de treinos possa fazer a equipa recarregar as baterias.

Entretanto, a equipa B, com muitos juniores e juvenis e desfalcada de Gonçalo Esteves e Dário Essugo, presentes em Alvalade, quando Catamo e Benny já se foram, e ganhou também por 3-0 ao O. Hospital para a Liga 3, ocupando o 8.º lugar no grupo de 12 da Zona Sul. Uma situação a rever para a próxima época, se calhar fixando os melhores na B e pondo fim à participação nos jogos de "solteiros&casados" dos sub23.

 

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Equipa B

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Mais um jogo da equipa B na Liga 3, mais uma derrota contra um clube histórico a fazer a sua "travessia do deserto", mais uma arbitragem miserável que inclinou o campo, mais um relvado que conheceu melhores dias, mais umas palhaçadas de jogadores do adversário que apenas acontecem porque sabem que resulta com a caricatura de árbitro que lá apareceu, mais uma meia-dúzia de amarelos e uma expulsão a um elemento do banco para a equipa se calhar mais disciplinada dessa Liga, mais uma camada de nervos a ver aquilo do sofá. 

O Sporting até entrou bem, marcou um golo de penalti à dezena de minutos e acabou. Com um árbitro sempre a complicar a sua tarefa, nunca mais criou uma oportunidade clara de golo, apenas um dos muitos centros transviados bateu na trave, o V. Setúbal marcou dois golos muito consentidos, recuou linhas e geriu o resto do tempo sempre aproveitando o progressivo desnorte da nossa equipa..

Vale a pena ter resuscitado a equipa estupidamente destruída pelo ex-presidente para isto? Bom, depende da perspectiva. Uma forma de ver a coisa é que melhor escola de "futebol tuga" não existe do que esta Liga 3. Se os candidatos a craques não conseguem conviver com este estado de coisas então se calhar é porque são mais uns que prometiam muito e vão conseguir fazer muito pouco, nunca vão conseguir ser alguém no Sporting.

Obviamente que nestas idades muita coisa está em transformação, o futuro será o que cada um deles conseguir com o talento que tem, o trabalho que fizer e a sorte que o acompanhar. Qualquer julgamento que se faça nunca poderá ser definitivo.

 

Mas voltemos ao jogo. O Sporting alinhou com:

André Paulo (25); Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18) / Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (24) / Renato Veiga (18), Dário Essugo (16) / Rafael Fernandes (19) e Miguel Menino (18) / Mateus Fernandes (17); Geny Catamo (20), Youssef Chermiti (17) e Benny Sousa (21) / Vando Félix (18)

Ficaram de fora Diego Callai (17), João Goulart (21), Hevertton Santos (20), Lucas Dias (18), Paulo Agostinho (19) e alguns outros habituais nesta equipa.

Desde logo notamos aqui dois grupos etários dominantes, os com 18 ou menos (ainda com idade de júnior e juvenil) e os de 21 ou mais. 

Obviamente teriam de ser estes últimos, com outro traquejo, a ser o suporte competitivo da equipa, fazer a diferença dentro do campo e dar o conforto aos mais novos para poderem progredir. Mas a realidade é que não conseguem e com isso comprometem o rendimento da equipa.

 

Curiosamente, e para quem acha que ganhar títulos na formação é fundamental, em 2016/2017 fomos campeões de Juvenis e Juniores, com Diogo Brás e Benny Sousa (Juvenis) e Jovane (23) e Bragança (22) (Juniores). Então seria lógico supor que quatro anos depois teríamos uma bela fornada desse tempo a alimentar a equipa B. Onde é que ela está? Na equipa A com excepção daqueles dois últimos, nenhum. Gonçalo Inácio (20), Nuno Mendes (19), Tiago Tomás (19) e Eduardo Quaresma (19) são já doutra fornada.

Quantos "campeões" se perderam algures? 

E os mais novos? Aqueles que Amorim tem debaixo de olho - Nazinho, Catamo e Marsà - deixaram ontem muito a desejar, não dá para entender o que foram fazer à equipa A. Melhores dias virão.

 

O que sobrou de positivo da derrota de ontem? Dário Essugo e Youssef Chermiti, que fazem o trabalho deles e ainda tentam fazer o dos outros.

E o treinador? Que treinador resiste a laterais que não acertam um centro, a médios que passam para ninguém e rematam para a bancada, a defesas que marcam com os olhos e entregam a bola aos avançados contrários e a guarda-redes que ficam na viagem e levam com chapéus de aba larga? Mas quem é que treina os jogadores e melhora os seus "skills"? Não é o treinador? 

Bom, que me desculpem os jovens citados, mas fica o desabafo feito. Têm de ser eles os primeiros a reconhecer que devem mostrar mais, muito mais. Se o lugar da equipa B do Sporting não é na Liga 3, muito menos é para andar em lugares de luta pela permanência.

 

Próximo jogo: 22/01/2022, 15h, Sporting - Cova da Piedade

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Sporting B

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Na foto em cima: Hevertton, Marsá, Eduardo Pinheiro, Tiago Rodrigues, Chico Lamba, Goulart e André Paulo. Em baixo: Diogo Brás, Fábio Názinho, Vando Felix e Geny Catamo.

 

Este é um post que já tinha prometido fazer sobre um tema que deve interessar todos os Sportinguistas, sempre com o objectivo de questionar para melhorar.

Noutro post abordei o tema da política de formação do Sporting introduzida por Frederico Varandas, rompendo com o modelo do contratar para ser campeão no escalão, e onde, visto de fora, Tomaz Morais me parece ser o grande motor do projecto, recuperando ideias caras a Aurélio Pereira mas introduzindo uma transversalidade orientada à produção de jogadores para a primeira equipa. Trata-se duma política que necessita à frente dessa equipa alguém que consiga conjugar a luta pelos títulos com o lançamento de jovens. Keizer e Silas muito deixavam a desejar nesse aspecto, pelo que apenas com Rúben Amorim conseguiu produzir resultados.

E esses resultados traduzem-se nos cerca de 50% de jovens de Alcochete no plantel duma equipa principal ganhadora, e pela grande venda dum deles, Nuno Mendes, ao PSG.

Mas, como em tudo, essa política de formação tem pontos fracos. Um deles é a equipa B,  de todas as equipas dos escalões de formação aquela talvez mais obrigada a objectivos. Porque não se trata só de ganhar o título respectivo entre equipas semelhantes: aqui descer ou subir de divisão tem consequências enormes para o futuro da mesma equipa. E trata-se duma competição onde os adversários são bem mais velhos e experientes, que obrigam os nossos jogadores a crescer e os preparam para o profissionalismo ao mais alto nível.

 

Um pouco de história para começar.

A equipa B do Sporting foi criada em 2000/2001, na sequência duma experiência de clube satélite com o Lourinhanense, da qual a única coisa boa que resultou foi a venda de Boa Morte para Inglaterra, com o objectivo de fazer evoluir dentro de casa os ex-juniores que não conseguiam dar o salto imediato para a primeira equipa, evitando empréstimos com baixa taxa de sucesso.

Durante quatro épocas essa equipa competiu na 3.ª divisão da altura (2.ª B), primeiro em casa emprestada, no caso o Municipal de Rio Maior, depois já em Alcochete, com classificações distintas (14º, 2º, 15º e 18º) e a descida de divisão ditou a sua extinção.

Renasceu em 2012/2013, já na 2.ª Liga, resistiu outros seis anos com classificações também diversas (4º, 6º, 5º, 10º, 14º e 18º) e foi mais uma vez extinta com o argumento de se apostar numa nova competição, os sub23.

Na primeira época desta nova fase, com Oceano e Dominguez como treinadores e Manuel Fernandes como director, tivemos mesmo a melhor equipa B de sempre, com Arias, João Mário, Esgaio, Dier e vários outros, alguns a serem lançados no final da época por Jesualdo Ferreira na A.

Na época seguinte, e com um autocarro de "Inácios", cada um pior que o outro, foi Abel Ferreira o treinador promovido dos juniores o escolhido, que fez por se articular com o então treinador principal, Leonardo Jardim. Demitido sem explicações aos sócios no arranque de mais uma época, Abel Ferreira, se calhar a vomitar "Inácios", deu lugar a João de Deus, actual adjunto de Jorge Jesus, também ele demitido na época seguinte para dar lugar a Luís Martins. 

Posso dizer que acompanhei todas aquelas fases. Visitei muitos campos e estádios de que só conhecia o nome: Lourinhã, Rio Maior, Mafra, Amora, Seixal, Barreirense, Oriental, Olivais e Moscavide, entre outros, pelo que tenho alguma competência para falar sobre o assunto. Pude apreciar jogadores como estes onze que aqui indico, todos com largas dezenas de jogos pela equipa B:

Beto; Miguel Garcia, José Fonte, Rúben Semedo e Eric Dier; Esgaio, Carlos Martins, Custódio e João Mário; Ricardo Quaresma e Gelson Martins.

 

Vamos agora para a situação actual. Como sabem, em 2020/2021 a equipa B renasceu mais uma vez, agora sob o comando de Filipe Çelikkaya, para competir numa série do Campeonato de Portugal que a apurou (ficou em 2.º lugar, logo atrás do E. Amadora, que conseguiu o apuramento para a 2.ª Liga) para a nova 3.ª Liga, onde compete este ano na série F.

O não-apuramento para a 2.ª Liga provocou uma revolução no plantel com a saída definitiva ou por empréstimo de alguns jogadores que poderiam ser importantes nesse contexto mas já com uma idade que não antevia grande futuro no Sporting. Poucas contratações foram feitas, e as que foram demoraram e demoram a mostrar argumentos que justifiquem as apostas.

Assim está a ser tudo menos conseguida esta nova temporada da equipa B. Depois dum início razoável, com um empate fora e uma vitória caseira, as derrotas sucederam-se. O último jogo foi heróico, empatado a dois com dois jogadores a menos ao intervalo: conseguimos marcar mais dois no segundo tempo e conquistar a vitória.

O Sporting B segue na 9.ª posição de 12 com menos um jogo e 12 pontos: 3V, 3E e 5D, 12GM, 15GS. Corre o risco de descer de divisão.

  1. Real Massamá (F) - 0-0
  2. Caldas (C) 1-0
  3. Torreense (F) 3-4
  4. V.Setubal (C) 0-1
  5. Cova da Piedade (F) 2-0
  6. Alverca (C) 1-2
  7. Amora (F) 0-3
  8. U.Leiria (C) 0-2
  9. O.Hospital (F) 1-1
  10. Oriental Dragons (F) 0-0
  11. Real Massamá (C) 4-2

 

Então a que se deve este fraco desempenho, em que os resultados apenas ilustram a falta de qualidade do futebol apresentado e as debilidades estruturais da equipa ?

Se calhar existem várias causas para esta situação:

1. Qualidade dos competidores

Quando se fala numa série da 3.ª Liga pode ficar-se com uma ideia completamente errada da valia das equipas em questão. Esta série conta com dois clubes com pretensões a voltar rapidamente ao escalão principal, casos do V. Setúbal e Alverca, outros que querem voltar à 2.ª Liga, como o Real Massamá e o Cova da Piedade, e dispõem de treinadores como Luís Loureiro (Real Massamá), Bino (U. Leiria) e Argel (Alverca), este penso que até já foi treinador principal no Brasileirão. Não é fácil jogar com equipas bem orientadas, muito experientes e sem preconceitos em enveredar pelo jogo sujo, como simulação de faltas, perdas constantes de tempo quando em vantagem, faltas constantes para interromper o jogo e simulação de lesões para os jogadores descansarem em momentos críticos. Essas equipas jogam com a ansiedade de quem quer jogar bem e ganhar.

2. Arbitragens deploráveis

Se no último jogo foram duas expulsões e um penálti, nos outros cartões e penáltis têm sido constantes contra o Sporting por mais duvidoso que seja o lance. Depois disso todo um fechar de olhos ao jogo sujo, simulação de lesões e queima de tempo por parte de alguns adversários. Quando marcam o primeiro golo, e muitos deles pelo tal penálti duvidoso, o jogo parece que terminou ali com o árbitro a gozar a situação e a castigar os nossos cada vez mais enervados jogadores.

3. Falta de matéria-prima de qualidade

Os melhores jovens já jogam ou treinam na A. Eduardo Pinheiro e o resto da fornada de 20-21 anos que por ali ficou, jogadores como Goulart e Bernardo Sousa, não parecem ter a capacidade necessária para segurar a equipa e ajudar os jovens que ali surgem em rotação constante. Essugo, Gonçalo Esteves, Nazinho e Catamo tanto jogam como não, e Hevertton já merece estar num patamar de titular indiscutível, e não andar às sobras do Gonçalo e do Marsà. 

Depois, e isto é uma crítica transversal a toda a formação do Sporting, faz-me uma certa confusão a falta de padrão físico por posição: muitos baixinhos bons de bola mas falhos de capacidade de choque misturados com matulões de "pé de chumbo".

4. Modelo de jogo / sistema táctico.

Mas afinal se a B é a antecâmara da A, porque não joga a B como a A, não joga em 3-4-3 e no modelo de jogo já aqui explicado da A? Não serve para a 3.ª Liga? Mas como não, se Amorim tirou grandes resultados do mesmo no Casa Pia? Entendo perfeitamente que a formação até aos sub23 funcione em 4-3-3, que dá outra liberdade e evolução aos jogadores, e permite formar centrais, laterais, médios, extremos e pontas de lança. Mas na B não seria para lhes transmitir outra cultura táctica e capacidade competitiva perante adversários fechados, com intensidade física e a jogar no erro adversário? Ou a questão é que Amorim algum dia sairá e quem vier a seguir pode ter outro modelo qualquer? Assim, o que fica é que a única coisa em comum entre as equipas A e B são os equipamentos.

5. Liderança técnica

É um facto inegável que Filipe Çelikkaya não tem um curriculum que entusiasme ninguém, basta lembrarmo-nos dos treinadores que atrás mencionei, e daqueles que estão nos rivais, Veríssimo e Folha. Obviamente que o curriculum só por si não é decisivo, Amorim veio com pouco ou nenhum, mas não se vê prova que esteja ali alguém com potencial, porque o futebol da equipa não entusiasma ninguém. 

 

Soluções?

Bom, esperemos que a última vitória seja o click que faltava a esta equipa para fazer uma grande segunda volta e colar-se aos da frente. Noutras circunstâncias poderiam vir da A reforços para resolver o problema, mas nas actuais é a A que vai deitar mão de tudo o que precisar das restantes equipas. Contratar para a B não é solução, contrata-se apenas para a A, actual ou futura. Trocar de treinador neste momento e neste contexto em que não sabe quem vai dispor na semana seguinte também não me parece minimamente justo.

Então que fazer?

Deixo aqui a pergunta.

 

PS: Enquanto isso, nos sub23 já estamos fora da corrida ao título de campeão (4.º em 8 na zona Sul), na Youth League vamos disputar a passagem à fase seguinte com o Ajax, em Juniores vamos em 2.º na zona Sul.

 

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Simples e claro

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Dortmund-Sporting. Onze titular do Sporting: Diego Callai; Diogo Travassos, Chico Lamba, Emanuel Fernandes, Jacinto Dos Nazinho; Renato Veiga, Miguel Menino, Mateus Fernandes; Diogo Cabral, Skoglund e Lucas Dias

 

No site do Sporting:

Após o jogo com o AFC Ajax, Rúben Amorim deu ainda os parabéns aos juniores do Sporting CP que, nesta terça-feira, garantiram a passagem aos oitavos-de-final da UEFA Youth League ao vencerem o AFC Ajax por 2-3.

“A perderem por 2-0 com o AFC Ajax, que se ganhasse passava, mostraram o mesmo espírito que a equipa principal demonstra. Deram a volta, ganharam e estão qualificados. Estão de parabéns”, disse o técnico verde e branco.

“As equipas B e sub-23 do Sporting CP têm tido uma rotação muito grande porque nós lhes estamos a retirar muitos jogadores e é difícil aos treinadores lidarem com isso. Esta equipa da Youth League de repente ficou sem três jogadores e o Filipe Celikkaya [treinador da equipa B] todas as semanas fica sem jogadores, porque os perde para a Youth League e para a equipa principal. É muito difícil eles criarem uma rotina de treino assim. Portanto, parabéns a eles e parabéns aos miúdos da Youth League”, sublinhou, atirando: “Demonstraram aquilo que o Sporting CP sempre foi e é neste momento”.

“Vou tentar não lhes tirar muitos jogadores, mas não prometo nada. Acho que estamos no bom caminho”, finalizou em tom bem-disposto.

 

Tudo simples e claro. Não há dúvida de que os treinadores das equipas sub-23 e B estão em dificuldades. Os sub-23 não têm conseguido envolver-se na corrida do campeonato e a equipa B ainda está em 10.º de 12 equipas nas respectivas séries da 3.ª Liga a 15 (!) pontos do primeiro, o U. Leiria comandado pelo nosso ex-jogador Bino.

Mas Gonçalo Esteves, Nazinho e Dário Essugo estrearam-se na Liga dos Campeões e, na casa do Ajax e numa equipa de sub-19 construída com alguns jogadores que costumam jogar nos juniores, outros nos sub-23 e outros ainda no B, garantem o primeiro lugar no grupo e a passagem à fase seguinte da Youth League.

É uma mudança de paradigma que é necessário compreender na gestão desportiva de Alcochete: a conquista de títulos na formação passou a ser secundária em relação à formação de jogadores para a equipa principal. 

A questão do futuro desportivo do Sporting B permanece sem solução. A equipa não tem argumentos para lutar pelos primeiros lugares na sua série e está em sério risco de descida, um tema que retomarei no momento oportuno.

 

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Aposta na formação

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Muita coisa que fazer, jogos em dias e horas dos mais diversos, tem sido complicado ver os jogos das equipas secundárias em condições, de forma a ter uma ideia mais precisa do estado da situação no que respeita à formação. E o site do Sporting não ajuda muito, por falta de cuidado na actualização e duma organização orientada ao acompanhamento das equipas. Só o outsourcing técnico não chega, falta quanto a mim uma arrumação por modalidades, cada uma com um supervisor de conteúdos próximo da estrutura técnica respectiva.

Claro que podemos ir pelos resultados mas, volto a dizer, estamos a falar de formação, os resultados são secundários relativamente à evolução dos jovens e ao processo de selecção e apuramento dos mesmos para a equipa principal. Quem não acreditar que vá ver quantos dos últimos campeões de juniores e juvenis pelo Sporting (2017/2018) lá chegaram.

Ainda no último jogo da B, do qual acabei por ver um bom pedaço já sabendo o resultado final, o Sporting estava a jogar razoavelmente e a dominar completamente o desafio e eu a pensar, mas como raio é que eles vão conseguir perder o jogo. Oportunidades desaproveitadas, um canto, um falhanço de Marsà um golo, logo a seguir outro falhanço do mesmo, outro golo. Ok. Foi assim.

Noutros jogos que vi foi a mesma coisa. Muitos resultados comprometidos por falhas individuais. Não existem plantéis fixos. Muitos jogadores vão rodando pelas diferentes equipas, incluindo a A, sendo confrontados com diferentes desafios e ambientes competitivos. Um bom exemplo é o Miguel Menino, com 3 jogos pela B, 4 pelos sub23 e 2 pela Youth League.

 

Assim os treinadores sofrem, as rotinas perdem-se e os resultados não demonstram a evolução dos jogadores:

Equipa B -  Segue em 8.º de 12 na 3ª Liga com 2V 1E 3D

Sub23 - Segue em 3.º de 7 na Fase Regular Sul com 3V 2E 2D

Youth League (Misto Sub23/Sub19) - Segue em 2.º de 4 no grupo C, com 1V 2E 0D

Juniores (Sub19) - Segue em 4º no Grupo B/ Zona Sul, com 4V 4E 1D

Torneio Al Abtal / Arábia Saudita Sub19 - Segue em 1.º do grupo, com 1V 0E 0D (Ganhou 3-2 ao Real Madrid)

 

O onze de jovens que sigo com mais atenção, não sei se num caso ou noutro Amorim pensa da mesma maneira que eu:

Diego Callai (17); Gonçalo Esteves (17), Gilberto Baptista (17), Frobenius (18) e Hevertton Santos (20); Miguel Menino (18), Dário Essugo (16) e Marco Cruz (17); Geny Catamo (20), Sogklund (18) e Isnaba Mané (17)

Curiosamente temos aqui quatro naturais de Portugal, dois da Guiné Bissau, dois do Brasil, dois da Noruega e um de Moçambique. 

Próximo jogo : Amanhã, 15h, Amora - Sporting B 

 

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Aposta no futuro

Cova da Piedade, 0 - Sporting B, 2

Acabei de ver, com muito gosto, a vitória do Sporting B contra o Cova da Piedade (0-2), em partida disputada na Malveira. Excelente exibição dos nossos jogadores, que dominaram por completo o desafio, mesmo tendo actuado com um a menos durante metade da segunda parte devido à expulsão de Edu Pinheiro. 

Destaco a estreia a marcar de Gonçalo Esteves - o ala direito que veio do FC Porto: grande golo aos 69', executado com o seu pé menos bom, que é o esquerdo. Golo de notável execução técnica, coroando uma bela jogada protagonizada por Dário Essugo junto à linha direita. Dário - o melhor em campo - teve momentos fulgurantes, comprovando a sua valia no plano físico e técnico. É, sem dúvida, um dos mais promissores da nossa formação.

Realço ainda Geny Catamo, autor do primeiro golo leonino, logo aos 9'. Que também começou a ser construído por Dário, com total eficácia. Intensidade, capacidade de desequilíbrio, dinâmica ofensiva: características deste médio que pode vir a ser muito útil no meio-campo da equipa principal.

Este foi um jogo igualmente marcado pela estreia do catalão José Marsà, central esquerdino que chegou no Verão, oriundo do Barcelona. Teve bons apontamentos, mas ainda insuficientes para extrairmos conclusões. 

Tiago Rodrigues (outra estreia), autor da assistência para o primeiro golo e o capitão João Goulart, timoneiro da defesa, também justificam referências positivas numa partida em que o guarda-redes, André Paulo, protagonizou a primeira intervenção digna desse nome quando já estavam decorridos 60'.

Este onze da equipa B incluiu quatro jogadores sub-20: Marsà (19 anos), Gonçalo Esteves (17), Dário (16) e Vando Félix (19). Sinal inequívoco de que a aposta no futuro continua a ser um lema deste Sporting campeão.

Sporting B

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O Sporting B iniciou ontem a sua participação na Liga 3 com a visita ao Real Massamá, num final de tarde frio e ventoso (a tal "onda de calor" esteve mesmo ausente e à hora que escrevo este post isto parece mesmo um dia de inverno), empatando 0-0 num jogo nem sempre bem jogado que dominou de princípio ao fim. Eu sei bem que foi assim, porque foi a primeira vez que voltei a uma bancada dum estádio desde aquele dia em que Rúben Amorim chegou ao Sporting.

É a segunda época da renascida equipa B. Com Godinho Lopes tivemos a melhor equipa B de sempre, com Esgaio, João Mário, Dier, Bruma, Arias e muitos outros, mas depois Augusto Inácio e Bruno de Carvalho encarregaram-se estupidamente de a destruir com Dramés, Sackos e Gazelas, muitos autocarros de entulho chegaram de facto a Alcochete nesse tempo, trocando-a por uma equipa de sub-23 em que ex-juniores voltam a defrontar outros ex-juniores nuns joguinhos bonitos de ver e pouco mais.

Nesta Liga 3, como na 2, a música é outra. Marcações em cima, não há espaço nem tempo para adornar o lance, há que pôr o físico e executar bem e depressa, ou seja, além da capacidade técnica de cada um. Este espaço de competição permite dotá-los das ferramentas necessárias para terem sucesso no futebol profissional. Como aconteceu com jogadores como Beto, Miguel Garcia, José Fonte, Custódio e muitos outros, além dos que mencionei antes.

Por outro lado, e se os resultados são secundários relativamente à evolução dos jogadores, o Sporting B entra sempre em campo para ganhar a adversários menos dotados tecnicamente, exactamente aquilo que acontece em quase todos os jogos da A.

O Sporting B partilha com a A os princípios do jogo: sair em construção, atrair para romper, variar o flanco, etc, mas joga em 4-3-3, sistema que permite outra liberdade a cada jogador relativamente ao 3-4-3. Faria sentido jogar no mesmo sistema da A? Mas que sistema irá utilizar o treinador que vier a seguir a Amorim? Com certeza a questão foi analisada e decidiu-se por manter na B o sistema de jogo comum a toda a formação do clube. Amorim depois trata da adaptação necessária do jogador que pretende promover.

Na época passada tivemos uma equipa B com bom desempenho mas em que se percebia que havia muita gente sem o talento necessário para chegar algum dia à primeira equipa, e uma equipa sub23 a perder jogos sobre jogos mas com dois ou três elementos de grande talento.

Dessa equipa B muitos saíram do clube, ainda agora vimos Nuno Moreira e Tomás Silva a jogar pelo Vizela, e aqueles da sub23 que referi agora estão na B. Vieram ainda meia-dúzia de reforços que pensava que se iriam estrear neste jogo, mas por alguma razão que desconheço estiveram ausentes.

 

O Sporting B alinhou com:

André Paulo (24); Hevertton Santos (20), Chico Lamba(18), João Goulart (21), Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (23)[C], Dário Essugo (16), Geny Catamo (20); Bernardo Sousa (21), Joelson Fernandes (18) e Paulo Agostinho (18). Jogaram depois Rafael Fernandes (19), João Daniel(19), Lucas Dias (18), e Tiago Rodrigues (20).

O melhor em campo foi claramente Essugo, um "panzer" no meio-campo sempre a procurar meter velocidade no jogo e a variar jogo com critério. Depois dele, Hevertton e Joelson, a qualidade está lá mesmo que não tenham resolvido o jogo como muitas vezes conseguem. Depois há um ou outro que têm de melhorar muito para justificar a presença, em particular o Chico Lamba e o Paulo Agostinho. A capacidade física está lá, mas o resto...

Quanto ao Edu Pinheiro, se calhar está lá pela braçadeira e entende-se. Sobre André Paulo (o outro mais velho) de longe parece Adán mas pelo que teve que fazer pouco mais posso adiantar.

Se quiserem o relato do jogo ou o desempenho da árbitra podem ler noutro sítio, eu fui lá para apreciar os jovens que entraram em campo com a camisola do Sporting. E sempre que se proporcionar tentarei estar presente.

 

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Que equipa B para a próxima época?

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Com o empate de ontem num quintal alcatifado algures na Moita terminou a época da nossa equipa B, tendo a assegurado o acesso à futura 3.ª Liga, onde se espera que existam relvados em condições.

Neste último encontro já não participaram vários jogadores que terminam contrato no final de Junho, e que não demonstraram valor que perspectivasse interesse no futuro para a equipa A. Do Elves Baldé até ao Mees de Wit. Tomás Silva já se tinha despedido pela equipa A frente ao Marítimo. Assim, foi um ensaio daquilo que será a equipa B do próximo ano, com miúdos talentosos mas alguns muito verdinhos, como Hevertton, Názinho, Rodrigo Fernandes, Catamo, Joelson, Tiago Ferreira e Nuno Moreira. Os defesas centrais deixam muito a desejar, e ponta de lança simplesmente não existe. Para marcar é preciso muito, e para sofrer quase nada.

 

Longe vão outros tempos em que a equipa B, com Dier, Ilori, João Mário, Esgaio e Bruma, entre outros, era capaz de ganhar à equipa A, na altura repleta de mediocridade do tipo Boulahrouz, Pranjic, Gelson Fernandes e Labyad. Esta renascida equipa B é aquilo que pode ser, e não vale a pena pensar que pode ser outra coisa.

Os melhores jovens integram já a equipa A, do Nuno Mendes ao Tiago Tomás. Quem alinha na B é porque não demonstrou ainda valor suficiente para ser promovido e não por ter o lugar tapado por um estrangeiro qualquer. Por outro lado, ainda bem. Assim não vejo repetir os disparates da era Inácio, dos Sackos, Dramés, Guimas e Gazelas e muitos outros pernas de pau que vieram para a equipa B, ou seja, não existem contratações específicas para esta equipa.

A próxima época na Liga 3 não vai ser nada fácil. É escusado até pensar na subida à Liga 2. A árvore tem de ganhar raízes.

 

No final o treinador Filipe Celikkaya disse: "Queremos que os jogadores cresçam e tenham oportunidades em contextos mais exigentes. É a única maneira de promovermos o futebol jovem dentro do Sporting CP e a nível nacional no futuro (...) É o ADN Sporting. São jogadores formados nesta casa, muitos com mais de dez anos de Sporting Clube de Portugal. É uma grande felicidade. Muitos deles vão partir. Já lhes disse que vou ter saudades dos que não vão ficar connosco, mas todos participaram de forma concentrada e profissional no processo deste ano. Têm uma vivência muito grande dentro de um Clube grande que os vai ajudar na sua carreira."

Acho que a equipa está muito bem entregue.

 

Com o regresso dos escalões de formação, em particular dos juniores, pergunto-me se faz sentido manter também uma equipa de sub23 ou se deveríamos fazer como o Porto.

Esta época foi deprimente. A equipa parecia um misto de jogadores que variavam de jogo para jogo, com individualidades sim, mas sem qualquer fio de jogo. Para a próxima, não faço ideia que plantel possa existir.

 

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Sporting B e C (sub-23)

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Inauguro aqui uma rubrica sobre as nossas equipas secundárias. Algumas vezes conseguirei ver os jogos e comentar o que vi; noutras, como nesta, fico-me pelos resultados e fichas do jogo. Convido todos a ver os jogos e contribuir com informação útil para esta rubrica, que se quer de partilha e envolvimento de todos nestes escalões de formação por onde passaram e passarão muitos futuros titulares da 1.ª equipa e alguns mesmo chegarão à Selecção Nacional.

 

Assim tivemos neste fim de semana:

Sporting B - Fabril do Barreiro, 3-0

André Paulo; João Oliveira, João Silva, João Ricciulli, Flávio Nazinho; Rodrigo Fernandes, Tomás Silva e Bruno Paz (Cap, 1G); Rafael Camacho, Pedro Marques (2G) e Elves Baldé.
 
Entraram depois João Goulart, Mees de Wit, Geny Catamo, Nuno Moreira e Marco Túlio.
 
Treinador : Filipe Çelikkaya
 
Com esta vitória o Sporting B continua na segunda posição na série G do Campeonato de Portugal, a 2 pontos do Estrela de Amadora. Quem ficar em primeiro sobe à 2.ª Liga. Defrontam-se no próximo dia 20 em Alcochete.
 
 
Em sub-23, Sporting - Portimonense, 1-1
 
Diogo Almeida; Herverthon (Cap), Rafael Fernandes, Chico Lamba e Gonçalo Costa; Renato Veiga, Bernardo Sousa e Bruno Tavares; Tiago Fernandes (1G), Paulo Agostinho e Joelson Fernandes.
Entraram depois Duarte Carvalho, Lucas Dias Tiago Santos, Edson Silva e Nicolai Skoglung.
 
Treinador : Filipe Pedro
 
Com mais este empate, o Sporting fica em 5.º lugar na série Sul, sem hipóteses de passar à fase seguinte.
 
 
São duas equipas a jogar da mesma forma, dispostas no 4-3-3 standard da formação do Sporting mas com alguns princípios de jogo comuns à equipa A, na construção desde trás, na circulação de bola e no ataque à profundidade.
 
Com a criação da equipa B, e porque praticamente não houve como no passado contratações específicas para esta equipa, a equipa sub-23 ficou com uma mistura entre as sobras dessa equipa em cada momento e alguns juniores e juvenis. Por outro lado, tem-se procurado dar oportunidades e minutos a muitos, e os onzes iniciais tem variado muito. Assim não admira que o seu desempenho não seja famoso.  Nesta equipa têm-se destacado Heverthon, Tiago Ferreira, Joelson Fernandes e Genny Catamo.
 
Já na equipa B, temos alguns já testados na 1.ª equipa como Pedro Marques, Rodrigo Fernandes e mais recentemente Rafael Camacho, André Paulo é um guarda-redes sóbrio, tipo Adán, que pode lá chegar. Fala-se que João Silva (conheço mal) vai seguir as pisadas do Gonçalo Inácio. Os excedentes mais velhos da 1.ª equipa (Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Bruno Paulista) não têm sido convocados, o que se entende: o Sporting está a procurar a saída de todo eles.
 
 
Que conclusões a tirar disto tudo?
 
O Sporting tem neste momento um conjunto extenso de jogadores sub-23 de muita qualidade, uns com mais passado em Alcochete e no Sporting do que outros, alguns na equipa A, outros na B, outros nos sub-23. Na prática, uma equipa C. Se o Sporting alinhasse na 1.ª Liga apenas com sub-23 não ficaria com certeza assim tão mal colocado.
 
A equipa B está no rumo certo, com quase todos os jogadores formados em Alcochete, alguns deles a bater à porta da equipa principal. De vez em quando um ou outro da equipa A, como Quaresma, desce para ter minutos e ajudar também a equipa.
 
A equipa sub-23 está a cumprir o seu papel. A classificação é pouco relevante: interessa é manter a jogar e fazer evoluir alguns jovens como aqueles que mencionei.

 

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