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És a nossa Fé!

Aposta na formação

A cerimónia de comemoração dos 20 anos da Academia de Alcochete deixou claro nas intervenções realizadas e nos projectos de desenvolvimento apresentados que, depois dum período de estagnação e de completa ultrapassagem pelo Seixal marcado pelo desleixo e falta de visão estratégica, o Sporting regressou ao projecto inicial centrado no jogador imaginado pelo mestre Aurélio Pereira.

E se a Academia de Alcochete, bem como o Pólo da EUL, são fundamentais na aposta firme e sustentada do Sporting na formação, o treinador principal não deixa de ser uma peça fundamental nessa aposta também.

Curiosamente a relação entre Aurélio Pereira e Rúben Amorim vem de longe. Já em 1998 o teria convidado a vir treinar ao Sporting, depois a coisa não se concretizou, se calhar por isso deve ser com grande orgulho que disse agora: "Há uma estratégia da administração e o treinador é funcionário do clube, tem de responder a essa chamada. Rúben Amorim é um rapaz que se interessa pela formação, muito acessível. Sai do treino dos seniores e vem logo direito aqui aos campos para ver o que se passa. Está sempre atento."

Outra peça essencial na aposta é o recrutamento. Na Academia não podem existir lugares cativos, a sua porta tem de estar permanente aberta ao talento nacional e internacional, dentro dum quadro de integração e respeito pelos valores do clube. Foi assim e terá de ser assim que jogadores como Nani, Palhinha, Jovane ou Matheus Nunes se formaram no Sporting, cada um chegando na idade que chegou e integrando-se da melhor forma com quem lá estava desde tenra idade.

Neste momento existem por lá, além de africanos das ex-colónias, dois ou três noruegueses, mas se calhar faria sentido haver mais talento estrangeiro do tipo Plata, Duscher ou Ugarte, dentro dos condicionalismos FIFA existentes. Para isso é necessário um scouting eficaz. Para descobrir Catena ou Marsà não é preciso grande scouting.

Por último, não podia deixar de falar da equipa B, que mais uma vez vai ser completamente remodelada e ainda mais jovem que a anterior. Ao contrário do que eu gostaria, a B vai continuar a não ter nem plantel nem estatuto próprio de acordo com a responsabilidade de defender o clube nas ligas profissionais. Prevejo que vá mais uma vez ter dificuldades para se manter na Liga 3.

Era um debate que gostava de ver feito, se faz sentido continuarmos assim ou apostarmos (e gastarmos) para ter a equipa a bater-se com os rivais na Liga 2.

SL

Aposta na formação

No passado dia 13 de Abril, defrontaram-se em Alcochete as equipas sub19 de Sporting e Benfica na luta pela conquista da Youth League. O resultado foi 0-4 favorável aos rivais, que haveriam de conquistar a final por goleada frente ao Red Bull Strasburgo.

Há três ou quatro anos o Porto ganhou também essa competição. Neste momento Diogo Costa, Fábio Vieira, João Mário e Vitinha são titulares da equipa A do Porto.

Além dessa equipa, o Benfica conta com uma equipa B na metade superior da 2.ª Liga, e já conseguiu colocar dois jovens, Paulo Bernardo e Gonçalo Ramos, como titulares da equipa principal. 

Então só mesmo por ganância, incompetência ou desleixo (com Rui Costa nunca se sabe) é que o Benfica daqui a um par de anos não vai ter uma óptima equipa alicerçada na formação. Mas isso é problema deles.

O nosso problema é que... não conseguimos competir com eles nos 18-21 anos.  A nossa equipa B acabou em penúltimo lutar na luta pela manutenção na 3.ª Liga. Em 2013, com Oceano e Manuel Fernandes, tínhamos a melhor equipa B de sempre, a lutar pelas posições cimeiras, com jogadores como Eric Dier, Santiago Arias, Bruma, João Mário, Esgaio, Ilori, Mica Pinto e alguns outros que não faço ideia onde param.

Mas se olharmos para os escalões anteriores em termos etários, nos últimos dérbis ganhamos ao Benfica por 4-1 em sub15, 2-1 em sub16 e 3-1 em sub17. E neste fim de semana ganhámos 4-0 no Porto em sub17 também. E em sub19 também conseguimos 2-2 no Seixal contra uma equipa que contou com metade daqueles que ganharam a Youth League.

Então onde está o problema? Os treinadores deles dos sub19 e acima são bestiais e os nossos umas bestas, mas dos sub17 para baixo é o contrário? O modelo de formação deles é bom e o nosso não presta?

No meu entender existe um fosso ou um cratera de qualidade, o que queiram chamar-lhe, no escalão etário 18-21 na formação de Alcochete relativamente ao Seixal que apenas o tempo irá resolver. Muito Amorim tem andado à pesca em Alcochete, mas as trutas contam-se pelos dedos duma mão.

E existe porque há uns anos o Seixal ultrapassou completamente Alcochete, no recrutamento, nas infraestruturas, nos recursos técnicos. E fez isso com alguns que aprenderam e se projectaram em Alcochete, como Pedro Mil Homens. Houve até quem se baldasse aos investimentos e quisesse deslocalizar a academia.

Felizmente alguma coisa mudou no bom sentido, como os resultados dos mais novos demonstram. E com certeza não foram só os colchões. 

Felismente também o Sporting está a conseguir trazer para Alvalade talentos como Gonçalo Esteves, Tomás Cruz, Diogo Abreu, Marsá, Fatawu ou Ugarte, para obviar a esse fosso.

Mas falta uma coisa que julgo muito importante. Devolver a equipa B à 2.ª Liga, tornando-a um espaço exigente de desenvolvimento de jogadores para entrada directa na primeira equipa.

SL

 

Gestão de activos

Estamos quase a chegar ao fim da temporada, as coisas estão mais ou menos definidas. O Sporting conquista o segundo lugar da Liga com acesso directo à Champions, a Supertaça, a Taça da Liga, ultrapassa a fase de grupos da Champions, e projectou dois ou três jogadores que podem render muitos milhões de euros. 

Foi uma temporada com Covid a rondar, muitas lesões e castigos. Vários jogadores não conseguiram reproduzir a grande época do ano passado, como aconteceu com Porro e Pedro Gonçalves. Mas que permitiu a explosão de outros, como Matheus Nunes e Matheus Reis.

Foi uma temporada em que os dois reforços de Inverno deviam ter chegado no Verão, com tempo para se ajustarem às ideias e à liderança de Amorim.

Foi uma temporada com várias derrotas e duas bem pesadas para a Champions. Nunca vi Rúben Amorim levar um banho táctico de ninguém, o que vi foi um Sporting dentro do seu sistema táctico a ser impotente para travar a superioridade individual ou a eficácia ou a intensidade física ou a concentração defensiva do adversário. E a arriscar demasiado no final de alguns jogos para conseguir a vitória mas acabando por transformar empates em derrotas.

 

Aqui podemos questionar porque não recorre mais Rúben Amorim ao 3-5-2, colocando uma unidade adicional no meio-campo e deixando dois elementos soltos no ataque. Até porque existem elementos no plantel adequados ao papel de médio ofensivo, o tal 10. Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Tabata, até Paulinho. A verdade é que na época passada Amorim experimentou isso algumas vezes e as coisas não correram bem, parece que ficou vacinado e desistiu da ideia.

A verdade é que insistindo nos dois médios, Matheus Nunes vai com 3623 minutos de jogo, Palhinha com 2575, Ugarte com 1755, Daniel Bragança com 1136, Tabata com 929, Essugo com 55. Ou seja, enquanto Palhinha e Ugarte dividiram o tempo na posição 6, e hoje não sei qual rende mais, Bragança e Tabata não demonstraram argumentos a Amorim para rodar com Matheus Nunes na posição 8. E se para mim Bragança não tem físico nem intensidade defensiva para a posição, Tabata poderia fazer de Matheus Nunes mais vezes.

Outra coisa que me faz confusão é porque deixou transformar Paulinho dum interessante pivot ofensivo num inútil ponta de lança plantado lá na frente. Deixou de ser influente na construção e não passou a marcar mais golos.

 

Além do palco, convém dar atenção aos bastidores. Uma equipa B com um desempenho que deixou muito a desejar e não conseguiu a promoção à 2ª Liga. E um conjunto de jogadores emprestados / encostados que dariam para formar outro plantel e que na maior parte dos casos pouco rendimento tiveram nos clubes de empréstimo:

GR: Anthony Walker, Renan Ribeiro.

D: Eduardo Quaresma, Tiago Ilori, Rodrigo Rêgo.

M: Carlos Jatobá, Marco Túlio, Eduardo Henrique, Filipe Chaby, Bruno Paz, Rodrigo Battaglia, Idrissa Doumbia.

A: Pedro Mendes, Pedro Marques, Andraž Šporar, Rafael Camacho, Luiz Phellyppe, Joelson Fernandes, Gonzalo Plata, Bruno Tavares, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Geny Catamo.

Qual destes todos é titular indiscutível no clube de empréstimo? Eduardo Henrique... 

Quantos não calçam? Muitos...

Aqui há realmente muito trabalho a fazer.

 

Desde logo importa reajustar o plantel principal de acordo com as saídas previstas, e disso deu conta o Pedro Correia no post de ontem. Sempre numa óptica de ter dois jogadores de valor aproximado por posição, de forma a promover a competitividade interna e equilibrar a utilização.

Depois, fazer diminuir drasticamente esta lista de emprestados, da qual muito poucos terão futuro em Alvalade, vendendo ou libertando, assegurando algum ganho no futuro. 

Depois ainda, parece-me que a equipa B tem de ser repensada. Mais que um espaço de crescimento de jovens em rodízio com outras equipas da formação (que a equipa sub23 pode muito bem continuar a fazer), importaria fazer da mesma a reserva da equipa principal, jogar no mesmo sistema táctico, partilhar jogadores, conseguir ser competitiva na 2.ª Liga. E com isso ser um espaço de evolução muito mais atractivo para os jogadores/empresários do que na actual 3.ª Liga.

Não vou dizer nomes, mas não faz sentido ter na equipa B jogadores medianos sem qualquer hipótese de algum dia entrarem em campo pela equipa A. 

 

Temos o mais importante. Um grande treinador, um grande capitão, uma cadeia de comando sólida, uma estrutura consolidada.

Falta afinar os detalhes para que a próxima temporada seja ainda melhor que a deste ano e a do ano passado. Que de facto foram as melhores desde há muito, graças a Rúben Amorim.

 

PS: A gestão de activos tem como principal objectivo acompanhar o ciclo de vida dos activos na organização, desde o momento da sua entrada até ao do seu abandono, procurando extrair o maior valor dos mesmos de acordo com a missão e os objectivos da organização. No caso da SAD do Sporting estamos basicamente a falar dos jogadores profissionais sob contrato, provenientes da formação ou contratados externamente.

 

#JogoAJogo

SL

Equipa B

Ficou concluída no fim de semana a primeira fase da 3.ª Liga. A nossa equipa B conseguiu segurar um empate por 2-2 na visita ao U.Santarém apesar de ter jogado em inferioridade numérica desde os 25 minutos do primeiro tempo, tendo terminado com 9 jogadores.

Assim, terminámos a série B em oitavo, a 26 pontos do primeiro, e vamos agora disputar uma série onde o último irá descer de divisão, cada um partindo com bonificação, a SÉRIE 6: Real SC (7 pontos); Sporting CP B (5 pontos); FC Oliveira Hospital (3 pontos) e Oriental Dragon FC (1 ponto). Vamos conseguir a manutenção, tenho a certeza.

Mas se ficámos em oitavo na classificação ficámos em primeiro nos cartões vermelhos e amarelos, isto com uma equipa de miúdos que jogam de pantufas. Arbitragens medíocres e preconceituosas, adversários manhosos que simulam e aldrabam, tudo aquilo que vemos na 1.ª Liga mas ampliado pela falta de escrutínio. E são estes árbitros que amanhã lá estarão em vez dos Soares Dias e dos João Pinheiros de hoje. É de temer mesmo o pior.

O Sporting B alinhou com: Diego Calai; Gonçalo Esteves (Diogo Brás, 74′), José Marsà, Rafael Fernandes e Nazinho; Eduardo Pinheiro – Cap., Mateus Fernandes (Hevertton Santos, 74′) e Renato Veiga; Rodrigo Ribeiro (Tiago Rodrigues, 85′), Vando Félix e Gonçalo Costa (Chico Lamba, 45′), .

Não vi o jogo para poder comentar, mas parece que finalmente Filipe Çelikkaya conseguiu estabilizar um onze e um plantel, com reflexo directo na melhoria dos resultados. E o melhor de todos do plantel de Filipe Çelikkaya jogou no sábado, mas pela A. Dário Essugo.

Só não entendo porque Hevertton Santos continua a jogar tão pouco mesmo com o seu lugar tapado por Gonçalo Esteves. É um desperdício de talento. Do que vi, muitos furos acima de Diogo Brás, Gonçalo Costa ou Nazinho. Alguma razão deve existir.

 

Para esta fase a equipa B já vai contar com o reforço ganês Issahaku, melhor jogador da CAN Sub20 do ano passado. Cá estaremos para ver e comentar.

SL

Equipa B

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Sábado em Alcochete a equipa B do Sporting derrotou o Oriental Dragons para a 3.ª Liga e segue em oitavo na Série B (Zona Sul) de 12 equipas, a 9 pontos já do V. Setúbal que ocupa a 4.ª posição, sendo que os quatro primeiros seguem para uma conferência de subida e os restantes para uma conferência de manutenção.

Mais uma vez convém ter noção das equipas que o Sporting está a pôr em campo para defrontar equipas experientes e "batidas" no futebol dos escalões secundários, que colocam em campo toda a espécie de truques para complicar a vida aos nossos jovens e contam para isso com árbitros medíocres que castigam forte e feio o Sporting. Neste último jogo ainda ele tinha há pouco começado e dois médios nossos já tinham sido presenteados com amarelos.

 

O Sporting alinhou com:

Diego Callai (17); Gonçalo Esteves (17), Rafael Fernandes (19), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18);  Miguel Menino (19), Renato Veiga (18), Mateus Fernandes (17) e Gonçalo Costa (21); Rodrigo Ribeiro (16) e Vando Félix (19)

Entraram depois Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), Tiago Rodrigues (21), Hevertton Santos (21) e Edu Pinheiro (24).

Nota-se aqui uma clara aposta nos melhores juniores e juvenis da actualidade, em detrimento do pouco que se aproveitou da equipa de juvenis campeã em 2018, Diogo Brás, Gonçalo Costa e Tiago Rodrigues.  

 

Enquanto isso, e porque a manta não estica, os resultados das outras equipas neste fim de semana não foram os melhores:

Em sub 23:  Académica 2 - Sporting 1

Em Juniores: Sporting 0 - Benfica 1

Em Juvenis: Sporting 1 - Benfica 2

Em Iniciados: Benfica 1 - Sporting 1

Destes apenas vi um bom pedaço dos juvenis. Um penálti estúpido e duas bolas nos ferros ditaram o resultado, mas estivemos sempre por cima e pareceu-me haver por ali muita qualidade na nossa equipa.

 

Voltando à equipa B, de todos os jogadores apresentados apenas Gonçalo Esteves (Porto), José Marsà (Barcelona) e Vando Félix (Leixões) foram contratados especificamente para esta equipa. Todos os outros são da formação de Alcochete.

 

SL

O dia seguinte

Quem se tenha limitado a conhecer o resultado e a ver o resumo do jogo, um confortável 3-0 com Sarabia a marcar um e assistir (com uma defesa incompleta do guarda-redes adversário no meio) noutro, Pedro Gonçalves a marcar nessa assistência e Paulinho a assistir noutro, depressa ficava com a ideia da "Grande resposta à goleada com o City" que vinha na primeira página de "A Bola".

Mas para quem como eu esteve num Alvalade com muito boa assistência, repleto de famílias e juventude para grande desgosto dos autoproclamados "candidatos da bancada" e dos ressabiados do sofá, a coisa foi bem diferente.

A primeira parte mostrou o que temia, um Sporting falho de ideias e intensidade, com pouca articulação nas duas alas, um Paulinho que em vez do influente pivot era um inútil ponta de lança e um Matheus Nunes a agarrar-se demasiado à bola em prejuízo da fluidez do jogo atacante. Com dois remates pífios de Pedro Gonçalves a falhar o alvo, o único remate enquadrado da primeira parte à baliza do Estoril foi mesmo o de Sarabia que esteve na origem do golo.

Veio a segunda parte, o Estoril tentou discutir o resultado e o jogo alterou-se. Os espaços foram aparecendo, a troca de Matheus Nunes por Daniel Bragança melhorou muito o futebol do Sporting, pouco depois o "Pepe" ex-Braga fez-se expulsar estupidamente, Amorim foi pondo carvão na caldeira e as oportunidades foram surgindo, com um Slimani em franca recuperação de forma e um Edwards a querer demonstrar a sua utilidade.

Mais que a grande resposta, foi a resposta possível, e ainda assim penalizada pelos três cartões amarelos de mais um apitador medíocre e corporativista, com ordem para entalar o Sporting. Quem vê estes heróis a apitar jogos do Sporting e os mesmos nos jogos do Porto (recuso-me a falar do jogo de ontem em Moreira de Cónegos) não acredita que sejam os mesmos. Mas as coisas são assim, e isto não muda com as medidas "para boi dormir" do tal "candidato de bancada". Mudará apenas quando o Sporting tiver influência efectiva nos órgãos de decisão do futebol português.

Assim vamos ao Funchal defrontar uma equipa em crescendo sem Matheus Reis, Sarabia, Palhinha e Tabata, e teremos muito que sofrer para regressarmos com os 3 pontos, mas confio que uma semana de treinos possa fazer a equipa recarregar as baterias.

Entretanto, a equipa B, com muitos juniores e juvenis e desfalcada de Gonçalo Esteves e Dário Essugo, presentes em Alvalade, quando Catamo e Benny já se foram, e ganhou também por 3-0 ao O. Hospital para a Liga 3, ocupando o 8.º lugar no grupo de 12 da Zona Sul. Uma situação a rever para a próxima época, se calhar fixando os melhores na B e pondo fim à participação nos jogos de "solteiros&casados" dos sub23.

 

#JogoAJogo

SL

Equipa B

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Mais um jogo da equipa B na Liga 3, mais uma derrota contra um clube histórico a fazer a sua "travessia do deserto", mais uma arbitragem miserável que inclinou o campo, mais um relvado que conheceu melhores dias, mais umas palhaçadas de jogadores do adversário que apenas acontecem porque sabem que resulta com a caricatura de árbitro que lá apareceu, mais uma meia-dúzia de amarelos e uma expulsão a um elemento do banco para a equipa se calhar mais disciplinada dessa Liga, mais uma camada de nervos a ver aquilo do sofá. 

O Sporting até entrou bem, marcou um golo de penalti à dezena de minutos e acabou. Com um árbitro sempre a complicar a sua tarefa, nunca mais criou uma oportunidade clara de golo, apenas um dos muitos centros transviados bateu na trave, o V. Setúbal marcou dois golos muito consentidos, recuou linhas e geriu o resto do tempo sempre aproveitando o progressivo desnorte da nossa equipa..

Vale a pena ter resuscitado a equipa estupidamente destruída pelo ex-presidente para isto? Bom, depende da perspectiva. Uma forma de ver a coisa é que melhor escola de "futebol tuga" não existe do que esta Liga 3. Se os candidatos a craques não conseguem conviver com este estado de coisas então se calhar é porque são mais uns que prometiam muito e vão conseguir fazer muito pouco, nunca vão conseguir ser alguém no Sporting.

Obviamente que nestas idades muita coisa está em transformação, o futuro será o que cada um deles conseguir com o talento que tem, o trabalho que fizer e a sorte que o acompanhar. Qualquer julgamento que se faça nunca poderá ser definitivo.

 

Mas voltemos ao jogo. O Sporting alinhou com:

André Paulo (25); Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18) / Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (24) / Renato Veiga (18), Dário Essugo (16) / Rafael Fernandes (19) e Miguel Menino (18) / Mateus Fernandes (17); Geny Catamo (20), Youssef Chermiti (17) e Benny Sousa (21) / Vando Félix (18)

Ficaram de fora Diego Callai (17), João Goulart (21), Hevertton Santos (20), Lucas Dias (18), Paulo Agostinho (19) e alguns outros habituais nesta equipa.

Desde logo notamos aqui dois grupos etários dominantes, os com 18 ou menos (ainda com idade de júnior e juvenil) e os de 21 ou mais. 

Obviamente teriam de ser estes últimos, com outro traquejo, a ser o suporte competitivo da equipa, fazer a diferença dentro do campo e dar o conforto aos mais novos para poderem progredir. Mas a realidade é que não conseguem e com isso comprometem o rendimento da equipa.

 

Curiosamente, e para quem acha que ganhar títulos na formação é fundamental, em 2016/2017 fomos campeões de Juvenis e Juniores, com Diogo Brás e Benny Sousa (Juvenis) e Jovane (23) e Bragança (22) (Juniores). Então seria lógico supor que quatro anos depois teríamos uma bela fornada desse tempo a alimentar a equipa B. Onde é que ela está? Na equipa A com excepção daqueles dois últimos, nenhum. Gonçalo Inácio (20), Nuno Mendes (19), Tiago Tomás (19) e Eduardo Quaresma (19) são já doutra fornada.

Quantos "campeões" se perderam algures? 

E os mais novos? Aqueles que Amorim tem debaixo de olho - Nazinho, Catamo e Marsà - deixaram ontem muito a desejar, não dá para entender o que foram fazer à equipa A. Melhores dias virão.

 

O que sobrou de positivo da derrota de ontem? Dário Essugo e Youssef Chermiti, que fazem o trabalho deles e ainda tentam fazer o dos outros.

E o treinador? Que treinador resiste a laterais que não acertam um centro, a médios que passam para ninguém e rematam para a bancada, a defesas que marcam com os olhos e entregam a bola aos avançados contrários e a guarda-redes que ficam na viagem e levam com chapéus de aba larga? Mas quem é que treina os jogadores e melhora os seus "skills"? Não é o treinador? 

Bom, que me desculpem os jovens citados, mas fica o desabafo feito. Têm de ser eles os primeiros a reconhecer que devem mostrar mais, muito mais. Se o lugar da equipa B do Sporting não é na Liga 3, muito menos é para andar em lugares de luta pela permanência.

 

Próximo jogo: 22/01/2022, 15h, Sporting - Cova da Piedade

#JogoAJogo 

SL

Sporting B

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Na foto em cima: Hevertton, Marsá, Eduardo Pinheiro, Tiago Rodrigues, Chico Lamba, Goulart e André Paulo. Em baixo: Diogo Brás, Fábio Názinho, Vando Felix e Geny Catamo.

 

Este é um post que já tinha prometido fazer sobre um tema que deve interessar todos os Sportinguistas, sempre com o objectivo de questionar para melhorar.

Noutro post abordei o tema da política de formação do Sporting introduzida por Frederico Varandas, rompendo com o modelo do contratar para ser campeão no escalão, e onde, visto de fora, Tomaz Morais me parece ser o grande motor do projecto, recuperando ideias caras a Aurélio Pereira mas introduzindo uma transversalidade orientada à produção de jogadores para a primeira equipa. Trata-se duma política que necessita à frente dessa equipa alguém que consiga conjugar a luta pelos títulos com o lançamento de jovens. Keizer e Silas muito deixavam a desejar nesse aspecto, pelo que apenas com Rúben Amorim conseguiu produzir resultados.

E esses resultados traduzem-se nos cerca de 50% de jovens de Alcochete no plantel duma equipa principal ganhadora, e pela grande venda dum deles, Nuno Mendes, ao PSG.

Mas, como em tudo, essa política de formação tem pontos fracos. Um deles é a equipa B,  de todas as equipas dos escalões de formação aquela talvez mais obrigada a objectivos. Porque não se trata só de ganhar o título respectivo entre equipas semelhantes: aqui descer ou subir de divisão tem consequências enormes para o futuro da mesma equipa. E trata-se duma competição onde os adversários são bem mais velhos e experientes, que obrigam os nossos jogadores a crescer e os preparam para o profissionalismo ao mais alto nível.

 

Um pouco de história para começar.

A equipa B do Sporting foi criada em 2000/2001, na sequência duma experiência de clube satélite com o Lourinhanense, da qual a única coisa boa que resultou foi a venda de Boa Morte para Inglaterra, com o objectivo de fazer evoluir dentro de casa os ex-juniores que não conseguiam dar o salto imediato para a primeira equipa, evitando empréstimos com baixa taxa de sucesso.

Durante quatro épocas essa equipa competiu na 3.ª divisão da altura (2.ª B), primeiro em casa emprestada, no caso o Municipal de Rio Maior, depois já em Alcochete, com classificações distintas (14º, 2º, 15º e 18º) e a descida de divisão ditou a sua extinção.

Renasceu em 2012/2013, já na 2.ª Liga, resistiu outros seis anos com classificações também diversas (4º, 6º, 5º, 10º, 14º e 18º) e foi mais uma vez extinta com o argumento de se apostar numa nova competição, os sub23.

Na primeira época desta nova fase, com Oceano e Dominguez como treinadores e Manuel Fernandes como director, tivemos mesmo a melhor equipa B de sempre, com Arias, João Mário, Esgaio, Dier e vários outros, alguns a serem lançados no final da época por Jesualdo Ferreira na A.

Na época seguinte, e com um autocarro de "Inácios", cada um pior que o outro, foi Abel Ferreira o treinador promovido dos juniores o escolhido, que fez por se articular com o então treinador principal, Leonardo Jardim. Demitido sem explicações aos sócios no arranque de mais uma época, Abel Ferreira, se calhar a vomitar "Inácios", deu lugar a João de Deus, actual adjunto de Jorge Jesus, também ele demitido na época seguinte para dar lugar a Luís Martins. 

Posso dizer que acompanhei todas aquelas fases. Visitei muitos campos e estádios de que só conhecia o nome: Lourinhã, Rio Maior, Mafra, Amora, Seixal, Barreirense, Oriental, Olivais e Moscavide, entre outros, pelo que tenho alguma competência para falar sobre o assunto. Pude apreciar jogadores como estes onze que aqui indico, todos com largas dezenas de jogos pela equipa B:

Beto; Miguel Garcia, José Fonte, Rúben Semedo e Eric Dier; Esgaio, Carlos Martins, Custódio e João Mário; Ricardo Quaresma e Gelson Martins.

 

Vamos agora para a situação actual. Como sabem, em 2020/2021 a equipa B renasceu mais uma vez, agora sob o comando de Filipe Çelikkaya, para competir numa série do Campeonato de Portugal que a apurou (ficou em 2.º lugar, logo atrás do E. Amadora, que conseguiu o apuramento para a 2.ª Liga) para a nova 3.ª Liga, onde compete este ano na série F.

O não-apuramento para a 2.ª Liga provocou uma revolução no plantel com a saída definitiva ou por empréstimo de alguns jogadores que poderiam ser importantes nesse contexto mas já com uma idade que não antevia grande futuro no Sporting. Poucas contratações foram feitas, e as que foram demoraram e demoram a mostrar argumentos que justifiquem as apostas.

Assim está a ser tudo menos conseguida esta nova temporada da equipa B. Depois dum início razoável, com um empate fora e uma vitória caseira, as derrotas sucederam-se. O último jogo foi heróico, empatado a dois com dois jogadores a menos ao intervalo: conseguimos marcar mais dois no segundo tempo e conquistar a vitória.

O Sporting B segue na 9.ª posição de 12 com menos um jogo e 12 pontos: 3V, 3E e 5D, 12GM, 15GS. Corre o risco de descer de divisão.

  1. Real Massamá (F) - 0-0
  2. Caldas (C) 1-0
  3. Torreense (F) 3-4
  4. V.Setubal (C) 0-1
  5. Cova da Piedade (F) 2-0
  6. Alverca (C) 1-2
  7. Amora (F) 0-3
  8. U.Leiria (C) 0-2
  9. O.Hospital (F) 1-1
  10. Oriental Dragons (F) 0-0
  11. Real Massamá (C) 4-2

 

Então a que se deve este fraco desempenho, em que os resultados apenas ilustram a falta de qualidade do futebol apresentado e as debilidades estruturais da equipa ?

Se calhar existem várias causas para esta situação:

1. Qualidade dos competidores

Quando se fala numa série da 3.ª Liga pode ficar-se com uma ideia completamente errada da valia das equipas em questão. Esta série conta com dois clubes com pretensões a voltar rapidamente ao escalão principal, casos do V. Setúbal e Alverca, outros que querem voltar à 2.ª Liga, como o Real Massamá e o Cova da Piedade, e dispõem de treinadores como Luís Loureiro (Real Massamá), Bino (U. Leiria) e Argel (Alverca), este penso que até já foi treinador principal no Brasileirão. Não é fácil jogar com equipas bem orientadas, muito experientes e sem preconceitos em enveredar pelo jogo sujo, como simulação de faltas, perdas constantes de tempo quando em vantagem, faltas constantes para interromper o jogo e simulação de lesões para os jogadores descansarem em momentos críticos. Essas equipas jogam com a ansiedade de quem quer jogar bem e ganhar.

2. Arbitragens deploráveis

Se no último jogo foram duas expulsões e um penálti, nos outros cartões e penáltis têm sido constantes contra o Sporting por mais duvidoso que seja o lance. Depois disso todo um fechar de olhos ao jogo sujo, simulação de lesões e queima de tempo por parte de alguns adversários. Quando marcam o primeiro golo, e muitos deles pelo tal penálti duvidoso, o jogo parece que terminou ali com o árbitro a gozar a situação e a castigar os nossos cada vez mais enervados jogadores.

3. Falta de matéria-prima de qualidade

Os melhores jovens já jogam ou treinam na A. Eduardo Pinheiro e o resto da fornada de 20-21 anos que por ali ficou, jogadores como Goulart e Bernardo Sousa, não parecem ter a capacidade necessária para segurar a equipa e ajudar os jovens que ali surgem em rotação constante. Essugo, Gonçalo Esteves, Nazinho e Catamo tanto jogam como não, e Hevertton já merece estar num patamar de titular indiscutível, e não andar às sobras do Gonçalo e do Marsà. 

Depois, e isto é uma crítica transversal a toda a formação do Sporting, faz-me uma certa confusão a falta de padrão físico por posição: muitos baixinhos bons de bola mas falhos de capacidade de choque misturados com matulões de "pé de chumbo".

4. Modelo de jogo / sistema táctico.

Mas afinal se a B é a antecâmara da A, porque não joga a B como a A, não joga em 3-4-3 e no modelo de jogo já aqui explicado da A? Não serve para a 3.ª Liga? Mas como não, se Amorim tirou grandes resultados do mesmo no Casa Pia? Entendo perfeitamente que a formação até aos sub23 funcione em 4-3-3, que dá outra liberdade e evolução aos jogadores, e permite formar centrais, laterais, médios, extremos e pontas de lança. Mas na B não seria para lhes transmitir outra cultura táctica e capacidade competitiva perante adversários fechados, com intensidade física e a jogar no erro adversário? Ou a questão é que Amorim algum dia sairá e quem vier a seguir pode ter outro modelo qualquer? Assim, o que fica é que a única coisa em comum entre as equipas A e B são os equipamentos.

5. Liderança técnica

É um facto inegável que Filipe Çelikkaya não tem um curriculum que entusiasme ninguém, basta lembrarmo-nos dos treinadores que atrás mencionei, e daqueles que estão nos rivais, Veríssimo e Folha. Obviamente que o curriculum só por si não é decisivo, Amorim veio com pouco ou nenhum, mas não se vê prova que esteja ali alguém com potencial, porque o futebol da equipa não entusiasma ninguém. 

 

Soluções?

Bom, esperemos que a última vitória seja o click que faltava a esta equipa para fazer uma grande segunda volta e colar-se aos da frente. Noutras circunstâncias poderiam vir da A reforços para resolver o problema, mas nas actuais é a A que vai deitar mão de tudo o que precisar das restantes equipas. Contratar para a B não é solução, contrata-se apenas para a A, actual ou futura. Trocar de treinador neste momento e neste contexto em que não sabe quem vai dispor na semana seguinte também não me parece minimamente justo.

Então que fazer?

Deixo aqui a pergunta.

 

PS: Enquanto isso, nos sub23 já estamos fora da corrida ao título de campeão (4.º em 8 na zona Sul), na Youth League vamos disputar a passagem à fase seguinte com o Ajax, em Juniores vamos em 2.º na zona Sul.

 

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Simples e claro

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Dortmund-Sporting. Onze titular do Sporting: Diego Callai; Diogo Travassos, Chico Lamba, Emanuel Fernandes, Jacinto Dos Nazinho; Renato Veiga, Miguel Menino, Mateus Fernandes; Diogo Cabral, Skoglund e Lucas Dias

 

No site do Sporting:

Após o jogo com o AFC Ajax, Rúben Amorim deu ainda os parabéns aos juniores do Sporting CP que, nesta terça-feira, garantiram a passagem aos oitavos-de-final da UEFA Youth League ao vencerem o AFC Ajax por 2-3.

“A perderem por 2-0 com o AFC Ajax, que se ganhasse passava, mostraram o mesmo espírito que a equipa principal demonstra. Deram a volta, ganharam e estão qualificados. Estão de parabéns”, disse o técnico verde e branco.

“As equipas B e sub-23 do Sporting CP têm tido uma rotação muito grande porque nós lhes estamos a retirar muitos jogadores e é difícil aos treinadores lidarem com isso. Esta equipa da Youth League de repente ficou sem três jogadores e o Filipe Celikkaya [treinador da equipa B] todas as semanas fica sem jogadores, porque os perde para a Youth League e para a equipa principal. É muito difícil eles criarem uma rotina de treino assim. Portanto, parabéns a eles e parabéns aos miúdos da Youth League”, sublinhou, atirando: “Demonstraram aquilo que o Sporting CP sempre foi e é neste momento”.

“Vou tentar não lhes tirar muitos jogadores, mas não prometo nada. Acho que estamos no bom caminho”, finalizou em tom bem-disposto.

 

Tudo simples e claro. Não há dúvida de que os treinadores das equipas sub-23 e B estão em dificuldades. Os sub-23 não têm conseguido envolver-se na corrida do campeonato e a equipa B ainda está em 10.º de 12 equipas nas respectivas séries da 3.ª Liga a 15 (!) pontos do primeiro, o U. Leiria comandado pelo nosso ex-jogador Bino.

Mas Gonçalo Esteves, Nazinho e Dário Essugo estrearam-se na Liga dos Campeões e, na casa do Ajax e numa equipa de sub-19 construída com alguns jogadores que costumam jogar nos juniores, outros nos sub-23 e outros ainda no B, garantem o primeiro lugar no grupo e a passagem à fase seguinte da Youth League.

É uma mudança de paradigma que é necessário compreender na gestão desportiva de Alcochete: a conquista de títulos na formação passou a ser secundária em relação à formação de jogadores para a equipa principal. 

A questão do futuro desportivo do Sporting B permanece sem solução. A equipa não tem argumentos para lutar pelos primeiros lugares na sua série e está em sério risco de descida, um tema que retomarei no momento oportuno.

 

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Aposta na formação

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Muita coisa que fazer, jogos em dias e horas dos mais diversos, tem sido complicado ver os jogos das equipas secundárias em condições, de forma a ter uma ideia mais precisa do estado da situação no que respeita à formação. E o site do Sporting não ajuda muito, por falta de cuidado na actualização e duma organização orientada ao acompanhamento das equipas. Só o outsourcing técnico não chega, falta quanto a mim uma arrumação por modalidades, cada uma com um supervisor de conteúdos próximo da estrutura técnica respectiva.

Claro que podemos ir pelos resultados mas, volto a dizer, estamos a falar de formação, os resultados são secundários relativamente à evolução dos jovens e ao processo de selecção e apuramento dos mesmos para a equipa principal. Quem não acreditar que vá ver quantos dos últimos campeões de juniores e juvenis pelo Sporting (2017/2018) lá chegaram.

Ainda no último jogo da B, do qual acabei por ver um bom pedaço já sabendo o resultado final, o Sporting estava a jogar razoavelmente e a dominar completamente o desafio e eu a pensar, mas como raio é que eles vão conseguir perder o jogo. Oportunidades desaproveitadas, um canto, um falhanço de Marsà um golo, logo a seguir outro falhanço do mesmo, outro golo. Ok. Foi assim.

Noutros jogos que vi foi a mesma coisa. Muitos resultados comprometidos por falhas individuais. Não existem plantéis fixos. Muitos jogadores vão rodando pelas diferentes equipas, incluindo a A, sendo confrontados com diferentes desafios e ambientes competitivos. Um bom exemplo é o Miguel Menino, com 3 jogos pela B, 4 pelos sub23 e 2 pela Youth League.

 

Assim os treinadores sofrem, as rotinas perdem-se e os resultados não demonstram a evolução dos jogadores:

Equipa B -  Segue em 8.º de 12 na 3ª Liga com 2V 1E 3D

Sub23 - Segue em 3.º de 7 na Fase Regular Sul com 3V 2E 2D

Youth League (Misto Sub23/Sub19) - Segue em 2.º de 4 no grupo C, com 1V 2E 0D

Juniores (Sub19) - Segue em 4º no Grupo B/ Zona Sul, com 4V 4E 1D

Torneio Al Abtal / Arábia Saudita Sub19 - Segue em 1.º do grupo, com 1V 0E 0D (Ganhou 3-2 ao Real Madrid)

 

O onze de jovens que sigo com mais atenção, não sei se num caso ou noutro Amorim pensa da mesma maneira que eu:

Diego Callai (17); Gonçalo Esteves (17), Gilberto Baptista (17), Frobenius (18) e Hevertton Santos (20); Miguel Menino (18), Dário Essugo (16) e Marco Cruz (17); Geny Catamo (20), Sogklund (18) e Isnaba Mané (17)

Curiosamente temos aqui quatro naturais de Portugal, dois da Guiné Bissau, dois do Brasil, dois da Noruega e um de Moçambique. 

Próximo jogo : Amanhã, 15h, Amora - Sporting B 

 

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Aposta no futuro

Cova da Piedade, 0 - Sporting B, 2

Acabei de ver, com muito gosto, a vitória do Sporting B contra o Cova da Piedade (0-2), em partida disputada na Malveira. Excelente exibição dos nossos jogadores, que dominaram por completo o desafio, mesmo tendo actuado com um a menos durante metade da segunda parte devido à expulsão de Edu Pinheiro. 

Destaco a estreia a marcar de Gonçalo Esteves - o ala direito que veio do FC Porto: grande golo aos 69', executado com o seu pé menos bom, que é o esquerdo. Golo de notável execução técnica, coroando uma bela jogada protagonizada por Dário Essugo junto à linha direita. Dário - o melhor em campo - teve momentos fulgurantes, comprovando a sua valia no plano físico e técnico. É, sem dúvida, um dos mais promissores da nossa formação.

Realço ainda Geny Catamo, autor do primeiro golo leonino, logo aos 9'. Que também começou a ser construído por Dário, com total eficácia. Intensidade, capacidade de desequilíbrio, dinâmica ofensiva: características deste médio que pode vir a ser muito útil no meio-campo da equipa principal.

Este foi um jogo igualmente marcado pela estreia do catalão José Marsà, central esquerdino que chegou no Verão, oriundo do Barcelona. Teve bons apontamentos, mas ainda insuficientes para extrairmos conclusões. 

Tiago Rodrigues (outra estreia), autor da assistência para o primeiro golo e o capitão João Goulart, timoneiro da defesa, também justificam referências positivas numa partida em que o guarda-redes, André Paulo, protagonizou a primeira intervenção digna desse nome quando já estavam decorridos 60'.

Este onze da equipa B incluiu quatro jogadores sub-20: Marsà (19 anos), Gonçalo Esteves (17), Dário (16) e Vando Félix (19). Sinal inequívoco de que a aposta no futuro continua a ser um lema deste Sporting campeão.

Sporting B

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O Sporting B iniciou ontem a sua participação na Liga 3 com a visita ao Real Massamá, num final de tarde frio e ventoso (a tal "onda de calor" esteve mesmo ausente e à hora que escrevo este post isto parece mesmo um dia de inverno), empatando 0-0 num jogo nem sempre bem jogado que dominou de princípio ao fim. Eu sei bem que foi assim, porque foi a primeira vez que voltei a uma bancada dum estádio desde aquele dia em que Rúben Amorim chegou ao Sporting.

É a segunda época da renascida equipa B. Com Godinho Lopes tivemos a melhor equipa B de sempre, com Esgaio, João Mário, Dier, Bruma, Arias e muitos outros, mas depois Augusto Inácio e Bruno de Carvalho encarregaram-se estupidamente de a destruir com Dramés, Sackos e Gazelas, muitos autocarros de entulho chegaram de facto a Alcochete nesse tempo, trocando-a por uma equipa de sub-23 em que ex-juniores voltam a defrontar outros ex-juniores nuns joguinhos bonitos de ver e pouco mais.

Nesta Liga 3, como na 2, a música é outra. Marcações em cima, não há espaço nem tempo para adornar o lance, há que pôr o físico e executar bem e depressa, ou seja, além da capacidade técnica de cada um. Este espaço de competição permite dotá-los das ferramentas necessárias para terem sucesso no futebol profissional. Como aconteceu com jogadores como Beto, Miguel Garcia, José Fonte, Custódio e muitos outros, além dos que mencionei antes.

Por outro lado, e se os resultados são secundários relativamente à evolução dos jogadores, o Sporting B entra sempre em campo para ganhar a adversários menos dotados tecnicamente, exactamente aquilo que acontece em quase todos os jogos da A.

O Sporting B partilha com a A os princípios do jogo: sair em construção, atrair para romper, variar o flanco, etc, mas joga em 4-3-3, sistema que permite outra liberdade a cada jogador relativamente ao 3-4-3. Faria sentido jogar no mesmo sistema da A? Mas que sistema irá utilizar o treinador que vier a seguir a Amorim? Com certeza a questão foi analisada e decidiu-se por manter na B o sistema de jogo comum a toda a formação do clube. Amorim depois trata da adaptação necessária do jogador que pretende promover.

Na época passada tivemos uma equipa B com bom desempenho mas em que se percebia que havia muita gente sem o talento necessário para chegar algum dia à primeira equipa, e uma equipa sub23 a perder jogos sobre jogos mas com dois ou três elementos de grande talento.

Dessa equipa B muitos saíram do clube, ainda agora vimos Nuno Moreira e Tomás Silva a jogar pelo Vizela, e aqueles da sub23 que referi agora estão na B. Vieram ainda meia-dúzia de reforços que pensava que se iriam estrear neste jogo, mas por alguma razão que desconheço estiveram ausentes.

 

O Sporting B alinhou com:

André Paulo (24); Hevertton Santos (20), Chico Lamba(18), João Goulart (21), Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (23)[C], Dário Essugo (16), Geny Catamo (20); Bernardo Sousa (21), Joelson Fernandes (18) e Paulo Agostinho (18). Jogaram depois Rafael Fernandes (19), João Daniel(19), Lucas Dias (18), e Tiago Rodrigues (20).

O melhor em campo foi claramente Essugo, um "panzer" no meio-campo sempre a procurar meter velocidade no jogo e a variar jogo com critério. Depois dele, Hevertton e Joelson, a qualidade está lá mesmo que não tenham resolvido o jogo como muitas vezes conseguem. Depois há um ou outro que têm de melhorar muito para justificar a presença, em particular o Chico Lamba e o Paulo Agostinho. A capacidade física está lá, mas o resto...

Quanto ao Edu Pinheiro, se calhar está lá pela braçadeira e entende-se. Sobre André Paulo (o outro mais velho) de longe parece Adán mas pelo que teve que fazer pouco mais posso adiantar.

Se quiserem o relato do jogo ou o desempenho da árbitra podem ler noutro sítio, eu fui lá para apreciar os jovens que entraram em campo com a camisola do Sporting. E sempre que se proporcionar tentarei estar presente.

 

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Que equipa B para a próxima época?

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Com o empate de ontem num quintal alcatifado algures na Moita terminou a época da nossa equipa B, tendo a assegurado o acesso à futura 3.ª Liga, onde se espera que existam relvados em condições.

Neste último encontro já não participaram vários jogadores que terminam contrato no final de Junho, e que não demonstraram valor que perspectivasse interesse no futuro para a equipa A. Do Elves Baldé até ao Mees de Wit. Tomás Silva já se tinha despedido pela equipa A frente ao Marítimo. Assim, foi um ensaio daquilo que será a equipa B do próximo ano, com miúdos talentosos mas alguns muito verdinhos, como Hevertton, Názinho, Rodrigo Fernandes, Catamo, Joelson, Tiago Ferreira e Nuno Moreira. Os defesas centrais deixam muito a desejar, e ponta de lança simplesmente não existe. Para marcar é preciso muito, e para sofrer quase nada.

 

Longe vão outros tempos em que a equipa B, com Dier, Ilori, João Mário, Esgaio e Bruma, entre outros, era capaz de ganhar à equipa A, na altura repleta de mediocridade do tipo Boulahrouz, Pranjic, Gelson Fernandes e Labyad. Esta renascida equipa B é aquilo que pode ser, e não vale a pena pensar que pode ser outra coisa.

Os melhores jovens integram já a equipa A, do Nuno Mendes ao Tiago Tomás. Quem alinha na B é porque não demonstrou ainda valor suficiente para ser promovido e não por ter o lugar tapado por um estrangeiro qualquer. Por outro lado, ainda bem. Assim não vejo repetir os disparates da era Inácio, dos Sackos, Dramés, Guimas e Gazelas e muitos outros pernas de pau que vieram para a equipa B, ou seja, não existem contratações específicas para esta equipa.

A próxima época na Liga 3 não vai ser nada fácil. É escusado até pensar na subida à Liga 2. A árvore tem de ganhar raízes.

 

No final o treinador Filipe Celikkaya disse: "Queremos que os jogadores cresçam e tenham oportunidades em contextos mais exigentes. É a única maneira de promovermos o futebol jovem dentro do Sporting CP e a nível nacional no futuro (...) É o ADN Sporting. São jogadores formados nesta casa, muitos com mais de dez anos de Sporting Clube de Portugal. É uma grande felicidade. Muitos deles vão partir. Já lhes disse que vou ter saudades dos que não vão ficar connosco, mas todos participaram de forma concentrada e profissional no processo deste ano. Têm uma vivência muito grande dentro de um Clube grande que os vai ajudar na sua carreira."

Acho que a equipa está muito bem entregue.

 

Com o regresso dos escalões de formação, em particular dos juniores, pergunto-me se faz sentido manter também uma equipa de sub23 ou se deveríamos fazer como o Porto.

Esta época foi deprimente. A equipa parecia um misto de jogadores que variavam de jogo para jogo, com individualidades sim, mas sem qualquer fio de jogo. Para a próxima, não faço ideia que plantel possa existir.

 

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SL

Sporting B e C (sub-23)

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Inauguro aqui uma rubrica sobre as nossas equipas secundárias. Algumas vezes conseguirei ver os jogos e comentar o que vi; noutras, como nesta, fico-me pelos resultados e fichas do jogo. Convido todos a ver os jogos e contribuir com informação útil para esta rubrica, que se quer de partilha e envolvimento de todos nestes escalões de formação por onde passaram e passarão muitos futuros titulares da 1.ª equipa e alguns mesmo chegarão à Selecção Nacional.

 

Assim tivemos neste fim de semana:

Sporting B - Fabril do Barreiro, 3-0

André Paulo; João Oliveira, João Silva, João Ricciulli, Flávio Nazinho; Rodrigo Fernandes, Tomás Silva e Bruno Paz (Cap, 1G); Rafael Camacho, Pedro Marques (2G) e Elves Baldé.
 
Entraram depois João Goulart, Mees de Wit, Geny Catamo, Nuno Moreira e Marco Túlio.
 
Treinador : Filipe Çelikkaya
 
Com esta vitória o Sporting B continua na segunda posição na série G do Campeonato de Portugal, a 2 pontos do Estrela de Amadora. Quem ficar em primeiro sobe à 2.ª Liga. Defrontam-se no próximo dia 20 em Alcochete.
 
 
Em sub-23, Sporting - Portimonense, 1-1
 
Diogo Almeida; Herverthon (Cap), Rafael Fernandes, Chico Lamba e Gonçalo Costa; Renato Veiga, Bernardo Sousa e Bruno Tavares; Tiago Fernandes (1G), Paulo Agostinho e Joelson Fernandes.
Entraram depois Duarte Carvalho, Lucas Dias Tiago Santos, Edson Silva e Nicolai Skoglung.
 
Treinador : Filipe Pedro
 
Com mais este empate, o Sporting fica em 5.º lugar na série Sul, sem hipóteses de passar à fase seguinte.
 
 
São duas equipas a jogar da mesma forma, dispostas no 4-3-3 standard da formação do Sporting mas com alguns princípios de jogo comuns à equipa A, na construção desde trás, na circulação de bola e no ataque à profundidade.
 
Com a criação da equipa B, e porque praticamente não houve como no passado contratações específicas para esta equipa, a equipa sub-23 ficou com uma mistura entre as sobras dessa equipa em cada momento e alguns juniores e juvenis. Por outro lado, tem-se procurado dar oportunidades e minutos a muitos, e os onzes iniciais tem variado muito. Assim não admira que o seu desempenho não seja famoso.  Nesta equipa têm-se destacado Heverthon, Tiago Ferreira, Joelson Fernandes e Genny Catamo.
 
Já na equipa B, temos alguns já testados na 1.ª equipa como Pedro Marques, Rodrigo Fernandes e mais recentemente Rafael Camacho, André Paulo é um guarda-redes sóbrio, tipo Adán, que pode lá chegar. Fala-se que João Silva (conheço mal) vai seguir as pisadas do Gonçalo Inácio. Os excedentes mais velhos da 1.ª equipa (Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Bruno Paulista) não têm sido convocados, o que se entende: o Sporting está a procurar a saída de todo eles.
 
 
Que conclusões a tirar disto tudo?
 
O Sporting tem neste momento um conjunto extenso de jogadores sub-23 de muita qualidade, uns com mais passado em Alcochete e no Sporting do que outros, alguns na equipa A, outros na B, outros nos sub-23. Na prática, uma equipa C. Se o Sporting alinhasse na 1.ª Liga apenas com sub-23 não ficaria com certeza assim tão mal colocado.
 
A equipa B está no rumo certo, com quase todos os jogadores formados em Alcochete, alguns deles a bater à porta da equipa principal. De vez em quando um ou outro da equipa A, como Quaresma, desce para ter minutos e ajudar também a equipa.
 
A equipa sub-23 está a cumprir o seu papel. A classificação é pouco relevante: interessa é manter a jogar e fazer evoluir alguns jovens como aqueles que mencionei.

 

SL

Amanhã à noite em Alvalade

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Depois do empate em Famalicão para a Liga, ou melhor dizendo depois da emboscada de Famalicão que agora mais a frio me faz lembrar a também emboscada ao Acuña em pleno estádio das Antas mesmo antes da jornada gloriosa do Jamor acima ilustrada, que poderia ter originado uma confusão que poria não apenas ele mas mais alguns fora do Jamor e que ele com o maior sangue-frio conseguiu desarmar, vamos amanhã tentar ultrapassar um Paços de Ferreira a atravessar um bom momento na corrida para o Jamor.

Depois do jogo com o Moreirense fiz um post com o título "Cada vez mais difícil" que foi interpretado por alguns, embalados pelas goleadas, como falta de confiança na equipa ou tentativa de passar por inteligente quando viesse a derrota. Pois falharam rotundamente: cada vez mais tenho confiança nesta equipa, cada vez tenho mais confiança em Rúben Amorim, mas o jogo de Famalicão demonstrou à saciedade que isto está cada vez mais difícil.

E o jogo de amanhã não vai ser excepção. Embora tenha perdido connosco ao abrir o campeonato, o Paços vem de ganhar ao Porto e quase ganhar ao Benfica, e o seu treinador Pepa já nos trouxe grandes dissabores. Além disso vamos entrar em campo sem aquele que tem sido o nosso melhor jogador. 

 

Jovane e LP29 continuam a lidar com as suas lesões, Pedro Marques vem de marcar mais um golo decisivo pela equipa B, não faço mesmo ideia quem é que Rúben Amorim vai convocar, mas imagino que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata e Joelson.

Ponta de lança: Sporar e Pedro Marques.

 

Max deve mesmo jogar, Adán não esteve bem em Famalicão e importa ter uma alternativa rodada e que possa assumir a titularidade se tal for tido por conveniente.

Assim, mexia muito pouco no resto, pelo que o meu onze seria o seguinte:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Antunes;  Tabata,  Sporar e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar prosseguir na corrida para o Jamor e nós, sócios e adeptos, na impossibilidade de lá estarmos, vamos com certeza dar o maior apoio à equipa pelo caminho. 

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Já agora, deixo aqui uma palavra de apoio para a nossa equipa B, da qual o Pedro Marques é o melhor marcador, que regressa duma dupla jornada nos Açores, com uma vitória e um empate, e segue na série G do Campeonato de Portugal a 2 pontos do líder, o (novo) Estrela da Amadora, sendo que apenas o vencedor da série subirá à 2ª Liga. Não percam a 20/12 o jogo em Alcochete entre a duas equipas.

SL

Sporting B

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Ainda com um jogo em atraso, o Sporting ocupa o 2.º lugar na 1.ª Liga. Ganhando em casa com o Gil Vicente na próxima semana, fecha esta 4.ª jornada isolado nesse lugar, a dois pontos do líder.

Enquanto isso, a nova equipa B saiu da Moita frente ao Oriental Dragons (mais uma SAD dum chinês qualquer) com um empate, e lidera a série G do Campeonato de Portugal, com os mesmos pontos do também novo Estrela da Amadora. Está em causa a liderança do grupo para disputa do acesso à 2.ª Liga.

Do que tenho visto, os plantéis da formação não são estanques, os jogadores vão sendo submetidos a diferentes experiências de acordo com a sua evolução e o seu desempenho, sempre no sentido de os preparar para a realidade do futebol ao mais alto nível. O modelo de jogo não é da equipa principal, as equipas jogam num 4-3-3 mais ou menos assumido que permite liberdade para jogar e para crescer, acertando e errando. Mas na equipa B já vemos alguns princípios de jogo da equipa A, no jogar com o guarda-redes, no sair a jogar, nas temporizações, nas variações de flanco e noutras situações.

Não vi este último jogo. Na equipa apresentada sobressaem André Paulo, sóbrio e seguro na baliza, Bruno Paz no miolo e Joelson Fernandes lá à frente, mas também lá estão Rodrigo Fernandes e Pedro Marques, já com passagens pela equipa A. Diogo Brás demora a rentabilizar os "bons pés" de que dispõe. O moçambicano Geny Catamo (este é craque mesmo) esteve ausente, deve ter estado nos sub-23.

Pelos vistos esta equipa vai ser "enriquecida"  com os excedentes da equipa A: Renan, Ivanildo Fernandes, Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Camacho, não sei se mais alguém, que pelos vistos preferiram assim, rejeitando cenários de empréstimo ou saída definitiva. Hoje em dia, se o jogador não quer não há nada a fazer, existe um contrato que tem de ser respeitado. No Benfica e Porto também há casos desses e ainda piores. Se calhar o problema foi um ou outro terem vindo. Pode acontecer que alguns deles consigam demonstrar argumentos para voltar a integrar o plantel principal, mas também têm que fazer por isso.

Fica então aqui a sugestão para irem acompanhando esta equipa, recuperada daquela decisão completamente descabida de Bruno de Carvalho, sucessora daquela grande equipa B que ele recebeu de Godinho Lopes e que alimentou os plantéis da equipa A dos anos seguintes. E até o deste, que o diga João Mário.

 

Já agora, uma pergunta:

Para além dos referidos, quais são os jovens com potencial para no futuro próximo integrar esta equipa?

SL

Oriental

Em plena Lisboa um pequeno clube existe e resiste ao que a evolução dos tempos tem de pior. Um clube que se veste de vinho tinto, um clube que poucos sabem onde mora, onde se encontra o campo Eng. Carlos Salema, e onde corre a Azinhaga dos Alfinetes. O Clube Oriental de Lisboa.

 

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O Oriental está-me na memória porque em 73/74 estive em Alvalade algures em Fevereiro a ver o Sporting bater o Oriental por 8-0, depois dos 7-1 no então pelado do Oriental, para ver a cores e ao vivo o meu querido Yazalde marcar cinco dos nove golos que facturou nos dois confrontos. Muitos não vão acreditar, mas é verdade. Hector "Chirola" Yazalde era assim, meias em baixo, a bola passava perto, estava lá dentro. E Marinho, Dinis, Nelson e os outros encarregavam-se do assunto, da bola passar perto.

Está-me na memória também porque, quase 30 anos depois, fui lá ver o Sporting B derrotar o clube da casa por 0-1. Não consigo confirmar com a Wiki Sporting qual o onze, mas se calhar com José Fonte, Custódio e Miguel Garcia. Lembro-me de tentar ir por Marvila via Azinhaga e acabar por dar a volta e estacionar nos Olivais, por cima do estádio. 

Pois hoje foi mesmo o Oriental a apadrinhar o regresso do Sporting B, uma muito feliz decisão de Frederico Varandas. Trata-se duma equipa e dum patamar de exigência que muito deram no passado ao Sporting e à própria Selecção Nacional, e que só o desleixo e estupidez do ex-presidente conduziu ao interregno.

Por isso fiz questão de estar à frente do televisor para ver um jogo do Campeonato de Portugal disputado metro a metro, intenso e competitivo, com entradas a rasgar e amarelos a punir, onde é preciso encontrar o próprio talento para ultrapassar as dificuldades que adversários mais velhos e calejados causam, como foi o caso do Ivan, irmão do Ruben Dias, que ia partindo a perna do nosso trinco, o Edu Pinheiro.

Hoje saímos de Marvila, do campo do Oriental, com a vitória: um golo bem oportuno do Tiago Rodrigues, que depois, na entrevista, esteve bem assertivo, a transpirar Sporting. Cinco estrelas. Parabéns, Tiago.

Outras figuras ficaram-me no olho: João Oliveira, Babacar Fati e Edson, um médio guineense de quase 2 metros que quando acelera leva tudo à frente. Isto quando sabemos que alguns dos melhores do escalão estão em Lagos a apoiar a equipa A no problema do Covid.

Uma equipa que jogou em 4-3-3 mas a ensaiar movimentos semelhantes à equipa A, de forma a que os jovens possam ser chamados quando forem necessários. Recordo-me das saídas a jogar pelo guarda-redes e dum contra-ataque pela esquerda que o adversário fechou. A bola fez um grande círculo até chegar ao flanco contrário para remate para um quase-golo do Mitrovski.

Enquanto isso, a equipa sub-23 vai pagando a factura e já vai com duas derrotas naquela competição, que tem o valor que tem. O que interessa é dar palco a jovens para poderem ascender à B ou serem mais-valias nas equipas inferiores.

Podem fazer muitas piadas com colchões e molas, mas a verdade é que o Sporting com Frederico Varandas relançou a formação. Temos um plantel A com quase 50% de jovens formados em Alcochete, que no conjunto valem muitas dezenas de milhões de euros, temos uma renascida equipa B que está a iniciar os seus passos.

Claro que também temos Iloris, Rosiers, Brunos Gaspares e outros a treinarem-se à parte, Eduardos e Battaglias a saírem por empréstimo, muitos milhões gastos em quem não conseguiu acrescentar a qualidade requerida para justificar o custo, mas temos de dar valor ao melhor que temos, e o melhor que temos é o produto de Alcochete, do projecto de José Roquette e da competência e da visão de Aurélio Pereira.

Concluindo, ficam aqui também os meus parabéns ao Clube Oriental de Lisboa. Mais do que um clube, uma paixão para os seus sócios e adeptos, que passou por uma fase complicada e agora está de volta sob o comando do nosso ex-defesa direito e treinador Francisco Barão. Desejo-lhes o melhor e espero poder estar presente na segunda volta em Alcochete.

SL

A B, finalmente

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O descuido com a formação culminou com o descer de divisão, e consequente desmantelamento, da equipa B. A partir daí abriu-se um intervalo impossível de colmatar no processo formativo, removendo competitividade aos atletas em entre os 17 e 23 anos.

Hoje às 17h, com transmissão no Canal 11, o Sporting B volta a jogar. Rumo ao futuro!

O Sporting vai voltar a ter equipa B

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A Liga de Clubes divulgou em comunicado que o Sporting integra o conjunto de clubes que efectuaram a inscrição das equipas B para as temporadas 2020/21 e 2021/22.

Diz o Record que:

"Sublinhe-se que a inscrição dos leões não confere, de imediato, o direito a disputar a 2.ª Liga na próxima temporada. Ou seja, o Sporting deve, sim, começar num escalão inferior e, na eventualidade de futuramente assegurar o acesso à 2.ª Liga, tem desde já essa inscrição regularizada. Colocando a possibilidade - e apenas um SE - de entrarem para o Campenato de Portugal, para o ano podiam subir à LigaPro e se não tivessem inscritos não podiam jogar."

A decisão de Bruno de Carvalho de acabar com a equipa B teve muito de disparatada. Ficou o Sporting sem a possibilidade de dispor como o Benfica, Porto, Braga e Guimarães de um palco por excelência de preparação de jovens jogadores para integração no plantel principal a qualquer momento. Vejam-se por exemplo o plantel e o onze titular do Benfica.

Foi tanto mais disparatada quando pensamos na equipa B que recebeu de Godinho Lopes e que lhe permitiu construir com Leonardo Jardim um plantel barato e competitivo, que conseguiu um 2.º lugar na Liga, e ir fazendo vendas que permitiram encaixar muitos milhões de euros.

Com Manuel Fernandes como director, Oceano e Dominguez treinadores, a equipa B contava com jogadores como Rúben Semedo, Arias, Ilori, Dier, Pedro Mendes, João Mário, Bruma, Esgaio, Iuri Medeiros e Podence, tendo conquistado o 4.º lugar da 2.ª Liga. Emprestados tinham sido nessa época William Carvalho e Wilson Eduardo.

Pois se noutras questões sobre o futebol do Sporting tem deixado muito a desejar, faz muito bem Frederico Varandas em promover o regresso da equipa B, mantendo ou não os sub-23 de acordo com os condicionalismos financeiros do clube.

SL

Boa decisão

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... Que só peca por não ter sido tomada há um ano. Há um potencial extraordinário nos sub23 e nos juniores, que não pode ser desperdiçado. E, já agora, que não se esqueçam os jogadores com alto potencial que estão emprestados - Bragança, Ivanildo, etc.

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