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És a nossa Fé!

Sporting B

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Ainda com um jogo em atraso, o Sporting ocupa o 2.º lugar na 1.ª Liga. Ganhando em casa com o Gil Vicente na próxima semana, fecha esta 4.ª jornada isolado nesse lugar, a dois pontos do líder.

Enquanto isso, a nova equipa B saiu da Moita frente ao Oriental Dragons (mais uma SAD dum chinês qualquer) com um empate, e lidera a série G do Campeonato de Portugal, com os mesmos pontos do também novo Estrela da Amadora. Está em causa a liderança do grupo para disputa do acesso à 2.ª Liga.

Do que tenho visto, os plantéis da formação não são estanques, os jogadores vão sendo submetidos a diferentes experiências de acordo com a sua evolução e o seu desempenho, sempre no sentido de os preparar para a realidade do futebol ao mais alto nível. O modelo de jogo não é da equipa principal, as equipas jogam num 4-3-3 mais ou menos assumido que permite liberdade para jogar e para crescer, acertando e errando. Mas na equipa B já vemos alguns princípios de jogo da equipa A, no jogar com o guarda-redes, no sair a jogar, nas temporizações, nas variações de flanco e noutras situações.

Não vi este último jogo. Na equipa apresentada sobressaem André Paulo, sóbrio e seguro na baliza, Bruno Paz no miolo e Joelson Fernandes lá à frente, mas também lá estão Rodrigo Fernandes e Pedro Marques, já com passagens pela equipa A. Diogo Brás demora a rentabilizar os "bons pés" de que dispõe. O moçambicano Geny Catamo (este é craque mesmo) esteve ausente, deve ter estado nos sub-23.

Pelos vistos esta equipa vai ser "enriquecida"  com os excedentes da equipa A: Renan, Ivanildo Fernandes, Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Camacho, não sei se mais alguém, que pelos vistos preferiram assim, rejeitando cenários de empréstimo ou saída definitiva. Hoje em dia, se o jogador não quer não há nada a fazer, existe um contrato que tem de ser respeitado. No Benfica e Porto também há casos desses e ainda piores. Se calhar o problema foi um ou outro terem vindo. Pode acontecer que alguns deles consigam demonstrar argumentos para voltar a integrar o plantel principal, mas também têm que fazer por isso.

Fica então aqui a sugestão para irem acompanhando esta equipa, recuperada daquela decisão completamente descabida de Bruno de Carvalho, sucessora daquela grande equipa B que ele recebeu de Godinho Lopes e que alimentou os plantéis da equipa A dos anos seguintes. E até o deste, que o diga João Mário.

 

Já agora, uma pergunta:

Para além dos referidos, quais são os jovens com potencial para no futuro próximo integrar esta equipa?

SL

Oriental

Em plena Lisboa um pequeno clube existe e resiste ao que a evolução dos tempos tem de pior. Um clube que se veste de vinho tinto, um clube que poucos sabem onde mora, onde se encontra o campo Eng. Carlos Salema, e onde corre a Azinhaga dos Alfinetes. O Clube Oriental de Lisboa.

 

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O Oriental está-me na memória porque em 73/74 estive em Alvalade algures em Fevereiro a ver o Sporting bater o Oriental por 8-0, depois dos 7-1 no então pelado do Oriental, para ver a cores e ao vivo o meu querido Yazalde marcar cinco dos nove golos que facturou nos dois confrontos. Muitos não vão acreditar, mas é verdade. Hector "Chirola" Yazalde era assim, meias em baixo, a bola passava perto, estava lá dentro. E Marinho, Dinis, Nelson e os outros encarregavam-se do assunto, da bola passar perto.

Está-me na memória também porque, quase 30 anos depois, fui lá ver o Sporting B derrotar o clube da casa por 0-1. Não consigo confirmar com a Wiki Sporting qual o onze, mas se calhar com José Fonte, Custódio e Miguel Garcia. Lembro-me de tentar ir por Marvila via Azinhaga e acabar por dar a volta e estacionar nos Olivais, por cima do estádio. 

Pois hoje foi mesmo o Oriental a apadrinhar o regresso do Sporting B, uma muito feliz decisão de Frederico Varandas. Trata-se duma equipa e dum patamar de exigência que muito deram no passado ao Sporting e à própria Selecção Nacional, e que só o desleixo e estupidez do ex-presidente conduziu ao interregno.

Por isso fiz questão de estar à frente do televisor para ver um jogo do Campeonato de Portugal disputado metro a metro, intenso e competitivo, com entradas a rasgar e amarelos a punir, onde é preciso encontrar o próprio talento para ultrapassar as dificuldades que adversários mais velhos e calejados causam, como foi o caso do Ivan, irmão do Ruben Dias, que ia partindo a perna do nosso trinco, o Edu Pinheiro.

Hoje saímos de Marvila, do campo do Oriental, com a vitória: um golo bem oportuno do Tiago Rodrigues, que depois, na entrevista, esteve bem assertivo, a transpirar Sporting. Cinco estrelas. Parabéns, Tiago.

Outras figuras ficaram-me no olho: João Oliveira, Babacar Fati e Edson, um médio guineense de quase 2 metros que quando acelera leva tudo à frente. Isto quando sabemos que alguns dos melhores do escalão estão em Lagos a apoiar a equipa A no problema do Covid.

Uma equipa que jogou em 4-3-3 mas a ensaiar movimentos semelhantes à equipa A, de forma a que os jovens possam ser chamados quando forem necessários. Recordo-me das saídas a jogar pelo guarda-redes e dum contra-ataque pela esquerda que o adversário fechou. A bola fez um grande círculo até chegar ao flanco contrário para remate para um quase-golo do Mitrovski.

Enquanto isso, a equipa sub-23 vai pagando a factura e já vai com duas derrotas naquela competição, que tem o valor que tem. O que interessa é dar palco a jovens para poderem ascender à B ou serem mais-valias nas equipas inferiores.

Podem fazer muitas piadas com colchões e molas, mas a verdade é que o Sporting com Frederico Varandas relançou a formação. Temos um plantel A com quase 50% de jovens formados em Alcochete, que no conjunto valem muitas dezenas de milhões de euros, temos uma renascida equipa B que está a iniciar os seus passos.

Claro que também temos Iloris, Rosiers, Brunos Gaspares e outros a treinarem-se à parte, Eduardos e Battaglias a saírem por empréstimo, muitos milhões gastos em quem não conseguiu acrescentar a qualidade requerida para justificar o custo, mas temos de dar valor ao melhor que temos, e o melhor que temos é o produto de Alcochete, do projecto de José Roquette e da competência e da visão de Aurélio Pereira.

Concluindo, ficam aqui também os meus parabéns ao Clube Oriental de Lisboa. Mais do que um clube, uma paixão para os seus sócios e adeptos, que passou por uma fase complicada e agora está de volta sob o comando do nosso ex-defesa direito e treinador Francisco Barão. Desejo-lhes o melhor e espero poder estar presente na segunda volta em Alcochete.

SL

A B, finalmente

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O descuido com a formação culminou com o descer de divisão, e consequente desmantelamento, da equipa B. A partir daí abriu-se um intervalo impossível de colmatar no processo formativo, removendo competitividade aos atletas em entre os 17 e 23 anos.

Hoje às 17h, com transmissão no Canal 11, o Sporting B volta a jogar. Rumo ao futuro!

O Sporting vai voltar a ter equipa B

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A Liga de Clubes divulgou em comunicado que o Sporting integra o conjunto de clubes que efectuaram a inscrição das equipas B para as temporadas 2020/21 e 2021/22.

Diz o Record que:

"Sublinhe-se que a inscrição dos leões não confere, de imediato, o direito a disputar a 2.ª Liga na próxima temporada. Ou seja, o Sporting deve, sim, começar num escalão inferior e, na eventualidade de futuramente assegurar o acesso à 2.ª Liga, tem desde já essa inscrição regularizada. Colocando a possibilidade - e apenas um SE - de entrarem para o Campenato de Portugal, para o ano podiam subir à LigaPro e se não tivessem inscritos não podiam jogar."

A decisão de Bruno de Carvalho de acabar com a equipa B teve muito de disparatada. Ficou o Sporting sem a possibilidade de dispor como o Benfica, Porto, Braga e Guimarães de um palco por excelência de preparação de jovens jogadores para integração no plantel principal a qualquer momento. Vejam-se por exemplo o plantel e o onze titular do Benfica.

Foi tanto mais disparatada quando pensamos na equipa B que recebeu de Godinho Lopes e que lhe permitiu construir com Leonardo Jardim um plantel barato e competitivo, que conseguiu um 2.º lugar na Liga, e ir fazendo vendas que permitiram encaixar muitos milhões de euros.

Com Manuel Fernandes como director, Oceano e Dominguez treinadores, a equipa B contava com jogadores como Rúben Semedo, Arias, Ilori, Dier, Pedro Mendes, João Mário, Bruma, Esgaio, Iuri Medeiros e Podence, tendo conquistado o 4.º lugar da 2.ª Liga. Emprestados tinham sido nessa época William Carvalho e Wilson Eduardo.

Pois se noutras questões sobre o futebol do Sporting tem deixado muito a desejar, faz muito bem Frederico Varandas em promover o regresso da equipa B, mantendo ou não os sub-23 de acordo com os condicionalismos financeiros do clube.

SL

Boa decisão

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... Que só peca por não ter sido tomada há um ano. Há um potencial extraordinário nos sub23 e nos juniores, que não pode ser desperdiçado. E, já agora, que não se esqueçam os jogadores com alto potencial que estão emprestados - Bragança, Ivanildo, etc.

Sporting B

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Enquanto não chega sábado para (acredito que sim) chegarmos à paragem da Liga na sua liderança, e ao dia 2 para sabermos se temos condições de a manter por muito tempo, trago aqui aquela equipa que Bruno de Carvalho recebeu de Godinho Lopes, e que deu para muita coisa: abastecer o plantel principal, ganhar milhões, deixar ir embora por tostões, aproveitar e desbaratar. Sete anos depois alguns destes jogadores estão ou passaram por grandes clubes europeus.

O Sporting B 2012/2013 dirigido por Manuel Fernandes e treinado por Oceano/Dominguez chegou ao fim na 2.ª Liga na 4.ª posição, e  equipa-tipo era qualquer coisa como: Golas; Santiago Arias, Pedro Mendes (Tobias), Ilori (Dier), Mica Pinto; Zezinho (Fokobo), João Mário, Kikas (Iuri Medeiros); Esgaio, Diego Rubio (Betinho) e Bruma (Podence).

Se bem me recordo, o melhor marcador e batedor de penáltis era... Ricardo Esgaio.

O Sporting B que Frederico Varandas recebeu de Bruno de Carvalho foi o que sabemos. Equipa irresponsavelmente extinta. Porto, Benfica, Braga e Guimarães continuam com equipas B, o Benfica abastece o plantel principal a partir da equipa B, Ferro e companhia chegam à titularidade com dezenas de jogos pela B, como fazia o Sporting noutros tempos.

O Sporting... ficou reduzido a uma equipa sub-23 que no ano passado conseguiu somar actuações medíocres e ficar atrás de Rio Ave e Desp. Aves, e este ano, acertadas as agulhas ao nível de treinador e beneficiando da selecção feita na pré-época por Marcel Keizer, segue na liderança com 4V e 14-1 de golos. 

Mas não nos iludamos: os jogos dos sub-23 não têm nada que ver com os da 2.ª Liga, e a evolução proporcionada aos jogadores também não. Por isso dois dos melhores jogadores da época passada, Bragança e Elves Baldé, foram colocados em clubes da 2.ª Liga e também por isso outros, mais velhos, foram vendidos ou emprestados.

A equipa B tem tradição no Sporting. Por ela passaram, entre 2000 e 2004 e a competir na 2.ª B, jogadores que foram importantes para o Sporting e/ou Selecção Nacional como Cristiano Ronaldo, Quaresma, José Fonte, Beto, Carlos Martins, Custódio, Miguel Garcia e Djaló.

A aposta pelo Sporting na formação passa necessariamente pela existência duma equipa B. Para quando, Frederico Varandas? O que é que está a faltar para que isso aconteça?

SL

Sporting planeia regresso da equipa B a curto prazo

Disse Tomaz Morais, o coordenador do gabinete de formação interna e liderança  do Sporting numa conferência organizada pela Rádio Renascença em Lisboa:

"Uma das linhas a curto prazo passa por restabelecer a equipa B. É fundamental na perspetiva atual. Não a devíamos ter largado. É uma ferramenta estratégica. Mas há que ter as condições e infraestruturas certas. Estamos a trabalhar nelas."

Simples e claro, não é ? É a ideia que tenho de Tomaz Morais.

Nem sei quantos jogos vi ao vivo das equipas B do Sporting ao longo dos anos, largas dezenas, desde o "protocolado" Lourinhanense com Boa Morte, passando pela fase 2ªB com Beto, José Fonte, Miguel Garcia, Custódio, e muitos outros, até à fase 2ª Liga aquela com Bruma, Dier, Ilori, J.Mário, Esgaio e tantos outros. Com a equipa B visitei estádios velhinhos e decadentes à volta de Lisboa, como os do Barreirense, Amora, Seixal, Amadora, Desp. Olivais ou Oriental.

Julgo que um ponto importante a analisar no regresso da equipa B é o local dos jogos, Alcochete fica demasiado longe para o efeito, Rio Maior que foi solução provisória ainda fica mais longe e torna muito difícil o acompanhamento e usufruto dos sócios. Um estádio como o de Odivelas ou o de Loures seria o ideal.

SL

Keizer e a formação. Contributos para o debate (2)

Na sequência do post do Pedro Boucherie Mendes, venho também eu lançar algumas ideias sobre este tema.

1. Keizer chega ao clube no meio duma época tremendamente complicada, onde muita coisa estava em causa e a sua prioridade era mesmo salvar a época, o que conseguiu com muito mérito e boa nota.

2. Keizer chega ao clube num momento em que não existe equipa B e os melhores jovens estão numa competição sub23, a competir com as equipas C das melhores equipas da Liga, e com espaço e tempo para golos para todos os gostos.

3. Keizer chega ao clube com um plantel cheio de entulho. Jogadores que tinham perdido a sua oportunidade de titularidade no Sporting alternavam entre o banco e a bancada e aguardavam (alguns aguardam) o momento para sair, tapando lugares que poderiam ir para jovens promessas (se elas existissem).

4. Keizer chega ao clube num momento em que apenas duas promessas, Miguel Luís e Jovane, estavam a ser lançadas e a jogar regularmente, porque outros que poderiam lá estar tinham rescindido ou sido emprestados. Assim R. Leão, Podence, Demiral, F. Geraldes, M. Pereira, Ivanildo, Mama Baldé e outros não estavam lá quando Keizer chegou. O facto é que M. Luís e Jovane, por alguma razão, quando foram chamados por Keizer raramente se destacaram e até foram titulares num ou noutro mau momento da temporada, por exemplo, na derrota do Sporting-Villarreal.

5. De todos os jovens emprestados ainda com contrato os únicos que deram o salto para outro patamar de rendimento foram Mama Baldé e talvez M. Pereira. Os outros evoluiram mais ou menos mas sem destaque (D. Bragança não se impôs no Farense e perdeu a titularidade), ou mesmo fracassaram, alguns tiveram lesões que comprometeram parte da época. F. Geraldes fracassou na Alemanha, Ryan Gauld na Escócia, Iuri na Polónia, Mané na Alemanha também.

6. Ao longo da época Keizer tem chamado jovens da academia aos treinos, e com certeza já percebeu com quem pode contar na próxima época daquela área.

7. A selecção sub-21, quer gostemos ou não, e teorias da conspiração à parte, é reflexo da pouca qualidade e da falta de competição exigente da nossa formação naquele escalão etário. 

Concluindo, Miguel Luís e Jovane à parte, e temos que ver o que passou com aqueles dois (treinos? contratos?), o problema não está em Keizer: está na formação.

 

E agora, o que fazer?

1. Procurar ter uma quota mínima de jovens da academia na primeira equipa. Isso passa por não ir contratar jogadores para determinadas posições quando temos em casa iguais ou melhores. 

2. Recuperar a equipa B ou encontrar forma de pôr a rodar na segunda Liga (a jogar e não a aquecer o banco) os melhores sub-23,  fazendo nesta equipa uma gestão mais de espaço de treino que outra coisa, como fazem os outros. Ou então seguir o exemplo do Porto.

3. Depois, apostar nos jovens que formámos e os jovens que formámos apostarem no Sporting. WinWin.

 

P.S.: Lembram-se da equipa B do Sporting com Godinho Lopes, onde Jesualdo Ferreira foi buscar jogadores para salvar a época e que Bruno de Carvalho herdou? 

Era assim: Vitor Golas; Santiago Arias, Pedro Mendes, Tobias Figueiredo, Tiago Ilori, Eric Dier; Zezinho, João Mário, Esgaio, Bruma (Iuri Medeiros); Betinho (Diego Rubio)

O Arias está no Atl. Madrid, o P. Mendes no Montpellier, o Dier no Tottenham, o Bruma no Leipzig Red Bull (?), o João Mário no Inter ...

E que herdou Varandas?

SL

Equipa B

Do que tenho lido, Frederico Varandas tenciona recuperar a equipa B de futebol do Sporting, uma equipa por onde já passaram nomes importantes do futebol português. Apenas olhando para os Campeões Europeus de França, muitos jogos fizeram na nossa equipa B, na 2ª Liga e na divisão inferior, Beto, J. Fonte e J. Mário pela equipa B do Sporting, não falando em quem passou pontualmente pela equipa, como Quaresma e Ronaldo.

Com Bruno de Carvalho tivemos numa primeira fase o Inácio a importar um autocarro de jovens promissores daqui e dali (Gazelas, Dramés, Sackos, Guimas, Kikis, e tantos outros) que pouco ou nada demonstraram, e na fase final uma equipa votada ao abandono da parte do presidente e do treinador, acabando por ser extinta.

Temos agora uma equipa sub-23, que compete com as equipas C do Benfica, do Braga e do Guimarães e que acabou em 2.º lugar na Liga Revelação.

Do que tive oportunidade de ver, nessa competição joga-se um futebol descomprometido com resultados e classificações, atacar à vontade e com muitos, defender com os que ficaram, golos falhados às dezenas, e os que entram dão resultados de futsal, parece um pouco aquele futebol dos recreios da escola, muito pouco tem a ver com o futebol da 1.ª ou 2.ª Liga. Os comentadores vendem uma ilusão de qualidade completamente ilusória. 

Olhamos para o Benfica, e jogadores como R. Dias, Ferro, J. Felix e outros tarimbaram na equipa B do clube. E dessa equipa saltaram para o onze titular.

Olhamos para o Sporting e para a equipa que ganhou 4-2 ao Benfica (ao tal Benfica C) e fica-se com sérias dúvidas sobre se algum tem condições para integrar o plantel da próxima época, porque muito daquilo que fazem e conseguem, do ponto de vista técnico e táctico, apenas é possível naquele contexto.

Jogadores como Pedro Mendes, Plata, Paulinho ou Thierry Correia, gostaria de os ver num contexto de 2.ª Liga, em campos difíceis e com equipas a comer a relva, para ver o que realmente valem. Naquele contexto de sub-23, pouco irão evoluir. Thierry, então, tem muito que levar na cabeça. Por falar nisso, o que conseguiram D. Bragança no Farense ou Baldé no Paços nestes meses de empréstimo? Nada de substancial?

Concluindo, impõe-se recuperar a equipa B do Sporting, em moldes distintos do que aconteceu anteriormente e nunca contratando entulho para preencher plantel. Com a equipa a funcionar articuladamente com a A, actuando com uma maioria de jogadores jovens e promissores "residentes" e com uma minoria de jogadores da A que precisem de competição para poderem render naquela equipa quando forem necessários. 

SL

Estrelinha a brilhar?

A época futebolística começou bem para o Sporting Clube de Portugal, na versão B, na II Liga.  Com vários jogadores que subiram dos juniores e depois de começarem a perder já na segunda parte, conseguiram a reviravolta e venceram por 2-1 a equipa serrana nos minutos finais.

ver comentário em: 

http://www.sporting.pt/pt/noticias/futebol/equipa-b/2017-08-06/reviravolta-na-vitoria-dos-bes-na-covilha

Bom augúrio para a tarde... será mesmo a estrelinha a brilhar?

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Os nossos comentadores merecem ser citados

«A situação da equipa B do Sporting parece-me um motivo de preocupação. Tentem fazer um acordo com o Porto e o Benfica para mudarem as regras das competições de modo a que as equipas B não possam descer de divisão com alguma eventual regra de salvaguada: por exemplo, ter que fazer pelo menos 90% dos pontos de qualquer uma das equipas que descem de divisão. Penso que seria algo positivo para o futebol português no geral.»

Sérgio, neste meu texto

Outra vez arroz

A equipa B, que atravessa uma crise miserável de exibições e resultados, foi reforçada (sem proveito, infelizmente) por Francisco Geraldes, uma jovem certeza que regressou em Janeiro de um empréstimo muito bem sucedido ao Moreirense. Aqui d'él rei que está por um fio o Carmo e a Trindade. Pois eu acho que a continuar, e deve continuar na minha opinião, a equipa B deverá contar com o contributo regular de jogadores da equipa principal. Há algumas limitações de participação em função da idade dos jogadores, mas a presença regular de colegas com mais experiência cumprirá dois objectivos fulcrais no crescimento dos jovens jogadores: Os que não têm tanta utilização na equipa principal terão ali um espaço para competir e que os impede de estagnar e os da equipa B terão a possibilidade de estar lado a lado com quem tem outra visão do jogo e outra "estaleca" para enfrentar adversários mais velhos, mais rotinados e com muito mais "ratice". Considerar a participação de Francisco Geraldes neste jogo com o Varzim na equipa B como uma despromoção só pode ser ou piada de mau gosto, ou ausência total do entendimento do que deve ser uma equipa B, ou mais uma fornada de carvão para a fogueira. Ou o somatório de todas elas.

Francisco Geraldes fez uma excelente exibição, demonstrando que a sua contribuição fazia todo o sentido. Não foi por culpa dele que o Varzim venceu o jogo.

O facto de ter jogado ontem, não o impede de jogar no Sábado, caso Adrien esteja impedido por qualquer motivo, ou Jesus o entenda incluir no onze inicial, porque sim.

A minha concepção da equipa B é esta mesmo, uma etapa para aqueles que saindo dos juniores estejam ainda verdes para a competição na primeira divisão (os nomes vão mudando, portanto...) por empréstimo e um centro de treinos para os menos utilizados ou regressados de lesões, da equipa principal, nunca podendo ser vista como uma despromoção, antes ser encarada como as antigas equipas de reservas, que inclusive tinham campeonato próprio. Claro que há de quando em vez alguns que transitam directamente dos juniores para a equipa principal, mas desses há poucos e mesmo esses, quando não utilizados com regularidade, só lhes fará bem competir regularmente e onde, senão na equipa B?

Diz-se que Matheus Pereira recusou jogar este jogo. Não sei se o fez, mas se eventualmente o tiver feito o regulamento interno deve permitir que o faça, doutro modo estaria sob alçada disciplinar. Fosse a equipa B aquilo que eu defendo lá atrás e estivesse isso regulamentado, seria pacífico o contributo de qualquer jogador do plantel na equipa, sendo encarado com toda a naturalidade e sem dramas.

Tal como defendo que a equipa principal deve ter como base a formação e o reforço cirúrgico para posições onde estejamos mais debilitados, a equipa B deverá ser uma cópia fiel deste princípio, sendo que os reforços deverão ser ainda mais reduzidos e apenas se não houver opção na equipa principal.

O que quer isto dizer? Quer dizer que deverá haver uma ligação estreita entre as duas equipas, uma identidade única, processos de treino e sistema de jogo similares e haver canais em ambos os sentidos, que permitam a quebra de alguma estanquicidade que ainda possa persistir.

A equipa B, que ainda vai muito a tempo de garantir a manutenção, não tem por objectivo vencer títulos, que mais não serão que vitórias de Pirro. A sua missão deverá ser a de formar e garantir o fornecimento continuado de jogadores à equipa principal, e também servir como incubadora de jovens jogadores que, não tendo capacidade ou estando tapados na etapa seguinte, possam ser emprestados ou mesmo cedidos a título definitivo para clubes de média dimensão por esse Mundo fora. Afinal apregoamos aos quatro cantos que somos a melhor formação desse Mundo, que tal começarmos a fazer render esse "peixe"?

Termino como comecei, enviando daqui um enorme aplauso a Francisco Geraldes, pelo seu sportinguismo e pela sua maturidade, com a certeza e a convicção de que as atitudes correctas serão certamente recompensadas.

 

Adenda: Algumas horas depois da publicação deste post, conheci a razão porque não jogou Matheus Pereira: Está castigado, apanhou 6 jogos de suspensão na sequência da expulsão no jogo contra o Porto B na Academia. O regulamento diz que os jogos são para cumprir na equipa/escalão onde foram atribuídos, portanto Matheus pode jogar na equipa A e não pode jogar na B até cumprir os tais 6 jogos. É definitivamente carvão do jornal O Jogo.

Já foi tarde

Doze jogos seguidos sem vencer. Mais uma derrota, desta vez frente ao Varzim em Alcochete. João de Deus já não tinha condições de se manter à frente do Sporting B, como salientei aqui há dois dias.

Sai tarde de mais, deixando a equipa em penúltimo lugar na classificação - em lugar de despromoção - após um percurso para esquecer. Ou para lembrar. Para que não volte a repetir-se.

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