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És a nossa Fé!

Meios e tempo

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Fique o Sporting no lugar que ficar este ano no campeonato, fará tanto sentido imputar responsabilidade pela classificação do clube, no final da época, a Frederico Varandas como teria feito se houvesse dedos acusadores apontados na direcção de Bruno de Carvalho, que já presidia ao clube quando ficámos num inédito sétimo posto em 2012/2013. Na altura, ninguém o fez. E muito bem. 

O actual presidente chegou já com a época iniciada e o plantel fechado, encontrou o clube fracturado como nunca e herdou o atribulado processo das rescisões de jogadores, decorrente da página mais negra da história leonina. Os remendos feitos em Janeiro não iludem a questão de fundo: este é, de facto, um "ano zero" no nosso futebol, como o próprio Varandas reconheceu aliás em recente entrevista. Enquanto profissionais que abandonaram Alvalade, como Gelson Martins, Podence e Rafael Leão - todos formados em Alcochete - se destacam noutras ligas europeias. Esperemos que a justiça não tarde e seja dura nas punições.

A única responsabilidade directa que lhe é imputável relaciona-se com a escolha da actual equipa técnica. Que inclui, não esqueçamos, não apenas o treinador principal, Marcel Keizer, mas também Raul José (director do departamento de prospecção de jogadores) e Francisco Tavares (coordenador da nova Unidade de Desempenho), ambos já a trabalhar em Alvalade, e Miguel Quaresma, prestes a chegar como director técnico da nossa formação. 

Há que deixá-los trabalhar. A eles e a João Pedro Araújo (director clínico), Alireza Rabbani (cientista do desporto), Paulo Gomes (director-geral da Academia), José Guilherme Chieira  (prospecção) e Tomaz Morais (departamento de liderança e formação interna). Sem hipotecarmos o sentido crítico, naturalmente. Mas com a noção de que ninguém obtém resultados sem dois ingredientes indispensáveis em qualquer organização: meios e tempo.

Quinta-feira em Albufeira e em todo o lado

  1. Lage prossegue na sua fase holandês voador como Keizer quando chegou. No ar condicionado do Golfo, Rui Vitória deve andar a dizer “deixa-os poisar” ao seu intérprete, depois de ter visto o resumo e ter confirmado que o golo de Gabriel é 75% de Renan e o de Ilori é 100% de Ilori, que foi queimado um golo limpo ao Sporting e que enfim, coiso.

  2. Na única vez que perdeu, Lage atirou-se à jugular de um pobre mil eurista do CM TV que lhe perguntou se Jonas ia jogar ou algo parecido. Como acontece sempre que há benfiquismos radicais,  assobiou-se para o ar.

  3. Ganhar é fixe e ontem qualquer das equipas podia ter ganho, incluindo o Benfica.

  4. Nos resumos de hoje, nenhuma menção ao “lance” em que Svilar faz asneira e Bas Dost mete golo. Nem o fleumático Lage reparou, entretido que estava a dizer platitudes. Keizer e a estrutura do Sporting também não repararam. Num futebol como deve ser, assim estaria bem. Num futebol que consegue colocar ALEGADAMENTE, TALVEZ, CONSTA, DIZEM, toupeiras num dos alicerces do Estado de Direito, todas as oportunidades de clamar justiça são poucas.

    5. O Benfica chega a empolgar (não estou a ser irónico), tem alma até Almeida, mas abre vias, alas e espaços que uma equipa com bons jogadores e bem organizada saberá aproveitar. Sei lá... tipo um Braga….

    6. Tanta coisa para falar não ter de falar do nosso Sporting, que anda demasiado amador. Por exemplo, até a minha vizinha do 2A, uma senhora nigeriana que nem sabe falar português e só vê críquete, se lembraria de avisar o Ilori para não entrar à Liga Inglesa, que aqui é Liga controlada e se ganha aos cartões (nota: o amarelo aos 10 segundos de jogo foi justo).

    7. Ou a dona Francisca, quase 70 anos e ainda limpa o prédio, também acha que já devia ter sido contratado alguém para controlar a raiva e frustração de Bruno Fernandes, que está feito um autêntico refilador por tudo e por nada.

    8. E este filme de fim de tarde de ninguém ter avisado o Keizer que o Ristovski estava free to go. Ou algo parecido. Quéstamerda, como vi numa t-shirt na Zambujeira. Se não foi nabice interna, atirem-se à Liga ou à FPF ou até à ASAE ou à Fundação Champalimaud, que são tantas organizações que já me perdi.

    9. Ou alguém arranjar narrativas para explicar porque o pendular Miguel Luís não joga. Inventem o que quiserem, atirem-nos areia para os olhos, se bem que a verdade também está bem.

    10. Esta coisa das Xtruturas são importantes, mas fundamental são mesmo os sócios e os adeptos.

Hoje giro eu - A crítica

Reiteradamente, leio críticas dirigidas a sócios ou adeptos leoninas que se manifestam contra uma qualquer Direcção do clube. Ora eu, enquanto receptor, estou habituado na minha actividade profissional a valorizar todo o tipo de críticas, sejam elas bem ou mal intencionadas. Desde logo, aquelas que não obedecem a bons princípios de carácter têm geralmente um efeito boomerang sobre quem as emite, de tão mesquinhas que são. Por outro lado, permitem conhecer melhor a índole de quem as sentencia e, até, antecipar os seus próximos movimentos. Quanto às críticas construtivas, elas são sempre bem-vindas: primeiro, porque o simples sinal de acusar a sua recepção granjeia a simpatia e o reconhecimento do emissor; depois, porque qualquer Homem não é uma ilha e nós somos o produto de todas as experiências e de todas as pessoas com que nos cruzámos, pelo que estamos sempre a aprender; finalmente, porque se eu quero tornar relevante a minha Organização, é meu dever envolver todas as pessoas, criando assim laços de união, simultaneamente aproveitando as competências que cada um pode trazer.

Por isso, no meu entendimento, um gestor deve ficar mais preocupado quando à sua volta o comportamento é acrítico, pois isso não lhe vai trazer no futuro qualquer valor acrescentado.

Termino, descrevendo a frustração que é para um emissor formular propostas, ter uma determinada visão e isso não ser ouvido por quem de direito. Até ser tarde de mais. Não há pior sentimento do que aquele proveniente de ter razão antes do tempo. Já aconteceu comigo e já terá acontecido com muitos de Vocês. É triste, só nos traz maçadas e um sentimento de impotência total.

Sporting Clube de Portugal - Um clube de escrita criativa

A invenção de mentiras e calúnias visando a atual direção mas não só (João Benedito também é um alvo a abater através de campanhas um pouco mais subterrâneas de maledicência e calunia pelas redes sociais) continua como modo de vida de muitos que se ocupam diariamente de investir algumas horas da sua existência nessa atividade criativa e criminosa.

Parece-me evidente que há várias agendas e grupos bem mobilizados para criar um vazio de credibilidade e uma angústia crescente entre os associados para os colocar em ponto de rebuçado para virem a escolher algum regressado das trevas ou algum ser providencial que tudo sabe e tudo quer.

Conseguir no meio desta poluição manter, como sócio, a capacidade crítica e o escrutínio que teremos que fazer ao trabalho da atual direção é especialmente desafiante. Mas são e serão durante ainda muito tempo as linhas com que temos que nos coser. Se a democracia exige investimento, ser sócio do Sporting exige um suplemento adicional.

Naturalmente, viver e tentar fazer (ou avaliar) neste enquadramento, nunca será o ideal para qualquer direção presente ou futura e será sempre um enorme apoio a todos os nossos rivais.

Será possível, ainda assim, superar os momentos em que a bola não entra e ir construindo um futuro melhor sem cairmos em histerias e pulsões auto-destrutivas que nos levarão a pedidos de demissão e crises institucionais a cada 5 meses?

A palavra (ou o silêncio) cabe aos sócios mas também à atual direção.

Somos muitos

Uma semana acaba, outra semana começa neste oitavo ano de vida do nosso blogue. Na que agora fica para trás, registámos 46.552 visualizações.

Na linha dos últimos 12 meses, em que tivemos mais de 2,2 milhões de visualizações. Concretamente, 2.206.080. Cerca de seis mil por dia.

Números que ainda mais nos animam a prosseguir. Haja o que houver no Sporting, cá estaremos em defesa do nosso clube, sempre maior do que a soma de todos os seus adeptos.

Isto não é sportinguismo, tenham vergonha...

 

Se eu posso ir livremente assistir um filme, peça de teatro ou concerto acompanhado por qualquer pessoa, porque razão há-de ser diferente num jogo de futebol? Tenho bons amigos que são benfiquistas e portistas, com os quais partilho momentos agradáveis, mas para muito boa gente não é possível convidar um adepto de outro clube para Alvalade. Ou então terá que permanecer mudo e nem pensar em identificar-se com símbolos do seu clube.

A Zélia já havia deixado link para estas imagens que me envergonham enquanto sportinguista e pessoa civilizada que me considero. No zoo é que os animais precisam ficar separados, precisamente porque são selvagens. Se algo me mete verdadeiramente nojo no futebol hoje em dia, é o comportamento tribal dos adeptos, não importa a cor, muitos deles só vão ao futebol com palas nos olhos e ofendem tudo e todos com cor diferente da sua. Há muita gente que leva uma vida miserável e vai aos estádios para descarregar frustrações, é lamentável. Nunca me irão ver enjaulado em caixas de segurança seja em que estádio for, antes não ir ao futebol a ser tratado como animal.

Infelizmente ontem em Alvalade um adepto do Benfica que assistia pacificamente ao jogo ao lado do familiar sportinguista, viu-se obrigado a despir a camisola.

Ficaria bem ao nosso clube pedir desculpa à pessoa em causa e convidá-lo para assistir na tribuna à segunda-mão da eliminatória da taça de Portugal, porque o futebol não é a selva que alguns selvagens gostariam, como demonstram as vergonhosas imagens. Apelo à direcção que o faça o quanto antes.

Afirmarmo-nos diferentes e depois praticarmos isto, tenham vergonha...

Escusávamos de ter chegado aqui

Estou cansado, por isso tenho pouco a acrescentar ao que aqui escrevi há três meses, antes de sabermos quem seria o sucessor de Peseiro. Highlights: "Em algum momento Peseiro tinha de ir. O que já não percebo é o timing da saída: depois de uma derrota a jogar com a equipa Z para uma taça sem interesse (ganhámos uma vez: acho que basta para picar o ponto), depois de duas exibições convincentes, uma contra o Boavista e outra contra o Arsenal (alguém legitimamente estava à espera de ganhar ao Arsenal com esta equipa, mesmo em Alvalade?), a um ponto do Benfica, com possibilidade de o ultrapassar este fim-de-semana, a dois dos líderes do campeonato. Porquê agora? Sobretudo quando se percebe que não foi pensada nenhuma alternativa. Lá voltámos ao nosso fétiche, que é arranjar treinadores com nome holandês que ninguém sabe o que valem (e em geral não valem um caracol; a propósito, alguém me explica esta fixação: é porque os nomes soam bem? Vercauteren, por exemplo, soa tão bem). Ora, se é para arranjar um qualquer Peseiro holandês, não se percebe para que foi isto tudo. Esperemos que Frederico Varandas não tenha cometido aqui o seu primeiro erro grave".

A isto acrescentaria apenas que julgo que, com Peseiro, por medíocre que ele seja, não teríamos sofrido a humilhação de ontem e estaríamos mais acima na tabela.

 

Diz que é a taça da carica

São estas vitórias contra a narrativa dominante que sabem melhor. Já se sabe qual é a narrativa dominante: Sérgio Conceição é a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde os tempos do Mantorras e o Porto é uma equipa do outro mundo. Conceição e o Porto acreditaram tanto nisto que, quando se viram a chuchar no dedo, nem perceberam o que lhes aconteceu. Vai daí, falharam todos os testes de decência: Conceição (e não só) passou ao lado dos jogadores do Sporting e largou a medalha na bancada, o outro atirou a medalha à cabeça de um desgraçado qualquer e, todos juntos, saíram do relvado antes de os jogadores do Sporting receberem a taça. Dois dias depois ainda andam a inventar desculpas ranhosas para justificarem isto.

E estamos só a falar da famosa "taça da carica". Eu até me estava a preparar para não celebrar ou chorar muito o resultado da final, dependendo do resultado. Afinal, é só a taça da carica. Mas, com o chinfrim que fizeram e ainda fazem, a coisa começou a saber melhor. Vendo bem, depois deste chavasco todo, não podem dizer que o Sporting não ganhou nada de especial, que só ganhou a "taça da carica". É que se fosse só a "taça da carica", precisamente, não faziam chavasco. Fazendo, acabam por valorizar aquilo que à partida não parecia nada de especial. Obrigadinho.

Hoje giro eu - Vitória épica no hóquei

Não sei se o meu colega Ricardo Roque, colaborador do És a nossa Fé que mais acompanha as modalidades, teve a oportunidade de ver o jogo desta tarde no Pavilhão Fidelidade, na Luz, e assim poder complementar esta minha peça. A ganhar logo no reínicio por 1-0 (Raul Marin), o Sporting viu-se sujeito a uma série interminável de suspensões de 2 minutos motivadas por cartões azuis recebidos pelos seus jogadores Marin, Girão e Ferran Font. Ao fim de 8/10 minutos - foram tantas as suspensões que perdi a conta aos minutos que os nossos jogadores estiveram fora - , e quando finalmente o 5º jogador nosso estava no ringue (há não mais de 5 segundos), eis que o leão Romero apanha novo cartão azul. O Benfica aproveita para finalmente empatar, situação que automaticamente permite repor a paridade de jogadores em campo. Depois, um jogador do Benfica também é suspenso por 2 minutos. Escândalo de lesa-Pátria para a BenficaTV, pois claro. Imediatamente, Ferran Font marca, no livre directo correspondente, através de uma belíssima execução. Seguidamente, através de uma penalidade, o mesmo jogador fez o 3-1. Finalmente, Pedro Gil colocou o 4-1 final no placard. 

Em toda a minha vida, nunca vi nada igual. Por isso, não consegui conter a indignação e decidi escrever. Também, para deixar o meu louvor a hóquistas, treinadores e restante estrutura da secção do hóquei, que nas condições mais adversas possíveis escreveram mais uma página de glória da história do Sporting Clube de Portugal. 

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(Fonte imagem: Record)

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 31 jogos - 18 para o Campeonato Nacional, 4 para a Taça de Portugal, 3 para a Taça da Liga e 6 para a Liga Europa -, obtendo 22 vitórias (71%), 3 empates (9,7%) e 6 derrotas (19,3%), com 69 golos marcados (média de 2,23 golos/jogo) e 30 golos sofridos (0,97 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Bruno Fernandes (16,8,12), Bas Dost (16,2,0), Nani (9,5,4);

2) MVP: Bruno Fernandes (76 pontos), Bas Dost (52), Nani (41);

3) Influência: Bruno Fernandes (36 contribuições), Nani e Bas Dost (18);

4) Goleador: Bruno Fernandes e Bas Dost (18 golos), Nani (9);

5) Assistências: Bruno Fernandes (8), Nani e Acuña (5).

 

Algumas notas complementares:

  • Bruno Fernandes foi influente em 52,2% dos golos do Sporting;
  • Em 14 jogos, Peseiro registou 9 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, com 24 golos marcados e 14 golos sofridos; em igual número de jogos, Keizer tem 11 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, com 41 golos marcados e 15 golos sofridos;
  • Pela primeira vez, no histórico do Ranking GAP, um jogador (Bruno Fernandes) lidera todos os parâmetros de análise (GAP, MVP, Influência, Goleador, Assistências).
  • Na questão que mais divide os adeptos, os alas, os indicadores são os seguintes: Jovane é o ala com maior influência por minuto jogado, contribuindo para um golo a cada 53 minutos, seguido por Nani (110 minutos), Raphinha (121 minutos) e Diaby (145 minutos); Nani é o ala que necessita de menos minutos para marcar um golo (220 minutos), seguido por Jovane (225 minutos), Diaby (241 minutos) e Raphinha (322 minutos). Logo, pela análise estatística, Nani e Jovane deveriam ser os alas titulares.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Bruno Fernandes 16 8 12 76
Bas Dost 16 2 0 52
Nani 9 5 4 41
Diaby 6 1 3 23
Jovane Cabral 4 4 9 29
Fredy Montero 4 4 3 23
Raphinha 3 1 4 15
autogolos 3 0 0 9
Wendel 2 4 0 14
Miguel Luís 2 0 1 7
Jeremy Mathieu 2 0 0 6
Acuña 1 5 4 17
Sebastian Coates 1 1 2 7
Jefferson 0 2 1 5
Ristovski 0 2 1 5
Carlos Mané 0 0 2 2
Bruno Gaspar 0 0 1 1
Gudelj 0 0 1 1

Jogar à Sporting

Julgo que começa a haver cada vez mais um desfasamento imenso entre aquilo que é a vontade, a garra, o querer da maioria daqueles que são verdadeiros sportinguistas, e aqui incluo sobretudo os sócios verdadeiros que amam o clube e todos aqueles simpatizantes que sofrem com os resultados menos conseguidos pelo nosso SPORTING, e alguns dirigentes, jogadores, equipas técnicas que vão-se contentando com a mediania das nossas prestações. Enquanto que para nós um empate é sempre um mau resultado, independentemente de ser em futebol ou em qualquer outra modalidade, cada vez mais, vamos ouvindo comentários daqueles que ganham fortunas (diretores, treinadores e jogadores) e que se contentam com " poucachinho". Acho que quem chega ao SPORTING não é verdadeiramente ensinado para que clube vem, e a tal falta de garra não faz parte do seu querer. As equipas técnicas não conseguem incorporar na forma como trabalham o que é jogar à SPORTING; os jogadores a pouco e pouco vão caindo no marasmo de "jogar devagar, devagarinho" à espera sempre das segundas partes dos jogos para correr mais um pouco, as outras equipas olham para nós e atrevem-se sempre muito mais, para não falar dos árbitros, que não têm qualquer problema em julgar de maneira diferente alguns lances, que nas Antas e na Luz, nem sequer merecem o mínimo reparo. Sei que vai ser uma tarefa díficil mudar esta mentalidade, mas esta, tem que ser a primeira " revolução" que Frederico Varandas tem que fazer. Não quero saber se o treinador é holandês, italiano ou português; o que quero é que perceba a responsabilidade de ser treinador do SPORTING, e que ponha os jogadores a jogar à SPORTING.

Hoje giro eu - Convicções

Tanto se tentou fragmentar a realidade, apontando os golos que o Sporting ia sofrendo numa caminhada avassaladora de 7 vitórias consecutivas, 30 golos marcados e 8 golos consentidos, que agora não temos nem defesa nem ataque e o "Keizerbol" (jogo pelo centro) foi substituído pelo "cruzabol" do passado do nosso descontentamento. Os laterais deixaram de fazer costa-a-costa e Gaspar trocou o incenso pelo "insonso" (insosso), o trinco está cego na escuridão da caverna onde se fez prisioneiro, Bruno Fernandes e Wendel (ou Miguel Luís) ficam permanentemente em inferioridade numérica e deixou de haver circulação pelo meio. Depois, também não ajuda não haver alternativa a Dost. Ainda se fosse o "Diaby a 7"... Agora, o 23, nem desordem cria nos adversários. Quando virá o dia em que seguiremos firmes nas nossas convicções, fazendo ouvidos moucos aos flautistas de Hamelin?

 

P.S. Alguém realmente acredita que a dinâmica da equipa em Guimarães e Tondela foi igual à que nos tinha habituado nos jogos anteriores? Keizer perdeu por desconhecimento do futebol português e manhas dos seus treinadores ou por uma adaptação (aculturação) ao futebol cá do burgo que descaracterizou em parte a sua dinâmica de jogo? O batalhão de defesas e de médios no banco nos últimos jogos dá-Vos que indicador? Pareceu-Vos que as 3 linhas do meio-campo estavam tão bem definidas como em partidas anteriores? Será que o facto de os laterais nos últimos jogos subirem menos obriga os alas a jogarem mais por fora e assim estarem menos bem posicionados para a transição adversária? Um último dado: na era Keizer, em 4 jogos estivemos em desvantagem no marcador. Nos 2 disputados em Alvalade demos a volta, nos 2 jogados fora perdemos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Televisão e outras cenas

O futebol português é um negócio sui-generis, onde os estádios estão às moscas e os cafés, pastelarias, bares e tascas enchem à hora dos jogos. Neste ramo de actividade, e sem que a Liga ligue o suficiente ao que se passa, os consumidores de futebol não dão dinheiro aos clubes, mas sim ao sector de restauração e bebidas. (Às televisões também, embora mesmo assistindo do sofá contribuam indirectamente para os proveitos dos clubes via valor da venda dos direitos de transmissão televisiva.)

 

O público que aí se concentra funciona como caixa de ressonância do que se passa num campo por vezes distante em muitas centenas de quilómetros. De facto, há todo um mimetismo a acompanhar este fenómeno: uma grande penalidade a favor da nossa equipa é usualmente comemorada com um “penalty” numa taça de vinho branco - a sua concretização merece logo um golo num cálice de Brandymel (o Santo Graal do “merchandising da bola” no seu estado líquido) - e o seu grau de conformidade, que no estádio envolve a figura do VAR, pode ser atestado por uma visita de um perito da ASAE. E todo o adepto impersonifica o treinador sentado no banco e emite comentários mais ou menos doutos e elaborados sobre o que vê e o que é preciso fazer, como se o simples acto de escovar os dentes e neles passar fio dentário numa base diária lhe desse automaticamente qualificação como estomatologista. Isto não acontece por acaso: é que, de todas as ciências, o futebol é a mais intuitiva, aquela em que o conhecimento se democratizou e se estendeu ao homem comum. Por exemplo, no que concerne aos sportinguistas, toda a gente sabe que em cada um de nós há um treina-(a)-dor. Também “olheiro”, ou membro do Scouting como agora pomposamente se diz, aparentemente qualquer um pode ser. Proponho até que se passe a designar de “zarolho”, principalmente a partir do momento em que um clube do sul de Itália (Nápoles) ultrapassou os nossos e foi o primeiro a ver valor num tal de Carlos Vinícius que jogava no Real (Massamá) e agora anda por aí, emprestado ao Rio Ave, a levantar as redes adversárias, perante alguns defesas que mais valia se dedicarem à pesca, de tal maneira são infernizados em terra por esse dianteiro brasileiro.

 

Tal como nos filmes, é da ilusão de se estar lá dentro que se faz o sortilégio do futebol. Disso e de se fazer parte de algo grandioso, maior do que nós e do que as nossas vidas, razão pela qual em Portugal (Guimarães talvez seja a excepção) quase todos escolhem um “grande” como clube da sua paixão (razão?), mesmo que o estádio do clube da nossa cidade esteja ali ao virar da esquina.

Passada esta introdução, esta noite o Sporting desloca-se a Tondela, uma cidade do distrito de Viseu com cerca de 29000 habitantes e um clube na Primeira Liga. Ao contrário da época de 2016/17, em que após uma viagem acidentada de carro, que envolveu o rebentamento de um pneu a cerca de 200 km/h (os senhores da Brigada de Trânsito queiram fazer o favor de saltar esta parte) e a concomitante impossibilidade de degustação prévia de um leitãozinho, ainda assim observei os leões a vencerem ao vivo os tondelenses, em Aveiro, com um golo marcado nos últimos minutos por Adrien e, no fim, celebrei…a vida - e de uma noite longa (golo de Coates aos 98 minutos) na temporada passada em que acabei com um nó no estômago e quase agarrado ao desfibrilador - , desta vez o jogo disputar-se-á no estádio João Cardoso, em Tondela, e eu, com essas emoções fortes ainda bem presentes (e de novo sem leitão), irei optar pelo conforto do sofá cá de casa para acompanhar a partida através das imagens, que não os sons, que me chegarão por via da SportTV. Que venha a décima (vitória de Keizer)!

Hoje giro eu - Keizer, o encantador de leões

As notícias de hoje indicam que Bruno Paulista, emprestado ao Vasco da Gama, e Tiago Ilori, anteriormente vendido ao Liverpool e actualmente no Reading, podem estar de regresso a Alvalade. A novidade primeiro estranha-se, mas depois começa a fazer algum sentido. Tal como Sérgio Conceição, que reabilitou jogadores como Marega, Aboubakar, Oliver Torres, Adrián Lopez ou Herrera, Marcel Keizer tem vindo a aproveitar futebolistas que já eram dados como descartáveis e a melhorar outros. Wendel, para quem o dialecto de JJ era mandarim e que, mais tarde, também não se enquadrou na táctica do pudim Molotov, de Peseiro, mostra-se agora perfeitamente fluente em flamengo. "Muttley" Acuña impôs-se como um lateral esquerdo que morde as canelas aos alas adversários e ainda arranja tempo para impulsionar o ataque com cruzamentos cheios de raiva, algo para o qual a oposição ainda não encontrou a vacina adequada (tentarem expulsar o homem todos os jogos não conta). Bruno Fernandes, o MVP, parece bom demais para ser verdade e Miguel Luís vai crescendo e até já marcou dois golos na sua época de estreia. Até os "patinhos feios" Diaby, Gudelj e Bruno Gaspar parecem melhorar: o maliano é o jogador de King do baralho leonino. Ele, que em 17 jogos com Peseiro e Tiago Fernandes jogou para nulos, já marcou seis golos (10 jogos) nesta nova era de (números) positivos; o sérvio, é apesar de tudo mais intimidador (By the way, faz lembrar um Jigsaw bonzinho que dá mais opções de vida do que de morte aos seus adversários) como um "6" do que como um "8", posição à qual não dá a fluidez necessária; finalmente, o português, embora continue a apresentar um futebol sofrível, descobriu agora inimanigáveis artes no bilhar, o que já garantiu à equipa uma carambola decisiva.

Com estes exemplos de sucesso, como resistir à oportunidade de dar um novo fôlego à carreira destes dois ainda jovens futebolistas? Ilori é um jogador que perde frequentemente a concentração nos jogos, mas tem algo que parece faltar aos nossos centrais: é supersónico na recuperação defensiva. Limados os pontos-fracos, um perfil assim pode permitir à equipa subir a sua zona de pressão, a partir de um bloco defensivo colocado alguns metros à frente. Também Paulista pode vir a ser importante. Originalmente um "6" que Jorge Jesus insistiu em ver como um "8", o brasileiro tem capacidade de transporte de bola e de passe à distância, necessitando de melhorar a sua intensidade defensiva. Ambos são bons projectos a carecer de desenvolvimento, razão pela qual as suas carreiras ainda não explodiram. Mas, dado aquilo que vamos conhecendo neste mês e meio, haverá melhor treinador do que Keizer para potenciar o seu talento? É que, a continuar assim, o holandês ameaça transformar-se num encantador de leões.

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Hoje giro eu - Detalhes

No futebol, como na vida, muitas vezes o sucesso/insucesso depende de um detalhe. Por uns meros onze milímetros (bola vs linha de golo) o Liverpool não se adiantou no marcador no Etihad Stadium de Manchester, curtíssima distância que a ter sido eliminada deixaria a equipa da cidade dos Beatles mais perto do título inglês. Um pequeno pormenor que pode vir a fazer toda a diferença nas contas finais do campeonato. 

Se a invocação da sorte ou do azar é válida para este caso, já o ocorrido na recepção do Sporting à Belenenses SAD deveu-se muito mais a questões relacionadas com (in)competência. Assim, fui dar-me ao trabalho de cronometrar e medir os lances dos golos do Sporting e cheguei às seguintes conclusões: no primeiro golo, Diaby esteve dois segundos e vinte e seis centésimos parado, com a bola nos pés, na meia-lua da área da SAD vestida de azul, à espera da desmarcação de Bruno Gaspar, sem que nenhum adversário (entre os vários que tinha à sua volta) esboçasse a mínima intenção de lhe tirar a bola; finalmente, no segundo golo, Zacarya foi recuando dentro da área perante Miguel Luís, dando muito espaço (precisamente três metros e cinquenta e nove centímetros) para o fantástico remate do promissor médio leonino.

Se no clássico do Norte de Inglaterra podemos falar de um pormenor, no derby lisboeta a diferença fez-se de "pormaiores".  

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Hoje giro eu - Uma história (ím)par!

Quando os Cinco Violinos chegaram ao fim - o quinteto original, seguido da formação onde João Martins substituiu Fernando Peyroteo (despediu-se em 1949) - , o Sporting liderava o histórico de campeonatos nacionais ganhos. Já sem Jesus Correia, forçado a optar entre o futebol e o hóquei em patins aos 29 anos de idade, ainda vencemos o campeonato de 1954, completando uma sequência de 7 títulos conquistados em oito possíveis, com um tri (47,48,49) e um tetra (51,52,53,54). No final dessa temporada, o Sporting detinha 9 vitórias no Campeonato Nacional contra 7 do Benfica, ou, se considerarmos os Campeonatos de Portugal como "nacionais" (e os primeiros 4 Campeonatos da Liga como experimentais), um total de 13 triunfos contra apenas 7 do seu rival encarnado. Foi o fim de uma era e o início do ciclo mundialista, em que nunca falhámos a conquista da prova maior do calendário nacional durante 6 edições consecutivas do Mundial de Futebol (54,58,62,66,70,74), pese embora nada tenhamos ganho nos anos intermédios desse ciclo, o que levou a que a razão da progressão do nosso número de títulos até à Revolução dos Cravos tenha diminuído, permitindo ao Benfica destacar-se como a grande potência histórica do futebol português. Sobrepondo ao "efeito Cinco Violinos" o "efeito Eusébio", os nossos rivais da 2ª Circular tornaram-se os mais titulados de sempre, com a temporada de 1968/69 a marcar a passagem de testemunho. O Sporting falha, pela primeira vez em 24 anos, a conquista de um campeonato em ano de Mundial em 1978, naquilo que resultou num "boicote" involuntário - ao contrário do protagonizado pelo holandês Johann Cruijff, que se recusou a participar no certame por não concordar com o regime totalitário da Junta Militar do General Videla - mas volta a recuperar esse sortilégio em 1982, ano em que o Mundial se disputou em Espanha. Pelo meio, apenas mais um campeonato nacional: o disputado dois anos antes. Com o triunfo em 82, o presidente João Rocha completou o tri de vitórias em campeonatos nacionais em 9 anos de mandato. O pior veio depois: enfraquecido pela "entente" estabelecida entre o emergente Pinto da Costa e Fernando Martins, o Sporting (e o próprio João Rocha, que doente abandonaria a presidência leonina em 1986) não voltaria a ser futebolisticamente o mesmo, pese embora os esforços do presidente Sousa Cintra em criar boas equipas de futebol, o que nos poderia ter rendido títulos em 94 e 95. Terá valido ao clube, de forma a sobreviver a tantos anos de inêxitos, a visão de Rocha do ecletismo e as sólidas fundações que criou nas modalidades, algo que foi permitindo a sócios e adeptos respirarem e a mística se perpetuar. Técnicos como o Professor Moniz Pereira e atletas como Carlos Lopes ou Fernando Mamede escreveram a ouro páginas de glória do desporto nacional e do Sporting em particular, juntando-se a Chana, Livramento ou Joaquim Agostinho no panteão de grandes campeões sportinguistas. Mesmo quando sucessivas Direcções foram desmobilizando na aposta nas modalidades, o atletismo continuou a ser um motivo de orgulho para a nação leonina. Com o estrelato além fronteiras de Paulo Futre - o primeiro futebolista português a triunfar no estrangeiro - e, mais tarde, de Luís Figo e de Cristiano Ronaldo, o Sporting pôde hastear uma nova bandeira: a da sua Formação de futebolistas. Interrompido um interregno de 18 anos sem títulos no futebol (Inácio, 2000), o Sporting parecia ir ressurgir no novo milénio. O título de 2002, retomando a tradição de vitória em ano de mundial, mais reforçaria essa ideia, mas tal não passou de uma quimera e rapidamente o clube se viu estrangulado financeiramente fruto da acção conjugada de uma gestão do negócio futebol que o deixou à beira da falência e da megalomania de um projecto empresarial que conduziu a um super-endividamento. Desde aí, houve poucos sinais de retoma, os mais significativos dos quais terão ocorrido em 2005, com Dias da Cunha como presidente e José Peseiro como treinador, em duas temporadas com Filipe Soares Franco como presidente e Paulo Bento como treinador e durante o consulado de Bruno Carvalho, primeiro com Leonardo Jardim e , depois, na primeira época de Jorge Jesus, período em que as modalidades voltaram à ribalta mas onde o futebol voltou a falhar. 

 

Olhando para o histórico, importa dar relevo ao facto de em 36 anos apenas termos ganho duas vezes. Talvez isso ajude a explicar a razão do descontentamento dos "jovens turcos", das novas gerações, que sofrem com o facto de não ver o clube ser campeão, algo que é mais relativizado pelos mais velhos, os quais ou nasceram no período dos "Cinco Violinos" ou nas décadas de 60 e 70 onde o Sporting ainda ia ganhando. 

Outro dado histórico que não deixa de ser surpreendente prende-se com a maldição dos anos ímpares. De facto, olhando para os 22 títulos (18 Campeonatos Nacionais e 4 Campeonatos de Portugal), verificamos que apenas 6 ocorreram em ano ímpar. Mais, o último campeonato nacional ganho em ano ímpar ocorreu em 1953, ou seja, há 66 anos(!).

Assim como o Benfica tem a maldição europeia de Bela Guttmann, o Sporting tem a maldição dos anos ímpares. 

 

Se olharmos para as causas do nosso insucesso, as arbitragens tenebrosas dos anos 80 e 90 vêm-nos logo à ideia. Mesmo depois disso, o contexto nunca deixou de nos ser desfavorável. No entanto, agarrar-nos exclusivamente a isso, na minha opinião, será um erro a não incorrer. Atenção, creio que o clube deve estar atento e manifestar-se em sede própria no sentido de não ser prejudicado, mas penso que o essencial da nossa atenção deve estar voltado para dentro, daquilo que depende de nós. Se formos muito competentes, dificilmente nos abaterão. Reparem, vivemos uma época de esperança, marcada pela contratação de um técnico holandês que trouxe com ele uma ideia de futebol positivo que muito tem deleitado as bancadas. Estranhamente, esse facto não tem vindo a ser acompanhado pelo número de assistentes aos jogos em Alvalade. E não vale sequer a pena estarmos a falar nos descontentes com o afastamento de Bruno Carvalho, pois se este foi destituído e se não viu a sua condição de sócio com plenos direitos ser restituída foi porque uma maioria assim o decidiu. Assim, caberá (não só, mas também) a essa maioria mostrar que não é só forte na demonstração política e aparecer a apoiar a principal equipa do clube. Aliás, em boa verdade, essa missão deverá ser a de todos os sócios e adeptos, gostem ou não dos presidentes, do actual ou do(s) antigo(s), pois estes são conjunturais e só o clube é perene. Isto para dizer que, se nós, sportinguistas, somos os primeiros a deixar a equipa sozinha como podemos depois ter legitimidade de acusar seja quem for? Falemos agora dos jogadores: em Guimarães deixámos ficar 3 pontos que se podem vir a revelar decisivos nas contas do campeonato. Uma equipa que quer ser campeã não pode desperdiçar trunfos desta maneira. É evidente que os jogadores lutaram pela vitória, mas também foi notório que à frustração das coisas não estarem a correr de feição se sobrepôs algum desespero que só pesou em perda de discernimento. Ora, se queremos ser campeões, teremos de dominar os nossos estados de alma. Qualquer profissional tem dias em que não está inspirado, mas são exactamente esses dias e a forma como se consegue entregar ainda assim a "carta a Garcia" que marcam a carreira de um profissional de referência. Temos de ser mais frios e saber lidar melhor com as situações de pressão extrema. Em relação ao treinador, penso que deve continuar de ouvidos não voltados para o que diz a comunicação social. Tal como adeptos e sócios, aliás. A mim, pouco me interessa se sofremos 10 golos em 9 jogos, pois marcámos 34 golos nessas mesmas partidas. Essa é a realidade una e indivisível. Tudo o resto são fragmentos dessa realidade ou apenas percepções da mesma. Por isso, Keizer deve deixar também Sérgio Conceição ficar a falar sozinho quando diz que prefere ganhar 1-0 do que 3-2, até porque o ranking dos clubes portugueses na UEFA vem dar muito mais razão ao holandês do que ao nosso concidadão. É que há uma relação directa - que um dia aqui trarei - entre o número de golos marcados nos seis principais campeonatos nacionais pelos clubes classificados entre a quinta e a oitava posição e a posição de cada país no ranking uefeiro. O futebol luso só melhorará quando a sua intensidade de jogo subir e houver mais equipas a lutarem pelo golo, o objectivo ("goal" em inglês) do futebol. Com isto não digo que não devamos melhorar a nossa transição defensiva, aspecto que ainda Keizer não era nosso treinador e eu já apontava como uma debilidade, mas se perdemos em Guimarães não foi por sofrermos um golo, foi por não marcarmos no mínimo três (dois até bastariam) como de costume. E, certamente, tendo tempo para treinar os posicionamentos ofensivos (algo muito difícil quando não se fez a pré-época e se joga de 3 em 3 dias), no sentido de os jogadores estarem melhor posicionados para a reacção à perda de bola, esse problema há-de ser corrigido (não digo eliminado porque não nos podemos esquecer de que há sempre duas, quando não infelizmente três, equipas em campo). Agora, o que importa realçar das diferenças existentes entre o futebol de Jesus (já nem digo de Peseiro) e o de Keizer é que se ambos buscaram influências noutros desportos, então onde eu via a procura de profundidade e basculações típicas do andebol em Jesus, agora observo a preocupação com o domínio do centro do terreno e um conjunto de movimentos em triângulo que vão aproximando vários jogadores nossos à área adversária, que são influências, respectivamente, do xadrez e do rugby em Keizer.

Para finalizar, se formos mais fortes e exigentes connosco - adeptos, sócios, jogadores, treinador, presidente - estaremos mais próximos de tornar uma época inicialmente configurada como atípica numa temporada memorável. É que há que quebrar a maldição dos números ímpares e isso só se tornará possível se todos forem também ímpares na sua adesão, coerência, profissionalismo e amor ao clube.  

 

Um Bom Ano de 2019 para todos os portugueses e, em particular, para os Leitores e Autores do "És a nossa FÉ"! Para todos os sportinguistas, o desejo de um ano ímpar de glórias!

Natal leonino!

Estamos a quatro dias do Natal. Há alguns anos por esta altura o Sporting já estaria completamente arredado da luta pelo título e andava com outros clubes a lutar por um lugar na Liga Europa.

A verdade é que desde que BdC chegou ao Sporting jamais vivemos esse drama, não obstante termos ganho poucos títulos (o Campeonato Nacional, esse, nem vê-lo!).

Todavia, e digam o que disserem, é ao presidente destituído que se deve esta mudança do cariz leonino. Podemos não ganhar mas estamos lá! Ponto.

Independentemente do resultado em Guimarães, o Sporting está encostado ao topo da classificação, a uns meros 2 pontos de distância do campeão da última época.

Com tudo o que aconteceu neste defeso nem imagino onde estaríamos se nada tivesse acontecido. Mas enfim… isso são outros quinhentos…

Finalmente desejo a todos os escribas deste blogue e respectivas famílias, aos nossos comentadores (sejam eles de que clube forem!) um Natal repleto de venturas. Que este tempo de Advento culmine em imensas alegrias desportivas, pessoais e profissionais.

E que a saúde nunca vos falte.

Saudações leoninas

 

{ Blog fundado em 2012. }

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