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És a nossa Fé!

Sporting Clube de Portugal ou Sporting Clube de Lisboa?

Durante muitos anos foi possível ao Sporting manter o estatuto de Grande Clube Português, mesmo ganhando muito menos no futebol do que os outros dois rivais, e até tivemos um presidente, João Rocha, que apostou no ecletismo para complementar os feitos pontuais do futebol (que por algum motivo fazia gala em logo estragar) e assim manter esse estatuto. 

Com o anterior presidente foi feita uma aposta séria no sentido de o recuperar, investindo forte no futebol e nas modalidades, enfrentando e abrindo guerras com tudo e todos, por último com os próprios sócios e acabou destituído e suspenso, sem ganhar qualquer título relevante no futebol excepto um final de taça e não sem antes de sair ter dinamitado a própria SAD e estrutura profissional do futebol, com rescisões, dívidas, questões reputacionais e judiciais, corrupção das claques e divisionismo na massa adepta e sócios pagantes. 

No dia de hoje, e já com uma nova administração legitimamente eleita nas mais concorridas eleições de sempre, estamos em luta com o Sporting Clube de Braga para o 3º lugar da Liga, feito só possível pela recuperação (mérito de Sousa Cintra) de alguns dos que rescindiram ou que estavam com vontade de rescindir depois do assalto de membros da maior claque à academia do próprio clube. Sem esses, mais Renan e Nani (que entretanto encontrou um belo final de carreira nos States), estariamos a lutar para que lugar?

E, podendo realmente conquistar esse 3º lugar e até chegar ao final da taça, o que se ouve é a necessidade de baixar orçamento, de vender o pouco bom que temos, os tais que estão a segurar a fasquia no campo de jogo, Bruno Fernandes, Bas Dost, Acuña, Coates, Mathieu e até Renan, para ir arranjar tipos com muita atitude e vontade de ganhar, como se isso servisse para alguma coisa sem haver competência para o efeito. Como se com uma mão cheia de amendoins não aparecessem apenas macacos.

Ou seja, enquanto Benfica e Porto lutariam pelos milhões da Champions, e sabemos que existe uma grande pressão para que o clube dos Grandes de Portugal se reduza a dois nomes, ficariamos então nós a lutar com Braga e Guimarães pelos tostões da Liga Europa. Porque o que contaria seria o orgulho, a atitude, as modalidades, a maioria absoluta na SAD, bilhetes à borla, substâncias à farta, ladrar bem alto nas tvs, cantos ordinários e porrada no estádio e fora dele, tudo muito Ultra e Mustaphakiano, e já nos chegaria. O Sporting Clube de Lisboa.

Para mim o essencial é relançar o Sporting Clube de Portugal, na visão dos seus fundadores  e na luta com os seus rivais Benfica e Porto. E para isso é preciso por um lado o saneamento financeiro da SAD que parece estar a ser tratado com um fundo investidor e por outro a associação a parceiros que tragam dimensão e ambição (controlada) que permita atrair e reter talento e obter resultados. No curto prazo, que permita reter B. Fernandes e companhia e juntar-lhes meia dúzia de jogadores à sua dimensão, expurgando o entulho que ainda subsiste no plantel e abrindo vagas para os melhores da formação. Com um treinador à altura da empreitada. E com ética, competência e determinação na Administração do Clube e da SAD.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

O que sempre deve ser e devia ter sido o Sporting.

SL

Hoje giro eu - Investir na qualidade

Esta temporada, o Sporting gastou cerca de 37 milhões de euros em contratações (16) para o futebol. No entanto, olhando para o nosso plantel não é notório um crescimento da sua qualidade média. Mais, muitos dos jogadores que entraram e não mostram rendimento apreciável estão a tapar a ascensão de jovens com um custo muito inferior na conta de exploração. 

 

Quando se fala na aposta na Formação há sempre quem se manifeste contra, essencialmente porque fica a pensar que tal significa jogarem como titulares 11 jogadores produzidos na Academia. Ora, o modelo que preconizo não é esse. Não que não fosse esse o cenário ideal, simplesmente não haveria qualidade suficiente em 1/2 gerações (previsivelmente) para que tal se pudesse materializar. 

 

Eu olho para o Ajax - não é de hoje, a análise já tem uns anitos - e vejo que há um racional por detrás da política desportiva. Assim, os lanceiros apostam em jovens formados na sua academia, mas potenciam o seu crescimento via aquisição cirúrgica de jogadores experientes no mercado. Faço aqui um aparte para lamentar a falta de visão inerente à contratação de Mathieu: enquanto o Benfica soube aproveitar a experiência acumulada de Luisão para o tornar uma espécie de artífice, artesão da última estação de desenvolvimento do Seixal, ajudando a lapidar jovens como Lindelof ou Ruben Dias, o Sporting mandou embora, definitivamente ou por empréstimo jogadores como Domingos Duarte, Ivanildo ou Demiral, não rendibilizando aquilo que o francês poderia aportar a esses activos provenientes da nossa Academia. Ora, o Ajax, desde Janeiro de 2018 foi buscar o lateral esquerdo argentino Tagliafico (25 anos), por 6 milhões, o experiente médio sérvio Dusan Tadic (30 anos), por 11,4 milhões, e fez regressar um jogador formado em casa, o central/lateral Daley Blind (28 anos), por 16 milhões. Estes jogadores, aos quais se junta o veterano (32 anos) dinamarquês Lass Schone, enquadram a "cantera" lançada por Peter Bosz na temporada de 2016/17 - há quem diga que o Ajax só está na moda porque ganhou em Madrid, mas a antiga equipa de Johann Cruiyff esteve presente na final da Liga Europa de 2016/17 - , onde se destacam o guardião Onana, o defesa De Ligt, os médios Van de Beek, De Jong e Ziyech e os avançados Neres e Dolberg, para além do marroquino Mazraoui, também ele produto das escolas do Ajax e que apareceu pela primeira vez na equipa principal em 2018.

 

Concluindo: como se pode verificar, os lanceiros não investem em "gorduras", aproveitam o que têm e só vão ao mercado para adquirir jogadores que possam fazer a diferença, algo bastante diferente daquilo que tem sido a nossa "estratégia". O Sporting, que em época e meia investiu 100 milhões de euros em contratações das quais só se destacam pelo rendimento desportivo os jogadores Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu, continua a gastar dinheiro que não tem em jogadores de uma classe média/baixa do futebol mundial que não se diferenciam positivamente face àqueles que produz. Mais, quando acerta numa contratação (Idrissa Doumbia) não a mete a jogar, não retirando daí rendimento desportivo ou financeiro (a manter-se a situação). E chega ao ponto de não ter pontas-de-lança no banco quando se lesiona um dos dois que compõe o plantel, preferindo adaptar Coates como plano de contingência, equívoco que faz pensar qual o motivo pelo qual existe uma equipa de Sub-23 (ou antigamente a "B"). 

 

O mais triste disto tudo é que poderíamos ter um plantel bem mais competitivo do que o actual e estarmos a gastar menos 20 milhões de euros, orlando uns sustentáveis 50 milhões de euros de custos com o pessoal, se apostássemos num misto de qualidade e desenvolvimento de jogadores da Formação.  

 

P.S. Alguém sabe quem são os jogadores da Formação que em Alcochete se considera terem potencial para jogar na equipa principal? De que forma é que isso se conjuga com o Scouting? É possível termos identificado meia-dúzia de miúdos nossos com elevado potencial e todos virem a ser "tapados" por aquisições para as mesmas posições feitas sem qualquer critério? 

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Maria, João Maria e o Boavista

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Vai, salta, um, dois e... três, o pauzinho colocado pela "mosca" (fly) ficava cada vez mais longe.

Cada um de nós, à nossa maneira, éramos Nélsons Évora em potência, fugindo ao jogo do lenço, à apanhada e assim, jogando à "mosca", um jogo que o João tinha trazido da Rodésia onde meninara e que naquela época já se chamava Zimbabwe (ou algo parecido).

Meninos a fazerem-se homens, em campos de futebol de terra batida com marcações a cal, meninos que viam televisão, não como distracção, como educação, aprendiam, aprendíamos, a ser homens assistindo ao Ciclo Preparatório TV (telescola), crianças que sonhavam com um futuro melhor.

Foi nesse ambiente que João, um menino que falava, fluentemente, inglês (na altura ninguém sabia o que queria dizer fluente, o inglês que ouvíamos era nos discos e cassetes dos nossos irmãos mais velhos e nas séries de TV a preto e branco) decidiu ser do Boavista.

Do Boavista, João?

Nunca tal coisa se vira, ali, éramos do Sporting (os bons, as pessoas fixes) ou do Benfica (os maus, gente que não prestava, que batiam nas mulheres e pior) existia ainda o sr. dr. Alves da Cunha que morara na Av. da Ilha da Madeira em Lisboa e que se dizia do Belenenses (pela forma como comemorava os golos do Benfica e pela pancada que dava na mulher, toda a gente suspeitava que se dizia azul por fora mas que era encarnado por dentro).

Do Boavista sim, é um clube diferente.

Diferente era, concerteza, tal como o João foi um miúdo diferente e hoje é um bom homem, boavisteiro por fora mas verde, com um grande coração de Leão.

Vitamina S!

Ontem foi noite de vitamina S!

S de saudade das grandes vitórias.

S de sabor de um medronho excepcional.

S de simpatia da fantástica companhia.

S de seriedade que queremos no desporto.

S de sentimento de partilha.

S de solidariedade permanente.

S de Sporting.

Pode lá haver melhor vitamina!

No (triste) reino do Leão

No universo leonino é mais ou menos consensual que em Portugal há uma espécie de organização com o intuito de retirar o Sporting do grupo dos clubes ditos grandes.

Percebe-se porquê… O dinheiro arrecadado pelo futebol em vez de ser dividido por três seria eventualmente distribuído por menos partes.

Bruno de Carvalho percebeu muito bem isso e depressa colocou um travão nas intenções originando ainda mais anti-corpos contra o Sporting. Todavia deitou tudo a perder com a sua postura recente.

Não consigo provar esta minha teoria, mas percebo, eu e todos os adeptos leoninos, que jornais, televisões e rádios tudo têm feito para menorizar o Sporting. Uma derrota do clube é uma desgraça, enquanto de outros são apenas acidentes de percurso.

Obviamente que este problema não é de hoje. Nem de ontem. Muito menos do tempo de Bruno de Carvalho. Será necessário esticar a memória até aos anos oitenta para se tentar perceber o que correu mal de forma a que chegássemos aqui neste lodo em que o Sporting está actualmente mergulhado.

As (más) contas do Sporting estão novamente na ordem do dia. As redacções editoriais devem banquetear-se com cada má notícia que envolva o emblema leonino. Imagino eu!

Do lado do clube continuam-se a dar constantes tiros nos pés. Ou são as contratações falhadas ou dispensas de jogadores provavelmente de melhor qualidade dos que estão, ou simplesmente a comunicação para o exterior que não funciona. Ou uma gestão, no mínimo, de vão de escada...

Diz o povo na sua imensa sabedoria: “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”. Este é assim o ambiente em Alvalade. Truculento, zaragateiro e venenoso.

Basta ver as assistências nos jogos para percebermos que o futebol leonino vive momentos drásticos. Eu próprio já assumi que esta época dificilmente irei novamente ao Estádio.

Ao invés do que calculei, as últimas eleições não trouxeram nem paz nem aplacaram os espíritos mais revoltados e revoltosos. Calculo que atirar para o anterior Presidente as culpas do que se está a passar agora pode parecer fácil, mas não me parece totalmente justo.

Terá Bruno de Carvalho procedido mal? Certamente! Terá ajuizado incorrectamente algumas situações? Com toda a certeza. Falou quando não devia? Muitas vezes.

No entanto relembro o que escrevi acima. O problema do Sporting vem de longe… de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito longe!

No futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira

O antigo presidente do V. Guimarães, Pimenta Machado, teve realmente um golpe de génio quando proferiu esta frase, pois caracteriza magnificamente o que é o futebol. O que se passou esta semana por Alvalade é um bom exemplo.

Ao Sporting tinha calhado uma equipa que em Espanha lutava para não descer e não ganhava há meses. Não ganhava, mas ganhou duas vezes seguidas. Acabou de espetar 3-0 ao 4.º classificado da Liga, o Sevilha. Lutava para não descer, ainda luta, mas vamos ver onde termina no final da Liga.

O Sporting arrastava-se em campo depois da Taça da Liga, batia mais uma vez no fundo com o Villarreal, e arriscava-se a lutar com o Moreirense e o Guimarães pelo 5.º lugar. Espetou 3-0 ao Braga e já o tem em linha de vista para conquistar o 3.º lugar.

O Sporting era uma equipa confusa e desorientada em campo, com jogadores fora de posição, outros que não sabem mais do que aquilo, a culpa é de quem os foi buscar, e os de classe extra a fazerem esforços sobre-humanos para jogarem por eles e pelos outros. Ontem foi uma máquina bem oleada, com todas peças em "su sítio".

Acuña era um "desperado" em campo, capaz do melhor e do pior, sempre à beira da expulsão. Ontem foi o mais disciplinado, defendeu, atacou, ajudou, e nao refilou.

Antes eram Miguel Luís, Jovane, Geraldes e Nani que não jogavam. O holandês marimbou-se com os jovens, assim não vamos a lado nenhum, devíamos era jogar com a equipa B, Thierry Correia a defesa direito já, etc. Na quinta-feira jogaram dois deles e foram uma lástima. Ontem não jogou nenhum e tivemos a melhor exibição da época.

As contratações do Sousa Cintra e do Varandas eram miseráveis, cada um pior que o outro, Ilori motivo de gozo, etc, etc. Ontem jogaram, e bem, sete destas contratações: Renan, Gudelj, Diaby, Ilori, Borja, Doumbia e Luiz Phellype. E não foi preciso mudar a cor das chuteiras (que no caso do Ilori, do Coates e outros, são laranja forte) e obrigá-los todos ao preto à moda do Mr. Ford.

Keizer era um treinador desorientado, sem liderança, sem capacidade de dar a volta ao texto. Ontem deu um banho táctico ao tal Abel que sempre nos complicava a vida. 

Mas isso foi ontem... E amanhã como vai ser?

 

PS 1: Sou completamente a favor de quotas para a formação no plantel do Sporting. Sou completamente contra quotas nos convocados e na equipa titular. Provem nos treinos que são melhores que os outros. Chorem menos e trabalhem mais.

PS 2: Como previa o Pedro Correia, Varandas perdeu uma óptima oportunidade de comunicar com os sócios e de capitalizar esta vitória para promover a união no clube debaixo da sua liderança.

PS 3: Entendendo as razões dos dois lados. Nani e Montero vão fazer muita falta para o que resta de temporada.

SL

Meios e tempo

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Fique o Sporting no lugar que ficar este ano no campeonato, fará tanto sentido imputar responsabilidade pela classificação do clube, no final da época, a Frederico Varandas como teria feito se houvesse dedos acusadores apontados na direcção de Bruno de Carvalho, que já presidia ao clube quando ficámos num inédito sétimo posto em 2012/2013. Na altura, ninguém o fez. E muito bem. 

O actual presidente chegou já com a época iniciada e o plantel fechado, encontrou o clube fracturado como nunca e herdou o atribulado processo das rescisões de jogadores, decorrente da página mais negra da história leonina. Os remendos feitos em Janeiro não iludem a questão de fundo: este é, de facto, um "ano zero" no nosso futebol, como o próprio Varandas reconheceu aliás em recente entrevista. Enquanto profissionais que abandonaram Alvalade, como Gelson Martins, Podence e Rafael Leão - todos formados em Alcochete - se destacam noutras ligas europeias. Esperemos que a justiça não tarde e seja dura nas punições.

A única responsabilidade directa que lhe é imputável relaciona-se com a escolha da actual equipa técnica. Que inclui, não esqueçamos, não apenas o treinador principal, Marcel Keizer, mas também Raul José (director do departamento de prospecção de jogadores) e Francisco Tavares (coordenador da nova Unidade de Desempenho), ambos já a trabalhar em Alvalade, e Miguel Quaresma, prestes a chegar como director técnico da nossa formação. 

Há que deixá-los trabalhar. A eles e a João Pedro Araújo (director clínico), Alireza Rabbani (cientista do desporto), Paulo Gomes (director-geral da Academia), José Guilherme Chieira  (prospecção) e Tomaz Morais (departamento de liderança e formação interna). Sem hipotecarmos o sentido crítico, naturalmente. Mas com a noção de que ninguém obtém resultados sem dois ingredientes indispensáveis em qualquer organização: meios e tempo.

Quinta-feira em Albufeira e em todo o lado

  1. Lage prossegue na sua fase holandês voador como Keizer quando chegou. No ar condicionado do Golfo, Rui Vitória deve andar a dizer “deixa-os poisar” ao seu intérprete, depois de ter visto o resumo e ter confirmado que o golo de Gabriel é 75% de Renan e o de Ilori é 100% de Ilori, que foi queimado um golo limpo ao Sporting e que enfim, coiso.

  2. Na única vez que perdeu, Lage atirou-se à jugular de um pobre mil eurista do CM TV que lhe perguntou se Jonas ia jogar ou algo parecido. Como acontece sempre que há benfiquismos radicais,  assobiou-se para o ar.

  3. Ganhar é fixe e ontem qualquer das equipas podia ter ganho, incluindo o Benfica.

  4. Nos resumos de hoje, nenhuma menção ao “lance” em que Svilar faz asneira e Bas Dost mete golo. Nem o fleumático Lage reparou, entretido que estava a dizer platitudes. Keizer e a estrutura do Sporting também não repararam. Num futebol como deve ser, assim estaria bem. Num futebol que consegue colocar ALEGADAMENTE, TALVEZ, CONSTA, DIZEM, toupeiras num dos alicerces do Estado de Direito, todas as oportunidades de clamar justiça são poucas.

    5. O Benfica chega a empolgar (não estou a ser irónico), tem alma até Almeida, mas abre vias, alas e espaços que uma equipa com bons jogadores e bem organizada saberá aproveitar. Sei lá... tipo um Braga….

    6. Tanta coisa para falar não ter de falar do nosso Sporting, que anda demasiado amador. Por exemplo, até a minha vizinha do 2A, uma senhora nigeriana que nem sabe falar português e só vê críquete, se lembraria de avisar o Ilori para não entrar à Liga Inglesa, que aqui é Liga controlada e se ganha aos cartões (nota: o amarelo aos 10 segundos de jogo foi justo).

    7. Ou a dona Francisca, quase 70 anos e ainda limpa o prédio, também acha que já devia ter sido contratado alguém para controlar a raiva e frustração de Bruno Fernandes, que está feito um autêntico refilador por tudo e por nada.

    8. E este filme de fim de tarde de ninguém ter avisado o Keizer que o Ristovski estava free to go. Ou algo parecido. Quéstamerda, como vi numa t-shirt na Zambujeira. Se não foi nabice interna, atirem-se à Liga ou à FPF ou até à ASAE ou à Fundação Champalimaud, que são tantas organizações que já me perdi.

    9. Ou alguém arranjar narrativas para explicar porque o pendular Miguel Luís não joga. Inventem o que quiserem, atirem-nos areia para os olhos, se bem que a verdade também está bem.

    10. Esta coisa das Xtruturas são importantes, mas fundamental são mesmo os sócios e os adeptos.

Hoje giro eu - A crítica

Reiteradamente, leio críticas dirigidas a sócios ou adeptos leoninas que se manifestam contra uma qualquer Direcção do clube. Ora eu, enquanto receptor, estou habituado na minha actividade profissional a valorizar todo o tipo de críticas, sejam elas bem ou mal intencionadas. Desde logo, aquelas que não obedecem a bons princípios de carácter têm geralmente um efeito boomerang sobre quem as emite, de tão mesquinhas que são. Por outro lado, permitem conhecer melhor a índole de quem as sentencia e, até, antecipar os seus próximos movimentos. Quanto às críticas construtivas, elas são sempre bem-vindas: primeiro, porque o simples sinal de acusar a sua recepção granjeia a simpatia e o reconhecimento do emissor; depois, porque qualquer Homem não é uma ilha e nós somos o produto de todas as experiências e de todas as pessoas com que nos cruzámos, pelo que estamos sempre a aprender; finalmente, porque se eu quero tornar relevante a minha Organização, é meu dever envolver todas as pessoas, criando assim laços de união, simultaneamente aproveitando as competências que cada um pode trazer.

Por isso, no meu entendimento, um gestor deve ficar mais preocupado quando à sua volta o comportamento é acrítico, pois isso não lhe vai trazer no futuro qualquer valor acrescentado.

Termino, descrevendo a frustração que é para um emissor formular propostas, ter uma determinada visão e isso não ser ouvido por quem de direito. Até ser tarde de mais. Não há pior sentimento do que aquele proveniente de ter razão antes do tempo. Já aconteceu comigo e já terá acontecido com muitos de Vocês. É triste, só nos traz maçadas e um sentimento de impotência total.

Sporting Clube de Portugal - Um clube de escrita criativa

A invenção de mentiras e calúnias visando a atual direção mas não só (João Benedito também é um alvo a abater através de campanhas um pouco mais subterrâneas de maledicência e calunia pelas redes sociais) continua como modo de vida de muitos que se ocupam diariamente de investir algumas horas da sua existência nessa atividade criativa e criminosa.

Parece-me evidente que há várias agendas e grupos bem mobilizados para criar um vazio de credibilidade e uma angústia crescente entre os associados para os colocar em ponto de rebuçado para virem a escolher algum regressado das trevas ou algum ser providencial que tudo sabe e tudo quer.

Conseguir no meio desta poluição manter, como sócio, a capacidade crítica e o escrutínio que teremos que fazer ao trabalho da atual direção é especialmente desafiante. Mas são e serão durante ainda muito tempo as linhas com que temos que nos coser. Se a democracia exige investimento, ser sócio do Sporting exige um suplemento adicional.

Naturalmente, viver e tentar fazer (ou avaliar) neste enquadramento, nunca será o ideal para qualquer direção presente ou futura e será sempre um enorme apoio a todos os nossos rivais.

Será possível, ainda assim, superar os momentos em que a bola não entra e ir construindo um futuro melhor sem cairmos em histerias e pulsões auto-destrutivas que nos levarão a pedidos de demissão e crises institucionais a cada 5 meses?

A palavra (ou o silêncio) cabe aos sócios mas também à atual direção.

Somos muitos

Uma semana acaba, outra semana começa neste oitavo ano de vida do nosso blogue. Na que agora fica para trás, registámos 46.552 visualizações.

Na linha dos últimos 12 meses, em que tivemos mais de 2,2 milhões de visualizações. Concretamente, 2.206.080. Cerca de seis mil por dia.

Números que ainda mais nos animam a prosseguir. Haja o que houver no Sporting, cá estaremos em defesa do nosso clube, sempre maior do que a soma de todos os seus adeptos.

Isto não é sportinguismo, tenham vergonha...

 

Se eu posso ir livremente assistir um filme, peça de teatro ou concerto acompanhado por qualquer pessoa, porque razão há-de ser diferente num jogo de futebol? Tenho bons amigos que são benfiquistas e portistas, com os quais partilho momentos agradáveis, mas para muito boa gente não é possível convidar um adepto de outro clube para Alvalade. Ou então terá que permanecer mudo e nem pensar em identificar-se com símbolos do seu clube.

A Zélia já havia deixado link para estas imagens que me envergonham enquanto sportinguista e pessoa civilizada que me considero. No zoo é que os animais precisam ficar separados, precisamente porque são selvagens. Se algo me mete verdadeiramente nojo no futebol hoje em dia, é o comportamento tribal dos adeptos, não importa a cor, muitos deles só vão ao futebol com palas nos olhos e ofendem tudo e todos com cor diferente da sua. Há muita gente que leva uma vida miserável e vai aos estádios para descarregar frustrações, é lamentável. Nunca me irão ver enjaulado em caixas de segurança seja em que estádio for, antes não ir ao futebol a ser tratado como animal.

Infelizmente ontem em Alvalade um adepto do Benfica que assistia pacificamente ao jogo ao lado do familiar sportinguista, viu-se obrigado a despir a camisola.

Ficaria bem ao nosso clube pedir desculpa à pessoa em causa e convidá-lo para assistir na tribuna à segunda-mão da eliminatória da taça de Portugal, porque o futebol não é a selva que alguns selvagens gostariam, como demonstram as vergonhosas imagens. Apelo à direcção que o faça o quanto antes.

Afirmarmo-nos diferentes e depois praticarmos isto, tenham vergonha...

Jogar à Sporting

Julgo que começa a haver cada vez mais um desfasamento imenso entre aquilo que é a vontade, a garra, o querer da maioria daqueles que são verdadeiros sportinguistas, e aqui incluo sobretudo os sócios verdadeiros que amam o clube e todos aqueles simpatizantes que sofrem com os resultados menos conseguidos pelo nosso SPORTING, e alguns dirigentes, jogadores, equipas técnicas que vão-se contentando com a mediania das nossas prestações. Enquanto que para nós um empate é sempre um mau resultado, independentemente de ser em futebol ou em qualquer outra modalidade, cada vez mais, vamos ouvindo comentários daqueles que ganham fortunas (diretores, treinadores e jogadores) e que se contentam com " poucachinho". Acho que quem chega ao SPORTING não é verdadeiramente ensinado para que clube vem, e a tal falta de garra não faz parte do seu querer. As equipas técnicas não conseguem incorporar na forma como trabalham o que é jogar à SPORTING; os jogadores a pouco e pouco vão caindo no marasmo de "jogar devagar, devagarinho" à espera sempre das segundas partes dos jogos para correr mais um pouco, as outras equipas olham para nós e atrevem-se sempre muito mais, para não falar dos árbitros, que não têm qualquer problema em julgar de maneira diferente alguns lances, que nas Antas e na Luz, nem sequer merecem o mínimo reparo. Sei que vai ser uma tarefa díficil mudar esta mentalidade, mas esta, tem que ser a primeira " revolução" que Frederico Varandas tem que fazer. Não quero saber se o treinador é holandês, italiano ou português; o que quero é que perceba a responsabilidade de ser treinador do SPORTING, e que ponha os jogadores a jogar à SPORTING.

Hoje giro eu - Detalhes

No futebol, como na vida, muitas vezes o sucesso/insucesso depende de um detalhe. Por uns meros onze milímetros (bola vs linha de golo) o Liverpool não se adiantou no marcador no Etihad Stadium de Manchester, curtíssima distância que a ter sido eliminada deixaria a equipa da cidade dos Beatles mais perto do título inglês. Um pequeno pormenor que pode vir a fazer toda a diferença nas contas finais do campeonato. 

Se a invocação da sorte ou do azar é válida para este caso, já o ocorrido na recepção do Sporting à Belenenses SAD deveu-se muito mais a questões relacionadas com (in)competência. Assim, fui dar-me ao trabalho de cronometrar e medir os lances dos golos do Sporting e cheguei às seguintes conclusões: no primeiro golo, Diaby esteve dois segundos e vinte e seis centésimos parado, com a bola nos pés, na meia-lua da área da SAD vestida de azul, à espera da desmarcação de Bruno Gaspar, sem que nenhum adversário (entre os vários que tinha à sua volta) esboçasse a mínima intenção de lhe tirar a bola; finalmente, no segundo golo, Zacarya foi recuando dentro da área perante Miguel Luís, dando muito espaço (precisamente três metros e cinquenta e nove centímetros) para o fantástico remate do promissor médio leonino.

Se no clássico do Norte de Inglaterra podemos falar de um pormenor, no derby lisboeta a diferença fez-se de "pormaiores".  

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Hoje giro eu - Uma história (ím)par!

Quando os Cinco Violinos chegaram ao fim - o quinteto original, seguido da formação onde João Martins substituiu Fernando Peyroteo (despediu-se em 1949) - , o Sporting liderava o histórico de campeonatos nacionais ganhos. Já sem Jesus Correia, forçado a optar entre o futebol e o hóquei em patins aos 29 anos de idade, ainda vencemos o campeonato de 1954, completando uma sequência de 7 títulos conquistados em oito possíveis, com um tri (47,48,49) e um tetra (51,52,53,54). No final dessa temporada, o Sporting detinha 9 vitórias no Campeonato Nacional contra 7 do Benfica, ou, se considerarmos os Campeonatos de Portugal como "nacionais" (e os primeiros 4 Campeonatos da Liga como experimentais), um total de 13 triunfos contra apenas 7 do seu rival encarnado. Foi o fim de uma era e o início do ciclo mundialista, em que nunca falhámos a conquista da prova maior do calendário nacional durante 6 edições consecutivas do Mundial de Futebol (54,58,62,66,70,74), pese embora nada tenhamos ganho nos anos intermédios desse ciclo, o que levou a que a razão da progressão do nosso número de títulos até à Revolução dos Cravos tenha diminuído, permitindo ao Benfica destacar-se como a grande potência histórica do futebol português. Sobrepondo ao "efeito Cinco Violinos" o "efeito Eusébio", os nossos rivais da 2ª Circular tornaram-se os mais titulados de sempre, com a temporada de 1968/69 a marcar a passagem de testemunho. O Sporting falha, pela primeira vez em 24 anos, a conquista de um campeonato em ano de Mundial em 1978, naquilo que resultou num "boicote" involuntário - ao contrário do protagonizado pelo holandês Johann Cruijff, que se recusou a participar no certame por não concordar com o regime totalitário da Junta Militar do General Videla - mas volta a recuperar esse sortilégio em 1982, ano em que o Mundial se disputou em Espanha. Pelo meio, apenas mais um campeonato nacional: o disputado dois anos antes. Com o triunfo em 82, o presidente João Rocha completou o tri de vitórias em campeonatos nacionais em 9 anos de mandato. O pior veio depois: enfraquecido pela "entente" estabelecida entre o emergente Pinto da Costa e Fernando Martins, o Sporting (e o próprio João Rocha, que doente abandonaria a presidência leonina em 1986) não voltaria a ser futebolisticamente o mesmo, pese embora os esforços do presidente Sousa Cintra em criar boas equipas de futebol, o que nos poderia ter rendido títulos em 94 e 95. Terá valido ao clube, de forma a sobreviver a tantos anos de inêxitos, a visão de Rocha do ecletismo e as sólidas fundações que criou nas modalidades, algo que foi permitindo a sócios e adeptos respirarem e a mística se perpetuar. Técnicos como o Professor Moniz Pereira e atletas como Carlos Lopes ou Fernando Mamede escreveram a ouro páginas de glória do desporto nacional e do Sporting em particular, juntando-se a Chana, Livramento ou Joaquim Agostinho no panteão de grandes campeões sportinguistas. Mesmo quando sucessivas Direcções foram desmobilizando na aposta nas modalidades, o atletismo continuou a ser um motivo de orgulho para a nação leonina. Com o estrelato além fronteiras de Paulo Futre - o primeiro futebolista português a triunfar no estrangeiro - e, mais tarde, de Luís Figo e de Cristiano Ronaldo, o Sporting pôde hastear uma nova bandeira: a da sua Formação de futebolistas. Interrompido um interregno de 18 anos sem títulos no futebol (Inácio, 2000), o Sporting parecia ir ressurgir no novo milénio. O título de 2002, retomando a tradição de vitória em ano de mundial, mais reforçaria essa ideia, mas tal não passou de uma quimera e rapidamente o clube se viu estrangulado financeiramente fruto da acção conjugada de uma gestão do negócio futebol que o deixou à beira da falência e da megalomania de um projecto empresarial que conduziu a um super-endividamento. Desde aí, houve poucos sinais de retoma, os mais significativos dos quais terão ocorrido em 2005, com Dias da Cunha como presidente e José Peseiro como treinador, em duas temporadas com Filipe Soares Franco como presidente e Paulo Bento como treinador e durante o consulado de Bruno Carvalho, primeiro com Leonardo Jardim e , depois, na primeira época de Jorge Jesus, período em que as modalidades voltaram à ribalta mas onde o futebol voltou a falhar. 

 

Olhando para o histórico, importa dar relevo ao facto de em 36 anos apenas termos ganho duas vezes. Talvez isso ajude a explicar a razão do descontentamento dos "jovens turcos", das novas gerações, que sofrem com o facto de não ver o clube ser campeão, algo que é mais relativizado pelos mais velhos, os quais ou nasceram no período dos "Cinco Violinos" ou nas décadas de 60 e 70 onde o Sporting ainda ia ganhando. 

Outro dado histórico que não deixa de ser surpreendente prende-se com a maldição dos anos ímpares. De facto, olhando para os 22 títulos (18 Campeonatos Nacionais e 4 Campeonatos de Portugal), verificamos que apenas 6 ocorreram em ano ímpar. Mais, o último campeonato nacional ganho em ano ímpar ocorreu em 1953, ou seja, há 66 anos(!).

Assim como o Benfica tem a maldição europeia de Bela Guttmann, o Sporting tem a maldição dos anos ímpares. 

 

Se olharmos para as causas do nosso insucesso, as arbitragens tenebrosas dos anos 80 e 90 vêm-nos logo à ideia. Mesmo depois disso, o contexto nunca deixou de nos ser desfavorável. No entanto, agarrar-nos exclusivamente a isso, na minha opinião, será um erro a não incorrer. Atenção, creio que o clube deve estar atento e manifestar-se em sede própria no sentido de não ser prejudicado, mas penso que o essencial da nossa atenção deve estar voltado para dentro, daquilo que depende de nós. Se formos muito competentes, dificilmente nos abaterão. Reparem, vivemos uma época de esperança, marcada pela contratação de um técnico holandês que trouxe com ele uma ideia de futebol positivo que muito tem deleitado as bancadas. Estranhamente, esse facto não tem vindo a ser acompanhado pelo número de assistentes aos jogos em Alvalade. E não vale sequer a pena estarmos a falar nos descontentes com o afastamento de Bruno Carvalho, pois se este foi destituído e se não viu a sua condição de sócio com plenos direitos ser restituída foi porque uma maioria assim o decidiu. Assim, caberá (não só, mas também) a essa maioria mostrar que não é só forte na demonstração política e aparecer a apoiar a principal equipa do clube. Aliás, em boa verdade, essa missão deverá ser a de todos os sócios e adeptos, gostem ou não dos presidentes, do actual ou do(s) antigo(s), pois estes são conjunturais e só o clube é perene. Isto para dizer que, se nós, sportinguistas, somos os primeiros a deixar a equipa sozinha como podemos depois ter legitimidade de acusar seja quem for? Falemos agora dos jogadores: em Guimarães deixámos ficar 3 pontos que se podem vir a revelar decisivos nas contas do campeonato. Uma equipa que quer ser campeã não pode desperdiçar trunfos desta maneira. É evidente que os jogadores lutaram pela vitória, mas também foi notório que à frustração das coisas não estarem a correr de feição se sobrepôs algum desespero que só pesou em perda de discernimento. Ora, se queremos ser campeões, teremos de dominar os nossos estados de alma. Qualquer profissional tem dias em que não está inspirado, mas são exactamente esses dias e a forma como se consegue entregar ainda assim a "carta a Garcia" que marcam a carreira de um profissional de referência. Temos de ser mais frios e saber lidar melhor com as situações de pressão extrema. Em relação ao treinador, penso que deve continuar de ouvidos não voltados para o que diz a comunicação social. Tal como adeptos e sócios, aliás. A mim, pouco me interessa se sofremos 10 golos em 9 jogos, pois marcámos 34 golos nessas mesmas partidas. Essa é a realidade una e indivisível. Tudo o resto são fragmentos dessa realidade ou apenas percepções da mesma. Por isso, Keizer deve deixar também Sérgio Conceição ficar a falar sozinho quando diz que prefere ganhar 1-0 do que 3-2, até porque o ranking dos clubes portugueses na UEFA vem dar muito mais razão ao holandês do que ao nosso concidadão. É que há uma relação directa - que um dia aqui trarei - entre o número de golos marcados nos seis principais campeonatos nacionais pelos clubes classificados entre a quinta e a oitava posição e a posição de cada país no ranking uefeiro. O futebol luso só melhorará quando a sua intensidade de jogo subir e houver mais equipas a lutarem pelo golo, o objectivo ("goal" em inglês) do futebol. Com isto não digo que não devamos melhorar a nossa transição defensiva, aspecto que ainda Keizer não era nosso treinador e eu já apontava como uma debilidade, mas se perdemos em Guimarães não foi por sofrermos um golo, foi por não marcarmos no mínimo três (dois até bastariam) como de costume. E, certamente, tendo tempo para treinar os posicionamentos ofensivos (algo muito difícil quando não se fez a pré-época e se joga de 3 em 3 dias), no sentido de os jogadores estarem melhor posicionados para a reacção à perda de bola, esse problema há-de ser corrigido (não digo eliminado porque não nos podemos esquecer de que há sempre duas, quando não infelizmente três, equipas em campo). Agora, o que importa realçar das diferenças existentes entre o futebol de Jesus (já nem digo de Peseiro) e o de Keizer é que se ambos buscaram influências noutros desportos, então onde eu via a procura de profundidade e basculações típicas do andebol em Jesus, agora observo a preocupação com o domínio do centro do terreno e um conjunto de movimentos em triângulo que vão aproximando vários jogadores nossos à área adversária, que são influências, respectivamente, do xadrez e do rugby em Keizer.

Para finalizar, se formos mais fortes e exigentes connosco - adeptos, sócios, jogadores, treinador, presidente - estaremos mais próximos de tornar uma época inicialmente configurada como atípica numa temporada memorável. É que há que quebrar a maldição dos números ímpares e isso só se tornará possível se todos forem também ímpares na sua adesão, coerência, profissionalismo e amor ao clube.  

 

Um Bom Ano de 2019 para todos os portugueses e, em particular, para os Leitores e Autores do "És a nossa FÉ"! Para todos os sportinguistas, o desejo de um ano ímpar de glórias!

Natal leonino!

Estamos a quatro dias do Natal. Há alguns anos por esta altura o Sporting já estaria completamente arredado da luta pelo título e andava com outros clubes a lutar por um lugar na Liga Europa.

A verdade é que desde que BdC chegou ao Sporting jamais vivemos esse drama, não obstante termos ganho poucos títulos (o Campeonato Nacional, esse, nem vê-lo!).

Todavia, e digam o que disserem, é ao presidente destituído que se deve esta mudança do cariz leonino. Podemos não ganhar mas estamos lá! Ponto.

Independentemente do resultado em Guimarães, o Sporting está encostado ao topo da classificação, a uns meros 2 pontos de distância do campeão da última época.

Com tudo o que aconteceu neste defeso nem imagino onde estaríamos se nada tivesse acontecido. Mas enfim… isso são outros quinhentos…

Finalmente desejo a todos os escribas deste blogue e respectivas famílias, aos nossos comentadores (sejam eles de que clube forem!) um Natal repleto de venturas. Que este tempo de Advento culmine em imensas alegrias desportivas, pessoais e profissionais.

E que a saúde nunca vos falte.

Saudações leoninas

 

{ Blog fundado em 2012. }

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