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És a nossa Fé!

Ler em tempo de isolamento, 3

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Texto de Rui Miguel Tovar sobre Manuel Fernandes:

“De suspeito a herói, é um ápice. Nem dura 90 minutos a eventual desconfiança. É o tal hat-trick à Académica. Nessa época de estreia pelo Sporting (1975-1976), há mais quatro desses, vs. União de Tomar (4-1), Braga (4-1), Leixões (3-0) e Académica (3-3). Todos em Alvalade. É a sua casa até 1987”.

In.: TOVAR, Rui Miguel – Fome de golo. 1ª ed. Clube do Autor, 2018. p. 173

Não há mais tempo

Depois da entrevista de Frederico Varandas tivemos no jornal Expresso, uma pequena entrevista do responsável financeiro do Sporting. Entre contradições e lugares comuns, a única certeza com que ficamos é que os dois acham que, embora com alguns erros cometidos, desvalorizados por ambos, o caminho a seguir será o definido há cerca de dezasseis meses. Isto é, a política desportiva vai ter por base o histórico apresentado por esta direcção. 

Como o Pedro Azevedo aqui explica de forma tão clara, o grande problema do nosso clube está a montante, isto é, na gestão desportiva que assenta em custos com pessoal, vulgo salários de jogadores e equipa técnica, totalmente incomportáveis para a actual realidade do nosso clube. A juntar a esta opção suicida, temos o péssimo planeamento, digno do mais incompetente gestor, que transforma um investimento de cerca de 47 (quarenta e sete) milhões de euros, fruto da incompetência generalizada, num dos piores planteis de que há memória. Como se isto não bastasse, assistimos, incrédulos, a declarações surreais sobre a menor valia da nossa formação e ao desbaratar de jogadores valiosos, vendidos por valores que até os clubes compradores acharam estranhos, de tão baixos. 

O caminho que esta direcção está a trilhar leva-nos, de uma forma imparável, a défices anuais crónicos e monstruosos. O fim desta gestão imprudente, amadora e danosa só pode acabar com a inevitável entrada de um qualquer fundo que esteja disposto a injectar umas centenas de milhões de euros para "salvar" a sad da falência. Mas, há sempre um mas, as centenas de milhões de euros nada resolverão, antes pelo contrário. Sabemos, pela experiência de outros clubes, que o aparecimento destes fundos, com reservas de capitais prontos a "investir" em clubes em pré falência, nada trazem de mais valias aos clubes. Se num curto prazo existe a ilusão de um super plantel, do fim das dificuldades de tesouraria, a médio prazo o resultado é sempre o mesmo, um aumento astronómico da dívida, jogadores que afinal não acrescentam nada e o final definitivo da ligação entre clube e sad. 

É para este cenário que esta direcção nos está a levar. 

E eu questiono: vamos esperar quanto tempo mais? 

 

Claques, trincheiras e o que é mais importante

O presidente Frederico Varandas foi há dois dias entrevistado no jornal da noite da TVI. O que era anunciado pela própria estação como um entrevista onde seriam abordados diversos temas, entre eles a política de contratações, a venda de Bruno Fernandes, a planificação desta época, limitou-se a ter um tema único, durante os cerca de vinte minutos que o presidente Frederico Varandas teve disponível no jornal da noite de um dos canais com maior audiência na televisão portuguesa. O presidente Frederico Varandas resumiu a realidade do Sporting a um tema. Alguém acredita que se por um acaso o actual presidente conseguisse resolver este problema, o Sporting teria pela frente épocas de sucesso desportivo e financeiro? Claro que não. Aliás o tema das claques, da sua violência, dos seus actos criminosos, não é exclusivo do nosso clube, bem pelo contrário. É um problema transversal da sociedade portuguesa e que reflecte em muito essa mesma sociedade. É por isso um tema que extravasa um clube e os seus dirigentes. Não se compreende assim que o presidente Frederico Varandas queira tomar a rédea de um problema do qual é apenas uma das vítimas, em que pela cargo que ocupa, representa o clube, nos representa. Um presidente do Sporting, pela dimensão que o nosso clube tem, deve conseguir perceber que neste caso concreto, a responsabilidade na sua resolução cabe inteiramente ao poder político e judicial. É ao governo, às autoridades policiais e judiciais que o presidente do Sporting deve pedir responsabilidades. Nestes cerca de dezasseis meses que leva de mandato o presidente Frederico Varandas não teve ainda tempo de solicitar uma audiência ao primeiro-ministro? Ao presidente da república? Ser recebido por um desconhecido secretário de estado, sem qualquer autoridade na tomada de qualquer decisão, só nos mostra que o presidente Frederico Varandas não percebeu, ainda ou de todo, o cargo para o qual foi eleito. 

Ao Sporting cabe apenas identificar os membros das claques que prejudicaram de forma concreta o nosso clube e, de acordo com os estatutos, expulsá-los de sócios. Para tudo o resto o clube não tem instrumentos oficiais e legais para resolver o que quer que seja. Por tudo isto pede-se ao actual presidente do Sporting que entregue a quem de direito este problema e que se centre na gestão do clube.

Mas, infelizmente, pelo histórico desta direcção, já percebemos que porventura este presidente quer mesmo continuar a cavalgar este tema e apenas este tema. Cavou uma trincheira e está a tentar abafar as justas críticas de que a sua direcção é alvo. Se Bruno de Carvalho extremou e radicalizou muitos dos adeptos seus apoiantes, Frederico Varandas está a seguir o mesmo caminho, ou estão comigo ou estão contra mim e com as claques. Alguma comunicação social já foi atrás desta fraca versão do "dr. coragem" tecendo loas de herói a Frederico Varandas. O que eu como sócio e adepto do Sporting gostaria de saber é qual o plano, se o tem, para inverter a situação catastrófica do nosso clube. Se para a próxima época os custos com pessoal vão reduzir de forma drástica, se vamos ou não apostar na formação ou se pelo contrário vamos voltar a seguir o modelo desta época. Se os FSE's vão ser efectivamente escrutinados e fortemente reduzidos. Se existe, se há alguma política concreta relativa aos sócios, aos núcleos, qual a política para conseguir inverter a notória redução das assistências no estádio?

São apenas poucas questões, mas muito mais importantes para a vida e para o futuro próximo do nosso clube, do que o problema das claques.

 

Bruno

Não gostei que tivesse rescindido e quando voltou, demorei a voltar a habituar-me a admira-lo. Mesmo imaginando o horror que viveu e, que agora vai sendo comprovado diariamente na Ajuda. 32 golos num ano terão ajudado. Mas a forma como jogava, com garra, foi o que me voltou a por do lado dele. Ontem provou ter amado a camisola

Fiquei feliz com a contratação de Bruno Fernandes naquele verão. Via-o como uma versão mais jovem de Adrien Silva. Pensei que fosse titular, construísse jogo e marcasse uns golitos. Nunca pensei que durante dois anos e meio se tonar-se no melhor jogador e marcador da equipa. Marcou 63 golos, venceu três trofeus e tornou-se no médio do futebol europeu com mais golos marcados numa só época.

Sai para a melhor liga do mundo para um clube, que como o Sporting, já viveu melhores dias. Mas estará na liga dos seus sonhos e melhor rodeado. Matic não é Roy Keane mas também não é Doumbia. Etc. E se lhe der na gana, o United desencanta 300 milhões e vira o jogo.

Mas agora interessa-me mais a sorte do Sporting. Com Bruno Fernandes, melhor jogador, as exibições já eram sofríveis. Sem ele, serão piores. E sem Phellype, o patinho feio, mas segundo melhor marcador, também. Em três dias, o Sporting perdeu 24 golos. Percebo que a lesão de LP29 não estivesse nos planos e que o Sporting ande a correr atrás de Taremi ou Oliveira, falados ontem e hoje como possibilidades. Não entusiasmam (o português menos do que o iraniano) mas têm pontos positivos – experiência e golos. Mas quem nasceu para Oliveira, não chega a Fernandes.

Percebo menos bem, que é como quem diz, parece-me escandaloso, que não chegue imediatamente um médio de qualidade, que já deveria ter, a esta altura um contrato à frente dos olhos. Claro que não pegaria de estaca numa equipa tão instável, mas poderia já começar a preparar-se. Robertone ou De La Cruz, do futebol argentino, por exemplo, seriam agora bem-vindos e dariam um sinal positivo. Mostrar por inação que Bruno não será substituído, é perigoso. E repete o erro do dossier Bas Dost, substituído por…Jesé ou seja, por ninguém.

Percebo ainda melhor que o resto do plantel, mal construído, não seja retificado neste mercado. Chegou Sporar e foi inscrito Pedro Mendes, que nem parece contar muito. Fala-se no regresso de Geraldes, que nunca me convenceu. Nem ao AEK. Nem ao Colónia. E fala-se agora num avançado. E um central? E um lateral melhor do que o Borja para que Acuña possa subir? E um bom médio defensivo? E um criador de jogo? O mercado fecha amanhã e nada parece estar a acontecer.

Wendel e Vietto vão ter mais hipótese/necessidade de ser protagonistas no centro? Sim, claro. Isso será suficiente para que o Sporting suba de qualidade ou pelo menos não cai a pique? Wishful thinking. Talvez amanhã ainda tenhamos "sorte" com emprestados que encontremos num qualquer ponto de reciclagem.

E agora Sporting?

Mantive até ontem uma vã esperança que Bruno Fernandes ficasse até final da época. Tal não aconteceu e partir de agora as minhas preocupações, no que respeita à nossa equipa de futebol, quase quintuplicaram, tomando em consideração o que (não) vi na passada segunda-feira contra a portentosa equipa do Marítimo.

O futebol da nossa equipa não é pobre, pura e simplesmente não existe. Ponto.

Não tomem esta minha derradeira frase como uma crítica, mas tão-somente como a constatação de um facto evidente. Tão evidente que até dói!

O médio Bruno Fernandes, que em boa hora Bruno de Carvalho resgatou de Itália, foi um diamante brilhante incrustado num anel de pechisbeque. Pelos pés dele passaram das melhores jogadas e fez dos melhores golos que eu já alguma vez vi… (Então aquele golo o ano passado na meia final da taça em Alvalade contra o Benfica, ficou-me na minha única retina!!!).

Dizer que ainda temos equipa para lutar por qualquer coisa é o mesmo que assumir que não há corrupção e tráfico de influências no futebol luso. Só acredita quem quiser.

Lamento profundamente que Bruno Fernandes saia do Sporting. Mas a vida de jogador é fugaz e não condeno a sua saída. Desejo-lhe muita sorte e que se lembre que neste clube ficará para sempre recordado como um dos nossos!

Agora vamos lá tristemente lutar para não ficar abaixo de sétimo!

Sai(rá) Silas?

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Leio nos jornais desportivos que fontes da direcção do Sporting anunciam que Silas não será o treinador da próxima época. E, na catadupa das actualizações internéticas, que se calhar nem terminará esta época. Coisa "soprada" pelas tais fontes, para acalmar as hostes diante de tal sucessão de derrotas futebolísticas, uma espécie de "sacudir a água do capote"? Ou coisa inventada, pelos pérfidos agentes do Leviatã Cofina et al? Seja como for, ao ver exposto desta maneira o 4º treinador contratado por Frederico Varandas, seria de esperar que alguém da direcção do Sporting viesse dar o "indito por não dito". Hoje mesmo, não numas quaisquer "calendas gregas", isso do quando terminar o "período de transferências de Inverno". Ou então confirmar a notícia, hipótese pouco plausível - a confirmação, não a substituição, que é óbvio que irá acontecer, mais cedo do que mais tarde. Pois que ambiente terá o plantel e sua equipa técnica nos próximos dias, semanas ou, talvez, meses, numa equipa em declive com um treinador assim tão fragilizado, que nem se negam os rumores que sobre ele recaem?

Quanto ao resto que leio, e se neste assunto julgo que alguém deveria falar o quanto antes, noutras coisas julgo que alguém se deveria calar. Ou "alguéns", para ser mais explícito. Francamente, que coisa inacreditável!

O futuro é radioso

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Em termos de Sporting a coisa está muito grave, não há como o escamotear. Mas com alguma perspectiva histórica  - não falo da contabilização oficial dos campeonatos ganhos na década de 1920, como alguns insistem em debater, como se isso fosse realmente o relevante num clube com este monumental historial - as coisas deixam de ser tão dramáticas. Ou seja, como sempre o conhecimento histórico,  para além de prazeroso, permite sopesar o presente e fundamentar a acção projectiva de futuros.

O clube vive de futebol, é este o seu dínamo em termos morais e económicos nesta era de espectáculo globalizado e frenesim comunicacional. Algo que se reforça, de modo até esquizóide, neste país futebolizado, como o ficou desde o advento das tv's privadas e do tétrico patrioteirismo do Euro-2004 a la Scolari (ainda que já em início dos 1990s o célebre consultor político-económico Michael Porter recomendasse ao país centrar-se nas coisas do futebol ...).

E no futebol o fosso para o Benfica e para o Porto, coetâneo do advento da indústria global do futebol,  é enorme e vai crescer. E mais crescerá, talvez até abissalmente, quando chegar o previsível campeonato europeu, para o qual não está o clube minimamente habilitado neste momento. E esse horizonte (esperemos que apenas horizonte, pois esse hipotético campeonato será letal para o futebol europeu, ainda que decerto lucrativo para os espectáculos televisivos/computadorizados), a expectativa de ascender ao grupo dos 20 ou 30 clubes eleitos, tem marcado as estratégias  organizativas do futebol português nos últimos anos. Isto não é "calimerismo", pois muito do mal que o Sporting passa advém de causas internas, das suas características sociológicas. Mas muito também provém das manipulações que os líderes do futebol português vêm executando para manter a primazia actual e para preparar esse futuro de profunda hierarquização do negócio futebol. 

Mas se pensarmos historicamente (privilegiando a história contemporânea) ver-se-á que há cerca de dez anos o Benfica passou uma crise enorme, mesmo já sob a presidência de Vieira. E que o Sporting, em particular com o presidente Soares Franco, durante a era de Paulo Bento no futebol, esteve quase a erguer-se como clube relevante em Portugal (sim, uso o relevante de propósito) e podendo assim sedimentar a sua afirmação na Europa - e mesmo que os resultados de então nas competições europeias não fossem brilhantes eram passos de um caminho de integração num grupo de relevância superior.

É certo que esse período de relativo sucesso - sem o ambicionado título nacional, é certo - muito aproveitou da referida crise do Benfica. Dez anos depois as coisas inverteram-se, estando o SCP bem pior do que o Benfica estava então. Ora este processo não pode deixar de alentar os sportinguistas, pois permite entender que uma gestão competente poderá recuperar o clube num breve período histórico, como aconteceu no nosso sempre horroroso rival vizinho. É certo que será mais difícil do que o que aconteceu, pois a ascensão do Sporting terá que chocar com uma organização pouco cristalina do mundo futebolístico (nacional e internacional). E enfrentará um Benfica que está muito robusto - enquanto este clube na sua revitalização apenas cruzou um Sporting tendencialmente suicidário. Ou seja, o Benfica recuperou-se enfrentando um futebol português unipolar, sob a liderança portista. E o Sporting terá que se revitalizar face a um duo poderoso, ainda que o Porto se prepare para as dificuldades típicas do final dos excessivamente longos consulados.

Em suma, se olharmos para a história recente do futebol português, teremos que crer que o futuro do clube é radioso, por sombrio que o pareça agora. Agora se quiseremos ganhar a próxima "taça da liga" ou outras comezinhas realizações, se pensarmos que isso é que é importante? Vai tudo ainda mais por aí abaixo.

A pena que eu tenho!

Tenho andado afastado da escrita sobre o Sporting.

Todavia lamento que o clube do qual sou sócio e de que me habituei a gostar e a conviver durante mais de 60 anos, viva momentos tão pobres, tão tristes e em tamanha guerrilha que não honra, em nada, a sua longa história nem me faz sentir orgulhoso de pertencer a este clube.

Pode parecer exagerado, mas é o que sinto neste momento.

A culpa de se ter chegado a este ponto é minha, é tua, é de todos nós, sócios e adeptos.

Mas o que aqui me trouxe hoje especialmente prende-se com um acontecimento que se deu há duas semanas na minha vida. Fui avô de uma menina.

Quando o meu filho mais velho nasceu, fui a correr a Alvalade inscrevê-lo como sócio do Sporting. Hoje ainda não o fiz com o mais recente elemento da família.

E não tem a ver com o ser do sexo feminino, que actualmente nestas coisas de adeptos as raparigas são tão ferverosas quantos os rapazes.

A questão é bem diferente e associa-se à ideia de como posso incitá-la a gostar de um clube que vive (quase) exclusivamente de um passado longínquo.

Poder-se-á falar do ecletismo do Sporting, da formação ou mesmo dos diversos campeonatos europeus em diferentes modalidades, mas sendo o futebol a roda maior deste complexo relógio continuo sem saber como a convencerei a tornar-se, não só sócia como, principalmente, adepta!

Amar o Sporting

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Amar o Sporting é cultivar alguns dos valores que mais prezo. Ser fiel às origens, às tradições, à devoção clubística – antónimo de clubite. Praticar a lealdade em campo e fora dele, rejeitando golpes baixos. Gostar muito de vencer, sim – mas sem batota. Recusar ódios tribais a pretexto da glória desportiva. Nunca confundir um adversário com um inimigo, sabendo de antemão que o futebol (só para invocar o desporto que entre nós mobiliza mais paixões) é a coisa mais importante das coisas menos importantes, como Jorge Valdano nos ensinou.

 

Amo o Sporting pela marca inconfundível do seu ecletismo.

Os meus primeiros heróis leoninos, ainda em criança, eram Leões de corpo inteiro sem jogarem futebol. Foi o Joaquim Agostinho a brilhar nos Alpes e a vencer etapas na Volta à França depois de ter sido o maior campeão de ciclismo de todos os tempos em Portugal. Foi o António Livramento, artista exímio com um stick nas mãos, campeão europeu de verde e branco, além de campeão mundial a nível de selecções. Foi o Carlos Lopes, recordista absoluto do corta-mato europeu, brioso herói da estrada, medalha de prata nos 10 mil metros em Montreal, primeiro português a subir ao pódio olímpico, de ouro ao peito, naquela inesquecível maratona de 1984 em Los Angeles.

Amar o Sporting é abraçar o universalismo que fez este nosso centenário clube transbordar os limites físicos do País e galgar fronteiras. Conheci fervorosos sportinguistas nas mais diversas paragens do planeta. Nos confins de Timor, no bulício de Macau, na placidez de Goa – lá estão, com a nossa marca inconfundível, sedes leoninas que funcionam como agregador social naqueles países e territórios, assumindo em simultâneo uma ligação perene a este recanto mais ocidental da Europa.

 

Amar o Sporting é cultivar a tenacidade de quem nos soube ensinar, de legado em legado, que nunca se vira a cara à luta.

João Azevedo a jogar lesionado entre os postes, só com um braço disponível, enfrentando o Benfica num dos clássicos cuja memória perdurou através das gerações. Fernando Mendes, um dos esteios do onze que conquistou a Taça das Taças em 1964, alvo de uma lesão no ano seguinte que o afastou para a prática do futebol, mas capaz de conduzir a equipa, já como treinador, ao título de 1980. Francis Obikwelu, nigeriano naturalizado português e brioso atleta leonino que saltou da construção civil onde modestamente ganhava a vida para o ouro nas pistas europeias em 2002, 2006 e 2011.

Campeões com talento, campeões com garra, campeões inquebrantáveis – mas também campeões humildes, conscientes de que nenhum homem é uma ilha e um desportista, por mais aplausos momentâneos que suscite, é apenas uma parcela de um vasto arquipélago já existente quando surgiu e destinado a perdurar muito para além dele. Na Academia de Alcochete, no Estádio José Alvalade, no Pavilhão João Rocha, somos conscientes disto: ninguém ganha sozinho. Antes de Cristiano Ronaldo havia um Aurélio Pereira, antes de Livramento havia um Torcato Ferreira, antes de Carlos Lopes havia um Mário Moniz Pereira.

 

O desporto com a genuína marca leonina não cava trincheiras: estende pontes, transmitindo a pedagogia da tolerância e cultivando a convivência entre mulheres e homens de diferentes culturas, ideologias, crenças e gerações.

É também por isto que amo o Sporting: fez-me sempre descobrir mais pontes que trincheiras. O que assume relevância não apenas no desporto: é igualmente uma singular lição de vida.

 

Publicado originalmente no blogue Castigo Máximo, por amável convite do Pedro Azevedo.

VinteVinte

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Os meus desejos de um bom ano para todos os co-bloguistas e para todos os visitantes (bem-vindo seja quem por bem vier). E para o nosso Sporting desejo que este VinteVinte seja melhor do o 19, tal como esse foi melhor do que o 18. E chegará.

 

Para 2020!

Aproxima-se a passos largos mais um ano para ser estreado.

Entretanto este que agora termina trouxe ao Sporting muitas alegrias, mas ao mesmo tempo muitas tristezas, dúvidas, guerras intestinas em que ninguém, rigorosamente ninguém, ficou a ganhar (quiçá somente alguns jornais!!!).

Gostaria, por isso, de ver em 2020 um Sporting diferente não só com mais sucessos desportivos, mas acima de tudo com uma novel postura dos actuais dirigentes leoninos.

O Sporting necessita de paz. Primeiro interna para que esta seja depois alastrada aos adeptos. O clube precisa de estabilidade e mais que tudo esta instituição requer… verdade!

Verdade nas contas, nas atitudes, nos desejos e nas perspectivas para o futuro. Os sportinguistas, já se sabe, são gente paciente, mas digam a verdade aos adeptos… seja ela qual for.

Num ano em que pouco escrevi sobre o clube, este é um mero desabafo que muito gostaria de ver plasmado no próximo ano.

Feliz 2020!

Saudações leoninas!

Que desejos de Natal para o Sporting?

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Eis-nos no Natal.

Tempo de convívio, tempo de reflexão, tempo de balanço.

Como estamos?

 

Lideramos os campeonatos de hóquei em patins, andebol e basquetebol. Acabamos de registar um triunfo indiscutível no campeonato nacional de natação em piscina curta: fomos o clube com mais títulos (13, doze masculinos e um feminino).

Nesta época, o judo leonino já se sagrou campeão europeu e o hóquei em patins do Sporting venceu a Taça Continental.

 

Em futebol, comandamos a Liga Revelação e o campeonato nacional de iniciados (sub-15) na nossa série.

Ao primeiro nível, seguimos em terceiro na Liga NOS, transitámos para os 16 avos de final da Liga Europa e disputaremos as meias-finais da Taça da Liga. Mas perdemos a Supertaça frente ao mais velho rival e fomos eliminados da Taça de Portugal (troféu de que ainda somos detentores) por um clube do terceiro escalão.

 

Eis, em síntese, o balanço desportivo.

Neste contexto, que prendas natalícias gostariam de ver no sapatinho do Sporting?

{ Blog fundado em 2012. }

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