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És a nossa Fé!

À procura do flautista perdido

Ratos e crianças, as vítimas de um flautista enganado e desiludido pelas gentes de Hamelin em 1284. Se os ratos se afogaram, as crianças diz-se que foram levadas para uma gruta e nunca mais foram vistas.

Começo a acreditar que são essas crianças os antepassados dos Sportinguistas. Ou, pelo menos, de alguns de nós. É deprimente verificar a facilidade com que se corre cada vez que se ouve um assobio. Soe o assobio a magnata da banca ou a comentador desportivo, o Sportinguista só pensa no próximo flautista para ver se o ajuda a sair da gruta.

É hora de deixar para trás 1965, abandonando, e fazendo jus, aos "The Changin' Times", e abraçar a Mama Cass Elliot sabendo que podemos fazer nós a nossa própria música. Basta querer.

 

Nobody can tell ya;
There's only one song worth singin',
They may try and sell ya,
'Cause it hangs them up to see someone like you.
But you've gotta make your own music
Sing your own special song,
Make your own kind of music even if nobody else sings along.

Domingos

Domingos Duarte, central de 24 anos, foi chamado, pela primeira vez, à seleção A. Com toda a justiça. Tem qualidade e era natural que trocasse o Sporting por uma liga mais competitiva e que gerasse um encaixe. O que não foi natural, foi ter ido para o Granada, no verão passado, por apenas 3 milhões de euros. Sobretudo quando a qualidade no centro da defesa do Sporting não reina e depois de ter feito uma grande época na Corunha. 

O futebol português e os heróis do sofá

AlvaladeXXI1[1].jpg

 

1

Eis o futebol que temos, formatado e condicionado para a vitória sistemática do mesmo clube que envergonha o nome de Portugal nas competições internacionais: o Benfica, vencedor de seis campeonatos internos nos últimos sete anos, perdeu 12 dos últimos 15 jogos que disputou na Liga dos Campeões e sofre golos há 14 desafios consecutivos nas competições da UEFA. Explicação lógica: lá fora não beneficia dos favores da arbitragem nem de generosos autogolos concedidos por equipas adversárias.

Lá fora também as autoridades desportivas não permitem que um clube contrate jogadores só para os distribuir por equipas supostamente adversárias. Nem há televisões oficiais de clubes a transmitir em exclusivo as provas em que esses clubes participam - outra originalidade portuguesa, o escandaloso privilégio concedido à BTV.

Isto já para não falar do tratamento editorial totalmente diferenciado de que o SLB beneficia face aos clubes rivais. Basta apontar um exemplo: na mais recente assembleia geral benfiquista, 19 sócios subiram ao palanque para criticar o presidente dessa agremiação, mas nenhum deles foi procurado pelos canais de televisão cá do burgo para serem entrevistados. Se fosse no Sporting, alguns deles acampavam nos estúdios serão após serão e tornavam-se até "comentadores residentes". Dois pesos, duas medidas.

 

2

Este dirigismo domesticado, esta arbitragem vesga, este jornalismo que perdeu a virtude da isenção: eis factores fundamentais que contribuem para explicar o jejum de títulos leoninos neste século em que só por uma vez festejámos o campeonato nacional. Tirando a inesquecível Liga 2001/2002, o melhor que conseguimos foram seis segundos lugares - quatro com Paulo Bento, um com Leonardo Jardim e outro com Jorge Jesus.

Estivemos, é certo, à beira de novos festejos por três vezes: em 2004/2005 (com Dias da Cunha e José Peseiro), em 2006/2007 (com Soares Franco e Paulo Bento) e em 2015/2016 (com Bruno de Carvalho e Jorge Jesus). Mas erros clamorosos de arbitragem - tolerados por dirigentes inaptos e silenciados por uma comunicação social medrosa e cúmplice - impediram-nos de concretizar esse sonho ainda adiado.

 

3

Eis o pano de fundo. Não faz o menor sentido haver agora no Sporting quem se apresse a "exigir títulos", sobretudo no rescaldo do traumático ataque à Academia de Alcochete, que provocou um rombo desportivo, financeiro e reputacional à instituição leonina.

Tal como uma casa começa a ser erguida pelos alicerces e uma equipa começa a ser construída a partir da defesa, nenhum projecto com solidez, ambição e perspectiva de longo prazo pode ser edificado em Alvalade sem considerar o conjunto de circunstâncias que enumerei e lutar para superá-las, uma a uma.

Haverá, naturalmente, quem diga o contrário - são os heróis do teclado, instalados no conforto anónimo de um sofá doméstico. Infelizmente, as questões reais são muito mais vastas e complexas do que estes indignados das redes sociais imaginam na sua visão simplista. As forças estão há muito desequilibradas. Ao Sporting não basta superar os adversários em campo - é também preciso derrotá-los fora das quatro linhas.

Saber quando sair

No final de Fevereiro deste ano escrevi aqui que não acreditava na capacidade deste presidente para dirigir o nosso clube. Ao longo dos últimos meses esperei, caladinho, por não ter razão. A entrevista de sábado não foi mais do que a confirmação que Varandas não tem quaisquer condições para se manter como presidente do nosso clube. Num clube democrático como é o Sporting, eleições não são, de todo, uma forma de instalar qualquer confusão. São acima de tudo o meio para que os sócios do clube possam escolher a melhor opção para nos dirigir. Ninguém podia esperar, depois da desastrosa pré-época, que na entrevista de sábado o presidente Varandas pudesse surpreender. Infelizmente os problemas de comunicação, tão evidentes desde que se assumiu como candidato, não eram apenas problemas de comunicação. Não se pode aceitar o nível de amadorismo que tem pautado este último ano. Todos temos que saber o tamanho das nossas pernas. Ninguém questiona o Sportinguismo do presidente e dos que o acompanham na direcção. Se isso chegasse, todos poderíamos ser presidentes do nosso clube. 

Espero que o presidente tenha a humildade para reconhecer que não há nada que possa fazer que consiga inverter o que fez no último ano. E saia.

Quem és tu, Sporting? Ninguém!

Ando muuuuuuuuuuuuuuuito triste com o Sporting.

Tão triste que nem me apetece ir ao estádio. Também para ver misérias mais vale estar sossegadito em casa, onde já nem ligo o rádio para escutar o relato. Só o telemóvel vai dando as pobres notícias.

Todavia o que me preocupa nesta (mais uma) crise é a dificuldade que tenho em perceber qual é a filosofia de gestão do actual Presidente.

O Doutor Varandas será muito bom médico, acredito que sim, mas como responsável máximo de um clube, que tem milhares de sócios e milhões de adeptos, falta-lhe qualquer coisa. Há quem diga que é… carisma. Eu diria que lhe falta competência para ocupar aquele lugar. E lucidez…

Não considerem estas minhas palavras como uma crítica, mas tão-somente a constatação de factos.

Neste magistério do Doutor Varandas saíram Peseiro e Kaizer, e Pontes está por um fio. Dizem que poderá vir Abel. Um horror… Antes Vítor Oliveira. Digo eu…

Com esta postura o Presidente continua a adiar as soluções. Será que ninguém lá dentro pensa? Ninguém tem um bocadinho de discernimento para descobrir o que poderá estar menos bem? Ninguém acorda o Presidente deste marasmo?

Tantas propostas que eu vi lançadas antes das eleições e algumas de enorme valor. Tantas… Quem as aproveitou? Quem falou com os autores de forma a requererem ajuda?

Ninguém…

O Sporting continua assim o triste caminho para a sua “belenização”. Para gáudio de outros, infelizmente.

Deste modo, quando daqui a uns tempos já nada restar do clube, não venham depois dizer que a culpa foi toda dos sócios.

Sessões contínuas de alucinação

Não há conquistas duradouras sem estabilidade nem equilíbrio. Tudo quanto não existe no Sporting.

Mais de vinte treinadores desde o início do século. Dezasseis nos últimos dez anos. Vamos no quarto só na era Varandas. E vamos no terceiro presidente em 14 meses.

Já se ouvem por aí gritos para surgir um quarto presidente, vindo sabe-se lá de onde - talvez de uma recente derrota eleitoral. E também para aparecer outro treinador já depois deste, que seria o sétimo desde Maio do ano passado (Jesus, Mihajlovic, Peseiro, Fernandes, Keizer, Pontes e esse tal).

Desculpem-me o desabafo: às vezes parece haver sessões contínuas de alucinação no nosso clube. Só o que gastámos nestes quase 20 anos em indemnizações a treinadores despedidos dava para contratar o Messi.

Bofetada de luva... verde!

Após a estrondosa derrota do Sporting na Super Taça desabafei assim. Neste texto coloquei a hipótese de não frequentar o meu lugar, recentemente adquirido.

Mas como a emoção de adepto fala sempre mais alto que a razão, acabei por ir a Alvalade ver o jogo com o Rio Ave, faltando ao do Braga por razões de agenda.

Entretanto há dias, no centro da convulsão que foi o encerramento do mercado e as vendas de passes que o Presidente assumiu, escrevi isto.

Era o culminar de uma revolta, de um desânimo, de uma frustração. Eu sei que no Sporting passamos da euforia à depressão em menos de nada, mas esta última semana foi demais.

Foi necessário um texto simples, assertivo, coerente e profundamente sportinguista para me acordar deste sono torpe e doentio que me tem assolado nas últimas semanas.

Foi, por assim dizer, uma bofetada de luva… verde que recebi!

Muito obrigado Joana por me teres acordado e saudações leoninas!

Sporting, comunicação e jornal

Sporting.jpg

 

Dia de fecho do mercado de transferências de jogadores de futebol. Apesar do Sporting ter anunciado que tinha tudo planificado, e que por isso começara a planificação e identificação de reforços bastante cedo - até mesmo no Inverno passado - segue uma azáfama no plantel: Diaby, em quem Keizer tanto confiou ao longo de meses, parece que já está na Turquia; um jovem lateral-direito que não dava garantias, tanto que se contratou um jogador sistematicamente lesionado, segue para Valência (óbvia manobra de Jorge Mendes), Raphinha saíu ontem para França, talvez haja outras saídas, mais ou menos saudáveis. Entram jogadores que não se esperavam, e o Sporting nisso anuncia uma mudança de perfil - a ver se é para continuar se é apenas fruto dos constrangimentos actuais: empréstimos de jogadores estrangeiros, decerto que algo caros, a valorizarem-se aqui. Reforços de segunda linha, mas nunca se sabe: um Fernando Santos, a ver vamos; um Jesé que dá vontade de rir; e fala-se ainda de um extremo veterano. Mas nunca se sabe, pode funcionar. 

Mas o que é interessante, e denotativo do estado do clube, é o que acabo de ver: São 19 horas deste afinal frenético dia. Os jornais, desportivos e não só, têm catadupas de notícias sobre jogadores a aportar para o clube - parece que vem um tal de Jesé, que dá vontade rir ou mesmo de chorar. Eu vou ao "site" do clube, vejo a secção "plantel de futebol": não há uma única notícia. Nem Raphinha, está anunciado. Vejo o plantel do clube.  Não está alterado, nem mesmo Raphinha.   Bas Dost é ainda - depois de ter sido maltratado na página FB do clube - o rosto que anuncia a venda de lugares cativos (aos quais os analfabetos funcionais insistem em chamar, e até com orgulho, patetas ambulantes que são, gameboxes).

Depois vou ao jornal Sporting. Nenhuma notícia sobre o que se está a passar no plantel sénior. E ainda encabeçado pelas fotos e notícias do jogo com o .... Portimonense, em cabeçalhos glorificadores.

Isto é a total incompetência. Ou então é mesmo uma inconsciência. Para quê ter estes serviços, gastar algum dinheiro, por pouco que seja, com este tipo de abordagem? De, entenda-se, falsificação. 

Dirão que é marginal, que o que interessa são as xistradas. Sim, é verdade. Mas com esta monumental mediocridade e este vil seguidismo, os tipos da comunicação com o chapéu na mão à espera da autorização de um qualquer doutor para noticiar, isto é uma vergonha. Feche-se aquela loja. Fede.

10 pontos sobre Bas Dost e 1 sobre Vietto

Bas Dost é um dos melhores avançados da história recente do Sporting;

Bas Dost não será substituído por um jogador de qualidade semelhante, porque não há capital para tal mas também não mais marcará tantos golos como em Lisboa;

Bas Dost será sempre o rosto do ataque à Academia, mas por muito carinho que os adeptos tenham por ele, não voltou a ser o mesmo, precisando de um novo ciclo;

Bas Dost não aceitou nenhuma proposta até agora porque, graças a Sousa Cintra, é um dos jogadores mais caros de sempre do futebol português;

Bas Dost tem um agente que ganha meio milhão de euros ao ano, graças a Sousa Cintra, apenas para que Bas Dost jogue em Lisboa;

Bas Dost quer sair desde maio e tenho confiança que o seu substituído seja apresentado no mesmo dia da sua saída seja oficializada;

Bas Dost não pode treinar na Academia como se nada fosse, depois de uma guerra aberta e pública;

Bas Dost teve um timing perfeito 93 vezes, o Sporting teve timings imperfeitos neste caso;

Bas Dost nunca deveria ter sido um caso público, ainda menos antes do negócio estar fechado;

Bas Dost não estará em Portimão. Mas o Sporting, sim. Para vencer, espero. É nisso que me quero concentrar.

 

7,5 milhões depois, Vietto tem que ser o substituto de Dost. Não me parece que chegue alguém melhor.

Nós e os laços

Minuto 22, ontem, na Luz: Passe errado de De Tomas obriga Samaris a travar Tanque em falta. Livre para o Paços (do Record).

Aquilo que não nos dizem é que foi a segunda jogada cortada em falta por Samaris com os jogadores do Paços bem lançados para a baliza vermelha; o resultado estava em zero a zero e Samaris tinha de ser expulso neste lance. O jogo podia terminar na mesma 5-0 mas se os árbitros começam já a fazer vista grossa na primeira jornada, estamos mal, muito mal.

Dois jogos, dois jogadores expulsos nas equipas que defrontam o "Glorioso", ontem um penalty desbloqueou o 1-0 e uma expulsão desbloqueou o 2-0 e nós lá vamos, cantando e rindo, atirando pedras ao Keizer, levados, levados, sim.

"Preocupa-te mas é com nós" dir-me-ão. Estou preocupado (e chateado, também) mas não nos embrulhem logo na primeira jornada, com um lindo papel de lustro vermelho brillhante e um laço branco a condizer.

Um pedido simples...

À equipa do Sporting.

Logo à noite joguem, lutem, esfarrempem-se todos para ganhar a Supertaça.

Se tudo correr bem, entre muuuuuuuuitos adeptos sportinguistas presentes em Faro, vai estar um a quem a vida foi madrasta.

O JC vestirá uma camisola listada de verde e branco e provavelmente gritará pelo Sporting a plenos pulmões.

Pelo Johnny (é assim que gosta de ser chamado) e por todos os sportinguistas a quem a vida nem sempre brindou com alegrias, peço a todos os atletas que entrarem em campo que mostrem por que vale a pena ser do Sporting.

Desde já humildemente agradeço!

Palavra à direção

Consumada a expulsão, é imperativo que se faça uma leitura dos números. Entre os quarenta porcento de sócios (esqueçamos os votos por agora) que votaram o perdão de Bruno de Carvalho temos várias motivações. Neste exercício irei aplicar "etiquetas" aos grupos mas, por favor, não entendam como uma categorização. É apenas para tentar resumir as características.

Os Leais - Aqueles que foram aparecendo à volta de Bruno de Carvalho após a destituição. Saíram alguns e entraram outros mas é um grupo relativamente sólido e estável. Vêem em Bruno de Carvalho ainda potencial para voltar a ser presidente e tendem a recusar qualquer outra figura "alpha".

Os Anti-Poder - Pessoas que não estão confortáveis com quem quer que esteja na direção do Sporting a não ser que sejam os seus pares. O seu voto é maioritariamente de protesto.

Os Gratos - Pessoas que reconhecem o que de bom foi feito pela direção liderada por Bruno de Carvalho e que, apesar de não o quererem de novo como presidente, acham injusto que seja expulso de sócio. São votantes das mais variadas listas.

A existência de várias linhas de pensamento é salutar, principalmente num clube com mais de centro e treze anos de vida. Mas é também importante que, após aquilo que queira-se ou não foi um marco na História do Sporting, a direção comece a olhar para os mais variados tipos de sportinguistas e seja capaz de passar uma mensagem que cative. Não é preciso agregar de forma demagógica e/ou totalitária. É preciso é que a nação leonina olhe para o clube e pense "mesmo que não concorde a 100%, é aqui que eu pertenço".

Tem a palavra a direção.

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