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És a nossa Fé!

Amar o Sporting

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Amar o Sporting é cultivar alguns dos valores que mais prezo. Ser fiel às origens, às tradições, à devoção clubística – antónimo de clubite. Praticar a lealdade em campo e fora dele, rejeitando golpes baixos. Gostar muito de vencer, sim – mas sem batota. Recusar ódios tribais a pretexto da glória desportiva. Nunca confundir um adversário com um inimigo, sabendo de antemão que o futebol (só para invocar o desporto que entre nós mobiliza mais paixões) é a coisa mais importante das coisas menos importantes, como Jorge Valdano nos ensinou.

 

Amo o Sporting pela marca inconfundível do seu ecletismo.

Os meus primeiros heróis leoninos, ainda em criança, eram Leões de corpo inteiro sem jogarem futebol. Foi o Joaquim Agostinho a brilhar nos Alpes e a vencer etapas na Volta à França depois de ter sido o maior campeão de ciclismo de todos os tempos em Portugal. Foi o António Livramento, artista exímio com um stick nas mãos, campeão europeu de verde e branco, além de campeão mundial a nível de selecções. Foi o Carlos Lopes, recordista absoluto do corta-mato europeu, brioso herói da estrada, medalha de prata nos 10 mil metros em Montreal, primeiro português a subir ao pódio olímpico, de ouro ao peito, naquela inesquecível maratona de 1984 em Los Angeles.

Amar o Sporting é abraçar o universalismo que fez este nosso centenário clube transbordar os limites físicos do País e galgar fronteiras. Conheci fervorosos sportinguistas nas mais diversas paragens do planeta. Nos confins de Timor, no bulício de Macau, na placidez de Goa – lá estão, com a nossa marca inconfundível, sedes leoninas que funcionam como agregador social naqueles países e territórios, assumindo em simultâneo uma ligação perene a este recanto mais ocidental da Europa.

 

Amar o Sporting é cultivar a tenacidade de quem nos soube ensinar, de legado em legado, que nunca se vira a cara à luta.

João Azevedo a jogar lesionado entre os postes, só com um braço disponível, enfrentando o Benfica num dos clássicos cuja memória perdurou através das gerações. Fernando Mendes, um dos esteios do onze que conquistou a Taça das Taças em 1964, alvo de uma lesão no ano seguinte que o afastou para a prática do futebol, mas capaz de conduzir a equipa, já como treinador, ao título de 1980. Francis Obikwelu, nigeriano naturalizado português e brioso atleta leonino que saltou da construção civil onde modestamente ganhava a vida para o ouro nas pistas europeias em 2002, 2006 e 2011.

Campeões com talento, campeões com garra, campeões inquebrantáveis – mas também campeões humildes, conscientes de que nenhum homem é uma ilha e um desportista, por mais aplausos momentâneos que suscite, é apenas uma parcela de um vasto arquipélago já existente quando surgiu e destinado a perdurar muito para além dele. Na Academia de Alcochete, no Estádio José Alvalade, no Pavilhão João Rocha, somos conscientes disto: ninguém ganha sozinho. Antes de Cristiano Ronaldo havia um Aurélio Pereira, antes de Livramento havia um Torcato Ferreira, antes de Carlos Lopes havia um Mário Moniz Pereira.

 

O desporto com a genuína marca leonina não cava trincheiras: estende pontes, transmitindo a pedagogia da tolerância e cultivando a convivência entre mulheres e homens de diferentes culturas, ideologias, crenças e gerações.

É também por isto que amo o Sporting: fez-me sempre descobrir mais pontes que trincheiras. O que assume relevância não apenas no desporto: é igualmente uma singular lição de vida.

 

Publicado originalmente no blogue Castigo Máximo, por amável convite do Pedro Azevedo.

VinteVinte

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Os meus desejos de um bom ano para todos os co-bloguistas e para todos os visitantes (bem-vindo seja quem por bem vier). E para o nosso Sporting desejo que este VinteVinte seja melhor do o 19, tal como esse foi melhor do que o 18. E chegará.

 

Para 2020!

Aproxima-se a passos largos mais um ano para ser estreado.

Entretanto este que agora termina trouxe ao Sporting muitas alegrias, mas ao mesmo tempo muitas tristezas, dúvidas, guerras intestinas em que ninguém, rigorosamente ninguém, ficou a ganhar (quiçá somente alguns jornais!!!).

Gostaria, por isso, de ver em 2020 um Sporting diferente não só com mais sucessos desportivos, mas acima de tudo com uma novel postura dos actuais dirigentes leoninos.

O Sporting necessita de paz. Primeiro interna para que esta seja depois alastrada aos adeptos. O clube precisa de estabilidade e mais que tudo esta instituição requer… verdade!

Verdade nas contas, nas atitudes, nos desejos e nas perspectivas para o futuro. Os sportinguistas, já se sabe, são gente paciente, mas digam a verdade aos adeptos… seja ela qual for.

Num ano em que pouco escrevi sobre o clube, este é um mero desabafo que muito gostaria de ver plasmado no próximo ano.

Feliz 2020!

Saudações leoninas!

Que desejos de Natal para o Sporting?

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Eis-nos no Natal.

Tempo de convívio, tempo de reflexão, tempo de balanço.

Como estamos?

 

Lideramos os campeonatos de hóquei em patins, andebol e basquetebol. Acabamos de registar um triunfo indiscutível no campeonato nacional de natação em piscina curta: fomos o clube com mais títulos (13, doze masculinos e um feminino).

Nesta época, o judo leonino já se sagrou campeão europeu e o hóquei em patins do Sporting venceu a Taça Continental.

 

Em futebol, comandamos a Liga Revelação e o campeonato nacional de iniciados (sub-15) na nossa série.

Ao primeiro nível, seguimos em terceiro na Liga NOS, transitámos para os 16 avos de final da Liga Europa e disputaremos as meias-finais da Taça da Liga. Mas perdemos a Supertaça frente ao mais velho rival e fomos eliminados da Taça de Portugal (troféu de que ainda somos detentores) por um clube do terceiro escalão.

 

Eis, em síntese, o balanço desportivo.

Neste contexto, que prendas natalícias gostariam de ver no sapatinho do Sporting?

Javardice nos Açores...

Um grupo de javardos ultra-imbecis, que se dizem sportinguistas, resolveram receber nos Açores a comitiva do Sporting Clube de Portugal, grunhindo e urrando "Alcochete sempre". 

Uma vez mais fica provada a justa razão para o fim do protocolo com os energúmenos que envergonham o clube. O futebol em particular e recintos desportivos em geral, não podem continuar a ser palco para arruaceiros e marginais. 

Já defendi várias vezes a antecipação de eleições e todos sabem que não sou apoiante de Frederico Varandas. Mas não quero regressar ao passado. Qualquer candidato a presidente que no futuro se apresente a eleições no clube, para ter os meus votos terá que inequivocamente repudiar a escumalha e reiterar que não retomará qualquer protocolo ou apoio à horda de vermes.

Viva o Sporting Clube de Portugal.

À procura do flautista perdido

Ratos e crianças, as vítimas de um flautista enganado e desiludido pelas gentes de Hamelin em 1284. Se os ratos se afogaram, as crianças diz-se que foram levadas para uma gruta e nunca mais foram vistas.

Começo a acreditar que são essas crianças os antepassados dos Sportinguistas. Ou, pelo menos, de alguns de nós. É deprimente verificar a facilidade com que se corre cada vez que se ouve um assobio. Soe o assobio a magnata da banca ou a comentador desportivo, o Sportinguista só pensa no próximo flautista para ver se o ajuda a sair da gruta.

É hora de deixar para trás 1965, abandonando, e fazendo jus, aos "The Changin' Times", e abraçar a Mama Cass Elliot sabendo que podemos fazer nós a nossa própria música. Basta querer.

 

Nobody can tell ya;
There's only one song worth singin',
They may try and sell ya,
'Cause it hangs them up to see someone like you.
But you've gotta make your own music
Sing your own special song,
Make your own kind of music even if nobody else sings along.

Domingos

Domingos Duarte, central de 24 anos, foi chamado, pela primeira vez, à seleção A. Com toda a justiça. Tem qualidade e era natural que trocasse o Sporting por uma liga mais competitiva e que gerasse um encaixe. O que não foi natural, foi ter ido para o Granada, no verão passado, por apenas 3 milhões de euros. Sobretudo quando a qualidade no centro da defesa do Sporting não reina e depois de ter feito uma grande época na Corunha. 

O futebol português e os heróis do sofá

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1

Eis o futebol que temos, formatado e condicionado para a vitória sistemática do mesmo clube que envergonha o nome de Portugal nas competições internacionais: o Benfica, vencedor de seis campeonatos internos nos últimos sete anos, perdeu 12 dos últimos 15 jogos que disputou na Liga dos Campeões e sofre golos há 14 desafios consecutivos nas competições da UEFA. Explicação lógica: lá fora não beneficia dos favores da arbitragem nem de generosos autogolos concedidos por equipas adversárias.

Lá fora também as autoridades desportivas não permitem que um clube contrate jogadores só para os distribuir por equipas supostamente adversárias. Nem há televisões oficiais de clubes a transmitir em exclusivo as provas em que esses clubes participam - outra originalidade portuguesa, o escandaloso privilégio concedido à BTV.

Isto já para não falar do tratamento editorial totalmente diferenciado de que o SLB beneficia face aos clubes rivais. Basta apontar um exemplo: na mais recente assembleia geral benfiquista, 19 sócios subiram ao palanque para criticar o presidente dessa agremiação, mas nenhum deles foi procurado pelos canais de televisão cá do burgo para serem entrevistados. Se fosse no Sporting, alguns deles acampavam nos estúdios serão após serão e tornavam-se até "comentadores residentes". Dois pesos, duas medidas.

 

2

Este dirigismo domesticado, esta arbitragem vesga, este jornalismo que perdeu a virtude da isenção: eis factores fundamentais que contribuem para explicar o jejum de títulos leoninos neste século em que só por uma vez festejámos o campeonato nacional. Tirando a inesquecível Liga 2001/2002, o melhor que conseguimos foram seis segundos lugares - quatro com Paulo Bento, um com Leonardo Jardim e outro com Jorge Jesus.

Estivemos, é certo, à beira de novos festejos por três vezes: em 2004/2005 (com Dias da Cunha e José Peseiro), em 2006/2007 (com Soares Franco e Paulo Bento) e em 2015/2016 (com Bruno de Carvalho e Jorge Jesus). Mas erros clamorosos de arbitragem - tolerados por dirigentes inaptos e silenciados por uma comunicação social medrosa e cúmplice - impediram-nos de concretizar esse sonho ainda adiado.

 

3

Eis o pano de fundo. Não faz o menor sentido haver agora no Sporting quem se apresse a "exigir títulos", sobretudo no rescaldo do traumático ataque à Academia de Alcochete, que provocou um rombo desportivo, financeiro e reputacional à instituição leonina.

Tal como uma casa começa a ser erguida pelos alicerces e uma equipa começa a ser construída a partir da defesa, nenhum projecto com solidez, ambição e perspectiva de longo prazo pode ser edificado em Alvalade sem considerar o conjunto de circunstâncias que enumerei e lutar para superá-las, uma a uma.

Haverá, naturalmente, quem diga o contrário - são os heróis do teclado, instalados no conforto anónimo de um sofá doméstico. Infelizmente, as questões reais são muito mais vastas e complexas do que estes indignados das redes sociais imaginam na sua visão simplista. As forças estão há muito desequilibradas. Ao Sporting não basta superar os adversários em campo - é também preciso derrotá-los fora das quatro linhas.

Saber quando sair

No final de Fevereiro deste ano escrevi aqui que não acreditava na capacidade deste presidente para dirigir o nosso clube. Ao longo dos últimos meses esperei, caladinho, por não ter razão. A entrevista de sábado não foi mais do que a confirmação que Varandas não tem quaisquer condições para se manter como presidente do nosso clube. Num clube democrático como é o Sporting, eleições não são, de todo, uma forma de instalar qualquer confusão. São acima de tudo o meio para que os sócios do clube possam escolher a melhor opção para nos dirigir. Ninguém podia esperar, depois da desastrosa pré-época, que na entrevista de sábado o presidente Varandas pudesse surpreender. Infelizmente os problemas de comunicação, tão evidentes desde que se assumiu como candidato, não eram apenas problemas de comunicação. Não se pode aceitar o nível de amadorismo que tem pautado este último ano. Todos temos que saber o tamanho das nossas pernas. Ninguém questiona o Sportinguismo do presidente e dos que o acompanham na direcção. Se isso chegasse, todos poderíamos ser presidentes do nosso clube. 

Espero que o presidente tenha a humildade para reconhecer que não há nada que possa fazer que consiga inverter o que fez no último ano. E saia.

Quem és tu, Sporting? Ninguém!

Ando muuuuuuuuuuuuuuuito triste com o Sporting.

Tão triste que nem me apetece ir ao estádio. Também para ver misérias mais vale estar sossegadito em casa, onde já nem ligo o rádio para escutar o relato. Só o telemóvel vai dando as pobres notícias.

Todavia o que me preocupa nesta (mais uma) crise é a dificuldade que tenho em perceber qual é a filosofia de gestão do actual Presidente.

O Doutor Varandas será muito bom médico, acredito que sim, mas como responsável máximo de um clube, que tem milhares de sócios e milhões de adeptos, falta-lhe qualquer coisa. Há quem diga que é… carisma. Eu diria que lhe falta competência para ocupar aquele lugar. E lucidez…

Não considerem estas minhas palavras como uma crítica, mas tão-somente a constatação de factos.

Neste magistério do Doutor Varandas saíram Peseiro e Kaizer, e Pontes está por um fio. Dizem que poderá vir Abel. Um horror… Antes Vítor Oliveira. Digo eu…

Com esta postura o Presidente continua a adiar as soluções. Será que ninguém lá dentro pensa? Ninguém tem um bocadinho de discernimento para descobrir o que poderá estar menos bem? Ninguém acorda o Presidente deste marasmo?

Tantas propostas que eu vi lançadas antes das eleições e algumas de enorme valor. Tantas… Quem as aproveitou? Quem falou com os autores de forma a requererem ajuda?

Ninguém…

O Sporting continua assim o triste caminho para a sua “belenização”. Para gáudio de outros, infelizmente.

Deste modo, quando daqui a uns tempos já nada restar do clube, não venham depois dizer que a culpa foi toda dos sócios.

Sessões contínuas de alucinação

Não há conquistas duradouras sem estabilidade nem equilíbrio. Tudo quanto não existe no Sporting.

Mais de vinte treinadores desde o início do século. Dezasseis nos últimos dez anos. Vamos no quarto só na era Varandas. E vamos no terceiro presidente em 14 meses.

Já se ouvem por aí gritos para surgir um quarto presidente, vindo sabe-se lá de onde - talvez de uma recente derrota eleitoral. E também para aparecer outro treinador já depois deste, que seria o sétimo desde Maio do ano passado (Jesus, Mihajlovic, Peseiro, Fernandes, Keizer, Pontes e esse tal).

Desculpem-me o desabafo: às vezes parece haver sessões contínuas de alucinação no nosso clube. Só o que gastámos nestes quase 20 anos em indemnizações a treinadores despedidos dava para contratar o Messi.

Bofetada de luva... verde!

Após a estrondosa derrota do Sporting na Super Taça desabafei assim. Neste texto coloquei a hipótese de não frequentar o meu lugar, recentemente adquirido.

Mas como a emoção de adepto fala sempre mais alto que a razão, acabei por ir a Alvalade ver o jogo com o Rio Ave, faltando ao do Braga por razões de agenda.

Entretanto há dias, no centro da convulsão que foi o encerramento do mercado e as vendas de passes que o Presidente assumiu, escrevi isto.

Era o culminar de uma revolta, de um desânimo, de uma frustração. Eu sei que no Sporting passamos da euforia à depressão em menos de nada, mas esta última semana foi demais.

Foi necessário um texto simples, assertivo, coerente e profundamente sportinguista para me acordar deste sono torpe e doentio que me tem assolado nas últimas semanas.

Foi, por assim dizer, uma bofetada de luva… verde que recebi!

Muito obrigado Joana por me teres acordado e saudações leoninas!

{ Blog fundado em 2012. }

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