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És a nossa Fé!

SPORTING na TV

SEXTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO

16h30 - FACEBOOK
Ralis / RC3N - Rafael Cardeira/André Couceiro
PEC 1 do Rali Vidreiro

20h15 - TVI / SPORT TV 2
Futebol / Seniores - CF “Os Belenenses” vs. Sporting CP
3.ª eliminatória da Taça de Portugal

 

SÁBADO, 16 DE OUTUBRO

7h30 - WSL
Surf / Feminino - Teresa Bonvalot
WSL Women's Challenger Series Roxy Pro France

9h00 - IJF LIVE / YOUTUBE
Judo / Seniores - João Fernando (-73 kg); Wilsa Gomes (-63 kg)
Eliminatórias do Grand Slam de Paris

9h45 - FACEBOOK
Ralis / RC3N - Rafael Cardeira/André Couceiro
PEC 2 / 3 / 4 do Rali Vidreiro

14h15 - FACEBOOK
Ralis / RC3N - Rafael Cardeira/André Couceiro
PEC 5 / 6 / 7 do Rali Vidreiro

15h00 - SPORTING TV
Voleibol / Seniores - Sporting CP vs. AA Espinho
4.ª jornada da 1.ª fase da Liga Una Seguros

15h00 - A BOLA TV
Andebol / Seniores - ABC vs. Sporting CP
6.ª jornada do Campeonato Placard Andebol 1

16h00 - SPORT TV 6 / IJF LIVE / YOUTUBE
Judo / Seniores - João Fernando (-73 kg); Wilsa Gomes (-63 kg)
Finais do Grand Slam de Paris (em caso de apuramento)

18h00 - SPORTING TV
Voleibol / Seniores Femininos - Sporting CP vs. CD Aves
4.ª jornada da 1.ª fase da Liga LIDL

18h00 - RTP 2
Basquetebol / Seniores - AA Coimbra vs. Sporting CP
3.º jornada da Liga BETCLIC

19h00 - CANAL 11
Futsal / Seniores - AD Modicus vs. Sporting CP
2.ª jornada da Liga Placard

 

DOMINGO, 17 DE OUTUBRO

7h30 - WSL
Surf / Feminino - Teresa Bonvalot
WSL Women's Challenger Series Roxy Pro France

10h30 - RTP 1
Atletismo / Seniores - Fernando SerrãoRui TeixeiraSara Moreira
Meia maratona de Lisboa

11h00 - SPORTING TV
Futebol / Juvenis - Sporting CP vs. Vitória FC
9.ª jornada da 1.ª fase/Série D do Campeonato Nacional

15h00 - SPORTING TV
Hóquei em Patins / Seniores - Sporting CP vs. OC Barcelos
6.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão

16h00 - PORTO CANAL
Voleibol / Seniores Femininos - AJM/FC Porto vs. Sporting CP
5.ª jornada da 1.ª fase da Liga LIDL

 

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO

7h30 - WSL
Surf / Feminino - Teresa Bonvalot
WSL Women's Challenger Series Roxy Pro France (em caso de apuramento)

12h00 - YOUTUBE
Kickboxing / Seniores - André Santos (Low kick -63,5 kg); Tiago Santos (K1 -63,5 kg)
1.ª ronda de qualificação Campeonato do Mundo WAKO

 

TERÇA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO

7h30 - WSL
Surf / Feminino - Teresa Bonvalot
WSL Women's Challenger Series Roxy Pro France (em caso de apuramento)

9h00 - YOUTUBE
Kickboxing / Seniores - André Santos (Low kick -63,5 kg); Tiago Santos (K1 -63,5 kg)
2.ª ronda de qualificação Campeonato do Mundo WAKO

17h45 - ELEVEN SPORTS 2
Futebol / Seniores - Beşiktaş JK vs. Sporting CP
3.ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões

19h45 - SPORTING TV
Andebol / Seniores - Sporting CP vs. Kadetten Schaffhausen
1.ª jornada do Grupo D da Liga Europeia


QUARTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO

7h30 - WSL
Surf / Feminino - Teresa Bonvalot
WSL Women's Challenger Series Roxy Pro France (em caso de apuramento)

9h00 - YOUTUBE
Kickboxing / Seniores - André Santos (Low kick -63,5 kg); Tiago Santos (K1 -63,5 kg)
1.ª ronda de qualificação Campeonato do Mundo WAKO (em caso de apuramento)

15h00 - SPORTING TV
Futsal / Seniores - Sporting CP vs. Portimonense SC
3.ª jornada da Liga Placard

20h30 - SPORTING TV
Basquetebol / Seniores - Sporting CP vs. Belfuis Mons-Hainaut
2.º jornada do Grupo F da FIBA Europe Cup

 

QUINTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO

7h30 - WSL
Surf / Feminino - Teresa Bonvalot
WSL Women's Challenger Series Roxy Pro France (em caso de apuramento)

9h00 - YOUTUBE
Kickboxing / Seniores - André Santos (Low kick -63,5 kg); Tiago Santos (K1 -63,5 kg)
1.ª ronda de qualificação Campeonato do Mundo WAKO (em caso de apuramento)

(Fonte da Informação: https://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/noticias/2021-10-15/sporting-na-tv)

Alemães por cá

Amanhã é dia do Sporting visitar a Vestfália para um resultado, espera-se, bem melhor do que o da estreia na Liga dos Campeões. Mesmo que se confirmem as ausências de Reus e Haaland, o Borussia Dortmund é uma equipa complicadíssima e com mais experiência europeia. Mas, deixo para os meus colegas de bancada, a antevisão. Sugiro uma viagem no tempo. Que portugueses jogaram no Dortmund? Que alemães jogaram pelo Sporting?

Começo por uma menção especial a Tinga. O médio braseiro jogou nos dois clubes, tendo mostrado por a sua classe, mas deixando muitas mais saudades na Alemanha. O internacional brasileiro passou por Alvalade vindo do Grémio e voltaria para a mesma cidade, para jogar no rival Inter, 24 jogos e 1 golo depois. O 77 andou por cá entre 2004 e 2005. Em 2006 aterrou em Dortmund para fazer 113 jogos e marcar 12 golos. Curiosamente jogou com Hummels, que hoje está de novo no plantel do BVB. No início dos amnos 2000 também andou por cá, Jovan Kirovski, hoje prestigiado diretor desportivo do LA Galaxy. Vindo do Dortmund, onde marcou passo, veio para Lisboa...marcar passo. 7 joguitos e 0 golos. 

Mas, vamos ao que interessa mesmo que a história seja curta. Em termos de portugueses, lembremos Paulo Sousa. O médio defensivo que fez a formação no Benfica, mas passou pelo Sporting antes da aventura internacional, jogou pelo Dortmund entre 1996 e 1998 vencendo uma Liga dos Campeões e uma supertaça alemã. Hoje, treina a Polónia, estrelada por Lewandowski, que despertou para a primeira divisão do futebol europeu, ao serviço do Dortmund, tendo como companheiros dois lendários polacos da história do Dortmund: Kuba Błaszczykowski (9 épocas) e Lukasz Piszczek (11). Mas já vamos na Polónia e queremos ir para França, onde nasceu Raphael Guerreiro, campeão da Europa por Portugal em 2016 e titularíssimo do Dortmund desde…2016.

Em 2003 chegou a Lisboa, Fábio Rochemback, um médio forte e com potente remate. Internacional brasileiro vindo do Barcelona, faria 66 jogos, 13 golos e 15 assistências. Regressaria para uma segunda passagem menos brilhante: 34 jogos, 1 golo e 3 assistências. Mas o que tem o rapaz nascido em Soledad a ver com a Alemanha (onde nunca jogou)? Fábio, como o sobrenome indica, é descendente de alemães e tem dupla nacionalidade. No verão de 2010 chegou, finalmente, um alemão nascido na Alemanha: Timo Hildebrand, esporádico internacional trocou o Hoffenheim pelo Sporting. Deu com Patrício e só fez 3 jogos. Regressou à Bundesliga e nunca mais nenhum alemão foi visto a jogar de listas verdes (o Greuther Furth não conta). Falta-me alguém?

Adenda: lembraram-me nos comentários que Cédric Soares e Marinho nasceram na Alemanha. Mário Teixeira da Costa, nascido na República Federal da Alemanha, juntou-se às escolas do Sporting a meio dos anos 80, tendo-se estreado pela equipa principal em 1988-1989. Faria 81 jogos. Outro lateral direito nascido na Alemanha, curiosamente em Singen, a mesma cidade que viu nascer Marinho, chegaria à equipa principal em 2010-2011. Cédric faria 94 jogos, 2 golos e 6 assistências. 

Holandeses em Alvalade

Daqui a nada, o Sporting regressa ao convívio dos maiores, jogando a Liga dos Campeões. Para começar, recebe o Ajax, num embate entre duas das melhores escolas do mundo. Teremos Inácio, Esgaio, Vinagre, Palhinha, Nunes e Tomás versus Timber, Schuurs, Blind, Klaassen ou Gravenberch. É uma boa oportunidade para lembrar os holandeses (perdão, neerlandeses) que jogaram por cá e os portugueses que vestiram a camisola do Ajax.

A presença lusa na ArenA cinge-se a um nome: Dani. O extremo formado no Sporting chegou a Amsterdão, com escala em Londre, em 1996, para quatro boas épocas, as melhores da sua carreira. Ajudou a vencer um campeonato e duas taças e marcou 17 golos em quase 100 jogos (98). Conviveu com Van der Sar, irmãos De Boer, Litmanen, Babangida ou Kluivert. Foi treinado por Van Gaal, Morten Olsen, Jan Wouters e Hans Westerhof.

Em 1987 chegaria a Lisboa Frank Rijkaard mas o génio holandês não chegou a jogar pelo Sporting. Em 1986-1987, Peter Houtman, avançado vindo do FC Groningen, viria para Alvalade para 36 jogos e 8 golos. Nada mau. Em 1992-1993 chegaria a classe defensiva de Stan Valckx, contemporâneo de Figo, Peixe ou Balakov. Faria 90 jogos e marcaria 6 golos. Em 2011-2012, regressaram os holandeses ao Sporting. Para liderar o meio-campo, Stijn Schaars e para ser goleador, Ricky Van Wolfswinkel. Tiveram ambos sucesso. Schaars fez 66 jogos em duas épocas, marcou 6 golos e fez 7 assistências. Já o avançado, fez 45 golos em 88 jogos. No ano seguinte, chegou Labyad, de origem marroquina e hoje internacional por Marrocos. Prodígio no PSV, teve pouco sucesso por cá, acabando por renascer no Utrecht e chegar ao… Ajax, onde está na quarta temporada, mesmo jogando pouco. Em todos os sentidos.

Em janeiro de 2016, chegou Marvin Zeegelaar, das escolas do…Ajax, mas então a atuar no Rio Ave. Fez 39 jogos e marcou 1 golo, não deixando grandes saudades. No verão de 2016 chegou a Alvalade, Bas Dost, a meu ver, o melhor holandês a jogar pelo Sporting. Mesmo com as sequelas físicas e psicológicas do ataque a Alcochete (de que foi a figura simbólica), fez 127 jogos e sobretudo marcou 93 golos, oferecendo, ainda, 14. Deixa saudades até hoje, sobretudo numa altura em que não há um 9 no plantel e ele é suplente do Club Brugge. Consigo chegou Luc Castaignos, o pior holandês a jogar pelo Sporting e um dos piores avançados que vestiram de verde e branco. Castaignos, antigo miúdo maravilha do Feyennord e com passagem pelo Inter, participou em 17 jogos e não marcou nem um golo. No ano passado, Mees De Wit ainda treinou com a equipa A, mas nunca se estreou. Esqueci-me de alguém?

Adenda: falhou-me o defesa Khalid Boulahrouz. De origem marroquina, o central trocou o Estugarda pelo Sporting em 2012, depois de uma carreira com passagens por Hamburgo, Chelsea ou Sevilha. Nunca convenceu e só fez 19 partidas. Partiu para a Dinamarca antes de acabar no Feyennord, dois anos depois da estadia por cá. 

Estou pronta para que comece (e corra bem)

O meu certificado só fica válido este fim de semana, por isso fiz teste, comprei bilhe... esperem, a ordem foi outra: comprei o meu bilhete quarta, ontem fui fazer o teste antigénio na farmácia, cujo relatório recebi ao fim do dia (negativo) e hoje vou ao jogo.

Volto hoje a Alvalade. Desde dia 8 de Março de 2020 que não vou "a casa". Foi dia de Sporting - Desportivo das Aves, foi dia de estreia de Amorim. Jogámos contra 9 e vencemos 2-0. Depois confinámos sem saber bem que esperar, fez-se o resto da época como se pôde. A seguir, 2020/21 correu bem, tão bem, à equipa de futebol do Sporting...

Hoje será dia de celebrar um regresso, um reencontro, duas taças e um campeonato! As horas não passam, só quero (e vou) lá estar. 

Que nos corra bem! 

Pelo Sporting, contra as mentiras (sempre)

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O semanário Expresso, em peça assinada pelo jornalista David Dinis, põe em foco as mentiras com selo oficial propaladas pelo titular da pasta da Administração Interna que pretenderam atingir a reputação e a credibilidade do Sporting.

Recordo que as inaceitáveis declarações deste ministro, na sexta-feira da semana passada, procuraram imputar ao nosso clube os desacatos ocorridos na noite de 11 de Maio e na madrugada do dia 12, a propósito da celebração do título, alimentando implicitamente o mito de que o Sporting é responsável pela proliferação da chamada "variante delta" em Portugal.

Declarações proferidas a propósito da divulgação do relatório da Inspecção Geral da Administração Interna àqueles acontecimentos que o ministro recebeu na segunda-feira e só entendeu divulgar quatro dias depois, no final da semana, convocando os jornalistas sem lhes fornecer cópias do documento - só recebidas mais tarde, nas redacções. E com nomes rasurados, também por decisão ministerial: ficamos sem saber quem disse o quê nas reuniões realizadas. Qualquer semelhança entre este lamentável comportamento e a transparência governativa é pura coincidência.

Destaco de seguida trechos desta peça, sob o título "Ninguém defendeu a proibição dos festejos". Para que os leitores concluam, uma vez mais, quem falta à verdade neste caso.

Os sublinhados a negro são da minha responsabilidade.

 

«O Sporting pediu uma reunião em Março ao Ministério da Administração Interna mas a resposta foi que era cedo. A Câmara de Lisboa pediu uma reunião à PSD em Abril, mas a resposta foi que era cedo e que o Governo podia "proibir" os festejos por causa da pandemia.»

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«As duas reuniões para decidir o que fazer na noite em que o Sporting se tornaria campeão nacional de futebol só aconteceriam a cinco e quatro dias do jogo decisivo, já com o País fora do estado de emergência, com a vacinação dos mais idosos avançada e sem que alguém defendesse que não deveria haver qualquer festa com adeptos

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«Depois de [Fernando] Medina dizer claramente que preferia um evento com adeptos organizado ("é melhor organizar um festejo do que nada preparar"), o número dois da DGS chegou a quantificar as propostas em cima da mesa: se os festejos com adeptos fossem no interior do estádio, com as regras de distanciamento em vigor para outros eventos (nos estádios ainda estão proibidos), só seria permitida a entrada de 2500 pessoas; se fosse uma festa limitada no Marquês, não caberiam mais do que seis mil.»

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«Foi quando Medina perguntou como se controlariam os milhares que se juntariam à volta do estádio que o encontro chegou a um impasse. Esta hesitação repetiu-se na reunião do dia seguinte, no salão nobre do MAI: aí, nem o chefe de gabinete do secretário de Estado do MAI (que presidiu à reunião) nem o do secretário de Estado da Saúde - ou seja, ninguém do Governo - deram indicação para não haver festa com adeptos

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«O impasse acaba por se desfazer na véspera do jogo: a Secretaria de Estado do MAI enviou um e-mail às forças de segurança para prepararem tudo o que estava "acordado entre a Câmara e o Sporting" e garantirem a segurança das comemorações. Em anexo seguia um ofício, assinado pelo ministro Eduardo Cabrita, que aceitava a solução da autarquia e do clube

 

 

Leitura complementar: Pelo Sporting, contra as mentiras.

Pelo Sporting, contra as mentiras

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Confesso-me farto de tanta mentira com selo oficial pondo em causa a reputação e a credibilidade do Sporting. Neste blogue a discussão partidária está ausente, pois aqui se reúne gente das mais diversas sensibilidades políticas. Mas questões políticas podem - e devem - ser discutidas sempre que estiver em causa o Sporting. 

Vem isto a propósito das inaceitáveis declarações do ministro da Administração Interna tentando imputar ao nosso clube os desacatos ocorridos na noite de 11 de Maio e na madrugada do dia 12, a propósito da celebração do título, alimentando implicitamente o mito de que o Sporting é responsável pela proliferação da chamada "variante delta" em Portugal.

Destaco de seguida trechos de uma longa peça ontem divulgada pelo diário Público, assinada pela jornalista Mariana Oliveira, sob o título "Eduardo Cabrita validou festejos do Sporting que PSP desaconselhou". Para que os leitores concluam quem falta à verdade neste caso.

Os sublinhados a negro são da minha responsabilidade.

 

«O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, validou na véspera da conquista do campeonato de futebol pelo Sporting os festejos dos leões exactamente nos modos em que estes vieram a ocorrer, com um desfile dos jogadores de vários quilómetros pela cidade de Lisboa com um trio eléctrico a acompanhar. O despacho de Cabrita foi comunicado às 22h30 de 10 de Maio por email à PSP (...) Ou seja, a PSP recebeu a ordem apenas 22h antes do início do jogo em que o Sporting se sagrou campeão.»

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«A resposta de Cabrita é remetida à PSP pelo gabinete do secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, o membro do Governo que dirigiu todo o processo dos festejos. Curioso é que a própria IGAL [Inspecção Geral da Administração Interna] dá como facto provado que a reunião que decorreu nesse dia no Ministério da Administração Interna - e que foi presidida pelo chefe de gabinete de Antero Luís - acabou "por terminar após as 19h, sem qualquer decisão". Igualmente interessante é o facto de os nomes dos participantes no encontro (e de todas as pessoas referidas ao longo das 81 páginas do relatório) terem sido rasurados com a justificação da "salvaguarda dos dados pessoais", o que não permite perceber quem tomou algumas decisões.»

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«A posição de Cabrita é levada ao conhecimento de Antero Luís, que dá as seguintes orientações: "Deve a PSP articular com a CML [Câmara Municipal de Lisboa] e o SCP no sentido de promover as medidas consideradas adequadas para garantir a segurança dos festejos propostos pelo promotor (SCP), insistindo-se nas recomendações enviadas ontem." Sobre estas recomendações, a IGAL, uma entidade integrada no Ministério da Administração Interna, nada diz. Admite, contudo, que no dia 9, domingo, já o Sporting tinha recebido a "notícia informal" de que haveria autorização para realizar o cortejo

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«A IGAL foca as suas críticas sobre os festejos na CML e no próprio Sporting, legitimando a actuação da PSP que, contabiliza, efectuou 617 disparos de armas de munições de menor letalidade, nomeadamente balas de borracha. (...) Não faz qualquer análise ou crítica à actuação da sua tutela política, directamente envolvida nesta polémica. E concentra grande parte da culpa no facto de a Câmara de Lisboa não ter recusado a "manifestação" que a Juventude Leonina pretendia fazer junto ao estádio, com a transmissão do jogo num ecrã gigante e com instalação sonora.»

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«O relatório deixa claro que foi o clube que, dois meses antes de conquistar o título, contactou o gabinete de Antero Luís para realizar uma reunião preparatória dos eventuais festejos, que apenas se realiza cinco dias antes de o clube se sagrar campeão. A 6 de Maio é igualmente dito que foi o Sporting a ter a iniciativa de marcar uma reunião com o gabinete do secretário de Estado, encontro que se realiza nesse dia na Câmara de Lisboa. No dia seguinte, nova reunião, desta vez no MAI.»

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«A cronologia torna perceptível que houve diversos erros na actuação da polícia. Isso é reconhecido pela própria inspecção-geral, que escreve que a planificação dos festejos "evidencia alguma desarticulação, quer interna (na PSP), quer com a realidade no terreno no dia dos festejos." (...) Uma parte substancial do contingente policial destacado para o evento [estava] desde o fim da tarde no Marquês de Pombal, onde só começaram a surgir grupos significativos a partir das 22h30. Já junto ao estádio, onde havia milhares de pessoas desde meio da tarde, havia poucas equipas que tiveram de ser reforçadas com elementos deslocados do Marquês.»

O Meu Sporting

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(Matadouro, Ilha de Moçambique, Maio de 2008)

Blogo desde 2003. Ao longo dos anos fui colocando alguns textos sobre o Sporting. Há cerca de uma década o Pedro Correia convidou-me para integrar o És a Nossa Fé!. O que aumentou a minha atenção sobre o clube e o número de textos que lhe fui dedicando. Para mim o futebol é um placebo, sarando as agruras da vida. Ou seja, quanto mais ando em futebóis pior estou, isso é garantido. E não sigo muito institucional, qual adepto exemplar, mergulhado na vida associativa e no acompanhamento das actividades desportivas. Mas vou botando sobre o assunto, numa mistura entre o adepto, que finge tão completamente que chega a fingir que é clubismo o clubismo que deveras sente, e o bloguista, que julga ser o Sporting, mais do que qualquer outro clube, um verdadeiro microcosmos do país, dos processos vigentes em Portugal. Também por isso me vou deixando levar pelas várias crises directivas do clube.

Agora fiz uma colecção de 41 textos sobre o Sporting e o futebol, escritos entre 2004 e 2021. Chamei-lhe “O Meu Sporting”. Quem nela tiver interesse bastar-lhe-á "clicar" neste título e gravar o documento pdf.

Tal como todas as outras seis colecções de textos de blogs e jornais que fiz, e que fui colocando na minha conta na rede academia.edu,  esta é uma memória, dedicada à minha filha Carolina. Pois pode ser que um dia venha a ter curiosidade sobre o que o pai andou a botar em blogs e jornais, nesta escrita inútil e desinteresseira. E se outros encontrarem motivos de interesse e mesmo prazer no aqui agreguei isso ser-me-á agradável. Bastante, mesmo, digo-o desprovido de qualquer pingo desse blaseísmo que tanto abomino.

Eu dou…

… é que esteve escrito, na parte inferior das camisolas do Sporting, conforme se pode constatar nas costas de Matheus Nunes: um slogan de uma campanha que promove a dádiva de sangue.

Fico contente e muito orgulhoso de ler esta notícia, e invejoso ao constatar que as cadeiras do IPST, de Lisboa, aparentam ser mais confortáveis que as do CHUC, em Coimbra:

«O Sporting Clube de Portugal assinou, na quarta-feira, uma parceria com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) que prevê que o emblema Leonino ajude na divulgação da causa – como aconteceu no jogo diante do CS Marítimo em que os jogadores da equipa principal de futebol utilizaram a expressão “Eu Dou” nas camisolas –, realize acções de colheita de sangue e dê ainda formação junto de jovens atletas.»

Euro 2020. Que leões vão marcar presença?

Logo, Fernando Santos anuncia os 26 que vão defender o título europeu. Sabendo que Santos é tradicionalmente conservador e que vai (quase de certeza) chamar alguns suplentes como Cédric (eu levava Esgaio) ou Félix (Lucas João ou Paulinho poderiam dar mais jeito) e outros que não fizeram grandes épocas como Rafa (tentava a sorte com Nuno Santos), haverá espaço para surpresas? Que jogadores do Sporting serão chamados? Mendes e Palhinha devem ter lugar garantido. E Pote deve (tem que ser) uma das novidades. Será que ainda há esperança para João Mário, Nuno Santos ou Paulinho?

Formados na escola do Sporting, já se sabe, para além dos dois (Mendes e Palhinha) já referidos atrás, estarão Patrício, Cédric, Fonte, Domingos, Moutinho, Ronaldo e, quem sabe, Nani. Com passagem pela equipa principal do Sporting, estarão no Euro, quase de certeza, Patrício, Cédric, Palhinha, Fernandes, Moutinho, Pote, Ronaldo e Nani. Por outras seleções, estarão Ristovski (Macedónia do Norte) e Dier (Inglaterra). Gauld (Escócia) ainda sonha com a chamada. O Sporting não deverá ter mais jogadores no Euro, mesmo que Adán e Porro (Espanha) ainda tenham fé, o que não quer dizer que terá o plantel completo no regresso aos trabalhos já que Max, Inácio, Bragança e Tomás devem ir ao Euro sub-21 e Coates e Plata devem jogar a Copa América. 

Um só clube, o Sporting Clube de Portugal

Do futebol ao voleibol, do estádio ao pavilhão, das pistas aos tartans, das mulheres aos homens, do profissionalismo ao amadorismo, da SAD ao clube, uma coisa apenas existe, tal como foi sonhada pelos fundadores, o Sporting Clube de Portugal.

Inventar que existe um Sporting puro, o das modalidades, e um impuro, o do futebol profissional, é uma enorme estupidez. As modalidades sobrevivem com as quotas dos sócios, e os sócios não conseguem imaginar um futebol profissional que não consiga ficar nos três primeiros, temporada a temporada. Quando isso acontece, temos o Sporting em guerra civil, quaisquer sejam os resultados das modalidades.

Para mim existe apenas um Sporting. Um Sporting onde treinadores, capitães e jogadores das diferentes modalidades, homens e mulheres, se conhecem e se apoiam uns aos outros, um Sporting que modalidade a modalidade aplica a mesma receita: um grande treinador, uma estrutura de capitães à prova de bala, um grande peso da formação, alguns estrangeiros que fazem a diferença. 

Depois do título europeu do futsal, aconteceu agora o do hóquei, com o título nacional do futebol profissional pelo meio. Glória para Nuno Dias, João Paulo Freitas e Rúben Amorim como treinadores. Glória para João Matos, Pedro Gil e Sebastián Coates como capitães. Glória para os jogadores que conquistaram os feitos.

Obviamente nem todas as modalidades estão no mesmo momento, se no basquetebol temos tudo para vencer no plano nacional, no andebol a pandemia tirou-nos um grande treinador e alguns dos melhores estão no fim de percurso no clube. Mas também no andebol se procura aplicar a mesma fórmula. Temos um base de jogadores da casa que entusiasmam, e é por aí que temos de ir.

Onde Vai Um Vão Todos. É um lema que serve para o futebol, mas também para o Sporting como um todo. Do futebol ao berlinde, a mentalidade tem de ser a mesma, a fórmula de sucesso também. O respeito por quem veste a nossa camisola e defende as nossas cores tem de ser o mesmo.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amorim em tempos de cólera

 

O que somos, para onde vamos, que fazemos aqui?

Também não faço ideia, mas durante os últimos dois meses consigo dizer que sou do Sporting, que somos campeões e que, para aqui chegar, sofremos juntos, no cantinho de cada um. Já acabou, somos campeões, estamos campeões.

Entre o fim do inverno e o princípio desta primavera, houve momentos em que não me apeteceu ser do Sporting, em que desejei nem sequer ligar a futebol, o disparate de passar os dias ansioso, inquieto e irritadiço, são onze homens de calções atrás de uma bola, que valor naquilo pode haver que valha a pena. Ninguém fala disso, mas ser espectador, observador, testemunha, custa e faz adoecer. Como outros, há semanas que venho dormindo mal, exausto pelo sofrimento de jogos vencidos nos últimos minutos, com a cabeça a fumegar pela aritmética de pontos e jogos que faltam e pela espionagem aos próximos adversários, nossos e deles, tudo centrifugado por otimismos, pessimismos, ilusionismos e realismos. A sportinguite, quando é aguda, toma conta de nós e não larga.

 

No princípio desta história, a ideia nem era acreditar. Não ia ser desta, naturalmente. Noutro maio, o de 2018, o clube sucumbiu à cólera e perdemos tanta coisa que ninguém justo nos exigiria mais do que sobreviver para depois sim, enrijecer. Regeneramos, mas passou tão pouco tempo que os projetos desta temporada eram projetos para o futuro. Estávamos todos de acordo que não ia ser este o maio em que seríamos campeões. É preciso ter o coração aberto à felicidade, mas não se viam nesta equipa os epígonos dos grandes jogadores que haviam de nos levar ao campeonato. Tudo bem. Estávamos preparados. Este haveria de ser mais um ano na vida do sportinguista.
Nestes anos, aconteceu-me de tudo, até coisas inimagináveis, como a tanta gente. Se isto do sportinguismo fosse de ser medido, nem sempre tive o ponteiro no máximo, em especial depois do que nos aconteceu. A única utilidade da barbárie e a violência é permitir que pensemos sobre o que andamos a fazer. Apesar da consciência da importância da pacatez, mantive-me adepto e sócio. Nunca vivi, por exemplo, a bipolaridade de ligar e desligar a Sport TV, esse termómetro de fezada, porque há mais para ver que futebol doméstico, com as suas peculiaridades, o seu caciquismo e os seus pelotões de medrosos, que obsta a modernidade e a civilidade.

Não pequei em atos e omissões, mas em pensamentos não poderei dizer o mesmo. Enquanto víamos jogos, olhei muitas vezes para o meu filho e pedi-lhe desculpa em silêncio por tê-lo feito do Sporting. Do meu sportinguismo nunca duvidei, mas queremos o melhor para os filhos e olhá-lo a sofrer, a chorar de tristeza, por vezes era demasiado. Julguei, nos momentos escuros, que eu e ele nunca seríamos, afinal, campeões juntos. Ele chegou cá em 2003, já o último campeonato ia longe. Dos pensamentos terríveis que temos sobre o futuro, este era o que mais me custava e quando me acometeu, há meia dúzia de anos, recordo ter-me sentido infinita e irremediavelmente triste.

Ganhar não é tudo, ser do Sporting chega bem e todos os anos, no verão, íamos comprar a nova camisola à loja Verde, até que deixámos de ir, porque se meteram outras coisas, novos hábitos. Aquele 2018 adubou em nós este sportinguismo não praticante e construiu a convicção de que o sofrimento de outrora jamais viria a ser sentido. Mais valia parar com isto, a vida quer-se calma, há outros desportos, outras afinidades, outras adesões, no caso dele, um mundo inteiro para viver.
Cada um tem a sua relação, a minha cinde-se entre a imensa alegria, na plenitude, no orgulho, na partilha da tradição e do legado, na memória das conquistas e a resignação enervante e prolongada, vivida como uma maldição que transformei em parte de mim. Fui adepto de posters colados no quarto, com fita cola de má qualidade, de saber o nome completo dos jogadores, de onde eram, quanto golos marcaram. Fui adepto de comprar jornais cedo no verão, para decorar o sortido de novas estrelas. Morreu há pouco tempo o Saucedo, e ainda me lembrava que vinha do Desportivo de Quito, que fora o melhor marcador no Equador. Eu era desses.

Em setembro, coisas começaram bem e continuaram bem, mas haveria de voltar a acontecer (não era?), que interesse tinha o Sporting estar à frente à quinta jornada? Ou continuar à sexta, à sétima, oitava, nona, à décima…? Ou até dobrar a primeira volta em primeiro. Não é o primeiro milho que é dos pardais? A este Sporting, com alguns veteranos e muitos miúdos e um treinador sem carta, não faltavam pardalitos. Erros nossos, má fortuna, não haveria de haver amor ardente que nos valesse. 
No princípio de março, uma vitória nas barbas do cronómetro contra o Santa Clara sucedia a um empate no campo do Porto. A seguir outra vitória escassa em Tondela, bis com o Guimarães, até que a 5 de abril, o cão morde a cauda, deixamos dois pontos em Moreira de Cónegos e mais quatro contra Belenenses e Famalicão.

O fim da ilusão está próxima, misericórdia, haveria ser como sempre tem sido.

O sportinguista aprende a ver o lado positivo, se não ganhássemos o campeonato, ao menos o sofrimento acabava. Alguns adeptos iam cantando “façam-nos acreditar”, uma das canções de apoio ao clube, tão portuguesa na sua transferência de responsabilidade, e cantavam muito bem. Caramba, o avanço ainda era grande, mas a sombra do passado era maior e, atravessando abril, terei ativado todos os mecanismos de defesa emocional conhecidos pela psiquiatria para domar o meu sportinguismo.

A 25 de abril, de noite, no fim do jogo em Braga, o Sporting marca no único remate à baliza e ameaça vencer um jogo improvável. No fim do jogo, chorei de raiva e alívio, de alegria imensa pela vitória, lágrimas e soluços de quem ou explode de vez ou sobrevive. O que nos está a acontecer é real. É justo e apropriado. Toda uma equipa a fazer-nos acreditar, liderada por Ruben Amorim, já um dos maiores heróis dos sportinguistas.

Nos tempos da cólera, para sermos campeões, era de Amorim que precisávamos.  Um homem novo, ambicioso, determinado, de ideias fixas, disposto a lutar por elas, sem tempo ou paciência para olhar para o nosso passado. Que lhe interessa a ele que o Sporting não vencesse há 19 anos? No dia em que chegou e lhe perguntaram como seria se “corresse mal”, deu a resposta que o melhor dos poetas não escreveria. “E se corre bem”, devolveu o nosso Ruben à pergunta. Meses depois, foi ele o poeta que nos ofereceu a divisa, onde vai, vão todos, só por isso merecia estátua, busto e placa. 

Se corre bem? O que sinto em mim, sem a angustiosa espera, é que se acabou a melancolia, o lamber das feridas, este ano é nosso. É dos velhos engelhados, dos que sempre acreditaram, dos moderados e excessivos, dos derrotistas e dos fanfarrões, dos céticos e dos otimistas. É dos homens e mulheres que mesmo sem acreditar sempre, nunca deixaram de ser leões, dos jovens adultos e dos adolescentes a quem o futuro pertence e dos muitos, e são tantos, miúdos que andam por aí, de camisola vestida, a gritar pelo nosso Spotingue.

Correu bem, o campeonato é nosso, Ruben, és o maior, obrigado!

 

Há muitos, muitos anos, um homem bom, numa cave, ouvia o relato de um Sporting em noite europeia. O rádio era excelente, apesar da antena entortada, um Panasonic, com botões em aço e as cidades do mundo escritas no sintonizador. Nunca se sabe se um dia não seria preciso ouvir a onda curta de Adis Abeba ou as rádios da Escandinávia. Os filhos estavam noutro país, provavelmente desinteressados do Sporting europeu, ocupados com a viagem e as maravilhas do país onde estavam.

O jogo deve ter sido emocionante, talvez um daqueles comentados pelo Alves dos Santos, dos que enchiam a capa de A Bola do dia seguinte, porque houve um tempo em que só as quartas-feiras eram europeias e só A Bola do tamanho de toalhas de banho saía no dia seguinte. Ali sozinho, com o seu Sporting, o homem lembrou-se dos filhos e gravou o relato numa cassete Sonovox que por ali havia.

Hoje, sempre que o Sporting joga, é do meu pai que me lembro e daquele relato em cassete que ele gravou. Um relato de futebol gravado numa cassete, podem imaginar uma coisa assim?

Sporting? Sporting, sempre. 

 

(Texto que publiquei na Tribuna, na quarta-feira, a seguir ao jogo com o Boavista)

Passos seguros, sem neurose

Agora que a cabeça está mais fria, permitam-me dizer duas ou três coisas. O último jogo não foi pior do que os dois ou três anteriores, em termos de jogo de equipa, oportunidades criadas, domínio e jogo. Foi pior em termos de eficácia na "caro do golo", no essencial. O resultado mais justo era claramente a vitória. E não foi mais fácil do que qualquer um dos dois ou três anteriores. Pelo contrário, o Famalicão teve uma entrega, abnegação e organização impecáveis.

Dito isto, não tenho bodes expiatórios. Desculpem. Nem Paulinhos, nem Rúbem Amorim, nem Jovane.
Não sei se vamos ser campeões, não estou com uma fé desmesurada. Mas também é verdade que há muitos anos não sentia o Sporting tão firme num lugar a que chegou jornada após jornada, com a regularidade refletida em 20 vitórias e seis empates. Não foi um acaso. Uma estrelinha. Foi algo construído, jornada após jornada, que ninguém antecipava e que se prolongará até às últimas jornadas do campeonato que está a cerca de um mês do seu termo.

Também não tenho a sensação de que estamos em perda, desculpem. Talvez alguns não me acompanhem, mas a verdade é que ainda ninguém ganhou nada, neste campeonato. Assegurámos a presença nas competições europeias, vá. 

Dito isto estou com uma vontade enorme de apoiar a equipa e acho que temos excelentes condições para conseguir ganhar, naturalmente, este campeonato.

O pior que nos pode acontecer é hipotecar essa excelente posição com excesso de nervosismo, dúvidas existênciais absurdas onde se possa querer começar a pôr em causa tudo que de bom se fez e onde se perca a capacidade de identificar o que de bom está a ser feito e deverá ser mantido e melhorado.

É preciso confiar para que o trabalho renda e, do que vejo, o trabalho que se tem feito tem sido do melhor que se poderia pedir face aos recursos que temos, ao histórico do clube e ao enquadramento mal cheiroso do nosso futebol.


O próximo jogo é, de longe, o mais importante da época. Tal como foi o último. Isto não é um jogo de palavras, é o único caminho que podemos ter. E vamos encontrar até ao fim da época 8 jogos assim. Ou contra adversários diretos ou contra equipas desesperadas por sacar um pontinho para assegurar a manutenção.

Talvez nem todas tenham a qualidade organizativa do Fama mas desconfio que todas terão a abnegação e entrega que temos visto. A nossa capacidade de sacrifício e de uso inteligente dos nossos recursos tem de ser pelo menos igual, de preferência melhor à do adversário de cada jogo (se for humanamente possível).

Como bem sabemos, caso ambas as equipas tenham a mesma fome de disputar a partida, nem sempre, pela sorte do jogo e seus ajudantes mal convidados, a melhor qualidade é suficiente para desequilibrar o jogo a nosso favor. Por isso, querer um bocadinho mais é fundamental.
 
Que venham as 24 melhores arbitragens da época nos jogos dos três da frente e que venham pelo menos mais 19 pontos dos 24 possíveis, para o Sporting, até ao final do campeonato.

Saudações leoninas.

Como uma brincadeira de crianças

IMG_20210307_143657~2.jpg

O futebol praticado por crianças é uma brincadeira.

Duas pedras no chão chegam para marcar a baliza ou em casos mais sofisticados, como o da imagem, dois pinos.

Olhemos com atenção, o pino verde com a estrela em cima tem o algarismo um.

O pino vermelho com uma bola (ganhar bola [zero]) em cima tem o algarismo cinco.

Será premonição?

O verde em primeiro com a estrelinha de campeão, o vermelho em quinto a ganhar bola?

Não sejas André

Aos 52 anos, um livre de André Cruz, não só não foi direto à baliza, como foi para as nuvens. O simpático e sobretudo talentoso brasileiro, campeão há demasiado tempo, cometeu o maior erro que um sportinguista pode cometer em 2021. Cruz acha que o Sporting não pode não ser campeão e já deu os parabéns a Viana e Varandas. O sportinguista sabe que há sempre uma Lei de Murphy particular que pode fazer da euforia, depressão, através de “erros meus” e de “má fortuna”. Eu também estou confiante, mas com cautelas, que as galinhas ainda podem fazer um caldinho. A festa, para já, é apenas interna. Mesmo que o seja em milhões de pessoas.

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