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És a nossa Fé!

Vírus!

Parece um vírus… Quando apanha terreno fértil ei-lo a mostrar-se e a tentar alastrar.

Falo obviamente daqueles adeptos que à sorrelfa, aproveitam os desaires do Sporting para surgirem numa invulgar pujança.

Nas redes sociais e em blogues é vê-los a denegrirem o clube e os seus responsáveis. Tudo porque não se ganhou um campeonato, tudo porque alguém considera que para o Sporting tudo é válido desde que se ganhe, tudo porque consideram que outrem faria muuuuuuuuuuuuuuito melhor.

Olvidam que após a triste Primavera do ano passado, com a debandada de algumas peças importantes da principal equipa de futebol, com a convulsão que seguiu, os jogadores conseguiram trazer para Alvalade dois troféus e curiosamente contra o mesmo adversário, sendo que na Taça de Portugal ainda eliminámos o Benfica.

Para este vírus os verdadeiros sportinguistas têm, todavia, um antídoto. Temos que ser mais fortes, mais unidos, mais imunes e jamais, repito jamais temermos o futuro.

Viva o Sporting!

Outras culturas

 

Este fim de semana cumpri um ritual (ainda que recente de sete anos), desloquei-me mais uma vez à Virgen del Rocio.

Não professo qualquer religião, mas aquela mistura de Fátima com a Feira da Golegã, em ponto grande e em bom, fascina-me desde a primeira vez que por lá passei por mero acaso, mas não é disso que vos quero falar.

O que vos quero contar é que, no meio de um magote de gente que ultrapassa o milhão naqueles dias, não há internet móvel que se safe, de modo que no domingo resignei-me a não ver o jogo da selecção e a, no mínimo, vê-lo quando regressasse a casa, ontem ao final do dia. Então passeando pela aldeia, circulando entre a multidão de gente, olhei para uma peña rociera (mais ou menos o que designamos por tertúlia) e lá estava uma televisão a transmitir o jogo. Por azar já depois do golo, que não vi, mas como as portas estão abertas a quem queira entrar eu entrei e vi com muito agrado uma plateia de espanhóis vibrando com Portugal, desde miúdos a graúdos. E fomos convidados a sentar e convidados a beber e convidados a comer e tudo aceitámos, que não fica bem rejeitar uma tão calorosa hospitalidade. E no final festejaram connosco a vitória com o mesmo entusiasmo que nós. Confesso que me surpreendeu que os miúdos (entre 10/12 anos) conhecessem os jogadores da selecção, com predominância dos que jogam em Espanha, claro, e que, pasme-se, quando eu disse que era do Sporting, levantaram os polegares e começaram "Carvalho", "Ronaldo", "Patrício"... Até ali, na Andaluzia "profunda", o Sporting é reconhecido e admirado. Terminámos com um "Portugal, Portugal, Sporting, Sporting" que me encheu o coração. Não foi pela fé, foi pelo futebol e pelo Sporting que de lá vim com o coração cheio. Ou como os fins justificaram os meios, ou ainda como me é difícil imaginar um grupo de portugueses a torcer por Espanha num jogo de futebol.

Para o ano há mais.

Desafio

Volto a possíveis caras novas para o plantel leonino, no dia que se fala no jovem francês Rosier. Pergunto:

1. Que jovens da Academia devem subir ao plantel principal? (Considero que Diogo Sousa ou Max devem integrar o plantel para começarem a subir na hierarquia e que Thierry Correia, Abdu Conté, Pedro Marques e Pedro Mendes devem ser observados ainda mais de perto).

2. Que emprestados devem integrar o grupo? (A meu ver Domingos Duarte e Mama Baldé são opções obrigatórias e Ivanildo Fernandes, Daniel Bragança, Elves Baldé, Gelson Dala e Matheus Pereira devem pelo menos seguir para estágio).

Desafio

Quem deve ser o substituto de Bruno Fernandes no caso, mais do que provavel, do capitão sair? A meu ver, teriam que chegar um médio ofensivo e um extremo de muita qualidade, para combater o vazio deixado. As minhas apostas seriam Rodrigo De Paul, médio argentino de 25 anos, da Udinese e Cristian Pavón, extremo da mesma nacionalidade, de 23 anos, do Boca Juniors. (Bem sei que não são baratos mas se recebermos 60 a 70 milhões por Fernandes, acredito que possamos investir metade). 

Um Só Clube

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Enquanto as horas não passam e a bola não começa a rolar no Jamor, chamo-vos a atenção para o evento "Um só Clube" que reuniu técnicos, jogadores e estrutura das diferentes modalidades do Sporting, no qual participei dado que sou praticante e sócio fundador duma delas. Com a bancada central quase cheia, com muita juventude, vi por lá os craques do andebol e do hóquei (o futsal ia jogar a seguir), foi tocante ouvir as histórias de vida de Francis Obikwelu e Neide Gomes, e receber por alguns minutos e dar uma grande manifestação de confiança e de apoio incondicional àqueles que daqui a pouco irão estar no Jamor a tentar vingar a vergonha do ano passado. Com a equipa de futebol também nas bancadas, foi passado um vídeo emocionante com o lema "Até ao fim" e que está na página principal do site do Sporting.

A mensagem principal que retive é que este é o Sporting eclético, do futebol e das modalidades, um só Clube no estádio e no pavilhão, com muitas histórias para contar e muitos heróis de bastidores para relembrar. O palco é para quem defende no terreno e no banco as camisolas do clube, os ídolos disputam competições e ganham títulos, estrutura e direcção está lá para servir o Sporting e dar as melhores condições para que os triunfos aconteçam.

Não percam o vídeo, vale a pena.

Até ao fim !!! Mais logo, se Deus quiser, vamos sair do Jamor com a Taça !!!

SL

Sinais...

Sinais inquietantes ou fim de semana horribilis no Andebol, no Hóquei e no Futsal, para além do Futebol e apesar do tricampeonato de Rugby feminino e do tetra no Ténis de Mesa masculino (e nos sub14 de Futsal, o bicampeonato)? Prefiro pensar que houve dias assim.

No Voleibol já havíamos claudicado, com uma equipa incapaz de ter energia para discutir a final e erguer de novo o ceptro de campeão nacional, sobretudo nos momentos decisivos dos jogos.

A equipa de Andebol termina a época arrastando-se a cada jogo que disputa, desta vez no reduto do Águas Santas, depois de uma participação excelente na Champions.

O Hóquei comprometeu a remota hipótese de revalidar o título ao perder com a besta negra desta época, o Paço d´Arcos, uma semana depois de ter feito história ao vencer a Liga Europa.

E ontem foi a vez do Futsal perder o 1º jogo da meia-final contra o Modicus, por 5-4 no prolongamento, ainda que empurrados pelos senhores do apito. Mas aqui ainda temos uma palavra a dizer e já na 6ª feira à noite, no 2º jogo desta feita no Pavilhão João Rocha. Pelo menos a Taça de Portugal já cá canta e a Champions também, escrevendo a página que faltava na história do Futsal do Sporting.

No sábado vimos bem o que se passou em termos disciplinares no Dragão, dando ideia que os árbitros levam o nome do estádio à letra e tenham medo que das bancadas venha fogo, pelo que renunciam à coragem necessária para mostrar os cartões aos da casa (ou consomem muita Guerra dos Tronos e associam os dragões). A ver vamos no Jamor... 

Esta época, apesar de todas as dificuldades conhecidas que vivemos desde maio de 2018, já ganhamos muita coisa mas ainda há muito para ganhar. Já no sábado a Taça de Portugal em futebol, o campeonato de Futsal masculino, o campeonato feminino de Ténis de Mesa e a Taça de Portugal em Hoquei. São estes os sinais ou sejam, as vitórias que nos incutirão esperança para novo ano de competição.

Em jeito de balanço, resistimos e estamos na luta. Quem pensou que o nosso clube, após a espiral de problemas que atravessou no passado verão "quente", entrava em agonia e definhava irreversivelmente  enganou-se. Os nossos sócios e adeptos são os melhores do mundo. E em 2019/2020 voltaremos mais fortes. A próxima época é decisiva para afirmarmos a nossa força e a nossa grandeza. Com todos à volta do nosso símbolo e da nossa divisa seremos invencíveis. Esforço, dedicação, devoção, glória!

 

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Para o ano é que é!

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(Contrariamente ao que sempre aqui fiz - pois penso que o clubismo deve estar apartado da vida político-partidária - este postal explicita algumas posições políticas. Permito-me a isso dado que se trata de uma despedida. E como é despedida é um texto longo.)

 

Após o acidente de viação acontecido com o antigo presidente do clube Santana Lopes deixei aqui um breve postal desejando-lhe rápida e total recuperação. De imediato surgiram os comentários no tom que aqui se tornou comum há já um ano, desde a crise presidencial no clube: "Só um blog como este é que enaltece Santana Lopes e critica BDC e Carlos Vieira", diz um anónimo, tratando-me sarcasticamente por "Sr. Jpt", e (ele ou outro anónimo) completa considerando-me entre uns "groupies" do Santana", enquanto [(ele ou outro(s) anónimo(s)] aproveitam o acidente para lançar(em) críticas ao actual presidente Varandas. Isto para além de críticas à competência política de Santana Lopes e dichotes sobre o acidente que o deixou hospitalizado. Note-se que este tom é radicalmente diverso do surgido noutros locais de discussão político-partidária, nos quais a oposição ao indivíduo não se expressa com tamanho acinte. E é um tom típico dos comentários aqui no blog, seja lá qual for o tema do postal comentado, bem como do que se vem passando em inúmeros locais de debate sportinguista.

 

Sobre a questão política - excêntrica ao sportinguismo, repito - a coisa é simples: eu blogo há 15 anos, muito botei sobre esse tipo de matérias. Alguns dos co-bloguistas conhecerão (parcialmente) o que fui botando, quiçá também um ou outro dos leitores. Não sou militante nem mesmo simpatizante do partido de que PSL foi presidente, ainda que ocasionalmente nele tenha votado - mas nunca, por coincidência, em legislaturas nos quais ele tenha pertencido ou presidido ao governo. PSL lançou agora um partido novo e eu, desgostoso com as grandes forças da oposição, botei noutros blogs onde escrevo que oscilo na simpatia entre dois partidos, bem contrastantes, para estas próximas eleições, devido ao apreço que alguns candidatos dessas listas me convocam. Um desses é exactamente o partido de PSL e explicitei que a minha simpatia advém de um candidato colocado em lugar inelegível, um confrade bloguista, e isso apenas porque ele - do qual me separam perspectivas ideológicas - tem um imenso mau feitio que muito me agrada. Entenda-se, dá porrada que se farta nos poderes instituídos. Sobre a minha propalada ligação política a PSL está tudo dito.

 

Sobre a sua presidência do clube já aqui referi, e até por mais do que uma vez, um texto meu de 2008: O Sporting e o Projecto Roquette. Não julgo que esteja muito conseguido. Mas nele expressei (repito, em 2008) o meu radical desagrado com a gestão do Sporting desde a chegada a presidência de ... Santana Lopes. Mesmo sabendo que ele foi então um presidente episódico. Considerando que entre esta e a de Bettencourt ocorreu uma devastação estrutural do clube, conduzida por um grupo social, constituído por uma elite socioeconómica ligada à construção civil e à banca (por isso aparto Godinho Lopes, do qual não tenho boa memória mas que me parece proveniente de outras dinâmicas sociais). Considerei na altura que o Sporting era como que um micro-cosmos do país, como os anos subsequentes vieram a demonstrar. Mais ainda, já aqui escrevi que foi durante a sua presidência que me apartei da vida associativa do clube: ele pediu aos associados um ano de quotas adiantadas enquanto contratava um caríssimo jogador checo que nada fez. Achei que tudo isso era um despautério e neguei-me. E depois emigrei ... Sobre a minha propalada ligação à presidência clubística de Santana Lopes está tudo dito.

 

Tanto nesse postal como no imediato - um postal sobre o "A Bola", que eu tinha em rascunho e terminei hoje -, surgem comentários dizendo-me ao serviço de uma agenda, obscurecedora, defensora de Frederico Varandas. Eu não blogo por agenda, faço-o por mero prazer. Nem este blog tem agenda, a gente não combina nada, não há instruções nem contactos internos para conduzir os textos ou os temas. De vez em quando há um jantar, aparecem alguns dos co-bloguistas, a gente come um bife, fala (muito) do Sporting, bebe umas imperiais, fala (um bocado) de outras coisas. E até à próxima ... Mas continuamos, sistematicamente, a ter comentários anónimos dizendo-nos "ao serviço" de algo e de alguém. Eu desejo todos os sucessos a Frederico Varandas. Mas quando ele anunciou a sua candidatura aqui expressei o meu desagrado pelas suas declarações, pelo conteúdo cultural que veicularam.  E critiquei a demissão de Peseiro, e a forma como escolheu o treinador seguinte. E bastante resmunguei com a continuidade deste, o que chamei, se não estou em erro, uma teimosia ingénua do actual presidente. Só espero estar enganado. Mesmo assim os anónimos invectivam-me (e aos co-bloguistas) de estar(mos) "ao serviço" ... Sobre a minha propalada avença (moral que seja) da presidência de Frederico Varandas está tudo dito.

 

Sobre Bruno de Carvalho já repeti ene vezes o percurso. Apoiei-o desde que foi em campanha a Maputo. Até mesmo aos momentos em que a mínima razoabilidade deixou de existir no seu percurso. O Pedro Correia tem vindo a lembrar os postais do ano transacto, dia a dia. Terei sido dos últimos deste blog a esperar uma inflexão, diante do evidente desatino (disse-o com alguma ironia aqui, ainda em Fevereiro de 18, e depois já em Abril, ainda que de facto já descrente dessa possibilidade, num #Je suis Bruno). E ainda propus que se afastasse uns tempos, para repousar, recalibrar, deixando a gestão à sua equipa - então ainda em torno dele congregada. Mais ainda, quando em Setembro foi noticiada a hospitalização de Bruno de Carvalho aqui deixei um enfático postal desejando-lhe rápida melhoria do seu estado de saúde (bem mais enfático do que o agora deixado a Pedro Santana Lopes, ainda que este tenha sofrido algo fisicamente mais gravoso). Mesmo assim os anónimos apoiantes de Bruno de Carvalho aqui vêm invectivar, de modo sarcástico e insultuoso, o acto curial de desejar uma rápida e total recuperação a um antigo presidente do Sporting.

 

Este longo texto não é auto-justificativo. Com ele quero apenas sedimentar a perspectiva que esta barreira constante de comentários anónimos defendendo a anterior presidência e invectivando o(s) bloguista(s) não se relaciona com o conteúdo dos postais (seja Jovic, seja Santana Lopes ou outro tema qualquer). Desde a crise presidencial do ano passado que os comentários do És a Nossa Fé conhecem esse registo abrasivo, insultuoso e, acima de tudo, deturpador. Mas algo mudou desde então. Pois no ano passado aqui abundaram comentários cuja forma muito concordava com o que se encontra nas páginas digitais dos jornais desportivos: o uso recorrente das maiúsculas, o exagero da pontuação, a estreiteza lexical e, acima de tudo, as imensas incorrecções ortográficas e sintácticas. Nisso demonstrando que muitos dos aqui invectivadores apoiantes de BdC provinham de núcleos sociais pouco letrados, por ele e seu peculiar carisma congregados. Isto não é uma crítica, é uma constatação de um fenómeno sociológico. Ora isso desapareceu, aqui e em alguns outros locais, correspondendo ao óbvio esvair desse fenómeno, o qual, como sempre nestas questões, não se repetirá com o mesmo formato. As insatisfações e os anseios, refractados naquela "onda verde", estão aí para serem captados por alguém (partidos, igrejas carismáticas, agentes de clubes, etc.). Até um neo-brunismo poderá surgir. Mas já não aquele, com aquela personagem.

 

O que ficou neste blog, enquanto comentadores residentes e abrasivos, foi outro núcleo que já então também abundava. São todos anónimos e letrados. Uns serão adeptos daquilo. Mas outros são muito mais do que isso: já então se percebia mas a constatação surgiu há pouco. O Sporting encomendou uma auditoria. Inaceitavelmente os resultados desse trabalho surgiram na imprensa - e eu não acredito que tenha sido a empresa a provocá-lo, as empresas levam por demais seriamente o seu trabalho para se arriscarem a prejudicar a sua reputação e o seu futuro dessa forma. Mas essa indiscrição, que julgo responsabilidade interna do clube (não afianço, presumo apenas), permitiu saber os sobre-gastos com trabalhos de comunicação oficiosa. Entenda-se, a presença na internet, a "contra-informação", exercida de modo anónimo, constante. Essa actividade não foi monopólio ou invenção do Sporting, é habitual noutros clubes, existirá nas empresas, e está viçosa na política. E subsiste, pelos vistos, nos resquícios do "brunismo".

 

Creio que o que se passa neste blog é apenas isso, um total abastardamento do debate sportinguista por parte não só de alguns adeptos do antigo presidente mas também de alguns dos seus agentes. Para além daqueles que defendem essa economia paralela, que subsiste nas claques, e que enfrentam a renitência da actual presidência em continuar a financiar as suas chefias e facilitar o seu pobre fruir existencial. 

 

Cada vez que abro o És a Nossa Fé, para ler ou para blogar, encontro um rosário desses comentários anónimos. Concebo, e já o disse aqui, o bloguismo como um espaço conversacional - isto não é um órgão de comunicação social, é um ponto de encontro entre pessoas que têm interesses algo comuns e opiniões compatíveis, mesmo que discordantes. É uma mesa de tasca, uma esplanada de café, um bom balcão de bar. Locais de convívio, entre amigos, conhecidos, vizinhos ou meros desconhecidos. Mas nunca anónimos. Nós frequentamos esses locais convivenciais porque nos agrada o ambiente, porque encontramos aqueles com quem nos sentimos bem. E porque neles não somos constantemente incomodados por gente desagradável. E eu esgotei toda a paciência para estar em sítios onde sou, e os meus convivas também, sistematicamente incomodados por gente anónima, insultuosa, que utiliza este espaço não para conversar, criticamente que seja, sobre os temas abordados mas para tentar manter viva a possibilidade de obterem recursos do clube, aparentar um viço brunista que inexiste. E fazendo-o de um modo desonesto. Pois anónimo. E deturpador. Insisto no que muitas vezes botei, e aqui também: não há espaço numa sociedade democrática para a opinião anónima. Haverá para a criação literária e artística. Mas para o apoiar ou desapoiar exige-se o nome. Mesmo que seja apenas sobre a, de facto, nada importante bola. Não é aceitável o anonimato explícito ou o mero amontado de letras. E não há espaço para esta contra-informação em busca da pilhagem dos recursos das instituições para benefício próprio.

 

Ou seja, vou comer codornizes (caracóis não) para outra tasca, beber umas imperiais para um qualquer café, e um ou outro uísque (novo, que é o que posso agora) num bar da vizinhança. Onde a clientela não tenha também desta gente. Intrusiva, deturpadora, incomodativa. Anónima. A ralé letrada. 

 

Aos co-bloguistas, aos tantos comentadores simpáticos (concordantes e discordantes) deixo um óbvio "Para o ano é que é!". E desejos que tenham muita paciência para aguentar estes visitantes. Anónimos. E deixo ainda um agradecimento por me terem aturado.

O que diz João Duque

«NÃO ERA ORÇAMENTO QUE SE APRESENTASSE»

«Tivemos que nos pronunciar sobre um orçamento que tinha sido feito por Bruno de Carvalho com pressupostos que, na altura, dissemos que estavam todos errados. Não era um orçamento que se apresentasse - e estamos a falar do clube, porque a Comissão de Fiscalização era só sobre o clube, não era da SAD.»

 

«ERA DE LOUCOS, ESTAVA TUDO MAL FEITO»

«O orçamento do clube estava assente em pressupostos de que iria continuar a crescer. Era de loucos, estava tudo mal feito. Como é que iríamos dar um parecer positivo sobre isto? Demos portanto um parecer negativo e nem houve assembleia para votar aquele orçamento porque era ridículo.»

 

«SE QUISESSEM UMA LÂMPADA, PEDIAM AO PRESIDENTE»

«Apercebi-me logo que o sistema de gestão do clube daria azo a tudo e mais alguma coisa: super-centrado numa pessoa, era de loucos. Imagine o que é um clube ter todas as despesas, mas todas as despesas, assinadas pelo presidente! Está tudo dito. Se quisessem comprar uma lâmpada, tinham que pedir autorização ao presidente. Isto é um clube? Isto é de loucos. Mas depois tinha saldos de tesouraria em cash elevadíssimos. Assim que soube disso percebi logo que tinha tudo para correr mal.»

 

«OS JOGADORES COMEÇARAM A SAIR EM MASSA»

«O jogo é uma coisa e a gestão das instituições é outra. Mas ali estavam a gerir a empresa e a actividade como se estivessem no campo. Bruno de Carvalho criava essa gestão de conflito e de ódio permanente a todos. Os jogadores começaram a sair em massa, nunca tinha visto isto, e escreviam cartas onde acusavam o presidente. Uma coisa inimaginável.»

 

«ESTAVA TUDO A DESMORONAR-SE»

«O Sporting estava com problemas sérios de tesouraria e precisava de cumprir prazos. Aliás, já estava com um problema com o Guimarães, que ameaçava requerer a falência da sociedade. Acho que no fim disto tudo é um milagre o Sporting ainda existir formalmente. Este Sporting tal como nós temos. O clube estava a implodir: oito ou nove jogadores a saírem porta fora, o treinador também. Estava tudo a desmoronar-se.»

 

João Duque, ex-membro da Comissão de Fiscalização do Sporting entre Maio e Setembro de 2018, hoje, em entrevista ao jornal i

Sporting Clube de Portugal ou Sporting Clube de Lisboa?

Durante muitos anos foi possível ao Sporting manter o estatuto de Grande Clube Português, mesmo ganhando muito menos no futebol do que os outros dois rivais, e até tivemos um presidente, João Rocha, que apostou no ecletismo para complementar os feitos pontuais do futebol (que por algum motivo fazia gala em logo estragar) e assim manter esse estatuto. 

Com o anterior presidente foi feita uma aposta séria no sentido de o recuperar, investindo forte no futebol e nas modalidades, enfrentando e abrindo guerras com tudo e todos, por último com os próprios sócios e acabou destituído e suspenso, sem ganhar qualquer título relevante no futebol excepto um final de taça e não sem antes de sair ter dinamitado a própria SAD e estrutura profissional do futebol, com rescisões, dívidas, questões reputacionais e judiciais, corrupção das claques e divisionismo na massa adepta e sócios pagantes. 

No dia de hoje, e já com uma nova administração legitimamente eleita nas mais concorridas eleições de sempre, estamos em luta com o Sporting Clube de Braga para o 3º lugar da Liga, feito só possível pela recuperação (mérito de Sousa Cintra) de alguns dos que rescindiram ou que estavam com vontade de rescindir depois do assalto de membros da maior claque à academia do próprio clube. Sem esses, mais Renan e Nani (que entretanto encontrou um belo final de carreira nos States), estariamos a lutar para que lugar?

E, podendo realmente conquistar esse 3º lugar e até chegar ao final da taça, o que se ouve é a necessidade de baixar orçamento, de vender o pouco bom que temos, os tais que estão a segurar a fasquia no campo de jogo, Bruno Fernandes, Bas Dost, Acuña, Coates, Mathieu e até Renan, para ir arranjar tipos com muita atitude e vontade de ganhar, como se isso servisse para alguma coisa sem haver competência para o efeito. Como se com uma mão cheia de amendoins não aparecessem apenas macacos.

Ou seja, enquanto Benfica e Porto lutariam pelos milhões da Champions, e sabemos que existe uma grande pressão para que o clube dos Grandes de Portugal se reduza a dois nomes, ficariamos então nós a lutar com Braga e Guimarães pelos tostões da Liga Europa. Porque o que contaria seria o orgulho, a atitude, as modalidades, a maioria absoluta na SAD, bilhetes à borla, substâncias à farta, ladrar bem alto nas tvs, cantos ordinários e porrada no estádio e fora dele, tudo muito Ultra e Mustaphakiano, e já nos chegaria. O Sporting Clube de Lisboa.

Para mim o essencial é relançar o Sporting Clube de Portugal, na visão dos seus fundadores  e na luta com os seus rivais Benfica e Porto. E para isso é preciso por um lado o saneamento financeiro da SAD que parece estar a ser tratado com um fundo investidor e por outro a associação a parceiros que tragam dimensão e ambição (controlada) que permita atrair e reter talento e obter resultados. No curto prazo, que permita reter B. Fernandes e companhia e juntar-lhes meia dúzia de jogadores à sua dimensão, expurgando o entulho que ainda subsiste no plantel e abrindo vagas para os melhores da formação. Com um treinador à altura da empreitada. E com ética, competência e determinação na Administração do Clube e da SAD.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

O que sempre deve ser e devia ter sido o Sporting.

SL

Vitamina S!

Ontem foi noite de vitamina S!

S de saudade das grandes vitórias.

S de sabor de um medronho excepcional.

S de simpatia da fantástica companhia.

S de seriedade que queremos no desporto.

S de sentimento de partilha.

S de solidariedade permanente.

S de Sporting.

Pode lá haver melhor vitamina!

No futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira

O antigo presidente do V. Guimarães, Pimenta Machado, teve realmente um golpe de génio quando proferiu esta frase, pois caracteriza magnificamente o que é o futebol. O que se passou esta semana por Alvalade é um bom exemplo.

Ao Sporting tinha calhado uma equipa que em Espanha lutava para não descer e não ganhava há meses. Não ganhava, mas ganhou duas vezes seguidas. Acabou de espetar 3-0 ao 4.º classificado da Liga, o Sevilha. Lutava para não descer, ainda luta, mas vamos ver onde termina no final da Liga.

O Sporting arrastava-se em campo depois da Taça da Liga, batia mais uma vez no fundo com o Villarreal, e arriscava-se a lutar com o Moreirense e o Guimarães pelo 5.º lugar. Espetou 3-0 ao Braga e já o tem em linha de vista para conquistar o 3.º lugar.

O Sporting era uma equipa confusa e desorientada em campo, com jogadores fora de posição, outros que não sabem mais do que aquilo, a culpa é de quem os foi buscar, e os de classe extra a fazerem esforços sobre-humanos para jogarem por eles e pelos outros. Ontem foi uma máquina bem oleada, com todas peças em "su sítio".

Acuña era um "desperado" em campo, capaz do melhor e do pior, sempre à beira da expulsão. Ontem foi o mais disciplinado, defendeu, atacou, ajudou, e nao refilou.

Antes eram Miguel Luís, Jovane, Geraldes e Nani que não jogavam. O holandês marimbou-se com os jovens, assim não vamos a lado nenhum, devíamos era jogar com a equipa B, Thierry Correia a defesa direito já, etc. Na quinta-feira jogaram dois deles e foram uma lástima. Ontem não jogou nenhum e tivemos a melhor exibição da época.

As contratações do Sousa Cintra e do Varandas eram miseráveis, cada um pior que o outro, Ilori motivo de gozo, etc, etc. Ontem jogaram, e bem, sete destas contratações: Renan, Gudelj, Diaby, Ilori, Borja, Doumbia e Luiz Phellype. E não foi preciso mudar a cor das chuteiras (que no caso do Ilori, do Coates e outros, são laranja forte) e obrigá-los todos ao preto à moda do Mr. Ford.

Keizer era um treinador desorientado, sem liderança, sem capacidade de dar a volta ao texto. Ontem deu um banho táctico ao tal Abel que sempre nos complicava a vida. 

Mas isso foi ontem... E amanhã como vai ser?

 

PS 1: Sou completamente a favor de quotas para a formação no plantel do Sporting. Sou completamente contra quotas nos convocados e na equipa titular. Provem nos treinos que são melhores que os outros. Chorem menos e trabalhem mais.

PS 2: Como previa o Pedro Correia, Varandas perdeu uma óptima oportunidade de comunicar com os sócios e de capitalizar esta vitória para promover a união no clube debaixo da sua liderança.

PS 3: Entendendo as razões dos dois lados. Nani e Montero vão fazer muita falta para o que resta de temporada.

SL

Meios e tempo

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Fique o Sporting no lugar que ficar este ano no campeonato, fará tanto sentido imputar responsabilidade pela classificação do clube, no final da época, a Frederico Varandas como teria feito se houvesse dedos acusadores apontados na direcção de Bruno de Carvalho, que já presidia ao clube quando ficámos num inédito sétimo posto em 2012/2013. Na altura, ninguém o fez. E muito bem. 

O actual presidente chegou já com a época iniciada e o plantel fechado, encontrou o clube fracturado como nunca e herdou o atribulado processo das rescisões de jogadores, decorrente da página mais negra da história leonina. Os remendos feitos em Janeiro não iludem a questão de fundo: este é, de facto, um "ano zero" no nosso futebol, como o próprio Varandas reconheceu aliás em recente entrevista. Enquanto profissionais que abandonaram Alvalade, como Gelson Martins, Podence e Rafael Leão - todos formados em Alcochete - se destacam noutras ligas europeias. Esperemos que a justiça não tarde e seja dura nas punições.

A única responsabilidade directa que lhe é imputável relaciona-se com a escolha da actual equipa técnica. Que inclui, não esqueçamos, não apenas o treinador principal, Marcel Keizer, mas também Raul José (director do departamento de prospecção de jogadores) e Francisco Tavares (coordenador da nova Unidade de Desempenho), ambos já a trabalhar em Alvalade, e Miguel Quaresma, prestes a chegar como director técnico da nossa formação. 

Há que deixá-los trabalhar. A eles e a João Pedro Araújo (director clínico), Alireza Rabbani (cientista do desporto), Paulo Gomes (director-geral da Academia), José Guilherme Chieira  (prospecção) e Tomaz Morais (departamento de liderança e formação interna). Sem hipotecarmos o sentido crítico, naturalmente. Mas com a noção de que ninguém obtém resultados sem dois ingredientes indispensáveis em qualquer organização: meios e tempo.

Quinta-feira em Albufeira e em todo o lado

  1. Lage prossegue na sua fase holandês voador como Keizer quando chegou. No ar condicionado do Golfo, Rui Vitória deve andar a dizer “deixa-os poisar” ao seu intérprete, depois de ter visto o resumo e ter confirmado que o golo de Gabriel é 75% de Renan e o de Ilori é 100% de Ilori, que foi queimado um golo limpo ao Sporting e que enfim, coiso.

  2. Na única vez que perdeu, Lage atirou-se à jugular de um pobre mil eurista do CM TV que lhe perguntou se Jonas ia jogar ou algo parecido. Como acontece sempre que há benfiquismos radicais,  assobiou-se para o ar.

  3. Ganhar é fixe e ontem qualquer das equipas podia ter ganho, incluindo o Benfica.

  4. Nos resumos de hoje, nenhuma menção ao “lance” em que Svilar faz asneira e Bas Dost mete golo. Nem o fleumático Lage reparou, entretido que estava a dizer platitudes. Keizer e a estrutura do Sporting também não repararam. Num futebol como deve ser, assim estaria bem. Num futebol que consegue colocar ALEGADAMENTE, TALVEZ, CONSTA, DIZEM, toupeiras num dos alicerces do Estado de Direito, todas as oportunidades de clamar justiça são poucas.

    5. O Benfica chega a empolgar (não estou a ser irónico), tem alma até Almeida, mas abre vias, alas e espaços que uma equipa com bons jogadores e bem organizada saberá aproveitar. Sei lá... tipo um Braga….

    6. Tanta coisa para falar não ter de falar do nosso Sporting, que anda demasiado amador. Por exemplo, até a minha vizinha do 2A, uma senhora nigeriana que nem sabe falar português e só vê críquete, se lembraria de avisar o Ilori para não entrar à Liga Inglesa, que aqui é Liga controlada e se ganha aos cartões (nota: o amarelo aos 10 segundos de jogo foi justo).

    7. Ou a dona Francisca, quase 70 anos e ainda limpa o prédio, também acha que já devia ter sido contratado alguém para controlar a raiva e frustração de Bruno Fernandes, que está feito um autêntico refilador por tudo e por nada.

    8. E este filme de fim de tarde de ninguém ter avisado o Keizer que o Ristovski estava free to go. Ou algo parecido. Quéstamerda, como vi numa t-shirt na Zambujeira. Se não foi nabice interna, atirem-se à Liga ou à FPF ou até à ASAE ou à Fundação Champalimaud, que são tantas organizações que já me perdi.

    9. Ou alguém arranjar narrativas para explicar porque o pendular Miguel Luís não joga. Inventem o que quiserem, atirem-nos areia para os olhos, se bem que a verdade também está bem.

    10. Esta coisa das Xtruturas são importantes, mas fundamental são mesmo os sócios e os adeptos.

Hoje giro eu - A crítica

Reiteradamente, leio críticas dirigidas a sócios ou adeptos leoninas que se manifestam contra uma qualquer Direcção do clube. Ora eu, enquanto receptor, estou habituado na minha actividade profissional a valorizar todo o tipo de críticas, sejam elas bem ou mal intencionadas. Desde logo, aquelas que não obedecem a bons princípios de carácter têm geralmente um efeito boomerang sobre quem as emite, de tão mesquinhas que são. Por outro lado, permitem conhecer melhor a índole de quem as sentencia e, até, antecipar os seus próximos movimentos. Quanto às críticas construtivas, elas são sempre bem-vindas: primeiro, porque o simples sinal de acusar a sua recepção granjeia a simpatia e o reconhecimento do emissor; depois, porque qualquer Homem não é uma ilha e nós somos o produto de todas as experiências e de todas as pessoas com que nos cruzámos, pelo que estamos sempre a aprender; finalmente, porque se eu quero tornar relevante a minha Organização, é meu dever envolver todas as pessoas, criando assim laços de união, simultaneamente aproveitando as competências que cada um pode trazer.

Por isso, no meu entendimento, um gestor deve ficar mais preocupado quando à sua volta o comportamento é acrítico, pois isso não lhe vai trazer no futuro qualquer valor acrescentado.

Termino, descrevendo a frustração que é para um emissor formular propostas, ter uma determinada visão e isso não ser ouvido por quem de direito. Até ser tarde de mais. Não há pior sentimento do que aquele proveniente de ter razão antes do tempo. Já aconteceu comigo e já terá acontecido com muitos de Vocês. É triste, só nos traz maçadas e um sentimento de impotência total.

Sporting Clube de Portugal - Um clube de escrita criativa

A invenção de mentiras e calúnias visando a atual direção mas não só (João Benedito também é um alvo a abater através de campanhas um pouco mais subterrâneas de maledicência e calunia pelas redes sociais) continua como modo de vida de muitos que se ocupam diariamente de investir algumas horas da sua existência nessa atividade criativa e criminosa.

Parece-me evidente que há várias agendas e grupos bem mobilizados para criar um vazio de credibilidade e uma angústia crescente entre os associados para os colocar em ponto de rebuçado para virem a escolher algum regressado das trevas ou algum ser providencial que tudo sabe e tudo quer.

Conseguir no meio desta poluição manter, como sócio, a capacidade crítica e o escrutínio que teremos que fazer ao trabalho da atual direção é especialmente desafiante. Mas são e serão durante ainda muito tempo as linhas com que temos que nos coser. Se a democracia exige investimento, ser sócio do Sporting exige um suplemento adicional.

Naturalmente, viver e tentar fazer (ou avaliar) neste enquadramento, nunca será o ideal para qualquer direção presente ou futura e será sempre um enorme apoio a todos os nossos rivais.

Será possível, ainda assim, superar os momentos em que a bola não entra e ir construindo um futuro melhor sem cairmos em histerias e pulsões auto-destrutivas que nos levarão a pedidos de demissão e crises institucionais a cada 5 meses?

A palavra (ou o silêncio) cabe aos sócios mas também à atual direção.

Somos muitos

Uma semana acaba, outra semana começa neste oitavo ano de vida do nosso blogue. Na que agora fica para trás, registámos 46.552 visualizações.

Na linha dos últimos 12 meses, em que tivemos mais de 2,2 milhões de visualizações. Concretamente, 2.206.080. Cerca de seis mil por dia.

Números que ainda mais nos animam a prosseguir. Haja o que houver no Sporting, cá estaremos em defesa do nosso clube, sempre maior do que a soma de todos os seus adeptos.

{ Blog fundado em 2012. }

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