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És a nossa Fé!

Quem eram aqueles rapazes a jogar contra o Gil Vicente?

O bom campeonato do Gil Vicente, a atual situação do Gil Vicente, o novo treinador do Gil Vicente, as perspectivas do Gil Vicente, a qualidade do plantel do Gil Vicente, o percurso daquele jogador do Gil Vicente com 37 anos, os conselhos ao meio-campo do Gil Vicente para melhorar o seu desempenho, o posicionamento dos defesas do Gil Vicente, os atacantes do Gil Vicente que a qualquer momento podem virar o jogo. O Sporting acaba a primeira parte a ganhar 4x0. Tá bem, mas continuando o relato: o Gil Vicente...

Não há dúvida que o dinheiro mais bem ganho é aquele que se poupa por não assinar a cloaca televisiva da SporTV.

A miopia de Luís Freitas Lobo

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LFL comentando o jogo Rio Ave-Sporting (exclusivo És a Nossa Fé)

 

O que ele viu na Rio Ave TV * (minuto 3):

«O grande golo de Embaló até mexeu com o tempo! Com uma chuva e um vento tremendo, quando estava um tempo tranquilo para aquilo que se previa. Uma grande jogada, um grande arranque do Rio Ave!»

O que aconteceu de facto:

Duarte Gomes: «No início do lance que resultou no golo de Embaló, Amine puxou o braço esquerdo de Pedro Gonçalves, derrubando em falta o seu adversário. A infracção foi clara e devia ter valido a anulação, via VAR, do golo do Rio Ave.» (A Bola)

Fortunato Azevedo: «No início da jogada, Pedro Gonçalves é consequentemente agarrado. Falta clara que o árbitro deveria ter assinalado. Golo deveria ter sido invalidado.» (O Jogo)

Jorge Coroado: «Amine cometeu falta sobre Pedro Gonçalves, punível com livre directo, na jogada que precedeu o golo dos vilacondenses.» (O Jogo)

Jorge Faustino: «Jogada do golo de Embaló iniciou-se em recuperação de bola de Pote, numa situação em que este foi claramente puxado. Infracção por sancionar que justificava intervenção do VAR.» (Record)

José Leirós: «No início da jogada, Amine, com a mão direita, agarrou e deliberadamente puxou Pedro Gonçalves, derrubando-o. Falta evidente por assinalar.» (O Jogo)

Marco Ferreira: «Fábio Ronaldo recupera a bola após Amine agarrar Pote, impedindo-o de disputá-la. Na sequência, Embaló faz golo. Árbitro valida. VAR erra ao não intervir, punindo a infracção no início da jogada.» (Record)

Pedro Henriques: «Com a mão direita, Amine puxa claramente a camisola do Pedro Gonçalves. Na repetição por trás, percebe-se que a camisola está já completamente fora do corpo do jogador. É isso que leva o jogador do Rio Ave a ficar com posse de bola. Há claramente falta.» (Observador)

Rui Rodrigues: «Amine, com o seu braço direito, puxa claramente o Pedro Gonçalves e acaba por projectá-lo para o chão. Este puxão, de forma ostensiva, acaba por provocar a queda do Pedro Gonçalves. Daqui resulta toda a jogada até a bola entrar na baliza do Sporting. O VAR devia ter chamado o árbitro. Falta por assinalar, erro importante.» (Sport TV).

 

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O que ele viu na Rio Ave TV * (minuto 29):

«É um choque forte que deixou mais colocado o Trincão!»

«Um choque muito forte, com a sola na bota do Nóbrega! Ficou ali a marca...»

O que aconteceu de facto:

Duarte Gomes: «O único motivo pelo qual Trincão pontapeou o pé de Miguel Nóbrega foi a abordagem totalmente negligente, em salto, com perna esticada e pitons à mostra, do defesa. Penálti por assinalar, a exigir intervenção do VAR.» (A Bola)

Iturralde González: «Penálti contra o Rio Ave, claríssimo. É um penálti muito, muito claro! O defesa [Nóbrega] entra a disputar a bola de forma temerária e acerta no avançado [Trincão]. Penálti por assinalar e também cartão amarelo, pela forma como o defesa do Rio Ave abordou o lance.» (Record)

José Leirós: «Clássico jogo perigoso com contacto. Miguel Nóbrega não teve em conta o perigo do movimento efectuado, atingindo Trincão. O árbitro errou ao não assinalar penálti.» (O Jogo)

Jorge Faustino: «Nóbrega tem abordagem claramente negligente ao tentar jogar a bola de sola quando Trincão rematava com o peito do pé. Mesmo tocando na bola, acertou com sola da bota no pé de Trincão. Penálti.» (Record)

Fortunato Azevedo: «Quando Trincão se preparava para pontapear a bola, Miguel Nóbrega lança-se com o pé em riste e com a bota da sola atinge Trincão. Jogo perigoso activo, com contacto, cometido dentro da área, que não foi assinalado. Era, por isso, penálti.» (O Jogo)

Pedro Henriques: «Nóbrega corta o lance com uma patada de frente para trás, acabando por acertar com os pitons em Trincão. Toda a abordagem do jogador é desproporcionada e perigosa. Há ali imprudência e negligência, há mais do que um simples corte de bola. O pontapé de penálti seria a decisão mais correcta para este lance.» (Observador)

Rui Rodrigues: «Quando Trincão tenta rematar, num lance totalmente controlado, o jogador do Rio Ave lança-se com a sola da bota bem à mostra. Com negligência. Actuou sem ter em conta o perigo do seu acto para o adversário. Ficou um pontapé de penálti por assinalar e um cartão amarelo por exibir.» (Sport TV)

 

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O que ele viu na Rio Ave TV * (conclusão):

«Olhando aquilo que foi o jogo do princípio ao fim, Nóbrega foi o melhor jogador em campo porque foi o melhor nas diferentes fases do jogo.»

«Miguel Nóbrega é um dos centrais com melhor capacidade de passe na primeira fase de construção do nosso campeonato.»

 

* Copyright do Vítor Hugo Vieira

Pode ter sido

Vai-se a ver e o Famalicão vs. Sporting não se realizou no dia seguinte, como queria Amorim e exigia o fair play, porque não havia ninguém disponível na SporTV para reprogramar a grelha. Ou então o Veríssimo já tinha planos para uma caldeirada com os amigos e não lhe apetecia desmarcar.

Eficácias

O Sporting está mal, Pote é um bluff, Nuno Mendes anda coxo, Nuno Santos perdeu o gás, Neto falha todos os cortes, Adán defende por centímetros, Amorim depende da estrelinha, uma desgraça pegada. O Sporting só se safa porque é eficaz. É este o novo mantra: o Sporting é eficaz. O que dito assim parece um defeito, um golpe de sorte, um acaso, se não mesmo um bruxedo. Não joga nada mas é eficaz, dizem os peritos da SportTv, sobretudo o nosso querido Rui Amaro, esse cómico cabisbaixo, que fala de futebol como poderia falar de equações diferenciais, já que tem conhecimento equivalente em ambas as matérias. Só nos resta pois continuar a ser eficazes e pedir desculpa por qualquer coisinha.

Cretinos há muitos, mas uns mais do que outros

A SporTv é uma empresa falida apenas sustentada pelos ascorosos interesses que se movem nos bastidores do nacional-futebolismo, um cancro que há muito devia ter sido excisado da paisagem audiovisual portuguesa. Talvez fruto desta situação  o canal é um caneiro inçado de um enxame de parasitas a fazerem de comentadores. Neste mosquedo zumbe com destaque um bandalho de nome Rui Amaro, alimária de magros dotes, nomeadamente o de ser filho do presidente da câmara da Guarda - sempre lhe terá aberto umas portas essa origem, que em Portugal é mesmo assim quando não há mérito próprio - e o de ter ido desaguar à SporTv em trânsito ou em comissão de serviço da BTV onde bacorejava regularmente, afinando portanto pelo nível desse canal no que concerne a equidade e discernimento. Enfim, uma espécie de Pedro Guerra em feio, fraco e tão farto que não pára de arrotar. 

O caso é que já passou mais de meia-hora sobre o Sporting X Farense e o homúnculo ainda lá está a zurrar que não foi penálti, que o Coates devia ter sido expulso e que Varandas devia estar calado quando o Sporting é roubado. O bicho está raivoso, daquela raivinha miúda dos pulhas ao verem-se frustrados. Da credibilidade e honradez destas azémolas estamos conversados, mais depressa encontraremos tais qualidades num bordel do que na boca de tais sicários. De mim não vêem um tostão e se mais fizessem assim mais depressa se extinguia aquela cloaca.

Nalitzis, viu-se grego para ser campeão

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Era Abril, 21 de Abril (como hoje).

Não havia covid, havia muitas coisas que nos convidavam a não ficar em casa.

Nesse dia em Alvalade, o Sporting seria campeão (Martins dos Santos não o permitiria [é pá estou a fazer "spoiler" como se diz no estrangeiro] nesse jogo Nalitzis poderia ter marcado golo, Armando Sá (ah pois é, quem é que se lembra deste fabuloso produto do Seixal [que na altura ainda se situava na margem norte]) não o permitiu, qual Vata amãozou-se com a bola (opss, outro "spoiler" como se diz no estrangeiro) impedindo Nalizis da glória, do golo do empate, conquistado com esforço, dedicação e devoção.

Foi Jardel que o marcou (ao golo), num dia de felicidade, nesse dia não houve guaraná, houve uma mensagem sentida, certeira: "Será pelo João Pinto?" (rais partam os "spoilers").

Nalitzis ainda teria outro momento de glória, uma recepção fantástica, um passe sublime, um golo cantado, apesar da assistência, apesar dum tal Moreira na baliza, Jardel faz o pior remate de toda a carreira e falha a veia, o nariz, o beijo da bola na rede (eu sei, estou a antecipar os comentários malévolos, só quem nunca passou por situações semelhantes, com pessoas próximas, demasiado próximas, pode achar piada a isto, portanto, poupem-me, obrigado).

Dizia eu, Nalitzis, um quase herói, num quase título (nesse dia) obviamente, seríamos campeões, nessa época, a melhor equipa, o melhor futebol jogado e a mais, a mais prejudicada pelas arbitragens.

Nesse ano, o Benfica ficaria fora da Europa, a assistir pela televisão aos jogos na Intertoto de potências como o Santa Clara dos Açores ou a União de Leiria de Bartolomeu (um tal Luís Filipe Vieira já andava por lá [pelo Benfica] acolitando Vilarinho).

Passados dezoito anos, precisamente, termino com duas frases, uma de José Navarro de Andrade: "não sei qual a razão para darem tanta importância a esses gajos de camisola encarnada que vão a Alvalade (salvo caprichos dos sorteios das taças, acrescento eu) uma vez por época" e outra ainda mais pragmática de  Bölöni: "Antes do jogo com o Benfica tínhamos três pontos de vantagem [para o segundo (que era o Boavista)] agora temos quatro"
(para quem quiser e tiver oportunidade este jogo está disponível na Sport Tv 1, passou hoje).

Baralhado

A falta de profissionalismo é tramada. E a displicência, quando se fala aos microfones dum canal televisivo, é um dos sinais inequívocos da falta de profissionalismo. Aconteceu no domingo, na Sport TV, durante a transmissão em directo do Sporting-Boavista: o narrador-comentador cometeu a proeza de, na mesma jogada, chamar Borja ao Wendel, Jovane ao Borja e Wendel ao Jovane.

A este baralhado chamei, também eu, um nome diferente do que tem. Mas, por uma questão de elementar decoro, não vou reproduzi-lo aqui.

Há pequenos gestos libertadores...

Ato contínuo ao final do jogo com o Aves, cancelei a minha subscrição da Sporttv, de que era cliente desde o seu início. Já tinha estado tentado, a propósito de uma das muitas vezes em que o Sporting foi vilipendiado naquele serviço mas dei uma segunda oportunidade. Escrevi-lhes a protestar e a ameaçar que me tornaria ex cliente. Não se preocuparam em dizer nada de volta. No sábado, foi de vez. O meu dinheiro não servirá para alimentar os que nos atacam, ferem e dividem.

E desabafei no Twitter: 

“Sinto-me liberto. Já estava prometido mas hoje foi a gota de água. Os comentários na @SPORTTVPortugal no jogo do Sporting obrigaram-me, finalmente, a carregar no botão e ganharam menos um cliente de muitos anos. Não nos respeitam? Nós respondemos-lhes assim! Eu 1 - 0 Sporttv”.

Não fazia ideia de quão popular é arrasar com a Sporttv pois foi o twitt que mais simpatia gerou desde que me fiz “twittante”. 

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Convém não acordar o telespectador

Quem disse ao Simão Sabrosa que ele tem vocação para comentador de futebol devia estar a gozar com ele ou, na melhor das hipóteses, estava profundamente equivocado. Motivo? Sabrosa é uma negação absoluta neste domínio.

Escrevo estas linhas enquanto assisto ao jogo Espanha-República Checa na Sport TV. O locutor, cujo nome ignoro, e Sabrosa, suposto comentador, disputam entre si o título de vozes mais soporíferas da pantalha nacional. Falam com voz pausada, monocórdica, arrastada, molengona, como que tentando incutir sono a quem assiste. Quase nem falam: sussurram. Nem parece que estão a assistir a um bom jogo num dos maiores cartazes mundiais do futebol.

O prémio, para mim, vai para Sabrosa. Pouco se escuta a voz dele. E quando "comenta" é para proferir banalidades em frases sucintas, carregadas de reticências: "A Espanha... tem que... que ser rápida na transição defesa-ataque para poder... ter mais espaço... no meio-campo da República Checa."

Em tom baixinho, não vá algum telespectador despertar.

Negócio NOS/benfica

400 milhões euros por dez anos. De 2016 a 2026. Fim da benficatv como projecto de ruptura com o chamado controlo da Sporttv, inegável canal desportivo com raízes profundas no universo do porto. As transmissões dos jogos do benfica voltam asim ao canal controlado pelo porto. Destes 400 milhões, segundo avançaram ontem várias publicações, o valor dos direitos de transmissão dos jogos do benfica ficam-se pelos 25 milhões com o remanescente a ser atribuído à compra dos conteúdos da benficatv,  principalmente os direitos da liga inglesa e liga italiana. Este é de facto um negócio da china, para a NOS, que não nos esqueçamos, é dona de 50% do canal Sporttv. Acaba com um suposto concorrente, volta a ficar com os direitos de transmissão do benfica, pelo inacreditável período de 10 anos e mais, fica com o exclusivo de transmissão da benficatv, podendo se quiser revender esse direito a outros operadores. Os custos da benficatv ficam, claro está, do lado do benfica.

A cereja no topo do bolo vem no comunicado da NOS à cmvm, onde qualquer das partes pode prolongar este contrato sem a anuência do outro ao fim de três anos. A NOS atou o benfica com um nó górdio.

A estratégia de mascarar este ruinoso acordo, que dita de forma clara a derrota do benfica na sua luta contra o sistema montado em Portugal, começou logo ontem com os principais OCS a destacar o valor de 400 milhões. 

Comer gelados com a testa come quem quer. 

Que o actual presidente do benfica se eternize como tal é o meu maior desejo.

Até o microfone treme - nota de rodapé

 

Lamento verificar que o Pedro Correia não percebe nada de ciência futebolística nem de semiótica linguística. Vejo-me, assim, obrigado a vir aqui, em prol da verdade e dos legítimos interesses dos leitores, converter o que disse o magistral geómetra Freitas Lobo na língua própria dos treinadores e restantes profissionais da bola, quando gritam aquilo que Lobo interpreta. Senão vejamos:

Quando o Freitas Lobo diz: «O Porto neste início de encontro define uma zona de pressão média-baixa.»; Lopetegui, na verdade, exclamou: "Ponham-se à retranca cabr$#&!!" 

FL: «Lopetegui não pediu largura a André André, pede-lhe que apareça por dentro a pegar na bola.»; Polesegui: "Ou deixas de fazer ronha ou estás fod&%$# comigo!!!"

FL: «O jogador russo já lhe tinha ganho a frente.»; Lobrecusi: "O panasc$#% do russo está-te a comer e tu a ver!!!"

FL: «O Porto baixou a zona de pressão.»; Tropegosi: "Estão todos borrados, mas é."

FL: «Embora jogando com dois pivôs, há sempre a possibilidade de um deles bascular um pouco para fazer essa cobertura.» Telogueti: "O gajo é um buraco do tamanho da &%$# da mãe dele, tapa-me isso, car&ª$#!!!"

FL: «André André procura sempre associar-se a outras linhas, juntando as pontas do meio-campo.» Petelogui: "Mas o qué'que esta palhaço está prá'li a fazer???"

FL: «É uma transição individual, feita apenas por um jogador em posse, sem a ligação colectiva que a equipa deve ter nessa construção mais apoiada.» Tetelegui: "Passa a bola, fução do ca&/*$!!!"

FL: «Ruben Neves tem que esticar o jogo mais rapidamente no flanco.» Pipilogui: "Corre, panel$#%&, andáste ontem nos copos e não podes com uma gata pelo rabo!!!"

FL: «André André adapta-se a tudo isto com a sua intensidade e qualidade de interpretação dos espaços.» Lepegoti: "Vai-te a eles, caral&%$#!!!"

Como vêem falta ao Pedro Correia um ou dois mestrados em futebolês para chegar ao nível hermenêutico que eu, felizmente para vós, já adquiri.

Até o microfone treme

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Não vi o jogo, mas conservei a música de fundo. Não era Mozart, nem a Callas, nem sequer Ella Fitzgerald

Era o que se arranjava: Luís Freitas Lobo.

Enquanto trabalhava, mantive ontem o som da partida Dínamo de Kiev-Futebol Clube do Porto, transmitida pela Sport TV: forneceu a atmosfera ideal para me me concentrar naquilo que fazia.

Freitas Lobo é muito mais do que um comentador do esférico: é um verdadeiro poeta da pantalha, artífice da metáfora, ourives do rendilhado oral.

Fala de futebol como se discorresse sobre física quântica. Ficamos a perceber o mesmo: nada. Mas não deixamos de admirar aquela catarata de palavras com o seu cunho inconfundível.

 

Aqui estão algumas das suas pérolas, que fui escrevinhando enquanto o escutava de costas para a televisão: 

«O Porto neste início de encontro define uma zona de pressão média-baixa.»

«Lopetegui não pediu largura a André André, pede-lhe que apareça por dentro a pegar na bola.»

«O jogador russo já lhe tinha ganho a frente.»

«O Porto baixou a zona de pressão.»

«Embora jogando com dois pivôs, há sempre a possibilidade de um deles bascular um pouco para fazer essa cobertura.» 

«André André procura sempre associar-se a outras linhas, juntando as pontas do meio-campo.»

«É uma transição individual, feita apenas por um jogador em posse, sem a ligação colectiva que a equipa deve ter nessa construção mais apoiada.»

«Ruben Neves tem que esticar o jogo mais rapidamente no flanco.»

«André André adapta-se a tudo isto com a sua intensidade e qualidade de interpretação dos espaços.»

 

Outros diriam: por qué no te callas? Mas eu não. Considero aliás que Lobo está para a bola como algumas divas estão para a ópera: com ele ao leme, até o microfone treme. De reconhecimento e emoção.

Só lamento que actue em transição individual, feita apenas por um jogador em posse, sem a ligação colectiva que a equipa deve ter nessa construção mais apoiada. Signifique isto o que significar.

Também aqui

Só faltou a Marcha Fúnebre...

Às vezes tenho pena da rapaziada da Sport TV. Ontem ainda começaram a relatar e comentar com entusiasmo o Moreirense-Sporting, no minuto inicial da partida, exaltando-se perante uma "oportunidade" de João Pedro. Mas logo no minuto seguinte pareciam estar num velório enquanto viam Carlos Mané marcar o primeiro golo do Sporting. A partir daí reinou uma atmosfera de notória tristeza no estúdio. Tristeza acentuada a partir do minuto 34, quando Montero marcou o segundo. "Numa fase do jogo em que o Moreirense estava claramente por cima, mais confortável, e o Sporting sentir até dificuldade em sair para o ataque", diziam eles. Testemunhas de um jogo que só eles viam.

Eles e Manuel Queiroz, aos microfones da Antena 1. Eis a síntese da primeira parte (que terminou com o Sporting a vencer 3-1) feita ao intervalo por este comentador: "O Sporting, sem jogar bem, fez três golos; o Moreirense, sem jogar mal, só fez um."

Extraordinário resumo. Ainda condimentado, apesar disso, por uma réstia de solidariedade nortenha: "Acredito que o jogo ainda está aberto."

Pois estava: o Sporting voltaria a marcar na segunda parte, fechando a conta em 4-1. Na Sport TV só faltava tocarem a Marcha Fúnebre...

{ Blogue fundado em 2012. }

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