Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Sorte e merecimento

A capa de "A Bola" que o Pedro Oliveira nos trouxe aqui, anunciando o fim do primeiro grande jejum de títulos do futebol do Sporting, em 2000, tem como título "Merecem". Creio que era esse o sentimento generalizado na altura relativamente ao título do Sporting, como era em 2002 e é em 2021. Na maior parte dos casos que eu conheço, e na generalidade da opinião pública, é reconhecida a justiça do título leonino. Com os nossos rivais nem sempre é assim. Não são raras as vezes em que ganham com sorte, sem convencerem, e em que a crítica se divide sobre o seu mérito. Não é sempre, atenção: obviamente, muitas vezes são campeões com reconhecimento geral. Mas nos anos mais recentes, pode dizer-se que pelo menos o Benfica em 2005 e o FC Porto em 2007 foram campeões sem convencerem, e outros poderiam perfeitamente ter sido os campeões. Mesmo o FC Porto em 2013 e o Benfica em 2016 terão tido mérito, mas não me parece que fossem as melhores equipas daqueles campeonatos. É uma sensação que é estranha para um sportinguista. São muito mais as vezes que o Sporting tem azar do que as que tem sorte. Mesmo assim, às vezes o Sporting tem sorte, mas é raro essa sorte dar troféus. O único troféu que eu me lembro de o Sporting ter ganho com sorte foi a taça da Liga de 2019, com Keizer (e mesmo assim teve o azar de ter uma equipa bem desfalcada nessa final). Nunca ganhou assim um campeonato.

Pode ter-se sorte numa eliminatória ou mesmo numa final, mas para se ter sorte numa prova de regularidade como um campeonato é preciso dominar o "sistema". E isso sabemos que não é com o Sporting. Provavelmente vamos continuar, portanto, sem saber o que é ganhar um campeonato "com sorte". O que é preciso é que os vamos ganhando com frequência.

Desejos de Fevereiro

 

1. Adán, Coates, Feddal, Neto, Palhinha são os bravos do pelotão. É incrível a simplicidade das coisas. Sozinho, nenhum é o Maradona, juntos são a muralha que solta Porro, Nuno Mendes, Pote, João Mário, TT, Nuno Santos e o resto da malta.

2. Como acontece sempre em Portugal, têm sido a equipa e a equipa técnica a puxar pelos adeptos. Não estavam no estádio a assobiar, mas estavam nas redes a apoucar. É humano, levamos muitos anos de fracassos.

3. Não sei se o Sporting será campeão, mas sei que agora estamos um pouco mais fortes com Paulinho, João Pereira e Matheus do Rio Ave. E este nosso ‘mercado’ também demonstra para sempre que não é possível querer ser campeão sem contratações de muitos milhões.

4. Lembremos sempre que a época foi preparada com contratações baratuchas porque era uma época que visava o terceiro lugar, talvez o segundo.

5. Os deuses olharam cá para baixo e apeteceu-lhes soprar uma sortezinha aqui, uma sortezinha ali. Mas é preciso ir à procura dela, porque sorte não aparece por acaso. Só sai o euromilhões a quem mete o boletim, só aparecem golos nos descontos a quem está na área adversária a tentar.

6. O Sporting tem a melhor equipa e mais saudável, o treinador que melhor mexe no banco, o calendário menos carregado e uma equipa técnica inteligente e astuta. Mas o Porto tem mais jogadores em quantidade e o Benfica também. Além disso, têm experiência e barba mais rija e isso conta.

7. Parecendo que não, faltam muitos jogos. Imensos. É enviar daqui um abraço a todos e desejos de um bom fevereiro.

Quarto com vista para o terceiro



Resulta evidente para mim que no próximo ano vamos lutar com o Braga pelo quarto lugar.
E não vai ser nada fácil. Braga tem ambiente mais calmo, mais estrutura, é um clube empoderado por vir a crescer e a morder os calcanhares ao terceiro grande, tem bom plantel, tem um futebol físico, paga salários muitos mais baixos, não tem a imprensa e as redes 24 horas por dia em cima, tem boas individualidades que “resolvem” e terá um treinador com ideia de jogo e conhecedor do futebol português.
Ruben Amorim parte bastantes degraus abaixo em experiência, calo, quantidade e qualidade de jogadores, organização e quantidade de pressão (no Sporting é cem mil vezes maior que no Braga, um clube sem adeptos). Além disso, as nossas Finanças coiso. 
A perspetiva para a próxima época é, pois, aterradora. Doidos a fingir que somos um grande, e com o Braga sempre a soltar o bafo para cima de nós, temos é de ter cuidado com Rio Ave, Guimarães e talvez outro clube “sensação”. Até podemos ficar em quinto, digo eu.
É culpa do Varandas? Não acho. Nem acho culpa do Bruno ou sequer do Godinho. Enfim, é obviamente culpa de todos um bocadinho, mas não acho que seja culpa de ninguém especificamente. Há décadas que estamos numa trajetória descendente e a ganhar velocidade para aterrar de vez numa espécie de limbo entre o pódium e os chatos que disputam connosco o apuramento para a Liga Europa.
A solução? Sorte. Só isto, sorte. E fazer por isso, como é evidente.
Claro que precisamos de ter bons jogadores, boa equipa, boa estrutura, essas coisas, mas no nosso caso precisamos de lutar por ter sorte. Como preparamos mal a época, ficamos sem o Luiz Phellype por lesão e ficamos tão descalços que meter um golo que fosse se tornou um acontecimento. O Braga, por exemplo, sendo competente, acabou por ter sorte no último minuto com aquele pezinho que meteu o Vinícius em jogo e deu a vitória ao Benfica.
Embora possa dar essa ideia, não estou a desconversar nem com mensagens enigmáticas. Apenas a dizer que precisamos de admitir que nos falta a sorte e estarmos preparados para a reconhecer - um dia que esta apareça.

A Cornélia a pastar na Luz

uma-vaca-na-varanda[1].jpg

 

A vaca Cornélia (com uns galhos descomunais) andou na sexta-feira a pastar na Luz.

Deu para tudo: uma chouriçada monumental do André Almeida, que ainda está para saber como fez aquilo; um bafo na nuca do Salvio transformado em "penálti"; um golo eventualmente limpo anulado por excesso de comprimento da unha do pé direito do jogador de Portimão.

De tanto apertarem nas tetas da vaca, a coitada da Cornélia já nem diz "mu".  Agora só diz "ai ai".

A sorte protege os audazes

"And may the odds be ever in your favor" é uma das frases mais conhecidas da trilogia de Suzanne Collins Jogos da Fome (agora também em filme), sadicamente proferida pela excêntrica rainha na abertura dos ditos jogos. O Duarte Fonseca já aqui referiu o assunto destacando a grandeza de Patrício - também um dos meus passatempos favoritos quando escrevo sobre o Sporting - no lance em que um galo de Barcelos apareceu nas costas de Rojo e Maurício e ficou a sós como que num jantar romântico com o nosso guardião. Patrício com toda a classe que o caracteriza deu-lhe uma bonita e valente nega. Nós, em casa, no café com amigos (o meu caso) ou nas bancadas do Estádio deles, respirámos de alívio. Não era o golo do indesejado empate. A frase da chalupa rainha entra aqui para demonstrar que as "odds" (que podemos traduzir por probabilidades) parecem estar em nosso favor na demanda pela permanência no topo observando os outros - os do animal fictício e os dos pardais - de cima para baixo. Eu já levo umas consideráveis 13 épocas a ver o Sporting (não quero insultar os seniores da casa com esta) e não fossem as "odds in our favor", a bola teria passado por baixo das pernas de Patrício - lembrem-se dos um para um com o Ricardo na baliza - ou teria sido defendida e logo a seguir ricocheteada através de um dos joelhos de um Rojo desta vida que em aparatosa queda empurraria a bola lá para dentro ou quiçá ainda, um dos nossos laterais ao tirar a que pica dali, iria colocá-la lindinha nos pés de um outro moço do Gil que com a baliza aberta não faria como o Hugo Almeida costuma fazer. Estes três lances são há muito doenças crónicas do nosso clube. Neste jogo isto não se sucedeu e nesta época andamos abaixo da média, facto que nos devia levar a agradecer ao Altíssimo. Mais a mais, que isto seja um Jogo da Fome e que no fim, a última punhalada seja dada por nós, pois lá audazes temos sido. 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D