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És a nossa Fé!

Slimani teria sido óptima escolha

Texto de Rautha

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Foi preciso ano e meio para termos uma janela de mercado relativamente razoável, comparando com três janelas de mercado onde vendemos ao desbarato (nem todos, mas Bas Dost, Nani e El Avioncito foram, literalmente, jogados fora) e comprámos entulho, do qual teremos muitas dificuldades em nos livrar.

 

Relativamente razoável porque comprámos alguns reforços dignos desse nome, até ver - casos de Pote, Nuno Santos, João Mario e Porro.

Mas ainda não fomos capazes de comprar/arrendar um avançado forte e bom no jogo aéreo, o que torna bastante infrutíferos os bons cruzamentos de Nuno Mendes e Porro.

 

Não trouxemos Paulinho, o que é sempre bom, [para não] dar dinheiro ao Braga por um jogador que marcou muitos golos esta época, mas que marcou apenas cinco na Liga 2018/2019, em 29 jogos.

A ser verdade que considerámos dar 15/20/25 milhões por Paulinho mas considerámos incomportável trazer o Slimani, fico estupefacto.

O argelino marcou, esta época que findou, nove golos em 18 jogos, com sete assistências.

Mesmo com 32 anos, continua aguerrido, capaz de pressionar o primeiro defesa da equipa. Boa constituição, boa capacidade física, disponbilidade, poucas lesões.

Teria sido uma óptima escolha para este plantel, com amor pelo clube e uma experiência que seria benéfica.

Na minha opinião de bancada, claro.

 

Voltando [à] "vaca fria", João Mário é um excelente regresso. Um campeão da Europa. Desaproveitado e desmotivado, retorna a casa para dar novo rumo à sua carreira, como Nani fez.

Se, no mínimo, tiver o impacto que Nani teve, ficámos indubitavelmente mais fortes.

 

Ficamos com excelentes opções no meio-campo.

No primeiro jogo pós-Wendel, vimos um Matheus mais solto, mais dinamizador, menos preocupado em equilibrar as correrias de Wendel. Que se mantenha assim e temos um Matheus renovado, Palhinha, João Mário, Pedro Gonçalves. Tudo gente capaz de solidificar aquele meio-campo.

 

Fica a faltar o tal Slimani (similar) e um defesa central capaz de empurrar Feddal para o banco. Ou então aproveite-se Gonçalo Inácio ao máximo, o rapaz tem dado boa conta de si.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Adrien, Cédric, João Mário, Slimani, Veloso

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A SAD do Sporting, segundo notícias credíveis, está apostada em trazer de regresso a Alvalade pelo menos dois deste grupo de cinco jogadores: Adrien, Cédric, João Mário, Miguel Veloso e Slimani. Três dos quais, como sabemos, são campeões europeus em título.

Gostava de saber o que pensam destes eventuais regressos.

Bas Dost e Slimani

Circulam já por aí notícias sobre o eventual interesse da SAD leonina em despachar Bas Dost e trazer de volta Slimani.

Espero que tudo isto seja muito bem ponderado e não fruto de impulsos ou de improvisos. À primeira vista, confesso, está muito longe de me parecer boa ideia. E neste caso as estatísticas ajudam a fornecer uma sólida base argumentativa: nas últimas três épocas, ao serviço de três clubes (Leicester, Newcastle e Fenerbahçe), o argelino marcou apenas 18 golos em 75 jogos. Números medíocres para um avançado de referência. 

No mesmo período, vestindo a camisola do Sporting, o ponta-de-lança holandês marcou 76 golos em 83 jogos - só para o campeonato.

Uma diferença abissal. Que deve fazer reflectir seriamente os responsáveis do futebol em Alvalade.

Bas Dost versus Slimani (combate de gigantes) - 13

Sempre que o holandês marca um golo fico logo a pensar no que escreverei aqui. E esta semana não foi excepção...

Semana após semana, jogo após jogo, golo após golo Bas Dost é já uma das boas certezas do nosso campeonato. Mesmo que isso não agrade aos nossos adversários. Temos pena...

Ora nesta espécie de corrida a dois, que eu próprio inventei, o ponta de lança do Sporting tem todas as hipóteses de bater o registo de golos marcados o ano passado, pelo argelino Slimani e que agora se encontra em Leicester!

Faltam somente 3 golos para que o gigante oriundo do país das túlipas alcance o feito do ano anterior.

Sei que se pagou por este jogador uma soma assaz avultada para os cofres do clube. Mas seja como for ainda estou para perceber como foi o Wolfsburgo cair na "armadilha" de deixar sair Bas Dost da sua equipa.

Mas ainda bem. Os bons jogadores ficam sempre bem no Sporting.

2016 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: SLIMANI

Muitos sportinguistas nem queriam acreditar: pressentiam, e com aparente razão, que com ele fora de Alvalade as nossas possibilidades de conquistar o campeonato nacional diminuíam. Mas esse dia triste chegou, a 28 de Agosto, quando o ponta-de-lança argelino se despediu do nosso estádio e do nosso clube lavado em lágrimas, sob uma impressionante ovação dos adeptos.

Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Islam Slimani, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. Enganaram-se redondamente: ele foi a figura do jogo, batendo-se com bravura, como se aquele não fosse o último mas o seu primeiro dia a actuar de Leão ao peito.

Despediu-se como merecia: num jogo grande, com uma vitória. Foi na terceira jornada desta Liga 2016/17, no primeiro clássico da temporada: foi dele o golo inaugural da vitória leonina frente ao FC Porto, que nos colocava na liderança do campeonato. Rumou então ao Leicester, campeão de Inglaterra, onde já marcou seis golos – um na Premier League, outro na Liga dos Campeões.

Deixou muitos adeptos inconformados com esta saída, apesar de ter sido a segunda mais lucrativa de sempre na história do Sporting: a transferência do internacional argelino, de 28 anos, para o mais disputado campeonato mundial rendeu 30 milhões de euros. Mais lucrativa só a saída de João Mário para o Inter, dias antes, por 40 milhões – outra despedida que todos lamentámos também.

Slimani tem manifestado desde então, nas redes sociais, o seu incondicional carinho pelo clube que adquiriu o seu passe em Agosto de 2013, por irrisórios 300 mil euros, e no qual viu o seu valor contratual multiplicar-se por cem. Em Alvalade, cresceu e multiplicou o talento, bem ilustrado em golos: marcou 57 em três épocas, 31 dos quais na fabulosa temporada 2015/16, sob o comando de Jorge Jesus, sagrando-se melhor marcador sub-30 da Liga. Foi ainda ele a marcar o golo que iniciou a nossa reviravolta na trepidante final da Taça de Portugal em 2015.

Como não ter saudades de um jogador assim?

 

Despedida do ano em 2012: Polga

Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva 

"Sli-Sli-Slimani"

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Domingo passado fui um dos mais de quarenta e cinco mil sportinguistas que gritaram em uníssono "Sli-Sli-Slimani" em Alvalade enquanto o grande avançado argelino, marcador de 31 golos na época passada em competições oficiais pelo Sporting, se despedia emotivamente dos adeptos, abandonando o relvado entre lágrimas compulsivas.

Saía no momento certo e da melhor maneira: antes de se despedir com lágrimas despediu-se com um último golo, que contribuiu para a vitória da nossa equipa em mais um clássico. O sexto que marcou ao FC Porto em pouco mais de três épocas com a camisola verde e branca.

 

O percurso de Islam Slimani no Sporting chega hoje ao fim com a transferência - já confirmada com chancela oficial - para o Leicester, actual campeão inglês, em estreia absoluta na Liga dos Campeões.

Uma transferência que constitui o melhor negócio de sempre do futebol nacional: um jogador que custou aos cofres leoninos apenas cerca de 300 mil euros por 80% do seu passe ruma agora a Inglaterra a troco de 35 milhões de euros.

No Sporting, sob o comando sucessivo de Leonardo Jardim, Marco Silva e sobretudo Jorge Jesus, o técnico que mais soube potenciar as qualidades deste futebolista que trabalha como poucos e tem uma invulgar fome de golo, Slimani valorizou-se a níveis que ninguém suspeitaria ao vê-lo chegar, em Agosto de 2013.

Enuanto permaneceu connosco, o nosso número 9 - melhor marcador sub-30 da Liga 2015/16 e actual titular indiscutível da selecção da Argélia - viu a sua cotação multiplicar-se 116 vezes. O que só comprova a excelência do Sporting como fábrica de campeões. Agora não apenas no plano desportivo mas também no plano financeiro.

 

Esta partida do nosso ponta-de-lança para o Leicester constitui a vitória do mérito. E é também a vitória da persistência de Bruno de Carvalho, que soube resistir às investidas iniciais daqueles que pretendiam levar Slimani por quantias bastante inferiores ao seu valor real de mercado. Com o mais simples método negocial: sem apertos de tesouraria, o presidente do clube que a 10 de Julho viu Portugal sagrar-se campeão europeu com quatro dos seus jogadores em posições titulares deixou claro que só consentiria na saída dos principais activos leoninos pelo valor da cláusula de rescisão.

Trinta milhões, no caso de Slimani.

O Leicester não só cobriu a cláusula, que aliás caducara em Junho, como a superou: o argelino que tão bem demonstrou ter alma e fibra de Leão viaja para Inglaterra por valores que nem o mais optimista imaginava há pouco tempo. E sem necessidade de recorrer aos préstimos do mega-empresário Jorge Mendes, como aliás já sucedera dias antes, ao concretizar-se a saída de João Mário.

Prova inequívoca de que também no mundo dos comissionistas da bola ninguém é insubstituível.

 

É este, pois, um momento triste - aquele em que vemos partir o homem que tantas alegrias nos deu com os golos marcados de verde e branco. Mas é também um momento alegre ao confirmar-se que esta saída faz ascender a 80 milhões de euros (somando-a aos valores das transferências de João Mário e Naldo) o montante registado nas parcelas de crédito leonino neste mercado estival. Que para nós foi o mais proveitoso de sempre.

Orgulho-me de ter sido um dos muitos milhares que gritaram "Sli-Sli-Slimani" em Alvalade ao cair da noite de domingo. Islam Slimani bem mereceu esta homenagem que lhe fizemos em forma de grito emocionado.

 

Rapidamente e em força

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.

Os nossos jogadores, um a um

Saímos de Alvalade com uma sensação de plenitude. Vimos um bom jogo, intenso e emotivo. E vimos a nossa equipa vencer mais um clássico - o sexto em sete partidas desde que Jorge Jesus foi contratado para treinador.

A vitória por 2-1 frente a um FCP mais sólido do que aquele que derrotámos a 2 de Janeiro para a Liga 2015/16 resultou de um exibição muito convicente - superior àquilo que indicia o resultado final, construído ainda na primeira parte após a turma portista ter estado a vencer.

Excelente organização colectiva da equipa leonina, com vários jogadores em excelente nível - quase a fazer esquecer já a ausência de João Mário, entretanto contratado pelo Inter. Não é fácil destacar um como melhor em campo, mas realço a presença combativa de Slimani, autor do nosso primeiro golo. Provavelmente o último que marcará pelo Sporting, pois despediu-se em lágrimas do público que o aplaudia sem reservas no fim da partida.

Aplausos bem merecidos para um dos maiores goleadores que vestiram a camisola verde e branca neste século. Ainda não partiu e já temos saudades dele.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sofreu o primeiro golo deste campeonato, logo a abrir a partida, quando tinha o sol de frente e terá sido encadeado num lance de bola parada. Sem culpas neste lance, esteve em grande nível durante todo o jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.

COATES (7). Outra exibição muito segura do central uruguaio com intervenções decisivas em diversos lances. Destaque para dois cortes consecutivos aos 54' e outro aos 71'. Dá solidez à equipa com a sua boa leitura de jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Impressiona como um jogador tão jovem tem já tanta maturidade competitiva. Todos os cortes lhe saíram bem e até pareciam fáceis - mesmo quando não eram. Grande qualidade na reposição de bola.

MARVIN (6). Foi o elemento mais apagado do nosso quarteto defensivo, sobretudo na primeira parte, em que por vezes se atrapalhou com a bola. Cresceu de rendimento no segundo tempo, saldando-se por uma exibição positiva.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi um gigante nos confrontos individuais no meio-campo. E desta vez ousou diversas incursões pelo sector mais ofensivo. Cabeceou muito bem na sequência de um canto, mas Casillas negou-lhe o golo.

ADRIEN (8). Parece desdobrar-se em múltiplas acções de comando nas zonas mais diversas do campo. É o maestro indiscutível do nosso onze, mesmo quando aparenta algum cansaço, como hoje sucedeu perto do fim do jogo.

BRUNO CÉSAR (7). Nunca dá um lance como perdido, o que faz dele um elemento muito valioso no nosso plantel. Bom executante de lances de bola parada. Num livre, atirou ao poste. Da recarga viria o segundo golo. Saiu aos 90'.

BRYAN RUIZ (6). Muito marcado por Danilo, que lhe tolheu os movimentos, teve pouca posse de bola e não foi o desequilibrador a que nos habituou. Redimiu-se na jogada do segundo golo, assistindo Gelson Martins. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (8). Pode ser o sucessor de João Mário e trabalha para isso: não se limita a brilhar na ala: já faz boas incursões para o eixo. Autor da recarga no primeiro golo e marcador do segundo, aos 26'. Substituído aos 69'.

SLIMANI (8). Marcou o primeiro golo (14') e teve excelente actuação no plano táctico, em pressão constante sobre a defesa, nunca deixando o FCP organizar-se a partir de trás. Alvalade tributou-lhe uma sentida e merecida homenagem.

CAMPBELL (7). Entrou aos 69' sob intensos aplausos de boas-vindas neste jogo de estreia com a camisola verde e branca. Correspondeu à expectativa com bons apontamentos, sobretudo no plano técnico. Temos reforço.

BRUNO PAULISTA (6). Entrou aos 69' com a missão de refrescar o meio-campo e desempenhou com brio a tarefa que lhe foi confiada. Vê-se no entanto que ainda lhe faltam rotinas que só virão quando tiver mais tempo de jogo.

CARLOS MANÉ (6). Jesus mandou-o entrar aos 90' para segurar a bola com a sua reconhecida mestria técnica. O jovem vice-campeão europeu sub-21 cumpriu, confirmando uma vez mais que o técnico pode confiar nele.

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