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És a nossa Fé!

Um país de faz de conta

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, (não) esteve este sábado (ontem, 16/11/2019) no almoço que (não) assinalou os 37 anos dos Diabos Vermelhos, (não) tendo sido acompanhado por David Tavares e Samaris, jogadores do plantel encarnado.

A (não) presença de Vieira acontece no final de uma semana marcada por duas decisões judiciais favoráveis às águias, uma das quais anulando a realização de jogo à porta fechada, por alegado apoio a claques ilegais (que, como se comprova, não existem).

No ano passado, o líder das águias já (não) havia participado nas comemorações do 36.º aniversário dos Diabos Vermelhos.

 

Uma (não) notícia do Sapo.

Poucochinho e o paizinho

0.2019.11.10.jpg

O poucochinho foi retirado do jornal (por assim dizer) A Bola de 2019.10.06, a segunda frase vem estampada no Record de hoje.

Para A Bola, o Benfica venceu em França.

Como sabemos o "poucochinho" refere-se a uma vitória segura*.

Bem, mas eu não queria escrever sobre a "vitória" do Benfica em França, quero escrever sobre o triunfo do Benfica que vestia de negro sobre o Benfica que vestia de vermelho.

O Benfica de vermelho adiantou-se no marcador com um excelente golo do Corvo (o Santa Clara está de parabéns pela iniciativa dos jogadores em vez dos nomes próprios, jogarem com os nomes das ilhas, boa promoção para o arquipélago açoriano), aquilo que vimos ontem nos Açores foi um bom jogo de futebol, bem disputado, bem arbitrado e com o sobrenatural a surgir no intervalo.

Sobrenatural? Perguntar-me-ão.

Sim, durante o intervalo, Lage reuniu os jogadores à volta duma mesa pé-de-galo e disse-lhes: "Eu vou ser pai, outra vez". É pá, não queiram saber, os jogadores ao ouvirem aquilo ficaram logo com uma motivação do caraças, foram para dentro do campo e venceram o jogo [ou isso ou umas vitaminas].

(Será que Lage não podia no intervalo do jogo com o Lyon ter proferido a frase mágica?).

Nós sportinguistas, infelizmente, sabemos bem o resultado que dá misturar a vida pessoal com a vida pública, devermos ser o único clube no mundo que passou imagens de uma ecografia nos ecrãs do estádio.

Os jogadores são para jogar, os treinadores para treinar e os jornalistas para contarem o que aconteceu, deixem de nos fazer de parvos, com justificações patéticas para as vitórias e com eufemismos nas derrotas, isto serve para todos os clubes, claro.

*Eu sei que muitas vezes se diz que por um se ganha e por um se perde. É verdade, no futebol é assim. Na política não é assim. É que a diferença faz muita diferença, na política. É que quem ganha por poucochinho é capaz de poucochinho. E o que nós temos de fazer não é poucochinho. O que nós temos de fazer é uma grande mudança in Diário de Notícias de 2014.07.12

não sei bem como dizer isto

... mas os resultados do SLB na Champions são perfeitamente lógicos. Ao obter poucos pontos na Champions, o Benfica impede que o nosso ranking suba. Ora não subindo o ranking português, as possibilidades de entradas diretas na Champions (ou quase diretas) vão diminuindo, sobretudo para quem fica em segundo no campeonato. Não indo à fase de grupos Champions, os clubes ficam sem dinheiro e etc e tal. 
Dito de outro modo, o SLB será tanto mais dominante internamente quanto menos clubes portugueses chegarem à fase de grupos da CL. 
Sim, há uns arrufos dos adeptos, umas crónicas a bater em Bruno Lage, mas em Maio lá estão todos no Marquês.
Ao português em geral, mais do que ser grande, interessa que o seu vizinho seja pequeno. 

O Secretário de Estado do Desporto e o Presidente, a que horas vão reagir?

 

Luís Filipe Vieira explodiu ontem perante a intervenção de alguns adeptos durante a assembleia geral que decorreu no pavilhão da Luz. Durante uma intervenção de um dos sócios que pediu a palavra, o presidente sentiu-se insultado por algumas palavras do referido adepto, que se debruçava sobre os vários casos de justiça em que o clube se vê envolvido

Pela regeneração do futebol português

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No início da década de 80, Benfica e FC Porto firmaram uma aliança para destruir o Sporting como clube vencedor de títulos no futebol profissional. A aliança foi estabelecida, ao mais alto nível, pelos dois presidentes: Fernando Martins, que liderou os encarnados entre 1981 e 1987, e Pinto da Costa, que ainda se encontra à frente da agremiação azul e branca. Ultrapassando Salazar em permanência no poder.

Infelizmente, os factos demonstram que essa aliança acabou por ser bem-sucedida. Num primeiro passo, em 1986, conduziu à demissão de João Rocha: foi o último presidente leonino que conseguiu mais do que um título de campeão. Desde então Sporting só venceu dois campeonatos - apenas um conquistado já neste século.

Hoje, havendo lugar só para dois na caça aos milhões da Champions, menos ainda aqueles clubes abdicam das enormes parcelas de poder que têm. Como se confirma de várias formas - desde logo por um deles ter sido escandalosamente beneficiado pela arbitragem em metade dos jogos já disputados nesta Liga 2019/2020, em que começou com uma inesperada derrota. É a "lei das compensações" logo a funcionar, mal soa um ténue sinal de alarme: nunca falha, para uns e outros.

Motivo acrescido para haver união no Sporting: sabemos que as forças são desiguais, o que nos deve incutir motivação extra para superar os obstáculos, reabilitando a verdade competitiva em nome da regeneração do futebol. Esse será mais um bom serviço que prestaremos ao desporto português.

Onde estão os meus árbitros amigos?

Um postal sem imagens mas com duas ligações.

Esta; para uma entrevista de António Sala, o primeiro adjunto a ser promovido a treinador principal do Benfica não foi o setubalense Lage foi outro sadino (não, não foi o Bocage) foi Mourinho.

Esta, outra; para vermos com calma as imagens, ouvirmos a música e pensarmos; qual será a razão para o Benfica não ganhar nada na Europa desde a televisão a preto e branco?

O melhor prognóstico

Parabéns ao leitor Verde Protector.

Porque acertou em cheio no vaticínio da segunda mão da meia-final da Taça, frente ao SLB. 

Escreveu ele: «Vamos “adormecer” o adversário, jogando para 0-0, sem forçar muito, pressionando depois no último quarto de hora e marcando o golo pelo inevitável Bruno Fernandes.»

Parabéns também ao leitor JHC. Porque acertou igualmente no resultado e no autor do golaço que carimbou a nossa passagem ao Jamor.

Menção honrosa para os leitores Luís Ferreira, José Vieira, João Gil e Ambrósio Geraldes, que tendo antecipado o resultado apostaram em Coates,  Luiz Phellype e Wendel como marcadores do nosso golo.

Prognósticos antes da Taça

Não é meu costume expandir estas rondas de prognósticos para fora dos jogos do campeonato. Mas abro aqui uma excepção. Gostava muito de saber quais são os vossos palpites para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, a disputar quarta-feira em Alvalade, contra o mais velho rival do Sporting.

Além do resultado, peço que me indiquem também os marcadores dos golos - se os houver, claro.

O estertor do vieirismo

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«Foi uma luz que me deu.»

Luís F. Vieira, ontem

 

 

Despede o treinador na véspera, com o consenso total da administração da SAD. Depois vai roncar e na manhã seguinte - após «uma decisão muito amadurecida durante a noite» - dá o dito por não dito entre quatro paredes, renovando a "confiança" no técnico. Deixa a especulação avolumar-se, em fugas consecutivas para os órgãos de informação, e passa um dia inteiro sem conceder uma palavra de satisfação aos sócios. Já noite cerrada, lá se digna aparecer para revelar que ele sozinho, inspirado por um súbito raio de luz, inverteu a deliberação do órgão colectivo. Qual rei-sol, concede uma aparente indulgência ao treinador, cada vez mais na corda-bamba, enquanto de caminho deixa nas entrelinhas um aceno de esperança ao técnico anterior, com quem nunca cessou contactos, e ao anterior capitão da equipa, entretanto retirado por notórias divergências no balneário com aquele que era para ser corrido de imediato mas afinal ficará a grelhar mais um par de semanas.

Haverá quem vislumbre requintes de brilhantismo nesta absurda estratégia comunicacional que confirma os restantes membros da administração da SAD lampiânica como vulgares verbos de encher. Por mim, creio ser um sintoma evidente de que o vieirismo entrou enfim no seu estertor.

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

Duche antecipado

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Mal ultrapassam as fronteiras, os impunes elementos do clube ainda presidido por Vieira sentem o peso da justiça desportiva. Acaba de acontecer ao menino Rúben, sarrafeiro-mor dessa agremiação, que foi tomar duche mais cedo na partida contra o AEK ao receber um segundo cartão amarelo -- "justo e perfeitamente escusado", escreve uma pena insuspeita.

Se o critério por cá fosse o mesmo, raras vezes o rapazola do pé em riste permanecia em campo até ao apito final.

Estamos todos cheios de medo

O murro na mesa de LFV só pode mesmo ter afetado a sua própria mão. 

Estamos todos cheios de medo de 2.ª feira. E do funcionamento do Gabinete de paródia.

Preocupados estamos é com o silêncio da Liga e da Federação, que assistem impávidos e serenos à autodenúncia do sistema de influência de classificações de árbitros, da escolha de de jogadores para as seleções jovens, etc que se conheceu pelos mails, e agora da espionagem de casos na justiça etc, etc, etc.

Em suma, o problema está mesmo nos muitos etcéteras sempre que se fala na sigla slb!

Salvou-se o resultado, porque a exibição...

Que saudades devem ter sentido ontem os adeptos do clube rival das arbitragens de outros tempos. Tivesse o derby sido apitado por um Calabote, Inácio de Almeida, Coroado com mais ou menos azia ou mesmo por João Capela e teríamos saído da Luz com uma goleada das antigas. Mas felizmente os tempos mudaram e o árbitro Hugo Miguel teve uma excelente actuação num jogo que não foi fácil, bem pelo contrário. Apenas alguém cego pela clubite, ou então extremamente necessitado de agradar à entidade patronal, como António Rola foi capaz na BTV de afirmar que o árbitro não assinalou fora de jogo na jogada que precede o golo do Sporting, porque não quis. Sabe qualquer pessoa minimamente atenta às questões de arbitragem, que o VAR não dispõe das linhas no fora-de-jogo. E sabe-o bem António Rola, a não ser que além de fanático também seja incompetente, o que também nem seria assim tanto para estranhar.

Quanto aos restantes lances polémicos, apesar de bem terem tentado todos os ângulos possíveis, com e sem zoom, em nenhum é visível para lá de qualquer dúvida, ter existido mão na bola, à excepção do lance entre William e Jimenez, mas neste caso a mão é precedida de falta do mexicano. Até que Battaglia cometeu uma infantilidade, penalizando gravemente o clube, cometendo uma falta indiscutível que o árbitro assinalou.

O jogo poderia ter tido outro resultado se Gelson não tivesse desperdiçado uma oportunidade soberana à beira do intervalo. Mas em abono da verdade há que reconhecer que o Sporting não jogou nada. Uma vez mais o mestre da táctica teve medo, recuou, acabando o jogo encostado à sua baliza até sofrer golo nos últimos minutos. Já vimos este filme várias vezes este ano. Assim não vamos a parte alguma. Bem sei que é fácil falar de táctica depois dos jogos, mas para mim é incompreensível ver Rui Vitória arriscar e J.J. deixar no banco Doumbia e Podence, jogadores talhados para o contra-ataque. Para mais quando o Sporting do meio-campo para a frente foi Bruno Fernandes, Gelson e pouco mais. Bas Dost esforçou-se mas sempre marcado de perto não rematou à baliza. Acuña esforçado, mas abaixo do habitual, Battaglia e William passaram ao lado do jogo. Piccini e Coates provocaram vários calafrios, na defesa Mathieu e Coentrão foram os únicos em bom plano. Em jeito de conclusão direi que foi um jogo que o Sporting até poderia ter ganho, apesar de tudo ter feito para perder…

Lampião que vai à frente alumia duas vezes

Os resultados da jornada europeia de ontem demonstraram aquilo que muitos comentadores tinham notado no final da última: as possibilidades de o Benfica se apurar para a Europa continuam a ser maiores do que as do Sporting. O Sporting complicou as contas na última jornada, ao empatar com a Juventus, e não desfez o nó ontem. Já o Benfica fez uma exibição monumental em Manchester (apenas manchada por um ou outro erro individual) e não se lhe podia pedir que fosse bater-se de igual para igual com o actual terceiro classificado do campeonato russo. Se o Sporting complicou as contas, o Benfica tornou-as bem simples, num grupo que tinha tudo para ser muito difícil ao início.

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