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És a nossa Fé!

Bravo

Em face das notícias vindas a público ontem e hoje, a Sporting SAD informa o seguinte:

  1. Em 2016, aquando da transferência do jogador João Mário do Sporting CP para o FC Internazionale Milano, o clube italiano e o Jogador João Mário comprometeram-se, entre outras coisas, a efectuar um pagamento adicional de 30.000.000€ se e quando o jogador viesse a ser inscrito a favor de Clubes portugueses, entre os quais o SLB;

  2. Como é público e notório, o FC Internazionale Milano e o Jogador João Mário acordaram, ontem, na cessação, por acordo, do contrato de trabalho que os unia, para que o jogador, acto contínuo, se vinculasse mediante contrato de trabalho com o SLB; isto depois de o FC Internazionale Milano ter recusado uma proposta da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD pelo jogador em causa;

  3. É convicção do Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD que foi usado um expediente para que o Inter e o jogador João Mário se procurassem eximir ao que contrataram com a Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD em 2016;

  4. E que esse expediente só ilustra que todas as partes sabiam as obrigações que assumiram em 2016 e a que, volvidos 5 anos, pretendem furtar-se;

  5. A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD não alimentará publicamente este folhetim, que visa desviar as atenções incómodas sobre outros assuntos da actualidade;

  6. Mas não deixará de defender os interesses do Sporting Clube de Portugal e da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD em sede própria, responsabilizando os intervenientes pelos danos causados e pelo incumprimento das obrigações assumidas.


    Daqui

Proscrito

Cereja no topo do bolo? Apresentar-se aos adeptos do seu actual clube sem uma palavra de despedida para os do Sporting Clube de Portugal. Como se nós, os adeptos, fossemos a Direcção e não lhe merecessemos um tratamento diferenciado.

Que de cada vez que se cruze em campo com os jogadores do Sporting Clube de Portugal, a qualidade de jogo e o brio irrepreensível destes últimos aniquilem por completo as suas jogadas. Sem colinho, frutas, vouchers, jogadas no subsolo ou algo mais que não seja: jogar limpo e ter orgulho nisso.

Não é, claramente, para todos. 

O Lodaçal (II)

Enquanto não escrevo a parte II de "Lodaçal (ou Eça 133 anos depois)"...

 

 (É  um caso já antigo)

Sócrates tinha um amigo. 

(E segue a gandulagem)

Berardo uma garagem.

 

Vieira tem um palheiro

(No Novo Banco um salão?)

E diz-se de tudo alheio:

"O Benfica fiz campeão!"

O dia seguinte

Para qualquer espectador descomprometido o jogo de hoje na Luz foi claramente o melhor de toda a Liga, as duas equipas estiveram sempre focadas no ataque, foram sete golos de magnífica execução, e alguns remates esbarraram ainda nos postes ou foram milagrosamente salvos pelos defensores.

Mas para um Sportinguista de sofá não deixou ser uma frustração, primeiro porque perdemos e segundo porque não vimos que fosse feito o máximo para ganhar. Claro que o Sportinguista de sofá, ou como no meu caso o Sportinguista dum café de praia algures no Algarve, não está por dentro do que foram os treinos em Alcochete nos dias seguintes à noite branca do Marquês, nem do que são as ideias sobre o mercado do Verão, e os testes que convirá fazer para se tomarem as decisões adequadas. 

Esquecendo tudo isso, se todo o percurso glorioso do Sporting esta época teve como base o reconhecimento e minimização dos seus pontos fracos, hoje na Luz o Sporting entrou em campo com um onze que dispensando Palhinha e João Mário destapou completamente uma defesa já de si amputada de Porro e Feddal. Se Matheus Nunes é um box-to-box de enorme potencial e Daniel Bragança um 10 talentoso e intuitivo, os dois no meio campo tornaram-se num enorme passador sem qualquer capacidade de controlo do jogo. Ainda por cima, quando Amorim tentou corrigir esse problema ao intervalo criou outro ao pôr Matheus a ala direito, o que já se tinha provado anteriormente ser um enorme disparate. E veio um penálti completamente dispensável, de alguém que pensa como um médio e que não percebe o local onde se encontra.

No meio deste descalabro táctico emergiram os grandes craques deste Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, Coates, Adán, Nuno Santos. Foram estes que conseguiram meter o Sporting no jogo, evitar uma goleada que iria deixar marcas, e quase conseguir o empate.

Não sei qual era a ideia de Rúben Amorim. Se era demonstrar que Palhinha e João Mário não podem mesmo sair, que precisamos de contratar um artilheiro que não falhe as bolas que Paulinho falha, não esquecendo tudo aquilo que ele faz de bom em benefício da equipa, e dois "carrilleros" com grande capacidade de cruzamento, então por mim está demonstrado. Escusava era de ser às custas duma derrota na Luz.

Mas que se lixe. Que esta derrota, como a do final do ano passado no mesmo sítio, seja um sinal importante para que a próxima época seja aquela que todos nós ansiamos. Todos os clubes têm derrotas aqui e ali. Os grandes clubes são aqueles em que as derrotas custam mesmo a digerir, sabem repensar-se e fazer tudo para que elas não se repitam.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quebra do duopólio

Um genuíno adepto de futebol, mesmo não sendo sportinguista, só pode encarar com optimismo e satisfação esta quebra do duopólio SLB/FCP por parte do Sporting. Praticando bom futebol, com um dos melhores desempenhos defensivos das principais ligas europeias e a maior diferença pontual numa década para o segundo classificado à 20.ª jornada. Proeza alcançada por um plantel com dois terços de portugueses e numa época em que Rúben Amorim já apostou em 11 jogadores da formação em todas as provas.

São óptimas notícias para o Sporting, claro. Mas são também excelentes notícias para o futebol português.

Um recado às almas sensíveis

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Andam por aí umas almas muito apoquentadas com os 16 milhões de euros investidos pelo Sporting em Paulinho (estando neste montante já incluídos os 3 milhões pelos quais foi avaliado o passe de Borja, cedido pela SAD leonina ao Braga). 

Lembro a essa gente tão sensível que o Sporting tem, entre os seus rivais directos, um clube como o Benfica, que só nesta época gastou 24 milhões de euros em Darwin (oriundo da segunda divisão espanhola), 20 milhões em Cebolinha18 milhões em Pedrinho, 15 milhões em Otamendi e outros 15 milhões em Waldschmidt, por exemplo. E há um ano investira 20 milhões de euros em Weigl, então apontado como a contratação mais cara de sempre dos encarnados - recorde já superado pelo avançado uruguaio. 

Lembro-lhes também que já em 2016 o SLB adquirira Rafa Silva por 16,4 milhões de euros ao mesmo Sporting Clube de Braga de onde veio Paulinho, recém-chegado a Alvalade.

 

Para alargar as comparações, recordo que outro dos nossos rivais, o FC Porto, adquiriu há ano e meio metade do passe de Nakajima pela módica quantia de 12 milhões de euros. Com os brilhantes resultados que sabemos. Dois anos antes, tinha batido o seu próprio recorde de aquisições ao contratar o espanhol Óliver Torres por 20 milhões.

Este é o quadro competitivo que enfrentamos. Se mantemos o sonho de atingir patamares mais elevados, não podemos destoar demasiado dos investimentos feitos por quem rivaliza connosco. Sem atingir a loucura do Benfica, que ao trazer Lucas Veríssimo por 6,5 milhões de euros acaba de elevar para 105 milhões os gastos em reforços para a temporada em curso. Excluindo Jorge Jesus e os restantes membros da equipa técnica.

Contando já com Paulinho, a factura da SAD leonina é muito menos pesada: totaliza 28,9 milhões de euros. E ninguém dirá que foi dinheiro mal gasto atendendo ao plantel que apresentamos nesta época 2020/2021 em que já conquistámos um título (Taça da Liga) e lideramos com larga vantagem o campeonato nacional de futebol à 18.ª jornada. O que só demonstra competência, dentro e fora de campo.

 

Mas o nosso maior investimento desta temporada relaciona-se com a inédita valorização dos jovens que formamos em Alcochete. Jogadores lançados nos últimos meses na equipa principal, como Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Tiago Tomás, Daniel Bragança ou Eduardo Quaresma - já para não falar nos "veteranos" Jovane Cabral e João Palhinha. 

Isto é o que mais interessa. E deve constituir motivo de orgulho acrescido para os sportinguistas, que há dois dias viram a equipa virar um resultado negativo com quatro jogadores da formação saídos do banco. Enquanto o Benfica, 24 horas antes, alinhara sem qualquer português no onze titular. Contrariando todas as promessas bacocas do seu presidente.

Confiemos pois em quem joga, em quem treina e em quem dirige. E, ao menos por uns meses, deixemos de parte a modalidade preferida de tantos "verdadeiros adeptos" do Sporting: dar tiros no próprio pé.

Amanhã à noite em Alvalade

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Não será bem assim que estará Alvalade amanhã, que saudades de lá estar, sabe Deus quando poderá ser...

O Sporting chega ao primeiro dérbi lisboeta da temporada numa situação invejável. Mesmo contando que Porto e Braga ganhem os respectivos confrontos, o Sporting ganhando fica com 4, 9 e 9 pontos de vantagem sobre os perseguidores mais directos. Perdendo, mesmo assim fica com 1, 3 e 6. Sendo assim, só tem de entrar tranquilo e concentrado em campo, jogar o melhor que pode e sabe, e ser feliz no final.

Melhor ainda entraria se pudesse contar com Palhinha: mais uma canalhice arbitral que prejudicou o Sporting, mas Matheus Nunes e João Mário mostraram no Bessa que se complementam muito bem e fazem um meio-campo de qualidade. O problema pode ser no decorrer do jogo, na hora de reforçar o centro para compensar o desgaste ou prevenir expulsões. Bragança incorre em faltas perigosas por falta de físico, talvez Gonçalo Inácio possa fazer de Palhinha se for necessário.

De qualquer forma o Sporting vai entrar em campo do jeito habitual. Amorim acredita mais na consistência que vem dos treinos do que dos coelhos que saem das cartolas. Já do outro lado, mesmo com Jesus de cama, deve haver alguma surpresa que se correr bem é porque realmente ele é genial; se correr mal, claro, os jogadores são burros e não percebem. Também, com toda aquela legião estrangeira paga a peso de ouro tem muito por onde escolher e muito por onde inventar. Levámos três anos disto, vimos Bruno César a ponta direita na Amoreira, Esgaio a defesa esquerdo em Alvalade, que nem estranhamos. Já que eles tanto o quiseram, agora que aguentem e não chorem. 

 

Nesta semana marcada pelas novelas de fecho de mercado, entre o Paulinho que poderá vir ou talvez não, e os excedentários que finalmente vão à sua vida ou talvez não, temos agora o miúdo Plata desestabilizado pelos convites de Espanha e remetido para a equipa B, espero que aproveite para dois ou três jogos de luxo e voltar moralizado, porque precisamos dele.

Sendo assim, não vamos ter Palhinha, Plata e Luiz Phellype nos convocados. De resto, moralizados pela vitória na Taça da Liga, e com todos os restantes jogadores disponíveis, imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Neto, Coates, Borja, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Jovane, Nuno Santos e Tabata.

Ponta de lança: Sporar, Pedro Marques.

E apostava no seguinte onze:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Matheus Nunes, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para ultrapassar o Benfica e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: No jogo do Bessa, com toda a questão dos cartões para evitar, ninguém acertou na previsão.

 

SL

Covid à Benfica

Ainda a dar gargalhadas com o título E covidus unum que Pedro Correia com muita graça aqui publicou, venho associar-me à crítica que o postal dele já faz.

Nunca é de mais pôr a rídiculo a pretensão que o clube da ave tem em ser definitivamente elevado à condição de rei-sol. Rapinadores. Não passam mesmo de uns rapinadores.

E rapinantes queriam então as papoilas saltitantes rasgar as regras a que estão obrigadas e com as quais acordaram, pretendiam não ir a jogo por causa dos infectados por coronavírus que têm no plantel entre jogadores e equipa técnica. É bom lembrar que seriam necessários bem mais atletas infectados para que o SLB pudesse invocar falta de condições desportivas para competir.

Posto isto, os donos disto tudo (na fama e no proveito em tanta coisa) ameaçaram parar de jogar durante 14 dias devido às muitas ausências, numa clara manifestação de quero, posso e mando, subalternizando todos os outros emblemas que teriam de esperar que a prima-dona agremiação recuperasse as baixas. 

Uma pressão intolerável que não tendo sido acolhida, redundou no atirar de um lasso barro à parede. Foi um toque e foge, portanto, mas que nem por isso deixou de confirmar a arrogância e a soberba com que o Benfica trata os demais clubes. 

É a covid à Benfica. 

Levados ao colo

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Benfica-Portimonense, anteontem, minuto 76: Vlachodimos derruba Beto, da turma algarvia, na grande área encarnada. 

Em vez de marcar penálti contra o SLB, o árbitro Tiago Martins assinala simulação, brindando o jogador derrubado com cartão amarelo. Nesse preciso momento, para azar do onze de Portimão, o vídeo-árbitro Bruno Esteves dormia uma retemperadora soneca na chamada "cidade do futebol".

Graças ao duo Martins-Esteves, o Benfica arrancou três pontos nesta partida, vencendo aflitivamente por 2-1.

O que escreveram ontem sobre este lance os especialistas em arbitragem na imprensa desportiva?

 

Duarte Gomes: «Beto não simulou qualquer falta. Foi rasteirado na área do Benfica, no pé direito, pelo joelho de Vlachodimos. O árbitro errou em campo e o VAR devia ter corrigido em sala.» (A Bola)

Fortunato Azevedo: «Vlachodimos aborda tarde a bola e de forma negligente, com o joelho direito, atinge a perna direita de Beto, que estava assente no terreno do jogo. Penálti, claro, não assinalado. E pergunta-se: por que razão o VAR não actuou?» (O Jogo)

Jorge Coroado: «Beto jogou a bola e colocou o pé no solo, em antecipação. Vlachodimos chegou tarde e, com o joelho direito por baixo do corpo, atingiu o avançado, contribuindo para a sua queda. Penálti que ficou por sinalizar e mal decidido o amarelo ao avançado por simulação.» (O Jogo).

Jorge Faustino: «Vlachodimos, ao deslizar pela relva - e apesar de recolher os braços -, tocou com o joelho direito no pé direito de Beto. Lance difícil de observar em campo e queda exagerada terão sido as razões do erro. Penálti por sancionar. (Record)

José Leirós: «Um exemplo em que o VAR devia solicitar ao árbitro para ir ver as imagens. Beto não se deixou cair nem simulou. Mal exibido o amarelo: era penálti porque Beto foi tocado no pé de apoio pelo joelho do guarda-redes.» (O Jogo)

Marco Ferreira: «Vlachodimos tenta antecipar-se a Beto mas acaba por atingir com o joelho o pé do avançado. Pontapé de penálti por assinalar. (Record)

 

Refira-se ainda a honestidade intelectual do treinador Álvaro Magalhães, ex-jogador do Benfica e assumido adepto encarnado, ao escrever estas linhas no diário A Bola, sobre o mesmo lance: «Nota final para o lance aos 76' na área do Benfica em que fico com a sensação de Vlachodimos ter feito falta para penálti sobre Beto. A ser marcado o penálti, o Benfica sofreria, por certo, muito mais e arriscava-se mesmo a não vencer o último jogo de 2020.»

 

Limpinho, limpinho - como costuma dizer um ilustre pensador do futebol. 

Funchal V2.0

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Sendo orgulhosamente Português, torço sempre pelos êxitos das nossas selecções, sejam quem forem os treinadores e jogadores envolvidos, e mesmo quando outras equipas que não o Sporting estejam envolvidas em competições internacionais tendo também a desejar o melhor e a ficar contente com as vitórias alcançadas.

Obviamente quando estão em causa situações cujos sucessos de outrem se irão forçosamente traduzir em prejuízo ou ajudar ao achincalhamento e rapinagem para com o meu clube a coisa muda de figura, e por isso mesmo tenho de confessar que não fiquei nada triste com o desfecho do jogo ocorrido ontem em Salónica.

Mas ainda menos triste fiquei quando me recordei da forma como perdemos há pouco mais de dois anos, no Funchal, o acesso à Champions com benefício do vencido de ontem, com o mesmo treinador no banco nas duas situações e a repetir as mesmas asneiras. A única coisa diferente, no Funchal, foi o nosso ex-presidente ter desertado e deixado o grande mestre da táctica em roda livre.

Que asneiras foram essas? Jogo aberto e despreocupado, pouca objectividade no ataque, falta de capacidade física para aguentarem 90 minutos no modelo de jogo proposto, um ou outro jogador a vir de lesão, no fundo uma equipa a colocar-se a jeito para o infortúnio às mãos doutra equipa substancialmente inferior mas muito bem preparada por um treinador conhecedor, que corria, comia a relva e fazia pela vida sem parar.

Foram uns 50 milhões pela borda fora, mas para Jorge Jesus a questão é simples. Sem ovos não se fazem omeletas e quem quer um grande treinador tem que abrir os cordões à bolsa. E quanto à formação, dos jovens da formação que existem no plantel do Benfica, tirando Ruben Dias, ontem jogaram... ZERO. 

Nada que nós não saibamos. Infelizmente.

Quando Bruno de Carvalho, para travar a contestação decorrente do despedimento do Marco Silva depois de acabar de ganhar a Taça ao Braga, resolveu ir buscar Jorge Jesus, vaticinei por aqui que ia ser o fim dele. O dele, Bruno de Carvalho. E foi.

Quanto ao Vieira, não vaticino nada nem tenho nada que vaticinar, o meu clube é outro, mas estou curioso para ver o que acontecerá.

SL

Não percebo...

Saiu ontem a notícia de que António Costa e Fernando Medina integram a Comissão de Honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do SLB (há palavras nesta frase que não ligam muito bem… ‘honra’ vis à vis algumas das outras…).

Sem dúvida que são cidadãos como todos os outros, sem dúvida que a paixão clubística a todos atinge irracionalmente, sem dúvida que é gratificante pensar que se pode contribuir para o engrandecimento do «clube do coração».

Contudo, António Costa e Fernando Medina não são cidadãos como todos os outros: são o primeiro-ministro do governo da república portuguesa e o presidente da câmara municipal mais importante do país. São também políticos de carreira longa e cimentada, pessoas inteligentes, argutas e pragmáticas, com grande «faro político».

Daí que eu não perceba…

Luís Filipe Vieira tem o nome enredado em tudo de mau que caracteriza o futebol nacional e que dele extravasa, mesmo que a instrução processual em termos de justiça se faça tardar. É certo que: nunca foi condenado por nada e deve imperar «a presunção de inocência até prova em contrário».

Mas há um dado que já não carece de prova e que é público: o senhor de bigodes que tem por hábito defender-se dizendo ser um «homem de família» (la famiglia?) é um dos grandes devedores do BES/Novo Banco (outro tema que também me agride o raciocínio), a cujo sustento «todos os contribuintes» (quer-se dizer, mais ou menos…) são chamados a prover.

Daí que eu não perceba…

Dois políticos tão experientes terão tido em conta que aceitarem ser «cabeça de cartaz» nesta corrida lhes trará mais prejuízo que benefício; não acredito que a sua perceção da realidade esteja de tal modo alienada que pensem ganhar votos e simpatia, apoiando tão denodadamente alguém que, objetivamente, é responsável por parte do malbaratamento dos recursos financeiros do país.

Esta minha certeza conduz-me a uma conclusão: parece que há mesmo, como alguns já disseram, «um estado dentro do estado», que a aranha sabe tecer pacientemente a sua teia e que o polvo (extraordinário animal, leia-se outro Vieira - o Padre) se assume como verdadeiro DDT («dono disto tudo»).

Sempre ouvi dizer que «o braço da lei é longo», porém, mais longa e bem armada se afigura ser uma rede de cumplicidades que, como a rede dos esgotos ou dos serviços de telecomunicações (isto também me lembra qualquer coisa...), vai erodindo subterraneamente o chão (e não apenas o relvado) que pisamos.

É verdade: não percebo… Não será exatamente por falta de discernimento, talvez até «antes pelo contrário» (hoje rendi-me ao lugar-comum…).

Apetece-me replicar um anúncio publicitário já antigo (nem me lembro a quê): «Expliquem-me como se eu fosse muito burra!...».

{ Blog fundado em 2012. }

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