Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei
 
 

De encerrar a época com uma derrota. Começámos a perder na Supertaça, contra o SLB, e terminamos batidos pelo mesmo clube, ao cair do pano desta Liga 2019/2020, a mais comprida e para nós uma das mais penosas de sempre.

 

Dos erros individuais. Dois cantos, dois jogadores mal posicionados a colocar em jogo adversários em fracções de segundo, ditaram esta derrota por 2-1 frente ao Benfica na Luz. Aos 28', Sporar, desconcentrado, permite que Seferovic se movimente em posição legal; aos 88', Matheus Nunes, desatento, põe em jogo Vinicius, no lance capital da partida, que selou o desfecho. E que nos atirou para fora do pódio deste campeonato.

 

De Plata. Jogou só a primeira parte, mas esteve 45 minutos a mais em campo. Sem a menor articulação com Ristovski no pavoroso corredor direito leonino, errou passes, chegou tarde aos lances, perdeu sempre na disputa das bolas divididas e entregou-as de forma displicente aos adversários. Vem piorando de jogo para jogo, ao ponto de ser lícito questionar se não deverá ser emprestado para rodar noutra equipa da Liga.

 

De Eduardo Quaresma. O jovem defesa tem vindo a acusar pressão em excesso, o que o leva a cometer erros impensáveis quando o víamos actuar na Liga Revelação, há poucos meses. Desta vez sem ter a seu lado Coates, que costuma estar sempre atento às dobras, os seus deslizes tornaram-se mais preocupantes: aos 44', falhou uma recepção fácil de bola; aos 48', entregou-a a um adversário. Raras vezes saiu com ela dominada, raras vezes foi capaz de construir com qualidade. Uma noite para esquecer.

 

De Wendel. Noutras partidas funcionou como eficaz pêndulo da equipa, nesta mostrou-se como pêndulo avariado, tantos foram os erros cometidos. Apático, inerte, causou perigo no sector defensivo aos 21'. Entregou a bola várias vezes à equipa contrária: aos 30', 49' e 76', por exemplo. Sem qualidade de passe nem ao menos demonstrar desta vez mais-valia no transporte. 

 

Da lesão de Coates. Como se já não bastasse termos perdido Bas Dost, Raphinha, Bruno Fernandes e Mathieu - jogadores decisivos - em momentos diferentes da época, o último jogo foi disputado com outra baixa, esta totalmente inesperada: Coates lesionou-se no aquecimento, momentos antes do apito inicial, e viu-se forçado a entregar a braçadeira de capitão a Acuña e a sua posição como defesa central na linha mais recuada a Neto, que se confirmou como pálido sucedâneo do internacional uruguaio. 

 

De ver Acuña como central. Há jogadores polivalentes, como o internacional argentino sem dúvida é, mas convém aproveitá-los sempre nas posições em que são capazes de render mais à equipa. Acuña começou no Sporting como ala-esquerdo, actuando várias vezes como extremo; depois recuou para lateral, desaproveitando-se assim boa parte do seu potencial atacante; agora recua ainda mais, fixando-se como o mais esquerdino (e mais baixo) dos três centrais. É um desperdício. Ou um erro de casting, como se diz no cinema.

 

Dos últimos três jogos. Em nove pontos possíveis, só conquistámos um: derrota no Dragão frente ao FC Porto (0-2), miserável empate caseiro com V. Setúbal (0-0) e derrota na Luz (1-2). Eis o Sporting de Rúben Amorim cada vez mais idêntico ao Sporting de Silas. Perdeu-se o efeito novidade, voltou-se à mediocridade anterior, agravada por uma arrepiante falta de poder de fogo: nos últimos cinco jogos, só conseguimos marcar dois golos.

 

Do balanço da temporada. Dezassete derrotas no conjunto das competições da época - novo recorde negativo registado pelo futebol do Sporting. Perdemos pontos em metade dos jogos da Liga 2019/2020, com seis empates e dez derrotas. Perdemos os cinco confrontos contra FCP e SLB (só dois golos marcados e 13 sofridos). E nem sequer conseguimos ganhar ao Rio Ave (5.º classificado) e ao Famalicão (6.º classificado). Talvez para compensar, tivemos quatro treinadores - tantos como o da nossa pior época de sempre, a de 2012/2013.

 

 

Gostei

 

De Tiago Tomás. Entrou na segunda parte, rendendo o péssimo Plata, e teve uma exibição muito positiva. Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar, que assim quebrou um ciclo de cinco jogos sem marcar. Destaco o jovem avançado, com apenas 18 anos, como o melhor do Sporting neste clássico.

 

De Nuno Mendes. Parece ser o mais regular e o mais competente dos cinco jovens que Rúben Amorim lançou na equipa principal desde o recomeço do campeonato. Pouco ousado na manobra atacante pelo seu flanco esquerdo, levou no entanto quase sempre perigo quando ultrapassava a linha do meio-campo, com mudanças de velocidade e a bola bem controlada. Foi ele a criar a nossa primeira oportunidade de golo, quando já estavam decorridos 52 minutos, numa tabelinha com Sporar. Também esteve bem na marcação de cantos. Incompreensível, a decisão do técnico de mandá-lo sair aos 82', trocando-o por Borja: estava a ser um dos nossos raros jogadores com exibição positiva.

 

De ter estado em terceiro no campeonato... até ao minuto 88. Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

Fracasso travestido de sucesso

ng7396899.jpg

 

Festejámos agora o quarto aniversário da maior proeza de todos os tempos do futebol português: a conquista do Campeonato da Europa em 2016, proeza engrandecida por ter sido alcançada numa final épica, contra o onze do poderoso país anfitrião e com o nosso melhor jogador inutilizado logo no primeiro quarto de hora.

Recapitulando tão saborosa conquista, reafirmo que o facto de dez desses campeões europeus - que continuam a sê-lo em título - terem sido formados no nosso clube constitui motivo de legítimo orgulho para todos os adeptos do Sporting. Orgulho ainda mais justificado por sabermos que quatro deles (Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho) integravam, à época, o plantel leonino. 

 

Tentei lembrar-me qual foi o contributo do Benfica para essa magnífica proeza do futebol nacional. Ficou difícil. Socorri-me, portanto, de um meritório trabalho jornalístico - intitulado "Que aconteceu em quatro anos aos 23 do Europeu de França", publicado na passada sexta-feira e assinado por Rogério Azevedo, talvez a melhor pena do momento no jornal A Bola - para me avivar a memória.

Dos 23 jogadores portugueses que participaram nessa proeza em França, apenas três estavam associados ao SLB: Eliseu (entretanto retirado), André Gomes e Renato Sanches.

Gomes completou a formação enquanto jogador nos encarnados, embora seja essencialmente produto da escola boavisteira, e Sanches é o único verdadeiro "menino da Luz" inserido neste lote. Integrava aliás o plantel benfiquista por alturas do Euro-2016.

 

O que têm feito Gomes e Sanches de então para cá? Recorro ao referido trabalho jornalístico para fornecer a resposta.

Gomes, agora no plantel do Everton, após uma passagem falhada pelo Barcelona, marcou apenas quatro golos em clubes (à média de um por ano) e nenhum pela selecção.

Sanches, hoje a actuar pelo Lille após prolongadas passagens pelos bancos de suplentes do Bayern e do Swansea, tem exactamente a mesma marca do seu antigo companheiro do Benfica: quatro golos nos clubes por onde passou nestes quatro anos e nem um só para amostra ao serviço da selecção.

 

Números esclarecedores, como se percebe. Mas ninguém diria, se déssemos crédito à propaganda encartilhada. Que transforma qualquer fracasso no maior sucesso, com alguns basbaques a bater palminhas.

Vale tudo

Uma oportuna "fífia" do guarda-redes Helton Leite, ao precioso minuto 13 do jogo que opunha ontem o SLB ao Boavista, quando a equipa visitante dominava a partida na Luz, funcionou como abre-latas para uma folgada vitória encarnada, escancarando uma avenida para as papoilinhas saltitantes.

Acontece que, segundo notícias que não vi desmentidas, este guarda-redes está prestes a assinar pelo Benfica. Neste caso, na linha dos policiais clássicos, já se percebeu quem é o mordomo.

A "chama imensa" por Jesus

6f42ec5711f3feb11768064c55412644.jpg

 

Bruno Lage, que alguns pândegos de fanática militância encarnada há uns meses proclamavam como «novo Mourinho», foi de queixo ao chão no Funchal: duas derrotas consecutivas no campeonato, em casa contra Santa Clara e fora contra o periclitante Marítimo, afastaram o antigo menino prodígio do comando técnico do SLB.

Aliás o malogrado treinador começou por ser afastado da conferência de imprensa posterior ao jogo, dando lugar ao presidente do clube, que com suprema hipocrisia fez de porta-voz do técnico, proclamando que este assalariado é que tomara a iniciativa de cessar funções. Assim, em vez de «Vieira demite Lage», como de facto aconteceu, o título noticioso passou a ser «Vieira aceita demissão de Lage». Não concebo forma mais cobarde de gerir um clube: eis o futebol a imitar o pior da política.

É caso para dizer que foi literalmente corrido a pontapé: negam-lhe, por esta via, o direito à indemnização a que tinha direito por contrato renovado apenas há sete meses e chegam ao ponto de lhe negarem até o direito à palavra. Mais uma página vergonhosa no futebol do Benfica, que acaba de correr com o segundo treinador em ano e meio: espero que mereça o repúdio da associação profissional do sector.

 

Jorge Jesus - garante a imprensa da especialidade - é o preferido do ainda presidente benfiquista, que lhe terá dito de Lisboa para o Rio de Janeiro: «Anda-te embora e depois falamos».

É conhecido o carinho que ambos dedicam um ao outro, ao ponto de Jesus, há cerca de um ano, ter chamado «meu presidente» a Vieira numa sessão pública. Para que ficasse devidamente registado.

Longínquos são já os tempos em que ele e a sua equipa técnica custaram 25 milhões de euros em três épocas no Sporting que se saldaram pela conquista de uma Taça da Liga - a mais cara do futebol português. Aliás ele nunca escondeu por que motivo trocou a Luz por Alvalade, em 2015: «Mudei, porque fui obrigado.»

 

E se ele acabar mesmo por regressar ao SLB? Devemos ter receio de enfrentá-lo como adversário? São questões que deixo à consideração dos leitores. Responda quem quiser.

Pinheiro e chegar ao Natal

Santa Clara joga taco a taco, como o Guimarães, Tondela ou o Paços jogara connosco.
No jogo de ontem, o Benfica perdeu, mas podia ter ganho, como podia ter perdido com o Rio Ave na semana passada (em que ganhou). Nós marcamos cedo com o Tondela, mas eles podiam ter empatado se aquela do Mathieu não tivesse batido no poste. Com o Paços ganhamos porque o Jovane fez cair do céu um livre direto.
Que raio se passa? Afinal a nossa Liga é competitiva? Afinal os clubes pequenos estão a trabalhar muito melhor? Afinal não é nada disso, são os grandes que são muito piores?
E o público? Como não existe, não pressiona nem o árbitro nem o erro do adversário? Será isso? Ninguém sabe, talvez seja tudo isto e mais alguma coisa.
Cada vez que vejo estes jogos lembro-me de como Paulo Sérgio foi (e ainda é) ridicularizado por ter pedido um pinheiro. A minha intenção não é ser enigmático, mas sim perguntar-me e perguntar a todos se os três grandes (e talvez o Braga) não deviam ter um pinheiro ou dois nos plantéis. A verdade é que a dada altura – últimos dez minutos + descontos – a lógica vai-se e a fé em Deus dos cruzamentos para a área é a única tática que prevalece. 
Será que é a vaidade dos misters e dos diretores desportivos que os impede de decorar os plantéis com um pinheiro?

ImpuNNidade

Passaram-se 3 semanas desde que o autocarro do SLB foi apedrejado no final de um jogo. Episódio de que resultaram feridos dois jogadores, que tiveram de receber assistência hospitalar. Um deles, teve lesões numa vista. Na mesma noite, as casas de vários jogadores do SLB foram vandalizadas, bem como a do seu treinador. 

Ontem, depois de nova derrota, o autocarro foi visado por adeptos, segundo a comunicação social. Felizmente, sem consequências de maior.

Entretanto, já passou um mês desde as bárbaras e cobardes agressões que resultaram em ferimentos graves em adeptos do Sporting.

Já passaram muitos meses desde a última vez que as claques (perdão, GOAs) do Benfica (NN Boys) que entoaram o cântico do "very light", glorificando a violência contra um inocente assassinado? Está tudo gravado, não deve ser difícil identificar um ou outro...  

Resultados disto tudo? 

Zero. É a impuNNidade total.

Parece que "foram identifiados" os autores do ataque ao autocarro. Nada mais. 

Para um sportinguista, que viu o seu clube associado ao "terror" nos últimos anos, tudo isto é absolutamente extraordinário.

Onde estiveram na últimas semanas os comentadores histéricos das TV, a exigir a demissão do presidente do SLB e a responsabilizá-lo "moralmente" (ou mais...) pelo ataque? 

E as primeiras páginas, dia após dia, sobre o "terror", "terrorismo" e etc, semanas a fio?

E os directos à porta do Seixal? 

E os agentes a ameaçar a rescisão de contratos de jogadores?

Onde estiveram o Presidente, o Primeiro Ministro e o Presidente da Assembleia da República, a condenar veementemente estes actos? (O secretário de Estado do Desporto, esse reagiu uma semana depois, quando pressionado pelo FC Porto...)

Onde está a Polícia? 

Onde está o Ministério Público e as acusações de "terrorismo"? 

É que os vândalos das claques do Sporting foram acusados de terrorismo e privados de liberdade durante quase dois anos - e, grande parte deles, libertados no final - enquanto que os vândalos das claques do SLB andam à solta!

Tudo põe a nu o que já sabíamos - que, no futebol, há uma justiça para o SLB e outra para SCP. 

Mas põe também a nu algo muito mais grave - que as instituições do Estado (não do futebol, as do Estado...) agem em conformidade com os interesses do SLB. Se é preciso varrer para debaixo do tapete... varre-se. 

E um incidente gravíssimo como o do ataque ao autocarro do SLB é pura e simplesmente esquecido. 

Mais do que o futebol (ainda há esperança para esse pobre coitado?) está em causa hoje o Estado de Direito. É preciso defendê-lo contra os Donos Disto Tudo. E o pior que podemos fazer é contribuir com a nossa indiferença.

Terror no Seixal - A que horas se pronuncia a Liga? A procuradoria vai abrir inquérito?

slb.png

A que horas se pronuncia a Liga? O Presidente vai fazer declarações em directo? E o secretário de Estado do Desporto, já está a caminho da Luz para uma reunião de emergência? A procuradoria vai abrir inquérito?

A propósito, já foi identificado ou detido algum dos elementos das claques (perdão, GOAs) do Benfica responsável pelas bárbaras e cobardes agressões das últimas semanas a adeptos do Sporting?

Já foi identificado ou detido algum dos elementos das claques (perdão, GOAs) do Benfica que costuma entoar o cântico do "very light", glorificando a violência contra um inocente assassinado? Está tudo gravado, não deve ser difícil identificar um ou outro...  Se houver vontade, claro!

Enquanto continuarem a agir - Liga, Governo, Vieira - como se o problema da brutal e impune violência das claques do Benfica não existisse (desde o "very light" do Jamor até aos dias de hoje, passando pelo assassinato de Marco Ficcini), apenas contribuirão para tornar o futebol português ainda mais perigoso. MUITO mais perigoso, como se tem visto nas últimas semanas.

Já o nosso Dr Varandas, enquanto desastrado paladino do "combate" às claques do Sporting, desempenha em todo este processo o papel de oportunista (na melhor das hipóteses, vendo aí uma distracção do desastre que tem sido a sua gestão) e/ou de idiota útil (na pior das hipóteses, por acreditar realmente que o caminho é tratar como criminoso qualquer "ultra" do Sporting, mesmo um adolescente ou um universitário), centralizando no Sporting as atenções em torno da violência no futebol, com as suas entrevistas chorosas em "prime time" na TVI. 

Como sportinguista e, sobretudo, amante do futebol e do desporto, lamento profundamente este caso e desejo rápidas melhoras aos jogadores do SL Benfica. E desejo também, já agora, que quem manda pense pela sua cabeça e tenha algum juízo. 

Varandas e No Name - uma só causa?

Screenshot_20200527-122205.png

Um dos absurdos do Sporting de Varandas é a comunhão de propósitos com a claque do SLB, os No Name Boys - acabar com as claques do Sporting.

À brutalidade dos No Name responde a direcção de Varandas com comunicados anodinos, apelando à paz, como fez há dias depois de dois sportinguistas terem sido espancados cobardemente por uma turba junto ao pavilhão JR. 

Já quando um elemento da direcção é insultado ou ameaçado por algum louco membro de claques, Varandas vai dar entrevistas em prime time à TVI, em tom choroso. Seria ridículo, se não fosse um insulto à nossa inteligência. 

Entretanto, recordemos algumas vítimas dos No Name:

- 2 adeptos do SCP em estado grave no hospital, este mes

- 1 adepto esfaqueado (ontem) - https://maisfutebol.iol.pt/amp/sporting/benfica/elemento-da-juve-leo-esfaqueado-em-rixa-com-membros-dos-no-name-boys

- 1morto (Marco Ficcini) 

- 1 morto no Jamor (ainda recordado em cantos da dita claque) 

Convenhamos que nenhuma claque neste país tem este "currículo". Nem nada que se pareça. 

E os sportinguistas são apenas parte das vítimas. Até clubes pequenos têm sido alvo da violência das claques e adeptos do SLB, inclusive nos seus próprios estádios. 

Não pertenço a qualquer claque e não ignoro a muita marginalidade que há em todas elas. Não tenho ilusões quanto ao fim da violência no futebol. Mas, quando falamos dos No Name, falamos de assassínios, é um nível de gravidade muito, mas muito, maior. 

Sempre tão palavroso e pronto a saltar para frente de uma câmara, o dr. Varandas não tem nada a dizer sobre esta escumalha, esta turba de assassinos cobardes? Ou a sua "coragem" contra a violência não se aplica aos mais violentos? 

 

Prognósticos. Ou um resultado adivinhado

Disputa-se amanhã, sábado, pelas 18.00 horas TMG, no pré-fabricado de São Domingos de Benfica, um emocionante match de football entre as equipas A e B do clube da Estrada da Luz.

Recordando as "excelentes" performances da equipa B nos últimos jogos entre ambas, o desafio aqui é saber dos leitores e dos colegas de blogue por quantos irá perder a equipa B.

Parafraseando um boneco do genial Victor de Sousa, "fété vó jé"!

 

Nota: Menos que dois de diferença não será considerado prognóstico!

Elas (Toupeiras) "Andem" Aí

Rui Costa (o árbitro, não o funcionário de Vieira) não veio ontem a Alvalade arbitrar.

Veio fazer pouco dos sportinguistas. Fazer muito pouco, mesmo.

É, aliás, algo em que se vem especializando há longos anos:

Mostrando ao que vinha, sem rodeios, em apenas 30 minutos de jogo, conseguiu perdoar dois amarelos ao Maritimo - falta violenta sobre Sporar e entrada por trás a Bruno Fernandes.

A falta sobre Luiz Phyllipe que causou lesão (grave)? nem sequer foi falta, pois claro.

Primeiro cartão do jogo? Para o Sporting, como não podia deixar de ser (Neto, na primeira falta que faz).

Já na segunda parte, com visão de toupeira, lá foi rebuscar no VAR um motivo para anular o 1-0.

De recordar que ficamos sem Vietto para os jogos com o SLB e final da Taça da Liga depois de uma autêntica sessão de 90 minutos de pancadaria contra os nossos jogadores em Setúbal - https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/a-lesao-de-vietto-que-o-obrigou-a-ser-substituido-no-v-setubal-sporting

Sessão de pancadaria essa de que, curiosamente, saímos com apenas menos um cartão do que o Vitória - https://www.zerozero.pt/jogo.php?id=6958650. O ridículo cartão a Coates só pode ser percebido como destinado a impedir que o central jogasse contra o SLB. 

Interessante também recordar que, apesar da violência de ontem e de Setúbal, o único jogador expulso nos últimos jogos do Sporting foi nosso - Bolasie, em Braga, após um choque que nem sequer amarelo valeria para Ruben Dias (SLB) ou Pepe (FCP). 

Nada disto é propriamente novo. Luís Filipe Vieira escolhe árbitros, há muitos anos:

E nada lhe aconteceu. Aliás, a sua influência só tem vindo a aumentar, de dia para dia. 

O SLB, aliás, tem 60 anos disto. 

DN.jpg

Mas isso era no tempo em que se irradiavam árbitros. Hoje, não há corrupção. Há toupeiras e padres.

E acontece-lhes... nada. "Andem" aí. É um lamaçal completo, em que dirigentes (e os Paulos Gonçalves da vida) apanhados em flagrante continuam na maior impunidade. E espera-se que nós, que gostamos de futebol, nos conformemos. Ou desistamos.

Assim se leva as pessoas a afastar-se dos estádios e da Liga. Conheço muitos que, sem paciência para um jogo viciado, passaram a seguir a Premier League ou La Liga.

E a direcção do Sporting no meio disto tudo? Zero, ou quase. De vez em quando lá aparece Beto a refilar, como em Braga, e é tudo.

É para o lado que os que viciam o jogo dormem melhor. E vão sonhando com as "reconquistas" e "hegemonias".

«Mera aparência epidérmica, de superfície, que apenas num longinquamente formal e puramente teórico e preconceituoso, quiçá amedrontado, pode ter alguma leitura»

Court-Hammer[1].jpg

 

O presidente do Tribunal da Relação do Porto, Nuno Ataíde das Neves, considera que o juiz desembargador que tinha pedido escusa do processo relativo à divulgação dos e-mails do Benfica deve afinal manter-se como relator do recurso da acção cível movida pelo clube da Luz ao FC Porto em que está em causa o pagamento de uma indemnização de cerca de dois milhões de euros.

Concluiu o ilustre magistrado que o facto de o seu colega desembargador Eduardo Pires ser «adepto fervoroso» e sócio do Benfica desde 1968, integrar a lista de galardoados com a "águia de ouro" concedida pelo clube, manter lugar cativo no estádio da Luz e possuir 250 acções da SAD do Sport Lisboa e Benfica não afecta a imparcialidade dos seus juízos quando o SLB é uma das partes em confronto.

Potencial conflito de interesses? Nem pensar. Tudo quanto fica escrito acima «não pode significar uma estreita ligação entre o juiz e o seu clube, que só por isso de todo inexiste, estando vedado a quem quer que seja daí retirar a conclusão que a sua imparcialidade e isenção como juiz possa estar minimamente em perigo». Até porque «a integridade de um magistrado não se pode considerar abalada por circunstâncias desta natureza, não pode resultar de uma mera aparência, uma aparência epidérmica, de superfície, que apenas num longinquamente formal e puramente teórico e preconceituoso, quiçá amedrontado, pode ter alguma leitura.»

Perceberam, apesar do português arrevesado? Eu também. Talvez até bem de mais.

Começar mal, terminar pior

36612865-scaled_770x433_acf_cropped[1].jpg

 

Aqui fica o inventário minucioso dos erros cometidos pelos nossos jogadores no clássico de sexta-feira. Uma sucessão de disparates indignos de uma equipa com os pergaminhos do Sporting.

Justifica reflexão. Para que isto não se repita.

 

2' - Wendel, displicente, deixa que Gabriel lhe roube a bola, causando perigo.

3' - Wendel e Acuña travam-se de razões na sequência do lance anterior, claramente em conflito.

4' - Ataque prometedor do Sporting: Luiz Phellype, lento, tenta desviar com a coxa, mas a bola vai para cima. Assinalado fora de jogo ao brasileiro.

6' - Idrissa Doumbia compromete a construção ofensiva atirando a bola para fora naquilo que pretendia ser um passe mas esteve longe de o ser.

7' - Ristovski, pressionado, deixa a bola sair no início da construção.

8' - Camacho não consegue sair com a bola controlada na lateral direita, acabando por ficar sem ela.

12' - Ninguém marca Pizzi, que avança pela direita, faz duas simulações e dispara, para defesa muito apertada de Max.

15' - Wendel recebe, dá vários toques na bola sem a soltar, quase fica sem ela, e a oportunidade de ataque perde-se: o brasileiro opta por devolver ao guarda-redes.

16' - Idrissa Doumbia passa mal, atirando para fora.

20' - Atraso comprometedor de Ristovski para Max, gerando um canto absolutamente desnecessário.

21' - Idrissa Doumbia perde a bola em zona proibida.

26' - Passe longo de Ilori sem qualquer nexo, entregando a bola à linha defensiva encarnada.

28' - Passe de Ilori, mal medido, para a zona frontal. Idrissa Doumbia recebe de costas na saída de bola, ficando sem ela ao deixar-se antecipar por Gabriel.

29' - Max repõe mal, entregando a bola a um adversário.

30' - Wendel, na ala esquerda, perde a bola, deixando-se antecipar por Weigl. Força Acuña a falta que lhe custou o amarelo.

32' - Ilori volta a perder a bola no início da construção.

34' - Luiz Phellype, em clara posição de fora de jogo, leva à invalidação de um golo de Acuña.

35' - Idrissa Doumbia perde a bola no meio-campo ao atrapalhar-se com ela.

39' - Ristovski, com o corredor direito todo por sua conta, faz um passe sem qualquer sentido, entregando a bola a Vlachodimos.

55' - Ilori tenta progredir com a bola controla, mas fica rapidamente sem ela.

71' - Wendel, inexplicavelmente, perde a bola à entrada do meio-campo benfiquista.

73' - Novamente Wendel: agarra-se à bola, depois domina-a mal e desperdiça mais um lance ofensivo.

76' - Bruno Fernandes, isolado por Idrissa no corredor direito, adianta demasiado a bola e acaba desarmado.

77' - Luiz Phellype ganha a bola num confronto individual a meio-campo, mas atira-a para um lugar onde não está ninguém.

77' - Bruno Fernandes vence confronto individual e solta a bola, solicitando desmarcação de Luiz Phellype, que fica parado.

80' - Confusão na nossa grande área: Idrissa Doumbia e Mathieu falham intercepção de Vinícius, depois intromete-se Ilori, que não alivia, fazendo a bola ressaltar para Rafa. Golo do Benfica.

85' - Luiz Phellype, servido por Acuña, deixa-se desarmar por Rúben Dias.

89' - Wendel, isolado no meio-campo, perde a bola, originando ataque perigoso do SLB.

90'+2 - Mathieu entrega a bola a um adversário já perto da linha do meio-campo.

90'+4 - Plata deixa-se desarmar quando transportava a bola.

90'+9 - Corte defeituoso de Ilori possibilita o segundo golo do Benfica.

O homem que não empata

Depois de 19 jogos de Silas à frente do Sporting, ganhámos 13 e perdemos 6. Média de golos marcados: 1,7. Média de golos sofridos: 1,0. Se não me enganei em nada.

Um registo nada favorável. E vendo o jogo de hoje percebe-se bem porquê. Uma construção de jogo a partir do guarda-redes pretensamente inteligente mas que expõe os defesas e os médios mais recuados aos erros mais primários, coisa que acontece dez vezes mais com Iloris do que com Mathieus mas acontece com todos, depois se o médio consegue pegar na bola e virar-se para a frente sem ser desarmado, começa-se a ver um futebol ofensivo que cria oportunidades e que depois aproveita ou desperdiça de acordo com o talento de quem o devia ter para pôr a bola lá dentro.

Um futebol muito de meio-campo, muita ênfase na construção, incompetência acentuada nas duas áreas de decisão, a começar pelos cantos e livre laterais, sempre um perigo num lance contra, desperdício total nos lances a favor. Bruno Fernandes disfarça muita coisa muitas vezes, mas não disfarça tudo todas as vezes.

Por alguma coisa os pontas de lança são normalmente os mais bem pagos do plantel. O Sporting tinha um grande ponta de lança e vendeu-o pelo que custou contratar o... defesa direito suplente. Claro que há a questão do salário, mas... quem não marca, não ganha e muitas vezes perde.

E o Sporting... mais uma vez perdeu.

SL

Carlos Xistra e o VAR salvam o Benfica de derrota humilhante

img_920x518$2019_07_11_11_03_45_1574610[1].jpg

 

Aos 20 minutos já o Desportivo das Aves, último classificado, vencia no Estádio da Luz o campeão em título e primeiro classificado da Liga Bordel Portuguesa. Weigl estava a fazer uma exibição cinzentona e o Benfica meteu em campo os seus verdadeiros reforços: Carlos Xistra e o VAR.

 

Xistra expulsa, e bem, André Almeida mas o VAR manda-o erradamente recuar na decisão.

 

 

 

Momentos depois, Xistra inventa esta grande penalidade a favor do Benfica. Grande penalidade que, por "motivos técnicos", o VAR não teve como validar ou contestar. A inexistente penalidade é assinalada por uma não-falta sobre Vinicius que devia ter sido expulso minutos antes por agredir o guarda-redes do Aves, algo que nem o Xistra nem o VAR viram.

 

 

 

Estava feito o empate. E, para piorar tudo, o golo que sela a reviravolta é por André Almeida, que havia sido expulso.

É este o campeonato português. O campeonato da mentira que nos enfiam pelos olhos semanalmente enquanto nos embalam com cânticos sobre constipações.

É neste futebol e neste país que vivemos. Triste, muito triste.

Assim vai o nojento tuga soccer...

Nojo.jpg

O futebol português está cada vez mais corrompido por um sistema que só pode provocar asco a quem tiver dignidade e defender a verdade desportiva. O despudor atingiu um nível tal, que nem com VAR lá vamos. Em Alvalade, diante do Rio Ave, foram assinaladas sem qualquer problema 3 grandes penalidades contra o Sporting. Ontem em Guimarães, árbitro e VAR não vislumbraram falta. Uma vez mais o bafiento e reles tuga soccer, mostrou que não é bem um desporto, mas uma farsa, sempre beneficiando os mesmos. Ou alguém acredita que este mesmo lance, na outra grande área, teria igual decisão? 

Quanto aos senhores instalados nos gabinetes do poder do futebol, não há muito a esperar. Ontem provavelmente terão ido à casa de banho no momento exacto em que foram lançadas três tochas para o relvado, interrompendo o jogo, pelo que não se devem esperar castigos. Afinal tudo está bem, quando acaba bem, desde que o clube do regime vá ganhando, os bobos vão desempenhando o seu papel, para gáudio da multidão...

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D