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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Como se costuma dizer "as finais são para ganhar, não são para jogar". O Sporting conseguiu fazer isso na Luz, num jogo de sofrimento e contra uma equipa do Benfica desta vez com a lição bem estudada.

Péssima primeira parte, com Hjulmand e Bragança longe um do outro e completamente abafados pelo meio-campo contrário, Esgaio e Nuno Santos deprimentes, Paulinho e Gyökeres abandonados à sua sorte, e tudo o resto sem saber bem o que fazer. Valeu Israel que safou um golo feito.

 

Ao intervalo Rúben Amorim deu um murro na mesa, mudou as alas, o Sporting recomeça o jogo a atacar e consegue um grande golo por Huljmand. Depois disso o jogo abriu, o cansaço começou a vir ao de cima e os lances de perigo foram acontecendo de um e doutro lado. Morita entrou bem em campo para substituir um Bragança em noite para esquecer.

Gyökeres e Paulinho falharam por pouco dois golos, mas do outro lado falharam também e o resultado acaba por ser justo. Gyökeres fica mais uma vez ligado a um golo sofrido, perdeu completamente a noção de quem tinha nas costas, não se percebe esta incapacidade do sueco defender na área.

 

Melhor em campo? Coates, depois Israel.

Arbitragem? Impecável, deixou jogar e não foi em palhaçadas. Nada a dizer, por estranho que pareça.

E agora? Ganhar o dérbi em Alvalade.

SL

Polícias doentes, águia à solta

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Para o Record a águia assume liderança e só falta dizer que já são campeões.

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Curiosamente, aqui, A Bola, sublinhava bem a efemeridade da coisa: "Sporting (...) é líder provisório" no final dessa época os provisórios tornaram-se definitivos (como quem troca de marca de tabaco).

É interessante atentarmos à euforia que grassa do lado errado da segunda circular e às palavras serenas de Rúben Amorim em 2020: "O que conta é a classificação final".

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Vamos então fazer contas.

Quando o campeonato português começa todas as equipas podem chegar, potencialmente, aos 102 pontos. São os pontos perdidos que vão determinar o campeão.

Sporting, 94 pontos potenciais, 8 pontos perdidos.

Benfica, 93 pontos potenciais, 9 pontos perdidos.

FC Porto, 87 pontos potenciais, 15 pontos perdidos.

O Sporting neste momento está mais perto de ser campeão que o Benfica, que o FC Porto ou que a PSP, esta última tem sido a equipa mais difícil de enfrentarmos.

Adoro coincidências

... a sério mesmo.

Acho fascinante que perante o empréstimo, com opção de compra do passe desportivo por 12 milhões (custou 14), de Jarések surja uma venda do passe desportivo de Lucas Veríssimo, para o Catar, por 9 milhões. Seguramente melhor rentabilizado do que se mantido o acordo já assinado com o Corinthians. E, entretanto, equilibram-se contas e... apaziguam-se espíritos. Benfiquistas que, consta, os do Corinthians estão ligeiramente incomodados. 

Também estão a apreciar as movimentações desta janela de transferências?

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Ambas as imagens foram retiradas do repositório online do site desporto.sapo.pt

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Os vermelhos da primeira volta

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O FC Porto lidera esta classificação com quatro, Sporting, dois e Benfica, um.

Vamos ver jornada a jornada quando foram mostrados esses cartões e a influência no resultado dos jogos, qual era o resultado aquando das expulsões.

Por último, vamos analisar as expulsões de adversários destes três clubes e que influência tiveram esses cartões vermelhos nos resultados.

Jornada 1

Tivemos a expulsão de Wendell aos 90+2' do Moreirense 1 vs. FC Porto 2. Expulsão sem influência no resultado. Tivemos, também, a expulsão de Musa aos 51' e de Bruno Lourenço aos 90+9' no Boavista 3 vs. Benfica 2. Estas expulsões não tiveram influência no resultado. O Benfica vencia 1-0 quando Musa foi expulso, o Boavista empatou a jogar 11 contra 10 mas o Benfica conseguiria colocar-se em vantagem a jogar com 10 contra 11. Boavista voltaria a empatar com 11 contra 10, mas o golo da vitória das panteras seria obtido após a expulsão de Bruno Lourenço, nessa altura estavam dez jogadores de cada lado.

Jornada 4

Benfica 4 vs. Vitória SC

Jorge Fernandes marca na própria baliza aos 11' e João Mendes é expulso aos 18'. Assim é fácil vencer e golear.

Sporting e FC Porto empataram nesta jornada. Os leões prejudicados em Braga, o tal golo de Huljmand que o VAR anulou porque Matheus, coitadinho, não viu partir a bola, as imagens demonstram o contrário mas isso não interessa nada. Mais tarde o Conselho de Arbitragem reconheceria o erro. Foi atribuído ao facto do árbitro Luís Godinho suar muito e não ter conseguido comunicar convenientemente. O FC Porto, também, perdeu dois pontos em casa com o Arouca apesar de todos os esforços do árbitro Miguel Nogueira para dar uma ajudinha. É assinalado um penalty aos 90+15' (leram bem) que Galeno se encarregou de falhar.

Jornada 5

Sporting 3 vs. Moreirense 0

É expulso um jogador dos cónegos aos 88', o resultado era 2-0 na altura.

Jornada 7

Benfica 1 vs. Porto 0

Expulsão de Fábio Cardoso aos 19'. Único golo das águias aos 68'.

Farense 2 vs. Sporting 3

Expulsão de Gonçalo Silva aos 18' com o resultado a zero.

Jornada 8

FC Porto 1 vs. Portimonense 0

David Carmo é expulso aos 81'.

Sporting 2 vs. Arouca 1

Diomonde é expulso aos 42', com o Sporting a vencer 1-0, o Arouca a jogar 11 contra 10 empata mas o Sporting com menos jogadores em campo consegue marcar e estabelecer o resultado final. Rafael Fernandes do Arouca é expulso aos 87'.

Jornada 10

Não há expulsões mas há o episódio do penalty falhado por Taremi (cortesia de Tiago Martins). O FC Porto perde em casa com o Estoril.

Jornada 11

Benfica 2 vs. Sporting 1

Com Artur Soares Dias como apitador de serviço, o Benfica levou um "banho de bola" na Luz. Gonçalo Inácio foi expulso aos 50', o Sporting vencia e dominava. Resistimos até aos 90+4', o árbitro dá 7' de desconto e o Benfica volta a marcar aos 90+8' (é o que temos).

Jornada 12

Famalicão 0 vs. FC Porto 3

Zaydou Youssouf foi expulso aos 81', os dragões venciam 0-2.

Jornada 14

Sporting 2 vs. FC Porto 0

Pepe expulso aos 51', resultado na altura, 1-0 para o Sporting.

Jornada 16

Boavista 1 vs. FC Porto 1

Expulsão de Camará aos 89'

Jornada 17

Benfica 4 vs. Rio Ave 1. Resultado aquando da expulsão 1-1.

Adenda às 14h45:

Sporting jogou dois jogos em inferioridade numérica com o Arouca e com o Benfica. Perdeu três pontos. Jogou três jogos em superioridade numérica com o Moreirense 2' (numa altura em que vencia por 2-0) com o FC Porto, já vencia por 1-0 e com o Farense, estava 0-0 aquando da expulsão, fomos "beneficiados" em 2 pontos, contas feitas menos 1 ponto.

Benfica jogou um jogo em inferioridade numérica sem influência no resultado. Jogou quatro jogos em superioridade numérica, nesses quatro jogos conseguiu "ilegalmente" 7 pontos (9 se contarmos o jogo com o VSC).

FC Porto jogou quatro jogos em inferioridade numérica. Só no jogo da Luz perdeu 1 ponto devido a essa situação. Jogou dois jogos em superioridade numérica sem pontos conquistados devido a esse facto.

Contas feitas, Sporting e FC Porto prejudicados num ponto, Benfica beneficiado em sete (ou nove) pontos.

Meia dúzia de notas sobre o jogo de hoje

- Gonçalo Inácio foi extremamente imprudente no lance do segundo amarelo. Não sei que percentagem da falta é um toque efetivo do nosso jogador e o que é aproveitamento do adversário, mas realmente existe a entrada, que foi muito precipitada;

- Em relação ao segundo golo, entendo que é de muito difícil análise, mas temos de constatar que as imagens que temos, que serão as mesmas que o VAR usa nas suas análises, são fornecidas pelo próprio Benfica, clube que é responsável pela transmisão dos seus jogos em casa;

- João Neves recebe um amarelo aos 75 minutos, Constanto que depois disso faz mais duas faltas, uma delas uma rasteira por trás a Hjulmand, outra numa disputa com Nuno Santos. Não vê amarelo nenhum neste lances e acaba por marcar o primeiro golo do Benfica.

- A equipa jogou tão bem ou melhor com 10 do que com 11. O Benfica limitou-se a bombear bolas na segunda parte e, com excepção do grande remate de Di María que Adán defendeu, não criou perigo até aos 94 minutos.

- Coates e Adán estão numa fase descendente das duas carreiras e, gradualmente ao longo desta época, terá de se ir tratando da sua sucessão. Para mim o melhor trio de centrais neste momento já é St. Juste, Diomande e Inácio;

- Os golos e as jogadas de perigo do Benfica foram todos em resultado de erros de jogadores do Sporting:

  • O 1.º lance de perigo, um remate de Rafa a rasar o poste direito, resulta de um conjunto de bolas divididas que foram ressaltando, até que a bola lhe chegou aos pés à frente da baliza;
  • A bola ao poste resultou de um mau passe de Gonçalo Inácio (salvo erro);
  • O 1.º golo do Benfica resulta de um má organização defensiva na marcação do canto: oito dos nove jogadores de campo estavam todos ao monete dentro da pequena área, não ficando ninguém para marcar João Neves um pouco mais atrás. O Benfica, apesar de ter o guarda-redes lá à frente, só tinha seis jogadores dentro da área, por isso não sei quem é que os nossos nove jogadores estavam a marcar.
  • O 2.º golo do Benfica veio na consequência de um mau passe de Hjullmand, que podia ter mantido a posse de bola mas teve a tentação de arriscar em criar uma jogada de perigo aos 96 minutos, quando estava empatado em casa do rival e com menos um jogador.

Cada vez mais miserável

Quatro jogos, quatro derrotas, zero pontos, só um golo marcado. 

Foram chutados da Liga dos Campeões com um forte pontapé nos fundilhos. Ontem à noite, em San Sebastián: Real Sociedad, 3 - Benfica, 1.

Vale a pena lembrar: esta equipa do País Basco que ontem cilindrou o SLB ficou em quarto lugar na Liga espanhola 2022/2023 e agora segue na sétima posição. Há 20 anos que não ascendia aos oitavos da Champions. Conseguiu agora, transformando o adversário de Lisboa no bo(m)bo da festa.

Exibição miserável, resultado miserável, balanço miserável da equipa que há 61 anos não vence um troféu da UEFA. A maldição de Béla Guttmann parece mais actual que nunca.

Miserável

Desempenho do Benfica nesta temporada na Liga dos Campeões: três jogos, três derrotas, zero golos marcados e quatro sofridos. Ontem perdeu na Luz contra a Real Sociedad (0-1), que foi muito superior.

Antes tinha perdido com Salzburgo em casa (0-2) e com o Inter em Milão (1-0).

Com estas três derrotas, despediu-se já da Champions. Falta saber se ainda consegue ir à Liga Europa.

É possível definir este percurso numa única palavra?

Claro que sim: miserável.

Ganhar pontos em três frentes

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Andei aqui durante três dias a aturar alguns chatos sempre prontos a rasgar a nossa equipa e a desancar o nosso treinador.

Valeu-me ter tempo e alguma paciência - que não é inesgotável. 

Esses tais vieram comentar a nossa vitória em Alvalade (3-2 contra o Vizela) em atmosfera derrotista. Só faltou tocarem a Marcha Fúnebre.

Quem não soubesse, imaginaria que tínhamos empatado ou perdido nesta ronda inaugural.

 

No sábado, saí feliz do Estádio José Alvalade - como quase todos quantos lá estivemos. Com bons motivos para isso.

Em Agosto de 2022, perdemos dois pontos no início da Liga. Agora vencemos em três tabuleiros - o equivalente a nove pontos ganhos. Superámos o nosso adversário enquanto o Braga perdia em casa com o Famalicão (1-2) e o Benfica foi derrotado no Bessa (3-2). 

 

Chamem-lhe estrelinha, se vos apetecer. Interessam-me pouco os rótulos, desde que sigamos em frente.

Os tais chatos agora que apareçam: não me importo nada.

É lidar.

Pirotecnia ultra

Depois da chuva de tochas sobre os adeptos do clube da casa em Milão, o Benfica foi (levemente) sancionado pela UEFA, uma multa de quase nada e uma proibição de não-venda de bilhetes para o próximo jogo fora de casa.

Também o Sporting esteve ainda há pouco ameaçado de sofrer uma sanção deste tipo, ultras aditivados e pirotécnicos existem dos dois lados, o limite do que fazem depende mais de quem governa o clube no momento e do controlo que tem ou deixa de ter sobre as claques. Há quem corte a direito com as claques legais, reconhecidas ou clandestinas, os respectivos líderes e a sua máquina económica (para não lhe chamar outra coisa, até porque parece que existem membros no activo das forças policiais nas claques, e a existirem sabem mais do que eu sobre o assunto) e há quem mantenha relações de promiscuidade que no caso do FC Porto atingem proporções épicas. Quando Pinto da Costa cair da cadeira cá estaremos para ver o que irão provocar.

Mas, devido a isso ou não, também é verdade que o Benfica se tem destacado pelos actos criminosos das suas claques relativamente às claques e aos adeptos do Sporting. Todos nos lembramos do "very light" sobre o nosso adepto Rui Mendes, do atropelamento e fuga sobre o adepto da Fiorentina, da emboscada com martelo no Estoril, e outras. Digamos que o Benfica facilmente acolhe marginais e delinquentes, o próprio Luis Filipe Vieira não tinha limpo o cadastro e o Sporting (ou pelos menos as claques do Sporting) é o alvo predilecto dos mesmos.

 

Depois dos acontecimentos, saltam cá para fora as justificações. Estas, a mando de Rui Costa, apenas me lembram aquelas do Bruno de Carvalho depois do assalto a Alcochete, até porque para a semana vamos "comemorar" cinco anos depois daquele dia bem negro da história do Sporting. 

"O Sport Lisboa e Benfica vai avaliar a possibilidade de recorrer desta decisão da qual foi notificado hoje pela UEFA." A sério? E vai avaliar como? Atirando tochas para cima da tribuna presidencial no próximo jogo da Luz? 

Para mim só há uma forma de lidar com este tipo de situações: os sócios fazerem justiça dentro dos próprios clubes, identificarem e expulsarem os responsáveis das claques, reconhecidas ou não, que "autorizam" estes actos. Porque se eles não autorizassem, por muito murro ou pontapé que ocorresse na bancada, aquilo não acontecia.

Era o que o Sporting deveria ter feito a seguir ao "bombardeio" de Rui Patrício e ao assalto a Alcochete.

SL

Agora vais olhar para onde?

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Com João Bonzinho ao leme, A Bola perdeu o último resquício de pudor e tornou-se descarada folha-propaganda do Benfica. Bem visível, por exemplo, na capa-póster da edição de ontem. Pondo o alemão que treina o SLB e é incapaz de dizer uma frase em português posando como herói da pátria, numa primeira página integral com a cara do senhor.

Motivo? O clube da águia ia disputar em casa uma partida dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. 

Afinal de nada valeu a pose heróica, o lambebotismo militante, o jornalismo travestido em câmara de ressonância dos porta-vozes encarnados: o «pujante Benfica» foi ao tapete, derrotado 0-2 por um «Inter mergulhado em crise», que não vencia há seis jogos. «Olhar em frente!», rezava a manchete garrafal, com ponto de exclamação e tudo (marca estilística do director que sucedeu a Vítor Serpa), em beata devoção pelo clube da Luz.

Agora vais olhar para onde, ó Bonzinho?

Varandas sobre a corrupção no futebol

«Nojo que a justiça deve ter coragem de limpar»

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«O Ministério Público está a matar o mensageiro [César Boaventura], mas não está a acusar o verdadeiro mentor e beneficiário de todo este esquema de crime organizado [no SLB]. Vamos pedir a abertura da instrução deste caso. César Boaventura tinha uma relação de grande confiança e proximidade com Luís Filipe Vieira, falavam constantemente.»

 

«Na cabeça de qualquer pessoa não faz sentido algum que um intermediário esteja na disponibilidade de gastar 480 mil euros para corromper quatro jogadores para o Benfica vencer um jogo. O mensageiro [Boaventura] está acusado, mas os principais beneficiários, neste caso Luís Filipe Vieira e a Benfica SAD, não estão. É um erro que esperamos seja corrigido.»

 

«Paulo Gonçalves era assessor jurídico e o braço direito de Luís Filipe Vieira. Estava nas reuniões da Liga. Paulo Gonçalves era um funcionário [do SLB[. Foi condenado considerando que corrompia funcionários judiciais sem a administração do Benfica saber.»

 

«No caso Saco Azul, o clube [SLB] tem um esquema falso de facturas para libertar mais de um milhão de euros em cash. De empresas de um amigo do anterior director financeiro do clube. Para que era um milhão em cash? É normal um clube ter um milhão em cash? Espero que a investigação não fique pela evasão fiscal.»

 

«Em Itália houve um clube, Juventus, a que foram tirados 15 pontos por evasão fiscal e manipulação dos balanços financeiros - e todos os administradores suspensos.»

 

«Obviamente que o Sporting foi uma das principais vítimas deste esquema criminoso.»

 

«O Sporting vai lutar na justiça por isto. Isto é um nojo, não há outra forma de o classificar. Não diferente do Apito Dourado de há 20 anos. Não é diferente. Um nojo que não pode ter lugar no futebol português. Um nojo que a justiça deve ter a coragem de limpar.»

 

«Espero que não haja clubite na justiça e que a justiça não tenha medo da clubite.»

 

«Para um sócio do Sporting, os valores interessam. Para um sócio do Sporting, interessa que o seu presidente não tenha escutas a corromper árbitros com prostitutas. Para um sócio do Sporting interessa muito que o seu presidente não seja apanhado em escutas a escolher um árbitro para uma final da Taça. Para um sócio do Sporting interessa que na administração da sua SAD não haja sacos azuis de um milhão de euros. O sócio do Sporting quer ganhar. Mas, mais do que ganhar, é a forma como se ganha. Isso é o que mais importa. Eu, enquanto presidente do Sporting, prefiro nunca vir a ganhar do que ganhar com estes esquemas. É assim que o Sporting é, é assim que eu sou.»

 

«Vejo centenas de comentadores a elogiar a Premier League. Mas aquela liga não tem Césares Boaventuras, não tem Paulos Gonçalves, não tem presidentes a corromper árbitros. Aquela liga é limpa.»

 

«Não vale a pena preocuparmo-nos com direitos de centralização para valorizar a Liga quando assobiamos para o ar e vemos corrupção do pior que há ainda no futebol português.»

 

«Não ter telhados de vidro ajuda a ter muita força.»

 

 

Frederico Varandas, esta noite, em entrevista à Sporting TV. Talvez a sua melhor entrevista até hoje.

40 anos disto

O inegável sucesso de Pinto da Costa como presidente do FC Porto, o maior clube da cidade do Porto mas sem verdadeira implantação nacional, deve-se antes do mais à sua extrema habilidade de gerir os relacionamentos com os dois rivais de Lisboa, com chocolates para uns e facadas para outros conforme o momento e as conveniências.

João Rocha foi um presidente que nunca pactuou com tal personagem e isto custou-lhe uma guerra desgastante do futebol da qual o Sporting muito saiu a perder, mesmo quando apostou em António Oliveira e na Olivedesportos. Pinto da Costa conseguiu desviar jogadores como Alhinho, Dinis, Futre, Inácio e Eurico e só não desviou Manuel Fernandes e outros porque souberam dizer não. Jogadores fundamentais para os êxitos que teve depois. Com o abandono de João Rocha, Pinto da Costa teve via aberta para a conquista dos poderes do futebol e consequemente para o triunfo do sistema mafioso que montou, bem documentado no livro "Golpe de Estádio", e denunciado anos mais tarde por outro presidente nosso que não pactuou, Dias da Cunha.

Cerca de década e meia depois, com campeonatos e títulos perdidos por roubos arbitrais no entretanto, Bruno de Carvalho foi um presidente que depois de insultado nas bancadas do pavilhão pelo seu vice-presidente teve palavras bem duras para com Pinto da Costa, mas terminou de braço dado com ele, descobriu ali um grande amigo.

Já Frederico Varandas teve as palavras que conhecemos, depois de o Sporting ter sido roubado por João Pinheiro no relvado do Dragão e antes dele mesmo ter sido roubado nas garagens do estádio.

Pinto da Costa está a terminar os seus dias como presidente do FC Porto, mas o sistema mafioso que montou com Reinaldo Teles continua bem oleado e extremamente eficaz. Esse sistema tem como base o controlo absoluto da arbitragem, premiando uns e castigando outros, nas classificações, nas promoções e na sua vida privada.

 

Amanhã vamos defrontar o  FC Porto em Alvalade num jogo que tem como árbitro o expoente máximo desse controlo, o árbitro mais azul de todos, visitado em tempos pelos SuperDragões, e com uma pastelaria para proteger dos mesmos.

Esse sistema bem denunciado por outro presidente nosso que não pactuou, Dias da Cunha, só terá fim quando Sporting e Benfica se unirem na luta para o derrubar, em vez de fazer o que fez Luís Filipe Vieira, ou seja, tentar montar um sistema mafioso doutra cor ao mesmo tempo que distraía o Sporting com pactos sobre o futebol.

Pelos vistos a eliminação na Taça às mãos dum árbitro de Lisboa (!) terá posto a nação benfiquista em estado de choque, incrédula como o seu "principezinho perfeito" Rui Costa foi comido de cebolada pelos APAFs azuis. Como os pontos que tem de vantagem na Liga podem não chegar para ser campeões este ano, sucedem-se as intervenções inflamadas, como estas que aqui trago:

"Estamos num clima viciado. Benfica tem de fazer o que o Sporting faz" (noticiasaominuto.com)

A cultura do ódio que o norte de Portugal não subscreve | NGB (geracaobenfica.blogspot.com)

Será desta que aquela malta desperta para a realidade ? Ou resolvem a coisa com uma cimeira no "Rei dos Leitões"?

SL

Os burros somos nós

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Aparentemente, este texto nada tem a ver com o Sporting, na verdade tem.

Tem a ver com o Sporting, tem a ver com dignidade, tem a ver com verdade desportiva.

Vamos recuar ao fim-de-semana passado, o Braga jogava na Mata Real e estava quase morto, ressuscitou com um lance manhoso, tinham passado oito minutos dos sete de desconto dados pelo árbitro. Golo do Braga, para além dos onze jogadores, estavam mais seis ou sete elementos do Braga dentro do campo, as imagens documentam, o lance é ilegal, o árbitro, os bandeirinhas, o VAR e o auxiliar de VAR fingiram que não viram. O Paços perdeu um ponto, o Braga conquistou dois. O melhor jogador do Paços de Ferreira não se conteve perante tanta injustiça, disse ao árbitro:

- Sr. digníssimo juiz de campo, o lance é ilegal (provavelmente as palavras não foram estas, o sentido foi este).

Vermelho directo.

Este acontecimento ocorreu na jornada 17, Maracás, o tal jogador, foi suspenso por um jogo, ok, dir-me-ão, não jogará na jornada 18.

Estão errados, sabendo da suspensão do jogador, o Benfica conseguiu a antecipação do jogo, o Paços de Ferreira foi, categoricamente, contra esta antecipação mas não lhe valeu de nada.

Recapitulando:

1. Um jogador é, injustamente, expulso na jornada 17.

2. O clube com o qual esse clube vai jogar na jornada 20 "obriga" a Liga a alterar a data do jogo.

3. Na jornada 18 Maracás estará disponível para jogar.

Se isto não é adulterar a verdade desportiva, o que será?

Benfica na segunda divisão já. São casos e casinhos a mais.

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O dia seguinte

Hoje na Luz, e enquanto muitos vaticinavam e outros salivavam por uma derrota copiosa contra a proclamada melhor equipa portuguesa desta época, o Sporting entrou em campo competente e desinibido, foi superior durante 20 ou 30 minutos, depois disso esteve duas vezes em vantagem no marcador e no final desaproveitou uma oportunidade flagrante de conquistar a vitória. Isto com uma arbitragem habilidosa que fez o possível por inclinar o campo, sendo apenas traído por um VAR que lhe chamou a atenção para o óbvio. 

Nesse período de domínio de jogo, o Sporting saiu bem a jogar desde trás esticando o jogo para os avançados, que logo levou à primeira falta perigosa de Otamendi e respectivo amarelo. Com Porro e Nuno Santos muito condicionados, Ugarte e Pedro Gonçalves tiveram espaço para manobrar, Fiorentino e Enzo não os conseguiam suplantar, o Benfica baixava linhas e quando recuperava a bola tinha os avançados distantes e com os defesas do Sporting em cima.

Depois, lentamente, os dois médios sempre pouco ajudados por Trincão e Edwards foram-se desgastando, e começaram a ter perdas de bola na zona central do terreno que convidava o Benfica a ataques rápidos. Mesmo assim, duma combinação perfeita entre Porro e Edwards, a única do encontro, surgiu o golo inaugural, mas nessa toada de contra-ataque rápido pouco tempo depois o Benfica empatou num lance em que Matheus Reis facilitou, não impedindo o centro de Rafa.

No segundo tempo o Benfica tentou assumir o controlo do jogo, mas logo Paulinho soube aproveitar a "verdura" do jovem do Benfica para sacar um penalti indiscutível. Mais uma vez não durou muito para o Benfica conseguir mais um lance de contra-ataque com centro agora do outro lado para o empate, mais uma vez pelo ponta de lança, mais uma vez a antecipar-se ao marcador directo. 

 

Com o jogo a descambar e a equipa em perda física, Rúben Amorim surpreendeu tudo e todos. Se eram esperadas as entradas de Arthur e Jovane, as de St.Juste e Chermiti foram arriscadas, a primeira implicou a reorganização da defesa com a mudança de lado de Gonçalo Inácio, a segunda facilitou a saída a jogar do Benfica. Por falta de ritmo, um e outro incorreram em faltas, algumas perigosas, e logo foram amarelados. Mas o facto é que, mesmo no final, Chermiti teve a oportunidade de ser feliz. Mas desaproveitou, como Nazinho tinha desaproveitado em Londres.

Podemos agora imaginar se Pedro Gonçalves tivesse evitado o amarelo contra o Paços de Ferreira e tivesse alinhado no Funchal com Nuno Santos, se com eles o Sporting tivesse ganho, se ambos tivessem levado amarelo, se o Sporting entrasse na Luz com Matheus Reis a ala esquerdo e St. Juste na defesa: um empate também no final, mais 3 pontos na classificação. Mas a realidade é a que é. O facto é que o desempenho dos dois no jogo de hoje, Pedro Gonçalves e Nuno Santos, não justificou assim tanto terem ficado de fora do Funchal.

Melhor em campo? Ugarte, bem acima de todos os outros. 

 

Enfim, o Sporting foi à Luz conquistar um ponto, o que sempre terá de significar um bom resultado, mas o problema é que perdeu três na jornada anterior. Temos muitos pontos para recuperar na 2.ª volta a Benfica, Porto e Braga para salvarmos a época.

E o caminho é esse mesmo. Muita coisa ainda para conquistar esta época.

Mas para isso é mesmo preciso reforçar o plantel neste mercado de Inverno. Isto não vai lá vestindo o fato de super-homem e pulando do Empire State Building...

 

PS: Foi assim que vi o jogo pela transmissão da BTV, comentários do mais lampiónico que existe, repetições de casos suspeitos contra o Benfica nem pensar, tudo na linha das palhaçadas que João Mário, Rafa e outros iam fazendo dentro do campo. Tudo limpinho, limpinho, limpinho.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... não no estádio como no ano passado, mas em frente à TV na casa dum amigo benfiquista.

Depois da "martelada" que levámos no Funchal este dérbi vai servir para muita coisa, por exemplo para redefinir os objectivos da equipa esta época, para tomar opções quanto ao mercado de Inverno e para definir o estado de saúde interno dum clube muito dado à bipolaridade.

Nesta semana muito se falou em atitude, em ADN, entraram em comparações com o Porto como se alguma vez a mentalidade daquela gente no bom, no mau e no péssimo fosse alguma vez imaginável no Sporting, e até a nossa brilhante equipa de futsal entrou na comparação.

Ora bem, eu francamente não vejo grandes diferenças entre as equipas das diferentes modalidades do Sporting, incluindo o futebol e o futsal em termos comportamentais e de ADN Sportinguista. O que vejo são capacidades, maturidades e momentos diferentes, que têm a ver com curriculum de títulos, estabilidade das lideranças, capacidade de investimento de acordo com as necessidades de cada uma, retenção de elementos-chave, autoridade do grupo de capitães, potencial da formação, etc. E a equipa de futsal ganha à equipa de futebol em todos esses pontos.

 

Mas voltanto ao dérbi: vamos entrar na Luz com um onze ao nível do rival, ambos com pontos fracos e fortes, e nestes jogos a inspiração dum ou doutro vai fazer a diferença.

Num jogo com muito mais espaço, o trio dos "levezinhos" Pedro Gonçalves, Trincão e Edwards está nas suas "sete quintas". Mas também podem fazer a diferença os reforços vindos do banco e nesse aspecto o Sporting perde imenso em comparação. Nas alas Porro e Nuno Santos vão também ser muito importantes, vão obrigar o Benfica a compensações diferentes do que está habituado.

 

O onze inicial deverá então ser o seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Ugarte, Pedro Gonçalves e Nuno Santos; Edwards, Paulinho e Trincão.

No banco deverão estar Israel, St.Juste, Marsà, Esgaio, Arthur Gomes, Sotiris, Rochinha e Jovane.

Muito ainda para conquistar esta época, a começar pela vitória no dérbi. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

Derrota do SLB em Braga? Qual derrota?

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Já todos sabemos que A Bola é o jornal oficioso do Benfica. Tendência ainda mais reforçada agora, após a substituição de Vítor Serpa (o jornalista português que usa mais vírgulas nos textos) por João Bonzinho (o jornalista português que utiliza mais pontos de exclamação, aliás como ilustram várias capas mais recentes).

Apesar de tudo, há uma diferença entre ambos: Serpa sempre se confessou adepto do Belenenses, enquanto Bonzinho não esconde a alma benfiquista, com a Luz a iluminar-lhe a prosa.

 

Com um fervoroso admirador de Rui Costa no posto de comando, não admira que a redacção do matutino da Queimada fervilhe de papoilas saltitantes, numa espécie de disputa interna para ver quem consegue exibir mais credenciais encarnadas.

Nesta competição parece destacar-se António Simões, que ao analisar o desempenho dos jogadores do Benfica na recentíssima derrota por 0-3 em Braga consegue dar nota positiva a nove dos titulares. Facto insólito, até para o padrão a que A Bola nos habituou.

Este jornalista não permitiu que o vendaval na Pedreira influenciasse a cotação do onze benfiquista: Vlachodimos, Enzo Fernández e Rafa são brindados com nota 6, António Silva, Otamendi, Grimaldo, João Mário, Aursnes e Gonçalo Ramos recebem nota 5. Tudo positivo, portanto.

Só o Bah e o Florentino, coitados, não ultrapassam a cotação equivalente a "medíocre +": levam 4. Isto apesar de o primeiro ter oferecido o terceiro golo ao Braga (e «não foi essa única mancha no seu negrume») e o segundo ter protagonizado uma «noite negra».

Ninguém diria, a avaliar pela relativa generosidade das notas.

 

O mais espantoso é verificar como o guarda-redes recebe nota 6 mesmo encaixando três golos, num dos quais transmitindo a sensação de que «as mãos pareciam de papel a rasgar-se».

O argentino agora oxigenado integra igualmente o pelotão da frente por ter sido visto a «tentar abrir linhas de horizonte», seja lá o que isto for.

E o "desertor" da selecção nacional é igualmente contemplado com 6 por ter conseguido, vejam bem, «um remate sorrateiro ao poste».

Imaginem que o rapaz marcava um golito, reduzindo para 1-3. Ainda rebentava a escala.

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