Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Duche antecipado

CARTO_11.jpg

 

Mal ultrapassam as fronteiras, os impunes elementos do clube ainda presidido por Vieira sentem o peso da justiça desportiva. Acaba de acontecer ao menino Rúben, sarrafeiro-mor dessa agremiação, que foi tomar duche mais cedo na partida contra o AEK ao receber um segundo cartão amarelo -- "justo e perfeitamente escusado", escreve uma pena insuspeita.

Se o critério por cá fosse o mesmo, raras vezes o rapazola do pé em riste permanecia em campo até ao apito final.

Estamos todos cheios de medo

O murro na mesa de LFV só pode mesmo ter afetado a sua própria mão. 

Estamos todos cheios de medo de 2.ª feira. E do funcionamento do Gabinete de paródia.

Preocupados estamos é com o silêncio da Liga e da Federação, que assistem impávidos e serenos à autodenúncia do sistema de influência de classificações de árbitros, da escolha de de jogadores para as seleções jovens, etc que se conheceu pelos mails, e agora da espionagem de casos na justiça etc, etc, etc.

Em suma, o problema está mesmo nos muitos etcéteras sempre que se fala na sigla slb!

Salvou-se o resultado, porque a exibição...

Que saudades devem ter sentido ontem os adeptos do clube rival das arbitragens de outros tempos. Tivesse o derby sido apitado por um Calabote, Inácio de Almeida, Coroado com mais ou menos azia ou mesmo por João Capela e teríamos saído da Luz com uma goleada das antigas. Mas felizmente os tempos mudaram e o árbitro Hugo Miguel teve uma excelente actuação num jogo que não foi fácil, bem pelo contrário. Apenas alguém cego pela clubite, ou então extremamente necessitado de agradar à entidade patronal, como António Rola foi capaz na BTV de afirmar que o árbitro não assinalou fora de jogo na jogada que precede o golo do Sporting, porque não quis. Sabe qualquer pessoa minimamente atenta às questões de arbitragem, que o VAR não dispõe das linhas no fora-de-jogo. E sabe-o bem António Rola, a não ser que além de fanático também seja incompetente, o que também nem seria assim tanto para estranhar.

Quanto aos restantes lances polémicos, apesar de bem terem tentado todos os ângulos possíveis, com e sem zoom, em nenhum é visível para lá de qualquer dúvida, ter existido mão na bola, à excepção do lance entre William e Jimenez, mas neste caso a mão é precedida de falta do mexicano. Até que Battaglia cometeu uma infantilidade, penalizando gravemente o clube, cometendo uma falta indiscutível que o árbitro assinalou.

O jogo poderia ter tido outro resultado se Gelson não tivesse desperdiçado uma oportunidade soberana à beira do intervalo. Mas em abono da verdade há que reconhecer que o Sporting não jogou nada. Uma vez mais o mestre da táctica teve medo, recuou, acabando o jogo encostado à sua baliza até sofrer golo nos últimos minutos. Já vimos este filme várias vezes este ano. Assim não vamos a parte alguma. Bem sei que é fácil falar de táctica depois dos jogos, mas para mim é incompreensível ver Rui Vitória arriscar e J.J. deixar no banco Doumbia e Podence, jogadores talhados para o contra-ataque. Para mais quando o Sporting do meio-campo para a frente foi Bruno Fernandes, Gelson e pouco mais. Bas Dost esforçou-se mas sempre marcado de perto não rematou à baliza. Acuña esforçado, mas abaixo do habitual, Battaglia e William passaram ao lado do jogo. Piccini e Coates provocaram vários calafrios, na defesa Mathieu e Coentrão foram os únicos em bom plano. Em jeito de conclusão direi que foi um jogo que o Sporting até poderia ter ganho, apesar de tudo ter feito para perder…

Lampião que vai à frente alumia duas vezes

Os resultados da jornada europeia de ontem demonstraram aquilo que muitos comentadores tinham notado no final da última: as possibilidades de o Benfica se apurar para a Europa continuam a ser maiores do que as do Sporting. O Sporting complicou as contas na última jornada, ao empatar com a Juventus, e não desfez o nó ontem. Já o Benfica fez uma exibição monumental em Manchester (apenas manchada por um ou outro erro individual) e não se lhe podia pedir que fosse bater-se de igual para igual com o actual terceiro classificado do campeonato russo. Se o Sporting complicou as contas, o Benfica tornou-as bem simples, num grupo que tinha tudo para ser muito difícil ao início.

Toca e foge

Titulos:

Benfica entra na luta com o Sporting por Gabigol (23 de Agosto)

Gabigol encontra no Benfica uma boa plataforma para relançar carreira na Europa (31 de Agosto)

Gabigol chega para fazer esquecer Mitroglou (1 de Setembro)

Gabigol não se adapta (4 de Outubro)

Gabigol pode regressar ao Inter (7 de Novembro)

 

Conclusão:

Mais um barrete no pré-fabricado. Este mal chegou a calçar as chuteiras.

O fascinante mundo da matemática

Não haja dúvidas de que a matemática é uma actividade fascinante, que tanto dá para descobrir qual é o acorde inicial de A Hard Day's Night quanto para esclarecer alguns aspectos engraçados das contas do nosso campeonato. Por exemplo, o leitor Mário João escreveu o seguinte comentário neste post do Pedro Correia: "a verdade é que o Sporting, ao contrário do Benfica, deixou de depender de si próprio para ser campeão". Tão verdadeiro quanto falso. Senão repare-se: é verdade que o Sporting já só pode disputar três pontos directamente com o Porto, estando a quatro de distância, enquanto o Benfica ainda vai disputar seis, estando a cinco. Mas basta o Benfica ganhar uma vez esses três pontos (e admitindo que tudo o resto se mantém igual) para isso deixar de ser verdade: o Sporting também só passará então a depender de si próprio para ser campeão e com vantagem de um ponto sobre o Benfica. Ou seja, a dependência do Benfica apenas dos seus próprios resultados para ser campeão implica voltar a fazer o Sporting depender apenas dos seus próprios resultados para ser campeão. Por isso, força Benfas, dá cabo deles!

 

Conversa da treta

Com o afastamento do guarda-redes Bruno Varela, acabou-se o que restava da formação no onze titular dos lampiões. Dizia Luís Filipe Vieira que queria ter "quatro ou cinco jogadores da formação" integrados na equipa principal, sonhando até com os encarnadinhos do Seixal a formarem a "espinha dorsal" da equipa das quinas. 
Ao que consta, disse estas bojardas sem se rir. E houve quem acreditasse.

Já só lhes falta queimar cachecóis

1[1].jpg

 

Bastaram duas derrotas seguidas para bolçarem cobras e lagartos dos jogadores, do treinador e da estrutura directiva, cheios de indisfarçáveis indirectas ao presidente. É vê-los e ouvi-los nas diversas televisões que lhes dão guarida durante horas intermináveis e nas colunas dos jornais onde se acoitam: falam como se o abismo estivesse a um passo de distância e rasgam as vestes entoando sofridas odes ao penta que lhes acena cada vez mais à distância.

Dizem-se adeptos. Mas ao menor desaire, à menor sopradela de vento adverso, tratam de dar à sola, esvoaçando para longe, como se nunca tivessem entoado hossanas aos mesmos que agora criticam com azedume. Se vier uma terceira derrota, alguns são capazes de rasgar cartões de sócio - admitindo que o sejam - e de queimar cachecóis, como tantos fizeram, nas bancadas de Alvalade, naquele inesquecível dia em que o Sporting os goleou por 7-1 e o Manuel Fernandes se elevou à galeria dos heróis eternos a quem prestamos tributo.

Adeptos somos nós. Que ano após ano continuamos a apoiar sem desfalecimentos a nossa equipa - jogue com quem jogar, tenha os resultados que tiver. Que nunca apagamos as palavras "dedicação" e "devoção" do nosso lema. Que adoramos vencer mas jamais a qualquer preço. Porque sabemos que mais vale perder com honra do que ganhar com batota.

Ao contrário deles.

A Cornélia a pastar na Luz

uma-vaca-na-varanda[1].jpg

 

A vaca Cornélia (com uns galhos descomunais) andou na sexta-feira a pastar na Luz.

Deu para tudo: uma chouriçada monumental do André Almeida, que ainda está para saber como fez aquilo; um bafo na nuca do Salvio transformado em "penálti"; um golo eventualmente limpo anulado por excesso de comprimento da unha do pé direito do jogador de Portimão.

De tanto apertarem nas tetas da vaca, a coitada da Cornélia já nem diz "mu".  Agora só diz "ai ai".

Ponck

Rui Santos deu ontem conta da ameaça do empresário Paulo Teixeira de trazer a público um caso envolvendo o central Carlos Ponck, com ligação ao Benfica. Pelo que se dá a entender, o jogador não poderia ser utilizado nem este, nem no ano passado. Ano passado, no qual um golo seu eliminou o Sporting da Taça de Portugal. 

A falácia de 1904

 

Pouco me interessa a data de fundação Benfica.

Se os seus dirigentes dizem que foi em 1904, então que assim seja, porém não gosto que me tomem por tolo.

 

Três datas... reforçada por outra... ... ... data.

 

28 de Fevereiro de 1904

Em Lisboa, na Rua de Belém, na Farmácia Franco aí situada por iniciativa de belenenses e ex-alunos da Casa-Pia foi fundado um clube designado de Sport Lisboa. É esse grupo constituído “por 24 entusiastas, Cosme Damião e mais 23. Na histórica lista dos fundadores, elaborada por ele próprio, Cosme Damião esqueceu-se de acrescentar o seu nome, mas nem por isso devemos omiti-lo. Eis os fundadores tal qual aparecem no documento histórico” [chamo a atenção para estes nomes, mais tarde falarei de alguns deles]: Abílio Meireles, Amadeu Rocha, António Rosa Rodrigues, António Severino, Cândido Rosa Rodrigues, Carlos França, Daniel Brito, Eduardo Corga, Francisco Calisto, Francisco Reis, João Gomes, João Goulão, Joaquim de Almeida, Joaquim Ribeiro, Jorge Augusto Sousa, Jorge da Costa Afra, José Linhares, José Rosa Rodrigues, Manuel Goularde, Manuel França, Raul Empis, Henrique Teixeira, e Virgílio Cunha. Trata-se de um documento de indiscutível rigor histórico-desportivo. E também é rigoroso?”, pergunta Homero Serpa. Responde: “o eng. Reis Gonçalves (aparece na lista como Francisco Reis), em carta dirigida ao jornal do Benfica, datada de 2 de Março de 1953, diz que a lista tem incorrecções. (...).”

 

26 de Junho de 1906

Data de fundação do Grupo Sport Benfica, “um dos primeiros filiados da União Velocipédica Portuguesa.

“(...) Mantinham o futebol entre as suas actividades, mas a força do clube estava concentrada no pedestranismo e no ciclismo, modalidades onde, por norma, conseguiam resultados interessantes (...) Os praticantes de futebol do Sport de Lisboa e do Benfica encontravam-se frequentemente (...) [sendo] alguns belenenses associados do Grupo Sport de Lisboa entre eles Cosme Damião. (...)

A morte violenta do Rei D. Carlos teve reflexos na vida do Benfica, explicados pelo major Faria Leal numa entrevista ao jornal «O Benfica».

‘Dera-se, em 1 de Fevereiro de 1908, o regicídio, e o Partido Regenerador Liberal, de que o ditador João Ferreira Franco fora chefe sumiu-se. Sucedia porém, que alguns sócios daquele centro político (Centro Regenerador Liberal da Cruz de Pedra), que tinha a sede (...) em Benfica, eram já sócios do Sport de Lisboa. Fácil foi então, numa reduzida, senão simulada, assembleia geral, e porque os franquistas haviam retirado, abandonando, na retirada, armas e bagagens, através de uma acta testamentária considerar por herdeiro o Sport Benfica, que logo se viu pomposamente instalado, com sala de bilhar e decente mobiliário. Os benfiquistas, envaidecidos com a nova sede, resolveram mudar o nome de Grupo Sport Benfica para Sport Clube de Benfica.’ O Centro [Regenerador Liberal da Cruz da Pedra] tinha dívidas e o seu pagamento em prestações mensais de 10 mil réis foi a condição posta ao clube, logo aceite por unanimidade.”

 

13 de Setembro de 1908

“O projecto da fusão do Sport Lisboa com o Sport Clube de Benfica não teria de lutar contra grandes obstáculos. Aliás, adivinhava-se inevitável devido à aproximação, cada vez mais frequente, entre os atletas e os dirigentes das duas colectividades. Tudo se resolveu em três assembleias - uma no Sport Lisboa, outra no Sport de Benfica, e a terceira com os sócios dos dois clubes.(...)

Era, porém uma questão de tempo. Aliás, (...) na revista “Ilustrações” editado pela Bertrand, [publicou-se o seguinte texto para o qual peço particular atenção]: ‘Em 13 de Setembro de 1908, realiza-se a fusão com fusão com o Sport Clube de Benfica, fundado em 1906, da qual resultou o Sport Lisboa. Em verdade, foi mais uma absorção do que uma fusão [repito a transcrição para não existirem dúvidas: foi mais uma absorção do que uma fusão]; o clube de Benfica tinha campo e sede e o Sport Lisboa tinha um núcleo de bons jogadores. Os sócios deste [do Sport Lisboa] ingressaram mais propriamente naquele [Sport Clube de Benfica], que outra coisa, Ficaram os mesmo estatutos [do Sport Clube de Benfica], e continuaram em exercício os mesmos corpos gerentes. A equipa é que ficou a do Sport de Lisboa, com a camisola vermelha (...)

Foi, realmente, verdade, a pobreza franciscana do Sport Lisboa (à Assembleia, na qual se discutiu a fusão, compareceram 40 sócios), a impossibilidade de arranjar um campo (sem ele, o clube não teria hipótese de sobrevivência), a debandada de jogadores à procura de melhores condições, fez do clube de Belém o aliado mais carente. Realmente nada há de especulativo na interpretação (...) [publicada na revista ‘Ilustrações’], nem a junção dos dois grupos mereceu de alguns futebolistas e de muito público apoio incondicional, mas apenas o aceitar de solução inevitável. Não terá sido um casamento de amor. (...)

Mas o dia 13 de Setembro de 1908, data da fusão dos dois clubes, aprovada, por unanimidade e aclamação, numa Assembleia participada por gente dos dois lados, passou à história como sendo o do nascimento do Sport Lisboa e Benfica. Cinquenta e quatro sócios do Sport Lisboa ingressaram nos ficheiros do Benfica, mais quatro do que os exigidos por aquele clube, alinhando, porém atrás dos benfiquistas. Por isso, ao dr. António de Azevedo Meireles, sócio n.º 1 do Sport Lisboa, foi atribuído o n.º 223 e a Manuel Goularde , um dos heróis do Sport Lisboa [ver lista dos 24 fundadores], o n.º 225.”

 

 Outra data:

 16 de Setembro de 1916

“Em 16 de Fevereiro de 1913 foi fundado ‘Os Desportos de Benfica’. A ideia inicial, de Alfredo Alexandre Luís da Silva, presidente da A. Geral do SLB, era que o clube funcionasse como delegação do Benfica, na linha das intenções de Luís Carlos de Faria Leal e do próprio Cosme Damião, que se tinham batido por uma sede no centro da cidade e delegações pelo menos em Benfica e em Belém (...). No entanto, na segunda reunião dos promotores da iniciativa já se falou em independência do Sport Lisboa e Benfica (...). Os Desportos de Benfica pensava em construir uma sede e projectar-se e o Sport Lisboa e Benfica, mais ou menos, na expectativa. A primeira pedra de um edifício, que a Empresa de Melhoramentos de Benfica se propôs erguer, foi lançada a 7 de Setembro (...). A inauguração ocorreu a 24 de Maio de 1914, data em que a Empresa de Melhoramentos a entregou aos ‘Desportos de Benfica’, passando a cobrar a renda mensal de 120 escudos.

‘Os Desportos de Benfica’ acabou por se unir, mais tarde, ao Sport Lisboa e Benfica. Foi de facto uma integração completa, a partir de 16 de Setembro de 1916 e, no dia 1 de Dezembro deste ano, (...) [estas] instalações (...) passaram a sede social do SLB. As intenções de Luís Carlos Faria Leal, Cosme Damião e de outros históricos do Sport Lisboa devem ter sofrido rude golpe com a fundação, em Benfica, de um clube anunciado como filial mas que não tinha essa intenção. Depois, o segundo golpe foi o encerramento das instalações de Belém. (...) Pelo que aconteceu em Benfica, dá a ideia que as pessoas do bairro não estavam pelos ajustes em passarem a ter uma filial do seu clube (...).

(...) O Desportos de Benfica (...) conseguira o regresso do clube ao bairro e a ideia de uma agremiação sediada no centro de Lisboa acabou por se diluir. (...)”

 

Bibliografia consultada: Glória e vida de três grandes. A Bola - Parte III, 1995, pp. 1 - 43

 

Factos historicamente comprovados:

1.º Cosme Damião vestiu a camisola do Sporting;

 

2.º É fundado em 1904 o Sport Lisboa.

3.º É fundado em 1906 o Grupo Sport Benfica, clube herdeiro de uma secção do partido que suportava o franquismo ditatorial do final da monarquia portuguesa;

4.º O Sport Lisboa é absorvido pelo clube de Benfica, passando os corpos gerentes deste último clube a continuar dirigir os destinos do clube e o respectivo livro de sócios a ter valor legal;

         Conclusão: O Sport Lisboa fundado em 1904 foi extinto.

5.º Fundação em 1913 d’Os Desportos de Benfica, clube marcadamente bairrista e detentora de um, recentemente inaugurado, edifício sede;

6.º Fusão, em 1916, no SLB do clube ‘Os Desportos de Benfica’ passando a sede deste último clube a ser a sede do SLB;

         Conclusão: Reforço da vertente, essencialmente, clube de bairro na origem do Sport Lisboa e Benfica.

 

Chamada de atenção:

O adeptos do SLB (benfiquistas) e a versão reduzida da designação do clube (Benfica) em momento algum, e de forma correcta, remete para o clube fundado em 1904, mas sim para o fundado em 26 de Junho de 1906, reforçado pela outra fusão ocorrida dez anos depois. Jamais este clube, à semelhança do clube da cidade do Porto, assumiu, resumidamente, a designação de Lisboa e os seus adeptos jamais foram conhecidos por lisboistas, como os do Porto são portistas. Assumiram sim, e bem, a designação do clube de um bairro de Lisboa.

 

Ponto final.

Os cábulas adoram copiar

ng2238471[1].jpg

 Um efusivo cumprimento entre Eusébio e Salazar (1966)

 

Eusébio da Silva Ferreira jogou de verde e branco em Moçambique, na filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal. Vinha em Dezembro de 1960 para Alvalade quando foi "desviado" para a Luz, com o beneplácito do regime salazarista-benfiquista, o que originou um prolongado corte de relações entre os dois clubes, só terminado em Maio de 1974.

Esta é uma das piores facetas reveladas pelos dirigentes do Benfica ao longo dos tempos. Incapazes de formar talentos com a qualidade dos nossos, há vinte anos sem fornecerem um só titular à selecção nacional de futebol, cobiçam os jogadores leoninos e tudo fazem para os desviar de rumo. Como o caso Eusébio bem demonstrou. E como a "pesca à linha" do Djaló peruano, no último defeso, viria lamentavelmente a confirmar, aliás sem qualquer proveito para eles.

 

Além disto, não têm qualquer pudor em copiar-nos.

Eis alguns exemplos, que confirmam isto:

- O Sporting Clube de Portugal foi fundado a 1 de Julho de 1906. O Sport Lisboa e Benfica só foi fundado a 13 de Setembro de 1908.

- A Juventude Leonina, claque mais emblemática do Sporting, foi fundada em 1976. A primeira claque encarnada, os Diabos Vermelhos, só apareceu em 1982.

- O Sporting tem futsal desde 1985. O Benfica só tem futsal desde 2001.

- A Academia Sporting foi fundada a 21 de Junho de 2002. A Academia do Benfica só foi fundada a 22 de Setembro de 2006.

- O Núcleo Sportinguista da Assembleia da República existe desde Maio de 2015. O equivalente a este núcleo no Benfica apenas surgiu em Abril de 2016.

 

É uma atitude própria dos cábulas, que adoram copiar.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D