Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

A selecção nacional (III República)

Alguns dos leitores do És a Nossa Fé! que têm conta no facebook já terão reparado na simpática corrente que ali decorre, com os utentes convidando os seus amigos para apresentarem os 10 (ou 15, depende) jogadores que influenciaram o seu gosto pelo futebol. Durante o confinamento, antes da festa do 25 de Abril e do festival do 1º de Maio em Lisboa, eu respondera a esse desafio. Agora fui de novo, e por um insigne co-bloguista desta sede, convidado para apresentar esse rol. Mas estando ele feito lembrei-me de um velho postal que aqui havia deixado em 2012 (o tempo voa, dizem os velhos quando já não batem as asas). E por  tudo isto, José Navarro de Andrade, repito o postal, pois estes jogadores nacionais muito marcaram o meu gosto pelo futebol (a corrente no FB serve para inserir os jogadores estrangeiros, e isso é outra conversa):

*****

Estava ao sol na praia e lembrei-me disto - uma inutilidade bem digna da inutilidade veraneante -, como se o tempo fosse homogéneo. Não é uma declaração política. Mas o primeiro jogo que vi ao vivo foi em 1975, o meu pai levou-me à central de "Alvalade" e ainda nos estávamos a sentar e já era "golo!!" e ainda me lembro do sorriso dele (afutebolístico que é) com a minha alegria, foi um glorioso Sporting-Olhanense (7-0), marcava muito o Chirola. E a primeira equipa de que me lembro é a que foi campeã em 1973-1974 [ainda a sei de cor: Damas, Manaca, Bastos, Alhinho, Carlos Pereira, Vagner, Nelson, Baltazar, Marinho, Yazalde, Dinis]. E o primeiro Mundial de que lembro é o de 1974 [vi a final, lembro-me do golo a seco, logo no início, da Alemanha; e lembro-me do sururu provocado por Luís Pereira, defesa do Brasil expulso num jogo anterior]. Daí que a minha selecção nacional só pode mesmo ser a da III República, pós-1974. Aqui ficam os 23, seleccionados para o campeonato do mundo do apocalipse. À antiga, os números das camisolas indicam a titularidade, claro, que é como deve ser.

A grande questão continua a ser a mesma, problemática que não angustiará os mais-novos, ainda imberbes nas coisas do futebol: o Oliveira e o Alves cabem na mesma equipa? Na minha opinião, de treinador de sofá, tenho que meter o Sousa para segurar aquilo. 

1.

Vítor Damas (guardião)

2.

Artur Correia (lateral-direito)

3.

hc.png

Humberto Coelho (defesa-central)

4.

Ricardo Carvalho (defesa-central)

5.

Fábio Coentrão (lateral-esquerdo)

6.

ps.jpg

Paulo Sousa (trinco)

7.

Luís Figo (médio direito)

8.

ao.jpg

António Oliveira (médio ofensivo)

9.

Rui Manuel Trindade Jordão (ponta-de-lança)

10.

as.jpg

António Sousa (médio central)

11.

Paulo Futre (extremo-esquerdo)

12.

vb.jpg

Vítor Baía (guarda-redes)

13.

av.png

António Veloso (lateral-direito)

14.

Jorge Andrade (defesa-central)

15.

Fernando Couto (defesa-central)

16.

Alberto (defesa-esquerdo)

17.

Sheu Han (trinco)

18.

Rui Costa (médio ofensivo)

19.

Cristiano Ronaldo (extremo-direito)

20.

João Alves (médio ofensivo)

21.

fg.jpg

Fernando Gomes (ponta-de-lança)

22.

Fernando Chalana (extremo-esquerdo)

23.

Jaime Pacheco (médio central)

+1

Manuel Fernandes (avançado)

Treinador

sven.jpg

Eriksson (treinador)

Adepto

Arquétipo

And now for something completely different ...

bf.jpg

Estou até algo surpreendido pela forma como Bruno Fernandes não só "pegou de estaca" como também "pegou na batuta" do Manchester United. Não esperava que fosse desta maneira tão notória, até abrasiva. Não tanto pela concorrência no plantel, o qual já não é o que foi e que, ainda por cima, tem a primadona Pogba lesionada. Mas por três razões: aquilo do ritmo do jogo inglês ser bem mais intenso do que o português; a demora no processo de transferência, que poderia ter afectado a forma de BF; acima de tudo, isso de ter chegado a meio da época, a ter que se integrar numa equipa já em andamento (aos soluços, é certo). Mas a forma como tudo está a correr muito mostra a grandeza de Bruno Fernandes - em Portugal (mesmo junto de alguns sportinguistas, durante tempo excessivo) posta em causa. Lembremo-nos, por mero exemplo, que ainda há não muito tempo o bom jogador Pizzi foi votado melhor jogador do que ele ...

Mais estranho ainda, aquilo da selecção A. Bruno Fernandes, que já tem 25 anos, nela jogou 19 vezes apenas. E sem particular relevância. Ou seja, temos um fazedor de jogo que é capaz de chegar ao Manchester United a meio da época e de imediato embolsar a equipa e encantar o futebol inglês. E a nossa selecção ainda não encontrou forma de o verdadeiramente mobilizar. Nas selecções há pouco tempo para treinar, moldar tácticas e jogadores, dirão. E o seleccionador di-lo. Mas houve esse tempo, agora no Manchester United?

Enfim, todos nós gostamos do Engenheiro Fernando Santos, que nos trouxe o título de 16, e tão felizes nos fez. Para além da outra liga das nações, simpática vitória, ainda que algo secundária. Mas está na altura de lhe cobrar alguma maleabilidade. Tem Bruno Fernandes. E tem também Rúben Neves, a fazer uma extraordinária carreira em Inglaterra, e Diogo Jota, um belíssimo avançado. Já para não falar de Bernardo Silva, um magnífico jogador que na selecção já vem melhorando mas ainda não chegou ao que faz no Manchester ... City. E este percurso imperial (veni, vidi, vici) de Bruno Fernandes é o sinal, Fernando Santos terá que se deixar de conservadorismos nas escolhas de jogadores e terá que armar tacticamente a equipa num patamar mais elevado do que o que vem fazendo - até porque o apuramento para o Europeu foi muito mau e o terrível grupo em que se caiu foi devido a essa mediocridade da selecção. Cristiano Ronaldo é muito bom mas há um punhado de grandes jogadores a conjugar. E não se tem visto isso. Não é apenas o "resultadismo" de Santos é mesmo uma equipa que joga pouco. Demasiado pouco para quem tem este Bruno Fernandes, este Bernardo Silva, este Rúben Neves, este Diogo Jota. E aquele Cristiano Ronaldo.

E, como se mostra em Manchester, não é preciso assim tanto tempo, para colocar jogadores destes com a batuta na mão e afinar a orquestra.

 

Domingos

Domingos Duarte, central de 24 anos, foi chamado, pela primeira vez, à seleção A. Com toda a justiça. Tem qualidade e era natural que trocasse o Sporting por uma liga mais competitiva e que gerasse um encaixe. O que não foi natural, foi ter ido para o Granada, no verão passado, por apenas 3 milhões de euros. Sobretudo quando a qualidade no centro da defesa do Sporting não reina e depois de ter feito uma grande época na Corunha. 

Ras'tas partam, Fernando

Dir-me-ão:

- Qual a razão para só agora escreveres sobre isto, Pedro?

A resposta é:

Estava em reflexão (a mim não me basta um sábado para pensar, sou lento [no sentido de Coetzee])

É bom ter razão.

Passaram três anos.

Fernando Santos viu o mesmo que eu vi, há três anos.

RS sim; RS não (o engraçado é que o primeiro RS já não é do Sporting)

Outras culturas

 

Este fim de semana cumpri um ritual (ainda que recente de sete anos), desloquei-me mais uma vez à Virgen del Rocio.

Não professo qualquer religião, mas aquela mistura de Fátima com a Feira da Golegã, em ponto grande e em bom, fascina-me desde a primeira vez que por lá passei por mero acaso, mas não é disso que vos quero falar.

O que vos quero contar é que, no meio de um magote de gente que ultrapassa o milhão naqueles dias, não há internet móvel que se safe, de modo que no domingo resignei-me a não ver o jogo da selecção e a, no mínimo, vê-lo quando regressasse a casa, ontem ao final do dia. Então passeando pela aldeia, circulando entre a multidão de gente, olhei para uma peña rociera (mais ou menos o que designamos por tertúlia) e lá estava uma televisão a transmitir o jogo. Por azar já depois do golo, que não vi, mas como as portas estão abertas a quem queira entrar eu entrei e vi com muito agrado uma plateia de espanhóis vibrando com Portugal, desde miúdos a graúdos. E fomos convidados a sentar e convidados a beber e convidados a comer e tudo aceitámos, que não fica bem rejeitar uma tão calorosa hospitalidade. E no final festejaram connosco a vitória com o mesmo entusiasmo que nós. Confesso que me surpreendeu que os miúdos (entre 10/12 anos) conhecessem os jogadores da selecção, com predominância dos que jogam em Espanha, claro, e que, pasme-se, quando eu disse que era do Sporting, levantaram os polegares e começaram "Carvalho", "Ronaldo", "Patrício"... Até ali, na Andaluzia "profunda", o Sporting é reconhecido e admirado. Terminámos com um "Portugal, Portugal, Sporting, Sporting" que me encheu o coração. Não foi pela fé, foi pelo futebol e pelo Sporting que de lá vim com o coração cheio. Ou como os fins justificaram os meios, ou ainda como me é difícil imaginar um grupo de portugueses a torcer por Espanha num jogo de futebol.

Para o ano há mais.

Ajax

30e604b8-3fd4-11e9-9462-47951df6ead3_web_scale_0.3

Rejubilei com a magnífica vitória do Ajax (resumo aqui). Meu clube, não por aqui no Benelux (quem se lembra ainda deste acrónimo?) - vi o jogo num canal flamão  (como aqui dizemos flamengo) no qual os locutores exultavam, naqueles seus sons tão africanderes, com o desenrolar do resultado. Mas porque me fiz adepto de futebol no tempo do seu expoente máximo, décadas depois subalternizado por esta economia de futebol totalmente desequilibrada, a da concentração dos clubes nas mãos dos oligarcas internacionais. 

Há pouco aqui evoquei a época em que me fiz adepto de futebol, a de 1971 que me tornou fiel ao Sporting e, lá (então muito) longe, um pouco ao Barcelona e ao Arsenal, devido a belas vitórias televisionadas, quando os jogos na tv eram bem raros. A mesma época em que o Ajax encetou o trio de taças dos campeões europeus (e o Feyennord tinha ganho na época anterior), com uma equipa fabulosa, da qual ainda tenho de cor alguns nomes - Krol, Haan, Hulshoff, Suurbier, Neeskens, Stuy na baliza, Rep, Muhren, um centrocampista magnífico, Keizer - o tio do nosso, que era um excepcional jogador. E o maior mestre do futebol mundial, Johan Cruyff, um jogador monumental, que comandou essa equipa e a selecção "laranja mecânica" que devia ter sido bicampeã mundial (ele já não participou em 1978 pois já num problemático ocaso de carreira), refez o Barcelona como jogador e depois viria a refazê-lo como técnico, nisso deixando como legado o clube destas últimas décadas - e o ciclo internacional Guardiola, também. Sim, o Ajax ainda viria a ser campeão em 1995, muito já em contra-ciclo no cada vez mais hierarquizado mundo do futebol, com uma bela e jovem equipa com jogadores (Litmanen, Seedorf, de Boer, Kluivert, Davids, Overmars, e o veterano Rijkard que não jogou pelo Sporting) que marcaram uma era no futebol europeu.

Mas o encanto, a paixão mesmo, e nisso o júbilo de ontem, vem-me daquelas transmissões a preto-e-branco, de som roufenho de há quase 50 anos. Estou velho, não há dúvida. E como quase todos os velhos fiquei resmungão. O que faltou ontem? O equipamento

D_NP_739072-MLB26884852255_022018-X.jpg

Espero que na final possam jogar (e ganhar) com as suas cores. Espero mesmo e muito, a torcer (ainda vou a Amsterdão no caminho, se me sobrarem umas moedas).

Da derrota do horrível Real (sem Cristiano a gente já pode dizer isto) muitos dirão que lhe falta o CR7. Decerto que sim. Mas ao ver o jogo de ontem uma coisa salta à vista. As caras de putos (felizes) de tantos dos jogadores do Ajax (blindados com Blind, claro) e o ar maduro (se calhar uma média etária 5-7 anos superior) dos do Real. Zidane soube sair, percebeu o fim de ciclo e anunciou-o. Renovar uma equipa tricampeã é difícil e o Real vacilou nisso, e algo borregou - por melhor que seja o belga Courtois será que o problema do Real estaria na baliza?

O CR7 também o terá percebido. O seu ocaso também está a chegar, e ele está a enfrentá-lo com uma grandeza extraordinária. E nisto tudo, ontem pensei na nossa selecção. O "engenheiro  de Paris" estará consciente de tudo isto, e mais o deve ter apreendido ontem, se tal lhe fosse ainda necessário. E terá que o enfrentar, e parece está-lo a fazer. Mas enquanto o CR7 carbura e bem (e o nosso Patrício se afirma ainda mais), vêm-se chegar jogadores com as tais caras de putos, Dalot, os centrais do Benfica (e outros que poderão explodir, que em centrais é costume surgirem surpresas), Ruben Neves como jogador de excepção, este João Félix - e Sanches, se o Benfica usar a fortuna que vai agora fazer para o resgatar e o entregar a Lage que o conhecerá (sim, digam lá mal do sportinguista que louva o Benfica). O monumental Bernardo Silva, essa pérola que desperdiçámos Rafael Leão que tem tudo para ir aos céus, se tiver cabeça, aquele Jota que brilha na pérfida Albion, talvez Gelson se Jardim ... Temos Ajax na casa pátria.

Tê-lo-emos no nosso Alvalade?

Críticar, ou não criticar

Fernando Santos, diz-se por aí, recusou criticar os jogadores da selecção, concretamente os defesas que deram uma barraca tremenda no jogo contra o Uruguai. "Ó pá, eu sei dum gajo que começou por criticar dois defesas, acabou sem equipa e foi corrido do lugar", terá alegadamente dito o seleccionador nacional, que terá ainda confidenciado que o guarda-redes (que não quis identificar) há duas noites que tem pesadelos com o Cavani. À pergunta de um jornalista da CMTV, a televisão oficial do Sporting, se se tratava de Patrício, Santos não confirmou, mas adiantou que o dito jogador, na ralidade, no Domingo acordou com os lençóis ensopados em mijo. "Era mijo, pá, era mijo!" terá afirmado com um esgar no momento em que virava o pescoço para o seu lado direito. Apesar de todas as cautelas, de não se ter dado por qualquer publicação sua no face, Fernando Santos não está livre de ser destituído do cargo, conseguimos saber junto do outro Fernando, o da FPF, que ainda antes de lhe ser feita qualquer pergunta gritou bem alto: "Eu não me demiti, eu não me demiti". Falso. Como (a) Judas.

 

Muito Ronaldo para pouco Portugal...

Portugal venceu Marrocos, é o mais importante, mas a exibição foi paupérrima, diria que a nossa selecção é Ronaldo e mais 10. Rui Patrício fez uma grande defesa no único remate com perigo à nossa baliza, Cedric, Pepe e João Moutinho sem realizarem uma exibição por aí além estiveram a um nível aceitável, com os restantes a oscilarem entre o fraco e o mau. Gonçalo Guedes, Bernardo Silva e João Mário muitos furos abaixo do que podem, foram os elementos mais fracos, não se percebendo a teimosia de Fernando Santos na manutenção do avançado do Valência. Mas os substitutos estiveram ao mesmo fraco nível dos substituídos.

Mas também sabemos que a selecção com Fernando Santos pode jogar mal, por vezes nem ganhar e contudo chegar longe. Hoje valeu apenas o resultado, porque em nada fomos superiores a Marrocos, apenas a eficácia inicial de Ronaldo bastou para a vitória, porque perante tanta mediocridade nem o capitão esteve perto do seu nível, até os livres bateu de forma desinspirada, no entanto uma vez mais carregou a equipa, o que não é coisa pouca.

O pior estádio do mundo

Seria fácil não escrever aquilo que vou escrever mas acredito que os prognósticos se fazem antes dos jogos.

É antes dos jogos acontecerem que temos de antecipar os problemas.

Vou recuar ao programa da Antena 1, Grandes Adeptos, de 2017.10.02, na parte final deste programa, o comentador benfiquista (sr. Telmo Correia) diz esta frase: "esperemos que esteja assim na selecção" (cerca do minuto 37) comentava-se a excelente exibição do Rui no Sporting vs. Porto.

Ora a frase carregada de ironia queria dizer o quê... «espero que o Seferovic lhe marque três ou quatro golos em pleno estádio da Luz e que isso lhe sirva de motivação para repetir o mesmo no campeonato».

É este (penso) o sentimento do sr. Telmo Correia e, certamente, não estará só.

Amanhã muitos benfiquistas/lampiões vão ao Estádio da Luz para ver golos de Seferovic.

Eles, coitados, não têm culpa.

Quem marcou o jogo para esse estádio, tem.

Foi uma péssima escolha pelo que vimos acima.

Foi uma péssima escolha pois a maioria dos jogadores da selecção portuguesa que entrarão em campo amanhã são oriundos do Sporting ou do FC Porto, logo terão sempre a sensação de estarem a jogar fora.

Foi uma péssima escolha pela carga negativa que envolve aquela infra-estrutura de cimento inacabado e de lã de vidro displicente, foi ali que perdemos um Europeu para a Grécia.

Por todas as razões que apontei, anteriormente, é o pior estádio do mundo para se realizar o Portugal vs. Suiça mas esperemos que mesmo com toda esta carga negativa desnecessária, amanhã os nossos rapazes consigam vencer; é isso que esperamos, é isso que desejo.

À atenção de todos

Para quem espera um jogo fácil na próxima eliminatória da Taça de Portugal, o que vimos hoje em Andorra pode ser um aviso. Um grupo de jogadores tecnicamente muito evoluído viu-se e desejou-se para levar de vencida uma equipa quase exclusivamente constituida por semi-profissionais. E nada teve a ver com a qualidade dos Andorrenhos (que cá foram goleados), teve sim a ver com a dificuldade em jogar num relvado a brincar e com o receio de lesões.

Preparemo-nos, pois, para sofrer em Oleiros.

À atenção também de Jorge Jesus, que deve colocar gente que se adapte facilmente a tal piso.

 

Quanto à selecção, é fazer o que se lhe exige, na quarta-feira: GANHAR!

Uma selecção de cromos

Pegando neste post de Pedro Correia e na minha caderneta de cromos da Panini (Liga Nos 2017/2018) vamos então a uma selecção alternativa; atenção que as definições dos jogadores são da inteira responsabilidade dos criativos, muito criativos a maior parte das vezes, da Panini.

Bruno Varela; seguro e atento entre os postes e determinado e veloz nas saídas.

Nélson Semedo; energia inesgotável, processos simples e voraz apetite atacante

José Fonte; porte atlético, poderio nas jogadas aéreas e compenetração a marcar

André Almeida, brioso, concentrado e carismático, fecha o corredor direito à chave

Fábio Coentrão, pé esquerdo requintado e condutor de muito e bom futebol leonino

Renato Sanches, um guerreiro de incontido espírito ganhador, verticaliza o jogo

André Gomes, retumbantes dotes no tratamento do esférico e qualidade de passe

Gonçalo Guedes, veloz com e sem bola, pressionante, concreto e de temível disparo

Bernardo Silva, um sobredotado humilde e com magia na hora de isolar colegas

Pizzi, mima a bola, desconcerta no drible e "inventa" passes de golo certo

Seferovic, em permanente movimento desmarca-se com classe e é matador

Nota: Estava limitado a utilizar jogadores (com ligação actual ou passada às "papoilas saltitantes") referenciados no "Top Aquisições" e no "Portugal Top Stars" [sim, para quem escreveu a prosa deliciosa que tiveram oportunidade de ler acima, o "guerreiro incontido" e o que "fecha o corredor direito à chave" fazem parte dos melhores dos melhores, Top Stars, Renato Sanches e André Almeida].

Como não consegui reunir onze jogadores portugueses inclui o avançado suiço num post futuro explicarei a razão.

O qué queu explico? Fale com o Fernando Santos

Para contextualizarmos o título do "post" recuemos ao Mundial 2010.

Nesse Mundial, Ronaldo (como agora) não marcou nenhum penalty e fomos eliminados (tal como agora).

A culpa foi do Carlos.

Agora terá sido do Fernando?

Factos:

1. A selecção portuguesa não venceu nenhum jogo nos 90 minutos contra selecções que se tenham apurado, dentro do campo, para disputar a Taça das Confederações.

2. A selecção portuguesa foi, escandalosamente, beneficiada pelas arbitragens+vídeo árbitro, tanto no jogo com o Chile, como neste jogo com o México (parecia o "cólinho" a que o Benfica está habituado).

3. Em seis tentativas para converter penalties acertámos dois.

4. Continuámos a entrar em campo para conseguir um empate (tal como fizemos em França).

Haverá futuro para esta selecção orientada por Fernando Santos?

Vamos assistir ao Mundial 2018 pela televisão a apoiar selecções como a da Suiça, a da França, a dos Estados Unidos ou a do Brasil, onde temos muitos emigrantes, pois Fernando Santos e os seus apaniguados, estão sentados no sofá ao nosso lado? 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D