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És a nossa Fé!

A benfiquização de um país

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Comecemos pela capa d' A Bola vão três jogadores do Benfica mas o terceiro (pelo tom de pele, provavelmente) não ficaria tão catita na fotografia.

Já o Correio da Manhã grita bem alto:

"Benfica em força na selecção"

Podia ter escrito:

"FC do Porto em força na selecção "

" United em força na selecção"

"Wolves em força na selecção "

"PSG em força na selecção ".

Mais um dia, no canteiro das papoilas saltitantes que já não lançam gritos vermelhos num campo qualquer.

Os jornais e o futebol da selecção

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Uma volta pelas capas dos desportivos e de alguns generalistas mostra-nos quem para os editores daquelas publicações foi o culpado pelo não apuramento da selecção nacional de futebol para as meias da Liga das Nações.

A foto é a mesma em quase todos e estampa Cristiano Ronaldo.

Quanto ao incompetente que escolhe a equipa e os treina, nem uma imagem.

Aliás, o senhor até diz que está descansado quanto à sua situação como seleccionador. "Tenho contrato até 2024", terá dito.

Por mim pode continuar e só lhe peço encarecidamente que continue a não convocar jogadores do Sporting. Não gosto de ver os nossos associados a incompetentes.

Santos e os pecadores

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A selecção de futebol da república portuguesa voltou a perder um jogo decisivo.

"Não teve a ver com a organização teve a ver com o posicionamento (...) criámos problemas a nós próprios".

Foi assim que Fernando Santos viu o golo sofrido, a culpa não foi dele (a organização) a culpa foi dos jogadores (o posicionamento).

Treinador santo, jogadores pecadores.

Seleccionador fora de prazo

Fernando Santos divulga convocatória esta quinta-feira: Gonçalo Ramos pode ser a surpresa, Dias, Mário e Félix devem regressar

Havia um comentador de que não recordo o nome, num dos blogues leoninos, que defendia que os jogadores do Sporting não deveriam ir à selecção que desvalorizavam, ou podiam vir de lá lesionados, portanto agradecia a Fernando Santos a sua coerência de não convocar jogadores nossos.

Hoje saiu a convocatória para a Liga das Nações e esse comentador deverá estar radiante, já que procurei, procurei e do Sporting, nem um para a amostra.

Para Santos nem o médio com os melhores números de todos os campeonatos europeus serve.

Bastas vezes aqui escrevi que tenho Fernando Santos como uma pessoa de bem. Não sei se continuarei a ter após resolução do imbróglio que tem em tribunal por alegada sonegação de impostos, o tribunal o dirá, mas a acusação que muitos lhe fazem acerca de fretes a determinado empresário, que mandará na federação, olhando para o número de ex-Sporting que constam na convocatória, levam-me a começar a ter outra visão sobre o homem da santinha. Há até a curiosidade de alguns que enquanto vestiram de verde nunca "calçaram" na selecção, o que pode conduzir a alguma interpretação de algum "furúnculo" verde que incomode o seleccionador Fernando Santos.

O senhor deveria ter-se retirado a seguir ao Europeu, saía pela porta grande, mas caramba, os milhões sabem tão bem... E então se eventualmente livres de impostos, uau!

Bom, que seja muito feliz, ele e o Pepe e já agora mais os oito ex-Sporting que não contaram para o seu rosário, enquanto vestiram a camisola listada.

Agarra-te à santinha Fernando, que deste lado não levas nada!

 

 

E a gente fica-se?

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Amanhã é, provavelmente, o dia mais importante de sempre da História de Portugal, da história da selecção portuguesa.

Amanhã poder-se-á iniciar uma nova epopeia nacional, já não a descoberta do caminho marítimo para as terras de Preste João mas sim a conquista de um bilhete aéreo para os domínios de Tamin al-Thamin.

Falta um jogo.

A Sérvia com um milhão resolveu o problema.

A Macedónia oferece 500 000.

Parece que Portugal se prepara para deixar os briosos lutadores pela pátria, mais o grande timoneiro de mãos (quase) a abanar.

500 000? Um milhão? Qual deveria ser o valor desta qualificação?

Estou sem tema

O José da Xã e o jpt já fizeram o meu papel de maldizente (ou maledicente, Pedro Oliveira?) com excelentes apontamentos. De modo que eu, que vinha aqui para dizer mal de sua excelência o engenheiro Fernando Santos, só posso vir aqui dizer mal (perdoa-me José da Xã) da santinha. Não é bem dizer mal, é dar-lhe voz, que é coisa nunca feita.

A derrota de ontem, com uma equipa/selecção bem mais modesta que a nossa em valores individuais, é tão mais grave que se viu a determinada altura do jogo a boa da santinha a, sorrateiramente, abandonar o bolso do engenheiro.

Jornalista sagaz, José Maria Pincel, que decidiu e muito bem não perder tempo com exibição tão inútil, logo se apressou a abandonar o seu lugar na ponta esquecida da bancada de imprensa e conseguiu um inédito exclusivo, ouvir o que tinha a dizer a própria da santinha sobre tudo o que lhe aprouvesse sobre o engenheiro.

Do que se poderá reproduzir (esta coisa da auto-censura no jornalismo é um péssimo hábito, mas atenta a função da senhora entende-se) fica apenas isto: " Esse f...36fk%&=#ç*+ do /&%?=50og" que vá treinar prá %&#/(=()/& que o ;?()/&jt$50$"!" "Mas senhora, as queixas são a que nível?", perguntou Zé Maria, enfático e algo receoso por nova resposta acalorada. "Ao nível do básico! Aquela besta aperta-me de tal forma de cada vez que um jogador dos dele dá uma fífia, que tenho a coluna toda feita em picadinho, nem Deus nosso Senhor me safa. E o suor? Não sente o pivete que eu exalo? Aquela manápula sapuda hora e meia a suar de cagufa (o Senhor me perdoe, mas já não aguento mais!), que tenho as vestes todas ensopadas. E já não aguento os tiques do gajo, $&)#/%$%%»?! De cada vez que torce o queixo, dá-me um apertão nas mamas que até vejo estrelas".

- Então, Senhora, o que está a pensar fazer agora que ainda faltam dois jogos para tentar chegar ao Qatar?

- Eu por mim só peço a Deus que me leve para junto Dele, já apresentei a minha resignação ao cargo, nem um santo aguenta isto!

- Mas assim provavelmente ficará ainda um pouco mais difícil...

- Difícil, mas não impossível. Sempre podemos ampatar os dois jogos por 5-0!

Vá-se catar, engenheiro!

Fosse Portugal um país de gente digna e competente, provavelmente o resultado de hoje na Luz originaria diversas demissões.

A principal do seleccionador e restante equipa técnica e quiçá do próprio Presidente da FPF.

Todavia Portugal é um país pequeno. Em tamanho físico e acima de tudo mentalidades. Talvez por isso países europeus mais pequenos que nós, já nos tenham ultrapassado. Desta postura amorfa e tristemente saudosista advém aquele sentimento de “coitadinhos” ao qual tanto gostamos de apelar.

Em futebol, como em qualquer outro desporto, ganhar é fundamental e sempre muito melhor que empatar ou perder. Desde que se queira ou lute por isso.

O que se passou esta noite em Lisboa foi uma autêntica vergonha. Não interessam agora as desculpas, porque estas não se pedem… simplesmente se evitam!

Hoje os jogadores foram os menos culpados… O problema é que o timoneiro desta pobre barcaça percebe tanto de futebol como eu percebo de dinossauros. Afundou a equipa e com esta  a maioria dos portugueses.

Pena que o senhor Engenheiro Fernando Santos nunca tenha conseguido perceber o que estava hoje verdadeiramente em causa. Mas também não lhe explico…

 

Também publicado aqui

O Catar-22 e o Covid-19

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1. No último Europeu escrevi três postais sobre os jogos da selecção: Portugal-Hungria, Portugal-Alemanha, Portugal-França. Em todos coloquei, repetindo-me: "Como é óbvio contestei com vigor e sageza veterana o pendor conservador do nosso engenheiro seleccionador, antevendo uma deslustrada campanha sob tal "motorista". E elogiei a extrema capacidade do nosso engenheiro seleccionador - sempre avesso à fugaz embriaguês do espectáculo - montando uma equipa tacticamente irrepreensível, delineada para enfrentar os gigantes que se sucederão, e clarividente nas letais e oportunas alterações que decidiu, mostrando que iremos longe sob tal "motorista".".

Tal enfática repetição impôs-se, por um lado, para enfrentar o ferino diagnóstico do nosso lendário Otto Glória: "(Em Portugal) quando se perde o treinador é chamado de "Besta". Quando vence, de "Bestial".". Mas, por outro lado, e muito mais importante, porque gosto de Fernando Santos. Estou-lhe grato - como estará a esmagadora maioria dos portugueses, mesmo os que não são adeptos de futebol e até aqueles que estão fartos da orgia futebolística na imprensa e na sociedade - pelo enorme e esfuziante alegria de 2016, um momento lindo no país. E também pelo torneio que posteriormente ganhou, ainda que esse secundário mas que também nos alegrou. Alguns dirão que os triunfos se deveram à sorte do jogo, mas isso quer apoucar a boa condução da equipa nacional e fazer esquecer a competência do seleccionador - que foi eleito "treinador da década" na Grécia, coisa que não é de somenos - e tem uma longa e rica carreira. Mas gosto de Santos não só por gratidão, aprecio-lhe o perfil público, educado, simpático ainda que sempre tenso sob pressão, tão contrastante com o insuportável perfil abrasivo, e até gabarola, de alguns outros treinadores portugueses de sucesso, que todos conhecemos.

2. Dito tudo isto parece-me que a época de Santos na selecção está esgotada. Portugal tem um plantel seleccionável bastante bom, excelentes jogadores titulares em excelentes equipas de excelentes campeonatos, orientados por excelentes técnicos. E esse "ínclita geração" de jogadores preenche todos os sectores, ainda que talvez escasseie a verdadeira excelência em extremos puros e duros, "à antiga". E a selecção portuguesa joga mal, desde há muito, quantas vezes em repelões desordenados, numa quase demissão táctica, como se inacção racional face à esperança nos talentos que ali abundam. E muito do que vem ganhando se deve à fabulosa codícia de Cristiano Ronaldo.

Afirmar a fraca qualidade do futebol da selecção não é maledicência, nesta hora de derrota. Há tanto futebol na televisão, de clubes e de selecções, que a comparação torna evidente essa mediocridade. Vemos selecções jogar ordenamente, mesmo que tenham tão pouco tempo de treino como a portuguesa. Este deficiente futebol da selecção vem causando um enorme desperdício, um quase "deitar fora" desta(s) geração(ões) de futebolistas. Tal mostrou-se na medíocre campanha no Mundial-18, concluída nuns meros oitavos-de-final - numa equipa abúlica, pressionada, e tanto que incapaz de ganhar até ao modesto Irão e assim desperdiçar o acesso a uma sequência de sorteio mais fácil que a poderia ter conduzido tão longe, até porque galvanizando-a. Tal e qual se mostrou no Euro-20(1), também culminado nuns medíocres oitavos-de-final, num percurso desde logo prejudicado dado ter a equipa calhado num "grupo da morte" inicial (com Alemanha e França), exactamente devido à sequência de maus resultados que a fez tombar no "ranking" que ordena os sorteios.

Nesses dois grandes torneios torneios a abundância de bons jogadores, as extraordinárias exibições dos veteranos Cristiano Ronaldo e Pepe, o arreganho colectivo e alguma boa sorte, evitaram o péssimo. Mas conduziram - sempre - a resultados medíocres, ao tal desperdício de tombarmos apenas entre os melhores 16, manifestamente pouco para a qualidade do potencial do ror de seleccionáveis. Qualquer adepto, qualquer "treinador de sofá"  percebe isto, a sequência de resultados menores do que o possível. E mais ainda, Fernando Santos é seleccionador há já 7 anos. E todos podemos perceber que a equipa não flui, não joga sequer "à Santos". Pura e simplesmente, joga pouco. Dá a sensação, nada malévola, que Fernando Santos já não contribui. Já não tem soluções, é assim ele o problema.

3. Todos os ciclos se encerram. Quero crer que depois do triunfo do Euro-16 e da Liga das Nações, Santos teria completado o seu percurso de seleccionador após o Euro-20. Seria o normal em termos de selecção, após dois Europeus e um Mundial. Um outro seleccionador teria sido indicado - talvez Rui Jorge, se num rumo federativo, talvez um outro consagrado que estivesse disponível. Acontece que o Covid-19 atrasou o Europeu-20 e encavalitou-o no apuramento para o Mundial-22. Tornou-se assim difícil, até impraticável, mudar de seleccionador - até pelo prestígio e simpatia de Santos. Estamos então diante de uma situação serôdia, um verdadeiro anacronismo. A equipa pouco joga, segue em deriva táctica e sofre desajustadas opções de jogadores, como mostrou o atrapalhado percurso do meio-campo titular no último Europeu e, talvez ainda mais, no desastre de ontem. E assim já perde o que não seria de perder.

Fernando Santos, usualmente contido em declarações, tanto sente este rumo negativo, a sua incapacidade real, já impotência, em potenciar o material que tem, que já algo desatina em expressões públicas: imediatamente após a derrota no Europeu prometeu o título mundial no Catar, prosápia algo desajustada ao seu perfil. E agora, neste término da classificação para o Mundial, vem não só somar más decisões tácticas como fazer proclamações que demonstram "stress", desajuste: ser "igual empatar ou ganhar 5-0" à Irlanda é realidade pontual mas um tiro no pé sob o ponto de vista moral. E o descalabro, táctico mas também psicológico, neste jogo com a Sérvia é demonstrativo de um seleccionador exausto. Que acumula desperdícios.

4. Há três meses para preparar uma equipa para o apuramento ao Mundial. É tempo suficiente, ainda por cima com tão rico plantel. É também tempo para decisões corajosas. E respeitosas. Escolha-se um novo seleccionador - que dado o momento complicado não poderá vir dos quadros da federação, terá de ter não só competência mas também peso simbólico. E que esteja adequado, actualizado, com as tácticas dominantes no actual topo do futebol mundial, que de nada serviria apelar  a um consagrado em nome de um passado bem-sucedido, aportado para encerrar a carreira em lugar honorífico. Trata-se de chamar um Jardim (se sair das Arábias), um Fonseca, um Vilas-Boas, para exemplos, gente que esteja no topo da carreira. E então poderemos dizer, com respeito, com carinho, com desportivismo, com gratidão: "Fernando, Obrigado pelas memórias, mas é tempo para dizermos Adeus"!

5. Nesta noite em que a Sérvia veio ganhar a Lisboa, apurando-se para o Catar-22 e remetendo-nos para um insondável "play-off", e em que todos resmungamos com o seleccionador Santos e com (alguns) jogadores, será avisado lembrar um facto que causou esta situação. Portugal foi jogar à Sérvia para o apuramento do Mundial. A Federação Portuguesa de Futebol não requereu o funcionamento do VAR nesse jogo, como lhe competia. O jogo terminou empatado devido à invalidação de um golo limpo de Cristiano Ronaldo que lhe teria dado a vitória, e que a tecnologia teria validado. E muito provavelmente o apuramento directo. 

Ou seja, é totalmente incoerente pedir a demissão de Santos e não exigir a essa instituição de utilidade pública que assuma a sua inenarrável incúria. E que anuncie a demissão dos quadros directivos responsáveis por tamanha incompetência.

 

200 milhões no banco

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Numa equipa todos têm uma função específica.

No caso do Sporting, Adán, defende, Coates, marca golos e defende, Pedro Gonçalves, marca golos mágicos, Paulinho, defende e marca golos, cada um tem a sua tarefa definida.

Na selecção é igual, uns têm a tarefa de jogar, Rui Patrício, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo outros são convocados para ficar no banco.

Fernando Santos acertou ao convocar dois jogadores com muita prática nessa área, acredito que não o vão deixar ficar mal, têm muita experiência a jogar nessa posição.

Certificado AAAAA A

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Quando compramos um frigorífico quanto mais AAs melhor, maior eficácia energética terá.

Quando escolhemos um guarda-redes para titular da selecção nacional de futebol, suponho (serei só eu?) que  menos AAs será melhor.

Os AAs do título representam os golos sofridos por Diogo nos dois últimos jogos, cinco mais um.

Está de parabéns Diogo Costa pela primeira internacionalização A, está de parabéns o engenheiro do penta, sempre a somar.

Obrigado, Benfica

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Este Portugal-Irlanda ficará na história. Pelo histórico record de golos em selecções, mais uma marca fenomenal de Cristiano Ronaldo, esta particularmente significante. Mas também porque foi o início da nossa caminhada para o título mundial de 2022. É certo que não foi o início do apuramento para o Catar mas foi o primeiro jogo após a  promessa de título feita pelo seleccionador, logo após o final da insuficiente campanha no último Europeu. E sendo Fernando Santos sempre parco em promessas destemperadas foi evidente que essas afirmações significaram que o título mundial é o objectivo, e que há a consciência, tanto no seleccionador como na FPF, da sua possibilidade muito efectiva. Assim sendo, tudo o que seja menos do que a final no Catar será um insucesso.

Este acentuado "levantar da fasquia" por parte de Fernando Santos deve ter sido pensado após a análise do quadro alargado de presumíveis seleccionados para o próximo ano. Em termos de jogadores já amadurecidos - grosso modo, de Cristiano e Pepe a Ruben Dias ou Palhinha, dos quase quarentões aos que têm cerca dos 25 anos. E também dos mais jovens já algo consagrados, e que já estavam na equipa do último "Euro" ou haviam estado nas cogitações do seleccionador - como são exemplos os jovens laterais Dalot e Nuno Mendes. 

Mas decerto que essa crença de Santos na obtenção do título mundial assenta em algo mais, num conhecimento exaustivo de jogadores que irão surgir aos olhos do grande público, "explodir" por assim dizer, e que nos próximos 15 meses virão a ser lançados na selecção, porventura até substituindo alguns dos nomes agora habituais.

Neste Portugal-Irlanda tivemos o primeiro exemplo dessa renovação da selecção, que tanto a reforçará. Foi uma vitória difícil, conseguida in extremis devido à já lendária codícia de Cristiano Ronaldo. Mas muito se deveu ao contributo de um outro jogador: João Mário - capaz do passe para o golo decisivo, tão cheio de classe e calma apesar do momento tardio (51º minuto da segunda parte), quando tantas vezes já predomina o "querer" e escasseia a calma para as melhores opções.

Excelente prenúncio. Nunca vira jogar este jovem, apenas lera sobre ele. De facto, foi algo falado durante a época transacta, tendo sido titular, como uma espécie de "maestro", da equipa do Benfica sub-23, a qual tão bons resultados obteve. Se isso não foi do conhecimento do "grande público" não terá escapado à observação da equipa técnica da selecção. Pelo que anunciava então e pelo que demonstra  agora presumo que João Mário não tenha então integrado a equipa do Europeu - apesar de ser a mais extensa das convocatórias, alargada a 26 jogadores devido às temidas implicações do Covid-19 - apenas devido à sua imaturidade. Mas bem esteve o Benfica ao fazê-lo agora ascender ao plantel sénior - não o emprestando para "rodar", o que nem sempre tem bons resultados principalmente em jogadores de fino recorte técnico como este é. E assim João Mário, tendo já cumprido uma pré-época com Jorge Jesus, treinador conhecido por tanto moldar os seus jogadores, potenciando-lhes as capacidades técnicas e a argúcia táctica, demonstra estar já "mais jogador", capaz de outros voos. Porventura até já apresentando outros indíces físicos, frutos de um trabalho atlético mais exigente do que aquele a que estava sujeito na época transacta.

Nesse sentido, e por apreço à selecção, a sempre "equipa de todos nós", e sem clubismos exarcebados, cumpre-me agradecer ao Benfica este contributo da sua formação. E ao seleccionador agradeço a sua compenetrada atenção aos jogadores seleccionáveis. Sem ficar preso a estatutos ou idades. Nem aos clubes de pertença.

Em Portugal: tudo o que parece, é!

Em Portugal há uma máxima popular que diz “nem tudo o que parece, é”. Porém na actividade do futebol este adágio não se aplica, porque todos sabemos que o que parece… é. Se não vejamos:

- parece que há corrupção no futebol;

- parece que há equipas que são sempre beneficiadas;

- parece que há jogadores que razoáveis nuns clubes e noutros são óptimos;

- parece que há empresários com demasiada influência no nosso futebol;

- parece que o senhor engenheiro não percebe nada de futebol.

Pois... estas cinco ideias são todas, a meu ver, verdadeiras.

Mesmo que a justiça tivesse destruído as escutas no “Apito Dourado”, mesmo que neguem que o Benfica seja sempre levado ao colo, mesmo que JM não tenha sido chamado à selecção enquanto jogador do Sporting e campeão e agora sem ter ganho nada já tenha sido convocado, mesmo que um empresário tenha feito o possível para Pote não ser chamado a jogo no Europeu passado, mesmo que a selecção tenha ganho em Paris com um “chouriço” do tamanho da torre Eifell e nunca ter jogado um caroço porque ninguém sabe da coisa.

Podem gozar com os portugueses. Podem incentivá-los a ir ver os jogos, mas de mim jamais terão um adepto! Tudo porque a suposta “nossa” selecção actual é tão nossa quanto é a “nossa” EDP!

E mais não digo!

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