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És a nossa Fé!

Que mudanças no onze titular?

Mais logo, pelas 19 horas (portuguesas), a selecção das quinas volta a entrar em campo. Depois da vitória contra o Gana, vamos enfrentar o Uruguai. Selecção de má memória para nós: foi a que nos eliminou nos oitavos do Mundial 2018.

Sabe-se já que Danilo, lesionado, não volta a calçar no Catar: no seu lugar jogará Pepe, autor do solitário golo português contra os uruguaios no desafio de Junho de 2018 em Sochi.

Que outras alterações deve Fernando Santos fazer no onze titular desta partida que quase todos queremos ganhar?

Portugal venceu, Cristiano Ronaldo marcou

Mundial 2022: triunfo contra o Gana (3-2)

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CR7 celebra após marcar, de penálti, o primeiro dos nossos três golos contra o Gana

 

Hoje é um péssimo dia para os urubus que adoram transportar maus agoiros no bico. Um péssimo dia para os pregoeiros da desgraça.

Presumo, por isso, que seja também um dia calmo no nosso blogue.

São sempre assim, as madrugadas e manhãs que se seguem às vitórias - sejam do Sporting, sejam da selecção nacional. Ao contrário das ressacas dos desaires, quando o trânsito fica engarrafado por aqui.

Esta é talvez a característica que mais detesto em muitos portugueses: anseiam pelo fracasso dos compatriotas. Daí a diferença abissal entre a enxurrada de gente que se apressa a comentar quando há derrotas e a calmaria que se segue aos triunfos.

 

Hoje é um desses dias.

 

Portugal estreou-se ontem a vencer no Mundial de 2022. Superou o Gana, derrotando por 3-2 uma das melhores selecções do continente africano.

Portugal comanda isolado o Grupo H, aproveitando o empate registado no soporífero Coreia do Sul-Uruguai - tristemente assinalado por ser o único jogo até agora de um campeonato do mundo disputado neste século sem um só remate a qualquer das balizas.

Portugal viu o seu melhor jogador de sempre marcar o primeiro dos três golos: Cristiano Ronaldo conquistou um penálti e converteu-o de forma exemplar. Mostrando, a quem ainda tivesse dúvidas, que continua a ser mais-valia aos 37 anos e 9 meses.

Portugal acaba de ver CR7 superar mais um recorde: é o primeiro jogador da história do futebol a marcar em cinco campeonatos do mundo (2006, 2010, 2014, 2018, 2022) e também o primeiro a facturar em dez fases finais de grandes competições futebolísticas (contando com os golos apontados nos Europeus de 2004, 2008, 2012, 2016 e 2021).

 

Um dia sem história, portanto. Outro dia tranquilo aqui no blogue.

A melhor selecção de sempre?

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Interrogo-me se esta selecção portuguesa que amanhã vai entrar em campo contra o Gana será a melhor de sempre. Recordo-me que, dos 26 convocados, só sete jogam em Portugal. E dez actuam na Premier League - ou nove, pois o capitão Cristiano Ronaldo encontra-se desde ontem sem clube.

Quem quiser que responda. Acredito que possa haver opiniões muito divergentes.

 

Inaceitável

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Aconteceu no Estádio José Alvalade, há cinco dias, embora não por culpa da SAD do Sporting. Toda a responsabilidade deve ser imputada à Federação Portuguesa de Futebol, "inquilina" do nosso recinto para o jogo particular Portugal-Nigéria, de preparação para o Mundial (vitória portuguesa por 4-0).

Centenas de espectadores que pretendiam assistir ao jogo foram impedidos de entrar pelos assistentes de recinto desportivo só por usarem camisolas distribuídas pela Amnistia Internacional, semelhantes a coletes de trabalhadores da construção civil, com alusões críticas às violações dos direitos humanos no Catar e às mortes de centenas de operários imigrantes que sucumbiram em condições desumanas na construção dos estádios.

É totalmente inaceitável. Algo próprio de um Estado totalitário. E dói-me ainda mais por ter ocorrido no nosso estádio, embora à revelia da estrutura leonina. A FPF - instituição de utilidade pública, como lhe é reconhecido por diploma legal - não pode colocar-se à margem das normas constitucionais portuguesas.

Temos de dizer-lhes sem margem para dúvida: Portugal não é o Catar. E Alvalade não é coutada da FPF, mesmo em dias de jogos das selecções.

Pedro Gonçalves: elogio merecido

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Tenho de elogiar Pedro Gonçalves. Pela frontalidade e pela humildade das suas mais recentes declarações, em que se assume como principal responsável por não ter sido convocado para o Mundial do Catar. 

«Fiquei mais desiludido comigo próprio, porque deveria estar a fazer uma época melhor. Não está a ser má, mas certamente que podia ser melhor. Sei das minhas capacidades e qualidades. É seguir e esperar pela próxima convocatória. Espero estar nas próximas convocatórias e vou fazer de tudo para o conseguir», disse o nosso n.º 28 em declarações à Sport TV.

O primeiro passo para conquistarmos novos patamares de sucesso é sempre este: reconhecer falhas próprias. São declarações que o enobrecem e o valorizam como desportista e como profissional do Sporting.

Os nossos

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Enquanto adepto do Sporting, sinto-me representado na selecção portuguesa de futebol. Por jogadores que, mesmo usando hoje outros emblemas, continuam a ser sportinguistas. Como, por exemplo, Bruno Fernandes, Nuno Mendes, João Palhinha e Matheus Nunes - além do incomparável Cristiano Ronaldo, o melhor futebolista português de todos os tempos. 

Para não variar, o Sporting destaca-se nesta convocatória por ser o clube mais formador de jogadores da selecção: oito, no total. 

O Sporting está também representado no Catar pelas selecções do Uruguai (Coates e Ugarte), Japão (Morita) e Gana (Fatawu). Motivos acrescidos para acompanhar o percurso destas selecções se este Campeonato do Mundo nos suscitar algum interesse.

Mundial: um teste à vossa perspicácia

Fernando Santos divulga amanhã a lista dos jogadores que irão ao Mundial do Catar. Recordo que entre os 55 pré-convocados, anunciados a 23 de Outubro, figuram cinco portugueses do Sporting: Gonçalo Inácio, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Trincão e Paulinho.

Venho perguntar-vos: acreditam que algum destes cinco figurará entre os 26 eleitos pelo seleccionador? Aguardo as vossas respostas e a justificação para elas.

Quem quiser antecipar os 26 que irão ao Campeonato do Mundo, sinta-se à vontade. É um teste à vossa perspicácia. Darei o devido destaque aos que se aproximarem mais da escolha definitiva.

 

P. S. - Fatawu está entre os pré-convocados da selecção do Gana, que defrontará Portugal. Porro foi pré-convocado pela Espanha. Morita estará presente, pelo Japão. Coates e Ugarte, com grande probabilidade, também estarão no Catar.

As coisas são o que são

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Não faltam adeptos indignados com o seleccionador nacional de futebol considerando inadmissível que Fernando Santos tenha excluído jogadores do Sporting da mais recente convocatória.

Eu não me excluo deste filme. Cheguei a agradecer ironicamente a Santos ter mantido Pedro Gonçalves à margem da lista que divulgou, enquanto chamava "craques" como João Félix e Pedro Neto. 

Devo, porém, reconhecer que neste preciso momento nenhum dos jogadores portugueses que integram o plantel leonino merece alinhar na selecção A. Até Pedro Gonçalves - que teve prestação medíocre frente ao Santa Clara e um desempenho calamitoso contra o Marselha em Alvalade - está muitos furos abaixo da excelente prestação revelada na época em que fomos campeões.

Morita (pelo Japão), Coates e Ugarte (pelo Uruguai) são convocados com regularidade para as selecções dos seus países. E até Sotiris, suplente no Sporting, vem comparecendo na equipa nacional grega. Mas isso é outra história.

Mais depressa se justificaria hoje a chamada de Edwards à selecção inglesa e de Porro (fora as frequentes lesões) à selecção espanhola do que a convocação de portugueses.

As coisas são o que são e não aquilo que gostaríamos que fossem. Lamento muito.

Os sete pecados de Fernando Santos

Liga das Nações: Portugal, 0 - Espanha, 1

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Bastava-nos um empate para chegar lá. Às meias-finais da Liga das Nações, que já conquistámos em 2019. Recebíamos a Espanha em Braga, entre o nosso público. Os espanhóis vinham muito afectados por uma derrota em casa frente à Suíça e precisavam de vencer para seguir em frente.

"Bastar um empate" funciona como maldição para nós. E como pretexto para Fernando Santos montar a sua tão apreciada táctica do ferrolho - com jogadores sem vocação para tal - à espera do sempre ansiado deslize alheio para cumprir os mínimos.

Podia ter acontecido por três vezes ainda na primeira parte, que terminou empatada a zero. A segunda, com o mesmo onze intocável até ao minuto 72' (Diogo Costa; Cancelo, Danilo, Dias, Nuno Mendes; William, Rúben Neves, Bruno Fernandes; CR7, Bernardo, Diogo Jota), foi péssima: concedemos dois terços de terreno e toda a iniciativa aos espanhóis, que marcaram aos 88', por Morata. Sentenciando a partida e a eliminatória.

Estarão nas meias-finais da prova, em Junho de 2023, com Croácia, Holanda e Itália. Nós tivemos o pássaro na mão e deixámo-lo voar. Por falta de ousadia, de rasgo, de atitude.

 

Seguem-se os sete pecados de Fernando Santos.

 

Primeiro. Ir recuando no terreno, concedendo iniciativa de jogo à Espanha - uma das selecções do país vizinho menos fortes dos últimos anos, alvo de contestação dos seus adeptos, e que vinha de uma derrota em casa frente à Suíça.

Segundo. Assistir impávido às perdas de bola dos nossos frente à baliza espanhola sem tomar a iniciativa de introduzir mudanças na dinâmica ofensiva para redobrar as oportunidades. Rúben Neves (23'), Diogo Jota (23') e Bruno Fernandes (38') tiveram os golos nos pés, mas foram incapazes de a meter lá dentro.

Terceiro. Mandar a selecção recuar na segunda parte, remetendo-a ao meio-campo defensivo, para "segurar o resultado". Manobra táctica de equipa pequena, frente à turma espanhola, que só fez o primeiro remate enquadrado aos 70'.

Quarto. Manter Palhinha no banco. Se a prioridade máxima era bloquear os caminhos para a nossa baliza, tornou-se incompreensível manter um William a meio-gás e deixar o nosso médio defensivo a ver o desafio sentado entre os suplentes.

Quinto. Esperar até aos 73' para mexer na equipa. Bernardo Silva, novamente sem préstimo na selecção, andou a fazer inúteis reviengas no relvado até finalmente receber ordem de saída. Demasiado tarde.

Sexto. Tocar na tecla da pausa em vez de accionar o acelerador. Incompreensível, a entrada de João Mário por troca com Bernardo quando ainda havia 20 minutos para disputar e precisávamos de um criativo para o contra-ataque, aliviando a pressão espanhola, e não de quem a segurasse no meio-campo.

Sétimo. Cristiano Ronaldo não pode cumprir a pré-época que deixou por fazer no United - onde até agora só marcou uma vez, de penálti - como titular da selecção. Sem dinâmica, sem golo, devia ter saído. Como saiu Sarabia, ontem muito apagado, logo aos 60', na selecção espanhola. Permitir a existência de intocáveis é um dos pecados do seleccionador. Terá de cumprir penitência por isto.

Liga das Nações: Portugal soma e segue

Goleada aos checos em Praga (0-4)

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A selecção portuguesa soma e segue. Lidera agora o Grupo 2 na Liga das Nações após a goleada ontem imposta ao onze checo em Praga: fomos lá vencer 4-0, com dois golos de Diogo Dalot (de longe o melhor em campo), Bruno Fernandes e Diogo Jota.

Cristiano Ronaldo também tentou metê-la lá dentro mas ficou em branco. Partida infeliz para o nosso craque, afectado logo aos 12' num choque com o guarda-redes checo que durante minutos o fez sangrar abundantemente do nariz.

 

O jogo valeu sobretudo pela primeira parte: exibição de luxo da equipa das quinas, com William Carvalho a destacar-se como médio de construção, compondo com Dalot (marcou o primeiro aos 33' e o terceiro aos 52', assistou no quarto, aos 82') e Bruno (uma assistência, além do segundo golo, aos 45'+5) o trio dos melhores de Portugal neste desafio fora de casa.

Ao intervalo vencíamos por 2-0. No segundo tempo, dobrámos os golos e gerimos bem o resultado. A partir dos 82', com as saídas de Bruno e William, oportunidade para ver em campo os "nossos" Matheus Nunes e João Palhinha.

 

Com este triunfo (o terceiro em cinco partidas, após as vitórias domésticas contra os checos e os suíços, ambas em Alvalade), a equipa nacional soma dez pontos.

Mais dois do que a Espanha, com quem disputaremos o desafio decisivo, terça-feira em Braga. Mais quatro do que a Suíça. Mais seis do que a República Checa - agora denominada Chéquia.

 

Basta um empate neste Portugal-Espanha para conquistarmos o acesso às meias-finais da Liga das Nações, prova que já vencemos em 2019, logo na edição inaugural. Totalmente ao nosso alcance.

A fase final decorrerá em Junho de 2023.

Os espanhóis foram ontem derrotados em casa pela Suíça (1-2).

«Não me lembro de nada assim desde que sou seleccionador», reagiu um desolado Luis Enrique, timoneiro da turma espanhola, após este humilhante desaire em Saragoça, com Sarabia no onze titular.

Pior está a Inglaterra, no Grupo 1: derrotada em Itália, já caiu para a Liga 2, com o seleccionador Gareth Southgate a ser muito contestado apesar de ter uma selecção recheada de vedetas. Há cinco jogos que não ganha (pior palmarés desde 2014) e não marca um golo há 450 minutos.

Obrigadinho, Fernando Santos

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Nestes dias dominados pelas selecções, vamos ficar sem quatro jogadores, chamados às equipas nacionais dos seus países.

Concretamente, Morita vai representar o Japão, Fatawu foi convocado para a do Gana, Sotiris está entre os seleccionados pela Grécia e teremos Ugarte em representação do Uruguai. Coates só não irá porque se lesionou no jogo contra o Boavista.

Já basta. 

 

Venho agradecer ao seleccionador Fernando Santos por ter ignorado olimpicamente os futebolistas portugueses do Sporting, deixando-os fora desta convocatória. Imitando o seleccionador espanhol, Luis Enrique, que não convocou Adán e Porro, o seleccionador inglês, Gareth Southgate, que se esqueceu de Edwards, e o seleccionador brasileiro, Tite, que deixou Matheus Reis de fora.

Poupa assim Pedro Gonçalves, que com "apenas" quatro golos e quatro assistências em nove jogos oficiais da temporada, a última das quais frente ao Tottenham na Liga dos Campeões, é omitido numa lista que inclui o fantástico Pedro Neto, do Wolverhampton (zero golos e zero assistências em sete jogos), o mega-craque João Félix, do Atlético Madrid (zero golos e três assistências em oito jogos) e o supersónico Diogo Jota, do Liverpool (um jogo, uma assistência).

 

Não houve aqui falta de consideração pelo jogador nem falta de respeito pelo Sporting. Foi apenas para não fatigar o nosso excelente n.º 28 nos desafios contra a República Checa (já este sábado) e Espanha (na próxima terça), tenho a certeza.

Obrigadinho, Fernando Santos. És mesmo bacano, pá.

Três nulidades

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Portugal encerrou a participação nesta fase da Liga das Nações com uma derrota - a primeira em quatro jogos, a nossa primeira neste ano civil que está quase a meio. Na Suíça, com golo sofrido logo no primeiro minuto - no único remate digno desse nome que a turma helvética fez à baliza de Rui Patrício. Depois disso, eles limitaram-se a «gerir o resultado», como se diz agora. Enquanto a selecção nacional foi incapaz de reagir na primeira parte, calamitosa.

A segunda foi diferente: tentou-se muito mas a bola não entrou, em larga medida devido à brilhante exibição do guarda-redes suíço Omlin, que impediu quatro golos.

 

Com Cristiano Ronaldo em campo, talvez tudo tivesse sido diferente. Mas o melhor do mundo não estava lá: o seleccionador dispensou-o deste jogo.

Opção insólita: em Alvalade, contra a Suíça, foi ele o autor de dois dos nossos quatro golos e ainda teve intervenção directa noutro ao apontar muito bem um livre de que resultaria a recarga de William, após defesa incompleta.

Outra opção incompreensível: Bernardo Silva ficou desta vez no banco até ao minuto 62. 

 

Mantemos intacta a esperança da qualificação para a final-a-quatro desta competição, que só irá disputar-se em Julho de 2023. Mas teremos de superar ainda dois confrontos, em Setembro: primeiro com a Espanha, em Portugal; depois na República Checa.

Só dependemos de nós, mas fomos ultrapassados no primeiro posto do Grupo 2 pelos espanhóis, que venceram os checos por 2-0 (com mais um golo do "nosso" Sarabia) e têm agora mais um ponto do que a equipa das quinas.

Dir-se-á que França e Inglaterra estão bem pior nos respectivos grupos. A turma gaulesa segue em último, com apenas dois pontos (ainda sem vitórias), tal como os ingleses. Também a Alemanha ainda não conseguiu vencer no Grupo 3.

Mas com o mal dos outros podemos nós bem.

 

Como tantas vezes digo, se os dados estatísticos vencessem jogos e campeonatos, o nosso seleccionador ideal deveria ser contratado no Instituto Nacional de Estatística. Eis alguns números deste Suíça-Portugal: «vencemos» 20-5 em remates, «goleámos» 10-0 em cantos e exibimos manifesta superioridade na famigerada «posse de bola»: 58%.

Para o nosso desaire de ontem em Genebra muito contribuiu o facto de o seleccionador português ter incluído três nulidades no onze inicial: Otávio, Vitinha e Rafael Leão.

Estranhamente o primeiro só ao intervalo foi substituído e os outros dois apenas receberam ordem de saída quando já tinha decorrido mais de uma hora de jogo.

Esqueçamos as estatísticas: é quanto basta para explicar esta derrota.

Vá lá entender-se esta gente

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Se o Estádio José Alvalade não é escolhido para jogos da selecção nacional de futebol, protestam porque o Sporting está a ser discriminado.

Se é escolhido para jogos da selecção, resmungam porque o relvado fica em mau estado e pode haver espectadores "inimigos" sentados nas bancadas.

Se o seleccionador mantém os mesmos jogadores no onze inicial, atiram-se a ele por ser imobilista. Se faz alterações profundas, cascam-lhe por não fixar uma equipa-base.

Se o seleccionador promove futebol defensivo, reclamam contra a falta de espectáculo. Se o seleccionador estrutura uma equipa para atacar, dominar e somar vitórias (59 remates portugueses contra 29 checos, no mais recente jogo, e 87% de eficácia de passe luso), fazem de conta que não viram nada.

O regresso de Ronaldo a Alvalade

Melhor do mundo bisa contra a Suíça (4-0)

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Foi uma das melhores exibições da selecção nacional nos últimos anos. Na noite de ontem, em Alvalade - confirmando que o nosso estádio funciona como talismã da equipa das quinas. Cilindrámos a Suíça por 4-0 e poderíamos ter duplicado a goleada, tão deslumbrante foi a exibição portuguesa, com bola a circular ao primeiro toque, em progressão acelerada, numa demonstração viva de futebol de ataque. Perante o aplauso entusiástico de mais de 42 mil espectadores.

Figura da partida? O suspeito do costume: o melhor jogador do mundo. Cristiano Ronaldo bisou, aos 35' e aos 39', perante a visível emoção da sua mãe, presente na tribuna. Leva já 117 golos ao serviço da selecção - marca extraordinária num profissional que aos 37 anos regressou ao estádio onde começou a ser feliz, quase duas décadas volvidas.

Voltando a silenciar os idiotas que nunca perdem uma oportunidade de repetir que ele está «acabado» e «já deu o que tinha a dar».

 

Grandes exibições também de William Carvalho (que marcou o primeiro, aos 15'), Nuno Mendes, Rúben Neves e João Cancelo (que fechou a conta, aos 68', numa jogada de antologia, iniciada e concluída por ele).

Mas todo o onze nacional esteve muito bem. Segredo? O excelente desempenho colectivo potenciado pelas seis alterações que o seleccionador fez entre o desafio anterior, contra a Espanha (1-1), e este, que redundou na nossa maior goleada de sempre frente à Suíça. Que já tinha sofrido contra nós, fez ontem três anos, na meia-final da Liga das Nações. Com outra exibição sublime de CR7, autor dos três golos nesse triunfo por 3-1.

 

O nosso próximo desafio será na quinta-feira, também em Alvalade, contra os checos que ontem impuseram um empate (2-2) à selecção espanhola.

Feitas as contas, vamos em primeiro no grupo A. Uma vitória, um empate, cinco golos marcados e apenas um sofrido. E capazes de dar espectáculo, ao contrário do que alguns temiam. Os mesmos que aparecem sempre na hora dos desaires e se eclipsam quando há triunfo nacional. Como se tivessem vergonha de ser portugueses, algo que jamais entenderei.

Com a selecção, sempre

Ao contrário do que alguns receiam, ninguém se torna menos sportinguista por apoiar sem reservas a selecção nacional.

É o que eu faço, desde miúdo. Considerando-a a equipa de todos nós, jogue quem jogar.

Formei-me nesta cultura desportiva e assim prossigo, sem a renegar. 

 

Durante décadas, festejei segundos e terceiros lugares. Eram festejos menores, que souberam a pouco. No Europeu de 1984, em França. No Europeu de 2004, em Portugal. No Europeu de 2012, na Ucrânia.

Tive a imensa alegria de celebrar enfim a conquista de um Campeonato da Europa, quando erguemos o caneco em Paris, a 10 de Julho de 2016. 

Um festejo a sério. Sem desculpas nem entretantos.

Sem vitórias morais.

Com um onze titular que integrava vários jogadores do Sporting, com um plantel onde havia dez elementos formados na Academia leonina.

 

Mas sem isso teria celebrado à mesma, teria aplaudido sem reservas a subida das cores nacionais ao posto mais elevado do pódio, concretizando um sonho tantas vezes adiado.

Irei continuar assim.

Joga enfim - e marca

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Ostracizado durante longo tempo sem explicação plausível pelo seleccionador nacional apesar de ser um dos melhores jogadores portugueses actuais, Ricardo Horta foi enfim chamado à equipa das quinas. No jogo de estreia da nossa participação na Liga das Nações, contra a Espanha, ontem em Sevilha.

Jogou - e marcou. O único golo português, que nos valeu o empate (1-1) e o consequente ponto conseguido fora de casa.

Tenho razões acrescidas para reiterar o que escrevi há dias: gostaria muito de vê-lo no Sporting.

Continuo a crer que não sou o único a pensar assim.

Grande filho da puta

Foi com um golo dum filho da puta que Portugal conseguiu um empate sofrido com a Espanha.

Pelo menos foi o que aquele trauliteiro naturalizado a martelo publicou da festança, aquele que foi substituído sem nada acrescentar à selecção no jogo de hoje em Sevilha.

E o que cantou o guarda-redes tripeiro na emoção dos festejos.

Entre os filhos da puta e a puta desta máfia que controla tudo e todos, fica uma selecção cada vez mais divorciada de todos nós.

Digo eu, que sempre soube separar clube e selecção, e que na campanha de França vibrei com Renato Sanches e muitos outros que de Sportinguistas não tinham nada.

SL

As selecções totalistas

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Apenas dez selecções garantiram a presença em todas as fases finais de Campeonatos do Mundo neste século. 

Uma delas é a portuguesa.

 

Estivemos em 2002 (com António Oliveira), 2006 (com Luiz Felipe Scolari), 2010 (com Carlos Queiroz), 2014 (com Paulo Bento) e 2018 (com Fernando Santos). Estaremos no Mundial do Catar, no fim deste ano, novamente com Santos ao leme da selecção.

Além da nossa, eis as outras selecções totalistas: Alemanha, Argentina, Brasil, Coreia do Sul, Espanha, França, Inglaterra, México e Japão.

 

Seis campeões do mundo, portanto.

Estamos bem acompanhados.

{ Blogue fundado em 2012. }

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