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És a nossa Fé!

Jogi, agora ou depois?

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Mais cedo ou mais tarde, estaremos a discutir a substituição de Fernando Santos na selecção.

Joachin está disponível, conheça-o melhor, aqui.

Para mim, seria a altura ideal para Fernado Santos sair, uma saída honrosa, saía após uma vitória.

Fingia que estava cansado, doente ou que queria fazer um retiro espiritual em Fátima ou assim, saía pela porta grande.

Portugal ficava com tempo para preparar a conquista do Mundial de 2022 com um treinador a sério (é campeão mundial) e com jogadores rejuvenescidos, sem estrelas, sem birras, sem amuos, sem mudanças para fazer, todos juntos, todos iguais.

Contratamos Löw, já ou esperamos pelo estampanço de Fernando Santos (o nosso estampanço, afinal) em 2022?

Não quero influenciar ninguém mas diz o povo na sua imensa sabedoria: "Santos da casa não fazem  milagres"; talvez alguém de fora nos levasse a campeões mundiais.

Quando Portugal joga, também estamos lá

Texto de Francisco Gonçalves

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Vale a pena olhar a forma como a nossa selecção tem conseguido impor-se no futebol mundial e, nessa perspectiva, estabelecer a diferença como éramos olhados antes e como somos, actualmente: antes, éramos uns coitados que, de vez em quando, mas muito raramente, se transcendiam; actualmente, somos uns favoritos que, também, falham.

 

Imaginando um palácio chamado selecções, constituído pelo salão nobre, por salas laterais, pelo quarto dos fundos e por outras divisões de apoio logístico aos residentes, diria que o residente Portugal teve dois períodos muito distintos, sendo que o primeiro coincide com o século XX e o segundo com o século XXI.

No século XX, Portugal sempre habitou as salas laterais e, de vez em quando, espreitou o salão nobre (Mundial de 66, Europeu de 84 e Europeu de 96). Em 1966, foi até convidado a entrar no salão nobre, mas os residentes daquele espaço não hesitaram em, rapidamente, remetê-lo, novamente, à lateralidade das tais salas.

Houve, até, uma situação pouco dignificante que empurrou Portugal para o quarto dos fundos (Mundial de 86 - caso Saltillo).

No dealbar deste século, Portugal aventurou-se, espreitando, primeiro, o salão nobre (Europeu de 2000) e, depois, foi convidado a tornar-se residente daquele espaço (Europeu 2004 e seguintes), donde nunca mais saiu. Além de frequentar o salão nobre, Portugal começou a sentar-se na mesa principal, com os ilustres convidados que acedem a tal privillégio (ranking de selecções).

 

No ranking das selecções, imediatamente antes do Europeu 2020, Portugal ocupava o quinto lugar.
Esta diferença de espaço habitado, no palácio chamado selecções, no século XX e no século XXI, deixa poucas dúvidas sobre a forma como a comunidade mundial do futebol olhava a selecção de Portugal, no século passado, e como a olha, na atualidade.

O apoio à selecção portuguesa de futebol não merece discussão, como nunca mereceu, mesmo quando prevaleciam as vitórias morais e escasseavam as vitórias materiais.

A selecção nacional é de todos nós. Qualquer posicionamento inteligente, em relação ao que pensamos da nossa selecção, saberá estabelecer a diferença entre a crítica, que deve ser de natureza conjuntural, e o apoio que deve ser estrutural.

 

Independentemente de quem joga e de quem dirige a selecção nacional, os portugueses devem prestar todo o apoio àqueles que nos representam.

Quando Portugal joga, é um bocadinho de cada um de nós que ali está. O apoio deve ser entusiasmante e capaz de transmitir aos jogadores a nossa convicção de que acreditamos neles e desejamos que eles sejam o veículo da nossa ambição: ser melhor do que o adversário.

Portugal é um país de futebol. É insane que um português, adepto de futebol, não apoie aqueles que nos representam.

 

Tenho amigos que não ligam patavina ao futebol e, no entanto, nos dias em que joga a selecção nacional lá estão eles, diante do televisor, apoiando aquilo que os identifica, não como adeptos “da bola”, mas como portugueses.

Eu apoio a selecção nacional de futebol. Claro que sim. Incondicionalmente, esteja lá o Santos ou outro santo qualquer.

Vamos com tudo, Portugal. Vamos ganhar ao Azerbaijão.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui

Claro que sim

Para que não restem dúvidas, aqui fica a minha declaração de princípios reafirmada sem sombra de ambiguidade: sim, eu apoio a selecção nacional de futebol. E desejo muito vê-la qualificada para o Campeonato do Mundo, claro que sim. 

É tema que poderei desenvolver. Mas para já sublinho isto. Que é o essencial. Quem não pensar como eu, sinta-se à vontade: este é o lugar certo para contestar.

Parafraseando Herman José

O artista e comediante tem uma frase emblemática que é "até que enfim que aparecem gajas boas" meio falado, meio cantado.

Fernando Santos terá dito o mesmo quando se apercebeu que no Benfica estava um jogador crucial para o jogo da selecção e segundo fontes seguras terá exclamado, atónito "mas como é que apareceu um médio tão bom e eu andei distraído?"

Ainda bem que Jorge Mendes lhe chamou a atenção...

Hoje somos os favoritos que falharam

Texto de Francisco Gonçalves

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Renato Sanches e De Bruyne no Bélgica-Portugal de 27 de Junho

 

A base da selecção [portuguesa no Mundial de 1966] era a de uma equipa com cinco finais da Taça dos Campeões Europeus em oito anos e que, de facto, teve um brilhante comportamento em Inglaterra, [mas] falhou, estrondosamente, o apuramento para o Munudial de 62, para o Europeu de 64 e para o Europeu de 68.

 

Entretanto, ficámos em 4.º lugar no Mundial de 2008; fomos semi-finalistas, em 2000 e em 2012; vice-campeões europeus, em 2004; campeões europeus, em 2016; e vencemos a Liga das Nações em 2019.

Sem prejuízo do mérito que a nossa selecção revelou, o Mundial de 1966 foi visto, quase, como um milagre. Uma superação que só acontece(u) de vez em quando.

Hoje, Portugal frequenta os lugares das melhores selecções do mundo, com uma naturalidade que, naquele tempo, era uma miragem.

 

Naquele tempo, éramos os coitados que se transcenderam.

Hoje, somos os favoritos que falharam.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

Na era Ronaldo

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Há anos que ouço dizer que Cristiano Ronaldo está acabado para a selecção. Já Carlos Queiroz, quando foi seleccionador, tentou encostá-lo às cordas e mostrar quem mandava - atitude própria dos fracos.

Quem saiu pela esquerda baixa foi ele. Onde anda agora?

 

Fernando Santos é o seleccionador português que mais soube congregar os grupos de trabalho. Os jogadores adoram trabalhar com ele. Nunca teve conflito com nenhum.

Neste quadro, Cristiano Ronaldo é essencial. Sem ele não teríamos sido campeões da Europa nem vencido a Liga das Nações. Nenhuma dúvida quanto a isso.

Pepe, idem.

Um já completou 36 anos, outro está quase a fazer 39. Mas ambos teriam lugar em qualquer selecção que disputa este Campeonato da Europa. 

Apontar-lhes agora a porta de saída, como agora faz tanta gente excitada nas redes sociais, não tem o menor sentido.

Os medíocres é que devem sair, não os campeões.

 

Qualquer selecção adoraria ter um Ronaldo: 109 golos marcados com a camisola das quinas, 21 só em fases finais de Mundiais e Europeus, 48 nos últimos 46 jogos em representação de Portugal.

É neste momento ainda o melhor marcador do Euro-2021. Em Europeus, só Platini (em 1984) e Griezmann (em 2016) marcaram mais. 

Na era Ronaldo, Portugal foi campeão europeu (2016), vice-campeão europeu (2004), semifinalista num Mundial (2006) e semifinalista noutro Europeu (2012). E o capitão contribuiu como nenhum outro para a conquista da Liga das Nações (2019).

 

Sou-lhe grato. E sei bem do que falo: pertenço a uma geração que andou décadas a celebrar um terceiro lugar num Mundial e uma semifinal num Europeu.

Era o melhor que se arranjava naquela época. Felizmente esse tempo acabou. 

O onze que não vi

Estou com Fernando Santos quando entende a selecção como uma equipa, seleccionando conforme as necessidades da mesma e não como prémio para os bons desempenhos nos clubes, e previlegiando o espírito de equipa e o compromisso de todos. Tempos houve em que não foi assim, havia grupos e grupinhos, houve Saltillo e houve muito mais. Até aí tudo bem.

Fernando Santos fez as suas escolhas e levou para o Euro um plantel alargado, numa linha de continuidade com as escolhas anteriores, Cancelo ficou de fora definitivamente e não se percebe bem porquê, foi substituído por Dalot. Nestes quatro jogos os onze foram variando, as substituições também, e no fim alguns jogadores nem sequer calçaram.

Mas ficou evidente que houve escolhas difíceis de entender como a de William Carvalho depois duma época para esquecer, e muitos jogadores gastos por temporadas exigentes e que nunca mereceram a titularidade.

E, pelo menos para mim, ficou a frustação de nunca ter visto um onze mais coincidente com uma selecção que procurasse a felicidade em vez de esperar sentada que ela acontecesse.

O onze que gostaria de ter visto era o seguinte:

Rui Patrício; Cancelo, Pepe, Rúben Dias e Nuno Mendes; Danilo; Renato Sanches, Bruno Fernandes e Pedro Gonçalves; Cristiano Ronaldo e André Silva.

Depois há alternativas óbvias, Palhinha podia muito bem ter alternado com Danilo na posição de trinco, embora Danilo funcione melhor na articulação com os centrais, Raphael Guerreiro em vez de Nuno Mendes em momentos de reforçar o ataque, Dalot em qualquer dos lados para defender ou Pedro Gonçalves e André Silva a alternar com Jota, Bernardo Silva ou João Félix. Mas Renato Sanches e Bruno Fernandes, como Pepe e Rúben Dias, e obviamente Cristiano Ronaldo, seriam sempre titulares e a sair só por cansaço. 

Quem não tinha lugar nem no onze nem no banco eram William Carvalho, João Moutinho, Nelson Semedo e Rafa. 

Mas isto sou eu a pensar.

Qual seria o onze que gostariam de ter visto no Euro?

SL

Tantos jogadores em má forma física

Texto de Miguel

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Qualquer equipa pode perder com a Bélgica, a propósito disso nada a dizer.

O único remoque que faria ao engenheiro seria a propósito de uma certa falta de imaginação: não haveria maneira de alargar o jogo, conseguir fazer chegar à linha de fundo mais amiúde de modo a que os avançados recebessem a bola de frente para a baliza para, no mínimo, obter mais cantos

Juntar o Nuno Mendes e o Raphaël Guerreiro à esquerda, avançar o Dalot (bela estreia) no apoio ao Bernardo Silva ou outro, guardando uma linha de três defesas que ontem [anteontem] aliás fez um excelente final de jogo?

Bem, isto vale o que vale, é muito fácil mandar bitaites de fora.

 

De qualquer modo, com tantos dos jogadores principais em má condição física é muito difícil fazer valer o argumento de que esta equipa sendo tão forte devia fazer muito melhor do que fez.

A conclusão não segue da premissa. Ou alguém imagina a França a jogar pelo título com o Griezmann, o Kanté, o Pogba e o Mbappé sentados no banco e com os jogadores do Lille em campo?

 

Texto do leitor Miguel, publicado originalmente aqui.

O dia seguinte

Foi realmente uma noite de sofrimento e prazer a de ontem, que tive a ocasião de partilhar algures no Minho com um conjunto de amigos do desporto, na maioria Sportinguistas.

Por um lado havia o desafio que estávamos a ver, mas por outro o que não víamos mas que ouvíamos pela voz dum mais atento ao telemóvel e do qual só se ouviam más noticias.

E o que estávamos a ver durante muito tempo não servia para nada tendo em consideração o que se estava a ouvir.

E tudo acabou por correr "à Fernando Santos". Duas equipas bem encaixadas, uma mão bem na testa, outra mão no avançado que se isola, outra mão na bola, mais outra mão a desviar a bola para o poste, empate e não se fala mais nisso.

Claro que a equipa melhorou, mas pior do que contra a Alemanha era difícil, e no final tudo óptimo, fomos os únicos a ganhar à Hungria e por números que nos garantiram o apuramento, vamos apanhar um daqueles bons fregueses que se fartam de jogar na primeira fase e logo vão para casa satisfeitos, isto está a compor-se...

 

PS: Palhinha: calma, calma, rapaz... vem aí a Champions... 

O Euro visto por mim

Do alto da minha sapiência futebolística e munido do meu diploma de nível 0 (zero) de treinador de futebol, agora que saímos bem vivos (diria até que ressuscitados) do grupo da morte, com um conhecimento acumulado de mais de 50 (cinquenta) anos a ver futebol ao vivo e nas pantalhas, cá vai a minha análise a esta fase de grupos, concretamente ao grupo onde a selecção portuguesa se exibiu:

Começou bem o grupo comandado pela dupla Santos (o Fernando e a santinha) com uma vitória expressiva, veio a confirmar-se agora, até porque um resultado por três de diferença numa fase final duma competição destas é já considerado uma goleada. Vitória tardia que não tínhamos entendido muito bem, até vermos a Hungria empatar com a França e a poderosa Alemanha empatar (esteve a perder por duas ocasiões) com os magiares. Tivessem ficado por resultado igual e não viajaríam até Sevilha para defrontar a Bélgica.

Isto confirma a teoria popular (o povo tem sempre razão) de que candeia que vai à frente alumia duas vezes e "desconfirma" a do meu amigo Maia, cigano, que diz que os da sua etnia não gostam de ver bons princípios aos filhos, ou até a que todos nós que em miúdos jogávamos à bola na rua defendíamos, quando o muda aos seis e acaba aos doze estava a correr mal, que o primeiro milho é dos pardais.

Foi esse milho que deu respaldo e energia para a equipa resistir e ressurgir depois de um tornado que apareceu com nome de Alemanha e lhe infligiu uma derrota pesada, que chegou a ter contornos e previsão de tragédia, mas que no final, sendo mau, não foi assim tão mau como a exibição. A coisa poderia ter sido pior e tememos todos por isso. Verificou-se que a teimosia, não sabemos se do Fernando se da santinha, que parece que eles às vezes não se entendem e é preciso invocar outros postos na hierarquia, desta vez tinha passado os limites, ao colocar em campo um team onde pontuaram alguns elementos, como hei-de dizer... lentos? Apáticos? Ausentes? Incompetentes? Escolham, façam-me o favor, ou juntem tudo, estejam à vontade.

A gente sabe que era a Alemanha que estava do outro lado, que vinha de uma derrota com a França, que precisava de ganhar, isso tudo, mas havia necessidade de insistir com algumas das vacas sagradas? Vamos lá ver, que andou até agora o William Carvalho, que esteve quase toda a época a aquecer o banco do Bétis, a fazer a titular que o João Palhinha não tivesse feito ontem muito melhor? Dizem as más línguas que Palhinha andou mais ontem em dois túneis que o inútil WC nos dois jogos anteriores e eu tendo em concordar. E a insistência no Rafa, que tem ar de bom rapaz, mas não chega; E continuar com Bernardo Silva, que continua a ser uma nulidade na selecção? Há coisas que só mesmo o Fernando e a santinha conseguirão entender, mas certamente não conseguirão explicar.

Mas a Alemanha viu-se à rasca para empatar com a Hungria, dirão os leitores. Pois viu! Mas quem viu o jogo, viu uma Alemanha a pressionar e os húngaros a fazer dois remates e a marcar dois golos. Durante todo o jogo alugou-se meio campo, mas na bola o que conta é a eficácia, porque se contassem outras teorias quaisquer, como nós ganhámos à Hungria e os outros apurados empataram, a gente é que devia ter ficado em "primeiros"!

Bom, o homem e a sua adjunta (a ordem dos factores é arbitrária) lá deram o braço a torcer, a custo que segundo consta são ambos teimosos que nem mulas, salvo seja, e fizeram uma autêntica revolução para este jogo com a França! Mas ó pá, Edmundo, só mudaram dois! Pois! E tenho pra mim que quem escolheu o Renato rastafari foi a santinha, que o Fernando não arriscaria tirar o diesel WC para meter o nitro. Já a entrada do jovem Moutinho, não tenho quaisquer dúvidas que foi obra exclusiva do Fernando. Vocês viram o mesmo que eu quando tocava o hino, a força que ele fazia com a mão onde ele guarda a santinha? Até ela estava esbafurida ao perceber que há um treinador no Mundo que prescinde de Bruno Fernandes num onze!

Bom, sinceramente espero que não se tenham zangado os dois, que vem aí a Bélgica e que escolham, têm até Sábado à noite, os melhores para a função. Por melhores quero dizer os mais capazes, não os com melhor estatuto, e não ter medo dos outros.

Se eles têm o Tintin, nós temos o Major Alvega!

 

Nota: Todos diferentes, todos iguais e o maior respeito pela opção religiosa de Fernando Santos. Procurei dar uma nota de humor, mal conseguido eu sei, ao texto, para aligeirar, que isto do futebol "não é um assunto de vida ou morte"...

 

Porque não joga quem está melhor?

Texto de João Rafael

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Fernando Santos levou-nos a uma conquista inédita em 2016, com um conjunto de jogadores muito inferior, em qualidade, quando comparado com o actual. Tivemos a sorte que não tivemos em 2000 e 2004; os deuses da bola já estavam em dívida para connosco. O que não lhe dá crédito infinito.

O Mundial de 2018 foi péssimo (para um campeão europeu) e o apuramento para este Euro também não foi espectacular: ficámos em segundo, atrás da Ucrânia, e isso colocou-nos na rota de Alemanha e França. Mas, muito honestamente, há coisas que não compreendo: porque não jogam os jogadores em melhor forma?

Bernardo, aos 15 minutos, estava cansado; William e Danilo parecem dois velhinhos de 80 anos; Bruno Fernandes, que comanda uma das melhores equipas do mundo, com números astronómicos, anda sempre perdido em campo porque é utilizado fora de posição.

 

O problema não está em perder com a Alemanha.

É alguma vergonha? Não, não é.

A questão tem a ver com a maneira como se perde, denotando, aqui e ali, falta de de organização e, sobretudo, de adaptação às vicissitudes do jogo.

Os quatro golos dos alemães foram praticamente iguais! Qual a razão para isto não ser corrigido logo após o primeiro golo, recuando Danilo para central e juntando Bruno Fernandes a William?

Temos dos jogadores que melhor tratam a bola, a nível mundial, e o nosso sistema de jogo passa por... não ter bola! Como se não bastasse, os dois médio-centros são pouco agressivos na recuperação da mesma. Nesta circunstância, Palhinha e Renato faziam um serviço muito melhor!

Bruno nas costas de CR7 para visar a baliza, como tanto gosta.

 

Mas concordo que há portugueses que gostam de torcer a faca e provavelmente até cantarão "A Marselhesa" na quarta-feira... 

 

Texto do leitor João Rafael, publicado originalmente aqui.

Sim, eu apoio a selecção

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Não idolatro treinador algum. Nem sequer Rúben Amorim. Nem Pep Guardiola.

Mas recuso ler uma vitória por 3-0 contra a Hungria da mesma forma que uma derrota por 2-4 contra Alemanha. Usando exactamente as mesmas palavras e os mesmos argumentos. Só porque não ou só porque sim.

 

Também recuso recorrer a chavões, próprios das conversas de café.

Alguns exemplos:

- "Ah e tal, eu não apoio a selecção porque não estão lá a jogar os jogadores do Sporting." Mas se estivessem, quem fala assim já apoiava. São princípios de geometria muito variável. Não são os meus. Desde logo porque não confundo Clube com selecção.

- "Ah e tal, eu detesto a selecção porque é a do Mendes e não é de Portugal." Mas quando esta "selecção do Mendes" venceu o título europeu em 2016, maior proeza de sempre do nosso futebol, muitos dos que falam assim andaram a exibir bandeiras e a cantar o hino. Até neste blogue isso ficou patente, designadamente nas caixas de comentários.

- "Ah e tal, quando Portugal ganha é sempre com sorte." Levando este raciocínio à letra, concluímos então que não perdemos por erros próprios frente à Alemanha: só perdemos porque tivemos azar. O que não explica coisa nenhuma. E deixa o debate no grau zero.

 

Só para concluir, sem rodeios: eu apoio sempre a selecção.

Seja quem for o seleccionador.

Haja ou não jogadores do Sporting no onze titular.

 

No fim, aplaudo ou critico. Mas antes e durante estou sempre a apoiar.

Era assim com António Oliveira, com Humberto Coelho. Foi assim com Scolari, continuou a ser assim com Paulo Bento. É assim com Fernando Santos.

Será assim com o próximo seleccionador, chame-se ele como se chamar.

Até pode chamar-se Jorge Jesus, como alguns parecem desejar cada vez mais.

Selecção não rima com meritocracia

Em agosto de 2019, afirmava o nosso seleccionador, de forma categórica, que indiscutíveis na Selecção só o Cristiano Ronaldo. 

Torna-se, por isso, difícil de compreender como é que o William Carvalho, após uma época sem ser opção no modesto Bétis, entra de caras no onze titular, por contraponto, por exemplo, com João Palhinha, que fez uma época altíssima no Sporting, ou até mesmo Renato Sanches, que até já pedia a titularidade no jogo anterior.

Fernando Santos é culpado, mas tem atenuantes. Na verdade, o engenheiro segue apenas o diapasão de outros seleccionadores que lhe precederam no cargo.

Quem não se recorda da maldade de António Oliveira, no Mundial de 2002, em que fez toda a fase de qualificação com Ricardo na baliza, que esteve sempre em grande nível, uma vez que Vítor Baía estivera lesionado praticamente a época inteira, e em pleno Mundial dá a titularidade de caras a Baía, que nada tinha feito para a merecer? Ou então, o que dizer de Luís Filipe Scolari, que começou o Euro deixando um super-Deco no banco, para dar a titularidade a um consagrado, mas em má forma, Rui Costa?

A verdade é que na selecção portuguesa, muitas vezes, os onze titulares não são os que estão em melhor forma. Salta à vista de qualquer adepto, menos do seleccionador, que ainda por cima tem sempre mais tempo livre do que ocupado. É, pois, uma pena que selecção não rime com meritocracia. 

Correu quase tudo bem

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«Até ao jogo de terça-feira, em Budapeste, contra a Hungria, a selecção nacional só tinha vencido na estreia da prova por duas vezes: Inglaterra, por 3-2, no Euro 2000; Turquia, por 2-0, no Euro 2008. Desta vez, no Euro 2020, num duelo em que teve muito a desfavor - ambiente hostil e uma equipa superfensiva -, Portugal mostrou uma maturidade pouco habitual e o plano de jogo definido por Fernando Santos funcionou quase na perfeição.»

 

«Convém referir que, até defrontar os campeões europeus com quase 60 mil fervorosos adeptos no Puskás Arena, a Hungria somava 11 jogos consecutivos sem perder. (...) Não cedeu contra adversários da classe média-alta do futebol europeu: Rússia, Sérvia, Turquia, Islândia e Polónia.»

 

«Durante quase uma hora, Portugal dominou por completo a Hungria, que nunca conseguiu fazer mais do que meia dúzia de passes consecutivos. Até aos 50 minutos, quando Szalai começou a arriscar remates fora da área, Rui Patrício foi mais um espectador. Até então, Portugal teve uma mão-cheia de ocasiões de golo claras.»

 

«Contra uma equipa que nunca correu riscos e defendeu, quase sempre, com os 11 jogadores nos primeiros 40 metros à frente da baliza, Portugal mostrou maturidade ao ser paciente na procura do momento certo de encontrar os desequilíbrios que permitissem criar oportunidades. E conseguiu-o.»

 

«Olhando para as estatísticas da primeira jornada de todos os grupos do Euro 2020, apenas a Espanha (75%), que jogou em casa, conseguiu ter mais posse de bola do que Portugal (65%), mas, em Sevilha, a Suécia criou um par de oportunidades claras de golo, algo que a Hungria nunca conseguiu em Budapeste.»

 

Excertos de um artigo intitulado "O que correu bem na estreia de Portugal? Quase tudo". De David Andrade, no Público

"Pouco importa pouco importa, se jogámos bem ou mal, vamos é levar a taça, para o nosso Portugal"

Em França foi assim, e o lema desta selecção de Fernando Santos é mesmo este. Existe uma equipa, não forçosamente formada pelos melhores onze jogadores, nem pelos onze jogadores que estejam no melhor momento, mas escolhida de acordo com uma ideia de jogo baseada no controlo, defender bem no campo todo e esperar pelos momentos para pôr a bola nos homens certos, aqueles que marcam golos mesmo não sendo pontas de lança. Que não existem na selecção.

Contra uma Hungria "italiana" num 5-3-2 muito rígido, Portugal teve uma boa primeira parte em que circulou bem a bola e construiu ocasiões mais que suficientes para uma vitória tranquila. O duplo trinco ajudou a recuperar bolas em zonas adiantadas e encostar a Hungria "às cordas". Eles raramente conseguiram sair em condição de criar perigo.

Na 2.ª parte a equipa não conseguiu manter o ritmo e facilitou a tarefa ao adversário. Vários jogadores, com William à cabeça, quebraram fisicamente e a Hungria foi-se sentindo cada vez mais confortável no jogo. A pouco e pouco começaram a criar situações, a culminar num golo bem anulado.

Tarde e a más horas lá vieram as substituições, e a verdade é que todos os que entraram coleccionaram asneiras e passes falhados. Quando tudo parecia perdido, um deles, na altura o pior em campo, centra contra um húngaro e depois sai um golo, enrola-se com a bola em vez de rematar e sai um penálti, depois já com uma Hungria destroçada veio mais um golo obrigatório do melhor do mundo para fazer esquecer o golo cantado que falhara na primeira parte.

Concluindo, uma vitória por números concludentes com uma equipa pensada para defrontar os dois grandes que se seguem. Mesmo aqueles que entraram desconfio que vão entrar de novo nos próximos jogos.

Podia-se jogar melhor? Podia, mas não foi assim que fomos campeões europeus. Foi desta forma. Sendo assim... siga.

Vencemos

Três zero, a jogar fora de casa. Em Budapeste, contra a Hungria.

Talvez a nossa melhor estreia de sempre em fases finais de grandes torneios de futebol ao nível de selecções.

Um golo de Raphael Guerreiro, dois golos de Cristiano Ronaldo. Que assim se torna no único futebolista a marcar em cinco fases finais de Europeus.

 

Antes do jogo, as redes sociais portuguesas fervilhavam de compatriotas a dizerem o pior do nosso seleccionador, o campeão europeu Fernando Santos, e dos nossos jogadores, começando por Ronaldo.

O costume. Somos totalmente previsíveis a dizer mal de nós próprios.

 

Depois deste triunfo, que nos coloca no comando destacado do grupo F, os profetas da desgraça arriscam uma vez mais ficar no desemprego - como aconteceu há cinco anos.

Mas não tenhamos ilusões: eles jamais desistem. Continuarão a dizer mal de tudo e de todos.

Está a faltar genica

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O onze inicial de Fernando Santos não ajudou mas estarmos a ser "massacrados"  pelos húngaros não estava no programa.

O meu onze seria: Patrício, Gonçalo Inácio, Rúben Dias, José Fonte e Nuno Mendes. Bernardo Silva, Palhinha, Bruno Fernandes e Pedro Gonçalves. João Félix e Ronaldo.

Exceptuando; Ronaldo, Bruno Fernandes e Patrício foram todos campeões nacionais, nestes jogos, isso faz toda a diferença.

Estamos no minuto 65, ainda, vamos a tempo de ganhar.

Outra vitória do Sporting

Da lista dos 26 jogadores convocados para o Campeonato da Europa 2021, que vai disputar-se no mês que vem *:

 

Sporting 3 - Nuno Mendes, Palhinha e Pedro Gonçalves.

FC Porto 2 - Pepe e Sérgio Oliveira.

Benfica 1 - Rafa.

 

Confirmando-se que também ao nível da selecção principal de futebol Rúben Amorim potenciou da melhor maneira os jogadores. 

Se o Euro-2020 tivesse ocorrido na data inicialmente prevista, o Sporting não estaria directamente representado por jogador algum. Um ano depois, temos três. Tantos como Benfica e FC Porto juntos.

 

* Enfrentaremos a Hungria a 15 de Junho, a Alemanha a 19 de Junho e França a 23 de Junho.

João Mário merece regressar à selecção

Texto de Ângelo

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Gonçalo Inácio podia ter uma oportunidade [para integrar a selecção], os nossos centrais têm muita experiência, mas a idade não perdoa. O Gonçalo poderia dar-nos mais velocidade lá atrás, além de ser um central que sabe passar a bola e construir jogadas. Mas compreendo que o seleccionador o possa achar ainda demasiado verde para convocá-lo já, em detrimento de outros com mais estatuto.

 

João Mário seria uma opção mais que válida. Já nos ajudou a ganhar o Euro, acho que merecia regressar à selecção.

 

De resto, para já, acho que mais ninguém [do Sporting] se adequa [além de Palhinha e Nuno Mendes].

Antunes, mesmo quando jogava mais regularmente, nunca me convenceu.

Jovane não sei se optou pela selecção portuguesa ou caboverdiana. Mas tem tido pouco jogo e a concorrência é de peso.

Tiago Tomás ainda está um pouco verde, mas para jogar com selecções mais fortes, que podem abrir mais espaços, poderia ser mais-valia. Mas André Silva tem estado a marcar muitos golos na Alemanha, senão era ele que tirava para entrar TT.

Nuno Santos tem perdido um pouco de gás, não tem sido tão decisivo ultimamente, agora que as equipas fecham-se mais quando jogam contra o Sporting. Mas a sua velocidade e garra poderiam ser úteis, mais úteis que João Félix... Mas não deve ter hipóteses para já.

 

Depois temos Pedro Gonçalves. Em boa forma mereceria ser chamado à selecção principal. Pelo menos era mais um criativo com instinto goleador, o que às vezes faz falta nestes jogos.

 

Daniel Bragança irá ter uma oportunidade, quando Rúben Amorim lhe confiar a titularidade. Até lá, não faz sentido Fernando Santos chamar alguém que nem é titular no clube onde joga. Mas ajudaria a selecção a acelerar o jogo, quando começa a "pastelar" contra as selecções mais fechadas.

 

Texto do leitor Ângelo, publicado originalmente aqui.

Roubados

Falamos nós dos árbitros portugueses, apontando o dedo acusador à incompetência desses senhores de apito.

E há até quem defenda que os jogos do nosso campeonato devem passar a ser arbitrados por estrangeiros.

Recomendo a todos estes que reparem no roubo de catedral que hoje aconteceu em Belgrado. Um assalto do árbitro holandês à nossa selecção, anulando um golo limpo de Cristiano Ronaldo, que ao cair do pano nos daria a vitória por 3-2 frente à Sérvia na campanha para a qualificação do Mundial-22. 

Não faço ideia como se diz ladrão em holandês. Mas de uma coisa tenho a certeza: árbitros estrangeiros em Portugal, nem pensar. É mais patriótico quando são portugueses a roubar-nos.

 

ADENDA: Magnífico passe de Nuno Mendes assistindo no golo limpo de Ronaldo que o apitador anulou. Não entendo como Fernando Santos o retirou hoje do onze titular após exibição muito positiva do nosso ala esquerdo frente ao Azerbaijão.

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