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És a nossa Fé!

Bilhete a Fernando Santos

Caro engenheiro:

 

Sempre o elogiei aqui, contra as habituais tretas dos profetas da desgraça. A minha confiança em si foi confirmada, em Julho de 2016, pela conquista do Campeonato da Europa de futebol - o nosso maior feito desportivo de sempre nesta modalidade, a nível de selecções.

É ainda com a memória recente desta proeza, que tanta alegria deu a milhões de portugueses, que venho - amistosamente - chamar-lhe a atenção para um jogador que merece ser convocado. Sem favor algum. Eles é um dos nossos, um dos campeões em título, um dos magníficos obreiros do Euro-2016.

Refiro-me ao Nani. Não se esqueça dele, caro Fernando Santos. É de elementar justiça.

 

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É urgente revalorizar a formação

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Irritou-me profundamente ver a selecção nacional entrar em campo, faz hoje oito dias, sem um só jogador do Sporting. Tirando Bruno Fernandes, que alinhou sem brilho nos minutos finais, o nosso clube não estava representado nesta partida em que a equipa das quinas derrotou a selecção polaca por 3-2, vencendo e convencendo.

Irritou-me também que a nossa selecção sub-21 que há dois dias se qualificou para o play off de acesso à fase final do Europeu de 2019, derrotando a Bósnia por 4-2, tivesse actuado sem elementos do nosso clube.

 

Eis a consequência directa do chocante desinvestimento da anterior gestão do Sporting no futebol de formação. Passámos em dois anos de principal fornecedor das selecções a uma presença residual a este nível. Já com reflexos na selecção A, tal como neste Verão ficara também em evidência na selecção sub-19 que se sagrou campeã da Europa.

Trocando os alicerces do futuro pelas supostas honrarias do presente, na desesperada tentativa de conquistar o título nacional que prometera à massa adepta leonina, Bruno de Carvalho contratou um treinador sem vocação nem paciência para formar jovens e lançá-los na equipa principal, desincentivou a prospecção de jogadores, entregou a Academia de Alcochete a gente impreparada e assistiu impávido à queda abruta da nossa equipa B, despromovida de divisão e logo encerrada por capricho do primeiro presidente que os sócios do Sporting destituíram sem apelo nem agravo.

 

Correu tudo mal: nem conquistámos campeonato algum nem valorizámos a tradição formadora de Alvalade que tantos motivos de orgulho nos proporcionou e teve como ponto alto, em 2016, a conquista do Campeonato da Europa em seniores com dez jogadores saídos vários anos antes de Alcochete - incluindo Cristiano Ronaldo. De então para cá foi sempre a descer enquanto o nosso mais velho rival, procurando imitar-nos com o atraso do costume, valorizava enfim a sua própria formação.

Se algum apelo faço ao novo Conselho Directivo do Sporting, é este mesmo: recuperar e revalorizar a Academia. Para que não se perca uma tradição que remonta a várias gerações e nos tornou um clube diferente de qualquer outro.

Quanto pior, melhor

Precisamente no dia em que a selecção nacional iniciou a concentração na Rússia, para o campeonato mundial de futebol, ele anuncia aos quatro ventos no Facebook - traindo pela enésima vez uma promessa solenemente feitarepetida aos adeptos leoninos - que vai processar Rui Patrício, titular absoluto do onze português. Por "difamação e calúnia", garante. Já esquecido de tudo quanto andou a escrever e a dizer sobre o capitão do Sporting - até na véspera da final da Taça de Portugal, quatro dias após o ataque dos jagunços a Alcochete. Já esquecido de ter assistido impávido e sereno à miserável agressão ao nosso guarda-redes com tochas incendiárias por parte dos queridos membros da sua claque de estimação, em pleno estádio José Alvalade, segundos após ter começado um decisivo jogo contra o Benfica.

O padrão é o mesmo: declarar guerra aos jogadores. Talvez com inveja por ganharem mais que ele, certamente com ciúmes por serem inifinitamente mais populares que ele. O descontrolo emocional é o mesmo de sempre. Infelizmente, continuamos à mercê de alguém que, não satisfeito por ter lançado fogo ao Sporting, quer também lançar fogo à selecção.

Para ele é sempre assim: quanto pior, melhor.

Prolongado pesadelo

Já nem conseguimos ver a selecção da mesma maneira. Aconteceu-me ontem, durante o Portugal-Argélia (3-0), último jogo de preparação antes do Mundial. Rui Patrício fez uma defesa enorme, bem ao seu estilo. William Carvalho construiu o primeiro golo com um daqueles passes longos que tantas vezes pôs em marcha no Sporting. Bruno Fernandes marcou o segundo. E deu a marcar o terceiro, com uma soberba assistência. Mas nada disto soube ao mesmo que sabia antes.

Até na nossa relação com a selecção nacional - campeã europeia em título - houve mudanças. Para pior. Até nisto o pesadelo se prolonga.

 

Adenda. Do outro lado, Slimani foi uma perfeita nulidade. Ao contrário de Brahimi, o melhor dos argelinos.

Nulidade

Alguém sabe dizer-me por que motivo um tal Cancelo alinhou hoje como titular da selecção nacional, fornecendo brindes sucessivos à Holanda, que nos derrotou por 3-0 em Genebra, num jogo de "preparação" para o Mundial, com paupérrima exibição do onze português?

O dito cujo conseguiu destacar-se ao ter responsabilidades directas nos três golos da Holanda e cometer faltas grosseiras que o levaram a ser brindado com dois cartões amarelos - e a consequente expulsão, ficando Portugal a jogar só com dez a partir do minuto 62. E assim sofremos a maior derrota a nível de selecção desde 2014.

Espero desde já que o seleccionador Fernando Santos o deixe sem bilhete de avião para a viagem a Moscovo. Meu caro Cédric: como é óbvio, a posição é tua.

Sempre ele

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Em dois minutos, já no tempo extra, Cristiano Ronaldo virou o resultado: passámos esta noite de 0-1 contra o Egipto para uma vitória por 2-1.

O melhor do mundo faz sempre a diferença. Bem assistido, em qualquer dos casos, por Ricardo Quaresma.

Num jogo em que a equipa das quinas só começou a dar réplica aos egípcios, neste desafio disputado em Zurique como treino para o Mundial da Rússia, quando Gelson Martins e Bruno Fernandes entraram em campo, a meio do segundo tempo.

Todos com a inequívoca marca de qualidade. Da Escola de Alvalade.

Descanso apenas para alguns

O que em comum têm Bruno Varela, André Almeida, Pizzi, Rafa, José Sá, Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira, Gonçalo Paciência e André André?

 

São jogadores dos dois primeiros classificados da liga portuguesa, habituais titulares ou suplentes muito utilizados e mesmo assim não mereceram a confiança de Fernando Santos para estarem presentes na última convocatória para a selecção A.

Para uns o descanso, para que se possam preparar melhor para a fase final e decisiva do campeonato, para outros toma lá mais dois jogos.

João Mário e Bruno Fernandes em foco

Bruno Fernandes deu na noite de ontem o primeiro passo para chegar ao Mundial de 2018 na Rússia: teve uma estreia promissora na selecção nacional A, num jogo em Viseu em que derrotámos a Arábia Saudita por 3-0. Nada que admire: surge na sequência das suas boas prestações na selecção sub-21, em que chegou a ser capitão.

Destaque também, neste desafio particular de ontem, para as exibições do regressado Manuel Fernandes (marcador do primeiro golo e também presença muito provável no próximo Mundial), Ricardo Pereira, Gonçalo Guedes e sobretudo do "nosso" João Mário, autor do mais espectacular golo desta vitória, o terceiro, fuzilando a baliza saudita com um forte pontapé de meia-distância, com assistência de Gelson Martins. E ainda mandou uma bola ao poste neste jogo, em que se estreou como capitão do onze nacional.

Ao observá-lo ontem no Fontelo senti saudades do João Mário vestido de verde e branco. Gostava muito de voltar a vê-lo no Sporting.

Portugal – Suíça

Ontem, no jogo que nos apurou para o Mundial’18 na Rússia, estiveram em campo pela equipa de Portugal:

- Um Imperador, um pouco ausente;

- Um Rei, William Carvalhosoberbo!;

- Dois príncipes, João Mário e André Silva;

- Nove Infantes, uns mais activos que outros;

- Um bobo, Eliseu – por ter sido o único jogador de Portugal a ver um, desnecessário, cartão amarelo.

 

Observação:

No jogo de ontem estiveram em campo dois jogadores do Sporting (Rui Patrício e William Carvalho) e dois jogadores do Benfica (Eliseu e Seferovic).

 

Pergunta:

Tendo os dois jogadores disponibilizados pelo Benfica actuado ontem, um em cada equipa (um por Portugal outro pela Suíça), por quem estariam os adeptos deste clube a “torcer”?

Na Rússia, com William

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Nunca duvidei um só momento que estaríamos no Campeonato do Mundo de Futebol na Rússia, onde seremos cabeça-de-série.

Desta vez nem precisávamos de fazer contas: era só uma questão de tempo até vermos o passaporte carimbado. E assim foi, ontem à noite, no triunfo por 2-0 frente à Suíça que nos reconduziu ao primeiro lugar do grupo, coroando uma série de nove jogos da equipa das quinas sempre a vencer.

 

Desta vez nem foi preciso Cristiano Ronaldo fazer o gosto ao pé, tendo protagonizado até um dos momentos mais caricatos do desafio, mesmo ao cair do pano, quando João Mário o isolou e ele foi incapaz de superar a isolada oposição do guarda-redes suíço - em contraste com Messi, que marcou três na deslocação da Argentina ao Equador, virando o resultado do jogo, após os anfitriões se terem adiantado no marcador, e qualificando in extremis a sua selecção para o Mundial.

Pior sorte tiveram a Holanda e o Chile, que ficaram de fora.

 

Este Portugal-Suíça não foi um jogo épico, longe disso. E só um autogolo dos nossos adversários, aos 42', abriu caminho para a vitória. Mas dele retive, sobretudo, algo que não esquecerei: o estádio da Luz em peso a aplaudir o nosso William, aos 49' e aos 56', sublinhando com toda a justiça dois lances de virtuosismo técnico do nosso capitão que fascinou e empolgou quem lá se encontrava.

Aplausos merecidos. E de excelente augúrio para o Mundial da Rússia.

Marcar o ponto

Pasmaceira, estes quinze dias.

Houve uma assembleia geral do Sporting no sábado que foi notícia por ter sido mais uma vez pacífica e os sócios terem respeitado a integridade do mobiliário, que custa dinheiro e já sabemos como o dinheiro é bem controlado no Sporting, portanto os sócios tratam de respeitar o património do Clube.

Um sócio, consta, teve um ataque de flatulência e o presidente acorreu a ligar a ventoinha, esquecendo-se que podia o Paulinho fazer esse trabalho.

As nossas claques continuam legalizadas e dentro do possível a portar-se dentro da legalidade.

Não há notícia de possíveis castigos a quaisquer dos nossos jogadores.

Jorge Jesus estará calado neste tempo todo e com tempo para pensar na táctica e "Dála" aos seus avançados.

Decorrem as renovações dos contratos de Podence e Palhinha, a bom ritmo.

A selecção vai fazer dois jogos que espero que vença, claro está, e não se passará nada de mais relevante.

Tudo calmo deste lado da rua, portanto.

Missão cumprida

Missão cumprida na Hungria, frente a uma autêntica selecção de sarrafeiros, que parecia jogar mais com os cotovelos do que com os pés - ensanguentando as caras de Pepe e Cédric. O jogo não foi bonito, mas o que interessava era a vitória. Conseguida aos 48', com golo de André Silva e assistência de Cristiano Ronaldo. Passamos a depender apenas de nós próprios para atingirmos o Campeonato do Mundo de 2018.

Destaque para o facto de a selecção nacional ter entrado hoje em campo com três jogadores titulares do Sporting (Rui Patrício, Fábio Coentrão e Gelson Martins) e outros três formados na Academia de Alcochete (Cédric, João Moutinho e Ronaldo). A melhor escola futebolística do País e uma das melhores da Europa.

Imperador e príncipe

Resumindo, no jogo de ontem tivemos o prazer de ver em campo:

 

Um Imperador

Cristiano Ronaldo

Quando se ultrapassa o Rei Pelé na lista dos jogadores com maior número de golos ao serviço das selecções, só se pode ser… Imperador.

Aquele primeiro golo faz lembrar um outro, também de um jogador que passou pelo Sporting: Manuel Negrete, no México ’86.

 

Um Príncipe

William Carvalho

Com Ronaldo tudo se torna mais fácil

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Cristiano Ronaldo marcou mais três golos pela selecção nacional. O primeiro, num magnífico pontapé de bicicleta, é uma obra de arte.

Com ele em campo, parece sempre tudo mais fácil. Foi dos pés dele que começou a nascer a goleada desta noite: a equipa das quinas, jogando no estádio do Bessa, derrotou as Ilhas Faroé por 5-1.

Uma vez mais, CR7 supera um recorde pessoal: desta vez ultrapassando a marca estabelecida por Pelé - o melhor futebolista de todos os tempos, único a sagrar-se campeão mundial em três décadas diferentes: 50, 60 e 70.

Com os três de hoje, Ronaldo leva já 78 golos marcados. Mais um que o astro brasileiro. Está agora a seis do maior marcador europeu de sempre a nível de selecções: o lendário goleador húngaro Puskas.

Mas esta goleada teve outro grande protagonista: o nosso William Carvalho, numa das suas melhores exibições de sempre ao serviço da selecção. Marcou um golo (de cabeça) e fez assistência para outro. Em excelente forma.

Com esta vitória Portugal dá mais um passo importante rumo ao Mundial de 2018 que vai disputar-se na Rússia. A próxima etapa será já no domingo, frente à Hungria.

 

 

ADENDA: A selecção nacional entrou hoje em campo com sete jogadores formados no Sporting.

DIA D

E nunca mais acaba o dia de hoje…

 

Já estou cansado das possíveis saídas e entradas.

 

Mais do que entradas, o que eu pretendia é que nenhum dos nossos jogadores saísse.

 

Adorava poder contar durante este ano com Rui Patrício, Fábio Coentrão, William Carvalho, Adrien Silva, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

 

Parece que esta seria a melhor prenda que o Sporting Clube de Portugal poderia dar a Fernando Santos.

 

As rotinas de uma época poderiam ser o melhor trunfo para o Mundial e este argumento deveria ser ponderado por todos.

 

Saudações Leoninas

Enorme Adrien

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Em cinco penáltis nestes dois últimos jogos, na selecção nacional, só acertámos num: dá que pensar. Contra o Chile, na hora da verdade, falharam Quaresma, Moutinho e Nani. Hoje, contra o México, falhou André Silva.

Valeu-nos o quinto penálti. O decisivo. Hoje marcado ao minuto 104', por Adrien Silva. Que não vacilou. O penálti da vitória, que nos permitiu ascender ao pódio da Taça das Confederações - certame em que nos estreamos com este terceiro lugar, confirmando uma trajectória positiva sob o comando de Fernando Santos.

 

Vale a pena rever o lance que esteve na origem desta grande penalidade. Um lance protagonizado por três jogadores do Sporting. William Carvalho (que substituiu Pizzi aos 91') faz um passe longo, para a ala direita, para Adrien (que entrara para o lugar de Danilo aos 82'), que conduz a bola. Já após o centro, Gelson Martins comanda as operações na grande área, levando Layún a meter a mão na "redondinha". Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão cumpriu o seu dever.

Tal como Rui Patrício, que fez três grandes defesas nesta partida. Somada a outras três durante esta prova. Não por acaso, saímos da Rússia como a selecção com menos golos sofridos.

 

Os quatro jogadores leoninos valorizaram-se nesta Taça das Confederações - troféu que disputámos na condição de detentores do título de campeões europeus. Novamente no pódio e sem perdermos um só jogo no tempo regulamentar (com Fernando Santos ao leme da selecção, em quase dois anos, só fomos uma vez derrotados aos 90 minutos, fora de casa, pela Suíça).

E desta vez nem contámos com o talismã Ronaldo, autorizado pela Federação Portuguesa de Futebol a abandonar a prova antes dos colegas. Tivéssemos nós o Adrien a marcar o primeiro penálti naquela ronda frente ao Chile e talvez entrássemos  hoje em campo a disputar a final contra a Alemanha. Mas a selecção está de parabéns: quase todos foram bons.

Dos medíocres não reza a história: nem vale a pena escrever aqui o nome deles.

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