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És a nossa Fé!

Falta renovação urgente na selecção

Texto de Ulisses Oliveira

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Temo que a mentalidade "pobrezinha" que temos apresentado nos venha a tramar. Itália seria um adversário péssimo para nós. Mas mesmo Polónia, Áustria, Suécia ou Rep. Checa, são difíceis.

Contudo, mais preocupante que a qualificação para o Mundial é o facto da selecção ter quase estagnado. Parou, mesmo. Continuamos a ter convocatórias com jogadores que neste momento já não acrescentam nada a uma selecção que se pretende ganhadora, lutadora e irreverente.

Sem querer ser muito injusto, jogadores como William, Danilo, Fonte ou Moutinho não deviam pertencer ao lote de convocáveis (muito menos, titulares). É que depois juntam-se a outros como Patrício, Ronaldo, Pepe, mesmo João Mário, que, sendo importantes, não podem olhar para o lado e ver jogadores que estão em fim de carreira.

Falta uma renovação, que devia ter sido feita paulatinamente logo após o último Euro (até antes). É que agora, a renovar, vai ser de forma mais radical.

 

Outra coisa que me faz alguma espécie (talvez por ser sportinguista) é que da equipa campeã do ano passado as apostas feitas foram-no quase por favor.

Nuno Mendes tinha meio mundo atrás até ser chamado, Palhinha foi a medo (nada comparado com Danilo ou William quando foram lançados), Matheus precisou do empurrão do Brasil (comparemos com Renato Sanches quando foi lançado). Outros, como Pedro Gonçalves (só o melhor marcador do campeonato) e Gonçalo Inácio, ainda não calçaram, ainda que tenham sido convocados.

Jogamos actualmente com Danilo a central (!!!), fazendo parelha com Fonte (e/ou Pepe), quando o futuro dos centrais da selecção pode estar aqui à mão de semear, seja com Inácio, seja com Domingos Duarte e outros. E haveria muitos mais exemplos.

Comenta-se à boca cheia que esta seleção é dos amigos de Fernando Santos…

 

Não podemos portanto admirar-nos que jogadores de topo mundial nos seus clubes cheguem à selecção e pareçam outros. Ronaldo lá tira um coelho de vez em quando da cartola, Bernardo Silva tem muitas dificuldades e Bruno Fernandes chega ao ponto de ficar no banco em alguns jogos... damo-nos ao luxo de pôr o Bruno Fernandes no banco!!!

Uma selecção que conta com Nuno Mendes, Cancelo (segundo FS, o melhor lateral do mundo... só para rir, certo?), Rúben Dias, Pepe, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Ronaldo - e outros que, sendo segundas linhas, são altamente cobiçados, como Palhinha, Matheus, André Silva, Renato, Otávio, Leão, etc - não pode ter a mentalidade pequenina que tem demonstrado.

 

Espanha é um bom exemplo. Deixou de lado algumas vacas sagradas e aparentemente tem conseguido evoluir bem.

Por isso, acho que Rui Jorge poderia ser um bom seleccionador. Parece-me que não tem o síndrome da clubite aguda e que que também não deve nada a empresários, caso contrário já estaria noutras paragens. Já FS tenho muitas dúvidas que não esteja numa espécie de dança do ventre promíscua (peço desculpa pela imagem, se calhar vívida demais), flexível a tudo e a todos, a ir para onde sopra o vento, sem pensar apenas e só por si.

Isto, claro, sem esquecer que foi com ele que ganhámos troféus importantes. Terá sempre o meu agradecimento. Mas tudo tem um fim… e a perpetuação das coisas leva a mais desgaste e a menor lucidez.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Fim de ciclo

Se todos concordam que o jogo de ontem foi horrível, já cada um tem a sua opinião sobre as causas e mais ainda sobre o que deveria acontecer.

Para mim, e por muito mérito que tenha tido e teve anteriormente, o fim de Fernando Santos como seleccionador nacional aconteceu com a derrota estrondosa com a Alemanha no último Euro, onde falhou em toda a linha. Devia ter mesmo sido substituído no final dessa competição.

Mas não apenas ele. Portugal teria também de agradecer o contributo de muitos dos campeões europeus em França mas dar como finda a sua participação na selecção, e apostar na nova geração (abaixo dos 30 anos) que está a fazer pela vida em Portugal e em clubes de topo europeus. Ficariam apenas Rui Patrício, Pepe e Cristiano Ronaldo que já conquistaram outro patamar, fazem parte da solução e não do problema, o problema são os outros "de barriga cheia" que não "carregam o piano" para que aqueles atrás citados possam dar o seu melhor.

Uma selecção não é uma colecção de cromos. Não se colocam a jogar 11 Bernardos Silvas, só um deles tem lugar no onze e no lugar dele e não noutro qualquer para acomodar outro Bernardo. Não se escolhem jogadores por prémio pelo que fizeram nos clubes, e muito menos para reabilitar jogadores que falharam nos clubes. Escolhem-se porque fazem falta à equipa de acordo com o modelo de jogo ou sistema táctico que se tenha.

Por outro lado, uma selecção terá sempre de apoiar-se em rotinas que vêm dos clubes, não pode passar ao lado de pequenas sociedades em plena laboração como a de Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo no ManUnited, de Cancelo e Bernardo Silva no ManCity ou a de Palhinha e Matheus Nunes no Sporting.

Fernando Santos foi um grande seleccionador, campeão europeu em França, vencedor da Taça das Nações, não soube retirar-se a tempo, se calhar depois do último Euro onde falhou rotundamente, agora está a estragar a boa imagem que conquistou, resume-se a um critério de selecção errático e impossível de entender e às tristes figuras que faz nas conferências de imprensa, especialmente quando lhe perguntam "Porque é que Portugal com tanto talento joga tão pouco futebol?

Precisamos dum seleccionador nacional com grande experiência, espírito de missão e capacidade para lutar contra a clubite, contra a "empresarite", contra a "amiguite", mas também com capacidade de pôr a selecção a jogar futebol, fazer do todo muito mais do que a soma das individualidades.

Precisamos mesmo dum novo seleccionador nacional, mas para fazer diferente, para fazer melhor. Se é para baralhar e dar de novo conforme as viciadas regras, não vale a pena.

SL

Obrigado e até sempre, Fernando Santos

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1

Um dos maiores defeitos da espécie humana é a ingratidão. Por mim, estou e estarei agradecido a três seleccionadores nacionais de futebol: Luiz Felipe Scolari, que nos levou à primeira final de um Campeonato da Europa e ao quarto lugar do Mundial 2006; Paulo Bento, que comandou a equipa das quinas até às meias-finais do Euro-2012 (perdida nos penáltis frente à Espanha de Casillas, Sergio Ramos, Busquets, Xavi Alonso, Iniesta e David Silva que viria a sagrar-se campeã); e Fernando Santos, que nos conduziu enfim a duas vitórias em provas de selecções - o Euro-2016 e a Liga das Nações 2019. 

Serei sempre grato a estes seleccionadores, que lideraram a equipa nacional em grande parte destes últimos 20 anos - o período em que Portugal transformou a excepção em regra. Durante décadas, só nos qualificávamos para fases finais de campeonatos do Mundo e da Europa em períodos excepcionais ou acidentais; desde 2000 (ainda com Humberto Coelho), temos ido lá sempre. 

Todos foram contestadíssimos desde o primeiro minuto. A inveja, a maledicência, o mero passatempo do dizer-mal praticam-se com desenvoltura neste país de dez milhões de seleccionadores de bancada, sempre à espera do senhor que se segue para dizerem dele o que disseram do anterior. Foi assim com Scolari, foi assim com Bento, é assim com Santos. Será assim com o sucessor do actual.

Como gosto de remar contra a maré, apoiei todos sem reservas. Sem ilusões, no entanto: nesta era das redes sociais, os ciclos de poder no futebol, tal como acontece na política, são cada vez mais curtos. Porque a gritaria é constante e tudo se exige para ontem. Haver ou não títulos, é indiferente. Haver ou não valorização constante dos jogadores portugueses no mercado internacional (veja-se, a título de exemplo, a quotação de João Mário no pós-Europeu de 2016), é irrelevante. 

 

2

Feito este prelúdio, reafirmando o que sempre pensei, é inegável que o ciclo de Fernando Santos ao comando da nossa principal selecção de futebol terminou ontem, em atmosfera tristemente simbólica, ao minuto 90 do Portugal-Sérvia, num estádio cheio de fervorosos apoiantes da equipa nacional. Coroando uma semana de pesadelo após um empate a zero com sabor a derrota na Irlanda em que jogámos "para o pontinho", como critiquei aqui.

«A maneira mais estúpida de perder, muitas vezes, é mesmo essa: quando se joga só para o pontinho», alertei. Antevendo o desastre que viria a ocorrer no relvado da Luz. Com a equipa das quinas alinhada num 3-5-2 nunca testado, incapaz de controlar a bola, incapaz de sustentar uma jogada digna desse nome, incapaz de resistir à pressão sérvia. A ganhar desde o minuto 2, graças a Renato Sanches, os nossos jogadores comportaram-se a partir daí como se receassem ser goleados. Recuaram linhas, assumiram-se perante os sérvios (em 29.º lugar na tabela classificativa da FIFA) como equipa de terceira.

Defender a todo custo o empate (1-1 ao intervalo) foi a palavra de ordem. Nunca tinha visto tantos excelentes jogadores actuarem tão mal: Rui Patrício, Cancelo, Nuno Mendes, Jota, o próprio Cristiano Ronaldo. Moutinho funcionando a gasóleo, como há longos anos acontece. Palhinha, espantosamente, fora do onze titular. Danilo como central improvisado, entre Fonte e Rúben Dias, abrindo uma clareira a meio-campo onde os adversários circularam como quiseram. O desespero apossando-se da equipa, que terminou o jogo com três trincos de origem: Danilo, Palhinha e Rúben Neves. 

A derrota de ontem começou a construir-se em Dublin. Quando o seleccionador, improvisando sempre, decidiu mudar seis jogadores da equipa-base, que actuou sem qualquer esquerdino. Dalot, Danilo, Matheus Nunes, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes (fora da convocatória inicial) e André Silva alinharam de início. Ontem, nova alteração radical com sete outros titulares: Cancelo, Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Renato, Moutinho e Jota.

 

3

Consumada a derrota, Bernardo Silva disse logo tudo numa curta frase: «Péssimo jogo de Portugal.» Não adianta iludir as evidências: são palavras dirigidas, antes de mais ninguém, ao seleccionador.

É, portanto, um ciclo que chega ao fim. 

Tal como defendi a saída de Paulo Bento - que sempre havia merecido o meu aplauso - após a nossa humilhante derrota em casa frente à Albânia, no início da campanha para o apuramento do Euro-2016, que tanta alegria nos haveria de dar, concluo agora que o mandato de Fernando Santos se esgotou na prática. É um seleccionador cansado, resignado e cuja ambição se confina ao tal "pontinho" que nos fez resvalar para uma confrangedora mediocridade e um humilhante fracasso em quatro dias. 

 

4

No final de Março haverá um mini-torneio de apuramento que ainda poderá repescar a equipa das quinas para o Mundial do Catar, a disputar em Novembro e Dezembro: serão qualificadas três selecções em doze. Ignoro ainda quem teremos como adversários. Mas estou convicto de que o seleccionador deve ser diferente.

Se eu mandasse - e ele quisesse - promoveria Rui Jorge dos escalões mais jovens à selecção A. Esse é o debate que deve abrir-se a partir de agora.

Reitero a minha consideração, o meu apreço e a minha gratidão por Fernando Santos. E digo-lhe, com toda a sinceridade: chegou o tempo de sair de cena e dar lugar a outro. A vida é assim, o futebol também.

Quando apenas se ambiciona o empate

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Espero que mais logo a equipa das quinas faça bem melhor, na recepção à turma da Sérvia, do que fez na quinta-feira, em Dublin. Lamento a paupérrima exibição no empate a zero frente à da Irlanda, tanto mais que o meio-campo era "leonino": Palhinha e Matheus Nunes reproduziam na selecção a habitual dupla do nosso onze titular, tendo pela frente Bruno Fernandes, que mesmo no Manchester United continua a respirar Sporting por todos os poros.

Não funcionou. Fernando Santos mandou descansar os jogadores à bica do terceiro amarelo (menos Palhinha, que escapou à sanção nesta partida, mantendo-se apto a defrontar os sérvios) e assim transmitiu a mensagem errada aos jogadores, aliás reproduzida na conferência de imprensa após o desafio: tanto fazia vencer por cinco como empatar a zero, o pontinho bastava. Como se não estivesse em causa a reputação do emblema das quinas, que subiu ao posto mais elevado do pódio no Campeonato da Europa de 2016 e na Liga das Nações em 2019. Convém não esquecer que somos uma das quatro selecções do continente que neste século ainda não falhou uma fase final do Euro ou de um Mundial.

 

Espectáculo deprimente, pois. Bruno - lamento reconhecer - jamais consegue na selecção o nível de virtuosismo e de eficácia alcançado nos clubes que tem representado. André Silva, outra nulidade com a camisola das quinas - talvez por ter que jogar a extremo. Um tal Rafael de erróneo apelido Leão, entrado aos 56' e saído aos 83', parece ter calçado só por afronta ao Sporting: mal tocou na bola. João Félix, em campo desde o minuto 75, evidenciou no batatal irlandês a gloriosa mediocridade que tem exibido no Atlético madrileno. 

Danilo adaptado a central na selecção não lembra ao careca, havendo o campeão europeu José Fonte no banco. Dez jogadores de campo sem um só esquerdino é outra aberração: dos onze que entraram de início, apenas Rui Patrício joga com o pé canhoto.

Pepe, ainda pior: sofreu um apagão mental como se tivesse apenas 18 suaves primaveras e fez-se expulsar de modo infantil. Parecendo ter medo de defrontar hoje a Sérvia. Comportamento inqualificável manchando o dia em que o central portista se tornou o jogador mais velho de sempre a vestir a camisola da selecção nacional, com 38 anos, oito meses e 16 dias. Ultrapassando por 13 dias a anterior marca, de Vítor Damas.

 

A Irlanda jogava só pelo brio, tentando cair de pé já sem a menor hipótese de qualificação para o Mundial do Catar. Com futebolistas de nível muito inferior aos nossos: basta lembrar que dois dos onze que alinharam de início actuam na terceira divisão lá do país. 

Mesmo assim foi deles a melhor oportunidade para desfazer o nulo. Aos 26', num remate de Callum Robinson, com Rui Patrício a voar para evitar o golo. Dos portugueses, só o guarda-redes merece nota positiva. Desta vez nem acompanhado por Cristiano Ronaldo, que teve duas oportunidades de marcar, perto do fim: na primeira, cabeceou a rasar o poste; na segunda, rematou de ângulo apertado, permitindo a defesa. 

É verdade que passámos a liderar o nosso grupo de apuramento para o Mundial e apenas dependemos de nós. No entanto, há que fazer muito melhor frente aos sérvios, logo à noite, para garantir o apuramento. Basta um empate, como disse Fernando Santos. Mas a maneira mais estúpida de perder, muitas vezes, é mesmo essa: quando se joga só para o pontinho.

João Palhinha

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Em boa hora Palhinha foi convocado por Fernando Santos para a selecção nacional. Já fez esquecer todos os possíveis concorrentes para a mesma posição, incluindo Danilo, Rúben Neves e William Carvalho: o lugar é dele.

Basta ver os números do recente Portugal-Luxemburgo: Palhinha revelou 94% de eficácia de passe e protagonizou sete recuperações de bola neste desafio, que reforçou a nossa expectativa de apuramento directo para o Mundial do Catar: continuamos invictos, somamos 16 pontos - ainda um ponto abaixo da Sérvia, mas com menos um jogo disputado. Só dependemos de nós.

Mais importante ainda: nesta sua terceira internacionalização, Palhinha marcou um grande golo - o quarto da nossa goleada por 5-0 frente à selecção luxemburguesa. À ponta-de-lança, confirmando o que muitos já sabíamos: ele não se limita a destruir jogo alheio, também constrói, demonstrando virtuosismo técnico. Com treinadores capazes de lhe proporcionar o guião certo, consegue dar sempre o seu melhor.

Parabéns, João Palhinha. Sempre acreditei em ti, campeão. Tenho a certeza de que vais cada vez mais longe.

Este homem não paga, ri de quê?

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Lembram-se de uma publicidade que dizia: "Este homem paga, ri de quê?".

Ria-se porque pagava com o cartão multibanco, que apareceu pouco tempo depois da chave 24 do Montepio, estávamos nos finais dos anos oitenta do século passado.

Não serei tão radical como o meu colega/camarada de "blog"  Paulo, uns "posts" abaixo; aquilo que penso, ajudaria a melhorar o ambiente na selecção, era que podiam fazer uma "vaquinha" para ajudar o rapaz, para ele poder jogar com a cabeça mais limpa.

Fernando Santos daria o exemplo, "eu avanço com dois milhões", "se o Fernando dá dois, eu dou quatro" dizia João Mário, e por aí fora até aos 18 milhões, depois de terem reunido os 18 milhões, dizia Cristiano Ronaldo: "não disse nada até agora, queria ver até onde ia a vossa solidariedade, os 18 milhões estão reunidos e eu apesar das despesas que tive com a demolição da marquise, avanço com mais 18 milhões para o meu Sporting".

Fica a ideia, a selecção que resolva, rapidamente, o problema que têm com o Sporting ou então qualquer dia convocam o João Rendeiro, ele vem dar uns pontapés na bola, depois volta para Belize ou para Singapura e, aparentemente, está tudo bem.

Eu boicoto uma seleção com o condenado Rafael Leão

Estreou-se ontem pela seleção A um condenado: Rafael Leão.

Recorde-se que: 

- Rafael foi condenado em 2020 pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) a indemnizar o Sporting em 16,5 milhões de euros (ME), pela rescisão ilícita do contrato;

- Rafael é réu num processo, no Juízo do Trabalho de Lisboa, em que a SAD do Sporting reivindica o pagamento de quase 18 milhões de euros;

- Rafael rescindiu o contrato por pura ganância - sua e/ou dos seus agentes - embolsando uns milhões em prémios de assinatura;

- Ao contrário de outros jogadores que rescindiram, e apesar de ser aquele que tinha uma posição negocial mais débil, Rafael sempre recusou negociar com o SCP;

- Mesmo depois de condenado pelo TAD, Rafael, os seus agentes e o clube que se aproveitou da fragilidade do Sporting para o desviar (o Lille, que ganhou 35 milhões de euros com a transferência para o Milan) sempre tiveram uma postura de total desafio e desrespeito para com o Sporting.

Ou seja, Rafael teve um comportamento absolutamente indigno para com a instituição que o formou, os seus técnicos, colegas e adeptos. Era bom que os sportinguistas não esquecessem quem é este indivíduo e como cuspiu no clube que o formou. 

De igual forma, o Sporting deveria protestar junto da FPF que alguém com este perfil possa representar a seleção. Tirando o lugar a algum jogador igualmente bom ou melhor, e que represente alguma coisa de decente. Ao promover Rafael L., a FPF e a seleção estão a promover o desrespeito por contratos, a ganância e o ultraje do clube que mais contribui para a formação em Portugal.

Uma seleção com Rafael é uma seleção sem valores. Eu, quando ele voltar a entrar em campo, mudarei de canal.

Jogi, agora ou depois?

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Mais cedo ou mais tarde, estaremos a discutir a substituição de Fernando Santos na selecção.

Joachin está disponível, conheça-o melhor, aqui.

Para mim, seria a altura ideal para Fernado Santos sair, uma saída honrosa, saía após uma vitória.

Fingia que estava cansado, doente ou que queria fazer um retiro espiritual em Fátima ou assim, saía pela porta grande.

Portugal ficava com tempo para preparar a conquista do Mundial de 2022 com um treinador a sério (é campeão mundial) e com jogadores rejuvenescidos, sem estrelas, sem birras, sem amuos, sem mudanças para fazer, todos juntos, todos iguais.

Contratamos Löw, já ou esperamos pelo estampanço de Fernando Santos (o nosso estampanço, afinal) em 2022?

Não quero influenciar ninguém mas diz o povo na sua imensa sabedoria: "Santos da casa não fazem  milagres"; talvez alguém de fora nos levasse a campeões mundiais.

Quando Portugal joga, também estamos lá

Texto de Francisco Gonçalves

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Vale a pena olhar a forma como a nossa selecção tem conseguido impor-se no futebol mundial e, nessa perspectiva, estabelecer a diferença como éramos olhados antes e como somos, actualmente: antes, éramos uns coitados que, de vez em quando, mas muito raramente, se transcendiam; actualmente, somos uns favoritos que, também, falham.

 

Imaginando um palácio chamado selecções, constituído pelo salão nobre, por salas laterais, pelo quarto dos fundos e por outras divisões de apoio logístico aos residentes, diria que o residente Portugal teve dois períodos muito distintos, sendo que o primeiro coincide com o século XX e o segundo com o século XXI.

No século XX, Portugal sempre habitou as salas laterais e, de vez em quando, espreitou o salão nobre (Mundial de 66, Europeu de 84 e Europeu de 96). Em 1966, foi até convidado a entrar no salão nobre, mas os residentes daquele espaço não hesitaram em, rapidamente, remetê-lo, novamente, à lateralidade das tais salas.

Houve, até, uma situação pouco dignificante que empurrou Portugal para o quarto dos fundos (Mundial de 86 - caso Saltillo).

No dealbar deste século, Portugal aventurou-se, espreitando, primeiro, o salão nobre (Europeu de 2000) e, depois, foi convidado a tornar-se residente daquele espaço (Europeu 2004 e seguintes), donde nunca mais saiu. Além de frequentar o salão nobre, Portugal começou a sentar-se na mesa principal, com os ilustres convidados que acedem a tal privillégio (ranking de selecções).

 

No ranking das selecções, imediatamente antes do Europeu 2020, Portugal ocupava o quinto lugar.
Esta diferença de espaço habitado, no palácio chamado selecções, no século XX e no século XXI, deixa poucas dúvidas sobre a forma como a comunidade mundial do futebol olhava a selecção de Portugal, no século passado, e como a olha, na atualidade.

O apoio à selecção portuguesa de futebol não merece discussão, como nunca mereceu, mesmo quando prevaleciam as vitórias morais e escasseavam as vitórias materiais.

A selecção nacional é de todos nós. Qualquer posicionamento inteligente, em relação ao que pensamos da nossa selecção, saberá estabelecer a diferença entre a crítica, que deve ser de natureza conjuntural, e o apoio que deve ser estrutural.

 

Independentemente de quem joga e de quem dirige a selecção nacional, os portugueses devem prestar todo o apoio àqueles que nos representam.

Quando Portugal joga, é um bocadinho de cada um de nós que ali está. O apoio deve ser entusiasmante e capaz de transmitir aos jogadores a nossa convicção de que acreditamos neles e desejamos que eles sejam o veículo da nossa ambição: ser melhor do que o adversário.

Portugal é um país de futebol. É insane que um português, adepto de futebol, não apoie aqueles que nos representam.

 

Tenho amigos que não ligam patavina ao futebol e, no entanto, nos dias em que joga a selecção nacional lá estão eles, diante do televisor, apoiando aquilo que os identifica, não como adeptos “da bola”, mas como portugueses.

Eu apoio a selecção nacional de futebol. Claro que sim. Incondicionalmente, esteja lá o Santos ou outro santo qualquer.

Vamos com tudo, Portugal. Vamos ganhar ao Azerbaijão.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui

Claro que sim

Para que não restem dúvidas, aqui fica a minha declaração de princípios reafirmada sem sombra de ambiguidade: sim, eu apoio a selecção nacional de futebol. E desejo muito vê-la qualificada para o Campeonato do Mundo, claro que sim. 

É tema que poderei desenvolver. Mas para já sublinho isto. Que é o essencial. Quem não pensar como eu, sinta-se à vontade: este é o lugar certo para contestar.

Parafraseando Herman José

O artista e comediante tem uma frase emblemática que é "até que enfim que aparecem gajas boas" meio falado, meio cantado.

Fernando Santos terá dito o mesmo quando se apercebeu que no Benfica estava um jogador crucial para o jogo da selecção e segundo fontes seguras terá exclamado, atónito "mas como é que apareceu um médio tão bom e eu andei distraído?"

Ainda bem que Jorge Mendes lhe chamou a atenção...

Hoje somos os favoritos que falharam

Texto de Francisco Gonçalves

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Renato Sanches e De Bruyne no Bélgica-Portugal de 27 de Junho

 

A base da selecção [portuguesa no Mundial de 1966] era a de uma equipa com cinco finais da Taça dos Campeões Europeus em oito anos e que, de facto, teve um brilhante comportamento em Inglaterra, [mas] falhou, estrondosamente, o apuramento para o Munudial de 62, para o Europeu de 64 e para o Europeu de 68.

 

Entretanto, ficámos em 4.º lugar no Mundial de 2008; fomos semi-finalistas, em 2000 e em 2012; vice-campeões europeus, em 2004; campeões europeus, em 2016; e vencemos a Liga das Nações em 2019.

Sem prejuízo do mérito que a nossa selecção revelou, o Mundial de 1966 foi visto, quase, como um milagre. Uma superação que só acontece(u) de vez em quando.

Hoje, Portugal frequenta os lugares das melhores selecções do mundo, com uma naturalidade que, naquele tempo, era uma miragem.

 

Naquele tempo, éramos os coitados que se transcenderam.

Hoje, somos os favoritos que falharam.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

Na era Ronaldo

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Há anos que ouço dizer que Cristiano Ronaldo está acabado para a selecção. Já Carlos Queiroz, quando foi seleccionador, tentou encostá-lo às cordas e mostrar quem mandava - atitude própria dos fracos.

Quem saiu pela esquerda baixa foi ele. Onde anda agora?

 

Fernando Santos é o seleccionador português que mais soube congregar os grupos de trabalho. Os jogadores adoram trabalhar com ele. Nunca teve conflito com nenhum.

Neste quadro, Cristiano Ronaldo é essencial. Sem ele não teríamos sido campeões da Europa nem vencido a Liga das Nações. Nenhuma dúvida quanto a isso.

Pepe, idem.

Um já completou 36 anos, outro está quase a fazer 39. Mas ambos teriam lugar em qualquer selecção que disputa este Campeonato da Europa. 

Apontar-lhes agora a porta de saída, como agora faz tanta gente excitada nas redes sociais, não tem o menor sentido.

Os medíocres é que devem sair, não os campeões.

 

Qualquer selecção adoraria ter um Ronaldo: 109 golos marcados com a camisola das quinas, 21 só em fases finais de Mundiais e Europeus, 48 nos últimos 46 jogos em representação de Portugal.

É neste momento ainda o melhor marcador do Euro-2021. Em Europeus, só Platini (em 1984) e Griezmann (em 2016) marcaram mais. 

Na era Ronaldo, Portugal foi campeão europeu (2016), vice-campeão europeu (2004), semifinalista num Mundial (2006) e semifinalista noutro Europeu (2012). E o capitão contribuiu como nenhum outro para a conquista da Liga das Nações (2019).

 

Sou-lhe grato. E sei bem do que falo: pertenço a uma geração que andou décadas a celebrar um terceiro lugar num Mundial e uma semifinal num Europeu.

Era o melhor que se arranjava naquela época. Felizmente esse tempo acabou. 

O onze que não vi

Estou com Fernando Santos quando entende a selecção como uma equipa, seleccionando conforme as necessidades da mesma e não como prémio para os bons desempenhos nos clubes, e previlegiando o espírito de equipa e o compromisso de todos. Tempos houve em que não foi assim, havia grupos e grupinhos, houve Saltillo e houve muito mais. Até aí tudo bem.

Fernando Santos fez as suas escolhas e levou para o Euro um plantel alargado, numa linha de continuidade com as escolhas anteriores, Cancelo ficou de fora definitivamente e não se percebe bem porquê, foi substituído por Dalot. Nestes quatro jogos os onze foram variando, as substituições também, e no fim alguns jogadores nem sequer calçaram.

Mas ficou evidente que houve escolhas difíceis de entender como a de William Carvalho depois duma época para esquecer, e muitos jogadores gastos por temporadas exigentes e que nunca mereceram a titularidade.

E, pelo menos para mim, ficou a frustação de nunca ter visto um onze mais coincidente com uma selecção que procurasse a felicidade em vez de esperar sentada que ela acontecesse.

O onze que gostaria de ter visto era o seguinte:

Rui Patrício; Cancelo, Pepe, Rúben Dias e Nuno Mendes; Danilo; Renato Sanches, Bruno Fernandes e Pedro Gonçalves; Cristiano Ronaldo e André Silva.

Depois há alternativas óbvias, Palhinha podia muito bem ter alternado com Danilo na posição de trinco, embora Danilo funcione melhor na articulação com os centrais, Raphael Guerreiro em vez de Nuno Mendes em momentos de reforçar o ataque, Dalot em qualquer dos lados para defender ou Pedro Gonçalves e André Silva a alternar com Jota, Bernardo Silva ou João Félix. Mas Renato Sanches e Bruno Fernandes, como Pepe e Rúben Dias, e obviamente Cristiano Ronaldo, seriam sempre titulares e a sair só por cansaço. 

Quem não tinha lugar nem no onze nem no banco eram William Carvalho, João Moutinho, Nelson Semedo e Rafa. 

Mas isto sou eu a pensar.

Qual seria o onze que gostariam de ter visto no Euro?

SL

Tantos jogadores em má forma física

Texto de Miguel

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Qualquer equipa pode perder com a Bélgica, a propósito disso nada a dizer.

O único remoque que faria ao engenheiro seria a propósito de uma certa falta de imaginação: não haveria maneira de alargar o jogo, conseguir fazer chegar à linha de fundo mais amiúde de modo a que os avançados recebessem a bola de frente para a baliza para, no mínimo, obter mais cantos

Juntar o Nuno Mendes e o Raphaël Guerreiro à esquerda, avançar o Dalot (bela estreia) no apoio ao Bernardo Silva ou outro, guardando uma linha de três defesas que ontem [anteontem] aliás fez um excelente final de jogo?

Bem, isto vale o que vale, é muito fácil mandar bitaites de fora.

 

De qualquer modo, com tantos dos jogadores principais em má condição física é muito difícil fazer valer o argumento de que esta equipa sendo tão forte devia fazer muito melhor do que fez.

A conclusão não segue da premissa. Ou alguém imagina a França a jogar pelo título com o Griezmann, o Kanté, o Pogba e o Mbappé sentados no banco e com os jogadores do Lille em campo?

 

Texto do leitor Miguel, publicado originalmente aqui.

O dia seguinte

Foi realmente uma noite de sofrimento e prazer a de ontem, que tive a ocasião de partilhar algures no Minho com um conjunto de amigos do desporto, na maioria Sportinguistas.

Por um lado havia o desafio que estávamos a ver, mas por outro o que não víamos mas que ouvíamos pela voz dum mais atento ao telemóvel e do qual só se ouviam más noticias.

E o que estávamos a ver durante muito tempo não servia para nada tendo em consideração o que se estava a ouvir.

E tudo acabou por correr "à Fernando Santos". Duas equipas bem encaixadas, uma mão bem na testa, outra mão no avançado que se isola, outra mão na bola, mais outra mão a desviar a bola para o poste, empate e não se fala mais nisso.

Claro que a equipa melhorou, mas pior do que contra a Alemanha era difícil, e no final tudo óptimo, fomos os únicos a ganhar à Hungria e por números que nos garantiram o apuramento, vamos apanhar um daqueles bons fregueses que se fartam de jogar na primeira fase e logo vão para casa satisfeitos, isto está a compor-se...

 

PS: Palhinha: calma, calma, rapaz... vem aí a Champions... 

O Euro visto por mim

Do alto da minha sapiência futebolística e munido do meu diploma de nível 0 (zero) de treinador de futebol, agora que saímos bem vivos (diria até que ressuscitados) do grupo da morte, com um conhecimento acumulado de mais de 50 (cinquenta) anos a ver futebol ao vivo e nas pantalhas, cá vai a minha análise a esta fase de grupos, concretamente ao grupo onde a selecção portuguesa se exibiu:

Começou bem o grupo comandado pela dupla Santos (o Fernando e a santinha) com uma vitória expressiva, veio a confirmar-se agora, até porque um resultado por três de diferença numa fase final duma competição destas é já considerado uma goleada. Vitória tardia que não tínhamos entendido muito bem, até vermos a Hungria empatar com a França e a poderosa Alemanha empatar (esteve a perder por duas ocasiões) com os magiares. Tivessem ficado por resultado igual e não viajaríam até Sevilha para defrontar a Bélgica.

Isto confirma a teoria popular (o povo tem sempre razão) de que candeia que vai à frente alumia duas vezes e "desconfirma" a do meu amigo Maia, cigano, que diz que os da sua etnia não gostam de ver bons princípios aos filhos, ou até a que todos nós que em miúdos jogávamos à bola na rua defendíamos, quando o muda aos seis e acaba aos doze estava a correr mal, que o primeiro milho é dos pardais.

Foi esse milho que deu respaldo e energia para a equipa resistir e ressurgir depois de um tornado que apareceu com nome de Alemanha e lhe infligiu uma derrota pesada, que chegou a ter contornos e previsão de tragédia, mas que no final, sendo mau, não foi assim tão mau como a exibição. A coisa poderia ter sido pior e tememos todos por isso. Verificou-se que a teimosia, não sabemos se do Fernando se da santinha, que parece que eles às vezes não se entendem e é preciso invocar outros postos na hierarquia, desta vez tinha passado os limites, ao colocar em campo um team onde pontuaram alguns elementos, como hei-de dizer... lentos? Apáticos? Ausentes? Incompetentes? Escolham, façam-me o favor, ou juntem tudo, estejam à vontade.

A gente sabe que era a Alemanha que estava do outro lado, que vinha de uma derrota com a França, que precisava de ganhar, isso tudo, mas havia necessidade de insistir com algumas das vacas sagradas? Vamos lá ver, que andou até agora o William Carvalho, que esteve quase toda a época a aquecer o banco do Bétis, a fazer a titular que o João Palhinha não tivesse feito ontem muito melhor? Dizem as más línguas que Palhinha andou mais ontem em dois túneis que o inútil WC nos dois jogos anteriores e eu tendo em concordar. E a insistência no Rafa, que tem ar de bom rapaz, mas não chega; E continuar com Bernardo Silva, que continua a ser uma nulidade na selecção? Há coisas que só mesmo o Fernando e a santinha conseguirão entender, mas certamente não conseguirão explicar.

Mas a Alemanha viu-se à rasca para empatar com a Hungria, dirão os leitores. Pois viu! Mas quem viu o jogo, viu uma Alemanha a pressionar e os húngaros a fazer dois remates e a marcar dois golos. Durante todo o jogo alugou-se meio campo, mas na bola o que conta é a eficácia, porque se contassem outras teorias quaisquer, como nós ganhámos à Hungria e os outros apurados empataram, a gente é que devia ter ficado em "primeiros"!

Bom, o homem e a sua adjunta (a ordem dos factores é arbitrária) lá deram o braço a torcer, a custo que segundo consta são ambos teimosos que nem mulas, salvo seja, e fizeram uma autêntica revolução para este jogo com a França! Mas ó pá, Edmundo, só mudaram dois! Pois! E tenho pra mim que quem escolheu o Renato rastafari foi a santinha, que o Fernando não arriscaria tirar o diesel WC para meter o nitro. Já a entrada do jovem Moutinho, não tenho quaisquer dúvidas que foi obra exclusiva do Fernando. Vocês viram o mesmo que eu quando tocava o hino, a força que ele fazia com a mão onde ele guarda a santinha? Até ela estava esbafurida ao perceber que há um treinador no Mundo que prescinde de Bruno Fernandes num onze!

Bom, sinceramente espero que não se tenham zangado os dois, que vem aí a Bélgica e que escolham, têm até Sábado à noite, os melhores para a função. Por melhores quero dizer os mais capazes, não os com melhor estatuto, e não ter medo dos outros.

Se eles têm o Tintin, nós temos o Major Alvega!

 

Nota: Todos diferentes, todos iguais e o maior respeito pela opção religiosa de Fernando Santos. Procurei dar uma nota de humor, mal conseguido eu sei, ao texto, para aligeirar, que isto do futebol "não é um assunto de vida ou morte"...

 

Porque não joga quem está melhor?

Texto de João Rafael

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Fernando Santos levou-nos a uma conquista inédita em 2016, com um conjunto de jogadores muito inferior, em qualidade, quando comparado com o actual. Tivemos a sorte que não tivemos em 2000 e 2004; os deuses da bola já estavam em dívida para connosco. O que não lhe dá crédito infinito.

O Mundial de 2018 foi péssimo (para um campeão europeu) e o apuramento para este Euro também não foi espectacular: ficámos em segundo, atrás da Ucrânia, e isso colocou-nos na rota de Alemanha e França. Mas, muito honestamente, há coisas que não compreendo: porque não jogam os jogadores em melhor forma?

Bernardo, aos 15 minutos, estava cansado; William e Danilo parecem dois velhinhos de 80 anos; Bruno Fernandes, que comanda uma das melhores equipas do mundo, com números astronómicos, anda sempre perdido em campo porque é utilizado fora de posição.

 

O problema não está em perder com a Alemanha.

É alguma vergonha? Não, não é.

A questão tem a ver com a maneira como se perde, denotando, aqui e ali, falta de de organização e, sobretudo, de adaptação às vicissitudes do jogo.

Os quatro golos dos alemães foram praticamente iguais! Qual a razão para isto não ser corrigido logo após o primeiro golo, recuando Danilo para central e juntando Bruno Fernandes a William?

Temos dos jogadores que melhor tratam a bola, a nível mundial, e o nosso sistema de jogo passa por... não ter bola! Como se não bastasse, os dois médio-centros são pouco agressivos na recuperação da mesma. Nesta circunstância, Palhinha e Renato faziam um serviço muito melhor!

Bruno nas costas de CR7 para visar a baliza, como tanto gosta.

 

Mas concordo que há portugueses que gostam de torcer a faca e provavelmente até cantarão "A Marselhesa" na quarta-feira... 

 

Texto do leitor João Rafael, publicado originalmente aqui.

Sim, eu apoio a selecção

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Não idolatro treinador algum. Nem sequer Rúben Amorim. Nem Pep Guardiola.

Mas recuso ler uma vitória por 3-0 contra a Hungria da mesma forma que uma derrota por 2-4 contra Alemanha. Usando exactamente as mesmas palavras e os mesmos argumentos. Só porque não ou só porque sim.

 

Também recuso recorrer a chavões, próprios das conversas de café.

Alguns exemplos:

- "Ah e tal, eu não apoio a selecção porque não estão lá a jogar os jogadores do Sporting." Mas se estivessem, quem fala assim já apoiava. São princípios de geometria muito variável. Não são os meus. Desde logo porque não confundo Clube com selecção.

- "Ah e tal, eu detesto a selecção porque é a do Mendes e não é de Portugal." Mas quando esta "selecção do Mendes" venceu o título europeu em 2016, maior proeza de sempre do nosso futebol, muitos dos que falam assim andaram a exibir bandeiras e a cantar o hino. Até neste blogue isso ficou patente, designadamente nas caixas de comentários.

- "Ah e tal, quando Portugal ganha é sempre com sorte." Levando este raciocínio à letra, concluímos então que não perdemos por erros próprios frente à Alemanha: só perdemos porque tivemos azar. O que não explica coisa nenhuma. E deixa o debate no grau zero.

 

Só para concluir, sem rodeios: eu apoio sempre a selecção.

Seja quem for o seleccionador.

Haja ou não jogadores do Sporting no onze titular.

 

No fim, aplaudo ou critico. Mas antes e durante estou sempre a apoiar.

Era assim com António Oliveira, com Humberto Coelho. Foi assim com Scolari, continuou a ser assim com Paulo Bento. É assim com Fernando Santos.

Será assim com o próximo seleccionador, chame-se ele como se chamar.

Até pode chamar-se Jorge Jesus, como alguns parecem desejar cada vez mais.

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