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És a nossa Fé!

A minha selecção é o Sporting

Sim, vibro muito mais com os êxitos ou inêxitos do Sporting, do que com os da chamada selecção nacional.

Não quero dizer com isto que não queira que a selecção ganhe sempre, ou que fique satisfeito quando não alcance os objectivos, nada disso.

O que me chateia é o aparente (ou evidente) favorecimento de alguns jogadores convocados pela condição da sua essociação a um empresário (Jorge Mendes), em detrimento da convocação dos que melhor estão no momento da competição que se vai disputar. Não tem sequer nada a ver com a convocação ou não com atletas que jogam e bem no Sporting.

A minha aversão à selecção tem a ver com o statos quo que se instalou naquela institução que é de utilidade pública, mas que ao longo de anos é governada por gente umbilicalmente ligada quase exclusivamente  a um único clube. "Ah, mas são bons profissionais e isentos", dir-me-ão. Pois até dou de barato, mas nestas coisas da bola como noutras sem qualquer importância, à mulher de César não basta ser séria, certo? Aquilo é um ror de vice-presidentes e malta dos salamaleques a cheirar a galináceo, que deus ma livre!...

Quem perde o seu precioso tempo a ler o que por aqui vou escrevendo, sabe que o meu apoio à selecção se deve a Ronaldo. Se houver algum motivo maior que este, estou disposto a dirimir armas.

Não sei se Cristiano estará disponível para a qualificação para o Mundial e para nele participar, mas parece-me que a FPF não quererá deixar ir embora quem lhe enche os estádios e quem lhe enche os cofres com patrocínios, portanto cá continuarei a apoiar a selecção nacional do Mendes, nos intervalos. No tempo regulamentar, a minha preocupação é o Sporting, que está aí numa nova época, com um título para defender, esta sem o nosso capitão, que o infortúnio obrigou a que nos deixasse contra o desejo de todos, o próprio incluído.

Mais quanto ao resto, meus senhores, é para o bi.

E já agora, que ainda estou a tempo e como na camisola têm um leão e como eu sou do tempo do Cruijff e do Resembrink e de outros monstros da bola que se batiam que nem leões, que ganhe a Holanda, ou Países Baixos, ou o raio que aquilo se chama agora.

 

Uma oportunidade perdida

A selecção de Portugal foi eliminada anteontem pela da França nas grandes penalidades, depois do 0-0 nos 120'. Exactamente como tinha sido apurada contra a Eslovénia. 

E Portugal foi eliminado sem razão de queixa de seja o que for. O jogo foi repartido, as oportunidades de golo aconteceram para ambos os lados, cada equipa tinha a sua forma de ferir o adversário, uma demorando mais com a bola outra menos, os guarda-redes e as defesas conseguiram manter as balizas invictas até ao fim. Depois vieram as grandes penalidades. Se alguém ainda pensa que as grandes penalidades são questão de sorte, que veja a forma como Ronaldo marcou a sua e o Félix falhou a dele. 

 

Portugal foi eliminado por uma França com a qual sempre poderia ser eliminado, mas depois duma campanha que deixou muito a desejar contra adversários de menor estatuto, que incluiu uma derrota humilhante contra a Geórgia. Foram 2-1, 3-0, 0-2, 0-0 e 0-0 os resultados, 5-3 em golos, sendo que, dos cinco, dois foram autogolos, outro um ressalto num defensor e outro um escorreganço dum defesa contrário que quebrou a linha de fora de jogo.

A selecção portuguesa dispunha dum meio-campo de luxo. Com Palhinha (agora Bayern de Munique), Bruno Fernandes (Man. United), Vitinha (PSG) e Bernardo Silva (Man. City) e dois alas perfurantes de grande classe como Nuno Mendes (PSG) e Cancelo (Barcelona). E depois Diogo Costa, Rúben Dias (Man. City), Pepe, Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (Milan). Como é que com tanta qualidade não se consegue ter uma jogada colectiva que resulte num golo numa sequência de cinco jogos?

Não é difícil adivinhar a resposta.

 

Sendo assim, a selecção fracassou na Alemanha. Não há minutos de posse de bola nem choros convulsivos nem conversa da treta que prove o contrário. Para mim o grande responsável chama-se Roberto Martínez e a selecção Ronaldo & Pepe que montou sob o alto patrocínio de Jorge Mendes. Como é que um João Félix, a acumular fracassos por onde passa, que se ausenta para "jogar às cartas" enquanto a Itália joga, é seleccionado, joga pessimamente e mesmo assim vai marcar um penálti decisivo? 

No final do jogo, enquanto os dois manos choravam agarradinhos, alguns outros passavam ao lado de tanta ternura. Pepe fez um grande jogo de facto, mas a selecção já podia estar em casa à conta dele contra a Eslovénia. Ronaldo fez um péssimo jogo contra a França, também é um facto, mas tanto minuto de jogo e tanto livre marcado dá cabo do melhor jogador do mundo. Ainda assim converteu dois penáltis nos desempates finais.

Depois veio Martínez a falar no exemplo de Pepe para os portugueses. Qual Pepe? Aquele do murro ao Coates, da bofetada ao Matheus Reis, aquele do pontapé ao adversário caído no chão quando ao serviço no Real Madrid, aquele que colecciona expulsões e goza com os árbitros, o Pepe exemplo de quê? De que alguém pode ser um santo na selecção e um bandido no clube? De alguém já despedido do clube pelo novo presidente e que vai não sei para onde e que se calhar a Portugal não volta, já facturou o que pôde? Se gosta tanto, que compre o livro da história da vida dele quando for publicado. Já agora, se tivesse apostado de início numa dupla de centrais Rúben Dias-Gonçalo Inácio, com Nuno Mendes a lateral esquerdo e Rafael Leão a extremo, não teríamos outro desenvolvimento de jogo pela esquerda?

Sobre Rafael Leão, prometo nunca mais dizer mal dos cruzamentos do Nuno Santos. Nunca mais. 

 

Tínhamos jogadores de elite para muito mais. E no que respeita ao lançamento duma nova geração, Gonçalo Inácio, António Silva e João Neves vão precisar de psicólogos, como os dois guarda-redes suplentes, e o Gonçalo Ramos vai precisar de psiquiatra. Safou-se mesmo assim o Francisco Conceição que, com alguma trapaceirice "genética", conseguiu demonstrar a sua utilidade. O seu a seu dono.

Porque é que foram convocados Rúben Neves e Danilo? Para proteger o Pepe? E Pedro Neto? Para recuperar o valor de mercado do rapaz?

E pronto. Lendo e ouvindo o que se diz nos jornais e nas tvs, já temos um bode expiatório, o Cristiano Ronaldo, é malhar à vontade. Eu ofereço-me para ocupar a mansão na Quinta da Marinha. E não o deixo entrar.

 

PS: Se vier algum morcão a dizer que perdemos o Europeu pela falta do Otávio e do Galeno... ou do Evanilson... faça favor.

SL

Hora de (uma pequena) renovação na selecção

Finda a honrosa participação no Euro 2024, é altura de olhar para os jogadores que fizeram parte da convocatória e começar a pensar no próximo ciclo, que começa com a fase de grupos da Liga da Nações na primeira metade da época 2024/2025, seguindo-se a fase de apuramento para o Mundial 2026 na segunda metade da época.

Esta pequena "pausa" para a Liga da Nações era uma excelente altura para excluir os jogadores em fim de linha, caso não se excluam eles próprios, e chamar algum sangue novo.

 

Assim, divido os jogadores em seis grupos, que são:

  • Jogadores em fim de linha:
    • Rui Patrício (36 anos)
    • Pepe (41 anos)
    • Cristiano Ronaldo (39 anos)
  • Jogadores de médio prazo (estarão quase todos no Mundial 2026, mas muitos já não estarão no Euro 2028):
    • José Sá (31 anos)
    • Nélson Semedo (30 anos)
    • João Cancelo (30 anos)
    • Danilo (32 anos)
    • Bruno Fernandes (29 anos)
    • Bernardo Silva (29 anos)
    • João Palhinha (28 anos)
    • Ruben Neves (27 anos, mas já está a jogar nas Arábias)
  • Jogadores com os melhores anos ainda pela frente:
    • Diogo Costa (24 anos)
    • Ruben Dias (27 anos)
    • Diogo Dalot (25 anos)
    • Vitinha (24 anos)
    • Matheus Nunes (25 anos)
    • Rafael Leão (25 anos)
    • João Félix (24 anos)
  • Jogadores com futuro risonho:
    • Gonçalo Inácio (22 anos)
    • António Silva (20 anos)
    • Nuno Mendes (22 anos)
    • João Neves (19 anos)
    • Francisco Conceição (21 anos)
    • Gonçalo Ramos (23 anos)
  • Erros de casting/ fretes:
    • Pedro Neto (24 anos)
    • Otávio (29 anos) (não esquecer que estava convocado para o Euro, tendo saído por lesão)
  • Jogadores que podem/devem entrar nas convocatórias futuras:
    • João Mário (o do Porto) (24 anos)
    • Florentino (24 anos)
    • Fábio Vieira (24 anos)
    • Pote (26 anos)
    • Francisco Trincão (24 anos)
    • Jota Silva (24 anos)
    • André Silva (28 anos)

A noite de Diogo Costa

Foi a noite de Diogo Costa, foi ele mais que ninguém que possibilitou a eliminação duma selecção da segunda linha europeia, e evitou que Cristiano Ronaldo e Pepe tivessem muito que chorar nos próximos dias. 

Aos 5 minutos do fim do prolongamento, já depois do penálti e de vários livres frontais falhados por Cristiano Ronaldo, mais uma vez Pepe "foi comido" em velocidade e deixou um esloveno isolado frente a Diogo Costa. Seguiu-se remate forte e colocado que o Diogo defendeu muito bem, ao jeito que tinha feito um par de anos antes em Alvalade frente a Nuno Santos. 

Depois Pepe saiu, talvez para não deixar isolar mais ninguém, chegaram os penáltis, e o Diogo sempre acertou no lado e defendeu um, dois, três. Os nossos melhores marcadores (Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva), frente a um também excelente Oblak, não falharam.

Em termos do jogo em si, entrámos no Europeu com a melhor selecção de sempre, que dava para fazer duas equipas quase de igual valor, e chegámos aos quartos-de-final com um onze que ainda anda a conhecer-se em campo. Faltam rotinas, faltam movimentos de arrastamento dos adversários, sobram lances individuais como aquele de Jota que nos deu o penálti. E quem sofre mais com isso é mesmo Cristiano Ronaldo, entregue à sua sorte lá na frente. Já lá vão quatro jogos e nenhum golo.

Agora vem aí uma França muito chatinha a defender e com dois avançados bem difíceis de marcar. Vamos voltar ao 3-4-3 para proteger o "fiel escudeiro" das arrancadas de Mbappé? Ou fica o 4-3-3 e vamos tentar controlar o jogo no meio-campo?

Duma forma ou de outra estamos todos pela selecção nacional, todos por Portugal, que o seleccionador Martinez faça jus ao seu estatuto de segundo treinador mais caro do Europeu, abra os olhos, se deixe de justificações esfarrapadas ("o estado da relva motivou a entrada do Conceição", estava fofinha para os mergulhos?) e esteja também. 

SL

Ecos do Europeu (17)

Que mudanças no nosso onze contra a Eslovénia?

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Logo à noite defrontamos a Eslovénia para os oitavos-de-final do Europeu. Recordo: é a mesma selecção que na fase de grupos empatou a zero com a Inglaterra, naquele que foi um dos jogos mais bocejantes deste torneio.

Que mudanças deve Roberto Martínez fazer no onze titular português para este desafio que queremos superar?

Fica a pergunta aos leitores.

Recordo que na nossa partida anterior, em que fomos derrotados (0-2) pela Geórgia, alinhámos de início com estes: Diogo Costa, António Silva, Danilo, Gonçalo Inácio, Dalot, Palhinha, João Neves, Pedro Neto, Francisco Conceição, João Félix e Cristiano Ronaldo.

A selecção de todos nós

Portugal encerrou ontem com a Geórgia a sua fase de grupos com uma derrota humilhante por 2-0 (que podia ser até mais pesada), conquistando mesmo assim o 1º lugar do grupo mais fraco em competição. Aquilo que podia ter sido uma oportunidade de afirmação das segundas linhas da selecção, considerada uma dos melhores de sempre, transformou-se numa das maiores vergonhas duma selecção portuguesa numa fase final. Agora segue-se uma selecção "menor" como a Eslóvénia, mas depois seguir-se-ão provavelmente a França, a Espanha, na final talvez a Itália, isto se lá chegarmos.

Depois de tudo o que se passou no Catar, Martínez recebeu a tarefa de construir uma selecção à volta de Cristiano Ronaldo e do seu fiel escudeiro, o Pepe, e tudo o resto passou para segundo plano. Inclusivamente a pouca vergonha de naturalizar a martelo brasileiros do balneário do Porto e tão arruaceiros em campo como ele ao serviço do seu clube. Felizmente Otávio e Galeno ficaram fora desta selecção que ignorou alguns dos melhores jogadores da Liga deste ano, por acaso do Sporting. Mas ficou o conceito, que o Paulo Futre bem explicou, o "animal" tem de jogar sempre para estar feliz e contente, se o Gonçalo Ramos calha entrar e marcar três golos lá se vai a felicidade, por muito que o Pepe lhe faça massagens e calce os chinelos, e o balneário entra em crise. E o Pepe para fazer feliz o Ronaldo também tem de estar feliz e contente, por isso tem lá o Danilo, o Conceição, o Diogo Costa e muitos outros. Uma corte.

 

Depois temos o 3-4-3, sistema táctico que passámos a conhecer muito bem com Rúben Amorim, mas com outra interpretação: extremos agarrados à linha e alas a explorar espaços anteriores. Um sistema que precisa de muito tempo e muitos jogos para articular movimentos e permitir à equipa atacar com muitos e defender com muitos também. E porquê o 3-4-3 na selecção com tamanha riqueza de médios? Para o Pepe não ser comido em velocidade por falta de rins, e tê-lo sempre de frente para o jogo? Ontem a mesma coisa com o Danilo?

Porquê o 3-4-3 com extremos na selecção quando não temos nenhum de topo, Conceição, Neto ou Rafael Leão sem espaço pouco rendem, e quando o centro sai está o Ronaldo sózinho na área? Quantas vezes ontem entrou um médio nas costas do lateral para receber a bola do extremo? A única forma de Portugal criar perigo foi explorar os remates de meia-distância de Palhinha e Dalot. O resto foi o agarrão ao Ronaldo.

Podemos falar também dos mega-craques produzidos no Seixal: João Félix, António Silva, João Neves, João Cancelo, Gonçalo Ramos, todos endeusados pela comunicação social e pela máquina de propaganda lampiónica. A diferença entre o que dizem deles e o que demonstram em campo é colossal. Infelizmente Gonçalo Inácio já parece contaminado pelo virus "Félix".

 

Bom, e agora? É deixar de inventar e voltar ao "pão com manteiga", o 4-3-3 que todos conhecem, com um extremo mais fixo do lado esquerdo e dando liberdade a Bernardo Silva para vagabundear pelo lado direito, e tendo Vitinha e Bruno Fernandes na organização de jogo. E ajustar as outras peças ao adversário em questão. 

Aquele que me parece ser o melhor onze de Portugal, e pondo lá os obrigatórios Ronaldo e fiel escudeiro, que nesta altura já deveria ter tido minutos e jogos que criassem rotinas colectivas que não se vislumbram, é o seguinte:

Diogo Costa; Nelson Semedo (Cancelo), Rúben Dias, Pepe e Nuno Mendes; Vitinha, Palhinha e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (Jota).

Enfim, é assim que vejo esta selecção: muita experiência internacional, muito talento, muita capacidade de improvisação, muitos jogadores parecidos uns com os outros, sete ou oito jogadores de topo mas pouca capacidade física, poucas rotinas de jogo, pouca capacidade de sofrimento. Uma selecção acomodada pela sucessão de vitórias com adversários de menor valia, pela comunicação social enfeudada aos grandes interesses e pelo "lançar das canas antes da festa" de todos nós.

 

Oxalá consiga aprender com esta bofetada na cara, porque senão vai conhecer o outro lado de ser português.

Independentemente de quem seja o presidente, de quem seja o treinador, de quem sejam os empresários dos jogadores e da "macacada" que se autoproclama claque, estamos todos com a Selecção Nacional, a selecção de todos nós.

SL

Merece ser cidadão honorário da Geórgia

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Este perna-de-pau que figurou em destaque na manchete de 7 de Outubro de 2022 da Trombeta do Benfica merece, a partir de hoje, o título de cidadão honorário da Geórgia. Por ter oferecido de bandeja os dois golos da selecção adversária no embate desta noite com Portugal, oscilando entre o péssimo e o catastrófico.

É mesmo bera.

Que alterações no onze?

Alcançado o primeiro lugar do Grupo F, que nos assegurou o acesso imediato aos oitavos-de-final do Campeonato da Europa, jogaremos hoje contra a Geórgia com esse objectivo já garantido. Promete ser um jogo tranquilo.

Que alterações deve o seleccionador Roberto Martínez fazer no onze português?

 

ADENDA: Hungria ou Eslovénia são os nossos adversários mais prováveis nos oitavos.

Criticar de barriga cheia

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Portugal nunca se qualificou com tanta rapidez para os oitavos de uma fase final de um Europeu neste século XXI. Ainda não disputou o terceiro jogo e já está confirmado como líder do Grupo F. Sem necessidade de calculadora.

Roberto Martínez, em doze jogos oficiais ao comando da selecção, registou... doze vitórias. Fez o pleno até agora.

Pôs a selecção portuguesa a jogar um futebol de ataque, como há muito não se via.

Balanço: 5-1 em golos marcados e sofridos neste Euro-2024.

Um triunfo por 2-1 é motivo para imensa crítica enquanto uma goleada por 3-0 não merece uma palavra de elogio. Enfim, até parece que alguns sentem nostalgia das vitórias morais, em que ganhávamos coisa nenhuma e voltávamos sempre para casa mais cedo.

Eu estou no campo oposto. Torço pela selecção portuguesa, pelos jogadores portugueses, pelos triunfos portugueses. Não desprezo quem comanda a selecção neste conjunto de vitórias. Basta ver o que tem acontecido com a Holanda, a Itália, a França, a Croácia e a própria Alemanha para se perceber que vamos no bom caminho.

Quem critica mesmo assim, critica de barriga cheia.

Ecos do Europeu (4)

Portugal vence checos: aves agoirentas têm azar

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Bernardo e Cristiano nunca deram descanso à defesa adversária: foram recompensados

 

Em 1984, quando chegámos ao pódio no primeiro Europeu em que participámos, começámos com um empate a zero contra a Alemanha. Em 2004, quando nos sagrámos vice-campeões, o início foi pior: derrotados pela selecção grega. No Euro-2016, que vencemos, o desafio inaugural acabou empatado 1-1 com a Islândia.

Desta vez começámos melhor, bem melhor. Em Leipzig, debaixo de chuva, com milhares de portugueses nas bancadas. Derrotando a República Checa (agora denominada Chéquia) no nosso encontro de abertura do Grupo F deste Campeonato da Europa que se desenrola na Alemanha. Jogo quase de sentido único contra uma selecção que chegou a defender com nove: ao intervalo, que terminou 0-0, tínhamos 73% de posse de bola e os checos nem uma oportunidade haviam conseguido. Ao contrário da equipa das quinas, em duas ocasiões, por Cristiano Ronaldo (32' e 45').

 

Contra a corrente de jogo, num rara incursão ofensiva, a turma adversária marcou após mau alívio de Pepe (62'). Roberto Martínez refrescou o onze português trocando o apagado Dalot por Gonçalo Inácio e o trapalhão Rafael Leão por Diogo Jota. 

Deu certo. Aos 69', após forte cabeceamento de Nuno Mendes (um dos melhores em campo), o central checo Hranac fez autogolo, marcando com a canela. Continuámos a pressionar, indiferentes à chuva que caía. Aos 87', CR7 rematou ao ferro e na recarga Jota meteu-a lá dentro. Mas não valeu: houve fora-de-jogo milimétrico de Ronaldo.

Faltava pouco para terminar, mas Martínez não se conformou: nova troca de jogadores. Semedo rendeu Cancelo, Nuno Mendes cedeu vez a Pedro Neto e um extenuado Vitinha (excelente exibição também) deu lugar a Francisco Conceição.

Decorria o minuto 88. Voltou a dar certo.

 

Quatro minutos depois, a dois do apito final: a sorte sorriu ao seleccionador, à equipa nacional e a todos quantos puxamos por ela: rápida incursão de Neto pelo flanco esquerdo, cruzamento para o coração da área, a bola pinga com a defesa checa aos papéis e Francisco Conceição - dando o melhor uso aos três anos de aprendizagem na Academia de Alcochete - finalizou de modo irrepreensível, selando o triunfo.

Este já ninguém nos tira. Esta alegria já ninguém nos rouba num jogo em que concretizámos 74 ataques e 19 remates: fomos a equipa com maior posse de bola na primeira jornada deste Europeu.

Péssima noite para as aves agoirentas que cá no burgo já vaticinavam o nosso desaire, como se tivessem vergonha da nacionalidade portuguesa.

Azaradas criaturas: durante um par de dias vão perder o pio. Tomem Kompensan.

 

Chéquia, 1 - Portugal, 2

Cristiano Ronaldo soma e segue sempre

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Entrou finalmente em campo, na terceira partida de preparação do Europeu, jogou os 90 minutos e fez toda a diferença. Um exemplo para os outros que lá andam. Foi o grande obreiro desta nossa vitória por 3-0 frente ao onze da Irlanda. Que dia antes vencera a Hungria por 2-1, quebrando uma série invicta de 14 desafios dos magiares.

Cristiano Ronaldo, ele mesmo. Aos 39 anos. Duas décadas depois de se estrear pela selecção nacional de futebol. Ontem, no estádio municipal de Aveiro, marcou dois golos (o segundo e o terceiro, aos 50' e aos 60'), foi dele a pré-assistência para o primeiro, aos 18', e ainda mandou uma bomba ao ferro, na espectacular conversão de um livre directo.

Com esta particularidade: os dois golos do capitão português foram apontados com o seu pé menos privilegiado, o esquerdo. O que não lhes roubou brilho - sobretudo ao primeiro, autêntica capela sistina do futebol, comprovando que esta modalidade desportiva pode equiparar-se à melhor produção artística. 

Estamos ainda hoje perante o maior finalizador do futebol mundial.

Alguém duvida?

 

Os números dizem tudo: após este seu jogo n.º 207 pela equipa das quinas, CR7 contabiliza agora 130 golos. São, no total, 895 em 1225 partidas oficiais desde que iniciou a carreira, no nosso Sporting.

Outro número mágico - o n.º 900 - está aí ao virar da esquina.

Tudo isto pouco depois de se ter sagrado melhor marcador do campeonato saudita, apontando 35 golos ao serviço do Al Nassr: bateu o recorde de golos nessa Liga. Com um total de 52, além de 13 assistências em todos os desafios da temporada. 

Outro recorde batido com essa proeza: é o primeiro jogador a destacar-se como rei dos artilheiros em quatro campeonatos diferentes. Como se fosse mais um dia no escritório na fantástica carreira de Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, nosso compatriota, nosso consórcio - tão sportinguista como qualquer de nós.

O que nos enche ainda mais de orgulho.

A nulidade

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João Félix, titular no "amigável" contra a excelente Croácia, sábado, no Estádio Nacional - que voltou a receber um desafio da selecção após mais de dez anos.

Uma nulidade, este suplente no Barcelona, para onde foi remetido por empréstimo após escassa utilização no Atlético de Madrid, onde jogava com os olhos, na posição sentado.

Diego Simeone disse quase tudo sobre este suposto craque numa frase cruel mas verdadeira: «Perto da área joga bem, mas se tem de vir um metro para trás, custa-lhe...»

Confere em absoluto com o que ele (não) demonstrou no Jamor.

O senhor Martínez retirou-o ao intervalo, com 45 minutos de atraso. Já não evitou a inédita derrota lusa frente aos croatas por 1-2. 

Palmas? Mereceu-as o capitão da selecção visitante: Luka Modric. Aos 38 anos, com seis Ligas dos Campeões e um título de vice-campeão mundial no currículo, marcou o golo inaugural da Croácia e deu uma lição de profissionalismo à pseudo-vedeta formada no Seixal. 

Que diferença. Nada a ver um com o outro.

Um grupo ou uma selecção?

De há muito que entendo que uma selecção do que quer que seja no campo desportivo deverá ter um núcleo, chamemos-lhe residente, forte e coeso e ser acrescentada com os melhores à altura, no momento necessário.

Um núcleo duro é importante porque uma selecção deve também ser uma equipa e não um conjunto de personalidades, o que em regra conduz a lado nenhum. Os melhores à altura, porque acrescentarão qualidade aos que são a base de trabalho.

Este núcleo deverá ser constituído por meia dúzia de inquestionáveis, que mantenham uma regularidade competitiva acima da média de modo a que não seja colocada em causa a sua inclusão neste grupo. Aqui estão, no caso do futebol, Cristiano Ronaldo, Diogo Costa, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, João Palhinha e mais um ou outro.

Depois, há que escolher, para cada uma das posições, os melhores a cada momento. Eu diria que é simples.

Roberto Martínez acha que não. Acha que deve ter um grupo alargado de jogadores que, quer estejam em forma ou não, quer joguem regularmente nos seus clubes ou não, quer estejam lesionados ou não, serão sempre convocados. Em detrimento de outros que possam ter estado a nível elevado durante toda a época e ter até sido campeões pelos seus clubes. Imagino como deve estar arrependido de não ter optado pela selecção brasileira o Matheus Nunes, que teria lugar cativo na canarinha depois de ser presença assídua no campeão inglês Manchester City.

Esta escolha, optando por alguns jogadores de rabo quadrado por tanto lustrarem os bancos de suplentes, por alguns vindos de lesão prolongada que irão fazer a recuperação durante a competição e por nulidades que pontificam em campeonatos periféricos ao nível da segunda divisão portuguesa, terá duas leituras: Ou Roberto Martínez é teimoso, ou é um pau mandado. Atendendo à percentagem de representados por Jorge Mendes neste grupo de jogadores agora divulgado, 70% se li bem, inclino-me mais para a segunda hipótese. Saiu Fernando Santos, temos um novo Fernando Santos, nada de novo portanto no ludopédio luso.

Sabendo que, contando com o seu grupo de eleição que serão os que jogam, mesmo que alguns com as pernas às costas, o onze-base e os suplentes estavam há muito escolhidos e aos restantes estará reservado um lugar cativo na bancada, custa ainda assim não ver neste grupo Matheus Nunes, campeão inglês com muitos minutos nas pernas, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão, Nuno Santos e Paulinho, campeões portugueses que bateram todos os records, alguns também pessoais, nesta época.

Enfim, #martinezpaumandado será uma bela hashtag, que farei por divulgar e não é o percurso impoluto na qualificação que me fará mudar de ideias. Quando for a sério, quero ver alguns pés de sebo que convocou a darem barraca da grande e estar de camarote a ver alguns dos indefectíveis a torcerem-se para justificarem o injustificável.

Com o meu apoio não conta, cavalheiro.

Então e o Braga?

Acho Robert Martínez bastante coerente na convocatória que fez e que agora foi anunciada para o Euro-2024.

Convocou os jogadores, que jogam no Campeonato Nacional, de acordo com a classificação desse mesmo campeonato. Assim, 

o Sporting, por ter ficado em Primeiro teve direito a um jogador convocado;

o Benfica por ter ficado em segundo teve direito a dois jogadores convocados;

o Porto por ter ficado em terceiro teve direito a três jogadores convocados.

 

Fica a pergunta: porque não teve o Braga, quarto classificado, quatro jogadores convocados?

Acho uma injustiça para o clube minhoto.

Vergonha

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O campeão nacional fica fora da pré-convocatória anunciada há pouco pelo seleccionador Roberto Martínez. Que, dos nossos, apenas chama Gonçalo Inácio. Num total de vinte e seis. Contrariando assim a notícia do Record - de que aqui dei eco ontem. 

Nem Paulinho (melhor goleador português da Liga 2023/2024), nem Pedro Gonçalves (rei das assistências do campeonato), nem Trincão (que foi campeão europeu sub-19). Nem Nuno Santos, como já se previa. 

Como se o Sporting não existisse.

Como se o Sporting não contasse.

Como se o Sporting não se tivesse sagrado campeão com mais 28 pontos do que os dois rivais. algo jamais acontecido.

Enquanto Martínez convoca um aleijado permanente em pré-reforma e um brasileiro turbonaturalizado mais vocacionado para o wrestling do que para o futebol.

Enquanto o seleccionador espanhol chama três da turma que ficou em terceiro, 18 pontos abaixo do Sporting, campeão de Portugal.

Raras vezes emprego esta palavra, que só deve ser usada em circunstâncias excepcionais, mas aqui fica: vergonha.

Quatro jogadores pré-seleccionados

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Não um. Não dois. Não três. São quatro, os jogadores do Sporting que Roberto Martínez pré-seleccionou para o Europeu. Com inteira justiça.

Anoto este facto sem surpresa. Gonçalo Inácio (já presença regular na selecção), Pedro Gonçalves (que só falhou a anterior convocatória por estar lesionado), Paulinho e Trincão merecem esta chamada à equipa das quinas. 

Nem podia ser de outra forma. São do Sporting, o clube campeão. Que ficou dez pontos acima do Benfica e dezoito (!) pontos acima do FC Porto.

Rebentando a concorrência, como diria Frederico Varandas. E muito bem.

Seis graus de separação

 

  1. É bastante provável que Pote não seja convocado para o Euro e bastante provável que um jogador que manifesta sistematicamente instabilidade emocional em campo, que insulta, simula, agride, um jogador jovem, que deveria ser um exemplo para os miúdos de 6, 7, 8 anos.

  2. Não está a ser uma Liga de guarda-redes. Tem havido muitos jogos com imensos golos. Quanto vale um guarda-redes que ‘dá’ pontos e ‘apuramentos’? Mais ou menos que um centro-campista ou um avançado?

  3. Não será para o ano, nem será nos anos seguintes, que as ‘arbitragens’ (e os VAR e essas coisas todas) se vão resolver. As instituições Porto e Benfica são das mais poderosas do país, ninguém vai assumir o risco de ir contra as mesmas, as pessoas têm famílias, negócios, expectativas de vida. O que o árbitro do Estoril-Porto não escreveu no relatório deveria envergonhar-nos a todos. Ao mesmo tempo, temos o dever moral de pensar quantos de nós teriam feito diferente, perante os riscos.

  4. Amorim é muito diferente por ser franco, decidido e espirituoso. E por ser inteligente e estratega. Mas não é isso que faz o seu sucesso. É bom para quem o ouve, mas duvido que vença jogos (as suas competências técnicas e da sua equipa, só eles saberão).
    Nem parece que essas características de estar em público sejam importante para a nossa indústria futeboleira. Prova disso, as autoridades da bola e da arbitragem ainda não arranjaram maneira de o homenagear em público. Podiam até dizer (ou fazer dizer) que Amorim evoluiu imenso no seu entendimento do que é fair-play e relação com a arbitragem, adeptos e adversários (até porque é verdade). Porque é que ainda não foi feito? Ver ponto 3.

  5. Se Amorim for embora, tudo voltará à raiva, aos recados, ao queixume, à insinuação, à pressão, aos túneis.

  6. Dito isto, o futebol português é das indústrias mais competentes e competitivas que o país alguma vez teve em toda a sua História. Num mundo de concorrência absolutamente global, cheias de computadores e inteligências artificiais, os clubes continuam a ‘gerar’ jogadores e técnicos para ‘exportação’. Talvez o calendário devesse mesmo mudar para que as equipas portugueses possam ser mais eficazes mais vezes nas competições europeias (além do Porto, que já o é).

Preparados para perder

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Quando é o próprio treinador que diz que o resultado não era o mais importante e que "estamos mais preparados", estamos mais preparados para quê?

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Esta equipa, a que foi cilindrada pela Eslovénia (excepto Gonçalo Inácio) é uma espécie de equipa B, as segundas escolhas.

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Esta equipa (excepto o Matusalém que nasceu do lado de lá do Atlântico) com Gonçalo Inácio é a equipa A, a que oferece mais garantias.

Será preciso coragem para fazer opções e aí o fugitivo da selecção que é adjunto do espanhol poderá ajudar.

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Poderá explicar aos jogadores que optaram por jogar na Arábia Saudita que não serão convocados.

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Pode dar o próprio exemplo, optou por jogar na China nunca mais foi convocado para a selecção, poderá dar o exemplo de jogadores como Hélder Postiga que teve grande sucesso no campeonato indiano mas não mais seria convocado para a selecção.

Escolher campeonatos periféricos tem custos, deixar de ser opção na selecção é um deles.

Ainda estamos a tempo de arrumar a casa.

A selecção não pode ser para os jogadores que foram vendidos por mais de 100 milhões nem para os que vão ser vendidos por mais de 200 milhões.

Também não pode ser um passeio de avós e netos, têm de ser escolhidos os melhores.

Este último jogo foi a crónica de uma derrota anunciada, espero que não tenha sido a primeira de muitas.

Muito Sporting

Muito Sporting ontem em Guimarães contra a Suécia. Com Inácio no banco, Gyokeres a jogar e a marcar, e depois Rui Patrício, Nuno Mendes,  Matheus Nunes, Palhinha, Bruno Fernandes, Rafael Leão e Bruma.

Muito Sporting ontem também em Faro, com Mateus Fernandes o melhor em campo na selecção sub-21 contra a selecção das Ilhas Faroé. E também Renato Veiga, Chermiti e Tiago Tomás.

Mais ainda podia ser se não fossem as lesões de Pedro Gonçalves e Trincão.

Muito bom Sporting, jogadores que passaram vários anos em Alvalade, deram rendimento desportivo e proporcionaram vendas no total de algumas centenas de milhões de euros. Alguns deles são visitas frequentes na tribuna de Alvalade.

Algum mau Sporting, jogadores que sairam pela porta dos fundos depois do assalto a Alcochete e muito pela incapacidade do presidente de então assumir as suas responsabilidades e estancar ali mesmo o problema. Rafael Leão deu zero de rendimento desportivo na 1.ª equipa e passados quase seis anos do assalto a Alcochete o melhor que o Sporting conseguiu por ele depois de muita litigância foram 20 M€.

Foi então com lentes verdes que vi o jogo de ontem, mas de qualquer maneira acho que a selecção de Martinez está no caminho certo.

E melhor estará se terminarem de vez as naturalizações a martelo dos brasileiros vendáveis do Pinto da Costa. Já basta o que basta com um Pepe que não tem dignidade desportiva para lá estar e um Otávio que o Porto fidelizou com a ida à selecção e depois encaixou milhões . Como disse e bem o Fernando Mendes: "Isto não é a selecção de futsal do Azerbaijão."

SL

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