Queiram ou não queiram as araras tontas das pantalhas, teimem ou não teimem os derrotistas militantes, é impossível negar os factos quando eles se tornam óbvios.
Eis um facto: Portugal tem hoje uma das cinco melhores selecções de futebol do mundo (quatro da Europa, uma do continente americano). E acabamos de vencer duas delas, o que nos abre excelentes perspectivas para o próximo Mundial.
Preferiam o tempo das "vitórias morais" quando jogávamos como nunca e perdíamos como sempre? Azarinho: habituem-se. E tentem encontrar novos alvos para aliviar as frustrações.
«Espanha perdeu ontem nos penáltis contra Portugal depois de uma noite discreta, simbolizada por Lamine Yamal, desaparecido durante os 105 minutos em que jogou. Essa versão cinzenta de Espanha podia ter vencido a partida, mas o ímpeto de Portugal, selecção muito mais insaciável do que a espanhola, levou o embate para os penáltis.»
AS, Héctor Martínez:
«Cristiano esteve sempre disponível, multiplicou-se em desmarcações e lutou umas vezes com Huijsen e outras com Le Normand. Contra eles não conseguiu, mas sim com Cucurella, que se mostrou demasiado ingénuo para despachar uma bola que saltou na pequena área. Cristiano puxou dos galões e empurrou suavemente o lateral do Chelsea, incapaz de impedir o remate do gigante do Funchal. Outro golo na algibeira, nove em oito jogos desta Liga das Nações.»
Marca, José Félix Díaz:
«Nuno Mendes foi um perigo constante. No ataque, além de marcar, atordoou a defesa espanhola. Ninguém conseguiu travá-lo, mas seria injusto apontar culpas a Mingueza sem mencionar Lamine no capítulo das marcações pois não auxiliou o lateral e foi por aí que Espanha começou a quebrar-se. O lateral do PSG participou no empate e soube ler perfeitamente quando e onde atacar.»
El País, David Álvarez:
«Nuno Mendes voltou a construir a resposta pelo flanco esquerdo, que devia proteger de Lamine. Até que se inverteram as posições e o português fugiu ao espanhol com um passe rápido. Escapou, cruzou e Cristiano Ronaldo surgiu junto ao segundo poste para empatar. O avançado, a lenda, tinha passado o jogo a flutuar, entrando e saindo do fora-de-jogo como se fosse vaporoso, até avistar uma presa e caçá-la: "tac", ao primeiro toque.»
ABC, José Carlos Carabias:
«Dois anos e dois meses depois, a selecção [espanhola] morde o pó do chão. Perde um jogo e a final da Liga das Nações lutando para ganhar, sem virar a cara, ambiciosa. Mas é inferior a Portugal, aos seus jovens talentos, ao seu futebol de alta-roda.»
Todos se recordarão das narrativas que aprendemos na escola daquela batalha em que derrotámos uns espanhóis com muito maior capacidade bélica mas com o "rei na barriga" e a nunca pensar que estavam a candidatar-se ao pior. Percebe-se melhor esta ideia se tivessem visto a final da Liga das Nações na TVE como eu.
O nosso treinador catalão esteve soberbo na arte da dissimulação. Com um onze sem defesa direito nem trinco, teria sido "bar aberto" na primeira parte para Williams e companhia se não fosse um Condestável feito em Alcochete que não estava para aturar aquele despautério.
Sem conseguir articular uma jogada colectiva, o 2-1 só aconteceu pelo golaço do Nuno Mendes.
A segunda parte, com os dois que faltavam no onze, foi em tudo diferente. Espanha resolveu como o Benfica no Jamor embora por métodos mais desportivos e sem túneis nem toupeiras. Tentou jogar com o relógio e foi ficando mais vulnerável à "cavalaria" que o catalão careca ia metendo.
O Condestável Nuno e o rei Cristiano levaram aquilo para prolongamento. Nos penáltis o Nuno cumpriu e o Diogo resolveu.
O Tony Silva e o João Feliz e contente desta vez não jogaram, mas o catalão pai deles não os esquece.
Ter que gramar com o sarrafeiro naturalizado Pepe como embaixador é ofensivo para um Sportinguista. Só faltaram o Otávio e o Galeno como "damas de honor". Mas é o que temos. Só mesmo um morcão para confundir esta gente com o Matheus Reis.
Na hora de mais um triunfo da selecção portuguesa (o nosso terceiro título em nove anos), alguns marretas ocupam o tempo, uma vez mais, a vomitar ódio contra o melhor jogador português de sempre, capitão da equipa das quinas. E não só contra ele.
Ontem, antes do jogo, num "painel" televisivo, cinco desses gastaram toda a saliva disponível a disparar críticas de rajada a tudo quanto mexe na selecção. No final do jogo, voltaram a aparecer: aquilo parecia um velório, dava a ideia que lhes tinha falecido um ente querido. E lá vomitaram as mesma críticas como se o jogo não tivesse acontecido, como se Portugal não tivesse derrubado a "superlativa Espanha", como se o "velho Ronaldo" não tivesse voltado a marcar um golo decisivo, como se não fôssemos agora a única selecção com duas Ligas das Nações no palmarés (França uma, Espanha uma).
Enquanto o país celebra, aqueles tristes expunham a azia em directo, ao vivo e a cores. Pareciam espanhóis, muito tristes com a má exibição do "genial Lamine" a quem o "velho Ronaldo" roubou a bola num dos mais aplaudidos lances desta final que nunca esqueceremos.
Recomendo-lhes o que já aconselhei a outros: sais de frutos e bicarbonato de sódio.
A excelente selecção nacional de futebol, comandada por Roberto Martínez, acaba de vencer a Liga das Nações, batendo na final a poderosa Espanha, actual campeã europeia. Com 2-2 no final do prolongamento (golos dos leões Nuno Mendes e Cristiano Ronaldo) e triunfo nos penáltis. Convertidos por Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes (melhor em campo, neutralizando Lamine Yamal) e Ruben Neves. Diogo Costa defendeu o pontapé de Morata.
Terceira final ganha pela equipa das quinas em menos de dez anos. Depois do Campeonato da Europa em 2016 e da Liga das Nações em 2019.
Portugal é agora o único país com duas Ligas das Nações no palmarés.
Festejo? Celebro? Sinto-me feliz? Claro. Como milhões de compatriotas. Em todo o mundo.
Espero que pelo menos durante um par de dias os profetas da desgraça fechem a matraca. Também eles acabam de ser derrotados, por goleada.
Há longos anos que vos oiço dizer sempre mal da selecção. Sempre, sempre. Quando perde, quando empata, quando vence - até quando goleia.
É paranóia, já me convenci.
Parece que vos invade o ódio quando avistam as quinas na camisola. Depois disfarçam dizendo que a culpa é dos seleccionadores e dos jogadores.
E no entanto esse ódio não consegue travar o rumo vitorioso da selecção nacional de futebol. Antes pelo contrário, como os factos comprovam.
Nos últimos 21 anos qualificámo-nos para quatro finais de competições da UEFA a nível de selecções: 2004, 2016, 2019 e agora em 2025. Fomos vice-campeões europeus em 2004 com Luiz Felipe Scolari, campeões em 2016 com Fernando Santos, vencemos a primeira Liga das Nações com este treinador três anos mais tarde e agora chegamos à final de Munique, também para a Liga das Nações, com Roberto Martínez.
Alguns de vós sentem azia, amigos derrotistas? Recomendo sais de frutos e bicarbonato de sódio. Talvez ajude.
Ele, uma vez mais. Cristiano Ronaldo foi decisivo ao marcar o golo do desempate e da vitória por 2-1 da selecção nacional contra a Alemanha. Golo que nos coloca na final da Liga das Nações, competição que já vencemos em 2019. Falta saber se defrontaremos Espanha ou França na final de domingo.
Com este golo, apontado aos 68', CR7 confirmou a sua extrema utilidade, aos 40 anos e quatro meses. Os imbecis do costume dizem que "está velho". Andam a uivar isso há uma década.
Foi o seu sétimo golo nesta campanha. O seu golo n.° 937 (irá ultrapassar os mil) como futebolista profissional. O seu golo n.° 137 com a camisola das quinas, que já envergou em 220 partidas. Mais do que os golos somados de Pauleta, Eusébio e Figo, os senhores que se seguem na lista dos artilheiros. Números galácticos.
Proeza maior ainda por termos jogado em Munique, no país da selecção adversária. Há 40 anos que não vencíamos na Alemanha - desde o célebre golo de Carlos Manuel em Estugarda que nos carimbou o acesso ao Mundial do México.
Ontem conseguimos a reviravolta depois de a turma germânica abrir o marcador, aos 48', por Wirtz.
Eles estiveram em vantagem durante um quarto de hora até surgir o empate, aos 63', por Francisco Conceição num forte pontapé de meia distância - golaço a fazer lembrar o de Carlos Manuel em 1985, precisamente.
Houve o dedo do seleccionador neste triunfo. Roberto Martínez leu bem o jogo, injectando adrenalina na nossa equipa com três substituições simultâneas: João Neves por Nelson Semedo, Trincão por Conceição e Ruben Neves por Vitinha. A tripla mudança resultou: foram mesmo trunfos.
Ao sair por sua vez, no minuto 90' (dando lugar a Palhinha), Ronaldo foi brindado com merecida ovação dos milhares de portugueses nas bancadas - e também de largas centenas de alemães.
Notas muito positivas para Diogo Costa (impediu golos aos 19' e 21'), Nuno Mendes, Pedro Neto, Conceição e Vitinha. Além dos "nossos" Bruno Fernandes e CR7, naturalmente. No fim, andámos sempre mais próximo do terceiro do que a Alemanha de chegar ao empate. Ter Stegen negou golos a Diogo Jota (89') e Bruno Fernandes (90'+5).
O meu caloroso e prolongado aplauso aos bravos heróis de Munique. Agora que venha a final.
O obtuso seleccionador Martínez deixou-te fora da convocatória para a Liga das Nações. Indiferente ao facto de teres acabado de te sagrar pela terceira vez campeão nacional pelo Sporting. Indiferente ao facto de teres um percurso digno de aplauso ao serviço das selecções jovens, com 48 internacionalizações.
Só lhe fica mal a ele, ninguém duvida.
Deixa estar, meu caro Eduardo Quaresma: esta injustiça será reparada pelo próximo seleccionador da FPP. Não terás de esperar muito. José Mourinho está quase a chegar.
Por uma vez, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos jogadores no jogo Portugal-Dinamarca (5-2), da Liga das Nações, por quatro diários desportivos:
Trincão: 29
Gonçalo Ramos: 25
Bruno Fernandes: 25
Diogo Jota: 24
Nuno Mendes: 24
Gonçalo Inácio: 22
Cristiano Ronaldo: 21
Bernardo Silva: 21
Diogo Costa: 21
Ruben Neves: 20
Nelson Semedo: 20
Diogo Dalot: 20
Vitinha: 20
Francisco Conceição: 18
Ruben Dias: 17
Rafael Leão: 15
Todos os jornais elegeram Trincão como melhor em campo.
Ontem continuou o tiro ao Ronaldo entre os comentadores tugas. Um deles bradava na pantalha contra CR7 por não ter feito «nem cortes nem carrinhos», comparando-o desfavoravelmente a Gonçalo Ramos no Portugal-Dinamarca - que vencemos por 5-2.
Enfim, é o que há. Muito sofre esta gente com o facto de o maior goleador da história do futebol ser português. Custa mais ver um compatriota chegar ao topo, bem longe dos que estão condenados a permanecer na base.
CR7 vive anestesiado contra isto. Responde como sabe: com golos, sempre com mais golos. Faltam 71 para atingir os mil - marca nunca antes alcançada.
Na passada sexta-feira escrevi e publiquei neste espaço um postal sobre o jogo de Portugal na e contra a Dinamarca. Um texto recheado de ironia e sarcasmo salpicado aqui e ali com algum humor.
Hoje irei perorar sobre o jogo de ontem, mas ao qual retirarei a ironia e o sarcasmo, deixando somente um pouco de humor.
Sendo assim… ontem, no nosso estádio, Portugal mostrou que poderia e deveria ter feito mais nos dois jogos. Tem jogadores com qualidade para fazer melhores partidas. Ou como escreveu alguém numa rede social privada:
O problema reside no senhor Martínez, de quem tenho uma péssima ideia como treinador de futebol. É certo que ele não terá toda a matéria-prima, muito por culpa de alguém que se esconde, mas continua a dominar os meandros da FPF. Estou mesmo convicto que a escolha dos jogadores não será feita por Roberto Martínez, sendo apenas este o treinador de campo.
Ontem Portugal pretendeu principiar com alguma dinâmica, mas a grande penalidade falhada por Ronaldo atirou a selecção para o marasmo de quinta-feira. Valeu-nos um jogador dinamarquês ao fazer autogolo.
A segunda parte trouxe mais golos. Todavia e perante o desaire que estava a ser a selecção, RM puxou de um trunfo e colocou-o em campo aos... 81 minutos. De nome Francisco, este jogador ao fim de cinco minutos trincava já. Ao fim de onze repetiu a proeza e ainda teve tempo para estar na jogada que daria o quinto golo de Portugal.
Posto isto hoje lembrei-me da BD que tenho em casa e onde fui buscar esta imagem.
Calculo que deva ter sido isto que perguntou Martínez a si mesmo quando Trincão marcou o primeiro golo. Ou o segundo!
De um tipo que ganha quatro milhões de euros por ano, não se pensa que aposte no Eurmilhões. Eu falo por mim...
Roberto Martinez, o tipo em causa, que consegue o feito invejável de colocar um grupo de jogadores notável a jogar um caracol (e a passo de), vendo que o vento não lhe estava a correr de feição, teve que arriscar desobedecer aos cânones que a si próprio impôs (ou lhe foram impostos) e ao invés de mais uma vez apostar em ser Félix, apostou em quem lhe poderia salvar o ordenadito quando a coisa estava a ficar negra como bréu. Meteu cinco números, um deu-lhe duas estrelas.
Sem nada a dizer quanto aos da defesa, Ruben ofereceu um golo ao adversário, mas Ruben tem o crédito que o Inácio, que fez uma exibição de luxo não tem. Fosse o nosso "minino" a dar aquela casa e hoje já a nação da bola e um ror de sportinguistas não se calavam a oferecer cruzes para enfeitar as costas do rapaz. Só se for(em) em carvalho, avisou ele enquanto fazia mais um corte a uma bola que passou a metro e meio de altura por cima de Vitinha. Tem a mesma terminação diminutiva, mas se calhar para aqueles cavalões dinamarqueses talvez fosse mais avisado meter ali o Palhinha, afinal se a selecção serve para recuperar jogadores tem que valer para todos, ou é só para o Félix, para o Bernardo (não havia um amigável para lhe oferecerem a placa dos cem jogos?), para o Leão (paga o que deves, caloteiro!) e para o minorca do Xico Ceição?
E estava Martinez a pensar com os seus três pêlos da careca e os dois botões do casaco que lá se ia o bem bom dos quatro milhões, que isto agora com o querido pia mais fino (ontem até pareceu que queria jogar também, tal o entusiasmo antes do jogo), não queremos cá misérias, quando teve o arrojo de soltar amarras e tirou quem realmente nunca deveria ter entrado, o Xico e o Rafael. E não é que um dos rapazes que entrou deu cabo da equipa adversária? Jackpot!
Isto leva-nos a questionar o posicionamento de Martinez: Sabe ele quem deve colocar no onze e por teimosia coloca outros com menos qualidade? Sabe ele quem deve colocar no onze e por "sugestão" de alguém vai colocando quem lhe sopram? Ou é cuco ou mocho, não me restam quaisquer dúvidas. Um tipo que deixa Quenda no banco e mete o Leão, que foi uma nulidade e que olha mais para as botas que para a bola, que é um displicente convicto e irritante, só pode ser masoquista, ou vendido. Um tipo que deixa o Vitinha do primeiro para o segundo jogo, só pode ser incompetente, ou vendido. Um tipo que mete o Xico, que não ganhou um duelo e foi recordista das bolas para trás, só pode ser cego. Ou vendido. Eu diria que é ambas as duas e ainda incompetente. Como disse lá atrás, é muito difícil colocar este conjunto de jogadores a jogarem... Bola. Valeu-lhe Trincão, pode respirar de alívio, pelo menos até Junho.
Uma nota final para Ronaldo. Aí as carpideiras invejosas, que adoravam ter um jacto e um iate e hotéis e o diabo a sete, mas nunca mexeram o cu para comprar uma trotinete, deliraram e até lhes caiu uma pinguinha quando o capitão falhou o penalti, muito mal marcado, diga-se. Para se redimir marcou logo a seguir, mas não valeu: A valer, marcou na segunda parte, pleno de oportunidade, pelo buraco da agulha, coisa só ao alcance de alguns, poucos. Saiu estoirado, é normal, mas com o sentimento de ter contribuído para a vitória. Para a rapaziada mal-dizente, apontem-me assim um, unzinho, que lá na frente seja melhor que Ronaldo, dos portugueses disponíveis. Mesmo quando os adversários já estão rotos e abertos, salvo seja, e se pode cavalgar por ali acima. Não conheço um único cromo em quem carimbar o número da bola, senão o dele.
E o Martinez lá continua a desfrutar, diz ele, do grande salário que recebe e da grande amizade do Jorge Mendes.
Desta vez com uma defesa em condições, mas com um maestro minorca a tentar tocar bombo e um Ronaldo desesperado para dar uns toques na bola, conseguiu ter um penálti digno do Taremi, oferta que o Ronaldo logo devolveu tentando imitar o Bruno Fernandes (para fazer aquilo estava lá o original, não era preciso a imitação), conseguiu ter um autogolo daqueles cabeceamentos que o mesmo Ronaldo não faria melhor, chegar ao intervalo em vantagem para se repetir na segunda parte o banho de bola de Copenhaga.
O nosso ataque era inofensivo com dois inúteis "italianos" em processo de revitalização a perderem a bola e dar origem a contra-ataques. Os dinamarqueses faziam o que queriam do meio-campo, o Vitinha via-os passar e os outros dois baixinhos pouco ajudavam. O nosso Hjulmand passeava-se no campo e só à conta dele foram três os remates perigosos. Para ajudar à festa, o Rúben Dias demora mais um pouco no passe e daí sai o golo da Dinamarca.
A 10 minutos do fim, com a eliminatória em risco, à beira de ser despedido, o Martínez não mete o Feliz e Contente, e vai â sua vida de vez. Mete o nosso Trincão, que lhe resolve o problema em dois lances magníficos. Também não deixa o Ronaldo a perder bolas no meio-campo e mete enfim um ponta de lança. Com Jota, que tinha entrado antes, finalmente tínhamos uma linha avançada que corria e jogava futebol. E chegámos a um inimaginável 5-2.
E lá vamos para a Final Four apesar do Martínez.
Francisco Conceição vinha duma lesão na Juventus, não convence, fala-se que vai ser devolvido ao Porto. Solução para revitalizar o rapaz: titular na selecção.
João Felix é achincalhado em Itália, fala-se que vai ser devolvido ao Chelsea. Solução para revitalizar o rapaz: convocado na selecção.
Rafael Leão anda castigado ao banco no Milão pelo Conceição pai. Solução para revitalizar o rapaz: titular na selecção.
Bernardo Silva está a atravessar uma péssima fase na pior época do Man.City com Guardiola. Solução para revitalizar o rapaz: Titular na selecção.
Trincão e Quenda estão a fazer uma bela época no Sporting e não precisam de revitalização nenhuma. Trincão salvou a selecção ontem. Quenda, diz o Martínez, está "a crescer". E o Feliz já cresceu tudo???
Enfim, isto não é um seleccionador, é um coleccionador de cromos da caderneta do Mendes.
O que seria desta selecção com alguém honesto e exigente à sua frente? Acho que nunca vamos saber.
A selecção de Portugal qualificou-se esta noite, no Estádio José Alvalade, para a final-a-quatro da Liga das Nações. Iremos disputar o próximo encontro a 4 de Junho contra a Alemanha, selecção anfitriã.
Qualificámo-nos com goleada à Dinamarca, que derrotámos por 5-2 após prolongamento, superando o resultado desfavorável (0-1) que trouxemos de Copenhaga.
As outras selecções que marcarão presença em Estugarda ou Munique são as da Espanha (que ontem só ultrapassou a da Holanda nos penáltis) e as da França (após superar a da Croácia, igualmente ontem, na lotaria das grandes penalidades).
Como adepto da selecção que sempre fui, só posso aplaudir.
E divirto-me com a azia que vou observando à minha volta. Começando nos comentadores televisivos, que esta noite gastaram dois terços do tempo a denegrir a equipa nacional. Quem ignorasse o resultado julgaria que tínhamos perdido e ficado excluídos da fase culminante da prova em vez de termos eliminado os dinamarqueses.
Vários destes comentadores desancaram Cristiano Ronaldo - passatempo favorito deles há mais de uma década. Indiferentes ao facto de o craque madeirense ter apontado contra a selecção visitante, em Alvalade, mais um golo: o nosso segundo da noite, aos 72', em oportuníssima recarga na sequência de um petardo de Bruno Fernandes ao ferro. Assim se redimindo de ter permitido defesa de Schmeichel ao bater mal um penálti aos 6'.
Foi o golo n.º 136 de CR7 pela equipa das quinas. E o seu golo n.º 929 em competições oficiais, número que o credita como maior goleador da história do futebol.
Quem o detesta - e são muitos, nesta terra de gente invejosa - redobrou a azia. Porque Portugal passou, porque Ronaldo marcou.
É chato, como diria o outro.
Mas há ainda mais aziados. Infelizmente, tenho de assinalar, também entre os sportinguistas. Todos aqueles que andam desde o início da temporada a rogar pragas a Francisco Trincão, zurzindo-o nomeadamente nas caixas de comentários deste blogue, tiveram de engolir duas ameixas com caroço. Precisamente os golaços que ele marcou no relvado de Alvalade. Foi mesmo decisivo para que a nossa selecção conseguisse o apuramento neste jogo dos quartos-de-final da Liga das Nações.
Roberto Martínez não apostou nele como titular. Mas aos 81', quando saltou do banco substituindo Dalot, o canhoto do Minho fez logo a diferença. Aos 86' meteu-a lá dentro, correspondendo da melhor maneira a centro de Nuno Mendes, outro herói da partida. E aos 91' - primeiro minuto do prolongamento, após 3-2 no fim do tempo regulamentar - voltou a facturar com talento e classe, numa bola rasteira em arco, após defesa incompleta de Schmeichel a remate de Gonçalo Ramos.
Trincão teria ainda intervenção directa no quinto golo, com passe muito bem medido para Diogo Jota, que a deixou para Ramos: este limitou-se a empurrá-la para o sítio certo.
Azia máxima para os detractores de Trincão. Começando pelos internos, aqueles sem os quais o Sporting nunca precisa de inimigos pois encarregam-se eles mesmos de tentar denegrir alguns dos nossos melhores.
Agora que temos um querido a novo presidente da federação da bola, esperava-se que, não colocando em causa a independância, a autonomia e a liberdade de escolha do seleccionador/treinador, alguém dissesse ao espanhol que como um dos seleccionadores com o ordenado mais alto do mundo da bola, deveria escolher os melhores sem olhar a gostos pessoais (sou simpático ou não?) e fazer um pouco mais de esforço para os fazer jogar algo que se veja. Terefa impossível, já que como se viu com a selecção da Bélgica, onde com a melhor geração de futebolistas de sempre, desperdiçou talento e ganhou... Bola.
Ontem mais uma vez apresentou um futebol paupérrimo, sem chama, sem garra, cheio de equívocos, com uma toada baixa, lenta, premonitória de um fim angustiante em morte cerebral.
Manteve-nos na eliminatória Diogo Costa, que foi adiando o golo dos dinamarqueses com belas defesas. Mais valia ter deixado entrar aquela bola logo no início que parece ter sido premonitória do que seria o jogo. Talvez eles acordassem todos, treinador incluído e pudessem mostrar que sabem o que fazer dentro de campo. Mas não foi assim e foi demasiado mau o que todos os restantes fizeram, em contraste com a basófia que vão tendo de que são uma das melhores selecções do Mundo e com o melhor médio da Europa (careca dixit). Não basta marcar com os olhos, é preciso dar em cima, querer mais que os outros, mas com esta alminha a treinar, até já inventámos uma nova modalidade, correr a passo, que é assim uma coisa mais lenta que a marcha, no atletismo e onde eles não se desengonçam tanto, que há que manter a pose e o cabelo no lugar.
Domingo há mais em Alvalade e eu temo que com Hjulmand e Harder a jogar em casa, se o espanhol não mudar radicalmente as coisas, lá vai mais um prego para o caixão.
O que de bom se pode retirar disto? Trincão, Quenda e Harder, apesar de não treinarem com a equipa, não calçaram, podendo pelo menos descansar. O Inácio bem que poderia ter invocado um desarranjo intestinal, sempre teria evitado contribuir para aquele enorme fluxo no colector de saneamento.
A colecção de cromos da caderneta Mendes, que incluem pré-reformados, post-lesionados e eternamente flopados, amigos do Ronaldo mais uns que outros, deu em Copenhaga mais uma demonstração de desorientação táctica e incapacidade competitiva.
Não chega ter os jogadores que tem Guardiola para jogar "à campeão" como joga Guardiola, é preciso ter a competência e a exigência de Guardiola. Quem diz Guardiola diz o Luis Enrique. Ou até o Flick.
Ouvi dizer ontem ao Malheiro (?) na TV que pior que o Martínez só o Scolari. Devia estar a brincar, porque o Scolari não aceitava recados, mal chegou correu logo com a prima-dona Baía, e sabia pôr "os mininos" na ordem, a bem ou a mal. O Martínez andou a fazer favores desde que chegou ao Mendes e ao Pinto da Costa, a utilizar naturalizados a martelo como o Otávio e o Galeno (este foi "treinar" com o Brasil e recusou) para possibilitar grandes transferências, a chamar os amigos do Ronaldo para tomar conta da "capoeira" cheia de "galos", tentar recuperar flops e lesionados, no fundo a tratar de rentabilizar os "cromos" da "caderneta".
Como é que o Renato Veiga, pouco tempo depois de ser emprestado pelo Chelsea à Juventus onde pouco joga, é titular na Dinamarca em vez daqueles que estão a jogar como tal no Sporting e Benfica, Gonçalo Inácio e António Silva? Para agradar ao Mendes? Além do penálti que provocou, levantando o braço sem qualquer necessidade, a saída de bola foi sempre deficiente.
Ir a Copenhaga defrontar uma Dinamarca que mete o pé e joga a correr sem trinco nem ponta de lança, com uma linha média de baixinhos vagabundos, um Pedro Neto que sabe rematar e pouco mais, é mesmo de quem não sabe e nem quer saber.
Ou melhor, quer é saber quanto é que vai receber de indemnização quando o penteado do Proença começar a perder a laca.
Dizem que temos a melhor selecção de sempre em termos de jogadores, mas o que temos é um grupo de jogadores muito iguais na técnica, no físico e na atitude, que fazem uns estágios fenomenais mas se anulam uns aos outros em campo.
Os jogadores diferentes como o Paulinho ou a atravessar um grande momento, como o Pedro Gonçalves meses atrás, pura e simplesmente não têm lugar.
Ontem sobraram quatro magníficos, que não brincam em serviço e mereciam outra coisa: Diogo Costa, Rúben Dias, Bruno Fernandes e Nuno Mendes.
Missão cumprida, impedir que Trincão e Quenda tenham uma semana de treino e descanso com a sua equipa. Que essa perda não servisse para nada é a cereja no topo do bolo. Mas o jogo não foi totalmente inútil, pois comprovou que o Sporting cometeu um erro em Agosto de 2023 ao dispensar Renato Veiga, preterido por aquele que ontem o substituiu, participando logo no golo do adversário.
Grande figura do encontro de ontem à noite, debaixo de chuva, em que a selecção nacional goleou a da Polónia por 5-1. O nosso maior triunfo de sempre frente aos polacos.
CR7 foi o melhor em campo. Sem surpresa, acabou vitoriado por quase 50 mil espectadores no estádio do Dragão. Confirmando que mantém intactas as qualidades que todos lhe reconhecem no planeta Futebol.
Marcou dois golos - o primeiro (segundo da equipa das quinas), de penálti, aos 72'; o segundo (quinto da selecção), aos 87', num espectacular pontapé de bicicleta. Imagem que certamente dará a volta ao mundo. E ainda foi dele o passe para o quarto, marcado aos 83' por Pedro Neto.
Este triunfo categórico valeu pelos golos, claro. Também o primeiro, ao 59', foi digno de prolongado aplauso, num contra-ataque muito rápido iniciado e concluído (de cabeça) por Rafael Leão, com primorosa assistência de Nuno Mendes. E o terceiro, golaço de Bruno Fernandes aos 80', fuzilando a baliza num disparo a quase 30 metros de distância.
Valeu também, claro, por ter confirmado a passagem da nossa selecção aos quartos-de-final da Liga das Nações, assegurando a liderança do grupo A mesmo sem termos disputado ainda o último jogo, que será contra a Croácia.
Roberto Martínez só pode estar satisfeito. Tem um saldo muito positivo: 19 vitórias, três empates e apenas três derrotas em 25 desafios ao comando da selecção. Com 67 golos marcados e sete sofridos.
Mas o destaque maior vai mesmo para Ronaldo.
Com os dois marcados ontem, já apontou 135 golos em 217 jogos com o emblema nacional ao peito - quatro dos quais nesta fase de grupos da Liga das Nações.
Mais impressionante ainda: tem agora 37 golos apontados no ano civil em curso. A escassos meses de completar 40 anos. E um total de 910 golos oficiais no conjunto da carreira. Já ninguém duvida que chegará aos mil.
Melhor jogador português de sempre. O melhor do mundo.
Jovens adeptos celebram 910.º golo oficial de CR7 ontem com ele no estádio do Dragão
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