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És a nossa Fé!

Marca-lhes muitos, Cristiano

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O Schalke 04, que beneficiou do colinho russo na eliminatória contra o Sporting, vai defrontar o Real Madrid nos oitavos da Liga dos Campeões.

Aqui está como no futebol é possível escrever direito por linhas tortas.

Vou torcer como há muito não torcia por Cristiano Ronaldo numa competição europeia. Esperando que marque muitos golos contra os alemães patrocinados pela Gazprom. Quantos mais melhor.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo expressivo em Alvalade. Foi construído com raça, ousadia, determinação, espírito de equipa, resistência psicológica e muita vontade de vencer.

 

Dos quatro golos do Sporting. Um na primeira parte, os outros três na segunda. Bem reveladores da crescente intensidade da nossa equipa, que foi superior ao Schalke 04. Não só em golos, mas em remates à baliza, oportunidades de golo e posse de bola (52%).

 

Das apostas de Marco Silva, todas bem sucedidas. O treinador fez quatro alterações no onze em relação ao jogo de Guimarães. Trocou Maurício (castigado) por Sarr, Jonathan por Jefferson, Carrillo por Carlos Mané e Montero por Slimani. As trocas resultaram.

 

De Nani. O melhor em campo, uma vez mais. Regressando aos golos em Alvalade onde já não marcava desde 2 de Outubro de 2006, num jogo contra a União de Leiria. Aos 72', saiu hoje dos pés dele o terceiro golo leonino, festejado com particular emoção pelo jogador e pelos adeptos. Já antes tinha executado um verdadeiro 'bailado' na grande área germânica de que resultou a assistência para o golo de Jefferson. Saiu de campo aos 89' sob uma entusiástica e mais que merecida ovação.

 

De Jefferson. Muito criticado pelos adversários do Sporting mas também por alguns adeptos, o brasileiro regressou à titularidade na ala esquerda da defesa com uma exibição de luxo, também muito aplaudida. Marcou de forma irrepreensível o livre que possibilitou o golo do empate do Sporting e fez ele próprio o disparo que originou o soberbo segundo golo. Estreia-se a marcar na Liga dos Campeões por mérito próprio. Recuperou certamente a condição de titular: será difícil desalojá-lo.

 

De Rui Patrício. Aos 66' fez uma defesa do outro mundo, reveladora da sua indiscutível classe, ao roubar literalmente a bola dos pés do alemão que se isolava para empatar 2-2. Foi um dos momentos cruciais do jogo. Um daqueles momentos capazes de calar a persistente falange crítica do melhor guarda-redes português da actualidade.

 

Da estreia de Sarr a marcar, abrindo caminho à goleada leonina. Um justo prémio ao jovem defesa francês, que tão injustiçado tem sido desde o início do campeonato por alguns comentadores incapazes de lhe reconhecer mérito.

 

Do slalom de Carrillo, que partiu os rins ao lateral esquerdo alemão. Quatro minutos depois de entrar em campo, aos 72', o peruano pegou na bola e conduziu-a durante 40 metros no corredor direito a uma velocidade alucinante, deixando Fuchs para trás e cruzando-a a toda a largura da grande área para o terceiro golo - o de Nani. Foi a melhor jogada do desafio. Merece ser revista várias vezes.

 

Do colectivo. Além dos destaques individuais, sempre inevitáveis, convém sublinhar que este Sporting vale cada vez mais pelo seu colectivo. É uma equipa bem estruturada e organizada, capaz de funcionar em bloco. E reveladora de um notável estado anímico: começou a perder, logo aos 17', mas isso não lhe quebrou a vontade. Antes pelo contrário.

 

Do regresso do Sporting às vitórias na Champions. A última tinha sido há quase seis anos, em Basileia, a 9 de Dezembro de 2008.

 

 

Não gostei

 

Das oportunidades falhadas. Os golos foram muitos, mas os adeptos sofreram até ao minuto 90+1, quando Slimani marcou o quarto e último após excelente passe em profundidade de Rosell, que pouco antes saltara do banco. Na primeira parte William, João Mário e Carlos Mané tiveram ocasiões claras para marcar, sem concretizarem.

 

De alguma alergia ao jogo aéreo na nossa defesa. É um aspecto a que o treinador dará certamente atenção redobrada em futuros treinos.

 

Do autogolo de Slimani. O argelino teve azar, proporcionando o primeiro golo alemão quando a bola lhe ressaltou na cabeça.

 

Do Schalke 04. Desta vez sem beneficiar dos favores da equipa de arbitragem, a turma germânica confirmou ser desinspirada e vulgar.

"Em frente, somos Leões a pensar na Vitória!"

Faltam, ainda, umas quantas horas para o embate. Os mineiros, aprumam-se. O Prince (Boateng) parece estar recuperado. O Draxler, só volta em 2015. Nem boas, nem más notícias. Apenas novas da marca, que certamente, o nosso estratega luso, Marco Silva, há-de saber "driblar" com o alinhamento dos verdes e brancos. O nosso Presidente deu o mote, deixar tudo em campo. Honrar o lema deste grande clube. E acima de tudo honrar os milhões que o seguem. Não é da minha cabeça, mas além do hino, ouço o rufar dos tambores de uma noite Europeia que tem tudo para ser uma batalha, entre os mineiros de Gelsenkirchen e os Homens-Leão da ponta ocidental da Europa. A verdade é que a UEFA já fez das suas, caso seja preciso um "extreme makeover" ao jogo, temos o Paolo de secador (ou apito) em riste para fazer a transformação. Não vá o diabo tecê-las, como há uns dias atrás. Devia ser ditado, uma UEFA prevenida vale, sempre, por duas ou mais vitórias....

Só me resta desejar que o Schalke 04 perca hoje, da forma que a Alemanha perdeu a guerra. E claro, que os nossos "licenciados" da bela Academia dêem uma lição digna de cátedra aos boches!

Saudações Leoninas!

Um grande roubo, tão grande como os maiores da Europa

Independentemente das nacionalidades envolvidas (nomeadamente a do árbitro e da empresa em questão), independentemente de os sportinguistas estarem habituados a estas situações (especialmente em competições internas), independentemente de o clube envolvido ser o Sporting e ser português, indepententemente disto tudo: o que está em causa é este link, nomeadamente os símbolos no fundo da página, à esquerda e à direita. O que está em causa é o patrocinador do Schalke 04 (e já agora do Chelsea, outro adversário do Sporting, e do Zenit) ser também um dos patrocinadores oficiais do torneio da Liga dos Campeões (não ligo nenhuma a patrocínios, pelo que confesso que só descobri isto esta semana. E a que preço). O que diríamos se em Portugal o patrocinador da Liga também patrocinasse o FC Porto, ou o Benfica? (Ou o Sporting!) Será isto moralmente aceitável? A UEFA pelos vistos acha que sim.

Quem não sente...

Apesar de provavelmente ser inconsequente, em boa hora o Sporting decidiu apresentar um protesto à UEFA no âmbito da inconcebível de arbitragem que foi origem da derrota com o Schalke. Na sequência das declarações de Jorge Jesus (coitado) ontem no final do jogo do Benfica no Mónaco em que atribuía o mau resultado às mesmas questões  “políticas” da organização que prejudicaram o Sporting, presume-se que o clube de Carnide irá também reclamar a repetição do jogo. É assim mesmo: "Quem não sente..."

Desta vez a imprensa viu bem o que se passou

«Roubo!»

Manchete do Record

 

«Foram ao bolso do leão»

Título da crónica de Rui Dias, no Record

 

«O que se passou neste jogo deveria envergonhar os altos comandos da UEFA.»

Nuno Farinha, no Record

 

«Roubado! - Grande recuperação do Leão travada por 'penalty' fantasma»

Manchete d' A Bola

 

«Leão consegue descobrir ouro mas depois é roubado»

Título da crónica de Nuno Raposo, n' A Bola

 

«Bola na cara, a partir de agora, é grande penalidade. Não houve mão, não houve braço, nem sequer ombro: só cara. E com violência. Uma das mais inacreditáveis grandes penalidades de que há memória.»

Rogério Azevedo, n' A Bola

 

«Leões traídos por penálti fantasma»

Título de 1ª página d' O Jogo

 

«Morto à traição»

Título da crónica de João Sanches, n' O Jogo

 

«Nos bastidores da arbitragem há muito se comenta por entre dentes, e com uma mão à frente da boca, que o sucesso de uma carreira internacional depende de não errar contra equipas alemãs. O paradigma era esse: não prejudicar. Não incluía empurrar ou levar ao colo.»

Carlos Machado, n' O Jogo

 

Não entendo 2

Pedindo autorização ao Edmundo Gonçalves pelo uso do título, gostaria também de manifestar a minha perplexidade:

Quando Joseph Blatter fez no ano passado (por esta altura) aquela intervenção pública lastimável, em que comparou Messi e Ronaldo, de imediato Fernando Gomes, presidente da FPF, protestou, tendo escrito uma carta ao presidente da FIFA a pedir explicações.

Ora, depois de ontem à noite um clube português ter sido gravemente prejudicado no jogo que disputou, por erros lastimáveis da arbitragem, no que lesou, para além do próprio clube, as contas de Portugal no ranking da UEFA, mal se percebe que Fernando Gomes não tenha ainda protestado, de forma solidária, pelo que aconteceu em Gelsenkirchen.

Em abono de Fernando Gomes está o facto de ainda não se terem passado 24 horas desde a paragem cerebral da equipa de arbitragem liderada por Sergei Karasev. Mas fica a curiosidade sobre se o presidente da FPF falará e em que timing...

Vitória oferecida de bandeja!

Os jogadores e o treinador do Schalke 04 são os primeiros a concordar. Elogiam o Sporting e admitem que o penálti nunca existiu. «É angustiante perder assim», disse Huntelaar, «eu teria perdido as estribeiras», com a perfeita consciência de que jogar bem e sair derrotado à custa de um erro crasso da abitragem é duro de engolir.

 

Força Sporting! Não se deixem ir abaixo! Vocês são bons e nós amamo-vos!

Sobre o jogo da liga dos campeões

Ficou ontem claro que o Sporting tem equipa suficiente para jogar a liga dos campeões. Jogar com menos um jogador durante uma hora e ainda assim ser capaz de discutir a partida não é fácil, mas conseguimos. Acho que, globalmente, o Sporting fez um excelente jogo. Não sei o que é que os árbitros de baliza lá estão a fazer. Não é possível que aquele indivíduo tenha visto mão na bola porque ela bateu na cabeça. O que terá motivado então a assinalar falta? É que, garantidamente, o árbitro não viu o lance...! Se o lance de fora-de-jogo do segundo golo pode acontecer o mesmo não se pode afirmar a respeito do penalti. Tornou-se agora muito complicado garantir o apuramento para a segunda fase. Apesar de tudo, se ganharmos os dois jogos em casa (o que é possível) talvez ainda possamos ter alguma hipótese.

Vamos por partes

Podemos olhar para os problemas e perceber até que ponto também temos uma quota de responsabilidade por acontecerem. E quanto ao jogo de ontem, há um problema no qual temos responsabilidade e que (também) ajudou à festa, patrocinada pelo pateta encostado à baliza. O problema é a dupla de centrais que tem sido mais vezes titular na nossa equipa: o infantil Maurício e o condescendente Sarr. Está na hora de começar a resolver isto. Solução imediata: encostar um deles, o díficil é escolher, mas um pode ser já posto de lado frente ao Marítimo. Maurício é a minha escolha. Não se admite que, em dois jogos seguidos de elevada importância, tenha a mesma atitude de entrar a matar sobre os adversários. Solução a médio-prazo: estamos a um mês e pouco do mercado de transferências abrir. Não precisamos de 3 ou 4 jogadores. Basta 1 central de jeito. Se assumirmos a responsabilidade própria no que nos acontece, temos a consciência mais limpa e tranquila para que se caminhe para a solução. 

Problema central

Lá que foi uma roubalheira foi. Mas nunca teríamos ficado na situação em que ficámos se o Maurício não tivesse feito duas faltas A-B-S-O-L-U-T-A-M-E-N-T-E desnecessárias. Mesmo admitindo que um dos cartões é forçado, o outro não é. E qualquer das faltas é estupidamente arriscada. Nenhuma das situações ameaçava o suficiente para forçar àquela pré-porradaria.

 

Não há como iludir o problema dos centrais. Aliás repetida no terceiro golo do Schalke, com o Sarr a deixar-se comer no único ponto em que é realmente forte: as alturas. Em todos os jogos, é sempre pelo mesmo sítio que as coisas se estragam. O Sporting não pode querer jogar como joga (puxado para cima e com pressão alta) se depois tudo se compromete com erros elementares dos centrais.

 

Dito isto, grande jogo: até ao momento da expulsão, eu estava mesmo a ver outra bola metida lá dentro, tal era o controlo das operações; depois da expulsão, só podemos admirar a recuperação épica.

 

Já agora, para quem acha que a solução para a arbitragem portuguesa são os árbitros internacionais ou outra solução do género que passe pelo "estrangeiro", o que aconteceu neste jogo é uma resposta eloquente.

Teoria conspirativa do futebol

Os russos são sempre lixados nas competições internacionais de futebol, diziam-no os soviéticos, continua a dizê-lo o Fabio Capello, e todos cheios de razão. Os russos são lixados por razões extra-desportivas, está claro; mas como os russos têm um sentido de fair-play tão mau ou pior do que o de quem os lixa, julgam que a esperteza suprema é praticar também a realpolitik na bola, em vez de simplesmente aplicar as regras do Association. Vejam árbitros russos a apitar equipas alemãs: parecem sempre caixeiros-viajantes da Gazprom. Difícil será não dizer que têm o que merecem, cada vez que vão a um europeu ou a um mundial.

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