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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Parabéns ao Allfacinha. Foi ele o único (e o último) a antecipar o resultado de mais uma jornada do Sporting na Liga 2021/2022, que terminou com a nossa equipa vice-campeã. 

Só este nosso leitor adivinhou a saborosa goleada leonina ao Santa Clara, por 4-0, no nosso estádio. Bela despedida de uma época futebolística em que vencemos dois troféus - a Taça da Liga e a Supertaça.

Em Agosto recomeça tudo.

Rescaldo do jogo de anteontem

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Sarabia aplaudido no estádio e saudado pelo treinador aos 63': saída em grande

 

Gostei

 

Da desforra. Serviu-nos de pouco, de quase nada. Mas soube muito bem, em nossa casa, derrotar (por 4-0) a única equipa que nos impôs um desaire fora de Alvalade na Liga 2021/2022, mesmo ao cair do pano da primeira volta: o Santa Clara, de Ponta Delgada, agora mergulhado numa convulsão interna que afastará o quarto treinador da temporada e boa parte dos jogadores. Desejo-lhes boa sorte, apesar de tudo.

 

Da goleada. Não bastava vencer: era preciso convencer. E foi isso que fizemos em campo. Após um período algo titubeante, em que andámos a mastigar jogo e sofremos pelo menos um calafrio, impusemos o nosso domínio e os golos foram saindo de rajada. Marcados por Tabata (41'), Porro (51'), Sarabia (56') e Edwards (78'). Muito bons, todos. O último, com um disparo do inglês a meia distância sem tomar balanço, é uma obra de arte.

 

De Sarabia. Voltou a fazer a diferença. Sempre a espalhar classe em campo. Entregando-se ao jogo ao serviço de um emblema que envergou por empréstimo mas que serviu com inegável profissionalismo durante toda a temporada. Jogou mesmo, não fingiu que jogava. Inclusive neste seu último desafio de verde-e-branco. Marcou o nosso terceiro da noite de sábado, elevando para 21 o número de vezes que a pôs lá dentro com a camisola do Sporting. Foi brindado com duas ovações: ao minuto 17, o número que ostentou na camisola, e ao minuto 63, quando deu lugar a Rodrigo, visivelmente comovido com a justa homenagem.

 

De Porro. O melhor em campo. Marcou (o segundo) e deu a marcar (o terceiro). Com uma energia imensa, parecia estar a iniciar agora a temporada. No último lance do desafio, ainda tentou bisar. Espectacular passe longo aos 28'. Centro perfeito aos 82' para Rodrigo: bastaria ao benjamim da equipa contornar o guarda-redes, mas acabou por rematar fraco, à figura, talvez em homenagem implícita ao ausente Paulinho. Novo cruzamento impecável aos 90'. O jovem internacional espanhol, agora já sob contrato do Sporting, promete ser uma das grandes figuras da próxima época.

 

De Nuno Santos. Outro jogador que parece estar a iniciar a temporada, tão boa é a sua condição física - das pernas aos pulmões. Grande centro de trivela (45'+1), outro óptimo cruzamento (76'), assistência para o segundo golo. É daqueles que nunca baixam os braços e vão sempre à luta, pressionando continuamente o adversário: o Sporting precisa de jogadores como ele.

 

De Tabata. Voltou a marcar, desbloqueando um jogo que parecia condenado a ir para o intervalo com o empate a zero. Golo precioso, de execução perfeita, com um remate acrobático sem deixar a bola tocar no chão. Colocando o ex-internacional olímpico brasileiro no patamar dos jogadores desde já candidatos à titularidade na época 2022/2023.

 

De Gonçalo Inácio. Actuou quase todo o tempo na posição certa: como central, do lado esquerdo, onde pode dar o melhor uso ao seu pé mais dotado. E assim fez, com um fabuloso passe vertical de 65 metros para Pedro Gonçalves assistir Tabata no golo que desbloqueou a partida. Cortes impecáveis aos 7' e aos 13'. Passou a jogar no eixo quando Coates cedeu lugar a Marsà.

 

Das estreias ao cair do pano. Houve três: João Virgínia, pela primeira vez no lugar de Adán numa partida do campeonato; André Paulo, que o substituiu na baliza aos 79' só para não ficar fora do retrato de grupo; e José Marsà, que tem actuado na equipa B e rendeu Coates como central, também aos 79', numa prova de confiança que o treinador lhe manifesta. Veremos, no caso do jovem defesa catalão, se é para ter continuidade na época que vai seguir-se.

 

Das palmas a Morita. O japonês do Santa Clara pode jogar de verde-e-branco na próxima época. Ao ser substituído, aos 73', recebeu calorosos aplausos dos adeptos leoninos. Será bom indício?

 

Da nossa segunda parte. Com três golos e alguns momentos espectaculares. Energia positiva à solta no relvado, boa vibração nas bancadas. Futebol-festa: fechou-se com chave de ouro.

 

De mais uma vitória. Foram, no total, 27 em 34 desafios na Liga que agora terminou. Igualando a nossa melhor soma de triunfos de sempre num campeonato nacional de futebol, registada em 2015/2016. E conseguindo mais um do que na época passada. No conjunto das competições, vencemos 39 dos 53 jogos.

 

De outro jogo sem sofrer golos. Registo que merece destaque: as nossas redes permaneceram intocadas em 18 destes 34 desafios. Notável. E fomos a equipa menos batida em casa, com apenas oito golos encaixados. Nenhuma outra conseguiu melhor.

 

Do quarto jogo seguido a marcar pelo menos três golos. Depois do 0-3 no Boavista-Sporting, do 4-1 no Sporting-Gil Vicente e do 2-3 no Portimonense-Sporting. Catorze nas últimas quatro partidas da Liga 2021/2022. Foi pena esta veia goleadora ter estado ausente noutros períodos: fez-nos falta.

 

De chegarmos ao fim com 85 pontos. Igualamos a nossa segunda melhor pontuação de sempre num campeonato - precisamente aquela que nos permitiu ser campeões há um ano. Melhor, só na Liga 2015/2016, quando chegámos aos 86, mas também na segunda posição. De qualquer modo, jamais havíamos conseguido somar 170 em duas épocas consecutivas - sinal inequívoco de que o trabalho que se vai fazendo em Alvalade é consistente e não fruto do acaso.

 

 

Não gostei

 

De termos esperado mais de 40 minutos pelo primeiro golo. Mas valeu a pena. E abriu caminho para os três que se seguiram, todos no segundo tempo.

 

De Pedro Gonçalves. Assistiu no terceiro golo, é certo, e teve intervenção no primeiro. Mas desperdiçou três ocasiões de marcar: aos 45'+1, aos 72' e aos 76'. Na segunda, em que lhe bastaria encostar, concluiu com um remate disparatado para a bancada. Termina a época pior do que começou: com má relação com a baliza, ao contrário do que havia sucedido em 2020/2021, quando se sagrou melhor rematador do campeonato.

 

De Daniel Bragança. Fez toda a partida no posto habitualmente reservado a Matheus Nunes, mas nunca foi o acelerador do jogo ou o municiador do ataque que a equipa exigia. Falta-lhe compleição física e poder de choque para actuar naquela zona do terreno, ao lado de Palhinha. Renderá melhor se avançar uns metros no relvado, mas aí a concorrência aumenta. Conclusão óbvia: se Matheus continuar no plantel, não irá tirar-lhe o lugar.

 

Dos falhanços. Houve alguns, felizmente sem consequências de pior. O mais arrepiante foi uma entrega de bola de Coates a Ricardinho, aos 30', que deixou um colega do Santa Clara isolado perante João Virgínia. Felizmente para nós, o jogador vestido de encarnado rematou mal, fazendo a bola rasar o poste. 

 

Que Feddal não pudesse despedir-se a jogar. Um problema físico impediu o central marroquino de dizer adeus ao público nesta partida final da temporada. Cessa contrato no Sporting, irá ter novo destino clubístico. Não nos esqueceremos dele: foi um dos obreiros do título de campeão após 19 anos de jejum. Cumpriu 34 jogos na época passada (com dois golos) e 26 nesta. Tudo de bom para ele nas etapas pessoais e profissionais que irão seguir-se.

 

De ver a casa a "meio gás". Apenas 28.942 espectadores em Alvalade numa noite amena de sábado: sabe a pouco. É verdade que o título já estava entregue ao FC Porto desde a jornada anterior, mas esta equipa vice-campeã nacional que conquistou dois troféus na temporada (Supertaça e Taça da Liga), teve o mais destacado desempenho leonino de sempre na Liga dos Campeões e uma exibição colectiva ao nível do campeonato 2020/2021, até com melhor saldo entre golos marcados e sofridos, merecia mais adeptos a aplaudi-la neste desafio final.

O dia seguinte

Antes do mais é preciso realçar a grande noite de Sportinguismo que se viveu ontem em Alvalade. Um estádio em festa repleto de famílias, mulheres e criançada, aplausos demorados a Sarabia ao minuto 17, cânticos dedicados ao mesmo Sarabia, a Palhinha e a Amorim, uma goleada àquela equipa que nos conseguiu derrotar na 1.ª volta. E ainda oportunidade para dar palco aos guarda-redes suplentes Virgínia e André Paulo, e ainda a Marsà e Rodrigo Ribeiro. No início os jogadores a entrar com os filhos, no final a volta de honra de jogadores e técnicos, bolas para a bancada, não poderia ter sido melhor.

No que respeita a futebol, existiu algum equilíbrio e incerteza no marcador até ao 1-0, que aconteceu quase a cair o intervalo. Depois disso só deu Sporting, e acabou em 4-0. Podia ter terminado em números mais expressivos, mesmo com as substuições "para a fotografia" que Amorim fez.

Nesse período de algum equilíbrio veio ao de cima a falta de peças-chave desta temporada: Adán, Matheus Reis, Matheus Nunes e Paulinho. Com Bragança o Sporting não tinha meio-campo, Palhinha era completamente abafado pelo meio-campo contrário, e com os três baixinhos no ataque frente a uma defesa bem posicionada não havia ninguém que fizesse o que um ponta de lança faz. Rematar à baliza e marcar golos, com o pé ou com a cabeça. Sucediam-se os erros na construção que davam origem a contra-ataques muito perigosos, com duas ocasiões claras de golo desperdiçadas pelo Santa Clara. No melhor do Sporting estavam Porro e Nuno Santos nas alas, claramente os melhores em campo.

 

Depois do primeiro golo, tudo foi diferente. A pressão dos jogadores do Santa Clara sobre os defesas do Sporting foi-se esvaindo, começou a haver espaço e tempo para o Sporting manobrar com confiança e as oportunidades foram-se sucedendo. 

No final foram quatro bonitos golos. Marcaram Tabata, Porro, Sarabia e Edwards, um veio do Portimonense com passe partihado, outro do Man.City por empréstimo com opção de compra, outro do PSG por empréstimo também e o outro do Guimarães. O que só pode dizer capacidade de negocíação com grandes emblemas estrangeiros e com clubes em Portugal que desenvolvem e lançam jogadores jovens doutras paragens.

 

Com Palhinha e Sarabia na porta de saída,  Matheus Nunes se calhar também, Tabata e Daniel Bragança com certeza a ver o que é melhor para eles, Virgínia e André Paulo parece que há interesse de continuarem como suplentes de Adán. Sobre Morita... tudo depende dele, boa leitura de jogo, bom passe, mas parece que lhe falta nas veias aquilo que Ugarte tem de sobra.

Melhor em campo? Porro. Cruzamentos perfeitos, assistência para golos desperdiçados, um golo. Que falta fez este Porro este ano...

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

Hoje termina o campeonato. Esfumou-se o nosso sonho de revalidarmos o título, que nos tornaria bicampeões de Portugal em futebol - algo ocorrido pela última vez em 1952.

Mas queremos terminar a prova em grande. Com uma vitória concludente e categórica sobre o Santa Clara, por sinal a primeira equipa que nos impôs uma derrota nesta Liga 2021/2022. Vencendo por 3-2.

«Concedemos a iniciativa ao adversário, fomos surpreendidos pelo sistema táctico da equipa oponente e vários dos nossos jogadores pecaram por sobranceria ou displicência. Ao ponto de nem terem aproveitado duas ocasiões em que nos adiantámos no marcador: logo aos 10', por golo de Palhinha, e aos 50', quando Sarabia fez o 1-2.» Palavras que aqui publiquei no dia seguinte, 8 de Janeiro.

Temos este jogo para vingar mais logo, em Alvalade, a partir das 20.30.

Quais são os vossos prognósticos?

Amanhã à noite em Alvalade

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O Sporting encerra amanhã a época do futebol masculino com a recepção ao Santa Clara, o 2.º lugar está assegurado e a revalidação do título perdido devido a muita coisa, incluindo um senhor João Pinheiro que no Jamor como VAR no Sporting-Braga e no Benfica-Porto e no Dragão como árbitro no Porto-Sporting fez um trabalho profissional, com muito mérito, merece de facto o Dragão de Ouro. Nem que seja uma miniatura de 2 cms.

Rúben Amorim estragou-me um pouco esta rubrica. Anunciou já o onze e através dele percebe-se a intenção de, não comprometendo o modelo de jogo da equipa, pôr a jogar quem passou um pouco ao lado da temporada ou quem talvez pise pela última vez o relvado de Alvalade com a camisola do Sporting.

O problema é que do outro lado estará a equipa que, conjuntamente com o tal senhor João Pinheiro, se calhar futuro Dragão de Ouro e especialista de arbitragem d´O Jogo, talvez até dirigente do CA ao lado daquele ex-árbitro do Porto do tempo do Apito Dourado, irmão do árbitro Rui Costa, já me perdi... pois, o Santa Clara, que naquele jogo apitado por... Rui Costa? O mesmo? Não acredito...  que conseguiu expulsar o Daniel Bragança por vermelho directo, o que deve ter acontecido pela primeira vez na carreira do hiper-correcto rapaz, agora já me perdi completamente...

Bom, o Santa Clara que nos impôs a primeira derrota no campeonato desta época, no início de Janeiro, e que depois conseguimos derrotar com esforço na "Final Four" da Taça da Liga. Uma equipa que vale muito pelo seu contra-ataque rápido e objectivo, e pelas bolas paradas a cargo de Lincoln.

 

O onze anunciado por Rúben Amorim é o seguinte:

Virgínia; Neto, Coates e Gonçalo Inácio; Porro, Palhinha, Daniel Bragança e Nuno Santos; Sarabia, Tabata e Pedro Gonçalves

 

Virgínia vai ter a sua oportunidade de mostrar que poderá ser o sucessor de Adán na baliza do Sporting, coisa que até agora não conseguiu, nem sequer fazendo esquecer Luis Maximiano.

Daniel Bragança e Tabata vão também ter mais uma oportunidade de entrarem no onze inicial, foram muito poucas ao longo da temporada, e demonstrar que mereciam outras oportunidades.

Palhinha e Sarabia se calhar é mesmo para as despedidas, e com certeza quererão sair em grande.

Fico então a aguardar os vossos comentários relativamente ao jogo, e a sugestão de voltarem a amanhã a Alvalade para um último aplauso nesta época ao grande treinador Rúben Amorim, ao grande capitão Sebastián Coates e aos jogadores, alguns deles se calhar pela última vez com a camisola do Sporting.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Crónica breve, mesmo por telemóvel, numa semana em que tudo avaria à minha volta.

E esta equipa do Sporting está também meio avariada, algumas peças acusam desgaste, o mecânico puxa pela imaginação, melhora aqui o que estraga acolá, e tudo funciona muito no esforço. O piloto  automático deixou de funcionar.

Perante o adversário bem chato que nos derrotou em São Miguel, Amorim apresentou uma equipa que para mim tinha dois jogadores fora de posição, Ugarte e Tabata. Ugarte pisava terrenos próximos de Palhinha, os três avançados também eles próximos uns dos outros no meio do autocarro adversário, e só Matheus Reis e Nuno Santos davam mostras de quererem desequilibrar. Não faria mais sentido Tabata no lugar de Ugarte ou Palhinha e Sarabia a falso ponta de lança atrás de Nuno Santos e Pote?

Antes disso, aconteceu o que sempre acontece nestas fases, o (grande) golo do adversário. E foi preciso o adversário falhar para irmos para o intervalo empatados.

Depois foi atacar até o segundo golo acontecer, a expulsão também e o jogo terminou aí. Amorim foi refrescando a equipa e o Sporting não deu hipóteses.

No entanto o que seria nos penáltis se o Santa Clara empatasse num chouriço qualquer no final do jogo? Estavam fora Sarabia, Pote, Esgaio, Palhinha.. 

Enfim, o Sporting passou e estamos na final. É o que interessa.

 

#JogoAJogo

SL

Quente & frio

Gostei muito de ver o Sporting qualificar-se ontem, em Leiria, para a final da Taça da Liga, a disputar no próximo sábado contra o Benfica - com menos 24 horas de descanso para o nosso lado. Somos favoritos à conquista do troféu: nas últimas quatro épocas levámos três destas taças para o museu leonino. A maior responsabilidade, portanto, é nossa. Queremos sagrar-nos novamente campeões de Inverno.

 

Gostei dos primeiros 20 minutos da actuação do Sporting nesta partida contra o Santa Clara, que vencemos 2-1. Pressão alta, velocidade, passes de ruptura, bom desempenho de Matheus Reis e Nuno Santos na ala esquerda. Infelizmente, neste melhor período não construímos qualquer lance de verdadeiro perigo. E foi até a equipa açoriana a marcar primeiro, aos 32', de livre directo, aproveitando a deficiente formação da nossa barreira. 

 

Gostei pouco que só tivéssemos chegado à vitória graças à "estrelinha" do nosso treinador, que ontem voltou a brilhar. Fixámos o resultado sem criar uma só oportunidade de golo. O primeiro, aos 40', entrou na baliza do Santa Clara devido a um caricato lapso do central Villanueva, que apareceu na área como se fosse ponta-de-lança leonino, metendo-a lá dentro na sequência de um cruzamento de Nuno Santos, sem nenhum jogador nosso a pressionar a bola. O segundo resultou de um penálti assinalado por António Nobre, após advertência do VAR, Nuno Almeida: lance que com outros árbitros talvez passasse em claro. Somado a isto, foi expulso Rui Costa, o jogador que fez a falta. Chamado a converter, Sarabia não falhou: a nossa passagem à final deve-se ao internacional espanhol, para mim o melhor em campo também pelos desequilíbrios que criou à frente em jogadas de bom recorte técnico. Além de ter sido ele a pressionar o adversário no lance de que resultou a grande penalidade.

 

Não gostei da falta de energia anímica dos nossos jogadores, que mesmo em superioridade numérica desde o minuto 65 (e houve oito minutos de tempo extra) quase se limitaram só a trocar a bola no meio-campo ofensivo, sem aproximação à baliza, proporcionando um espectáculo deplorável aos 7332 adeptos presentes no estádio leiriense. E fiquei perplexo por termos entrado em campo com dois médios defensivos, Palhinha e Ugarte. Nada digno de um plantel que é campeão nacional. Atitude de equipa pequena, resultadismo no seu pior.

 

Não gostei nada de um falhanço inacreditável de Paulinho em recarga à boca da baliza, a um metro da linha de golo e sem opositor pela frente: fez quase o impossível, atirando ao lado com o seu melhor pé. Parecia uma rábula humorística, para os "apanhados". Mas sem graça alguma. Desta vez fora do onze titular, o ex-avançado do Braga entrou aos 67' para substituir Pedro Gonçalves, que andou perdido no campo, sem nada ter feito digno de nota. Paulinho desperdiçou três oportunidades para o 3-1: aos 83' optou por um passe ao guarda-redes; aos 89' rematou sem eficácia, permitindo a defesa; no minuto seguinte, teve aquela perdida incrível. Não nos iludamos: temos um sério problema lá na frente. E a nossa consistência defensiva deixou de ser o que já foi, como comprova o golo sofrido de bola parada. Sem a tal "estrelinha" que costuma acompanhar o nosso técnico, não teríamos vingado ontem a derrota sofrida frente ao Santa Clara para o campeonato a 7 de Janeiro. Foi aí que a maré baixa começou.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da nossa primeira derrota no campeonato. Em São Miguel, comportámo-nos no jogo inteiro como na jornada anterior durante o primeiro tempo frente ao Portimonense: cedemos a iniciativa ao adversário, fomos surpreendidos pelo sistema táctico da equipa oponente e vários dos nossos jogadores pecaram por sobranceria ou displicência. Ao ponto de nem terem aproveitado duas ocasiões em que nos adiantámos no marcador: logo aos 10', por golo de Palhinha, e aos 50', quando Sarabia fez o 1-2 frente ao Santa Clara. Saímos derrotados por 3-2, com manifesta superioridade da equipa açoriana. Que no início desta 17.ª jornada estava em 15.º na classificação e tinha o terceiro pior ataque da Liga 2021/2022.

 

De Esgaio. Partida para esquecer do lateral direito, que actuou em vez de Porro, ainda lesionado. Tem culpas nos três golos sofridos. Abre o flanco em jeito de avenida no primeiro (30'), falha a marcação no segundo (51') e está totalmente desposicionado no terceiro (78'), quando o "patrão" Coates já actuava lá na frente, como ponta-de-lança improvisado. Com a saída de Neto, passou de lateral a central sem ter subido de rendimento.

 

De Neto. Regressou à titularidade, por impedimento de Gonçalo Inácio. Esteve muito longe de jogar com a serenidade e a sabedoria que a sua experiência como central faria pressupor. Foi sempre o elemento mais instável, inseguro e intranquilo do nosso trio mais recuado. Parecia jogar sobre brasas. Repartiu com Esgaio responsabilidades nos dois primeiros golos que o Sporting sofreu. Saiu aos 59', certamente consciente de que nada fez para ajudar a equipa.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Pensávamos que os três golos apontados frente ao Portimonense tivessem funcionado como tónico, mas não. Voltou ao mesmo, agora sem fazer até as movimentações de área e as diagonais a que nos foi habituando. Nos momentos decisivos, nunca estava no lugar certo. Fez o primeiro (e único) remate aos 90'+4, com a baliza à sua mercê, atirando ao lado. 

 

De Nuno Santos. Muito marcado no seu corredor, fez vários centros mas quase nenhum lhe saiu bem: ou eram muito curtos ou muito longos ou fáceis de interceptar pela defesa adversária. Continua com o péssimo hábito de se atirar para o chão aos gritos simulando falta, atitude antidesportiva a que já devia ter posto fim. 

 

De Pedro Gonçalves. Nono jogo seguido sem marcar - uma diferença assinalável em relação à época anterior. Abusou dos remates inconsequentes e até marcou um livre de forma anedótica, aos 72', quando estávamos empatados 2-2. Compensou diversas falhas com um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sarabia, mas é pouco para quem tantas virtudes exibiu na temporada 2020/2021.

 

De Tabata. Única substituição antes da hora do jogo: entrou aos 59', rendendo Neto, para tomar conta do corredor direito com o recuo de Esgaio. Em nenhum momento foi capaz de fazer a diferença, invertendo a tendência da partida. Vai somando oportunidades perdidas. Maldição do n.º 7?

 

De Daniel Bragança. Entrada tardia, só aos 83'. A emenda acabou por ser pior do que o soneto. Muito nervoso, sem evidenciar os dotes a que nos habituou, foi expulso sete minutos depois por pisão num adversário. Inicialmente advertido com amarelo pelo árbitro Rui Costa, esta decisão foi revertida por intervenção do VAR. Passámos a jogar os últimos seis ou sete minutos só com dez quando precisávamos de marcar dois para vencer. 

 

Da ausência de Rúben Amorim. Não será coincidência: a primeira derrota do Sporting em competições internas desde Maio de 2021 ocorre com o treinador impedido de viajar para os Açores por ter covid-19. Foi dando instruções por telemóvel ao seu jovem adjunto Carlos Fernandes, mas isso é insuficiente. Os jogadores necessitam da presença física e da voz de comando do técnico principal. Acompanhar o jogo pelas imagens televisivas, que quase só se limitam a acompanhar a bola, não é a mesma coisa. 

 

Dos golos sofridos. Antes deste jogo, tínhamos sete. Agora já vamos com dez: metade ocorreram nas duas últimas jornadas, o que não augura nada de bom. O que é feito da consistência defensiva que sempre constituiu o principal trunfo deste Sporting de Rúben Amorim?

 

Da desorganização. Não é nada vulgar nesta era Amorim, mas o jogo partiu-se demasiado cedo e foram accionadas medidas de emergência que soaram em excesso a improviso. Sobretudo no quarto de hora final. Coates a ponta-de-lança procurando colmatar a ineficácia de Paulinho, Palhinha recuando para a posição do uruguaio, Esgaio transitando de lateral para central... Tanta baralhação não trouxe nada de bom. 

 

Das substituições. Face ao descalabro deste nosso primeiro jogo disputado em 2022, apenas duas: troca de Neto por Tabata e de Matheus Nunes por Bragança. Ficaram três por fazer. Porquê? Falta de confiança em quem permaneceu no banco? Se alguém tinha dúvidas sobre a insuficiência deste plantel quando enfrentamos quatro provas em simultâneo e se avizinham jogos de selecções que nos desfalcarão ainda mais a equipa, este jogo tornou isso muito evidente.

 

 

Gostei

 

Do nosso primeiro golo, aos 10'. Fortíssimo disparo de João Palhinha, rasteiro, muito bem colocado, aproveitando da melhor maneira um ressalto que levou a bola a sair da grande área do Santa Clara. Este lance começa a ser construído pelo próprio Palhinha com um magnífico passe longo a toda a largura a partir da esquerda a que Sarabia deu a melhor sequência após impecável recepção junto à linha direita.

 

Do nosso segundo golo, aos 50'. A bola bombeada por Pedro Gonçalves sobrevoa a linha defensiva açoriana. Sarabia, esquivando-se à marcação perto do segundo poste, nem a deixa tocar no chão: remata de primeira com o seu pé menos bom (o direito), numa diagonal bem desenhada. Intervenção no primeiro golo e marcador do segundo: o internacional espanhol merece ser destacado como o melhor dos nossos em campo. Ou antes, o menos mau.

Dia de anticiclone

Veio-me à memória Anthimio de Azevedo, cara célebre do "tempo" na RTP, que nos explicava com palavras que todos entendíamos, os letrados e os menos, os segredos do tempo para o dia seguinte.

Aquilo podia dar as voltas que desse, mas lá aparecia sempre o anticiclone dos Açores, que em regra nos trazia vento e chuva, um tempo desgraçado portanto, ainda que a chuva faça muita falta, excepto nas minhas costas, que sem chuva a sério nem vinho de jeito há.

E hoje então, veio-me à memória o anticiclone.

Um anticiclone que deu cabo dos neurónios ao Neto. Ao Esgaio. Ao Pedro Gonçalves. Ao Nuno Santos. Ao Paulinho. Ao Tabata. E quando uma tempestade destas toma conta de uma equipa, e no banco o meteorologista não percebe patavina de prever o tempo, a alta pressão passa a baixa pressão e o facto de ter estado duas vezes acima das nuvens, não foi suficiente para evitar uma enxurrada das antigas.

Mau tempo no (canal)s Açores, diria Vitorino com a sua voz calma e reconfortante.

Mas hoje nem isso, não há bonança que salve esta tempestade.

E sem paninhos quentes, isto não foi apenas uma brisa, foi um fdp dum furacão!

O dia seguinte

Começando pelo fim, foi uma derrota merecida a do Sporting hoje em Ponta Delgada, contra um Santa Clara que deve ter feito o melhor jogo desde há muito, e sem muito que reclamar da arbitragem. 

Patrão fora, dia santo na loja. E até foi um jogo em que o Sporting teve tudo para ganhar, com dois golos bem cedo em cada uma das partes, que em vez de servirem para trazer tranquilidade e confiança, vieram trazer desatenções e asneiras descabidas.

Tudo começou na zona direita da defesa, com Neto e Esgaio numa noite para esquecer, que falhando passes destruiam a saída a jogar habitual do Sporting, e, sem grande ajuda de Sarabia, eram uns passadores a defender. Assim, a bola saía demasiado depressa pelos médios sempre em desvantagem numérica na zona do meio-campo, o Sporting lançava-se no ataque, criava de facto oportunidades, mas deixava partir o jogo, e as bolas perdidas no ataque depressa se transformavam em ocasiões perigosas para o Santa Clara. Marcando primeiro por um remate improvável de Palhinha, ainda mais se acentou esse "jogo de matraquilhos", maravilha para os espectadores da TV mas um monte de nervos para o desgraçado que ficou de fora. 

 

Veio a segunda parte, esperava-se que a excelente primeira parte do Santa Clara tivesse deixado marcas e que o Sporting tivesse outro domínio no terreno do jogo, parecia que as coisas iam nesse sentido, Sarabia marca e normalmente o jogo terminaria ali, mas o que veio foi um falhanço colectivo tremendo, tudo a ver jogar o adversário e o golo do empate. 

E aqui temos que parar para pensar. Tirando Adán, Coates, Palhinha (e este já andava a meio gás) e Sarabia, quem é que estava a justificar a titularidade? E, olhando para o banco, quem é que lá estava para dar a volta ao texto? O plantel é curto ou não é? 

Sim, estavam lá Ugarte e Bragança. Mas quem iria sair? Palhinha ou Matheus Nunes?

Sim estava lá TT. Para sair quem? Sarabia ou Pote?

E quem é que lá estava mais? Algum outro Paulinho, Pote ou Sarabia? 

 

A substituição que se seguiu, habitual em Amorim, nada resolveu. Se Neto estava péssimo do lado direito da defesa, Esgaio péssimo ficou no mesmo sítio e Tabata, de pé contrário sem capacidade de centro à primeira, pouco adiantou. Com o lado direito coxo, o lado esquerdo retraía-se e a despesa ficava por conta dum Matheus Nunes que transportava muito mas sempre falhava no último passe.

O golo do empate deu cabo da equipa. Passou de estar a ganhar e poder gerir o jogo, já na 2.ª parte, para estar empatada um minuto depois e a ter de voltar a sair atrás do prejuízo. Tudo passou a ser feito mais com o coração do que com a cabeça: lá foi Coates para ponta de lança, oportunidades ainda existiram mas outro erro colossal de Esgaio esteve na origem de mais um golo sofrido e a derrota. Cereja em cima do bolo do Santa Clara, Paulinho falha com a baliza escancarada em plenos descontos. 

 

Há quem diga que a equipa não teve atitude, que não correu, que não lutou. Eu acho é que correu de mais e jogou de menos. Faltou confiança, faltou frescura mental, têm sido muitos jogos, muito covid, passagem do ano a distrair um ou outro, desgaste acumulado, e são sempre os mesmos que têm de resolver. Não são de ferro. 

E agora? Agora perdemos três pontos, se tivéssemos empatado perdíamos dois, pelo menos no final desta jornada estaremos em segundo. Os rivais já perderam e vão perder pontos também. Analisar o que correu mal, treinar, focalizar e voltar ao normal. Um Sporting que joga e não deixa jogar. Um Sporting que sofre muito poucos golos.

As grandes equipas são aquelas que depressa recuperam das quedas. Este Sporting de Amorim é uma grande equipa. 

 

PS: O segundo golo do Santa Clara tem de ser visto, revisto e trevisto. O Santa Clara reinicia o jogo com passe para trás, o trio avançado corre à pressão, Nuno Santos também, bola por alto para onde o Nuno devia estar e não estava, quando Matheus Reis lá chega a bola já circulou para o lado contrário, Palhinha falha o corte de carrinho e fica fora do lance, a bola regressa a esse jogador e remate para o golo. Inacreditável... Mas não estávamos a ganhar??? Está alguém farto de ganhar por 2-1???

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

Amanhã à noite em Ponta Delgada

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Voltamos amanhã a Ponta Delgada para mais um encontro da 1.ª Liga, onde continuamos na liderança a par com o Porto e com 7 pontos de vantagem relativamente ao Benfica. 

Com o mercado de Inverno aberto, e uma pandemia que continua a jogar por fora, este mês de Janeiro parece como uma fase de preparação para a corrida aos grandes objectivos da temporada. Neste mês vamos então ter Santa Clara (F), Leça (F), Vizela (F), Braga (C), Santa Clara (TL) e Benfica (?) (TL), e estes 3 primeiros jogos fora em terrenos pesados (ainda agora a ilha de São Miguel foi atingida por um temporal tremendo) vão ser bem complicados para a equipa.

Na época passada os dois jogos com o Santa Clara, na altura orientada por Daniel Ramos, foram bem complicados. Os dois ganhos por 2-1, com golos no final dos jogos por Pedro Gonçalves e Coates (este aos 90+3mn). Esta época o clube açoriano está mal classificado e vai fazer tudo para subir na tabela.

O maldito vírus está a ditar leis, desta vez o próprio Amorim e Gonçalo Inácio vão estar de fora, mas Feddal, Porro e Tabata estão de volta, Vinagre e Jovane continuam a recuperar de lesões.

Assim, o Sporting pode entrar amanhã na máxima força:

Inicial: Adán; Neto, Coates e M. Reis; Porro, Palhinha, M. Nunes e N. Santos; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Ponta Delgada para tentar continuar na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

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SL

O melhor prognóstico

Há semanas assim: registamos aqui dezenas de prognósticos, vários dos quais andam muito perto do resultado do jogo, mas quase ninguém acerta. Excepto um, neste caso: só o nosso leitor Ângelo foi capaz de antecipar o desfecho do Sporting-Santa Clara (2-1). E ainda mencionou Pedro Gonçalves como marcador de um dos golos.

Motivo redobrado para justificar os nossos parabéns.

 

O dia seguinte

Quando liguei a TV e vi um Pedro Gonçalves no chão a contorcer-se com dores aquando do aquecimento da equipa, fiquei com um mau pressentimento, pensei logo que as coisas não iam correr nada bem neste primeiro jogo depois da bem sucedida visita ao Dragão e da descompressão natural do plantel daí decorrente.

Começou o jogo e tudo se confirmou. Os primeiros minutos foram do Santa Clara com uma série de cantos a seu favor, e o Sporting a sair bem em construção mas sem imaginação nem soluções para criar qualquer perigo. Duma situação fortuita, um roubo de bola, um passe curto perfeito, um remate preciso, veio o golo de Pedro Gonçalves, e logo pensei que o mais difícil estava feito, seria aumentar o ritmo, marcar o segundo e fechar a loja. Mas nada disso aconteceu, a equipa continuou na mesma cadência, numa circulação de bola que cansava o adversário mas pouco mais e o intervalo chegou sem qualquer oportunidade para aumentar a vantagem.

Veio a segunda parte e nada melhorou, antes pelo contrário. Os minutos foram passando sem qualquer oportunidade de golo para ambos os lados, fui olhando para o relógio, os 90 minutos nunca mais chegavam para acabar com tão pobre jogo, mas na passagem dos 80 um contra-ataque rápido, um centro largo para o lado contrário, um centro tenso que Feddal cortou para os pés do avançado do Santa Clara e empate. Já fomos, pensei. E fizemos por isso, pensei também. E lá veio um chorrilho de asneiras em voz alta para descomprimir.

Mas o golo do adversário parece que accionou um despertador. Na equipa e em Amorim, que logo recorreu ao plano C (de Caos, de Coates, de C... vamos a eles). Com Jovane e Coates lá na frente, a equipa começou a correr, a bola a circular com critério, o adversário encostado às cordas, primeira oportunidade falhada, segunda falhada, terceira lá dentro. E lá soltei um berro que se ouviu na estação dos comboios.... Uff...

 

Mas então o que correu mal ontem para ser preciso tanto sofrimento?

Podemos falar de desgaste, da tal descompressão, da atitude, mas antes do mais existe uma questão que esta equipa continua a ter dificuldade de resolver: conjugar controlo com intensidade, é intensa quando não pensa em controlar, controla o jogo baixando de intensidade, parece que funciona a uma só velocidade. Ontem isso teve muito a ver com os dois alas que estiveram francamente mal, sem rasgarem pelo corredor nem municiarem um Tiago Tomás também ele sem sem soluções. Com esse triângulo ofensivo sem funcionar, João Mário, Tabata, Pedro Gonçalves agarravam-se à bola no meio de muitos adversários e tornavam-se inconsequentes, com excepção do primeiro golo, cozinhado entre os três. Com Matheus Reis e Nuno Santos finalmente houve flanco esquerdo, mas do lado direito Matheus Nunes foi sempre um peixe fora de água, Plata faz muitíssimo melhor o lugar.

Mas pronto, agora com a santa protectora Maria José Valério a amparar-nos, foram mais 3 pontos neste caminho das pedras para a Champions ou "algo mais".

 

Importa agora recuperar fisicamente Paulinho e Porro, E também, se calhar, mentalmente Jovane e Plata, dar descanso a alguns jovens desgastados que já muito fizeram, e ir ganhar "à minha terra", onde Coates e o Sporting já foram muito felizes também.

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Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados em Alvalade. Desta vez o triunfo ocorreu contra o Santa Clara. Começado a construir aos 22' e consumado já no tempo extra - uma vez mais - quando estava decorrido o penúltimo dos quatro minutos de compensação concedidos pelo árbitro. Desatando assim o empate que a equipa açoriana ameaçara impor aos 84'. Este Sporting soma e segue. Com estrelinha, sim. Mas não há campeões sem sorte, nunca houve. 

 

De Coates. Foi ele quem nos valeu esta vitória. Actuando novamente como se fosse ponta-de-lança - posição que continua por preencher neste Sporting 2020/2021. Num cabeceamento letal, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de João Mário. Já antes, aos 87', fizera um amortecimento impecável, também de cabeça, para servir Jovane em zona frontal da grande área e aos 89' cabeceara ao lado após um canto. Quando a equipa peca por excesso de juventude, entra ele em cena, impondo a maturidade. Voltou a acontecer. O melhor em campo.

 

De João Mário. Outro desempenho de grande nível do campeão europeu, titular indiscutível deste Sporting que ontem deu mais um passo decisivo para vencer o campeonato nacional. Esteve nos dois golos da equipa: aos 22', recuperando lá na frente, quase junto à linha direita, uma bola que parecia perdida e metendo-a com critério nos pés de Tabata, que assistiu Pedro Gonçalves; aos 90'+3, assistindo Coates com um cruzamento tenso e teleguiado. Recuperou muitas bolas a meio-campo e soube endossá-las aos colegas com superior qualidade técnica. Que diferença para a época passada, quando tínhamos um meio-campo povoado com Eduardos e Doumbias...

 

De Pedro Gonçalves. Até esteve apagado e algo errático. Mas no momento crucial a equipa voltou a contar com ele. Ao marcar o nosso primeiro golo, num remate cruzado, rasteiro, bem assistido por Tabata. Lidera cada vez mais isolado a lista dos marcadores da Liga. Já com 15 golos.

 

Das substituições feitas por Rúben Amorim. Uma vez mais, grande argúcia do treinador ao mexer na equipa. Matheus Reis (substituiu Nuno Mendes aos 57'), Nuno Santos (substituiu Tiago Tomás aos 70'), Daniel Bragança (substituiu Tabata aos 71') e Jovane (substituiu Feddal aos 86') mexeram com o jogo leonino, melhorando a nossa movimentação em campo. Matheus revelou muito mais acutilância no corredor esquerdo, Nuno foi vital no golo da vitória ao cruzar a toda a largura lá na frente para recepção de João Mário, Daniel destacou-se nas movimentações entre linhas e Jovane iniciou a construção do lance decisivo, culminado no cabeceamento de Coates que todos festejámos. Único reparo: o luso-caboverdiano, um dos maiores desequilibradores do plantel, devia ter entrado mais cedo.

 

Da eficácia da equipa. Ao primeiro remate, e único na primeira parte, marcámos o golo inicial, construindo o resultado que se mantinha ao intervalo. Seguiram-se mais três ocasiões, duas das quais desperdiçadas: Nuno Santos quase marcou aos 72' (defesa apertada do guarda-redes); Jovane atirou à figura aos 87' e Coates fez o 2-1 ao cair do pano. Quatro oportunidades, dois golos. Sorte? Sim. Mas talento e mérito também.

 

Do Santa Clara. Entrou muito bem no jogo, complicando a vida ao Sporting a pressionar alto e a condicionar a nossa saída de bola: aos 3', já tinha conquistado três cantos. Sem estacionar o autocarro, jogando de forma descomplexada. A equipa de São Miguel mereceu o golo marcado aos 84' (aproveitando um mau alívio de Feddal) e não teria sido injusto se tivesse saído de Alvalade com um empate. Faltou-lhe a sorte que nós tivemos.

 

Da nossa reacção ao empate. Acelerámos o ritmo, impusemos enfim a nossa superioridade no plano técnico, demonstrámos saber jogar como equipa grande - o que não tinha acontecido até ao Santa Clara empatar. Foram dez minutos de pressão constante sobre a baliza açoriana, com bons lances colectivos e evidente «união de grupo», como acentuou o capitão Coates na zona das entrevistas rápidas após o fim da partida. Frase-chave para definir este Sporting.

 

Do árbitro. Actuação meritória do juiz da partida: Manuel Oliveira impôs um critério largo, coerente do princípio ao fim, numa partida facilitada pela atitude correcta dos jogadores de ambas as equipas. Demonstrando, a outros senhores do apito, que é possível arbitrar com isenção e competência. Fica o elogio, sem favor algum. 

 

De ver mais um recorde batido. Continuamos invictos à 22.ª jornada. Melhor desempenho de sempre do Sporting nesta fase, utrapassando o anterior máximo - 21 jogos seguidos sem derrotas num mesmo campeonato - estabelecido pela equipa campeã liderada por Malcolm Allison na saudosa época 1981/1982. Na Europa, só Rangers (30 jogos consecutivos sem perder) e Estrela Vermelha (23 jogos) estão melhores que nós neste aspecto.

 

De já somarmos 58 pontos. Correspondentes a 18 vitórias e quatro empates. Mais um do que o Benfica na época passada (19V - 0E -3D), mais quatro do que o FC Porto na temporada 2018/2019 (17V - 3E - 2D).

 

Que o Sporting continue a marcar, jogo após jogo. Ainda não ficámos em branco em nenhum dos jogos disputados no nosso estádio nesta Liga 2020/2021.

 

De continuarmos a ser, de longe, a equipa menos batida. Só onze golos sofridos em 22 jornadas. Média exacta: apenas meio golo por desafio. O equilíbrio defensivo é um dos segredos do nosso sucesso.

 

 

Não gostei
 

 

De Nuno Mendes. Talvez a pior exibição do jovem ala esquerdo na equipa principal. Totalmente desinspirado. Falhou passes, desperdiçou cruzamentos, foi incapaz de progredir no terreno, emperrou o jogo no seu corredor. O treinador deu-lhe ordem para sair, aos 57'. Ficou a sensação de que já saía tarde.

 

De Tiago Tomás. Outro jogador que passou ao lado da partida. Deixou-se condicionar pela marcação, foi facilmente anulado pelos centrais adversários e faltou-lhe engenho para vir buscar a bola mais atrás. Teve uma oportunidade soberana de visar as redes, aos 48', mas desperdiçou-a por deficiente recepção. Saiu aos 70', sem ter feito um só remate.

 

Da ausência de Porro. O internacional sub-21 ficou fora da convocatória, por lesão muscular. Matheus Nunes actuou no seu lugar, mas com bastante menos eficácia: foi uma solução de recurso que só confirmou como Porro é indispensável no onze titular e o recém-regressado João Pereira não chega a ser alternativa.

 

Da nossa apatia ofensiva. Tirando o lance do primeiro golo, só fizemos um segundo remate à baliza aos 72', por Nuno Santos. Cinquenta minutos sem tentar alvejar as redes adversárias. Como se a prioridade absoluta fosse defender a magra vantagem conseguida cedo. Jogo pastoso, desenrolado em poucos metros e abusando dos passes à queima para o guarda-redes Adán. Em vez de nos virarmos na direcção contrária.

 

De ouvir a Marcha do Sporting já com a voz póstuma de Maria José Valério. Se o Sporting for campeão, como quase todos desejamos, essa título deverá ser dedicado a ela.

Amanhã à noite em Alvalade

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(Ainda falta um pouco para ser assim...)

 

Ultrapassada que foi com sucesso a sempre difícil deslocação ao Dragão, o Sporting começa amanhã um ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F),  Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C), a que, com excepção do Famalicão, todos venceu na 1.ª volta.

Quanto ao Santa Clara, encontra-se numa situação confortável da classificação, é uma equipa que baixa as linhas e sai rápido para o contra-ataque, e foi assim que chegou ao golo na 1.ª volta aproveitando da melhor forma um mau passe de Coates. Lá em São Miguel,  Pedro Gonçalves resolveu o jogo aproveitando falhas da defesa e do guarda-redes adversário que oxalá se repitam amanhã.

Felizmente, com excepção de Paulinho, não existem lesionados nem infectados. Todo o plantel está disponível. 

Imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Quaresma.

Alas: Porro, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Tabata.

Ponta de lança: Tiago Tomás.

E apostava no seguinte onze, que deixa de fora o desgastado Tiago Tomás para entrar Jovane tal como no jogo da 1.ª volta:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para ultrapassar o Santa Clara e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na última jornada quase todos acertaram. Também não está a ser nada difícil acertar.

SL

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, às 20.45, teremos mais um desafio. O 22.º desta Liga 2020/2021.

Vamos receber o Santa Clara, equipa que está a fazer um bom campeonato: segue em sétimo, com 21 pontos. 

O jogo correspondente a este, na época passada, disputou-se a 10 de Julho e terminou com vitória tangencial leonina: 1-0, com golo apontado por Jovane

Será diferente agora?

Venham daí os vossos prognósticos para este Sporting-Santa Clara.

A ver se nos entendemos

As buscas feitas hoje pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público (e finanças e PGR e o diabo a sete) às SAD's de Benfica e Sporting é em tudo semelhante: Um número elevado de inspectores e operacionais "invadiu" as instalações daquelas SAD's ( e também do Santa Clara e soube-se mais tarde, Académica ) em busca de indícios, provas, para acusações já formalizadas anteriormente.

Bom em tudo, em tudo... não! Passo a tentar explicar: A "Judite" foi a Alvalade em busca de provas do suposto branqueamento de 20 milhões de Euros por parte de Álvaro Sobrinho, um dos accionistas de referência da SAD do Sporting, através da sua empresa Holdimo, quando esta comprou grande parte da sua posição. Sporting a ver com isto? Nada, ou pouco mais, pelo menos pela informação prestada pelas autoridades. Já a entrada retumbante pela porta 18 do batalhão de polícias, teve como fito "negócios no futebol". E que "negócios no futebol" serão então esses? Ora bem, "durante a manhã de hoje, a Procuradoria Geral da República (PGR) confirmou a realização de 29 buscas: "oito domiciliárias; uma, a uma fundação; seis, a instalações de três sociedades desportivas; nove, a outros tipos de sociedade; três, a dois clubes desportivos; e duas, a dois escritórios de advogados"." Segundo o Sapo, esta plataforma onde estamos alojados, que consegue misturar o comunicado da Sporting SAD no  meio da notícia sobre o Benfica e Santa Clara. Querem saber o que querem dizer esses "negócios do futebol" que levaram um autocarro de autoridades de polícia criminal e alguns magistrados do MP e inspectores de finanças ao Estádio da Luz e aos Açores e a mais um ror de sítios e locais? Pois bem, lá vai o rol: Participação económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento; Negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional; Aquisição dos direitos desportivos e económicos de jogadores por parte de clubes nacionais de futebol, empréstimos concedidos a um destes clubes e a uma sociedade desportiva por um cidadão de Singapura com interesses em sociedades sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas e a utilização das contas do mesmo clube e de outro, para a circulação de dinheiro; Pagamento em dinheiro de prémios de jogo, a satisfação de dívidas pessoais de dirigentes, a utilização por estes de valores dos clubes e a omissão declarativa de operações fiscalmente relevantes; A falsificação, através dos meios atrás descritos, da verdade desportiva, concretamente o campeonato 2015/2016 o qual pode ter sido (segundo a acusação) conseguido com recurso a corrupção de jogadores adversários, tudo consubstanciado nos processos e-toupeira e mala ciao.

Como vemos, um pouco diferente, até porque Godinho Lopes (ao tempo dos factos buscados hoje, presidente do Sporting) ao lado de Vieira é um moço de coro e até Bruno de Carvalho, que lhe sucedeu e ainda é "apanhado" por um ano neste assunto, era ao lado de Luís Filipe, um aprendiz de feiticeiro.

O que as notícias não referem e não acredito que por ignorância, é que a provarem-se ambas as acusações, na primeira Álvaro Sobrinho poderá acabar preso (tenho sérias dúvidas que mesmo provando-se, isso venha a acontecer); Na segunda, a provarem-se as acusações, o Benfica e o Santa Clara serão punidos com a despromoção e a consequente descida aos campeonatos amadores. Juro que se isso viesse a acontecer, começaria a acreditar no Pai Natal.

O melhor prognóstico

Houve uma dezena de palpites a apontar para 0-2, quase tantos outros antevendo 1-3. E nem faltaram antevisões de goleadas leoninas em Ponta Delgada.

O resultado deste Santa Clara-Sporting acabou por ser 1-2. Vitória tangencial, com dois golos de Pedro Gonçalves. Parece um resultado banal, mas na nossa jornada de prognósticos surgiu apenas um vencedor isolado: o nosso leitor Luís Ferreira, a quem felicito pela boa pontaria.

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