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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Há semanas assim: registamos aqui dezenas de prognósticos, vários dos quais andam muito perto do resultado do jogo, mas quase ninguém acerta. Excepto um, neste caso: só o nosso leitor Ângelo foi capaz de antecipar o desfecho do Sporting-Santa Clara (2-1). E ainda mencionou Pedro Gonçalves como marcador de um dos golos.

Motivo redobrado para justificar os nossos parabéns.

 

O dia seguinte

Quando liguei a TV e vi um Pedro Gonçalves no chão a contorcer-se com dores aquando do aquecimento da equipa, fiquei com um mau pressentimento, pensei logo que as coisas não iam correr nada bem neste primeiro jogo depois da bem sucedida visita ao Dragão e da descompressão natural do plantel daí decorrente.

Começou o jogo e tudo se confirmou. Os primeiros minutos foram do Santa Clara com uma série de cantos a seu favor, e o Sporting a sair bem em construção mas sem imaginação nem soluções para criar qualquer perigo. Duma situação fortuita, um roubo de bola, um passe curto perfeito, um remate preciso, veio o golo de Pedro Gonçalves, e logo pensei que o mais difícil estava feito, seria aumentar o ritmo, marcar o segundo e fechar a loja. Mas nada disso aconteceu, a equipa continuou na mesma cadência, numa circulação de bola que cansava o adversário mas pouco mais e o intervalo chegou sem qualquer oportunidade para aumentar a vantagem.

Veio a segunda parte e nada melhorou, antes pelo contrário. Os minutos foram passando sem qualquer oportunidade de golo para ambos os lados, fui olhando para o relógio, os 90 minutos nunca mais chegavam para acabar com tão pobre jogo, mas na passagem dos 80 um contra-ataque rápido, um centro largo para o lado contrário, um centro tenso que Feddal cortou para os pés do avançado do Santa Clara e empate. Já fomos, pensei. E fizemos por isso, pensei também. E lá veio um chorrilho de asneiras em voz alta para descomprimir.

Mas o golo do adversário parece que accionou um despertador. Na equipa e em Amorim, que logo recorreu ao plano C (de Caos, de Coates, de C... vamos a eles). Com Jovane e Coates lá na frente, a equipa começou a correr, a bola a circular com critério, o adversário encostado às cordas, primeira oportunidade falhada, segunda falhada, terceira lá dentro. E lá soltei um berro que se ouviu na estação dos comboios.... Uff...

 

Mas então o que correu mal ontem para ser preciso tanto sofrimento?

Podemos falar de desgaste, da tal descompressão, da atitude, mas antes do mais existe uma questão que esta equipa continua a ter dificuldade de resolver: conjugar controlo com intensidade, é intensa quando não pensa em controlar, controla o jogo baixando de intensidade, parece que funciona a uma só velocidade. Ontem isso teve muito a ver com os dois alas que estiveram francamente mal, sem rasgarem pelo corredor nem municiarem um Tiago Tomás também ele sem sem soluções. Com esse triângulo ofensivo sem funcionar, João Mário, Tabata, Pedro Gonçalves agarravam-se à bola no meio de muitos adversários e tornavam-se inconsequentes, com excepção do primeiro golo, cozinhado entre os três. Com Matheus Reis e Nuno Santos finalmente houve flanco esquerdo, mas do lado direito Matheus Nunes foi sempre um peixe fora de água, Plata faz muitíssimo melhor o lugar.

Mas pronto, agora com a santa protectora Maria José Valério a amparar-nos, foram mais 3 pontos neste caminho das pedras para a Champions ou "algo mais".

 

Importa agora recuperar fisicamente Paulinho e Porro, E também, se calhar, mentalmente Jovane e Plata, dar descanso a alguns jovens desgastados que já muito fizeram, e ir ganhar "à minha terra", onde Coates e o Sporting já foram muito felizes também.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados em Alvalade. Desta vez o triunfo ocorreu contra o Santa Clara. Começado a construir aos 22' e consumado já no tempo extra - uma vez mais - quando estava decorrido o penúltimo dos quatro minutos de compensação concedidos pelo árbitro. Desatando assim o empate que a equipa açoriana ameaçara impor aos 84'. Este Sporting soma e segue. Com estrelinha, sim. Mas não há campeões sem sorte, nunca houve. 

 

De Coates. Foi ele quem nos valeu esta vitória. Actuando novamente como se fosse ponta-de-lança - posição que continua por preencher neste Sporting 2020/2021. Num cabeceamento letal, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de João Mário. Já antes, aos 87', fizera um amortecimento impecável, também de cabeça, para servir Jovane em zona frontal da grande área e aos 89' cabeceara ao lado após um canto. Quando a equipa peca por excesso de juventude, entra ele em cena, impondo a maturidade. Voltou a acontecer. O melhor em campo.

 

De João Mário. Outro desempenho de grande nível do campeão europeu, titular indiscutível deste Sporting que ontem deu mais um passo decisivo para vencer o campeonato nacional. Esteve nos dois golos da equipa: aos 22', recuperando lá na frente, quase junto à linha direita, uma bola que parecia perdida e metendo-a com critério nos pés de Tabata, que assistiu Pedro Gonçalves; aos 90'+3, assistindo Coates com um cruzamento tenso e teleguiado. Recuperou muitas bolas a meio-campo e soube endossá-las aos colegas com superior qualidade técnica. Que diferença para a época passada, quando tínhamos um meio-campo povoado com Eduardos e Doumbias...

 

De Pedro Gonçalves. Até esteve apagado e algo errático. Mas no momento crucial a equipa voltou a contar com ele. Ao marcar o nosso primeiro golo, num remate cruzado, rasteiro, bem assistido por Tabata. Lidera cada vez mais isolado a lista dos marcadores da Liga. Já com 15 golos.

 

Das substituições feitas por Rúben Amorim. Uma vez mais, grande argúcia do treinador ao mexer na equipa. Matheus Reis (substituiu Nuno Mendes aos 57'), Nuno Santos (substituiu Tiago Tomás aos 70'), Daniel Bragança (substituiu Tabata aos 71') e Jovane (substituiu Feddal aos 86') mexeram com o jogo leonino, melhorando a nossa movimentação em campo. Matheus revelou muito mais acutilância no corredor esquerdo, Nuno foi vital no golo da vitória ao cruzar a toda a largura lá na frente para recepção de João Mário, Daniel destacou-se nas movimentações entre linhas e Jovane iniciou a construção do lance decisivo, culminado no cabeceamento de Coates que todos festejámos. Único reparo: o luso-caboverdiano, um dos maiores desequilibradores do plantel, devia ter entrado mais cedo.

 

Da eficácia da equipa. Ao primeiro remate, e único na primeira parte, marcámos o golo inicial, construindo o resultado que se mantinha ao intervalo. Seguiram-se mais três ocasiões, duas das quais desperdiçadas: Nuno Santos quase marcou aos 72' (defesa apertada do guarda-redes); Jovane atirou à figura aos 87' e Coates fez o 2-1 ao cair do pano. Quatro oportunidades, dois golos. Sorte? Sim. Mas talento e mérito também.

 

Do Santa Clara. Entrou muito bem no jogo, complicando a vida ao Sporting a pressionar alto e a condicionar a nossa saída de bola: aos 3', já tinha conquistado três cantos. Sem estacionar o autocarro, jogando de forma descomplexada. A equipa de São Miguel mereceu o golo marcado aos 84' (aproveitando um mau alívio de Feddal) e não teria sido injusto se tivesse saído de Alvalade com um empate. Faltou-lhe a sorte que nós tivemos.

 

Da nossa reacção ao empate. Acelerámos o ritmo, impusemos enfim a nossa superioridade no plano técnico, demonstrámos saber jogar como equipa grande - o que não tinha acontecido até ao Santa Clara empatar. Foram dez minutos de pressão constante sobre a baliza açoriana, com bons lances colectivos e evidente «união de grupo», como acentuou o capitão Coates na zona das entrevistas rápidas após o fim da partida. Frase-chave para definir este Sporting.

 

Do árbitro. Actuação meritória do juiz da partida: Manuel Oliveira impôs um critério largo, coerente do princípio ao fim, numa partida facilitada pela atitude correcta dos jogadores de ambas as equipas. Demonstrando, a outros senhores do apito, que é possível arbitrar com isenção e competência. Fica o elogio, sem favor algum. 

 

De ver mais um recorde batido. Continuamos invictos à 22.ª jornada. Melhor desempenho de sempre do Sporting nesta fase, utrapassando o anterior máximo - 21 jogos seguidos sem derrotas num mesmo campeonato - estabelecido pela equipa campeã liderada por Malcolm Allison na saudosa época 1981/1982. Na Europa, só Rangers (30 jogos consecutivos sem perder) e Estrela Vermelha (23 jogos) estão melhores que nós neste aspecto.

 

De já somarmos 58 pontos. Correspondentes a 18 vitórias e quatro empates. Mais um do que o Benfica na época passada (19V - 0E -3D), mais quatro do que o FC Porto na temporada 2018/2019 (17V - 3E - 2D).

 

Que o Sporting continue a marcar, jogo após jogo. Ainda não ficámos em branco em nenhum dos jogos disputados no nosso estádio nesta Liga 2020/2021.

 

De continuarmos a ser, de longe, a equipa menos batida. Só onze golos sofridos em 22 jornadas. Média exacta: apenas meio golo por desafio. O equilíbrio defensivo é um dos segredos do nosso sucesso.

 

 

Não gostei
 

 

De Nuno Mendes. Talvez a pior exibição do jovem ala esquerdo na equipa principal. Totalmente desinspirado. Falhou passes, desperdiçou cruzamentos, foi incapaz de progredir no terreno, emperrou o jogo no seu corredor. O treinador deu-lhe ordem para sair, aos 57'. Ficou a sensação de que já saía tarde.

 

De Tiago Tomás. Outro jogador que passou ao lado da partida. Deixou-se condicionar pela marcação, foi facilmente anulado pelos centrais adversários e faltou-lhe engenho para vir buscar a bola mais atrás. Teve uma oportunidade soberana de visar as redes, aos 48', mas desperdiçou-a por deficiente recepção. Saiu aos 70', sem ter feito um só remate.

 

Da ausência de Porro. O internacional sub-21 ficou fora da convocatória, por lesão muscular. Matheus Nunes actuou no seu lugar, mas com bastante menos eficácia: foi uma solução de recurso que só confirmou como Porro é indispensável no onze titular e o recém-regressado João Pereira não chega a ser alternativa.

 

Da nossa apatia ofensiva. Tirando o lance do primeiro golo, só fizemos um segundo remate à baliza aos 72', por Nuno Santos. Cinquenta minutos sem tentar alvejar as redes adversárias. Como se a prioridade absoluta fosse defender a magra vantagem conseguida cedo. Jogo pastoso, desenrolado em poucos metros e abusando dos passes à queima para o guarda-redes Adán. Em vez de nos virarmos na direcção contrária.

 

De ouvir a Marcha do Sporting já com a voz póstuma de Maria José Valério. Se o Sporting for campeão, como quase todos desejamos, essa título deverá ser dedicado a ela.

Amanhã à noite em Alvalade

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(Ainda falta um pouco para ser assim...)

 

Ultrapassada que foi com sucesso a sempre difícil deslocação ao Dragão, o Sporting começa amanhã um ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F),  Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C), a que, com excepção do Famalicão, todos venceu na 1.ª volta.

Quanto ao Santa Clara, encontra-se numa situação confortável da classificação, é uma equipa que baixa as linhas e sai rápido para o contra-ataque, e foi assim que chegou ao golo na 1.ª volta aproveitando da melhor forma um mau passe de Coates. Lá em São Miguel,  Pedro Gonçalves resolveu o jogo aproveitando falhas da defesa e do guarda-redes adversário que oxalá se repitam amanhã.

Felizmente, com excepção de Paulinho, não existem lesionados nem infectados. Todo o plantel está disponível. 

Imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Quaresma.

Alas: Porro, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Tabata.

Ponta de lança: Tiago Tomás.

E apostava no seguinte onze, que deixa de fora o desgastado Tiago Tomás para entrar Jovane tal como no jogo da 1.ª volta:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para ultrapassar o Santa Clara e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na última jornada quase todos acertaram. Também não está a ser nada difícil acertar.

SL

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, às 20.45, teremos mais um desafio. O 22.º desta Liga 2020/2021.

Vamos receber o Santa Clara, equipa que está a fazer um bom campeonato: segue em sétimo, com 21 pontos. 

O jogo correspondente a este, na época passada, disputou-se a 10 de Julho e terminou com vitória tangencial leonina: 1-0, com golo apontado por Jovane

Será diferente agora?

Venham daí os vossos prognósticos para este Sporting-Santa Clara.

A ver se nos entendemos

As buscas feitas hoje pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público (e finanças e PGR e o diabo a sete) às SAD's de Benfica e Sporting é em tudo semelhante: Um número elevado de inspectores e operacionais "invadiu" as instalações daquelas SAD's ( e também do Santa Clara e soube-se mais tarde, Académica ) em busca de indícios, provas, para acusações já formalizadas anteriormente.

Bom em tudo, em tudo... não! Passo a tentar explicar: A "Judite" foi a Alvalade em busca de provas do suposto branqueamento de 20 milhões de Euros por parte de Álvaro Sobrinho, um dos accionistas de referência da SAD do Sporting, através da sua empresa Holdimo, quando esta comprou grande parte da sua posição. Sporting a ver com isto? Nada, ou pouco mais, pelo menos pela informação prestada pelas autoridades. Já a entrada retumbante pela porta 18 do batalhão de polícias, teve como fito "negócios no futebol". E que "negócios no futebol" serão então esses? Ora bem, "durante a manhã de hoje, a Procuradoria Geral da República (PGR) confirmou a realização de 29 buscas: "oito domiciliárias; uma, a uma fundação; seis, a instalações de três sociedades desportivas; nove, a outros tipos de sociedade; três, a dois clubes desportivos; e duas, a dois escritórios de advogados"." Segundo o Sapo, esta plataforma onde estamos alojados, que consegue misturar o comunicado da Sporting SAD no  meio da notícia sobre o Benfica e Santa Clara. Querem saber o que querem dizer esses "negócios do futebol" que levaram um autocarro de autoridades de polícia criminal e alguns magistrados do MP e inspectores de finanças ao Estádio da Luz e aos Açores e a mais um ror de sítios e locais? Pois bem, lá vai o rol: Participação económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento; Negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional; Aquisição dos direitos desportivos e económicos de jogadores por parte de clubes nacionais de futebol, empréstimos concedidos a um destes clubes e a uma sociedade desportiva por um cidadão de Singapura com interesses em sociedades sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas e a utilização das contas do mesmo clube e de outro, para a circulação de dinheiro; Pagamento em dinheiro de prémios de jogo, a satisfação de dívidas pessoais de dirigentes, a utilização por estes de valores dos clubes e a omissão declarativa de operações fiscalmente relevantes; A falsificação, através dos meios atrás descritos, da verdade desportiva, concretamente o campeonato 2015/2016 o qual pode ter sido (segundo a acusação) conseguido com recurso a corrupção de jogadores adversários, tudo consubstanciado nos processos e-toupeira e mala ciao.

Como vemos, um pouco diferente, até porque Godinho Lopes (ao tempo dos factos buscados hoje, presidente do Sporting) ao lado de Vieira é um moço de coro e até Bruno de Carvalho, que lhe sucedeu e ainda é "apanhado" por um ano neste assunto, era ao lado de Luís Filipe, um aprendiz de feiticeiro.

O que as notícias não referem e não acredito que por ignorância, é que a provarem-se ambas as acusações, na primeira Álvaro Sobrinho poderá acabar preso (tenho sérias dúvidas que mesmo provando-se, isso venha a acontecer); Na segunda, a provarem-se as acusações, o Benfica e o Santa Clara serão punidos com a despromoção e a consequente descida aos campeonatos amadores. Juro que se isso viesse a acontecer, começaria a acreditar no Pai Natal.

O melhor prognóstico

Houve uma dezena de palpites a apontar para 0-2, quase tantos outros antevendo 1-3. E nem faltaram antevisões de goleadas leoninas em Ponta Delgada.

O resultado deste Santa Clara-Sporting acabou por ser 1-2. Vitória tangencial, com dois golos de Pedro Gonçalves. Parece um resultado banal, mas na nossa jornada de prognósticos surgiu apenas um vencedor isolado: o nosso leitor Luís Ferreira, a quem felicito pela boa pontaria.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do desafio superado contra o Santa Clara. Vitória leonina por 2-1 no estádio de São Miguel - um  terreno sempre difícil de onde acabamos de trazer mais três pontos. E vão dez, em quatro desafios: três vitórias e um empate (com o FC Porto), com apenas um jogo cumprido em casa.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor em campo pelo segundo jogo consecutivo. Decisivo, foi ele a marcar os dois golos, em estreia absoluta de verde e branco. O primeiro, aos 20', muito bem isolado por Jovane: domina, supera a marcação e de um ângulo muito fechado, quase em cima da linha final, dispara com o seu pé menos bom, o esquerdo. O segundo, aos 81', dando a melhor sequência a um passe longo de Feddal e aproveitando a saída extemporânea do guardião adversário. É um caso sério de competência e virtuosismo. 

 

Do nosso meio-campo. Palhinha e Matheus Nunes parecem jogar juntos há muito tempo. E, no entanto, foi apenas a segunda partida em que formaram dueto no miolo da equipa. O português exímio na recuperação de bolas e o jovem brasileiro cada vez mais influente na manobra ofensiva. Ambos com arcaboiço para todos os confrontos imediatamente antes e depois da linha divisória do terreno. 

 

Da nossa primeira parte. Superioridade absoluta do Sporting neste período, em que podíamos ter dilatado mais a vantagem. Com vários jogadores a fazer a diferença, além dos já mencionados: Nuno Mendes como lateral adiantado junto à linha esquerda, Porro em constante vaivém no flanco oposto e Nuno Santos em contínuas acelerações no último terço do terreno, também à esquerda. Criando sucessivos desequilíbrios. 

 

De João Mário. Ainda sem ritmo competitivo, entrou só aos 65', rendendo um fatigado Matheus Nunes. E trouxe inegável qualidade ao processo ofensivo da nossa equipa. Com visão de jogo, precisão de passe, capacidade de drible e frieza quando havia necessidade de temporizar os lances. É um privilégio voltarmos a contar com um campeão europeu nas nossas fileiras. 

 

Da qualidade dos reforços. Nada a ver com o início da época 2019/2020: desta vez houve acerto nas escolhas. Seis dos titulares na partida de hoje em Ponta Delgada não integravam o nosso plantel da temporada anterior: Adán, Porro, Feddal, Palhinha, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Faz toda a diferença.

 

Da aposta na formação. Hoje actuaram seis elementos formados na Academia de Alcochete: Nuno Mendes, Palhinha, Jovane, João Mário, Tiago Tomás (substituiu Neto aos 56', quando Rúben Amorim procurou, com sucesso, desfazer o empate registado ao intervalo) e Gonçalo Inácio (substituiu Nuno Santos aos 88'). O caminho faz-se caminhando.

 

De ver público nas bancadas. Quase oito meses depois, um jogo do Sporting voltou a ter alguma assistência ao vivo. Só é lamentável a disparidade de critérios: a Direcção-Geral da Saúde autoriza nos Açores o que nega no continente. Como se a Liga não fosse uma prova de âmbito nacional, com regras que devem aplicar-se de modo uniforme em todos os estádios da primeira divisão portuguesa.

 

 

Não gostei
 

 

Do erro clamoroso de Coates. Com inaceitável displicência, o capitão leonino depositou a bola em zona proibida nos pés dum adversário, abrindo-lhe uma avenida rumo à nossa baliza. Num momento em que ninguém o pressionava, quando o Sporting dominava por completo a partida. Foi no minuto 42: o uruguaio ofereceu assim de bandeja a única oportunidade de golo ao Santa Clara, que o avançado Thiago Santana não desperdiçou. Falha de principiante protagonizada pelo central, que já no desafio anterior contribuíra para o primeiro golo portista em Alvalade.

 

De Sporar. Nova oportunidade desperdiçada pelo avançado esloveno, lançado pelo técnico leonino ao minuto 56, rendendo Jovane. Estático, sem reflexos, neutralizado pela marcação, falhou dois golos cantados: o primeiro aos 73', num centro teleguiado de Porro, cabeceando para fora quando estava em posição frontal; o segundo aos 77', quando só precisava de encostar o pé para dar a melhor sequência a um soberbo cruzamento de João Mário. Uma nulidade.

 

De termos encaixado o primeiro golo fora de casa. Após duas vitórias com as nossas redes invictas (em Paços de Ferreira e Portimão), o erro infantil de Coates estragou-nos esta média. Ao quarto jogo, levamos oito marcados e três sofridos.

 

Do "ervado" de São Miguel. Vergonhoso, o estado do terreno, empapado e cheio de socalcos: mais parecia uma terra de cultivo, com os jogadores a escorregar e a cair continuamente. Isto contribuiu para a má qualidade do espectáculo, sobretudo na segunda parte. Ainda assim, o Sporting foi de longe a equipa que dispôs de mais oportunidades de golos neste tapete impraticável. A derrota tangencial acaba por ser lisonjeira para a turma açoriana.

Prognósticos antes do jogo

Vamos jogar pela quarta vez na Liga 2020/2021. Com uma difícil deslocação a Ponta Delgada, onde enfrentaremos o Santa Clara este sábado, a partir das 18 horas. 

Na temporada anterior, recordo, fizemos ali o nosso melhor resultado: vitória por quatro golos sem resposta, com Silas ainda a treinar a equipa e um onze titular com seis nomes que já não constam do plantel leonino. Basta lembrar alguns: Mathieu, Acuña, Wendel e Bruno Fernandes. Além de Luiz Phellype, afastado desde Janeiro por lesão. Dois dos nossos golos nesse encontro foram dele. Bolasie e Bruno Fernandes marcaram os restantes.

Venho agora perguntar-vos quais são os vossos prognósticos para o jogo de amanhã.

Era o que faltava

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Estádio de São Miguel

 

Enfim, quase sete meses depois, boas notícias para o futebol. O próximo jogo Santa Clara-Gil Vicente, do campeonato nacional, e os desafios Portugal-Espanha e Portugal-Suécia, da equipa das quinas no âmbito da Liga das Nações, já poderão contar com público nas bancadas. Por enquanto ainda em versão muito restrita: mil espectadores permitidos no estádio açoriano, e números que oscilam entre 2500 e 5000 mil assistentes nos desafios da selecção, ambos a realizar no estádio José Alvalade. 

O futebol deixa de ser um dos últimos redutos interditos à normalidade possível nestes tempos ainda marcados pela pandemia. Entre múltiplas contradições das autoridades políticas e sanitárias, que foram andando aos ziguezagues nesta matéria, autorizando numas situações (provas hípicas e do desporto motorizado) o que proibiam noutras (quase todas as modalidades, além do futebol). Como não deixei de denunciar aqui.

Ainda há cinco dias escrevi isto: «Não gostei nada de esperar 61 dias pelo regresso do futebol leonino aos jogos oficiais. E menos ainda que este tardio início da temporada tenha ocorrido sem público, à porta fechada, com os sócios banidos do estádio. Quando touradas, circos, comícios, celebrações políticas e religiosas, espectáculos teatrais, sessões de cinema, provas hípicas, corridas de automóveis, shows humorísticos e festarolas diversas já podem contar com público. O futebol - que gera tantas receitas fiscais para o Estado e cria pelo menos 80 mil postos de trabalho directos e indirectos em Portugal - continua a ser tratado como inaceitável filho de um deus menor.»

 

São passos positivos, mas ainda tímidos. Exigem novo protocolo entre a Liga de Clubes e a Direcção-Geral da Saúde para vencer as últimas reticências deste organismo, eivado de preconceitos contra o público que costuma acompanhar ao vivo os jogos de futebol. Não faz o menor sentido que a DGS autorize à Federação o que tem negado à Liga, como se confirma pela luz verde emitida pelas autoridades sanitárias aos jogos da chamada "equipa de todos nós". Nem ninguém perceberá que nos desafios tutelados pela Liga se permita apenas nos Açores - a pretexto da autonomia regional - o que se recusa numa prova desportiva de âmbito nacional, onde as condições de igualdade competitiva são uma exigência irrecusável.

Aberto o precedente insular, não resta opção: também os estádios do continente devem admitir adeptos, em circunstâncias similares. Era o que faltava tolerar-se um cenário alternativo: apenas o estádio de São Miguel, onde joga o Santa Clara, contar com o aplauso e o incentivo do seu público. Como já tenho visto tanta coisa desprovida de sentido e lógica no futebol português, aqui fica desde já o meu alerta.

 

Leitura complementar:

Chutado para canto (3 de Setembro)

De disparate em disparate (10 de Setembro)

 

Sentar-se em cima do resultado

Muitas qualidades diferentes podem ser valorizadas numa equipa de futebol, entre elas, o poder de fogo ofensivo, o domínio do jogo, o contra-ataque, a intensidade, o jogar em todo o terreno, a capacidade defensiva e a tal "nota artística" que cada um avalia conforme entende.

Para além destas, uma qualidade muito importante nas grandes equipas é conseguir "sentar-se em cima do resultado". Num desafio muito complicado, a nossa equipa consegue pôr-se em vantagem na parte final do jogo. Apetece que o árbitro apite e termine ali o jogo. Pois é exactamente isso que a nossa equipa tem que fazer. Passar o tempo arriscando o mínimo sem se acantonar à defesa, esticando-se e encolhendo-se de forma a deixar passar o tempo e a vitória aconteça, ficando sempre mais perto de dilatar a vantagem do que sofrer o empate ou até a derrota.

Pois uma das coisas que vejo nesta equipa de Rúben Amorim com este sistema de que muitos não gostam, o 3-4-3 que tanto se pode tornar em 5-4-1 como em 3-2-5, é exactamente isso. Ontem foi um bom exemplo, mas outros existiram antes. O Jovane marcou (67mn) e o jogo acabou. O Santa Clara não teve hipótese rigorosamente nenhuma de comprometer a vitória.

Exactamente o contrário do que acontecia no Sporting desde há muito. Demasiadas desilusões apanhámos nos finais dos jogos: basta lembrar-nos do que aconteceu no Istambul B-Sporting a 27 de Fevereiro, onde com 3-1 em Alvalade e a reduzir  para 1-2 em Istambul aos 68mn, a equipa atacava alegremente, Ristovski piscinava, Doumbia fazia de ponta de lança e depois levámos com um golo ao cair do pano com o piscineiro como espectador atento. E no prolongamento lá fomos à vida e o Silas também.

Mas mesmo também com Jorge Jesus isso não acontecia. Recordo-me do Benfica-Sporting de 03/01/2018, do Juventus-Sporting de 18/10/2017 ou o Real Madrid-Sporting de 14/09/2016. O Sporting marcou primeiro e foi sempre sofrer até o golo(s) contra acontecer(em).

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Santa Clara. Não esteve fácil, mas derrotámos a turma açoriana que "emigrou" há um mês para o continente, instalando-se na chamada Cidade do Futebol. Por um tangencial 1-0 que fixou o resultado desta partida em Alvalade, contra uma equipa que em Junho derrotou Braga e Benfica.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Voltou a valer-nos três pontos ao metê-la lá dentro, dando a melhor sequência a um magnífico passe vertical de Wendel, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo sem a deixar cair no chão. Estavam decorridos 67'. O jovem caboverdiano fez a diferença não apenas neste lance decisivo mas ao longo de todo o desafio, em que foi sempre o mais criativo e o maior desequilibrador. Soma e segue.

 

De Wendel. Outra partida de grande nível do jovem brasileiro, que em boa hora regressou ao onze titular depois de ter ficado no banco contra o Moreirense. Erro que o técnico corrigiu: este é um jogador que deve actuar sempre de início. Ninguém como ele neste Sporting transporta a bola com tanta qualidade nem exibe tanta precisão de passe, como ficou bem evidente na preciosa assistência dele para o golo.

 

De Nuno Mendes. Outro regresso ao onze titular. Menos exuberante do que os seus colegas já mencionados mas nem por isso menos útil na manobra colectiva da equipa, como médio-ala. Foram dele os melhores cruzamentos (superiores aos de Ristovski, na ala oposta) e protagonizou várias tabelinhas com Jovane que levaram sempre perigo ao reduto açoriano. Pena ter desperdiçado uma soberana oportunidade de ampliar a vantagem, de frente para a baliza, aos 75': lateralizou em vez de disparar, como se impunha. De qualquer modo, vai consolidando a presença na equipa principal depois de se ter destacado na Liga Revelação. Não custa vaticinar-lhe um futuro muito promissor.

 

De Plata. Esteve longe de uma exibição perfeita, mas volta a merecer nota muito positiva. Por ser combativo, veloz e criativo, sobretudo nas movimentações da linha para o centro do terreno, baralhando as marcações adversárias: a qualquer momento pode criar perigo e fazer a diferença. Ao minuto 90', foi claramente derrubado à margem das regras dentro da grande área do Santa Clara. Era penálti, que o árbitro não assinalou.

 

Da nossa organização defensiva. Amorim continua a formatar a equipa de acordo com as suas ideias, construindo-a de trás para a frente. É no reduto mais recuado que já mais se nota a intervenção do técnico: o Sporting deixou de ter os desequilíbrios defensivos que antes evidenciava, nomeadamente nos lances de bola parada, que provocavam calafrios nos adeptos (mesmo em dias quentes, como este foi). Os números confirmam: nos últimos oito jogos, sofremos apenas quatro golos. Nos oito anteriores, tínhamos encaixado nove. As actuais exibições podem não ser ainda muito vistosas, mas são bastante mais seguras.

 

Da contínua aposta em jovens. Terminámos o jogo com oito jogadores sub-23: Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Wendel, Nuno Mendes, Jovane Cabral, Gonzalo Plata, Matheus Nunes e Tiago Tomás. Um facto que merece registo: está a nascer o Sporting do futuro.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora dezassete jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista seis vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD, Gil Vicente e Santa Clara) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos). Mantém-se invicto.

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero ao intervalo. O Santa Clara aferrolhou os caminhos para a sua baliza, montando uma dupla linha de três defensores que foi neutralizando os cruzamentos leoninos. Os dois guarda-redes tiveram pouco trabalho durante toda a primeira parte, muito empastelada e com raros momentos de emoção.

 

De Sporar. Quarto jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Persiste em estar no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Quando a bola vai ao primeiro poste, ele está junto do segundo - e vice-versa. Parece chegar sempre ligeiramente antes ou ligeiramente depois do preciso instante em que é necessário para a meter lá dentro. E continua sem ganhar lances aéreos, algo pouco recomendável num ponta-de-lança.

 

De Idrissa Doumbia. O técnico deixou desta vez Battaglia no banco, voltando a dar talvez a última oportunidade ao marfinense, que não soube aproveitá-la. Pareceu um elemento estranho à dinâmica da equipa, congelando os lances quando devia acelerá-los. Incapaz de transportar a bola ou de ligar o meio-campo às zonas mais adiantadas, prefere lateralizar as jogadas ou abusar dos atrasos, como voltou a acontecer. Continua a exibir evidentes deficiências técnicas, nomeadamente no posicionamento defensivo. É um sério candidato a abandonar o Sporting no final da época.

 

Do amarelo exibido a Acuña. O internacional argentino, que estava tapado com cartões, falhará o decisivo jogo da próxima semana contra o FC Porto: foi amarelado aos 64', num lance dividido, nesta partida em que actuou como improvisado central esquerdino até ser rendido por Borja, aos 84'. Vai fazer-nos falta no Dragão.

 

Do árbitro. Chama-se António Nobre: apesar de ter nome de poeta, jamais o imaginaríamos a escrever um soneto de amor ao Sporting. Muito pelo contrário, teve um duplo critério no plano disciplinar, contemporizando com o jogo faltoso da turma visitante, e errou em toda a linha ao perdoar um penálti ao Santa Clara por derrube de Plata no minuto 90. Foi a terceira grande penalidade favorável ao Sporting que ficou por assinalar em dois jogos consecutivos. Só por manifesta ingenuidade alguém acreditará que é mera coincidência.

Prognósticos antes do jogo

Isto agora é assim, ao ritmo de dois jogos por semana: chega a jornada 31 deste insólito campeonato a três voltas. Calha-nos amanhã, a partir das 19.15: desta vez recebemos o Santa Clara, simpático clube açoriano que tem o defeito de ostentar um símbolo decalcado do Sport Lisboa. 

Na primeira volta, em Ponta Delgada (onde havia uns jumentos a zurrar "Alcochete sempre!"), impusemos goleada: vitória por quatro sem resposta, a 16 de Dezembro. Os golos foram marcados por jogadores que por um motivo ou outro deixaram de calçar em Alvalade: Luiz Phellype (2), Bolasie e Bruno Fernandes.

Segue-se a pergunta da praxe: quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Santa Clara?

Pinheiro e chegar ao Natal

Santa Clara joga taco a taco, como o Guimarães, Tondela ou o Paços jogara connosco.
No jogo de ontem, o Benfica perdeu, mas podia ter ganho, como podia ter perdido com o Rio Ave na semana passada (em que ganhou). Nós marcamos cedo com o Tondela, mas eles podiam ter empatado se aquela do Mathieu não tivesse batido no poste. Com o Paços ganhamos porque o Jovane fez cair do céu um livre direto.
Que raio se passa? Afinal a nossa Liga é competitiva? Afinal os clubes pequenos estão a trabalhar muito melhor? Afinal não é nada disso, são os grandes que são muito piores?
E o público? Como não existe, não pressiona nem o árbitro nem o erro do adversário? Será isso? Ninguém sabe, talvez seja tudo isto e mais alguma coisa.
Cada vez que vejo estes jogos lembro-me de como Paulo Sérgio foi (e ainda é) ridicularizado por ter pedido um pinheiro. A minha intenção não é ser enigmático, mas sim perguntar-me e perguntar a todos se os três grandes (e talvez o Braga) não deviam ter um pinheiro ou dois nos plantéis. A verdade é que a dada altura – últimos dez minutos + descontos – a lógica vai-se e a fé em Deus dos cruzamentos para a área é a única tática que prevalece. 
Será que é a vaidade dos misters e dos diretores desportivos que os impede de decorar os plantéis com um pinheiro?

O melhor prognóstico

Não era dos prognósticos mais fáceis. Mérito acrescido do nosso leitor Daniel Borges, que acertou no resultado do Santa Clara-Sporting: vitória leonina em Ponta Delgada por quatro golos sem resposta.

Mas não acertou apenas no desfecho da partida. Acertou também em cheio nos marcadores dos quatro golos: Luiz Phellype (2), Bolasie e Bruno Fernandes.

Não me recordo de alguém com tanta pontaria desde que começaram as jornadas de palpites aqui no blogue. Parabéns redobrados, portanto, ao nosso leitor.

Sporting Sempre!

Afinal quem é que sabia?

Quantas vestes foram rasgadas nas pouco menos de cem horas que separaram os jogos contra o Lask e contra o Santa Clara?

Uma vergonha o onze, não se devia ter gerido pois havia um pote onde era preciso ficar e estávamos a comprometer o futuro na Liga Europa (onde nem devíamos ter estado pois devíamos ter ficado em sétimo no ano passado).

O relógio é inimigo do ansioso e o melhor amigo do paciente. Hoje, após a dupla deslocação aérea, sabemos que, apesar de estar no pote do terror, vamos enfrentar o İstanbul Başakşehir (nada está ganho mas parece mais acessível que Arsenal, Manchester United, Ajax, Inter de Milão, Sevilha ou Salzburgo). Sabemos também que o Sporting enfrentou um organizado Santa Clara e venceu sem contestação.

Talvez Silas perceba um bocadinho mais de futebol do que quem opina...

Viremos agora agulhas para o difícil jogo contra o Portimonense no próximo sábado. Como diz o colega escriba Pedro Correia, o caminho faz-se caminhando. E será tão mais seguro o caminho do Sporting quanto os sócios e adeptos ajudarem a limpar os obstáculos da estrada.

Sporting Sempre!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Num estádio muito difícil, onde há um ano vencemos a equipa da casa por margem tangencial (2-1), o Sporting impôs o seu futebol ao Santa Clara, que saiu derrotado de forma concludente: 4-0. Um resultado adequado à exibição: o onze leonino foi pressionante, agressivo no melhor sentido do termo e revelou fluidez ofensiva do princípio ao fim da partida, lutando sempre pela vitória. Compensou: este foi o nosso resultado mais volumoso até agora na Liga 2019/2020 - igualando a marca imposta ao PSV para a Liga Europa, com a diferença de o confronto com a turma holandesa ter decorrido em Alvalade.

 

De Silas. Desta vez o nosso treinador não confundiu os jogadores com sistemas tácticos incompreensíveis nem fez poupanças descabidas. Como se impunha, fez entrar em campo aquele que é hoje, sem margem para discussão, o melhor onze leonino: Max; Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña; Idrissa, Wendel, Bruno Fernandes; Bolasie, Vietto e Luiz Phellype. Para quê complicar o que é simples?

 

De Bolasie. Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar de quase costas para a baliza, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza do Santa Clara. Cinco minutos depois, em nova incursão na área, foi derrubado em falta, justificando o castigo máximo de que resultou o nosso quarto golo. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Vietto. Outra exibição de grande nível, que só faltou ser coroada com um golo. Mas esteve quase a apontá-lo, aos 82', quando rematou à barra, bem servido por Jesé. O argentino pensa bem o jogo e tem inegável virtuosismo técnico, tendo protagonizado contra-ataques perigosos aos 35' e aos 40' - no segundo serviu Luiz Phellype, que só precisou de encostar para marcar o golo inaugural do Sporting. Desmarcou muito bem Bruno Fernandes aos 50'. Aos 66' rubricou outro grande lance, rematando em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado. Incansável.

 

Luiz Phellype. Aos pontas-de-lança pede-se eficácia no momento da decisão. O brasileiro cumpriu, no essencial. Aos 19' e aos 34', falhou na finalização. Mas redimiu-se ao dar o último toque, marcando o nosso primeiro, aos 40', e aos 47', quando deu a melhor direcção a um centro de Ristovski. Segunda jornada consecutiva a marcar, já com sete golos amealhados no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. Não foi um dos melhores jogos do capitão. Mesmo assim, participou no primeiro golo, iniciado ao recuperar uma bola junto à ala esquerda e entregando-a a Acuña. É ele quem marca o canto de que resulta o terceiro, aos 54', e cinco minutos depois sela o resultado cumprindo de forma exemplar ao converter uma grande penalidade. Nota positiva.

 

De Ristovski. O internacional macedónio confirmou que é um elemento mais útil como lateral direito do que Rosier. Avançou com ousadia no seu corredor, destacando-se em sucessivos centros para Luiz Phellype (7'), Vietto (16') e novamente Luiz Phellype (34'). Como não há duas sem três, foi dele a assistência para o segundo golo do brasileiro - e do Sporting - com um cruzamento atrasado, a partir da linha de fundo, como mandam as regras. Merece ser titular, sem discussão.

 

Do regresso de Battaglia. Já com o resultado em 4-0, aos 64', Silas fez entrar em campo o internacional argentino - precisamente no mesmo estádio em que na época anterior se lesionou gravemente, levando-o a permanecer quase um ano afastado dos relvados. Já tínhamos saudades de o ver equipado de verde e branco.

 

De ver as nossas redes intactas. Nem um golo sofrido, confirmando-se os progressos registados na organização defensiva do Sporting.

 

Da subida ao pódio. Como antecipei aqui, para irritação de supostos adeptos que visitam este blogue, ascendemos ao terceiro lugar do campeonato numa jornada em que Famalicão e Braga perderam, e V. Guimarães empatou. Seguimos agora isolados neste posto, que há três meses quase parecia uma miragem: quando Silas pegou na equipa, à sexta jornada, seguíamos no nono lugar, tendo à nossa frente Famalicão, Porto, Benfica, Rio Ave, Boavista, V.Guimarães, Tondela e o Santa Clara que hoje derrotámos. Podemos reduzir a diferença em relação ao FCP, que receberemos na próxima jornada em Alvalade, a 5 de Janeiro.

 

 

Não gostei

 
 

Do resultado ao  intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, desvantagem lisonjeira para a equipa açoriana, que só uma vez nesta partida (aos 87') obrigou Max a uma defesa apertada.

 

De Eduardo. O antigo médio do Belenenses tarda em demonstrar no Sporting o que terá levado a direcção da SAD a contratá-lo. Suplente utilizado no jogo de hoje, entrou só aos 77', substituindo Wendel. Pretendia-se que segurasse a bola no nosso meio-campo para garantir a vantagem dilatada, mas nas primeiras vezes em que pegou no jogo entregou-a ao adversário, colocando a equipa em posição difícil. Com este comportamento, tarde ou nunca ascenderá a titular.

Há dias assim...

Em que tudo corre bem, e mesmo quando algum percalço acontece, conseguimos dar a volta por cima.

Depois de Braga, Guimarães e Famalicão terem perdido pontos e termos conseguido o bilhete premiado no pote 1 do sorteio da próxima fase da Liga Europa, apanhámos uma equipa que joga e deixa jogar. Depois de algumas oportunidades falhadas, marcámos o primeiro, logo depois o segundo (com o intervalo pelo meio) mais ou menos oferecido, e foi um passeio. Até um golo de livre que sofremos nos foi (legitimamente) perdoado.

Também fizemos por isso. Desta vez Silas não inventou e escolheu um onze análogo ao do melhor jogo com Keizer desta época em Portimão, com Max em vez de Renan, Bolasie em vez de Raphinha e Ristovski em vez de Thierry, e a equipa portou-se bem, concentrada, poucos passes falhados, variações de flanco oportunas, centros intencionais, mesmo aquela saída pastosa e irritante se notou bem menos hoje do que noutras ocasiões.

E assim chegámos ao 3.º lugar, entre os dois rivais em luta pelo título e aqueles dois clubes do Minho que por vezes se esquecem que o Sporting é um dos três grandes de Portugal.

Com isto a jornada triste da Áustria e as declarações mais que infelizes de Silas sobre a mesma ficaram esquecidas ? Obviamente que não.

Mas o que se passou à chegada dos jogadores e a bofetada de luva branca dos mesmos à escumalha que se diz adepta do Sporting mas está apostada em dar cabo dele, relativizou muita coisa. Acredito que estes últimos dias tenham servido a Silas de lição e agora o importante é passar por Portimão (desafio que para nada deve servir) e preparar da melhor forma Janeiro e o final da temporada, incluindo uma aposta firme e sem reservas na Liga Europa. 

Se toda a equipa esteve bem (Eduardo à parte), hoje gostei particularmente dos patinhos feios Ristovksi e Doumbia. 

SL 

Amanhã em São Miguel

Amanhã à noite na ilha de São Miguel, nos Açores, o Sporting tem a possibilidade de ganhar ao clube filial do Benfica e chegar ao 3.º lugar da Liga, ou seja, ao mínimo do desejável para esta e qualquer outra época.

Com Neto, Jovane, Fernando e Pedro Mendes de fora por razões conhecidas, todos os outros do plantel estiveram disponíveis para serem convocados, e alguns deles ainda puderam descansar e/ou ir às compras de Natal, que isto de jogar cansa e no tempo de Silas ainda cansava mais.

Foram convocados os seguintes:

Guarda-redes: Renan, Luís Maximiano e Hugo Cunha 

Defesas: Ristovski, Rosier, Mathieu, Coates, Borja e Acuña

Médios: Doumbia, Battaglia, Eduardo, Bruno Fernandes, Wendel

Avançados: Camacho, Vietto, Jesé, Bolasie e Luiz Phellype

Assim, enquanto esperamos pela noite de amanhã, gostaria de vos perguntar o seguinte:

Silas à parte, e com os jogadores convocados, qual seria o vosso onze e qual a disposição do mesmo em campo?

SL 

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