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És a nossa Fé!

O que diz Salgado Zenha

«Os desequilíbrios financeiros ainda não desapareceram na totalidade.»

«Este ano tivemos um défice operacional na ordem dos 30 milhões de euros.»

«[Foi preciso] Fazer ajustes essenciais na massa salarial, sobretudo de jogadores excedentários.»

«Os encargos com salários, incluindo de jogadores de futebol, correspondiam no início da época a cerca de 100% das receitas operacionais. O recomendado pela UEFA é um limite de 70%.»

«Vamos ter uma redução da massa salarial na ordem dos 12 milhões de euros.»

«Procuramos eficiência na gestão do desporto e manter a qualidade no futebol. Não queremos cortar por cortar.»

«Não vamos cometer loucuras. Mas também não vamos apertar o cinto de forma desmesurada e sem estratégia.»

«Um clube no mercado português, para ser competitivo, tem de vender jogadores de futebol. Porque não temos as receitas de outros mercados, como o inglês ou o espanhol.»

«O Sporting tem capitais próprios negativos. Mas não é insolvente. Tem activos muito valiosos e uma situação de alguma estabilidade financeira desse ponto de vista. Tendo um activo como o Bruno Fernandes, se tiver algum aperto sei que o posso vender quando quiser. Daí a solvência.»

«O Sporting não está neste momento numa situação de folga financeira. Não está porque nos últimos anos cometeu excessos e o que aconteceu no ano passado fez o Sporting dar vários passos atrás. Nós agora estamos a corrigir esta situação. Mas estamos a corrigi-la com pés e cabeça.»

 

Declarações de Francisco Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting com o pelouro financeiro, ontem, no Jornal das 8 da TVI

O rumo certo

Tendo visto a conferência de imprensa da Direcção do Sporting Clube de Portugal e o que se disse dela, parece-me que a mensagem essencial ficou um pouco diluída no que foi a defesa do clube face àqueles que foram responsáveis por um colossal rombo financeiro e desportivo e que continuam a ser responsáveis pelo clima de guerrilha aos órgãos eleitos e à estrutura de futebol profissional do clube. 

E a mensagem essencial de Varandas é que com esta Direcção o Sporting tem um rumo bem diferente do que vinha a ser seguido por Bruno de Carvalho. Um clube honesto e com gente honesta à frente do clube, um clube que quer respeitar e ser respeitado, um clube de trabalho e competência, um clube contido no discurso, um clube sustentável, um clube formador, um clube ganhador. 

Falou do investimento que está a ser feito na Academia, em infra-estruturas, em técnicos, em especialistas de alto-rendimento, em coaching comportamental. Para que não existam mais Podences, Rafaeis Leões e Tiagos Djalós, prontos a fugir à primeira oportunidade, acrescento eu.

Falou na reestruturação do plantel principal, juntando o ganho financeiro ao equilíbrio competitivo, na aposta num treinador duma escola de futebol ofensivo, na integração gradual dos poucos jovens sub-23 que já atingiram o nível mínimo para o efeito, da Taça da Liga já ganha aos rivais. 

Miguel Cal falou na reestruturação organizativa do clube, deixando perceber que muito irá melhorar nessa área, tornando o Sporting um clube moderno e funcional, no estádio, no pavilhão, na internet, na relação com os sócios, o que manifestamente agora não é.

Zenha abriu muito pouco o livro, pelos motivos conhecidos, e ficou por saber-se qual o rumo financeiro do Sporting. Falou nas contas que Bruno de Carvalho deixou por pagar, não falou nem podia falar de quanto e quando é que o Sporting pensa receber (ou pagar) pelas rescisões, não falou nem podia falar da reestruturação da dívida com base no contrato com a NOS ou doutra forma qualquer, não falou nos orçamentos das modalidades.

Muito mais importante do que comunicar bem é fazer bem. O que não quer dizer que a comunicação não tenha que melhorar também. 

Cão que ladra não morde. O destino dos touros bravos é o talho. 

Que o Sporting possa prosseguir o rumo apresentado, com a estabilidade e tranquilidade necessárias para ganhar, trabalhando mais e falando menos, e nunca se deixando tourear pelos Vieiras e Pintos da Costa deste mundo. 

Nós aqui estaremos para apoiar o que for de apoiar, criticar o que for de criticar, mas Sempre Sporting e Sporting Sempre.

SL

Zenha

Bom, sem duvidar dos números (cada um lança os que quer) que agora Salgado Zenha apresenta e até admitindo que estão certos, que esta é a situação do Sporting, por que carga de água veio o senhor, no final de 2018, dizer que o Sporting respirava saúde financeira?
Desculpem os leitores, mas só posso concluir uma de duas: Ou é distraído, ou mentiroso. Ou ainda uma terceira: É incompetente! Confesso que não sei, que eu de contas bastam-me as minhas.
De qualquer forma, o que se pretendia era a apresentação de um plano, não para ganhar campeonatos que isso ninguém pode nem deve prometer, mas para sanar a (a ser verdade e já disse que não ponho em causa os números) degradada situação financeira do clube. Essa informação, se é que a há, era devida aos sócios.
O passado, sendo passado, deixou contudo um rasto que implica com o futuro e era esse futuro que eu esperava ver explanado nesta ocasião.
A sério, para quem quer união, preocupa-se demasiado com o passado recente. É da sabedoria popular que não se apanham moscas com vinagre, mas ao que assistimos diariamente no Sporting é ao lavar de roupa de tal forma que um dia destes ela se esgaça, de tanto bater na pedra.
Há uma auditoria que já devia estar concluída, e aí, após resultados, que se tomem medidas se elas tiverem que ser tomadas. Não formo juízo de intenções, não infiro que daqui se quer outra coisa que não o que foi dito e feito, mas não é isto que os sócios querem, o que os sócios querem é que o clube avance e que me desculpem, mas assim nunca passaremos da cepa torta.

O que disse Francisco Salgado Zenha

Dívida a fornecedores herdada superior a 40 milhões

«Quando tomámos posse, encontrámos o clube numa situação de tesouraria muitíssimo difícil.»

«Herdámos uma dívida a fornecedores, até Junho de 2019, de mais de 40 milhões de euros. A maior parte desta dívida é com clubes e agentes. Herdámos o pagamento de metade do valor contabilístico do plantel profissional do Sporting. Ou seja: tivemos de pagar este ano metade do plantel do Sporting.»

Já não havia dinheiro para pagar salários

«A gestão feita em 2018 foi completamente irresponsável. Em Janeiro de 2018, o Sporting estava a antecipar uma receita futura para comprar um jogador. Um par de meses depois, não tinha dinheiro para pagar salários e teve de recorrer à conta-reserva que servia teoricamente para pagar os VMOCs [valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis].»

«Estamos a falar de pagamentos de jogadores como Misic, Ristovski, Coentrão, Acuña, Battaglia, Piccini, Mattheus Oliveira, Lumor - só para enumerar alguns. Nada disto estava pago.»

 

Da intervenção de Francisco Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting com o pelouro financeiro, esta tarde, em conferência de imprensa

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