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És a nossa Fé!

Ainda sobre o mesmo assunto

Ainda sobre a indigna proposta de aumentos salariais da Direcção do Sporting, que numa canhestra manobra de spin declara-se agora como "moldura" em vez de aumentos efectivos.

Está a tentar fazer caminho um argumento por demais incorrecto, se não mesmo falacioso. Vem ele exposto num post de José Duarte, no seu blog "Norte de Alvalade" que o meu prezado colega e consócio Pedro Correia cita.

Por extenso, o argumento reza assim:

"Se o Sporting quer atrair bons administradores deve ter uma política de remunerações atractiva e que proporcione uma previsibilidade mínima, que permita os pretendentes olharem para o Sporting como um projecto, onde a necessária  interrupção das  suas carreiras profissionais não signifique uma atitude suicida e comprometedora das suas vidas e respectivos familiares."

Este raciocínio assenta num equívoco de fundo que é, no caso objectivo do Sporting, confundir cargos executivos com cargos administrativos. Na contratação de quadros executivos (um director desportivo, um director financeiro, um director para as modalidades) pode o Sporting tentar estipular uma moldura de remunerações na procura do melhor perfil para preencher esse lugar. Poderia, mas obviamente não o faz porque não são essas as regras habituais desse mercado de trabalho: um treinador contrata-se através de um processo negocial individual, mediante as condições apresentadas e as disponibilidades do clube, e seria uma excentricidade trazer no bolso uma tabela salarial.

Ora a Direcção do Sporting não é contratada, mas eleita. Vai a votos tentando convencer os sócios de que tem um programa capaz e é uma equipa capaz de o executar. A remuneração que irá auferir não é mais nem menos atractiva para os candidatos, pura e simplesmente não é um factor. A profissionalização dos quadros executivos não tem nada a ver com a profissionalização dos dirigentes. Alguém candidatar-se-ia a Presidente do Sporting porque o ordenado é interessante? Os sócios votariam num candidato competentíssimo que fosse um reputado lampião, feito sócio à última hora para poder concorrer?

Por outro lado, pertencer à Direcção do Sporting em que afecta as carreiras profissionais dos seus elementos? No caso desta Direcção bastaria olhar para os CVs para perceber de imediato que representa, isso sim, um upgrade no seu percurso profissional. Fazer parte da Direcção do Sporting não é uma interrupção, como ser deputado ou ministro, é a aplicação das suas competências a uma indústria.

Por fim, há sempre a solução mais prática: quem não gosta das condições do cargo a ele não se candidata.

Acuso.

Todos os anos a Direcção do Sporting tem vendido activos importantes do clube com a justificação de que é crucial equilibrar as finanças.

Neste contexto, e numa situação em que a massa salarial dos portugueses tem vindo a decrescer e afastar-se ainda mais da média europeia, a Direcção do Sporting decidiu aumentar as suas remunerações: Varandas em 32%, 45% para Salgado Zenha e André Bernardo - um ser particularmente estúpido que afirmou querer mudar o emblema do clube mesmo que os sócios se oponham - louvando-se num relatório de consultadoria que é uma autêntica fraude. Está para nascer o consultor que faça recomendações contrárias aos propósitos de quem o contratou.

Com esta manobra ignóbil e infame Frederico Varandas, Salgado Zenha e André Bernardo desmascararam-se como uma camarilha de oportunistas da pior espécie, que esbulha o Sporting e, por conseguinte, os seus sócios, que lesa o Clube, provando que o seu intuito é servirem-se do Sporting, sacarem dele o mais possível o mais depressa possível, e não servir o Sporting como qualquer executivo e administrador decente.

Com este acto de pura rapina Frederico Varandas, Salgado Zenha e André Bernardo puseram-se ao nível mais baixo atingido pelo Sporting, o nível demencial e delinquente de um Bruno Carvalho de má memória.

É esta a desgraçada sina dos sportinguistas: ter ano após ano crápulas abancados na Direcção a roubarem o Sporting sem um pingo de vergonha.

Assim sendo desde já declaro que jamais votarei em qualquer um destes meliantes para qualquer cargo, e anseio para que cheguem as eleições, porque é no voto que os sócios do Sporting manifestam as suas intenções.

Ou vendes, ou fechas a porta

Os meus caros pensam que nos ficaremos pela venda do Ugarte?

Vão ao relatório e contas e, olhem, façam as contas!

Querem que levante um bocadinho a ponta do véu? Então lá vai:

Segundo semestre de 2022. Entre parentesis resultados do segundo semestre de 2021(como os R&C reflectem a época desportiva, estes segundos semestres correspondem aos primeiros das épocas desportivas de 21/22 e 22/23). Os primeiros valores são de fecho a 31 de Dezembro de 2022 (época 22/23) e os entre parentesis são de 31 de Dezembro de 2021 (época 21/22):

Rendimentos e ganhos operacionais sem transação de jogadores, com Champions - 74,4 M€ (79,7M€);

Custos e perdas operacionais : 65M€ (58,8M€);

Amortizações de passes de jogadores: 16,0M€ (11,8M€);

Rendimento com transações de jogadores: 73,9M€ (9,M€);

Serviço da dívida: 8,6M€ (6,9M€).

Ou seja, no semestre terminado a Dez/22 as receitas ordinárias desceram, os custos com pessoal e fornecimentos e serviços externos subiram (este valor semestral está nos 17,9M€, em 2018 no ano todo era de 22,4M€) e o custo com o serviço da dívida também. Porém, vende-se as pratas e dêem cá um aumentozinho.

Depois despedem-se uns funcionários e absorve-se o custo, sem problema.

Foi tudo contra:

Menos receitas;

Mais custos com pessoal e fornecimento de serviços externos (só em combustível foram 800K€, não se sabe quanto em colchões).

Mais amortizações (comprámos mais e mais caro);

Mais custos de financiamento (juros mais altos e os competentes administradores a não cobrirem o risco de subida das taxas de juro, diz no relatório que por opção, coisa boa para mim que não vejo um boi de contas e tal).

Para resolver o assunto, vendemos uns jogadores e já está. A situação real vai perceber-se no final do primeiro semestre, a Junho deste ano, 2023. Vendeu-se o Porro por 47,5M€ e provavelmente os resultados até descerão do resultado actual porque já não haverá Champions e os custos não irão desaparecer (cada vez que se abre a porta da academia há contas para pagar, estejamos ou não na Champions ou em quarto lugar no campeonato) bem como as amortizações e os custos financeiros, que até subirão, o que tem a ver com a subida dos juros e o factoring (recebimento através de financiador terceiro) do Porro.

Este cenário obriga a vender um jogador até Junho de 2023, para compor o ramalhete e o cenário não parecer tão catastrófico e bem, para não se notarem os 240K€/ano de Varandas.

Façam um esforço e pensem comigo que também não sou nenhum expert na matéria: se fizemos 47,4M€ de vendas líquidas de jogadores (62,8M€ antes de comissões) e 36,4M€ da Champions, agora sem Champions e só com os 47,5M€ do Porro, que deverão ser 40M€ após comissões,  deveremos perder uns 11M€, pelo que a época anual ficará nuns 36M€ positivos, se não vendermos mais ninguém até Junho de 2023.

(Mais um parentesis para dizer que um passarinho me assobiou ao ouvido que a venda do Porro foi feita nestes moldes: Empréstimo até ao fim da época por 5M€, opção de compra pelo Tottenham/opção de venda pelo Sporting por 40 ou 42,5M€ na época seguinte. Ou seja, 40M€ entrarão nas contas de 23/24, já a pensar em atenuar (ou não tornar tão evidente ao público) o buraco entre custos e receitas. A ser assim, esta época desportiva, que começou com o semestre a dar 47M€, terminará a zero. Daí o empenho na venda de alguém até 30 de Junho, de modo a entrar ainda neste exercício anual)

Façamos agora um exercício: Sem 40M€ da Champions e sem 102,8M€ de vendas líquidas, são menos 142,8M€. Ora, subtraindo ao ganho anual deste ano de 36M€, teremos um prejuízo de cerca de 107M€ em 2023, antes de vendas e da Liga Europa.

Estão a ver o que teremos de vender em 23/24? Continuam a achar que isto se fica pelo Ugarte?

A verdade é que os custos não param de subir, as receitas ordinárias apesar da propaganda, desceram e os custos de financiamento aumentaram bem como os custos com as amortizações.

Resumindo os dados publicados acima: As receitas ordinárias caíram 5,3M€, os custos subiram 6,2M€, as amortizações subiram 4,2M€, os custos financeiros subiram 1,7M€ ou seja, num semestre a coisa piorou em 17,4M€ (projeção num ano de 34,8M€). Ora, se o buraco já estava nos 70M€, agora passou para mais de 100M€. E a malta aplaude. E o Varandas aumenta-se!

Ou seja, só há um caminho e só não vê quem não quer: Vender, vender, vender. E lutar pelo terceiro lugar. E a malta, em vez de assobiar quem nos conduz para este cenário, assobia o Chermiti e os miúdos imberbes que são lançados às feras.

 

É aumentar, vilanagem!

Este que aqui vão ler se tiverem pachorra, é há um ror de anos trabalhador da Administração Local.

É avaliado por um sistema manhoso que funciona como uma pirâmide, impedindo que alguns, sendo ainda assim muito bons no seu desempenho, nunca cheguem ao topo da carreira numa vida normal de trabalho, digamos que iniciando a sua vida laboral aos 25 anos e terminando-a na idade legal para a aposentação. 

No último biénio este que vos fala teve um desempenho considerado relevante (que tem sido constante, modéstia à parte), ou seja na perspectiva do seu avaliador cumpriu e nalguns parâmetros ultrapassou os objectivos pré-definidos e contratualizados.

Pois este trabalhador o ano passado teve um aumento de 0.9% no seu ordenado e este ano teve cerca de 4% e agora mais 1% (a inflação foi de cerca de 10% em 2022), que sinceramente irá ser gasto numas putas dumas férias nas Maldivas! Ou em casa, vá...

Eu sei que se estão borrifando para a minha vida e os meus problemas, portanto vamos ao que interessa, à mulher de César.

É um facto que a legislação não obriga a que a administração da SAD consulte em AG ou doutra forma o seu maior accionista, o Sporting Clube de Portugal e por isso os seus associados, em bom rigor os "donos" do clube, logo os accionistas maioritários da SAD, em quaisquer assuntos relacionados com aquela sociedade anónima e muito em concreto com esta proposta de aumentos de 32% para o presidente da SAD e do clube e de 45% para os demais administradores.

Sendo o presidente da SAD em acumulação presidente do clube, bem como acumulando administradores cargos nos OS do clube e cargos na SAD seria, a exemplo das sociedades que se regem por princípios de transparência, de bom tom que este conflito de interesses fosse eliminado por uma concordância emanada de uma consulta aos associados. Não é obrigatório, repito, mas retiraria quaisquer dúvidas de legitimidade moral num assunto que se tornou mais sensível quando, numa época em que não se atingiu qualquer objectivo desportivo, os OS da SAD se pretendem aumentar escudados numa comissão de remunerações que dá ela também o flanco, ao recomendar os aumentos atrás propostos. Como digo lá atrás, é a eterna questão da mulher de César.

Não me dei ao trabalho de verificar qual o valor dos vencimentos dos administradores da SAD, calculo que pela justificação apresentada sejam inferiores à concorrência e não me causa engulho de qualquer espécie que os seus vencimentos sejam aumentados. Se queremos gente competente a dirigir, teremos de lhe pagar em conformidade, a questão está em procurar onde se afere da competência numa sociedade anónima desportiva: Nos resultados económicos e financeiros, nos resultados desportivos, em ambos? Creio que, leigo na matéria, o ideal seria a terceira opção, já que ter uma SAD rica sem títulos não atrai ninguém ao estádio, não atrai novos e actuais associados ao clube e desvaloriza a marca, logo os patrocínios, logo a facturação da SAD e do clube. Ora se no ponto de vista económico e financeiro a coisa não esteve muito má, no ponto de vista desportivo esteve péssima, se calhar porque se venderam activos (jogadores) para potenciar a primeira questão e a delapidação do património humano que porventura acontecerá no final da época, indo por este caminho, tende a agudizar os maus resultados desportivos verificados.

Parece-me que se anda por aqui a meter o carro à frente dos bois, ou seja, descurando resultados desportivos em detrimento dos resultados financeiros, sem pensar/perceber que o adepto comum quer é ganhar títulos ou no mínimo ser competitivo, interessando a uma pequena minoria as questões "do dinheiro". A ideia de que o universo dos adeptos sportinguistas é diferente dos adeptos dos outros clubes é uma completa falácia, bem como a ideia de que somos todos "doutores". Felizmente a maior parte dos adeptos do Sporting é o comum cidadão, onde cabem os doutores e todos os outros e por isso é tão importante que o presidente do clube os interrogue no sentido de saber se eles concordam com o seu aumento de ordenado no cargo que ocupa SÓ porque é presidente do clube, na empresa que é deles todos.

Eu faria isso, mas eu rejo-me por outros princípios. 

40% de corte nos salários do futebol profissional

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Apesar de Frederico Varandas estar ao serviço do país no combate ao COVID19, o Sporting foi dos primeiros clubes portugueses a atingir um acordo com os jogadores de forma a ajudar os seus salários durante esta crise que abala o mundo.

Serão 40% de corte nos salários. Estes 40% passarão a 20% em caso de retoma do campeonato.

Pelos vistos é mesmo possível conciliar as duas coisas quando o mundo realmente precisa de mais um médico (todos contam) e o Sporting precisa de continuar a ser gerido.

Varandas, Zenha e o dinheiro

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Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting, rectificou ontem mais um erro de Frederico Varandas. Anunciando, em declarações à Rádio Observador que os membros da administração da SAD abdicarão das novas remunerações propostas pela comissão de accionistas. «Não queremos passar a mensagem de que estamos aqui por dinheiro», declarou o responsável pelas finanças no Conselho de Administração leonino. Contrariando o que dissera a 10 de Setembro, à agência Lusa, quando justificou tal medida como uma forma de «atrair talento» para os cargos de cúpula da SAD.

Foi uma declaração importante, necessária neste contexto de crescente impopularidade dos actuais gestores do Sporting, e que só pecou por tardia. Porque impunha-se que tivesse sido feita 48 horas antes por Varandas na lastimável entrevista à SIC. Repetindo o que aqui escrevi no domingo, o presidente devia ter aproveitado esta entrevista, sem esperar por pergunta alguma, para comunicar aos sócios e adeptos do Sporting que abdicaria do aumento salarial que lhe havia sido proposto.

Ainda bem que Zenha emendou o erro. Mais vale tarde que nunca.

Imperdoável

Lamento que Frederico Varandas não tenha ontem aproveitado a entrevista de 32 minutos em horário nobre à SIC para dizer, sem esperar por pergunta alguma, que abdicará do aumento salarial que lhe foi proposto pela comissão de accionistas da SAD.
Mais que lamentável: é imperdoável. Como dizia o outro, não há segunda oportunidade para uma primeira impressão.

Aumentos para a Administração... porquê??

Segundo notícias vindas hoje em alguns órgãos de comunicação social, existe uma proposta dentro da própria SAD no sentido de aumentar o vencimento do Presidente do Sporting dos 182 mil euros para 273 mil euros brutos anuais e os outros administradores para 196 mil euros. Não queria acreditar naquilo que lia, mas talvez ajude a  compreender o número tão elevado  de candidatos a Presidente do nosso clube nas últimas eleições... Haja pudor meus senhores, e lembrem-se dos sacríficios de muitos sócios, quer para terem sempre as suas quotas em dia, quer para acompanharem a equipa por esses estádios do país.

É preciso vencimentos tão elevados para "gerir" e "administar" o clube??

Sem ninguém a ver-se ao espelho

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O canal público de televisão gastou ontem à noite doze minutos - repito: doze minutos - a debater a magna questão do salário do presidente do Sporting. Foi uma forma, como qualquer outra, de tentar menorizar a vitória leonina em Vila do Conde, ocorrida pouco antes.

Curiosamente, neste debate havia duas almas muito indignadas com a nova remuneração de Bruno de Carvalho. Uma assumidamente adepta de um clube presidido por alguém que prescinde de salário - o que abre as maiores interrogações sobre os seus meios de subsistência e faz supor que essa função está reservada só a gente muito rica. Outra declaramente adepta de um clube há muito liderado por alguém com vencimento ao nível de um presidente do conselho de administração de uma empresa cotada no PSI20. 

E lá rolaram esses doze minutos de relevante "serviço público" no sítio do costume. Com a demagogia à solta e sem ninguém a ver-se ao espelho.

Eu ouvi bem?

Ao que parece só em funcionários, a Direcção do Sporting dispensou 60 nestes últimos tempos. Estes 60 signficam uma redução no orçamento anual de 3 milhões de euros. Ora, é fazer as contas. São 60 funcionários da estrutura a receber em média mais de 3.500 Euros/mês. 

 

Eu não me importava nada de ter uma estrutura bem paga, se essa mesma estrutura nos colocasse no topo, com um grau elevado de profissionalismo. Mas, é uma loucura o nivel de ordenados praticados no nosso clube. Sobretudo a muitos encostados. 

 

Agora, apelo é que estes cortes não levem por arrasto os bons profissionais que o Sporting tem. É que há lá dentro gente de enorme valor, dedicação e qualidade. 

 

Que o bom senso impere. 

{ Blogue fundado em 2012. }

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