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És a nossa Fé!

Varandas, Zenha e o dinheiro

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Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting, rectificou ontem mais um erro de Frederico Varandas. Anunciando, em declarações à Rádio Observador que os membros da administração da SAD abdicarão das novas remunerações propostas pela comissão de accionistas. «Não queremos passar a mensagem de que estamos aqui por dinheiro», declarou o responsável pelas finanças no Conselho de Administração leonino. Contrariando o que dissera a 10 de Setembro, à agência Lusa, quando justificou tal medida como uma forma de «atrair talento» para os cargos de cúpula da SAD.

Foi uma declaração importante, necessária neste contexto de crescente impopularidade dos actuais gestores do Sporting, e que só pecou por tardia. Porque impunha-se que tivesse sido feita 48 horas antes por Varandas na lastimável entrevista à SIC. Repetindo o que aqui escrevi no domingo, o presidente devia ter aproveitado esta entrevista, sem esperar por pergunta alguma, para comunicar aos sócios e adeptos do Sporting que abdicaria do aumento salarial que lhe havia sido proposto.

Ainda bem que Zenha emendou o erro. Mais vale tarde que nunca.

Imperdoável

Lamento que Frederico Varandas não tenha ontem aproveitado a entrevista de 32 minutos em horário nobre à SIC para dizer, sem esperar por pergunta alguma, que abdicará do aumento salarial que lhe foi proposto pela comissão de accionistas da SAD.
Mais que lamentável: é imperdoável. Como dizia o outro, não há segunda oportunidade para uma primeira impressão.

Basta! A pouca vergonha não pode continuar...

- O Sporting voltou a perder em Alvalade, apenas 2 vitórias em 8 jogos oficiais é um registo patético. O passado, a história, a grandeza do clube exigem apuramento de responsabilidades e mudança de rumo. Isto não pode continuar. Obviamente que Leonel Pontes desperdiçou a oportunidade e provavelmente não continuará treinador do Sporting, mas não basta, é preciso retomar rapidamente o caminho das vitórias. Se tal não acontecer, que se mudem os dirigentes, até o presidente se for necessário. Será inevitável caso as vitórias não apareçam, insubstituível no Sporting apenas o leão. 

- Quanto aos aumentos de vencimentos na SAD, será até ridículo equacionar tal possibilidade com os miseráveis resultados que a equipa vem obtendo. 

Fará sentido aumentar o vencimento dos administradores da Sporting SAD?

A Sporting SAD tem a responsabilidade pela gestão do futebol do Sporting. Um ano após a entrada em funções dos actuais órgãos sociais, apesar de termos conquistado dois troféus, taça da liga de importância relativa e taça de Portugal, a verdade é que apesar de não estarmos piores que em anos anteriores, basta conquistar uma supertaça durante as próximas quatro épocas para igualarmos os cinco anos pífios da rasca gestão populista, a verdade é que nenhum sportinguista pode hoje estar satisfeito, ou ter confiança no futuro.

- Falhámos o acesso à UCL e ninguém nesta altura, excepto os crentes em milagres, espera que na próxima época a estejamos a disputar.

- Apesar do estatuto histórico, nada mais que isso, realisticamente ninguém acredita que possamos discutir o título com os rivais. Eventualmente numa prova a eliminar o cenário pode ser diferente, mas esporadicamente até clubes de menor dimensão o conseguem.

- O plantel é desequilibrado, a gestão do mercado de transferências não deixou ninguém satisfeito, as escolhas têm no mínimo sido discutíveis.

- A uma comunicação histriónica sucedeu-se uma não comunicação. Mas exercer um mandato não significa um cheque em branco e muito menos ficar acima do escrutínio permanente de quem outorgou o mandato, neste caso os sócios.

- Apesar do Sporting SAD e Sporting Clube de Portugal serem entidades distintas, a verdade é que o clube é detentor da maioria do capital da SAD, estando os órgãos sociais eleitos, em legítimo exercício de funções, sob o permanente escrutínio dos legítimos donos do clube, os sócios.

 

Na minha qualidade de sócio com 42 anos de filiação e quotas em dia, apelo aos actuais responsáveis pelo Sporting e Sporting SAD, muito em particular ao presidente Frederico Varandas, que retirem a proposta que visa aumentar os salários dos administradores da SAD. Em substituição, até aceito que aumentem ou instituam prémios quantificados, a serem pagos mediante o atingimento de objectivos, que a saber seriam:

1 – Prémio por conquistas desportivas:

- Taça da Liga

- Taça de Portugal

- Liga Europa (neste caso poderíamos ter prémios escalonados por acesso a meias-finais, final ou vitória)

- Acesso à UCL (a ser pago mediante acesso efectivo e não apenas a disputa de pré-eliminatórias ou play-off)

- Conquista de campeonato nacional

2 – Prémio por desempenho financeiro:

- Apenas pago em caso de ter sido atingido o mínimo histórico exigível, o 3.º lugar do campeonato. Abaixo dessa classificação, qualquer que se seja o desempenho financeiro da Sporting SAD, o prémio deveria ser de 0 euros.

- Mediante objectivos quantificados e assegurado no mínimo a alínea a), devem ser reconhecidos os méritos de gestão.

– O não atingimento de objectivos desportivos e financeiros implica o apuramento de responsabilidade e retirar consequências. Não é admissível continuar em silêncio ou assobiar para o lado e apontar à pesada herança recebida. Quem se candidata sabe ao que vai, quem aceita cargos também.

 

Não estou disposto a pactuar com o autismo. Os sócios do clube já depuseram um megalómano aspirante a Napoleão, podem perfeitamente voltar a fazerem-se ouvir se os dirigentes ignorarem os muitos sinais que só não são vê quem não quer ver...

Aumentos para a Administração... porquê??

Segundo notícias vindas hoje em alguns órgãos de comunicação social, existe uma proposta dentro da própria SAD no sentido de aumentar o vencimento do Presidente do Sporting dos 182 mil euros para 273 mil euros brutos anuais e os outros administradores para 196 mil euros. Não queria acreditar naquilo que lia, mas talvez ajude a  compreender o número tão elevado  de candidatos a Presidente do nosso clube nas últimas eleições... Haja pudor meus senhores, e lembrem-se dos sacríficios de muitos sócios, quer para terem sempre as suas quotas em dia, quer para acompanharem a equipa por esses estádios do país.

É preciso vencimentos tão elevados para "gerir" e "administar" o clube??

Bruno Fernandes: muitas incógnitas

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Um bitaiteiro benfiquista anuncia na televisão, investido da sua nova condição de porta-voz oficioso do Sporting, que Bruno Fernandes «já está vendido». Por «setenta milhões de euros», especifica.

Subsistem muitas incógnitas em torno deste suposto negócio. Demasiadas. Deixando os adeptos do clube às escuras. Desconsideração suplementar: tomar-se conhecimento do que ocorre no Sporting pela boca de um adepto de um clube rival.

Está em causa, sublinho, o presente e o futuro do melhor jogador do campeonato português. Nós, sócios, exigimos ser informados. Não por picaretas falantes alérgicas às nossas cores, mas pela estrutura directiva da SAD.

 

É urgente sabermos as respostas a estas perguntas:

- Bruno Fernandes deixou de ser activo leonino?

- Quem é (ou quais são) a(s) entidade(s) compradora(s)?

- Que preço ficou fixado?

- Quais as modalidades de pagamento?

- A quantos ascendem os "custos de intermediação"?

- Quantos milhões encaixa a SAD de imediato?

- Que compromissos assumiu o Sporting neste negócio?

- Foi reservada percentagem de receitas em futuras transferências?

- Existe cláusula anti--rivais no novo enquadramento contratual do jogadador?

- Teremos, a partir de agora, como capitão da equipa alguém que já não pertence ao Sporting?

- Até quando poderemos contar com Bruno Fernandes?

 

O silêncio tornou-se insustentável.

Queremos ser esclarecidos. Não por papagaios de ocasião, mas pelo presidente do Sporting Clube de Portugal.

O campeonato da antecipação dos direitos televisivos

Ficámos a saber à conta de um prospeto inevitável e obrigatório do Sporting (que regulariza uma falha administrativa que já devia ter sido concretizada há alguns anos quanto à admissão à negociação de ações do aumento de capital de 2014) que precisa antecipar receitas no valor de algumas dezenas de milhões de euros. O recurso mais provável será titularizar receitas associadas ao contrato de direitos televisivos que tem com a NOS.

Na prática, perante a amarga supresa de se identificar um desequilíbrio nas contas de €137 milhões e perante um plano de pagamentos, criado pela anterior direção, que implica ter que apresentar €65 milhões de liquidez para fazer face a compromissos nos próximos 12 meses (€41 milhões dos quais até junho de 2019), o Sporting tem que antecipar receitas do contrato televisivo ou, em alternativa, vender ativos (passes de jogadores), muito provavelmente a preços de saldo.

Sucede que até 30 de setembro de 2018 as receitas do contrato do Sporting com a NOS representavam €353,7 milhões dos quais um total de €44,1 milhões já haviam sido descontados. O remanescente ultrapassa assim os €300 milhões, bem acima das necessidades de liquidez já identificadas para liquidar os compromissos, assumidos para os próximos 12 meses. 

É aqui que nos podemos comparar com o Benfica, que em 2015, ano da primeira versão do atual contrato, descontou cerca de €100 milhões em 2018 para abater dívida, e com o FC Porto que até 2018 descontou €168 milhões do seu contrato de direitos televisivos.

Assim sendo, esta situação, que não é agradável pelo que induz de insustentabilidade do que tem sido a gestão do(s) clube(s), fica devidamente relativizada no sentido em que a parte mais relevante das receitas futuras para o prazo de vigência do contrato não está hipotecada como parece suceder, pelo menos em maior grau, entre os principais parceiros de indústria e adversários no campo.

Como sócio do clube fica a estupefacção de como foi possível, depois de uma reestruturação financeira montada e concretizada em 2014, volvidos cinco anos, termos que estar novamente a enfrentar o abismo do risco de falência. Que gestão foi feita nos últimos anos e na última época em particular? Como foi possível em tão pouco tempo voltar a desequilibrar financeiramente o clube? Para quê? Com que resultados?

Perguntas que os sócios certamente procurarão ver respondidas mas que, face ao que aqui foi exposto e face ao que podia ter sido a história do clube se os sócios não tivessem atuado de forma singular em 112 anos de história (destituindo a direção),  podiam ter um pendor muito diferente - bem mais fúnebre.

Apesar de tudo, há esperança. Cabe à atual direção provar que consegue encontrar as soluções necessárias para ultrapassarmos mais este episódio nada glorioso da nossa história. E, na sua sequência, encontrar um equilibrio efetivamente sustentável entre receitas e despesas, evitando os "all in", e perseverando na progressiva melhoria da saúde financeira e desportiva do clube.

A informação detalhada que aqui se comenta pode ser encontrada no prospeto publicado pela Sporting SAD no sítio da CMVM.

 

P.S.: Não quero com isto menorizar a tarefa complexa e urgente que a atual direção tem pela frente de no espaço de poucas semanas (além da questão da liquidez): conseguir concluir a reestruturação com a banca. Esperemos que, tal como com o empréstimo obrigacionista, a situação corra pelo melhor, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Após a tempestade...

O Sporting Clube de Portugal honrou o compromisso que havia falhado no passado mês de Maio, liquidando o empréstimo obrigacionista no valor de 30 milhões de euros. Isto apesar de ter realizado um encaixe a rondar os 26 milhões de Euros com a subscrição que terminou na passada semana. Sem dramas, mas também sem entrar em loucuras delirantes para satisfação pessoal que em lugar de servir o clube, apenas contribuíram para alimentar e insuflar um mito burlesco, personagem de ópera bufa…

A direcção do clube está no bom caminho, após resolver o dossier Rui Patrício, também Gelson Martins parece estar em vias de resolução. Falta agora no mercado de Janeiro dispensar alguns jogadores que não têm lugar no clube, eventualmente contratando de forma cirúrgica por forma a preencher alguma lacuna que o treinador possa identificar no plantel.

Não é preciso ser o centro das atenções, estar em permanência nos noticiários, gritar ou insultar de forma mal-educada, recorrendo por vezes até a ameaças, procurando transformar sportinguistas em adversários e rivais em inimigos. Felizmente que esses tempos de má memória já lá vão, o Sporting Clube de Portugal voltou a ser uma instituição respeitável e respeitada, embora continue a ter um sector do estádio controlado por uma turba pouco recomendável…

Falência? Não, foi só show-off

Na sequência da AG de Fevereiro último, dois dias depois, um tal de João Camacho, coadjuvado por António Nunes, lampião dos quatro costados, interpuseram uma acção de pedido de falência da SAD do Sporting, por pretensa dívida de cerca de meio milhão de euros.

Sabendo-se que esta suposta dívida já tinha sido reclamada no tempo da presidência de Godinho Lopes e tinha sido provado que não existia, a pergunta para o milhão de euros é, por que carga de água, dois dias depois de uma AG do Sporting, estas duas aventesmas interpuseram nova acção para recuperar uma verba cuja dívida já havia sido refutada e provada a sua não existência?

Logo na altura a direcção presidida por Bruno de Carvalho interpôs uma acção por litigância de má-fé contra estes dois senhores.

Muita água foi passando debaixo das pontes e eis que agora os senhores reconhecem não existir dívida e desistem da acção. Como sportinguista e um tipo que gosta das coisas da justiça decididas, passe a redundância, com justiça, fiquei satisfeito, não poderia ser de outra forma.

Na sequência desta desistência, que veio em toda a linha dar razão ao Sporting quanto à acção por litigância de má-fé que interpôs, seria de supor que a SAD exigisse o cabal esclarecimento de todo o processo e exigisse o reconhecimento legal ao seu bom nome e idoneidade.

Não foi isto que aconteceu. A Sporting, SAD, também ela, após a desistência dos pantomineiros, desistiu da sua acção.

Sou só eu, ou isto é assim um bocado esquisito e tem um cheiro a qualquer coisa? 

Duas, vá, três notas

Ouvi hoje Torres Perreira dizer que a SAD está em falência técnica. Só será novidade para quem andou distraído, foi declaradamente dito que o empréstimo obrigacionista de 15M€ serviria para resolver problemas de tesouraria. Os capitais próprios negativos serão de 9M€, sendo que antes das rescisões eram de 7M€ positivos, portanto com a venda de um ou dois jogadores a situação estaria perfeitamente controlada. O que eu quero ver é Cintra defender até à exaustão os interesses do clube e da SAD junto da FIFA, que é onde se devem dirimir os conflitos contratuais com os jogadores, como lá está escrito com todas as letras. A propósito de falência técnica, recordo os 100M€ de capitais próprios negativos deixados por Godinho Lopes, muito bem recuperados pelo agora demitido (sim, já sei, estragou tudo e o diabo a sete, mas 100 menos 9, mesmo para um tipo com pouca queda para as contas, são 91).

 

O treinador do futsal, Nuno Dias, foi cirurgicamente castigado com 8 dias de suspensão, o que o impedirá de estar no 4.º jogo para o apuramento do campeão e se, ganho esse, também no quinto e último, na sequência do roubo vergonhoso no terceiro jogo, no João Rocha. Exijo uma resposta veemente da Comissão de Gestão, sob pena de considerar que para Torres Pereira e Sousa Cintra, o futsal não lhes merece qualquer atenção.

 

Estranho que hoje não se fale das buscas da PJ ao estádio do Benfica, na comunicação social. Esperava um ruído ensurdecedor, mas não, nada. Provavelmente Torres Pereira terá postado no facebook e eu não terei dado por isso.

 

Não levem este devaneio muito a sério. É ressaca. Ou então estou atento, ainda não percebi bem.

É chato, mas são coisas que acontecem

Podia ter sido de outra maneira, mas infelizmente teve que ser assim. A pedido do próprio. A basófia foi engolida pela normalidade dos atos. O que se começa hoje a poupar com o ordenado de Bruno de Carvalho, o cartão de crédito, o carro e sei lá que mais, e dado que os novos membros da administração exercerão pro bono, pode ser para as modalidades (tão ao gosto dos brunados e brunetes). E que comece já a auditoria. E que Carlos Vieira tenha vergonha na cara pois é grande parte do problema. Aliás, uma coisa que me inquieta é o facto dos administradores da SAD estarem mudos e quedos, aparentemente sentindo-se confortáveis com toda esta situação. A partir de agora tolerância zero, face ao mal que fizeram ao Sporting Clube de Portugal!

SCP SAD

 

Hoje giro eu - Nóvel Comissão de Gestão

É cedo, muito cedo para perceber o que será esta Comissão de Gestão do Sporting, por quanto tempo perdurará e o tipo de influência que poderá ter na SAD caso Bruno Carvalho e restante Conselho Directivo do clube sejam destituidos no dia 23. Ficam, no entanto, algumas notas:

 

  • A bem da transparência e da limitação do ruído teria sido bom que nenhum dos ex-membros do actual CD suspenso tivesse aceitado fazer parte da nóvel Comissão de Gestão. António Rebelo é um dos membros escolhidos (Artur Torres Pereira já não tinha concorrido nas últimas eleições);
  • Não parece haver qualquer auto-limitação destes elementos de concorrerem a um futuro acto eleitoral, caso Bruno de Carvalho seja destituído;
  • Não ficou claro o que acontecerá a esta Comissão de Gestão caso Bruno de Carvalho e seus pares não sejam destituídos. Relembro que Bruno de Carvalho e restantes membros do CD se encontram suspensos;
  • O presidente da MAG anunciou que, caso BdC seja destituído, anunciará eleições, mas não referiu para quando;
  • Não se conseguiu perceber o que acontecerá na SAD se Bruno de Carvalho for destituído. Estando os actuais membros da SAD em funções podem ser imediatamente destituídos sem pagamento de uma indemnização? A Comissão de Gestão nomeará novos membros? E por quanto tempo? Relembro que, posteriormente, se realizarão eleições e que será de toda a justiça que os novos Orgãos Sociais eleitos pelos sócios não venham a encontrar obstáculos no seu caminho.
  • Jaime Marta Soares garantiu que BdC poderia participar como sócio na AG destitutiva, mas não disse se tal seria possível por decisao da AG, dando a entender que não estaria suspenso como sócio, contrariando o que Henrique Monteiro e António Paulo Santos, da Comissão de Fiscalização, anteriormente tinham afirmado. Confusos? Eu também...

 

Enfim, foi mais uma conferência de imprensa ao jeito de Jaime Marta Soares - com apresentação de Artur Torres Pereira como líder da nova Comissão de Gestão - em que o défice de preparação foi por demais evidente e os jornalistas presentes também não souberam colocar as questões mais relevantes. A única coisa boa disto tudo é que os sócios serão finalmente ouvidos em AG e, caso decidam destituir o actual Conselho Directivo, haverá eleições. Não ficámos a saber é quando...

Sustentabilidade - R&C Sporting SAD 2016/17

1. A Sporting SAD apresentou um Resultado Liquido positivo (lucro depois de impostos) de 30.537M€, no exercício de 2016/17 (contas anuais de 1 de Julho de 2016 a 30 de Junho de 2017), pelo que os Capitais Próprios da Sociedade passaram a ser positivos no valor de 5,618M€.

 

2. A Sociedade apresentou o maior Volume de Negócios (Proveitos Operacionais+Proveitos com transacção de jogadores) e de Proveitos Operacionais (todas as rúbricas cresceram) da sua história, com valores de 172,998M€ e 80,001M€, respectivamente.

 

3. A Direcção presidida por Bruno de Carvalho pode orgulhar-se de ter apresentado os 3 melhores "scores" em termos de Proveitos Operacionais: 80,0M€ (16/17), 68,7M€ (15/16) e 58,3M€ (14/15).

 

4. Crescimento dos Proveitos Operacionais no último exercício: +16,4%.

 

5. Crescimento dos actuais Proveitos Operacionais face ao último exercício antes da entrada da Direcção presidida por Bruno de Carvalho (12/13): +150%

 

6. Gastos com Pessoal: 63,998M€, +32,2% face a 2015/16, 80% dos Proveitos Operacionais.

Nota: Este rácio parece demasiado elevado, embora consideravelmente mais baixo que o registado em 11/12 (104,42%) ou 12/13 (130%). Por outro lado, também registar que neste exercício os gastos com pessoal cresceram mais do que os proveitos operacionais, o que não é positivo. Existe uma nota no R&C que fala numa futura indexação, mas não estipula um limite.

 

7. As transferências de André Pinto, Piccini, Mattheus Oliveira, Battaglia, Bruno Fernandes e Doumbia já constam do Relatório e Contas, bem como a venda de Ruben Semedo. As aquisições de Salin, Ristovski (empréstimo), Coentrão (empréstimo), Acuña e Mathieu entrarão no exercício de 2017/18.

 

8. Sobre Doumbia, a novidade é que o Sporting comprou apenas 70% dos direitos desportivos e, além do valor de aquisição de 3,5M€, pagou ao jogador um prémio de assinatura de 3M€ (mais comissão de intermediação de 700 mil euros). Também da venda de Ruben Semedo há um encargo de 1,4M€ (10% Valor Transferência), mas não se percebe se é uma comissão ou parte do passe detido por terceiros. Embora mais à frente se diga que o Sporting detinha 100% do passe, este valor também não aparece discriminado nas Comissões.

 

9. O Passivo cresceu 61,6M€ (+24,7% face a 2015/16). Importa, no entanto, realçar que o passivo bancário decreceu 4,6M€. O crescimento do passivo deve-se à aquisição de jogadores (+25M€ no crescimento da rúbrica de Fornecedores correntes, pois os jogadores nunca são pagos a pronto), à cedência de créditos futuros sobre Direitos TV (+16,99M€, taxa média do Factoring de 3,25%), uma dívida de 10M€ à Sporting Comunicação&Plataformas, além do lançamento na rúbrica Passivo, do acréscimo de  ordenados e demais encargos com a equipa de futebol (que são efectivamente pagos após o fim do mês de reporte) e de outros rendimentos a reconhecer. Por outro lado, a Sporting SAD é ainda credora de 56,5M€, essencialmente de clubes, destacando-se o Inter (20 milhões), o Leicester (10 milhões) e o Villareal (8,5 milhões), devido aos acordos estabelecidos aquando das vendas de João Mário, Slimani e Ruben Semedo. Tudo considerado, a cedência de créditos futuros sobre as receitas da SportingTV (10 milhões, Sporting C&P) será a que não encontrará compensação directa no curto-prazo.

 

10. A conta à ordem retida para pagamento das VMOCs tem um valor a 30/6/2017 de 3,1M€ (já reforçada em +2M€ com o apuramento para a Champions, valor que entrará no R&C de 17/18).

 

11. Duas notas finais em termos qualitativos e de Responsabilidade Social: 13 jogadores provenientes das EAS foram incorporados neste exercício nas diversas equipas de Formação que jogam os campeonatos oficiais; 80% dos residentes na Academia Sporting, de Alcochete, tiveram aproveitamento escolar no ensino secundário.

 

12. De referir que, já após o fecho das contas, o Sporting viu ser reconhecido pelo Tribunal de Nyon o excesso de retenção de receitas UEFA, no âmbito do processo Doyen, o que resultou numa libertação de uma verba de 2,821M€.

 

13. Conclusão: Exercício globalmente positivo, com o senão do crescimento dos gastos com pessoal suplantar o dos proveitos ordinários (sem vendas de jogadores). O aumento do passivo parece justificado pelo que já expliquei no ponto 9.

Do ponto-de-vista da qualidade da informação, o Relatório é um nadinha menos detalhado do que é costume e continua a aparecer uma rúbrica de Passivo, de pagamento de intermediações e outros, apresentada como Outros Fornecedores de 8,6M€, valor que mereceria, na minha opinião, outro detalhe, mas ainda assim é um Relatório bastante analítico, acima da concorrência, e considero que constitui uma boa prática de gestão, pelo que será justo endereçar os meus parabéns a Carlos Vieira. 

Cães e pulgas

Uma promessa de revelações bombásticas disparada para o ar pelo mais desprezível avençado do Benfica, a quem ninguém hoje atribui o menor crédito, motivou um comunicado da SAD leonina.

Parece-me que andam a dar importância em excesso a tal sujeito, protagonista inconfundível do anedotário nacional e repudiado por muitos benfiquistas, incapazes de se reverem naquele histérico discurso antifutebol, que transforma cada rival num inimigo, confunde conversa de porteira com comentário televisivo e se assume a tal ponto como voz do dono que acaba por incomodar o próprio dono. Nada mais natural: quem se deita com cães, acorda com pulgas.

Se o fulano bolçar mais falsidades, remetam-no para o tribunal. Mas deixem-se de avisos  preventivos só porque esse desqualificado prometeu pôr a boca no trombone. "Perro que ladra no muerde", como diz o velho adágio castelhano, em tudo semelhante ao que os nossos mais sábios antepassados também já diziam por cá.

Se eles não são bons, porque é que andam tantos atrás deles?

O Sporting Clube de Portugal tem assistido, nos últimos tempos, num momento essencial da época, a um conjunto de notícias que em nada contribuem para a necessária estabilidade que os clubes merecem e para a informação credível e digna que os leitores procuram.

 

1- O Presidente da Administração da Sporting SAD, Bruno de Carvalho, foi claro quando afirmou publicamente que não tinha de vender qualquer jogador após o final da presente época, a não ser que surgissem propostas consideradas interessantes.

No entanto, continuam a sair inúmeras notícias sobre alegadas transferências de jogadores, entrando num campo de realidade virtual de tentar adivinhar o futuro.

A única verdade é que se comprova mais uma vez a qualidade do plantel do Sporting Clube de Portugal, tal é a cobiça de inúmeros clubes em quase todos os seus jogadores.

2- Das notícias que insistem na saída de jogadores do Sporting para os seus principais rivais podem resultar duas leituras. Em primeiro lugar, pode-se depreender que as fontes dessas notícias pretendem pressionar o Sporting Clube de Portugal a avançar de qualquer forma para renovações fora do que é a sua política e estratégia. Se esta for a intenção alertamos, mais uma vez, que tal modus operandi não resulta de todo. Em segundo lugar, se as fontes forem dos próprios rivais, só vêm evidenciar novamente a qualidade dos nossos jogadores e o desejo de outros os terem.

3- As notícias que ciclicamente surgem sobre jogadores em que o Sporting Clube de Portugal está eventualmente interessado e que depois supostamente são desviados para clubes rivais também são passíveis de duas leituras. A primeira aponta para a constatação da qualidade do seu scouting e a segunda para a necessidade de os nossos rivais investirem muito mais do que seria suposto em jogadores em que o Sporting Clube de Portugal poderia estar ou não interessado.
Leituras à parte, fica claro que os agentes destes jogadores conseguem sempre, ao falar do nosso Clube, um “upgrade” das suas condições.

4- Hoje, no jornal O Jogo, está publicado um conjunto de notícias sobre a Sporting SAD que não correspondem à verdade e que o jornal insistiu em publicar.

A Sporting SAD e a Holdimo deram, por isso, indicações aos seus departamentos jurídicos para, em conjunto, agirem em conformidade, zelando pela existência de um jornalismo sério, pautado pelo rigor da informação e não atentatória da honra e dignidade dos visados.

A Sporting SAD e a Holdimo reafirmam que têm trabalhado conjuntamente para a estabilidade e desenvolvimento da Sporting SAD, reforçando a cada dia que passa a sua cooperação, pelo que condenam de forma veemente o conteúdo das referidas notícias.

5. Com todas estas notícias, fica claro que a sustentabilidade financeira do Grupo Sporting incomoda e que será constante a tentativa de manipular a opinião pública tentando fazer crer que existe instabilidade.
Fica claro, também, que o Sporting Clube de Portugal está no rumo certo, tanto ao nível desportivo como financeiro, sendo essa uma realidade que os Sportinguistas já perceberam e para a qual tanto têm contribuído, pelo que não se deixarão influenciar por qualquer tipo de notícias falsas e tentativas de desestabilização.

 

 

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