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És a nossa Fé!

Tempos de incerteza

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A recente entrevista de Francisco Salgado Zenha a um diário desportivo deixou-me, enquanto leitor, uma sensação de fim de ciclo. Pela quantidade de vezes que este dirigente do clube e da SAD alude à complexa gestão do futebol leonino - agravada no cenário de emergência sanitária que leva hoje cerca de um quinto da população mundial a viver em isolamento forçado, imposto pelo combate à pandemia.

Neste contexto, qualquer gestor responsável tem o estrito dever de baixar expectativas. Nada mais razoável, portanto, do que haver palavras de prudência no actual momento, cheio de incógnitas quanto ao futuro das agremiações desportivas, confrontadas com situações impensáveis há escassas semanas. O anúncio de um lay-off por parte da administração do Barcelona que poderá conduzir à decapitação do milionário plantel catalão é talvez o exemplo mais evidente de que as coisas mudaram no futebol. Como na sociedade em geral.

Mas nas declarações do n.º 2 do Sporting - e principal responsável pela área financeira - não vejo apenas cautela e prudência. Julgo detectar nelas algum desânimo - o que, associado ao anúncio da saída de Miguel Cal do Conselho de Administração da SAD e à presente impossibilidade física de Frederico Varandas assegurar a gestão corrente dos assuntos leoninos, prenuncia mudanças mais vastas. 

 

Vou destacar os trechos que me pareceram mais significativos da entrevista, que preencheu quatro páginas da edição de 23 de Março do Record:

  • «Não restem dúvidas: vão ser tempos difíceis para o futebol.»
  • «Se esta situação se estender pela próxima época, ninguém faz ideia das consequências. Serão seguramente dramáticas.»
  • «Em termos de geração de receitas, é quase impossível fazer mais, porque está tudo parado.»
  • «Temos feito um esforço e estamos mais preparados, mas vai ser muito difícil.»
  • «Temos muita dificuldade para fazer previsões sobre esses projectos [de reestruturação financeira]. Não sabemos como o mercado vai reagir depois desta crise, quanto tempo, sequer, vai durar esta crise, que impactos vai ter.»
  • «Há muitos dossiês que estão completamente parados.»
  • «Estas decisões, por vezes, não são fáceis [aludindo à recente contratação do técnico leonino, Rúben Amorim].»
  • «Tenho muitas dúvidas de que sairemos desta situação com igual ou maior capacidade do que tínhamos antes.»
  • «Vai continuar a haver Brunos Fernandes todos os anos? Não, isso é mais diícil. Infelizmente, é muito difícil que aconteça.»
  • «Vai ser uma janela de mercado [no Verão] muito difícil, devido à conjuntura em que estamos.»
  • «Confesso que não estou a pensar para além deste mandato. Se terminar o mandato e não ficar aqui, quem vier a seguir terá a responsabilidade de terminar aquilo que foi o princípio e o meio do processo de reestruturação e reorganização financeira do Sporting.»

 

São exemplos suficientes e esclarecedores para se perceber o que senti ao ler esta entrevista, que tem «difícil» como palavra-chave - até no título escolhido pelo jornalista João Lopes, que conduziu a conversa. Soaram-me a palavras de balanço e pré-despedida, tanto mais que o vice-presidente leonino assegura não pensar em prolongar o vínculo ao clube (e à SAD) para além do período previsto no mandato em curso.

O adjectivo "difícil" parece, aliás, cruzar-se com frequência no percurso de Zenha enquanto dirigente leonino. Noutra entrevista ao Record, publicada a 30 de Setembro de 2019, já tinha usado este vocábulo para encimar outro título: «Se a cada bola na barra se coloca tudo em causa, assim será difícil.» 

 

Articulou-se com Varandas e Cal no agendamento da mais recente entrevista? Não creio. Caso contrário, faria pouco ou nenhum sentido vê-la publicada na mesma semana em que um deles inicia uma nova "comissão de serviço" como médico do Exército e o outro anuncia a renúncia ao cargo de administrador da SAD - aliás não formalizada em qualquer comunicado interno até à data, mas apenas impressa em notícias de jornais.

São, pois, circunstâncias do acaso. Nestes tempos de incerteza à escala global, em que se torna inútil encontrar causas racionais para o que nos sucede, andamos assim. À mercê do imprevisto.

Director Desportivo, precisa-se

Na sequência duma troca de ideias "on-line" com o "nosso" Pedro Azevedo, fui alinhavando algumas ideias sobre esta figura de director desportivo, com a ideia de fazer um post sobre o assunto, guardei-as em rascunho no dia de ontem por falta de tempo para as terminar mas também porque estava com a impressão de estar a debitar banalidades e que me estava a faltar o essencial.

Eis que leio hoje que Frederico Varandas anda à procura dum director desportivo e vejo Carlos Freitas metido na conversa, enfim, parece realmente então que vale a pena discutir a questão, e acabar o que me tinha proposto fazer.

Em primeiro lugar, acho que importa discutir a questão em termos de Sporting Clube de Portugal e não de Frederico Varandas, de Bruno de Carvalho, João Benedito, Ricciardi, ou seja quem for. Por isso, quem ande nessas guerras, passe à frente e ignore o que vou dizer, tem outros posts deste blogue, manifs, facebooks e tascas virtuais onde pode dizer de sua justiça.

Então vamos lá discutir a figura do director desportivo.

Em primeiro lugar quem é o melhor director desportivo da 1.ª Liga? Bom, se a pergunta fosse o treinador, enfim podia dizer quem no meu entender seria o melhor. Se a pergunta fosse o presidente, também teria uma opinião. Mas director desportivo? Nem sei quem são, quanto mais o que fazem ou deixam de fazer...

Mas se formos para outras Ligas e países, então já encontramos directores desportivos, alguns até famosos, alguns até portugueses (Antero Henriques e outros), alguns que até conseguem "pôr os patins" em treinadores que foram importantes no próprio clube (Leonardo Jardim).

Mas então porque não existem directores desportivos em Portugal como existem lá fora?

Bom, penso que será tudo uma questão de poder.

O poder dos treinadores está nas vitórias, vivem na corda bamba dos resultados, passam rapidamente de bestiais a bestas e vice-versa. Seja quem for o presidente, enquanto o treinador for ganhando ninguém lhe toca.

O poder dos presidentes em Portugal está nos votos dos sócios. E os sócios querem vitórias. Então a primeira missão de qualquer presidente é encontrar um treinador que consiga as tais vitórias. E quer estar próximo e partilhar dos louros dessas vitórias. E descartar-se dos treinadores que não ganham.

O problema é que é preciso ovos para se fazerem omeletes, ou seja, é preciso jogadores para se conseguirem vitórias, e os jogadores bons para uns treinadores são maus para outros. Então um presidente não se pode dar ao luxo de cada treinador exigir um cabaz de jogadores que para ele são essenciais mas que passam a ser descartáveis para o treinador seguinte. Ou seja, tem de aguentar com o "entulho" que cada novo treinador deixa no final da "sua obra".

Então faz falta realmente uma figura que garanta os interesses a longo prazo do clube, construindo plantéis, gerindo carreiras, promovendo, contratando, dispensando e emprestando jogadores, articulando com a formação, promovendo um modelo de jogo e uma cultura táctica transversal a todas as equipas do clube, construindo uma "linha de montagem" de jogadores que garantam sucesso desportivo e financeiro ao clube.

Uma figura necessariamente profissional, conhecedora do mercado, explorando o scouting interno, não obrigatoriamente adepta do próprio clube, que até possa permanecer no cargo quando um novo presidente seja eleito.

No Sporting até existiram figuras assim, como Luís Duque e Carlos Freitas, e fomos duas vezes campeões com Duque. 

Mas existiram essas figuras quando na presidência do Sporting também existiram presidentes com uma visão empresarial do clube e da SAD, que pretendiam alguma distância do relvado e alguém a gerir a coisa. Como Roquette, Dias da Cunha e Godinho Lopes. Tal como existem esses presidentes ou donos de clubes nas Ligas estrangeiras, onde existem os tais directores desportivos.

Mas como podem existir directores desportivos em clubes portugueses onde os presidentes têm a mania que percebem de futebol, que contratam e despedem, vêm a público protestar contra tudo e contra todos quando a equipa perde, sentam-se no banco e andam aos pulos no relvado nas vitórias? Ou, pior um pouco, quando existem presidentes-adeptos?

Concluindo, sou a favor da criação na SAD do Sporting Clube de Portugal da figura do director desportivo profissional, que não seja um mero ajudante do presidente da altura, com um quadro de poder e de responsabilização adequado à configuração e capacidade financeira da SAD, tendo como limite a não criação dum poder bicéfalo e conducente ao divórcio entre as duas entidades (vide Belenenses). 

Fico a aguardar os vossos comentários.

SL

Não há mais tempo

Depois da entrevista de Frederico Varandas tivemos no jornal Expresso, uma pequena entrevista do responsável financeiro do Sporting. Entre contradições e lugares comuns, a única certeza com que ficamos é que os dois acham que, embora com alguns erros cometidos, desvalorizados por ambos, o caminho a seguir será o definido há cerca de dezasseis meses. Isto é, a política desportiva vai ter por base o histórico apresentado por esta direcção. 

Como o Pedro Azevedo aqui explica de forma tão clara, o grande problema do nosso clube está a montante, isto é, na gestão desportiva que assenta em custos com pessoal, vulgo salários de jogadores e equipa técnica, totalmente incomportáveis para a actual realidade do nosso clube. A juntar a esta opção suicida, temos o péssimo planeamento, digno do mais incompetente gestor, que transforma um investimento de cerca de 47 (quarenta e sete) milhões de euros, fruto da incompetência generalizada, num dos piores planteis de que há memória. Como se isto não bastasse, assistimos, incrédulos, a declarações surreais sobre a menor valia da nossa formação e ao desbaratar de jogadores valiosos, vendidos por valores que até os clubes compradores acharam estranhos, de tão baixos. 

O caminho que esta direcção está a trilhar leva-nos, de uma forma imparável, a défices anuais crónicos e monstruosos. O fim desta gestão imprudente, amadora e danosa só pode acabar com a inevitável entrada de um qualquer fundo que esteja disposto a injectar umas centenas de milhões de euros para "salvar" a sad da falência. Mas, há sempre um mas, as centenas de milhões de euros nada resolverão, antes pelo contrário. Sabemos, pela experiência de outros clubes, que o aparecimento destes fundos, com reservas de capitais prontos a "investir" em clubes em pré falência, nada trazem de mais valias aos clubes. Se num curto prazo existe a ilusão de um super plantel, do fim das dificuldades de tesouraria, a médio prazo o resultado é sempre o mesmo, um aumento astronómico da dívida, jogadores que afinal não acrescentam nada e o final definitivo da ligação entre clube e sad. 

É para este cenário que esta direcção nos está a levar. 

E eu questiono: vamos esperar quanto tempo mais? 

 

Refundação

Texto de Sol Carvalho

Tudo indica que o caminho mais digno seria a iniciativa, pela Mesa, de uma Assembleia Geral para identificar se o clube (dono da SAD) está ou não de acordo com a actual gestão.

Imagino algo fortemente concorrido e com inúmeras tentativas de desvio, mas não se vislumbra outra opção que:

1) Corte em definitivo com a incompetência geral demonstrada pela SAD em muitas das frentes, especialmente o futebol;

2) Crie uma ruptura com a actual guerra interna do clube abrindo espaço para um programa de mais união dos sócios;

3) Mobilize os sócios para objectivos claros internos e "externos";

4) Faça desde já a preparação da proxima época (formação, juventude, equipa, treinador, etc...);

5) Monte uma estrutura com mais experiência e capacidade.

É uma refundação? É, sim senhor.

Há outro caminho alternativo sério? Venham de lá as ideias...


PS: As claques são necessárias? Sim. Mas quando, além de serem críticas do actual estado interno, também o sejam do actual estado "externo". Não me venham com a ideia de que todos os amarelos foram bem mostrados nem que Jorge Sousa fez um bom trabalho em Braga. Porque a melhor "esperteza" desse senhor foi a dualidade de critérios: falta inexistente contra Sporar numa ocasião de golo, Galeno, pisadas...etc. O estranho não é ver uma faixa contra Varandas, é não ver nenhuma contra este estado de coisas... Não acredito em bruxas, pero que las hay...

Frederico na liga milionária? “Fácil"!

Ainda decorria a campanha para a presidência do clube e já Frederico Varandas se vendia como um especialista em futebol. Quem não se lembra do “fácil” quando o assunto era a equipa profissional? Quem não se lembra de o ouvir a glorificar-se dos vários anos de banco e da vasta “experiência” de relva? Frederico Varandas, desde a primeira hora, colocou-se como um especialista na matéria e prometeu-nos uma equipa equilibrada e com uma gestão profissional de topo. Pois bem, chegou a hora de fazer contas a essa gestão.

Num exercício muito simples, fui fazer um cálculo para saber quanto custou, até agora, cada ponto que o Sporting conquistou nesta liga e comparei-os com os mais diretos adversários e com os dois grandes rivais, com quem deveríamos estar a discutir a conquista do campeonato.

O Sporting é, de longe, o clube a quem o ponto sai mais caro. Cada vitória custa à SAD do clube qualquer coisa como 3.281.250,00 €. Um valor inacreditável para um plantel que se queria competitivo.

O Sporting é o único clube do futebol português a quem o ponto ultrapassa o milhão de euros, o que significa que na relação orçamento/ponto conquistado somos o clube que apresenta a pior gestão.

Para vosso conhecimento, deixo em baixo a lista dos clubes da primeira metade da tabela e os respetivos custos por ponto:

Benfica – 833 mil euros por ponto;

Porto – 957 mil euros por ponto;

Braga – 378 mil euros por ponto;

Sporting – 1,093 MILHÕES por ponto;

Famalicão – 109 mil euros por ponto;

Rio Ave – 155 mil euros por ponto;

Guimarães – 200 mil euros por ponto;

Boavista – 60 mil euros por ponto;

Setúbal – 74 mil euros por ponto.

Varandas, Zenha e o dinheiro

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Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting, rectificou ontem mais um erro de Frederico Varandas. Anunciando, em declarações à Rádio Observador que os membros da administração da SAD abdicarão das novas remunerações propostas pela comissão de accionistas. «Não queremos passar a mensagem de que estamos aqui por dinheiro», declarou o responsável pelas finanças no Conselho de Administração leonino. Contrariando o que dissera a 10 de Setembro, à agência Lusa, quando justificou tal medida como uma forma de «atrair talento» para os cargos de cúpula da SAD.

Foi uma declaração importante, necessária neste contexto de crescente impopularidade dos actuais gestores do Sporting, e que só pecou por tardia. Porque impunha-se que tivesse sido feita 48 horas antes por Varandas na lastimável entrevista à SIC. Repetindo o que aqui escrevi no domingo, o presidente devia ter aproveitado esta entrevista, sem esperar por pergunta alguma, para comunicar aos sócios e adeptos do Sporting que abdicaria do aumento salarial que lhe havia sido proposto.

Ainda bem que Zenha emendou o erro. Mais vale tarde que nunca.

Imperdoável

Lamento que Frederico Varandas não tenha ontem aproveitado a entrevista de 32 minutos em horário nobre à SIC para dizer, sem esperar por pergunta alguma, que abdicará do aumento salarial que lhe foi proposto pela comissão de accionistas da SAD.
Mais que lamentável: é imperdoável. Como dizia o outro, não há segunda oportunidade para uma primeira impressão.

Basta! A pouca vergonha não pode continuar...

- O Sporting voltou a perder em Alvalade, apenas 2 vitórias em 8 jogos oficiais é um registo patético. O passado, a história, a grandeza do clube exigem apuramento de responsabilidades e mudança de rumo. Isto não pode continuar. Obviamente que Leonel Pontes desperdiçou a oportunidade e provavelmente não continuará treinador do Sporting, mas não basta, é preciso retomar rapidamente o caminho das vitórias. Se tal não acontecer, que se mudem os dirigentes, até o presidente se for necessário. Será inevitável caso as vitórias não apareçam, insubstituível no Sporting apenas o leão. 

- Quanto aos aumentos de vencimentos na SAD, será até ridículo equacionar tal possibilidade com os miseráveis resultados que a equipa vem obtendo. 

Fará sentido aumentar o vencimento dos administradores da Sporting SAD?

A Sporting SAD tem a responsabilidade pela gestão do futebol do Sporting. Um ano após a entrada em funções dos actuais órgãos sociais, apesar de termos conquistado dois troféus, taça da liga de importância relativa e taça de Portugal, a verdade é que apesar de não estarmos piores que em anos anteriores, basta conquistar uma supertaça durante as próximas quatro épocas para igualarmos os cinco anos pífios da rasca gestão populista, a verdade é que nenhum sportinguista pode hoje estar satisfeito, ou ter confiança no futuro.

- Falhámos o acesso à UCL e ninguém nesta altura, excepto os crentes em milagres, espera que na próxima época a estejamos a disputar.

- Apesar do estatuto histórico, nada mais que isso, realisticamente ninguém acredita que possamos discutir o título com os rivais. Eventualmente numa prova a eliminar o cenário pode ser diferente, mas esporadicamente até clubes de menor dimensão o conseguem.

- O plantel é desequilibrado, a gestão do mercado de transferências não deixou ninguém satisfeito, as escolhas têm no mínimo sido discutíveis.

- A uma comunicação histriónica sucedeu-se uma não comunicação. Mas exercer um mandato não significa um cheque em branco e muito menos ficar acima do escrutínio permanente de quem outorgou o mandato, neste caso os sócios.

- Apesar do Sporting SAD e Sporting Clube de Portugal serem entidades distintas, a verdade é que o clube é detentor da maioria do capital da SAD, estando os órgãos sociais eleitos, em legítimo exercício de funções, sob o permanente escrutínio dos legítimos donos do clube, os sócios.

 

Na minha qualidade de sócio com 42 anos de filiação e quotas em dia, apelo aos actuais responsáveis pelo Sporting e Sporting SAD, muito em particular ao presidente Frederico Varandas, que retirem a proposta que visa aumentar os salários dos administradores da SAD. Em substituição, até aceito que aumentem ou instituam prémios quantificados, a serem pagos mediante o atingimento de objectivos, que a saber seriam:

1 – Prémio por conquistas desportivas:

- Taça da Liga

- Taça de Portugal

- Liga Europa (neste caso poderíamos ter prémios escalonados por acesso a meias-finais, final ou vitória)

- Acesso à UCL (a ser pago mediante acesso efectivo e não apenas a disputa de pré-eliminatórias ou play-off)

- Conquista de campeonato nacional

2 – Prémio por desempenho financeiro:

- Apenas pago em caso de ter sido atingido o mínimo histórico exigível, o 3.º lugar do campeonato. Abaixo dessa classificação, qualquer que se seja o desempenho financeiro da Sporting SAD, o prémio deveria ser de 0 euros.

- Mediante objectivos quantificados e assegurado no mínimo a alínea a), devem ser reconhecidos os méritos de gestão.

– O não atingimento de objectivos desportivos e financeiros implica o apuramento de responsabilidade e retirar consequências. Não é admissível continuar em silêncio ou assobiar para o lado e apontar à pesada herança recebida. Quem se candidata sabe ao que vai, quem aceita cargos também.

 

Não estou disposto a pactuar com o autismo. Os sócios do clube já depuseram um megalómano aspirante a Napoleão, podem perfeitamente voltar a fazerem-se ouvir se os dirigentes ignorarem os muitos sinais que só não são vê quem não quer ver...

Aumentos para a Administração... porquê??

Segundo notícias vindas hoje em alguns órgãos de comunicação social, existe uma proposta dentro da própria SAD no sentido de aumentar o vencimento do Presidente do Sporting dos 182 mil euros para 273 mil euros brutos anuais e os outros administradores para 196 mil euros. Não queria acreditar naquilo que lia, mas talvez ajude a  compreender o número tão elevado  de candidatos a Presidente do nosso clube nas últimas eleições... Haja pudor meus senhores, e lembrem-se dos sacríficios de muitos sócios, quer para terem sempre as suas quotas em dia, quer para acompanharem a equipa por esses estádios do país.

É preciso vencimentos tão elevados para "gerir" e "administar" o clube??

Bruno Fernandes: muitas incógnitas

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Um bitaiteiro benfiquista anuncia na televisão, investido da sua nova condição de porta-voz oficioso do Sporting, que Bruno Fernandes «já está vendido». Por «setenta milhões de euros», especifica.

Subsistem muitas incógnitas em torno deste suposto negócio. Demasiadas. Deixando os adeptos do clube às escuras. Desconsideração suplementar: tomar-se conhecimento do que ocorre no Sporting pela boca de um adepto de um clube rival.

Está em causa, sublinho, o presente e o futuro do melhor jogador do campeonato português. Nós, sócios, exigimos ser informados. Não por picaretas falantes alérgicas às nossas cores, mas pela estrutura directiva da SAD.

 

É urgente sabermos as respostas a estas perguntas:

- Bruno Fernandes deixou de ser activo leonino?

- Quem é (ou quais são) a(s) entidade(s) compradora(s)?

- Que preço ficou fixado?

- Quais as modalidades de pagamento?

- A quantos ascendem os "custos de intermediação"?

- Quantos milhões encaixa a SAD de imediato?

- Que compromissos assumiu o Sporting neste negócio?

- Foi reservada percentagem de receitas em futuras transferências?

- Existe cláusula anti--rivais no novo enquadramento contratual do jogadador?

- Teremos, a partir de agora, como capitão da equipa alguém que já não pertence ao Sporting?

- Até quando poderemos contar com Bruno Fernandes?

 

O silêncio tornou-se insustentável.

Queremos ser esclarecidos. Não por papagaios de ocasião, mas pelo presidente do Sporting Clube de Portugal.

O campeonato da antecipação dos direitos televisivos

Ficámos a saber à conta de um prospeto inevitável e obrigatório do Sporting (que regulariza uma falha administrativa que já devia ter sido concretizada há alguns anos quanto à admissão à negociação de ações do aumento de capital de 2014) que precisa antecipar receitas no valor de algumas dezenas de milhões de euros. O recurso mais provável será titularizar receitas associadas ao contrato de direitos televisivos que tem com a NOS.

Na prática, perante a amarga supresa de se identificar um desequilíbrio nas contas de €137 milhões e perante um plano de pagamentos, criado pela anterior direção, que implica ter que apresentar €65 milhões de liquidez para fazer face a compromissos nos próximos 12 meses (€41 milhões dos quais até junho de 2019), o Sporting tem que antecipar receitas do contrato televisivo ou, em alternativa, vender ativos (passes de jogadores), muito provavelmente a preços de saldo.

Sucede que até 30 de setembro de 2018 as receitas do contrato do Sporting com a NOS representavam €353,7 milhões dos quais um total de €44,1 milhões já haviam sido descontados. O remanescente ultrapassa assim os €300 milhões, bem acima das necessidades de liquidez já identificadas para liquidar os compromissos, assumidos para os próximos 12 meses. 

É aqui que nos podemos comparar com o Benfica, que em 2015, ano da primeira versão do atual contrato, descontou cerca de €100 milhões em 2018 para abater dívida, e com o FC Porto que até 2018 descontou €168 milhões do seu contrato de direitos televisivos.

Assim sendo, esta situação, que não é agradável pelo que induz de insustentabilidade do que tem sido a gestão do(s) clube(s), fica devidamente relativizada no sentido em que a parte mais relevante das receitas futuras para o prazo de vigência do contrato não está hipotecada como parece suceder, pelo menos em maior grau, entre os principais parceiros de indústria e adversários no campo.

Como sócio do clube fica a estupefacção de como foi possível, depois de uma reestruturação financeira montada e concretizada em 2014, volvidos cinco anos, termos que estar novamente a enfrentar o abismo do risco de falência. Que gestão foi feita nos últimos anos e na última época em particular? Como foi possível em tão pouco tempo voltar a desequilibrar financeiramente o clube? Para quê? Com que resultados?

Perguntas que os sócios certamente procurarão ver respondidas mas que, face ao que aqui foi exposto e face ao que podia ter sido a história do clube se os sócios não tivessem atuado de forma singular em 112 anos de história (destituindo a direção),  podiam ter um pendor muito diferente - bem mais fúnebre.

Apesar de tudo, há esperança. Cabe à atual direção provar que consegue encontrar as soluções necessárias para ultrapassarmos mais este episódio nada glorioso da nossa história. E, na sua sequência, encontrar um equilibrio efetivamente sustentável entre receitas e despesas, evitando os "all in", e perseverando na progressiva melhoria da saúde financeira e desportiva do clube.

A informação detalhada que aqui se comenta pode ser encontrada no prospeto publicado pela Sporting SAD no sítio da CMVM.

 

P.S.: Não quero com isto menorizar a tarefa complexa e urgente que a atual direção tem pela frente de no espaço de poucas semanas (além da questão da liquidez): conseguir concluir a reestruturação com a banca. Esperemos que, tal como com o empréstimo obrigacionista, a situação corra pelo melhor, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Após a tempestade...

O Sporting Clube de Portugal honrou o compromisso que havia falhado no passado mês de Maio, liquidando o empréstimo obrigacionista no valor de 30 milhões de euros. Isto apesar de ter realizado um encaixe a rondar os 26 milhões de Euros com a subscrição que terminou na passada semana. Sem dramas, mas também sem entrar em loucuras delirantes para satisfação pessoal que em lugar de servir o clube, apenas contribuíram para alimentar e insuflar um mito burlesco, personagem de ópera bufa…

A direcção do clube está no bom caminho, após resolver o dossier Rui Patrício, também Gelson Martins parece estar em vias de resolução. Falta agora no mercado de Janeiro dispensar alguns jogadores que não têm lugar no clube, eventualmente contratando de forma cirúrgica por forma a preencher alguma lacuna que o treinador possa identificar no plantel.

Não é preciso ser o centro das atenções, estar em permanência nos noticiários, gritar ou insultar de forma mal-educada, recorrendo por vezes até a ameaças, procurando transformar sportinguistas em adversários e rivais em inimigos. Felizmente que esses tempos de má memória já lá vão, o Sporting Clube de Portugal voltou a ser uma instituição respeitável e respeitada, embora continue a ter um sector do estádio controlado por uma turba pouco recomendável…

Falência? Não, foi só show-off

Na sequência da AG de Fevereiro último, dois dias depois, um tal de João Camacho, coadjuvado por António Nunes, lampião dos quatro costados, interpuseram uma acção de pedido de falência da SAD do Sporting, por pretensa dívida de cerca de meio milhão de euros.

Sabendo-se que esta suposta dívida já tinha sido reclamada no tempo da presidência de Godinho Lopes e tinha sido provado que não existia, a pergunta para o milhão de euros é, por que carga de água, dois dias depois de uma AG do Sporting, estas duas aventesmas interpuseram nova acção para recuperar uma verba cuja dívida já havia sido refutada e provada a sua não existência?

Logo na altura a direcção presidida por Bruno de Carvalho interpôs uma acção por litigância de má-fé contra estes dois senhores.

Muita água foi passando debaixo das pontes e eis que agora os senhores reconhecem não existir dívida e desistem da acção. Como sportinguista e um tipo que gosta das coisas da justiça decididas, passe a redundância, com justiça, fiquei satisfeito, não poderia ser de outra forma.

Na sequência desta desistência, que veio em toda a linha dar razão ao Sporting quanto à acção por litigância de má-fé que interpôs, seria de supor que a SAD exigisse o cabal esclarecimento de todo o processo e exigisse o reconhecimento legal ao seu bom nome e idoneidade.

Não foi isto que aconteceu. A Sporting, SAD, também ela, após a desistência dos pantomineiros, desistiu da sua acção.

Sou só eu, ou isto é assim um bocado esquisito e tem um cheiro a qualquer coisa? 

Duas, vá, três notas

Ouvi hoje Torres Perreira dizer que a SAD está em falência técnica. Só será novidade para quem andou distraído, foi declaradamente dito que o empréstimo obrigacionista de 15M€ serviria para resolver problemas de tesouraria. Os capitais próprios negativos serão de 9M€, sendo que antes das rescisões eram de 7M€ positivos, portanto com a venda de um ou dois jogadores a situação estaria perfeitamente controlada. O que eu quero ver é Cintra defender até à exaustão os interesses do clube e da SAD junto da FIFA, que é onde se devem dirimir os conflitos contratuais com os jogadores, como lá está escrito com todas as letras. A propósito de falência técnica, recordo os 100M€ de capitais próprios negativos deixados por Godinho Lopes, muito bem recuperados pelo agora demitido (sim, já sei, estragou tudo e o diabo a sete, mas 100 menos 9, mesmo para um tipo com pouca queda para as contas, são 91).

 

O treinador do futsal, Nuno Dias, foi cirurgicamente castigado com 8 dias de suspensão, o que o impedirá de estar no 4.º jogo para o apuramento do campeão e se, ganho esse, também no quinto e último, na sequência do roubo vergonhoso no terceiro jogo, no João Rocha. Exijo uma resposta veemente da Comissão de Gestão, sob pena de considerar que para Torres Pereira e Sousa Cintra, o futsal não lhes merece qualquer atenção.

 

Estranho que hoje não se fale das buscas da PJ ao estádio do Benfica, na comunicação social. Esperava um ruído ensurdecedor, mas não, nada. Provavelmente Torres Pereira terá postado no facebook e eu não terei dado por isso.

 

Não levem este devaneio muito a sério. É ressaca. Ou então estou atento, ainda não percebi bem.

É chato, mas são coisas que acontecem

Podia ter sido de outra maneira, mas infelizmente teve que ser assim. A pedido do próprio. A basófia foi engolida pela normalidade dos atos. O que se começa hoje a poupar com o ordenado de Bruno de Carvalho, o cartão de crédito, o carro e sei lá que mais, e dado que os novos membros da administração exercerão pro bono, pode ser para as modalidades (tão ao gosto dos brunados e brunetes). E que comece já a auditoria. E que Carlos Vieira tenha vergonha na cara pois é grande parte do problema. Aliás, uma coisa que me inquieta é o facto dos administradores da SAD estarem mudos e quedos, aparentemente sentindo-se confortáveis com toda esta situação. A partir de agora tolerância zero, face ao mal que fizeram ao Sporting Clube de Portugal!

SCP SAD

 

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