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És a nossa Fé!

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Após a tempestade...

O Sporting Clube de Portugal honrou o compromisso que havia falhado no passado mês de Maio, liquidando o empréstimo obrigacionista no valor de 30 milhões de euros. Isto apesar de ter realizado um encaixe a rondar os 26 milhões de Euros com a subscrição que terminou na passada semana. Sem dramas, mas também sem entrar em loucuras delirantes para satisfação pessoal que em lugar de servir o clube, apenas contribuíram para alimentar e insuflar um mito burlesco, personagem de ópera bufa…

A direcção do clube está no bom caminho, após resolver o dossier Rui Patrício, também Gelson Martins parece estar em vias de resolução. Falta agora no mercado de Janeiro dispensar alguns jogadores que não têm lugar no clube, eventualmente contratando de forma cirúrgica por forma a preencher alguma lacuna que o treinador possa identificar no plantel.

Não é preciso ser o centro das atenções, estar em permanência nos noticiários, gritar ou insultar de forma mal-educada, recorrendo por vezes até a ameaças, procurando transformar sportinguistas em adversários e rivais em inimigos. Felizmente que esses tempos de má memória já lá vão, o Sporting Clube de Portugal voltou a ser uma instituição respeitável e respeitada, embora continue a ter um sector do estádio controlado por uma turba pouco recomendável…

Falência? Não, foi só show-off

Na sequência da AG de Fevereiro último, dois dias depois, um tal de João Camacho, coadjuvado por António Nunes, lampião dos quatro costados, interpuseram uma acção de pedido de falência da SAD do Sporting, por pretensa dívida de cerca de meio milhão de euros.

Sabendo-se que esta suposta dívida já tinha sido reclamada no tempo da presidência de Godinho Lopes e tinha sido provado que não existia, a pergunta para o milhão de euros é, por que carga de água, dois dias depois de uma AG do Sporting, estas duas aventesmas interpuseram nova acção para recuperar uma verba cuja dívida já havia sido refutada e provada a sua não existência?

Logo na altura a direcção presidida por Bruno de Carvalho interpôs uma acção por litigância de má-fé contra estes dois senhores.

Muita água foi passando debaixo das pontes e eis que agora os senhores reconhecem não existir dívida e desistem da acção. Como sportinguista e um tipo que gosta das coisas da justiça decididas, passe a redundância, com justiça, fiquei satisfeito, não poderia ser de outra forma.

Na sequência desta desistência, que veio em toda a linha dar razão ao Sporting quanto à acção por litigância de má-fé que interpôs, seria de supor que a SAD exigisse o cabal esclarecimento de todo o processo e exigisse o reconhecimento legal ao seu bom nome e idoneidade.

Não foi isto que aconteceu. A Sporting, SAD, também ela, após a desistência dos pantomineiros, desistiu da sua acção.

Sou só eu, ou isto é assim um bocado esquisito e tem um cheiro a qualquer coisa? 

Duas, vá, três notas

Ouvi hoje Torres Perreira dizer que a SAD está em falência técnica. Só será novidade para quem andou distraído, foi declaradamente dito que o empréstimo obrigacionista de 15M€ serviria para resolver problemas de tesouraria. Os capitais próprios negativos serão de 9M€, sendo que antes das rescisões eram de 7M€ positivos, portanto com a venda de um ou dois jogadores a situação estaria perfeitamente controlada. O que eu quero ver é Cintra defender até à exaustão os interesses do clube e da SAD junto da FIFA, que é onde se devem dirimir os conflitos contratuais com os jogadores, como lá está escrito com todas as letras. A propósito de falência técnica, recordo os 100M€ de capitais próprios negativos deixados por Godinho Lopes, muito bem recuperados pelo agora demitido (sim, já sei, estragou tudo e o diabo a sete, mas 100 menos 9, mesmo para um tipo com pouca queda para as contas, são 91).

 

O treinador do futsal, Nuno Dias, foi cirurgicamente castigado com 8 dias de suspensão, o que o impedirá de estar no 4.º jogo para o apuramento do campeão e se, ganho esse, também no quinto e último, na sequência do roubo vergonhoso no terceiro jogo, no João Rocha. Exijo uma resposta veemente da Comissão de Gestão, sob pena de considerar que para Torres Pereira e Sousa Cintra, o futsal não lhes merece qualquer atenção.

 

Estranho que hoje não se fale das buscas da PJ ao estádio do Benfica, na comunicação social. Esperava um ruído ensurdecedor, mas não, nada. Provavelmente Torres Pereira terá postado no facebook e eu não terei dado por isso.

 

Não levem este devaneio muito a sério. É ressaca. Ou então estou atento, ainda não percebi bem.

É chato, mas são coisas que acontecem

Podia ter sido de outra maneira, mas infelizmente teve que ser assim. A pedido do próprio. A basófia foi engolida pela normalidade dos atos. O que se começa hoje a poupar com o ordenado de Bruno de Carvalho, o cartão de crédito, o carro e sei lá que mais, e dado que os novos membros da administração exercerão pro bono, pode ser para as modalidades (tão ao gosto dos brunados e brunetes). E que comece já a auditoria. E que Carlos Vieira tenha vergonha na cara pois é grande parte do problema. Aliás, uma coisa que me inquieta é o facto dos administradores da SAD estarem mudos e quedos, aparentemente sentindo-se confortáveis com toda esta situação. A partir de agora tolerância zero, face ao mal que fizeram ao Sporting Clube de Portugal!

SCP SAD

 

Hoje giro eu - Nóvel Comissão de Gestão

É cedo, muito cedo para perceber o que será esta Comissão de Gestão do Sporting, por quanto tempo perdurará e o tipo de influência que poderá ter na SAD caso Bruno Carvalho e restante Conselho Directivo do clube sejam destituidos no dia 23. Ficam, no entanto, algumas notas:

 

  • A bem da transparência e da limitação do ruído teria sido bom que nenhum dos ex-membros do actual CD suspenso tivesse aceitado fazer parte da nóvel Comissão de Gestão. António Rebelo é um dos membros escolhidos (Artur Torres Pereira já não tinha concorrido nas últimas eleições);
  • Não parece haver qualquer auto-limitação destes elementos de concorrerem a um futuro acto eleitoral, caso Bruno de Carvalho seja destituído;
  • Não ficou claro o que acontecerá a esta Comissão de Gestão caso Bruno de Carvalho e seus pares não sejam destituídos. Relembro que Bruno de Carvalho e restantes membros do CD se encontram suspensos;
  • O presidente da MAG anunciou que, caso BdC seja destituído, anunciará eleições, mas não referiu para quando;
  • Não se conseguiu perceber o que acontecerá na SAD se Bruno de Carvalho for destituído. Estando os actuais membros da SAD em funções podem ser imediatamente destituídos sem pagamento de uma indemnização? A Comissão de Gestão nomeará novos membros? E por quanto tempo? Relembro que, posteriormente, se realizarão eleições e que será de toda a justiça que os novos Orgãos Sociais eleitos pelos sócios não venham a encontrar obstáculos no seu caminho.
  • Jaime Marta Soares garantiu que BdC poderia participar como sócio na AG destitutiva, mas não disse se tal seria possível por decisao da AG, dando a entender que não estaria suspenso como sócio, contrariando o que Henrique Monteiro e António Paulo Santos, da Comissão de Fiscalização, anteriormente tinham afirmado. Confusos? Eu também...

 

Enfim, foi mais uma conferência de imprensa ao jeito de Jaime Marta Soares - com apresentação de Artur Torres Pereira como líder da nova Comissão de Gestão - em que o défice de preparação foi por demais evidente e os jornalistas presentes também não souberam colocar as questões mais relevantes. A única coisa boa disto tudo é que os sócios serão finalmente ouvidos em AG e, caso decidam destituir o actual Conselho Directivo, haverá eleições. Não ficámos a saber é quando...

Sustentabilidade - R&C Sporting SAD 2016/17

1. A Sporting SAD apresentou um Resultado Liquido positivo (lucro depois de impostos) de 30.537M€, no exercício de 2016/17 (contas anuais de 1 de Julho de 2016 a 30 de Junho de 2017), pelo que os Capitais Próprios da Sociedade passaram a ser positivos no valor de 5,618M€.

 

2. A Sociedade apresentou o maior Volume de Negócios (Proveitos Operacionais+Proveitos com transacção de jogadores) e de Proveitos Operacionais (todas as rúbricas cresceram) da sua história, com valores de 172,998M€ e 80,001M€, respectivamente.

 

3. A Direcção presidida por Bruno de Carvalho pode orgulhar-se de ter apresentado os 3 melhores "scores" em termos de Proveitos Operacionais: 80,0M€ (16/17), 68,7M€ (15/16) e 58,3M€ (14/15).

 

4. Crescimento dos Proveitos Operacionais no último exercício: +16,4%.

 

5. Crescimento dos actuais Proveitos Operacionais face ao último exercício antes da entrada da Direcção presidida por Bruno de Carvalho (12/13): +150%

 

6. Gastos com Pessoal: 63,998M€, +32,2% face a 2015/16, 80% dos Proveitos Operacionais.

Nota: Este rácio parece demasiado elevado, embora consideravelmente mais baixo que o registado em 11/12 (104,42%) ou 12/13 (130%). Por outro lado, também registar que neste exercício os gastos com pessoal cresceram mais do que os proveitos operacionais, o que não é positivo. Existe uma nota no R&C que fala numa futura indexação, mas não estipula um limite.

 

7. As transferências de André Pinto, Piccini, Mattheus Oliveira, Battaglia, Bruno Fernandes e Doumbia já constam do Relatório e Contas, bem como a venda de Ruben Semedo. As aquisições de Salin, Ristovski (empréstimo), Coentrão (empréstimo), Acuña e Mathieu entrarão no exercício de 2017/18.

 

8. Sobre Doumbia, a novidade é que o Sporting comprou apenas 70% dos direitos desportivos e, além do valor de aquisição de 3,5M€, pagou ao jogador um prémio de assinatura de 3M€ (mais comissão de intermediação de 700 mil euros). Também da venda de Ruben Semedo há um encargo de 1,4M€ (10% Valor Transferência), mas não se percebe se é uma comissão ou parte do passe detido por terceiros. Embora mais à frente se diga que o Sporting detinha 100% do passe, este valor também não aparece discriminado nas Comissões.

 

9. O Passivo cresceu 61,6M€ (+24,7% face a 2015/16). Importa, no entanto, realçar que o passivo bancário decreceu 4,6M€. O crescimento do passivo deve-se à aquisição de jogadores (+25M€ no crescimento da rúbrica de Fornecedores correntes, pois os jogadores nunca são pagos a pronto), à cedência de créditos futuros sobre Direitos TV (+16,99M€, taxa média do Factoring de 3,25%), uma dívida de 10M€ à Sporting Comunicação&Plataformas, além do lançamento na rúbrica Passivo, do acréscimo de  ordenados e demais encargos com a equipa de futebol (que são efectivamente pagos após o fim do mês de reporte) e de outros rendimentos a reconhecer. Por outro lado, a Sporting SAD é ainda credora de 56,5M€, essencialmente de clubes, destacando-se o Inter (20 milhões), o Leicester (10 milhões) e o Villareal (8,5 milhões), devido aos acordos estabelecidos aquando das vendas de João Mário, Slimani e Ruben Semedo. Tudo considerado, a cedência de créditos futuros sobre as receitas da SportingTV (10 milhões, Sporting C&P) será a que não encontrará compensação directa no curto-prazo.

 

10. A conta à ordem retida para pagamento das VMOCs tem um valor a 30/6/2017 de 3,1M€ (já reforçada em +2M€ com o apuramento para a Champions, valor que entrará no R&C de 17/18).

 

11. Duas notas finais em termos qualitativos e de Responsabilidade Social: 13 jogadores provenientes das EAS foram incorporados neste exercício nas diversas equipas de Formação que jogam os campeonatos oficiais; 80% dos residentes na Academia Sporting, de Alcochete, tiveram aproveitamento escolar no ensino secundário.

 

12. De referir que, já após o fecho das contas, o Sporting viu ser reconhecido pelo Tribunal de Nyon o excesso de retenção de receitas UEFA, no âmbito do processo Doyen, o que resultou numa libertação de uma verba de 2,821M€.

 

13. Conclusão: Exercício globalmente positivo, com o senão do crescimento dos gastos com pessoal suplantar o dos proveitos ordinários (sem vendas de jogadores). O aumento do passivo parece justificado pelo que já expliquei no ponto 9.

Do ponto-de-vista da qualidade da informação, o Relatório é um nadinha menos detalhado do que é costume e continua a aparecer uma rúbrica de Passivo, de pagamento de intermediações e outros, apresentada como Outros Fornecedores de 8,6M€, valor que mereceria, na minha opinião, outro detalhe, mas ainda assim é um Relatório bastante analítico, acima da concorrência, e considero que constitui uma boa prática de gestão, pelo que será justo endereçar os meus parabéns a Carlos Vieira. 

Cães e pulgas

Uma promessa de revelações bombásticas disparada para o ar pelo mais desprezível avençado do Benfica, a quem ninguém hoje atribui o menor crédito, motivou um comunicado da SAD leonina.

Parece-me que andam a dar importância em excesso a tal sujeito, protagonista inconfundível do anedotário nacional e repudiado por muitos benfiquistas, incapazes de se reverem naquele histérico discurso antifutebol, que transforma cada rival num inimigo, confunde conversa de porteira com comentário televisivo e se assume a tal ponto como voz do dono que acaba por incomodar o próprio dono. Nada mais natural: quem se deita com cães, acorda com pulgas.

Se o fulano bolçar mais falsidades, remetam-no para o tribunal. Mas deixem-se de avisos  preventivos só porque esse desqualificado prometeu pôr a boca no trombone. "Perro que ladra no muerde", como diz o velho adágio castelhano, em tudo semelhante ao que os nossos mais sábios antepassados também já diziam por cá.

Se eles não são bons, porque é que andam tantos atrás deles?

O Sporting Clube de Portugal tem assistido, nos últimos tempos, num momento essencial da época, a um conjunto de notícias que em nada contribuem para a necessária estabilidade que os clubes merecem e para a informação credível e digna que os leitores procuram.

 

1- O Presidente da Administração da Sporting SAD, Bruno de Carvalho, foi claro quando afirmou publicamente que não tinha de vender qualquer jogador após o final da presente época, a não ser que surgissem propostas consideradas interessantes.

No entanto, continuam a sair inúmeras notícias sobre alegadas transferências de jogadores, entrando num campo de realidade virtual de tentar adivinhar o futuro.

A única verdade é que se comprova mais uma vez a qualidade do plantel do Sporting Clube de Portugal, tal é a cobiça de inúmeros clubes em quase todos os seus jogadores.

2- Das notícias que insistem na saída de jogadores do Sporting para os seus principais rivais podem resultar duas leituras. Em primeiro lugar, pode-se depreender que as fontes dessas notícias pretendem pressionar o Sporting Clube de Portugal a avançar de qualquer forma para renovações fora do que é a sua política e estratégia. Se esta for a intenção alertamos, mais uma vez, que tal modus operandi não resulta de todo. Em segundo lugar, se as fontes forem dos próprios rivais, só vêm evidenciar novamente a qualidade dos nossos jogadores e o desejo de outros os terem.

3- As notícias que ciclicamente surgem sobre jogadores em que o Sporting Clube de Portugal está eventualmente interessado e que depois supostamente são desviados para clubes rivais também são passíveis de duas leituras. A primeira aponta para a constatação da qualidade do seu scouting e a segunda para a necessidade de os nossos rivais investirem muito mais do que seria suposto em jogadores em que o Sporting Clube de Portugal poderia estar ou não interessado.
Leituras à parte, fica claro que os agentes destes jogadores conseguem sempre, ao falar do nosso Clube, um “upgrade” das suas condições.

4- Hoje, no jornal O Jogo, está publicado um conjunto de notícias sobre a Sporting SAD que não correspondem à verdade e que o jornal insistiu em publicar.

A Sporting SAD e a Holdimo deram, por isso, indicações aos seus departamentos jurídicos para, em conjunto, agirem em conformidade, zelando pela existência de um jornalismo sério, pautado pelo rigor da informação e não atentatória da honra e dignidade dos visados.

A Sporting SAD e a Holdimo reafirmam que têm trabalhado conjuntamente para a estabilidade e desenvolvimento da Sporting SAD, reforçando a cada dia que passa a sua cooperação, pelo que condenam de forma veemente o conteúdo das referidas notícias.

5. Com todas estas notícias, fica claro que a sustentabilidade financeira do Grupo Sporting incomoda e que será constante a tentativa de manipular a opinião pública tentando fazer crer que existe instabilidade.
Fica claro, também, que o Sporting Clube de Portugal está no rumo certo, tanto ao nível desportivo como financeiro, sendo essa uma realidade que os Sportinguistas já perceberam e para a qual tanto têm contribuído, pelo que não se deixarão influenciar por qualquer tipo de notícias falsas e tentativas de desestabilização.

 

 

É importante ter memória

A proposta do Conselho Directivo do Sporting para a reestruturação financeira do clube não serve apenas para perceber o caminho pelo qual a actual direcção pensa levar o clube. Serve também para lembrar mais uma vez o ponto miserável e penoso a que as últimas direcções o conduziram e a armadilha gigantesta em que o transformaram. Nenhuma avaliação do presente será bem feita sem ter em consideração um passado que está ainda bem fresco em qualquer memória saudável.

Boas notícias a caminho?

Não sei quandos dias passaram desde que Bruno de Carvalho anunciou ter investidores para entrar no capital da SAD. Também não me lembro de quantos dias passaram desde que o presidente esclareceu o óbvio: nenhum investidor colocaria um cêntimo no Sporting sem que a reestruturação financeira estivesse delineada e aprovada pelos sócios. Mas já se sabe que a Assembleia Geral para discutir o assunto está para breve. E também se sabe que o plano de reestruturação financeira prevê um aumento de capital de até 38 milhões de euros, sinal de que o dinheiro dos tais investidores estará a chegar, devendo cobrir parte desse valor. As perspectivas são positivas. Ainda assim, manda a cautela que se aguarde por notícias definitivas. Para já, os passos têm sido dados na sequência e no ritmo certos, tal como a batida dos ponteiros de um relógio. Aguardemos.

O que está em jogo? (1)

MAIORIA DO CAPITAL DA SAD E A IMPORTÂNCIA DOS SÓCIOS

 

Uma das questões mais importantes para mim nestas eleições é o papel que cada candidato entende estar reservado aos sócios na tomada de decisões da vida do Sporting. Se até há alguns anos não havia volta a dar e a última palavra era sempre dos sócios, desde a criação da SAD que a alteração desse estado de coisas é uma possibilidade. E é uma tentação em que muitos já quiseram cair. Aliás, a tentativa de diminuir a importância dada à vontade dos sócios na condução dos destinos do Sporting foi uma das características mais marcantes do status quo em que o Sporting mergulhou há quase 20 anos. Soares Franco chegou até a assumir com todas as letras que queria "um clube só de futebol, sem sócios mas com adeptos que não se intrometam na gestão nem tenham voto nas eleições dos corpos sociais"


É por isso que a manutenção da maioria do capital da SAD nas mãos do clube e, portanto, dos sócios, ou a sua venda a um (ou vários) investidores externos, é uma questão que se reveste da maior importância. Por uma questão de princípio, sempre defendi o primeiro cenário. A condução dos destinos de um clube centenário tornado grande pelo ritmo da emoção e da paixão dos seus adeptos e sócios, não pode dispensar a sua palavra, nem deixar de a considerar decisiva. Dificilmente alguém decidirá o melhor para o Sporting e se preocupará mais com ele do que aqueles que mais o amam. As comparações com clubes ingleses, onde a cultura é diferente e os clubes vivem exclusivamente para o futebol, não servem. Nem a comparação com o fc porto, clube que não tem a maioria da sua SAD, mas que tem uma gestão com resultados desportivos do melhor que Portugal já viu, e que baixa substancialmente o risco inerente a não ter uma posição maioritária.


Sobre este assunto, os dois principais candidatos têm convicções diferentes. Há dois anos, Bruno de Carvalho defendeu que o Sporting não deve abrir abrir mão da maioria do capital da sua SAD, muito menos enquanto estiver tão fragilizado, posição que reafirmou durante os últimos dois anos. Nesta campanha, manteve-se coerente. Pode ler-se no seu programa que pretende a "entrada de novos investidores na Sporting SAD, com o Sporting Clube de Portugal a ficar sempre com a maioria do capital." O único cenário em que Bruno de Carvalho admitirá, no futuro, ponderar a hipótese de um Sporting sem maioria na SAD, é em condições de sucesso desportivo do clube, ao ponto de o mesmo poder pensar ganhar uma Liga dos Campeões. Ou seja, um clube com uma liderança tão bem sucedida e eficaz, que os outros investidores (ainda que na maioria quando somados) não terão motivos para por em causa as decisões do clube e dos seus sócios. Perda da maioria do capital da SAD num Sporting forte é diferente da perda dessa maioria num Sporting fragilizado.


Quam não percebe essa diferença é José Couceiro que se tem mostrado altamente receptivo à ideia de um Sporting sem a maioria da SAD, apresentando-a como uma solução para os problemas do clube no imediato. Vai dizendo que tal cenário só aconteceria se os interesses do Sporting fossem acautelados, sem dizer que tal não seria possível garantir na prática, principalmente num momento como este. Apesar de não ter confirmado que iria por este caminho, a sua disponibilidade para o percorrer já é perigosa que chegue para mim. É, portanto, o único dos dois candidatos que não vê grande problema em reduzir o peso da vontade dos sócios nas decisões do futuro do Sporting, que se adivinha extermamente sensível e delicado. A desvalorização do papel dos sócios está, assim, presente nesta candidatura. Couceiro terá, inclusivamente, dito ontem numa entrevista que o facto de os estatutos consagrarem a possibilidade de os sócios poderem convocar uma Assembleia Geral para discutir os destinos do seu clube é um erro. Sintomático.


Sempre entendi que o Sporting fará tanto mais sentido quanto mais for dos sportinguistas e para os sportinguistas. No dia 23, uma eventual vitória de Couceiro será a materialização de uma grande ironia: a maioria dos sócios dar a vitória a alguém que lhes quer tirar o clube.

 

 

(Alguns leitores poderão achar útil ler isto e isto.)

Ler os outros

Pedro Santos Guerreiro, no Record: «Quando Dias Ferreira afirmou que é difícil atrair um investidor sem ceder a maioria do capital da SAD, fez uma confirmação e uma revelação, que provavelmente resulta do que soube na reunião do Conselho Leonino da semana passada: a confirmação de que não há ainda investidor; a revelação de que será preciso ceder a maioria da SAD para atraí-lo. O tema é sensível. Perder a maioria é vender o controlo, não do clube mas da SAD. (...) Quem investirá no Sporting, que perde dinheiro, não detém passes inteiros de jogadores e tem receitas futuras hipotecadas, se não for para mandar? Arrisco responder: ninguém.»

 

O novo Director do Futebol Profissional do SCP

 

Paulo Farinha Alves é um advogado especializado em direito desportivo e actual vice-presidente da Associação de Futebol de Lisboa. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica de Lisboa (1994), seguindo-se uma Pós-Graduação em Contabilidade e Assessoria Jurídica de Empresas na Faculdade de Direito da mesma Universidade (1997). Responsável por uma equipa de oito advogados especializados em Direito do desporto na PLMJ, Paulo Farinha Alves foi notícia recentemente por assessorar juridicamente a transferência do português Paulo Machado para o Olympiacos. Segundo o seu currículo oficial no site oficial da sociedade de advogados, o novo homem do futebol do Sporting especializa-se em Contencioso, Desporto, Direito Penal e Contraordenacional. A sua nomeação para o cargo faz parte do processo de reestruturação que contempla uma maior tansversalidade entre o Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD e o Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal.

Rússia?

Ora, os jornais referem que o actual Presidente Godinho Lopes parou o processo de contratação do novo treinador do Sporting porque vai à Rússia com a Selecção Nacional. Mas vai à Rússia fazer o quê? 

 

Já apareceu a notícia de que Oceano afinal orienta a equipa contra o Moreirense e possivelmente contra o Genk... Mas ao menos sabemos porque Godinho Lopes vai... à Rússia? Só compreendo se for para trazer Fábio Capello ou Guus Hiddink, pois se lá foi ver o jogo a RTP ainda transmite, por isso oriente-se mas é na sua prioridade. 

 

A escolha que fará é obviamente importante e carece de ponderação e grau zero de erro. Sabe que pode ser o último treinador que escolhe. Mas que diabo, então uma Administração da SAD não tem de responder em tempos de crise? 

As propostas recusadas

A Agência Lusa noticiou hoje que na Assembleia Geral da Sporting SAD o presidente Godinho Lopes revelou que foram recebidas - e recusadas -propostas por Ricky van Wolfswinkel (14 milhões), Carrillo (12 milhões) e por Insua (6 milhões). Tendo em conta a percentagem dos passes que o Sporting detém destes jogadores, significaria um encaixe de 4.9 milhões, 3.6 milhões e 2.1 milhões, respectivamente, para um total de 10.6 milhões. O balanço da percentagem é da pertença de fundos que participaram na compra dos jogadores. Também foi revelado que o Sporting apenas detém 35% sobre o valor de André Martins, 30% sobre Cédric Soares e 35% sobre Rinaudo. As informações não foram confirmadas pela Direcção, mas admitindo que são factuais - e muito aponta para isso - é uma realidade pouco agradável, sendo, no entanto, a inevitável realidade actual do Sporting e de todos aqueles clubes que operam no mercado sem meios substanciais próprios. Também ajuda a compreender a decisão de recusar vender face ao principal objectivo de garantir um mais elevado patamar competitivo da equipa. É plausível que este tema venha a precipitar debate aceso na Assembleia Geral que está agendada para domingo, especialmente por parte da usual oposição que, típico de qualquer oposição, irá questionar o bom senso destas operações e a qualidade da gestão da Direcção vigente, inferindo, obviamente, que faria mais e melhor. Mais do usual mesmo!   

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