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És a nossa Fé!

Wendel

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Muita gente parece não aperceber-se disso, mas nos últimos 14 meses perdemos pelo menos cinco jogadores nucleares, em vagas sucessivas: Bas Dost, Raphinha, Bruno Fernandes, Mathieu e Acuña. A confirmar-se agora a saída de Wendel, para o Zenit, perdemos o sexto.

Titular da selecção olímpica brasileira (tal como o recém contratado Tabata e o defesa Lyanco, que esteve ou ainda está na mira de Alvalade), este jovem de 23 anos que iniciava a quarta época no Sporting tornou-se um elemento pendular no nosso meio-campo, fixando-se na chamada posição 8. Principal transportador e organizador desde a saída de Bruno Fernandes para o Manchester United, vinha refinando o seu desempenho. Ao ponto de ter revelado uma impressionante eficácia no nosso desafio em Paços de Ferreira: em 59 passes, acertou 57. 

 

«Nem sempre se dá por ele, mas é um elemento pendular no onze do Sporting. Pauta o ritmo e o modo do ataque com a sua visão de jogo e a sua inegável capacidade técnica: com a  bola nos pés, é talvez o melhor elemento do plantel leonino. Isto permite-lhe pausar e acelerar o jogo, adequando-o às prioridades tácticas da equipa, e fazer variações de flanco com uma capacidade de passe muito acima da média», escrevi aqui, ainda sem recurso a dados estatísticos, logo após o desafio. 

A imprensa desportiva, horas depois,  confirmava o meu veredicto.

«No meio-campo assume protagonismo na primeira fase de construção, ora encontrando espaços através do passe, ora assumindo protagonismo e cumprindo-a com a bola nos pés. Nem a marcação apertada de Eustáquio o impediu de marcar o ritmo do leão, como se de um maestro se tratasse», escreveu A Bola, elegendo-o como melhor em campo.

«Pegou na batuta e comandou a equipa com serenidade, transmitindo tranquilidade e entregando a bola sempre jogável com grande inteligência, leitura de jogo e controlo dos tempos e dos espaços», observou O Jogo, designando-o também como figura da partida, que vencemos por 2-0.

 

Se sair para o campeonato russo por 20 milhões de euros, como apontam as notícias ainda imprecisas, trata-se de uma proposta irrecusável.

O passe de Wendel, segundo o Transfermarkt, está avaliado em 12 milhões de euros. E, embora seja previsível que possa evidenciar-se nos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021, as incertezas provocadas pela pandemia não permitem arquitectar grandes planos de valorização de jogadores a contar com os palcos de maior projecção do desporto mundial. Haja em vista o que aconteceu com o Campeonato da Europa de 2020, também adiado para o próximo ano mas ainda sem garantia irrefutável de que venha a realizar-se.

Será, pois, uma boa notícia para os cofres de Alvalade. Mas uma má notícia no capítulo desportivo: Wendel, neste cenário, torna-se no sexto titular absoluto do futebol leonino a abandonar o clube em pouco mais de um ano. E assim fica muito difícil construir um plantel com perspectivas de eficácia plena nos objectivos que perseguimos na temporada em curso: um lugar de acesso à Liga dos Campeões e a conquista da Taça de Portugal.

Nenhuma orquestra funciona sem maestro. E poucos têm capacidade para tal função.

Um novo Demiral?

Leio que Pedro Mendes vai ser emprestado ao Almeria, clube da segunda divisão espanhola. Segundo a notícia, este clube fica com uma opção de compra obrigatória num determinado valor. Porém, não leio em nenhum lado o óbvio: que o regresso ao Sporting esteja salvaguardado.

Perante isso fico estupefacto e ocorre-me perguntar se a lição «Demiral» não foi assimilada pelos actuais dirigentes do Sporting.

Décima pergunta aos leitores

Acuña acaba de sair do Sporting - onde jogou três épocas, marcou nove golos e ajudou a conquistar uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga - para o Sevilha. Preço: 10,5 milhões de euros, mais dois milhões por objectivos (um milhão por dez jogos ali cumpridos e outro milhão caso o clube andaluz se qualifique para a Liga dos Campeões).

Foi a venda ideal, a venda possível ou uma venda que não devia ter sido feita?

 

André Geraldes: um caso para reflectir

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A errática política de contratações do Sporting explica, em grande parte, o gigantesco passivo que se foi acumulando nas contas da SAD leonina e que em Junho perfazia 288,7 milhões de euros - já após a redução de 26,2 milhões alcançada no exercício da época desportiva 2019/2020, segundo números ontem comunicados à CMVM.

Olhemos para um exemplo concreto: o de André Geraldes, lateral-direito, hoje com 29 anos. Foi contratado pelo Sporting em Junho de 2014, ao Istambul BB, e nunca actuou na Liga portuguesa vestido de verde-e-branco. Ao longo destas seis temporadas, cumpriu apenas quatro jogos pela nossa equipa principal - todos referentes à Taça da Liga, em 2014/2015, quando Marco Silva era o treinador principal do clube.

Depois foi relegado à equipa B e andou incessantemente a transitar entre clubes portugueses do meio da tabela e emblemas estrangeiros, num verdadeiro carrossel de empréstimos que em nada beneficiaram o jogador e valeram zero ao Sporting: Belenenses, V. Setúbal, Gijón e Maccabi Telavive.

Sai agora, em definitivo, para o Apoel do Chipre, por sinal um clube que deixou um marco na história leonina. Mas sai sem prestígio nem proveito, quase a entrar na recta final da sua carreira, praticamente oferecido, a dois anos de terminar o vínculo que ainda o ligava a Alvalade: a ridícula cláusula de rescisão de 45 milhões que lhe foi fixada no momento de celebrar contrato valia coisa nenhuma. E o facto de ser representado pela Gestifute, de Jorge Mendes, não favoreceu qualquer das partes.

Esta história sem desfecho feliz constitui a demonstração viva dos numerosos erros que temos cometido, época após época, na contratação de bateladas de jogadores que nunca chegaram a ter qualquer utilidade. Pelo menos para nós. Resta saber se algum intermediário lucrou com isto.

Não consigo ver qualquer lógica nisto

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Andamos desesperadamente à procura de um médio defensivo. Battaglia já não está, Idrissa Doumbia é para despachar, Miguel Luís não se adaptou à posição e deve ser emprestado, Eduardo Henrique foi um dos maiores fiascos impingidos por Hugo Viana ao presidente do Sporting, Mattheus Oliveira nem consigo classificá-lo como jogador.

Estes não servem. Mas temos João Palhinha: 25 anos, formado em Alcochete, esteve por empréstimo nas últimas duas épocas em Braga, onde foi titular com vários treinadores - Rúben Amorim incluído. Para quê dispensar um jogador que mantém ligação contratual com o Sporting até 2023 se logo a seguir, para compensar esta saída, teremos de ir a correr arranjar alguém para o mesmo lugar?

Tudo isto até pode ter lógica, mas eu não a descortino. Agradeço desde já a quem souber esclarecer-me.

Aprender com quem sabe

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O meu amigo Eduardo Hilário é muito mais benevolente do que eu na sua avaliação do plantel leonino. Embora eu perceba a defesa intransigente que faz de jogadores com um mínimo de qualidade para vestir de verde e branco, considero que leva a generosidade longe de mais.

A SAD não chegaria longe, em termos contabilísticos, se apenas vendesse Renan, Ilori, Rosier, Eduardo e Mattheus Oliveira: tudo junto, mal daria uns trocos. Apesar da minha reiterada simpatia pelo guarda-redes brasileiro, a quem devemos duas taças.

A incómoda verdade é que, para salvar a época em termos financeiros, o Sporting terá de recorrer novamente a receitas extraordinárias - e, excluindo a indesejável antecipação de nova fatia dos proventos da NOS, isto só se consegue vendendo jogadores pelo melhor preço de mercado possível. Não a preço de saldo, como aconteceu há um ano com Bas Dost, ou de borla, como acontecera pouco antes com Nani. Quando não havia sequer a crise pandémica a funcionar como desculpa.

 

Já sem Bruno Fernandes nem Raphinha, e com Mathieu agora retirado, resta-nos ver partir pelo menos três ou quatro jóias da coroa - jogadores com presença internacional ao serviço das selecções dos seus países ou um par de talentos da nossa formação.

Preparemo-nos, portanto, para a despedida de Acuña - sem dúvida aquela que mais nos custará, entre os jogadores estrangeiros. Creio que também Battaglia, Borja, Doumbia e Ristovski estarão junto à porta de saída.

O pior, para nós, será vermos partir Jovane, Joelson ou até Max: andando as coisas como andam, já nada me admira. Dou por adquiridas as saídas de Miguel Luís, Pedro Mendes e Rodrigo Fernandes, que não pesarão muito em termos contabilísticos. E só espero que pelo menos Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Matheus Nunes se mantenham. Embora sem fazer apostas, atendendo ao que foi a calamitosa gestão do mercado de transferências em Agosto-Setembro de 2019.

 

O que eu gostaria era de ver replicada no Sporting a capacidade de gestão revelada pelo FC Porto na época desportiva há pouco terminada. Tendo perdido - por motivos semelhantes aos nossos - jogadores da craveira de Brahimi, Herrera, Óliver, Felipe e Militão, além de ficar sem Casillas por doença do guarda-redes que foi campeão europeu e mundial, a agremiação portista conseguiu reinventar-se ao ponto de vencer o campeonato. Obteve êxito desportivo sem descurar a componente financeira. Mudou, sim, mas para melhor.

Será pedir de mais algo semelhante no Sporting? Não: seria reivindicar o mínimo num clube com a dimensão do nosso. Infelizmente, o nível de exigência vai baixando de ano para ano em Alvalade e a gestão das expectativas tornou-se tão baixa que já quase nada esperamos ainda antes de soar o apito inicial da temporada.

Questões a resolver no plantel leonino

Texto de Rautha

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No estado actual do Sporting, com mais de quatro treinadores numa época (entre interinos e efectivos), estabilidade e conforto são coisas que não têm existido.

Acredito que alguns destes jogadores, com as devidas condições, sem um cabaz de saídas e entradas, sem 20 esquemas tácticos diferentes e filosofias diferentes, poderão render muito mais do que agora.

Obviamente, é a minha opinião o que descrevo abaixo. Nada mais que isso.

 

Neto é jogador de selecção. Líder da defesa de um campeão russo. Vê vários amarelos, por descontrolo emocional. Porque até um tipo com 32 anos e largos anos de experiência se descontrola. Não deveria mas com tudo o que se tem passado no Sporting ultimamente... até eu, que por norma sou bastante comedido.

Borja é jogador de selecção. Não que queira dizer muito, foi lá parar porque calçava no Sporting e Queirós achou que era seleccionável. Não sendo um jogador de quem eu goste - e parece-me que o Sporting precisa de muito mais do que alguém que "não compromete" - julgo que em melhores condições, com um pouco de confiança, poderá ser um suplente adequado a Nuno Mendes na esquerda.

Até porque Antunes, previsível reforço, tem um historial tremendo de lesões. E tem 34 anos. Parece-me mais uma reforma dourada a um amigo do Viana, infelizmente.

 

Ristovski - Mais um jogador de selecção. Não que ser seleccionável pela Macedónia seja um feito inalcançável. É esforçado. Não dá um lance por perdido. Seria um bom suplente. Talvez com concorrência à altura (esperemos que Porro assim o seja), consiga melhorar. Não é com Rosier e Camacho que o fará.

Luiz Phellype - Mais possante que Sporar, mais estático. Joga melhor de costas para a baliza. Marcou golos importantes. Se voltar recuperado da grave lesão, poderá ser bastante útil, mesmo como suplente.

 

Quanto aos restantes, não são material para o Sporting. E ainda acrescentaria Bruno Paulista, Misic (cuja cláusula deverá ser accionada, julgo), Alan Ruiz (parece que ainda é nosso).

Talvez tentasse introduzir Leonardo Ruiz na pré-época, embora me pareça similar a Tiago Tomás.

 

Quanto a compras, acho irreal pensar-se em jogadores de ligas alemãs, MLS ou afins. São salários incomportáveis para a nossa realidade. Com um tecto habitual de 2 milhões por ano, é praticamente impossível almejar contratar alguém destas ligas.

Falar em Adrien, Quaresmas, até Beto, só fará sentido se aceitarem baixar consideravelmente os salários.

Até porque, com todo o entulho adquirido nos últimos dois anos, com salários demasiadamente altos, e com a pandemia ainda em avanço significativo, com a respectiva crise económica adjacente, o tecto disponível para salários deverá baixar drasticamente, uma vez que não temos receitas para o manter.

 

Mas continuamos a comprar jogadores com salários chorudos para a reforma dourada. Adán não será nada barato, Antunes também não. Feddal não virá a ganhar menos de um milhão por época, com certeza.

E, sejamos honestos, não pagar o treinador, múltiplas queixas de falta de pagamento, inclusive de clubes estrangeiros, não abona em nada se pensarmos adquirir um Taremi ou um Nuno Santos.

A julgar pelo falatório, não me admirava que, até ao final da janela de transferências, fôssemos buscar alguém ao Braga, a pagar com um lote de jogadores.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Para sair

Cada um de nós terá a sua opinião sobre os jogadores que devem sair do actual plantel do Sporting. Porque deixaram de ser úteis. Porque demonstraram insuperável incapacidade de adaptação. Ou porque, revelando ausência absoluta de talento, nunca deviam ter sido contratados.

 

Deixo aqui a minha lista, ordenada não por ordem de preferência mas por ordem alfabética:

Battaglia

Borja

Bruno Gaspar

Diaby

Eduardo

Idrissa Doumbia

Ilori

Luiz Phellype

Lumor

Mattheus Oliveira

Miguel Luís

Neto

Renan

Ristovski

Rosier

 

Gostaria de a comparar com as vossas.

Digam-me que jogadores devem sair. E, se quiserem, digam também quem deveria chegar.

Entradas e saídas: breve antevisão

Começa a ser evidente quais serão os jogadores a dispensar pelo Sporting logo após o fim do mais longo campeonato nacional de que há memória, daqui a poucas semanas. Basta medir o tempo de utilização de cada um.

A lista dos 25 jogadores que já calçaram sob a orientação do actual técnico - ontem divulgada pelo jornal A Bola, acrescida dos minutos em que cada um esteve em campo - fornece resposta à maior parte das dúvidas.

Revela-nos, desde logo, que houve apenas dois titulares nestas sete partidas: Maximiano e Coates. Ambos jogaram 630 minutos. Logo seguidos de Sporar, que esteve 628 minutos em campo. Seguem-se cinco jovens oriundos da Academia de Alcochete ou que aqui vieram completar a sua formação futebolística: Plata, Jovane, Matheus Nunes, Wendel e Eduardo Quaresma.

 

Inversamente, Renan nunca foi utilizado por Amorim. Tal como o apagado Miguel Luís e um tal Mattheus Oliveira, que já mal recordo quem é. O mesmo ocorreu com Luiz Phellype, mas neste caso por estar ainda a recuperar de uma gravíssima lesão contraída antes da chegada do sucessor de Silas.

Esta hierarquia negativa inclui Pedro Mendes (só jogou dois minutos), Rosier (12), Eduardo (17), Idrissa Doumbia (68) e Ilori (113). É fácil concluir que o treinador não contará com eles para a próxima temporada.

Ilori, que saíra em litígio com o Sporting seis anos antes, nunca devia ter regressado. Rosier e Eduardo foram rotundos fiascos. O jovem Idrissa prometia alguma coisa, mas ofereceu quase nada. Todos eles deverão abandonar Alvalade em definitivo, rendendo algum encaixe financeiro à SAD.

Pedro Mendes, cujo real valor ainda constitui uma incógnita, vai certamente actuar noutro clube da I Liga a título de empréstimo.

 

Presumindo-se que o central Gonçalo Inácio - também da formação leonina e ainda não estreado na equipa principal - fará igualmente parte do plantel para 2020/2021 e que o jovem André Paulo, recém-contratado para a equipa B por indicação de Amorim, será o terceiro guarda-redes na hierarquia leonina, abrem-se ainda assim três ou quatro vagas.

Uma delas, em princípio, será preenchida pelo central marroquino Feddal, de 30 anos e há três épocas no Bétis de Sevilha.

Na vossa perspectiva, que outras posições devem ser reforçadas com urgência?

Merci et bon voyage, Anti

Em tempo de "desconfinamento" acelerado no Sporting, foi agora a vez de Thierry Anti anunciar que vai embora. Alegando "questões familiares"

O francês, que chegara há menos de um ano, oriundo do Nantes, foi um dos treinadores com melhor currículo que passaram em tempos recentes pelas modalidades leoninas. Vai fazer muita falta ao nosso andebol, que deixou em lugar de disputa pelo título quando o campeonato foi suspenso em definitivo, à 26.ª jornada.

Lamento muito que parta. E lamento ainda mais este clima de desagregação que parece estar a ocorrer em Alvalade - com demissões, abandonos e saídas em fluxo contínuo.

Já vi este filme noutras ocasiões. Posso avisar, portanto, que o desfecho não será feliz.

Coisas em que acredito


Bruno Fernandes foi hábil na sua relação com os jornalistas, pelo que o seu lastro de saudade será longo. Era um jogador decisivo, fundamental e fulcral, também porque a bola ia sempre para ele e ele podia fazer o que queria com ela. Nunca vi, nem em Messi, nem em Ronaldo, tanta tolerância da crítica e comentadores – ou das bancadas - para um jogador. Vejam nesta frase um elogio à inteligência emocional de BF, que soube sempre dizer as coisas certas.
Acredito que a vida para BF em Manchester não será fácil. Como se viu, em especial desde que Nani saiu do clube, BF é melhor, muito melhor, quando é pai da bola, chefe de orquestra, o escolhido. Em Manchester, terá de conquistar esse lugar. A seu favor, tem uma disponibilidade física impressionante e uma enorme vontade e foco de visar a baliza adversária. Acredito que triunfará. Pela minha parte, voltarei a ver os jogos do MU.
A sua transferência, como a de qualquer jogador que se destaque num clube português, era esperada. Varandas e a sua equipa tiveram nervos de aço e conseguiram excelentes valores, numa altura em que a época não conta para nada e nos últimos dias de mercado.
Ficaremos em quarto (digo eu), iremos à Liga Europa porque para o ano há mais e pronto.
Acredito que o Sporting tem agora a folha mais em branco para tentar fazer uma equipa. Acredito que haverá alguns jogadores no plantel a crescer imenso, agora que não há BF a conviver com eles.
Nunca vi Silas na vida, mas acredito que há um lado (talvez pequeno, talvez médio, talvez grande) em que esteja a festejar esta notícia. Poderá finalmente ser “o” treinador. Temos plantel para isso? Talvez não, mas imagine-se que sim, que temos…
Quatro anos depois de o SCP ter sido a base da equipa que venceu o Euro, este ano é quase um facto consumado que não haverá qualquer jogador de leão ao peito na equipa. A vida é mesmo assim, como os interruptores.

A melhor venda de sempre no Sporting

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Em Maio de 2007, Filipe Soares Franco protagonizou, como presidente do Sporting, a transferência mais bem remunerada de toda a história leonina até então. Quando Nani saiu para o Manchester United, a troco de 25,5 milhões de euros.

 

Quase uma década depois, em Agosto de 2016, também Bruno de Carvalho conquistou merecido lugar na restrita galeria dos presidentes que geraram enormes mais-valias com transferências de jogadores. Quando fechou acordo com o Inter de Milão para a venda de João Mário, que acabara de sagrar-se campeão europeu.

Por 40 milhões de euros, estabelecendo novo máximo que parecia muito difícil de suplantar.

 

Bastaram afinal três anos e cinco meses para o Sporting superar o ambicioso tecto estabelecido neste historial de transferências. Com a saída, agora finalmente anunciada, do nosso capitão Bruno Fernandes - o melhor médio que passou por Alvalade no último quarto de século - para o Manchester United. Rendendo 55 milhões de euros, mais 10 milhões em objectivos facilmente concretizáveis. O primeiro concretiza-se mal Bruno faça 20 jogos ao serviço do histórico clube inglês. O segundo atinge-se quando o United marcar presença nas próximas três edições da Liga dos Campeões (estão previstos 3 milhões no primeiro ano e os restantes 2 a dividir nos anos subsequentes).

Aspecto muito importante: o Sporting salvaguardou uma percentagem de 10% em futuras transferências de Bruno para outros emblemas a partir de Manchester.

 

Frederico Varandas entra assim também na história do nosso clube, à semelhança daqueles dois antecessores, por ter batido largamente o recorde absoluto de angariação de receita pela saída de um só jogador do plantel leonino. Tem motivos para se sentir satisfeito e orgulhoso, certamente com a noção do dever cumprido.

 

Chegou, pois, a altura de dizer sem mais rodeios: obrigado, Sousa Cintra.

Sporting DBF (Depois de Bruno Fernandes)

Pelos vistos o nosso capitão de equipa, um dos melhores jogadores do Sporting de todos os tempos, jogador de maior rendimento da Liga Portuguesa, vai seguir as pisadas de Cristiano Ronaldo e Nani e assinar pelo Manchester United. 

Se calhar já era para ter acontecido qualquer coisa semelhante no verão, mas tivemos a sorte de poder desfrutar do Bruno mais seis meses. Mas pronto. Agora tem mesmo de ser. 

Com isso o Sporting irá registar a sua maior venda de sempre, e encaixar uma quantia que deverá servir para acudir às dificuldades financeiras da SAD e reforçar o plantel (esperemos que desta vez com competência) para atingir os objectivos ainda possíveis, o 3.º lugar na Liga e uma caminhada longa na Liga Europa (não falando na Taça da Liga).

Mas depois lembramo-nos do agoiro do Ristovski... e tememos o pior.

 

Sendo assim, pergunto:

Que ajustamentos deveriam ser feitos na equipa de futebol do Sporting para enfrentar com sucesso a segunda metade da época sem Bruno Fernandes?

SL

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Uma nau à deriva

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A intenção é clara: preparar sócios e adeptos, através de notícias plantadas na imprensa, para a "inevitabilidade" da saída de Bruno Fernandes. Único verdadeiro ídolo do actual futebol do Sporting. Única garantia de que teremos alguém do plantel leonino presente no Campeonato da Europa que vai decorrer em Junho e Julho de 2020.

Caso se concretize já em Janeiro, como tudo vem indiciando, esta saída constituirá mais um erro lapidar da gestão do futebol verde e branco. Apenas há dois meses, Frederico Varandas assumiu como opção estratégica da SAD a manutenção de Bruno no plantel, o que terá justificado - na perspectiva do presidente - a apressadíssima saída de três titulares da equipa: Raphinha, Thierry e Bas Dost.

Deixá-lo sair agora, por qualquer valor abaixo da cláusula de rescisão, revelará nova guinada estratégica (em Agosto a prioridade era transferir o jogador por 70 milhões), prenunciando a definitiva descapitalização do plantel com a saída do capitão, clareiras ainda maiores nas bancadas de Alvalade (onde Bruno é o único jogador ainda capaz de atrair espectadores para jogos ao vivo) e a perda do nosso solitário representante na selecção que vai disputar o Euro-2020.

Mais: Bruno Fernandes é hoje o verdadeiro rosto do futebol leonino, como bem demonstram as imagens aqui reproduzidas pelo José Cruz e pelo Paulo Figueiredo. Perdê-lo agora - antes da valorização de que será alvo, daqui a meio ano, no Europeu - representará mais um rombo nesta frágil nau à deriva em que se transformou o futebol do nosso clube.

Depois ninguém diga que não recebeu alertas em devido tempo. O meu aqui fica, uma vez mais.

Bela foto...

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... De Bruno Fernandes e outros jogadores do plantel do Sporting em treino com o Sporting do futuro.

É bonito de ver. E é bom marketing. Também é preciso.

Mas não chega.

Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?

Sobre entradas e saídas

Um olhar rápido pelas operações financeiras relacionadas com entradas e saídas de jogadores do Sporting no defeso de Verão, descritas na informação prestada à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários, permite desde logo estas conclusões:

 

  •  Pagamos comissões pela saída de jogadores como André Pinto e Petrovic, que rumaram a outros clubes sem renderem um euro aos cofres leoninos - algo inacreditável

 

  •  Pagamos 700 mil euros à empresa de Jorge Mendes por intermediar no acordo com o Olympiacos sobre Podence, tendo o Sporting abdicado do processo no Tribunal Arbitral do Desporto - algo incompreensível.

 

  •  Pagamos cerca de sete milhões de euros em comissões globais na época em que temos um dos piores plantéis de que há memória - algo inaceitável.

Apertar do cinto

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Não conheço ao pormenor a situação financeira da SAD, incluindo a questão da negociação com a banca. Vou sabendo mais por jornais e comentadores do que pelo Sporting, o que é triste, mas não é difícil perceber que deve estar bem complicada e isso explica muito do que foi a actuação do clube nesta janela de mercado. Deixando de parte a questão desportiva, já por demais aqui comentada e vamos ter o resto da temporada para avaliar, podemos constatar que o Sporting fez negócios de venda/empréstimos com opção de compra obrigatória (incluindo Gelson Martins e Podence, Bruno Fernandes à parte) de 19 jogadores no valor de (números redondos) 90,000€ e de compra/entrada por empréstimo de oito jogadores no valor de 25,000€, um saldo positivo de 65,000€. 

Além disso, emprestou 11 jogadores com salários quase todos pagos pelos clubes de acolhimento. Foram então 30 jogadores que saíram da folha salarial, entrando 8. Não sei o que isto representa em poupança anual de salários, mas sairam vários jogadores de salários elevados a começar por Bas Dost e Petrovic, imagino da ordem de 30%. 

Resumindo, foi mesmo um grande apertar do cinto este verão em Alvalade. 

E ainda ficaram alguns casos para resolver:

1. Rafael Leão

2. Ruben Ribeiro

3. Mattheus Oliveira

4. Viviano

5. Irmão do Alan Ruiz, dizem que joga futebol

 

PS: As minhas contas foram as seguintes:

Saídas: 89,5
1. Gelson Martins 22,5
2. Raphinha 21,0
3. Thierry Correia 12,0
4. Matheus Pereira 10,0
5. Bas Dost 7,0
6. Podence 7,0
7. Felix Correia 3,5
8. Jonathan Silva 3,0
9. Domingos Duarte 3,0
10. Tiago Djaló 0,5
11. Salin 0,0
12. André Pinto 0,0
13. Petrovic 0,0
14. Mama Baldé 0,0
15. Wallyson 0,0
16. Jefferson 0,0
17. Ryan Gauld 0,0
18. Carlos Mané 0,0
19. Abdu Conté 0,0

Empréstimos:
1. Diaby
2. Gelson Dala 
3. Bruno Gaspar 
4. Ivanildo Fernandes
5. Lumor
6. Bragança
7. Francisco Geraldes
8. André Geraldes
9. Misic
10. Alan Ruiz
11. Leonardo Ruiz


Entradas: 23,5
1. Rosier 8,0
2. Vietto 7,5
3. Camacho 5,0
4. Eduardo 3,0
5. Neto 0,0
6. Jesé Rodríguez 0,0
7. Bolasie 0,0
8. Fernando 0,0

Saldo: 66,0

Diz que são reforços

Íamos ao nosso estádio ver jogadores como Bas Dost e Raphinha.

Agora iremos ver o espanhol Jesé Rodríguez (14 jogos e apenas um golo na temporada 2018/2019, no Stoke City, onde actuou durante 705 minutos) e o brasileiro Fernando Santos Pedro (23 jogos e apenas um golo na época passada, com 903 minutos jogados, ao serviço do Shakhtar Donetsk, na Ucrânia).

Cumpre-se, portanto, uma emblemática promessa eleitoral de Frederico Varandas: apostar na formação.

O Sporting aposta na formação do Real Madrid e do Palmeiras. Há clubes com sorte.

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