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És a nossa Fé!

Mais de dez milhões deitados fora

Doumbia custou 7,2 milhões de euros ao Sporting por 70% do seu passe. Vai abandonar Alvalade, aparentemente a custo zero, sem ter marcado um único golo no campeonato nacional de futebol. 

Castaignos custou 3 milhões de euros ao Sporting por 80% do seu passe. Prepara-se para sair, também a custo zero, sem ter marcado um só golo em nenhuma competição ao serviço do nosso clube.

Imperdoável

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Rafael Leão, a conselho do pai, que também lhe serve de empresário (valia a pena fazer um estudo sobre a influência nefasta dos papás na gestão das carreiras dos jogadores que formámos), assinou pelo Lille. À revelia dos compromissos contratuais assumidos pelo Sporting e contrariando a vontade várias vezes assumida pelo presidente Sousa Cintra, que tudo fez para conseguir o regresso do jogador. Um acto imperdoável.

Vem agora o rapaz alegar que decidiu sair porque «a violência não leva a lado nenhum». Ele e o progenitor não podiam ter escolhido melhor: o Lille é um clube onde os adeptos têm o péssimo hábito de agredir jogadores.

Tenha portanto este gatinho - afinal Leão só de apelido - muito cuidado com os sarrafeiros que descem das bancadas ao relvado no novo clube. E, naturalmente, queixa na FIFA contra ele. Sem contemplações.

Assuntos internos

 

Piccini a caminho do Valência por dez milhões de euros após só uma temporada em Alvalade.

 

Ainda não foi fechado acordo entre o Sporting e o Atlético de Madrid por Gelson Martins.

 

Sousa Cintra anula cláusula de confidencialidade que mantinha Jorge Jesus em silêncio.

 

Limpeza no ataque leonino: Doumbia e Castaignos vão ser dispensados por Peseiro.

 

William: de "entulho" a príncipe

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Como era de esperar, a pequena legião de órfãos de Bruno de Carvalho apressou-se a inundar as redes sociais com críticas à administração da SAD liderada por Sousa Cintra pelo alegado "preço de saldo" a que William Carvalho foi transferido para o Betis.

Qualquer pretexto agora lhes serve para a crítica. Depois de andarem cinco anos a fazer vénias e dizer amen.

 

William sai do Sporting - enterrando-se assim um contencioso de desfecho muito incerto e seguramente prolongado em sede judicial - por 16 milhões de euros, correspondentes a 75% do seu passe, acrescidos de quatro milhões por objectivos, individuais e colectivos, que o jogador cumpra ao serviço do novo emblema. Objectivos perfeitamente realizáveis, a que se junta a obrigação de o clube espanhol pagar mais cinco milhões se o Betis atingir a Liga dos Campeões, com a opção de comprar 20% do passe do jogador por 10 milhões.

E ainda ficamos, em qualquer dos casos, com uma percentuagem do passe nunca inferior a 5%.

 

O negócio celebra-se, recordo, numa altura em que o Sporting enfrenta dificuldades de tesouraria, acaba de sofrer sérios danos reputacionais e tem urgência em virar a página aberta pelos dramáticos acontecimentos de Alcochete, com ampla repercussão mundial.

Está em causa um jogador que se desvalorizou desde a brilhante prestação no Europeu de França, sem qualquer paralelo com o desempenho revelado pela selecção no Mundial da Rússia. Acresce que, a dar crédito à palavra de Bruno de Carvalho, o Sporting nunca recebeu qualquer "proposta irrecusável" sobre William.

 

Aqueles que agora mais urram em furioso protesto contra esta suposta "venda a saldo" passaram uma época inteira a clamar contra William, chamando-lhe de tudo, insultando-o nas mesmas redes em que agora gritam que jamais quereriam vê-lo fora do Sporting por um montante inferior a 30 milhões.

Alguns, ainda mais tontos, andam por aí a escrever, em prosa histérica, que preferiam "perder em tribunal" contra este e outros jogadores que rescindiram. Não imagino como supõem eles que o Sporting pague as contas, presentes e futuras. Sabendo-se ainda por cima que a FIFA recomenda sempre a negociação em casos como estes para causar o menor dano possível às partes envolvidas e tem actuado com muita firmeza em todas as situações de violência dentro ou fora dos recintos desportivos.

 

Os tais que consideravam William "entulho" berram agora como virgens ofendidas perante os 20 milhões de euros que seguramente 25% do seu passe rende aos cofres leoninos, como se aos olhos deles o médio defensivo tivesse subitamente reencarnado em príncipe do futebol. Esquecidos de casos tão emblemáticos como as saídas de Moutinho, Carriço, Dier, Ilori, Bruma ou Cédric - todos vendidos, pelas três anteriores direcções do Sporting, a preços muito inferiores ao seu real valor.

A ligação de William ao Sporting era uma página já virada. A diferença era saber se nos rendia dinheiro certo ou uma série infindável de trapalhadas jurídicas de desfecho mais que incerto. Sousa Cintra optou pela primeira hipótese, com o acordo do jogador. E fez muito bem.

Berrem eles o que berrarem.

Feijão frade? Nunca!

Decididamente custa-me entender esta nova postura da actual Comissão, que se traduz numa anormal "caça às bruxas"!

Resumindo, tudo o que BdC contratou é para despedir. Tudo!

Quer dizer que não há uma única pessoa competente que se tenha contratado? Nem uma?

O mais recente exemplo prende-se com Augusto Inácio. Despedido porquê? Porque o José Peseiro não gosta dele ou porque haverá outros interesses? Ou porque chegou pela mão de BdC?

O último treinador português a ser campeão pelo Sporting não merece ser assim tratado. Inácio e muitos outros são pessoas, não objectos descartáveis…

Se criticámos, e eu fui um deles, a forma como BdC correu com Inácio do Sporting na altura de JJ, como posso agora estar de acordo com esta postura de Sousa Cintra?

Não posso nem estou… Não sou feijão frade.

Espero nunca o ser!

É chato, mas são coisas que acontecem

Podia ter sido de outra maneira, mas infelizmente teve que ser assim. A pedido do próprio. A basófia foi engolida pela normalidade dos atos. O que se começa hoje a poupar com o ordenado de Bruno de Carvalho, o cartão de crédito, o carro e sei lá que mais, e dado que os novos membros da administração exercerão pro bono, pode ser para as modalidades (tão ao gosto dos brunados e brunetes). E que comece já a auditoria. E que Carlos Vieira tenha vergonha na cara pois é grande parte do problema. Aliás, uma coisa que me inquieta é o facto dos administradores da SAD estarem mudos e quedos, aparentemente sentindo-se confortáveis com toda esta situação. A partir de agora tolerância zero, face ao mal que fizeram ao Sporting Clube de Portugal!

SCP SAD

 

Gestão danosa

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Várias vezes me insurgi aqui contra a venda apressada de Daniel Carriço - capitão do Sporting, formado em Alcochete - pela gerência de Godinho Lopes.

Um negócio feito em cima do joelho, para gerar receitas líquidas que pudessem satisfazer o pagamento de despesas correntes na agremiação leonina.

Um negócio vergonhoso, bem revelador da incompetência daquele Conselho Directivo.

 

O jogador manteve-se em Alvalade até ao derradeiro dia daquele funesto 2012. No último ano de contrato, o acordo de renovação com a direcção nunca chegou: o modesto Reading, de Inglaterra, apareceu para recrutar o jogador de 24 anos a troco de 750 mil euros e lá o levou. Três anos depois, Carriço tinha conquistado três Ligas Europa pelo Sevilha, para onde os ingleses o exportaram logo na época seguinte. Por mais do dobro do preço que lhes havia custado.

A dado momento, a propósito desta ruinosa venda e lembrando também uma transferência anterior de outro capitão do Sporting (João Moutinho) - dessa vez para um rival directo, o FC Porto - escrevi aqui, sem esquecer iguamente a saída de Cristiano Ronaldo por números irrisórios: «Três valores do futebol internacional - cada qual à sua escala - formados na Academia do Sporting. Três jogadores vendidos ao desbarato por gestores incompetentes. Não queremos disto. Nunca mais.»

 

Mal imaginava eu que ainda havia de acontecer pior. Outro profissional formado na Academia leonina, pertencente aos quadros do nosso clube desde 2001, haveria de sair sem gerar um euro de receita ao Sporting.

Consumou-se hoje: Rui Patrício vai passar a jogar pelo Wolverhampton, com um contrato de quatro anos, quando é campeão europeu em título, goza do prestígio de ter sido considerado o melhor guarda-redes do Euro-2016 e veste as cores da selecção nacional como titular absoluto no Mundial da Rússia.

 

Se critiquei Godinho Lopes por ter deixado sair Carriço por 750 mil euros, ainda mais devo criticar o seu sucessor por ter aberto caminho à rescisão do guarda-redes leonino, tudo fazendo para o insultar e humilhar em público, como se ansiasse pelo pedido de rescisão unilateral invocado pelo jogador.

Neste caso não estamos sequer perante um negócio ruinoso: é um monumental tiro no pé que torna o Sporting novamente notícia pelos piores motivos.

Outros talvez hesitem no nome a dar a isto. Eu não. Para mim é gestão danosa.

Mistério

Talvez alguém consiga esclarecer-me. Por que motivo o comunicado emitido em Dia de Santo António, feriado municipal em Lisboa, pelo "porta-voz" de Bruno de Carvalho com a enumeração dos futebolistas que integram a nossa equipa A se apressou a incluir os nomes de Battaglia, Rúben Ribeiro e Rafael Leão antes de aguardar pelo fim do prazo em que os jogadores poderiam apresentar rescisões unilaterais invocando justa causa?

A pressa foi tanta, na vã tentativa de atirar poeira para os olhos dos sportinguistas, que o tal comunicado do competentíssimo "porta-voz" já estava desactualizado - e, portanto, sem préstimo algum - 24 horas após ter sido tornado público. Assim anda, cada vez mais errática apesar dos reforços entretanto recebidos, a comunicação do Sporting...

Mas o mais estranho neste comunicado é a omissão dos nomes de dois jogadores: nada consta ali sobre Iuri Medeiros nem Domingos Duarte. Será que a SAD leonina, apesar das nove baixas já registadas no plantel ainda antes do início da temporada, se dará ao luxo de prescindir destes dois profissionais formados no Sporting?

Mistério. Responda quem souber.

Para memória futura (3)

Este grande jogador chama-se Bruno Fernandes, é dono de uma técnica invejável, de uma pontaria afinada e está na calha para brilhar no Mundial da Rússia, tal como brilhou na Liga NOS este ano e nas competições todas em que o clube se apresentou. É um jogador raro nos dias que correm. Não voltará a vestir esta camisola e só há um responsável por isto: chama-se Bruno de Carvalho.

 

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Para memória futura (2)

Este grande jogador chama-se William Carvalho, muitos consideram-no lento, mas ele é capaz de recuperar bolas impossíveis e de lançar em profundidade o ataque como poucos na sua posição. Com um estilo inconfundível, este angolano de nascimento é campeão europeu por Portugal e não voltará a vestir esta camisola ou a usar a braçadeira de capitão. Há um responsável por isto: chama-se Bruno de Carvalho.

 

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Punir o êxito, premiar o fracasso

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Critiquei muitas vezes Jorge Jesus pelas opções técnicas.

Critiquei a Direcção leonina pelo despedimento de Marco Silva (desde ontem no Everton), na sequência imediata da conquista da Taça de Portugal - a maior proeza que Bruno de Carvalho pode exibir nestes mais de cinco anos no futebol profissional.

Com isto, o sucessor de Godinho Lopes transmitiu um sinal profundamente errado a quem vestia as cores leoninas: quem vencia era corrido.

No ano seguinte, transmitiu outro sinal errado: Jesus, entretanto contratado, nada ganhou. Mesmo assim, foi contemplado com revisão de contrato e aumento salarial.

O princípio da degradação do consulado do ex-futuro presidente do CD do Sporting ficou traçado aqui. Nestes dois sinais equívocos que transmitiu à massa adepta e ao grupo de trabalho. Punindo o êxito e premiando o fracasso.

 

Dito isto, tenho de prestar a minha homenagem a Jorge Jesus caso as mais recentes notícias se confirmem e ele abandone o Sporting sem exigir a quantia adicional que lhe era devida pela letra do contrato que o ligava à SAD leonina.

E agradecer-lhe por isso.

É chato

Excertos da longa carta que Rui Patrício fez chegar à administração da SAD leonina:

 

«Fui alvo de violência psicológica e física.»

 

«É inequívoco que foram violados os meus mais elementares direitos, legais e contratuais, e que não fui tratado pela Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD com o respeito devido a um colaborador, que não me foram dadas, por esta, as condições necessárias para o exercício da minha profissão.»

 

«Fui alvo de uma conduta de assédio, que visou condicionar-me, hostilizar-me e limitar-me na minha liberdade, nomeadamente de expressão.»

 

«O representante máximo da SAD criticou-me publicamente, ofendeu-me, surpreendeu-me, acusou-me, processou-me. Atiçou, diversas vezes, a ira dos adeptos contra mim e contra os meus colegas de equipa, bem sabendo que alguns dos adeptos, em particular nas claques, reagem de forma primária e irracional a quaisquer declarações proferidas pelo Presidente.»

 

«Vivi momentos de puro terror, sem que a Sporting SAD tenha revelado qualquer preocupação - que, naquelas circunstâncias, lhe era manifesta e especialmente exigível - com a segurança dos seus atletas profissionais de futebol, deixados à mercê de um grupo violento de membros da claque.»

 

«Perante os factos ocorridos na Academia de Alcochete, que colocaram em risco a minha integridade física (e mesmo a vida), nada tendo sido feito pelo empregador para o evitar, não tendo sido asseguradas as condições de segurança que se impunham face ao momento que se vivia à data, revela-se totalmente insustentável a subsistência da relação de trabalho.»

 

{ Blog fundado em 2012. }

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