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És a nossa Fé!

Coisas em que acredito


Bruno Fernandes foi hábil na sua relação com os jornalistas, pelo que o seu lastro de saudade será longo. Era um jogador decisivo, fundamental e fulcral, também porque a bola ia sempre para ele e ele podia fazer o que queria com ela. Nunca vi, nem em Messi, nem em Ronaldo, tanta tolerância da crítica e comentadores – ou das bancadas - para um jogador. Vejam nesta frase um elogio à inteligência emocional de BF, que soube sempre dizer as coisas certas.
Acredito que a vida para BF em Manchester não será fácil. Como se viu, em especial desde que Nani saiu do clube, BF é melhor, muito melhor, quando é pai da bola, chefe de orquestra, o escolhido. Em Manchester, terá de conquistar esse lugar. A seu favor, tem uma disponibilidade física impressionante e uma enorme vontade e foco de visar a baliza adversária. Acredito que triunfará. Pela minha parte, voltarei a ver os jogos do MU.
A sua transferência, como a de qualquer jogador que se destaque num clube português, era esperada. Varandas e a sua equipa tiveram nervos de aço e conseguiram excelentes valores, numa altura em que a época não conta para nada e nos últimos dias de mercado.
Ficaremos em quarto (digo eu), iremos à Liga Europa porque para o ano há mais e pronto.
Acredito que o Sporting tem agora a folha mais em branco para tentar fazer uma equipa. Acredito que haverá alguns jogadores no plantel a crescer imenso, agora que não há BF a conviver com eles.
Nunca vi Silas na vida, mas acredito que há um lado (talvez pequeno, talvez médio, talvez grande) em que esteja a festejar esta notícia. Poderá finalmente ser “o” treinador. Temos plantel para isso? Talvez não, mas imagine-se que sim, que temos…
Quatro anos depois de o SCP ter sido a base da equipa que venceu o Euro, este ano é quase um facto consumado que não haverá qualquer jogador de leão ao peito na equipa. A vida é mesmo assim, como os interruptores.

A melhor venda de sempre no Sporting

image[1].jpg

 

Em Maio de 2007, Filipe Soares Franco protagonizou, como presidente do Sporting, a transferência mais bem remunerada de toda a história leonina até então. Quando Nani saiu para o Manchester United, a troco de 25,5 milhões de euros.

 

Quase uma década depois, em Agosto de 2016, também Bruno de Carvalho conquistou merecido lugar na restrita galeria dos presidentes que geraram enormes mais-valias com transferências de jogadores. Quando fechou acordo com o Inter de Milão para a venda de João Mário, que acabara de sagrar-se campeão europeu.

Por 40 milhões de euros, estabelecendo novo máximo que parecia muito difícil de suplantar.

 

Bastaram afinal três anos e cinco meses para o Sporting superar o ambicioso tecto estabelecido neste historial de transferências. Com a saída, agora finalmente anunciada, do nosso capitão Bruno Fernandes - o melhor médio que passou por Alvalade no último quarto de século - para o Manchester United. Rendendo 55 milhões de euros, mais 10 milhões em objectivos facilmente concretizáveis. O primeiro concretiza-se mal Bruno faça 20 jogos ao serviço do histórico clube inglês. O segundo atinge-se quando o United marcar presença nas próximas três edições da Liga dos Campeões (estão previstos 3 milhões no primeiro ano e os restantes 2 a dividir nos anos subsequentes).

Aspecto muito importante: o Sporting salvaguardou uma percentagem de 10% em futuras transferências de Bruno para outros emblemas a partir de Manchester.

 

Frederico Varandas entra assim também na história do nosso clube, à semelhança daqueles dois antecessores, por ter batido largamente o recorde absoluto de angariação de receita pela saída de um só jogador do plantel leonino. Tem motivos para se sentir satisfeito e orgulhoso, certamente com a noção do dever cumprido.

 

Chegou, pois, a altura de dizer sem mais rodeios: obrigado, Sousa Cintra.

Sporting DBF (Depois de Bruno Fernandes)

Pelos vistos o nosso capitão de equipa, um dos melhores jogadores do Sporting de todos os tempos, jogador de maior rendimento da Liga Portuguesa, vai seguir as pisadas de Cristiano Ronaldo e Nani e assinar pelo Manchester United. 

Se calhar já era para ter acontecido qualquer coisa semelhante no verão, mas tivemos a sorte de poder desfrutar do Bruno mais seis meses. Mas pronto. Agora tem mesmo de ser. 

Com isso o Sporting irá registar a sua maior venda de sempre, e encaixar uma quantia que deverá servir para acudir às dificuldades financeiras da SAD e reforçar o plantel (esperemos que desta vez com competência) para atingir os objectivos ainda possíveis, o 3.º lugar na Liga e uma caminhada longa na Liga Europa (não falando na Taça da Liga).

Mas depois lembramo-nos do agoiro do Ristovski... e tememos o pior.

 

Sendo assim, pergunto:

Que ajustamentos deveriam ser feitos na equipa de futebol do Sporting para enfrentar com sucesso a segunda metade da época sem Bruno Fernandes?

SL

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Uma nau à deriva

BBX4Am3[1].jpg

 

A intenção é clara: preparar sócios e adeptos, através de notícias plantadas na imprensa, para a "inevitabilidade" da saída de Bruno Fernandes. Único verdadeiro ídolo do actual futebol do Sporting. Única garantia de que teremos alguém do plantel leonino presente no Campeonato da Europa que vai decorrer em Junho e Julho de 2020.

Caso se concretize já em Janeiro, como tudo vem indiciando, esta saída constituirá mais um erro lapidar da gestão do futebol verde e branco. Apenas há dois meses, Frederico Varandas assumiu como opção estratégica da SAD a manutenção de Bruno no plantel, o que terá justificado - na perspectiva do presidente - a apressadíssima saída de três titulares da equipa: Raphinha, Thierry e Bas Dost.

Deixá-lo sair agora, por qualquer valor abaixo da cláusula de rescisão, revelará nova guinada estratégica (em Agosto a prioridade era transferir o jogador por 70 milhões), prenunciando a definitiva descapitalização do plantel com a saída do capitão, clareiras ainda maiores nas bancadas de Alvalade (onde Bruno é o único jogador ainda capaz de atrair espectadores para jogos ao vivo) e a perda do nosso solitário representante na selecção que vai disputar o Euro-2020.

Mais: Bruno Fernandes é hoje o verdadeiro rosto do futebol leonino, como bem demonstram as imagens aqui reproduzidas pelo José Cruz e pelo Paulo Figueiredo. Perdê-lo agora - antes da valorização de que será alvo, daqui a meio ano, no Europeu - representará mais um rombo nesta frágil nau à deriva em que se transformou o futebol do nosso clube.

Depois ninguém diga que não recebeu alertas em devido tempo. O meu aqui fica, uma vez mais.

Bela foto...

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... De Bruno Fernandes e outros jogadores do plantel do Sporting em treino com o Sporting do futuro.

É bonito de ver. E é bom marketing. Também é preciso.

Mas não chega.

Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?

Sobre entradas e saídas

Um olhar rápido pelas operações financeiras relacionadas com entradas e saídas de jogadores do Sporting no defeso de Verão, descritas na informação prestada à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários, permite desde logo estas conclusões:

 

  •  Pagamos comissões pela saída de jogadores como André Pinto e Petrovic, que rumaram a outros clubes sem renderem um euro aos cofres leoninos - algo inacreditável

 

  •  Pagamos 700 mil euros à empresa de Jorge Mendes por intermediar no acordo com o Olympiacos sobre Podence, tendo o Sporting abdicado do processo no Tribunal Arbitral do Desporto - algo incompreensível.

 

  •  Pagamos cerca de sete milhões de euros em comissões globais na época em que temos um dos piores plantéis de que há memória - algo inaceitável.

Apertar do cinto

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Não conheço ao pormenor a situação financeira da SAD, incluindo a questão da negociação com a banca. Vou sabendo mais por jornais e comentadores do que pelo Sporting, o que é triste, mas não é difícil perceber que deve estar bem complicada e isso explica muito do que foi a actuação do clube nesta janela de mercado. Deixando de parte a questão desportiva, já por demais aqui comentada e vamos ter o resto da temporada para avaliar, podemos constatar que o Sporting fez negócios de venda/empréstimos com opção de compra obrigatória (incluindo Gelson Martins e Podence, Bruno Fernandes à parte) de 19 jogadores no valor de (números redondos) 90,000€ e de compra/entrada por empréstimo de oito jogadores no valor de 25,000€, um saldo positivo de 65,000€. 

Além disso, emprestou 11 jogadores com salários quase todos pagos pelos clubes de acolhimento. Foram então 30 jogadores que saíram da folha salarial, entrando 8. Não sei o que isto representa em poupança anual de salários, mas sairam vários jogadores de salários elevados a começar por Bas Dost e Petrovic, imagino da ordem de 30%. 

Resumindo, foi mesmo um grande apertar do cinto este verão em Alvalade. 

E ainda ficaram alguns casos para resolver:

1. Rafael Leão

2. Ruben Ribeiro

3. Mattheus Oliveira

4. Viviano

5. Irmão do Alan Ruiz, dizem que joga futebol

 

PS: As minhas contas foram as seguintes:

Saídas: 89,5
1. Gelson Martins 22,5
2. Raphinha 21,0
3. Thierry Correia 12,0
4. Matheus Pereira 10,0
5. Bas Dost 7,0
6. Podence 7,0
7. Felix Correia 3,5
8. Jonathan Silva 3,0
9. Domingos Duarte 3,0
10. Tiago Djaló 0,5
11. Salin 0,0
12. André Pinto 0,0
13. Petrovic 0,0
14. Mama Baldé 0,0
15. Wallyson 0,0
16. Jefferson 0,0
17. Ryan Gauld 0,0
18. Carlos Mané 0,0
19. Abdu Conté 0,0

Empréstimos:
1. Diaby
2. Gelson Dala 
3. Bruno Gaspar 
4. Ivanildo Fernandes
5. Lumor
6. Bragança
7. Francisco Geraldes
8. André Geraldes
9. Misic
10. Alan Ruiz
11. Leonardo Ruiz


Entradas: 23,5
1. Rosier 8,0
2. Vietto 7,5
3. Camacho 5,0
4. Eduardo 3,0
5. Neto 0,0
6. Jesé Rodríguez 0,0
7. Bolasie 0,0
8. Fernando 0,0

Saldo: 66,0

Diz que são reforços

Íamos ao nosso estádio ver jogadores como Bas Dost e Raphinha.

Agora iremos ver o espanhol Jesé Rodríguez (14 jogos e apenas um golo na temporada 2018/2019, no Stoke City, onde actuou durante 705 minutos) e o brasileiro Fernando Santos Pedro (23 jogos e apenas um golo na época passada, com 903 minutos jogados, ao serviço do Shakhtar Donetsk, na Ucrânia).

Cumpre-se, portanto, uma emblemática promessa eleitoral de Frederico Varandas: apostar na formação.

O Sporting aposta na formação do Real Madrid e do Palmeiras. Há clubes com sorte.

Estado de choque

Não há que esconder, a combinação entre a derrota caricata em casa que nos custou a liderança da liga, as últimas notícias de entradas e saídas de jogadores, e o silêncio ensurdecedor da comunicação do clube, colocaram-me em estado de choque, já nem sei se devo rir ou chorar quando oiço sobre titulares a sair e emprestados a entrar. A minha vontade de ir a Eindhoven acompanhar a equipa foi por água abaixo. Mas a minha Gamebox ninguém ma tira, estarei lá para o bom e para o mal. 

Não entendo porque Keizer não foi prontamente demitido após a derrota e em vez disso saem jogadores muito apreciados pelo mesmo Keizer, Raphinha, Diaby e mesmo Thierry Correia. Se Keizer com eles não conseguiu, com novos jogadores para integrar vai conseguir?

Não entendo como tendo Battaglia e Rosier ainda sem condições físicas para jogar se pensa em jogadores que registaram lesões igualmente graves há pouco tempo.

Não entendo quando se liberta Bas Dost para poupar no salário e se vai pagar pouco menos a um sucessivamente emprestado "Matheus Pereira" do PSG que poucos golos marca.

Não entendo o empréstimo de Bruno Gaspar (mais um protegido de Keizer) ao Olympiakos sem ficar bem claro para os sócios o acordo sobre a questão Podence.

Não entendo se o problema são as heranças do passado (com muitas contas para acertar com jogadores e empresários), se o problema é o aperto financeiro, se o problema é a falta dum profissional competente à frente do futebol profissional, se o problema é dar o braço a torcer no que respeita ao treinador e equipa técnica.

O que entendo é que os objectivos do clube para esta temporada estão a ser postos seriamente em causa, felizmente o Braga e o Guimarães vão andar distraidos por causa da Europa, mas a oportunidade para ultrapassar pelo menos um dos rivais e chegar à Champions está a perder-se por completo. E não são os Pedros Brazes deste mundo que me vão pôr a pensar o contrário.

E alguém vai pagar a factura.

SL

Absolutamente inaceitável

A derrota contra o Rio Ave de Carlos Carvalhal chocou-me: em cinco jogos disputados nesta temporada, já vamos na segunda derrota (uma das quais por goleada) e um empate. Balanço negativo entre golos marcados e sofridos (oito-onze). Cinco pontos perdidos no campeonato, em doze possíveis. As nossas redes maculadas em todos os jogos.

Isto já seria mais que suficiente para me preocupar - ao contrário do presidente Frederico Varandas, que se confessou despreocupado na última vez em que o ouvimos, já decorreu quase um mês, após o naufrágio da equipa no estádio do Algarve.

Mas chocou-me ainda mais a notícia - de que só esta noite tomei conhecimento - da saída de Bruno Gaspar para o Olympiacos. Então o Sporting reconhece como interlocutor válido um clube que nos surripia um jogador internacional (Daniel Podence) à margem de toda a ética desportiva, esquecendo que estamos há 14 meses em litígio com a agremiação grega, contra a qual apresentámos queixa formal junto da FIFA?

Absolutamente chocante. Absolutamente preocupante. Absolutamente inaceitável.

A saga do "valor zero"

 

André Pinto sai por valor zero para o Al Fateh, da Arábia Saudita.

Nani saiu por valor zero para o Orlando City, dos EUA.

Montero saiu por valor zero para o Vancouver Whitecaps, do Canadá.

Salin saiu por valor zero para o Rennes, de França.

Carlos Mané saiu por valor zero para o Rio Ave.

Ryan Gauld saiu por valor zero para o Farense.

Bruno César saiu por valor zero para o Vasco da Gama, do Brasil.

Petrovic saiu por valor zero para o Almeria, de Espanha.

Marcelo saiu por valor zero para o Chicago Fire, dos EUA.

Castaignos saiu por valor zero para o Changwon, da Coreia do Sul.

Viviano prepara-se para sair por valor zero.

Jefferson prepara-se para sair por valor zero.

 

Os hipócritas

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Alguns cúmplices morais do assalto a Alcochete, que até hoje foram incapazes de condenar o ataque das quatro dezenas de jagunços às instalações da Academia leonina, choram agora lágrimas de crocodilo pela saída de Bas Dost. Como se o avançado holandês não tivesse sido a principal vítima desse vergonhoso e cobarde assalto, perpetuado em imagens que deram a volta ao mundo.

São os mesmos que chamavam «mercenário» a Bas Dost quando ele foi resgatado pela Comissão de Gestão liderada por Sousa Cintra e regressou ao Sporting naquele Verão negro, entre aplausos genuínos e calorosos dos verdadeiros adeptos.

São os mesmos que lhe chamavam «pino» e «cepo» nos meses subsequentes e andavam a uivar pelas redes sociais a mandá-lo sair do clube. Nem as caixas de comentários deste blogue ficaram imunes a tais uivos.

Pois esses grunhos são precisamente os mesmos que agora urram contra a saída do holandês. Já esquecidos, vários deles, de terem protestado contra a agressão «demasiado leve» de que Dost foi vítima a 15 de Maio de 2018.

Cambada de hipócritas. De Leões não têm nada.

Incompreensível

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Bas Dost foi adquirido pelo Sporting no início da época 2016/2017, por 11,85 milhões de euros. Foi, na altura, a contratação mais cara de sempre em Alvalade.

Sai agora por 7 milhões de euros (valor cifrado por 85% do passe), acrescidos de 500 mil euros em "objectivos", como agora se diz. Desvalorizado em 40 por cento. Apesar de no Sporting ter marcado 93 golos em competições oficiais, ter apontado 76 tiros certeiros em 84 jogos do campeonato e em 2017 ter-se sagrado Bota de Prata da Europa como segundo maior goleador do continente, só ultrapassado por Messi.

Vai jogar para o Eintracht de Frankfurt, clube com objectivos mais modestos do que o Sporting. Numa altura em que o seu valor de mercado está avaliado em 17 milhões de euros, segundo a tabela do Transfermarkt. Pelos vistos, de nada lhe valeu tanto remate certeiro durante três anos nos estádios portugueses.

Digam o que disserem, há coisas que não entendo. Esta é uma delas.

Números

 

1. O passe de Bas Dost - marcador de 93 golos nos jogos oficiais disputados nas três últimas décadas do Sporting - está avaliado em 17 milhões de euros, segundo os exigentes critérios do Transfermarkt - que o apontam como o segundo mais valioso elemento do plantel leonino, após Bruno Fernandes, rotulado com 55 milhões.

 

2. Dost - que em 2016/2017 foi o segundo melhor marcador das ligas europeias, apenas ultrapassado por Messi - tinha uma cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.

 

3. O holandês foi adquirido na época de 2016/2017 por quase 12 milhões de euros, tendo o clube ficado com a totalidade do seu passe.

 

4. Sai agora, ao que parece, por oito ou nove milhões. Valorizado pelos 93 golos que marcou e por ter sido Bota de Prata a nível europeu? Espantosamente, não. Sai por um valor muito abaixo da cláusula, por cerca de metade do preço de mercado do seu passe e até abaixo do que havia custado ao Sporting três anos atrás.

 

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