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És a nossa Fé!

O preço de Palhinha

Se João Palhinha sair do Sporting por 20 milhões de euros, será a sexta transferência mais lucrativa de sempre de um futebolista formado na Academia de Alcochete.

Como se comprova pela lista que enumero aqui em baixo. Acima dessa quantia, saíram apenas Nuno Mendes, João Mário, Nani, Gelson Martins e Adrien.

Isto apesar de vários leitores já terem considerado tal preço inaceitável, por motivos que compreendo. Mas demasiados outros jogadores de igual valor deixaram o Sporting a preços muito inferiores. As coisas são o que são.

Entradas & Saídas

E a lista continua a crescer, muito fruto da limpeza que mais uma vez está a ocorrer na equipa B, e ainda falta decidir o futuro de uma dúzia de emprestados. 

Por ordem de idades temos:

Entradas :

1. Hidemasa Morita (27)  (A confirmar)

2. Jeremiah St Juste (25)

3. Franco Israel (22)

4. Diogo Abreu (19)

5. Fatawu Issahaku (18)

6. Jesús Alcántar (18)

7. Rodrigo Abreu (15)

Saídas :

1. Islam Slimani (33) (A confirmar)

2. Zouhair Feddal (32)

3. Pablo Sarabia (30)

4. Rodrigo Battaglia (30) (A confirmar)

5. João Palhinha (26) (A confirmar)

6. Bruno Paz (24)

7. Eduardo Pinheiro (24)

8. Pedro Marques (24)

9. Matheus Nunes (23) (A confirmar)

10. João Virgínia (22)

11. João Goulart (22)

12. Diogo Brás (22)

13. Bernardo Sousa (22) 

14. Gonçalo Costa (22)

15. Anthony Walker (21)

16. Edson Silva (20)

17. Rafael Fernandes (19)

18. Saná Fernandes (16) 

 

Emprestados / encostados / casos pendentes de decisão :

1. Renan Ribeiro (32)

2. Tiago Ilori (28)

3. Filipe Chaby (27)

4. Andraž Šporar (27)

5. Luiz Phellyppe (27)

6. Eduardo Henrique (26)

7. Carlos Jatobá (26)

8. Idrissa Doumbia (23)

9. Marco Túlio (23)

10. Jovane Cabral (23)

11. Pedro Mendes (22)

12. Rafael Camacho (21)

13. Gonzalo Plata (20)

14. Eduardo Quaresma (20)

15. Rodrigo Rêgo (19)

16. Bruno Tavares (19)

17. Joelson Fernandes (18)

De salientar que, como fui aqui prevendo, quase tudo o que ficou dos campeões de juvenis e juniores de 2016/2017 acabou por sair do clube pela porta pequena. Daniel Bragança é o "último moicano", como referiu e bem o Luis Barros.

Entradas e saídas fazem parte do normal dum grande clube, para que uns lá cheguem outros terão de sair de lá. Importa que saiam com retorno financeiro e/ou desportivo, no fundo são ciclos de vida dos jogadores dentro do clube que importa gerir da melhor forma.

SL

Entradas & Saídas

A época terminou agora mesmo e as entradas e saídas de jogadores vão surgindo na imprensa, algumas até foram acontecendo na fase final da temporada.

Naturalmente a lista irá crescer bastante até ao início dos trabalhos, até devido aos muitos emprestados que importa libertar, irei fazendo de tempos a tempos a respectiva actualização.

Por ordem de idades temos:

Entradas :

1. Hidemasa Morita (27)  (A confirmar)

2. Jeremiah St Juste (25)

3. Diogo Abreu (19)

4. Fatawu Issahaku (18)

5. Rodrigo Abreu (15)

Saídas :

1. Islam Slimani (33) (A confirmar)

2. Zouhair Feddal (32)

3. Pablo Sarabia (30)

4. Eduardo Pinheiro (24)

5. João Goulart (22)

6. Diogo Brás (22)

7. Bernardo Sousa (22) 

8. Edson Silva (20)

De salientar que, como fui aqui prevendo, quase tudo o que ficou dos campeões de juvenis e juniores de 2016/2017 acabou por ir saindo do clube pela porta pequena. Julgo que restam apenas o Daniel Bragança e o Gonçalo Costa, e vamos ver o que acontece a estes dois também. Pelos vistos a "cultura de vitória" não chegou para triunfarem no futebol profissional do Sporting.

SL

Até sempre e muito obrigado, Zouhair Feddal

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Entrou de mansinho em Alvalade, ninguém dava muito por ele, de mansinho continuou sem grandes histórias sobre a sua vida privada, e de mansinho sai agora, com uma palavra de grande carinho para com o nosso roupeiro Paulinho.

Tal como Mathieu, veio com algumas mazelas que lhe afectavam o rendimento continuado, puxava agora ressentia-se depois. Mesmo assim, a sua contribuição como fiel escudeiro de Coates pelo lado esquerdo foi fundamental para constituir uma das defesas mais sólidas de sempre da história do Sporting e para a conquista, nas duas épocas que acaba de passar em Alvalade, de um campeonato nacional, duas Taças da Liga e uma Supertaça.

Já tivemos melhores defesas centrais? Já, mas por cada um que tivemos melhor, tivemos largas dezenas de piores. E melhores que o Feddal em compromisso com a ideia do treinador e os interesses da equipa se calhar não tivemos assim tantos.

No fundo um defesa central na linha dum Phil Babb, também fundamental ao lado de André Cruz para o título de 2001/2002.

Até sempre e muito obrigado, Zouhair Feddal.

SL

O imprescindível

Nesta fase em que são avaliados mais que nunca os futebolistas, tanto aqueles que poderão estar na porta de saída como aqueles que se preparam para chegar, lanço um repto aos leitores: que jogador do Sporting consideram imprescindível para a temporada 2022/2023 que se avizinha?

Aquele que em caso desejariam ver fora do nosso clube no próximo campeonato?

Aguardo com curiosidade as vossas respostas.

Mercado alucinante

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Nuno Mendes sai. Segue para o Paris Saint-Germain, por empréstimo pelo que resta da temporada, com opção de compra - acordada entre os clubes - cifrada em 40 milhões de euros. E sete milhões de euros garantidos já ao Sporting pelo emblema parisiense a título de taxa de empréstimo, elevando a conta final para 47 milhões. Ao que tudo indica, será a segunda mais lucrativa venda leonina de sempre, após a transferência de Bruno Fernandes em Janeiro de 2020. Com uma vantagem adicional: fica assegurada para nós uma percentagem de 10% em futuras transferências do jogador.

 

Pablo Sarabia, médio ofensivo que actuou pela selecção espanhola no recente Europeu, onde marcou dois golos, está prestes a chegar. Vem por empréstimo, cedido precisamente pelo PSG, que garante o pagamento integral dos salários do jogador enquanto actuar de verde e branco.

 

O que pensam destas novidades no plantel leonino?

Max já saiu

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Virar de página na carreira de Luís Maximiano: já assinou pelo Granada. Confesso que tenho pena de o ver partir. Mas ele queria jogar. Aos 22 anos, tem a legítima ambição de ser titular num campeonato competitivo. No Sporting estava tapado por Adán, um dos melhores guarda-redes que já passaram por Alvalade.

Considero que não podemos cortar as asas aos jogadores. Uma coisa é eles merecerem oportunidades sem as terem por embirração de um treinador. Outra é ficarem a estagnar sem prazo de promoção à vista porque estão em segundo na hierarquia e o primeiro permanece em grande forma, com evidente benefício para a equipa, havendo só um lugar. Neste caso, para mim, acaba por ser um mal menor.

Acredito no entanto que não faltará quem pense de modo diferente. Daí abrir o debate sobre o tema. Como vêem esta saída do nosso Max?

Alerta de Amorim: «O plantel é curto»

«Nós temos um plantel bastante curto.» Não se repararam, mas Rúben Amorim fez ontem esta declaração na conferência de imprensa destinada a lançar o Sporting-Vizela de logo à noite. Uma frase que ganha ainda mais premência caso se confirmem as notícias que dão como certa a saída de Matheus Nunes até ao final do mês. Neste cenário, ficamos com dois rombos no meio-campo - o primeiro foi a partida de João Mário, sem surpresa o melhor em campo no Spartak-Benfica da passada quarta-feira.

Neste contexto, venho perguntar-vos que posições devem ser reforçadas com mais urgência no plantel leonino que hoje inaugura a temporada futebolística 2021/2022. E, se quiserem, adiantem nomes de eventuais alternativas que podem chegar a Alvalade.

Mercado de Inverno

Fechou anteontem o mercado em Portugal, mantém-se ainda aberto nalguns países. O Sporting esteve bastante activo, quer no que respeita ao reforço do plantel quer na resolução de situações de excedentários.

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Entradas, no total de 16M€ :

1. Paulinho, 28 anos, 1,88m, 16M€ por 70% passe

É o ponta de lança que Rúben Amorim pretendia, claramente o melhor ponta de lança português da actualidade - também não há muitos, é verdade. Não precisa de adaptação, é chegar, jogar e marcar. O interesse desportivo é óbvio, o valor pago é o que é, seria pegar ou largar.

2. Matheus Reis, 25 anos, 1,83m, 0€

Lateral esquerdo ou central esquerdo num esquema a três, provas dadas no Rio Ave. Consistente. Parado há quatro meses. Um negócio de oportunidade.

3. João Pereira, 36 anos, 1,72m, 0€

Defesa direito de volta ao clube, dispensa apresentações, vem para suplente de Porro e continuar depois como técnico do clube. Faz sentido. 

 

Saídas, no total de 4 M€ (11,5M€ se o S.Braga accionar a cláusula de Sporar):

1.Borja, Sp. Braga, 3 M€

Jogador difícil de definir, mistura uma ou outra coisa boa com asneiras de principiante, nunca conseguiu ser uma aposta continuada deste ou dos outros treinadores que teve no Sporting. Precisa de regularidade para mostrar até onde pode chegar. Deve concorrer com Sequeira para lateral esquerdo do Braga. Muito bem vendido.

2. Sporar, Sp. Braga, empréstimo c/ cláusula de 7,5M€

Um bom avançado falho de "killer instinct", os golos não foram aparecendo e ele foi desmoralizando no Sporting, vamos ver o que faz no Braga. Depois pode voltar para a Champions ou abater directa ou indirectamente na conta do Paulinho.

3. Ilori, Lorient, empréstimo

Que os deuses da Bretanha estejam com ele, e que fique por lá ou por outro sítio qualquer muito tempo.

4. Ristovski, Din. Zagreb, 1M€

Muito coração, pouca cabeça, falho a defender, inconsequente a atacar, nunca se conseguiu afirmar no Sporting. A venda foi pelo que se conseguiu arranjar.

5. Misic, Din. Zagreb, empréstimo c/ cláusula de ?

Muito pouco se viu dele no Sporting, uma daquelas contratações mistério do tempo do ex-presidente.

6. João Silva, Alavés, 0€

Pouco conheço dele. Um dos centrais da equipa B, ia acabar contrato, entendeu sair.

7. Rafael Camacho, Rio Ave, empréstimo

Tem coisas de bom jogador, outras de cabeça no ar, quer jogar onde quer e como quer, vamos ver o que sai dali.

8. Pedro Marques, Gil Vicente, empréstimo

Uma boa equipa para mostrar o que vale.

9. Pedro Mendes, Nacional, empréstimo

A mesma coisa, uma boa equipa para mostrar o que vale. Quem vai chegar mais longe, Marques ou Mendes? Aceitam-se apostas.

10. Ivanildo Fernandes, Almería, empréstimo

Com treinador português, mas vai para ambiente de pressão com vista à subida de divisão.

 

Para resolver ficam ainda os assuntos Renan, um caso mal explicado, um jogador que deu duas taças ao Sporting, e o que resta do entulho da presidência anterior: Lumor, Bruno Gaspar e Bruno Paulista.

E como fica o Sporting? Mais leve na carteira, isso é um facto, mas com um plantel mais forte e consistente. Fomos buscar quem Amorim precisava e graças ao seu trabalho não andámos a gastar dinheiro em cromos da bola. Todos os contratados do Verão estão a ser muito bem aproveitados, com estes não vai ser diferente. E foram cerca de 15M€, bem menos do que custou Weigl ao Benfica. 

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Então, só podemos desejar que as novas contratações tenham tanto sucesso quanto tiveram as do mercado de Verão. Vêm para um clube bem maior do que os anteriores, encontram um óptimo treinador e uma bela equipa no primeiro lugar na Liga, só têm de corresponder ao esperado.

SL

Quando um leão sai, logo outro chega

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Faz hoje um ano, perdíamos o nosso melhor jogador da década: Bruno Fernandes deixava o Sporting, rumo ao Manchester United, onde não tardou a fazer sucesso e a tornar-se ídolo nesse emblema. 

Foi um momento triste para nós. Mas que soubemos aproveitar da melhor maneira: quando um leão cai, logo outro se levanta; quando um leão sai, logo outro chega.

Perdemos Bruno Fernandes, como depois perderíamos Mathieu e Acuña, por exemplo. Mas ganhámos Porro, Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, Adán, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Nuno Santos. 

No Sporting-Benfica da próxima segunda-feira não contaremos com João Palhinha, vergonhosamente amarelado por Fábio Veríssimo numa autêntica declaração de guerra ao Sporting. Este afastamento compulsivo, sem qualquer motivo que o justificasse, só beneficia o Benfica - clube do coração do árbitro - pois Palhinha é um dos elementos nucleares do onze leonino.

Mas tal como nos reconvertemos há um ano sem Bruno Fernandes, também o Sporting saberá demonstrar em campo tudo quando vale mesmo sem Palhinha. Para dedicarmos a vitória nesse clássico ao jogador que saiu do Bessa lavado em lágrimas, revoltado com o atentado à verdade desportiva que Veríssimo acabara de cometer.

Esta é a força do Sporting: a força que assenta num verdadeiro colectivo. A força de uma equipa em que o todo ultrapassa largamente a soma das partes. 

Wendel

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Muita gente parece não aperceber-se disso, mas nos últimos 14 meses perdemos pelo menos cinco jogadores nucleares, em vagas sucessivas: Bas Dost, Raphinha, Bruno Fernandes, Mathieu e Acuña. A confirmar-se agora a saída de Wendel, para o Zenit, perdemos o sexto.

Titular da selecção olímpica brasileira (tal como o recém contratado Tabata e o defesa Lyanco, que esteve ou ainda está na mira de Alvalade), este jovem de 23 anos que iniciava a quarta época no Sporting tornou-se um elemento pendular no nosso meio-campo, fixando-se na chamada posição 8. Principal transportador e organizador desde a saída de Bruno Fernandes para o Manchester United, vinha refinando o seu desempenho. Ao ponto de ter revelado uma impressionante eficácia no nosso desafio em Paços de Ferreira: em 59 passes, acertou 57. 

 

«Nem sempre se dá por ele, mas é um elemento pendular no onze do Sporting. Pauta o ritmo e o modo do ataque com a sua visão de jogo e a sua inegável capacidade técnica: com a  bola nos pés, é talvez o melhor elemento do plantel leonino. Isto permite-lhe pausar e acelerar o jogo, adequando-o às prioridades tácticas da equipa, e fazer variações de flanco com uma capacidade de passe muito acima da média», escrevi aqui, ainda sem recurso a dados estatísticos, logo após o desafio. 

A imprensa desportiva, horas depois,  confirmava o meu veredicto.

«No meio-campo assume protagonismo na primeira fase de construção, ora encontrando espaços através do passe, ora assumindo protagonismo e cumprindo-a com a bola nos pés. Nem a marcação apertada de Eustáquio o impediu de marcar o ritmo do leão, como se de um maestro se tratasse», escreveu A Bola, elegendo-o como melhor em campo.

«Pegou na batuta e comandou a equipa com serenidade, transmitindo tranquilidade e entregando a bola sempre jogável com grande inteligência, leitura de jogo e controlo dos tempos e dos espaços», observou O Jogo, designando-o também como figura da partida, que vencemos por 2-0.

 

Se sair para o campeonato russo por 20 milhões de euros, como apontam as notícias ainda imprecisas, trata-se de uma proposta irrecusável.

O passe de Wendel, segundo o Transfermarkt, está avaliado em 12 milhões de euros. E, embora seja previsível que possa evidenciar-se nos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021, as incertezas provocadas pela pandemia não permitem arquitectar grandes planos de valorização de jogadores a contar com os palcos de maior projecção do desporto mundial. Haja em vista o que aconteceu com o Campeonato da Europa de 2020, também adiado para o próximo ano mas ainda sem garantia irrefutável de que venha a realizar-se.

Será, pois, uma boa notícia para os cofres de Alvalade. Mas uma má notícia no capítulo desportivo: Wendel, neste cenário, torna-se no sexto titular absoluto do futebol leonino a abandonar o clube em pouco mais de um ano. E assim fica muito difícil construir um plantel com perspectivas de eficácia plena nos objectivos que perseguimos na temporada em curso: um lugar de acesso à Liga dos Campeões e a conquista da Taça de Portugal.

Nenhuma orquestra funciona sem maestro. E poucos têm capacidade para tal função.

Um novo Demiral?

Leio que Pedro Mendes vai ser emprestado ao Almeria, clube da segunda divisão espanhola. Segundo a notícia, este clube fica com uma opção de compra obrigatória num determinado valor. Porém, não leio em nenhum lado o óbvio: que o regresso ao Sporting esteja salvaguardado.

Perante isso fico estupefacto e ocorre-me perguntar se a lição «Demiral» não foi assimilada pelos actuais dirigentes do Sporting.

Décima pergunta aos leitores

Acuña acaba de sair do Sporting - onde jogou três épocas, marcou nove golos e ajudou a conquistar uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga - para o Sevilha. Preço: 10,5 milhões de euros, mais dois milhões por objectivos (um milhão por dez jogos ali cumpridos e outro milhão caso o clube andaluz se qualifique para a Liga dos Campeões).

Foi a venda ideal, a venda possível ou uma venda que não devia ter sido feita?

 

André Geraldes: um caso para reflectir

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A errática política de contratações do Sporting explica, em grande parte, o gigantesco passivo que se foi acumulando nas contas da SAD leonina e que em Junho perfazia 288,7 milhões de euros - já após a redução de 26,2 milhões alcançada no exercício da época desportiva 2019/2020, segundo números ontem comunicados à CMVM.

Olhemos para um exemplo concreto: o de André Geraldes, lateral-direito, hoje com 29 anos. Foi contratado pelo Sporting em Junho de 2014, ao Istambul BB, e nunca actuou na Liga portuguesa vestido de verde-e-branco. Ao longo destas seis temporadas, cumpriu apenas quatro jogos pela nossa equipa principal - todos referentes à Taça da Liga, em 2014/2015, quando Marco Silva era o treinador principal do clube.

Depois foi relegado à equipa B e andou incessantemente a transitar entre clubes portugueses do meio da tabela e emblemas estrangeiros, num verdadeiro carrossel de empréstimos que em nada beneficiaram o jogador e valeram zero ao Sporting: Belenenses, V. Setúbal, Gijón e Maccabi Telavive.

Sai agora, em definitivo, para o Apoel do Chipre, por sinal um clube que deixou um marco na história leonina. Mas sai sem prestígio nem proveito, quase a entrar na recta final da sua carreira, praticamente oferecido, a dois anos de terminar o vínculo que ainda o ligava a Alvalade: a ridícula cláusula de rescisão de 45 milhões que lhe foi fixada no momento de celebrar contrato valia coisa nenhuma. E o facto de ser representado pela Gestifute, de Jorge Mendes, não favoreceu qualquer das partes.

Esta história sem desfecho feliz constitui a demonstração viva dos numerosos erros que temos cometido, época após época, na contratação de bateladas de jogadores que nunca chegaram a ter qualquer utilidade. Pelo menos para nós. Resta saber se algum intermediário lucrou com isto.

Não consigo ver qualquer lógica nisto

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Andamos desesperadamente à procura de um médio defensivo. Battaglia já não está, Idrissa Doumbia é para despachar, Miguel Luís não se adaptou à posição e deve ser emprestado, Eduardo Henrique foi um dos maiores fiascos impingidos por Hugo Viana ao presidente do Sporting, Mattheus Oliveira nem consigo classificá-lo como jogador.

Estes não servem. Mas temos João Palhinha: 25 anos, formado em Alcochete, esteve por empréstimo nas últimas duas épocas em Braga, onde foi titular com vários treinadores - Rúben Amorim incluído. Para quê dispensar um jogador que mantém ligação contratual com o Sporting até 2023 se logo a seguir, para compensar esta saída, teremos de ir a correr arranjar alguém para o mesmo lugar?

Tudo isto até pode ter lógica, mas eu não a descortino. Agradeço desde já a quem souber esclarecer-me.

Aprender com quem sabe

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O meu amigo Eduardo Hilário é muito mais benevolente do que eu na sua avaliação do plantel leonino. Embora eu perceba a defesa intransigente que faz de jogadores com um mínimo de qualidade para vestir de verde e branco, considero que leva a generosidade longe de mais.

A SAD não chegaria longe, em termos contabilísticos, se apenas vendesse Renan, Ilori, Rosier, Eduardo e Mattheus Oliveira: tudo junto, mal daria uns trocos. Apesar da minha reiterada simpatia pelo guarda-redes brasileiro, a quem devemos duas taças.

A incómoda verdade é que, para salvar a época em termos financeiros, o Sporting terá de recorrer novamente a receitas extraordinárias - e, excluindo a indesejável antecipação de nova fatia dos proventos da NOS, isto só se consegue vendendo jogadores pelo melhor preço de mercado possível. Não a preço de saldo, como aconteceu há um ano com Bas Dost, ou de borla, como acontecera pouco antes com Nani. Quando não havia sequer a crise pandémica a funcionar como desculpa.

 

Já sem Bruno Fernandes nem Raphinha, e com Mathieu agora retirado, resta-nos ver partir pelo menos três ou quatro jóias da coroa - jogadores com presença internacional ao serviço das selecções dos seus países ou um par de talentos da nossa formação.

Preparemo-nos, portanto, para a despedida de Acuña - sem dúvida aquela que mais nos custará, entre os jogadores estrangeiros. Creio que também Battaglia, Borja, Doumbia e Ristovski estarão junto à porta de saída.

O pior, para nós, será vermos partir Jovane, Joelson ou até Max: andando as coisas como andam, já nada me admira. Dou por adquiridas as saídas de Miguel Luís, Pedro Mendes e Rodrigo Fernandes, que não pesarão muito em termos contabilísticos. E só espero que pelo menos Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Matheus Nunes se mantenham. Embora sem fazer apostas, atendendo ao que foi a calamitosa gestão do mercado de transferências em Agosto-Setembro de 2019.

 

O que eu gostaria era de ver replicada no Sporting a capacidade de gestão revelada pelo FC Porto na época desportiva há pouco terminada. Tendo perdido - por motivos semelhantes aos nossos - jogadores da craveira de Brahimi, Herrera, Óliver, Felipe e Militão, além de ficar sem Casillas por doença do guarda-redes que foi campeão europeu e mundial, a agremiação portista conseguiu reinventar-se ao ponto de vencer o campeonato. Obteve êxito desportivo sem descurar a componente financeira. Mudou, sim, mas para melhor.

Será pedir de mais algo semelhante no Sporting? Não: seria reivindicar o mínimo num clube com a dimensão do nosso. Infelizmente, o nível de exigência vai baixando de ano para ano em Alvalade e a gestão das expectativas tornou-se tão baixa que já quase nada esperamos ainda antes de soar o apito inicial da temporada.

Questões a resolver no plantel leonino

Texto de Rautha

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No estado actual do Sporting, com mais de quatro treinadores numa época (entre interinos e efectivos), estabilidade e conforto são coisas que não têm existido.

Acredito que alguns destes jogadores, com as devidas condições, sem um cabaz de saídas e entradas, sem 20 esquemas tácticos diferentes e filosofias diferentes, poderão render muito mais do que agora.

Obviamente, é a minha opinião o que descrevo abaixo. Nada mais que isso.

 

Neto é jogador de selecção. Líder da defesa de um campeão russo. Vê vários amarelos, por descontrolo emocional. Porque até um tipo com 32 anos e largos anos de experiência se descontrola. Não deveria mas com tudo o que se tem passado no Sporting ultimamente... até eu, que por norma sou bastante comedido.

Borja é jogador de selecção. Não que queira dizer muito, foi lá parar porque calçava no Sporting e Queirós achou que era seleccionável. Não sendo um jogador de quem eu goste - e parece-me que o Sporting precisa de muito mais do que alguém que "não compromete" - julgo que em melhores condições, com um pouco de confiança, poderá ser um suplente adequado a Nuno Mendes na esquerda.

Até porque Antunes, previsível reforço, tem um historial tremendo de lesões. E tem 34 anos. Parece-me mais uma reforma dourada a um amigo do Viana, infelizmente.

 

Ristovski - Mais um jogador de selecção. Não que ser seleccionável pela Macedónia seja um feito inalcançável. É esforçado. Não dá um lance por perdido. Seria um bom suplente. Talvez com concorrência à altura (esperemos que Porro assim o seja), consiga melhorar. Não é com Rosier e Camacho que o fará.

Luiz Phellype - Mais possante que Sporar, mais estático. Joga melhor de costas para a baliza. Marcou golos importantes. Se voltar recuperado da grave lesão, poderá ser bastante útil, mesmo como suplente.

 

Quanto aos restantes, não são material para o Sporting. E ainda acrescentaria Bruno Paulista, Misic (cuja cláusula deverá ser accionada, julgo), Alan Ruiz (parece que ainda é nosso).

Talvez tentasse introduzir Leonardo Ruiz na pré-época, embora me pareça similar a Tiago Tomás.

 

Quanto a compras, acho irreal pensar-se em jogadores de ligas alemãs, MLS ou afins. São salários incomportáveis para a nossa realidade. Com um tecto habitual de 2 milhões por ano, é praticamente impossível almejar contratar alguém destas ligas.

Falar em Adrien, Quaresmas, até Beto, só fará sentido se aceitarem baixar consideravelmente os salários.

Até porque, com todo o entulho adquirido nos últimos dois anos, com salários demasiadamente altos, e com a pandemia ainda em avanço significativo, com a respectiva crise económica adjacente, o tecto disponível para salários deverá baixar drasticamente, uma vez que não temos receitas para o manter.

 

Mas continuamos a comprar jogadores com salários chorudos para a reforma dourada. Adán não será nada barato, Antunes também não. Feddal não virá a ganhar menos de um milhão por época, com certeza.

E, sejamos honestos, não pagar o treinador, múltiplas queixas de falta de pagamento, inclusive de clubes estrangeiros, não abona em nada se pensarmos adquirir um Taremi ou um Nuno Santos.

A julgar pelo falatório, não me admirava que, até ao final da janela de transferências, fôssemos buscar alguém ao Braga, a pagar com um lote de jogadores.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Para sair

Cada um de nós terá a sua opinião sobre os jogadores que devem sair do actual plantel do Sporting. Porque deixaram de ser úteis. Porque demonstraram insuperável incapacidade de adaptação. Ou porque, revelando ausência absoluta de talento, nunca deviam ter sido contratados.

 

Deixo aqui a minha lista, ordenada não por ordem de preferência mas por ordem alfabética:

Battaglia

Borja

Bruno Gaspar

Diaby

Eduardo

Idrissa Doumbia

Ilori

Luiz Phellype

Lumor

Mattheus Oliveira

Miguel Luís

Neto

Renan

Ristovski

Rosier

 

Gostaria de a comparar com as vossas.

Digam-me que jogadores devem sair. E, se quiserem, digam também quem deveria chegar.

{ Blog fundado em 2012. }

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