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És a nossa Fé!

Números

 

1. O passe de Bas Dost - marcador de 93 golos nos jogos oficiais disputados nas três últimas décadas do Sporting - está avaliado em 17 milhões de euros, segundo os exigentes critérios do Transfermarkt - que o apontam como o segundo mais valioso elemento do plantel leonino, após Bruno Fernandes, rotulado com 55 milhões.

 

2. Dost - que em 2016/2017 foi o segundo melhor marcador das ligas europeias, apenas ultrapassado por Messi - tinha uma cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.

 

3. O holandês foi adquirido na época de 2016/2017 por quase 12 milhões de euros, tendo o clube ficado com a totalidade do seu passe.

 

4. Sai agora, ao que parece, por oito ou nove milhões. Valorizado pelos 93 golos que marcou e por ter sido Bota de Prata a nível europeu? Espantosamente, não. Sai por um valor muito abaixo da cláusula, por cerca de metade do preço de mercado do seu passe e até abaixo do que havia custado ao Sporting três anos atrás.

 

Adeus, Bas Dost

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O Sporting acaba de anunciar a transferência do ponta-de-lança holandês para o Eintracht Frankfurt. De nada lhe serviu, ao que parece, ter um treinador compatriota em Alvalade. Nem ter sido o maior artilheiro leonino desta década.

Vamos ter saudades dele. E dos golos que marcou. Vou recordar os números: 36 em 2016/2017, 34 em 2017/2018 e 23 em 2018/2019 (em que esteve quase metade do tempo lesionado e não cumpriu a pré-temporada após ter sido a principal vítima das agressões no negro dia do assalto a Alcochete).

Noventa e três golos no total, em 127 jogos oficiais de verde e branco. Quanto tempo passará até voltarmos a ter um goleador como ele?

 

Adeus, Bas Dost. És um grande profissional de futebol, um atleta exemplar, uma excelente pessoa. Um Leão eterno.

Tudo de bom para ti.

 

Adenda: Faz hoje seis meses, Dost marcou dois dos três golos do Sporting ao Braga em Alvalade. Haveria necessidade de anunciar a sua saída a 24 horas de novo embate com o Braga no mesmo palco? Até do ponto de vista psicológico, para a nossa equipa, parece-me um erro de palmatória. E mais um tiro no pé.

Matheus só será bom longe de Alvalade?

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Matheus Pereira - que, segundo propagandistas encartados nas tertúlias televisivas, «tem tido problemas de afirmação no Sporting» devido à sua «personalidade problemática» e à sua «falta de amadurecimento», acaba de chegar ao West Bromwich Albion, onde pode encontrar «um espaço de crescimento importante», a título de empréstimo, por apenas um milhão de euros.

Escuto estes hossanas à Direcção leonina por despachar mais um jogador da nossa formação para rotas bem distantes de Alvalade e questiono-me se Matheus, pelo simples facto de aterrar noutro país, deixa logo de ser um jogador problemático e cheio de problemas de afirmação, podendo enfim crescer como atleta.

Rezam os tais propagandistas que o luso-brasileiro formado em Alcochete é jogador «com potencial» mas muito propenso a «birras» e pecando por «alguma falta de empenhamento nos treinos». Extraordinário: todas estas características negativas, propaladas dias a fio para que ninguém estranhasse o reduzido preço a que o WBA veio agora buscá-lo, parecem destinadas a desaparecer num ápice mal Matheus comece a treinar lá por Inglaterra.

E é precisamente aqui que eu lanço a questão: então Marcel Keizer não seria treinador para trabalhar Matheus Pereira, limando os defeitos e potenciando as qualidades deste jogador que muitos de nós admiramos? Será o técnico do clube inglês mais competente do que o holandês para amadurecer e fazer crescer o talentoso extremo leonino que quase não teve hipóteses de mostrar o que vale na desastrosa pré-temporada 2019/2020?

Pergunta final: se Keizer chegou há nove meses a Alvalade aureolado da fama de «não ter medo de trabalhar com jovens», como na altura declarou Frederico Varandas, será que se amedrontou desde então?

Mistério. Quem souber, que me explique. Porque deste assunto eu já não percebo nada.

Aposta na formação

De cada vez que sai do Sporting algum produto de Alcochete vem inevitavelmente à baila a questão da aposta na formação. O Sporting é e deve continuar a ser um clube formador, neste momento temos até um presidente que colocou a formação como prioridade, mas continua a sair gente que poderia ter tido ou passar a ter um aproveitamento diferente no clube e que levanta questões: Tiago Djaló (19 anos), Félix Correia (18), Mama Baldé (23), Domingos Duarte (24) já têm saída assegurada, e Carlos Mané (25), Iuri Medeiros (25) e Francisco Geraldes(24) dificilmente voltarão a integrar o plantel principal. Não falando de miúdos mais novos, aliciados pelo Benfica, que resolveram (ou alguém por eles devidamente "untado") mudar para o Seixal.

Por outro lado, Keizer andou a analisar o que havia em Alcochete, incluindo os sub-23, e escolheu alguns jovens para o estágio de pré-época: Joelson Fernandes (16 anos), Nuno Mendes (17), Eduardo Quaresma (17), Luis Maximiano (20), Diogo Sousa (20), Miguel Luís (20), Thierry Correia (20), Daniel Bragança (20), Abdu Conté (21), Jovane Cabral (21), Matheus Pereira (21), Ivanildo Fernandes (23).

Temos aqui várias questões que se cruzam:

1. Contratos e empresários

Está cada vez mais difícil captar e fidelizar grandes promessas em Alcochete, parece mesmo que pais e empresários só estão à espera duma oportunidade qualquer para encherem os bolsos e os fazerem partir para outras paragens, voltando as costas ao  Sporting e impedindo o clube de rentabilizar devidamente o investimento efectuado. Com o assalto a Alcochete lá se foram Daniel Podence (23 anos), Rafael Leão (20) e Gelson Martins (24), se calhar os que menos  tinham a ver com o ocorrido. Pelos vistos não vamos ter outros Cristiano Ronaldo ou Luis Figo a chegar à 1.ª equipa, serão desviados muito antes disso.

 

2. Eternas promessas

Quando olhamos para um jogador de 23-25 anos como uma promessa, alguma coisa está errado. Claro que há posições com características específicas mas com essa idade é suposto estar-se a aproximar do apogeu da carreira. Sendo assim, nessa idade é ver se tem condições de ser uma mais-valia no plantel ou vender. E pelos vistos Keizer considerou que nesse escalão não havia ninguem que o convencesse, como também não tinham convencido os anteriores treinadores. 

 

3. Jogadores de elite

Sendo o objectivo primeiro da Academia formar jogadores e não ganhar campeonatos, os melhores jogadores devem merecer um tratamento diferenciado e serem colocados a jogar em escalões superiores aos correspondentes à sua idade, e é assim que vejo a chamada de jovens de 16-17 anos por Keizer para o estágio na Suiça. Não quer dizer que vão integrar o plantel, mas com certeza terá sido uma experiência que vai tornar mais rápida a sua evolução.

 

4. Promessas externas a Alcochete

Também aqui saíram ou estão a sair jovens que poderiam ter outro aproveitamento: Demiral (21 anos), Gauld (23), Leonardo Ruiz (23), Wallysson (25). Mas estão a entrar jogadores como Plata (18), Rafael Camacho (19) e fala-se em Thiago Almada (18). Vamos ver o que vai acontecer a Gelson Dala (22).

Concluindo, parece-me que o Sporting está a libertar jogadores do escalão 23-25 e a investir em jogadores do escalão 17-20. Se calhar faz todo o sentido, digo eu.

E depois temos o caso Tiago Ilori (26)...  Um regresso duma antiga promessa que parecia uma boa ideia mas que se está a revelar um flop de todo o tamanho, e se calhar com muita culpa do próprio.

Não sei se me esqueci de algum...

SL

Um pontapé em Domingos Duarte

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Há coisas que não consigo entender. E, talvez por isso, me custam imenso a aceitar.

Vai fazer um ano, abdicámos de um promissor central parcialmente formado em Alcochete, o turco Demiral, por via de um empréstimo ao Alanyaspor com opção de compra de 3,5 milhões de euros. Ou seja: tratou-se de um empréstimo sem retorno. O clube turco, rendido à qualidade do jogador, activou a cláusula.

Foi, literalmente, um pontapé dado pela SAD leonina a Demiral. E um rombo nas finanças do Sporting: como é sabido, o jovem defesa transitou posteriormente para o Sassuolo por 9 milhões de euros e a Juventus acaba de adquiri-lo por 18 milhões. Tudo em poucos meses. Nesta mais recente transacção, recebemos uns trocos ridículos: 180 mil euros. 

 

Acabo de saber que outro defesa formado em Alcochete, o igualmente muito promissor Domingos Duarte, foi agora também liminarmente excluído do Sporting: após empréstimo ao Deportivo da Corunha, deixa Alvalade a título definitivo, rumo ao Granada, por apenas 3 milhões de euros. Outro a levar um pontapé.

Lembro que Domingos tinha uma cláusula de rescisão fixada em 45 milhões de euros e vestiu 25 vezes a camisola da selecção nacional nos escalões juniores.

Lembro que foi titular absoluto no Deportivo, onde fez 33 jogos e marcou quatro golos, tendo sido incluído pelo jornal Marca no onze ideal da segunda liga espanhola, onde se destacou por ser o defesa central com mais passes correctos.

Lembro ainda que há um ano o nosso rival FC Porto vendeu ao Manchester United um dos seus jovens defesas da formação, Diogo Dalot, por 22 milhões. Um pouco mais, convenhamos.

 

Espero que alguém, lá por Alvalade, explique muito bem o que se passou.

Toca a despachar

Viviano, Bruno Gaspar, Jefferson, Lumor, André Pinto, Petrovic, Misic, Mattheus Oliveira, Alan Ruiz, Diaby.

Há que diminuir desde já a massa salarial do Sporting. Para equilibrar as contas do próximo trimestre. E há que começar a abrir lugar aos jovens da formação leonina. Quando saírem, todos os que mencionei já irão tarde. 

Alguns nunca deviam ter chegado.

A festa foi de arromba, ficámos felizes !!! Mas... Queremos mais, muito mais !!!

Ontem com a cerimónia na CML fechou-se a melhor época desde há muitos anos do futebol do Clube em termos de títulos conquistados, mas não chega para nós Sportinguistas, queremos mais, muito mais. Não nos conformamos em ser o terceiro clube português, queremos ganhar a Liga, queremos andar na Champions.

Para lá chegarmos temos de produzir mais e melhor que este ano, e para isso precisamos também duma estrutura financeira que não temos. E de investir com cabeça.

Mas temos alguma coisa:

1. Uma estrutura de futebol coesa e competente, desde o treinador ao roupeiro, passando pela área médica e de performance desportiva. Vimos isso na final da Taça, uma equipa que aguentou 120 minutos a correr e a lutar e a ganhar nos penaltis. Com o "velhinho" Mathieu a encostar Marega às cordas, a sprintar no prolongamento e a fuzilar no penálti.

2. Alguns (muito poucos) jogadores de classe extra: Bruno Fernandes, Mathieu, Coates, Acuña e Bas Dost, que não podem mesmo sair, ou melhor, só podem sair em condições irrecusáveis. Saindo Bruno Fernandes, que venham dois ou três iguais ou melhores que estes.

3. Outros (poucos) jogadores que vão entrar no 2.º/3.º ano de clube e que poderão render muito mais do que renderam este ano: Renan, Borja, Doumbia, Wendel, Gudelj, Luiz Phellype, Raphinha.

4. Outros (poucos) jogadores da formação, sub-23/24, já com alguma rodagem nos seniores, que poderão ser mais valias importantes para o plantel: Miguel Luís, Jovane, Mama Baldé, Ivanildo, Matheus Pereira, Gelson Dala, Plata (foi uma formação de dois meses...) e, porque não, aqueles que estão a passar ao lado duma grande carreira: Francisco Geraldes e Ryan Gauld.

Mas o que também temos é um conjunto de jogadores sem as condições necessárias para este novo desafio, que fracassaram ou que não conseguem manter o rendimento de outrora, pela idade, lesões ou outra coisa qualquer: Salin, Bruno Gaspar, André Pinto, Petrovic e Jefferson, além dos emprestados como Viviano, Lumor e Misic, sendo que Ristovski, Diaby e Ilori acumularam más exibições e duvido que consigam lá chegar. Battaglia é uma incógnita, depois da lesão grave que teve, análoga à do promissor Paz. Alan Ruiz parece que fundiu o fusível, tinha todas as condições para estar no conjunto dos craques. E na equipa sub-23 o único jogador que vejo com rendimento de 1.ª Liga é Pedro Mendes. Tudo o resto muito verdinho.

Quanto a aquisições, Neto, Vietto e Eduardo (?) vêm enriquecer o plantel, mas não parece que venham fazer a diferença.

Saindo Bruno Fernandes e só Bruno Fernandes, olhando para o que existe, quem é que iria procurar no mercado ?

  1. Um defesa direito sólido, eficiente, que feche bem por dentro, e com muito boa capacidade de centro/remate. Coisa que não temos há muitos, muitos anos. Assim um Alex Telles de pé direito. 
  2. Um distribuidor de jogo com chegada à área e marcador de golos. Assim um novo Bruno Fernandes.
  3. Um avançado dextro que saiba descair para a ala, peitudo e rompedor, com bom jogo de cabeça, tipo Slimani. Mais um marcador de golos.
  4. Um guarda-redes para lutar com Renan pela titularidade e libertar Max para ir rodar noutro clube. Cláudio Ramos, do Tondela?

Não vale a pena comprar por comprar, ou trazer alguém que venha estragar o bom ambiente e a dinâmica de vitória que se regista. Por isso, da Argentina, da Argélia ou doutro sítio qualquer, que venham jogadores com espírito de equipa, com cabeça, com raça, ambiciosos e determinados. Que venham leões. 

Esqueci-me de alguém? Que vos parece? 

SL

Cinco de saída

As prementes dificuldades financeiras - ditadas sobretudo pela necessidade do pagamento das dívidas contraídas durante a magnífica gestão da dupla Carvalho & Vieira - levam a Direcção leonina a admitir vender quatro jogadores de primeira linha: Acuña, Bas Dost, Bruno Fernandes e Coates. Enquanto Mathieu, que em Outubro fará 36 anos, tenciona pôr ponto final na carreira de jogador profissional de futebol.

Eis a pergunta que se impõe: quem poderá substituir estes cinco craques?

O exemplo madrileno

Revolução à vista no Real Madrid: Florentino Pérez prepara-se para dispensar até 13 jogadores, naturalmente com o acordo do recém-regressado Zidane. Não há intocáveis: entre os que estão quase na porta de saída incluem-se Bale, Benzema, Varane, Isco, Vallejo, Brahim, Ceballos, Keylor Navas e Lucas Vázquez. A lista é hoje divulgada no jornal Marca, muito conotado com o clube madrileno.

E por cá? Que jogadores deviam abandonar o Sporting se houvesse "limpeza de balneário" em Alvalade?

Revolução tranquila no futebol do Sporting

Se compararmos estrutura e plantel profissional à data das eleições, e a que neste momento existe depois de encerrado o mercado (partindo do princípio que realmente fechou e que Acuña ficou), não há dúvida que o presidente conseguiu uma revolução tranquila, muita gente saiu sem que as saídas tivessem originado conflitos ou processos, muita gente entrou, e com um saldo largamente positivo em termos financeiros e em termos de gestão de tesouraria.

Em termos de estrutura, foi uma revolução completa muito para além da substituição da equipa técnica, já aqui amplamente debatida e que me escuso de repetir.

Em termos do plantel sairam definitivamente e por ordem de reconhecimento por aquilo que conseguiram no Sporting, Nani, Montero, Bruno César, Marcelo, Castaignos e Viviano e por emprestimo Mané, Misic e Lumor, e entraram, também por ordem de reconhecimento do que já demonstraram desde que chegaram, Borja, Ilori, Doumbia, Francisco Geraldes e Luiz Phellype. Não sei se me esqueci de alguém.

Além disso, o passe de Renan foi adquirido, Acuña teve a sua situação revista e agora fala-se que Bruno Fernandes virá a seguir. E muito justamente. De longe é o nosso mais valioso jogador e agora um incontestado capitão de equipa. Tem de ser o jogador mais bem pago do plantel.

Não faço ideia como está o balneário, também não faço ideia como estava, presumo que esteja diferente, não tardaremos a ver os frutos da revolução.

SL

 

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Enfim

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Vemo-nos livres de um dos maiores fiascos de sempre em matéria de contratações. E também de um dos jogadores que mais pesavam na folha salarial leonina. Castaignos, que chegou em Agosto de 2016 alcunhado de homem-golo, custando 2,5 milhões de euros aos cofres leoninos, mas parte com o merecido rótulo de Goleador Zero. Não conseguiu marcar uma única vez em jogos oficiais pelo Sporting e já nem para suplente dos suplentes servia. Somando o custo da transferência ao dos salários, ficou-nos pela módica quantia de 5,5 milhões.

O holandês foi o 13.º "reforço" da época 2016/2017 e nestes dois anos e meio vestiu só 13 vezes a camisola verde e branca. Curiosa simbologia: foi um azar trazê-lo. E é uma sorte vê-lo enfim sair.

Muito obrigado, Montero e Nani

Segundo parece estão estes dois excelentes futebolistas de saída do Sporting, rumo a campeonatos menos exigentes mas muito interessantes em termos de fase final duma carreira e transição para outro tipo de vida.

Quer um quer outro tiveram momentos notáveis com a camisola do clube, e Nani é apenas o capitão de equipa, um dos expoentes máximos da Academia de Alcochete, e o porta-bandeira do ADN Sportinguista no plantel do clube e um exemplo para os jovens da formação.

Se calhar estamos mais uma vez como naquelas situações de divórcio de comum acordo em que ambas as partes sentem que o amor do outro já não é o mesmo que era quando eram mais novos e sendo assim sentem que podiam ser mais felizes noutro lado.  

Do lado do Sporting as saídas representam um alívio importante na tesouraria, pois trata-se de salários dos mais altos do plantel. Do lado dos futebolistas têm tempo para preparar uma nova época e para Nani se integrar numa nova realidade.

Nani e Montero são daqueles artistas da bola que tanto podem passar ao lado do jogo como podem dum momento para o outro fazer o que ninguém espera e resolver as situações mais complicadas. Golos fantásticos, únicos. E olhando para o plantel quem mais temos assim ? Bruno Fernandes, só. Cada vez mais vamos ser BF e mais 10 ? Ele não é o super-homem...

E em que posição fica Keizer no meio disto, quando sabemos que Nani tem sido substituido com frequência no decorrer dos jogos, a última vez no intervalo do jogo em casa com o Benfica, e Montero pouco tem estado disponível? Que responsabilidade teve ele, por acção ou omissão, nas saídas?

E os sócios? Como vão aceitar estas saídas, que parecem significar o atirar a toalha ao chão no que respeita aos objectivos da temporada?

Enfim, seria altamente conveniente que depois do jogo contra o nosso concorrente directo ao 3º posto, o Braga, e do fecho completo do mercado,  Frederico Varandas viesse esclarecer os sócios e dissipar as legítimas dúvidas que tudo isto merece. Incluindo o que quis efectivamente dizer no final da Taça da Liga sobre a qualidade do plantel e o que pensa agora, depois de todas estas entradas e saídas. 

Se explicar nós entendemos e podemos dizer melhor de nossa justiça. 

Mas voltando ao início, muito obrigado, Montero e Nani, e muitas felicidades para a vossa aventura americana.  

SL

Boa Sorte, Nani

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Acabo de ler. Aqui alertado nos comentários da partida de Montero (fica o Phyllepe ou lá como se chama; fica o diabo do Diaby) fui aos jornais e sei que parte também Nani - um dos grandes jogadores que o Sporting formou e que por duas vezes regressou a casa. Emagrecimento salarial, anuncia o jornal ser a causa destas duas saídas. A de Montero, apesar de o considerar um jogador de muita classe - e vou crente que a sua transferência para a China, na primeira passagem pelo clube, dizem que por nossas dificuldades de tesouraria, nos custou um título - posso compreender. Agora Nani? Numa contabilidade de "deve/haver" porventura. Mas há jogadores de classe no clube? E que tenham formação sportinguista? Que sirvam para construir equipas e reproduzir clubes?

Não há dinheiro para o manter? Talvez. Mas mais exigência se deverá ter a analisar o efectivo valor dos recém-contratados. Para os quais houve dinheiro. Valor no jogo jogado. Valor na classe transmitida. Valor na contribuição para que o clube se vá transferindo de geração em geração.

Enfim, mais significativo é o facto do clube seguir de derrota em derrota e o afã ser em transferir os jogadores mais sonantes. Borrasca orçamental óbvia. Mas também um enorme sinal de des-ilusão para esta época, um ululante baixar dos braços.

No próximo defeso? Sairá o Bruno Fernandes, decerto que pronto para procurar outro rumo para a carreira. E ficaremos com o Acuña, a besta quadrada. E com os phelllypes ou lá como se chamam.

Boa sorte, Nani.

Mais de dez milhões deitados fora

Doumbia custou 7,2 milhões de euros ao Sporting por 70% do seu passe. Vai abandonar Alvalade, aparentemente a custo zero, sem ter marcado um único golo no campeonato nacional de futebol. 

Castaignos custou 3 milhões de euros ao Sporting por 80% do seu passe. Prepara-se para sair, também a custo zero, sem ter marcado um só golo em nenhuma competição ao serviço do nosso clube.

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