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És a nossa Fé!

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Uma nau à deriva

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A intenção é clara: preparar sócios e adeptos, através de notícias plantadas na imprensa, para a "inevitabilidade" da saída de Bruno Fernandes. Único verdadeiro ídolo do actual futebol do Sporting. Única garantia de que teremos alguém do plantel leonino presente no Campeonato da Europa que vai decorrer em Junho e Julho de 2020.

Caso se concretize já em Janeiro, como tudo vem indiciando, esta saída constituirá mais um erro lapidar da gestão do futebol verde e branco. Apenas há dois meses, Frederico Varandas assumiu como opção estratégica da SAD a manutenção de Bruno no plantel, o que terá justificado - na perspectiva do presidente - a apressadíssima saída de três titulares da equipa: Raphinha, Thierry e Bas Dost.

Deixá-lo sair agora, por qualquer valor abaixo da cláusula de rescisão, revelará nova guinada estratégica (em Agosto a prioridade era transferir o jogador por 70 milhões), prenunciando a definitiva descapitalização do plantel com a saída do capitão, clareiras ainda maiores nas bancadas de Alvalade (onde Bruno é o único jogador ainda capaz de atrair espectadores para jogos ao vivo) e a perda do nosso solitário representante na selecção que vai disputar o Euro-2020.

Mais: Bruno Fernandes é hoje o verdadeiro rosto do futebol leonino, como bem demonstram as imagens aqui reproduzidas pelo José Cruz e pelo Paulo Figueiredo. Perdê-lo agora - antes da valorização de que será alvo, daqui a meio ano, no Europeu - representará mais um rombo nesta frágil nau à deriva em que se transformou o futebol do nosso clube.

Depois ninguém diga que não recebeu alertas em devido tempo. O meu aqui fica, uma vez mais.

Bela foto...

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... De Bruno Fernandes e outros jogadores do plantel do Sporting em treino com o Sporting do futuro.

É bonito de ver. E é bom marketing. Também é preciso.

Mas não chega.

Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?

Sobre entradas e saídas

Um olhar rápido pelas operações financeiras relacionadas com entradas e saídas de jogadores do Sporting no defeso de Verão, descritas na informação prestada à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários, permite desde logo estas conclusões:

 

  •  Pagamos comissões pela saída de jogadores como André Pinto e Petrovic, que rumaram a outros clubes sem renderem um euro aos cofres leoninos - algo inacreditável

 

  •  Pagamos 700 mil euros à empresa de Jorge Mendes por intermediar no acordo com o Olympiacos sobre Podence, tendo o Sporting abdicado do processo no Tribunal Arbitral do Desporto - algo incompreensível.

 

  •  Pagamos cerca de sete milhões de euros em comissões globais na época em que temos um dos piores plantéis de que há memória - algo inaceitável.

Apertar do cinto

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Não conheço ao pormenor a situação financeira da SAD, incluindo a questão da negociação com a banca. Vou sabendo mais por jornais e comentadores do que pelo Sporting, o que é triste, mas não é difícil perceber que deve estar bem complicada e isso explica muito do que foi a actuação do clube nesta janela de mercado. Deixando de parte a questão desportiva, já por demais aqui comentada e vamos ter o resto da temporada para avaliar, podemos constatar que o Sporting fez negócios de venda/empréstimos com opção de compra obrigatória (incluindo Gelson Martins e Podence, Bruno Fernandes à parte) de 19 jogadores no valor de (números redondos) 90,000€ e de compra/entrada por empréstimo de oito jogadores no valor de 25,000€, um saldo positivo de 65,000€. 

Além disso, emprestou 11 jogadores com salários quase todos pagos pelos clubes de acolhimento. Foram então 30 jogadores que saíram da folha salarial, entrando 8. Não sei o que isto representa em poupança anual de salários, mas sairam vários jogadores de salários elevados a começar por Bas Dost e Petrovic, imagino da ordem de 30%. 

Resumindo, foi mesmo um grande apertar do cinto este verão em Alvalade. 

E ainda ficaram alguns casos para resolver:

1. Rafael Leão

2. Ruben Ribeiro

3. Mattheus Oliveira

4. Viviano

5. Irmão do Alan Ruiz, dizem que joga futebol

 

PS: As minhas contas foram as seguintes:

Saídas: 89,5
1. Gelson Martins 22,5
2. Raphinha 21,0
3. Thierry Correia 12,0
4. Matheus Pereira 10,0
5. Bas Dost 7,0
6. Podence 7,0
7. Felix Correia 3,5
8. Jonathan Silva 3,0
9. Domingos Duarte 3,0
10. Tiago Djaló 0,5
11. Salin 0,0
12. André Pinto 0,0
13. Petrovic 0,0
14. Mama Baldé 0,0
15. Wallyson 0,0
16. Jefferson 0,0
17. Ryan Gauld 0,0
18. Carlos Mané 0,0
19. Abdu Conté 0,0

Empréstimos:
1. Diaby
2. Gelson Dala 
3. Bruno Gaspar 
4. Ivanildo Fernandes
5. Lumor
6. Bragança
7. Francisco Geraldes
8. André Geraldes
9. Misic
10. Alan Ruiz
11. Leonardo Ruiz


Entradas: 23,5
1. Rosier 8,0
2. Vietto 7,5
3. Camacho 5,0
4. Eduardo 3,0
5. Neto 0,0
6. Jesé Rodríguez 0,0
7. Bolasie 0,0
8. Fernando 0,0

Saldo: 66,0

Diz que são reforços

Íamos ao nosso estádio ver jogadores como Bas Dost e Raphinha.

Agora iremos ver o espanhol Jesé Rodríguez (14 jogos e apenas um golo na temporada 2018/2019, no Stoke City, onde actuou durante 705 minutos) e o brasileiro Fernando Santos Pedro (23 jogos e apenas um golo na época passada, com 903 minutos jogados, ao serviço do Shakhtar Donetsk, na Ucrânia).

Cumpre-se, portanto, uma emblemática promessa eleitoral de Frederico Varandas: apostar na formação.

O Sporting aposta na formação do Real Madrid e do Palmeiras. Há clubes com sorte.

Estado de choque

Não há que esconder, a combinação entre a derrota caricata em casa que nos custou a liderança da liga, as últimas notícias de entradas e saídas de jogadores, e o silêncio ensurdecedor da comunicação do clube, colocaram-me em estado de choque, já nem sei se devo rir ou chorar quando oiço sobre titulares a sair e emprestados a entrar. A minha vontade de ir a Eindhoven acompanhar a equipa foi por água abaixo. Mas a minha Gamebox ninguém ma tira, estarei lá para o bom e para o mal. 

Não entendo porque Keizer não foi prontamente demitido após a derrota e em vez disso saem jogadores muito apreciados pelo mesmo Keizer, Raphinha, Diaby e mesmo Thierry Correia. Se Keizer com eles não conseguiu, com novos jogadores para integrar vai conseguir?

Não entendo como tendo Battaglia e Rosier ainda sem condições físicas para jogar se pensa em jogadores que registaram lesões igualmente graves há pouco tempo.

Não entendo quando se liberta Bas Dost para poupar no salário e se vai pagar pouco menos a um sucessivamente emprestado "Matheus Pereira" do PSG que poucos golos marca.

Não entendo o empréstimo de Bruno Gaspar (mais um protegido de Keizer) ao Olympiakos sem ficar bem claro para os sócios o acordo sobre a questão Podence.

Não entendo se o problema são as heranças do passado (com muitas contas para acertar com jogadores e empresários), se o problema é o aperto financeiro, se o problema é a falta dum profissional competente à frente do futebol profissional, se o problema é dar o braço a torcer no que respeita ao treinador e equipa técnica.

O que entendo é que os objectivos do clube para esta temporada estão a ser postos seriamente em causa, felizmente o Braga e o Guimarães vão andar distraidos por causa da Europa, mas a oportunidade para ultrapassar pelo menos um dos rivais e chegar à Champions está a perder-se por completo. E não são os Pedros Brazes deste mundo que me vão pôr a pensar o contrário.

E alguém vai pagar a factura.

SL

Absolutamente inaceitável

A derrota contra o Rio Ave de Carlos Carvalhal chocou-me: em cinco jogos disputados nesta temporada, já vamos na segunda derrota (uma das quais por goleada) e um empate. Balanço negativo entre golos marcados e sofridos (oito-onze). Cinco pontos perdidos no campeonato, em doze possíveis. As nossas redes maculadas em todos os jogos.

Isto já seria mais que suficiente para me preocupar - ao contrário do presidente Frederico Varandas, que se confessou despreocupado na última vez em que o ouvimos, já decorreu quase um mês, após o naufrágio da equipa no estádio do Algarve.

Mas chocou-me ainda mais a notícia - de que só esta noite tomei conhecimento - da saída de Bruno Gaspar para o Olympiacos. Então o Sporting reconhece como interlocutor válido um clube que nos surripia um jogador internacional (Daniel Podence) à margem de toda a ética desportiva, esquecendo que estamos há 14 meses em litígio com a agremiação grega, contra a qual apresentámos queixa formal junto da FIFA?

Absolutamente chocante. Absolutamente preocupante. Absolutamente inaceitável.

A saga do "valor zero"

 

André Pinto sai por valor zero para o Al Fateh, da Arábia Saudita.

Nani saiu por valor zero para o Orlando City, dos EUA.

Montero saiu por valor zero para o Vancouver Whitecaps, do Canadá.

Salin saiu por valor zero para o Rennes, de França.

Carlos Mané saiu por valor zero para o Rio Ave.

Ryan Gauld saiu por valor zero para o Farense.

Bruno César saiu por valor zero para o Vasco da Gama, do Brasil.

Petrovic saiu por valor zero para o Almeria, de Espanha.

Marcelo saiu por valor zero para o Chicago Fire, dos EUA.

Castaignos saiu por valor zero para o Changwon, da Coreia do Sul.

Viviano prepara-se para sair por valor zero.

Jefferson prepara-se para sair por valor zero.

 

Os hipócritas

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Alguns cúmplices morais do assalto a Alcochete, que até hoje foram incapazes de condenar o ataque das quatro dezenas de jagunços às instalações da Academia leonina, choram agora lágrimas de crocodilo pela saída de Bas Dost. Como se o avançado holandês não tivesse sido a principal vítima desse vergonhoso e cobarde assalto, perpetuado em imagens que deram a volta ao mundo.

São os mesmos que chamavam «mercenário» a Bas Dost quando ele foi resgatado pela Comissão de Gestão liderada por Sousa Cintra e regressou ao Sporting naquele Verão negro, entre aplausos genuínos e calorosos dos verdadeiros adeptos.

São os mesmos que lhe chamavam «pino» e «cepo» nos meses subsequentes e andavam a uivar pelas redes sociais a mandá-lo sair do clube. Nem as caixas de comentários deste blogue ficaram imunes a tais uivos.

Pois esses grunhos são precisamente os mesmos que agora urram contra a saída do holandês. Já esquecidos, vários deles, de terem protestado contra a agressão «demasiado leve» de que Dost foi vítima a 15 de Maio de 2018.

Cambada de hipócritas. De Leões não têm nada.

Incompreensível

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Bas Dost foi adquirido pelo Sporting no início da época 2016/2017, por 11,85 milhões de euros. Foi, na altura, a contratação mais cara de sempre em Alvalade.

Sai agora por 7 milhões de euros (valor cifrado por 85% do passe), acrescidos de 500 mil euros em "objectivos", como agora se diz. Desvalorizado em 40 por cento. Apesar de no Sporting ter marcado 93 golos em competições oficiais, ter apontado 76 tiros certeiros em 84 jogos do campeonato e em 2017 ter-se sagrado Bota de Prata da Europa como segundo maior goleador do continente, só ultrapassado por Messi.

Vai jogar para o Eintracht de Frankfurt, clube com objectivos mais modestos do que o Sporting. Numa altura em que o seu valor de mercado está avaliado em 17 milhões de euros, segundo a tabela do Transfermarkt. Pelos vistos, de nada lhe valeu tanto remate certeiro durante três anos nos estádios portugueses.

Digam o que disserem, há coisas que não entendo. Esta é uma delas.

Números

 

1. O passe de Bas Dost - marcador de 93 golos nos jogos oficiais disputados nas três últimas décadas do Sporting - está avaliado em 17 milhões de euros, segundo os exigentes critérios do Transfermarkt - que o apontam como o segundo mais valioso elemento do plantel leonino, após Bruno Fernandes, rotulado com 55 milhões.

 

2. Dost - que em 2016/2017 foi o segundo melhor marcador das ligas europeias, apenas ultrapassado por Messi - tinha uma cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.

 

3. O holandês foi adquirido na época de 2016/2017 por quase 12 milhões de euros, tendo o clube ficado com a totalidade do seu passe.

 

4. Sai agora, ao que parece, por oito ou nove milhões. Valorizado pelos 93 golos que marcou e por ter sido Bota de Prata a nível europeu? Espantosamente, não. Sai por um valor muito abaixo da cláusula, por cerca de metade do preço de mercado do seu passe e até abaixo do que havia custado ao Sporting três anos atrás.

 

Adeus, Bas Dost

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O Sporting acaba de anunciar a transferência do ponta-de-lança holandês para o Eintracht Frankfurt. De nada lhe serviu, ao que parece, ter um treinador compatriota em Alvalade. Nem ter sido o maior artilheiro leonino desta década.

Vamos ter saudades dele. E dos golos que marcou. Vou recordar os números: 36 em 2016/2017, 34 em 2017/2018 e 23 em 2018/2019 (em que esteve quase metade do tempo lesionado e não cumpriu a pré-temporada após ter sido a principal vítima das agressões no negro dia do assalto a Alcochete).

Noventa e três golos no total, em 127 jogos oficiais de verde e branco. Quanto tempo passará até voltarmos a ter um goleador como ele?

 

Adeus, Bas Dost. És um grande profissional de futebol, um atleta exemplar, uma excelente pessoa. Um Leão eterno.

Tudo de bom para ti.

 

Adenda: Faz hoje seis meses, Dost marcou dois dos três golos do Sporting ao Braga em Alvalade. Haveria necessidade de anunciar a sua saída a 24 horas de novo embate com o Braga no mesmo palco? Até do ponto de vista psicológico, para a nossa equipa, parece-me um erro de palmatória. E mais um tiro no pé.

Matheus só será bom longe de Alvalade?

matheus-pereira-emprestado-ao-west-brom-com-clausu

 

Matheus Pereira - que, segundo propagandistas encartados nas tertúlias televisivas, «tem tido problemas de afirmação no Sporting» devido à sua «personalidade problemática» e à sua «falta de amadurecimento», acaba de chegar ao West Bromwich Albion, onde pode encontrar «um espaço de crescimento importante», a título de empréstimo, por apenas um milhão de euros.

Escuto estes hossanas à Direcção leonina por despachar mais um jogador da nossa formação para rotas bem distantes de Alvalade e questiono-me se Matheus, pelo simples facto de aterrar noutro país, deixa logo de ser um jogador problemático e cheio de problemas de afirmação, podendo enfim crescer como atleta.

Rezam os tais propagandistas que o luso-brasileiro formado em Alcochete é jogador «com potencial» mas muito propenso a «birras» e pecando por «alguma falta de empenhamento nos treinos». Extraordinário: todas estas características negativas, propaladas dias a fio para que ninguém estranhasse o reduzido preço a que o WBA veio agora buscá-lo, parecem destinadas a desaparecer num ápice mal Matheus comece a treinar lá por Inglaterra.

E é precisamente aqui que eu lanço a questão: então Marcel Keizer não seria treinador para trabalhar Matheus Pereira, limando os defeitos e potenciando as qualidades deste jogador que muitos de nós admiramos? Será o técnico do clube inglês mais competente do que o holandês para amadurecer e fazer crescer o talentoso extremo leonino que quase não teve hipóteses de mostrar o que vale na desastrosa pré-temporada 2019/2020?

Pergunta final: se Keizer chegou há nove meses a Alvalade aureolado da fama de «não ter medo de trabalhar com jovens», como na altura declarou Frederico Varandas, será que se amedrontou desde então?

Mistério. Quem souber, que me explique. Porque deste assunto eu já não percebo nada.

Aposta na formação

De cada vez que sai do Sporting algum produto de Alcochete vem inevitavelmente à baila a questão da aposta na formação. O Sporting é e deve continuar a ser um clube formador, neste momento temos até um presidente que colocou a formação como prioridade, mas continua a sair gente que poderia ter tido ou passar a ter um aproveitamento diferente no clube e que levanta questões: Tiago Djaló (19 anos), Félix Correia (18), Mama Baldé (23), Domingos Duarte (24) já têm saída assegurada, e Carlos Mané (25), Iuri Medeiros (25) e Francisco Geraldes(24) dificilmente voltarão a integrar o plantel principal. Não falando de miúdos mais novos, aliciados pelo Benfica, que resolveram (ou alguém por eles devidamente "untado") mudar para o Seixal.

Por outro lado, Keizer andou a analisar o que havia em Alcochete, incluindo os sub-23, e escolheu alguns jovens para o estágio de pré-época: Joelson Fernandes (16 anos), Nuno Mendes (17), Eduardo Quaresma (17), Luis Maximiano (20), Diogo Sousa (20), Miguel Luís (20), Thierry Correia (20), Daniel Bragança (20), Abdu Conté (21), Jovane Cabral (21), Matheus Pereira (21), Ivanildo Fernandes (23).

Temos aqui várias questões que se cruzam:

1. Contratos e empresários

Está cada vez mais difícil captar e fidelizar grandes promessas em Alcochete, parece mesmo que pais e empresários só estão à espera duma oportunidade qualquer para encherem os bolsos e os fazerem partir para outras paragens, voltando as costas ao  Sporting e impedindo o clube de rentabilizar devidamente o investimento efectuado. Com o assalto a Alcochete lá se foram Daniel Podence (23 anos), Rafael Leão (20) e Gelson Martins (24), se calhar os que menos  tinham a ver com o ocorrido. Pelos vistos não vamos ter outros Cristiano Ronaldo ou Luis Figo a chegar à 1.ª equipa, serão desviados muito antes disso.

 

2. Eternas promessas

Quando olhamos para um jogador de 23-25 anos como uma promessa, alguma coisa está errado. Claro que há posições com características específicas mas com essa idade é suposto estar-se a aproximar do apogeu da carreira. Sendo assim, nessa idade é ver se tem condições de ser uma mais-valia no plantel ou vender. E pelos vistos Keizer considerou que nesse escalão não havia ninguem que o convencesse, como também não tinham convencido os anteriores treinadores. 

 

3. Jogadores de elite

Sendo o objectivo primeiro da Academia formar jogadores e não ganhar campeonatos, os melhores jogadores devem merecer um tratamento diferenciado e serem colocados a jogar em escalões superiores aos correspondentes à sua idade, e é assim que vejo a chamada de jovens de 16-17 anos por Keizer para o estágio na Suiça. Não quer dizer que vão integrar o plantel, mas com certeza terá sido uma experiência que vai tornar mais rápida a sua evolução.

 

4. Promessas externas a Alcochete

Também aqui saíram ou estão a sair jovens que poderiam ter outro aproveitamento: Demiral (21 anos), Gauld (23), Leonardo Ruiz (23), Wallysson (25). Mas estão a entrar jogadores como Plata (18), Rafael Camacho (19) e fala-se em Thiago Almada (18). Vamos ver o que vai acontecer a Gelson Dala (22).

Concluindo, parece-me que o Sporting está a libertar jogadores do escalão 23-25 e a investir em jogadores do escalão 17-20. Se calhar faz todo o sentido, digo eu.

E depois temos o caso Tiago Ilori (26)...  Um regresso duma antiga promessa que parecia uma boa ideia mas que se está a revelar um flop de todo o tamanho, e se calhar com muita culpa do próprio.

Não sei se me esqueci de algum...

SL

Um pontapé em Domingos Duarte

domingos-duarte.jpg

 

Há coisas que não consigo entender. E, talvez por isso, me custam imenso a aceitar.

Vai fazer um ano, abdicámos de um promissor central parcialmente formado em Alcochete, o turco Demiral, por via de um empréstimo ao Alanyaspor com opção de compra de 3,5 milhões de euros. Ou seja: tratou-se de um empréstimo sem retorno. O clube turco, rendido à qualidade do jogador, activou a cláusula.

Foi, literalmente, um pontapé dado pela SAD leonina a Demiral. E um rombo nas finanças do Sporting: como é sabido, o jovem defesa transitou posteriormente para o Sassuolo por 9 milhões de euros e a Juventus acaba de adquiri-lo por 18 milhões. Tudo em poucos meses. Nesta mais recente transacção, recebemos uns trocos ridículos: 180 mil euros. 

 

Acabo de saber que outro defesa formado em Alcochete, o igualmente muito promissor Domingos Duarte, foi agora também liminarmente excluído do Sporting: após empréstimo ao Deportivo da Corunha, deixa Alvalade a título definitivo, rumo ao Granada, por apenas 3 milhões de euros. Outro a levar um pontapé.

Lembro que Domingos tinha uma cláusula de rescisão fixada em 45 milhões de euros e vestiu 25 vezes a camisola da selecção nacional nos escalões juniores.

Lembro que foi titular absoluto no Deportivo, onde fez 33 jogos e marcou quatro golos, tendo sido incluído pelo jornal Marca no onze ideal da segunda liga espanhola, onde se destacou por ser o defesa central com mais passes correctos.

Lembro ainda que há um ano o nosso rival FC Porto vendeu ao Manchester United um dos seus jovens defesas da formação, Diogo Dalot, por 22 milhões. Um pouco mais, convenhamos.

 

Espero que alguém, lá por Alvalade, explique muito bem o que se passou.

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