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És a nossa Fé!

Aplauso à renumeração

Texto de JMA

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Penso que os sócios que tenham um ano de quotas em atraso deveriam ser eliminados [dos cadernos eleitorais e do processo de decisão interno]. Pelos vistos só os verdadeiros Sportinguistas se mantêm. Aqueles que deixaram de pagar quotas pelos resultados, pelo presidente ser este e não aquele, pelo treinador ser este e não outro, por jogarem os jogadores A e B e não o C e o D, mais aqueles que ainda esperam pela reintegração do D. Sebastião de Telheiras, não fazem falta nenhuma ao Sporting Clube de Portugal.

Sou sócio há mais de 30 anos, com qualquer presidente (e a maior parte deles detestei), qualquer treinador (e poucos tiverem qualidade) e com quaisquer jogadores. Eu não sou sócio do presidente (não votei em Varandas), dos treinadores ou dos jogadores. Sou, com muito orgulho, sócio do Sporting Clube de Portugal!

Ainda bem que houve esta limpeza, o ar está mais respirável...


P. S. - Nunca compreendi aqueles "ignorantes" que não sabem (ou não querem saber) que o valor da quotização vai integralmente para as modalidades e não para o futebol. Assim, não serve e é até patético um sócio deixar de pagar quotas por a equipa de futebol jogar pouco (ou muito) e o presidente ser o Manuel e não o Joaquim.

 

Texto do leitor JMA, publicado originalmente aqui.

O último Jornal Sporting e a Renumeração

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Nas páginas 16/17 da última edição do Jornal Sporting (edição de acesso livre) encontramos uma peça sobre Renumeração, que apresenta as seguintes perguntas:

É obrigatório fazer a Renumeração?

Como foi feita a Renumeração?

Porquê excluir sócios com limite máximo de dois anos de quotas em atraso?

Na última Renumeração também se teve em conta o mesmo período de tempo?

O que fez esta Direcção para que fosse possível aos Associados regressarem?

Quantos Sócios regressaram com a campanha “Eu Sou – Renumeração 2020”

Quantos sócios tem o Sporting CP actualmente?

Os Sócios agora eliminados continuarão a poder regressar no futuro?

 

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Calorosas saudações leoninas ao Sportinguista que remeteu para o Jornal Sporting as perguntas aqui divulgadas.

Edição *Inclusão de 'Entrevista a'

Quantos mais formos, mais fortes seremos

Texto de David Craveiro

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Estamos a esquecer-nos de uma fatia importante de sócios que ao longo dos anos deixaram de pagar quotas por a sua situação financeira não o permitir.

Dou um exemplo: fiz-me sócio enquanto estudava em Lisboa e tinha meios de pagar as minhas quotas (até lugar cativo na velhinha bancada nova tive). Por vicissitudes da vida, tive de prescindir do meu lugar de associado. Felizmente, anos mais tarde, pagando o valor das quotas em atraso, pude recuperar o meu número.

Dou outro exemplo: na altura em que me tornei sócio fiz o mesmo ao meu pai. Ele tinha sido sócio antes de ir para as ex-colónias, lá deixando de o ser (não havia como pagar quotas).

Ainda recentemente (há cerca de seis meses) foi contactado pelo Sporting no sentido de o informar de que, se quisesse, poderia recuperar o seu antigo número de associado (e a antiguidade a ele inerente). Nesta altura faria quase 60 anos de associado.

 

Quantos mais formos, mais fortes seremos... se houver a possibilidade de recuperar nem que seja um terço dos perdidos nos últimos anos, força nisso!

Quanto à renumeração: julgo que as regras deviam ser iguais para todos e estar contempladas nos estatutos. Se são um, dois, cinco ou dez anos, a mim pouco me interessa desde que tenhamos a capacidade de ir buscar novos sócios e voltar a trazer alguns que saíram.

 

Tenho a minha ideia sobre quem sai como forma de protesto, mas não sou mais Sportinguista que outro Sportinguista qualquer e portanto dispenso-me de dar lições de moral.

Acho contudo a ideia de que «somos poucos mas bons» extremamente perigosa. Por colocar em causa o futuro do Clube.

 

Para finalizar diria apenas que o número de sócios serve apenas para a percepção que se tem do poder e força da marca. O que verdadeiramente interessa é o valor anual da quotização e esse, é indesmentível, tem vindo a cair de forma muito pronunciada.

Isso sim, devia ser motivo de reflexão.

 

Texto do leitor David Craveiro, publicado originalmente aqui.

Sporting TV e Jornal Sporting - Propaganda ou representatividade e escrutínio?

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Imagens: retiradas da internet

O tema órgãos de comunicação social do Clube tem merecido interesse em grande parte por haver algum consenso em torno da ideia de que… são órgãos de comunicação social ao serviço das suas Direcções. O Clube é dos sócios, os órgãos de comunicação social do Clube servem para informar os sócios, dizem-nos, mas no momento de prestar contas aos sócios, são preteridos a favor de meios de comunicação de abrangência nacional. Foi o que aconteceu ainda ontem.

Os sócios organizam iniciativas, mobilizam-se em torno da discussão sobre a realidade do Clube, mas os órgãos de comunicação do Clube não fazem qualquer menção à sua existência. Ter-se-ão esquecido os promotores de avisar atempadamente?

No dia de ontem, insurgi-me já que me vi obrigada a comprar um jornal desportivo para conhecer a reflexão do presidente do Sporting Clube de Portugal sobre a época futebolística que terminou. Para além de sócia, assino o Jornal Sporting. Fará sentido ser obrigada a comprar outro Jornal para este fim?

Expectar que o Jornal Sporting fosse o palco para a finalidade acima descrita, é demasiado desfasado da realidade? Exigência estapafúrdia?

O que fazer se no passado recente como actualmente os sócios não beneficiam das potencialidades disponibilizadas pelos seus órgãos de comunicação social?

Como é que se autonomizam Jornal Sporting, Sporting TV e perfis das redes sociais do Sporting Clube de Portugal, dos órgãos sociais em exercício? Poderão ser voz da maioria dos sócios e não da minoria que constitui ‘sócios eleitos para órgãos sociais'? Poderão ou deverão?

O teor do comentário (não assinado) a que dei destaque ontem e que foi remetido por e-mail - pelo seu autor - para o Jornal Sporting, fica aquém da exigência mínima para figurar nas páginas do nosso jornal? Não se socorre de palavras (várias) escritas em maiúsculas ao longo do texto, é certo, nem precisa, já que a qualidade do seu conteúdo faz-se ouvir loud and clear (acrescentaria ainda os comentários do consócio André sobre o tema ‘Renumeração’).

Perdoem-me… o anglicismo.

Propaganda ou representatividade e escrutínio?

*post escrito na sequência de comentário que levou ao repto lançado por Pedro Correia

Renumeração e o Jornal Sporting - A sequela

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Não só a possibilidade de decidir como de participar de forma activa, acrescento eu. Foi por esse motivo que interpelei o Jornal Sporting nos termos que esclareci aqui e que passam, grosso modo, pelo pedido de que o Jornal Sporting possa servir de ponte entre adeptos e sócios e Direcção do Clube, para além, claro, de ter pedido a realização de uma peça que versasse o tópico sensação do momento. 

O pontapé de saída para este contacto foi a interacção acontecida aqui, no És a Nossa Fé, em torno do tema 'Renumeração' e que me fez querer ser consequente. Muito gratificante seja trocar impressões sobre estes temas com todos os que se revelam disponíveis para fazê-lo, a verdade é que corremos o risco de que os nossos anseios e legítimas dúvidas nunca cheguem aos ouvidos de quem de direito. 

Entre a espaçada realização de Assembleias Gerais, à sua natureza, que oportunidade e espaço têm os sócios para participar? A militância que as caixas de comentários demonstram poderá ser convertida em acções concretas? No imediato e à lá longue?

Deixo-vos a parte substantiva de um comentário (não assinado) recebido hoje e que me leva a responder 'Sim'.

«(...) na próxima edição irá sair uma analise mais profunda sobre os critérios adoptados para a actual renumeração, gostaria de deixar umas questões, que se fosse possível esclarecer, agradecia.

1-Quais os critérios que vinham a ser seguidos nos últimos 30 anos até 2015, nomeadamente em que anos houve alteração de critérios e quais?

2-Os sócios actualmente eliminados da base de sócios, continuarão a poder regressar, num programa do tipo do "Regresso de Leão"?

2.1-Em caso de regresso, este será com pleno uso dos direitos e deveres?

3-Quais as iniciativas desencadeadas pelo SCP para tentar que o sócio faltoso regularizasse as quotas em atraso, antes de o eliminar da BD?

4-Qual o argumento que justifica a opção por, apenas, 2 anos de quotas atrasadas?

4.1-Sendo a renumeração de 5 em 5 anos, não se deveria ter adoptado o critério de 5 anos de quotas atrasadas?

Sou vice-Presidente duma Associação que também efectua remunerações de sócios, no nosso caso, é de 10 em 10 anos, os nossos critérios são; ter mais de 4 anos de quotas em atraso, ter sido notificado por carta registada; e na ausência de resposta ter havido uma deliberação unânime do plenário da direcção para que o o sócio seja destituído, o que tem como consequência que, caso regresse no futuro, não poderá ser eleito nem votar no acto legislativo seguinte ao regresso.»

Poderá dar-se o caso de ainda irmos a tempo de remediar uma acção que fuja à observância escrupulosa do que dita a boa prática, poderá dar-se o caso de nos congratularmos pelos contornos da acção levada a cabo e, por fim, poderá dar-se o caso de reunirmos matéria suficiente para formalizarmos a partir daqui a que critérios deve obedecer uma 'Renumeração'. 

Ao Sportinguista autor do comentário, o meu "agradecimento". Bem sei que a sua motivação por si só justifica a acção dispensando agradecimentos, mas o ter decidido pôr o seu know how e tempo ao serviço do Sporting Clube de Portugal, merece-me o mínimo: agradecer-lhe.

Aos demais Sportinguistas... gostaria de ver estas e outras perguntas respondidas? Manifeste-se fazendo uso do assinaturajornal@sporting.pt.

Não há verbas para garantir que o Jornal Sporting possa assumir um papel de relevo na manifestação da militância dos sócios? Aumenta-se a dotação da rubrica no Orçamento.

Dúvidas? 

Se por si só o sistema não se reorganiza da forma que melhor o serve, que sejamos as peças que forçam a reorganização. Por outras palavras... não estou à espera de que outros façam pelo Clube que também é meu, aquilo que eu própria não faço.

A Renumeração e o Jornal Sporting

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No passado dia 16 de Julho abordei o tema Renumeração, congratulando-me pela coragem demonstrada na realização da tarefa que, ao que consta, terá obedecido a critérios mais exigentes, permitindo-nos um conhecimento mais rigoroso sobre o número de sócios do Sporting Clube de Portugal.

A interacção acontecida na respectiva caixa de comentários desencadeou a vontade de conhecer mais informação para além da que foi divulgada pelo Clube, à data, parecendo(-me) a forma óbvia de à mesma aceder, o Jornal Sporting. Foi na condição de assinante do nosso jornal que interpelei o seu coordenador executivo (Vítor Frias) dando nota de que, por evidência empírica, este era um tema que interessava aos Sportinguistas muito para além da informação que já fora divulgada. Deixei, por isso, a sugestão de que este tema viesse a ser abordado no nosso jornal. 

De caminho, e atendendo à qualidade das muitas interacções em que tenho participado e observado, sugeri que o Jornal Sporting pudesse considerar a possibilidade de que Sportinguistas 'anónimos' tivessem algum eco nas suas páginas.  

Qualquer coisa como, uma vez por mês, "a Direcção" responder a uma pergunta enviada por Sócio/adepto. Se observamos eco das vontades dos Sportinguistas nas redes sociais (ocorreu-me a situação da camisola branca, na época passada), diria que o Jornal Sporting pode muito bem ser o espaço privilegiado de encontro entre Direcção e massa associativa/adepta, podendo, até, mitigar o fosso que por vezes sentimos existir entre ambas. Circunscrever a oportunidade para esclarecimentos às Assembleias Gerais parece-me francamente redutor e exceder o volume trazido pelo imediatismo e efemeridade proporcionados pelas redes sociais, o papel por excelência do Jornal Sporting.

Hoje, fui informada (muito obrigada, caro Vítor Frias) de que o próximo número trará uma peça sobre 'Renumeração' e que a sugestão de democratizar o acesso às páginas do Jornal Sporting vai ao encontro de uma vontade antiga do seu coordenador executivo. Presentemente, as circunstâncias de todos conhecidas impedem que possa acontecer. Em todo o caso, e tendo eu prevenido que assim agiria, deixo o contacto electrónico do nosso jornal assinaturajornal@sporting.pt e a sugestão, desta feita a todos os Sportinguistas, especialmente aos assinantes do Jornal Sporting, que, se assim entenderem, digam da vossa vontade. Quem sabe se um volume de solicitações que exceda a desta sócia e assinante não contribui para ver cumprida a 'democratização' a que já me referi.

Entretanto, caso queira ler a edição publicada hoje, clique aqui

Sobre Renumeração, o editorial de André Bernardo.

Renumeração

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Novo número conhecido há uma hora. 

Pese embora todas as reservas que manifestei e mantenho, só posso saudar a coragem da actual Direcção. Ser capaz de levar por diante esta tarefa quando se sabe que há potencial para aproveitamento desonesto, quando as condições são reconhecidamente adversas, é digno de louvor.

Graças ao cruzamento de impressões entre Sportinguistas inseridos em diferentes realidades, não tenho razão alguma para duvidar de que esta é uma verdadeira renumeração. Bem precisávamos de saber quantos realmente somos (sócios). Sem fantasias, nem delírios de grandeza. 

Maioridade

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Materializou-se ontem aquilo que virtualmente já o era, o Sporting Clube de Portugal está há dezoito anos sem ser campeão.

Dezoito anos onde, por vários motivos, fomos deixando escapar o título. Aliás, foram mais os anos em que o título nos deixou escapar a nós do que o contrário. Provavelmente, nestes dezoito anos, poderíamos ter sido campeões quatro vezes. O que, sendo muito melhor que a triste realidade, não seria nada de especial para a nossa grandeza.

Dezoito anos onde vimos mais adeptos nossos serem assassinados às mãos de rivais do que títulos. Dezoito anos onde vimos o Bruno Cortez ser campeão e o Bruno Fernandes não passar de um terceiro lugar.

E nem se pode dizer "ah mas esteve perto". Não estivemos nunca perto de ser campeões porque o Sporting nunca percebeu como se jogava este jogo. Fomos enfiando cada vez mais o barrete do Calimero em vez de arregaçar as mangas e ir à luta. Aliás, as alianças estratégicas foram precisamente o nosso papel no jogo: estar de joelhos, a servir de degrau para a escalada de quem foi vencendo.

Como percepciono uma culpa tão grande como a minha azia, a travessia no deserto tem os seguintes rostos:

  • Frederico Varandas (2 épocas)
  • Artur Torres Pereira (1 época)
  • Bruno de Carvalho (6 épocas)
  • Luís Godinho Lopes (3 épocas)
  • José Eduardo Bettencourt (2 épocas)
  • Filipe Soares Franco (4 épocas)
  • António Dias da Cunha (3 épocas [desde o último título])

 

Até ontem, no final do jogo, o clube e os adeptos, em vez de ficarem com uma fome danada, frustrados e a querer mais e melhor, foram-se meter a celebrar as vitórias da sua cabeça. Uns celebraram só perder por dois no Dragão, outros celebraram a oficialização da época com mais derrotas na hossa História, outros chegaram mesmo a celebrar o título do Porto porque "pelo menos não foi o Benfica". E assim vamos nós.

Ontem também foi o dia em que os sócios do Sporting viram que o seu número reduziu. Temos, neste momento, cerca de 107k sócios. Um número que nos devia fazer corar de vergonha por dois motivos. O primeiro por termos andado a fazer de conta que éramos mais, o segundo por em três milhões de adeptos não se encontrar mais gente capaz de dedicar ao Clube pouco mais que um maço de tabaco por mês.

Ontem toda esta tragédia atingiu a maioridade. Dezoito anos. Dezoito anos de um caixa de óculos, virgem, fechado numa cave, a ser um troll na internet.

Sai à rua, Sporting! Sai com querer, sai com garra, sai com fome!

Modelo de Governação de Samuel Almeida

Sporting com Rumo

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No dia 17 de junho, reuniram-se José Manuel Barroso (moderador), Samuel Almeida, Luís Filipe Menezes, José Braz da Silva, João Duque e António Pires de Lima em torno do tema modelos de governação, que já no dia anterior reuniu outro painel.

De entre todas as participações, destacaria parte da intervenção de Samuel Almeida - a que ocorreu a partir das 2:17:23 até sensivelmente as 2:24:18 - por duas razões muito simples, por um lado, é um modelo desenvolvido e sustentado por alguém que é frontalmente contra a perda da maioria do capital da SAD e, por outro lado, foi apresentado de uma forma estruturada, aspecto que facilita a organização da informação para este efeito: o da (eventual) troca de impressões entre Sportinguistas que frequentam o És a Nossa Fé

Transcrição das ideias principais contidas em cada diapositivo:

 

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«Defendo que o clube tem de ter uma estrutura profissional, permanente e duradoura e que ultrapasse claramente o mandato dos órgãos sociais; este princípio de base materializa-se no ir ao mercado buscar os melhores para as diversas funções de gestão e materializa-se num determinado organigrama [a imagem acima]

Saber se o modelo é presidencialista ou não depende da figura que encabeçar, ou não, esse projecto e esse modelo, não sendo para mim relevante se o presidente da SAD é o mesmo do Clube; depende muito do perfil das pessoas;

Em relação ao organigrama, não vou falar sobre outros órgãos sociais, sendo que o conselho fiscal e disciplinar devem ser separados, uma coisa é o conselho fiscal outra coisa é conselho disciplinar, até por razões óbvias e naturais, um tem uma função mais jurídica e outro é um órgão claramente de auditoria;

Em relação ao Clube: um Conselho Directivo, que é não executivo e que é o representante dos sócios e que tem os pelouros - não se afasta muito daquilo que é a realidade hoje - que é secundado dentro da estrutura por um Director Geral, que tem como função a coordenação de todas as áreas de gestão e a sua interligação com os órgãos sociais e com a estrutura profissional do Clube;

Um estrutura permanente em baixo, com todas as áreas de gestão e depois proponho duas coisas, que já proponho há muito tempo, que é, por um lado, um Conselho verdadeiramente Estratégico, e que permita dentro desse conselho estratégico – que nada tem a ver com o Conselho Leonino – que permita a representação de várias sensibilidades do Clube e nomeadamente que tenha assento, nesse conselho estratégico, várias entidades, desde patrocinadores e sponsors, que devem estar claramente envolvidos na política do Clube (não é só alguém que investe, que investe muitos milhões, tem o direito de ser ouvido e uma palavra a dizer sobre o caminho que o clube está a seguir) mas também, terem assento nesse conselho estratégico, por exemplo, os núcleos, - que têm um papel completamente desprezado dentro do Clube – e mesmo os G(rupo) O(rganizado) de A(deptos), para os quais devem ser claramente definidas novas regras, um protocolo claro e que seja aprovado por todos os sócios;

Democracia não é só participarmos nas Assembleias Gerais, é dar voz às várias sensibilidades do Clube e permitir-lhes uma participação activa, naquilo que é a definição da estratégia do Clube;

E por outro lado um Conselho composto pelos Presidentes que se reúne de acordo com a disponibilidade do Presidente do Clube; acho que todos, e são todos, os Presidentes do Clube, devem ter uma palavra e devem ser ouvidos ocasionalmente, porque todos eles são um activo do Clube; todos eles, todos eles tiveram uma experiência, passaram por determinadas circunstâncias, independentemente de gostarmos da pessoa, foram presidentes do Sporting Clube de Portugal; a figura do Presidente do Sporting Clube de Portugal, merece-me respeito institucional;

 

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Quanto à SAD:

Basicamente, o que defendo é um modelo que não é diferente do que existe hoje na SAD, que é uma comissão executiva e um conselho de administração, mas com uma organização completamente diferente; aqui, sim, já poderia acontecer o Conselho de Administração ter um CEO e um Chairman, depende até da entrada ou não de um Investidor;

Eu não defendo a falta de entrada de um Investidor, eu sou é total e frontalmente contra a perda da maioria do capital da SAD; são coisas distintas, o caminho das pedras que eu defendo, não defendo sem capital, defendo com capital, mas com determinadas regras e, sobretudo, que o Clube jamais perca aquele que é o seu maior activo;

Proponho um Conselho de Administração alargado na SAD, em que têm assento a estrutura de Gestão do Clube, e isso passa por ter presente o Director, membros do Conselho de Administração, que seria um órgão não executivo, o Director Geral, o Director da Formação – é impensável a SAD não ter um Director de Formação presente nas tomadas de decisões estratégicas da SAD -, o Director do Futebol, eventualmente, um representante ou mais dos investidores, o Presidente do Clube se for ou não a mesma pessoa, que é o Presidente do Conselho de Administração da SAD, um CFO – alguém que tenha a responsabilidade financeira – alguém que tenha a responsabilidade jurídica e, eventualmente, o presidente da Comissão Executiva, se não for a mesma pessoa que preside ao Conselho de Administração;

 

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Comissão Executiva: composta por 3 pessoas: o presidente dessa mesma comissão executiva, o CFO e o Director do Futebol;

- é impensável que o Director do Futebol, o Director da Formação, o Director Geral do clube não tenham assento até por uma razão muito simples: Clube e SAD, não são realidades separadas, quando o Sporting Clube de Portugal entra em campo, os adeptos não olham e dizem:”Olha, lá vai a SAD do SCP entrar em Alvalade, é o Sporting Clube de Portugal”.

Devemos ter uma política harmonizada, uma estrutura profissional e uma gestão que perdure para além dos órgãos sociais. Este meu modelo, passa por uma mudança completa daquele que é o modelo operacional do Clube.»

Samuel Almeida, jurista, esclareceu não ser candidato às próximas eleições em virtude de as suas obrigações familiares e profissionais não lho permitirem mas deixou claro que no dia em que for candidato, afirmá-lo-á antecipadamente e de viva voz.

 

Adenda: No dia de hoje, realizar-se-á debate sobre os Estatutos (Revisão Estatutária). Programa e informações sobre como ver e participar, aqui.

Sporting com Rumo

Primeiro as ideias, depois as pessoas

No próximo dia 16 inicia-se um ciclo de conferências promovido pela Sporting com Rumo, uma iniciativa da responsabilidade de Agostinho Abade (ex dirigente) e Ricardo Oliveira, subordinada aos seguintes temas:

 

Governance 1 (16 de Junho, 19h00) 

Moderador: Luís Marques; Comentadores: Ângelo Correia, Carlos Feijó, Diogo Lacerda Machado, Jorge Coelho, Pedro Mourisca e Ricardo da Silva Oliveira



Governance 2 (17 de Junho, 19h00)  

Moderador: José Manuel Barroso; Comentadores: António Pires de Lima, João Duque, José Braz da Silva, Luís Filipe Meneses, Miguel Relvas e Samuel Almeida


Revisão Estatutária (23 de Junho, 19h00) 

Moderador: António Sousa Duarte; Comentadores: Alexandre Mestre, José Eugénio Dias Ferreira, Rogério Alves, Rui Alexandre Jesus, Rui Januário e Sérgio Abrantes Mendes

 

Sustentabilidade Financeira (24 de Junho, 19h00)  

Moderador: Henrique Monteiro; Comentadores: Agostinho Abade, Carlos Vieira, Eduardo Baptista Correia, Miguel Frasquilho, Ricardo da Silva Oliveira e Sérgio Cintra


Futebol e Modalidades (30 de Junho, 19h00) 

Moderador: Rui Miguel Mendonça; Comentadores: Francisco Marcos, Luís Natário, Marco Caneira, Ricardo Pereira, Rui Oliveira e Bessone Basto


Estratégia Institucional e Segurança (7 de Julho, 19h00) 

Moderador: Carlos Andrade; Comentadores: António Martins da Cruz, Carlos Anjos, Miguel Poiares Maduro, Miguel Salema Garção, Rui Calafate e Tomás Froes


Marca e Comunicação (8 de Julho, 19h00) 

Moderador: Vítor Cândido; Comentadores: Carlos Miguel, Francisco Louro, Francisco Teixeira, Miguel Almeida Fernandes, Nuno Saraiva e Pedro Paulino

 

Ao contrário do que inicialmente se previra não haverá presença de plateia física, apenas os membros de cada mesa estarão reunidos presencialmente no Tagus Park. Haverá, contudo, oportunidade para participar a partir de uma sala virtual que obriga a registo prévio.

Para além da discussão acontecida no painel de cada dia e que será transmitida através da página Facebook e canal Youtube, haverá um ecrã gigante para onde passará a emissão sempre que um dos convidados/inscritos quiser esclarecer dúvidas. Quem estiver a assistir às transmissões no YouTube e/ou no Facebook poderá submeter perguntas que serão alvo de triagem e encaminhamento para o respectivo destinatário do painel.

É uma iniciativa aberta a todos os Sportinguistas e que se compromete a redigir um documento final que materialize a troca de ideias acontecida. 

Edição *composição dos painéis retirada daqui.

Mudar estatutos: um sócio/um voto

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Reconheço que numa hipotética como tão necessária alteração estatutária, este, sendo um tema que deve obrigatoriamente estar em cima da mesa, é certamente dos mais quentes e aquele que eventualmente mais discussões apaixonadas proporcionará.

Há vários escalões de sócios no clube que, consoante a antiguidade, vão adquirindo votos que lhes permitem ser mais influentes em votações em AG's, entre elas as eleitorais, conferindo aos sócios com maior tempo de fidelização uma enorme e desproporcional preponderância sobre os mais recentes.

Sou desde há muito defensor de que a cada sócio deve corresponder apenas e só um voto, desde logo porque é assim no país para todas as eleições importantes e até nas organizações empresariais por quotas, onde cada accionista tem os votos proporcionais à sua quota-parte da sociedade, independentemente se a possui há muito ou pouco tempo.

Reconheço que a este sistema há que, sob pena de haver subversão dele próprio, impor algumas regras que evitem a apropriação do clube por grupos de pessoas com interesses menos sérios. Mesmo havendo apenas uma ínfima hipótese de num acto eleitoral um grupo estranho tomar de assalto o clube (seriam necessários muitos milhares, diria largos milhares, para que fosse isso possível), haverá que acautelar por exemplo um período de tempo razoável, que eu diria de cinco anos, para se obter o direito a eleger os corpos sociais. Em AG's ordinárias ou extraordinárias que não as eleitorais ou que impliquem a perda de mandato dos corpos sociais em parte ou no seu todo, ou ainda as que impliquem a relação com a SAD, os sócios terão todos os direitos que agora detêm, com a permissa sempre de um sócio/um voto. 

Bem sei que há uma distinção entre os sócios A e B, desde logo pelo valor da quota paga (12€/6€) e que os primeiros poderão ter alguma relutância em prescindir da "vantagem" que detêm por via do valor a dobrar que pagam pela sua quota. Será uma posição legítima, mas convenhamos que já hoje por via disso há algumas legítimas diferenças de tratamento, sejam elas o importante direito a serem eleitos, ou o acesso à bancada A, entre outros. Tenho para mim que será talvez o maior obstáculo à implementação do sistema "um sócio/um voto" ("então eu pago o dobro daquele e ele tem um voto igual ao meu?"), maior do que o da antiguidade como associado. 

Há ainda os jovens, a quem deve ser dada oportunidade de exercer mais cedo na vida o direito a eleger os corpos sociais. Eu diria que aos 16 se estará preparado para eleger quem deve dirigir o clube. Afinal também se pode, num infortúnio, estar preparado para sofrer uma pena de prisão maior... E estes jovens teriam o seu voto aos 16 anos, se fossem associados, ainda que noutra qualquer categoria, ininterruptamente, há pelo menos cinco anos.

Clamarão alguns dos que irão perder os seus votos que o clube poderá ser tomado de assalto por "pára-quedistas" e que a antiguidade deve ser recompensada. Quanto à questão do "assalto", creio ter encontrado uma solução razoável (haverá outras e este post serve para isso, para os comentadores as indicarem). Quanto à recompensa pela antiguidade e fidelização ao clube, sem querer ferir ninguém, é-se sócio do Sporting por sentimento, por gosto, por coração, por amor, por partilha, até por egoísmo em casos extremos de clubismo/clubite, ou seja para dar. No entanto o clube já proporciona algumas vantagens aos seus associados, seja através de protocolos com terceiros, seja na aquisição de bilhetes ou outros. Esta antiguidade e fidelidade ao clube, não havendo qualquer necessidade de ser retribuída, pode no entanto ser recompensada. Há imensas formas de o fazer que ficarão à imaginação de cada um, mas por exemplo que tal sortear uns lugares nas deslocações ao estrangeiro para os associados com mais de "xis" anos de permanência? (às vezes até vai gente que nem do clube é...), reservar um número de bilhetes nos jogos internos exclusivamente para esses associados, com desconto até, criar uma tabela de preços de bilhete de época que premeie a antiguidade... O que quiserem e seja exequível.

Em resumo, o tema é polémico, mas se nos afirmamos como um clube democrático, que tal passar da palavra ao acto e instaurar um verdadeiro regime democrático no clube? 

Termino com o exemplo da aberração do último acto eleitoral: João Benedito teve maior número de eleitores. Frederico Varandas teve maior número de votos. Ganhou aquele que teve menos associados com a sua candidatura. É justo, faz sentido? Não me parece...

Ó da casa!? Está aí alguém?

Completam-se, nas próximas horas, quatro dias desde que o Sporting Clube de Portugal foi eliminado da Taça UEFA. Atendendo às circunstâncias desta eliminação, acreditei que - desta vez - haveria uma qualquer iniciativa directiva que visasse mitigar o compreensível desânimo dos adeptos. Não ignoro o que as últimas entrevistas concedidas por presidente do conselho directivo e vice-presidente para a área financeira, trouxeram. Estupefação, embaraço e, por cúmulo, (mais e maior) contestação. Olho para as notícias de hipotéticas contratações de directores técnicos e de outros técnicos, com reserva. Muita reserva. Leio análises ao último RC e degluto em seco.

Pergunto-me e pergunto-vos: de quem esperar uma reacção perante a adversidade? Compreendo a dificuldade - identificada há muito - de comunicar com a massa adepta. Compreendo que, por esta altura, há muito pouco, se algo, de positivo para que se apontar. Em todo o caso, faz sentido uma instituição como o Sporting Clube de Portugal, cuja massa adepta é a da ordem de grandeza que se conhece, ficar entregue ao vazio, como tem acontecido até aqui?

Que sinais concretos existem, que nos permitam olhar para os actuais corpos sociais com confiança e alguma esperança?

A minha relação com o Sporting Clube de Portugal? É a que se vê nas imagens: compras efectuadas na loja verde online a 26/02, pagas a 29/02, quotas pagas até 12/2021 (operação concluída às 8:50 de dia 29/02).
 
Não estarei presente na manifestação que acontecerá em breve. Conto deslocar-me a Alvalade pelo menos uma vez mais, apesar de tudo o que não se vê em campo.  

Mas, e para que não restem dúvidas, a minha relação com os actuais corpos directivos? Esgotou-se.

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No dia do desaire na Turquia, deixei parte de uma letra de um tema dos Kasabian, Goodbye kiss, na caixa de comentários do texto A pique. Pelo tom, não pesaroso e por parte substantiva da letra. Pelas irreflectidas atitudes, mesmo quando há tempo para regular emoções de valência negativa e reancorar ao 'bem maior', pondo tudo em perspectiva. É por tudo o que não se vê, de forma generalizada que, desta vez, sou eu quem envia beijinhos. De despedida. Não, jamais, ao Clube, mas aos seus órgãos sociais.  

Doomed from the start
We met with a goodbye kiss, I broke my wrist
It all kicked off, I had no choice
You said that you didn't mind 'cause love's hard to find
Maybe the days we had are gone, living in silence for too long
Open your eyes and what do you see?
No more laughs, no more photographs
Turning slowly, looking back, see
No words, can save this, you're broken and I'm pissed
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and Roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again
Running wild
Giving it everyone, now that's all done
Cause we burnt out, that's what you do
When you have everything, it can't be true
Maybe the days we had are gone, living in silence for too long
Open you're eyes and what do you see?
The last stand, let go of my hand
Turning slowly, looking back, see
No words, can save this, you're broken and I'm pissed
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and Roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again
You go your way and I'll go my way
No words can save us, this lifestyle made us
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again

 

Sócios descalços e humilhados no seu estádio. Isto é unir o Sporting?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Como nota prévia: não sou, nem nunca fui, membro de qualquer claque do Sporting, nem sequer tenho qualquer relação com as mesmas e com quem as dirige. Nunca comprei um bilhete aos GOA e nunca entrei na sede de qualquer um deles.

Tenho Gamebox há 15 anos, 13 dos quais na chamada “curva sul”. Naquela bancada, onde inicialmente apenas estava a Juventude Leonina, conheci várias pessoas que, tal como eu, são sócias do clube e estão completamente fora do mundo ultra. Fiz ali amizades que já ultrapassaram a esfera futebolística. Vivi, com todas elas, momentos de alegria e de profunda tristeza – muitos mais do que merecíamos. Aquela bancada, pelo menos no meu sector, sempre teve um ambiente saudável, de respeito de uns pelos outros e, principalmente, de grande Sportinguismo.
Fui para a Curva Sul ainda no meu tempo de estudante. Escolhi-a, tal como quase todos ali, por ser a mais barata na altura. Mesmo depois de começar a trabalhar e, com isso, ter melhorado as minhas condições económicas, nunca me passou pela cabeça deixá-la. Ali sentia-me em casa.

No entanto, nesta época tudo mudou. Anteriormente, fazia a entrada pela porta 4, junto à Avenida Padre Cruz. Uma porta com poucos problemas de acesso e que funcionava relativamente bem. Com a criação da porta 5, junto à antiga porta 3, a entrada no Estádio tornou-se um suplicio. As longas filas e o desrespeitoso tratamento “obrigaram-me”, nas primeiras jornadas, a mudar de lugar e escolher uma bancada diferente, onde o respeito pelo sócio imperasse. Deixei de estar junto dos meus companheiros de mais de uma década, mas não aguentava mais o “tratamento de gado” a que estava sujeito.

Quando pensei que era impossível o clube tratar o sócio pior do que eu vivera no início de época, espanto-me, mais uma vez, com a capacidade de Frederico Varandas fazer borrada.

Percebo que o comportamento das claques seja preocupante e que nos tenha custado bastante dinheiro em multas, mas não aceito, de maneira nenhuma, que sócios do Sporting Clube de Portugal, principalmente os que nem pertencem aos GOA, sejam humilhados com uma revista, na sua própria casa, que é tão exagerada como estúpida.

Sinto vergonha de uma direção que trata idosos, crianças e mulheres como delinquentes. Sinto vergonha de uma direção que distingue sócios pelo lugar no Estádio. Sinto vergonha dos Sportinguistas que acham esta humilhação normal e aprovam este tipo de desrespeito. 

Voz(es)

Enquanto saio do posto de abastecimento olho o José Alvalade, atentamente, uma última vez. Conduzo agora ao seu encontro, à saída da Rotunda mergulho em direcção a casa.

É assim que gosto de deixá-lo. De luzes acesas. Talvez por conhecê-lo apenas e só, assim. Talvez por escolher guardá-lo assim. Fonte inesgotável de vida que se renova a cada visita. Que existe, apenas e só, para nos acolher. Imponente, intransponível, cheio de luz.

O palco dos sonhos, o confessionário de todas as amarguras, o purgatório de todos os dissabores. Aquele que, não nos conhecendo de lugar algum, acolhe todas as nossas idiossincrasias, por igual.

Conhece-nos… a voz. Mistura-a com mestria, devolve-nos a acção combinada de todas. Diz-nos quão alinhados estamos. Diz-nos, uma e outra vez, quão audíveis somos, quando somos um só.

A alegria que se exponencia, a desilusão que se dilui. A comunhão plena do que nos é comum. É a certeza da força comum.

É aqui que ao somarmo-nos, somos apenas e só, um. O um que se opõe verdadeiramente a quem e ao que defrontamos, muito para além dos atletas em campo. Muito para além do um que somos.

O um que é, afinal de contas, ilusório. Não existe, não pode existir. Somos Sporting. E o Sporting não é, nem foi nunca, um só. Dizem-mo. Di-lo, até e recentemente, quem se propôs fazê-lo. Torná-lo um só.

Desconcertante somatório de partes, aparentemente, inconciliáveis.

Desconcertantes palavras, as da voz de comando. Desconcertantes momentos, aqueles em que nos vimos… sem voz de comando.

Comanda-me, contudo, uma convicção pronfunda e inabalável. A voz de comando a que respondo, é aquela que habita em mim e que procuro pôr ao serviço do todo. O todo, que é somatório de todas as - aparentemente inconciliáveis - partes.

A minha voz, não é a de quem viu acabar-se-lhe a mama. A minha voz, não se calou quando obviou a existência do que parecia ser um conjunto de hienas apontadas às jugulares. Às jugulares, da voz de comando. A minha voz, não se calou, quando pedia uma aberta à vida, quando achou que havia uma improvável sucessão de azares, a dificultar a afimação da voz de comando. A minha voz, não se calou quando sugeriu que fosse dado devido enquadramento à voz de comando. Enquadramento amigo, familiar, que permitisse que a verdadeira voz de comando pudesse fazer-se ouvir. E afirmar-se, como voz de comando.

A minha voz calou-se há dias, no meio de muitas vozes. Escolhi calar a minha voz, no meio de muitas vozes, por desejar preservá-la como aquilo que é, a minha voz, coincidente com as de uns, diferente da de outros. Não me conhecem o timbre, seria muito fácil ser tomada por voz ao serviço de outra(s), que não a minha voz.

Fiquei sem voz, quando vi que a voz de comando, deu voz, àquele a quem tentei dar voz, a 8 de Setembro de 2018.

Ouvi-lhe a voz, compreendi-lhe o timbre.

Ouvi a voz daquele a quem, agora, gostaria de dar voz. Compreendo-lhe o timbre.

Oiço a voz, da voz de todos os sócios. Suspiro de alívio por constatar que não deu voz a quem queria tê-la, sem ter discernimento.

Peço, à voz de todos os sócios, que tenha discernimento e que estude, com a voz de comando, forma de nos ouvir a voz. A de todos. A de todos que faz o todo. O somatório de todas as vozes. Não só as que são abafadas pelos décibeis, ou pelas contra- vaias, mas as que, como eu, olham para o todo.

A minha voz, não se fez ouvir em Alvalade, no dia 9 de Fevereiro de 2020. A minha voz, acha, contudo, que é tempo de se assumir que a voz de comando não consegue, nem conseguirá, pôr-nos a uma só voz. Aquela que, soma da de cada um de nós, exponencia a alegria e dilui a tristeza.

Tem sido… uma tristeza.

Gostava que a imponência e intransponibilidade, fossem apenas as do betão que dá forma ao palco de todos os sonhos, confessionário de todas as amarguras, purgatório de todos os dissabores. Interessa, sim, a luz que lá dentro existe. A vida que lá existe e que quer renovar-se a cada quinze dias. Não agastar-se e desgastar-se a cada nova visita.

Às vozes que querem ser de comando, saibam que compreendo-vos o timbre. Mas que não serei voz de quem quer ser chamado a sê-lo, em vez de convictamente apresentar-se voz, no meio de todo o sofrível ruído. De ser convictamente voz, em detrimento de ser publicamente reconhecido enquanto possível voz de comando. A convicção, terá de ser vossa e à margem de todas as vozes. A vontade de ser interruptor, que nos devolve a luz, terá de ser afirmativamente vossa.

Enquanto saio do posto de abastecimento olho o José Alvalade, atentamente, uma última vez. Conduzo agora ao seu encontro. À saída da Rotunda do Leão, mergulho em direcção a casa.

É assim que gosto de lembrá-lo. É assim que gosto de vê-lo. De luzes acesas e a uma só voz.

A pena que eu tenho!

Tenho andado afastado da escrita sobre o Sporting.

Todavia lamento que o clube do qual sou sócio e de que me habituei a gostar e a conviver durante mais de 60 anos, viva momentos tão pobres, tão tristes e em tamanha guerrilha que não honra, em nada, a sua longa história nem me faz sentir orgulhoso de pertencer a este clube.

Pode parecer exagerado, mas é o que sinto neste momento.

A culpa de se ter chegado a este ponto é minha, é tua, é de todos nós, sócios e adeptos.

Mas o que aqui me trouxe hoje especialmente prende-se com um acontecimento que se deu há duas semanas na minha vida. Fui avô de uma menina.

Quando o meu filho mais velho nasceu, fui a correr a Alvalade inscrevê-lo como sócio do Sporting. Hoje ainda não o fiz com o mais recente elemento da família.

E não tem a ver com o ser do sexo feminino, que actualmente nestas coisas de adeptos as raparigas são tão ferverosas quantos os rapazes.

A questão é bem diferente e associa-se à ideia de como posso incitá-la a gostar de um clube que vive (quase) exclusivamente de um passado longínquo.

Poder-se-á falar do ecletismo do Sporting, da formação ou mesmo dos diversos campeonatos europeus em diferentes modalidades, mas sendo o futebol a roda maior deste complexo relógio continuo sem saber como a convencerei a tornar-se, não só sócia como, principalmente, adepta!

Comunicado de um sócio

Estou na bancada, não sei o que se passa portas adentro. E ainda bem que assim é, cabe-me aplaudir ou patear os espectáculos que me são servidos -  pelos quais pago uma pipa de massa, mais do que uma assinatura em S. Carlos - e para nada me interessam os estados de alma dos protagonistas, geralmente evocados como desculpa pelas bodegas que se têm visto.

Esta minha posição obriga-me assim a não me deixar levar por inclinações, preconceitos, fezadas e conjecturas, ou seja "opiniões" (a palavra mais parva e mais em voga do dicionário) sobre factos acerca dos quais careço da boa informação necessária a um juízo racional e ponderado.

Isto impede-me de "achar" quem tem razão nesta infame troca de acusações entre Bas Dost e a direcção do Sporting. Mas é precisamente esta atitude por que tento pautar (nem sempre com sucesso, bem sei...) as minhas apreciações que me permite afirmar que quem está a conduzir pelo lado do Sporting este processo de Bas Dost deve responder aos sócios por manifesto dolo.

Jamais as coisas poderiam ter resvalado para esta nojenta zaragata em praça pública, altamente tóxica para o Sporting (nenhuma saída boa desta trapalhada se perspectiva) além de indignas do bom nome do Sporting e, já agora, de Bast Dost. 

Nada adiantará evocar que o agente do jogador é (eventualmente) um trampolineiro,  oportunista e ganancioso, porque isso todos nós já sabemos que eles são, num negócio como este do futebol com mais sombras e baixezas do que salubridade. Quem sabe que se vai sentar à mesa das negociações com esta gente tem que saber lidar com esta gente, sendo assim responsável pela condução do processo.

Julgava que os sportinguistas se tinham visto livres destas vergonhas. Aparentemente ao desvairo do Calígula que nos ia desgraçando sucederam (e desde já declaro que votei neles) uns inaptos, desorganizados e atarantados, que não se vão mostrando capazes de levar o Sporting a bom porto.

Pelo menos é isto que vejo daqui, mas pode ser que esteja a opinar. Contudo esta não perdoo e exijo responsabilidades.

Ass.

O sócio 3760, lugar 9, fila 23, sector A3

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