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És a nossa Fé!

Mudar estatutos: um sócio/um voto

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Reconheço que numa hipotética como tão necessária alteração estatutária, este, sendo um tema que deve obrigatoriamente estar em cima da mesa, é certamente dos mais quentes e aquele que eventualmente mais discussões apaixonadas proporcionará.

Há vários escalões de sócios no clube que, consoante a antiguidade, vão adquirindo votos que lhes permitem ser mais influentes em votações em AG's, entre elas as eleitorais, conferindo aos sócios com maior tempo de fidelização uma enorme e desproporcional preponderância sobre os mais recentes.

Sou desde há muito defensor de que a cada sócio deve corresponder apenas e só um voto, desde logo porque é assim no país para todas as eleições importantes e até nas organizações empresariais por quotas, onde cada accionista tem os votos proporcionais à sua quota-parte da sociedade, independentemente se a possui há muito ou pouco tempo.

Reconheço que a este sistema há que, sob pena de haver subversão dele próprio, impor algumas regras que evitem a apropriação do clube por grupos de pessoas com interesses menos sérios. Mesmo havendo apenas uma ínfima hipótese de num acto eleitoral um grupo estranho tomar de assalto o clube (seriam necessários muitos milhares, diria largos milhares, para que fosse isso possível), haverá que acautelar por exemplo um período de tempo razoável, que eu diria de cinco anos, para se obter o direito a eleger os corpos sociais. Em AG's ordinárias ou extraordinárias que não as eleitorais ou que impliquem a perda de mandato dos corpos sociais em parte ou no seu todo, ou ainda as que impliquem a relação com a SAD, os sócios terão todos os direitos que agora detêm, com a permissa sempre de um sócio/um voto. 

Bem sei que há uma distinção entre os sócios A e B, desde logo pelo valor da quota paga (12€/6€) e que os primeiros poderão ter alguma relutância em prescindir da "vantagem" que detêm por via do valor a dobrar que pagam pela sua quota. Será uma posição legítima, mas convenhamos que já hoje por via disso há algumas legítimas diferenças de tratamento, sejam elas o importante direito a serem eleitos, ou o acesso à bancada A, entre outros. Tenho para mim que será talvez o maior obstáculo à implementação do sistema "um sócio/um voto" ("então eu pago o dobro daquele e ele tem um voto igual ao meu?"), maior do que o da antiguidade como associado. 

Há ainda os jovens, a quem deve ser dada oportunidade de exercer mais cedo na vida o direito a eleger os corpos sociais. Eu diria que aos 16 se estará preparado para eleger quem deve dirigir o clube. Afinal também se pode, num infortúnio, estar preparado para sofrer uma pena de prisão maior... E estes jovens teriam o seu voto aos 16 anos, se fossem associados, ainda que noutra qualquer categoria, ininterruptamente, há pelo menos cinco anos.

Clamarão alguns dos que irão perder os seus votos que o clube poderá ser tomado de assalto por "pára-quedistas" e que a antiguidade deve ser recompensada. Quanto à questão do "assalto", creio ter encontrado uma solução razoável (haverá outras e este post serve para isso, para os comentadores as indicarem). Quanto à recompensa pela antiguidade e fidelização ao clube, sem querer ferir ninguém, é-se sócio do Sporting por sentimento, por gosto, por coração, por amor, por partilha, até por egoísmo em casos extremos de clubismo/clubite, ou seja para dar. No entanto o clube já proporciona algumas vantagens aos seus associados, seja através de protocolos com terceiros, seja na aquisição de bilhetes ou outros. Esta antiguidade e fidelidade ao clube, não havendo qualquer necessidade de ser retribuída, pode no entanto ser recompensada. Há imensas formas de o fazer que ficarão à imaginação de cada um, mas por exemplo que tal sortear uns lugares nas deslocações ao estrangeiro para os associados com mais de "xis" anos de permanência? (às vezes até vai gente que nem do clube é...), reservar um número de bilhetes nos jogos internos exclusivamente para esses associados, com desconto até, criar uma tabela de preços de bilhete de época que premeie a antiguidade... O que quiserem e seja exequível.

Em resumo, o tema é polémico, mas se nos afirmamos como um clube democrático, que tal passar da palavra ao acto e instaurar um verdadeiro regime democrático no clube? 

Termino com o exemplo da aberração do último acto eleitoral: João Benedito teve maior número de eleitores. Frederico Varandas teve maior número de votos. Ganhou aquele que teve menos associados com a sua candidatura. É justo, faz sentido? Não me parece...

Ó da casa!? Está aí alguém?

Completam-se, nas próximas horas, quatro dias desde que o Sporting Clube de Portugal foi eliminado da Taça UEFA. Atendendo às circunstâncias desta eliminação, acreditei que - desta vez - haveria uma qualquer iniciativa directiva que visasse mitigar o compreensível desânimo dos adeptos. Não ignoro o que as últimas entrevistas concedidas por presidente do conselho directivo e vice-presidente para a área financeira, trouxeram. Estupefação, embaraço e, por cúmulo, (mais e maior) contestação. Olho para as notícias de hipotéticas contratações de directores técnicos e de outros técnicos, com reserva. Muita reserva. Leio análises ao último RC e degluto em seco.

Pergunto-me e pergunto-vos: de quem esperar uma reacção perante a adversidade? Compreendo a dificuldade - identificada há muito - de comunicar com a massa adepta. Compreendo que, por esta altura, há muito pouco, se algo, de positivo para que se apontar. Em todo o caso, faz sentido uma instituição como o Sporting Clube de Portugal, cuja massa adepta é a da ordem de grandeza que se conhece, ficar entregue ao vazio, como tem acontecido até aqui?

Que sinais concretos existem, que nos permitam olhar para os actuais corpos sociais com confiança e alguma esperança?

A minha relação com o Sporting Clube de Portugal? É a que se vê nas imagens: compras efectuadas na loja verde online a 26/02, pagas a 29/02, quotas pagas até 12/2021 (operação concluída às 8:50 de dia 29/02).
 
Não estarei presente na manifestação que acontecerá em breve. Conto deslocar-me a Alvalade pelo menos uma vez mais, apesar de tudo o que não se vê em campo.  

Mas, e para que não restem dúvidas, a minha relação com os actuais corpos directivos? Esgotou-se.

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No dia do desaire na Turquia, deixei parte de uma letra de um tema dos Kasabian, Goodbye kiss, na caixa de comentários do texto A pique. Pelo tom, não pesaroso e por parte substantiva da letra. Pelas irreflectidas atitudes, mesmo quando há tempo para regular emoções de valência negativa e reancorar ao 'bem maior', pondo tudo em perspectiva. É por tudo o que não se vê, de forma generalizada que, desta vez, sou eu quem envia beijinhos. De despedida. Não, jamais, ao Clube, mas aos seus órgãos sociais.  

Doomed from the start
We met with a goodbye kiss, I broke my wrist
It all kicked off, I had no choice
You said that you didn't mind 'cause love's hard to find
Maybe the days we had are gone, living in silence for too long
Open your eyes and what do you see?
No more laughs, no more photographs
Turning slowly, looking back, see
No words, can save this, you're broken and I'm pissed
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and Roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again
Running wild
Giving it everyone, now that's all done
Cause we burnt out, that's what you do
When you have everything, it can't be true
Maybe the days we had are gone, living in silence for too long
Open you're eyes and what do you see?
The last stand, let go of my hand
Turning slowly, looking back, see
No words, can save this, you're broken and I'm pissed
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and Roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again
You go your way and I'll go my way
No words can save us, this lifestyle made us
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again

 

Sócios descalços e humilhados no seu estádio. Isto é unir o Sporting?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Como nota prévia: não sou, nem nunca fui, membro de qualquer claque do Sporting, nem sequer tenho qualquer relação com as mesmas e com quem as dirige. Nunca comprei um bilhete aos GOA e nunca entrei na sede de qualquer um deles.

Tenho Gamebox há 15 anos, 13 dos quais na chamada “curva sul”. Naquela bancada, onde inicialmente apenas estava a Juventude Leonina, conheci várias pessoas que, tal como eu, são sócias do clube e estão completamente fora do mundo ultra. Fiz ali amizades que já ultrapassaram a esfera futebolística. Vivi, com todas elas, momentos de alegria e de profunda tristeza – muitos mais do que merecíamos. Aquela bancada, pelo menos no meu sector, sempre teve um ambiente saudável, de respeito de uns pelos outros e, principalmente, de grande Sportinguismo.
Fui para a Curva Sul ainda no meu tempo de estudante. Escolhi-a, tal como quase todos ali, por ser a mais barata na altura. Mesmo depois de começar a trabalhar e, com isso, ter melhorado as minhas condições económicas, nunca me passou pela cabeça deixá-la. Ali sentia-me em casa.

No entanto, nesta época tudo mudou. Anteriormente, fazia a entrada pela porta 4, junto à Avenida Padre Cruz. Uma porta com poucos problemas de acesso e que funcionava relativamente bem. Com a criação da porta 5, junto à antiga porta 3, a entrada no Estádio tornou-se um suplicio. As longas filas e o desrespeitoso tratamento “obrigaram-me”, nas primeiras jornadas, a mudar de lugar e escolher uma bancada diferente, onde o respeito pelo sócio imperasse. Deixei de estar junto dos meus companheiros de mais de uma década, mas não aguentava mais o “tratamento de gado” a que estava sujeito.

Quando pensei que era impossível o clube tratar o sócio pior do que eu vivera no início de época, espanto-me, mais uma vez, com a capacidade de Frederico Varandas fazer borrada.

Percebo que o comportamento das claques seja preocupante e que nos tenha custado bastante dinheiro em multas, mas não aceito, de maneira nenhuma, que sócios do Sporting Clube de Portugal, principalmente os que nem pertencem aos GOA, sejam humilhados com uma revista, na sua própria casa, que é tão exagerada como estúpida.

Sinto vergonha de uma direção que trata idosos, crianças e mulheres como delinquentes. Sinto vergonha de uma direção que distingue sócios pelo lugar no Estádio. Sinto vergonha dos Sportinguistas que acham esta humilhação normal e aprovam este tipo de desrespeito. 

Voz(es)

Enquanto saio do posto de abastecimento olho o José Alvalade, atentamente, uma última vez. Conduzo agora ao seu encontro, à saída da Rotunda mergulho em direcção a casa.

É assim que gosto de deixá-lo. De luzes acesas. Talvez por conhecê-lo apenas e só, assim. Talvez por escolher guardá-lo assim. Fonte inesgotável de vida que se renova a cada visita. Que existe, apenas e só, para nos acolher. Imponente, intransponível, cheio de luz.

O palco dos sonhos, o confessionário de todas as amarguras, o purgatório de todos os dissabores. Aquele que, não nos conhecendo de lugar algum, acolhe todas as nossas idiossincrasias, por igual.

Conhece-nos… a voz. Mistura-a com mestria, devolve-nos a acção combinada de todas. Diz-nos quão alinhados estamos. Diz-nos, uma e outra vez, quão audíveis somos, quando somos um só.

A alegria que se exponencia, a desilusão que se dilui. A comunhão plena do que nos é comum. É a certeza da força comum.

É aqui que ao somarmo-nos, somos apenas e só, um. O um que se opõe verdadeiramente a quem e ao que defrontamos, muito para além dos atletas em campo. Muito para além do um que somos.

O um que é, afinal de contas, ilusório. Não existe, não pode existir. Somos Sporting. E o Sporting não é, nem foi nunca, um só. Dizem-mo. Di-lo, até e recentemente, quem se propôs fazê-lo. Torná-lo um só.

Desconcertante somatório de partes, aparentemente, inconciliáveis.

Desconcertantes palavras, as da voz de comando. Desconcertantes momentos, aqueles em que nos vimos… sem voz de comando.

Comanda-me, contudo, uma convicção pronfunda e inabalável. A voz de comando a que respondo, é aquela que habita em mim e que procuro pôr ao serviço do todo. O todo, que é somatório de todas as - aparentemente inconciliáveis - partes.

A minha voz, não é a de quem viu acabar-se-lhe a mama. A minha voz, não se calou quando obviou a existência do que parecia ser um conjunto de hienas apontadas às jugulares. Às jugulares, da voz de comando. A minha voz, não se calou, quando pedia uma aberta à vida, quando achou que havia uma improvável sucessão de azares, a dificultar a afimação da voz de comando. A minha voz, não se calou quando sugeriu que fosse dado devido enquadramento à voz de comando. Enquadramento amigo, familiar, que permitisse que a verdadeira voz de comando pudesse fazer-se ouvir. E afirmar-se, como voz de comando.

A minha voz calou-se há dias, no meio de muitas vozes. Escolhi calar a minha voz, no meio de muitas vozes, por desejar preservá-la como aquilo que é, a minha voz, coincidente com as de uns, diferente da de outros. Não me conhecem o timbre, seria muito fácil ser tomada por voz ao serviço de outra(s), que não a minha voz.

Fiquei sem voz, quando vi que a voz de comando, deu voz, àquele a quem tentei dar voz, a 8 de Setembro de 2018.

Ouvi-lhe a voz, compreendi-lhe o timbre.

Ouvi a voz daquele a quem, agora, gostaria de dar voz. Compreendo-lhe o timbre.

Oiço a voz, da voz de todos os sócios. Suspiro de alívio por constatar que não deu voz a quem queria tê-la, sem ter discernimento.

Peço, à voz de todos os sócios, que tenha discernimento e que estude, com a voz de comando, forma de nos ouvir a voz. A de todos. A de todos que faz o todo. O somatório de todas as vozes. Não só as que são abafadas pelos décibeis, ou pelas contra- vaias, mas as que, como eu, olham para o todo.

A minha voz, não se fez ouvir em Alvalade, no dia 9 de Fevereiro de 2020. A minha voz, acha, contudo, que é tempo de se assumir que a voz de comando não consegue, nem conseguirá, pôr-nos a uma só voz. Aquela que, soma da de cada um de nós, exponencia a alegria e dilui a tristeza.

Tem sido… uma tristeza.

Gostava que a imponência e intransponibilidade, fossem apenas as do betão que dá forma ao palco de todos os sonhos, confessionário de todas as amarguras, purgatório de todos os dissabores. Interessa, sim, a luz que lá dentro existe. A vida que lá existe e que quer renovar-se a cada quinze dias. Não agastar-se e desgastar-se a cada nova visita.

Às vozes que querem ser de comando, saibam que compreendo-vos o timbre. Mas que não serei voz de quem quer ser chamado a sê-lo, em vez de convictamente apresentar-se voz, no meio de todo o sofrível ruído. De ser convictamente voz, em detrimento de ser publicamente reconhecido enquanto possível voz de comando. A convicção, terá de ser vossa e à margem de todas as vozes. A vontade de ser interruptor, que nos devolve a luz, terá de ser afirmativamente vossa.

Enquanto saio do posto de abastecimento olho o José Alvalade, atentamente, uma última vez. Conduzo agora ao seu encontro. À saída da Rotunda do Leão, mergulho em direcção a casa.

É assim que gosto de lembrá-lo. É assim que gosto de vê-lo. De luzes acesas e a uma só voz.

A pena que eu tenho!

Tenho andado afastado da escrita sobre o Sporting.

Todavia lamento que o clube do qual sou sócio e de que me habituei a gostar e a conviver durante mais de 60 anos, viva momentos tão pobres, tão tristes e em tamanha guerrilha que não honra, em nada, a sua longa história nem me faz sentir orgulhoso de pertencer a este clube.

Pode parecer exagerado, mas é o que sinto neste momento.

A culpa de se ter chegado a este ponto é minha, é tua, é de todos nós, sócios e adeptos.

Mas o que aqui me trouxe hoje especialmente prende-se com um acontecimento que se deu há duas semanas na minha vida. Fui avô de uma menina.

Quando o meu filho mais velho nasceu, fui a correr a Alvalade inscrevê-lo como sócio do Sporting. Hoje ainda não o fiz com o mais recente elemento da família.

E não tem a ver com o ser do sexo feminino, que actualmente nestas coisas de adeptos as raparigas são tão ferverosas quantos os rapazes.

A questão é bem diferente e associa-se à ideia de como posso incitá-la a gostar de um clube que vive (quase) exclusivamente de um passado longínquo.

Poder-se-á falar do ecletismo do Sporting, da formação ou mesmo dos diversos campeonatos europeus em diferentes modalidades, mas sendo o futebol a roda maior deste complexo relógio continuo sem saber como a convencerei a tornar-se, não só sócia como, principalmente, adepta!

Comunicado de um sócio

Estou na bancada, não sei o que se passa portas adentro. E ainda bem que assim é, cabe-me aplaudir ou patear os espectáculos que me são servidos -  pelos quais pago uma pipa de massa, mais do que uma assinatura em S. Carlos - e para nada me interessam os estados de alma dos protagonistas, geralmente evocados como desculpa pelas bodegas que se têm visto.

Esta minha posição obriga-me assim a não me deixar levar por inclinações, preconceitos, fezadas e conjecturas, ou seja "opiniões" (a palavra mais parva e mais em voga do dicionário) sobre factos acerca dos quais careço da boa informação necessária a um juízo racional e ponderado.

Isto impede-me de "achar" quem tem razão nesta infame troca de acusações entre Bas Dost e a direcção do Sporting. Mas é precisamente esta atitude por que tento pautar (nem sempre com sucesso, bem sei...) as minhas apreciações que me permite afirmar que quem está a conduzir pelo lado do Sporting este processo de Bas Dost deve responder aos sócios por manifesto dolo.

Jamais as coisas poderiam ter resvalado para esta nojenta zaragata em praça pública, altamente tóxica para o Sporting (nenhuma saída boa desta trapalhada se perspectiva) além de indignas do bom nome do Sporting e, já agora, de Bast Dost. 

Nada adiantará evocar que o agente do jogador é (eventualmente) um trampolineiro,  oportunista e ganancioso, porque isso todos nós já sabemos que eles são, num negócio como este do futebol com mais sombras e baixezas do que salubridade. Quem sabe que se vai sentar à mesa das negociações com esta gente tem que saber lidar com esta gente, sendo assim responsável pela condução do processo.

Julgava que os sportinguistas se tinham visto livres destas vergonhas. Aparentemente ao desvairo do Calígula que nos ia desgraçando sucederam (e desde já declaro que votei neles) uns inaptos, desorganizados e atarantados, que não se vão mostrando capazes de levar o Sporting a bom porto.

Pelo menos é isto que vejo daqui, mas pode ser que esteja a opinar. Contudo esta não perdoo e exijo responsabilidades.

Ass.

O sócio 3760, lugar 9, fila 23, sector A3

O dia depois de ontem

Mais de cinco mil sócios do Sporting Clube de Portugal deslocaram-se ontem ao Pavilhão João Rocha para usar o seu direito de voto. É uma amostra grande para uma Assembleia Geral e os resultados parecem enquadrados com a experiência que vamos vivendo em conversas com outros sportinguistas.

Os resultados foram muito semelhantes aos da Assembleia Geral de destituição. Permite isto extrapolar que, no espaço de um ano, os sócios do Sporting não mudaram a sua opinião sobre a gestão e os erros cometidos por Bruno de Carvalho. Diga-se que o ex-presidente também pouco fez para que fosse de outra maneira. Uma palavra de arrependimento sobre um ou outro tema teria sido suficiente.

Começa hoje o processo de cura da ferida que se reabriu um pouco ontem. Após os resultados, foram muitos que ameaçaram guerra ao clube e prometeram deixar de ser sócios. Cabe aos demais começar o "repovoamento" e angariar, no seio familiar ou entre amigos, novos sócios para o clube.

Ao contrário do que se gritou, o Sporting não acabou ontem. Começou uma nova etapa onde precisará cada vez mais do seu combustível, sócios e adeptos. Isto é: precisa de todo nós.

«Sportingado»

1. O Sporting é dos sócios e são os sócios que determinam, de acordo com os estatutos, as decisões do clube.

2. Exceptuando o fundador, as figuras principais do clube devem ser sempre os atletas, nas mais variadas modalidades, pois são eles que trazem a glória ao Sporting.

3. Dos momentos altos da história do nosso clube recordamos, felizmente, os nomes dos atletas (no futebol, no hóquei em patins, no atletismo, etc. e, recentemente, no futsal) que corporizaram essas conquistas.

4. Do momento mais negro da nossa história, infelizmente, recordamos o nome do presidente.

5. Não concordando pessoalmente com qualquer tipo de expulsões, e repeitando o que disse no ponto 1., entendo que a maior pena que os sócios e adeptos poderão dar a figuras como Bruno de Carvalho é indiferença, o desprezo, pois sabemos no Sporting não há lugar para pessoas como ele: «Sportingado».

6. «Sportingado», uma palavra que Bruno de Carvalho inventou para si, pois disse que: "Um 'sportingado' é um misto de sportinguista com aziado.”!

7. No Sporting só há lugar para todos aqueles que amam o clube!!!

 

Viva o Sporting!!!

Órfãos, viúvas e agora pândegos...

Alguns ressabiados com o bom momento que o Sporting atravessa colocaram ontem a circular nas redes sociais mais delírios conspirativos, desta vez a teoria que a direcção do Sporting evitou a saída pelo aeroporto da Portela, preferindo o Figo Maduro para fugir aos sócios. Estas patéticas almas nem se dão conta do ridículo a que se expõem, uma vez que a comitiva foi à praça do município para ser recebida oficialmente na C.M.L. e depois o pavilhão João Rocha foi aberto aos sócios que quiseram receber os jogadores, o que deita por terra qualquer tese destes saudosos do defunto aspirante a Napoleão do Sporting Clube de Portugal, que em boa hora os sócios resolveram destituir. 

Oa acólitos da seita da igreja universal do reino do Bruno tiveram muito espaço e tempo para mostrar cartazes, mas cada vez menos sportinguistas lhes passam cartão, porque a agenda está gasta e não será pelo cansaço que nos vencem. Por duas vezes a esmagadora maioria dos sócios se pronunciou e muito provavelmente não haverá duas sem três. No passado sábado o estádio voltou a encher, ontem assistimos a um banho de multidão na recepção à equipa de futsal, estamos no bom caminho.

Metam uma coisa na cabeça, se querem continuar ou não a ser sócios e apoiar o clube, ou preferem continuar a carpir mágoas pelos cantos, é convosco, mas fiquem com a certeza que os sócios não querem regressar a um triste passado que nos envergonhou e enxovalhou, por isso podem ter a certeza, o nosso presidente chama-se Frederico Varandas e no dia em que deixar de o ser, alguém lhe sucederá no cargo, mas não será o vosso líder espiritual, porque tal profeta só traz desgraça, o clube pertence aos sócios e a esmagadora maioria quer ver tal figurão bem longe...

Paz à sua alma!

A familia sportinguista fica mais pobre.

Faleceu hoje, aos 98 anos, João Salvador Marques, ex-atleta e dirigente do nosso clube e sócio numero 1 do Sporting Clube de Portugal.

Acho que posso falar por todos os meus colegas de blog neste post e deixar uma sentida mensagem de condolências à familia e amigos deste nosso grande associado. Que descanse em paz!

Hoje giro eu - O som do silêncio

Para mim, que desde tenra idade me habituei a identificar o Sporting com os futebolistas e atletas que semanalmente via representar o clube nos estádios, pavilhões e pistas deste país, este momento de crispação da massa associativa é particularmente doloroso. Primeiramente, porque é mais do que óbvio que o foco dos adeptos está deslocado do essencial, o apoio às equipas que ostentam o nosso símbolo no peito; em segundo lugar, porque o ruído insuportável e a radicalização de discurso das facções, com constante adjectivação, não auguram nada de positivo para o futuro; em terceiro, porque não há criação que perdure no tempo quando a motivação de base assenta no ódio e não no amor. 

Quando temos dúvidas sobre um caminho é sempre bom voltar aos "básicos". Os tempos de criança e as razões pelas quais fizemos uma escolha. Somos do Sporting pelo mimetismo da verde-e-branca, o sortilégio do leão rampante, os valorosos atletas que ao longo de gerações defenderam as nossas cores e protagonizaram gestas de glória. A grande maioria dos adeptos leoninos são moderados, não se revêem em posições extremadas (dos dois lados da barricada) de gente que pensa que, falando mais alto, melhor se faz ouvir. Como tal, e apelando à reflexão serena, inspirado pela versão que o Ministro da Cultura e das Artes australiano - um exemplo de como a criatividade pode ser usada para fazer passar uma mensagem - fez há dias sobre o imortal "The sound of silence", de Paul Simon e Art Garfunkel, aqui deixo o meu "O som do silêncio", que deve ser acompanhado pela música original. Com os votos de um Santo Natal para toda a familia leonina, com muita saúde e paz. Viva o Sporting Clube de Portugal!!!

 

"O som do silêncio"

 

"Olá, Sporting, velho amigo,

vim falar-te uma vez mais.

De momentos de eterna glória

e de percalços da nossa história.

A visão de que todos não serão demais,

quando cais e só se importam contigo.

 

Com as eleições, um novo rumo,

nasce esperança e fé em prumo,

mas viver num cerco permanente

é sinal de um clube decadente

 

E os meus olhos ainda choram

o facho daquela tocha ardente.

E toda a gente

rasgou o som do silêncio

 

A partir daí eu vi

cento e setenta mil ou mais.

Sócios falam sem dialogar.

Sócios ouvem sem nada escutar.

 

Há quem erga a voz

só p`ra emitir ruído,

um alarido.

Não dão voz ao silêncio.

 

Tolos nós que já esquecemos

que aquele ruído vai crescendo.

Logo nós que até já o vivemos,

não é o Sporting que nós merecemos.

Escutem, não gritem, dêem as mãos, em união.

 

Assim deve ser o Sporting!

 

Curvando-se e louvando,

o novo leão que rugia.

E os sinais mostravam o caminho,

todos os sócios davam o seu carinho.

 

E os sinais ecoavam

as palavras do Visconde escritas em letras de ouro,

desígnio vindouro,

não mais sussurradas em silêncio."

 

Hoje giro eu - Nós não rescindimos

Quando em 1984, Paulo Futre saiu por falta de condições psicológicas, nós não rescindimos.

Quando João Rocha, cansado e só, abandonou a presidência, nós não rescindimos.

Quando os árbitros não permitiram que ganhassemos campeonatos, nós não rescindimos.

Quando o orçamento de construção do novo estádio deslizou, nós não rescindimos.

Quando colocaram um fosso entre adeptos e jogadores, nós não rescindimos.

Quando venderam o nosso património, nós não rescindimos.

Quando andámos pelo 12º lugar no campeonato, nós não rescindimos.

Quando um bando de terroristas invadiu e feriu o coração do nosso clube, nós não rescindimos.

Quando a AG destitutiva foi posta em causa, nós não rescindimos.

Quando alguém se lembrou de criar uma Comissão Transitória, nós não rescindimos.

Quando CD e MAG desataram a "brincar às casinhas", nós não rescindimos.

Quando os nossos melhores jogadores sairam alegando justa causa, nós não rescindimos.

 

Eu não rescindi, nós não rescindimos. Uma vasta maioria de sócios e adeptos do Sporting, permanentemente lesados na correspondência do amor que nutrem pelo clube, nunca rescindiram a sua ligação ao Sporting. Muitas vezes com esforço pessoal e financeiro. Estes sim são notáveis, dignos de aplauso, de admiração. Tirando os ciclos eleitorais, neles nunca ninguém pensa. São anónimos na sua dedicação, que ao longo dos anos dão tudo e recebem pouco em troca. Não pedem indemnizações a presidentes, a treinadores, a jogadores por gestão danosa das suas expectativas ou lucros cessantes. Antes pelo contrário, tendo toda a causa para virarem as costas ao clube, mantém-se firmes e leais na sua devoção. E lutam, com armas desiguais, ou não, porque nunca se pode subvalorizar o grandioso amor a um clube. Por tudo isto, merecem a glória. Eles são o Sporting! Viva o SPORTING !!!

 

P.S. caros consócios e adeptos do Sporting, acaba de ser anunciada a 9ª rescisão, de Rafael Leão. Vivemos o solstício leonino, o dia mais longo. Nunca mais é dia 15 de Junho...

 

Diferença Sócios / Equipa / Treinador

Depois de terminarem os jogos em Alvalade esta época, há  qualquer coisa de estranho entre aquilo que foram os sócios do Sporting e a sua equipa profissional de futebol liderada por Jorge Jesus.

Assisti a quase todos os jogos e pude verificar uma coisa: os simpatizantes e sócios deram tudo pelo seu clube, pelos seus jogadores, pelo seu clube. Foram presenças constantes nas bancadas, foi um apoio incondicional ao longo de todas as jornadas, foi um acreditar, foi um viver semana a semana sempre naquela forma muito própria de ser sportinguista. Foi um empurrar sempre a equipa para o golo, para a vitória. E do outro lado, havia a mesma correspondência? Não... definitivamente não. Tivemos um treinador cheio de complexos, não quero chamar-lhe medo, mas sem alma, sem garra, defensor de um futebol lateralizado e que pouco a pouco foi incutindo isso nos jogadores (... com pequenas exceções). Enquanto nas bancadas se ouvia aquele bruá... de tentar constantemente  empurrar a equipa para a frente, a bola era quase sempre tocada para o lado... e depois mais para o lado, depois voltava ao outro lado, sempre ao lado.

Não, não era este o futebol que os sócios e todos aqueles que estavam sentados naquelas bancadas queriam. Foi isto que senti, foi isto que vi ao longo desta época. Não sabemos como vai ser o jogo com o Marítimo, mas seja qual for o resultado, os sócios e simpatizantes do Sporting mereciam outra coisa, mereciam no campo e no banco alguém que percebesse e que soubesse o que é ser sócio do Sporting.

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