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És a nossa Fé!

Toma lá mais um penálti, Sérgio

Numa competição muito particular, que domina com larga vantagem, o FC Porto promete ser campeão este ano: nos penáltis que vai tendo a seu favor.

Ontem caiu-lhe mais um no colo, com precisão horária, ao cair do minuto 90: só assim a turma treinada por Sérgio Conceição conseguiu desatar o empate (1-1) que persistia em casa do Marítimo, último classificado da Liga 2020/2021.

Por mera coincidência, a falta grosseira na grande área maritimista que gerou o castigo máximo foi cometida por Rúben Macedo. Um jogador que fez toda a sua formação no FCP.

 

Basta comparar: a equipa portista beneficiou de 12 grandes penalidades em 20 jornadas. O dobro da que segue em segundo lugar nesta tabela estatística.

Caso para emoldurarem este "troféu". E para o colocarem em lugar de destaque lá no museu do Dragão. Talvez assim ponham fim à lamúria: já ninguém aguenta ouvi-los chorar contra os árbitros que os "prejudicam".

 

ADENDA: Ontem, aos 17', Corona foi poupado a um cartão amarelo - que seria o quinto e o impediria de defrontar o Sporting no Dragão. Aos 33', Manafá comete clara agressão, que fica impune: o vermelho manteve-se bem guardado no bolso do benevolente árbitro Vítor Ferreira.

Ceição, filho, isso é falta de hábito

Que a expulsão de Luís Diaz naquele lance em que David Carmo ficou gravemente lesionado, é das coisas mai'parvas a que assisti nos últimos tempos, não me resta a menor dúvida.

Posto isto, a expulsão do rapaz Uribe após se ter enganado e ter cabeceado o nariz ao "nosso" Ricardo Esgaio em vez de o fazer na bola, claramente de forma inocente, não "dará" mais que um joguito de suspensão. Veremos...

Já tu, Ceiçãozinho amigo, vais passando entre os pingos da chuva, o que vos dará razão e não só o Godinho e o Miguel, mas toda a malta da bola anda a brincar com a dita, tantas são as vezes que os mandas "pó caralho", que entras campo adentro como se fosses um extremo, como fora do campo acicatas os ânimos numa clara demonstração de que a mercearia está de pantanas e escasseiam o chocolate, a fruta e as empregadas de balcão, o que até é estranho, porque este ano, mais uma vez, tens sido levado ao colo. Cá pra mim o Bobi ainda tem lá uma reservazinha no armazém, nas traseiras...

Sim, ontem expulsaram-te um jogador indevidamente. Quantos queres para a troca nos últimos... 40 anos? 30? 20? 10? 5? Esta época?

A gente sabe que as contas da mercearia não vão bem. Não vão bem para ninguém, nem para o Barça que qualquer dia deixa de ser més que un club, para ser o Futbol Club Messi, mas numa altura em que claramente o polvo domina "os gajos do apito" e vai à frente alguém por quem nada se dava e as coisas estão complicadas ali para o terceiro lugar, por enquanto o arranjinho da divisão de lugares na Champions é uma miragem, assim que... vai-te habituando.

Sabes quem tem muita experiência disso? Sim, nós!

Um treinador à Porto

Mais uma vez ontem o treinador do Porto foi expulso, mais uma vez justificaram a perda de pontos com a arbitragem, mais uma vez tiveram um penalti mais que duvidoso assinalado. Esta forma de estar naquele clube não é nova. Todos sabemos, uns por que o viveram, outros pelos registos que ficaram, a forma como este clube conseguiu conquistar a grande maioria dos troféus que expõe no seu museu. A táctica sempre consistiu no que se vê, a ameaça, a vitimização, a coacção a todos os árbitros. Para quem comanda o Porto desde a década de 80 do século passado, vale tudo, mesmo tudo para ganhar. Que se lixe a ética, que se lixe o desportivismo e a seriedade. O actual treinador do Porto é a imagem perfeita desta forma de estar, agressivo, conflituoso, mal educado, sem qualquer respeito pelos outros clubes, pelos jogadores e treinadores. Nunca tem a culpa de nada, há sempre uma teoria da conspiração que o impede de ganhar. Quando perde um jogo foi por culpa do sistema que está contra o seu clube, quando ganha foi apenas pelo seu mérito. O ódio que transparece no seu olhar ameaçador revela-nos uma pessoa agressiva, sem respeito por quem o rodeia. Era assim como jogador, é assim como treinador.

Encaixa na perfeição no adn daquele clube.

Dura lex

Antevi aqui que depois da tão extemporânea quanto acintosa bravata de Sérgio Conceição no Jamor o martelo da Lei cairia esmagadoramente sobre ele. Desgraçadamente o juízo veio ao encontro das minhas mais negras perspectivas.
Todos vimos como Conceição desembestou pelo relvado fora, como gritou e esbracejou ameaçadoramente com o árbitro durante a interrupção, todos ouvimos as declarações bombásticas e difamatórias na flash interview. Mas sobretudo à nossa perspicácia não escapou a falta mais grave: não trazia braçadeira. De modo que o Conselho de Disciplina não teve contemplações em vergastar Conceição com a implacável e astronómica multa de €638: "Apesar da devida solicitação por parte dos delegados da Liga junto do delegado do clube visitante , Sr. Sérgio Paulo Marceneiro da Conceição não utilizou qualquer elemento identificativo da performance da sua função no jogo, durante todo o tempo regulamentar." 
Façam ainda o favor de atentar que a sentença é lavrada num português que além de rigorosíssimo dir-se-ia queiroziano, o que sobremaneira enriquece a jurisprudência nacional.
Toma e embrulha Sérgio, só espero que para a próxima a rispidez do castigo te faça pensar duas vezes.

Conceição tem toda a razão

Eu se fosse o Conceição também ficava chateado, pois ficava. A secretaria até funcionou bem, conseguiu pôr o director da Unilab a desdizer o que havia afirmado em mail, que os testes de Nuno Mendes e de Sporar estavam errados, arranjou meio de convencer a DGS a procrastinar uma decisão obrigando o homem a reiterar por outras palavras o que já havia afirmado, acabando este por se distrair de dar resposta atempada.

Acresce que o jogo até correu de feição a Conceição, só apanhou um amarelo numa conversa em que mandou o árbitro para o baralho várias vezes, acabando o apitador por lhe virar as costas para não ouvir mais. E depois quando já tinha o pássaro na mão e meia equipa substituída apareceu-lhe um Jovane que com uma bomba às cegas e uma biqueirada virou o resultado em cinco minutos e ninguém se havia lembrado de lhe dar um positivo no teste. Como pode um homem não ficar consternado, ou mesmo fodido, como se diz lá onde ele vive?

De táxi para o Cairo

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Sorri ao ver a primeira página do Jornal de Notícias, hoje.

Pensei na subtileza de quem escolheu o título: "Ponto de passagem" (cidade internacional, os espiões vão de viagem, joga-se o xadrez mundial).

O parágrafo anterior remete-nos para os anos 80, para a banda Táxi, para o álbum Cairo. Esse álbum foi vendido dentro de uma lata.

Era aqui que queria chegar, Sérgio Conceição foi derrotado, em casa, pelo Marítimo, de Lito Vidigal, vem falar de "orçamento" para justificar a exibição de ontem?

É preciso ter lata.

Ladrão que rouba a ladrão... tem 100 anos de perdão

É realmente comovedor ouvir o Sérgio Conceição, mais a corte de comentadeiros e paineleiros afectos, lamentar-se de tudo e mais alguma coisa, da qualidade do árbitro, da protecção aos poderosos, ao fim e ao cabo dum resultado falseado. Na terminologia introduzida pelo saudoso José Maria Pedroto, dum roubo de igreja.

Também ele, Conceição, se queixa agora da pressão do Pepe Guardiola e do banco do Manchester City sobre a arbitragem.

Se calhar o Sérgio expressou-se mal... o que ele queria era exprimir a sua indignação pelo Godinho não ter sido o árbitro e o Tiago Martins o VAR. Não entende porque é que o Fontela Gomes e a APAF não mandam na UEFA. 

Realmente, não se compreende...

SL

Verde e branco

 

- Alguma vez foi convidado por outro grande?

- Enquanto treinador, não, mas quando era jogador estive duas vezes para ir para o Sporting. E tê-lo-ia feito com muito gosto.

- Até porque o Sérgio nasceu e cresceu sportinguista.

- Sim, o clube da minha aldeia é o Ribeirense, que é uma filial do Sporting. Está a ver, não está? Verde e branco, Sporting, era tudo do Sporting ali.

 

Excerto de entrevista a Sérgio Conceição, publicada a 19 de Setembro na revista do Expresso

Hoje em Alvalade

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O plantel do Sporting tem muitas lacunas, não está à altura da exigência que a história e tradição do clube impõe. Mas hoje, a perder logo no início do jogo, fomos para cima do FCP e dominámos grande parte do encontro. Foi nossa a 1.ª parte, tenho muitas dúvidas no lance sobre Bolasie, ainda não tive oportunidade de ver a repetição em televisão. Uma vez mais o padre Sousa mostrou os seus dotes na habilidosa homilia que apresentou em Alvalade, ao perdoar o segundo amarelo claríssimo a Alex Telles, que colocaria os dragões a jogar com 10.

No início da 2.ª parte falhámos sucessivas oportunidades de golo, mas sensivelmente a meio começámos a sentir dificuldades físicas, Sérgio Conceição refrescou a equipa, tem soluções que Jorge Silas não tem e ganhou o jogo com um pontapé de canto, numa altura em que o jogo já estava equilibrado. Até final, muita garra e pouca lucidez. Apesar de tudo o empate teria sido um resultado mais justo, mas justiça e futebol nem sempre andam de mãos dadas.

Última palavra para alguns javardos na bancada Sul, que uma vez mais mostraram a sua bestialidade, com tochas e artefactos incendiários. Um grunho será sempre um grunho. Até quando iremos continuar a assistir nos estádios de futebol a cenas lamentáveis, sem que as autoridades policiais retirem das bancadas estes energúmenos? Se dúvidas existiam sobre a razão da direcção na atitude que tomou sobre as claques, hoje tivemos mais uma prova. A quem não esteve em Alvalade, deixo a triste imagem dos hooligans em delírio...

No futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira

E as caganças pagam-se com língua de palmo. Infelizmente, já passámos pelo mesmo depois de ir à Luz ganhar por 3-0.

O Sporting foi muito superior ao Benfica na Supertaça durante 40 minutos. Não conseguiu marcar em três ocasiões e acabou por perder por 0-5.  Bruno Lage, bestial.

O Porto foi muito superior ao Benfica, marcou numa carambola e depois o Benfica teve de correr atrás do prejuízo. Levou 2, podia ter levado 5. Bruno Lage, uma besta.

Dizem que o Sérgio Conceição deu um banho táctico ao Bruno Lage. Pois o Marcel Keizer também deu até aos 40 minutos. O mesmo Sérgio Conceição que sempre perdeu tacticamente com Marcel Keizer.

Marcel Keizer esse que amanhã tem um teste decisivo para voltar a ser bestial, colocando o Sporting à frente da Liga, ou passar, se calhar definitivamente, a ser uma grande besta. Aquela que continua a apostar em Diaby e conseguiu pôr Bas Dost fora do Sporting. 

Amanhã se verá.

SL

Fraco com os que parecem fortes

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O mesmo membro do Governo que foi incapaz de uma palavra de conteúdo pedagógico para se demarcar da grosseria que testemunhou, a um metro de distância, na tribuna de honra do Estádio Nacional, recolhendo-se a um pesado silêncio como se não tivesse observado uma triste cena que o País inteiro acompanhou em directo pela televisão, apressou-se agora a comentar algo que não presenciou: os assobios de três ou quatro energúmenos anónimos, de noite, junto a uma instalação hoteleira de Espinho, dirigidos à viatura em que seguia João Félix, jogador do Benfica convocado para a equipa das quinas. 

«O comportamento imbecil de um, dois ou meia dúzia de indivíduos não representam[sic] o apoio absolutamente hegemónico que o país dá aos nossos jogadores», diz agora o secretário de Estado. Insurgindo-se "corajosamente" contra gente sem nome nem rosto, talvez insatisfeita porque o jogador não parou para conceder autógrafos nem se deixou fotografar à entrada do hotel. 

Não direi que o secretário de Estado teve um comportamento imbecil. Mas não posso deixar de assinalar o chocante contraste entre a passividade que revelou no primeiro caso e o protagonismo que se apressou a assumir no outro.

Forte com os que parecem fracos, fraco com os que parecem fortes.

Está no Governo a fazer o quê?

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Passaram quatro dias. Ainda não se ouviu um sussurro do responsável governamental. Refiro-me ao secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, que se encontrava ao lado esquerdo de Frederico Varandas, na tribuna do Estádio Nacional, quando o treinador do FC Porto, num inadmissível gesto de lesa-desportivismo, se recusou a cumprimentar o presidente do Conselho Directivo do Sporting. Um acto totalmente condenável não apenas do ponto de vista da ética desportiva mas também do mais elementar civismo. Além de constituir um péssimo exemplo para todos os jovens que se interessam por desporto. Até porque o técnico em causa, naquele momento, não estava ali a título pessoal: representava esse respeitável clube desportivo que é o Futebol Clube do Porto.

Passaram quatro dias e nem um sussurro se ouviu da parte do referido governante, que foi testemunha directa do sucedido mas preferiu imitar o gesto de Pilatos, fazendo de conta que não era nada com ele. Perdendo assim uma ocasião única de fazer pedagogia desportiva e de incutir valores cívicos na juventude que ornamenta o seu cargo governativo. Se é incapaz de tomar uma atitude num momento destes, impõe-se a pergunta: afinal este senhor está no Governo a fazer o quê?

 

P. S. - Ao lado direito de Varandas encontrava-se o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Tudo quanto escrevi acima sobre o seu secretário de Estado, até por maioria de razão, aplica-se também a ele.

Quente & frio

Gostei muito da conquista da Taça de Portugal no termo de uma partida épica, que jamais esqueceremos. Uma das finais mais esforçadas, uma das mais sofridas, uma das mais saborosas. Uma final em que soubemos fazer das fraquezas força, tendo alinhado de início sem nenhum lateral titular e com um banco de suplentes onde era notória a debilidade do plantel leonino. Marcel Keizer merece os nossos parabéns: soube interpretar muito bem estes pontos fracos e adaptá-los ao desígnio estratégico da equipa neste embate contra o FC Porto, fazendo diversas modificações tácticas no decurso da partida. Assim, tivemos uma defesa a quatro e depois uma defesa a três. Chegámos a jogar com dois pontas-de-lança. Jefferson entrou para ponta esquerda. Raphinha andou num vaivém, protegendo a manobra defensiva no seu corredor. Bruno Fernandes foi muito mais formiga do que cigarra, sacrificando o brilho individual em favor do esforço colectivo. Este é o Sporting de que eu mais gosto: o Sporting obreiro, o Sporting que sua, que sofre, que aguenta os embates. O Sporting que vence.

 

Gostei da condição anímica dos nossos jogadores, que foram capazes de superar o profundo trauma ocorrido um ano antes no Estádio Nacional, numa derrota frente ao Aves escassos dias após o assalto da jagunçada a Alcochete. Esta força mental bastou para compensar algumas insuficiências no plano físico, possibilitando que no mesmo palco do Jamor desta vez saíssemos vencedores. E logo frente ao fortíssimo onze portista, cheio de craques (vários deles preparam-se para rumar a Madrid, onde jogarão no Real e no Atlético). Destaco aqueles que para mim foram os maiores heróis desta conquista: desde logo esse gigante que se chama Mathieu, o melhor em campo: intransponível frente às vagas ofensivas da equipa adversária, lideradas por Marega. Mas realço também Renan, que por quatro vezes impediu o golo e ainda defendeu uma grande penalidade no fim. E Coates, que fez uma parceria irrepreensível com Mathieu. E ainda Bas Dost, inicialmente relegado para o banco de suplentes mas que entrou com ganas redobradas, marcando um golo que se revelaria decisivo. E Luiz Phellype, sem vacilar na hora de marcar o penálti que ditou o vencedor da Taça. E o nosso capitão Bruno Fernandes, que em boa hora Sousa Cintra recuperou para o plantel. Eles e os colegas estão todos de parabéns. 

 

Gostei pouco do estado do relvado. Há anos que se fala na má qualidade do tapete verde do Jamor. Tive esperança de que a Federação Portuguesa de Futebol corrigisse o erro a tempo de proporcionar condições aos jogadores para um bom espectáculo. Infelizmente, não foi assim: aquele "ervado" parecia ter sido invadido por toupeiras. Algo que considero inadmissível.

 

Não gostei da actuação do árbitro Jorge Sousa. Mas pior esteve o vídeo-árbitro Rui Costa, que devia ter analisado com atenção as imagens ao seu dispor na Cidade do Futebol, vendo Herrera ajeitar a bola com o braço direito no lance da marcação do primeiro golo portista. Um erro de palmatória, aliás denunciado por diversos especialistas de arbitragem (Duarte Gomes, Jorge Faustino, Jorge Coroado). 

 

Não gostei nada da reacção grosseira de Sérgio Conceição: o treinador do FCP voltou a revelar-se incapaz de aceitar a derrota com dignidade e galhardia. A recusa de cumprimentar o presidente do Sporting, na tribuna de honra do Estádio Nacional, foi o pior exemplo que podia dar a milhares de jovens que acompanhavam as imagens no estádio e pela televisão. O desporto nada tem a ver com isto. Pelo contrário: Sérgio Conceição, com estas atitudes reprováveis, acaba de cometer mais um acto de lesa-desporto. Não pode ter atenuantes pois está longe de ser o primeiro do género que protagoniza. Muito longe.

Notas sobre o jogo e o pós-jogo

 

  1. Impressionante a arbitragem a tratar o Sporting como “equipa pequena”, amarelando logo, depressa e muito os nossos jogadores como se os do Porto fossem “artistas” que é necessário proteger.
  2. Bizarro e inexplicável como o lance de Herrera (bola dominada com braço) não foi a VAR ou o VAR não zumbiu ao ouvido do árbitro. Não percebo nada de VAR, mas se não é usado num lance explícito e claro como este então é para quê?
  3. Substituições e armação de jogo final de Conceição (com muito melhor banco que o nosso) foi de amador e perdeu a final com isso. E no entanto, todos os tudólogos bem pagos da bola e “escribas” dos desportivos que ouvi e li passaram à margem, temendo certamente represália do nervosinho treinador perdedor e do sistema que o envolve.
  4. Próprio de uma criança mimada, o anti-desportivismo do treinador do Porto. Podemos dar as voltas que quisermos, mas há crianças e jovens a ver aqueles momentos em direto nas televisões, cuja personalidade, comportamentos e sistema de valores se está a formar. Vão achar legítimo que numa circunstância oficial e solene, de cumprimentos entre vencedores e vencidos, se possa ser birrento e infantil. Ora não se pode, não se deve,
  5. O tuguismo ainda mais infantil e degradante de justificar o ato do mau perdedor dá-me vontade de vomitar e confirma-me que Portugal nunca irá a lado nenhum. Um país onde a decência é relativa é um país mesquinho, pequenino, que pretende continuar assim.
  6. Continuamos a ser uma nação feita de regras arbitrárias que ora são para aplicar, ora não são, protegida pela sorte, pela posição geográfica, pelo ouro do Brasil e agora pela Óropa, para quem um comportamento adulto, responsável, assente em conceitos como a honra, a hombridade, o respeito e o fairplay são somente denotadores de ingenuidade.
  7. O assobiar para o lado do nosso football system, de dirigentes, assessores, comentadeiros, jornaleiros, exércitos de funcionários e apensos da FPF e da Liga, políticos e demais basbaques que vivem à custa da bola, demonstra que as unanimidades oportunistas e sonsas dos corporativos que viviam na esplanada da União Nacional do Estado Novo persistem.
  8. É evidente que o fulano que treina o Porto deveria ser censurado publicamente e castigado ou multado severamente.
  9. Também me é evidente que jamais acontecerá.

A (má) concepção do Sérgio!

Gosto de gente rebelde, de malta que não se verga a uma circunstância menos favorável, gente que luta por algo melhor. Mas gosto também de gente educada e acima de tudo bem formada.

Então no desporto todas estas razões fazem ainda muito mais sentido.

Sérgio Conceição como jogador foi um campeão, mas foi outrossim o tal rebelde que falei acima. Sempre pronto para uma demanda desportiva. Fundamentos que acabou por trazer para a sua função de treinador.

Todavia custa-me perceber que os anos não lhe tenham dado calo e experiência suficiente para enfrentar com estoicismo e alguma naturalidade as vicissitudes da sua vida desportiva. Porque se hoje perde amanhã ganhará. Ou vice versa.

Pois bem, no passado final de jogo nas Antas, em que o Sporting perdeu, o treinador portista agrediu o guarda-redes leonino. Entretanto hoje Sérgio Conceição na tribuna presidencial não cumprimentou de propósito o Presidente do Sporting, numa atitude anti-desportiva que condeno olimpicamente.

Obviamente que nestas relações desportivas não temos de ter “em cada cliente um amigo” como soe dizer-se, mas um pingo de educação e formação é o mínimo que se exige. Especialmente a um treinador de futebol, líder de muitos homens que poderão ver nele um exemplo.

Neste caso um mau exemplo!

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A diferença entre o Sporting e os clubes do sistema

Tenho algumas dúvidas sobre se pedir o castigo ao Sérgio Conceição após a agressão ao Renan terá sido a melhor atitude da parte do Sporting. O facto de o pedido de castigo ter partido da parte do Sporting poderá funcionar como um motivador extra para a equipa do FC Porto. O melhor mesmo seria que o Sérgio fosse castigado sem necessidade de o Sporting ter pedido a abertura do processo. Seria esse o procedimento se, em vez do Sporting, esta situação dissesse respeito a algum clube do sistema.

Conceição fora do Jamor

As últimas imagens não deixam margem para quaisquer dúvidas: Sérgio Conceição não só tentou como conseguiu agredir Renan. Como tal, aguarda-se a apresentação de uma exposição por parte do SCP ao Conselho de Disciplina da FPF. Conceição não sabe estar, não é a primeira vez e não será certamente a última que participa em cenas deploráveis.

 

Nós já tivemos o presidente-adepto, de má memória, parece que o FCP agora tem um treinador-adepto que merece ser alvo de sanção e ficar fora da final da Taça de Portugal. A bem do futebol e da urbanidade.

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