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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Depois de dois empates comprometedores, o Sporting venceu ontem em Faro um desafio crucial para manter o avanço na luta pelo título e, muito importante, atingir o principal objectivo da época, o acesso directo à Champions. Foi uma vitória merecida, defrontando uma equipa que deixou a pele em campo, e com uma arbitragem isenta, do melhor ao nível nacional. Foi mais vez uma vitória com cunho Alcochete, dado por Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança, estando do outro lado ainda Beto e Ryan Gauld. São 27 jogos do Sporting na 1.ª Liga sem derrotas, Rúben Amorim continua a bater records internos. Por isso, estamos todos de parabéns. Desfrutemos, mas não nos esqueçamos que ainda faltam sete finais para que o que todos queremos seja possível. 

Mais uma vez injustamente castigado, Rúben passeou-se no camarote como um leão numa jaula, impotente para ajudar da melhor forma a equipa, acossada por um Farense que entrou em campo com um pressing a todo o campo que comprometia a estratégia delineada e provocava o erro. Se a ideia de Rúben era ter com Bragança uma distribuição mais eficaz para os alas através do passe longo, e em João Mário o vagabundo provocador de desequílibrios, num 5-3-2 que apelava às combinações Paulinho e Pedro Gonçalves no ataque ao golo, o que muitas vezes teve foi um meio campo em trabalhos forçados, incapaz de estancar o jogo adversário, porque Bragança não tem físico nem intensidade defensiva, os alas viviam condicionados no avanço pelas bolas em profundidade de Ryan Gauld e companhia,  e a defesa, amputada de Feddal e Neto, era um susto a cada canto ou bola parada do Farense. No ataque João Mário tanto desequilibrava como falhava, Paulinho esquecia-se que era ponta de lança, teve de ser o do costume a pôr ordem na casa no meio de tanto desperdício. No meio daquilo tudo, Adán e Beto eram de longe os melhores em campo.

E quando Rúben tirou João Mário em vez de o devolver ao comando do meio-campo a verdade é que tudo ainda se tornou pior: foi um final de sufoco, quase um milagre sairmos de Faro com 3 pontos. Eu confesso que pelos 80 e tal minutos fui arrumar o carro, ainda me podia dar uma coisa má. Pelo menos assim não demorou muito para que aquilo terminasse. Mais logo vou ver o jogo com calma, não devo ter perdido muito.

 

Foi um jogo estranho, um jogo "de matraquilhos", se calhar divertido de ver para quem está de fora, mas quanto a mim dos piores do Sporting esta época. O Farense teve mais oportunidades ontem, incluindo aqui as três situações que poderiam ser penaltis com qualquer Godinho da praça, do que as últimas cinco ou seis equipas que defrontaram o Sporting todas juntas. Naquele descontrolo todo, o resultado final podia ter sido bem diferente, e nesse caso estaríamos aqui a dizer do piorio de tudo e todos.

Se calhar não é altura de trocar a fórmula que nos trouxe até aqui, a do controlo do jogo, da temporização, da paciência para encontrar os espaços para ganhar sem conceder facilidades ao adversário. Mesmo que alguns não gostem. Digo eu, posso estar enganado.

Mas já passou. E agora o que importa é renovar a tranquilidade, renovar a confiança, e ganhar a próxima final. Porque no esforço, dedicação e devoção desta equipa, estrutura técnica incluída, nunca houve nada a apontar. Ontem foi mais um exemplo disso.

 

PS: Ryan Gauld não tem mesmo lugar no nosso plantel para a próxima época? Que me perdoem os que lá estão, mas quem é que temos melhor no meio-campo?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

A primeira das nossas últimas oito finais nesta Liga 2020/2021 joga-se mais logo, em Faro, a partir das 21 horas. Desafio complicado contra uma equipa onde pontifica Ryan Gauld, um dos muitos jovens talentos desprezados pelo "mestre da táctica" que acabaram por deixar Alvalade sem nunca terem conseguido mostrar verdadeiramente o que valem de Leão ao peito.

Venho fazer-vos a pergunta do costume: quais são os vossos prognósticos para este Farense-Sporting?

Amanhã à noite em Faro

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Vamos ter então amanhã o sexto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). E a verdade é que acessíveis podem ser e são de facto, mas têm-se demonstrado bem complicadas de ultrapassar, e relativamente à primeira volta já perdemos 2 pontos.

Este Farense foi também bem difícil de ultrapassar na primeira volta: ganhámos apenas no final, com a tal estrelinha que muito nos está a faltar agora. Conta com Ryan Gauld, que no meu entender teria lugar no nosso plantel, e amanhã espero que não venhamos a ter mais uma prova evidente disso. Vai ser uma final. Já desperdiçámos demasiado, temos mesmo de ganhar.

Desta vez parece que Rúben Amorim tem todo o plantel disponível. Ele é que não está, e a verdade é que talvez seja melhor assim: pode proteger-se melhor a si mesmo e estar mais tranquilo e focalizado para tomar as melhores decisões. Recordam-se de ter aqui dito e repetido que faltava alguém mais velho e calejado no banco e a acompanhar a equipa para o proteger? Um Manolo Vidal ou um Octávio Machado?  Pois...

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal, Inácio e Matheus Reis.

Alas: Porro e Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

Na meu último post "O dia seguinte" deixei a minha opinião sobre o onze, a troca do 3-4-3 do início por um 3-5-2 através do recurso a um terceiro médio, seja ele Daniel Bragança ou o próprio Pedro Gonçalves: não tem funcionado, a equipa constrói muito e marca pouco.

O meu onze é então o seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Farense e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na última jornada só eu acertei. Infelizmente.

SL

A voz do leitor

«Ryan Gauld é um belo jogador, cujo “defeito” é ser baixo, como Bragança e Moutinho... por acaso dois belíssimos jogadores, também, a quem os centímetros de altura não prejudica(ra)m os muitos predicados futebolísticos que possuem. E com a experiência adquirida e os ainda bem jovens 25 anos, está no ponto para voltar. Só que agora o Sporting, se o quiser, vai ter de pagar por ele.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

Ryan Gold

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Se virmos bem, muito poucos jovens formados ou acabados de formar em Alcochete conseguem algum dia entrar em campo integrados na primeira equipa do Sporting. Nem o Sporting nem equipa nenhuma ao seu nível de exigência se pode dar ao luxo de ter um plantel completamente assente na formação, e mesmo uma quota de 50% como a actual implica já um grande risco. Para alguns lá poderem chegar e ficar outros terão forçosamente de ir à sua vida noutros locais.

Já aqui tive a oportunidade de demonstrar que existia de facto um gap da formação quando Frederico Varandas chegou à presidência, agravado pelas saídas de Podence, Gelson Martins, Rafael Leão e Demiral. Havia talento nos ainda juniores e juvenis e nos mais velhos que tardavam em se impor, e a decisão tomada, tendo em conta as pressões dos jogadores, empresários, etc, foi de alguma forma deixar sair os mais velhos e apostar nos mais novos. E assim saíram jogadores como Matheus Pereira, Domingos Duarte, Gelson Dala, Ivanildo Fernandes, Mama Baldé, Ryan Gauld, Francisco Geraldes e Rafael Barbosa, libertando espaço para Tiago Tomás, Quaresma, Inácio, Matheus Nunes,  Nuno Mendes, Pedro Marques, Plata e Camacho. E por pouco não saiu também Palhinha. Ainda bem que os interesses dum lado e doutro convergiram e Palhinha ficou. Ainda bem mesmo.

Mas quantos dos que saíram por venda ou empréstimo poderiam regressar amanhã e serem mais-valias para o plantel actual, e muito particularmente na necessária preparação da próxima época, com a provável participação na Champions e a ocorrência duma ou outra venda em virtude de proposta irrecusável?

Francamente, muito poucos ou quase nenhuns, e aquele que vejo com melhores condições para isso é Ryan Gauld. 

 

O rapaz chega ao Sporting com 18 anos em 2014 proveniente do Dundee United, depois de ser considerado o melhor jogador jovem do campeonato escocês, já com a alcunha de "mini Messi", tendo passado os dois anos seguintes a integrar o meio-campo da equipa B, mais ou menos na posição que tinha ocupado João Mário anos antes. O passo seguinte foi também o deste, o empréstimo ao Vitória de Setubal, onde apanhou um José Couceiro que logo lhe deu um papel de destaque. Mas enquanto João Mário cumpriu tranquilamente a meia-época de empréstimo (recordo-me dum Setúbal 2 -Sporting 2 - que vi ao vivo no Bonfim, em 9 de Março de 2014 - onde nos complicou grandemente a vida), já o pobre escocês, depois dum Setúbal 0 - Sporting 1 para a Taça (14/12/2016) onde Ryan também nos complicou a vida, levou com uma birrice estúpida do ex-presidente, a que se seguiu a costumeira teimosia do Jorge “têm de nascer dez vezes” Jesus. O resultado foi uma evolução interrompida e meia-época sem jogar

Seguiu-se em 2017/2018 um empréstimo a uma equipa complicada, o Aves. As lesões também não ajudaram, e foi uma época perdida. Nem me recordo se foi suplente naquele dia negro para nós no Jamor. No início da época seguinte, penso que ainda com Cintra e Peseiro, tem guia de marcha para o Farense, onde André Geraldes fora recompor a sua vida e a sua carreira pós Alcochete/Cashball. As coisas começam por não lhes correr bem: passa alguns meses no Hibernian e volta ao Farense já por venda com contrato de dois anos. E se no ano passado foi determinante na subida de divisão, já esta época tem sido de longe o melhor jogador daquela equipa e um dos melhores centro-campistas da 1.ª Liga.

Está com 25 anos. É uns meses mais novo que Palhinha.

 

O Farense-Benfica de anteontem, ou o Farense-Porto de algumas semanas atrás, mostraram bem o que Ryan Gauld tem para oferecer: raça, intensidade, intuição, um pé esquerdo com olhos, remate pronto e colocado. Contra o Porto recordo-me até de, quase nos 90 minutos, no seguimento dum livre atacante junto à área do Porto ter corrido o campo todo para cortar no último momento um golo certo na grande área do Farense. No modelo de Amorim pode ocupar as posições de Pedro Gonçalves ou João Mário, dando coisas diferentes ao jogo de qualquer deles. Se algum sair, está ali a solução para concorrer com Matheus Nunes e Bragança, também eles com muitas qualidades, para uma época que poderá ser mais exigente a todos os níveis.

Porque é que Ryan Gauld, um rapaz descrito aqui pelo Pedro Azevedo, grande fã como eu do Ryan e do Matheus Nunes, a quem aproveito para enviar um abraço, rapaz esse de quem nunca se ouviu um queixume sobre o que se passou e sempre falou bem do Sporting, não pode voltar para a casa dele e de todos nós?

Volta Ryan Gold, perdão Gauld! Presidente, Hugo Viana, Rúben Amorim, tragam lá o rapaz, que os Sportinguistas agradecem.

#SavingPrivateRyan (como dizia na altura o Pedro Azevedo)

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De mais uma vitória. Derrotámos esta noite o Farense, talvez a equipa que nos deu mais luta até agora no campeonato em curso. Vitória escassa, por apenas 1-0, e conseguida após se ter esgotado o período regulamentar de jogo, já em tempo de prolongamento. Mas é quanto basta para seguirmos na frente da Liga 2020/2021, que comandamos há cinco jornadas consecutivas, desde 1 de Novembro. Quase 20 anos depois, voltamos a ser líderes isolados no Natal: a última vez foi em 2001/2002, quando fomos campeões.

 

De Tabata. Após dois jogos consecutivos a marcar, manteve-se fora do onze inicial. Mas ao saltar do banco, aos 57', fez a diferença: incutiu dinâmica à equipa, acentuou a vertente ofensiva, colocou em sentido a defesa adversária. Sacou livres perigosos aos 67', 75' e 85'. Fez um passe teleguiado para Pedro Gonçalves aos 74', colocando-o em situação de golo. Ele próprio esteve prestes a marcar num cruzamento em arco apontado ao segundo poste que levou Defendi a fazer a defesa da noite. Voto no jovem internacional olímpico brasileiro como melhor em campo: ninguém desequilibrou como ele.

 

De Sporar. Afastado desta vez do onze titular, dando lugar a um Tiago Tomás muito intranquilo, entrou aos 79, rendendo João Mário, quando o técnico leonino desmanchou o seu habitual dispositivo táctico com três centrais, trocou Neto por Plata e ordenou à equipa que subisse no terreno. O esloveno só teve uma acção influente nos 18 minutos que esteve em campo, mas foi precisamente essa que nos garantiu os três pontos: a conversão de um penálti, castigando faltas sobre Feddal e Coates dentro da área do Farense aos 86'. Chamado à linha dos 11 metros, o ponta-de-lança leonino não vacilou. Marcando o seu quarto golo desta época.

 

De Palhinha. Uma vez mais, foi um dos nossos jogadores mais influentes, irrepreensível do ponto de vista táctico, ocupando muito bem o espaço que lhe está confiado, junto à linha divisória no corredor central, e dotado de excelente visão de jogo. Não se limita a recuperar bolas: adianta-se com critério. E foi praticamente o único a tentar rematar de meia-distância num jogo em que os nossos elementos mais avançados se revelaram demasiado contidos.

 

Do Farense. Há 18 anos que a turma algarvia não vinha a nossa casa: na última vez, em 2002, ainda existia o velho estádio José Alvalade. Neste regresso tardio apresentou-se bem arrumada, muito organizada e com um sistema defensivo quase intransponível. Destaque para o seu melhor jogador, Ryan Gauld, que esteve quatro anos sob contrato do Sporting mas foi desperdiçado, actuando apenas cinco vezes na nossa equipa principal. Ele, como tantos outros que não quisemos, brilha agora noutros clubes.

 

Do resultado. Foi bastante melhor do que a exibição. Sobretudo na frouxa e lenta primeira parte.

 

De termos cumprido mais um jogo sem sofrer golos. Levamos 12 seguidos sem perder, continuamos invictos nas competições internas, já temos 38 golos marcados nesta época e apenas sofremos quatro nos últimos oito desafios. Pormenor muito importante: o Sporting, até agora, marcou em todos os jogos efectuados.

 

 

Não gostei
 

 

Do zero-a-zero que se verificava ao intervalo. E menos ainda de ver o empate nulo prolongado até aos 90'+1. Muitos adeptos já pensavam certamente que veríamos voar dois pontos, o que felizmente não aconteceu. Mas foi até agora o golo mais tardio do Sporting em 2020/2021, naquele que terá sido o nosso jogo com exibição mais pálida ao nível das competições internas.

 

De ver três jogadores tapados com amarelos. Num jogo que foi mais de 40 vezes interrompido pelo apito, Palhinha, Coates e Nuno Santos (além de Tiago Tomás, em estreia) viram o árbitro exibir-lhes cartões. Qualquer deles já soma quatro, ficando portanto à bica para um jogo de suspensão. Oxalá isso não ocorra num daqueles desafios que acabam por decidir um campeonato, como os confrontos com o Braga e o Benfica.

 

Da primeira parte de Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Os dois médios interiores estiveram anulados durante este período do jogo pelo eficaz sistema defensivo adversário: nenhum deles conseguiu fazer a diferença. O primeiro acabou por render bastante mais ao passar a ala esquerdo: substituiu Nuno Mendes a partir do minuto 57', dando mais profundidade ao corredor. Já Pedro Gonçalves mal conseguiu superar a marcação cerrada que lhe fizeram. Dispôs de duas oportunidades, aos 52' e aos 63', mas desta vez não fez a diferença.

 

De Nuno Mendes. Saiu aos 57', por aparente opção técnica que surtiu efeito. Enquanto esteve em campo o nosso corredor esquerdo quase não funcionou. Vários passes falhados, solicitações de colegas que ficaram sem resposta, inexistência de eficácia ofensiva. Preso de movimentos, algo apático, o jovem lateral leonino não atravessa um bom momento. Foi bem substituído.

 

Da ausência de Rúben Amorim. O treinador cumpriu o terceiro - e último - jogo de castigo que lhe foi aplicado na sequência da expulsão pelo árbitro Luís Godinho à beira do intervalo do Famalicão-Sporting. Um castigo injusto, que no entanto parece ter motivado ainda mais o colectivo leonino: esses três jogos, para competições diferentes, resultaram em três triunfos: 3-0 ao Paços de Ferreira para a Taça de Portugal, 2-0 ao Mafra para a Taça da Liga e agora 1-0 ao Farense para o campeonato. Seis golos marcados, nenhum sofrido.

Amanhã à noite em Alvalade

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Depois de duas vitórias para as Taças, o Sporting recebe amanhã o Farense, uma equipa que tem feito um campeonato sofrível, parece que joga mais do que os resultados traduzem, mas que nos vai com certeza criar dificuldades. Nessa equipa o melhor jogador é o "nosso" Ryan Gauld, que me encanta particularmente e que podia muito bem regressar no final da temporada para ocupar o lugar do João Mário, e também lá está outro ex-jogador nosso, o muito veloz Bilel, um Nuno Santos para pior, mas sempre perigoso.

Rúben Amorim aproveitou os dois jogos para fazer rodar todo o plantel disponível. Jovane e o LP29 continuam em recuperação e Nuno Mendes parece ter recuperado da pancada do último desafio. Não esquecer também que no dia seguinte a equipa B recebe o (novo) Estrela da Amadora que acabou de eliminar este Farense na Taça de Portugal, num jogo crucial para chegar à liderança da série, se calhar um ou outro do plantel principal irá reforçar essa equipa.

Esta equipa do Sporting está a crescer de jogo para jogo, porque o modelo de jogo se vai consolidando e apurando, mas também muito por "culpa" dos miúdos, que não param de se transcender. É uma equipa que domina o espaço e o tempo do jogo, deixa pouco ao adversário para jogar e marcar. Mas por vezes os erros individuais comprometem a "máquina" e depois vem um lance de inspiração dum adversário que complica tudo. Curiosamente, têm sido os mais velhos a errar mais, se calhar sente-se por ali demasiado o peso da responsabilidade. Esperemos que isso não aconteça amanhã à noite. 

 

Sendo assim, imagino que Rúben Amorin convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata, Plata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

No (mau) estado em que se encontra Sporar, apostava num ataque móvel sem ponta de lança:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para tentar prosseguir na liderança da Liga e nós, sócios e adeptos, na impossibilidade de lá estarmos, nem em Alvalade nem fora dele devido ao confinamento, vamos com certeza dar o maior apoio à distância. 

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O Sporting SAD e os seus jogadores

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(O Sporting respeitou-me, diz Misic)

 

Nas melhores empresas do mundo existem duas áreas da gestão tratadas com o maior cuidado, dado serem cruciais para o sucesso das mesmas: a gestão do relacionamento com os clientes e com os empregados. Neste último caso, pretende-se gerir todo o ciclo de vida do empregado na empresa, desde o momento que surge referenciado até ao momento em que pode ser esquecido, o que pode ir bem além do momento da saída.

Quando essa empresa é o Sporting SAD, então estamos a falar da relação com os seus profissionais, jogadores, treinadores e restante staff. O objectivo é rentabilizar da melhor forma esse capital humano, construindo relações benéficas para todas as partes e propiciadoras do melhor rendimento desportivo de cada um. 

Ultimamente têm vindo a público diversas notícias que demonstram que o Sporting está a evoluir favoravelmente no que respeita à gestão do relacionamento com os jogadores:

1. Recrutamento - Estão a ser assinados contratos de profissional com os melhores jogadores da formação no primeiro momento legalmente possível. Por outro lado, as recentes contratações acrescentam valor ao plantel existente, sem introduzirem elementos com características semelhantes aos que já existem.

2. Fidelização - Estão a ser assinadas renovações com aqueles jovens que já deram provas, com a colaboração dos seus empresários, que os colocam em patamares de vencimento confortáveis e desanimam eventuais predadores externos interessados no seu desvio. Um caso exemplar é o de Joelson Fernandes, em que foi possível ultrapassar a ânsia de lucro imediato dos seus representantes. Por outro lado, tenta-se fazer regressar um ou outro formado em Alcochete que foi conhecer outras paragens, como aconteceu agora (e muito bem) com João Mário, e não aconteceu nada bem com Ilori e Camacho. Devia acontecer o mesmo com Ryan Gauld, de semana a semana o melhor do Farense.

3. Libertação - Tem havido a preocupação de encontrar colocação para os excedentes e de acudir a desejos evidentes de saída. Por isso, além daqueles que foram saindo e sendo emprestados, Battaglia, Acuña e Palhinha estiveram à vontade para tratar da sua vida, tendo Palhinha (e muitíssimo bem) revisto a sua ideia de Inglaterra, acabando reintegrado no plantel com o contrato revisto. Por outro lado, permanecem em stand-by, com as condições de trabalho salvaguardadas, aqueles que não aceitaram ou não se encaixaram nas ofertas disponíveis. 

4. Protecção - No exemplo que utilizei para ilustrar este post, Misic já veio falar da sua gratidão ao Sporting por lhe ter permitido um empréstimo a um clube do seu país de origem para melhor recuperar dum tumor na virilha. Muito importante estar ao lado dos jogadores no momento de infortúnio dos mesmos.

5. Recordação - A formação do Sporting é das melhores do mundo. Tem produzido jogadores como Paulo Futre, Luís Figo, Nani, Cristiano Ronaldo e Rui Patrício, que fizeram história noutros países, chegaram bem alto no futebol mundial e não renegaram o clube onde foram formados. Mesmo depois de terminadas as respectivas carreiras, é todo um valor de mercado que ali está, associado ao Sporting, e que deve ser explorado da melhor forma. O naming de partes da Academia de Alcochete e de Alvalade vai ao encontro a essa questão, também fundamental na mensagem que se pretende transmitir aos candidatos a futebolistas profissionais. Além disso, há todos os jogadores mais velhos que fizeram grande parte da sua carreira no Sporting, com muito para contar e um potencial imenso para educar as novas gerações no amor ao clube, e ajudar à sua fidelização enquanto adeptos e sócios. 

6. Assistência - Neste caso, e ao contrário do que se acontece no Benfica, há que reconhecer: pouco se ouve falar e muito haverá para fazer na assistência aos mais velhos que um dia passaram pelo Sporting e o serviram exemplarmente. 

 

Enfim, todos nos recordamos dos tristes finais de carreira que tiveram alguns no Sporting, incluindo até Manuel Fernandes, da azia de outros, como Simão Sabrosa (como me pareceu, por uma conversa num ginásio, ser também o caso dum ex-titular do tempo do Peseiro), as "maçãs podres" que foram saindo para outras paragens, as cenas com africanos e seus empresários, por exemplo Bruma e Rafael Leão, o caso Adrien e o "eu estou cá para defender os interesses do Sporting e os jogadores que defendam os seus", as rescisões dos capitães de então causadas pelo assalto a Alcochete, e a saída pouco clara e mal explicada de Nani.

Esperemos que neste capítulo do relacionamento com os jogadores o futuro seja bem melhor do que este passado que relatei. Penso contudo que estamos no rumo certo.

 

PS: Já depois de publicar o post dei conta do comentário de João Mário, que o meu colega Pedro Moraes interpreta aqui ao lado. Realmente não podia resumir melhor muito do que aqui fui dizendo...

SL

A diáspora

Muitos jovens promissores saíram do Sporting nestes últimos tempos, por vontade própria ou não, por falta de oportunidades ou por falta de rendimento nas oportunidades que tiveram. Depois cada um de nos ficou com a mágoa dum ou outro ter saído. E aqui no blogue Demiral, Matheus Pereira, Domingos Duarte e Palhinha estão sempre a aparecer.

Pois em Lisboa, no campo do Casa Pia, o capitão de equipa do Farense, Ryan Gauld, marcou um dos golos que colocou a equipa no topo da classificação da 2.ª Liga.

Um dos muitos desperdicios de talento dos últimos tempos no nosso Sporting

SL

Escócia não é só Whisky e Golfe

Também é futebol, embora numa segunda linha europeia no que respeita a clubes e selecção.

Sempre existe um ou outro escocês que se destaca no futebol Inglês, como Ferguson ou Dalglish, e são tidos como teimosos e resilientes, não quebram facilmente.

Aqui há uns quatro anos, veio um internacional sub-19 da Escócia, andou pela equipa B com bom desempenho, teve um primeiro empréstimo onde se estava a destacar com um treinador formador, até fez um jogo contra nós em que nos ia lixando (como agora fez o Gelson Dala), mas que foi interrompido abruptamente por uma birrice daquele que conhecem, passou o resto da época praticamente sem jogar e foi desterrado para uma equipa de lenhadores onde dificilmente se podia destacar (muito mais ao jeito do Mama Baldé, outro que está a fazer pela vida).

Chamaram-lhe o Mini-Messi, de semelhança com o original só tem o tamanho, são estas comparações idiotas que podem dar cabo duma carreira.

Em entrevistas que li, não lhe ouvi uma palavra de revolta ou queixume, apenas que estava a gostar da experiência, gostava do clube, estava a aprender muito a todos os níveis e que pensava continuar por cá.

Pois Ryan Gauld, com 23 anos acabados de fazer, é titular no meio campo duma nossa filial, o Sporting Farense, e hoje marcou dois golos na vitória em casa da sua equipa na 2ª Liga.

Gosto imenso deste pequeno jogador, trabalhador, intuitivo, rápido, de futebol vertical, penso que tem tudo para encaixar neste modelo Keizer. Teve a sua travessia do deserto mas não desistiu, ainda está bem a tempo de chegar a outros patamares, incluindo a selecção A da Escócia. Fico a torcer para que isso aconteça.

SL

E agora sem Wendel?

Se esta pergunta surgisse há umas semanas atrás, iriam concerteza dizer que estava maluco ou a abusar em determinadas substâncias que fazem mal ao raciocínio, e temos muitos exemplos por aí...

Mas feita a pergunta agora, parece realmente que uma peça importante do 4-3-3 de Keizer se avariou e importa substituir.

E por quem ?  Por Bruno César, um jogador que sempre vi mais como médio central do que nas laterais ? Por Acuña adiantando Bruno Fernandes ? Por Miguel Luís, que teve a sua oportunidade com Tiago Fernandes ? Por Nani passando para uma zona mais central ? Uma nova oportunidade para Misic ? Por Petrovic adiantando Gudelj ? Por quem ?

Não falando em nomes como Adrien e F. Geraldes, para mim havia um jogador que encaixava como uma luva no modelo de Keizer. Um jogador rápido, objectivo, intuitivo, com visão de jogo, titular do Farense, meia-leca com muito talento, Ryan Gauld.

SL

Eu que nem vi o jogo...

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Quando o Francisco Geraldes saiu, o Rio Ave estava a ganhar 3-1.

Quando Ryan Gauld entrou, a 4 minutos dos 90, o Aves perdia 3-1 mas ainda conseguiu empatar o jogo a 3.

No prolongamento, o Aves chegou ao 3-4 e foi Gelson Dala a marcar o golo do empate a 4 que permitiu ao Rio Ave ir para prolongamento.

 

Mantenho a ressalva do título: não vi o jogo e muito menos tenho alguma tese sobre este tema. Mas a coincidência merece destaque.

Grande exibição do pequeno Gauld

Grande partida de Ryan Gauld esta noite na vitória do Aves sobre o Belenenses. O jovem escocês, emprestado pelo Sporting, marcou o golo do triunfo (2-1) e destacou-se como o melhor em campo.

Este é outro campeonato que vale a pena acompanhar. O campeonato dos nossos jogadores que actuam por empréstimo noutros clubes.

Alguns poderão voltar a jogar de verde e branco num futuro próximo.

Hoje giro eu - RYANair

2014 - Estágio em Doorwerth (Holanda);

2015 - Estágio na África do Sul;

2016 - Estágio em Lausanne (Suíça);

2017 - Estágio em Nyon (Suiça).

Ryan Gauld é hoje em papa-milhas só à conta dos estágios do Sporting. O ano passado jogou 1 minuto. Este ano, só ele e Leonardo Ruiz, como jogadores de campo, ainda não se estrearam.

Entretanto, o "Mais Futebol" anuncia hoje que Ryan, Leonardo, Palhinha e Xico Geraldes treinaram à parte do restante plantel, acompanhados por adjuntos de Jesus. Alguém que explique tudo isto como se nós fôssemos muito burros, havendo quatro alternativas possíveis:

- alguém não deu o guião certo ao "Mais Futebol";

- alguém precisa urgentemente de ler o "Ensaio sobre a Cegueira";

- a equipa técnica Introduziu o "duche escocês", juntamente aos banhos e massagens;

- consumo demasiado de café da Colômbia, para conseguir ver todos os jogos da América Latina.

Nós por cá já temos os pés assentes no chão. Quando se repetem sempre os mesmos erros, o resultado é previsivel. Na linha daquela máxima: "Quem por sistema resiste à mudança, acaba a resistir à extinção".

Ryan Gauld: um exemplo

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«Julgo não haver memória de um jogador ter sido tão enxovalhado por um clube e, simultaneamente, conseguir manter um comportamento social e profissional irrepreensível. Avivemos a memória: o escocês teve a sua primeira oportunidade, com Marco Silva, na Taça da Liga de há dois anos. Destacou-se tendo, inclusive, marcado dois golos ao Belenenses no Restelo. Depois disso, não contando com uns poucos minutos concedidos por Marco no campeonato, em Alvalade, onde se destacou por um túnel a um adversário, foi condenado ao ostracismo. Na época passada, JJ meteu na cabeça que seria um box-to-box e pó-lo a adaptar-se à função na equipa B. Este ano fez o estágio de pre-época e, perante o desastre total dos jogadores e equipa durante os vários jogos realizados, Jesus apenas o fez entrar no último jogo durante a eternidade de 60 segundos. Um verdadeiro teste de resiliência. (...) Manteve sempre um low-profile e foi muito correcto e elogioso para o Sporting nas poucas vezes que falou à Comunicação Social. Tendo estas entrevistas sido dadas maioritariamente à imprensa escocesa, seria de admitir que tivesse sucumbido a destilar alguma azia. Nada disso, mostrou vontade de trabalhar, evoluir e poder afirmar-se. Mais recentemente, foi poupado no jogo dos Bs contra o Benfica e a imprensa afirmou que tanto ele como Matheus e Geraldes seriam chamados para o jogo com o Belenenses. O que aconteceu? Foi o único destes a não ser convocado, isto depois de convocatórias para ficar na bancada e duas para o banco (uma na Taça contra uma fortíssima equipa da terceira divisão), de onde não saiu. Se há casos estranhos no futebol este é um deles.»

Do nosso leitor Pedro Azevedo, aqui. Destaco-o a propósito desta notícia.

É bom para todos

Hoje foi noticiado que a promessa escocesa Ryan Gauld e o lateral André Geraldes começaram a treinar com o Vitória de Setúbal, clube cujo plantel vão integrar esta época.

Parece-me uma excelente decisão, uma vez que permite ao Vitória contar com opções de maior qualidade, ao Sporting colocar jogadores que não contam para o treinador Jorge Jesus e aos jogadores em questão que poderão ganhar um maior ritmo competitivo, face ao que provavelmente aconteceria na equipa B.

É esperar que estes empréstimos tragam tão bons resultados como os últimos 2 que ocorreram entre Sporting e Vitória de Setúbal, o de João Mário e Rúben Semedo, 2 jogadores imprescindiveis do atual plantel.

Podence, Matheus Pereira e Ryan Gauld

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Foto: Mais Futebol

 

Grandes exibições de Matheus Pereira, Daniel Podence e Ryan Gauld na concludente vitória desta tarde do Sporting B contra o Benfica B, que continua a somar derrotas e luta para não descer de divisão.

A nossa equipa foi claramente superior durante todo o desafio disputado no Estádio Aurélio Pereira, em Alcochete, perante um oponente tão apático que se limitou a fazer três remates à baliza em 90 minutos e marcou o tento solitário no último lance da partida.

Matheus distinguiu-se com dois golos, aos 20' (de penálti) e aos 54'. Podence foi o dínamo da equipa e fez a assistência para o segundo golo. Ryan destacou-se a recuperar bolas e a distribuí-las, abrindo contínuas linhas de passe. Foi ele a desmarcar Podence no lance de que viria a resultar uma grande penalidade para o Sporting por mão na bola de um defesa encarnado.

Destaque ainda para o guarda-redes Stojkovic, que defendeu um penálti aos 31'.

Uma vitória que só peca por ter sido demasiado curta, como bem sublinha Sérgio Pereira no Mais Futebol.

 

ADENDA: Dezassete dos 18 convocados do Sporting B são jogadores da nossa formação.

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