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És a nossa Fé!

Não percebemos mesmo de bola e é pena

Não percebemos mesmo de bola e é pena. Infelizmente não ironizo (se ironizasse, significaria que percebemos de bola).
Numa entrevista Peseiro reclama algum mérito nas taças ganhas pelo SCP e noutras, variadas, Rui Vitória ajusta contas ao não falar do Benfica e a chegar a dizer que não tem o telefone de Lage, daí não ter enviado os parabéns. Vitória também disse que Félix é bom como são outros e fartou-se de criticar o futebol autóctone, na medida em que se passa o tempo a refilar e a protestar em dia de jogo e em dia de não jogo. Não acenou nenhuma bandeira com águia nenhuma e trabalha em qualquer clube. 
Peseiro afirma-se pacificador e babysitter de jogadores pós-assalto a Alcochete e reitera que ele e a comissão de gestão tiveram um papel fulcral no que viria a ser, afinal, uma boa época para o Sporting. Teve uma palavra para Keizer, mas diz que o trataram mal.
A Bola, sempre atenta aos timings, já malha grosso em Vitória e um cronista chama a atenção para uma entrevista de Luisão, em que este não tece loas a RV, o que prova muita coisa (o quê, não faço ideia, porque não percebo de bola).
Vitória foi campeão no Golfo mas JJ (que no mesmo sítio e à mesma hora não foi) continua a roubar-lhe as parangonas.
De Peseiro parece que todos continuam a não querer saber.
Não percebemos mesmo de bola e é pena. Assim continuamos a não saber se RV ou Peseiro têm ou não têm direito ao capital de queixa.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Pirilampo vermelho

Alguém explique ao Rui Vitória que o objectivo (goal, em inglês) do jogo é o golo, não o auto-golo. Não é normal, é paranormal, caso suficiente para convocar (S)vilar (dois golos na Champions de 2017/18) das Perdizes, a fim de esconjurar o mal, pelo menos enquanto não surge uma solução das Arábias. Vitória com Abel foi um monstro, com José esteve para ir de Mota e em Portimão viu fazerem-lhe a Folha. Por isso, estou em crer que, a acender e a apagar desta forma, se calhar a luz que Luis Filipe Vieira viu foi a de um pirilampo. Em todo o caso, termino, desejando um bom ano de 2029 (estão 10 anos à frente) a todos os benfiquistas!

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

E Rui Vitória?

Rui Vitória não é o melhor treinador do mundo, mas aposta na formação e seria provavelmente a melhor opção para o Sporting nesta altura. Melhor do que qualquer uma das que são faladas. Eu, que nunca pude ver o Peseiro à minha frente, quer da primeira quer da segunda passagem pelo Sporting, verifico que se calhar teria sido melhor deixá-lo ficar mais uns dias, a ver o que Luís Filipe Vieira fazia.

Ingratidão do rival vs. serenidade leonina

Ler queixas de benfiquistas sobre o árbitro João Capela, o tal que lhes perdoou várias grandes penalidades no derby do limpinho, limpinho, equivale a ler uma dissertação de Cicciolina sobre a perda da virgindade. O clube da Luz, que foi amplamente beneficiado anos a fio, a ponto de jocosamente se apelidar um campeonato de Liga Capela, mostra ingratidão face aos serviços anteriormente prestados. Obviamente que este clamor visa desviar atenções da qualidade do futebol praticado, da prestação das principais aquisições na presente época, face ao investimento, das críticas de adeptos a Rui Vitória e até da inenarrável explicação sobre o like de Jonas no Instagram, com a bizarra teoria da conta ter sido pirateada.

Felizmente que os tempos são calmos no Sporting, apesar da controvérsia sobre a não convocação de Nani para o jogo com o Marítimo. No entanto José Peseiro falou demais, compreendo o interesse mediático, mas os problemas de casa, decidem-se internamente, à porta fechada. Claro que a vitória ajudou a serenar os ânimos, acredito que Nani volte a ser titular e receber a braçadeira muito em breve, quiçá na próxima quinta-feira. A bem do clube.

O cai nelas

 

O meu pai, que está bem melhor, muito obrigado a quem me endereçou desejos de restabelecimento, costuma utilizar uma frase que define bem o que hoje aconteceu com Jesus. O Derrotas lançou-lhe um isco e Jesus fisgou-o sem pestanejar. Como diria o meu pai, um cai nelas, o mesmo que "anjinho".

Ou então não e o nosso treinador quis jogar mesmo para o empate, o que convenhamos foi uma jogada de risco. Porque nada está garantido e há ainda uma vitória para conseguir na madeira.

Dos jogadores se ocupará o Pedro Azevedo, mas não poderei deixar de dizer duas ou três coisinhas: Bas Dost tem definitivamente de querer deixar de ser o bom samaritano, Gelson está "nas lonas" e Acuña deveria ter entrado de início, não tivesse Jesus caído na esparrela do ceboladas.

Do jogo se ocupará o Pedro Correia, mas não deixarei de dizer que não gostei da forma como os nossos jogaram, desgarrados, sem concentração, principalmente na primeira metade.

Também não gostei do Xistra, que deixou passar em claro um penalti sobre Mathieu, e outro sobre o Dost, ali mesmo à minha frente (cometidos, ambos os dois por um tipo que nem sequer devia estar em jogo, Ruben Dias) e não se coibiu de apitar sempre que era contra nós e se esqueceu bastas vezes de o fazer quando era contra os outros. E o sonso do Derrotas, na entevista rápida ainda vem dizer que foi prejudicado. Ranhoso!

Uma nota final para Bruno Fernandes, que até a "ceifar" adversários tem classe...

Solidariedade com Rui Vitória

Permitam-me que, neste espaço, manifeste a minha solidariedade ao treinador Rui Vitória perante as públicas acusações de incoerência, que nestes últimos dias tem sido alvo.

Não o é!

Se há injustiça que lhe possam atribuir são essas, pois incoerente é o que a sua entidade patronal não o deixa ser, aliás toda a sua actuação, como a de qualquer seu colega daquela instituição, pauta-se por uma extrema coerência, naquilo que às arbitragens diz respeito:

- calado quando beneficiado, a maior parte do tempo;

- falar com, putativa, voz grossa quando os árbitros não beneficiam aquela instituição.

Quanto à acusação de papaguear o que lhe mandam dizer, que também lhe têm feito, manifesto igualmente a minha solidariedade, dizendo que estas críticas são injustas, pois papagaios, como disse o presidente da instituição onde trabalha, sempre aí existiram.

Verdade ou especulação?

(Fonte da imagem: http://www.maisfutebol.iol.pt)

 

Este post vai irritar solenemente os benfiquistas, e eu percebo porquê. É sobre uma teoria baseada numa sensação que eu tenho há muito tempo e que não pode ser provada para já, só suportada por indícios. Por isso, tanto pode ser verdadeira, como uma racionalização criada por mim para diminuir a frustração que eu senti na época de 2015-2016 (antes de encherem a caixa de comentários com palavras daquelas mesmo desagradáveis, lembrem-se desta frase).

Parece claro que Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes quiseram, no fim da época 2014-2015, colocar Jorge Jesus no estrangeiro, e ficaram surpreendidos e não muito contentes quando ele assinou pelo Sporting: http://www.sabado.pt/desporto/futebol/detalhe/os-bastidores-da-mudanca-de-jesus-do-benfica-para-o-sporting.

Em seis épocas no Benfica, Jorge Jesus foi campeão em três, ficou em 2º em três (uma muito má, a 21 pontos do Porto de André Villas-Boas, outra média, a 6 pontos do Porto, e outra boa, a 1 ponto do Porto), chegou aos quartos-de-final, meias finais e duas vezes à final da Liga Europa, fase de grupos e quartos-de-final da Liga dos Campeões, e ganhou 1 Supertaça, 1 Taça de Portugal e 5 Taças da Liga. Mais do que os títulos, o que mais me impressionava no Benfica nesta altura era o sufoco que criava nas outras equipas (temos que confessar que houve equipas do Sporting nesta altura que não era muito difícil sufocar), sem as deixar jogar, e como dominava quase todos os jogos que em que entrava.

Rui Vitória tinha feito um bom trabalho no Paços de Ferreira e no Vitória de Guimarães, mas não parecia haver a certeza, quando assinou pelo Benfica, que tivesse capacidade para treinar um clube grande. Baseado no que eu tenho ouvido e lido (portanto, não há nada de científico nisto, é só uma impressão), os adeptos do Sporting e do Porto há muito tempo que acham que não e os benfiquistas começam a confessar este ano que acham o mesmo há algum tempo.

Depois de perder a supertaça com o Sporting, o Benfica começou o campeonato de 2015-2016 assim (todos os resultados da época aqui: https://www.rtp.pt/noticias/benfica-resultados/e6635/13/2015/0):

  • Jornada 1: Vitória sobre o Estoril, em casa, por 4-0
  • Jornada 2: Derrota com o Arouca, fora, por 1-0
  • Jornada 3: Vitória sobre o Moreirense, em casa, por 3-2
  • Jornada 4: Vitória sobre o Belenenses, em casa, por 6-0
  • Jornada 5: Derrota com o Porto, fora, por 1-0
  • Jornada 6: Vitória sobre o Paços de Ferreira, em casa, por 3-0
  • Jornada 7: Empate com o União da Madeira, fora, 0-0 (este jogo foi adiado e jogado entre as jornadas 13 e 14)
  • Jornada 8: Derrota com o Sporting, em casa, por 3-0

Ou seja, mesmo sendo verdade que a jornada 7 foi jogada fora de tempo, nas primeiras 8 jornadas, o Benfica teve 4 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, o que lhe deu, aproximadamente, 54% dos 24 pontos possíveis (13). Imagino que, depois do que se passou com os treinadores no Verão, a 2ª derrota com o Sporting em 2 meses e meio não tenha sido fácil de encaixar.

Não sei o que se passou mas, depois da derrota em casa com o Sporting para o campeonato, tudo mudou. Das 26 jornadas que faltavam jogar, o Benfica perdeu uma, com o Porto, em casa, por 2-1. Até aqui nada de muito estranho. O problema é que, das outras 25 jornadas, o Benfica ganhou todas. Nem um empate (excepto o da 7ª jornada, que foi jogado nesta altura). Ou seja, da jornada 9 à jornada 34, o Benfica conseguiu, aproximadamente, 96% dos 78 pontos possíveis (75). E isto, para um sportinguista que via o Sporting a jogar um futebol muito bom, com o que já era o seu treinador preferido, foi não só frustrante, mas muito surpreendente. O Sporting bateu o recorde de pontos do campeonato nacional neste ano, mas o Benfica bateu este recorde criado pelo Sporting.

Não vale a pena falar sobre arbitragens em jogos deste ano, porque, sem um painel de especialistas independente, já sei que as opiniões mudam completamente conforme o clube de que se é adepto. Eu tenho a minha opinião sobre alguns jogos deste ano, mas não interessa para aqui. O que me chamou a atenção foi uma das poucas afirmações que o Francisco J. Marques fez no seu programa do Porto Canal, sem mostrar nenhum documento que a suportasse: "J. Marques aconselhou os presidentes dos clubes que vão defrontar o Benfica “a não permitirem a aproximação dos seus jogadores de nenhum César”, deixando uma ameaça: “Se os Césares ficarem longe dos jogadores, não há necessidade de próximos capítulos”." (tirado daqui: http://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empresario-pede-explicacoes-a-diretor-de-comunicacao-do-fc-porto).

Tudo isto me veio à cabeça depois de ver esta notícia:

http://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-pela-pj-no-caso-de-viciacao-de-resultados-acompanhe-em-permanencia-na-cmtv?ref=HP_Destaque.

A notícia diz que o jogo, do campeonato de 2015-2016, Rio Ave - Benfica, que o Benfica ganhou por 1-0 (o vídeo do jogo está aqui:

https://www.vsports.pt/vod/30796/m/191801/abola/17ad5313f3bef75bb3027fa21f8d9fdf), está a ser investigado por suspeitas de pagamentos, por parte de empresários ligados ao Benfica, a jogadores do Rio Ave, para facilitarem a vitória do Benfica.

Eu sei que a fonte é o Correio da Manhã, o que não ajuda muito à credibilidade da notícia, mas entretanto A Bola (http://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/708614/40/), o Record (http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-por-suspeitas-de-viciacao-de-resultado.html) e O Jogo (https://www.ojogo.pt/futebol/noticias/interior/rio-ave-benfica-da-ultima-epoca-estara-a-ser-investigado-pela-pj-9015723.html) já deram a notícia. E, pelo menos para chegadas de jogadores novos, há uma regra: se os três jornais dão a notícia ao mesmo tempo, é porque deve ser verdade.

Resumindo tudo: fiquei muito contente quando o Jorge Jesus veio para o Sporting e tive muita esperança que o Rui Vitória não fosse treinador para o Benfica. A época começou como eu esperava mas, de repente, vi uma anormalidade estatística que nunca tinha visto, numa equipa que não me parecia ser capaz de a causar.

No meio do que se foi sabendo sobre os emails do Benfica, fiquei com a frase do Francisco J. Marques na cabeça. E agora sai esta notícia. Só para lembrar: não há aqui provas de nada, só indícios, e nada garante que jogadores do Rio Ave, ou de outras equipas, tenham mesmo facilitado alguma vitória do Benfica. Mas fica aqui uma teoria (que a minha irritação com esta época pede que seja verdade).

Hoje giro eu - A doutrina de Jesus

Jorge Jesus pode ter alguns defeitos, mas a verdade é que doutrina entre os treinadores portugueses. Andava Rui Vitória desesperado - na indefinição entre o 4-3-3, modelo táctico que lhe tinha dado bons resultados em Guimarães, e o 4-4-2 com alas bem abertos, legado e fórmula de sucesso de JJ nos dois anos anteriores - quando decidiu adoptar (chamemos-lhe assim) a inovação que, entretanto, Jorge Jesus introduzira no Sporting: João Mário na ala, partindo daí para movimentos interiores, criando superioridade numérica no meio-campo. Estávamos em 2015 e o recurso a Pizzi, jogando no corredor direito, viria a valer um campeonato. Antes, colocara Guedes e Gaitán nas alas, na Luz contra o Sporting (Pizzi a "8"), e o resultado tinha sido desastroso...

Ontem, em jogo da Taça da Liga frente ao Braga, Rui Vitória experimentou pela primeira vez este ano o 4-3-3 (os entendidos dirão que é um 4-2-3-1), com Krovinovic a fazer de Bruno Fernandes, mais uma vez replicando tardiamente (em 15/16 ainda foi a tempo) o que JJ vem fazendo desde o início da época. Este detalhe é importante porque RV tinha Gabigol disponível para fazer de Jonas e preferiu metê-lo numa ala. Não será tão fácil, no entanto, este modelo vingar e por uma simples razão: Jonas, o segundo avançado no modelo 4-4-2, é só o melhor jogador do Benfica e por uma larga margem. Assim sendo, como coabitar Jonas neste sistema? A única solução seria abdicar do ponta-de-lança puro (Seferovic ou Jimenez) e deixar Jonas solto na frente, jogando com um meio-campo a 3 formado por Fejsa, Pizzi e Krovinovic, apoiados nas alas por Sálvio e Cervi (ou Zivkovic). Esta solução tem prós e contras. A favor, a idade de Jonas e a necessidade de poupá-lo a uma excessiva deriva por caminhos extenuantes longe da baliza; contra, o facto bem provável de o brasileiro render mais quando não é uma referência fixa na frente. Apesar de tudo, não me admirava nada que Rui Vitória testásse este modelo em Basileia.

Uma coisa é certa: com melhores ou piores resultados, Jesus doutrina. Que continue, mas desta vez de olhos bem abertos, sem soberbas e a dar o devido mérito aos seus jogadores (algo que tem sido uma realidade este ano).

 

image[1].jpg

Não te deslumbres, Rui Vitória


"Se isto fosse fácil não seria para mim." 

10 de Agosto de 2015

 

"Vai jogar uma equipa, que somos nós, contra onze jogadores do Sporting, não sei se será uma equipa."

24 de Outubro de 2015

 

"Na minha lista de prioridades, primeiro estou eu, a minha família, os meus jogadores, o staff do Benfica. E lá para nonagésimo lugar vem o treinador do Sporting, depois de outros ex-colegas meus, das senhoras que nos fazem os pequenos-almoços, de um vendedor de pipocas numa festa onde estive e de um motorista que um dia me levou a Fátima."

15 de Maio de 2016

 

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