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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

O dia amanhecia muito triste para todos os adeptos leoninos. Tínhamos tomado conhecimento de que Rui Patrício abandonaria o Sporting após 18 anos de ligação ao clube. A confirmação fora feita na noite de véspera, num canal televisivo, pelo recém-nomeado director do futebol leonino, Augusto Inácio.

«É uma baixa duríssima para o Sporting, que perde assim o seu capitão, titular absoluto da selecção nacional, indiscutivelmente o melhor guarda-redes português, campeão europeu em título e um dos melhores jogadores da sua posição a nível mundial. (...) Eis mais uma conquista de Bruno de Carvalho: perdemos um dos nossos maiores valores. Hoje é dia de festa para os grunhos que a 5 de Maio lhe lançaram tochas incendiárias para cima da baliza onde ele tantas vezes brilhou e para os jagunços que a 15 de Maio espalharam o terror na Academia de Alcochete: queriam vê-lo pelas costas e conseguiram. Um clube que tem "adeptos" destes, não precisa de inimigos», reagi aqui nesse dia 28 de Maio de 2018.

Faz hoje um ano

 

Fazia naquele 19 de Novembro de 2017 onze anos exactos desde o dia em que Rui Patrício se estreara na equipa principal do Sporting, então sob o comando de Paulo Bento.

Aproveitei a efeméride para aqui publicar este pequeno texto - em forma de postal ao guarda-redes campeão da Europa - que agora parcialmente reproduzo:

 

«Ao longo deste tempo, enfrentaste muitos obstáculos. Desde logo o cepticismo de sócios e adeptos, muitos dos quais te vaiaram nas bancadas, descrentes do teu valor. Depois a inveja e a maledicência ditadas pela clubite inflamada de uns imbecis que têm lugar cativo nas televisões. E até a desinformação de periódicos outrora respeitados, como o jornal A Bola, que parece ter hibernado durante dois anos - e não percebeu que foste um dos heróis da nossa campanha do Euro 2016, a mais brilhante de sempre do futebol português, ao defenderes uma grande penalidade nos quartos de final frente à Polónia.

És um verdadeiro Leão.

Parabéns, meu caro Rui Patrício.»

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade? - II

A detenção do líder da Juve Leo, acompanhada pela detenção do seu líder espiritual e antigo presidente do clube, no âmbito do processo de Alcochete, vêm reforçar a urgência em tomar medidas relativamente aos apoios às claques, como defendi há 2 dias em post anterior.

Fez bem Frederico Varandas em conseguir acordo pela transferência de Rui Patrício, tal como havia estado bem Sousa Cintra no acordo com William Carvalho e regressos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia. Porque a verificar-se o que nenhum sportinguista quer acreditar, que tenha existido algum grau de envolvimento por parte de dirigentes, o clube correria o risco de ver alguns jogadores conseguirem justa causa.

É tempo de pararem com a conversa dos mansos, golpadas e outras teorias, cada dia que passa se torna mais evidente que em boa hora nos livrámos de quem nos prejudicou e resgatámos o clube para os seus legítimos donos, os sócios.

Rui, Viviano, Salin, Renan, Maximiano

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Esta noite acompanhei na televisão a magnífica exibição do veterano Casillas, que defendeu um penálti aos 10', enchendo de confiança o onze portista, que a partir daí embalou para uma vitória folgada (por 3-1) frente ao Lokomotiv em Moscovo. Arrecadando 2,7 milhões de euros e qualificando-se praticamente para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Enquanto via o jogo ia reflectindo na importância crucial de um guarda-redes na edificação de uma equipa com aspirações a títulos e troféus. E dei por mim a pensar que, embora tenhamos hoje quatro jogadores disponíveis para ocupar essa posição, todos somados não compensam a ausência de Rui Patrício.

As coisas são o que são. Não adianta iludi-las.

Os milhões perdidos de Rui Patrício (que a Katharina Blum não é chamada para o caso...)

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Defendi Rui Patrício, como tendo a defender todos os que vêm da formação (sorry, Yannick...), ainda antes daquela noite na Madeira linda em que ele defendeu o pénalti e começou a construir a sua lenda. Naquele tempo era bem mais difícil seguir os jogos dos escalões jovens, mas nem por isso me passava despercebido o potencial do adolescente de Marrazes.

 

Defendi Rui Patrício quando muitos dos seus admiradores se lhe referiam por “franguício”. Defendi Rui Patrício quando à custa de inspiração e transpiração conquistou a camisola 1 do Sporting e de Portugal.

 

Defendi Rui Patrício quando fez grandes defesas e também quando cometeu graves erros. Defendi Rui Patrício quando deu a todos os portugueses o título europeu e quando ajudou a que o Sporting fizesse tão boa figura nos jogos da última temporada disputados contra os gigantes Juventus, Barcelona e Atlético de Madrid. Até defendi Rui Patrício quando o seu descalabro exibicional coincidiu com o descalabro da equipa inteira.

 

Defendi Rui Patrício quando acéfalos lhe fizeram chover projécteis no derby e quando foi atacado cobardemente em Alcochete.

 

Não defendi, mas compreendi, que tivesse vontade de mudar de vida bastante para rescindir com alegada justa causa. Não defendi, mas tentei compreender, que tenha assinado pelo clube barriga de aluguer de Jorge Mendes em Inglaterra, indexando a resolução do seu problema a interesses (eventualmente justos e certamente litigáveis) milionários do supracitado empresário.

 

Só não me peçam para defender, compreender ou sequer tentar compreender que se tenha Rui Patrício por enorme benemérito por ter abdicado de receber cinco milhões de euros virtuais, contratualizados no instante em que assinou um vínculo com o Wolverhampton que poderia ou não vir ser a considerado válido. Isso é de profundo mau gosto numa história em que o Sporting fica com alguns milhões para pagar os dedos que ficaram e Mendes sai a ganhar.

 

A Rui Patrício, muito sinceramente, desejo a maior das sortes. Merece um grande clube, tão grande quanto os maiores da Europa. Como aquele de onde saiu.

Um Leão duro de roer

 

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O vencimento do empréstimo obrigacionista de 30 milhões de euros já no próximo mês de Novembro e todas as obrigações financeiras correntes da SAD e do Clube  (salários, fornecedores....) estão a pressionar o presidente do Sporting para encontrar dinheiro fresco. Frederico Varandas dá, no entanto, sinais claros de que não cede a pressões para fazer acordos fáceis sobre activos do Sporting, ainda que tenham rescindido alegando justa causa. O último exemplo é revelado hoje pelo Record, em que os ingleses do Wolverhampton viram rejeitados os 20 milhões de euros brutos (13 milhões líquidos de comissões antigas à Gestifute) pelo acordo de venda de Rui Patrício. Uma nega que merece aplausos até porque se trata de um dos melhores guarda-redes do mundo.

Se não vejamos:

Kepa foi do Atlético de Madrid para o Chelsea por 80 milhões

Alisson Becker foi da Roma para o Liverpool por 62,5 milhões

Buffon foi do Parma para a Juventos por 53 milhões

Ederson foi do Benfica para o Manchester City por 40 milhões

Então, o Rui iria do Sporting para o Wolverhampton por 13 milhões?

As dificuldades financeiras do Sporting não justificam acordos a qualquer preço. Premissa que é válida também para outros como Gelson e Atlético de Madrid.  Varandas sabe bem ser um Leão nesta selva do futebol e começa a mostrar os dentes aos rivais. Até porque uma das promessas feitas nas eleições que lhe deram a cadeira de Presidente foi a de que o Sporting estaria sempre em primeiro lugar.

Estamos acordados e vigilantes para que o Leão seja um osso duro de roer.

Sobre Rafael Leão e todos os outros...

Desconheço se Rafael Leão irá ou não assinar pelo Lille, ou qualquer outro clube. Se o fizer, espero que o Sporting avance com processo para a FIFA à semelhança do que foi feito com Patrício, Podence e Gelson. Por princípio, entendo que deveremos estar sempre disponíveis para acordos futuros, no entanto há um ponto prévio que deve ser acautelado, em todos, repito, em todos os casos, só poderá existir acordo se for incluída uma cláusula anti-rivais. Caso não o façam, terei que afirmar sem qualquer margem para dúvidas, que os interesses do clube não foram acautelados pelos actuais dirigentes. Acrescento que face ao período pré-eleitoral que atravessamos, esta questão deverá ser colocada a todos os candidatos...

São Patrício

Poucas semanas depois de Portugal ter vencido o Euro, o Sporting apresentou-se diante dos seus sócios e adeptos. 

Todos os jogadores pisaram o relvado de Alvalade, incluindo os recém campeões europeus. 

Após a apresentação seguiu-se o jogo do dia, frente ao Lyon e, para surpresa dos (tele)espectadores, Rui Patrício jogou alguns minutos.

No final da partida, comentava assim Jorge Jesus "O Rui Patrício foi uma exceção e ele nem era para jogar, mas quis estar em campo".

Não atiro pedras a Rui Patrício porque sei que foi, é e continuará a ser um Leão. A sua carreira no Sporting merece-me o maior dos respeitos.

Teve azar de ter sido um dos alvos preferenciais de um louco bardamerda, saindo desta forma infeliz do nosso clube. Mas não tenho dúvidas de que, à semelhança de outra glória das redes leoninas, Vítor Damas, também irá regressar um dia ao Sporting para voltar a envergar a camisola n.º 1 e a defender as suas redes.

Serás sempre leão, Rui Patrício...

Escumalha que envergonha as nossas cores lançou artefactos incendiários na direcção de Rui Patrício, então guarda-redes e capitão da equipa. Anteriormente haviam procurado o atleta em área de estacionamento reservada no interior do estádio, à qual seguramente apenas tiveram acesso mediante alguma conivência. Posteriormente o bárbaro ataque a Alcochete, no qual foi um dos principais visados pelos cerca de 40 vermes encapuçados.

Seguramente que o caso das rescisões dos 9 atletas do futebol profissional não têm todos a mesma força, o que equivale a dizer possibilidade de sucesso, leia-se justa causa. Mas ninguém no seu perfeito juízo ousará duvidar que Rui Patrício será um dos que tem maiores probabilidades de obter uma sentença favorável.

Aos que criticam o atleta, convém relembrar as responsabilidades que podem e devem ser atribuídas em todo este processo ao louco que exaltou ânimos com publicações em redes sociais. Ao ponto de poder ser muito provavelmente considerado autor moral de todos estes lamentáveis episódios, que constituem um dos períodos mais negros da história centenária do Sporting Clube de Portugal. Espero dos serviços jurídicos do clube acções em sede própria contra o bando de autores materiais e também contra o alienado autor moral de todos estes crimes. A Rui Patrício desejo as maiores felicidades pessoais, sucesso profissional e não tenho dúvidas que o tempo permitirá que retorne à casa da família onde pertence. Daqui a 20 anos ainda será lembrado, enquanto o pequenino déspota mimado e birrento há muito que terá sido esquecido…

Rui Patrício…

escreveu este texto.

 

«Caros Sportinguistas

 

Após muitos ruídos e acontecimentos de que o Sporting Clube de Portugal e Eu, fomos alvo recentemente, remeti-me ao silêncio... não por ausência de sentimento, nem por falta de argumentos válidos, mas sim, por respeito ao Sporting Clube de Portugal e aos seus adeptos.

Neste momento, já existe espaço para que possa dizer, em linhas breves, aquilo que sinto e o porquê da minha atitude reservada.

Suportei e vivi muitas situações menos positivas, para poder representar o meu clube, dando sempre o máximo de mim e sendo soberana, a minha vontade de honrar a camisola que vestia desde os meus 12 anos, bem como transmitir esses valores para todos os meus colegas, enquanto um dos capitães e um dos jogadores com mais anos de casa desta equipa, que sempre me orgulhou e irá continuar a orgulhar pela sua força e determinação genuínas!

Mas também sou um ser humano... de carne e osso, igual a todos vocês, e por isso tive de tomar uma decisão.

Os motivos que me levaram a sair são hoje conhecidos por todos vós...

São de conhecimento público... as causas descritas na minha rescisão.

Nunca faltei ao respeito a ninguém nem nunca o irei fazer, pois o meu silêncio até hoje, foi exclusivamente por respeito a todos!

Até ao momento da minha rescisão, tinha-se tornado insustentável a minha continuidade, por comprometer a minha produtividade profissional perante o meu Clube, e por essa razão, não estariam jamais, reunidas as condições para exercer a minha atividade profissional no Sporting.

Esta foi a minha casa durante 18 anos, sim a minha casa!

Passei mais tempo no Sporting do que em casa dos meus Pais…

Para além dos meus Pais... Sim foi o Sporting que me formou e me transformou naquilo que sou hoje, não só enquanto Sportinguista, mas também enquanto profissional e ser humano. Foi sem dúvida uma casa que me criou a todos esses níveis!

Seria impossível da minha parte “Virar Costas” ou prejudicar esta grande Família.

Por isso respeito e vou sempre respeitar todas as opiniões por parte dos adeptos, agradecendo todo o apoio que me deram ao longo de todos estes anos...»

Dívidas são para pagar

Muito se tem falado sobre a diferença entre o valor que o Wolverampton paga ao Sporting pela transferência de Rui Patrício e o valor que o clube recebe. Se existe uma dívida reconhecida pela Sporting SAD à Gestifute ou qualquer outra entidade, é bom que a mesma seja regularizada o quanto antes, sem manobras dilatórias ou chico-espertices tipo “Marcos Rojo/Doyen”, que acabam sempre por serem pagas, acrescidas de juros. Afirmar que dos supostos 18 milhões o clube recebe apenas 11, é intelectualmente desonesto, porque existe encontro de contas.

Mas desonestidade é algo a que nos habituámos durante 5 anos, sempre em defesa dos superiores interesses do Sporting, está bom de ver, acabando sempre por perder os processos em sede própria, só não viu quem não quis, ou quem de forma acéfala seguiu o conselho do guru espiritual e apenas sintonizou a Sporting TV, que foi, como sabemos até aqui, uma verdadeira fonte de informação ao serviço do deposto querido líder. É que, não tendo nada a ver com a vida dos outros, ainda me lembro quando um presidente de clube rival desbaratou o bom nome na praça, coleccionando dívidas e rasgando contratos. As consequências duram anos.

É pois com alguma surpresa e receio que ouço rumores que algumas transferências estão por pagar, que existem dívidas a fornecedores no valor de 40 milhões de euros. A ser verdade, tal poderia explicar algum desnorte e fuga à realidade que fizeram perigar nos últimos meses a existência do Sporting Clube de Portugal. Mas ninguém tenha dúvidas que, apesar do coro de viúvas carpideiras saudosistas do passado recente, o clube está a ser reerguido. Esperemos pelo resultado da auditoria forense e retiremos da mesma todas as consequências.

Carvão e transparência

É uma imagem impossível, eu sei, mas diz que os diamantes são uma espécie de composto de carbono e são transparentes e brilham imenso. Por isso, depois de ouvir e ver Cintra na SIC, a minha aversão a notícias sem confirmação sente-se tentada a acreditar nos rumores que vão correndo.

Pois então parece (e não será rumor, Cintra acaba de o confirmar) que Podence e Bruno Fernandes regressarão ao clube. Ora, crendo no carvão que vai sendo publicado, parece que ao regresso se juntará um prémio de assinatura. A ser verdade, ele lá saberá se tem dinheiro para lhes pagar, mas não deve ser difícil, já que a situção não deve ser tão má como a pintam. Pelo menos foi o que subentendi das palavras de Cintra ao intenso interrogatório sobre o tema a que o papagaio da SIC o submeteu (caramba, podia ter referido que entrou ontem em vigor o contrato de mais de 500M€ com a NOS, ficava-lhe bem).

Muito bem, que regressem. Tenho alguma curiosidade (a confirmarem-se as comissões) em saber qual vai ser a explicação que vai ser dada aos que não abandonaram o barco e qual será a sua reacção. E quais as consequências para a saúde do balneário. Se eu fosse saudosista, diria que provavelmente fará pior que um post no facebook, mas não sou e quero crer que o período de felicidade anunciado por Cintra tudo ultrapassará. Anseio verdadeiramente por isso. Anseio tanto que amanhã, logo pela manhã e numa prova de confiança nos jovens que ficaram e naqueles que regressam com vontade de triunfar, irei renovar o meu bilhete de época.

Disse ainda que vai negociar Patrício por 18M€. Tenho algum interesse e não serei provavelmente o único, em saber quanto desse valor chegará realmente ao Sporting, se mais, se menos que aquilo que foi apregoado há bem pouco tempo (timidamente falou em agentes e comissões, mas foi assunto que não interessou ao entrevistador, que lhe passou por cima como cão por vinha vindimada). Seria da maior, elementar e já agora mais que necessária transparência.

A talhe de foice, gostaria também de ouvir os candidatos às eleições de 8 de Setembro a pronunciarem-se sobre o tema rescisões e sobre estes três casos em particular e que medidas tomarão para tratar do inevitável desconforto.

Achei piada à referência à vitória no Futsal, "...fomos campeões já com esta direcção". Ó Cintra, menos...

Rui Patrício, SIM!

Não farei coro com quem vomita ódio pelos nossos ex jogadores, em especial por Rui Patrício.  Continuarei a gostar dele e espero que seja feliz onde jogar (reposta a normalidade no clube, talvez ainda seja possível haver compromissos a propósito da sua contratação, ressarcindo assim quem o formou). Mas custa ler coisas como estas de sportinguistas:

 

Na Seleção quero que continue como nos dois primeiros jogos do Mundial, a defender Portugal, e bem! 

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Gestão danosa

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Várias vezes me insurgi aqui contra a venda apressada de Daniel Carriço - capitão do Sporting, formado em Alcochete - pela gerência de Godinho Lopes.

Um negócio feito em cima do joelho, para gerar receitas líquidas que pudessem satisfazer o pagamento de despesas correntes na agremiação leonina.

Um negócio vergonhoso, bem revelador da incompetência daquele Conselho Directivo.

 

O jogador manteve-se em Alvalade até ao derradeiro dia daquele funesto 2012. No último ano de contrato, o acordo de renovação com a direcção nunca chegou: o modesto Reading, de Inglaterra, apareceu para recrutar o jogador de 24 anos a troco de 750 mil euros e lá o levou. Três anos depois, Carriço tinha conquistado três Ligas Europa pelo Sevilha, para onde os ingleses o exportaram logo na época seguinte. Por mais do dobro do preço que lhes havia custado.

A dado momento, a propósito desta ruinosa venda e lembrando também uma transferência anterior de outro capitão do Sporting (João Moutinho) - dessa vez para um rival directo, o FC Porto - escrevi aqui, sem esquecer iguamente a saída de Cristiano Ronaldo por números irrisórios: «Três valores do futebol internacional - cada qual à sua escala - formados na Academia do Sporting. Três jogadores vendidos ao desbarato por gestores incompetentes. Não queremos disto. Nunca mais.»

 

Mal imaginava eu que ainda havia de acontecer pior. Outro profissional formado na Academia leonina, pertencente aos quadros do nosso clube desde 2001, haveria de sair sem gerar um euro de receita ao Sporting.

Consumou-se hoje: Rui Patrício vai passar a jogar pelo Wolverhampton, com um contrato de quatro anos, quando é campeão europeu em título, goza do prestígio de ter sido considerado o melhor guarda-redes do Euro-2016 e veste as cores da selecção nacional como titular absoluto no Mundial da Rússia.

 

Se critiquei Godinho Lopes por ter deixado sair Carriço por 750 mil euros, ainda mais devo criticar o seu sucessor por ter aberto caminho à rescisão do guarda-redes leonino, tudo fazendo para o insultar e humilhar em público, como se ansiasse pelo pedido de rescisão unilateral invocado pelo jogador.

Neste caso não estamos sequer perante um negócio ruinoso: é um monumental tiro no pé que torna o Sporting novamente notícia pelos piores motivos.

Outros talvez hesitem no nome a dar a isto. Eu não. Para mim é gestão danosa.

Etebo

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Etebo, jogador do Feirense em 2017/18. Licença desportiva vendida ao Stoke City por 7,2 milhões de euros (!) - um clube como o Feirense num negócio destes, mesmo que os empresários fiquem com um naco substancial, é mesmo sinal dos tempos ...

Nesta madrugada estive a ver o que escrevi aqui no "És a Nossa Fé" nestes meses. Muita parvoíce, apertado entre a vontade que o "Bruno" fosse Bruno e a consciência de que o Bruno é "Bruno". Muita parvoíce mesmo. Enfim, cá se escrevem cá se pagam ...

Mas ficam-me dois textos à bloguista "da bola", contentam-me. No dia 2 de Outubro um postal a que chamei "O Muro de Lisboa" pois "o Rui Patrício foi o Muro de Lisboa a que nos vem habituando". Aliás, se eu fosse da administração de alguma construtora civil com negócios do estrangeiro, tipo construções de barragens ou grandes vias, contratá-lo-ia para uma campanha publicitária.

O outro? A 9 de Setembro, fazendo uma espécie de rescaldo após a 5ª jornada, botei "Entretanto eu, aqui da praia, fico-me a pensar que aquele rapaz Etebo, que vive em Santa Maria da Feira, tem ar de quem seria um bom grumete para a nossa equipagem". Pena que não tivesse tido o eco que eu desejaria.

Espero que compensem, um pouco, outras coisas por aqui deixadas.

 

Balanço (1)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre RUI PATRÍCIO:

 

- Francisco Melo: «Rui Patrício não teve uma boa exibição em Atenas. Jogar com os pés nunca foi o seu forte e então quando está inseguro no jogo, cada atraso para o nosso redes é um ai Jesus! Com o capital de experiência acumulado e créditos firmados, já era tempo de o guardião leonino gerir melhor a sua relação com a bola no pé.» (14 de Setembro)

- Pedro Azevedo: «De há uns quatro anos para cá, o guarda-redes conquistou-me definitivamente. Rui é hoje um guardião de classe mundial, campeão europeu com defesas decisivas, maduro, tranquilo, fortíssimo na "mancha" perante adversários isolados, ágil entre os postes como mostrou perante Griezmann na final de Paris. E, apesar disso tudo, continua a ser um homem humilde, sereno, que nunca se põe em "bicos de pés", um herói com uma personalidade de anti-herói.» (21 de Outubro)

- Filipe Arede Nunes: «Será que dá para fazer, ao lado do leão, uma estátua ao Patrício?» (27 de Outubro)

- JPT: «Vem isto a propósito do Sporting-Juventus de anteontem. Aos 69 minutos, vindo lá do canto da baliza, Rui Patrício fez uma defesa extraordinária – não exactamente espectacular mas absolutamente extraordinária, no que mostrou de capacidade técnica de controlo do seu espaço próprio, a baliza e a pequena-área.» (2 de Novembro)

- Eu: «Faz hoje onze anos, começaste a defender a baliza na equipa principal do Sporting. E começaste muito bem, parando uma grande penalidade nesse jogo de estreia. Missão que continuas a desempenhar com zelo e brio, sem te pesar no ego o brilhante título de campeão europeu e a eleição como melhor guarda-redes do continente em 2016.» (19 de Novembro)

- José da Xã: «Rui Patrício tem sido um baluarte na baliza do Sporting e na selecção no que respeita às grandes penalidades?» (26 de Janeiro)

- António de Almeida: «Rui Patrício mostrou uma vez mais que é um verdadeiro líder dentro e fora do campo, capaz de unir a equipa nos momentos mais adversos.» (6 de Abril)

- Zélia Parreira: «Grande Homem, grande Sportinguista.» (6 de Abril)

- António F: «Neste lapso de tempo em que vivemos, temos a felicidade de ver jogar uma das grandes lendas do nosso clube: Rui Patrício.» (21 de Maio)

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