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És a nossa Fé!

A pedra angular do sistema

Ontem, durante a primeira parte do jogo com o Rosenborg, pareceu-me, finalmente, ter percebido qual a ideia de Silas para o jogo do Sporting. Confesso que o género de futebol assente na posse (no fundo o modelo que Guardiola desenvolveu, ao extremo, no Barcelona) não me fascina.

No entanto, se as ideias de Silas forem essas, ele precisa de, pelo menos, um jogador completamente diferente. Anda, pela nossa equipa, um moço (que quase aposto, deve ser uma simpatia) chamado Doumbia que, há-de ser, certamente, extraordinário a fazer imensas coisas, mas não claramente a jogar futebol. Ou, pelo menos, um futebol assente numa ideia de jogo que privilegia a posse de bola e a circulação. Doumbia tem evidentes carências técnicas e, devo confessar, quando estou a ver o Sporting, todas as vezes que o costa-marfinense toca na bola são para mim momentos de pânico e terror. 

Tudo isto para dizer o quê? A verdade é que no plantel do Sporting não há outro jogador com as características de Doumbia. De quem é a responsabilidade? Parece-me evidente que não é de Silas, mas antes da estrutura que lidera o futebol. Aliás, toda a má época que estamos a fazer é consequência de escolhas, em alguns casos, absurdas dessas mesmas pessoas. Quem achou possível fazer toda uma época com um único ponta-de-lança?

Promessa. Mais ou menos...

Por razões profissionais, não vi o jogo ontem.

Só lá por volta das 2.30h é que vi um pequeno resumo, que nem deu para perceber se se jogou bem ou mal, mas deu para ver o futuro ex-defesa central Coates aos poucos a redimir-se dos golos contra e mais um golaço de Bruno Fernandes.

O que interessa nestas competições são os pontinhos amealhados para seguir em frente e isso o Sporting fez com distinção. Se jogou mal ou bem, daqui a alguns meses só os viciados das estatísticas e do "contra" se lembrarão, porque o que ficará para a história será o resultado e esse não poderia ter sido melhor.

Já afirmei aqui milhentas vezes que pouco me importa a exibição se o resultado for a vitória, ainda que como espectador aprecie um futebol bem jogado e partidas bem disputadas.

Neste momento o Sporting precisa de vitórias para estabilizar como equipa e continuo a acreditar que podemos lá chegar com Silas, apesar de todas as deficiências que possa ter, e com um rearranjo do plantel em Janeiro. 

Já tenho muitas dúvidas se quem está acima terá a competência necessária para rearranjar o que quer que seja...

Bom, estamos em primeiro no grupo, com dois "à perna". Temos um dos dois jogos que faltam em casa e se o vencermos cumpriremos o objectivo, muito bom se assim acontecer.

Então lá vai a "coisa" do título: Como não vi e ganhámos, estou quase em prometer não ver os dois que faltam. Mais ou menos... que o bichinho é lixado.

Pontuação para a Europa

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Com a terceira vitória consecutiva na Liga Europa, frente ao Rosenberg na Noruega, o Sporting deu ontem um forte contributo para reforçar a pontuação de Portugal na classificação da UEFA por países.

Além da nossa equipa, só o Braga (vencendo também, no confronto em casa com o Besiktas) e o V. Guimarães (empatando com o Arsenal) proporcionaram pontos para o futebol português nesta ronda europeia.

Ao contrário do que aconteceu com Benfica e FC Porto, inapelavelmente derrotados. Por equipas que os catedráticos da bola, à partida, consideravam muito inferiores: o Lyon e o Glasgow Rangers.

Se são, não pareceram nada.

Uma vitória muito importante

Este jogo num campo gelado contra o mais fraco do Grupo é um daqueles jogos em que não vale a pena discutir como, o que importa mesmo é ganhar. E o Sporting ganhou por 2-0 e ainda mais importante se tornou essa vitória com o resultado registado em Linz.

Parabéns então a Silas, e a todos que estiveram lá dentro mas muito particularmente a Renan, Neto, Coates e Bruno Fernandes.

Dói a alma abrir o jornal e ler sobre os desejos da "estrutura" vender Coates, Acuña e Wendel se calhar para conseguir comprar mais uns Rosiers, Iloris, Borjas, Eduardos e Camachos (foram mais de 20 M€ ...). É que dói mesmo.

A estupidez tem limites, não tem, Hugo Viana ? 

SL

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória de hoje na Noruega, frente ao Rosenborg, tetracampeão desse país nórdico. Terceiro triunfo consecutivo do Sporting na Liga Europa, desta vez por 2-0, com golos obtidos por Coates, de cabeça, na sequência de um centro de Neto (aos 16'), e por Bruno Fernandes, num tiro de pé esquerdo (aos 38'), dando a melhor sequência a um surpreendente passe de ruptura de Idrissa Doumbia, que julgo estrear-se em assistências para golo de Leão ao peito. Um resultado que nos coloca no primeiro lugar do Grupo D desta competição da UEFA, com mais dois pontos do que o PSV, hoje derrotado pelo Lask Linz (1-4). Acredito que este bom desempenho europeu do Sporting elevará os índices anímicos e motivacionais dos nossos jogadores. E contribuirá decerto para uma reaproximação entre a equipa e os adeptos.

 

Gostei da exibição de Coates, para mim o melhor em campo. Não apenas por ter marcado o golo inaugural do Sporting, incutindo assim confiança à equipa, mas por ter liderado a nossa organização defensiva, que se portou em bom nível global apesar da ausência de Mathieu e com a excepção que anotarei abaixo. Gostei da exibição de Vietto na segunda parte, quando conduziu vários lances ofensivos e se revelou o melhor no passe longo. Gostei ainda de ter visto o Sporting concluir este jogo com quatro jogadores da formação: Tiago Ilori, Rafael Camacho, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes. Este é o caminho mais correcto e Silas está a singrá-lo.

 

Gostei pouco das aves agoirentas que poisaram nas pantalhas minutos antes do início de jogo, traçando negros vaticínios para o desfecho desta partida disputada na cidade de Trondheim. Felizmente o Sporting demonstrou em campo ser uma equipa claramente superior ao onze adversário. A vitória foi categórica. E poderia ter sido mais dilatada: ficou um penálti claríssimo por marcar quando Vietto foi derrubado à margem das leis, aos 62', na grande área do Rosenberg.

 

Não gostei  dos dez minutos iniciais, em que se sucederam os passinhos curtos no nosso reduto defensivo, com o Sporting a revelar receio na progressão com bola. Apesar de Silas ter formado uma muralha defensiva constituída por três centrais (Coates, Ilori e Neto) e dois laterais (Rosier e Borja), acrescida de um duplo pivô no meio-campo (Idrissa e Eduardo), abdicando de um ponta-de-lança (Luiz Phellype ficou no banco e Pedro Mendes só entrou aos 90'). Parecia a repetição do jogo medíocre com o Tondela, mas felizmente não durou muito. Também não gostei de ver a nossa equipa recuar em excesso as linhas a meio da segunda parte, num período em que o perigo rondou a nossa baliza e só não originou golo do Rosenborg devido a uma defesa excepcional de Renan, aos 85'.

 

Não gostei nada da exibição de Borja, hoje titular por lesão de Acuña, que nem viajou para a Noruega. Se há posição que necessita de ser reforçada no plantel leonino é a de lateral esquerdo. O colombiano foi incapaz de fechar o corredor em momentos cruciais, raras vezes conseguiu entender-se com Ilori (o central que jogava mais perto da sua ala), provocou uma falta desnecessária que originou um livre muito perigoso aos 68' e entregou a bola aos 65' e aos 85'. Nesta última circunstância, só Renan - muito atento e de reflexos rápidos - foi capaz de corrigir a asneira. Apetece perguntar como é que Borja conseguiu tornar-se internacional pela Colômbia.

In a lost galaxy, far away from home

Era mais ou menos assim a introdução do "Star Wars", o épico de George Lucas que fez as delícias de muitos de nós há uns bons anos.

Pois o nosso treinador Jorge Silas parece estar nalguma galáxia bem distante do planeta Sporting, na véspera de enfrentar o... Real Madrid... não... o Juventus... também não... o Arsenal... nem isso... ah... o Rosenborg:

«Neste momento, a nível de jogo, estamos numa fase melhor. É verdade que não ganhámos o último jogo, mas a nível de jogo fomos muito melhor do que tínhamos sido até ao momento. Agora falta chegar à zona de finalização. Mas o conhecimento que temos deles, aliado ao nosso trabalho, acho que estamos mais fortes agora. A nível defensivo, não concedemos quase oportunidades ao Tondela. Mas temos de melhorar em vários aspectos, principalmente nas bolas paradas, que é um ponto forte do Rosenborg. É uma questão de concentração.»

Então é melhor que se concentrem. Digo eu. Que tenho que me concentrar também para despachar o que tenho para fazer e chegar a horas a casa para ver o jogo. A contar, claro, com a vitória que abre a porta à fase seguinte.

 

PS1: Será que se trata dum caso de amnésia contextual, e na cabeça dele ainda está no Belenenses SAD apenas com uma camisola verde em vez de azul?

PS2: Marcel Keizer, por favor, esquece tudo o que de mal disse de ti, mereces mesmo uma estátua (ou duas) algures em Alvalade. 

SL

Uma estranha sensação de Déjà vu

1 - Ontem o jogo em Alvalade mostrou um Sporting bipolar: com um futebol escorreito e quase vistoso, com a bola a chegar com perigo à área do adversário na primeira meia hora, e depois uma equipa extremamente insegura, hesitante, com um meio campo excessivamente permeável e demasiados passes falhados (não há ninguém melhor que Doumbia para fazer o número 6?). Para isso não ajudam nada os sinais que vêm da bancada – os adeptos estão impacientes e intransigentes para com o falhanço. Receio que a recuperação de confiança da equipa ainda demore: tarda uma exibição concludente com o consequente resultado. Aqueles jogadores são capazes de muito mais.

2 - Também não gostei do espectáculo final do topo sul, onde as claques afinal se mantêm impunemente empenhadas, não a apoiar o clube, mas para derrubar revolucionariamente o presidente eleito. O Sporting não pode ser dirigido a partir da rua, muito menos pelas claques - nenhuma instituição sobrevive em permanente sobressalto revolucionário. A direcção também precisa de paz institucional, cumprir o mandato para que foi eleita, de preferência corrigindo os erros cometidos na gestão do futebol profissional. Julgo que não seja preciso um curso superior para entender que, com os maus-tratos dos últimos anos, o que está em jogo é a sobrevivência do Sporting como nós o conhecemos. Temos de pôr fim a este processo de autofagia. Não somos campeões há 18 anos? Olhem para o Liverpool (e tantos outros históricos da Liga Inglesa).

Foi mesmo por meio a zero

A determinada altura do jogo, na primeira parte, dei por mim a pensar (a pasmaceira do jogo até deu para isso), depois daquela clara oportunidade de golo falhada por Coates, que hoje pelo menos não perderíamos com o Alverca da Noruega, mas depois de se me assomar o nome Alverca, o ânimo parece que esmoreceu. Foi então que tive a epifania da noite (também deu para isso, sim) e matutando que até fazia fumo (pensei que fosse lá de baixo da JL, mas a esses tiraram-lhes o fumigador, portanto só podia ser mesmo eu), voltei a pensar " se os gajos tivessem as camisolas trocadas, quem é que tu achas, Edmundo, que teria lugar no Sporting?" e olhando, olhando, olhando, olhando tanto que até se me varreu a vista que me pareceu que o Bruno mandou uma à barra, mas não sei bem se mandou ou não, portanto esse ficava com ele e estava a colá-lo na caderneta quando o Vietto obrigou o redes deles a uma "ganda" defesa e eu nem guardei o livro dos cromos e pimba, mais água com farinha e o argentino capturado! O cromo seguinte foi um gaulês russo que só por estar em campo só pode ser pelo Sporting e os meus amigos não imaginam o esforço que foi preciso fazer, depois de colar mais um na caderneta, outro argentino que o Silas agora deu em amarrar à defesa, mas que continua a ser o melhor extremo que temos, não sabem o esforço que foi preciso fazer para encontrar outro gajo que pudesse fazer parte do plantel do Sporting, se os que vestiam de Sporting vestissem de cor-de-rosinha... Não encontrei, que também não foi para isso que lá fui, isso é tarefa para o Hugo Viana que percebe disso muito mais que eu, como se tem visto e observado.

E como a sorte protege os "audazes", aquela onda verde que massacrou durante todo o jogo o Alverca, perdão o Rosenborg, foi perto dos setenta minutos de uma extensa agonia, brindada com um golo às três tabelas que nos deu uma vitória de que precisávamos como de pão para a boca.

Ah! Não jogámos nada, disse-me o macaquinho que tenho aqui no sótão e que às vezes tem a mania de se "inxirir". Ó pá, eu quero lá saber disso p'ralguma coisa! Ganhámos, três pontos, já cá canta, as boas exibições virão depois. "Com apenas os quatro gajos que tu escolheste?" Raio do símio...

Já não vi os lençois e não ouvi palavras proferidas em direcção do camarote presidencial, pelo simples facto de que me queria pirar logo que o senhor de amarelo que também me parece que passou pelas brasas durante o jogo já que só amarelou os cor-de-rosinha já nos descontos, queria pirar-me logo que terminasse o jogo, dizia e porque ainda o senhor de amarelo estava a soprar na coisa e já a nova aparelhagem sonora do estádio, que é boa que se farta e toca bué da alto estava a tocar uma música maluca do (pasodoblismo) varandismo e eu a bem dizer já estava quase ao pé do Ricardo Jorge e ainda ouvia aquela chinfrineira e palavras contra a direcção, felizmente nenhuma! E depois, bateu-me! O gajo mora em frente, aquela berraria toda é para não o deixar dormir, não é para não se ouvirem os gabirus das claques a berrar. Pensam em tudo, dei comigo a matutar, já ia na Calçada de Carriche...

Sportinggggggggggggggg!

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória - a segunda em 20 dias na Liga Europa. Desta vez contra o Rosenborg, a equipa com mais títulos do futebol norueguês. Um triunfo sofrido, tangencial, conseguido com um golo solitário apenas aos 70' por Bolasie - o melhor em campo neste jogo em que o Sporting recebeu apoio inequívoco das bancadas do estádio José Alvalade, onde só estiveram 27.671 espectadores. O resultado foi melhor do que a exibição, mas todas as vitórias são preciosas - sobretudo na Liga Europa, a competição que nos resta após estarmos afastados da corrida ao título no campeonato, termos perdido a Supertaça, ficarmos à margem da Taça de Portugal e praticamente termos perdido as hipóteses de seguirmos em frente na Taça da Liga. Vamos em segundo no nosso grupo da prova europeia, com seis pontos - apenas menos um do que o líder, PSV.

 

Gostei das exibições de Acuña, Vietto (só na primeira parte) e Mathieu, além do já mencionado Bolasie. Gostei que a baliza à guarda de Renan se tivesse mantido imaculada - facto cada vez mais raro nos jogos do Sporting e que, portanto, justifica destaque. Gostei também da coreografia inicial em homenagem ao grande campeão leonino Rui Jordão, falecido há uma semana, e do minuto de silêncio escrupulosamente respeitado em sua memória, bem como dos telemóveis acesos nas bancadas ao minuto 11 - o número que o inesquecível goleador usava na sua camisola verde e branca.

 

Gostei pouco que nos 20 minutos iniciais, de forte pressão leonina, tivéssemos perdido três claras oportunidades de golo. Por Luiz Phellype (que demonstra não ter qualidade para ser titular), Bruno Fernandes (que aos 17' atirou um petardo à trave na marcação de um livre) e Vietto (que viu o guarda-redes, com bons reflexos, defender um cabeceamento seu aos 18').

 

Não gostei  que Pedro Mendes só tivesse entrado aos 64', substituindo o inoperante e apático Luiz Phellype. O jovem oriundo da equipa sub-23 merece a titularidade na frente de ataque nas competições internacionais - únicas para que está inscrito. Já marcou frente ao PSV e neste embate com o Rosenborg teve papel importante no lance do golo ao arrastar a marcação dentro da área, o que permitiu liberdade de movimentos a Bolasie. Também não gostei do nosso meio-campo, onde Idrissa Doumbia se mostra incapaz de transportar a bola ou colocá-la à distância, Wendel revela clamorosas falhas posicionais e Bruno Fernandes foi uma sombra do que costuma ser, com uma exibição apagadíssima.

 

Não gostei nada dos palermas que no topo sul se puseram a acenar com lencinhos brancos no final do jogo. Como se estivessem a torcer pela derrota leonina e nem tivessem reparado que era uma noite de vitória.

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