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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«Rodrigo Ribeiro é um grande avançado, que está num nível de desenvolvimento muito elevado. Excelente a jogar nos apoios - não perdeu uma bola apesar dos calmeirões italianos a jogar em cima - uma grande movimentação a atacar a profundidade, capacidade de concretização e de assistência. Merece integrar o plantel principal. Avançados são um bem escasso no futebol mundial. Não se podem desperdiçar.»

 

JG, neste meu texto

Portugal sub-19 na final do Europeu

Quem disse que a formação não tem valor?

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Rodrigo: dois golos e uma assistência na vitória esmagadora contra a Noruega

 

Rodrigo Ribeiro, com dois golos e uma assistência, foi o melhor em campo hoje na goleada de Portugal à Noruega: 5-0. Assim se cumpriu esta meia-final do Europeu sub-19, que se disputa em Malta. 

Iremos à final, a jogar este domingo a partir das 20 horas. Com quatro vitórias, 14 golos marcados e apenas dois sofridos.

Grande exibição dos nossos "meninos", que deram uma lição de futebol artístico à selecção nórdica. Lição de criatividade e virtuosismo técnico, recuperando antigas características do futebol português que pareciam em desuso. Pareciam, mas não estão.

Parabéns aos jogadores. Parabéns ao seleccionador Joaquim Milheiro, que acompanha estes miúdos desde a selecção sub-15: está aqui um grande treinador com margem de progressão. Talvez um dia trabalhe no Sporting.

 

Dos nossos, Samuel Justo regressou à equipa titular e fez bom trabalho como interior esquerdo. Destacou-se na assistência para o segundo golo de Rodrigo, aos 66', culminando uma excelente jogada de futebol colectivo.

Rodrigo já tinha marcado, aos 31': foi o nosso terceiro. Antes dele, facturaram Gustavo Sá (4') e Hugo Félix, de penálti (17'). A conta fechou aos 69', com um petardo do canhoto Carlos Borges (o nosso Rodrigo assistiu).

Martim Marques, ala esquerdo, também deu nas vistas: acabou de trocar o Sporting pelo Lugano, na Suíça, após 12 anos de trabalho em Alcochete. Jogava de verde e branco desde 2011, ainda nas escolinhas. Tenho pena que já não possamos contar com ele.

Gonçalo Esteves voltou a ser titular, mas saiu aos 48', desta vez com uma exibição mais apagada. Milheiro contará certamente com ele em grande forma na final.

 

Além dos nossos, destaco três jogadores que não me importaria nada de ver no Sporting: Gustavo Sá (18 anos), médio ofensivo do Famalicão; João Vasconcelos (18 anos), médio ofensivo do Braga; e Carlos Borges (19 anos), extremo-esquerdo do Manchester City, titular da equipa sub-23 deste emblema inglês, onde já marcou 25 golos e protagonizou 11 assistências. Números que merecem respeito.

Ainda a saborear este triunfo, apetece-me perguntar: quem disse que a nossa formação não tem valor?

 

Leitura complementar: Sub-19: Amorim vetou cinco (28 de Junho).

Gonçalo sim, Rodrigo talvez, Diogo não

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Gonçalo Esteves: melhor em campo ontem contra Malta no Euro sub-19

 

Portugal está a fazer um bom Europeu sub-19: três jogos, três vitórias - contra Polónia (2-0), Itália (5-1) e Malta (2-1).

Chegamos ao fim da fase de grupos como líderes incontestáveis.

 

Do desafio de ontem, frente à selecção anfitriã do torneio, destaco a grande exibição do nosso Gonçalo Esteves: fez toda a partida evidenciando excelente condição física. Nos dois corredores. Primeiro no esquerdo, onde alinhou mais de uma hora, e a partir do minuto 66 de regresso à sua posição natural, na ala direita. É o jogador português com mais minutos, até agora, nesta competição. Bom a defender e a atacar: veloz no ataque à profundidade, sagaz na condução da bola, com passes bem medidos e visão de jogo muito acima da média. Espectacular, o lance que protagonizou aos 90'+2. Quase marcou aos 73' num disparo fortíssimo travado pelo guarda-redes com notória dificuldade.

Dos nossos, exibição discreta do Rodrigo Ribeiro, que só entrou aos 66'.

Má prestação do Diogo Pinto, em estreia no torneio como guarda-redes. Por culpa sua, num frango anedótico, a selecção de Malta marcou aos 72', empatando então o jogo, que viria a ser desbloqueado três minutos depois, com a equipa das quinas a fixar o justo triunfo final. Que só pecou por escasso.

 

Aproveito para perguntar aos leitores do És a Nossa Fé: gostariam ou não de ver Gonçalo Esteves integrar o plantel principal do Sporting na época 2023/2024?

Aposta na formação

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Há dias tinha aqui dado nota da renovação do Sporting com quatro dos jovens da equipa B mais "made in Alcochete", da transformação completa que sofreu a nossa equipa B duma época para a outra, e de que, na minha opinião, esta equipa supera a de 2012/13 que contava com João Mário, Esgaio, Bruma e Dier, entre outros.

Poderão dizer que a Liga 3 deixa muito a desejar, mas se calhar é mais complicado competir ali do que na Liga 2, recheada que está de equipas experientes e matreiras, sempre a jogar muito fechadas e a tentar explorar o erro do adversário, como o Varzim e o Caldas bem demonstraram nos jogos da Taça de Portugal frente a Sporting e Benfica.

Ontem, apesar de desfalcada de habituais titulares como Marsà, Essugo, Mateus Fernandes e Fatawu, conquistou uma vitória no campo do mesmo Caldas e está, conjuntamente com mais duas equipas, no 4.º lugar da série B da 3.ª Liga.

 

A equipa B jogou com:

Diego Callai (18); Diogo Travassos (18), Gilberto Batista (18), Alcantar (19) e Nazinho (19); Renato Veiga (19), Diogo Abreu (19)/Marco Cruz (18) e Samuel Justo (18)/Miguel Menino(19); Joelson Fernandes (19)/Vando Felix (19), Rodrigo Ribeiro (17) e Diogo Cabral(20) /Afonso Moreira (17)

O melhor em campo foi Diego Callai com uma exibição fenomena. Rodrigo Ribeiro demonstrou ser um ponta de lança com sentido de baliza, marcando dois golos de oportunidade. Piores estiveram os dois extremos titulares, que se perderam em iniciativas individuais condenadas ao insucesso.

Gosto muito do Diogo Abreu. Falso lento, patrão do meio-campo, com físico para a função, percorre o campo, faz passes a rasgar a defesa, marca bem livres e cantos, precisa apenas de conseguir aguentar os 90 minutos no mesmo ritmo para chegar a outros patamares de rendimento. 

O próximo jogo serve de fecho da 1.ª volta. É com o lider da série, o Amora, em Alcochete no sábado que vem. Vale a pena ver.

SL

Balanço (25)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre RODRIGO RIBEIRO:

 

- Eu: «Vimos o treinador lançar em estreia absoluta na equipa principal - e logo num cenário destes - o jovem avançado Rodrigo Ribeiro, ainda júnior, que promete fazer furor já na próxima época leonina. Entrou aos 89', para render Slimani: jamais esquecerá.» (10 de Março)

- José Navarro de Andrade: «Mais um chaval da academia, um imberbe Rodrigo Ribeiro, disse olá ao mundo e do pouco tempo que teve mostrou, pelo menos, que sabia o que fazer.» (11 de Março)

- Pedro Oliveira: «Tornou-se ontem, em Viseu, o primeiro futebolista mundial a marcar um hat-trick verdadeiro, em 18 minutos, por uma selecção, apesar de ter começado o jogo no banco.» (30 de Março)

Luís Lisboa: «Tem mesmo pinta de jogador (2 de Maio)

Rodrigo, o último e o primeiro

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Quem visita a igreja mais antiga de Viseu (São Miguel do Fetal) encontra um túmulo austero, de frio granito, onde repousa, eternamente, Rodrigo, o último rei dos godos.

O nosso Rodrigo, Rodrigo Ribeiro, tornou-se ontem, em Viseu, o primeiro futebolista mundial a marcar um hat-trick verdadeiro, em 18 minutos, por uma selecção, apesar de ter começado o jogo no banco.

O nosso Rodrigo, alia a goleada à recente estreia na Liga dos Campeões, com apenas 16 anos.

O Record que ontem celebrou o aniversário do jogador que nos impediu de ir a França, em 1998, hoje dedica 10 páginas (em 32) à "maravilhosa" vitória, por 2-0, sobre a Macedónia e apenas umas linhas ao épico triunfo dos nossos sub-17 sobre a Finlândia.

É o que temos.

Desempatado

Viu-se no sábado o City a pôr o United fora de órbita. Fernandes, Pogba, Telles e companhia terão visto a bola sempre a passar lá longe, sobretudo na segunda parte. O resultado foi mentiroso, pois mais realista teriam sido aí uns 8-0 dos que os 4-1 finais.

Augurava-se, portanto, um massacre para quarta-feira, mas ambas as equipas, com a eliminatória fechada, resolveram tacitamente converter o desafio num jogo de treino. Viu-se assim um City a gasóleo que ainda assim, dada a diferença orçamental do plantel, não deixaria de apoquentar com severidade um Sporting turbo. E viu-se um Sporting que soube no empate ganhar três coisas. 

A primeira foi a resiliência de uma defesa enquanto rochedo vergastado por sucessivas ondas de ataque. A segunda foi um Edwards bem mais interessante e descontraído do que o Edwards de dias antes contra o Porto, deixando no ar a expectativa de que quem foi capaz de se afirmar tanto em tão pouco tempo ainda terá mais para oferecer. A terceira foi a estreia de mais um chaval da academia, um imberbe Rodrigo Ribeiro que disse olá ao mundo e do pouco tempo que teve mostrou, pelo menos, que sabia o que fazer. 

A brincar a brincar nesta época o Sporting já confirmou a maturidade de Matheus Nunes e Gonçalo Inácio que há um ano eram apenas debutantes, está a fazer de Porro um craque de craveira internacional (Guardiola a meter conversa com ele no final do jogo...) e de Ugarte uma certeza, lançou o "monstro Essugo" que promete mundos e fundos do alto dos seus 16 anitos e agora este RR.

Não está nada mal, não senhor.

Quente & frio

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Edwards: boa exibição em Manchester 

 

Gostei muito da vibrante atmosfera nas bancadas do estádio do Manchester City, onde alguns milhares de adeptos leoninos nunca deixaram de puxar pela nossa equipa. Um exemplo do que deve ser uma verdadeira claque - neste caso alargada praticamente a todos os portugueses ali presentes. Que motivaram e galvanizaram a nossa equipa neste que foi o nosso melhor resultado de sempre na Liga dos Campeões. Empatámos lá, sem golos, frente a um dos emblemas milionários do futebol contemporâneo que actuou com um naipe de craques: Ederson, Stones, Laporte, Fernandinho, Sterling, Bernardo, Foden, Gundogan e Gabriel Jesus. Nada a ver com o desafio da primeira mão, em que fomos goleados pelo campeão inglês.

 

Gostei do nosso jogo colectivo, sempre compacto e bem organizado, com Rúben Amorim a distribuir bem cada jogador no terreno, encurtando distâncias e anulando linhas de passe aos adversários. Com dois capítulos diferentes: a primeira parte desenrolou-se quase apenas no nosso meio-campo defensivo enquanto na segunda fomos arriscando acções ofensivas, em contra-ataques que até podiam ter ditado a vitória leonina. No nosso lance mais perigoso, Paulinho falhou o golo, permitindo a defesa do "ressuscitado" Scott Carson, substituto de Ederson. Edwards, que substituiu Sarabia aos 58', foi um dos elementos em maior destaque: fez grande cruzamento a sobrevoar a área para Matheus Reis (73'), picou a bola no tal lance que Paulinho desperdiçou (76'), serviu Slimani (82') e lançou bem Nuno Santos (90'). Imprimiu velocidade ao jogo, desequilibrou, protagonizou aqueles três passes de rotura. Gonçalo, Coates, Ugarte e Porro foram obreiros incansáveis. Adán negou um golo a Sterling com uma defesa monumental (38'). Mas o meu destaque nesta partida vai para o veterano Luís Neto, numa das suas melhores exibições de verde e branco: cortes providenciais ao 8', 38', 54', 63', 64' e 69'. Nunca se atemorizou por ver Sterling como adversário directo. Exemplar.

 

Gostei pouco da primeira parte, em que resistimos às investidas do City mas fomos quase sempre incapazes de transpor a linha do meio-campo, com todos os jogadores atrás da bola. A fase inicial do plano estava cumprida: faltava a outra, que falhara por completo em Alvalade, quando não fizemos um remate à baliza dos ingleses. Desta vez isso não aconteceu. As primeiras investidas, muito tímidas, resultaram em quase-passes para Ederson aos 57' (por Tabata) e aos 60' (por Edwards). Mas a partir daí as oportunidades sucederam-se. Podíamos ter marcado por Matheus Reis (73'), Porro (74') e Esgaio (90'+1), além do tal lance de Paulinho, que envolveu também Porro e Edwards. O 5-4-1 apresentado em campo por Amorim desta vez funcionou, para satisfação de todos nós. Ficou comprovado que Slimani e Paulinho podem actuar juntos, ao contrário do que alguns diziam. E ainda vimos o treinador lançar em estreia absoluta na equipa principal - e logo num cenário destes - o jovem avançado Rodrigo Ribeiro, ainda júnior, que promete fazer furor já na próxima época leonina. Entrou aos 89', para render Slimani: jamais esquecerá.

 

Não gostei que tivéssemos sido eliminados da Liga dos Campeões. Mas foi o nosso melhor desempenho nesta prova, em que afastámos Besiktas e Borussia Dortmund, além do empate agora alcançado em Manchester. É assim, por etapas, que uma equipa cresce e ganha prestígio também nos palcos internacionais. Bónus adicional: o 0-0 de ontem valeu meio milhão de euros aos cofres leoninos e reforçou a pontuação das equipas portuguesas na UEFA pouco depois de o FC Porto ter sido derrotado em casa pelo Lyon, nono classificado da Liga francesa.

 

Não gostei nada do resultado da primeira mão, que logo nos impediu de disputar o acesso aos quartos-de-final: por mais que fizéssemos, seria impossível superar uma diferença tão desnivelada frente ao líder do campeonato inglês. Até porque voámos para Manchester sem elementos nucleares: Matheus Nunes (castigado), Palhinha, Daniel Bragança e Pedro Gonçalves (lesionados). Também não gostei nada de ver o City introduzir a bola na nossa baliza, aos 47': felizmente o golo foi invalidado, por fora-de-jogo milimétrico do marcador, Gabriel Jesus. E o empate a zero prevaleceu até ao fim, confirmando a pista que eu tinha aqui lançado ontem: fomos mesmo capazes de fazer um brilharete em Manchester.

{ Blogue fundado em 2012. }

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