Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Os nossos jogadores andam de pontaria cada vez mais afinada. E o mesmo se passa aqui nos prognósticos do blogue: houve cinco remates certeiros. Assinados por Edmundo Gonçalves, JF 1965, Leão do Fundão, Luís Lisboa e Verde Protector.

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores de golos, a lista encolheu de cinco para três: JF 1965 (que vaticinou golos de Dost e Bruno), Luís Lisboa (também Dost e Bruno) e Verde Protector (Dost e Jovane).

Parabéns a todos.

Comemorar

Não vi o jogo ontem. Melhor, fui vendo a espaços no telefone e fui recebendo notificação do resultado, por "culpa" da comemoração do aniversário da minha neta Joana, o quinto, que ela fez questão de ser num determinado restaurante de comida italiana que serve sandes redondas sem a parte de cima do pão, a que vulgarmente chamam pizzas. Cinco anos e já decide onde comemora o aniversário, senhores, onde é que isto vai parar?... 

Bom, entre umas dentadas numa coisa com queijo manhoso e um chouriço meio-picante (fizeram tanta propaganda à "potência" da malagueta que estava na carta que eu mandei vir de rajada duas imperiais, não fosse ficar "ensebucado", mas foi nitidamente publicidade enganosa), lá fui acompanhando o jogo e com tanto azar que não vi nenhum dos golos.

Como já disse aqui há uns dias, a NOS teve a cortesia de me oferecer um mês de sportv grátis, de modo que quando cheguei a casa, lá liguei a tv e procurei ver pelo menos os golos. Ainda estavam no rescaldo do jogo, a analisar os lances, três pessoas, um indivíduo que confesso não ter percebido qual o seu papel, a não ser que fazia perguntas, um técnico de vídeo presumo, porque era quem andava para a frente e para trás com a imagem, os "frames" que outro, que é um rapaz ex-árbitro que até era dos melhorzinhos, que usa o cabelo assim rapado dos lados e uma crista à moicano no meio, lhe mandava avançar ou recuar "aí, aí, mostra a bola colada ao pé". Confesso que, danado comigo próprio, consegui ver aquilo durante cerca de 15 minutos e pareceu-me entender que não foi marcado um penalti contra o Sporting (que também podia não ter sido marcado, como não foi) por causa do protocolo. O mesmo protocolo que não permitiu que um gajo do Rio Ave fosse engavetado logo ali, quando tentou arrancar uma perna ao Jefferson (e logo aquela que ainda vale qualquer coisinha, a esquerda). Fiquei portanto a saber que agora se a coisa correr mal, já não temos que culpar o árbitro, os fiscais-de-linha (eu se fosse oficial do ofício, preferia ser chamado de fiscal-de-linha do que assistente do árbitro!), ou o video-árbitro, temos é que chatear a cabeça ao protocolo. A ver pelas vezes que foi ontem falado, deve ter uma cabeçorra tipo gigantone em arraial minhoto...

Ia a coisa bastante animada e via-se que estava para durar e eu, que queria era ver os golos, fiz um FFR (fast for rear) naquilo e acabei por ver mais que os golos, fui vendo partes do jogo onde se viu que foi muito bem disputado e que poderia também ter outro resultado, não fora a grande exibição do nosso goleiro, que safou duas ou três com selo de golo (também meteu água, mas não a suficiente para afundar a barca). Bom, do outro lado também teve oposição à altura, que evitou dois ou três golos dos nossos, lembro-me de B. Fernandes e Dost e Diaby, assim de repente, que poderiam ter facturado.

Não sei se é das túlipas (de superbock), mas o B. Fernandes parece outro. Vejam bem que até me pareceu o melhor, ontem, seguido de perto pelo Nani e pelo Wendel e pelo Cabral que descobriu o caminho aéreo (só pra chatear o seu homónimo) para o canto superior direito da baliza vilacondense com um remate de tal forma simples(?) que aquilo parece coisa que o rapaz faz a todo-o-pé-passado.

É assim, a gente fez um jogo do outro Mundo? Não, seguramente que não, a determinada altura vi que o Rio Ave até tinha mais posse de bola, não foi um jogo por aí além, mas foi intensamente disputado, com muito bons apontamentos de ambos os lados e onde a qualidade individual acabou por ditar o resultado e quando assim acontece, os resultados acabam por ser justos, o que me parece ter sido o caso. Neste Sporting, por enquanto, o que mudou mesmo foi a disposição táctica e com isso vieram ao de cima as qualidades de alguns jogadores que estavam aferrolhados; Bruno Fernandes começa a ser o melhor jogador da liga do ano passado, estimo que não demorará muito a conseguir chegar lá, Gudelj, aquele cepo em quem eu próprio vim aqui descascando algumas porradas, está transformado e parece ser jogador (então se alguém lhe disser ao ouvido que joga futebol e não football, que a baliza fica abaixo da trave e não acima, poderá vir a ser um caso sério). O treinador teve também a felicidade, para além daquela que é vir treinar o clube mais eclético do Mundo, de ter à disposição Bas Dost, um gajo que marca sempre o ponto, tão regular como um Omega, ou como antigamente a CP. Mas que é diferente para melhor o próprio espírito dos jogadores em campo, ai isso é inquestionável e que o caminho parece ser o correcto, parece, pelo menos já se vê jogar à bola, que era coisa por que todos andávamos a salivar.

Se é motivo para comemorar? Talvez ainda não, que parece que dá azar contar com o ovo no cu (cloaca para os mais sensíveis) da galinha e deitar foguetório antes da festa, mas olhem, depois da comemoração do aniversário da minha neta Joana, também me deu vontade de comemorar esta volta que parece estar a dar-se no futebol leonino. Que sejam ambos muito felizes, não posso ter outro sentimento! 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arco do triunfo

O Sporting deslocou-se a Vila do Conde e logo se inspirou com os Arcos do estádio do Rio Ave. Os vilacondenses bem tentaram absorver o futebol de (bi)toque do Sporting, mas a digestão revelou-se difícil - o problema terá sido do ovo a cavalo (ovo=huevo, em castelhano, alcunha argentina de Acuña, que após cavalgar todo o campo ofereceu a Dost o golo que repôs o Sporting na frente do marcador) - e no final a vitória foi dos suspeitos do costume, os pupilos de Keizer (Soze?). O arco do triunfo começou a ser erigido logo aos 8 minutos, quando Bruno Fernandes - lançado por Coates - tabelou com Nani e acabou a finalizar na área de pé esquerdo. Infelizmente, pouco tempo depois, num livre directo em que a barreira pareceu mal definida, o Rio Ave empatou. O jogo estava bom e em três minutos o Sporting teve quatro oportunidades: Dost (por cima), Bruno Fernandes (enorme defesa de Leo Jardim), Diaby (outra vez Leo) e Dost (outra vez por cima). Até que, ao quarto desses alucinantes minutos (entre os 18 e os 22), Bas Dost marcou (grande centro de Acuña). Todos os jogadores jogavam mais a dois do que a um toque, mas Diaby cometia a proeza de dar dois toques num, com a bola invariavelmente a ressaltar-lhe do pé esquerdo para a canela direita e a perder-se. Em cima do intervalo, os vilacondenses podiam ter empatado após um momentâneo lapso de razão, eufemismo para paragem cerebral, de Renan.

 

Ao intervalo, soube-se uma coisa do arco da velha (senhora): a Bola de Ouro de 2018 não havia sido atribuída a Cristiano Ronaldo, preterido por Modric. Parabéns ao France Football por ter adoptado a causa da diversidade, dado que o conjunto de votantes formou o arco do cego. Bom, na verdade, invisuais não eram, pois estes têm os (outros) sentidos bem despertos e isso teria sido suficiente para uma boa decisão. Apenas não quiseram vêr o óbvio, o que não fez qualquer sentido. Enfim, anda um homem a fazer acrobacias com uma bicicleta, a 2 metros de altura, para isto...

 

O Sporting reentrou bem no segundo tempo e marcou imediatamente, mas Bas Dost estava ligeirissimamente adiantado em relação ao passe de Acuña e o golo foi invalidado. Este viria a ser rendido à hora de jogo por o nosso "mona lisa" ter temido que o argentino (já amarelado) lhe estragasse a obra-prima de Mestre. O pior foi que entrou Jefferson e com ele o cabo dos trabalhos. Valeu o "arqueiro" (guarda-redes brasileiro) Renan, já recomposto da comoção da primeira parte, que evitou por duas vezes o golo do empate, primeiro, e mais tarde a reentrada no jogo dos vilacondenses (negando o golo a Coentrão que ainda recargou perante a apatia do lateral esquerdo leonino). Mas o Sporting jogava melhor, agora com a preocupação de privilegiar só um toque e com a entrada de Jovane (saída de Diaby) viria a sentenciar a partida. O ala formado em Alcochete, de fora da área, fez tiro ao arco com o seu pé esquerdo e a bola entrou como uma flecha "lá onde a coruja dorme" (ângulo superior). Uma obra de arte digna de figurar na ArCo.

 

Com alguns aspectos ainda a corrigir, a equipa leonina continua a ganhar e ontem superou aquilo que os doutos comentadores do televisivo ludopédio luso chamavam de "prova de fogo". Como se já não bastasse este escriba tratar o Keizer como um personagem de ficção cinematográfica ou uma figura do Renascimento, agora é bombeiro...

 

No Sporting, destaque para Bruno Fernandes e Coates, este último um muro de betão onde embateram e se esbateram todas as ofensivas vilacondenses. Nani também esteve bem, apoiando atrás e à frente, apenas com o senão de por vezes ter temporizado sem sentido (ao contrário da leitura correcta da desmarcação de Acuña no lance do 2º golo). Gudelj continua a subir de rendimento e Wendel trabalhou muito, embora tenha sido menos vistoso que anteriormente. Renan, que me fez exasperar no primeiro tempo, acabou por ser providencial. Bas dostou e ofereceu-se ao jogo, tanto em largura como em profundidade. E claro, last but the least, uma menção especial para o jovem Cabral. No geral, os jogadores foram menos felizes que no jogo anterior nos movimentos de aproximação à bola (desgaste do jogo europeu) e, quando em posse, demoraram mais o passe. Adicionalmente, nem sempre a pressão alta foi bem executada, pois algumas vezes as linhas média e defensiva não acompanharam os avançados, estabelecendo-se espaço por onde o Rio Ave assustou o nosso último reduto. Ainda assim, jogámos bem (face ao passado é um nirvana), ganhámos, temos 13 golos marcados em 3 jogos com Keizer, e continuamos a perseguir o pote de ouro no fim do arco-iris. FIM.

 

P.S. Que tal um estádio cheio para receber a equipa no próximo Domingo?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

brunofernandesrioave.jpg

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória em Vila do Conde. Estreia auspiciosa do técnico holandês Marcel Keizer ao comando da equipa leonina no campeonato nacional. Num campo tradicionalmente muito difícil, frente a um bem organizado Rio Ave (sexto no campeonato), abrimos o marcador logo aos 8' e controlámos sempre a partida, impondo à turma anfitriã a primeira derrota em casa neste ano de 2018. Por 3-1 - golos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Jovane. Desde 2004 que não vencíamos aqui por dois de diferença.

 

De Bruno Fernandes. Marcou o golo inicial do Sporting: e vão dez nesta temporada. Terceiro desafio consecutivo a facturar, após ter acertado contra o Lusitano Vildemoinhos e o Qarabag (dois). Foi o homem do jogo, tendo sido peça essencial no meio-campo leonino e autor da assistência para o terceiro golo. É um dos jogadores que mais têm subido de forma desde a chegada de Keizer a Alvalade.

 

De Nani. Outra exibição muito positiva. Assistiu Bruno Fernandes, com uma tabelinha, no golo inaugural. E é dos pés dele, com uma temporização perfeita aguardando a desmarcação de Acuña, que começa a ser desenhado o nosso segundo.

 

De Bas Dost. Não teve uma actuação brilhante, mas voltou a cumprir o essencial, marcando um golo. O nosso segundo e o sexto dele na Liga 2018/2019, aproveitando da melhor maneira, com um cabeceamento impecável, um cruzamento perfeito de Acuña aos 23'.

 

De Jovane. Como de costume, começou no banco. O treinador mandou-o entrar aos 69'. Três minutos depois, com um disparo de fora da área, marcou o terceiro golo leonino, de longe o melhor deste desafio e candidato a melhor golo da jornada. Um fortíssimo remate cruzado, ao ângulo mais distante da baliza do Rio Ave, sem hipóteses de defesa.

 

De Renan. Pareceu mal posicionado no lance de livre (aliás inexistente) de que resultou o golo da equipa vilacondense, aos 12'. Mas redimiu-se com um punhado de grandes defesas, impedindo o golo em três ocasiões: duas vezes aos 63', com poucos segundos de intervalo, e aos 88', travando um disparo quase à queima-roupa de Fábio Coentrão. Nota positiva para o guardião brasileiro.

 

Do nosso meio-campo. Domínio evidente do tridente formado por Gudelj, Bruno Fernandes e Wendel, superando as melhores expectativas de quem estava longe de supor que ao fim de apenas três jogos em conjunto este núcleo de profissionais leoninos já estivesse tão afinado. Grande mobilidade, rapidez na reacção à perda de bola e construção com processos simples, quase sempre ao primeiro toque, aproveitando situações de vantagem numérica.

 

Da nossa vocação ofensiva. Treze golos marcados nos últimos três desafios, todos já sob o comando do técnico holandês. Marcel Keizer não podia ter sonhado com melhor estreia no comando do Sporting: balanço muito positivo.

 

Dos aplausos dos adeptos leoninos a Coentrão. O ex-lateral esquerdo leonino recebeu uma calorosa ovação dos sportinguistas presentes no estádio dos Arcos e mostrou-se francamente sensibilizado. Depois, na entrevista rápida, afirmou convictamente: «Serei sempre do Sporting.» Exemplos evidentes de que nem sempre a gratidão está ausente do mundo do futebol.

 

Da nossa posição na tabela classificativa da Liga. Seguimos em segundo, a dois escassos pontos do FC Porto, continuando a depender só de nós. Tudo continua a ser possível.

 

 

 

Não gostei

 

De Diaby. Foi hoje o elemento menos em evidência no onze titular do Sporting, apesar de quase ter marcado um golo, aos 22'. Parece algo deslocado da ala direita, onde Raphinha e Jovane têm brilhado mais.

 

Do excesso de cartões a jogadores do Sporting. Carlos Xistra, que adora exibi-los, mostrou amarelos a Acuña, Gudelj, Coates, Bas Dost e Diaby. Como se tivesse havido ali uma batalha campal.

 

Da hora a que se disputou o jogo. O pontapé de saída ocorreu só às 20.15, em véspera de um dia de trabalho. Começa a ser uma tendência nada propícia a grande afluência aos estádios. Não haverá modo de dar a volta a isto?

Fábio Coentrão

Precisamos com urgência de um novo lateral esquerdo, ouço dizer a toda a hora e já vi escrito várias vezes também neste blogue. Acontece que Fábio Coentrão estava de saída do Real Madrid. Já tinha jogado pelo Sporting na última época. Ruma de novo a Alvalade? Não: vai para o poderoso Rio Ave, que assim demonstra ter mais argumentos financeiros e motivacionais do que o Sporting.

É um sinal dos tempos, admito. Péssimo sinal.

Os melhores prognósticos

Podia ter havido goleada no Sporting-Rio Ave. Mas, como sabemos, não houve: quatro ou cinco dos possíveis golos esbarraram nos postes da baliza vilacondense ou foram travados in extremis pelo guarda-redes Cássio.

Para compensar, aqui na ronda dos prognósticos, houve mesmo goleada. Com nada menos de cinco artilheiros a revelarem boa pontaria nos palpites desta 27.ª jornada.

Aqui fica o quadro de honra, por ordem alfabética: Carlos Macedo, Carlos Silva, José da Xã, José Vieira e Leoa Maria. Todos acertaram no resultado, todos previram o golo de Bas Dost, a todos só faltou antever o grande e belo golo do Gelson Martins.

Isto é que é um penta: estão os cinco de parabéns.

Pódio: Gelson, Coentrão, Bas Dost

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Fábio Coentrão: 18

Bas Dost: 17

Bruno Fernandes: 17

William Carvalho: 17

Coates: 15

Mathieu: 15

Rui Patrício: 15

Battaglia: 14

Piccini: 14

Rúben Ribeiro: 13

Acuña: 11

Bryan Ruiz: 7

Wendel: 1

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Peyroteo e os ferros

O futebol é curioso e não pára de nos surpreender: era para ser uma partida em que o cansaço se faria sentir, acabou por ser o nosso jogo mais completo da época. Uma exibição de gala de Peyroteo - ou não fosse ele o jogador com a melhor média de golos do futebol mundial (acima de 1,6 golos por jogo) - , que marcou por duas vezes, com o pé direito e de cabeça, e acertou por 4 vezes nos ferros (duas bolas na barra, uma no poste direito, outra no poste esquerdo).

 

O jogo foi marcado também por mais uma lição do apitador que a tribo leonina "consagrou", que respondeu à nossa pressão alta com uma pressão alta, embora de tempo de reacção baixo, no apito. Tomemos a (não) acção disciplinar como exemplo: logo a abrir, Marcão pisou intencionalmente o pé direito de Gelson e escapou impune à cartolina. Aos 4 minutos, Leandrinho entrou com tudo sobre Battaglia e nada. Aos 11, Yuri Ribeiro rasteirou por trás Bruno Fernandes e não foi admoestado. Aos 68, Pelé carregou por trás Bruno Fernandes e o árbitro decidiu recuperar uma falta atrás... No final, três cartões amarelos para o Sporting e um para o Rio Ave (!). Olhemos agora para o capítulo técnico: aos 13 minutos, Coates pontapeou o esférico contra Diego e ... lançamento para o Rio Ave, aos 38, não marcou "penalty" sobre Bruno Fernandes nem aparentemente consultou o VAR, aos 43, 45 e 48 minutos demorou a marcar faltas contra o Sporting - acho que lhe chamam lei da (des)vantagem e consiste em demorar quase tanto a apitar quanto o tempo necessário para cozinhar um perú no Natal... - após bolas legalmente recuperadas pela nossa equipa à saída da grande-área do Rio Ave, finalmente aos 78, Marcão baixou a cabeça e marcou jogo perigoso a Gelson. E já nem vou falar da contribuição dos auxiliares nos foras-de-jogo ... Posto isto, não sei se me inscreva já num curso de arbitragem ou se consulte um oftalmologista, pois o ex-árbitro Pedro Henriques acaba de dizer na SportTV que a arbitragem foi boa...

 

O Sporting entrou com tudo e ainda não estavam decorridos 5 minutos quando Bruno Peyroteo cruzou da direita e Nelson Monte antecipou-se por pouco a Bas Peyroteo. Bas, que pouco tempo depois, isolado permitiu a defesa a Cássio. Aos 19, Bruno e Bas voltaram a estar em evidência: o primeiro acertou na barra, na execução de um livre directo, o segundo permitiu a defesa a Cássio, na recarga. Aos 23 minutos, uma jogada à Cinco Violinos: o apanha-bolas (se soubesse o seu nome seria candidato a "man of the match") serviu vertiginosamente Cristiano Peyroteo, este lançou rapidamente para Bruno Peyroteo-que-centrou-de-imediato-para-Bas Peyroteo-que-amorteceu-para-a-entrada-de-Gelson Peyroteo-que-não-perdoou. Golo ! 

 

Aos 26 minutos, Fábio Peyroteo acertou na barra, iniciando aí um duelo emotivo com o seu colega Bruno no tiro aos ferros. A primeira parte não terminaria sem que Bruno e Rodrigo Peyroteo não testassem novamente a atenção de Cássio. Pelo meio, Rui Peyroteo, em fim-de-semana de São Patrício, mostrou a razão pela qual desejamos por todos os santinhos que nunca abandone Alvalade. A segunda parte foi mais do mesmo: Coentrão e Bruno voltaram a acertar nos ferros, mais concretamente desta vez nos postes, decidindo-se por um empate técnico (2-2). Finalmente, aos 83 minutos, Bas terminaria com o sofrimento, respondendo de cabeça a uma bela iniciativa de Gelson (2-0), marcando assim o 30º da época.

 

Gelson e Bas Dost, com participação nos 2 golos, Bruno (meu Deus, o que ele jogou...) e William foram os nossos melhores jogadores, mas todos estiveram bem. Não foi só um homem ou dois, a equipa conseguiu pressionar no campo todo, mostrando-se sempre muito equilibrada. Coincidência ou não, à nossa melhor exibição correspondeu o regresso do 4-3-3, com Batman no meio. Tempo ainda para a estreia de Marcus Peyroteo (Wendel), que começou a amortizar o pesado investimento de 8,7 milhões de euros feito na aquisição do seu passe (nada social). Duas notas finais para Piccini e para Bryan. O italiano, quando está bem fisicamente, impressiona pela sua movimentação acima/abaixo pelo corredor, mas continua a protagonizar aqueles momentos hitchcockianos de atrasos de bola que fazem com que um adepto se tenha de munir de um desfibrilhador. Quanto ao costa-riquenho, proponho à direcção que passe a jogar com o nome de Peyroteo às costas. Pode ser que assim acabe com a maldição à frente das balizas. Hoje não teve oportunidade de as visar.

 

Em noite de homenagem a Peyroteo - dada a inspiração dos jogadores, não dá para repeti-la em todos os jogos em Alvalade? - esta vitória foi para si, "signor" Fernando, como lhe chamava o húngaro Szabo, nosso (e dele) antigo treinador. Peyroteo vive!!! E o Sporting também e recomenda-se, como se pôde observar num verdadeiro Dia de Sporting (a fazer lembrar tempos idos), que começou no Pavilhão João Rocha, com hóquei e andebol e muitas familias presentes e em estreita comunhão com o clube ...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno "Peyroteo"

sporting rioave.jpg

 

Rui, o Bosta

Uma merda de árbitro.

 

Desculpem o vernáculo, mas não encontro outro adjectivo para qualificar a porcaria que hoje os tipos vestidos de preto fizeram am Alvalade. Mau, inqualificável, abjecta actuação de um dos piores árbitros que me foi dado assistir a apitar jogos de futebol.

Diz que é irmão de alguém influente.

É também por isto que o futebol portugês está metido na merda até ao pescoço.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vencemos sem a menor contestação o Rio Ave - equipa que segue na quinta posição no campeonato - num jogo que apenas peca pela escassez dos números no capítulo da finalização. O Sporting só ganhou por 2-0 apesar de ter feito 16 remates, sete dos quais à baliza. Mas o que mais importa são os três pontos amealhados. Já temos 65: continuamos a depender só de nós para conseguirmos chegar ao fim no segundo lugar do campeonato. E vamos a cinco do líder, FC Porto.

 

Da exibição. Domínio incontestado do Sporting: dinâmica constante, capacidade de recuperação da bola, corredor central muito bem preenchido, pressão intensa sobre o Rio Ave, impedindo a construção do seu jogo ofensivo. Desta vez, além de vencermos, também convencemos. E nem precisámos da estrelinha da sorte que nos vem acompanhando nesta temporada e que tão útil nos foi para obter os três pontos na partida da primeira volta, disputada em Vila do Conde.

 

Da boa condição física. Muitos de nós estávamos preocupados com o desgaste sofrido pelos jogadores quinta-feira na República Checa, num jogo de 120 minutos, não se cumprindo sequer o intervalo de 72 horas determinado pelos regulamentos desportivos entre essa partida e o apito inicial do encontro de hoje. Mas tal preocupação era desnecessária: todo o onze titular correspondeu no plano físico - incluindo jogadores como Mathieu e Fábio Coentrão, que pareciam exaustos no final da partida contra o Viktoria Plzen e hoje foram dos melhores em campo.

 

De continuarmos invictos em Alvalade. Cumprida a 27.ª jornada, continuamos sem sofrer derrotas no nosso estádio - onde apenas consentimos dois empates para a Liga 2017/18. E novamente chegamos ao fim de um jogo sem termos sofrido golos, sinal de que o bloco defensivo leonino está bem e recomenda-se. O último que sofremos em Alvalade foi em Novembro, contra o Braga.

 

De Gelson Martins.  Voltou a fazer a diferença, exibindo as suas melhores características: capacidade de drible, velocidade, intensidade, capacidade de alongar o jogo leonino criando sucessivas situações de perigo para os defensores adversários. Hoje marcou o primeiro golo, aos 24' e fez a assistência para o segundo, aos 83': merece ser designado o melhor em campo. O seu golo (sétimo na Liga) foi uma obra de arte: aproveitando um passe de calcanhar de Bas Dost, tirou três defesas do caminho e ludibriou o guarda-redes Cássio. Fez ainda dois cruzamentos com selo de golo, para Battaglia (45'+1) e Fábio Coentrão (60'). E nunca deixou de apoiar a manobra defensiva da equipa, travando as incursões de Pelé no seu corredor.

 

De Bas Dost. Finalizador nato, regressou aos golos, com um cabeceamento fortíssimo ao segundo poste, sem hipóteses para Cássio, sentenciando assim a partida. Antes fora crucial numa primorosa assistência de calcanhar para o golo inaugural, apontado por Gelson. Já soma 23 golos na Liga 2017/18 e 57 nos dois campeonatos em que tem vestido de verde e branco. Imprescindível.

 

De William Carvalho.  Em boa hora o nosso n.º 14 regressou ao onze titular, após a ausência na partida em Plzen por acumulação de amarelos. Faz toda a diferença na organização colectiva leonina, tanto na compensação e apoio ao bloco defensivo, como hoje sucedeu acorrendo às dobras dos colegas que jogam nas suas costas, como na construção ofensiva, não apenas no passe mas também no transporte. Numa destas progressões no terreno, aos 68', deixou nos pés de Bruno Fernandes uma bola já com selo de golo. Aos 83', voltou a fazer a diferença num daqueles passes longos que parecem teleguiados e já se tornaram na sua imagem de marca.

 

Da estreia de Wendel.  Enfim, Jorge Jesus lançou o jovem brasileiro que o Sporting foi buscar há dois meses ao Fluminense. Entrou apenas aos 89', com o destino do jogo já decidido, e tocou apenas duas ou três vezes na bola, mas foi quanto bastou para ouvir aplausos bem sonoros dos adeptos que nele confiam.

 

Da expressiva e merecida homenagem a Fernando Peyroteo.  O maior goleador português de todos os tempos foi alvo de uma justa evocação esta noite em Alvalade, com os cachecóis a esvoaçarem nas bancadas em sua memória e também com o nome estampado nas camisolas dos nossos jogadores. Agora falta a trasladação para o Panteão Nacional. Já se faz tarde.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do resultado ao intervalo. Os jogadores recolheram aos balneários com apenas 1-0 no marcador. Números escassos face às oportunidades criadas. E só a sete minutos do fim do tempo regulamentar conseguimos ampliar esta vantagem.

 

De ver tantos golos falhados. Parece não haver jogo do Sporting sem falhanços incríveis dos nossos jogadores à boca da baliza. Bas Dost foi o primeiro a desperdiçar, logo aos 12', isolado frente ao guarda-redes. Seguiram-se Battaglia, incapaz de corresponder a um passe exímio de Gelson (45'+1) e Bruno Fernandes, desperdiçando uma oferta de William (68'). A bola teimou igualmente em não entrar numa sucessão de ocasiões em que embateu nos ferros: num livre apontado por Bruno (20'), num centro de Coentrão (27') e novamente dos pés de Coentrão (60').

 

Da equipa de arbitragem. O auxiliar do apitador Rui Costa que acompanhava os ataques do Sporting insistiu em assinalar foras-de-jogo inexistentes, prejudicando claramente a nossa equipa. Foi assim pelo menos em três ocasiões, cortando ataques conduzidos por Bruno Fernandes, Rúben Ribeiro e Gelson Martins. Isto além de o ábitro beneficiar várias vezes o infractor, apitando tarde e mal. Notória falta de categoria.

 

Do sofrimento. Só a partir do segundo golo descansámos verdadeiramente: foi mais uma partida em que muitos adeptos chegaram a recear o empate - e a consequente perda de dois pontos - na sequência de um eventual lance esporádico da turma adversária. Com tantas oportunidades criadas e tanta superioridade exibicional em campo da nossa parte, não havia necessidade.

Prognósticos antes do jogo

Uma vez mais jogamos à noite, em pleno Inverno, na véspera de um dia de trabalho. E desta vez com um intervalo inferior a 72 horas desde o fim da partida anterior, realizada na República Checa.

Mas seremos certamente muitos no estádio José Alvalade. A puxar pela nossa equipa do princípio ao fim.

Quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Rio Ave, que se joga amanhã, a partir das 20.15?

Verdade ou especulação?

(Fonte da imagem: http://www.maisfutebol.iol.pt)

 

Este post vai irritar solenemente os benfiquistas, e eu percebo porquê. É sobre uma teoria baseada numa sensação que eu tenho há muito tempo e que não pode ser provada para já, só suportada por indícios. Por isso, tanto pode ser verdadeira, como uma racionalização criada por mim para diminuir a frustração que eu senti na época de 2015-2016 (antes de encherem a caixa de comentários com palavras daquelas mesmo desagradáveis, lembrem-se desta frase).

Parece claro que Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes quiseram, no fim da época 2014-2015, colocar Jorge Jesus no estrangeiro, e ficaram surpreendidos e não muito contentes quando ele assinou pelo Sporting: http://www.sabado.pt/desporto/futebol/detalhe/os-bastidores-da-mudanca-de-jesus-do-benfica-para-o-sporting.

Em seis épocas no Benfica, Jorge Jesus foi campeão em três, ficou em 2º em três (uma muito má, a 21 pontos do Porto de André Villas-Boas, outra média, a 6 pontos do Porto, e outra boa, a 1 ponto do Porto), chegou aos quartos-de-final, meias finais e duas vezes à final da Liga Europa, fase de grupos e quartos-de-final da Liga dos Campeões, e ganhou 1 Supertaça, 1 Taça de Portugal e 5 Taças da Liga. Mais do que os títulos, o que mais me impressionava no Benfica nesta altura era o sufoco que criava nas outras equipas (temos que confessar que houve equipas do Sporting nesta altura que não era muito difícil sufocar), sem as deixar jogar, e como dominava quase todos os jogos que em que entrava.

Rui Vitória tinha feito um bom trabalho no Paços de Ferreira e no Vitória de Guimarães, mas não parecia haver a certeza, quando assinou pelo Benfica, que tivesse capacidade para treinar um clube grande. Baseado no que eu tenho ouvido e lido (portanto, não há nada de científico nisto, é só uma impressão), os adeptos do Sporting e do Porto há muito tempo que acham que não e os benfiquistas começam a confessar este ano que acham o mesmo há algum tempo.

Depois de perder a supertaça com o Sporting, o Benfica começou o campeonato de 2015-2016 assim (todos os resultados da época aqui: https://www.rtp.pt/noticias/benfica-resultados/e6635/13/2015/0):

  • Jornada 1: Vitória sobre o Estoril, em casa, por 4-0
  • Jornada 2: Derrota com o Arouca, fora, por 1-0
  • Jornada 3: Vitória sobre o Moreirense, em casa, por 3-2
  • Jornada 4: Vitória sobre o Belenenses, em casa, por 6-0
  • Jornada 5: Derrota com o Porto, fora, por 1-0
  • Jornada 6: Vitória sobre o Paços de Ferreira, em casa, por 3-0
  • Jornada 7: Empate com o União da Madeira, fora, 0-0 (este jogo foi adiado e jogado entre as jornadas 13 e 14)
  • Jornada 8: Derrota com o Sporting, em casa, por 3-0

Ou seja, mesmo sendo verdade que a jornada 7 foi jogada fora de tempo, nas primeiras 8 jornadas, o Benfica teve 4 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, o que lhe deu, aproximadamente, 54% dos 24 pontos possíveis (13). Imagino que, depois do que se passou com os treinadores no Verão, a 2ª derrota com o Sporting em 2 meses e meio não tenha sido fácil de encaixar.

Não sei o que se passou mas, depois da derrota em casa com o Sporting para o campeonato, tudo mudou. Das 26 jornadas que faltavam jogar, o Benfica perdeu uma, com o Porto, em casa, por 2-1. Até aqui nada de muito estranho. O problema é que, das outras 25 jornadas, o Benfica ganhou todas. Nem um empate (excepto o da 7ª jornada, que foi jogado nesta altura). Ou seja, da jornada 9 à jornada 34, o Benfica conseguiu, aproximadamente, 96% dos 78 pontos possíveis (75). E isto, para um sportinguista que via o Sporting a jogar um futebol muito bom, com o que já era o seu treinador preferido, foi não só frustrante, mas muito surpreendente. O Sporting bateu o recorde de pontos do campeonato nacional neste ano, mas o Benfica bateu este recorde criado pelo Sporting.

Não vale a pena falar sobre arbitragens em jogos deste ano, porque, sem um painel de especialistas independente, já sei que as opiniões mudam completamente conforme o clube de que se é adepto. Eu tenho a minha opinião sobre alguns jogos deste ano, mas não interessa para aqui. O que me chamou a atenção foi uma das poucas afirmações que o Francisco J. Marques fez no seu programa do Porto Canal, sem mostrar nenhum documento que a suportasse: "J. Marques aconselhou os presidentes dos clubes que vão defrontar o Benfica “a não permitirem a aproximação dos seus jogadores de nenhum César”, deixando uma ameaça: “Se os Césares ficarem longe dos jogadores, não há necessidade de próximos capítulos”." (tirado daqui: http://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empresario-pede-explicacoes-a-diretor-de-comunicacao-do-fc-porto).

Tudo isto me veio à cabeça depois de ver esta notícia:

http://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-pela-pj-no-caso-de-viciacao-de-resultados-acompanhe-em-permanencia-na-cmtv?ref=HP_Destaque.

A notícia diz que o jogo, do campeonato de 2015-2016, Rio Ave - Benfica, que o Benfica ganhou por 1-0 (o vídeo do jogo está aqui:

https://www.vsports.pt/vod/30796/m/191801/abola/17ad5313f3bef75bb3027fa21f8d9fdf), está a ser investigado por suspeitas de pagamentos, por parte de empresários ligados ao Benfica, a jogadores do Rio Ave, para facilitarem a vitória do Benfica.

Eu sei que a fonte é o Correio da Manhã, o que não ajuda muito à credibilidade da notícia, mas entretanto A Bola (http://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/708614/40/), o Record (http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-por-suspeitas-de-viciacao-de-resultado.html) e O Jogo (https://www.ojogo.pt/futebol/noticias/interior/rio-ave-benfica-da-ultima-epoca-estara-a-ser-investigado-pela-pj-9015723.html) já deram a notícia. E, pelo menos para chegadas de jogadores novos, há uma regra: se os três jornais dão a notícia ao mesmo tempo, é porque deve ser verdade.

Resumindo tudo: fiquei muito contente quando o Jorge Jesus veio para o Sporting e tive muita esperança que o Rui Vitória não fosse treinador para o Benfica. A época começou como eu esperava mas, de repente, vi uma anormalidade estatística que nunca tinha visto, numa equipa que não me parecia ser capaz de a causar.

No meio do que se foi sabendo sobre os emails do Benfica, fiquei com a frase do Francisco J. Marques na cabeça. E agora sai esta notícia. Só para lembrar: não há aqui provas de nada, só indícios, e nada garante que jogadores do Rio Ave, ou de outras equipas, tenham mesmo facilitado alguma vitória do Benfica. Mas fica aqui uma teoria (que a minha irritação com esta época pede que seja verdade).

Francisco Geraldes

Outra grande partida do jovem da nossa formação emprestado ao Rio Ave na vitória fora de casa, por 3-1, que a equipa vilacondense acaba de arrancar ao Tondela, num estádio sempre difícil. Como bem sabemos.

Francisco Geraldes foi carregado em falta, conseguindo o penálti de que resultou o primeiro golo da turma forasteira - muito bem treinada por Miguel Cardoso - e teve intervenção decisiva no segundo golo com um passe rasgado que funcionou como assistência.

Grande exibição num jogo que foi emotivo até ao fim. Merecida vitória dos verdes-e-brancos de Vila do Conde, com golos de Pelé, Guedes e Ruben Ribeiro.

O dia seguinte

José Ribeiro, Record: «O triunfo do Sporting em Vila do Conde (1-0) valeu muito mais que os três pontos no sentido em que a equipa leonina ultrapassou adversidades que há um ano a atiravam ao chão com alguma facilidade. Não foi apenas a lesão prematura de Mathieu (29') ou a boa acção do VAR (69') que anulou a Bruno Fernandes o golo festejado. Foi essencialmente a capacidade dos jogadores em correrem atrás daquilo em que se tornara difícil acreditar: a vitória.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O leão entrou em campo como se fosse um gatinho abandonado. Nem parecia ser o leão, vice-rei do campeonato. Era, apenas e só, sombra de si próprio. Esfomeado, mas sem garra para ir em busca de comida; talentoso, mas deixando o talento a 350 quilómetros de distância; esforçado, mas aparentando pouca força para rugir e mostrar as poderosas garras. Teve ainda o azar de ter como adversário um rio pujante, que ia destroçando as margens que o oprimiam e que esteve quase-quase a ser verdadeiro mar.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Não foi um resultado justo. Não o foi, mas paradoxalmente acabou por ter um travo a prémio para Jesus, pela forma como foi remediando a equipa, deixando-a mais próxima de tirar um triunfo a ferros, mesmo que a estrelinha de Rui Patrício fosse dando alento ao colectivo, que andou perdido durante meia partida.»

 

Dos jornais de ontem

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Rui Patrício foi guardião do(s) Arco(s) do Triunfo

A haver justiça no futebol - e (ao longo dos anos) ninguém melhor do que um sportinguista sabe que não há -, o Rio Ave teria ganho este jogo disputado no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde. Com 22 remates (contra 7) e 58% de posse de bola, a equipa vilacondense magistralmente treinada por Miguel Cardoso foi superior ao Sporting, mas acabou por perder a partida. O causador deste paradoxo foi o "arqueiro" (denominação brasileira para guarda-redes) Rui Patrício: duas defesas, uma em cada parte, qualquer uma delas candidata ao prémio de melhor "parada" do campeonato - indo buscar a bola ao ângulo superior, lá bem onde a "coruja dorme" - para além de outras duas bolas, defendidas por puro instinto, acabariam por ser os momentos-chave que permitiram ganhar tempo para a entrada em cena do inevitável carteiro Dost, o qual com uma cabeçada mortífera selou uma dificílima vitória leonina. Não foi uma questão de sorte, mas sim de talento, inspiração, trabalho e preparação de Rui, o Homem Elástico, que deu uma resposta cabal a quem possa ter considerado exagerado o meu comentário aqui.

O Rio Ave entrou bem, contornando sem problemas a tentativa de pressão à saída da sua área por parte dos avançados e médios leoninos, a qual de tão trôpega se assemelhava ao jogo da "cabra cega". 

Jesus errou quando lançou apenas dois médios centro no desafio. Não só Bruno Fernandes se desgastou sem sentido, num desdobramento constante entre defesa e ataque, como William, uma vez mais, mostrou que contra boas equipas não tem a intensidade suficiente para jogar nesse sistema, passando a maior parte do tempo num universo paralelo ao do portador da bola. A solução estava no banco e chamava-se Rodrigo Battaglia. A equipa melhorou bastante com o argentino em campo, especialmente quando passou a jogar à frente de William. Foi daí que irrompeu numa cavalgada, por sugestão de Acuña, que terminaria num centro de régua e esquadro para a cabeça do holandês voador.

No balanço final, JJ tentou diluir a estatística de remates do Rio Ave, esboçando uma comparação com o rugby, em vez de ter tido a humildade de reconhecer que levou um ensaio de táctica (o seu ponto forte) de Miguel Cardoso. Foi galo, não Gales, caro Jorge "jogam sempre os mesmos até estourarem" Jesus. Este, não deixará de marcar uma época pelo seu engenho, mas ontem salvou-se por ter melhores jogadores de campo e um guarda-redes de enorme categoria, o que fez toda a diferença.

Duas notas finais: uma para o VAR, que anulou (bem) um golo a Bruno Fernandes, ignorou (bem) uma possível penalidade (em caso de dúvida não sinalizar nada) sobre o mesmo jogador e sancionou (no limite) o golo de Dost (os braços não contam para o fora-de-jogo); última nota para o argumentário do senhor Nuno Farinha: o Sporting "só" ganhou 2 jogos nos últimos dois que disputou...  

 

As notas dos nossos jogadores, em escala musical:

 

Rui Patrício - É um pássaro? Um avião? Não. É o Super-Homem! Atrás da personalidade calma e avessa às luzes da ribalta de Rui Patrício - o Clark Kent leonino que vive em Alcochete - esconde-se um herói cujos super poderes estão a mudar a história do clube de Alvalade. Por detrás daquelas luvas, não há kryptonite que o ameace, nem vedetite que o afecte. Ele é a nossa FÉ!

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Um dia negro na vida do italiano: o jogo estava a correr-lhe mal. Complicativo, perdia bolas à saída do seu meio campo e não conseguia chegar à linha de fundo adversária. E pioraria ainda mais, quando o músculo da sua perna esquerda rasgou. 

Nota: Mi

 

Coates - Ontem foi Ministro da Defesa, Secretário de Estado, Sub-Secretário e Assessor do Ministro. Tudo ao mesmo tempo. Um pronto-socorro, ou todos (4) em um ("e pluribus unum", lagarto, lagarto!!). Já se está a vêr a falta que nos vai fazer aquando da recepção à Juventus...

Nota:

 

Mathieu - O que esperar quando jogam sempre os mesmos? Eu sei, a pergunta é rétorica...

Nota:

 

Fábio Coentrão - O seu regresso a Portugal coincidiu com aquele seu novo estilo de "faz que vai, mas não vai", em que a linha de fundo adversária parece uma miragem. A defender também não esteve particularmente feliz no regresso à sua terra-natal. No entanto, coincidência ou não, com mais ou menos mialgia, como por magia ficou os 90 minutos em campo e não sofremos golos. Espera-se que se mantenha como talismã na terça-feira visto ser o único elemento da defesa disponível para esse jogo.

Nota:

 

William Carvalho - É o senhor Carvalho, quando Jesus o expõe a um meio campo a dois com Bruno Fernandes, ficando assim a nu toda a sua falta de intensidade defensiva. Mas, transforma-se no Sir William, quando tem por perto "pit bulls" do género de um Adrien ou de um Battaglia, momentos em que consegue libertar em todo o seu esplendor o perfume do seu majestoso futebol. 

Nota:

 

Bruno Fernandes - Repito aqui a ideia que tenho vindo a expressar desde o início da época: Bruno só tem cabimento num meio campo a 2, eventualmente com Battaglia. Refiro-me, obviamente, a jogos com boas equipas, como é o caso do Rio Ave. Desgastou-se, com pouco sucesso, num inglório vai-vém. Ainda assim mostrou a qualidade do seu futebol num passe açucarado a isolar Podence (que se atrapalhou), num centro para Dost (que chegou atrasado) e num remate colocado que bateu Cássio, onde alegoricamente lhe foi assinalado um fora-de-jogo.

Nota: Sol

 

Gelson - Em terra de pescadores, andou naufragado a maior parte do tempo. Sem conseguir dar à costa, acabou por se refugiar junto da frota pesqueira situada na orla inferior direita do mar vilacondense, onde recolheu abrigo junto de Piccini, primeiro, e depois de Coentrão.

Nota:

 

Acuña - Em dia de turbulência só os homens de "barba rija" vão ao mar. O argentino não se atemorizou e lá foi lutando, contra ventos e marés, até descobrir a ponte - o seu conterrâneo Battaglia - para o caminho marítimo até à baliza de Cássio. Acabou a fazer-se valer da sua polivalência, recuando para defesa esquerdo após a lesão de Piccini.

Nota:

 

Podence - Marcado (nos tornozelos) pelos jogadores vilacondenses, raramente conseguiu traduzir a sua inegável dinâmica em algo de produtivo para a equipa, acabando substituido ao intervalo apenas porque Jesus não poderia substituir os outros nove.

Nota:

 

Bas Dost - Ganhou menos bolas pelos ares do que é seu (bom) costume e momentos houve em que pareceu meio perdido em campo, desnorteado com a saída de bola dos jogadores do Rio Ave. Mas, a confiança voltou e, à primeira oportunidade, "dostou". Antes, assistira Bruno para o golo que foi invalidado.

Nota:

 

André Pinto - Sem a autoridade de Mathieu, exibiu-se acima das expectativas, eventualmente mostrando que essas expectativas - que decorrem de "jogarem sempre os mesmos e..." - podem ser uma treta. Retirou um golo cantado a Dost, na primeira parte, e voltou a ganhar de cabeça numa bola parada ofensiva, na segunda parte.

Nota: Sol

 

Battaglia - Jesus colocou-o em campo após o intervalo, mas pareceu enjaulado atrás de William durante bastante tempo. Subitamente, JJ libertou-o desse jugo, posicionando-o à frente do "sir", e imediatamente se viu a sua influência no jogo, bloqueando passes e encontrando espaços vazios de onde assistiu (de pé esquerdo) Dost para o golo, o que nos deixa a seguinte interrogação: a qualidade de passe não era o seu ponto fraco?

Nota:

 

Doumbia - Poucos minutos em campo para alardear muito mais do que aquilo que já mostrara anteriormente, ou seja, um péssimo domínio de bola e uma habilidade natural para disfarçar/mascarar oportunidades de golo nas estatísticas (não constou). Parece ser um jogador útil apenas quando bem servido só tem de dar o toque fatal. Imaginar que pode jogar por detrás de Dost é pura utopia.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício

  

ruipatricio2.JPG

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D