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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Esta foi uma das jornadas com mais vaticínios correctos desde o início da actual temporada: nada menos de cinco palpites bateram certo. Subscritos pelos leitores Ambrósio Geraldes, Fernando Albuquerque, José Vieira e Luís Ferreira, além do meu colega José da Xã. Todos vaticinaram o 3-0 final.

Aplicado o critério de desempate, relacionado com os marcadores de golos, destaca-se este trio: Ambrósio Geraldes, José da Xã e Luís Ferreira

Parabéns a todos.

Armas e viscondes assinalados: Para quê pedir a Lua se temos as estrelas?

Sporting 3 - Rio Ave 0

Liga NOS - 28.ª Jornada

7 de Abril de 2019

 

Renan Ribeiro (3,5)

Voltou a terminar um jogo sem sofrer golos, mas desta vez não contou com as facilidades decorrentes da inépcia dos avançados benfiquistas, pelo que teve mesmo de se esforçar para travar as investidas do Rio Ave. Deu nas vistas ao antecipar-se a um avançado com um corte de cabeça à saída da grande área e, já com o resultado feito, ao encaixar um remate muito forte e colocado, tendo ainda reflexos suficientes para impedir a bola de passar leve, levemente, pela linha de golo.

 

Ristovski (2,5)

Não foi um jogo em que os laterais se tenham destacado muito. Mas no caso do macedónio pode falar-se em culpa por associação, pois a presença de Diaby na direita não só impediu jogadas com cabeça, tronco e membros como levou a que o resto da equipa optasse por uma saudável ostracização desse sector.

 

Coates (3,0)

Melhor seria se não tivesse apostado em incursões catastróficas com bola pelo meio-campo contrário. Não estava no seu dia para aventuras dessas, ao contrário do que sucedeu na prestação defensiva, novamente ao nível dos seus pergaminhos pela relva e pelo ar.

 

Mathieu (3,5)

Não só desfez uma ou duas asneiras cometidas pelo parceiro de eixo central como cumpriu a habitual quota de cortes e antecipações. Mas ainda mais impressionante foi a qualidade com que iniciou jogadas e deu cartas enquanto lateral-esquerdo (e logo num jogo em que Marcel Keizer teve três colegas diferentes a desempenhar essa posição), conquistando a linha e cruzando como se fosse um adolescente tardio.

 

Borja (2,0)

Presenteado pela impetuosidade adversária logo nos primeiros minutos, viu-se retirado de maca, regressou ao relvado e não raras vezes pareceu estar a mais entre Acuña e Wendel. Saiu ao intervalo e tarda em afirmar-se como verdadeira solução.

 

Gudelj (3,0)

Não lhe peçam para dar início a uma jogada de ataque, mas na parte de destruir e condicionar jogo alheio está irreconhecível de há umas semanas para cá. Quase como aqueles funcionários que demonstram as qualidades mais escondidas quando se aproxima o momento da renovação de contrato.

 

Wendel (4,0)

Muitas vezes jogador de equipa, o jovem brasileiro resolveu ser jogador que faz a equipa ganhar com sossego. Não satisfeito com a assistência brilhante para o primeiro golo, vendo Acuña e Luiz Phellype a desmarcarem-se, assinou o primeiro golo na Liga NOS com um remate em arco, ogiva, cristal. O guarda-redes não sabe, nem sonha, como a bola colorida foi parar uma terceira vez ao fundo das redes.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Igualou o recorde de Frank Lampard como meio-campista mais goleador de sempre na Europa ao cobrar um daqueles pénaltis em que o guarda-redes melhor faria em beber uma chávena de chá de tília. E, entre muitas demonstrações aleatórias de grandeza, ganhou a linha, entrou na grande área do Rio Ave pela esquerda e centrou rasteiro e atrasado para o golo de Wendel. Até ao final do jogo várias vezes tentou que os colegas dilatassem o marcador além da conta que Deus fez, mas ninguém quis fazer a desfeita ou se lembrou de devolver a bola para que o tal recorde do inglês passasse a ser história medieval. O “Lampardexit” fica para a próxima.

 

Diaby (1,5)

O Sporting venceu por três golos de diferença, e sem nunca causar apertos no coração dos poucos mais de 26 mil irredutíveis alvaladenses nas bancadas, apesar de contar com o maliano em noite não de tendência nunca. Trapalhão, atrapalhado, quando não simplesmente alheado, manteve-se até ao apito final. Será que Marcel Keizer teme intervenções sacerdotais na luta pelo terceiro lugar e resolveu treinar a possibilidade de se ver a jogar com menos um campo?

 

Acuña (4,0)

Será possível retirar a bola ao polivalente argentino? As estatísticas provam que não é muito fácil, e nem se pode falar em falta de dados, tantas foram as vezes que Acuña bailou com a bola frente a um, dois ou três adversários, talvez inspirado num moço com quem por vezes divide balneário chamado Lionel. Para a história de um jogo que procurou sempre descomplicar fica o domínio de bola com que facilitou a missão de Luiz Phellype no lance do primeiro golo, aberturas traçadas a régua e esquadro e a disponibilidade para ser extremo, lateral e tudo. Tal como Mathieu, teve direito a uns minutos de descanso e a uma ainda mais merecida ovação.

 

Luiz Phellype (3,5)

Mais um golo, concluindo com calma glaciar um contra-ataque que ajudara a lançar, e o pénalti que sofreu, ao ser abalroado por um defesa após um cabeceamento em esforço, são as faces mais visíveis de uma exibição muito positiva. O feitiço parece ter sido quebrado de vez, e o brasileiro peitudo e raçudo da lei dos erros de casting se vai libertando.

 

Jovane Cabral (3,0)

Entrou para agitar a esquerda e quase que o conseguiu, ficando muito perto de servir Luiz Phellype para o mais próximo de 4-0 que se viu na segunda parte. Ainda não é o milagreiro de Peseiro, mas ninguém lhe pode contestar a utilidade.

 

Bruno Gaspar (2,5)

O prémio por ter segurado o forte na meia-final da Taça de Portugal foram minutos enquanto lateral-esquerdo. Não se portou mal do lado contrário, jogando seguro, e até poderia ter marcado, servido por Bruno Fernandes. Mas como não é o homónimo optou por alvejar as bancadas.

 

André Pinto (2,5)

Entrou para o descanso (e aplauso das bancadas) de Mathieu. Sem ser aquele rapaz turco que marca golos em Itália e que Cintra & Peseiro resolveram emprestar com uma cláusula de compra acessível ao mesmo tempo que preferiam contratar Diaby em vez de Fábio Coentrão, também não esteve nada mal.

Marcel Keizer (3,5)

Adiantou-se aos críticos e reconheceu que o Sporting não jogou tão bem quanto na quarta-feira. Mas jogou bastante bem, venceu com folga e sem qualquer tremelique, e só ficou a dever a si próprio uma goleada das antigas. Do treinador só se questiona a necessidade de fazer descansar Acuña e não Bruno Fernandes, elevando a fasquia para “vencer três a zero com Diaby e Bruno Gaspar em simultâneo”. Será que Francisco Geraldes foi apanhado a ler um romance durante uma das palestras do holandês?

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da nossa quinta vitória consecutiva na Liga. Derrotámos facilmente o Rio Ave em casa, por 3-0, num jogo com domínio leonino do primeiro ao último minuto. Mais três pontos amealhados e a certeza de que a equipa não perdeu embalagem após ter afastado o Benfica do acesso à final da Taça de Portugal. 

 

De Bruno Fernandes. Voltou a ser um elemento fundamental. É ele quem marca o segundo golo, de grande penalidade. E é ele quem faz a assistência para o terceiro. Já contabiliza 27 golos nesta temporada (15 dos quais na Liga), igualando nesta marca - rara para quem actua na sua posição - o inglês Frank Lampard, um dos melhores médios de sempre do futebol europeu.

 

De Luiz Phellype. Está de pé quente: segundo jogo como titular no campeonato, três golos amealhados. Desta vez inaugurou o marcador logo aos 12', abrindo caminho para uma vitória segura, dando a melhor sequência a um lance rapidíssimo, aliás iniciado por ele ainda na nossa zona defensiva. Tudo jogado ao primeiro toque, com o ponta-de-lança a descobrir Wendel na ala esquerda, este a executar um fabuloso passe longo, Acuña a amortecer a bola já na grande área e o avançado brasileiro a fazer um sprint rapidíssimo e a metê-la lá dentro. Polegar ao alto.

 

De Wendel. O melhor em campo. Utilíssimo na construção de lances ofensivos, progredindo com a bola dominada e capaz de distribuí-la com precisão. Sempre em jogo, sempre acutilante. Foi dele o passe que funcionou como assistência para o primeiro golo e foi ele também a fechar a conta, marcando o terceiro com um disparo muito bem colocado, aos 54'. Primeiro golo do jovem brasileiro nesta Liga 2018/2019. Mais que merecidos, os fortes aplausos que recebeu enquanto apontava para o emblema do Sporting na sua camisola. É o jogador que mais tem evoluído sob a orientação de Marcel Keizer.

 

De Mathieu. Outra exibição de grande classe. Fundamental em vários cortes - aos 7', aos 11' e aos 30'. Muito influente também na fase de construção, dando por vezes ele próprio o exemplo ao transportar a bola com segurança e eficácia. Substituído por precaução aos 72', atendendo ao seu desgaste físico. Foi aplaudido de pé pelos adeptos. Mereceu esta ovação.

 

De não termos sofrido golos. Segunda partida consecutiva sem vermos as nossas redes trespassadas.

 

Que o jogo tivesse terminado sem cartões. Nem um só amarelo para amostra nesta partida dirigida pelo árbitro Luís Godinho. Merece registo por ser cada vez mais raro no nosso futebol. 

 

De ver Fábio Coentrão novamente em Alvalade. Pena não estar a jogar com a nossa camisola, mas pela equipa adversária. Teria certamente lugar neste Sporting 2018/2019.

 

De ver a alegria de regresso ao nosso estádio. A vitória de quarta-feira contra o Benfica funcionou como um poderoso tónico: os cânticos de incentivo à equipa foram incessantes. Pena não haver mais gente: éramos apenas 26.194 nas bancadas. Mas houve atenuantes para as clareiras que se registavam no estádio: noite chuvosa, num domingo, com o apito inicial a soar só às 20 horas. Continuamos a ser o clube mais prejudicado por estes horários, o que é inaceitável.

 

Do balanço dos últimos nove jogos. Sete vitórias e dois empates. Positivo, claro.

 

De estarmos isolados no terceiro lugar. Após novo tropeção do Braga, derrotado pelo Moreirense, levamos agora três pontos de vantagem face à turma minhota. Três que, na prática, são quatro. Porque nos confrontos entre as duas equipas a vantagem é nossa.

 

 

 

Não gostei

 
 
 

De ver entrar o Rio Ave com mais elementos da formação leonina. Rúben Semedo, ex-defesa do Sporting, alinhou pela equipa de Vila do Conde. O Sporting não tinha ninguém formado em Alcochete no onze titular.

 

Que três jogadores ocupassem a posição de lateral esquerdoO titular foi Borja, que teve de ser rendido por lesão. Acuña recuou no corredor mas acabou por sair também, aos 65', com problemas físicos. Com Jefferson fora da convocatória, Keizer viu-se forçado a improvisar outra solução, mandando entrar Bruno Gaspar em estreia na ala oposta àquela que costuma ocupar.

 

Que Bruno Fernandes não pudesse ter sido poupado, mesmo após o 3-0Noutras circunstâncias, talvez o capitão recolhesse mais cedo ao balneário. Mas havia que gerir a condição física de Acuña e Mathieu, que mereceram prioridade. Percebe-se a decisão do treinador.

 

De Jovane. Desperdiçou uma boa oportunidade, revelando-se uma sombra do que foi no desafio da primeira volta frente à mesma equipa, quando marcou um golaço ao Rio Ave. Keizer apostou nele na segunda parte, por troca com Borja, mas o jovem luso-caboverdiano teve uma exibição fraquinha. Aos 52', bem servido por Bruno Fernandes, em posição frontal, fez um autêntico passe ao guarda-redes. Aos 57', dominou mal a bola cruzada por Diaby, permitindo a Coentrão neutralizar o lance. Está sem confiança, como ficou bem evidente. 

Que tédio

Sair pé do mar, num domingo à nôte para ir assistir a um jogo de bola, fazer para isso cerca de 100 km, pagar 5,80€ de portagem e regressar devagarinho porque chovia que Deus a dava (a 60 km/h quase todo o caminho), para quem estava ali mesmo à babuje do estádio, por enquanto, que o hábito ainda não está enraizado, é um grande incómodo.

Mas como quem corre por gosto não cansa e eles até se portaram lindamente na quarta-feira, lá saí eu de casa (eu e mais 26 mil e qualquer coisa, muito poucos) e a que é que assisti? A uma pasmaceira de jogo.

Assisti a um jogo sem cartões amarelos para nenhum dos nossos (coisa nunca vista esta época, parece-me), nem sequer para os rapazes de Vila do Conde, com apenas 30 faltas (19 nossas e 11 do Rio Ave), sem um único caso para amostra, um penálti indiscutível e indiscutido, uma equipa que calmamente chegou ao 3-0 e depois descansou, que fez uma exibição tão certinha, tão certinha, que o momento de êxtase que quase esteve para acontecer, o inevitável golo do adversário, foi evitado in extremis pelo Renan, que não sei o que lá esteve a fazer, sinceramente, o Kaizer é um nabo, p'ra quê guarda-redes?

E assim se passou mais uma jornada, sem nada a acrescentar, sem se poder dizer mal do treinador, sem cascar no Gudelj, sem azucrinar as orelhas do Wendel. Até as claques hoje se portaram bem. Até houve hola, até houve luzinhas. Que pasmaceira...

Vá lá que o Braga perdeu, única nota dissonante nesta jornada.

2018 em balanço (9)

 

 

GOLO DO ANO

Felizmente não podemos queixar-nos da falta de muitos e bons golos em 2018. De tal maneira que o mais difícil é escolher só um. O meu critério foi seleccionar não apenas um golo bonito ou até magistral, mas que resultasse do esforço colectivo, da nossa organização ofensiva, desta imensa vontade de vencer que o Sporting de Frederico Varandas transporta consigo, sobretudo desde a contratação de Marcel Keizer.

Poderia ter elegido grandes golos de Bruno Fernandes e Nani, aliás já representados nesta antologia anual do És a Nossa Fé. Mas decidi seleccionar o golaço de Jovane que confirmou a nossa vitória por 3-1 contra o Rio Ave, a 3 de Dezembro, no estádio dos Arcos - um dos mais difíceis da Liga portuguesa, como bem sabemos. De tal modo que não ganhávamos lá desde 2004 por dois de diferença.

Escolhi este golo também porque 2018 foi o ano de Jovane, júnior da formação de Alcochete promovido ao primeiro escalão e estreado na equipa principal do Sporting, para o campeonato, durante o curto período em que José Peseiro comandou o plantel leonino. Keizer tem reiterado esta aposta, traduzida em resultados: Jovane continua a funcionar como uma espécie de talismã. Quando entra, geralmente a sorte vira-se a nosso favor.

Foi, uma vez mais, o que aconteceu aqui. O jovem caboverdiano entrou aos 69' e três minutos volvidos já estava a marcar este belíssimo golo, que vale a pena ver e rever. Corolário de uma jogada de insistência do onze leonino, inicialmente conduzida por Nani na ponta esquerda. A bola sobrou para Bruno Fernandes, autêntica inteligência em movimento, que numa fracção de segundo resistiu à tentação do remate, percebendo que o colega à direita estava solto de marcação, endossando-lhe a bola. Mal a recebeu, Jovane desferiu um potente remate com o pé esquerdo, sem tomar balanço, conduzindo a redondinha ao canto superior mais distante da baliza do Rio Ave: nenhuma guarda-redes seria capaz de travá-la.

Fez-nos vibrar de alegria. Com golos destes, o céu é o limite. Tudo se torna possível neste Sporting 2018/2019.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Pódio: Bas Dost, Acuña, Bruno Fernandes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 20

Acuña: 19

Bruno Fernandes: 19

Diaby: 19

Jovane: 17

Miguel Luís: 16

Mathieu: 15

Renan: 14

Petrovic: 13

Bruno Gaspar: 13

André Pinto: 12

Gudelj: 12

Coates: 12

Ristovski: 7

 

A Bola elegeu Acuña como melhor jogador em campo. O Record optou por Bruno Fernandes. O Jogo escolheu Bas Dost.

Quente & frio

Gostei muito de confirmar hoje, com a vitória 5-2 frente ao Rio Ave para a Taça de Portugal, como esta equipa do Sporting desenvolve um jogo alegre, dinâmico, desinibido, com pressão alta, forte organização colectiva, inegável energia anímica e boa condição física. Procurando o golo com processos simples. Tudo por mérito de Marcel Keizer: o treinador holandês devolveu ao Sporting um futebol vistoso e ofensivo como já não víamos desde a época 2015/2016, a primeira sob o comando de Jorge Jesus. Somámos esta noite a oitava vitória consecutiva - sétima sob o comando do técnico holandês - que nos coloca nos quartos-de-final da Taça verdadeira. A de Portugal.

 

Gostei  da sexta goleada verde e branca da era Keizer. Hoje os marcadores de serviço foram Bas Dost (2), Diaby (2) e Bruno Fernandes. O holandês, com mais estes, totaliza já 15 golos na temporada em curso - 85 desde que veio para o Sporting. E com este técnico marcámos 30 em sete desafios (média de 4,2 golos por jogo). Destaque, nesta partida, para Bruno Fernandes - hoje capitão da equipa e o melhor em campo. Marcou o mais espectacular dos nossos cinco golos, o terceiro, com um disparo fortíssimo aos 42'. Foi crucial na construção do quarto golo, apontado por Dost aos 61', e fez a assistência para o último, servindo Diaby aos 77'. Notas muito positivas também para o jovem avançado maliano, que abriu a ronda de remates certeiros logo no terceiro minuto da partida; para Acuña, que regressou à ala esquerda - aos 3' já fazia a assistência para o golo inaugural e bisou com um cruzamento perfeito na construção do terceiro; para Jovane, que iniciou as jogadas do primeiro e do terceiro, além de ter assistido no quarto golo; ainda para Miguel Luís, hoje merecidamente titular, proporcionando maior segurança defensiva à equipa e permitindo libertar Bruno Fernandes para acções ofensivas.

 

Gostei pouco que Fábio Coentrão, hoje de regresso a Alvalade, tivesse voltado como jogador do Rio Ave, aliás o melhor em campo pela equipa forasteira. Preferia bem mais vê-lo novamente integrado no plantel leonino: corresponderia decerto a uma aspiração dos adeptos do Sporting e sem a menor dúvida ao desejo do próprio jogador, assumido adepto das nossas cores.

 

Não gostei que tivéssemos sofrido dois golos (embora o segundo tenha resultado de um penálti que me parece inexistente) e revelado lapsos ocasionais na nossa estrutura defensiva. Também não gostei de ver Nani ausente, não por opção técnica mas devido a uma mialgia de esforço, o que proporcionou a titularidade de Jovane. O jovem sub-21 formado em Alcochete cumpriu com distinção a tarefa, mas espero ver o nosso campeão europeu - também fruto da formação leonina - de regresso ao onze titular já no próximo domingo, a defrontar o V. Guimarães.

 

Não gostei nada que apenas 12.108 espectadores tivessem comparecido hoje em Alvalade. Com jogadores a darem o seu melhor, proporcionando um excelente espectáculo e outro festival de golos para todos os gostos, desta vez só falhou mesmo a chamada "moldura humana".

Sporting - Rio Ave de amanhã

Entre a vitória épica contra o Nacional e a deslocação extremamente difícil a Guimarães, que equipa irá amanhã Marcel Keizer apresentar?

O meu palpite segue o que vimos no último jogo da Liga Europa:

Salin; Ristovski,  Coates, A. Pinto e Acuña; Petrovic, B. Fernandes e M. Luís; Jovane, Dost e Mané.

E o vosso?

Fica o convite para mais uma vez rumarem a Alvalade. Vale mesmo a pena não ficar em casa.

SL

 

Os melhores prognósticos

Os nossos jogadores andam de pontaria cada vez mais afinada. E o mesmo se passa aqui nos prognósticos do blogue: houve cinco remates certeiros. Assinados por Edmundo Gonçalves, JF 1965, Leão do Fundão, Luís Lisboa e Verde Protector.

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores de golos, a lista encolheu de cinco para três: JF 1965 (que vaticinou golos de Dost e Bruno), Luís Lisboa (também Dost e Bruno) e Verde Protector (Dost e Jovane).

Parabéns a todos.

Comemorar

Não vi o jogo ontem. Melhor, fui vendo a espaços no telefone e fui recebendo notificação do resultado, por "culpa" da comemoração do aniversário da minha neta Joana, o quinto, que ela fez questão de ser num determinado restaurante de comida italiana que serve sandes redondas sem a parte de cima do pão, a que vulgarmente chamam pizzas. Cinco anos e já decide onde comemora o aniversário, senhores, onde é que isto vai parar?... 

Bom, entre umas dentadas numa coisa com queijo manhoso e um chouriço meio-picante (fizeram tanta propaganda à "potência" da malagueta que estava na carta que eu mandei vir de rajada duas imperiais, não fosse ficar "ensebucado", mas foi nitidamente publicidade enganosa), lá fui acompanhando o jogo e com tanto azar que não vi nenhum dos golos.

Como já disse aqui há uns dias, a NOS teve a cortesia de me oferecer um mês de sportv grátis, de modo que quando cheguei a casa, lá liguei a tv e procurei ver pelo menos os golos. Ainda estavam no rescaldo do jogo, a analisar os lances, três pessoas, um indivíduo que confesso não ter percebido qual o seu papel, a não ser que fazia perguntas, um técnico de vídeo presumo, porque era quem andava para a frente e para trás com a imagem, os "frames" que outro, que é um rapaz ex-árbitro que até era dos melhorzinhos, que usa o cabelo assim rapado dos lados e uma crista à moicano no meio, lhe mandava avançar ou recuar "aí, aí, mostra a bola colada ao pé". Confesso que, danado comigo próprio, consegui ver aquilo durante cerca de 15 minutos e pareceu-me entender que não foi marcado um penalti contra o Sporting (que também podia não ter sido marcado, como não foi) por causa do protocolo. O mesmo protocolo que não permitiu que um gajo do Rio Ave fosse engavetado logo ali, quando tentou arrancar uma perna ao Jefferson (e logo aquela que ainda vale qualquer coisinha, a esquerda). Fiquei portanto a saber que agora se a coisa correr mal, já não temos que culpar o árbitro, os fiscais-de-linha (eu se fosse oficial do ofício, preferia ser chamado de fiscal-de-linha do que assistente do árbitro!), ou o video-árbitro, temos é que chatear a cabeça ao protocolo. A ver pelas vezes que foi ontem falado, deve ter uma cabeçorra tipo gigantone em arraial minhoto...

Ia a coisa bastante animada e via-se que estava para durar e eu, que queria era ver os golos, fiz um FFR (fast for rear) naquilo e acabei por ver mais que os golos, fui vendo partes do jogo onde se viu que foi muito bem disputado e que poderia também ter outro resultado, não fora a grande exibição do nosso goleiro, que safou duas ou três com selo de golo (também meteu água, mas não a suficiente para afundar a barca). Bom, do outro lado também teve oposição à altura, que evitou dois ou três golos dos nossos, lembro-me de B. Fernandes e Dost e Diaby, assim de repente, que poderiam ter facturado.

Não sei se é das túlipas (de superbock), mas o B. Fernandes parece outro. Vejam bem que até me pareceu o melhor, ontem, seguido de perto pelo Nani e pelo Wendel e pelo Cabral que descobriu o caminho aéreo (só pra chatear o seu homónimo) para o canto superior direito da baliza vilacondense com um remate de tal forma simples(?) que aquilo parece coisa que o rapaz faz a todo-o-pé-passado.

É assim, a gente fez um jogo do outro Mundo? Não, seguramente que não, a determinada altura vi que o Rio Ave até tinha mais posse de bola, não foi um jogo por aí além, mas foi intensamente disputado, com muito bons apontamentos de ambos os lados e onde a qualidade individual acabou por ditar o resultado e quando assim acontece, os resultados acabam por ser justos, o que me parece ter sido o caso. Neste Sporting, por enquanto, o que mudou mesmo foi a disposição táctica e com isso vieram ao de cima as qualidades de alguns jogadores que estavam aferrolhados; Bruno Fernandes começa a ser o melhor jogador da liga do ano passado, estimo que não demorará muito a conseguir chegar lá, Gudelj, aquele cepo em quem eu próprio vim aqui descascando algumas porradas, está transformado e parece ser jogador (então se alguém lhe disser ao ouvido que joga futebol e não football, que a baliza fica abaixo da trave e não acima, poderá vir a ser um caso sério). O treinador teve também a felicidade, para além daquela que é vir treinar o clube mais eclético do Mundo, de ter à disposição Bas Dost, um gajo que marca sempre o ponto, tão regular como um Omega, ou como antigamente a CP. Mas que é diferente para melhor o próprio espírito dos jogadores em campo, ai isso é inquestionável e que o caminho parece ser o correcto, parece, pelo menos já se vê jogar à bola, que era coisa por que todos andávamos a salivar.

Se é motivo para comemorar? Talvez ainda não, que parece que dá azar contar com o ovo no cu (cloaca para os mais sensíveis) da galinha e deitar foguetório antes da festa, mas olhem, depois da comemoração do aniversário da minha neta Joana, também me deu vontade de comemorar esta volta que parece estar a dar-se no futebol leonino. Que sejam ambos muito felizes, não posso ter outro sentimento! 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arco do triunfo

O Sporting deslocou-se a Vila do Conde e logo se inspirou com os Arcos do estádio do Rio Ave. Os vilacondenses bem tentaram absorver o futebol de (bi)toque do Sporting, mas a digestão revelou-se difícil - o problema terá sido do ovo a cavalo (ovo=huevo, em castelhano, alcunha argentina de Acuña, que após cavalgar todo o campo ofereceu a Dost o golo que repôs o Sporting na frente do marcador) - e no final a vitória foi dos suspeitos do costume, os pupilos de Keizer (Soze?). O arco do triunfo começou a ser erigido logo aos 8 minutos, quando Bruno Fernandes - lançado por Coates - tabelou com Nani e acabou a finalizar na área de pé esquerdo. Infelizmente, pouco tempo depois, num livre directo em que a barreira pareceu mal definida, o Rio Ave empatou. O jogo estava bom e em três minutos o Sporting teve quatro oportunidades: Dost (por cima), Bruno Fernandes (enorme defesa de Leo Jardim), Diaby (outra vez Leo) e Dost (outra vez por cima). Até que, ao quarto desses alucinantes minutos (entre os 18 e os 22), Bas Dost marcou (grande centro de Acuña). Todos os jogadores jogavam mais a dois do que a um toque, mas Diaby cometia a proeza de dar dois toques num, com a bola invariavelmente a ressaltar-lhe do pé esquerdo para a canela direita e a perder-se. Em cima do intervalo, os vilacondenses podiam ter empatado após um momentâneo lapso de razão, eufemismo para paragem cerebral, de Renan.

 

Ao intervalo, soube-se uma coisa do arco da velha (senhora): a Bola de Ouro de 2018 não havia sido atribuída a Cristiano Ronaldo, preterido por Modric. Parabéns ao France Football por ter adoptado a causa da diversidade, dado que o conjunto de votantes formou o arco do cego. Bom, na verdade, invisuais não eram, pois estes têm os (outros) sentidos bem despertos e isso teria sido suficiente para uma boa decisão. Apenas não quiseram vêr o óbvio, o que não fez qualquer sentido. Enfim, anda um homem a fazer acrobacias com uma bicicleta, a 2 metros de altura, para isto...

 

O Sporting reentrou bem no segundo tempo e marcou imediatamente, mas Bas Dost estava ligeirissimamente adiantado em relação ao passe de Acuña e o golo foi invalidado. Este viria a ser rendido à hora de jogo por o nosso "mona lisa" ter temido que o argentino (já amarelado) lhe estragasse a obra-prima de Mestre. O pior foi que entrou Jefferson e com ele o cabo dos trabalhos. Valeu o "arqueiro" (guarda-redes brasileiro) Renan, já recomposto da comoção da primeira parte, que evitou por duas vezes o golo do empate, primeiro, e mais tarde a reentrada no jogo dos vilacondenses (negando o golo a Coentrão que ainda recargou perante a apatia do lateral esquerdo leonino). Mas o Sporting jogava melhor, agora com a preocupação de privilegiar só um toque e com a entrada de Jovane (saída de Diaby) viria a sentenciar a partida. O ala formado em Alcochete, de fora da área, fez tiro ao arco com o seu pé esquerdo e a bola entrou como uma flecha "lá onde a coruja dorme" (ângulo superior). Uma obra de arte digna de figurar na ArCo.

 

Com alguns aspectos ainda a corrigir, a equipa leonina continua a ganhar e ontem superou aquilo que os doutos comentadores do televisivo ludopédio luso chamavam de "prova de fogo". Como se já não bastasse este escriba tratar o Keizer como um personagem de ficção cinematográfica ou uma figura do Renascimento, agora é bombeiro...

 

No Sporting, destaque para Bruno Fernandes e Coates, este último um muro de betão onde embateram e se esbateram todas as ofensivas vilacondenses. Nani também esteve bem, apoiando atrás e à frente, apenas com o senão de por vezes ter temporizado sem sentido (ao contrário da leitura correcta da desmarcação de Acuña no lance do 2º golo). Gudelj continua a subir de rendimento e Wendel trabalhou muito, embora tenha sido menos vistoso que anteriormente. Renan, que me fez exasperar no primeiro tempo, acabou por ser providencial. Bas dostou e ofereceu-se ao jogo, tanto em largura como em profundidade. E claro, last but the least, uma menção especial para o jovem Cabral. No geral, os jogadores foram menos felizes que no jogo anterior nos movimentos de aproximação à bola (desgaste do jogo europeu) e, quando em posse, demoraram mais o passe. Adicionalmente, nem sempre a pressão alta foi bem executada, pois algumas vezes as linhas média e defensiva não acompanharam os avançados, estabelecendo-se espaço por onde o Rio Ave assustou o nosso último reduto. Ainda assim, jogámos bem (face ao passado é um nirvana), ganhámos, temos 13 golos marcados em 3 jogos com Keizer, e continuamos a perseguir o pote de ouro no fim do arco-iris. FIM.

 

P.S. Que tal um estádio cheio para receber a equipa no próximo Domingo?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

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Falta muito para atingirmos a perfeição

Pois falta, mister Keizer, mas também já falta bem menos do que faltava há uns tempos.

A simplicidade e realismo deste holandês faz-me recordar um romeno que por cá passou, e ao qual devemos uma dobradinha. O que é muito bom sinal.

Neste jogo bem difícil em Vila do Conde, com um árbitro pródigo em amarelos ao primeiro lance dividido, e onde, como é a sina do Sporting, o adversário conseguiu marcar um golo na primeira vez que se aproximou da área do Sporting, um golo daqueles que acontecem cada 5 anos na carreira daquele Schmidt, o Sporting conseguiu uma magnífica vitória com base em doses iguais de talento e trabalho, com um modelo de jogo e processo de treino completamente novos realtivamente so que existia em Alvalade neste e nos últimos anos.

Bruno Fernandes e Bas Dost mais uma vez fizeram a diferença, Jovane entrou para decidir, Acuna foi poupado à expulsão no momento exacto por Keizer mas com a sua substituição e a entrada de Jefferson surgiram também as duas grandes oportunidades do Rio Ave do jogo.

Falta mais uma coisa para atingirmos a perfeição, mas essa coisa não depende de si, nem se treina em Alcochete. Depende de todos nós, os Sócios, aqueles que deviam ser o 12º jogador. Falta respeito.

Nos bons e maus momentos, nos bons e maus resultados, respeito pela direcção eleita, respeito pela estrutura técnica, respeito pelos jogadores, respeito pelos que acompanham a equipa em Alvalade e fora dele pagando do seu bolso viagens e bilhetes, respeito pelo Sporting Clube de Portugal. 

Quem não sabe respeitar não merece ser respeitado.

SL

 

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória em Vila do Conde. Estreia auspiciosa do técnico holandês Marcel Keizer ao comando da equipa leonina no campeonato nacional. Num campo tradicionalmente muito difícil, frente a um bem organizado Rio Ave (sexto no campeonato), abrimos o marcador logo aos 8' e controlámos sempre a partida, impondo à turma anfitriã a primeira derrota em casa neste ano de 2018. Por 3-1 - golos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Jovane. Desde 2004 que não vencíamos aqui por dois de diferença.

 

De Bruno Fernandes. Marcou o golo inicial do Sporting: e vão dez nesta temporada. Terceiro desafio consecutivo a facturar, após ter acertado contra o Lusitano Vildemoinhos e o Qarabag (dois). Foi o homem do jogo, tendo sido peça essencial no meio-campo leonino e autor da assistência para o terceiro golo. É um dos jogadores que mais têm subido de forma desde a chegada de Keizer a Alvalade.

 

De Nani. Outra exibição muito positiva. Assistiu Bruno Fernandes, com uma tabelinha, no golo inaugural. E é dos pés dele, com uma temporização perfeita aguardando a desmarcação de Acuña, que começa a ser desenhado o nosso segundo.

 

De Bas Dost. Não teve uma actuação brilhante, mas voltou a cumprir o essencial, marcando um golo. O nosso segundo e o sexto dele na Liga 2018/2019, aproveitando da melhor maneira, com um cabeceamento impecável, um cruzamento perfeito de Acuña aos 23'.

 

De Jovane. Como de costume, começou no banco. O treinador mandou-o entrar aos 69'. Três minutos depois, com um disparo de fora da área, marcou o terceiro golo leonino, de longe o melhor deste desafio e candidato a melhor golo da jornada. Um fortíssimo remate cruzado, ao ângulo mais distante da baliza do Rio Ave, sem hipóteses de defesa.

 

De Renan. Pareceu mal posicionado no lance de livre (aliás inexistente) de que resultou o golo da equipa vilacondense, aos 12'. Mas redimiu-se com um punhado de grandes defesas, impedindo o golo em três ocasiões: duas vezes aos 63', com poucos segundos de intervalo, e aos 88', travando um disparo quase à queima-roupa de Fábio Coentrão. Nota positiva para o guardião brasileiro.

 

Do nosso meio-campo. Domínio evidente do tridente formado por Gudelj, Bruno Fernandes e Wendel, superando as melhores expectativas de quem estava longe de supor que ao fim de apenas três jogos em conjunto este núcleo de profissionais leoninos já estivesse tão afinado. Grande mobilidade, rapidez na reacção à perda de bola e construção com processos simples, quase sempre ao primeiro toque, aproveitando situações de vantagem numérica.

 

Da nossa vocação ofensiva. Treze golos marcados nos últimos três desafios, todos já sob o comando do técnico holandês. Marcel Keizer não podia ter sonhado com melhor estreia no comando do Sporting: balanço muito positivo.

 

Dos aplausos dos adeptos leoninos a Coentrão. O ex-lateral esquerdo leonino recebeu uma calorosa ovação dos sportinguistas presentes no estádio dos Arcos e mostrou-se francamente sensibilizado. Depois, na entrevista rápida, afirmou convictamente: «Serei sempre do Sporting.» Exemplos evidentes de que nem sempre a gratidão está ausente do mundo do futebol.

 

Da nossa posição na tabela classificativa da Liga. Seguimos em segundo, a dois escassos pontos do FC Porto, continuando a depender só de nós. Tudo continua a ser possível.

 

 

 

Não gostei

 

De Diaby. Foi hoje o elemento menos em evidência no onze titular do Sporting, apesar de quase ter marcado um golo, aos 22'. Parece algo deslocado da ala direita, onde Raphinha e Jovane têm brilhado mais.

 

Do excesso de cartões a jogadores do Sporting. Carlos Xistra, que adora exibi-los, mostrou amarelos a Acuña, Gudelj, Coates, Bas Dost e Diaby. Como se tivesse havido ali uma batalha campal.

 

Da hora a que se disputou o jogo. O pontapé de saída ocorreu só às 20.15, em véspera de um dia de trabalho. Começa a ser uma tendência nada propícia a grande afluência aos estádios. Não haverá modo de dar a volta a isto?

Fábio Coentrão

Precisamos com urgência de um novo lateral esquerdo, ouço dizer a toda a hora e já vi escrito várias vezes também neste blogue. Acontece que Fábio Coentrão estava de saída do Real Madrid. Já tinha jogado pelo Sporting na última época. Ruma de novo a Alvalade? Não: vai para o poderoso Rio Ave, que assim demonstra ter mais argumentos financeiros e motivacionais do que o Sporting.

É um sinal dos tempos, admito. Péssimo sinal.

Os melhores prognósticos

Podia ter havido goleada no Sporting-Rio Ave. Mas, como sabemos, não houve: quatro ou cinco dos possíveis golos esbarraram nos postes da baliza vilacondense ou foram travados in extremis pelo guarda-redes Cássio.

Para compensar, aqui na ronda dos prognósticos, houve mesmo goleada. Com nada menos de cinco artilheiros a revelarem boa pontaria nos palpites desta 27.ª jornada.

Aqui fica o quadro de honra, por ordem alfabética: Carlos Macedo, Carlos Silva, José da Xã, José Vieira e Leoa Maria. Todos acertaram no resultado, todos previram o golo de Bas Dost, a todos só faltou antever o grande e belo golo do Gelson Martins.

Isto é que é um penta: estão os cinco de parabéns.

Pódio: Gelson, Coentrão, Bas Dost

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Fábio Coentrão: 18

Bas Dost: 17

Bruno Fernandes: 17

William Carvalho: 17

Coates: 15

Mathieu: 15

Rui Patrício: 15

Battaglia: 14

Piccini: 14

Rúben Ribeiro: 13

Acuña: 11

Bryan Ruiz: 7

Wendel: 1

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.

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