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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, que nos mantém na luta pelo título. Vencemos hoje o Chaves, por 2-1, em Alvalade, num jogo que dominámos do princípio ao fim e em que rematámos 17 vezes à baliza adversária, contra apenas três da turma transmontana.

 

De Bas Dost. O homem do jogo. Resolveu a partida, com dois golos. Aos 23', de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um excelente cruzamento de Acuña na primeira oportunidade de que dispôs. E aos 86', concretizando uma grande penalidade que se seguiu ao golo do empate flaviense. Mas não teve uma actuação muito positiva só por isto: envolveu-se da melhor maneira nas movimentações colectivas, ganhou quase todos os lances de cabeça e arrastou a defesa adversária quando eram companheiros de equipa a transportar a bola. Em 66 jogos pelo Sporting no campeonato nacional, já marcou 66 golos. Excelente média deste grande profissional do futebol leonino que já se expressa bem em português (como ficou evidente ao falar à televisão depois do jogo).

 

De Nani. É um prazer vê-lo jogar futebol. O campeão europeu (que, estranhamente, Fernando Santos, não incluiu na mais recente convocatória contra Itália e Polónia) é o grande pensador da nossa equipa. Comanda os colegas com autoridade natural, comprovando a sua excelente visão de jogo. Saiu já no tempo extra, aos 91', e recebeu uma merecida ovação do público em Alvalade.

 

De Acuña. Hoje regressou à lateral esquerda e foi incansável a municiar as linhas ofensivas da equipa. Fez a assistência para o golo inaugural do Sporting. Em grande evidência, uma vez mais. Foi um dos melhores do onze leonino.

 

De Tiago Fernandes. O treinador interino passa o testemunho ao holandês Marcel Keizer, que amanhã inicia funções como técnico principal da equipa. E passa-o com um balanço muito positivo: duas vitórias na Liga e um empate fora, para a Liga Europa, em casa do Arsenal. Três jogos em oito dias. Mereceu os aplausos que os adeptos lhe tributaram no final do jogo enquanto gritavam pelo seu nome. Não custa vaticinar: vai ter futuro no futebol português.

 

Da estreia de Miguel Luís. O jovem médio ofensivo actuou na posição 8 nesta sua primeira partida como titular do Sporting no campeonato nacional. Contribuiu para a boa atitude competitiva da equipa com excelentes passes para Bruno Fernandes (44') e Bruno Gaspar (79'). Vai ganhando rodagem entre os maiores: só assim consegue crescer como profissional do futebol.

 

Do nosso dique defensivo. Bons desempenhos de Gudelj como médio mais recuado, alternando o apoio aos centrais com o natural protagonismo à saída de jogo na fase de construção, e sobretudo dos nossos centrais, provavelmente o melhor duo da Liga 2018/2019 nas respectivas posições. Merecidos elogios, não ensombrados pelo golo do Chaves, que resultou de um soberbo remate em arco de Niltinho, aos 81', disparado de fora da área sem defesa possível.

 

Do estado do nosso relvado. Ninguém diria que esteve toda a noite anterior e todo o dia a chover em Lisboa: o tapete verde do Estádio José Alvalade manteve-se em boas condições, servindo de palco muito apropriado a uma emocionante partida de futebol.

 

Da nossa classificação. Continuamos a progredir na tabela classificativa. Subimos ao segundo lugar, com 22 pontos, aproveitando a derrota de ontem do Braga no estádio do Dragão. Estamos apenas a dois pontos do FC Porto e vamos manter-nos isolados na segunda posição pelo menos até 2 de Dezembro, data do início da próxima ronda do campeonato. Há três meses quem vaticinaria uma posição destas face a tudo quanto tinha ficado para trás? 

 

 

Não gostei

 

Do público tão escasso nas bancadas do nosso estádio. Hoje havia apenas 20.359 espectadores em Alvalade, uma cifra nada habitual para os números a que estamos habituados em jogos do campeonato nacional de futebol. Explica-se, em boa parte, pelas péssimas condições atmosféricas que se abateram nas horas anteriores sobre o País em geral e sobre a zona de Lisboa em particular. Mas não custa vaticinar que a partir de agora a assistência vai aumentar - faça chuva ou faça sol.

 

Do golo do empate, sofrido aos 81'. Foi um golo de excelente execução técnica, provavelmente o melhor golo desta jornada. Mas funcionou como um duche de água gelada em Alvalade, totalmente contra a corrente do jogo. Felizmente Bas Dost desempatou, de penálti, seis minutos depois.

 

Dos remates desperdiçados da nossa meia-distância. Bruno Fernandes e Gudelj, como de costume, bem tentaram. Mas apenas conseguiram atirar a bola para a bancada. Pior para o sérvio, que ainda não se estreou a marcar pelo Sporting.

 

Do vazio registado no sector central do topo sul. Consequência da acção policial de hoje, que levou às buscas da GNR e à detenção do líder da Juventude Leonina, por mandado do Tribunal do Barreiro - o que fez debandar os elementos desta claque que costumam ter lugar nessa zona do estádio. Mas isso é tema para outros textos, não para este.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória contra o Santa Clara, por 2-1. Triunfo indiscutível da nossa equipa num campo muito difícil e contra uma equipa que vinha de quatro vitórias consecutivas (três para a Liga). Ao intervalo, perdíamos 0-1 em Ponta Delgada. Mas soubemos dar a volta ao marcador, beneficiando também da expulsão de um jogador da turma açoriana, aos 62', logo após o nosso primeiro golo, de grande penalidade.

 

Do dispositivo táctico. Tiago Fernandes, treinador interino, arriscou colocar a equipa num 4-2-3-1 mais aberto e dinâmico, apenas com dois médios no corredor central e fazendo regressar Acuña às alas, entregando a lateral esquerda a Lumor, que só tinha 28' de jogo até agora nesta época. Os jogadores, naturalmente, estão pouco rodados neste sistema, o que facilitou algum predomínio inicial dos açorianos, mas sobretudo a partir da segunda parte - com clara supremacia leonina - foram-se adaptando e dando boa resposta.

 

De Acuña. É um desperdício ter o internacional argentino recuado na lateral. Quando surge à frente, com a sua dinâmica e a sua combatividade, rende muito mais à equipa. Hoje foi o melhor em campo, protagonista de bons cruzamentos e sobretudo do nosso golo da vitória, marcado de cabeça, a partir da ala direita. Estavam decorridos 75', consumava-se a reviravolta e ficavam garantidos os três pontos que trazemos hoje dos Açores.

 

De Jovane. A subida de rendimento do Sporting no segundo tempo deve-se em boa parte à acção do jovem extremo, que entrou após o intervalo, substituindo um apático e desconcentrado Diaby. O caboverdiano acelerou o jogo, deu-lhe acutilância e profundidade. E é dele a assistência para o golo da vitória, confirmando ser um dos elementos mais influentes de verde e branco nesta Liga 2018/2019.

 

De Bas Dost. Totalmente recuperado da lesão, ei-lo regressado à titularidade e também aos golos, confirmando a sua importância neste plantel leonino. Foi ele a marcar o nosso primeiro, de grande penalidade: chamado a convertê-la, não vacilou, abrindo o marcador aos 62'. Não se limitou a isto: trabalhou para a equipa, participou no processo defensivo e soube trabalhar sem bola, baralhando as marcações.

 

Da rotação na equipa. Entrámos hoje em campo com sete titulares diferentes daqueles que alinharam há dias, contra o Estoril, para a Taça da Liga. Subida evidente de rendimento global: este Sporting, naturalmente, tem pouco a ver com a turma composta quase só por "segundas linhas" naquele encontro que marcou a despedida de José Peseiro numa prova que serve sobretudo para isso: para rodar jogadores.

 

Da entrada de Miguel Luís. O jovem médio da nossa formação teve hoje mais uns minutos, entrando já no tempo extra, para o lugar de Acuña. Um prémio para o seu empenho nos treinos e para o seu talento muito promissor. Ele merece.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa. Beneficiámos da derrota caseira do Benfica frente ao Moreirense e levamos dois pontos de vantagem sobre a turma encarnada, que agora ultrapassámos. Por outro lado, mantemos dois pontos de distância em relação ao líder da Liga, FC Porto. Isto significa que continuamos a depender só de nós. Já era assim antes, continua a ser assim agora.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Battaglia. Estavam decorridos 27' quando o internacional argentino - hoje isolado na posição de médio defensivo - se lesionou com aparente gravidade, sendo forçado a abandonar o campo transportado de maca. Para o seu lugar entrou Gudelj, hoje inicialmente relegado para o banco. O sérvio, que parece mais 8 do que 6 no seu posicionamento natural, acabou por dar boa conta do recado. Mas é intrigante o elevado número de lesionados desta época no Sporting.

 

Da ausência de Montero. É um dos nossos melhores: gostaria que tivesse jogado.

 

De chegar ao intervalo a perder. Um contra-ataque rápido do Santa Clara, potenciado por uma falha de marcação de Lumor, permitiu a José Manuel rematar para o fundo das nossas redes. Esta desvantagem, registada aos 32', condicionou a nossa equipa até ao intervalo apesar de jogarmos a favor do vento. Felizmente as coisas mudaram no segundo tempo. A entrada de Jovane ajudou bastante. E a expulsão de Patrick, que nos pôs em vantagem numérica, também.

 

De mais um golo sofrido. Há 25 jogos consecutivos - 17 no campeonato - que vemos as nossas redes violadas em jogos disputados fora de casa. Números preocupantes para uma equipa que sonha com títulos e troféus. O último desafio em que evitámos sofrer pelo menos um golo remonta a 27 de Outubro de 2017.

 

Das más condições atmosféricas. Chuva, rajadas de vento e um terreno enlameado condicionaram a qualidade do espectáculo - quase deplorável, sobretudo na primeira parte. Faz parte das contingências de um desporto de Inverno, como dizem ser o futebol.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada da noite de hoje em Alvalade. Três pontos garantidos na vitória em casa contra o Boavista. Por números que não enganam: 3-0. Domínio absoluto da nossa equipa contra um adversário que costuma fazer a vida difícil às turmas anfitriãs nas deslocações a Lisboa. De realçar que nesta jornada da oitava ronda do campeonato apenas o Sporting marcou três golos.

 

Da exibição leonina. Não foi apenas a vitória em campo, por números muito expressivos: houve domínio absoluto do Sporting em todas as fases da partida, vulgarizando por completo o Boavista. Inequívoca supremacia territorial, bom entrosamento colectivo, compromisso evidente dos jogadores, atentos à missão que lhes foi confiada. O nosso melhor desempenho até ao momento na Liga 2018/2019.

 

De Nani. Grande jogo do nosso capitão, que hoje marcou dois golos: o primeiro aos 31', com um cabeceamento letal após excelente movimentação na ala esquerda de Montero; o segundo aos 66', num pontapé de ressaca após algumas carambolas dentro da área do Boavista. E ainda foi dele o primeiro grande sinal de perigo, com uma soberba elevação aos 26' travada in extremis pelo guardião Helton na defesa da noite. O campeão europeu formado em Alcochete festejou o primeiro golo à moda antiga, com um salto mortal; no segundo, beijou o emblema do nosso clube. Um enorme Leão, de corpo e alma. O melhor em campo.

 

De Diaby. Estreia muito aplaudida do internacional maliano no onze titular, correspondendo por inteiro às melhores expectativas dois meses após ter sido contratado. Foi dele a assistência para o segundo golo, marcado por Bruno Fernandes aos 64', com um passe atrasado para a entrada da área, na sequência de uma boa tabela com Montero. Teve também intervenção no terceiro golo, dando início ao lance ofensivo. Pressionou muito bem a saída de bola do Boavista e revelou boa condição física. Saiu aos 87', muito aplaudido.

 

De Montero. Hoje não marcou, mas foi dos mais influentes nesta vitória leonina. Fez a assistência para o golo inaugural e teve uma movimentação decisiva no terceiro. É um dos nossos jogadores que trata a bola com maior destreza técnica, com reflexos na qualidade do espectáculo.

 

De Bruno Fernandes. Irregular no primeiro tempo, melhorou muito na etapa complementar. Primeiro, aos 58', dirigiu um míssil à barra na conversão de um livre. Seis minutos depois, assinou o segundo golo, com um remate forte e muito bem colocado à entrada da grande área. Nítida subida de forma, com reflexos no desempenho global da equipa.

 

Dos regressos de Mathieu e Bas Dost. O francês foi titular após longa paragem e o holandês - alvo de justificada ovação - entrou em campo aos 87', mais de dois meses após ter sido impedido de jogar devido a lesão muscular. Ambos ainda presos de movimentos, como se compreende, mas com indiscutível influência na equipa, onde são dois dos jogadores mais acarinhados. Mathieu chegou a fazer duas posições, passando para lateral esquerdo após a dupla substituição de Diaby por Dost e de Montero por André Pinto. Com eles de regresso, o Sporting é diferente. Para melhor.

 

De termos visto as nossas redes intocáveis. No seu terceiro jogo consecutivo como titular na baliza leonina, Renan praticamente não fez uma defesa. Muito bem coadjuvado pelo quarteto defensivo, designadamente nas alas, onde Acuña e Bruno Gaspar estiveram em destaque - este último mostrando enfim que é reforço. Foi dele o cruzamento que deu origem ao terceiro golo.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa. Beneficiando do tropeção do Braga, que empatou em Guimarães (1-1), e da derrota do Benfica no Estádio Nacional, frente ao Belenenses (2-0), estamos agora apenas a dois pontos das duas equipas que lideram a Liga: FC Porto e Braga. Quer isto dizer que voltamos a depender só de nós para aspirar ao título, tendo já jogado, à oitava jornada, em Braga e na Luz.

 ´

 

Não gostei

 

Que o Boavista tivesse disparado uma bomba que embateu no nosso poste esquerdo. Estavam decorridos apenas 5' quando Mateus pregou um susto em Alvalade. Felizmente a sorte acompanhou-nos: a bola não entrou. Se tivesse entrado, a história deste jogo poderia ter sido bem diferente.

 

De ver só pouco mais de meia casa preenchida em Alvalade. A noite estava fria e o horário não era nada convidativo (20 horas de domingo, precisamente no fim de semana em que adoptámos o horário oficial de Inverno). Mas a equipa merecia ter sido incentivada por um número bastante maior de adeptos do que os 27.784 hoje presentes no estádio.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota frente ao Portimonense, que estava em último na Liga. Não apenas perdemos o jogo - o que não acontecia em Portimão, para o campeonato, desde 1989 - como fizemos uma péssima exibição. Jogando quase sem flancos, com laterais que raramente subiram e um meio-campo desarticulado, cedendo terreno para o adversário. Saímos derrotados por 2-4 - segundo desaire consecutivo, após a derrota em Braga. São desafios como este que fazem perder campeonatos.

 

Do descalabro defensivo. Quatro golos sofridos dizem tudo sobre o desempenho da nossa defesa, com especial incidência para as actuações de Ristovski (incapaz de ganhar um duelo com Nakajima) e Acuña (a quem Tabata quase sempre pôs em sentido). Desposicionamentos constantes, falta de articulação, incapacidade de supremacia nos confrontos individuais. A ausência de Mathieu, que continua lesionado, não explica tudo.

 

Do meio-campo. O trio composto por Battaglia, Gudelj e Bruno Fernandes foi quase sempre incapaz de sair em ataque apoiado e com a bola controlada. Foi nesta fase do terreno, com este débil triângulo, que começámos a perder o jogo. Também no plano defensivo o miolo não funcionou: o argentino e o sérvio foram incapazes de formar a dupla de trincos que o avassalador caudal atacante da equipa da casa impunha. Battaglia, em particular, talvez tenha sido o pior em campo.

 

Da linha ofensiva. Montero andou perdido entre os centrais enquanto Jovane e Raphinha, os extremos lançados por José Peseiro como titulares, revelaram-se inofensivos. Ao ponto de o segundo, acusando debilidade física, ter saído para o duche ao intervalo, dando lugar a Nani. 

 

Da lesão de Salin. O guarda-redes francês - que não está isento de culpa nos dois golos iniciais, por incapacidade de cobrir o primeiro poste - lesionou-se com alguma gravidade aos 44', tendo sido transportado ao hospital por precaução. Oportunidade enfim para a estreia do brasileiro Renan, que também viria a sofrer dois golos, embora sem culpa em qualquer deles. 

 

Da apatia geral da equipa. O intervalo de apenas 72 horas entre o desafio disputado quinta-feira na Ucrânia e o desta noite em Portimão não pode funcionar como desculpa: este onze leonino mostrou-se frouxo, tristonho, sem intensidade, de braços caídos. Não parece nada bem no plano anímico. Resta ver quando e como poderá recuperar. 

 

Do nosso banco de suplentes. Com Bas Dost e Mathieu ausentes por lesão, as soluções são escassas. Hoje tínhamos no banco Marcelo, Jefferson, Petrovic e Carlos Mané (além de Diaby, que acabou por entrar aos 83', novamente sem tempo para mostrar o que vale).

 

De termos sofrido tantos golos hoje como nas seis partidas anteriores. Ao intervalo já perdíamos por 0-2. Deixámos, naturalmente, de ter a segunda melhor defesa da Liga 2018/2019.

 

De andarmos a sofrer golos fora de casa há 16 jogos consecutivos para o campeonato. Nenhuma equipa que ambiciona ser campeã pode ter este medíocre registo, ainda pior se contabilizarmos desafios para outras competições, em que o número ascende a 24.

 

De já não dependermos só de nós. Descemos para o quinto posto, tendo sido ultrapassados pelo Rio Ave, e estamos a quatro pontos dos dois líderes do campeonato, Braga e Benfica. 

 

 

Gostei

 

De Nani. Foi o menos mau dos jogadores leoninos. Estranhamente, Peseiro deixou-o fora do onze inicial, vendo-se forçado a lançá-lo em campo no segundo tempo, por lesão de Raphinha. O campeão europeu correspondeu: dos pés dele saíram as assistências para os nossos dois golos, marcados por Montero aos 63' e Coates aos 88'.

 

De Coates. Incapaz de travar Nakajima no primeiro golo do Portimonense, o internacional uruguaio foi no entanto o melhor elemento da nossa defesa, com bons cortes aos 23', 26' e 65'. E ainda procurou sacudir a apatia geral indo lá à frente, tentando o golo. Tanto tentou que acabou por marcar o nosso segundo, a dois minutos do fim do tempo regulamentar.

 

Da exibição de luxo do Portimonense. Excelentes actuações de Manafá, Paulinho, Tabata e sobretudo Nakajima - um jogador que bem gostaria de ver em Alvalade.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados hoje em Alvalade. Vencemos esta noite o Marítimo por 2-0, garantindo que continuamos a depender só de nós no campeonato, à sexta jornada. Serviços mínimos cumpridos, o essencial foi feito.

 

De estar a vencer logo aos 12' e termos ampliado a vantagem aos 35'. Ao contrário do que vem sendo costume, o resultado ficou decidido ainda na primeira parte perante um Marítimo totalmente inofensivo. Razão mais do que suficiente para José Peseiro ter rodado mais a equipa em vez de esperar pelo minuto 77 para fazer a primeira substituição, algo que tive dificuldade em entender.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Raras vezes temos terminado um jogo nesta temporada com as nossas redes invictas. Desta vez aconteceu. Por demérito da equipa adversária. Mas também por mérito do nosso quarteto defensivo, onde Acuña conquistou sem mácula o posto de titular na lateral esquerda.

 

De ver Jovane jogar de início. Foi dele o passe vertical decisivo para Raphinha, aos 10', de que resultou o penálti e o nosso primeiro golo. E é ele quem, aos 34', ganha a falta que dá origem ao livre para o segundo. É também dele o melhor passe longo do desafio, aos 60', quando cruza o campo colocando a bola na ponta direita, para Raphinha. O jovem caboverdiano viria a estar aquém das expectativas durante o resto da segunda parte, correspondendo à vontade do treinador de que jogasse de forma mais contida, sem aquelas explosões que têm feito empolgar os adeptos. Mas o caminho faz-se caminhando. Nenhum jogador adquire maturidade se não jogar.

 

Que Bruno Fernandes não tivesse vacilado no momento do penálti. Marcação impecável da grande penalidade por parte do nosso médio criativo, que hoje foi capitão da equipa.

 

De Raphinha. Para quem duvidava, confirma-se: é mesmo reforço. Hoje esteve presente nos dois golos - primeiro, ao ser derrubado em falta pelo guarda-redes adversário, conquistando um penálti; depois, ao bater o livre de que resultaria o segundo.

 

Do regresso de Montero aos golos, quatro meses depois. Boa actuação do colombiano, que destaco desta vez como melhor em campo. Foi sempre um quebra-cabeças para a defesa adversária, que várias vezes o travou em falta. E marcou o nosso único golo de bola corrida, na sequência de um canto, à ponta-de-lança. Já tínhamos saudades do Montero goleador.

 

Do regresso de Carlos Mané. Peseiro lançou-o num momento absurdo, no tempo extra, quando faltavam 90 segundos para o apito final. Mesmo assim foi bom ver um jogador da nossa formação, que fez uma excelente época com Leonardo Jardim, voltar a pisar o nosso estádio após 15 meses de inactividade forçada devido a uma sequência de lesões. Pena que só tivesse tocado uma vez na bola.

 

Do apoio incessante de algumas claques. Tanto a Torcida Verde como o Directivo Ultras XXI puxaram pela equipa do princípio ao fim. Graças aos elementos destas claques, nunca faltou calor humano em Alvalade nesta noite de princípio de Outono.

 

Do aplauso das bancadas a Danny. Bonita demonstração de fair play dos adeptos leoninos ao capitão do Marítimo, quando foi substituído aos 66'. Mostrando gratidão por este jogador que passou por Alvalade e se distinguiu ao serviço da selecção nacional.

 

Da merecida ovação ao nosso sócio n.º1. João Salvador Marques, de 98 anos, esteve presente na tribuna presidencial, ao lado de Frederico Varandas, e foi brindado com calorosos aplausos antes do jogo. 

 

 

Não gostei

 

De ver a equipa tão desfalcada. Actuámos hoje sem Bas Dost, Mathieu, Nani e Battaglia. Do onze titular que entrou em campo, havia apenas três titulares da época passada (Coates, Acuña e Bruno Fernandes). Isto influi, naturalmente, na falta de entrosamento da equipa e na quebra de qualidade do espectáculo. 

 

Que tivéssemos entrado em campo só com um jogador da formação. Jovane fez a diferença. Quando saiu, aos 77', e até ao fim do tempo regulamentar, deixámos de ter qualquer jogador saído da Academia de Alcochete neste desafio em Alvalade. O que é um triste sinal dos tempos.

 

Que só tivéssemos feito três remates à baliza. Manifestamente pouco para um jogo em casa por parte de uma equipa com os pergaminhos e as aspirações do Sporting.

 

Da nossa medíocre exibição na segunda parte. Equipa tristonha, amorfa, sem chama. Dando a impressão de ter ordens explícitas de jogar recuada no terreno, sem ousar incursões ofensivas e rematar muito para trás. Não admira que largas centenas de pessoas tenham abandonado o estádio muito antes do fim.

 

Da entrada tardia de Diaby. Terceiro jogo consecutivo em que o avançado maliano contratado ainda durante a gestão interina de Sousa Cintra entra em campo nos minutos finais, quase sem tempo para tocar na bola. Hoje rendeu Montero quando já estavam decorridos 87'. Continua a ser um mistério, esta escassísima utilização de um reforço por parte de um treinador com tão notória carência de jogadores disponíveis. 

 

Do receio do treinador. Para quê terminar o jogo com três médios defensivos? Petrovic e Gudelj estavam desde o início em campo. Aos 77', quando vencíamos 2-0, saiu Jovane para entrar Misic. Parecia estratégia de equipa pequena. Como se estivéssemos a defrontar o Manchester United em vez do Marítimo.

 

De ouvir os adeptos assobiarem a equipa. A meio da segunda parte, e até ao fim, escutaram-se sonoras vaias em Alvalade. Quando vencíamos, o jogo estava controlado, o Marítimo mostrava-se inofensivo e havia que poupar algum esforço com vista à importante deslocação à Ucrânia na quinta-feira. Que moral pode ser transmitida aos jogadores com adeptos destes?

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Braga. Tal como no ano passado, quando perdemos na Pedreira, repetimos hoje ali o resultado negativo, pelos mesmos números: 0-1. Um resultado que se adequa às expectativas: infelizmente, com o plantel curto que temos esta época e as lesões que vão afectando jogadores nucleares, não seria de aguardar muito melhor.

 

Das ausências de Bas Dost e Mathieu. Ficou ainda mais evidente, neste confronto com o Braga, como nos falta um avançado posicional na área. Sem o internacional holandês perdemos claramente poder ofensivo: Montero nem de perto se assemelha ao nosso ponta-de-lança titular, que permanece afastado por lesão. Também o ex-Barcelona é um elemento nuclear: a equipa ressente-se com a ausência dele. Aparentemente, estará fora das convocatórias durante um mês.

 

Da meia hora inicial. Nem um remate enquadrado com a baliza. Muita posse de bola, mas quase sempre inconsequente. Faltou poder de fogo, faltou capacidade de fazer rolar a bola com mais intensidade: a equipa bracarense entrou claramente melhor.

 

Da perda do combate no meio-campo. A partir dos 60', o treinador do Braga reforçou o miolo do terreno, alcançando supremacia sobre o Sporting. Mexeu mais cedo e mexeu melhor do que o técnico leonino. Com reflexos no resultado.

 

Do golo sofrido. Tinhamos superioridade na ala (dois contra um) e na grande área (quatro contra três). Mesmo assim, deixámos Eduardo e Dyego Sousa fazerem o que quiseram. Descalabro colectivo no lance que decidiu a partida. 

 

De Montero. Muitos dos nossos leitores vaticinaram que ele marcaria hoje na Pedreira. Pecaram todos por excesso de optimismo. A verdade é que o colombiano nem andou lá perto. Ainda tentou um remate de meia distância, no tempo extra da primeira parte, mas saiu-lhe frouxo, sem perigo algum. Andaremos muito mal se precisamos dele para conseguir vitórias.

 

De Castaignos. Aos 72', José Peseiro trocou Montero pelo avançado holandês. Que, para não variar, foi uma nulidade: continua totalmente divorciado dos golos e parece jogar com tijolos no lugar das chuteiras. 

 

Da entrada tardia de Jovane. Vai-me custando perceber por que motivo o jovem extremo caboverdiano permanece arredado do onze titular. Hoje entrou apenas aos 72': ficou a impressão de que o Sporting beneficiaria se tivesse contado com ele mais cedo. Não por acaso, Jovane protagonizou o melhor momento do desafio, aos 88', numa jogada individual em que vai fazendo sucessivas simulações, afastando três adversários do caminho, e remata para defesa apertada do guarda-redes Tiago Sá.

 

Da entrada tardia de Diaby. Pisou o relvado só a partir dos 85', substituindo o irregular Gudelj, quando Castaignos já estava havia 13 minutos em campo. Caso para nos questionarmos se não devia ter sido ele o primeiro avançado a sair do banco para mostrar enfim o que vale de verde e branco.

 

De ver ex-sportinguistas participarem na nossa derrota. Desde Abel Ferreira - um dos melhores técnicos da Liga portuguesa, afastado de Alvalade há dois anos por motivos nunca explicados - até jogadores como Esgaio e Wilson Eduardo: temos uma tendência incontrolável para pormos profissionais competentes à distância.

 

De ver o Sporting ultrapassado na classificação. Benfica, FC Porto e o próprio Braga já estão à nossa frente no campeonato.

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Hoje não marcou, mas esteve muito próximo. Com dois disparos que rasaram o poste, aos 73' e aos 82'. Fez um excelente cruzamento aos 76' que Coates desperdiçou. E poderia ter marcado mesmo se Bruno Fernandes, em vez de ter optado por fazer tudo sozinho, lhe tivesse endossado a bola aos 75': Raphinha estava em posição frontal para a baliza e dificilmente falharia. 

 

Do grande remate de Nani. Cabeceamento perfeito do nosso capitão, na sequência de um livre apontado por Bruno Fernandes, aos 35'. A bola foi para o ângulo mais difícil, mas o guarda-redes, em voo, conseguiu desviá-la in extremis. Esteve quase a ocorrer um daqueles golos capazes de fazer levantar um estádio.

 

De Acuña. Adaptado a lateral esquerdo, em benefício da equipa, torna-se uma mais-valia. Não apenas na manobra ofensiva, onde mantém intactas as qualidades que já lhe conhecíamos, como sobretudo em missões defensivas, onde participa nas acções de cobertura com mais eficácia do que Jefferson - desde logo porque nunca desiste de um lance e tem um compromisso com a equipa claramente superior ao brasileiro.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Da vitória, mesmo arrancada a ferros. Triunfo merecido do Sporting neste segundo jogo em casa, por 1-0, contra um Feirense muito compacto e bem organizado no terreno - e que só hoje sofreu o primeiro golo de bola corrida (o anterior havia sido de penálti) e a primeira derrota no campeonato. Exibição leonina com solidez colectiva, maturidade psicológica e exemplar cultura táctica. Uma equipa que está a ser moldada com muita eficácia pelo treinador José Peseiro.

 

Do nosso ímpeto atacante. Caudal ofensivo leonino do princípio ao fim. Entrámos em campo de pé no acelerador e nunca deixámos de pressionar. E esta dinâmica intensificou-se com a entrada de Jovane em campo. Entrada tardia, mas ainda a tempo de alcançar a vitória.

 

De Jovane. Foi ele a fazer a diferença. Quando enfim pisou o relvado de Alvalade, iam decorridos 66', esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular. Voto nele como o melhor dos nossos.

 

De Raphinha.  Impôs-se rapidamente como titular, numa confirmação clara do seu valor. O ex-vimaranense é um verdadeiro reforço, como hoje reiterou num excelente trabalho pelas alas. Sobretudo na ala direita, com destaque para o lance de golo, em grande parte construído por ele com uma arrancada veloz e um túnel que abriu na defensiva adversária.

 

De Salin. Voltou a actuar bem entre os postes: começa a transmitir a ideia de que será o guarda-redes titular durante a temporada. Saímos de campo não apenas com três pontos mas também sem golos sofridos, o que ajuda a moralizar ainda mais a equipa. E a ele isso se deve também: chamado a intervir, cumpriu sempre. E assim transmitiu confiança aos colegas.

 

Do balanço destes quatro jogos.  Dez pontos amealhados em 12 possíveis - e já fomos à Luz. Quem diria, no início da temporada, que seríamos capazes deste desempenho com um plantel destroçado e um clube afectado por graves convulsões internas nestes meses mais recentes? Apesar das lacunas ainda existentes na equipa, da falta de automatismos e das lesões de titulares fundamentais. Mérito para todos, a começar no treinador.

 

Da homenagem a Nelson Évora. O grande atleta leonino foi medalhado e ovacionado ao intervalo, recebendo calorosos aplausos dos 38 mil espectadores por se ter sagrado campeão europeu do triplo salto. Um enorme Leão que sabe rugir.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino estiveram novamente ausentes por se encontrarem ainda com problemas físicos. Ambos fazem falta, sobretudo o holandês: precisamos de um avançado posicional que Montero, o seu substituto, claramente não é.

 

Do sofrimento até aos 88'. Estamos muito habituados a isto: a nossa paciência está sempre a ser testada em cada jogo, sobretudo nos que se disputam em Alvalade. O empate nulo que se registava ao intervalo e se manteve tempo de mais começou a irritar os adeptos, o que muito se compreeende. Só não consigo compreender quando esta impaciência se traduz em assobios.

 

Dos cantos desaproveitados. Beneficiámos de muitos pontapés de canto, mas fomos incapazes de conseguir transformá-los em ocasiões de golo. Foi confrangedor ver tanto desperdício.

 

Do festival de golos falhados. Battaglia, Montero, Nani, Raphinha e até André Pinto tentaram o golo, sem conseguir. Graças à boa exibição de Caio Secco, guardião do Feirense. Mas sobretudo por notória e exasperante falta de pontaria: 26 remates, apenas um golo.

 

De Jefferson. O brasileiro voltou a demonstrar que está abaixo do patamar médio de qualidade da equipa. Não apenas no plano defensivo, onde se desposiciona com muita facilidade, mas também no défice da sua prestação ofensiva: hoje não lhe saiu um só cruzamento com qualidade. Foi bem substituído aos 66', quando Jovane entrou e Acuña recuou para lateral esquerdo.

 

Do árbitro Rui Oliveira. O senhor do apito fez tudo para estragar o espectáculo desatando a exibir cartões amarelos por tudo e por nada. É caso para perguntar-lhe se assistiu ao recente Mundial da Rússia: o seu critério disciplinar em nada coincidiu com o que vimos no maior certame planetário da modalidade. O futebol é um desporto de contacto físico, facto que o senhor Oliveira ainda não percebeu.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do empate alcançado na Luz. O resultado foi o mesmo que na época passada (1-1), mas a exibição foi superior. Isto apesar de só contarmos, no onze titular, com quatro jogadores que defrontaram fora de casa o Benfica no campeonato 2017/2018: Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes. Três dos titulares de ontem eram suplentes há um ano: Salin, Ristovski e André Pinto. Estamos na frente, neste momento com vantagem directa sobre os encarnados, e mais um ponto do que o FC Porto, que esta noite foi vergado no Dragão (2-3) contra o V. Guimarães.

 

De Salin. De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira. Valeu-nos o ponto alcançado na Luz, seguramente, com enormes defesas aos 6' (a cabeceamento de Rúben Dias), aos 20' (novamente R. Dias), aos 21' (Cervi), aos 52' (Pizzi), 70', 72' e 90'+6. Não restam dúvidas: agarrou a titularidade.

 

De Nani. Um verdadeiro capitão em campo. Comandando o nosso ataque organizado, muito envolvido no jogo, evidenciando notável maturidade técnica e táctica. Evidenciou-se logo aos 6', com um cruzamento que quase proporcionou golo a Montero. Também participou na manobra defensiva, sem nunca se poupar a esforços. E cobrou de forma exemplar a grande penalidade, aos 64', sem se atemorizar com as vaias no estádio: foi a primeira vez que marcou ao Benfica na sua carreira, que já vai longa. Leva três golos já marcados em dois jogos.

 

De Battaglia.  Um autêntico carregador de piano, que tomou muito bem conta de toda a zona que lhe estava confiada enquanto médio de contenção: por ele raras vezes os adversários passaram e praticamente anulou Gedson, suposta nova estrela encarnada. Não se limitou a conter o caudal ofensivo do SLB: aos 34', fez um dos melhores passes longos do desafio, em fase de construção ofensiva, ao colocar a bola em Raphinha a mais de 30 metros de distância. Um passe que merecia melhor desfecho.

 

Da organização leonina. Entrámos em campo sem temor, de forma desenvolta e com o onze compacto e bem organizado. Podíamos ter marcado logo aos 6' (por Montero) e aos 10' (num disparo de Acuña que quase rasou o poste). Com Raphinha no onze inicial, procurando esticar o jogo, nem sempre com sucesso.

 

Do árbitro Luís Godinho.  É preciso coragem para assinalar uma grande penalidade no estádio da Luz - e ainda por cima favorável ao Sporting, concorrente directo da equipa da casa. O juiz da partida teve esse desassombro, ao apitar para a marca de penálti, aos 61', por indiscutível derrube de Montero por Rúben Dias. Outros, no lugar dele, teriam feito vista grossa.

 

Do nosso desempenho até agora. Três jogos, dois dos quais disputados fora, com duas vitórias e um empate (na Luz). Seis golos marcados, três sofridos. Em igualdade pontual com SLB e com um ponto mais do que o FCP. Contrariando todos os profetas da desgraça, que tinham vaticinado cataclismos para este nosso arranque de campeonato já sem a dupla Carvalho-Jesus. Ultrapassámos esta fase muito complicada sem derrotas. Agora segue-se o Feirense em Alvalade, a 1 de Setembro.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino não puderam alinhar neste dérbi por impedimento físico. O holandês, na sequência de um problema muscular que já vinha da semana anterior. O francês sentiu-se incapacitado na véspera do jogo. Mas tiveram substitutos à altura. Montero, embora ainda com défice enquanto artilheiro, ocupou bem o espaço habitualmente confiado ao nosso homem-golo: foi ele a arrancar o penálti que nos permitiu o golo. André Pinto, pelo seu lado, também não comprometeu, fazendo boa parceria com Coates no eixo da defesa.

 

Das falhas de marcação nas bolas paradas defensivas. Anulámos o Benfica na maior parte do tempo, mas alguma desatenção poder-nos-ia ter saído cara nestes lances específicos. Um aspecto a rever em jornadas futuras.

 

Do golo sofrido. Só aos 86' o Benfica conseguiu empatar, com um golo de cabeça de João Félix, num lance corrido com responsabilidades para Jefferson, incapaz de anular a acção ofensiva de Rafa, autor do centro, e para Ristovski, que falhou a marcação directa: o ex-júnior benfiquista pôde cabecear sem hipóteses para defesa de Salin.

 

De Bruno Fernandes. Já tinha sido uma sombra de si próprio no jogo anterior, frente ao V. Setúbal. Voltou a revelar fraco rendimento pela segunda partida consecutiva, sem a influência a que nos habituou noutros desafios. Abandonou o campo aos 79', trocado por Petrovic. Para ele, voltou a ser dia não.

 

Da ausência de Jovane.  O jovem caboverdiano esteve muito bem nas duas jornadas iniciais, conseguindo desequilíbrios e revelando-se fundamental para virar os jogos. Merecia que Peseiro tivesse confiado nele também para actuar na Luz.

 

Dos petardos que rebentaram junto à baliza leonina. Uma vez mais, imperou a falta de desportivismo das ilegais claques lampiânicas, baptizadas de "grupos organizados de adeptos". Merecem punição exemplar.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite em Alvalade. Vitória difícil, por 2-1, nesta estreia do Sporting em casa para a Liga 2018/2019, frente ao V. Setúbal - equipa bem montada por Lito Vidigal. Segundo triunfo consecutivo, contrariando os piores prognósticos dos profetas da desagraça. Incluindo alguns que se intitulam simpatizantes leoninos.

 

De Nani. Exibição muito positiva do capitão da nossa equipa, coroada com dois belos golos e uma merecida ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 85'. O primeiro logo aos 9', com um remate seco, traçando uma diagonal perfeita a partir da esquerda, quase no bico da área. O segundo de cabeça, bem colocado frente à baliza, dando a melhor direcção a um cruzamento de Jovane quando iam decorridos 66'. Foi, desde sempre, o primeiro bis do campeão europeu ao serviço do Sporting, agora na sua terceira etapa de verde e branco. Fez a diferença pelos golos: é quanto basta para o eleger como melhor em campo nesta partida, em que atirou ainda uma bola à barra, aos 57', na conversão de um livre.

 

Do gesto do nosso capitão. Mal marcou o golo inaugural, Nani beijou o emblema do Sporting, confirmando uma característica que já lhe conhecíamos: a gratidão ao clube que o formou como jogador e ao público que não lhe regateia aplausos. Um gesto que valeu tanto como um golo.

 

De Jovane.  Continua a firmar-se como estrela em ascensão no plantel leonino. Na jornada anterior, sacudiu o jogo mal o treinador o lançou em campo, aos 69': três minutos depois, arrancava uma grande penalidade que nos permitiu desfazer o empate e embalar para uma vitória clara frente ao Moreirense. Hoje entrou mais cedo, aos 59', rendendo o inútil Misic: sete minutos depois, fazia a assistência para o golo que nos permitiu amealhar os três pontos. Podia ainda ter marcado, ele próprio, na sequência de um rapidíssimo contra-ataque mesmo ao cair do pano. Está a lutar a olhos vistos por um lugar no onze titular. Talvez já o mereça.

 

Dos nossos centrais. Numa equipa ainda cheia de assimetrias, são um baluarte de estabilidade e qualidade competitiva. Coates e Mathieu compõem a melhor dupla de centrais do campeonato português. Excelentes no posicionamento, na cobertura defensiva e na própria construção dos lances ofensivos: nenhum deles se inibe de ir à frente, projectando o contra-ataque. Ambos em alta.

 

Dos cinco golos que já marcámos nestas duas jornadas iniciais.  Bom índice ofensivo, em comparação com a época anterior, em que apenas contabilizámos dois golos frente aos mesmos adversários em idênticas circunstâncias: um em Moreira de Cónegos, outro em Alvalade perante o onze setubalense. Nesta época já contabilizamos cinco: dois de Bas Dost, dois de Nani e um de Bruno Fernandes. E vamos à Luz, de hoje a oito dias, com os mesmos pontos e os mesmos golos que o Benfica. O caminho faz-se caminhando.

 

Do apoio do público. Assistência calorosa e em grande número, rondando os 40 mil espectadores, numa noite muito quente de Verão. Comprovando que as peripécias e as palhaçadas que vão ocorrendo em franjas marginais do Sporting não beliscam a confiança de sócios e adeptos no desempenho da equipa.

 

 

 

Não gostei

 

Do frango de Salin. O guarda-redes francês, que na época passada não passou de suplente de Rui Patrício, quase nunca utilizado, protagonizou uma monumental fífia ao sair em falso da baliza, aos 19', perdendo o controlo da bola e comportando-se ao contrário do que mandam as boas regras: ofereceu assim de bandeja o golo solitário dos setubalenses. Foi visível a sua intranquilidade entre os postes durante o resto da partida.

 

De Misic. Peseiro insiste em alinhar com dois médios de contenção à frente da linha defensiva - o croata e Battaglia. Isto cria um problema à criatividade da equipa, pois nenhum deles revela grande talento como construtor de lances ofensivos. Mas enquanto o argentino oculta um défice de virtuosismo técnico com a sua atitude de contínua combatividade, Misic não faz a diferença em qualquer destes parâmetros. Quando foi substituído por Jovane, aos 59', o desempenho da equipa melhorou muito. Comprovando-se assim que já saiu tarde.

 

De Acuña. Segunda partida consecutiva com má prestação do internacional argentino, talvez o jogador que mais passes falhou neste encontro. Peseiro apostou nele em três posições: como ala direito, como ala esquerdo e como médio interior. Não rendeu em nenhuma delas.

 

De Bruno Fernandes. Anulado por Semedo, do V. Setúbal, passou ao lado do jogo: nada lhe saiu bem. Nem parecia o mesmo criativo que se distinguiu como melhor em campo na ronda anterior.

 

Da lesão de Bas Dost. O holandês, com notórios problemas físicos, esteve para não jogar. Ainda alinhou na primeira parte, mas mostrou-se claramente em má forma. Acabou por ser substituído ao intervalo por Montero. Esperamos que recupere depressa. E bem.

Rescaldo do jogo de hoje

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  Bas Dost Marca o segundo golo (imagem: blogue Tu Vais Vencer)

 

 

Gostei

 

De termos começado o campeonato com uma vitória concludente, num terreno sempre difícil. Triunfo por 3-1 frente ao Moreirense, com golos marcados em exclusivo por jogadores que rescindiram com Bruno de Carvalho e voltaram com Sousa Cintra.

 

De Bruno Fernandes. Foi sempre o nosso jogador mais dinâmico e esclarecido. Vital para termos saído de Moreira de Cónegos com um resultado muito positivo. Coube-lhe o golo inaugural do Sporting nesta temporada oficial, marcado aos 16' num bom lance de área em que fez tudo bem: recepção, colocação e remate. E fez a assistência para o terceiro, num excelente passe de ruptura que isolou Bas Dost. O melhor em campo.

 

De Bas Dost. O holandês regressou aos golos e festejou-os com inexcedível entusiasmo, tornando ainda mais intensos os festejos dos adeptos leoninos nas bancadas. Marcou aos 74', com uma grande penalidade apontada de forma irrepreensível aos 74', e aos 90'+2, isolado perante o guarda-redes Jhonatan, picando a bola num soberbo gesto técnico que justificou vibrantes e merecidos aplausos.

 

De Jovane.  Estreia de sonho do jovem caboverdiano formado na Academia de Alcochete. José Peseiro lançou-o em campo aos 69', substituindo o apático Acuña: três minutos depois, numa iniciativa individual, foi derrubado em falta na grande área do Moreirense, arrancando assim a grande penalidade que nos permitiu desfazer o empate que se mantinha desde o minuto 16.

 

De Salin. Chamado de emergência para a baliza leonina, por inesperada lesão de Viviano, o guarda-redes francês agarrou muito bem o lugar, com uma notável defesa aos 68'. Atento entre os postes noutros lances, aos 35' e aos 66'. Sem culpa no golo sofrido logo aos 6'.

 

Do jogo. Mexido, movimentado, muito disputado. Com menos posse mas melhor circulação de bola do Sporting do que estávamos habituados. E com a nossa equipa em crescendo à medida que o tempo decorria e o Moreirense ia quebrando fisicamente.

 

Do apoio nas bancadas.  Forte presença leonina no estádio de Moreira de Cónegos. Uma vez mais se comprova que os adeptos do Sporting são incansáveis e insuperáveis no apoio à equipa. Nos bons e nos maus momentos, chova ou faça sol.

 

De termos superado o resultado de 2017/2018.  Vai fazer um ano, na jornada 7 da Liga 2017/2018, empatámos 1-1 em Moreira de Cónegos. Para já, Peseiro está a fazer melhor do que Jorge Jesus no campeonato anterior.

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer um golo logo aos 6'. Deixámos o Moreirense marcar na primeira iniciativa ofensiva da equipa da casa. Jogada típica de contra-ataque, com Ristovski a falhar a marcação.

 

Que o golo do Moreirense tivesse sido marcado por um ex-Sporting. Um toque de classe de Heriberto Tavares, jogador formado na Academia de Alcochete. Mais um que não soubemos aproveitar e acaba por distinguir-se ao serviço de outros emblemas.

 

Do golo anulado a Bas Dost aos 24'. O nosso ponta-de-lança introduziu a bola na baliza adversária, na sequência de um cruzamento de Jefferson. As imagens confirmam que esteve lá dentro. Nem o apitador de turno nem o vídeo-árbitro repararam: este campeonato ainda agora começou e já está a suscitar polémica.

 

De Petrovic. O elemento mais fraco do onze titular leonino. Lento, preso de movimentos, sem capacidade de organizar o ataque com abertura de linhas de passe, deixando-se ultrapassar várias vezes pelos adversários.

 

Da lesão de Viviano. O guarda-redes italiano lesionou-se minutos antes do início da partida, quando fazia o aquecimento já no campo. Lesão que forçou Peseiro a mandar equipar o suplente Salin, que por ironia esteve há dias para ser dispensado do plantel leonino.

 

Que o técnico tivesse deixado de fora Carlos Mané e Matheus Pereira. Nem um nem outro chegaram sequer a sentar-se no banco de suplentes.

 

De ver o árbitro Tiago Martins amarelar os nossos melhores jogadores logo no início. O capitão Nani aos 2' e Bruno Fernandes aos 12' foram brindados com a cartolina amarela, alegadamente por protestos. Por parte de um árbitro que ganhou fama (injusta) de arbitrar à inglesa. Ao intervalo, já tinha exibido seis cartões, como se em Moreira de Cónegos se desenrolasse alguma batalha campal. E fechou a partida mostrando nove - incluindo a mais três jogadores leoninos - Petrovic, Coates e Jefferson. Um sinal evidente de incompetência no campo disciplinar.

Os melhores jogadores da época passada (2)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2017/18, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

14 de Janeiro (Sporting, 3 - Aves, 0): BAS DOST

«Três golos diferentes: o primeiro de cabeça (31'), o segundo de grande penalidade (52') e o terceiro com o pé direito (90'), coroando da melhor maneira uma grande jogada de futebol ao primeiro toque. O estádio, apesar do frio da noite, aqueceu - e de que maneira - com os gritos "Bas Dost" ecoados por mais de 40 mil gargantas nas bancadas em Alvalade.»

 

19 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Foi o jogador mais regular do Sporting, actuando como médio de ligação neste embate do Bonfim tal como já tinha feito em Alvalade. Foi ele a marcar o golo, aos 31', culminando uma bela jogada colectiva que em 14 segundos envolveu William, Rúben Ribeiro, Gelson Martins e ele próprio. Podia ter sido o início de mais uma goleada. Infelizmente, a equipa pareceu ter ficado satisfeita só com isto.»

 

31 de Janeiro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): MATHIEU

«Voltou a ser irrepreensível nas tarefas defensivas e foi um dos jogadores mais inconformados, procurando sempre lançar os colegas para a frente. Deu ele próprio o exemplo no lance capital do desafio, aos 84', quando fez de ponta-de-lança recebendo na área um bom cruzamento de Acuña ao qual deu a melhor sequência num remate de primeira. Um disparo que valeu três pontos.»

 

4 de Fevereiro (Estoril, 2 - Sporting, 0): RUI PATRÍCIO

«No seu 445.º desafio oficial de verde e branco, ultrapassando o histórico Vítor Damas em número de actuações pelo Sporting, foi o nosso jogador com exibição mais positiva. (...) Sem ele, teria havido goleada.»

 

11 de Fevereiro (Sporting, 2 - Feirense, 0): WILLIAM CARVALHO

«Felizmente regressou ao onze titular. E em óptima forma, como ficou demonstrado nesta partida, em que funcionou como o grande pensador e organizador do nosso jogo, actuando como médio de construção.»

 

19 de Fevereiro (Tondela, 1 - Sporting, 2): ACUÑA

«Dinâmico, veloz, esticando o jogo, desequilibrando as marcações adversárias. E assegurou duas posições diferentes no seu flanco.»

 

26 de Fevereiro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): GELSON MARTINS

«Foi sempre o nosso jogador mais inconformado, mais veloz, mais irreverente, o que mais acelerou o jogo e mais procurou a baliza adversária. Foi recompensado pelo golo, que procurou sem desfalecimentos e que mantém o Sporting na corrida pelo título.»

 

2 de Março (FC Porto, 2 - Sporting, 1): BRYAN RUIZ

«Grande partida do costarriquenho, a melhor de verde e branco desta época. Começou como substituto de Gelson, jogando como ponta direita, mas rapidamente o treinador o remeteu para o corredor central, colocando-se atrás de Doumbia, por troca posicional com Bruno Fernandes. Foi bom na manobra ofensiva: é dele a assistência para o nosso golo. E foi bom também no momento defensivo: logo aos 12' salvou um golo quase certo do FCP, tirando a bola da linha da baliza, com Rui Patrício já batido.»

 

12 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 2): BAS DOST

«Em campo desde o minuto 56, Dost fez logo a diferença, nomeadamente no jogo aéreo, mostrando-se muito mais acutilante do que Montero, o apático ponta-de-lança inicial. Tanto assim que demorou apenas seis minutos a conseguir o golo, num cabeceamento letal, correspondendo a um soberbo centro de Rúben Ribeiro. Bisou aos 86', com Battaglia a construir o lance de golo em exclusivo para ele.»

 

18 de Março (Sporting, 2 - Rio Ave, 0): GELSON MARTINS

«Voltou a fazer a diferença, exibindo as suas melhores características: capacidade de drible, velocidade, intensidade, capacidade de alongar o jogo leonino criando sucessivas situações de perigo para os defensores adversários.»

 

31 de Março (Braga, 1 - Sporting, 0): GELSON MARTINS

«Foi o grande protagonista do melhor momento do Sporting na partida, acelerando o jogo leonino durante a meia hora inicial. Assinou duas excelentes jogadas aos 4', fez um cruzamento soberbo desperdiçado por Bas Dost aos 7', foi baralhando as marcações da defesa adversária e criou os habituais desequilíbrios, embora nem sempre bem apoiado pelos colegas.»

 

8 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): GELSON MARTINS

«Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem.»

 

15 de Abril (Belenenses, 3 - Sporting, 4): BRUNO FERNANDES

«Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos.»

 

23 de Abril (Sporting, 1 - Boavista, 0): GELSON MARTINS

«A grande figura do encontro apesar de estar longe da melhor forma física. (...) Centrou de forma exemplar aos 72' para Bas Dost cabecear e aos 88' abriu uma espectacular linha de passe para a corrida de Bruno Fernandes, naquela que seria a mais incrível das nossas jogadas de golo desperdiçadas. Participou também sempre de forma muito competente no processo defensivo.»

 

28 de Abril (Portimonense, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«Hoje o nosso médio criativo destacou-se em larga medida de todos os companheiros ao iniciar e concluir o nosso difícil triunfo em Portimão, com dois belos golos.»

 

5 de Maio (Sporting, 0 - Benfica, 0): RUI PATRÍCIO

«O melhor jogador em campo, com uma excelente exibição - mais uma. Impediu golos aos 38' (a remate de Grimaldo), aos 43' (Samaris) e aos 44' (Pizzi). Devemos-lhe o ponto conquistado esta noite e a subida ao segundo lugar.»

 

13 de Maio (Marítimo, 2 - Sporting, 1): BAS DOST

«Não teve uma exibição deslumbrante, longe disso. Mas foi o único a conseguir metê-la lá dentro, uma vez mais, marcando o nosso golo solitário aos 32' - perfazendo 27 no total do campeonato. E ainda fez uma quase assistência para golo que Bruno Fernandes desperdiçou.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Os melhores jogadores da época passada (1)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2017/18, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

6 de Agosto (Aves, 0 - Sporting, 2): GELSON MARTINS

«Nova época com o talento de sempre. O extremo da nossa formação foi o melhor campo. Marcou os dois golos, aos 23' e aos 75', exibindo as qualidades a que nos habituou.»

 

11 de Agosto (Sporting, 1 - V. Setúbal, 0): MATHIEU

«Partida perfeita do internacional francês, que se afirma como um valor seguro no nosso eixo defensivo. Ao ponto de parecer já que faz parceria há longo tempo com Coates, seu companheiro naquela zona do terreno. Confiante, veloz, jogando sempre de cabeça levantada, transportou bem a bola a partir da defesa, abriu linhas de passe no momento ofensivo e nunca deixou desguarnecido o seu reduto, fazendo cortes oportunos aos 42', 67' e 78'. E aos 63' quase marcou, num pontapé acrobático, à ponta de lança.»

 

19 de Agosto (V. Guimarães, 0 - Sporting, 5): BRUNO FERNANDES

«Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.»

 

27 de Agosto (Sporting, 2 - Estoril, 1): BRUNO FERNANDES

«Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever.»

 

8 de Setembro (Feirense, 2 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«No dia em que festeja o 23.º aniversário, o nosso médio mais avançado voltou a fazer uma grande exibição, revelando-se o melhor jogador em campo. Foi ele a dar o primeiro sinal de perigo, com um fortíssimo remate defendido in extremis pelo guarda-redes, aos 47'. Foi ele também a marcar o canto de que nasce o nosso primeiro golo (62'). Foi ele ainda a marcar o segundo, com um primoroso chapéu, indefensável.»

 

16 de Setembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): BRUNO FERNANDES

«Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.»

 

23 de Setembro (Moreirense, 1 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido.»

 

1 de Outubro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): RUI PATRÍCIO

«Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.»

 

22 de Outubro (Sporting, 5 - Chaves, 1): BAS DOST

«Regressámos às vitórias e também o nosso artilheiro - que estava sem marcar desde 8 de Setembro - regressou àquilo que melhor sabe fazer. Vinha com fome de baliza, saciada com três golos: o primeiro, aos 6', na sequência de um canto; o segundo, aos 15', coroando um excelente lance de contra-ataque; e o quinto, aos 75', também num ataque rápido e fulminante. Mas o holandês - o melhor em campo - não se limitou a marcar: foi dele a assistência para o quarto golo, aos 58', e é ele quem começa a construir o terceiro, aos 39'. Uma noite de gala.»

 

27 de Outubro (Rio Ave, 0 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Devemos ao melhor guarda-redes português os três pontos que trazemos hoje de Vila do Conde. Rui Patrício, de longe o melhor jogador que actuou nesta partida, fez quatro enormes defesas a remates que levavam o selo de golo. Aos 32', 48', 84' e 90'. Passam os anos e ei-lo sempre a crescer de forma entre os postes, dando inegável segurança à equipa.»

 

5 de Novembro (Sporting, 2 - Braga, 2): BATTAGLIA

«Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.»

 

26 de Novembro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): GELSON MARTINS

«Começou por partir os rins à defensiva adversária, incapaz de o travar senão em falta. Participou sempre com inegável generosidade no processo defensivo. Culminou a sua actuação com um grande golo, aos 75': recebeu bem a bola no centro da área, fez uma magnífica rotação para se libertar de marcação e disparou para a baliza. Foi o seu quarto golo nesta Liga - um golo decisivo, que nos valeu os três pontos.»

 

1 de Dezembro (Sporting, 1 - Belenense, 0): COATES

«Impecável a defender, formando uma sólida parceria com Mathieu, teve o mérito suplementar de procurar empurrar a equipa para a frente sempre que possível. Foi assim num lance individual ao cair do primeiro tempo, foi assim também na segunda parte, quando os assobios já ecoavam no estádio: o internacional uruguaio mostrou ser o mais inconformado. Grande corte aos 11'.»

 

9 de Dezembro (Boavista, 1 - Sporting, 3): MATHIEU

«Grande partida do central francês: também ele se mostrou imune à pressão psicológica que seria normal por ter marcado um autogolo frente ao Barcelona. Jogou e fez jogar. Participou na construção de dois golos leoninos - o segundo, ao rematar ao poste, incentivando a recarga de Bas Dost, e o terceiro, ao ganhar o lance de cabeça, assistindo o holandês. Bons cortes aos 30' e 73'.»

 

17 de Dezembro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): PODENCE

«Protagonizou a primeira oportunidade de golo, logo aos 2'. Foi dele a assistência para o golo inaugural, aos 9', desenhando uma diagonal perfeita à qual Bruno Fernandes deu a melhor sequência. Autor de vários cruzamentos para as costas da defesa que levavam o selo de golo - aos 25', para a cabeça de Coates; aos 32', servindo Bas Dost; aos 40', assistindo um disparo de Piccini; aos 45', numa autêntica assistência escandalosamente desperdiçada pelo holandês; aos 52', num centro a régua e esquadro para Gelson; aos 63', isolando o mesmo colega. Saiu ovacionado, aos 67'.»

 

3 de Janeiro (Benfica, 1 - Sporting, 1): GELSON MARTINS

«Uma vez mais fez a diferença. Criou desequilíbrios, colocou a defesa contrária em sentido, venceu vários duelos individuais com Grimaldo. E demonstrou que vai ganhando faro de golo - hoje marcou o seu quinto no campeonato. Pena não ter marcado outro: teve oportunidade para isso aos 42', só com o guarda-redes pela frente.»

 

7 de Janeiro (Sporting, 5 - Marítimo, 0): BRUNO FERNANDES

«Não marcou mas esteve nos quatro golos leoninos. Aos 50' com um soberbo passe vertical isolando Bryan. Aos 74', rasgando a defesa contrária num centro a que bastou Dost encostar o pé. Aos 78', com um disparo fortíssimo para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga do holandês. Aos 90'+2', com outro tiro de que resultou a recarga vitoriosa de Acuña.»

 

(Conclui amanhã)

Alcochete começou antes de Alcochete

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 Pedro Rocha/Global Imagens

 

Antes da data fatídica de há um mês, houve outra - aquela em que tudo começou em termos públicos.

Ninguém me contou: eu estava lá e vi.

Foi a 5 de Maio. Lamentavelmente, no estádio José Alvalade. Poucos segundos após o apito inicial do Sporting-Benfica.

Na altura, escrevi isto:

«[Não gostei] das tochas lançadas para o relvado por um bando de imbecis. Elementos alegadamente pertencentes à Juve Leo decidiram brindar Rui Patrício com diversos engenhos incendiários, logo no primeiro minuto, forçando o árbitro a suspender a partida. Um gesto totalmente reprovável e que devia ser alvo de duras sanções internas por parte da estrutura leonina. Agravado por ter como destinatário o nosso guarda-redes. Que tem mais anos de Sporting do que alguns desses meninos irresponsáveis têm de vida.»

 

Não houve sanções internas algumas. O que só comprova aquilo que deixo em título: era o capítulo inicial de Alcochete já em marcha.

Depois disso houve as agressões verbais - e quase físicas - aos jogadores no aeroporto do Funchal.

Depois disso, houve as agressões verbais - e quase físicas - aos jogadores num parque de estacionamento de acesso restrito das ínstalações do nosso estádio.

Depois disso, houve as ameaças de morte aos jogadores e familiares mais próximos por mensagens telefónicas.

 

Tudo isto está ligado.

Tudo isto, para vergonha de todos nós, aconteceu no Sporting.

No nosso amado Sporting a que Bruno de Carvalho tem feito tudo para pôr fim.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De terminar o campeonato como terminámos. Uma derrota contra o Marítimo no Funchal, por 1-2. Frente à mesma equipa que tínhamos vencido por 5-0 na primeira volta. Fracasso total: descemos ao terceiro lugar, por troca com o pior Benfica dos últimos dez anos, e dizemos adeus a mais de 20 milhões de euros, que nos seriam proporcionados pelo acesso à Liga dos Campeões, via pré-eliminatória. Foi tudo mau, coroando oito dias péssimos a vários níveis. Mas podia ter sido ainda pior: estivemos a um curto passo de sermos ultrapassados pelo Braga na classificação final.

 

Da equipa montada por Jesus. Mais do mesmo, excepto a troca do molenga Ruiz pelo esforçado mas desastrado Acuña. Mantendo em campo o proto-lesionado Piccini e um William em ritmo hiper-lento incapaz de reencontrar a boa forma desde que veio da lesão. Jogo mastigado e previsível - demasiado fácil de anular pela defensiva contrária. Incapacidade absoluta de dar um golpe de asa, como se verificou nas substituições. Quando meteu um tridente ofensivo, já em desespero, faltavam poucos minutos para o apito final.

 

De Rui Patrício. Foi o herói na Luz, que nos valeu o pontito somado em casa frente ao SLB. Desta vez surge como vilão aos olhos de alguns adeptos de fraquíssima memória. Protagonizou um frango, deixando entrar o golo que ditou o triunfo do Marítimo. Mas mesmo sem esse lapso do melhor guarda-redes português teríamos baixado ao terceiro posto e dito adeus aos milhões da Champions.

 

Do descalabro defensivo. Vinte golos sofridos fora em 17 jornadas da Liga. Ontem, mais dois. O primeiro resulta de evidente falta de comunicação entre Coentrão e Coates, que falham a intercepção do lance. Nenhuma equipa que aspira ao título pode sofrer tantos golos na condição de visitante, como sucedeu a este Sporting ainda treinado por Jesus.

 

Da ineficácia ofensiva. Chegamos ao fim quase como começámos: inofensivos no último terço do terreno, o que nos levou a concluir o campeonato apenas como quarta equipa mais goleadora - ultrapassados até pelo Braga hoje liderado pelo antigo treinador da nossa equipa B. Na segunda parte deste jogo não fizemos um só remate à baliza do Marítimo.

 

Do festival de passes falhados. Perdi-lhes a conta.

 

Da ausência do presidente. Há escolhas que dizem tudo. Num jogo crucial como este, após a publicação de uma entrevista em que mais uma vez decidiu  desancar os jogadores, horas após ter dado uma vergastada pública no próprio treinador, Bruno de Carvalho optou por não viajar à Madeira, preferindo rumar a Gondomar para festejar a Taça de futsal obtida frente ao poderoso Fabril do Barreiro. Eis um líder que só aparece nos bons momentos. Será este um verdadeiro "presidente-adepto"?

 

De escrever este texto. Mas é ponto de honra, para mim, manter esta série de "rescaldos" que dura há sete anos neste blogue, jogo após jogo. Cada texto permanecerá, para o bem e para o mal, como testemunho de um adepto leonino perante as sucessivas fases do futebol leonino - com o seu sempre renovado estendal de expectativas e o seu habitual cortejo de frustrações.

 

 

Gostei

 

Do Marítimo. Foi a melhor equipa em campo durante quase todo o encontro. Apenas superada pelo Sporting nos 15 minutos iniciais.

 

De Bas Dost. Não teve uma exibição deslumbrante, longe disso. Mas foi o único a conseguir metê-la lá dentro, uma vez mais, marcando o nosso golo solitário aos 32' - perfazendo 27 no total do campeonato. E ainda fez uma quase assistência para golo que Bruno Fernandes desperdiçou. Foi o menos mau dos nossos naquela que talvez tenha sido a última partida que disputou de verde e branco. Teremos saudades dele.

 

Da comparação com o jogo final da época anterior. Há um ano perdemos em casa, por 1-3, com o Belenenses. Desta vez fomos apenas derrotados por 1-2, fora de casa. Aos poucos, as coisas estão a melhorar. Lá para 2030, por este ritmo, talvez voltemos a vencer um campeonato.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa subida ao segundo lugar no campeonato. Consequência do empate 0-0 desta noite em Alvalade, frente ao Benfica. Num jogo em que a equipa visitante foi superior, sobretudo pelo que fez na primeira parte, quando teve três oportunidades soberanas de golo. Os encarnados precisavam de marcar pelo menos um golo para manterem o segundo posto: não conseguiram.

 

De Rui Patrício. O melhor jogador em campo, com uma excelente exibição - mais uma. Impediu golos aos 38' (a remate de Grimaldo), aos 43' (Samaris) e aos 44' (Pizzi). Devemos-lhe o ponto conquistado esta noite e a subida ao segundo lugar. Teve ainda a sorte de ver Rafa, aos 8', atirar a bola ao poste. O melhor guarda-redes português continua a ser um talismã do Sporting.

 

De Fábio Coentrão. Entrega total ao jogo, sem desistir de um lance. Controlou o seu corredor defensivo e subiu várias vezes com perigo. Numa dessas subidas, aos 40', podia ter marcado de cabeça: a bola passou ligeiramente ao lado. Recebeu merecida ovação ao ser substituído por Lumor, a poucos minutos do fim.

 

Da meia hora final.  Único período do jogo em que conseguimos equilibrar a partida frente aos encarnados. Mesmo assim, o guarda-redes Bruno Varela não chegou a fazer uma defesa digna desse nome.

 

De termos chegado ao fim invictos em casa. Nem uma derrota nestes 17 desafios disputados no nosso estádio. E apenas quatro golos sofridos em Alvalade na Liga 2017/18. Números positivos, que em muito contrastam com a nossa prestação fora de portas.

 

Do apoio dos adeptos.  Éramos 49.339 presentes nas bancadas de Alvalade - pelo menos 45 mil a torcer pelo Sporting. Ninguém pode queixar-se de falta de incentivo.

 

 

Não gostei

 

Da superioridade táctica do SLB. Mesmo sem Jonas, que só entrou a dez minutos do fim, Rui Vitória conseguiu imprimir maior acutîlância à sua equipa, que dominou o jogo no flanco esquerdo e em parte no corredor central. Jesus manteve Acuña no banco até ao minuto 62 e apostou em três jogadores recém-chegados de longas lesões e que estiveram muito abaixo daquilo a que nos habituaram: Mathieu, Piccini e William. Os dois últimos, sobretudo, com erros posicionais que podiam ter-nos custado muito caros. O italiano foi sucessivas vezes batido por Rafa em velocidade, enquanto o internacional português abria crateras no nosso meio-campo defensivo por onde os adversários se infiltravam.

 

De ver Bas Dost falhar na nossa única oportunidade clara de golo. Decorria o último minuto do tempo extra da primeira parte quando o artilheiro holandês, após uma boa recuperação de bola, encontra o guardião benfiquista pela frente e em vez de rematar decide lateralizar. Asneira evidente. E quase imperdoável num ponta-de-lança.

 

Das tochas lançadas para o relvado por um bando de imbecis. Elementos alegadamente pertencentes à Juve Leo decidiram brindar Rui Patrício com diversos engenhos incendiários, logo no primeiro minuto, forçando o árbitro a suspender a partida. Um gesto totalmente reprovável e que devia ser alvo de duras sanções internas por parte da estrutura leonina. Agravado por ter como destinatário o nosso guarda-redes. Que tem mais anos de Sporting do que alguns desses meninos irresponsáveis têm de vida.

 

Do desempenho do árbitro. Carlos Xistra permitiu jogo faltoso e até violento dos benfiquistas, deixando passar sem cartão uma entrada agressiva de Pizzi a Bryan Ruiz logo aos 14' e uma cotovelada de Rúben Dias na cara de Gelson Martins, aos 85' - esta última sem qualquer sanção. Também fez vista grossa a penáltis cometidos pelo mesmo Rúben: aos 15', sobre Mathieu, e aos 57', sobre Dost. Arbitragem para esquecer.

 

De pressentir que esta foi a última partida em Alvalade de alguns jogadores. Fábio Coentrão (muito aplaudido), Bryan Ruiz, William Carvalho e Rui Patrício, provavelmente, estarão quase a ser transferidos do Sporting. Teremos certamente saudades deles. Ainda espero, no entanto, que o melhor guarda-redes do Euro 2016 possa permanecer em Alvalade.

 

De chegarmos ao fim do campeonato sem termos ganho um clássico. Dois empates com o Benfica, um empate e uma derrota com o FC Porto. E também fomos incapazes de vencer o Braga. Tudo isto dá que pensar.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória sofrida mas merecida sobre o Portimonense. Boa réplica da equipa da casa numa partida sempre desenrolada sob o signo do futebol de ataque, taco a taco. O nosso triunfo foi o desfecho mais adequado à exibição de ambas as equipas numa partida que decorreu em grande parte debaixo de chuva. Triunfo alcançado quase ao cair do pano, aos 89', por 2-1: uma vez mais, a estrelinha da fortuna sorriu-nos. Mas a sorte dá muito trabalho. E esta nossa equipa tem trabalhado muito para alcançar os seus objectivos.

 

De Bruno Fernandes. Se há jogo em que não oferece qualquer discussão a eleição do melhor em campo é este mesmo. Hoje o nosso médio criativo destacou-se em larga medida de todos os companheiros ao iniciar e concluir o nosso difícil triunfo em Portimão, com dois belos golos: o primeiro aos 23', num delicioso pormenor técnico, fazendo um chapéu ao guarda-redes Leo; o segundo, que nos valeu dois pontos adicionais, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem qualquer possibilidade de defesa para o guardião portimonense. Golos que merecem ser revistos a todo o momento: isto é o melhor do futebol.

 

De Bas Dost. Quem disse que o holandês não sabe trabalhar para a equipa? Hoje venceu quase todos os duelos aéreos, fez a assistência (de cabeça) para Bruno Fernandes marcar o primeiro golo e serviu sem sombra de egoísmo outros colegas, nomeadamente o apagado Bryan Ruiz, que desperdiçou aos 37' e aos 45'. Aos 53', foi carregado em falta dentro da grande área: penálti que o árbitro Manuel Oliveira não viu e o vídeo-árbitro Bruno Esteves deixou passar.

 

De Coates. Estava "à queima" para um cartão amarelo, que o deixaria fora do clássico de Alvalade na próxima jornada. Conseguiu escapar incólume, tal como Battaglia: Jorge Jesus poderá contar com ambos no difícil e decisivo confronto com o Benfica. Hoje o internacional uruguaio fez o seu 46.º jogo consecutivo no campeonato nacional, contando ainda com a época anterior: já soma mais de 4.200 minutos seguidos na Liga. É obra: isto define-o como um dos imprescindíveis deste plantel leonino.

 

Da nossa veia ofensiva. Temos marcado menos golos do que gostaríamos, mas a verdade é que somamos já 24 vitórias nestas 32 jornadas da Liga 2017/18 - nove das quais conseguidas fora de casa.

 

De partirmos para o dérbi em igualdade pontual com o SLB.  Vamos receber o Benfica em Alvalade, no próximo sábado, com vantagem sobre os encarnados no momento em que o árbitro apitar para o início do encontro: a turma rival precisará sempre de marcar pelo menos um golo para disputar o segundo lugar. Se o jogo terminar 0-0, o posto que dará acesso à Liga dos Campeões será nosso. E é bom lembrar: em 2018 ainda não sofremos qualquer golo em casa.

 

Do entusiástico apoio dos adeptos.  Boa parte dos mais de cinco mil espectadores que estiveram esta noite no estádio do Portimonense foi puxando sem cessar pela nossa equipa. Foram recompensados por esta devoção e esta crença inabalável de que não existem impossíveis quando a vontade de vencer é mais forte.

 

 

Não gostei

 

Do penálti sobre Bas Dost que o árbitro não viu. O holandês viu-se impedido de jogar, travado em falta aos 53' na grande área da equipa visitada. Manuel Oliveira devia estar a olhar noutra direcção no momento deste lance. E o vídeo-árbitro Bruno Esteves talvez estivesse com os monitores avariados.

 

Das oportunidades de golo falhadas. Começa a ser um clássico nos nossos jogos. Hoje registei estas perdidas: Battaglia logo aos 2', Bas Dost aos 17', Bryan Ruiz aos 45', Gelson Martins e Bruno Fernandes aos 62', Misic aos 76' e Gelson Martins aos 81'. Não basta criar oportunidades: é preciso meter a bola lá dentro. Continuamos demasiado perdulários neste capítulo.

 

De Bryan Ruiz. Partida para esquecer do costarriquenho, que passou completamente ao lado do jogo, colocado na posição 8. Lento, apático, falhando passes sucessivos - e um golo quase cantado aos 45'. Saiu aos 73', demasiado tarde: devia ter dado lugar a outro muito mais cedo.

 

De Montero. Outrora uma espécie de "arma secreta", que resolvia jogos a partir do banco, o colombiano é hoje uma sombra do que foi. Jesus mandou-o entrar aos 73', mas 'El Avioncito' continua sem levantar voo. Aos 77' quis rematar na bola mas acabou por rematar... no ar.

 

De Petrovic. Central improvisado, face às lesões simultêneas de Mathieu e André Pinto, deixou demasiado evidente que não tem rotinas nesta posição. Falhou a cobertura no lance do golo do Portimonense e foi quase sempre incapaz de dar bom início à fase de construção, passando sem critério ou despachando a bola para onde estava virado.

 

Das substituições. Não entendi a troca de Coentrão por Misic aos 68', o que implicou a mudança de posição de vários jogadores, e ainda menos a errância do croata primeiro pela posição 8 e depois pelas duas alas. A troca de Battaglia por Lumor aos 85', quando o jogo estava empatado 1-1, foi igualmente bizarra: Acuña, que tinha recuado com a saída de Coentrão, voltou a avançar no terreno. Jesus usou três laterais esquerdos nesta partida - confirma-se que é a sua posição fetiche.

 

Do golo sofrido. É cada vez mais profunda - e quase inexplicável - a diferença entre os escassos golos sofridos em casa (apenas quatro) e aqueles que deixamos entrar quando jogamos como equipa visitante. Hoje manteve-se esta tradição recente, quando o Portimonense marcou aos 42'. Há seis meses que sofremos golos fora de casa: já lá vão 18 desafios consecutivos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória caseira desta noite frente ao Boavista. Soube-nos a pouco, porque foi apenas por 1-0, com um golo de grande penalidade ainda na primeira parte, apontado por Bas Dost. E houve oportunidades para sairmos de Alvalade com uma goleada. Mas o mais importante foi conseguido: mais três pontos. Já somamos 74, mantemos a perseguição ao Porto e ao Benfica. E continuamos a depender só de nós para chegarmos ao segundo posto no campeonato, que nos garante acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

De Gelson Martins. Para mim foi a grande figura do encontro apesar de estar longe da melhor forma física. Sempre muito policiado, e castigado por adversários como Idris, o nosso ala foi partindo os rins aos defesas, protagonizando as mais vistosas jogadas da partida. Participou no lance que originou a grande penalidade, servindo Bruno Fernandes. Aos 43', tirou os dois centrais boavisteiros do caminho e disparou para a baliza, em zona frontal, proporcionando ao guarda-redes Vagner a grande defesa da noite. Reincidiu no disparo, a partir do flanco direito, novamente travado pelo guardião. Centrou de forma exemplar aos 72' para Bas Dost cabecear e aos 88' abriu uma espectacular linha de passe para a corrida de Bruno Fernandes, naquela que seria a mais incrível das nossas jogadas de golo desperdiçadas. Participou também sempre de forma muito competente no processo defensivo. O melhor em campo.

 

De Bruno Fernandes. Partida muito positiva do médio criativo. É dele a iniciativa que aos 22' gera o penálti, garantindo-nos o passaporte para a vitória. Destacou-se ao desmarcar Dost de cabeça, aos 35', com brilhante execução técnica, e ao abrir uma perfeita linha de passe aos 42' num passe longo para Gelson aos 57'. Pena ter falhado aquele golo cantado aos 88', quando até tinha Bas Dost ao seu lado, livre de marcação, só com o guarda-redes pela frente.

 

De Bas Dost. Mais um golo para o seu pecúlio: leva já 26 nesta Liga 2017/18 e acumula 60 no total das 58 partidas nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Chamado a converter o penálti, aos 26', não tremeu: a execução foi perfeita. E o estádio quase cheio gritou o seu nome com emoção e convicção. Podia ter ampliado a vantagem num remate aos 35' que o guarda-redes defendeu e aos 78', com um cabeceamento que lhe saiu menos letal do que tantos outros a que já nos habituou.

 

De Bryan Ruiz.  Foi essencial na construção ofensiva da equipa, interagindo muito bem com Bruno Fernandes e Gelson Martins a partir do eixo do terreno, muitas vezes como verdadeiro maestro do onze leonino. Protagonizou lances dignos de aplauso aos 28', 38' e 53'.

 

De Ristovski. Grande primeira parte do lateral direito, hoje titular devido a lesão de Piccini. Pôs sempre em sentido a defesa boavisteira, dominando o corredor naquele período do jogo, antes de uma natural quebra no segundo tempo. Exemplar cruzamento aos 17', excelente recuperação aos 18', remate para golo aos 40' travado in extremis por Vagner.

 

Do recorde batido por Rui Patrício.  O nosso capitão suplantou hoje a marca do quase mítico Vítor Damas ao fazer o seu 14.º jogo consecutivo sem sofrer golos em Alvalade. Uma proeza notável daquele que é figura basilar no onze do Sporting e uma das figuras mais queridas da massa adepta.

 

De ter terminado o período mais cansativo.  A nossa equipa disputou seis jogos nos últimos 18 dias. Felizmente só com uma derrota (em Braga). O desgaste físico não tem afectado a marcha do marcador, desafio após desafio. Levamos cinco vitórias seguidas em três competições diferentes.

 

Do apoio incessante dos adeptos.  Desta vez fomos 48.320 em Alvalade. Tirando a escassa claque boavisteira, fomos quase todos a puxar pelo Sporting do princípio ao fim.

 

 

Não gostei

 

 

Que o árbitro fizesse vista grossa ao penálti por braço do defesa boavisteiro interferindo na trajectória da bola. Fábio Veríssimo, muito mal auxiliado pelos restantes membros da equipa de arbitragem, só rectificou o erro por intervenção do vídeo-árbitro. Uma vez mais, devemos agradecer ao VAR: sem esta instância de recurso, teríamos sido espoliados em dois pontos. Como tantas vezes aconteceu noutros campeonatos.

 

Dos assobios à nossa equipa. Mantinha-se a magra vantagem por 1-0, alcançada ao minuto 26, e a impaciência começou a ferver nas bancadas de Alvalade, o que até se compreendia: precisávamos de consolidar e até robustecer aquela vitória para nos garantir os tão ambicionados três pontos. O que não se compreende é o coro de assobios que nessa fase do encontro se dirigiu aos jogadores partindo dos próprios sportinguistas. Não consigo aceitar tais reacções.

 

Das oportunidades de golo falhadas. Umas devido à intervenção do guarda-redes adversário, outras por súbita inabilidade dos nossos jogadores. Eis as mais evidentes: aos 35' (por Bas Dost), ao 40' (Ristovski), aos 43' (Gelson), aos 78' (Dost) e aos 88' (Bruno Fernandes). 

 

Da lesão de Mathieu. O francês viu-se forçado a recolher ao balneário durante o intervalo. Na segunda parte, entrou para o seu lugar um central improvisado: o médio Petrovic, que deu boa conta do recado embora sem o brilhantismo do ex-jogador do Barcelona. Esperemos que Mathieu recupere depressa - tal como Piccini, William Carvalho, Bruno Cesar, Podence e Rafael Leão, também lesionados. Todos fazem falta neste Sporting que ainda sonha ser campeão.

 

Das substituições tardias. Jorge Jesus demorou demasiado a mexer na equipa, quando vários jogadores já se arrastavam em campo. A troca de Acuña por Misic aos 77' foi insuficiente e a saída de Coentrão para a entrada de Lumor após os 90' foi absurda.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Belenenses esta noite no Restelo. Triunfo nada fácil, por 4-3, num estádio onde o FC Porto foi derrotado esta época (0-2) e o Benfica empatou ao cair do pano (1-1). Missão cumprida, portanto. Terceira vitória consecutiva no campeonato: seguimos em terceiro, com menos cinco pontos que o FCP e menos três que o SLB.

 

Da reviravolta. Começámos o jogo praticamente a perder, com um golo de penálti sofrido aos 7', mas fomos capazes de remar contra a maré. Dois golos de Bas Dost (12') e Gelson Martins (16') operaram a mudança, consolidada aos 41', quando Acuña marcou o terceiro. Fomos para o intervalo a ganhar 3-1. Tentámos gerir a vantagem no início do segundo tempo, poupando a condição física dos jogadores atendendo à decisiva meia-final de quarta-feira frente ao FC Porto. Mas a boa réplica do Belenenses obrigou-nos novamente a carregar no acelerador.

 

De Bruno Fernandes. Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado. Melhor em campo, sem discussão.

 

De Bas Dost. Mais um golo para o seu pecúlio: leva já 25 nesta Liga 2017/18 e acumula 59 no total das 57 partidas nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Números excepcionais que o creditam como um dos melhores pontas-de-lança de sempre ao serviço do Sporting.

 

De Gelson Martins.  A qualidade de movimentação habitual, esticando o jogo e baralhando as marcações, contribuindo para arrastar a defesa contrária e abrindo terreno para os colegas da frente atacante. Culminou mais uma boa exibição com um grande golo, o seu oitavo neste campeonato: nunca marcou tantos numa época. Também neste domínio está cada vez consistente.

 

De Wendel. Jorge Jesus parece estar enfim a apostar nele. O jovem brasileiro corresponde em campo, com intensidade e confiança. Hoje fez todo o segundo tempo, assumindo a posição 8 após a saída de Coentrão (e o consequente recuo de Acuña para lateral e o desvio de Bryan Ruiz para a ala esquerda). Correspondeu à aposta numa exibição sempre em crescendo. É uma promessa que está a tornar-se bem real.

 

Do golo de Acuña.  Foi o melhor, dos quatro do Sporting. Ristovski cruza da ala direita e o argentino recebe muito bem a bola, roda sobre si mesmo e dispara com o pé direito, o seu pior. Forte e bem colocado. Não admira que esteja já pré-seleccionado para o Mundial da Rússia.

 

De termos marcado três golos em lances de bola corrida.  Não tem sido frequente nesta época, o que basta para ser hoje sublinhado com muito agrado. Eis o futebol do Sporting honrando as suas melhores tradições.

 

Do apoio incessante dos adeptos.  Boa presença leonina nas bancadas do Restelo, puxando pela equipa do princípio ao fim. O 12.º jogador, como uma vez mais se comprova, também ajuda a ganhar jogos.

 

De sabermos agora que só dependemos de nós para um lugar de acesso à Liga dos Campeões.  A derrota do Benfica frente ao FC Porto no estádio da Luz coloca-nos em boa posição para o ataque ao segundo posto do campeonato a quatro jornadas do fim. Isto porque o SLB, embora com mais três pontos, desloca-se a Alvalade na penúltima jornada. Poderemos concretizar aí esse nosso objectivo prioritário, a par da conquista da Taça de Portugal.

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências de alguns jogadores nucleares por lesão. William Carvalho, Mathieu e Piccini ficaram de fora. O desgaste físico acumula-se nesta fase, sabendo-se já que o Sporting baterá o seu recorde de partidas disputadas numa só temporada. Esperemos que aquele trio recupere a tempo de disputar a meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto. Faltam apenas três dias.

 

Da saída de Coentrão. Foi o elemento mais apagado na primeira parte, tendo até responsabilidades no lance de que resultou o primeiro golo da equipa da casa. E não tardou a perceber-se porquê: estava com limitações físicas, que levaram o treinador a substituí-lo ao intervalo. Fazemos votos para que recupere depressa e bem.

 

Do atraso no início da partida. Era para começar às 20.15 e só arrancou às 20.28. Por responsabilidade da equipa visitada - uma descortesia no mínimo surpreendente.

 

De termos sofrido três golos. Mas superámos os nossos rivais directos no difícil embate no Restelo. E dois destes golos foram de penálti - o primeiro dos quais me suscitou dúvidas.

 

Da embirração do árbitro com Bas Dost. Bruno Paixão impediu-o de marcar o penálti da vitória enquanto brindava o holandês com um cartão amarelo por aparente entrada sem autorização em campo após ter sido assistido fora das quatro linhas. Não faz qualquer sentido exibir-lhe o cartão e vedar-lhe em simultâneo o regresso ao relvado. Felizmente Bruno Fernandes estava lá para marcar a grande penalidade. E dar-nos os três pontos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vitória por 2-0 contra o Paços de Ferreira, que nunca é uma equipa fácil. Mas o Sporting dominou sempre a partida e o triunfo leonino nunca esteve em discussão. Os nossos jogadores revelaram capacidade colectiva e grande espírito de entreajuda. Que deu bons frutos.

 

Da equipa. Acusada de falta de profissionalismo pelo presidente, que nesta mesma tarde voltou a denegrir o grupo de trabalho em novo comunicado pessoal no Facebook, deu a volta por cima. Mostrando-se mais empenhada e unida que nunca, como ficou bem demonstrado na forma como festejou os dois golos, com os jogadores todos abraçados em campo. Há gestos que valem mais que dez mil palavras, ditas ou escritas nas redes sociais.

 

De Bas Dost. O holandês voltou aos golos, marcando o nosso primeiro aos 20', cabeceando como mandam as melhores regras. E ainda marcou outro, aos 77', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves. O nosso ponta-de-lança já leva 24 golos apontados na Liga 2017/18.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do internacional costarriquenho, que teve participação directa no primeiro golo, com um cruzamento perfeito para a grande área, e marcando o segundo, aos 65'. Saiu aos 84', sob calorosa e merecida ovação.

 

De Gelson Martins.  Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem. Municiou Bas Dost com um óptimo cruzamento aos 38', proporcionou ao guardião Mário Felgueiras a defesa da noite com um remate fortíssimo aos 52' e foi ele a inventar o segundo golo, com uma belíssima incursão pela ala direita culminada na assistência para Bryan Ruiz. Mais uma.

 

Da estreia de Wendel. Três meses depois de chegar ao Sporting, o brasileiro que veio do Fluminense estreou-se enfim como titular leonino. Boa exibição do jovem reforço, que revelou bons pormenores técnicos, capacidade de fazer circular a bola no eixo do terreno, demonstrando confiança e personalidade.

 

Da união clara entre os adeptos e a equipa.  A demonstração de confiança dos adeptos que acorreram a Alvalade nesta noite chuvosa e fria foi impressionante: os sportinguistas confiam na sua equipa, valorizam e acarinham os profissionais leoninos e demarcam-se com clareza da inacreditável sucessão de disparos de Bruno de Carvalho contra o plantel, ameçando com processos disciplinares e suspensões. Hoje ficou bem evidente que o presidente está mais isolado que nunca e perdeu irremediavelmente a aura de popularidade que foi mantendo até à semana que agora termina.

 

De continuarmos invictos em casa.  Mantemo-nos sem derrotas no campeonato, com dez triunfos consecutivos em Alvalade e sem golos sofridos para as competições internas desde que recebemos o Braga, no já longínquo mês de Novembro.

 

De vermos agora o Braga mais distante, com menos três pontos.  Consolidamos a terceira posição na Liga. É o mínimo que se exige a este grupo de trabalho em troca do apoio incondicional que lhe manifestamos, faça sol ou faça chuva.

 

 

Não gostei

 

 

Do golo anulado aos 77'. Bas Dost meteu a bola na baliza do Paços. Lance limpo, legal. Invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves e sem intervenção do vídeo-árbitro, que não quis repor a verdade desportiva.

 

Das ausências de William e Coentrão. Assistiram ambos ao jogo na bancada, por questões físicas. Esperamos contar com o nosso capitão já recuperado na quinta-feira, quando recebermos o Atlético de Madrid em Alvalade.

 

Dos insultos. A crítica é legítima, os assobios são compreensíveis, mas não gosto de ouvir insultos e expressões grosseiras em alta voz no estádio. Sobretudo quando proferidas em coro. Mesmo quando o visado (neste caso o presidente) passa o tempo a achincalhar tudo e todos - incluindo jogadores, membros dos órgãos sociais e agora até o conjunto dos adeptos, como fez esta noite numa lamentável conferência de imprensa logo após o jogo.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota do Sporting em Braga. Mais três pontos desperdiçados na Liga 2017/18, onde já estávamos fora da corrida ao título. Depois de perdermos com FC Porto e Estoril, desta vez caímos na Pedreira, perdendo por 0-1. Assim se confirma que não vale de nada passar uma semana com despiques verbais: os jogos ganham-se e perdem-se dentro de campo, não fora dele. Agora vemos o Benfica com mais seis pontos e teremos o FCP - se ganhar o seu confronto na segunda-feira - com mais oito.

 

De saber que o Braga só está um ponto atrás de nós. Pior do que a derrota, é verificarmos que a equipa bracarense - treinada por Abel Ferreira, ex-treinador do Sporting B que foi despedido há dois anos por Bruno de Carvalho - nos disputa claramente um lugar no pódio deste campeonato. Nada está fechado neste domínio quando faltam seis jornadas para o fim.

 

Da expulsão de Piccini. Após 25 minutos de domínio leonino, a equipa anfitriã conseguiu equilibrar a partida e teve vários períodos de clara predominância. Se as coisas já estavam difíceis, ficaram ainda pior quando o lateral direito italiano, amarelado aos 57', fez nova falta que lhe valeu segundo cartão - e a consequente expulsão, iam decorridos 83'. Acentuaram-se as dificuldades do Sporting, que acabaria por sofrer o golo pouco depois.

 

Da inexplicável apatia do treinador. Só com dez jogadores, com a equipa muito desgastada e o nosso flanco direito momentanemente desguarnecido, Jorge Jesus demorou oito minutos a fazer uma substituição. Acabou por entrar Wendel apenas aos 91', compensando a ausência no meio-campo de Battaglia, entretanto desviado para a ala defensiva. O jovem brasileiro, contratado como reforço em Janeiro, parece um mal-amado: hoje só pôde jogar três minutos.

 

De Rúben Ribeiro. O ex-Rio Ave, contratado em Janeiro, continua sem dar provas que justifiquem a sua vinda para Alvalade. Hoje entrou aos 62', para render o apagado Acuña, e acabou por sair aos 91', dando lugar a Wendel. Sem nada ter feito nessa meia hora que justificasse vê-lo equipado de verde e branco. Uma vez mais.

 

Da ausência de William Carvalho. Volta a confirmar-se: jogo sem o nosso habitual capitão, é jogo que corre mal ao Sporting. Infelizmente não pudemos contar esta noite com ele na Pedreira, por se encontrar lesionado. Oxalá recupere a tempo do desafio frente ao Atlético de Madrid para a Liga Europa.

 

De ver Esgaio jogar contra nós.  Não me conformo com o negócio feito no Verão pelo presidente do Sporting, que decidiu ceder a título definitivo ao Braga este jogador formado em Alcochete. Ricardo Esgaio, que é o vice-rei das assistências para golo no campeonato, voltou a ser um dos melhores em campo. Infelizmente, sem vestir a camisola verde e branca.

 

 

Gostei

 

Da nossa exibição durante os primeiros 25 minutos. Bom começo leonino nesta partida que fez suscitar tanta polémica e desatar tanta linguagem de baixo nível ao longo da Semana Santa. O onze leonino dominou, exerceu pressão alta, mostrou-se mais acutilante e condicionou a construção do ataque do Braga. Infelizmente foi um domínio inconsequente, não traduzido em golos. Praticamente não tivemos uma hipótese séria de marcar não apenas neste período mas durante todo o encontro. Mal se deu por Bas Dost em campo, por exemplo.

 

Do golo anulado ao Braga aos 44'. O árbitro Luís Godinho, que o validara, acabou por inverter esta decisão após correcto alerta do vídeo-árbitro: o golo bracarense fora precedido de falta sobre Gelson.

 

De Gelson Martins. Foi o grande protagonista do melhor momento do Sporting na partida, acelerando o jogo leonino durante a meia hora inicial. Assinou duas excelentes jogadas aos 4', fez um cruzamento soberbo desperdiçado por Bas Dost aos 7', foi baralhando as marcações da defesa adversária e criou os habituais desequilíbrios, embora nem sempre bem apoiado pelos colegas. Na segunda parte - desgastado em inúmeras missões de carácter defensivo - esteve menos em evidência, tal como toda a equipa, mas ainda assim elejo-o como o nosso melhor em campo. Ou o menos mau.

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