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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Do empate no Bessa (1-1). Mais dois pontos perdidos no campeonato. Já desperdiçámos sete em cinco jornadas: derrota com o Rio Ave em casa, empates fora com o Marítimo e agora com o Boavista. Já perdemos quase tantos como ganhámos (apenas oito). Este é o Sporting ambicioso e com aspirações a vencer títulos que desejamos? Obviamente, não.

 

Do improviso e do amadorismo. Como se só agora estivéssemos a iniciar o campeonato, no Bessa alinhámos com quatro novos titulares (Rosier, Neto, Plata e Bolasie) num jogo que ficou também marcado pela estreia absoluta de Jesé de verde e branco e da entrada em estreia de Rafael Camacho quase à beira do apito final. Uma autêntica manta de retalhos: a equipa está a ser reconstruida com o campeonato em pleno andamento. Algo impensável, algo inaceitável.

 

Das ausências. Bas Dost já não está, Raphinha e Thierry também rumaram a outros campeonatos. Para cúmulo, Luiz Phellype e Vietto - magoados - ficaram impedidos de disputar esta partida. Fechado o mercado de Verão, com as atribulações que bem sabemos, continuamos sem um médio defensivo de raiz (que Idrissa Doumbia manifestamente não é) e sobretudo temos uma chocante carência de goleadores (agravada pela não inscrição de Pedro Mendes na Liga). Tudo isto só poderia gerar maus resultados. O primeiro foi precisamente este empate no Bessa.

 

De Plata. Enfim, estreia a titular na equipa principal oito meses após ter chegado ao Sporting. Não podia ter acontecido num contexto mais difícil e o jovem internacional sub-21 do Equador acusou a pressão. Jogando muito colado à ala direita, teve uma primeira parte desastrosa, falhando sucessivos passes e sendo presa fácil para a sólida defesa do Boavista, liderada pelo veterano Ricardo Costa. Desfavorecido por ter nas suas costas outro jogador em estreia (Rosier), sem automatismos nem rotinas, pareceu sempre um peixe fora de água.

 

De Wendel. Começou a enterrar a equipa logo aos 5', num lance em que estava claramente desconcentrado, tendo provocado uma falta desnecessária em zona perigosa. Dessa falta nasceu o golo do Boavista, apontado de livre. O brasileiro, afectado pelo lance, foi incapaz de criar desequilíbrios no centro do terreno. Além disso, rebentou fisicamente à hora de jogo, tendo saído já tarde de mais, aos 81'. A seu favor, diga-se apenas que o substituto, Eduardo Henrique, conseguiu jogar pior.

 

De Borja. Somam-se as oportunidades, mas o colombiano continua a desperdiçá-las. Hoje voltou a ser uma nulidade como lateral esquerdo - fazendo-nos ter cada vez mais saudades de um Fábio Coentrão. A tal ponto que o treinador se viu forçado a deixá-lo no balneário ao intervalo, reformulando a ala esquerda ao fazer recuar Acuña enquanto Bolasie alternava com Jesé nas transições do eixo para a ala no segundo tempo.

 

De Jesé. Outra estreia: o espanhol entrou na segunda parte. Alternando entre "avançado-centro", a posição no terreno em que Frederico Varandas garante que ele prefere jogar, e a ala esquerda, onde parece sentir-se mais à vontade, mostrou dois ou três bons apontamentos, embora insuficientes para a fama de que gozou noutros tempos, quando chegou a ser uma das promessas da cantera do Real Madrid. Inadmissível foi ter-se apresentado em Alvalade com quilos a mais, como ficou bem à vista.

 

Da primeira parte. Nos 45 minutos iniciais, só construímos uma oportunidade de golo. Fomos para o intervalo a perder 0-1, sem surpresa para quem acompanhou o jogo. Com um onze em campo lento, previsível, desligado, sem criatividade nem capacidade para abrir linhas de passe nos últimos 30 metros.

 

Da última substituição. Fazer sair Plata aos 88', trocando-o pelo estreante Rafael Camacho, foi algo tão inexplicável como a troca de Acuña por Plata aos 90'+1 frente ao Rio Ave - última decisão em campo de Marcel Keizer como técnico do Sporting. Não era a altura de queimar tempo, antes pelo contrário, nem tal troca podia ser justificada para "refrescar a equipa", tendo ocorrido no momento em que ocorreu. Camacho - que mal tocou na bola - merecia ser lançado no onze leonino noutra ocasião.

 

Das nossas redes, uma vez mais tocadas. Continuamos a sofrer golos, jogo após jogo. Já levamos doze sofridos, em seis partidas oficiais nesta temporada. Mais três do que aqueles que marcámos (nove). 

 

Da estreia de Leonel Pontes. O novo treinador interino do Sporting (o quarto da era Varandas) é o menos culpado deste desaire. Porque recebeu a equipa esfrangalhada e sem rotinas competitivas, como se estivesse só agora na pré-temporada. Mesmo assim, como dizia Napoleão dos seus generais, nestas ocasiões faz sempre falta haver um treinador com sorte. Pontes não a teve neste seu regresso ao banco de treino da equipa principal por onde já passara - também esporadicamente - vai fazer dez anos.

 

Do árbitro. Jorge Sousa, ao contrário do que alguns garantem, é um dos piores profissionais do apito que se arrastam nos relvados portugueses. Hoje voltou a inclinar o campo, claramente, contra o Sporting. Amarelando e condicionando Wendel logo aos 5', por uma falta banal, enquanto deixava Ackah dar sarrafada a Bruno Fernandes, a torto e a direito, sem ser admoestado. Não contente com isso, exibiu o cartão amarelo ao nosso capitão por protestos (mais que legítimos) e à beira do fim da partida expulsou-o por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados sem terem recebido qualquer sanção. Vamos jogar sem Bruno no próximo desafio, frente ao Famalicão: irá fazer-nos muita falta. Árbitros como Jorge Sousa prejudicam o espectáculo desportivo e são nocivos ao futebol.

 

Da classificação. Há duas jornadas, chegámos ao primeiro posto. De repente, tudo parece ter ruído. Caímos agora para a quinta posição. Atrás do Famalicão (com mais cinco pontos), Benfica, FC Porto (com mais quatro) e que o próprio Boavista (com mais um). E o panorama que vai seguir-se não parece ser mais favorável, pois entramos num ciclo de dois jogos por semana.

 

Dos insultos ao presidente. Em casa alheia, o que é ainda mais grave, Frederico Varandas foi injuriado por algumas dezenas de energúmenos que se dizem do Sporting. É o mesmo caldo de cultura que em 2018 originou o lançamento de tochas incendiárias a Rui Patrício num Sporting-Benfica, agressões verbais aos jogadores no aeroporto do Funchal e na garagem de Alvalade, e o miserável assalto à Academia de Alcochete. Estes energúmenos não têm emenda.

 

 

Gostei

 

Do nosso golo. Marcado pelo inevitável Bruno Fernandes, na marcação de um livre, iam decorridos 62'. Tempo mais do que suficiente para conquistarmos os três pontos no Bessa, até porque toda a segunda parte foi de sentido único, com pressão constante sobre a equipa axadrezada, remetida ao seu reduto defensivo. Infelizmente este fluxo atacante não se materializou no tão ansiado segundo golo.

 

De Bolasie. Estreia absoluta do reforço congolês, colocado na posição mais avançada para compensar a ausência de um ponta-de-lança. Bolasie causou muito boa impressão neste primeiro jogo de Leão ao peito. Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos. Começa bem: foi o melhor do Sporting.

 

De Rosier. Outro estreante, o francês causou igualmente boa impressão: é fácil augurar-lhe a titularidade como lateral direito com projecção ofensiva e capacidade de cruzamento. Falta-lhe apurar a forma física: ontem quebrou a meio da segunda parte.

 

Do apoio incessante nas bancadas. Os adeptos leoninos, incansáveis, apoiaram a nossa equipa do princípio ao fim. Refiro-me aos verdadeiros adeptos, que eram a larga maioria, não aos "letais" que só lá foram para lançar impropérios ao presidente do Sporting.

Rescaldo do jogo de ontem

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Não gostei

 
 

Da derrota em casa frente ao Rio Ave. À quarta jornada, cinco pontos perdidos: dois contra o Marítimo no Funchal e agora mais três, perante a equipa vilacondense, muito bem organizada e treinada por Carlos Carvalhal. Uma derrota por 2-3 que acontece quando seguíamos em primeiro na Liga (já fomos ultrapassdos pelo Famalicão e até pelo Boavista) e quando vencíamos por 2-1 a sete minutos do fim do tempo regulamentar. Um verdadeiro balde de água gelada testemunhado ao vivo pelos 37.942 adeptos que nos deslocámos a Alvalade. Pormenor a reter: não perdíamos em casa com o Rio Ave desde a temporada 2012/2013, de péssima e ultrajante memória.

 

De Coates. Noite de pesadelo para o central uruguaio: jamais esquecerá este desafio, que não deveria ter jogado. É ele quem está na origem dos três golos do Rio Ave - todos marcados de grandes penalidades, assinaladas aos 4', 83' e 86'; todos originados em faltas ou supostas faltas cometidas por ele próprio. Expulso aos 89', saiu de campo com a noção de ter provocado o naufrágio da equipa. É verdade, em boa parte. Mas a culpa principal nem sequer é dele.

 

Do nosso processo defensivo. Em cinco jogos, 11 golos sofridos. Motivo mais do que suficiente para que se acendam todas as luzes de alarme em Alvalade. Na linha do que já sucedera na pré-temporada. Sem que se tivessem registado melhorias de então para cá.

 

De Wendel. Pela segunda partida consecutiva, voltou a revelar-se um dos piores em campo - imitando a paupérrima exibição de Portimão. Recuado no terreno, cobrindo a ala esquerda do nosso meio-campo defensivo, desposicionou-se a todo o momento, contribuindo para franquear o caminho aos velozes adversários, que devido à falta de oposição do brasileiro (e também de Idrissa, seu parceiro na dupla de pivôs defensivos) colocavam com toda a facilidade a bola nas costas dos nossos defesas. Wendel não tem talento nem vocação para médio defensivo, como é evidente. Um erro de casting tão clamoroso que custa a entender por que motivo Keizer insiste nele para essa função e também porque não o deixou no balneário ao intervalo.

 

Da escandalosa perdida de Acuña. O internacional argentino, que começou a lateral e avançou para ala aos 79', quando Vietto deu lugar a Borja, até teve intervenção preciosa no nosso primeiro golo, ao fazer um notável sprint que lhe permitiu evitar que a bola saísse pela linha final e cruzar para a grande área, possibilitando o pontapé de meia distância disparado por Bruno Fernandes. Mas aos 88', com a baliza à sua mercê, não conseguiu melhor do que cabecear ao poste direito da baliza do Rio Ave. Se a bola entrasse, ficaríamos a ganhar 3-2 e o desfecho do jogo teria sido bem diferente.

 

Do árbitro João Pinheiro. Este apitador, que já não devia ter lugar nos relvados portugueses, inventou o segundo penálti, validando o mergulho do avançado iraniano Taremi, sem sequer se dar ao incómodo de visualizar as imagens do lance, que estavam à sua disposição. Em vez de lhe exibir o amarelo por simulação, apontou para a marca dos 11 metros. Ninguém duvida: nenhum árbitro português se atreveria a marcar três penáltis ao Benfica na Luz ou ao FC Porto no Dragão. Mais vergonhoso ainda foi verificar que esta decisão manifestamente errada, no segundo lance, passou sem uma correcção do vídeo-árbitro. Tal como ficou impune um claro derrube de Raphinha, empurrado pelas costas na grande area, aos 25', por um adversário que usou as duas mãos para o efeito. Pinheiro teve clara influência no resultado, sonegando dois pontos ao Sporting. Espantosamente, o ainda treinador da nossa equipa deixou passar isto em claro, por manifesta falta de coragem, na conferência de imprensa. Valeu-nos o corajoso protesto de Bruno Fernandes, em declarações à Sport TV, logo após o desafio.

 

De Marcel Keizer. Só uma conclusão é possível: este treinador não serve para o Sporting. Inapto no aproveitamento dos jogadores (preferiu Diaby a Vietto nas primeiras partidas), recorrendo a um discurso sem a menor capacidade de motivar ninguém, revelando deficiente interpretação de jogo em que tivemos menos posse de bola, lento a reagir, incapaz de assumir riscos, o holandês levou um banho táctico de Carlos Carvalhal. Repetindo-se o que já sucedera frente a Bruno Lage na Supertaça, Nuno Manta Santos no Funchal e até com Sá Pinto em Alvalade, durante a segunda parte do Sporting-Braga, que só por manifesta infelicidade da equipa braguista não terminou empatado. Keizer parece encarar o Sporting como uma equipa pequena. Ontem, a ganhar por 2-1, pôs a aquecer dois defesas, Neto e Borja. Mexeu tarde e a más horas, e com as opções erradas: aos 79', mandou sair o eficiente Vietto, trocando-o pelo lateral colombiano; aos 90'+2, já com o Sporting a perder 2-3 e com apenas dez dos nossos em campo, faz entrar enfim Plata, em estreia absoluta: substituição inútil, queimando desnecessariamente o jovem jogador equatoriano numa espécie de lance desesperado. Outro pormenor incompreensível: pelo segundo jogo consecutivo, Keizer optou por não esgotar as substituições. Ninguém tenha dúvidas: o principal responsável por esta derrota é ele.

 

 

Gostei

 

De ter estado a ganhar durante mais de meia hora. Entre o nosso segundo golo, apontado por Luiz Phellype aos 53', e a conversão da segunda grande penalidade pelo Rio Ave, aos 86'. Parecia que iríamos conservar o primeiro lugar na Liga. Infelizmente, não foi assim.

 

De Vietto. Embora mais marcado do que no confronto anterior, em Portimão, voltou a revelar apontamentos de grande qualidade na leitura do jogo, na capacidade de passe, na qualidade dos dribles e até no apoio a situações defensivas. Parece render mais quando joga em apoio directo ao ponta-de-lança, embora nesta partida tenha actuado preferencialmente nas movimentações entre a ala esquerda e o corredor central.

 

De Bruno Fernandes. Culminando uma semana em que o seu nome continuou a dominar todas as notícias, numa espécie de leilão permanente em torno da sua suposta transferência do Sporting, admira como toda esta intranquilidade não afecta o essencial do seu rendimento. Voltou a ser o melhor dos nossos jogadores em campo - atributo bem reflectido no nosso primeiro golo, aos 20', que começa a ser desenhado nos pés dele e é concluído também por ele, com um remate forte e bem colocado, a passe de Acuña, enquanto Luiz Phellype se movimentava bem sem bola, arrastando metade da defesa adversária. Foi o 50.º golo oficial de Bruno Fernandes com a camisola do Sporting. Desejamos que marque muitos mais.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

 

Do triunfo indiscutível do Sporting esta tarde em Portimão. Vitória concludente da nossa equipa num estádio sempre difícil. Vencemos a turma da casa por 3-1, com dois golos de Raphinha e um de Luiz Phellype - ambos em estreia a rematar com êxito às redes adversárias nesta Liga 2019/2020. Sem discussão, foi até agora a melhor exibição leonina nesta temporada.

 

Do excelente arranque leonino. A partida não podia ter começado melhor para as nossas cores. Aos 5' já vencíamos por 2-0 em consequência do dinâmico futebol de ataque desenvolvido pelo Sporting, claramente apostado em sair de Portimão com os três pontos. Chegou a pairar a sensação de que poderia registar-se uma goleada. Embora a equipa da casa tenha conseguido gerar equilíbrios no centro do terreno por volta da meia hora, a verdade é que praticamente teve escassas hipóteses de marcar. E só conseguiu marcar de penálti, aos 9'.

 

De Raphinha. Voto nele como o melhor em campo. Por ter bisado, desde logo, sendo a partir de agora o marcador mais destacado da nossa equipa. Mas sobretudo pela qualidade dos golos que marcou. Merece especial destaque o primeiro, com um remate muito forte desferido do bico da área, em arco, sem defesa possível para o guardião adversário. O segundo também justifica aplauso, pela impecável recepção a um passe longo de Bruno Fernandes, metendo-a lá dentro sem a deixar bater no chão - ainda por cima com o seu pior pé, que é o direito. Participou sem egoísmo no processo defensivo e podia ter marcado um terceiro golo ao isolar-se após soberbo passe de Vietto, aos 88', mas permitiu a intervenção do guarda-redes.

 

De Vietto. Exibição muito positiva do argentino contratado este Verão. Alternou com Bruno Fernandes entre a ala esquerda e o corredor central do nosso ataque, tendo ambos rubricado algumas das jogadas mais vistosas do desafio. O ex-Atlético de Madrid mostrou qualidades na leitura de jogo e na precisão de passe, com bom domínio de bola. Participou na construção dos três golos. E destacou-se a desenhar lances ofensivos para Bruno Fernandes (37' e 40') e Raphinha (88').

 

De Bruno Fernandes. Não tem apenas mérito individual: é também um caso muito sério enquanto jogador de equipa, como ficou demonstrado aos 5' quando, sem oposição na grande área, podia ter marcado mas preferiu oferecer o golo a Luiz Phellype, que se limitou a encostar o pé esquerdo, empurrando a bola para a baliza. Já tinha sido dele a assistência para o golo de Raphinha. E quase marcou, ele também, num "chapéu" aos 37' salvo in extremis por um defesa, com o guarda-redes já batido.

 

De Thierry. Boa exibição do jovem lateral direito, que confirmou a sua vocação para o futebol de ataque sem comprometer na dinâmica defensiva. Foi à frente cruzar bem. Destacou-se a lançar Bruno Fernandes aos 19'. Está a lutar pela titularidade na equipa principal após ter sido campeão europeu sub-17 e sub-19. Merece que o técnico continue a apostar nele.

 

Da ausência de Diaby. Não fez falta nenhuma.

 

Da nossa vingança. No campeonato 2018/2019 saímos derrotados de Portimão, por 2-4 - um desfecho que apressou a saída do treinador José Peseiro. É verdade que o Portimonense já não conta com o seu protagonista dessa partida, Nakajima, entretanto transferido para o FC Porto. Mas a desforra concretizou-se. E soube muito bem.

 

Do excelente relvado. Os bons espectáculos de futebol dependem em larga medida das condições proporcionadas pelos clubes aos profissionais deste desporto que apaixona multidões. O emblema de Portimão merece parabéns pela qualidade do seu tapete verde, que valorizou a circulação da bola e o desempenho dos jogadores.

 

Da inesperada subida ao primeiro lugar. No momento em que escrevo estas linhas, o Sporting acaba de ascender ao comando do campeonato, aproveitando os três pontos perdidos pelo anterior líder, o Benfica, ontem derrotado em sua casa pelo FC Porto. Na próxima jornada vamos receber o Rio Ave. Com a esperança de nos mantermos lá em cima.

 

 

 

Não gostei

 
 

Do golo que sofremos aos 9'. O Portimonense só foi capaz de marcar devido a uma grande penalidade que nasce de uma falta cometida sem necessidade por Mathieu em lance que estava controlado pelo nosso bloco defensivo. Renan, na linha de baliza, ainda chegou a tocar na bola, mas foi incapaz de detê-la devido à força do remate.

 

Do penálti que Carlos Xistra não assinalou. Luiz Phellype foi carregado claramente à margem da lei, aos 10', dentro da grande área. Espantosamente, o árbitro Xistra mandou marcar fora, ordenando livre directo. Alertado pelo VAR, Vasco Santos, reconsiderou. Alertado no entanto novamente pelo VAR, anulou tudo - por uma putativa falta de Thierry que não existiu. E, mesmo que existisse, teria sido cometida muito antes do lance em análise, com posterior posse de bola do Portimonense. Erro grosseiro, com dupla autoria. De Xistra e do vídeo-árbitro.

 

De Wendel. Remetido para uma posição mais recuada, em duplo pivô defensivo praticamente em linha com Idrissa Doumbia, o brasileiro esteve hoje muito longe do fulgor revelado há uma semana, em Alvalade, frente ao Braga. Rende claramente mais quando avança no terreno. É um desperdício confiar uma tarefa muito posicional a um jogador com os seus dotes criativos.

 

Que Keizer não tivesse esgotado as substituições. Vencíamos por 3-1 e vários jogadores davam sinais evidentes de extrema fadiga, mas o treinador só mexeu na equipa aos 79', trocando Wendel por Eduardo. Viria ainda a meter em jogo Borja, aos 87', por troca com Acuña. Podia - e talvez devesse - ter feito a terceira alteração de que acabou por prescindir.

 

De ver Plata e Camacho só no banco. Havia natural curiosidade em ver estes dois reforços mostrarem finalmente o que valem neste campeonato, ainda que jogando apenas alguns minutos. Mas ainda não foi desta.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da primeira vitória do Sporting em mais de três meses. Derrotámos esta noite o Braga, por 2-1, na partida inaugural da temporada 2019/2020 no nosso estádio a contar para o calendário oficial. Missão cumprida, com os três pontos conquistados. E passamos a ter uma vantagem directa sobre a equipa braguista que talvez nos dê jeito nas contas finais deste campeonato.

 

Dos 20 minutos iniciais. Domínio indiscutível do Sporting, confinando o Braga no seu reduto defensivo com manobras de pressão muito alta, condicionando a saída da bola da equipa adversária. Bons lances colectivos neste período, tanto pelas alas como pelo corredor central. A superioridade leonina foi coroada com o nosso primeiro golo, apontado aos 16' por Wendel numa infiltração na área do Braga, rematando de pé esquerdo. Com primorosa assistência de calcanhar de Luiz Phellype.

 

Do golo de Bruno Fernandes. Melhor momento do jogo, ocorrido aos 44': o nosso capitão recupera a bola perto da linha do meio-campo do Braga, aproveitando uma desconcentração de Claudemir, transporta-a dominada durante mais de 20 metros e fuzila a baliza, rematando de pé esquerdo - tal como fizera Wendel. Era o nosso segundo: valeu-nos os três pontos.

 

De Acuña. Keizer concedeu-lhe liberdade para se projectar ofensivamente no corredor esquerdo, com Mathieu atento às dobras defensivas. E o argentino nunca virou a cara à luta, com aquela combatividade que lhe reconhecemos. Os melhores cruzamentos saíram dos pés dele. Destaque para dois: servindo Coates aos 15' (cabeceamento do uruguaio à baliza) e Bruno Fernandes aos 39' (isolando o capitão e forçando Matheus a salvar a situação saindo oportunamente da baliza).

 

De Idrissa. Conquistou por mérito próprio a posição de médio defensivo titular. Não se limita a destruir o jogo adversário, como fazia Gudelj na época passada: sabe construir, é tecnicamente evoluído e integra-se bem na dinâmica ofensiva. Mas o seu maior contributo nesta partida centrou-se, sem dúvida, nas várias recuperações de bola que protagonizou no corredor central, desmantelando lances perigosos do Braga.

 

De Renan. Para mim, o melhor em campo. Foi decisivo nesta conquista dos três pontos para o Sporting em várias defesas que confirmaram a sua classe e os seus reflexos. Destaque para um voo que impediu Pablo de marcar, aos 30', e o golo "cantado" que travou in extremis a Hassan, aos 40'.

 

De Vietto. Entrou só aos 85', substituindo Luiz Phellype, com o objectivo de dar frescura e mobilidade ao corredor central ofensivo. Muito pouco tempo para mostrar o que vale. Mas o suficiente, ao menos, para sacar dois cartões amarelos a jogadores do Braga. É quanto basta para merecer elogio.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-0, o que nos fazia perspectivar uma segunda parte com optimismo - senão mesmo com alguma tranquilidade. Infelizmente não se repetiu o desfecho do Sporting-Braga de Fevereiro, em que triunfámos por 3-0. Mas garantiu-se um espectáculo com muita emoção aos 35.692 espectadores presentes no estádio.

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver o Sporting entrar em campo sem um só reforço no onze titular. No defeso do Verão vieram Eduardo Henrique, Luís Neto, Rafael Camacho, Rosier e Vietto. Quatro deles até estavam no banco, mas o técnico não parece ter confiança suficiente em nenhum para os meter logo de início.

 

Do golo sofrido, aos 74'. Parece quase uma miragem terminarmos um jogo com a baliza inviolada. Este não nos roubou pontos, felizmente. Mas custou-me que tivesse sido marcado por Wilson Eduardo, jogador que aprendeu na Academia de Alcochete grande parte do que sabe. Nós formamos, outros aproveitam.

 

Do sinal de medo transmitido pelo treinador. A vencer pela margem mínima, Keizer mandou sair um elemento da linha ofensiva (Diaby), trocando-o por um central (Neto). Passámos assim a jogar em nossa casa com um bloco de cinco defesas: atitude de equipa pequena, estacionando o autocarro, o que em nada condiz com o espírito leonino. É este o "futebol de ataque" que os rótulos da propaganda interna colaram ao técnico holandês quando chegou ao Sporting?

 

Da má condição física de vários jogadores. Defrontámos um adversário que havia disputado três dias antes uma desgastante competição de acesso à Liga Europa. Mesmo assim o Braga transmitia mais sinais de frescura física no fim do jogo. Algo não está a correr como devia na preparação física do plantel leonino. É gritante. E grave, tanto mais que o actual presidente era o anterior director clínico do clube.

 

Dos assobios. Primeiro jogo oficial da temporada no nosso estádio, havia que incentivar os jogadores. Mas lá surgiram as sonoras vaias a alguns - sobretudo a Diaby. É verdade que o maliano voltou a passar ao lado da partida, com uma exibição apagadíssima: falha sempre nos momentos decisivos, como se viu ao "matar" um contra-ataque de Mathieu, aos 58'. Mas com assobios dos adeptos, durante as partidas, não se chega a lugar nenhum.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De ter começado o campeonato logo a perder dois pontos. Irão seguramente fazer-nos muita falta lá mais para a frente, quando andarmos agarrados à maquina de calcular. Num jogo em que aos sete minutos já estávamos a perder. Saímos do Funchal com um empate 1-1. O golo que impediu a derrota foi apontado por Coates aos 29'. Tivemos mais de uma hora para dar a volta ao resultado, sem conseguir. E ainda vimos uma bola embater no poste da nossa baliza, aos 75', e Renan fez uma defesa dificílima, aos 85', negando ao Marítimo o golo da vitória.

 

Da nossa falta de capacidade ofensiva. Uma equipa que aspira a títulos não pode fazer apenas dois remates enquadrados com a baliza num total de 17 - tantos quanto foi tentando ao longo desta partida. Enquanto o Marítimo marcou no primeiro lance de ataque colectivo que construiu.

 

De ThierryÚnico jogador da formação leonina que esteve em campo, nesta estreia no campeonato desperdiçou uma excelente oportunidade para se firmar como titular da lateral esquerda ao ter sido batido - por deficiente movimentação - pelo extremo do Marítimo que centrou para golo. A culpa, neste lance, não foi só dele - toda a defesa do Sporting entrou em derrocada, permitindo a Getterson aparecer isolado frente a Renan. Mas é o segundo erro grave que o jovem defesa comete em dois jogos consecutivos.

 

De Raphinha. Como é possível falhar em tantos lances capitais? O extremo brasileiro foi a imagem viva do desacerto e da falta de capacidade anímica desta equipa no início da Liga 2019/2020. Falhou escandalosamente três golos que qualquer outro teria marcado - aos 32', 79' e 87'. Más decisões numa zona do terreno em que um erro custa muito caro e penaliza seriamente a equipa.

 

Dos reforços. Neste Verão, o Sporting gastou cerca de 25 milhões de euros em vários jogadores supostamente para valorizar e dinamizar o plantel. Mas o técnico holandês deixou-os no banco ou nem sequer os convocou para esta partida. Excepção, no onze titular, para Eduardo Henrique, ex-Belenenses, que foi médio defensivo adaptado por ausência de Idrissa Doumbia, a cumprir castigo. Falta-lhe entrosamento, dinâmica e rodagem, mas esteve longe de ser dos piores.

 

Das substituições. A equipa anfitriã melhorou consideravelmente com as substituições feitas pelo novo técnico, Nuno Manta Santos. Enquanto a nossa piorou a partir dos 73', quando Keizer trocou Luiz Phellype por Bas Dost e Eduardo por Vietto. Nenhuma mudança para melhor também ao fazer sair Borja, aos 85', trocando-o pelo fatal Diaby, novamente irrelevante: o maliano mal chegou a tocar na bola.

 

Da má forma física dos jogadores. O treinador concedeu dois dias de folga aos jogadores após terem sido goleados pelo Benfica na Supertaça - decisão que ninguém consegue justificar. Mesmo assim, foi inegável o extremo cansaço de grande parte deles, que terminaram o jogo quase sem forças. Algo precisa de ser feito com urgência no treino físico do plantel.

 

 

Gostei

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, o nosso melhor jogador. Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.

 

De Acuña. O argentino, que não cumpriu a preparação da pré-época leonina por ter participado na Copa América, está ainda a ganhar forma. Mas já foi um dos nossos melhores em campo, como ala esquerdo. Bom cruzamento que Luiz Phellype desperdiçou aos 25'. Conduziu um contra-ataque muito perigoso culminado num centro perfeito para Raphinha, aos 79'. Garra e vontade não lhe faltam. Falta-lhe apenas melhorar um pouco a pontaria: rematou ao lado aos 32' e atirou por cima aos 63'.

 

Do ponto ganho ao FC Porto. Se o nosso verdadeiro objectivo é competir pelo segundo lugar do campeonato, último que pode permitir o acesso à Liga dos Campeões, estreamo-nos com um ponto de vantagem na Liga 2019/2020 face aos nossos rivais portistas, que no sábado foram derrotados pelo recém-promovido Gil Vicente. Do mal o menos.

Os melhores jogadores da época passada (2)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

19 de Janeiro (Sporting, 2 - Moreirense, 1): ACUÑA

«Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.»

 

30 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1): COATES

«Sem Mathieu e André Pinto (ambos lesionados), seus habituais parceiros no eixo da defesa, actuando com um improvisado central a seu lado e tendo à sua frente um médio defensivo em estreia absoluta pelo Sporting, foi um gigante neste sector.»

 

3 de Fevereiro (Sporting, 2 - Benfica, 4): BRUNO FERNANDES

«Nani [desenhou] uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência.»

 

10 de Fevereiro (Feirense, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Keizer apostou nele, sem o poupar para o desafio de quinta-feira da Liga Europa frente ao Villarreal, e a verdade é que sem o n.º 8 provavelmente não teríamos saído com três pontos do estádio do Feirense.»

 

17 de Fevereiro (Sporting, 3 - Braga, 0): BRUNO FERNANDES

«Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost.»

 

25 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 0): RAPHINHA

«Alterou o cariz do jogo, tornando a nossa equipa mais acutilante e determinada nos lances ofensivos. Foi dele a jogada mais perigosa do encontro, travada in extremis, aos 76', por uma excelente intervenção do guarda-redes Charles, naquela que foi a defesa da noite.»

 

3 de Março (Sporting, 3 - Portimonense, 1): RAPHINHA

«O melhor em campo. Sobretudo pelo que fez na primeira parte, conduzindo três jogadas muito perigosas nos primeiros 11 minutos - a última das quais concluída com êxito por ele próprio, num belo golo (com o pé direito) que fez levantar o estádio.»

 

9 de Março (Boavista, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«Foi ele a marcar o penálti decisivo, de forma impecável. Também ele quem puxou sempre a equipa para diante e fez a diferença num meio-campo que nunca foi capaz de se impor categoricamente frente à equipa adversária.»

 

15 de Março (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): RAPHINHA

«Causou vários desequilíbrios nas suas constantes incursões a partir da ala direita para o centro. Sempre o mais inconformado dos leões, foi ele o autor do nosso solitário golo, aos 59'. Estreou-se assim a marcar neste campeonato, valendo os três pontos à nossa equipa.»

 

30 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Mesmo vindo de lesão, o que aliás condicionou a sua actuação em campo, foi o melhor jogador desta partida. Marcou um grande golo, aos 80', com um disparo fortíssimo fora da grande área. Foi o golo que nos valeu os três pontos - e também o melhor do jogo. Já tinha participado na construção do primeiro.»

 

7 de Abril (Sporting, 3 - Rio Ave, 0): WENDEL

«Primeiro golo do jovem brasileiro nesta Liga 2018/2019. Mais que merecidos, os fortes aplausos que recebeu enquanto apontava para o emblema do Sporting na sua camisola. É o jogador que mais tem evoluído sob a orientação de Marcel Keizer.»

 

13 de Abril (Aves, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Esteve nos três golos leoninos. Primeiro aos 24', com o lançamento lateral e uma tabelinha com Acuña antes de o argentino cruzar. Depois aos 44': foi ele a marcar o livre directo de que resultou o golo apontado por Mathieu. Finalmente, aos 84', quando marcou o terceiro, a passe de Ristovski.»

 

19 de Abril (Nacional, 0 - Sporting, 1): ACUÑA

«Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados.»

 

27 de Abril (Sporting, 2 - V. Guimarães, 0): RAPHINHA

«Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.»

 

5 de Maio (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 8): BRUNO FERNANDES

«Tarde de sonho para o capitão do Sporting: três golos marcados. O que o torna no melhor marcador de sempre do futebol europeu para um jogador que actua na sua posição. Leva já 31 golos marcados nesta temporada - 19 no campeonato, onde também já fez 17 assistências.»

 

11 de Maio (Sporting, 1 - Tondela, 1): MATHIEU

«Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos.»

 

18 de Maio (FC Porto, 2 - Sporting, 1): MATHIEU

«Exibição impecável do central francês, novamente o melhor Leão em campo. Patrão incontestado da nossa defesa, cortou tudo quanto havia para cortar (30', 59', 65', 70', 71'). Aos 85', salvou um golo na linha de baliza, num salto providencial que lhe permitiu travar de cabeça uma bola que se encaminhava para o canto superior esquerdo das nossa redes.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Os melhores jogadores da época passada (1)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

12 de Agosto (Moreirense, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Foi sempre o nosso jogador mais dinâmico e esclarecido. Vital para termos saído de Moreira de Cónegos com um resultado muito positivo. Coube-lhe o golo inaugural do Sporting nesta temporada oficial, marcado aos 16' num bom lance de área em que fez tudo bem: recepção, colocação e remate. E fez a assistência para o terceiro, num excelente passe de ruptura que isolou Bas Dost.»

 

18 de Agosto (Sporting, 2 - V. Setúbal, 1): NANI

«Exibição muito positiva do capitão da nossa equipa, coroada com dois belos golos e uma merecida ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 85'. O primeiro logo aos 9', com um remate seco, traçando uma diagonal perfeita a partir da esquerda, quase no bico da área. O segundo de cabeça, bem colocado frente à baliza, dando a melhor direcção a um cruzamento de Jovane quando iam decorridos 66'. Foi, desde sempre, o primeiro bis do campeão europeu ao serviço do Sporting, agora na sua terceira etapa de verde e branco.»

 

25 de Agosto (Benfica, 1 - Sporting, 1): SALIN

«De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira.»

 

1 de Setembro (Sporting, 1 - Feirense, 0): JOVANE

«Esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular.»

 

24 de Setembro (Braga, 1 - Sporting, 0): RAPHINHA

«Não marcou, mas esteve muito próximo. Com dois disparos que rasaram o poste, aos 73' e aos 82'. Fez um excelente cruzamento aos 76' que Coates desperdiçou. E poderia ter marcado mesmo se Bruno Fernandes, em vez de ter optado por fazer tudo sozinho, lhe tivesse endossado a bola aos 75': Raphinha estava em posição frontal para a baliza e dificilmente falharia.»

 

29 de Setembro (Sporting, 2 - Marítimo, 0): MONTERO

«Foi sempre um quebra-cabeças para a defesa adversária, que várias vezes o travou em falta. E marcou o nosso único golo de bola corrida, na sequência de um canto, à ponta-de-lança. Já tínhamos saudades do Montero goleador.»

 

7 de Outubro (Portimonense, 4 - Sporting, 2): NANI

«Foi o menos mau dos jogadores leoninos. Estranhamente, Peseiro deixou-o fora do onze inicial, vendo-se forçado a lançá-lo em campo no segundo tempo, por lesão de Raphinha. O campeão europeu correspondeu: dos pés dele saíram as assistências para os nossos dois golos, marcados por Montero aos 63' e Coates aos 88'.»

 

28 de Outubro (Sporting, 3 - Boavista, 0): NANI

«O campeão europeu formado em Alcochete festejou o primeiro golo à moda antiga, com um salto mortal; no segundo, beijou o emblema do nosso clube. Um enorme Leão, de corpo e alma. O melhor em campo.»

 

4 de Novembro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): ACUÑA

«É um desperdício ter o internacional argentino recuado na lateral. Quando surge à frente, com a sua dinâmica e a sua combatividade, rende muito mais à equipa. Hoje foi o melhor em campo, protagonista de bons cruzamentos e sobretudo do nosso golo da vitória, marcado de cabeça, a partir da ala direita.»

 

11 de Novembro (Sporting, 2 - Chaves, 1): BAS DOST

«Resolveu a partida, com dois golos. Aos 23', de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um excelente cruzamento de Acuña na primeira oportunidade de que dispôs. E aos 86', concretizando uma grande penalidade que se seguiu ao golo do empate flaviense. Mas não teve uma actuação muito positiva só por isto: envolveu-se da melhor maneira nas movimentações colectivas, ganhou quase todos os lances de cabeça e arrastou a defesa adversária quando eram companheiros de equipa a transportar a bola.»

 

3 de Dezembro (Rio Ave, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Foi o homem do jogo, tendo sido peça essencial no meio-campo leonino e autor da assistência para o terceiro golo. É um dos jogadores que mais têm subido de forma desde a chegada de Keizer a Alvalade.»

 

9 de Dezembro (Sporting, 4 - Aves, 1): BRUNO FERNANDES

«O nosso médio de ligação em boa hora regressado a Alvalade no final de um dos defesos mais complicados de que há memória está também de volta à excelente forma a que habituou os adeptos na época passada. Hoje foi extremamente influente na vitória leonina, com assistências para os três golos marcados em lances de bola corrida.»

 

16 de Dezembro (Sporting, 5 - Nacional, 2): BAS DOST

«Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário.»

 

23 de Dezembro (V. Guimarães, 1 - Sporting, 0): RENAN

«Evitou por cinco vezes o golo vimaranense, com grandes defesas, numa demonstração clara de que a baliza leonina está bem entregue. Sem estas intervenções dele (15', 48', 62', 65', 90') teríamos sido goleados. No mesmo estádio onde há um ano goleámos o Vitória por 5-0. A vida tem destas coisas. E o futebol também.»

 

3 de Janeiro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1): MIGUEL LUÍS

«Assegurou a ligação entre sectores, no miolo do terreno, e cumpriu com zelo a missão. Recuperou bolas, fez passes bem medidos, foi sempre muito combativo - e sobretudo marcou um grande golo, aos 80'. O golo do 2-1, que nos valeu os três pontos, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes »

 

7 de Janeiro (Tondela, 2 - Sporting, 1): RAPHINHA

«Excelente cruzamento, logo aos 8', servindo Bruno Fernandes, que falhou o golo. Aos 37', inverteram-se os papéis: Bruno serviu-o da ala direita e o brasileiro cabeceou com muita colocação para o ângulo superior da baliza, com o guarda-redes Cláudio Ramos a impedir-lhe in extremis o golo fazendo a defesa da noite.»

 

12 de Janeiro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): MATHIEU

«Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.»

 

(Conclui amanhã)

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

De terminar o campeonato com uma derrota. Podíamos ter saído do Dragão com três pontos. Esteve quase a acontecer: aos 79', vencíamos por 1-0. Infelizmente deixámos a equipa adversária dar a volta ao resultado, com golos de Danilo e Herrera quase ao cair do pano. Do mal o menos: estávamos em terceiro antes deste clássico, mantivemo-nos em terceiro na despedida do campeonato 2018/2019. Na primeira volta, em Alvalade, tinha-se registado um empate a zero frente ao FCP. Falta o mais importante: a final da Taça, daqui a uma semana. Também contra o Porto.

 

De jogar com menos um durante mais de uma horaFábio Veríssimo, em decisão do vídeo-árbitro Luís Ferreira, exibiu o cartão vermelho a Borja aos 19', desfalcando ainda mais a nossa defesa - já sem Coates e Ristovski, ausentes por castigo. Apesar disto, a equipa deu uma boa resposta, unindo-se no essencial e adiando o mais possível o resultado negativo que se registou no final.

 

De Bruno Gaspar. Voltou a ser titular, após longa lesão, entrando no onze devido à ausência forçada de Ristovski. Muito intranquilo nos minutos iniciais, em que se viu ultrapassado mais de uma vez por Soares e Marega, cometeu um enorme disparate aos 17', num atraso mal medido e totalmente desnecessário: deixou a bola à mercê de Corona, obrigando Borja a cometer a falta que levou à expulsão. Voltou a demonstrar que não tem categoria para integrar o plantel leonino.

 

Da nossa inoperância ofensiva na primeira parte. Nem um só remate leonino à baliza da equipa anifitriã. Nem o facto de termos jogado mais de metade desse tempo com menos um pode servir de desculpa.

 

Do quarto de hora final. Fomos incapazes de segurar a vitória tangencial no momento de maior pressão do FC Porto, quando Danilo já tinha feito embater uma bola na barra, aos 73': seis minutos depois, numa jogada de insistência, o internacional português marcou mesmo e aos 87' o capitão mexicano dos portistas virou o resultado, fixando o 2-1 final. Destaque pela negativa, neste último lance, para Ilori, então a actuar como lateral direito, perdendo o duelo com Herrera.

 

Da agressão de Corona a Acuña, quase no fim. Felizmente o árbitro mostrou-lhe o vermelho: o mexicano ficará fora da final no Jamor.

 

Das poupanças em dose mínima. Marcel Keizer limitou-se a deixar no banco Raphinha, substituído por Diaby, e Wendel, que deu lugar a Petrovic. Podia ter evitado que outros jogadores se desgastassem - nomeadamente Acuña e Bruno Fernandes. Já a pensar na final da Taça - objectivo supremo do Sporting para culminar a época.

 

Deste fim de ciclo. Com esta derrota, pusemos fim a um longo período de 14 jogos sem perder.

 

 

 

Gostei

 

 

De Mathieu. Exibição impecável do central francês, novamente o melhor Leão em campo. Patrão incontestado da nossa defesa, cortou tudo quanto havia para cortar (30', 59', 65', 70', 71'). Aos 85', salvou um golo na linha de baliza, num salto providencial que lhe permitiu travar de cabeça uma bola que se encaminhava para o canto superior esquerdo das nossa redes. Espero que permaneça em Alvalade na próxima temporada.

 

De Renan. Três enormes defesas do nosso guarda-redes foram adiando os golos do FCP e enervando a equipa treinada por Sérgio Conceição. Aos 42', voou para impedir que Herrera concretizasse de livre directo. Aos 78', impediu Danilo de marcar num remate rasteiro. Aos 84', travou com o pé esquerdo um tiro de Aboubakar à queima-roupa. Sem culpa nos golos. Exibição muito positiva.

 

De Luiz Phellype. Confirma-se: temos goleador. O brasileiro que foi reforço de Inverno marcou o oitavo, iam decorridos 61', pondo o Sporting em vantagem. Saiu aos 68', dando lugar a Bas Dost, para evitar maior desgaste físico. Mas parece certo que será ele o titular como ponta-de-lança na final da Taça.

 

De Acuña. O argentino voltou a fazer duas posições. Começou como ponta esquerda e recuou para lateral após a expulsão de Borja. Mais contido do que é habitual, manteve no entanto a qualidade técnica e posicional a que nos habituou. É ele quem constrói o nosso golo, em dois tempos: ao recuperar a bola e iniciar a manobra atacante e ao assistir para o remate vitorioso de Luiz Phellype. Seria óptimo que - ele também - permanecesse de verde e branco na próxima época.

 

Que Raphinha e Wendel tivessem sido poupados. Antes assim: estarão mais frescos para alinhar no sempre difícil relvado do Jamor.

 

Do nosso grau de aproveitamento ofensivo. Uma oportunidade, um golo concretizado. Oxalá esta percentagem acontecesse com muito mais frequência.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da moldura em Alvalade. Éramos ontem 41.665 no nosso estádio: muitas famílias, várias gerações, o entusiasmo de sempre. Numa demonstração viva de orgulho leonino e confiança nesta equipa que termina a época muito melhor do que começou.

 

Do nosso golo, marcado bem cedo. Estavam decorridos apenas seis minutos: já vencíamos por 1-0. Fazia antever nova goleada, após os históricos 8-1 da jornada anterior, frente ao Belenenses SAD, no Jamor. Infelizmente não marcámos mais nenhum.

 

De Bruno Fernandes. Havia a noção de que este jogo assinalava a despedida do grande médio criativo, melhor jogador do campeonato português pela segunda época consecutiva. E o capitão leonino fez tudo para estar ao nível das expectativas: foi ele a marcar o golo, de penálti. O 32.º que apontou nesta temporada - e o 20.º na Liga 2018/2019. E podia ter marcado um segundo, a passe de Raphinha, aos 57'. Números assombrosos, só ao alcance de um extraordinário jogador.

 

De Raphinha. Outra notável exibição do extremo brasileiro que demonstrou estar em grande nível nesta recta final do campeonato. Dotado de inegáveis dotes técnicos na recepção e na condução da bola, destacou-se por vários lances ofensivos, aos 22', 54', 57' e 66'. Nas duas últimas ocasiões, ofereceu golos a Bruno Fernandes e a Mathieu. Teria sido mais que suficiente para sairmos com três pontos de Alvalade.

 

De Mathieu. Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos. Tendo já apontado três golos nesta temporada, teria merecido mais que ninguém o quarto: infelizmente não conseguiu, embora tenha tentado até ao fim. E ainda se viu forçado a corrigir as deficiências posicionais de Borja, que ontem parecia apostado em dificultar-lhe a tarefa em campo.

 

De Acuña. Terá sido também a última exibição dele de verde e branco em nossa casa? Uma coisa é certa: o argentino demonstrou, uma vez mais, que tem talento, técnica, raça e brio para vestir de verde e branco. A cruzar bolas nesta equipa não há ninguém melhor que ele, como confirmou num extraordinário passe longo, a mudar o flanco ofensivo, aos 28'. Também ele teria merecido a vitória.

 

Da prestação global no nosso estádio. Terminamos a época em Alvalade, no momento em que escrevo, com a melhor pontuação de todas as equipas nos jogos disputados em casa. Um feito que merece registo, sabendo-se o que foi a atribulada história deste campeonato leonino, desde a pré-época.

 

De continuar a ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Temos 71 golos marcados, enquanto na temporada anterior estávamos atrás do FC Porto e do Braga.

 

Da homenagem aos nossos futsalistas no intervalo. Merecida ovação aos vencedores da Liga dos Campeões em futsal.

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver o Tondela a tirar-nos pontos outra vez. Na primeira mão, já sob o comando de Marcel Keizer, fomos derrotados por 1-2. Desta vez deixámo-nos empatar (1-1). E nem o facto de termos jogado apenas com dez durante grande parte do tempo, por expulsão de Ristovski aos 35', pode servir de atenuante: sem os quatro pontos perdidos frente à equipa de Pepa talvez chegássemos ao segundo lugar - e consequente acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

De Ristovski. Pisadela desnecessária, fora de tempo e fora de acção ofensiva directa, do lateral macedónio a um adversário que lhe valeu o cartão vermelho. Conduta que aliás mereceu censura do técnico após o desafio: na conferência de imprensa final, Keizer lembrou que Ristovski é reincidente nestes procedimentos, prejudicando a equipa. Como se já não bastasse continuar com evidentes dificuldades em centrar bem uma bola nas linhas ofensivas.

 

De Borja. Exibição para esquecer do lateral colombiano. Desde o primeiro minuto, quando atrasou de forma disparatada uma bola que estava em boas condições de fazer seguir em frente, apanhando Mathieu desposicionado e forçando Renan a uma boa intervenção que impediu o iminente golo de Tomané. Na segunda parte, actuando do lado direito após a expulsão de Ristovski, foi várias vezes ultrapassado pelo extremo adversário. Numa dessas ocasiões, em que se deixou ficar perto da linha do meio-campo, nasceu o canto de que resultaria o golo do Tondela. É caso para perguntarmos se merece continuar no Sporting. Pelo jogo da noite passada dir-se-ia que não.

 

Que Luiz Phellype não tivesse marcado. Ele bem tentou, mas desta vez não conseguiu - ou por falta de pontaria ou por boas defesas de Cláudio Ramos - aos 57', 62', 80' e 86'. Saiu frustradíssimo, dando lugar ao inútil Diaby, aos 87', já com Bas Dost também em campo. Interrompeu um ciclo de seis jogos seguidos sempre a marcar.

 

Do cartão a Coates. O central uruguaio, por acumulação de amarelos, vê-se impedido de actuar na última jornada, no estádio do Dragão. Com Ristvoski também ausente, Keizer terá de mudar metade da defesa titular.

 

De termos interrompido um ciclo de dez vitórias. Nove no campeonato e uma na Taça de Portugal. Até este empate que quase soube a derrota.

 

De termos dito adeus definitivo ao segundo lugar. Era uma hipótese quase apenas aritmética, mas ainda viável caso tivéssemos vencido o Tondela, o FCP hoje tropeçasse frente ao Nacional e nós vencêssemos para a semana no Dragão. 

 

De só haver um português no nosso onze titular. Por vezes convém lembrar que o clube de que somos sócios e adeptos se chama-se Sporting Clube de Portugal.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa maior goleada da época. Conseguida hoje, no Estádio Nacional, frente ao Belenenses SAD: 8-1. Num desafio de total supremacia leonina, facilitada pelo facto de termos actuado com mais um jogador a partir do minuto 21 devido à expulsão do guarda-redes Muriel. Foi um dos nossos triunfos mais dilatados de sempre em jogos disputados fora.

 

De termos concretizado a décima vitória consecutiva. Nove jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somados ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer, apenas em seis meses, acaba de superar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Bruno Fernandes. Tarde de sonho para o capitão do Sporting: três golos marcados. O que o torna no melhor marcador de sempre do futebol europeu para um jogador que actua na sua posição. Leva já 31 golos marcados nesta temporada - 19 no campeonato, onde também já fez 17 assistências. Hoje marcou o quarto, de grande penalidade, aos 70'. Depois, o quinto, aos 75' (assistência de Luiz Phellype). E o sétimo, aos 84' (assistência de Acuña). Outra grande exibição do melhor em campo, que é também o melhor do campeonato português.

 

De Raphinha. Voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Foi ele a inaugurar o marcador, aos 10', aproveitando um brinde do guardião adversário com um pormenor de grande virtuosismo técnico, marcando com o pé direito, o seu pior, numa execução rapidíssima. Aos 20', quando se encaminhava para a grande área, foi derrubado em falta pelo guarda-redes, o que valeu a expulsão ao infractor. E assim pôs o Sporting a jogar com mais um até ao fim.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: sétimo golo em seis jogos consecutivos da Liga 2018/2019. Voltou a ser crucial, marcando o segundo do Sporting, aos 45'+1. E foi dele a assistência para o quinto. Já ganhou por mérito próprio lugar no plantel e na admiração dos adeptos pela sua eficácia e pela sua inegável entrega ao jogo.

 

Do regresso de Bas Dost. O holandês voltou a jogar após 57 dias de ausência. E não podia ter regressado de forma mais feliz: entrou aos 76', substituindo Luiz Phellype, e no minuto seguinte já estava a marcar, na primeira vez em que tocou na bola. Festejou com imensa alegria, partilhada por todos os seus colegas, numa imagem inequívoca de saúde anímica da nossa equipa. Ainda rematou ao poste (83') e revelou um pormenor de grande classe, na simulação feita aos 90' que permitiu o golo de Idrissa.

 

De dois estreantes a marcar: Gudelj e Idrissa Doumbia. Já haviam tentado várias vezes, mas só hoje conseguiram. O sérvio apontou o terceiro, aos 65', num pontapé que acabou por rumar à baliza por ter sido desviado por um defesa azul; o jovem marfinense, num remate forte e bem colocado, no último minuto de jogo, correspondendo com êxito a um centro de Diaby. 

 

De termos aproveitado muito bem as oportunidades. Os nossos remates à baliza, nesta partida, resultaram quase todos em golos.

 

De ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Ultrapassámos o FC Porto, tendo agora mais golos (70 contra 68) e levamos mais 18 do que o Braga. Números que falam por si.

 

Do horário. O jogo começou pouco depois das 17.30, numa tarde de sol. Fez lembrar outros tempos, de boa memória. O futebol em Portugal deve voltar a ser um jogo mais diurno do que nocturno.

 

Da homenagem prestada pelas nossas claques a Casillas. Um gesto de grande desportivismo que merece ser enaltecido.

 

Do bom augúrio desta vitória. Terá funcionado como ensaio geral para a final da Taça de Portugal frente ao FC Porto? Esperamos que sim. Para já, serviu para exorcizar a derrota contra o Aves ocorrida no mesmo local há quase um ano.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da convocatória. Uma vez mais, Francisco Geraldes e Miguel Luís ficaram de fora. Nem o facto de termos entrado para este jogo já com o terceiro lugar garantido, mercê de nova derrota do Braga, convenceu Marcel Keizer a apostar nos jovens da nossa formação.

 

De ver dois centrais no banco. Numa partida contra o Belenenses SAD, não seria mais pertinente que Ilori ou André Pinto cedessem lugar a um colega de características ofensivas?

 

Da ausência de Jovane. Esteve no banco, mas de lá não saiu: Marcel Keizer preferiu lançar Diaby aos 76', substituindo Raphinha. Por mim, preferia que a opção tivesse sido outra.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

De ver concretizada a vingança. Na primeira volta, perdemos por 0-1 em Guimarães e fomos totalmente dominados pela equipa minhota. Nada disso se repetiu no jogo de ontem, em Alvalade: indiscutível superioridade leonina, materializada em dois golos sem resposta. E os nossos jogadores ficaram a dever-nos mais meia dúzia de golos, em parte devido às boas defesas do guardião Miguel Silva, em parte pelo facto de as bolas terem embatido quatro vezes nos ferros da baliza.

 

De termos somado a nona vitória consecutiva. Oito jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somado ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer acaba de igualar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Raphinha. Claramente o melhor em campo na partida de ontem. Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.

 

De Luiz Phellype. Começa a ser difícil adjectivar o desempenho do brasileiro, que marcou o sexto golo em cinco jogos consecutivos no campeonato. Igualando assim as marcas de Jardel, Slimani e Bas Dost. Ontem foi dele o nosso segundo, correspondendo da melhor maneira a um centro de Raphinha, com um desvio subtil na grande área vimaranense, à ponta-de-lança clássico. Aos 32', de cabeça, ia marcando também: a bola embateu no poste.

 

De Idrissa Doumbia. Desta vez foi titular, no lugar de Gudelj, ausente por acumulação de cartões. E revelou-se bem superior ao sérvio: competente como médio defensivo, não se confinou ao jogo posicional, arriscando várias incursões ofensivas, confiante e com bom domínio da bola. Vai caminhando a passos largos para se assumir como titular da posição 6 no Sporting.

 

De Renan. É dos pés dele, num passe longo muito bem medido para Raphinha, na ala direita, que começa a ser construído o nosso segundo golo. Esta reposição de bola, que se revelou decisiva, é certamente resultado de muitas horas de treino. Mérito da equipa técnica, naturalmente. E também do guarda-redes brasileiro, cada vez mais firme como titular da baliza do Sporting.

 

De terminar mais um jogo sem qualquer golo sofrido. Desde 3 de Março, dia em que disputámos a 24.ª jornada, frente ao Portimonense, mantemos a nossa baliza inviolada nos jogos realizados no estádio José Alvalade.

 

De ter visto escapar aos cartões os nossos jogadores que se encontram em risco. Ristovski, Coates, Acuña e Bruno Fernandes vão poder disputar o próximo jogo. Nenhum deles foi alvo de sanção disciplinar. 

 

De ver as bancadas quase repletas. Ontem registou-se a terceira maior afluência de espectadores ao nosso estádio nesta temporada, com 44.107 pessoas nas bancadas. Mais uma péssima notícia para o que resta da tribo carvalhista, que desde Setembro adoptava como lema a frase "quanto pior, melhor."

 

De retomar a esperança, embora ténue, de subirmos ao segundo posto. Beneficiando do empate do FC Porto em Vila do Conde, recuperámos dois pontos à equipa portista. Se vencermos no Dragão e o onze treinado por Sérgio Conceição sofrer nova derrota, ascendemos a um lugar que nos dá acesso à Liga dos Campeões. É difícil, mas não impossível. Quem diria, no início da época?

 

 

 

Não gostei

 
 

Do primeiro quarto de hora. Claro predomínio vimaranense neste período da partida, com a equipa visitante a instalar-se sem cerimónia no meio-campo leonino. Não foi fácil sacudir esta pressão.

 

Dos golos desperdiçadosSó na primeira parte, levámos quatro vezes a bola a bater nos ferros: Raphinha aos 18', Bruno Fernandes aos 20', Luiz Phellype aos 32' e aos 45'+1. Raphinha podia ter marcado aos 58', Bruno Fernandes ameaçou fazê-lo aos 45'+3, aos 50' e aos 60'. Mathieu marcou superiormente um livre aos 30' que levava selo de golo e foi defendido in extremis, em voo, por Miguel Silva. Soube a pouco.

 

De DiabyMarcel Keizer continua a apostar nele como titular, mas o maliano teima em não corresponder à confiança do treinador, mantendo uma relação problemática com a baliza. Desta vez desperdiçou dois golos apesar de ter sido muito bem servido por Bruno Fernandes aos 16' e aos 35'. Foi claramente o elemento mais fraco da nossa equipa.

 

Do árbitro Rui Costa. Aos 38', fez vista grossa a uma evidente falta de Acuña, quase em cima da linha da nossa grande área e da qual devia ter resultado um livre directo contra o Sporting. Confirma-se a sua falta de competência para arbitrar jogos do primeiro escalão no futebol português.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De amealhar mais três pontos. Já levamos 67 - mais três do que os somados na época de 2016/2017, na mesma fase do campeonato, quando tínhamos o milionário Jorge Jesus como treinador. Saímos hoje da Madeira com uma vitória: 1-0, na Choupana, frente ao Nacional. Acentuamos a pressão sobre o Braga, consolidando o terceiro posto.

 

De ter dominado a partida do princípio ao fim. Supremacia absoluta do Sporting nesta partida em que dispusemos de várias oportunidades de golo enquanto a equipa adversária nunca chegou verdadeiramente a incomodar o nosso guarda-redes. Revelámos dinâmica ofensiva e boa reacção à perda de bola, pecando apenas no capítulo da finalização dada a discrepância entre as oportunidades criadas (20 remates) e o único golo conseguido.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: leva cinco golos marcados em quatro jogos consecutivos da Liga. Hoje valeu-nos três pontos, ao carimbar a nossa vitória, que saiu do pé direito dele, sem deixar cair a bola, correspondendo da melhor maneira a um livre muito bem marcado por Acuña, aos 62'. Podia ter marcado antes: dispôs de uma boa oportunidade aos 35', junto ao primeiro poste. Boas movimentações na área, disponibilidade para o jogo colectivo, pressão constante na primeira fase de construção dos adversários. Temos goleador. 

 

De Acuña. O melhor em campo. Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados. Chegou ao fim da partida certamente orgulhoso por ter feito outra assistência para golo e pelo bom desempenho uma vez mais evidenciado.

 

De Gudelj. Talvez a melhor exibição do médio defensivo sérvio vestido de verde e branco. Fazendo desta vez parceria inicial com Idrissa Doumbia, devido ao castigo interno aplicado a Wendel, anulou todas as incursões ofensivas da equipa madeirense e recuperou várias bolas, sendo um elemento vital desta vitória. Muito melhor também no capítulo do passe. Viu o amarelo aos 55', na sequência de uma falta cirúrgica que pôs fim a um lance perigoso do Nacional: este cartão coloca-o fora da próxima partida, em Alvalade, contra o V. Guimarães. Falta acrescentar que já fala muito bem português, como ficou bem evidente na zona de entrevistas rápidas. Merece elogio também por isso.

 

De ver jogadores da formação a jogar. Jovane foi aposta inicial do técnico, alinhando como extremo: foi dele a melhor oportunidade de golo na primeira parte, com um remate em arco muito bem colocado, aos 27', proporcionando ao guardião Daniel Guimarães a defesa da noite. Miguel Luís entrou aos 85' para o lugar de Gudelj. E até Francisco Geraldes pôde actuar durante cinco minutos, no tempo extra, rendendo Diaby. No banco, estavam Maximiano, Ilori e Pedro Marques. O caminho faz-se caminhando.

 

De voltar a ver a nossa baliza intacta. Segundo jogo disputado fora de casa em que não sofremos golos. Merece registo.

 

De vencer mesmo sem vários titulares em campo. De fora desta partida - convém lembrar - ficaram Renan, Raphinha e Wendel (por castigo), Bas Dost, Battaglia e Borja (por lesão). Todos com lugar no onze titular leonino.

 

De somar oito vitórias seguidas. O Sporting não perde há onze jogos: dez triunfos e um empate. Atravessamos o melhor momento desde a chegada de Marcel Keizer. 

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. Sobretudo por Diaby, hoje de longe o mais perdulário entre os nossos jogadores. O maliano podia ter marcado pelo menos em três ocasiões, aos 31', aos 52' e aos 83'. Continua a faltar-lhe um suplemento de classe.

 

Do empate a zero ao intervalo. Face ao futebol jogado e à diferença de valor entre as duas equipas, este empate era altamente lisonjeiro para a equipa madeirense, que nada fez para justificar o nulo só desfeito após mais de uma hora decorrida desde o apito inicial.

 

Do NacionalEsta derrota poderá ter confirmado o regresso dos madeirenses à II Liga. Tem um futebol medíocre e deixou-se golear por dez a zero na Luz - o que devia bastar para a despromoção automática de qualquer equipa em idênticas circunstâncias. Não deixa saudades.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver mais um obstáculo superado. Vencemos o Aves por 3-1. Não serviu para nos vingarmos da derrota de Maio de 2018, no Jamor, quando vimos fugir a Taça de Portugal frente à mesma equipa, mas funcionou como confirmação de que este Sporting 2018/2019 está numa das melhores fases - em termos de organização colectiva, de maturidade táctica e superioridade em campo. Consolidamos o terceiro lugar, aumentando a pressão sobre o Braga.

 

De Bruno Fernandes. Mais uma vez, a figura em foco: foi o melhor em campo. Esteve nos três golos leoninos. Primeiro aos 24', com o lançamento lateral e uma tabelinha com Acuña antes de o argentino cruzar. Depois aos 44': foi ele a marcar o livre directo de que resultou o golo apontado por Mathieu. Finalmente, aos 84', quando marcou o terceiro, a passe de Ristovski. Um grande golo de cabeça, à ponta de lança, que desfez as últimas dúvidas quanto ao desfecho da partida. E ainda fez dois bons remates de meia-distância, aos 12' e aos 65', forçando o guarda-redes adversário a defesas muito difíceis. É agora o segundo melhor marcador da Liga: já a meteu 16 vezes lá dentro.

 

De Luiz Phellype. Os números comprovam: o brasileiro foi mesmo uma boa aquisição no defeso do Inverno. Terceiro jogo a titular no campeonato, quarto golo marcado. Hoje inaugurou a vitória do Sporting, num lance em que apareceu muito bem posicionado na área do Aves, perto do primeiro poste e cabeceando com êxito para o segundo. Se continua assim, quase faz esquecer o lesionado Bas Dost.

 

De Acuña. O argentino concilia dois grande atributos: veste fato de gala e fato-macaco. É tecnicista e carregador de piano. Hoje tomou conta do corredor esquerdo, onde impôs a sua superioridade como lateral com vocação ofensiva, num jogo em que actuámos quase todo o tempo com menos um. E ainda foi dele a assistência para o primeiro golo.

 

Do 2-1 que se registava ao intervalo. Mesmo a jogar só com dez, o Sporting soube reagir muito bem à inferioridade numérica, numa exemplar lição de resistência, tanto no plano físico como anímico - prova inequívoca de que a equipa está em bom nível. Na segunda parte, fizemos mais um golo. E o segundo lance mais perigoso foi nosso também.

 

Da aposta de Marcel Keizer em Jovane. O jovem luso-caboverdiano voltou a integrar o onze titular do Sporting. Infelizmente só esteve 5 minutos em campo: o técnico viu-se forçado a substituí-lo devido à expulsão de Renan, que teve de dar lugar a Salin. Jovane não mostou desagrado nem fez má cara. E assistiu ao resto da partida no banco.

 

Do balanço dos últimos jogos do Sporting. Sete vitórias consecutivas, seis das quais na Liga, e há dez jogos sem perder. A melhor sequência desta temporada. O caminho faz-se caminhando.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da expulsão de Renan. Jogámos mais de 90' com menos um devido à precipitação do guarda-redes, que sai sem necessidade dos postes, quando Mathieu tinha o lance controlado e faz uma falta igualmente desnecessária sobre o adversário, derrubando-o. Recebeu o cartão vermelho e forçou Keizer a queimar uma substituição, trocando Jovane por Salin.

 

Da deprimente falha de RaphinhaIsolado frente ao guarda-redes, muito bem servido por Wendel a culminar um lance rapidíssimo que envolveu também Luiz Phellype, o brasileiro deu um toque a mais, parecendo sofrer de fobia da baliza, permitindo assim que um defesa adversário desviasse a bola da rota. Gorou-se assim, aos 58', uma excelente oportunidade de ampliarmos o resultado. Aos 82', Raphinha viu um amarelo: ficará fora do próximo jogo, contra o Nacional, por acumulação de cartões.

 

De Gudelj. Outra exibição sofrível. Da apatia do sérvio, incapaz de travar uma jogada perigosa de Luquinhas no corredor central, resultou uma situação de perigo que forçou Salin a cometer falta para grande penalidade, tendo daí resultado o golo solitário da equipa visitada. Após a saída de Gudelj, substituído aos 71' por Idrissa Doumbia, o nosso meio-campo melhorou claramente, permitindo a Wendel soltar-se para espaços onde rende mais para a equipa.

 

Do golo sofrido. Mantém-se a tradição nos nossos jogos disputados fora para este campeonato: excepto num, até agora, nunca saímos invictos. A excepção aconteceu no Marítimo-Sporting, que terminou empatado a zero.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da nossa quinta vitória consecutiva na Liga. Derrotámos facilmente o Rio Ave em casa, por 3-0, num jogo com domínio leonino do primeiro ao último minuto. Mais três pontos amealhados e a certeza de que a equipa não perdeu embalagem após ter afastado o Benfica do acesso à final da Taça de Portugal. 

 

De Bruno Fernandes. Voltou a ser um elemento fundamental. É ele quem marca o segundo golo, de grande penalidade. E é ele quem faz a assistência para o terceiro. Já contabiliza 27 golos nesta temporada (15 dos quais na Liga), igualando nesta marca - rara para quem actua na sua posição - o inglês Frank Lampard, um dos melhores médios de sempre do futebol europeu.

 

De Luiz Phellype. Está de pé quente: segundo jogo como titular no campeonato, três golos amealhados. Desta vez inaugurou o marcador logo aos 12', abrindo caminho para uma vitória segura, dando a melhor sequência a um lance rapidíssimo, aliás iniciado por ele ainda na nossa zona defensiva. Tudo jogado ao primeiro toque, com o ponta-de-lança a descobrir Wendel na ala esquerda, este a executar um fabuloso passe longo, Acuña a amortecer a bola já na grande área e o avançado brasileiro a fazer um sprint rapidíssimo e a metê-la lá dentro. Polegar ao alto.

 

De Wendel. O melhor em campo. Utilíssimo na construção de lances ofensivos, progredindo com a bola dominada e capaz de distribuí-la com precisão. Sempre em jogo, sempre acutilante. Foi dele o passe que funcionou como assistência para o primeiro golo e foi ele também a fechar a conta, marcando o terceiro com um disparo muito bem colocado, aos 54'. Primeiro golo do jovem brasileiro nesta Liga 2018/2019. Mais que merecidos, os fortes aplausos que recebeu enquanto apontava para o emblema do Sporting na sua camisola. É o jogador que mais tem evoluído sob a orientação de Marcel Keizer.

 

De Mathieu. Outra exibição de grande classe. Fundamental em vários cortes - aos 7', aos 11' e aos 30'. Muito influente também na fase de construção, dando por vezes ele próprio o exemplo ao transportar a bola com segurança e eficácia. Substituído por precaução aos 72', atendendo ao seu desgaste físico. Foi aplaudido de pé pelos adeptos. Mereceu esta ovação.

 

De não termos sofrido golos. Segunda partida consecutiva sem vermos as nossas redes trespassadas.

 

Que o jogo tivesse terminado sem cartões. Nem um só amarelo para amostra nesta partida dirigida pelo árbitro Luís Godinho. Merece registo por ser cada vez mais raro no nosso futebol. 

 

De ver Fábio Coentrão novamente em Alvalade. Pena não estar a jogar com a nossa camisola, mas pela equipa adversária. Teria certamente lugar neste Sporting 2018/2019.

 

De ver a alegria de regresso ao nosso estádio. A vitória de quarta-feira contra o Benfica funcionou como um poderoso tónico: os cânticos de incentivo à equipa foram incessantes. Pena não haver mais gente: éramos apenas 26.194 nas bancadas. Mas houve atenuantes para as clareiras que se registavam no estádio: noite chuvosa, num domingo, com o apito inicial a soar só às 20 horas. Continuamos a ser o clube mais prejudicado por estes horários, o que é inaceitável.

 

Do balanço dos últimos nove jogos. Sete vitórias e dois empates. Positivo, claro.

 

De estarmos isolados no terceiro lugar. Após novo tropeção do Braga, derrotado pelo Moreirense, levamos agora três pontos de vantagem face à turma minhota. Três que, na prática, são quatro. Porque nos confrontos entre as duas equipas a vantagem é nossa.

 

 

 

Não gostei

 
 
 

De ver entrar o Rio Ave com mais elementos da formação leonina. Rúben Semedo, ex-defesa do Sporting, alinhou pela equipa de Vila do Conde. O Sporting não tinha ninguém formado em Alcochete no onze titular.

 

Que três jogadores ocupassem a posição de lateral esquerdoO titular foi Borja, que teve de ser rendido por lesão. Acuña recuou no corredor mas acabou por sair também, aos 65', com problemas físicos. Com Jefferson fora da convocatória, Keizer viu-se forçado a improvisar outra solução, mandando entrar Bruno Gaspar em estreia na ala oposta àquela que costuma ocupar.

 

Que Bruno Fernandes não pudesse ter sido poupado, mesmo após o 3-0Noutras circunstâncias, talvez o capitão recolhesse mais cedo ao balneário. Mas havia que gerir a condição física de Acuña e Mathieu, que mereceram prioridade. Percebe-se a decisão do treinador.

 

De Jovane. Desperdiçou uma boa oportunidade, revelando-se uma sombra do que foi no desafio da primeira volta frente à mesma equipa, quando marcou um golaço ao Rio Ave. Keizer apostou nele na segunda parte, por troca com Borja, mas o jovem luso-caboverdiano teve uma exibição fraquinha. Aos 52', bem servido por Bruno Fernandes, em posição frontal, fez um autêntico passe ao guarda-redes. Aos 57', dominou mal a bola cruzada por Diaby, permitindo a Coentrão neutralizar o lance. Está sem confiança, como ficou bem evidente. 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da vitória. Trouxemos três pontos de Chaves, um estádio sempre difícil: vitória por 3-1. Não houve exibição de gala, muito longe disso, mas a equipa soube ser solidária e compacta em momentos decisivos. O essencial foi feito perante um onze que ocupa o penúltimo lugar na Liga, lutando para não descer. Sem esquecer que a turma flaviense terminou o encontro só com nove jogadores e viu-se forçada a substituir o guarda-redes.

 

De Bruno Fernandes. Mesmo vindo de lesão, o que aliás condicionou a sua actuação em campo, foi o melhor jogador desta partida. Marcou um grande golo, aos 80', com um disparo fortíssimo fora da grande área. Foi o golo que nos valeu os três pontos - e também o melhor do jogo. Já tinha participado na construção do primeiro. Leva 41 marcados em cem desafios com a camisola verde e branca, o que o confirma como o médio mais goleador do futebol europeu actual. Se todos revelassem tanta intensidade numa partida como ele, o Sporting estaria bem melhor do que está.

 

De Luiz Phellype. Com Bas Dost de novo lesionado, o ponta-de-lança brasileiro - hoje titular - aproveitou enfim para fazer o gosto ao pé. Não apenas uma vez, mas duas: abriu o marcador aos 24', dando o melhor caminho à bola na sequência de um centro de Ristovski após uma boa jogada colectiva ao primeiro toque; e aos 90'+10, quase ao cair do pano, num belo lance de insistência, após aguentar uma carga. Emocionou-se ao festejar o golo de estreia - e era caso para isso: antes tinha participado em 11 partidas sem marcar.

 

De Mathieu. Voltou a ser um elemento fundamental do onze leonino. A sua experiência foi vital em cortes providenciais aos 14', 20' e 42', revelando agilidade e reflexos rapidíssimos. Essencial também no processo de construção, empurrando a equipa para diante: soube lutar sempre contra a apatia que por vezes parecia apoderar-se de alguns dos seus colegas.

 

De Acuña. Não foi uma das suas melhores exibições, mas em momentos cruciais demonstrou todo o seu profissionalismo. Combativo, tenaz, foi dele o grande cruzamento que descobriu Bruno Fernandes isolado, funcionando como assistência para o segundo golo. Como tantas vezes tem acontecido, fez duas posições no mesmo jogo. Primeiro à frente, depois atrás.

 

De Jovane. Vários desafios depois, voltou a ter uma oportunidade digna desse nome: o técnico holandês apostou nele como substituto de Borja, a partir dos 73', enquanto fazia recuar Acuña para lateral esquerdo. O jovem luso-caboverdiano soube aproveitar o repto: rematou com perigo aos 78', provocando uma defesa apertada do guardião do Chaves, e fez a assistência para o terceiro golo. Merece mais.

 

De termos ultrapassado o Braga. Com esta vitória, regressamos ao pódio no campeonato. Em igualdade pontual com a turma braguista (58 pontos acumulados à 27.ª jornada) mas em vantagem relativa, pois no confronto em Alvalade triunfámos por 3-0. O que pode fazer toda a diferença nas contas finais da Liga 2018/2019.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da substituição de Gudelj por IdrissaAconteceu aos 66'. O jogo estava empatado e começava a pairar entre os adeptos o receio de deixarmos dois pontos em Chaves. Em vez de reforçar o ataque, Keizer optou por uma troca directa no meio-campo defensivo. Como se estivesse resignado a tão medíocre resultado, jogando com um adversário em inferioridade numérica (por expulsão de Jefferson aos 51'). A primeira opção ofensiva saída do banco ocorreu só aos 73', com a entrada de Jovane. Sete minutos depois, desfazíamos o empate. 

 

Da agressividade dos flavienses. É inconcebível ver uma equipa que disputa a primeira divisão do futebol profissional português recorrer de forma tão sistemática a faltas grosseiras. Que, não por acaso, tiveram como alvo principal Bruno Fernandes. Dois jogadores do Chaves foram expulsos, o que só pode surpreender quem não assistiu ao jogo.

 

De arbitragem. Manuel Mota, um dos mais incompetentes apitadores que ainda se arrastam nos relvados portugueses, exibiu o cartão vermelho directo a Ristovski, aos 88', por uma entrada limpa de carrinho, impedindo assim o nosso lateral direito de jogar a segunda mão da meia-final da Taça, na quarta-feira, contra o Benfica. Exige-se a pronta reclamação da SAD leonina junto do Conselho de Disciplina para anular esta absurda penalização em tempo útil.

 

Da nossa incapacidade para rematar a meia-distância. Bruno Fernandes é a excepção. Mais ninguém parece conseguir afinar a pontaria na hora de rematar à baliza a partir de linhas mais recuadas. Gudelj tentou, mas à figura do guarda-redes. Acuña atirou para a bancada, Wendel também. Eis um dos aspectos em que se sente a necessidade de reforçar as sessões de treino.

 

Do golo sofrido. Cumpriu-se a regra: raro é o jogo, sobretudo quando disputado fora, em que não deixamos a nossa baliza à mercê das equipas adversárias. Voltou a acontecer hoje, aos 66', devido a uma falha de posicionamento defensivo: o Chaves empatou nesse momento e podia ter feito estragos ainda maiores.

 

Da nossa exibição. Fraquinha, para não variar.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Precisávamos dos três pontos e conseguimos. Pela vantagem mínima, no jogo de hoje, em que recebemos o Santa Clara. Objectivo mínimo cumprido neste magro triunfo por 1-0.

 

De Raphinha. O melhor em campo. Causou vários desequilíbrios nas suas constantes incursões a partir da ala direita para o centro. Sempre o mais inconformado dos leões, foi ele o autor do nosso solitário golo, aos 59'. Estreou-se assim a marcar neste campeonato, valendo os três pontos à nossa equipa. E a segunda melhor oportunidade foi também dele, com um disparo aos 47', travado pelo guarda-redes adversário na defesa da noite.

 

Do lance do golo. Tudo em poucos segundos, naquela que foi - de longe - a melhor jogada leonina nesta partida. Acuña fez um lançamento pela linha lateral a meio-campo, projectando bem a bola, Bruno Fernandes progrediu com ela pela esquerda, desposicionou dois defesas e cruzou para Raphinha, que marcou com uma finalização perfeita. 

 

De Idrissa Doumbia. Outra estreia: actuou pela primeira vez como titular em Alvalade, colmatando a ausência de Gudelj por acumulação de cartões. Cumpriu, tanto nos desarmes como nas recuperações de bola. Integra-se com mais qualidade do que o sérvio no processo ofensivo. Exibição positiva.

 

Da merecida homenagem inicial a Coates. O internacional uruguaio foi muito aplaudido, antes do desafio, por ter vestido já 150 vezes a camisola verde e branca na Liga portuguesa. Um dos nossos grandes jogadores, mais uma vez com exibição que agradou aos adeptos. Com um corte soberbo, a abortar um lance ofensivo muito perigoso do Santa Clara, aos 89'.

 

De não termos sofrido golos. Ao contrário do que é costume, desta vez as nossas redes mantiveram-se invioladas. Mérito da organização defensiva, reforçada com o ferrolho que o técnico Marcel Keizer mandou instalar no nosso meio-campo ao alinhar com um duplo pivô (Miguel Luís-Wendel) no quarto de hora final. O suposto "treinador de ataque" prestou assim uma homenagem involuntária ao seu antecessor José Peseiro.

 

De estarmos neste momento em igualdade pontual com o Braga. O Sporting subiu esta noite ao terceiro lugar na Liga, à condição. E enquanto não jogarem Benfica e FC Porto, vemos o primeiro posto apenas à distância de cinco pontos.

 

 

Não gostei

 

De Bas DostÉ inequívoco: o avançado holandês atravessa uma grave crise de confiança que se traduz em greve de golos. Hoje nada lhe saiu bem. Foi incapaz de dar sequência a um bom cruzamento de Borja (40'), Cabeceou mal após bom passe de Raphinha (41'), Tentou passar a Diaby na grande área sem conseguir (88'). Bem servido por Bruno Fernandes, nem se fez ao lance por se imaginar fora de jogo, o que não era verdade (90'+1).

 

De Diaby. Saltou do banco aos 57'. Mas pareceu quase sempre esconder-se do jogo. Com uma atitude que pode confundir-se com displicência. Não admira que este avançado leve apenas dois golos marcados na Liga à 26.ª jornada, apesar de ser evidente que Keizer mantém a aposta nele.

 

Do empate a zero ao intervalo. O Sporting entrou bem, dominando por completo a partida nos primeiros 20 minutos, mas a finalização foi quase sempre deficiente. E não soubemos sequer aproveitar as numerosas ocasiões de bola parada (excepto no lançamento de Acuña do qual viria a resultar o lance do golo, já na segunda parte).

 

Dos constantes assobios aos nossos jogadores. Um exemplo: Mathieu cometeu um erro aos 63', deixando roubar a bola em zona perigosa: logo ouviu uma vaia monumental no estádio. Os adeptos não perdoam nada, até aos jogadores mais competentes e qualificados, como o central francês. Assim é difícil dar motivação aos profissionais leoninos.

 

De ver novamente o Sporting entrar em campo sem jogadores da formação. São para mim cada vez mais inexplicáveis as opções de Keizer: jogadores como Francisco Geraldes ou Miguel Luís tão depressa são chamados como desaparecem da lista de convocados. Desta vez eclipsou-se o primeiro. E o segundo lá teve enfim oportunidade de actuar durante quase 20 minutos, cumprindo a missão.

 

De ver novamente Jovane equipar-se sem chegar a entrar. Aconteceu pelo segundo jogo consecutivo. Outra atitude inexplicável do técnico leonino, que adora poupar nas substituições. Ainda não consegui perceber porquê.

 

Da desconcentração após o golo. A equipa reduziu o ritmo, abrandou a pressão e pareceu satisfeita com o resultado, quando ainda faltava muito para o apito final. Demorando imenso a posicionar-se, por exemplo, cada vez que Renan repunha a bola em jogo. 

 

Dos dez minutos finais. Assistimos ao Sporting a defender em casa o magro resultado, com duplo pivô, as linhas muito recuadas e um nítido receio de que o Santa Clara pudesse empatar, enquanto a turma açoriana galgava terreno e mostrava acreditar que poderia levar um ponto de Alvalade. Atitude de equipa pequena da nossa parte, correspondendo aparentemente a um pedido do técnico de mandar congelar a bola pouco depois da marcação do golo. Felizmente lá conseguimos segurar a vantagem mínima. Mas com uma atitude competitiva pouco digna dos pergaminhos do Leão.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Dos três pontos que trazemos do Bessa. Vitória arrancada a ferros, já no tempo extra do período final, na sequência de uma grande penalidade assinalada pelo árbitro João Pinheiro, por toque em Raphinha, num lance que poucos outros apitadores marcariam - decisão polémica que o vídeo-árbitro entendeu não contrariar. Aconteceu num momento em que muitos adeptos e talvez até vários jogadores já não acreditassem no triunfo frente ao Boavista.

 

De Bruno Fernandes. Melhor em campo. Foi ele a marcar o penálti decisivo, de forma impecável. Também ele quem puxou sempre a equipa para diante e fez a diferença num meio-campo que nunca foi capaz de se impor categoricamente frente à equipa adversária. Leva já 13 golos marcados no campeonato e 24 no total das competições nesta época desportiva.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, que voltou a fazer duas posições. Primeiro como médio-ala e a partir dos 78' recuando para lateral esquerdo. Esteve muito bem tanto a atacar (foi dele a pressão decisiva, aos 17', que possibilitou o autogolo do Boavista) como a defender. Muito batalhador e protagonista de alguns dos melhores momentos da nossa equipa.

 

Da primeira parte de Raphinha. Foi dele a assistência no lance de que nasceu o primeiro golo leonino, com um bom cruzamento da ala direita. Podia ter feito o segundo, aos 50', mas cabeceou à figura do guarda-redes boavisteiro. Decaiu fisicamente na meia hora final.

 

De Mathieu. Autor dos melhores cortes na nossa grande área - aos 53', 55' e 88', fazendo prevalecer a sua maturidade e mestria técnica como patrão do bloco defensivo leonino. Também soube empurrar a equipa para a frente: mesmo ao cair do pano, aos 89', conduziu uma jogada ofensiva muito bem coroada com um passe cheio de precisão que merecia melhor desfecho.

 

Do cartão exibido a Gudelj aos 33'. Boa notícia para o onze leonino: o médio sérvio - que Marcel Keizer, teimosamente, persiste em manter como titular da equipa - ficará fora da próxima partida, frente ao Santa Clara, por acumulação de amarelos.

 

Do carinho manifestado pelos adeptos axadrezados a Bruno Fernandes. O nosso capitão, que não festejou o golo, foi muito cumprimentado e abraçado por boavisteiros no fim do jogo. Não esquecem que o jogador nasceu para o futebol nas escolas de formação do clube.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo aos 3'Momento fatal de desconcentração da equipa leonina, potenciado por Luiz Phellype (julgo), que coloca em jogo o autor do golo. A bola, num ressalto caprichoso, entrou na nossa baliza sem hipóteses de defesa para Renan. Felizmente, desta vez num lance com alguma sorte para o nosso lado, demorámos só 14 minutos a empatar. E o resultado manteve-se 1-1 até aos 90' regulamentares. 

 

De Luiz Phellype. Com Bas Dost ausente, por aparente lesão, coube ao brasileiro - contratado como "reforço de Inverno" - surgir no onze titular. Mas voltou a ficar em branco, suscitando crescentes dúvidas sobre a sua capacidade para integrar o plantel leonino. Protagonizou a perdida da noite ao falhar um cabeceamento a meio metro da linha de golo, atirando ao poste. 

 

De Gudelj. Outra exibição abaixo dos mínimos requeridos do sérvio que veio da China. Logo no minuto inicial fez um passe tão disparatado que ninguém conseguiu perceber qual foi a intenção dele. Incapaz de construir uma jogada ofensiva, aos 60' tentou finalmente um passe longo... mas acabou por atirar a bola para a bancada. Um mistério, a sua persistente inclusão no onze titular leonino.

 

Da passividade do treinador. Mantendo-se o 1-1 que já vinha da primeira parte, Marcel Keizer só decidiu enfim mexer na equipa aos 78', mandando sair Borja e Wendel, trocando-os por Diaby e Idrissa Doumbia. 

 

Da falta de eficácia atacante. Apesar de termos quase dois terços de posse de bola e claro domínio territorial, aliás bastante consentido, fomos muito perdulários nos últimos 30 metros, abusando do pontapé para a frente, com remates sucessivos a embater nas pernas dos defensores do Boavista, num autêntico tiro ao boneco mais próprio dos escalões secundários.

 

De termos entrado em campo sem um só jogador da formação. Acontece pela segunda vez em poucas semanas, algo que não se via no Sporting desde 2007. É uma tristeza, além do mais, que em 13 jogadores hoje presentes em campo de verde e branco apenas existisse um português, Bruno Fernandes. Como se apenas os estrangeiros fossem bons.

 

Da tristeza no relvado. Apesar de termos vencido, os rostos dos nossos jogadores estavam fechados, sem um sorriso, após o apito final. Algo revelador de que o estado anímico da equipa está longe de ser o melhor. Isto quando nos mantemos, à 25.ª jornada, na quarta posição, a três pontos do Braga.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. Dois golos num minuto, a antever uma goleada que afinal não aconteceu, chegaram a aquecer a modorra instalada nos momentos iniciais no nosso estádio. Primeiro Diaby, num cabeceamento defeituoso mas com muita sorte à mistura, na sequência de um canto bem apontado por Bruno Fernandes. Depois Raphinha, numa jogada muito rápida e muito bem concluída pelo corredor direito. Estavam decorridos 11 minutos, parecia que iríamos ter uma noite de muitos golos e bom espectáculo em Alvalade. Pura ilusão: vencemos 3-1, mas poderíamos ter sofrido um empate. Ou até perdido.

 

De Bruno Fernandes. Marcou o terceiro golo, de grande penalidade. O golo que enfim tranquilizou os adeptos, aos 90'+1, numa altura em que já largas centenas de pessoas tinham abandonado o estádio, insatisfeitas com a produção da equipa. Com um pontapé de canto, já tinha ajudado a fabricar o primeiro e endossou a Raphinha a bola que o brasileiro, de forma espectacular, conduziu largos metros adiante até a meter na baliza. Não foi uma das melhores prestações do nosso capitão, que se mostrou mais fatigado do que é hábito, mas o n.º 8 voltou a ser muito útil, sobretudo ao nível dos passes longos e das mudanças de flanco na construção ofensiva. 

 

De Raphinha. Para mim, o melhor em campo. Sobretudo pelo que fez na primeira parte, conduzindo três jogadas muito perigosas nos primeiros 11 minutos - a última das quais concluída com êxito por ele próprio, num belo golo (com o pé direito) que fez levantar o estádio. Aos 34', centrou muito bem - Dost e Diaby desperdiçaram a oferta. Aos 37, novo cruzamento - e novo desperdício do holandês. O brasileiro, que havia sido preterido na jornada anterior, frente ao Marítimo, foi desta vez titular e mereceu a aposta. Saiu aos 72', muito desgastado fisicamente e provavelmente até lesionado.

 

Do regresso de Mathieu. Nem parecia que vinha de uma lesão prolongada: o francês foi claramente o patrão da nossa defesa e, exceptuando um desentendimento pontual com Acuña, teve uma actuação irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar - incluindo um golo quase feito. E ainda foi várias vezes à frente, conduzindo a bola com velocidade e perícia técnica. Numa dessas ocasiões, aos 80', cruzou da ala esquerda, como se fosse um extremo, com conta e medida para a grande área, com Diaby a falhar escandalosamente.

 

De Acuña. Exibição muito positiva do argentino, que nunca desistiu de disputar a bola, criou constantes desequilíbrios e ganhou quase sempre os confrontos individuais. É um desperdício tê-lo como lateral esquerdo, à semelhança do que hoje sucedeu. A equipa ganhou quando avançou com mais ousadia no terreno, após a entrada de Idrissa Doumbia, passando a projectar-se sistematicamente no ataque. Destacou-se com um lance aos 75', servindo Wendel lá à frente, numa jogada que Bruno Fernandes concluiu mal. Foi sempre um dos mais inconformados. E é um dos que merecem esta vitória, bastante mais sofrida do que o resultado deixa antever.

 

De Renan. Uma vez mais, foi decisivo. Com três grandes intervenções, todas na primeira parte (21', 45', 45'), impediu o Portimonense de empatar a partida e até de poder levar os três pontos de Alvalade. A baliza do Sporting está muito bem defendida, digam o que disserem os fanáticos que desde a primeira jornada do campeonato mostram uma alergia visceral ao guardião brasileiro.

 

Da pequena conquista aritmética. Iniciámos a 24.ª jornada com menos 24 pontos do que o conjunto das três equipas que se encontram à nossa frente na classificação. Esta distância reduziu-se agora para 21: ganhámos três pontos ao FC Porto, graças ao Benfica, que foi vencer ao Dragão.

 

 

 

Não gostei

 

Da atitude da equipa a partir dos 2-0Estranhamente, os nossos jogadores pareceram atemorizar-se ao ganharem por dois golos de diferença a partir do minuto 11. Recuaram muito no terreno, passaram boa parte do tempo a trocar bolas no reduto defensivo, sem progressão nem construção de lances atacantes, o que deu motivação ao Portimonense. Aos 29', a equipa algarvia reduziu a vantagem. E esteve a um pequeno passo de marcar, ao fazer a bola embater com estrondo no travessão da nossa baliza, no tempo extra da primeira parte. Desta vez tivemos sorte.

 

De Bas Dost. Confirma-se: o holandês está num péssimo momento de forma. Não física, mas psicológica. Nada lhe sai bem. Pior que isso: parece que ganhou fobia à baliza. Isso ficou evidente, nesta partida, ao falhar três possíveis lances de golo - um dos quais, mesmo ao terminar a primeira parte, gerou reacções de incredulidade nas bancadas de Alvalade. Percebe-se mal que não haja acompanhamento psicológico dos jogadores - ou, se há, no caso de Bas Dost é como se não houvesse. Keizer, que parece não saber gerir bem esta situação com o seu compatriota, mandou enfim retirá-lo de campo aos 59'. O avançado saiu de cabeça baixa, frustradíssimo, provocando divisão entre os adeptos: uns aplaudiram-no (foi o meu caso), outros assobiaram-no.

 

De Gudelj. Exibição medíocre, mais uma. Parece sempre desposicionado, perde inúmeros lances, mostra-se incapaz de fazer um passe certeiro para além de dez metros e pouco mais faz do que lateralizar. De uma perda de boa sua, aos 29', nasceu o golo do Portimonense. É um dos mistérios deste Sporting 2018/2019: o que faz o técnico holandês apostar com tanta insistência, de jogo para jogo, neste sérvio sem atributos nem predicados?

 

De Luiz Phellype. Outra nulidade. Substituiu Bas Dost aos 59', mas voltou a ficar muito aquém daquilo que se exige de um avançado numa equipa como a do Sporting. Continua sem marcar um só golo, suscitando dúvidas crescentes sobre o mérito da sua contratação como "reforço de Inverno". Mas pior que isso: não protagonizou sequer um lance de possível perigo para as redes do Portimonense. Conclusão: cerca de 35 minutos em campo para nada.

 

De Ilori. Actuação muito deficiente do nosso central, que desta vez procurou preencher a posição de Coates, ausente por acumulação de cartões, mas nem por um momento fez esquecer o internacional uruguaio. Praticamente nada lhe saiu bem - nem a articulação com o regressado Mathieu, seu parceiro no eixo da defesa, nem as dobras a Ristovski na ala direita do nosso corredor defensivo, nem os passes. Aos 7' e aos 15' foi facilmente ultrapassado, colocando em perigo a nossa baliza. Aos 45', falhou uma intercepção em zona proibida, valendo Renan para evitar o golo. Muito abaixo das expectativas geradas pelo seu recente regresso a Alvalade.

 

Da entrada de Francisco Geraldes só aos 90'. Procurando aparentemente defender a magra vantagem por 2-1 em casa, frente ao Portimonense, Keizer apostou num segundo médio defensivo, fazendo entrar Idrissa Doumbia aos 72' para o lugar de Raphinha. Impunha-se outra dinâmica no terreno, até para compensar a nula eficácia de Gudelj, mas o técnico holandês mostrou receio. Só aos 90' fez enfim entrar Geraldes, sob um clamor de aplausos. Não serviu para nada. Ou antes: serviu apenas para o nosso médio criativo receber um cartão amarelo. Outra oportunidade desperdiçada, por responsabilidade exclusiva do treinador.

 

Da deserção dos adeptos. Desta vez, numa noite amena de quase fim de Inverno, só havia 24.907 espectadores em Alvalade. É certo que o jogo começou às 20 horas de domingo e que muita gente saiu de Lisboa por estes dias, aproveitando a tolerância de ponto do Carnaval. Mas não serve de desculpa ou de atenuante para tão fraca adesão de público.

 

Do balanço sofrível da nossa prestação no campeonato. Só conseguimos vencer cinco dos últimos dez jogos da Liga 2018/2019. Dá que pensar.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

De termos perdido mais dois pontos. Empate a zero no Funchal: há 33 anos que não se registava este desfecho num Marítimo-Sporting para o campeonato. Um resultado decepcionante que nos coloca novamente 11 pontos abaixo do FC Porto, líder da Liga. Nas últimas quatro épocas, temos saído sempre do estádio dos Barreiros sem a vitória: é algo que dá que pensar.

 

Das oportunidades desperdiçadas. Contei pelo menos seis. Duas na primeira parte, protagonizadas por Bruno Fernandes (5') e Bas Dost (23'). E quatro na segunda, protagonizadas por Diaby (47'), Bas Dost (72'), Raphinha (76') e Bruno Fernandes (79'). De nada nos valeu termos esmagadora superioridade na chamada "posse de bola" (77%) se continuamos incapazes de transformar oportunidades em golos.

 

De Gudelj. Nulidade absoluta durante o tempo que esteve em campo - ou seja, durante toda a primeira parte. Já amarelado, desde os 39', foi remetido ao balneário pelo treinador, que mandou entrar Idrissa Doumbia para o seu lugar - reforçando assim a dinâmica da equipa. Não consigo entender o que leva o técnico holandês em apostar teimosamente no médio sérvio.

 

De Bas Dost. O holandês continua divorciado dos golos. Atravessa uma notória crise de confiança: parece que a bola o queima quando lhe vai à cabeça ou aos pés. Chega ao fim de mais um jogo com a folha em branco. E desta vez não foi por falta de assistência dos colegas, como ficou bem patente aos 47': com a bola em seu poder, de frente para a baliza, optou por lateralizá-la para Diaby, muito menos bem posicionado. O lance perdeu-se.

 

De Luiz Phellype. Jogo após jogo, continua sem demonstrar o mérito da sua contratação, está quase a fazer dois meses. Hoje esteve mais um quarto de hora em campo, sem qualquer proveito para a equipa. Um goleador sem golos de verde e branco.

 

Da brunodependência. Bruno Fernandes, talvez por cansaço após a eliminatória europeia, esteve vários pontos abaixo do habitual. Nem nos lances de bola parada foi capaz de fazer a diferença. Isto desequilibrou a equipa, que tem demonstrado excessiva dependência face ao capitão leonino. Na primeira parte, sobretudo, os colegas optavam quase sempre por lhe endossar a bola, desperdiçando oportunidades de construir jogo por vias alternativas. Nenhum homem, por mais atributos que possua, pode sobrepor-se ou substituir-se a uma equipa.

 

Que Geraldes não tivesse saído do banco. Desta vez Keizer incluiu o nosso médio criativo, formado em Alcochete, na convocatória da jornada. Mas Francisco voltou a não sair do banco. Apetece perguntar porquê.

 

Da expulsão de Coates. O uruguaio ficará fora da próxima partida, frente ao Portimonense. E pode já antecipar-se que irá fazer-nos muita falta.

 

Da péssima arbitragem de Tiago Martins. Há quem o considere o melhor árbitro português do momento. Hoje ninguém de boa fé pode subscrever esta frase. O apitador de Lisboa estragou o espectáculo ao assumir o protagonismo com um critério disciplinar absurdo, culminando na ordem de expulsão que deu segundos antes do fim do jogo a Marcel Keizer, o mais pacífico e pacato dos treinadores que têm passado pelo futebol português.

 

Da nossa triste mediania longe de Alvalade. Nesta Liga 2018/2019 apenas conseguimos vencer quatro vezes fora de casa. Justifica reflexão urgente. E muito séria.

 

 

 

Gostei

 

Da comparação com a época passada. Na Liga 2017/2018, ainda com Jorge Jesus ao leme da equipa, fomos ao Funchal perder por 2-1, neste mesmo estádio. Desta vez trazemos de lá um pontinho. É pouco, mas apesar de tudo é menos mau.

 

De termos conseguido encurtar a distância face ao Braga. A progressão foi mínima, mas nas contas finais pode tornar-se relevante para apurar quem preencherá o último lugar do pódio. Perante a inesperada derrota dos braguistas em casa, frente ao Belenenses, o nosso empate na Madeira permitiu-nos aproximar do terceiro posto. Diminuindo a diferença face ao Braga de quatro pontos para três.

 

Das substituições ao intervalo. Desta vez Keizer não hesitou nem adiou: aproveitou o intervalo para tirar dois jogadores já amarelados, Gudelj e Borja, substituindo-os (com vantagem para a equipa) por Idrissa e Raphinha. Este último, em particular, alterou o cariz do jogo, tornando a nossa equipa mais acutilante e determinada nos lances ofensivos. Foi dele a jogada mais perigosa do encontro, travada in extremis, aos 76', por uma excelente intervenção do guarda-redes Charles, naquela que foi a defesa da noite. Voto no brasileiro como o melhor dos nossos: o Sporting beneficiou muito com ele em campo. Apetece perguntar por que motivo Raphinha não jogou de início.

 

Do primeiro quarto de hora da segunda parte. Domínio total do Sporting nesta fase do jogo. Infelizmente, um domínio não traduzido em golos.

 

De termos mantido as nossas redes invioladas. Vinte e duas jornadas depois, enfim, voltamos a não sofrer golos fora de casa.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em casa contra o Braga, concorrente directo. Vitória concludente do Sporting neste jogo, parte dele disputado sob chuva intensa. Um jogo em que mantivemos claro domínio do princípio ao fim, derrotando uma equipa que não perdia desde a jornada 14 e que nas três épocas anteriores tinha sempre pontuado em Alvalade. Desta vez a nossa superioridade foi manifesta, o que se traduziu não só na exibição em campo (uma das melhores da temporada) como no resultado: 3-0. Três pontos muito importantes, que nos encurtam a distância relativamente à equipa que acabamos de derrotar: estamos neste momento a quatro pontos do pódio.

 

De Bruno Fernandes. Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost. Os números não enganam: o médio criativo marca pelo terceiro jogo consecutivo, somando já 21 golos na temporada e sete assistências no campeonato. O homem da partida.

 

De Wendel. Vai subindo de rendimento a cada jogo, mostrando a sua extrema utilidade no onze titular do Sporting. Hoje esteve impecável ao ajudar Gudelj na formação de uma barreira intransponível no nosso meio-campo defensivo e criou constantes desequilíbrios, com posse de bola, nas transições ofensivas do corredor central. Saiu fisicamente debilitado, aos 82', após uma actuação esgotante, sob intensos - e merecidos - aplausos dos adeptos.

 

De Bas Dost. Regresso do ponta-de-lança aos golos - e logo a dobrar. Marcou primeiro, aos 50', de grande penalidade, e culminou a exibição aos 68' com um remate de primeira na grande área, aproveitando da melhor maneira um cruzamento de Bruno Fernandes. A forma como festejou este golo, transbordante de energia, contagiou ainda mais os adeptos no estádio: consumava-se assim o triunfo sobre o Braga, com indícios de que o melhor Sporting está de regresso. Quanto a números, também o avançado holandês mostra serviço: leva 21 golos marcados nesta época, 14 dos quais na Liga. Igualando o ponta-de-lança braguista Dyego Sousa.

 

De Diaby. Grande trabalho sem bola do avançado maliano, arrastando com frequência as marcações adversárias enquanto abria caminho às constantes incursões de Ristovski pelo lado direito (e aos cruzamentos procurando Bas Dost, aos 15', 17' e 66'). Aos 48', mostrando que também é bom de bola, correu 40 metros com ela, desembaraçando-se de sucessivos adversários e acabando por só ser derrubado em falta dentro da grande área do Braga. Foi o melhor lance individual do desafio. E talvez o mais decisivo: desse penálti, convertido por Bas Dost, resultaria a certeza de que já não deixaríamos fugir os três pontos.

 

Da nossa linha defensiva. Impecável exibição do reduto formado por Coates, Ilori, Ristovski e Borja, impedindo o Braga de construir situações de golo. Esta organização defensiva - com o lateral colombiano, muito consistente, fechando bem o corredor esquerdo sem arriscar incursões na ala, ao contrário do macedónio no corredor oposto, e a dupla Gudelj-Wendel ajudando a bloquear o caminho mais à frente - foi um dos condimentos essenciais para termos vencido de forma tão categórica. Pormenor raro: terminamos a partida sem sofrer qualquer golo. Não há coincidências.

 

Da rotação na equipa. Marcel Keizer, acertadamente, mexeu muito no onze inicial, fazendo entrar sete jogadores que tinham ficado fora dos titulares na quinta-feira, frente ao Villarreal: só Coates, Acuña, Bruno Fernandes e Bas Dost foram repetentes. Este refrescamento foi coroado de êxito: a equipa demonstrou uma desenvoltura física como há muito não se via e que contribuiu em larga medida para o domínio leonino em campo.

 

Da merecida homenagem a Peres ao intervalo. O nosso saudoso médio, duas vezes campeão nacional pelo Sporting e com um brilhante currículo igualmente ao serviço da selecção, mereceu ser evocado dias após o seu falecimento. Felizmente a exibição leonina neste jogo esteve ao nível da classe e da categoria de Fernando Peres.

 

 

 

Não gostei

 

Que Luiz Phellype ainda não tenha marcado pelo SportingEntrou hoje aos 70', substituindo Bas Dost. É verdade que já vencíamos por 3-0 e tínhamos reduzido a pressão ofensiva, mas o melhor que o brasileiro conseguiu foi um cabeceamento ao lado, no minuto 75.

 

Da "greve" de apoio à equipa feita pelas pseudo-claques. Destes apoiantes o Sporting não precisa. De todo.

 

Do vaivém de alguns jogadores, que tão depressa são titulares como ficam excluídos das convocatórias. Aconteceu desta vez com Miguel Luís e Jovane, que têm andado mais fora que dentro. Assim tardarão a ganhar rotinas e confiança.

 

Da ausência de Nani. Pelos motivos que já expressei aqui.

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