Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

20200308_191134.jpg

 

Gostei

 

Da estreia vitoriosa de Rúben Amorim.  O quarto técnico do Sporting desta temporada entrou com o pé direito, mas num cenário favorável: defrontou o último classificado do campeonato, praticamente já despromovido, e viu a equipa do Aves reduzida a nove a partir do minuto 20 por expulsões inquestionáveis. Nem assim foi fácil este triunfo em Alvalade: o golo inicial só surgiu após mais de uma hora de jogo e o segundo nasceu de um penálti, convertido por Vietto aos 66'.

 

De termos chegado ao fim sem sofrer qualquer golo. Quinta vitória consecutiva em casa, segundo triunfo seguido por 2-0 (há duas semanas tinha sido contra o Boavista), embora com um treinador diferente. Amorim acabou de substituir Silas, é ainda muito cedo para extrair conclusões. Mas já foi possível perceber que os sectores estão mais ligados e que há uma reacção mais intensa à perda da bola. Além das apostas - que esperemos sejam consistentes e não conjunturais - em Plata como titular e Francisco Geraldes como suplente utilizado ainda a tempo de deixar marca no encontro. 

 

De Sporar. Terceiro golo leonino do internacional esloveno, único reforço de Inverno do Sporting. Frente ao Aves, foi fundamental o seu cabeceamento que levou a bola ao fundo das redes, desbloqueando assim o nulo inicial. Estavam decorridos já 62' e este golo foi muito saudado pelos adeptos no estádio, muitos dos quais já desesperavam. Aos 44', estivera quase a marcar, na melhor oportunidade da primeira parte, mas acabou por finalizar de forma deficiente.

 

De Mathieu. Melhor jogador em campo na primeira parte, em que tomou parte activa na construção ofensiva com a qualidade de passe a que já nos habituou e uma leitura de jogo que merece ser assinalada. Já não voltou do intervalo, aparentemente devido a problemas físicos após ter estado cerca de um mês afastado dos relvados.

 

De Acuña. Elejo-o como figura do jogo. Pela determinação, pela combatividade, por nunca desistir de um lance, por saber empurrar a equipa para a frente com oportunidade e critério. O primeiro grande cruzamento partiu dos pés dele, logo aos 7'. Aos 45'+3, constrói o lance que culmina no tiro de Vietto à trave. E é também o argentino que inicia a jogada que dá origem ao primeiro golo, colocando a bola em Wendel, que depois a centra para o esloveno.

 

De Wendel.  Foi um dos elementos que subiram claramente de rendimento em relação a exibições anteriores, querendo mostrar serviço ao novo técnico. As duas expulsões de jogadores do Aves (Macedo e Luiz Fernando) ocorrem por faltas cometidas contra ele, quando conduzia a bola no meio-campo. E é o brasileiro quem faz a assistência para o golo de Sporar, num cruzamento com precisão cirúrgica.

 

De Plata e Francisco Geraldes. O jovem equatoriano parece enfim ter a oportunidade, mais que merecida, de figurar entre os titulares da equipa: não foi certamente por acaso que Rúben Amorim o incluiu no onze inicial. O português, formado na Academia de Alcochete, teve também oportunidade de mostrar o que vale, actuando pela primeira vez 45 minutos nesta temporada, ao substituir Mathieu na segunda parte. Revelou bons pormenores - com destaque para um passe de ruptura, servindo Sporar, aos 89'.

 

De termos conquistado dois pontos a quatro equipas nesta jornada. O Benfica empatou em Setúbal, FC Porto e Rio Ave empataram no Dragão, o Famalicão foi incapaz de superar o 0-0 inicial, fora de casa, contra o Belenenses SAD. Entre as que ocupam os sete primeiros lugares da tabela, só Sporting, Braga e V. Guimarães amealharam três pontos.

 

 

Não gostei
 
 

Do 0-0 que se mantinha ao intervaloApesar de jogarmos contra dez desde os 11' e contra nove desde os 20', nesse primeiro tempo fomos incapazes de derrubar a muralha defensiva do Aves, que passou a actuar com duas linhas de quatro jogadores, confinando a partida a uma área de 30 metros. Com óbvios reflexos na qualidade do espectáculo desportivo, que chegou a ser confrangedor.

 

Que o nosso primeiro remate digno desse nome só tivesse ocorrido aos 34'.  Mesmo com clara superioridade numérica, fomos incapazes de dar expressão prática a esta vantagem. E a primeira oportunidade clara de golo surgiu apenas aos 45'+3, com uma bomba de Vietto que foi embater na barra.

 

Da reacção de Ristovski ao ser substituído.  O macedónio recebeu ordem de saída aos 25' para a entrada de Jovane. Uma troca que fazia todo o sentido: a jogar contra nove, Rúben Amorim precisava muito mais de um ala do que de um lateral para tornar mais acutilante o corredor direito. Ristovski parece não ter entendido esta troca, embora tivesse obrigação de a perceber, e rumou de imediato ao balneário, sem cumprimentar os colegas, recusando sentar-se no banco. Uma atitude inaceitável.

 

Do nervosismo de Max.  O guarda-redes pareceu estranhamente intranquilo numa partida em que o Aves abdicou quase por completo do ataque. A tal ponto que protagonizou o momento mais insólito do jogo, aos 16', ao abandonar a sua área para tentar interceptar a bola, sem a conseguir, permitindo que Matos Milos lhe fizesse um chapéu potencialmente muito perigoso. Felizmente para nós, o jogador do Aves acertou mal na bola.

 

Da falta de talento de alguns jogadores.  O patético Jesé, o irrelevante Bolasie e o inútil Eduardo ficaram fora da convocatória, o que foi útil para separar águas logo à partida. Mesmo assim, continua a notar-se muita falta de talento nesta equipa. Dois exemplos: Ilori revela recorrentes lapsos de concentração e uma exasperante falta de intensidade competitiva; e Rosier (que substituiu Acuña aos 78') continua sem demonstrar qualquer atributo que o torne digno de figurar no plantel leonino - muito menos ao preço a que a Direcção o foi buscar.

 

Dos assobios.  Estavam decorridos apenas 15 minutos quando começaram a escutar-se, de forma bem audível, vaias insistentes aos jogadores leoninos, cruzadas com gritos como "joguem à bola", "corram", "chutem". Quando será que estes adeptos perceberão que um ambiente tão hostil só perturba e desconcentra a equipa?

 

De só haver 26 mil espectadores, numa tarde de domingo, Dia da Mulher.  Havia o aliciante da estreia de Rúben Amorim, embora apenas o adjunto Emanuel Ferro se tivesse mostrado junto à linha. Mas defrontar o último da classificação quando já não temos objectivos nesta época desportiva, em boa verdade, é um fraco incentivo para atrair gente ao estádio.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Do miserável comportamento dos dirigentes leoninos. Deixaram abalar por completo o balneário, num dia totalmente dominado pela notícia de que Silas seria o quinto treinador corrido em 18 meses do Sporting por Frederico Varandas, sem a menor intervenção no espaço mediático, deixando assim a equipa entrar em campo já derrotada. Não custa adivinhar o ambiente de cortar à faca no balneário, onde um técnico que já não o era, na prática, se sentiu obviamente impotente para juntar aqueles cacos. O resultado de tudo isto viu-se em campo desde o primeiro minuto. Perdemos 1-3, no terreno do Famalicão. E vemos o acesso à Liga Europa na próxima época cada vez mais longe.

 

Desta manta de retalhos com listas verdes e brancas. A desastrada política de contratações posta em marcha por Varandas, acolitado pelo director desportivo Hugo Viana, redundou nisto: um conjunto de 11 jogadores a que mal podemos aplicar o nome de equipa. Um conjunto que em cinco meses perdeu três dos melhores titulares: Bas Dost, Raphinha e Bruno Fernandes, vitais em 2018/2019 para a conquista de dois troféus. Todos tiveram substitutos claramente inferiores, como muitos de nós alertámos aqui. O resultado está à vista.

 

De Frederico Varandas. Assiste ao naufrágio da equipa profissional de futebol do Sporting com uma passividade chocante. E prepara-se para agravar a situação trazendo do Braga, a preço insustentável, um técnico que nem treinador é: estreou-se em Dezembro na Primeira Liga, onde até ao momento só cumpriu nove jogos. Palavras como mérito, esforço e excelência, neste Sporting, parecem ter emigrado para parte incerta.

 

De Hugo Viana. O que dizer dum director desportivo que passa o tempo atrás da cortina, jamais se expondo na praça pública mesmo nos momentos de maior crise anímica da equipa, e que parece privilegiar a contratação de amigos do Braga, onde jogou, valendo-se para o efeito do claro ascendente que exerce sobre um presidente que já demonstrou nada perceber de futebol?

 

De Eduardo.  Entrou de início, na aparente tentativa - inteiramente mal sucedida - de travar as investidas ofensivas do Famalicão. Entregou a bola ao adversário, falhou passes, foi incapaz de colocar a bola a mais de cinco metros e de progredir com ela controlada. Uma nulidade. Ao ser substituído por Francisco Geraldes, aos 75', concluiu-se o óbvio sem margem para dúvidas: permaneceu 75 minutos a mais em campo.

 

De Rosier. Enquanto Ricardo Esgaio, jogador formado no Sporting, brilha como lateral direito no Braga - nosso rival directo - temos de contentar-nos com o medianíssimo Rosier, sem categoria para jogar nesta posição no Sporting. Outra "pérola" descoberta pela dupla Varandas-Viana, a preço nada módico: custou 5,3 milhões de euros, acrescidos da entrega ao Dijon do passe de Mama Baldé, outro jogador que formámos e largámos da mão. Parece que nadamos em dinheiro, não é verdade, doutor Zenha?

 

De Sporar. Tentou, mas não marcou. Nem andou lá perto. Vendo bem, mal tentou. Não é Bas Dost quem quer. Para já, podemos concluir que Sporar nem uma réplica muito longínqua de Dost consegue ser. 

 

Dos primeiros dez minutos. Foram catastróficos - prova inequívoca de que os nossos jogadores actuaram sobre brasas, arrasados psicologicamente por efeito das notícias sobre a decapitação da equipa técnica horas antes do apito inicial deste Famalicão-Sporting. Um golo sofrido logo aos 2', outro aos 8'. A sorte do jogo estava lançada.

 

Desta rendição antecipada ao Famalicão. A equipa minhota não vencia um jogo desde 11 de Janeiro. Nas últimas 13 jornadas, só tinha ganho duas partidas. Hoje desforraram-se. Levando o Sporting ao tapete, aliás à semelhança do que já sucedera na primeira mão em Alvalade.

 

De um novo recorde negativo batido. Até esta noite, nunca tínhamos perdido no estádio do Famalicão. A triste estreia aconteceu hoje.

 

Da péssima finalização. Fizemos cerca de 40 cruzamentos: nenhum deles originou golo. Só uma vez a pusemos no fundo das redes. De bola parada, num livre cobrado por Acuña, que funcionou como assistência. E foi preciso um defesa metê-la lá dentro.

 

De vermos o Braga já a quatro pontos. Mas como agora até somos um "clube amigo" deles, Varandas e Viana nem devem importar-se.

 

De termos igualado o histórico de derrotas numa temporada. Somam-se já 15 - a mesma marca que foi registada na catastrófica época 2012/2013. No campeonato, temos tantas derrotas acumuladas como o Gil Vicente, o Moreirense e o V. Setúbal.

 

 

Gostei

 

De Coates. Pareceu-me o menos mal dos sportinguistas. Por ter marcado o nosso golo solitário, aos 45'+1. E por ter feito preciosos cortes e desarmes aos 32', 60' e 63', evitando danos maiores.

 

Do apoio dos adeptos. Eram cerca de 400 concentrados numa das bancadas do estádio. Não deixaram de puxar pela equipa do princípio ao fim.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória do Sporting. Derrotámos o Boavista em casa (2-0) num jogo praticamente de sentido único, com a nossa equipa a marcar cedo, a fixar o resultado ainda na primeira parte e a controlar a partida do princípio ao fim. Com entrosamento, boa organização defensiva, capacidade de desequilíbrio em zonas ofensivas e manifesta vontade de satisfazer os cerca de 30 mil espectadores presentes no Estádio José Alvalade. Objectivos atingidos: os três pontos foram conquistados e desta vez ninguém se queixou do espectáculo. Segundo triunfo leonino em quatro dias. Com cinco golos marcados e apenas um sofrido - primeiro para a Liga Europa, agora para o campeonato nacional.

 

De Plata. Silas desta vez apostou nele como titular, confiando-lhe a ala direita ofensiva. O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo. Manteve-se veloz e acutilante até ao apito final, demonstrando ao técnico que tem lugar no onze leonino.

 

De Sporar. O avançado esloveno - única contratação do Sporting neste mercado de Inverno - fez o segundo jogo consecutivo a marcar, destacando-se ao metê-la lá dentro na nossa primeira oportunidade de golo: assim se estreou como goleador na Liga portuguesa. E podia ter marcado novamente três minutos depois, aos 16', quando tentou um disparo à baliza com nota artística, de calcanhar, após cruzamento de Vietto. A continuar assim, confirma-se como verdadeiro reforço numa equipa que tem andado tão carente de goleadores.

 

De Vietto. Não marcou, mas foi uma peça essencial da dinâmica leonina, revelando-se cada vez mais influente no onze orientado por Silas enquanto segundo avançado com liberdade para se movimentar entre as alas e o eixo. Tem excelente domínio técnico, grande capacidade de leitura de jogo e parece sempre saber muito bem o que fazer com a bola. A saída de Bruno Fernandes soltou mais o argentino, que agora pode actuar na posição em que é mais útil para a equipa.

 

De Battaglia. Manteve-se como titular, demonstrando ter readquirido a boa forma que lhe conhecíamos antes da grave lesão que o retirou dos relvados durante quase um ano. Pendular no nosso meio-campo defensivo, foi determinante na travagem dos movimentos ofensivos do Boavista e na recuperação de bolas, destacando-se igualmente no início da construção da manobra atacante do Sporting. Sempre pronto para apoiar a linha defensiva, ontem desguarnecida do habitual quarteto titular (Rosier, Neto, Ilori e Borja actuaram nos lugares que têm vindo a ser ocupados por Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña). Ficou-lhe bem a braçadeira de capitão.

 

De Luís Maximiano. Vai cimentando a titularidade como guardião leonino: aos 21 anos, partida após partida, consolida a popularidade junto dos adeptos. Tem motivos de sobra para se sentir orgulhoso: manteve as redes intactas graças a uma enorme defesa no último lance do jogo, aos 90'+4, quando voou ao segundo poste para impedir um golo num remate em arco, muito bem colocado. A baliza é dele.

 

Que o Sporting terminasse o jogo com seis da formação. Além de Max, estavam em campo Ilori (desta vez com exibição positiva), Jovane, Pedro Mendes (que substituiu Sporar aos 75'), Francisco Geraldes (em estreia na Liga 2019/2020 aos 82', entrando para o lugar de Vietto sob calorosa ovação) e Gonzalo Plata - este, sendo equatoriano, não deixa de pertencer à formação, pois tem apenas 19 anos. Quem disse que não se ganham partidas com aposta forte na prata (ou plata) da casa? 

 

Que Madjer tivesse dado o pontapé-de-saída. Justa homenagem - com o estádio a aplaudi-lo - ao melhor jogador mundial de futebol de praia, que agora se despede de uma carreira de sucesso ímpar em que representou o Sporting e a selecção nacional.

 

 

Não gostei
 
 

Da arbitragem fraudulentaO senhor Nuno Almeida, cuja péssima reputação já vem de longe, contrariou todas as evidências - e o próprio vídeo-árbitro - ao fazer vista grossa a uma falta cometida pelo veterano Ricardo Costa, que na grande área boavisteira derrubou Plata de carrinho, à margem das leis do jogo. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos: o vetusto central chega atrasado e só toca na bola após varrer o jovem equatoriano. No entanto, mesmo depois de alertado pelo VAR e de visionar o lance de vários ângulos, o dono do apito manteve o veredicto, beneficiando a equipa visitante, poupando o cartão vermelho ao sarrafeiro e impedindo o Sporting de chegar aos 3-0 através da marcação de um penálti que só ele parece não ter enxergado.

 

De ver a nossa equipa tão desfalcada.  Bruno Fernandes rumou a Inglaterra. Acuña ficou de fora por acumulação de cartões. Coates cumpriu castigo. Mathieu continua lesionado. Com quatro titulares absolutos do início da época agora ausentes, Silas viu-se forçado a fazer mexidas. Felizmente todas resultaram.

 

Dos javardos da claque boavisteira.  Estiveram aos urros durante o minuto de silêncio inicial em memória do sócio n.º 2 do Sporting, há dias falecido. Será que só guinchos a imitar macacos justificam a reprovação das figuras bem-pensantes no futebol cá da terra?

 

De quase já não ouvirmos O Mundo Sabe Que.  Aquele que se tornou o segundo hino do Sporting, entoado com entusiasmo antes dos jogos durante vários anos, anda a ser subalternizado de forma inaceitável pela Direcção leonina. Agora só começa a entoar-se no estádio praticamente em cima do apito inicial, sem a letra projectada nos ecrãs gigantes e quando todas as atenções já estão viradas para a bola pronta a rolar na relva. Um disparate, este tratamento dispensado a um cântico que tem funcionado como vibrante traço de união entre todos os adeptos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Da péssima exibição em Vila do Conde. Foi muito melhor o resultado (1-1) do que o desempenho do Sporting em campo, esta noite, no Estádio dos Arcos. Com um golo sofrido quando estava decorrido apenas um minuto após o apito inicial, na sequência de um lance que fez tremer toda a organização defensiva da nossa equipa, que terminou o jogo com menos posse de bola, apenas cinco disparos à baliza e só um canto conquistado. O Rio Ave teve o dobro dos remates e o triplo dos remates enquadrados.

 

Das ausências. Como se já não bastasse termos perdido Bruno Fernandes no final de Janeiro, entrámos em campo nesta partida sem três titulares absolutos: Acuña, Mathieu (ambos por lesão) e Vietto (por acumulação de cartões). Num plantel à partida tão desequilibrado e cheio de carências, isto tornou ainda mais complicada a vida para Silas neste primeiro jogo após ter conseguido o diploma de treinador de nível 3, que ainda não lhe permite assumir responsabilidades oficiais no banco, tanto na Liga portuguesa como nas competições europeias.

 

Do onze inicial. Se as ausências forçadas já limitavam a eficácia em campo, o técnico não facilitou a vida a si próprio ao excluir Battaglia dos titulares, optando pelo medíocre Idrissa Doumbia, e ao preferir Eduardo a Jovane para jogar de início. Opções que só viriam a ser rectificadas em situação de quase desespero, quando o Sporting já jogava com dez.

 

Da expulsão de Coates. Nem o facto de ser agora o capitão principal da equipa parece ter conferido maior estabilidade emocional ao uruguaio, que enterrou o Sporting no desafio da primeira mão ao cometer três grandes penalidades e receber um cartão vermelho. Desta vez aguentou 71 minutos em campo: já tinha um amarelo quando pisou Taremi em jogada perigosa perto da grande área leonina. E lá voltou a rumar mais cedo ao balneário, cedendo a braçadeira de capitão a Neto. Curiosamente, foi a partir dessa inferioridade numérica que tivemos o melhor período neste jogo, concretizado no empate aos 84'.

 

De Ristovski.  Outra péssima exibição do macedónio, que pareceu estar sempre no local errado à hora errada. Com responsabilidades directas no golo madrugador dos vilacondenses, ao deixar o defesa adversário Al Musrati - em estreia no plantel da casa - movimentar-se como quis e cruzar para assistir Piazón, Ristovski nunca mais acertou marcações e provocou diversos calafrios aos colegas ao perder a bola ou entregá-la aos rivais. Quando Silas, no fim do jogo, declarou que este foi o pior desempenho da equipa desde que substituiu Leonel Pontes, estaria certamente a pensar em larga medida no lateral direito.

 

De Wendel. Outro pesadelo ambulante no Estádio dos Arcos. Nunca foi o organizador de lances ofensivos de que o Sporting necessitava para se superiorizar ao Rio Ave. Lento, apático, frouxo, desistindo de disputar a bola, perdendo sucessivos duelos individuais, pareceu mais um espectador no relvado do que um protagonista a quem caberia a pesadíssima responsabilidade de fazer esquecer por momentos a ausência de Bruno Fernandes. A displicência em campo do brasileiro chegou a ser ofensiva para a grande maioria dos colegas da equipa. E para os adeptos, claro.

 

De Sporar. Apresentado como reforço no mercado de Inverno, o avançado esloveno acaba de cumprir o seu quarto jogo pelo Sporting sem um golo nem uma assistência. Desta vez nem andou lá perto. Desmarcou-se pouco e mal, pareceu pouco interessado em abrir linhas de passe e continua sem mostrar os supostos predicados que justificaram a sua contratação por um preço quase dez vezes superior ao do lesionado Luiz Phellype.

 

Do 0-1 ao intervalo. Sem importunar o  guarda-redes adversário, sem criar desequilíbrios, sem um fio de jogo ofensivo, parecendo conformada com a derrota tangencial, a equipa foi para o intervalo cabisbaixa. Não com a noção do dever cumprido mas do dever comprido, pois ainda faltavam 45 minutos. Felizmente o pesadelo diminuiu de intensidade na etapa complementar graças a um penálti cometido pelo Rio Ave na sequência de um bom lance de Bolasie, derrubado em falta por Borevkovic.

 

Da briga entre Bolasie e Jovane para a marcação do penálti. Os dois jogadores envolveram-se numa disputa pela posse da bola, ambos com vontade de converterem a grande penalidade. A missão acabou por ser confiada ao jovem caboverdiano, com manifesto sucesso. Mas subsistiu a dúvida: agora que Bruno Fernandes já cá não está, será que Silas ainda não definiu uma hierarquia entre os jogadores para estes casos?

 

Que o Braga esteja de novo à nossa frente. A turma braguista derrotou o Benfica na Luz, subindo ao terceiro lugar. Agora com mais um ponto do que o Sporting.

 

 

Gostei

 

Do resultado, vendo bem. Dos três jogos que fizemos contra o Rio Ave nesta época, o que teve desfecho menos desfavorável acabou por ser este - único disputado fora de casa. Menos mau, afinal de contas, do que as derrotas caseiras para o campeonato (2-3), a 31 de Agosto, e para a Taça da Liga (1-2), a 26 de Setembro.

 

De Jovane e Plata. Voltaram a saltar do banco e voltaram a fazer a diferença para melhor. Trazendo mais acutilância, velocidade e ritmo ofensivo ao Sporting. Jovane, que rendeu Camacho aos 56', destacou-se sobretudo por converter de forma impecável a grande penalidade - primeira a beneficiar o Sporting desde a partida de Bruno Fernandes. Estavam decorridos 84' e este remate certeiro valeu-nos o pontinho que trouxemos de Vila do Conde.

 

De Max. Outra partida muito positiva do nosso guarda-redes. Sem culpa no golo, quase à queima-roupa, e com defesas dignas de registo aos 16' e aos 90'. Foi o melhor do Sporting neste jogo.

 

Que Francisco Geraldes figurasse na convocatória. Infelizmente o médio criativo formado na Academia de Alcochete, agora regressado ao Sporting com 24 anos após sucessivos empréstimos, não saiu do banco. Tal como Pedro Mendes, o goleador por quem Silas suspirava até ter sido finalmente inscrito para as competições internas, há poucas semanas, e que afinal parece não contar para as opções do técnico.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting ganhar. É certo que foi em casa, e o triunfo ocorreu pela margem mínima, mas é um facto que vencemos o Portimonense (2-1) num jogo em que dominámos praticamente do princípio ao fim embora só na segunda parte a nossa equipa tenha demonstrado aquilo que realmente vale, mesmo com Bruno Fernandes já fora do plantel.

 

De Mathieu. É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto defensivo, embora Silas - com o seu permanente experimentalismo, sempre a alterar o sistema táctico - tenha ajudado pouco ou nada. O internacional francês foi o melhor em campo. Resta ver se poderemos contar com ele na próxima partida, pois saiu do campo lesionado.

 

De Max. A administração da SAD, acumulando erros sobre erros na gestão do futebol, sonha agora trazer um guarda-redes sueco. Precisamente a última posição em que estamos carenciados. O jovem Luís Maximiano, aos 21 anos, dá bem conta do lugar, como voltou a demonstrar neste embate contra o Portimonense. Com grandes defesas aos 28' e aos 88'. No próprio lance do golo adversário, em que Jackson Martínez remata aos 26' com excelente colocação para o poste mais distante, ainda chega a tocar na bola, embora sem possibilidade de a desviar. Não teve muito trabalho, mas voltou a evidenciar técnica e segurança.

 

De Jovane. A partida arrastava-se monótona e triste, após uma penosa primeira parte, quando Silas decidiu enfim alterar o onze-base. Mandou entrar Jovane logo no início do segundo tempo - e logo o jovem formado em Alcochete agitou o ataque, tornando-o mais vertical, veloz e acutilante. Aos 72', num destes lances, nasceu o nosso golo da vitória, quando o cabo-verdiano foi recuperar uma bola junto à linha final, no lado esquerdo, e centrou na medida certa: só faltava encostá-la para as redes, o que viria a ser feito em autogolo por Jadson, antecipando-se a Sporar, que se encontrava a um metro de distância, pressionando-o.

 

De Plata. Também foi remetido ao banco, ficando fora do onze inicial. Mas Silas recorreu a ele aos 60', mandando sair Camacho. Ao contrário do colega, o equatoriano jogou bastante colado à linha, fazendo funcionar enfim o corredor direito do Sporting. Daí nasceram vários lances perigosos, nomeadamente aos 81' e 86'. No primeiro, Plata quase marcou à meia-volta, forçando o guardião do Portimonense à defesa da noite.

 

Da subida do Sporting na classificação. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da goleada sofrida pelo Famalicão em casa frente ao V. Guimarães (um vergonhoso 0-7), e vendo o Braga empatar também em casa perante o Gil Vicente (2-2). Estamos isolados no terceiro posto.

 

 

Não gostei

 
 

Das oscilações tácticas de Silas. O técnico insistiu num sistema inicial alheio à tradição leonina: 3-5-2, percebendo-se mal o que o levou a preparar uma linha de cinco em processo defensivo quando jogava em casa contra o penúltimo da tabela. Isto forçava criativos como Rafael Camacho a encarrilar o jogo pelo corredor central, com manifesta falta de resultados. Ao intervalo, Silas alterou o xadrez táctico, mandando sair Neto e regressando ao processo clássico no Sporting, com dois flanqueadores que servissem jogo ao elemento mais avançado (Sporar). Este foi, sem coincidência, o melhor período da equipa, que terminou a partida num autêntico vendaval ofensivo, só não se traduzindo em golos por azar ou inépcia dos jogadores.

 

Do irritante conceito "construção em posse" definido pelo técnico.  Silas privilegia a organização do processo defensivo a partir de trás, com sucessivas trocas de bola no nosso meio-campo. Processo alheio à tradição leonina e entorpecente para o espectáculo desportivo, além de não proporcionar vantagem no terreno. Isto agrava-se por não termos a meio-campo um verdadeiro distribuidor de jogo desde a saída de Bruno Fernandes - Wendel, está visto, não tem vocação para tal tarefa, que exige disponibilidade constante e concentração máxima.

 

Do 1-1 ao intervalo. Consequência directa do que ficou escrito nos parágrafos anteriores, este desolador resultado que se registava aos 45'. E o empate apenas tinha conseguido ser desfeito, seis minutos após o golo inicial da equipa de Portimão, num lance de bola parada, graças à mestria de Mathieu - digno sucessor de Bruno Fernandes na cobrança de livres.

 

Das hipóteses perdidas. Pelo menos em duas ocasiões tivemos possibilidade de marcar, o que só não sucedeu devido à falta de perícia ou excesso de nervos dos jogadores. Na primeira aos 66', quando Vietto se isolou mas permitiu a defesa ao guarda-redes. Na segunda aos 86', quando Sporar, igualmente em excelente posição para marcar, atirou para fora, sem nexo.

 

Da lesão de Mathieu. O francês saiu aos 78', a passo, com queixas físicas - dando lugar a Idrissa Doumbia enquanto Silas fazia recuar Battglia para segundo central, ao lado de Coates, até ao fim. Esperamos que Mathieu recupere a tempo do próximo embate, que será muito difícil, frente ao Rio Ave, no próximo sábado. Um jogo em que não contaremos com Vietto, por acumulação de amarelos.

 

Dos insultos nas bancadas. Estavam decorridos apenas cinco minutos quando, do local do costume, começaram a ouvir-se gritos contra o presidente do Sporting, misturados com insultos e apelos histéricos à demissão dos órgãos sociais. Quando a equipa precisava de apoio, estes jumentos da curva sul voltaram a dar alento à turma adversária - como já haviam feito em Alvalade quando ali jogaram Porto e Benfica. É óbvio que isto desestabiliza os nossos jogadores, que actuam em casa sempre sobre brasas, numa atmosfera de guerrilha permanente. Que a grande maioria dos adeptos está contra isto voltou a ficar bem demonstrado ao escutarem-se sonoras vaias à jumentude.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota em Braga. Segundo desaire frente à equipa braguista em menos de duas semanas. Como antevi aqui a 22 de Janeiro, o desaire sofrido frente ao mesmo adversário para a Taça da Liga constituiu «um péssimo ensaio geral» para o desafio de hoje: esta segunda volta do campeonato, com apenas três pontos em dois jogos, começa ainda pior do que a primeira, em que contabilizámos quatro pontos em seis possíveis. O facto de termos perdido por margem mínima, 0-1, com o golo sofrido só aos 76' e a nossa exibição ter sido superior à do Sporting-Braga que vencemos por 2-1 a 18 de Agosto, não serve de atenuante.

 

Das ausências. Este seria sempre um jogo de alto risco para o Sporting. Por ser o primeiro após a saída do capitão Bruno Fernandes, que nas últimas duas épocas funcionou como o pêndulo da equipa, onde era de longe o elemento mais qualificado. Por infortúnio, este rombo no plantel ocorreu imediatamente antes de enfrentarmos o Braga, na Cidade dos Arcebispos, para a Liga 2019/2020. Somado a isto, o facto de não termos podido contar também com Mathieu, pilar do nosso sistema defensivo. Num onze frágil e cheio de lacunas, como o nosso é, perder dois titulares num dos estádios mais difíceis do País bastaria para potenciar um mau desfecho. Assim aconteceu.

 

De ver Vietto como suplente. É verdade que veio de uma lesão, mas também é certo que estava recuperado - tanto assim que Silas o convocou para este jogo. Percebe-se muito mal, portanto, que tenha permanecido no banco de suplentes até ao minuto 66. Quando entrou, fez logo a diferença, causando sucessivos desequilíbrios com a sua excelente técnica e a sua competente visão de jogo. Erro manifesto do treinador.

 

De Ristovski.  Silas, aparentemente, deu-lhe o comando de todo o corredor direito - missão espinhosa, que o internacional macedónio cumpriu de forma deficiente, falhando o tempo de intervenção na manobra defensiva e apoiando mal o ataque. Pareceu tremer a cada investida braguista desde o apito inicial. Aos 20', já estava a ser amarelado - num lance em que poderia ter visto cartão vermelho. Na jogada do golo, abriu uma avenida a Galeno, que rematou totalmente à-vontade para defesa incompleta de Max a que se seguiu a recarga vitoriosa de Trincão. Silas deu-lhe ordem para sair aos 83', trocando-o por Plata. Que fez bem melhor em muito menos tempo.

 

Do sistema táctico. Silas organizou a equipa com um bloco defensivo de cinco elementos (Acuña, à esquerda, descia muito para compensar o desvio de Borja para terceiro central) e dois médios de contenção (Battaglia e Eduardo). Serviu para travar o fluxo ofensivo do Braga nos primeiros 20 minutos, aferrolhando as vias de acesso à nossa área, mas não funcionou para construir jogadas de ataque continuado: a equipa pareceu sempre descompensada no último terço do terreno, excepto no quarto de hora final quando o técnico - já a perder - trocou Camacho por Jovane (73') e Ristovski por Plata (83'), encostando o adversário ao seu reduto. Ficou a sensação de que Silas quis jogar para o empate. Acabou derrotado, como geralmente acontece em situações destas.

 

Da convocatória. Anedótica, a inclusão de Jesé, que o Sporting quis devolver à procedência em Janeiro (e que o PSG não aceitou de volta). Totalmente incompreensível, uma vez mais, a exclusão de Pedro Mendes - jogador por quem Silas, mais de uma vez, mostrou interesse antes de ter sido inscrito para as competições internas. Agora, que já consta da equipa principal, é remetido para a bancada. Quando temos novamente só um ponta-de-lança - o recém-chegado Sporar - devido à prolongada lesão de Luiz Phellype, que o inutiliza até ao fim da época.

 

Dos sete cartões aos nossos jogadores. Jorge Sousa, velho "amigo" do Sporting, desatou a amarelar a torto e a direito os nossos jogadores, dando ideia que se estava a registar uma batalha campal neste Braga-Sporting. Seguindo esta cadência: Coates aos 10', Ristovski aos 20', Wendel aos 45'+1, Battaglia aos 45'+1, Neto aos 45'+2, Acuña aos 51', Vietto aos 66'. O cartão exibido a este último foi anedótico: o argentino terá entrado em campo quando o seu compatriota Acuña ainda não tinha abandonado o terreno de jogo. Sem tocar na bola, já estava condicionado. Isto enquanto só três do Braga recebiam amarelos: Galeno, Paulinho e Fransérgio. Duplicidade de critério no capítulo disciplinar: nada que surpreenda neste árbitro. Galeno, que simulou faltas, protestou exuberantemente contra o árbitro e até derrubou um juiz auxiliar quando já tinha um amarelo, foi poupado a um segundo cartão mais que merecido. Com este árbitro, o campo está sempre inclinado contra nós.

 

De termos perdido o terceiro lugar. O Braga está agora um ponto à nossa frente. 

 

 

Gostei

 

De Max. O jovem guarda-redes formado na Academia leonina foi o nosso melhor em campo. Seguro e atento, sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, fez três grandes defesas - aos 55', 60' e 63' - retardando o mais possível os três pontos que o Braga acabaria por conquistar.

 

De Sporar. Primeiro jogo completo ao serviço do Sporting. Não marcou, mas deu bons sinais: movimenta-se bem dentro da área, mostra agilidade e domínio técnico. Esteve muito perto de marcar em duas ocasiões nos primeiros dez minutos: primeiro aos 9', correspondendo a um centro de Acuña com recepção de bola no peito e remate de primeira defendido a custo pelo guardião Matheus; na segunda, no minuto seguinte, quando dispara duas vezes (com o pé e a cabeça), mas o lance é anulado por fora-de-jogo milimétrico. Parece um verdadeiro reforço.

 

Dos 15 minutos iniciais. Início muito pressionante do Sporting, com o meio-campo bem povoado e lances rápidos, de bola ao primeiro toque. Aos 20', o Braga já tinha equilibrado a partida, que foi dominando a espaços. Voltámos a ser melhores nos dez minutos finais, quando já se jogava muito mais com o coração do que com a cabeça. Pouco antes, Matheus impedira o golo a Wendel e a Jovane - em ambas as ocasiões aos 75', momentos antes do golo da equipa anfitriã, de algum modo contra a corrente de jogo. Aos 88', Vietto fez um forte remate cruzado, levando a bola a sobrevoar a barra. Aos 90'+2, um tiro de Jovane foi travado por Esgaio - jogador que formámos e que seria titular indiscutível neste Sporting, muito acima de Ristovski e do desaparecido Rosier.

 

De ver Bruno Fernandes no estádio. Agora titular do Manchester United - e melhor em campo no confronto de ontem com o Wolverhampton - o nosso ex-capitão assistiu ao desafio na tribuna do estádio bracarense, apoiando aqueles que até há muito pouco eram seus colegas de equipa. Provavelmente sentiu vontade de saltar lá para dentro. Infelizmente não contaremos mais com ele.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do regresso às vitórias. O Sporting superou esta noite a turma do Marítimo, vencendo-a em Alvalade, embora por margem mínima: 1-0. Melhor do que o confronto da primeira volta, em que nos ficámos por um empate no Funchal, ainda com a equipa sob o comando de Marcel Keizer. Agora não só vencemos como dominámos sem discussão a partida - ao ponto de o Marítimo apenas ter feito um remate à nossa baliza na etapa complementar. E só por manifesto azar o nosso triunfo não foi mais dilatado: aos 70', com o seu pontapé-canhão, Bruno Fernandes levou a bola a embater com estrondo na barra.

 

De Borja. O lateral colombiano regressou à titularidade, aproveitando a ausência de Acuña, afastado por acumulação de cartões. Cumpriu com distinção a incumbência, não apenas no plano defensivo, com boas acções de cobertura, mas sobretudo nas movimentações ofensivas que culminaram com a sua estreia a marcar esta época ao serviço do Sporting, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Jovane. Foi também dos pés dele que saiu o excelente centro para o golo de Rafael Camacho que viria a ser anulado por alegada falta anterior do estreante Sporar. Voto nele como o melhor em campo.

 

De Wendel. Muito influente na ligação entre linhas, destacou-se pela mobilidade e pela capacidade de luta a meio-campo, ganhando diversos confrontos individuais. Sempre muito activo, vai dando sinais de crescente robustez física e disciplina táctica.

 

De Jovane. Foi a arma secreta de Silas, bem utilizada após quatro meses exactos de afastamento por lesão: o último jogo em que tinha sido utilizado na equipa principal fora o Sporting-Rio Ave para a Taça da Liga, a 27 de Setembro. Entrou aos 71' e cinco minutos depois estava a fazer a assistência para o golo leonino. A sua entrada, para o lugar de Idrissa Doumbia, permitiu alargar a frente ofensiva. Aos 90'+1 esteve quase a marcar o segundo, num remate cruzado fortíssimo, do lado direito, desviado in extremis pelo guardião Amir para canto.

 

Da estreia de Sporar. O internacional esloveno - até agora único reforço do Sporting neste mercado de Inverno - esteve fora do onze inicial devido a uma indisposição intestinal. Mas acabou mesmo por entrar devido à lesão de Luiz Phellype, logo aos 15'. Só teve possibilidade de fazer três treinos pelo Sporting, vê-se que não tem rotinas com os colegas, mas deu alguns sinais interessantes: sabe desmarcar-se, arrastando os defesas, e utilizar a velocidade. Esteve a centímetros de marcar aos 76', correspondendo ao cruzamento de Jovane que viria a sobrar para Borja marcar o golo. Funcionou como talismã para a equipa: o nosso regresso às vitórias ocorreu com ele de verde e branco.

 

Da aposta na juventude. Terminamos este jogo com cinco jogadores muito jovens no onze, todos promissores e alguns com melhor desempenho global do que os colegas mais velhos: Max (21 anos), Wendel (22), Plata (19), Jovane (21) e Camacho (19). E três deles com formação na Academia leonina. Este tem de ser o caminho para reforçar a identidade do Sporting.

 

De não termos sofrido qualquer golo. Terminamos com a nossa baliza inviolada, o que só tinha acontecido em quatro ocasiões nesta Liga 2019/2020.

 

Da subida do Sporting ao terceiro lugar. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da derrota do Famalicão em casa frente ao Santa Clara, e vendo mais à distância o V. Guimarães, que perdeu também em casa contra o Rio Ave. Aguardemos agora pelo resultado do confronto de logo à noite entre o FC Porto e o Gil Vicente.

 

 

Não gostei

 
 

Do inútil Jesé. Silas insistiu em dar-lhe outra oportunidade como titular - algo que não acontecia desde 12 de Dezembro. Mas o espanhol voltou a ser incapaz de aproveitar a benevolência do técnico leonino, desperdiçando (pela última vez?) a hipótese de jogar pelo Sporting. Esteve 62 minutos em campo, confirmando ter sido um dos maiores barretes enfiados pelo duo Frederico Varandas-Hugo Viana, a par do brasileiro Fernando, já devolvido à procedência. A equipa melhorou muito quando o técnico decidiu enfim - com 62 minutos de atraso - remetê-lo ao balneário, trocando-o por Plata com inegável vantagem para a dinâmica ofensiva leonina.

 

Da lesão de Luiz Phellype. Titular na frente de ataque, o brasileiro foi azarado: saiu aos 11' lesionado, após um choque com um adversário que o árbitro Rui Costa nem assinalou com a falta que se impunha contra o Marítimo. A lesão parece ser complicada, acelerando a promoção do recém-chegado Sporar ao onze inicial já a partir do próximo confronto, com o Braga, na Cidade dos Arcebispos.

 

De três ausências. Acuña e Mathieu (a cumprir castigos) e Vietto (por lesão) estiveram fora dos convocados para esta partida. Num plantel tão desequilibrado como o nosso, é quanto basta para causar abalo. Felizmente dois deles estarão de volta já na próxima jornada. Espero que Pedro Mendes, face à lesão de Luiz Phellype, possa ao menos sentar-se no banco de suplentes, algo que desta vez não aconteceu, pois foi remetido para a bancada.

 

Do 0-0 ao intervalo. Resultado que não traduzia o domínio do Sporting na meia hora inicial e acentuava o receio de muitos adeptos para os 45 minutos seguintes. Felizmente os cenários pessimistas não se confirmaram.

 

De ver dois golos anulados ao Sporting. O primeiro, marcado aos 16' por Coates, num pontapé acrobático à meia-volta, foi invalidado por deslocação do central uruguaio. O segundo, marcado por Camacho aos 53', acabou por ficar sem efeito por suposto empurrão de Sporar a um defesa adversário que Rui Costa e o vídeo-árbitro demoraram três minutos a analisar.

 

Dos assobios à equipa. Estávamos no minuto 8 do jogo quando soaram nas bancadas as primeiras vaias - bem sonoras - aos nossos jogadores. Os imbecis do assobio imaginarão que assim conseguirão motivar alguém ou fazem isto só para incutir mais moral aos adversários que nos defrontam em Alvalade?

 

De ver as bancadas tão despidas. Apenas 12.788 espectadores em Alvalade numa noite fria e chuvosa de Inverno para assistirem a um jogo iniciado às 21.03. Muitos destes resistentes só chegaram a casa após a meia-noite. É um delito de lesa-futebol permitir jogos a esta hora tão tardia na véspera de um dia de trabalho, em ambiente de manifesto desconforto, sem a menor garantia de assistir a um bom espectáculo de futebol e perante a iminência de testemunhar "festivais de pirotecnia" dos javardos da curva sul. Enquanto a administração da SAD não se impuser perante a Liga para a alteração dos horários e continuar a permitir a entrada de artefactos pirotécnicos, verá clareiras tão grandes ou ainda maiores no nosso estádio. Que lhe faça bom proveito.

Rescaldo do jogo de ontem

3.jpg

Foto minha, ontem, durante o jogo

 

 

Não gostei

 
 

De perder com o Benfica.  Segunda derrota em cinco meses frente ao nosso mais velho rival. Depois da goleada na Supertaça, no estádio do Algarve, ontem perdemos por 0-2 em Alvalade. Sete golos sofridos, nenhum marcado. Com dois treinadores. O da primeira derrota, Marcel Keizer, despediu-se praticamente com aquele péssimo resultado. Resta agora ver quanto tempo Silas irá aguentar.

 

Do onze inicial. Ter Battaglia (enfim recuperado) no banco e preferir Idrissa. Ter Neto já disponível e preferir Ilori. Ter Pedro Mendes enfim inscrito e preferir Luiz Phellype. Incompreensíveis opções do treinador para os titulares deste clássico. Nenhuma resultou.

 

Das péssimas construções ofensivas. Durante quase toda a primeira parte, a nossa saída com bola viu-se gorada em cerca de dois terços das situações devido à pressão alta exercida pelos jogadores do Benfica, obedecendo às instruções do seu treinador, Bruno Lage. Destaque pela negativa, neste capítulo, para Ilori, Wendel e Idrissa Doumbia.

 

Das substituições falhadas. Com o resultado em branco, aos 74', Lage apostou na vitória ao trocar Chiquinho por Rafa - arma secreta que saiu do banco e apontou os dois golos encarnados, aos 80' e aos 90'+9. Silas esperou demasiado para mexer na equipa, limitou-se a ser reactivo nas substituições e esteve mal nas trocas - Bolasie por Plata (79'), Idrissa por Pedro Mendes (86') e Camacho por Borja (90'+2).

 

De Ilori. Definitivamente, este jogador não tem categoria para integrar o plantel do Sporting. Os dois golos que sofremos nascem de erros dele - o primeiro ao propiciar que Rafa se apoderasse da bola numa série de ressaltos em zona proibida, o segundo ao entregá-la com um corte defeituoso. Há sete anos, fez questão de abandonar o Sporting, mostrando extrema ingratidão pelo clube que o formou. Agora somos nós que fazemos questão de que ele saia. Quanto mais cedo melhor.

 

De Idrissa Doumbia. Andou errante no primeiro tempo, parecendo sempre fora de posição, e demonstrou muita dificuldade em receber a bola e distribuí-la com critério. Impressiona, a sua debilidade no capítulo técnico - sobretudo num jogo desta dimensão, contribuindo para a intranquilidade da equipa. Tentou o golo, aos 63', mas sem pontaria.

 

De Wendel. Terá sido ontem o campeão dos passes falhados, em zonas cruciais do terreno. Silas mandou-o posicionar-se em linha com Idrissa na posição de médio defensivo - missão que não parece agradar ao brasileiro. Logo aos 2', numa perda de bola, permitiu que Gabriel se infiltrasse na nossa área. Aos 30', ao desinteressar-se de um lance junto à ala esquerda, foi ele a forçar Acuña a fazer falta para cartão amarelo. Revela défice de combatividade, sobretudo nas situações de bola disputada, em que parece fugir do contacto físico.

 

De Luiz Phellype. Voltou a ser uma nulidade, como já tinha acontecido frente ao FC Porto e ao V. Setúbal. Parece esconder-se do jogo: está sempre onde não é necessário e falha nos momentos cruciais. O cúmulo da sua ineficácia aconteceu aos 34', quando estava em claríssimo fora-de-jogo: procurou desviar a trajectória da bola disparada por Acuña, que foi certeira para o fundo das redes, sem conseguir tocá-la, mas interferindo no lance ao ponto de tornar ilegal o golo. Aos 57', viu um cartão amarelo (que bem podia ter sido vermelho) por uma falta absolutamente desnecessária muito longe de uma zona de perigo. Lento, apático, pesado, é sem dúvida um dos protagonistas deste fracassado Sporting 2019/2020 no terreno de jogo.

 

Do pavor que se apodera da equipa em cada lance de bola parada defensiva. Quase todos os jogadores do Sporting tremem nestas ocasiões, algo absolutamente incompreensível. Apetece perguntar o que fazem nas sessões de treino. E onde estão os especialistas em motivação competitiva e apoio psicológico prometidos pelo presidente da SAD no início da época.

 

Do árbitro Hugo Miguel. Deixou sem punir dois jogadores encarnados em faltas muito duras sobre Bruno Fernandes: primeiro o inimputável Pizzi, aos 38', que travou à margem das leis de jogo uma arrancada do nosso capitão que prometia terminar em golo; depois Gabriel, que agrediu Bruno com a mão no baixo ventre. A impunidade do costume: em termos disciplinares, o Benfica continua a ser um caso à parte, eternamente protegido pela arbitragem portuguesa. O caso só muda de figura quando joga nas competições da UEFA.

 

Da insegurança no Estádio José Alvalade. É inadmissível que os agentes policiais proíbam os espectadores que pagam os seus bilhetes de entrarem com bolos e sandes enquanto fazem vista grossa à entrada de material pirotécnico, como ontem sucedeu, levando à interrupção do jogo durante quase seis minutos e à debandada de muita gente que se encontrava nas bancadas, sobretudo com filhos menores, enquanto o relvado ardia e milhares de pessoas eram forçadas a inalar fumos tóxicos.

 

Da segunda derrota consecutiva em casa. Após termos cedido os três pontos frente ao FCP, aconteceu agora o mesmo contra o SLB. E ainda só estamos na primeira volta. Na segunda, teremos de ir a Braga, a Guimarães, a Vila do Conde, a Famalicão, ao Dragão e à Luz. De momento temos mais derrotas do que Benfica, Porto, V. Guimarães, Famalicão, Gil Vicente, Boavista, Marítimo e V. Setúbal.

 

 

Gostei

 

De Rafael Camacho. Exibição muito positiva do jovem extremo de 19 anos que veio do Liverpool no Verão passado. Desta vez actuou como titular e fez jus à prova de confiança que o técnico nele manifestou. Imperou no corredor direito, sobretudo na primeira parte, destacando-se igualmente em tarefas defensivas. Foi protagonista das duas únicas ocasiões de golo do Sporting: aos 13', levou a melhor no duelo com Ferro e rematou com força, levando a bola a embater no poste; aos 33', cabecou como mandam as regras à boca da baliza, forçando Vlachodimos a uma grande defesa. No segundo tempo, aos 65' e 66', protagonizou excelentes jogadas de ataque do Sporting.

 

De Acuña. Mesmo condicionado por um cartão amarelo quando ainda faltava mais de uma hora de jogo, não esmoreceu nem deixou de se entregar à luta. Foi sempre um dos elementos mais desequilibradores da nossa equipa e um dos raros que se mantiveram em bom nível do princípio ao fim. Merecem destaque uma recuperação de bola aos 6', um cruzamento perfeito para a cabeça de Camacho aos 33' e o golo que chegou a marcar no minuto seguinte, também num centro a partir da esquerda, invalidado por fora de jogo posicional de Luiz Phellype. Infelizmente, o cartão amarelo que o argentino viu nesta partida deixa-o fora da meia-final com o Braga para a Taça da Liga, já na próxima quarta-feira.

 

De Mathieu. Persiste em ser uma das escassas referências de qualidade no onze titular leonino. Destacou-se numa sucessão de cortes providenciais - aos 8', 29', 37', 56', 62' e 79'. Mesmo ao cair do pano, já aos 90'+8, tentou o golo com um remate acrobático que saiu ao lado. O internacional francês bem o teria merecido.

 

De Max. Sem responsabilidade nos golos sofridos, esteve em bom nível ao travar um tiro de Pizzi aos 12' e ao desviar para cima da baliza um cabeceamento de Gabriel, à queima-roupa, na sequência de um canto, aos 21'.

 

De Bruno Fernandes. Terá sido o seu último jogo de verde e branco em Alvalade? Se foi, merecia seguramente outro cenário. Sem tochas arremessadas para o relvado nem incêndios nas bancadas, sem greve aos aplausos promovida pelas duas claques leoninas durante o primeiro tempo, sem as faltas impunes que foi sofrendo ao longo da partida e sobretudo sem este triste resultado, que em nada se coaduna com o seu valor.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer no Bonfim. O Sporting superou esta noite um teste importante num estádio tradicionalmente difícil, vencendo o V. Setúbal por 1-3. Foi um desafio em que a equipa adversária deu boa réplica, no plano táctico e no plano físico, sem acusar o desgaste que os piegas de turno vinham vaticinando - ao ponto de o técnico espanhol do Vitória nem ter esgotado as substituições. Consumou-se assim a primeira derrota da equipa sadina desta temporada no seu reduto, onde nem Benfica nem V. Guimarães tinham conseguido vencer.

 

De Bruno Fernandes. De novo o  melhor em campo. Não há volta a dar: é um jogador de excepção, um dos mais categorizados que vestiram desde sempre a camisola verde e branca. Os três pontos que trazemos de Setúbal devem-se essencialmente a ele: marcou o segundo golo, de grande penalidade, aos 34'; e fechou o resultado já no tempo extra, culminando a melhor jogada colectiva do Sporting nesta partida. Numa altura em que o capitão leonino já estava magoado e chegou a ser assistido fora de campo. Mas ainda teve forças para voltar e rematar com êxito. Os grandes profissionais são assim.

 

De Bolasie. Boa partida do franco-congolês, que dinamizou sempre o ataque, não apenas no flanco direito, onde actuou de início, mas também na ala oposta, baralhando as marcações defensivas do Vitória. Ficou na retina dos adeptos um lance que protagonizou aos 22' e também a quase-assistência para golo que fez aos 27', colocando a bola nos pés de Ristovski, que logo a centrou - e desse centro nasceu o corte infeliz do defesa João Meira, marcando para nós. O primeiro autogolo de que beneficiamos esta época.

 

De Camacho. Única substituição leonina que produziu efeito. Entrou aos 66' para substituir o lesionado Vietto. Voltou a revelar destreza, velocidade e bons apontamentos técnicos, ajudando a inverter a corrente ofensiva vitoriana, que ameaçava encostar o Sporting no reduto defensivo. Culminou a boa exibição com a assistência para o golo de Bruno Fernandes, aos 90'+4.

 

De estar a vencer 2-0 ao intervalo. Prometia uma segunda parte calma para a nossa equipa. Mas houve excesso de confiança: a partir de certa altura instalou-se um clima de jogo-treino no onze leonino, inaceitável em alta competição. Uma negligência que se pagou cara ao sofrermos o golo, aos 63' - num lance em que Max é mal batido. E podíamos ter sofrido outro, aos 75', quando vimos embater a bola na trave.

 

De ver Battaglia como titular. O argentino voltou a integrar o onze inicial, o que não acontecia desde Setembro, aproveitando o facto de Idrissa Doumbia ter ficado de fora por acumulação de cartões. Esteve longe da exuberância de outros tempos, mas cumpriu no essencial. E permaneceu em campo durante os 90 minutos, o que é bom sinal.

 

Da ausência de Acuña. Boa decisão do treinador, que nem chegou a convocá-lo. O internacional argentino estava quase tapado com cartões e era muito fácil prever que o árbitro Tiago Martins não deixaria de lhe oferecer uma "prenda" amarelada nesta partida. Assim poderemos contar com ele na recepção ao Benfica, sexta-feira que vem. Podia ter feito o mesmo com Coates, outro jogador nas mesmas circunstâncias. Infelizmente o uruguaio foi convocado - e contemplado com a tal prenda pelo apitador de turno. Sem ter feito falta, mas para o efeito não interessa nada. O importante era impedi-lo de defrontar os encarnados em Alvalade.

 

 

Não gostei

 
 

Da atitude dos nossos jogadores na primeira metade da segunda parte. Parecia que já consideravam seguros os três pontos ainda com 45 minutos por disputar. Nesta fase feia e muito fria do jogo, entretiveram-se a trocar a bola em zonas perigosas, enquanto falhavam clamorosamente na finalização - como aconteceu com o frouxo Wendel, aos 48', frente à baliza sadina. Num desses momentos de inaceitável displicência, Ristovski aliviou mal, Mathieu entregou a bola a um adversário e Max foi apanhado fora de posição, deixando-se surpreender por um chapéu de Carlinhos. Muito mal batido.

 

De Luiz Phellype. Condicionado logo no primeiro minuto por um cartão amarelo totalmente absurdo, o ponta-de-lança parece ter ficado afectado psicologicamente - ao ponto de nada ter feito de relevante durante o tempo em que permaneceu em campo. Segunda partida consecutiva em que o brasileiro se revela uma nulidade numa zona do terreno em que tem sido ocupante quase exclusivo. Cada vez me interrogo mais se este jogador possui qualidade para ser titular na nossa equipa.

 

De Jesé. Outra oportunidade perdida. Entrou aos 77', rendendo Bolasie, e voltou a demonstrar que a sua vinda para o Sporting, no início da temporada, foi um lamentável equívoco. Mal se deu por ele em campo. E quando foi preciso ampliar a vantagem e fixar o resultado, recorreu-se ao artilheiro do costume. Que não fala espanhol nem grava discos.

 

Da lesão de Vietto. O argentino saiu aos 66', claramente lesionado. Fica a incógnita: conseguirá recuperar a tempo de podermos contar com ele no confronto contra o Benfica? Já nos basta não podermos contar com Coates (nem com o lesionado Neto, o que forçará a inclusão de Ilori no onze titular) e provavelmente já não com Bruno Fernandes, em vésperas de poder ser transferido para o futebol inglês.

 

De ver os apanha-bolas no Bonfim de máscara na cara. Teatrinho de péssimo gosto, com os responsáveis sadinos a instrumentalizarem os miúdos na tentativa de prolongarem a telenovela "viral" que foram alimentando ao longo da semana.

 

De continuar a ver o Famalicão à nossa frente. Apesar deste triunfo fora de portas, mantemo-nos na quarta posição, pois a equipa minhota venceu o Boavista.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

De termos sido derrotados pelo FC Porto no nosso estádio (1-2). Fomos superiores à turma portista, mas a equipa visitante foi mais feliz. Marcou logo aos 6', no primeiro lance ofensivo que protagonizou, e fechou o resultado aos 73', num lance de bola parada. Beneficiando, em ambos os casos, de graves erros defensivos do Sporting.

 

Que o árbitro tivesse perdoado um penálti ao Porto.  Aos 23', Alex Telles travou Bolasie à margem das leis, em zona proibida. O senhor Jorge Sousa fez vista grossa. Nada que deva surpreender-nos. O coração deste apitador só tem duas cores: azul e branco.

 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. A nossa segunda parte foi um festival de golos falhados. Aos 49, lançado por Bruno Fernandes, Vietto rematou ao ferro lateral. Aos 55', a centro de Acuña, Luiz Phellype cabeceou a rasar o poste antecipando-se aos centrais portistas. Aos 58', correspondendo a novo cruzamento do compatriota, Vietto rematou de primeira também ligeiramente ao lado. Aos 62', outro desperdício de Vietto, a rematar cruzado levando a bola a fazer uma tangente ao segundo poste. Aos 63', perante nova solicitação de Acuña, o protagonista pela negativa voltou a ser Vietto, fazendo a bola sobrevoar a trave. Aos 85', na sequência de um canto apontado por Bruno Fernandes, Coates falhou por centímetros, cabeceando à barra. Não há volta a dar: sem meter a bola lá dentro as vitórias são impossíveis.

 

Da ausência de Pedro Mendes. O ponta-de-lança alternativo a Luiz Phellype está enfim inscrito nas competições nacionais. Mas Silas decidiu prescindir dele, devolvendo-o à Liga Revelação, onde Pedro Mendes voltou a destacar-se, marcando mais um golo - o 15.º nessa competição. Leva já 16 marcados nesta temporada, contando com o que fez ao PSV para a Liga Europa. Estranhamente, permanece fora da equipa principal.

 

De Ristovski. Má exibição, com responsabilidade evidente no primeiro golo, deixando Marega movimentar-se como quis. Foi pelo seu flanco que o FCP fez sempre as incursões mais perigosas, nomeadamente por intermédio de Nakajima. O macedonio foi, de longe, o elemento mais permeável do nosso quarteto defensivo. Enquanto Acuña brilhava no corredor contrário.

 

Da reacção de Silas. Ao contrário do que tem sucedido noutros jogos, desta vez o técnico leonino demorou a mexer na equipa e nenhuma das substituições que fez resultou. Trocar Ristovski por Camacho e Idrissa por Plata aos 79', fazendo recuar Bruno Fernandes para a posição de médio defensivo, nada trouxe de positivo. É certo que estes suplentes utilizados funcionaram como talismã contra o Portimonense, mas não há dois jogos iguais.

 

De Jesé. Continua a ser um mistério, a contratação deste espanhol que parece ter um brilhante futuro atrás das costas. Entrou aos 87', substituindo o dinâmico Bolasie, e destacou-se apenas por ter visto um cartão amarelo por falta absolutamente desnecessária, contra um adversário que até tinha perdido a bola. Uma falta que em nada abona a favor da inteligência táctica do espanhol. Podemos chamar-lhe muita coisa, menos um reforço.

 

Que se tenha quebrado a tradição. Há 12 anos que o FC Porto não vencia um jogo em Alvalade. Quando Jesualdo Ferreira comandava a equipa azul e branca e Paulo Bento treinava o Sporting. Terminou esse enguiço, infelizmente para nós.

 

Da descida na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Famalicão. Vemos agora o Benfica a 16 pontos e o FCP a 12.

 

Do hino alternativo que ficou por tocar. A Direcção leonina decidiu esperar pelo apito inicial do árbitro para fazer soar os acordes iniciais d' O Mundo Sabe Que, aliás logo interrompidos, levando os adeptos a entoar este cântico sem suporte musical nem a respectiva letra reproduzida nos ecrãs do estádio, tudo isto enquanto o jogo já decorria. Uma imbecilidade sem nome.

 

Dos energúmenos da Curva Sul. Assobiaram os jogadores, insultaram o presidente, negaram incentivo à equipa durante toda a primeira parte. E no segundo tempo divertiram-se a mandar tochas incendiárias para o relvado, com o jogo a decorrer, confirmando as tendências pirómanas que já lhes conhecíamos. São os mesmos de sempre. Letais ao Sporting.

 

 

Gostei

 

Da nossa exibição. Os erros pontuais, com destaque para os que nos custaram os dois golos, não invalidam que o Sporting tivesse sido a melhor equipa em campo. O resultado é lisonjeiro para o FC Porto, que dispôs de menos oportunidades e sai de Alvalade como um vencedor feliz.

 

De Luís Maximiano. Podia ter feito mais nos lances dos golos sofridos, mas teve intervenções absolutamente decisivas em dois momentos, aos 75' e aos 90'+2, impedindo Luis Díaz de rematar com sucesso em ambas as ocasiões.

 

De Acuña. O melhor em campo. Se alguém não merecia perder este jogo, foi ele. Autor do solitário golo do Sporting, aos 44', fuzilando Marchesin num remate indefensável, de um ângulo muito difícil, após assistência de Vietto. A recuperação de bola, neste lance, foi dele também. Tal como dos pés dele nasceram os cruzamentos mais perigosos da nossa equipa. No capítulo defensivo, o craque argentino cumpriu igualmente com distinção.

 

Da assistência. Apesar do frio, apesar das péssimas arbitragens que teimam em desequilibrar os campos, apesar de não vencermos um campeonato profissional de futebol há quase 18 anos, não desistimos. Hoje estivemos mais de 41 mil em Alvalade.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Num estádio muito difícil, onde há um ano vencemos a equipa da casa por margem tangencial (2-1), o Sporting impôs o seu futebol ao Santa Clara, que saiu derrotado de forma concludente: 4-0. Um resultado adequado à exibição: o onze leonino foi pressionante, agressivo no melhor sentido do termo e revelou fluidez ofensiva do princípio ao fim da partida, lutando sempre pela vitória. Compensou: este foi o nosso resultado mais volumoso até agora na Liga 2019/2020 - igualando a marca imposta ao PSV para a Liga Europa, com a diferença de o confronto com a turma holandesa ter decorrido em Alvalade.

 

De Silas. Desta vez o nosso treinador não confundiu os jogadores com sistemas tácticos incompreensíveis nem fez poupanças descabidas. Como se impunha, fez entrar em campo aquele que é hoje, sem margem para discussão, o melhor onze leonino: Max; Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña; Idrissa, Wendel, Bruno Fernandes; Bolasie, Vietto e Luiz Phellype. Para quê complicar o que é simples?

 

De Bolasie. Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar de quase costas para a baliza, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza do Santa Clara. Cinco minutos depois, em nova incursão na área, foi derrubado em falta, justificando o castigo máximo de que resultou o nosso quarto golo. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Vietto. Outra exibição de grande nível, que só faltou ser coroada com um golo. Mas esteve quase a apontá-lo, aos 82', quando rematou à barra, bem servido por Jesé. O argentino pensa bem o jogo e tem inegável virtuosismo técnico, tendo protagonizado contra-ataques perigosos aos 35' e aos 40' - no segundo serviu Luiz Phellype, que só precisou de encostar para marcar o golo inaugural do Sporting. Desmarcou muito bem Bruno Fernandes aos 50'. Aos 66' rubricou outro grande lance, rematando em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado. Incansável.

 

Luiz Phellype. Aos pontas-de-lança pede-se eficácia no momento da decisão. O brasileiro cumpriu, no essencial. Aos 19' e aos 34', falhou na finalização. Mas redimiu-se ao dar o último toque, marcando o nosso primeiro, aos 40', e aos 47', quando deu a melhor direcção a um centro de Ristovski. Segunda jornada consecutiva a marcar, já com sete golos amealhados no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. Não foi um dos melhores jogos do capitão. Mesmo assim, participou no primeiro golo, iniciado ao recuperar uma bola junto à ala esquerda e entregando-a a Acuña. É ele quem marca o canto de que resulta o terceiro, aos 54', e cinco minutos depois sela o resultado cumprindo de forma exemplar ao converter uma grande penalidade. Nota positiva.

 

De Ristovski. O internacional macedónio confirmou que é um elemento mais útil como lateral direito do que Rosier. Avançou com ousadia no seu corredor, destacando-se em sucessivos centros para Luiz Phellype (7'), Vietto (16') e novamente Luiz Phellype (34'). Como não há duas sem três, foi dele a assistência para o segundo golo do brasileiro - e do Sporting - com um cruzamento atrasado, a partir da linha de fundo, como mandam as regras. Merece ser titular, sem discussão.

 

Do regresso de Battaglia. Já com o resultado em 4-0, aos 64', Silas fez entrar em campo o internacional argentino - precisamente no mesmo estádio em que na época anterior se lesionou gravemente, levando-o a permanecer quase um ano afastado dos relvados. Já tínhamos saudades de o ver equipado de verde e branco.

 

De ver as nossas redes intactas. Nem um golo sofrido, confirmando-se os progressos registados na organização defensiva do Sporting.

 

Da subida ao pódio. Como antecipei aqui, para irritação de supostos adeptos que visitam este blogue, ascendemos ao terceiro lugar do campeonato numa jornada em que Famalicão e Braga perderam, e V. Guimarães empatou. Seguimos agora isolados neste posto, que há três meses quase parecia uma miragem: quando Silas pegou na equipa, à sexta jornada, seguíamos no nono lugar, tendo à nossa frente Famalicão, Porto, Benfica, Rio Ave, Boavista, V.Guimarães, Tondela e o Santa Clara que hoje derrotámos. Podemos reduzir a diferença em relação ao FCP, que receberemos na próxima jornada em Alvalade, a 5 de Janeiro.

 

 

Não gostei

 
 

Do resultado ao  intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, desvantagem lisonjeira para a equipa açoriana, que só uma vez nesta partida (aos 87') obrigou Max a uma defesa apertada.

 

De Eduardo. O antigo médio do Belenenses tarda em demonstrar no Sporting o que terá levado a direcção da SAD a contratá-lo. Suplente utilizado no jogo de hoje, entrou só aos 77', substituindo Wendel. Pretendia-se que segurasse a bola no nosso meio-campo para garantir a vantagem dilatada, mas nas primeiras vezes em que pegou no jogo entregou-a ao adversário, colocando a equipa em posição difícil. Com este comportamento, tarde ou nunca ascenderá a titular.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória. O mais importante foi conseguido: amealhámos mais três pontos em Alvalade ao vencermos o Moreirense por 1-0. Resultado magro e escasso, que soube a pouco. Mas comparado com outros nesta temporada em que já fomos goleados pelo Benfica e deixámos o modesto Alverca afastar-nos da Taça de Portugal, não podemos queixar-nos. Objectivo mínimo cumprido.

 

De Mathieu. Já me referi a ele aqui: foi de longe o melhor em campo neste Sporting-Moreirense. Destacou-se à frente e atrás. Lançando Borja aos 11', abrindo espaço para um golo que viria a ser anulado por fora-de-jogo milimétrico. Fazendo a bola embater num poste na soberba conversão de um livre directo aos 49'. Cortando de forma irrepreensível um perigoso ataque do adversário aos 64'. E sobretudo fazendo a assistência para o golo de Luiz Phellype, aos 70'. O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.

 

De Bolasie. Continua a ser um lutador. Nem sempre as coisas lhe saem bem, mas ninguém pode acusá-lo de falta de entrega ou falta de atitude. Actua com muita intensidade nos lances divididos, nunca dando uma bola como perdida. Aos 11' chegou mesmo a introduzi-la na baliza, mas a jogada acabou anulada por milimétrica deslocação de Borja, que fizera o cruzamento. Aos 18', coube ao congolês fazer um centro perfeito, que Bruno Fernandes desperdiçou. Aos 20', de cabeça, obrigou o guarda-redes a uma defesa aparatosa. Não é por ele que o Sporting continua com exibições que estão longe de agradar aos adeptos.

 

Da aposta de Silas em Max. Boa exibição do jovem guarda-redes formado em Alcochete. Autoritário entre os postes e seguro nas saídas, como naquela em que defendeu de cabeça, aos 41'. Aos 22' e aos 66' demonstrou ao técnico que vale a pena continuar a confiar nele. Devemos-lhe também o facto de termos chegado ao fim desta partida sem sofrer qualquer golo.

 

Da entrada de Luiz Phellype. O brasileiro entrou aos 64' e seis minutos depois marcava o golo decisivo, que nos valeu três pontos. Um golo de belo efeito, à ponta-de-lança, com forte cabeceamento (a fazer recordar Mário Jardel). Foi o melhor momento deste jogo, que praticamente só nos deu este motivo de alegria.

 

De ver Battaglia no banco. O argentino não chegou a calçar, mas o simples facto de Silas o ter chamado ao lote dos suplentes já é boa notícia para todos quantos admiramos este jogador e lamentamos que o Sporting há mais de um ano não possa contar com ele.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu com o V. Guimarães e está apenas com mais um ponto que o Sporting. A partir de agora também vemos mais perto o FC Porto, que empatou no Jamor com o Belenenses SAD.

 

 

Não gostei

 
 

De Jesé. Silas voltou a transmitir-lhe confiança ao deixar Luiz Phellype no banco e ao incluir o espanhol no onze titular. Mas o rapper revelou-se presa fácil para a defesa contrária: movimentou-se pouco, lutou ainda menos e foi sempre inofensivo no último passe. Diga o que disser Frederico Varandas, influenciado sabe-se lá por quem, não tem instinto nem gestos de ponta-de-lança. O que colocou o Sporting em notório défice ofensivo neste jogo até aos 64', quando Jesé foi enfim tomar duche e passámos a ter em campo o único avançado posicional do plantel leonino. Não por acaso, o golo surgiu seis minutos depois.

 

Da exibição apagada de outros jogadores. Bruno Fernandes esteve em subrendimento, falhando um número incrível de passes e mostrando-se incapaz de aproveitar os lances de bola parada e de ensaiar até os pontapés de meia-distância a que já nos habituou. Wendel, por sua vez, foi incapaz de imprimir dinâmica na nossa construção ofensiva, empastelando o jogo a meio-campo e rodopiando o tempo todo para chegar a lugar nenhum. E Vietto é desperdiçado a jogar junto à linha quando rende muito mais a movimentar-se na faixa central. Falta mencionar Camacho, que voltou a ter uma oportunidade: entrou aos 79', para render Vietto, mas nada fez de útil, pois foi facilmente neutralizado pela defensiva adversária, que o colocava em sistemático fora-de-jogo. E parece também ter uma relação difícil com o golo.

 

Da lesão de Neto. Desta vez Silas decidiu emparceirá-lo com Mathieu (quarta experiência diferente no eixo da defesa leonina em quatro jogos). O internacional português até estava a fazer uma exibição positiva, mas aos 22' fracturou uma costela na sequência de uma bola dividida no nosso reduto defensivo. Vai estar semanas fora dos relvados.

 

Da ausência de Acuña. O argentino, a cumprir castigo, faz sempre falta ao nosso onze titular - sobretudo na posição de ala, onde prefiro vê-lo jogar: é um desperdício tê-lo como lateral esquerdo. Mas valha a verdade que desta vez Borja cumpriu no essencial. Foi até um dos melhores jogos do colombiano pelo Sporting.

 

Dos falhanços de Luiz Phellype. Devemos-lhe o golo que nos valeu três pontos, é certo. Mas o avançado brasileiro ficou a dever outros golos a si próprio - e à massa adepta do Sporting. Aos 69', bem desmarcado, finalizou com um passe inócuo ao guarda-redes. Aos 77', igualmente bem servido, atrapalhou-se com a bola. E aos 81' voltou a desperdiçar. Falta-lhe aumentar a intensidade e melhorar a pontaria.

 

Do 0-0 ao intervalo. Era um resultado profundamente decepcionante para os 26 mil que acompanhámos nas bancadas de Alvalade este jogo iniciado às 17.30 de domingo. Desta vez ninguém pôde queixar-se do horário: só pudemos queixar-nos do fraco espectáculo desportivo. Merecíamos melhor neste último desafio disputado em 2019 no nosso estádio. O próximo será na recepção ao FC Porto, a 5 de Janeiro.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Da derrota em Barcelos (3-1). Perdemos sem discussão possível, levados ao tapete pelo Gil Vicente, muito bem orientado por Vítor Oliveira. Aos 18', já estávamos com o primeiro enfiado nas nossas redes. Ainda empatámos antes do intervalo, mas aos 55' sofremos o segundo, de penálti, e nunca mais conseguimos acompanhar a pedalada da equipa anfitriã. O terceiro aconteceu mesmo ao cair do pano, conferindo mais justiça ao resultado.

 

Da péssima exibição.  Basta anotar que o primeiro remate do Sporting surgiu apenas aos 43', com um pontapé de Wendel à malha lateral. Mediocridade absoluta da nossa linha dianteira, incapaz de desmontar a teia bem urdida pela muralha defensiva do Gil Vicente, que há duas épocas militava no terceiro escalão do futebol português. Na maior parte do tempo a equipa ainda orientada por Silas limitou-se a trocar a bola em zonas recuadas do terreno, de forma totalmente inofensiva, num reflexo evidente do descalabro exibicional dos jogadores que vestem de verde e branco. Nenhum deles teve desempenho positivo. Bruno Fernandes limitou-se a ser o menos mau neste primeiro jogo da Liga em que não fez qualquer remate à baliza nem ensaiou um só tiro de meia-distância.

 

De termos somado quatro derrotas à 12.ª jornada. Um terço dos jogos perdidos quando faltam duas rondas para terminar a primeira volta do campeonato. Segundo desaire consecutivo fora de casa após a derrota em Tondela. Somamos já tantas derrotas como o Rio Ave, o Moreirense e o próprio Gil Vicente. E mais do que o V. Guimarães, o V. Setúbal, o Boavista e o Famalicão. Só conseguimos vencer metade dos jogos disputados sob o comando de três técnicos: Keizer, Pontes e Silas.

 

De Ilori. Numa equipa que vai exibindo preocupantes carências e gritantes defeitos, o central chamado a titular por lesão de Coates demonstrou uma vez mais que não tem categoria para integrar o plantel leonino. O golo inaugural do Gil Vicente nasce de dois erros indesculpáveis deste defesa que há quase um ano regressou a Alvalade: entregou a bola ao extremo adversário e colocou-o em jogo. O descalabro colectivo do Sporting começou neste lance. Nunca é de mais repetir: este jogador veio "substituir" Demiral e Domingos Duarte, despachados a troco de quase nada, o que configura gestão danosa.

 

De Jesé. Silas continua a apostar nele por motivos que ninguém consegue descortinar. Desta vez o "DJ" foi mesmo titular - e mais uma vez demonstrou que, ao trazê-lo por empréstimo para Alvalade, Frederico Varandas falhou em toda a linha. Exímio apenas a atirar-se para o chão e a protestar com a equipa de arbitragem, o espanhol não criou lances de perigo, chegou sempre atrasado à zona de decisão, mostrou-se incapaz de articular lances com os companheiros. E mesmo assim o técnico manteve-o em campo durante 76 minutos. Um verdadeiro mistério.

 

De Vietto. Se não foi o rei dos passes falhados nesta partida, andou lá muito perto. Incapaz de criar desequilíbrios e de rasgar espaço entre as linhas, desistindo com facilidade da disputa da bola, revelou uma chocante falta de intensidade na organização ofensiva do Sporting. Não basta ter boa técnica: é fundamental ter compromisso com a equipa, algo que faltou ao argentino.

 

De Eduardo. Outra nulidade. Silas deu-lhe ordem para entrar aos 83', quando finalmente mandou sair Ilori. O ex-médio do Belenenses SAD, inexplicavelmente contratado pela actual administração da SAD, continua a deixar bem evidente que não reúne condições mínimas para integrar o plantel leonino. Nas primeiras duas vezes em que tocou na bola, chutou para fora. Se estávamos a jogar com dez, com ele em campo ficámos à mesma com menos um.

 

Da classificação. Seguimos em quarto, a uma distância cada vez maior do Benfica, que lidera o campeonato com mais 13 pontos. Já perdemos 16 nestas 12 jornadas iniciais da Liga 2019/2020. E fomos incapazes de reduzir a distância de quatro pontos que nos separa do Famalicão, igualmente derrotado nesta jornada.

 

De levarmos já 15 golos sofridos.  "Apenas" mais dez do que o FC Porto e mais onze do que o Benfica. E mais sete do que o Boavista e o V. Setúbal. E, em golos sofridos, vamos ainda atrás de outras quatro equipas: Gil Vicente, Rio Ave, Santa Clara e Tondela.

 

Do balanço provisório desta temporada futebolística. Acumulamos sete derrotas e sete vitórias em jogos oficiais, com 12 golos sofridos em dez partidas do campeonato.

 

 

Gostei

 

De ver Luís Maximiano na baliza leonina. O jovem guarda-redes, lançado por incapacidade física de Renan, não merecia ter sofrido três golos neste seu jogo de estreia como titular no campeonato.

 

De ver Wendel empatar aos 45'+1. O brasileiro beneficiou de um grande passe de Bruno Fernandes (mais uma assistência) e da deficiente prestação do guarda-redes adversário, que praticamente lhe ofereceu o golo, surgido na melhor altura para nós. Infelizmente, à má primeira parte sucedeu-se um péssimo segundo tempo: o golo do empate não funcionou como tónico.

 

Do Gil Vicente. Merece respeito, esta equipa. No seu terreno já derrotou FC Porto e Sporting, além de impor um empate ao Braga. Vantagem de ter um treinador experiente em vez de um caloiro.

Rescaldo do jogo de ontem

thumbnail_20191110_191210[1].jpg

 

Gostei

 

Da vitória, arrancada a ferros. Conseguimos o mais importante: garantir os três pontos. Esta noite, em Alvalade, frente a um Belenenses SAD que foi claramente superior na primeira parte e chegou ao fim com mais posse de bola. Valeu-nos o inconformismo dos raros jogadores que demonstram inegável qualidade neste plantel leonino. Com destaque para Vietto, autor dos dois golos que serviram ainda em tempo útil para sacudir o triste torpor que tolheu a nossa equipa durante mais de uma hora em campo.

 

Do golão do argentino. Vietto é, de longe, o melhor jogador de todos quantos já foram contratados por Frederico Varandas. Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade. Seis minutos depois, repetiu a dose, a centro de Bolasie: foi um golo menos artístico mas confirmou Vietto como melhor em campo. E ainda podia ter marcado mais dois.

 

De Bolasie. Nem sempre actua com a elegância que os mais exigentes desejariam. Mas é esforçado e não desiste de um lance, mostrando aos companheiros como é que se faz. Foi influente nos dois golos leoninos, exibindo-se como um verdadeiro extremo direito - algo que nos faltou na outra ala - onde rende mais do que diante da baliza.

 

Das mudanças operadas por Silas durante o jogo. Frente ao iminente naufrágio que se avizinhava, e que suscitava protestos bem audíveis no estádio, o técnico mexeu bem na equipa, desmanchando o 3-5-2 inicial e fazendo-a alinhar em 4-3-3. Mandou sair Neto logo aos 33', trocando-o por Camacho, que enfim pôde demonstrar um pouco o que realmente vale perante o público de Alvalade. Ao intervalo, deixou Rodrigo Fernandes no balneário, mandando entrar Idrissa Doumbia - uma opção algo cruel para o jovem formado na Academia de Alcochete, em estreia como titular na equipa principal, mas indispensável para conferir dinâmica e capacidade de iniciativa ao nosso meio-campo. Enfim, aos 66', trocou o apático Eduardo por Luiz Phellype. No conjunto, foram mudanças que funcionaram: Bruno, mais desimpedido de movimentos, pôde enfim pôr a bola a circular e Vietto passou a jogar de trás para a frente em rotação da ala para o centro, como prefere. Com todas as suas limitações, que são bem evidentes, o técnico que veio do Belenenses SAD pode gabar-se de ter vencido sete dos nove jogos disputados pelo Sporting sob o seu comando. Mas precisa de não inventar tanto: tem de pôr Vietto a 10, recuar Bruno para o eixo de construção, colocar sempre um avançado de referência na área e apenas um médio defensivo.

 

De não termos sofrido golos. Do mal o menos: o processo defensivo, com Silas, parece mais consolidado. Pelo segundo jogo consecutivo, com um intervalo de três dias, mantemos as nossas redes intactas.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu dois pontos nesta ronda, empatando em casa com o Moreirense: separa-nos agora quatro pontos. E vimos o V. Guimarães - derrotado no seu estádio pelo Braga - ficar lá mais para baixo. Boas notícias, apesar de tudo.

 

 

Não gostei

 
 

Da miserável primeira parte do Sporting. Espectáculo deprimente, indigno dos pergaminhos e da raça do Leão. Pontapé para trás, pontapé para o lado, devolução ao guarda-redes, alas entupidas, má circulação de bola, um festival de passes falhados mesmo a curta distância, charutadas de centrais sem categoria, como Ilori e Neto. Chegámos a actuar com os onze jogadores remetidos ao nosso meio-campo, como se estivéssemos a defender o zero-a-zero, em casa, frente ao 13.º classificado da Liga. Uma vergonha.

 

Do onze escalado por Silas. O técnico do Sporting - terceiro da temporada, quinto da era Varandas - voltou a mudar o sistema táctico no campeonato, replicando o que fizera entrar em campo na quinta-feira frente ao Rosenborg para a Liga Europa. Foi um rotundo falhanço, desde logo porque na prática os laterais não evoluíram no terreno, formando assim um bloco defensivo composto por cinco elementos aos quais se somavam dois médios muito posicionais. Dando assim liberdade de movimentos ao Belenenses SAD, que nesses 45 minutos iniciais foi a equipa mais acutilante e que dava mais mostras de querer vencer.

 

Que só estivéssemos 27 mil espectadores em Alvalade. Desta vez o jogo decorreu a horas decentes. Mas nem isso atraiu mais público. E a verdade é que muitos dos que ainda foram ao estádio acabaram por sair bastante antes do fim. Convencidos de que aquilo não merecia mais.

 

Da ausência de Acuña e Mathieu. Num plantel escasso em jogadores de classe, como é o do Sporting actual, o argentino e o francês - excluídos por lesão - fizeram muita falta. Nenhum dos seus substitutos em campo revelou sequer um mínimo de qualidade para ocupar aquelas posições. O que só confirma como esta equipa é desnivelada e foi formada sem atender às reais necessidades de um clube que aspira, no mínimo, a atingir um posto no campeonato que lhe permita o acesso à Liga dos Campeões.

 

De Borja. O colombiano vai demonstrando, de jogo para jogo, que foi uma contratação falhada. Não reúne qualidades mínimas para ser titular de uma equipa com as aspirações do Sporting. Débil a defender, tímido a atacar, sem atributos técnicos que o recomendem, voltou a ter uma exibição péssima. E continua a intrigar-me como é que consegue ser internacional pela selecção do seu país.

 

Dos assobios aos jogadores. Estavam decorridos só 14 minutos e já Renan era alvo de sonoras vaias, oriundas sobretudo da curva sul. Pouco depois eram outros a ser brindados com as mesmas manifestações de "carinho" vindas das bancadas. Este péssimo hábito, recente em Alvalade, só pode enervar e desconcentrar os profissionais leoninos, não os ajudando em nada. Como se a equipa jogasse fora na própria casa. Pior só os insultos que do mesmo sector visaram o presidente do Sporting, à meia hora de jogo. Uma vez mais, estes gritinhos voltaram a ser abafados por estrondosos assobios da maioria dos sócios presentes nas bancadas, em evidente repúdio pela javardice das franjas mais extremistas da Juve Leo.

 

Foto minha, esta noite, em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota. Acabou-se um mito: o de que Silas, o quinto treinador da era Varandas, não perdia para jogos do campeonato devido à estrelinha da sorte. O Sporting foi hoje levado ao tapete pelo Tondela, oitavo da tabela classificativa: perdemos 0-1, com o golo da equipa beirã a ser marcado aos 88', em lance de bola parada. Na nossa primeira derrota fora de casa nesta Liga 2019/2020.

 

Da exibição. Uma vez mais, os nossos jogadores arrastaram-se em campo - designadamente durante toda a primeira parte - sem intensidade, com extrema lentidão e movimentos mais que previsíveis. Perdi a conta à quantidade de vezes em que os centrais - hoje Ilori e Coates - trocaram a bola entre si, sem arriscarem um centímetro de organização ofensiva. A primeira defesa de Cláudio Ramos aconteceu só aos 57', de bola parada.

 

Do desperdício na linha de golo. Imperdoável, o falhanço de Miguel Luís aos 33': sem marcação, a dez metros da baliza, foi muito bem servido por Ristovski mas desperdiçou este lance atirando por cima da trave.

 

Das bolas atiradas para a bancada. Bruno Fernandes por duas vezes (84' e 86'), Vietto (74') e Miguel Luís (76') pareciam participantes num concurso para ver quem conseguia metê-la tão longe quanto possível da baliza, talvez até fazendo-a sair do estádio.

 

Da incompreensível troca de Luiz Phellype por Jesé. A precisar de vencer o jogo, Silas mandou sair o nosso único ponta-de-lança aos 63', trocando-o pelo inócuo "avançado-centro" espanhol. Passámos a jogar com menos presença na área quando se impunha precisamente o contrário.

 

Da nulidade ofensiva. Ao fim de 19 jogos seguidos a marcar, desta vez ficámos em branco.

 

Que o golo do Tondela tenha sido marcado por um jogador formado em Alcochete. O central Bruno Wilson - neto de Mário Wilson - apontou de cabeça, na sequência de um livre, sobrepondo-se a Ristovski e Rafael Camacho neste lance. Parece sina nossa, sofrermos golos marcados por profissionais que formámos.

 

Do balanço provisório desta temporada futebolística. Acumulamos sete derrotas e sete vitórias em jogos oficiais, com 12 golos sofridos em dez partidas do campeonato.

 

 

Gostei

 

Da hora do jogo. Enfim, iniciámos uma partida ainda antes do pôr do sol.

 

Do estado da relva. Apesar da chuva incessante que foi caindo, o tapete verde manteve-se globalmente em bom estado.

 

Do guarda-redes do Tondela, Cláudio Ramos. Aos 57' e 67', defendeu dois livre que levavam selo de golo. Marcados por Bruno Fernandes, o nosso jogador menos mau.

 

Da estatística de posse de bola. Esteve 64% em nosso poder. Mas sem produção ofensiva, como sucedeu, esta percentagem não serve para nada.

 

Do apoio dos adeptos. Grande parte dos mais de quatro mil espectadores estava de cachecol verde e branco. Não faltou incentivo à nossa equipa do princípio ao fim.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados em Paços de Ferreira. Triunfo leonino por 2-1, inaugurado logo aos 11' por Luiz Phellype, que assim regressou aos remates vitoriosos após quase um mês de jejum. O ponta-de-lança brasileiro marcou mas não festejou, por respeito à massa adepta do clube onde jogava há um ano, ainda na segunda divisão. Fez bem.

 

Da nossa primeira parte. Domínio absoluto do Sporting neste período do jogo, com destaque para o nosso processo defensivo, onde não se registou qualquer falha, e para diversas acções ofensivas de inegável qualidade, com abertura de linhas de passe e pressões constantes sobre os adversários quando conduziam a bola. Percebe-se que a equipa vem assimilando as ideias de Silas, estando a consolidar automatismos. Ao intervalo, vencíamos por 1-0. Com toda a justiça.

 

De Bruno Fernandes. Após duas partidas em que esteve muito apagado, o capitão voltou a destacar-se. É dele a assistência para o golo de Luiz Phellype, com um remate cruzado de longa distância. Serviu também da melhor maneira o brasileiro aos 68', num lance que poderia ter terminado igualmente em golo, como já havia acontecido logo aos 3'. E foi ainda ele a apontar de modo impecável a grande penalidade que nos assegurou os três pontos, estavam decorridos 79'. O melhor em campo.

 

De Renan. Protagonizou um conjunto de grandes defesas, confirmando a titularidade absoluta na nossa baliza. Evitou golos do Paços aos 47', aos 68' e num livre mesmo antes do apito final, aos 90'+4. Balanço muito positivo, mesmo considerando que podia ter feito melhor no golo sofrido, quando optou por abandonar os postes na marcação de um canto.

 

De Idrissa Doumbia. Foi o "rei" das recuperações de bola, vital para estancar o fluxo atacante do Paços de Ferreira, destacando-se por exemplo aos 3' e aos 19', quando interceptou lances potencialmente muito perigosos. Mesmo no segundo tempo, quando já acusava alguma fadiga física, manteve um nível exibicional bastante elevado. Em perfeito contraste com a exibição do passado domingo, frente ao V. Guimarães.

 

Do regresso de Ristovski. O macedónio retomou o lugar a quem tem direito no onze titular após prolongada lesão, estreando-se nesta temporada. E voltou com manifesta vontade de mostrar serviço, revelando-se muito dinâmico nas incursões atacantes pelo seu corredor, sem descurar o processo defensivo. Está claramente mais confiante e em melhor condição física do que o anterior titular, Rosier, que desta vez nem chegou a sentar-se no banco.

 

Da nossa terceira vitória consecutiva. Em seis jogos desde que assumiu o comando do futebol leonino, Silas venceu cinco. E acaba de conduzir a equipa a um trio de triunfos sucessivos - algo que sucede pela primeira vez na temporada oficial em curso - após suplantarmos o Rosenborg (1-0) e o V. Guimarães (1-0). Pormenor a registar: o actual treinador ainda não perdeu em jogos da Liga 2019/2020 ao serviço do Sporting.

 

De termos conquistado dois pontos ao FC Porto. Conservamos para já o quarto posto, mas reduzimos a distância para a equipa azul e branca, que soma agora mais cinco pontos - os mesmos que também nos separam do Famalicão. Isto significa que só dependemos de nós para atingirmos o segundo lugar.

 

 

Não gostei

 
 

Da segunda parte do Sporting. A nossa equipa regressou irreconhecível do intervalo. Com menos volume ofensivo, recuando linhas, parecendo nervosa, perdendo demasiadas vezes a bola e acusando até um notório desgaste físico. Foi neste período que sofremos o golo, confirmando o ascendente do Paços de Ferreira. E só não sofremos mais devido aos bons reflexos de Renan.

 

De termos estado cinco minutos empatados. O Paços de Ferreira reduziu a desvantagem aos 74' na sequência de um canto em que Eduardo e Coates, na tentativa de cobertura defensiva, não se entenderam no momento do salto. Logo nos preparámos para mais uma sessão de sofrimento. Felizmente aos 78' o jogador pacense Luiz Carlos cometeu uma grande penalidade infantil, desviando ostensivamente a bola com a mão. E no minuto seguinte, na conversão do penálti, Bruno Fernandes tranquilizou-nos.

 

Do festival de cartões. O árbitro Rui Costa, sem atender ao péssimo estado do terreno, foi amarelando impiedosamente os jogadores. Só do nosso lado, sete viram o amarelo: Ristovski (44'), Acuña (60'), Coates (64'), Idrissa Doumbia (69'), Borja (84'), Renan (87') e Eduardo (90'+3). Não havia necessidade.

 

Do descontrolo emocional de Acuña. O argentino, titular indiscutível do Sporting, é um grande jogador mas perde a cabeça com demasiada facilidade. Desta vez voltou a ser amarelado por protestos e arriscou-se, minutos depois, a ser brindado com um segundo cartão pois continuou a reclamar por tudo e por nada, com gestos e palavras muito exuberantes. Ao ponto de Silas, por elementar precaução, tê-lo mandar avançar no terreno por troca com Borja, numa primeira fase (81'), e depois dar-lhe ordem de saída, substituindo-o por Ilori (88').

 

De ver a nossa equipa remetida ao reduto defensivo no quarto de hora final. Terminámos o jogo com cinco defesas: os laterais Ristovski e Borja, e três centrais (Coates, Mathieu e Ilori). Mas havia que segurar a magra vantagem para garantir os três pontos, Silas fez bem em vedar os acessos à nossa baliza. O bom espectáculo ficará para outra oportunidade.

 

Do relvado empapado. É certo que o futebol é um desporto de Inverno e é verdade que Portugal anda carente de água. Mas o espectáculo desportivo foi claramente prejudicado, sobretudo na vertente técnica, pela chuva copiosa que caiu durante toda esta partida em Paços de Ferreira, com reflexos óbvios na qualidade do tapete verde.

 

Dos imbecis da Juve Leo que gritaram contra Varandas no estádio da Capital do Móvel. Andam tão obcecados com o presidente responsável pelo fecho da torneira de onde lhes escorria o dinheirinho, que nem repararam que o Sporting venceu mais um jogo. Frederico Varandas só pode agradecer-lhes tamanha estupidez: a cada protesto deles, vai consolidando o seu poder em Alvalade.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da importante vitória conseguida em Alvalade frente ao V. Guimarães. A equipa minhota, que dias atrás fizera tremer o Arsenal em Londres, mostrou-se bem organizada no relvado leonino e chegou a dominar a partida durante parte do primeiro tempo, mas o Sporting impôs-se com uma vitória por 3-1 que não merece contestação. Com golos de Jesé (que foi titular e se estreou a marcar aos 29'), Acuña (aos 32', também em estreia como goleador nesta Liga) e Coates (aos 74'). Pormenor a assinalar: não ganhávamos desde 18 de Agosto no nosso estádio para competições de âmbito nacional.

 

Da exibição. Este foi, quanto a mim, o jogo em que o Sporting se mostrou mais organizado, seguro, compacto e confiante de todos quantos já disputámos na temporada 2019/2020. O primeiro jogo em que se nota claramente a influência de Silas, que venceu quatro das cinco partidas cumpridas sob o seu comando desde que chegou para substituir Leonel Pontes. Desta vez deixou de fora Wendel, apostando em Eduardo, e optou por Jesé como titular em vez de Luiz Phellype, que só entrou aos 73'. A organização defensiva funcionou e a transição ofensiva, com contra-ataques acutilantes, também produziu frutos. Pormenor a destacar: foi também o primeiro jogo em Alvalade, nesta época, em que conseguimos marcar três golos.

 

Da subida na classificação. Mercê da derrota do Famalicão, que liderava o campeonato desde a quarta jornada, reduzimos a distância para o duo da frente - Benfica e FC Porto, que levam mais sete pontos. E subimos ao quarto posto, ultrapassando precisamente o V. Guimarães e também o Tondela. Todos os triunfos são bem-vindos - e, nestes tempos turbulentos, ainda mais importantes se tornam.

 

De Mathieu. Foi, para mim, o melhor em campo. Um esteio na organização defensiva do Sporting, que conferiu equilíbrio e confiança ao conjunto. Teve uma exibição irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar, impondo-se designadamente nos lances aéreos. Contabilizei acções defensivas que travaram os atacantes adversários aos 14' (dois), 35', 40', 56', 63' (dois), 76', 84' e 90'+4. Fez um soberbo passe em profundidade para Bruno Fernandes aos 16'. E é dos pés dele que começa a jogada que culmina no nosso primeiro golo.

 

De Coates. Funcionou como complemento perfeito do internacional francês: juntos, voltaram a formar uma barreira de centrais quase intransponível (excepto no lance do golo vitoriano, aos 67'). Protagonizou cortes aos 8', 70', 85', 87' e 90'+5. E ainda foi à frente, marcar o nosso terceiro - que tranquilizou enfim os sportinguistas.

 

De Vietto. Estará encontrado o futuro substituto de Bruno Fernandes no onze titular leonino? É a impressão que o criativo argentino tem dado, de jogo para jogo. Desta vez voltou a destacar-se com uma exibição digna de todos os elogios. Basta dizer que os dois golos iniciais do Sporting são construídos por ele - no primeiro a servir Jesé com um soberbo passe de ruptura, o segundo ao introduzir-se na área com a bola dominada e colocando-a em Acuña, que não se fez rogado.

 

De Acuña. O internacional argentino começou a lateral e subiu no terreno com a entrada de Borja, a partir do minuto 68. Em qualquer das posições revelou-se incansável. Marcou o nosso segundo golo, com um primoroso recorte técnico, metendo-a ao primeiro poste. E foi ele a apontar o livre de que resultou o nosso terceiro. Muito combativo, nunca dá uma bola como perdida e jamais desiste dum confronto individual. A intensidade que coloca em cada lance constitui um excelente exemplo para todos os colegas. Se todos fossem como ele, estaríamos bem mais colocados na tabela classificativa.

 

Da aposta de Silas em Rodrigo Fernandes. Aos 88', já com o resultado em 3-1, o treinador mandou sair Eduardo Henrique e fez entrar o jovem internacional júnior, que deu os primeiros passos no futebol em Alcochete. Aos 18 anos, Rodrigo estreou-se assim na equipa principal, sob os aplausos e o forte incentivo de colegas e adeptos. Este é, sem dúvida, o bom caminho.

 

Do jogo. Partida bem disputada, com velocidade e técnica, doses elevadas de emoção e incerteza quase até ao apito final. Estes são os melhores ingredientes do futebol. E é melhor ainda quando o Sporting ganha, como agora sucedeu.

 

 

Não gostei

 
 

Uma vez mais, do horário. Num domingo em que jogaram as três maiores equipas portuguesas, facto cada vez mais raro, coube-nos novamente a fava: o Tondela-Benfica disputou-se às 15 horas, o FC Porto-Famalicão começou às 17.30 e este Sporting-V. Guimarães só teve início às 20 horas. Isto contribuiu para haver só 28.135 espectadores em Alvalade. Hoje é dia de trabalho e sobretudo para quem mora longe de Lisboa estas deslocações tardias tornam-se inviáveis para milhares de adeptos.

 

De Idrissa Doumbia. O jovem marfinense revelou-se o elemento mais fraco do meio-campo, com claras dificuldades posicionais e uma confrangedora incapacidade de construir jogo. Pior ainda: destacou-se pela negativa, com vários passes errados em zonas comprometedoras, por exemplo aos 26', 34' e 43'. Melhorou um pouco no segundo tempo mas continua a fazer muito pouco por merecer a titularidade.

 

Dos assobios a Renan. Mesmo a ganharmos 2-0, resultado que se registava ao intervalo, houve no estádio quem xingasse o guarda-redes por alegada demora em colocar a bola em jogo. Acontece que na maior parte dos casos estes protestos são injustos: o problema não está em Renan, mas nos colegas que tardam em posicionar-se no centro do terreno, dificultando a construção do processo ofensivo com a bola controlada a partir de trás.

 

Dos imbecis no topo sul. Apesar de se ter registado mais uma vitória do Sporting, os deserdados da Juventude Leonina, saudosos de tempos que já não voltam, mandaram pelo menos uma tocha incendiária para o relvado, além de insistirem em exibir lencinhos brancos e gritar impropérios ao presidente Frederico Varandas ainda antes do fim do jogo. Receberam o troco que mereciam: uma vaia imensa de quase todo o estádio. Há um divórcio cada vez maior entre os adeptos e as claques. Não custa vaticinar quem sairá a perder.

 

Da música ensurdecedora. Algo quase tão estúpido como os gritinhos injuriosos das claques é a decisão da Direcção leonina de aumentar os decibéis do hino do Sporting até níveis ensurdecedores - e passíveis de sanções legais - na tentativa de "amortecer" os protestos. Isto não é prova de força, mas de fraqueza. E totalmente desnecessária. Porque para calar os energúmenos do topo sul, como voltou a ficar evidente, bastam os sonoros assobios dos sócios que se concentram no resto do estádio.

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

ORK7U02N.jpg

 

Bruno Fernandes 7 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz)

Luiz Phellype 3 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Coates 1 (Marítimo)

Wendel 1 (Braga)

Vietto 1 (Famalicão)

Pedro Mendes 1 (PSV)

 

Nem de propósito: há, finalmente, acordo entre a administração da SAD e Bruno Fernandes para a renovação do contrato do nosso capitão.

À sétima jornada, o Sporting segue em sexto lugar (atrás do Tondela, que já disputou a oitava ronda).

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso regresso às vitórias. Enfim, mais de um mês depois, após cinco jogos sem vencer - contra Rio Ave (dois), Boavista, PSV e Famalicão. Triunfo sofrido, frente ao Aves - equipa que está em último lugar no campeonato, entrou em campo desfalcada de quatro titulares e terminou o jogo só com dez jogadores. Por 1-0, com golo de penálti, apontado por Bruno Fernandes quando já estavam decorridos 83 minutos. Uma vez mais, portanto, foi sofrer até ao fim. Mas valeu a pena. Não pela exibição leonina, globalmente muito fraca, mas pelos pontos amealhados

 

Da estreia de Silas. O novo treinador - quinto da era Varandas - começa com o pé direito. O seu antecessor, Leonel Pontes, orientou o Sporting em quatro partidas, com um saldo francamente negativo: um empate e três derrotas. Esta vitória, merecida porque o Sporting foi a melhor equipa em campo num jogo insípido e quase bocejante, revelando maior segurança na posse de bola, foi também possível graças a algo que nos tem faltado noutras jornadas: o factor sorte. De um treinador com sorte se dirá o mesmo que Napoleão dizia dos seus generais: é um requisito fundamental para ganhar batalhas.

 

De Bolasie. O congolês demonstrou ser o mais inconformado. Colocado na frente do terreno, disputou sempre as bolas, procurou abrir linhas de passe, deu trabalho aos defesas adversários. Mesmo com ocasionais lapsos de ordem técnica, mostrou-se sempre muito activo. Podia ter marcado por três vezes (aos 53', 59' e 73'). E é ele quem conquista a grande penalidade que viríamos a transformar em golo, com uma oportuna desmarcação aos 81'. Confirma ser um verdadeiro reforço. Melhor em campo.

 

De Bruno Fernandes. Muito marcado, o nosso capitão teve de refugiar-se com frequência em linhas mais recuadas para criar as suas habituais movimentações ofensivas a partir do meio-campo. Desta vez errou bastantes passes. Mas no momento decisivo, chamado a converter a grande penalidade, não claudicou. E foi logo abraçado por diversos companheiros (Vietto, Wendel, Idrissa, Rosier, Luiz Phellype), numa demonstração inequívoca de que há genuíno espírito de equipa no balneário leonino.

 

De Eduardo. Silas apostou nele como titular, pela primeira vez de verde e branco. Enquanto teve pernas para disfarçar a falta de ritmo competitivo, foi um dos melhores em campo. Autor das duas únicas oportunidades de golo do Sporting nesse período, ambas de remates de longa distância: o primeiro, aos 26', acabou com a bola a embater na trave; o segundo, aos 42', foi travado pelo guarda-redes adversário na melhor defesa da noite.

 

De Acuña. Silas surpreendeu ao deixá-lo fora do onze titular. Mas rendeu-se à evidência no minuto 77, ao mandá-lo entrar para o lugar do apático, sensaborão e medianíssimo Borja. Com o argentino em campo, grande parte do nosso jogo ofensivo passou a ser canalizado pelo corredor esquerdo, onde ele pontifica sem rival à altura. Abanou a equipa no melhor sentido, deu-lhe projecção atacante, revelou atitude digna de um autêntico Leão. Não há que ter dúvidas: merece voltar a ser titular.

 

Da subida na classificação. Estamos a oito pontos do líder Famalicão, e a sete tanto de benfiquistas como de portistas. Mas galgámos dois lugares na tabela classificativa do campeonato, estando agora no quinto posto. À nossa frente, além das equipas mencionadas, mantém-se ainda o V. Guimarães. Esperamos que seja a primeira a ser superada num ciclo ascendente a que todos aspiramos.

 

 

Não gostei

 
 

Do empate a zero que se mantinha ao intervalo. Primeira parte disputada a um ritmo muito lento, com demasiadas hesitações na construção, sem ninguém a querer pegar no jogo. Vê-se que, para certos jogadores, a bola continua a queimar: a preocupação de alguns é libertá-la dos pés tão cedo quanto possível, mesmo que seja para fazer um passe de três ou quatro metros. Silas tem uma tarefa muito dura e nada invejável pela frente. Desde logo no plano psicológico: o estado anímico da equipa está muito longe do ideal para superar grande parte dos obstáculos que urge enfrentar no que resta da época desportiva.

 

De Jesé. Desta vez foi titular. Mas teve um actuação apagadíssima, sujeitando-se à marcação da defesa do Aves, que o neutralizou na esmagadora maioria dos lances. Posicionado no último terço, numa espécie de parceria com Vietto que esteve longe de resultar, acabou por sair aos 60' sem criar uma situação de perigo.

 

De termos jogado uma hora sem ponta-de-lança. Luiz Phellype, remetido inicialmente para o banco, só entrou em campo aos 60', substituindo Jesé. Continua sem marcar, mas pelo menos contribuiu para arrastar marcações, propiciando maior envolvência ofensiva aos colegas de equipa que procuravam furar as linhas mais recuadas do Aves.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

De ver o Sporting novamente humilhado em casa. Saímos ontem derrotados de Alvalade, frente ao Famalicão (1-2). Uma equipa que nunca nos tinha vencido e foi recentemente promovida à Primeira Liga após um quarto de século no escalão secundário. Um desaire inaceitável, fruto da apatia e do desnorte do onze leonino, que já perdeu dez pontos nos seis primeiros jogos deste campeonato (três com o Rio Ave, três com o Famalicão, dois com o Marítimo e dois com o Boavista).

 

Do treinador. Leonel Pontes leva três jogos no comando da equipa principal do Sporting - e ainda não conseguiu vencer. O principal responsável por este novo desaire é ele. Dispôs a equipa num losango a meio-campo sem testar devidamente este sistema de jogo, fez alinhar no onze titular três médios com características defensivas e mandou sair o elemento mais criativo, Vietto, num momento crucial, quando o argentino se revelava  o melhor sportinguista em campo. Errou na leitura de jogo, errou nas substituições, mostrou não ter capacidade para altos voos no comando técnico do Sporting. Está a prazo, quase a esgotar-se, como toda a gente já percebeu.

 

Da Coates. O que se passa o central uruguaio? Em três jogos, provocou três penáltis e marcou dois autogolos. O golo da vitória do Famalicão, ocorrido aos 88', foi marcado por ele, em jeito de ponta-de-lança - só que na baliza errada. Como já tinha acontecido na semana anterior, no desafio frente ao PSV, para a Liga Europa. Com a agravante, ontem, de ostentar a braçadeira de capitão. Precisa urgentemente de uma cura de bancada, fora do onze titular e até do banco dos suplentes. Tornou-se numa calamidade.

 

De Wendel. Pontes apostou nele como o médio criativo com maior liberdade de movimentos, mas o brasileiro teve uma actuação péssima, contribuindo em larga medida para enterrar a equipa. É ele quem perde a bola no meio-campo, oferecendo-a de bandeja ao adversário, no lance de que resultou o primeiro golo. É ele quem, isolado no ataque, se atrapalha com a bola e não consegue rematar. É ele quem se mostra incapaz de verticalizar e agilizar o jogo. E é também ele o primeiro a quebrar fisicamente, desgastando as energias em inúmeras corridas inconsequentes.

 

De Miguel Luís. Esconde-se do jogo, dir-se-ia perdido em campo, não se percebe qual é a sua missão posicional. Falta-lhe intensidade competitiva e parece chegar sempre atrasado às bolas divididas. Teve uma ocasião soberana de marcar, isolado perante o guarda-redes - e atirou ao lado. Uma enorme decepção. Melhor é que regresse sem demora às competições da Liga Revelação.

 

Da ausência de Bruno Fernandes. Sem o nosso melhor jogador, que ficou fora desta partida a cumprir castigo, este Sporting torna-se uma equipa banal, do meio da tabela. Não admira que estejamos agora com os mesmos pontos do Tondela e do Santa Clara. Este Bruno faz-nos muita falta.

 

De Jesé. O grande reforço anunciado aos sete ventos por Frederico Varandas tarda em mostrar-se. Jogou meia-hora frente ao Boavista, sem nada fazer de relevante. Acabou por não seguir viagem para a Holanda, devido a uma súbita indisposição. E ontem esteve fora do onze titular: entrou só aos 76', sem adiantar nem atrasar. Apenas deu nas vistas com uma arrancada de 30 metros, com a bola dominada, que terminou com... um passe ao guarda-redes. Inócuo.

 

Da segunda parte. Um verdadeiro descalabro - do pior que tenho visto desde sempre no Sporting. O Famalicão impôs-se, pressionou, dominou, dispôs de seis oportunidades de golo - e aproveitou duas, aos 55' e aos 88'. O suficiente para levar três pontos de Alvalade. Vitória merecida. Foi, sem discussão, a melhor equipa em campo.

 

Dos assobios. Os primeiros protestos sonoros em forma de assobio, nas bancadas do nosso estádio, começaram a escutar-se logo aos 7'. Qual é o jogador que se moraliza e se empolga a receber vaias daqueles que deviam incentivar a equipa com aplausos?

 

De escrever estas linhas. Faço-o, sem a menor vontade, só para cumprir uma tradição antiga neste blogue de registo de todos os jogos da equipa principal do Sporting para efeitos de consulta posterior. Uma tradição quase com oito anos e que só muito raramente interrompi, por motivos de força maior.

 

 

Gostei

 

De Vietto. Melhor sportinguista em campo - um dos raros que merecem nota positiva. Na ausência de Bruno Fernandes, foi ele o único a causar desequilíbrios e a fazer passes de ruptura lá na frente. De um desses movimentos, em que recuperou a bola, nasce o nosso golo - o primeiro golo dele de verde e branco. Um forte disparo de fora da área, dirigido ao canto superior esquerdo da baliza do Famalicão. Belíssimo golo, aos 25', que empolgou os adeptos e nos fez ir para o intervalo a vencer 1-0, o que sucedeu pela primeira vez esta época. Infelizmente tudo seria bem pior na segunda parte. E só se agravou quando Pontes mandou sair o argentino, que se mostrou tão perplexo com esta substituição como todos quantos assistiam ao jogo.

 

De Battaglia. Regresso muito aplaudido do médio argentino após quase onze meses parado por ter sofrido uma lesão grave. Voltou com as qualidades intactas: médio de contenção mais recuado, contribuiu para desarticular grande parte dos lances ofensivos do Famalicão no primeiro tempo. Ainda longe da melhor condição física, foi revelando menos influência na manobra defensiva do Sporting por cansaço, acabando por ser substituído aos 76'. Em noite de assobios, saiu do relvado sob merecidos aplausos.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D