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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei
 
 

De encerrar a época com uma derrota. Começámos a perder na Supertaça, contra o SLB, e terminamos batidos pelo mesmo clube, ao cair do pano desta Liga 2019/2020, a mais comprida e para nós uma das mais penosas de sempre.

 

Dos erros individuais. Dois cantos, dois jogadores mal posicionados a colocar em jogo adversários em fracções de segundo, ditaram esta derrota por 2-1 frente ao Benfica na Luz. Aos 28', Sporar, desconcentrado, permite que Seferovic se movimente em posição legal; aos 88', Matheus Nunes, desatento, põe em jogo Vinicius, no lance capital da partida, que selou o desfecho. E que nos atirou para fora do pódio deste campeonato.

 

De Plata. Jogou só a primeira parte, mas esteve 45 minutos a mais em campo. Sem a menor articulação com Ristovski no pavoroso corredor direito leonino, errou passes, chegou tarde aos lances, perdeu sempre na disputa das bolas divididas e entregou-as de forma displicente aos adversários. Vem piorando de jogo para jogo, ao ponto de ser lícito questionar se não deverá ser emprestado para rodar noutra equipa da Liga.

 

De Eduardo Quaresma. O jovem defesa tem vindo a acusar pressão em excesso, o que o leva a cometer erros impensáveis quando o víamos actuar na Liga Revelação, há poucos meses. Desta vez sem ter a seu lado Coates, que costuma estar sempre atento às dobras, os seus deslizes tornaram-se mais preocupantes: aos 44', falhou uma recepção fácil de bola; aos 48', entregou-a a um adversário. Raras vezes saiu com ela dominada, raras vezes foi capaz de construir com qualidade. Uma noite para esquecer.

 

De Wendel. Noutras partidas funcionou como eficaz pêndulo da equipa, nesta mostrou-se como pêndulo avariado, tantos foram os erros cometidos. Apático, inerte, causou perigo no sector defensivo aos 21'. Entregou a bola várias vezes à equipa contrária: aos 30', 49' e 76', por exemplo. Sem qualidade de passe nem ao menos demonstrar desta vez mais-valia no transporte. 

 

Da lesão de Coates. Como se já não bastasse termos perdido Bas Dost, Raphinha, Bruno Fernandes e Mathieu - jogadores decisivos - em momentos diferentes da época, o último jogo foi disputado com outra baixa, esta totalmente inesperada: Coates lesionou-se no aquecimento, momentos antes do apito inicial, e viu-se forçado a entregar a braçadeira de capitão a Acuña e a sua posição como defesa central na linha mais recuada a Neto, que se confirmou como pálido sucedâneo do internacional uruguaio. 

 

De ver Acuña como central. Há jogadores polivalentes, como o internacional argentino sem dúvida é, mas convém aproveitá-los sempre nas posições em que são capazes de render mais à equipa. Acuña começou no Sporting como ala-esquerdo, actuando várias vezes como extremo; depois recuou para lateral, desaproveitando-se assim boa parte do seu potencial atacante; agora recua ainda mais, fixando-se como o mais esquerdino (e mais baixo) dos três centrais. É um desperdício. Ou um erro de casting, como se diz no cinema.

 

Dos últimos três jogos. Em nove pontos possíveis, só conquistámos um: derrota no Dragão frente ao FC Porto (0-2), miserável empate caseiro com V. Setúbal (0-0) e derrota na Luz (1-2). Eis o Sporting de Rúben Amorim cada vez mais idêntico ao Sporting de Silas. Perdeu-se o efeito novidade, voltou-se à mediocridade anterior, agravada por uma arrepiante falta de poder de fogo: nos últimos cinco jogos, só conseguimos marcar dois golos.

 

Do balanço da temporada. Dezassete derrotas no conjunto das competições da época - novo recorde negativo registado pelo futebol do Sporting. Perdemos pontos em metade dos jogos da Liga 2019/2020, com seis empates e dez derrotas. Perdemos os cinco confrontos contra FCP e SLB (só dois golos marcados e 13 sofridos). E nem sequer conseguimos ganhar ao Rio Ave (5.º classificado) e ao Famalicão (6.º classificado). Talvez para compensar, tivemos quatro treinadores - tantos como o da nossa pior época de sempre, a de 2012/2013.

 

 

Gostei

 

De Tiago Tomás. Entrou na segunda parte, rendendo o péssimo Plata, e teve uma exibição muito positiva. Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar, que assim quebrou um ciclo de cinco jogos sem marcar. Destaco o jovem avançado, com apenas 18 anos, como o melhor do Sporting neste clássico.

 

De Nuno Mendes. Parece ser o mais regular e o mais competente dos cinco jovens que Rúben Amorim lançou na equipa principal desde o recomeço do campeonato. Pouco ousado na manobra atacante pelo seu flanco esquerdo, levou no entanto quase sempre perigo quando ultrapassava a linha do meio-campo, com mudanças de velocidade e a bola bem controlada. Foi ele a criar a nossa primeira oportunidade de golo, quando já estavam decorridos 52 minutos, numa tabelinha com Sporar. Também esteve bem na marcação de cantos. Incompreensível, a decisão do técnico de mandá-lo sair aos 82', trocando-o por Borja: estava a ser um dos nossos raros jogadores com exibição positiva.

 

De ter estado em terceiro no campeonato... até ao minuto 88. Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei
 
 

Da medíocre exibição do Sporting. Em casa, contra o periclitante V. Setúbal, não conseguimos melhor do que um empate a zero. Num jogo em que o nosso primeiro "remate enquadrado" ocorreu aos 65' - um autêntico passe ao guarda-redes, feito por Vietto. E em que não tivemos uma só oportunidade de golo. Quase todos os nossos jogadores merecem nota negativa. 

 

Do desperdício de uma oportunidade. Dependíamos só de nós para alcançar um lugar no pódio deste campeonato, consolidando o terceiro lugar - que nos garante o ingresso imediato na Liga Europa 2020/2021. Para tanto, bastar-nos-ia vencer a equipa de Setúbal pela margem mínima. Nem isso conseguimos. Tudo fica adiado para a próxima jornada, a última, em que defrontamos o Benfica na Luz fazendo figas para que o Braga não vença o FC Porto. 

 

De Ristovski. É um jogador que não tem lugar no plantel de uma equipa com as aspirações do Sporting. Voltou a demonstrar a sua falta de categoria nesta partida em que o Sporting se despediu de Alvalade (com as bancadas vazias) na Liga 2019/2020. Incapaz de um cruzamento em condições, incapaz de um passe bem orientado, incapaz de dominar bem a bola na maior parte das vezes em que é convocado pelos colegas, ficou no balneário ao intervalo, dando lugar a Vietto.

 

De Plata. Outra exibição péssima do jovem internacional equatoriano, que prometia muito mas tem oferecido muito pouco ao Sporting. Desconcentrado, alheado da manobra colectiva, sem capacidade para criar desequilíbrios, desperdiçou um sem-número de ocasiões na posição de extremo direito. Pareceu mais um brinca-na-areia do que um profissional qualificado. Incompreensível, ter ficado em campo até ao fim do jogo.

 

De Wendel. Tem sido um dos nossos melhores elementos, mas desta vez não conseguiu fazer a diferença - muito longe disso. Agarrado à bola, sem dinâmica, incapaz de passes de ruptura, revelando má articulação com Matheus Nunes no centro do terreno, cometeu um erro arrepiante ao entregar a bola a um adversário à entrada da área, aos 90'+2. Um disparate que podia ter-nos valido a derrota, com a nossa equipa a sair de cabeça ainda mais baixa.

 

De Francisco Geraldes. Com Jovane ausente, aparentemente por gestão de esforço, Rúben Amorim apostou nele como titular. Uma oportunidade perdida: este jogador formado em Alcochete nunca foi o médio criativo que o jogo pedia. Incapaz de desfazer o bloqueio setubalense, não arriscou remates de meia distância, não tentou passes em profundidade e nem sequer conseguiu ser derrubado em falta para obter livres - a hipótese mais viável de derrubar a muralha defensiva adversária. Foi inócuo: continua a passar ao largo de uma promissora carreira.

 

Dos pontas-de-lança. Com Sporar magoado e Luiz Phellype ainda longe da recuperação, Amorim recorreu a Tiago Tomás como elemento mais avançado no onze titular. Teste falhado: o melhor que este jovem de 18 anos conseguiu foi logo no minuto inicial, quando tentou um "chapéu" ao guarda-redes que lhe saiu muito acima da baliza. Andou perdido na grande área durante o resto do jogo, tal como Pedro Mendes, que entrou aos 78' (substituindo Nuno Mendes) e quase nem tocou na bola. 

 

Da ausência de Jovane. Eleito melhor jogador e melhor jogador jovem do campeonato no mês de Junho, é o elemento que mais tem feito a diferença neste plantel leonino. Amorim terá optado por o deixar de fora para o poupar com vista ao último jogo, em que defrontaremos o Benfica. Mas o jovem lusocaboverdiano talvez fizesse mais falta nesta partida, em que uma vitória nos facultaria o acesso directo à Liga Europa e aos cerca de três milhões de euros a ele associados.

 

Da falta de golos. Só marcámos um (em casa, contra o Santa Clara) nos últimos quatro jogos. Uma média impensável para qualquer equipa com algumas aspirações a vencer troféus. Assim não dá.

 

 

Gostei

 

De Coates. Não cometeu nenhum erro grave e pareceu sempre um dos raros jogadores incoformados com o empate a zero. Merece por isso ser destacado como o melhor Leão numa partida em que passou os últimos dez minutos a jogar sobretudo à frente, como reforço improvisado da nossa linha atacante. Merecia, ele sim, a vitória neste desafio em que vestiu pela 200.ª vez a camisola do Sporting.

 

De Acuña. Não foi brilhante, longe disso, mas também tentou quase sempre remar contra a maré do conformismo e da apatia que parece ter tolhido a nossa equipa. O único remate que levou algum selo de perigo à baliza setubalense saiu dos pés dele, iam já decorridos 67' - só aí o guardião sadino foi posto à prova. Ficou a impressão que teria rendido mais se Amorim apostasse nele como médio-ala neste desafio, por troca com Nuno Mendes no corredor esquerdo.

 

De Joelson. É bom que não se elevem expectativas em excesso sobre este jovem jogador, que tem apenas 17 anos e quatro meses - é o benjamim da equipa. Mas voltou a ter uma actuação positiva pelo segundo jogo consecutivo, saltando desta vez do banco aos 63' (substituindo Matheus Nunes). Um par de boas acções individuais e cruzamentos para a área, a partir da ponta esquerda, justificam a nota positiva, embora tenha pecado também no capítulo da finalização. 

Rescaldo do jogo de anteontem

Não gostei
 
 

Da derrota do Sporting no Dragão por 0-2. Resistimos durante mais de uma hora, mas aos 64' um lance de bola parada - a cobrança dum canto, seguida de cabeceamento de Danilo, impondo-se perante um Sporar que falhou a marcação nesse momento crucial - sentenciou este clássico, em que o empate bastaria para o FCP se sagrar campeão duas jornadas antes do fim. O segundo golo sofrido, já no tempo extra, ocorreu num rápido contra-ataque, quando a nossa equipa estava quase toda lá na frente, procurando conseguir um ponto, com um apático Borja a deixar Marega em jogo. Dois lapsos individuais num jogo desta importância revelaram-se fatais para as nossas cores. 

 

De Sporar. O internacional esloveno leva cinco jogos consecutivos sem marcar. Persiste em não se adaptar ao modelo táctico posto em prática pelo actual técnico leonino e perde bolas por falhas de recepção. Preso de movimentos, rendendo-se às marcações, lento na decisão, voltou a ficar muito aquém daquilo que o Sporting deve exigir a um ponta-de-lança. No primeiro lance da partida, meteu-a lá dentro, aproveitando um ressalto, mas o golo foi anulado por flagrante fora de jogo. Isolado aos 7', demorou tanto a decidir que permitiu o corte. Aos 81', falhou o desvio num canto bem cobrado por Joelson. Teve culpas no primeiro golo portista. Nada lhe anda a correr bem.

 

De Ristovski. A pior exibição de verde e branco: até parecia que estávamos a jogar com dez. Aos 3', passou para ninguém. Aos 9', um mau cruzamento. Aos 20', aos 22' e aos 33', entregou a bola aos adversários. Falhou um passe longo aos 51'. Batido sistematicamente nos duelos com Luis Díaz, numa dessas ocasiões (aos 25') esteve quase a surgir um golo do Porto. É difícil compreender por que motivo Rúben Amorim demorou 73' a retirá-lo do campo.

 

De Plata. O jovem internacional equatoriano nunca se entendeu com o seu colega de ala: foi algo que se percebeu muito cedo neste clássico. Houve um lance emblemático desta falta de articulação entre ambos, quando aos 52' Plata tentou servir Ristovski de calcanhar, já dentro da grande área, matando assim um lance promissor, o que lhe valeu uma dura reprimenda do macedónio. Anulado por Pepe, nada trouxe de útil à equipa. Foi o primeiro a ser substituído, logo aos 54'. 

 

Do nosso ataque. Começámos bem, com ímpeto ofensivo, mas as pilhas esgotaram-se demasiado cedo. Na segunda parte, o Sporting só concretizou dois remates à baliza adversária. Nenhum clássico consegue ser vencido com números destes.

 

Das substituições. Amorim tentou revitalizar a equipa, que acusava quebra física e anímica após o empate a zero registado ao intervalo, mas desta vez o banco não ajudou muito. Francisco Geraldes (entrou para o lugar de Plata), Rafael Camacho (rendeu Ristovski) e Tiago Tomás (em campo desde o minuto 78', substituindo Jovane) pouco ou nada contribuíram para o rendimento da equipa. A excepção foi Joelson, de quem falarei mais abaixo.

 

Do fim da estrelinha do treinador. Amorim, que se estreou como técnico do principal escalão do futebol português no início do ano, conheceu agora a primeira derrota, ao fim de 18 jogos. Como ele próprio já tinha avisado, algum dia havia de ser. 

 

Da má tradição que se cumpriu. Nos últimos dez campeonatos, o Sporting só conseguiu vencer uma vez no Dragão: na temporada 2015/2016, quando ali derrotámos o FCP por 3-1. De resto, nove derrotas. Com treinadores tão diferentes como José Couceiro, Sá Pinto, Oceano Cruz, Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus, Marcel Keizer e agora Rúben Amorim.

 
 

Gostei

 

Da boa entrada em campo. Surpreendemos a equipa anfitriã logo no primeiro lance da partida, com um excelente slalom de Nuno Mendes que fez tremer toda a defensiva portista. Esta dinâmica inicial estendeu-se por 20 minutos: nessa fase tínhamos concretizado dois remates (contra zero do FCP) e superávamos a equipa adversária em número de cantos (3-1). Infelizmente não voltámos a ter superioridade neste clássico, excepto por breves minutos da segunda parte numa boa mas efémera reacção ao primeiro golo.

 

De Coates. O nosso capitão fez jus à braçadeira, revelando-se o melhor sportinguista em campo. Com Max já batido, evitou um golo portista logo aos 25' com um corte providencial junto à linha de baliza. Fez impor a sua presença nos lances aéreos, não apenas no sector defensivo (bons cortes aos 16' e 22') mas também junto à baliza adversária, nas bolas paradas. Aos 19', anulou as marcações na trincheira portista, embora cabeceando por cima. Muito eficaz no controlo da profundidade excepto nos minutos finais, em que já estava mais à frente por indicação técnica, na fase do tudo-por-tudo. No golo de Danilo, não tem qualquer responsabilidade: a parte que lhe cabia estava bem coberta.

 

De Nuno Mendes. Tem só 18 anos, mas mostra em campo uma maturidade muito superior à idade que consta dos seus documentos de identificação. Pôs a funcionar a ala esquerda leonina, em notório contraste com a inoperância do nosso flanco oposto. O primeiro sinal de perigo, no minuto inicial, partiu dos pés dele. Ganhou vários duelos individuais (nomeadamente com Fábio Vieira) e nunca se mostrou intimidado por se estrear num clássico da primeira divisão. Não custa vaticinar-lhe um futuro muito promissor.

 

De Matheus Nunes. Foi a melhor exibição do jovem médio brasileiro desde que joga no primeiro escalão. Seguro, com personalidade, articulando bem os lances com Wendel no meio-campo defensivo e sem fugir aos confrontos individuais, destacou-se a roubar bolas aos adversários e foi um dos nossos raros jogadores a arriscar passes de ruptura, servindo os colegas de ambas as alas. Bom também no transporte de bola. E ainda tentou o remate de meia-distância, embora sem sucesso.

 

De Joelson. Entrada fulgurante do júnior recém-estreado por Amorim na equipa principal: aos 17 anos e quatro meses, tornou-se o mais jovem jogador de sempre a actuar num clássico do nosso futebol. Substituiu Eduardo Quaresma aos 78' quando o técnico leonino desmanchou o seu habitual dispositivo táctico para imprimir uma toada mais ofensiva na procura do golo do empate. Actuando como um extremo puro, sobretudo na ala esquerda, aos 81' fez um bom cruzamento infelizmente não aproveitado, aos 88' sacou um livre muito perigoso e ainda tentou o remate aos 90'+5. Devia ter entrado mais cedo.

 

De ver em construção uma equipa com futuro. Neste jogo, seis jovens leões estrearam-se num clássico. E sete dos nossos onze titulares no Dragão são sub-23. Mesmo derrotados, todos eles aproveitaram seguramente a experiência para colherem lições que lhes serão muito úteis já na próxima temporada futebolística. Dá gosto vê-los com verdadeiras oportunidades de mostrarem o que valem, confirmando a vocação do Sporting para ser um clube formador. O caminho faz-se caminhando.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Santa Clara. Não esteve fácil, mas derrotámos a turma açoriana que "emigrou" há um mês para o continente, instalando-se na chamada Cidade do Futebol. Por um tangencial 1-0 que fixou o resultado desta partida em Alvalade, contra uma equipa que em Junho derrotou Braga e Benfica.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Voltou a valer-nos três pontos ao metê-la lá dentro, dando a melhor sequência a um magnífico passe vertical de Wendel, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo sem a deixar cair no chão. Estavam decorridos 67'. O jovem caboverdiano fez a diferença não apenas neste lance decisivo mas ao longo de todo o desafio, em que foi sempre o mais criativo e o maior desequilibrador. Soma e segue.

 

De Wendel. Outra partida de grande nível do jovem brasileiro, que em boa hora regressou ao onze titular depois de ter ficado no banco contra o Moreirense. Erro que o técnico corrigiu: este é um jogador que deve actuar sempre de início. Ninguém como ele neste Sporting transporta a bola com tanta qualidade nem exibe tanta precisão de passe, como ficou bem evidente na preciosa assistência dele para o golo.

 

De Nuno Mendes. Outro regresso ao onze titular. Menos exuberante do que os seus colegas já mencionados mas nem por isso menos útil na manobra colectiva da equipa, como médio-ala. Foram dele os melhores cruzamentos (superiores aos de Ristovski, na ala oposta) e protagonizou várias tabelinhas com Jovane que levaram sempre perigo ao reduto açoriano. Pena ter desperdiçado uma soberana oportunidade de ampliar a vantagem, de frente para a baliza, aos 75': lateralizou em vez de disparar, como se impunha. De qualquer modo, vai consolidando a presença na equipa principal depois de se ter destacado na Liga Revelação. Não custa vaticinar-lhe um futuro muito promissor.

 

De Plata. Esteve longe de uma exibição perfeita, mas volta a merecer nota muito positiva. Por ser combativo, veloz e criativo, sobretudo nas movimentações da linha para o centro do terreno, baralhando as marcações adversárias: a qualquer momento pode criar perigo e fazer a diferença. Ao minuto 90', foi claramente derrubado à margem das regras dentro da grande área do Santa Clara. Era penálti, que o árbitro não assinalou.

 

Da nossa organização defensiva. Amorim continua a formatar a equipa de acordo com as suas ideias, construindo-a de trás para a frente. É no reduto mais recuado que já mais se nota a intervenção do técnico: o Sporting deixou de ter os desequilíbrios defensivos que antes evidenciava, nomeadamente nos lances de bola parada, que provocavam calafrios nos adeptos (mesmo em dias quentes, como este foi). Os números confirmam: nos últimos oito jogos, sofremos apenas quatro golos. Nos oito anteriores, tínhamos encaixado nove. As actuais exibições podem não ser ainda muito vistosas, mas são bastante mais seguras.

 

Da contínua aposta em jovens. Terminámos o jogo com oito jogadores sub-23: Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Wendel, Nuno Mendes, Jovane Cabral, Gonzalo Plata, Matheus Nunes e Tiago Tomás. Um facto que merece registo: está a nascer o Sporting do futuro.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora dezassete jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista seis vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD, Gil Vicente e Santa Clara) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos). Mantém-se invicto.

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero ao intervalo. O Santa Clara aferrolhou os caminhos para a sua baliza, montando uma dupla linha de três defensores que foi neutralizando os cruzamentos leoninos. Os dois guarda-redes tiveram pouco trabalho durante toda a primeira parte, muito empastelada e com raros momentos de emoção.

 

De Sporar. Quarto jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Persiste em estar no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Quando a bola vai ao primeiro poste, ele está junto do segundo - e vice-versa. Parece chegar sempre ligeiramente antes ou ligeiramente depois do preciso instante em que é necessário para a meter lá dentro. E continua sem ganhar lances aéreos, algo pouco recomendável num ponta-de-lança.

 

De Idrissa Doumbia. O técnico deixou desta vez Battaglia no banco, voltando a dar talvez a última oportunidade ao marfinense, que não soube aproveitá-la. Pareceu um elemento estranho à dinâmica da equipa, congelando os lances quando devia acelerá-los. Incapaz de transportar a bola ou de ligar o meio-campo às zonas mais adiantadas, prefere lateralizar as jogadas ou abusar dos atrasos, como voltou a acontecer. Continua a exibir evidentes deficiências técnicas, nomeadamente no posicionamento defensivo. É um sério candidato a abandonar o Sporting no final da época.

 

Do amarelo exibido a Acuña. O internacional argentino, que estava tapado com cartões, falhará o decisivo jogo da próxima semana contra o FC Porto: foi amarelado aos 64', num lance dividido, nesta partida em que actuou como improvisado central esquerdino até ser rendido por Borja, aos 84'. Vai fazer-nos falta no Dragão.

 

Do árbitro. Chama-se António Nobre: apesar de ter nome de poeta, jamais o imaginaríamos a escrever um soneto de amor ao Sporting. Muito pelo contrário, teve um duplo critério no plano disciplinar, contemporizando com o jogo faltoso da turma visitante, e errou em toda a linha ao perdoar um penálti ao Santa Clara por derrube de Plata no minuto 90. Foi a terceira grande penalidade favorável ao Sporting que ficou por assinalar em dois jogos consecutivos. Só por manifesta ingenuidade alguém acreditará que é mera coincidência.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa organização defensiva. Há números que não se alcançam por acaso: levamos sete jogos consecutivos sem perder. Isto deve-se ao facto de o actual técnico estar a construir uma equipa, como mandam as regras: de trás para diante. Mesmo tendo perdido o grande esteio do nosso bloco defensivo - Mathieu, internacional francês ex-Barcelona - Rúben Amorim tem sabido apetrechar o sector mais recuado de um dispositivo táctico eficaz, traduzido em números: apenas quatro golos sofridos nos últimos sete jogos, contra 12 marcados. Apenas sofremos em três desses sete desafios. Ontem, fora de casa contra o Moreirense, a nossa baliza manteve-se intocável (0-0).

 

De Coates. Destacou-se no jogo como baluarte da defesa, dando-lhe voz de comando. É o mais veterano desde a saída de Mathieu, que abandonou o futebol por lesão. Atento, sempre que foi necessário, a limpar qualquer investida adversária - assim foi, com cortes providenciais, aos 15' e aos 53'. E ainda foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe. O melhor em campo.

 

De Wendel. Ficou, estranhamente, sentado no banco e só entrou aos 61'. Erro do técnico, que viu a equipa jogar mais de uma hora sem o seu pêndulo no meio-campo, que organiza jogo e transporta a bola com qualidade. Mal entrou, viu-se a diferença: a equipa ganhou fôlego ofensivo, subiu o patamar de qualidade e só não alcançou os três pontos por imperícia na finalização e incompetência do dono do apito.

 

De Nuno Mendes. Outro jogador que devia ter alinhado de início. Difícil de entender a opção de Rúben Amorim, que o manteve sentado no banco de suplentes até ao minuto 61', quando entrou para render o inoperante Borja. Só aí passámos verdadeiramente a ter um ala esquerdo: Acuña, ontem muito apagado, nunca pareceu combinar com o colombiano e funcionou melhor quando recuou para a posição de central esquerdino, enquanto o jovem da formação leonina se adiantava no terreno, acelerando o jogo no corredor e cruzando com intenção deliberada de servir os companheiros na grande área.

 

Das substituições. Contra uma equipa que não fez um só remate enquadrado à nossa baliza e ficou reduzida a dez aos 51', só conseguimos ocupar com eficácia o corredor central após mais de uma hora de jogo, quando o treinador fez as substituições que há muito se impunham. Tempo desperdiçado, quando a energia física já não era a mesma e a capacidade anímica do colectivo leonino estava longe do seu melhor. Além das já mencionadas, registou-se ainda a troca de Ristovski pelo ainda júnior Joelson, em campo desde os 66'. Benjamim do plantel, teve bons pormenores, dinamizando o flanco direito do nosso ataque e ganhando mais meia hora de experiência entre os adultos.

 

De Plata. Foi sempre um dos mais inconformados, causando sucessivos desequilíbrios ao transitar da ala para o centro, com a bola dominada no pé esquerdo, na habitual manobra que costuma confundir os defesas adversários, tentando servir Sporar - e assim foi, num bom centro aos 33´, infelizmente desperdiçado. Alvo de faltas consecutivas: uma delas levou à expulsão de Halliche, aos 51'.

 

Da contínua aposta na formação. Terminámos o jogo com cinco jovens oriundos da Academia em campo: Luís Maximiano (que não fez qualquer defesa digna desse nome durante toda a partida), Matheus Nunes, Jovane, Nuno Mendes e Joelson. Só assim, dando-lhes oportunidades, estes jovens conseguirão evoluir e mostrar aquilo que realmente valem.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora dezasseis jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero. Não apenas pela ausência de golos mas também pela quase inexistência de verdadeiras oportunidades de os criar. Só fizemos dois remates dignos desse nome: aos 69', quando Sporar, num remate cruzado da direita, atirou com força mas à figura do guarda-redes, e aos 84', quando Wendel também foi incapaz de ludibriar o guardião do Moreirense. Voltámos a perder pontos, quatro jogos depois: soube a muito pouco.

 

De Sporar. Terceiro jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Pareceu estar sempre no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Demorou mais de uma hora a conseguir o primeiro remate e, quando o fez, permitiu intervenção fácil do guarda-redes. De algum modo símbolo da partida, nesta que foi a pior exibição do Sporting na era Rúben Amorim.

 

De Battaglia. O técnico apostou nele como titular, enquanto médio mais próximo do eixo da defesa, numa partida em que não precisávamos de um trinco, dadas as características da equipa adversária, nada vocacionada para o ataque. O argentino está em manifesta quebra de forma: nunca combinou com Matheus Nunes, seu parceiro no meio-campo, foi incapaz de fazer passes de ruptura e pareceu perdido naquela função de funcionar como tampão de um fluxo ofensivo que nunca existiu.

 

De Matheus Nunes. Amorim continua a confiar nele, mas desta vez o jovem brasileiro não correspondeu: falta de intensidade no transporte de bola, falta de criatividade para desenhar lances, manifesta incapacidade para ligar sectores. Passe disparatado aos 60', péssimos remates para a bancada aos 72' e aos 75', pontapé sem nexo aos 78'. Custa perceber por que se manteve em campo durante todo o jogo.

 

De Borja. Central improvisado desde a saída de Mathieu neste rígido sistema de defesa a três (ou a cinco) imposto pelo novo treinador, o colombiano nunca sai da chamada "zona de conforto", incapaz de acelerar o jogo ou de iniciar a construção com qualidade. Disto se ressentiu Acuña, o elemento que actuava mais próximo dele no corredor esquerdo e que acabou por substituí-lo quando o técnico alterou enfim o inoperante onze inicial. Cada vez se percebe com mais nitidez que precisamos de um verdadeiro central esquerdino como reforço do plantel.

 

Do árbitro Tiago Martins. Deixou passar em claro uma grande penalidade cometida sobre Jovane, logo aos 3', sendo ainda mais incompreensível que o vídeo-árbitro (ontem era Jorge Sousa) não o tenha advertido para este lance. Quase ao cair do pano, voltou a fazer vista grossa a outro penálti, sobre Coates, numa bola disputada dentro da área. Aqui foi avisado e ainda se dignou espreitar as imagens, mas manteve a decisão inicial: tratou como "casual" um derrube à margem das leis do jogo. Péssima actuação, confirmando ser um dos piores apitadores que se pavoneiam na Liga portuguesa.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória desta noite, em casa, contra o Gil Vicente. Derrotámos por 2-1 a equipa que tinha vencido o FCP na primeira jornada da Liga 2019/2020 e que nos dobrou (1-3) na primeira volta, em Barcelos. Desta vez com domínio total do jogo: foi, oficialmente, o nosso triunfo n.º 1500 no primeiro escalão do campeonato nacional de futebol. O resultado - que por este motivo será sempre lembrado no futuro - começou a ser construído aos 21', com golo de Wendel. Plata ampliou a vantagem aos 49'. A equipa minhota reduziu aos 90', marcando de penálti.

 

De Plata. Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores. Podia ter marcado outro, aos 85', na sequência de um excelente centro de Nuno Mendes. O melhor em campo.

 

De Wendel. Foi ele a pautar o jogo leonino, liderando as transições ofensivas, bem entrosado com Matheus Nunes. Precisão de passe, argúcia na leitura de jogo e capacidade de variação de flanco, baralhando marcações e dando criatividade ao processo ofensivo. Parece estar um pouco em toda a extensão do terreno, como se verificou no golo inicial, quando ganhou o ressalto, após falhanço de Sporar, e rematou com êxito. Fez um excelente passe em velocidade isolando Plata, num lance que o jovem equatoriano desperdiçou.

 

De Nuno Mendes. Vem subindo de rendimento jogo após jogo, tornando-se cada vez mais influente. A jogada do primeiro golo tem início num excelente lançamento lateral, das mãos dele. Actuando sobretudo como médio-ala no corredor esquerdo, neste sistema implantado por Rúben Amorim, destacou-se em duas iniciativas ofensivas aos 6' e aos 85'. Transpira confiança e boa condição física, parecendo bem articulado com Borja, que lhe assegura as dobras no seu flanco.

 

De Coates. O capitão da equipa não é apenas o patrão da defesa: aos 29 anos, é o mais veterano do onze titular, que hoje apresentava uma idade média de 22,6 anos. Domina todos os momentos de jogo no reduto mais recuado, ganhando lances aéreos e nunca desperdiçando uma oportunidade de ajudar a equipa no plano ofensivo, nomeadamente durante as marcações de cantos. Cortes muito oportunos aos 19', 63' e 68'.

 

De Ristovski. Foi titular pelo segundo jogo consecutivo e confirmou que tem vontade e energia para agarrar o lugar, que neste modelo 3-4-3 estimula o seu pendor ofensivo. Características bem patentes na jogada rápida que desenvolveu na construção do primeiro golo, recebendo a bola de Sporar e colocando-a nos pés de Plata, numa demonstração clara de bom futebol de ataque. Dois cruzamentos, aos 61' e aos 83', mereciam ter sido mais bem aproveitados.

 

De Max. Exibição segura e consistente. Fez duas grandes defesas: aos 35', quando revelou óptimos reflexos ao travar um tiro de Barayé disparado já dentro da área; e aos 64', quando evitou que o Gil Vicente marcasse de livre directo.

 

De mais duas estreias na equipa principal. Aos 81', Amorim mandou sair Matheus Nunes e lançou Tiago Tomás, que na época passada marcou 28 golos pela equipa sub-17 e este ano apontou três na Liga Revelação. Tem 18 anos e promete tornar-se um avançado de referência no Sporting. Aos 90'+1 entrou Joelson: com apenas 17 anos, é um dos nossos mais brilhantes jogadores do escalão júnior. Substituiu Sporar, ainda a tempo de marcar um livre directo. Nem um nem outro esquecerão este dia de estreia. Que foi também o dia do 114.º aniversário do Sporting.

 

Da contínua aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Rafael Camacho), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Com Tomás e Joelson, já são cinco os jogadores que o actual treinador leonino estreou nos últimos desafios. Sem inibições nem complexos de qualquer espécie.

 

Da homenagem a grandes Leões em dia de aniversário. Excelente, a ideia de imprimir nas camisolas dos jogadores os nomes de craques históricos do futebol do Sporting. Max, por exemplo, apareceu como Damas. E os nossos golos foram marcados por Jesus Correia (Wendel) e Balakov (Plata). Tiago Tomás tinha o nome de Cristiano Ronaldo estampado na camisola e Joelson estreou-se em homenagem explícita a Yazalde - era o nome que trazia escrito nas costas.

 

De somarmos quatro jogos seguidos a ganhar, pela primeira vez na temporada em curso.  Além disso levamos uns inéditos (nesta época) seis jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que continuamos no bom caminho, por mais que isso faça perder as estribeiras a alguns - ao presidente do Braga, por exemplo, que ontem tentou visar o Sporting num patético comunicado em que anunciava o despedimento do treinador Custódio, sucessor de Rúben Amorim, ao fim de apenas seis jogos.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Temos agora cinco pontos de avanço em relação ao Braga, novamente derrotado (perdeu 2-3 com o Rio Ave), e encurtámos a distância face ao Benfica, que nesta ronda soçobrou perante o Marítimo (0-2). O segundo lugar está agora a nove pontos. É difícil alcançá-lo, mas não impossível. Algo impensável há um mês.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora quinze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses quinze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

De ver a equipa tão desfalcada. Já não nos bastava termos perdido Bruno Fernandes (que brilha em Manchester, onde acaba de marcar pela primeira vez dois golos ao serviço do United) e Mathieu (recém-retirado do futebol). Vietto e Luiz Phellype continuam afastados por lesões. Francisco Geraldes magoou-se no último treino antes deste jogo. Acuña (já recuperado) e Jovane ficaram de fora, por opção técnica. Por um ou outro motivo, não pudemos contar com pelo menos quatro jogadores considerados imprescindíveis no onze titular do início da época.

 

Do excesso de golos falhados. Em pelo menos três ocasiões, desperdiçámos oportunidades soberanas de sentenciar o jogo, que manteve o desfecho incerto até final. Sporar falhou um golo cantado na sequência de um canto, aos 14'. Plata decidiu mal aos 45', quando tinha apenas o guarda-redes pela frente. Aos 47', também isolado, Wendel rematou com força mas à figura do guardião gilista.

 

De Camacho. Amorim optou por trazê-lo de volta aos titulares, mas o jovem que já actuou no Liverpool não foi feliz neste regresso ao onze. Trapalhão, desligado dos colegas, pareceu sempre desconfortável na ala esquerda, onde o técnico o colocou de início. Anda a faltar-lhe acerto e consistência. E nem o facto de ter jogado com o nome de Figo nas costas (último n.º 7 que obteve sucesso no Sporting) pareceu inspirá-lo. Quando saiu, aos 69', já parecia ter ido tarde.

 

De Idrissa Doumbia. Substituiu Camacho e nos minutos iniciais até parecia embalado para uma boa exibição, reforçando o meio-campo para compensar um Wendel já muito desgastado. Mas teve uma péssima intervenção quase ao cair do pano, ao cometer um penálti absolutamente desnecessário, quando a bola já se encaminhava para fora da área e o Gil Vicente continuava sem causar real perigo à nossa organização defensiva. Deste modo não apenas permitiu que a equipa minhota marcasse como deu oportunidade a que o autor do golo fosse um tal Rúben Ribeiro, que anda há dois anos em litígio aberto com o Sporting e teve a sorte de regressar a Alvalade com as bancadas sem público. Se alguém merece uma vaia monumental dos sportinguistas é este indivíduo que faz da ingratidão um lema.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, desta vez contra o falso Belenenses. Triunfo incontestado do Sporting por 3-1 nesta partida, desenrolada na chamada Cidade do Futebol, pouco depois das 19 horas, o que forçou a primeira parte a desenrolar-se com o sol já muito baixo, dificultando a visão em parte do terreno. Outros três pontos amealhados, confirmando a nossa equipa como a mais bem-sucedida nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020, agora na quarta ronda. Apesar de termos actuado hoje sem quatro jogadores que há cinco meses eram considerados nucleares: Bruno Fernandes (entretanto transferido para o Manchester United), Acuña, Vietto e Mathieu (todos lesionados).

 

De Jovane. Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com distinção: o golo que marcou aos 36', em remate acrobático, foi espectacular. Fechou a conta com um penálti indefensável, aos 45'+2. Soma e segue.

 

De Coates. Capitão da equipa, patrão incontestado da defesa - e também, aos 29 anos, o mais velho do onze titular leonino. Seguro, confiante, determinado, foi ele a iniciar a reviravolta, erguendo-se mais alto do que toda a defensiva azul aos 22', marcando de cabeça um golo na sequência de um canto, como recomendam todos os manuais do futebol. Esteve quase a repetir a dose aos 63', forçando Koffi à defesa da tarde.

 

De Ristovski. Primeira actuação como titular, desde o reinício do campeonato. Passou na prova, globalmente, destacando-se sobretudo nas acções ofensivas. Teve o melhor momento num cruzamento a que Jovane deu sequência perfeita, tornando-se assim numa assistência para o segundo golo. Voltou a cruzar muito bem, aos 53' e aos 56'. Ao ser substituído por aparente fadiga (79'), saiu certamente satisfeito. Pode manter-se como titular na posição de lateral direito, quase médio-ala, crucial no sistema táctico de Amorim.

 

Da manutenção de Nuno Mendes a titular. O jovem lateral esquerdo voltou a ser aposta do treinador como protagonista na ala esquerda e deu boa conta do recado. Foi determinante num lance ofensivo, iniciado com um passe longo de Matheus Nunes e prosseguido com rápidas tabelinhas entre ele, Sporar e Jovane, até culminar na grande penalidade cometida pelo Belenenses SAD. Revela disciplina táctica e excelente condição física.

 

De Francisco Geraldes. Teve finalmente uma oportunidade digna desse nome, jogando toda a segunda parte, no lugar de Jovane, e aproveitou para mostrar os seus dotes de organizador e desequilibrador, abrindo linhas de passe e apostando no remate de meia-distância. Levou velocidade e perigo em três ocasiões à baliza azul: aos 53', aos 74' e aos 77', pondo à prova o instinto e os reflexos do guardião adversário. Capacidade técnica acima da média, como já sabíamos. Merece novas oportunidades. 

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Max, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Jovane), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Na segunda parte entraram mais três da cantera leonina: Geraldes (46'), Ilori (67') e Camacho (73'). Como sempre digo, o caminho faz-se caminhando.

 

De termos apresentado o nosso onze mais jovem da época. Com apenas 22,8 anos de idade média entre os titulares, este foi também o segundo mais jovem de todas as equipas que disputam este campeonato.

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo na sequência de um canto, outro de penálti: continuamos com evolução muito positiva neste aspecto. Ainda não há muito, éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Da homenagem a Mathieu. O internacional francês - um dos melhores centrais que já vestiram de verde e branco - deixou de poder jogar, devido a uma lesão que lhe abreviou o fim da carreira. Deixa uma excelente lembrança não apenas entre os adeptos mas também junto dos colegas, que hoje actuaram com o seu nome impresso nas camisolas. E Coates dedicou-lhe o golo que abriu caminho à vitória leonina na Cidade do Futebol. Golo marcado aos 22 minutos - precisamente o número que Mathieu usou ao serviço do Sporting.

 

De somarmos três jogos seguidos a ganhar. E uns inéditos (nesta temporada) cinco jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que estamos no bom caminho.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Mantemos dois pontos de avanço em relação ao Braga e encurtamos a distância face ao Benfica, que nesta ronda perdeu em casa (3-4) com o Santa Clara.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora catorze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses catorze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista quatro vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela e Belenenses SAD) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do golo inicial do Belenenses SAD. Aos 9', perdíamos 0-1: golo de Licá, após erro colectivo do flanco direito da nossa defesa. Felizmente os "camisas azuis" ficaram por aí. Treze minutos depois, Coates empatou e a partir daí o comando das operações - e do resultado - foi nosso até ao fim.

 

Que não tivéssemos marcado na segunda parte. O resultado ficou feito ao intervalo e nos 45 minutos finais limitámo-nos a gerir a confortável vantagem, sem nunca perdermos o domínio do jogo. O ponta-de-lança, Sporar, desta vez ficou em branco apesar de se ter mantido em campo do princípio ao fim.

 

De Borja. Aos 28', entregou a bola à equipa adversária em terrenos fronteiros à baliza. Aos 30', sem nenhum adversário por perto, cedeu um canto absolutamente desnecessário. Aos 42', cometeu falta em zona perigosa que só não teve más consequências por Licá estar deslocado. Como de costume, revelou défice de protagonismo com bola no início do processo de construção ofensiva. Parece mal entrosado no sistema de três centrais implantado pelo novo técnico e teve um desempenho muito inferior ao de Mathieu, anterior titular da posição.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite. Vitória incontestável do Sporting no Estádio José Alvalade frente ao Tondela, que há duas semanas tinha encostado o Benfica às cordas na Luz. Ganhámos por 2-0, resultado construído ainda nos 45 minutos iniciais, totalmente dominados pela nossa equipa, sempre com boa circulação de bola. Primeira parte de grande intensidade, com pressão alta e posse em progressão; segunda parte de gestão competente do esforço. Confirmando que o Leão é, entre os três grandes do futebol português, o emblema que surge em melhor forma nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano, que ontem colocou o Sporting a vencer logo aos 13' - algo que não acontecia há oito meses. Primoroso pormenor técnico, servindo Nuno Mendes de calcanhar dentro da área (29'). Derrubado várias vezes em falta, fez amarelar dois jogadores do Tondela.

 

De Sporar. Voltou a fazer o gosto ao pé, apontando mais um golo. Desta vez de grande penalidade, com irrepreensível frieza, aos 31'. Já leva três marcados nos últimos três jogos. E agora esteve quase a carimbar mais um na sequência de um slalom com a bola dominada, partindo os rins à muralha defensiva adversária, aos 60': só lhe faltou melhor pontaria no momento do remate.

 

De Max. Outra exibição muito positiva, conferindo tranquilidade à equipa. Não falhou uma saída de bola com os pés, demonstrando que continua a aproveitar da melhor maneira as sessões de treino. Muito concentrado, saiu bem aos 51', neutralizando um ataque do Tondela. Defesa segura entre os postes, aos 63'. Aos 84', desviou um tiro disparado de fora da área com um pormenor técnico que comprova a sua classe. 

 

De Eduardo Quaresma. Terceira partida completa deste central, ainda júnior mas que não se atemoriza por integrar um trio defensivo com um colega que tem o dobro da idade dele (Mathieu, com 36). Impecável no passe, na dobra, no desarme - sem nunca recorrer à falta. Impressiona a maturidade do jovem que há poucos meses dava nas vistas só na Liga Revelação. Em boa hora foi promovido à equipa principal, contribuindo para a nossa boa organização no bloco mais recuado.

 

Da estreia de Nuno Mendes a titular. O lateral esquerdo, que hoje festeja 18 anos e se prepara para ver reforçado o seu vínculo contratual ao Sporting, actuou desta vez desde o início e cumpriu a missão, cabendo-lhe a pesada responsabilidade de substituir o lesionado Acuña. Não se resguardou em terrenos recuados: foi acutilante na pressão ofensiva no seu corredor. E chegou até a levar perigo à grande área do Tondela, numa excelente tabelinha com Jovane da qual nasceu o penálti que originou o nosso segundo golo. Exibição muito positiva.

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar oito jogadores sub-23 no onze titular (só Mathieu, Coates e Sporar destoaram). Confirmando assim que, enquanto alguns dos seus antecessores em Alvalade prometiam sem cumprir nesta matéria, ele vai cumprindo sem necessidade de grandes promessas. É preferível assim: o caminho faz-se caminhando, não se faz com proclamações retóricas. 

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo de livre, outro de penálti. Ainda nos lembramos do tempo, aliás muito recente, em que éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Que o Sporting tivesse somado a sexta vitória consecutiva em casa. E este foi também o quarto jogo seguido sem sofrermos um golo para o campeonato no nosso estádio. Fica o registo: triunfos sobre o Marítimo (1-0), Portimonense (2-1), Boavista (2-0), Aves (2-0), Paços de Ferreira (1-0) e agora Tondela (2-0). Os três primeiros ainda sob o comando de Silas, os mais recentes já com Amorim na liderança técnica. Dez golos marcados e apenas um sofrido. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora treze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses treze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista três vitórias (Aves, Paços de Ferreira e Tondela) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Da ausência de espectadores. Num estádio como o nosso, com capacidade para cerca de 50 mil espectadores, não pode haver qualquer motivo de estrita ordem sanitária que impeça a ocupação de um quinto destes lugares, todos ao ar livre. Os adeptos do futebol continuam a receber um tratamento discriminatório em relação aos cidadãos que usufruem outros espectáculos no mesmo país e na mesma capital que se preparam para receber, já no próximo mês, a "final a oito" da Liga dos Campeões. É inaceitável.

 

Do "caso Mathieu", que afinal não era caso algum. Alguns jornais e certos canais de televisão passaram toda a semana a intoxicar leitores e espectadores com "notícias" sobre um alegado conflito entre o internacional francês e o treinador, não faltando até quem especulasse que o defesa central não voltaria a calçar no Sporting. Afinal não só regressou, na condição de titular, como fez uma partida ao seu nível e até demonstrou boa forma física durante mais de uma hora (deu lugar a Borja aos 75').

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Tem nome de cineasta, mas não faz filmes. Só fitas. E fífias. Prejudicando com frequência o Sporting. Hoje deixou por apitar dois penáltis claros: o primeiro sobre Jovane, tocado no pé de apoio em zona proibida logo aos 2' quando fazia uma incursão perigosa no reduto adversário; o segundo sobre Coates, agarrado e derrubado em falta, aos 49', na grande área do Tondela.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Deste regresso da nossa equipa a casa. Mais de três meses depois (o jogo anterior tinha sido a 8 de Março, vitória por 2-0 contra o Aves), o Sporting voltou ao seu estádio, com relvado impecável. Infelizmente sem público: apesar de ser um espectáculo ao ar livre, as autoridades sanitárias e o poder político insistem em manter os portugueses longe dos recintos desportivos. Enquanto nos chamam para teatros, cinemas, salas de concerto, museus, restaurantes, centros comerciais e casinos - tudo à porta fechada. Alguém entende isto? Eu não.

 

Dos três pontos conquistados. Vitória leonina por 1-0, frente ao Paços de Ferreira agora treinado por Pepa - um técnico que costuma mostrar uma animosidade muito especial sempre que defronta o Sporting, vá lá saber-se porquê. Vitória sem contestação da que foi a melhor equipa em campo. Com uma exibição ao nível da conseguida na jornada anterior, em Guimarães (2-2). Vale a pena registar: este foi o nosso sexto triunfo consecutivo em Alvalade.

 

De Jovane. Já tinha sido crucial na jornada anterior, com uma assistência para golo e ao sofrer uma falta que fez expulsar um adversário. Desta vez não teve rival em campo: foi mesmo ele o melhor, fazendo a diferença. Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida. No último minuto do tempo extra (97') esteve quase a repetir a proeza, mas em lance corrido. No entanto a bola, caprichosamente, voltou a embater na trave, agora sem entrar. Ainda (48') ofereceu um golo a Sporar que o esloveno desperdiçou.

 

De Max. Redimiu-se da pálida exibição em Guimarães com uma actuação de grande nível, impedindo o Paços de pontuar. Destaque para quatro grandes defesas, todas na segunda parte: aos 67'; duas vezes aos 79', na marcação de um livre e respectiva recarga; e aos 86'. Impecável, desta vez, a jogar com os pés.

 

De Eduardo Quaresma. Segunda partida de grande nível do benjamim da equipa, o mais jovem central titular de sempre no Sporting. Impecável no desarme, sempre atento e concentrado, resolveu vários lances sem nunca recorrer à falta e demonstrou capacidade também na construção de lances ofensivos pelo corredor direito. Rúben Amorim só pode estar satisfeito com a prestação deste jovem: ainda júnior, Eduardo integra-se bem no sistema de três centrais, ombreando com o veterano Coates (Borja foi desta vez o terceiro elemento, por ausência de Mathieu).

 

De Wendel. Longe ainda da melhor forma, neste seu regresso à equipa após lesão, fez uma dupla bem mais consistente com o jovem Matheus Nunes do que a anterior parceria Battaglia-Matheus (o argentino nem chegou a ser convocado para esta partida). Desequilibra, constrói jogo e abre contínuas linhas de passe no corredor central. Numa destas arrancadas, aos 63', foi ceifado em falta - e da cobrança do livre nasceu o nosso golo. Esteve em campo até ao minuto 83', quando cedeu lugar a Francisco Geraldes.

 

Da aposta na formação. Parece consistente e promete dar bons frutos. Rúben Amorim - ao contrário de técnicos anteriores, que apregoavam as virtudes da formação mas não demonstravam confiar nos jovens - fez desta vez alinhar oito sub-23. Seis de início: Max, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes, Wendel, Rafael Camacho e Jovane. E mais dois como suplentes utilizados: Plata (que rendeu o lesionado Vietto aos 43') e o júnior Nuno Mendes, em estreia absoluta na equipa principal (aos 73', e logo com a responsabilidade de substituir Acuña. O caminho faz-se caminhando. Isto é, jogando.

 

Do vídeo-árbitro. Aos 67', o árbitro Rui Costa assinalou uma grande penalidade inexistente favorável ao Paços de Ferreira por alegada falta que Borja não cometeu. Alertado pelo VAR, foi ver as imagens do lance e reconheceu que se tinha equivocado. Sem este recuo ter-se-ia cometido uma enorme injustiça em Alvalade, distorcendo a verdade desportiva. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora doze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses doze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista duas vitórias (Aves e Paços) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero ao intervalo. Os jogadores recolheram aos balneários deixando uma impressão geral de falta de intensidade, falta de velocidade e falta de perícia no último passe. Desenvolvendo um jogo mastigado, com muita "posse de bola" mas longe da baliza. A pausa fez-lhes bem: o melhor período do Sporting foram os 20 minutos iniciais da segunda parte, coroados no golo de Jovane.

 

De ver a equipa recuar após o 1-0. Em vez de prosseguir o ímpeto ofensivo, procurando de imediato ampliar a vantagem, o Sporting concedeu a iniciativa de jogo ao adversário, que a partir daí se instalou no nosso meio-campo, procurando o empate. Que só foi impedido pela boa actuação de Max. 

 

Da lesão de Vietto.  O argentino saiu aos 42', com fortes dores numa clavícula, após ter sido derrubado em falta num lance em que o árbitro deixou o cartão por mostrar e nem sequer sancionou com livre. Momentos antes, o avançado leonino protagonizara um excelente lance, com um passe a rasgar a defesa, oferecendo de bandeja a Sporar um golo que este desperdiçou.

 

De Sporar  Do oito para o oitenta: de uma eficácia extrema em Guimarães, passou ao lado deste desafio. E nem sequer pode queixar-se de não lhe terem feito chegar a bola em condições. Vietto encarregou-se disso aos 37', Jovane fez o mesmo aos 48' e a seguir foi Acuña a centrar para ele. Esforço escusado: o esloveno parecia não estar lá.

 

Das exibições apagadas de Camacho e Plata.  O primeiro, actuando como um lateral avançado no corredor direito neste sistema posto em prática por Amorim, parece ainda desconfortável nas missões defensivas e ontem foi demasiado trapalhão na metade dianteira do terreno. O segundo entrou desconcentrado e com falta de atitude competitiva, parecendo em má forma física. Passaram ambos ao lado do jogo.

 

De Eduardo. Suplente utilizado, em campo desde o minuto 73', ocupou o lugar de Matheus Nunes, que já tinha visto um cartão (por falta inexistente). Revelou-se uma autêntica nulidade: foi amarelado mal entrou em jogo e distinguiu-se apenas pelos passes errados, que nele são uma espécie de marca autoral. Confirma-se: não tem qualidade mínima para jogar no Sporting.

 

Da ausência de público. Futebol sem assistência ao vivo não chega a ser espectáculo. É uma espécie de atentado ao futebol. De positivo, desta vez, só encontro isto: ao menos não se ouviram assobios aos nossos jogadores num período nada entusiasmante da partida. Se houvesse adeptos nas bancadas, as vaias eram garantidas. Dirigidas sobretudo aos jogadores mais jovens, cumprindo assim uma lamentável tradição em Alvalade. Se assobios ajudassem a vencer jogos, o Sporting era campeão todos os anos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da aposta clara e deliberada na formação. É um reiterado apelo dos adeptos: o Sporting só reencontra o melhor da sua vocação como equipa vencedora se apostar mais nos jovens que são formados na Academia de Alcochete. Foi precisamente o que aconteceu ontem, frente ao V. Guimarães. Rúben Amorim escalou um onze titular com cinco destes jovens: Luís Maximiano (21 anos), Eduardo Quaresma (18 anos), Matheus Nunes (21 anos), Rafael Camacho (20 anos) e Jovane Cabral (21 anos). E ainda fez entrar Gonzalo Plata (19 anos). Uma equipa virada para o futuro, como se exige para honrar as melhores tradições leoninas. Só isto faz a diferença. 

 

De Eduardo Quaresma. Entre os dois estreantes no campeonato nacional (o outro foi Matheus Nunes), sobressaiu este jovem, sobre quem (permitam-me a autocitação), eu já havia escrito há quase um ano, na pré-temporada 2019: «Ainda júnior, revelou alguns pormenores que atestam a sua qualidade futebolística não apenas como central mas até como lateral improvisado. Nome a reter num futuro próximo.» Assim foi, colocado na ala direita do sistema de defesa a três concebido por Amorim, dando boa conta do recado. Não se atemorizou sequer ao ter pela frente o extremo Davidson, um dos melhores elementos do plantel vitoriano. E acabou até por permanecer os 90 minutos em campo.

 

De Sporar. Temos artilheiro: já regista cinco golos. Ontem, mais dois. Aproveitando da melhor maneira duas das três oportunidades de que dispôs: a primeira aos 18', aproveitando uma fífia incrível do experiente guardião vitoriano Douglas; a segunda aos 52', dando a melhor sequência a um excelente passe de Jovane a rasgar a defesa adversária. O esloveno merece ser considerado o homem do jogo. Falta-lhe pouco para ter direito a música própria entre os adeptos.

 

De Jovane. Grande exibição do jovem ala nascido em Cabo Verde, aproveitando da melhor maneira esta oportunidade para se firmar no onze titular. Foi o elemento mais desequilibrador durante a partida, revelando excelente condição física e sem nunca perder a noção de que importa acima de tudo trabalhar para a equipa. Protagonista de lances dignos de registo aos 37', 39', 45', 52', 59' e 76' - neste, levou à exibição de um cartão vermelho ao adversário. Nem o facto de sofrer faltas sucessivas lhe travou o ímpeto. E quase marcou, aos 84', num lance bloqueado por Douglas, autor da defesa da noite em Guimarães.

 

De Camacho. Actuando um pouco mais recuado na direita, em evidente apoio à manobra defensiva da equipa na defesa a três - tanto mais que actuava na ala do estreante Eduardo Quaresma -, revelou combatividade e disciplina táctica, ajudando a fechar o corredor. Mas só quando recebeu autorização para progredir no terreno se viu melhor a sua utilidade na criação de desequilíbrios, partindo os rins a quem encontrava pela frente. Dos pés dele saíram os melhores cruzamentos leoninos, aos 84' e aos 88'. Ele próprio esteve quase a marcar aos 89'. Também parece ter agarrado a titularidade.

 

Da condição física dos jogadores. Havia os maiores receios neste capítulo, tanto mais que a equipa vinha de uma longa paragem competitiva, após quase três meses sem jogos - uma paragem duas vezes mais longa do que o habitual defeso do Verão. Mas neste capítulo o teste não podia ser mais positivo, tanto entre os veteranos (Mathieu, com 36 anos, actuou 90 minutos em missão de contínuo desgaste, cabendo-lhe a ala esquerda da defesa a três) como entre os mais jovens. Ao ponto de Amorim não ter sequer esgotado as substituições: limitou-se a trocar Matheus Nunes (já amarelado) por Idrissa Doumbia, aos 66', e o apagado Vietto por Plata, aos 73'.

 

Da qualidade do jogo. Foi até agora, de longe, a partida mais intensa e bem disputada desde o recomeço deste insólito campeonato, cuja "25.ª jornada" se vai desenrolando em dias consecutivos, ao ritmo de duas partidas diárias. Num estádio sem público, com quase todos os elementos da equipa técnica com máscaras (incluindo Amorim) e os adeptos deixados do lado de fora, acompanhando certamente o jogo através dos dispositivos tecnológicos. A qualidade do futebol praticado não se ressentiu desta estranha circunstância ainda em tempo de pandemia.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora onze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses onze tenham sido ao serviço do Braga.

 

 

Não gostei
 
 

Do resultado. Empatámos 2-2 em Guimarães. Bem sei que no mesmo estádio em que havíamos perdido 0-3 na temporada 2014/2015, com uma equipa onde se integravam seis futuros campeões da Europa (Rui Patrício, Cédric, William, Adrien, João Mário e Nani). Mesmo com essa memória ainda fresca, foi frustrante vermos o Sporting colocar-se por duas vezes em vantagem e não saber aproveitá-la ou mesmo ampliá-la no momento próprio. Bastaria que Douglas não tivesse defendido com tanta competência o remate à queima de Jovane. Ou que Mathieu tivesse dado a melhor sequência aos dois livres directos que apontou. 

 

De Vietto.  O elemento mais apagado do nosso onze. Pareceu quase sempre alheado do jogo, com índices de concentração muito reduzidos. Precipitou-se aos 27', rematando por cima, quando tinha todas as condições para dar a melhor sequência a esse lance ofensivo. Desperdiçou duas ocasiões de golo oferecidas por Jovane, aos 39' e aos 45'. Acabou por dar lugar a Plata - uma substituição que pareceu só ter pecado por tardia.

 

Da falta de intensidade inicial.  Demorámos meia hora a sacudir a pressão vitoriana, que impedia a progressão da nossa equipa logo a partir da primeira fase de construção. Amorim quer que os jogadores saiam de trás sempre com a bola dominada, sem chutões para a frente. Um bom princípio mas que pode desmoronar-se ao enfrentar um muro de adversários, como ontem sucedeu. Foi numa destas constantes trocas de bola entre a defesa e o guarda-redes, quando já vencíamos por 1-0, que nasceu um deslize fatal: jogando mal com os pés, Max acabou por colocá-la num adversário em zona proibida, logo aproveitando o Vitória para empatar.

 

Do segundo golo sofrido.  Se o primeiro resultou de um erro individual, desculpável num jovem guardião em início de carreira, o segundo ocorre na sequência de uma tremideira colectiva da nossa defesa, numa confusão de protagonistas à molhada, sem que ninguém soubesse ou conseguisse atirar a bola, de qualquer maneira, dali para fora. Acabou por sobrar para Edwards, que não perdoou, fuzilando a nossa baliza. Naquele lance víamos a nossa vantagem por 2-1 atirada borda fora. E mais dois pontos a voar. O facto de o FC Porto ter perdido três na deslocação a Famalicão e o Benfica ter perdido dois em casa frente ao modesto Tondela não pode servir de circunstância atenuante. 

 

De termos desperdiçado a vantagem numérica. Jogámos os últimos 20 minutos com mais um jogador. Mas a exibição não esteve em linha com a aritmética: nesse período abusámos das trocas de bola em vez de visarmos a baliza contrária em ritmo incessante.

 

Da ausência de público. Futebol sem assistência ao vivo não chega a ser espectáculo. Não se entende nem se aceita como é que as bancadas dos estádios, ao ar livre, continuam sem espectadores nesta fase de "desconfinamento" do País. Quando já cinemas, teatros, salas de concertos, restaurantes e centros comerciais estão de portas abertas.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da estreia vitoriosa de Rúben Amorim.  O quarto técnico do Sporting desta temporada entrou com o pé direito, mas num cenário favorável: defrontou o último classificado do campeonato, praticamente já despromovido, e viu a equipa do Aves reduzida a nove a partir do minuto 20 por expulsões inquestionáveis. Nem assim foi fácil este triunfo em Alvalade: o golo inicial só surgiu após mais de uma hora de jogo e o segundo nasceu de um penálti, convertido por Vietto aos 66'.

 

De termos chegado ao fim sem sofrer qualquer golo. Quinta vitória consecutiva em casa, segundo triunfo seguido por 2-0 (há duas semanas tinha sido contra o Boavista), embora com um treinador diferente. Amorim acabou de substituir Silas, é ainda muito cedo para extrair conclusões. Mas já foi possível perceber que os sectores estão mais ligados e que há uma reacção mais intensa à perda da bola. Além das apostas - que esperemos sejam consistentes e não conjunturais - em Plata como titular e Francisco Geraldes como suplente utilizado ainda a tempo de deixar marca no encontro. 

 

De Sporar. Terceiro golo leonino do internacional esloveno, único reforço de Inverno do Sporting. Frente ao Aves, foi fundamental o seu cabeceamento que levou a bola ao fundo das redes, desbloqueando assim o nulo inicial. Estavam decorridos já 62' e este golo foi muito saudado pelos adeptos no estádio, muitos dos quais já desesperavam. Aos 44', estivera quase a marcar, na melhor oportunidade da primeira parte, mas acabou por finalizar de forma deficiente.

 

De Mathieu. Melhor jogador em campo na primeira parte, em que tomou parte activa na construção ofensiva com a qualidade de passe a que já nos habituou e uma leitura de jogo que merece ser assinalada. Já não voltou do intervalo, aparentemente devido a problemas físicos após ter estado cerca de um mês afastado dos relvados.

 

De Acuña. Elejo-o como figura do jogo. Pela determinação, pela combatividade, por nunca desistir de um lance, por saber empurrar a equipa para a frente com oportunidade e critério. O primeiro grande cruzamento partiu dos pés dele, logo aos 7'. Aos 45'+3, constrói o lance que culmina no tiro de Vietto à trave. E é também o argentino que inicia a jogada que dá origem ao primeiro golo, colocando a bola em Wendel, que depois a centra para o esloveno.

 

De Wendel.  Foi um dos elementos que subiram claramente de rendimento em relação a exibições anteriores, querendo mostrar serviço ao novo técnico. As duas expulsões de jogadores do Aves (Macedo e Luiz Fernando) ocorrem por faltas cometidas contra ele, quando conduzia a bola no meio-campo. E é o brasileiro quem faz a assistência para o golo de Sporar, num cruzamento com precisão cirúrgica.

 

De Plata e Francisco Geraldes. O jovem equatoriano parece enfim ter a oportunidade, mais que merecida, de figurar entre os titulares da equipa: não foi certamente por acaso que Rúben Amorim o incluiu no onze inicial. O português, formado na Academia de Alcochete, teve também oportunidade de mostrar o que vale, actuando pela primeira vez 45 minutos nesta temporada, ao substituir Mathieu na segunda parte. Revelou bons pormenores - com destaque para um passe de ruptura, servindo Sporar, aos 89'.

 

De termos conquistado dois pontos a quatro equipas nesta jornada. O Benfica empatou em Setúbal, FC Porto e Rio Ave empataram no Dragão, o Famalicão foi incapaz de superar o 0-0 inicial, fora de casa, contra o Belenenses SAD. Entre as que ocupam os sete primeiros lugares da tabela, só Sporting, Braga e V. Guimarães amealharam três pontos.

 

 

Não gostei
 
 

Do 0-0 que se mantinha ao intervaloApesar de jogarmos contra dez desde os 11' e contra nove desde os 20', nesse primeiro tempo fomos incapazes de derrubar a muralha defensiva do Aves, que passou a actuar com duas linhas de quatro jogadores, confinando a partida a uma área de 30 metros. Com óbvios reflexos na qualidade do espectáculo desportivo, que chegou a ser confrangedor.

 

Que o nosso primeiro remate digno desse nome só tivesse ocorrido aos 34'.  Mesmo com clara superioridade numérica, fomos incapazes de dar expressão prática a esta vantagem. E a primeira oportunidade clara de golo surgiu apenas aos 45'+3, com uma bomba de Vietto que foi embater na barra.

 

Da reacção de Ristovski ao ser substituído.  O macedónio recebeu ordem de saída aos 25' para a entrada de Jovane. Uma troca que fazia todo o sentido: a jogar contra nove, Rúben Amorim precisava muito mais de um ala do que de um lateral para tornar mais acutilante o corredor direito. Ristovski parece não ter entendido esta troca, embora tivesse obrigação de a perceber, e rumou de imediato ao balneário, sem cumprimentar os colegas, recusando sentar-se no banco. Uma atitude inaceitável.

 

Do nervosismo de Max.  O guarda-redes pareceu estranhamente intranquilo numa partida em que o Aves abdicou quase por completo do ataque. A tal ponto que protagonizou o momento mais insólito do jogo, aos 16', ao abandonar a sua área para tentar interceptar a bola, sem a conseguir, permitindo que Matos Milos lhe fizesse um chapéu potencialmente muito perigoso. Felizmente para nós, o jogador do Aves acertou mal na bola.

 

Da falta de talento de alguns jogadores.  O patético Jesé, o irrelevante Bolasie e o inútil Eduardo ficaram fora da convocatória, o que foi útil para separar águas logo à partida. Mesmo assim, continua a notar-se muita falta de talento nesta equipa. Dois exemplos: Ilori revela recorrentes lapsos de concentração e uma exasperante falta de intensidade competitiva; e Rosier (que substituiu Acuña aos 78') continua sem demonstrar qualquer atributo que o torne digno de figurar no plantel leonino - muito menos ao preço a que a Direcção o foi buscar.

 

Dos assobios.  Estavam decorridos apenas 15 minutos quando começaram a escutar-se, de forma bem audível, vaias insistentes aos jogadores leoninos, cruzadas com gritos como "joguem à bola", "corram", "chutem". Quando será que estes adeptos perceberão que um ambiente tão hostil só perturba e desconcentra a equipa?

 

De só haver 26 mil espectadores, numa tarde de domingo, Dia da Mulher.  Havia o aliciante da estreia de Rúben Amorim, embora apenas o adjunto Emanuel Ferro se tivesse mostrado junto à linha. Mas defrontar o último da classificação quando já não temos objectivos nesta época desportiva, em boa verdade, é um fraco incentivo para atrair gente ao estádio.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Do miserável comportamento dos dirigentes leoninos. Deixaram abalar por completo o balneário, num dia totalmente dominado pela notícia de que Silas seria o quinto treinador corrido em 18 meses do Sporting por Frederico Varandas, sem a menor intervenção no espaço mediático, deixando assim a equipa entrar em campo já derrotada. Não custa adivinhar o ambiente de cortar à faca no balneário, onde um técnico que já não o era, na prática, se sentiu obviamente impotente para juntar aqueles cacos. O resultado de tudo isto viu-se em campo desde o primeiro minuto. Perdemos 1-3, no terreno do Famalicão. E vemos o acesso à Liga Europa na próxima época cada vez mais longe.

 

Desta manta de retalhos com listas verdes e brancas. A desastrada política de contratações posta em marcha por Varandas, acolitado pelo director desportivo Hugo Viana, redundou nisto: um conjunto de 11 jogadores a que mal podemos aplicar o nome de equipa. Um conjunto que em cinco meses perdeu três dos melhores titulares: Bas Dost, Raphinha e Bruno Fernandes, vitais em 2018/2019 para a conquista de dois troféus. Todos tiveram substitutos claramente inferiores, como muitos de nós alertámos aqui. O resultado está à vista.

 

De Frederico Varandas. Assiste ao naufrágio da equipa profissional de futebol do Sporting com uma passividade chocante. E prepara-se para agravar a situação trazendo do Braga, a preço insustentável, um técnico que nem treinador é: estreou-se em Dezembro na Primeira Liga, onde até ao momento só cumpriu nove jogos. Palavras como mérito, esforço e excelência, neste Sporting, parecem ter emigrado para parte incerta.

 

De Hugo Viana. O que dizer dum director desportivo que passa o tempo atrás da cortina, jamais se expondo na praça pública mesmo nos momentos de maior crise anímica da equipa, e que parece privilegiar a contratação de amigos do Braga, onde jogou, valendo-se para o efeito do claro ascendente que exerce sobre um presidente que já demonstrou nada perceber de futebol?

 

De Eduardo.  Entrou de início, na aparente tentativa - inteiramente mal sucedida - de travar as investidas ofensivas do Famalicão. Entregou a bola ao adversário, falhou passes, foi incapaz de colocar a bola a mais de cinco metros e de progredir com ela controlada. Uma nulidade. Ao ser substituído por Francisco Geraldes, aos 75', concluiu-se o óbvio sem margem para dúvidas: permaneceu 75 minutos a mais em campo.

 

De Rosier. Enquanto Ricardo Esgaio, jogador formado no Sporting, brilha como lateral direito no Braga - nosso rival directo - temos de contentar-nos com o medianíssimo Rosier, sem categoria para jogar nesta posição no Sporting. Outra "pérola" descoberta pela dupla Varandas-Viana, a preço nada módico: custou 5,3 milhões de euros, acrescidos da entrega ao Dijon do passe de Mama Baldé, outro jogador que formámos e largámos da mão. Parece que nadamos em dinheiro, não é verdade, doutor Zenha?

 

De Sporar. Tentou, mas não marcou. Nem andou lá perto. Vendo bem, mal tentou. Não é Bas Dost quem quer. Para já, podemos concluir que Sporar nem uma réplica muito longínqua de Dost consegue ser. 

 

Dos primeiros dez minutos. Foram catastróficos - prova inequívoca de que os nossos jogadores actuaram sobre brasas, arrasados psicologicamente por efeito das notícias sobre a decapitação da equipa técnica horas antes do apito inicial deste Famalicão-Sporting. Um golo sofrido logo aos 2', outro aos 8'. A sorte do jogo estava lançada.

 

Desta rendição antecipada ao Famalicão. A equipa minhota não vencia um jogo desde 11 de Janeiro. Nas últimas 13 jornadas, só tinha ganho duas partidas. Hoje desforraram-se. Levando o Sporting ao tapete, aliás à semelhança do que já sucedera na primeira mão em Alvalade.

 

De um novo recorde negativo batido. Até esta noite, nunca tínhamos perdido no estádio do Famalicão. A triste estreia aconteceu hoje.

 

Da péssima finalização. Fizemos cerca de 40 cruzamentos: nenhum deles originou golo. Só uma vez a pusemos no fundo das redes. De bola parada, num livre cobrado por Acuña, que funcionou como assistência. E foi preciso um defesa metê-la lá dentro.

 

De vermos o Braga já a quatro pontos. Mas como agora até somos um "clube amigo" deles, Varandas e Viana nem devem importar-se.

 

De termos igualado o histórico de derrotas numa temporada. Somam-se já 15 - a mesma marca que foi registada na catastrófica época 2012/2013. No campeonato, temos tantas derrotas acumuladas como o Gil Vicente, o Moreirense e o V. Setúbal.

 

 

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De Coates. Pareceu-me o menos mal dos sportinguistas. Por ter marcado o nosso golo solitário, aos 45'+1. E por ter feito preciosos cortes e desarmes aos 32', 60' e 63', evitando danos maiores.

 

Do apoio dos adeptos. Eram cerca de 400 concentrados numa das bancadas do estádio. Não deixaram de puxar pela equipa do princípio ao fim.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória do Sporting. Derrotámos o Boavista em casa (2-0) num jogo praticamente de sentido único, com a nossa equipa a marcar cedo, a fixar o resultado ainda na primeira parte e a controlar a partida do princípio ao fim. Com entrosamento, boa organização defensiva, capacidade de desequilíbrio em zonas ofensivas e manifesta vontade de satisfazer os cerca de 30 mil espectadores presentes no Estádio José Alvalade. Objectivos atingidos: os três pontos foram conquistados e desta vez ninguém se queixou do espectáculo. Segundo triunfo leonino em quatro dias. Com cinco golos marcados e apenas um sofrido - primeiro para a Liga Europa, agora para o campeonato nacional.

 

De Plata. Silas desta vez apostou nele como titular, confiando-lhe a ala direita ofensiva. O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo. Manteve-se veloz e acutilante até ao apito final, demonstrando ao técnico que tem lugar no onze leonino.

 

De Sporar. O avançado esloveno - única contratação do Sporting neste mercado de Inverno - fez o segundo jogo consecutivo a marcar, destacando-se ao metê-la lá dentro na nossa primeira oportunidade de golo: assim se estreou como goleador na Liga portuguesa. E podia ter marcado novamente três minutos depois, aos 16', quando tentou um disparo à baliza com nota artística, de calcanhar, após cruzamento de Vietto. A continuar assim, confirma-se como verdadeiro reforço numa equipa que tem andado tão carente de goleadores.

 

De Vietto. Não marcou, mas foi uma peça essencial da dinâmica leonina, revelando-se cada vez mais influente no onze orientado por Silas enquanto segundo avançado com liberdade para se movimentar entre as alas e o eixo. Tem excelente domínio técnico, grande capacidade de leitura de jogo e parece sempre saber muito bem o que fazer com a bola. A saída de Bruno Fernandes soltou mais o argentino, que agora pode actuar na posição em que é mais útil para a equipa.

 

De Battaglia. Manteve-se como titular, demonstrando ter readquirido a boa forma que lhe conhecíamos antes da grave lesão que o retirou dos relvados durante quase um ano. Pendular no nosso meio-campo defensivo, foi determinante na travagem dos movimentos ofensivos do Boavista e na recuperação de bolas, destacando-se igualmente no início da construção da manobra atacante do Sporting. Sempre pronto para apoiar a linha defensiva, ontem desguarnecida do habitual quarteto titular (Rosier, Neto, Ilori e Borja actuaram nos lugares que têm vindo a ser ocupados por Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña). Ficou-lhe bem a braçadeira de capitão.

 

De Luís Maximiano. Vai cimentando a titularidade como guardião leonino: aos 21 anos, partida após partida, consolida a popularidade junto dos adeptos. Tem motivos de sobra para se sentir orgulhoso: manteve as redes intactas graças a uma enorme defesa no último lance do jogo, aos 90'+4, quando voou ao segundo poste para impedir um golo num remate em arco, muito bem colocado. A baliza é dele.

 

Que o Sporting terminasse o jogo com seis da formação. Além de Max, estavam em campo Ilori (desta vez com exibição positiva), Jovane, Pedro Mendes (que substituiu Sporar aos 75'), Francisco Geraldes (em estreia na Liga 2019/2020 aos 82', entrando para o lugar de Vietto sob calorosa ovação) e Gonzalo Plata - este, sendo equatoriano, não deixa de pertencer à formação, pois tem apenas 19 anos. Quem disse que não se ganham partidas com aposta forte na prata (ou plata) da casa? 

 

Que Madjer tivesse dado o pontapé-de-saída. Justa homenagem - com o estádio a aplaudi-lo - ao melhor jogador mundial de futebol de praia, que agora se despede de uma carreira de sucesso ímpar em que representou o Sporting e a selecção nacional.

 

 

Não gostei
 
 

Da arbitragem fraudulentaO senhor Nuno Almeida, cuja péssima reputação já vem de longe, contrariou todas as evidências - e o próprio vídeo-árbitro - ao fazer vista grossa a uma falta cometida pelo veterano Ricardo Costa, que na grande área boavisteira derrubou Plata de carrinho, à margem das leis do jogo. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos: o vetusto central chega atrasado e só toca na bola após varrer o jovem equatoriano. No entanto, mesmo depois de alertado pelo VAR e de visionar o lance de vários ângulos, o dono do apito manteve o veredicto, beneficiando a equipa visitante, poupando o cartão vermelho ao sarrafeiro e impedindo o Sporting de chegar aos 3-0 através da marcação de um penálti que só ele parece não ter enxergado.

 

De ver a nossa equipa tão desfalcada.  Bruno Fernandes rumou a Inglaterra. Acuña ficou de fora por acumulação de cartões. Coates cumpriu castigo. Mathieu continua lesionado. Com quatro titulares absolutos do início da época agora ausentes, Silas viu-se forçado a fazer mexidas. Felizmente todas resultaram.

 

Dos javardos da claque boavisteira.  Estiveram aos urros durante o minuto de silêncio inicial em memória do sócio n.º 2 do Sporting, há dias falecido. Será que só guinchos a imitar macacos justificam a reprovação das figuras bem-pensantes no futebol cá da terra?

 

De quase já não ouvirmos O Mundo Sabe Que.  Aquele que se tornou o segundo hino do Sporting, entoado com entusiasmo antes dos jogos durante vários anos, anda a ser subalternizado de forma inaceitável pela Direcção leonina. Agora só começa a entoar-se no estádio praticamente em cima do apito inicial, sem a letra projectada nos ecrãs gigantes e quando todas as atenções já estão viradas para a bola pronta a rolar na relva. Um disparate, este tratamento dispensado a um cântico que tem funcionado como vibrante traço de união entre todos os adeptos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Da péssima exibição em Vila do Conde. Foi muito melhor o resultado (1-1) do que o desempenho do Sporting em campo, esta noite, no Estádio dos Arcos. Com um golo sofrido quando estava decorrido apenas um minuto após o apito inicial, na sequência de um lance que fez tremer toda a organização defensiva da nossa equipa, que terminou o jogo com menos posse de bola, apenas cinco disparos à baliza e só um canto conquistado. O Rio Ave teve o dobro dos remates e o triplo dos remates enquadrados.

 

Das ausências. Como se já não bastasse termos perdido Bruno Fernandes no final de Janeiro, entrámos em campo nesta partida sem três titulares absolutos: Acuña, Mathieu (ambos por lesão) e Vietto (por acumulação de cartões). Num plantel à partida tão desequilibrado e cheio de carências, isto tornou ainda mais complicada a vida para Silas neste primeiro jogo após ter conseguido o diploma de treinador de nível 3, que ainda não lhe permite assumir responsabilidades oficiais no banco, tanto na Liga portuguesa como nas competições europeias.

 

Do onze inicial. Se as ausências forçadas já limitavam a eficácia em campo, o técnico não facilitou a vida a si próprio ao excluir Battaglia dos titulares, optando pelo medíocre Idrissa Doumbia, e ao preferir Eduardo a Jovane para jogar de início. Opções que só viriam a ser rectificadas em situação de quase desespero, quando o Sporting já jogava com dez.

 

Da expulsão de Coates. Nem o facto de ser agora o capitão principal da equipa parece ter conferido maior estabilidade emocional ao uruguaio, que enterrou o Sporting no desafio da primeira mão ao cometer três grandes penalidades e receber um cartão vermelho. Desta vez aguentou 71 minutos em campo: já tinha um amarelo quando pisou Taremi em jogada perigosa perto da grande área leonina. E lá voltou a rumar mais cedo ao balneário, cedendo a braçadeira de capitão a Neto. Curiosamente, foi a partir dessa inferioridade numérica que tivemos o melhor período neste jogo, concretizado no empate aos 84'.

 

De Ristovski.  Outra péssima exibição do macedónio, que pareceu estar sempre no local errado à hora errada. Com responsabilidades directas no golo madrugador dos vilacondenses, ao deixar o defesa adversário Al Musrati - em estreia no plantel da casa - movimentar-se como quis e cruzar para assistir Piazón, Ristovski nunca mais acertou marcações e provocou diversos calafrios aos colegas ao perder a bola ou entregá-la aos rivais. Quando Silas, no fim do jogo, declarou que este foi o pior desempenho da equipa desde que substituiu Leonel Pontes, estaria certamente a pensar em larga medida no lateral direito.

 

De Wendel. Outro pesadelo ambulante no Estádio dos Arcos. Nunca foi o organizador de lances ofensivos de que o Sporting necessitava para se superiorizar ao Rio Ave. Lento, apático, frouxo, desistindo de disputar a bola, perdendo sucessivos duelos individuais, pareceu mais um espectador no relvado do que um protagonista a quem caberia a pesadíssima responsabilidade de fazer esquecer por momentos a ausência de Bruno Fernandes. A displicência em campo do brasileiro chegou a ser ofensiva para a grande maioria dos colegas da equipa. E para os adeptos, claro.

 

De Sporar. Apresentado como reforço no mercado de Inverno, o avançado esloveno acaba de cumprir o seu quarto jogo pelo Sporting sem um golo nem uma assistência. Desta vez nem andou lá perto. Desmarcou-se pouco e mal, pareceu pouco interessado em abrir linhas de passe e continua sem mostrar os supostos predicados que justificaram a sua contratação por um preço quase dez vezes superior ao do lesionado Luiz Phellype.

 

Do 0-1 ao intervalo. Sem importunar o  guarda-redes adversário, sem criar desequilíbrios, sem um fio de jogo ofensivo, parecendo conformada com a derrota tangencial, a equipa foi para o intervalo cabisbaixa. Não com a noção do dever cumprido mas do dever comprido, pois ainda faltavam 45 minutos. Felizmente o pesadelo diminuiu de intensidade na etapa complementar graças a um penálti cometido pelo Rio Ave na sequência de um bom lance de Bolasie, derrubado em falta por Borevkovic.

 

Da briga entre Bolasie e Jovane para a marcação do penálti. Os dois jogadores envolveram-se numa disputa pela posse da bola, ambos com vontade de converterem a grande penalidade. A missão acabou por ser confiada ao jovem caboverdiano, com manifesto sucesso. Mas subsistiu a dúvida: agora que Bruno Fernandes já cá não está, será que Silas ainda não definiu uma hierarquia entre os jogadores para estes casos?

 

Que o Braga esteja de novo à nossa frente. A turma braguista derrotou o Benfica na Luz, subindo ao terceiro lugar. Agora com mais um ponto do que o Sporting.

 

 

Gostei

 

Do resultado, vendo bem. Dos três jogos que fizemos contra o Rio Ave nesta época, o que teve desfecho menos desfavorável acabou por ser este - único disputado fora de casa. Menos mau, afinal de contas, do que as derrotas caseiras para o campeonato (2-3), a 31 de Agosto, e para a Taça da Liga (1-2), a 26 de Setembro.

 

De Jovane e Plata. Voltaram a saltar do banco e voltaram a fazer a diferença para melhor. Trazendo mais acutilância, velocidade e ritmo ofensivo ao Sporting. Jovane, que rendeu Camacho aos 56', destacou-se sobretudo por converter de forma impecável a grande penalidade - primeira a beneficiar o Sporting desde a partida de Bruno Fernandes. Estavam decorridos 84' e este remate certeiro valeu-nos o pontinho que trouxemos de Vila do Conde.

 

De Max. Outra partida muito positiva do nosso guarda-redes. Sem culpa no golo, quase à queima-roupa, e com defesas dignas de registo aos 16' e aos 90'. Foi o melhor do Sporting neste jogo.

 

Que Francisco Geraldes figurasse na convocatória. Infelizmente o médio criativo formado na Academia de Alcochete, agora regressado ao Sporting com 24 anos após sucessivos empréstimos, não saiu do banco. Tal como Pedro Mendes, o goleador por quem Silas suspirava até ter sido finalmente inscrito para as competições internas, há poucas semanas, e que afinal parece não contar para as opções do técnico.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting ganhar. É certo que foi em casa, e o triunfo ocorreu pela margem mínima, mas é um facto que vencemos o Portimonense (2-1) num jogo em que dominámos praticamente do princípio ao fim embora só na segunda parte a nossa equipa tenha demonstrado aquilo que realmente vale, mesmo com Bruno Fernandes já fora do plantel.

 

De Mathieu. É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto defensivo, embora Silas - com o seu permanente experimentalismo, sempre a alterar o sistema táctico - tenha ajudado pouco ou nada. O internacional francês foi o melhor em campo. Resta ver se poderemos contar com ele na próxima partida, pois saiu do campo lesionado.

 

De Max. A administração da SAD, acumulando erros sobre erros na gestão do futebol, sonha agora trazer um guarda-redes sueco. Precisamente a última posição em que estamos carenciados. O jovem Luís Maximiano, aos 21 anos, dá bem conta do lugar, como voltou a demonstrar neste embate contra o Portimonense. Com grandes defesas aos 28' e aos 88'. No próprio lance do golo adversário, em que Jackson Martínez remata aos 26' com excelente colocação para o poste mais distante, ainda chega a tocar na bola, embora sem possibilidade de a desviar. Não teve muito trabalho, mas voltou a evidenciar técnica e segurança.

 

De Jovane. A partida arrastava-se monótona e triste, após uma penosa primeira parte, quando Silas decidiu enfim alterar o onze-base. Mandou entrar Jovane logo no início do segundo tempo - e logo o jovem formado em Alcochete agitou o ataque, tornando-o mais vertical, veloz e acutilante. Aos 72', num destes lances, nasceu o nosso golo da vitória, quando o cabo-verdiano foi recuperar uma bola junto à linha final, no lado esquerdo, e centrou na medida certa: só faltava encostá-la para as redes, o que viria a ser feito em autogolo por Jadson, antecipando-se a Sporar, que se encontrava a um metro de distância, pressionando-o.

 

De Plata. Também foi remetido ao banco, ficando fora do onze inicial. Mas Silas recorreu a ele aos 60', mandando sair Camacho. Ao contrário do colega, o equatoriano jogou bastante colado à linha, fazendo funcionar enfim o corredor direito do Sporting. Daí nasceram vários lances perigosos, nomeadamente aos 81' e 86'. No primeiro, Plata quase marcou à meia-volta, forçando o guardião do Portimonense à defesa da noite.

 

Da subida do Sporting na classificação. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da goleada sofrida pelo Famalicão em casa frente ao V. Guimarães (um vergonhoso 0-7), e vendo o Braga empatar também em casa perante o Gil Vicente (2-2). Estamos isolados no terceiro posto.

 

 

Não gostei

 
 

Das oscilações tácticas de Silas. O técnico insistiu num sistema inicial alheio à tradição leonina: 3-5-2, percebendo-se mal o que o levou a preparar uma linha de cinco em processo defensivo quando jogava em casa contra o penúltimo da tabela. Isto forçava criativos como Rafael Camacho a encarrilar o jogo pelo corredor central, com manifesta falta de resultados. Ao intervalo, Silas alterou o xadrez táctico, mandando sair Neto e regressando ao processo clássico no Sporting, com dois flanqueadores que servissem jogo ao elemento mais avançado (Sporar). Este foi, sem coincidência, o melhor período da equipa, que terminou a partida num autêntico vendaval ofensivo, só não se traduzindo em golos por azar ou inépcia dos jogadores.

 

Do irritante conceito "construção em posse" definido pelo técnico.  Silas privilegia a organização do processo defensivo a partir de trás, com sucessivas trocas de bola no nosso meio-campo. Processo alheio à tradição leonina e entorpecente para o espectáculo desportivo, além de não proporcionar vantagem no terreno. Isto agrava-se por não termos a meio-campo um verdadeiro distribuidor de jogo desde a saída de Bruno Fernandes - Wendel, está visto, não tem vocação para tal tarefa, que exige disponibilidade constante e concentração máxima.

 

Do 1-1 ao intervalo. Consequência directa do que ficou escrito nos parágrafos anteriores, este desolador resultado que se registava aos 45'. E o empate apenas tinha conseguido ser desfeito, seis minutos após o golo inicial da equipa de Portimão, num lance de bola parada, graças à mestria de Mathieu - digno sucessor de Bruno Fernandes na cobrança de livres.

 

Das hipóteses perdidas. Pelo menos em duas ocasiões tivemos possibilidade de marcar, o que só não sucedeu devido à falta de perícia ou excesso de nervos dos jogadores. Na primeira aos 66', quando Vietto se isolou mas permitiu a defesa ao guarda-redes. Na segunda aos 86', quando Sporar, igualmente em excelente posição para marcar, atirou para fora, sem nexo.

 

Da lesão de Mathieu. O francês saiu aos 78', a passo, com queixas físicas - dando lugar a Idrissa Doumbia enquanto Silas fazia recuar Battglia para segundo central, ao lado de Coates, até ao fim. Esperamos que Mathieu recupere a tempo do próximo embate, que será muito difícil, frente ao Rio Ave, no próximo sábado. Um jogo em que não contaremos com Vietto, por acumulação de amarelos.

 

Dos insultos nas bancadas. Estavam decorridos apenas cinco minutos quando, do local do costume, começaram a ouvir-se gritos contra o presidente do Sporting, misturados com insultos e apelos histéricos à demissão dos órgãos sociais. Quando a equipa precisava de apoio, estes jumentos da curva sul voltaram a dar alento à turma adversária - como já haviam feito em Alvalade quando ali jogaram Porto e Benfica. É óbvio que isto desestabiliza os nossos jogadores, que actuam em casa sempre sobre brasas, numa atmosfera de guerrilha permanente. Que a grande maioria dos adeptos está contra isto voltou a ficar bem demonstrado ao escutarem-se sonoras vaias à jumentude.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota em Braga. Segundo desaire frente à equipa braguista em menos de duas semanas. Como antevi aqui a 22 de Janeiro, o desaire sofrido frente ao mesmo adversário para a Taça da Liga constituiu «um péssimo ensaio geral» para o desafio de hoje: esta segunda volta do campeonato, com apenas três pontos em dois jogos, começa ainda pior do que a primeira, em que contabilizámos quatro pontos em seis possíveis. O facto de termos perdido por margem mínima, 0-1, com o golo sofrido só aos 76' e a nossa exibição ter sido superior à do Sporting-Braga que vencemos por 2-1 a 18 de Agosto, não serve de atenuante.

 

Das ausências. Este seria sempre um jogo de alto risco para o Sporting. Por ser o primeiro após a saída do capitão Bruno Fernandes, que nas últimas duas épocas funcionou como o pêndulo da equipa, onde era de longe o elemento mais qualificado. Por infortúnio, este rombo no plantel ocorreu imediatamente antes de enfrentarmos o Braga, na Cidade dos Arcebispos, para a Liga 2019/2020. Somado a isto, o facto de não termos podido contar também com Mathieu, pilar do nosso sistema defensivo. Num onze frágil e cheio de lacunas, como o nosso é, perder dois titulares num dos estádios mais difíceis do País bastaria para potenciar um mau desfecho. Assim aconteceu.

 

De ver Vietto como suplente. É verdade que veio de uma lesão, mas também é certo que estava recuperado - tanto assim que Silas o convocou para este jogo. Percebe-se muito mal, portanto, que tenha permanecido no banco de suplentes até ao minuto 66. Quando entrou, fez logo a diferença, causando sucessivos desequilíbrios com a sua excelente técnica e a sua competente visão de jogo. Erro manifesto do treinador.

 

De Ristovski.  Silas, aparentemente, deu-lhe o comando de todo o corredor direito - missão espinhosa, que o internacional macedónio cumpriu de forma deficiente, falhando o tempo de intervenção na manobra defensiva e apoiando mal o ataque. Pareceu tremer a cada investida braguista desde o apito inicial. Aos 20', já estava a ser amarelado - num lance em que poderia ter visto cartão vermelho. Na jogada do golo, abriu uma avenida a Galeno, que rematou totalmente à-vontade para defesa incompleta de Max a que se seguiu a recarga vitoriosa de Trincão. Silas deu-lhe ordem para sair aos 83', trocando-o por Plata. Que fez bem melhor em muito menos tempo.

 

Do sistema táctico. Silas organizou a equipa com um bloco defensivo de cinco elementos (Acuña, à esquerda, descia muito para compensar o desvio de Borja para terceiro central) e dois médios de contenção (Battaglia e Eduardo). Serviu para travar o fluxo ofensivo do Braga nos primeiros 20 minutos, aferrolhando as vias de acesso à nossa área, mas não funcionou para construir jogadas de ataque continuado: a equipa pareceu sempre descompensada no último terço do terreno, excepto no quarto de hora final quando o técnico - já a perder - trocou Camacho por Jovane (73') e Ristovski por Plata (83'), encostando o adversário ao seu reduto. Ficou a sensação de que Silas quis jogar para o empate. Acabou derrotado, como geralmente acontece em situações destas.

 

Da convocatória. Anedótica, a inclusão de Jesé, que o Sporting quis devolver à procedência em Janeiro (e que o PSG não aceitou de volta). Totalmente incompreensível, uma vez mais, a exclusão de Pedro Mendes - jogador por quem Silas, mais de uma vez, mostrou interesse antes de ter sido inscrito para as competições internas. Agora, que já consta da equipa principal, é remetido para a bancada. Quando temos novamente só um ponta-de-lança - o recém-chegado Sporar - devido à prolongada lesão de Luiz Phellype, que o inutiliza até ao fim da época.

 

Dos sete cartões aos nossos jogadores. Jorge Sousa, velho "amigo" do Sporting, desatou a amarelar a torto e a direito os nossos jogadores, dando ideia que se estava a registar uma batalha campal neste Braga-Sporting. Seguindo esta cadência: Coates aos 10', Ristovski aos 20', Wendel aos 45'+1, Battaglia aos 45'+1, Neto aos 45'+2, Acuña aos 51', Vietto aos 66'. O cartão exibido a este último foi anedótico: o argentino terá entrado em campo quando o seu compatriota Acuña ainda não tinha abandonado o terreno de jogo. Sem tocar na bola, já estava condicionado. Isto enquanto só três do Braga recebiam amarelos: Galeno, Paulinho e Fransérgio. Duplicidade de critério no capítulo disciplinar: nada que surpreenda neste árbitro. Galeno, que simulou faltas, protestou exuberantemente contra o árbitro e até derrubou um juiz auxiliar quando já tinha um amarelo, foi poupado a um segundo cartão mais que merecido. Com este árbitro, o campo está sempre inclinado contra nós.

 

De termos perdido o terceiro lugar. O Braga está agora um ponto à nossa frente. 

 

 

Gostei

 

De Max. O jovem guarda-redes formado na Academia leonina foi o nosso melhor em campo. Seguro e atento, sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, fez três grandes defesas - aos 55', 60' e 63' - retardando o mais possível os três pontos que o Braga acabaria por conquistar.

 

De Sporar. Primeiro jogo completo ao serviço do Sporting. Não marcou, mas deu bons sinais: movimenta-se bem dentro da área, mostra agilidade e domínio técnico. Esteve muito perto de marcar em duas ocasiões nos primeiros dez minutos: primeiro aos 9', correspondendo a um centro de Acuña com recepção de bola no peito e remate de primeira defendido a custo pelo guardião Matheus; na segunda, no minuto seguinte, quando dispara duas vezes (com o pé e a cabeça), mas o lance é anulado por fora-de-jogo milimétrico. Parece um verdadeiro reforço.

 

Dos 15 minutos iniciais. Início muito pressionante do Sporting, com o meio-campo bem povoado e lances rápidos, de bola ao primeiro toque. Aos 20', o Braga já tinha equilibrado a partida, que foi dominando a espaços. Voltámos a ser melhores nos dez minutos finais, quando já se jogava muito mais com o coração do que com a cabeça. Pouco antes, Matheus impedira o golo a Wendel e a Jovane - em ambas as ocasiões aos 75', momentos antes do golo da equipa anfitriã, de algum modo contra a corrente de jogo. Aos 88', Vietto fez um forte remate cruzado, levando a bola a sobrevoar a barra. Aos 90'+2, um tiro de Jovane foi travado por Esgaio - jogador que formámos e que seria titular indiscutível neste Sporting, muito acima de Ristovski e do desaparecido Rosier.

 

De ver Bruno Fernandes no estádio. Agora titular do Manchester United - e melhor em campo no confronto de ontem com o Wolverhampton - o nosso ex-capitão assistiu ao desafio na tribuna do estádio bracarense, apoiando aqueles que até há muito pouco eram seus colegas de equipa. Provavelmente sentiu vontade de saltar lá para dentro. Infelizmente não contaremos mais com ele.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do regresso às vitórias. O Sporting superou esta noite a turma do Marítimo, vencendo-a em Alvalade, embora por margem mínima: 1-0. Melhor do que o confronto da primeira volta, em que nos ficámos por um empate no Funchal, ainda com a equipa sob o comando de Marcel Keizer. Agora não só vencemos como dominámos sem discussão a partida - ao ponto de o Marítimo apenas ter feito um remate à nossa baliza na etapa complementar. E só por manifesto azar o nosso triunfo não foi mais dilatado: aos 70', com o seu pontapé-canhão, Bruno Fernandes levou a bola a embater com estrondo na barra.

 

De Borja. O lateral colombiano regressou à titularidade, aproveitando a ausência de Acuña, afastado por acumulação de cartões. Cumpriu com distinção a incumbência, não apenas no plano defensivo, com boas acções de cobertura, mas sobretudo nas movimentações ofensivas que culminaram com a sua estreia a marcar esta época ao serviço do Sporting, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Jovane. Foi também dos pés dele que saiu o excelente centro para o golo de Rafael Camacho que viria a ser anulado por alegada falta anterior do estreante Sporar. Voto nele como o melhor em campo.

 

De Wendel. Muito influente na ligação entre linhas, destacou-se pela mobilidade e pela capacidade de luta a meio-campo, ganhando diversos confrontos individuais. Sempre muito activo, vai dando sinais de crescente robustez física e disciplina táctica.

 

De Jovane. Foi a arma secreta de Silas, bem utilizada após quatro meses exactos de afastamento por lesão: o último jogo em que tinha sido utilizado na equipa principal fora o Sporting-Rio Ave para a Taça da Liga, a 27 de Setembro. Entrou aos 71' e cinco minutos depois estava a fazer a assistência para o golo leonino. A sua entrada, para o lugar de Idrissa Doumbia, permitiu alargar a frente ofensiva. Aos 90'+1 esteve quase a marcar o segundo, num remate cruzado fortíssimo, do lado direito, desviado in extremis pelo guardião Amir para canto.

 

Da estreia de Sporar. O internacional esloveno - até agora único reforço do Sporting neste mercado de Inverno - esteve fora do onze inicial devido a uma indisposição intestinal. Mas acabou mesmo por entrar devido à lesão de Luiz Phellype, logo aos 15'. Só teve possibilidade de fazer três treinos pelo Sporting, vê-se que não tem rotinas com os colegas, mas deu alguns sinais interessantes: sabe desmarcar-se, arrastando os defesas, e utilizar a velocidade. Esteve a centímetros de marcar aos 76', correspondendo ao cruzamento de Jovane que viria a sobrar para Borja marcar o golo. Funcionou como talismã para a equipa: o nosso regresso às vitórias ocorreu com ele de verde e branco.

 

Da aposta na juventude. Terminamos este jogo com cinco jogadores muito jovens no onze, todos promissores e alguns com melhor desempenho global do que os colegas mais velhos: Max (21 anos), Wendel (22), Plata (19), Jovane (21) e Camacho (19). E três deles com formação na Academia leonina. Este tem de ser o caminho para reforçar a identidade do Sporting.

 

De não termos sofrido qualquer golo. Terminamos com a nossa baliza inviolada, o que só tinha acontecido em quatro ocasiões nesta Liga 2019/2020.

 

Da subida do Sporting ao terceiro lugar. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da derrota do Famalicão em casa frente ao Santa Clara, e vendo mais à distância o V. Guimarães, que perdeu também em casa contra o Rio Ave. Aguardemos agora pelo resultado do confronto de logo à noite entre o FC Porto e o Gil Vicente.

 

 

Não gostei

 
 

Do inútil Jesé. Silas insistiu em dar-lhe outra oportunidade como titular - algo que não acontecia desde 12 de Dezembro. Mas o espanhol voltou a ser incapaz de aproveitar a benevolência do técnico leonino, desperdiçando (pela última vez?) a hipótese de jogar pelo Sporting. Esteve 62 minutos em campo, confirmando ter sido um dos maiores barretes enfiados pelo duo Frederico Varandas-Hugo Viana, a par do brasileiro Fernando, já devolvido à procedência. A equipa melhorou muito quando o técnico decidiu enfim - com 62 minutos de atraso - remetê-lo ao balneário, trocando-o por Plata com inegável vantagem para a dinâmica ofensiva leonina.

 

Da lesão de Luiz Phellype. Titular na frente de ataque, o brasileiro foi azarado: saiu aos 11' lesionado, após um choque com um adversário que o árbitro Rui Costa nem assinalou com a falta que se impunha contra o Marítimo. A lesão parece ser complicada, acelerando a promoção do recém-chegado Sporar ao onze inicial já a partir do próximo confronto, com o Braga, na Cidade dos Arcebispos.

 

De três ausências. Acuña e Mathieu (a cumprir castigos) e Vietto (por lesão) estiveram fora dos convocados para esta partida. Num plantel tão desequilibrado como o nosso, é quanto basta para causar abalo. Felizmente dois deles estarão de volta já na próxima jornada. Espero que Pedro Mendes, face à lesão de Luiz Phellype, possa ao menos sentar-se no banco de suplentes, algo que desta vez não aconteceu, pois foi remetido para a bancada.

 

Do 0-0 ao intervalo. Resultado que não traduzia o domínio do Sporting na meia hora inicial e acentuava o receio de muitos adeptos para os 45 minutos seguintes. Felizmente os cenários pessimistas não se confirmaram.

 

De ver dois golos anulados ao Sporting. O primeiro, marcado aos 16' por Coates, num pontapé acrobático à meia-volta, foi invalidado por deslocação do central uruguaio. O segundo, marcado por Camacho aos 53', acabou por ficar sem efeito por suposto empurrão de Sporar a um defesa adversário que Rui Costa e o vídeo-árbitro demoraram três minutos a analisar.

 

Dos assobios à equipa. Estávamos no minuto 8 do jogo quando soaram nas bancadas as primeiras vaias - bem sonoras - aos nossos jogadores. Os imbecis do assobio imaginarão que assim conseguirão motivar alguém ou fazem isto só para incutir mais moral aos adversários que nos defrontam em Alvalade?

 

De ver as bancadas tão despidas. Apenas 12.788 espectadores em Alvalade numa noite fria e chuvosa de Inverno para assistirem a um jogo iniciado às 21.03. Muitos destes resistentes só chegaram a casa após a meia-noite. É um delito de lesa-futebol permitir jogos a esta hora tão tardia na véspera de um dia de trabalho, em ambiente de manifesto desconforto, sem a menor garantia de assistir a um bom espectáculo de futebol e perante a iminência de testemunhar "festivais de pirotecnia" dos javardos da curva sul. Enquanto a administração da SAD não se impuser perante a Liga para a alteração dos horários e continuar a permitir a entrada de artefactos pirotécnicos, verá clareiras tão grandes ou ainda maiores no nosso estádio. Que lhe faça bom proveito.

Rescaldo do jogo de ontem

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Foto minha, ontem, durante o jogo

 

 

Não gostei

 
 

De perder com o Benfica.  Segunda derrota em cinco meses frente ao nosso mais velho rival. Depois da goleada na Supertaça, no estádio do Algarve, ontem perdemos por 0-2 em Alvalade. Sete golos sofridos, nenhum marcado. Com dois treinadores. O da primeira derrota, Marcel Keizer, despediu-se praticamente com aquele péssimo resultado. Resta agora ver quanto tempo Silas irá aguentar.

 

Do onze inicial. Ter Battaglia (enfim recuperado) no banco e preferir Idrissa. Ter Neto já disponível e preferir Ilori. Ter Pedro Mendes enfim inscrito e preferir Luiz Phellype. Incompreensíveis opções do treinador para os titulares deste clássico. Nenhuma resultou.

 

Das péssimas construções ofensivas. Durante quase toda a primeira parte, a nossa saída com bola viu-se gorada em cerca de dois terços das situações devido à pressão alta exercida pelos jogadores do Benfica, obedecendo às instruções do seu treinador, Bruno Lage. Destaque pela negativa, neste capítulo, para Ilori, Wendel e Idrissa Doumbia.

 

Das substituições falhadas. Com o resultado em branco, aos 74', Lage apostou na vitória ao trocar Chiquinho por Rafa - arma secreta que saiu do banco e apontou os dois golos encarnados, aos 80' e aos 90'+9. Silas esperou demasiado para mexer na equipa, limitou-se a ser reactivo nas substituições e esteve mal nas trocas - Bolasie por Plata (79'), Idrissa por Pedro Mendes (86') e Camacho por Borja (90'+2).

 

De Ilori. Definitivamente, este jogador não tem categoria para integrar o plantel do Sporting. Os dois golos que sofremos nascem de erros dele - o primeiro ao propiciar que Rafa se apoderasse da bola numa série de ressaltos em zona proibida, o segundo ao entregá-la com um corte defeituoso. Há sete anos, fez questão de abandonar o Sporting, mostrando extrema ingratidão pelo clube que o formou. Agora somos nós que fazemos questão de que ele saia. Quanto mais cedo melhor.

 

De Idrissa Doumbia. Andou errante no primeiro tempo, parecendo sempre fora de posição, e demonstrou muita dificuldade em receber a bola e distribuí-la com critério. Impressiona, a sua debilidade no capítulo técnico - sobretudo num jogo desta dimensão, contribuindo para a intranquilidade da equipa. Tentou o golo, aos 63', mas sem pontaria.

 

De Wendel. Terá sido ontem o campeão dos passes falhados, em zonas cruciais do terreno. Silas mandou-o posicionar-se em linha com Idrissa na posição de médio defensivo - missão que não parece agradar ao brasileiro. Logo aos 2', numa perda de bola, permitiu que Gabriel se infiltrasse na nossa área. Aos 30', ao desinteressar-se de um lance junto à ala esquerda, foi ele a forçar Acuña a fazer falta para cartão amarelo. Revela défice de combatividade, sobretudo nas situações de bola disputada, em que parece fugir do contacto físico.

 

De Luiz Phellype. Voltou a ser uma nulidade, como já tinha acontecido frente ao FC Porto e ao V. Setúbal. Parece esconder-se do jogo: está sempre onde não é necessário e falha nos momentos cruciais. O cúmulo da sua ineficácia aconteceu aos 34', quando estava em claríssimo fora-de-jogo: procurou desviar a trajectória da bola disparada por Acuña, que foi certeira para o fundo das redes, sem conseguir tocá-la, mas interferindo no lance ao ponto de tornar ilegal o golo. Aos 57', viu um cartão amarelo (que bem podia ter sido vermelho) por uma falta absolutamente desnecessária muito longe de uma zona de perigo. Lento, apático, pesado, é sem dúvida um dos protagonistas deste fracassado Sporting 2019/2020 no terreno de jogo.

 

Do pavor que se apodera da equipa em cada lance de bola parada defensiva. Quase todos os jogadores do Sporting tremem nestas ocasiões, algo absolutamente incompreensível. Apetece perguntar o que fazem nas sessões de treino. E onde estão os especialistas em motivação competitiva e apoio psicológico prometidos pelo presidente da SAD no início da época.

 

Do árbitro Hugo Miguel. Deixou sem punir dois jogadores encarnados em faltas muito duras sobre Bruno Fernandes: primeiro o inimputável Pizzi, aos 38', que travou à margem das leis de jogo uma arrancada do nosso capitão que prometia terminar em golo; depois Gabriel, que agrediu Bruno com a mão no baixo ventre. A impunidade do costume: em termos disciplinares, o Benfica continua a ser um caso à parte, eternamente protegido pela arbitragem portuguesa. O caso só muda de figura quando joga nas competições da UEFA.

 

Da insegurança no Estádio José Alvalade. É inadmissível que os agentes policiais proíbam os espectadores que pagam os seus bilhetes de entrarem com bolos e sandes enquanto fazem vista grossa à entrada de material pirotécnico, como ontem sucedeu, levando à interrupção do jogo durante quase seis minutos e à debandada de muita gente que se encontrava nas bancadas, sobretudo com filhos menores, enquanto o relvado ardia e milhares de pessoas eram forçadas a inalar fumos tóxicos.

 

Da segunda derrota consecutiva em casa. Após termos cedido os três pontos frente ao FCP, aconteceu agora o mesmo contra o SLB. E ainda só estamos na primeira volta. Na segunda, teremos de ir a Braga, a Guimarães, a Vila do Conde, a Famalicão, ao Dragão e à Luz. De momento temos mais derrotas do que Benfica, Porto, V. Guimarães, Famalicão, Gil Vicente, Boavista, Marítimo e V. Setúbal.

 

 

Gostei

 

De Rafael Camacho. Exibição muito positiva do jovem extremo de 19 anos que veio do Liverpool no Verão passado. Desta vez actuou como titular e fez jus à prova de confiança que o técnico nele manifestou. Imperou no corredor direito, sobretudo na primeira parte, destacando-se igualmente em tarefas defensivas. Foi protagonista das duas únicas ocasiões de golo do Sporting: aos 13', levou a melhor no duelo com Ferro e rematou com força, levando a bola a embater no poste; aos 33', cabecou como mandam as regras à boca da baliza, forçando Vlachodimos a uma grande defesa. No segundo tempo, aos 65' e 66', protagonizou excelentes jogadas de ataque do Sporting.

 

De Acuña. Mesmo condicionado por um cartão amarelo quando ainda faltava mais de uma hora de jogo, não esmoreceu nem deixou de se entregar à luta. Foi sempre um dos elementos mais desequilibradores da nossa equipa e um dos raros que se mantiveram em bom nível do princípio ao fim. Merecem destaque uma recuperação de bola aos 6', um cruzamento perfeito para a cabeça de Camacho aos 33' e o golo que chegou a marcar no minuto seguinte, também num centro a partir da esquerda, invalidado por fora de jogo posicional de Luiz Phellype. Infelizmente, o cartão amarelo que o argentino viu nesta partida deixa-o fora da meia-final com o Braga para a Taça da Liga, já na próxima quarta-feira.

 

De Mathieu. Persiste em ser uma das escassas referências de qualidade no onze titular leonino. Destacou-se numa sucessão de cortes providenciais - aos 8', 29', 37', 56', 62' e 79'. Mesmo ao cair do pano, já aos 90'+8, tentou o golo com um remate acrobático que saiu ao lado. O internacional francês bem o teria merecido.

 

De Max. Sem responsabilidade nos golos sofridos, esteve em bom nível ao travar um tiro de Pizzi aos 12' e ao desviar para cima da baliza um cabeceamento de Gabriel, à queima-roupa, na sequência de um canto, aos 21'.

 

De Bruno Fernandes. Terá sido o seu último jogo de verde e branco em Alvalade? Se foi, merecia seguramente outro cenário. Sem tochas arremessadas para o relvado nem incêndios nas bancadas, sem greve aos aplausos promovida pelas duas claques leoninas durante o primeiro tempo, sem as faltas impunes que foi sofrendo ao longo da partida e sobretudo sem este triste resultado, que em nada se coaduna com o seu valor.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer no Bonfim. O Sporting superou esta noite um teste importante num estádio tradicionalmente difícil, vencendo o V. Setúbal por 1-3. Foi um desafio em que a equipa adversária deu boa réplica, no plano táctico e no plano físico, sem acusar o desgaste que os piegas de turno vinham vaticinando - ao ponto de o técnico espanhol do Vitória nem ter esgotado as substituições. Consumou-se assim a primeira derrota da equipa sadina desta temporada no seu reduto, onde nem Benfica nem V. Guimarães tinham conseguido vencer.

 

De Bruno Fernandes. De novo o  melhor em campo. Não há volta a dar: é um jogador de excepção, um dos mais categorizados que vestiram desde sempre a camisola verde e branca. Os três pontos que trazemos de Setúbal devem-se essencialmente a ele: marcou o segundo golo, de grande penalidade, aos 34'; e fechou o resultado já no tempo extra, culminando a melhor jogada colectiva do Sporting nesta partida. Numa altura em que o capitão leonino já estava magoado e chegou a ser assistido fora de campo. Mas ainda teve forças para voltar e rematar com êxito. Os grandes profissionais são assim.

 

De Bolasie. Boa partida do franco-congolês, que dinamizou sempre o ataque, não apenas no flanco direito, onde actuou de início, mas também na ala oposta, baralhando as marcações defensivas do Vitória. Ficou na retina dos adeptos um lance que protagonizou aos 22' e também a quase-assistência para golo que fez aos 27', colocando a bola nos pés de Ristovski, que logo a centrou - e desse centro nasceu o corte infeliz do defesa João Meira, marcando para nós. O primeiro autogolo de que beneficiamos esta época.

 

De Camacho. Única substituição leonina que produziu efeito. Entrou aos 66' para substituir o lesionado Vietto. Voltou a revelar destreza, velocidade e bons apontamentos técnicos, ajudando a inverter a corrente ofensiva vitoriana, que ameaçava encostar o Sporting no reduto defensivo. Culminou a boa exibição com a assistência para o golo de Bruno Fernandes, aos 90'+4.

 

De estar a vencer 2-0 ao intervalo. Prometia uma segunda parte calma para a nossa equipa. Mas houve excesso de confiança: a partir de certa altura instalou-se um clima de jogo-treino no onze leonino, inaceitável em alta competição. Uma negligência que se pagou cara ao sofrermos o golo, aos 63' - num lance em que Max é mal batido. E podíamos ter sofrido outro, aos 75', quando vimos embater a bola na trave.

 

De ver Battaglia como titular. O argentino voltou a integrar o onze inicial, o que não acontecia desde Setembro, aproveitando o facto de Idrissa Doumbia ter ficado de fora por acumulação de cartões. Esteve longe da exuberância de outros tempos, mas cumpriu no essencial. E permaneceu em campo durante os 90 minutos, o que é bom sinal.

 

Da ausência de Acuña. Boa decisão do treinador, que nem chegou a convocá-lo. O internacional argentino estava quase tapado com cartões e era muito fácil prever que o árbitro Tiago Martins não deixaria de lhe oferecer uma "prenda" amarelada nesta partida. Assim poderemos contar com ele na recepção ao Benfica, sexta-feira que vem. Podia ter feito o mesmo com Coates, outro jogador nas mesmas circunstâncias. Infelizmente o uruguaio foi convocado - e contemplado com a tal prenda pelo apitador de turno. Sem ter feito falta, mas para o efeito não interessa nada. O importante era impedi-lo de defrontar os encarnados em Alvalade.

 

 

Não gostei

 
 

Da atitude dos nossos jogadores na primeira metade da segunda parte. Parecia que já consideravam seguros os três pontos ainda com 45 minutos por disputar. Nesta fase feia e muito fria do jogo, entretiveram-se a trocar a bola em zonas perigosas, enquanto falhavam clamorosamente na finalização - como aconteceu com o frouxo Wendel, aos 48', frente à baliza sadina. Num desses momentos de inaceitável displicência, Ristovski aliviou mal, Mathieu entregou a bola a um adversário e Max foi apanhado fora de posição, deixando-se surpreender por um chapéu de Carlinhos. Muito mal batido.

 

De Luiz Phellype. Condicionado logo no primeiro minuto por um cartão amarelo totalmente absurdo, o ponta-de-lança parece ter ficado afectado psicologicamente - ao ponto de nada ter feito de relevante durante o tempo em que permaneceu em campo. Segunda partida consecutiva em que o brasileiro se revela uma nulidade numa zona do terreno em que tem sido ocupante quase exclusivo. Cada vez me interrogo mais se este jogador possui qualidade para ser titular na nossa equipa.

 

De Jesé. Outra oportunidade perdida. Entrou aos 77', rendendo Bolasie, e voltou a demonstrar que a sua vinda para o Sporting, no início da temporada, foi um lamentável equívoco. Mal se deu por ele em campo. E quando foi preciso ampliar a vantagem e fixar o resultado, recorreu-se ao artilheiro do costume. Que não fala espanhol nem grava discos.

 

Da lesão de Vietto. O argentino saiu aos 66', claramente lesionado. Fica a incógnita: conseguirá recuperar a tempo de podermos contar com ele no confronto contra o Benfica? Já nos basta não podermos contar com Coates (nem com o lesionado Neto, o que forçará a inclusão de Ilori no onze titular) e provavelmente já não com Bruno Fernandes, em vésperas de poder ser transferido para o futebol inglês.

 

De ver os apanha-bolas no Bonfim de máscara na cara. Teatrinho de péssimo gosto, com os responsáveis sadinos a instrumentalizarem os miúdos na tentativa de prolongarem a telenovela "viral" que foram alimentando ao longo da semana.

 

De continuar a ver o Famalicão à nossa frente. Apesar deste triunfo fora de portas, mantemo-nos na quarta posição, pois a equipa minhota venceu o Boavista.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

De termos sido derrotados pelo FC Porto no nosso estádio (1-2). Fomos superiores à turma portista, mas a equipa visitante foi mais feliz. Marcou logo aos 6', no primeiro lance ofensivo que protagonizou, e fechou o resultado aos 73', num lance de bola parada. Beneficiando, em ambos os casos, de graves erros defensivos do Sporting.

 

Que o árbitro tivesse perdoado um penálti ao Porto.  Aos 23', Alex Telles travou Bolasie à margem das leis, em zona proibida. O senhor Jorge Sousa fez vista grossa. Nada que deva surpreender-nos. O coração deste apitador só tem duas cores: azul e branco.

 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. A nossa segunda parte foi um festival de golos falhados. Aos 49, lançado por Bruno Fernandes, Vietto rematou ao ferro lateral. Aos 55', a centro de Acuña, Luiz Phellype cabeceou a rasar o poste antecipando-se aos centrais portistas. Aos 58', correspondendo a novo cruzamento do compatriota, Vietto rematou de primeira também ligeiramente ao lado. Aos 62', outro desperdício de Vietto, a rematar cruzado levando a bola a fazer uma tangente ao segundo poste. Aos 63', perante nova solicitação de Acuña, o protagonista pela negativa voltou a ser Vietto, fazendo a bola sobrevoar a trave. Aos 85', na sequência de um canto apontado por Bruno Fernandes, Coates falhou por centímetros, cabeceando à barra. Não há volta a dar: sem meter a bola lá dentro as vitórias são impossíveis.

 

Da ausência de Pedro Mendes. O ponta-de-lança alternativo a Luiz Phellype está enfim inscrito nas competições nacionais. Mas Silas decidiu prescindir dele, devolvendo-o à Liga Revelação, onde Pedro Mendes voltou a destacar-se, marcando mais um golo - o 15.º nessa competição. Leva já 16 marcados nesta temporada, contando com o que fez ao PSV para a Liga Europa. Estranhamente, permanece fora da equipa principal.

 

De Ristovski. Má exibição, com responsabilidade evidente no primeiro golo, deixando Marega movimentar-se como quis. Foi pelo seu flanco que o FCP fez sempre as incursões mais perigosas, nomeadamente por intermédio de Nakajima. O macedonio foi, de longe, o elemento mais permeável do nosso quarteto defensivo. Enquanto Acuña brilhava no corredor contrário.

 

Da reacção de Silas. Ao contrário do que tem sucedido noutros jogos, desta vez o técnico leonino demorou a mexer na equipa e nenhuma das substituições que fez resultou. Trocar Ristovski por Camacho e Idrissa por Plata aos 79', fazendo recuar Bruno Fernandes para a posição de médio defensivo, nada trouxe de positivo. É certo que estes suplentes utilizados funcionaram como talismã contra o Portimonense, mas não há dois jogos iguais.

 

De Jesé. Continua a ser um mistério, a contratação deste espanhol que parece ter um brilhante futuro atrás das costas. Entrou aos 87', substituindo o dinâmico Bolasie, e destacou-se apenas por ter visto um cartão amarelo por falta absolutamente desnecessária, contra um adversário que até tinha perdido a bola. Uma falta que em nada abona a favor da inteligência táctica do espanhol. Podemos chamar-lhe muita coisa, menos um reforço.

 

Que se tenha quebrado a tradição. Há 12 anos que o FC Porto não vencia um jogo em Alvalade. Quando Jesualdo Ferreira comandava a equipa azul e branca e Paulo Bento treinava o Sporting. Terminou esse enguiço, infelizmente para nós.

 

Da descida na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Famalicão. Vemos agora o Benfica a 16 pontos e o FCP a 12.

 

Do hino alternativo que ficou por tocar. A Direcção leonina decidiu esperar pelo apito inicial do árbitro para fazer soar os acordes iniciais d' O Mundo Sabe Que, aliás logo interrompidos, levando os adeptos a entoar este cântico sem suporte musical nem a respectiva letra reproduzida nos ecrãs do estádio, tudo isto enquanto o jogo já decorria. Uma imbecilidade sem nome.

 

Dos energúmenos da Curva Sul. Assobiaram os jogadores, insultaram o presidente, negaram incentivo à equipa durante toda a primeira parte. E no segundo tempo divertiram-se a mandar tochas incendiárias para o relvado, com o jogo a decorrer, confirmando as tendências pirómanas que já lhes conhecíamos. São os mesmos de sempre. Letais ao Sporting.

 

 

Gostei

 

Da nossa exibição. Os erros pontuais, com destaque para os que nos custaram os dois golos, não invalidam que o Sporting tivesse sido a melhor equipa em campo. O resultado é lisonjeiro para o FC Porto, que dispôs de menos oportunidades e sai de Alvalade como um vencedor feliz.

 

De Luís Maximiano. Podia ter feito mais nos lances dos golos sofridos, mas teve intervenções absolutamente decisivas em dois momentos, aos 75' e aos 90'+2, impedindo Luis Díaz de rematar com sucesso em ambas as ocasiões.

 

De Acuña. O melhor em campo. Se alguém não merecia perder este jogo, foi ele. Autor do solitário golo do Sporting, aos 44', fuzilando Marchesin num remate indefensável, de um ângulo muito difícil, após assistência de Vietto. A recuperação de bola, neste lance, foi dele também. Tal como dos pés dele nasceram os cruzamentos mais perigosos da nossa equipa. No capítulo defensivo, o craque argentino cumpriu igualmente com distinção.

 

Da assistência. Apesar do frio, apesar das péssimas arbitragens que teimam em desequilibrar os campos, apesar de não vencermos um campeonato profissional de futebol há quase 18 anos, não desistimos. Hoje estivemos mais de 41 mil em Alvalade.

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