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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

De outra derrota. Desta vez no Bessa: perdemos 1-2. Onze pontos desperdiçados em 21 possíveis. Um desastre, o início da Liga 2022/2023. Não há outra palavra para descrever este percurso ainda curto, com apenas três triunfos (Rio Ave, Estoril, Portimonense), somados a um empate (Braga) e três derrotas (FC Porto, Chaves e agora Boavista). Os axadrezados não nos venciam há 18 jogos em casa, desde a Liga 2007/2008.

 

De Rúben Amorim. Há que apontar o dedo ao treinador. Por dois motivos: comete o erro de repetir o onze inicial da partida anterior, da Liga dos Campeões, contra o Tottenham - com o desgaste daí inerente - e só se convence que tem mesmo de mexer na equipa já muito tarde: as primeiras substituições por opção técnica e táctica ocorreram só aos 75'. 

 

Da lesão de Coates. Exemplo mais evidente da fadiga muscular que afectou vários jogadores, aos 70' o nosso capitão agarrou-se à coxa e fez sinal que precisava de sair. A equipa ressentiu-se de imediato da ausência dele, até porque Amorim viu-se forçado a fazer adaptações - o que nem sempre tem dado bom resultado, como voltou a acontecer.

 

Do excesso de lesionados. Neste momento, com a lesão de Coates (oxalá não seja grave), ficámos sem centrais destros de raiz. Após as paragens de St. Juste (que será feito dele?) e Neto. Motivo de grande preocupação, até por estarmos ainda na fase inicial da temporada.

 

De Esgaio. O treinador persiste na tendência de adaptar laterais a centrais. Insistiu nisto, com péssima consequência: tendo Marsà no banco, optou por fazer entrar Esgaio para o lugar do lesionado Coates, aos 71', enquanto Gonçalo Inácio transitava de central à direita para o meio do trio defensivo. Má opção: dez minutos depois, o ex-Braga cometeu o penálti de que viria a nascer a vitória axadrezada. Penálti evidente, de escola - e escusado. Aos 90'+4, desposicionado lá na frente, abriu uma avenida ao contra-ataque adversário que felizmente não causou estragos.

 

De Pedro Gonçalves. Lamento escrever isto, mas passou ao lado do jogo. Andou desaparecido grande parte do tempo, entalado entre as duas linhas do Boavista, sem capacidade de penetração na área nem de protagonizar lances de ruptura. É verdade que chegou a introduzir a bola na baliza, aos 23', mas estava fora-de-jogo. Foi um dos elementos que acusaram maior desgaste físico.

 

De Trincão. Outro jogador que devia ter ficado fora do onze titular. Muito abaixo das exibições anteriores, frente ao Portimonense e ao Tottenham, embrulhou-se demasiado com a bola, dando-lhe quase sempre um toque a mais. Aos 39', com o seu pior pé, atirou à barra, mas foi desaparecendo da partida. Saiu tarde de mais, só aos 75'.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 0-1, deixando o Boavista marcar mesmo ao fim da primeira parte (45'-2), num lance em que Gonçalo Inácio - novamente a pecar por falta de intensidade - e Coates foram incapazes de travar o portador da bola, que num ressalto é atirada lá para dentro, de zona frontal, num excelente disparo em arco de Bruno Lourenço sem a menor hipótese de defesa para Adán. Nunca há bons momentos para sofrer golos, mas este foi um dos piores. 

 

Dos golos sofridos. Já são dez, nestes sete jogos. Começa a encurtar-se perigosamente a distância para o número dos que encaixámos em todo o campeonato anterior: apenas 23.

 

Da classificação. Inicámos esta jornada em sétimo lugar. Já fomos ultrapassados pelo Estoril, que hoje empatou em casa com o FC Porto. E corremos o risco de baixar ainda mais. Além de podermos ver amanhã o Benfica a onze pontos, com 21.

 

 

Gostei

 

Dos nossos alas. Merecem ambos nota positiva: foram, de longe, os melhores do Sporting nesta noite triste - rápidos e acutilantes. Nuno Santos um pouco acima de Porro por ter feito a assistência para o nosso golo solitário, marcado por Edwards aos 55'. Com um magnífico passe de letra a merecer nota artística. Ficou insatisfeito ao ser substituído por Arthur, aos 75', e com razão. Foi um dos raros que mantiveram o nível da partida anterior, frente ao Tottenham.

 

De Edwards. Por ter marcado o golo leonino - de cabeça, à ponta-de-lança - dando o melhor rumo ao excelente cruzamento de Nuno Santos. E criou vários desequilíbrios. Não foi por ele que deixámos três pontos no Bessa.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Vencemos em casa o Portimonense, equipa que nunca é fácil - a tal ponto que na época passada derrotou o Benfica na Luz e deu-nos muita luta em Alvalade, numa partida que vencemos por 3-2. Desta vez houve triunfo folgado e categórico: 4-0. Terceiro seguido, na sequência das vitórias fora contra o Estoril (2-0) para o campeonato e contra o Eintracht Frankfurt (3-0) para a Liga dos Campeões. Primeira goleada da época. Aposto que não será a última.

 

De Trincão. Ainda há poucos dias as redes sociais eram inundadas de supostos adeptos a rasgarem de alto a baixo este jovem e talentoso jogador indicado por Rúben Amorim, não faltando quem garantisse que ele não poderia ser considerado reforço. Trincão, que já marcara na Alemanha, voltou a fazer o gosto ao pé neste embate contra os de Portimão. São dele os nossos dois primeiros golos - aos 7' e aos 41', movimentando-se dentro da área à ponta-de-lança. E esteve quase a fazer outro, aos 65', travado pelo defesa Pedrão na linha de baliza. Melhor em campo nesta tarde em que se estreou a marcar pelo Sporting para o campeonato.

 

De Edwards. É o novo herói leonino. Ontem, mais duas preciosas intervenções em lances cruciais - é ele a centrar na movimentação de que resulta o primeiro golo e a recuperar na jogada colectiva que gera o segundo. Vários pormenores de classe que o definem como futebolista de fino recorte técnico. Quase marcou, num forte disparo aos 45'+2, para defesa muito apertada do guarda-redes.

 

De Porro. Forçado a entrar devido à lesão de Neto que obrigou o treinador a mexer na defesa, agitou logo o jogo, como é seu timbre. Aos 64', grande centro para Paulinho. Aos 72', cruzou para Pedro Gonçalves fazer o terceiro, "as três tabelas" com Pedrão. Está em grande forma.

 

De Pedro Gonçalves. Amorim voltou a tirá-lo da linha da frente, fazendo-o recuar de início para a posição 8. Voltou a confirmar-se que este não é o lugar ideal para ele, longe da baliza. A melhor faceta do artilheiro da Liga 2020/2021 surgiu a partir do minuto 54, quando avançou na sequência da saída de Rochinha. O ataque leonino tornou-se ainda mais acutilante com o ex-Famalicão na posição que mais prefere, a de interior esquerdo. Foi dali que cabeceou com força, levando Pedrão a fazer autogolo, traindo o guarda-redes que veio de Portimão. E ainda assistiu no quarto golo.

 

De Morita. Está transformado num elemento pendular do nosso onze. Crucial no desenho dos lances de ataque. Quase todos passaram por ele, sobretudo no primeiro tempo. Rigor geométrico, precisão de passe, visão de jogo, domínio do corredor central.

 

Das poupanças iniciais feitas por Amorim. Já a pensar no confronto da próxima terça-feira para a Liga dos Campeões, na recepção ao Tottenham, o treinador fez entrar para o onze inicial Esgaio, Nuno Santos e Rochinha. Ficaram no banco Porro, Matheus Reis e Ugarte, que acabariam por ser lançados durante a partida. Jogo a jogo, sim. Mas doseando o esforço físico do plantel. Comprovando que temos soluções no banco.

 

Da atitude de Sotiris. O jovem reforço grego voltou a causar boa impressão, desta vez na estreia em Alvalade. Entrou aos 60', para substituir Morita (poupado a maior desgaste também a pensar no Tottenham) quando já vencíamos por 2-0, e mostrou acutilância e dinâmica na ligação do meio-campo ao ataque. É voluntarioso e tem bom toque de bola.

 

Do regresso de Paulinho. Há mais de um mês que o nosso avançado não jogava em Alvalade. Ontem entrou aos 60', rendendo Edwards, voltando a demonstrar requinte técnico (passe de calcanhar dentro da área para Trincão que quase resultou em golo aos 65') e boas movimentações em linha diagonal, tornando a equipa ainda mais difícil de marcar lá na frente. Falta-lhe o golo: ainda não foi desta vez.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Terceiro jogo seguido sem vermos tocadas as nossas redes, confiadas a um Adán que parece ter recuperado a sua melhor forma (defesa preciosa, aos 24', a remate cruzado de Gonçalo Costa com selo de golo). Equilibrámos o saldo das nossas contas na Liga 2022/2023: 12 golos marcados, oito sofridos. E vamos subindo na classificação, após o mau começo: estamos agora em quinto - à condição, pois as contas da jornada 6 ainda não fecharam.

 

Da hora do jogo. Excelente tarde de Verão, propícia ao futebol. A partida teve início às 18 horas deste sábado, permitindo a muitos pais levarem os filhos ao estádio. Pena haver só 29.782 espectadores em Alvalade, mesmo no rescaldo imediato da nossa primeira vitória de sempre na Alemanha para a Liga dos Campeões. Custa entender tão fraca mobilização. Há cada vez mais gente a trocar a bancada pelo sofá.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de St. Juste. O central holandês não tem sido bafejado pela sorte neste início de prestação no Sporting. Depois de ter passado ao lado da pré-temporada por lesão num treino inicial, viu-se forçado a sair no desafio de Frankfurt devido a um problema físico que o deixou fora da convocatória para ontem.

 

Da lesão de Neto. Escalado para o onze inicial como central do lado direito, foi alvo de uma entrada muito dura aos 48', que o forçou a sair seis minutos depois (entrando Porro e passando Esgaio para central). Saiu a coxear e com lágrimas nos olhos, ovacionado pelo público. Oxalá recupere sem demora.

 

De Gonçalo Inácio. O que se passa com o nosso central que foi campeão em 2021? Voltou a entrar intranquilo, compondo o trio defensivo com Neto e Coates. Pisa muito a bola, demora a centrá-la, faz passes à queima, deixa-se envolver por adversários sem necessidade alguma. Lendo bem estas dificuldades, talvez potenciadas por algum problema físico, Amorim trocou-o por Matheus Reis ao intervalo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória sem espinhas frente ao Estoril. Fomos à Amoreira, estádio tradicionalmente difícil, vencer por 2-0 a equipa que joga de amarelo, impondo-lhe o primeiro tropeção deste campeonato. Vingando de algum modo a derrota sofrida, pelos mesmos números, numa noite ventosa que nos afastou da disputa pelo comando da Liga 2017/2018.

 

Da fortíssima entrada leonina. À meia hora de jogo, já tínhamos fixado o resultado, com golos de St. Juste (13') e Edwards (21'), além de um cabeceamento de Matheus Reis à trave (11'), na sequência de um canto. Foi óbvia a intenção de marcar cedo: havia instruções nesse sentido de Rúben Amorim aos jogadores. Era o que se pretendia na sequência das duas derrotas antes sofridas, contra o FC Porto no Dragão e contra o Chaves em Alvalade. E assim foi: primeira parte de domínio absoluto do Sporting.

 

Da estreia de St. Juste a titular. O central holandês não podia desejar melhor. Figurou pela primeira vez no onze inicial, ficando Gonçalo Inácio no banco, e bastaram-lhe 13 minutos para se estrear também como artilheiro de verde e branco. Cabeceando livre de marcação, na sequência de um canto. Foi também o nosso primeiro golo em lance de bola parada nesta Liga 2022/2023. É quanto basta para o eleger como melhor em campo.

 

De Pedro Gonçalves. A primeira boa notícia, mal foi conhecido o onze titular, foi perceber que o rei dos marcadores do campeonato 2020/2021 recuperava a posição em que mais rende: lá na frente, integrando o trio do nosso ataque móvel. Produziu efeito: foram dele as assistências para os dois golos - a primeira na conversão de um pontapé de canto, a segunda desmarcando Edwards com notável precisão. Tem mesmo de jogar naquela zona do terreno e não mais atrás.

 

De Edwards. Se o tridente ofensivo desta vez foi eficaz, baralhando por completo as marcações da defesa estorilista, deve-se em larga medida ao desempenho do inglês, que criou desequilíbrios graças à sua boa técnica e ao sentido posicional de que dá mostras. Foi ele a bater o canto que originou a primeira grande oportunidade (bola à barra, por Matheus Reis) e a marcar o segundo, com notável frieza, driblando o guarda-redes. Missão cumprida.

 

De Matheus Reis. Titular como central à esquerda, deixando o corredor entregue a Nuno Santos, foi o elemento da nossa defesa que mais vezes se evidenciou na criação de desequilíbrios em situações de ataque. Revelou confiança, grande pujança física e elevados índices de concentração. Parece ter lugar garantido no onze titular, sem qualquer espécie de dúvida.

 

Da estreia de Sotiris. O jovem reforço grego jogou muito pouco, entrando só aos 89'. Mas revelou atitude, alinhando como interior esquerdo. Veremos se é mesmo candidato à sucessão de Matheus Nunes.

 

Do regresso de Porro. Após um jogo afastado, a cumprir castigo, o ala espanhol voltou em grande forma, vencendo quase todos os duelos individuais no seu corredor. Não tem concorrente sério para aquele lugar, está comprovado. Desta vez só lhe faltou o golo. E não foi por falta de tentativa: remate a rasar a trave aos 36'; livre muito bem marcado, a meia altura, levando a bola quase a raspar o poste esquerdo da baliza estorilista aos 70'.

 

Do apoio do público. Vibrante incentivo, durante todo o jogo, à nossa equipa pelos adeptos leoninos, contribuindo em larga medida para quase encher o estádio, que apresentou excelente relvado. Só faltou haver um árbitro à medida destes condimentos para que houvesse verdadeira festa do futebol. 

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Após levarmos cinco nos dois desafios anteriores, desta vez as nossas redes ficaram intocáveis. Levamos agora tantos marcados como sofridos: oito.

 

 

Não gostei

 

De Adán. Que se passa com o nosso guarda-redes, peça vital para a conquista do título nacional em 2021? O espanhol parece desconcentrado e pouco confiante. Ontem cometeu dois lapsos que nos poderiam ter dado prejuízo. Ambos ao sair da baliza de forma precipitada - aos 18' e aos 25'. No primeiro lance, a falta de coordenação com St. Juste não foi a melhor, cabendo-lhe a ele a principal responsabilidade pois naquela zona é a vontade do guarda-redes que prevalece e é natural que o holandês ainda não tenha criado automatismos pois só ontem se estreou a titular.

 

Da lesão de Pedro Gonçalves. O nosso criativo foi atingido duas vezes durante a partida, chegando a assustar. Na segunda, já perto do fim do jogo, Amorim decidiu retirá-lo, trocando-o por Fatawu. Ficará agora sob observação. Esperemos que recupere a tempo do nosso primeiro compromisso europeu, contra o Eintracht, na próxima quarta-feira.

 

Dos assobios a Francisco Geraldes. O nosso ex-jogador, que hoje actua no Estoril, foi vaiado por parte da massa adepta leonina ao ser substituído, num desafio em que se destacou como principal organizador do jogo da equipa da casa. É uma estupidez tratar assim os profissionais formados em Alcochete que sempre honraram o símbolo do Sporting. Estupidez maior ainda porque Geraldes é Leão do coração.

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Numa partida que estava a ser correcta, sem problemas disciplinares, decidiu ser o "rei do relvado" na segunda parte, apitando a torto e a direito e exibindo um festival de cartões totalmente absurdo: doze no total - sete para futebolistas do Sporting e cinco para os do Estoril. Dos nossos, viram o amarelo Edwards (57'), Adán (66'), Rochinha (78'), Coates (83'), Porro (86'), Ugarte (88') e Fatawu (90'+3). Árbitros como este senhor originam permanentes interrupções, diminuem o tempo útil de jogo e conseguem estragar qualquer espectáculo. Desrespeitando as instruções da Liga, este ano, para "apitar à inglesa", com critério largo e sem perder a noção de que o futebol é um desporto de contacto físico.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Do naufrágio em Alvalade. Derrota pesada e humilhante em nossa casa perante uma equipa que há quatro épocas estava ausente do principal escalão do futebol português. O Chaves veio bater-nos por 0-2 - resultado que confirma a nossa péssima entrada em cena na Liga 2022/2023.

 

Do onze escalado pelo treinador. Trocar Matheus Reis por Nuno Santos é questionável, mas teria lógica num jogo em que passaríamos quase todo o tempo ao ataque. Abdicar de Morita, que parece o melhor reforço desta época, suscitava dúvidas. Entrar com Neto e Esgaio à direita levantava interrogações. Incluir Rochinha pela primeira vez entre os titulares, fazendo recuar Pedro Gonçalves, gerava apreensão. Foram escolhas infelizes. O jogo começou a ser perdido aí.

 

De Adán. Segunda noite péssima do nosso guarda-redes, que está irreconhecível. Parece preso de movimentos e com reflexos lentos, ainda afectado pela recente lesão sofrida. Tem responsabilidade no primeiro golo, em que está mal posicionado, e saiu de forma disparatada da baliza aos 90', chocando com Gonçalo Inácio, num lance em que o Chaves esteve muito perto de marcar o terceiro. Mais preocupante ainda: o espanhol não tem verdadeiro substituto. Apesar de ontem se terem sentado dois outros guarda-redes no banco de suplentes. Apetece perguntar porquê.

 

De Gonçalo Inácio. Outra partida calamitosa do nosso jovem central, que foi um dos responsáveis pelo descalabro defensivo. Falha a marcação no primeiro golo (60'), é totalmente ultrapassado no segundo (63') e ficou nas covas no lance que poderia ter ditado o terceiro. Uma noite para esquecer. O facto de Rúben Amorim ter apostado nele para fazer três posições diferentes (começou como central à esquerda, passou para central à direita e acabou a substituir Coates no eixo defensivo) não ajudou nada.

 

Desta preocupante defesa leonina. Dois golos sofridos em três minutos - o primeiro na marcação de um livre com Steven Vitória a saltar sem oposição, o segundo com Juninho perante a baliza escancarada após colapso de todo o nosso corredor direito. Mais dois. Cinco nestas duas últimas jornadas. Oito, desde o início do campeonato, em apenas quatro jogos. Todos os sinais de alarme devem acender-se em Alvalade.

 

Da nossa saída com "bola controlada". Passámos grande parte do desafio a usar os mesmos processos que todas as equipas adversárias já conhecem de cor e anulam com facilidade. Saída lenta e mastigada do guarda-redes para o central, deste para o lateral com o lateral a devolver ao colega do centro e este a remetê-la de novo ao guarda-redes. Tudo lento, denunciado, sem chama nem audácia. E aparentemente sem plano B, excepto charutada lá para diante, onde não há ninguém capaz de conquistar uma bola no chamado jogo aéreo. 

 

Das substituições. Ao contrário do que é costume, e também pelo segundo jogo consecutivo, Amorim foi infeliz nas trocas de jogadores. Só fez quatro, em cinco possíveis, e metade delas destinaram-se a corrigir erros na escolha do onze titular. Trocando Neto por Matheus Reis ao intervalo, o que obrigou a linha de centrais a recompor-se, e fazendo enfim entrar St. Juste (por troca com Esgaio) aos 65'. Quanto mais mexia, mais estragava. Tal como sucedeu há uma semana no Dragão.

 

Das oportunidades falhadas. Novo festival de "quase golos" que quase nos garantiam a vitória e os consequentes três pontos. Anotei estes - falhados ou por imperícia dos nossos atacantes ou por grandes defesas do guardião do Chaves: Nuno Santos aos 4'; Rochinha aos 14'; Pedro Gonçalves aos 19', Rochinha aos 38'; Gonçalo Inácio aos 40'; Trincão aos 43'; Rochinha aos 44' e aos 45'+3; Edwards aos 54'; Rodrigo aos 89'. Além de uma bola ao poste, disparada por Pedro Gonçalves - o "suspeito" do costume.

 

De ver Coates como "ponta-de-lança" improvisado. Já com 0-2, Amorim deu-lhe ordem para avançar na área e fixar-se lá na meia hora final, aguardando quase em desespero que lhe fossem despejadas bolas para o capitão se impor no jogo aéreo. A mesma péssima solução que nos fez perder pontos em Braga e Ponta Delgada na época anterior. Desta vez não houve "estrelinha": a defesa ficou ainda mais baralhada sem ganharmos nada com a troca. Quando a primeira opção natural como alternativa, Rodrigo Ribeiro, tardou a entrar em jogo.

 

Da falta de confiança. Evidente na equipa, desde os instantes iniciais. O que suscita legítimas dúvidas sobre a saúde anímica do balneário leonino, somadas às que já existem sobre sucessivas lesões nos treinos. 

 

Dos pontos perdidos. Em quatro jornadas, que valeriam 12, já vimos fugir oito pontos. Quando nas 34 da época anterior só perdemos 17. Seguimos num impensável 13.º lugar na tabela classificativa. Com mais golos sofridos (8) do que marcados (6). Se não é um cenário de catástrofe, imita muito bem.

 

 

Gostei

 

Do Chaves. Equipa bem organizada, bem orientada, com boa dinâmica. Apoiada por uma pequena legião de adeptos que não cessou de incentivar os seus jogadores no estádio. Marcaram dois golos, em três minutos, e estiveram quase a marcar um terceiro. Mereceram a vitória, sobretudo pelo que fizeram no segundo tempo perante um Sporting de rastos.

 

Do relvado. Após anos de reclamações contra a relva, já ninguém pode queixar-se disto. Alvalade apresenta um dos melhores "tapetes" da Liga portuguesa.

 

De Rodrigo Ribeiro. Para quê enviar Coates para a grande área do Chaves, onde esteve meia hora plantado como pinheiro, se tínhamos um avançado-centro no banco? De erro em erro, este foi mais um cometido pelo treinador. Que se lembrou enfim de Rodrigo, fazendo-o calçar aos 74'. A verdade é que a nossa maior oportunidade na segunda parte veio dele, aos 89': remate com selo de golo, só travado por grande intervenção de Paulo Vítor entre os postes.

 

De Pedro Gonçalves. O menos mau dos nossos. Esteve quase a marcar num remate rasteiro, logo aos 13', mas a bola foi embater no poste. Voltou a cheirar o golo aos 19', só sendo travado pelo guarda-redes flaviense, Paulo Vítor. É um enorme desperdício vê-lo jogar em posições mais recuadas, como se fosse um "novo Matheus Nunes" - o que manifestamente não é. Assim perdemos o Pedro goleador, que tanto jeito nos fez e tanta falta nos faz. Outro erro de Amorim que deve ser corrigido sem demora.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Dos três golos sofridos no Dragão. Derrota no confronto da noite passada frente ao campeão em título num estádio com 49.430 espectadores. Dois golos sofridos de penálti em noite desastrosa para a nossa organização defensiva, guarda-redes incluído. 

 

De Adán. Noite péssima para o guardião espanhol que tantas alegrias nos tem dado. Preso de movimentos, sai tarde em duas ocasiões - primeiro aos 42', acorrendo ao choque com Taremi sem evitar o golo em lance corrido, depois aos 85', ao cometer grande penalidade - totalmente escusada, quando Galeno está já sem ângulo propício ao remate. Para esquecer.

 

De Porro. Também ele com exibição desastrosa. Na primeira parte entregou a bola cinco vezes aos adversários. Voltou a fazê-lo uma sexta vez, na etapa complementar. E faz-se expulsar de forma infantil aos 75', quando meteu a mão à bola na linha da baliza, com Adán fora do lance, como se fosse guarda-redes. Alegadamente para evitar um golo. Que acabou por acontecer de qualquer modo logo a seguir (78'), num penálti convertido por Uribe, passando o Sporting a jogar só com dez por expulsão do lateral espanhol. Iniciou-se aí o descalabro.

 

Do cartão exibido a Ugarte. O médio uruguaio viu o amarelo muito cedo, logo aos 15', por entrar de sola em riste numa bola disputada sem qualquer necessidade. Passou a jogar o resto da partida condicionado, com receio de ver um segundo que o fizesse sair de campo. Tem responsabilidade, por isso, no início da construção do lance de que resultará o 3-0: não podia meter o pé.

 

Das oportunidades falhadas. Tivemos quatro ocasiões flagrantes para marcar. Na primeira, aos 11', Morita atirou ao poste. Nas outras, Diogo Costa - a figura deste clássico, comprovando ser o melhor guarda-redes português da actualidade - evitou golos de Trincão (45'+3), Gonçalo Inácio (45'+4) e Fatawu (83'). Cumprindo-se um dos princípios básicos do futebol: quem não marca, arrisca-se a sofrer. E a perder jogos - e até campeonatos.

 

Do nosso descalabro defensivo. Seis golos sofridos nos três primeiros desafios da Liga 2022/2023 - à média de dois por jogo. Nunca tinha acontecido na era Amorim, com lances imperdoáveis, como o do golo de Evanilson, aos 42', em que o brasileiro se movimenta sem a menor oposição na nossa área. É caso para soarem todas as campainhas de alarme. Algo insólito porque a única baixa da defesa entretanto ocorrida foi a saída de Feddal, que não participou na maioria dos desafios do campeonato anterior. Isto significa que é necessário rever processos também ao nível do meio-campo. E reforçá-lo com urgência máxima.

 

Das substituições. Desta vez creio que Rúben Amorim mexeu mal na equipa, ao fazer uma enorme alteração na linha defensa aos 70'. Saíram Neto e Morita, entraram Rochinha e Nuno Santos. Voltou-se à confusão gerada noutras partidas: Gonçalo passou de central à esquerda para central à direita e Matheus transitou de lateral para central, com a instabilidade daí decorrente. Por coincidência ou talvez não, a partida deixou de estar equilibrada e sofremos o segundo golo escassos minutos depois.

 

Das ausências. Está a ser um início de temporada muito complicado para o Sporting - aliás na linha do que já havia sido detectado nos desafios da pré-época. Perdemos três titulares da época passada (Sarabia, Palhinha e agora Matheus Nunes), além de Tabata, que tinha golo e dava mais uma opção ao treinador para o corredor central. Estranho seria que sem estas baixas tudo ficasse como se nada tivesse acontecido. Mas a verdade é que o FCP perdeu três jogadores nucleares da época passada (Vitinha, Mbemba e Fábio Vieira, além de Luis Díaz, que havia saído em Janeiro) sem ter sofrido qualquer abalo.

 

De uma espécie de regresso ao passado. Desde 2015 que não sofríamos três golos do FC Porto, na condição de visitantes, para o campeonato. Derrota pesada, que pode ter consequências no estado anímico da equipa.

 

De termos ficado em branco tendo um goleador sob contrato. Slimani ainda está no Sporting, mas proscrito. Dava-nos jeito? Claro que sim. Ontem disputámos o clássico sem um avançado centro no onze. Cenário absurdo numa equipa que sonha ser campeã.

 

Da distância face ao FC Porto. Em nove pontos disputados, já perdemos cinco. Isto significa que deixámos de depender só de nós para lutarmos pelo título de campeão nacional. Quando ainda faltam 31 jornadas. Isto pode ter algo de positivo? Só o facto de acontecer tão cedo: há tempo de sobra para darmos a volta. Mas precisamos de aguardar erros dos nossos principais adversários nesta corrida de longo curso.

 

 

Gostei

 

De Morita. Não é Matheus Nunes, claro: tem características muito diferentes. Mas não foi por ele que saímos derrotados do Dragão. Pelo contrário, o primeiro sinal de perigo neste clássico saiu dos pés do japonês, num lance de infiltração na grande área portista culminado num potente pontapé que embateu no poste direito da baliza. Mais uns centímetros ao lado e toda a história deste jogo teria sido diferente. Talvez mereça ser considerado o melhor Leão em campo.

 

De Fatawu. Entrou bem, embora só aos 79', quando Rúben Amorim decidiu retirar Edwards. O jovem internacional ganês anda com vontade de mostrar serviço como profissional do Sporting e percebe-se que sente atracção pela baliza. Quatro minutos depois de saltar do banco esteve quase a marcar, isolando-se perante o guarda-redes, num lance que Diogo Costa abortou com excelente defesa.

 

Do tempo extra na primeira parte. Duas oportunidades de golo nesta fase, em que o FCP esteve em contínuo sobressalto. Só faltou concretizá-las.

 

Do início do segundo tempo. Domínio claro do Sporting nos 20 minutos iniciais deste período, procurando desfazer o 1-0 que se registava ao intervalo, com o FCP a conceder-nos iniciativa de jogo. Boas subidas pelos flancos, sobretudo no esquerdo, em que Matheus Reis ganhou consecutivos confrontos individuais. Só faltou traduzir este domínio em golos.

 

Que desta vez não houvesse chavascal no Dragão. Certas tradições começam a perder-se. Se forem péssimas, como esta, é um excelente sinal.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Das alterações promovidas pelo treinador. Uma forçada, duas por opção técnica. Paulinho, lesionado, cedeu lugar a Edwards no onze titular. Neto foi central à direita, com St. Juste no banco, permitindo a Gonçalo Inácio alinhar à esquerda, sua posição natural. Ugarte foi o médio defensivo inicial, ficando Morita no banco. Três mudanças face ao onze titular que começou na jornada anterior, contra o Braga. Todas resultaram.

 

Da vitória clara contra o Rio Ave. Dir-se-ia que era o adversário ideal para esta nossa estreia nos jogos em casa da Liga 2022/2023. Não teria de ser assim: nos três jogos anteriores, para duas competições, a equipa de Vila do Conde agora regressada à principal divisão do futebol português tinha-nos imposto empates em Alvalade. Desta vez o enguiço quebrou-se. Com triunfo leonino por 3-0.

 

De Pedro Gonçalves. Errante na nossa frente de ataque, começando por integrar o tridente ofensivo pela esquerda, como mais gosta, voltou a ser crucial para nos render os três pontos. Com dois golos: o primeiro à ponta-de-lança clássico, encostando em posição frontal para desfazer o nulo que se mantinha aos 36'; o segundo após tabelinha de luxo com Trincão fixando o resultado aos 75' num toque de classe à mercê de poucos. E ainda mandou uma bola à barra, quatro minutos depois. O homem do jogo.

 

Do golão de Matheus Nunes. A partir dos 20 minutos, dada a dificuldade do Sporting em romper linhas perante a compacta muralha defensiva vilacondense, terá havido instruções expressas do treinador para recorrer aos remates de meia-distância. E assim aconteceu, pondo à prova a resistência adversária e a pontaria dos nossos jogadores. Nenhum tão brilhante como Matheus Nunes, que marcou o segundo - primeiro da sua conta pessoal nesta Liga - num espectacular tiro, absolutamente indefensável, que fez levantar o estádio aos 67'. Candidato desde já a um dos melhores golos do ano.

 

De Edwards. Começou na frente do ataque, como falso ponta-de-lança, mas cedo descaiu para as alas, em movimentos de ruptura, criando desequilíbrios. Em duas dessas situações assistiu para golo. Foi ele a desenhar o primeiro, em brilhante manobra da direita para o centro perto da linha final, limitando-se Pedro Gonçalves a encostar para as redes; foi ele a assistir Matheus, no flanco oposto, para o segundo. Só lhe faltou marcar também para ser o melhor em campo. Sério candidato a manter-se no onze titular.

 

De Trincão. Começa a ver-se aquele que foi o reforço mais sonante deste Sporting da nova temporada. De início algo inconsistente, preso às marcações. Mas foi-se soltando, evidenciando boa técnica individual, neste seu segundo jogo oficial de verde e branco. Aos 26', num pontapé cheio de colocação, desferiu um tiro à trave. E assistiu Pedro Gonçalves no terceiro, em combinação perfeita com o colega. Como se jogassem juntos há vários anos. Mereceu os aplausos escutados aos 80', quando foi substituído.

 

De Ugarte. Regressado de lesão que o impediu de integrar o lote inicial de jogadores na partida contra o Braga, recuperou o lugar no onze. E cumpriu a missão de que Rúben Amorim o investiu: fazer de Palhinha, como primeiro dos nossos defensores, embora uns metros mais à frente pois o Rio Ave fechou-se muito no seu reduto. Foi ele o primeiro a tentar romper a muralha adversária num pontapé de meia-distância, aos 21'. Aos 40', noutro remate, fez a bola rasar a trave. Campeão das recuperações: destacou-se neste domínio. Já amarelado, deu lugar a Morita aos 65'. Missão cumprida.

 

Do nosso domínio absoluto. Desta vez não nos limitámos a exibir "posse de bola": soubemos mesmo o que fazer com ela. Criando oportunidades em série que podiam até ter duplicado o número de golos. Enquanto o Rio Ave não dispôs sequer de uma situação concreta para marcar.

 

De termos mantido as redes imaculadas. Nem uma ameaça séria à nossa baliza: folha limpa após os três sofridos em Braga. Assim é que é.

 

Dos seis golos em dois jogos. Começamos bem neste domínio, revelando capacidade ofensiva superior à da época passada. Há que manter este registo, mesmo sem ponta-de-lança titular. Numa equipa que adoptou como lema «onde vai um, vão todos» a palavra de ordem passa a ser «se um marca, os outros marcam também». 

 

Da arbitragem de Manuel Mota. Com critério largo, sem interromper a partida por tudo e por nada no excelente relvado de Alvalade nem procurar ser ele o protagonista com recurso ao apito, permiitiu que os lances fluíssem. Foi ajudado pelos jogadores, há que reconhecer. O espectáculo saiu valorizado: poucas paragens, 62' de tempo útil de jogo - média muito superior ao habitual. Só assim nos aproximaremos dos melhores parâmetros do futebol europeu.

 

Da sentida homenagem inicial a Chalana. Exemplar desportivismo num estádio com 31.760 espectadores quando se honrou a memória do craque do Benfica - e da selecção nacional - há dias falecido.

 

Do aplauso do estádio a Esgaio. O lateral nazareno entrou aos 80', rendendo Porro. Ocasião apropriada para uma das notas desta noite amena em Alvalade: ovação vibrante ao jogador, que teve um deslize em Braga e foi injuriado pela matilha do costume nas redes ditas sociais. Estas palmas a um brioso jogador da nossa formação funcionaram também como expressiva vaia à tal matilha, letal ao Sporting.

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco. E não dava garantias suficientes de que a vitória tangencial pudesse ser mantida num lance fortuito do Rio Ave capaz de encaminhar a bola para a nossa baliza. Merecíamos mais face às oportunidades criadas. 

 

Dos 20 minutos iniciais. Demasiada troca inconsequente da bola, para o lado e para trás, enquanto os de Vila do Conde cortavam com eficácia as nossas linhas de passe. Era preciso romper aquele cerco. O primeiro a lançar o aviso foi Ugarte, de meia distância. Edwards seguiu-lhe o exemplo três minutos depois, aos 24'. Estava dado o mote para o que viria a ser uma vitória que até pareceu demasiado fácil. 

 

De St. Juste. Segundo jogo oficial, novamente relegado para o banco sem integrar o onze inicial. Desta vez, com Gonçalo bem encaixado como central à esquerda, Neto teve prioridade à direita. O holandês entrou só aos 72', claramente para ganhar minutos que possam compensar o facto de quase não ter feito pré-temporada por lesão. Está ainda longe da melhor forma, indiciando que também não será titular na próxima ronda, no Dragão.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ver o Sporting por três vezes em vantagem neste nosso jogo de estreia da Liga. Em Braga, contra a equipa minhota, adiantámo-nos sempre no marcador. E bem cedo, logo aos 9', por Pedro Gonçalves. Depois, por Nuno Santos, aos 18'. Finalmente, por Edwards, aos 83'. O problema é que sofremos outros tantos golos - aos 14', aos 45'+1 e aos 90'+3. Que fixaram o 3-3 como resultado na Pedreira.

 

De Matheus Nunes. O melhor em campo, sobretudo pelo que fez na primeira parte. É ele a desenhar o grande primeiro golo, que teve início nos seus pés (e na sua cabeça), é ele a assistir para o segundo, que Nuno Santos marcou de forma espectacular. Foi também ele a criar vários desequilíbrios no meio-campo interior, parecendo já combinar bem com Morita. Menos influente no segundo tempo, mas ainda assim a merecer destaque.

 

De Morita. O japonês que veio do Santa Clara é reforço, sem aspas. Estreante em jogos oficiais pelo Sporting, formou linha no meio-campo com Matheus, cabendo-lhe mais acções de apoio à defesa, que cumpriu sem mácula. Boa visão de jogo, precisão no passe, segurança na manobra ofensiva, algumas recuperações de bola.

 

De Pedro Gonçalves. Não fez uma partida brilhante, mas estava lá, no momento certo, e não falhou. À ponta-de-lança, convertendo o nosso primeiro golo, em posição frontal após centro milimétrico de Porro. Com este, já soma 37 em desafios do campeonato vestido de verde e branco. Apetece perguntar se não pode ser ele o avançado-centro que nos falta.

 

De St. Juste. O defesa holandês estreou-se enfim aos 60', saltando do banco. Depois de falhar, por lesão, quase toda a pré-temporada. Percebe-se que tem bom jogo aéreo e é competente a sair com a bola controlada. Foi ele a iniciar, num passe longo, o lance do nosso terceiro golo. Ainda assustou, ao cair mal numa dividida, mas manteve-se em campo. Percebe-se que será ele o titular da posição como central à direita.

 

De Rochinha. Entrou aos 76', ainda a tempo de protagonizar a melhor jogada individual do desafio. Pegou na bola, galgou terreno driblando toda a defesa braguista e assistiu para Edwards encostar: era o 2-3. Resultado que devíamos ter trazido do Minho. Infelizmente ainda sofremos um golo à beira do fim.

 

Dos regressos de Adán e Ugarte. Ambos vindos de lesões, mostraram estar recuperados. Melhor o guarda-redes espanhol, sem culpa nos três sofridos e roubando aos 65' um golo a Rodrigo Gomes e outro a Vitinha mesmo ao cair do pano, do que o médio uruguaio, que Rúben Amorim fez entrar só aos 60' e teve uma exibição algo apagada, longe daquilo a que nos habituou noutros encontros.

 

Da primeira parte. Terminou 2-2, mas fomos superiores nesses 45 minutos iniciais, apesar dos erros defensivos cometidos. Por cansaço físico de vários jogadores e alguma instabilidade táctica (apenas dois, Coates e Matheus Nunes, terminaram nas posições em que começaram o jogo), consentimos alguma superioridade ao Braga no segundo tempo. E perdemos dois pontos por via disso.

 

Do espectáculo. Este Braga-Sporting, com emoção do princípio ao fim, perante mais de 17 mil espectadores ao vivo, foi um excelente veículo de promoção do futebol. De longe o melhor desafio desta primeira ronda da Liga 2022/2023. Com tudo quanto exigimos a uma competição da modalidade, ao nível dos grandes encontros dos melhores campeonatos europeus.

 

 

Não gostei

 

Dos três golos sofridos. Em comparação com os dois anteriores campeonatos, parecemos ter perdido o nosso maior trunfo: o equilíbrio defensivo. É verdade que começámos o jogo com dois defesas adaptados (Gonçalo, que é canhoto, actuou como central à direita e Matheus Reis, lateral de origem, foi central à esquerda), mas isso não explica que tenhamos desperdiçado três momentos de vantagem no marcador e sofrido dois golos na sequência de bolas paradas. Algo capaz de comprometer as aspirações de uma equipa que luta pelo título.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Parado, sem iniciativa, sem dinâmica, incapaz de abrir linhas de passe ou incomodar os defesas adversários. No único remate que tentou, aos 22', rematou muito por cima. Aos 32', perdendo um lance limpo com Sequeira, atirou-se para o chão em zona frontal à baliza, simulando falta - mau hábito que tarda a perder. Saiu só aos 60', mas devia ter ido ao duche logo ao intervalo.

 

De Gonçalo Inácio. De vez em quando tem prestações desastradas. Foi o caso desta, tal como sucedera no Sporting-Braga da Liga anterior. Displicente na reposição de uma bola, aos 33', deixou um adversário roubar-lha em zona proibida, gerando um golo do Braga que acabou anulado por posição irregular em momento posterior. Aos 54' deixou Ricardo Horta movimentar-se à vontade na grande área, gerando outra situação iminente de golo. Já no lado esquerdo, após a entrada de St. Juste, perde novamente a bola, aos 66'. Quase nada lhe saiu bem.

 

De Matheus Reis. Fez duas posições: primeiro como central à esquerda, depois junto à linha, onde se sente mais à vontade. Permitiu a Banza movimentar-se à vontade no golo inicial do Braga e falha marcação no segundo. Há dias assim: desta vez tocou-lhe a ele.

 

De Trincão. Promete muito, mas ainda mostra pouco. Nesta sua partida inicial pelo Sporting, para competições oficiais, foi somando fintas inconsequentes e passes falhados nas acções ofensivas. Foi dos raros jogadores que melhoraram a exibição já perto do fim, quando actuava como extremo-direito. Mas insuficiente para merecer nota positiva.

 

De Esgaio. Entrou aos 84', rendendo Trincão. Quatro minutos depois, junto à linha direita da nossa zona defensiva, perdeu um duelo individual com Álvaro Djaló, recém-promovido da equipa B braguista. Desse lance em que foi incapaz de travar o extremo adversário nasceu o golo que selou o resultado e nos custou dois pontos. 

 

Das saídas de Morita e Porro. Um aos 60', outro aos 76'. Não percebi. Estavam a ser dois dos melhores em campo. E não davam sinais de exaustão ou debilidade física.

 

De perder dois pontos logo a abrir. Em comparação com os nossos rivais, que golearam nos respectivos jogos, ambos em casa, já levamos dois de atraso. E também na comparação com a nossa prestação no campeonato anterior, quando vencemos o Braga por 2-1.

Balanço (35)

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Rúben Amorim despede-se de Sarabia no Sporting-Santa Clara (14 de Maio)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a última de quatro partes.

 

14 de Março (Moreirense, 0 - Sporting, 2): SLIMANI

«Pela primeira vez, Amorim desenhou uma equipa titular contando com um triângulo ofensivo composto por Edwards, Paulinho e Slimani - com o argelino em zona mais central. Teste superado com distinção: acertou à primeira. Quem dizia que estes jogadores poderiam não combinar se actuassem juntos estava a ver o filme errado.»

 

19 de Março (V. Guimarães, 1 - Sporting, 3): PAULINHO

«Estivemos a perder desde o minuto 23, na única falha colectiva da nossa equipa no plano defensivo, mas fomos capazes de dar a volta. Chegando ao empate mesmo à beira do intervalo e fazendo dois excelentes golos no segundo tempo. Há 13 anos que não conseguíamos virar o resultado neste estádio, sempre difícil para as equipas forasteiras.»

 

3 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): SARABIA

«Outro jogo termina com as redes leoninas imaculadas. Em 28 jogos da Liga 2021/2022, este foi o 16.º em que não sofremos golos. Reforçamos a nossa posição como equipa mais intransponível. Elogio para o trio de centrais desta recepção ao Paços: Gonçalo Inácio, Coates e Matheus Reis. Além de Adán, claro.»

 

9 de Abril (Tondela, 1 - Sporting, 3): SARABIA

«Exibição de classe da nossa equipa, com domínio absoluto no terreno bem reflectido nas estatísticas dos remates: nove do Sporting, nem um para amostra do Tondela. Sem ponta-de-lança, com três avançados em constante mobilidade (Edwards, Sarabia e Pedro Gonçalves) a baralhar as marcações adversárias, e o nosso trio defensivo muito subido, actuando perto da linha do meio-campo, sufocámos o Tondela, incapaz de sair do seu reduto nos 45 minutos iniciais.»

 

17 de Abril (Sporting, 0 - Benfica, 2): SARABIA

«Mais de 40 mil adeptos compareceram em Alvalade em noite de domingo de Páscoa para ver aquele que foi o nosso pior jogo desta época em competições internas. O jogo em que entregámos de bandeja o título ao FC Porto e reabrimos a discussão para o segundo lugar na Liga, permitindo a aproximação do Benfica - agora com menos seis pontos.»

 

25 de Abril (Boavista, 0 - Sporting, 3): COATES

«Falta-nos apenas um ponto, nestas três rondas finais, para garantirmos o acesso directo à Liga dos Campeões. E aos largos milhões de euros que esta qualificação nos proporciona.»

 

1 de Maio (Sporting, 4 - Gil Vicente, 1): NUNO SANTOS

«Dominámos todo o desafio - desde os minutos iniciais, em que entrámos de pé no acelerador. Tivemos posse de bola com qualidade, fazendo-a rolar rumo à baliza adversária, sem a desperdiçar com trocas inconsequentes e estéreis no nosso reduto. No final da primeira parte já tínhamos 12 remates, sete dos quais enquadrados.»

 

7 de Maio (Portimonense, 2 - Sporting, 3): SARABIA

«Estivemos a perder entre os minutos 30 e 76. Soubemos virar o resultado contra um Portimonense bem apetrechado e que deu muita luta - nada a ver com a miserável prestação de há dias, no amigável frente ao FC Porto em que entrou em campo já resignado à derrota, com o consentimento expresso do treinador Paulo Sérgio.»

 

14 de Maio (Sporting, 4 - Santa Clara, 0): PORRO

«Não bastava vencer: era preciso convencer. E foi isso que fizemos em campo. Após um período algo titubeante, em que andámos a mastigar jogo e sofremos pelo menos um calafrio, impusemos o nosso domínio e os golos foram saindo de rajada.»

Balanço (34)

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Matheus Reis e Matheus Nunes festejam golo do primeiro no Sporting-Famalicão (6 de Fevereiro)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a terceira de quatro partes.

 

16 de Janeiro (Vizela, 0 - Sporting, 2): DANIEL BRAGANÇA

«Voltámos às vitórias, depois do percalço ocorrido em Ponta Delgada na jornada anterior, num jogo que dominámos por completo a partir do quarto de hora inicial. Na segunda parte limitámo-nos a segurar a vantagem, aspecto em que somos muito fortes. Continuamos a fazer marcação cerrada ao FC Porto e ampliámos a distância face ao Benfica, terceiro classificado da Liga, agora seis pontos abaixo de nós.»

 

22 de Janeiro (Sporting, 1 - Braga, 2): PEDRO GONÇALVES

«Onde foi parar a muralha defensiva leonina, ainda há pouco tão elogiada pela sua segurança e consistência? Sete golos sofridos nos últimos quatro desafios do campeonato (dois contra o Portimonense, três contra o Santa Clara, agora outros dois). Mais do que nas 15 partidas anteriores.»

 

2 de Fevereiro (B-SAD, 1 - Sporting, 4): SARABIA

«Futebol alegre e vertical, demonstrando que aquele período de mini-crise em que perdemos dois jogos (contra o Santa Clara nos Açores e contra o Braga em casa) está superado. O facto de nos termos sagrado campeões de Inverno, derrotando o Benfica na final da Taça da Liga, ajudou muito.»

 

6 de Fevereiro (Sporting, 2 - Famalicão, 0): ADÁN

«Há cinco jogos que não mantínhamos a baliza a zero: desta vez foi possível conservá-la intacta. Para isso muito contribuiu o regresso de Coates, após convocatória para a selecção do Uruguai. Com ele em campo a equipa melhora em concentração competitiva, na pressão aos atacantes adversários e no controlo da profundidade.»

 

11 de Fevereiro (FC Porto, 2 - Sporting, 2): MATHEUS REIS

«Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12(!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.»

 

20 de Fevereiro (Sporting, 3 - Estoril, 0): SARABIA

«A superioridade leonina foi indiscutível: o 1-0 que se registava ao intervalo só pecava por escasso. Consumou-se assim o 18.º triunfo do Sporting nesta Liga 2021/2022. Num embate em que a equipa adversária não fez um só remate à baliza leonina.»

 

26 de Fevereiro (Marítimo, 1 - Sporting, 1): MATHEUS REIS

«A estrelinha ficou em Lisboa: empatámos 1-1- resultado que já estava construído ao intervalo. Mais dois pontos perdidos, após as recentes derrotas contra Santa Clara e Braga, além do empate no Dragão.»

 

5 de Março (Sporting, 2 - Arouca, 0): SLIMANI

«Estava a ficar difícil: apenas um triunfo nos cinco desafios anteriores. Quebrámos o enguiço, mas só na segunda parte do jogo de ontem contra o Arouca, perante 25 mil espectadores que assistiram ao vivo em Alvalade, e após o treinador ter feito algo muito raro: mudar três futebolistas ao intervalo.»

 

(Conclui amanhã)

Balanço (33)

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Coates, herói do Sporting, 1 - Moreirense, 0 (23 de Outubro de 2021)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a segunda de quatro partes.

 

23 de Outubro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): COATES

«O capitão leonino - homenageado antes do jogo por já ter envergado 250 vezes a camisola verde e branca - parece querer repetir as excelentes exibições da época anterior, coroada com o título de campeão nacional para o Sporting e com ele a sagrar-se o melhor jogador do campeonato.»

 

30 de Outubro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): COATES

«Em casa, já somamos 33 jogos seguidos sem derrotas para o campeonato. E ganhamos há cinco partidas consecutivas. Não é só estrelinha, ao contrário do que alguns dizem. É muita competência, muito mérito. E muito trabalho bem orientado.»

 

7 de Novembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): ESGAIO

«Na noite fria de Paços de Ferreira, nunca esmoreceram. Melhor assistência do estádio da Capital do Móvel nesta época, com mais de cinco mil nas bancadas. Sportinguistas em evidente maioria. As restrições provocadas pela pandemia ficaram felizmente para trás.»

 

28 de Novembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): SARABIA

«[Sarabia] movimentou-se muito bem, revelando automatismos na articulação com os companheiros, abrindo linhas de passe e demonstrando a capacidade técnica que o creditou como titular da selecção espanhola. Estreou-se a marcar no nosso campeonato logo aos 10', aproveitando da melhor maneira um atraso dentro da grande área do Tondela. E foi ele a rematar no lance de que resultou o segundo golo leonino, aos 50', nascido da recarga a esse forte pontapé.»

 

3 de Dezembro (Benfica, 1 - Sporting, 3): MATHEUS NUNES

«Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.»

 

11 de Dezembro (Sporting, 2 - Boavista, 0): SARABIA

«A verdadeira juventude leonina estava no relvado. A falsa, nas bancadas, continua a ser letal ao Sporting, provocando multas atrás de multas que a SAD tem de pagar. Desde o início da temporada estes vândalos já causaram 127 mil euros em prejuízos. Custa perceber como é que não são identificados e continuam a ser autorizados a entrar no estádio.»

 

18 de Dezembro (Gil Vicente, 0 - Sporting, 3): NUNO SANTOS

«Mandámos por completo no jogo, desboqueámos o nulo inicial e podíamos até ter terminado a partida com goleada. Destaque para os 11 minutos em que fizemos dois golos e para o quarto de hora final, com domínio absoluto do Sporting, continuamente incentivado por muitos adeptos presentes no estádio.»

 

29 de Dezembro (Sporting, 3 - Portimonense, 2): PAULINHO

«A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.»

 

7 de Janeiro (Santa Clara, 3 - Sporting, 2): SARABIA

«Não é nada vulgar nesta era Amorim, mas o jogo partiu-se demasiado cedo e foram accionadas medidas de emergência que soaram em excesso a improviso. Sobretudo no quarto de hora final. Coates a ponta-de-lança procurando colmatar a ineficácia de Paulinho, Palhinha recuando para a posição do uruguaio, Esgaio transitando de lateral para central... Tanta baralhação não trouxe nada de bom.»

 

(Continua amanhã)

Balanço (32)

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Imagem do Sporting, 3 - Vizela, 0 (6 de Agosto de 2021)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

6 de Agosto (Sporting, 3 - Vizela, 0): PEDRO GONÇALVES

«Dezassete meses depois, 516 dias depois, o estádio José Alvalade voltou a ter público nas bancadas. Cerca de 10 mil adeptos nos lugares disponíveis, vários dos quais agora integralmente verdes. Foi um momento por que há muito esperávamos, este de podermos aplaudir ao vivo os nossos campeões - incentivados fervorosamente do princípio ao fim. Não podia haver melhor maneira de assinalar o 18.º aniversário da inauguração do actual estádio.»

 

14 de  Agosto (Braga, 1 - Sporting, 2): ADÁN

«Em sete meses, os braguistas perdem connosco pela quinta vez. Duas para a Liga 2020/2021, em Janeiro e Abril, outra na final da Taça da Liga, também em Janeiro, depois na Supertaça, a 31 de Julho. Esta foi a quinta consecutiva, com saldo em golos largamente positivo para o Sporting (8-2). E aposto que a série não termina aqui.»

 

21 de Agosto (Sporting, 2 - B-SAD, 0): PALHINHA

«Domínio absoluto do Sporting, traduzido num golo marcado muito cedo: cabeceamento de Gonçalo Inácio para o fundo das redes, logo aos 7'. Estivemos por cima desde o minuto inicial, com pressão intensa sobre a equipa azul. Excelente organização colectiva, robustez física e anímica, índices de confiança muito elevados

 

28 de Agosto (Famalicão, 1 - Sporting, 1): ADÁN

«Nem uma oportunidade de golo para o Sporting durante os 45 minutos iniciais. Actuámos neste período como se nos pesasse a condição de sermos campeões em título. Irreconhecíveis. A primeira oportunidade surgiu apenas aos 58', quando já estavam em campo dois jogadores que saltaram do banco: Porro (em vez de Esgaio) e Nuno Santos (em vez de Jovane). O primeiro cruzou, o segundo atirou ao poste.»

 

11 de Setembro (Sporting, 1 - FC Porto, 1): PORRO

«O internacional espanhol [Sarabia], recém-chegado por empréstimo, foi brindado com entusiástica ovação ao entrar em campo, aos 61', rendendo um apagado Jovane. Mal teve tempo para treinar com a equipa, portanto dificilmente poderia mostrar tudo quanto vale nesta sua primeira exibição de verde-e-branco. Mas revelou apontamentos que confirmam a sua classe.»

 

19 de Setembro (Estoril, 0 - Sporting, 1): PALHINHA

«Muito maior volume ofensivo leonino durante quase toda a partida, controlo de jogo com posse de bola, segurança a defender e acutilância a atacar. Fomos forçando a equipa anfitriã - que vinha de três vitórias consecutivas - a recuar as linhas e até os nossos centrais passaram a linha divisória, envolvendo-se na manobra atacante.»

 

24 de Setembro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): PORRO

«Jogo de sentido único, de pressão constante sobre a baliza adversária e de muitas oportunidades perdidas. Um desafio que merecíamos ter vencido por margem muito dilatada. O triunfo foi suado e sofrido, mas mais que justo.»

 

2 de Outubro (Arouca, 1 - Sporting, 2): NUNO SANTOS

«Três jogos, três triunfos tangenciais, três brindes dos guarda-redes: primeiro o do Estoril, depois o do Marítimo, desta vez o do Arouca, facilitando-nos a vida com a sua péssima intervenção no lance do nosso segundo golo. A sorte faz parte do futebol

 

(Continua amanhã)

Rescaldo do jogo de anteontem

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Sarabia aplaudido no estádio e saudado pelo treinador aos 63': saída em grande

 

Gostei

 

Da desforra. Serviu-nos de pouco, de quase nada. Mas soube muito bem, em nossa casa, derrotar (por 4-0) a única equipa que nos impôs um desaire fora de Alvalade na Liga 2021/2022, mesmo ao cair do pano da primeira volta: o Santa Clara, de Ponta Delgada, agora mergulhado numa convulsão interna que afastará o quarto treinador da temporada e boa parte dos jogadores. Desejo-lhes boa sorte, apesar de tudo.

 

Da goleada. Não bastava vencer: era preciso convencer. E foi isso que fizemos em campo. Após um período algo titubeante, em que andámos a mastigar jogo e sofremos pelo menos um calafrio, impusemos o nosso domínio e os golos foram saindo de rajada. Marcados por Tabata (41'), Porro (51'), Sarabia (56') e Edwards (78'). Muito bons, todos. O último, com um disparo do inglês a meia distância sem tomar balanço, é uma obra de arte.

 

De Sarabia. Voltou a fazer a diferença. Sempre a espalhar classe em campo. Entregando-se ao jogo ao serviço de um emblema que envergou por empréstimo mas que serviu com inegável profissionalismo durante toda a temporada. Jogou mesmo, não fingiu que jogava. Inclusive neste seu último desafio de verde-e-branco. Marcou o nosso terceiro da noite de sábado, elevando para 21 o número de vezes que a pôs lá dentro com a camisola do Sporting. Foi brindado com duas ovações: ao minuto 17, o número que ostentou na camisola, e ao minuto 63, quando deu lugar a Rodrigo, visivelmente comovido com a justa homenagem.

 

De Porro. O melhor em campo. Marcou (o segundo) e deu a marcar (o terceiro). Com uma energia imensa, parecia estar a iniciar agora a temporada. No último lance do desafio, ainda tentou bisar. Espectacular passe longo aos 28'. Centro perfeito aos 82' para Rodrigo: bastaria ao benjamim da equipa contornar o guarda-redes, mas acabou por rematar fraco, à figura, talvez em homenagem implícita ao ausente Paulinho. Novo cruzamento impecável aos 90'. O jovem internacional espanhol, agora já sob contrato do Sporting, promete ser uma das grandes figuras da próxima época.

 

De Nuno Santos. Outro jogador que parece estar a iniciar a temporada, tão boa é a sua condição física - das pernas aos pulmões. Grande centro de trivela (45'+1), outro óptimo cruzamento (76'), assistência para o segundo golo. É daqueles que nunca baixam os braços e vão sempre à luta, pressionando continuamente o adversário: o Sporting precisa de jogadores como ele.

 

De Tabata. Voltou a marcar, desbloqueando um jogo que parecia condenado a ir para o intervalo com o empate a zero. Golo precioso, de execução perfeita, com um remate acrobático sem deixar a bola tocar no chão. Colocando o ex-internacional olímpico brasileiro no patamar dos jogadores desde já candidatos à titularidade na época 2022/2023.

 

De Gonçalo Inácio. Actuou quase todo o tempo na posição certa: como central, do lado esquerdo, onde pode dar o melhor uso ao seu pé mais dotado. E assim fez, com um fabuloso passe vertical de 65 metros para Pedro Gonçalves assistir Tabata no golo que desbloqueou a partida. Cortes impecáveis aos 7' e aos 13'. Passou a jogar no eixo quando Coates cedeu lugar a Marsà.

 

Das estreias ao cair do pano. Houve três: João Virgínia, pela primeira vez no lugar de Adán numa partida do campeonato; André Paulo, que o substituiu na baliza aos 79' só para não ficar fora do retrato de grupo; e José Marsà, que tem actuado na equipa B e rendeu Coates como central, também aos 79', numa prova de confiança que o treinador lhe manifesta. Veremos, no caso do jovem defesa catalão, se é para ter continuidade na época que vai seguir-se.

 

Das palmas a Morita. O japonês do Santa Clara pode jogar de verde-e-branco na próxima época. Ao ser substituído, aos 73', recebeu calorosos aplausos dos adeptos leoninos. Será bom indício?

 

Da nossa segunda parte. Com três golos e alguns momentos espectaculares. Energia positiva à solta no relvado, boa vibração nas bancadas. Futebol-festa: fechou-se com chave de ouro.

 

De mais uma vitória. Foram, no total, 27 em 34 desafios na Liga que agora terminou. Igualando a nossa melhor soma de triunfos de sempre num campeonato nacional de futebol, registada em 2015/2016. E conseguindo mais um do que na época passada. No conjunto das competições, vencemos 39 dos 53 jogos.

 

De outro jogo sem sofrer golos. Registo que merece destaque: as nossas redes permaneceram intocadas em 18 destes 34 desafios. Notável. E fomos a equipa menos batida em casa, com apenas oito golos encaixados. Nenhuma outra conseguiu melhor.

 

Do quarto jogo seguido a marcar pelo menos três golos. Depois do 0-3 no Boavista-Sporting, do 4-1 no Sporting-Gil Vicente e do 2-3 no Portimonense-Sporting. Catorze nas últimas quatro partidas da Liga 2021/2022. Foi pena esta veia goleadora ter estado ausente noutros períodos: fez-nos falta.

 

De chegarmos ao fim com 85 pontos. Igualamos a nossa segunda melhor pontuação de sempre num campeonato - precisamente aquela que nos permitiu ser campeões há um ano. Melhor, só na Liga 2015/2016, quando chegámos aos 86, mas também na segunda posição. De qualquer modo, jamais havíamos conseguido somar 170 em duas épocas consecutivas - sinal inequívoco de que o trabalho que se vai fazendo em Alvalade é consistente e não fruto do acaso.

 

 

Não gostei

 

De termos esperado mais de 40 minutos pelo primeiro golo. Mas valeu a pena. E abriu caminho para os três que se seguiram, todos no segundo tempo.

 

De Pedro Gonçalves. Assistiu no terceiro golo, é certo, e teve intervenção no primeiro. Mas desperdiçou três ocasiões de marcar: aos 45'+1, aos 72' e aos 76'. Na segunda, em que lhe bastaria encostar, concluiu com um remate disparatado para a bancada. Termina a época pior do que começou: com má relação com a baliza, ao contrário do que havia sucedido em 2020/2021, quando se sagrou melhor rematador do campeonato.

 

De Daniel Bragança. Fez toda a partida no posto habitualmente reservado a Matheus Nunes, mas nunca foi o acelerador do jogo ou o municiador do ataque que a equipa exigia. Falta-lhe compleição física e poder de choque para actuar naquela zona do terreno, ao lado de Palhinha. Renderá melhor se avançar uns metros no relvado, mas aí a concorrência aumenta. Conclusão óbvia: se Matheus continuar no plantel, não irá tirar-lhe o lugar.

 

Dos falhanços. Houve alguns, felizmente sem consequências de pior. O mais arrepiante foi uma entrega de bola de Coates a Ricardinho, aos 30', que deixou um colega do Santa Clara isolado perante João Virgínia. Felizmente para nós, o jogador vestido de encarnado rematou mal, fazendo a bola rasar o poste. 

 

Que Feddal não pudesse despedir-se a jogar. Um problema físico impediu o central marroquino de dizer adeus ao público nesta partida final da temporada. Cessa contrato no Sporting, irá ter novo destino clubístico. Não nos esqueceremos dele: foi um dos obreiros do título de campeão após 19 anos de jejum. Cumpriu 34 jogos na época passada (com dois golos) e 26 nesta. Tudo de bom para ele nas etapas pessoais e profissionais que irão seguir-se.

 

De ver a casa a "meio gás". Apenas 28.942 espectadores em Alvalade numa noite amena de sábado: sabe a pouco. É verdade que o título já estava entregue ao FC Porto desde a jornada anterior, mas esta equipa vice-campeã nacional que conquistou dois troféus na temporada (Supertaça e Taça da Liga), teve o mais destacado desempenho leonino de sempre na Liga dos Campeões e uma exibição colectiva ao nível do campeonato 2020/2021, até com melhor saldo entre golos marcados e sofridos, merecia mais adeptos a aplaudi-la neste desafio final.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De vencer em Portimão. Contra uma equipa que soube bater-se bem, trouxemos três pontos do Algarve (vitória por 2-3). Reforçámos o segundo lugar na Liga, agora com uma vantagem de 11 pontos em relação ao distante terceiro, o Benfica.

 

De Sarabia. Fez a diferença. Espalhando classe em campo, confirmando que é o melhor futebolista a actuar na Liga portuguesa. Em campo apenas desde o minuto 56, entrou quando perdíamos e foi capaz de protagonizar a reviravolta, marcando dois golos, aos 71' e aos 76' - ambos com o pé direito, o menos bom dele. O primeiro é um prodígio de sabedoria táctica, iniciado e concluído por ele, sem nunca tirar os olhos da bola. Também sem nunca assumir ares de vedeta, como se estivesse apenas a cumprir o seu dever. Segue com 20 golos marcados nesta temporada - superando a sua anterior melhor época, ao serviço do Sevilha, em 2018/2019. O melhor em campo. 

 

De Tabata. Enfim, o treinador apostou nele como titular num jogo do campeonato. Foi só à penúltima jornada, mas ainda chegou a tempo. O ex-internacional júnior brasileiro correspondeu: marcou um golo - o primeiro, logo aos 12', e assistiu Sarabia num cruzamento perfeito para o terceiro golo. E aos 37' cabeceou à trave, solicitado por Matheus Nunes. Do trio ofensivo, que integrava Edwards e Pedro Gonçalves, foi o que esteve em melhor nível e também o que mais actuou no centro do ataque. Desta vez sem ponta-de-lança, pois Slimani já não está e Paulinho voltou a não comparecer.

 

De Porro. Actuando muito mais como extremo do que como lateral, o jovem internacional espanhol voltou a fazer uma exibição de grande nível, sempre em alta rotação. Esteve quase a marcar, na conversão de um livre directo, aos 39': Samuel Portugal, o bom guardião do Portimonense, impediu-o a custo de atingir o objectivo. Dois minutos antes, num cruzamento a régua e esquadro, ofereceu de bandeja um golo que Pedro Gonçalves desperdiçou com um pontapé disparatado. 

 

De Nuno Santos. Extremo à moda antiga, com óptima prestação de novo. Cruzou várias vezes com perigo, mas faltava à equipa mais presença na área. Aos 61', serviu muito bem Edwards. É ele quem inicia o terceiro golo, aos 76', com uma recuperação de bola. E ainda marcou um quarto, que não valeu, por deslocação. Um dos jogadores em melhor condição física neste final de época. Promete, desde já, para 2022/2023.

 

De Edwards. Por vezes dá a ideia que gosta de complicar aquilo que é simples, mostrando-se algo lento a decidir. Mas teve uma prestação muito positiva. Assistiu no primeiro golo tocando para Tabata e fez um excelente remate na passada aos 61' que só não beijou as malhas devido a uma enorme intervenção de Samuel Portugal. Vai-se enturmando mais com os colegas e assimilando os processos de jogo do Sporting.

 

Da reviravolta. Estivemos a perder entre os minutos 30 e 76. Soubemos virar o resultado contra um Portimonense bem apetrechado e que deu muita luta - nada a ver com a miserável prestação de há dias, no amigável frente ao FC Porto em que entrou em campo já resignado à derrota, com o consentimento expresso do treinador Paulo Sérgio.

 

De termos terminado o jogo com quatro da formação. Estavam em campo Gonçalo Inácio, Esgaio (substituiu Matheus Reis no recomeço), Daniel Bragança (entrou aos 61', substituindo um fatigado Matheus Nunes, e teve nota muito positiva) e Rodrigo Ribeiro (mais uns minutos entre os adultos, a partir dos 84', quando rendeu Tabata).

 

Do árbitro. Nota positiva para Rui Costa, que adoptou o chamado "critério largo", para os dois lados, algo que tarda em impor-se nos estádios portugueses. Ajuizou bem os lances, não atrapalhou nem quis ser a estrela do desafio. 

 

Do relvado. Sem favor algum, o Portimonense tem sido distinguido por apresentar o melhor "tapete" dos estádios portugueses. Volta a merecer este destaque: está de parabéns por isto, o que favorece bons espectáculos como o que ontem ali ocorreu.

 

De Samuel Portugal. Apesar do apelido, é brasileiro. E um dos melhores a jogar no campeonato português na sua posição. Não me importaria nada, confesso, de vê-lo actuar de Leão ao peito.

 

De somarmos agora 82 pontos. Depois de termos assegurado o segundo lugar na Liga 2021/2022 e nova presença directa na Liga dos Campeões, ainda podemos igualar a pontuação da época passada, algo jamais antes conseguido. Todos esperamos isso.

 

 

Não gostei

 

De entrar em campo sabendo que já não chegávamos ao primeiro lugar. O objectivo era muito remoto, mas ainda havia possibilidade aritmética de conquistar o título. A vitória do FC Porto na Luz, frente ao Benfica, desfez por completo esse sonho. 

 

De sofrer dois golos de rajada. Aos 25', de livre directo, e aos 33', marcado por Welinton sem qualquer oposição da nossa defesa nem a menor hipótese para Adán.

 

De Coates. Cometeu uma falta absolutamente desnecessária, quase à entrada da nossa área, quando Palhinha tinha acorrido à dobra e o atacante da equipa algarvia estava controlado: do livre resultou o primeiro golo algarvio. Depois falhou a recepção no passe à queima que Gonçalo lhe fez, dando origem à cavalgada que culminou no segundo golo do Portimonense. Noite para esquecer.

 

De Gonçalo Inácio. Começou como central à direita, muito intranquilo. Tem grande responsabilidade no segundo golo dos adversários: no nosso meio-campo ofensivo, com dois colegas (Edwards e Porro) a darem-lhe linha de passe, preferiu tocar para trás, oferecendo a bola a Coates num toque mal medido. Aparente desconcentração de ambos num lance que nos custou o segundo golo - e deixarmos de ser a equipa menos batida do campeonato. Melhorou no segundo tempo, quando Amorim o colocou do lado esquerdo, sua posição natural.

 

De Pedro Gonçalves. Uma nulidade. Com ele em campo, só tínhamos dez. Porro ofereceu-lhe um golo aos 37': ele, só com o guarda-redes pela frente, desperdiçou por completo com um pontapé digno dos "apanhados". Saiu aos 56': devia ter ficado no balneário ao intervalo. Está sem condição física nem anímica para ser titular.

 

Que Sarabia só entrasse aos 56'. Opção insólita do treinador: não faz qualquer sentido deixar o melhor jogador do Sporting no banco durante toda a primeira parte e mais de dez minutos da segunda. Quando entrou, fez a diferença.

 

Do 2-1 registado ao intervalo. Entrámos no segundo tempo a perder. E não foi fácil dar a volta ao resultado.

 

Da escumalha. Os mesmos de sempre. Letais ao Sporting. Quando Porro conduzia um ataque prometedor junto à linha, bombardearam o craque leonino com uma chuva de tochas que obrigou o árbitro a parar o jogo. Quando é que estes canalhas começam a ser impedidos de frequentar os estádios?

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada em Alvalade. Vencemos por 4-1 - sem margem para discussão - a brava equipa de Barcelos, que ocupa o quinto lugar no campeonato e ambiciona aceder à Liga Europa. Este Gil que tinha vencido em Braga e na Luz, e conseguiu impor um empate no Dragão mesmo a jogar só com dez durante quase toda a partida. Fomos, portanto, o único dos três "grandes" a derrotar este conjunto muito bem orientado por Ricardo Soares - treinador que desta vez não esteve no banco por cumprir castigo. 

 

Do nosso caudal atacante. Dominámos todo o desafio - desde os minutos iniciais, em que entrámos de pé no acelerador. Tivemos posse de bola com qualidade, fazendo-a rolar rumo à baliza adversária, sem a desperdiçar com trocas inconsequentes e estéreis no nosso reduto. No final da primeira parte já tínhamos 12 remates, sete dos quais enquadrados.

 

Do bom registo ofensivo sem ponta-de-lança. Nestes dois últimos jogos, marcámos sete golos dispensando um avançado fixo dentro da grande área. Eficaz ataque móvel, com dinâmica colectiva e constantes rotações de posição funcionaram para baralhar as defesas adversárias. Os resultados falam por si.

 

De Nuno Santos. Excelente exibição do filho da D. Fátima - desta vez os jogadores tinham os nomes das mães estampados nas camisolas - com transbordante energia, impondo-se no seu corredor como extremo à moda antiga, em contínuo desgaste da defesa contrária. Numa das suas movimentações cheias de velocidade, foi derrubado em falta: o lance, aos 20', originou penálti, convertido por Sarabia no minuto seguinte. Destacou-se pela qualidade dos seus cruzamentos - aos 24', 60' e 75' (este a partir do corredor direito). Um desses passes a rasgar, lá na frente, originou autogolo de Lucas Cunha, aos 53'. O nosso terceiro. Mesmo sem marcar, desta vez, destacou-se como melhor em campo.

 

De Porro. O  jovem internacional espanhol está de volta às grandes exibições. O filho de D. Carmen recuperou bolas, ganhou lances divididos, acelerou o jogo na ala direita, fez soberbos cruzamentos aos 26' e aos 51'. Novamente em grande forma.

 

De Adán. Sem culpa no golo sofrido, aos 45'+2, o filho de D. Toni merece destaque por este simples facto: tornou-se ontem no único jogador de todas as equipas utilizado em todos os minutos da Liga 2021/2022, cumprida agora a 32.ª jornada. Demonstração inequívoca da sua extrema utilidade e da sua qualidade entre os postes. Titular indiscutível, a ele muito devemos o facto de o Sporting ser a equipa menos batida do campeonato, com apenas 21 golos sofridos.

 

De Edwards. Não deslumbrou, mas justifica destaque por ter apontado o segundo golo leonino, num remate de ressaca, aproveitando da melhor maneira uma bola que lhe sobrou após defesa incompleta do guardião gilista a cabeceamento de Neto, aos 36'. Um golo importante: foi a estreia do inglês vindo de Guimarães como goleador de Leão ao peito no nosso estádio. 

 

Do regresso de Pedro Gonçalves aos golos. Ganhou um penálti e foi ele a convertê-lo, aos 63'. O filho da D. Maria voltou assim a fazer o gosto ao pé após mais de dois meses de jejum, selando o resultado desta partida após uma primeira parte muito apagada. Os adeptos compensaram-no com fortes aplausos ao ser substituído por Vinagre, ia decorrido o minuto 67.

 

De Rodrigo Ribeiro. Estreia do promissor júnior formado em Alcochete, com 17 anos recém-festejados, como sénior em Alvalade. Rendeu Sarabia aos 84' e correspondeu às expectativas com um remate cruzado muito perigoso a rasar a baliza, aos 86' e uma boa acção individual aos 89', empolgando os adeptos. O filho da D. Mariana tem bom toque de bola, sem margem para dúvida. Valor a ter em conta no Sporting do futuro.

 

Dos remates de meia-distância. Tem havido vários jogos sem um só para amostra, do nosso lado. Desta vez houve pelo menos três. Por Nuno Santos (5'), Porro (32') e Pedro Gonçalves (57'). A merecer destaque pela positiva.

 

De Andrew. O jovem guarda-redes da equipa minhota, com apenas 20 anos, foi uma das figuras da partida. Impedindo o Sporting de avolumar a vantagem. Eis um nome a reter.

 

Do árbitro. Estreia de Miguel Nogueira, aos 28 anos, a apitar um jogo com equipa grande. Merece nota positiva. E votos para que tenha sucesso nesta actividade. 

 

De termos assegurado o segundo maior objectivo da época. Com esta vitória, garantimos o acesso directo à próxima edição da Liga dos Campeões. Segunda presença consecutiva na prova máxima do futebol europeu ao nível de clubes. E mais cerca de 40 milhões de euros a caminho do cofre de Alvalade.

 

De vermos adiada a decisão definitiva do título. O FCP, que jogará com o Benfica na tarde do próximo sábado, queria celebrar por antecipação. O nosso triunfo frente ao Gil Vicente impediu os portistas de concretizarem este sonho. Agora, concentração máxima para o nosso embate. Também no sábado, mas só após o outro jogo: vamos enfrentar o Portimonense.

 

De somarmos agora 79 pontos. Podemos igualar a pontuação da época passada, que nos garantiu o título de campeões nacionais. Faltam dois jogos.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Coates. Com queixas físicas, o nosso capitão desta vez ficou de fora. E fez falta. O Gil Vicente marcou três golos, dois dos quais anulados por foras-de-jogo milimétricos, dando a ideia, sobretudo na primeira parte, que podia desestabilizar o nosso reduto defensivo, ontem desprovido do seu líder natural.

 

Do amarelo a Neto. Capitão em vez do internacional uruguaio, o filho da D. Rosa ficará ausente do próximo desafio por acumulação de cartões. Foi bem sancionado por falta dura - e desnecessária - aos 83'. Mas até podia tê-lo visto mais cedo, noutro lance ríspido que protagonizou.

 

Do 2-1 que se registava ao intervalo. Sabia a pouco.

 

De outro desperdício de Paulinho. Suplente utilizado, o avançado ex-Braga rendeu Edwards aos 56'. Com uma actuação que voltou a saber a pouco. Isolado por Sarabia aos 60' com um primoroso toque de calcanhar, rematou sem a devida acutilância, permitindo a defesa de Andrew a cerca de 6 metros da baliza. De golo "cantado" a golo falhado. As oportunidades perdidas vão-se acumulando no seu currículo.

 

Da fraca adesão dos adeptos. Bancadas demasiado despidas nesta bem disputada partida de futebol. Apenas 25.425 espectadores no Estádio José Alvalade.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Soube muito bem sair do Bessa com três pontos e um triunfo confortável, sem discussão, por 3-0. Após duas derrotas consecutivas para competições diferentes sem termos marcado um só golo. 

 

Que o nosso golo inaugural surgisse no primeiro remate. Estava já a tardar, mas concretizou-se enfim. Foi aos 37', por Matheus Nunes, num pontapé rasteiro sem muita força mas bem colocado, com vistosa assistência de calcanhar de Pedro Gonçalves. Até ao intervalo, tivemos outra oportunidade de golo, num disparo em arco de Sarabia, aos 40', só travado pelo veterano guardião Bracali (41 anos) naquela que foi a defesa da noite.

 

De Coates. Para mim, o melhor em campo. Durante os primeiros 35', conteve todas as tentativas de ataque do Boavista. Dois desarmes preciosos no minuto 31' transmitiram confiança a toda a equipa. Também foi ele o mais lúcido e eficaz no início da nossa construção ofensiva, não hesitando em progredir no terreno com a bola controlada e a distribuir jogo numa sucessão de passes longos. Se alguém mereceu esta vitória foi o nosso grande capitão. 

 

De Nuno Santos. Recuperou a titularidade e cumpriu a missão como dono do corredor esquerdo, indiferente aos assobios que lhe dirigiam os adeptos boavisteiros. Ganhou várias bolas divididas e soube cruzar com critério, sempre muito combativo. Saiu aos 68', já fisicamente desgastado, mas com a certeza de ter merecido nota positiva.

 

De Tabata. Tem jogado pouco, merece jogar mais. Entrou aos 68', rendendo Pedro Gonçalves, e logo mostrou como se marca um canto: aos 79', colocou a bola na cabeça de Palhinha, que atirou à trave. Depois mostrou como se marca um penálti, conquistado por ele próprio ao ser derrubado em zona proibida. Chamado a convertê-lo, aos 83', enfiou-a no fundo das redes como mandam as regras. E ainda teve talento para comandar um belo lance ofensivo, aos 90', que só não resultou em golo por fora-de-jogo de Gonçalo Inácio. 

 

De Ugarte e Daniel Bragança. Saltaram ambos do banco, como suplentes utilizados. O primeiro aos 57', substituindo um fatigado Matheus Nunes, o segundo só aos 77', rendendo Sarabia. Estiveram bem.

 

Do autogolo de um defesa axadrezado. Abascal, por infelicidade, marcou na própria baliza, traindo Bracali, num desvio daquilo que parecia um centro falhado de Edwards. Aconteceu aos 58' e assinalou um momento de viragem da nossa equipa, que até aí esteve bastante desinspirada e depois ganhou vivacidade e alegria, com domínio total do jogo. 

 

De não termos sofrido golos. Voltamos a encabeçar - a par com o FC Porto - a lista das equipas menos batidas desta Liga 2021/2022.

 

De somarmos agora 76 pontos. Nesta jornada conquistámos três ao FCP (derrotado em Braga) e dois ao Benfica (que empatou com o Famalicão na Luz). Nas três rondas que faltam, podemos atingir um total de 85 pontos - a mesma pontuação da Liga anterior. Se assim for, será uma marca inédita: nunca antes tivemos dois campeonatos seguidos tão bem pontuados.

 

De vermos outro objectivo da época quase concretizado. Falta-nos apenas um ponto, nestas três rondas finais, para garantirmos o acesso directo à Liga dos Campeões. E aos largos milhões de euros que esta qualificação nos proporciona.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Matheus Reis. Um dos nossos melhores jogadores desta temporada nem chegou a integrar a convocatória para o Bessa. Juntando-se assim a Porro, ausente por ter visto cartão vermelho na ronda anterior, e a Paulinho, que ficou fora por acumulação de amarelos. 

 

De Pedro Gonçalves. Assistiu Matheus Nunes no nosso primeiro golo, é certo. Mas nada mais fez de relevante. Deixou-se desarmar aos 18' e aos 19', atirou para fora aos 21', falhou a recarga à queima-roupa aos 24', fez um passe para ninguém aos 36', entregou-a com displicência aos 55', permitiu a intervenção do guarda-redes aos 66'. Outro jogo em que ficou em branco.

 

De Vinagre. Voltou a calçar, mas continua sem demonstrar qualidade para integrar o plantel leonino. Em campo desde o minuto 68', cruzou no lance em que Tabata viria a ser derrubado na grande área. Mas ficou-se por ali. Tem uma estranha tendência para se pôr a bambolear junto à linha lateral, lá no fundo do campo, confundindo futebol com bailado, em vez de jogar simples. 

 

Das tochas. Uma vez mais, houve "festival de pirotecnia" organizado por elementos de algumas claques do Sporting. Visando, nomeadamente, o guarda-redes do Boavista. Conduta antidesportiva com a agravante de ser reiterada e continuar a custar pesadas multas ao nosso clube. Quem se comporta assim nem parece ser adepto leonino.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De perder o clássico em Alvalade. Fomos justamente derrotados pelo Benfica (0-2) no nosso estádio. Encerrando um longo período de 42 jogos sempre a marcar golos. Derrota táctica de Rúben Amorim no confronto com o técnico adversário, Nelson Veríssimo: o Sporting foi incapaz de encontrar antídoto contra uma equipa encarnada remetida a um bloco defensivo reforçado e muito eficaz nos vertiginosos lances de contra-ataque. 

 

De termos entregado o título. Acabou o sonho do bicampeonato: o FC Porto, agora a nove pontos de distância, pode sagrar-se campeão na próxima ronda, quando ainda faltam quatro jornadas para o fim da Liga 2021/2022. 

 

Das oportunidades que fomos incapazes de criar. Uma única situação de golo, da nossa parte, em todo o desafio. Mais nada.

 

Do desperdício das bolas paradas. Não soubemos aproveitar um lance de canto ou de livre - Nem um para amostra. E dispusemos de muitos neste jogo. 

 

De termos oferecido o primeiro golo. Um pontapé longo para a frente, na conversão dum livre, bastou para o Benfica inaugurar o marcador logo aos 14'. Com dois toques na bola, de Vertonghen a assistir e Darwin a marcar. Apanhando toda a nossa equipa desposicionada. 

 

Da incapacidade de sairmos em ataque rápido. Dávamos sempre um toque a mais na bola, pausávamos, retrocedíamos, quebrávamos a nossa própria dinâmica ofensiva enrolando os lances a meio-campo e permitindo que a equipa adversária se reorganizasse nos raros momentos em que assumia a iniciativa de jogo.

 

Da estéril «posse de bola». Foi de 61% a nosso favor, dizem as estatísticas. Isto serve para quê?

 

Das nossas substituições. Nenhuma delas mudou a equipa para melhor. Recapitulemos quais foram: Slimani rendeu Pedro Gonçalves (59'), Ugarte entrou para o lugar de Neto (59'), Edwards substituiu Sarabia (69'), Esgaio colmatou a saída de Palhinha (69') e Daniel Bragança preencheu a vaga de Nuno Santos mesmo ao cair do pano (89'). Foi já no período extra (90'+3) que sofremos o segundo golo.

 

Deste banho de água gelada. Mais de 40 mil adeptos compareceram em Alvalade em noite de domingo de Páscoa para ver aquele que foi o nosso pior jogo desta época em competições internas. O jogo em que entregámos de bandeja o título ao FC Porto e reabrimos a discussão para o segundo lugar na Liga, permitindo a aproximação do Benfica - agora com menos seis pontos.

 

 

Gostei

 

Da homenagem a Mathieu. Merecida, calorosa e vibrante ovação ao excelente central francês antes do início da partida. Há quase dois anos fora do Sporting, tendo abandonado a prática do futebol por opção própria, Jérémy Mathieu actuou 106 vezes com a camisola verde e branca, tendo regressado ontem, como convidado, para assistir ao clássico e ser distinguido pelo seu profissionalismo que deixou saudades. Merecia ter sido brindado com uma vitória em campo.

 

De Sarabia. Esteve muito longe de fazer uma grande exibição, mas foi o menos mau dos nossos. É dele a única oportunidade de golo do Sporting, ao fazer a bola embater na trave aos 49'. Percebe-se mal por que motivo Amorim retirou aos 69' o internacional espanhol - melhor jogador do actual plantel leonino - enquanto manteve o perdulário Paulinho até ao apito afinal. 

 

Da arbitragem. Nota positiva para Fábio Veríssimo. Ninguém poderá dizer que foi por causa dele que perdemos.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De mais uma vitória. Foi a quinta consecutiva do Sporting nesta Liga 2021/2022. A 23.ª em 29 desafios já disputados. E a 11.ª fora de casa - desta vez em Tondela, onde há um ano passámos à tangente, por 1-0, com golo marcado por Tiago Tomás. Desta vez o triunfo foi mais inequívoco e tranquilo: 3-1, com 2-0 ao intervalo. Dois golos em quatro minutos, aos 29' e aos 33', resolveram o problema. Missão cumprida nesta nossa antepenúltima saída antes de cair o pano. Restam-nos cinco finais. Há 15 pontos em disputa.

 

Da primeira parte. Exibição de classe da nossa equipa, com domínio absoluto no terreno bem reflectido nas estatísticas dos remates: nove do Sporting, nem um para amostra do Tondela. Sem ponta-de-lança, com três avançados em constante mobilidade (Edwards, Sarabia e Pedro Gonçalves) a baralhar as marcações adversárias, e o nosso trio defensivo muito subido, actuando perto da linha do meio-campo, sufocámos o Tondela, incapaz de sair do seu reduto nestes 45 minutos iniciais.

 

De Sarabia. Novamente o homem do jogo. Bisou, com todo o mérito. Primeiro aos 33', culminando uma excelente jogada colectiva: deu o melhor caminho à bola que lhe foi oferecida por Pedro Gonçalves. Depois de penálti, aos 69' - grande penalidade que ele próprio havia conquistado. Chamado a converter, não vacilou. Soma e segue. É líder destacado dos marcadores leoninos, com 17 golos nesta época.

 

De Ugarte. Titular como médio mais recuado, voltou a fazer uma exibição de grande nível. Já é peça-chave nesta equipa: toda a dinâmica ofensiva passou por ele. Espectaculares recuperações aos 16' e aos 24', anulando lances de construção do Tondela. Tentou o golo num remate cruzado aos 22' que passou rente ao poste. À bica com quatro amarelos, Rúben Amorim decidiu retirá-lo aos 56'. E fez bem: precisamos dele no Domingo de Páscoa, contra o Benfica.

 

De Gonçalo Inácio. Começou onde mais rende: na sua posição natural, como central colocado à esquerda. Exibição quase irrepreensível, aliás à semelhança de Neto e Coates, que com ele compunham o trio defensivo. Receberiam mesmo nota máxima se não fosse o deslize colectivo no solitário golo do Tondela, aos 71'. Mas Gonçalo merece o destaque sobretudo pelo magnífico golo que marcou, num fortíssimo disparo rasteiro com o pé esquerdo, a 30 metros das redes. Desmentindo aqueles que se queixam de «não haver remates de meia-distância» neste Sporting.

 

De Edwards. Titular pela segunda vez, após o jogo contra o Moreirense. Correspondeu por inteiro à confiança que o técnico lhe transmitiu nesta convocatória, praticando a arte de bem conduzir a bola. É ele quem inicia o contra-ataque que culmina no segundo golo. Aos 37', assiste Coates, que desperdiça atirando por cima. Grande jogada individual aos 44', esquivando-se aos adversários com notável capacidade de drible. Serve muito bem Pedro Gonçalves aos 58'. Ainda teve energia e capacidade para a colocar em óptima posição nos pés de Tabata, aos 81'. Saiu sob calorosos aplausos aos 90'+2. Merece integrar o onze inicial nas próximas partidas.

 

De outra estreia oriunda da nossa Academia. Desta vez foi o jovem Rodrigo Ribeiro, ainda com 16 anos. Já tinha actuado uns minutos na Liga dos Campeões, mas só ontem começou a marcar presença no campeonato. Entrou apenas aos 90'2+, mas ainda a tempo de exibir boa técnica num lance ofensivo. Mereceu a chamada, que vai servir-lhe de incentivo para novos voos.

 

Da capacidade ofensiva do Sporting. Marcamos há 42 jornadas consecutivas na Liga portuguesa. Um dado estatístico que merece ser destacado.

 

De ver o estádio cheio. Lotação esgotada em casa do Tondela: foi a melhor receita da equipa beirã nesta temporada. Com grande presença e vibração dos adeptos leoninos.

 

De Rúben Amorim. Cumprido o centésimo desafio ao serviço do Sporting. Com um triunfo - o resultado mais habitual neste treinador, um dos melhores que passaram por Alvalade desde sempre.

 

 

Não gostei

 

Do amarelo a Matheus Reis. O lateral esquerdo, que estava tapado com cartões, fica fora do clássico em Alvalade. Por uma falta absolutamente escusada, a meio do terreno, ao entrar de sola num lance dividido quando já vencíamos por 2-0. Não havia necessidade.

 

Das ausências. Palhinha a cumprir castigo pelo quinto amarelo (estará disponível contra o Benfica). Nuno Santos por ter dito «uma obscenidade» a um adversário - coisa jamais vista num estádio de futebol. Slimani por alegada quebra de intensidade num treino de véspera. Amorim não facilitou: deixou-o fora da convocatória. Esperamos que este problema tenha solução rápida.

 

Do golo do Tondela. Aconteceu aos 71', praticamente na única vez em que a equipa beirã desenhou uma jogada de perigo, rápida e envolvente. Remate muito bem colocado, ao ângulo superior esquerdo da nossa baliza, sem hipótese de defesa para Adán. Mas continuamos a exibir a melhor defesa do campeonato: apenas 18 golos sofridos em 29 jogos.

 

De Daniel Bragança. Em campo desde os 56', quando o treinador decidiu poupar Ugarte ao risco de ver cartão amarelo. Mas o jovem médio entrou mal, protagonizando logo duas perdas de bola. Desconcentrado, sem ritmo, assim torna mais difícil o sonho de ser titular no Sporting.

 

De Vinagre. Voltou a ter uma oportunidade, entrando aos 71' para substituir Gonçalo Inácio (com Matheus Reis a transitar de lateral para central). Mais de 20 minutos sem um só lance que ficasse na memória dos espectadores. Continua a distinguir-se por fazer sempre a mesma manobra, a mesma finta, os mesmos passes inconsequentes. É um dos mistérios deste plantel: o tempo passa e ele continua igual, sem evolução visível.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do triunfo em casa. Derrotámos o Paços de Ferreira por 2-0 num jogo quase de sentido único em que a equipa adversária não fez um só remate enquadrado. O resultado foi superior à exibição, mas o que importa são os três pontos: já somamos 70. Colocamos pressão sobre o FC Porto, que recebe hoje o Santa Clara.

 

De Sarabia. Tornou-se, neste desafio, o maior marcador leonino desta temporada 2021/2022. Apontou o nosso primeiro, aos 20', de grande penalidade: chamado a convertê-la, cumpriu o que lhe competia com categoria e sem sombra de hesitação. Nesta partida, fez sete dos 13 remates do Sporting - números que confirmam a sua influência no onze titular. Protagonista de um dos melhores lances individuais ao conduzir a bola dominada durante cerca de 40 metros, aos 70', culminando com um disparo à baliza que embateu na barra: esteve a centímetros de marcar o que seria um dos melhores golos deste campeonato.

 

De Ugarte. O nosso meio-campo funcionava a meio-gás, com um Palhinha longe da melhor forma física e Matheus Nunes sempre a abusar do individualismo, quando Amorim fez entrar aos 57' o jovem internacional uruguaio, que com um par de recuperações esticou o jogo leonino, tornando-o mais ofensivo e veloz. Grande remate aos 65'. Aos 72', assistiu para o segundo golo com um espectacular passe de 40 metros. Merece jogar de início. 

 

De Nuno Santos. Dinâmico, acutilante, influente tanto na manobra defensiva como na condução do ataque pelo seu corredor. Bons cruzamentos aos 32' e aos 68'. Regressou aos golos, marcando o segundo com uma magnífica recepção orientada e um perfeito tempo de intervenção, tirando o guarda-redes do caminho. É já o quarto melhor marcador do Sporting.

 

De Edwards. Entrou bem quando Amorim lhe deu ordem para saltar do banco, aos 57'. Ele e Ugarte sacudiram o torpor que parecia ter-se apoderado da equipa desde o recomeço da partida. Grande passe de calcanhar para Matheus Nunes dentro da área aos 66'. No mesmo minuto, fez a bola embater duas vezes nos ferros. É um futebolista de inegável destreza técnica, acima da média.

 

De confirmar que temos um banco com qualidade. Neste aspecto estamos ainda melhor do que na época passada. Como ficou evidente com as entradas de Ugarte (57'), Edwards (57'), Slimani (75') e Daniel Bragança (84'). Qualidade a duplicar em quase todas as posições.

 

Da nossa defesa de betão. Outro jogo termina com as redes leoninas imaculadas. Em 28 jogos da Liga 2021/2022, este foi o 16.º em que não sofremos golos. Reforçamos a nossa posição como equipa mais intransponível. Elogio para o trio de centrais desta recepção ao Paços: Gonçalo Inácio, Coates e Matheus Reis. Além de Adán, claro. 

 

De somarmos 22 vitórias em 28 jogos. Marca muito positiva. Reforçada com este quarto triunfo consecutivo no campeonato. E com o facto de marcarmos há 41 jogos seguidos em várias competições. 

 

De termos dado um passo de gigante para garantir um lugar na Champions. O segundo lugar na Liga dificilmente nos fugirá: temos agora mais nove pontos do que o Benfica, derrotado em Braga (2-3) nesta jornada. Algo importantíssimo para assegurar os milhões da liga milionária. Deixando a larga distância uma equipa que tem quase o dobro do orçamento da nossa.

 

 

Não gostei

 

De termos estado 35' sem fazer um remate. A equipa afrouxou desde o golo de penálti, marcado cedo, e abrandou de tal maneira que acabou por conceder iniciativa de jogo e domínio de bola ao adversário. Os nossos jogadores pareciam adormecidos, sem vontade de procurar a baliza do Paços. Pedia-se mexida no onze - fez bem Amorim em fazer duas trocas antes de se esgotar a hora do jogo.

 

De Pedro Gonçalves. Apagadíssimo. Com falta de ritmo, falta de dinâmica, incapacidade de criar desequilíbrios. Voltou a ser titular mas não justificou a aposta: o melhor que fez foi um remate frontal, aos 33', fazendo a bola sobrevoar a baliza. Passou ao lado do jogo, dando lugar a Edwards.

 

De Porro. Outro jogador em défice exibicional. Evidencia má forma física desde a mais recente lesão muscular. Foi incapaz de fazer a diferença, sobretudo nas movimentações rápidas junto à linha a que habituou os adeptos. 

 

Do 1-0 registado ao intervalo. Apenas uma oportunidade de golo nos 45 minutos iniciais - tirando o penálti convertido. Muito pouco.

 

Das quatro bolas aos ferros. Matheus Nunes atirou ao poste aos 66'. No mesmo minuto, Edwards viu o golo travado duas vezes pelo guarda-redes, que desviou em sequência para o poste e para a barra. Aos 70', foi a vez de Sarabia acertar em cheio na trave. Pontaria a mais, mas não no sítio certo.

 

Dos assobios. O jogo não estava a ser brilhante, o espectáculo era pobre, mas foi um sintoma de estupidez ouvir adeptos vaiarem os jogadores no minuto 53. Algo que já não acontecia há muito tempo e não fazia falta, surpreendendo até Rúben Amorim. Conclusão: entre os 28.788 presentes nas bancadas, havia pelo menos algumas centenas de imbecis. Quase tão mau como a debandada mal terminou o jogo: poucos foram os que ficaram para aplaudir a equipa.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da reviravolta operada em Guimarães. Estivemos a perder desde o minuto 23, na única falha colectiva da nossa equipa no plano defensivo, mas fomos capazes de dar a volta. Chegando ao empate mesmo à beira do intervalo e fazendo dois excelentes golos no segundo tempo. Há 13 anos que não conseguíamos virar o resultado neste estádio, sempre difícil para as equipas forasteiras. Após este triunfo por 1-3, levamos agora 67 pontos na classificação do campeonato, aumentando a pressão sobre o FC Porto.

 

De Paulinho. Destacou-se como melhor Leão em campo. Vai no segundo jogo consecutivo a marcar - e desta vez merece nota artística sem qualquer discussão, com um golo de letra aos 70'. Batalhou muito, abriu espaços, baralhou marcações - sobretudo desde que Rúben Amorim trocou Slimani por Pedro Gonçalves, devolvendo-o ao centro do ataque. O golo fez esquecer uma perdida aos 56', quando falhou o chapéu ao guarda-redes ao encaminhar-se isolado para a baliza.

 

De Pedro Gonçalves. Era a arma secreta do treinador. E funcionou nesse papel. Em campo desde o minuto 56, abriu linhas de passe e teve o condão de confundir a defesa vitoriana, já desgastada e condicionada por três amarelos. É de uma jogada de insistência dele, junto à linha final, que nasce a assistência para o nosso segundo golo. 

 

De Sarabia. Outra partida em excelente nível neste seu regresso ao onze titular. Chamado a converter o penálti, não vacilou na linha dos 11 metros, inaugurando o marcador. Tem intervenção directa no segundo golo, viu o guarda-redes negar-lhe outro e ainda sofreu falta para grande penalidade que ficou por assinalar aos 58' - aqui o erro é sobretudo do vídeo-árbitro. Como se já não fosse pouco, ainda esteve na origem de dois amarelos exibidos a jogadores adversários que o travaram à margem das regras.

 

Da estreia de Edwards a marcar de Leão ao peito. O ex-vitoriano desta vez ficou de início no banco. E só entrou aos 86' - aliás brindado com generosos aplausos de muitos adeptos da equipa da casa, lembrando as duas épocas e meia que passou em Guimarães. Mas apareceu a tempo de marcar o primeiro golo ao serviço do Sporting. Um golaço, em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza, sem hipótese de defesa. Aconteceu aos 90'+8: a partida terminava da melhor maneira para nós.

 

De termos agora três jogadores entre os melhores artilheiros da equipa. Acontece pela primeira vez nesta temporada: Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho estão igualados no topo dos goleadores leoninos - todos com 14 já marcados em diversas competições. Uma "luta" que vale a pena ir acompanhando com atenção.

 

De Bruno Varela. Não costumo destacar jogadores da equipa adversária, mas abro uma excepção para elogiar o guardião vitoriano, um dos melhores portugueses na sua posição. Sem ele, a nossa vantagem teria sido mais dilatada. Com grandes intervenções, negou golos a Sarabia (21'), Slimani (27') e Paulinho (62'). Merece elogio.

 

De consolidarmos o nosso estatuto de equipa menos batida. Em 27 jornadas da Liga 2021/2022, apenas 17 golos sofridos. Menos dois que o FC Porto, líder da prova, e menos sete que o Benfica quando estes nossos dois rivais ainda não jogaram.

 

 

Não gostei

 

Dos 23 minutos em que estivemos a perder. Entre o golo marcado por Estupiñán aos 23' e o empate estabelecido por Sarabia já no tempo extra da primeira parte, concedemos demasiada iniciativa de jogo ao Vitória, sempre muito incentivado pelo seu público. No segundo tempo voltou a haver períodos ocasionais de predomínio vimaranense, embora inconsequente: a nossa equipa fechou-se bem atrás, apostando sem complexos no contra-ataque que produziu bons frutos. 

 

De Matheus Nunes. Volta a fazer uma partida muito apagada, em que foi incapaz de revelar todos os seus dotes técnicos que chegaram a merecer um elogio público do treinador do Manchester City. Demasiado remetido à linha esquerda, foram raros os desequilíbrios que conseguiu criar no meio-campo, exceptuando um bom cruzamento aos 57'. Dele espera-se muito mais.

 

De Nuno Santos. Outro jogador em défice exibicional. Tirando um centro bem medido para Slimani, que só Varela impediu que se transformasse em golo, esteve muito discreto na sua missão de municiar o ataque a partir do corredor esquerdo. Ao falhar o domínio de uma bola, permitiu o rápido contra-ataque de que resultou o solitário golo vimaranense. Parece longe da melhor forma física.

 

Da ausência de Porro. O internacional espanhol voltou a ficar fora do onze titular por debilidade física, desta vez queixando-se de uma tendinopatia na anca direita. Uma ausência que forçou Amorim a trocá-lo por Esgaio, jogador claramente mais limitado no plano ofensivo, o que afectou o nosso rendimento colectivo.

 

Dos desacatos nas bancadas. Já na metade final do segundo tempo, o jogo esteve interrompido mais de seis minutos devido a uma intervenção musculada da polícia de intervenção que distribuiu bastonadas a eito, forçando a evacuação de parte da bancada central do estádio. Os adeptos vitorianos responderam arremessando largas dezenas de cadeiras. Já antes tinham brindado alguns jogadores com uma chuva de isqueiros. Cenas lamentáveis num estádio que começa a ficar tristemente célebre pela falta de civismo de muitos espectadores, havendo também a suspeita de que a polícia terá revelado excesso de zelo naquela actuação.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos alcançados num estádio difícil. Vencemos o Moreirense como visitantes, algo que não nos acontecia desde a época 2018/2019. Há dois anos, empatámos ali 0-0 e na época passada - em que fomos campeões - não conseguimos melhor do que outro empate, desta vez a uma bola. Agora foi um triunfo indiscutível, sem qualquer margem de contestação. Por 2-0, resultado construído em dez minutos de domínio avassalador, aos 29' e aos 39'. A segunda parte foi de contenção, com ocasionais concessões de iniciativa de jogo ao adversário mas sem nunca perder o controlo da partida.

 

De Slimani. Soma e segue: três jogos consecutivos a marcar. Volta a ser decisivo, valendo pontos. Foi ele o autor do nosso primeiro, num cabeceamento impecável ao segundo poste, bem servido por Edwards. Merece ser distinguido como melhor em campo, também pela pressão intensa que fez lá na frente, dificultando a saída de bola do Moreirense, e do apoio que nunca deixou de dar aos colegas, nomeadamente nas bolas paradas defensivas. Grande passe aos 67' para Sarabia: podia ter dado golo. Enfim, temos ponta-de-lança.

 

De Porro. Enorme intensidade competitiva: brilhou no primeiro tempo. Dominou na ala direita, impondo a sua técnica superior, aliada à velocidade. O nosso segundo golo resulta de um cruzamento perfeito do jovem internacional espanhol, teleguiado para Paulinho. Deram nas vistas outros centros, aos 28' e ao 34'. Na segunda parte quebrou de rendimento, arriscando menos nas acções ofensivas, mas manteve-se como um dos elementos mais em destaque.

 

Da estreia de Edwards a titular. Reforço de Inverno, o ex-vimaranense está finalmente a demonstrar que merece figurar no onze leonino. Rúben Amorim transmitiu-lhe esta prova de confiança e o inglês correspondeu da melhor maneira, com uma grande exibição no primeiro tempo. Está nos dois golos leoninos: no primeiro, é dele a assistência directa; no segundo, inicia a jogada com um soberbo passe de calcanhar para Porro a justificar nota artística com distinção. Promete tornar-se imprescindível.

 

Do inédito trio de avançados. Pela primeira vez, Amorim desenhou uma equipa titular contando com um triângulo ofensivo composto por Edwards, Paulinho e Slimani - com o argelino em zona mais central. Teste superado com distinção: acertou à primeira. Quem dizia que estes jogadores poderiam não combinar se actuassem juntos estava a ver o filme errado. Deixou de ser necessário inventar expedientes alternativos, como quando Coates tinha de avançar para ponta-de-lança improvisado. Foi assim que perdemos dois pontos em casa contra o Braga.

 

De Neto. Com Gonçalo Inácio ausente, voltou a ser titular como central à direita. Está em grande, confirmando a excelente nota da recente partida de Manchester. Foi o melhor elemento da nossa defesa, com cortes decisivos aos 58' e aos 86'. Competente a construir jogo, não perdeu um duelo. 

 

Dos regressos de João Palhinha e Pedro Gonçalves. Estiveram no banco até aos 64' mas acabaram por entrar - o primeiro para render Ugarte, já amarelado; o segundo para substituir Paulinho. Ambos de volta à equipa: Palhinha não jogava há 27 dias, Pedro permanecia fora desde 20 de Fevereiro. Estão ainda longe da melhor forma, mas já é bom saber que o técnico volta a contar com eles. 

 

De consolidarmos o nosso estatuto de equipa menos batida. Em 26 jornadas da Liga 2021/2022, apenas 16 golos sofridos. Menos três que o FC Porto, líder da prova, e menos oito que o Benfica.

 

Do nosso banco. Desta vez tínhamos como suplentes os seguintes jogadores: Palhinha, Tabata, Nuno Santos, Sarabia, Pedro Gonçalves, Esgaio e Daniel Bragança - além dos guarda-redes. Quase todo o plantel disponível, vale a pena sublinhar. É pouco frequente nesta fase do campeonato.

 

 

Não gostei

 

De alguns períodos da segunda parte. Excessiva retenção de bola, um certo adormecimento talvez ditado pela sensação de que o resultado estava construído (de facto assim era) e escassa ambição para ditar a vantagem alcançada antes do intervalo. Alguns suplentes utilizados pouco adiantaram - como Nuno Santos, que rendeu o amarelado Feddal aos 75'. Felizmente o Moreirense, incapaz de fazer um remate enquadrado nesta etapa complementar do jogo, deu pouca luta.

 

De Matheus Nunes. Pode ser mera coincidência, mas parece uma sombra do que já foi desde que Pep Guardiola lhe fez rasgados elogios na visita a Lisboa do Manchester City, ao considerá-lo um dos melhores médios actuais do futebol europeu. O luso-brasileiro empastelou o jogo, continuou a abusar do individualismo no corredor central e entregou duas vezes a bola ao adversário no minuto 82, dando origem a contra-ataques perigosos. Comportamento a rever.

 

Da imprevista ausência de Gonçalo Inácio. O jovem internacional, titular indiscutível deste Sporting 2021/2022, ficou de fora por estar com gripe.

 

De continuarmos seis pontos atrás do FC Porto. É verdade que ainda há 24 pontos em disputa até ao fim do campeonato, mas deixámos de depender de nós e temos de aguardar por duas derrotas do nosso principal adversário. Esta é a parte má. A parte boa é que nesta jornada ampliámos a vantagem face ao Benfica, agora situados seis pontos atrás de nós, com menos hipóteses de atingir um lugar que dá acesso directo à cobiçada Liga dos Campeões.

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