Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

«Orgulho». Tudo está bem quando acaba bem

sp.jpg

 

Gostei

 

Do apogeu da festa do título em Alvalade. Triunfo concludente sobre o Chaves, por 3-0, confirmando um campeonato vitorioso - o mais verde campeonato deste século. Estádio cheio (48.628 espectadores), adeptos vibrantes, famílias efusivas, benfiquistas e portistas rendidos ao nosso mérito, hienas e chacais em fúria. Tudo está bem quando acaba bem.

 

De Gyökeres. Terminou o jogo com energia transbordante, como se estivesse a iniciá-lo naquele momento. E nem parecia cem por cento satisfeito: "apenas" marcou dois golos - outro bis na Liga 2023/2024. Queria mais um, quer sempre marcar mais um. É a imagem de marca deste Sporting campeão. Um verdadeiro craque. Goleador da Liga, rei dos artilheiros, um dos melhores avançados que passaram desde sempre por Alvalade. Meteu-a 29 vezes no fundo da baliza só em desafios do campeonato. Na tarde de ontem, o primeiro foi de penálti, aos 23'. O segundo, aos 37' - recebendo, rodando e fuzilando. Melhor em campo, claro. Melhor de toda a prova. Melhor de toda a época.

 

De Paulinho. Confirmou o triunfo com um espectacular golo convertido aos 55', fazendo levantar o estádio. Assim culminou a sua melhor época de sempre: 15 marcados, só no campeonato. Mesmo não tendo sido titular em vários jogos, como desta vez voltou a acontecer - só fez a segunda parte. E ainda ofereceu golo a Gyökeres, aos 60': a bola só não entrou devido a enorme defesa do guarda-redes da turma flaviense. Quarto artilheiro da Liga 2023/2024 com pontaria mais afinada.

 

De Nuno Santos. Voltou a ser elemento decisivo, reforçando o estatuto de titular absoluto neste Sporting campeão. Assistência magistral para o golo de Paulinho após corrida bem sucedida para evitar que a bola saísse pela linha de fundo. É ele também quem isola Morita, aos 20', num lance de que resultaria o penálti desbloqueador do empate a zero.

 

De toda a jogada do nosso segundo golo. Façam o favor de revê-la: é um exemplo vivo da arte de jogar futebol. Trincão conduz a bola dominada na meia direita, serpenteando pela defesa adversária sem dar hipótese de intercepção, com toque de génio. Liberta-a para Pedro Gonçalves, que já na área toca para Esgaio e este dá ordem à gorduchinha para chegar aos pés de Gyökeres. O sueco dispara à meia volta, trocando os olhos e os rins ao central Ygor Nogueira, que tentava bloqueá-lo. Um espectáculo.

 

De Trincão. Começou o campeonato apagado, termina em grande: foi um elemento decisivo da nossa brilhante segunda volta. Tornou-se imprescindível: é um dos criativos do plantel leonino, tem-se valorizado de jogo para jogo. Ontem fez quase tudo bem, só lhe faltou marcar. Mas esteve perto disso com um remate em arco aos 41' que levou a bola a passar muito perto do poste.

 

Da estreia de Francisco Silva. O jovem guarda-redes da nossa formação, com apenas 18 anos, saltou do banco e substituiu Diogo Pinto, quase tão jovem como ele. Aconteceu aos 82': estreia absoluta pela equipa principal para ganhar direito, também ele, à faixa de campeão. Tal como 28 dos seus colegas. Parabéns.

 

De Rúben Amorim. Merece todos os elogios. Por ter transformado esta equipa do Sporting numa «peça de joalharia», como justamente lhe chama o Expresso. Melhor treinador leonino desde a década de 50. 

 

De ver o Sporting marcar há 42 jogos consecutivos. Sem falhar um, para desafios do campeonato, desde a Liga anterior. Números impressionantes, próprios de um campeão em toda a linha.

 

Das 17 vitórias em casa, fazendo o pleno. Cem por cento vitoriosos nos jogos disputados em Alvalade nesta temporada para o campeonato. Nunca nos tinha acontecido com 34 jornadas na prova máxima do futebol português. E há 20 anos que não sucedia a nenhuma equipa, desde a marca alcançada por José Mourinho, em 2004, no FC Porto. Registo perfeito.

 

Do guarda-redes da turma visitante. Apesar dos golos sofridos (sem ter culpa em nenhum), grande exibição de Gonçalo Pinto, em estreia na baliza flaviense. Negou golos a Neto (33') e Gyökeres (60'). Vale a pena assinalar o facto, até porque se trata de um jovem formado na Academia de Alcochete. Mais um.

 

De termos disputado 21 jogos consecutivos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. A contabilizar já para a próxima época.

 

De termos marcado 140 golos em 2023/2024. Destes, 96 foram na Liga - a nossa melhor marca goleadora do último meio século, igualando a de 1973/1974. Agora só falta a final da Taça.

 

Dos 90 pontos amealhados na prova. Melhor pontuação de sempre no Sporting em toda a história do campeonato nacional de futebol. Superando por quatro golos a anterior marca, estabelecida há oito anos, quando a equipa era treinada por Jorge Jesus. Percentagem de aproveitamento: 88,2%. A nossa maior em décadas - e terceira melhor do futebol português neste século.

 

Da comovente homenagem final a Neto e Adán. Despediram-se do Sporting sob uma prolongada e calorosa ovação dos adeptos. Tornando ainda mais bonita a festa da entrega da taça correspondente à conquista do campeonato. Bicampeões, um e outro. Teremos saudades deles. 

 

Da onda verde. «Orgulho»: lia-se em frase inscrita numa tarja exibida no estádio. Eis como uma palavra basta para resumir toda a nossa época.

 

 

Não gostei

 

Daquela bola ao poste. Logo aos 4', cabeceada por Gonçalo Inácio, após conversão de livre lateral. Esteve a centímetros de entrar.

 

De termos demorado 23 minutos a marcar. Todos ansiávamos por um golo ainda mais cedo.

 

Do 2-0 ao intervalo. Sabia a pouco.

Rescaldo do jogo de hoje

 

Gostei

 

Do triunfo leonino. Fomos à Amoreira vencer o Estoril - equipa nada fácil, que nesta época derrotou três vezes o FC Porto e eliminou o Benfica da Taça da Liga. Quem esperava muitas facilidades da turma anfitriã estava equivocado. Acabou por ser uma das partidas mais difíceis para o Sporting nesta segunda volta do campeonato. Com triunfo pela margem mínima: 1-0.

 

De Paulinho. Melhor Leão em campo. Merece este destaque, pois foi ele a marcar o nosso golo solitário. Aconteceu apenas aos 81', quando alguns adeptos leoninos já começavam a conformar-se com o empate a zero. Estava escrito que seria o avançado minhoto a desbloquear a partida. Fê-lo com muito sentido de oportunidade, acorrendo ao segundo poste e metendo-a lá dentro com o pé direito, o menos bom. O seu 14.º golo neste campeonato.

 

De Nuno Santos. Saltou do banco aos 57' e notou-se logo a diferença. Esticou o jogo, acelerou-o, deu-lhe acutilância em domínio total do nosso corredor esquerdo. Voltou a ser influente num golo ao fazer o cruzamento de que resultou a emenda de Paulinho para o fundo das redes. protagonizando a sua nona assistência nesta Liga.

 

De Rúben Amorim. Excelente leitura de jogo do nosso treinador, que não se conformou com a toada morna e algo inconsistente da equipa e tratou de a dinamizar com as primeiras substituições, ambas aos 57'. Paulinho rendeu Daniel Bragança, Nuno Santos entrou para o lugar de Matheus Reis. Cedo se viu a diferença. Não por acaso, foram eles a fabricar o nosso golo. Confirmando a argúcia do técnico.

 

De ver o Sporting marcar há 41 jogos consecutivos. Sem falhar um, para desafios do campeonato, desde a Liga anterior - além das 33 jornadas já cumpridas nesta. Números impressionantes, próprios de equipa campeã.

 

Do guarda-redes da turma visitante. Grande exibição de brasileiro Marcelo Carné. Impediu pelo menos três golos: de Esgaio (62'), Gyökeres (63') e Trincão (76'). Merece ser destacado como melhor em campo.

 

Do nosso guarda-redes. Estreia absoluta de Diogo Pinto como guardião da equipa principal do Sporting - e logo como titular, devido às ausências por lesão de Adán e Israel. Algo nervoso de início, como era de prever, deu boa conta do recado. Cumprindo no essencial: manteve as nossas redes invioladas. É o início de uma longa caminhada que pode ser cheia de outros triunfos para este jovem de 19 anos que chegou à Academia de Alcochete com apenas 12.

 

Da estreia de Miguel Menino. Outro caloiro na equipa principal após 23 jogos cumpridos no Sporting B. Também ele oriundo da Academia leonina, onde cumpriu todos os escalões de formação. Entrou só aos 89', rendendo Pedro Gonçalves. Mas - com apenas 21 anos - ainda a tempo de inscrever o seu nome entre os campeões desta gloriosa época 2023/2024. 

 

De estarmos há 20 jogos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. Há cinco meses. 

 

De já termos marcado 137 golos em 2023/2024. Destes, 93 foram nas 32 jornadas da Liga até agora disputadas. A nossa melhor marca goleadora do último meio século.

 

Dos 87 pontos amealhados. Melhor pontuação de sempre no Sporting em toda a história do campeonato nacional de futebol.

 

Do Estoril. Boa réplica da equipa do concelho de Cascais, que garantiu com inteira justiça a manutenção na primeira Liga. Merece, pois pratica bom futebol, tem jogadores muito talentosos (incluindo o nosso Mateus Fernandes, cedido nesta época por empréstimo e prestes a voltar a Alvalade) e um treinador digno de elogio, Vasco Seabra.

 

Da onda verde. Estádio cheio, com fortíssima presença leonina em todas as bancadas. Em ambiente festivo, prolongando a nossa comemoração do título. Destaque para a "guarda de honra" prestada pela equipa adversária aos jogadores do Sporting antes da partida - gesto de inegável desportivismo que merece prolongado aplauso.

 

 

Não gostei

 

Do 0-0 ao intervalo. Já nos desabituámos de chegar sem golos marcados ao fim do primeiro tempo. Foi uma das raras ocasiões em que isto aconteceu ao longo da época.

 

De uma certa falta de intensidade. Com o campeonato conquistado, a nossa equipa actuou até ao intervalo num ritmo mais lento e descontraído do que nos foi habituando. Amorim certamente não gostou deste desempenho que denotou falta de pressão competitiva. O segundo tempo foi francamente melhor.

 

De Matheus Reis. Voltou a integrar o onze titular mais de um mês depois. Mas este jogo serviu para confirmar que Nuno Santos, ocupando a mesma posição, é francamente superior ao lateral que veio do Rio Ave.

Rescaldo do jogo de hoje

 

Gostei

 

Da onda verde. Hoje mais inequívoca que nunca nesta temporada. Comunhão total entre sócios e jogadores, entre adeptos e equipa técnica, até entre a direcção e as claques - quem diria? Quando estamos a um curto passo de nos sagrarmos campeões nacionais pela segunda vez nesta década, com Rúben Amorim ao leme da equipa. Desta vez derrotámos o Portimonense em nossa casa: 3-0: desafio de toada única desde o apito inicial. Vencemos e convencemos, uma vez mais. Com domínio total do jogo.

 

De Paulinho. Melhor Leão em campo. Desbloqueou o empate a zero muito cedo, logo aos 13', numa finalização perfeita, bem enquadrado com a baliza - marcando com o seu pé menos bom, o direito. Leva já 13 golos marcados nesta Liga. E ainda foi ele a fazer a assistência para o segundo, indo à linha de fundo e servindo Trincão. Só a excelente exibição do guarda-redes adversário o impediu de brilhar ainda mais.

 

De Nuno Santos. O médio esquerdo, muito activo na manobra ofensiva, brilhou em vários momentos. Fez um cruzamento teleguiado que funcionou como assistência para Paulinho no primeiro golo: e vão 14, só à sua conta, nesta temporada. Novo centro perfeito aos 36', com o mesmo colega desta vez a enviar a bola ao poste. E foi ainda dele a pré-assistência no segundo golo. Ao ser substituído, um minuto antes do fim do tempo regulamentar, recebeu calorosa ovação dos adeptos, com inteira justiça.

 

De Gyökeres. Parecia que desta vez ficaria em branco, mas não foi assim. Aos 90'+2 meteu-a lá dentro, dando a melhor sequência a um espectacular lance de Daniel Bragança dentro da grande área. Com este golo, terceiro e último na recepção ao Portimonense, o internacional sueco isolou-se ainda mais na lista dos artilheiros da Liga 2023/2024. Os números confirmam: 27 golos em 31 partidas disputadas - cinco dos quais nos últimos três encontros. Mais seis do que o segundo - Banza, do Braga. É craque, ninguém duvida.

 

De Gonçalo Inácio. Desta vez devolvido à sua posição natural (central do lado esquerdo), brilhou ao iniciar a construção de dois dos nossos golos. O primeiro, com um passe junto à linha a solicitar a desmarcação de Nuno Santos. E o terceiro, colocando a bola em Daniel Bragança a uma distância de 30 metros. Um dos obreiros deste triunfo indiscutível que já nos torna pré-campeões.

 

Do guarda-redes da turma visitante. Grande exibição do internacional nipónico Nakamura: só ele evitou que o Portimonense saísse goleado de Alvalade. Impediu pelo menos cinco golos: de Pedro Gonçalves (21'), Paulinho (45' e 60'), Gonçalo Inácio (45') e Gyökeres (81').

 

Da homenagem a Manuel Fernandes. Lutando contra grave doença numa cama de hospital, o eterno capitão leonino recebeu impressionante manifestação de carinho dos adeptos, que exibiram cartolinas com a sua cara. E foi brindado com uma vibrante ovação das bancadas ao minuto 9 deste jogo - em alusão ao número que o nosso querido Manel usava na camisola que envergou durante 12 épocas no Sporting.

 

De estarmos há 19 jogos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. Há quase cinco meses. 

 

De já termos marcado 136 golos em 2023/2024. Destes, 92 foram nas 32 jornadas da Liga até agora disputadas. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. 

 

Dos 84 pontos amealhados. Quando nos faltam só 180 minutos para chegar ao fim, basta-nos um empate nestes dois desafios por disputar. O título já não foge.

 

De podermos ainda bater o recorde de pontos. O máximo, no Sporting, foi estabelecido por Jorge Jesus há oito anos: 86 pontos. Tudo indica que será batido nesta Liga. Conquista suplementar de Rúben Amorim, a merecer aplauso ainda mais prolongado.

 

Da nossa 26.ª vitória consecutiva em casa na Liga. Alvalade é talismã para a equipa desde a época passada. Fizemos o pleno no campeonato em curso: 16 triunfos nos 16 desafios disputados como anfitriões na Liga 2023/2024. Nunca tinha acontecido nada semelhante desde que o nosso actual estádio foi inaugurado, em 2003. Outra conquista que ficará ligada à liderança de Amorim.

 

De ver o estádio cheio. Havia 49.557 espectadores nas bancadas - a melhor casa da época, ultrapassando o número de presenças registado na recepção ao Benfica. Torna-se mais fácil encher Alvalade quando os jogos decorrem em dias e horas apropriados - neste caso, às seis da tarde de sábado.

 

Daquela enorme tarja da Juventude Leonina. «O sonho será real», assim se lia. Reflectindo aquilo que sentem todos os verdadeiros adeptos do Sporting.

 

Da arbitragem. Boa actuação do luso-romeno Iancu Vasilisa neste seu primeiro jogo a apitar a equipa principal do Sporting.

 

 

Não gostei

 

Do 1-0 ao intervalo. Resultado escasso para as oportunidades criadas. Sabia a pouco.

 

Da impaciência dos adeptos. Ao minuto 44, ouviram-se vaias bem sonoras quando Coates, com a bola nos pés, fazia aquilo que tão bem sabe: temporizar o jogo, procurando atrair a turma algarvia para o nosso meio-campo com a intenção de abrir clareiras lá na frente. É uma estupidez haver quem insista em assobiar a equipa - sobretudo uma equipa como a nossa, que não perdeu até agora um só ponto no nosso estádio. 

 

Do Portimonense. Paulo Sérgio arrumou a sua turma, de início, num hiperdefensivo 6-4-0. Com o autocarro totalmente estacionado. De nada lhe valeu esta atitude medrosa: continua em 16.º na classificação, orienta a equipa que mais golos sofreu até agora (69) e corre sério risco de descer à Liga 2. Chegou ao fim deste jogo sem esboçar uma oportunidade de golo nem fazer um único remate enquadrado à nossa baliza.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Do empate alcançado no Porto. Fomos ao Dragão empatar 2-2 (no mesmo estádio onde o Benfica foi goleado a 3 de Março por 5-0) e demos outro passo firme na conquista do título. Confirmando a nossa superioridade nos clássicos disputados esta época: vencemos dois (triunfos inequívocos sobre Benfica e FCP em casa), empatámos um (o de ontem, testemunhado ao vivo por 45.230 espectadores) e perdemos outro, tangencialmente, no estádio da Luz mesmo ao cair do pano quando jogávamos havia cerca de 40 minutos com um a menos. Esta superioridade confirma a minha tese de que os títulos conquistam-se nos chamados "jogos grandes". A propósito: há oito anos que não ganhávamos quatro pontos à turma portista na Liga.

 

De Gyökeres. Voltou a fazer a diferença - e de que maneira. Foi ele a marcar os nossos dois golos, um com o pé e outro de cabeça, ambos absolutamente decisivos para virar o resultado negativo que se registava ao minuto 87. Afastado do onze titular por estar condicionado no plano físico, mudou totalmente a equipa assim que foi lançado, na segunda parte. Devemos-lhe este ponto que trouxemos do Porto. Vamos dever-lhe, mais do que a qualquer outro jogador, a conquista do campeonato - onde já tem 26 golos no seu registo. Melhor em campo, claro.

 

Da reviravolta. Muitos adeptos do Sporting já tinham desligado os olhos das imagens televisivas ou apagado o som radiofónico. Outros, ainda mais pessimistas, anteviam uma derrota por 0-3, vaticinando que os portistas ainda apontariam mais um. Fizeram mal. Marcámos dois golos de rajada, em pouco mais de um minuto, aos 87' e aos 88'. Da forma mais simples e eficaz, aproveitando duas das três oportunidades que tivemos nesta partida. No primeiro, Nuno Santos centrou da esquerda. No segundo, Edwards centrou da direita, já na grande área - e de pé direito. Para o craque sueco dar o melhor caminho à bola. Como se fosse a coisa mais fácil deste mundo. Na oportunidade anterior, Morita poderia ter marcado, aos 65'. Não tivemos outra. Mas foi quanto bastou para o empate.

 

Das substituições. Grande argúcia de Rúben Amorim, que operou a reviravolta a partir do banco: todas as trocas mudaram a equipa para melhor, empurrando a equipa anfitriã para o seu reduto defensivo. E conferindo agilidade, velocidade, maturidade e qualidade ao Sporting. Após o intervalo, Gyökeres rendeu Daniel Bragança. Aos 50', St. Juste deu lugar a Eduardo Quaresma. Aos 61', dupla substituição: Diomande e Paulinho saíram para a entrada de Morita e Nuno Santos. Aos 86', Pedro Gonçalves trocou com Edwards. Todas resultaram. Os golos foram construídos por três destes que saltaram do banco.

 

De estarmos há 18 jogos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na já distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. Há quase cinco meses. 

 

De já termos marcado 133 golos em 2023/2024. Destes, 89 foram nas 31 jornadas da Liga até agora disputadas. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. 

 

Dos 81 pontos já conquistados. A três jornadas do fim, o Benfica tem menos cinco - e com desvantagem comparativa num suposto caso de igualdade pontual, pois estamos muito melhor no decisivo critério da maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos. Basta-nos, portanto, uma vitória e um empate para sermos campeões. Alguém duvida?

 

Da despedida de Pinto da Costa da poltrona presidencial. Último jogo visto pelo vetusto dirigente do cadeirão de comando lá do estádio. Irá abandoná-lo em definitivo, dentro de dias, por vontade soberana dos sócios. Já vai tarde.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Demasiados erros cometidos, não apenas no plano colectivo mas sobretudo a nível individual. Com um golo sofrido muito cedo, logo aos 7', e outro aos 41'. Talvez os nossos piores 45 minutos iniciais deste campeonato. O 2-0 ao intervalo premiava a superioridade portista perante um onze leonino desfalcado de Gyökeres: a estrela da equipa só entrou no segundo tempo.

 

De Israel. Inacreditável fífia no primeiro golo, entregando a bola em má reposição com o pé. Francisco Conceição interceptou-a sem problema e a passou-a de imediato a Pepê, que a entregou a Evanilson. O FCP agradeceu o brinde.

 

De Gonçalo Inácio. Com Matheus Reis ainda lesionado, Rúben Amorim apostou nele como ala esquerdo, confiando-lhe a missão (quase inédita) de subir no corredor. Não resultou: incapaz de centrar com qualidade, os passes longos também não lhe saíram bem. Passividade total no lance do segundo golo, deixando Francisco Conceição movimentar-se à vontade no seu sector.

 

De Diomande. Exibição muito irregular do internacional marfinense. Errou vários passes, pareceu intranquilo e com falta de confiança como central na meia esquerda. Aos 28', teve um deslize quase caricato, em zona defensiva, falhando uma recepção de bola - o que poderia ter proporcionado golo ao FCP. Substituído aos 61', não se notou a sua falta.

 

De St. Juste. Amarelado desde os 45'+2, por falta sem bola absolutamente desnecessária, protagonizou lance imprudente, com pisão a Galeno, logo a abrir a segunda parte. Nuno Almeida, com critério largo, foi amigo: o holandês podia ter visto ali o segundo amarelo e consequente expulsão. Amorim percebeu o risco que corria e tratou de o substituir de imediato.

 

Da expulsão de Edwards. É verdade que o inglês fez uma assistência para golo, mas logo a seguir envolveu-se em empurrões e encosto de testas com Galeno, vendo o vermelho ao minuto 90'. Mal tinha começado a suar a camisola. O árbitro aqui errou: faltou expulsar também o jogador portista.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da vingança em Alvalade. Recebemos o V. Guimarães, que nos tinha vencido (injustamente) no desafio da primeira volta do campeonato. Triunfo concludente da nossa equipa, por 3-0: repetimos a dose da época anterior. Excelente exibição num óptimo relvado com incessante apoio das bancadas, com a segunda maior enchente da época até agora (46.101 lugares preenchidos) e onde os adeptos nunca se cansaram de incentivar a equipa. Vimos um Sporting consistente, cheio de maturidade, muito superior à turma minhota. E com grau máximo de eficácia: ao intervalo, com apenas três remates enquadrados, tínhamos já dois golos à nossa conta.

 

De Gyökeres. O craque sueco regressou aos golos, pondo fim a mais de um mês de jejum. E logo a bisar. Foi dele o segundo, no último lance da primeira parte (45'+3), culminando belíssimo ataque posicional que justifica destaque autónomo nesta rubrica. E também o terceiro, aos 49', com espectacular assistência de Trincão. Tem 24 golos marcados neste campeonato. É um dos grandes obreiros desta fabulosa corrida para o título.

 

De Pedro Gonçalves. Destaco-o como melhor em campo. Fácil explicar porquê: marcou um golo (foi dele o primeiro, aos 30', num remate cruzado sem hipóteses para Bruno Varela), assistiu Gyökeres no segundo com um passe rasteiro a romper a defesa e esteve também no terceiro, picando a bola com categoria em pré-assistência para Trincão. Sem dúvida o melhor jogador português do plantel leonino. Já soma 11 golos na Liga.

 

De Daniel Bragança. Após a meia hora inicial, em que a bola mal circulou no nosso corredor central, tornou-se um dos mais influentes elementos desta recepção ao Vitória minhoto. Interveio nos nossos três golos, demonstrando todas as suas qualidades como médio ofensivo. No primeiro, com uma preciosa recepção orientada dentro da grande área após desmarcação oportuníssima, fazendo a bola sobrar para Pedro Gonçalves. No segundo, com uma tabelinha digna de aplauso com Pedro Gonçalves. No terceiro, é ele quem serve o n.º 8 antes da pré-assistência para Trincão. É já um dos pilares da equipa. 

 

Do golaço ao cair o pano da primeira parte. Exemplo soberbo de futebol colectivo: 23 passes, de pé para pé, com trocas de bola muito rápidas, sempre ao primeiro toque, durante 48 segundos cheios de classe. Deu gosto ver no estádio. Dará muito gosto rever nas imagens filmadas, uma vez e outra.

 

Do árbitro. Boa actuação de Cláudio Pereira, aplicando o chamado critério largo, sem interromper continuamente o jogo para atender a faltas e faltinhas.

 

Das faixas de apoio em Alvalade. Numa lia-se «Fica, Amorim». Noutra - da Juventude Leonina - era possível ler-se: «Eu quero ser campeão outra vez». Esta irá cumprir-se. Resta ver se o mesmo acontecerá com a primeira.

 

Da regularidade leonina. Não perdemos na Liga desde 9 de Dezembro - precisamente a data da derrota no estádio D. Afonso Henriques. De então para cá, 16 vitórias e um empate. Uma série espantosa, digna de prolongado aplauso. No total, até agora, em 30 desafios vencemos 26. Um dos nossos melhores registos de todos os tempos.

 

De já termos marcado 131 golos em 2023/2024. Destes, 86 foram na Liga. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. Temos agora mais 22 do que o Benfica e mais 32 do que o FC Porto. Diferença impressionante. Melhor ainda: há 77 anos (desde os Cinco Violinos) que não marcávamos tantos golos numa temporada.

 

Dos 80 pontos já conquistados. Ainda podemos obter 92 - marca absolutamente inédita no futebol português. Vamos agora com mais 18 do que os portistas e mais dez, à condição, do que os encarnados. A quatro jornadas do fim. Faltam-nos duas vitórias nestas quatro rondas para levantarmos o caneco mais cobiçado do futebol português.

 

De ver o Sporting sempre a fazer golos. Cumprimos o 17.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024, com oito triunfos seguidos. 

 

Da nossa 25.ª vitória consecutiva em casa na Liga. Alvalade é talismã para a equipa desde a época passada. Fizemos o pleno no campeonato em curso, até agora com folha limpa. E registamos 15 triunfos nos 15 desafios disputados como anfitriões na Liga 2023/2024. Nunca tinha acontecido nada semelhante desde que o nosso actual estádio foi inaugurado, em 2003.

 

 

Não gostei

 

De termos demorado desta vez meia hora para marcar. Já não estávamos habituados a tanta espera. 

 

Da fraca réplica do V. Guimarães. O treinador Álvaro Pacheco montou a equipa num hiperdefensivo sistema 5-4-1 que permitiu trancar as vias de acesso à sua baliza durante 30 minutos. Mas quando a muralha ruiu o treinador foi incapaz de um golpe de asa que lhe permitisse contrariar a óbvia superioridade do Sporting. Nem parecia a mesma equipa que venceu o FCP fora (1-2) e empatou com o Benfica em casa (2-2). Também nada ajudou o facto de ter mantido fora do onze, até ao minuto 59, o seu melhor jogador, Jota Silva. Não me importaria nada de o ver de Leão ao peito na próxima época.

 

Da ausência de Diomande, a cumprir castigo. Mas St. Juste deu conta do recado, com actuação irrepreensível como central à direita, atento às dobras a Geny, que actuou quase sempre como extremo. Comprovando assim que este Sporting tem várias soluções no banco.

 

Do descuido de Israel. Manteve as redes intactas neste seu oitavo jogo a titular no campeonato. Mas saiu muito mal da baliza aos 32', abalroando Afonso Freitas em lance que poderia ter valido um penálti à equipa visitantes. Felizmente o ala vitoriano estava fora-de-jogo, forçando a anulação de toda a jogada.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De nova vitória. Desta vez ao Famalicão, no estádio minhoto, quatro noites após o triunfo anterior, em Barcelos. Vencemos pela margem mínima, apenas 1-0. Mas foi quanto bastou para arrecadarmos três preciosos pontos e consolidar a liderança isolada, quando estamos a cinco jornadas do fim do campeonato. Vale a pena acentuar: em 29 jogos, vencemos 25. Números dignos de registo. Números extraordinários - de uma das nossas melhores épocas futebolísticas de sempre, que já começa a suscitar saudades.

 

De Trincão. Voltou a fazer um grande jogo, com inegável brilhantismo. Excelente primeira parte: foi ele a conduzir quase todas as acções ofensivas mais perigosas, como aconteceu aos 40', 52' e 73'. Aliando o requinte técnico à inteligência táctica. Ponto alto: a assistência para o nosso golo. Mais uma, a oitava da temporada.

 

De Pedro Gonçalves. Destaco-o como melhor em campo, embora quatro outros companheiros também pudessem figurar no topo desta lista. O nosso n.º 8 fez a diferença ao marcar o golo, naquele seu jeito muito especial de parecer que mal causa perigo frente à baliza, recebendo a bola com um pé e rematando com o outro. Estavam decorridos 20 minutos: era quanto bastava para garantir a vitória leonina. Pedro mereceu este golo: como de costume, trabalhou bem para a equipa, sempre muito útil entre linhas. E ainda foi alvo de um penálti, não assinalado, ao minuto 26.

 

De Daniel Bragança. Exibição de inegável classe do nosso médio criativo, que oscilou entre as posições 8 e 10 neste jogo em que o primeiro sinal de perigo partiu do seu poderoso pé esquerdo. Aconteceu aos 13'', com a bola a bater estrondosamente na barra. Criativo, com grande visão de jogo, exímio no passe, foi essencial para ligar o meio-campo ao ataque. Muito útil também nos momentos defensivos.

 

De Morten.  Sem ele, o nosso meio-campo não teria a mesma qualidade. E talvez o Sporting nem estivesse na excelente posição em que está. O internacional dinamarquês funcionou, uma vez mais, como verdadeiro pêndulo do nosso meio-campo, onde brilhou com oito recuperações e quatro desarmes. Aos 13', ao desmarcar Daniel Bragança, assinou passe para golo: a bola esteve a centímetros de entrar.

 

De Coates. Um gigante no nosso reduto defensivo. O capitão defendeu tudo quanto havia para defender, impondo o seu toque de maturidade num sector que sem ele nunca actua de forma tão ligada e tão eficiente. Ganhou despiques com Cádiz, pondo em sentido o artilheiro anfitrião, segundo jogador com mais golos de cabeça na Liga. Precioso corte aos 89', absolutamente decisivo.

 

Do nosso desempenho. Sobretudo na primeira parte, em que estivemos sempre por cima, soubemos tapar os caminhos para a nossa baliza (Israel quase não chegou a fazer uma defesa com grau mínimo de dificuldade), revelámos boa reacção à perda de bola e soubemos apostar em Geny e Nuno Santos como extremos clássicos, ambos sem grandes preocupações no plano defensivo. Compensou: levamos 84 golos marcados - mais 19 do que o Benfica, mais 31 do que o FC Porto. 

 

De já termos marcado 128 golos em 2023/2024. É o sexto melhor registo de sempre na história leonina. E o melhor desde os longínquos tempos de Peyroteo, na época 1946/1947.

 

Dos 77 pontos já conquistados. Superámos a pontuação de todo o campeonato anterior quando ainda nos faltam cinco partidas. Ainda podemos conquistar 92 - marca absolutamente inédita no futebol português.

 

De ver o Sporting sempre a fazer golos. Cumprimos o 16.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024, com sete triunfos consecutivos. Na segunda volta, até agora, ainda só perdemos dois pontos - no empate em Vila do Conde.

 

De estarmos cada vez mais perto do título. Sete pontos de avanço sobre o Benfica, 18 pontos acima do FC Porto e do Braga: só precisamos de três vitórias nos cinco jogos por cumprir. E já garantimos de antemão um lugar na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, inacessível aos portistas.

 

 

Não gostei

 

Deste jogo ter sido disputado com 77 dias de atraso. Diferença enorme, quando esteve previsto para a tarde do dia 3 de Fevereiro. Por caprichos do calendário, sempre muito preenchido, só ontem pudemos disputar este desafio. Mais vale tarde que nunca. Tudo visto e somado, o balanço é positivo frente à competente equipa que ocupa o 8.º lugar na Liga. 

 

De ver Gyökeres ainda em branco. Pelo quinto jogo consecutivo, desta vez bem policiado por Riccieli. Mas o internacional sueco arrastou marcações, mostrou-se sempre inconformado e foi dos pés dele que teve início o lance que decidiu o jogo. 

 

Da falta de golos no segundo tempo. Ficou tudo resolvido ao minuto 20. Contra uma equipa que há poucos dias tinha imposto um empate ao FC Porto, no estádio do Dragão. Havia 0-1 ao intervalo, manteve-se este resultado até ao apito final.

 

De mais um remate à barra. Começo a perder-lhes a conta: são uns atrás dos outros. Desta vez o "culpado" foi Daniel Bragança, logo aos 13'. A bola bateu no ferro e acabou por não entrar. 

 

De ver Morten, Diomande e Esgaio amarelados. Por faltas desnecessárias, nos dois primeiros casos.  O internacional marfinense e o ala formado em Alcochete irão falhar, por acumulação de cartões, a recepção ao V. Guimarães no próximo domingo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De outra goleada. Caminhamos em ritmo acelerado rumo à conquista do campeonato, com sucessivos obstáculos derrubados. Desta vez foi em Barcelos, no mesmo estádio onde tínhamos empatado a zero na época anterior - e onde sofremos eliminação frente ao Varzim, na Taça de Portugal dessa época. Vitória por quatro golos sem resposta - toda construída antes do intervalo. Há mais de duas décadas que não conseguíamos tal proeza - desde 2001/2002, num desafio frente ao Paços de Ferreira. O Sporting soma e segue.

 

De Trincão. Está a fazer a melhor época no Sporting, confirmando que é mesmo reforço. Mais dois golos apontados: o primeiro, logo aos 7', de pé direito; o segundo (que foi o nosso terceiro), aos 33', correspondendo da melhor maneira a excelente abertura de Daniel Bragança. E ainda brilhou num remate, aos 19', que rasou a trave gilista. Melhor em campo, novamente. Já soma sete golos - nove no total da temporada - e sete assistências.

 

De Pedro Gonçalves. Sempre útil. Mesmo quando não marca, assiste. Ontem, mais duas assistências. Saiu dele o passe certeiro após um canto, rumo à cabeça de Diomande, para o segundo golo leonino, aos 11'. E assistiu Gyökeres no nosso quarto, aos 38', num tiro à trave que acabaria por levar a bola a resvalar nas costas do infeliz guardião Andrew - de luto por ter sabido horas antes a triste notícia do falecimento da mãe. Ninguém no Sporting trabalha com tanta competência entre linhas como o craque transmontano. Imprescindível.

 

De Diomande. Com Rúben Amorim a fazer gestão física do capitão Coates, coube ao jovem marfinense comandar a nossa linha defensiva - entre Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio, dois talentos formados em Alcochete. Funcionou sem problema. E com momentos de inegável brilhantismo, culminando no golo que marcou ao elevar-se mais alto do que os defensores da turma antitriã, num vistoso cabeceamento. A bola só parou no lugar certo: o fundo das redes.

 

De Daniel Bragança.  Morten não jogou: estava castigado, com acumulação de cartões. Mas nem se deu pela ausência do craque dinamarquês. A sua posição estava bem preenchida com outro talento da Academia de Alcochete. Daniel Bragança, bom no passe e no transporte, conduziu bem as operações no corredor central, formando sólida parceria com Morita. Capitão da equipa até à entrada de Coates, aos 62', destacou-se nas recuperações e sobretudo na exímia assistência para o terceiro golo. Recebeu merecido aplauso ao dar lugar a Koba, aos 78'.

 

De Rúben Amorim. Terei de destacá-lo sempre pela positiva, presumo, até ao final do campeonato. Desta vez, confrontado com duas baixas no onze titular, voltou a adaptar-se da melhor maneira às circunstâncias deixando Geny como extremo, confiando a Eduardo Quaresma a dupla missão de ser central à direita e lateral na mesma faixa e remetendo Esgaio para a ala esquerda. Tudo funcionou num jogo em que já vencíamos com duas bolas de vantagem antes do primeiro quarto de hora. Isto permitiu ao treinador gerir a equipa no plano físico. Atendendo já ao próximo desafio: será em Famalicão, terça-feira, a partir das 20.15. Vai cumprir-se enfim o jogo que ficou em atraso.

 

Do nosso desempenho. Imparavel. A equipa transmite confiança, optimismo, alegria no relvado. Desenhando um futebol vertical, capaz de desposicionar os adversários com manobras ofensivas alternadas pelos corredores externos, súbitas variações de flanco e manobras entre linhas que condicionam o jogo rival. Com entrada fortíssima em campo, uma vez mais. «A equipa que faz da euforia a sua anti-depressão», como justamente titulou o Observador na crónica do jogo.

 

De Manuel Oliveira. Boa arbitragem: mal se deu por ele.

 

Do apoio nas bancadas. Havia mais de onze mil espectadores em Barcelos. Grande parte deles eram adeptos do Sporting, que incentivaram os nossos jogadores do princípio ao fim. Exibindo faixas muito apropriadas onde se podia ler «#ficaAmorim».

 

De já termos marcado 127 golos em 2023/2024. É o sexto melhor registo de sempre na história leonina. E o melhor desde os longínquos tempos de Peyroteo, na época 1946/1947.

 

Dos 74 pontos já conquistados. Igualámos a pontuação do campeonato anterior - quando ainda nos faltam seis partidas por disputar agora.

 

De ver o Sporting marcar há 37 jornadas seguidas. Sempre a fazer golos, desde o campeonato anterior - com uma série de 17 jogos seguidos a facturar pelo menos duas vezes. Reforçamos a nossa posição no topo das equipas goleadoras. Basta comparar: temos 83 marcados, já mais um do que o Benfica em toda a época anterior, seis rondas antes do fim da prova. Esta é a melhor marca de uma equipa na Liga, à 27.ª jornada, desde 1983/1984, igualando o SLB dessa época. E cumprimos o 15.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024, com seis triunfos consecutivos. Na segunda volta, até agora, ainda só perdemos dois pontos - no empate em Vila do Conde.

 

 

Não gostei

 

Das ausências de Morten e Nuno Santos. Tapados com cartões amarelos, ficaram ambos fora deste confronto em Barcelos. Mas, em rigor, não fizeram falta. É um dos segredos do sucesso desta equipa tão bem orientada por Rúben Amorim: o conjunto funciona com eficácia sejam quais forem os elementos do onze titular.

 

De ver Gyökeres em branco. Quarto jogo consecutivo do internacional sueco sem marcar de leão ao peito. Nunca tinha acontecido. Mas ele bem tentou, com aquelas suas inconfundíveis arrancadas relvado fora, levando tudo à frente. Num desses lances, sempre sublinhados com aplausos, disparou um tiro que fez a bola embater novamente à barra - terceira vez nos últimos três jogos. Mas esta acabou por entrar, embora tabelando no guarda-redes gilista. Foi o nosso quarto golo de ontem. Olhando para o internacional sueco, percebia-se o seu desalento ao concluir que não lhe fora creditado. 

 

Da falta de golos no segundo tempo. O resultado ficou construído aos 38'. A equipa baixou o ritmo na etapa complementar, como era previsível, e o jogo adquiriu uma toada mais monótona, com o Gil Vicente quase sempre incapaz de dar réplica. Só criou uma oportunidade de golo, aos 64', num remate cruzado que Israel defendeu com brilhantismo entre os postes.

 

De Fresneda. Pudemos enfim voltar a vê-lo algum tempo em campo: entrou aos 70', substituindo Geny. Mas o espanhol continua sem demonstrar as qualidades que levaram o Sporting a contratá-lo. Corre muito, mas perde a bola com facilidade. Assim aconteceu aos 77', 79' e 81'. Tarda em mostrar-se útil

 

De ver Félix Correia com outro emblema. O talentoso extremo foi formado em Alcochete, onde jogou até aos 19 anos. Depois forçou a saída, quis mudar de ares. Levaram-no para o Manchester City, onde nunca chegou a jogar; depois para a Juventus, onde só actuou uma vez pela equipa principal, durante sete minutos, numa partida da Taça italiana. Agora joga no Gil Vicente por empréstimo da Juve. Estranha forma de gerir a carreira. Podia ser um dos nossos, mas optou por nos virar as costas. Que lhe faça bom proveito.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa vitória de ontem no clássico contra o Benfica. Abrimos com chave de ouro, fechámos da mesma forma: com dois golos decisivos. O mais madrugador do século num clássico em casa frente ao velho rival, apontado logo aos 46 segundos desta partida intensa, disputada sempre num ritmo muito rápido. E aquele que poderá ter decidido o desfecho do campeonato, ocorrido no minuto inicial do tempo extra. Segunda ocasião na temporada em que vencemos os encarnados no nosso estádio - primeiro para a Taça, agora para  Liga 2023/2024.

 

De Geny. Partida de sonho para o moçambicano de 23 anos nesta sua primeira época como titular leonino. Foi ele o autor dos dois golos que nos proporcionaram os ambicionados e preciosos três pontos nesta recepção ao Benfica. Ele fez por isso, não só a marcar mas a jogar, criando sempre perigo na sua ala, pondo a defesa encarnada em sobressalto, vencendo sucessivos duelos com Aursenes, um dos melhores do onze adversário.

 

De Coates. Gigante na defesa. Transmitiu serenidade e segurança neste seu 255.º jogo na Liga de leão ao peito. Evitou dois golos - de Neres, aos 65', e Rafa, aos 68'. Um pilar.

 

De Israel. Havia muitas dúvidas sobre o seu estatuto como titular da baliza leonina. Que terão ficado desfeitas, em definitivo, quando voou entre os postes para impedir aquele que seria um golo monumental de Di María. Falta-lhe agora, sobretudo, melhorar a reposição de bola com os pés, mas é indiscutível: o sucessor legítimo de Adán está encontrado.

 

De Gyökeres. Terceiro jogo consecutivo do internacional sueco sem marcar de leão ao peito. Nunca tinha acontecido. Mas voltou a dar forte contributo ao colectivo leonino. Sempre dinâmico, sempre inconformado, sempre em jogo. Aos 25' ofereceu a Trincão um golo que o canhoto desperdiçou. Aos 52', disparou um tiro com o seu pé-canhão que foi embater com estrondo na barra. Pelo segundo desafio seguido. Vai ter de marcar em Barcelos para desfazer o enguiço.

 

De Pedro Gonçalves. Fez-nos falta na recente meia-final da Taça, quando fomos à Luz empatar 2--2 com ele ainda a recuperar de lesão. Ninguém trabalha tão bem entre linhas no Sporting, sem posição constante, muito difícil de marcar - tanto funciona como um 10 à antiga, como um segundo avançado ou como um médio com propensão ofensiva. Foi ele o criador do nosso golo inicial: recuperou a bola na meia esquerda, serpenteou em slalom pela defesa benfiquista e cruzou com classe para Geny finalizar. Fazia-se a festa em Alvalade 46 segundos após o apito inicial, no nosso golo mais rápido num embate com o SLB desde um disparo certeiro de Balakov em 1992.

 

De Rúben Amorim. Por um lado soube tirar as devidas conclusões do embate anterior com o Benfica, quatro dias antes, mudando metade dos jogadores de campo no onze inicial. Além disso voltou a ler muito bem o jogo, operando as substituições que se impunham ao trocar Morita por Daniel Bragança (54') e Gonçalo Inácio por Diomande (72').  

 

Da nossa eficácia. Não só por termos marcado na primeira oportunidade que criámos, ainda no minuto inicial do clássico, mas pelo que as estatísticas do jogo nos indicam: produzimos três remates enquadrados dos quais saíram dois golos. Índice elevadíssimo de aproveitamento, agora já com a estrelinha de campeão a reluzir- nos.

 

De ver as bancadas cheias. Números oficiais: 48.103 espectadores presentes em Alvalade. Melhor casa da temporada para acompanhar ao vivo o jogo que nos pode ter valido o título três anos depois da última conquista - mas desta vez já sem pandemia.

 

Da nossa 24.ª vitória consecutiva em casa na Liga. Alvalade é talismã para a equipa desde a época passada. Fizemos o pleno no campeonato em curso, até agora com folha limpa.

 

De ver o Sporting marcar há 36 jornadas seguidas. Sempre a fazer golos, desde o campeonato anterior. Reforçamos a nossa posição no topo das equipas goleadoras. Basta comparar: temos 79 marcados, mais 17 do que o Benfica, com menos um jogo disputado. E cumprimos ontem o 14.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024.

 

De mantermos a liderança isolada. Agora com 71 pontos - que podem passar a ser 74 quando se cumprir finalmente o jogo ainda em atraso com a nossa visita a Famalicão. Prossegue a contagem decrescente para a conquista do troféu máximo do futebol português. Cada vez estou mais convicto de que vamos lá chegar.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido, aos 45'+3. Mesmo no fim do primeiro tempo: o SLB reduziu para 1-1, fomos empatados para o intervalo. Na cobrança de um livre junto à nossa linha direita, por Di María em pontapé cruzado que encontrou Bah sem marcação: Matheus Reis ficou nas covas. Nas bancadas de Alvalade sentia-se repetir o espectro do Benfica-Sporting da primeira volta, quando sofremos dois golos em três minutos do tempo extra, passando de vencedores virtuais a derrotados reais. Mas a história desta partida acabaria por ser diferente.

 

Do árbitro. Artur Soares Dias protagonizou novo festival de sobranceria, arrogância e mediocridade, evidenciando-se como rei dos cartões. Mas manteve no bolso aquele que mais se impunha: o vermelho, aos 33', a punir Di María por agressão a Pedro Gonçalves com um soco no nariz. Terá sido alertado pelo vídeo-árbitro Luís Godinho, mas recusou ver imagens do lance e limitou-se a um suposta advertência verbal ao argentino, que nem amarelo viu. Confirmando a incompetência do mesmo apitador que não hesitou em amarelar Geny logo aos 4', por alegada simulação. Como pode um sujeito destes ser considerado "melhor árbitro português"?

 

Do cartão a Morten. O dinamarquês viu o nono amarelo, aos 27', o que o impede de participar no próximo jogo. Baixa importante contra o Gil Vicente.

 

Do cartão a Nuno Santos. Exibido por Soares Dias aos 90'+1, aparentemente por protestos quando estava sentado no banco (não foi utilizado neste Sporting-Benfica). São os cartões mais inúteis e desnecessários, que apenas prejudicam a equipa. Por causa disto, também o ala esquerdo fica impedido de participar na partida de Barcelos.

 

De Gonçalo Inácio. Voltou a tremer frente ao Benfica. O que se passará com ele? Inacreditável, a sucessão de lapsos com passes falhados, entregas de bola, duelos perdidos. Teria sido uma catástrofe se o parceiro Coates não andasse muito atento aos deslizes do colega. Aos 72', deu lugar a Diomande. Já foi tarde.

 

De Morita. Em quebra de forma, incapaz de suster o meio-campo encarnado, comprometeu com perda de bola que deu origem a um ataque perigoso. Saiu cedo, aos 54'.

 

Do inacreditável falhanço de Daniel Bragança. Mesmo em cima da linha de golo, na extremidade esquerda da baliza que tinha um metro à sua frente, enrolou-se com a bola e foi incapaz de a meter lá dentro numa emenda após canto, aos 88'. Parecia o fantasma de Bryan Ruiz em 2016 revivido em Alvalade. Felizmente Geny, três minutos depois, viria a dissipar as dúvidas: o pesadelo não iria repetir-se.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De termos superado mais um obstáculo. Ontem à noite derrotámos o Estrela por 2-1 num estádio tradicionalmente difícil. Há quase 16 anos (desde Dezembro de 2006) que não enfrentávamos esta equipa na Reboleira. Deram boa réplica, tal como já tinham feito em Alvalade, na primeira volta do campeonato: nessa altura vencemos também por resultado tangencial (3-2). 

 

De Trincão. O melhor em campo. Recuperado da lesão num pé, que infelizmente o impediu de marcar presença em dois desafios da equipa das quinas após ter sido chamado pelo seleccionador Roberto Martínez. Há males que vêm por bem: o minhoto fez excelente partida. Participa nos dois golos - no primeiro, aos 23', com impecável cruzamento junto à linha assistindo Paulinho, que marcou de cabeça; no segundo, aos 40', protagonizando a recuperação de bola que lhe permitiu o disparo bem colocado, para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga de Nuno Santos. Quase marcou, ele próprio, aos 84': o remate rasou o poste.

 

De Daniel Bragança. Novamente capitão da equipa. Encheu o campo com o seu futebol requintado, distribuindo jogo, sempre de cabeça bem levantada: raros jogadores como ele têm uma noção tão clara do espaço disponível para a progressão e do tempo necessário para colocar a bola. Sempre muito marcado, "conseguiu" amarelar dois adversários que lhe travaram o passo à margem das regras. Nota artística num toque de calcanhar para Trincão (47') e num espectacular passe picado para Gyökeres (59').

 

De Nuno Santos. Marcou pelo segundo jogo consecutivo: há cerca de ano e meio que não lhe sucedia algo semelhante. Fez muito por isso: foi dos mais combativos, nunca dando um duelo por perdido. Sentenciou a partida, garantindo os três pontos, ao marcar o segundo, pouco antes do intervalo. Quase bisou com um disparo bem colocado aos 50' - travado só com defesa apertadíssima de Bruno Brígido.

 

De Paulinho. Trabalhou muito para a equipa, sem se esconder do jogo. Foi recompensado com enorme ovação ao marcar o nosso primeiro - fuzilando as redes de cabeça, num disparo indefensável. E vão três golos seus nos dois mais recentes jogos, primeiro com o Boavista e agora frente ao Estrela.

 

Do nosso colectivo. Mesmo com cinco titulares habituais fora do onze, demonstrámos indiscutível superioridade. Dominando a partida em todas as parcelas do terreno. Fazendo pressão constante sobre o portador da bola. Empurrando o Estrela para o seu reduto. E resolvendo o jogo ainda na primeira parte, embora sem desistirmos de ampliar a vantagem. 

 

De ver poupados a cartões os nossos jogadores que estavam em risco. Dos que integraram o onze inicial, eram Diomande e Nuno Santos - ambos já com quatro amarelos. Aos 80' ainda entraram Esgaio (também com quatro) e Morten (com oito, faltando-lhe só mais um para ficar de fora). Passaram imunes: Matheus Reis, que não estava à bica, foi o único dos nossos a ser admoestado pelo árbitro Fábio Veríssimo.

 

Do apoio vibrante dos adeptos. Grande parte dos 6764 adeptos presentes nas bancadas da Reboleira puxaram pelo Sporting do princípio ao fim. Quase parecia que jogávamos em casa.

 

De ver o Sporting marcar há 35 jornadas seguidas. Sempre a fazer golos, desde o campeonato anterior. Reforçamos a nossa posição no topo das equipas goleadoras. Basta comparar: temos 77 marcados, mais 16 do que o Benfica, com menos um jogo disputado. E cumprimos ontem o 13.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024.

 

De mantermos a liderança isolada. Agora com 68 pontos. Prossegue a contagem decrescente para a conquista do troféu máximo do futebol português. Cada vez estou mais convicto de que vamos lá chegar.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido, aos 17'. Na sequência de um canto, após saída em falso de Israel (que falhou aqui mas tinha feito excelente defesa pouco antes e voltaria a destacar-se noutra, aos 35'). Balde de água fria, ainda na fase inicial do encontro. Mas fomos para cima deles e protagonizámos rápida reviravolta: sete minutos depois já empatávamos.

 

Da ausência de golos na segunda parte. Tentámos bastante, sem conseguir. E desta vez nem Gyökeres - sempre muito marcado por Miguel Lopes, ex-defesa leonino - fez o gosto ao pé. Faltou-nos o terceiro golo que sossegaria os adeptos sem necessidade de aguardar pelo apito final.

 

Da ausência de Pedro Gonçalves. O melhor jogador português do plantel leonino nem no banco se sentou: continua ausente, devido a lesão. Também Coates não foi à Amadora, neste caso devido a indisposição passageira que não o impedirá certamente de alinhar na terça-feira, contra o Benfica, para a Taça de Portugal.

 

Do desgaste físico dos jogadores. Vários deles saíram com aparentes queixas musculares após duelos mais intensos na disputa de bolas divididas naquele relvado muito pesado: aconteceu com Morita, Geny, Paulinho e Nuno Santos, por exemplo. Terão três dias para recuperar a boa forma antes do embate para a Taça na Luz.

Rescaldo do jogo de ontem

clqud.jpg

Apoio inequívoco das claques em Alvalade após derrota em Bérgamo: assim é que é

 

Gostei

 

Da goleada ao Boavista. Cilindrámos a equipa portuense em Alvalade. Foi o segundo resultado mais volumoso do Sporting até agora no campeonato em curso: 6-1. Valeu não apenas pela avalanche de golos, cinco dos quais no segundo tempo, mas por toda a exibição da equipa tão bem orientada por Rúben Amorim. Demonstrando a reacção mais adequada após o nosso recente afastamento da Liga Europa.

 

De Gyökeres. O melhor em campo, para não variar. Verdadeiro motor da equipa: joga e faz jogar, sempre de pé no acelerador. Reforçou o comando da lista dos artilheiros do campeonato com mais três golos. Aos 45' (o golo da reviravolta, que já tardava), aos 68' e aos 79', este de penálti - convertido de modo exemplar. Quarto jogo consecutivo da Liga a marcar: já a meteu lá dentro 36 vezes no conjunto da temporada, 22 no campeonato. E também já protagonizou 14 assistências - ontem mais uma, com inegável classe, para o golo de Nuno Santos. Números extraordinários: o nosso jogador mais caro de sempre vale cada cêntimo que custou ao Sporting.

 

De Paulinho. Uma das suas melhores exibições de verde e branco. Desta vez bisou. Aos 54', marcando o segundo golo - correspondendo de forma exemplar a um cruzamento perfeito de Geny. E a poucos segundos do apito final, aos 90'+5, num cabeceamento sem mácula após a conversão de um canto. E ainda é dele, num centro muito bem medido, a assistência para o golo inicial.

 

De Nuno Santos. Ressurgiu após um período de relativo apagamento. Em boa hora Amorim apostou nele como titular na recepção ao Boavista. Sai deste embate que alguns consideravam difícil com saldo muito positivo: um golo, apontado aos 88', e duas assistências. Notável o passe vertical aos 68' a que Gyökeres deu a melhor sequência. E foi ele a bater o canto que proporcionou o golo final de Paulinho, selando o resultado.

 

De Daniel Bragança. Cumpre, sem dúvida, a sua melhor época ao serviço do Sporting. Ontem actuou durante toda a segunda parte - por troca com Morten, talvez o único que pareceu ressentir-se da derrota contra a Atalanta - e mostrou-se em excelente forma. Oportuníssimas recuperações aos 62' e aos 72' que logo originaram ataques perigosos. Exímio tecnicista, muito eficaz a movimentar-se entre linhas.

 

Do regresso de Morita. Ausente em Bérgamo, devido a uma indisposição que o reteve em Lisboa, voltou ao onze. E foi pedra fundamental deste dilatado triunfo leonino. Na visão de jogo, na capacidade de recuperar bolas, no perfeito domínio técnico demonstrado em cada lance. Consegue estar em acção em diversas zonas do terreno. É dos jogadores que mais procuram e mais merecem o título de campeão em Portugal.

 

Da nossa reviravolta. Tendo sofrido um golo a frio, logo aos 3', soubemos reagir com firmeza e determinação: quase não voltámos a deixar o Boavista aproximar-se da nossa baliza, Israel não chegou a fazer uma defesa digna desse nome e eles só conseguiram um canto aos 90'+3. Protagonizámos uma reacção quase asfixiante à turma boavisteira, que só pecou pela conversão tardia do nosso primeiro golo. Na segunda parte, sobretudo, chegámos a ser brilhantes. Com uma entrada fortíssima, sempre a carregar no acelerador. Deu gosto ver este Sporting imparável, nada fragilizado pelo desfecho da partida anterior, em solo italiano. 

 

Do apoio inequívoco das claques. Com aplausos, cânticos, incentivos de todo o género. E dísticos que não deixam lugar a dúvidas: estão cem por cento com os jogadores, estão cem por cento com a equipa técnica. É para isto que servem as claques. Assim merecem também elas o nosso aplauso.

 

De ver o Sporting marcar há 34 jornadas seguidas. Sempre a fazer golos, desde o campeonato anterior. Reforçamos a nossa posição no topo das equipas goleadoras. Basta comparar: temos mais 15 marcados do que o Benfica e mais 25 do que o FC Porto.

 

Do nosso desempenho global em casa para a Liga 2023/2024. Treze jogos, treze vitórias. Invictos em Alvalade.

 

De mantermos a liderança isolada. Agora com 65 pontos. Mesmo com um jogo em atraso - que, caso seja vencido, deixará o principal rival quatro pontos abaixo de nós. Prossegue a contagem decrescente para a conquista do troféu máximo do futebol português. Vamos lá chegar.

 

 

Não gostei

 

De sofrer tão cedo. Foi um banho de água fria em Alvalade, aquele disparo indefensável de Makouta. Desde 2015 que o Boavista não marcava no nosso estádio.

 

De outro golo na nossa baliza. Temos agora mais sete sofridos do que o FCP, mais quatro do que o SLB. Nada de grave, mas é um aspecto a melhorar.

 

De termos esperado 42 minutos para empatar. Só aconteceu aos 45': tardou em excesso. O 1-1 registado ao intervalo era muito lisonjeiro para o Boavista, que já merecia então estar a perder, até por mais de uma bola de diferença. Acabaríamos por acertar contas na segunda parte.

 

Da ausência de Pedro Gonçalves. Os colegas cumpriram bem a missão em campo, mas o melhor jogador português do Sporting faz sempre falta. Infelizmente ainda não sabemos quando poderá estar de volta: continua afastado devido à lesão muscular contraída em Itália.

 

Do horário do jogo. Voltamos ao mesmo: partida iniciada às 20.30, numa noite de domingo. Só dá jeito a quem não precisa de trabalhar e a quem nunca vai ao estádio - alguns nem sequer se dão ao incómodo de assistir às partidas pela televisão, espreitam os resumos mais tarde e já lhes basta. Para esses pode ser em qualquer dia e a qualquer hora.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da inequívoca e clara vitória do Sporting em Arouca. No mesmo estádio onde o FC Porto há menos de um mês foi derrotado também para o campeonato, fomos ganhar 3-0. Num jogo que dominámos sempre, demonstrámos maturidade e muito entrosamento colectivo, apesar das condições atmosféricas adversas e do péssimo estado do terreno. Outro obstáculo contornado, outro objectivo cumprido.

 

De Morten. O melhor em campo. Excelente partida do internacional dinamarquês, que parece estar em todo o lado: apoia lá atrás, constrói no miolo, nunca perde os olhos da meta máxima, que é a baliza. E parece estar em excelente forma física, apesar do intenso calendário de desafios do Sporting, que anda a fazer dois jogos por semana. Essencial na recuperação que deu origem ao nosso segundo golo, repetiu a proeza no terceiro - iniciando e concluindo o lance da melhor maneira. Golo mais do que merecido, mesmo no fim da partida, aos 90'+6.

 

De Gyökeres. Parece ter lugar cativo nestas notas positivas. Mas é mais do que justificado. Voltou a ser determinante neste novo triunfo leonino, abrindo o marcador com um golo surgido cedo, logo aos 19', dando a melhor sequência a um cruzamento de Matheus Reis muito bem calibrado. E ainda ofereceu dois a Pedro Gonçalves, que o nosso n.º 8, vindo de lesão, desperdiçou. Os números são espantosos: o craque sueco já leva 19 golos marcados na Liga e 33 no conjunto da temporada.

 

De Israel. Neste seu quarto jogo consecutivo como guardião titular, cumpriu da melhor maneira. Mantendo a baliza inviolável com duas grandes defesas. Destaque para uma oportuna saída da área a pontapé, aos 31', controlando muito bem a profundidade, como as circunstâncias exigiam. Vai-se afirmando como dono das nossas redes.

 

De Geny. Após uma primeira parte de relativo apagamento, em que perdeu vários confrontos individuais, cresceu no segundo tempo e foi o protagonista da melhor jogada desta tarde chuvosa em Arouca. Desfazendo todas as incertezas que persistiam ao marcar o segundo golo, aos 90'+1. Foi um golaço, obra-prima bem ao seu jeito de evoluir da ala direita para o centro, afinar a pontaria e disparar com o pé esquerdo. Com tal potência que a bola embateu na barra e entrou, indefensável. Provocando uma explosão de alegria nas bancadas, onde não faltaram apoiantes do Sporting a incentivar a equipa do princípio ao fim. Brilhante.

 

Do regresso de Gonçalo Inácio. Recuperado da lesão, voltou em forma. Fez toda a segunda parte e cumpriu bem o seu papel, não apenas na missão defensiva (grande corte aos 56') mas também no apoio à construção de lances ofensivos. Eis um "reforço" inquestionável.

 

De Rúben Amorim. Outra vitória no seu currículo. Conquistada com suor, esforço, muito talento, muito trabalho. O treinador merece destaque: este Arouca-Sporting foi o seu jogo n.º 200 à frente do Sporting. Que venham mais, muitos mais.

 

De Nuno Almeida. Justifica elogio porque adoptou um critério largo, como mandam os bons padrões do melhor futebol europeu, indiferente às sucessivas quedas de jogadores que pretendiam ver o jogo interrompido a todo o momento. Repito o que tantas vezes já escrevi: faltam mais arbitragens como esta nos estádios portugueses.

 

De ver o Sporting marcar há 33 jornadas consecutivas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De mantermos a liderança isolada da Liga 2023/2024. Agora com 62 pontos, reforçamos a liderança isolada. Mesmo mantendo um jogo em atraso - que, caso seja vencido, deixará o principal rival quatro pontos abaixo de nós. Prossegue a contagem decrescente para a conquista do troféu máximo do futebol português, aspiração suprema de (quase) todos nós.

 

 

Não gostei

 

Do relvado transformado em lamaçal. Péssimo terreno, fustigado pela chuva incessante dos últimos dias. Impossibilitou o futebol artístico, apoiado, a que o Sporting habituou os adeptos. Mas nem isso diminuiu a eficácia da nossa equipa.

 

Da escassa vantagem ao intervalo. Vencíamos apenas por 1-0. Sabia a pouco. E só viria a ampliar-se já no tempo extra do segundo tempo, quando marcámos dois golos em cinco minutos. Assim desfizeram-se as dúvidas e tudo acabou em beleza.

 

De Eduardo Quaresma. Tem feito boas exibições pelo Sporting, dignas de aplauso. Não foi o caso desta, antes pelo contrário. Abusou de lances "criativos", desguarneceu o seu flanco, perdeu algumas vezes a bola, foi alvo de um túnel aos 39' que podia ter dado golo do Arouca. Saiu ao intervalo e compreende-se porquê: não estava nos seus dias.

 

Da saída imprevista de Coates. O capitão estava bem no seu posto, comandando a defesa com o brio habitual, quando saiu, cedendo lugar a St. Juste. Aos 67'. Pareceu acusar excesso de desgaste físico, talvez queixas musculares, aliás compreensíveis. Oxalá recupere para o jogo contra a Atalanta, da Liga Europa, a disputar na próxima quinta-feira.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De mais uma vitória: o Sporting soma e segue. Ontem derrotámos o Farense em Alvalade. Por 3-2 (com 2-1 ao intervalo), num jogo em que dispusemos de muito mais oportunidades do que a equipa adversária mas manteve o resultado em aberto quase até ao fim, num grande espectáculo de futebol. Resultado que repete o da primeira volta, no Algarve, desta vez com dois belos golos da turma forasteira - pelo argelino Belloumi (32') e pelo caboverdiano Zé Luís (50'). Mas insuficientes para os de Faro pontuarem no nosso estádio. Convém não esquecer que esta foi a mesma equipa que impôs um empate a zero ao Benfica na Luz e perdeu à tangente com o FCP no Dragão numa partida em que os portistas só fizeram o 2-1 ao minuto 100. 

 

De Daniel Bragança. Grande jogo do esquerdino, que aos 24 anos se estreou como capitão da equipa em Alvalade devido à ausência simultânea de Coates (começou no banco e só entrou aos 69') e de Adán (lesionado). Com os avós na bancada, o médio formado em Alcochete fez jus à braçadeira impondo a sua qualidade de passe e a sua visão de jogo. A vitória leonina começou por ele, logo aos 11': grande disparo com o pé direito, com tanta força que fez a bola bater duas vezes na trave antes de entrar. Interveio também no início da jogada do terceiro golo. Mostrou-se infatigável: à beira do fim ainda corria para recuperar bolas. Melhor em campo.

 

De Gyökeres. É impressionante, vê-lo jogar. Mesmo já sem a frescura que lhe vimos noutras fases, acusando o desgaste de actuar agora de três em três dias, continua a exibir toda a qualidade do seu futebol, em contínua vertigem ofensiva. Num destes lances, marcou, encaminhando-a da melhor maneira para o fundo das redes: foi aos 18', na primeira oportunidade de que dispôs, alargando então a vantagem para 2-0. E serviu os colegas, como aconteceu aos 87', após um estonteante slalom dentro da área algarvia: era para Daniel, a quem só faltou encostar. Tem já 18 golos marcados na Liga e 32 no total das competições.

 

De Pedro Gonçalves. Desta vez jogou menos tempo do que é habitual: Rúben Amorim trocou-o aos 55' por Trincão, já a pensar na eliminatória da Liga Europa com a Atalanta, que vai decorrer depois de amanhã em Alvalade. Mas esteve tempo suficiente para assistir o sueco no nosso segundo golo, num ângulo muito apertado na ponta esquerda, e marcar ele próprio o terceiro, aos 53', após centro de Esgaio. Missão cumprida. Isola-se como segundo artilheiro do Sporting na temporada em curso.

 

Do regresso de St. Juste. Após longa ausência (mais uma), o holandês voltou para integrar um inédito trio defensivo do Sporting, com ele à direita, Diomande ao meio e Matheus Reis à esquerda - rendendo Eduardo Quaresma, Coates e o lesionado Gonçalo Inácio no onze. Cumpriu no essencial, faltando-lhe alguns automatismos, como seria de esperar. Mas saiu dos pés dele uma grande abertura que iniciou o nosso golo inaugural. Podia ter feito melhor na cobertura do lance do segundo golo algarvio, mas vê-lo outra vez operacional já é boa notícia. E aos 24' esteve quase a marcar, de cabeça, na sequência de um canto: a bola foi ao ferro.

 

Da hora do jogo. Começou às seis da tarde, com as bancadas muito compostas (mais de 39 mil espectadores), cheias de crianças acompanhadas dos pais e avós, neste domingo. O ideal para congregar famílias, seja Inverno ou seja Verão, em estádios de futebol. Seria bom que este horário se repetisse. 

 

Da homenagem inicial a Alexandre Baptista. Justa lembrança de um dos nossos melhores centrais de sempre, ontem falecido aos 83 anos. Foi um dos heróis da feliz campanha leonina de 1963/1964 que culminou com a conquista da Taça dos Vencedores das Taças e um dos "Magriços" que subiu ao pódio, com a camisola das quinas, no Mundial de 1966.

 

De Cláudio Pereira. Boa actuação deste jovem árbitro, que não complicou nem atrapalhou nem quis ser o centro do espectáculo. São atributos que deviam ser muito mais frequentes na arbitragem portuguesa, mas isso não acontece. Daí merecer este sublinhado pela positiva.

 

De continuarmos invictos em casa. Nem uma derrota nesta Liga em que confirmamos o nosso estatuto de equipa mais regular. Já levamos 40 golos marcados em Alvalade. E dez jogos consecutivos sem perder neste campeonato (nove vitórias, um empate).

 

De ver o Sporting marcar há 32 jornadas consecutivas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De retomarmos a liderança isolada da Liga 2023/2024. Agora com 59 pontos, beneficiando da humilhante goleada (5-0) do Benfica no Dragão. Um mais do que os encarnados, mais sete do que os azuis-e-brancos e mais dez do que o Braga. Tendo - pormenor que convém não ser esquecido - ainda um jogo por disputar. Se o vencermos, ampliamos a vantagem sobre o SLB de um para quatro. Cenário desejável e bem possível.

 

 

Não gostei

 

De ter sofrido dois golos. Sem culpas para Israel, que ontem substituiu Adán entre os postes por impedimento físico do guardião espanhol. Já são cinco, em duas jornadas, se os somarmos aos três que o Rio Ave nos marcou na ronda anterior, em Vila do Conde. Confirma-se: a nossa defesa, nesta Liga, está num patamar inferior ao nosso ataque.

 

Do início da segunda parte. Viemos sem dinâmica do intervalo, um pouco anestesiados pela magra vantagem obtida nos 45' iniciais. Cinco minutos depois, o Farense empatava: era um justo castigo para a desconcentração leonina. Felizmente não tardámos a pôr-nos de novo à frente do marcador.

 

De ver antigos jogadores do Sporting na equipa adversária. É vulgar acontecer, mas desta vez foram três: Elves Baldé, Cristian Ponde e Rafael Barbosa. Todos formados em Alcochete, onde actuaram em vários escalões menos na equipa principal - excepto Ponde, que ainda chegou a estrear-se, com Marco Silva, numa partida da Taça da Liga. Ausente esteve também outro ex-Sporting: Mattheus Oliveira. Este não passou pela formação e saiu sem ter deixado saudades de qualquer espécie. Foi ele a marcar os dois golos que sofremos no desafio da primeira volta.

 

De Edwards. Nada lhe saiu bem. Voltou a ser titular, beneficiando da recente lesão de Francisco Trincão, entretanto regressado. Mas continua sem justificar a aposta de Amorim: o melhor que fez ontem foi um remate frouxo, à figura, aos 35'. De resto foi abusando das fintas, foi-se comportando como dono da "redondinha" até ser desarmado, foi-se atirando para o chão. O treinador, farto de tanta inoperância, deu-lhe ordem de saída aos 78' (fazendo entrar Paulinho) após duas perdas sucessivas de bola do inglês nos minutos precedentes.

 

Dos assobios dos adeptos à beira do fim. Uma vez mais, quando a equipa mais precisava de apoio e procurava segurar a bola para garantir os três pontos, uma caterva de imbecis instalados nas bancadas desatou a brindá-la com sonoras vaias, iniciadas ainda antes do fim do tempo regulamentar e prolongadas pelos cinco minutos de período extra. Nunca me cansarei de protestar contra tanta demonstração de estupidez.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

De ter começado o jogo a perder. Aos 3' já estávamos a sofrer o primeiro golo, marcado por Embaló, que fez o que quis no nosso corredor direito, onde Geny e Diomande nunca conseguiram completar-se com eficácia, deixando todo o campo livre ao jogador rioavista, que pôs a sua equipa a vencer por mérito próprio e demérito dos nossos.

 

De termos deixado dois pontos em Vila do Conde, os primeiros de 2024. Empate 3-3 em noite de chuva e muito vento, que beneficiou a equipa da casa, muito mais habituada a estas condições climatéricas. Mas demos forte contributo para este tropeção: sofremos dois golos de penálti, aos 31' e aos 67', de forma infantil, quase amadora. Numa partida em que fomos capazes de reagir ao desaire inicial: empatámos aos 9', ganhámos vantagem aos 44', mas voltámos a sofrer um golo, momentos antes do intervalo, num castigo máximo provocado por Nuno Santos sem qualquer necessidade, em lance que estava controlado.

 

Do nosso segundo tempo. Em vez de entrarmos após o recomeço com força e garra, como tem sido hábito do onze leonino, viemos mais apáticos e entregámos ao Rio Ave a iniciativa de jogo, chegando a estar mais de meia hora sem rematar à baliza. Assim tudo se tornou muito mais difícil. Neste período sofremos o terceiro (67') e a partir daí apostou-se tudo numa solução de recurso que há muito não víamos no Sporting: Coates avançou para a posição de ponta-de-lança. Também porque as alternativas no banco, no capítulo ofensivo, eram nenhumas.

 

Da ausência inicial de Eduardo Quaresma. O treinador deixou-o fora do onze, preferindo apostar em Diomande como central à direita apesar de o marfinense não competir desde Dezembro no campeonato português. Opção inexplicável, que também contribuiu para a nossa insuficiente prestação frente ao Rio Ave. Eduardo acabou por entrar logo após o intervalo, remetendo Diomande para a esquerda, e confirmou que continua em boa forma. O titular ali deve ser ele.

 

De Adán. Intranquilo, nervoso, transmitindo insegurança aos colegas, cometeu um penálti indiscutível aos 65', saindo fora de tempo dos postes e derrubando Aziz. Foi a sua segunda saída em falso: já tinha feito o mesmo aos 31' e só por muita sorte nossa o Rio Ave não marcou nesse lance. Sorte tivemos também, 5 minutos depois, ao ver uma bola embater no nosso poste esquerdo. O espanhol esteve igualmente mal na reposição da bola, mandando-a com frequência para fora ou entregando-a ao adversário. E continua incapaz de defender um penálti: faz-nos sentir saudades do Rui Patrício ou até do Renan. Jogo para esquecer.

 

Dos três golos sofridos. Não nos acontecia desde a derrota em Guimarães (2-3), a 9 de Dezembro.

 

Do penálti perdoado ao Rio Ave. Acção claramente negligente do defesa rioavista pondo em risco a integridade física de Trincão, que tinha a bola dominada junto à linha da pequena área e se preparava para rematar. Aconteceu aos 29': Miguel Nóbrega foi de sola em riste. Sem André Narciso o ter admoestado nem assinalado a grande penalidade que se impunha, beneficiando sem margem para dúvida a equipa da casa. Fomos duplamente prejudicados neste lance, pois Trincão ficou magoado, tendo sido substituído ainda antes do intervalo. Eis como um árbitro pode condicionar um resultado por manifesta impreparação ou incompetência.

 

De ver Adrien jogar contra nós. Ainda por cima com braçadeira de capitão, pelo Rio Ave. Entrou aos 64', ainda a tempo de demonstrar que conserva várias qualidades que nos habituámos a admirar nele durante os longos anos em que foi profissional do Sporting.

 

Das lesões. Além de Trincão, que saiu a coxear aos 45', também Gonçalo Inácio se magoou neste Rio Ave-Sporting - lesão muscular, que o impediu de jogar toda a segunda parte, dando lugar a Eduardo Quaresma. Más notícias para o nosso próximo desafio - já na quinta-feira, primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, em que recebemos o Benfica. Serão duas baixas muito prováveis, quase inevitáveis.

 

 

Gostei

 

De Gyökeres. Se há jogador que tudo fez para alcançarmos uma vitória neste embate em Vila do Conde foi o internacional sueco: incansável, correu 10,7 km sempre de olhos fitos na baliza. O melhor dos nossos, voltou a fazer o gosto ao pé num remate fortíssimo, na cara do guarda-redes. Assinando o centésimo golo do Sporting nesta temporada, uma das mais produtivas de toda a história do futebol leonino. O seu 17.º golo na Liga 2023/2024.

 

De Morten. Também ele não merecia estes dois pontos perdidos no vendaval vilacondense. Marcou o nosso primeiro, num remate rasteiro, de ressaca, aproveitando da melhor maneira a bola que foi ter com ele após lance muito embrulhado na grande área. Recuperou bolas, passou com critério, ligou sectores, foi sempre um dos mais inconformados. É um médio com golo: superior a Ugarte - que substituiu no nosso onze titular - pelo menos neste capítulo.

 

De Coates. Há muito que não o víamos como pronto-socorro de emergência para colmatar lacunas no plano ofensivo. Com Paulinho lesionado, Rúben Amorim deu ordem ao capitão para se plantar lá na frente, como nos velhos tempos em que foi solução improvisada em várias partidas. Desta vez ajudou também, mas só em parte: foi dele o terceiro golo, que nos permitiu empatar quando estávamos a perder 2-3: belo cabeceamento, aos 73', correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Morita por via aérea. Mostrou assim como se faz a alguns colegas ontem mais apáticos -  Geny e Edwards, por exemplo. Infelizmente, não bisou: teria sido o ideal.

 

De ver o Sporting marcar há 31 jornadas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De manter a esperança intacta. Continuamos a depender só de nós depois de uma jornada em que o FC Porto também perdeu dois pontos (empate 1-1 em Barcelos)

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De outra vitória leonina. Desta vez aconteceu em Moreira de Cónegos: 0-2. No mesmo estádio onde o Benfica tropeçou (0-0) há dois meses. Respeitámos o adversário, mas impusemos o nosso ritmo, dominando em absoluto. Antes do minuto 25 já tínhamos fixado o resultado, com golos de Morita (3') e Pedro Gonçalves (23'). Depois foi tempo de gerir este domínio traduzido em números, já a pensar na recepção ao Young Boys, para a Liga Europa, na próxima quinta-feira. Mas estivemos sempre mais perto do 0-3 do que o Moreirense de marcar. 

 

De Trincão. Desta vez não a meteu no fundo das redes, mas esteve envolvido nos nossos dois golos. No primeiro, ao cobrar de forma exímia o canto que nos pôs em vantagem mal estavam concluídos 120 segundos de jogo. No segundo, é inegável protagonista - em dois momentos - do excelente lance colectivo do Sporting, de longe o melhor do desafio, que culmina na assistência dele para Pedro Gonçalves concretizar. Além dos golos que já marcou (facturou nos cinco jogos anteriores a este), soma quatro assistências no campeonato. Melhor em campo. 

 

De Pedro Gonçalves. Devolvido à linha dianteira, com proveito para a equipa, pelo segundo desafio consecutivo. Não desperdiçou tempo nem oportunidade: marcou o seu 13.º golo da temporada, igualando Paulinho na lista dos nossos artilheiros. Só Gyökeres está à frente dele. Falhou por muito pouco o 3-0 num remate em que a bola foi caprichosamente embater no poste (47'). Está em grande forma, tanto física como anímica. Esteve igualmente muito bem, nas declarações prestadas no fim do jogo, quando apresentou condolências ao jovem João Neves, do Benfica, que acaba de perder a mãe: exemplo de desportivismo e de civilidade no futebol ainda mais de enaltecer por ser raro nos dias que vão correndo.

 

De Morten.  Nota-se cada vez mais: é mesmo o pêndulo da equipa. Fechou o corredor central, em parceria perfeita com Morita, forçando assim o Moreirense a encarreirar jogo ofensivo pelas faixas laterais, onde Nuno Santos e (esquerda) e Geny (direita) foram praticamente intransponíveis. Com forte sentido posicional e excelente visão de jogo, o dinamarquês tornou-se elemento imprescindível do onze titular leonino - não apenas na recuperação mas igualmente na construção. Desta vez jogou ligeiramente mais adiantado no terreno e a equipa não perdeu com isso, antes pelo contrário. Teve intervenção no início do segundo golo, com excelente passe de calcanhar, vencendo o duelo com dois adversários que o cercavam.

 

De continuarmos a demonstrar excelente produção ofensiva. Marcámos pelo menos dois golos em cada um dos últimos dez jogos do campeonato. Lideramos com enorme vantagem a lista das equipas mais goleadoras, já com 60 concretizados - mais oito do que o Benfica, que surge em segundo. Marcámos em todas as rondas da prova, sem falhar uma. 

 

De termos mantido as nossas redes intactas. Quarto desafio consecutivo para competições internas sem sofrermos golos, após os encontros em Leiria (3-0) para a Taça de Portugal, contra o Casa Pia em Alvalade (8-0) e contra o Braga, igualmente no nosso estádio (5-0). Balanço destas três partidas em números: 18 marcados, nenhum sofrido. 

 

Da grande dinâmica colectiva. Entrámos com a atitude certa, pressionando muito em cima da baliza adversária e procurando resolver a contenda logo na fase inicial - desígnio estratégico concretizado, sem dar oportunidades aos de Moreira de Cónegos para reagirem, reagrupando-se no terreno. Na primeira parte, em quatro oportunidades, concretizámos duas. O 2-0 que se registava ao intervalo deu-nos muita tranquilidade para temporizar o jogo, pausar a construção e impor o ritmo da partida, de acordo com os nossos interesses. A vitória acabou por ser muito mais tranquila do que quase todos os comentadores previam e do que os adeptos mais ansiosos receavam.

 

Do forte apoio nas bancadas. Mais de cinco mil espectadores no estádio do Moreirense - segunda melhor casa da temporada, até ao momento. Destes, muitos eram adeptos do Sporting. Que incentivaram a equipa do princípio ao fim com os seus cânticos. Pormenor a destacar: viam-se várias bandeiras da Suécia. Gyökeres merece, embora desta vez não tenha marcado.

 

Do árbitro. Nem parecia ele. Mas desta vez Fábio Veríssimo fez bom trabalho. Só um amarelo exibido (a Nuno Santos), critério largo, arbitragem à inglesa - tal como já havia sido a do Sporting-Braga, apitada por António Nobre na jornada anterior. Diferença enorme em relação às habituais exibições de Veríssimo, que costuma protagonizar festivais de apito, interrompendo incessantemente as partidas para assinalar todo o tipo de faltas e faltinhas, reais ou imaginárias.

 

De continuarmos lá em cima. Agora com 55 pontos, igualamos o Benfica no comando, mas mantendo um jogo a menos. E somos a única equipa deste campeonato que ainda não perdeu um só ponto em 2024.

 

 

Não gostei

 

Do  Moreirense. Equipa sem chama, incapaz de um remate perigoso, rendida à marcação, subjugada pelo Sporting e com dois centrais tão obcecados em secar Gyökeres que se esqueciam de reparar nos outros. A gente agradeceu.

 

Que tivéssemos jogado quase a passo em largos períodos da segunda parte. Sabia a pouco, como espectáculo, mas certamente nenhum adepto leonino levou a mal: esta foi uma jornada entalada entre duas partidas europeias, ambas com o líder destacado do campeonato suíço. Há que poupar forças e dosear energias nesta fase em que jogamos de três em três dias. O campeonato é a meta principal, mas a nossa participação na Liga Europa não pode ser menosprezada.

 

De ver o Sporting jogar de preto. Este equipamento alternativo parece imitar o principal da Académica de Coimbra. Mas proporcionou um bom título à crónica do jogo feita pelo SAPO Desporto: «Leão vestiu-se de preto, mas voltou a jogar a cores». Aprecio títulos criativos e chamativos, como este.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da goleada de ontem ao Braga em Alvalade. Aplicámos uma manita à turma braguista: terceira seguida na deslocação desta equipa ao nosso estádio. Num jogo que dominámos do princípio ao fim. Aproveitamento de quase todas as oportunidades de que dispusemos. Os golos foram surgindo em cadência alucinante para os minhotos de visita a Lisboa: por Trincão aos 8', por Eduardo Quaresma aos 18', por Gyökeres aos 71', por Daniel Bragança aos 73' e por Nuno Santos aos 85'. A melhor equipa em Portugal é hoje a nossa, sem a menor dúvida. Como esta partida comprovou: quinta goleada em 2024.

 

Da atitude da nossa equipa. A cada jogo, o Sporting mostra-se ainda mais consistente, confiante, motivadíssimo. Tanto no processo defensivo como ofensivo. Um colectivo cheio de força, cheio de vontade, cheio de energia anímica. Inquebrantável.

 

De Gyökeres. Muito marcado na primeira parte, em que raras vezes conseguiu exibir a qualidade do seu futebol, o sueco soltou-se na meia hora final e voltou àquilo que melhor sabe: marcar. Assinou o terceiro, num remate a meia altura que desfez por completo qualquer veleidade do Braga em conseguir levar um ponto de Alvalade. Tem números impressionantes: este foi o seu 16.º golo no campeonato e o 27.º em todas as competições da temporada. Consolida a sua posição, já indiscutível, de melhor jogador da Liga 2023/2024.

 

De Trincão. O melhor em campo. Grande exibição do avançado que teve formação futebolística em Braga (e por isso não festejou o golo) e confirma agora todas as qualidades que levaram à sua contratação. Voltou a marcar num lance iniciado por ele próprio com uma recuperação muito oportuna, abrindo caminho à goleada. E foi dele a assistência para o terceiro, num magnífico trabalho na meia-direita ofensiva, sentando dois adversários antes de cruzar para Gyökeres. Já leva seis golos marcados nos últimos cinco desafios do campeonato.

 

De Eduardo Quaresma. Exibição superlativa do nosso central à direita. Não apenas no plano defensivo, confirmando todas as qualidades evidenciadas desde o início do ano, mas sobretudo pelo fantástico golo que marcou - desde já candidato a um dos melhores de 2024. Jogada iniciada e concluída por ele, numa corrida de 70 metros em que foi queimando sucessivas linhas com a bola dominada e depois a apontou para o fundo das redes já dentro da grande área quando Pedro Gonçalves tinha ficado sem ela. Golo à ponta-de-lança - o seu primeiro como profissional do Sporting após 25 jogos. Mais do que merecido. Ao ser substituído, no minuto 75, recebeu calorosa ovação no estádio. 

 

De Nuno Santos. O corredor esquerdo foi todo dele. Tanto a atacar (quase sempre) como a defender. Anda a mostrar, de jogo para jogo, que tem valor para estar entre os pré-convocados para o Europeu de França. Exibição coroada com o quinto golo - um golaço, de trivela. Justificando aplauso.

 

De Gonçalo Inácio. Será talvez a última época dele no Sporting: vai deixar saudades. Outra exibição de grande nível. Controlou por completo a manobra defensiva da nossa equipa, acorrendo às dobras dos colegas sempre que necessário, vencendo todos os duelos individuais, destacando-se na precisão do passe na fase de construção. Num desses passes, deu início ao quarto golo. Cortes fundamentais aos 15' e aos 62'. Neutralizou Djaló no seu sector. 

 

De ver o Sporting transformado numa poderosa máquina de fazer golos. Somos, de longe, a equipa mais concretizadora: média de 2,79 golos por jogo na temporada. Reforçamos a primeira posição com o melhor ataque do campeonato: 58 golos marcados nas 20 jornadas que disputámos. Marcámos em todas as rondas da prova. E continuamos invictos no nosso estádio: 11 jogos, 11 vitórias. Melhor ainda: há um ano que não perdemos em casa para a Liga - desde 12 de Fevereiro de 2023.

 

De termos mantido as nossas redes intactas. Terceiro jogo consecutivo sem sofrermos golos, após os encontros em Leiria (3-0) para a Taça de Portugal e contra o Casa Pia em Alvalade (8-0). Balanço destas três partidas em números: 16 marcados, nenhum sofrido. É obra.

 

Do árbitro. Boa actuação de António Nobre, que valorizou o espectáculo evitando ser a figura mais em foco no relvado. Aplicou o chamado critério largo, à inglesa, sem exibir nenhum cartão. Gostava que no futebol português houvesse mais árbitros como ele.

 

Da festa nas bancadas. Quase 40 mil pessoas presentes nas bancadas do nosso estádio: 39.851. Quarta maior afluência de público da temporada, apesar da forte chuva que foi caindo, quase todo o tempo, nesta partida iniciada às seis da tarde de ontem - enfim um horário decente, com reflexo óbvio na bilheteira. Exceptuando as escassas centenas de adeptos do Braga, todos saíram satisfeitos. 

 

 

Não gostei

 

Do Braga. Equipa vulgar, sem criatividade, sem intensidade nem chama. Parece ter entrado em campo já derrotada. Criou uma única oportunidade de golo, que Adán impediu, aos 62', com magnífica defesa a remate de Álvaro Djaló. Nada mais.

 

De chegarmos ao intervalo só a vencer por 2-0. Sabia a pouco.

 

Do primeiro canto a nosso favor ter ocorrido apenas aos 54'. Podia e devia ter acontecido mais cedo. 

 

De voltar a ver Moutinho em Alvalade. Justamente assobiado cada vez que tocou na bola. Não merece outro tratamento, por ter feito o que fez. Ao contrário de outros jogadores agora no Braga que vestiram as nossas cores, como José Fonte (que fez sete anos da formação leonina), Borja e Paulo Oliveira, profissionais dignos de respeito.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da histórica goleada ao Casa Pia. Não vencíamos há meio século uma equipa para o campeonato nacional de futebol por 8-0. Tinha sido na excepcional época 1973/1974, quando conquistámos a dobradinha para assinalar o Ano Zero da liberdade em Portugal. Derrubámos então o Oriental (cinco golos de Yazalde, dois de Baltasar, um de Nelson, a 17 de Fevereiro de 1974). Ontem vencemos o Casa Pia pela mesma marca. Extraordinária marca, fantástico jogo, incrível superioridade leonina do primeiro ao último segundo da partida, que se prolongou até aos 90'+5. Com três jogadores a bisarem (Gyökeres, Coates, Trincão). Pedro Gonçalves e Geny também fizeram o gosto ao pé. Empolgando por completo os adeptos do Sporting, em maioria absoluta entre os 32.869 espectadores que tiveram o privilégio de ver esta partida ao vivo. Foi noite de festa em Alvalade.

 

De Gyökeres. Figura do jogo, sem sombra de dúvida. Excepcional jogador: não apenas (de longe) o melhor deste campeonato, mas também um dos melhores de sempre que já vestiram a Verde e Branca. Ontem passou a liderar isolado a lista dos artilheiros da Liga 2023/2024, ultrapassando Banza. Marcou o segundo, aos 23', solto de marcação defronte da baliza, e o quarto, aos 32', na conversão de um penálti que ele mesmo havia sofrido dois minutos antes. Mas não fez só isso: é ele quem saca o livre que gera o primeiro golo. Com pulmão gigante, aos 90'+1 ainda ofereceu de bandeja um golo que Paulinho desperdiçou e aos 90'+2 ainda tentou marcar mais um, inviabilizado por enorme defesa do guardião Ricardo Baptista.

 

De Trincão. O "patinho feio" anda a virar cisne. Quarto jogo seguido no campeonato a marcar (Estoril, Chaves, Vizela e agora este), correspondendo da melhor maneira à confiança que o treinador nunca deixou de depositar nele. Marcou o quinto, aos 43', e encerrou a conta já no tempo extra, aos 90'+4, assinando o mais belo golo da noite - talvez o melhor do Sporting no mês que chega agora ao fim. Tem garantida a titularidade.

 

De Coates. Nota elevadíssima para o nosso capitão. Foi ele a abrir o activo, cabeceando como mandam as regras na sequência de um livre muito bem convertido por Nuno Santos (14'). E marcou o sétimo, à ponta-de-lança (81'), correspondendo da melhor maneira a uma boa assistência de Geny. Há três anos que não bisava na Liga.

 

De Pedro Gonçalves. Só jogou a primeira parte - com 5-0 ao intervalo, Rúben Amorim decidiu poupá-lo, trocando-o por Daniel Bragança. Mas correspondeu às expectativas. Esteve envolvido em três golos: marcou o terceiro (25'), após Morten picar a bola sobre a defesa adversária, assistiu o internacional sueco no segundo e foi dele uma pré-assistência, para o quinto golo, num soberbo passe vertical para Edwards antes de a bola sobrar para Trincão. Segue com 11 golos e sete assistências na temporada. Merece aplauso.

 

Do regresso de Geny. Em boa hora voltou após a sua participação no Campeonato Africano das Nações, ao serviço da selecção de Moçambique, prematuramente afastada. Substituiu Esgaio aos 57' e deu finalmente vida ao corredor direito, fazendo a diferença. Marcou o sexto golos, aos 64', num soberbo remate em arco na sequência de um canto. E assistiu no sétimo. Missão cumprida: deu forte contributo para encostar o Casa Pia às cordas.

 

De ter visto cinco jogadores da nossa formação nesta partida. Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio e Esgaio foram titulares. Depois ainda entraram Daniel Bragança (fez toda a segunda parte) e Dário (rendeu Morten aos 86'). É outra aposta que vai sendo ganha: estamos no rumo certo.

 

Desta nossa quarta goleada em 2024. Sporting-Estoril: 5-1. Sporting-Tondela para a Taça de Portugal: 4-0. Vizela-Sporting: 2-5. E agora esta. Vinte e dois golos marcados, apenas três sofridos nestes quatro encontros. Vamos em marcha acelerada para a conquista do campeonato. E - espero - também para vencermos a Taça de Portugal com esta veia goleadora.

 

De ver o Sporting reforçar a posição como melhor ataque da Liga. Números extraordinários: 53 golos marcados em 19 rondas, enquanto o Benfica tem apenas 41 e o FC Porto está muito mais abaixo, só com 33. Há 39 anos que não tínhamos mais de 50 golos à 19.ª jornada, de longe a nossa melhor marca deste século. Serve para moralizar ainda mais a equipa. E também os adeptos.

 

De não termos sofrido nenhum. Outro aspecto muito positivo deste jogo que rondou a perfeição. Adán mal chegou a fazer uma defesa digna desse nome.

 

Da nossa liderança cada vez mais consolidade. Mantemos o comando da Liga 2023/2024, agora com 49 pontos. Pressionando todos os outros, que seguem há várias rondas atrás de nós. Está cada vez mais perto o objectivo final.

 

De Rúben Amorim. Após a derrota contra o Braga - por manifesto azar - para a Taça da Liga, o treinador incutiu aos jogadores mentalidade ganhadora, sem permitir dúvidas existenciais ou angústia competitiva de espécie alguma. Daí termos cumprido o décimo jogo desta época para a Liga em casa sempre a somar vitórias. Equipa campeã é mesmo assim. Por isso atingimos um marco que permanecia há 50 anos sem igualar, nesta que é apenas a terceira época do século XXI em que lideramos isolados o campeonato em Janeiro - as duas anteriores foram com Laszlo Bölöni em 2002 e com o próprio Rúben em 2021.

 

 

Não gostei

 

De não ver sequer St. Juste no banco. Parece que o holandês contraiu nova lesão. É tempo de a estrutura leonina reflectir sobre o futuro deste jogador, que vai passando ao lado de outra época desportiva.

 

Do cartão amarelo a Morten. Por falta fora de tempo, aos 38', quando já vencíamos por 4-0. Não havia necessidade.

 

Do corredor direito na primeira parte. Esgaio com muito menor dinâmica do que o titular da ala oposta, Nuno Santos. Melhorou com Geny em campo. 

 

Das ausências de Diomande e Morita. Continuam ao serviço das respectivas selecções: são dois titulares a menos. Mas Eduardo Quaresma e Daniel Bragança vão dando boa conta do recado.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De outra goleada leonina, a terceira de 2024. Desta vez em Vizela, no jogo que assinalou o início da nossa campanha na segunda volta da Liga 2023/2024. Vencemos por 5-2 a equipa minhota, superando a prestação face ao desafio inaugural deste campeonato, que terminou com a nossa vitória tangencial (3-2) em Alvalade, arrancada a segundos do apito final. Agora passeámos classe no estádio vizelense, exibindo superioridade e confiança, actuando quase sempre no último terço do terreno. Com todos os nossos avançados a marcar. E dois golos nascidos de lances de bola parada, algo que ainda há pouco tempo quase nunca acontecia.

 

De Gyökeres. Outra vez a figura do jogo, outra vez o melhor em campo. Já com 22 golos marcados de verde e branco, igualando a melhor marca de sempre da sua carreira quando ainda faltam disputar muitas partidas nesta temporada. Autêntico todo-o-terreno, sempre de olhos fitos na baliza, é um pesadelo para as defesas adversárias. Ontem voltou a demonstrar toda a sua pujança em campo. Mais dois golos marcados: o nosso primeiro, aos 45'+7, e o quinto, aos 86'. Participa na construção do segundo, baralhando marcações. Meteu a bola outra vez na baliza, aos 30', num golo anulado por duvidosa deslocação. E teve as redes à sua mercê, logo aos 18', fazendo a bola embater na barra - rara ocasião em que desperdiça uma oportunidade soberana de marcar. Confirma-se: após este seu quarto bis na prova, ninguém rivaliza com ele no título de melhor jogador deste campeonato.

 

De Paulinho. Voltou a marcar, pelo segundo jogo consecutivo. À ponta-de-lança, sem lugar a dúvidas. Foi dele o nosso terceiro, impondo-se no jogo aéreo e encaminhando-a para a rede de cabeça, na sequência de um livre. Interveio na construção do primeiro, ganhando também uma bola no ar. E aos 45'+1 viu um golo anulado por escassos 12 cm que levantam muitas dúvidas.

 

De Trincão. Outra grande exibição, como avançado a jogar na ponta direita. Coroada com um golo, o nosso segundo, quando estavam decorridos apenas 47'' da segunda parte. É dele também a assistência para o terceiro, com um cruzamento teleguiado para Paulinho. Já tinha assistido o mesmo colega no golo anulado por duvidosa deslocação, no tempo extra da primeira parte. Atravessa o seu melhor período desta época.

 

De Pedro Gonçalves. Poucos como ele trabalham tanto para o colectivo, sem vedetismos. Voltou a acontecer, desta vez em Vizela. Actuando como médio ofensivo, em apoio permanente do trio atacante, exibiu os seus pergaminhos técnicos e tácticos, pondo-os ao serviço da equipa. Distinguiu-se com duas assistências - cruzamento perfeito num pontapé de livre lateral para o quarto golo, marcado de cabeça por Coates aos 72', e para o quinto, num entendimento perfeito com Daniel Bragança, de quem recebeu a bola. Confirma-se como o melhor jogador português deste Sporting, agora com 46 pontos à 18.ª jornada da Liga.

 

Do regresso de Edwards. Foi bom ver o inglês de volta ao relvado, após síndrome gripal. Ainda longe da sua melhor forma, naturalmente. Mas não tardará a recuperá-la. 

 

De ver o Sporting já com o melhor ataque da Liga. Ultrapassámos o Braga como equipa mais goleadora: já temos 45 marcados, enquanto a turma minhota está com 42. Nos últimos quatro jogos (Estoril, Tondela para a Taça de Portugal, Chaves e agora este) marcámos 17, com apenas três sofridos. Mais: já lá vão 29 desafios desta temporada com o Sporting sempre a marcar. No campeonato, este registo ocorre há 26 rondas consecutivas. Mais ainda: há 40 anos que não tínhamos tantos golos à 18.ª jornada. Notável.

 

De outro marco superado por Rúben Amorim no Sporting. Foi a primeira vez que, como treinador leonino, venceu fora com cinco golos. O anterior triunfo do SCP por esta marca havia sido registado ainda com Marcel Keizer à frente da equipa.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido aos 13'. Conta a corrente do jogo, num lance a frio, na única oportunidade da equipa visitada em todo o primeiro tempo e após livre em que nem sequer falta tinha acontecido. Foi a primeira vez, neste campeonato, que vimos a bola tocar-nos as redes durante a meia hora inicial de uma partida. Fica a impressão muito nítida de que pelo menos dois jogadores do Vizela estavam deslocados: é insólito, o critério de colocação de linhas do vídeo-árbitro Rui Costa. No mínimo.

 

De termos estado mais de meia hora a perder. O nó só foi desatado por Gyökeres (who else?) no tempo extra. Mas não por falta de tentativas da nossa parte. A pressão foi intensa, o nosso domínio foi total.

 

Do empate (1-1) que se registava ao intervalo. Resultado ilusório, em nada reflectindo o que havia acontecido no relvado. Com o Vizela incapaz de criar uma situação de perigo para além do lance fortuito do golo e quase sempre remetido aos seus 30 metros mais recuados.

 

De Coates. Marcou um golo, é certo. Num golpe de cabeça certeiro, muito bem servido por Pedro Gonçalves na cobrança de um livre. Mas enredou-se num disputa de bola em zona que estava sob o seu domínio, perdendo o duelo contra Essende. Esta falha individual do nosso capitão funcionou como inesperado brinde para o Vizela, que assim conseguiu o segundo golo, aos 63', sem hipótese de defesa para Adán. São já 19 golos sofridos neste campeonato.

 

Do amarelo exibido a Morten. O internacional sueco passou a jogar condicionado desde o minuto 16. Com total falta de critério do árbitro André Narciso, que poupou cartões dessa cor a jogadores do Vizela em dois lances muito mais aparatosos para travar Gyökeres. Arbitragem habilidosa, à portuguesa. É também por isto que os nossos apitadores continuam fora das convocatórias para os grandes palcos do futebol mundial.

 

Das ausências de Diomande, Geny e Morita. Continuam ao serviço das respectivas selecções, mas nem isso impediu o oitavo triunfo consecutivo do futebol leonino. Vai seguir-se o Braga, para a Taça da Liga, na próxima terça-feira.

Rescaldo do jogo de hoje

 

Gostei

 

De ir a Chaves vencer por 3-0. Derrotámos sem margem para dúvidas a mesma equipa que há duas semanas fez tremer o FC Porto no Dragão, onde perdeu por tangencial 0-1 tendo mandado uma bola aos ferros à beira do fim. Desta vez nada de semelhante aconteceu. O triunfo leonino na bela cidade transmontana não oferece discussão. Mesmo sem cinco habituais titulares no onze inicial: Diomande, Morita, Geny (ausentes nas selecções), Edwards (a recuperar de uma gripe) e Coates (vindo de lesão, tendo só feito o segundo tempo).

 

De Pedro Gonçalves. Voto nele para melhor em campo. Jogando num estádio que conhece bem, muito perto da terra natal, e contra uma equipa onde nasceu para o futebol, o nosso médio ofensivo confirmou encontrar-se na melhor fase desta temporada. Terceiro jogo seguido a marcar: desta vez fechou a contagem com um belo remate, muito bem colocado, aos 56'. Actuando entrelinhas, no apoio directo ao ataque, esteve em mobilidade constante, abrindo linhas de passe e protagonizando acções de ruptura que puseram a defensiva flaviense em sentido. Podia ter marcado mais cedo, aos 27', quando Gyökeres o isolou perante o guarda-redes, mas permitiu a defesa de Hugo Souza. Redimiu-se não só com o golo mas com o conjunto da sua exibição. Ao ser substituído (79') foi brindado com aplausos em todo o estádio.

 

De Paulinho. Foi ele a desbloquear o resultado, quando faltava pouco para o intervalo, em pontapé de ressaca na sequência de um canto: assim nasceu o remate vitorioso, à queima-roupa, com o Sporting a instalar vários jogadores na área. A equipa também melhorou neste capítulo: sabe aproveitar bem os chamados lances de bola parada, ao contrário do que sucedia noutros tempos. 

 

De Trincão. Actuação muito positiva do esquerdino, sobretudo no segundo tempo, quando marcou o mais belo golo da noite, aos 52', num forte remate em arco sem hipóteses de defesa para o guardião do Chaves. Já tinha sido ele a cobrar o canto de que resultara o nosso golo inaugural. 

 

De Nuno Santos. Também ele tem melhorado a olhos vistos, encontrando-se igualmente na melhor fase da época. Assistiu no segundo golo com um cruzamento muito bem medido. Estave sempre em jogo, sempre combativo, sempre comprometido com a equipa. 

 

De ver as nossas redes incólumes. Adán pouco mais foi do que um espectador deste Chaves-Sporting, mantendo a baliza intacta. 

 

De ter igualado o melhor ataque da Liga. Atingimos a marca dos 40 golos, agora a par com o Braga. Com inegável veia ofensiva. Nos últimos três jogos (Estoril, Tondela e agora este), para duas competições diferentes, marcámos 12 e apenas sofremos um. Com 17 jornadas da Liga sempre a fazer o gosto ao pé - ou à cabeça. Sem uma só partida em branco.

 

De sermos campeões de Inverno. Haja o que houver no resto da jornada 17, continuamos na frente. Terminamos a primeira volta da Liga 2023/2024 no primeiro posto, isolados. Somando já 43 pontos. Com o melhor jogador do campeonato (Viktor Gyökeres) e exibindo o melhor futebol da temporada em curso. 

 

 

Não gostei

 

Do tempo. Muito frio, próprio do mês de Janeiro em Trás-os-Montes, chuva incessante e até alguns fragmentos de nevoeiro. Felizmente o jogo começou às seis da tarde, horário sensato que chamou muita gente ao estádio. Incluindo largas centenas de sportinguistas.

 

Do relvado. Empapado pela chuva copiosa, dificultou muito o futebol rendilhado dos nossos jogadores, sobretudo no corredor central. Optou-se, em alternativa, pelo passe longo e directo, com a bola a sofrer desvios nas ocasiões mais inesperadas. Felizmente ninguém se lesionou.

 

De termos esperado muito para ver o primeiro golo. Só chegou aos 44', quando alguns adeptos já se impacientavam e uns mais exaltados até rogavam pragas - que se comprovaram ser injustas - a Trincão e Pedro Gonçalves.

 

De Coates. Manteve-se no banco toda a primeira parte: ainda não está em forma para render um jogo inteiro. Entrou após o intervalo, substituindo Eduardo Quaresma - terceiro jogo a titular, com boa prestação - para nos dar maior conforto no jogo aéreo defensivo. Mas o capitão continua preso de movimentos. Fez uma falta desnecessária que lhe valeu o amarelo (71') e arriscou outra que lhe podia ter valido outro cartão da mesma cor.

 

De rever Rúben Ribeiro, agora no Chaves. Não deixou saudades no Sporting, onde chegou por insistência de Jorge Jesus, passou sem mostrar talento e deu de frosques a pretexto do assalto a Alcochete quase sem ter sido importunado pelas claques. É lembrado, mas por maus motivos

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da goleada de ontem em Alvalade. Recebemos o Estoril, que estava em nono no campeonato. Mas não lhe demos a menor hipótese, mesmo tratando-se da mesma equipa que, com toda a justiça, venceu o FC Porto no Dragão em Novembro e no mês seguinte eliminou os portistas da Taça da Liga, sem margem para discussão. Mostrando ser de uma fibra muito diferente, o Sporting cilindrou ontem a turma estorilista, vencendo por 5-1. Foi, até agora, o resultado mais volumoso neste campeonato da  nossa equipa, que respira e transmite confiança. 

 

Da superioridade leonina. Entrada de leão do onze comandado por Rúben Amorim: começámos logo de pé no acelerador e mostrámos desde o primeiro lance ter enorme vontade de vencer para manter pressão máxima sobre os emblemas rivais - e resultou, pois logo a seguir o FC Porto voltou a tropeçar, desta vez empatando no Bessa. Tudo está resumido neste excelente título do SAPO Desporto: «Sporting passeia classe, goleia Estoril e segue firme no topo». Domínio absoluto à 16.ª jornada.

 

De Gyökeres. Novamente o homem do jogo, novamente o melhor em campo. Começam a estar gastos os adjectivos que definem cada actuação do avançado sueco, sem discussão a grande figura desta Liga 2023/2024. Desta vez não marcou nenhum dos nossos cinco golos, mas assistiu em quatro - num deles com as mãos, em lançamento da linha lateral (o terceiro, para Nuno Santos, aos 51'). Extraordinária exibição, extraordinário desempenho: é a pedra angular deste Sporting que vai caminhando, jornada a jornada, para se sagrar campeão nacional de futebol. Segue com 18 golos e oito assistências: é um craque.

 

De Edwards. Marcou o primeiro (e também o segundo) golo do futebol português neste ano civil recém-inaugurado. Estava lá, no momento certo e no local certo. Para encaminhar a bola na direcção correcta. Em ambas, assistido por Gyökeres (21' e 45'+2, no último lance da primeira parte). Alguns dirão que bastava empurrar, mas quantas vezes outros falharam golos cantados como estes? Esteve muito perto do terceiro em duas ocasiões: num remate cruzado a rasar o poste direito (33') e num embate ao ferro (75'). Justíssimo destaque.

 

De Gonçalo Inácio. Patrão da nossa defesa, impondo-se naturalmente como líder alternativo na ausência do capitão Coates, ainda lesionado. Logo aos 2' transmitiu aos adeptos o sinal do que iria passar-se ao cabecear em mergulho dentro da área estorilista em lance que poderia ter gerado golo. Preciosos cortes aos 3', 9'', 18', 38' e 45'+1. Impondo o físico e sobretudo a técnica, aliados à precisão exacta do momento da intervenção. Esperemos que permaneça em Alvalade após o mercado de Inverno: é um elemento fundamental no nosso onze nuclear.

 

De Eduardo Quaresma. Integrou um inédito trio de centrais titulares - com Matheus Reis à esquerda e Gonçalo ao meio. Passou com distinção no teste, confirmando que não necessitamos de reforçar a ala direita defensiva: ele próprio é o reforço. Limpou muito bem a área após canto que podia gerar perigo aos 25'. Cortes oportuníssimos aos 54' e aos 57'. Também se distinguiu no passe longo: excelente abertura para Nuno Santos, no flanco oposto, aos 34'. 

 

De Pedro Gonçalves. Grande jogo sem bola, arrastando defesas e baralhando marcações no seu constante vaivém entre linhas. Primeiro à frente e a partir dos 52', com a saída de Daniel Bragança, em missão mais recuada, complementando a acção de Morten como médio mais ofensivo. Foi já nesta posição que protagonizou fantástica arrancada no corredor central e disparou de meia distância, traindo o guarda-redes Carné: a bola roçou no poste esquerdo da baliza e encaminhou-se para as malhas estorilistas. Foi o nosso quarto golo, aos 69'. E o quinto dele nesta Liga 2023/2024.

 

Do regresso de Trincão aos golos. Parecia estar novamente em maré de azar quando fez a bola embater no ferro aos 75'. Mas marcou mesmo, três minutos depois (com assistência de Gyökeres) num soberbo remate cruzado, indefensável. Protagonizou dois outros lances de inegável classe, aos 77' e aos 90'+1. Temos o goleador de volta.

 

Do árbitro Cláudio Pereira. Se todos actuassem como ele ontem, a qualidade do futebol português seria claramente superior.

 

De ver o Sporting marcar em todos os jogos da Liga. Não apenas nesta: levamos 60 jogos seguidos sempre a facturar. Extraordinário registo, bem revelador da vocação ofensiva verde-e-branca. Por isso levamos já mais 14 golos marcados do que o FC Porto, que também disputou 16 partidas.

 

Da nossa folha limpa como equipa visitada. Nono jogo em Alvalade para o campeonato, nona vitória da temporada, desta vez com 37.400 espectadores nas bancadas. Não é fruto do acaso: somos ainda mais fortes em nossa casa.

 

De somarmos 40 pontos em 16 rondas. Apenas oito pontos perdidos - nas deslocações a Braga, Guimarães e Luz. A nossa segunda melhor classificação do século nesta fase da competição. Excelente augúrio para o que vai seguir-se.

 

 

Não gostei

 

De ver várias baixas na equipa. Sem Diomande e Morita (ausentes durante algumas semanas nas respectivas selecções) nem Coates (ainda com queixas físicas). Isto já sem falar no eterno lesionado St. Juste, novamente a passar à margem de uma época desportiva.

 

De Nuno Santos. Sobra-lhe em "atitude" (algo que por vezes parece o que não é) o que lhe falta em discernimento pontual. Aconteceu ontem, em duas ocasiões, ao provocar cantos de forma totalmente desnecessária, aos 24' e aos 43', quando nem estava pressionado por adversários. É verdade que após um remate seu a bola encaminhou-se para as redes estorilistas, mas apenas graças ao desvio no infortunado defesa Pedro Álvaro, aos 51', em autogolo. Exibição insuficiente em noite de gala leonina.

 

Do golo solitário que sofremos. Cassiano, livre de marcação, concretizou em recarga após embate na barra. Único lapso da nossa defesa em todo o encontro. Aconteceu aos 82', repondo alguma justiça no marcador: o Estoril mereceu este golo.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da vitória em Portimão. Outro triunfo leonino, desta vez por 2-1. Foi o 12.º em 15 jornadas desta Liga 2023/2024. Quarto consecutivo. Terminamos o ano civil da melhor maneira. Mostrando que somos a equipa a jogar melhor futebol e com mais solidez exibicional. Num estádio que não costuma ser fácil para os chamados "clubes grandes". E numa jornada em que Benfica (contra o Famalicão) e FC Porto (contra o Chaves) viram penáltis claros perdoados por árbitros incompetentes.

 

Da nossa segunda parte. Após 45 minutos iniciais com diversos momentos penosos, enfrentando um Portimonense que defendia com sete ou oito, formando muralha intransponivel, conseguimos ser muito mais acutilantes na etapa complementar. Menos conformados, menos previsíveis, menos apostados em bombear bolas de forma rotineira. Fez toda a diferença, para melhor.

 

De Gyökeres. Começa a ser repetitivo: voltou a ser o melhor em campo. Foi ele a desbloquear o jogo, após o empate a zero que se registava ao intervalo, inaugurando o marcador. Aos 59', coroando de forma exemplar um excelente passe de Pedro Gonçalves que era quase meio golo. O internacional sueco - autêntico "abono de família" da nossa equipa - dispôs apenas dessa oportunidade. Que não desperdiçou: já soma 11 golos no campeonato. Mas proporcionou, ele próprio, uma assistência de bandeja a Paulinho, aos 90'+5: o colega só precisaria de empurrar. Infelizmente, não conseguiu.

 

De Morita. Grande jogo do internacional japonês, revelando inegável classe com a bola nos pés. Disponibilidade total para as tarefas defensivas e ofensivas, funcionando como pêndulo da equipa. Aos 75', fuzilou a baliza de Portimão, levando Vinicius a fazer a defesa da noite. Cinco minutos depois, assistiu Paulinho no golo que nos garantiu os três pontos.

 

De Adán. É verdade que sofreu um golo. Aos 68', na marcação de um livre com a barreira mal formada em que foi apanhado em contrapé: dificilmente poderia ter mantido as redes invictas na conversão desse castigo. Mas salvou a equipa duas vezes cortando o ângulo de remate ao portador da bola que se isolava para a meter lá dentro. A primeira aos 78', a segunda aos 85' - esta com a ajuda de Eduardo Quaresma nesse lance complicado. Exibição positiva, a merecer destaque.

 

Do nosso segundo golo. Valeu-nos os três pontos. Fruto de eficaz jogada colectiva em que intervieram Matheus Reis, Nuno Santos, Morita e Paulinho, com este a rematar de calcanhar, tendo a sorte do seu lado: a bola tabelou primeiro no defesa Alemão, traindo o guarda-redes. Valha a verdade: todo o lance começou com um lapso da equipa de arbitragem, que assinalou pontapé-de-baliza para o Sporting quando devia ter sido canto favorável ao Portimonense. O VAR não pode intervir em lances destes.

 

De ver o Sporting marcar em todos os jogos. Ainda não ficou em branco neste campeonato. Já contabilizamos 32 golos: mais dez do que o FC Porto, mais quatro do que o Benfica. Por enquanto só o Braga marcou mais. 

 

De somarmos 37 pontos em 15 rondas do campeonato. Apenas oito pontos perdidos. Nas deslocações a Braga, Guimarães e Luz. Mantemos folha limpa em casa.

 

De terminarmos 2023 no comando. Mantemos a liderança isolada do campeonato e continuamos em todas as frentes, de aspirações intactas. O Natal ficou para trás. Vamos festejar o Ano Novo de forma ainda mais alegre e vibrante. A sonhar com o título máximo do futebol português.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Sem oportunidades de golo e apenas um pontapé enquadrado com a baliza: aos 45'+1 por Edwards, que levou a bola a sobrevoar a trave. Dez cantos e quinze remates desperdiçados.

 

Das ausências simultâneas de três titulares. Faltaram Coates (por lesão), Gonçalo Inácio e Morten (ambos por castigo). Fizeram falta. 

 

De Neto. Actuou no onze, como central à direita, revelando as limitações técnicas que já lhe conhecemos: abusa dos passes à queima, arriscando entradas negligentes. Numa delas, aos 34', viu Manuel Oliveira mostrar-lhe o amarelo: com outro árbitro, talvez a cor fosse outra. Já não regressou após o intervalo: foi substituído, com vantagem, por Eduardo Quaresma.

 

De Paulinho. Viu-lhe ser creditado um golo, beneficiando da carambola em Alemão. Mas protagonizou um festival de desperdício, fiel à sua imagem de marca. Aos 49', muito bem servido por Edwards, cabeceou à figura. Aos 57', novamente a centro do inglês, atirou para fora. Aos 66', ainda com Edwards a municiá-lo quando estava isolado, demorou uma eternidade a finalizar, permitindo o corte da defesa. Aos 90'+5, com a baliza à sua mercê e Gyökeres a assisti-lo, fez o mais difícil, incapaz de a meter lá dentro. Impossível dar-lhe nota positiva.

 

Das tochas atiradas para a nossa baliza logo a abrir o jogo. Letais ao Sporting, travestidas de "claques", confirmaram uma vez mais que são inimigas do clube. Merecem um castigo pesadíssimo que vai tardando.

{ Blogue fundado em 2012. }

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D