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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da vitória arrancada a ferros. Derrotámos o Vizela (2-1) graças a um penálti convertido aos 90'+5. Após outro jogo muito sofrido e em grande parte medíocre do nosso lado, exasperando os escassos 23.358 adeptos que ali compareceram em noite fria de Inverno e em horário impróprio (apito inicial às 21.15). Primeiro triunfo em 2023 neste regresso a casa após uma derrota (com Marítimo) e um empate (com Benfica). E a pior assistência até agora registada nesta Liga em Alvalade.

 

De Porro. Outra vez o melhor em campo. É hoje, inegavelmente, o elemento com mais qualidade no plantel leonino. Transferi-lo neste mercado de Inverno será outra machadada no "projecto do Sporting", que implica exibir um futebol atractivo e eficaz para poder aceder a títulos e à injecção financeira que só eles proporcionam. Marcou de modo exemplar o penálti da vitória. Já tinha assistido no golo inicial e tentado ele próprio o golo num remate forte aos 45'+2. Fez vários cruzamentos irrepreensíveis mas quase todos desaproveitados. Soma agora 11 assistências no campeonato. O modo exuberante como festejou o golo, apontando para o emblema, indica que quer continuar em Alvalade.

 

De Pedro Gonçalves. Soma e segue: outro golo, desta vez em bola corrida. À ponta-de-lança, aos 59', dando a melhor sequência, em ângulo recto para a baliza, ao centro de Porro. Aos 20', serviu muito bem Paulinho num dos lances que o avançado-centro desperdiçou. O seu desempenho foi muito superior na segunda parte, quando Morita entrou para fazer parceria com Ugarte no meio-campo e o ex-Famalicão avançou no terreno: é ali que deve jogar sempre. Nos últimos quatro jogos, marcou em três.

 

Do regresso de Morita. O internacional japonês, que esteve mais de um mês lesionado após ter participado dignamente no Campeonato do Mundo, funciona como complemento ideal a Ugarte no meio-campo leonino. Fazendo a ligação ao ataque, enquanto o uruguaio resguarda a componente defensiva. Em campo durante toda a segunda parte. Cumpriu a missão. E permitiu libertar Pedro Gonçalves para o triângulo ofensivo, onde mais rende.

 

De Tanlongo. Estreia absoluta de Leão ao peito do jovem médio argentino, recém-chegado ao Sporting. Entrou aos 77', rendendo Ugarte, e mostrou boa atitude em campo - com visão de jogo e qualidade de passe. Parece ter maturidade superior aos seus 19 anos. E é um dextro entre vários canhotos, o que registo com agrado.

 

Da estreia de Chermiti em Alvalade. Tal como Tanlongo, entrou quando o resultado estava 1-1 e quase todos temíamos novo empate pelo segundo jogo consecutivo. O jovem açoriano da nossa formação substituiu Pedro Gonçalves aos 77', o que causou alguma estranheza entre os adeptos mas confirma que Rúben Amorim aposta mesmo nele, mesmo sem contrato renovado. Protagonizou uma exuberante recepção de cabeça (90'+9). No mesmo minuto viu um amarelo por falta táctica que se impunha quando o Vizela tentava a todo o custo o 2-2.

 

De ver três dos nossos sem cartão. Coates, Nuno Santos e Porro, que estão "tapados" com quatro amarelos, passaram incólumes, sem castigo. Podemos contar com eles para o próximo desafio - a meia-final da Taça da Liga, terça-feira, frente ao Arouca. 

 

Deste segundo penálti em dois jogos. Valeram-nos três pontos nestas duas jornadas. O que foi convertido no domingo contra o Benfica, permitindo o empate na Luz, e este que nos fez passar do empate à vitória no embate com a turma vizelense. 

 

Da homenagem a Meszaros antes do jogo. Minuto de silêncio em memória do histórico guarda-redes leonino transformado em merecida ovação nas bancadas.

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. O nulo inicial mantinha-se nesta partida contra o oitavo classificado da Liga 2022/2023. Consequência do eficaz sistema táctico adoptado pelo Vizela em Alvalade, numa inédita (para eles) formação com três centrais, e sobretudo do enorme desperdício dos nossos atacantes. Com destaque para Paulinho e Trincão, incapazes de a meter no fundo das redes. Edwards nem tentou.

 

Da extrema lentidão a partir dos 20' iniciais. Fracassadas as tentativas de marcar, decidimos "pausar o jogo", passando a "construir de trás" com a passividade do costume, já com assobios a escutarem-se nas bancadas. Como se apenas soubéssemos correr atrás do prejuízo. A rapidez só regressou após o intervalo - e acentuou-se, com mais nervos do que cabeça, a partir do golo do empate, aos 75'.

 

De Edwards e Trincão. Foi exasperante vê-los em campo. Edwards, só na primeira parte. O ex-Barcelona até ao minuto 56. Falta de intensidade, falta de energia anímica, falta de espírito competitivo - ao invés dos alas, Porro e Nuno Santos. O inglês marcou de forma displicente um canto, aos 16', entregando-a ao guarda-redes. O minhoto, bem colocado, transformou aos 19' um possível golo num passe ao guardião Buntic. Aos 54', após falhar um passe de forma caricata, ouviu ainda mais assobios e acabou por ir tomar duche mais cedo.

 

De Paulinho. Voltou a sacar um penálti. Mandou uma bola ao poste (63'). Mas é inacreditável a quantidade de golos que falha - como aquele, logo aos 5', em que apareceu isolado e conseguiu acertar com a bola... na cara do guarda-redes. Chega ao fim da primeira volta do campeonato, ontem cumprida para nós, com apenas dois golos marcados nesta prova máxima a nível nacional. Números inaceitáveis para um avançado-centro.

 

De Rui Costa. A bola bateu nele 10 segundos antes do golo vizelense. Devia ter interrompido o jogo e recomeçá-lo com bola ao solo, mas fez de conta que nada tinha acontecido. Estavam decorridos 75 minutos, o Vizela empatava graças à preciosa ajuda e este árbitro confirnava o que já sabíamos: está a mais nos relvados portugueses. Por ter ultrapassado o limite de idade e ter superado o patamar aceitável de competência.

 

Da nossa defesa. Parou toda, pregada ao chão, à espera que Rui Costa interrompesse o jogo no lance do golo sofrido. Atitude inaceitável: deviam ter continuado a disputar a bola. Assim não admira que o Sporting, quarto classificado no campeonato, tenha agora só a oitava melhor defesa, com 19 golos sofridos em 17 jogos. Até o Vizela está à nossa frente.

 

De ver Coates novamente como "ponta-de-lança" improvisado. Aconteceu nos minutos finais, após St. Juste ter entrado - aos 87', por troca com Nuno Santos. Por falta de alternativas no banco, volta a solução de recurso. Por sinal numa época em que o nosso capitão ainda não conseguiu marcar qualquer golo.

 

Da comparação. À 17.ª jornada, temos menos 12 pontos do que na mesma fase do campeonato anterior. Queda abrupta.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Do ponto que obtivemos com este empate na Luz. Foram os primeiros pontos perdidos pelo Benfica em casa no campeonato, que os encarnados lideram isolados. Este 2-2 soube-nos a pouco, mas foi bem melhor do que termos perdido antes com Boavista, Tondela e Marítimo. 

 

Dos 20 minutos iniciais. Bom jogo leonino, sem complexos frente ao líder da Liga 2022/2023, perante 62.295 espectadores nas bancadas. Equipa  veloz, compacta, com lances ofensivos bem medidos.

 

De ter estado duas vezes em vantagem. Abrimos o marcador aos 27', graças a autogolo de Bah, em bola dividida com Trincão à boca da baliza. Ao intervalo, havia 1-1. Na segunda parte, voltámos a pôr-nos na frente, desta vez de penálti, aos 53', a punir carga de António Silva sobre Paulinho quatro minutos antes. O árbitro, Artur Soares Dias, teve dúvidas: alertado pelo vídeo-árbitro Tiago Martins, considerou grande penalidade. As imagens comprovam o acerto da decisão.

 

De Porro. Exibição muito positiva do internacional espanhol, que só não foi ao Mundial do Catar por absurda incapacidade do seleccionador Luis Enrique (já afastado dessas funções) de perceber que está ali um dos melhores laterais direitos do futebol europeu. Marcou de forma exemplar um livre directo, aos 6', forçando Vlachodimos a voar para a defesa da noite. E é ele a iniciar o nosso primeiro golo numa primorosa abertura de pé esquerdo para Edwards que depois centraria de pé direito. Com sucesso.

 

De Pedro Gonçalves. Relegado para o meio-campo, fora da zona de tiro que o notabilizou no Sporting, desempenhou a missão com abnegação e espírito de sacrifício, transportando bem a bola, sem virar a cara à luta. Aos 4', já arrancava um amarelo a Otamendi. E aos 53', bem à sua maneira, converteu de modo irrepreensível o penálti. Agora com dez golos na temporada, recupera o estatuto de maior goleador leonino.

 

De Ugarte. Missão de sacrifício do jovem internacional uruguaio, que se bateu como verdadeiro Leão contra os adversários no corredor central. Recuperações e cortes de bola providenciais. Apoiou a defesa sem descurar a construção ofensiva. Um poço de energia do princípio ao fim do jogo. Voto nele como o melhor dos nossos neste clássico.

 

Da estreia de Chermiti. Surpresa total: Rúben Amorim promoveu outro miúdo da formação à equipa principal. E logo num jogo desta responsabilidade, substituindo um fatigado Paulinho aos 78'. A verdade é que o jovem açoriano, de 18 anos, teve o golo da vitória nos pés, mesmo ao cair do pano (90'+2). Recebeu muito bem um passe longo, livre de marcação, mas pecou pela deficiente finalização ao rematar por cima. Esperemos que seja o primeiro de muitos jogos de Leão ao peito entre os "adultos". E que nos próximos  demonstre pontaria mais afinada.

 

De termos disputado este clássico só com um titular habitual de fora. A excepção foi Morita, que embora já regressado há mais de um mês do Catar, onde alinhou pela selecção do Japão no Mundial, ainda não atingiu os níveis de recuperação muscular necessários para a competição no campeonato português. Todos os outros estavam aptos, sem lesões nem castigos.

 

 

Não gostei

 

De termos alcançado pior resultado do que há um ano. Na época passada, vale a pena recordar, fomos vencer por 3-1 à Luz. Num jogo que dominámos por completo.

 

De termos sido incapazes de segurar a vantagem. Duas vezes adiantados no marcador, deixámo-nos empatar. Repetiu-se o padrão que já havia sucedido no início do campeonato, quando empatámos (3-3) em Braga, estando sempre em vantagem que acabaria por ser anulada. 

 

Da nossa defesa. Desconcentração, falta de comunicação, lapsos individuais (Gonçalo Inácio voltou a comprometer), incapacidade para travar o melhor ponta-de-lança actual do futebol português: Gonçalo Ramos movimentou-se como quis na nossa área e pôde assim marcar por duas vezes, aos 37' e aos 64'. Nem parecia que estávamos a jogar com três centrais rotinadíssimos. Este foi ontem, de longe, o pior sector da nossa equipa.

 

De Trincão. É verdade que pressionou no lance do primeiro golo, provocando o erro de Bah que nos adiantou no marcador. Mas voltou a ter uma exibição abaixo dos níveis de exigência de uma equipa com o perfil competitivo do Sporting - algo bem espelhado na forma inacreditável como, com a frente ganha, se deixou antecipar por António Silva, que vindo de trás lhe roubou a bola (e o golo) aos 38'. Substituído só aos 89' por Jovane, já saiu tarde.

 

De termos perdido outros dois pontos. Vemos o segundo lugar cada vez mais distante (o Braga está com mais oito que nós e o FC Porto tem mais sete). E até podemos perder o quarto lugar no campeonato se o Casa Pia vencer hoje o Estoril. 

 

Dos 19 pontos perdidos à 16.ª jornada. Ainda antes de concluída a primeira volta, estamos já pior do que estivemos em todo o campeonato anterior, quando concluímos as 34 rondas com apenas 17 pontos desperdiçados. A diferença é brutal.

 

Do nosso péssimo registo nos jogos fora. Já sofremos 14 golos em terreno adversário neste campeonato. Só os dois últimos, Marítimo e Paços de Ferreira, sofreram mais que nós.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

Da derrota no Funchal. O Sporting naufragou ontem frente ao Marítimo, num estádio que nos traz más recordações. Após sete vitórias consecutivas em duas competições, tropeçámos frente à equipa local. Esta derrota (0-1) é ainda mais frustrante por ser contra o penúltimo classificado do campeonato, a segunda equipa com pior defesa e que até agora não tinha registado qualquer vitória em casa. 

 

Da falta de atitude competitiva. Se vencêssemos o Marítimo, como era nossa obrigação, reforçávamos o quarto lugar na Liga, ficando a dois escassos pontos do FC Porto - que ontem empatou com o Casa Pia - e a três do Braga. Passávamos a depender só de nós para atingir um posto com acesso à próxima Liga dos Campeões - o terceiro ou mesmo o segundo, pois braguistas e portistas ainda terão de vir a Alvalade. Esta derrota torna esse objectivo cada vez mais distante. Decepção total.

 

De Rúben Amorim. Perdeu o jogo do ponto de vista táctico antes de o perder no relvado. Ao ver a nossa equipa encurralada no meio-campo defensivo, sem conseguir sair com a bola (só aos 17' chegámos pela primeira vez à frente), devido à pressão altíssima da turma de casa, não desfez o previsível sistema habitual nem mexeu no onze titular - a primeira substituição foi aos 57', mal sofremos o único golo do desafio, de penálti. Com os nossos alas condicionados e o meio-campo aturdido face ao domínio maritimista, a passividade do treinador só acentuou o problema.

 

De Trincão. Quase todos os nossos jogadores - vindos de dez dias sem competição, demasiado relaxados e desconcentrados - estiveram mal. Mas o extremo canhoto passou por completo ao lado da partida. Incapaz de fazer a diferença num só lance enquanto esteve em campo. Perdeu bolas, entregou-as ao adversário, falhou emendas - enfim, um desastre.

 

De Paulinho. O avançado que é ainda o melhor marcador da Taça da Liga parece não ter entrado no estádio dos Barreiros. Vimos, isso sim, aquele Paulinho a que já estamos familiarizados: a pecar na finalização. É certo que a única verdadeira oportunidade de golo foi dele, aos 17', em posição frontal - a que o guarda-redes adversário Marcelo Carné, em estreia no Marítimo, correspondeu com a defesa da tarde. Mas dois minutos depois falhou um golo cantado que lhe foi oferecido por Arthur, ao calcular mal a impulsão para cabecear. Apanhado em fora-de-jogo nuns lances e posicionando-se de forma errada noutros, teve exibição fraquíssima.

 

De Mateus Fernandes. Partida infeliz do jovem médio leonino, lançado apenas pela segunda vez como titular na equipa A, em inédita parceria com Ugarte. Vem habituado a jogar num meio-campo a 3 no Sporting B e parece ainda mal adaptado ao sistema de Amorim. Não conseguiu estancar o fluxo ofensivo do Marítimo e teve algumas decisões disparatadas - com maior destaque para o penálti totalmente desnecessário cometido aos 53'. Daí nasceria o golo solitário do Marítimo, aos 56'. E mais três pontos perdidos para nós.

 

Da falta de banco. É cada vez mais gritante a ausência de suplentes qualificados, como há meses vimos alertando aqui. Na ausência de dois habituais titulares (desta vez Pedro Gonçalves, a cumprir castigo, e Morita, lesionado) o onze nunca consegue ser o mesmo. Sem reforços nesta janela de Inverno, restar-nos-á uma temporada medíocre em perspectiva. A qualidade paga-se. E a falta de qualidade também.

 

De Rochinha e Jovane. O Sporting quer pô-los no mercado tão cedo quanto possível. E a exibição de ambos neste jogo só confirma que estão a mais no plantel. Rochinha, em campo desde o minuto 65, voltou a ser incapaz de fazer a diferença: o seu desempenho é sempre irrelevante. Jovane, que entrou aos 75', parece irremediavelmente perdido para o futebol leonino: teve até um pormenor patético, digno dos "apanhados", quando marcou um canto directamente para fora.

 

Da substituição de Coates. Amorim deu-lhe ordem de saída aos 75', aparentemente com receio de que ele visse um amarelo no quarto de hora final, afastando-o da próxima jornada no estádio da Luz. Mas o capitão leonino - o elemento de  maior estatura da equipa - saiu precisamente no momento em que mais falta nos fazia lá na frente, tentando marcar em lance aéreo ao menos o golo do empate. Ninguém compreendeu.

 

Do penálti perdoado ao Marítimo. Um empurrão óbvio nas costas de Porro, derrubado em falta na grande área aos 50', passou despercebido ao árbitro Helder Malheiro e ao respectivo árbitro auxiliar - decisão errada que o vídeo-árbitro Cláudio Pereira decidiu não reverter. Inclinando o campo claramente a favor da equipa da casa.

 

Dos cartões por protestos. É inconcebível vermos cenas destas repetirem-se, com prejuízo óbvio para a nossa equipa. Ontem, mais três: Porro, Matheus Reis e Esgaio viram amarelos por este motivo. O caso de Esgaio roça o absurdo: amarelado por protestar no banco de suplentes, do qual não saiu. A falta de atitude competitiva de uma equipa também se nota nestes aspectos.

 

Da classificação. Vemos agora - à 15.ª jornada - o Benfica já com mais 12 pontos. E temos o Casa Pia apenas um ponto abaixo de nós, ameaçando ultrapassar-nos no modesto quarto lugar.

 

De 2023. Começou da pior maneira para o Sporting. Com uma derrota logo ao primeiro jogo. É a quinta que sofremos neste campeonato: um terço dos desafios foram perdidos.

 

 

Gostei

 

Do Marítimo, agora com novo treinador. O onze insular, que passou a ser orientado por José Gomes, mereceu esta vitória. Foi superior ao Sporting do princípio ao fim.

 

De Porro. O menos mau dos nossos. Atitude combativa nunca lhe faltou. E teve um adversário directo à altura: o brasileiro Leo Pereira, recém-chegado ao Funchal - eis um verdadeiro reforço. O internacional espanhol voltou a servir bem os colegas pelo menos em três cruzamentos - aos 17', 81' e 90'+2. Mereciam ter sido aproveitados.

 

De Gonçalo Inácio. Desempenho também acima da média do jovem central leonino, que voltou a fazer duas posições: à direita, até à saída de Coates; e ao centro na fase final (com St. Juste, há muito afastado, enfim de regresso). Grandes cortes, em lances perigosos, aos 70' e aos 78'.

 

De Nuno Santos. Fora do onze inicial para acautelar um eventual quinto amarelo que o pudesse deixar fora do próximo desafio, frente ao Benfica, o ala esquerdo acabou mesmo por entrar, rendendo Arthur aos 57'. Dois bons cruzamentos: um pelo ar (67'), outro rasteiro (89'), infelizmente desaproveitados.

Rescaldo do jogo de ontem

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Porro e Nuno Santos: grande dupla em campo frente ao Paços de Ferreira

(Foto: Miguel A. Lopes / Lusa)

 

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Da nossa vitória categórica contra o Paços de Ferreira. Triunfo muito facilitado frente ao último classificado da Liga 2022/2023, que chega à 14.ª jornada apenas com 2 pontos - sem um só jogo ganho. Mas não temos culpa disso. Fizemos o nosso trabalho, com tanta eficácia que arrumámos o desafio logo no primeiro tempo, com 3-0 ao intervalo. A segunda parte foi muito mais pausada: deu para gerir o resultado sem a preocupação de ampliar a vantagem.

 

De Porro. Coincidência ou não, melhor em campo num momento em que tanto se fala dele como potencial candidato a trocar o campeonato português pela Premier League. O espanhol - escandalosamente ignorado pelo ex-seleccionador Luis Enrique na convocatória para o Mundial do Catar - deslumbrou os adeptos com uma exibição de excelência. A inaugurar o marcador, de cabeça, à ponta-de-lança, logo aos 3', na primeira oportunidade do desafio, e a assistir no terceiro, num cruzamento primoroso para Paulinho, aos 45'. 

 

De Nuno Santos. Outra exibição superlativa, iniciada com o centro para Porro que funcionou como assistência no nosso golo inaugural. Foi ele a marcar o segundo, assistido por Edwards, aos 22', também à ponta-de-lança. Viria a distinguir-se ainda com óptimos cruzamentos para Pedro Gonçalves (48') e Paulinho (56').

 

Do regresso de Paulinho aos golos na Liga. Selou o resultado momentos antes do fim da primeira parte, marcando o seu segundo neste campeonato. Número escasso, mas se lhe juntarmos os desafios da Taça da Liga já leva sete golos marcados nos últimos seis jogos. É talvez o futebolista leonino a quem fez melhor a pausa na principal competição desportiva portuguesa forçada pelo Mundial.

 

De Mateus Fernandes. Entrou apenas aos 79', rendendo um fatigado Pedro Gonçalves, mas ainda a tempo de exibir bom toque de bola em dois lances à entrada da área, num deles isolando Rodrigo, aos 89'. Valor em ascensão numa equipa em que os jovens voltam a merecer oportunidades.

 

Da homenagem a Coates. O capitão leonino cumpriu o jogo 300 de Leão ao peito. Isto motivou uma cerimónia especial depois do jogo, ainda no relvado, com a participação de Frederico Varandas e dois históricos capitães do Sporting, Manuel Fernandes e Carlos Xavier. Merecida distinção ao uruguaio, hoje o mais veterano do plantel e que tão bem continua a trabalhar pela nossa equipa.

 

Da homenagem a Pelé. Pouco antes do apito inicial, soube-se que o melhor jogador de todos os tempos tinha falecido, aos 82 anos. O minuto de silêncio foi transformado numa sessão de aplausos em memória de Edson Arantes do Nascimento, o genial Rei do Futebol. 

 

Do vibrante aplauso a Antunes. Ao ser substituído, no minuto 74, escutou uma sentida ovação dos 31 mil adeptos presentes em Alvalade à qual o próprio Rúben Amorim se associou. Saiu comovido, apontando para o coração. Não esquecemos que o bravo lateral hoje no Paços foi um dos nossos campeões na gloriosa temporada 2020/2021.

 

Da sétima vitória seguida. Se juntarmos os desafios do campeonato aos da Taça da Liga, este foi o nosso sétimo jogo vitorioso, permitindo-nos igualar provisoriamente o Braga no terceiro posto e ultrapassar o surpreendente Casa Pia. Boa maneira de terminarmos este ano civil de que iremos despedir-nos amanhã. Segue-se um embate no Funchal, frente ao Marítimo, já em 2023. Melhor ainda: esta foi a nossa quinta partida consecutiva sem sofrermos golos. Com 21 marcados e as nossas redes intactas.

 

 

Não gostei

 

Da expulsão de Dário. Num jogo em que o árbitro António Nobre utilizou o chamado "critério largo", talvez inspirado no Mundial de Futebol, o jovem médio leonino viu o cartão vermelho por uma entrada de sola absolutamente escusada, quando o nosso domínio era absoluto e vencíamos por margem confortável. Estavam decorridos 82': Dário saiu de campo em lágrimas, acarinhado pelo público. Aplausos merecidos, pois fez boa exibição - a melhor na equipa principal, sobretudo no primeiro tempo, vencendo vários duelos individuais com o veterano Gaitán, o mais destacado jogador do Paços.

 

Das ausências de Morita e Ugarte. O primeiro por estar ainda lesionado, na sequência do Mundial do Catar, o segundo por cumprir castigo. Dois médios titulares substituídos por Pedro Gonçalves e Dário sem prejuízo para a dinâmica global da equipa. Também ausentes, três lesionados de longa duração: Daniel Bragança, Neto e St. Juste.

 

Dos falhanços de Edwards e Pedro Gonçalves. Desta vez nenhum deles marcou - e não foi por falta de oportunidades. O inglês rematou a rasar o poste, bem servido por Matheus Reis (8') e Paulinho (38'). O transmontano, que interviera nos dois primeiros golos, podia também ter marcado: falhou por pouco num cabeceamento aos 48' e atirou por cima aos 72'. Com tantas oportunidades por concretizar, o nosso triunfo só pecou por escasso.

Rescaldo do jogo de ontem

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Jogadores leoninos celebram primeira vitória da época a Norte

(Foto: Manuel Fernando Araújo / Lusa)

 

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Dos três pontos que trouxemos de Famalicão. Vitória sem discussão (1-2), construída no primeiro tempo, num estádio onde não vencíamos há 30 anos. Nas últimas três épocas, com a equipa minhota de regresso ao primeiro escalão do futebol português, empatámos lá duas vezes e perdemos outra. Vale a pena sublinhar isto.

 

De Trincão. Rúben Amorim apostou nele como titular - e fez bem. O vianense foi o melhor em campo. Marcou um golo (o segundo, que lhe foi creditado) aos 42'. Mas já antes se revelara como o mais dinâmico no nosso trio ofensivo. Excelente passe a rasgar para Paulinho (4'). Bola ao poste num belo remate cruzado (10'). É ainda ele quem faz o remate interceptado com o braço por Rúben Lima que origina o penálti e o nosso segundo golo (45'+3).

 

De Pedro Gonçalves. É na linha da frente que deve jogar, como ficou provado uma vez mais. Teve o golo nos pés aos 18': rematou com direcção e força mas a bola foi travada numa boa defesa do guarda-redes Luiz Júnior. Fez cinco passes de ruptura, estatística que o credita como um dos mais influentes neste desafio debaixo de chuva copiosa. E ainda foi ele a marcar o penálti - mesmo no fim da primeira parte - com frieza e competência. Leva 45 golos marcados e 23 assistências em 97 jogos de verde e branco.

 

De Morita. O nosso primeiro golo nasce da pressão que fez, lá na frente, sobre o famalicense Pelé, forçando-o a atrasar a bola. A equipa ganha intensidade competitiva sempre que o internacional japonês - já com bilhete para o Mundial do Catar - se adianta no terreno. Aos 62', marcou um golo (que seria o nosso terceiro) na sequência de um canto que acabou por ser anulado por pretenso fora-de-jogo de 18 cm após análise demoradissíma do vídeo-árbitro. As imagens disponíveis indiciam o contrário. 

 

De Arthur. Entrou só aos 59', substituindo Matheus Reis. Mas voltou a causar boa impressão: mal tocou na bola fez um disparo a rasar o poste. Incute dinâmica à equipa, é combativo, tem técnica muito apurada. Um verdadeiro reforço. Merece jogar mais.

 

Do resultado aos 45'. Em cinco minutos, mesmo antes do intervalo, conseguimos uma vantagem confortável. Na segunda parte, gerimos o resultado já a pensar na longa pausa que vai seguir-se: o campeonato só será retomado daqui a seis semanas, no fim do ano. Era escusado recuar tanto as linhas, concedendo demasiada iniciativa ao Famalicão. Mesmo assim, tivemos sempre o jogo controlado. O primeiro remate enquadrado deles só aconteceu aos 49'. E o golo adversário aconteceu numa carambola fortuita. 

 

Da primeira vitória a Norte. Até agora, nesta temporada, ainda só tínhamos perdido (FC Porto, Boavista, Arouca, Varzim) ou empatado (Braga) nos jogos disputados nessa região do País. Foi quebrado o enguiço

 

De subirmos a média de golos. Com mais estes, temos agora 26 marcados em 13 jornadas da Liga. Média: dois por jogo. Superior à da época passada, quando tínhamos só 22 na mesma fase do campeonato. Bom sinal.

 

De subirmos na classificação. Éramos sextos há duas semanas, vamos agora no quarto posto. Deixando já para trás V. Guimarães e Casa Pia. Próximo passo: ultrapassar o Braga. A equipa minhota vai três pontos à nossa frente, mas ainda terá de jogar em Alvalade - aliás como o FC Porto, que tem mais quatro.

 

 

Não gostei

 

De continuar a ver tanto desperdício lá na frente. Aos 18' já tínhamos três claras oportunidades de golo sem concretizar. Por Paulinho (4'), Trincão (10') e Pedro Gonçalves (18'). Foram-se sucedendo mais quatro, confirmando o nosso principal problema nesta temporada: incapacidade para a meter lá dentro, arrumando os jogos cedo e gerando sofrimento desnecessário.

 

Do golo sofrido, aos 78'. Remate acrobático de Iván Jaime beneficiando de uma tabela no corpo de St. Juste que traiu Adán. Uma carambola, mas suficiente para deixar os nervos em franja a muitos adeptos no quarto de hora final da partida - que ainda teve 8 minutos de tempo extra. Não havia necessidade de tanta angústia. E desperdiçámos mais uma oportunidade de manter intactas as nossas redes.

 

De Paulinho. O treinador aposta com insistência nele, transmitindo-lhe toda a confiança. Mas o avançado ex-Braga persiste em não cumprir a missão principal que levou o Sporting a contratá-lo por preço muito elevado: marcar golos. Continua a revelar problemas de posicionamento que o tornam inofensivo na grande área. Servido por Trincão aos 4', por Porro aos 8', por Matheus Reis aos 20' e por Pedro Gonçalves aos 36', volta a ficar em branco. À jornada 13, ainda só marcou por uma vez. 

 

Da lesão de Matheus Reis. O brasileiro, que tem actuado como central, desta vez alinhou como lateral. Desempenho positivo. Mas viu-se forçado a sair por lesão muscular, aos 59'. Como o habitual titular desta posição, Nuno Santos, também está afastado por lesão, Amorim teve de trocar Matheus por Arthur. E aos 80' acabou por colocar Esgaio como lateral esquerdo, o que volta a demonstrar como este plantel leonino é curto.

 

Do excesso de cartões. Artur Soares Dias brindou sete jogadores nossos com amarelos: Ugarte (21', fica fora do próximo jogo por ter visto o quinto), Gonçalo Inácio (39'), Trincão (41'), Matheus Reis (45'+4), St. Juste (45'+4), Porro (89') e Coates (90'+6). Arbitragem à portuguesa, longe dos critérios internacionais. Não admira que nenhum dos nossos apitadores tenha sido convocado para o Mundial.

Rescaldo do jogo de hoje

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Matheus Reis e Porro festejam o primeiro golo

(Foto: José Sena Goulão / Lusa)

 

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Do triunfo em casa frente ao V. Guimarães. Vitória concludente contra a equipa minhota, que vinha de sete jogos sem perder (seis para a Liga, um para a Taça) e estava à nossa frente no campeonato. Resultado: 3-0, com 2-0 ao intervalo. Domínio total do onze leonino, sem que Adán necessitasse de fazer uma só defesa. Teremos mesmo dado um pontapé na crise após três jogos seguidos sem vencer?

 

De Morita. Regressou à equipa após breve afastamento por lesão. E veio em boa forma. Foi um dos mais acutilantes no primeiro tempo. Marcou o segundo golo, rematando com o pé esquerdo. Já aos 20' propiciara a defesa da noite a Bruno Varela com um tiro fortíssimo que levava selo de golo. Amarelado aos 15', saiu ao intervalo por precaução. Exibição muito positiva do internacional japonês, já convocado para o Mundial - onde defrontará Alemanha, Espanha e Costa Rica.

 

De Porro. Sempre um dos mais inconformados. Joga no limite, procurando acelerar o jogo. Foi dono e senhor no flanco direito. Bom desempenho, coroado com o pontapé que levou à marcação do primeiro golo, aos 34', que Edwards desviou para a baliza. Grandes cruzamentos aos 18', 51' e 55'. Um dos obreiros desta vitória.

 

De Edwards. Melhor em campo. Entrou aos 33, substituindo um inócuo Nazinho, e logo no minuto seguinte o Sporting abriu o marcador, com a bola cabeceada por Porro a tabelar nele e a entrar. Aos 40', assistiu Morita no segundo. E aos 55' voltou a marcar, coroando uma jogada individual de insistência contra a muralha vitoriana. Assim fixou o resultado, com um potente remate em arco que ainda embateu num defesa, traindo Bruno Varela. O inglês, ex-jogador do Vitória, não festejou. Mas nota-se que é cada vez mais influente de Leão ao peito. Oxalá permaneça na equipa após o mercado de Inverno.

 

De Matheus Reis. Desempenho irrepreensível do brasileiro, que entrou como central à esquerda mas actuou principalmente como lateral ou até médio-ala, ajudando a esticar e alargar o jogo leonino. Foi ele, de longe, o defesa mais incursor no meio-campo adversário com diversos passes de ruptura (20', 29', 31') e assistência no primeiro golo.

 

De St. Juste. Continua sem fazer um jogo completo de verde e branco. Mas voltou a demonstrar talento ao substituir Coates, iam decorridos 64'. Atento nas coberturas, veloz na recuperação do espaço, capaz de romper linhas com passes bem medidos. Merece mais tempo de jogo. A equipa beneficiará com isso.

 

De Rúben Amorim. No dia em que cumpriu 100 jogos como treinador na Liga - e 125 jogos ao serviço do Sporting - viu a estrelinha voltar a brilhar quando o árbitro Manuel Mota decidiu expulsar o vitoriano Afonso Freitas, com segundo amarelo, logo aos 27'. Jogar contra dez a partir daí foi decisivo para dar inspiração e confiança à nossa equipa. O treinador recebeu mensagens de incentivo no estádio, por escrito e verbalmente, e desta vez as suas apostas foram bem-sucedidas. Quando urgia rectificar, não hesitou em fazê-lo (troca de Nazinho por Edwards, saída de Morita para evitar um segundo amarelo, substituição de Coates já com o jogo em 3-0 para poupar o capitão ao acréscimo de fadiga muscular). Esta noite terá bons motivos para dormir tranquilo.

 

De não termos sofrido golos. Há quase dois meses que não sucedia. Desde a goleada (4-0) ao Portimonense em casa, em 10 de Setembro. Vínhamos de dez jogos para todas as provas sempre com as nossas redes devassadas.

 

De subirmos na classificação. Éramos sextos no início desta partida, ultrapássamos o V. Guimarães, que estava à nossa frente. E para já também o Casa Pia, que amanhã enfrenta o Braga. Tendência ascendente, agora com 22 pontos: é disto que precisamos.

 

 

Não gostei

 

De ver o estádio com pouco mais de metade da lotação. Desta vez só compareceram 27.324 espectadores nas bancadas de Alvalade. Consequência directa do mau momento que tem atravessado a nossa equipa, já afastada da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, e com fraquíssimo desempenho neste primeiro terço do campeonato 2022/2023.

 

De Sotiris. O treinador voltou a mostrar-lhe confiança, fazendo-o entrar aos 64', para poupar Ugarte a maior desgaste. Mas o médio grego ainda está longe de justificar a presença na equipa principal. Falta-lhe concentração, discernimento e disciplina táctica. Aos 85' precipitou-se e entregou a bola ao adversário. Noutro contexto, de maior responsabilidade e frente a uma equipa mais perigosa, poderia ter causado dano. 

 

De Rochinha. Fez toda a segunda parte, substituindo Morita, mas foi muito inferior ao japonês. Inofensivo nas incursões atacantes, improdutivo na manobra colectiva, incapaz de se revelar um verdadeiro reforço. 

 

De não termos marcado mais um golo. Foi só quanto faltou para que esta expressiva vitória se transformasse em goleada.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

Da derrota. Mais uma. Agora contra o Arouca: foi a nossa quarta, em 11 jogos deste campeonato. E a sétima derrota em 17 jogos disputados nesta temporada em três competições. Pior ainda: nunca tínhamos perdido pontos em Arouca. Resultado histórico, portanto, pela negativa. Como tinha sido a derrota em casa contra o Chaves. E a recente humilhação frente ao Varzim, que nos afastou da Taça de Portugal.

 

Do onze inicial que o treinador pôs em campo. Rúben Amorim mudou meia equipa titular. Fazendo entrar Esgaio, Dário, Nazinho, Arthur e Rochinha enquanto mantinha Porro, Nuno Santos, Ugarte e Edwards no banco. Nem o facto de o FC Porto ter perdido dois pontos horas antes reforçou a ambição do técnico: Amorim abdicou do lema "jogo a jogo" e do princípio "jogam sempre os melhores". Fatal para as aspirações do Sporting, que podia ter saído de Arouca com apenas menos um ponto do FCP e veio de lá com menos quatro. E estamos agora a 12 do Benfica, líder da prova.

 

Da ausência de um ponta-de-lança. Paulinho está novamente lesionado - pela segunda vez em menos de três meses. Como não há outro avançado-centro na equipa A leonina, aparentemente por opção do treinador, Amorim montou uma linha ofensiva composta por... três extremos. Tal como não há omeletes sem ovos, também é difícil haver golos sem pontas-de-lança. Sobretudo contra dois terços das equipas portuguesas, que sabem aquartelar-se muito bem nos redutos defensivos - à semelhança do que nós fizemos há dias contra o Tottenham. A experiência do técnico não resultou: daí esta derrota (1-0) em Arouca.

 

Do recuo de Pedro Gonçalves. O melhor artilheiro da Liga 2020/2021 torna-se banal quando é forçado a jogar nas linhas médias. Perde o seu principal atributo, revelado no Sporting: marcar golos. Ao fazer o nosso n.º 28 actuar vários metros mais atrás, Amorim retirou-lhe essa característica sem obter nada de valioso em troca. Não é a primeira vez que comete este erro, mas vai insistindo nele. Sem que se perceba porquê.

 

Da "falta de eficácia". Assim chama o treinador leonino à nossa incapacidade de jogar com a baliza, metendo a bola lá dentro. Contabilizei oito oportunidades de golo, divididas por igual entre as duas partes: Trincão aos 8'; Gonçalo Inácio aos 18'; Rochinha aos 23'; Esgaio aos 42'; Porro aos 64'; Pedro Gonçalves aos 75' e aos 90'+1; Coates aos 90'. Umas vezes não resultou devido a boas intervenções do guarda-redes adversário, outras simplesmente por inabilidade dos nossos jogadores. De meia-distância, nem uma: Ugarte tentou, mas chutou duas vezes para a bancada.

 

De ver Coates lá na frente. Pensava que não voltaria a acontecer, mas enganei-me: a cerca de um quarto de hora do fim, Amorim lá mandou o nosso capitão plantar-se na grande área ao Arouca, como ponta-de-lança improvisado - precisamente a posição que o treinador não quis preencher quando este plantel foi planeado. Esforço inútil: o internacional uruguaio continua em branco nesta Liga 2022/2023. Mas quase marcou, num disparo de cabeça após um canto, no último minuto de tempo regulamentar, dando origem à defesa da noite, protagonizada pelo seu compatriota Arruabarrena.

 

Das bolas paradas defensivas. Esta equipa treme a cada canto, a cada livre, até a cada lançamento da linha lateral. Voltou a tremer ontem, aos 47': de um canto nasceu o golo do Arouca, com Dário e Nazinho batidos na altura por João Basso. Nós, pelo contrário, fomos incapazes de criar perigo em nove dos dez cantos de que beneficiámos. 

 

Do festival de passes falhados. Não consultei os dados estatísticos, nem necessito deles para concluir que ao nível da precisão do passe voltámos a falhar neste Arouca-Sporting, por consecutivas entregas da bola ao adversário. Pior: abdicámos de a disputar vezes a mais, concedendo a iniciativa à equipa da casa. Ficou evidente que precisamos de um patrão no meio-campo - é uma das várias lacunas deste decepcionante Sporting 2022/2023. 

 

De termos dado 53' de avanço ao Arouca. Amorim, mesmo percebendo que nada estava a carburar bem, manteve a equipa intocável ao intervalo, que chegou com 0-0. Só depois de termos sofrido o golo logo no recomeço, aos 47', decidiu fazer alterações mandando entrar Ugarte para o lugar de Dário, Porro para o lugar de Esgaio e St. Juste para o lugar do amarelado Gonçalo Inácio. Podia ter dado certo, mas as falhas de finalização persistiram, agravadas pelo descontrolo emocional dos jogadores: a partir de certa altura a consistência colectiva deu lugar a tentativas individuais de resolver o problema. Que permaneceu sem solução.

 

Da sucessão de lesões. Temos mais dois jogadores fora de combate: Morita e Paulinho. Nunca me recordo de tantos profissionais declarados inaptos para jogar em escassos três meses numa época futebolística. Nem sequer nos conturbados tempos da pandemia. 

 

De Trincão. Começa a ser exasperante a falta de intensidade competitiva deste jogador que tem bons atributos técnicos mas é incapaz de se revelar como reforço na dinâmica colectiva. Ou está sempre uns metros à frente ou mais atrás do que devia, ou dá um toque a mais na bola ou se perde em virtuosismos de futsal. Voltou a acontecer.

 

Do sexto jogo seguido fora de casa a sofrer golos. A nossa defesa continua em estado calamitoso. Em 11 jornadas, sofremos 14 golos. E nos 17 desafios já disputados nesta temporada, encaixámos 23. São números de equipa do meio da tabela, não de equipa grande.

 

Do árbitro Rui Costa. Aos 68', fez vista grossa a uma biqueirada apontada por David Simão ao rosto de Edwards, em claro jogo perigoso - falta digna de amarelo, o que faria o jogador arouquense sair por acumulação de cartões. O mais idoso árbitro do futebol português beneficiou claramente a equipa da casa neste lance.

 

 

Gostei

 

De Adán. Único jogador do Sporting que merece nota positiva. Sem a menor culpa no golo sofrido, ainda impediu dois do Arouca - que podia ter vencido por 2-0 ou até 3-0. Merecem destaque estas defesas, aos 40' e aos 51'.

 

De Porro. Dos que saltaram do banco, só ele foi capaz de agitar o jogo. Entrou cheio de ganas de dar a volta ao resultado, embora nem sempre com o discernimento que se impunha. Quase marcou aos 64', assistido por Ugarte. Devia ter jogado de início.

 

Dos adeptos leoninos. Não foi por falta de apoio que o Sporting saiu derrotado de Arouca. Nunca faltou incentivo das bancadas - mesmo à chuva, nos minutos finais, mesmo com o resultado desfavorável, mesmo vendo vários dos nossos a arrastar-se em campo por cansaço ou falta de inspiração.

Rescaldo do jogo de hoje

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Nuno Santos lidera os festejos após marcar um golaço aos 59'

(Foto: Manuel de Almeida / Lusa)

 

Gostei

 

Dos três pontos arrancados ao Casa Pia. Valeu a pena, em noite chuvosa, assistir a este jogo contra uma equipa que no início da partida estava à nossa frente na classificação. Equipa bem organizada e competente, que se encontra por mérito próprio numa posição muito confortável da Liga 2022/2023, o que só aumenta o mérito deste triunfo, por 3-1, em Alvalade.

 

De Morita. Melhora de jogo para jogo. Pedra angular do meio-campo leonino, o japonês vai-se assumindo como maestro da equipa naquela zona do terreno. Neste embate com o Casa Pia redobrou a influência por ter jogado uns metros mais à frente do que vinha sendo habitual. Pequena subtileza táctica que rendeu frutos. Esteve muito bem na recuperação, no passe, no apoio directo ao ataque. Hoje só lhe faltou o golo.

 

De Porro. Veloz e acutilante, foi sempre uma flecha apontada ao Casa Pia, dominando o corredor direito. Sobretudo na segunda parte, em que deu largas à sua capacidade ofensiva. Participação directa nos nossos dois golos de bola corrida: o primeiro num colocadíssimo remate em arco para defesa incompleta do guarda-redes, que possibilitou a recarga; o segundo ao fazer um magnífico passe cruzado que atravessou toda a largura do campo e funcionou como assistência.

 

De Nuno Santos. Merece ser considerado o melhor nesta partida. Revela-se agora um dos nossos jogadores mais consistentes. Aos 27 anos, entrou num ciclo de maturidade enquanto profissional do futebol, assumindo-se como líder da equipa. Nos minutos iniciais, incentivando as bancadas a puxarem pelo Sporting. E ao marcar o golaço que nos valeu os três pontos, logo correu para abraçar Rúben Amorim - talvez a imagem mais icónica deste jogo à chuva, demonstrando ânimo e união. Para contagiar os adeptos. O golo merece ser revisto, uma vez e outra.

 

De Paulinho. Funcionou como arma secreta do treinador, que o mandou saltar do banco aos 54'. Ouviu aplausos quando pisou a relva e correspondeu da melhor maneira, marcando o nosso primeiro golo apenas três minutos depois. À ponta-de-lança, de cabeça, numa recarga à queima-roupa muito oportuna. Ajudou a arrumar a frente ofensiva e a incutir-lhe consistência - tudo quanto Trincão fora incapaz de fazer antes dele.

 

Das estreias. Amorim tinha prometido apostar a partir de agora nos mais jovens e cumpriu: a renovação está em marcha. Com duas estreias absolutas no plantel principal em jogos do campeonato. A merecerem nota positiva: Chico Lamba (que fez a segunda parte, no lugar de Marsà) e Mateus Fernandes (substituindo Ugarte aos 78'). Além de Nazinho (que rendeu Porro aos 78'), em estreia na Liga 2022/2023. Que tenha sido o primeiro de muitos jogos deles de verde e branco no primeiro escalão.

 

Da reviravolta. Pela primeira vez nesta temporada, em que já disputámos 15 jogos, virámos um resultado negativo. Com uma segunda parte quase sem falhas, dominada por completo pelo Sporting, não deixando o adversário progredir nem conquistar espaço. Revelámos capacidade anímica, algo de que andávamos claramente carecidos.

 

Dos golos. Três, em apenas oito minutos, ditaram o resultado. O de Paulinho aos 57', o de Nuno Santos aos 59' e o de Pedro Gonçalves aos 65', convertendo uma grande penalidade por derrube de Edwards que o árbitro Helder Malheiro entendeu ter sido à margem da lei. Amorim, junto ao banco, nem quis olhar. Mas a bola entrou mesmo. 

 

Que tivéssemos subido ao quarto lugar. Continuamos a ver o Benfica nove pontos à nossa frente. Mas diminuímos a distância face ao FC Porto, derrotado pelos encarnados no Dragão. Agora o segundo classificado, o Braga, tem apenas mais três pontos que o Sporting. Aumenta a emoção nos lugares de perseguição ao líder do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Das numerosas oportunidades de golo que falhámos. Registei estas: Edwards aos 5', Trincão aos 20' e 52', Pedro Gonçalves aos 33' e 49', Morita aos 40' e Nazinho aos 82'. Várias foram anuladas pela boa exibição do guarda-redes Ricardo Batista - que chegou a jogar no Sporting com Paulo Bento. Mas outras, mesmo à boca da baliza, foram puro desperdício.

 

De Trincão. Passou ao lado do jogo. Sem criar desequilíbrios, sem conseguir lances de ruptura, trapalhão no domínio da bola, inconsequente no momento do remate. Nada fez hoje para justificar a titularidade, excepto uma bola que mandou ao poste aos 52'. Bem substituído por Paulinho dois minutos depois.

 

Da saída de Marsà. O jovem catalão, novamente titular no eixo da defesa devido à prolongada lesão de Coates, já não regressou para a segunda parte. Espera-se que seja mero impedimento temporário, a ver se contamos com ele no próximo desafio, contra o Tottenham, em Londres. Já basta termos Neto, St. Juste e o capitão uruguaio fora de combate devido a problemas físicos.

 

Do 0-1 ao intervalo. O Casa Pia, num contra-ataque veloz, apanhou toda a nossa defesa desposicionada e meteu-a lá dentro aos 43', por Clayton, sem hipóteses de defesa para Adán. Um balde de água fria em Alvalade, que registava hoje pouco mais de meia casa: havia 26.679 espectadores. 

 

De mais um golo sofrido. Continuamos a somar jogos com a nossa baliza muito permeável: já vão sete seguidos. Treze golos encaixados em dez desafios da Liga 2022/2023.

 

Dos assobios à equipa no final da primeira parte. Não havia necessidade. É assim que estes adeptos imaginam conseguir moralizar os jogadores?

Rescaldo do jogo de hoje

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Foto: Hugo Moreira / Lusa

 

Gostei

 

Da vitória contra o Santa Clara. Em Janeiro fomos aos Açores e perdemos por 2-3. Desta vez trouxemos uma vitória: 2-1. Escassa, tangencial, num jogo feio, com uma exibição medíocre em largos trechos, mas arrancámos os três pontos. Amealhamos agora 16 à nona jornada. Foi apenas a nossa segunda vitória fora em cinco partidas disputadas como visitantes nesta Liga 2022/2023.

 

De Morita. Novamente influente. Marcou pelo segundo jogo consecutivo - desta vez sem festejar, pois defrontava a sua anterior equipa, o que só lhe fica bem. O japonês desbloqueou a partida ao cabecear numa recarga bem sucedida, à ponta-de-lança, em posição frontal. Estavam decorridos 29': graças a ele, o Sporting adiantava-se no marcador no primeiro remate à baliza.

 

De Adán. Rúben Amorim teimou em apostar ainda nele como guarda-redes, sem conceder minutos a Israel - que será forçosamente o titular da nossa baliza na partida de quarta-feira contra o Marselha. A teimosia do técnico foi recompensada: o guardião espanhol revelou-se fundamental para segurar a magra vitória leonina em Ponta Delgada. Com três grandes defesas - segurando remates que levavam selo de golo aos 47', 68' e 83'. Sem culpa naquele que sofremos, mesmo ao cair do pano, parece ter-se redimido da sua caricata actuação em Marselha que nos custou uma pesada derrota e o acesso a 2,8 milhões de euros da UEFA. Melhor em campo, dado o fraco desempenho de quase todos os seus colegas - o que já diz quase tudo.

 

De Nuno Santos. Foi dele o golo da vitória, aos 90', num disparo fortíssimo com o seu pé-canhão (o esquerdo) em que o guarda-redes, estreante como titular da turma açoriana, pareceu mal batido. Melhor momento num jogo em que não foi muito feliz naquilo que costuma fazer melhor: os cruzamentos com perigo para a grande área. 

 

De St. Juste. Amorim escolheu-o para titular na linha central, do lado direito. O holandês correspondeu à confiança do treinador com uma actuação positiva. Conduziu muito bem dois lances de ataque, galgando linhas com a bola dominada, aos 27' e aos 45'+1. Neste último, fez tudo bem, agindo como um extremo não apenas na condução mas também no cruzamento atrasado (para Edwards). Mostrando assim a Esgaio como se faz. Aos 51' deu lugar a Gonçalo Inácio por aparente precaução, dado vir de lesão muito recente.

 

De Coates. Em boa hora regressou ao nosso onze, após lesão. Deu estabilidade e organização ao reduto defensivo. Pena ter visto dois colegas - Gonçalo Inácio e Matheus Reis - falharem em simultâneo a marcação a Tagawa, autor do golo do Santa Clara, no último lance do desafio (90'+5).

 

Do 1-0 que se registava ao intervalo. Resultado que traduzia domínio do Sporting, embora não traduzido em remates enquadrados. De algum modo sabia a pouco.

 

Que tivéssemos subido ao quinto lugar. Agora só temos Benfica (mais nove pontos), FC Porto (mais seis pontos), Braga (mais três pontos com menos um jogo) e Casa Pia (mais um ponto) à nossa frente.

 

Da hora a que começou o jogo. Às 15.30, como noutros tempos. Horário propício a futebol visto ao vivo em família numa tarde de sábado. Devia haver mais assim.

 

 

Não gostei

 

Da nossa falta de intensidade. Deixámos correr o marfim em grande parte do jogo, sobretudo na segunda parte, em que concedemos muita iniciativa ao adversário, com notória displicência, falhando passes, com vários jogadores a chutar para onde estavam virados. Mesmo desfalcado, só com dois dos habituais defesas e um guarda-redes novato, a equipa açoriana podia ter empatado ou até vencido a partida. Perante a apatia de vários titulares leoninos e a escassa eficácia de alguns que saltaram do banco. O resultado foi superior à exibição.

 

De Paulinho. Amorim continua a confiar nele, mas ele persiste em manter o prolongado jejum de golos: nem um para amostra quando está decorrida mais de uma quarta parte do campeonato. Em Ponta Delgada, nem sequer tentou um remate. Saiu aos 66' sem fazer o gosto ao pé - ou à cabeça. Outro jogo em que passou ao lado.

 

De Esgaio. Chega a ser confrangedora a sua inépcia, jogue onde jogar. Ala direito, com Porro ainda lesionado, não fez um único cruzamento digno desse nome: limitou-se ao passe curto, lateralizando acções de ataque, ou ao toque inócuo para trás, sem tentar um drible ou uma acção de ruptura. Batido no jogo aéreo, deixou-se ultrapassar por Gabriel Silva aos 78, gerando perigo na nossa área.

 

De Pedro Gonçalves. Deu a sensação de nem estar em campo durante grande parte do jogo. Manteve-se no relvado durante os 90' sem que se perceber por que motivo não deu lugar a outro.

 

De mais um golo sofrido. Somos a quinta equipa com pior defesa. Só Rio Ave, Arouca, Paços de Ferreira e Marítimo encaixaram mais que nós.

Rescaldo do jogo de hoje

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Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Triunfo inequívoco no nosso estádio perante um Gil Vicente que dominámos durante toda a partida. Vencemos 3-1, com golos de Morita (16'), Pedro Gonçalves (22') e Rochinha (82'). Ainda marcámos mais dois - Paulinho aos 11', Trincão aos 62' - mas não valeram, por fora-de-jogo. Pela equipa de Barcelos marcou o espanhol Navarro, no último minuto.

 

De Morita. A melhor exibição do internacional japonês vestido de verde e branco. Estreou-se a marcar pelo nosso emblema e fez uma assistência de sonho para o segundo golo, com um túnel de calcanhar. Protagonista de vários passes de ruptura, combinou muito bem com Ugarte no meio-campo leonino. A figura do jogo.

 

De Marsà. Outra estreia, desta vez como titular na nossa equipa principal. E logo para o lugar habitualmente ocupado por Coates, no eixo da defesa. O jovem catalão, apenas com 20 anos, correspondeu à confiança que nele depositou o treinador: exibiu segurança, maturidade e bom domínio técnico. É dos pés dele que tem início o segundo golo do Sporting, com uma soberba abertura de 50 metros. O golo sofrido aconteceu já com ele fora de campo: aos 72', entre aplausos do público, cedeu lugar a St. Juste.

 

De Pedro Gonçalves. Retomou o estatuto de goleador nesta sua partida n.º 100 na Liga portuguesa actuando onde mais gosta: lá na frente, sem posição fixa. Deu a melhor sequência ao magnífico passe de Morita, metendo-a lá dentro. Aos 75', foi ele a oferecer o golo com um centro muito bem medido que Edwards desperdiçou.

 

De Nuno Santos. Procurou o golo, desta vez sem o conseguir. Mas foi um dos obreiros deste triunfo leonino pela dinâmica que imprimiu ao nosso corredor esquerdo. Assistiu Morita no primeiro do Sporting, cinco minutos após ter servido Paulinho no golo anulado por deslocação do ponta-de-lança. Sempre inconformado, com energia inesgotável.

 

De Adán. Não teve muito trabalho, mas voltou a ser útil. Atento, concentrado, com reflexos rápidos, fez uma grande defesa aos 60'. Nove minutos depois, evitou um golo que parecia quase certo. Pena ter sido batido no último minuto, em lance no qual não teve culpa.

 

Da estreia de Rochinha a marcar. Entrou apenas ao 78', rendendo Paulinho. Bastaram quatro minutos em campo para facturar, na primeira vez em que tocou na bola. Golo à ponta-de-lança, dando ao ex-avançado do Braga uma lição prática de como se marca sem complicar. Junta-se à lista dos nossos artilheiros desta época.

 

Do regresso de St. Juste. Lesão muscular debelada enfim: oxalá possamos a partir de agora contar sempre com ele. Por precaução, Amorim só lhe deu ordem para entrar aos 72': até aí, a nossa linha de centrais estava totalmente preenchida por canhotos. O holandês parece estar em boa forma. A tal ponto que até arriscou progressões no terreno, como aquela em que cruzou recuado quase junto à linha final, aos 89', oferecendo um golo que Sotiris desperdiçou com um remate disparatado.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-0, resultado que deixava antever uma segunda parte tranquila. Assim foi: construímos oportunidades e só pecámos na finalização. A vitória pareceu-nos sorrir bastante cedo, para compensar o que tem sucedido noutras partidas já disputadas desta Liga 2022/2023. 

 

Da homenagem à nossa equipa de futsal. Os nossos grandes campeões da modalidade exibiram a Supertaça recém-conquistada aos adeptos no estádio José Alvalade, minutos antes do início deste Sporting-Gil Vicente. Momento emotivo, com o nosso capitão João Matos em evidência ao segurar o troféu.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido ao cair do pano. Quando tudo deixava antever que sairíamos desta vez com as nossas redes intactas, um lapso colectivo da nossa defesa, algo desconcentrada, propiciou o "tento de honra" do Gil Vicente. Não havia necessidade.

 

De Trincão. Foi o nosso jogador com exibição mais fraca. Agarra-se à bola, parece com vontade de actuar sozinho, perde-se em fintas inconsequentes e desperdiça boas oportunidades. Aconteceu duas vezes, aos 34' e aos 41', para desagrado dos colegas e do próprio treinador. Nunca fez a diferença pela positiva.

 

De Paulinho. Continua sem marcar no campeonato nacional 2022/2023.

 

Das lesões. Continuamos com vários jogadores indisponíveis. Três só na defesa: Coates, Neto e Porro. Além de Jovane e Daniel Bragança. Isto forçou Amorim a montar um onze titular com sete esquerdinos - facto invulgar. 

 

Dos amarelos por protestos. Nuno Santos e Esgaio viram cartões desnecessários por algum excesso temperamental. E Pedro Gonçalves arriscou um segundo amarelo pelo mesmo motivo. Nada justifica isto, muito menos num jogo em que vencíamos desde o minuto 16.

 

Do desperdício na segunda parte. O golo da tranquilidade só ocorreu na recta final do jogo. Podia ter acontecido mais cedo se não falhássemos tantas oportunidades - por Edwards, Nuno Santos e Trincão.

 

Da fraca assistência. Menos de 28 mil adeptos nas bancadas num jogo iniciado às 19 horas de sexta-feira. É verdade que o nosso desempenho nas competições internas tem sido decepcionante. Mas isso não é motivo para desertar do nosso estádio.

 

Da classificação. Com os três pontos agora conquistados, subimos para já ao sétimo lugar do campeonato. Oxalá o Estoril empate ou perca para não voltarmos ao oitavo.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

De outra derrota. Desta vez no Bessa: perdemos 1-2. Onze pontos desperdiçados em 21 possíveis. Um desastre, o início da Liga 2022/2023. Não há outra palavra para descrever este percurso ainda curto, com apenas três triunfos (Rio Ave, Estoril, Portimonense), somados a um empate (Braga) e três derrotas (FC Porto, Chaves e agora Boavista). Os axadrezados não nos venciam há 18 jogos em casa, desde a Liga 2007/2008.

 

De Rúben Amorim. Há que apontar o dedo ao treinador. Por dois motivos: comete o erro de repetir o onze inicial da partida anterior, da Liga dos Campeões, contra o Tottenham - com o desgaste daí inerente - e só se convence que tem mesmo de mexer na equipa já muito tarde: as primeiras substituições por opção técnica e táctica ocorreram só aos 75'. 

 

Da lesão de Coates. Exemplo mais evidente da fadiga muscular que afectou vários jogadores, aos 70' o nosso capitão agarrou-se à coxa e fez sinal que precisava de sair. A equipa ressentiu-se de imediato da ausência dele, até porque Amorim viu-se forçado a fazer adaptações - o que nem sempre tem dado bom resultado, como voltou a acontecer.

 

Do excesso de lesionados. Neste momento, com a lesão de Coates (oxalá não seja grave), ficámos sem centrais destros de raiz. Após as paragens de St. Juste (que será feito dele?) e Neto. Motivo de grande preocupação, até por estarmos ainda na fase inicial da temporada.

 

De Esgaio. O treinador persiste na tendência de adaptar laterais a centrais. Insistiu nisto, com péssima consequência: tendo Marsà no banco, optou por fazer entrar Esgaio para o lugar do lesionado Coates, aos 71', enquanto Gonçalo Inácio transitava de central à direita para o meio do trio defensivo. Má opção: dez minutos depois, o ex-Braga cometeu o penálti de que viria a nascer a vitória axadrezada. Penálti evidente, de escola - e escusado. Aos 90'+4, desposicionado lá na frente, abriu uma avenida ao contra-ataque adversário que felizmente não causou estragos.

 

De Pedro Gonçalves. Lamento escrever isto, mas passou ao lado do jogo. Andou desaparecido grande parte do tempo, entalado entre as duas linhas do Boavista, sem capacidade de penetração na área nem de protagonizar lances de ruptura. É verdade que chegou a introduzir a bola na baliza, aos 23', mas estava fora-de-jogo. Foi um dos elementos que acusaram maior desgaste físico.

 

De Trincão. Outro jogador que devia ter ficado fora do onze titular. Muito abaixo das exibições anteriores, frente ao Portimonense e ao Tottenham, embrulhou-se demasiado com a bola, dando-lhe quase sempre um toque a mais. Aos 39', com o seu pior pé, atirou à barra, mas foi desaparecendo da partida. Saiu tarde de mais, só aos 75'.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 0-1, deixando o Boavista marcar mesmo ao fim da primeira parte (45'-2), num lance em que Gonçalo Inácio - novamente a pecar por falta de intensidade - e Coates foram incapazes de travar o portador da bola, que num ressalto é atirada lá para dentro, de zona frontal, num excelente disparo em arco de Bruno Lourenço sem a menor hipótese de defesa para Adán. Nunca há bons momentos para sofrer golos, mas este foi um dos piores. 

 

Dos golos sofridos. Já são dez, nestes sete jogos. Começa a encurtar-se perigosamente a distância para o número dos que encaixámos em todo o campeonato anterior: apenas 23.

 

Da classificação. Iniciámos esta jornada em sétimo lugar. Já fomos ultrapassados pelo Estoril, que hoje empatou em casa com o FC Porto. E corremos o risco de baixar ainda mais. Além de podermos ver amanhã o Benfica a onze pontos, com 21.

 

 

Gostei

 

Dos nossos alas. Merecem ambos nota positiva: foram, de longe, os melhores do Sporting nesta noite triste - rápidos e acutilantes. Nuno Santos um pouco acima de Porro por ter feito a assistência para o nosso golo solitário, marcado por Edwards aos 55'. Com um magnífico passe de letra a merecer nota artística. Ficou insatisfeito ao ser substituído por Arthur, aos 75', e com razão. Foi um dos raros que mantiveram o nível da partida anterior, frente ao Tottenham.

 

De Edwards. Por ter marcado o golo leonino - de cabeça, à ponta-de-lança - dando o melhor rumo ao excelente cruzamento de Nuno Santos. E criou vários desequilíbrios. Não foi por ele que deixámos três pontos no Bessa.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Vencemos em casa o Portimonense, equipa que nunca é fácil - a tal ponto que na época passada derrotou o Benfica na Luz e deu-nos muita luta em Alvalade, numa partida que vencemos por 3-2. Desta vez houve triunfo folgado e categórico: 4-0. Terceiro seguido, na sequência das vitórias fora contra o Estoril (2-0) para o campeonato e contra o Eintracht Frankfurt (3-0) para a Liga dos Campeões. Primeira goleada da época. Aposto que não será a última.

 

De Trincão. Ainda há poucos dias as redes sociais eram inundadas de supostos adeptos a rasgarem de alto a baixo este jovem e talentoso jogador indicado por Rúben Amorim, não faltando quem garantisse que ele não poderia ser considerado reforço. Trincão, que já marcara na Alemanha, voltou a fazer o gosto ao pé neste embate contra os de Portimão. São dele os nossos dois primeiros golos - aos 7' e aos 41', movimentando-se dentro da área à ponta-de-lança. E esteve quase a fazer outro, aos 65', travado pelo defesa Pedrão na linha de baliza. Melhor em campo nesta tarde em que se estreou a marcar pelo Sporting para o campeonato.

 

De Edwards. É o novo herói leonino. Ontem, mais duas preciosas intervenções em lances cruciais - é ele a centrar na movimentação de que resulta o primeiro golo e a recuperar na jogada colectiva que gera o segundo. Vários pormenores de classe que o definem como futebolista de fino recorte técnico. Quase marcou, num forte disparo aos 45'+2, para defesa muito apertada do guarda-redes.

 

De Porro. Forçado a entrar devido à lesão de Neto que obrigou o treinador a mexer na defesa, agitou logo o jogo, como é seu timbre. Aos 64', grande centro para Paulinho. Aos 72', cruzou para Pedro Gonçalves fazer o terceiro, "as três tabelas" com Pedrão. Está em grande forma.

 

De Pedro Gonçalves. Amorim voltou a tirá-lo da linha da frente, fazendo-o recuar de início para a posição 8. Voltou a confirmar-se que este não é o lugar ideal para ele, longe da baliza. A melhor faceta do artilheiro da Liga 2020/2021 surgiu a partir do minuto 54, quando avançou na sequência da saída de Rochinha. O ataque leonino tornou-se ainda mais acutilante com o ex-Famalicão na posição que mais prefere, a de interior esquerdo. Foi dali que cabeceou com força, levando Pedrão a fazer autogolo, traindo o guarda-redes que veio de Portimão. E ainda assistiu no quarto golo.

 

De Morita. Está transformado num elemento pendular do nosso onze. Crucial no desenho dos lances de ataque. Quase todos passaram por ele, sobretudo no primeiro tempo. Rigor geométrico, precisão de passe, visão de jogo, domínio do corredor central.

 

Das poupanças iniciais feitas por Amorim. Já a pensar no confronto da próxima terça-feira para a Liga dos Campeões, na recepção ao Tottenham, o treinador fez entrar para o onze inicial Esgaio, Nuno Santos e Rochinha. Ficaram no banco Porro, Matheus Reis e Ugarte, que acabariam por ser lançados durante a partida. Jogo a jogo, sim. Mas doseando o esforço físico do plantel. Comprovando que temos soluções no banco.

 

Da atitude de Sotiris. O jovem reforço grego voltou a causar boa impressão, desta vez na estreia em Alvalade. Entrou aos 60', para substituir Morita (poupado a maior desgaste também a pensar no Tottenham) quando já vencíamos por 2-0, e mostrou acutilância e dinâmica na ligação do meio-campo ao ataque. É voluntarioso e tem bom toque de bola.

 

Do regresso de Paulinho. Há mais de um mês que o nosso avançado não jogava em Alvalade. Ontem entrou aos 60', rendendo Edwards, voltando a demonstrar requinte técnico (passe de calcanhar dentro da área para Trincão que quase resultou em golo aos 65') e boas movimentações em linha diagonal, tornando a equipa ainda mais difícil de marcar lá na frente. Falta-lhe o golo: ainda não foi desta vez.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Terceiro jogo seguido sem vermos tocadas as nossas redes, confiadas a um Adán que parece ter recuperado a sua melhor forma (defesa preciosa, aos 24', a remate cruzado de Gonçalo Costa com selo de golo). Equilibrámos o saldo das nossas contas na Liga 2022/2023: 12 golos marcados, oito sofridos. E vamos subindo na classificação, após o mau começo: estamos agora em quinto - à condição, pois as contas da jornada 6 ainda não fecharam.

 

Da hora do jogo. Excelente tarde de Verão, propícia ao futebol. A partida teve início às 18 horas deste sábado, permitindo a muitos pais levarem os filhos ao estádio. Pena haver só 29.782 espectadores em Alvalade, mesmo no rescaldo imediato da nossa primeira vitória de sempre na Alemanha para a Liga dos Campeões. Custa entender tão fraca mobilização. Há cada vez mais gente a trocar a bancada pelo sofá.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de St. Juste. O central holandês não tem sido bafejado pela sorte neste início de prestação no Sporting. Depois de ter passado ao lado da pré-temporada por lesão num treino inicial, viu-se forçado a sair no desafio de Frankfurt devido a um problema físico que o deixou fora da convocatória para ontem.

 

Da lesão de Neto. Escalado para o onze inicial como central do lado direito, foi alvo de uma entrada muito dura aos 48', que o forçou a sair seis minutos depois (entrando Porro e passando Esgaio para central). Saiu a coxear e com lágrimas nos olhos, ovacionado pelo público. Oxalá recupere sem demora.

 

De Gonçalo Inácio. O que se passa com o nosso central que foi campeão em 2021? Voltou a entrar intranquilo, compondo o trio defensivo com Neto e Coates. Pisa muito a bola, demora a centrá-la, faz passes à queima, deixa-se envolver por adversários sem necessidade alguma. Lendo bem estas dificuldades, talvez potenciadas por algum problema físico, Amorim trocou-o por Matheus Reis ao intervalo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória sem espinhas frente ao Estoril. Fomos à Amoreira, estádio tradicionalmente difícil, vencer por 2-0 a equipa que joga de amarelo, impondo-lhe o primeiro tropeção deste campeonato. Vingando de algum modo a derrota sofrida, pelos mesmos números, numa noite ventosa que nos afastou da disputa pelo comando da Liga 2017/2018.

 

Da fortíssima entrada leonina. À meia hora de jogo, já tínhamos fixado o resultado, com golos de St. Juste (13') e Edwards (21'), além de um cabeceamento de Matheus Reis à trave (11'), na sequência de um canto. Foi óbvia a intenção de marcar cedo: havia instruções nesse sentido de Rúben Amorim aos jogadores. Era o que se pretendia na sequência das duas derrotas antes sofridas, contra o FC Porto no Dragão e contra o Chaves em Alvalade. E assim foi: primeira parte de domínio absoluto do Sporting.

 

Da estreia de St. Juste a titular. O central holandês não podia desejar melhor. Figurou pela primeira vez no onze inicial, ficando Gonçalo Inácio no banco, e bastaram-lhe 13 minutos para se estrear também como artilheiro de verde e branco. Cabeceando livre de marcação, na sequência de um canto. Foi também o nosso primeiro golo em lance de bola parada nesta Liga 2022/2023. É quanto basta para o eleger como melhor em campo.

 

De Pedro Gonçalves. A primeira boa notícia, mal foi conhecido o onze titular, foi perceber que o rei dos marcadores do campeonato 2020/2021 recuperava a posição em que mais rende: lá na frente, integrando o trio do nosso ataque móvel. Produziu efeito: foram dele as assistências para os dois golos - a primeira na conversão de um pontapé de canto, a segunda desmarcando Edwards com notável precisão. Tem mesmo de jogar naquela zona do terreno e não mais atrás.

 

De Edwards. Se o tridente ofensivo desta vez foi eficaz, baralhando por completo as marcações da defesa estorilista, deve-se em larga medida ao desempenho do inglês, que criou desequilíbrios graças à sua boa técnica e ao sentido posicional de que dá mostras. Foi ele a bater o canto que originou a primeira grande oportunidade (bola à barra, por Matheus Reis) e a marcar o segundo, com notável frieza, driblando o guarda-redes. Missão cumprida.

 

De Matheus Reis. Titular como central à esquerda, deixando o corredor entregue a Nuno Santos, foi o elemento da nossa defesa que mais vezes se evidenciou na criação de desequilíbrios em situações de ataque. Revelou confiança, grande pujança física e elevados índices de concentração. Parece ter lugar garantido no onze titular, sem qualquer espécie de dúvida.

 

Da estreia de Sotiris. O jovem reforço grego jogou muito pouco, entrando só aos 89'. Mas revelou atitude, alinhando como interior esquerdo. Veremos se é mesmo candidato à sucessão de Matheus Nunes.

 

Do regresso de Porro. Após um jogo afastado, a cumprir castigo, o ala espanhol voltou em grande forma, vencendo quase todos os duelos individuais no seu corredor. Não tem concorrente sério para aquele lugar, está comprovado. Desta vez só lhe faltou o golo. E não foi por falta de tentativa: remate a rasar a trave aos 36'; livre muito bem marcado, a meia altura, levando a bola quase a raspar o poste esquerdo da baliza estorilista aos 70'.

 

Do apoio do público. Vibrante incentivo, durante todo o jogo, à nossa equipa pelos adeptos leoninos, contribuindo em larga medida para quase encher o estádio, que apresentou excelente relvado. Só faltou haver um árbitro à medida destes condimentos para que houvesse verdadeira festa do futebol. 

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Após levarmos cinco nos dois desafios anteriores, desta vez as nossas redes ficaram intocáveis. Levamos agora tantos marcados como sofridos: oito.

 

 

Não gostei

 

De Adán. Que se passa com o nosso guarda-redes, peça vital para a conquista do título nacional em 2021? O espanhol parece desconcentrado e pouco confiante. Ontem cometeu dois lapsos que nos poderiam ter dado prejuízo. Ambos ao sair da baliza de forma precipitada - aos 18' e aos 25'. No primeiro lance, a falta de coordenação com St. Juste não foi a melhor, cabendo-lhe a ele a principal responsabilidade pois naquela zona é a vontade do guarda-redes que prevalece e é natural que o holandês ainda não tenha criado automatismos pois só ontem se estreou a titular.

 

Da lesão de Pedro Gonçalves. O nosso criativo foi atingido duas vezes durante a partida, chegando a assustar. Na segunda, já perto do fim do jogo, Amorim decidiu retirá-lo, trocando-o por Fatawu. Ficará agora sob observação. Esperemos que recupere a tempo do nosso primeiro compromisso europeu, contra o Eintracht, na próxima quarta-feira.

 

Dos assobios a Francisco Geraldes. O nosso ex-jogador, que hoje actua no Estoril, foi vaiado por parte da massa adepta leonina ao ser substituído, num desafio em que se destacou como principal organizador do jogo da equipa da casa. É uma estupidez tratar assim os profissionais formados em Alcochete que sempre honraram o símbolo do Sporting. Estupidez maior ainda porque Geraldes é Leão do coração.

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Numa partida que estava a ser correcta, sem problemas disciplinares, decidiu ser o "rei do relvado" na segunda parte, apitando a torto e a direito e exibindo um festival de cartões totalmente absurdo: doze no total - sete para futebolistas do Sporting e cinco para os do Estoril. Dos nossos, viram o amarelo Edwards (57'), Adán (66'), Rochinha (78'), Coates (83'), Porro (86'), Ugarte (88') e Fatawu (90'+3). Árbitros como este senhor originam permanentes interrupções, diminuem o tempo útil de jogo e conseguem estragar qualquer espectáculo. Desrespeitando as instruções da Liga, este ano, para "apitar à inglesa", com critério largo e sem perder a noção de que o futebol é um desporto de contacto físico.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Do naufrágio em Alvalade. Derrota pesada e humilhante em nossa casa perante uma equipa que há quatro épocas estava ausente do principal escalão do futebol português. O Chaves veio bater-nos por 0-2 - resultado que confirma a nossa péssima entrada em cena na Liga 2022/2023.

 

Do onze escalado pelo treinador. Trocar Matheus Reis por Nuno Santos é questionável, mas teria lógica num jogo em que passaríamos quase todo o tempo ao ataque. Abdicar de Morita, que parece o melhor reforço desta época, suscitava dúvidas. Entrar com Neto e Esgaio à direita levantava interrogações. Incluir Rochinha pela primeira vez entre os titulares, fazendo recuar Pedro Gonçalves, gerava apreensão. Foram escolhas infelizes. O jogo começou a ser perdido aí.

 

De Adán. Segunda noite péssima do nosso guarda-redes, que está irreconhecível. Parece preso de movimentos e com reflexos lentos, ainda afectado pela recente lesão sofrida. Tem responsabilidade no primeiro golo, em que está mal posicionado, e saiu de forma disparatada da baliza aos 90', chocando com Gonçalo Inácio, num lance em que o Chaves esteve muito perto de marcar o terceiro. Mais preocupante ainda: o espanhol não tem verdadeiro substituto. Apesar de ontem se terem sentado dois outros guarda-redes no banco de suplentes. Apetece perguntar porquê.

 

De Gonçalo Inácio. Outra partida calamitosa do nosso jovem central, que foi um dos responsáveis pelo descalabro defensivo. Falha a marcação no primeiro golo (60'), é totalmente ultrapassado no segundo (63') e ficou nas covas no lance que poderia ter ditado o terceiro. Uma noite para esquecer. O facto de Rúben Amorim ter apostado nele para fazer três posições diferentes (começou como central à esquerda, passou para central à direita e acabou a substituir Coates no eixo defensivo) não ajudou nada.

 

Desta preocupante defesa leonina. Dois golos sofridos em três minutos - o primeiro na marcação de um livre com Steven Vitória a saltar sem oposição, o segundo com Juninho perante a baliza escancarada após colapso de todo o nosso corredor direito. Mais dois. Cinco nestas duas últimas jornadas. Oito, desde o início do campeonato, em apenas quatro jogos. Todos os sinais de alarme devem acender-se em Alvalade.

 

Da nossa saída com "bola controlada". Passámos grande parte do desafio a usar os mesmos processos que todas as equipas adversárias já conhecem de cor e anulam com facilidade. Saída lenta e mastigada do guarda-redes para o central, deste para o lateral com o lateral a devolver ao colega do centro e este a remetê-la de novo ao guarda-redes. Tudo lento, denunciado, sem chama nem audácia. E aparentemente sem plano B, excepto charutada lá para diante, onde não há ninguém capaz de conquistar uma bola no chamado jogo aéreo. 

 

Das substituições. Ao contrário do que é costume, e também pelo segundo jogo consecutivo, Amorim foi infeliz nas trocas de jogadores. Só fez quatro, em cinco possíveis, e metade delas destinaram-se a corrigir erros na escolha do onze titular. Trocando Neto por Matheus Reis ao intervalo, o que obrigou a linha de centrais a recompor-se, e fazendo enfim entrar St. Juste (por troca com Esgaio) aos 65'. Quanto mais mexia, mais estragava. Tal como sucedeu há uma semana no Dragão.

 

Das oportunidades falhadas. Novo festival de "quase golos" que quase nos garantiam a vitória e os consequentes três pontos. Anotei estes - falhados ou por imperícia dos nossos atacantes ou por grandes defesas do guardião do Chaves: Nuno Santos aos 4'; Rochinha aos 14'; Pedro Gonçalves aos 19', Rochinha aos 38'; Gonçalo Inácio aos 40'; Trincão aos 43'; Rochinha aos 44' e aos 45'+3; Edwards aos 54'; Rodrigo aos 89'. Além de uma bola ao poste, disparada por Pedro Gonçalves - o "suspeito" do costume.

 

De ver Coates como "ponta-de-lança" improvisado. Já com 0-2, Amorim deu-lhe ordem para avançar na área e fixar-se lá na meia hora final, aguardando quase em desespero que lhe fossem despejadas bolas para o capitão se impor no jogo aéreo. A mesma péssima solução que nos fez perder pontos em Braga e Ponta Delgada na época anterior. Desta vez não houve "estrelinha": a defesa ficou ainda mais baralhada sem ganharmos nada com a troca. Quando a primeira opção natural como alternativa, Rodrigo Ribeiro, tardou a entrar em jogo.

 

Da falta de confiança. Evidente na equipa, desde os instantes iniciais. O que suscita legítimas dúvidas sobre a saúde anímica do balneário leonino, somadas às que já existem sobre sucessivas lesões nos treinos. 

 

Dos pontos perdidos. Em quatro jornadas, que valeriam 12, já vimos fugir oito pontos. Quando nas 34 da época anterior só perdemos 17. Seguimos num impensável 13.º lugar na tabela classificativa. Com mais golos sofridos (8) do que marcados (6). Se não é um cenário de catástrofe, imita muito bem.

 

 

Gostei

 

Do Chaves. Equipa bem organizada, bem orientada, com boa dinâmica. Apoiada por uma pequena legião de adeptos que não cessou de incentivar os seus jogadores no estádio. Marcaram dois golos, em três minutos, e estiveram quase a marcar um terceiro. Mereceram a vitória, sobretudo pelo que fizeram no segundo tempo perante um Sporting de rastos.

 

Do relvado. Após anos de reclamações contra a relva, já ninguém pode queixar-se disto. Alvalade apresenta um dos melhores "tapetes" da Liga portuguesa.

 

De Rodrigo Ribeiro. Para quê enviar Coates para a grande área do Chaves, onde esteve meia hora plantado como pinheiro, se tínhamos um avançado-centro no banco? De erro em erro, este foi mais um cometido pelo treinador. Que se lembrou enfim de Rodrigo, fazendo-o calçar aos 74'. A verdade é que a nossa maior oportunidade na segunda parte veio dele, aos 89': remate com selo de golo, só travado por grande intervenção de Paulo Vítor entre os postes.

 

De Pedro Gonçalves. O menos mau dos nossos. Esteve quase a marcar num remate rasteiro, logo aos 13', mas a bola foi embater no poste. Voltou a cheirar o golo aos 19', só sendo travado pelo guarda-redes flaviense, Paulo Vítor. É um enorme desperdício vê-lo jogar em posições mais recuadas, como se fosse um "novo Matheus Nunes" - o que manifestamente não é. Assim perdemos o Pedro goleador, que tanto jeito nos fez e tanta falta nos faz. Outro erro de Amorim que deve ser corrigido sem demora.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Dos três golos sofridos no Dragão. Derrota no confronto da noite passada frente ao campeão em título num estádio com 49.430 espectadores. Dois golos sofridos de penálti em noite desastrosa para a nossa organização defensiva, guarda-redes incluído. 

 

De Adán. Noite péssima para o guardião espanhol que tantas alegrias nos tem dado. Preso de movimentos, sai tarde em duas ocasiões - primeiro aos 42', acorrendo ao choque com Taremi sem evitar o golo em lance corrido, depois aos 85', ao cometer grande penalidade - totalmente escusada, quando Galeno está já sem ângulo propício ao remate. Para esquecer.

 

De Porro. Também ele com exibição desastrosa. Na primeira parte entregou a bola cinco vezes aos adversários. Voltou a fazê-lo uma sexta vez, na etapa complementar. E faz-se expulsar de forma infantil aos 75', quando meteu a mão à bola na linha da baliza, com Adán fora do lance, como se fosse guarda-redes. Alegadamente para evitar um golo. Que acabou por acontecer de qualquer modo logo a seguir (78'), num penálti convertido por Uribe, passando o Sporting a jogar só com dez por expulsão do lateral espanhol. Iniciou-se aí o descalabro.

 

Do cartão exibido a Ugarte. O médio uruguaio viu o amarelo muito cedo, logo aos 15', por entrar de sola em riste numa bola disputada sem qualquer necessidade. Passou a jogar o resto da partida condicionado, com receio de ver um segundo que o fizesse sair de campo. Tem responsabilidade, por isso, no início da construção do lance de que resultará o 3-0: não podia meter o pé.

 

Das oportunidades falhadas. Tivemos quatro ocasiões flagrantes para marcar. Na primeira, aos 11', Morita atirou ao poste. Nas outras, Diogo Costa - a figura deste clássico, comprovando ser o melhor guarda-redes português da actualidade - evitou golos de Trincão (45'+3), Gonçalo Inácio (45'+4) e Fatawu (83'). Cumprindo-se um dos princípios básicos do futebol: quem não marca, arrisca-se a sofrer. E a perder jogos - e até campeonatos.

 

Do nosso descalabro defensivo. Seis golos sofridos nos três primeiros desafios da Liga 2022/2023 - à média de dois por jogo. Nunca tinha acontecido na era Amorim, com lances imperdoáveis, como o do golo de Evanilson, aos 42', em que o brasileiro se movimenta sem a menor oposição na nossa área. É caso para soarem todas as campainhas de alarme. Algo insólito porque a única baixa da defesa entretanto ocorrida foi a saída de Feddal, que não participou na maioria dos desafios do campeonato anterior. Isto significa que é necessário rever processos também ao nível do meio-campo. E reforçá-lo com urgência máxima.

 

Das substituições. Desta vez creio que Rúben Amorim mexeu mal na equipa, ao fazer uma enorme alteração na linha defensa aos 70'. Saíram Neto e Morita, entraram Rochinha e Nuno Santos. Voltou-se à confusão gerada noutras partidas: Gonçalo passou de central à esquerda para central à direita e Matheus transitou de lateral para central, com a instabilidade daí decorrente. Por coincidência ou talvez não, a partida deixou de estar equilibrada e sofremos o segundo golo escassos minutos depois.

 

Das ausências. Está a ser um início de temporada muito complicado para o Sporting - aliás na linha do que já havia sido detectado nos desafios da pré-época. Perdemos três titulares da época passada (Sarabia, Palhinha e agora Matheus Nunes), além de Tabata, que tinha golo e dava mais uma opção ao treinador para o corredor central. Estranho seria que sem estas baixas tudo ficasse como se nada tivesse acontecido. Mas a verdade é que o FCP perdeu três jogadores nucleares da época passada (Vitinha, Mbemba e Fábio Vieira, além de Luis Díaz, que havia saído em Janeiro) sem ter sofrido qualquer abalo.

 

De uma espécie de regresso ao passado. Desde 2015 que não sofríamos três golos do FC Porto, na condição de visitantes, para o campeonato. Derrota pesada, que pode ter consequências no estado anímico da equipa.

 

De termos ficado em branco tendo um goleador sob contrato. Slimani ainda está no Sporting, mas proscrito. Dava-nos jeito? Claro que sim. Ontem disputámos o clássico sem um avançado centro no onze. Cenário absurdo numa equipa que sonha ser campeã.

 

Da distância face ao FC Porto. Em nove pontos disputados, já perdemos cinco. Isto significa que deixámos de depender só de nós para lutarmos pelo título de campeão nacional. Quando ainda faltam 31 jornadas. Isto pode ter algo de positivo? Só o facto de acontecer tão cedo: há tempo de sobra para darmos a volta. Mas precisamos de aguardar erros dos nossos principais adversários nesta corrida de longo curso.

 

 

Gostei

 

De Morita. Não é Matheus Nunes, claro: tem características muito diferentes. Mas não foi por ele que saímos derrotados do Dragão. Pelo contrário, o primeiro sinal de perigo neste clássico saiu dos pés do japonês, num lance de infiltração na grande área portista culminado num potente pontapé que embateu no poste direito da baliza. Mais uns centímetros ao lado e toda a história deste jogo teria sido diferente. Talvez mereça ser considerado o melhor Leão em campo.

 

De Fatawu. Entrou bem, embora só aos 79', quando Rúben Amorim decidiu retirar Edwards. O jovem internacional ganês anda com vontade de mostrar serviço como profissional do Sporting e percebe-se que sente atracção pela baliza. Quatro minutos depois de saltar do banco esteve quase a marcar, isolando-se perante o guarda-redes, num lance que Diogo Costa abortou com excelente defesa.

 

Do tempo extra na primeira parte. Duas oportunidades de golo nesta fase, em que o FCP esteve em contínuo sobressalto. Só faltou concretizá-las.

 

Do início do segundo tempo. Domínio claro do Sporting nos 20 minutos iniciais deste período, procurando desfazer o 1-0 que se registava ao intervalo, com o FCP a conceder-nos iniciativa de jogo. Boas subidas pelos flancos, sobretudo no esquerdo, em que Matheus Reis ganhou consecutivos confrontos individuais. Só faltou traduzir este domínio em golos.

 

Que desta vez não houvesse chavascal no Dragão. Certas tradições começam a perder-se. Se forem péssimas, como esta, é um excelente sinal.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Das alterações promovidas pelo treinador. Uma forçada, duas por opção técnica. Paulinho, lesionado, cedeu lugar a Edwards no onze titular. Neto foi central à direita, com St. Juste no banco, permitindo a Gonçalo Inácio alinhar à esquerda, sua posição natural. Ugarte foi o médio defensivo inicial, ficando Morita no banco. Três mudanças face ao onze titular que começou na jornada anterior, contra o Braga. Todas resultaram.

 

Da vitória clara contra o Rio Ave. Dir-se-ia que era o adversário ideal para esta nossa estreia nos jogos em casa da Liga 2022/2023. Não teria de ser assim: nos três jogos anteriores, para duas competições, a equipa de Vila do Conde agora regressada à principal divisão do futebol português tinha-nos imposto empates em Alvalade. Desta vez o enguiço quebrou-se. Com triunfo leonino por 3-0.

 

De Pedro Gonçalves. Errante na nossa frente de ataque, começando por integrar o tridente ofensivo pela esquerda, como mais gosta, voltou a ser crucial para nos render os três pontos. Com dois golos: o primeiro à ponta-de-lança clássico, encostando em posição frontal para desfazer o nulo que se mantinha aos 36'; o segundo após tabelinha de luxo com Trincão fixando o resultado aos 75' num toque de classe à mercê de poucos. E ainda mandou uma bola à barra, quatro minutos depois. O homem do jogo.

 

Do golão de Matheus Nunes. A partir dos 20 minutos, dada a dificuldade do Sporting em romper linhas perante a compacta muralha defensiva vilacondense, terá havido instruções expressas do treinador para recorrer aos remates de meia-distância. E assim aconteceu, pondo à prova a resistência adversária e a pontaria dos nossos jogadores. Nenhum tão brilhante como Matheus Nunes, que marcou o segundo - primeiro da sua conta pessoal nesta Liga - num espectacular tiro, absolutamente indefensável, que fez levantar o estádio aos 67'. Candidato desde já a um dos melhores golos do ano.

 

De Edwards. Começou na frente do ataque, como falso ponta-de-lança, mas cedo descaiu para as alas, em movimentos de ruptura, criando desequilíbrios. Em duas dessas situações assistiu para golo. Foi ele a desenhar o primeiro, em brilhante manobra da direita para o centro perto da linha final, limitando-se Pedro Gonçalves a encostar para as redes; foi ele a assistir Matheus, no flanco oposto, para o segundo. Só lhe faltou marcar também para ser o melhor em campo. Sério candidato a manter-se no onze titular.

 

De Trincão. Começa a ver-se aquele que foi o reforço mais sonante deste Sporting da nova temporada. De início algo inconsistente, preso às marcações. Mas foi-se soltando, evidenciando boa técnica individual, neste seu segundo jogo oficial de verde e branco. Aos 26', num pontapé cheio de colocação, desferiu um tiro à trave. E assistiu Pedro Gonçalves no terceiro, em combinação perfeita com o colega. Como se jogassem juntos há vários anos. Mereceu os aplausos escutados aos 80', quando foi substituído.

 

De Ugarte. Regressado de lesão que o impediu de integrar o lote inicial de jogadores na partida contra o Braga, recuperou o lugar no onze. E cumpriu a missão de que Rúben Amorim o investiu: fazer de Palhinha, como primeiro dos nossos defensores, embora uns metros mais à frente pois o Rio Ave fechou-se muito no seu reduto. Foi ele o primeiro a tentar romper a muralha adversária num pontapé de meia-distância, aos 21'. Aos 40', noutro remate, fez a bola rasar a trave. Campeão das recuperações: destacou-se neste domínio. Já amarelado, deu lugar a Morita aos 65'. Missão cumprida.

 

Do nosso domínio absoluto. Desta vez não nos limitámos a exibir "posse de bola": soubemos mesmo o que fazer com ela. Criando oportunidades em série que podiam até ter duplicado o número de golos. Enquanto o Rio Ave não dispôs sequer de uma situação concreta para marcar.

 

De termos mantido as redes imaculadas. Nem uma ameaça séria à nossa baliza: folha limpa após os três sofridos em Braga. Assim é que é.

 

Dos seis golos em dois jogos. Começamos bem neste domínio, revelando capacidade ofensiva superior à da época passada. Há que manter este registo, mesmo sem ponta-de-lança titular. Numa equipa que adoptou como lema «onde vai um, vão todos» a palavra de ordem passa a ser «se um marca, os outros marcam também». 

 

Da arbitragem de Manuel Mota. Com critério largo, sem interromper a partida por tudo e por nada no excelente relvado de Alvalade nem procurar ser ele o protagonista com recurso ao apito, permiitiu que os lances fluíssem. Foi ajudado pelos jogadores, há que reconhecer. O espectáculo saiu valorizado: poucas paragens, 62' de tempo útil de jogo - média muito superior ao habitual. Só assim nos aproximaremos dos melhores parâmetros do futebol europeu.

 

Da sentida homenagem inicial a Chalana. Exemplar desportivismo num estádio com 31.760 espectadores quando se honrou a memória do craque do Benfica - e da selecção nacional - há dias falecido.

 

Do aplauso do estádio a Esgaio. O lateral nazareno entrou aos 80', rendendo Porro. Ocasião apropriada para uma das notas desta noite amena em Alvalade: ovação vibrante ao jogador, que teve um deslize em Braga e foi injuriado pela matilha do costume nas redes ditas sociais. Estas palmas a um brioso jogador da nossa formação funcionaram também como expressiva vaia à tal matilha, letal ao Sporting.

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco. E não dava garantias suficientes de que a vitória tangencial pudesse ser mantida num lance fortuito do Rio Ave capaz de encaminhar a bola para a nossa baliza. Merecíamos mais face às oportunidades criadas. 

 

Dos 20 minutos iniciais. Demasiada troca inconsequente da bola, para o lado e para trás, enquanto os de Vila do Conde cortavam com eficácia as nossas linhas de passe. Era preciso romper aquele cerco. O primeiro a lançar o aviso foi Ugarte, de meia distância. Edwards seguiu-lhe o exemplo três minutos depois, aos 24'. Estava dado o mote para o que viria a ser uma vitória que até pareceu demasiado fácil. 

 

De St. Juste. Segundo jogo oficial, novamente relegado para o banco sem integrar o onze inicial. Desta vez, com Gonçalo bem encaixado como central à esquerda, Neto teve prioridade à direita. O holandês entrou só aos 72', claramente para ganhar minutos que possam compensar o facto de quase não ter feito pré-temporada por lesão. Está ainda longe da melhor forma, indiciando que também não será titular na próxima ronda, no Dragão.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ver o Sporting por três vezes em vantagem neste nosso jogo de estreia da Liga. Em Braga, contra a equipa minhota, adiantámo-nos sempre no marcador. E bem cedo, logo aos 9', por Pedro Gonçalves. Depois, por Nuno Santos, aos 18'. Finalmente, por Edwards, aos 83'. O problema é que sofremos outros tantos golos - aos 14', aos 45'+1 e aos 90'+3. Que fixaram o 3-3 como resultado na Pedreira.

 

De Matheus Nunes. O melhor em campo, sobretudo pelo que fez na primeira parte. É ele a desenhar o grande primeiro golo, que teve início nos seus pés (e na sua cabeça), é ele a assistir para o segundo, que Nuno Santos marcou de forma espectacular. Foi também ele a criar vários desequilíbrios no meio-campo interior, parecendo já combinar bem com Morita. Menos influente no segundo tempo, mas ainda assim a merecer destaque.

 

De Morita. O japonês que veio do Santa Clara é reforço, sem aspas. Estreante em jogos oficiais pelo Sporting, formou linha no meio-campo com Matheus, cabendo-lhe mais acções de apoio à defesa, que cumpriu sem mácula. Boa visão de jogo, precisão no passe, segurança na manobra ofensiva, algumas recuperações de bola.

 

De Pedro Gonçalves. Não fez uma partida brilhante, mas estava lá, no momento certo, e não falhou. À ponta-de-lança, convertendo o nosso primeiro golo, em posição frontal após centro milimétrico de Porro. Com este, já soma 37 em desafios do campeonato vestido de verde e branco. Apetece perguntar se não pode ser ele o avançado-centro que nos falta.

 

De St. Juste. O defesa holandês estreou-se enfim aos 60', saltando do banco. Depois de falhar, por lesão, quase toda a pré-temporada. Percebe-se que tem bom jogo aéreo e é competente a sair com a bola controlada. Foi ele a iniciar, num passe longo, o lance do nosso terceiro golo. Ainda assustou, ao cair mal numa dividida, mas manteve-se em campo. Percebe-se que será ele o titular da posição como central à direita.

 

De Rochinha. Entrou aos 76', ainda a tempo de protagonizar a melhor jogada individual do desafio. Pegou na bola, galgou terreno driblando toda a defesa braguista e assistiu para Edwards encostar: era o 2-3. Resultado que devíamos ter trazido do Minho. Infelizmente ainda sofremos um golo à beira do fim.

 

Dos regressos de Adán e Ugarte. Ambos vindos de lesões, mostraram estar recuperados. Melhor o guarda-redes espanhol, sem culpa nos três sofridos e roubando aos 65' um golo a Rodrigo Gomes e outro a Vitinha mesmo ao cair do pano, do que o médio uruguaio, que Rúben Amorim fez entrar só aos 60' e teve uma exibição algo apagada, longe daquilo a que nos habituou noutros encontros.

 

Da primeira parte. Terminou 2-2, mas fomos superiores nesses 45 minutos iniciais, apesar dos erros defensivos cometidos. Por cansaço físico de vários jogadores e alguma instabilidade táctica (apenas dois, Coates e Matheus Nunes, terminaram nas posições em que começaram o jogo), consentimos alguma superioridade ao Braga no segundo tempo. E perdemos dois pontos por via disso.

 

Do espectáculo. Este Braga-Sporting, com emoção do princípio ao fim, perante mais de 17 mil espectadores ao vivo, foi um excelente veículo de promoção do futebol. De longe o melhor desafio desta primeira ronda da Liga 2022/2023. Com tudo quanto exigimos a uma competição da modalidade, ao nível dos grandes encontros dos melhores campeonatos europeus.

 

 

Não gostei

 

Dos três golos sofridos. Em comparação com os dois anteriores campeonatos, parecemos ter perdido o nosso maior trunfo: o equilíbrio defensivo. É verdade que começámos o jogo com dois defesas adaptados (Gonçalo, que é canhoto, actuou como central à direita e Matheus Reis, lateral de origem, foi central à esquerda), mas isso não explica que tenhamos desperdiçado três momentos de vantagem no marcador e sofrido dois golos na sequência de bolas paradas. Algo capaz de comprometer as aspirações de uma equipa que luta pelo título.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Parado, sem iniciativa, sem dinâmica, incapaz de abrir linhas de passe ou incomodar os defesas adversários. No único remate que tentou, aos 22', rematou muito por cima. Aos 32', perdendo um lance limpo com Sequeira, atirou-se para o chão em zona frontal à baliza, simulando falta - mau hábito que tarda a perder. Saiu só aos 60', mas devia ter ido ao duche logo ao intervalo.

 

De Gonçalo Inácio. De vez em quando tem prestações desastradas. Foi o caso desta, tal como sucedera no Sporting-Braga da Liga anterior. Displicente na reposição de uma bola, aos 33', deixou um adversário roubar-lha em zona proibida, gerando um golo do Braga que acabou anulado por posição irregular em momento posterior. Aos 54' deixou Ricardo Horta movimentar-se à vontade na grande área, gerando outra situação iminente de golo. Já no lado esquerdo, após a entrada de St. Juste, perde novamente a bola, aos 66'. Quase nada lhe saiu bem.

 

De Matheus Reis. Fez duas posições: primeiro como central à esquerda, depois junto à linha, onde se sente mais à vontade. Permitiu a Banza movimentar-se à vontade no golo inicial do Braga e falha marcação no segundo. Há dias assim: desta vez tocou-lhe a ele.

 

De Trincão. Promete muito, mas ainda mostra pouco. Nesta sua partida inicial pelo Sporting, para competições oficiais, foi somando fintas inconsequentes e passes falhados nas acções ofensivas. Foi dos raros jogadores que melhoraram a exibição já perto do fim, quando actuava como extremo-direito. Mas insuficiente para merecer nota positiva.

 

De Esgaio. Entrou aos 84', rendendo Trincão. Quatro minutos depois, junto à linha direita da nossa zona defensiva, perdeu um duelo individual com Álvaro Djaló, recém-promovido da equipa B braguista. Desse lance em que foi incapaz de travar o extremo adversário nasceu o golo que selou o resultado e nos custou dois pontos. 

 

Das saídas de Morita e Porro. Um aos 60', outro aos 76'. Não percebi. Estavam a ser dois dos melhores em campo. E não davam sinais de exaustão ou debilidade física.

 

De perder dois pontos logo a abrir. Em comparação com os nossos rivais, que golearam nos respectivos jogos, ambos em casa, já levamos dois de atraso. E também na comparação com a nossa prestação no campeonato anterior, quando vencemos o Braga por 2-1.

Balanço (35)

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Rúben Amorim despede-se de Sarabia no Sporting-Santa Clara (14 de Maio)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a última de quatro partes.

 

14 de Março (Moreirense, 0 - Sporting, 2): SLIMANI

«Pela primeira vez, Amorim desenhou uma equipa titular contando com um triângulo ofensivo composto por Edwards, Paulinho e Slimani - com o argelino em zona mais central. Teste superado com distinção: acertou à primeira. Quem dizia que estes jogadores poderiam não combinar se actuassem juntos estava a ver o filme errado.»

 

19 de Março (V. Guimarães, 1 - Sporting, 3): PAULINHO

«Estivemos a perder desde o minuto 23, na única falha colectiva da nossa equipa no plano defensivo, mas fomos capazes de dar a volta. Chegando ao empate mesmo à beira do intervalo e fazendo dois excelentes golos no segundo tempo. Há 13 anos que não conseguíamos virar o resultado neste estádio, sempre difícil para as equipas forasteiras.»

 

3 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): SARABIA

«Outro jogo termina com as redes leoninas imaculadas. Em 28 jogos da Liga 2021/2022, este foi o 16.º em que não sofremos golos. Reforçamos a nossa posição como equipa mais intransponível. Elogio para o trio de centrais desta recepção ao Paços: Gonçalo Inácio, Coates e Matheus Reis. Além de Adán, claro.»

 

9 de Abril (Tondela, 1 - Sporting, 3): SARABIA

«Exibição de classe da nossa equipa, com domínio absoluto no terreno bem reflectido nas estatísticas dos remates: nove do Sporting, nem um para amostra do Tondela. Sem ponta-de-lança, com três avançados em constante mobilidade (Edwards, Sarabia e Pedro Gonçalves) a baralhar as marcações adversárias, e o nosso trio defensivo muito subido, actuando perto da linha do meio-campo, sufocámos o Tondela, incapaz de sair do seu reduto nos 45 minutos iniciais.»

 

17 de Abril (Sporting, 0 - Benfica, 2): SARABIA

«Mais de 40 mil adeptos compareceram em Alvalade em noite de domingo de Páscoa para ver aquele que foi o nosso pior jogo desta época em competições internas. O jogo em que entregámos de bandeja o título ao FC Porto e reabrimos a discussão para o segundo lugar na Liga, permitindo a aproximação do Benfica - agora com menos seis pontos.»

 

25 de Abril (Boavista, 0 - Sporting, 3): COATES

«Falta-nos apenas um ponto, nestas três rondas finais, para garantirmos o acesso directo à Liga dos Campeões. E aos largos milhões de euros que esta qualificação nos proporciona.»

 

1 de Maio (Sporting, 4 - Gil Vicente, 1): NUNO SANTOS

«Dominámos todo o desafio - desde os minutos iniciais, em que entrámos de pé no acelerador. Tivemos posse de bola com qualidade, fazendo-a rolar rumo à baliza adversária, sem a desperdiçar com trocas inconsequentes e estéreis no nosso reduto. No final da primeira parte já tínhamos 12 remates, sete dos quais enquadrados.»

 

7 de Maio (Portimonense, 2 - Sporting, 3): SARABIA

«Estivemos a perder entre os minutos 30 e 76. Soubemos virar o resultado contra um Portimonense bem apetrechado e que deu muita luta - nada a ver com a miserável prestação de há dias, no amigável frente ao FC Porto em que entrou em campo já resignado à derrota, com o consentimento expresso do treinador Paulo Sérgio.»

 

14 de Maio (Sporting, 4 - Santa Clara, 0): PORRO

«Não bastava vencer: era preciso convencer. E foi isso que fizemos em campo. Após um período algo titubeante, em que andámos a mastigar jogo e sofremos pelo menos um calafrio, impusemos o nosso domínio e os golos foram saindo de rajada.»

Balanço (34)

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Matheus Reis e Matheus Nunes festejam golo do primeiro no Sporting-Famalicão (6 de Fevereiro)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a terceira de quatro partes.

 

16 de Janeiro (Vizela, 0 - Sporting, 2): DANIEL BRAGANÇA

«Voltámos às vitórias, depois do percalço ocorrido em Ponta Delgada na jornada anterior, num jogo que dominámos por completo a partir do quarto de hora inicial. Na segunda parte limitámo-nos a segurar a vantagem, aspecto em que somos muito fortes. Continuamos a fazer marcação cerrada ao FC Porto e ampliámos a distância face ao Benfica, terceiro classificado da Liga, agora seis pontos abaixo de nós.»

 

22 de Janeiro (Sporting, 1 - Braga, 2): PEDRO GONÇALVES

«Onde foi parar a muralha defensiva leonina, ainda há pouco tão elogiada pela sua segurança e consistência? Sete golos sofridos nos últimos quatro desafios do campeonato (dois contra o Portimonense, três contra o Santa Clara, agora outros dois). Mais do que nas 15 partidas anteriores.»

 

2 de Fevereiro (B-SAD, 1 - Sporting, 4): SARABIA

«Futebol alegre e vertical, demonstrando que aquele período de mini-crise em que perdemos dois jogos (contra o Santa Clara nos Açores e contra o Braga em casa) está superado. O facto de nos termos sagrado campeões de Inverno, derrotando o Benfica na final da Taça da Liga, ajudou muito.»

 

6 de Fevereiro (Sporting, 2 - Famalicão, 0): ADÁN

«Há cinco jogos que não mantínhamos a baliza a zero: desta vez foi possível conservá-la intacta. Para isso muito contribuiu o regresso de Coates, após convocatória para a selecção do Uruguai. Com ele em campo a equipa melhora em concentração competitiva, na pressão aos atacantes adversários e no controlo da profundidade.»

 

11 de Fevereiro (FC Porto, 2 - Sporting, 2): MATHEUS REIS

«Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12(!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.»

 

20 de Fevereiro (Sporting, 3 - Estoril, 0): SARABIA

«A superioridade leonina foi indiscutível: o 1-0 que se registava ao intervalo só pecava por escasso. Consumou-se assim o 18.º triunfo do Sporting nesta Liga 2021/2022. Num embate em que a equipa adversária não fez um só remate à baliza leonina.»

 

26 de Fevereiro (Marítimo, 1 - Sporting, 1): MATHEUS REIS

«A estrelinha ficou em Lisboa: empatámos 1-1- resultado que já estava construído ao intervalo. Mais dois pontos perdidos, após as recentes derrotas contra Santa Clara e Braga, além do empate no Dragão.»

 

5 de Março (Sporting, 2 - Arouca, 0): SLIMANI

«Estava a ficar difícil: apenas um triunfo nos cinco desafios anteriores. Quebrámos o enguiço, mas só na segunda parte do jogo de ontem contra o Arouca, perante 25 mil espectadores que assistiram ao vivo em Alvalade, e após o treinador ter feito algo muito raro: mudar três futebolistas ao intervalo.»

 

(Conclui amanhã)

Balanço (33)

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Coates, herói do Sporting, 1 - Moreirense, 0 (23 de Outubro de 2021)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a segunda de quatro partes.

 

23 de Outubro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): COATES

«O capitão leonino - homenageado antes do jogo por já ter envergado 250 vezes a camisola verde e branca - parece querer repetir as excelentes exibições da época anterior, coroada com o título de campeão nacional para o Sporting e com ele a sagrar-se o melhor jogador do campeonato.»

 

30 de Outubro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): COATES

«Em casa, já somamos 33 jogos seguidos sem derrotas para o campeonato. E ganhamos há cinco partidas consecutivas. Não é só estrelinha, ao contrário do que alguns dizem. É muita competência, muito mérito. E muito trabalho bem orientado.»

 

7 de Novembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): ESGAIO

«Na noite fria de Paços de Ferreira, nunca esmoreceram. Melhor assistência do estádio da Capital do Móvel nesta época, com mais de cinco mil nas bancadas. Sportinguistas em evidente maioria. As restrições provocadas pela pandemia ficaram felizmente para trás.»

 

28 de Novembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): SARABIA

«[Sarabia] movimentou-se muito bem, revelando automatismos na articulação com os companheiros, abrindo linhas de passe e demonstrando a capacidade técnica que o creditou como titular da selecção espanhola. Estreou-se a marcar no nosso campeonato logo aos 10', aproveitando da melhor maneira um atraso dentro da grande área do Tondela. E foi ele a rematar no lance de que resultou o segundo golo leonino, aos 50', nascido da recarga a esse forte pontapé.»

 

3 de Dezembro (Benfica, 1 - Sporting, 3): MATHEUS NUNES

«Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.»

 

11 de Dezembro (Sporting, 2 - Boavista, 0): SARABIA

«A verdadeira juventude leonina estava no relvado. A falsa, nas bancadas, continua a ser letal ao Sporting, provocando multas atrás de multas que a SAD tem de pagar. Desde o início da temporada estes vândalos já causaram 127 mil euros em prejuízos. Custa perceber como é que não são identificados e continuam a ser autorizados a entrar no estádio.»

 

18 de Dezembro (Gil Vicente, 0 - Sporting, 3): NUNO SANTOS

«Mandámos por completo no jogo, desboqueámos o nulo inicial e podíamos até ter terminado a partida com goleada. Destaque para os 11 minutos em que fizemos dois golos e para o quarto de hora final, com domínio absoluto do Sporting, continuamente incentivado por muitos adeptos presentes no estádio.»

 

29 de Dezembro (Sporting, 3 - Portimonense, 2): PAULINHO

«A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.»

 

7 de Janeiro (Santa Clara, 3 - Sporting, 2): SARABIA

«Não é nada vulgar nesta era Amorim, mas o jogo partiu-se demasiado cedo e foram accionadas medidas de emergência que soaram em excesso a improviso. Sobretudo no quarto de hora final. Coates a ponta-de-lança procurando colmatar a ineficácia de Paulinho, Palhinha recuando para a posição do uruguaio, Esgaio transitando de lateral para central... Tanta baralhação não trouxe nada de bom.»

 

(Continua amanhã)

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